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Porosimetria de Mercúrio Materiais porosos são amplamente encontrados na natureza e amplamente empregados na indústria. Os poros tornam a respiração humana tão possível quanto a circulação de líquidos naturais em plantas e animais. Formações geológicas porosas contêm a água do solo, petróleo e gás natural sobre os quais resultam muito da economia mundial. A estrutura dos poros dos minérios é importante no processo metalúrgico. Materiais de construção como concreto, madeira e cerâmica são porosos . Processos industriais empregam filtros absorventes porosos e catalisadores tais como sílica-gel, carvão ativado e zeólitas. Os eletrodos das baterias das plantas de eletrólises são porosos e muitos outros materiais tem que ser aquecidos ou dissecados o que requer consideração de suas estruturas porosas. A variedade de tamanhos e formas de poros é tão grande quanto as espécies e origens dos materiais porosos. Tamanhos variam de espaços comparativamente grandes e facilmente visíveis até fendas de dimensões moleculares. Eles podem ser esféricos e na forma de bolha como no concreto ou planos e com forma de fenda (ranhura) com nas argilas. A maioria dos poros, entretanto, tem formas irregulares para as quais não há uma descrição geométrica simples. Os poros de alguns materiais são interligados, permitindo acesso através de mais de uma entrada, enquanto outros são abertos só por uma extremidade. As propriedades físicas de todos os materiais são fortemente dependentes do número, tamanho e frequentemente pela forma de seus poros. Técnica Porosimetria de Mercúrio caracteriza a porosidade de um material através da aplicação de pressões em uma amostra imersa em mercúrio. A pressão necessária para introduzir mercúrio dentro da amostra é inversamente proporcional ao tamanho dos poros. Isto é chamado mais frequentemente de intrusão de mercúrio. A Técnica de análise de porosimetria de mercúrio é baseada na intrusão de mercúrio em uma estrutura porosa sob pressões rigorosamente controladas. Dos dados da relação de pressão por intrusão, o equipamento gera resultados de distribuição de volume e tamanho de poros usando a equação de Washburn. Como o mercúrio não molha a maior parte das substâncias e não penetra espontaneamente nos poros por ação capilar, ele é forçado para dentro destes através da aplicação de pressão externa. A pressão necessária é inversamente proporcional ao tamanho dos poros e apenas uma pequena pressão é suficiente para introduzir mercúrio em macroporos, enquanto pressões muito maiores são necessárias para forçar a introdução do mercúrio em poros pequenos. O porta amostra chamado de penetrômetro consiste em recipiente ligado a uma haste capilar de vidro, revestida por uma película metálica. Durante a análise, a amostra é colocada no recipiente que junto com o sistema capilar é preenchido pelo mercúrio gerando uma capacitância. Com o aumento da pressão no penetrômetro, o mercúrio penetra na amostra, começando pelos poros de maior diâmetro. O mercúrio se move a partir da haste capilar, resultando em uma variação da capacitância entre a coluna de mercúrio no interior da haste e do revestimento metálico sobre a sua superfície externa.