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48 1 Prof. Leonardo Augusto Becker Bioenergética Aula 3 48 2 Variabilidade genética 48 3 A variabilidade genética: ganho ou perda de cromossomos e por meio de pequenas e grandes variantes Variantes de pequena escala causam um efeito maior Diferentes genomas em um grande grupo, verifica-se pouca diferença, pois as mudanças no nucleotídeo são raras Variabilidade genética 48 4 Polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) - dados a nível internacional Apresentam duas formas alternativas de alelos “A e G” Alelos com alta frequência apresentam um efeito fenotípico (seleção natural de eliminação, caso seja danoso) Variabilidade genética 48 5 Heterozigoto pode produzir poliformismo, mesmo o alelo sendo danoso (fato ocorre quando é assintomático em condição deletéria recessiva) Raramente, três alelos A, G ou C, ou então dois SNP adjacentes Os polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) podem afetar o nucleotídeo Efeito relativamente raro Variabilidade genética 48 6 O genoma é dividido em duas partes; nuclear fornece a maioria da informação genética, dividido em 23 ou 24 diferentes moléculas de DNA Genoma mitocondrial simples (37 genes) Variabilidade genética 1 2 3 4 5 6 48 7 Mind Pixell /shutterstock 48 8 As variantes vistas com maior frequência são: Mudança de tamanho em regiões heterocromáticas nos cromossomos 1, 9, 16, formando um braço longo no cromossomo Y Variabilidade genética 48 9 Mind Pixell /shutterstock 48 10 Braços relativamente curtos em cromossomos acrocêntricos, sendo eles: 13, 14, 15, 21 e 22 (centrômero próximo à extremidade) Sítios frágeis em segmentos de cromatina desenrolada Variabilidade genética 48 11 Mind Pixell /shutterstock 48 12 Três principais componentes externos com enormes probabilidades de causar danos, sendo eles: Radiação ionizante: raio X na qual quebram os bifilamentares e unifilamentares na cadeia de açúcar fostato Variabilidade genética 7 8 9 10 11 12 48 13 Radiação ultravioleta: raios UV-C (280-315 nm) da luz solar Produtos químicos ambientais: fumaça de carro (hidrocarbonetos) e tratamentos quimioterápicos Variabilidade genética 48 14 Identificação dos genes e sua relação com patologia 48 15 Os genes determinam as características das espécies e dos indivíduos DNA: características dos nossa antepassados Patologias também podem ser oriundas de traços genéticos (herança genética), mas não é uma regra Genes e patologia 48 16 Doenças genéticas estão relacionadas à mudança em uma estrutura de proteína, causando alterações fisiológicas e estruturais Três principais doenças genéticas: cromossômicas, multifatoriais e medelianas Genes e patologia 48 17 Ocorrem alterações na estrutura por diversas formas: Síndrome de down (trissomia 21) Síndrome de Turner (trissomia 18) Síndrome de Patau (trissomia 13) Síndrome de Cri-du-chat Síndrome do XYY Cromossômicas 48 18 Causada por vários fatores: sendo eles: estilo de vida, fatores ambientais, na qual podem causar mutações nos genes Sedentarismos, hábitos alimentares e fatores ambientais Multifatoriais 13 14 15 16 17 18 48 19 Diabetes Asma Doenças autoimunes Câncer Obesidade Mal de Alzheimer Multifatoriais 48 20 Período intrauterino ou nos primeiro anos de vida Patologias raras, na qual se observa uma elevada mortalidade infantil Mendelianas 48 21 Anemia falciforme Distrofia miotônica Doença de Huntington Fibrose cística Síndrome do X frágil Mendelianas 48 22 bsd studio/ shutterstock 48 23 Desenvolvimento genético no tratamento de patologias 48 24 Doenças genéticas mendelianas, atualmente há várias formas de tratamento Nenhum tem a “cura” Limitação do substrato: identificado ao nascer, bebês com fenilcetonúria A principal deficiência é relacionada à fenilalanina hidroxilase. É relacionada ao excesso de fenilalanina, na qual pode gerar complicações neurotóxicas (desenvolvimento cognitivo) pós-natal Desenvolvimento genético 19 20 21 22 23 24 48 25 Reposição hormonal: crianças com hipotiroidismo congênito. Reposição hormonal, na qual é realizada a substituição enzimática principalmente com polietilenoglicol Inibidores metabólicos: é observado em bebês com tirosinemia tipo 1, na qual não conseguem metabolizar a tirosina, que pode ocasionar danos no fígado Desenvolvimento genético 48 26 Duas linhas principais de pesquisas genéticas Transplante celular: referente à patogênese relacionada à perda de tecidos e células Células-tronco: expectativa de descoberta no tratamento de doenças raras Desenvolvimento genético 48 27 As vacinas contra doenças infecciosas são produzidas pela morte/e ou enfraquecimento celular do vírus, bactéria ou fungo Engenharia genética, na qual o grande foco é incapacitar micro-organismos patogênicos e aumentar o sistema imune da pessoa vacinada Desenvolvimento de vacinas 48 28 Vacina para hepatite B Inserido um vetor com baixa virulência, na qual teve um gene clonado “antígeno” e transfectado em células de levedura Proteico é purificado e injetado em forma de vacina Desenvolvimento de vacinas 48 29 Laboratorial Identificação do vírus (antígeno) é enfraquecido ou inativado Testes e tentativas para identificar quais são as características do vírus e qual a forma de reprodução Testes são realizados em camundongos Estágios para desenvolvimento de vacinas 48 30 Inúmeros conservantes (responsável pelo impedimento da contaminação) Estabilizadores (impede inúmeras reações químicas) Surfactantes (manutenção dos ingredientes) Adjuvantes (responsável por estimular o sistema imunológicos na aplicação) Estágios para desenvolvimento de vacinas 25 26 27 28 29 30 48 31 Testagem em um pequeno grupo de pessoas com características similares Grupo receberá a vacina e outro somente o placebo Efeito teste para verificar a resposta ao sistema imune, se o organismo produziu ou não anticorpos Solicitação para o representante de cada país Estágios para desenvolvimento de vacinas 48 32 Segurança da vacina, eficácia, possíveis efeitos colaterais Anvisa Estágios para desenvolvimento de vacinas 48 33 Great Icons/shutterstock 48 34 Mutações genéticas 48 35 Alteração no sequenciamento do DNA Somáticas: estão relacionadas com o desenvolvimento de tumores e doenças degenerativas Gaméticas: são transmitidas para as gerações seguintes e ocorrem nas células germinativas Mutações genéticas 48 36 Mudanças na sequência nucleotídica Processos químicos e biológicos normais do organismo, alterando as bases nitrogenadas Erros na replicação do DNA Podendo inserir nucleotídeos incorretos na fita do DNA, pelo DNA-polimerase Mutações genéticas espontâneas 31 32 33 34 35 36 48 37 Deslize na replicação: replicação no momento em que a fita de DNA fica deslocada e/ou o DNA- polimerase desliza e ou se afrouxa Mudanças tautoméricas: purinas e pirimidas apresentam formas distintas, em um único próton na molécula. Formando ponte de hidrogênio por meio da presença de cetônica, enólica da timina e da guanina Mutações genéticas espontâneas 48 38 Depurinação e desaminação: a depurinação é a perda da base nitrogenada Dano oxidativo: oxigênio reativo produzido durante a respiração aeróbica Transposon: elementos presentes no DNA que podem se movimentar e são caracterizados como alterações decorrentes de processos naturais Mutações genéticas espontâneas 48 39 São relacionadas a fatores externos, por meio de agentes mutagênicos, sendo classificados em: Análogos de base: mutagênicos químicos na qual substituem as purinas e pirimidinas na biossíntese dos ácidos nucleicos Agentes alquilantes: compostos químicos, que transferem um grupo de alquila CH3 para os grupo de amino Mutações genéticas induzidas 48 40 Luz ultravioleta: desordena as moléculas orgânicas por meio da radiação eletromagnética com ondas mais curtas do que a luz natural Radiação ionizante:comum em raio X. São raios mais energéticos e penetram facilmente nos tecidos Mutações genéticas induzidas 48 41 Mutações genéticas induzidas VectorMine/shutterstock 48 42 Transcrição e regulação gênica 37 38 39 40 41 42 48 43 Transcrição consiste na conversão de nucleotídeos do DNA em uma cópia sintetizada de RNA O RNA é formado por ribonucleotídeos com uma fita simples, na qual possibilita o pareamento intramolecular Ocorre no RNA transportadores, RNA ribossômicos, RNA mensageiros e RNA regulatórios Transcrição 48 44 RNA é dividida em três etapas: iniciação, elongação e terminação O RNA polimerase é responsável por fazer a síntese do DNA O RNA polimerase bacterianas são enzimas eucarióticas, pois apresentam apenas uma único RNA polimerase Eucarióticos apresentam ao menos três RNA polimerase nucleares Transcrição 48 45 A transcrição ocorre pelo reconhecimento do DNA pela RNA, formando uma região de complexo fechado Enzima abre as fitas do DNA, fazendo o reconhecimento de nucleotídeos Fase do DNA aberta é chamada de transição, pois as fitas ficam abertas e enzima insere os primeiros ribonucleotídeos Transcrição 48 46 Regulação ocorre em dois momentos Regulatórias presentes no DNA (“cis” na mesma molécula) e nos fatores regulatórios que reconhecem as sequências “trans” O mecanismo que regula a transcrição é o uso de diferentes sigma, que ficam ligados ao cerna da RNA polimerase Regulação 48 47 Sigmas são limitados, assim a sua concentração na célula pode definir o conjunto de genes A célula pode se alterar rapidamente, aumentando ou diminuindo o seu sigma. Assim, são chamados de regulon, pois uma regula a outra Regulação 48 48 Também pode-se utilizar proteínas para auxiliar ou dificultar a ligação do RNA polimerase, na qual também podem aumentar (ativadores) ou diminuir (repressores) Os promotores fracos são ativados de forma eficiente com a presença de fatores ativadores que se conectam próximo ao promotor e auxiliam o RNA polimerase Regulação 43 44 45 46 47 48 48 49 49