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<p>REVISÃO DIREITO TRABALHO E SEGURANÇA E SAÚDE</p><p>DO TRABALHO</p><p>As fontes são divididas em:</p><p>MATERIAIS: fatos, os acontecimentos, mas não são obrigatórias;</p><p>FORMAIS: são obrigatórias.</p><p>Heterônomas: feitas por pessoas externas. Ex.: legislativo– leis;</p><p>Executivo faz as medidas provisórias; o Judiciário faz as sentenças</p><p>normativas. O Poder Judiciário não tem como função típica criar</p><p>normas, mas, excepcionalmente, isso pode acontecer, sendo que as</p><p>sentenças normativas são decisões em dissídios coletivos.</p><p>Autônomas: feitas pelas próprias partes. Ex.: ACT (sindicato dos</p><p>empregadores e uma ou mais empresas); CCT (sindicato dos</p><p>empregados e Sindicato dos empregadores) com prazo máximo de 2</p><p>anos; Regulamento de empresa (feito pelo empregador); Costumes.</p><p>Os princípios possuem três funções:</p><p>• Interpretação: tem função de interpretação das normas, por</p><p>exemplo, a norma mais favorável ao trabalhador</p><p>• Inspiração: possui o objetivo de inspirar as normas, por exemplo,</p><p>antigamente a boa fé era um princípio, mas hoje é uma lei.</p><p>• Integração: integra as normas para suprir lacunas.</p><p>O Princípio da Proteção é o preceito mais importante do Direito do</p><p>Trabalho, sendo base para os demais. Ele indica que, em uma</p><p>disputa judicial, a norma mais favorável deve ser aplicada ao</p><p>trabalhador e que, quando houver dúvida na aplicação de uma regra</p><p>ou de uma decisão, o resultado deve compensar o trabalhador, parte</p><p>mais frágil da relação.</p><p>Condição mais benéfica: assegura a manutenção das vantagens</p><p>conquistadas pelo trabalhador no curso do contrato de trabalho.</p><p>Assim, a vantagem recebida integra o contrato de trabalho.</p><p>Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a</p><p>alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e</p><p>ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente,</p><p>prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula</p><p>infringente desta garantia.</p><p>O Princípio da Continuidade define que, no geral, os contratos de</p><p>trabalho têm prazo indeterminado de validade.</p><p>Sendo assim, caso um contrato seja rompido por não prestação do</p><p>serviço contratado, cabe ao contratante provar o motivo do término</p><p>da relação, pois esse princípio é favorável ao trabalhador.</p><p>O Princípio da Primazia da Realidade determina que os fatos</p><p>devem ser julgados mais importantes e relevantes para o caso</p><p>concreto do que documentos ou contratos. Por exemplo, se uma</p><p>pessoa foi contratada como recepcionista, mas realiza funções</p><p>financeiras ou administrativas e consegue prová-las por meio de</p><p>testemunha, valerá o que puder ser provado a partir dos fatos, em</p><p>vez daquilo que está disposto no contrato. Vale ressaltar que esse</p><p>princípio pode ser benéfico para ambas as partes.</p><p>O Princípio da Intangibilidade Salarial visa garantir um salário</p><p>digno ao empregado, protegendo a contrapartida monetária que o</p><p>trabalhador recebe ao fornecer ao empregador sua força de trabalho.</p><p>Desse modo, o salário do empregado é protegido do empregador,</p><p>bem como dos credores do empregado e dos credores do</p><p>empregador.</p><p>Similar ao princípio anterior, o Princípio da Inalterabilidade</p><p>Contratual Lesiva define que não se pode estipular um contrato de</p><p>trabalho cujas cláusulas prejudiquem o trabalhador ou seus direitos.</p><p>Disposto no artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, ele</p><p>não permite mudanças contratuais que possam prejudicar o trabalho.</p><p>Tais alterações só podem ocorrer caso haja consentimento mútuo e</p><p>não resultem em prejuízos.</p><p>O Principio da Imperatividade as normas trabalhistas são</p><p>obrigatórias. As partes não podem pactuar as condições aplicáveis ao</p><p>contrato de trabalho, isto é, há restrição da autonomia da vontade,</p><p>tomando como base que o empregado é a parte hipossuficiente. Visa</p><p>garantir os direitos fundamentais dos trabalhadores.</p><p>Irrenunciabilidade dos direitos ou indisponibilidade, o</p><p>empregado não pode renunciar aos seus direitos, por exemplo, não</p><p>pode renunciar às férias ou ao 13º salário. Se acontecer uma</p><p>renúncia, a renúncia é nula, de modo que o empregado pode ajuizar</p><p>reclamação trabalhista pedindo os seus direitos.</p><p>Irredutibilidade salarial: o salário não pode ser reduzido, salvo</p><p>por acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de</p><p>trabalho. Quando houver a redução salarial, o empregado terá</p><p>estabilidade provisória no emprego, ou seja, não poderá ser</p><p>dispensado sem justa causa pelo mesmo prazo de vigência do</p><p>instrumento normativo que previu a redução.</p><p>Art. 611-A, CLT § 3º Se for pactuada cláusula que reduza o</p><p>salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo coletivo de</p><p>trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra</p><p>dispensa imotivada durante o prazo de vigência do instrumento</p><p>coletivo.</p><p>§ 4º Na hipótese de procedência de ação anulatória de cláusula de</p><p>convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, quando</p><p>houver a cláusula compensatória, esta deverá ser igualmente</p><p>anulada, sem repetição do indébito.</p><p>Reversão do trabalho ao cargo efetivo: se o empregado exerce</p><p>cargo de confiança, ganhará mais por esse cargo; porém, não existe</p><p>estabilidade em função de confiança. Então, é possível reverter ao</p><p>cargo efetivo, sendo possível retirar a gratificação pela função de</p><p>maior responsabilidade, o que não viola o princípio da</p><p>irredutibilidade salarial.</p><p>Art. 468 § 1º Não se considera alteração unilateral a determinação</p><p>do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo</p><p>efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de</p><p>confiança.</p><p>§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo</p><p>motivo, não assegura ao empregado o direito à manutenção do</p><p>pagamento da gratificação correspondente, que não será</p><p>incorporada, independentemente do tempo de exercício da</p><p>respectiva função.</p><p>Se empregado detém “super poderes” hipersulficiente, poderá</p><p>renunciar a alguns direitos, o que é uma exceção ao princípio da</p><p>indisponibilidade dos direitos trabalhistas. Trata-se do empregado</p><p>que tem diploma de ensino superior e recebe salário igual ou</p><p>superior a duas vezes o teto do INSS, de modo que detém os</p><p>mesmos poderes do sindicato do artigo 611-A da CLT e pode</p><p>negociar individualmente os seus direitos trabalhistas com o</p><p>empregador.</p><p>A arbitragem é aplicável, depois da reforma trabalhista, nos</p><p>dissídios individuais, no caso do empregado hipersulficiente, “super</p><p>poderoso”.</p><p>Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração</p><p>seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os</p><p>benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser</p><p>pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por</p><p>iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa,</p><p>nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.</p><p>Art. 8º Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do</p><p>Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão,</p><p>conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade</p><p>e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do</p><p>direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o</p><p>direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse</p><p>de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.</p><p>§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do</p><p>trabalho.</p><p>§ 2o. Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo</p><p>Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do</p><p>Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem</p><p>criar obrigações que não estejam previstas em lei.</p><p>§ 3o No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de</p><p>trabalho, a Justiça do Trabalho analisará exclusivamente a</p><p>conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico,</p><p>respeitado o disposto no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro</p><p>de 2002 (Código Civil), e balizará sua atuação pelo princípio</p><p>nesta NR.</p><p>31.2.6.1.1. Ao término dos treinamentos ou capacitações, deve ser</p><p>emitido certificado contendo o nome do trabalhador, o conteúdo</p><p>programático, a carga horária, a data, o local de realização do</p><p>treinamento, o nome e a qualificação dos instrutores e a assinatura</p><p>do responsável técnico, devendo a assinatura do trabalhador constar</p><p>em lista de presença ou certificado.</p><p>31.2.6.2. O treinamento inicial deve ocorrer antes de o trabalhador</p><p>iniciar suas funções.</p><p>31.2.6.2.1. Os treinamentos periódicos ou de reciclagem devem</p><p>ocorrer de acordo com a periodicidade estabelecida nos itens</p><p>específicos da presente NR ou, quando não estabelecida, em prazo</p><p>determinado pelo Programa de Gerenciamento de Riscos no</p><p>Trabalho Rural – PGRTR.</p><p>31.3. Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural –</p><p>PGRTR.</p><p>31.3.1. O empregador rural ou equiparado deve elaborar,</p><p>implementar e custear o PGRTR, por estabelecimento rural, por</p><p>meio de ações de segurança e saúde que visem à prevenção de</p><p>acidentes e doenças decorrentes do trabalho nas atividades rurais.</p><p>31.3.1.1. O empregador rural ou equiparado que possua, por</p><p>estabelecimento rural, até 50 (cinquenta) empregados por prazo</p><p>determinado e indeterminado pode optar pela utilização de</p><p>ferramenta(s) de avaliação de risco a ser(em) disponibilizada(s)</p><p>pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho – SEPRT, para</p><p>estruturar o PGRTR e elaborar plano de ação, considerando o</p><p>relatório produzido por esta(s) ferramenta(s).</p><p>31.3.1.2. O atendimento ao disposto no subitem 31.3.1.1 não</p><p>desobriga o empregador rural ou equiparado do cumprimento das</p><p>demais disposições previstas nesta NR.</p><p>31.3.1.3. O empregador deve comunicar aos trabalhadores sobre os</p><p>riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de</p><p>prevenção do plano de ação do PGRTR.</p><p>31.3.2. O PGRTR deve contemplar os riscos químicos, físicos,</p><p>biológicos, de acidentes e os aspectos ergonômicos, sendo sua</p><p>abrangência e complexidade dependentes das características dos</p><p>riscos e das necessidades de controle.</p><p>31.3.3. O PGRTR deve incluir, no mínimo, as seguintes etapas:</p><p>a) levantamento preliminar dos perigos e sua eliminação, quando</p><p>possível;</p><p>b) avaliação dos riscos ocupacionais que não puderem ser</p><p>completamente eliminados;</p><p>c) estabelecimento de medidas de prevenção, com prioridades e</p><p>cronograma;</p><p>d) implementação de medidas de prevenção, de acordo com a</p><p>seguinte ordem de prioridade:</p><p>I – eliminação dos fatores de risco;</p><p>II – minimização e controle dos fatores de risco com a adoção de</p><p>medidas de proteção coletiva;</p><p>III – minimização e controle dos fatores de risco com a adoção de</p><p>medidas administrativas ou de organização do trabalho; e</p><p>IV – adoção de medidas de proteção individual;</p><p>e) acompanhamento do controle dos riscos ocupacionais; e</p><p>f) investigação e análise de acidentes e doenças ocupacionais.</p><p>31.4.3. Cabe ao empregador rural ou equiparado proporcionar os</p><p>meios e recursos necessários para o cumprimento dos objetivos e</p><p>atribuições do SESTR.</p><p>31.4.4. O SESTR pode ser constituído nas seguintes</p><p>modalidades:</p><p>a) individual: em caso de estabelecimento enquadrado no Quadro 1</p><p>desta NR; ou</p><p>b) coletivo: nas situações previstas no subitem 31.4.5 desta NR.</p><p>31.5.4. Os representantes dos empregados na CIPATR serão</p><p>eleitos em escrutínio secreto.</p><p>31.5.5. Os candidatos votados e não eleitos devem ser</p><p>relacionados na ata de eleição em ordem decrescente de votos,</p><p>possibilitando a posse como membros da CIPATR em caso de</p><p>vacância.</p><p>31.5.6. O mandato dos membros eleitos da CIPATR terá</p><p>duração de 2 (dois) anos, permitida uma reeleição.</p><p>31.5.7. O coordenador da CIPATR deve ser escolhido dentre seus</p><p>membros pela representação do empregador, no primeiro ano do</p><p>mandato, e pela representação dos trabalhadores, no segundo ano do</p><p>mandato.</p><p>ASSEDIO MORAL (LER CONVENÇÃO 190)</p><p>O assédio moral organizacional, diferente do assédio moral comum,</p><p>não visa diminuir um trabalhador, especificamente, visa utilizar</p><p>métodos de gestão assediosos para os trabalhadores que não</p><p>cumprem a meta, essa é a ideia de assédio moral organizacional.</p><p>TRABALHO DA CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>Decreto n. 6.481 de 12 de junho de 2008.</p><p>Art. 2º Fica proibido o trabalho do menor de dezoito anos nas</p><p>atividades descritas na Lista TIP, salvo nas hipóteses previstas</p><p>neste decreto.</p><p>§ 1º A proibição prevista no caput poderá ser elidida:</p><p>I – na hipótese de ser o emprego ou trabalho, a partir da idade de</p><p>dezesseis anos, autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego,</p><p>após consulta às organizações de empregadores e de trabalhadores</p><p>interessadas, desde que fiquem plenamente garantidas a saúde, a</p><p>segurança e a moral dos adolescentes; e</p><p>II – na hipótese de aceitação de parecer técnico circunstanciado,</p><p>assinado por profissional legalmente habilitado em segurança e</p><p>saúde no trabalho, que ateste a não exposição a riscos que possam</p><p>comprometer a saúde, a segurança e a moral dos adolescentes,</p><p>depositado na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e</p><p>Emprego da circunscrição onde ocorrerem as referidas atividades.</p><p>§ 2º As controvérsias sobre a efetiva proteção dos adolescentes</p><p>envolvidos em atividades constantes do parecer técnico referido no §</p><p>1º, inciso II, serão objeto de análise por órgão competente do</p><p>Ministério do Trabalho e Emprego, que tomará as providências</p><p>legais cabíveis.</p><p>§ 3º A classificação de atividades, locais e trabalhos prejudiciais à</p><p>saúde, à segurança e à moral, nos termos da Lista TIP, não é</p><p>extensiva aos trabalhadores maiores de dezoito anos.</p><p>NOTA: Lei complementar n. 150/2015, Lei dos Domésticos, em seu</p><p>artigo 1º, prevê claramente, que é proibido o trabalho doméstico de</p><p>menores de dezoito anos: não se pode contratar diarista ou</p><p>empregados domésticos menores de dezoito anos.</p><p>Art. 4º Para fins de aplicação das alíneas “a”, “b” e “c” do artigo 3º</p><p>da Convenção no.182, da OIT, integram as piores formas de trabalho</p><p>infantil:</p><p>I – todas as formas de escravidão ou práticas análogas, tais como</p><p>venda ou tráfico,</p><p>II – a utilização, demanda, oferta, tráfico ou aliciamento para fins de</p><p>exploração sexual comercial, produção de pornografia ou atuações</p><p>pornográficas;</p><p>III – a utilização, recrutamento e oferta de adolescente para outras</p><p>atividades ilícitas, particularmente para a produção e tráfico de</p><p>drogas; e</p><p>IV – o recrutamento forçado ou compulsório de adolescente para ser</p><p>utilizado em</p><p>conflitos armados.</p><p>cativeiro ou sujeição por dívida, servidão, trabalho forçado ou</p><p>obrigatório; Art. 5º A Lista TIP será periodicamente examinada e, se</p><p>necessário, revista em consulta com as organizações de</p><p>empregadores e de trabalhadores interessadas.</p><p>Principais Instrumentos Normativos Sobre Trabalho Infantil</p><p>• OIT – Convenções:5,6, 7, 10, 15, 16, 58, 138 142 e 182;</p><p>• Principais Convenções da OIT: 138 e 182;</p><p>• Convenções ratificadas pelo Brasil: 5,6, 16, 58, 138, 142 e 182.</p><p>• CLT - 402 a 441;</p><p>• Não se aplicam ao menor que presta serviço em oficina de sua</p><p>família e esteja sob direção de pai, mãe ou tutor; • Menor x</p><p>adolescente;</p><p>• CC – Artigo 5º – menor de 16 absolutamente incapaz e menor de</p><p>18 relativamente incapaz;</p><p>• ECA - 8.069/90 – até 12 criança – adolescente até 18;</p><p>• Estatuto da juventude – 15 a 29 anos</p><p>Doutrina de Proteção Integral e da Prioridade Absoluta. Não há</p><p>como tratar do trabalho infantil, da proteção da criança e do</p><p>adolescente, sem mencionar o art. 227 da Constituição.</p><p>CF Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar</p><p>à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o</p><p>direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à</p><p>profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à</p><p>convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de</p><p>toda forma de negligência, discriminação, exploração,</p><p>violência,</p><p>crueldade e opressão.</p><p>CF - Artigo 7º - XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou</p><p>insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de</p><p>dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze</p><p>anos.</p><p>XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e</p><p>de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado</p><p>civil;</p><p>CLT: Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva</p><p>ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão</p><p>ou a redução dos seguintes direitos:</p><p>XXIV – medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;</p><p>A partir dos 14 anos apenas como aprendiz, e a partir dos 16</p><p>anos é permitido o trabalho comum, observando algumas regras</p><p>de proteção:</p><p>• Limite de peso: 20kg - contínuo/25Kg - trabalho ocasional;</p><p>• É proibido ao menor o trabalho noturno: 22h/5h (urbano), 20h/4h</p><p>(rural pecuária)</p><p>e 21h/5h (rural agricultura);</p><p>• É proibido o trabalho perigoso ou insalubre;</p><p>• É proibido o trabalho em locais que prejudiquem seu</p><p>desenvolvimento moral;</p><p>• É proibido o trabalho nas ruas, praças e logradouros;</p><p>• Contrato de trabalho desportivo - 16 anos – Lei n. 12.395/2011;</p><p>• O juizado de menores poderá autorizar ao menor o trabalho em</p><p>trabalhos artísticos</p><p>que não lhe prejudiquem o desenvolvimento moral;</p><p>• Proibição de realizar labor extraordinário, exceto:</p><p>– Compensação semanal/negociação coletiva: máximo de 2 horas</p><p>extras diárias;</p><p>– Força maior – até 12 horas</p><p>CLT Art. 402. Considera-se menor para os efeitos desta</p><p>Consolidação o trabalhador de quatorze até dezoito anos.</p><p>Parágrafo único. O trabalho do menor reger-se-á pelas disposições</p><p>do presente Capítulo, exceto no serviço em oficinas em que</p><p>trabalhem exclusivamente pessoas da família do menor e esteja este</p><p>sob a direção do pai, mãe ou tutor, observado, entretanto, o disposto</p><p>nos arts. 404, 405 e na Seção II.</p><p>Art. 403. É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos</p><p>de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.</p><p>Parágrafo único. O trabalho do menor não poderá ser realizado em</p><p>locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico,</p><p>psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a</p><p>frequência à escola.</p><p>Art. 404. Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho</p><p>noturno, considerado este o que for executado no período</p><p>compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas.</p><p>Art. 405. Ao menor não será permitido o trabalho:</p><p>I – nos locais e serviços perigosos ou insalubres, constantes de</p><p>quadro para esse fim aprovado pelo Diretor-Geral do Departamento</p><p>de Segurança e Higiene do Trabalho;</p><p>II – em locais ou serviços prejudiciais à sua moralidade.</p><p>§ 2º O trabalho exercido nas ruas, praças e outros logradouros</p><p>dependerá de prévia autorização do Juiz de Menores, ao qual cabe</p><p>verificar se a ocupação é indispensável à sua própria subsistência ou</p><p>à de seus pais, avós ou irmãos e se dessa ocupação não poderá advir</p><p>prejuízo à sua formação moral.</p><p>§ 3º Considera-se prejudicial à moralidade do menor o trabalho:</p><p>a. prestado de qualquer modo, em teatros de revista, cinemas,</p><p>boates, cassinos, cabarés, dancings e estabelecimentos análogos;</p><p>b. em empresas circenses, em funções de acróbata, saltimbanco,</p><p>ginasta e outras semelhantes;</p><p>c. de produção, composição, entrega ou venda de escritos,</p><p>impressos, cartazes, desenhos, gravuras, pinturas, emblemas,</p><p>imagens e quaisquer outros objetos que possam, a juízo da</p><p>autoridade competente, prejudicar sua formação moral;</p><p>d. consistente na venda, a varejo, de bebidas alcoólicas.</p><p>§ 4º Nas localidades em que existirem, oficialmente reconhecidas,</p><p>instituições destinadas ao amparo dos menores jornaleiros, só aos</p><p>que se encontrem sob o patrocínio dessas entidades será outorgada a</p><p>autorização do trabalho a que alude o § 2º.</p><p>§ 5º Aplica-se ao menor o disposto no art. 390 e seu parágrafo único.</p><p>Art. 406. O Juiz de Menores poderá autorizar ao menor o trabalho a</p><p>que se referem as letras “a” e “b” do § 3º do art.</p><p>I –desde que a representação tenha fim educativo ou a peça de que</p><p>participe não possa ser prejudicial à sua formação moral;</p><p>II –desde que se certifique ser a ocupação do menor indispensável à</p><p>própria subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos e não advir</p><p>nenhum prejuízo à sua formação moral.</p><p>Quando for empregado em mais de um estabelecimento, as horas de</p><p>trabalho em cada um serão totalizadas.</p><p>A CLT entende que esses contratos devem ser somados, de modo</p><p>que, quem contrata menor de 18 anos, deve checar se ele já tem</p><p>algum contrato e vedar que ele faça, durante o dia, mais de oito</p><p>horas, senão, ele estará fazendo hora extra.</p><p>Trata-se de uma peculiaridade do trabalho do menor de 18 anos:</p><p>se ele tem mais de um contrato de emprego, é necessário que</p><p>haja uma fiscalização da própria sociedade, para que esses</p><p>contratos, juntos, não ultrapassem as 8 horas por dia. Essa</p><p>disposição é recorrente nas provas.</p><p>Art. 407. Verificado pela autoridade competente que o trabalho</p><p>executado pelo menor é prejudicial à sua saúde, ao seu</p><p>desenvolvimento físico ou a sua moralidade, poderá ela obrigá-lo a</p><p>abandonar o serviço, devendo a respectiva empresa, quando for o</p><p>caso, proporcionar ao menor todas as facilidades para mudar de</p><p>funções.</p><p>Parágrafo único. Quando a empresa não tomar as medidas possíveis</p><p>e recomendadas pela autoridade competente para que o menor mude</p><p>de função, configurar-se-á a rescisão do contrato de trabalho, na</p><p>forma do art. 483.</p><p>Art. 408. Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a</p><p>extinção do contrato de trabalho, desde que o serviço possa acarretar</p><p>para ele prejuízos de ordem física ou moral.</p><p>Art. 409. Para maior segurança do trabalho e garantia da saúde dos</p><p>menores, a autoridade fiscalizadora poderá proibir-lhes o gozo dos</p><p>períodos de repouso nos locais de trabalho.</p><p>Art. 410. O Ministro do Trabalho, Iindústria e Comércio poderá</p><p>derrogar qualquer proibição decorrente do quadro a que se refere a</p><p>alínea “a” do art. 405 quando se certificar haver desaparecido,</p><p>parcial ou totalmente, o caráter perigoso ou insalubre, que</p><p>determinou a proibição.</p><p>Art. 411. A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas</p><p>disposições legais relativas à duração do trabalho em geral, com as</p><p>restrições estabelecidas neste Capítulo.</p><p>Art. 412. Após cada período de trabalho efetivo, quer contínuo, quer</p><p>dividido em 2 (dois) turnos, haverá um intervalo de repouso, não</p><p>inferior a 11(onze) horas.</p><p>Art. 413. É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do</p><p>menor, salvo:</p><p>I –até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial,</p><p>mediante convenção ou acordo coletivo nos termos do Título VI</p><p>desta Consolidação, desde que o excesso de horas em um dia seja</p><p>compensado pela diminuição em outro, de modo a ser observado o</p><p>limite máximo de 48 (quarentae oito) horas semanais ou outro</p><p>inferior legalmente fixada;</p><p>II –excepcionalmente, por motivo de força maior, até o máximo de</p><p>12 (doze) horas,</p><p>com acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por</p><p>cento) sobre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja</p><p>imprescindível ao funcionamento do estabelecimento.</p><p>Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o</p><p>disposto no art. 375, no parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no</p><p>art. 384 desta Consolidação.</p><p>Art. 414. Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em</p><p>mais de um estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão</p><p>totalizadas.</p><p>Art. 439. É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos</p><p>salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é</p><p>vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência dos seus</p><p>responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da</p><p>indenização que lhe for devida.</p><p>Art. 440. Contra os menores de 18 (dezoito) anos não corre nenhum</p><p>prazo de prescrição.</p><p>Férias</p><p>Art. 136. A época</p><p>da concessão das férias será a que melhor</p><p>consulte os interesses do empregador.</p><p>§ 2º O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá</p><p>direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.</p><p>Aprendizagem • Limite etário para aprendizagem: 14 a 24 anos,</p><p>exceto pessoa com deficiência; • Contrato escrito, por prazo</p><p>determinado (no máximo 2 anos, exceto pessoa com deficiência),</p><p>matrícula e frequência na escola, inscrição em programa de</p><p>aprendizagem.</p><p>A título de estímulo, e também como uma prevenção de que a</p><p>aprendizagem vire regra, há limites: esse contrato é especial, por</p><p>prazo determinado, no máximo dois anos, salvo para aprendiz</p><p>com pessoa com deficiência. Nesse caso, deve ser,</p><p>necessariamente, escrito, vinculado há uma formação técnica</p><p>profissional.</p><p>É necessário que esse adolescente esteja frequentando a escola e</p><p>esteja inserido em um programa de aprendizagem, que é o</p><p>grande objetivo dessa legislação.</p><p>Para isso, como incentivo, a Lei confere ao empregador, uma</p><p>redução dos depósitos fundiários: quando se trata de aprendiz, ao</p><p>invés de receber 8%, mensalmente, sobre a remuneração, na conta</p><p>vinculada, e também sobre o 13º salário, o aprendiz tem uma</p><p>alíquota menor para esse colhimento fundiário, 2%.</p><p>• FGTS: 2%;</p><p>• Cota de contratação para aprendiz: 5% a 15%, calculados sobre os</p><p>trabalhadores/vagas da empresa, que não exijam formação de nível</p><p>superior, aquelas atividades da empresa que necessitam de formação</p><p>de grau profissionalizante, técnico, excluídos os que exigem</p><p>formação de nível superior, e, com base na quantidade desses</p><p>trabalhadores, computa-se de 5 a 15%.</p><p>• Jornada de 6 horas, exceto se completou o ensino fundamental e o</p><p>ensino teórico compõe a jornada – 8 horas diárias.</p><p>Lembre-se de que aprendiz não pode fazer hora extra.</p><p>Art. 424. É dever dos responsáveis legais de menores, pais, mães,</p><p>ou tutores, afastá-los de empregos que diminuam consideravelmente</p><p>o seu tempo de estudo, reduzam</p><p>o tempo de repouso necessário à sua saúde e constituição física, ou</p><p>prejudiquem a sua educação moral.</p><p>Art. 425. Os empregadores de menores de 18 (dezoito) anos são</p><p>obrigados a velar pela observância, nos seus estabelecimentos ou</p><p>empresas, dos bons costumes e da decência pública, bem como das</p><p>regras da segurança e da medicina do trabalho.</p><p>Art. 426. É dever do empregador, na hipótese do art. 407,</p><p>proporcionar ao menor todas as facilidades para mudar de serviço.</p><p>Art. 429. Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a</p><p>empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de</p><p>Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento,</p><p>no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores</p><p>existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem</p><p>formação profissional.</p><p>§ 1º As frações de unidade, no cálculo da percentagem de que trata o</p><p>caput, darão lugar à admissão de um aprendiz.</p><p>§ 1º-A. O limite fixado neste artigo não se aplica quando o</p><p>empregador for entidade sem fins lucrativos, que tenha por objetivo</p><p>a educação profissional.</p><p>§ 1º-B Os estabelecimentos a que se refere o caput poderão destinar</p><p>o equivalente a até 10% (dez por cento) de sua cota de aprendizes à</p><p>formação técnico-profissional metódica em áreas relacionadas a</p><p>práticas de atividades desportivas, à prestação de serviços</p><p>relacionados à infraestrutura, incluindo as atividades de construção,</p><p>ampliação, recuperação e manutenção de instalações esportivas e à</p><p>organização e promoção de eventos esportivos.</p><p>§ 2º Os estabelecimentos de que trata o caput ofertarão vagas de</p><p>aprendizes a adolescentes usuários do Sistema Nacional de</p><p>Atendimento Socioeducativo (Sinase) nas condições a serem</p><p>dispostas em instrumentos de cooperação celebrados entre os</p><p>estabelecimentos e os gestores dos Sistemas de Atendimento</p><p>Socioeducativo locais.</p><p>§ 3º Os estabelecimentos de que trata o caput poderão ofertar vagas</p><p>de aprendizes a adolescentes usuários do Sistema Nacional de</p><p>Políticas Públicas sobre Drogas - SISNAD nas condições a serem</p><p>dispostas em instrumentos de cooperação celebrados entre os</p><p>estabelecimentos e os gestores locais responsáveis pela prevenção</p><p>do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e</p><p>dependentes de drogas.</p><p>Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis</p><p>horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de</p><p>jornada.</p><p>§ 1º O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas</p><p>diárias para os aprendizes que já tiverem completado o ensino</p><p>fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à</p><p>aprendizagem teórica.</p><p>Art. 433. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo</p><p>ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada</p><p>a hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta Consolidação, ou ainda</p><p>antecipadamente nas seguintes hipóteses:</p><p>I –desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, salvo para o</p><p>aprendiz com deficiência quando desprovido de recursos de</p><p>acessibilidade, de tecnologias assistivas e de apoio necessário ao</p><p>desempenho de suas atividades;</p><p>II –falta disciplinar grave;</p><p>III –ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo;</p><p>ou</p><p>IV –a pedido do aprendiz.</p><p>§ 2º Não se aplica o disposto nos arts. 479 e 480 desta Consolidação</p><p>às hipóteses de extinção do contrato mencionadas neste artigo.</p><p>TRABALHO AVULSO NÃO PORTUÁRIO</p><p>CF Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de</p><p>outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXIV -</p><p>igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício</p><p>permanente e o trabalhador avulso.</p><p>LEI Nº 12.023, DE 27 DE AGOSTO DE 2009. Dispõe sobre as</p><p>atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o</p><p>trabalho avulso.</p><p>Art. 1o As atividades de movimentação de mercadorias em geral</p><p>exercidas por trabalhadores avulsos, para os fins desta Lei, são</p><p>aquelas desenvolvidas em áreas urbanas ou rurais sem vínculo</p><p>empregatício, mediante intermediação obrigatória do sindicato</p><p>da categoria, por meio de Acordo ou Convenção Coletiva de</p><p>Trabalho para execução das atividades. Parágrafo único. A</p><p>remuneração, a definição das funções, a composição de equipes e as</p><p>demais condições de trabalho serão objeto de negociação entre as</p><p>entidades representativas dos trabalhadores avulsos e dos tomadores</p><p>de serviços.</p><p>Art. 2o São atividades da movimentação de mercadorias em geral:</p><p>I – cargas e descargas de mercadorias a granel e ensacados,</p><p>costura, pesagem, embalagem, enlonamento, ensaque, arrasto,</p><p>posicionamento, acomodação, reordenamento, reparação da carga,</p><p>amostragem, arrumação, remoção, classificação, empilhamento,</p><p>transporte com empilhadeiras, paletização, ova e desova de vagões,</p><p>carga e descarga em feiras livres e abastecimento de lenha em</p><p>secadores e caldeiras;</p><p>II – operações de equipamentos de carga e descarga;</p><p>III – pré-limpeza e limpeza em locais necessários à viabilidade das</p><p>operações ou à sua continuidade.</p><p>Art. 3o As atividades de que trata esta Lei serão exercidas por</p><p>trabalhadores com vínculo empregatício ou em regime de</p><p>trabalho avulso nas empresas tomadoras do serviço.</p><p>Art. 4o O sindicato elaborará a escala de trabalho e as folhas de</p><p>pagamento dos trabalhadores avulsos, com a indicação do</p><p>tomador do serviço e dos trabalhadores que participaram da</p><p>operação, devendo prestar, com relação a estes, as seguintes</p><p>informações:</p><p>I – os respectivos números de registros ou cadastro no sindicato;</p><p>II – o serviço prestado e os turnos trabalhados;</p><p>III – as remunerações pagas, devidas ou creditadas a cada um dos</p><p>trabalhadores, registrando-se as parcelas referentes a:</p><p>a) repouso remunerado;</p><p>b) Fundo de Garantia por Tempo de Serviço;</p><p>c) 13o salário;</p><p>d) férias remuneradas mais 1/3 (um terço) constitucional;</p><p>e) adicional de trabalho noturno;</p><p>f) adicional</p><p>de trabalho extraordinário.</p><p>Art. 5o São deveres do sindicato intermediador:</p><p>I – divulgar amplamente as escalas de trabalho dos avulsos, com</p><p>a observância do rodízio entre os trabalhadores;</p><p>II – proporcionar equilíbrio na distribuição das equipes e funções,</p><p>visando à remuneração em igualdade de condições de trabalho para</p><p>todos e a efetiva participação dos trabalhadores não sindicalizados;</p><p>III – repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72</p><p>(setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do seu</p><p>arrecadamento, os valores devidos e pagos pelos tomadores do</p><p>serviço, relativos à remuneração do trabalhador avulso;</p><p>IV – exibir para os tomadores da mão de obra avulsa e para as</p><p>fiscalizações competentes os documentos que comprovem o</p><p>efetivo pagamento das remunerações devidas aos trabalhadores</p><p>avulsos;</p><p>V – zelar pela observância das normas de segurança, higiene e</p><p>saúde no trabalho;</p><p>VI – firmar Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para</p><p>normatização das condições de trabalho.</p><p>§ 1o Em caso de descumprimento do disposto no inciso III deste</p><p>artigo, serão responsáveis, pessoal e solidariamente, os dirigentes</p><p>da entidade sindical.</p><p>§ 2o A identidade de cadastro para a escalação não será a carteira do</p><p>sindicato e não assumirá nenhuma outra forma que possa dar ensejo</p><p>à distinção entre trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados</p><p>para efeito de acesso ao trabalho.</p><p>Art. 6o São deveres do tomador de serviços:</p><p>I – pagar ao sindicato os valores devidos pelos serviços prestados</p><p>ou dias trabalhados, acrescidos dos percentuais relativos a repouso</p><p>remunerado, 13o salário e férias acrescidas de 1/3 (um terço), para</p><p>viabilizar o pagamento do trabalhador avulso, bem como os</p><p>percentuais referentes aos adicionais extraordinários e noturnos;</p><p>II – efetuar o pagamento a que se refere o inciso I, no prazo</p><p>máximo de 72 (setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do</p><p>encerramento do trabalho requisitado;</p><p>III – recolher os valores devidos ao Fundo de Garantia por</p><p>Tempo de Serviço, acrescido dos percentuais relativos ao 13o</p><p>salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários,</p><p>observando o prazo legal.</p><p>Art. 7o A liberação das parcelas referentes ao 13o salário e às férias,</p><p>depositadas nas contas individuais vinculadas e o recolhimento do</p><p>FGTS e dos encargos fiscais e previdenciários serão efetuados</p><p>conforme regulamentação do Poder Executivo.</p><p>Art. 8o As empresas tomadoras do trabalho avulso respondem</p><p>solidariamente pela efetiva remuneração do trabalho contratado</p><p>e são responsáveis pelo recolhimento dos encargos fiscais e</p><p>sociais, bem como das contribuições ou de outras importâncias</p><p>devidas à Seguridade Social, no limite do uso que fizerem do</p><p>trabalho avulso intermediado pelo sindicato.</p><p>Art. 9o As empresas tomadoras do trabalho avulso são</p><p>responsáveis pelo fornecimento dos Equipamentos de Proteção</p><p>Individual e por zelar pelo cumprimento das normas de</p><p>segurança no trabalho.</p><p>Art. 10. A inobservância dos deveres estipulados nos arts. 5o e 6o</p><p>sujeita os respectivos infratores à multa administrativa no valor</p><p>de R$ 500,00 (quinhentos reais) por trabalhador avulso</p><p>prejudicado.</p><p>Parágrafo único. O processo de fiscalização, notificação, autuação</p><p>e imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-</p><p>Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.</p><p>Art. 11. Esta Lei não se aplica às relações de trabalho regidas pela</p><p>Lei no 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, e pela Lei no 9.719, de 27</p><p>de novembro de 1998.</p><p>NR1</p><p>• 1.4.1.1 As organizações obrigadas a constituir CIPA nos termos da</p><p>NR-05 devem adotar as seguintes medidas, além de outras que</p><p>entenderem necessárias, com vistas à prevenção e ao combate ao</p><p>assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do</p><p>trabalho:</p><p>a) inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de</p><p>outras formas de violência nas normas internas da empresa, com</p><p>ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às</p><p>empregadas;</p><p>b) fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento</p><p>de denúncias, para apuração dos fatos e, quando for o caso, para</p><p>aplicação de sanções administrativas aos responsáveis diretos e</p><p>indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o</p><p>anonimato da pessoa denunciante, sem prejuízo dos</p><p>procedimentos jurídicos cabíveis; e</p><p>c) realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de</p><p>capacitação, de orientação e de sensibilização dos empregados e</p><p>das empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre</p><p>temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à</p><p>diversidade no âmbito do trabalho, em formatos acessíveis,</p><p>apropriados e que apresentem máxima efetividade de tais ações.</p><p>1.8.2 Serão expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e</p><p>Trabalho – SEPRT fichas com orientações sobre as medidas de</p><p>prevenção a serem adotadas pelo MEI. 1.8.3 As microempresa e</p><p>empresas de pequeno porte que não forem obrigadas a constituir</p><p>SESMT e optarem pela utilização de ferramenta(s) de avaliação de</p><p>risco a serem disponibilizada(s) pela SEPRT, em alternativa às</p><p>ferramentas e técnicas previstas no subitem 1.5.4.4.2.1, poderão</p><p>estruturar o PGR considerando o relatório produzido por esta(s)</p><p>ferramenta(s) e o plano de ação.</p><p>1.8.4 As microempresas e empresas de pequeno porte, graus de</p><p>risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não</p><p>identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos</p><p>e biológicos, em conformidade com a NR9, e declararem as</p><p>informações digitais na forma do subitem 1.6.1, ficam dispensadas</p><p>da elaboração do PGR.</p><p>1.8.4.1 As informações digitais de segurança e saúde no trabalho</p><p>declaradas devem ser divulgadas junto aos trabalhadores.</p><p>1.8.5 A dispensa prevista nesta Norma é aplicável quanto à</p><p>obrigação de elaboração do PGR e não afasta a obrigação de</p><p>cumprimento por parte do MEI, ME e EPP das demais disposições</p><p>previstas em NR.</p><p>1.8.6 O MEI, a ME e a EPP, graus de risco 1 e 2, que declararem as</p><p>informações digitais na forma do subitem 1.6.1 e não identificarem</p><p>exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos, biológicos e</p><p>riscos relacionados a fatores ergonômicos, ficam dispensados de</p><p>elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde</p><p>Ocupacional - PCMSO.</p><p>1.8.6.1 A dispensa do PCMSO não desobriga a empresa da</p><p>realização dos exames médicos e emissão do Atestado de Saúde</p><p>Ocupacional - ASO.</p><p>1.8.7 Os graus de riscos 1 e 2 mencionados nos subitens 1.8.4 e</p><p>1.8.6 são os previstos na Norma Regulamentadores nº 04 - Serviços</p><p>Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do</p><p>Trabalho - SESMT.</p><p>1.8.8 O empregador é o responsável pela prestação das informações</p><p>previstas nos subitens 1.8.4 e 1.8.6.</p><p>Frente de trabalho: área de trabalho móvel e temporária. • Local</p><p>de trabalho: área onde são executados os trabalhos. • Obra: todo e</p><p>qualquer serviço de engenharia de construção, montagem,</p><p>instalação, manutenção ou reforma.</p><p>Risco relacionado ao trabalho ou risco ocupacional: combinação</p><p>da probabilidade de ocorrência de eventos ou exposições perigosas a</p><p>agentes nocivos relacionados aos trabalhos e da gravidade das lesões</p><p>e problemas de saúde que podem ser causados pelo evento ou</p><p>exposição.</p><p>EMBARGO E INTERDIÇÃO</p><p>Convenção 81 da OIT: Art. 13 — 1. Os inspetores de trabalho</p><p>serão autorizados a providenciar medidas destinadas a eliminar</p><p>defeitos encontrados em uma instalação, uma organização ou em</p><p>métodos de trabalho que eles tenham motivos razoáveis para</p><p>considerar como ameaça à saúde ou a segurança dos trabalhadores.</p><p>2. A fim de estarem aptos a provocar essas medidas, os inspetores</p><p>terão o direito, ressalvado qualquer recurso judiciário ou</p><p>administrativo que possa prever a</p><p>legislação nacional, de ordenar ou</p><p>de fazer ordenar:</p><p>a) que sejam feitas nas instalações, dentro de um prazo fixo, as</p><p>modificações necessárias a assegurar a aplicação estrita das</p><p>disposições legais concernentes à saúde e à segurança dos</p><p>trabalhadores;</p><p>b) que sejam tomadas imediatamente medidas executivas no caso de</p><p>perigo iminente para a saúde e a segurança dos trabalhadores.</p><p>CLT – Art. 161 - O Delegado Regional do Trabalho, à vista do</p><p>laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e</p><p>iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento,</p><p>setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra,</p><p>indicando na decisão, tomada com a brevidade que a ocorrência</p><p>exigir, as providências que deverão ser adotadas para prevenção de</p><p>infortúnios de trabalho.</p><p>§ 1º - As autoridades federais, estaduais e municipais darão imediato</p><p>apoio às medidas determinadas pelo Delegado Regional do</p><p>Trabalho.</p><p>§ 2º - A interdição ou embargo poderão ser requeridos pelo serviço</p><p>competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente</p><p>da inspeção do trabalho ou por entidade sindical.</p><p>§ 3º - Da decisão do Delegado Regional do Trabalho poderão os</p><p>interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o órgão de</p><p>âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do</p><p>trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso.</p><p>§ 4º - Responderá por desobediência, além das medidas penais</p><p>cabíveis, quem, após determinada a interdição ou embargo, ordenar</p><p>ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus</p><p>setores, a utilização de máquina ou equipamento, ou o</p><p>prosseguimento de obra, se, em consequência, resultarem danos a</p><p>terceiros.</p><p>§ 5º - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e</p><p>após laudo técnico do serviço competente, poderá levantar a</p><p>interdição.</p><p>§ 6º - Durante a paralisação dos serviços, em decorrência da</p><p>interdição ou embargo, os empregados receberão os salários como se</p><p>estivessem em efetivo exercício.</p><p>São medidas administrativas preventivas extremas (cautelares) que</p><p>devem ser adotadas pela autoridade competente em matéria de</p><p>Segurança no Trabalho quando da contratação de risco grave e</p><p>iminente à integridade física e à saúde do trabalhador.</p><p>RISCO GRAVE E IMINENTE – toda situação ou condição de</p><p>trabalho que possa causar acidente ou doença relacionada ao</p><p>trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador.</p><p>NR- 3</p><p>3.1.1 Esta norma estabelece as diretrizes para caracterização do</p><p>grave e iminente risco e os requisitos técnicos objetivos de embargo</p><p>e interdição.</p><p>3.1.1.1 A adoção dos referidos requisitos técnicos visa à formação de</p><p>decisões consistentes, proporcionais e transparentes.</p><p>3.2 Definições</p><p>3.2.1 Considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação</p><p>de trabalho que possa causar acidente ou doença com lesão grave ao</p><p>trabalhador.</p><p>3.2.2 Embargo e interdição são medidas de urgência adotadas a</p><p>partir da constatação de condição ou situação de trabalho que</p><p>caracterize grave e iminente risco ao trabalhador.</p><p>3.2.2.1 O embargo implica a paralisação parcial ou total da obra.</p><p>3.2.2.2 A interdição implica a paralisação parcial ou total da</p><p>atividade, da máquina ou equipamento, do setor de serviço ou do</p><p>estabelecimento.</p><p>3.2.2.3 O embargo e a interdição podem estar associados a uma ou</p><p>mais das hipóteses • referidas nos itens 3.2.2.1 e 3.2.2.2.</p><p>3.2.2.3.1 O Auditor Fiscal do Trabalho deve adotar o embargo</p><p>ou a interdição na menor unidade onde for constatada situação</p><p>de grave e iminente risco .</p><p>3.3 Caracterização do grave e iminente risco</p><p>3.3.1 A caracterização do grave e iminente risco deve considerar:</p><p>a) a consequência, como o resultado ou resultado potencial</p><p>esperado de um evento, conforme Tabela 3.1;</p><p>b) a probabilidade, como a chance de o resultado ocorrer ou estar</p><p>ocorrendo, conforme Tabela 3.2;</p><p>3.3.2 Para fins de aplicação desta norma, o risco é expresso em</p><p>termos de uma combinação das consequências de um evento e a</p><p>probabilidade de sua ocorrência.</p><p>3.3.3 Ao avaliar os riscos o Auditor-Fiscal do Trabalho deve</p><p>considerar a consequência e a probabilidade separadamente. 3.3.4 A</p><p>classificação da consequência e da probabilidade será efetuada de</p><p>forma fundamentada pelo Auditor-Fiscal do Trabalho.</p><p>3.3.5 A classificação das consequências deve ser efetuada de acordo</p><p>com o previsto na Tabela 3.1 e a classificação das probabilidades de</p><p>acordo com o previsto na Tabela 3.2.</p><p>3.3.6 Na caracterização de grave e iminente risco ao trabalhador, o</p><p>Auditor-Fiscal do Trabalho deverá estabelecer o excesso de risco por</p><p>meio da comparação entre o risco atual (situação encontrada) e o</p><p>risco de referência (situação objetivo).</p><p>3.3.7 O excesso de risco representa o quanto o risco atual (situação</p><p>encontrada) está distante do risco de referência esperado após a</p><p>adoção de medidas de prevenção (situação objetivo).</p><p>3.3.8 A Tabela 3.3 deve ser utilizada pelo Auditor-Fiscal do Trabalho</p><p>em caso de exposição individual ou de reduzido número de</p><p>potenciais vítimas expostas ao risco avaliado. 3.3.9 A Tabela 3.4</p><p>deve ser utilizada para a avaliação de situação onde a exposição ao</p><p>risco pode resultar em lesão ou adoecimento de diversas vítimas</p><p>simultaneamente.</p><p>3.3.10 Os descritores do excesso de risco são: E - extremo, S -</p><p>substancial, M - moderado, P - pequeno ou N - nenhum.</p><p>3.3.11 Para estabelecer o excesso de risco, o Auditor-Fiscal do</p><p>Trabalho deve seguir as seguintes etapas:</p><p>a) primeira etapa: avaliar o risco atual (situação encontrada)</p><p>decorrente das circunstâncias encontradas, levando em consideração</p><p>as medidas de controle existentes, ou seja, o nível total de risco que</p><p>se observa ou se considera existir na atividade, utilizando a</p><p>classificação indicada nas colunas do lado esquerdo das Tabelas 3.3</p><p>ou 3.4 ;</p><p>b) segunda etapa: estabelecer o risco de referência (situação</p><p>objetivo), ou seja, o nível de risco remanescente quando da</p><p>implementação das medidas de prevenção necessárias, utilizando a</p><p>classificação nas linhas da parte inferior das Tabelas 3.3 ou 3.4;</p><p>c) terceira etapa: determinar o excesso de risco por comparação</p><p>entre o risco atual e o risco de referência, localizando a</p><p>interseção entre os dois riscos na tabela 3.3 ou 3.4 .</p><p>3.3.12 Para ambos os riscos, atual e de referência (definidos na</p><p>primeira e na segunda etapas, respectivamente), deve-se determinar</p><p>a consequência em primeiro lugar e, em seguida, a probabilidade de</p><p>a consequência ocorrer.</p><p>3.3.12.1 As condições ou situações de trabalho contempladas em</p><p>normas regulamentadoras consideram-se como situação objetivo</p><p>(risco de referência).</p><p>3.3.12.2 O Auditor-Fiscal do Trabalho deve sempre considerar a</p><p>consequência de maior previsibilidade de ocorrência.</p><p>3.4 Requisitos de embargo e interdição</p><p>3.4.1 São passíveis de embargo ou interdição, a obra, a atividade, a</p><p>máquina ou equipamento, o setor de serviço, o estabelecimento, com</p><p>a brevidade que a ocorrência exigir, sempre que o Auditor-Fiscal</p><p>do Trabalho constatar a existência de excesso de risco extremo (E).</p><p>3.4.2 São passíveis de embargo ou interdição, a obra, a atividade, a</p><p>máquina ou equipamento, o setor de serviço, o estabelecimento,</p><p>com a brevidade que a ocorrência exigir, consideradas as</p><p>circunstâncias do caso específico, quando o Auditor-Fiscal do</p><p>Trabalho constatar a existência de excesso de risco substancial</p><p>(S).</p><p>3.4.3 O Auditor-Fiscal do Trabalho deve considerar se a situação</p><p>encontrada é passível de imediata adequação.</p><p>3.4.3.1 Concluindo pela viabilidade de imediata adequação, o</p><p>AuditorFiscal do Trabalho determinará a necessidade de paralisação</p><p>das atividades relacionadas à situação de risco e a adoção imediata</p><p>de medidas de prevenção e precaução para o saneamento do risco,</p><p>que não gerem riscos adicionais.</p><p>3.4.4 Não são passíveis de embargo</p><p>ou interdição as situações com</p><p>avaliação de excesso de risco moderado (M), pequeno (P) ou</p><p>nenhum (N).</p><p>TABELA 3.3 - Tabela de excesso de risco: exposição individual ou</p><p>reduzido número de potenciais vítimas</p><p>TABELA 3.4 - Tabela de excesso de risco: exposição ao risco pode</p><p>resultar em lesão ou adoecimento de diversas vítimas</p><p>simultaneamente</p><p>3.5 Disposições Finais</p><p>3.5.1 A metodologia de avaliação qualitativa prevista nesta norma</p><p>possui a finalidade específica de caracterização de situações de</p><p>grave e iminente risco pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, não se</p><p>constituindo em metodologia padronizada para gestão de riscos pelo</p><p>empregador.</p><p>3.5.1.1 Fica dispensado o uso da metodologia prevista nesta norma</p><p>para imposição de medida • de embargo ou interdição quando</p><p>constatada condição ou situação definida como grave e iminente</p><p>risco nas Normas Regulamentadoras.</p><p>3.5.2 O embargo e a interdição são medidas de proteção emergencial</p><p>à segurança e à saúde do trabalhador, não se caracterizando como</p><p>medidas punitivas.</p><p>3.5.2.1 Nas condições ou situações de trabalho em que não haja</p><p>previsão normativa da situação objetivo (risco de referência), o</p><p>Auditor Fiscal do Trabalho deverá incluir na fundamentação os</p><p>critérios técnicos utilizados para determinação da situação objetivo</p><p>(risco de referência).</p><p>3.5.3 A imposição de embargo ou interdição não elide a lavratura de</p><p>autos de infração por descumprimento das normas de segurança e</p><p>saúde no trabalho ou dos demais dispositivos da legislação</p><p>trabalhista relacionados à situação analisada.</p><p>3.5.4 Durante a vigência de embargo ou interdição, podem ser</p><p>desenvolvidas atividades necessárias à correção da situação de grave</p><p>e iminente risco, desde que garantidas condições de segurança e</p><p>saúde aos trabalhadores envolvidos.</p><p>3.5.5 Durante a paralisação do serviço, em decorrência da interdição</p><p>ou do embargo, os trabalhadores receberão os salários como se</p><p>estivessem em efetivo exercício.</p><p>Art. 627 - A fim de promover a instrução dos responsáveis no</p><p>cumprimento das leis de proteção do trabalho, a fiscalização deverá</p><p>observar o critério de dupla visita nos seguintes casos: • a) quando</p><p>ocorrer promulgação ou expedição de novas leis, regulamentos ou</p><p>instruções ministeriais, sendo que, com relação exclusivamente a</p><p>esses atos, será feita apenas a instrução dos responsáveis; • b) em se</p><p>realizando a primeira inspeção dos estabelecimentos ou dos locais</p><p>de trabalho, recentemente inaugurados ou empreendidos.</p><p>Art. 627-A. Poderá ser instaurado procedimento especial para a</p><p>ação fiscal, objetivando a orientação sobre o cumprimento das leis</p><p>de proteção ao trabalho, bem como a prevenção e o saneamento de</p><p>infrações à legislação mediante Termo de Compromisso, na forma a</p><p>ser disciplinada no Regulamento da Inspeção do Trabalho</p><p>Art. 628. Salvo o disposto nos arts. 627 e 627-A, a toda verificação</p><p>em que o Auditor-Fiscal do Trabalho concluir pela existência de</p><p>violação de preceito legal deve corresponder, sob pena de</p><p>responsabilidade administrativa, a lavratura de auto de infração.</p><p>§ 1º Ficam as emprêsas obrigadas a possuir o livro intitulado</p><p>"Inspeção do Trabalho", cujo modêlo será aprovado por portaria</p><p>Ministerial. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)</p><p>§ 2º Nesse livro, registrará o agente da inspeção sua visita ao</p><p>estabelecimento, declarando a data e a hora do início e término da</p><p>mesma, bem como o resultado da inspeção, nêle consignando, se fôr</p><p>o caso, tôdas as irregularidades verificadas e as exigências feitas,</p><p>com os respectivos prazos para seu atendimento, e, ainda, de modo</p><p>legível, os elementos de sua identificação funcional.</p><p>3º Comprovada má fé do agente da inspeção, quanto à omissão ou</p><p>lançamento de qualquer elemento no livro, responderá êle por falta</p><p>grave no cumprimento do dever, ficando passível, desde logo, da</p><p>pena de suspensão até 30 (trinta) dias, instaurando-se,</p><p>obrigatòriamente, em caso de reincidência, inquérito administrativo.</p><p>§ 4º A lavratura de autos contra emprêsas fictícias e de endereços</p><p>inexistentes, assim como a apresentação de falsos relatórios,</p><p>constituem falta grave, punível na forma do § 3º.</p><p>PCMSO- Programa de Controle Médico de Saúde</p><p>Ocupacional</p><p>A Convenção nº 161 da OIT impõe, como princípio de uma</p><p>política nacional, “a adaptação do trabalho às capacidades dos</p><p>trabalhadores, levando em conta seu estado de sanidade física e</p><p>mental”</p><p>O PCMSO é um programa de prevenção, rastreamento e diagnóstico</p><p>precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de</p><p>natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de</p><p>doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde do trabalhador,</p><p>devendo ser planejado com base nos riscos à saúde deste,</p><p>especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais</p><p>NR´ s da referida portaria.</p><p>Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador,</p><p>nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções</p><p>complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho:</p><p>I - a admissão;</p><p>II - na demissão;</p><p>III - periodicamente.</p><p>§ 1º - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos</p><p>casos em que serão exigíveis exames: a) por ocasião da demissão; b)</p><p>complementares. § 2º - Outros exames complementares poderão ser</p><p>exigidos, a critério médico, para apuração da capacidade ou aptidão</p><p>física e mental do empregado para a função que deva exercer. § 3º -</p><p>O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da</p><p>atividade e o tempo de exposição, a periodicidade dos exames</p><p>médicos. § 4º - O empregador manterá, no estabelecimento, o</p><p>material necessário à prestação de primeiros socorros médicos, de</p><p>acordo com o risco da atividade.</p><p>§ 5º - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame</p><p>complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os</p><p>preceitos da ética médica.</p><p>§ 6 o Serão exigidos exames toxicológicos, previamente à admissão</p><p>e por ocasião do desligamento, quando se tratar de motorista</p><p>profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de</p><p>resultado positivo e a confidencialidade dos resultados dos</p><p>respectivos exames.</p><p>§ 7 o Para os fins do disposto no § 6 o , será obrigatório exame</p><p>toxicológico com janela de detecção mínima de 90 (noventa) dias,</p><p>específico para substâncias psicoativas que causem dependência ou,</p><p>comprovadamente, comprometam a capacidade de direção, podendo</p><p>ser utilizado para essa finalidade o exame toxicológico previsto na</p><p>Lei n o 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito</p><p>Brasileiro, desde que realizado nos últimos 60 (sessenta) dias.</p><p>Art. 169 - Será obrigatória a notificação das doenças profissionais e</p><p>das produzidas em virtude de condições especiais de trabalho,</p><p>comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as</p><p>instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho.</p><p>7.1 OBJETIVO</p><p>7.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece diretrizes e</p><p>requisitos para o desenvolvimento do Programa de Controle Médico</p><p>de Saúde Ocupacional - PCMSO nas organizações, com o objetivo</p><p>de proteger e preservar a saúde de seus empregados em relação aos</p><p>riscos ocupacionais, conforme avaliação de riscos do Programa de</p><p>Gerenciamento de Risco - PGR da organização.</p><p>• 7.2 CAMPO DE APLICAÇÃO • 7.2.1 Esta Norma se aplica às</p><p>organizações e aos órgãos públicos da administração direta e</p><p>indireta, bem como aos órgãos dos poderes legislativo e judiciário e</p><p>ao Ministério Público, que possuam empregados regidos pela</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.</p><p>7.3.2 São diretrizes do PCMSO:</p><p>a) rastrear e detectar precocemente os agravos à saúde</p><p>relacionados ao trabalho;</p><p>b) detectar possíveis exposições excessivas a agentes nocivos</p><p>ocupacionais;</p><p>c) definir a aptidão de cada empregado para exercer suas funções</p><p>ou tarefas determinadas;</p><p>d) subsidiar</p><p>a implantação e o monitoramento da eficácia das</p><p>medidas de prevenção adotadas na organização;</p><p>e) subsidiar análises epidemiológicas e estatísticas sobre os</p><p>agravos à saúde e sua relação com os riscos ocupacionais;</p><p>f) subsidiar decisões sobre o afastamento de empregados de</p><p>situações de trabalho que possam comprometer sua saúde;</p><p>g) subsidiar a emissão de notificações de agravos relacionados ao</p><p>trabalho, de acordo com a regulamentação pertinente;</p><p>h) subsidiar o encaminhamento de empregados à Previdência</p><p>Social;</p><p>i) acompanhar de forma diferenciada o empregado cujo estado</p><p>de saúde possa ser especialmente afetado pelos riscos ocupacionais;</p><p>j) subsidiar a Previdência Social nas ações de reabilitação</p><p>profissional;</p><p>k) subsidiar ações de readaptação profissional;</p><p>l) controlar da imunização ativa dos empregados, relacionada a</p><p>riscos ocupacionais, sempre que houver recomendação do Ministério</p><p>da Saúde.</p><p>7.3.2.1 O PCMSO deve incluir ações de:</p><p>a) vigilância passiva da saúde ocupacional, a partir de informações</p><p>sobre a demanda espontânea de empregados que procurem serviços</p><p>médicos;</p><p>b) vigilância ativa da saúde ocupacional, por meio de exames</p><p>médicos dirigidos que incluam, além dos exames previstos nesta</p><p>NR, a coleta de dados sobre sinais e sintomas de agravos à saúde</p><p>relacionados aos riscos ocupacionais.</p><p>7.4 RESPONSABILIDADES</p><p>7.4.1 Compete ao empregador:</p><p>a) garantir a elaboração e efetiva implantação do PCMSO;</p><p>b) custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos</p><p>relacionados ao PCMSO;</p><p>c) indicar médico do trabalho responsável pelo PCMSO.</p><p>7.5 PLANEJAMENTO</p><p>7.5.1 O PCMSO deve ser elaborado considerando os riscos</p><p>ocupacionais identificados e classificados pelo PGR.</p><p>7.5.2 Inexistindo médico do trabalho na localidade, a organização</p><p>pode contratar médico de outra especialidade como responsável pelo</p><p>PCMSO.</p><p>7.5.3 O PCMSO deve incluir a avaliação do estado de saúde dos</p><p>empregados em atividades críticas, como definidas nesta Norma,</p><p>considerando os riscos envolvidos em cada situação e a investigação</p><p>de patologias que possam impedir o exercício de tais atividades com</p><p>segurança.</p><p>7.5.4 A organização deve garantir que o PCMSO:</p><p>a) descreva os possíveis agravos à saúde relacionados aos riscos</p><p>ocupacionais identificados e classificados no PGR;</p><p>b) contenha planejamento de exames médicos clínicos e</p><p>complementares necessários, conforme os riscos ocupacionais</p><p>identificados, atendendo ao determinado nos Anexos desta NR;</p><p>c) contenha os critérios de interpretação e planejamento das</p><p>condutas relacionadas aos achados dos exames médicos;</p><p>d) seja conhecido e atendido por todos os médicos que realizarem os</p><p>exames médicos ocupacionais dos empregados;</p><p>e) inclua relatório analítico sobre o desenvolvimento do programa,</p><p>conforme o subitem 7.6.2 desta NR.</p><p>7.5.5 O médico responsável pelo PCMSO, caso observe</p><p>inconsistências no inventário de riscos da organização, deve</p><p>reavaliá-las em conjunto com os responsáveis pelo PGR. 7.5.6 O</p><p>PCMSO deve incluir a realização obrigatória dos exames</p><p>médicos:</p><p>a) admissional;</p><p>b) periódico;</p><p>c) de retorno ao trabalho;</p><p>d) de mudança de riscos ocupacionais;</p><p>e) demissional;</p><p>7.5.7 Os exames médicos de que trata o subitem 7.5.6 compreendem</p><p>exame clínico e exames complementares, realizados de acordo com</p><p>as especificações desta e de outras NR.</p><p>7.5.8 O exame clínico deve obedecer aos prazos e à seguinte</p><p>periodicidade:</p><p>I - no exame admissional: ser realizado antes que o empregado</p><p>assuma suas atividades;</p><p>II - no exame periódico: ser realizado de acordo com os seguintes</p><p>intervalos:</p><p>a) para empregados expostos a riscos ocupacionais identificados e</p><p>classificados no PGR e para portadores de doenças crônicas que</p><p>aumentem a susceptibilidade a tais riscos: a cada ano ou a</p><p>intervalos menores, a critério do médico responsável; de acordo</p><p>com a periodicidade especificada no Anexo IV desta Norma,</p><p>relativo a empregados expostos a condições hiperbáricas;</p><p>b) para os demais empregados, o exame clínico deve ser realizado</p><p>a cada dois anos.</p><p>7.5.9 No exame de retorno ao trabalho, o exame clínico deve ser</p><p>realizado antes que o empregado reassuma suas funções, quando</p><p>ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo</p><p>de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não.</p><p>7.5.9.1 No exame de retorno ao trabalho, a avaliação médica deve</p><p>definir a necessidade de retorno gradativo ao trabalho.</p><p>7.5.10 O exame de mudança de risco ocupacional deve,</p><p>obrigatoriamente, ser realizado antes da data da mudança,</p><p>adequando-se o controle médico aos novos riscos.</p><p>7.5.11 No exame demissional, o exame clínico deve ser realizado em</p><p>até 10 (dez) dias contados do término do contrato, podendo ser</p><p>dispensado caso o exame clínico ocupacional mais recente tenha</p><p>sido realizado há menos de 135 (centro e trinta e cinco) dias, para</p><p>as organizações graus de risco 1 e 2, e há menos de 90 (noventa)</p><p>dias, para as organizações graus de risco 3 e 4.</p><p>7.5.12 Os exames complementares laboratoriais previstos nesta NR</p><p>devem ser executados por laboratório que atenda ao disposto na</p><p>RDC/Anvisa n.º 302/2005, no que se refere aos procedimentos de</p><p>coleta, acondicionamento, transporte e análise, e interpretados com</p><p>base nos critérios constantes nos Anexos desta Norma e são</p><p>obrigatórios quando:</p><p>a) o levantamento preliminar do PGR indicar a necessidade de</p><p>medidas de prevenção imediatas;</p><p>b) houver exposições ocupacionais acima dos níveis de ação</p><p>determinados na NR-09 ou se a classificação de riscos do PGR</p><p>indicar.</p><p>7.5.12.1 O momento da coleta das amostras biológicas deve seguir o</p><p>determinado nos Quadros 1 e 2 do Anexo I desta NR.</p><p>7.5.12.2 Quando a organização realizar o armazenamento e o</p><p>transporte das amostras, devem ser seguidos os procedimentos</p><p>recomendados pelo laboratório contratado. • 7.5.13 Os exames</p><p>previstos nos Quadros 1 e 2 do Anexo I desta NR devem ser</p><p>realizados a cada seis meses, podendo ser antecipados ou</p><p>postergados por até 45 (quarenta e cinco) dias, a critério do médico</p><p>responsável, mediante justificativa técnica, a fim de que os exames</p><p>sejam realizados em situações mais representativas da exposição do</p><p>empregado ao agente.</p><p>7.5.14 Para as atividades realizadas de forma sazonal, a</p><p>periodicidade dos exames constantes nos Quadros 1 e 2 do Anexo I</p><p>desta NR pode ser anual, desde que realizada em concomitância com</p><p>o período da execução da atividade.</p><p>7.5.15 Os exames previstos no Quadro 1 do Anexo I desta NR não</p><p>serão obrigatórios nos exames admissional, de retorno ao trabalho,</p><p>de mudança de risco ocupacional e demissional.</p><p>7.5.16 Os empregados devem ser informados, durante o exame</p><p>clínico, das razões da realização dos exames complementares</p><p>previstos nesta NR e do significado dos resultados de tais exames.</p><p>7.5.17 No exame admissional, a critério do médico responsável,</p><p>poderão ser aceitos exames complementares realizados nos 90</p><p>(noventa) dias anteriores, exceto quando definidos prazos diferentes</p><p>nos Anexos desta NR.</p><p>7.5.18 Podem ser realizados outros exames complementares, a</p><p>critério do médico responsável, desde que relacionados aos riscos</p><p>ocupacionais classificados no PGR e tecnicamente justificados no</p><p>PCMSO.</p><p>7.5.19 Para cada exame clínico ocupacional realizado, o médico</p><p>emitirá Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, que deve ser</p><p>comprovadamente disponibilizado ao empregado, devendo ser</p><p>fornecido em meio físico quando solicitado.</p><p>7.5.19.1 O ASO deve conter no mínimo:</p><p>a) razão social e CNPJ ou CAEPF da organização;</p><p>b) nome completo do empregado, o número de seu CPF e sua</p><p>função;</p><p>c) a descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e</p><p>classificados no PGR que necessitem de controle médico previsto no</p><p>PCMSO, ou a sua inexistência;</p><p>d) indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos</p><p>e complementares a que foi submetido</p><p>o empregado; e) definição de</p><p>apto ou inapto para a função do empregado;</p><p>f) o nome e número de registro profissional do médico responsável</p><p>pelo PCMSO, se houver;</p><p>g) data, número de registro profissional e assinatura do médico que</p><p>realizou o exame clínico.</p><p>7.5.19.2 A aptidão para trabalho em atividades específicas, quando</p><p>assim definido em Normas Regulamentadoras e seus Anexos, deve</p><p>ser consignada no ASO.</p><p>7.5.19.3 Quando forem realizados exames complementares sem que</p><p>tenha ocorrido exame clínico, a organização emitirá recibo de</p><p>entrega do resultado do exame, devendo o recibo ser fornecido ao</p><p>empregado em meio físico, quando solicitado.</p><p>7.5.19.4 Sendo verificada a possibilidade de exposição excessiva a</p><p>agentes listados no Quadro 1 do Anexo I desta NR, o médico do</p><p>trabalho responsável pelo PCMSO deve informar o fato aos</p><p>responsáveis pelo PGR para reavaliação dos riscos ocupacionais e</p><p>das medidas de prevenção. 7.5.19.5 Constatada ocorrência ou</p><p>agravamento de doença relacionada ao trabalho ou alteração que</p><p>revele disfunção orgânica por meio dos exames complementares</p><p>do Quadro 2 do Anexo I, dos demais Anexos desta NR ou dos</p><p>exames complementares incluídos com base no subitem7.5.18 da</p><p>presente NR, caberá à organização, após informada pelo médico</p><p>responsável pelo PCMSO:</p><p>a) emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT;</p><p>b) afastar o empregado da situação, ou do trabalho, quando</p><p>necessário;</p><p>c) encaminhar o empregado à Previdência Social, quando houver</p><p>afastamento do trabalho superior a 15 (quinze) dias, para avaliação</p><p>de incapacidade e definição da conduta previdenciária;</p><p>d) reavaliar os riscos ocupacionais e as medidas de prevenção</p><p>pertinentes no PGR.</p><p>NOTA LEI Nº 8.213 ( Planos de Benefícios da Previdência Social)</p><p>Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do</p><p>trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo</p><p>exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.</p><p>11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional</p><p>que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária,</p><p>da capacidade para o trabalho.</p><p>§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas</p><p>coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do</p><p>trabalhador.</p><p>§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a</p><p>empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.</p><p>§ 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre</p><p>os riscos da operação a executar e do produto a manipular.</p><p>§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e</p><p>os sindicatos e entidades representativas de classe acompanharão o</p><p>fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme</p><p>dispuser o Regulamento.</p><p>Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo</p><p>anterior, as seguintes entidades mórbidas:</p><p>I - doença profissional, assim entendida a produzida ou</p><p>desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada</p><p>atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério</p><p>do Trabalho e da Previdência Social;</p><p>II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou</p><p>desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é</p><p>realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação</p><p>mencionada no inciso I.</p><p>§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:</p><p>a) a doença degenerativa;</p><p>b) a inerente a grupo etário;</p><p>c) a que não produza incapacidade laborativa;</p><p>d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de</p><p>região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é</p><p>resultante de exposição ou contato direto determinado pela</p><p>natureza do trabalho.</p><p>§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída</p><p>na relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das</p><p>condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se</p><p>relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la</p><p>acidente do trabalho.</p><p>Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos</p><p>desta Lei:</p><p>I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a</p><p>causa única, haja contribuído diretamente para a morte do</p><p>segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o</p><p>trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a</p><p>sua recuperação;</p><p>II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do</p><p>trabalho, em conseqüência de:</p><p>a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro</p><p>ou companheiro de trabalho;</p><p>b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de</p><p>disputa relacionada ao trabalho;</p><p>c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou</p><p>de companheiro de trabalho;</p><p>d) ato de pessoa privada do uso da razão;</p><p>e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou</p><p>decorrentes de força maior;</p><p>III - a doença proveniente de contaminação acidental do</p><p>empregado no exercício de sua atividade;</p><p>IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e</p><p>horário de trabalho:</p><p>a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a</p><p>autoridade da empresa;</p><p>b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe</p><p>evitar prejuízo ou proporcionar proveito;</p><p>c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando</p><p>financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da</p><p>mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado,</p><p>inclusive veículo de propriedade do segurado;</p><p>d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para</p><p>aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de</p><p>propriedade do segurado.</p><p>§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião</p><p>da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do</p><p>trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do</p><p>trabalho.</p><p>§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do</p><p>trabalho a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se</p><p>associe ou se superponha às conseqüências do anterior.</p><p>Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social</p><p>(INSS) considerará caracterizada a natureza acidentária da</p><p>incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico</p><p>epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação</p><p>entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e a</p><p>entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na</p><p>Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade</p><p>com o que dispuser o regulamento.</p><p>§ 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste</p><p>artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o</p><p>caput deste artigo.</p><p>§ 2o A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a</p><p>não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão</p><p>caberá recurso, com efeito suspensivo, da empresa, do empregador</p><p>doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da Previdência</p><p>Social.</p><p>Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar</p><p>o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil</p><p>seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à</p><p>autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite</p><p>mínimo e o limite máximo do salário de contribuição,</p><p>sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada</p><p>pela Previdência Social.</p><p>§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel</p><p>o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a que</p><p>corresponda a sua categoria.</p><p>§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem</p><p>formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade</p><p>sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer</p><p>autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo</p><p>previsto neste artigo.</p><p>§3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de</p><p>responsabilidade pela falta do cumprimento do disposto neste artigo.</p><p>§4º Os sindicatos</p><p>e entidades representativas de classe poderão</p><p>acompanhar a cobrança, pela Previdência Social, das multas</p><p>previstas neste artigo.</p><p>§ 5o A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese</p><p>docaput do art. 21-A.</p><p>Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença</p><p>profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade</p><p>laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da</p><p>segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o</p><p>diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro.</p><p>7.5.19.6 O empregado, em uma das situações previstas nos subitens</p><p>7.5.19.4 ou 7.5.19.5, deve ser submetido a exame clínico e</p><p>informado sobre o significado dos exames alterados e condutas</p><p>necessárias.</p><p>7.5.19.6.1 O médico responsável pelo PCMSO deve avaliar a</p><p>necessidade de realização de exames médicos em outros empregados</p><p>sujeitos às mesmas situações de trabalho.</p><p>7.6 DOCUMENTAÇÃO</p><p>7.6.1 Os dados dos exames clínicos e complementares deverão ser</p><p>registrados em prontuário médico individual sob a</p><p>responsabilidade do médico responsável pelo PCMSO, ou do</p><p>médico responsável pelo exame, quando a organização estiver</p><p>dispensada de PCMSO.</p><p>7.6.1.1 O prontuário do empregado deve ser mantido pela</p><p>organização, no mínimo, por 20 (vinte) anos após o seu</p><p>desligamento, exceto em caso de previsão diversa constante nos</p><p>Anexos desta NR.</p><p>7.6.1.2 Em caso de substituição do médico responsável pelo</p><p>PCMSO, a organização deve garantir que os prontuários médicos</p><p>sejam formalmente transferidos para seu sucessor.</p><p>7.6.1.3 Podem ser utilizados prontuários médicos em meio</p><p>eletrônico desde que atendidas as exigências do Conselho Federal de</p><p>Medicina.</p><p>7.6.2 O médico responsável pelo PCMSO deve elaborar relatório</p><p>analítico do Programa, anualmente, considerando a data do último</p><p>relatório, contendo, no mínimo:</p><p>a) o número de exames clínicos realizados;</p><p>b) o número e tipos de exames complementares realizados; c)</p><p>estatística de resultados anormais dos exames complementares,</p><p>categorizados por tipo do exame e por unidade operacional, setor ou</p><p>função;</p><p>d) incidência e prevalência de doenças relacionadas ao trabalho,</p><p>categorizadas por unidade operacional, setor ou função;</p><p>e) informações sobre o número, tipo de eventos e doenças</p><p>informadas nas CAT, emitidas pela organização, referentes a seus</p><p>empregados;</p><p>f) análise comparativa em relação ao relatório anterior e</p><p>discussão sobre as variações nos resultados</p><p>7.6.3 A organização deve garantir que o médico responsável pelo</p><p>PCMSO considere, na elaboração do relatório analítico, os dados</p><p>dos prontuários médicos a ele transferidos, se for o caso.</p><p>7.6.4 Caso o médico responsável pelo PCMSO não tenha recebido</p><p>os prontuários médicos ou considere as informações insuficientes,</p><p>deve informar o ocorrido no relatório analítico. 7.6.5 O relatório</p><p>analítico deve ser apresentado e discutido com os responsáveis</p><p>por segurança e saúde no trabalho da organização, incluindo a</p><p>CIPA, quando existente, para que as medidas de prevenção</p><p>necessárias sejam adotadas na organização.</p><p>7.6.6 As organizações de graus de risco 1 e 2 com até 25 (vinte e</p><p>cinco) empregados e as organizações de graus de risco 3 e 4 com</p><p>até 10 (dez) empregados podem elaborar relatório analítico apenas</p><p>com as informações solicitadas nas alíneas “a” e “b” do subitem</p><p>7.6.2.</p><p>7.7.3 Para cada exame clínico ocupacional, o médico que realizou o</p><p>exame emitirá ASO, que deve ser disponibilizado ao empregado,</p><p>mediante recibo, em meio físico, quando assim solicitado, e</p><p>atender ao subitem 7.5.19.1 desta NR. 7.7.4 O relatório analítico</p><p>não será exigido para:</p><p>a) Microempreendedores Individuais – MEI; (nunca)</p><p>b) ME e EPP dispensadas da elaboração do PCMSO.</p><p>AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES</p><p>OCUPACIONAIS A AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E</p><p>BIOLÓGICOS</p><p>CF Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além</p><p>de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXII -</p><p>redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de</p><p>saúde, higiene e segurança;</p><p>•ANTECIPAÇÃO • RECONHECIMENTO • AVALIAÇÃO</p><p>•CONTROLE • IDENTIFICAÇÃO A • AVALIAÇÃO •</p><p>MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE.</p><p>ETAPAS POSTERIORES:</p><p>1 – Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;</p><p>2 – Monitoramento da exposição aos riscos;</p><p>3 – Registro e divulgação dos dados.</p><p>Agentes físicos: formas de energia. Ruído, vibração, pressões</p><p>anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações</p><p>não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom. Agentes</p><p>químicos: compostos ou produtos que possam penetrar no</p><p>organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos,</p><p>neblinas, gases ou vapores. Agentes biológicos: bactérias, fungos,</p><p>bacilos, parasitas, protozoários, vírus.</p><p>Medidas gerais de proteção NR 1 - Proteção coletiva - Medidas</p><p>Administrativas/ Organização - Proteção Individual</p><p>9.1 Objetivo</p><p>9.2 Campo de Aplicação</p><p>9.3 Identificação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos,</p><p>Químicos e Biológicos</p><p>9.4 Avaliação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos,</p><p>Químicos e Biológicos</p><p>9.5 Medidas de Prevenção e Controle das Exposições Ocupacionais</p><p>aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos 9.6 Disposições</p><p>Transitórias</p><p>9.1 Objetivo</p><p>9.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos</p><p>para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos,</p><p>químicos e biológicos quando identificados no Programa de</p><p>Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR-1, e subsidiá-lo</p><p>quanto às medidas de prevenção para os riscos ocupacionais.</p><p>9.2 Campo de Aplicação</p><p>9.2.1 As medidas de prevenção estabelecidas nesta Norma se</p><p>aplicam onde houver exposições ocupacionais aos agentes físicos,</p><p>químicos e biológicos.</p><p>9.2.1.1 A abrangência e profundidade das medidas de prevenção</p><p>dependem das características das exposições e das necessidades de</p><p>controle.</p><p>9.2.2 Esta NR e seus anexos devem ser utilizados para fins de</p><p>prevenção e controle dos riscos ocupacionais causados por agentes</p><p>físicos, químicos e biológicos.</p><p>9.2.2.1 Para fins de caracterização de atividades ou operações</p><p>insalubres ou perigosas, devem ser aplicadas as disposições</p><p>previstas na NR-15 - Atividades e operações insalubres e NR-16 -</p><p>Atividades e operações perigosas. 9.3 Identificação das Exposições</p><p>Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos</p><p>9.3.1 A identificação das exposições ocupacionais aos agentes</p><p>físicos, químicos e biológicos deverá considerar:</p><p>a) descrição das atividades;</p><p>b) identificação do agente e formas de exposição;</p><p>c) possíveis lesões ou agravos à saúde relacionados às exposições</p><p>identificadas;</p><p>d) fatores determinantes da exposição;</p><p>e) medidas de prevenção já existentes; e</p><p>f) identificação dos grupos de trabalhadores expostos.</p><p>9.4 Avaliação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos,</p><p>Químicos e Biológicos</p><p>9.4.1 Deve ser realizada análise preliminar das atividades de</p><p>trabalho e dos dados já disponíveis relativos aos agentes físicos,</p><p>químicos e biológicos, a fim de determinar a necessidade de adoção</p><p>direta de medidas de prevenção ou de realização de avaliações</p><p>qualitativas ou, quando aplicáveis, de avaliações quantitativas.</p><p>9.4.2 A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos</p><p>agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser</p><p>realizada para:</p><p>a) comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes</p><p>identificados;</p><p>b) dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de</p><p>trabalhadores;</p><p>c) subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção. 9.4.2.1 A</p><p>avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição</p><p>ocupacional, abrangendo aspectos organizacionais e condições</p><p>ambientais que envolvam o trabalhador no exercício das suas</p><p>atividades.</p><p>9.4.3 Os resultados das</p><p>avaliações das exposições ocupacionais aos</p><p>agentes físicos, químicos e biológicos devem ser incorporados ao</p><p>inventário de riscos do PGR. 9.4.4 As avaliações das exposições</p><p>ocupacionais devem ser registradas pela organização, conforme os</p><p>aspectos específicos constantes nos Anexos desta NR. 9.5 Medidas</p><p>de Prevenção e Controle das Exposições Ocupacionais aos Agentes</p><p>Físicos, Químicos e Biológicos</p><p>9.5.1 As medidas de prevenção e controle das exposições</p><p>ocupacionais referentes a cada agente físico, químico e biológico</p><p>estão estabelecidas nos Anexos desta NR. 9.5.2 Devem ser adotadas</p><p>as medidas necessárias para a eliminação ou o controle das</p><p>exposições ocupacionais relacionados aos agentes físicos, químicos</p><p>e biológicos, de acordo com os critérios estabelecidos nos Anexos</p><p>desta NR, em conformidade com o PGR. 9.5.3 As medidas de</p><p>prevenção e controle das exposições ocupacionais integram os</p><p>controles dos riscos do PGR e devem ser incorporados ao Plano de</p><p>Ação.</p><p>9.6 Disposições Transitórias (leitura dos anexos nr-9)</p><p>9.6.1 Enquanto não forem estabelecidos os Anexos a esta Norma,</p><p>devem ser adotados para fins de medidas de prevenção:</p><p>a) os critérios e limites de tolerância constantes na NR-15 e seus</p><p>anexos;</p><p>b) como nível de ação para agentes químicos, a metade dos limites</p><p>de tolerância;</p><p>c) como nível de ação para o agente físico ruído, a metade da dose.</p><p>9.6.1.1 Na ausência de limites de tolerância previstos na NR-15 e</p><p>seus anexos, devem ser utilizados como referência para a adoção de</p><p>medidas de prevenção aqueles previstos pela American Conference</p><p>of Governmental Industrial Higyenists - ACGIH. (Conferência</p><p>Americana de Higienistas Industriais Governamentais)</p><p>9.6.1.2 Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser</p><p>implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a</p><p>probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os</p><p>limites de exposição.</p><p>15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta</p><p>Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima,</p><p>relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que</p><p>não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida</p><p>laboral.</p><p>9.6.1.2 Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser</p><p>implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a</p><p>probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os</p><p>limites de exposição.</p><p>AVALIAÇÃO QUALITATIVA</p><p>1 – Agentes ambientais sem limites de tolerância:</p><p>a) Exposição à radiação ionizante (anexo 7);</p><p>b) Exposição ao frio (anexo 9) – será necessária também uma</p><p>avaliação ambiental;</p><p>c) Exposição à umidade (anexo 10).</p><p>2 – Exposição inerente à atividade:</p><p>a) Exposição a condições hiperbáricas (anexo 6);</p><p>b) Exposição a agentes químicos (arsênico, carvão, chumbo, cromo,</p><p>fósforo, hidrocabornetos, mercúrio, silicatos, substâncias</p><p>cancerígenas) – haverá limites de tolerância para alguns agentes</p><p>químicos – (anexo 13).</p><p>c) Exposição a agentes biológicos.</p><p>(i) Anexo sobre Vibração; (ii) Anexo sobre Exposição Ocupacional</p><p>ao Benzeno em Postos Revendedores de Combustível; e (iii) Anexo</p><p>de Calor</p><p>LEI Nº 6.533, DE 24 DE MAIO DE 1978. Dispõe sobre a</p><p>regulamentação das profissões de Artistas e de técnico em</p><p>Espetáculos de Diversões, e dá outras providências.</p><p>Registro profissional; → Contrato de trabalho escrito; → Cláusula</p><p>de exclusividade (limitada à mesma atividade); → Adicional de</p><p>transferência;</p><p>Trabalho artístico eventual: máximo de 7 dias e não pode se repetir</p><p>dentro de 60 dias;</p><p>JORNADA: Textos devem ser entregues com pelo menos 72➔</p><p>horas de antecedência;</p><p>Art . 1º - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em</p><p>Espetáculos de Diversões é regulado pela presente Lei. Art . 2º -</p><p>Para os efeitos desta lei, é considerado: I - Artista, o profissional que</p><p>cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer</p><p>natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de</p><p>meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam</p><p>espetáculos de diversão pública; II - Técnico em Espetáculos de</p><p>Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa,</p><p>individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada</p><p>diretamente à elaboração, registro, apresentação ou conservação de</p><p>programas, espetáculos e produções. Parágrafo único - As</p><p>denominações e descrições das funções em que se desdobram as</p><p>atividades de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões</p><p>constarão do regulamento desta lei.</p><p>Art . 3º - Aplicam-se as disposições desta lei às pessoas físicas ou</p><p>jurídicas que tiverem a seu serviço os profissionais definidos no</p><p>artigo anterior, para realização de espetáculos, programas, produções</p><p>ou mensagens publicitárias. Parágrafo único - Aplicam-se,</p><p>igualmente, as disposições desta Lei às pessoas físicas ou jurídicas</p><p>que agenciem colocação de mão-de-obra de profissionais definidos</p><p>no artigo anterior.</p><p>Art . 4º - As pessoas físicas ou jurídicas de que trata o artigo anterior</p><p>deverão ser previamente inscritas no Ministério do Trabalho.</p><p>Art . 5º - Não se incluem no disposto nesta Lei os Técnicos em</p><p>Espetáculos de Diversões que prestam serviços a empresa de</p><p>radiodifusão.</p><p>Art . 6º - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em</p><p>Espetáculos de Diversões requer prévio registro na Delegacia</p><p>Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, o qual terá</p><p>validade em todo o território nacional.</p><p>Art 7º - Para registro do Artista ou do Técnico em Espetáculos de</p><p>Diversões, é necessário a apresentação de:</p><p>I - diploma de curso superior de Diretor de Teatro, Coreógrafo,</p><p>Professor de Arte Dramática, ou outros cursos semelhantes,</p><p>reconhecidos na forma da Lei; ou</p><p>II - diploma ou certificado correspondentes às habilitações</p><p>profissionais de 2º Grau de Ator, Contra-regra, Cenotécnico,</p><p>Sonoplasta, ou outras semelhantes, reconhecidas na forma da Lei; ou</p><p>III - atestado de capacitação profissional fornecido pelo Sindicato</p><p>representativo das categorias profissionais e, subsidiariamente, pela</p><p>Federação respectiva.</p><p>§ 1º - A entidade sindical deverá conceder ou negar o atestado</p><p>mencionado no item III, no prazo de 3 (três) dias úteis, podendo ser</p><p>concedido o registro, ainda que provisório, se faltar manifestação da</p><p>entidade sindical, nesse prazo.</p><p>§ 2º - Da decisão da entidade sindical que negar a concessão do</p><p>atestado mencionado no item III deste artigo, caberá recurso para o</p><p>Ministério do Trabalho, até 30 (trinta) dias, a contar da ciência.</p><p>Art . 10 - O contrato de trabalho conterá, obrigatoriamente:</p><p>I - qualificação das partes contratantes;</p><p>II - prazo de vigência;</p><p>III - natureza da função profissional, com definição das obrigações</p><p>respectivas;</p><p>IV - título do programa, espetáculo ou produção, ainda que</p><p>provisório, com indicação do personagem nos casos de contrato por</p><p>tempo determinado;</p><p>V - locais onde atuará o contratado, inclusive os opcionais;</p><p>VI - jornada de trabalho, com especificação do horário e intervalo de</p><p>repouso;</p><p>VII - remuneração e sua forma de pagamento;</p><p>VIII - disposição sobre eventual inclusão do nome do contratado no</p><p>crédito de apresentação, cartazes, impressos e programas;</p><p>IX - dia de folga semanal;</p><p>X - ajuste sobre viagens e deslocamentos;</p><p>XI - período de realização de trabalhos complementares, inclusive</p><p>dublagem, quando posteriores a execução do trabalho de</p><p>interpretação objeto do contrato;</p><p>XII - número da Carteira de Trabalho e Previdência Social.</p><p>Parágrafo único - Nos contratos de trabalho por tempo</p><p>indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa ao pagamento</p><p>de adicional, devido em caso de deslocamento para prestação de</p><p>serviço fora da cidade ajustada no contrato de trabalho.</p><p>Art . 11 - A cláusula de exclusividade não impedirá o Artista ou</p><p>Técnico em Espetáculos de Diversões de prestar serviços a outro</p><p>empregador</p><p>da</p><p>intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.</p><p>Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições</p><p>complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em</p><p>vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho,</p><p>especialmente sobre:</p><p>I - medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de</p><p>proteção individual em obras de construção, demolição ou reparos;</p><p>II - depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis,</p><p>inflamáveis e explosivos, bem como trânsito e permanência nas</p><p>áreas respectivas;</p><p>III - trabalho em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras,</p><p>sobretudo quanto à prevenção de explosões, incêndios,</p><p>desmoronamentos e soterramentos, eliminação de poeiras, gases,</p><p>etc. e facilidades de rápida saída dos empregados;</p><p>IV - proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas</p><p>adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e</p><p>paredes, construção de paredes contra-fogo, diques e outros</p><p>anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação,</p><p>corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente</p><p>sinalização;</p><p>V - proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos,</p><p>sobretudo no trabalho a céu aberto, com provisão, quanto a este,</p><p>de água potável, alojamento profilaxia de endemias;</p><p>VI - proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas</p><p>nocivas, radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos, vibrações e</p><p>trepidações ou pressões anormais ao ambiente de trabalho, com</p><p>especificação das medidas cabíveis para eliminação ou atenuação</p><p>desses efeitos limites máximos quanto ao tempo de exposição, à</p><p>intensidade da ação ou de seus efeitos sobre o organismo do</p><p>trabalhador, exames médicos obrigatórios, limites de idade controle</p><p>permanente dos locais de trabalho e das demais exigências que se</p><p>façam necessárias;</p><p>VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminação das</p><p>exigências, instalações sanitárias, com separação de sexos,</p><p>chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios</p><p>ou condições de conforto por ocasião das refeições, fornecimento</p><p>de água potável, condições de limpeza dos locais de trabalho e</p><p>modo de sua execução, tratamento de resíduos industriais;</p><p>VIII - emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas</p><p>sinalizações de perigo.</p><p>IX – trabalho realizado em arquivos, em bibliotecas, em museus e</p><p>em centros de documentação e memória, exposto a agentes</p><p>patogênicos.</p><p>Parágrafo único - Tratando-se de radiações ionizantes e explosivos,</p><p>as normas a que se referem este artigo serão expedidas de acordo</p><p>com as resoluções a respeito adotadas pelo órgão técnico.</p><p>Tema 1046 - Validade de norma coletiva de trabalho que limita</p><p>ou restringe direito trabalhista não assegurado</p><p>constitucionalmente. São constitucionais os acordos e as</p><p>convenções coletivos que, ao considerarem a adequação setorial</p><p>negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos</p><p>trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de</p><p>vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos</p><p>absolutamente indisponíveis.(PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO</p><p>SETORIAL NEGOCIADA. O princípio da adequação setorial</p><p>negociada é aquele que procura estabelecer uma disciplina própria</p><p>para a elaboração dos diplomas coletivos, impondo certas regras às</p><p>condições negociadas coletivamente, fixando as barreiras e as</p><p>possibilidades da transação realizada pelos entes coletivos. O</p><p>princípio da adequação setorial negociada autoriza a negociação</p><p>coletiva somente quando são conferidas melhores condições de</p><p>trabalho e ampliados os direitos dos trabalhadores e quando há</p><p>indisponibilidade relativa com relação à parcela objeto de</p><p>negociação.)</p><p>O enquadramento das atividades tipificadas como insalubres deve</p><p>sempre ter em vista o princípio da dignidade da pessoa humana</p><p>em conjunto com a necessidade de garantir segurança, higidez e</p><p>saúde do empregado (arts. 611-A, XII e 611-B, XVII e XVIII, da</p><p>CLT), constituindo, portanto, matéria de ordem pública, nos termos</p><p>do art. 7º, XXIII, da Constituição da República, insuscetível de</p><p>negociação coletiva. Logo, a existência de norma infraconstitucional</p><p>que expressamente veda a redução do adicional de insalubridade</p><p>(art. 611-B, XVII e XVIII, da CLT), ao fundamento de que são</p><p>normas de saúde, higiene e segurança do trabalho, coaduna-se e faz</p><p>incidir a exceção prevista no Tema 1046 da Tabela de Repercussão</p><p>Geral do STF, por tratar-se de direito absolutamente indisponível.</p><p>Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as</p><p>constantes dos quadros mencionados no capítulo “Da Segurança e</p><p>da Medicina do Trabalho”, ou que neles venham a ser incluídas</p><p>por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quaisquer</p><p>prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia</p><p>das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho,</p><p>as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames</p><p>locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer</p><p>diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias</p><p>federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em</p><p>entendimento para tal fim.</p><p>Parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia as</p><p>jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis horas</p><p>ininterruptas de descanso.</p><p>Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho</p><p>têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem</p><p>sobre:</p><p>I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites</p><p>constitucionais;</p><p>II - banco de horas anual;</p><p>III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta</p><p>minutos para jornadas superiores a seis horas;</p><p>IV - adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata;</p><p>V - plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição</p><p>pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se</p><p>enquadram como funções de confiança;</p><p>VI- regulamento empresarial;</p><p>VII - representante dos trabalhadores no local de trabalho;</p><p>VIII - teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;</p><p>IX - remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas</p><p>percebidas pelo empregado, e remuneração por desempenho</p><p>individual;</p><p>X - modalidade de registro de jornada de trabalho;</p><p>XI- troca do dia de feriado;</p><p>XII - enquadramento do grau de insalubridade;</p><p>XIII - prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem</p><p>licença prévia das autoridades competentes do Ministério do</p><p>Trabalho;</p><p>XIV - prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente</p><p>concedidos em programas de incentivo;</p><p>XV - participação nos lucros ou resultados da empresa.</p><p>§ 1o No exame da convenção coletiva ou do acordo coletivo de</p><p>trabalho, a Justiça do Trabalho observará o disposto no § 3 da</p><p>CLT.</p><p>§ 2o A inexistência de expressa indicação de contrapartidas</p><p>recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho</p><p>não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício do negócio</p><p>jurídico.</p><p>§ 3o Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a</p><p>convenção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever</p><p>a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o</p><p>prazo de vigência do instrumento coletivo.</p><p>§ 4o Na hipótese de procedência de ação anulatória de cláusula de</p><p>convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, quando</p><p>houver a cláusula compensatória, esta deverá ser igualmente</p><p>anulada, sem repetição do indébito.</p><p>§ 5o Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo</p><p>coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes</p><p>necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto</p><p>a anulação de cláusulas desses instrumentos.</p><p>Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de</p><p>acordo coletivo de trabalho,</p><p>em atividade diversa da ajustada no contrato de</p><p>trabalho, desde que em outro meio de comunicação, e sem que se</p><p>caracterize prejuízo para o contratante com o qual foi assinada a</p><p>cláusula de exclusividade.</p><p>Art . 12 - O empregador poderá utilizar trabalho de profissional,</p><p>mediante nota contratual, para substituição de Artista ou de Técnico</p><p>em Espetáculos de Diversões, ou para prestação de serviço</p><p>caracteristicamente eventual, por prazo não superior a 7 (sete) dias</p><p>consecutivos, vedada a utilização desse mesmo profissional, nos 60</p><p>(sessenta) dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo</p><p>empregador.</p><p>Parágrafo único - O Ministério do Trabalho expedirá instruções</p><p>sobre a utilização da nota contratual e aprovará seu modelo.</p><p>Art . 13 - Não será permitida a cessão ou promessa de cessão de</p><p>direitos autorais e conexos decorrentes da prestação de serviços</p><p>profissionais.</p><p>Parágrafo único - Os direitos autorais e conexos dos profissionais</p><p>serão devidos em decorrência de cada exibição da obra.</p><p>Art . 16 - O profissional não poderá recusar-se à auto dublagem,</p><p>quando couber. Parágrafo único - Se o empregador ou tomador de</p><p>serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita</p><p>com autorização, por escrito, do profissional, salvo se for realizada</p><p>em língua estrangeira.</p><p>Art . 19 - O profissional contratado por prazo determinado não</p><p>poderá rescindir o contrato de trabalho sem justa causa, sob pena de</p><p>ser obrigado a indenizar o em pregador dos prejuízos que desse fato</p><p>lhe resultarem. Parágrafo único - A indenização de que trata este</p><p>artigo não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em</p><p>idênticas condições.</p><p>Art . 20 Na rescisão sem justa causa, no distrato e na cessação do</p><p>contrato de trabalho, o empregado poderá ser assistido pelo</p><p>Sindicato representativo da categoria e, subsidiariamente, pela</p><p>Federação respectiva, respeitado o disposto no artigo 477 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho</p><p>Art . 21 A jornada normal de trabalho dos profissionais de que trata</p><p>esta Lei, terá nos setores e atividades respectivos, as seguintes</p><p>durações:</p><p>I - Radiodifusão, fotografia e gravação: 6 (seis) horas diárias, com</p><p>limitação de 30 (trinta) horas semanais;</p><p>II - Cinema, inclusive publicitário, quando em estúdio: 6 (seis) horas</p><p>diárias;</p><p>III - Teatro: a partir de estréia do espetáculo terá a duração das</p><p>sessões, com 8 (oito) sessões semanais;</p><p>IV - Circo e variedades: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 36</p><p>(trinta e seis) horas semanais;</p><p>V - Dublagem: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 40 (quarenta)</p><p>horas semanais.</p><p>§ 1º - O trabalho prestado além das limitações diárias ou das sessões</p><p>semanais previstas neste artigo será considerado extraordinário,</p><p>aplicando-se-lhe o disposto nos artigos 59 a 61 da Consolidação das</p><p>Leis do Trabalho.</p><p>§ 2º - A jornada normal será dividida em 2 (dois) turnos, nenhum</p><p>dos quais poderá exceder de 4 (quatro) horas, respeitado o intervalo</p><p>previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>§ 3º - Nos espetáculos teatrais e circenses, desde que sua natureza ou</p><p>tradição o exijam, o intervalo poderá, em benefício do rendimento</p><p>artístico, ser superior a 2 (duas) horas.</p><p>§ 4º - Será computado como trabalho efetivo o tempo em que o</p><p>empregado estiver à disposição do empregador, a contar de sua</p><p>apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado a</p><p>ensaios, gravações, dublagem, fotografias, caracterização, e todo</p><p>àquele que exija a presença do Artista, assim como o destinado a</p><p>preparação do ambiente, em termos de cenografia, iluminação e</p><p>montagem de equipamento.</p><p>§ 5º - Para o Artista, integrante de elenco teatral, a jornada de</p><p>trabalho poderá ser de 8 (oito) horas, durante o período de ensaio,</p><p>respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho.</p><p>Art . 22 - Na hipótese de exercício concomitante de funções dentro</p><p>de uma mesma atividade, será assegurado ao profissional um</p><p>adicional mínimo de 40% (quarenta por cento), pela função</p><p>acumulada, tomando-se por base a função melhor remunerada.</p><p>Parágrafo único - E vedada a acumulação de mais de duas funções</p><p>em decorrência do mesmo contrato de trabalho.</p><p>Trabalho da pessoa com deficiência e reabilitada.</p><p>PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MICROSSISTEMA</p><p>Recomendação 99 e 168 da OIT e Convenção 159.</p><p>CDPD: 27 - ascensão profissional bem como à adaptação razoável.</p><p>Lei n. 13.146/2015: 34, 37 e 53, determina ser direito da pessoa com</p><p>deficiência e obrigação dos particulares, sempre que o desenho</p><p>universal não possa ser empreendido, a garantia de adaptação</p><p>razoável. O artigo 57 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, bem</p><p>como o art. 14 da Lei n. 10.098/2000, determinam que os prédios</p><p>públicos e privados devem garantir acessibilidade a todas as</p><p>dependências e pavimentos.</p><p>Lei n. 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência. Art. 2º</p><p>Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento</p><p>de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o</p><p>qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua</p><p>participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições</p><p>com as demais pessoas. § 1º A avaliação da deficiência, quando</p><p>necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe</p><p>multiprofissional e interdisciplinar e considerará: (Vigência) (Vide</p><p>Decreto nº 11.063, de 2022)</p><p>I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;</p><p>II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;</p><p>III - a limitação no desempenho de atividades; e</p><p>IV - a restrição de participação.</p><p>§ 2º O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da</p><p>deficiência.</p><p>§ 3º O exame médico-pericial componente da avaliação</p><p>biopsicossocial da deficiência de que trata o § 1º deste artigo poderá</p><p>ser realizado com o uso de tecnologia de telemedicina ou por análise</p><p>documental conforme situações e requisitos definidos em</p><p>regulamento.</p><p>“Nada sobre nós sem a nossa participação”; Impedimento de</p><p>longo prazo: prazo mínimo de 2 anos; Agenda 2030 da ONU;</p><p>PCD – ninguém será deixado para trás.</p><p>Deficiência intelectual: visão multidimensional. Bioecológica e</p><p>funcional – abrange tanto as habilidades intelectuais, quanto as</p><p>comportamento adaptativo, competência conceituais, sociais e</p><p>práticas, se manifestando antes dos 18 anos.</p><p>Capacitismo é uma expressão ainda pouco conhecida, mas que traz</p><p>consigo um problema histórico: a discriminação e o preconceito</p><p>contra as pessoas com deficiência (PcD). Ela surge do senso comum</p><p>de que essas pessoas têm todas as capacidades limitadas ou</p><p>reduzidas, que as vê como não iguais, menos aptas ou não capazes</p><p>de gerir a própria vida.</p><p>ADAPTAÇÃO RAZOÁVEL: possui natureza jurídica de direito-</p><p>dever fundamental de caráter transversal e instrumental; não</p><p>necessita de lei para a sua concretização e, por isso, tem aplicação</p><p>IMEDIATA; possibilita o exercício do direito à igualdade de</p><p>oportunidades do trabalhador com deficiência e limita o exercício do</p><p>direito à livre iniciativa da atividade econômica privada.</p><p>O ÔNUS EXCESSIVO (desproporcional ou indevido) como limite</p><p>à realização das medidas de adaptação razoável deve ser aferido</p><p>levando-se em consideração o porte econômico da empresa e a</p><p>efetividade do direito à igualdade de oportunidades a ser por elas</p><p>viabilizado, observado o princípio da proporcionalidade.</p><p>TRABALHO INTERMITENTE não deve ser utilizado para</p><p>cômputo da cota de pessoa com deficiência: inconstitucionalidade</p><p>parcial sem redução de texto para afirmar a sua não aplicação aos</p><p>contratos de trabalho das pessoas com deficiência – art. 93 da Lei n.</p><p>8.213/91.</p><p>O emprego apoiado é uma metodologia que visa a inclusão no</p><p>mercado de trabalho de pessoas em situação de deficiência mais</p><p>significativa. A modalidade respeita e reconhece suas escolhas,</p><p>interesses, pontos fortes e necessidades</p><p>de apoio. O usuário do</p><p>Emprego Apoiado deve ter à sua disposição, sempre que precisar, os</p><p>apoios necessários para conseguir obter, manter e se desenvolver no</p><p>trabalho. Pessoas com deficiência intelectual, deficiência múltipla,</p><p>autismo, paralisia cerebral, deficiência psicossocial, são os grupos</p><p>mais atendidos pelo emprego apoiado. Fases: Perfil Vocacional,</p><p>Desenvolvimento de Emprego, Acompanhamento póscolocação</p><p>INCLUSÃO PELO TRABALHO DIGNO (ART. 37 DA LBI): -</p><p>colocação competitiva; REGRAS DE ACESSIBILIDADE;</p><p>FORNECIMENTO DE RECURSOS DE TECNOLOGIA</p><p>ASSISTIVA; ADAPTALÇÃO RAZOÁVEL AO AMBIENTE DE</p><p>TRABALHO Da Inclusão da Pessoa com Deficiência no Trabalho</p><p>Art. 34. A pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua</p><p>livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas.</p><p>§ 1º As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer</p><p>natureza são obrigadas a garantir ambientes de trabalho acessíveis e</p><p>inclusivos.</p><p>§ 2º A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas, a condições justas e</p><p>favoráveis de trabalho, incluindo igual remuneração por trabalho de</p><p>igual valor.</p><p>§ 3º É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e</p><p>qualquer discriminação em razão de sua condição, inclusive nas</p><p>etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão, exames</p><p>admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão</p><p>profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de</p><p>aptidão plena.</p><p>§ 4º A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso</p><p>a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de carreira,</p><p>promoções, bonificações e incentivos profissionais oferecidos pelo</p><p>empregador, em igualdade de oportunidades com os demais</p><p>empregados.</p><p>§ 5º É garantida aos trabalhadores com deficiência acessibilidade em</p><p>cursos de formação e de capacitação.</p><p>Art. 35. É finalidade primordial das políticas públicas de trabalho e</p><p>emprego promover e garantir condições de acesso e de permanência</p><p>da pessoa com deficiência no campo de trabalho. Parágrafo único.</p><p>Os programas de estímulo ao empreendedorismo e ao trabalho</p><p>autônomo, incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem</p><p>prever a participação da pessoa com deficiência e a disponibilização</p><p>de linhas de crédito, quando necessárias</p><p>Art. 37. Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no</p><p>trabalho a colocação competitiva, em igualdade de oportunidades</p><p>com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista e</p><p>previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de</p><p>acessibilidade, o fornecimento de recursos de tecnologia assistiva e a</p><p>adaptação razoável no ambiente de trabalho.</p><p>Parágrafo único. A colocação competitiva da pessoa com deficiência</p><p>pode ocorrer por meio de trabalho com apoio, observadas as</p><p>seguintes diretrizes:</p><p>I - prioridade no atendimento à pessoa com deficiência com maior</p><p>dificuldade de inserção no campo de trabalho;</p><p>II - provisão de suportes individualizados que atendam a</p><p>necessidades específicas da pessoa com deficiência, inclusive a</p><p>disponibilização de recursos de tecnologia assistiva, de agente</p><p>facilitador e de apoio no ambiente de trabalho;</p><p>III - respeito ao perfil vocacional e ao interesse da pessoa com</p><p>deficiência apoiada;</p><p>IV - oferta de aconselhamento e de apoio aos empregadores, com</p><p>vistas à definição de estratégias de inclusão e de superação de</p><p>barreiras, inclusive atitudinais;</p><p>V - realização de avaliações periódicas;</p><p>VI - articulação intersetorial das políticas públicas;</p><p>VII - possibilidade de participação de organizações da sociedade</p><p>civil.</p><p>Art. 38. A entidade contratada para a realização de processo seletivo</p><p>público ou privado para cargo, função ou emprego está obrigada à</p><p>observância do disposto nesta Lei e em outras normas de</p><p>acessibilidade vigentes.</p><p>Art. 53. A acessibilidade é direito que garante à pessoa com</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma</p><p>independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação</p><p>social.</p><p>Art. 57. As edificações públicas e privadas de uso coletivo já</p><p>existentes devem garantir acessibilidade à pessoa com deficiência</p><p>em todas as suas dependências e serviços, tendo como referência as</p><p>normas de acessibilidade vigentes.</p><p>CDPD Artigo 27 Trabalho e emprego 1. Os Estados Partes</p><p>reconhecem o direito das pessoas com deficiência ao trabalho, em</p><p>igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Esse direito</p><p>abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de</p><p>sua livre escolha ou aceitação no mercado laboral, em ambiente de</p><p>trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com</p><p>deficiência. Os Estados Partes salvaguardarão e promoverão a</p><p>realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem</p><p>adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas</p><p>apropriadas, incluídas na legislação, com o fim de, entre outros:</p><p>a) Proibir a discriminação baseada na deficiência com respeito a</p><p>todas as questões relacionadas com as formas de emprego, inclusive</p><p>condições de recrutamento, contratação e admissão, permanência no</p><p>emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de</p><p>trabalho;</p><p>b) Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de</p><p>igualdade com as demais pessoas, às condições justas e favoráveis</p><p>de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual remuneração por</p><p>trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho,</p><p>além de reparação de injustiças e proteção contra o assédio no</p><p>trabalho;</p><p>c) Assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seus</p><p>direitos trabalhistas e sindicais, em condições de igualdade com as</p><p>demais pessoas;</p><p>d) Possibilitar às pessoas com deficiência o acesso efetivo a</p><p>programas de orientação técnica e profissional e a serviços de</p><p>colocação no trabalho e de treinamento profissional e continuado;</p><p>e) Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para</p><p>pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como</p><p>assistência na procura, obtenção e manutenção do emprego e no</p><p>retorno ao emprego;</p><p>f) Promover oportunidades de trabalho autônomo,</p><p>empreendedorismo, desenvolvimento de cooperativas e</p><p>estabelecimento de negócio próprio;</p><p>g) Empregar pessoas com deficiência no setor público;</p><p>h) Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor</p><p>privado, mediante políticas e medidas apropriadas, que poderão</p><p>incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas;</p><p>i) Assegurar que adaptações razoáveis sejam feitas para pessoas com</p><p>deficiência no local de trabalho;</p><p>j) Promover a aquisição de experiência de trabalho por pessoas com</p><p>deficiência no mercado aberto de trabalho;</p><p>k) Promover reabilitação profissional, manutenção do emprego e</p><p>programas de retorno ao trabalho para pessoas com deficiência. 2.</p><p>Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência não</p><p>serão mantidas em escravidão ou servidão e que serão protegidas,</p><p>em igualdade de condições com as demais pessoas, contra o trabalho</p><p>forçado ou compulsório.</p><p>LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Estabelece</p><p>normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade</p><p>das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e</p><p>dá outras providências.</p><p>Art. 14. Os edifícios a serem construídos com mais de um</p><p>pavimento além do pavimento de acesso, à exceção das habitações</p><p>unifamiliares, e que não estejam obrigados à instalação de elevador,</p><p>deverão dispor de especificações técnicas e de projeto que facilitem</p><p>a instalação de um elevador adaptado, devendo os demais elementos</p><p>de uso comum destes edifícios atender aos requisitos de</p><p>acessibilidade.</p><p>CONVEÑÇÃO 159 DA OIT Art. 3 — Essa política deverá ter por</p><p>finalidade assegurar que</p><p>existam medidas adequadas de reabilitação</p><p>profissional ao alcance de todas as categorias de pessoas deficientes</p><p>e promover oportunidades de emprego para as pessoas deficientes</p><p>no mercado regular de trabalho. Art. 4 — Essa política deverá ter</p><p>como base o princípio de igualdade de oportunidades entre os</p><p>trabalhadores deficientes e dos trabalhadores em geral. Dever-se-á</p><p>respeitar a igualdade de oportunidades e de tratamento para as</p><p>trabalhadoras deficientes. As medidas positivas especiais com a</p><p>finalidade de atingir a igualdade efetiva de oportunidades e de</p><p>tratamento entre os trabalhadores deficientes e os demais</p><p>trabalhadores, não devem ser vistas como discriminatórias em</p><p>relação a estes últimos.</p><p>Art. 8 — Adotar-se-ão medidas para promover o estabelecimento e</p><p>desenvolvimento de serviços de reabilitação profissional e de</p><p>emprego para pessoas deficientes na zona rural e nas comunidades</p><p>distantes.</p><p>Art. 9 — Todo o País-Membro deverá esforçar-se para assegurar a</p><p>formação e a disponibilidade de assessores em matéria de</p><p>reabilitação e outro tipo de pessoal qualificado que se ocupe da</p><p>orientação profissional, da formação profissional, da colocação e do</p><p>emprego de pessoas deficientes.</p><p>Lei n. 8.213/91 Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais</p><p>empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5%</p><p>(cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou</p><p>pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte</p><p>proporção:</p><p>I - até 200 empregados...............................2%;</p><p>II - de 201 a 500..........................................3%;</p><p>III - de 501 a 1.000......................................4%;</p><p>IV - de 1.001 em diante. .............................5%.</p><p>§ 1o A dispensa de pessoa com deficiência ou de beneficiário</p><p>reabilitado da Previdência Social ao final de contrato por prazo</p><p>determinado de mais de 90 (noventa) dias e a dispensa imotivada em</p><p>contrato por prazo indeterminado somente poderão ocorrer após a</p><p>contratação de outro trabalhador com deficiência ou beneficiário</p><p>reabilitado da Previdência Social.</p><p>§ 2o Ao Ministério do Trabalho e Emprego incumbe estabelecer a</p><p>sistemática de fiscalização, bem como gerar dados e estatísticas</p><p>sobre o total de empregados e as vagas preenchidas por pessoas com</p><p>deficiência e por beneficiários reabilitados da Previdência Social,</p><p>fornecendo-os, quando solicitados, aos sindicatos, às entidades</p><p>representativas dos empregados ou aos cidadãos interessados.</p><p>§ 3o Para a reserva de cargos será considerada somente a</p><p>contratação direta de pessoa com deficiência, excluído o aprendiz</p><p>com deficiência de que trata a Consolidação das Leis do Trabalho</p><p>(CLT).</p><p>Teses no TST: • O valida-se a dispensa se a empresa mantiver</p><p>empregados em número correspondente ao percentual mínimo das</p><p>cotas previstas em lei;</p><p>O reconhece-se a legalidade da lavratura de autos de infração por</p><p>Auditor-Fiscal do Trabalho, em casos de não cumprimento da cota;</p><p>O impõem-se à empresa o ônus de comprovar o preenchimento da</p><p>cota;</p><p>O reconhece-se a ocorrência de danos morais coletivos, quando não</p><p>cumprida a regra legal;</p><p>O acolhe-se a tese da empresa de que envidou esforços para a</p><p>seleção de candidato aptos à ocupação de vagas e a isenta de multa,</p><p>caso não os encontre</p><p>ADOTAR A TESE DA BUSCA ATIVA; PRINCÍPIOS • respeito à</p><p>dignidade inerente; • autonomia individual e independência pessoal;</p><p>• não discriminação e igualdade inerente; • plena e efetiva</p><p>participação e inclusão social; • aceitação da diversidade humana; •</p><p>igualdade de oportunidades – ações afirmativas.</p><p>Todo processo de intoxicação envolve algumas fases, sendo elas a</p><p>fase de exposição, da toxicocinética, toxicodinâmica e a clínica.</p><p>Com base nisso, a fase de clínica corresponde aos efeitos ou a</p><p>manifestação da ação tóxica são aqueles sinais e sintomas que</p><p>definem a intoxicação.</p><p>Fase de exposição – contato da substância com o organismo por um</p><p>determinado tempo. São características fundamentais da exposição:</p><p>(i) o quanto de um toxicante atinge o indivíduo; (ii) o quanto chega</p><p>ao órgão alvo; (iii) como o toxicante atinge o indivíduo; (iv) quanto</p><p>tempo dura a exposição; (v) quão frequente é a exposição; (vi)</p><p>quantas pessoas estão expostas.</p><p>Fase da toxicocinética – onde cinética é o movimento; então, é o</p><p>movimento dos agentes tóxicos dentro de nosso organismo, desde a</p><p>sua absorção até a sua eliminação.</p><p>Fase da toxicodinâmica – onde dinâmica é a ação dos agentes</p><p>tóxicos dentro do organismo.</p><p>Fase clínica – corresponde aos efeitos ou a manifestação da ação</p><p>tóxica. São aqueles sinais e sintomas que definem a intoxicação.</p><p>Dose se emprega para a quantidade ou concentração de uma</p><p>substância a ser administrada que atinge um ponto sensível do</p><p>organismo, em um dado tempo.</p><p>O Efeito é utilizado para denominar uma alteração biológica</p><p>ocasionada em uma pessoa ou uma população, em relação à</p><p>exposição ou dose de uma substância.</p><p>Resposta na toxicologia é a incidência de certo efeito sobre uma</p><p>pessoa ou população, em relação a uma determinada dose</p><p>administrada.</p><p>O Seguro Acidente do Trabalho (SAT) é a contribuição social que</p><p>incide sobre a folha de pagamento das empresas e é recolhida à</p><p>Receita Federal do Brasil a título de seguro, para atender e cobrir os</p><p>riscos de acidentes do trabalho e destinada ao pagamento dos</p><p>benefícios do sistema previdenciário.</p><p>O SAT é composto pelo Risco de Acidente de Trabalho (RAT), que</p><p>pode variar de 1% - Risco leve, 2% - Risco médio 3% - Risco alto,</p><p>multiplicado pelo Fator Acidentário de Prevenção – FAP.</p><p>O FAP é um multiplicador, que varia de 0,5 a 2,0 pontos, a ser</p><p>aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3%, com base em um indicador</p><p>de desempenho da empresa, formado pela frequência, gravidade e</p><p>custo dos acidentes ou doenças ocupacionais ocorridas em cada</p><p>empresa.</p><p>SAT= RATx FAT</p><p>Tipo de extintor 1. Água, classe de Incêndio adequado para Classe</p><p>A e proibido para Classe B e C.</p><p>Tipo de extintor 2. Espuma, classe de Incêndio adequado para</p><p>Classe A e B e proibido para Classe C.</p><p>Tipo de extintor 3. Dióxido de Carbono , classe de Incêndio não</p><p>recomendado para Classe A e adequado para Classe B e C.</p><p>Tipo de extintor 4. Pó Químico Seco, classe de Incêndio adequado</p><p>para Classe A, B e C.</p><p>Promover saúde é um dos temas mais relevantes quando se trata do</p><p>trabalhador e trabalhadora, por ter como base para a implantação: as</p><p>ações ligadas à qualidade de vida, condições de trabalho e ao olhar</p><p>integral do trabalhador.</p><p>Sobre o papel do Estado, bem como a terceirização e o</p><p>entendimento do STF e do TST: O Estado tem responsabilidade</p><p>subsidiaria em dívidas trabalhistas, mas não de forma automática.</p><p>É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do</p><p>trabalho entre pessoas jurídicas distintas. O STF entende que, pelo</p><p>tema 725, é lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão</p><p>do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do</p><p>objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade</p><p>subsidiária da empresa contratante.</p><p>O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do</p><p>contratado não transfere ao poder público contratante</p><p>automaticamente a responsabilidade pelo seu pagamento. O STF</p><p>fica mantida a tese: O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos</p><p>empregados do contratado não transfere ao poder público</p><p>contratante automaticamente a responsabilidade pelo seu</p><p>pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos termos do</p><p>artigo 71, parágrafo 1º, da Lei n. 8.666/1993.</p><p>A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta,</p><p>não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração</p><p>Pública direta, indireta ou fundacional.Conforme o teor da Súmula</p><p>n. 331, II, do TST.</p><p>A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange</p><p>todas</p><p>as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da</p><p>prestação laboral. Conforme o teor da Súmula n. 331, VI, do TST.</p><p>Em relação às fontes do direito do trabalho e rescisão contratual:</p><p>A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais</p><p>aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no</p><p>ordenamento jurídico interno, não prescinde da sua aprovação pelo</p><p>Congresso. Especialmente sobre tratados e convenções</p><p>internacionais como fontes de direito do trabalho: sobre os tratados e</p><p>convenções internacionais, é imperioso destacar decisão do STF</p><p>sobre a matéria e que será cobrada, com certeza, nos próximos anos.</p><p>Afirma: Para denúncia de tratados internacionais há necessidade da</p><p>manifestação da vontade do Congresso Nacional (ADC 39/DF). A</p><p>Tese fixada pelo STF: A denúncia pelo Presidente da República de</p><p>tratados internacionais aprovados pelo Congresso Nacional, para</p><p>que produza efeitos no ordenamento jurídico interno, não prescinde</p><p>da sua aprovação pelo Congresso</p><p>A demissão sem justa causa de empregados de empresas públicas e</p><p>sociedades de economia mista, admitidos por concurso público,</p><p>deve ser devidamente motivada. O Plenário do Supremo Tribunal</p><p>Federal (STF) concluiu no julgamento do Recurso Extraordinário</p><p>(RE) 688267, Tema 1.022 da repercussão geral, e decidiu, por</p><p>maioria de votos, que a demissão sem justa causa de empregados</p><p>de empresas públicas e sociedades de economia mista, admitidos</p><p>por concurso público, deve ser devidamente motivada.</p><p>As razões da dispensa de empresas públicas e sociedades de</p><p>economia mista precisam ser indicadas claramente, ainda que de</p><p>forma simples, mas em ato formal. Prevaleceu a divergência de que</p><p>o empregado admitido por concurso e demitido sem justa causa</p><p>tem o direito de saber o motivo pelo qual está sendo desligado,</p><p>seja por insuficiência de desempenho, metas não atingidas,</p><p>necessidade de corte de orçamento ou qualquer outra razão.</p><p>O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre</p><p>empregado e empregador, pois a extinção do contrato permite a</p><p>movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de</p><p>Garantia do Tempo de Serviço, limitada até 80% (oitenta por cento)</p><p>do valor dos depósitos.</p><p>Conforme o art. 484-A da CLT:</p><p>Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo</p><p>entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as</p><p>seguintes verbas trabalhistas:</p><p>I - por metade:</p><p>(a) o aviso prévio, se indenizado; e</p><p>(b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de</p><p>Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de</p><p>1990;</p><p>II - na integralidade, as demais verbas trabalhistas.</p><p>§ 1º A extinção do contrato permite a movimentação da conta</p><p>vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de</p><p>Serviço, limitada até 80% (oitenta por cento) do valor dos depósitos.</p><p>§ 2º A extinção do contrato por acordo não autoriza o ingresso no</p><p>Programa de Seguro-Desemprego.</p><p>O intervalo intrajornada (intervalo de descanso), é importante saber</p><p>as características advindas da Reforma Trabalhista:</p><p>Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis)</p><p>horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou</p><p>alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo</p><p>acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder</p><p>de 2 (duas) horas.</p><p>Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto,</p><p>obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração</p><p>ultrapassar 4 (quatro) horas.</p><p>Os intervalos de descanso não serão computados na duração do</p><p>trabalho.</p><p>A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada</p><p>mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais,</p><p>implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período</p><p>suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o</p><p>valor da remuneração da hora normal de trabalho.</p><p>Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja</p><p>duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de</p><p>horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não</p><p>exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de</p><p>acréscimo de até seis horas suplementares semanais.</p><p>O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial</p><p>será proporcional à sua jornada, em relação aos empregados que</p><p>cumprem, nas mesmas funções, tempo integral.</p><p>Sobre o regime de teletrabalho, é importante destacar as seguintes</p><p>características:</p><p>Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços</p><p>fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou</p><p>não, com a utilização de tecnologias de informação e de</p><p>comunicação, que, por sua natureza, não configure trabalho externo.</p><p>O comparecimento, ainda que de modo habitual, às dependências do</p><p>empregador para a realização de atividades específicas que exijam a</p><p>presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o</p><p>regime de teletrabalho ou trabalho remoto.</p><p>Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou trabalho</p><p>remoto para estagiários e aprendizes.</p><p>As características importantes do contrato de trabalho</p><p>intermitente: o contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado</p><p>por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de</p><p>trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário-</p><p>mínimo ou àquele devido aos demais empregados do</p><p>estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato</p><p>intermitente ou não.</p><p>O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz,</p><p>para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com,</p><p>pelo menos, três dias corridos de antecedência.</p><p>Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil</p><p>para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.</p><p>Sobre a remuneração, temos algumas características:</p><p>Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os</p><p>efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo</p><p>empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que</p><p>receber.</p><p>Prevista na CLT, na medida em que está expresso de que integram o</p><p>salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as</p><p>comissões pagas pelo empregador.</p><p>A ultratividade das cláusulas normativas de acordos e convenções</p><p>coletivas na ADPF 323/DF: É inconstitucional a interpretação</p><p>jurisprudencial da Justiça do Trabalho que mantém a validade de</p><p>direitos fixados em cláusulas coletivas com prazo já expirado até</p><p>que novo acordo ou convenção coletiva seja firmado.</p><p>Não cabe ao TST agir excepcionalmente e, para chegar a</p><p>determinado objetivo, interpretar norma constitucional de forma</p><p>arbitrária. Assim, a ultratividade das normas coletivas, ao</p><p>argumento de que as cláusulas pactuadas se incorporam aos</p><p>contratos de trabalho individual, é incompatível com os princípios</p><p>da legalidade, da separação dos Poderes e da segurança jurídica.</p><p>Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou</p><p>procedente a ADPF para declarar a inconstitucionalidade da Súmula</p><p>277 do TST.</p><p>Há entendimento contrário ao STF: Acordos e convenções coletivos:</p><p>limitação ou afastamento de direitos trabalhistas e horas “in itinere”</p><p>- ARE 1121633/GO (Tema 1046 RG).</p><p>Tese fixada: São constitucionais os acordos e as convenções</p><p>coletivos que, ao considerarem a adequação setorial negociada,</p><p>pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas,</p><p>independentemente da explicitação especificada de vantagens</p><p>compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente</p><p>indisponíveis.</p><p>O entendimento do STF é de que é constitucional norma oriunda</p><p>de negociação coletiva que, apesar de limitar ou afastar direitos</p><p>trabalhistas, assegura aos trabalhadores os direitos</p><p>absolutamente indisponíveis. Os acordos e convenções coletivas</p><p>devem ser interpretados</p><p>com base no princípio da equivalência entre</p><p>os negociantes, de modo que a autonomia coletiva — cujo</p><p>reconhecimento não significa renúncia ao acesso à Justiça — não</p><p>pode ser simplesmente substituída pela invocação do princípio</p><p>protetivo ou da primazia da realidade, oriundos do direito individual</p><p>trabalhista. No caso, quanto às horas in itinere — cuja questão se</p><p>vincula diretamente ao salário e à jornada de trabalho —, trata-se de</p><p>direito disponível, sujeito, portanto, à autonomia da vontade</p><p>coletiva.</p><p>Há decisão importante sobre dispensa em massa e intervenção</p><p>sindical RE 999435/SP (Tema 638 RG). Tese fixada: A intervenção</p><p>sindical prévia é exigência procedimental imprescindível para a</p><p>dispensa em massa de trabalhadores, que não se confunde com</p><p>autorização prévia por parte da entidade sindical ou celebração de</p><p>convenção ou acordo coletivo. Ou seja, a dispensa em massa de</p><p>empregados deve ser precedida da tentativa de diálogo entre a</p><p>empresa e o sindicato dos trabalhadores.</p><p>Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo,</p><p>pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias</p><p>econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho</p><p>aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações</p><p>individuais de trabalho.</p><p>Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:</p><p>I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de</p><p>direito público externo e da administração pública direta e indireta</p><p>da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;</p><p>II as ações que envolvam exercício do direito de greve;</p><p>III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre</p><p>sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;</p><p>IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data ,</p><p>quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;</p><p>V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição</p><p>trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;</p><p>VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial,</p><p>decorrentes da relação de trabalho;</p><p>VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos</p><p>empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de</p><p>trabalho;</p><p>VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no</p><p>art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das</p><p>sentenças que proferir;</p><p>IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na</p><p>forma da lei.</p><p>Lei 14.597/2023 Art. 86. O atleta profissional poderá manter relação</p><p>de emprego com organização que se dedique à prática esportiva,</p><p>com remuneração pactuada em contrato especial de trabalho</p><p>esportivo, escrito e com prazo determinado, cuja vigência não</p><p>poderá ser inferior a 3 (três) meses nem superior a 5 (cinco) anos,</p><p>firmado com a respectiva organização esportiva, do qual deverá</p><p>constar, obrigatoriamente:</p><p>I - cláusula indenizatória esportiva, devida exclusivamente à</p><p>organização esportiva empregadora à qual está vinculado o atleta,</p><p>nas seguintes hipóteses:</p><p>a) transferência do atleta para outra organização, nacional ou</p><p>estrangeira, durante a vigência do contrato especial de trabalho</p><p>esportivo;</p><p>b) retorno do atleta às atividades profissionais em outra organização</p><p>esportiva, no prazo de até 30 (trinta) meses; ou</p><p>(...)</p><p>§ 1º O valor da cláusula indenizatória esportiva a que se refere o</p><p>inciso I do caput deste artigo será livremente pactuado pelas partes e</p><p>expressamente quantificado no instrumento contratual:</p><p>I - até o limite máximo de 2.000 (duas mil) vezes o valor médio do</p><p>salário contratual, para as transferências nacionais;</p><p>II - sem qualquer limitação, para as transferências internacionais.</p><p>§ 2º Serão solidariamente responsáveis pelo pagamento da cláusula</p><p>indenizatória esportiva de que trata o inciso I do caput deste artigo o</p><p>atleta e a nova organização esportiva empregadora.</p><p>Art. 394 -A CLT § 3 "Quando não for possível que a gestante ou a</p><p>lactante afastada nos termos do caput deste artigo exerça suas</p><p>atividades em local salubre na empresa, a hipótese será considerada</p><p>como gravidez de risco e ensejará a percepção de salário-</p><p>maternidade, nos termos da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991,</p><p>durante todo o período de afastamento.</p><p>ART 611 A – CLT § 2o - A inexistência de expressa indicação de</p><p>contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo</p><p>de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um</p><p>vício do negócio jurídico.</p><p>§ 3o - Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a</p><p>convenção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever</p><p>a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o</p><p>prazo de vigência do instrumento coletivo.</p><p>art. 15 - Lei 8.036/90 § 7o Os contratos de aprendizagem terão a</p><p>alíquota a que se refere o caput deste artigo reduzida para 2% dois</p><p>por cento.</p><p>LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989. Dispõe sobre o</p><p>exercício do direito de greve,</p><p>Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de</p><p>recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.</p><p>Parágrafo único. A entidade patronal correspondente ou os</p><p>empregadores diretamente interessados serão notificados, com</p><p>antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, da paralisação.</p><p>Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:</p><p>I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os</p><p>trabalhadores a aderirem à greve;</p><p>II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.</p><p>Art. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais:</p><p>I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de</p><p>energia elétrica, gás e combustíveis;</p><p>II - assistência médica e hospitalar;</p><p>III - distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;</p><p>IV - funerários;</p><p>V - transporte coletivo;</p><p>VI - captação e tratamento de esgoto e lixo;</p><p>VII - telecomunicações;</p><p>VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas,</p><p>equipamentos e materiais nucleares;</p><p>IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais;</p><p>X - controle de tráfego aéreo e navegação aérea;</p><p>XI compensação bancária.</p><p>XII - atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral</p><p>de previdência social e a assistência social;</p><p>XIII - atividades médico-periciais relacionadas com a</p><p>caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou</p><p>sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de</p><p>equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de</p><p>reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº</p><p>13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência);</p><p>XIV - outras prestações médico-periciais da carreira de Perito</p><p>Médico Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades</p><p>inadiáveis da comunidade.</p><p>XV - atividades portuárias.</p><p>Art. 13 Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as</p><p>entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados</p><p>a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com</p><p>antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.</p><p>Lei n. 6.019/1974</p><p>Art. 16. No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a</p><p>empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo</p><p>recolhimento das contribuições previdenciárias, no tocante ao tempo</p><p>em que o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como em</p><p>referência ao mesmo período, pela remuneração e indenização</p><p>previstas nesta Lei.</p><p>Art. 6º São requisitos para funcionamento e registro da empresa de</p><p>trabalho temporário no Ministério do Trabalho:</p><p>I – prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica</p><p>(CNPJ), do Ministério da Fazenda;</p><p>II – prova do competente registro na Junta Comercial da localidade</p><p>em que tenha sede;</p><p>III – prova de possuir capital social de, no mínimo, R$ 100.000,00</p><p>(cem mil reais).</p><p>NÃO CONFUNDIR TEMPORÁRIO</p><p>COM TERCEIRIZAÇÃO</p><p>“Art. 4º-B . São requisitos para o funcionamento da empresa de</p><p>prestação de serviços a terceiros:</p><p>I - prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica</p><p>(CNPJ);</p><p>II - registro na Junta Comercial;</p><p>III - capital social compatível com o número de empregados,</p><p>observando-se os seguintes parâmetros:</p><p>a) empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$</p><p>10.000,00 (dez mil reais);</p><p>b) empresas com mais de dez e até vinte empregados - capital</p><p>mínimo de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais);</p><p>c) empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados -</p><p>capital mínimo de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais);</p><p>d) empresas com mais de cinquenta e até cem empregados -</p><p>capital mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais); e</p><p>e) empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$</p><p>250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).”</p><p>§ 5º A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas</p><p>obrigações trabalhistas referentes ao período em que ocorrer a</p><p>prestação de serviços, e o recolhimento das contribuições</p><p>previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei nº 8.212, de</p><p>24 de julho de 1991 .”</p><p>Os sete princípios do desenho universal são:</p><p>Igualitário: Uso equiparável para pessoas com diferentes</p><p>capacidades</p><p>Adaptável: Uso flexível para um amplo leque de preferências e</p><p>habilidades</p><p>Óbvio: Simples e intuitivo, fácil de entender</p><p>Conhecido: Informação perceptível que comunica eficazmente a</p><p>informação necessária</p><p>Seguro: Tolerante</p><p>Sem esforço: Para ser usado eficientemente, com conforto e com o</p><p>mínimo de fadiga</p><p>Abrangente: Dimensões apropriadas para o acesso, o alcance, a</p><p>manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo.</p><p>Segundo a Norma Regulamentadora 1 (NR), deve-se avaliar o nível</p><p>de risco ocupacional pela combinação da “severidade” dos</p><p>possíveis danos à saúde com a “probabilidade” de sua ocorrência.</p><p>Para a gradação da severidade das lesões ou agravos, leva-se em</p><p>conta a magnitude de suas consequências e o número de</p><p>trabalhadores possivelmente afetados.</p><p>De acordo com a NR-7, a organização empregadora deve garantir</p><p>que o PCMSO (Programa de Controle Médico em Saúde</p><p>Ocupacional) contenha os critérios de interpretação e</p><p>planejamento das condutas relacionadas aos achados dos</p><p>exames médicos, e descreva os possíveis agravos à saúde</p><p>relacionados aos riscos ocupacionais identificados e classificados</p><p>no PGR (Programa de Gerenciamento de Risco).</p><p>A aclimatização dos trabalhadores, descrita no PCMSO, segundo</p><p>o anexo III da NR-9, deve ser considerada para atividades de</p><p>exposição ocupacional ao calor acima do nível de ação.</p><p>Na ocorrência de um acidente de trabalho ou de trajeto com</p><p>afastamento ou se houver a caracterização de doença profissional, a</p><p>organização deve emitir uma Comunicação de Acidente do Trabalho</p><p>(CAT) e, quando ocorrer um agravamento da lesão ou doença que</p><p>surgiu em decorrência desse acidente, deve ser emitida uma CAT do</p><p>tipo: CAT de reabertura.</p><p>A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora</p><p>observará os seguintes princípios e diretrizes, Descentralização,</p><p>Longitudinalidade, Hierarquização, Equidade.</p><p>A exposição ocupacional a agentes químicos como o tolueno, o</p><p>dissulfeto de carbono e o monóxido de carbono podem influir no</p><p>desenvolvimento da perda auditiva por meio de sua interação</p><p>com o ruído. Estudos mostram que a exposição a agentes químicos</p><p>ototóxicos pode potencializar os efeitos do ruído na audição,</p><p>aumentando o risco de PAIR.</p><p>De acordo com a literatura sobre saúde ocupacional, a exposição a</p><p>agentes químicos como tolueno, dissulfeto de carbono e monóxido</p><p>de carbono pode interagir com o ruído e aumentar o risco de</p><p>desenvolvimento de PAIR. Esses agentes químicos são conhecidos</p><p>por seus efeitos ototóxicos, que podem potencializar os danos</p><p>causados pelo ruído.</p><p>A PAIR é caracterizada por uma perda auditiva progressiva,</p><p>inicialmente nas frequências mais altas (3-6 KHz), e a audiometria</p><p>pode mostrar diferentes níveis de perda auditiva dependendo do</p><p>estágio da doença.</p><p>A PAIR é uma condição irreversível, e a cessação da exposição ao</p><p>ruído pode apenas prevenir a progressão da perda auditiva, mas não</p><p>reverter os danos já causados.</p><p>A literatura médica e ocupacional indica que a PAIR é irreversível. A</p><p>prevenção é a melhor abordagem, e a cessação da exposição ao</p><p>ruído pode evitar a progressão da perda auditiva, mas não reverter os</p><p>danos existentes.</p><p>A PAIR é uma doença ocupacional reconhecida, e a legislação</p><p>trabalhista brasileira a classifica como tal. No entanto, a</p><p>Classificação de Schilling não é uma referência comum na prática</p><p>atual.</p><p>O Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional –</p><p>PCMSO estabelece a avaliação da visão no exame admissional</p><p>para trabalhadores que desenvolverão atividades de operação de</p><p>guindastes. Para tal, ao ser utilizada a Escala de Snellen, está</p><p>sendo avaliada a acuidade visual para longe.</p><p>De acordo com a Norma Regulamentadora no 7 – PCMSO, “nas</p><p>funções com indicação de uso de equipamentos individuais de</p><p>proteção respiratória, os empregados com histórico de doença</p><p>respiratória crônica ou sinais e sintomas respiratórios devem ser</p><p>submetidos a espirometria no exame médico admissional ou no</p><p>exame de mudança de risco”. Em relação ao preparo para a</p><p>realização dessa prova, o trabalhador deve ser orientado para que é</p><p>proibido fumar por, pelo menos, 2 horas antes do exame.</p><p>Em uma empresa, a central de relacionamento com clientes (call</p><p>center) está localizada em um andar do prédio administrativo e conta</p><p>com 25 trabalhadores, que realizam as atividades de</p><p>teleatendimento. De acordo com o estabelecido pela NR 17 –</p><p>Ergonomia, devem ser fornecidos aos operadores, gratuitamente,</p><p>conjuntos de microfone e fone de ouvido (headsets) individuais</p><p>que permitam ao operador a alternância do uso das orelhas ao</p><p>longo da jornada de trabalho.</p><p>TRABALHO ANÁLOGO AO DE ESCRAVO E TRÁFICO DE</p><p>PESSOAS</p><p>O Trabalho Escravo Contemporâneo</p><p>O trabalho escravo é um crime extremamente grave contra pessoas e</p><p>com frequência há a reincidência desse crime, à medida que</p><p>indivíduos antes resgatados por estarem vivendo em situação de</p><p>trabalho escravo se veem novamente na mesma conjuntura.</p><p>Ao serem questionados, tais indivíduos relatam voltar para a</p><p>situação por “precisão” (necessidade).</p><p>Frequentemente, o trabalho escravo é praticado com crianças desde</p><p>muito novas. Ao serem libertadas, estas se encontram sem</p><p>perspectivas, uma vez que tiveram pouca ou nenhuma oportunidade</p><p>de ir à escola e quando puderam frequentá-la, o esforço do trabalho</p><p>realizado prejudicou seu desenvolvimento escolar correto, uma vez</p><p>que se sentiam cansadas, com fome, entre outros sofrimentos.</p><p>Nesse sentido, entende-se que uma das principais formas de prevenir</p><p>o trabalho escravo é garantir que os direitos das crianças e</p><p>adolescentes sejam respeitados e que estas não trabalhem.</p><p>A configuração do trabalho escravo contemporâneo está muito</p><p>ligada a condições degradantes, ou seja, encontram-se indivíduos</p><p>que trabalham em funções extenuantes sem nenhuma condição de</p><p>higiene, segurança e saúde. Outro fator que é motivador do trabalho</p><p>escravo contemporâneo é a falta de acesso à terra. Muitos</p><p>trabalhadores relatam terem crescido no meio rural, mas não</p><p>possuem terra para realizar o plantio para sua própria sobrevivência.</p><p>Ao se encontrarem em situação de fome, buscam um emprego para</p><p>supri-la, porém conseguem apenas empregos degradantes,</p><p>localizados longe de seus lares.</p><p>Outros fatores motivadores desse tipo de trabalho que são citados</p><p>em depoimentos são as altas taxas de desemprego, baixa</p><p>escolaridade, bem como a ingenuidade quanto a situação a qual</p><p>foram expostos, de forma que ao serem resgatados, muitos não têm</p><p>noção de que</p><p>estão sendo vítimas de algo considerado crime,</p><p>uma vez que acreditam</p><p>não ter direitos.</p><p>Muitas dessas situações se estendem ao longo do tempo, devido ao</p><p>fato de os trabalhadores serem convencidos que precisam</p><p>permanecer em determinado local por terem contraído uma dívida</p><p>com os empregadores, especialmente por não conhecerem a Lei.</p><p>Embora seja um tema que pode estar presente em todos os locais, o</p><p>trabalho escravo contemporâneo costuma ter uma alta taxa de</p><p>incidência em estados como Maranhão e Pará, e em especial</p><p>quando se fala de trabalho escravo urbano há uma grande</p><p>incidência no estado de São Paulo.</p><p>Um caso de trabalho escravo contemporâneo que se tornou</p><p>conhecido na mídia é o de uma senhora chamada Madalena, que foi</p><p>escravizada durante anos por um professor universitário. Na</p><p>situação, a família praticante do crime de trabalho escravo realizou</p><p>dívidas em nome de Madalena e, inclusive, casaram-na com um</p><p>membro da família que estava prestes a falecer, de forma que ela</p><p>herdou uma pensão, mas não a recebia efetivamente, pois esse valor</p><p>era recebido pela família que o utilizava para pagar curso</p><p>universitário para suas filhas, por exemplo. Após anos de</p><p>escravidão, Madalena foi resgatada e atualmente vive em condições</p><p>adequadas.</p><p>Nas narrativas sobre esse tipo de trabalho, encontram-se situações de</p><p>trabalhadores que são obrigados a viver em locais nos quais</p><p>convivem lado a lado com animais ou são obrigados a utilizarem o</p><p>mesmo espaço físico para a realização de suas necessidades</p><p>fisiológicas e para o preparo de sua alimentação.</p><p>Ao se falar sobre o perfil dos trabalhadores submetidos ao trabalho</p><p>escravo, percebe-se que 82% destes são negros, de forma que se</p><p>repete uma sistemática colonial e escravocrata. Além disso, 14%</p><p>dos trabalhadores encontrados nessa situação são brancos, 3% são</p><p>indígenas e 1% amarelos.</p><p>Por sua vez, quanto ao nível de escolaridade, dentre os negros</p><p>submetidos a esse crime, 55% deles têm nível de escolaridade</p><p>fundamental incompleto, e dentre as áreas de trabalho nas quais</p><p>mais são encontrados estão a agropecuária, o extrativismo e a pesca,</p><p>seguidos por indústria e produção e por fim comércio e serviços.</p><p>O Código Penal tipifica o trabalho análogo da escravidão como</p><p>um crime e prevê:</p><p>Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer</p><p>submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer</p><p>sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer</p><p>restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de</p><p>dívida contraída com o empregador ou preposto:</p><p>Inicialmente, é necessário compreender que para que esse crime se</p><p>caracterize não há necessidade que todas as situações descritas no</p><p>caput sejam cumulativas, basta que haja a incidência de alguma</p><p>delas para configurar o crime. Nesse sentido, o ato de haver uma</p><p>jornada exaustiva de trabalho pode configurar condição análoga de</p><p>escravo, embora seja necessário observar o caso concreto, uma vez</p><p>que um trabalhador exposto a 12 horas de trabalho não está</p><p>necessariamente exposto a condição de trabalho escravo tendo em</p><p>vista que é preciso analisar o período de jornada em conjunto com a</p><p>forma do trabalho exercido.</p><p>A jurisprudência também tem entendimentos de que para</p><p>configurar o crime, não é necessário que junto à jornada</p><p>exaustiva ou condição degradante haja uma limitação à</p><p>locomoção, uma vez que há ocasiões em que o trabalhador é</p><p>colocado em uma fazenda para trabalhar e não sabe sair, além de não</p><p>ter sinal telefônico para pedir ajuda.</p><p>No entanto, há casos em que o trabalhador não sai por imaginar estar</p><p>devendo para o empregador, de forma que permanece não por uma</p><p>ameaça física concreta, mas por ser</p><p>induzido àquela permanência e é submetido à condição</p><p>degradante e exaustiva.</p><p>Em algumas ocasiões, embora esteja livre para sair, o trabalhador</p><p>sequer sabe como fazê-lo ou sequer tem recursos financeiros para o</p><p>transporte.</p><p>Quanto à punição para esse crime, prevê o Código Penal:</p><p>Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena</p><p>correspondente à violência.</p><p>§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:</p><p>I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do</p><p>trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho;</p><p>II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se</p><p>apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o</p><p>fim de retê-lo no local de trabalho.</p><p>Com frequência, em áreas de fronteiras entre países, indivíduos que</p><p>são trabalhadores estrangeiros têm seus documentos, como</p><p>passaporte, confiscados ao chegar no local de trabalho com o intuito</p><p>de mantê-los ali presos, de forma que embora não haja barreiras</p><p>físicas, a retenção dos documentos serve como um impeditivo para o</p><p>indivíduo</p><p>sair da situação, à medida que este não possui conhecimento da</p><p>possibilidade de procurar uma delegacia ou tem receio de fazê-lo e</p><p>ser deportado para seu país de origem.</p><p>§ 2º A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido:</p><p>I – contra criança ou adolescente;</p><p>II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou</p><p>origem.</p><p>Além do art. 149 do Código Penal, há também uma previsão no art.</p><p>204 desse dispositivo, que prevê:</p><p>Art. 204. Frustrar, mediante fraude ou violência, obrigação legal</p><p>relativa à nacionalização do trabalho:</p><p>Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena</p><p>correspondente à violência.</p><p>Muitas vezes, com o intuito de o trabalhador permanecer na</p><p>condição análoga à escravidão, o empregador frustra a</p><p>regularização da nacionalidade do indivíduo estrangeiro, o que</p><p>também é considerado crime.</p><p>Há ainda o crime de aliciamento, previsto no art. 207 do Código</p><p>Penal:</p><p>Art. 207. Aliciar trabalhadores, com o fim de levá-los de uma para</p><p>outra localidade do território nacional:</p><p>Pena – detenção de um a três anos, e multa.</p><p>O indivíduo que alicia os trabalhadores é popularmente conhecido</p><p>como “gato”.</p><p>O ato de aliciar esses indivíduos a fim de levá-los de um lugar a</p><p>outro do território nacional gera, muitas vezes, o tráfico</p><p>humano.</p><p>§ 1º Incorre na mesma pena quem recrutar trabalhadores fora da</p><p>localidade de execução do trabalho, dentro do território nacional,</p><p>mediante fraude ou cobrança de</p><p>qualquer quantia do trabalhador, ou, ainda, não assegurar</p><p>condições do seu retorno ao local de origem.</p><p>§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é</p><p>menor de dezoito anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de</p><p>deficiência física ou mental.</p><p>Entende-se de forma pacífica que o processamento desses crimes é</p><p>de competência da justiça federal, o que é confirmado pelo RE</p><p>398041/6.</p><p>Ao tratar a respeito do trabalho análogo à escravidão, tem-se como</p><p>caracterizadores, segundo o art. 149 do Código Penal:</p><p>• trabalhos forçados;</p><p>• jornadas exaustivas;</p><p>• condições degradantes de trabalho;</p><p>• restrição de locomoção em razão de dívidas contraídas</p><p>(conhecida como escravidão por dívida).</p><p>A escravidão por dívida ocorre, por exemplo, em ocasiões que um</p><p>trabalhador é induzido por uma proposta muito tentadora a ir para</p><p>um local com um suposto bom trabalho. Chegando ao local, em</p><p>geral distante, esse trabalhador é informado de que está com dívidas</p><p>pelo transporte e pela alimentação, utilizados na ida até lá e a cada</p><p>dia sua dívida só aumenta, à medida que precisa comprar sua</p><p>ferramenta de trabalho, sua comida e precisa pagar sua estadia.</p><p>Além disso, com relação à escravidão por dívida, esta se relaciona</p><p>em diversos casos com a bebida alcoólica, oferecida inicialmente</p><p>pelo empregador e depois de algum tempo este informa que ela será</p><p>cobrada do trabalhador, o que é intensificado nos casos em que o</p><p>trabalhador já possui problemas de alcoolismo e continua usufruindo</p><p>da bebida à</p><p>medida que ela é oferecida.</p><p>Além do trabalho escravo rural, que é o mais comentado, é</p><p>necessário lembrar que há também o trabalho escravo urbano, de</p><p>lojas fast fashion como</p><p>é o caso da empresa Zara, que foi acusada de</p><p>utilizar mão de obra escrava ou a Riachuelo, que foi denunciada e</p><p>investigada pelo tema.</p><p>Em suas alegações, essas empresas como é o caso da Zara,</p><p>argumentam que terceirizam ou quarteirizam sua mão de obra, de</p><p>forma que o estilista da empresa desenha as peças e a produção fica</p><p>a cargo de pequenas facções que, muitas vezes, contratam outras e,</p><p>nesse processo de subcontratações, ocorre o trabalho escravo.</p><p>Essa ocorrência se dá uma vez que tais empresas buscam manter</p><p>seus preços baixos, de forma que pagam muito pouco para os</p><p>trabalhadores que irão realizar a produção.</p><p>Na situação da Zara, esta não foi condenada e assinou um termo de</p><p>ajuste de conduta (TAC), especialmente por ainda haver uma</p><p>discussão imensa quanto à responsabilização das marcas quando o</p><p>trabalho escravo ocorre com prestadores de serviço terceirizados ou</p><p>quarteirizados.</p><p>Segundo o entendimento da doutrina majoritária, as marcas</p><p>deveriam ser responsabilizadas por esse crime, uma vez que</p><p>possuem condições de entender e coordenar o modo como esses</p><p>produtos são fabricados, o que é perceptível inclusive pelo preço</p><p>praticado.</p><p>TRABALHO ANÁLOGO AO DE ESCRAVO E TRÁFICO</p><p>DE PESSOAS II</p><p>Ao se tratar do trabalho escravo contemporâneo, devem-se analisar</p><p>as responsabilidades civil, jurídica e social do empregador.</p><p>RESPONSABILIDADE JURÍDICA X RESPONSABILIDADE</p><p>SOCIAL</p><p>A teoria da cegueira deliberada relaciona-se à situação na qual a</p><p>empresa deliberadamente decide não enxergar o que acontece ao seu</p><p>redor. Utiliza-se muito a teoria da cegueira deliberada para se</p><p>justificar uma possível responsabilização dessas empresas.</p><p>Lei n. 7.998/90 Art. 2º O programa do seguro-desemprego tem por</p><p>finalidade:</p><p>I - prover assistência financeira temporária ao trabalhador</p><p>desempregado em virtude de dispensa sem justa causa, inclusive a</p><p>indireta, e ao trabalhador comprovadamente resgatado de regime de</p><p>trabalho forçado ou da condição análoga à de escravo;</p><p>Art. 2o-C O trabalhador que vier a ser identificado como submetido</p><p>a regime de trabalho forçado ou reduzido a condição análoga à de</p><p>escravo, em decorrência de ação de fiscalização do Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego, será dessa situação resgatado e terá direito à</p><p>percepção de três parcelas de seguro-desemprego no valor de um</p><p>salário mínimo cada, conforme o disposto no § 2o deste artigo.</p><p>§ 2o Caberá ao CODEFAT, por proposta do Ministro de Estado do</p><p>Trabalho e Emprego, estabelecer os procedimentos necessários ao</p><p>recebimento do benefício previsto no caput deste artigo, observados</p><p>os respectivos limites de comprometimento dos recursos do FAT,</p><p>ficando vedado ao mesmo trabalhador o recebimento do benefício,</p><p>em circunstâncias similares, nos doze meses seguintes à percepção</p><p>da última parcela.</p><p>Lei n. 14.946/2013 – SP</p><p>• Dispõe sobre a cassação da inscrição no cadastro de contribuintes</p><p>do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias</p><p>e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e</p><p>Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, de qualquer empresa que</p><p>faça uso direto ou indireto de trabalho escravo ou em condições</p><p>análogas.</p><p>Artigo 4º - A cassação da eficácia da inscrição do cadastro de</p><p>contribuintes do ICMS, prevista no artigo 1º, implicará aos sócios,</p><p>pessoas físicas ou jurídicas, em conjunto ou separadamente, do</p><p>estabelecimento penalizado:</p><p>I - o impedimento de exercerem o mesmo ramo de atividade,</p><p>mesmo que em estabelecimento distinto daquele;</p><p>II - a proibição de entrarem com pedido de inscrição de nova</p><p>empresa, no mesmo ramo de atividade.</p><p>§ 1º - As restrições previstas nos incisos prevalecerão pelo prazo</p><p>de 10 (dez) anos, contados da data de cassação.</p><p>§ 2º - Caso o contribuinte seja optante pelo Regime Especial</p><p>Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições (Simples</p><p>Nacional), instituído pela Lei Complementar federal nº 123, de 14</p><p>de dezembro de 2006, a cassação da eficácia da sua inscrição no</p><p>cadastro de contribuintes do ICMS, prevista no artigo 1º, implicará</p><p>cumulativamente:</p><p>1 - a perda do direito ao recebimento de créditos do Tesouro do</p><p>Estado, instituído pelo Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do</p><p>Estado de São Paulo, de que trata a Lei nº 12.685, de 28 de agosto</p><p>de 2007;</p><p>2 - o cancelamento dos créditos já calculados ou liberados,</p><p>referentes ao Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do Estado de</p><p>São Paulo, citado no item 1, independentemente do prazo previsto</p><p>no § 2º do artigo 5º da Lei nº 12.685, de 28</p><p>de agosto de 2007.</p><p>DIA 28 DE JANEIRO DIA INTERNACIONAL DO COMBATE</p><p>AO TRABALHO ESCRAVO</p><p>A teoria da ajenidad – alteridade – estabelece que quem lucra com a</p><p>atividade é quem deve, de fato, se responsabilizar pelos danos</p><p>causados à cadeia produtiva.</p><p>A teoria da internalização das externalidades negativas define</p><p>que é preciso internalizar, para o custo do produto, a vida humana e</p><p>o sofrimento dos trabalhadores.</p><p>A teoria do bolso profundo – Deep Pocket Doctrine – é utilizada</p><p>sobretudo no direito ambiental. Conforme essa teoria, a ponta da</p><p>cadeia deve ser responsabilizada para que</p><p>se garanta uma efetiva indenização.</p><p>Obs.: o artigo 243 da Constituição Federal trata da possibilidade</p><p>da expropriação de terras e propriedades nas quais for</p><p>encontrado trabalho escravo contemporâneo ou plantação de</p><p>psicotrópicos.</p><p>QUEM ESCRAVIZA?</p><p>No que se refere ao trabalho escravo contemporâneo, deve-se lançar</p><p>os olhos a quem escraviza.</p><p>O quadro abaixo, de Debret (1830), mostra trabalhadores escravos</p><p>na área privada.</p><p>O trabalho escravo contemporâneo ainda acontece, muitas vezes, em</p><p>ambientes domésticos.</p><p>O caso de Madalena ganhou notoriedade recentemente. Segundo</p><p>apuração da reportagem do UOL, o dinheiro de Madalena teria</p><p>ajudado a pagar inclusive o curso de medicina feito por uma das</p><p>mulheres da família que a escravizou.</p><p>Há a ideia de “lista suja” do trabalho escravo, a qual inclui</p><p>trabalhadores que receberam auxílio emergencial.</p><p>LISTA SUJA</p><p>A lista suja foi criada em 2004 e, em 2011, uma portaria</p><p>governamental restringiu sua publicidade.</p><p>DIFICULDADE DE CONDENAR QUEM EXPLORA</p><p>TRABALHO ESCRAVO</p><p>No período de 2008 a 2019, 2.679 réus foram denunciados pela</p><p>prática do crime descrito no artigo 149 do Código Penal, por reduzir</p><p>alguém à condição análoga à de escravo.</p><p>Destes, 112 experimentaram condenação definitiva, o que</p><p>corresponde a 4,2% de todos os acusados e 6,3% do número de</p><p>pessoas levadas a julgamento.</p><p>A imagem a seguir se refere ao cadastro de empregadores que</p><p>tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo.</p><p>Na seara criminal, dos 112 condenados, a pesquisa identificou que</p><p>apenas 1% estaria sujeito a ser preso, ainda assim se não ocorrer a</p><p>prescrição da pretensão executória, o que não seria improvável</p><p>diante da morosidade judicial detectada.</p><p>Em 11 anos, apenas 112 réus foram condenados por submeter</p><p>trabalhadores a condições análogas à escravidão.</p><p>O percentual de condenação está muito abaixo do observado em</p><p>outros países. O trabalho cita que a média da Oceania é de 60%, da</p><p>Europa é 63%, na Ásia chega a 70% e, mesmo nas Américas, 10%.</p><p>Assim, é possível que a taxa de impunidade pela prática do crime de</p><p>trabalho escravo supere as apuradas em outras infrações.</p><p>De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o</p><p>conceito de escravidão está relacionado ao de trabalho forçado.</p><p>Segundo o órgão, o trabalho forçado envolve práticas</p><p>tradicionais, como vestígios de escravidão ou práticas</p><p>semelhantes ao trabalho escravo, mas também outras práticas,</p><p>como a servidão por dívida e, mais recente, o tráfico de pessoas,</p><p>também chamado de escravidão moderna por envolver condições de</p><p>vida e trabalho contrárias à dignidade humana.</p><p>O trabalho escravo, ou em condição análoga, será punido nos termos</p><p>da lei e caracteriza se pela sujeição do trabalhador a empregador,</p><p>tomador dos serviços ou preposto, independentemente</p><p>de</p><p>consentimento, a relação mediante fraude, violência, ameaça ou</p><p>coação de quaisquer espécies.</p><p>Para a caracterização do trabalho escravo, ou em condição análoga,</p><p>é irrelevante o tipo de trabalho e o local onde ele é prestado, bem</p><p>como a natureza temporária ou permanente do trabalho.</p><p>O trabalho escravo contemporâneo ou análogo a escravo se</p><p>caracteriza pelo seguinte: submissão a trabalhos forçados ou a</p><p>jornadas exaustivas; sujeição a condições degradantes de trabalho e</p><p>restrição de locomoção do trabalhador.</p><p>Para o STF, não há necessidade de violência física, de coação direta</p><p>à liberdade de ir e vir ou de servidão por dívida para se caracterizar</p><p>o crime de redução à condição análoga à de escravo.</p><p>É irrelevante a concordância do trabalhador em se submeter a uma</p><p>situação degradante de trabalho. Admite-se a tentativa. Essa prática</p><p>ilegal e criminal tem também o sinônimo de plágio.</p><p>Observou que se caracteriza como forçado ou obrigatório o trabalho</p><p>para o qual a pessoa não se apresentou voluntariamente e que seja</p><p>realizado sob ameaça de qualquer punição.</p><p>CUIDADO! A servidão refere-se a uma forma particularmente grave</p><p>de violação à liberdade: além da obrigação de prestar serviço, o</p><p>trabalhador deve residir na propriedade do empregador e não ter</p><p>condições para mudar sua situação.</p><p>GUARDE NO SEU CORAÇÃO: considera-se que o conceito de</p><p>servidão se relaciona ao de escravidão.</p><p>No trabalho forçado, não se fere somente o princípio da liberdade,</p><p>mas também o da legalidade, o da igualdade e o da dignidade da</p><p>pessoa humana, na medida em que a prática</p><p>afronta as normas legais, concede ao trabalhador em questão</p><p>tratamento diverso do concedido a outros e retira dele o direito de</p><p>escolha.</p><p>Por meio da assinatura dos seguintes instrumentos do direito</p><p>internacional, o Brasil se comprometeu a combater o trabalho em</p><p>condição análoga à de escravo:</p><p>• Convenção das Nações Unidas sobre Escravatura de</p><p>1926, emendada pelo Protocolo de 1953 e a Convenção Suplementar</p><p>sobre a Abolição da Escravatura de 1956: ratificadas pelo Brasil em</p><p>1966, estabelecem o compromisso de seus signatários de abolir</p><p>completamente a escravidão em todas as suas formas;</p><p>• Convenção no 29 sobre o Trabalho Forçado ou</p><p>Obrigatório (1930) da OIT: ratificada pelo Brasil em 1957,</p><p>estabelece que os países signatários se comprometem a abolir a</p><p>utilização do trabalho forçado ou obrigatório, em todas as suas</p><p>formas, no mais breve espaço de tempo possível;</p><p>• Convenção no 105 sobre a Abolição do Trabalho Forçado</p><p>(1957) da OIT: ratificada pelo Brasil em 1965. Os países signatários</p><p>se comprometem a adequar sua legislação nacional às circunstâncias</p><p>da prática de trabalho forçado neles presentes, de modo que seja</p><p>tipificada de acordo com as particularidades econômicas, sociais e</p><p>culturais do contexto em que se insere. Ademais, a Convenção</p><p>estipula que a legislação deve prever sanções realmente eficazes;</p><p>• Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos das</p><p>Nações Unidas de 1966: ratificado pelo Brasil em 1992, proíbe, no</p><p>seu artigo 8º, todas as formas de escravidão;</p><p>• Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e</p><p>Culturais das Nações Unidas de 1966: ratificado pelo Brasil em</p><p>1992, garante, no seu artigo 7º, o direito de todos a condições de</p><p>trabalho equitativas e satisfatórias;</p><p>• Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto</p><p>de São José da Costa Rica) de 1969: ratificada pelo Brasil em 1992,</p><p>no qual os signatários firmaram um compromisso de repressão à</p><p>servidão e à escravidão em todas as suas formas;</p><p>• Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o</p><p>Ambiente Humano ou Declaração de Estocolmo de 1972, cujo 1º</p><p>princípio estabelece que: “O homem tem o direito fundamental à</p><p>liberdade, à igualdade e ao gozo de condições de vida adequadas</p><p>num meio ambiente de tal qualidade que lhe permita levar uma vida</p><p>digna de gozar do bem-estar”;</p><p>• Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de</p><p>Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças</p><p>ou “Protocolo do Tráfico” (Palermo, 2000): é um dos protocolos</p><p>suplementares à Convenção das Nações Unidas contra o Crime</p><p>Organizado Transnacional e prevê a criminalização do tráfico de</p><p>pessoas voltado a qualquer forma de exploração sexual. Este</p><p>protocolo está em vigor internacionalmente desde 2003 e foi</p><p>ratificado pelo Brasil em 2004. O aliciamento de trabalhadores</p><p>rurais no Brasil e de trabalhadores estrangeiros irregulares no intuito</p><p>de submetê-los ao trabalho em condição análoga à de escravo</p><p>iguala-se à definição de tráfico de seres humanos nele contida.</p><p>Independente dos instrumentos internacionais, a legislação brasileira</p><p>tutela de forma objetiva a dignidade da pessoa humana, os direitos</p><p>humanos, a igualdade de pessoas, os valores sociais do trabalho e a</p><p>proibição da tortura e de tratamento desumano ou degradante. O</p><p>conceito de trabalho em condição análoga à de escravo, bem como</p><p>sua vedação no território nacional, decorrem dos preceitos da</p><p>Constituição Federal, como se vê:</p><p>Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união</p><p>indissolúvel dos Estados</p><p>e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado</p><p>Democrático de Direito e tem como</p><p>fundamentos:</p><p>(...)</p><p>III – a dignidade da pessoa humana</p><p>IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa</p><p>Como se caracteriza, então, a redução do trabalhador a</p><p>condição análoga à de escravos?</p><p>Diversas são as denominações dadas ao fenômeno de exploração</p><p>ilícita e precária do trabalho, ora chamado de trabalho forçado,</p><p>trabalho escravo, exploração do trabalho, semiescravidão, trabalho</p><p>degradante, entre outros, que são utilizados indistintamente para</p><p>tratar da mesma realidade jurídica. Malgrado as diversas</p><p>denominações, qualquer trabalho que não reúna as mínimas</p><p>condições necessárias para garantir os direitos do trabalhador, ou</p><p>seja, cerceie sua liberdade, avilte a sua dignidade, sujeite-o a</p><p>condições degradantes, inclusive em relação ao meio ambiente de</p><p>trabalho, há que ser considerado trabalho em condição análoga à de</p><p>escravo.</p><p>A degradação mencionada vai desde o constrangimento físico e/ou</p><p>moral a que é submetido o trabalhador – seja na deturpação das</p><p>formas de contratação e do consentimento do trabalhador ao celebrar</p><p>o vínculo, seja na impossibilidade desse trabalhador de extinguir o</p><p>vínculo conforme sua vontade, no momento e pelas razões que</p><p>entender apropriadas – até as péssimas condições de trabalho e de</p><p>remuneração: alojamentos sem condições de habitação, falta de</p><p>instalações sanitárias e de água potável, falta de fornecimento</p><p>gratuito de equipamentos de proteção individual e de boas condições</p><p>de saúde, higiene e segurança no trabalho; jornadas exaustivas;</p><p>remuneração irregular, promoção do endividamento pela venda de</p><p>mercadorias aos trabalhadores (truck system).</p><p>Sujeição da vítima a trabalhos forçados.</p><p>A Convenção nº 29 da OIT, no item 1 do artigo 2º define trabalho</p><p>forçado ou obrigatório como “todo trabalho ou serviço exigido de</p><p>um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o qual ele</p><p>não se ofereceu de espontânea vontade”</p><p>CONVEÇÃO Nº 29 CONVENÇÃO CONCERNENTE A</p><p>TRABALHO FORÇADO OU OBRIGATÓRIO</p><p>(adotada pela Conferência em sua Décima-Quarta Sessão - Genebra,</p><p>28 de junho de 1930 - com as modificações da Convenção de</p><p>Revisão dos Artigos Finais, de 1946)</p><p>A Conferência geral da Organização Internacional do Trabalho,</p><p>Convocada em Genebra pelo Conselho de Administração da</p><p>Repartição Internacional do Trabalho e aí se tendo reunido em 10 de</p><p>junho de 1930 em sua décima Quarta sessão.</p><p>Depois de haver decidido adotar diversas proposições relativas ao</p><p>trabalho forçado ou obrigatório, questão compreendida no primeiro</p><p>ponto da ordem do dias d sessão, e</p><p>Depois de haver decidido que essa proposições tomariam a forma de</p><p>convenção internacional, adota, neste vigésimo oitavo dia de junho</p><p>de mil novecentos e trinta, a convenção presente, que será</p><p>denominada Convenção sôbre o Trabalho Forçado, de 1930, a ser</p><p>ratificada pelos Membros da Organização Internacional do trabalho</p><p>conforme as disposições da Constituição da Organização</p><p>Internacional do trabalho:</p><p>ARTIGO 1º</p><p>1. Todos os Membros da organização Internacional do trabalho que</p><p>ratificam a presente conveção se obrigam a suprimir o emprêgo do</p><p>trabalho forçado ou obrigatório sob tôdas as suas formas no mais</p><p>curto prazo possível.</p><p>2. Com o fim de alcançar-se essa supressão total, o trabalho forçado</p><p>ou obrigatório poderá ser empregado, durante o período transitório,</p><p>unicamente para fins públicos e a título excepcional, nas condições e</p><p>com as garantias estipuladas nos artigos que seguem.</p><p>3. À expiração de um prazo de cinco anos a partir da entrada em</p><p>vigor da presente convenção e por ocasião do relatório previsto no</p><p>artigo 31 abaixo, o Conselho de Administtração da Repartição</p><p>Internacional do trabalho examinará a possibilidade de suprimir sem</p><p>nova delonga o trabalho forçado ou obrigatório sob tôdas as suas</p><p>formas e decidirá da oportunidade de inscrever essa questão na</p><p>ordem do dia da Conferência.</p><p>ARTIGO 2º</p><p>1. Para os fins da presente convenção, a expressão “trabalho</p><p>forçado ou obrigatório” designará todo trabalho ou serviço exigido</p><p>de um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o</p><p>qual êle não se ofereceu de espontânea vontade.</p><p>2. Entretanto, a expressão “trabalho forçado ou obrigatório” não</p><p>compreenderá para os fins da presente convenção:</p><p>a) qualquer trabalho ou serviço exigido em virtude das leis sôbre</p><p>o serviço militar obrigatório e que só compreenda trabalhos de</p><p>caráter puramente militar;</p><p>b) qualquer trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas</p><p>normais dos cidadões de um país plenamente autônomo;</p><p>c) qualquer trabalho ou serviço exigido de um indivíduo como</p><p>consequência de condenação pronunciada por decisão judiciária,</p><p>contanto que êsse trabalho ou serviço seja executado sob a</p><p>fiscalização e o contrôle das autoridades públicas e que o dito</p><p>indivíduo não seja pôsto à disposição de particulares, companhias ou</p><p>pessoas morais privadas;</p><p>d) qualquer trabalho ou serviço exigido nos casos de fôrça maior,</p><p>quer dizer, em caso de guerra, de sinistro ou ameaças de sinistro,</p><p>tais como incêndios, inundações, fome tremores de terra,</p><p>epidemias, e epizootias, invasões de animais, de insetos ou de</p><p>parasitas vegetais daninhos, e em geral tôdas as circunstâncias que</p><p>ponham em perigo a vida ou as condições normais de existência, de</p><p>tôda ou de parte da população;</p><p>e) pequenos trabalhos de uma comunidade, isto é, trabalhos</p><p>executados no interêsse direto da coletividade pelos membros desta,</p><p>trabalhos que, como tais, pode, ser considerados obrigações cívicas</p><p>normais dos membros da coletividade, contanto que a própria</p><p>população ou seus representantes diretos tenham o direito de se</p><p>pronunciar sôbre a necessidade dêsse trabalho.</p><p>ARTIGO 3º</p><p>Para os fins da presente convenção, o têrmo "autoridades</p><p>competentes" designará as autoridades metropolitanas ou as</p><p>autoridades centrais superiores do território interessado.</p><p>ARTIGO 4º</p><p>1. As autoridades competentes não deverão impor ou deixar impor o</p><p>trabalho forçado ou obrigatório em proveito de particulares, de</p><p>companhias, ou de pessoas jurídicas de direito privado.</p><p>2. Se tal forma de trabalho forçado ou obrigatório em proveito de</p><p>particulares, de companhias ou de pessoas jurídicas de direito</p><p>privado, existir na data em que a ratificação da presente convenção</p><p>por um Membro fôr registrada pelo Diretor, Geral da Repartição</p><p>Internacional do Trabalho, êste Membro deverá suprimir</p><p>completamente o dito trabalho forçado ou obrigatório, na data da</p><p>entrada em vigor da presente convenção para êsse Membro.</p><p>ARTIGO 5º</p><p>1. Nenhuma concessão feita a particulares, companhias ou pessoas</p><p>jurídicas de direito privado deverá Ter como consequência a</p><p>imposição de qualquer forma de trabalho forçado ou obrigatório</p><p>com o fim de produzir ou recolher os produtos que êsses</p><p>particulares, companhias ou pessoas jurídicas de direito privado</p><p>utilizam ou negociam.</p><p>2. Se concessões existentes contêm disposições que tenham como</p><p>consequência a imposição de trabalho forçado ou obrigatório, essas</p><p>disposições deverão ser canceladas logo que possível, a fim de</p><p>satisfazer as prescrições do artigo primeiro da presente convenção.</p><p>ARTIGO 6º</p><p>Os funcionários da Administração, mesmo quando tenham que</p><p>incentivar as populações sob seus cuidados a se ocupar com</p><p>qualquer forma de trabalho, não deverão exercer sôbre essas</p><p>populações pressões coletiva ou individual, visando a fazê-los</p><p>trabalhar para particulares, companhias ou pessoas jurídicas de</p><p>direito privado.</p><p>ARTIGO 7º</p><p>1. Os chefes que não exercem funções administrativas não deverão</p><p>recorrer a trabalhos forçados ou obrigatórios.</p><p>2. Os chefes que exercem funções administrativas poderão, com a</p><p>autorização expressa das autoridades competentes recorrer ao</p><p>trabalho forçado ou obrigatório nas condições expressas no artigo 10</p><p>da presente convenção.</p><p>3. Os chefes legalmente reconhecidos e que não recebem</p><p>renumeração adequada sob outras formas, poderão beneficiar-se dos</p><p>servços pessoais devidamente regulamentados, devendo ser tomadas</p><p>tôdas as medidas necessárias para prevenir abusos.</p><p>ARTIGO 8º</p><p>1. A responsabilidade de qualquer decisão de recorrer ao trabalho</p><p>forçado ou obrigatório caberá às autoridades civis superiores do</p><p>território interessado.</p><p>2. Entretanto, essas autoridade poderão delegar às autoridades locais</p><p>superiores o poder de impor trabalho forçado ou obrigatório nos</p><p>casos em que êsse trabalho não tenha por efeito afastar o trabalhador</p><p>de sua residência habitual. Essas autoridades poderão igualmente</p><p>delegar às autoridades locais superiores, pelo período e nas</p><p>condições que serão estipuladas pela regulamentação prevista no</p><p>artigo 23 da presente convenção, o poder de impor trabalho forçado</p><p>ou obrigatório para cuja execução os trabalhadores deverão se</p><p>afastar de sua residência habitual, quando se tratar de facilitar o</p><p>deslocamento de funcionários da admionistração no exercício de</p><p>suas funções e o tranporte do material da administração.</p><p>ARTIGO 9º</p><p>Salvo disposições contrárias estipuladas no artigo 10 da presente</p><p>convenção, tôda autoridade que tiver o direito de impor o trabalho</p><p>forçado ou obrigatório não deverá permitir recurso a essa forma de</p><p>trabalho, a não ser que tenha sido assegurado o seguinte:</p><p>a) que o serviço ou trabalho a executar é de interêsse direto e</p><p>importante para a coletividade chamada a executá-lo;</p><p>b) que êsse serviço ou trabalho é de necessidade atual e premente;</p><p>c) que foi impossível encontrar mão de obra voluntária para a</p><p>execução dêsse serviço ou trabaçjp, apesar do oferecimento de</p><p>salários e condições de trabalho ao menos igauis aos que são usuais</p><p>no território interessado para trabalhos ou servioços análogos, e</p><p>d) que não resultará do trabalho ou serviço ônus muito grande para a</p><p>população atual, considerando-se a mão de obras disponível e sua</p><p>aptidão para o desempenho do trabalho.</p><p>ARTIGO 10</p><p>1. O trabalho forçado ou obrigartório exigido a título de impôsto e o</p><p>trabalho forçado ou obrigatório exigido, para os trabalhos de</p><p>interêsse público, por chefes que exerçam funções administrativas,</p><p>deverão ser progressivamente abolidos.</p><p>2. Enquanto não o forem quando o trabalho forçado ou obrigatório</p><p>fôr a título de impôsto ou exigido por chefes que exerçam funções</p><p>administrativas, para a execução de trabalhos de interêsse público,</p><p>as autoridade interessadas deverão primeiro assegurar:</p><p>a) que o serviço ou trabalho a executar é de interêsse direto e</p><p>importante para a coletividade chamada a executá-los;</p><p>b) que êste serviço ou trabalho é de necessidade</p><p>exclusivamente, a supressão ou a</p><p>redução dos seguintes direitos:</p><p>I - normas de identificação profissional, inclusive as anotações na</p><p>Carteira de Trabalho e Previdência Social;</p><p>II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;</p><p>III - valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do</p><p>Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);</p><p>IV - salário mínimo;</p><p>V - valor nominal do décimo terceiro salário;</p><p>VI - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;</p><p>VII - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua</p><p>retenção dolosa;</p><p>VIII - salário-família;</p><p>IX - repouso semanal remunerado;</p><p>X - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo,</p><p>em 50% (cinquenta por cento) à do normal;</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art8</p><p>XI - número de dias de férias devidas ao empregado;</p><p>XII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um</p><p>terço a mais do que o salário normal;</p><p>XIII - licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte</p><p>dias;</p><p>XIV - licença-paternidade nos termos fixados em lei;</p><p>XV - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante</p><p>incentivos específicos, nos termos da lei;</p><p>XVI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no</p><p>mínimo de trinta dias, nos termos da lei;</p><p>XVII - normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas</p><p>em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho;</p><p>XVIII - adicional de remuneração para as atividades penosas,</p><p>insalubres ou perigosas;</p><p>XIX - aposentadoria;</p><p>XX - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador;</p><p>XXI - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de</p><p>trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os</p><p>trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a</p><p>extinção do contrato de trabalho;</p><p>XXII - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e</p><p>critérios de admissão do trabalhador com deficiência;</p><p>XXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a</p><p>menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de</p><p>dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze</p><p>anos;</p><p>XXIV - medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;</p><p>XXV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo</p><p>empregatício permanente e o trabalhador avulso;</p><p>XXVI - liberdade de associação profissional ou sindical do</p><p>trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua expressa e</p><p>prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial</p><p>estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de</p><p>trabalho;</p><p>XXVII - direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir</p><p>sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam</p><p>por meio dele defender;</p><p>XXVIII - definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e</p><p>disposições legais sobre o atendimento das necessidades inadiáveis</p><p>da comunidade em caso de greve;</p><p>XXIX - tributos e outros créditos de terceiros;</p><p>XXX - as disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392-A,</p><p>394, 394-A, 395, 396 e 400 desta Consolidação.</p><p>Parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos</p><p>não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança</p><p>do trabalho para os fins do disposto neste artigo.</p><p>Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de</p><p>trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção</p><p>coletiva de trabalho.</p><p>Art. 624. A vigência de cláusula de aumento ou reajuste salarial,</p><p>que implique elevação de tarifas ou de preços sujeitos à fixação por</p><p>autoridade pública ou repartição governamental, dependerá de</p><p>prévia audiência dessa autoridade ou repartição e sua expressa</p><p>declaração no tocante à possibilidade de elevação da tarifa ou do</p><p>preço e quanto ao valor dessa elevação.</p><p>Art. 462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos</p><p>salários do empregado, salvo quando este resultar de</p><p>adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo.</p><p>§ 1º - Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será</p><p>lícito, desde de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na</p><p>ocorrência de dolo do empregado.</p><p>§ 2º - É vedado à empresa que mantiver armazém para venda de</p><p>mercadorias aos empregados ou serviços estimados a proporcionar-</p><p>lhes prestações " in natura " exercer qualquer coação ou</p><p>induzimento no sentido de que os empregados se utilizem do</p><p>armazém ou dos serviços.</p><p>§ 3º - Sempre que não for possível o acesso dos empregados a</p><p>armazéns ou serviços não mantidos pela Empresa, é lícito à</p><p>autoridade competente determinar a adoção de medidas adequadas,</p><p>visando a que as mercadorias sejam vendidas e os serviços</p><p>prestados a preços razoáveis, sem intuito de lucro e sempre em</p><p>benefício dos empregados.</p><p>§ 4º - Observado o disposto neste Capítulo, é vedado às empresas</p><p>limitar, por qualquer forma, a liberdade dos empregados de dispôr</p><p>do seu salário.</p><p>Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a</p><p>alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e</p><p>ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente,</p><p>prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula</p><p>infringente desta garantia. (lacuna normativa e compatibilidade)</p><p>(mútuo consentimento e ausência de lesividade)</p><p>§ 1o Não se considera alteração unilateral a determinação do</p><p>empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo</p><p>efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de</p><p>confiança. (não se carateriza alteração do contrato de trabalho</p><p>lesiva)</p><p>§ 2o A alteração de que trata o § 1o deste artigo, com ou sem justo</p><p>motivo, não assegura ao empregado o direito à manutenção do</p><p>pagamento da gratificação correspondente, que não será</p><p>incorporada, independentemente do tempo de exercício da</p><p>respectiva função.</p><p>Art. 469 - Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a</p><p>sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato,</p><p>não se considerando transferência a que não acarretar</p><p>necessariamente a mudança do seu domicílio .</p><p>§ 1º - Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os</p><p>empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles cujos</p><p>contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a</p><p>transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço.</p><p>§ 2º - É licita a transferência quando ocorrer extinção do</p><p>estabelecimento em que trabalhar o empregado.</p><p>§ 3º - Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá</p><p>transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do</p><p>contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, mas, nesse</p><p>caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior</p><p>a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários que o empregado</p><p>percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.</p><p>Art. 470 - As despesas resultantes da transferência correrão por</p><p>conta do empregador.</p><p>SÚMULA Nº 265 - ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE</p><p>TURNO DE TRABALHO. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO.</p><p>A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda</p><p>do direito ao adicional noturno.</p><p>SÚMULA Nº 248 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.</p><p>DIREITO ADQUIRIDO. A reclassificação ou a descaracterização</p><p>da insalubridade, por ato da autoridade competente, repercute na</p><p>satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito adquirido</p><p>ou ao princípio da irredutibilidade salarial.</p><p>GESTANTE MESMO SAINDO DO AMBIENTE INSALUBRE</p><p>ELA NÃO PERDE O ADICIONAL</p><p>SUM. Nº 51 TST: NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E</p><p>OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 DA CLT. I -</p><p>As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens</p><p>deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos</p><p>após a revogação ou alteração do regulamento.</p><p>II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a</p><p>opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às</p><p>regras do sistema do outro.</p><p>atual ou premente;</p><p>c) que não resultará do trabalho ou serviço ônus muito grande para a</p><p>população atual, considerando-se a mão de obra disponível e sua</p><p>aptidão para o desempenho do trabalho;</p><p>d) que a execução dêsse trabalho ou serviço não obrigará os</p><p>trabalhadores a se afastarem do lugar de sua residência habitual;</p><p>e) que a execução dêsse trabalho ou serviço será orientado conforme</p><p>as exigências da religião, da vida social ou agricultura.</p><p>ARTIGO 11</p><p>1. Sòmente os adultos válidos do sexo masculino cunja idade</p><p>presumivel não seja inferior a 18 anos nem superior a 45, poderão</p><p>estar sujeitos a trabalhos forçados ou obrigatórios. Salvo para as</p><p>categorias de trabalho estabelecidas no artigo 10 da presente</p><p>convenção, os limites e condições seguintes deverão ser observados:</p><p>a) conhecimentos prévia, em todos os casos em que fôr possível, por</p><p>médigo designado pela administração, da ausência de qualquer</p><p>moléltia contagiosa e da aptidão física dos interessados para suportar</p><p>o trabalho imposto e as condições em que será executado;</p><p>b) isenção do pessoal das escolas, alunos e professôres, assim como</p><p>do pessoal administrativo em geral;</p><p>c) manutenção, em cada coletividade, de um número de homens</p><p>adultos e válidos indispensáveis à vida familiar e social;</p><p>d) respeito aos vínculos conjugais e familiares.</p><p>2. Para os fins indicados na alínea c) acima, a regulamentação</p><p>prevista no artigo 23 da presente convenção fixará a proporção de</p><p>indivíduos da população permanente masculina e válida que poderá</p><p>ser convocada a qualquer tempo, sem, esntretanto, que essa</p><p>proporção possa, em caso algum, ultrapassar 25 por cento dessa</p><p>população. Fixando essa proporção, as autoridades competentes</p><p>deverão Ter em conta a densidade da população, e desenvolvimento</p><p>social e físico dessa população, a época do ano e os trabalhos que</p><p>devem ser executados pelos interessados no lugar e por sua própria</p><p>conta; de um modo geral, elas deverão respeitar as necessidades</p><p>econômicas e sociais da vida normal da coletividade interessada.</p><p>ARTIGO 12</p><p>1. O período máximo durante o qual um indivíduo qualquer poderá</p><p>ser submetido a trabalho forçado ou obrigatório sob suas diversas</p><p>formas, não deverá ultrapassar sessenta dias por período de doze</p><p>meses, compreendidos nesse período os dias de viagem necessários</p><p>para ir ao lugar de trabalho e voltar.</p><p>2. Cada trabalhador submetido ao trabalho forçado ou obrigatório</p><p>deverá estar munido de certificado que indique os períodos de</p><p>trabalho forçado e obrigatório que tiver executado.</p><p>ARTIGO 13</p><p>1. O número de horas normais de trabalho de tôda pessoa submetida</p><p>a trabalho forçado ou obrigatório deverá ser o mesmo adotado para o</p><p>trabalho livre, e as horas de trabalho executado além do período</p><p>normal deverão ser renumeradas nas mesmas bases usuais para as</p><p>horas suplementares dos trabalhadores livres.</p><p>2. Um dia de repouso semanal deverá ser concedido a tôdas as</p><p>pessoas submetidas a qualquer forma de trabalho forçado ou</p><p>obrigatório, e êsse dia deverá coincidir, tanto quanto possível, com o</p><p>dia consagrado pela tradição ou pelos costumes do país ou região.</p><p>ARTIGO 14</p><p>1. Com exceção do trabalho previsto no artigo 10 da presente</p><p>convenção, o trabalho forçado ou obrigatório sob tôdas as formas,</p><p>deverá ser remunerado em espécie e em bases que, pelo mesmo</p><p>gênero de trabalho, não deverão ser inferiores aos em vigor na</p><p>região onde os trabalhadores estão empregados, nem aos que</p><p>vigorarem no lugar onde forma recrutados.</p><p>2. No caso do trabalho imposto por chefes no exercício de suas</p><p>funções administrativas, o pagamento de salários nas condições</p><p>previstas no parágrafo precedente deverá ser introduzido o mais</p><p>breve possível.</p><p>3. Os salários deverão ser entregues a cada trabalhador</p><p>individualmente, e não a ser chefe de grupo ou a qualquer outra</p><p>autoridade.</p><p>4. Os dias de viagem para ir ao trabalho e voltar deverão ser</p><p>contados no pagamento dos salários como dias de trabalho.</p><p>5. O presente artigo não terá por efeito impedir o fornecimento aos</p><p>trabalhadores de rações alimentares habituais como parte do salário,</p><p>devendo essas rações ser ao menos equivalentes à soma de dinheiro</p><p>que se supõe representarem; mas nenhuma dedução deverá ser feita</p><p>no salário, nem pagamento de impostos, nem para alimentação,</p><p>vestuário ou alojamento especiais, que serão fornecidos aos</p><p>trabalhadores para mantê-los em situação de continuar seu trabalho,</p><p>considerando-se as condições especiais de seu emprêgo, nem pelo</p><p>fornecimento de utensílios.</p><p>ARTIGO 15</p><p>1. Tôda legislação concernente à indenização por acidentes ou</p><p>moléstias resultantes de trabalho e tôda legislação que prevê</p><p>indenizações de pessoas dependentes de trabalhadores mortos ou</p><p>inválidos, que estejam ou estiverem em vigor no território</p><p>interessado, deverão se aplicar às pessoas submetidas ao trabalho</p><p>forçado ou obrigatório nas mesmas condições dos trabalhadores</p><p>livres.</p><p>2. De qualquer modo, tôda autoridade que empregar trabalhador em</p><p>trabalho forçado ou obrigatório, deverá Ter a obrigação de assegurar</p><p>a substência do dito trabalhador se um acidente ou uma moléstia</p><p>resultante de seu trabalho tiver o efeito de torná-lo total ou</p><p>parcialmente incapaz de prover às suas necessidades. Esta</p><p>autoridade deverá igualmente ter a obrigação de tomar medidas para</p><p>assegurar a manutenção de tôda pessoa efetivamente dependente do</p><p>dito trabalhador em caso de incapacidade ou morte resultante do</p><p>trabalho.</p><p>ARTIGO 16</p><p>1. As pessoas submetidas a trabalho forçado ou obrigatório não</p><p>deverão, salvo em caso de necessidade excepcional, ser transferidas</p><p>para regiões onde as condições de alimentação e de clima sejam de</p><p>tal maneira diferentes das a que estão acostumadas que poderiam</p><p>oferecer perigo para sua saúde.</p><p>2. Em caso algum, será autorizada tal transferência de trabalhadores</p><p>sem que tôdas as medidas de higiene e de " habitat " que se impõe</p><p>para sua instalação e para a proteção de sua saúde tenham sido</p><p>estritamente aplicadas.</p><p>3. Quando tal transferência não poder ser evitada, deverão ser</p><p>adotadas medidas que assegurem adaptação progressiva dos</p><p>trabalhadores às novas condições de alimentação e de clima, depois</p><p>de ouvido o serviço médico competente.</p><p>4. Nos casos em que os trabalhadores forem chamados a executar</p><p>um trabalho regular ao qual não estão acostumados, deverão tomar-</p><p>se medidas para assegurar a sua adatação a êsse gênero de trabalho,</p><p>a disposição de repousos intercalados e a melhoria e aumento de</p><p>rações alimentares necessárias.</p><p>ARTIGO 17</p><p>Antes de autorizar qualquer recurso ao trabalho forçado ou</p><p>obrigatório para trabalhos de construção ou de manutenção que</p><p>obriguem os trabalhadores a permanecerem nos locais de trabalho</p><p>durante um período prolongado, as autoridades competentes deverão</p><p>assegurar:</p><p>1) que tôdas as medidas necessárias foram tomadas para assegurar a</p><p>higiene dos trabalhadores e garantir-lhes os cuidados médicos</p><p>indispensáveis, e que, em particular;</p><p>a) êsses trabalhadores passam por um exame médico antes de</p><p>começar os trabalhos e se submetem a novos exames em intervalos</p><p>determinados durante o período de emprêgo;</p><p>b) foi previsto um pessoal médico suficiente, assim como</p><p>dispensários, enfermarias, hospitais e material necessários para fazer</p><p>face a tôdas as necessidades, e</p><p>c) a boa higiene dos lugares de trabalho, o abastecimento de víveres,</p><p>água, combustíveis e material de cozinha foram assegurados aos</p><p>trabalhadores de maneira satisfatória, e roupas e alojamentos</p><p>necessários foram previstos;</p><p>2) que foram tomadas medidas apropriadas para assegurar a</p><p>subsistência da família do trabalhador, especialmente facilitando a</p><p>entrega de parte do salário a ela, por um processo seguro, com o</p><p>consentimento ou pedido do trabalhador;</p><p>3) que as viagens de ida e volta</p><p>dos trabalhadores ao lugar do</p><p>trabalho serão assegurados pela administração sob sua</p><p>responsabilidade e à sua custa, e que a administração facilitará essas</p><p>viagens, utilizando, na medida de transportes disponíveis;</p><p>4) que, em caso de enfermidade ou acidente do trabalhador que</p><p>acarrete incapacidade de trabalho durante certo tempo, o</p><p>repatriamento do trabalhador será assegurado às expensas da</p><p>administração;</p><p>5) que todo trabalhador que desejar ficar no local como trabalhador</p><p>livre, no fim do período de trabalho forçado ou obrigatório, terá</p><p>permissão para fazê-lo , sem perder, durante um período de</p><p>repatriamento gratuito.</p><p>ARTIGO 18</p><p>1. o trabalho forçado ou obrigatório para o tranporte de pessoas ou</p><p>mercadorias, tais como o trabalho de carregadores ou barqueiros,</p><p>deverá ser suprimido o mais brevemente possível e, esperando essa</p><p>providência, as autoridades competentes deverão baixar</p><p>regulamentos fixando, especialmente:</p><p>a) a obrigação de não utilizar êsse trabalho a não ser para facilitar o</p><p>transporte de funcionários da administração no exercício de suas</p><p>funções ou o transporte do material da administração, ou, em caso</p><p>de necessidade absolutamente urgente, o transporte de outras</p><p>pessoas que não sejam funcionários;</p><p>b) a obrigação de não empregar em tais transportes senão homens</p><p>reconhecidos fisicamente aptos para êsse trabalho em exame médico</p><p>anterior, nos casos que isso fôr possível; quando não o fôr, a pessoa</p><p>que empregar essa mão de obra deverá assegurar, sob sua</p><p>responsabilidade, que os trabalhores empregados possuem a aptidão</p><p>física necessária e não sofram moléstias contagiosas;</p><p>c) a carga mínima a ser levada por êsses trabalhadores;</p><p>d) o percurso máximo que poderá ser imposto a êsses trabalhadores,</p><p>do local de sua residência;</p><p>e) o número máximo de dias por mês ou por qualquer outro período</p><p>durante o qual êsses trabalhadores poderão ser requisitados,</p><p>incluídos nesse número os dias da viagem de volta;</p><p>f) as pessoas autorizadas a recorrer a essa forma de trabalho forçado</p><p>ou obrigatório, assim como até que ponto elas têm direito de recorrer</p><p>a êsse trabalho.</p><p>2. Fixando os máximos mencionados nas alíneas c ) d ) e e ) do</p><p>parágrafo precedente, as autoridades competentes deverão ter em</p><p>conta os diversos elementos a considerar, notadamente a aptidão</p><p>física da população que deverá atender à requisição a natureza do</p><p>itinerário a ser percorrido, assim como as condições climáticas.</p><p>3. As autoridades competentes deverão, outrossim, tomar medidas</p><p>para que o trajeto diário normal dos carregadores não ultrapasse</p><p>distância correspondente à duração média de um dia de trabalho de</p><p>oito horas, ficando entendido que, para determiná-la, dever-se-á</p><p>levar em conta, não somente a carga a ser percorrida, mas ainda, o</p><p>estado da estrada, a época do ano e todos os outros elementos a</p><p>considerar; se fôr necessário impor horas de marcha suplementares</p><p>aos carregadores, estas deverão ser remuneradas em bases mais</p><p>elevadas do que as normais.</p><p>ARTIGO 19</p><p>1. As autoridades competentes não deverão autorizar o recurso às</p><p>culturas obrigatórias a não ser com o fim de prevenir fome ou a falta</p><p>de produtos alimentares e sempre com a reserva de que as</p><p>mercadorias assim obtidas constituirão propriedade dos indivíduos</p><p>ou da coletividade que os tiverem produzido.</p><p>2. O presente artigo não deverá tornar sem efeito a obrigação dos</p><p>membros da coletividade de se desobrigarem do trabalho imposto,</p><p>quando a produção se achar organizada segundo a lei e o costume,</p><p>sôbre base comunal e quando os produtos ou benefícios</p><p>provenientes da venda ficarem como propriedade da coletividade.</p><p>ARTIGO 20</p><p>As legislações que prevêem repressão coletiva aplicável a uma</p><p>coletividade inteira por delitos cometidos por alguns dos membros,</p><p>não deverão estabelecer trabalho forçado ou obrigatório para uma</p><p>coletividade como um dos métodos de repressão.</p><p>ARTIGO 21</p><p>Não se aplicará o trabalho forçado ou obrigatório para trabalhos</p><p>subterrâneos em minas.</p><p>ARTIGO 22</p><p>Os relatórios anuais que os Membros que retificam a presente</p><p>convenção, se comprometem a apresentar à Repartição Internacional</p><p>do Trabalho, conforme as disposições do artigo 22, da Constituição</p><p>da organização Internacional do trabalho, sôbre as medidas por êles</p><p>tomadas para pôr em vigor as disposições da presente convenção,</p><p>deverão conter as informações mais completas possíveis, para cada</p><p>território interessado, sôbre o limite da aplicação do trabalho forçado</p><p>ou obrigatório nesse território, assim como os pontos seguintes: para</p><p>que fins foi executado êsse trabalho; porcentagem de enfermidades e</p><p>de mortalidade; horas de trabalho; métodos de pagamento dos</p><p>salários e totais dêstes; assim como quaisquer outras informações a</p><p>isso pertinentes.</p><p>ARTIGO 23</p><p>1. Para pôr em vigor a presente convenção, as autoridades</p><p>competentes deverão promulgar uma regulamentação completa e</p><p>precisa sôbre o emprêgo do trabalho forçado ou obrigatório.</p><p>2. Esta regulamentação deverá conter, notadamente, normas que</p><p>permitam a cada pessoa submetida a trabalho forçado ou obrigatório</p><p>apresentar às autoridades tôdas as reclamações relativas às</p><p>condições de trabalho e lhes dêem garantias de que essas</p><p>reclamações serão examinadas e tomadas em consideração.</p><p>ARTIGO 24</p><p>Medidas apropriadas deverão ser tomadas em todos os casos para</p><p>assegurar a estreita aplicação dos regulamentos concernentes ao</p><p>emprêgo do trabalho forçado ou obrigatório, seja pela extensão ao</p><p>trabalho forçado ou obrigatório das atribuições de todo organismo</p><p>de inspeção já criado para a fiscalização do trabalho livre, seja por</p><p>qualquer outro sistema conveniente. Deverão ser igualmente</p><p>tomadas medidas no sentido de que êsses regulamentos sejam</p><p>levados ao conhecimento das pessoas submetidas ao trabalho</p><p>forçado ou obrigatório.</p><p>ARTIGO 25</p><p>O fato de exigir ilegalmente o trabalho forçado ou obrigatório será</p><p>passível de sanções penais, e todo Membro que ratificar a presente</p><p>convenção terá a obrigação de assegurar que as sanções impostas</p><p>pela lei são realmente eficazes e estritamente aplicadas.</p><p>ARTIGO 26</p><p>1. Todo Membro da Organização Internacional do Trabalho que</p><p>ratifica a presente convenção, compromete-se a aplicá-la aos</p><p>territórios submetidos à sua soberania, jurisdição, proteção,</p><p>suserania, tutela ou autoridade, na medida em que êle tem o direito</p><p>de subscrever obrigações referentes a questões de jurisdição interior.</p><p>Entretanto, se o Membro quer se prevalecer das disposições do</p><p>artigo 35 da Constituição da Organização Internacional do Trabalho,</p><p>deverá acompanhar sua ratificação de declaração estabelecendo:</p><p>1) os territórios nos quais pretende aplicar integralmente as</p><p>disposições da presente convenção;</p><p>2) os territórios nos quais pretende aplicar as disposições da presente</p><p>convenção com modificações e em que consitem as ditas</p><p>modificações;</p><p>3) os territórios para os quais reserva sua decisão.</p><p>2. A declaração acima mencionada será reputada parte integrante da</p><p>ratificação e terá idênticos efeitos. Todo Membro que formular tal</p><p>declaração terá a faculdade de renunciar, em nova declaração, no</p><p>todo ou em parte, às reservas feitas, em virtude das alíneas 2 e 3</p><p>acima, na sua declaração anterior.</p><p>ARTIGO 27</p><p>As ratificações oficiais da presente convenção nas condições</p><p>estabelecidas pela Constituição da Organização Internacional do</p><p>Trabalho serão comunicadas ao Diretor Geral da Repartição</p><p>Internacional do Trabalho e por êle registradas.</p><p>ARTIGO 28</p><p>1. A presente convenção não obrigará senão os Membros da</p><p>Organização Internacional do Trabalho cuja ratificação tiver sido</p><p>registrada na Repartição Internacional do Trabalho.</p><p>2. Ela entrará em vigor doze meses depois que as ratificações de</p><p>dois Membros tiverem sido registradas pelo Diretor Geral.</p><p>3. em seguida, esta conveção entrará em vigor para cada Membro</p><p>doze meses depois da data em que sua ratificação tiver sido</p><p>registrada.</p><p>ARTIGO 29</p><p>Logo que as ratificações de dois Membros da Organização</p><p>Internacional do Trabalho tiverem sido registradas na repartição</p><p>Internacional do Trabalho, o Diretor Geral da Repartição notificará o</p><p>fato a todos os Membros da Organização Internacional do Trabalho.</p><p>Será também notificado o registro das ratificações que lhe forem</p><p>ulteriormente comunicadas por todos os outros Membros da</p><p>Organização.</p><p>ARTIGO 30</p><p>1. Todo Membro que tiver ratificado a presente convenção pode</p><p>denunciá-la no fim de um período de dez anos depois da data da</p><p>entrada em vigor incial da convenção, por ato comunicado, ao</p><p>Diretor Geral da Repartição Internacional do Trabalho e por êle</p><p>registrado. Essa denúncia não se tornará efetiva senão um ano</p><p>depois de registrada na Repartição Internacional do Trabalho.</p><p>2. Todo Membro que, tendo ratificado a presente convenção, no</p><p>prazo de um ano, depois da expiração do período de 10 anos</p><p>mencionado no parágrafo precedente, não fizer uso da faculdade de</p><p>denúncia prevista no presente artigo, está comprometido por um</p><p>novo período de cinco anos, e em seguinda poderá denunciar a</p><p>presente convenção no fim de cada período de cinco anos nas</p><p>condições previstas no presente artigo.</p><p>ARTIGO 31</p><p>No fim de cada período de cinco anos a contar da entrada em vigor</p><p>da presente convenção, o Conselho de Administração da Repartição</p><p>Internacional do Trabalho deverá apresentar à Conferência Geral</p><p>relatório sôbre a aplicação da presente convenção e decidirá da</p><p>oportunidade de inscrever na ordem do dia da Conferência a questão</p><p>da sua revisão total parcial.</p><p>ARTIGO 32</p><p>1. No caso de a Conferência geral adotar nova convenção de revisão</p><p>total ou parcial da presente convenção, a ratificação por um membro</p><p>da nova convenção de revisão acarretará de pleno direito denúncia</p><p>da presente convenção, sem condições de prazo, não obstante o</p><p>artigo 30 acima, contanto que nova convenção de revisão tenha</p><p>entrado em vigor.</p><p>2. A partir da data da entrada em vigor da nova convenção de</p><p>revisão, a presente convenção cessará de estar aberta à ratificação</p><p>dos Membros.</p><p>3. A presente convenção ficará entretanto, em vigor na sua forma e</p><p>teor para os Membros que tiverem ratificado e não ratificarem a</p><p>nova conveção de revisão.</p><p>ARTIGO 33</p><p>Os textos francês e inglês da presente convenção farão fé.</p><p>O texto precedente é o texto autêntico da Convenção sôbre trabalho</p><p>forçado, de 1930, tal qual foi modificada pela Convenção de revisão</p><p>dos artigos finais, de 1946.</p><p>O texto original da convenção foi autenticado em 25 de julho, 1930,</p><p>pelas assinaturas de M. E. Mahnaim, Presidente da Conferência, e de</p><p>M. Albert Thomas, Diretor da Repartição Internacional do Trabalho.</p><p>A Convenção entrou em vigor inicialmente em 1º de maio de 1932.</p><p>Em fé do que autentiquei, com minha assinatura de acôrdo com as</p><p>disposições do artigo 6º da Convenção de revisão dos artigos finais,</p><p>de 1946, nêste trigésimo primeiro dia de agôsto de 1948, dois</p><p>exemplares originais do texto da convenção tal qual foi modificada.</p><p>- Edward Phelan - Diretor Geral da repartição Internacional do</p><p>trabalho.</p><p>O texto da Convenção presente é cópia exata do texto autenticado</p><p>pela assinatura do Diretor geral da repartição Internacional do</p><p>trabalho.</p><p>Cópia certificada para o Diretor Geral da Repartição Internacional</p><p>do Trabalho - C. W. Jenks - Consultor Jurídico da Repartição</p><p>Internacional do Trabalho.</p><p>CONVENÇÃO Nº 105 CONVENÇÃO CONCERNENTE À</p><p>ABOLIÇÃO DO TRABALHO FORÇADO</p><p>Artigo 1º</p><p>Qualquer Membro da Organização Internacional do Trabalho que</p><p>ratifique a presente convenção se compromete a suprimir o trabalho</p><p>forçado ou obrigatório, e a não recorrer ao mesmo sob forma</p><p>alguma:</p><p>a) como medida de coerção, ou de educação política ou como sanção</p><p>dirigida a pessoas que tenham ou exprimam certas opiniões</p><p>políticas, ou manifestem sua oposição ideológica, à ordem política,</p><p>social ou econômica estabelecida;</p><p>b) como método de mobilização e de utilização da mão-de-obra para</p><p>fins de desenvolvimento econômico;</p><p>c) como medida de disciplina de trabalho;</p><p>d) como punição por participação em greves;</p><p>e) como medida de discriminação racial, social, nacional ou</p><p>religiosa.</p><p>Artigo 2º</p><p>Qualquer Membro da Organização Internacional do Trabalho que</p><p>ratifique a presente convenção se compromete a adotar medidas</p><p>eficazes, no sentido da abolição imediata e completa do trabalho</p><p>forçado ou obrigatório, tal como descrito no artigo 1º da presente</p><p>convenção.</p><p>Artigo 3º</p><p>As ratificações formais da presente convenção serão comunicadas ao</p><p>Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho e por êle</p><p>registradas.</p><p>Artigo 4º</p><p>1. A presente convenção apenas vinculará os Membros da</p><p>Organização Internacional do Trabalho cuja ratificação haja sido</p><p>registrada pelo Diretor-Geral.</p><p>2. Esta convenção entrará em vigor doze meses após terem sido</p><p>registradas pelo Diretor-Geral as ratificações de dois membros.</p><p>3. Em seguida, a convenção entrará em vigor para cada Membro,</p><p>doze meses após a data em que a sua ratificação tiver sido</p><p>registrada.</p><p>Artigo 5º</p><p>1. Qualquer Membro, que houver ratificado a presente convenção,</p><p>poderá denunciá-la ao término de um período de dez anos após a</p><p>data da sua vigência inicial, mediante comunicação ao Diretor-Geral</p><p>da Repartição Internacional do Trabalho, e por êle registrada. A</p><p>denúncia surtirá efeito somente em ano após ter sido registrada.</p><p>2. Qualquer Membro que houver ratificado a presente convenção, e</p><p>no prazo de um ano após o término do período de dez anos</p><p>mencionados no parágrafo precedente não tiver feito uso da</p><p>faculdade de denúncia, prevista no presente artigo, estará vinculando</p><p>por um nôvo período de dez anos e, em seguida, poderá denunciar a</p><p>presente convenção no término de cada período de dez anos, nas</p><p>condições previstas no presente artigo.</p><p>Artigo 6º</p><p>1. O Diretor Geral da Repartição Internacional do Trabalho</p><p>notificará a todos os membros da Organização Internacional do</p><p>Trabalho do registro que de tôdas as ratificações e denúncias que lhe</p><p>forem comunicadas pelos membros da Organização.</p><p>2. Ao notificar os Membros da Organização do registro da segunda</p><p>ratificação que lhe tiver sido comunicada, o Diretor-Geral chamará</p><p>sua atenção para a data em que a presente convenção entrará em</p><p>vigor.</p><p>Artigo 7º</p><p>O Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho</p><p>comunicará ao Secretário-Geral das Nações Unidas, para efeito de</p><p>registro, nos têrmos do artigo 102, da Carta das Nações Unidas, os</p><p>dados completos a respeito de tôdas as ratificações e atos de</p><p>denúncia que houver registrado de acôrdo com os artigos</p><p>precedentes.</p><p>Artigo 8º</p><p>Sempre que julgar necessário, o Conselho de Administração da</p><p>Repartição Internacional do Trabalho apresentará à conferência</p><p>Geral um relatório sôbre a aplicação da presente convenção, e</p><p>examinará a conveniência de inscrever na ordem do dia da</p><p>Conferência a questão de sua revisão total ou parcial.</p><p>Artigo 9º</p><p>1. Caso a Conferência adote uma convenção que importe na revisão</p><p>total ou parcial da presente, e a menos que a nova convenção</p><p>disponha de outra forma:</p><p>a) a ratificação, por um membro da nova convenção que fizer a</p><p>revisão, acarretará, de pleno direito, não obstante o artigo 5º acima,</p><p>denúncia imediata da presente dêsde que a nova convenção tenha</p><p>entrado em vigor;</p><p>b) a partir da data da entrada em vigor da nova convenção que fizer</p><p>a revisão, a presente deixará de estar aberta à ratificação pelos</p><p>Membros.</p><p>2. A presente convenção permanente em vigor, todavia, sua forma e</p><p>conteúdo, para os Membros que a tiverem ratificado e que não</p><p>ratifiquem a que fizer a revisão.</p><p>DECRETO Nº 58.563, DE 1º DE JUNHO DE 1966.</p><p>Promulga e Convenção</p><p>sobre Escravatura de 1926 emendada pelo</p><p>Protocolo de 1953 e a Convenção Suplementar sobre a Abolição da</p><p>Escravatura de 1956.</p><p>Artigo 1º</p><p>Cada um dos Estados Partes a presente Convenção tomará todas as</p><p>medidas, legislativas e de outra natureza que sejam viáveis e</p><p>necessárias, para obter progressivamente logo que possível a</p><p>abolição completa ou o abandono das instituições e práticas</p><p>seguintes onde quer ainda subsistam, enquadram-se ou não na</p><p>definição de escravidão que figura no artigo primeiro da Convenção</p><p>sobre a escravidão assinada em Genebra, em 25 de setembro de</p><p>1926:</p><p>a) A servidão por dividas, isto é, o estado ou a condição resultante</p><p>do fato de que um devedor se haja comprometido a fornecer, em</p><p>garantia de uma dívida, seus serviços pessoais ou os de alguém</p><p>sobre o qual tenha autoridade, se o valor desses serviços não for</p><p>eqüitativamente avaliado no ato da liquidação de dívida ou se a</p><p>duração desses serviços não for limitada nem sua natureza definida;</p><p>b) a servidão isto é, a condição de qualquer um que seja obrigado</p><p>pela lei, pelo costume ou por um acordo, a viver e trabalhar numa</p><p>terra pertencente a outra pessoa e a fornecer a essa outra pessoa,</p><p>contra remuneração ou gratuitamente, determinados serviços, sem</p><p>poder mudar sua condição.</p><p>c) Toda instituição ou prática em virtude da qual:</p><p>I, Uma mulher é, sem que tenha o direito de recusa prometida ou</p><p>dada em casamento, mediante remuneração em dinheiro ou espécie</p><p>entregue a seus país, tutor, família ou a qualquer outra pessoa ou</p><p>grupo de pessoas;</p><p>II, O marido de uma mulher, a família ou o clã deste tem o direito de</p><p>cedê-la a um terceiro, a título oneroso ou não;</p><p>III - A mulher pode, por morte do marido ser transmitida por</p><p>sucessão a outra pessoa;</p><p>d) Toda instituição ou prática em virtude da qual uma criança ou um</p><p>adolescente de menos de dezoito anos é entregue, quer por seu pais</p><p>ou um deles, quer por seu tutor, a um terceiro, mediante</p><p>remuneração ou sem ela, com o fim da exploração da pessoa ou do</p><p>trabalho da referida criança ou adolescente.</p><p>Artigo 2º</p><p>Com o propósito de acabar com as instituições e práticas visadas na</p><p>alíneas c do artigo primeiro da presente Convenção, os Estados</p><p>Partes se comprometem a fixar, onde couber idades mínimas</p><p>adequadas para o casamento, a estimular a adoção de um processo</p><p>que permitam a ambos os futuros conjugues exprimir livremente o</p><p>seu consentimento ao matrimônio em presença de uma autoridade</p><p>civil ou religiosa competente, e a fomentar o registro dos</p><p>casamentos.</p><p>Seção II</p><p>Tráficos de Escravos</p><p>Artigo 3º</p><p>1. O ato de transportar ou tentar transportar escravos de um país a</p><p>outro, por qualquer meio de transportes, ou a cumplicidade nesse ato</p><p>constituirá infração penal segundo a lei dos Estados Partes à</p><p>Convenção, e as pessoas reconhecidas culpadas de tal informação</p><p>serão passíveis de penas muito rigorosas.</p><p>2. a) Os Estados Partes tomarão todas as medidas necessárias para</p><p>impedir que os navios a aeronaves autorizados a arvorar suas</p><p>bandeiras transportem escravos e para punir as pessoas culpadas</p><p>desse ato ou culpadas de utilizar o pavilhão nacional para tal fim.</p><p>b) Os Estados Partes tomarão todas as medidas necessárias para que</p><p>seus portos, seus aeródromos e suas costas não possam servir para os</p><p>transportes de escravos.</p><p>3. Os Estados Partes à Convenção trocarão informações a fim de</p><p>assegurar a coordenação prática das medidas tomadas pelos mesmos</p><p>na luta contra o tráfico de escravos e se comunicarão mutuamente</p><p>qualquer caso de tráfico de escravos e qualquer tentativa de infração</p><p>desse gênero de que tenham conhecimento.</p><p>Artigo 4º</p><p>Todo escravo que se refugiar a bordo de um navio de Estado Parte a</p><p>presente Convenção será livre ipso facto.</p><p>Seção III</p><p>Escravidão e Instituições e Práticas Análogas à Escravidão</p><p>Artigo 5º</p><p>Em qualquer país em que a escravidão ou as instituições e práticas</p><p>mencionadas no artigo primeiro da presente convenção não estejam</p><p>ainda completamente abolidas ou abandonadas, o ato de mutilar de</p><p>marcar ferro em brasa ou por qualquer outro processo um escravo ou</p><p>uma pessoa de condição servil - para indicar sua condição, para</p><p>infligir um castigo ou por qualquer outra razão - ou a cumplicidade</p><p>em tais atos constituirá infração penal em face da lei dos estados</p><p>Partes à Convenção, e as pessoas reconhecidas culpadas serão</p><p>passíveis de pena.</p><p>Artigo 6º</p><p>1. O ato de escravizar uma pessoa ou de incitá-la a alienar sua</p><p>liberdade ou a de alguém na sua dependência, para escravizá-la,</p><p>constituirá infração penal em face da lei dos Estados Partes à</p><p>presente Convenção, e as pessoas reconhecidas culpadas serão</p><p>passíveis de pena; dar-se-á o mesmo quando houver participação</p><p>num entendimento formado com tal propósito, tentativa de cometer</p><p>esses delitos ou cumplicidade neles.</p><p>2. Sob reserva das disposições da alínea introdutório do artigo</p><p>primeiro desta Convenção as disposições do parágrafo primeiro do</p><p>presente artigo se aplicarão igualmente ao fato de incitar alguém a</p><p>submeter ou a submeter um a pessoa na sua dependência a uma</p><p>condição servira resultante de alguma das instituições ou práticas</p><p>mencionadas no artigo primeiro; assim também quando houver</p><p>participação num entendimento formado com tal propósito, tentativa</p><p>de cometer tais delitos ou cumplicidade neles.</p><p>Seção IV</p><p>Definições</p><p>Artigo 7º</p><p>Para os fins da presente Convenção</p><p>a) "Escravidão", tal como foi definida na Convenção sobre a</p><p>Escravidão de 1926, é o estado ou a condição de um indivíduo sobre</p><p>o qual se exercem todos ou parte dos poderes atribuídos ao direito</p><p>de propriedade e "escravo" é o indivíduo em tal estado ou condição;</p><p>b) "Pessoa de condição servil" é a que se encontra no estado ou</p><p>condição que resulta de alguma das instituições ou práticas</p><p>mencionadas no artigo primeiro da presente Convenção;</p><p>c) "Tráfico de escravos" significa e compreende todo ato de captura,</p><p>aquisição ou cessão de uma pessoa com a intenção de escravizá-lo;</p><p>todo ato de um escravo para vendê-lo ou trocá-lo; todo ato de cessão</p><p>por venda ou troca, de uma pessoa adquirida para ser vendida ou</p><p>trocada, assim como, em geral todo ato de comércio ou transporte de</p><p>escravos, seja qual for o meio de transporte empregado.</p><p>SEÇÃO V</p><p>Cooperação entre os Estados Partes e Comunicação de Informações</p><p>Artigo 8º</p><p>1) Os Estados Partes a Convenção se comprometem a prestar-se</p><p>mutuo concurso e a cooperar com a Organização das Nações Unidas</p><p>para a aplicação das disposições que precedem.</p><p>2) Os Estados Partes se comprometem a enviar ao Secretário Geral</p><p>das Nações Unidas exemplares de toda lei todo regulamento e toda</p><p>decisão administrativa adotados ou posta em vigor para aplicar as</p><p>disposições da presente Convenção.</p><p>3) O Secretário Geral comunicará as informações recebidas em</p><p>virtude do parágrafo 2 do presente artigo às outras Partes e ao</p><p>Conselho Econômico e Social, como elemento de documentação</p><p>para qualquer debate que o Conselho venha a empreender com o</p><p>propósito de formular novas recomendações para a abolição da</p><p>escravidão, do tráfico de escravos ou das instituições e práticas que</p><p>são objeto da Convenção.</p><p>SEÇÃO VI</p><p>Cláusulas Finais</p><p>Artigo 9º</p><p>Não será admitida nenhuma reserva à Convenção</p><p>Artigo 10º</p><p>Qualquer litígio que surja entre os Estados Partes à Convenção</p><p>quanto à sua interpretação ou aplicação, - que não seja resolvido por</p><p>meio de negociação, será submetido á Corte Internacional de Justiça</p><p>a pedido de uma das Partes em litígio, a menos que estas convenham</p><p>em resolvê-lo de outra forma.</p><p>Artigo 11º</p><p>1. Apresente Convenção ficará aberta, até 1º de julho de 1957, à</p><p>assinatura de qualquer Estado membro das Nações Unidas ou dos</p><p>organismos especializados. Será submetida a ratificação dos Estado</p><p>signatários e os instrumentos de ratificação serão depositados em</p><p>poder do Secretário Geral das Nações Unidas, que o comunicará a</p><p>todos os Estados signatários</p><p>ou aderentes.</p><p>2. Depois de 1º de julho de 1957, a Convenção ficará aberta à</p><p>adesão de qualquer Estado membro das Nações Unidas haja</p><p>convidado a aderir. A adesão se efetuará pelo depósito de um</p><p>instrumento na devida forma em poder do Secretário Geral das</p><p>Nações Unidas, que o comunicará a todos os Estados signatários e</p><p>aderentes.</p><p>Artigo 12º</p><p>1. A presente Convenção se aplicará a todos os territórios não</p><p>autônomos. Sob tutela, coloniais e outros territórios não</p><p>metropolitanos representados por um Estado Parte no plano</p><p>Internacional; sob reserva das disposições do parágrafo 2 do</p><p>presente artigo, a parte interessada deverá no momento na assinatura</p><p>ou da ratificação da Convenção, ou ainda da adesão á Convenção,</p><p>declarar o ou os territórios não metropolitanos aos quais a presente</p><p>Convenção se aplicará ipso facto por força dessa assinatura</p><p>ratificação ou adesão.</p><p>2. Quando for necessário o consentimento prévio de um território</p><p>não metropolitano em virtude das leis ou práticas constitucionais do</p><p>Estado Parte ou do território não metropolitano, a Parte deverá</p><p>esforçar-se por não obter o consentimento do território não</p><p>metropolitano dentro do prazo de doze meses a partir da data da sua</p><p>assinatura, e uma vez obtido esse consentimento a Parte deverá</p><p>notificá-lo ao Secretário Geral. A partir da data do recebimento</p><p>dessa notificação por parte do Secretário Geral, a Convenção se</p><p>aplicara ao território ou territórios mencionados na referida</p><p>notificação.</p><p>3. Terminado a prazo de onze meses mencionados no parágrafo</p><p>precedente, as Partes interessadas informarão o Secretário Geral dos</p><p>resultados das consultas com os territórios não metropolitanos cujas</p><p>reações internacionais lhes incumbam a que não hajam dado o seu</p><p>consentimento para a aplicação da presente Convenção.</p><p>Artigo 13º</p><p>1. A Convenção entrara em vigor na data em que dois Estados sejam</p><p>Partes à mesma.</p><p>2. Entrará depois em vigor, no tocante a cada Estado e território, na</p><p>data do depósito do instrumento de ratificação ou de adesão do</p><p>Estado interessado ou da notificação da sua aplicação a esse</p><p>território.</p><p>Artigo 14º</p><p>1. A aplicação da presente Convenção será dividida em períodos</p><p>sucessivos de três anos, o primeiro dos quais começará a contar-se a</p><p>partir da data da entrada em vigor da Convenção, segundo o disposto</p><p>no parágrafo 1 do artigo 13.</p><p>2. Qualquer Estado Parte poderá denunciar a presente Convenção,</p><p>dirigindo, no mínimo seis meses antes da expiração do período</p><p>trienal em curso, uma notificação ao Secretário Geral. Este</p><p>comunicará essa notificação e a data do seu recebimento a todas as</p><p>outras Partes.</p><p>3. As denúncias surtirão efeitos ao expirar o período trienal em</p><p>curso.</p><p>4. Nos casos em que, de conformidade com o disposto no artigo 12,</p><p>a presente Convenção se haja tornado aplicável a um território não</p><p>metropolitano de uma das Partes, esta poderá, como consentimento</p><p>do território de que se trate, notificar, desde então a qualquer</p><p>momento ao Secretário Geral das Nações Unidas, que a Convenção</p><p>é denunciada em relação a esse território A denúncia surtirá efeito</p><p>um ano depois da data do recebimento da notificação pelo Secretário</p><p>Geral, que comunicará a todos os outros Estados Partes essa</p><p>notificação e a data em que tenha recebido.</p><p>Artigo 15º</p><p>A presente Convenção, cujos textos inglês, chinês, espanhol, francês</p><p>e russo são igualmente autênticos, será depositada no arquivo da</p><p>Secretaria das Nações Unidas. O Secretario Geral fornecerá cópias</p><p>certificadas autenticadas da Convenção para que sejam enviadas aos</p><p>Estados Partes, assim como a todos os outros Estados Membros das</p><p>Nações Unidas e organismos especializados.</p><p>Em fé do que os abaixo assinados, devidamente autorizados por seus</p><p>respectivos Governos, assinaram a presente Convenção nas datas</p><p>que figuram ao lado das suas respectivas assinaturas.</p><p>Feito o escritório Europeu das Nações Unidas, em Genebra, em sete</p><p>de Setembro de mil nove centos e cinqüenta e seis.</p><p>CONVENÇÃO SOBRE A ESCRAVATURA ASSINADA EM</p><p>GENEBRA, EM 25 DE SETEMBRO DE 1926, E EMENDA</p><p>PELO PROTOCOLO ABERTO À ASSINATURA OU A</p><p>ACEITAÇÃO NA SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES</p><p>UNIDAS, NOVA YORK, EM 7 DE DEZEMBRO DE 1953.</p><p>Artigo 1º</p><p>Para fins da presente Convenção fica entendido que:</p><p>1º A escravidão é o estado ou condição de um individuo sobre o qual</p><p>se exercem, total ou parcialmente, os tributos do direito de</p><p>propriedade;</p><p>2º O tráfico de escravos compreende todo ato de captura, aquisição</p><p>ou sessão de um indivíduo com o propósito de escravizá-lo; todo ato</p><p>de aquisição de um escravo com o propósito de vendê-lo ou trocá-lo;</p><p>todo ato de sessão, por meio de venda ou troca e um escravo</p><p>adquirido para ser vendido ou trocado; assim como em geral todo</p><p>ato de comércio ou de transporte de escravos.</p><p>Artigo 2º</p><p>As Altas Partes contratantes se comprometem, na medida em que</p><p>ainda não hajam tomado as necessárias providências e cada uma no</p><p>que diz respeito aos territórios colocados sob a sua soberania,</p><p>jurisdição, proteção, suserania ou tutela:</p><p>a) a impedir a reprimir o tráfico de escravos;</p><p>b) a promover a abolição completa da escravidão sob todas as suas</p><p>formas, progressivamente e logo que possível.</p><p>Artigo 3º</p><p>As Altas partes contratantes se comprometem a tomar todas as</p><p>medidas necessárias para impedir e reprimir o embarque e o</p><p>transporte de escravos nas suas águas territoriais, assim como, em</p><p>geral, em todos os navios que arvorem os seus respectivos</p><p>pavilhões.</p><p>As Altas Partes contratantes se comprometem a negociar, logo que</p><p>possível, uma Convenção Geral sobre o tráfico de escravos que lhes</p><p>outorgue direitos e lhes imponha obrigações da mesma natureza dos</p><p>que foram previstos na Convenção de 17 de junho de 1925 relativa</p><p>ao Comércio Internacional de Armas (Artigos 12, 20, 21, 22, 23, 24</p><p>e parágrafo 3, 4, 5 da seção II do anexo II) sob reserva das</p><p>adaptações necessárias, ficando entendido que essa Convenção</p><p>Geral não colocará os navios (mesmo de pequena tonelagem) de</p><p>nenhuma das Altas Partes contratantes numa posição diferente da</p><p>das outras Altas Partes contratantes.</p><p>Fica igualmente entendido que, antes e depois da entrada em vigor</p><p>da mencionada Convenção geral, as Altas Partes contratantes</p><p>conservam toda liberdade de realizar entre si, sem, contudo derroga</p><p>os princípios estipulados no parágrafo precedente, entendimentos</p><p>especiais que, em razão da sua situação peculiar, lhes pareçam</p><p>convenientes para conseguir, com a mais brevidade possível, a</p><p>abolição completa do tráfico de escravos.</p><p>Artigo 4º</p><p>As Altas Partes contratantes prestarão assistência umas às outras</p><p>para lograr a supressão da escravidão e do tráfico de escravos.</p><p>Artigo 5º</p><p>As Altas Partes contratantes reconhecem que o recurso ao trabalho</p><p>forçado ou obrigatório pode ter graves conseqüências e se</p><p>comprometem, cada uma no que diz respeito aos territórios</p><p>submetidos á sua soberania, jurisdição, proteção, suserania ou tutela,</p><p>a tomar as medidas necessárias para evitar que o trabalho forçado ou</p><p>obrigatório produza condições análogas à escravidão.</p><p>Fica entendido que:</p><p>1º Sob reserva das disposições transitórias enunciadas no parágrafo</p><p>2 abaixo, o trabalho forçado ou obrigatório somente pode ser</p><p>exigido para fins públicos;</p><p>2º Nos territórios onde ainda existe o trabalho forçado ou obrigatório</p><p>para fins que não sejam públicos, as Altas Partes contratantes se</p><p>esforçarão por acabar com essa prática progressivamente e com a</p><p>maior rapidez possível, e enquanto substituir, o trabalho forçado ou</p><p>obrigatório só será empregado a título excepcional, contra</p><p>remuneração adequada e com a condição de não poder ser imposta a</p><p>mudança do lugar habitual de residência.</p><p>3º Em todos os casos, as autoridades centrais competentes do</p><p>território interessado assumirão a responsabilidade</p><p>com recurso ao</p><p>trabalho forçado ou obrigatório.</p><p>Artigo 6º</p><p>As Altas Partes contratantes, cuja legislação não seja desde já</p><p>suficiente para reprimir as infrações às leis e regulamentos</p><p>promulgados para aplicar a presente Convenção, se comprometem a</p><p>tomar as medidas necessárias para que essas infrações sejam</p><p>severamente punidas.</p><p>Artigo 7º</p><p>As Altas Partes contratantes se comprometem a comunicar umas às</p><p>outras e ao Secretário Geral da Organização das Nações Unidas as</p><p>leis e regulamentos que promulgarem para a aplicação das</p><p>disposições da presente Convenção.</p><p>Artigo 8º</p><p>As Altas Partes Contratantes convêm em que todos os litígios, que</p><p>possam surgir entre as mesmas quanto a interpretação ou à aplicação</p><p>da presente Convenção, serão encaminhados à Corte Internacional</p><p>de Justiça, se não puderem ser resolvidos por negociação direta. Se</p><p>os Estados entre os quais surgir algum litígio, ou um deles, não</p><p>forem Partes no Estatuto da Corte Internacional de Justiça, esse</p><p>litígio será submetido, à vontade dos Estados interessados, quer à</p><p>Corte Internacional de justiça, quer a um tribunal de arbitragem</p><p>constituído em conformidade com a Convenção de 18 de outubro de</p><p>1907 para a solução pacifica dos conflitos internacionais, quer a</p><p>qualquer outro tribunal de arbitragem.</p><p>Artigo 9º</p><p>Cada uma das Altas Partes contratantes pode declarar, quer no</p><p>momento da sua assinatura, quer no momento da sua ratificação ou</p><p>adesão, que, no que diz respeito à aplicação das disposições da</p><p>presente Convenção ou de algumas delas, sua aceitação não vincula</p><p>todos ou qualquer dos territórios que se acham sob a sua soberania,</p><p>jurisdição, proteção, suserania ou tutela; e cada uma das Altas Partes</p><p>contratantes poderá posteriormente aderir em separado, total ou</p><p>parcialmente, em que nome de qualquer deles.</p><p>Artigo 10</p><p>Se suceder que uma das Altas Partes contratantes queira denunciar a</p><p>presente Convenção, a denúncia será notificada por escrito ao</p><p>Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, que enviará</p><p>imediatamente uma cópia autêntica da notificação a todas as outras</p><p>Altas partes contratantes, informando-as da data de recebimento.</p><p>A denúncia somente produzirá efeito em relação ao Estado que a</p><p>tenha notificado, e um ano depois de haver chegado à notificação ao</p><p>Secretário Geral da Organização das Nações Unidas.</p><p>A denúncia poderá, outrossim, ser feita separadamente no que diz</p><p>respeito a que qualquer território que se ache sob a sua soberania,</p><p>jurisdição, proteção, suserania ou tutela.</p><p>Artigo 11</p><p>A presente Convenção, que será datada de hoje e cujos textos</p><p>francês e inglês são igualmente autênticos, ficará aberta até 1º de</p><p>abril de 1927 à assinatura dos Estados membros da Sociedade das</p><p>Nações.</p><p>A presente Convenção será aberta à adesão de todos os Estados,</p><p>inclusive os Estados não membros da Organização das Nações</p><p>Unidas, aos quais o Secretário-Geral haja enviado uma cópia</p><p>autenticada da Convenção.</p><p>A adesão se efetuará pelo depósito de um instrumento na devida</p><p>forma em poder do Secretário-Geral da Organização das Nações</p><p>Unidas, que dará disso conhecimento a todos os Estados partes à</p><p>Convenção e a todos os outros Estados contemplados no presente</p><p>artigo, indicando-lhes a data em que cada um desses instrumentos de</p><p>adesão foi depositado.</p><p>Artigo 12</p><p>A presente Convenção será retificada e os instrumentos de</p><p>ratificação serão depositados no Escritório do Secretário-Geral da</p><p>Organização das Nações Unidas, que o notificará às Altas Partes</p><p>contratantes.</p><p>A Convenção produzirá seus efeitos para cada Estado, a partir da</p><p>data do depósito do instrumento de ratificação ou adesão.</p><p>AGENDA 2030</p><p>SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR</p><p>Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial,</p><p>para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo</p><p>necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial</p><p>elaborada pelo Ministério do Trabalho.</p><p>A estabilidade provisória, prevista nos arts. 10, II, a, do ADCT e 165</p><p>da CLT , para os membros titulares e suplentes da CIPA não alcança</p><p>os membros indicados diretamente pelo empregador, mas somente</p><p>os eleitos pelos empregados para representá-los.</p><p>Considerando as normas de segurança e medicina do trabalho</p><p>previstas na CLT, cabe às empresas instruir os empregados, através</p><p>de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de</p><p>evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais.</p><p>Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada ao uso dos</p><p>equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa.</p><p>O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo técnico do</p><p>serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o</p><p>trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço,</p><p>máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão,</p><p>tomada com a brevidade que a ocorrência exigir, as providências que</p><p>deverão ser adotadas para prevenção de infortúnios de trabalho.</p><p>As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo</p><p>Ministério do Trabalho, estarão obrigadas a manter serviços</p><p>especializados em segurança e em medicina do trabalho.</p><p>LEI Nº 6.514, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977.</p><p>Art . 161 - O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo</p><p>técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente</p><p>risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor</p><p>de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando</p><p>na decisão, tomada com a brevidade que a ocorrência exigir, as</p><p>providências que deverão ser adotadas para prevenção de</p><p>infortúnios de trabalho.</p><p>§ 1º - As autoridades federais, estaduais e municipais darão imediato</p><p>apoio às medidas determinadas pelo Delegado Regional do</p><p>Trabalho.</p><p>§ 2º - A interdição ou embargo poderão ser requeridos pelo</p><p>serviço competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda,</p><p>por agente da inspeção do trabalho ou por entidade sindical.</p><p>§ 3º - Da decisão do Delegado Regional do Trabalho poderão os</p><p>interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o órgão de</p><p>âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do</p><p>trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso.</p><p>§ 4º - Responderá por desobediência, além das medidas penais</p><p>cabíveis, quem, após determinada a interdição ou embargo, ordenar</p><p>ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus</p><p>setores, a utilização de máquina ou equipamento, ou o</p><p>prosseguimento de obra, se, em conseqüência, resultarem danos a</p><p>terceiros.</p><p>§ 5º - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso,</p><p>e após laudo técnico do serviço competente, poderá levantar a</p><p>interdição.</p><p>§ 6º - Durante a paralização dos serviços, em decorrência da</p><p>interdição ou embargo, os empregados receberão os salários como</p><p>se estivessem em efetivo exercício.</p><p>Súmula 293-TST: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CAUSA</p><p>DE PEDIR. AGENTE NOCIVO DIVERSO DO APONTADO NA</p><p>INICIAL. A verificação mediante perícia de prestação de serviços</p><p>em condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do</p><p>apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de</p><p>insalubridade.</p><p>Súmula nº 364 do TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.</p><p>EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E</p><p>INTERMITENTE.</p><p>I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto</p><p>permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a</p><p>condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato dá-se de</p><p>forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo</p><p>habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido.</p><p>II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de</p><p>trabalho fixando o adicional de periculosidade em percentual</p><p>inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de exposição</p><p>ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e</p><p>segurança do trabalho, garantida por norma de ordem pública (arts.</p><p>7º, XXII</p><p>e XXIII, da CF e 193, §1º, da CLT).</p><p>O.J SDI-1 47-TST: HORA EXTRA. ADICIONAL DE</p><p>INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da</p><p>hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o</p><p>adicional de insalubridade.</p><p>Súmula 364-TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.</p><p>EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E</p><p>INTERMITENTE.</p><p>I - Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado</p><p>exposto permanentemente ou que, de forma intermitente,</p><p>sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato</p><p>dá-se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que,</p><p>sendo habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido.</p><p>II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de</p><p>trabalho fixando o adicional de periculosidade em percentual</p><p>inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de</p><p>exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene,</p><p>saúde e segurança do trabalho, garantida por norma de ordem</p><p>pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e 193, §1º, da CLT).</p><p>Súmula 448-TST: ATIVIDADE INSALUBRE.</p><p>CARACTERIZAÇÃO. PREVISÃO NA NORMA</p><p>REGULAMENTADORA Nº 15 DA PORTARIA DO</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 3.214/78. INSTALAÇÕES</p><p>SANITÁRIAS.</p><p>I - Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo</p><p>pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional,</p><p>sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação</p><p>oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho.</p><p>II - A higienização de instalações sanitárias de uso público ou</p><p>coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não</p><p>se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o</p><p>pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo,</p><p>incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº</p><p>3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano.</p><p>DA SEGURANÇA E DA MEDICINA DO TRABALHO</p><p>Art . 154 - A observância, em todos os locais de trabalho, do</p><p>disposto neste Capitulo, não desobriga as empresas do</p><p>cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria,</p><p>sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos</p><p>Estados ou Municípios em que se situem os respectivos</p><p>estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convenções</p><p>coletivas de trabalho.</p><p>Art . 155- Incumbe ao órgão de âmbito nacional competente em</p><p>matéria de segurança e medicina do trabalho:</p><p>I - estabelecer, nos limites de sua competência, normas sobre a</p><p>aplicação dos preceitos deste Capítulo, especialmente os referidos</p><p>no art. 200;</p><p>II - coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalização e</p><p>as demais atividades relacionadas com a segurança e a medicina</p><p>do trabalho em todo o território nacional, inclusive a Campanha</p><p>Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho;</p><p>III - conhecer, em última instância, dos recursos, voluntários ou de</p><p>ofício, das decisões proferidas pelos Delegados Regionais do</p><p>Trabalho, em matéria de segurança e medicina do trabalho.</p><p>Art . 156 - Compete especialmente às Delegacias Regionais do</p><p>Trabalho, nos limites de sua jurisdição:</p><p>I - promover a fiscalização do cumprimento das normas de</p><p>segurança e medicina do trabalho;</p><p>II - adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das</p><p>disposições deste Capítulo, determinando as obras e reparos que,</p><p>em qualquer local de trabalho, se façam necessárias;</p><p>III - impor as penalidades cabíveis por descumprimento das</p><p>normas constantes deste Capítulo, nos termos do art. 201.</p><p>Art . 157 - Cabe às empresas:</p><p>I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do</p><p>trabalho;</p><p>II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às</p><p>precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou</p><p>doenças ocupacionais;</p><p>III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão</p><p>regional competente;</p><p>IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade</p><p>competente.</p><p>Art . 158 - Cabe aos empregados:</p><p>I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho,</p><p>inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior;</p><p>Il - colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste</p><p>Capítulo.</p><p>Parágrafo único - Constitui ato faltoso do empregado a recusa</p><p>injustificada:</p><p>a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na</p><p>forma do item II do artigo anterior;</p><p>b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela</p><p>empresa.</p><p>Art . 159 - Mediante convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho,</p><p>poderão ser delegadas a outros órgãos federais, estaduais ou</p><p>municipais atribuições de fiscalização ou orientação às empresas</p><p>quanto ao cumprimento das disposições constantes deste Capítulo.</p><p>SEÇÃO II</p><p>Da Inspeção Prévia e do Embargo ou Interdição,</p><p>Art . 160 - Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades</p><p>sem prévia inspeção e aprovação das respectivas instalações pela</p><p>autoridade regional competente em matéria de segurança e</p><p>medicina do trabalho.</p><p>§ 1º - Nova inspeção deverá ser feita quando ocorrer modificação</p><p>substancial nas instalações, inclusive equipamentos, que a</p><p>empresa fica obrigada a comunicar, prontamente, à Delegacia</p><p>Regional do Trabalho.</p><p>§ 2º - É facultado às empresas solicitar prévia aprovação, pela</p><p>Delegacia Regional do Trabalho, dos projetos de construção e</p><p>respectivas instalações.</p><p>Art . 161 - O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo</p><p>técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco</p><p>para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de</p><p>serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando</p><p>na decisão, tomada com a brevidade que a ocorrência exigir, as</p><p>providências que deverão ser adotadas para prevenção de</p><p>infortúnios de trabalho.</p><p>§ 1º - As autoridades federais, estaduais e municipais darão imediato</p><p>apoio às medidas determinadas pelo Delegado Regional do</p><p>Trabalho.</p><p>§ 2º - A interdição ou embargo poderão ser requeridos pelo serviço</p><p>competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por</p><p>agente da inspeção do trabalho ou por entidade sindical.</p><p>§ 3º - Da decisão do Delegado Regional do Trabalho poderão os</p><p>interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o órgão de</p><p>âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do</p><p>trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso.</p><p>§ 4º - Responderá por desobediência, além das medidas penais</p><p>cabíveis, quem, após determinada a interdição ou embargo,</p><p>ordenar ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de</p><p>um dos seus setores, a utilização de máquina ou equipamento, ou</p><p>o prosseguimento de obra, se, em conseqüência, resultarem danos</p><p>a terceiros.</p><p>§ 5º - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso,</p><p>e após laudo técnico do serviço competente, poderá levantar a</p><p>interdição.</p><p>§ 6º - Durante a paralização dos serviços, em decorrência da</p><p>interdição ou embargo, os empregados receberão os salários como se</p><p>estivessem em efetivo exercício.</p><p>SEÇÃO III</p><p>Dos Orgãos de Segurança e de Medicina do Trabalho nas</p><p>Empresas</p><p>Art . 162 - As empresas, de acordo com normas a serem expedidas</p><p>pelo Ministério do Trabalho, estarão obrigadas a manter serviços</p><p>especializados em segurança e em medicina do trabalho.</p><p>Parágrafo único - As normas a que se refere este artigo</p><p>estabelecerão:</p><p>a) classificação das empresas segundo o número de empregados e</p><p>a natureza do risco de suas atividades;</p><p>b) o numero mínimo de profissionais especializados exigido de</p><p>cada empresa, segundo o grupo em que se classifique, na forma da</p><p>alínea anterior;</p><p>c) a qualificação exigida para os profissionais em questão e o seu</p><p>regime de trabalho;</p><p>d) as demais características e atribuições dos serviços</p><p>especializados em segurança e em medicina do trabalho, nas</p><p>empresas.</p><p>Art . 163 - Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de</p><p>Prevenção de Acidentes (CIPA), de conformidade com instruções</p><p>expedidas</p><p>pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou</p><p>locais de obra nelas especificadas.</p><p>Parágrafo único - O Ministério do Trabalho regulamentará as</p><p>atribuições, a composição e o funcionamento das CIPA (s).</p><p>Art . 164 - Cada CIPA será composta de representantes da empresa</p><p>e dos empregados, de acordo com os critérios que vierem a ser</p><p>adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único do</p><p>artigo anterior.</p><p>§ 1º - Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes,</p><p>serão por eles designados.</p><p>§ 2º - Os representantes dos empregados, titulares e suplentes,</p><p>serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem,</p><p>independentemente de filiação sindical, exclusivamente os</p><p>empregados interessados.</p><p>§ 3º - O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1</p><p>(um) ano, permitida uma reeleição.</p><p>§ 4º - O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro</p><p>suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de menos da</p><p>metade do número de reuniões da CIPA.</p><p>§ 5º - O empregador designará, anualmente, dentre os seus</p><p>representantes, o Presidente da CIPA e os empregados elegerão,</p><p>dentre eles, o Vice-Presidente.</p><p>Art . 165 - Os titulares da representação dos empregados nas CIPA</p><p>(s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como</p><p>tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico</p><p>ou financeiro.</p><p>Parágrafo único - Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em</p><p>caso de reclamação à Justiça do Trabalho, comprovar a existência</p><p>de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de</p><p>ser condenado a reintegrar o empregado.</p><p>SEÇÃO IV</p><p>Do Equipamento de Proteção Individual</p><p>Art . 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados,</p><p>gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao</p><p>risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre</p><p>que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção</p><p>contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.</p><p>Art . 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda</p><p>ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do</p><p>Ministério do Trabalho.</p><p>SEÇÃO V</p><p>Das Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho</p><p>Art . 168 - Será obrigatório o exame médico do empregado, por</p><p>conta do empregador.</p><p>§ 1º - Por ocasião da admissão, o exame médico obrigatório</p><p>compreenderá investigação clínica e, nas localidades em que houver,</p><p>abreugrafia.</p><p>§ 2º - Em decorrência da investigação clínica ou da abreugrafia,</p><p>outros exames complementares poderão ser exigidos, a critério</p><p>médico, para apuração da capacidade ou aptidão física e mental do</p><p>empregado para a função que deva exercer.</p><p>§ 3º - O exame médico será renovado, de seis em seis meses, nas</p><p>atividades e operações insalubres e, anualmente, nos demais casos.</p><p>A abreugrafia será repetida a cada dois anos.</p><p>§ 4º - O mesmo exame médico de que trata o § 1º será obrigatório</p><p>por ocasião da cessação do contrato de trabalho, nas atividades, a</p><p>serem discriminadas pelo Ministério do Trabalho, desde que o</p><p>último exame tenha sido realizado há mais de 90 (noventa) dias.</p><p>§ 5º - Todo estabelecimento deve estar equipado com material</p><p>necessário à prestação de primeiros socorros médicos.</p><p>Art . 169 - Será obrigatória a notificação das doenças</p><p>profissionais e das produzidas em virtude de condições especiais</p><p>de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade</p><p>com as instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho.</p><p>SEÇÃO VI</p><p>Das Edificações</p><p>Art . 170 - As edificações deverão obedecer aos requisitos técnicos</p><p>que garantam perfeita segurança aos que nelas trabalhem.</p><p>Art . 171 - Os locais de trabalho deverão ter, no mínimo, 3 (três)</p><p>metros de pé-direito, assim considerada a altura livre do piso ao</p><p>teto.</p><p>Parágrafo único - Poderá ser reduzido esse mínimo desde que</p><p>atendidas as condições de iluminação e conforto térmico</p><p>compatíveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se tal redução ao</p><p>controle do órgão competente em matéria de segurança e medicina</p><p>do trabalho.</p><p>Art . 172 - 0s pisos dos locais de trabalho não deverão apresentar</p><p>saliências nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas</p><p>ou a movimentação de materiais.</p><p>Art . 173 - As aberturas nos pisos e paredes serão protegidas de</p><p>forma que impeçam a queda de pessoas ou de objetos.</p><p>Art . 174 - As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas, pisos,</p><p>corredores, coberturas e passagens dos locais de trabalho deverão</p><p>obedecer às condições de segurança e de higiene do trabalho</p><p>estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e manter-se em perfeito</p><p>estado de conservação e limpeza.</p><p>SEÇÃO VII</p><p>Da Iluminação</p><p>Art . 175 - Em todos os locais de trabalho deverá haver iluminação</p><p>adequada, natural ou artificial, apropriada à natureza da</p><p>atividade.</p><p>§ 1º - A iluminação deverá ser uniformemente distribuída, geral e</p><p>difusa, a fim de evitar ofuscamento, reflexos incômodos,</p><p>sombras e contrastes excessivos.</p><p>§ 2º - O Ministério do Trabalho estabelecerá os níveis mínimos de</p><p>iluminamento a serem observados.</p><p>SEÇÃO VIII</p><p>Do Conforto Térmico</p><p>Art . 176 - Os locais de trabalho deverão ter ventilação natural,</p><p>compatível com o serviço realizado.</p><p>Parágrafo único - A ventilação artificial será obrigatória sempre</p><p>que a natural não preencha as condições de conforto térmico.</p><p>Art . 177 - Se as condições de ambiente se tornarem</p><p>desconfortáveis, em virtude de instalações geradoras de frio ou de</p><p>calor, será obrigatório o uso de vestimenta adequada para o</p><p>trabalho em tais condições ou de capelas, anteparos, paredes duplas,</p><p>isolamento térmico e recursos similares, de forma que os</p><p>empregados fiquem protegidos contra as radiações térmicas.</p><p>Art . 178 - As condições de conforto térmico dos locais de trabalho</p><p>devem ser mantidas dentro dos limites fixados pelo Ministério do</p><p>Trabalho.</p><p>SEÇÃO IX</p><p>Das Instalações Elétricas</p><p>Art . 179 - O Ministério do Trabalho disporá sobre as condições de</p><p>segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente</p><p>a instalações elétricas, em qualquer das fases de produção,</p><p>transmissão, distribuição ou consumo de energia.</p><p>Art . 180 - Somente profissional qualificado poderá instalar,</p><p>operar, inspecionar ou reparar instalações elétricas.</p><p>Art . 181 - Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou</p><p>instalações elétricas devem estar familiarizados com os métodos de</p><p>socorro a acidentados por choque elétrico.</p><p>SEÇÃO X</p><p>Da Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</p><p>Art . 182 - O Ministério do Trabalho estabelecerá normas sobre:</p><p>I - as precauções de segurança na movimentação de materiais</p><p>nos locais de trabalho, os equipamentos a serem obrigatoriamente</p><p>utilizados e as condições especiais a que estão sujeitas a operação e</p><p>a manutenção desses equipamentos, inclusive exigências de pessoal</p><p>habilitado;</p><p>II - as exigências similares relativas ao manuseio e à</p><p>armazenagem de materiais, inclusive quanto às condições de</p><p>segurança e higiene relativas aos recipientes e locais de</p><p>armazenagem e os equipamentos de proteção individual;</p><p>III - a obrigatoriedade de indicação de carga máxima permitida</p><p>nos equipamentos de transporte, dos avisos de proibição de fumar</p><p>e de advertência quanto à natureza perigosa ou nociva à saúde das</p><p>substâncias em movimentação ou em depósito, bem como das</p><p>recomendações de primeiros socorros e de atendinento médico e</p><p>símbolo de perigo, segundo padronização internacional, nos rótulos</p><p>dos materiais ou substâncias armazenados ou transportados.</p><p>Parágrafo único - As disposições relativas ao transporte de materiais</p><p>aplicam-se, também, no que couber, ao transporte de pessoas nos</p><p>locais de trabalho.</p><p>Art . 183 - As pessoas que trabalharem na movimentação de</p><p>materiais deverão estar familiarizados com os métodos raciocinais</p><p>de levantamento de cargas.</p><p>SEÇÃO XI</p><p>Das Máquinas e Equipamentos</p><p>Art . 184 - As máquinas e os equipamentos deverão ser dotados de</p><p>dispositivos de partida</p><p>e parada e outros que se fizerem</p><p>necessários para a prevenção de acidentes do trabalho,</p><p>especialmente quanto ao risco de acionamento acidental.</p><p>Parágrafo único - É proibida a fabricação, a importação, a venda,</p><p>a locação e o uso de máquinas e equipamentos que não atendam</p><p>ao disposto neste artigo.</p><p>Art . 185 - Os reparos, limpeza e ajustes somente poderão ser</p><p>executados com as máquinas paradas, salvo se o movimento for</p><p>indispensável à realização do ajuste.</p><p>Art . 186 - O Ministério do Trabalho estabelecerá normas</p><p>adicionais sobre proteção e medidas de segurança na operação de</p><p>máquinas e equipamentos, especialmente quanto à proteção das</p><p>partes móveis, distância entre estas, vias de acesso às máquinas e</p><p>equipamentos de grandes dimensões, emprego de ferramentas, sua</p><p>adequação e medidas de proteção exigidas quando motorizadas ou</p><p>elétricas.</p><p>SEÇÃO XII</p><p>Das Caldeiras, Fornos e Recipientes sob Pressão</p><p>Art . 187 - As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que</p><p>operam sob pressão deverão dispor de válvula e outros</p><p>dispositivos de segurança, que evitem seja ultrapassada a</p><p>pressão interna de trabalho compatível com a sua resistência.</p><p>Parágrafo único - O Ministério do Trabalho expedirá normas</p><p>complementares quanto à segurança das caldeiras, fornos e</p><p>recipientes sob pressão, especialmente quanto ao revestimento</p><p>interno, à localização, à ventilação dos locais e outros meios de</p><p>eliminação de gases ou vapores prejudiciais à saúde, e demais</p><p>instalações ou equipamentos necessários à execução segura das</p><p>tarefas de cada empregado.</p><p>Art . 188 - As caldeiras serão periodicamente submetidas a</p><p>inspeções de segurança, por engenheiro ou empresa especializada,</p><p>inscritos no Ministério do Trabalho, de conformidade com as</p><p>instruções que, para esse fim, forem expedidas.</p><p>§ 1º - Toda caldeira será acompanhada de "Prontuário", com</p><p>documentação original do fabricante, abrangendo, no mínimo:</p><p>especificação técnica, desenhos, detalhes, provas e testes realizados</p><p>durante a fabricação e a montagem, características funcionais e a</p><p>pressão máxima de trabalho permitida (PMTP), esta última indicada,</p><p>em local visível, na própria caldeira.</p><p>§ 2º - O proprietário da caldeira deverá organizar, manter</p><p>atualizado e apresentar, quando exigido pela autoridade competente,</p><p>o Registro de Segurança, no qual serão anotadas, sistematicamente,</p><p>as indicações das provas efetuadas, inspeções, reparos e quaisquer</p><p>outras ocorrências.</p><p>§ 3º - Os projetos de instalação de caldeiras, fornos e recipientes sob</p><p>pressão deverão ser submetidos à aprovação prévia do órgão</p><p>regional competente em matéria de segurança do trabalho.</p><p>SEÇÃO XIII</p><p>Das Atividades Insalubres ou Perigosas</p><p>Art . 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres</p><p>aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho,</p><p>exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos</p><p>limites de tolerância fixados em razão da natureza e da</p><p>intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.</p><p>Art . 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das</p><p>atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios</p><p>de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos</p><p>agentes agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de</p><p>exposição do empregado a esses agentes.</p><p>Parágrafo único - As normas referidas neste artigo incluirão</p><p>medidas de proteção do organismo do trabalhador nas</p><p>operações que produzem aerodispersóides tóxicos, irritantes,</p><p>alérgicos ou incômodos.</p><p>Art . 191- A eliminação ou a neutralização da insalubridade</p><p>ocorrerá:</p><p>I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de</p><p>trabalho dentro dos limites de tolerância;</p><p>II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao</p><p>trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a</p><p>limites de tolerância.</p><p>Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho,</p><p>comprovada a insalubridade, notificar as empresas, estipulando</p><p>prazos para sua eliminação ou neutralização, na forma deste</p><p>artigo.</p><p>Art . 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima</p><p>dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho,</p><p>assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%</p><p>(quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por</p><p>cento) do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos</p><p>graus máximo, médio e mínimo.</p><p>Art . 193 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na</p><p>forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho,</p><p>aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o</p><p>contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de</p><p>risco acentuado.</p><p>§ 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao</p><p>empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário</p><p>sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou</p><p>participações nos lucros da empresa.</p><p>§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade</p><p>que porventura lhe seja devido.</p><p>Art . 194 - O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou</p><p>de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde</p><p>ou integridade física, nos termos desta Seção e das normas</p><p>expedidas pelo Ministério do Trabalho.</p><p>Art . 195 - A caracterização e a classificação da insalubridade e da</p><p>periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-</p><p>se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou</p><p>Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho.</p><p>§ 1º - É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias</p><p>profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho</p><p>a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o</p><p>objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades</p><p>insalubres ou perigosas.</p><p>§ 2º - Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por</p><p>empregado, seja por Sindicato em favor de grupo de associado, o</p><p>juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, onde não</p><p>houver, requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do</p><p>Trabalho.</p><p>§ 3º - O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação</p><p>fiscalizadora do Ministério do Trabalho, nem a realização ex officio</p><p>da perícia.</p><p>Art . 196 - Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em</p><p>condições de insalubridade ou periculosidade serão devidos a contar</p><p>da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados</p><p>pelo Ministro do Trabalho, respeitadas as normas do artigo 11.</p><p>Art . 197 - Os materiais e substâncias empregados, manipulados ou</p><p>transportados nos locais de trabalho, quando perigosos ou nocivos à</p><p>saúde, devem conter, no rótulo, sua composição, recomendações</p><p>de socorro imediato e o símbolo de perigo correspondente,</p><p>segundo a padronização internacional.</p><p>Parágrafo único - Os estabelecimentos que mantenham as atividades</p><p>previstas neste artigo afixarão, nos setores de trabalho atingidas,</p><p>avisos ou cartazes, com advertência quanto aos materiais e</p><p>substâncias perigosos ou nocivos à saúde.</p><p>SEÇÃO XIV</p><p>Da Prevenção da Fadiga</p><p>Art . 198 - É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que</p><p>um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as</p><p>disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.</p><p>arágrafo único - Não está compreendida na proibição deste artigo a</p><p>remoção de material feita por impulsão ou tração de vagonetes</p><p>sobre trilhos, carros de mão ou quaisquer outros aparelhos</p><p>mecânicos, podendo o Ministério do Trabalho, em tais casos, fixar</p><p>limites diversos, que evitem sejam exigidos do empregado serviços</p><p>superiores às suas forças.</p><p>Art . 199 - Será obrigatória a colocação de assentos que</p><p>assegurem postura correta ao trabalhador, capazes de evitar</p><p>posições incômodas ou forçadas, sempre que a execução da tarefa</p><p>exija que trabalhe sentado.</p><p>Parágrafo</p><p>único - Quando o trabalho deva ser executado de pé, os</p><p>empregados terão à sua disposição assentos para serem utilizados</p><p>nas pausas que o serviço permitir.</p><p>SEÇÃO XV</p><p>Das Outras Medidas Especiais de Proteção</p><p>Art . 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições</p><p>complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista</p><p>as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho,</p><p>especialmente sobre:</p><p>I - medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de</p><p>proteção individual em obras de construção, demolição ou reparos;</p><p>II - depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis,</p><p>inflamáveis e explosivos, bem como trânsito e permanência nas</p><p>áreas respectivas;</p><p>III - trabalho em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras,</p><p>sobretudo quanto à prevenção de explosões, incêndios,</p><p>desmoronamentos e soterramentos, eliminação de poeiras, gases,</p><p>etc. e facilidades de rápida saída dos empregados;</p><p>IV - proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas</p><p>adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e</p><p>paredes, construção de paredes contra-fogo, diques e outros</p><p>anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores</p><p>de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalização;</p><p>V - proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos,</p><p>sobretudo no trabalho a céu aberto, com provisão, quanto a este,</p><p>de água potável, alojamento profilaxia de endemias;</p><p>VI - proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas</p><p>nocivas, radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos, vibrações</p><p>e trepidações ou pressões anormais ao ambiente de trabalho,</p><p>com especificação das medidas cabíveis para eliminação ou</p><p>atenuação desses efeitos limites máximos quanto ao tempo de</p><p>exposição, à intensidade da ação ou de seus efeitos sobre o</p><p>organismo do trabalhador, exames médicos obrigatórios, limites de</p><p>idade controle permanente dos locais de trabalho e das demais</p><p>exigências que se façam necessárias;</p><p>VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminação das</p><p>exigências, instalações sanitárias, com separação de sexos,</p><p>chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios</p><p>ou condições de conforto por ocasião das refeições, fornecimento de</p><p>água potável, condições de limpeza dos locais de trabalho e modo de</p><p>sua execução, tratamento de resíduos industriais;</p><p>VIII - emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas</p><p>sinalizações de perigo.</p><p>Parágrafo único - Tratando-se de radiações ionizantes e explosivos,</p><p>as normas a que se referem este artigo serão expedidas de acordo</p><p>com as resoluções a respeito adotadas pelo órgão técnico.</p><p>SEÇÃO XVI</p><p>Das Penalidades</p><p>Art . 201 - As infrações ao disposto neste Capítulo relativas à</p><p>medicina do trabalho serão punidas com multa de 3 (três) a 30</p><p>(trinta) vezes o valor de referência previsto no artigo 2º,</p><p>parágrafo único, da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975, e as</p><p>concernentes à segurança do trabalho com multa de 5 (cinco) a 50</p><p>(cinqüenta) vezes o mesmo valor.</p><p>Parágrafo único - Em caso de reincidência, embaraço ou</p><p>resistência à fiscalização, emprego de artifício ou simulação com o</p><p>objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor</p><p>máximo."</p><p>Art . 2º - A retroação dos efeitos pecuniários decorrentes do</p><p>trabalho em condições de insalubridade ou periculosidade, de que</p><p>trata o artigo 196 da Consolidação das Leis do Trabalho, com a nova</p><p>redação dada por esta Lei, terá como limite a data da vigência desta</p><p>Lei, enquanto não decorridos 2 (dois) anos da sua vigência.</p><p>Art . 3º - As disposições contidas nesta Lei aplicam-se, no que</p><p>couber, aos trabalhadores avulsos, as entidades ou empresas que</p><p>lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos das</p><p>respectivas categorias profissionais.</p><p>§ 1º - Ao Delegado de Trabalho Marítimo ou ao Delegado</p><p>Regional do Trabalho, conforme o caso, caberá promover a</p><p>fiscalização do cumprimento das normas de segurança e</p><p>medicina do trabalho em relação ao trabalhador avulso,</p><p>adotando as medidas necessárias inclusive as previstas na Seção II,</p><p>do Capítulo V, do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho,</p><p>com a redação que lhe for conferida pela presente Lei.</p><p>§ 2º - Os exames de que tratam os §§ 1º e 3º do art. 168 da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho, com a redação desta Lei, ficarão</p><p>a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência</p><p>Social - INAMPS, ou dos serviços médicos das entidades sindicais</p><p>correspondentes.</p><p>Art. 4º - O Ministro do Trabalho relacionará o artigos do Capítulo V</p><p>do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho, cuja aplicação</p><p>será fiscalizada exclusivamente por engenheiros de segurança e</p><p>médicos do trabalho.</p><p>Art. 390 - Ao empregador é vedado empregar a mulher em serviço</p><p>que demande o emprego de força muscular superior a 20 (vinte)</p><p>quilos para o trabalho contínuo, ou 25 (vinte e cinco) quilos para</p><p>o trabalho ocasional.</p><p>Parágrafo único. Não está compreendida na determinação deste</p><p>artigo a remoção de material feita por impulsão ou tração de</p><p>vagonetes sobre trilhos, de carros de mão ou quaisquer aparelhos</p><p>mecânicos.</p><p>Art. 198 - É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que</p><p>um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as</p><p>disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.</p><p>Parágrafo único. Não está compreendida na proibição deste artigo</p><p>a remoção de material feita por impulsão ou tração de vagonetes</p><p>sobre trilhos, carros de mão ou quaisquer outros aparelhos</p><p>mecânicos, podendo o Ministério do Trabalho, em tais casos, fixar</p><p>limites diversos, que evitem sejam exigidos do empregado serviços</p><p>superiores às suas forças.</p><p>Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade</p><p>de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.</p><p>§ 1º A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu</p><p>empregador da data do início do afastamento do emprego, que</p><p>poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e</p><p>ocorrência deste.</p><p>§ 2º Os períodos de repouso, antes e depois do parto, poderão ser</p><p>aumentados de 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado</p><p>médico.</p><p>§ 3º Em caso de parto antecipado, a mulher terá direito aos 120</p><p>(cento e vinte) dias previstos neste artigo.</p><p>LEI Nº 11.770, DE 9 DE SETEMBRO DE 2008. Cria o Programa</p><p>Empresa Cidadã</p><p>Art. 1o É instituído o Programa Empresa Cidadã, destinado a</p><p>prorrogar:</p><p>I - por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade</p><p>prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição</p><p>Federal;</p><p>II - por 15 (quinze) dias a duração da licença-paternidade, nos</p><p>termos desta Lei, além dos 5 (cinco) dias estabelecidos no § 1o do</p><p>art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.</p><p>§ 1o A prorrogação de que trata este artigo:</p><p>I - será garantida à empregada da pessoa jurídica que aderir ao</p><p>Programa, desde que a empregada a requeira até o final do</p><p>primeiro mês após o parto, e será concedida imediatamente após a</p><p>fruição da licença-maternidade de que trata o inciso XVIII do caput</p><p>do art. 7º da Constituição Federal;</p><p>II - será garantida ao empregado da pessoa jurídica que aderir ao</p><p>Programa, desde que o empregado a requeira no prazo de 2 (dois)</p><p>dias úteis após o parto e comprove participação em programa ou</p><p>atividade de orientação sobre paternidade responsável.</p><p>§ 2o A prorrogação será garantida, na mesma proporção, à</p><p>empregada e ao empregado que adotar ou obtiver guarda judicial</p><p>para fins de adoção de criança.</p><p>§ 3º A prorrogação de que trata o inciso I do caput deste artigo</p><p>poderá ser compartilhada entre a empregada e o empregado</p><p>requerente, desde que ambos sejam empregados de pessoa jurídica</p><p>aderente ao Programa e que a decisão seja adotada</p><p>conjuntamente, na forma estabelecida</p><p>OJ 251 da SDI-I do TST DESCONTOS. FRENTISTA.</p><p>CHEQUES SEM FUNDOS. É lícito o desconto salarial referente à</p><p>devolução de cheques sem fundos, quando o frentista não observar</p><p>as recomendações previstas em instrumento coletivo.</p><p>Súmula 342 do TST DESCONTOS SALARIAIS. ART. 462 DA</p><p>CLT. Descontos salariais efetuados pelo empregador, com a</p><p>autorização prévia e por escrito do empregado, para ser integrado</p><p>em planos de assistência odontológica, médico-hospitalar, de</p><p>seguro, de previdência privada, ou de entidade cooperativa, cultural</p><p>ou recreativo associativa de seus trabalhadores, em seu benefício e</p><p>de seus dependentes, não afrontam o disposto no art. 462 da CLT,</p><p>salvo se ficar demonstrada a existência de coação ou de outro</p><p>defeito que vicie o ato jurídico.</p><p>OJ 160 da SDI-I do TST DESCONTOS SALARIAIS.</p><p>AUTORIZAÇÃO NO ATO DA ADMISSÃO. É inválida a</p><p>presunção de vício de consentimento resultante do fato de ter o</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art400</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art396</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art395</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art394a</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art394</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art392a</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art392</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art390</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art373a</p><p>empregado anuído expressamente com descontos salariais na</p><p>oportunidade da admissão. É de se exigir demonstração concreta</p><p>do vício de vontade. (não se pode presumir o vício da vontade).</p><p>SÚMULA Nº 212 - DESPEDIMENTO. ÔNUS DA PROVA.</p><p>(princípio da continuidade da relação de emprego) O ônus de</p><p>provar o término do contrato de trabalho, quando negados a</p><p>prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o</p><p>princípio da continuidade da relação de emprego constitui</p><p>presunção favorável ao empregado.</p><p>Princípio da vedação ao enriquecimento sem causa</p><p>TRABALHO PROIBIDO (gera efeitos ex tunc) X TRABALHO</p><p>ILÍCITO (não gera efeitos ex nunc).</p><p>Súmula 386 do TST POLICIAL MILITAR.</p><p>RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM</p><p>EMPRESA PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT,</p><p>é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial</p><p>militar e empresa privada, independentemente do eventual</p><p>cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do</p><p>Policial Militar.</p><p>OJ 199 da SDI-I do TST JOGO DO BICHO. CONTRATO DE</p><p>TRABALHO. NULIDADE. OBJETO ILÍCITO. É nulo o contrato</p><p>de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à</p><p>prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que</p><p>subtrai o requisito de validade para a formação do ato jurídico.</p><p>SÚMULA Nº 363 - CONTRATO NULO. EFEITOS. A contratação</p><p>de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em</p><p>concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º,</p><p>somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação</p><p>pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o</p><p>valor da hora do salário-mínimo, e dos valores referentes aos</p><p>depósitos do FGTS.</p><p>SÚMULA Nº 430 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA.</p><p>CONTRATAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO.</p><p>NULIDADE. ULTERIOR PRIVATIZAÇÃO. CONVALIDAÇÃO.</p><p>INSUBSISTÊNCIA DO VÍCIO. Convalidam-se os efeitos do</p><p>contrato de trabalho que, considerado nulo por ausência de</p><p>concurso público, quando celebrado originalmente com ente da</p><p>Administração Pública Indireta, continua a existir após a sua</p><p>privatização.</p><p>Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço</p><p>sem prejuízo do salário:</p><p>I - até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do</p><p>cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada</p><p>em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua</p><p>dependência econômica; (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº 229,</p><p>de 28.2.1967)</p><p>II - até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;</p><p>III - por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de</p><p>filho, de adoção ou de guarda compartilhada;</p><p>IV - por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de</p><p>doação voluntária de sangue devidamente comprovada;</p><p>V - até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar</p><p>eleitor, nos têrmos da lei respectiva.</p><p>VI - no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do</p><p>Serviço Militar referidas na letra c do art. 65 da Lei nº 4.375, de 17</p><p>de agosto de 1964</p><p>VII - nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas</p><p>de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino</p><p>superior.</p><p>VIII - pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que</p><p>comparecer a juízo.</p><p>IX - pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de</p><p>representante de entidade sindical, estiver participando de reunião</p><p>oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro.</p><p>X - pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou</p><p>companheira em até 6 (seis) consultas médicas, ou em exames</p><p>complementares, durante o período de gravidez;</p><p>XI - por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis)</p><p>anos em consulta médica.</p><p>XII - até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em</p><p>caso de realização de exames preventivos de câncer devidamente</p><p>comprovada.</p><p>Parágrafo único. O prazo a que se refere o inciso III do caput deste</p><p>artigo será contado a partir da data de nascimento do filho.</p><p>Art. 320 - A remuneração dos professores será fixada pelo número</p><p>de aulas semanais, na conformidade dos horários.</p><p>§ 1º - O pagamento far-se-á mensalmente, considerando-se para</p><p>este efeito cada mês constituído de quatro semanas e meia.</p><p>§ 2º - Vencido cada mês, será descontada, na remuneração dos</p><p>professores, a importância correspondente ao número de aulas a</p><p>que tiverem faltado.</p><p>§ 3º - Não serão descontadas, no decurso de 9 (nove) dias, as faltas</p><p>verificadas por motivo de gala ou de luto em conseqüência de</p><p>falecimento do cônjuge, do pai ou mãe, ou de filho.</p><p>RELAÇÃO DE EMPREGO</p><p>Deve-se lembrar dos requisitos da relação de emprego.</p><p>A Alteridade;</p><p>S Subordinação;</p><p>P Pessoalidade;</p><p>O Onerosidade;</p><p>NE Não eventualidade.</p><p>A alteridade é uma característica, e não um requisito da relação de</p><p>emprego. É o empregador quem assume os riscos da relação de</p><p>emprego. Os requisitos da relação de emprego são</p><p>A Subordinação é o mais importante, pois é, de fato, o que</p><p>caracteriza a ideia de sujeição do empregado à vontade do</p><p>empregador. O empregador tem o que se chama de “poder diretivo”,</p><p>“poder disciplinar” – é ele que vai determinar como a relação de</p><p>emprego vai se dar, se a atividade tem que ser prestada de um jeito</p><p>ou de outro, se o empregado tem que usar uniforme, que horas o</p><p>empregado deve chegar e onde vai ficar, além de qual é a forma de</p><p>conduta que o empregado deve adotar. Há uma diferença importante</p><p>das relações subordinadas para as autônomas. Subordinação é o</p><p>contrário de autonomia.</p><p>A ideia de pessoalidade traz uma dupla acepção. A primeira delas é</p><p>a ideia de que o trabalhador tem que ser uma pessoa natural, ou</p><p>pessoa física. Deve-se ter uma pessoa natural prestando o serviço.</p><p>Quando se fala de pessoa natural, não se pode confundir com a</p><p>fraude chamada “pejotização”. Pode-se ter essa fraude e, mesmo</p><p>assim, ter um reconhecimento de vínculo. A pejotização é uma</p><p>fraude trabalhista, que é uma simulação – tem-se uma pessoa natural</p><p>prestando serviço, travestida de pessoa jurídica. O empregador pede</p><p>para que se crie um PJ para contratar como pessoa jurídica. Porém,</p><p>quando se analisa essa relação de emprego, tem-se, na realidade,</p><p>uma prestação de serviço feita por pessoa natural, subordinada e que</p><p>está prestando o serviço como</p><p>em regulamento.</p><p>§ 4º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo, a prorrogação poderá</p><p>ser usufruída pelo empregado da pessoa jurídica que aderir ao</p><p>Programa somente após o término da licença-maternidade, desde</p><p>que seja requerida com 30 (trinta) dias de antecedência.</p><p>Art. 1º-A. Fica a empresa participante do Programa Empresa</p><p>Cidadã autorizada a substituir o período de prorrogação da</p><p>licença-maternidade de que trata o inciso I do caput do art. 1º</p><p>desta Lei pela redução de jornada de trabalho em 50% (cinquenta</p><p>por cento) pelo período de 120 (cento e vinte) dias.</p><p>§ 1º São requisitos para efetuar a substituição de que trata o caput</p><p>deste artigo:</p><p>I - pagamento integral do salário à empregada ou ao empregado</p><p>pelo período de 120 (cento e vinte) dias; e</p><p>II - acordo individual firmado entre o empregador e a empregada</p><p>ou o empregado interessados em adotar a medida.</p><p>§ 2º A substituição de que trata o caput deste artigo poderá ser</p><p>concedida na forma prevista no § 3º do art. 1º desta Lei.</p><p>Art. 2o É a administração pública, direta, indireta e fundacional,</p><p>autorizada a instituir programa que garanta prorrogação da</p><p>licença-maternidade para suas servidoras, nos termos do que prevê</p><p>o art. 1o desta Lei.</p><p>Art. 3o Durante o período de prorrogação da licença-maternidade</p><p>e da licença-paternidade:</p><p>I - a empregada terá direito à remuneração integral, nos mesmos</p><p>moldes devidos no período de percepção do salário-maternidade</p><p>pago pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS);</p><p>II - o empregado terá direito à remuneração integral.</p><p>Art. 4o No período de prorrogação da licença-maternidade e da</p><p>licença-paternidade de que trata esta Lei, a empregada e o</p><p>empregado não poderão exercer nenhuma atividade remunerada, e</p><p>a criança deverá ser mantida sob seus cuidados.</p><p>Parágrafo único. Em caso de descumprimento do disposto no caput</p><p>deste artigo, a empregada e o empregado perderão o direito à</p><p>prorrogação.</p><p>Art. 5o A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá</p><p>deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da</p><p>remuneração integral da empregada e do empregado pago nos dias</p><p>de prorrogação de sua licença-maternidade e de sua licença-</p><p>paternidade, vedada a dedução como despesa operacional.</p><p>PSICOPATOLOGIA NO TRABALHO</p><p>Na atualidade, entende-se o transtorno mental como uma síndrome</p><p>caracterizada por perturbação significativa nos processos cognitivos,</p><p>na regulação emocional ou no comportamento, que reflete uma</p><p>disfunção nos processos subjacentes ao funcionamento mental.</p><p>A psicopatologia inclui fenômenos e distúrbios conhecidos no senso</p><p>comum, como as doenças mentais. Olhando historicamente, haverá</p><p>na linha do tempo toda uma evolução do entendimento dos</p><p>adoecimentos psíquicos.</p><p>Tipos de abordagem psicopatológica quanto à noção de ser</p><p>humano:</p><p>• Médico naturalista: Noção de ser humano centrada no corpo, no</p><p>ser biológico, enquanto espécie natural. Assim, o adoecimento</p><p>mental é visto como um mau funcionamento, desregulação ou</p><p>disfunção de alguma parte do cérebro; É extremamente biológica.</p><p>A tradição médica naturalista dominou por muito tempo.</p><p>Atualmente, os agentes têm um olhar mais abrangente que vai além</p><p>dessa tradição.</p><p>• Existencial: Noção de ser humano em sua existência singular,</p><p>tanto natural e biológica quanto social e histórica. O ser é construído</p><p>pelas experiências particulares nas relações com os outros. Nessa</p><p>perspectiva, o transtorno mental não é apenas uma disfunção</p><p>biológica ou psicológica, mas um modo particular de existência,</p><p>muitas vezes, doloroso.</p><p>Se a abordagem médica naturalista tem um foco biológico, na</p><p>existencial há um enfoque biológico, mas também social e</p><p>histórico.</p><p>Tipos de abordagem psicopatológica quanto à fundamentação</p><p>teórica:</p><p>• Comportamental: Ser humano visto como um conjunto de</p><p>comportamentos observáveis e regulados por estímulos específicos e</p><p>gerais, bem como por suas respostas;</p><p>• Cognitivista: Foco em representações cognitivas, essenciais ao</p><p>funcionamento mental, tanto normal como patológico. Sintomas</p><p>resultam de representações cognitivas disfuncionais, aprendidas e</p><p>reforçadas pela experiência; A linha cognitivista foca muito na</p><p>disfuncionalidade das representações psíquicas. Então, toda</p><p>representação psíquica que não consegue trazer para o indivíduo</p><p>uma capacidade de mínima autorregulação e que implica</p><p>necessariamente num funcionamento disfuncional deve ser vista,</p><p>trabalhada e ajustada.</p><p>• Psicanalítica: Síndromes psicopatológicas são a expressão de</p><p>conflitos inconscientes. O sintoma é resultante da trama conflitiva</p><p>entre o desejo inconsciente, as normas culturais e as possibilidades</p><p>reais de satisfação desse desejo, Todas as questões ligadas ao</p><p>inconsciente são objeto de estudo da vertente psicanalítica.</p><p>Tipos de abordagem psicopatológica:</p><p>• Descritiva: Consiste na descrição e categorização precisas das</p><p>formas de alterações psíquicas e estruturas dos sintomas, como</p><p>informadas pelo paciente e observadas em seu comportamento;</p><p>• Explicativa: Consiste em supostas explicações para experiências</p><p>psiquicamente anormais, de acordo com conceitos teóricos, a</p><p>exemplo da vertente psicodinâmica, comportamental ou existencial.</p><p>O que mais interessa é o conteúdo das vivências, os afetos</p><p>desencadeados, desejos e temores do indivíduo, isto é, sua</p><p>experiência singular. A abordagem psicopatológica explicativa traz</p><p>teses subjacentes ao entendimento do processo da dinâmica que faz</p><p>adoecer psiquicamente o indivíduo. Não apenas a categorização,</p><p>como a abordagem descritiva faz, mas também a forma de contestar</p><p>tudo o que é conteúdo do indivíduo. A abordagem descritiva é muito</p><p>relacionada à sintomatologia dos transtornos. A explicativa vai além</p><p>da sintomatologia, estudando as vivências individuais singulares.</p><p>se fosse um empregado.</p><p>Por conta do princípio da realidade, do Art. 9 da CLT, vai-se</p><p>reconhecer esse vínculo empregatício, pois verifica-se que não se</p><p>tem uma PJ prestando serviço, mas sim uma pessoa natural</p><p>fantasiada de pessoa jurídica. A outra acepção que se tem em relação</p><p>à ideia de pessoalidade é a ideia de que é uma relação</p><p>personalíssima. Isso quer dizer que o empregado não pode se fazer</p><p>substituir, mandando outro em seu lugar – a única pessoa que pode</p><p>prestar aquele serviço é aquele trabalhador. Em relação à</p><p>subordinação, deve-se lembrar do poder diretivo do empregador.</p><p>A onerosidade é a razão de ser da prestação do serviço. É a ideia de</p><p>que o empregado trabalha para receber um salário. É uma ideia de</p><p>contraprestação – trabalha-se para receber uma retribuição.</p><p>A não eventualidade não exige que o trabalho seja todo dia – o</p><p>melhor exemplo para mostrar como ela é ampla é se lembrar do</p><p>professor, que pode trabalhar um único dia da semana e, mesmo</p><p>assim, ser empregado. Está ligada à ideia de habitualidade. Não se</p><p>pode confundir a não eventualidade com a continuidade do</p><p>empregado doméstico que, por força do Art. 1 da Lei Complementar</p><p>n. 150/2015, exige-se, para que haja o reconhecimento da relação</p><p>de emprego, que o trabalhador vá mais de 2 vezes na semana.</p><p>LC 150/2015, Art. 1º Ao empregado doméstico, assim considerado</p><p>aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa</p><p>e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no</p><p>âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana,</p><p>aplica-se o disposto nesta Lei.</p><p>Parágrafo único. É vedada a contratação de menor de 18 (dezoito)</p><p>anos para desempenho de trabalho doméstico, de acordo com a</p><p>Convenção no 182, de 1999, da Organização Internacional do</p><p>Trabalho (OIT) e com o Decreto no 6.481, de 12 de junho de 2008.</p><p>Quando se fala de relação de emprego, a exclusividade</p><p>não é um requisito. Toda a ideia de vínculo empregatício está nos</p><p>Arts. 3 e 2 da CLT:</p><p>Art. 3 Considera-se empregado toda pessoa física que prestar</p><p>serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência</p><p>deste e mediante salário.</p><p>Obs.: a ideia de dependência está ligada à subordinação. Pessoa</p><p>física: pessoalidade. Mediante salário: onerosidade.</p><p>Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de</p><p>emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho</p><p>intelectual, técnico e manual.</p><p>Poderes do empregador: organização, por exemplo, definir tarefas,</p><p>horários e uniformes.</p><p>Art. 456-A. Cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta no</p><p>meio ambiente laboral, sendo lícita a inclusão no uniforme de</p><p>logomarcas da própria empresa ou de empresas parceiras e de</p><p>outros itens de identificação relacionados à atividade</p><p>desempenhada.</p><p>Parágrafo único. A higienização do uniforme é de</p><p>responsabilidade do trabalhador, salvo nas hipóteses em que forem</p><p>necessários procedimentos ou produtos diferentes dos utilizados</p><p>para a higienização das vestimentas de uso comum.</p><p>Obs.: regulamento da empresa é a lei feita pelo próprio empregador,</p><p>que está dentro do poder de organização. ACT e CCT podem se</p><p>sobrepor ao regulamento de empresa.</p><p>Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho</p><p>têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:</p><p>VI – regulamento empresarial;</p><p>• Controle e fiscalização: por exemplo, pode fazer a fiscalização do</p><p>cumprimento da planilha de horários feita na organização, ou seja,</p><p>vai fiscalizar a prestação do serviços, do seu patrimônio, o que</p><p>pode ser feito por meio de câmeras, como também pode fiscalizar o</p><p>e-mail da empresa;</p><p>– Não é permitido fiscalizar o e-mail pessoal do empregado.</p><p>Art. 2 Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva,</p><p>que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,</p><p>assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.</p><p>Obs.: tem-se a ideia de alteridade (é o empregador quem vai</p><p>assumir os riscos da relação de emprego) e o poder diretivo do</p><p>empregador – ele tem o poder de dirigir a relação de emprego.</p><p>Não é permitido fazer revista íntima. Porém, pode ser feita revista</p><p>pessoal, como em bolsas, pois está dentro do poder diretivo do</p><p>empregador de controlar e de fiscalizar.</p><p>– Não pode usar detector de mentiras.</p><p>• Disciplinar: pode aplicar advertência ou suspensão de no</p><p>máximo 30 dias.</p><p>– Não pode constar a advertência na CTPS do trabalhador ou na</p><p>carta de recomendação.</p><p>– A suspensão será sem remuneração.</p><p>§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da</p><p>relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de</p><p>beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem</p><p>fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.</p><p>§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma</p><p>delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,</p><p>controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo</p><p>guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico,</p><p>serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da</p><p>relação de emprego.</p><p>Obs.: sempre que duas ou mais empresas estabelecerem uma</p><p>coordenação, uma comunhão de interesse, tem-se o chamado</p><p>“grupo econômico”. O grupo econômico vai gerar um efeito</p><p>importante para a relação de emprego: a do empregador único. Isso</p><p>quer dizer que se pode prestar serviço para todas as empresas do</p><p>grupo econômico ou só para uma, mas caso se demonstre que essas</p><p>empresas estabelecem entre si esse grupo econômico, tem-se uma</p><p>responsabilidade solidária entre elas. Ou seja, essa responsabilidade</p><p>vai ser idêntica para todas as empresas – todas vão responder</p><p>igualmente e de forma solidária pelas verbas trabalhistas do</p><p>empregador. No grupo econômico, a responsabilidade é solidária.</p><p>Na terceirização, a responsabilidade é subsidiária.</p><p>§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios,</p><p>sendo necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração</p><p>do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação</p><p>conjunta das empresas dele integrantes.</p><p>GRUPO ECONÔMICO O que é preciso para a caracterização? A</p><p>demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de</p><p>interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes.</p><p>Responsabilidade pelas obrigações trabalhistas: solidária. Não</p><p>caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios.</p><p>Súm. n. 129 Contrato de trabalho grupo econômico (empregador</p><p>único) A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo</p><p>grupo econômico, durante a jornada de trabalho, não caracteriza a</p><p>coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em</p><p>contrato.</p><p>A ideia de identidade de sócios representa, na verdade, um indício</p><p>de que ali se tem uma relação de emprego.</p><p>O Art. 6 é de muita relevância. É bem anterior à pandemia, mas traz</p><p>um fundamento jurídico para que se reconheça o teletrabalho.</p><p>Art. 6 Não se distingue entre o trabalho realizado no</p><p>estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do</p><p>empregado e o realizado a distância, desde que estejam</p><p>caracterizados os pressupostos da relação de emprego.</p><p>Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de</p><p>comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de</p><p>subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando,</p><p>controle e supervisão do trabalho alheio.</p><p>Obs.: pode-se ter, sim, o reconhecimento do vínculo empregatício</p><p>caso se demonstre a existência de um controle do empregador. Hoje,</p><p>isso é cada vez mais possível por meio dos meios telemáticos de</p><p>informação.</p><p>CAUSAS DE DISPENSA POR JUSTA CAUSA</p><p>Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de</p><p>trabalho pelo empregador:</p><p>a) ato de improbidade;</p><p>b) incontinência de conduta ou mau procedimento;</p><p>c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão</p><p>do empregador, e quando constituir ato de concorrência</p><p>à empresa</p><p>para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;</p><p>d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso</p><p>não tenha havido suspensão da execução da pena;</p><p>e) desídia no desempenho das respectivas funções;</p><p>f) embriaguez habitual ou em serviço;</p><p>g) violação de segredo da empresa;</p><p>h) ato de indisciplina ou de insubordinação;</p><p>i) abandono de emprego;</p><p>j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra</p><p>qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo</p><p>em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;</p><p>k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas</p><p>contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de</p><p>legítima defesa, própria ou de outrem;</p><p>l) prática constante de jogos de azar.</p><p>m) perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para</p><p>o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do</p><p>empregado. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)</p><p>Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa</p><p>de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito</p><p>administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional.</p><p>Multa para o intermitente</p><p>• Foi declarada constitucional pelo STF.</p><p>Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado</p><p>por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de</p><p>trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário-</p><p>mínimo ou àquele devido aos demais empregados do</p><p>estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato</p><p>intermitente ou não.</p><p>O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação</p><p>eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a</p><p>jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.</p><p>§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia</p><p>útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a</p><p>recusa.</p><p>§ 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que</p><p>descumprir, sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de</p><p>trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração</p><p>que seria devida, permitida a compensação em igual prazo.</p><p>Vedação: redução salarial, transferência, rebaixamento como</p><p>punição. Um erro não pode gerar direto a dispensa por justa</p><p>causa do empregado, pois depende da gravidade da conduta</p><p>TERCEIRIZAÇÃO</p><p>Art. 4o-A. Considera-se prestação de serviços a terceiros a</p><p>transferência feita pela contratante da execução de quaisquer de</p><p>suas atividades, inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica</p><p>de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade</p><p>econômica compatível com a sua execução.</p><p>Tema n. 725 de repercussão geral do STF: É lícita a terceirização</p><p>ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas</p><p>jurídicas distintas, independentemente do objeto social das</p><p>empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da</p><p>empresa contratante.</p><p>Tema n. 383/STF: Equiparação de direitos trabalhistas entre</p><p>terceirizados e empregados de empresa pública tomadora de</p><p>serviços. Tese firmada: a equiparação de remuneração entre</p><p>empregados da empresa tomadora de serviços e empregados da</p><p>empresa contratada (terceirizada) fere o princípio da livre</p><p>iniciativa, por se tratarem de agentes econômicos distintos, que não</p><p>podem estar sujeitos a decisões empresariais que não são suas.</p><p>Art. 4o-B. São requisitos para o funcionamento da empresa de</p><p>prestação de serviços a terceiros:</p><p>I - prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica</p><p>(CNPJ);</p><p>II - registro na Junta Comercial;</p><p>III - capital social compatível com o número de empregados,</p><p>observando-se os seguintes parâmetros:</p><p>Art. 4o-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora</p><p>de serviços a que se refere o art. 4o-A desta Lei, quando e enquanto</p><p>os serviços, que podem ser de qualquer uma das atividades da</p><p>contratante, forem executados nas dependências da tomadora, as</p><p>mesmas condições:</p><p>I - relativas a:</p><p>a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando</p><p>oferecida em refeitórios;</p><p>b) direito de utilizar os serviços de transporte;</p><p>c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências</p><p>da contratante ou local por ela designado;</p><p>d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a</p><p>atividade o exigir.</p><p>II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no</p><p>trabalho e de instalações adequadas à prestação do serviço.</p><p>§ 1o .Contratante e contratada poderão estabelecer, se assim</p><p>entenderem, que os empregados da contratada farão jus a salário</p><p>equivalente ao pago aos empregados da contratante, além de outros</p><p>direitos não previstos neste artigo. (TESE DE REPERCUSSÃO</p><p>GERAL Nº 383 não há equiparação salarial)</p><p>§ 2o. Nos contratos que impliquem mobilização de empregados da</p><p>contratada em número igual ou superior a 20% (vinte por cento) dos</p><p>empregados da contratante, esta poderá disponibilizar aos</p><p>empregados da contratada os serviços de alimentação e atendimento</p><p>ambulatorial em outros locais apropriados e com igual padrão de</p><p>atendimento, com vistas a manter o pleno funcionamento dos</p><p>serviços existentes.</p><p>Art. 5o-A. Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra</p><p>contrato com empresa de prestação de serviços relacionados a</p><p>quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal.</p><p>§ 1o: É vedada à contratante a utilização dos trabalhadores em</p><p>atividades distintas daquelas que foram objeto do contrato com a</p><p>empresa prestadora de serviços.</p><p>§ 2o Os serviços contratados poderão ser executados nas</p><p>instalações físicas da empresa contratante ou em outro local, de</p><p>comum acordo entre as partes.</p><p>§ 3o É responsabilidade da contratante garantir as condições de</p><p>segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o</p><p>trabalho for realizado em suas dependências ou local previamente</p><p>convencionado em contrato.</p><p>§ 4o A contratante poderá estender ao trabalhador da empresa de</p><p>prestação de serviços o mesmo atendimento médico, ambulatorial e</p><p>de refeição destinado aos seus empregados, existente nas</p><p>dependências da contratante, ou local por ela designado.</p><p>§ 5o: A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas</p><p>obrigações trabalhistas referentes ao período em que ocorrer a</p><p>prestação de serviços, e o recolhimento das contribuições</p><p>previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei no 8.212, de</p><p>24 de julho de 1991.</p><p>Art. 5o-B. O contrato de prestação de serviços conterá:</p><p>I - qualificação das partes;</p><p>II - especificação do serviço a ser prestado;</p><p>III - prazo para realização do serviço, quando for o caso;</p><p>IV - valor.</p><p>Art. 5o-C. Não pode figurar como contratada, nos termos do art.</p><p>4o-A desta Lei, a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham,</p><p>nos últimos 18 meses, prestado serviços à contratante na qualidade</p><p>de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os</p><p>referidos titulares ou sócios forem aposentados.</p><p>Art. 5o-D. O empregado que for demitido não poderá prestar</p><p>serviços para esta mesma empresa na qualidade de empregado de</p><p>empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de 18</p><p>meses, contados a partir da demissão do empregado.</p><p>Tema 246 da Lista de Repercussão Geral: O inadimplemento dos</p><p>encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere</p><p>automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade</p><p>pelo seu pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos</p><p>termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93.</p><p>A Súmula n. 331 é a que cuida da terceirização, mesmo antes da</p><p>Lei n. 6.019/1974. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE</p><p>SERVIÇOS. LEGALIDADE</p><p>I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal,</p><p>formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços,</p><p>salvo no caso de trabalho temporário.</p><p>II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa</p><p>interposta, não gera vínculo de</p><p>emprego com os órgãos da</p><p>Administração Pública direta, indireta ou fundacional (Art. 37,</p><p>II, da CF/1988).</p><p>III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação</p><p>de serviços de vigilância (Lei n. 7.102, de 20.06.1983) e de</p><p>conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados</p><p>ligados à atividade-meio (quaisquer atividades) do tomador, desde</p><p>que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.</p><p>IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do</p><p>empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos</p><p>serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da</p><p>relação processual e conste também do título executivo judicial.</p><p>V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta</p><p>respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV,</p><p>caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das</p><p>obrigações da Lei n. 8.666, de 21.06.1993, especialmente na</p><p>fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da</p><p>prestadora de serviço como empregadora. A aludida</p><p>responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das</p><p>obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente</p><p>contratada.</p><p>NOTA: Tem-se um requisito a mais. É dito que, para que a</p><p>administração pública seja responsabilizada subsidiariamente, é</p><p>preciso provar essa ausência de fiscalização, a conduta culposa.</p><p>Enquanto as empresas privadas são responsáveis subsidiários</p><p>automáticos, na administração pública, não basta o mero</p><p>inadimplemento – é necessária a demonstração de que a entidade</p><p>pública não fiscalizou adequadamente o contrato. A responsabilidade</p><p>civil da administração pública, dessa forma, é subjetiva.</p><p>VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange</p><p>todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da</p><p>prestação laboral.</p><p>REMUNERAÇÃO</p><p>Art. 457. Compreendem-se na remuneração do empregado, para</p><p>todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente</p><p>pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que</p><p>receber.</p><p>§ 1o Integram o salário a importância fixa estipulada, as</p><p>gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador.</p><p>§ 2o As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de</p><p>custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro,</p><p>diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração</p><p>do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não</p><p>constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e</p><p>previdenciário.</p><p>§ 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente</p><p>dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela</p><p>empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à</p><p>distribuição aos empregados.</p><p>SUM–354 GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA.</p><p>REPERCUSSÕES. As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota</p><p>de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a</p><p>remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as</p><p>parcelas de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso</p><p>semanal remunerado.</p><p>§ 4o Consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo</p><p>empregador em forma de bens, serviços ou valor em dinheiro a</p><p>empregado ou a grupo de empregados, em razão de desempenho</p><p>superior ao ordinariamente esperado no exercício de suas atividades.</p><p>Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no</p><p>salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação,</p><p>vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força</p><p>do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado.</p><p>Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas</p><p>ou drogas nocivas.</p><p>§ 1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser</p><p>justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos</p><p>percentuais das parcelas componentes do salário-mínimo. (30% tem</p><p>que ser pago em espécie)</p><p>§ 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas</p><p>como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador:</p><p>I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos</p><p>empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do</p><p>serviço; (uniforme e ferramentas de trabalho)</p><p>II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros,</p><p>compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade,</p><p>anuidade, livros e material didático;</p><p>III – transporte (mesmo que pago em dinheiro) destinado ao</p><p>deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não</p><p>por transporte público;</p><p>IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada</p><p>diretamente ou mediante seguro-saúde;</p><p>V – seguros de vida e de acidentes pessoais;</p><p>VI – previdência privada;</p><p>VIII - o valor correspondente ao vale-cultura.</p><p>§ 3º - A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade</p><p>deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder,</p><p>respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por</p><p>cento) do salário contratual.</p><p>§ 4º - Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário utilidade</p><p>a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da</p><p>habitação pelo número de coabitantes, vedada, em qualquer</p><p>hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma</p><p>família.</p><p>§ 5o O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou</p><p>odontológico, próprio ou não, inclusive o reembolso de despesas</p><p>com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses,</p><p>órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares, mesmo</p><p>quando concedido em diferentes modalidades de planos e</p><p>coberturas, não integram o salário do empregado para qualquer</p><p>efeito nem o salário de contribuição, para efeitos do previsto na</p><p>alínea q do § 9o do art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.</p><p>Existem três contraprestações que, se forem pagas habitualmente,</p><p>integrarão o salário: habitação, vestuário e alimentação. Vale</p><p>ressaltar, ainda, que vestuário não é uniforme.</p><p>Art. 459 - O pagamento do salário, qualquer que seja a modalidade</p><p>do trabalho, não deve ser estipulado por período superior a 1 (um)</p><p>mês, salvo no que concerne a comissões, percentagens e</p><p>gratificações.</p><p>SÚMULA Nº 367 - UTILIDADES "IN NATURA". HABITAÇÃO.</p><p>ENERGIA ELÉTRICA. VEÍCULO. CIGARRO. NÃO</p><p>INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO</p><p>I - A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo</p><p>empregador ao empregado, quando indispensáveis para a</p><p>realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no</p><p>caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em</p><p>atividades particulares.</p><p>II - O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua</p><p>nocividade à saúde.</p><p>Salário: • Quantias fixas; • Gratificações legais; • Comissões.</p><p>Não é considerado salário: • Ajuda de custo; • Diárias; • Abono; •</p><p>Vale-alimentação; • Prêmio.</p><p>Gorjeta não integra: • Aviso prévio; • Horas extras; • Repouso</p><p>semanal remunerado; • Adicional noturno.</p><p>EQUIPARAÇÃO SALARIAL</p><p>Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor,</p><p>prestado ao mesmo empregador, no</p><p>mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário,</p><p>sem distinção de sexo, etnia,</p><p>nacionalidade ou idade.</p><p>§ 1o Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que</p><p>for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica,</p><p>entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo</p><p>empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo</p><p>na função não seja superior a dois anos.</p><p>§ 2o Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o</p><p>empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou</p><p>adotar, por meio de norma interna da empresa ou de negociação</p><p>coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de</p><p>homologação ou registro em órgão público.</p><p>§ 3o No caso do § 2o deste artigo, as</p><p>promoções poderão ser feitas</p><p>por merecimento e por antiguidade, ou por apenas um destes</p><p>critérios, dentro de cada categoria profissional.</p><p>§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de</p><p>deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da</p><p>Previdência Social não servirá de paradigma para fins de</p><p>equiparação salarial.</p><p>§ 5o A equiparação salarial só será possível entre empregados</p><p>contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a</p><p>indicação de paradigmas remotos, ainda que o paradigma</p><p>contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria.</p><p>§ 6º Na hipótese de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia,</p><p>origem ou idade, o pagamento das diferenças salariais devidas ao</p><p>empregado discriminado não afasta seu direito de ação de</p><p>indenização por danos morais, consideradas as especificidades do</p><p>caso concreto.</p><p>§ 7º Sem prejuízo do disposto no § 6º, no caso de infração ao</p><p>previsto neste artigo, a multa de que trata o art. 510 desta</p><p>Consolidação corresponderá a 10 (dez) vezes o valor do novo</p><p>salário devido pelo empregador ao empregado discriminado,</p><p>elevada ao dobro, no caso de reincidência, sem prejuízo das demais</p><p>cominações legais.</p><p>REQUISITOS</p><p>a) Ausência de plano de cargos e salários/quadro de carreira;</p><p>b)Paradigma direto/contemporâneo;</p><p>c)Identidade de função; e</p><p>d)Mesmo empregador e mesmo estabelecimento.</p><p>PREJUDICADO ALGUNS ARTIGOS Súmula nº 6 do TST</p><p>EQUIPARAÇÃO SALARIAL. ART. 461 DA CLT, mantidos.</p><p>III - A equiparação salarial só é possível se o empregado e o</p><p>paradigma exercerem a mesma função, desempenhando as mesmas</p><p>tarefas, não importando se os cargos têm, ou não, a mesma</p><p>denominação.</p><p>V - A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial,</p><p>embora exercida a função em órgão governamental estranho à</p><p>cedente, se esta responde pelos salários do paradigma e do</p><p>reclamante.</p><p>VII - Desde que atendidos os requisitos do art. 461 da CLT, é</p><p>possível a equiparação salarial de trabalho intelectual, que pode</p><p>ser avaliado por sua perfeição técnica, cuja aferição terá critérios</p><p>objetivos.</p><p>VIII - É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo,</p><p>modificativo ou extintivo da equiparação salarial.</p><p>IX - Na ação de equiparação salarial, a prescrição é parcial e só</p><p>alcança as diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco)</p><p>anos que precedeu o ajuizamento.</p><p>FGTS</p><p>Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores</p><p>ficam obrigados a depositar, até o 20º vigésimo dia de cada mês,</p><p>em conta vinculada, a importância correspondente a oito por cento</p><p>da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador,</p><p>incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os art. 457 e art.</p><p>458 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-</p><p>Lei nº 5.452, de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº</p><p>4.090, de 13 de julho de 1962.</p><p>§ 1º Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica</p><p>de direito privado ou de direito público, da administração pública</p><p>direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, da União,</p><p>dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir</p><p>trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por</p><p>legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como</p><p>fornecedor ou tomador de mão-de-obra, independente da</p><p>responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente</p><p>venha obrigar-se.</p><p>§ 2º Considera-se trabalhador toda pessoa física que prestar serviços</p><p>a empregador, a locador ou tomador de mão-deobra, excluídos os</p><p>eventuais, os autônomos e os servidores públicos civis e militares</p><p>sujeitos a regime jurídico próprio.</p><p>§ 3º Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do</p><p>FGTS, na forma que vier a ser prevista em lei. Art. 20. A conta</p><p>vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas</p><p>seguintes situações:</p><p>I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa</p><p>recíproca e de força maior;</p><p>I-A - extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-A da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-</p><p>Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943;</p><p>II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus</p><p>estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas</p><p>atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas</p><p>condições do art. 19- A, ou ainda falecimento do empregador</p><p>individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão</p><p>de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da</p><p>empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada</p><p>em julgado;</p><p>III - aposentadoria concedida pela Previdência Social;</p><p>IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus</p><p>dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social,</p><p>segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte.</p><p>Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta</p><p>vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em</p><p>alvará judicial, expedido a requerimento do interessado,</p><p>independente de inventário ou arrolamento;</p><p>V - pagamento de parte das prestações decorrentes de</p><p>financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema</p><p>Financeiro da Habitação (SFH), desde que:</p><p>a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob</p><p>o regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes;</p><p>b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo</p><p>de 12 (doze) meses;</p><p>c) o valor do abatimento atinja, no máximo, 80 (oitenta) por</p><p>cento do montante da prestação;</p><p>VI - liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor</p><p>de financiamento imobiliário, observadas as condições</p><p>estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas a de que o</p><p>financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício</p><p>mínimo de 2 (dois) anos para cada movimentação;</p><p>VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de</p><p>moradia própria, ou lote urbanizado de interesse social não</p><p>construído, observadas as seguintes condições:</p><p>a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de</p><p>trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou empresas</p><p>diferentes;</p><p>b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;</p><p>VIII - quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos</p><p>fora do regime do FGTS;</p><p>IX - extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos</p><p>trabalhadores temporários regidos</p><p>X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou</p><p>superior a 90 (noventa) dias, comprovada por declaração do</p><p>sindicato representativo da categoria profissional.</p><p>XI - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for</p><p>acometido de neoplasia maligna.</p><p>XII - aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização,</p><p>regidos pela Lei n° 6.385, de 7 de dezembro de 1976, permitida a</p><p>utilização máxima de 50 % (cinqüenta por cento) do saldo</p><p>existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia</p><p>do Tempo de Serviço, na data em que exercer a opção.</p><p>XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for</p><p>portador do vírus HIV;</p><p>XIV - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver</p><p>em estágio terminal, em razão de doença grave, nos termos do</p><p>regulamento;</p><p>XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a 70 setenta</p><p>anos.</p><p>XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de</p><p>desastre natural, conforme disposto em regulamento, observadas as</p><p>seguintes condições:</p><p>a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente</p><p>atingidas de Município ou do Distrito Federal em situação de</p><p>emergência ou em estado de calamidade pública, formalmente</p><p>reconhecidos pelo Governo Federal;</p><p>b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida</p><p>até 90</p><p>(noventa) dias após a publicação do ato de</p><p>reconhecimento, pelo Governo Federal, da situação de emergência</p><p>ou de estado de calamidade pública; e</p><p>c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na</p><p>forma do regulamento.</p><p>XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto na</p><p>alínea i do inciso XIII do art. 5o desta Lei, permitida a utilização</p><p>máxima de 30% (trinta por cento) do saldo existente e disponível</p><p>na data em que exercer a opção.</p><p>XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição,</p><p>necessite adquirir órtese ou prótese para promoção de</p><p>acessibilidade e de inclusão social.</p><p>XIX - pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóveis</p><p>da União inscritos em regime de ocupação ou aforamento, a que se</p><p>referem o art. 4o da Lei no 13.240, de 30 de dezembro de 2015, e o</p><p>art. 16-A da Lei no 9.636, de 15 de maio de 1998, respectivamente,</p><p>observadas as seguintes condições:</p><p>a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho</p><p>sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas</p><p>diferentes;</p><p>b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o Sistema</p><p>Financeiro da Habitação (SFH) ou ainda por intermédio de</p><p>parcelamento efetuado pela Secretaria do Patrimônio da União</p><p>(SPU), mediante a contratação da Caixa Econômica Federal como</p><p>agente financeiro dos contratos de parcelamento;</p><p>c) sejam observadas as demais regras e condições estabelecidas para</p><p>uso do FGTS.</p><p>XX - anualmente, no mês de aniversário do trabalhador, por meio</p><p>da aplicação dos valores constantes do Anexo desta Lei, observado o</p><p>disposto no art. 20-D desta Lei;</p><p>XXI - a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00</p><p>(oitenta reais) e não houver ocorrido depósitos ou saques por, no</p><p>mínimo, 1 (um) ano, exceto na hipótese prevista no inciso I do § 5º</p><p>do art. 13 desta Lei;</p><p>XXII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for,</p><p>nos termos do regulamento, pessoa com doença rara, consideradas</p><p>doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo Ministério da Saúde,</p><p>que apresentará, em seu sítio na internet, a relação atualizada dessas</p><p>doenças.</p><p>§ 1º A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II</p><p>assegurar que a retirada a que faz jus o trabalhador corresponda aos</p><p>depósitos efetuados na conta vinculada durante o período de</p><p>vigência do último contrato de trabalho, acrescida de juros e</p><p>atualização monetária, deduzidos os saques.</p><p>§ 2º O Conselho Curador disciplinará o disposto no inciso V,</p><p>visando beneficiar os trabalhadores de baixa.</p><p>NR 31: SESTR E CIPATR (TRABALHO RURAL)</p><p>31.2.3. Cabe ao empregador rural ou equiparado:</p><p>a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares</p><p>sobre segurança e saúde no trabalho rural, de forma a garantir</p><p>adequadas condições de trabalho, higiene e conforto, e adotar</p><p>medidas de prevenção e proteção para garantir que todas as</p><p>atividades, locais de trabalho, máquinas, equipamentos e</p><p>ferramentas sejam seguros;</p><p>b) adotar os procedimentos necessários quando da ocorrência de</p><p>acidentes e doenças do trabalho, incluindo a análise de suas causas</p><p>(prevenção reativa quando acontece um acidente, reage</p><p>preventivamente para não acontecer mais);</p><p>c) assegurar que se forneçam aos trabalhadores instruções</p><p>compreensíveis em matéria de segurança e saúde, seus direitos,</p><p>deveres e obrigações, bem como a orientação e supervisão</p><p>necessárias ao trabalho seguro;</p><p>d) informar aos trabalhadores:</p><p>I. os riscos decorrentes do trabalho e as medidas de prevenção</p><p>implantadas, inclusive em relação a novas tecnologias adotadas pelo</p><p>empregador;</p><p>II. os resultados dos exames médicos e complementares a que foram</p><p>submetidos, quando realizados por serviço médico contratado pelo</p><p>empregador;</p><p>III. os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de</p><p>trabalho;</p><p>e) permitir que representante dos trabalhadores, legalmente</p><p>constituído, acompanhe a fiscalização dos preceitos legais e</p><p>regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; e</p><p>f) disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações</p><p>relativas à segurança e à saúde no trabalho.</p><p>31.2.4. Cabe ao trabalhador:</p><p>a) cumprir as determinações sobre as formas seguras de desenvolver</p><p>suas atividades, especialmente quanto às ordens de serviço emitidas</p><p>para esse fim;</p><p>b) adotar as medidas de prevenção determinadas pelo empregador,</p><p>em conformidade com esta Norma Regulamentadora, sob pena de</p><p>constituir ato faltoso a recusa injustificada;</p><p>c) submeter-se aos exames médicos previstos nesta Norma</p><p>Regulamentadora;</p><p>d) colaborar com a empresa na aplicação desta Norma</p><p>Regulamentadora;</p><p>e) não danificar as áreas de vivência, de modo a preservar as</p><p>condições oferecidas;</p><p>f) cumprir todas as orientações relativas aos procedimentos seguros</p><p>de operação, alimentação, abastecimento, limpeza, manutenção,</p><p>inspeção, transporte, desativação, desmonte e descarte das</p><p>ferramentas, máquinas e equipamentos;</p><p>g) não realizar qualquer tipo de alteração nas ferramentas e nas</p><p>proteções mecânicas ou dispositivos de segurança de máquinas e</p><p>equipamentos, de maneira que possa colocar em risco a sua saúde e</p><p>integridade física ou de terceiros;</p><p>h) comunicar seu superior imediato se alguma ferramenta, máquina</p><p>ou equipamento for danificado ou perder sua função.</p><p>31.2.4.1. As obrigações previstas no subitem 31.2.4 não</p><p>desobrigam o empregador do cumprimento dos requisitos desta</p><p>Norma.</p><p>31.2.5. São direitos dos trabalhadores:</p><p>a) ambientes de trabalho seguros e saudáveis, em conformidade com</p><p>o disposto nesta Norma Regulamentadora;</p><p>b) ser consultados, por meio de seus representantes na Comissão</p><p>Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio do Trabalho Rural –</p><p>CIPATR, sobre as medidas de prevenção que serão adotadas pelo</p><p>empregador;</p><p>c) escolher sua representação em matéria de segurança e saúde no</p><p>trabalho;</p><p>d) receber instruções em matéria de segurança e saúde, bem</p><p>como orientação para atuar no processo de implementação das</p><p>medidas de prevenção que serão adotadas pelo empregador.</p><p>31.2.5.1. O trabalhador pode interromper suas atividades quando</p><p>constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco</p><p>grave e iminente para a sua vida e saúde, informando</p><p>imediatamente ao seu superior hierárquico.</p><p>31.2.5.2. Comprovada pelo empregador a situação de grave e</p><p>iminente risco, não pode ser exigida a volta dos trabalhadores à</p><p>atividade, enquanto não sejam tomadas as medidas corretivas.</p><p>31.2.6. As organizações obrigadas a constituir CIPA nos termos da</p><p>NR 5 devem adotar as seguintes medidas, além de outras que</p><p>entenderem necessárias, com vistas à prevenção e ao combate ao</p><p>assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do</p><p>trabalho:</p><p>a) inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de</p><p>outras formas de violência nas normas internas da empresa, com</p><p>ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às empregadas;</p><p>(Inserida pela Portaria MTP n. 4.219, de 20 de dezembro de 2022)</p><p>b) fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento</p><p>de denúncias, para apuração dos fatos e, quando for o caso, para</p><p>aplicação de sanções administrativas aos responsáveis diretos e</p><p>indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o</p><p>anonimato da pessoa denunciante, sem prejuízo dos procedimentos</p><p>jurídicos cabíveis; e</p><p>c) realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de</p><p>capacitação, de orientação e de sensibilização dos empregados e das</p><p>empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre temas</p><p>relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no</p><p>âmbito do trabalho, em formatos acessíveis, apropriados e que</p><p>apresentem máxima efetividade de tais ações.</p><p>31.2.6.1. O empregador rural ou equiparado deve promover</p><p>capacitação e treinamento dos trabalhadores em conformidade</p><p>com o disposto</p>