Prévia do material em texto
Resivsão oftalmo 2 Anatomia e patologia da retinaSECA EXSUDATIVA Perda de visão central-doença da macula (DMRI) DMRI-seca x exsudativa Vitamina, óculos escuro e cessar tabagismo Exsudativa-drogas anti-VEGF (neovascular) Retinopatia diabética Tempo de evolução da doença Diagnostico clinico-fundo de olho Exames auxiliares retinografia, angiografia fluorescenica,(neovasos), tomografia de coerência optica (edema macular) e ultrassonografia ocular DM Tipo I: 5 anos após o diagnóstico; DM Tipo II: imediatamente após o diagnóstico e anualmente se primeiro exame normal Se alterado: · Retinopatia diabética não proliferativa (qualquer estágio) com edema macular Injeção intravítrea de anti-VEGF · Retinopatia diabética proliferativa Panfotocoagulação à laser + Injeção intravítrea de anti-VEGF Casos refratários ou complicados (descolamento de retina, proliferação fibrovascular e hemorragia vítrea persistente): Vitrectomia RETINOPATIA HIPERTENSIVA ANATOMIA E PATOLOGIA DA ORBITA E DO NERVO ÓPTICO Sinais e sintomas (orbita) · Hiperemia · Dor (normalmente no movimento ou piora com este) · Quemose (edema conjuntival) · Exoftalmia (proptose) / enoftalmia / distopia · Retração palpebral · Baixa acuidade visual · Sensação pulsátil / sopro audível · Oftalmoplegia · Alterações do fundo de olho · Edema de disco · Atrofia óptica · Shunts optociliares · Dobras de coroide Exames- TC Celulite pré-septal x pós-septal (orbitária) · Indicação de exames de imagem: · Dúvida se é celulite orbitária (proptose, quemose, acuidade visual diminuída, defeito pupilar aferente relativo DPAR e motilidade ocular alterado ou doloroso.) Celulite orbitária bacteriana – Tratamento · Internação hospitalar (Avaliação otorrinolaringológica e oftalmológica frequente, se criança: aconselhamento pediátrico); · Antibióticos via intravenosa: conforme a resistência local, (Ex: ceftazidima IV + metronidazol VO) devem ser continuados até que o paciente esteja afebril durante 4 dias, seguidos por 1 a 3 semanas de tratamento oral; · Monitoração da função do nervo óptico; · Cirurgia: · Drenagem de um abscesso orbital deve ser considerada em uma fase precoce; · Drenagem dos seios infectados deve ser considerada se houver falha de resposta aos antibióticos ou uma doença muito grave dos seios; · Biópsia de tecido inflamatório pode ser realizada em um quadro clínico atípico; · A compressão do nervo óptico grave pode justificar uma situação de cantotomia/cantólise de emergência; Oftalmopatia de Graves · Causa mais frequente tanto de proptose bilateral como unilateral no adulto. · Pode ocorrer em pacientes com hipertireoidismo tratado, eutireoideos e hipotireóideos. · Fatores de risco: tabagismo (principal), sexo feminino, iodo radioativo · Patogênese: Reação autoimune órgão-específica, na qual um anticorpo contra células da glândula tireoide e fibroblastos orbitais acarreta inflamação dos músculos, tecidos intersticiais, gordura orbital e glândulas lacrimais. · Diagnóstico: RM, em casos inconclusivos biópsia muscular; · Sintomas. Aspereza, olhos vermelhos, lacrimejamento, fotofobia, pálpebras inchadas e desconforto retrobulbar; · Sinais: Tétrade: proptose, retração palpebral, neuropatia óptica e miopatia restritiva; Outros: Hiperemia epibulbar, edema periorbital, Insuficiência lacrimal, sinais na córnea, GLAUCOMA (NEUROPATIA ÓPTICA GLAUCOMATOSA) O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva caracterizada por perda de campo visual à medida que a lesão progride e na qual a PIO é fator-chave modificável Campo visual computadorizado Avalia funcionalmente o nervo óptico. Permite identificar o dano glaucomatoso e acompanhar a progressão do defeito. Classificação: Congênito/Adquirido Primário-Ângulo aberto ou ângulo fechado/Secundário (patologia ocular ou não ocular identificável) Crise de glaucoma · Dor ocular intensa · Cefaléia · Baixa acuidade visual · Halos coloridos · Náuseas · Vômitos Tratamento · Forma aguda: · Posição supina · Prednisona colírio · Colírios hipotensores: Timolol · Acetazolamida 250 mg 6/6h (contraindicação: alergia a sulfas) · Manitol 20% EV, 1 a 2 g/Kg · Iridotomia Yag laser · Forma crônica: · Controle da pio · Iridotomia profilática Trabeculectomia NEUROPATIAS ÓPTICAS INFLAMATÓRIAS Neurite óptica desmielinizante isolada (NODI) Fisiopatologia: inflamação e desmielinização de qualquer segmento do nervo óptico; Manifestações clínicas: · Baixa acuidade visual aguda (horas ou dias); · Dificuldade na diferenciação de cores e dor ocular ou retro-ocular que piora com movimentos; · Fotópsias; · Fenômeno de Uhthoff Defeito pupilar aferente relativo presente; Disco óptico edemaciado (36 – 58% dos casos); Ressonância nuclear magnética com contraste - hiperintensidade em T2 com o realce do nervo (observados em 84% dos nervos afetados); OCT: perda axonal (episódio prévio); · Tratamento: · Adultos: Pulsoterapia com metilprednisolona (1g/dia, endovenoso, ao longo de 1 hora, durante 3 dias consecutivos), seguida por 1 mg/kg/dia via oral em redução lenta em 8-12 semanas. · Crianças: 15mg/Kg/dia de metilprednisolona EV (equivale a 1g/dia em adultos). Manifestações oculares do Diabetes Mellitus · Pálpebras: xantelasma (apesar de pouco específica). · Conjuntiva: alterações na microcirculação (vasodilatação, fluxo sangüíneo lento, etc.) · Músculos extra-oculares: paralisia do III e/ou VI pares. · Córnea: dobras na membrana de Descemet. · Íris: ectrópio da úvea, rubeose e vacuolização. · Cristalino: catarata / flutuações na refração. · Corpo ciliar: espessamento da membrana basal. · Humor vítreo: corpúsculos asteróides. · Nervo óptico: atrofia (rara). · Retina: retinopatia e lipemia URGÊNCIAS OFTÁLMICAS · Alívio dos sintomas (analgésicos sistêmicos / colírios cicloplégicos); · Sempre excluir perfuração do globo ocular · Prevenção de ceratites infecciosas (principalmente bacterianas e fúngicas); · Instituir medidas que contribuam para a cicatrização; · Evitar iatrogenias; · Encaminhar para o especialista; Queimadura Imediato: · Irrigação, remoção de detritos e matérias necróticos; · No pronto socorro geral, o que fazer? · Irrigação, irrigação e irrigação (uma tempo mínimo 20-30 min e uma quantidade mínima de 1 L são parâmetros que devem ser respeitados. Pode instilar anestesia local para realização do procedimento). · Encaminhar com urgência a um oftalmologista. Obs: Pode ser usado uma fita de ph urinário para avaliar eficácia da lavagem Irrigação, remoção de detritos e matérias necróticos (não esquecer de everter a pálpebra superior – pode utilizar um cotonete) No pronto socorro geral, o que fazer? · Irrigação, irrigação e irrigação (em torno de 20 min após anestesia local). · Encaminhar com urgência a um oftalmologista · Prednisolona 1% colírio (máximo 7-10 dias) · Antibiótico colírio profilático (Ex. Vigamox 6/6h) · Controle da pressão (Timolol 12/12h ou Acetazolamida VO 12/12h) · Cicloplégico (tropicamida 6/6h ou atropina 12/12h) · Lubrificante sem conservante · Analgesia oral · Ácido ascórbico 1 – 2g/dia VO (indicado em casos graves - contribui para a síntese de colágeno) · Tetraciclina oral (doxiciclina 100mg 1 cp 12/12h) + Citrato de sódio 10% colírio - 2/2h (indicado em casos graves – diminui a colagenólise) Tratamento das queimaduras físicas/térmicas · Remoção de detritos e matérias necróticos (não esquecer de everter a pálpebra superior – pode utilizar um cotonete) · Antibiótico colírio profilático (Ex. Vigamox 6/6h 3-5 dias) · Colírios cicloplégicos (tropicamida 6/6h ou atropina 12/12h) · Lubrificante sem conservante (1/1h) · Analgésicos sistêmicos (conforme a necessidade) · Curativo oclusivo: deve ser mantido por 24h (cuidado maior em queimaduras térmicas pelo risco de lesões dos anexos.) Utilizado mais em queimaduras físicas (ex.: solda elétrica) da mesma forma que é realizada nas abrasões corneanas) · Encaminhar com urgência a um oftalmologista. Trauma ocular: corpo estranho · Remoção de detritos e matérias necróticos (não esquecer de everter a pálpebra superior– pode utilizar um cotonete) · Antibiótico colírio profilático (Ex. Vigamox 6/6h 3-5 dias) · Colírios cicloplégicos (tropicamida 6/6h ou atropina 12/12h) · Lubrificante sem conservante (1/1h) · Analgésicos sistêmicos (conforme a necessidade) · Curativo oclusivo: deve ser mantido por 24h (cuidado maior em queimaduras térmicas pelo risco de lesões dos anexos.) Utilizado mais em queimaduras físicas (ex.: solda elétrica) da mesma forma que é realizada nas abrasões corneanas) · Encaminhar com urgência a um oftalmologista. Após retirada do corpo estranho de córnea: · Excluir perfuração do globo ocular · Antibiótico colírio profilático (Ex. Vigamox 6/6h 3-5 dias) · Lubrificante sem conservante (1/1h) · Colírios cicloplégicos (tropicamida 6/6h ou atropina 12/12h) · Analgésicos sistêmicos (conforme a necessidade) · Curativo oclusivo: deve ser mantido por 24h (pode ser utilizado pomada lubrificante (Epitegel · Encaminhar com urgência a um oftalmologista. Trauma ocular fechado · Excluir perfuração do globo ocular · Colírios cicloplégicos (tropicamida 6/6h ou atropina 12/12h) · Analgésicos sistêmicos (conforme a necessidade) · Encaminhar com urgência a um oftalmologista. Sinais de perfuração ocular oculta: · Quemose (edema de conjuntiva); · Hemorragia subconjuntival volumosa; · Hipotonia ocular; · Desvio da pupila; · Alteração da profundidade da câmara anterior (rasa ou profunda); Abordagem: Trauma perfurante do globo ocular · Não usar colírio e/ou pomada; · Não ocluir o olho, porém deve ser usado protetor ocular; · Dieta zero (Anestesia geral); · Prevenção do tétano (raiva se for o caso); · Imagem: Ecografia ocular / Rx de órbita: AP e perfil / TC de alta resolução (padrão ouro) · Considerar: antibiótico de amplo espectro venoso (aminoglicosídeo e cefalosporina); antibiótico colírio profilático 6/6h; se demora no atendimento Síndrome do olho vermelho · Blefarite · Conjuntivites · Glaucoma agudo (Ângulo fechado) · Ceratites · Esclerites/episclerites · Uveíte · Trauma OFTALMOPEDIATRIA Ambliopia Causas 1. ESTRABISMO 50% 2. ANISOMETROPIAS - 17% 3. COMBINAÇÃO DE ESTRABISMO E ANISOMETROPIAS - 30% 4. PRIVAÇÃO VISUAL - ≤3% · Ptose congênita · Opacidade corneana · Catarata Leucocoria · Reflexo pupilar anormal à luz incidente: · Branco · Amarelo esbranquiçado · Róseo · Reflexo normal: · Vermelho · Vermelho alaranjado > Vermelho amarronzado · Sinal comum a diversas afecções oculares: · Catarata congênita · Retinoblastoma · Retinopatia da prematuridade · Persistência de vítreo primário hiperplásico · Doença de Coat’s · Toxocaríase ocular · Coloboma de coróide · Uveíte · Altos erros refrativos (miopias, hipermetropias) Apresentações clínicas: Retinoblastoma 1) Leucocoria (mais comum) 2) Estrabismo 3) Glaucoma 4) Invasão unilateral da íris 5) Síndrome do olho vermelho 6) Inflamação / invasão orbitária 7) Doença metastática 8) Pressão IC elevada 9) Heterocromia 10) Sangramento intraocular 11) Hemorragia vítrea ou hifema · Diagnóstico: · US · Tamanho · Calcificações · Dx de lesões que simulam retinoblastoma · Doença de Coats, toxocaríase · TC · Calcificações (melhor exame) · Radiação · RNM · Não detecta calcificação · Avaliação do n. óptico · Detecção de pinealoblastoma · Dx de lesões que simulam retinoblastoma · Inverstigação sistêmica · Aspiração de MO · Punção lombar image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image1.png image2.png image3.png