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Prévia do material em texto

Conteudista: Profª. Adriana Diniz 
Revisão Textual: Adrielly Rodrigues | Aline Gonçalves 
Material Teórico
Referências
Contatologia: Lentes Gelatinosas Unidade 3
Indicações e contraindicações no uso de lentes de
contato
Anatomia e nomenclatura na adaptação de LC
1 / 2
Material Teórico
 Objetivo da Unidade:
Estudar as indicações e contraindicações no uso de lentes de contato.
Figura 1 – Anatomia Básica da LC
Fonte: Getty Images
BUT - Break-Up Time; FL - Filme Lacrimal;
RGP - Rígida Gás
Permeável;
CB - Curva Base; 
HEMA - Hidroxietil
metacrilato; 
TC - Topogra�a
Corneana
Computadorizada; 
CCA - Curva Central
Anterior;
K - Medida
ceratométrica do
meridiano mais plano
da córnea; 
TR - Tempo de
Rompimento do �lme
lacrimal; 
CCA - Curva Central
Posterior; 
LC - Lente de Contato; UC - Uso Contínuo; 
CPG - Conjuntivite
Papilar Gigante; 
LCC - Lente de Contato
Cosmética; 
UD - Uso Diário; 
D – Dioptria; 
LCH - Lente de Contato
Hidrofílica; 
UF - Uso Flexível; 
DK - Permeabilidade do
oxigênio através do
material da lente de
contato; 
LCT - Lente de Contato
Terapêutica; 
UO - Uso Ocasional; 
FDA - Federal Drug
Administration – EUA; 
LHT - Lente Hidrofílica
Tórica; 
UP - Uso Prolongado; 
DK/L – Permeabilidade
do oxigênio do material
em função da espessura;
PMMA –
Polimetilmetacrilato;
ZO - Zona Ótica. 
Ametropias e formas de correção
As lentes de contato hidrofílicas, de modo geral, corrigem invariavelmente quase todos os
tipos de ametropias porque apresentam variedade de material e desenhos.
As LC não fazem sucesso somente pelo seu efeito estético, existem vantagens ópticas reais.
Por estar em contato com os olhos, a imagem se apresenta de tamanho mais natural e com
menor distorção, isto as torna uma excelente indicação para as anisometropias refrativas.
Além desse fato, as LC permitem maior liberdade de movimento que os óculos, sendo
especialmente indicadas para a prática de esportes.
As lentes de contato podem ser adaptadas em míopes e hipermetropes, com ou sem
combinação de astigmatismo, altos astigmatas (com lentes tóricas), presbitas e
anisometropes.
As graduações em lentes gelatinosas vão de +20.00 D a –20.00 D combinadas com
astigmatismo de até -10.00 D. Porém, o pro�ssional deve estar atento a certas lentes
descartáveis que não são fabricadas em todas as dioptrias.
Do ponto de vista cientí�co, nem todas as córneas são esféricas, apresentando leve
deformação. Dependendo dessa gradação na deformação, seja em qualquer um dos
meridianos da córnea, pode ocorrer um borramento sintomático. As pequenas alterações
corneais podem ser mais percebidas quando é apresentado um estágio de olho seco, pois o
�lme lacrimal tem papel fundamental na uniformização óptica dessas irregularidades.
O optometrista deve analisar o tipo de astigmatismo para melhor escolha da lente a ser
adaptada em casos de astigmatismo residual de certo poder, pois podem acarretar pequenas
baixas visuais que, em certos casos, não poderão ser corrigidas com lentes gelatinosas
esféricas, havendo a necessidade da correção dessa toricidade para alcançar 20/20.
Considerando que o �lme lacrimal tem poder dióptrico, o protocolo que o contatólogo deve
sempre considerar é a sobrerrefração como método investigativo de uma visão perfeita, à
procura de a�namentos tanto esféricos quanto cilíndricos, caso estejam presentes.
Em geral, as lentes gelatinosas esféricas corrigem dioptrias esféricas combinadas com
astigmatismos de até 0.75 dioptrias, porém a regra altera em função do autor e dados
bibliográ�cos. Alguns pro�ssionais estabelecem uma regra de 4 por 1, isto é, a cada 4
dioptrias esféricas, 1 dioptria cilíndrica poderá ser compensada.
De minha parte, pela minha experiência clínica, aconselho sempre �nalizar o atendimento
com a boa e velha sobrerrefração, pois cada caso é um caso, e em se tratando da área humana,
nem sempre a regra pode ser aplicada.
Formas de uso e descarte de LC
As lentes de contato apresentam uma diversidade de formas de uso cuja opção dependerá das
necessidades particulares do usuário e das características da lente proposta.
Podemos considerar as seguintes formas de uso:
Uso diário (UD): uso por número limitado de horas por dia, geralmente em torno de 12
horas;
Uso prolongado (UP): uso por um número ilimitado de horas durante o período de vigília;
Uso contínuo (UC): uso durante o sono. Inicialmente, as primeiras LC de UP/UC eram
recomendadas para 30 dias de UC. Atualmente, com base em estudos clínicos, a Food and
Drug Administration (FDA) recomendou o UC para somente sete dias e seis noites;
Uso �exível (UF): associação de UD com UC esporádico;
Uso ocasional (UO): uso eventual de LC (social ou esportivo).
Como professora de Contatologia e pela experiência prática, nunca aconselho que as pessoas
durmam com as lentes, e caso ocorra a necessidade de fazê-lo, que seja um uso consciente. O
pro�ssional deve deixar o seu cliente ciente das necessidades metabólicas da córnea.
A maior fonte de oxigênio para o metabolismo aeróbico da córnea é o ar atmosférico, e o uso
de LC durante o sono gera um estado de hipóxia relativa. Durante o uso de LC, o oxigênio é
dissolvido no �lme lacrimal e alcança a córnea por dois mecanismos básicos: por difusão, por
meio do material da própria LC, e pelo ato de piscar, quando as pálpebras promovem um
bombeamento do �lme lacrimal rico em oxigênio sob a LC.
Ao dormirmos, nossos olhos já sofrem um estado de hipóxia �siológica pela ausência do
pestanejo e pelo fechamento das pálpebras; imagine dormir com lentes de contato?
É bom lembrar que a forma de uso UP/UC em LC provoca um grau de edema corneal que varia
entre os indivíduos, dependendo da idade, do uso prévio de LC e do material de fabricação da
lente.
Apesar de pouco comentado na literatura, tem sido observado que o uso de LC desta forma
tem acarretado muitas complicações oculares, principalmente nos clientes que usam LC
descartável indiscriminadamente e, muitas vezes, sem orientação adequada vinda de um
pro�ssional capacitado para adaptação. Sendo assim, tenho preconizado aos novos
pro�ssionais que não façam apologia ao uso de LC para UC, e se houver necessidade real, peça
que o usuário restrinja o uso durante o sono de forma esporádica, mesmo que o fabricante
a�rme o inverso, pois a forma de uso depende da avaliação do desempenho clínico da lente no
olho, que varia para cada usuário, e não somente das recomendações do fabricante.
A hipóxia acarretada pelo uso indevido de LC pode ocasionar não somente edemas como
também pode determinar alterações corneais tanto no epitélio quanto nas camadas mais
profundas da córnea, como endotélio, aumentando o turnover da córnea e possibilitando
aparecimento de patologias como polimegatismo e pleomor�smo. 
A forma de uso com menor risco de complicações é o diário, mas pode ser recomendado o UC,
por exemplo, em paciente com di�culdades de manuseio ou por exigências pro�ssionais.
Porém os pacientes que insistem no UC por até 30 dias com LC são os que estão mais sujeitos
a sofrer alterações epiteliais associadas à adesão bacteriana na matéria-prima da LC, que
favorece a ação de micro-organismos e pode favorecer o surgimento de ceratite ulcerativa.
Formas de uso e descarte de LC
Com o advento das lentes descartáveis, a Contatologia moderna vive alterando a vida útil das
lentes ou dos materiais em conformidade com as necessidades mais atuais.
Por de�nição, apesar de todas as lentes serem descartáveis, as que são consideradas LCG
descartáveis são aquelas que são removidas e desprezadas em intervalos mais rápidos.
As LCG descartáveis ou de troca programada podem ser: asféricas, esféricas, tóricas e
bifocais/multifocais, usadas de forma contínua ou �exível pelo período de uma a duas
semanas, ou de uso diário/�exível por 30 dias. Veremos a seguir os tipos:
Lentes de um dia: aquelas que são usadas um único dia e desprezadas. São indicadas para
uso ocasional ou eventual, utilização social, em esportes epara portadores de alergia ou
sensibilidade ocular;
Lentes de uma a duas semanas: mesmo que o DK/L dessas lentes seja inferior à
transmissibilidade ideal para uso noturno seguro (DK/L superior a 120 x 10°), a FDA a
aprovou para uso contínuo por sete dias e posterior descarte ou para remoção todas as
noites e descarte em duas semanas, sendo necessária a desinfecção;
Lentes de 30 dias: as lentes de silicone-hidrogel pertencem a uma nova geração de
materiais de LCG com DK/L (superior a 100 x 10"). Esse tipo de lente combina a alta
transmissibilidade do silicone com o conforto do hidrogel. Essas lentes podem ser
removidas diária ou semanalmente, e descartadas em 30 dias. 
Bom lembrar que as LC que duram em média de um a um ano e meio têm intrínseca relação
com os cuidados do usuário e do tipo da lágrima de cada um. A lágrima sendo mais proteica
pode in�uenciar na diminuição de tempo de vida. E o uso de desproteinizante em conjunto
com o desinfetante pode potencializar a assepsia, fazendo com que a lente dure um pouco
mais.
Filme lacrimal
Figura 2 – Camadas do �lme lacrimal
Fonte: Reprodução
A lágrima é produzida principalmente pelas glândulas lacrimais, que �cam localizadas nas
pálpebras superiores, na região superior-lateral das órbitas oculares e por glândulas
acessórias espalhadas na conjuntiva e pálpebra. 
O �lme lacrimal proporciona uma interface óptica homogênea que permite visão clara,
lubri�cação, suporte, nutrição e proteção para essa área extremamente especializada. 
Tradicionalmente, o complexo do �lme lacrimal tem sido descrito como uma estrutura de três
camadas, consistindo de uma camada lipídica super�cial, seguida pela camada aquosa média e
uma camada mais interna de mucina. O �lme lacrimal contém 98.2% de água e sua
composição apresenta um �uxo dinâmico. Os eletrólitos presentes (sódio, potássio,
bicarbonato, cálcio, cloro e íons fosfato) possuem funções importantes, tais como a
manutenção da integridade epitelial, pH constante e osmolaridade. Mais de 60 diferentes
proteínas (a maioria secretada pela glândula lacrimal) já foram identi�cadas, incluindo
imunoglobulina A, lactoferrina, lisozima, albumina, ceruloplasmina e lipocalina.
O �lme lacrimal tem estrutura muito complexa e compõe-se de três camadas:
A camada lipídica (que é a mais super�cial) é produzida pelas glândulas meibomianas, que
são inervadas pelo ramo lacrimal proveniente do ramo oftálmico do Trigêmio. As glândulas de
Meibomius são grandes glândulas sebáceas localizadas nas placas tarsais das pálpebras. Essas
glândulas sintetizam e produzem ativamente lípidos e proteínas para as margens das
pálpebras superior e inferior. Os lípidos glandulares se espalham no �lme lacrimal,
promovendo a sua estabilidade e evitando a sua evaporação. Em resumo, essa camada possui
funções como:
Glândulas acessórias que secretam a camada aquosa: Glândulas de Krause e de Wolfring.
A camada aquosa, intermediária, é produzida em primeiro lugar pela grande glândula lacrimal
e pelas glândulas secundárias na parte interna da pálpebra. 
Outras funções dessa camada: 
Retardar a evaporação da camada aquosa;
Lubri�car as pálpebras no ato de piscar.
Limpar e expelir partículas estranhas ao olho;
Responsável pelo suprimento de oxigênio atmosférico ao epitélio;
Por meio da lisozima e a lactoferrina, tem papel de defesa de micro-organismos;
Faz a regularização da superfície da córnea, tornando-a opticamente mais estável;
As glândulas que secretam a camada lipídica: Meibomius, glândula de Zeis e glândula de Moll.
A camada mucosa (a mais interna), ou mucina, provém das células epiteliais e de Globet;
consiste na produção de glicoproteínas e muco, e está sobre as células epiteliais da córnea e
da conjuntiva. 
Glândulas que secretam mucina: Células calciformes, criptas de Henle e glândulas de Manz.
As pessoas com baixo volume de lágrimas estão sujeitas a mais impregnações proteicas
quando usuárias de lentes e, por meio de sua composição química (componentes como
lisozima) e do �uxo mecânico lacrimal, previne contra danos nas células epiteliais e inibe o
desenvolvimento de micro-organismos na conjuntiva e córnea.  A lágrima também propicia
uma via de acesso dos glóbulos brancos à córnea não vascular, e em caso de danos, é um
importante mecanismo de defesa, retirando partículas, alérgenos, mediadores da in�amação e
restos metabólicos do olho. 
Limpeza de debris e restos celulares deixados na conjuntiva.
Está fortemente aderida às microvilosidades das células epiteliais corneanas e
conjuntivais. Promove uma superfície hidrofílica capaz de sustentar a distribuição
homogênea da camada aquosa por toda a superfície ocular.
Sem o muco, as lágrimas não poderiam aderir ao olho. Sua principal função é
transformar o epitélio corneano hidrofóbico em hidrofílico. Por falta de mucina,
as células corneanas se tornam hidrofóbicas, não podendo ser umedecidas pela
camada aquosa.
Figura 3 – Camadas da lágrima
Fonte: Reprodução
É importante ressaltar que fatores ambientais, como vento, grandes altitudes, locais muito
ensolarados e baixa umidade também interferem na evaporação das lágrimas.    
As principais causas de intolerância e insucesso no uso de lentes de contato são alterações no
�lme lacrimal, depósitos proteicos, fenômenos tóxicos e/ou alérgicos e hipóxia do epitélio
corneal e conjuntival. O uso de lentes pode comprometer a sensibilidade corneal, com
consequente diminuição da frequência do piscar, o que aumenta o tempo de exposição e a
evaporação da lágrima.  
O conteúdo aquoso das lentes hidrofílicas diminui rapidamente, devido à evaporação, após sua
colocação. A proporção de água perdida é proporcional à espessura e ao grau de hidratação da
lente: quanto mais espessa e menos hidratada a lente, menor será a percentagem aquosa
perdida. 
Durante o sono, a secreção lacrimal basal está diminuída, não havendo secreção re�exa
(induzida, principalmente, pela estimulação da superfície anterior do olho por partículas de
ar). Ao dormir, o �lme lacrimal �ca, portanto, hipertônico, e caso o usuário durma com as
lentes gelatinosas, poderá ocorrer perda de parte do conteúdo hídrico da lente. Esta situação
propicia a hipóxia e aderência da lente na superfície corneal, resultando na diminuição de sua
movimentação durante o sono, o que favorece o crescimento de micro-organismos sob a
lente, aumentando o risco de infecção, principalmente se existir alguma área de lesão no
epitélio corneal. 
No caso de lentes de contato rígidas esféricas em córneas com astigmatismo a favor da regra,
o cilíndrico é totalmente corrigido pelo menisco lacrimal ou lente lacrimal (tem função de
preenchimento das microvilosidades da córnea, proporcionando uma correção visual do
astigmatismo corneano) que, em sua face posterior, �ca moldado pela superfície cilíndrica da
córnea, e na face anterior, pela face esférica da lente. Sendo assim, se houver uma de�ciência
no menisco lacrimal, acarretará uma descompensação visual.
Indicações e contraindicações para o uso de LC
Indicações
Em primeira análise, todos os amétropes podem ser considerados usuários de lentes de
contato. A avaliação de cada caso mostra na prática as melhores indicações:
Indicações ópticas – neste grupo, estão incluídos 85% dos usuários que procuram LC, pois a
grande maioria quer melhorar a acuidade visual sem o uso de óculos.
Indicações médicas – neste caso, incluem-se os usuários portadores de alguma disfunção,
em que o uso se torna terapêutico ou em que a correção visual se dará somente com as lentes,
por exemplo:
Lente �ltrante com pupila preta e colorida para igualar a cor do olho
ACESSE
Ceratocone: em estágios iniciais, a acuidade visual pode ser corrigida com óculos,
mas se a visão não for satisfatória, as lentes devem ser indicadas, uma vez que
forma uma superfície óptica regular corrigindo a superfície corneal.
1
Astigmatismo irregular: mesmo princípio do ceratocone.2
Anisometropia: diferenças maiores que 2.00 D entre um olhoe outro geralmente
alteram a visão binocular, e a LC reduz a aniseiconia, melhorando a visão.
3
Afacia monocular: induz a anisometropia.4
Nistagmo: a LC acompanha os movimentos dos olhos, melhorando a acuidade
visual e reduzindo as aberrações, pois mantém o centro óptico sob o eixo visual. A
melhora da AV pode diminuir o nistagmo.
5
Pós-ceratotomia radial e pós-ceratoplastia penetrante: as lentes RGP de grandes
diâmetros ou de desenho reverso podem ser mais fáceis de adaptar após seis
meses da operação.
6
Terapêuticas: geralmente são lentes gelatinosas planas utilizadas com a �nalidade
de proteger o epitélio corneal, ajudando a cicatrização, aliviando a dor. Elas
absorvem os colírios, liberando-os aos poucos para a córnea. São usadas com
maior frequência em ceratopatia bolhosa, erosões recorrentes na córnea,
perfurações corneanas, pós-operatório de cirurgia refrativa e transplante.
7
https://bit.ly/3ljUmtH
Indicações cosméticas ou estéticas: são lentes para corrigir esteticamente a presença de
leucomas, ausência de pupila pós-trauma ou para correção de aniridias, e podem ser feitas
com ou sem grau. Podem também ser de caráter puramente estético para alterar a cor do olho
ou auxiliar principalmente os hipermetropes no manuseio.
Figura 4 – Lentes com pupila preta para casos de trauma
ocular com perda de íris ou midríase paralítica
Fonte: Reprodução
Contraindicações
Infecções oculares agudas ou crônicas;
Infecções oculares agudas ou crônicas;
Glaucoma e diabetes não controlado;
Inabilidade para seguir as orientações de limpeza das LC (ex.: pessoas com
problemas psicológicos ou mentais sérios);
Paciente com desepitelização provocada pela Síndrome de Steve Johnson
ACESSE
Uso de medicações (ex.: tratamento de acne, descongestionantes, anti-
histamínicos) que podem levar a alterações do �lme lacrimal;
Gravidez, lactação e menopausa que podem causar alterações hormonais que
in�uenciam no �lme lacrimal. Esses fatores podem também alterar a curvatura
corneana;
Para pessoas que trabalham em ambientes muito poluídos (ex.: pedreiros,
químicos etc.);
Olho seco: a síndrome de olho seco compreende um espectro de desordens que
levam à instabilidade do �lme lacrimal e in�amação da superfície ocular. Em
função do grau de olho seco, o adaptador pode optar por lentes de baixa
hidratação ou lentes de silicone hidrogel, próprias para essa condição. Porém, em
casos de olho seco severo associados a doenças in�amatórias sistêmicas, como
artrite ou doenças autoimunes (tais como síndrome de Sjögren ou de Steve-
Johnson), o uso de lentes de contato pode ser desaconselhado. Hoje em dia, as LC
esclerais estão sendo indicadas para manter o mínimo de lágrima produzida pelo
paciente ou para amenizar a ceratoconjuntivite seca provocada por essa condição.
O líquido colocado juntamente com a LC ajuda a manter a córnea hidratada por
mais tempo, porém essa adaptação requer mais habilidade por parte do
contatólogo, visto se tratar de caso mais delicado.
Parâmetros básicos para adaptação
Ceratometria: medida da curvatura da córnea. 
https://bit.ly/3abEOlk
Curva K: curva mais plana da córnea.
Curva oposta: curva mais justa da córnea.
Astigmatismo corneano: é a diferença dos meridianos da córnea.
RX: refração.
DI ou D: dioptria. 
Ø: diâmetro. 
Distância vértice: é a compensação da convergência no espaço
entre a córnea e a lente dos óculos.  
Equivalente esférico: é a compensação do cilíndrico no grau
esférico.
DK: índice de transmissibilidade ao O2.
As lágrimas possuem algumas propriedades bacteriostáticas devido à
presença de uma enzima chamada lisozima. Produz uma película lisa
e brilhante sobre o globo ocular, melhorando a agudeza visual;
Abastece o olho com oxigênio e outros nutrientes; Protege o olho do
ressecamento; Contém matérias oponentes a infecções dos olhos;
Forma um deslizante para as pálpebras, evitando um atrito mecânico.
CORAL-GHANEM, Cleusa; KARA-JOSÉ, Newton. Lentes de contato na clínica oftalmológica. 4.
ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2015.
LIMA FILHO, Acácio et al. Bases da Oftalmologia. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2008. v. 1.
MAGDALENO, Rafael. Como eu trato a presbiopia e a anisometropia. Universo Visual.
26/05/2018. Disponível em: <https://bit.ly/2YEuCuI>. Acesso em: 01/11/2019.
MOREIRA, Saly; MOREIRA, Hamilton; MOREIRA, Luciane. Lente de contato. 1. ed. Rio de
Janeiro: Cultura Médica, 2007.
NETTO, Adamo Lui; CORAL-GHANEM, Cleusa; OLIVEIRA, Paulo Ricardo. Lentes de contato. 3.
ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2013.
NICHOLS, Kelly et al. Anatomia, Fisiologia e Pato�siologia da DGM. Disponível em:
<https://bit.ly/35c8SsS>. Acesso em: 18/10/2019.
PINHEIRO, Pedro. Síndrome do olho seco: causas, sintomas e tratamentos. MD.Saúde.
15/08/2019. Disponível em: <https://bit.ly/349n0Sl>. Acesso em: 01/11/2019.  
SAONA, Carlos Luis. Contatologia clínica. 2. ed. Barcelona: Ediciones Scriba, 2001. 
2 / 2
Referências

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