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<p>Prática dos</p><p>recursos ao TST</p><p>Profa. Carolina Tupinambá</p><p>Descrição</p><p>Você vai adquirir conhecimentos práticos acerca da interposição de</p><p>recursos ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).</p><p>Propósito</p><p>O entendimento das principais nuances dos recursos processados no</p><p>TST é fundamental para uma atuação exitosa no âmbito desse tribunal.</p><p>Preparação</p><p>Antes de iniciar seu estudo, tenha em mãos a Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho (CLT) – Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o</p><p>Código de Processo Civil (CPC) – Lei nº 13.105, de 16 de março de</p><p>2015.</p><p>Objetivos</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 1/36</p><p>Módulo 1</p><p>Recurso de revista</p><p>Classificar as espécies de recursos processados no âmbito do</p><p>Tribunal Superior do Trabalho.</p><p>Módulo 2</p><p>Outros recursos cabíveis ao TST</p><p>Reconhecer a vivência prática recursal superior no âmbito da Justiça</p><p>do Trabalho.</p><p>Introdução</p><p>A compreensão e o domínio das ferramentas jurídicas é essencial</p><p>para aqueles que atuam no campo da Justiça do Trabalho, e entre</p><p>essas ferramentas, os recursos ao Tribunal Superior do Trabalho</p><p>(TST) desempenham um papel central. Neste conteúdo, vamos</p><p>explorar de forma detalhada alguns desses recursos.</p><p>Começaremos com o recurso de revista, um instrumento jurídico</p><p>de caráter extraordinário e fundamentação vinculada,</p><p>regulamentado pelo artigo 896 da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho (CLT). Sua principal função é buscar a exata aplicação</p><p>do direito objetivo, não permitindo o reexame de fatos, mas com</p><p>foco na verificação do direito em questão.</p><p>Aqui, apresentaremos detalhadamente os requisitos para</p><p>interposição do recurso, incluindo os pressupostos de</p><p>admissibilidade, como o prequestionamento e a transcendência.</p><p>Além disso, abordaremos as hipóteses em que o recurso é</p><p>cabível, bem como seus prazos e o rito a ser seguido. Você vai</p><p></p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 2/36</p><p>notar que o recurso de revista é uma ferramenta técnica, e a</p><p>forma como é elaborado e fundamentado desempenha um papel</p><p>crucial em sua aceitação pelos tribunais.</p><p>Além do recurso de revista, destacaremos os embargos de</p><p>divergência, discutindo sua competência, prazos de interposição,</p><p>as situações em que podem ser empregados, e o seu papel na</p><p>uniformidade da jurisprudência.</p><p>Também conheceremos os embargos infringentes, um recurso</p><p>de natureza ordinária, especificamente aplicado a casos de</p><p>dissídios coletivos complexos, que exigem análise detalhada dos</p><p>pressupostos recursais.</p><p>Por fim, discutiremos os agravos regimental e interno, ambos</p><p>relacionados a decisões monocráticas, cada um com suas</p><p>particularidades quanto ao cabimento e à competência.</p><p>Em resumo, vamos fornecer um panorama completo dos</p><p>recursos cabíveis ao TST, facilitando a compreensão de suas</p><p>nuances e peculiaridades.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 3/36</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>1 - Recurso de revista</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de classi�car as espécies de recursos processados no</p><p>âmbito do Tribunal Superior do Trabalho.</p><p>Entendendo o recurso de revista</p><p>Confira, neste vídeo, o que é o recurso de revista e quais são suas</p><p>principais características.</p><p>Natureza e características gerais</p><p>O recurso de revista é classificado como de natureza extraordinária e de</p><p>fundamentação vinculada, cujo órgão julgador é o Tribunal Superior do</p><p>Trabalho (TST), sendo disciplinado no art. 896 da CLT.</p><p>Entenda melhor essas classificações dos recursos!</p><p>Natureza extraordinária</p><p>Recursos dessa natureza surgem na tutela do direito objetivo, em</p><p>busca de sua exata aplicação. Portanto, impedem a análise dos</p><p>fatos ocorridos, inclusive o reexame de provas, restringindo-se à</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 4/36</p><p>verificação do direito em tela, conforme expressão da Súmula nº</p><p>126 do TST.</p><p>Além do recurso de revista, encontramos, nessa categoria, no</p><p>processo do trabalho especificadamente, os embargos para a</p><p>seção de direitos individuais.</p><p>Fundamentação vinculada</p><p>Essa definição decorre da necessidade de indicação de vício</p><p>específico da decisão impugnada. No caso do recurso de revista,</p><p>a vinculação encontra-se na demonstração de divergência ou de</p><p>violação literal de dispositivo de lei federal ou afronta direta e</p><p>literal à Constituição Federal.</p><p>O recurso de revista tem como propósito impugnar acórdão dos</p><p>Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) proferidos em grau de recurso</p><p>ordinário. Isso significa que o recurso de revista somente caberá depois</p><p>do julgamento do recurso ordinário, impondo, dessa forma, que a</p><p>demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho.</p><p>É por isso que não cabe, como regra, recurso de revista de ação de</p><p>competência originária dos tribunais, como ação rescisória e dissídio</p><p>coletivo, entre outros. Da mesma forma, não cabe recurso de revista de</p><p>decisão proferida em agravo de instrumento decidido pelo TRT, posto</p><p>que não houve antes o julgamento de um recurso ordinário (Súmula nº</p><p>218 do TST).</p><p>Prazo e preparo</p><p>O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas,</p><p>devendo ser interposto no prazo de 8 dias úteis, tendo o mesmo prazo</p><p>para as contrarrazões.</p><p>A Fazenda Pública, o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria</p><p>Pública têm o prazo em dobro, ou seja, 16 dias — CPC, arts. 180, 183 e</p><p>186 —, inclusive para as contrarrazões.</p><p>Atenção!</p><p>Os feriados locais devem ser comprovados pelas partes, sob pena de</p><p>ser considerado o recurso intempestivo.</p><p>Para a interposição do recurso de revista, é necessário que o recorrente</p><p>arque com as custas processuais e com o depósito recursal — o que é</p><p>chamado de preparo. O preparo das custas processuais poderá ser</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 5/36</p><p>alterado em função do resultado do julgamento do recurso ordinário em</p><p>dissídios individuais (Súmula nº 25 do TST).</p><p>Quanto ao depósito recursal, o recurso de revista está sujeito às</p><p>mesmas regras do recurso ordinário. O valor do teto do depósito</p><p>recursal como pressuposto de admissibilidade do recurso de revista é o</p><p>dobro do fixado para o recurso ordinário. Sobre o depósito recursal, é</p><p>relevante o conteúdo do enunciado da Súmula nº 128 do TST.</p><p>Vamos conferir as isenções de preparo!</p><p> O MPT (art. 790-A, II, da CLT).</p><p> As pessoas jurídicas de direito público.</p><p> A massa falida (Súmula nº 86 do TST).</p><p> Os que litigam sob o pálio da assistência judiciária</p><p>sindical (art. 14 da Lei nº 5.584, de 26 de junho de</p><p>1970).</p><p> Os beneficiários da justiça gratuita, as entidades</p><p>filantrópicas e as empresas em recuperação judicial</p><p>(art. 899, § 10, da CLT).</p><p> A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)</p><p>– Orientação Jurisprudencial (OJ) nº 247, II, da</p><p>S b ã E i li d Di ídi I di id i I</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 6/36</p><p>Tanto o cumprimento da tempestividade quanto a comprovação do</p><p>preparo devem ser indicados na peça recursal, assim como anexados</p><p>seus comprovantes.</p><p>Na prática advocatícia, orienta-se que o preparo e a tempestividade</p><p>sejam tópicos iniciais do recurso de revista, pois são pressupostos</p><p>extrínsecos que, caso ausentes, impedem o conhecimento da peça</p><p>recursal. Dessa forma, facilita ao julgador bem como à própria</p><p>admissão dos recursos, tanto no recurso de revista quanto nos demais,</p><p>a identificação do cumprimento de tais requisitos.</p><p>Competência para julgamento</p><p>A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do TST,</p><p>representadas na imagem. Confira!</p><p>Turmas</p><p>do TST.</p><p>Pressupostos especí�cos de</p><p>admissibilidade</p><p>Neste vídeo, você compreenderá os requisitos específicos de</p><p>admissibilidade do recurso de revista, tratando especialmente do</p><p>prequestionamento e da transcendência.</p><p>Subseção Especializada em Dissídios Individuais I</p><p>(SBDI-1) do TST.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 7/36</p><p>O recurso de revista deve preencher todos os pressupostos genéricos</p><p>direcionados aos demais recursos, como cabimento, tempestividade,</p><p>representação e preparo, entre outros. Nesse recurso, não é aplicável o</p><p>jus postulandi, por força da Súmula nº 425 do TST. Portanto, não pode a</p><p>parte, sem representação de um advogado, postular perante o TST.</p><p>Ao contrário dos pressupostos genéricos, o cumprimento dos</p><p>pressupostos específicos de admissibilidade do recurso de revista é</p><p>tarefa muitas vezes árdua para os advogados. A jurisprudência é</p><p>extremamente restritiva. Por isso, é fundamental que o advogado se</p><p>esforce nessa parte do recurso, sob pena de sequer ser conhecido.</p><p>Os advogados devem cumprir, portanto, os pressupostos específicos de</p><p>admissibilidade. São eles:</p><p></p><p>Prequestionamento</p><p></p><p>Transcendência</p><p>Vejamos com mais detalhes cada um desses pressupostos.</p><p>Prequestionamento</p><p>Consiste na obrigatoriedade de que haja decisão prévia acerca do direito</p><p>objetivo supostamente violado ou aplicado de forma divergente. Em</p><p>outras palavras, “[...] diz-se prequestionada a matéria ou questão quando</p><p>na decisão impugnada haja sido adotada, explicitamente, tese a</p><p>respeito” (Súmula nº 297, 1, do TST).</p><p>Por tese explícita, deve-se entender a tese jurídica apreciada e decidida</p><p>pelo tribunal a quo (de origem), independentemente de ter constado, no</p><p>acórdão impugnado, referência ao dispositivo legal.</p><p>O que se impõe, portanto, é juízo de valor proferido expressamente pelo</p><p>tribunal a quo. Isso significa que a matéria estará prequestionada se, por</p><p>exemplo, o acórdão impugnado explanar que não há violação ao</p><p>princípio do contraditório, sem que haja necessidade de especificar o</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 8/36</p><p>art. 5º, LV, da Constituição Federal (CF) de 1988 (OJ nº 118 da SDI-I do</p><p>TST).</p><p>Somente haverá prequestionamento se houver tese jurídica</p><p>expressamente adotada na fundamentação do acórdão. Com o CPC, a</p><p>tese jurídica poderá estar declarada inclusive no voto vencido. Vejamos</p><p>o que prevê, in verbis, o art. 941, 3º.</p><p>§ 3º O voto vencido será</p><p>necessariamente declarado e</p><p>considerado parte integrante do</p><p>acórdão para todos os fins legais,</p><p>inclusive de pré-questionamento.</p><p>(Lei nº 13.105/2015)</p><p>No momento da interposição do recurso de revista, o recorrente deverá</p><p>indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o</p><p>prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista, ou seja,</p><p>o recorrente deverá destacar em seu recurso o trecho da decisão que</p><p>corresponde à sua insurgência (CLT, art. 896, § 1-A), sob pena de não</p><p>conhecimento.</p><p>Desse modo, não haverá tese jurídica e, portanto, prequestionamento, se</p><p>a decisão do TRT simplesmente adotar os fundamentos da decisão de</p><p>primeiro grau (OJ nº 151 da SDI-I do TST), uma vez que falta juízo de</p><p>valor sobre a matéria.</p><p>Pode ocorrer de a parte invocar a matéria em seu recurso principal (por</p><p>exemplo, recurso ordinário), mas o tribunal não se manifestar sobre ela.</p><p>Nesse caso, incumbe-lhe opor embargos declaratórios objetivando o</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 9/36</p><p>pronunciamento sobre o tema, sob pena de preclusão (Súmula nº 297, II,</p><p>do TST).</p><p>Sendo opostos os embargos de declaração, caso o tribunal, ainda</p><p>assim, não se pronuncie sobre o tema, será considerada prequestionada</p><p>a matéria (Súmula nº 297, III, do TST). Tem-se aqui o chamado</p><p>prequestionamento ficto.</p><p>O CPC/2015 adota a tese do TST, reconhecendo o prequestionamento</p><p>ficto, conforme se observa em seu art. 1.025 (TST-IN nº 39/2016, art. 90,</p><p>parágrafo único). Confira!</p><p>Art. 1.025. Consideram-se incluídos</p><p>no acórdão os elementos que o</p><p>embargante suscitou, para fins de</p><p>pré-questionamento, ainda que os</p><p>embargos de declaração sejam</p><p>inadmitidos ou rejeitados, caso o</p><p>tribunal superior considere</p><p>existentes erro, omissão,</p><p>contradição ou obscuridade.</p><p>(TST-IN nº 39/2016)</p><p>É muito importante atentar para o fato de que o prequestionamento ficto</p><p>tem incidência para o TST apenas na hipótese de questão jurídica,</p><p>mantendo a rigidez do prequestionamento quanto à matéria de fato, já</p><p>que esta deve ser esgotada na instância ordinária.</p><p>Desse modo, se o Tribunal Regional for provocado a se manifestar sobre</p><p>determinado fato, por meio de embargos de declaração, e negar a</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 10/36</p><p>existência de omissão, não haverá prequestionamento ficto, admitindo-</p><p>se o recurso de revista por negativa de prestação jurisdicional, ou seja,</p><p>por violação do art. 832 da CLT, do art. 489 do CPC/2015 e do art. 93, IX,</p><p>da CF/1988 (Súmula nº 459 do TST).</p><p>O art. 896, § 1º-A, inciso IV, da CLT, acrescentado pela Lei nº 13.467, de</p><p>13 de julho de 2017, trata exatamente dessa hipótese, ou seja, da</p><p>omissão de pronunciamento do tribunal referente à matéria de fato ou</p><p>de prova. Veja o que consta no dispositivo sobre a atuação do</p><p>recorrente!</p><p>IV - transcrever na peça recursal, no</p><p>caso de suscitar preliminar de</p><p>nulidade de julgado por negativa de</p><p>prestação jurisdicional, o trecho dos</p><p>embargos declaratórios em que foi</p><p>pedido o pronunciamento do</p><p>tribunal sobre questão veiculada no</p><p>recurso ordinário e o trecho da</p><p>decisão regional que rejeitou os</p><p>embargos quanto ao pedido, para</p><p>cotejo e verificação, de plano, da</p><p>ocorrência da omissão.</p><p>(Decreto-Lei nº 5.452/1943)</p><p>Caso existam embargos de declaração para suprir omissão do TRT e</p><p>caso este não se pronuncie expressamente acerca da matéria</p><p>impugnada, haverá consequências. Vamos conferi-las!</p><p>Matéria de direito</p><p>Neste caso, estará preenchido o prequestionamento ficto, e o TST</p><p>poderá examinar a matéria.</p><p>Matéria de fato</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 11/36</p><p>Neste caso, haverá a possibilidade de conhecimento da nulidade</p><p>da prestação jurisdicional pelo TST, determinando-se o retorno</p><p>dos autos ao TRT para manifestação acerca de tais matérias.</p><p>O TST entende que, nascendo a violação na própria decisão recorrida</p><p>(por exemplo, julgamento extra petita no TRT, ou seja, aquele diferente</p><p>do pedido formulado pelo autor), não será exigível o prequestionamento</p><p>(OJ nº 119 da SDI-I do TST).</p><p>Na prática forense, é comum que o pleito do recurso de revista se baseie</p><p>na alegação de negativa de prestação jurisdicional. Para isso, é ônus da</p><p>parte, na interposição do recurso de revista, o que consta no art. 896, §</p><p>1º-A, inciso IV, da CLT.</p><p>Transcendência</p><p>O recurso de revista será analisado se oferecer transcendência com</p><p>relação aos reflexos gerais de naturezas econômica, política, social ou</p><p>jurídica (CLT, art., 896-A). Isso significa que a causa não pode produzir</p><p>reflexos apenas para as partes, mas ultrapassar (transcender) aquela</p><p>relação processual.</p><p>Aproxima-se da repercussão geral exigida no recurso extraordinário para</p><p>o Supremo Tribunal Federal (STF) (CPC/2015, art. 1.035, §1º), sendo um</p><p>pressuposto intrínseco do recurso de revista. É o último pressuposto a</p><p>ser verificado pelo TST.</p><p>De acordo com o art. 896-A, § 1º, da CLT, “são indicadores de</p><p>transcendência, entre outros:</p><p>I. econômica, o elevado valor da causa;</p><p>II. política, o desrespeito da instância recorrida à jurisprudência</p><p>sumulada do Tribunal Superior do Trabalho ou do Supremo</p><p>Tribunal Federal;</p><p>III. social, a postulação, por reclamante-recorrente, de direito social</p><p>constitucionalmente assegurado;</p><p>IV. jurídica, a existência de questão nova em torno da interpretação da</p><p>legislação trabalhista”.</p><p>A análise da existência ou não da transcendência é exclusiva do TST,</p><p>sendo vedada sua verificação pelo presidente do TRT (CLT, art. 896-A, §</p><p>6º).</p><p>Nesse contexto, o art. 896-A, § 2º, da CLT declina que “[...] poderá o</p><p>relator, monocraticamente, denegar seguimento ao recurso de revista</p><p>que não demonstrar transcendência, cabendo agravo desta decisão para</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 12/36</p><p>o colegiado”. O prazo do agravo é de oito dias úteis (TST-IN nº 39, art.</p><p>§1º, §2º).</p><p>Interposto o agravo da decisão monocrática que denegou seguimento</p><p>ao recurso de revista por ausência de transcendência, no julgamento do</p><p>agravo, o recorrente poderá realizar sustentação oral sobre a questão da</p><p>transcendência durante 5 minutos em sessão (art. 896-A, § 1º e § 3º, da</p><p>CLT).</p><p>Mantido o voto do relator quanto a não transcendência do recurso, será</p><p>lavrado acórdão com fundamentação sucinta, que constituirá decisão</p><p>irrecorrível no âmbito do tribunal (art. 896-A, § 4º, da CLT). Impede,</p><p>portanto, a interposição dos embargos de divergência para a SDI.</p><p>Esse dispositivo, porém, não impede a interposição dos embargos de</p><p>declaração, uma vez que todas as decisões, inclusive aquela em análise,</p><p>estão sujeitas aos embargos. Do mesmo modo, caberá recurso</p><p>extraordinário para o STF, desde que estejam presentes seus</p><p>pressupostos.</p><p>O art. 896-A, § 5º, da CLT, por fim, declina que: “É</p><p>irrecorrível a decisão monocrática do relator que, em</p><p>agravo de instrumento em recurso de revista,</p><p>considerar ausente a transcendência da matéria”.</p><p>Na prática, o requisito do prequestionamento é ainda mais fácil de ser</p><p>cumprido do que o da transcendência, ainda mais pelo fato de não ser</p><p>possível levar ao julgamento do colegiado tal análise, quando o relator</p><p>do agravo de instrumento em recurso de revista não considere cumprido</p><p>tal requisito. Esse é o destino de milhares de recursos de revista</p><p>atualmente.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 13/36</p><p>Cabimento</p><p>Neste vídeo, você verá as diferentes hipóteses de cabimento do recurso</p><p>de revista. Confira!</p><p>O recurso de revista será cabível quando demonstrada a:</p><p></p><p>Divergência jurisprudencial.</p><p></p><p>Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à</p><p>Constituição Federal.</p><p>Vejamos com mais detalhes cada uma dessas hipóteses.</p><p>Primeira hipótese</p><p>A divergência jurisprudencial é entendida como a existência de decisões</p><p>conflitantes, ou seja, quando analisado um dispositivo legal, embasado</p><p>em fatos idênticos ou semelhantes, cada tribunal interpreta o dispositivo</p><p>de modo diverso.</p><p>A divergência jurisprudencial a legitimar o recurso de revista, nos termos</p><p>das alíneas “a” e “b” do art. 896 da CLT, ocorre quando os TRTs:</p><p>a. “derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa</p><p>da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no</p><p>seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do</p><p>Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de</p><p>jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do</p><p>Supremo Tribunal Federal;”</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 14/36</p><p>b. “derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva</p><p>de Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento</p><p>empresarial de observância obrigatória em área territorial que</p><p>exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão</p><p>recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a.”</p><p>Interpreta-se como dispositivo de lei federal a lei no sentido formal e</p><p>material. Não cabe recurso de revista com base em norma regulamentar</p><p>do Ministério do Trabalho, decretos, portarias etc.</p><p>Atenção!</p><p>A divergência deve ser entre tribunais regionais diferentes, não servindo</p><p>a divergência existente entre turmas de um mesmo TRT (OJ nº 111 da</p><p>SDI-I do TST). Isso ocorre, porque o TST tem a função de unificar a</p><p>jurisprudência nacional em sede de matéria trabalhista, afastando a</p><p>dissidência entre os tribunais regionais.</p><p>A divergência dentro do mesmo tribunal é resolvida, internamente, por</p><p>meio do incidente de uniformização, e não diretamente pelo recurso de</p><p>revista.</p><p>Em contrapartida, será cabível o recurso de revista quando contrariar</p><p>decisões da SDI (I ou II), assim como as súmulas e as orientações</p><p>jurisprudenciais e precedentes normativos. Nesse sentido, tem-se a OJ</p><p>nº 219 da SDI-I do TST. Observe!</p><p>Recurso de Revista ou de Embargos</p><p>fundamentado em Orientação</p><p>Jurisprudencial do TST</p><p>É válida, para efeito de</p><p>conhecimento do recurso de revista</p><p>ou de embargos, a invocação de</p><p>Orientação Jurisprudencial do</p><p>Tribunal Superior do Trabalho, desde</p><p>que, das razões recursais, conste o</p><p>seu número ou conteúdo.</p><p>(TST, OJ nº 219 da SDI-I)</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 15/36</p><p>É possível que uma empresa esteja sediada em mais de uma regional,</p><p>de modo que uma norma estadual, uma convenção coletiva, um acordo</p><p>coletivo, uma sentença normativa e um regulamento de empresa sejam</p><p>interpretados de forma divergente pelos tribunais regionais.</p><p>Somente terá cabimento o recurso de revista por divergência se a norma</p><p>extrapolar o âmbito de pelo menos um tribunal regional (OJ nº 147 da</p><p>91-1 do TST). Não cabe invocar no recurso de revista divergência com:</p><p>TJ</p><p>Tribunal de Justiça</p><p>TRF</p><p>Tribunal Regional Federal</p><p>STJ</p><p>Superior Tribunal de Justiça</p><p>STF</p><p>Supremo Tribunal Federal</p><p>O recurso de revista terá cabimento, portanto, quando houver</p><p>divergência de interpretação das seguintes normas e, também,</p><p>extrapolar o âmbito de pelo menos um TRT. Confira!</p><p> Lei federal</p><p> Lei estadual</p><p> Acordo coletivo</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 16/36</p><p>Observe na imagem as divergências autorizadoras.</p><p>Divergências autorizadoras.</p><p>Confira o que diz o art. 896, § 7º, da CLT sobre o tema.</p><p>Art. 896, § 7º A divergência apta a</p><p>ensejar o recurso de revista deve ser</p><p>atual, não se considerando como tal</p><p>a ultrapassada por súmula do</p><p>Tribunal Superior do Trabalho ou do</p><p>Supremo Tribunal Federal, ou</p><p>superada por iterativa e notória</p><p>jurisprudência do Tribunal Superior</p><p>do Trabalho.</p><p> Sentença normativa</p><p> Regulamento empresarial</p><p> Convenção coletiva de trabalho</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 17/36</p><p>(Decreto-Lei nº 5.452/1943)</p><p>A comprovação da divergência jurisprudencial está disposta no art. 896,</p><p>§ 8º, da CLT, bem como na Súmula nº 337 do TST.</p><p>Por fim, se a decisão recorrida resolver determinado item do pedido por</p><p>diversos fundamentos, a jurisprudência transcrita deve abranger a todos</p><p>(Súmula nº 23 do TST).</p><p>Segunda hipótese</p><p>Além da divergência jurisprudencial, o recurso de revista será cabível</p><p>quando a decisão do tribunal regional for proferida em violação literal à</p><p>disposição de lei federal ou como afronta direta e literal à Constituição</p><p>Federal.</p><p>No processo do trabalho, o recurso de revista poderá abranger</p><p>legislação infraconstitucional e norma constitucional. Difere do</p><p>processo civil, em que o recurso é bifurcado, uma vez que as violações à</p><p>legislação infraconstitucional são remetidas ao STJ, por meio do recurso</p><p>especial, enquanto as afrontas à Constituição Federal são</p><p>encaminhadas ao STF, por meio do recurso extraordinário.</p><p>Na seara laboral, primeiro, esgota-se toda a jurisdição</p><p>trabalhista. Somente após, caso persista a violação à</p><p>Constituição Federal, será admitido o recurso</p><p>extraordinário ao STF. Nessa hipótese, o recorrente</p><p>deverá indicar expressamente o dispositivo de lei ou da</p><p>Constituição considerado violado</p><p>(Súmula nº 221 do</p><p>TST). Não se exige, porém, que a parte utilize os</p><p>termos contrariar, ferir, violar etc. (OJ nº 257 da SDI-I</p><p>do TST).</p><p>Em se tratando de violação de norma constitucional, o recorrente deverá</p><p>demonstrar a afronta direta ao comando legal, vedando-se a ofensa</p><p>indireta ou reflexa da norma constitucional.</p><p>A ofensa indireta ou reflexa ocorrerá quando o recorrente tiver de</p><p>invocar uma norma infraconstitucional para chegar à norma</p><p>constitucional. Nesse caso, não será admitido o recurso de revista nem</p><p>o extraordinário (Súmula nº 636 do STF).</p><p>Portanto, caso ocorra a violação reflexa da norma constitucional, o</p><p>recorrente deverá invocar o dispositivo infraconstitucional considerado</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 18/36</p><p>violado, para que seu recurso seja cabível, sendo insuficiente (ou</p><p>desnecessária) a indicação do dispositivo constitucional.</p><p>Rito</p><p>Neste vídeo, você conhecerá os aspectos procedimentais do recurso de</p><p>revista e saberá como avaliar sua admissibilidade no rito sumaríssimo e</p><p>na execução.</p><p>Rito sumaríssimo e fase de execução</p><p>Veja o que consta no art. 896, § 9º, da CLT.</p><p>896, § 9º Nas causas sujeitas ao</p><p>procedimento [rito] sumaríssimo,</p><p>somente será admitido recurso de</p><p>revista por contrariedade à súmula</p><p>de jurisprudência uniforme do</p><p>Tribunal Superior do Trabalho ou à</p><p>súmula vinculante do Supremo</p><p>Tribunal Federal e por violação</p><p>direta da Constituição Federal.</p><p>(Decreto-Lei nº 5.452/1943)</p><p>Conforme Súmula nº 442 do TST, não caberá recurso de revista no rito</p><p>sumaríssimo quando:</p><p> Violar lei federal.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 19/36</p><p>Na fase de execução, o cabimento do recurso de revista é ainda mais</p><p>restrito, sendo admitido apenas quando houver ofensa direta e literal de</p><p>norma da Constituição Federal (art. 896, § 2º, da CLT). No mesmo</p><p>sentido, entende-se a Súmula nº 266 do TST.</p><p>A Lei nº 13.015, de 21 de julho de 2014, ampliou o cabimento do recurso</p><p>de revista na fase de execução em duas hipóteses. São elas:</p><p></p><p>Execução fiscal.</p><p></p><p>Controvérsias que envolvam a Certidão Negativa de Débitos</p><p>Trabalhistas (CNDT).</p><p>Nesses dois casos, o recurso de revista será cabível por violação à lei</p><p>federal e por divergência jurisprudencial, mas também por ofensa à</p><p>Constituição Federal (CLT, art. 896, § 10).</p><p>O quadro a seguir apresenta um resumo das hipóteses de cabimento do</p><p>recurso de revista. Confira!</p><p>Rito ordinário Rito sumaríssimo Fase de execuçã</p><p>Afrontar a</p><p>Constituição</p><p>Federal.</p><p>Afrontar a</p><p>Constituição</p><p>Federal.</p><p>Afrontar a</p><p>Constituição</p><p>Federal.</p><p> Houver divergência jurisprudencial.</p><p> Contrariar orientação jurisprudencial do TST.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 20/36</p><p>Rito ordinário Rito sumaríssimo Fase de execuçã</p><p>Contrariar súmula</p><p>do TST.</p><p>Contrariar súmula</p><p>do TST.</p><p>Contrariar súmula</p><p>do vinculante do</p><p>STF.</p><p>Contrariar súmula</p><p>do vinculante do</p><p>STF.</p><p>Violar lei federal.</p><p>Contrariar</p><p>orientação</p><p>jurisprudencial.</p><p>Divergência</p><p>jurisprudencial.</p><p>Hipóteses de cabimento do recurso de revista.</p><p>Carolina Tupinambá.</p><p>Portanto, não cabe recurso de revista contra:</p><p> Decisão interlocutória.</p><p> Acórdão proferido em agravo de instrumento.</p><p> Decisão monocrática do desembargador no recurso</p><p>ordinário.</p><p> Acórdão proferido em processo de competência</p><p>originária do TRT.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 21/36</p><p>Relevância da comprovação da regularidade formal do recurso</p><p>de revista</p><p>O recurso de revista ilustra via recursal extremamente técnica. A</p><p>Instrução Normativa nº 23, de 5 de agosto de 2003, do TST, recomenda</p><p>que sejam indicadas as folhas dos autos em que se encontram:</p><p></p><p>A procuração.</p><p></p><p>O depósito recursal e as custas.</p><p></p><p>Os documentos que comprovam a tempestividade do recurso.</p><p>É preciso que a peça recursal explicite o trecho da decisão recorrida que</p><p>consubstancie o prequestionamento da controvérsia trazida no recurso</p><p>e o dispositivo de lei, súmula, orientação jurisprudencial do TST ou</p><p>ementa (com todos os dados que permitam identificá-la) que atrite com</p><p>a decisão regional.</p><p>Para comprovação da divergência justificadora do recurso, é necessário</p><p>que o recorrente cite a fonte oficial ou repositório em que foi publicado e</p><p>transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou trechos dos acórdãos</p><p>trazidos à configuração do dissídio, a fim de demonstrar os conflitos de</p><p>teses que justifiquem o conhecimento do recurso.</p><p>Comentário</p><p>Na prática, é muito difícil que um recurso de revista seja ao menos</p><p>conhecido quanto mais provido. A organização da estrutura do recurso,</p><p>com a identificação precisa do preenchimento de cada requisito, é</p><p>fundamental para que o recurso de revista seja exitoso.</p><p>Prática advocatícia no recurso de revista</p><p>Os erros mais comuns encontrados na prática advocatícia no âmbito</p><p>dos recursos de revista são a busca pelo reexame de fatos e provas,</p><p>vedada pela Súmula nº 126 do TST, e o debate de matéria não</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 22/36</p><p>prequestionada (Súmula nº 297 do TST) ou a não apresentação de</p><p>modo adequado dos trechos que demonstrariam o prequestionamento</p><p>(art. 896, § 1º-A, I, da CLT).</p><p>Apesar de amplamente debatidos na teoria e</p><p>notoriamente conhecidos pelos advogados</p><p>trabalhistas, na prática, a linha entre o que é reexame</p><p>de fatos e provas ou o que foi ou não prequestionado,</p><p>por exemplo, é tênue.</p><p>Em relação à apresentação da transcendência, a lei não menciona a</p><p>forma como deve ser feita. No entanto, aconselha-se que o advogado</p><p>apresente uma preliminar destacada e fundamentada, apontando os</p><p>motivos jurídicos, econômicos, políticos e sociais, destacadamente, que</p><p>possam convencer os julgadores do TST de que a questão transcende</p><p>ao interesse meramente individual da questão posta em juízo.</p><p>Em resumo, veja algumas práticas advocatícias no âmbito do recurso de</p><p>revista!</p><p>A indicação do inciso do artigo 114 da Constituição Federal</p><p>quando debatida a competência material é necessária.</p><p>A transcrição integral do acórdão recorrido ou dos capítulos da</p><p>decisão infirmada no recurso de revista interposto não se presta</p><p>ao fim de demonstração do prequestionamento. É necessário</p><p>que a parte recorrente transcreva especificamente os trechos da</p><p>decisão regional que consubstanciam o prequestionamento das</p><p>matérias objeto do recurso de revista. Orienta-se que se crie</p><p>tabela com colunas, destacando e promovendo o cotejo analítico</p><p>entre os dispositivos legais e constitucionais invocados ou a</p><p>divergência jurisprudencial noticiada e os fundamentos adotados</p><p>pela Corte de Origem, não sendo suficiente a mera transcrição da</p><p>ementa da decisão recorrida nas razões do recurso de revista.</p><p>Primeira prática </p><p>Segunda prática </p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 23/36</p><p>A viabilidade do recurso, em termos formais, arguindo a negativa</p><p>de prestação jurisdicional pressupõe o cumprimento do requisito</p><p>intrínseco estabelecido no art. 896, § 1º-A, inciso IV, da CLT, qual</p><p>seja, “[...] transcrever na peça recursal [...] o trecho dos embargos</p><p>declaratórios em que foi pedido o pronunciamento do tribunal</p><p>sobre questão veiculada no recurso ordinário e o trecho da</p><p>decisão regional que rejeitou os embargos quanto ao pedido</p><p>[...]”. Recomenda-se que também seja transcrito o trecho da</p><p>própria peça dos embargos de declaração para fazer a ligação</p><p>com a decisão.</p><p>A busca de peças nos processos em que ocorreu provimento ao</p><p>recurso de revista é interessante, pois assim se verifica a forma</p><p>como os requisitos foram cumpridos.</p><p>O isolamento dos fundamentos utilizados no recurso e a</p><p>confrontação específica, um a um, com o acórdão regional são</p><p>aconselháveis.</p><p>Os advogados, na prática forense, comumente copiam e colam a</p><p>inicial, a defesa ou mesmo as razões do recurso ordinário como</p><p>razões do recurso de revista, o que deve ser veementemente</p><p>evitado, pois leva, na maioria dos casos, ao não seguimento do</p><p>recurso de revista.</p><p>Terceira prática </p><p>Quarta prática </p><p>Quinta prática </p><p>Sexta prática </p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 24/36</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Juliana Moura trabalhou durante cinco anos para a Joalheria Montana</p><p>Ltda. Por ser uma empregadora que vende joias, a uniformização de</p><p>Juliana ocorria dentro da loja, com necessidade de maquiagem</p><p>apresentável e utilização de joias que eram devolvidas ao final do</p><p>expediente.</p><p>O procedimento de vestimenta das joias e devolução envolvia cerca de</p><p>15 minutos antes da marcação no relógio de ponto e 15 minutos após a</p><p>marcação, todos os dias. Com isso, ao se desligar da empregadora,</p><p>Juliana, entre outros pedidos, requereu horas extras em razão do tempo</p><p>gasto para se uniformizar e se despir todos os dias.</p><p>O juízo trabalhista de primeira instância concedeu tal pleito, que foi</p><p>reformado pelo Tribunal Regional, sede de recurso ordinário. Na</p><p>qualidade de advogado de Juliana, indique a medida judicial cabível em</p><p>face do acórdão do TRT e quais seriam os fundamentos jurídicos para</p><p>isso.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Exibir solução</p><p>O advogado de Juliana deverá interpor recurso de revista e</p><p>terá como fundamento a divergência jurisprudencial, já que</p><p>é entendimento pacificado nessa corte que, ultrapassados</p><p>cinco minutos, observado o limite de 10 minutos diários,</p><p>será considerado como extra o tempo que exceder a</p><p>jornada normal, independentemente das atividades</p><p>desenvolvidas pelo empregado nesse tempo residual,</p><p>consoante à Súmula nº 366 do TST.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 25/36</p><p>2 - Outros recursos cabíveis ao TST</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a vivência prática recursal superior no</p><p>âmbito da Justiça do Trabalho.</p><p>Embargos de divergência</p><p>O TST tem competência para julgar duas modalidades de embargos:</p><p></p><p>De divergência (embargos à SDI)</p><p></p><p>Infringentes</p><p>Para começar, vamos tratar dos embargos de divergência.</p><p>Entendendo os embargos de</p><p>divergência</p><p></p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 26/36</p><p>Neste vídeo, você compreenderá o cabimento e os principais aspectos</p><p>dos embargos de divergência.</p><p>Competência e prazo para interposição</p><p>A competência para julgar os embargos de divergência é da Seção</p><p>Especializada em Dissídios Individuais I do TST (SDI-1), nos termos do</p><p>art. 3º, III, alínea b, da Lei nº 7.701, de 21 de dezembro de 1988.</p><p>O prazo do recurso é de oito dias úteis, de acordo com o artigo 894, II, da</p><p>CLT.</p><p>Hipóteses de cabimento</p><p>Apesar de esse recurso não estar mais presente com essa</p><p>nomenclatura no CPC, sua previsão na CLT continua mantida, no artigo</p><p>894 e no artigo 232 do Regimento Interno do TST. Seu objetivo é</p><p>estimular o consenso da jurisprudência do tribunal, e sua natureza é</p><p>extraordinária.</p><p>Havendo divergência entre tribunais regionais</p><p>diferentes, é cabível o recurso de revista com o</p><p>objetivo de unificar o entendimento em âmbito</p><p>nacional. É cabível quando houver decisões</p><p>conflitantes entre as turmas do TST.</p><p>Já os embargos de divergência, também denominados embargos para a</p><p>SDI, têm a finalidade de acabar com a divergência interna do TST (art.</p><p>894, II, da CLT e art. 3º, lll, alínea b, da Lei nº 7.701/1988).</p><p>Embargos infringentes</p><p>Neste vídeo, você compreenderá o cabimento e outras características</p><p>relevantes dos embargos infringentes.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 27/36</p><p>Competência e prazo para interposição</p><p>A competência para julgamento dos embargos infringentes é da SDC do</p><p>TST. O prazo é de oito dias úteis, de acordo com o artigo 894, I, alínea a,</p><p>da CLT e o art. 2º, II, da Lei nº 7. 701/1988.</p><p>Hipóteses de cabimento</p><p>Diferentemente dos embargos de divergência, os embargos infringentes</p><p>têm natureza ordinária, apesar de serem de competência do TST. Isso</p><p>ocorre por ser uma espécie de duplo grau interno de jurisdição, em</p><p>casos de dissídios coletivos que tenham extensão territorial que</p><p>ultrapasse mais de um TRT, sendo, portanto, de competência originária</p><p>do TST. Nesse caso, como a decisão é proferida em primeira instância</p><p>pelo TST, o recurso cabível são os embargos infringentes.</p><p>O cabimento do recurso será em face de decisão não</p><p>unânime em dissídio coletivo de competência do TST,</p><p>de competência originária desse tribunal. A intenção é</p><p>levar ao colegiado o voto minoritário, a fim de que o</p><p>reanalise.</p><p>O cabimento pressupõe os seguintes requisitos cumulativos:</p><p> Dissídio coletivo.</p><p> Decisão não unânime.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 28/36</p><p>A necessidade de decisão não unânime se justifica, porque,</p><p>considerando que o julgamento do dissídio coletivo e do recurso são</p><p>feitos pela mesma seção, não haverá lógica em admiti-lo quando a</p><p>decisão for unânime.</p><p>Da decisão unânime são cabíveis, em tese, somente os embargos de</p><p>declaração e o recurso extraordinário, desde que preenchidos os</p><p>requisitos legais.</p><p>Os embargos infringentes pressupõem acórdão não unânime proferido</p><p>pela SDC nas seguintes hipóteses:</p><p></p><p>Julgamento do dissídio coletivo</p><p></p><p>Homologação de conciliação</p><p></p><p>Extensão ou revisão de sentença normativa</p><p>Pressupostos recursais</p><p>Como um recurso de natureza ordinária, os embargos infringentes</p><p>devem preencher todos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos</p><p>típicos de recursos dessa natureza.</p><p>Quanto à representação, nos termos da Súmula nº 425 do TST, a</p><p>capacidade postulatória nos embargos é restrita ao advogado, não se</p><p>aplicando o jus postulandi, por ser de competência do TST.</p><p>Não é exigido depósito recursal nesse recurso, pois é oriundo de um</p><p>dissídio coletivo, com sentença normativa, e o depósito só é exigido em</p><p>sentenças condenatórias (Súmula nº 161 do TST).</p><p> Competência originária do TST.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 29/36</p><p>Agravo regimental e agravo interno</p><p>Neste vídeo, apresentamos as semelhanças e as diferenças entre o</p><p>agravo interno e o agravo regimental. Confira!</p><p>Características comuns</p><p>Tanto o agravo interno quanto o agravo regimental decorrem de decisão</p><p>monocrática e buscam levar ao conhecimento do colegiado a decisão</p><p>proferida pelo relator. Os dois agravos têm prazo de oito dias úteis.</p><p>O agravo regimental será cabível quando não houver qualquer outro</p><p>recurso com previsão legal, mas estiver disciplinado no regimento</p><p>interno do tribunal.</p><p>Exemplo</p><p>Concessão de efeito suspensivo pelo presidente do TST em recurso</p><p>ordinário no dissídio coletivo (TST-RI, art. 235, V). Mas, havendo previsão</p><p>legal, o agravo será interno (art. 894, § 3º, da CLT e art. 932 do CPC). O</p><p>agravo interno não exige preparo.</p><p>A competência de ambos os recursos é do órgão colegiado a que o</p><p>prolator da decisão monocrática integra, por exemplo, a Turma do</p><p>Tribunal.</p><p>Agravo de instrumento</p><p>Diferentemente do processo cível, em que o agravo de instrumento é</p><p>cabível contra decisões interlocutórias, no processo trabalhista, esse</p><p>agravo está previsto no art. 897, alínea b, da CLT. É o recurso cabível</p><p>contra decisões que denegarem seguimento a outros recursos, ou seja,</p><p>em que o primeiro juízo de admissibilidade é negativo.</p><p>Assim, o que se pretende com o agravo de instrumento é destrancar o</p><p>recurso principal para que seja admitido</p><p>e analisado pelo tribunal a que</p><p>se destina. No caso, o processamento de agravo de instrumento perante</p><p>o TST visa destrancar o recurso de revista.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 30/36</p><p>O TST fixou tese, em 2021, de que não é necessário renovar, na</p><p>interposição do agravo de instrumento, razões do mérito do recurso de</p><p>revista que não tenham sido examinadas no despacho que negou seu</p><p>seguimento com base em aspecto processual (Súmula nº 126 do TST,</p><p>que veda o reexame de fatos e provas).</p><p>Na prática, é bom indicar os pontos a serem examinados, mas sem se</p><p>aprofundar em sua análise, a fim de que a peça não se estenda muito e</p><p>seja efetivamente um agravo de instrumento, e não uma repetição do</p><p>recurso de revista que se visa destrancar.</p><p>Competência e prazo para interposição</p><p>De acordo com o artigo 897, § 4º, da CLT, o agravo de instrumento será</p><p>apreciado pelo órgão competente para julgar o recurso denegado</p><p>(trancado). O agravo deverá ser interposto e processado no órgão</p><p>recorrido e somente após remetido ao órgão a que caberá julgar o</p><p>recurso.</p><p>Em processos desse tipo, o depósito recursal corresponderá a 50% do</p><p>valor do depósito do recurso ao qual se pretenda destrancar. No caso de</p><p>gratuidade de justiça, são isentos do depósito recursal:</p><p></p><p>Entidades �lantrópicas</p><p></p><p>Bene�ciários da justiça gratuita</p><p></p><p>Empresas em recuperação judicial</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 31/36</p><p>Na hipótese de esse agravo ser interposto em decorrência de</p><p>denegação de seguimento a recurso extraordinário para o STF, não é</p><p>devido depósito recursal, pois, para tal recurso, aplica-se o CPC, e não a</p><p>CLT.</p><p>Hipóteses de cabimento</p><p>De acordo com o art. 775 da CLT, o prazo para interposição do agravo de</p><p>instrumento é de oito dias úteis. O agravo de instrumento é usado para</p><p>destrancar outros recursos que forem denegados por meio de</p><p>despachos dos juízos.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>João Emanuel trabalha como frentista em um posto de gasolina. A</p><p>convenção coletiva de sua categoria prevê que o pagamento realizado</p><p>por clientes por meio de cheques não é recomendável, mas permite tal</p><p>prática, se inevitável, desde que o empregado anote a placa do veículo, o</p><p>número de telefone e a identidade do cliente.</p><p>Em um dia de véspera de alta do preço do combustível, o posto de</p><p>gasolina recebeu demanda superior ao esperado. Atendendo a dois</p><p>carros ao mesmo tempo, João Emanuel aceitou o pagamento em</p><p>cheque de um deles, mas não cumpriu o procedimento indicado pela</p><p>convenção de sua categoria.</p><p>O cheque apresentado, quando compensado, não tinha fundos. Diante</p><p>da ausência das informações do consumidor, o empregador descontou</p><p>o valor, parceladamente, do salário do frentista.</p><p>Após a rescisão de seu contrato, João Emanuel ajuizou ação trabalhista</p><p>pelo rito ordinário, cobrando os valores descontados. A ação foi julgada</p><p>improcedente em primeira instância, mas, em grau de recurso, a decisão</p><p>foi reformada e o pedido, julgado procedente.</p><p>Na qualidade de advogado da empresa, adote a medida jurídica cabível,</p><p>de forma a estruturá-la preenchendo os pressupostos necessários e</p><p>fundamentando-a com a tese jurídica pertinente ao caso.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 32/36</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Exibir solução</p><p>Para o caso de João Emanuel, cabe interposição de recurso</p><p>de revista, nos termos dos artigos 896 e 893, III, da CLT.</p><p>Devem ser apresentadas duas peças: Uma de manifestação</p><p>do recurso dirigida à Presidência do TRT e outra de</p><p>encaminhamento ao TST. Ainda é necessário observar a</p><p>indicação da parte, a numeração dos autos do processo e a</p><p>identificação correta do nome do recurso interposto.</p><p>A peça deve ser estruturada de modo a apresentar:</p><p>Tópicos de preparo – depósito recursal e custas</p><p>(artigo 896, alíneas “a” e “c”, da CLT).</p><p>Tempestividade.</p><p>Fundamentos de divergência.</p><p>Após a identificação desses tópicos, deve-se passar para o</p><p>tópico do juízo de admissibilidade, destacando o</p><p>preenchimento do requisito do prequestionamento e da</p><p>transcendência.</p><p>Feitos esses tópicos, é interessante realizar uma breve</p><p>síntese dos fatos, indicando o que ocorreu tanto na</p><p>sentença originária quanto no acórdão de julgamento do</p><p>recurso ordinário e se foram interpostos embargos de</p><p>declaração ou não, principalmente para tornar mais robusta</p><p>a comprovação do tópico do prequestionamento.</p><p>Tendo finalizado tal tópico, passa-se aos fundamentos</p><p>jurídicos do recurso de revista. O cabimento da peça se</p><p>baseará na contrariedade do acórdão do julgamento do</p><p>recurso ordinário, a entendimento da Seção de Direitos</p><p>Individuais do TST, comprovado o cabimento do recurso de</p><p>revista na modalidade do artigo 896, alínea a, da CLT, na</p><p>seguinte parte: “a) derem ao mesmo dispositivo de lei</p><p>federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro</p><p>Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 33/36</p><p>Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do</p><p>Trabalho [...]”.</p><p>A interpretação diversa foi do artigo 462, § 1º, da CLT, que,</p><p>conforme SDI fixada em sua Orientação Jurisprudencial nº</p><p>251, entende pela licitude do desconto salarial, quando o</p><p>frentista não observar as orientações previstas em</p><p>instrumento coletivo e aceitar cheque que posteriormente</p><p>se verificará sem fundos. Vejamos:</p><p>“OJ-SDI1-251 DESCONTOS. FRENTISTA. CHEQUES SEM</p><p>FUNDOS (inserida em 13.03.2002) É lícito o desconto</p><p>salarial referente à devolução de cheques sem fundos,</p><p>quando o frentista não observar as recomendações</p><p>previstas em instrumento coletivo”.</p><p>Tendo em vista que o enunciado aponta o procedimento a</p><p>ser adotado, segundo convenção coletiva de sua categoria,</p><p>o caso se amolda à Orientação Jurisprudencial em comento</p><p>(citada) e ao acórdão do recurso ordinário que a afrontou.</p><p>Também cabe indicar na fundamentação o art. 7º, inciso</p><p>XXVI, da Constituição Federal, que destaca o</p><p>“reconhecimento das convenções e acordos coletivos de</p><p>trabalho” como direito dos trabalhadores.</p><p>Para finalizar o recurso de revista, é importante indicar</p><p>quais seriam os pedidos. No caso em questão, sugere-se a</p><p>seguinte estruturação de tal tópico:</p><p>Diante do exposto, requer:</p><p>O conhecimento e o provimento do presente recurso</p><p>de revista, posto que preenchidos os pressupostos de</p><p>admissibilidade, com a vulneração dos preceitos</p><p>legais invocados, e demonstrada a afronta ao artigo</p><p>7º, XXVI, da Constituição Federal bem como a</p><p>aplicação de entendimento divergente do fixado na</p><p>Orientação Jurisprudencial nº 251 deste tribunal.</p><p>A notificação do recorrido, para se manifestar,</p><p>querendo.</p><p>O total provimento ao recurso para decretar-se a</p><p>licitude do desconto realizado pela recorrente, tendo</p><p>em vista a não adoção do procedimento determinado</p><p>pela convenção coletiva da categoria do recorrido,</p><p>quando do recebimento de cheques como forma de</p><p>pagamento.</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 34/36</p><p>Considerações �nais</p><p>A atuação advocatícia em sede de recursos no Tribunal Superior do</p><p>Trabalho (TST) é mais sofisticada e requer atenção dos juristas. Afinal,</p><p>além de ser muito mais difícil o cumprimento dos requisitos específicos</p><p>de admissibilidade, a apresentação dos recursos deve se atentar</p><p>sobremaneira à forma e à clareza dos tópicos.</p><p>Deve-se esmiuçar cada ponto do recurso exposto, a fim de diferenciar o</p><p>conteúdo das petições anteriormente apresentadas nas instâncias</p><p>inferiores ou no próprio TST, mas em julgamento de outro recurso.</p><p>Por exemplo, as razões do recurso de revista devem se preocupar em</p><p>apontar bem o prequestionamento</p><p>e a transcendência, sob pena de o</p><p>recurso sequer ser conhecido. Já na fundamentação, o advogado não</p><p>pode repetir o conteúdo apresentado no recurso ordinário: A petição é</p><p>dirigida ao TST e tem fundamento diverso daquele apresentado para os</p><p>TRTs.</p><p>O mesmo comentário é válido para os demais recursos processados</p><p>pelo TST. É sempre interessante que, na atuação nos tribunais, tanto os</p><p>regionais quanto o TST — ainda mais neste —, o advogado aja para além</p><p>do papel. A marcação de despacho com o ministro relator, a</p><p>apresentação de memoriais e o conhecimento profundo do caso são</p><p>diferenciais que podem ajudar sobremaneira ao alcance do êxito</p><p>intentado.</p><p>Explore +</p><p>Veja como Francisco Ferreira Jorge Neto e Jouberto de Quadros Pessoa</p><p>Cavalcante discorrem sobre a prática dos recursos ao TST nos livros</p><p>Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho.</p><p>Referências</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 35/36</p><p>CAIRO JUNIOR, J. Curso de Direito Processual do Trabalho. 14. ed.</p><p>Salvador: JusPodivm, 2021.</p><p>LEITE, C. H. B. Curso de Direito Processual do Trabalho. 20. ed. São</p><p>Paulo: SaraivaJur, 2022.</p><p>MARTINS, S. P. Direito Processual do Trabalho. 44. ed. São Paulo:</p><p>SaraivaJur, 2022.</p><p>MIESSA, E. Processo do trabalho. 7. ed. São Paulo: JusPodivm, 2019.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p><p>30/08/2024, 12:08 Prática dos recursos ao TST</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/39974/index.html?brand=estacio# 36/36</p><p>javascript:CriaPDF()</p>