Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

AULA 2 
	
3.4 DIVISÃO SOCIOSSEXUAL E RACIAL DO TRABALHO 
 
ATENÇÃO 
 
• O edital não traz isoladamente divisão sexual do trabalho! 
 
• Análise é interseccional. 
 
 
 
A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO 
 
 
Conceito de Hirata e Kergoat 
A divisão sexual do trabalho é a forma modulada, histórica e socialmente, de divisão 
do trabalho decorrente das relações sociais entre os sexos. 
 
A divisão sexual do trabalho é uma construção social que atribui aos diferentes 
gêneros, papéis distintos no que se refere ao trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A divisão sexual do trabalho é uma questão de gênero! 
É simultaneamente fruto e reprodutora de desigualdades, reforçando-as no que se 
refere a estereótipos, assimetrias, hierarquias e desigualdades (materiais e 
simbólicas). 
Esse arranjo tem como características a designação prioritária dos homens à esfera 
produtiva e das mulheres à esfera reprodutiva e, simultaneamente, a apropriação 
pelos homens1 das funções com maior valor social adicionado. 
 
PRINCÍPIOS ORGANIZADORES DA DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO 
A divisão sexual do trabalho tem dois princípios organizadores: 
 
 
 
 
A emergência do conceito da divisão sexual do trabalho teve um papel muito 
importante para questionar o que era a definição clássica de trabalho. As feministas 
que discutiram este conceito estavam no campo do marxismo e eram prevalentemente 
brancas, transcurando assim, o aspecto constitutivo da divisão social do trabalho: a 
raça. 
Elas problematizaram que o debate de classe não explicava e não dava conta do 
conjunto da realidade do trabalho. 
 
1 Para os homens negros, também desapropriados de riquezas, poder e da construção de uma 
subjetividade própria, a participação no mercado de trabalho também não se dá da mesma forma que 
homens brancos e burgueses. Esses exercem trabalhos predominantemente manuais, que exigem 
mais força física e ganham, muitas vezes, até menos que mulheres brancas burguesas. Ver em: 
<https://g1.globo.com/economia/concursos-e- emprego/noticia/2020/09/15/na-mesma-profissao-
homem-branco-chega-a-ganhar-mais-que-o-dobro-da-mulher- negra-diz-estudo.ghtml >. Acesso em 
05 de abril de 2021 
PRINCÍPIO DA 
SEPARAÇÃO
Existem trabalhos de homens e trabalhos de 
mulheres
PRINCÍPIO 
HIERÁRQUICO
Um trabalho de homem "vale" mais que um 
trabalho de mulher 
 
 
 
 
 
 
Em um primeiro momento, parecia haver uma destinação dos homens ao trabalho 
chamado produtivo e uma destinação prioritária das mulheres ao trabalho reprodutivo. 
Mas o que se viu foi que as mulheres estão simultaneamente nas duas esferas: no 
trabalho produtivo e no trabalho reprodutivo2. 
 
 
 
Destarte, a divisão sexual do trabalho não se restringe ao plano dicotômico de 
separação entre trabalho produtivo e reprodutivo, ela se repõe, também, na própria 
esfera produtiva com mulheres ocupando tradicionalmente nichos específicos do 
mercado de trabalho, os chamados de “guetos” ocupacionais femininos3. 
Verifica-se a atribuição de determinadas ocupações como sendo tipicamente femininas 
(cozinheira, doméstica, garçonete, professora infantil, secretária, comissária de bordo) ou 
masculinas (chef de cozinha, diretor, piloto de aeronave). 
 
 
Isto nos mostra como a produção do gênero se dá nas relações do trabalho. Mesmo 
a construção binária tem relação estreita com a expectativa que se tem do que se 
deve ser com o processo de socialização das meninas e meninos – expectativas que 
partem da construção social, do que significa se tornar homem e se tornar mulher 
(nisto está embutido o desempenho de tarefas específicas). 
 
 
 
2 (TEIXEIRA, M, 2018). 
3 Por BRUSCHINI e LOMBARDI (2000) 
Esferas do trabalho 
das mulheres
Trabalho produtivo
Trabalho reprodutivo
 
 
 
 
 
 
Divisão Sexual do Trabalho e Economia do Cuidado 
Um exemplo clássico da divisão sexual do trabalho é a ideia de que mulheres são 
naturalmente mais aptas ao trabalho de cuidado. 
Essa ideia tem efeitos concretos, na medida em que mulheres brasileiras estão 
sobrerepresentadas nesse tipo de trabalho, de maneira remunerada ou não, com 
reflexos desproporcionais na disponibilidade de tempo e renda, impondo às mulheres 
uma série de consequências – a existência da dupla jornada de trabalho, a precária 
inserção no mercado de trabalho, a menor proteção social e trabalhista, 
especialmente porque a proteção trabalhista se restringe àquelas no mercado formal. 
 
 
 
Embora o trabalho de cuidado diga respeito a toda sociedade, ele tem sido realizado 
principalmente por mulheres. 
Há uma construção social que produz e reproduz, a partir de valores ou dispositivos 
de poder, a associação entre mulheres e cuidado, ao mesmo tempo que desassocia 
dos homens estas mesmas habilidades. 
 
A romantização do cuidado como uma tendência natural das mulheres, algo vinculado ao 
amor e, portanto, tendente à voluntariedade, embora, na realidade, seja trabalho. 
 
 
CONSEQUÊNCIAS
Dupla	Jornada
Precária	inserção	no	mercado
Menos	proteção	social	e	
trabalhista
 
 
 
 
 
 
A frase é da escritora Silvia Federici e foi pintada nas ruas de Buenos Aires pela artista Ailen Possamay. 
Assim, o trabalho doméstico e de cuidados segue como uma atribuição 
eminentemente feminina e isso diz muito como as mulheres organizam a vida no 
cotidiano. 
Trata-se de elemento central para entender a permanência de desigualdade no mundo 
do trabalho, porque elas não são exatamente excluídas do mercado de trabalho, mas 
entraram em condição de desvantagem. Isto é reproduzido pelas instituições que 
qualificam as mulheres de forma distinta. 
Percebam que as mulheres têm maior acesso a educação formal pelos dados oficiais, 
no entanto, são outros aspectos da vida que as levam a ter renda menor. 
 
Quanto às horas trabalhadas, no trabalho produtivo (remunerado), as mulheres não 
ultrapassam os homens. Mas se somarmos o trabalho reprodutivo (não remunerado), elas 
trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana, segundo estudo do 
IPEA com dados do IBGE4. 
Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens 
era de 46,1 horas. 
 
 
4Informação disponível em: <170306_retrato_das_desigualdades_de_genero_raca.pdf (ipea.gov.br) >. 
Acesso em 05 de abril de 2021. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvia_Federici
 
 
 
 
 
 
As mulheres trabalham mais quando somamos o trabalho reprodutivo com o trabalho 
produtivo. Elas acumulam os dois tipos de trabalho, e aí não conseguem igualar o tempo 
do trabalho produtivo masculino. 
 
 
Nesse ponto, lembramos as jornadas duplas as quais as mulheres estão submetidas! 
Buscando a conciliação entre os denominados trabalhos produtivo e reprodutivo, 
encontram trabalhos precários e flexíveis para que deem conta das duas tarefas, o 
que contribui para uma dinâmica desigual de trabalho. 
Além disso, precisamos relacionar os aspectos. 
 
Alguns tipos de trabalho são marcados pela gratuidade, o trabalho feminino é marcado 
pela história de oferta gratuita. 
 
Pouco valor é atribuído àquilo que associamos culturalmente ao “feminino” (esfera 
privada, passividade, trabalho de cuidado ou desvalorizado, emoção em detrimento 
da razão) em comparação com o “masculino” (esfera pública, atitude, assertividade, 
trabalho remunerado, racionalidade e neutralidade). 
Independentemente do espaço (na esfera pública ou privada) e da forma (remunerado 
ou não) pela qual o trabalho de cuidado é desenvolvido, por ser predominantemente 
realizado por mulheres ele é desvalorizado e invisibilizado. 
Isto também ocorre porque a forma de desenvolvimento capitalista produziu 
historicamente uma vida cotidiana em que o tempo social que conta, ou seja, o tempo 
de trabalho que tem valor, é aquele empregado na produção de mercadoria, gerador 
de mais-valia. 
O trabalho produtivo das mulheres ainda se manifesta como um prolongamento de 
atividades do trabalho reprodutivo, sendo subjugado sob a perspectivada proteção 
jurídica laboral e do binômio tempo-valor. 
 
 
 
 
 
 
 
RELAÇÃO COM POLÍTICAS PÚBLICAS 
ATENÇÃO 
 
CONEXÃO COM O EIXO 2 
 
 
 
Por que esse problema de desvalorização do trabalho feminino e trabalho de cuidado 
não é problema político central? 
 
Não é coincidência que esse trabalho seja desempenhado por quem ocupa menor 
espaço na política. O poder político no Brasil é completamente dominado por homens 
brancos. Quem está todos os dias exercendo o trabalho não é quem está lá ocupando 
os locus de poder. 
 
Assim, há uma desconexão entre experiência cotidiana e a agenda política. 
 
A divisão sexual do trabalho retira das mulheres recursos importantes para que 
possam atuar politicamente, ao mesmo passo que elas não estão na política para que 
suas pautas sejam politizadas, as distanciando de uma legislação protetiva. 
 
Divisão sexo racial do trabalho 
A divisão sexual do trabalho, por si só, não explica as desigualdades de gênero se 
não introduzirmos à interseccionalidade como instrumento indispensável nessa 
análise. A raça emerge como um conceito central para corroer as análises binárias 
que percebem a divisão sexual do trabalho formada por mulheres de um lado e 
homens do outro. 
Esse conceito nos mostra que existem mulheres e mulheres, e que o capitalismo não 
teria se desenvolvido e se estruturado sem a racialização da mão de obra com o 
objetivo de manter a dominação sobre alguns sujeitos e aumentar a sua produtividade. 
Por sua vez, a divisão racial do trabalho no capitalismo se relaciona com o racismo 
estrutural no mercado de trabalho assalariado. 
 
 
 
 
 
 
 
O racismo estrutural não é sobre um sujeito isolado 
 
 
As mulheres negras, devido ao racismo institucional e estrutural foram posicionadas 
de forma a ocuparem os últimos lugares na hierarquia social, como diz bell hooks 
(2019), atrás até mesmo dos homens negros, à margem da margem. 
Maria Aparecida Bento (2002) formulou a ideia de “Pacto narcísico da branquitude” 
que opera de forma naturalizada, mas não explícita do racismo estrutural, protegendo, 
assim, o privilégio de pessoas brancas. 
As mulheres negras no mercado de trabalho ainda têm que lidar com as “Imagens de 
Controle”5 que servem para aprisioná-las em lugares reais ou simbólicos. 
Estas objetificam corpos negros e influenciam todas as formas de relações, mas, 
sobretudo, são utilizadas para justificar a posição de cada sujeito na estrutura de 
poder, no caso das mulheres negras, naquele lugar da margem e da servidão. 
As mulheres negras foram construídas fisicamente como “burros de cargas” ou “mule”, 
fortes, incansáveis, para a utilização de mão de obra e, por outro lado, para a 
reprodução. 
Quando convém tiram delas o gênero, igualando-as aos homens no mesmo tipo de 
trabalho e quando precisavam dos seus úteros, eram reprodutoras, como bem lembra 
Angela Davis em “Mulheres, Raça e Classe” (DAVIS, 2016, p.19). 
 
 
 
 
 
 
5 HILL COLLINS, 2019 
 
 
 
 
 
Divisão sexual do trabalho e metáforas 
 
 
 
 
 
Divisão sexual no trabalho contemporâneo 
 
Ainda com as mudanças na configuração da classe trabalhadora – resultado das 
transformações tecnológicas e das formas de organização dos processos de trabalho 
- alguns aspectos do trabalho das mulheres permanecem idênticos ao longo do tempo, 
como: 
 
§ As diferenças salariais; 
§ A significativa concentração em setores e ocupações com estereótipos de 
gênero; 
§ A inserção em formas de trabalho mais precárias e flexíveis; 
§ O grande volume de horas dedicadas ao trabalho de cuidados e afazeres 
domésticos, em adição às jornadas de trabalho fora de casa. 
 
Claro exemplo disto se deu na pandemia, com o trabalho realizado em home office. As 
mulheres sendo constantemente interrompidas não conseguem alcançar a mesma 
produtividade de um homem e bater metas diárias. 
Metas não são gênero neutro dada a divisão sexual do trabalho. 
 
TETO DE VIDRO
A	metáfora	do	teto	de	vidro	diz	respeito	às	barreiras	
invisı́veis	que	impedem	as	mulheres	de	ascender	aos	nı́veis	
hierárquicos	mais	elevados.
PISO PEGAJOSO
Representa	a	sobre-representação	das	mulheres	em	
trabalhos	mais	precários,	com	salários	mais	baixos,	com	
poucas	perspectivas	de	mobilidade.	
LABIRINTO DE 
CRISTAL
Simboliza	obstáculos	enfrentados	diariamente,	que	são	
invisıv́eis	às	leis	por	estarrecem	naturalizados	socio	
culturalmente.	
 
 
 
 
 
Para finalizar, há ainda um elemento importantíssimo que o cuidado envolve: 
ATENÇÃO 
 
CONEXÃO COM O EIXO 4 
 
A “carga mental”, conceito de Monique Haicault (1984) traz à tona a dimensão 
emocional que o trabalho doméstico e de cuidado envolve, o qual pode ocasionar 
transtornos mentais, dado o seu nível de exigência e dedicação. 
A presença constante exigida pelas atividades cotidianas, demarcadas pela repetição, 
é um exemplo disso. Esse custo emocional, que se reflete também na dimensão 
material, é chamado de “carga mental”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES 
 
1- De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 40% 
dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, sendo que, entre 2005 e 2015, o 
número de famílias compostas por mães solo subiu de 10,5 milhões para 11,6 milhões, 
segundo dados do IBGE (2017). A maioria das mães solo no país são negras (61%). 
No Brasil, 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da 
pobreza, segundo a Síntese dos Indicadores Sociais, do IBGE. Em 2018, segundo o 
estudo, esse valor equivalia a uma renda de aproximadamente R$ 420 mensais, por 
pessoa. Sobre o trabalho feminino, é correto afirmar: 
a- Mesmo no mundo globalizado, o trabalho feminino é muito utilizado em formas 
de emprego precárias, como contratos de curta duração e empregos em tempo 
parcial. 
b- Os rendimentos das mulheres trabalhadoras mais escolarizadas tendem a ser 
superiores aos dos homens em igual posição. 
c- Observa-se uma diminuição da presença das mulheres em atividades de maior 
prestígio e rendimentos devido à melhoria da qualificação da mão-de-obra 
masculina. 
d- O trabalho doméstico é exercido predominantemente pelas mulheres em razão 
da baixa qualificação da mão-de-obra feminina. 
e- O fato do cuidado ser exercido preponderantemente por mães se deve ao amor 
maternal. 
 
2- Observe a charge a seguir: 
 
Está correto com relação às atuais tendências na divisão social e sexual do trabalho: 
 
 
 
 
 
 
 
 
a- As desigualdades de gênero no mercado de trabalho e nas atividades 
domésticas eram comuns até a década de 1970, mas atualmente deixaram de 
existir. 
b- 
Atualmente as mulheres ocupam, de forma simétrica aos homens, cargos 
políticos e posições ocupacionais mais privilegiadas, embora na atividade 
doméstica as disparidades de gênero persistam. 
c- 
Ainda que no mercado de trabalho já não existam diferenças entre mulheres e 
homens que ocupam os mesmos postos de trabalho, a divisão doméstica do 
trabalho segue desigual. 
d- 
Ainda que atualmente a divisão sexual do trabalho doméstico tenha se tornado 
igualitária, a sobrecarga horária nos postos ocupados no mercado de trabalho 
pelo sexo masculino segue sendo maior. 
e- 
Apesar das mudanças significativas verificadas nas últimas décadas, a divisão 
social do trabalho e a divisão doméstica do trabalho seguem sendo marcadas 
por disparidades relacionadas ao sexo. 
 
3- São princípios organizadores da divisão sexual do trabalho: 
a- Separação, hierarquia, opressão 
b- Hierarquia, e opressão 
c- Opressão e separação 
d- Separação e hierarquia 
e- Hierarquia, repressão, opressão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questões de Concurso 
 
4- ESAF/2003/Auditor Fiscal do Trabalho) 
A partir do conteúdo do texto abaixo considerar a incoerência de uma das opções 
que dele se deduz 
“A divisão sexual do trabalho é a separação e distribuição das atividades de produção 
e reprodução social de acordo com o sexo dos indivíduos.É uma das formas mais 
simples e, também, mais recorrentes de divisão social do trabalho. Qualquer 
sociedade tem definidas, com mais ou menos rigidez e exclusividade, esferas de 
atividades que comportam trabalhos e tarefas considerados apropriados para um ou 
outro sexo.” (Holzmann da Silva, 1999) 
a) A esfera feminina situa-se no âmbito doméstico privado, da produção de valores de 
uso para o consumo do grupo familiar, da reprodução da espécie e do cuidado das 
crianças, dos velhos e dos incapazes. 
b) As atividades de produção social e de direção da sociedade, desempenhadas no 
espaço público, são atribuições masculinas. 
c) A distinção entre trabalho de homens e de mulheres expressa atributos e 
capacidades inatas aos indivíduos, diferentes em homens e em mulheres. 
d) Os estereótipos de ser homem e de ser mulher sustentam e legitimam a divisão 
sexual do trabalho. 
e) As mulheres são mais vulneráveis à repressão da organização do processo de 
trabalho taylorista. 
 
 
GABARITO 
 
1-A 
2-E 
3-D 
4- C Não é inato. Trata-se de construção social.

Mais conteúdos dessa disciplina