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Descrição
Atualmente, as teorias de aprendizagem se tornaram importantes para a formação individual e
coletiva. Elas são essenciais para entendermos como as metodologias ativas contribuem para o
processo de ensino-aprendizagem, pois são um conjunto de valores e conhecimentos que exigem
dedicação para desenvolver habilidades que ocorrem por meio de objetivos prévios e que podem
ser alteradas conforme a necessidade do processo.
Propósito
Refletir sobre como a metodologia ativa pode auxiliar em diferentes contextos educacionais.
Desenvolver estratégias para que possamos obter melhores resultados e encontrar soluções
alternativas importantes como parte da formação presencial e virtual. Por isso, vamos estudar
sobre formação de liderança, papel do professor mediador, competência, aprendizagem
significativa, educação corporativa, relações entre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a
taxonomia de Bloom revisada e o Arco de Maguerez.
Objetivos
Módulo 1
Definir metodologia ativa.
Módulo 2
Apresentar a metodologia ativa.
Módulo 3
Apresentar modelos de metodologia ativa.
Módulo 4
Refletir sobre metodologia ativa.
Introdução
As metodologias ativas se utilizam da resolução de problemas para que os alunos possam
encontrar caminhos, alternativas, possibilidades e escolhas adequadas à tomada de decisão em
contextos complexos.
Nas universidades, a utilização de metodologias ativas tem sido cada vez mais frequente,
especialmente pelo uso da educação a distância (EaD) por meio de ambientes virtuais de ensino-
aprendizagem (AVEA), da aprendizagem baseada em problemas e da aprendizagem baseada em
projetos. Vários países como Canadá, Holanda e Estados Unidos utilizam essas metodologias
ativas em seus cursos de nível superior.
Paulo Freire (1967) nos oferece a proposta sobre a educação libertadora. O autor faz uma
reflexão sobre a competência relacionada à educação e ao mundo profissional. A formação
crítica, a prática do conhecimento e a autonomia do aluno para aprender a aprender estimularão o
estudante a ter competência para a prática social e reflexiva.
O trabalho do professor como mediador requer formação de qualidade (inicial e continuada),
planejamento e competências pedagógicas. Para a aprendizagem colaborativa, a mediação terá
bons resultados quando o professor desenvolver experiência, observação e identificação, em uma
perspectiva de participação ativa em processo de interação. Dessa forma, o resultado obtido será
fruto do desempenho de todo o grupo.
Na metodologia da problematização, o aluno observa a realidade de modo crítico, de modo que
consegue relacionar a realidade com a temática que está estudando. Nesse processo de
observação surgirão questões interessantes e aspectos a serem explorados. Para muitos
teóricos, a problematização implementa ideias e valores com base em conhecimentos prévios que
podem ser explorados com base na realidade analisada.
Outra questão importante é o crescimento da utilização de tecnologias da informação e
comunicação (TICs) como suporte à educação corporativa. As práticas vinculadas ao uso de TICs
podem ser representadas por diferentes modalidades educacionais, estratégias e formas de
organização para ensino e aprendizagem. A implementação de tecnologias contribuirá para o
Figura 1 – A figura do professor como
mediador. 
Fonte: monkeybusinessimages/iStock.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/01.jpg
avanço de coleta de dados que ampliam ainda mais a forma como a empresa pode modificar
rapidamente suas estratégias e melhorar resultados, principalmente as empresas que têm
usuários em diferentes locais físicos ou virtuais, como é o caso das empresas multisite.
A educação corporativa é uma estratégia utilizada para desenvolver funcionários, clientes,
fornecedores e toda a equipe de gestão de uma organização. É um projeto de formação que pode
ser desenvolvido em curto e longo prazos. Nessa proposta, toda empresa pode descobrir e
desenvolver talentos humanos de maneira específica a atender às suas necessidades. A
descoberta de talentos facilita a disseminação do conhecimento.
Módulo 1
Aprendizagem colaborativa
Competência
Vamos começar nosso estudo elaborando um entendimento sobre a definição da palavra
“competência”. Pesquisadores de diferentes campos de estudos definem essa palavra de
diferentes maneiras, a partir de temáticas e inter-relações diversas, tornando a definição de
“competência” abrangente. Queremos alertar para os conceitos a fim de que não haja
entendimento de que não ter competência para algo (parcial) é ser incompetente para tudo ou
outras atividades. Em alguns dicionários, podemos encontrar a definição de “competência” como
aptidão, capacidade, habilidade, saber, perícia ou prática, entre outras. Outra forma utilizada para
conceituar a palavra “competência” é compará-la com o conceito de competitividade – isso ocorre
geralmente em âmbito profissional.
Ao contrário dessa concepção sobre competência, seja na área da educação ou qualquer outra, é
importante avaliar se ocorreu o direito de oportunidade para tal aprendizado e,
consequentemente, obter competência. É claro que não estamos falando de protocolos de
oportunidade, e sim sobre proporcionar ensino-aprendizado com qualidade.
É essa uma das questões centrais quando falamos sobre metodologia ativa em nossas escolas.
Geralmente temos propostas baseadas em currículos e centradas em conteúdos temáticos,
divididos por disciplinas e sem relação com a prática ou rotina do cotidiano. Para professores e
pesquisadores, essas são características que desestimulam o estudante, e essa relação sobre
competência na formação é importante para que a educação esteja complexamente ligada ao
desenvolvimento de capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras que contribuem para os
indivíduos em geral. Perceber essa questão é tão importante que nos faz perceber os benefícios
da educação de qualidade de maneira individual e coletiva em uma sociedade que deseja
desenvolver bons resultados sociais, como baixos índices de violência.
Figura 2 – O direito ao aprendizado
leva à obtenção da competência. 
Fonte: francescoch/iStock.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/02.jpg
Sabemos que a educação influencia em muitas áreas e, no que se refere à violência, ela pode
resolver isso com boas práticas de políticas públicas na educação. O Brasil é o país com maior
número de assassinatos no planeta, cerca de 56 mil mortes em 2015, 12% do total mundial (IPEA,
2016). Se desejamos ter um Brasil desenvolvido, precisamos definir soluções para aprimorar a
educação e diminuir a violência em nosso país. Isso começa com investimentos na Educação
Básica, que gera muito mais retorno social do que os investimentos em Ensino Superior.
Já apresentamos no Tema 1 as questões pertinentes à formação de professores, mas novamente
ressaltamos a importância da valorização docente e a questão da formação inicial e continuada
de qualidade, pois professores competentes formam estudantes competentes. Em Singapura, por
exemplo, o governo seleciona e incentiva os melhores estudantes para que sejam professores no
país. Essa é uma estratégia de visão em curto e longo prazos que desenvolve benefícios
pessoais e sociais.
Para alguns autores, a competência assume relevância na medida em que contribui para a
inserção e a integração social e profissional de uma pessoa. Desenvolvê-la em âmbito escolar
desde a Educação Infantil é promover uma educação de qualidade e oportunidades iguais para
todos os estudantes.
Essa percepção já é praticada em muitos países, que avançaram em seus índices sociais e, na
área da educação, não poderia ser diferente. Assim, surge como necessidade a quebra de
paradigma pedagógico, a fim de buscar a inovação no que se refere ao ensino-aprendizagem.
O conceito de competência, tanto em relação ao aluno quanto ao professor, é integrador,
polissêmico e holístico. Na dimensão pedagógica, está conectado à escola, pois define diversos
níveis de avaliação sobre a implementação,o processo e o resultado que desejamos em ensino-
aprendizagem.
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Figura 3 – A busca pela competência e
um processo integrador. 
Fonte: aurielakis/iStock.
Ainda falando sobre competência, podemos referenciar algumas teorias de aprendizagem:
aprendizagem significativa – Ausubel (1918-2008);
teoria sociointeracionista – Vygotsky (1986-1934);
psicogênese da pessoa completa – Wallon (1879-1962); e
teoria construtivista – Piaget (1896-1980).
Esses autores são referenciais importantes na literatura da educação sobre aprendizagem
individual e coletiva. Ao estudar essas teorias, compreendemos como os elementos sobre ensino-
aprendizagem necessitam desenvolver competência e fazer parte da estrutura de qualidade do
processo educacional, a fim de evitar que a aprendizagem seja baseada em metodologia de
memorização de conhecimentos e possa fazer relação com a prática e a vida em geral.
Paulo Freire (1967) nos oferece a proposta sobre a educação libertadora. O autor faz uma
reflexão sobre a competência relacionada à educação e ao mundo profissional. A formação
crítica, a prática do conhecimento e a autonomia do aluno para aprender a aprender estimularão o
estudante a ter competência para a prática social e reflexiva.
Aprendizagem colaborativa e metodologias
ativas
Vygotsky nos apresenta em sua teoria que o aprendizado ocorre por meio da internalização
(REGO, 2018). Como fazer isso acontecer de maneira eficiente? Não há uma receita, mas
podemos definir conceitos e estratégias para entender que cada tema pode ser estimulado, e a
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apropriação do conhecimento surge a partir da relação entre o estudante o objeto de
conhecimento. O autor também escreve sobre a imitação – para ele, não é mera cópia de
repetição, pois o estudante passa a observar e assume um processo de reconstrução individual
com base em possibilidades psicológicas. Essa e outras atividades podem ser elaboradas a partir
da promoção do amadurecimento de processos que contribuirão para o aprendizado.
É nesse entendimento que podemos compreender que as dimensões para obter a internalização
de um conhecimento passam por percursos de cunho pessoal, social e cultural. Cada indivíduo
vive de maneira integrada com vivências que contribuem para o aprender a aprender, por isso a
importância de explorar os conhecimentos que cada estudante tem para oferecer.
As interações passam a ser um sistema complexo de comportamento que desenvolve um papel
de competência do aluno para a autonomia e o protagonismo. As vivências para o aprendizado
aproximam o conteúdo teórico da prática e permitem a integração colaborativa de:
Aprendizagem cooperativa/colaborativa
No contexto educacional, a aprendizagem cooperativa tem suas origens na psicologia social. São
várias as abordagens relativas às práticas pedagógicas e teorias da aprendizagem, e elas
ocorrem desde o início do século XX. O termo “cooperativo” está ligado mais às possibilidades
técnicas de execução de uma tarefa. No que se refere à colaboração, ela pode ser compreendida
como uma filosofia de interação.
Figura 4 – Explorar o conhecimento de
cada aluno. 
Fonte: SolStock/iStock.
currículos;
disciplinas;
conteúdos;
ideias;
saberes;
informações; e
propostas.
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As atividades são orientadas na mesma direção e os resultados são fruto das trocas e dos
objetivos compartilhados. A solidariedade é um elemento importante como característica básica
da aprendizagem cooperativa. A cooperação como forma de aprendizado nos permite:
ajudar;
compreender a si mesmo e o outro;
participar;
desenvolver reciprocidade;
criar consciência do papel em equipe;
reagrupar conhecimentos;
partilhar;
estimular autonomia;
implementar ideias;
permitir liberdade;
elaborar condições de tempo/espaço; e
interagir.
É por meio do compartilhamento de conhecimentos e vivências, de maneira formal ou informal,
que as pesquisas definem as possibilidades de conteúdos mais ricos e que podem integrar
elementos importantes para o processo de ensino-aprendizagem.
O professor como mediador assume a responsabilidade de desenvolver no grupo:
a interação entre os membros da equipe;
a consciência de responsabilidade;
a iniciativa para aprender com o outro e explorar o material apresentado;
a apresentação de dúvidas, ideias e questões;
o compromisso pelo processo e resultado; e
a satisfação pelo próprio trabalho.
Essas são questões que se aplicam ao modelo de aprendizagem colaborativa presencial ou na
modalidade online.
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Figura 5 – Grupo de estudantes
desenvolvendo trabalho de forma
colaborativa. 
Fonte: Ridofranz/iStock.
A mediação é elemento importante para concretizar os objetivos. Ela ampliará a forma como cada
estudante interage, permitindo melhorar a participação e a construção de experiências teóricas e
práticas. A aprendizagem colaborativa precisa ser dinâmica e participativa, e a mediação do
professor também pode superar problemas ou dificuldades, como:
egocentrismo;
baixa autoestima;
pensamentos de negação;
falta de experiência;
sentimento de isolamento; e
temor à critica.
Por outro lado, a participação ativa do educando é essencial, pois o conhecimento produzido se
dá a partir da construção coletiva e autônoma de cada indivíduo na sua interação com o grupo. É
fundamental que o aluno tenha disposição para dialogar e motivação para aprender –
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características importantes para desenvolver competência. A experiência da construção do
conhecimento por meio da aprendizagem colaborativa é importante para estimular no estudante e
no grupo:
a autoestima;
a integração no grupo;
o sentimento de solidariedade;
o respeito mútuo;
o pensamento crítico;
a abertura mental;
o conhecimento de diferentes temas;
a iniciativa para adquirir novas informações; e
a ideia que cada aluno é um professor.
Essas são características importantes que o estudante utilizará por toda sua vida!
O trabalho do professor como mediador requer formação de qualidade – inicial e continuada –,
planejamento e competências pedagógicas. Para a aprendizagem colaborativa, a mediação terá
bons resultados quando o professor desenvolver experiência, observação e identificação, em uma
perspectiva de participação ativa em processo de interação. Dessa forma, o resultado obtido será
fruto do desempenho de todo o grupo.
A visão de que a formação sociocultural, crítica e dialógica tem se limitado à modalidade de
ensino técnico-profissional é falsa. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996)
defende que no ensino devem prevalecer a liberdade de aprender, o pensamento, a arte e o
Figura 6 – Mediação do professor em
trabalhos colaborativos. 
Fonte: JohnnyGreig/iStock.
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saber, bem como o pluralismo de ideias.
No Ensino Superior, a educação tem lidado com os desafios e exigências de aproximação da
realidade social, porém inúmeras são as dificuldades de aproximação da teoria com a vida
cotidiana. Muitos estudos destacam as propostas pedagógicas que norteiam a questão da
construção do conhecimento, considerando as transformações cotidianas da sociedade, bem
como a práxis e a intervenção social.
As metodologias ativas assumem possibilidades de ação para o desenvolvimento dinâmico e
participativo do aluno de forma autônoma, integrada e colaborativa. Ao se destacar depois de
desenvolver essas características, o aluno percebe que assumiu papel importante na
aprendizagem. Isso ocorre nos âmbitos intelectual, ético, metodológico e comunicacional. No que
se refereàs competências, podemos entender que há a aquisição de:
Conhecimentos
Habilidades
Valores
Atitudes
Outra proposta desenhada para o ensino colaborativo é o aprendizado a partir de situações-
problema. Estimula o estudante a questionar, explorar, discutir, analisar, sintetizar, avaliar,
relacionar, criar e produzir conhecimento a partir de um tema a ser pesquisado ou desenvolvido.
As metodologias ativas utilizam a resolução de problemas para que os alunos possam encontrar
caminhos, alternativas, possibilidades e escolhas adequadas à tomada de decisão em contextos
complexos. Nas universidades, a utilização de metodologias ativas tem sido cada vez mais
frequente, especialmente pelo uso da educação a distância (EaD) por meio de ambientes virtuais
de ensino-aprendizagem (AVEA), da aprendizagem baseada em problemas e da aprendizagem
baseada em projetos. Vários países como Canadá, Holanda e Estados Unidos utilizam essas
metodologias ativas em seus cursos de nível superior.
Vídeo
Acesse o material digital para assistir o vídeo.
Verificando o aprendizado
1) Marque a alternativa que associa incorretamente o autor/pesquisador/teórico com a teoria.
Wallon (1879-1962) e a psicogênese da pessoa completa.
Ausubel (1918-2008) e a aprendizagem significativa.
Machado de Assis (1889-1940) e a teoria da aprendizagem.
Vygotsky (1986-1934) e a teoria sociointeracionista.
Piaget (1896-1980) e a teoria construtivista.
“As vivências para o aprendizado aproximam o conteúdo teórico da prática e permitem a
integração colaborativa de _____________________.”
propostas e currículos.
disciplina e informação.
saberes e conteúdo.
ideias e currículos.
pessoas e instituições.
3) No que se refere às competências, podemos entender que há a aquisição de:
conhecimentos e instituições.
linguagens, apenas.
valores e linguagens.
valores e conhecimentos.
aprendizados e pessoas
Módulo 2
Ensino híbrido e sala de aula invertida
Ensino híbrido
A marca da educação em geral sempre foi uma mistura, a qual pode ser definida como múltiplas
ações de didáticas, metodologias, práticas, espaços, recursos materiais e humanos, tecnologias,
teorias e conceitos.
“Híbrido” significa misturado ou mesclado. A conectividade ampliou esse universo para sermos
capazes de inovar ainda mais, definindo novas possibilidades para educação que antes não eram
possíveis em tempo e espaço. Até os conteúdos, as competências, os valores, os professores, os
gestores e os estudantes fazem parte desse contexto híbrido. Para Christensen, Horn e Staker
(2013), o ensino híbrido é um programa de educação formal no qual um aluno aprende
parcialmente por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o
tempo, o lugar, o modo e/ou ritmo do estudo, e parcialmente em uma localidade física
supervisionada, fora de sua residência.
Por isso, o ensino híbrido é definido pela articulação de processos de ensino-aprendizagem, ou
seja, “colocar a mão na massa”. Fazer acontecer novas possibilidades de interiorização de
conhecimentos que são estimulados pelas tentativas de propostas e desafios. Os desafios do
ensino híbrido implicam integrar diferentes áreas de conhecimento, profissionais, estudantes,
espaços e momentos variados. Esse mix de presencial e online conecta as educações formal e
informal. Isso define para o campo das ideias novos paradigmas da educação, principalmente no
que se refere à educação com dispositivos móveis.
É importante perceber como essas propostas propiciam de maneira qualitativa e quantitativa o
desenvolvimento de pessoas e instituições. Contudo, é preciso que as instituições fiquem atentas
às mudanças, façam avaliações frequentemente e analisem o feedback dos alunos. Essa é uma
questão de desenvolvimento progressivo que possibilita gradativamente novas mudanças e
melhorias e, consequentemente, bons resultados. Esse ingrediente é fundamental para perceber
pontos positivos e negativos e atender a um modelo de currículo por meio da metodologia ativa.
Figura 7 – Ensino híbrido. 
Fonte: elaborada pelo autor.
Os desafios de uma proposta de ensino híbrido são:
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tecnologia;
modelo com ambiente virtual de aprendizagem (AVA);
projeto pedagógico adequado;
metodologia;
didática;
espaço físico;
avaliação; e
supervisão.
As instituições podem adotar uma proposta que atenda de maneira integrada a algumas
dimensões pedagógicas, como:
estilo de vida do aluno;
tutoria online;
valores;
competências;
habilidades;
conhecimento prévio;
avaliação socioemocional;
harmonia de tarefas individuais e coletivas;
metodologia (desafio, projeto, jogos e problematização);
conciliação de tempo, espaço e tecnologias digitais;
ritmo de aprendizado individual;
inclusão e diversidade (necessidades especiais);
currículo de conhecimentos interdisciplinares; e
autonomia de alunos, professores, profissionais.
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Todo processo de ensino-aprendizagem deve ser construído de maneira flexível, e o currículo
precisa definir reflexões, experiências formais e informais, desafios e estímulos em uma dinâmica
que valorize o conhecimento, o aluno, o professor, o material, o processo e o resultado.
São múltiplas as alternativas para diferentes modalidades de ensino, mas o importante é definir
estratégias que possam fazer sentido e valorizar o compartilhamento do aprendizado presencial e
online.
É importante saber inovar sempre. Muitos projetos pedagógicos são exitosos e inovadores ao
mesmo tempo. É preciso investir em construção de valores sólidos e em atividades de
competências cognitivas, afetivas e psicomotoras. Essa é uma questão que define a educação
integral atualmente, e compreende os desafios e necessidades do desenvolvimento humano em
uma abordagem 360 graus, pautada em uma aprendizagem ampla, integrada e desafiadora.
Estamos vivendo em um mundo complexo no qual as estratégias de ensino-aprendizagem
precisam dialogar com as mesmas condições e múltiplas linguagens que aparecem em diversos
contextos em nossa sociedade. Essa é uma compreensão de liberdade que nos permite
implementar processo ativo e progressivo para aprender.
Figura 8 – A tecnologia como aliada do
ensino híbrido. 
Fonte: Geber86/iStock.
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O desafio da escola é capacitar alunos de forma integrada com a realidade da vida. A educação
não pode ser vista como forma de controle e sim como atitudes de afeto que se conectam
amplamente ao conhecimento, às ideias e às experiências, e que ocorrem de maneira natural,
com autonomia, protagonismo e de maneira colaborativa.
O professor assume papel de mediação facilitando o acesso aos estágios de conhecimento, seja
ele físico ou digital. Isso nos faz refletir sobre o aprendizado em sala de aula. Há muitas propostas
de ensino híbrido que ocorrem em espaços “alternativos”, como museus, parques e cinemas.
Essa personalização de espaços resgata concepções de um currículo flexível e combinado com
espaços físicos e ambientes virtuais. O planejamento oferece processos e objetivos que
incentivam a colaboração de aprender em equipe, visando ao compartilhamento de ideias e à
construção de conhecimentos. As atividades deixam de ser complexas e exigem a participação
com a implementação de soluções como forma de resultado do conhecimento adquirido.
O ensino híbrido como proposta de metodologia ativa é uma questão de mudança e adaptação,
mas ao mesmo tem flexibilidade e inovação para uma educação de qualidade e transformadora.
As tecnologias também servem para que o professor possa coletar dados e personalizar o ensino.
Essa estratégia pode ser utilizada para melhorar as experiências de aprendizado nos ambientes
virtual e presencial.
Sala de aula invertida
Figura 9 – Aplicação do ensino híbrido. 
Fonte: elaborada pelo autor (2021).
Atenção
Não é possível fazer ensino híbrido,apenas, em aulas
remotas.
Transmitir aulas não é ensino híbrido.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/09.png
É preciso coletar dados e personalizar os objetivos de ensino utilizando a tecnologia digital, mas é
possível fazer o contrário, ou seja, utilizar o ensino híbrido e usar as aulas remotas como
ferramenta para complementar a tarefa, como no caso da sala de aula invertida. É o caso também
do modelo rotacional, com um grupo em casa utilizando a tecnologia e outro grupo na escola em
aula presencial.
A sala de aula invertida é baseada em uma proposta de metodologia que incentiva o
desenvolvimento do conhecimento prévio pelo estudante antes de ocorrer a mediação do tema
pelo professor.
Essa abordagem híbrida de ensino foi descrita por Salman Khan e desenvolvida por Jonathan
Bergmann e Aron Sams (2007), para resolver o problema de estudantes do Ensino Médio que
estavam ausentes nas aulas presenciais e perdiam, portanto, o conteúdo apresentado pelo
professor (BERGMAN; SAMS, 2012; PIERCE; FOX, 2012).
Isso permite que o estudante desenvolva a capacidade de autonomia sobre leitura e pesquisa
sobre diferentes temas. Os materiais utilizados podem ser diversos: vídeos, textos, aplicativos e
outras mídias que contribuam para construção do conhecimento. Isso permite que o momento em
sala de aula seja ainda mais produtivo.
É importante entender que não há um modelo a seguir e, por isso, o mais importante é contemplar
a dinâmica que ocorre em cada realidade. Isso será possível com a construção de erros e acertos
por parte do professor e dos alunos.
Inicialmente, o professor continua sendo uma figura mediadora que dará muitas instruções para
que os alunos possam participar ativamente. Mas com o passar do tempo, os alunos aprenderão
a aprender com autonomia e se destacarão de maneira natural nesse processo rico de ensino-
Figura 10 – Flipped classroom: sala de
aula invertida. 
Fonte: adaptado de: novaescola.org.br.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/10.png
https://novaescola.org.br/conteudo/3376/blog-tecnologia-educacao-como-funciona-sala-de-aula-invertida
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/24.jpg
aprendizagem. Tanto o processo quanto os resultados serão interessantes. O que precisamos
entender é que essa dinâmica pode ser utilizada em todas as modalidades de ensino e o aluno
também utilizará essas habilidades (intra e interpessoais) em sua vida pessoal.
É importante possibilitar um momento específico de dúvidas, comentários e atividades extras, seja
em momento virtual ou presencial. Incluir isso como didática ajudará o professor e os alunos a
entender questões que podem ser comuns a todos os envolvidos, além de facilitar a construção
sobre o tema a ser estudado.
Os benefícios são:
organização;
colaboração;
construção do conhecimento;
criatividade;
automotivação; e
autonomia.
Infelizmente, essa metodologia é pouco utilizada no Brasil. Para isso, é preciso que haja
divulgação por meio da formação de professores para que seja utilizada nas escolas e instituições
de maneira geral, pois essa é, também, uma estratégia de ensino inovador, que utiliza
características criativas para contemplar os objetivos e benefícios proporcionados pela
abordagem invertida.
Essa metodologia exige desafios em sua implementação que necessitam do envolvimento de
todos os profissionais da instituição. Para isso, é fundamental o apoio de políticas de recursos
humanos e materiais que facilitarão as diretrizes pedagógicas específicas e gerais.
Vídeo
Acesse o material digital para assistir o vídeo.
Verificando o aprendizado
1) Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho a seguir.
“Os desafios do ensino híbrido implicam integrar diferentes áreas de conhecimento, profissionais,
estudantes, espaços e momentos variados. Esse mix de _______________ e ______________
conecta as educações formal e informal.”
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ensino e aprendizado.
presencial e virtual.
formação e didática.
metodologia e didática.
ensino e metodologia.
2) É importante perceber como essas propostas propiciam de maneira qualitativa e quantitativa o
desenvolvimento de pessoas e instituições. Contudo, é preciso que as instituições fiquem atentas
às mudanças, façam avaliações frequentemente e analisem o feedback dos alunos. Essa é uma
questão de desenvolvimento progressivo que possibilita gradativamente novas mudanças e
melhorias e, consequentemente, bons resultados. Esse ingrediente é fundamental para perceber
pontos positivos e negativos e atender a um modelo de currículo por meio da metodologia ativa.
Qual dos desafios a seguir faz parte de uma proposta de ensino híbrido?
Organização.
Colaboração.
Criatividade.
Construção de conhecimento.
Projeto pedagógico adequado.
3) Na metodologia da sala de aula invertida, é importante possibilitar momento específico de
dúvidas, comentários e atividades extras, seja em momento virtual ou presencial. Incluir isso
como didática ajudará o professor e os alunos a entenderem questões que podem ser comuns a
todos os envolvidos, além de facilitar a construção sobre o tema a ser estudado. Quais são os
benefícios do uso dessa metodologia?
Organização, tecnologia, metodologia e espaço físico.
Colaboração, supervisão, valores e organização.
Construção do conhecimento, AVA, habilidade e metodologia.
Criatividade.
Organização, criatividade, colaboração e construção do conhecimento.
Módulo 3
Metodologia da problematização
Para começarmos nosso estudo, vamos observar a Figura 11. Ela apresenta uma abordagem que
começa com a observação da realidade e termina com a aplicação a ela. É importante
percebermos como teoria e prática podem e devem caminhar juntas. Essa união faz parte da
metodologia ativa e, para muitos autores, é uma questão importante para construir benefícios ao
processo de ensino-aprendizagem.
Na metodologia da problematização, o aluno observa a realidade de modo crítico, possibilitando
que possa relacionar a realidade com a temática que está estudando. Nesse processo de
observação, podem surgir questões interessantes a serem exploradas. Para muitos teóricos, a
problematização implementa ideias e valores com base em conhecimentos prévios que podem
ser explorados com base na realidade analisada.
Os alunos e professores podem classificar os problemas utilizando critérios de prioridade.
Concluída essa análise, o indivíduo é estimulado a refletir sobre quais são os pontos-chave
desses problemas. Nesse momento, o professor orienta com materiais teóricos e mídias que
contribuem para desenvolver a autonomia pela busca do conhecimento e embasamento científico,
a fim de que os alunos tenham referenciais de informações oficiais a serem analisadas. Esse
estudo de referenciais permite ao estudante que ele tenha mais de um modelo de pesquisa para
escolher e comparar qual ideia fará parte do seu projeto de conhecimento. Essas informações
fazem parte do processo, pois implementam uma situação que estimula o aprender a aprender a
partir da investigação. Essa busca pelo conhecimento é uma oportunidade efetiva pela
aprendizagem que o aluno utilizará também em sua vida pessoal.
Figura 11 – Arco de problematização
de Maguerez. 
Fonte: adaptada de:
unasus.moodle.ufsc.br.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/11.png
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6808/mod_resource/content/3/un03/top03p01.html
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/26.jpg
Nesse sentido, podemos perceber que há reflexão, desenvolvimento de hipóteses, soluções,
problematização, dúvidas, comparações, críticas, concordância e discordância. Tudo isso faz
parte de um construto da compreensão sobre a transformação abstrata e concreta da realidade,
pois existe uma diferença sobre a realidade quando não temos referencial de conhecimento e
quando obtemos informações sobre a problematização da realidade. A práxis é uma atividadetransformadora consciente e intencionalmente realizada, diferindo do termo “prática”, que, em
geral, corresponde ao sentido utilitário das coisas.
Para se chegar de fato ao entendimento do conceito de práxis, é necessário abandonar o conceito
que decorre do senso comum e dos valores ideológicos que cada indivíduo traz consigo. Essa é
uma proposta que deve fazer parte da formação de professores e alunos, com base em
consciência reflexiva, crítica, informada e ao mesmo tempo criativa. Essa consciência gera
transformação, resultando em atitude, observação e percepção da realidade, permitindo
compreender a relação social entre opressores e oprimidos, por exemplo.
É a oportunidade de desenvolver um trabalho pedagógico que contribui para a percepção
organizada em relação a questões culturais, como a política. O benefício é a própria percepção da
realidade sendo transformada por meio da problematização do tema.
A problematização como atividade pedagógica pode ser separada em momentos, o que contribui
para melhorar a aplicação da metodologia, colher informações e estabelecer critérios de
organização do conhecimento.
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) deriva do inglês problem-based learning (PBL). É
fundamental que o docente oriente os alunos nessa metodologia ativa de ensino-aprendizagem,
pois a problematização proporciona intervenção na realidade.
Essa atividade desenvolve habilidades que contribuirão para a atividade profissional, pois requer:
Atenção
Geralmente o aluno produz informações primárias que são
baseadas em senso comum, mas é a partir da leitura e do
aprofundamento dos materiais pedagógicos que ele se
torna capaz de sintetizar e compreender hipóteses,
soluções e problemas sobre o tema pesquisado.
competência de aprendizagem colaborativa;
tomada de decisão;
reflexão crítica;
comunicação oral e escrita; e
respeito de opinião individual e coletiva.
Alguns autores registram que, a partir da ABP, os alunos se sentem motivados pela busca do
conhecimento e são estimulados a refletir sobre respeito, amizade, confiança e afeto dos
membros da equipe, o que melhora o aprendizado. O professor precisa criar um clima de
colaboração. Trabalhar em grupo exige algumas características que são importantes e o
professor, ao assumir o papel de mediador, deve ter essa habilidade para conduzir o grupo para
boa comunicação e sinergia.
Metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem possibilitam a oportunidade de
desenvolver competências necessárias de maneira interativa. São múltiplas as conexões para a
construção do conhecimento. Os recursos materiais são ferramentas importantes para satisfação
e motivação em todo o processo. Alguns desses recursos são:
É importante perceber que essas atividades estimulam a ação de reflexão sobre os erros e
acertos. Até o jeito lúdico de aprender é uma forma interessante que possibilita interagir e
aprender de maneira criativa e natural, diferentemente de métodos tradicionais que proporcionam,
em sua maioria, aulas cansativas. Segundo Moran (2014), razão e emoção são componentes
fundamentais do conhecimento, pois é possível aprender de várias formas.
Relações entre a BNCC, a taxonomia de Bloom
revisada e o Arco de Maguerez
salas de aula informatizadas;
acesso à internet;
jogos;
orientação virtual e presencial;
atendimento individual, personalizado e coletivo;
filmes; e
músicas.
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O modelo de aprendizagem ativa traz benefícios em relação ao modelo de aula em métodos
tradicionais, que traz limitações que não podem ser rompidas. Como estratégia, podemos adotar
como referencial a taxonomia de Bloom. Trata-se de uma estrutura de organização hierárquica de
objetivos educacionais. Foi resultado do trabalho de uma comissão multidisciplinar de
especialistas de várias universidades dos Estados Unidos, liderada por Benjamin S. Bloom. Sua
finalidade é auxiliar na identificação e na declaração dos objetivos ligados ao desenvolvimento
cognitivo, englobando a aquisição do conhecimento, de competências e atitudes, visando facilitar
o planejamento do processo de ensino-aprendizagem (TREINAMENTO 24, 2021). Ela serve como
forma de organização e categorização para que possamos relacionar os objetivos associados à
aquisição de competências cognitivas, afetivas e psicomotoras. Essa taxonomia foi revisada e,
neste momento, vamos apresentar um quadro mais simples, apenas para exemplificar como
podemos utilizar essa teoria na metodologia de problematização. A análise dos verbos presentes
nas habilidades e competências nos permite identificar que existe uma preocupação com a
aprendizagem mais efetiva dos estudantes.
Apresentamos a seguir dois modelos diferentes sobre a taxonomia de Bloom. Elas servirão de
base para que você possa perceber como pode ser dinâmica a utilização dos verbos em função
dos seus objetivos. É importante perceber que a taxonomia pode ser utilizada em diferentes
modalidades de ensino e contribui para a avaliação e a produção de projetos na área da
educação e em outras áreas de conhecimento.
MEMORIZAR COMPREENDER APLICAR ANALISAR AVALIAR CRIAR
Listar Esquematizar Utilizar Resolver Defender Elaborar
Relembrar Relacionar Implementar Categorizar Delimitar Desenhar
Reconhecer Explicar Modificar Diferenciar Estimar Produzir
Identificar Demonstrar Experimentar Comparar Selecionar Prototipar
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MEMORIZAR COMPREENDER APLICAR ANALISAR AVALIAR CRIAR
Localizar Parafrasear Calcular Explicar Justificar Traçar
Descrever Associar Demonstrar Integrar Comparar Idear
Citar Converter Classificar Investigar Explicar Inventar
Figura 12 – Qual verbo utilizar/aplicar, de acordo com o objetivo de aprendizagem. | adaptada de:
www.amplifica.me.
A Base Nacional Comum Curricular
Podemos utilizar a metodologia de problematização com o apoio teórico da Base Nacional
Comum Curricular (BNCC), a fim de desenvolver ótimas estratégias pedagógicas para
observação da realidade e problematizar temas que fazem parte do currículo e do cotidiano. A
proposta da BNCC é fundamentada no Plano Nacional de Educação e pode ser utilizada de
maneira interdisciplinar, envolvendo diferentes áreas de conhecimento.
Figura 13 – Modelo de relação entre as
dimensões do conhecimento e do
processo cognitivo. 
Fonte:
anglosolucaoeducacional.com.br.
https://www.amplifica.me/taxonomia-de-bloom/
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http://anglosolucaoeducacional.com.br/wp-content/uploads/2018/12/Ebook-4-Metodologias-Ativas.pdf
Nesse contexto, a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação
integral. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao
desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não
linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou
a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma
visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto –
considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao
seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e
diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia
inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e
respeito às diferenças e diversidades. (BRASIL, 2017, p. 14).
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento
de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da
Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e
desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação
(PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educação escolar,tal como a
define o § 1º do artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº
9.394/1996), e está orientado pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam à
formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva,
como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN).
(BRASIL, 2017, p. 7).
Definição de problemas conforme a Base Nacional
Comum Curricular (MEC)
Observar o mundo à sua volta e fazer perguntas.
Analisar demandas, delinear problemas e planejar investigações.
Propor hipóteses. (BRASIL, 2017, p. 321).
Levantamento, análise e representação
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Comunicação
Intervenção
Planejar e realizar atividades de campo (experimentos, observações, leituras, visitas,
ambientes virtuais etc.).
Desenvolver e utilizar ferramentas, inclusive digitais, para coleta, análise e representação de
dados (imagens, esquemas, tabelas, gráficos, quadros, diagramas, mapas, modelos,
representações de sistemas, fluxogramas, mapas conceituais, simulações, aplicativos etc.).
Avaliar informação (validade, coerência e adequação ao problema formulado).
Elaborar explicações e/ou modelos.
Associar explicações e/ou modelos à evolução histórica dos conhecimentos científicos
envolvidos.
Selecionar e construir argumentos com base em evidências, modelos e/ou conhecimentos
científicos.
Aprimorar seus saberes e incorporar, gradualmente, e de modo significativo, o conhecimento
científico.
Desenvolver soluções para problemas cotidianos usando diferentes ferramentas, inclusive
digitais. (BRASIL, 2017, p. 321).
Organizar e/ou extrapolar conclusões.
Relatar informações de forma oral, escrita ou multimodal.
Apresentar, de forma sistemática, dados e resultados de investigações.
Participar de discussões de caráter científico com colegas, professores, familiares e
comunidade em geral.
Considerar contra-argumentos para rever processos investigativos e conclusões. (BRASIL,
2017, p. 321).
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Implementar soluções e avaliar sua eficácia para resolver problemas cotidianos.
Desenvolver ações de intervenção para melhorar a qualidade de vida individual, coletiva e
socioambiental. (BRASIL, 2017, p. 321).
Vídeo
Acesse o material digital para assistir o vídeo.
Verificando o aprendizado
1) Leia o texto a seguir e marque a opção incorreta.
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) deriva do inglês Problem-based learning (PBL),
termo originado do inglês. É fundamental que o docente oriente os alunos nessa metodologia
ativa de ensino-aprendizagem, pois a problematização proporciona intervenção na realidade.
Essa atividade desenvolve habilidades que contribuirão para a atividade profissional, pois requer:
tomada de decisão.
competência de aprendizagem colaborativa.
apenas o respeito de opinião individual e coletiva.
comunicação oral e escrita.
reflexão crítica.
2) Metodologias ativas no processo de ensino aprendizagem possibilitam o desenvolvimento de
competências necessárias de maneira interativa. São múltiplas as conexões para a construção do
conhecimento, e os recursos materiais são ferramentas importantes para satisfação e motivação
em todo processo. Entre eles, podemos citar:
acesso à internet; tomada de decisão; e reflexão crítica.
acesso à internet; orientação virtual e presencial; e competência de aprendizagem
colaborativa.
acesso à internet; atendimento individual coletivo; e comunicação oral e escrita.
acesso à internet; filmes, jogos e música; e tomada de decisão.
acesso à internet; orientação virtual e presencial; atendimento individual, personalizado e
coletivo; e filmes, jogos e música.
3) Podemos utilizar a BNCC como referencial e desenvolver ótimas estratégias pedagógicas com
a observação da realidade, a fim de problematizar temas que fazem parte do currículo e da
realidade. A proposta da BNCC é fundamentada no Plano Nacional de Educação e pode ser
utilizada de maneira interdisciplinar, envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Sobre as
estratégias da BNCC, assinale a alternativa que faz uma associação incorreta.
Definição de problemas – observar o mundo à sua volta e fazer perguntas.
Definição de problemas – implementar soluções.
Comunicação – relatar informações.
Análise – avaliar informações.
Intervenção – desenvolver ações.
Módulo 4
Educação corporativa
Introdução
As mudanças têm sido cada vez mais rápidas no mundo empresarial. Nesse sentido, as
metodologias ativas contribuem para que o contexto organizacional possa implementar a
educação corporativa (EC) como forma de desenvolvimento e transformação da empresa.
A educação corporativa possibilita a implementação de estratégias que visam ao desenvolvimento
de competências de acordo com a necessidade de cada empresa. Muitas estratégias fazem uso
de tecnologias como aliadas aos processos quantitativos e qualitativos.
O que é educação corporativa?
A educação corporativa é uma estratégia para desenvolver funcionários, clientes, fornecedores e
toda a equipe de gestão de uma organização. É um projeto de formação que pode ser
desenvolvido em curto e longo prazos. Nessa proposta, toda empresa pode descobrir e
desenvolver talentos humanos de maneira específica a atender às suas necessidades. A
descoberta de talentos facilita a disseminação do conhecimento. O modelo de aprendizagem
pode ser:
A educação é muito mais do que um
treinamento!
Específico ou organizacional
Funcional
Contínuo
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A educação corporativa favorece a inovação e a criatividade nas empresas, o que desenvolve
estratégias de competitividade de produtos e serviços. Deve ser bem implementada para
desenvolver:
As metodologias ativas permitem que os gestores possam compreender benefícios e estratégias.
Uma delas é de que a empresa não detém todo o conhecimento. Ela precisa valorizar o
conhecimento e a experiência de seus colaboradores. Isso é fundamental!
Geralmente, o tradicional treinamento e desenvolvimento (T&D) é mais conhecido, mas há
necessidade de migrar para uma visão de educação corporativa. Esta última pode ser
compreendida como um conjunto de práticas educacionais.
Outra questão importante é o crescimento na utilização de tecnologias da informação e
comunicação (TICs) como suporte à educação corporativa. As práticas vinculadas ao uso de TICs
podem ser representadas por diferentes modalidades educacionais, estratégias e formas de
Figura 14 – Diferença entre
treinamento e educação corporativa. 
Fonte: adaptada de:
 pastoreesouza.com.br.
Eficiência na tomada de decisão
Rapidez na resolução de tarefas
Melhoria na comunicação interna
Objetivo: Desenvolver habilidades e competências
Foco: Necessidades individuais e estratégias de negócios
Resultado: Aumento de habilidades e competitividade
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https://pastoreesouza.com.br/index.php/diferencas-entre-educacao-corporativa-e-treinamento
organização para ensino e aprendizagem. A implementação de tecnologias contribuirá para o
avanço de coleta de dados que ampliam ainda mais a forma como a empresa pode modificar
rapidamente suas estratégias e melhorar resultados, principalmente as empresas que têm
usuários em diferentes locais físicos ou virtuais, como é o caso das empresas multisite.
A definição de metas, valores, objetivos, visão e missão norteará as estratégias pedagógicas para
entender melhor as necessidades. Esse processo de visão deve ser constante, e a abordagem
em metodologia ativa contribui para que a competitividade seja um combustível para obter bons
resultados. Para Eboli (2004), a educação corporativa está pautada em sete princípios de
sucesso:
Figura 15 – Utilização de TICs na
educação corporativa. 
Fonte: Melpomenem/iStock.
1) Competitividade
Valorizar a educação para o desenvolvimentodas pessoas, pois, dessa forma, a empresa poderá
competir no mercado e consolidar as competências críticas para o seu negócio.
2) Perpetuidade
Transmitir a cultura organizacional e a influência que esta exerce nos indivíduos.
3) Conectividade
Favorecer a interação entre todos os públicos (internos e externos à empresa).
4) Disponibilidade
Disponibilizar recursos para o aprendizado em qualquer lugar e hora.
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Definição Explicação
Dramatização – representação de uma
determinada situação ou fato.
Representação baseada em situações reais.
Benchmarking – visa à observação e à
análise de práticas de outras pessoas ou
organizações, com o objetivo de
aprendizado e adequação às necessidades
da organização.
Para a aplicação dessa estratégia, é preciso ter um
diagnóstico interno e um roteiro com os itens que
devem ser observados.
Participação em projetos – trata-se de um
aprendizado vivenciado na prática, no qual
o profissional tem uma meta específica a
ser atingida ao final de um projeto.
O indivíduo conta com um profissional para orientar
a condução das atividades, proporcionando
feedbacks constantes.
Comunidades de prática – são grupos de
pessoas que compartilham o mesmo
interesse por alguma coisa que praticam.
As pessoas compartilham suas experiências, de
forma presencial ou virtual, por meio da narração de
suas experiências prévias e contos de trabalho,
colaborando na resolução de problemas comuns.
Coaching – envolve o acompanhamento do
indivíduo por um profissional capacitado.
O foco é o desenvolvimento através de diálogos,
questões que incentivem o indivíduo a pensar em
suas ações e em seu desenvolvimento. Pode ser
conduzido por executivos, consultores internos ou
externos.
5) Cidadania
Desenvolver indivíduos capazes de agir com ética e responsabilidade.
6) Parceria
Estabelecer parcerias internas (líderes e gestores) e também externas (universidades, instituições
de ensino).
7) Sustentabilidade
Gerar resultados para a empresa, por meio das ações de EC.
Definição Explicação
Jogos – envolvem atividades lúdicas que
podem ser tanto competitivas quanto
colaborativas.
Jogos pressupõem a existência de atividades que
envolvam ações, com regras e objetivos claros a
serem atingidos.
Job rotation – é uma prática que permite
aos indivíduos exercer atividades
diferentes dentro da organização,
adquirindo uma visão sistêmica dos
processos.
O indivíduo é retirado de sua rotina de trabalho e
conhece outros ambientes e atividades, o que
estimula a empatia e a reflexão.
Workshop ou oficinas de trabalho –
envolve sessões de aprendizagem prática,
por meio de ações e geração de produtos
concretos ao final das atividades.
Evento conduzido por uma ou mais pessoas, com o
objetivo de unir teoria e prática. É uma forma de
materializar o conhecimento gerado entre os
indivíduos.
Estudo de caso – refere-se à análise de
fatos e proposta de soluções aos
problemas apresentados.
Pressupõe a análise de casos práticos de dentro ou
fora da empresa. É uma prática que pode ocorrer
em grupo ou de forma individual.
Mentoring – um indivíduo mais experiente
orienta outro para a formação de um cargo
futuro ou para aprimoramento no cargo
atual.
Pode ser realizado por executivo ou pessoa que
tem conhecimento em uma determinada atividade
ou tem habilidade para orientar comportamentos.
Quadro 1 – A capacitação e o desenvolvimento de pessoas por meio da EC utilizam variadas
estratégias. | adaptado de Moscardini e Klein (2015).
Liderança
Segundo Moscardini e Klein (2015, p. 89), a liderança
independe de papéis formais ou de estrutura hierárquica. Ela pode ser vista como um
processo coletivo, difundido entre os membros de uma sociedade. Ela é dependente das
interações sociais, existindo uma influência mútua entre líderes e liderados, ou seja, um
líder tanto influencia quanto é influenciado pelo seu grupo.
Trata-se de um processo coletivo que visa à formação de lideranças na empresa. Essa visão é
sobre habilidades, competências e talentos, independentemente do nível hierárquico. É uma ação
educativa pedagógica interna e externa que visa à transformação em curto e longo prazos para
equipes, determinando a relação de motivação e desenvolvimento do processo ensino-
aprendizagem. Para Moscardini e Klein (2015, p. 89),
essa definição de liderança está vinculada ao conceito de sensemaking (Weick, Sutcliffe, &
Obstfeld, 2005), segundo o qual os indivíduos desenvolvem a habilidade de agir, mesmo em
situações de incerteza, tendo como base sentidos ou significados compartilhados por um
grupo. O sensemaking é que permite que a liderança interprete e compartilhe as situações
ao tomar decisões no âmbito organizacional. Nesse sentido, a cultura organizacional é
resultado da construção comum de sentidos, fortalecendo a liderança em rede, ou seja,
aquela que está constantemente conectada em suas ações.
Conforme Derue e Ashford (2010), atrelada à visão entre líderes e liderados, podemos
compreender a identidade da liderança como um dos fatores que precisam ser avaliados. Essa
questão tem ligação no comportamento de ambos e compreende três elementos importantes:
internalização individual, reconhecimento relacional e endosso coletivo. Esses três níveis de
identidade da liderança devem ser considerados nos processos de desenvolvimento de líderes.
Para Moscardini e Klein (2015, p. 90), as modalidades educacionais e TICs para EC e
desenvolvimento de liderança para o ensino e a aprendizagem na organização representam
alternativas para a implementação das estratégias de EC. Conforme Souza (2020, p. 21), elas
podem ser:
Presencial física
Consiste em uma forma de ensino e aprendizagem face a face com um instrutor, facilitador e/ou
demais participantes
EaD (educação a distância)
O aprendizado ocorre sem que os indivíduos estejam envolvidos nas atividades ao mesmo tempo
e/ou no mesmo lugar
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Formas de avaliação dos resultados dos programas de
desenvolvimento de liderança
Avaliação de desempenho.
Avaliação de projetos.
Resultado financeiro ou expansão da empresa.
Percepção de melhoria na forma de gestão.
Consegue medir os resultados.
Desafios enfrentados pelas empresas multisite para o
desenvolvimento de lideranças
B-learning (blended learning, ou aprendizagem mista)
É uma modalidade que combina encontros presenciais físicos com atividades via EaD
M-learning (mobile learning ou aprendizagem com
mobilidade)
Trata-se do aprendizado apoiado pelo uso de TICs móveis e sem fio, que ocorre quando os
indivíduos estão fisicamente distantes uns dos outros
U-learning (ubiquitous learning ou aprendizagem ubíqua)
A aprendizagem ubíqua envolve todos os processos de aprendizagem que sejam apoiados por
TICs integradas (tanto móveis quanto fixas) que contem com sensores e mecanismos de
localização
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Aprendizagem e disseminação da cultura organizacional.
Encontrar dificuldades e resistências.
Diferenças relativas à cultura nacional e regional em cada unidade.
Custos (MOSCARDINI; KLEIN, 2015, p. 96).
Podemos definir como prioridade a promoção de atividades sobre metodologias ativas para
interação entre lideranças. Considerando que isso pode ocorrer em atividades pedagógicas
presenciais ou virtuais, tais estratégias contribuirão para identificar e analisar quais TICs podem
ser desenvolvidas para atender ao desenvolvimento da instituição.
Há a necessidade de produção científica na área que contribua para nortear a temática, como
livros e artigos que possam com indicadores e resultados, mesmo que os dados não sejam tão
específicos. A utilização de diferentes modalidades educacionais e TICs para o desenvolvimento
de lideranças também merece ser considerada. Assim, é importante refletir sobre a visão da
formação de liderança adotada, se mais individual ou coletiva. Os métodos adotados contribuirão
para nortear essa questão e definir benefíciospara a organização.
Vídeo
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Verificando o aprendizado
1) Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa incorreta.
A educação corporativa é uma estratégia utilizada para desenvolver funcionários, clientes,
fornecedores e toda a equipe de gestão de uma organização. É um projeto de formação que pode
ser desenvolvido em curto e longo prazos. Nessa proposta, toda empresa pode descobrir e
desenvolver talentos humanos de maneira específica a atender às suas necessidades. A
descoberta de talentos facilita a disseminação do conhecimento. O modelo de aprendizagem
pode ser:
funcional.
específico.
apenas contínuo.
organizacional.
2) A definição de metas, valores, objetivos, visão e missão norteará as estratégias pedagógicas
para entender melhor as necessidades. Esse processo de visão deve ser constante, e a
abordagem em metodologia ativa contribui para que a competitividade seja um combustível para
obter bons resultados. Para Eboli (2004), a educação corporativa está pautada em sete princípios
de sucesso, entre os quais podemos citar:
perpetuidade – valorizar a educação para o desenvolvimento das pessoas, pois, dessa forma,
a empresa poderá competir no mercado e consolidar as competências críticas para o seu
negócio.
competitividade – transmitir a cultura organizacional e a influência que esta exerce nos
indivíduos.
sustentabilidade – gerar resultados para a empresa, por meio das ações de EC.
conectividade – disponibilizar recursos para o aprendizado em qualquer lugar e hora.
disponibilidade – favorecer a interação entre todos os públicos (internos e externos à
empresa).
3) Para Moscardini e Klein, as modalidades educacionais e as TICs para EC e desenvolvimento
de liderança para o ensino e a aprendizagem na organização representam alternativas para a
implementação das estratégias de EC. Elas podem ser:
presencial física ou EaD; u-learning; m-learning; e b-learning.
avaliação de desempenho; avaliação de projetos; e u-learning.
avaliação de projetos; m-learning: aprendizagem e disseminação da cultura organizacional.
b-learning; avaliação de projetos; e percepção de melhoria na forma de gestão.
Conclusão
Considerações finais
Atualmente, teorias de aprendizagem se tornaram importantes para a formação individual e
coletiva. Elas são essenciais para entendermos como as metodologias ativas contribuem para o
processo de ensino-aprendizagem, pois são um conjunto de valores e conhecimentos que exigem
dedicação para fazer desdobramentos que ocorrem por meio de objetivos prévios e que podem
ser alterados conforme a necessidade do processo.
No contexto educacional, a aprendizagem cooperativa tem suas origens na psicologia social. São
várias as abordagens relativas às práticas pedagógicas e teorias da aprendizagem, e elas são
utilizadas desde o início do século XX. O termo “cooperativo” está ligado mais às possibilidades
técnicas de execução de uma tarefa. No que se refere à colaboração, ela pode ser compreendida
como uma filosofia de interação.
A mediação é um elemento importante para concretizar os objetivos. Isso ampliará a forma como
cada estudante interage, permitindo melhorar a participação e a construção de experiências
teóricas e práticas. A aprendizagem colaborativa precisa ser dinâmica e participativa.
Todo processo de ensino-aprendizagem deve ser construído de maneira flexível e o currículo
precisa definir reflexões, experiências formais e informais, desafios e estímulos em uma dinâmica
que valorize o conhecimento, o aluno, o professor, o material, o processo e o resultado. São
múltiplas as alternativas para diferentes modalidades de ensino, mas o importante é definir
estratégias que possam fazer sentido e valorizar o compartilhamento do aprendizado presencial e
online.
A comunicação, mesmo com o auxílio de tecnologias, precisa ser afetiva. Essa é uma abordagem
socioemocional. Mesmo no ensino híbrido, é possível desenvolver uma aprendizagem significativa
e transformadora. Desenvolver uma atitude de consideração possibilitará que os alunos criem
uma relação de aceitação de si mesmos e de pertencimento em relação às atividades e ao
conhecimento a ser adquirido. Essa proposta é intrínseca e depende de esforços para que haja a
concretização das dimensões de motivação e internalização, que fazem parte do processo
ensino-aprendizagem, principalmente quando nos referimos a crianças.
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https://www.per-central.org/items/detail.cfm?ID=4990
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Walter Alves Sansão
Pedagogo e mestre em Diversidade e Inclusão pela UFF. Aperfeiçoamento em Psicomotricidade e
em Educação Hospitalar e Domiciliar.
Autor dos livros O uso do aplicativo de comunicação WhatsApp em atendimento pedagógico em
classe hospitalar e Oração pedagógica.
Professor de Ensino Fundamental I na Prefeitura do Rio de Janeiro, tutor do curso de
Aperfeiçoamento em Educação Hospitalar e Domiciliar da UFMS e do curso de 2ª Graduação em
Educação Especial da UFSCar. Professor conteudista da Unesa e UVA. Palestrante sobre
Tecnologia na Educação, Educação Especial e Formação de Professores.
Exercícios de fixação - respostas
Módulo 1
1) Marque a alternativa que associa incorretamente o autor/pesquisador/teórico com a teoria.
Wallon (1879-1962) e a psicogênese da pessoa completa.
Ausubel (1918-2008) e a aprendizagem significativa.
Machado de Assis (1889-1940) e a teoria da aprendizagem.
Vygotsky (1986-1934) e a teoria sociointeracionista.
Piaget (1896-1980) e a teoria construtivista.
Explicação: O autor não corresponde à teoria apresentada.
ERRADA. Explicação: O autor não corresponde à teoria apresentada.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_scorm/img/foto_professor.jpg
Módulo 2
“As vivências para o aprendizado aproximam o conteúdo teórico da prática e permitem a
integração colaborativa de _____________________.”
propostas e currículos.
disciplina e informação.
saberes e conteúdo.
ideias e currículos.
pessoas e instituições.
CORRETA
ERRADA.
3) No que se refere às competências, podemos entender que há a aquisição de:
conhecimentos e instituições.
linguagens, apenas.
valores e linguagens.
valores e conhecimentos.
aprendizados e pessoas
CORRETA
ERRADA.
1) Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho a seguir.
“Os desafios do ensino híbrido implicam integrar diferentes áreas de conhecimento, profissionais,
estudantes, espaços e momentos variados. Esse mix de _______________ e ______________
conecta as educações formal e informal.”
ensino e aprendizado.
presencial e virtual.
formação e didática.
metodologia e didática.
ensino e metodologia.
CORRETA.
ERRADA.
2) É importante perceber como essas propostas propiciam de maneira qualitativa e quantitativa o
desenvolvimento de pessoas e instituições. Contudo, é preciso que as instituições fiquem atentas
às mudanças, façam avaliações frequentemente e analisem o feedback dos alunos. Essa é uma
questão de desenvolvimento progressivo que possibilita gradativamente novas mudanças e
melhorias e, consequentemente, bons resultados. Esse ingrediente é fundamental para perceber
pontos positivos e negativos e atender a um modelo de currículo por meio da metodologia ativa.
Qual dos desafios a seguir faz parte de uma proposta de ensino híbrido?
Organização.
Colaboração.
Criatividade.
Construção de conhecimento.
Projeto pedagógico adequado.
Explicação: Além do desafio de adequar o projeto pedagógico, ainda temos os desafios de
supervisão e metodologia, didática, espaço físico e avaliação.
ERRADA. Explicação: Além do desafio de adequar o projeto pedagógico, ainda temos os
desafios de supervisão e metodologia, didática, espaço físico e avaliação.
Módulo 3
3) Na metodologia da sala de aula invertida, é importante possibilitar momento específico de
dúvidas, comentários e atividades extras, seja em momento virtual ou presencial. Incluir isso
como didáticaajudará o professor e os alunos a entenderem questões que podem ser comuns a
todos os envolvidos, além de facilitar a construção sobre o tema a ser estudado. Quais são os
benefícios do uso dessa metodologia?
Organização, tecnologia, metodologia e espaço físico.
Colaboração, supervisão, valores e organização.
Construção do conhecimento, AVA, habilidade e metodologia.
Criatividade.
Organização, criatividade, colaboração e construção do conhecimento.
CORRETA.
ERRADA.
1) Leia o texto a seguir e marque a opção incorreta.
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) deriva do inglês Problem-based learning (PBL),
termo originado do inglês. É fundamental que o docente oriente os alunos nessa metodologia
ativa de ensino-aprendizagem, pois a problematização proporciona intervenção na realidade.
Essa atividade desenvolve habilidades que contribuirão para a atividade profissional, pois requer:
tomada de decisão.
competência de aprendizagem colaborativa.
apenas o respeito de opinião individual e coletiva.
comunicação oral e escrita.
reflexão crítica.
Explicação: A palavra “apenas” define que respeito de opinião individual e coletiva é a única
afirmativa correta, mas as outras opções também estão corretas.
ERRADA. Explicação: A palavra “apenas” define que respeito de opinião individual e coletiva
é a única afirmativa correta, mas as outras opções também estão corretas.
2) Metodologias ativas no processo de ensino aprendizagem possibilitam o desenvolvimento de
competências necessárias de maneira interativa. São múltiplas as conexões para a construção do
conhecimento, e os recursos materiais são ferramentas importantes para satisfação e motivação
em todo processo. Entre eles, podemos citar:
acesso à internet; tomada de decisão; e reflexão crítica.
acesso à internet; orientação virtual e presencial; e competência de aprendizagem
colaborativa.
acesso à internet; atendimento individual coletivo; e comunicação oral e escrita.
acesso à internet; filmes, jogos e música; e tomada de decisão.
acesso à internet; orientação virtual e presencial; atendimento individual, personalizado e
coletivo; e filmes, jogos e música.
CORRETA.
ERRADA.
3) Podemos utilizar a BNCC como referencial e desenvolver ótimas estratégias pedagógicas com
a observação da realidade, a fim de problematizar temas que fazem parte do currículo e da
realidade. A proposta da BNCC é fundamentada no Plano Nacional de Educação e pode ser
utilizada de maneira interdisciplinar, envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Sobre as
estratégias da BNCC, assinale a alternativa que faz uma associação incorreta.
Definição de problemas – observar o mundo à sua volta e fazer perguntas.
Definição de problemas – implementar soluções.
Comunicação – relatar informações.
Análise – avaliar informações.
Intervenção – desenvolver ações.
Explicação: Implementar soluções está incorreto, pois se refere à questão de intervenção.
ERRADA. Explicação: Implementar soluções está incorreto, pois se refere à questão de
intervenção.
Módulo 4
1) Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa incorreta.
A educação corporativa é uma estratégia utilizada para desenvolver funcionários, clientes,
fornecedores e toda a equipe de gestão de uma organização. É um projeto de formação que pode
ser desenvolvido em curto e longo prazos. Nessa proposta, toda empresa pode descobrir e
desenvolver talentos humanos de maneira específica a atender às suas necessidades. A
descoberta de talentos facilita a disseminação do conhecimento. O modelo de aprendizagem
pode ser:
funcional.
específico.
apenas contínuo.
organizacional.
Explicação: Apenas contínuo está errado, pois há outros modelos de aprendizagem.
ERRADA. Explicação: Apenas contínuo está errado, pois há outros modelos de
aprendizagem.
2) A definição de metas, valores, objetivos, visão e missão norteará as estratégias pedagógicas
para entender melhor as necessidades. Esse processo de visão deve ser constante, e a
abordagem em metodologia ativa contribui para que a competitividade seja um combustível para
obter bons resultados. Para Eboli (2004), a educação corporativa está pautada em sete princípios
de sucesso, entre os quais podemos citar:
perpetuidade – valorizar a educação para o desenvolvimento das pessoas, pois, dessa forma,
a empresa poderá competir no mercado e consolidar as competências críticas para o seu
negócio.
competitividade – transmitir a cultura organizacional e a influência que esta exerce nos
indivíduos.
sustentabilidade – gerar resultados para a empresa, por meio das ações de EC.
conectividade – disponibilizar recursos para o aprendizado em qualquer lugar e hora.
disponibilidade – favorecer a interação entre todos os públicos (internos e externos à
empresa).
Explicação: Essa é a única opção correta. Sustentabilidade: gerar resultados para a empresa,
por meio das ações de EC.
ERRADA. Explicação: Essa é a única opção correta. Sustentabilidade: gerar resultados para
a empresa, por meio das ações de EC.
3) Para Moscardini e Klein, as modalidades educacionais e as TICs para EC e desenvolvimento
de liderança para o ensino e a aprendizagem na organização representam alternativas para a
implementação das estratégias de EC. Elas podem ser:
presencial física ou EaD; u-learning; m-learning; e b-learning.
avaliação de desempenho; avaliação de projetos; e u-learning.
avaliação de projetos; m-learning: aprendizagem e disseminação da cultura organizacional.
b-learning; avaliação de projetos; e percepção de melhoria na forma de gestão.
Explicação: Essas são as alternativas para a implementação das estratégias de EC e de
desenvolvimento de lideranças, conforme Souza (2020, p. 21).
ERRADA. Explicação: Essas são as alternativas para a implementação das estratégias de
EC e de desenvolvimento de lideranças, conforme Souza (2020, p. 21).

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