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Prévia do material em texto

Fisioterapia no Cuidado da Pessoa Idosa
Conteudista
Prof.ª Dra. Ana Paula Oliveira Borges
Revisão Textual
Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin
 2
OBJETIVOS DA UNIDADE
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line 
para que você assista à videoaula. Será muito importante para o 
entendimento do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua dis-
ponibilização é para consulta off-line e possibilidade de impressão. 
No entanto, recomendamos que acesse o conteúdo on-line para 
melhor aproveitamento.
• Apresentar à/ao estudante as alterações estruturais e funcionais asso-
ciadas ao envelhecimento humano e a importância da Disciplina para a 
formação do profissional gerontólogo;
• Introdução à avaliação, à prevenção e à intervenção fisioterapêuticas da 
pessoa idosa, com ênfase na manutenção dos aspectos funcionais de 
autonomia e independência.
 3
Introdução
Como sabemos, a população brasileira, em consonância com a tendência global, 
tem vivido cada vez mais, o que denota que a expectativa de vida tem aumentado 
e gera implicações demográficas, epidemiológicas e sociais em toda a extensão 
do país. Dentro desse contexto, vivenciamos cada dia mais a presença de pessoas 
idosas que necessitam, por algum motivo, de Fisioterapia. Desse modo, conhecer 
a atuação fisioterapêutica na atenção à saúde do idoso é de extrema relevância.
A fim de abordarmos esse tema tão importante, a Unidade atual busca abordar 
os aspectos físicos e funcionais dos principais distúrbios geriátricos e gerontoló-
gicos, além da prevenção e atuação fisioterapêutica, apresentando a importân-
cia da Disciplina para a formação do profissional gerontólogo, dentro do olhar 
biopsicossocial, na melhora e na manutenção da independência físico-funcional, 
no aumento da qualidade de vida e na autonomia humana, enfatizando a abor-
dagem ética e humanizada.
Dessa maneira, leia atenciosamente o conteúdo, bem como os Materiais 
Complementares, para ampliar sua compreensão acerca da temática.
Funcionalidade e 
Envelhecimento: o Olhar 
Biopsicossocial pela 
Fisioterapia
Com o envelhecimento populacional, cresce o interesse dos profissionais das di-
versas Áreas do saber sobre como desenvolver suas abordagens, habilidades e 
terapêuticas junto à população que envelhece. Infelizmente, essa parcela da po-
pulação é frequentemente vítima de preconceito, sendo associada a percepções 
sociais negativas e a figuras de incapacidade. Nessa perspectiva, abre caminho 
a busca de uma imagem mais positiva para o envelhecer, assistida pelo próprio 
prolongamento concreto da vida, sendo que os diversos recursos tecnológicos dis-
poníveis permitem a quebra da visão que conecta determinada faixa etária a um 
comportamento estereotipado específico. Essas estratégias permitem postergar 
os efeitos fisiológicos do envelhecimento e a busca pela melhor qualidade de vida 
por meio da manutenção da funcionalidade e autonomia da pessoa idosa.
 4
O conhecimento dos padrões de saúde, doença e funcionalidade que permeiam 
o processo de envelhecimento pode possibilitar o delineamento mais assertivo 
de condutas na atenção à saúde da população em diferentes fases do envelhe-
cer. Nesse contexto, o status de funcionalidade é um ótimo indicador de saúde, 
estando relacionado a diversos fatores, dentre os quais: capacidade física, ca-
pacidade psicocognitiva, escolaridade, renda, família, comorbidades, níveis de 
satisfação com a vida, senso de produtividade, participação e realização de ativi-
dades, preservação das relações e Redes Sociais.
Podemos notar que a funcionalidade é um importante objeto de estudo na 
Geriatria e na Gerontologia pela quantidade de estudos que avaliam a limitação 
funcional, a incapacidade e os diversos instrumentos desenvolvidos para asse-
gurar a qualidade das avaliações funcionais. A Organização Mundial de Saúde 
(OMS) descreve a funcionalidade por meio da Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) com base em um conceito biopsi-
cossocial, considerando aspectos estruturais e de função corporal, que possibi-
litam execução de uma atividade frente ao potencial máximo individual em um 
ambiente padronizado (capacidade funcional) e que, uma vez moderados por 
aspectos ambientais e pessoais, permitem a avaliação do desempenho de ativi-
dades que refeletem a possibilidade de participação do indivíduo no meio que o 
rodeia (desempenho funcional).
Saiba Mais
A CIF é a mais completa classificação de funcionalidade que 
abarca o modelo biopsicossocial e seu uso é amplamente anco-
rajado pela OMS.
As capacidades funcionais são adquiridas e desenvolvidas mediante exposições 
sociais e ambientais construídas ao longo dos anos, desde a gestação, passando 
pela infância, adolescência e vida adulta, e declinam com o avanço da idade, in-
fluenciadas por doenças, acidentes ou características sociocontextuais, podendo 
ultrapassar o limiar de incapacidade de modo precoce ou delongada.
A partir dos 30 anos, observa-se a diminuição do ritmo de aquisições de habili-
dades físicas, resultado de adaptações fisiológicas. Habilidades relacionadas à 
função física podem variar de maneira heterogênea a partir da quinta década de 
vida. O processo de perda gradual das capacidades de executar tarefas cotidia-
nas, relacionadas ao autocuidado e à convivência em Sociedade, pode apresentar 
inícios e trajetórias distintas, a depender de características de vida e saúde dos 
indivíduos. E essas possibilidades não são unicamente dependentes da idade.
 5
O envelhecimento com manutenção da funcionalidade envolve necessariamente 
o equilíbrio biopsicossocial. Na velhice, o número de eventos estressores (do-
enças por exemplo) crônicos ou agudos que afetam negativamente a efetivação 
de atividades individuais ou sociais aumentam consideravelmente. As pessoas 
utilizam estratégias de enfrentamento dessas situações adversas pela modifica-
ção do significado dos eventos ou pelo manejo dos efeitos delas decorrentes. 
Desenvolvem, por exemplo, diferentes métodos em vistas de manter a capacida-
de funcional, a saber: seleção, otimização e compensação (realçando a plastici-
dade da pessoa idosa sobre suas reservas funcionais). Essa superação frente aos 
obstáculos impostos pela idade aumenta a sensação de competência pessoal, 
melhorando diretamente a qualidade de vida, e os senescentes que fazem uso 
dessas estratégias se sentem melhor e são mais atuantes. Desse modo, a preser-
vação ou a recuperação da capacidade funcional consiste num objetivo prioritá-
rio na atenção à saúde da pessoa idosa.
Figura 1 – Importância de manutenção da funcionalidade para qualidade de vida
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa idosa, homem, em pé, segurando com uma mão uma 
cesta de compras, enquanto, com a outra mão, escolhe produtos em uma bancada de Supermercado. Ele 
usa óculos e está com uma roupa de manga comprida cinza. Fim da descrição.
Dentre os profissionais que estão envolvidos com essa população, encontram-se 
os Fisioterapeutas, cuja prática profissional permeia o desenvolvimento da capa-
cidade sensório-motora e funcional. A compreensão da atuação fisioterapêutica 
no processo de envelhecimento e do seu papel dentro de equipe multiprofissional 
 6
é de suma importância para a formação do profissional Gerontólogo, vez que a 
visão biopsicossocial e o estímulo à funcionalidade fazem parte do olhar contem-
porâneo sobre a pessoa idosa. Dessa forma, o estímulo à promoção do bem-es-
tar, a prevenção aos agravos em saúde e a recuperação durante o processo de 
envelhecimento humano devem fazer parte da equipe de cuidados, com o obje-
tivo de manter aspectos funcionais de autonomia e de independência.
Avaliação Geriátrico-
Gerontológica Abrangente 
(AGGA): Modelo 
Multidimensional para o 
Cuidado da Pessoa Idosa
A capacidade funcional da pessoa idosa, no seu significado mais amplo, inclui 
sua habilidade de executar tarefas físicas, a preservação das atividadesmentais, 
e uma situação adequada de integração social. Por meio da avaliação da capaci-
dade funcional, podem ser definidas estratégias de promoção de saúde visando 
a retardar ou a prevenir as incapacidades.
A avaliação multidimensional da pessoa idosa, denominada Avaliação Geriátrico-
Gerontológica Abrangente (AGGA), também chamada de Avaliação Geriátrica 
Ampla (AGA), faz parte do manejo clínico e tem como objetivo quantificar e quali-
ficar os múltiplos problemas e necessidades clínicas, funcionais e socioambientais 
dessa população e desenvolver um plano de cuidados integrado e coordenado ha-
bitualmente por uma equipe multiprofissional que atue de forma interdisciplinar.
 7
Figura 2 – A avaliação como importante etapa no planejamento de cuidados
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa idosa, homem, sentado, em um processo avaliativo, com 
outro homem sentado à sua frente e uma mulher em pé, próxima a eles. Os avaliadores utilizam roupas 
brancas e a pessoa idosa está de óculos e com camisa xadrez. Fim da descrição.
Com esse instrumento, é possível detectar fragilidade, sinais de demência, 
delirium, depressão, efeitos colaterais medicamentosos, déficit de ordem visual e 
auditiva etc., bem como a presença das grandes síndromes geriátricas. A partir 
daí, é possível desenvolver um plano adequado de intervenção que visa a tratar 
doenças diagnosticadas, evitar o seu agravamento e minimizar o aparecimento 
das limitações funcionais. Os itens a serem avaliados levam em consideração 
a prevalência das disfunções, sua vulnerabilidade à intervenção, a relação com 
aspectos de prevenção dos agravos mais frequentes e a capacidade de identifi-
cação de alguns problemas de grande repercussão funcional, geralmente, assin-
tomáticos ou não registrados de maneira sistemática, que repercutem na quali-
dade de vida da pessoa idosa.
A AGGA é, ainda, importante preditor de desfechos desfavoráveis, ou seja, tem 
valor prognóstico para pacientes cirúrgicos, oncológicos e ortopédicos. É tam-
bém útil nas Unidades de Emergência para identificar aqueles atendidos com 
mais riscos de serem hospitalizados ou readmitidos logo após a alta.
 8
Saiba Mais
A incapacidade funcional é definida como a dificuldade ou a 
necessidade de auxílio na realização de atividades essenciais à 
vida independente, incluindo papéis essenciais, tarefas de au-
tocuidado e de independência em uma casa, assim como ati-
vidades importantes para a satisfação pessoal e a manutenção 
da boa qualidade de vida. Portanto, trata-se de averiguar quais 
são os objetivos de vida da pessoa idosa e quais atividades são 
significativas para o seu bem-estar e qualidade de vida.
Podemos observar que os objetivos da AGGA incluem:
• Melhorar a precisão diagnóstica clínica e funcional;
• Incrementar os estados funcional e mental;
• Guiar a seleção das intervenções, sejam elas restauradoras ou reabi-
litadoras;
• Identificar o risco de agravo à saúde: institucionalização, hospitalização, 
fragilização, declínio de capacidade funcional e morte;
• Recomendar ambientes de intervenção mais efetivos para o cuidado da 
pessoa idosa, como domicílio, hospital, hospital-dia, centro-dia e centro 
de reabilitação;
• Identificar áreas de necessidade de reabilitação;
• Prever desfechos ou resultados de intervenções;
• Monitorar mudanças clínico-funcionais ao longo do tempo;
• Aumentar a satisfação com o cuidado oferecido.
Um instrumento específico para a identificação de risco permite que o sistema 
de saúde possa priorizar o atendimento geriátrico que, de fato, beneficiaram-se 
de uma abordagem multi e interdisciplinar, promovendo reabilitação e evitan-
do hospitalizações. Um dos estrangulamentos do sistema de saúde é a capta-
ção ineficiente dos que mais necessitam de cuidado, no momento certo, ou seja, 
antes que a deterioração da saúde se torne tão intensa que demande sistemas 
de cuidados intensivos e de alto custo por longos períodos.
 9
A AGGA inclui a avaliação da pessoa idosa em vários domínios: físico, funcional, 
mental, cognitivo, social e ambiental, como podemos observar no Quadro a seguir.
Quadro 1 – Domínios contemplados na Avaliação 
Geriátrico-Gerontológica Abrangente (AGGA) 
Domínio de saúde 
físico-funcional
São utilizados instrumentos de avaliação da 
capacidade funcional, mobilidade, equilíbrio e 
marcha. Também deve ser avaliada a necessidade 
do uso de dispositivo de auxílio para marcha, 
como bengalas ou andadores, para aumentar a 
estabilidade corporal e evitar risco de quedas. A 
capacidade funcional também pode ser afetada 
pelas deficiências sensoriais visuais e/ou auditivas 
e estas devem ser avaliadas. Recomenda-se que a 
capacidade funcional seja avaliada anualmente em 
pessoas idosas a partir de 70 anos.
Avaliação do 
estado e do risco 
nutricional
Vários fatores podem comprometer o estado 
nutricional, especialmente de pessoas idosas 
frágeis, como: efeito colateral de medicamentos, 
comprometimento visual, diminuição do paladar, 
diminuição do olfato, problemas dentários, 
diminuição da salivação, depressão, isolamento 
social, alcoolismo, anorexia, sarcopenia, 
incapacidade física, dificuldades financeiras ou 
sociais e doenças crônicas avançadas. A mini 
avaliação nutricional (MNA), índice de massa 
corpórea (IMC) e circunferência da cintura são 
utilizadas.
Domínio de saúde 
mental e 
cognitiva
A cognição tem papel fundamental na execução 
de tarefas do cotidiano e quando está afetada 
gera importante comprometimento. O Mini 
Exame do Estado Mental (MEEM) é amplamente 
utilizado para rastrear casos com suspeita de 
déficit cognitivo e Escala de Depressão Geriátrica 
identifica de maneira rápida sinais de depressão 
em pessoas idosas.
 10
Domínio social
A parceria entre os profissionais da saúde 
e a rede de suporte social da pessoa idosa 
é um meio eficaz e de menor custo, capaz 
de garantir melhores condições clínicas e 
promover a melhoria da capacidade funcional. 
Além disso, uma boa avaliação sobre o grau 
de inter-relacionamento dessa rede permite 
ao profissional de saúde identificar o suporte 
disponível para a realização de intervenções 
em domicílio. O Mapa Mínimo de Relações do 
Idoso (MMRI) é uma ferramenta importante para 
avaliação da rede de suporte social, que identifica 
os vínculos significativos para o indivíduo e 
sinaliza a necessidade da mobilização das 
pessoas que compõem a rede de suporte social, 
qualificando e, de algum a forma, preparando 
essas pessoas para o cuidado dessa população 
em suas diversas necessidades e inclusão social.
Domínio 
ambiental
As características do ambiente têm importante 
impacto no desempenho funcional da 
pessoa idosa e na mediação do processo de 
dependência. Ambientes amigáveis e acolhedores 
podem diminuir estados de dependência e 
facilitar o desempenho das atividades diárias. 
O ambiente deve ser avaliado e analisado 
quanto a acessibilidade, facilidade de circulação, 
conservação de energia, comunicação, segurança, 
proteção e privacidade.
Fonte: PERRACINI, 2019
 
A escolha dos instrumentos deve se basear na população a ser avaliada – pesso-
as idosas ativas, pessoas idosas frágeis, pessoas idosas dependentes no tempo 
disponível – e no treinamento do avaliador.
Importante
Você sabe o que é mobilidade, citada no domínio de saúde fí-
sico-funcional? É a capacidade de se locomover dentro e fora 
de casa, subir e descer escadas, sentar e levantar, sair da cama, 
andar em superfícies irregulares e percorrer distâncias maiores. 
Muitas vezes, as pessoas idosas executam suas tarefas diárias 
com apoio ou auxílio, mas apresentam dificuldades na mobili-
dade de forma independente.
 11
A Avaliação Multidimensional da pessoa idosa por meio da AGGA, permite o reco-
nhecimento das demandas biopsicossociais do indivíduo, ou seja, o diagnóstico 
de suas condições de saúde agudas e/ou crônicas. Esse diagnóstico clínico-fun-
cional deve ser capaz de reconhecer as incapacidades, tanto no que se refere àindependência e autonomia nas atividades de vida diária (funcionalidade global) 
quanto à presença de comprometimento dos sistemas funcionais principais, re-
presentados pela cognição, humor, mobilidade e comunicação.
Apesar de suas inúmeras vantagens, a incorporação da AGGA na rotina clínica 
nem sempre é possível pelo tempo de aplicação. Assim, é necessário analisar 
quando utilizá-la, vez que nem todas as pessoas idosas devem ser avaliadas in-
discriminadamente pela AGGA. Ao contrário, sua indicação deve ser precisa, de-
vendo incluir aqueles em risco ou com algum grau de fragilidade.
Vídeo
Ficou curioso(a) para saber mais sobre a 
AGGA? Não deixe de assistir ao vídeo a seguir 
e aprofunde os seus conhecimentos.
Disfunções dos Sistemas 
Fisiológicos no 
Envelhecimento
 
A população idosa é heterogênea e tem características e necessidades de cuida-
dos particulares. Diversas são as modificações que ocorrem no organismo que 
envelhece e elas necessitam ser conhecidas, para que se possa diferenciar as 
alterações normais do envelhecimento (senescência) daquelas associadas ao 
envelhecimento patológico (senilidade). O desconhecimento dessas particulari-
dades pode induzir a dois grandes erros, que devem ser continuamente evita-
dos. O primeiro é considerar que todas as alterações que ocorrem com a pessoa 
idosa sejam decorrentes de seu envelhecimento natural, o que pode impedir a 
detecção precoce e o tratamento de certas doenças e o segundo é tratar o enve-
lhecimento natural como doença a partir da realização de exames e tratamentos 
desnecessários, originários de sinais e sintomas que podem ser facilmente expli-
cados pela senescência.
https://youtu.be/SPX-LfBDvfE
https://youtu.be/SPX-LfBDvfE
 12
O maior desafio na atenção à pessoa idosa é conseguir contribuir para que, apesar 
das progressivas limitações que possam ocorrer, elas possam redescobrir possi-
bilidades de viver sua própria vida com a máxima qualidade possível. Essa possi-
bilidade aumenta na medida em que a Sociedade considera o contexto familiar e 
social e consegue reconhecer as potencialidades e o valor das pessoas idosas.
Sabemos que ocorrem alterações no processo de envelhecimento nos diversos 
sistemas sensoriais, muscular, conjuntivo, ósseo, neurológico, cardiopulmonar, 
gastrintestinal, geniturinário e tegumentar, e essas alterações impactam a fun-
cionalidade do indivíduo.
Os extremos da funcionalidade descritos na Literatura são os diferentes níveis de 
desempenho e competência funcional e estão associados a desfechos positivos e 
negativos, respectivamente representados pelo envelhecimento saudável e pelo 
envelhecimento com fragilidade. A funcionalidade relacionada ao primeiro está 
associada a maiores níveis de satisfação e bem-estar subjetivo, maior senso de 
autoeficácia e controle pessoal, uma rede de relações sociais mais abrangen-
te, melhor saúde e independência física e mental e um envolvimento mais ativo 
com a vida, a despeito da presença de doenças crônicas. No outro extremo, a 
funcionalidade relacionada à fragilidade está associada a maiores níveis de mor-
talidade e comorbidades, pior saúde, maior dependência funcional, aumento do 
risco de institucionalização e maior prevalência de síndromes geriátricas, como 
quedas, imobilismo, insuficiência cognitiva e incontinência urinária.
A seguir serão apresentadas algumas alterações nos sistemas no organismo hu-
mano, advindas do envelhecimento.
Quadro 2 – Alterações nos sistemas no organismo humano decorrentes 
do envelhecimento
Sistema 
tegumentar
• Prejuízo na cicatrização;
• Diminuição na tensão da pele;
• Diminuição da capacidade celular proliferativa;
• Susceptibilidade a lesões como Ulceras por 
Pressão;
• Diminuição da microvasculatura;
• Diminuição na percepção sensorial;
• Susceptibilidade a infecções.
 13
Sistemas 
sensoriais 
(audição e visão)
• Redução da capacidade de acomodação 
auditiva e visual;
• Diminuição de acuidade visual com pouco 
contraste;
• Queda da adaptação a ambientes escuros e da 
tolerância ao brilho;
• Rebaixamento da discriminação das cores;
• Queda da capacidade de leitura;
• Queda do campo visual atencional (percepção 
de estímulos).
Sistema 
Cardiovascular
• Diminuição da complacência do coração;
• Aumento da possibilidade de arritmias 
cardíacas;
• Aumento do espessamento dos vasos e 
aumento da rigidez das suas paredes;
• Aumento da Pressão Arterial Sistêmica e 
Hipertrofia compensatória.
Sistema 
Respiratório
• Diminuição complacência da parede torácica;
• Diminuição de força da musculatura 
respiratória;
• Perda de elasticidade pulmonar;
• Represamento de ar;
• Desigualdade de ventilação e perfusão.
Sistema Renal
• Redução do fluxo plasmático renal;
• Declínio na taxa de filtração glomerular;
• Redução do clearance de creatinina;
• Prejuízo no enchimento vesical.
Sistema 
Digestório
• Redução da motilidade no esôfago, estomago e 
intestinos;
• Maior propensão a refluxos gastroesofágico;
• Redução da absorção dos nutrientes;
• Redução na produção de enzimas importantes 
na digestão.
Sistema Nervoso
• Redução das circunvoluções cerebrais e 
ampliação dos sulcos cerebrais;
• Redução da função dos neurotransmissores;
• Diminuição da plasticidade cerebral;
• Declínio no controle postural;
• Declínio da sensação tátil; da acuidade visual e 
da noção de profundidade.
 14
Sistema 
Imunológico
• Aumento da suscetibilidade a infecções, de 
autoanticorpos e imunoglobulina monoclonal 
e tumorigênese.
Sistema 
Hematológico
• Queda progressiva das reservas 
hematopoiéticas; Aumento da suscetibilidade 
à anemia no stress fisiológico.
Sistema 
Osteomioarticular
• Redução da massa óssea;
• Redução da massa muscular;
• Aumento da rigidez articular;
• Diminuição da resistência das cartilagens 
articulares.
 Fonte: MOTTA, 2013
 
Como podemos observar, à medida que envelhecemos, os sistemas do corpo 
humano sofrem alterações morfológicas e funcionais, que geram perda gradual 
dos mecanismos que mantêm a homeostasia do organismo. Essas alterações ini-
ciam, geralmente, no início da vida adulta, mas se intensificam à medida que os 
anos passam. Essas alterações não são consideradas enfermidades, vez que são 
condições esperadas da ação do tempo sobre os tecidos. Contudo, a deteriora-
ção gradativa dos sistemas durante o processo de envelhecimento causa maior 
suscetibilidade a doenças e a condições patológicas, tornando a pessoa idosa 
mais vulnerável a certas afecções.
Vídeo
Conhecer as alterações que ocorrem nos sistemas corporais 
durante o envelhecimento é muito importante na diferenciação 
dos processos de senescência e senilidade. Não deixe de assistir 
aos vídeos a seguir e amplie esse conhecimento.
• Vídeo 1: Alterações Fisiológicas do Envelhecimento – Parte 01;
• Vídeo 2: Alterações Fisiológicas do Envelhecimento – Parte 02;
• Vídeo 3: Alterações Fisiológicas do Envelhecimento – Parte 3.
Vídeo 1 Vídeo 2 Vídeo 3
https://youtu.be/5OJ4HP70NKY
https://youtu.be/l9CzjE0wD58
https://youtu.be/xxtAuflliQ4
 15
Fisioterapia: Importância 
e Principais Recursos 
Terapêuticos Utilizados nas 
Disfunções Físico-Funcionais 
Durante o Envelhecimento
As especificidades do processo de envelhecimento humano necessitam do cuida-
do nas suas múltiplas dimensões, abarcando, entre outros aspectos, os sociais, 
políticos, culturais e econômicos. Nessa perspectiva, abrem-se, além de novos 
espaços de atuação para o Profissional de Saúde, novas abordagens multidis-
ciplinares e interdisciplinares, que buscam superar a fragmentação do conheci-
mento, na medida em que favorece a troca de saberes entre as diversas áreas 
profissionais no entendimento dessa realidade.
Dentre os profissionais responsáveis pelo enfrentamento na diminuição de agra-
vos, busca pela melhor qualidade de vida, prevenção de complicações e facilita-
ção da independência funcional dessa população está o Fisioterapeuta.
Na condição de integrante de uma Equipe Multiprofissional, o Fisioterapeuta po-
derá colaborartanto com a Equipe de Saúde como no cuidado à pessoa idosa, e 
diversas estratégias podem ser utilizadas a fim de promover o envelhecimento 
mais ativo e o cuidado em saúde dessa população.
Assim como os demais profissionais da Equipe de Saúde, o Fisioterapeuta tem ação 
importante na atenção à saúde da população idosa. Sua atuação na Gerontologia 
se consolidou especialmente após a publicação da Resolução nº 476, de 20 de 
dezembro de 2016. Essa Resolução reconhece a atividade do Fisioterapeuta no 
exercício da especialidade profissional de Fisioterapia em Gerontologia.
As funções do Fisioterapeuta dentro da Equipe Multidisciplinar são: elaborar o 
diagnóstico cinético funcional, planejar, orientar, prescrever e executar o trata-
mento fisioterapêutico, avaliar a eficácia desse tratamento, ajustá-lo aos objeti-
vos terapêuticos. É competência também atuar na prevenção dos agravos, dando 
orientações aos membros da comunidade, desenvolvendo ações de promoção 
da saúde em harmonia com os outros membros da Equipe Multidisciplinar.
 16
Vídeo
O principal objetivo da Fisioterapia geriátrica 
e gerontológica é manter ou recuperar a in-
dependência nas atividades de vida diária e 
a autonomia das pessoas idosas. Gostaria de 
saber mais sobre essa profissão? Acesse o ví-
deo a seguir e assista à palestra sobre o papel 
dessa especialidade.
Dentre as estratégias de intervenção que são abordadas pelo Fisioterapeuta, al-
gumas são bastante comuns no cuidado da pessoa idosa, como a Fisioterapia 
aquática, o uso de recursos eletrotermofototerapêuticos e exercícios físicos.
Fisioterapia Aquática
O uso da piscina terapêutica como recurso de reabilitação para muitas doenças 
é utilizado há muito tempo. O uso da expressão Fisioterapia Aquática denota a 
aplicação da cinesioterapia (exercícios), em um ambiente aquático, com tempe-
ratura variando entre 31 e 34°C.
A compreensão das propriedades físicas da água e das alterações fisiológicas do 
corpo em imersão bem como a análise do movimento humano no meio líquido 
têm auxiliado o Fisioterapeuta a utilizar a água na facilitação do movimento que 
até então poderiam ser impossíveis ou contraindicados de se realizar em solo, 
além da recuperação de disfunções.
A imersão na água aquecida oferece benefícios como o relaxamento e a anal-
gesia, e o empuxo alivia o estresse sobre as articulações reduzindo as forças 
gravitacionais relacionadas ao movimento, fazendo com que uma atividade de 
sustentação de peso, por exemplo, que pode ser contraindicada no solo, possa 
ser realizado com segurança na piscina durante a sessão de tratamento.
https://youtu.be/2Ho1QurVqIM
 17
Figura 3 – Fisioterapia aquática como recurso terapêutico
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra os membros inferiores de uma pessoa idosa, homem, em pé, dentro 
de uma piscina, levantando uma perna, apoiado em uma barra paralela. Ao lado dele, uma pessoa auxiliando 
no exercício. Os dois usam roupas de banhos pretas. Fim da descrição.
Fora esses efeitos, essa modalidade de tratamento explora as diferentes proprie-
dades da água, que são transformadas em benefícios terapêuticos, entre elas:
• Densidade relativa: capacidade de flutuação de um objeto ou corpo. 
Essa propriedade pode ser utilizada para dar suporte a articulações en-
fraquecidas e proporcionar assistência e resistência durante o movimen-
to na água. Além disso, a flutuação oferece a possibilidade de reproduzir 
movimentos e posturas difíceis de serem realizadas em solo;
• Força de empuxo: força de sentido contrário ao da gravidade (de baixo 
para cima) com intensidade igual ao peso do volume de água deslocado. 
Esse efeito é utilizado como resistência ao movimento dentro da água, 
fortalecendo a musculatura sem aumentar o impacto articular. Além dis-
so, o empuxo estimula a circulação periférica e fortalece a musculatura 
respiratória;
• Pressão hidrostática: pressão exercida pelo líquido no objeto nela 
imerso. Quanto mais profunda a imersão, maior é a pressão hidrostática 
e promove analgesia, redução de edemas e aumento do débito cardíaco;
 18
• Viscosidade: força de atrito entre as moléculas da água, causando re-
sistência ao fluxo. Movimentos rápidos dentro da água aumentam esse 
atrito gerando o que conhecemos como turbulência e pode ser utilizada 
tanto como resistência para treinos de fortalecimento como auxílio para 
a realização de algum movimento.
Vídeo
Gostaria de compreender os princípios da 
água que justificam a sua ampla utilização na 
reabilitação? Assista ao vídeo a seguir e se 
aprofunde nessas informações.
O meio aquático oferece uma série de vantagens e benefícios que podem ser 
muito úteis para o processo de reabilitação de indivíduos com diversas patolo-
gias, como:
• A flutuação permite a realização de movimentos em diversos planos, 
proporcionando atividades que até então poderiam ser impossíveis de 
serem realizadas em solo;
• A água diminui o impacto de movimento das articulações, diminuindo o 
risco de causar lesões em indivíduos com doenças articulares ou dege-
nerativas;
• A água pode ser utilizada tanto como resistência para ganho de força 
muscular como para auxílio de movimentos para músculos fracos e pa-
ralisias;
• A instabilidade dentro da água estimula o treino de equilíbrio e proprio-
cepção;
• A temperatura da água relaxa a musculatura, diminuindo a dor e facili-
tando os exercícios de alongamentos, além de ajudar na adequação do 
tônus muscular em diversas doenças;
• O meio aquático é divertido e estimulante, gerando ânimo em realizar 
suas sessões de Fisioterapia;
• A água aquecida promove o aumento do suprimento de sangue para os 
músculos, diminuição da pressão sanguínea, melhora o retorno venoso 
e da circulação periférica e melhora da mecânica respiratória;
https://youtu.be/f-4_AEOmUEY
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• Além dos benefícios físicos, estudos comprovam que a hidroterapia tam-
bém traz inúmeros benefícios psicológicos para a saúde do paciente.
Figura 4 – Uso de tecnologia assistiva (guincho de transferência) para promover acessi-
bilidade à piscina terapêutica
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa idosa, homem, entrando na piscina terapêutica por meio 
de um guincho de transferência. Sua cadeira de rodas está na beirada da piscina. Dentro da piscina, um 
Fisioterapeuta, homem, auxilia-o, e outra Fisioterapeuta mulher auxilia-o fora da piscina. Fim da descrição.
Os programas de Fisioterapia Aquática têm sido frequentemente indicados para 
a população idosa, em razão de ser um ambiente seguro, menos sujeito a quedas 
e com boa aceitação e adesão ao tratamento.
Recursos de Eletrotermofototerapia
Os recursos de eletrotermofototerapia, também conhecidos como agentes físi-
cos ou eletrofísicos, fazem parte do arsenal terapêutico utilizado no cotidiano 
dos Fisioterapeutas e tem como objetivo: redução de dor, espasmos muscula-
res, retorno da atividade neuromuscular, com prevenção e retardo de atrofia 
por desuso, ganho de mobilidade articular, reparo tecidual, incluindo lesões em 
pele e aumento do fluxo sanguíneo local, dentre outras. Tais recursos são am-
plamente utilizados na prática clínica para o tratamento de diversas patologias, 
como, condições ortopédicas, reumatológicas e neurológicas, no momento de 
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diferentes fases das doenças. A duração, associação ou o tipo de aplicação pode 
variar dependendo dos parâmetros utilizados. Dessa forma, é fundamental que 
o Fisioterapeuta avalie adequadamente o estágio clínico do indivíduo para esco-
lher a melhor modalidade e terapêutica a ser empregada.
Os recursos terapêuticos mais comuns utilizados no tratamento fisioterapêutico 
e suas indicações são as apresentadas a seguir.
• Termoterapia: a aplicação terapêutica do calor é chamada de termote-
rapia. O calor é empregado nos programas de reabilitação para alívio de 
dor, relaxamento muscular, aumento do fluxo sanguíneo, da reparação 
tecidual, e da extensibilidade de tecidos moles. Esses efeitos se devem às 
alterações fisiológicaspromovidas pelo calor nos processos metabólicos, 
hemodinâmicos e neuromusculares.
 
A termoterapia pode ser dividida em superficial (atinge a pele) e profun-
da (atinge músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares). Dentre 
os recursos que produzem aquecimento superficial, podem-se destacar: 
forno de bier, lâmpadas de radiação infravermelha, parafina, compres-
sas úmidas e turbilhão com água quente. Os recursos utilizados para 
promover a termoterapia profunda são: ondas curtas, micro-ondas e 
ultrassom;
• Crioterapia: a aplicação do frio com finalidades terapêuticas denomina-
-se crioterapia. A modalidade de crioterapia mais utilizada no cotidiano 
do Fisioterapeuta é a compressa de gelo, que consiste em gelo picado, 
raspado ou partido envolto em um recipiente. O mais comum é o uso de 
saco plástico, embora possam ser utilizados recipientes especiais para 
gelo e toalhas. Preconiza-se a aplicação das compressas de gelo direta-
mente sobre a pele, no entanto, em pessoas idosas, deve-se ter cautela 
pelas alterações cutâneas, decorrentes do envelhecimento, e no contro-
le da regulação térmica. Nesses casos, recomenda-se a interposição de 
uma toalha fina ou faixa entre a compressa de gelo e a pele, especial-
mente, se o gelo for proveniente de um refrigerador doméstico. O tempo 
de aplicação das compressas de gelo pode variar de 15 a 40 min, depen-
dendo da profundidade da estrutura a ser tratada;
• Ultrassom terapêutico: aparelho que emite ondas sonoras de alta fre-
quência, podendo ou não produzir calor. A principal função do Ultras-
som é o efeito anti-inflamatório, além de acelerar a cicatrização e reduzir 
a dor, estimular a formação do calo ósseo, da síntese de proteína, au-
mentar a circulação sanguínea e diminuir espasmos musculares.
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Figura 5 – Aplicação do ultrassom terapêutico 
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra o membro superior direito de pessoa sentada, recebendo tratamento 
fisioterapêutico por meio do ultrassom terapêutico na região do cotovelo e o Fisioterapeuta em pé, ao lado, 
aplicando o recurso. Fim da descrição.
• Eletroestimulação neuromuscular:
• FES: abreviatura de Functional Electrical Stimulation ou Estimulação 
Elétrica Funcional. Tratamento que utiliza corrente elétrica de baixa 
frequência nos casos em que os músculos estão paralisados ou en-
fraquecidos;
• TENS: abreviatura de Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation 
ou Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea. Terapia que utiliza 
corrente elétrica aplicada à pele por meio de eletrodos. Exerce fun-
ção analgésica;
• Corrente russa: estimulação elétrica usada para iniciar e facilitar a 
contração voluntária do músculo. O objetivo é recuperar o tônus mus-
cular, aumentar a força e estimular o fluxo sanguíneo dos músculos.
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Figura 6 – Aplicação do TENS para alívio de dor 
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mulher, sentada e, nas costas dela, há eletrodos fixados, unidos 
a um aparelho TENS controlado pelo Fisioterapeuta, homem, em pé, atrás dela. Fim da descrição.
Figura 7 – Aplicação do FES para promoção de fortalecimento muscular 
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem deitado, com eletrodos do aparelho FES em volta do seu 
joelho, com os fios fixos no aparelho, controlado por um Fisioterapeuta, que está em pé, ao lado dele. Fim 
da descrição.
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• Laserterapia de baixa intensidade: o termo laser é um acrônimo 
para light amplification by stimulated emission of radiation (amplifica-
ção da luz pela emissão estimulada de radiação) – aparelho que emite 
feixes de radiação de luz terapêutica com o objetivo de cicatrizar teci-
dos e reduzir as dores. 
Figura 8 – Aplicação do laser como proposta terapêutica 
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mulher em pé, Fisioterapeuta, aplicando o laser na região do 
tornozelo de uma pessoa que está deitada. Na figura, aparece apenas a perna e pé da paciente e parte do 
corpo da Fisioterapeuta. Fim da descrição.
Todos os procedimentos citados, em menor ou maior grau e dependendo do 
tipo e profundidade da lesão, têm objetivos comuns: provocar alívio da dor, 
redução do processo inflamatório, aumento da circulação sanguínea e cicatri-
zação. Vale destacar que a Eletrotermofototerapia é um recurso complementar 
a outros procedimentos fisioterapêuticos e deve ser sempre aplicada por um 
profissional habilitado.
Exercícios Terapêuticos
 
Com o aumento da expectativa de vida, torna-se essencial se preocupar com os 
aspectos físico, mental, emocional e social para a manutenção de uma boa qua-
lidade de vida. Todo o organismo precisa estar em equilíbrio para garantir um 
viver saudável. Afinal, o objetivo é envelhecer com qualidade. Para que isso ocor-
ra, é necessário haver uma expectativa de vida sem incapacidades. Um recurso 
muito importante para atingir esse objetivo é a realização de exercícios físicos.
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O exercício terapêutico é uma ferramenta que o Fisioterapeuta usa para tratar 
as disfunções neuromusculoesqueléticas ou cardiopulmonares. Eles devem ser 
eficientes para os objetivos propostos e seguros mesmo para pessoas debilita-
das ou com limitações funcionais. O ideal é que a prática consiga minimizar os 
efeitos do sedentarismo e do envelhecimento. Os exercícios terapêuticos têm 
numerosos benefícios como: aumento de massa muscular, força muscular e 
massa óssea, diminuição de dores musculoesqueléticas, melhora da coordena-
ção, conscientização corporal, equilíbrio, melhora ou manutenção da flexibilida-
de e mobilidade, além de bem-estar psicossocial.
Figura 9 – Exercicios fisicos como promoção e recuperação da saúde 
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa idosa, homem, sentado sobre uma bola terapêutica, 
realizando exercício, com o auxílio de uma mulher, que está ao seu lado. Fim da descrição.
Uma das formas de exercício físico terapêutico cada vez mais utilizadas, em virtu-
de de suas qualidades e segurança são os exercícios de fortalecimento muscular 
com pesos, também conhecidos como exercícios resistidos. Nesses exercícios, 
os fatores de sobrecarga podem ser facilmente adaptados para qualquer con-
dição de saúde: posição do corpo, amplitude e direção dos movimentos, carga, 
número de exercícios, repetições e séries, grau de esforço, duração das sessões 
e frequência semanal.
Além da fraqueza muscular que pode ocorrer, a perda da flexibilidade com a 
idade está relacionada à diminuição das atividades físicas, por sedentarismo ou 
doenças crônicas. Essas perdas podem ser observadas na dificuldade para subir 
escadas, sentar-se na cadeira e na cama e calçar os sapatos. Exercícios de flexibi-
lidade, envolvendo alongamentos musculares e treino de mobilidade são muito 
úteis para essa população.
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Figura 10 – Exercicios fisicos realizados na barra paralela
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa idosa, homem, em pé, andando com o apoio de uma 
barra paralela, com objetivo de se manter em pé com segurança, com o auxílio de uma mulher, que está ao 
seu lado. Fim da descrição.
A partir dessa explanação sobre algumas abordagens realizadas pelo profissional 
Fisioterapeuta, podemos observar que ele caminha juntamente com a perspec-
tiva de outros profissionais que almejam preservar/melhorar a funcionalidade 
o máximo tempo possível. Para isso, a equipe de cuidados deve estar alinhada 
nessa mesma direção, a fim de promover qualidade de vida para a pessoa idosa.
Chegamos ao final da nossa Unidade. Compreender o envelhecimento humano, as 
disfunções mais prevalentes no processo do envelhecimento e suas consequências 
nos vários sistemas corporais amplia cada vez mais o olhar do profissional ge-
rontólogo. Como vimos também, a Fisioterapia tem amplo papel na conservação 
das funções motoras, ao mesmo tempo em que ajuda a retardar o surgimento 
de incapacidade e a reabilitar funcionalmente a pessoa idosa. A atuação fisio-
terapêutica não se pauta apenas na assistênciade pessoas em senilidade, mas 
também naqueles cujo processo de envelhecimento acontece fisiologicamente.
Conhecer a atuação fisioterapêutica no processo de envelhecimento e o seu 
papel dentro de equipe multiprofissional é de suma importância para a visão 
biopsicossocial que devemos ter para a pessoa idosa. Nesse sentido, leia todo 
o conteúdo, assista e busque, nos Materiais Complementares, ampliar os seus 
conhecimentos nessa temática, para que possa se qualificar cada vez mais.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Livros
Geriatria
DINIZ, L. R.; GOMES, D. C. A.; KITNER, D. Geriatria. Rio de janeiro: 
MedBook, 2019.
Fisioterapia Geriátrica
GUCCIONE, A. A.; WONG, R. A.; AVERS, D. Fisioterapia Geriátrica. 3. ed. 
São Paulo: Grupo GEN, 2013
Leitura
Perfil de Idosos Submetidos à Avaliação Geriátrica Ampla em Serviço 
de Reabilitação
https://bit.ly/3OOfmpR
Vídeos
Aula Avaliação Geriátrica Ampla
https://youtu.be/JR3Kf94wdi8
Envelhecimento e Sistemas Corporais
https://youtu.be/mok2LcaiaYs
Fisioterapia para Idosos: Parte 1 – Programa de Exercícios 
Domiciliares
https://youtu.be/4FU47XGJUYg
Fisioterapia para Idosos: Parte 2 – Programa de Exercícios 
Domiciliares
https://youtu.be/q6b7I-FovJ4
https://bit.ly/3OOfmpR
https://youtu.be/JR3Kf94wdi8
https://youtu.be/mok2LcaiaYs
https://youtu.be/4FU47XGJUYg 
https://youtu.be/q6b7I-FovJ4
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREITAS, E. V. D.; PY, L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 4. ed. São Paulo: Grupo 
GEN, 2016.
MATIELLO, A. A.; ANTUNES, M. D.; BORBA, R. M. et al. Fisioterapia em saúde do idoso. 
Porto Alegre: Grupo A, 2021.
MOTTA, L. B. Saúde da Pessoa Idosa 2013. 13p. (Especialização – Módulo comple-
mentar) – Universidade Aberta do SUS. UMA-SUS. São Luiz, 2013. Disponível em: 
< h t t p s : / / a r e s . u n a s u s . g o v . b r / a c e r v o / b i t s t r e a m / A R E S / 1 3 0 9 / 1 / F i s i o l o g i a % 2 0 d o % 2 0 
e n v e l h e c i m e n t o . p d f >. Acesso em: 27/12/2022.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Superintendência de Atenção 
à Saúde. P223a Avaliação multidimensional do idoso / SAS. Curitiba: SESA, 2017. 
113p. Disponível em: < h t t p s : / / w w w . s a u d e . p r . g o v . b r / s i t e s / d e f a u l t / a r q u i v o s _ r e s t r i 
t o s / f i l e s / d o c u m e n t o / 2 0 2 0 - 0 4 / a v a l i a c a o m u l t i d d o i d o s o _ 2 0 1 8 _ a t u a l i z . p d f >. Acesso 
em: 27/12/2022.
PERRACINI, M. R. Funcionalidade e Envelhecimento. 2. ed. São Paulo: Grupo GEN, 
2019.
TOMMASO, A. B. G. D. Geriatria – Guia Prático. São Paulo: Grupo GEN, 2021.

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