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<p>DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO 2023/2</p><p>LIÇÃO 1 - NOÇÕES INTRODUTÓRIAS AO DIREITO TRIBUTÁRIO</p><p>1. Pode-se afirmar que o Direito Tributário evoluiu em decorrência do aumento da complexidade social e da necessidade de regulamentar adequadamente as relações jurídicas tendentes a produzir reflexos tributários. Considerando o exposto e os seus conhecimentos, pode-se afirmar com segurança que o Direito Tributário:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>A. REGULAMENTA MATÉRIAS ATINENTES ÀS RECEITAS DO ESTADO.</p><p>O Direito Tributário estuda as normas referentes às atividades de tributação, que, por sua vez, resultam em receitas tributárias. Por esta razão, não regulamenta as relações jurídicas entre particulares (regidas, em regra, pelo Direito Civil), a pretensão punitivista do Estado (regida, em regra, pelo Direito Penal), as pretensões políticas do Estado (cuja regulamentação está dispersa, mas é estudada, principalmente, em Direito Constitucional e Ciência Política). Por fim, não é autônomo, pois depende de diversas searas jurídicas para ser operacionalizado.</p><p>2. O Sistema Tributário Nacional pressupõe a organização de um arcabouço jurídico/tributário que possibilita a arrecadação dos recursos financeiros necessários ao funcionamento do Estado. Considerando o disposto acima e os seus conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 ESTABELECE AS PRINCIPAIS DIRETRIZES DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL, SENDO COMPLEMENTADA PELA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.</p><p>A Constituição Federal versa sobre matéria tributária, inclusive, reservando para si a delimitação da competência tributária e a fixação das diretrizes tributárias. O Código Tributário não foi revogado após a entrada em vigor da Constituição Federal. Ainda, a matéria constitucional tributária é complementada pela legislação infraconstitucional.</p><p>3. No Direito Tributário, a operacionalização adequada da atribuição de competências possibilita segurança jurídica aos entes federativos e aos contribuintes. Isso significa que cada ente federal poderá instituir os tributos necessários ao custeio do ente federativo.</p><p>Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. OS ENTES FEDERADOS DISPENSAM A AUTORIZAÇÃO DOS DEMAIS ENTES PARA INSTITUIR TRIBUTOS DE SUA COMPETÊNCIA.</p><p>A atribuição de competência tributária pela Constituição Federal não pode ser concedida de um ente para outro, tampouco pode um ente instituir um tributo cuja competência tributária seja de outro ente. Ainda, os entes federados não precisam de autorização recíproca para instituir tributos de sua competência.</p><p>4. A relação jurídico-tributária se estabelece entre Estado e contribuinte, sendo que cada sujeito deve atender a preceitos jurídicos específicos. A harmonia na relação jurídico-tributária tende a resultar em segurança jurídica. Nessa relação, pode-se afirmar que:</p><p>RESPOSTA CORRETA.</p><p>B. AS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS SÃO ATIVIDADES QUE O CONTRIBUINTE PRECISA CUMPRIR PARA AUXILIAR O DEVER DE FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO.</p><p>As obrigações principais consistem no dever de o contribuinte pagar tributos. Além disso, elas não poderão consistir na prestação de um serviço público. Já as obrigações acessórias consistem no dever do contribuinte em cumprir ou tolerar certos atos para auxiliar a fiscalização tributária.</p><p>5. A fiscalização tributária permite ao Estado garantir que os contribuintes inadimplentes auxiliem no seu custeio. Além disso, ela permite ao Estado o ingresso de ações judiciais, visando à constrição judicial de bens e valores.</p><p>Considerando o exposto, assinale a alternativa correta:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. OS AUDITORES-FISCAIS PODERÃO APREENDER MERCADORIAS E DOCUMENTOS NO EXERCÍCIO DA FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA.</p><p>Os auditores-fiscais têm a competência exclusiva de fiscalização tributária, podendo apreender documentos e mercadorias independentemente de ordem judicial. Por sua vez, os analistas-fiscais apenas exercem atividades técnicas de apoio aos auditores-fiscais, que são funcionários públicos ligados à Administração Pública direta. Trata-se de previsão legal expressa na Lei nº 11.457/2007.</p><p>LIÇÃO 2 - NOÇÕES PRELIMINARES DE DIREITO TRIBUTÁRIO – PARTE 2</p><p>1. Assinale a alternativa que indica o princípio constitucional que permite que o imposto incida somente sobre o quanto for aditado ao preço referente à operação anterior (valor agregado), abatendo-se, contudo, o imposto pago sobre os componentes do produto final, evitando que toda a cadeia seja onerada.</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. NÃO CUMULATIVIDADE.</p><p>É o Princípio do Direito Tributário que visa não onerar a cadeia produtiva que, por consequência, oneraria o consumo.</p><p>2. Na monarquia, o rei criava tributos de acordo com suas necessidades. Hoje, o contribuinte possui direitos e garantias regidos pela Constituição da República, não estando o mesmo sujeito à vontade de terceiros, mas sim de toda a sociedade. O princípio constitucional tributário da reserva da lei garante que:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>B. OS TRIBUTOS SÓ PODEM SER INSTITUÍDOS OU AUMENTADOS ATRAVÉS DE LEI.</p><p>Princípio da legalidade: os tributos só podem ser instituídos ou aumentados através de lei.</p><p>3. O princípio que visa preservar a arrecadação tributária de forma harmônica entre as três entidades políticas e a coexistência autônoma e independente dessas atividades é:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. IMUNIDADE RECÍPROCA.</p><p>A imunidade recíproca representa garantia de harmonia entre os entes federados, e de suas autonomias financeiras, na medida em que impede a cobrança de impostos sobre os patrimônios, rendas e serviços uns dos outros.</p><p>4. A chamada imunidade tributária:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>B. NÃO PODE SER CONCEDIDA PELA UNIÃO EM RELAÇÃO A TRIBUTOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS.</p><p>Cada ente federativo (União, Estados Membros, Municípios e Distrito Federal) têm suas próprias competências tributárias quanto à instituição de tributos.</p><p>5. Assinale a alternativa que indica os tributos que devem, sempre que possível, ter caráter pessoal, assim como ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte.</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. IMPOSTOS.</p><p>São graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte, de forma a possibilitar a aplicabilidade do princípio da capacidade contributiva.</p><p>LIÇÃO 3 - FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO</p><p>1. As fontes do direito tributário são:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. FONTES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS.</p><p>As fontes primárias são as Leis Ordinária, Complementar e Constitucional, além de Medida Provisória, Decretos Legislativos e Resoluções. As fontes secundárias são decretos, portarias e atos normativos, entre outros.</p><p>2. Assinale a alternativa que contém a ordem hierarquizada das fontes do direito tributário:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>E. CONSTITUIÇÃO FEDERAL - LEIS COMPLEMENTARES - MEDIDAS PROVISÓRIAS - CIRCULARES.</p><p>No topo da hierarquia do direito tributário está a Constituição Federal. Logo abaixo, as Leis Complementares. Na sequência estão as Leis Ordinárias, Medidas Provisórias, Leis Delegadas, Decretos Legislativos e Resoluções. Por fim, Decretos-Regulamentares, Instruções Ministeriais, Circulares, Portarias e Ordens de Serviço.</p><p>3. Em que casos a Administração Pública pode iniciar a cobrança de um novo tributo?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. SE HOUVER PREVISÃO LEGAL E RESPEITAR OS PRINCÍPIOS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL.</p><p>Perfeito. A fonte do direito tributário é a lei e somente pode existir um tributo se estiver estabelecido em lei.</p><p>4. Entende-se por fonte do direito tributário:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. OS INSTITUTOS JURÍDICOS DE QUE DECORREM AS NORMAS VIGENTES DE DIREITO FISCAL.</p><p>Exato, ou ainda, é o conjunto das leis reguladoras da arrecadação dos tributos (taxas, impostos e contribuição de melhoria), bem como de sua fiscalização.</p><p>5. Assinale a única alternativa que não representa uma fonte secundária do direito tributário:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>A. LEI ORDINÁRIA.</p><p>Trata-se de uma fonte principal do direito tributário.</p><p>LIÇÃO 4 - PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS</p><p>1. Os princípios constitucionais representam os valores eleitos pelo Legislador Constituinte de um Estado e servem como balizas</p><p>para a aplicação das regras presentes no ordenamento jurídico e como fundamentos basilares para a criação dessas regras.</p><p>Considerando esses conhecimentos, pode-se afirmar que os princípios, em um sistema constitucional, representam o seu fundamento:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>D. AXIOLÓGICO.</p><p>Os princípios, por vicejarem a partir de valores, têm base axiológica. Não há segurança em afirmar que a base dos princípios é positivista, posto que essa abordagem está fortemente vinculada à lei escrita e à mecanicidade. Tampouco, embora os princípios acompanhem o dinamismo histórico, se evidencia com solidez o fundamento cronológico. O fundamento teleológico vincula-se às consequências da aplicação da lei, e não aos seus fundamentos. Ainda, a lógica, embora importante aos princípios (especialmente, à sua interpretação), não constituiu fundamento consistente tanto quanto a base axiológica.</p><p>2. Os princípios constitucionais tributários são essenciais ao ordenamento jurídico pátrio, pois representam importantes pilares para a manutenção de relativa harmonia em nosso sistema tributário.</p><p>Nesse contexto, Paulo de Barros Carvalho (2019) entende que os princípios constitucionais possibilitam quatro usos distintos. Um deles é:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>E. NORMA JURÍDICA DE POSIÇÃO PRIVILEGIADA, PORTADORA DE VALOR EXPRESSIVO.</p><p>Os princípios constitucionais podem ser utilizados como norma jurídica de posição privilegiada (pois estão inscritos na Constituição, a norma hierarquicamente superior no ordenamento jurídico brasileiro), portadora de valor expressivo (capaz de orientar o caminho hermenêutico). Nesse contexto, não se trata de norma moral, e, menos ainda, de valor afastado de regras jurídicas e morais de posição privilegiada.</p><p>3. A concretização dos princípios constitucionais tributários pressupõe sua correta interpretação e consonância com as demandas sub judice. A interpretação correta e plausível dos princípios possibilita segurança jurídica (CARVALHO, 2019).</p><p>Considerando o exposto, pode-se afirmar que o conteúdo do princípio da territorialidade da tributação implica a:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. LIMITAÇÃO POLÍTICO-GEOGRÁFICA DA INSTITUIÇÃO/INCIDÊNCIA DO TRIBUTO.</p><p>A integração entre a hipótese de incidência e a base de cálculo representa o princípio da tipologia tributária. A limitação político-geográfica atrelada ao tributo, de fato, implica a territorialidade da tributação, ou seja, ela incidirá sob os limites geográficos do ente político que tornou o tributo efetivo. A consideração da capacidade contributiva do sujeito passivo (contribuinte) vincula-se ao princípio da capacidade contributiva. O princípio da uniformidade geográfica pressupõe que os tributos instituídos pela União incidam uniformemente perante o território nacional, na forma do artigo 151, inciso I, da Constituição Federal. A impossibilidade de transferir a competência tributária adere ao princípio da indelegabilidade da competência tributária, que informa que um ente político não pode delegar a outro a competência tributária atribuída pelo legislador constituinte.</p><p>4. Além dos princípios constitucionais tributários, destaca-se a aplicabilidade dos princípios constitucionais gerais, igualmente aplicáveis em matéria de Direito Tributário. Um deles pressupõe que os interesses públicos são inapropriáveis (CARVALHO, 2019), de forma que o gestor público deve gerir o interesse público em consonância com os ditames legais.</p><p>Trata-se do princípio:</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. DA INDISPONIBILIDADE DOS INTERESSES PÚBLICOS.</p><p>O princípio do direito de petição informa que qualquer integrante do povo pode defender-se contra ilegalidades e/ou abuso de poder. O princípio da isonomia das pessoas constitucionais consagra a autonomia e delimita as competências dos entes federativos, pressupondo a convivência harmônica entre eles. O princípio da irretroatividade das leis pressupõe que nenhuma lei pode retroagir contra o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. O princípio da indisponibilidade dos interesses públicos indica que os agentes públicos vinculados ao Estado devem gerir o interesse público em proveito da coletividade, de forma que não pode apropriar-se deles em benefício próprio. O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário não pode furtar-se à apreciação de lesão ou ameaça a direito.</p><p>5. O princípio do direito de petição informa que qualquer integrante do povo pode defender-se contra ilegalidades e/ou abuso de poder. O princípio da isonomia das pessoas constitucionais consagra a autonomia e delimita as competências dos entes federativos, pressupondo a convivência harmônica entre eles. O princípio da irretroatividade das leis pressupõe que nenhuma lei pode retroagir contra o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. O princípio da indisponibilidade dos interesses públicos indica que os agentes públicos vinculados ao Estado devem gerir o interesse público em proveito da coletividade, de forma que não pode apropriar-se deles em benefício próprio. O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário não pode furtar-se à apreciação de lesão ou ameaça a direito.</p><p>RESPOSTA CORRETA.</p><p>B. DA SEGURANÇA JURÍDICA.</p><p>O princípio da universalidade da jurisdição informa que o Poder Judiciário deve acolher demandas referentes a ilegalidades e lesões a direitos. O princípio da igualdade defende a igualdade constitucional (formal e material) e não está relacionado com o disposto no enunciado. O princípio da legalidade impera sob o comando normatizador do direito, no sentido de que ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer sem que exista previsão legal para tanto, sendo que não está relacionado ao disposto no enunciado. No enunciado, não consta lesão ao princípio da liberdade de trabalho, que pressupõe o livre exercício de trabalho, ofício ou profissão, atendidos os requisitos legais. De fato, há premente lesão ao princípio da segurança jurídica de que pressupõe a uniformidade de decisões judiciais. Trata-se de um problema recorrente, e muitos esforços são envidados para corrigi-lo.</p><p>LIÇÃO 5 – FATO GERADOR</p><p>1. O que é fato gerador?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>B. É A MATERIALIZAÇÃO DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO TRIBUTO.</p><p>É a situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência do tributo.</p><p>2. Qual das alternativas abaixo está correta em relação ao fato gerador da obrigação tributária principal?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>A. LEI NECESSÁRIA E SUFICIENTE À SUA OCORRÊNCIA.</p><p>A obrigação é principal quando o contribuinte tem por prestação (dever) o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.</p><p>3. Qual o fato gerador do Imposto Sobre Serviços (ISS)?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>C. A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.</p><p>O imposto tem seu fato gerador na prestação do serviço, mesmo que esta não seja a sua atividade principal.</p><p>4. Qual o momento de extinção da obrigação tributária?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>E. JUNTAMENTE COM O CRÉDITO TRIBUTÁRIO.</p><p>O Código Tributário Nacional (CTN) nos traz, em seu art. 156, as hipóteses de extinção do crédito tributário: pagamento, compensação, transação, remissão, prescrição e decadência, conversão de depósito em renda, pagamento antecipado, consignação em pagamento, decisão administrativa irreformável, decisão judicial passada em julgado e dação em pagamento em bens imóveis.</p><p>5. Qual das alternativas abaixo apresenta um aspecto estruturante do fato gerador?</p><p>VOCÊ ACERTOU!</p><p>A. TEMPORAL.</p><p>Os elementos estruturantes do fato gerador são: pessoal, espacial, material e temporal (diz respeito ao momento de sua ocorrência). Portanto, os aspectos de validade, de eficácia, obrigacional e legal não implicam para a ocorrência de um fator gerador, a natureza dos atos praticados, nem de seus efeitos.</p><p>LIÇÃO 6 - ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO</p><p>1)A palavra “finanças” teve sua primeira aparição perante a atuação estatal na Idade Média, quando se tratava de uma multa fixada por juiz, que deveria ser paga ao Estado. Diante do contexto histórico da atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:</p><p>“A origem da palavra 'finanças' é controvertida. Para</p><p>alguns autores, vem da palavra inglesa 'fine', que se refere ao pagamento de multas. Outros a relacionam ao termo alemão 'finden', relativo a encontrar. Para Benvenuto Griziotti, o substantivo finanças provém do latim medieval 'financia' e indica os diferentes meios necessários para os gastos públicos e a realização dos fins do Estado. Esclarece Héctor Villegas que o vocábulo finanças deriva da palavra latina 'finis' e do verbo latino 'finire', que gerou posteriormente, em latim medieval, o verbo 'finare' e o termo 'finatio'. Este último teve seu significado mudado através dos tempos. Na Idade Média, em um primeiro momento, designava decisão judicial, depois passou a indicar a multa fixada em juízo e, finalmente, os pagamentos e prestações em geral. Em um segundo período, por volta do século XIV, os negócios financeiros eram identificados com os negócios monetários em geral, e, ao mesmo tempo, dava-se à palavra finanz o significado negativo de intriga, usura e fraude. Em um terceiro período, primeiro na França e depois em outros países, a palavra finanças passou a ser empregada unicamente em relação aos recursos e despesas do Estado e das comunas” (ABRAHAM, 2021, p. 30).</p><p>Considerando os estudos sobre a evolução histórica das finanças, assinale a alternativa que apresenta o marco legislativo brasileiro do Direito Financeiro.</p><p>Você Acertou!</p><p>D) Lei nº4.320/1964 — Lei Geral de Orçamentos.</p><p>No ordenamento legislativo brasileiro, a Lei nº4.320/1964 (Lei Geral de Orçamentos) é considerada o marco legislativo do Direito Financeiro, pois antes dela não havia nenhum ordenamento jurídico que regulamentasse tal ramo do Direito. O Código Comercial Brasileiro é a lei mais antiga vigente até os dias atuais e, inicialmente, tratava da regulamentação empresarial e atualmente, somente regulamenta o comércio marítimo. O Código Tributário Nacional regula a instituição, aplicação e destinação dos tributos existentes no Brasil. A Constituição Federal de 1988 recepcionou a Lei Geral de Orçamentos como lei complementar que regula a atividade financeira do Estado, mas não é o marco do Direito Financeiro. Por fim, a LRF regulamenta a responsabilidade do Estado perante suas atividades financeiras.</p><p>2) O Estado, para que possa atingir a sua finalidade de garantir o bem-estar de sua população, deve realizar diferentes ações que permitam a concretização desse objetivo, tais como: fornecer serviços públicos (educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, etc.), fornecer poder de polícia, efetuar a construção de obras públicas, entre outros. Em relação aos estudos sobre a atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:</p><p>“O Estado-Administração, todavia, não poderia manter-se nem cumprir suas finalidades se não dispusesse de uma massa adequada de meios econômicos, que se 'alimenta' de rendas patrimoniais do próprio Estado (e de atividades comerciais ou industriais por ele exercidas) ou é obtida, por meio do poder de império, da riqueza dos cidadãos. Na Idade Média, as entradas da primeira espécie (receitas originárias) tinham o papel preponderante. No Estado moderno, todavia, os referidos ingressos foram perdendo a importância e, hoje, a segunda modalidade (receitas derivadas) é a que, em maior proporção, preenche, pelo recolhimento de tributos, as necessidades do erário público” (RAMOS FILHO, 2018, p. 118 e 119).</p><p>Considerando os estudos desta Unidade, assinale a alternativa que apresenta as três ciências que estudam a atividade financeira do Estado.</p><p>Você Acertou!</p><p>B. Ciência das Finanças, Direito Financeiro e Direito Tributário.</p><p>De acordo com Ramos Filho (2018), a atividade financeira do Estado é objeto de estudo de três disciplinas distintas, mas que se relacionam umas com as outras: a ciência das finanças, o Direito Financeiro e o Direito Tributário, sendo a primeira uma disciplina pré-jurídica e as outras duas disciplinas jurídicas, já que é necessário analisar a questão judicial e extrajudicial dessa atividade estatal. Apesar de o Direito Administrativo estudar as relações jurídicas do Estado com particulares e outros órgãos públicos, essa disciplina não regula necessariamente a atividade financeira do Estado. Já a contabilidade e a matemática financeira são disciplinas parte das ciências contábeis, que regulam a entrada e saída de capital de determinada organização, pública ou privada.</p><p>3)Muitos doutrinadores divergem na compreensão da autonomia do Direito Financeiro, desvinculando-o dos outros ramos jurídicos como o Direito Administrativo e o Direito Tributário. Contudo, muitos defendem que se trata de uma ciência autônoma e independente. Nesse sentido, leia o trecho abaixo sobre a autonomia do Direito Financeiro:</p><p>“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (MARTÍNEZ, 2003, p. 8).</p><p>Considerando os estudos sobre os aspectos político e econômico do orçamento público, analise as assertivas abaixo:</p><p>I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.</p><p>II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.</p><p>III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.</p><p>IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.</p><p>Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.</p><p>Você acertou!</p><p>C. Apenas III e IV.</p><p>As assertivas corretas são a III e IV, que afirmam que a corrente pluralista determina que o Direito Financeiro tem autonomia, mesmo assim tem relações com as diferentes ciências jurídicas. Além disso, para que um ramo do Direito seja considerado autônomo, é preciso que ele tenha elementos e princípios próprios que o diferencie dos demais. A assertiva I está incorreta porque, atualmente, a maioria dos doutrinadores compreendem que o Direito Financeiro tem autonomia. A assertiva II está incorreta, pois para que o ramo do Direito seja considerado autônomo, não basta que ele tenha uma simples separação teórica, para fins didáticos.</p><p>4) No plano legislativo, a própria Constituição Federal de 1988, em seu art. 24, inciso I, determina que a União, os Estados e o Distrito Federal legislarão sobre Direito Financeiro. Diante dos estudos sobre legislação financeira, leia o trecho abaixo:</p><p>“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (ABRAHAM, 2021, p. 55).</p><p>Considerando os estudos sobre a legislação financeira, assinale a alternativa correta.</p><p>Você acertou!</p><p>A. A União é responsável por legislar sobre as normas gerais de Direito Financeiro.</p><p>Segundo o art. 24, §1º da CF/88, a União possui competência legislativa sobre as normas gerais de Direito Financeiro, tendo os Estados, Municípios e Distrito Federal competência concorrente sobre tanto. Apesar do inciso I, do art. 24, da CF/88 não listar os Municípios como entes capazes de legislar sobre Direito Financeiro, é pacífico o entendimento que ele possui capacidade para tanto. O Congresso Nacional é responsável por fiscalizar as áreas contábil, financeira, orçamentária e patrimonial da União. O Poder Legislativo é que tem competência para fiscalizar os atos financeiros do</p><p>sendo uma importante fonte de arrecadação para os municípios. Sobre suas características, assinale a alternativa correta:</p><p>Você acertou!</p><p>C. ter como contribuinte o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título.</p><p>Conforme o artigo 34 do CTN, contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.</p><p>3. O imposto de Renda possui como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica.</p><p>I. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é o desconto aplicado mensalmente pela Receita Federal sobre a remuneração do trabalhador assalariado, sempre que seus ganhos ultrapassem um limite estabelecido pelo próprio órgão.</p><p>II. O contribuinte do IR precisa declarar tudo o que ganhou no ano que passou, desde salários, aposentadoria, rendimentos de aluguel ou investimentos.</p><p>III. De acordo com a Receita Federal são contribuintes, estando sujeitos ao pagamento do IRPJ, as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas equiparadas, domiciliadas no Brasil ou no exterior.</p><p>Sobre seus outros aspectos, assinale a alternativa correta:</p><p>Resposta correta.</p><p>D. III.</p><p>Segundo a receita Federal do Brasil, são contribuintes e, portanto, estão sujeitos ao pagamento do IRPJ, as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas equiparadas, domiciliadas no País.</p><p>4. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um imposto cobrado anualmente, cuja alíquota varia de acordo com o modelo e ano do automóvel. Sobre o seu recolhimento, analise as assertivas a seguir e marque a correta:</p><p>Você acertou!</p><p>B. A competência para sua arrecadação é dos estados e do Distrito Federal.</p><p>A Constituição Federal estabelece no artigo Art. 155 que: Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:</p><p>...........................................................................</p><p>III - propriedade de veículos automotores.</p><p>5. Sobre a limitação normativa imposta à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a cobrança de determinados tributos, assinale a alternativa incorreta:</p><p>Você acertou!</p><p>D. cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.</p><p>Art. 12-A da Lei nº 7.713/98. Os rendimentos recebidos acumuladamente e submetidos à incidência do imposto sobre a renda com base na tabela progressiva, quando correspondentes a anos-calendário anteriores ao do recebimento, serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do recebimento ou crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês.</p>sendo uma importante fonte de arrecadação para os municípios. Sobre suas características, assinale a alternativa correta: Você acertou! C. ter como contribuinte o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. Conforme o artigo 34 do CTN, contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título. 3. O imposto de Renda possui como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica. I. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é o desconto aplicado mensalmente pela Receita Federal sobre a remuneração do trabalhador assalariado, sempre que seus ganhos ultrapassem um limite estabelecido pelo próprio órgão. II. O contribuinte do IR precisa declarar tudo o que ganhou no ano que passou, desde salários, aposentadoria, rendimentos de aluguel ou investimentos. III. De acordo com a Receita Federal são contribuintes, estando sujeitos ao pagamento do IRPJ, as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas equiparadas, domiciliadas no Brasil ou no exterior. Sobre seus outros aspectos, assinale a alternativa correta: Resposta correta. D. III. Segundo a receita Federal do Brasil, são contribuintes e, portanto, estão sujeitos ao pagamento do IRPJ, as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas equiparadas, domiciliadas no País. 4. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um imposto cobrado anualmente, cuja alíquota varia de acordo com o modelo e ano do automóvel. Sobre o seu recolhimento, analise as assertivas a seguir e marque a correta: Você acertou! B. A competência para sua arrecadação é dos estados e do Distrito Federal. A Constituição Federal estabelece no artigo Art. 155 que: Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: ........................................................................... III - propriedade de veículos automotores. 5. Sobre a limitação normativa imposta à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a cobrança de determinados tributos, assinale a alternativa incorreta: Você acertou! D. cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Art. 12-A da Lei nº 7.713/98. Os rendimentos recebidos acumuladamente e submetidos à incidência do imposto sobre a renda com base na tabela progressiva, quando correspondentes a anos-calendário anteriores ao do recebimento, serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do recebimento ou crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês.