Prévia do material em texto
Jorge Oliveira Copyright © 2021 de Jorge Oliveira Todos os direitos reservados. Este e-book ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado sem autorização expressa, por escrito, do autor ou editor, exceto pelo uso de citações em uma resenha ou trabalho acadêmico. Sobre o Autor. Professor atuando em diversos níveis educacionais, além de cursos preparatórios diversos. Pesquisador em modelagens do ensino. @superaulasbr Agradecimento Agradeço a você que adquiriu este livro com objetivo de auxiliá-lo no aprendizado dos principais conceitos fundamentais da física do ensino médio. O objetivo do livro é servir de apoio ao livro didático e fonte de consulta rápida e eficaz dos principais temas da matemática aqui apresentados. A organização do raciocínio é peça chave no bom aproveitamento dos conceitos, então é fundamental a leitura e a releitura dos temas, e se necessário faça uma cópia em papel dos mapas durante seus estudos. Isso será de grande valia no processo de aprendizagem. Além dos resumos, seguem em outro arquivo(disponível na página seus produtos), com centenas de exercícios estratégicos que os ajudarão na melhor compreensão de temas mais complexos a serem estudados. Estão previstas atualizações frequentes, então sempre refaça o download, verificando o nome da versão mais atual do ebook. “O homem que move montanhas começa carregando pequenas pedras”. (Provérbio chinês) @superaulasbr @superaulasbr Raios e feixes de luz - 5 Princípios da Óptica Geométrica - 8 Espelhos Planos- 14 Espelhos Curvos - 20 Refração - 25 Lentes – 27 Óptica da visão - 28 Apêndice – 30 @superaulasbr A luz propaga-se em linha reta nos meios transparentes e homogêneos. No vácuo a velocidade da luz é constante e vale c = 3,0 · 108 m/s. Num meio material transparente, as luzes monocromática têm velocidades diferentes, que decrescem no sentido da luz vermelha para a luz violeta. O que é? Tipos de Feixes A luz são ondas eletromagnéticas que ao atingir nossos olhos são capazes de produzir a sensação de visão. @superaulasbr importante Para estudo dos fenômenos decorrentes da propagação retilínea da luz usamos os feixes, são eles: Fonte de luz É todo corpo capaz de emitir luz, própria ou não. fonte feixe observador cilíndrico cônico convergente cônico divergente emite luz própria luz refletida Fonte de luz Fonte Primária Fonte Secundária Em meios transparentes e no vácuo, a luz propaga-se em linha reta. Principais Em nosso estudo veremos inicialmente ao dois principais fenômenos ópticos. Cor de um corpo A cor de um corpo é dada pela parcela da luz refletida difusamente por ele, ao ser iluminado. Atenção corpo azul negro reflete luz azul absorve toda a luz branco reflete toda a luz Cor do céu Ao atravessar a atmosfera terrestre, parte da luz solar sofre difusão, isto é, sofre espalhamento, e de maneira mais acentuada é a luz azul. Por esse motivo, o céu é azul. @superaulasbr luz solar luz azul terra a luz permanece no mesmo meio de origem. a luz muda de meio e de velocidade de propagação. Fenômenos reflexão refração luz refratada meio 1(meio1) (meio2) ar água luz refletida a luz não sofre mudança no valor da sua velocidade a luz sofre mudança no valor da sua velocidade @superaulasbr independência Cada raio de luz se propaga em um meio, independentemente de qualquer outro raio. @superaulasbr A luz emitida pelo sol é denominada de luz branca, esta é policromática. Ela é constituída por uma infinidade de luzes monocromáticas, as quais são divididas em sete cores principais. Em meios materiais transparentes e homogêneos temos: luz do Solano-luz É uma unidade de comprimento, correspondente à distância (d) percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano. Δs = V · Δt d = c · 1 ano d = (3,0 · 108 m/s) · 3,16 · 107 s d = 3,0 · 108 · 3,16 · 107 m d ≃ 9,5 · 1015 m Vvermelho Vvioleta velocidade diminui reversibilidade da luz A trajetória seguida pela luz não depende do seu sentido de percurso. vermelhoverde @superaulasbr esquematicamentefonte extensa Se a fonte for extensa, observaremos, entre o corpo opaco e o anteparo, duas regiões: uma que não recebe luz da fonte (cone de sombra) e outra parcialmente iluminada (cone de penumbra). No anteparo A teremos a sombra e a penumbra projetadas. deifinições Observamos que: Entre o corpo e o anteparo uma região que não recebe luz da fonte denominada cone de sombra A região do corpo que não recebe luz da fonte é denominada sombra própria. No anteparo existe uma região que também não recebe luz da fonte. É a sombra projetada.sombra própria sombra projetada fonte pontual Entre uma fonte pontual F e um anteparo opaco A, colocamos um corpo opaco C. Devido à propagação retilínea da luz, observamos temos: cone de sombra sombra própria sombra e penumbra projetada cone de penumbra cone de sombra As fases lunares ocorrem devido ao movimento de rotação da Lua em torno da Terra e da translação destes em torno do Sol. A superfície lunar que recebe a luz do Sol vai mudando de posição e o “formato“ da Lua, observado da terra, vai se transformando. @superaulasbr Quarto crescente Quarto minguante Lua nova Lua cheia Lunar Neste caso, a Lua situa-se no cone de sombra da Terra e ocorre em lua cheia. Terra Lua Sombra da Terra Sol Solar Neste caso, a Lua projeta sobre a Terra uma região de sombra e uma de penumbra e corre em lua nova. 1 – ocorre eclipse total do Sol 2 – ocorre eclipse parcial do Sol 3 – não ocorre eclise solar. Terra 1 5 2 2 Eclipses são fenômenos astronômicos regulares e previsíveis, mas que aterrorizaram nossos ancestrais. Lua Sol @superaulasbr O que é? A câmara escura de orifício é uma caixa de paredes opacas tendo, em uma das paredes, um pequeno orifício. Equacionando Considerando: AB o objeto (o) A’B’ a imagem (i) Distância do objeto ao orifício (d). Distância da imagem ao orifício (d’). Temos: i o = d′ d A razão i/o nos fornece o fator de ampliação ou redução da imagem. A B B’ A’ d d' Ângulo visual Considere um objeto extenso diante de um observador. Os raios que partem dos extremos do objeto e atingem seus olhos e formam entre si o ângulo . A esse ângulo dá-se o nome de ângulo visual. Quanto mais longe um objeto estiver observador, menor será o ângulo visual. É por essa razão que, à medida que um objeto se afasta, ele parece menor @superaulasbr Ângulo visual Se o objeto estiver no infinito o ângulo de visão tende a se anular. 𝛼 @superaulasbr O que é? Reflexão difusa Ao incidir uma superfície, a luz pode sofrer reflexão, e esta pode ser classificada em especular ou difusa. @superaulasbr Super dicas superfície polida Ocorre na maioria dos objetos ao nosso redor. Leis da reflexão Ocorre em superfícies polidas como espelhos etc. Superfície Refletora Raio incidente Raio refletido Reta normal i r superfície irregular O RI, N e RR são coplanares. med. ( i ) = med. (r ). A reflexão difusão permite que você possa enxergar os objetos ao seu redor de qualquer posição que os observe, pois a luz refletida pelos objetos difunde-se (espalha-se) em todas as direções. É a região do espaço onde devem estar os objetos para que possam ser vistos através do espelho. Chama-se espelho plano qualquer superfície plana, polida e com alto poder refletor. O que é? (representação do espelho plano) Campo visual O O’ @superaulasbr do di imagem A imagem é virtual, direita, do mesmo tamanho do objeto e equidistante do espelho (do = di). Após a reflexão da luz, o observador tem a impressão de que os raios provém do fundo do espelho, o que é uma ilusão. O espelho plano é um sistema óptico estigmático, ou seja, as imagens não são “borradas”. i r i = r campo visual para o observador O Mantendo fixo o objeto e deslocando apenas o espelho plano (E), temos: 1) o deslocamento da imagem se dará no mesmo sentido do deslocamento do espelho; 2) o deslocamento da imagem será o dobro do deslocamentodo espelho. sendo: d - deslocamento do espelho d’ – deslocamento da imagem E O que é? Demonstração @superaulasbr Equacionando A velocidade da imagem (vi) é igual ao dobro da velocidade do espelho (ve) e ambas têm o mesmo sentido. Se o objeto se aproximar do espelho, a imagem também se aproximará. Se o objeto se afastar do espelho, a imagem também se afastará”. E a a b b d d' Inicialmente: Oi1 = a + a = 2a Ao final: Oi2 = b + b = 2b O deslocamento da imagem foi: d' = 2b – 2a ⇒ d’ = 2(b – a) analogamente, o deslocamento do espelho foi: d = (b – a) concluímos que: O i1 O i2 d’ = d importante Ao girarmos um espelho plano de certo ângulo θ, o raio refletido sofrerá um desvio angular (∆), igual ao dobro do ângulo de rotação do espelho. Consequentemente, a velocidade angular da imagem será igual ao dobro da velocidade angular do espelho. O que é? Demonstração @superaulasbr Equacionando A velocidade angular da imagem é igual ao dobro da velocidade angular do espelho. O deslocamento angular da imagem é o dobro do ângulo de rotação do espelho. As considerações são válidas para o espelho plano. ∆ 2α α α 𝛾 𝛾 = 90 - α 𝛾θ β β Utilizando a soma dos ângulos internos dos triângulos temos: i) θ + (90° – α) + 2α + β = 180°, daí: θ = 90° – α – β ii) Δ + 2β + 2α = 180°, daí Δ = 180° – 2α – 2β Δ = 2.(90° – α – β) finalmente: Δ = 2.θ importante Wi = 2We = 2.θ Podemos obter várias imagens de um objeto utilizando mais de um espelho. A este arranjo damos o nome de associação de espelhos. Esse numero de imagens é dado por: O que é? Demonstração @superaulasbr Espelhos paralelos Neste caso são formadas infinitas imagens, todas situadas numa mesma reta que passa por O e é perpendicular aos dois espelhos. importante n = 360 θ - 1 Se 360°/θ for par, a igualdade será válida para qualquer posição do objeto entre os espelhos; Se 360°/θ for ímpar, a igualdade será válida quando o objeto estiver no plano bissetor de θ. As imagem formadas podem ser enantiomorfas* ou mesma forma do objeto. * As partes são dispostas em ordem inversa e simétricas. θ → ângulo entre os espelhos planos n → n° de imagens formadas θ O i1 i2 i3 i4 O i1i2 i3i4 @superaulasbr FV C eixo 1º caso FV C eixo 2º caso Super Dicas Valem para o espelho esférico, as duas leis da reflexão (i = r). O plano que passa pelo foco principal frontal ao espelho, é chamado de plano focal(π), e todos os pontos do plano π são equidistantes de C e V. A imagem de um ponto P é obtida escolhendo-se dois raios notáveis que partem do objeto P; a intersecção dos respectivos raios refletidos nos dará a imagem de P’ do objeto P. A luz, ao incidir no espelho esférico, pelo centro de curvatura reflete-se sobre si mesmo. A luz, ao incidir no espelho, pelo foco principal reflete-se paralelamente ao eixo principal. FV C eixo 3º caso i r O raio de luz que incide no vértice do espelho, ao refletir-se, forma com o eixo principal ângulo de reflexão igual ao de incidência. @superaulasbr O que é? Elementos Principais é um tipo de espelho esférico em que a superfície de reflexão é uma calota esférica externa polida. imagem importante Apresenta amplo campo visual e é utilizado como “espelho de vigilância”. À medida que o objeto se aproxima do espelho, sua imagem cresce. A imagem é sempre virtual, menor e direita e está localizada entre V e F @superaulasbr FV FV FV objeto imagem foco vértice O que é? Elementos Principais é um tipo de espelho esférico em que a superfície de reflexão é uma calota esférica interna polida. @superaulasbr imagem objeto importante Pode gerar imagem real, e esta é sempre invertida, localizada entre F e C, inclusive em C ou F. À medida que o objeto se aproxima do espelho, sua imagem real se afasta do mesmo à medida que cresce. objeto em C a imagem é real e do mesmo tamanho do objeto. objeto no infinito, imagem real em F. imagem FV C FV C F = foco V = vértice C = Centro FV = FC = R 2 eixo @superaulasbr F VC eixo F VC eixo VC eixo FV C eixo FV C eixo f = R 2 1 f = 1 do + 1 di FV C eixo Espelho côncavo Espelho convexo f = distância focal do = distância do objeto di = distância da imagem Equação de Gauss Considere o espelho curvo abaixo, podemos escrever: @superaulasbr imagem objeto Resumindo O objeto virtual só aparece em caso de associação de dois ou mais espelhos ou lentes. No referencial de Gauss objetos e imagens reais terão abscissa positiva; objetos e imagens virtuais terão abscissa negativa. Se a imagem for invertida A < 0, e se a imagem for direita A > 0. Dica: A = f f - do . Referencial de Gauss F = distancia focal ⇒ F = R/2 do di f x y Utilizando a geometria dos raios refletidos pelo espelho é possível demonstrar que: 1 f = 1 do + 1 di Equação dos pontos conjugados: A = − di do = i o Equação do aumento linear: Quando um objeto extenso tem sua imagem conjugada por um espelho esférico, podem ocorrer as seguintes situações: Objeto (o) Imagem (i) Posição (i) A real real invertida - real virtual direita + virtual real direita + virtual virtual invertida - importante o i @superaulasbr O que é? É a passagem da luz de um meio de propagação para outro, com consequente variação de velocidade (v1 → v2). . incidência perpendicular (ocorre refração sem desvio da luz) v1 v2 meio2 meio1 . incidência oblíqua (ocorre refração com desvio da luz) v1 v2 meio2 meio1 Índice de refração é o quociente entre a velocidade de propagação da luz no vácuo (c) e a velocidade (v) de propagação dessa luz monocromática nesse meio. n c v é a dimensional; no meio material n > 1 e varia com cor da luz (nver → nviol); no vácuo n = 1. normalRi n2 n1 Rr (dioptro) A superfície de separação entre os meios 1 e 2 é chamado de dioptro. n1 ·sen i = n2 ·senr @superaulasbr 1ª) O raio incidente (Ri), o raio refratado RR e a reta normal à superfície, estão num mesmo plano. 2ª) Lei de Snell-Descartes Leis da refração i r Num meio material transparente, o n varia de acordo com o sentido: n cresce Chamamos de dioptro ao conjunto constituído por dois meios, homogêneos e transparentes, separados por uma superfície S, chamada de superfície dióptrica. n1 do n2 di @superaulasbr O que é? Formação de imagens Considere o esquema abaixo: Sendo de di e do as distâncias do ponto objeto P e do ponto imagem P' até a superfície S, respectivamente é possível demonstrar que, quando os raios são pouco inclinados em relação à normal, a relação entre n1, n2, di e do é dada por: Equação meio2 meio1 n1 n2 importante A observação em dioptros, nos permite entender por que, em relação a um observador fora da água, uma piscina parece mais rasa do que realmente é; por que um lápis, parcialmente mergulhado num copo contendo água, parece quebrado para cima. A imagem P' é virtual e situa-se do mesmo lado do objeto. S S di do objeto imagem água ar É o ângulo de incidência (L) para o qual o respectivo ângulo de refração tende a 90°, e a quantidade de luz refratada tende a zero. senL n2 n1 @superaulasbr Ângulo limite Cálculo Temos, então: n1 · sen i = n2 ·senr n1 · senL = n2 ·sen90° lembrando sen90° = 1. n1 · senL = n2 · 1 finalmente: senL nmenor nmaior ou É o fenômeno que ocorre quando a luz monocromática incide no dioptro sob ângulo i > L, propagando-se de um meio mais refringente outro menos refringente. Como ocorre meio2 meio1 n1 n2 . i i > L n1 > n2 meio2 meio1 n1 n2 n1 > n2. L (dioptro) importante Para haver reflexão total de um raio de luz, devem ser satisfeitas duas condições: 1ª) A luz deve estar se propagando do meio mais refringente para o meio menos refringente. O ângulo limite ocorre no meio mais refringente. 2ª) O ângulo de incidência deve ser superior ao ângulo limite. O que é? É o fenômeno que ocorre quando a luz policromática se refrata, se decompondo nas diversas luzes monocromáticas que a constituem. Ordem dadispersão A luz violeta sofre maior desvio durante a dispersão da luz branca. @superaulasbr importante n1 n2meio2 meio1 luz branca A luz vermelha experimenta o menor desvio em relação à direção de incidência da luz branca, enquanto a luz violeta experimenta o maior desvio. Na dispersão da luz, a luz monocromática de maior frequência sempre sofre o maior desvio. É o fenômeno que ocorre devido à dispersão da luz do Sol, em gotas de água na atmosfera. A luz sofre refração; em seguida, eles são totalmente refletidos e novamente refratados. Arco - íris luz do sol O que é? A figura abaixo ilustra um prisma óptico. Geometria da refração A luz violeta sofre maior desvio durante a dispersão da luz branca. @superaulasbr importante Quando os ângulos de incidência e de emergência forem iguais teremos desvio mínimo e vice-versa. Para os mesmos ângulo de incidência e índice de refração, o desvio será tanto maior quanto menor for o ângulo de abertura. O desvio será tanto maior quanto maior for o índice de refração do prisma em relação ao meio externo. Utilizando relações básicas da soma de ângulos num triângulo, podemos escrever: Δ – desvio angular total da luz i1 - ângulo de incidência i2 - ângulo de emergência A – ângulo entre as faces Equacionando faces secção principal aresta base A plano 𝜋 B C D ∆ i1 i2 A A Δ = (i1 + i2) – A O que é? Lâmina de faces paralelas é a associação de dois dioptros planos cujas superfícies são paralelas. Desvio lateral Ao atravessar a lâmina a luz sofre apenas desvio lateral d, ou seja, o raio emergente é paralelo ao raio incidente. Utilizando a 2ª lei da refração e trigonometria podemos escrever: @superaulasbr importante Se o raio incidente for perpendicular às faces, ele a atravessará sem sofrer deslocamento lateral. O ângulo emergência também pode ser deduzida a partir da reversibilidade da luz. Observando um objeto através da lâmina, o que vemos, na realidade, é sua imagem virtual mais próxima. De cordo com o esquema e sendo 𝛼 = i – r, podemos escrever: Equacionamento n1 n1 n1 i r r i2 d e d sen (i – r) = e cos r . d = e sen (i – r) cos r isolando d teremos: r e 𝛼 (i) AC = e cos r (ii) d = AC.sen 𝛼 substituindo (i) em (ii) ⇒ d = e cos r sen 𝛼 Temos que: . d = e sen (i – r) cos r. . A C d @superaulasbr O que é? É o corpo transparente limitado por duas superfícies dióptricas. Ao atravessar a lente a luza sofre refrações. Elementos A secção transversal de uma lente esférica apresenta seus elementos geométricos da seguinte forma: @superaulasbr importante As lentes esféricas tem espessura desprezível em comparação aos raios de curvatura. As lentes que satisfazem essa condição são denominadas lentes delgadas. Em problemas, estudaremos apenas as situações em que as duas faces da lente estão em contato com o mesmo meio. No caso mais comum, o meio que circunda a lente é o ar. De acordo com a figura anterior, os principais elementos geométricos da lente esférica são: • faces da lente: S1 e S2; • centros de curvatura das faces: C1 e C2; • raios de curvatura das faces: R1 e R2; • eixo principal da lente: C1C2; • vértices das faces: V1 e V2; • espessura da lente: e (e = V1V2). Elementos S1 S2 S1 S2 V2 e R2 R1 C2 V1 C1 @superaulasbr @superaulasbr Muitas leis da Física são apresentadas por meio de equações envolvendo grandezas tais como velocidade, força, energia, etc. Portanto, o processo de medida das grandezas é muito importante. Vejamos as unidades de algumas grandezas. Comprimento A unidade de comprimento que mais tarde seria chamada metro (m) foi escolhida como sendo a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre que passa por Paris. Massa A unidade de massa é dada pela quantidade de água pura, a 4 ºC, contida em 1 dm³. chamada de quilograma (símbolo kg). Foi construído um cilindro de platina iridiada cuja massa é igual à massa de água (a 4 °C) condida no cubo. Esse cilindro tornou-se o padrão de massa, o quilograma-padrão. 1 metro = x/10 000 000 ou x = 10000000 m Unidades 1dm3 1dm3 1dm3 @superaulasbr Em 1971, as principais unidades de base passaram a ser as mesmas em quase todo o mundo. São elas: o metro, o ampère, o kelvin, etc. Usaremos apenas as três primeiras unidades; as outras serão estudadas nos próximos volumes. As demais unidades são derivadas das unidades de base. Atualmente, a adesão ao Si é praticamente total. Entre os países ocidentais, apenas os Estados Unidos ainda usam o antigo Sistema Britânico, embora utilizem o Si em trabalhos e publicações científicas. Sistema internacional Grandeza Unidade Nome Símbolo comprimento metro m massa quilograma kg tempo segundo s corrente elétrica ampère A temperatura kelvin K @superaulasbr Conversão de Unidades Km hm dam m dm cm mm ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 ×102 ×102 ×102 ×102 ×102 ×102 ÷102 ÷102 ÷102 ÷102 ÷102 ÷102 Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 ×103 ×103 ×103 ×103 ×103 ×103 ÷103 ÷103 ÷103 ÷103 ÷103 ÷103 Kg hg dag g dg cg mg ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 Kl hl dal l dl cl ml ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 ÷10 importante 1 cm3 = 1ml e 1 dcm3 = 1l 1 m3 = 1000l e 1 ton. = 1000kg @superaulasbr quilo → K = 103 hecto → h = 102 deca → da = 10 deci → d = 10-1 centi → c = 10-2 mili → m = 10-3 múltiplos submúltiplos 1 h = 60min e 1 min = 60s 1 h = 3600s e 1 dia = 24h tempo usaremos muito notação científica x∙10n (em que 1 x 10) N = x.10y (em que y ℤ) @superaulasbr Na Física a maioria das grandezas tem suas unidades expressas em função das unidades básicas (m, s, kg, ...); por isso, essas unidades são chamadas unidades derivadas. Quando temos uma grandeza mecânica G qualquer, é costume apresentar sua equação dimensional usando-se sempre as três dimensões básicas: primeiramente L, depois M e em seguida T. Assim, em geral, a equação da grandeza G terá a forma: sendo que, eventualmente, um ou mais dos expoentes pode ser nulo. Exemplo: a grandeza comprimento, pode ser medida em metro, centímetro, polegada... Porém, seja qual for a unidade usada, para área temos: grandeza área = (grandeza comprimento)2 Dizemos, então, que: A área (A) tem a dimensão de comprimento ao quadrado [A] = L2 ou [A] = L2.M0.T0 Análise Dimensional [G] = Lx∙Mz.Tx As grandezas correspondentes às unidades básicas são: comprimento, massa, tempo. Essas grandezas são chamadas grandezas básicas ou dimensões. @superaulasbr Nome Símbolo comprimento L massa M tempo T Do mesmo modo, a unidade de velocidade no Si é m/s ou m. s-1, A velocidade (V) tem a dimensão de (comprimento)∙(tempo)–1 [V] = L∙T-1 ou [V] = L∙M0T-1 (equação dimensional da velocidade) Grandezas adimensionais A densidade relativa não tem unidade, pois é obtida pela divisão de duas grandezas que têm a mesma unidade e, portanto, há cancelamento das unidades. Nesse caso, dizemos que a densidade relativa é uma grandeza adimensional. Representando-se a densidade relativa por dr, sua equação dimensional é: [dr] = L0M0T0 (adimensional) Os números também são adimensionais. Portanto, quando multiplicamos uma grandeza por um número diferente de zero, a dimensão da grandeza não é alterada. Homogeneidade dimensional Encontraremos equações envolvendo grandezas, de modo que em um dos membros (ou nos dois) há uma soma de termos. Nesse caso, todos os termos, nos dois membros da equação, devem ter a mesma dimensão. Não podemos somar (ou subtrair) nem igualar termos de dimensões diferentes. @superaulasbr Juntos somos mais fortes Plante o bem, e o resto vem... @superaulasbr https://linktr.ee/SuperAulas