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<p>2</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>Autoria: Vanessa Moreira Crecci</p><p>Leitura crítica: Neide Rodriguez Barea</p><p>Olá, aluno! Olá, aluna! Seja muito bem-vindo e muito bem-vinda à</p><p>disciplina de Avaliação da aprendizagem no ensino superior!</p><p>Você já parou para pensar quantas vezes por dia você faz algum tipo</p><p>de avaliação? A todo instante realizamos algum tipo de avaliação</p><p>informal. Avaliamos a roupa que usaremos para as ocasiões do dia.</p><p>Avaliamos o gosto da comida. Avaliamos a aquisição de um produto.</p><p>Avaliamos a temperatura e assim por diante. Quando estamos em</p><p>espaços acadêmicos ou escolares, a avaliação se formaliza. Para</p><p>isso, existem conceitos, instrumentos e técnicas que permeiam o</p><p>processo. Nessa disciplina, vamos conhecer as principais ideias sobre</p><p>avaliação da aprendizagem, determinadas técnicas e instrumentos.</p><p>No Tema 1, intitulado Avaliações: diagnóstica, formativa e somativa,</p><p>serão abordadas três modalidades de avaliação: diagnóstica,</p><p>formativa e somativa. Também estão especificadas o que significa</p><p>avaliar no ensino superior e quais seriam as competências e</p><p>habilidades mobilizadas pelos professores universitários ao avaliar.</p><p>O que significa observar e autoavaliar? O que são provas objetivas e</p><p>dissertativas? O que são os portfólios e mapas conceituais? No Tema</p><p>2, intitulado Tipos e técnicas de avaliação, você compreenderá que</p><p>para cada modalidade de avaliação pode-se utilizar diferentes tipos</p><p>e técnicas de instrumentos avaliativos. Para isso, irá compreender</p><p>que um mesmo instrumento de avaliação pode ser utilizado em mais</p><p>de uma modalidade de avaliação. Nesse tema, em síntese, você irá</p><p>conhecer os conceitos de observação e autoavaliação, bem como os</p><p>instrumentos denominados: provas objetivas, provas dissertativas,</p><p>portfólios e mapas conceituais.</p><p>3</p><p>Você se lembra de quando entregou seu trabalho de conclusão de</p><p>curso (TCC)? Você o apresentou oralmente? É provável que sim. No</p><p>Tema 3, intitulado Arguição, trabalhos acadêmicos e testagem, você</p><p>irá compreender o conceito de arguição e como ocorre na prática.</p><p>Observará a estrutura de trabalhos acadêmicos. A concepção de</p><p>testagem, também, será desenvolvida.</p><p>Por fim, no Tema 4, intitulado Avaliação e recuperação da</p><p>aprendizagem, em um primeiro momento será abordado de que</p><p>maneira a avaliação pode ser uma aliada da aprendizagem. Em</p><p>seguida, você conhecerá experiências que tornam a avaliação parte</p><p>essencial e significativa do processo de aprendizagem.</p><p>Nesta disciplina você conta com diversas possibilidades de</p><p>aprendizagem, afinal, quanto mais diversos forem os caminhos,</p><p>ampliam-se as chances de nos conectarmos com os conhecimentos</p><p>desenvolvidos. Portanto, você terá oportunidades de estudo e</p><p>aprendizagem com base na Leitura Digital, da Aprendizagem</p><p>em Foco, nas videoaulas, nos podcasts e, também, nos desafios</p><p>profissionais que fazem com que você relacione a prática profissional</p><p>aos estudos realizados.</p><p>Aproveite!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira</p><p>direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática</p><p>abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar</p><p>reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional.</p><p>Vem conosco!</p><p>TEMA 1</p><p>Avaliações: diagnóstica,</p><p>formativa e somativa</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Vanessa Moreira Crecci</p><p>Leitura crítica: Neide Rodriguez Barea</p><p>5</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Você já parou para pensar quais são as habilidades que professores</p><p>universitários precisam ter para avaliar? O que precisam saber? O</p><p>que precisam conhecer? Professores que atuam no ensino superior,</p><p>para serem competentes avaliadores, precisam desenvolver certas</p><p>competências para avaliar, bem como habilidades, dentre as</p><p>quais: 1) dominar as atividades desenvolvidas que serão passíveis</p><p>de avaliação; 2) aplicar diferentes instrumentos e estratégias de</p><p>avaliação da aprendizagem; 3) estabelecer devolutivas para que</p><p>os estudantes compreendam o desenvolvimento do processo de</p><p>aprendizagem; 4) compreender e analisar os resultados da avaliação</p><p>como resultados passíveis de análises para o aprimoramento</p><p>da prática pedagógica; 5) utilizar recursos para monitoramento</p><p>e registro dos percursos de aprendizagem dos estudantes e 6)</p><p>conhecer os dados das avaliações para que sejam analisados de</p><p>maneira ampla, para que medidas a médio e longo prazo sejam</p><p>estabelecidas.</p><p>Certamente, o processo de avaliação nas instituições de ensino</p><p>superior (IES) deve ser entendido como um ciclo a ser iniciado por</p><p>alterações nos regulamentos e, consequentemente, nas políticas e</p><p>práticas de instituições de avaliação. Como consequência, a postura</p><p>dos professores universitários no que se refere à avaliação poderá</p><p>ser alterada.</p><p>6</p><p>Infográfico 1 – Diferentes modalidades de avaliação</p><p>Fonte: elaborado pela autora .</p><p>Para desenvolver uma boa avaliação, torna-se necessário conhecer</p><p>diferentes perspectivas de avaliação, e esta pode acontecer de</p><p>diversas maneiras e formas. Nesse tema, conheceremos três</p><p>modalidades clássicas de avaliação: 1) somativa, 2) diagnóstica e</p><p>3) formativa. Cada uma delas possui sua importância no processo.</p><p>Como você observou, a modalidade somativa envolve provas</p><p>e avaliações para mensurar a quantidade de conhecimentos</p><p>supostamente incorporados pelos estudantes. Estudiosos criticam</p><p>essa perspectiva, uma vez que pouco auxilia a compreender os</p><p>processos de ensino e aprendizagem, mensurando resultados muitas</p><p>vezes “frios” e dissociados de seu contexto. No entanto, quando bem</p><p>empregada, essa modalidade de avaliação serve para observar em</p><p>que pontos os estudantes estão ao final de um processo.</p><p>A avaliação diagnóstica, em geral, ocorre no início do processo</p><p>educativo. Espera-se que a partir dos resultados obtidos pelos</p><p>estudantes os processos de ensino e aprendizagem possam ser</p><p>7</p><p>aprimorados e desenvolvidos. Esse instrumento é fundamental</p><p>para a equidade. Ou seja, equilibrar os diferentes momentos do</p><p>conhecimento para que os processos de ensino e aprendizagem</p><p>sejam desenvolvidos.</p><p>A avaliação formativa ocorre ao longo de todo o processo. A intenção</p><p>principal é compreender o desempenho dos estudantes.</p><p>Infográfico 2 – Diferentes modalidades de avaliação</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Dessa maneira, você pôde compreender as três perspectivas</p><p>clássicas de avaliação e quais são as competências que os</p><p>avaliadores devem ter quando atuam no ensino superior.</p><p>Esperamos que você tenha compreendido os pontos tratados</p><p>8</p><p>nesse primeiro tema. A seguir estão indicadas outras leituras que</p><p>subsidiam o trabalho de avaliação no ensino superior.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e</p><p>proposições. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2011.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Jussara Hoffman é uma importante pesquisadora na área de</p><p>avaliação no Brasil. A autora questiona a centralidade na avaliação</p><p>classificatória ainda hoje presente nas escolas brasileiras. Esse</p><p>sistema de classificação que privilegia a exclusão e o julgamento,</p><p>segundo a autora, é vago, pois não contribui para que os</p><p>processos de ensino e aprendizagem sejam aprimorados por</p><p>professores e, até mesmo, pelos estudantes, que são privados da</p><p>metarreflexão.</p><p>Além disso, esse sistema classificatório possui uma perspectiva de</p><p>exclusão, uma vez que ao classificar como “incapaz” um estudante</p><p>em determinadas circunstâncias, pouco contribui para que ele de</p><p>fato desenvolva a aprendizagem.</p><p>Na contramão da avaliação classificatória, a autora defende que</p><p>a relação entre professor e aluno seja dialógica, tal relação deve</p><p>imprimir um modo outro de avaliar que não seja meramente</p><p>classificatório. Para isso, acredita que os questionamentos,</p><p>debates e compreensão possam ocorrer no contexto da escola.</p><p>Nessa direção, não deve ocorrer uma imposição de ideias a serem</p><p>mensuradas em testes classificatórios.</p><p>9</p><p>A avaliação mediadora seria o modo adequado de se avaliar</p><p>nessa perspectiva. Segundo Hoffmam, os estudantes</p><p>devem ter</p><p>diversas oportunidades de expor suas ideias. Sendo assim, os</p><p>estudantes devem ter a oportunidade de discutir as percepções</p><p>que desenvolvem sobre os conteúdos com seus colegas e com o</p><p>professor.</p><p>Em síntese, a autora compreende a avaliação mediadora como</p><p>o modo mais adequado de se avaliar no contexto escolar. Esse</p><p>modelo pressupõe a aproximação entre estudantes e professores.</p><p>As práticas podem e devem ser modificadas de acordo com</p><p>as realidades socioculturais das comunidades nas quais os</p><p>estudantes pertencem. Dessa maneira, a avaliação mediante tem</p><p>por objetivo auxiliar ao professor a compreender o processo de</p><p>aprendizagem como um todo. Segundo a pesquisadora, avaliar</p><p>é se preocupar com o processo de aprendizagem, incluindo o</p><p>processo de ensino, o planejamento e a metodologia utilizada na</p><p>escola.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção</p><p>da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Editora Mediação, 2009.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Reflita sobre a seguinte situação: você é coordenador de um</p><p>campus de uma grande universidade. Logo no início do ano,</p><p>com base em uma decisão do conselho universitário em parceria</p><p>com os coordenadores de curso, optou-se por aplicar uma</p><p>avaliação diagnóstica para identificar os níveis de proficiência</p><p>de matemática básica, leitura e escrita dos ingressantes. Notou-</p><p>se que parte considerável dos estudantes possui dificuldades</p><p>10</p><p>Lorem ipsum dolor sit amet</p><p>Autoria: Nome do autor da disciplina</p><p>Leitura crítica: Nome do autor da disciplina</p><p>de compreensão da Língua Portuguesa e de Matemática Básica.</p><p>Em geral, nos cursos não há disciplinas específicas para o</p><p>desenvolvimento dessas competências e habilidades. Quais</p><p>poderiam ser os impactos dos resultados dessa avaliação no Plano</p><p>de Desenvolvimento Institucional (PDI) da IES na qual atua?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo</p><p>professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no</p><p>ambiente de aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Indicação 1</p><p>No artigo intitulado Avaliação: um estado de alerta permanente sobre</p><p>o significado da ação educativa, Jussara Hoffman discorre sobre a</p><p>necessidade do processo de avaliação, apontando que a avaliação</p><p>é essencial à educação. A educadora argumenta com base em três</p><p>princípios: 1) reconhecer a avaliação como uma série de episódios</p><p>significativos na trajetória do estudante; 2) considerar a avaliação</p><p>como um processo interativo no qual educadores e educandos</p><p>aprendem mutuamente sobre si mesmos; 3) considerar a avaliação</p><p>em seu caráter filosófico e tecnológico, uma vez que no julgamento</p><p>do mérito da ação educativa está implícito o julgamento de valor.</p><p>Para realizar a leitura, acesse ao site da revista semestral Educação</p><p>e Seleção, da Fundação Carlos Chagas.</p><p>HOFFMAN, J. M. L. Avaliação: um estado de alerta permanente</p><p>sobre o significado da ação educativa. Educação e Seleção, n. 20, p.</p><p>57-61, 2013.</p><p>Indicações de leitura</p><p>11</p><p>Indicação 2</p><p>No livro intitulado Planejamento e avaliação educacional a autora</p><p>Rejane de Medeiros Cervi aborda diferentes perspectivas de</p><p>avaliação, destacando a importância do planejamento para</p><p>o desenvolvimento de uma avaliação continuada. Cervi tece</p><p>observações sobre o contexto brasileiro, apontando soluções para</p><p>o enfrentamento dos desafios da educação.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “Biblioteca Virtual</p><p>3.0_Pearson”.</p><p>CERVI, R. M. de. Planejamento e avaliação educacional. Editora</p><p>Ibpex, 2008.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes</p><p>neste Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em</p><p>Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas,</p><p>além de questões de interpretação com embasamento no</p><p>cabeçalho da questão.</p><p>1. No início do semestre, preocupado com o aproveitamento</p><p>de seus estudantes ao longo do curso, um professor de</p><p>engenharia resolveu realizar uma avaliação diagnóstica. Para</p><p>12</p><p>isso, criou uma prova com conteúdo de matemática do ensino</p><p>fundamental e médio. Parte dos estudantes demonstrou</p><p>ter bastante dificuldade com o conteúdo. Com isso, o</p><p>professor resolveu propor para a instituição um programa de</p><p>recuperação. A instituição implementou esse programa. Desde</p><p>então, os estudantes que apresentam baixo rendimento na</p><p>avaliação diagnóstica podem chegar cinquenta minutos mais</p><p>cedo ao horário previsto para o início da aula do período para</p><p>que o professor desenvolva conteúdos de matemática básica.</p><p>Ao planejar suas aulas, o professor leva em consideração os</p><p>erros que cada estudante apresentou na prova que ele mesmo</p><p>aplicou, trabalhando o conteúdo de maneira específica com</p><p>cada estudante. Assinale a alternativa que pode descrever</p><p>a prática que o professor adotou e foi implementada pela</p><p>instituição.</p><p>a. Equidade, quando são oferecidos instrumentos para que</p><p>necessidades específicas sejam supridas.</p><p>b. Desigualdade, uma vez que assume que os estudantes</p><p>possuem diferentes estilos de aprendizagem.</p><p>c. Gamificação, pois tais práticas personalizam o ensino e criam</p><p>soluções tecnológicas.</p><p>d. Igualdade, essa política entende todos os estudantes como</p><p>semelhantes em seus níveis de aprendizagem.</p><p>e. Somativa, pois tem como objetivo o trabalho com diferentes</p><p>instrumentos avaliativos.</p><p>2. Uma professora do curso de Pedagogia decidiu modificar</p><p>seu modo de avaliação. Na disciplina de Didática,</p><p>como primeira avaliação, ela propôs que as estudantes</p><p>narrassem suas histórias de vida, destacando como foram</p><p>os anos escolares. As percepções que as estudantes</p><p>13</p><p>tinham do passado escolar deveriam ser relacionadas</p><p>com os aspectos teóricos da disciplina. Esse instrumento,</p><p>narrativa, pode ser considerado como parte integrante de</p><p>qual modalidade avaliativa?</p><p>a. Avaliação somativa.</p><p>b. Avaliação diagnóstica.</p><p>c. Avaliação formativa.</p><p>d. Avaliação objetiva.</p><p>e. Avaliação socioemocional</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1–Resposta A</p><p>Resolução: A prática implementada se refere à equidade.</p><p>Com base no desempenho dos estudantes, o professor</p><p>aborda os conteúdos necessários para que todos tenham</p><p>supridas suas necessidades específicas quanto aos conteúdos</p><p>e às habilidades.</p><p>Questão 2–Resposta C</p><p>Resolução: A avaliação formativa tem por objetivo</p><p>acompanhar o percurso escolar do estudante. Uma</p><p>narrativa pode ser um instrumento utilizado para que o</p><p>estudante revise sua relação com determinadas crenças</p><p>e conhecimentos. No caso, a prática da professora foi</p><p>muito adequada, uma vez que a disciplina de Didática</p><p>tem por objetivo a problematização de métodos de</p><p>ensino e aprendizagem. Com base na escrita da narrativa,</p><p>provavelmente, as estudantes do curso de Pedagogia</p><p>puderam (re)significar crenças e os conhecimento abordados.</p><p>TEMA 2</p><p>Tipos e técnicas de avaliação</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Vanessa Moreira Crecci</p><p>Leitura crítica: Neide Rodriguez Barea</p><p>15</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Você compreendeu que há diferentes modalidades de avaliação,</p><p>que são: 1) avaliação diagnóstica, 2) avaliação somativa e 3) avaliação</p><p>formativa. Já sabe que a avaliação diagnóstica pode ser realizada no</p><p>início de um processo educativo (curso, disciplina, graduação etc.). A</p><p>avaliação somativa, em geral, é realizada ao final de cada disciplina.</p><p>A mais abrangente e processual é a avaliação formativa que envolve</p><p>o processo como um todo e uma diversidade de instrumentos. Mas</p><p>quais são os instrumentos, as técnicas e os tipos mais ou menos</p><p>adequados para essas modalidades?</p><p>Chegou a hora de entender que há diferentes tipos e técnicas de</p><p>instrumentos de avaliação mais ou menos adequados para colocar</p><p>em prática cada uma das modalidades avaliativas. Os tipos e técnicas</p><p>abordados são: observação, autoavaliação, provas objetivas,</p><p>provas</p><p>dissertativas, portfólios e mapas conceituais.</p><p>Quadro 1 – Resumo dos tipos e técnicas</p><p>Tipos e técnicas de</p><p>instrumentos de avaliação</p><p>Síntese das principais</p><p>características</p><p>Observação</p><p>As observações podem ser</p><p>sistemáticas com objetivos</p><p>definidos. As observações,</p><p>assistemáticas também devem</p><p>contemplar o maior número</p><p>possível de informações. O</p><p>observador pode realizar</p><p>descrições utilizando fichas</p><p>com itens objetivos (mais</p><p>específicos) ou dissertativos (mais</p><p>abrangentes).</p><p>16</p><p>Autoavaliação</p><p>Estudantes e professores podem</p><p>criar roteiros de autoavaliação</p><p>para descrever o cumprimento</p><p>de competências relacionadas às</p><p>habilidades e aos conteúdos das</p><p>disciplinas.</p><p>Provas objetivas</p><p>Instrumento avaliativo</p><p>constituído por questões do tipo</p><p>teste.</p><p>Provas dissertativas</p><p>Instrumento avaliativo</p><p>constituído por questões</p><p>dissertativas, também chamadas</p><p>de questões abertas.</p><p>Portfólios</p><p>Conjunto de vários trabalhos</p><p>realizados pelo aluno com</p><p>orientação do professor em um</p><p>determinado período.</p><p>Mapas conceituais</p><p>Instrumento utilizado para</p><p>organização de conceitos. Em</p><p>geral, um conceito é inserido ao</p><p>centro e conexões com ideias são</p><p>estabelecidas.</p><p>Fonte: elaborada pela autora.</p><p>Durante certo tempo, as avaliações eram compreendidas</p><p>praticamente como sinônimos de provas. À medida que as</p><p>concepções de ensino e aprendizagem vão se transformando,</p><p>outras formas de avaliação vão surgindo. Luckesi (2011) defende</p><p>a avaliação como um ato acolhedor, integrativo e inclusivo. Por</p><p>essa razão, pode-se considerar que quanto mais diversidade de</p><p>17</p><p>instrumentos as instituições e os professores utilizarem, mais o</p><p>ensino tenderá a se transformar em uma prática personificada.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>DESPRESBITERIS, L.; TAVARES, M. R. Diversificar é preciso -</p><p>instrumentos e técnicas de avaliação da aprendizagem. São</p><p>Paulo: Senac, 2009.</p><p>LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e</p><p>proposições. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2011.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Como você já observou, o portfólio é o conjunto de vários</p><p>trabalhos realizados pelo aluno com base na orientação do</p><p>professor. Idália Sá-Chaves é uma autora portuguesa que ficou</p><p>conhecida no Brasil por realizar estudos sobre as potencialidades</p><p>do uso dos portfólios na educação. Ela defende que com a</p><p>revisitação do conteúdo do portfólio o estudante pode realizar</p><p>uma metarreflexão sobre o processo de aprendizagem no</p><p>qual está imerso. Isso significa que o estudante poderá realizar</p><p>uma análise mais abrangente com vista a compreender todo o</p><p>percurso no qual esteve imerso durante determinado período.</p><p>O portfólio, enquanto instrumento avaliativo, estaria articulado a</p><p>um processo de avaliação formativa no qual o estudante poderá</p><p>compreender quais foram as competências desenvolvidas ao</p><p>longo do percurso. Segundo a autora, “o portfólio tem uma função</p><p>simultaneamente estruturante, organizadora da coerência e uma</p><p>18</p><p>função reveladora, desocultadora e estimulante nos processos de</p><p>desenvolvimento pessoal e profissional” (SÁ-CHAVES, 1998, p. 140).</p><p>Outros aspectos também podem considerados com base no</p><p>uso dos portfólios. Esses contemplariam um processo autoral e</p><p>narrativo de avaliação, uma vez que podem ser utilizados para</p><p>mapear o processo formativo com a produção dos próprios</p><p>estudantes. Em suma, considera-se que o conhecimento</p><p>passaria a ser produzido pelo sujeito de si para si, esse estaria</p><p>também fazendo reconstrução de significados das experiências</p><p>consideradas importantes.</p><p>Por fim, destaca-se que Sá-Chaves (2000, p. 139) considera que o</p><p>portfólio serve como instrumento de diálogo entre o professor e</p><p>o aluno e que “não surge somente no fim do período avaliativo,</p><p>mas antes constrói a ligação de uma forma contínua”. Tomadas de</p><p>decisão sobre o processo pedagógico podem ser realizadas com o</p><p>uso dos portfólios.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>SÁ-CHAVES, I. Portfólios: no fluir das concepções, das</p><p>metodologias e dos instrumentos. In: Almeida, L. & Tavares, J.</p><p>(orgs.). Conhecer, aprender, avaliar. Porto: Porto Editora, 1998.</p><p>SÁ-CHAVES, I. Portfólios reflexivos, estratégias de formação e de</p><p>Supervisão. Cadernos Didácticos, Série Supervisão nº 1. Aveiro:</p><p>Unidade de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de</p><p>Formadores da Universidade de Aveiro, 2000.</p><p>19</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Reflita sobre a seguinte situação: você é professor de uma</p><p>disciplina da área de exatas. Com base na orientação da nova</p><p>coordenação do curso, você começou a utilizar o portfólio</p><p>para compor metade da nota da sua disciplina. Inicialmente,</p><p>você demonstrou certa apreensão com essa nova metodologia</p><p>para compor a nota. Ao longo do tempo, você percebeu que</p><p>alguns estudantes, que não estavam apresentando um bom</p><p>desempenho nas avaliações do tipo prova com questões</p><p>objetivas, começaram a realizar as atividades que deveriam</p><p>ser armazenadas nos portfólios. Notou que à medida que</p><p>os estudantes revisitam os portfólios, eles verbalizavam</p><p>com precisão os caminhos que haviam percorrido para</p><p>realizar tais atividades. Considerando sua experiência com</p><p>o uso de portfólio, qual foi a devolutiva que você deu para a</p><p>coordenação de curso acerca desse novo processo avaliativo?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo</p><p>professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no</p><p>ambiente de aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Indicação 1</p><p>No livro intitulado Diversificar é preciso - instrumentos e técnicas</p><p>de avaliação da aprendizagem, de autoria de Léa Depresbiteris</p><p>e Marialva Rossi Tavares, as autoras apresentam diferentes</p><p>métodos e técnicas de avaliação. Vários instrumentos são</p><p>Indicações de leitura</p><p>20</p><p>apresentados, dentre os quais provas, mapas conceituais</p><p>e portfólios. Aos leitores é oferecida uma gama variada de</p><p>instrumentos avaliativos.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton e busque pelo título da obra no parceiro Senac.</p><p>DESPRESBITERIS, L.; TAVARES, M. R. Diversificar é preciso -</p><p>instrumentos e técnicas de avaliação da aprendizagem. São</p><p>Paulo: Senac, 2009.</p><p>Indicação 2</p><p>No artigo intitulado A importância do processo de avaliação</p><p>na prática pedagógica, de Renato Melher Portásio e Anterita</p><p>Cristina de Sousa Godoy, as autoras analisam a avaliação sob</p><p>uma ótica emancipatória voltada para o autoconhecimento e a</p><p>autonomia para tomada de decisões conscientes, que podem</p><p>levar o educando a descrever sua própria caminhada e propor</p><p>alternativas de ação.</p><p>PORTÁSIO, R. M.; SOUSA, A. C. G. A importância do processo de</p><p>avaliação na prática pedagógica. Revista de Educação, v. 10, n.</p><p>10, 2007.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton, em seguida clique em Revista Eletrônica, localize Revista</p><p>de Educação ISSN: 1415-7772. e-ISSN: 2178-6976 e busque pelo</p><p>título da obra.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>21</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes</p><p>neste Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em</p><p>Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas,</p><p>além de questões de interpretação com embasamento no</p><p>cabeçalho da questão.</p><p>1. Para criarem seus portfólios, os estudantes são</p><p>orientados a organizar e amarzenar seus trabalhos,</p><p>desenvolvidos ao longo do processo formativo, em</p><p>arquivos para que possam ser revisitados. Com isso, esse</p><p>instrumento tem um potencial formativo que pode ser</p><p>relacionado a uma modalidade de avaliação. Assinale a</p><p>alternativa que contemple esse tipo de modalidade.</p><p>a. Avaliação diagnóstica.</p><p>b. Avaliação somatória.</p><p>c. Avaliação crítica.</p><p>d. Avaliação formativa.</p><p>e. Avaliação pós-crítica.</p><p>2. Um professor do curso de Direito resolveu utilizar</p><p>a observação como estratégia avaliativa. Para isso,</p><p>criou dinâmicas para que os estudantes simulassem</p><p>julgamentos. Os estudantes que não estavam</p><p>participando diretamente</p><p>das cenas deveriam descrevê-</p><p>las em uma ficha a ser preenchida no momento que</p><p>assistissem à simulação do julgamento. Os estudantes,</p><p>então, foram avaliados de acordo com as suas anotações.</p><p>22</p><p>O objetivo era que pudessem compreender quais foram</p><p>os equívocos e os acertos cometidos por acusador,</p><p>acusados e juiz do caso. Sobre esse método de avaliação,</p><p>pode-se afirmar que:</p><p>a. As observações não podem ser realizadas ao longo de</p><p>determinados processos.</p><p>b. Os registros das observações podem ser realizados de</p><p>forma sistemática e assistemática.</p><p>c. As observações devem sempre ser realizadas ao longo de</p><p>determinados processos longos.</p><p>d. As observações devem ser realizadas ao longo de</p><p>determinados processos curtos.</p><p>e. Os registros das observações não são confiáveis, uma vez</p><p>que nem sempre são fidedignos à realidade.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1–Resposta D</p><p>Resolução: O portfólio está alinhado a uma perspectiva</p><p>processual de avaliação. Isto significa que serve para que</p><p>o estudante possa organizar seu processo formativo ao</p><p>longo de um determinado período. Dessa maneira, pode-</p><p>se considerar que o portfólio está articulado à avaliação</p><p>formativa.</p><p>Questão 2–Resposta C</p><p>Resolução: As observações podem ser realizadas ao</p><p>longo do processo. Os registros podem ser realizados de</p><p>modo mais ou menos pautado. As observações devem ser</p><p>circunstanciadas e analíticas, podendo gerar informações</p><p>aprofundadas, de acordo com a elaboração do instrumento</p><p>e a capacidade do aluno.</p><p>TEMA 3</p><p>Arguição, trabalhos</p><p>acadêmicos e testagem</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Vanessa Moreira Crecci</p><p>Leitura crítica: Neide Rodriguez Barea</p><p>24</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Em muitas instituições de ensino superior (IES), para além das</p><p>avaliações do tipo teste, os professores universitários utilizam</p><p>outras formas para que seus alunos possam expressar seus</p><p>conhecimentos. Um dos modos de avaliar os estudantes tem sido</p><p>a realização de trabalhos apresentados oralmente e de modo</p><p>escrito.</p><p>Você certamente já realizou apresentações orais de trabalho. É</p><p>provável que as apresentações orais que desenvolveu tenham</p><p>sido acompanhadas de trabalhos escritos que deveriam ser</p><p>entregues. Nesse Direto ao ponto, vamos retomar alguns aspectos</p><p>que devem ser considerados no momento da realização desses</p><p>trabalhos acadêmicos e de suas avaliações.</p><p>Na Leitura digital você se deparou com os termos arguição</p><p>e dissertação. Essas duas palavras são tradicionais nas</p><p>universidades. Segundo o dicionário Michaelis (2020), arguição</p><p>significa, entre outros aspectos: demonstração verbal; alegação e</p><p>argumentação. Você já sabe que quando se apresenta trabalhos</p><p>acadêmicos, esses precisam ser circunstanciados em fatos,</p><p>pesquisa científica, experiência e estudos. Para isso, o arguidor</p><p>precisa demonstrar entendimento do tópico, capacidade de</p><p>exposição e de análise com base em evidências circunstanciadas.</p><p>A parte escrita do trabalho demanda tempo considerável para que</p><p>seja realizada e deve ser feita de modo dissertativo. A dissertação</p><p>implica na defesa de um ponto de vista com base em fatos,</p><p>estudos e evidências.</p><p>Em geral, uma apresentação de final de curso, seja de graduação</p><p>ou de pós-graduação, inicia-se com o desenvolvimento de um</p><p>projeto. Esse projeto inclui os elementos descritos a seguir no</p><p>quadro.</p><p>25</p><p>Quadro 1 – Itens projeto de pesquisa</p><p>Projeto de</p><p>pesquisa</p><p>Introdução: apresentação dos principais aspectos e</p><p>ideias da pesquisa.</p><p>Justificativa teórica: quadro teórico sobre o tema.</p><p>Objetivos: descrição do principal foco da pesquisa.</p><p>Metodologia: a perspectiva metodológica e os meios</p><p>pelos quais a pesquisa será realizada.</p><p>Cronograma: período de desenvolvimento da pesquisa.</p><p>Referências bibliográficas: material bibliográfico</p><p>utilizado para circunstanciar as ideias apresentadas no</p><p>projeto.</p><p>Fonte: elaborada pela autora.</p><p>A partir do desenvolvimento de um projeto de pesquisa, os</p><p>trabalhos escritos são realizados. Uma monografia de final de</p><p>curso apresenta os seguintes itens: capa; folha ou página de</p><p>rosto; dedicatória (opcional); agradecimentos (opcional); sumário;</p><p>lista de tabelas e ilustrações (opcional); lista de abreviatura</p><p>(opcional); resumo; introdução; capítulos; conclusão e referências</p><p>bibliográficas. E quais são os capítulos previstos em um trabalho</p><p>acadêmico? Os capítulos são criados com base na natureza do</p><p>trabalho (SEVERINO, 2002). Caso o estudo tenha a abrangência de</p><p>uma conclusão de curso, seja na graduação ou na pós-graduação,</p><p>pode-se considerar a existência de ao menos três capítulos,</p><p>conforme quadro a seguir.</p><p>26</p><p>Quadro 2 – Conteúdos dos capítulos de trabalhos acadêmicos</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>A avaliação das apresentações orais de trabalho e dos trabalhos</p><p>acadêmicos escritos devem ser realizadas de acordo com critérios</p><p>pré-estabelecidos e acordados previamente com os estudantes.</p><p>As apresentações de trabalhos orais podem ser avaliadas de</p><p>acordo com os seguintes critérios: 1) organização da apresentação</p><p>(modo como os expositores utilizaram o tempo e desenvolveram</p><p>uma sequência lógica de exposição com começo, meio e fim); 2)</p><p>conteúdo da apresentação (qualidade das fontes das informações</p><p>apresentadas); 3) criatividade na exposição (modos alternativos</p><p>de exposição) e 4) autoria na análise dos dados apresentados (o</p><p>quanto os expositores tiveram condições de analisar de modo</p><p>autoral os dados que apresentaram).</p><p>O texto escrito de natureza dissertativa também deve ser avaliado</p><p>de acordo com alguns critérios: 1) organização das ideias (como</p><p>as partes do trabalho foram organizadas); 2) conteúdo do</p><p>trabalho (qualidade das fontes consultadas e apresentadas); e</p><p>3) criatividade e autoria (capacidade dos autores de analisarem</p><p>27</p><p>de modo crítico as informações trazidas no trabalho). Você pode</p><p>observar que os critérios são semelhantes, afinal, os dois se</p><p>relacionam à exposição e à organização de ideias que devem fazer</p><p>sentido para aqueles que as elaboraram.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>ARGUIÇÃO. In: Michaelis: Dicionário Brasileiro da Língua</p><p>Portuguesa. Editora Melhoramentos, 2020. Disponível em: https://</p><p>michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-</p><p>brasileiro/arguição/. Acesso em: 30 mai. 2020.</p><p>SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo:</p><p>Cortez Editora, 2002.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Você já notou que os trabalhos acadêmicos, com o avanço</p><p>dos estudos, tendem a se tornarem mais complexos. Você</p><p>compreendeu que há diferenças no nível de profundidade na</p><p>abordagem de um assunto entre o trabalho de conclusão de</p><p>curso (TCC) e a tese de doutorado. Mas, o que há em comum</p><p>entre esses dois tipos de trabalhos? Qualquer que seja a forma</p><p>do trabalho científico, segundo Severino (2017), deve-se lembrar</p><p>que todo trabalho desta natureza tem por objetivo intrínseco</p><p>a demonstração e o desenvolvimento de um raciocínio lógico.</p><p>Isso significa afirmar que a exposição das ideias deve ter coesão</p><p>e coerência; as informações precisam ser baseadas em fontes</p><p>confiáveis e os métodos precisam ser explícitos.</p><p>28</p><p>Há várias maneiras de levantar os fatos que serão frutos de</p><p>análise para produção de ideias. Esse levantamento pode ser</p><p>bibliográfico, quando as fontes da pesquisa são referências</p><p>bibliográficas já publicadas. A pesquisa empírica requer a</p><p>produção de dados levantados em determinadas práticas, sendo</p><p>que essas podem ser sociais ou, até mesmo, científicas, quando</p><p>produzidas em laboratório. Há uma série de outras possibilidades</p><p>de levantamento de dados. O importante é o pesquisador ter a</p><p>consciência de que ao descrever seu estudo, ele precisa explicitar</p><p>o modo como os dados apresentados foram levantados.</p><p>Severino (2002) chama atenção para o fato de que em um</p><p>trabalho científico, o objeto de estudo deve ser circunscrito para</p><p>que o pesquisador tenha maiores possibilidades de solucionar o</p><p>problema de pesquisa ao qual se propôs investigar. Segundo ele,</p><p>a tese de doutorado é considerada o tipo mais representativo</p><p>do trabalho</p><p>científico monográfico, a abordagem do tema exige</p><p>originalidade. A dissertação de mestrado, por sua vez, deve</p><p>ter o mesmo rigor científico da tese. No entanto, o caráter da</p><p>dissertação pode ser mais demonstrativo. Não há obrigatoriedade</p><p>da defesa de uma tese.</p><p>Em comum com os trabalhos acadêmicos a serem produzidos</p><p>em diferentes momentos e fases da vida acadêmica, pode-se</p><p>dizer que não se pode querer falar de tudo, é preciso ter foco no</p><p>momento em que se escreve um trabalho acadêmico.</p><p>A coerência interna do texto é imprescindível. Segundo Severino</p><p>(2002), essa deve ocorrer em dois níveis: 1) a coerência lógico-</p><p>estrutural da articulação do raciocínio, as etapas do processo</p><p>demonstrativo se sucedendo dentro de uma sequência da</p><p>articulação lógico; e 2) coerência com a metodologia do estudo.</p><p>29</p><p>Referências bibliográficas</p><p>SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo:</p><p>Cortez Editora, 2002.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>A partir de uma necessidade de inovação instituída na faculdade na</p><p>qual você leciona, no último semestre, cada estudante realizou uma</p><p>apresentação oral ao longo do período para composição da nota</p><p>final. Você notou que vários estudantes demonstraram dificuldades</p><p>para se expor. Para auxiliá-los a compreender suas dificuldades,</p><p>você acredita que será importante estabelecer alguns critérios para</p><p>dar feedbacks aos estudantes. Quais seriam os critérios a serem</p><p>avaliados em uma apresentação oral e que podem ser apresentados</p><p>aos estudantes de forma a nortear sua exposição?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo</p><p>professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no</p><p>ambiente de aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Indicação 1</p><p>Na tradição acadêmica são utilizados diversos termos de</p><p>modo corriqueiro. Quando trabalhos acadêmicos são citados,</p><p>estão relacionados aos termos: objeto, pesquisa bibliográfica,</p><p>metodologia e resultados. Com a leitura do livro de Marconi e</p><p>Indicações de leitura</p><p>30</p><p>Lakatos, você poderá compreender o significado de diversos</p><p>termos que circulam no ambiente acadêmico.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “Minha Biblioteca”.</p><p>MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. Metodologia do trabalho</p><p>científico, 8. ed. Grupo GEN, 05/2017. [Minha Biblioteca].</p><p>Indicação 2</p><p>Léa Depresbiteris, utilizando uma metáfora do teatro discute o</p><p>processo avaliativo com base em uma experiência que realizou</p><p>com formação de professores, na qual o foco foi a avaliação</p><p>de programas educacionais. O livro apresenta uma importante</p><p>reflexão sobre a avaliação em articulação com o processo de</p><p>ensino e aprendizagem. No ato 1, a avaliação é colocada em</p><p>julgamento, um dos personagens – o promotor - indaga como</p><p>é possível uma professora com 40 alunos aplicar uma avaliação</p><p>formativa. A resposta da testemunha de defesa relata o uso de</p><p>exercícios que verifique se os critérios pré-definidos estão sendo</p><p>alcançados, analisando as dificuldades encontradas pelos alunos.</p><p>Desse modo, a necessidade de conhecer os critérios avaliativos</p><p>antes de um exercício é fundamental para o discente.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “Senac”.</p><p>DEPRESBITERIS, L. Avaliação educacional em três atos. São</p><p>Paulo: Senac, 2017.</p><p>31</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes</p><p>neste Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em</p><p>Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas,</p><p>além de questões de interpretação com embasamento no</p><p>cabeçalho da questão.</p><p>1. Os termos arguição e dissertação são tradicionais na vida</p><p>acadêmica. Pode-se afirmar que ambos estão relacionados,</p><p>respectivamente:</p><p>a. Demonstração verbal argumentativa e exposição</p><p>lógica de ideias.</p><p>b. Senso comum e filosofia humanista.</p><p>c. Demonstração verbal da razão e exposição de ideias livres.</p><p>d. Retórica e dialética.</p><p>e. Exposição escrita das ideias e tradição oral.</p><p>2. As bancas, comissões constituídas por professores</p><p>especializados em determinadas áreas do conhecimento,</p><p>avaliam os estudos dissertativos apresentados com base em</p><p>alguns critérios. Um dos critérios é a fonte e a qualidade das</p><p>referências bibliográficas consultadas. Sobre isso, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>32</p><p>a. Os autores não precisam observar a qualidade das fontes e</p><p>a fidedignidade das informações levantadas. Uma vez que</p><p>as informações estejam publicadas, pode-se considerá-las</p><p>como verdadeiras.</p><p>b. Os autores devem observar a qualidade das fontes e a</p><p>fidedignidade das informações levantadas. Portanto, o ideal</p><p>é que a consulta seja realizada em fontes diversas para que</p><p>comparações possam ser realizadas.</p><p>c. Os autores devem observar a qualidade das fontes e a</p><p>fidedignidade das informações levantadas. Portanto, o ideal</p><p>é que a consulta seja realizada em um único local, assim não</p><p>haverá dúvidas sobre a veracidade das informações.</p><p>d. O termo monografia significa que um estudo foi baseado</p><p>em apenas uma fonte de pesquisa. Os assuntos tratados</p><p>podem ser variados, mas a teoria necessita ser apenas uma.</p><p>e. A referência teórica de um estudo deve ser o ponto de</p><p>partida para seu desenvolvimento. É com base nela que os</p><p>dados de campo devem ser avaliados. Portanto, tudo deve</p><p>se reportar à teoria sem contradição.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1–Resposta A</p><p>Resolução: A noção de arguição tem relação com a exposição</p><p>verbal. A dissertação, apesar de poder ser oral ou escrita, na</p><p>tradição acadêmica está mais relacionada à exposição lógica</p><p>das ideias no texto escrito. No Brasil, intitula-se o trabalho de</p><p>conclusão de mestrado como dissertação.</p><p>33</p><p>Questão 2–Resposta B</p><p>Resolução: Quando o trabalho dissertativo for submetido</p><p>à avaliação, um dos critérios será o tipo de referências</p><p>bibliográficas utilizado. Portanto, o autor precisa ter cuidado</p><p>com a qualidade das referências utilizadas. Para isso, é</p><p>importante que ele utilize mais de uma fonte de pesquisa.</p><p>TEMA 4</p><p>Avaliação e recuperação</p><p>da aprendizagem</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Vanessa Moreira Crecci</p><p>Leitura crítica: Neide Rodriguez Barea</p><p>35</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Imagine se no seu cotidiano profissional você pudesse reconhecer</p><p>e desenvolver suas habilidades e competências, reconhecer</p><p>suas limitações e potencialidades, colocar-se no lugar de seu</p><p>semelhante e saber que, quando necessário, o próximo poderá</p><p>compreender sua posição.</p><p>Pois bem, você sabe o que são as competências socioemocionais?</p><p>Você sabe como as competências socioemocionais podem</p><p>ser avaliadas? Cada vez mais as instituições estão procurando</p><p>profissionais que estejam com a saúde mental desenvolvida. Isso</p><p>quer dizer que as instituições procuram profissionais que tenham</p><p>a capacidade de gerir as próprias emoções, tenham resiliência,</p><p>autoconhecimento, autocuidado e empatia. Essas características</p><p>são chamadas de competências socioemocionais.</p><p>No contexto universitário, à medida que os estudantes são</p><p>preparados para lidar com as próprias emoções, as competências</p><p>socioemocionais podem melhorar os resultados acadêmicos. Para</p><p>isso, os estudantes precisam compreender como desenvolver</p><p>mecanismos de autocontrole.</p><p>No entanto, ao longo do processo formativo, seja escolar</p><p>ou acadêmico, provavelmente os estudantes tenham tido</p><p>pouco contato com esse conceito de modo direto, seja para</p><p>compreender ou até mesmo para desenvolvê-lo. Felizmente,</p><p>esse cenário tem mudado. Em 2020, passou a vigorar na escola</p><p>básica a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece</p><p>como direito dos estudantes brasileiros, uma diversidade de</p><p>competências socioemocionais, tais como: empatia, autocuidado,</p><p>autoconhecimento, resiliência e projeto de vida. Tendo em vista</p><p>as demandas do mercado</p><p>de trabalho, as instituições de ensino</p><p>36</p><p>superior (IES) começam a prestar atenção nessas competências.</p><p>Mas quais seriam as iniciativas possíveis no contexto das IES?</p><p>Como avaliar competências que são de naturezas sociais e</p><p>emocionais?</p><p>No Brasil, há algum tempo, teorias sobre avaliação, que favorecem</p><p>a autorregulação da aprendizagem e, como consequência, uma</p><p>perspectiva mais personificada de avaliação e autoavaliação, têm</p><p>sido reconhecidas como potencialmente formativas e podem</p><p>favorecer ao desenvolvimento de competências socioemocionais.</p><p>A teoria da avaliação mediadora de Jussara Hoffmann é uma delas.</p><p>A autora prevê que o estudante seja o principal protagonista da</p><p>avaliação. O professor deve escutá-lo ao longo de seu processo</p><p>de formação. Nessa direção, ao estudante é dada a oportunidade</p><p>de reconhecer seu próprio percurso de aprendizagem, precisando</p><p>desenvolver mecanismos para comunicar-se com seus colegas</p><p>e professores. Nesses termos, a avaliação deve prever, com</p><p>base em uma perspectiva de educação integral do estudante, o</p><p>acompanhamento da evolução da construção do conhecimento</p><p>(HOFFMANN, 1994). Em síntese, o movimento deve ser o de</p><p>refletir a respeito da produção de conhecimento do aluno,</p><p>indicando possibilidades de superação e enriquecimento do saber</p><p>(HOFFMANN, 2009). Mas como fazer isso?</p><p>A avaliação mediadora prevê o diálogo entre estudantes e</p><p>professores. O estudante precisa desenvolver o acolhimento</p><p>de feedbacks que podem ser do professor e, também, dos</p><p>próprios colegas. Por exemplo, caso o desafio seja o de realizar</p><p>a apresentação de trabalhos em grupo, o professor pode</p><p>inicialmente negociar com a turma quais serão os aspectos</p><p>avaliados durante a apresentação. O professor pode ser</p><p>surpreendido ao identificar o quanto os estudantes entendem</p><p>dos processos avaliativos e o quanto são criteriosos. Em um</p><p>37</p><p>outro momento, um grupo de alunos realiza a apresentação, um</p><p>segundo grupo pode avaliar o grupo que apresentou. Para isso</p><p>pode preencher uma ficha avaliando os critérios acordados com</p><p>a turma. Nessas situações, o professor será o facilitador desse</p><p>processo dialógico e avaliativo, zelando para que as posturas</p><p>sejam colaborativas. Sem dúvida, esses movimentos favorecem</p><p>ao desenvolvimento de competências socioemocionais tão</p><p>necessárias para o desenvolvimento profissional e pessoal.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>HOFFMANN, J. M. L. Avaliação mediadora: uma prática em</p><p>construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Mediação,</p><p>2009.</p><p>HOFFMANN, J. M. L. Avaliação mediadora: uma relação dialógica</p><p>na construção do conhecimento. São Paulo: FDE, 1994.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Há várias leituras possíveis sobre quais seriam as competências</p><p>socioemocionais mais adequadas de serem desenvolvidas</p><p>no contexto acadêmico. Nesse cenário, o importante é</p><p>compreender que, dentre diversos aspectos que estão envolvidos</p><p>nesse movimento, já foi comprovado que as competências</p><p>socioemocionais aumentam a integração dos estudantes com seus</p><p>pares, o desempenho acadêmico, a capacidade de reação diante</p><p>de cenários complexos, o autocrontrole e a empatia. A seguir</p><p>foram descritas cinco competências que podem ser desenvolvidas</p><p>e avaliadas no contexto acadêmico.</p><p>38</p><p>O autoconhecimento compreende a capacidade de reconhecer</p><p>as próprias emoções, princípios e valores que influenciam</p><p>o comportamento. A autogestão é a capacidade de regular</p><p>as emoções, pensamento e comportamentos em situações</p><p>complexas. Essa capacidade é desenvolvida à medida que o</p><p>estudante aprende a controlar seus impulsos e gerenciar seu</p><p>estresse. O engajamento social é a capacidade de ter empatia</p><p>com os demais, inclusive quando se trata de indivíduos de origens</p><p>e culturas diversas. A capacidade de estabelecer relacionamentos</p><p>interpessoais saudáveis é gratificante, e também pode ser</p><p>desenvolvida à medida que o estudante consegue atuar em</p><p>trabalhos em equipe se comunicando com clareza e cooperando</p><p>com o grupo, resistindo a posturas inadequadas e negociando</p><p>conflitos. Por fim, a tomada de decisão implica na capacidade de</p><p>fazer escolhas em razão de suas possíveis consequências. Para</p><p>isso, o estudante precisa compreender que ao decidir é preciso</p><p>que avalie as perdas e os ganhos envolvidos em suas opções.</p><p>Mas como as IES podem desenvolver projetos avaliativos</p><p>que mensurem o desenvolvimento dessas competências? A</p><p>avaliação mediadora já foi citada como uma possibilidade.</p><p>Outras alternativas também podem ser desenvolvidas. A</p><p>autoavaliação, elaborada pelos estudantes, pode ocorrer com o</p><p>auxílio de profissionais especializados nessas competências. O</p><p>próprio professor pode ser preparado para aplicar instrumentos</p><p>que mensurem as competências socioemocionais de maneira</p><p>efetiva. Há questionários especializados. Nesse movimento, o</p><p>estudante poderá contar com o apoio no desenvolvimento de</p><p>sua saúde mental. Atividades coletivas de metarreflexão acerca</p><p>dos processos formativos, também podem acontecer de maneira</p><p>periódico nas universidades. Isso implica a constituição de grupos</p><p>colaborativos nos quais os estudantes podem expressar suas</p><p>opiniões.</p><p>39</p><p>O importante será formar os professores universitários para que</p><p>desenvolvam estratégias para atuarem como facilitadores do</p><p>desenvolvimento de competências socioemocionais, bem como,</p><p>avaliarem o desempenho dos estudantes.</p><p>É importante, também, destacar, que quanto mais oportunidades</p><p>de participação em práticas diversas, maiores as chances de os</p><p>estudantes desenvolverem suas competências e habilidades.</p><p>Processos avaliativos formativos podem incorporar nos conceitos</p><p>periódicos essas atividades extracurriculares.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning</p><p>(CASEL). Core SEL competencies. Disponível em: https://casel.org/</p><p>core-competencies/. Acesso em: 20 jun. 2020.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>A professora Eliane desenvolveu um método de avaliação</p><p>que, ao final, professora e estudante são corresponsáveis</p><p>pelo desenvolvimento da avaliação. Ao final da disciplina,</p><p>a documentação, constituída ao longo do período letivo no</p><p>contexto do curso, é revisitada por professora e estudante para</p><p>definirem o conceito. Diante desse processo, ela tem notado</p><p>que os estudantes desenvolvem certas reações. Alguns acolhem</p><p>o feedback da professora. Outros, recebem suas colocações</p><p>com aparente conformismo. Por fim, há um pequeno grupo que</p><p>questiona de modo mais incisivo. Eliane, então, notou que esse</p><p>contexto avaliativo poderia ser espaço para o desenvolvimento de</p><p>https://casel.org/core-competencies/</p><p>https://casel.org/core-competencies/</p><p>40</p><p>competências socioemocionais, tais como: inteligência emocional,</p><p>autoconhecimento, autoconfiança, resiliência, projeto de vida</p><p>etc. A professora, então, ficou se questionando como começar</p><p>a contribuir para que os estudantes possam desenvolver tais</p><p>competências. Quais ideias podemos dar para a professora Eliane</p><p>para que seus estudantes desenvolvam tais competências?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo</p><p>professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no</p><p>ambiente de aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Indicação 1</p><p>O livro intitulado Competências comportamentais, escrito por</p><p>Roberto Coda, tem como principal objetivo a demonstração</p><p>de como são possíveis a identificação e o mapeamento de</p><p>competências do comportamento de profissionais. Para isso,</p><p>tem como ponto de partida as motivações que as pessoas têm</p><p>para o trabalho e as ações que preferem desempenhar para o</p><p>cumprimento de metas que lhes são designadas. Em síntese,</p><p>o livro também aborda a importância da motivação intrínseca</p><p>para a promoção e a valorização dos recursos humanos das</p><p>instituições. Destaque para o Capítulo 3, intitulado Competências</p><p>comportamentais & motivação para o trabalho. no qual o autor</p><p>relaciona a relação do profissional e suas competências com</p><p>tipos de motivação. Também, há uma parte na qual o autor tece</p><p>orientações para que motivações sejam constituídas.</p><p>Indicações</p><p>de leitura</p><p>41</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual</p><p>da Kroton e busque pelo título da obra no parceiro Biblioteca</p><p>Virtual.</p><p>CODA, R. Competências comportamentais. São Paulo: Grupo</p><p>GEN, 2016.</p><p>Indicação 2</p><p>No Capítulo 3, intitulado O processo de ensino-aprendizagem do</p><p>aluno adulto: conceitos importantes, do livro: Aprendizagem do</p><p>aluno adulto: implicações para a prática docente no ensino superior,</p><p>de autoria de Makeline Gomes Oliveira Nogueira, questiona-se</p><p>qual é a melhor forma de se ensinar um aluno adulto. O capítulo é</p><p>dedicado aos modos como esse estudante aprende. A autora tenta</p><p>responder questões como: quais são as principais dificuldades</p><p>do estudante do ensino superior? Que tipo de metodologia de</p><p>ensino é a mais adequada? Como o professor deve preparar suas</p><p>aulas? As reflexões realizadas instigam outros temas. Esse livro,</p><p>em especial o Capítulo 3, torna-se imprescindível para a formação</p><p>continuada do professor universitário.</p><p>Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da</p><p>Kroton e busque pelo título da obra.</p><p>NOGUEIRA, M. O. G. Aprendizagem do aluno adulto: implicações</p><p>para a prática docente no ensino superior. In: Aprendizagem</p><p>do aluno adulto: implicações para a prática docente no ensino</p><p>superior. Curitiba: Ibpex, 2009.</p><p>42</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Para o desenvolvimento da avaliação mediadora, práticas</p><p>dialógicas entre estudantes e professores precisam ocorrer.</p><p>Por exemplo, caso o desafio seja o de realizar a apresentação</p><p>de trabalhos em grupo, o professor pode inicialmente negociar</p><p>com a turma quais serão os aspectos avaliados durante</p><p>a apresentação. O professor pode ser surpreendido ao</p><p>identificar o quanto os estudantes entendem dos processos</p><p>avaliativos e o quanto são criteriosos. Em um outro momento,</p><p>um grupo de alunos realiza a apresentação, e um segundo</p><p>grupo pode avaliar o grupo que apresentou.</p><p>Sendo assim, é possível afirmar que:</p><p>a. O estudante precisa desenvolver o acolhimento de</p><p>feedbacks que podem ser do professor e, também, dos</p><p>próprios colegas.</p><p>b. O estudante precisa desenvolver o acolhimento de</p><p>feedbacks que sejam cedidos apenas pelos próprios</p><p>colegas.</p><p>43</p><p>c. O estudante precisa desenvolver o acolhimento de</p><p>feedbacks que sejam cedidos apenas pelos professores.</p><p>d. O estudante deve acolher apenas feedbacks referentes</p><p>aos critérios acordados entre professores e estudantes.</p><p>e. O professor é o único responsável por estabelecer</p><p>critérios de avaliação e os estudantes são responsáveis</p><p>pelos feedbacks.</p><p>2. No cenário atual das instituições de ensino superior (IES)</p><p>no Brasil, sabe-se que ao longo do processo formativo os</p><p>estudantes têm tido poucas oportunidades de desenvolver</p><p>competências socioemocionais. No entanto, cada vez</p><p>mais esse cenário tem mudado. Qual tipo de avaliação</p><p>pode favorecer ao desenvolvimento de competências</p><p>socioemocionais?</p><p>a. Avaliação diagnóstica.</p><p>b. Avaliação mediadora.</p><p>c. Testagem.</p><p>d. Exame.</p><p>e. Avaliação externa.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1–Resposta A</p><p>Resolução: No contexto apresentado, a avaliação mediadora</p><p>envolve a constituição de uma postura de acolhimento por</p><p>parte dos estudantes de feedbacks, que serão concedidos por</p><p>professores e pelos próprios estudantes.</p><p>44</p><p>Questão 2–Resposta B</p><p>Resolução: Tendo em vista a natureza da avaliação mediadora</p><p>envolvendo práticas de diálogo entre professores e estudantes,</p><p>ela se torna aliada do desenvolvimento de competências. Dessa</p><p>maneira, os estudantes poderão desenvolver uma postura</p><p>acolhedora e de escuta em relação ao percurso formativo</p><p>traçado.</p><p>BONS ESTUDOS!</p><p>Apresentação da disciplina</p><p>Introdução</p><p>TEMA 1</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 2</p><p>Direto ao ponto</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 3</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 4</p><p>Direto ao ponto</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>Botão TEMA 5:</p><p>TEMA 2:</p><p>Botão 158:</p><p>Botão TEMA4:</p><p>Inicio 2:</p><p>Botão TEMA 6:</p><p>TEMA 3:</p><p>Botão 159:</p><p>Botão TEMA5:</p><p>Inicio 3:</p><p>Botão TEMA 7:</p><p>TEMA 4:</p><p>Botão 160:</p><p>Botão TEMA6:</p><p>Inicio 4:</p><p>Botão TEMA 8:</p><p>TEMA 5:</p><p>Botão 161:</p><p>Botão TEMA7:</p><p>Inicio 5:</p>