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<p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 1) - 1,00 ponto(s)</p><p>O interesse humano, o valor espiritual de um acontecimento, de uma ação, de um caráter individual, em seu desenvolvimento e finalidade, são pela obra de arte apreendidos e realçados de um modo mais puro e transparente do que a realidade ordinária, não artística. [...] Tudo quanto pertence ao espírito é superior ao que se encontra em estado natural.</p><p>HEGEL, G.W. F. Curso de estética: O belo na arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 49.</p><p>Considerando o fragmento acima e dele fazendo inferências, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Hegel, ao conceituar filosoficamente o belo, ocupa-se em diferenciar o belo natural e o belo artístico, tanto que, em suas reflexões, afirma que a beleza da obra de arte é superior ao belo que existe na natureza.</p><p>PORQUE</p><p>II. O belo artístico é da ordem do espírito, representando ideais divinos, enquanto que o belo natural é da ordem da realidade ordinária e de modo algum representa ideias de divinos.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A)</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>B)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da primeira.</p><p>C)</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da primeira.</p><p>E)</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 2) - 1,00 ponto(s)</p><p>A Estética estuda a noção do belo sem ditar o que é belo ou não. Antes do século XX, o belo estava associado aos padrões ideais de beleza que todos os artistas deveriam seguir. A pintura pretendia ser como uma fotografia; a música tinha que ter compassos matematicamente definidos e tonais. A partir do século XX, os artistas começaram a romper com os “padrões” do passado. Os conceitos sobre estética passaram por várias mudanças, em virtude do pensamento de filósofos como Kant e Hegel.</p><p>Sobre a noção de belo nas artes, antes e depois do século XX, julgue os itens a seguir.</p><p>I. A noção de belo causa efeitos diversos no período moderno e contemporâneo, mas a noção de feio parece semelhante para a maioria. O objeto feio, ao contrário do belo, não pode ser expressivo ou inventivo exatamente por seu caráter repulsivo, trágico, grotesco e perturbador. Sua observação não pode causar grande prazer.</p><p>II. Quando deixaram de priorizar o belo, as vanguardas abriram várias brechas para novas experiências estéticas. O século XX desenvolveu um gosto pelo feio. Formalmente, pode-se definir o feio como o oposto visual do belo, isto é, como o que se apresenta disforme, desordenado ou desproporcional.</p><p>III. O belo é um conceito relacionado a determinadas características formais visíveis nos objetos, como a ordem, a simetria e a proporção, entre outros. Historicamente, é o fruto maior da estética clássica, grega e romana, demonstrado em suas esculturas, arquiteturas e pinturas.</p><p>IV. O belo ou aquilo que satisfaz os sentidos, dentro das discussões filosóficas, pode ser visto como o gosto estético que não se estabelece pelas dinâmicas culturais e não se pode criar padrões de valor. Não há também padrões de juízo estético em determinado tempo ou lugar, e é a partir dessa premissa que surgem tantas teorias sobre a estética da arte e a noção do belo.</p><p>É CORRETO apenas o que se afirma em</p><p>A)</p><p>I e IV.</p><p>B)</p><p>II e III.</p><p>C)</p><p>I e II.</p><p>D)</p><p>I e III.</p><p>E)</p><p>II e IV.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 3) - 1,00 ponto(s)</p><p>Hugo Allan Matos, em artigo sobre as definições de estética, propõe o seguinte questionamento: “Parecem óbvias as afirmações de que ‘estética é o ramo do saber que estuda a beleza’ e que ‘arte é o ato de expressar o belo’. Se arte é o que expressa o belo, como justificamos as obras de arte que não expressam o belo”? (MATOS, Hugo Allan. Um conceito de estética a partir da filosofia de Enrique Dussel. Disponível em <http://www.academia.edu>. Acesso em: 10 jun. 2016.)</p><p>A partir dessas considerações, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. A Estética, hoje, é considerada a ciência (filosófica) que envolve a análise, a investigação e a especulação sobre a arte e o belo em sentido amplo.</p><p>II. A Estética pode ser considerada, como nos termos da filosofia antiga de Platão e Aristóteles, como aquela que ainda se atém às questões de ordem e simetria.</p><p>III. A estética pode ser considerada como o estudo filosófico da sensibilidade e não somente da beleza.</p><p>É CORRETO o que se afirma em</p><p>A)</p><p>I e III, apenas.</p><p>B)</p><p>I, apenas.</p><p>C)</p><p>I, II e III.</p><p>D)</p><p>II e III, apenas.</p><p>E)</p><p>II, apenas.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 4) - 1,00 ponto(s)</p><p>Observe a figura a seguir.</p><p>(Museu Nacional de Arte Romana, Mérida, 1980-1985)</p><p>Sobre a obra de Rafael Moneo, julgue os itens a seguir.</p><p>I. A obra de Rafael Moneo pode ser considerada um exercício de referência e de resgate de valores e elementos clássicos.</p><p>II. A obra de Rafael Moneo combina elementos da cultura clássica romana com materiais modernos.</p><p>III. A obra de Rafael Moneo constitui-se como uma arquitetura comunicativa que evoca elementos clássicos e modernos dentro da corrente arquitetônica do contextualismo histórico.</p><p>É CORRETO o que se afirma em</p><p>A)</p><p>I apenas.</p><p>B)</p><p>I e III, apenas.</p><p>C)</p><p>I, II e III.</p><p>D)</p><p>I e II, apenas.</p><p>E)</p><p>II e III, apenas.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 5) - 1,00 ponto(s)</p><p>No século XX, a disseminação da tecnologia possibilitou uma nova forma de identificar e intervir no espaço, por meio da inteligência artificial e dos novos meios de comunicação. Nessa época, surgiu um grupo de profissionais e estudantes dispostos a elaborar planos urbanos peculiares e distintos dos já conhecidos, buscando espaços cada vez mais dinâmicos e flexíveis. Esse grupo ficou conhecido como Archigram.</p><p>De acordo com Silva (2004), “as ideias e os projetos arquitetônicos do grupo Archigram repercutiram por todo o mundo, redefinindo a nossa própria maneira de entender e de lidar com a arquitetura”. Um dos projetos destaques desse grupo foi o projeto da Plug-in City ou Cidade Interconexa (1964), a qual apresentava a proposta de uma cidade tentacular que seria construída a partir de uma megaestrutura em forma de rede (net-work), erguida com produtos pré-fabricados, com vias de comunicação e de acesso interligando cada ponto do terreno.</p><p>A seguir, estão algumas imagens do projeto.</p><p>Plug-in City ou Cidade Interconexa</p><p>Disponível em: https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.048/585. Acesso em: 25 fev. 2020.</p><p>Considerando o texto apresentado e as particularidades do grupo Archigram, pode-se afirmar que</p><p>A)</p><p>a tecnologia e os sistemas construtivos pré-fabricados passaram a protagonizar os processos de projeto, rompendo com as expressões artísticas e projetuais antecessoras.</p><p>B)</p><p>os projetos possuíam finalidade essencialmente estética e racional, buscando inspirações cinematográficas e lúdicas, embasados essencialmente em ideias factíveis.</p><p>C)</p><p>o grupo Archigram buscou influências tecnológicas para a idealização de seus projetos, pautados essencialmente na racionalidade e na estabilidade estrutural.</p><p>D)</p><p>a concepção dos projetos do grupo Archigram pauta-se na racionalização de estruturas complexas, rígidas e estáveis, integradas a formas plásticas e artísticas.</p><p>E)</p><p>a finalidade do grupo Archigram foi impactar artisticamente os profissionais da arquitetura, atentando-se para a integração da tecnologia com projetos funcionais.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 6) - 1,00 ponto(s)</p><p>Ao falar em estética, comumente nos remetemos ao campo da arte. No entanto, estética é algo mais amplo: o termo vem do grego aesthesis = sensível; portanto, comporta uma série de fenômenos ligados à dimensão da sensibilidade. Nessa perspectiva, a experiência estética se configura, a partir da percepção sensível envolvida na criação ou na contemplação de um objeto estético. O objeto estético não é necessariamente uma obra de arte; pode ser também um objeto que não foi produzido originalmente</p><p>com uma finalidade estética. Trata-se de uma relação ao mesmo tempo social e individual entre um sujeito e um objeto, pois na percepção estética estão envolvidos tanto significados socialmente compartilhados quanto sentidos que remetem à singularidade do sujeito dessa experiência. São analisados diversos aspectos envolvidos na experiência estética: sua dimensão sensível e relacional; de que modo se constituem nessa experiência o sujeito e o objeto estético; a corporeidade da experiência estética; a questão da intencionalidade na estética; a experiência estética da natureza. A experiência estética é, essencialmente, uma experiência perceptiva. Ela designa uma relação sensível do sujeito ante um objeto visado como obra: “Ninguém põe em dúvida que a experiência estética diga respeito primariamente à sensibilidade. Nós nos confiamos sempre ao veredicto da sensibilidade: o criador para julgar a obra acabada; o espectador para julgá-la bela”.</p><p>DUFRENNE, M. Estética e Filosofia. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2008, p.90 (adaptado).</p><p>Considerando o texto acima, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. A experiência estética é uma qualidade presente em certos objetos e que evoca a plenitude experimentada na percepção deles.</p><p>PORQUE</p><p>II. A plenitude, que é própria de sua forma expressiva, possibilita a adequação total do sensível ao que é sentido.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA.</p><p>A)</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>B)</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>C)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.</p><p>D)</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>E)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 7) - 1,00 ponto(s)</p><p>O termo jardim provém do francês jardin e significa espaço ordinariamente fechado, onde se cultivam árvores, flores e plantas ornamentais, segundo definição clássica da Enciclopédia Larousse Cultural (1995). Sua utilização sempre esteve diretamente relacionada às necessidades de sobrevivência das civilizações antigas, uma vez que, em um primeiro momento, servia à produção doméstica de frutas, verduras e ervas medicinais. Necessidades estéticas e simbolismos religiosos determinaram o interesse na imitação ou na domesticação da natureza pelo homem e, assim, os jardins acabaram por revelar a rica diversidade cultural dos povos. Atualmente, o jardim deve sua atratividade a razões culturais, conservacionistas (ecológicas) ou simplesmente pelo conforto visual e emocional que oferece, formando um necessário contraponto às massas edificadas que cada vez mais saturam a paisagem urbana.</p><p>NIEMEYER, C. A. C. Paisagismo no planejamento arquitetônico. 3. ed. Uberlândia: EDUFU, 2018 (adaptado).</p><p>Dado o exposto, considere a situação a seguir.</p><p>Thiago trabalha em um escritório de Arquitetura e atendeu um cliente que estava precisando de um trabalho a ser executado para a prefeitura da cidade. Atendendo à demanda desse cliente, Thiago ficou responsável por elaborar um projeto paisagístico para o entorno de um antigo monumento histórico da cidade onde mora. O terreno a que se refere o projeto está totalmente árido e o cliente solicitou que o projeto paisagístico tenha as características de um jardim shakespeariano.</p><p>Considerando as informações apresentadas e a demanda do projeto a ser realizado por Thiago, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. Na elaboração do projeto, Thiago deve considerar que um jardim shakespeariano é um jardim temático onde são cultivadas plantas mencionadas nas obras de William Shakespeare.</p><p>II. Na criação do projeto, Thiago deve ter em mente que os jardins shakespearianos são locais de interesse cultural, educacional e romântico, e podem servir também como locais para casamentos ao ar livre.</p><p>III. Na construção do projeto, Thiago pode incluir dezenas de espécies que podem estar em profusão herbácea ou em traçados geométricos com divisórias de arbustos.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A)</p><p>II e III, apenas.</p><p>B)</p><p>I, apenas.</p><p>C)</p><p>I, II e III.</p><p>D)</p><p>III, apenas.</p><p>E)</p><p>I e II, apenas.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 8) - 1,00 ponto(s)</p><p>Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente. A arte está ligada à estética, porque é considerada uma faculdade ou ato pelo qual, trabalhando uma matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao se esforçar por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira. Na história da filosofia tentou se definir a arte como intuição, expressão, projeção, sublimação, evasão, etc. Aristóteles definiu a arte como uma imitação da realidade, mas Bergson ou Proust a vê como a exacerbação da condição atípica inerente à realidade. Kant considera que a arte é uma manifestação que produz uma "satisfação desinteressada". De acordo com o Romantismo, Vitalismo, Fenomenologia, Marxismo, surgem também outras e novas interpretações de "arte". A dificuldade de definir arte está na sua direta relação e dependência com a conjuntura histórica e cultural que a fazem surgir. Isso acontece porque quando um estilo é criado e estabilizado, ele quebra com os sistemas e códigos estabelecidos.</p><p>Sobre o significado de arte, julgue os itens a seguir.</p><p>I. Arte é um termo que vem do latim e significa técnica/habilidade. A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura, por ser arte rupestre, artesanato, arte da ciência, da religião e da tecnologia.</p><p>II. Atualmente, arte é usada como a atividade artística ou o produto da atividade artística.</p><p>III. A arte é uma criação humana com valores estéticos, como beleza, equilíbrio, harmonia, que representam um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras.</p><p>IV. Para os povos primitivos, a arte, a religião e a ciência jamais andavam juntas na figura, e originalmente a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.</p><p>É CORRETO apenas o que se afirma em</p><p>A)</p><p>I e IV.</p><p>B)</p><p>I e II.</p><p>C)</p><p>I, II e III.</p><p>D)</p><p>II, III e IV.</p><p>E)</p><p>III e IV.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 9) - 1,00 ponto(s)</p><p>Em um dos capítulos de seu livro A ideologia da estética, Terry Eagleton assim escreve:</p><p>A estética concerne a essa mais grosseira e palpável dimensão do humano que a filosofia pós-cartesiana, por um curioso lapso de atenção, conseguiu, de alguma forma, ignorar. Ela representa assim os primeiros tremores de um materialismo primitivo – de uma longa e inarticulada rebelião do corpo contra a tirania do teórico. (EAGLETON, Terry. A ideologia da estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993, p. 17).</p><p>Quando Eagleton menciona “essa mais grosseira e palpável dimensão do humano”, que é a matéria essencial da estética, ele está-se referindo</p><p>A)</p><p>ao corpo e às suas sensações, que geram o conceito original de estética.</p><p>B)</p><p>à alma e às suas sensações, que se opõem ao conceito original de estética.</p><p>C)</p><p>ao coração humano, na sua acepção romântica.</p><p>D)</p><p>à alma e ao espírito, como elementos transcendentais da condição humana.</p><p>E)</p><p>ao espírito, sob o ponto de vista de sua conceituação religiosa.</p><p>ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE I</p><p>Questão 10) - 1,00 ponto(s)</p><p>E se é verdadeiro o dito dos filósofos, que a cidade é como uma grande casa, e a casa, por sua vez, é uma pequena cidade, não seria errado afirmar que as partes que compõem uma casa são em si pequenas habitações: como exemplo o átrio, o pátio, a sala de jantar, o pórtico etc.; a transformação por desprezo ou por descuido de só um destes elementos prejudica o decoro e o mérito de toda a obra. Deve-se, por isso, estudar com o máximo cuidado e diligência estes elementos, que possuem importância para a obra inteira; para que mesmo as partes menores sejam executadas pelas regras</p><p>da arte.</p><p>ALBERTI, Leon Battista, De re aedificatoria, tradução livre.</p><p>O trecho acima, extraído do tratado de Alberti, deixa clara a preocupação e a intenção de uma retomada clássica das artes por meio de estudos e análises críticas da cultura greco-romana. São estas diretrizes básicas da arquitetura</p><p>A)</p><p>Bizantina.</p><p>B)</p><p>Barroca.</p><p>C)</p><p>Gótica.</p><p>D)</p><p>Clássica.</p><p>E)</p><p>Renascentista.</p><p>image2.jpg</p><p>image1.png</p>