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Conteudista: Prof.ª Dr.ª Nanci Maziero Trevisan Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin Contextualização Material Teórico Material Complementar Referências A Jornada de Compras Que tal conhecer a jornada de compras da Luíza em busca de um Aparelho de MP3? 1 / 4 Contextualização Objetivo da Unidade O engajamento do consumidor com uma Marca tem relação direta com a forma como a Marca compreende as necessidades, os desejos e as dores do consumidor, assim como a qualidade e a forma como atende essas necessidades. Para isso, é importante entender toda a jornada de compras do consumidor, os pontos de contato existentes e os potenciais entre Marca e consumidor e, ainda, ser capaz de planejar e desenvolver conteúdos que contribuam para a melhor experiência do usuário com a Marca. Figura 1 Fonte: Reprodução Esse infográ�co foi baseado no vídeo da Microsoft: A Jornada de Compra do Consumidor. A Jornada de Compra do Consumidor https://www.youtube.com/watch?v=vmk_vHCKNt4 A Jornada de Compras: Entendendo a Jornada de Compras e os Pontos de Contato entre Marca e Consumidor Uma Estratégia de Marketing que tenha por objetivo alcançar engajamento e a�nidade com a Marca deve, além de compreender o que a Marca tem a oferecer (identidade, valores, propósito), garantir a melhor presença digital e a melhor experiência do usuário. Deve entender como seus públicos de interesse interagem na web e, em especial, como os consumidores efetuam suas compras. Esse processo é chamado de mapeamento da jornada de compras. Mas, antes de começarmos a falar sobre a jornada de compras, é importante entendermos sobre a jornada de quem estamos falando. Os consumidores mudaram, o comportamento de compras mudou. O consumidor é mais comunicativo, aberto a relacionamentos com Empresas e Marcas por meio de Mídias Sociais e outros Canais Digitais. Esse consumidor é conectado e espera que, tanto Comunicação quanto Vendas e Atendimento sejam realizadas por meio de todos os canais. A isso chamamos de comunicação, marketing e vendas omnichannel. 2 / 4 Material Teórico Para muitos consumidores, deixou de haver diferença entre a compra por lojas físicas e a compra por lojas virtuais. Ele apenas deseja agilidade no processo de compra, desde a negociação de preços até a entrega do produto em suas mãos. Porém, essa facilidade torna-o altamente exigente com relação à qualidade dos serviços prestados, produtos ofertados e a própria experiência de compra e uso das plataformas. Humanização das Marcas Para compreender melhor o comportamento do consumidor alvo de uma Marca e ser capaz de direcionar ofertas, produtos e serviços mais alinhados a suas necessidades, as Empresas e as Marcas geram PERSONAS. Glossário Omnichannel (traduzido para onicanal ou omnicanal): Prática de integrar vários canais para criar uma experiência de consumo ou comunicação contínua a uniforme, entre Marca e consumidores (KOTLER, 2017, p. 165). Importante! Persona: construção semi�ctícia do consumidor potencial de um negócio. A partir de dados reais sobre o comportamento de compra e consumo do público, demogra�a e dados psicográ�cos. Procura-se aprofundar a persona atribuindo também a ela histórias pessoais, motivações, objetivos, desa�os, preocupações e as chamadas “dores”, coisas que incomodam e que precisam ser sanadas. A partir desse conjunto de dados, cria-se a persona, utilizada para alinhar o discurso da Marca, planejar conteúdos e ofertas de produtos e serviços. A persona contribui para o desenvolvimento de Estratégias de Marketing alinhadas a suas necessidades, que devem re�etir o mais �elmente possível o grupo de consumidores. Figura 1 Fonte: Adaptada de Getty Images Há uma diferenciação clara entre os termos público-alvo e persona (ou buyer-persona). Vejamos: Figura 2 – Público-alvo x Persona Fonte: Reprodução Para de�nir a persona de uma Marca, devemos responder a algumas perguntas que nos permitam compreender seu per�l: essa pessoa é a decisora no processo de compra? Ela decide sozinha ou sofre in�uência de outras pessoas? Se isso ocorrer, quem são esses in�uenciadores? Qual o momento da compra? Quanto é gasto? Como ela busca informações? E, mais importante, quem é essa pessoa? Na de�nição de público-alvo, as informações tendem a ser mais abrangentes e genéricas, sem dados personalizados, sem se referir a nenhuma pessoa especí�ca. Já a construção da persona considera uma de�nição mais clara e especí�ca de sua personalidade e comportamento, traz detalhes sobre seus hábitos diários, trabalho, nível de escolaridade, interesses, gostos e preferências. Veja um exemplo, a seguir. Figura 3 Fonte: Getty Images Persona – Diego É workaholic, casado, e o Gestor de Marketing de uma Empresa média da Área de Marketing Digital. Ele tem um per�l analítico e focado em números, obcecado com novidades e inovações (busca novidades no Mercado Internacional), quer sempre quali�car seu time, não tem muito tempo e sua agenda é apertada. Ele gostaria de aumentar seus resultados com Marketing, gerar mais leads e quali�cados, aumentar suas vendas, inovar nas estratégias de seu time e ser visto como uma autoridade no Mercado. Seus principais obstáculos são a falta de orçamento para investir em novas soluções, o excesso de tarefas e a di�culdade de gestão de tempo, e a pouca mão de obra disponível para colocar em prática todas as suas ideias. A�nal, qual a importância da persona quando falamos de engajamento e a�nidade com a Marca? Essencial. Para Kotler (2017, p. 133), os consumidores sempre foram retratados como o centro das Estratégias de Marketing e, mesmo assim, o marketing tradicional, sempre pareceu se esquecer do lado humano das pessoas. A insistência das atividades de Marketing e comunicação passaram a se intrometer em demasia, tornando o consumidor refratário a essas investidas. O autor ressalta que as Empresas precisam entender esta realidade e desenvolver Marcas capazes de se comportar como pessoas, que sejam acessíveis, amáveis e também vulneráveis. Além de honestidade, autenticidade, movidas por valores e centradas no ser humano. O Marketing 4.0 (KOTLER, 2017, p. 134) tem como foco a crescente centralidade do ser humano, sendo a chave para estabelecer relacionamentos que gerem engajamento e a�nidade com a Marca. Assim, de acordo com o autor: “As Marcas precisam demonstrar atributos humanos capazes de atrair consumidores e desenvolver conexões de pessoa a pessoa” (KOTLER, 2017). A persona contribui para essa conexão entre a brand persona (persona da Marca) e a buyer persona (persona do usuário ou consumidor). Assim, ao de�nir os Objetivos e as Estratégias de Marketing, ao desenvolver as ações, as ofertas e o conteúdo da Marca, teremos em mente uma pessoa quase real, que sofre, tem di�culdades, desejos e sonhos, tornando a relação entre Marca e público mais humana e focada nas reais dores (ou amores) de cada uma de nossas personas. Saiba Mais Entenda sobre persona no infográ�co desenvolvido pelo site Viver de Blog. Nele, Carvalho (2016) apresenta resultados que comparam soluções e resultados quando a Marca de�ne claramente a persona e em situação em que isso não ocorre. Dê uma pausa e con�ra o infográ�co. [Infográ�co] Persona: O Que É E Como De�nir Conheça o público como um membro da família (ou melhor). Aprenda a de�nir sua persona para criar o produto ideal e turbinar as vendas. LEIA MAIS VIVER DE BLOG https://viverdeblog.com/persona/ https://viverdeblog.com/persona/ https://viverdeblog.com/persona/ Agora que você já viu o que é persona, podemos responder à questão inicial: estamos falando da jornada de compras da persona, ou de uma persona, já que podem existir diversas personas e, para cada uma, deve-se desenvolver uma jornada especí�ca. De acordo com Carvalho (2016), de 3 a 4 personas representam mais de 90% dos clientes de uma Empresa, então, na média, uma Marca ou Empresa precisa delinear deum a quatro Mapas de Jornada de compras. A seguir, veremos o que é o Mapa da Jornada de Compras, sua importância e como contribui para o engajamento e a�nidade da persona com a Marca. Vamos lá! Mapa da Jornada de Compras: Identi�cando as Etapas e os Diferentes Tipos de Necessidades e Desejos (Funil Dinâmico) Você percebeu que comentamos anteriormente que, no ambiente digital, o consumidor tem a expectativa de que seus relacionamentos e compras ocorram em todos os canais (omnichannel ou onicanal)? Assim, Rowles (2019, p. 47) destaca que a escolha do consumidor é sempre in�uenciada por diversos fatores, alguns sob o controle da Marca, como o que é ofertado, o preço praticado, os canais de distribuição e as atividades de comunicação, que correspondem ao marketing mix e outros estão fora do controle de uma Marca. A opinião e a ação de in�uenciadores, oportunidade de local de compra, momento da compra e questões pessoais inerentes a cada ser humano são aspectos que a Marca não controla, mas podem ser observados e utilizados de maneira proativa. Identi�car esses aspectos é a função do mapeamento da jornada de compras. Esse mapeamento é importante, de acordo com Rowles (2019, p. 49) porque o usuário/consumidor toma suas decisões com o objetivo primordial de mitigar os riscos envolvidos, sejam �nanceiros, de desempenho do produto, de serviço, sejam pessoais. Suas decisões também consideram a busca pela Marca mais adequada para atender suas necessidades e desejos ou, ainda, minimizar ou eliminar suas dores, dependendo de um conjunto de informações e ações. Quando falamos de Estratégias de Marketing para engajamento e a�nidade com a Marca, compreender a jornada de compras e mapeá-la adequadamente é uma fonte essencial para o planejamento de ações que vão desde a produção de conteúdo até a experiência do usuário. A ideia é que a Marca seja capaz de entender e acompanhar o usuário em cada passo do caminho. Observa Kotler (2017, p. 77) que “As Empresas precisam entender que mais pontos de contato e volume mais altos nas mensagens não se traduzem, necessariamente, em maior in�uência”. É a qualidade e a pertinência do contato, em cada passo da jornada, que podem signi�car a diferença entre ganhar a atenção do usuário ou não (earned attention). A jornada de compras foi, primeiramente, desenhada a partir dos modelos de atenção, interesse, desejo e ação, chamados Modelos AIDA (Kotler, 2017, p. 78), constituindo uma ferramenta simples. Na era da conectividade, destaca o autor, o processo direto e pessoal, semelhante a esse funil dos quatro "As" precisa ser utilizado. A atração, por exemplo, precisa considerar o conjunto de conexões em torno do usuário, em que uma decisão de compra pode ser uma decisão “social” e não uma atitude isolada de um único usuário. Assim, Kotler (2017, p. 81) propõe um modelo que considera cinco “As”: assimilação, atração, arguição, ação e apologia. Figura 4 – Caminho do consumidor na Era da Conectividade Fonte: Adaptada de KOTLER, 2017, p. 81 Observe, no modelo, que o aspecto associado à conectividade implica que o trânsito do usuário/consumidor de uma etapa a outra não depende exclusivamente de uma ação individual, mas está associado a uma série de in�uências de caráter externo, de grupo ou social. Por �m, Kotler (2017, p. 81) a�rma que a �delidade passa a se con�gurar como a disposição em defender uma Marca e que, na prática, traduz-se em continuar adquirindo e usando a Marca, e a recomendando para outras pessoas. Assim, o consumidor parte da etapa de assimilação, na qual ele percebe, tem consciência da existência de uma determinada Marca, produto ou serviço, para as etapas subsequentes: atração/eu gosto – arguição/estou convencido – ação/estou comprando e apologia/eu recomendo (KOTLER, 2017, p. 84). Essa proposta de Kotler evoluiu no digital para o que Gabriel (2020, p. 164) chama de funil de Marketing, de�nido como “Um modelo dos processos de marketing e vendas de uma Empresa, em que o público-alvo altera seu status à medida que avança nestes processos”, também chamado de jornada de compras. O usuário é atraído para a primeira etapa, chamada de topo de funil, transformando-se no que é chamado de lead (contato). Leads são “pessoas ou Empresas que demonstram interesse em um produto ou serviço” (GABRIEL, 2020, p. 164). A jornada de compras, jornada do cliente ou funil de Marketing são expressões que representam a mesma coisa: entender cada passo, assim como Kotler indicou com o modelo dos cinco “As”, que o usuário percorre em seu processo de identi�cação, busca de informação, seleção e decisão de compras, acerca de Marcas, produtos e serviços. Observe, na Figura 5, a seguir, a comparação das etapas descritas no processo de compra do consumidor, no caminho do consumidor na era da conectividade e no funil de Marketing. Figura 5 – Comparação entre os modelos propostos para a jornada de compras Fonte: Adpatada de KOTLER, 2017; GABRIEL, 2020 A diferença entre eles, de acordo com Gabriel (2020, p. 165), é que o processo não acontece de maneira linear como parece. Embora todas as etapas tendam a ocorrer, não é mais (e talvez nunca tenha sido) um processo linear, mas algo dinâmico, em que as etapas se sobrepõem, algumas são “puladas” e o usuário pode entrar no funil em qualquer momento, por isso passou a ser chamado de funil dinâmico. Na verdade, você encontrará várias denominações para ele em diferentes fontes, mas preferimos adotar o termo Jornada de Compras, tendo em mente a premissa de que seu comportamento é sempre dinâmico, multicanal e multifatorial. Ok? Assim, o que chamamos inicialmente nesta unidade de Mapa de Jornada de Compras, também chamado de Mapa de Jornada do Cliente/Usuário, consiste no caminho que um usuário percorre, desde o primeiro contato que tem com uma Marca, um produto ou um serviço, até a etapa de pós-venda (GABRIEL, 2020, p. 166). A ideia é identi�car e acompanhar os pontos de contato (touch points) ao longo de toda a jornada, criando oportunidades para que uma Marca esteja presente, estabeleça um contato positivo e não intrusivo, que in�uencie o usuário em favor dela e, se possível, alcance a sua �delidade, tornando-o um defensor. A Figura 6 demonstra como esta jornada é representada. Livro Quer entender um pouco mais sobre o comportamento do consumidor? Recomendamos o livro de MERLO e CERIBELLI. Con�ra essa indicação em Material Complementar e boa leitura! Figura 6 – Jornada de Compras – Funil de Marketing Fonte: Adaptada de GABRIEL, 2020, p. 166 O que Gabriel chama de Funil Dinâmico de Marketing procura demonstrar as interações a que o usuário está sujeito. A autora a�rma que “com a explosão de aplicativos, Mídias Sociais, chatbots e Assistentes Digitais, a Jornada de Compras se tornou uma estrada sinuosa” (Gabriel, 2020, p. 168), e esse modelo já não é capaz de demonstrar essas mudanças. Nesse contexto, a�rma a autora, cookies, remarketing e e-mail marketing atuam de forma incisiva nas diversas etapas do funil, assim como as ferramentas de automação de marketing. A autora propõe outra abordagem para o funil dinâmico, representado pela Figura 7, a seguir. Figura 7 – Funil Dinâmico de Marketing Fonte: GABRIEL, 2020, p. 167 Observe que a cada etapa diversos canais podem ser utilizados, desde pesquisa na web, passando pelo e-mail marketing recebido, incluindo a referência dos pares, ou seja, de pessoas do círculo de relacionamento do usuário/consumidor. A proposta da autora é compreender como esses diferentes canais atuam sobre cada persona, de maneira a que as Estratégias de marketing sejam mais efetivas, alcançando melhores resultados. O funil de marketing é, portanto, ferramenta para de�nição de Estratégias de Marketing com o intuito de atrair e acompanhar o usuário ao longo de sua jornada de compras, até a etapa de pós-compra. Por meio de Pesquisa de Mercado, qualitativa e quantitativa, e do monitoramento e coleta de dados digitais(usando cookies e algoritmos), é possível delinear a jornada de compras de uma (ou mais) persona, e utilizar essas informações como ponto de partida para de�nir as ações, canais e ferramentas de marketing que serão utilizadas por uma Marca. Quando se trata do mapeamento da jornada de compra, há ainda uma outra ferramenta, correlacionada à jornada, que é utilizada pelo Mercado: o chamado Funil de vendas. Alguns autores destacam que, enquanto o funil de marketing tem a função de acompanhar a jornada do consumidor com o objetivo de entender e implementar estratégias e ações para que a compra seja �nalizada, o Funil de Vendas é utilizado considerando que o consumidor está pronto para comprar um determinado produto. De qualquer forma, tanto em um quanto em outro, a estratégia de marketing deve ser contínua. Podemos dizer que o funil de marketing tem a função estratégica de permitir uma visão mais ampla do comportamento do consumidor ao longo de sua jornada de compras, considerando todas as etapas e a interação on e o�ine. Já o funil de vendas tem função essencialmente tática, ou prática, e considera que o consumidor já se encontra em alguma das etapas do processo de compra, efetivamente. O funil de marketing deve ser elaborado sob a perspectiva do consumidor, respondendo a questões tais como: como o consumidor identi�ca necessidades e desejos (tomada de consciência)? Onde ele busca informação (reconhecimento e delimitação do problema ou necessidade)?, Quais critérios utiliza para avaliação das alternativas (critérios de consideração) e quais os fatores determinantes para a sua decisão de compras (ação)? Já o funil de vendas considera especialmente o percurso do usuário no ambiente digital, considerando qual a melhor forma de atrair o usuário (visitante), o que oferecer para que haja conversão do usuário em lead, quais oportunidades são mais adequadas para converter esses leads em prospects (potenciais clientes) e, �nalmente, qual a melhor forma de chamá-lo para a ação (call to action) e efetivar a conversão (vendas). As principais métricas em digital consideram essas etapas do funil de vendas. Figura 8 - Funil de Vendas Fonte: Adaptada de GABRIEL, 2020, p. 487 A ideia é que os visitantes avancem ao longo do funil até a conversão. Vale lembrar que a conversão não precisa ser, necessariamente, a venda de produtos ou serviços. Muitas vezes, a ação desejada é que o usuário acesse um conteúdo, faça download de algum material, baixe um aplicativo e outras ações possíveis. O funil de vendas é dividido em três camadas: topo, meio e fundo. Quanto aos leads, Gabriel (2020, p. 486) a�rma que 50% deles tendem a não realizar compras em uma primeira conversão. Daí a importância do que é chamado de “nutrir” os leads com conteúdos adequados até que estejam prontos para se converter. A “nutrição” de leads é feita ao longo de cada etapa com conteúdos, atividades e até canais diferentes. Veja como cada etapa funciona na Tabela a seguir. Tabela 1 – Etapas do Funil de Vendas Etapa O que Fazer Topo Atração Converter (Aprendizado e descoberta) Objetivo: atrair o máximo de pessoas dentro do público alvo (personas) – Geração de tráfego relevante; Função: educar/informar as pessoas sobre uma pergunta, necessidade, dor ou problema especí�co; Essencial: dar visibilidade para a Marca e associá-la à solução/resposta. Etapa O que Fazer Meio Oportunidade (Consideração e intenção) Objetivo: quali�car o lead; Função: posicionamento da Marca como solução para o problema/necessidade/dor; Essencial: ganhar credibilidade e construir referência e proeminência para a Marca. Fundo Ação Conversão (Avaliação e decisão) Objetivo: alcançar conversão do lead; Função: adotar abordagem individualizada que leve o lead à ação; Essencial: apoiar efetivamente o lead na solução do problema/necessidade/dor. Fonte: Adaptada de GABRIEL, 2020, p. 487 Agora que compreendemos um pouco melhor a importância de mapear a jornada de compras, que tal vermos como funciona uma jornada real? Saiba Mais A Terral Incorporadora de Imóveis em Goiânia/GO desenvolveu um vídeo explicando a Jornada ao Cliente no processo de �nanciamento de Você pode observar que cada etapa, cada passo da jornada de compras é essencial para que uma Marca alcance o consumidor de forma efetiva, não intrusiva, mas realmente se dispondo a ser aquela que o auxilia a solucionar seus problemas, a atender suas necessidades, a aplacar suas dores, proporcionando à persona uma experiência de compra rica, apaixonante e satisfatória, que não só faça com que volte a comprar, mas que se torne realmente uma persona defensora da Marca. Claro que isso exige das Empresas e das Marcas muita dedicação, pesquisa e planejamento estratégico, especialmente em virtude da alta competitividade pela presença digital, por construir diferencial competitivo e agregar valor à Marca, na mente e no coração das pessoas com quem ela se relaciona. imóveis. Apresentado pelo avatar que representa a brand persona (persona da Marca) à Tereza, o vídeo demonstra uma das formas de compreender a jornada de compras. Jornada do Cliente - Financiamento Bancário Antecipado https://www.youtube.com/watch?v=XHZAZyjF6io Para isso, existem alguns caminhos que vamos explorar a seguir: a identi�cação dos pontos de contato, o planejamento de conteúdo e a experiência do usuário. Esse conjunto de estratégias pode fazer a diferença quando se trata de buscar engajamento e a�nidade entre Marca e persona. Venha comigo! Mas, antes... Importante! Observe a Figura a seguir. Ela demonstra os pontos de contato digitais e físicos associados ao processo de compra. Se a Figura re�etisse o seu comportamento em um processo de compra, quais pontos de contato você costuma perceber no seu cotidiano? Figura 9 – Pontos de Contato Fonte: ORTEGA, 2020 Pontos de Contato: Identi�car Oportunidades no Contato Entre Marca e Consumidor Rowles (2019, p. 32) a�rma que a de�nição de gestão de Marca Digital (Digital Branding) como a somatória das experiências de um usuário na web, implica utilizar a expressão “pontos de contato” (touch points) de forma quase intuitiva. No entanto, o autor destaca que a expressão se aplica a todas as oportunidades de uma pessoa entrar em contato com uma Marca, Produto ou Serviço, considerando desde a embalagem do produto em um ponto de vendas, passando pela experiência de compra em uma loja, seja física, seja virtual, e incluindo todas as possibilidades que a Internet oferece. Sobre isso, Rowles (2019, p. 33) cita, ainda, que ter contato com uma resenha on-line, ou mesmo o post de outra pessoa, mesmo que não criados pela Marca, representam um ponto de contato. Dessa forma, compreendemos que os pontos de contato podem ser aqueles criados e controlados pela Marca, ou aqueles que estão fora de seu alcance. O autor destaca também o digital, em que o boca a boca e a in�uência são bastante representativos. São pontos de contato fora do controle da Marca e, às vezes, acabam tendo mais importância e impacto do que aqueles controlados por ela. Dessa forma, compreendemos que os pontos de contato não se referem apenas aos canais de contato com o consumidor, mas sim a todo o sistema de troca que ocorre entre a Marca e o consumidor, seja no ambiente on-line, seja no o�-line. A Figura 9, anterior, traz as possibilidades de pontos de contato físico e digitais. A grande “sacada” das Estratégias de Marketing é alcançar a perfeita interação entre um e outro, quase como se a Marca �zesse parte do roteiro, do caminho, apoiando a persona em todo o seu trajeto. Pontos de contato, de acordo com Artigo da Salesforce Brasil (2020), é a conexão �rmada entre o usuário e a Marca, e deve perpassar toda a jornada de compras (ou jornada do cliente), desde a primeira interação com a Marca até após a conversão em vendas. Os pontos de contato incluem os canais de comunicação e relacionamento, mas vão além deles, sendo “mais abrangentese abstratos que as plataformas utilizadas” (SALESFORCE BRASIL, 2020). O Artigo propõe a classi�cação dos pontos de contato em: estático, interativo e humano. Veja: Quadro 2 – Tipos de pontos de contato (Touch points) Estático A interação ocorre de forma passiva, por exposição da Marca, como quando o usuário vê um anúncio no metrô ou entra em uma loja física. Interativo As interações ocorrem de forma direta e dinâmica, tanto em canais on-line quanto o�ine, por exemplo na web, nas Mídias Sociais, mas também por de ligações telefônicas. Humano Ocorrem por meio da interação intermediada por pessoas, de forma personalizada, nos canais de atendimento, encontros ou ponto de vendas. Fonte: Adaptado de SALESFORCE BRASIL, 2020 E a�rma, ainda, Gabriel (2020, p. 166) que os pontos de contato, rastreados (mapeados) na construção da jornada de compras constituem todas as oportunidades de conexão antes de uma compra ser realizada e também depois da realização dela compra. Toda interação, a�rma a autora, é um ponto de contato, desde um post nas Mídias Sociais até uma Pesquisa de Satisfação. Ao mapear os pontos de contato de acordo com cada persona, podemos identi�car que um lead precisa de mais pontos do que outro até estar pronto para converter em uma venda e, por isso, Gabriel (2020, p. 166) a�rma que “Entender a jornada do cliente e medir a experiência dele em todos os pontos de contato é fundamental para obter informações, corrigir a rota em campanhas e acelerar a passagem do lead pelo funil”. Por meio da identi�cação da jornada de compras, uma Marca pode identi�car os pontos de contato entre a Marca e a persona, tanto físicos quanto digitais e, ainda, os que já ocorrem naturalmente, e aqueles potenciais, que podem vir a ser utilizados para complementar a experiência de Marca e agregar valor na relação Marca-persona. Devemos lembrar que a retenção de clientes, �delização, engajamento e a�nidade com a Marca estão intrinsecamente associados a uma experiência positiva em cada uma dessas interações. Para que uma Marca seja capaz de alinhar essas conexões ou interações, é necessário planejamento minucioso, organização acurada dos processos e, sobretudo, investimento em recursos �nanceiros, tecnológicos e humanos. O planejamento e a gestão desses pontos de contato são capazes de: acelerar a persona ao longo da jornada de compras, estimular decisões mais rápidas, promover conversões de maior valor, como cross-selling e upselling, aumentar o ciclo de vida dos clientes (Lifetime Value LTV), elevar os índices de clientes que voltam a comprar e, sobretudo, estimular os consumidores a serem promotores (defensores) da Marca (SALESFORCE BRASIL, 2020). Glossário Cross-selling – Venda cruzada: Estimula a compra de produtos e serviços complementares, mas diferentes do produto ou serviço de interesse inicial, por exemplo, ao comprar um novo celular, o consumidor pode levar um fone de ouvido mais so�sticado; Upselling – Venda Adicional: Estimula a compra de uma versão mais avançada ou de preço maior daquela de interesse do usuário, por meio de vantagens oferecidas. Por exemplo, o usuário pode adquirir um modelo mais recente do celular se receber seguro gratuito ou a preço reduzido; Lifetime Value LTV – Valor do Ciclo de Vida do Cliente: Quanto tempo cada cliente gasta (ticket médio) para estabelecer uma relação de troca com a Marca. Essas conexões chamadas de pontos de contato são consideradas ideais se apresentarem as seguintes características: Figura 10 – Ponto de Contato Ideal Fonte: SALESFORSE BRASIL, 2020 Ao tratar das estratégias omnichannel (onicanal), Gabriel (2020, p. 472) observa que é importante converter todos os pontos de contato em pontos de compra e atendimento, proporcionando uma experiência de Marca positiva para o lead. A recomendação é pensar cada um desses pontos visualizando as potenciais conexões que podem ser instituídas. A autora cita, por exemplo, o Instagram Shopping, que permite criar tags para produtos em um post no qual o lead pode acessar mais informações, ou então, que seja direcionado à página do produto para aquisição. A ideia é que o lead tenha atalhos que lhe permitam transitar tranquila e rapidamente de uma fase do funil de vendas a outra. O mapeamento dos pontos de contato ao longo da jornada de compras é uma das atividades do data-driven marketing (marketing orientado a dados). Sua utilização contribui com a experiência do cliente na medida em que utiliza ferramentas que permitem mensurar essa experiência: pesquisa de satisfação, NPS (Net promoter score), mapa de calor em sites e outras formas de feedback cujo objetivo é aprimorar esses mesmos pontos de contato ou, se for o caso, criar outros. Glossário Data-driven Marketing – Conjunto de técnicas e ações de marketing que utilizam a base de dados coletados para planejar a estratégia de marketing de forma mais e�ciente. Os dados fornecem um retrato detalhado do comportamento de consumidores, permitindo entender por ondem navegam (trilha digital), como o fazem, o que chama mais a atenção, o que gera maior volume de conversões e outros. Essas informações embasam a tomada de decisões, assim como permitem a correção de rota, ajustes e continuidade em estratégias que estejam dando bons resultados (GABRIEL, 2020, p. 515). Além disso, o mapeamento dos pontos de contato permite identi�car e aproveitar, em Campanhas e no relacionamento, oportunidades de ações transmídia, que favoreçam o engajamento do lead com a Marca. Vale lembrar que essas ferramentas de que estamos falando, a jornada de compras e os pontos de contato, fazem sentido em uma Empresa cujo Marketing é centrado no cliente/consumidor, ou seja, Empresas e Marcas que verdadeiramente procuram praticar os conceitos do marketing 4.0. A Figura a seguir pode ilustrar melhor os pontos de contato de uma Marca. Esse mapeamento é genérico e cada Marca ou Empresa precisa mapear a sua própria jornada e identi�car esses pontos nos quais o consumidor estabelece uma conexão com a Marca. Veja: Figura 11 – Pontos de Contato Fonte: FARIAS, 2019, p. 216 Quanto à forma de mapear os pontos de contato de uma Marca, Andrade (2017) destaca que devemos começar por uma reunião com as diversas Equipes (Marketing, Vendas, Atendimento ao Cliente), chamada de Reunião de Brainstorming, na qual se procura identi�car e relacionar os canais e as oportunidades que os consumidores têm de interagir e se conectar com a Marca, tanto no ambiente físico quanto no digital. Deve-se sempre pensar em três momentos: antes, durante e depois da compra, lembrando-se de listar todas as atividades de comunicação próprias (da Marca) e pagas (espaços publicitários, por exemplo). Feito isso, cada Empresa prefere demonstrar esses pontos de forma especí�ca. Nesta Unidade, apresentamos a você duas formas de fazê-lo. Acreditamos que traçar a jornada de compras e assinalar os pontos de contato pode ser uma forma mais e�ciente de visualizar o que a Marca já tem como pontos de contato, e identi�car potenciais lacunas a serem preenchidas com novos pontos ou, então, pontos necessários, de acordo com a etapa da jornada, ou que venham a melhorar a experiência do cliente. A próxima etapa é o gerenciamento desses pontos de contato, tanto on-line quanto o�ine, sempre sob a perspectiva da integração. Essa não é uma tarefa muito simples, e para que isso seja possível, uma Marca utiliza ferramentas digitais como os modelos de atribuição. Glossário Modelos de atribuição – Analisam os pontos de contato que têm maior peso na conversão de um lead. Constituem “regra ou conjunto de regras que determina como o crédito de vendas e conversões é Gerenciamento dos pontos de contato signi�ca: identi�car cada um deles, avaliar como tem sido a interação neste ponto a partir da satisfação ou experiência do lead, corrigir, alterar, eliminar ou criar novo ponto, dependendo da situação, e voltar a avaliar cada um deles. Cada ponto podeser avaliado de uma forma diferente, pontos físicos precisarão da realização de uma Pesquisa de Mercado (ou de Satisfação) para que sejam avaliados, já pontos digitais podem utilizar ferramentas digitais como os modelos de atribuição citados. atribuído a pontos de contato em caminhos de conversão” (GABRIEL, 2020, p. 491). Saiba Mais Recomendamos acesso ao Google Analytics para saber mais sobre os modelos de atribuição. Acesse a Central de Ajuda do Google pelo link: Visão geral do modelo de atribuição Atribua crédito de vendas e conversões a pontos de contato em caminhos de conversão. Um modelo de atribuição é a regra ou conjunto de regras que determina como o crédito de vendas e conversões é atribuído a pontos de contato em caminhos de conversão. LEIA MAIS GOOGLE https://support.google.com/analytics/answer/1662518?hl=pt-BR https://support.google.com/analytics/answer/1662518?hl=pt-BR Dessa forma, o monitoramento dos pontos de contato precisa, necessariamente, ser realizado a partir da conexão de diversas atividades, sejam elas simultâneas ou não. Figura 12 – Gerenciamento dos Pontos de Contato Fonte: Reprodução O gerenciamento físico dos pontos de contato é feito por meio de Pesquisa de Mercado, Pesquisa de Satisfação e NPS Net Promote Score. Já os pontos digitais utilizam modelos de atribuição, ferramentas de automação de marketing e CRM (Customer Relationship Management), recursos de analytics e gerenciamento de Campanhas de performance. Abordaremos essas Ferramentas ainda nas Unidades desta Disciplina. Planejamento fe Conteúdo: Tornando a Marca Imprescindível em Cada Etapa da Jornada de Compras Precisamos diferenciar marketing de Conteúdo da simples produção ou planejamento de conteúdo. Marketing de conteúdo consiste em pensar estrategicamente o conteúdo de uma Marca, envolvendo criação, seleção, distribuição e ampliação do conteúdo disponível para o consumidor, que lhe seja útil e relevante, de acordo com seus interesses, necessidades, dúvidas e di�culdades. Produção de conteúdo signi�ca a execução prática do que foi planejado, criar posts, vídeos, e- books etc., atividade que pode ser terceirizada. E planejamento de conteúdo é de�nir quais conteúdos serão publicados, onde e com que periodicidade. Sobre o marketing de conteúdo, Kotler (2017, p. 147) destaca que é um misto de jornalismo de Marca e publicações de Marca, inclui o que é chamado de branded content (conteúdo de Marca), mas vai além disso. Sua principal função é estimular a curiosidade por uma Marca e criar conexões baseadas na proeminência da Marca em determinados temas, provendo conteúdos de qualidade relevantes e histórias memoráveis. “Conteúdo é o novo anúncio e #hashtag é o novo slogan” (KOTLER, 2017, p. 147) diz o autor, com intrínseca conexão com o marketing de permissão e o inbound marketing, sendo o conteúdo um caminho para atrair o consumidor para o universo da Marca. Portanto, o planejamento de conteúdo deve fazer parte de uma estratégia de Marketing de Conteúdo. Já Gabriel (2020, p. 341) de�ne marketing de conteúdo como o “Processo de criação de conteúdo de valor e relevante para atrair, adquirir e envolver o público de interesse”, objetivando colocar uma Marca como autoridade, dando a ela proeminência, in�uenciando a preferência por ela, estimulando a relação de con�ança e credibilidade. Ademais, Kotler (2017, p. 151) destaca que muitas Empresas acabam produzindo conteúdo sem antes avaliar o que realmente é relevante para cada uma das personas, e daí a importância de planejar adequadamente o conteúdo a ser produzido e distribuído. Muitas questões precisam ser respondidas: para quem (persona)? Quais suas principais dúvidas, necessidades, desejos, problemas e dores? Como o conteúdo pode ajudar? Qual a melhor forma de apresentação desse conteúdo (texto, áudio, vídeo, outros)? Qual o melhor canal para a distribuição desse conteúdo? O autor propõe um passo a passo, demonstrado na Figura a seguir: Figura 13 – Marketing de Conteúdo passo a passo Fonte: Adpatada de KOTLER, 2017, p. 152 Uma das decisões essenciais no planejamento de conteúdo, como ferramenta para tornar a Marca imprescindível na jornada de compras, é de�nir com cuidado a sua forma de distribuição. Sobre isso, Gabriel (2020, p. 342) observa que o marketing de conteúdo precisa selecionar a estratégia de distribuição mais adequada, o que inclui a compreensão clara da persona, como visto no modelo proposto por Kotler (Figura 13) e também da jornada de compras e dos pontos de contato com a Marca. Os principais canais de distribuição de conteúdo estão relacionados a seguir, mas a proposta não esgota a criatividade e a pertinência na identi�cação de canais, já que o objetivo essencial é ampliar a presença digital da Marca, solidi�car sua relevância e proeminência dentro da temática e, sobretudo, apoiar a persona e gerar engajamento e a�nidade com a Marca. Observe o quadro 3 a seguir. Quadro 3 – Canais de Distribuição de Conteúdo Presença On-line Conteúdo que expressa a identidade, valores e propósito de marca, assim como tom de voz e personalidade. Social Media Marketing SMM Conteúdo relevante para mídias sociais que leve valor ao usuário, propicie a atração e o engajamento de potenciais leads, distribuídos nos per�s da própria marca. Search Engine Marketing SEM A relevância, pertinência, qualidade e proeminência do conteúdo de um site são itens de muito peso no ranqueamento de página. Qualidade de conteúdo e técnicas de SEO favorecem a posição na busca orgânica. Marketing de In�uência Criação e co-criação de conteúdo em parceria com in�uenciadores digitais com forte correlação com a marca. Inboud Marketing Conteúdo relevante, interessante e que vá ao encontro das necessidades (ou dores) da persona em cada etapa do funil dinâmico, gera visibilidade, tráfego e atração de leads, que acessam o conteúdo por meio de landing pages, onde seus dados são coletados. E-mail Marketing Conteúdo produzido com a intuito de levar o lead à ação (copywriting), ou informação como newsletter ou como ferramenta na automação no marketing de atração. Fonte: Adaptado de GABRIEL, 2020, p. 342 Precisamos observar que o conteúdo é o grande potencial gerador de engajamento e a�nidade. Ao encontrar conteúdo que lhe agrade, auxilie, agregue valor à sua vida cotidiana, divirta, distraia ou qualquer que seja a necessidade, problema, desejos ou dores da persona, não só o usuário consome aquele conteúdo como, gostando e se identi�cando, compartilha, recomenda, contribui e “assina embaixo”. A�nal, é exatamente isso que queremos, não é? Que o usuário se identi�que e possamos construir a�nidade entre ele e a Marca. Mas quais são os tipos e as formas mais comuns de conteúdo? Algumas sugestões são trazidas por Gabriel (2020, p. 343), tais como: postagens em blog, e- books, white papers e relatórios, vídeo, infográ�cos, podcasts, apresentações, slides, estudos de caso, demonstrações, e-mail, Gifs, emojis, avatares e muitos outros. Os conteúdos são classi�cados como temporários ou permanentes (também chamados de evergreen), e Peçanha (2017) de�ne conteúdo evergreen como um tipo de material cujo conteúdo é atemporal, sem validade de�nida, tendendo a se manter relevante mesmo após um longo tempo de sua publicação na Internet. A criação e a distribuição de conteúdo evergreen agrega valor a uma página, confere autoridade e proeminência a uma Marca, e determinado assunto gera backlinks que atraem visitantes, melhora o posicionamento nas páginas de resultado de busca (SERP Search engine result page) e apoia a segmentação dos leads conquistados por meio das landing pages. Conteúdos evergreen são classi�cados como: conceituais e práticos (PEÇANHA, 2017), conforme apresentado no Quadro 4, a seguir. Quadro 4 – Tipos de Conteúdo Permanentes (Evergreen) Conceituais Trazem conteúdos teóricos, básicos, fundamentais em um Glossário Landing page – Página de destino ou página de aterrissagem:são páginas nas quais o usuário precisa incluir seus dados como nome, e- mail, telefone e outros, para ter acesso a algum material de conteúdo. Sua função é a captura de dados para a geração de leads. tema. Atuam muito sobre a primeira etapa do funil ao levar o usuário a compreender sobre o Produto/Marca/Serviço: o que é, para que serve, palavras e termos associados, conceitos associados. São exemplos: glossário, cartilhas, históricos, artigos. Tem uma “pegada” mais didática. Utilizam frases como: O que é... Tudo o que você precisa saber... Guia de/guia prático... A importância... Práticos Têm per�l de aplicabilidade, no formato de como fazer. São exemplos: guias, manuais, receitas, listas. Utilizam frases como: Como fazer... Aprenda a fazer... Guia prático ...em X passos Faça... Fonte: Adaptado de PEÇANHA, 2017 São exemplos de Conteúdos Evergreen: Figura 14– Tipos de Conteúdo Evergreen Fonte: Reprodução Podem ser ofertadas, ainda, ferramentas gratuitas como gerador de personas, gerador de jornada de compras, Planilhas de Programação de Conteúdo, Planilhas Financeiras, templates de landing pages, templates de posts e muitos outros que tendem a gerar interesse, tráfego e permitem o registro de dados para geração de leads. Os seguintes passos no planejamento de conteúdo para uma Marca são sugeridos por Gabriel (2020, p. 346): Figura 15 – Planejamento de conteúdo Fonte: Adaptada de GABRIEL, 2020, p. 346 Persona: Trata-se de de�nir claramente quem é a persona para quem o conteúdo deverá ser desenvolvido, a�nal, nosso objetivo é mesmo que haja engajamento, certo? É a mesma persona (ou personas, se for mais de uma) da qual falamos no início desta Unidade. Vale lembrar que cada persona precisa, necessariamente, de um planejamento de conteúdo personalizado, pode ser que alguns materiais sirvam para mais de uma persona, mas nem sempre isso ocorre. O mais importante para a criação de conteúdo é entender: as necessidades, os desejos, os problemas, os desa�os ou as dores da persona, o que ela busca, onde e quais formatos prefere. Dessa forma, seu conteúdo atenderá de maneira bem real e próxima o que esta persona procura e necessita; Jornada de compras: A ideia aqui é a criação de conteúdo considerando dois aspectos: O melhor conteúdo de acordo com o ponto de contato: imagine o que �ca melhor e é mais e�ciente em uma Mídia Social, tanto quanto o que �ca melhor e é mais e�ciente em uma loja física; O melhor conteúdo em cada etapa da jornada de compras: consciência, interesse, consideração e ação – quais os conteúdos mais adequados a cada etapa? O que devem dizer à persona? Esfera temática: Consiste em determinar o tema principal a ser tratado por uma Marca em seu conteúdo, assim como os subtemas. A esfera temática tem total relação com as bases da identidade de Marca e sua personalidade, e também com as preferências e necessidades da persona. Gabriel (2020, p. 346) as chama de linhas editoriais e categorias de conteúdo, destacando a necessidade de de�nir a direção em que as categorias de conteúdo (assuntos) devem seguir. A autora exempli�ca com uma Academia, por ter como linha editorial (tema central) “alimentação saudável”, e de�nir como categoria de conteúdo (assuntos) itens como receitas, mitos e verdades sobre alimentação, entre outros. A esfera temática é desenvolvida a partir do tema, assunto central, e depois de�nem-se os subtemas. Observe a �gura a seguir: Figura 16 – Esfera Temática Fonte: Reprodução A Figura 17, a seguir, exempli�ca a seleção de tema de Marcas da mesma categoria (cervejas Stela Artois e Corona), mas que adotam caminhos diferentes. Figura 17 – Temas Fonte: BULGARI, 2018 Subtemas: Ligados à esfera temática, os subtemas ou assuntos dizem respeito ao que será elaborado e pode se repetir de tempos em tempos, pode atender a um calendário promocional ou mensal, falar de temas como: setembro rosa (câncer de mama), outubro azul (câncer próstata), diversidade (junho) e outros, claro que de acordo com o per�l da Marca. Saiba Mais Toda Marca precisa de�nir os subtemas que lhe são pertinentes, sejam eles quais forem, mas precisam estar alinhados à personalidade e ao tom de voz de Marca que, por sua vez, estão conectados à identidade de Marca, seus valores e propósito. No Artigo indicado a seguir, BULGARI (2018) trata da relação entre algumas Marcas e o uso da bandeira temática LGBTQIA+, discutindo pertinência e propriedade da Marca no trato do tema. Vale a leitura! Calendário: É preciso que seja de�nido um calendário editorial semanal, mensal, semestral... Assim, as pessoas envolvidas na produção do conteúdo poderão planejar cada criação com tempo e qualidade (lembrando que todas as plataformas de conteúdo permitem já deixar o conteúdo previamente agendado). PATEL (2021) relaciona os melhores dias e horários para postagem nas Mídias Sociais, obtidos a partir da análise de uma série de pesquisas, mas ele alerta para que cada Marca, Além do Arco-Íris: O Que podemos Aprender sobre Territórios de Marca com a Parada LGBTQ+ Antes de levantar a bandeira, é preciso conquistar o território. A aproximação entre marcas e pautas sociais tem se intensi�cado nos últimos anos, e a causa LGBTQ+ é uma das preferidas de empresas que querem ser associadas à pluralidade, inovação e impacto. LEIA MAIS MEDIUM https://medium.com/@marcascomSAL/territorios-de-marca-e-lgbtq-489fbce1709f https://medium.com/@marcascomSAL/territorios-de-marca-e-lgbtq-489fbce1709f https://medium.com/@marcascomSAL/territorios-de-marca-e-lgbtq-489fbce1709f Produto ou Serviço, cada �nalidade, cada grupo de personas pode ter comportamento ligeiramente diferente. Daí a necessidade de realizar testes de postagem. Quadro 5 – Melhores dias e horários para postagem em Mídias Sociais LinkedIn Dias úteis – Horário comercial. Twitter Durante horários de deslocamento, à noite, e em intervalos, no meio da tardeCell 7. Facebook Dias úteis à tarde, durante os intervalos de trabalho. Pinterest Às 20h em dias úteis e mais tarde nos �nais de semana. Instagram Qualquer horário exceto entre 15 e 16 h nos dias úteis. Possibilidade às 5 da manhã e ao meio dia. Fonte: Adaptado de PATEL, 2021 Leitura O Artigo do blog Dinamize (2021) traz os resultados da pesquisa Sprout Social – The best times to post on social media in 2021. O Artigo destaca períodos de maior e menor engajamento nas Mídias Sociais como resultado das interações globais em cada mídia. Produção: É fundamental que a Marca compreenda que conteúdo de qualidade exige tempo e investimento �nanceiro. As Marcas devem primar pela qualidade do conteúdo a ser distribuído. A ideia é criar conteúdo de qualidade que possa ser desdobrado em conteúdos menores, complementares ou adjacentes, criando um ecossistema hipertextual e conectado entre si (links internos e externos, backlinks). Produzir os conteúdos a partir de Técnicas de SEO (Search Engine Optimization) e Copywriting, considerar as palavras-chave adequadas e cuidar para que o conteúdo seja mesmo relevante; Qual o melhor horário para postar nas redes sociais em 2021? - Dinamize Criar um conteúdo de valor incrível não é o su�ciente para que você consiga taxas altas de engajamento. É preciso entender o seu público-alvo e levar em consideração as particularidades de cada rede social. O melhor horário para postar nas redes sociais, por exemplo, varia de mídia para mídia e de persona para persona. LEIA MAIS DINAMIZE https://www.dinamize.com.br/blog/qual-melhor-horario-para-postar-nas-redes-sociais/ https://www.dinamize.com.br/blog/qual-melhor-horario-para-postar-nas-redes-sociais/ https://www.dinamize.com.br/blog/qual-melhor-horario-para-postar-nas-redes-sociais/ Métricas e Chaves de Performance (KPI): O conteúdo distribuído em cada etapa deve ser avaliado, medido em termos de alcance de público (quantas pessoas foram alcançadas com a publicação), engajamento (quantas pessoas se envolveram com a publicação), palavras- chave no rankingde busca, leads gerados, número de downloads e, claro, conversão (vendas). Saiba Mais Recomendamos uma visita ao livro de Martha Gabriel. Ele está disponível na Biblioteca Virtual e, realmente, dará a você uma visão ampla e aprofundada do Marketing de conteúdo. O capítulo 20, trata de Marketing de conteúdo e aborda todo o processo de planejamento. Vale a leitura!! Figura 18 Fonte: Divulgação Por �m, vale lembrar que marketing de conteúdo para alcançar engajamento e a�nidade com a Marca depende muito da regularidade e da frequência de postagens e atualização dessas postagens. É muito ruim quando o usuário acessa seu conteúdo e percebe que está desatualizado, ou que o último post em um per�l de Mídias Sociais foi há dois meses. Portanto, regularidade é essencial para a pertinência e proeminência. Empresas de Marketing Digital e a�ns e autores da Área apontam alguns aspectos importantes, nos quais as Empresas e os pro�ssionais costumam errar. O primeiro deles é confundir Marketing de conteúdo com produção de conteúdo. Apenas criar conteúdos para a web não faz a atividade marketing de conteúdo; É necessário que haja um planejamento, ou seja, que sejam de�nidos objetivos e metas claras para o conteúdo, delineamento da persona, de�nição de temática e tudo o que vimos até aqui. Portanto, apenas criar posts para um per�l em Mídias Sociais não con�gura marketing de conteúdo. OK? Muitas Empresas, começam a produzir conteúdo sem ter um plano de�nido, esfera temática e subtemas claros e alinhados com a identidade e a personalidade da Marca. Nesse caso, ocorrem duas situações possíveis: a primeira, é que “acaba o assunto” e a Marca �ca sem saber sobre o que falar com seus públicos, e a segunda, é que a Marca começa a falar coisas “que não tem nada a ver”. Sabe quando acaba o assunto em uma roda de amigos e o “papo esfria”? Pois é... ocorre a mesma coisa. A diferença é que, vez que o usuário identi�ca que a Marca não tem mais nada a dizer, ele pode abandonar a página, deixar de seguir o per�l, retirar sua inscrição e aí, para convencê-lo de que a Marca voltou a “falar sério”, demanda um bom tempo, muito investimento e muita perseverança. Outro problema comum é não medir o desempenho dos conteúdos, o que di�culta avaliar se a Marca está no caminho certo e se realmente ocorre o engajamento do usuário, em que nível e, principalmente, quais conteúdos são mais efetivos. De�nir de forma incorreta ou não de�nir as personas faz com que a Marca produza conteúdo sobre culinária para alguém que não gosta de cozinhar. Então, é meio óbvio, mas é necessário entender o que interessa à persona, certo? E também, é muito comum que Marcas ignorem que um calendário de postagens é essencial. Imagine sua conversa com a persona como capítulos de uma história: a cada conteúdo, contamos um pouco mais, aprofundamos um pouco mais, oferecemos Materiais Complementares e, assim, temos assunto para muitos conteúdos. A seguir, um check list para você acertar no marketing de conteúdo: Figura 19 – Para acertar no marketing de conteúdo Fonte: THIEL, s.d. Antes de encerrarmos esse tópico, há mais um assunto que é importante ser tratado: a audiência/o público, ou seja, as personas. Você percebeu a importância de compreender a persona para quem o conteúdo será desenvolvido, mas é preciso partir do princípio de que essa audiência não é estática, ela está em constante mudança e, sobretudo, é uma audiência criativa. O autor que cunhou a expressão “cultura da convergência” é Jenkins (apud MACEDO, 2016, p. 793) e, em seu texto, ele faz referência ao que chamou de cultura participativa, na qual o consumidor é, ao mesmo tempo, usuário e parte ativa no processo de produção e circulação de conteúdos. Já Castells (apud MACEDO, 2016, p. 794), quando trata da Sociedade em Redes, destaca o deslocamento da audiência passiva para ativa, participativa que, segundo o autor, é capaz de moldar, modi�car e contribuir para a construção de conteúdos e signi�cados, chamando essa audiência de audiência criativa. Essa audiência é, portanto, aquela em que há o compartilhamento e a ação de cocriação, modi�cação e contribuição da persona sobre o conteúdo. As pessoas têm o desejo e a certeza de poder contribuir de forma positiva e efetiva sobre o conteúdo, querem ser vistas e percebidas por sua contribuição, querem ser reconhecidos por ajudar as pessoas e a Marca na disseminação de conteúdo na web. E Castells (2002) observa, ainda, que o exercício da audiência criativa sobre um dado conteúdo pode se dar de quatro formas: �liação, expressão, resolução colaborativa de problemas e circulação da informação. Quando pensamos no planejamento e na produção de conteúdo, é interessante pensar que o receptor é ativo, e não passivo. Podemos até pensar em formatos e em conteúdos em que o próprio usuário possa contribuir ao compartilhar, personalizando uma mensagem, por exemplo, antes de enviá-la à sua rede de contatos. Já pensou nisso? Mas como pensar conteúdo para essa audiência criativa? Quando a Marca planeja seu conteúdo original, usa linguagem e recursos hipertextuais e complementares, por exemplo, links externos (entrevistas, críticas, áudios, links), que podem complementar a compreensão de um conteúdo principal, e links internos (apêndice, notas, prefácio, �guras, imagens, infográ�cos, vídeos e glossários, entre outros). Ao acessar esse conteúdo, o usuário pode construir um novo conteúdo a partir dele, para disseminar em suas Mídias Sociais, por exemplo. Eu, autora, ao escrever esta Unidade, tomei diversas fontes como referência e, a partir delas, construí este conteúdo para você. Mas podemos fazer isso com qualquer conteúdo de Marca, ao acrescentar um avatar antes de compartilhar, ao recortar um trecho de texto etc., que são diversas possibilidades que envolvem múltiplos canais, plataformas e formatos. Pense no que a persona com a qual você deseja que se estabeleça engajamento e a�nidade com a Marca gostaria de fazer a partir do conteúdo que você disponibiliza e, se for o caso, contribua disponibilizando imagens, textos, elementos customizáveis e vinhetas, entre outros. A audiência criativa é efetivamente criativa, mas é nossa responsabilidade primar pela integridade da identidade e pela personalidade de Marca. Então, elementos customizáveis (templates) podem ser de grande auxílio. Figura 20 – Marketing de conteúdo para audiência criativa Fonte: Adaptada de MACEDO, 2016 O conteúdo original de uma Marca é produzido e disseminado para os usuários, que, muitas vezes, a partir do conteúdo original, criam com seus próprios recursos: percepção visual, imaginação, habilidades técnicas, �uência textual e verbal, educação e objetivos e, depois, disseminam esse conteúdo entre os membros de suas Redes de Relacionamento que, por sua vez, podem fazer a mesma coisa, e assim, sucessivamente. Alguns exemplos são as Fan�cs (séries de �cção criadas por fãs a partir do conteúdo original), os vídeos produzidos para mídias como o Tik Tok, e até este texto que você está lendo agora. O importante é que tenhamos em mente que isso efetivamente ocorre, queiramos ou não. Portanto, tendo em vista a manutenção da integridade da identidade de Marca, personalidade e tom de voz, precisamos estar atentos a esse movimento. Por isso, que tal pensar em fornecer recursos para a criatividade de sua audiência? Ter espaço para o diálogo, dúvidas e sugestões, programas de cocriação, elaboração de projetos colaborativos, aceitar comentários, permitir o compartilhamento de alguns itens, oferecer elementos como gifs, tags e cards, que podem ser customizados e utilizados. São recursos que estimulam o envolvimento, o engajamento e a a�nidade com o seu conteúdo e com a Marca. Em geral, os conteúdos com maior índice de compartilhamento são: dicas, perguntas, histórias, citações e foto/vídeo. Observe a Figura 21, a seguir. Figura 21 – Formatos de conteúdo que geram engajamento Fonte:Reprodução O Estudo Mídias 360º, parceria entre a FAAP e a Social Bakers (CERULLO, 2020), apontou os conteúdos que mais geraram engajamento nas Mídias Sociais no último trimestre de 2020. Veja na Tabela a seguir: Tabela 2 – Engajamento nas Mídias Sociais – out./nov./dez. 2020 Marca Facebook Formato Net�ix 3,1 milhões Fotos, links e vídeos Caixa 2,7 milhões Sadia 2,3 milhões Marca Instagram Formato Net�ix 40,1 milhões Carrossel Riachuelo 5,08 milhões Grão de gente 4,5 milhões Fonte: Adaptado de Estudo Mídias 360º Interação nas redes retorna a patamar pré-pandemia ACESSE Acessar o Estudo Mídias 360º ACESSE Entender e de�nir a persona, compreender sua jornada de compras, identi�car e otimizar os pontos de contato, criar conteúdo relevante e que seja útil para essa persona, são todos passos para que a Marca possa alcançar o engajamento e a a�nidade desejados. Mas falta mais um item essencial: certi�car-se de que, em todos estes elementos, estamos proporcionando ao usuário a melhor experiência possível. É o que veremos a seguir. Saiba Mais Que tal conhecer as três Marcas com maior engajamento nas Redes Sociais? O Estudo Mídias 360º, em parceria entre a FAAP e a Social Bakers, foi objeto de Artigo publicado no Jornal Meio & Mensagem, que trata do engajamento das Marcas Nas Mídias Sociais em 2020. Acesse: Artigo Interação nas redes retorna a patamar pré-pandemia. Jornal Meio & Mensagem. https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/11/10/interacao-nas-redes-retorna-a-patamar-pre-pandemia.html http://www.faap.br/nimd/ms360faap.asp Experiência do Usuário: Descobrindo o que Realmente Gera Engajamento Seja sincero(a): quantos segundos você está disposto(a) a esperar que um conteúdo carregue? Bem poucos, certamente! Você sabia que o tempo de carregamento de uma página é determinante para a taxa de abandono? Pois é... se o usuário acessa sua página e demora para carregar o conteúdo, é comum que ele desista, e não dá para almejar o engajamento com a Marca se o usuário nem consegue acessar o conteúdo, certo?! Por isso precisamos falar de experiência do usuário. Em primeiro lugar é sempre bom ter em mente que o usuário é a persona com a qual a Marca está tentando se relacionar, ok? Experiência do usuário é o processo que visa a aumentar a satisfação de um usuário ao acessar as Plataformas Digitais de uma Marca, e envolve: usabilidade, acessibilidade e hospitalidade. A experiência de um usuário tem de trazer satisfação na interação, na facilidade de acesso, na disposição das informações e, também, no valor que essas informações terão para ele em sua jornada de compras. Aplica-se ao design de uma página, ao tempo de carregamento, aos elementos visuais e textuais, à qualidade do conteúdo, à facilidade de compras, à facilidade e à rapidez no pagamento e a outros aspectos. Em geral, a experiência do usuário deve levar em consideração quatro aspectos (SOMBOON, 2019), apresentados na Figura a seguir: Figura 22 – Experiência do Usuário Fonte: Adaptada de SOMBOON, 2019 Estratégia de experiência (ExS) – Experience Strategy – Compreende o planejamento estratégico e de marketing, envolvendo o negócio em si, tecnologias e design em um conjunto de soluções que possa agregar valor para o usuário. Incluí aqui o próprio design do produto e também as técnicas de UI Interface do usuário, pois consiste no meio pelo qual o usuário interage e controla um dispositivo, um software, um aplicativo ou o próprio produto/serviço, como a embalagem, por exemplo, pensando na melhor forma de interação, uso e operação dele. Essa estratégia deve considerar que toda a visão de negócios de uma Marca leve em consideração aspectos como as necessidades, os desejos, as dores, os anseios e as di�culdades da persona, as capacidades técnicas e tecnológicas mais atualizadas, incluindo treinamento dos colaboradores em todos os níveis, para que a solução de problemas com foco na persona seja a diretriz das atividades organizacionais. Informação, necessidades do usuário e metas organizacionais são a base desta estratégia. Pesquisa do usuário (UR) – User Research – Procura compreender a forma e a importância do design na interação do usuário: necessidade, comportamento, experiência e motivação são aspectos avaliados a partir da perspectiva do usuário, e não do designer. A pesquisa do usuário procura traçar o “caminho” de acordo com a experiência, o conhecimento e as necessidades do usuário, com o intuito de melhorar a experiência e de gerar engajamento e a�nidade. Arquitetura da Informação (IA) – Information Architecture – Aplica-se ao design estrutural no compartilhamento de informação, ou seja, a própria forma de organizar, estruturar e distribuir o conteúdo em uma página, aplicativo ou Mídia Social. A arquitetura de informação atua planejando: usuários (tarefas, necessidades, busca de informação, comportamento e experiência), contexto (metas de negócios, cultura e políticas organizacionais, tecnologia, recursos e restrições), conteúdo (documentos, tipos de dados, objetos e volume de conteúdo, estrutura). Design de interação (IxD) – Interaction Design – Ocupa-se da interação das três áreas anteriores (estratégia de experiência, pesquisa do usuário e arquitetura da informação), buscando a interface mais intuitiva possível, que agregue valor para o usuário na medida em que sua usabilidade é amigável, garantindo a hospitalidade e a acessibilidade. Podemos perceber que alcançar engajamento e a�nidade entre Marca e usuário é, na verdade, algo multifatorial, que também precisa considerar a experiência de uso das Plataformas Digitais em qualquer dispositivo. Podemos dizer que a experiência do usuário inclui todas as interações do usuário com uma Marca, seja no digital ou não, tendo como pilares os apresentados no Quadro a seguir: Quadro 7 – Pilares da experiência do usuário Atrativo Visual O visual precisa ser atraente, agradável, organizado de forma lógica, ter qualidade estética, imagens e textos de boa qualidade. Utilidade O uso deve trazer valor para o usuário contendo, por exemplo, planilhas, calculadora, manuais e outros materiais de apoio, assim como conteúdo e informações dispostos de forma didática e com objetivo educacional. Acessibilidade Deve permitir o acesso a partir de qualquer dispositivo com qualidade e rapidez, ser responsivo, incluir acessibilidade para pessoas com restrições físicas (visuais, auditivas). Credibilidade A credibilidade está associada à qualidade do conteúdo, mas também à frequência de atualização das informações, correção do idioma, ter informações verídicas e, com a devida indicação de fontes, além de entregar o que se propõe ao usuário. Intuitividade Usabilidade, capacidade de digitalização e intuitividade, signi�ca ser fácil e simples de compreender e usar todos os recursos. Desempenho Técnico Velocidade de carregamento da página, bom desempenho técnico com relação a processos, recursos e conectividade. Proximidade e Cumplicidade Humanização das páginas e ferramentas, uso da personalidade e tom de voz da Marca para gerar proximidade e conexão com o público. Inovação e Originalidade Ser diferente, melhor, inovador, dar ao usuário uma experiência além de suas expectativas (e do que os concorrentes oferecem). Fonte: Adaptado de REDATOR, 2020 É importante destacar que a experiência do usuário não se aplica apenas à sua relação e conexão com plataformas e dispositivos digitais: tem relação, também, com a própria experiência de compra, navegação na página ou per�s, conteúdo ofertado e, como cliente, no processo efetivo de realizar uma aquisição e receber o produto ou serviço solicitado. É, portanto, uma experiência ampla. A experiência do usuário pode ser melhorada, sempre. A primeira coisa é entender muito bem a persona e quais são suas expectativas, necessidades, desejos, dores e di�culdades, entre outros. Entender a jornada de compras e os potenciais pontos de contato, todos essesaspectos impactam diretamente a experiência do usuário. Mas, também existem algumas ações prática, como se pode ver na Figura 23, a seguir: Figura 23 – Melhorando a experiência do usuário Fonte: REDATOR, 2020 Uma boa experiência do usuário, por si só, não é garantia de alcançar engajamento e a�nidade, porém, uma experiência ruim é, certamente, motivo para que não haja engajamento. Lofrano, Coelho e Botelho-Francisco (2020) apresentam os fatores de engajamento e con�ança que se aplicam ao marketing de conteúdo e à experiência do usuário. Os autores concluem que o engajamento está associado a três fatores essenciais: formato, tipo e relevância do conteúdo. Tabela 3 – Fatores que in�uenciam no engajamento e na con�ança do marketing de conteúdo e experiência do usuário Categoria Fatores De�nição Formato Vivacidade Grau em que a informação atinge os diferentes sentidos de uma pessoa. Essencialmente ligado à imagem, mas destaca a necessidade de utilizar recursos multissensoriais. Interatividade Grau em que cada postagem da Marca incentiva os usuários a interagir. Plataforma Canal/local em que é disponibilizado o conteúdo, o grau de acessibilidade e a experiência do usuário. Tipo Conhecimento Compartilhamento de experiências e aprendizados da Marca (como fazer/dicas). Tendências Informações sobre acontecimentos e tendências sobre o Mercado de atuação da Marca. Histórias Histórias de sucesso da Marca ou de clientes (consumidores/usuários) (casos). Entretenimento Quanto e como o conteúdo oferece distração/diversão ao usuário. Informativo Qualidade e con�abilidade da informação. Categoria Fatores De�nição Relevância Percepção de Marca Preferências do usuário quanto a uma interação mais individual ou coletiva, expectativas de curto, médio ou longo prazo, maior propensão ao conservadorismo ou inovação, grau de identi�cação com a Marca, grau de interação da Marca em mídias sociais. Personalização Entrega de mensagens personalizadas, promoções, recomendações, ou seja, customizar a mensagem de acordo com as necessidades demonstradas pela persona. Utilidade Grau de contribuição do post para novas ideias, solução de problemas, auxílio em um processo ou decisão. Coerência Alinhamento da mensagem global da Marca, mesmo que a Marca utilize diversos canais, o usuário deve ter a percepção de unicidade. Ampli�cação Manutenção de conversas abertas sobre um determinado tópico/assunto/tema de forma recorrente. Fonte: Adaptada de LOFRANO; COELHO; BOTELHO-FRANCISCO, 2020, p. 11 Todos os itens apontados devem ser considerados na construção da experiência do usuário. É importante ressaltar que a produção de conteúdo, a experiência do usuário e as estratégias e ações de marketing, em geral, são realizadas por Equipes Multidisciplinares, incluindo os colaboradores da Empresa detentora da Marca e os fornecedores de diversos serviços que atuam em marketing digital. É um quebra cabeça. Claro que isso varia de acordo com o tamanho da Empresa. Se estamos falando de uma microempresa individual, ou seja, você é dono e gestor de seu próprio negócio, esses aspectos tratados nesta Unidade precisam ser cuidadosamente considerados para que você alcance os objetivos de engajamento e a�nidade. Certamente é um grande desa�o. Em Síntese O objetivo desta Unidade foi levar você a compreender que alcançar engajamento e a�nidade com a Marca é uma atividade que envolve muitos fatores, não basta ter um post bonito, personalizado e com a mensagem certa. É preciso trilhar todo um caminho por meio de atividades o�ine e on- line que permitam que haja identi�cação entre a persona e a Marca. Mas, acredito que podemos sintetizar as estratégias de marketing nesse sentido com a perspectiva inicial de Kotler (2017): é o marketing de pessoa para pessoa (human to human). Uma Marca que tenha identidade e personalidade íntegras, que apresenta um propósito concreto, que prima pela identidade sustentável, já tem boas bases para estabelecer relacionamento com seus públicos de interesse. A partir daí, a Marca deve estabelecer comunicação consistente, coerente, transparente, objetivando sempre apoiar a persona em sua jornada de compras, construindo proeminência por meio de conteúdos sólidos, con�áveis e que realmente atendam às necessidades, dores, di�culdades ou desejos da persona. É claro que alcançar tudo isso não é nada fácil. Mas como tudo o que se aplica à transformação digital, vai-se um passo de cada vez. No entanto, visão estratégica de negócios, perseverança, alinhamento entre objetivos organizacionais e mercadológicos, envolvimento e capacitação dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, investimento �nanceiro, de tempo e recursos humanos são partes de uma receita que se propõe a trazer para a Marca os resultados desejados. Bons estudos! Livros Comportamento do Consumidor O livro de Merlo e Ceribelli é bastante abrangente acerca das Teorias que explicam o comportamento do consumidor. De leitura fácil, está organizado de maneira didática, o que permite a compreensão dos principais aspectos que se aplicam ao comportamento humano e o que afeta a decisão de compras. Fala sobre as motivações das pessoas, o processo de compra, a satisfação do consumidor e as mudanças ocorridas a partir do digital. É uma obra que complementa seu conhecimento e permite a você desenvolver sua visão de conjunto, de forma ampla e aplicável no seu dia a dia. MERLO, E. Monforte; CERIBELI, H. B. Comportamento do Consumidor. Rio de Janeiro: LTC, 2014. Vídeos Personas - Livro Design Thinking Personas – Esta animação de 1’46” explica de forma rápida e clara o que são personas e sua importância na Era da Conectividade. 3 / 4 Material Complementar Personas - Livro Design Thinking https://www.youtube.com/watch?v=GR2m-z_msAg O futuro da Experiência do Cliente | Tomás Duarte | TEDxPUCMinas Tomás Duarte é um dos maiores especialistas em Net Promoter Score e Customer Experience Metrics no Brasil e na América Latina. É o idealizador do maior evento sobre Experiência do Cliente no Brasil, o Customer Experience Summit. Por meio da sua atuação, a Tracksale impacta mais de 130 milhões de consumidores, trabalhando com mais de 1300 Marcas em países como: Brasil, Argentina, Peru, Chile, México, Colômbia e Estados Unidos. Leitura O futuro da Experiência do Cliente | Tomás Duarte | TEDxPUCMinas https://www.youtube.com/watch?v=o1L1FMMMoho A jornada do cliente Este infográ�co, de Bolina (2017), demonstra de maneira simpli�cada a jornada do cliente, explorando aspectos como: o status da persona em cada etapa, a ação realizada, a expectativa em cada etapa e as sugestões do que a Marca pode realizar para levar o lead/persona até a etapa seguinte do funil de vendas. 50 Manuais de Identidade Visual Para Se Inspirar A página Design com Café traz 50 manuais de identidade visual de Marca. Spotify, Vale, Animal Planet, Uber e muitos outros. Vale a visita porque em alguns dos Manuais você encontra também elementos da identidade de Marca. Inspire-se! [Infográ�co] A Jornada do Cliente O processo de compra de um produto ou contratação de um serviço não é simples. Este infográ�co mostra a jornada do cliente e o que ela representa! LEIA MAIS ROCK CONTENT - BR https://rockcontent.com/br/blog/a-jornada-do-cliente/ https://rockcontent.com/br/blog/a-jornada-do-cliente/ https://rockcontent.com/br/blog/a-jornada-do-cliente/ 50 Manuais de Identidade Visual Para Se Inspirar Uma lista inspiradora com Manuais de Identidade Visual de grandes marcas que conhecemos. Ótimas referências para seus futuros projetos. Baixe tudo em PDF. LEIA MAIS DESIGN COM CAFÉ https://www.designcomcafe.com.br/manuais-de-identidade-visual-para-se-inspirar/ https://www.designcomcafe.com.br/manuais-de-identidade-visual-para-se-inspirar/ https://www.designcomcafe.com.br/manuais-de-identidade-visual-para-se-inspirar/ ANDRADE, C. Identi�que os melhores pontos de contatodo cliente com sua Marca. 19 jan. 2017. LinkedIn. Disponível em: <https://pt.linkedin.com/pulse/identi�que-os-melhores- pontos-de-contato-do-cliente-com-andrade>. Acesso em: 01/07/2021. BRUNO, S. S. et al. Design grá�co social: desenvolvimento da identidade visual do nupec-bio. 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