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COMPÓSITOS
O que são os compósitos? Compostos de 2 ou mais 
materiais diferentes insolúveis entre si e com 
propriedades superiores àquelas dos constituintes 
individuais. Utilizados para confeccionar próteses totais.
Resina composta: composta por polímeros + cerâmicos —> matriz 
orgânica resinosa, agente de união (gera uma união entre o polímero e a 
cerâmica), partículas de carga e iniciadores de polimerização. 
 —> Resinas acrílicas (metilmetacrilato) + pó de quartzo: foi a 
primeira associação de um polímero e um cerâmico, o monômetro utilizado 
não era o melhor pois a resina acrílica gera muito calor, e além disso, o 
cerâmico não possuía agente de união de partícula-matriz, não gerando 
interação entre os dois materiais. Ou seja, quando a força incidia nesse 
material, ele se quebrava.
 —> Bis-GMA (monômero orgânico) + TEGDMA : o Bis-GMA tem a 
cadeia bem maior em comparação ao MMA utilizado na mistura anterior. O 
Bis-GMA é muito viscoso e um pouco difícil de trabalhar. Além disso, ele é 
muito mais reativo e muito mais fácil de polimerizar, é mais difícil de liberar 
monômeros livres e é melhorado em propriedades mecânicas (contrai menos 
e é mais resistente). O TEGDMA é um monômero diluente necessário nesta 
reação por conta da alta viscosidade do Bis-GMA, são responsáveis por 
aumentar a quantidade de ligações cruzadas (aumenta rigidez dos 
polímeros). A desvantagem de adicionar esse diluente é que aumenta a 
contração de polimerização pois diminui o tamanho das cadeias (cada 
partícula tem que se espichar muito pra alcançar na outra e isso no final gera 
contração). O Bis-GMA possui uma viscosidade aceitável quando misturado 
ao TEGDMA, de aproximadamente 4.300cP quando a porcentagem de Bis-/
TEGMA é 75/25 (a água é 1cp e o mel em temperatura ambiente é 2.000cp). 
O Bis-GMA e o TEGDMA juntos formam a matriz orgânica das resinas.
A = matriz polimérica (junta 
todas as partículas)
B = partículas de carga 
(estrôncio, vidro…)
C = agentes de união (silano)
Bolinhas pretas na matriz = 
iniciadores de polimerização
Partículas de carga: são cerâmicas responsáveis por todas as melhorias nos 
compósitos, incorporadas no compósito para melhorar resistência e rigidez, 
consegue-se reduzir a contração de polimerização ao adicioná-las, controla-se 
a viscosidade e características de manipulação e torna o material bastante 
radiopaco para enxergar a diferença entre o dente e o material. A quantidade 
de carga incorporada à matriz depende da área de superfície da partícula. 
Ou seja, quanto menor a partícula, mais a resina tem trabalho para molhar, 
tornando mais difícil incorporar.
	 •	 quartzo 
	 •	 sílica coloidal
	 •	 zircônia
	 •	 bário e estrôncio
	 •	 vidros cerâmicos 
	 •	 ytérbio
Agentes de união: une as duas partes do compósito, impede o deslocamento 
de partículas, permite a transferência de tensões (gera mais resistência na 
mastigação) e gera estabilidade hidrolítica.
	 •	 titanatos
	 •	 zirconatos
	 •	 silanos orgânicos (mais utilizado): conseguem se ligar quimicamente na 
estrutura da partícula e com a matriz resinosa através de grupamentos 
metacrilatos. Ele é bipolar e se liga no orgânico e no inorgânico dos 
compósitos, gerando uma ponte de ligação entre eles.
Classificação das resinas compostas:
	 •	 quanto ao escoamento: baixo (não muito utilizadas), médio e alto (flow)
	 •	 quanto ao tamanho e distribuição das partículas inorgânicas: híbridas, 
micro-híbridas, micro-partículas ou nano-híbridas.
	 •	 quanto ao método de ativação: 
—> Resinas de alto escoamento: são as resinas flow que apresentam baixa 
viscosidade, alta concentração de monômeros diluentes e menor concentração 
de partículas de carga. Esse material possui baixas propriedades mecânicas e 
maior contração de polimerização e por isso tem sua aplicação bastante 
limitada. 
—> Resinas de médio escoamento: são resinas híbridas, micro-híbridas, 
micro-partículas ou nano-híbridas que possuem bastante carga e maior 
concentração de monômeros. A alta quantidade de carga aumenta as 
propriedades mecânicas e estabilidade.
—> Tamanho das partículas: quanto mais partículas, mais resina precisaria 
para incorporar e gerar boas propriedades mecânicas e estéticas. 
—> É possível misturar 
grande quantidade de 
carga na matriz resinosa 
mantendo as propriedades 
mecânicas e melhorando 
cada vez mais a estética.
Tensão de contração de polimerização: bem mais relevante que a contração 
de polimerização em si, já que todos os polímeros contraem após 
polimerização. A tensão de polimerização é o quanto a resina composta vai 
resistir à tensão de mastigação na cavidade bucal. É importante que na 
interface adesiva (entre dente e restauração) não tenha espaços para não gerar 
falhas na restauração.
 —> Fator C: calcula-se o número de paredes aderidas pelo número de 
paredes livres. Com maior volume, aumenta a tensão.
Quanto menor o fator C, menos tensão 
fica no dente.
Um fator C muito alto gera alta tensão 
no interior do dente pois ela não tem 
como dispersar para o ambiente. Nesse 
caso, gera-se mais falhas na 
restauração.
 —> Técnica incremental: forma de reduzir o 
fator C da cavidade, trata-se da incrementação gradual 
da resina composta na superfície dental não unindo 
paredes opostas do dente. Cada incremento deve ser 
polimerizado separadamente, reduzindo as paredes 
que estão em contato com o dente, diminuindo tensão 
de contração de polimerização. 
Longevidade das restaurações: as resinas possuem taxa de falha anual de 
aproximadamente 1,6%, o que tem relação com a sobrevivência do material. A 
longevidade das restaurações está diretamente relacionado a fatores clínicos 
(em molares falha mais que pré-molares, restaurações maiores falham mais…), 
a fatores socioeconômicos, ao operador, ao paciente e ao material. Pouco 
relacionado com o material em si se a restauração foi feita corretamente e 
estiver sendo bem cuidada.
	 •	 sobrevivência: material continua cumprindo as suas funções. 
	 •	 sucesso: material continua cumprindo as suas funções e ainda possui 
qualidade estética.
 —> Por que não trocar a restauração cada vez que ela mudar um 
pouco de cor e formato? Intervenções desnecessárias geram cada vez mais 
desgaste no dente sadio, pois a cada resina que se tira, se tira também um 
pouco de dente. Esse processo constante pode gerar perda dental ao longo do 
tempo. É normal a resina mudar um pouco sua cor e formato ao longo do 
tempo desde que se mantenha cumprindo suas funções.
—> Restauração de resina 
composta após 27 anos na 
cavidade bucal. Possui boa 
sobrevivência apesar da 
coloração ter mudado, o que 
ainda está dentro do 
esperado visto que 27 anos é 
bastante tempo.
 —> Resinas Bulk Fill: existem resinas específicas para inserção em 
grandes incrementos para preenchimento de cavidades, com incrementos de 
4-5mm (dependendo da marca, o incremento é diferente). Esse tipo de resina 
gera problemas em relação a contração, visto que elas possuem 5 faces unidas e 
apenas 1 livre, podendo descolar depois de polimerizar. A contração dessa 
resina, porém, é menor que de resinas convencionais, tendo apenas 2% de 
contração. Isso porque ele possui monômeros maiores e com mais mobilidade 
(monômeros não precisam se esticar e se contrair depois). A parte visível da 
resina é feita com resina composta convencional feita com incrementos só que 
mais finos.