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<p>O Primeiro Reinado</p><p>De 1834 á 1889</p><p>Tabela de conteúdos</p><p>01</p><p>03</p><p>02</p><p>04</p><p>O Golpe da Maioridade</p><p>A Revolta dos Praieros</p><p>A produção cafeeira</p><p>O Trabalho dos escravisados nas fazendas de café</p><p>Tabela de conteúdos</p><p>05</p><p>07</p><p>06</p><p>08</p><p>O trabalho dos escravizados nas cidades</p><p>O fim do trafico de escravizados</p><p>Fuga e a formação de quiliombos</p><p>O processo de modernização</p><p>Tabela de conteúdos</p><p>05</p><p>07</p><p>06</p><p>08</p><p>A Guerra do Paraguai</p><p>Imigração para o Brasil</p><p>Os movimentos abolicionistas</p><p>Cultura no segundo reinado</p><p>O Golpe da Maioridade</p><p>01</p><p>De acordo com a constituição brasileira, em sua versão modificada pelo Ato Adicional de 1834, o filho de Dom Pedro I só poderia assumir o governo quando completasse 18 anos. ´porém, considerando a situação de crise política do Brasil naquela época, o Partido Liberal passou a defender que a maioridade de Pedro de Alcântara fosse antecipado. Com isso em junho de 1840, foi instituído o Golpe da Maioridade.</p><p>Inicio do segundo reinado</p><p>A economia no Segundo Reinado</p><p>No Segundo Reinado (1840-1889), o café se consolidou como a principal atividade econômica do Brasil, impulsionando o crescimento do país. As plantações se expandiram principalmente no Vale do Paraíba e no oeste paulista, favorecidas pelo clima e solo adequados. A exportação de café gerou riqueza e financiou a modernização da infraestrutura, como ferrovias e portos. A produção cafeeira também influenciou a estrutura social, aumentando a demanda por mão de obra escravizada e posteriormente imigrante. Esse período marcou a transformação do Brasil em um dos maiores produtores mundiais de café, impactando profundamente sua economia e sociedade.</p><p>O trabalho dos escravizados nas fazendas</p><p>Nas cidades coloniais brasileiras, os escravizados desempenhavam uma variedade de funções essenciais para a vida urbana. Eles trabalhavam como artesãos, pedreiros, carpinteiros, cozinheiros, lavadeiras e vendedores ambulantes, entre outras atividades. Muitos atuavam no comércio de rua, vendendo alimentos e produtos manufaturados. Também eram comuns como trabalhadores domésticos em casas de famílias abastadas. Além disso, muitos eram alugados pelos seus senhores para realizar serviços diversos, contribuindo economicamente para a manutenção das cidades</p><p>O trabalho dos escravizados na cidade</p><p>Nas cidades coloniais brasileiras, os escravizados desempenhavam uma variedade de funções essenciais para a vida urbana. Eles trabalhavam como artesãos, pedreiros, carpinteiros, cozinheiros, lavadeiras e vendedores ambulantes, entre outras atividades. Muitos atuavam no comércio de rua, vendendo alimentos e produtos manufaturados. Também eram comuns como trabalhadores domésticos em casas de famílias abastadas. Além disso, muitos eram alugados pelos seus senhores para realizar serviços diversos, contribuindo economicamente para a manutenção das cidades</p><p>Fim dos escravizados</p><p>O fim da escravidão no Brasil culminou com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel. Esse processo foi resultado de décadas de lutas e pressões de movimentos abolicionistas, revoltas de escravizados, e mudanças econômicas e sociais. A abolição foi precedida por leis que restringiam a escravidão, como a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1885). A resistência dos proprietários de escravos foi intensa, mas a crescente mobilização popular e internacional pela abolição foi decisiva. A assinatura da Lei Áurea marcou o fim legal da escravidão, embora a integração dos ex-escravizados na sociedade tenha sido um processo longo e difícil.</p><p>A formação dos Quilombos</p><p>Formação dos Quilombos</p><p>Os quilombos foram comunidades formadas por escravizados fugitivos que buscavam liberdade e um modo de vida autossustentável, principalmente durante os períodos colonial e imperial no Brasil. Essas comunidades se localizavam em áreas de difícil acesso, como florestas e montanhas, para evitar captura. O quilombo mais famoso foi o de Palmares, localizado na região nordeste, que resistiu por quase um século. Os quilombos não só proporcionavam refúgio e segurança, mas também eram espaços de preservação cultural e de resistência à opressão escravista. Eles representavam uma forma de organização social alternativa, baseada na solidariedade e na cooperação. A importância dos quilombos reside na sua contribuição para a luta contra a escravidão e na preservação das identidades culturais africanas, influenciando a formação da cultura brasileira contemporânea.</p><p>Entre os quilombos mais importantes estavam Palmares, liderado por Zumbi; o Quilombo do Ambrósio, liderado por Ambrósio; o Quilombo de Campo Grande, liderado por Manuel Congo; e o Quilombo do Jabaquara, associado a Quintino de Lacerda. Esses líderes e comunidades foram símbolos de resistência e luta pela liberdade.</p><p>O processo de modernização</p><p>O processo de modernização</p><p>O processo de modernização durante o Segundo Reinado (1840-1889) no Brasil foi marcado por diversas transformações políticas, econômicas e sociais. A partir do governo de Dom Pedro II, houve um impulso significativo para a modernização e a modernização do país. Esse período viu a construção de infraestrutura fundamental, como estradas de ferro, que facilitavam o transporte de produtos e a integração regional. A expansão da malha ferroviária também impulsionou o desenvolvimento econômico e a integração nacional.</p><p>Além disso, o Segundo Reinado trouxe avanços na educação e na administração pública, com a criação de instituições e reformas que buscavam melhorar a governança. A economia foi impulsionada pela expansão do café, que se tornou o principal produto de exportação, contribuindo para o crescimento econômico.</p><p>O período também foi marcado por reformas sociais e políticas, incluindo a gradual abolição da escravidão e a aprovação de leis que promoviam maior liberdade e igualdade. A modernização do Segundo Reinado teve um impacto duradouro, moldando a base para o desenvolvimento do Brasil no século XX.</p><p>Os indigenas no segundo reinado</p><p>A ocupação do interior do Brasil, promovida</p><p>principalmente com a expansão da produção cafeeira e das ferrovias, teve consequências marcantes para a população indígenas que vivia no pais. Na região Sudeste, por exemplo, os Guarani, os xavantes e os Kaingang foram dizimados pelos bugreiros, que eram matadores contratados pelos fazendeiros e pelos investidores estrangeiros.</p><p>a situação dos indígenas no Brasil foi marcada por exploração, deslocamento e marginalização. A política oficial do governo, embora procurasse integrar os indígenas à sociedade brasileira, muitas vezes resultou na perda de terras e na desestruturação de suas culturas tradicionais.</p><p>O governo promoveu campanhas de “civilização” e integração, mas essas ações frequentemente ignoravam os direitos e as tradições dos povos indígenas. A expansão agrícola e a construção de infraestrutura, como ferrovias e estradas, frequentemente avançavam sobre terras indígenas, forçando os grupos a deslocamentos forçados e a conflitos com colonos e autoridades.</p><p>Além disso, o governo implementou políticas de controle e assimilação, como a criação de colônias agrícolas e missões, que buscavam converter e integrar os indígenas ao modo de vida europeu. Essas políticas frequentemente resultavam em perda de autonomia e destruição de modos de vida tradicionais.</p><p>A Guerra do Paraguai</p><p>A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi um conflito militar que envolveu o Paraguai contra uma aliança formada pelo Brasil, Argentina e Uruguai. O estopim da guerra foi a expansão territorial do ditador paraguaio Francisco Solano López, que buscava aumentar a influência de seu país na região. Em 1864, López declarou guerra ao Brasil, após este ter intervenido no Uruguai em apoio aos colorados, que eram rivais de López.</p><p>A guerra se estendeu para a Argentina quando López declarou guerra também a esse país, buscando enfraquecê-lo e consolidar sua posição regional. O conflito foi brutal e devastador, com pesadas baixas e grandes destruições, especialmente no Paraguai, que sofreu severos danos em sua infraestrutura e população.</p><p>A aliança triunfou no final, e o Paraguai foi derrotado em 1870, com a morte de López. O país ficou devastado, com uma enorme perda de vidas e destruição de sua economia e infraestrutura. A guerra teve profundas consequências para a região, alterando o equilíbrio de poder e deixando um legado de trauma e reconstrução no Paraguai.</p><p>Princípais conflitos</p><p>Invasão Brasileira de Mato Grosso (1864-1865): O Paraguai invadiu o território brasileiro em Mato Grosso, dando início ao conflito. O ataque foi uma retaliação pela intervenção do Brasil no Uruguai e sua aliança com os colorados, inimigos de López.</p><p>Batalha de Tuiuti (1866): A maior batalha da guerra, onde as forças aliadas (Brasil, Argentina e Uruguai) enfrentaram as tropas paraguaias em uma luta sangrenta que resultou em pesadas baixas para ambos os lados.</p><p>Cerco de Humaitá (1867-1868): As tropas aliadas cercaram a fortaleza de Humaitá, um dos principais redutos paraguaios. Após meses de cerco e intenso combate, a fortaleza foi finalmente capturada.</p><p>Batalha de Cerro Corá (1870): A batalha final que resultou na morte de Francisco Solano López e na derrota definitiva do Paraguai.</p><p>Consequências da guerra</p><p>Consequências para o Paraguai:</p><p>Destruição e Devastação: O país sofreu imensa destruição em sua infraestrutura e economia, com cidades arrasadas e uma população drasticamente reduzida.</p><p>Perda de População: O Paraguai perdeu uma grande parte de sua população, estimada entre 60% a 70%, incluindo muitos homens jovens, o que teve um impacto duradouro na sua estrutura social e econômica.</p><p>Desigualdade e Dependência: O país enfrentou um longo período de dependência econômica e uma reconstrução lenta e difícil, com a necessidade de reformas políticas e sociais.</p><p>Consequências para o Brasil:</p><p>Fortalecimento Militar e Político: A guerra ajudou a consolidar o poder do Brasil como uma potência militar regional e fortaleceu a posição do governo imperial, apesar de ter gerado críticas e oposição.</p><p>Endividamento: O Brasil ficou significativamente endividado devido aos altos custos da guerra, o que afetou a economia nacional a longo prazo.</p><p>Mudanças Sociais e Políticas: A guerra teve um impacto nas mudanças sociais e políticas internas, contribuindo para o ambiente que levou ao movimento republicano e, eventualmente, à proclamação da República em 1889.</p><p>Imigração para o Brasil</p><p>Imigração para o Brasil</p><p>A imigração para o Brasil começou a ganhar força no século XIX, especialmente após a independência do país. O governo imperial incentivou a imigração europeia para suprir a demanda por mão de obra nas plantações de café e nas áreas urbanas em crescimento, promovendo a colonização de terras e o desenvolvimento econômico. Imigrantes italianos, alemães, portugueses e espanhóis foram os principais grupos, estabelecendo-se em diversas regiões, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><p>A imigração também teve impacto na diversificação cultural e no fortalecimento da economia agrícola e industrial. No início do século XX, o Brasil recebeu grandes contingentes de imigrantes japoneses e sírios-libaneses, que contribuíram para a diversificação da economia e da cultura nacional. A política de imigração brasileira, ao longo do tempo, refletiu tanto o desejo de desenvolvimento econômico quanto as mudanças nas necessidades e percepções sociais. A integração dos imigrantes e suas contribuições ajudaram a moldar a identidade multicultural do Brasil contemporâneo.</p><p>Os movimentos abolicionistas</p><p>Os movimentos abolicionistas</p><p>Os movimentos abolicionistas no Brasil ganharam força a partir do início do século XIX e desempenharam um papel crucial na luta contra a escravidão. Eles foram compostos por uma combinação de líderes políticos, intelectuais, religiosos e ativistas sociais que se opunham à escravidão e buscavam sua erradicação.</p><p>Entre os principais movimentos e figuras abolicionistas estavam a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, fundada em 1823, e a atuação de figuras como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, que usaram suas posições para promover campanhas contra a escravidão. O movimento ganhou impulso com a crescente pressão internacional e as mudanças sociais internas, incluindo as revoltas de escravizados e o trabalho dos jornais e literatura abolicionista.</p><p>A legislação começou a mudar com a Lei do Ventre Livre (1871), que libertou os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data, e a Lei dos Sexagenários (1885), que concedeu liberdade a escravizados com mais de 65 anos. A culminância dos esforços abolicionistas foi a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, que aboliu a escravidão no Brasil. A atuação persistente e organizada dos abolicionistas foi fundamental para a conquista da liberdade e para a transformação social que se seguiu.</p><p>Cultura no segundo reinado</p><p>Cultura no segundo reinado</p><p>Durante o Segundo Reinado (1840-1889), a cultura brasileira passou por significativas transformações, refletindo a crescente modernização e a influência europeia. A época viu o florescimento de diversas manifestações culturais, que ajudaram a moldar a identidade nacional.</p><p>Literatura: A literatura brasileira se desenvolveu com o Romantismo, tendo como grandes nomes José de Alencar, com obras como "O Guarani" e "Iracema", e Machado de Assis, cuja obra "Dom Casmurro" é um marco do realismo. A literatura dessa época explorou temas como a identidade nacional, a natureza e a sociedade brasileira.</p><p>Artes Plásticas: As artes plásticas também experimentaram um período de crescimento, com o surgimento de artistas como Pedro Américo e Victor Meirelles. A Academia</p><p>Imperial de Belas Artes, fundada em 1826, desempenhou um papel crucial na formação de artistas e na promoção das artes no Brasil.</p><p>Música: A música erudita e popular teve uma crescente influência europeia, com compositores como Carlos Gomes ganhando reconhecimento internacional. O gênero musical do choro começou a se popularizar, refletindo a diversidade e a riqueza da cultura musical brasileira.</p><p>Cultura no segundo reinado</p><p>Teatro: O teatro passou a incluir peças com temas nacionais e regionais, com destaque para autores como Martins Pena, que abordavam a vida cotidiana e as questões sociais da época. A construção de teatros, como o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, também simbolizou o crescimento cultural.</p><p>Arquitetura: A arquitetura do Segundo Reinado viu a construção de edifícios emblemáticos, como o Palácio de Cristal e o Teatro Municipal, que refletiam o estilo neoclássico e a influência europeia.</p><p>Essas manifestações culturais não apenas refletiram a evolução do Brasil durante o Segundo Reinado, mas também ajudaram a construir uma identidade nacional que continuaria a se desenvolver nos anos seguintes.</p><p>image1.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image3.jpg</p>