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Planejamento de obras: tipos e metodologias
Darleide Ribeiro Lopes1, Fernandes Alves de Jesus Filho¹, Lucas Silva Cajé de Oliveira¹, Paula Evelin
Carneiro Silva¹, William do Nascimento Vieira¹
(darleideribeirolopes123@gmail.com; nandoalves02@outlook.com; lucascaje@yahoo.com.br; inhaa1519@gmail.com;
wnascimento45678@gmail.com;)
Professora orientador: Tatiana de Andrade Spinola
Coordenação de curso de Engenharia Civil: Me. Paulo Ricardo Ramos Santos
RESUMO
O presente artigo teve como propósito analisar, no âmbito da Engenharia, como o
planejamento de obras pode contribuir positivamente na orientação de um projeto de
construção. Para tanto, foram apontados como objetivos específicos: discorrer sobre a
importância do planejamento, os seus tipos e o gerenciamento de obras; apresentar as etapas de
um projeto no contexto do planejamento e controle de obras; descrever quais são as técnicas de
estruturação de um cronograma no planejamento de obras; abordar sobre o orçamento no
planejamento e controle de obras. Nessa perspectiva, a metodologia da pesquisa foi norteada
pela Revisão bibliográfica, com a leitura de artigos científicos, revistas especializadas, livros,
entre outras fontes pesquisadas. Dessa forma, ao longo desse trabalho, foram apresentadas
ferramentas que têm êxito e eficiência no planejamento, portanto, sendo demonstrada a eficácia
nas atividades nesse contexto.
Palavras-chave: Planejamento. Orçamento. Controle. Cronograma.
1. INTRODUÇÃO
Considerando a significativa importância do planejamento para o desenvolvimento eficaz das
atividades inerentes à construção civil, este artigo focaliza, primordialmente, a análise pormenorizada
do processo gerencial no âmbito do Planejamento e Controle de obras. A pesquisa empreendida, de
natureza bibliográfica, tem por escopo a identificação dos métodos preeminentes de planejamento
aplicáveis à gestão de empreendimentos na construção civil.
A eleição deste tema fundamenta-se na perspectiva de abordar não apenas os aspectos
administrativos, técnicos e financeiros, mas também, de maneira concomitante, explorar o
domínio da Engenharia, agregando práticas disseminadas por distintas corporações do setor.
Além disso, o desiderato primário desta pesquisa é erigir uma fonte de referência que, ao ser
divulgada, possa reverberar em contribuições para trabalhos científicos futuros, notadamente
os empreendidos por discentes vinculados ao curso de Engenharia e áreas correlatas.
Na contemporaneidade, o ato de planejar assume uma posição central, conferindo, de
maneira incontestável, robustez à garantia da qualidade corporativa. Esta prerrogativa
1 Graduação em Engenharia Civil – Centro Universitário AGES.
materializa-se, sobretudo, na aptidão dos gestores em prover respostas expeditas e cirúrgicas
mediante o escrupuloso monitoramento do avanço do empreendimento e eventuais
reorientações estratégicas, conforme argumenta Mattos (2019).
Segundo Pires (2014), o planejamento, controle e gerenciamento de obras endereçam
ao engenheiro a perspicácia de antever as peculiaridades inerentes ao local da obra, identificar
pontos críticos suscetíveis a cautelas e avaliar discrepâncias entre os custos efetivos e orçados.
Essa abordagem concorre para uma decisão mais ágil e eficaz, entre outros dividendos.
O planejamento, enquanto componente sine qua non na administração de
empreendimentos, adota formas diversas conforme a filosofia e demanda de cada
organização. Configura-se como um conjunto intricado de processos, missões,
diretrizes e ações, meticulosamente concebidos, implementados, desenvolvidos e
geridos em busca de um desiderato previamente delineado. O propósito primordial
reside na antecipação de cenários previsíveis e na predeterminação de eventos,
preservando a lógica intrínseca aos mesmos (SILVA, 2011; p.15).
Nesse contexto, o planejamento é universalmente reconhecido por variados autores
como um elemento integrador das distintas entidades participantes de um empreendimento
construtivo, desempenhando, desse modo, um papel gerencial de relevância (BERNARDES,
2001).
Cumpre destacar que a fundamentação teórica deste estudo ampara-se em autores
notórios, tais como Mattos (2019), Silva (2011), Resende, Vender e Carrijo (2018), Marega e
Antônio (2017), entre outros. No tocante à metodologia empregada, adotou-se a revisão
bibliográfica, valendo-se de fontes diversas como artigos, teses, dissertações e revistas
especializadas, com particular ênfase nos recursos digitais disponíveis na internet. A abordagem
exploratória, direcionada a teóricos específicos, confere robustez ao embasamento deste
Trabalho de Conclusão de Curso. Nesse diapasão, a problemática central delineada consiste em
investigar a dinâmica do processo gerencial no âmbito do Planejamento e Controle de obras na
construção civil. Os objetivos específicos encontram-se delimitados da seguinte forma:
1.1 Objetivo geral
Analisar a ocorrência do processo gerencial na construção civil no âmbito do
Planejamento e Controle de obras.
1.2 Objetivos específicos
• Discorrer sobre a importância do planejamento, os seus tipos e o gerenciamento de
obras;
• Descrever quais são as técnicas de estruturação de um cronograma no planejamento de
obras;
• Abordar sobre o orçamento no planejamento e controle de obras.
Diante do exposto, este estudo se compõe das partes que se seguem: dessa Introdução,
do Referencial teórico sobre os seguintes enfoques “A significância do Planejamento, seus
tipos, bem como o Gerenciamento de obras; Etapas de um projeto do planejamento e controle
de obras; Técnicas de estruturação de um cronograma no planejamento de obras; O orçamento
no planejamento de controle e projetos de obras”. Em seguida constam a Metodologia, bem
como a Apresentação e discussão dos resultados, além das Considerações finais.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 O planejamento, seus tipos, bem como o gerenciamento de obras
O planejamento e o controle de projetos, especialmente na indústria da construção
civil, desempenham um papel fundamental tanto no avanço das etapas subsequentes quanto na
eficiência da obtenção dos resultados, como pode ser constatado no progresso e na conclusão
dos empreendimentos.
Nesse contexto de abordagem, o planejamento é considerado de extrema importância,
pois, embora não assegure a perfeição em todas as atividades humanas, lida com o risco
inerente a todas as áreas. Dessa forma, ele oferece às pessoas e organizações uma garantia
razoável de atingir seus objetivos, que por sua vez se traduzem em confiança, uma visão
antecipada do que precisa ser feito e para onde se direcionar. Isso, por sua vez, abre caminho
para a eficácia nas ações, bem como para a obtenção de resultados altamente eficazes, como
destacado por Silva (2011).
Para alcançar o sucesso de um empreendimento, o planejamento, de acordo com Paula
(2021), é considerado essencial, pois permite a integração de informações de diversos setores
de uma empresa, que podem então ser aplicadas no contexto da construção. Portanto, a
tomada de decisões está intrinsicamente relacionada ao planejamento, prevendo e examinando
abordagens respaldadas pela eficácia para atingir objetivos e metas desejados.
Diante do exposto, é evidente que o planejamento desempenha um papel crucial no
processo de tomada de decisões na gestão de metas e objetivos a serem alcançados, exigindo,
assim, um controle eficaz para sua implementação. Nessa perspectiva, no setor da construção
civil, o processo de planejamento deve ser iterativo, o que significa que o replanejamento
ocorre à medida que novas informações sobre o progresso da obra estão disponíveis,
destacando que o planejamento não é um processo único, conforme observado por Filho e
Andrade (2010).
Além disso, vale ressaltar, de acordo com Paula (2021), que ao planejar uma obra,o
gestor adquire um amplo conhecimento, o que, sem dúvida, o torna mais eficiente na direção
das atividades.
2.2 Tipos de Planejamentos
Silva (2011) destaca três tipos de planejamento: I. Planejamento estratégico ou de
longo prazo; II. Planejamento tático ou de médio prazo e III. Planejamento operacional ou de
curto prazo.
2.2.1.1 Planejamento estratégico ou de longo prazo
Chamado de planejamento de longo prazo, este é um tipo de planejamento que considera o
período de execução da obra como uma variável sujeita a maior incerteza dentro do projeto
(PIRES, 2014).
Quintanilha e Carvalho (2016) lista as principais atividades nesse tipo de planejamento:
• Coletar informações;
• Gerar fluxo de caixa;
• Preparar o plano;Difundir o plano mestre;
• Programar recursos classe 1;
• Difundir a programação de recursos;
2.2.1.2 Planejamento tático ou de médio prazo
Conforme Cosme (2022) esclarece, o nível de planejamento a médio prazo
desempenha o papel de elo entre as abordagens de longo prazo e de curto prazo. Nesse
contexto, ele se caracteriza por abrigar objetivos de natureza exclusivamente tática, ou seja,
objetivos que são mais detalhados e segmentados do que aqueles encontrados no
planejamento de longo prazo.
Uma das principais funções do planejamento de médio prazo é a remoção de
restrições no sistema de produção. O mecanismo de análise de restrições tem por
objetivo identificar e analisar e remover as restrições associadas à realização dos
pacotes de trabalho. Uma vez definidos estes pacotes, faz-se uma triagem nos
mesmos de forma a identificar as informações (por exemplo, projeto) ou recursos
(por exemplo, materiais, mão de obra, espaço, equipamentos) necessários para a sua
realização que ainda não estão disponíveis (QUINTANILHA; CARVALHO, 2016;
p.21).
2.2.1.3 Planejamento operacional ou de curto prazo
De acordo com Borges et al. (2020), o nível de detalhamento atinge seu auge no
planejamento de curto prazo, em comparação aos tipos previamente mencionados. Isso ocorre
porque as incertezas nesse tipo de planejamento são significativamente menores. Este tipo de
planejamento, como observado por Bernardes (2001), está focado na realização de metas que
devem ser concretizadas em um período de até duas semanas. Além disso, ele permite a
organização das equipes de trabalho para a execução dos serviços de pacotes de trabalho
previstos no plano de médio prazo em uma base semanal.
2.2.2 Gerenciamento de projetos
Nos Estados Unidos, durante a década de 1950, surgiu a disciplina de gerenciamento
de projetos, liderada por Henry Gantt, um especialista em técnicas de planejamento e
controle. Ele desempenhou um papel crucial na definição e realização de objetivos, na
melhoria da alocação eficiente de recursos essenciais, com foco em tempo, custos, materiais e
outros aspectos (SILVA,2011).
Consequentemente, o gerenciamento de projetos é considerado um campo
relativamente novo e em constante evolução, conforme citado por diversos autores. Isso se
deve ao fato de que várias organizações, tanto públicas quanto privadas, assim como
instituições de pesquisa e ensino, entre outras, têm buscado cada vez mais não apenas estudar,
entender e promover o conhecimento, mas também capacitar e aprimorar suas metodologias,
práticas e ferramentas nessa área e profissão (TORREÃO, 2005).
As organizações, para colherem os benefícios esperados, devem ter a
conscientização em adotar o gerenciamento de projetos não somente como uma
profissão, mas como uma metodologia na qual os seus gerentes devam ser
devidamente treinados, de forma a agregar valor às experiências individuais de
cada um deles. O gerenciamento de projetos deve ser feito de forma profissional e
conduzido por pessoal qualificado. Desta forma, a cultura de projetos nas
organizações deve ser criada, a sua implantação deve ser realizada de forma
sistemática e os seus princípios colocados em prática da maneira mais adequada às
necessidades das organizações (TORREÃO, 2005; p.26).
Nessa perspectiva, o gerenciamento, de acordo com Silva (2011), envolve não apenas
a direção, organização e execução de projetos pelas organizações, mas também a introdução
de inovações e mudanças neles, acrescentando valor e otimizando prazos e recursos.
2.3 Etapas de um projeto do planejamento e controle de obras
O planejamento de uma obra segue um roteiro padronizado, independentemente de sua
complexidade, sofrendo variações apenas em suas subetapas, incluindo a Definição das
Atividades, Definição das Durações, Definição da Precedência, Montagem do Diagrama de
Rede, Identificação do Caminho Crítico e Geração do Cronograma, bem como o
gerenciamento das folgas (RESENDE; VENDER; CARRIJO, 2018).
Quando se trata da etapa de "Definição das Atividades", como destacado por Mattos
(2019), refere-se à identificação das tarefas que comporão o planejamento, ou seja, as
atividades que serão incluídas no cronograma da obra. Essa fase requer atenção especial, uma
vez que a omissão de qualquer serviço pode comprometer o cronograma, resultando em
atrasos no andamento da obra.
No que diz respeito à "Definição das Durações", trata-se da quantificação do tempo
necessário, em horas, dias, semanas ou meses, para a execução de cada atividade. Assim, a
estimativa da duração da obra é feita com base na quantidade de trabalho, recursos
disponíveis e produtividade (SILVA,2011).
Quanto à etapa de "Definição da Precedência", Ferreira (2019) explica que as
atividades predecessoras são aquelas que devem ser concluídas antes que uma determinada
tarefa possa começar. Por outro lado, as atividades sucessoras são aquelas que só podem ser
iniciadas após a conclusão da tarefa em questão. Essa relação de dependência entre atividades
é fundamental para o planejamento eficaz da obra.
Consiste na sequenciação das atividades, A precedência é a dependência entre as
atividades ("quem vem antes de quem"), com base na metodologia construtiva da
obra, analisando-se a particularidade dos serviços e a sequência executiva das
operações, o planejador define o inter-relacionamento entre as atividades, criando a
espinha dorsal lógica do cronograma (MATTOS, 2019; p.48).
Quanto à "Montagem do Diagrama de Rede", essa etapa envolve o agrupamento de
atividades relacionadas que descrevem claramente o método de execução do projeto. Para
representar visualmente essa rede, utiliza-se um diagrama, que proporciona uma compreensão
precisa do projeto (KLEIN et al., 2018).
No que diz respeito à "Identificação do Caminho Crítico", essa fase está relacionada aos
cálculos realizados para determinar a duração total da obra. Nesse contexto, o caminho crítico
é definido pelas atividades que consomem o maior tempo, determinando assim o prazo total do
projeto (ABDEL GHAFFAR, 2017).
Por fim, a "Geração do Cronograma e Folgas" pode ser compreendida como uma etapa
que envolve uma ferramenta de gestão significativa. Ela fornece uma representação clara da
sequência de cada atividade ao longo do tempo, permitindo uma compreensão eficaz da
programação do projeto (MATTOS, 2019).
A finalização de um Roteiro de Planejamento se dá com a Geração do Cronograma, e
o cálculo das folgas do caminho não crítico do projeto. O Cronograma geralmente é
exibido em forma de gráfico de Gantt, criado no século XX por Henry Gente, um
engenheiro norte-americano, com o intuito de controlar a produção das atividades na
construção de navios cargueiros (RESENDE; VENDER; CARRIJO; 2018; p.9).
Diante dos aspectos apresentados, percebe-se que essas são as etapas
caracterizadoras de um projeto do planejamento e controle de obras, isso expõe a
sequência organizacional que requer no referido contexto de tais ações.
2.4 Técnicas de estruturação de um cronograma no planejamento de obras
O cronograma é concebido como uma ferramentade grande significância para aqueles
que exercem a função de gestor em uma obra. Com isso, a utilização certa desse material faz
com que o gestor possa exercer sua função com mais precisão, visto que tal instrumento detalha
toda obra organizada de maneira temporal e financeira, o que facilita a compreensão quanto ao
tempo e o valor que cada etapa custará até a sua finalização (ABDEL GHAFFAR, 2017).
Conforme afirmado por Peurifoy (2016), nos últimos anos, houve uma notável
transformação na indústria da engenharia civil, especialmente no que diz respeito aos prazos de
conclusão de projetos. Isso se deve ao aumento significativo no número de clientes que buscam
edificações mais econômicas ou soluções para acelerar a conclusão das obras. Como resultado,
o mercado tornou-se mais competitivo e as empresas de construção têm se adaptado, não apenas
executando projetos, mas também explorando métodos de execução cada vez mais eficientes.
Nesse contexto de planejamento avançado, os planos de contingência para lidar com
imprevistos têm sido aprimorados, permitindo a execução de projetos em várias frentes
simultaneamente. Isso ressalta a importância do domínio do controle de produtividade para
aqueles que desejam se destacar no ambiente de negócios competitivo.
2.4.1 Etapas para a montagem de um cronograma
Nesse contexto, necessário se torna uma abordagem sobre as Etapas para a montagem
de um cronograma. A esse respeito, Klein et al. (2018), apresenta técnicas e ferramentas que
podem ser utilizadas para montar um cronograma de forma eficaz e completa em quatro passos:
1º. Definir as Atividades; 2°. Sequenciar as Atividades; 3°. Estimar as Durações das Atividades;
4°. Desenvolver o Cronograma.
1. Definir as Atividades: Nessa primeira etapa será preparada a Estrutura Analítica do
Projeto (EAP) que é o levantamento das atividades que serão necessárias para
conclusão da obra.
2. Sequenciar as Atividades: Determinar a dependência entre as atividades e de grande
importância pois não se pode iniciar uma atividade se a etapa anterior que deveria ter
sido executada antes dessa atividade não foi realizada. Com isso é fundamental ter
conhecimento técnico em execução para que então erros como esse não volte a
acontecer.
Com isso deve-se considerar esses processos: Ligações finish-to-star (fim com início)
quando uma etapa termina para que se possa começar a outra; Ligações star-to-start
(início com início) quando duas etapas ocorrem no mesmo momento; Ligações finish-
to-finish (fim com fim) quando duas etapas devem terminar juntas; Aplicações de
(antecipações e atrasos (lags) – onde determinada etapa tem seu tempo fixo sendo
inalterável (p. 23-26).
A partir da definição das sequências, segundo Klein et al. (2018), o próximo passo é
estimar a duração das atividades e desenvolver o cronograma:
3. Estimar as Durações das Atividades: estimativa da duração pode ser feita de 3
formas: Opinião especializada; Estimativa paramétricas; e Estimativa análogas.
Sempre deve se considerar os recursos das atividades, onde por mais que se possa
seguir essas três formas ainda pode-se ter fatores que podem restringir os prazos
estipulados (p. 26-27).
4. Desenvolver o Cronograma: Com a EAP, as sequências e as durações de cada etapa
prontas montar o cronograma já se torna possível. Grande parte dos profissionais que
atuam nessa área fazem uso de software para o desenvolvimento de cronogramas,
como MS Project, Primavera, OpenProj e MS Excel pois demostram graficamente a
sequências das atividades do projeto. Após inserir os dados em qualquer programa
citado a cima, ele irá gerar o primeiro cronograma da obra. Mas deve-se estar atento
pois grande parte das vezes este deve passar por ajustes de algumas etapas. Ao ajustar
e definir a versão final do cronograma, será obtido a “Linha de base do cronograma”
ou “baseline”, isto é, o cronograma de partida ou referência para o andamento do
projeto (p. 27).
No âmbito da realização criteriosa do que foi elaborado nos processos registrados anteriormente
neste estudo, com referência à sequência das atividades, suas durações, recursos necessários e
restrições do cronograma, Mattos (2019) propõe que seja criado o modelo do cronograma do
projeto, contendo: as datas planejadas (início e fim), para a conclusão das atividades do projeto.
2.4.2 Cronograma físico
Para Abdel Ghaffar (2017), o Cronograma Físico tem como propósito gerar um controle
do desembolso, em conformidade com a estrutura física do contrato, permitindo, com isso, o
planejamento dos gastos físicos do cronograma, bem como autorização da medição do contrato.
O cronograma físico representa a programação temporal da execução da obra, nos
aspectos físicos e financeiros. As diversas etapas de que se compõem a edificação são
distribuídas no prazo de execução, definindo-se, ainda que provisoriamente, datas de
início e fim para cada uma. No âmbito da construção civil, existem basicamente dois
métodos de programação física de obras: PERT/CPM (cronograma de rede) e Gantt
(cronograma de barras). Em conjunto, geralmente é preparado um cronograma
financeiro, definindo a previsão mensal (ou semanal) de dispêndios (GONZÁLEZ,
2008; p.13).
2.4.3 Cronograma físico-financeiro
O cronograma físico-financeiro pode ser definido como uma simulação analítica em
função da criação de cenários, sendo estes cenários versões do cronograma da obra a
fim de tomar decisões mais precisas, com o objetivo de otimizar, dar maior eficiência
e gerar um planejamento logico. Este mecanismo permite que o engenheiro tenha mais
previsibilidade na construção e um melhor gerenciamento por consequência de uma
melhor visualização do todo. Vale ressaltar que a criação destes cenários não se limita
apenas ao cronograma físico, pois ele deve ser acompanhado em análise também do
fluxo de caixa. Isto é, além de analisar uma possível alteração para correção ou
melhora do cronograma físico é necessário estudar as consequências dos impactos que
estas alterações geram ao planejamento financeiro (BRITO, 2022; p. 3).
Frente ao exposto, evidencia-se que a elaboração de um cronograma físico- financeiro
requer a participação de vários membros envolvidos no empreendimento a ser realizado. Assim,
após a conclusão, as possibilidades de alterações nele serão bem reduzidas (MAREGA;
ANTÔNIO; 2017).
Figura 1 - Modelo de cronograma físico-financeiro com auto explicação.
Fonte: Ghaffar (2017)
2.5 O orçamento no planejamento e controle de obras
O orçamento pode ser visto como uma ferramenta essencial para a tomada de decisões,
e o cronograma físico-financeiro pode ser combinado com outras ferramentas de
acompanhamento inovadoras. Isso contribui para uma compreensão mais clara e a
identificação, se necessário, de possíveis falhas, bem como de problemas futuros que podem
surgir durante a fase de execução de um empreendimento (COÊLHO, 2016; p.31).
Em geral, um orçamento é determinado somando-se os custos diretos - mão- de-obra
de operários, material, equipamento - e os custos indiretos - equipes de supervisão e
apoio, despesas gerais do canteiro de obras, taxas, etc. - e por fim adicionando-se
impostos e lucro para se chegar ao preço de venda. Para participar de uma
concorrência, o preço proposto pelo orçamento construtor não deve ser nem tão baixo
a ponto de não permitir lucro, nem tão alto a ponto de não ser competitivo na disputa
com os demais proponentes (MATTOS, 2019, p.22).
O orçamento, nesse contexto, envolve uma análise dos custos totais ou parciais de um
projeto, representando o valor resultante da soma de todas as despesas necessárias para sua
execução. É importante ressaltar que todo orçamento é, por natureza, uma estimativa, e,
portanto, não precisa ser preciso, mesmo que seja elaborado com cuidado e atenção. No entanto,
ele deve seguir umabase sólida, proporcionando uma boa precisão. Nessa perspectiva, o
orçamento oferece uma ideia do valor associado a um projeto, e quanto mais minucioso for o
seu desenvolvimento, menor será a margem de erro (FERREIRA, 2019).
3. METODOLOGIA
Este artigo aborda a metodologia utilizada em um estudo que se baseia em uma revisão
bibliográfica. O objetivo é analisar a questão em foco para encontrar uma resposta ao problema
identificado e alcançar os objetivos propostos. A pesquisa foi conduzida por meio de uma
leitura sistemática, que incluiu a produção de fichamentos a partir de diversas fontes, como
livros, artigos, dissertações, revistas especializadas e fontes eletrônicas relacionadas ao tema
estudado.
A pesquisa bibliográfica, de acordo com Fonseca (2002), é realizada:
[...] a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por
meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites.
Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao
pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem, porém, pesquisas
científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando
referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou
conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta
(FONSECA, 2002, p. 32).
Segundo o entendimento de Boccato (2006), a pesquisa bibliográfica busca o
levantamento, bem como a análise crítica dos documentos publicados sobre o tema a ser
pesquisado com a finalidade de atualizar, além de desenvolver o conhecimento, contribuindo,
dessa forma, para a realização da pesquisa.
Frente ao exposto, no caso específico deste estudo, vale afirmar que esta pesquisa é
unicamente fundamentada em postulados de teóricos, pesquisados nos suportes textuais já
mencionados, os quais embasam, de modo mais frontal, caracterizando-o, na sua totalidade,
como uma pesquisa bibliográfica.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 O planejamento na construção civil
Durante a realização da revisão bibliográfica, diversos aspectos, entre outros, emergiram
como resultados. Foi evidenciado que o planejamento deve ser cuidadosamente elaborado e
estruturado de maneira eficaz, a fim de garantir o alcance bem-sucedido dos objetivos
estabelecidos. Nesse contexto, seguindo a abordagem de Folgiarini (2003), o roteiro do
planejamento compreende os seguintes passos:
• Estabelecimento de prazos e metas;
• Coleta da documentação e informações;
• Reunião com os envolvidos;
• Levantamento dos quantitativos dos serviços;
• Elaboração do cronograma físico;
• Elaboração do cronograma financeiro;
• Elaboração dos cronogramas de recurso;
• Cotações dos serviços e levantamento dos custos;
• Elaboração do cronograma de receitas x despesas;
• Estabelecimento das diretrizes para o acompanhamento e controle;
• Descrição dos textos;
Percebeu-se, também, nessa discussão e resultados apresentados, a importância dada à
gestão, planejamento e controle.
Nesse contexto, é relevante ressaltar, por outro lado, o ponto de vista de Mesquita (2012),
que observou nos últimos anos uma série de mudanças significativas na indústria da construção
civil. Segundo a autora, essas transformações foram impulsionadas tanto pela intensificação da
competitividade quanto pela globalização dos mercados, além da crescente demanda por
produtos mais modernos, o aumento das expectativas dos clientes e a limitação dos recursos
financeiros disponíveis. Como resultado, as empresas passaram a reconhecer que investir em
gestão, planejamento e controle se tornou uma necessidade inevitável para alcançar o sucesso
nos empreendimentos.
Dessa forma, estudos indicam que as deficiências no planejamento e controle são algumas
das principais causas da baixa produtividade no setor da construção civil, bem como das perdas
associadas a ele.
4.1.1 Ciclo PDCA
O PDCA é uma sigla que representa um ciclo de melhoria contínua composto por quatro
etapas: Planejar (Plan), Executar (Do), Verificar (Check) e Agir (Act). Esse método, também
conhecido como Ciclo PDCA, é uma abordagem utilizada em gestão de qualidade e processos
para promover a eficácia e aprimoramento contínuo.
Figura 2 – Estruturação do CICLO PDCA
Fonte: Autoria própria
Evidenciou-se, nessa discussão e resultados apresentados, as fases do PDCA, como
necessária nessa conjuntura de ações:
Na fase planejar, a equipe de planejamento entra em ação, na busca de prevenções e de
gerar informações de metas e prazos a serem cumpridos, tal etapa pode ser considerada como
a mais relevante. Por conseguinte, vem a segunda etapa que é desempenhar, aqui, se é colocado
em prática o planejamento, isto é, objetivos e metas marcadas anteriormente devem ser
colocados em prática. Na próxima etapa a ação principal é checar, também considerada de muita
importância, porque, consiste em monitorar e controlar o projeto, para que se obtenha um
resultado eficaz e satisfatório ao final de cada ciclo. E, finalmente, a última etapa, que é agir,
quando os resultados positivos adquiridos na fase anterior são ajustados, bem como
caracterizados e aperfeiçoados objetivando melhorias constantes (MATTOS, 2019)
O PDCA, nesse sentido, pode ser utilizado não apenas na realização de toda e qualquer
atividade da organização, mas também deve ser concebida como ideal para que todos da
organização utilizem tal ferramenta de gestão no dia-a-dia de suas atividades.
P
LANEJAR
GIR
DESE
MPENHAR
C
HECAR
4.2 Técnicas relevantes no contexto do planejamento e projetos de obra
Nesse estudo, no contexto das inúmeras práticas relevantes no âmbito do planejamento
de obras, merecem ser consideradas as que se seguem, como técnicas relevantes: Linha de
balanço; Diagrama de Gantt e Diagrama de rede PERT.
4.2.1 Linha de balanço
Conforme mencionado por Paula (2021), a implementação da abordagem da Linha de
Balanço no planejamento de projetos implica na aderência ao princípio de fluxo contínuo,
assegurando a transparência do processo de execução e proporcionando uma visão clara do
planejamento. Isso, por sua vez, simplifica o controle da obra e auxilia os gestores na gestão
eficaz.
Uma característica notável da Linha de Balanço é a sua facilidade de aplicação,
particularmente no ambiente de trabalho, como canteiros de obras. Esta ferramenta é capaz de
fornecer informações de forma clara, direta e de fácil compreensão. É uma técnica amplamente
utilizada em projetos que envolvem atividades repetitivas, como a construção de estradas, redes
de água e esgoto, conjuntos habitacionais, edifícios e túneis. Em tais projetos, existem períodos
em que as tarefas são semelhantes e realizadas de forma repetitiva (MAREGA; ANTÔNIO,
2017, p. 23).
Figura 2 - Exemplo de linha de balanço
Fonte: Paula (2021).
Assim, segundo Oliveira et al. (2021), a técnica de Linha de Balanço (LDB) proporciona
informações claras e objetivas de produção e duração para cada processo repetitivo. Assim, o
formato gráfico possibilita fácil compreensão para o gestor e operários da obra, facilitando, com
isso, a programação da continuidade de trabalho das equipes no decorrer das repetições dos
processos construtivos (MAREGA; ANTÔNIO, 2017).
4.2.2 Diagrama de Gantt
A técnica em questão pode ser resumida de forma clara e concisa em um gráfico
compreensível. Neste gráfico, as atividades são dispostas à esquerda, enquanto suas respectivas
barras são representadas à direita, seguindo uma escala de tempo. O comprimento de cada barra
indica a duração da atividade, e as datas de início e término podem ser identificadas nas
subdivisões da escala temporal (PAULA, 2021).
Segundo Mattos (2019), o uso do gráfico de Gantt apresenta diversas vantagens,
incluindo sua apresentação simples e defácil compreensão, sua utilidade como base para a
alocação de recursos e a facilidade de entendimento dos períodos de folga. Além disso, ele é
considerado uma excelente base para a elaboração de um cronograma físico-financeiro, o que
o torna uma ferramenta valiosa para o controle de empreendimentos.
Figura 3 - Diagrama de barras
Fonte: Marega; Antônio (2017)
Diante do exposto, devido às diversas vantagens identificadas, esse formato de
cronograma é amplamente utilizado em projetos de construção. Através dele, é viável planejar
todas as atividades de campo, realizar pedidos de materiais, agendar a locação de equipamentos,
contratar mão de obra e, ao mesmo tempo, acompanhar o andamento das tarefas e monitorar
eventuais atrasos (MAREGA; ANTÔNIO, 2017).
4.2.3 Diagrama de rede PERT
É considerado um método de considerável importância na gestão da programação,
análise de custos e recursos de projetos. Tem como finalidades específicas a simplificação da
representação de projetos, a estimativa do tempo necessário para a conclusão do projeto, a
prevenção de atrasos e a avaliação de possíveis alterações no projeto, entre outros objetivos
(PAULA, 2021).
Os diagramas PERT/ CPM permitem que sejam indicadas as relações lógicas de
precedência (inter-relacionamento) entre as Inúmeras atividades do projeto e que seja
determinado o caminho crítico, isto é, a sequência de atividades que, se sofrer atraso
em alguma de suas componentes, vai transmiti- ló ao término do projeto. Cálculos
numéricos permitem saber as datas mais cedo e mais tarde em que cada atividade pode
ser iniciada, assim como a folga de que elas dispõem (MATTOS, 2019, p.111).
Para Nocêra (2010), além desses benefícios, a aplicação de um planejamento bem
estruturado em um empreendimento possibilita que um projeto seja executado dentro dos prazos
estipulados, com isso, evitando em atrasos desnecessários, haja vista que ele permite a previsão
de problemas, de modo que possam ser tomadas tanto medidas preventivas, quanto corretivas.
Ao engenheiro, planejamento proporciona informações acerca da produtividade dos setores de
orçamento e planejamento, bem como a duração das tarefas e as sequências de atividades
previstas. Pode ser mencionada outra vantagem do planejamento, como já elucidado
anteriormente, que é a previsão de pontos críticos, dessa forma, o gestor pode prever falas ou
problemas no processo de construção, tomando as medidas cabíveis, a fim de se evitar tal
situação ou amenizar possíveis contratempos. Tal possibilidade torna possível, por exemplo,
administrar o desenvolvimento de obras em localidades em que o clima será em algum
momento desfavorável para os procedimentos de construção, assim, o cronograma de atividades
pode ser adiantado ou retardado, conforme as necessidades (Silva, 2011). Diante desses
resultados, é notória a significância do gerenciamento de projetos e a sua utilização de forma
profissional.
5. CONCLUSÕES
Este artigo, que tematiza a importância do planejamento para o bom desenvolvimento
das atividades produtivas, foi elaborado com a utilização de uma pesquisa de Revisão
bibliográfica, procurando registrar os principais métodos de planejamento, aplicados no âmbito
do gerenciamento de uma obra de construção civil.
Dessa forma, revelou-se com tal investigação que o planejamento de uma Obra obedece
sempre ao mesmo roteiro, independente da sua complexibilidade, assim, ao se planejar uma
obra, o gestor obtém um alto grau de conhecimento, isso, certamente, o deixa mais eficaz na
direção dos trabalhos.
O cronograma tem grande significância, já que a utilização certa desse instrumento faz
com que o gestor possa exercer sua função com mais precisão, visto que ele detalha toda obra,
organizada de maneira temporal e financeira, o que facilita a compreensão quanto ao tempo,
além do valor que cada etapa custará até a sua finalização. O orçamento, que pode facilitar a
compreensão e diagnosticar, se for o caso, as prováveis falhas, bem como as futuras a serem
ocasionadas na fase de execução de um empreendimento, pois é visto como uma previsão, por
essa razão é um valor aproximado.
Assim, por mais cuidadoso e cauteloso que seja elaborado o orçamento, não tem ele que
ser exato, entretanto, precisa seguir uma linha de base correta, com boa precisão.
O planejamento, por sua vez, bem como o gerenciamento são indispensáveis para não
apenas direcionar, organizar, mas também executar e elaborar projetos no sentido de introduzir
inovações e mudanças, agregando valor, além de otimizar prazos e recursos.
Frente ao exposto neste estudo, percebe-se a relevância dos instrumentos utilizados, sendo
destacados os seus principais tipos e processos metodológicos, apresentados como eficazes no
gerenciamento de uma obra de construção civil.
AGRADECIMENTOS
Paula Evelin Carneiro Silva.
Agradeço primeiramente a Deus, pois esteve e está ao meu lado em todos os momentos,
que fez com que meus objetivos fossem alcançados, durante todos os meus anos de estudos.
A minha mãe Edna, pelo o amor que tem por mim, pela força, educação, por todos os
ensinamentos, pela vibração a cada conquista, por não medir esforços para me proporcionar um
ensino de qualidade durante todo o meu período escolar e para que eu alcançasse meus
objetivos, por me ensinar a nunca temer os desafios, e me mostrar que o conhecimento é o bem
mais precioso que uma pessoa pode ter.
A minha irmã Elvira Maelly, meu maior e melhor presente.
A todos os professores, que durante minha graduação, compartilharam todo o
conhecimento necessário para a minha formação acadêmica
Aos amigos(as) conquistados, com quem convivi durante os últimos anos, pela parceria
e pela troca de experiências que me permitiram crescer não só como pessoa, mas também como
formando.
A todos que, de alguma forma, participaram, de maneira direta ou indireta, na minha
formação.
Darleide Ribeiro Lopes
Gratidão em primeiro lugar а Deus, que fez com que meus objetivos fossem alcançados,
durante todos os meus anos de estudos.
A minha mãe Lúcia e meu pai Edmundo que me incentivaram nos momentos difíceis,
que apesar de todas as dificuldades me fortaleceram e que para mіm foi muito importante e
devem ser recompensados com minha eterna gratidão.
Agradeço meu esposo pelo companheirismo ao longo dos meus estudos.
A todos os meus amigos, particularmente Paula Evelin, meus sinceros agradecimentos,
você teve um papel significativo no meu crescimento, por sua compreensão durante os tempos
de ausência ao longo dos anos, sempre estive presentes com palavras de encorajamento e força.
Aos meus professores, pelas correções e ensinamentos que me permitiram apresentar
um melhor desempenho no meu processo de formação profissional.
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1.1 Objetivo geral
2.3 Etapas de um projeto do planejamento e controle de obras
O planejamento de uma obra segue um roteiro padronizado, independentemente de sua complexidade, sofrendo variações apenas em suas subetapas, incluindo a Definição das Atividades, Definição das Durações, Definição da Precedência, Montagem do Diagrama d...
Quando se trata da etapa de "Definição das Atividades", como destacado por Mattos (2019), refere-se à identificação das tarefas que comporão o planejamento, ou seja, as atividades que serão incluídas no cronograma da obra. Essa fase requer atenção esp...
2.4 Técnicas de estruturação de um cronograma no planejamento de obras
2.4.1 Etapas para a montagem de um cronograma
2.4.2 Cronograma físico
2.4.3 Cronograma físico-financeiro
2.5 O orçamento no planejamento e controle de obras
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 O planejamento na construção civil
4.1.1 Ciclo PDCA
4.2 Técnicas relevantes no contexto do planejamento e projetos de obra
AGRADECIMENTOS