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1 GESTÃO DE CRÉDITO E COBRANÇA 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre- sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere- cendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra- vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário GESTÃO DE CRÉDITO E COBRANÇA ............................................................ 1 NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................ 2 CONCEITOS........................................................................................................4 CRÉDITO.............................................................................................................9 ANÁLISE DE CRÉDITO....................................................................................11 GARANTIAS......................................................................................................24 CONGLOMERADO...........................................................................................28 POLÍTICA DE CRÉDITO...................................................................................29 LIMITE DE CRÉDITO........................................................................................31 REFERÊNCIAS.................................................................................................35 file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/MODELO%20APOSTILA-%20AVALIAÇÃO/MODELO%20NOVO%20-%20APOSTILA.docx%23_Toc56085344 4 CONCEITOS Crédito: uma das palavras mais polêmicas no universo das finanças cor- porativas. Para as empresas, representa uma oportunidade de conquistar mais clientes, mas também o risco de não receber. Para os clientes, representa a possibilidade de comprar hoje aquilo que é necessário, mas também o fantasma do descontrole e do endividamento. É por isso que a gestão de crédito é tão importante, para os dois lados. Mas o nosso foco, naturalmente, é nas empresas. Para um negócio ter sucesso em longo prazo, é preciso manter um fluxo de caixa saudável. Pense bem: cada venda tem um custo e uma receita, sendo que a receita é proveniente do pagamento realizado pelos clientes. Quando o cliente fica inadimplente, a empresa tem que arcar com os custos, sem a receita. https://labfinprovarfia.com.br/blog/financas-corporativas/ https://labfinprovarfia.com.br/blog/financas-corporativas/ 5 Como resultado, possivelmente não terá recursos para cumprir suas obrigações, nem obter lucro. Em resumo, isso significa que você não pode ficar sem o pagamento devido pelas vendas. E a melhor maneira de garantir que vai receber esse pa- gamento é com uma boa gestão de crédito e cobranças. Nesse artigo, você verá as principais recomendações para garantir que essas práticas sejam conduzidas adequadamente. Acompanhe. Antes de oferecer opções de condição de compra, avalie o histórico do cliente Algumas empresas pecam oferecendo as mesmas condições de compra para todos os clientes. Em outras palavras, prazos e formas de pagamento são iguais para qualquer pessoa que realizar um pedido. Essa abordagem padroni- zada é mais simples de executar, porém, também mais arriscada. Afinal, significa que consumidores com histórico de dívidas vão receber as mesmas condições daqueles que são bons pagadores. A abordagem ideal é diferente: você deve avaliar o histórico de cada cli- ente antes de apresentar as alternativas disponíveis. Assim, por exemplo, um cliente que tem histórico negativo terá menos opções de parcelamento, ou po- derá parcelar com taxas de juros mais altas. Dessa maneira, a empresa se protege contra o risco de inadimplência dessa pessoa. Por outro lado, um cliente com histórico positivo pode parcelar em mais vezes e até mesmo sem juros. Para fazer a análise do histórico de crédito, utiliza-se ferramentas como o Serasa Experian. Elas reúnem os casos de dívidas não pagas do consumidor e até atribuem uma nota, chamada “score”, que ajuda na hora de avaliar o perfil do cliente. https://www.serasaexperian.com.br/ 6 Reconsidere o crédito de clientes que já tiveram dívidas com sua em- presa Suponha que um determinado consumidor entra na empresa pela pri- meira vez, querendo fazer uma compra. Você realiza a análise do histórico dele e observa que esse é um bom pagador. Então, autoriza a venda com prazo e forma de pagamento bem flexíveis. No entanto, esse cliente começa a atrasar os pagamentos e somente depois de um esforço da equipe de cobrança, ele quita o que deve. Alguns meses depois, esse mesmo cliente retorna à empresa para uma nova compra. Será que ele deve receber as mesmas condições dessa vez? O bom senso diz que não. É preciso reconsiderar o crédito, aplicando condições mais rígidas, por- que, apesar do seu perfil geral ser positivo, ele já apresentou um comportamento de mau pagador. Como fica claro, a gestão de crédito não se aplica apenas aos clientes novos, mas também aos clientes antigos. É importante reforçar que não se trata de uma punição ao cliente que “deu trabalho”, mas de uma política de controle dos riscos. Afinal, como já vimos, a empresa depende do pagamento de seus clientes para manter um fluxo de caixa saudável e manter as portas abertas. Portanto, tomar medidas para reduzir a possibilidade de inadimplência é necessário, ou melhor, indispensável. Forme um time de cobranças eficiente Mesmo com as medidas adequadas de gestão de crédito, que visam evitar o problema, ainda podem haver casos de inadimplência. Quando isso acontece, deixar a situação se resolver sozinha não é a melhor alternativa. Em vez disso, o ideal é ter um time de cobranças eficiente, que fica res- ponsável por incentivar e ajudar os clientes inadimplentes no pagamento de suas dívidas. Desta maneira, é possível receber o pagamento devido sem a ne- cessidade de recorrer aos meios judiciais. 7 Algumas empresas optam por contratar empresas de cobrança e recu- peração de crédito e terceirizar esse trabalho. Por um lado, essa parece uma boa alternativa, já que realmente trata-se de uma atividade difícil, que demanda bastante tempo. Por outro lado, a terceirização pode trazer sérios prejuízos ao relacionamento com o cliente. Veja bem: o cliente que está inadimplente é seu, não da empresa de cobrança. Acontece que o cliente pode não entender que é a empresa de co- brança que está realizando o contato e associar esse sentimento com a sua em- presa além de, provavelmente, nunca mais realizar outra compra. Ainda pior, ele pode se tornar um detrator, ou seja, um cliente que faz críticas negativas ao seu negócio, prejudicando a reputação da marca e afastando outros potenciais clientes. Realizando a cobrança com um time interno, é possível buscar bons re- sultados e, ao mesmo tempo, preservar o relacionamento. De fato, em muitos casos, o cliente que esteve inadimplente por causa de uma situaçãofora do seu controle pode quitar a dívida e se tornar muito mais fidelizado, tornando a com- prar várias outras vezes e pagando corretamente. Para isso, no entanto, você precisará de excelentes profissionais. Eles devem ser bem treinados para lidar com pessoas – especialmente porque os clientes inadimplentes, via de regra, estão em uma posição vulnerável. Além disso, esses colaboradores devem estar alinhados com as políticas da em- presa e as margens de negociação disponíveis. Busque soluções de maneira cooperativa Você sabe qual é a melhor estratégia para fazer com que clientes ina- dimplentes paguem o que é devido? Buscar soluções de maneira cooperativa. Ou seja, trabalhar junto com esses clientes para encontrar a melhor saída. 8 A realidade é que a maioria dos clientes não está inadimplente por má fé. Eles querem pagar o que devem; porém, não conseguem fazer isso nos ter- mos estabelecidos pela empresa. Então, o time de cobranças entra em ação para oferecer outras alternativas, até chegar a uma proposta que seja viável. Esse trabalho exige disposição para escutar o cliente, pois essa é a única maneira de realmente entender sua situação e suas possibilidades. Isso nos leva de volta a um ponto que já foi levantado no item anterior: a importância de preservar o relacionamento. Sem criar um elo de confiança e respeito, ele não vai se abrir para com- partilhar as informações que são necessárias para chegar à solução ideal do problema da inadimplência. Priorize as dívidas mais urgentes O motivo pelo qual estamos falando de gestão de crédito e cobranças é que, sem elas, a empresa pode ficar com sua condição financeira prejudicada. Porém, nem toda dívida não paga tem o mesmo impacto sobre as finanças do negócio. Por isso, é recomendável priorizar a cobranças das dívidas mais urgen- tes. A questão é como determinar quais são as dívidas mais urgentes. Um critério simples é o valor: se um cliente está inadimplente em R$10.000 e outro está inadimplente em R$500, o primeiro torna-se mais urgente. Porém, questões como o tempo em aberto da dívida também podem influenciar a priorização. O envolvimento direto do gestor financeiro da empresa na definição de prioridades para a cobrança é muito importante. Ele é quem tem a visão global necessária para determinar onde os esforços do time de cobrança devem se concentrar. https://labfinprovarfia.com.br/blog/gestao-financeira/ 9 Revise resultados e políticas Periodicamente, é recomendável avaliar os resultados obtidos com a gestão de crédito e cobrança. São duas perguntas simples que devem ser res- pondidas. O nível de inadimplência baixou? Dentre os inadimplentes, qual foi a porcentagem de cobranças bem sucedidas? A partir das respostas dessas perguntas, é o momento de revisar as po- líticas adotadas. Tenha em mente que esse é um processo de melhoria contínua. Portanto, mesmo que uma determinada meta seja atingida, é sempre possível implementar mudanças para chegar a um resultado ainda melhor no futuro. Nesse artigo, vimos a importância da gestão de crédito e cobranças nas empresas. Ficou bem claro que, se a empresa não recebe pelas vendas, seu fluxo de caixa é comprometido. Uma empresa com alto nível de inadimplência e baixa eficácia na cobrança pode, inclusive, chegar ao ponto de fechar as portas. CRÉDITO 10 Na atualidade as empresas para vender seus produtos precisam do “cré- dito” para efetuar suas vendas e acaba tendo que enfrentar dificuldades para conceder crédito, por falta de comprometimentos de alguns não honrando com seus compromissos o que gera por parte das empresas retração nos negócios para poder ter menos prejuízos o que vem reforçar Santos (2000), “crédito, em finanças, é definido como a modalidade de financiamento destinada a possibilitar a realização de transações comerciais entre empresas e seus clientes”. Ainda complementa Beckman (1949) um dos pioneiros a pesquisar a importância do crédito na atividade econômica “a oferta de crédito por parte de empresas e instituições financeiras deve ser vista como um importante recurso estratégico para alcançar a meta principal da administração financeira, ou seja, a de atender às necessidades de todos os supridores de capital e agregar valor ao patrimônio dos acionistas comuns. Enquanto Schrickel (1997) conceitua: “crédito é todo ato de vontade ou disposição de alguém destacar ou ceder, temporariamente, parte do seu patri- mônio a um terceiro, com expectativa de que esta parcela volte a sua posse integralmente, depois de decorrido o tempo estipulado. Esta parte do patrimônio pode estar materializada por dinheiro (emprés- timo monetário) ou bens (empréstimos para uso, ou venda com pagamento par- celado, ou a prazo)”. Conceder crédito, numa empresa comercial, industrial ou agrícola, significa vender seus produtos transferindo a posse deles mediante pro- messa de pagamento futuro. O crédito de que alguém dispõe, portanto, é a sua capacidade de obter dinheiro, mercadoria ou serviço mediante compromisso de pagamento num prazo tratado. 11 ANÁLISE DE CRÉDITO A análise de crédito basicamente concede valores a um conjunto de fa- tores que permitam a emissão de um parecer sobre determinada operação de crédito. Para cada fator individual emite-se um valor subjetivo (positivo ou nega- tivo) para este. Se o conjunto de fatores apresentarem valores positivos em maior número que os negativos, a tendência é que o parecer seja favorável à concessão do crédito, reforçando isto Schrickel (1997) defende que, o principal objetivo da análise de crédito numa instituição financeira (como para qualquer emprestador) é o de identificar os riscos nas situações de empréstimo, eviden- ciar conclusões quanto à capacidade de repagamento do tomador, e fazer reco- mendações relativas à melhor estruturação e tipo de empréstimo a conceder, à luz das necessidades financeiras do solicitante, dos riscos identificados e man- tendo, adicionalmente, sob perspectiva, a maximização dos resultados da insti- tuição. O processo de concessão de crédito para pessoa física ou jurídica é muito parecido, ambos têm um fluxo bem semelhante. A pessoa física tem sua fonte de renda (trabalho, autônomo ou emprega) e suas despesas (alimentação moradia, etc.) que podem ser de curto ou longo prazo por outro lado tem a empresa que tem sua fonte de renda (industrialização, comercialização, etc.) e suas despesas (matéria- prima, funcionários, etc.). Elas têm que fazer com que suas receitas sejam suficientes para honrar com suas despesas. Quando o analista concede crédito a um terceiro, tem a promessa de pagamento através de várias formas, tendo como principal objetivo à solvência da dívida, mas tem que estar ciente que com as constantes mudanças no mer- cado o concessor pode acabar impossibilitado solver sua dívida, e também ter 12 que estar ciente que existem pessoas (ou empresas) criadas com má intenção, ou seja, para dar golpes. Santos (2000) complementa que “a finalidade do crédito deve estar diretamente vinculada com a necessidade do cliente. Por isso, é preciso conhecê-lo detalhadamente quanto à situação financeira e patrimonial, para oferecer-lhe uma linha de crédito compatível com suas necessidades de financiamento e capa- cidade de amortização”. As linhas de crédito podem atender a três necessidades básicas: Pessoas Físicas: a. Empréstimos emergenciais. Esses empréstimos destinam-se a aten- der à necessidade imediata do cliente, para cobrir eventuais desequilíbrios orça- mentários ou mesmo financiamentos de compras. Os empréstimos emergenciais são operações de curtíssimo prazo (prazo inferior a um mês), com a amortização concentrada na data de vencimento. b. Financiamentos de compras. Esses financiamentos permitem ao cli- ente adquirir produtos e serviços paraconsumo e bem-estar, tais como alimen- tos, vestuário e bens eletrodomésticos. Os financiamentos de compras são ope- rações de curto prazo (prazo inferior a 12 meses), com a forma de amortização parcelada ou concentrada na data de vencimento. c. Investimentos. Os investimentos permitem ao cliente adquirir bens de maior valor para integrar seu patrimônio ou mesmo desempenhar suas ativida- des profissionais, tais como: imóveis, veículos, máquinas e equipamentos. Os investimentos são operações de longo prazo (prazo superior a 12 meses), com a forma de amortização parcelada. Empresas: 13 a. Fluxo de caixa. Os empréstimos para fluxo de caixa destinam-se a cobrir eventuais desequilíbrios entre recebimentos e pagamentos, ocorridos por poucos dias. b. Investimentos. Normalmente, tais empréstimos proporcionam ao cli- ente investimentos relacionados à ampliação ou construção de novas instala- ções, e a aquisição de bens (máquinas, equipamentos e veículos). c. Capital de giro. Destina-se para clientes que pagam antes de receber e precisam de recursos para bancar essa diferença. Os produtos bancários destinados ao capital de giro podem financiar desde o começo do ciclo operacional (compra de matéria primas, mercadorias, mão-de-obra e demais itens operacionais), até a fase final (período posterior às vendas, no qual ainda não ocorreu o recebimento) (Santos 2000). O Mercado Financeiro está cercado de incertezas, ou seja, em um Mundo Globalizado os efeitos de guerras, eleições, crises, atentados terroristas, enfim, a maioria dos produtos/serviços ficaram vulneráveis (sensíveis) a fatos Mundiais. Complementando isto Silva (1997) comenta que as incertezas, “ocorrem quando não se dispõe de dados históricos acerca de um fato, o que poderá exigir que o tomador de decisões fizesse uma distribuição probabilística subjetiva, isto é, base- ado em sua sensibilidade pessoal”. E que continua dizendo que “existe risco quando o tomador de decisões pode se basear em probabilidades objetivas para estimar diferentes resultados; de modo que sua expectativa se baseia em dados históricos e, portanto, a deci- são é tomada a partir de estimativas julgadas aceitáveis pelo tomador de deci- sões. O risco estará está presente em qualquer empréstimo ou venda, por- tanto, não há isenção de risco”. A empresa sempre ao assumir uma posição de 14 risco, tem que considerar a possibilidade de perda ou custo em decorrência da decisão tomada. Portanto, definir um percentual máximo em relação aos seus recursos emprestados que pode ser interessante para saber o quanto vai suportar com perda, embutir este custo nas mercadorias, produto ou serviço e nas taxas de juros cobradas para reduzir suas perdas. Ao assumir riscos, a empresa deseja uma compensação. Esta compen- sação está diretamente associada ao risco, ou seja, quanto maior ele for, maior deverão ser os retornos exigidos. Qualquer que seja a forma de proteção ao risco, existe um custo asso- ciado, o qual deve ser avaliado em função dos benefícios decorrentes. Voltado a este assunto Blatt (1998) diz que o segredo para não se levar calote “está na administração do risco de crédito, apoiada em informações especializadas. Administrar o risco de crédito é uma medida de caráter preventivo contra maus pagadores, mas que permite manter as vendas aos bons clientes em tempos difíceis” C”C” do Crédito retrata a verdadeira índole de cada tomador de crédito, ou seja, demonstra quais as reais intenções deste tomador. Podendo propiciar uma maior compreensão das reais pretensões podendo reduzir os riscos na con- cessão ainda. 15 No mesmo pensamento Schrickel (1997) trata este tema como de “vital importância relacionado à concessão de crédito: os 4 “C” (ou 5?) de Crédito”. Tendo por base a confiança, a concessão de crédito também é baseada em dois elementos fundamentais: a) À vontade do devedor de liquidar suas obrigações dentro das normas contratuais estabelecidas; e b) A habilidade do devedor de assim fazê-lo. A habilidade é presumível, detectável, desde que eficazmente quantifi- cável por meio da análise de crédito (cadastro, demonstrações, economia, setor etc.). A habilidade de pagar é de suma importância, pois é ela que oferece elementos objetivos e quantificados de convencimento que ajudam a construir a 16 decisão de emprestar. Mas não é tudo. É preciso apelar para certa dose de sub- jetivismo, aquilo que se convencionou chamar de feeling. Seja o que for, é pre- ciso avaliar a honesta intenção do devedor em pagar. A conjugação destes dois elementos proporciona uma indubitável tecnicidade ao ato de emprestar. Em ou- tras palavras, obtêm-se os argumentos acerca dos porquês da concessão do empréstimo 17 CARÁTER: Hoje e a cada dia mais as empresas estão voltadas aos seus números em relação à inadimplência, ou seja, para se ganhar mais dinheiro precisa inici- almente tentar não o perder com a má concessão de crédito. Existem pessoas de todos os tipos, imagina o que é conceder crédito a uma pessoa que está vendo pela primeira vez, neste sentido Silva (1998) diz que “Caráter refere se a intenção e à determinação do cliente de honrar ou não seus compromissos as- sumidos”. Pode ser muito difícil identificar se alguém teve ou não intenção de pagar suas dívidas. A base de exame e indicação do caráter do tomador é a Ficha cadastral (ANEXO 1). Modernamente, os serviços de cadastro encontram-se integrados as atividades de análise de crédito, deixando de ser meramente uma área de manutenção e guarda de documentos e de obtenção e fornecimento de informa- ções sobre os clientes. O que está relacionado com o pensamento de Gitman (1978) que descreve Caráter como: “O histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações financeiras, con- tratuais e morais. Os dados históricos de pagamentos e quaisquer causas judiciais pendentes ou concluídas contra o cliente seriam utilizados na avaliação do seu caráter”. Pois, para se ter um histórico, temos que inicialmente termos uma Ficha Cadastral com os dados completos do tomador. O que não fica muito longe do pensamento de Santos (2000) ressalta que “caráter está associado com as probabilidades de que os clientes amortizem seus em- préstimos. Para análise desse critério, é indispensável que existem informações históricas do cliente (interna e externa ao banco) que evidenciem intencionalidade e pontualidade na amorti- zação de empréstimos”. 18 Na Ficha Cadastral do cliente, deve estar refletida a performance do eventual tomador de crédito ou comprador, destacando os aspectos: a. Identificação: refere-se a uma identificação completa da empresa ou pessoa física, com base em seu contrato/estatuto social e demais documentos, os quais com precisão indica sua localização, participações em outras empresas e formação de grupo empresarial, composição de quadro de acionistas/sócios; contribui, de forma decisiva, para a concessão do crédito mais segura, evitando, inclusive, fraudes (concessão de crédito a empresas inexistentes). b. Pontualidade: considerando – se que o caráter refere-se à intenção de pagar e que, muitas vezes, a existência de registros de não pagamentos em dia das obrigações pode resultar de outros eventos, como por exemplo: dificul- dades nos negócios que reduzem a capacidade de pagamento: deve-se, por- tanto, considerar a pontualidade do cliente como um fator de grande relevância no risco do crédito. c. Existência de Restrições: consideram-se restrições eventos: protes- tos, concordata, falência, ações judiciais e de penhora, emissão de cheques sem fundos, atraso no pagamento de impostos. d. Experiência em Negócios: em se tratando de cliente que já vem ope- rando, é de grande importância o registro de fatos desabonadores que porven-tura tenham marcado este relacionamento, como por exemplo: a impontualidade em negócios, pendências jurídicas discutindo cláusulas contratuais de negócios realizados, questionamento sobre taxas de juros ou tarifas de serviços cobrados, emissão de títulos ilegítimos. e. Atuação na Praça: a história da empresa e sua tradição, devem ser objeto de anotação na ficha cadastral e servir de base para a formação do con- ceito de cliente e apuração de risco. PONTUALIDADE 19 A experiência de crédito anterior seja interna ou externa é de grande ajuda para tentar entender o caráter do cliente. Deve-se sempre tentar obter in- formações sobre o comportamento, como tomador de um cliente. Silva (1997) registra que “pontualidade do cliente, no cumprimento de suas obrigações, é considerada um fator relevante em seu conceito de crédito”. Procurar obter com outras instituições o seu histórico de pagamento, verificar se: a. Pagou em dia; b. Atrasou e qual foi o prazo médio destes atrasos; c. Os valores da operação são compatíveis com os valores da operação atual; d. Houve um avalista na operação; e. Se os dados residenciais e da(s) fonte(s) de renda são iguais aos atu- ais; f. Pagamentos pontuais passados não são garantia de pagamentos fu- turos. PROTESTOS E OUTRAS RESTRIÇÕES Restrições são as informações negativas que as empresas e instituições financeiras que já operaram com o cliente e não tiveram os seus créditos pagos, divulgam através dos cartórios, empresas de informação, do Banco Central etc. Estes atos praticados pelas empresas e instituições financeiras, fazem parte de um conjunto de medidas adotadas por estas visando obter o pagamento da dívida ou a redução de suas perdas. Complementando, Silva (1998) registra que “protesto ocorre por falta de pagamento, por falta de aceite, ou para provocar o vencimento antecipado de um título nos casos de falência. 20 O protesto é, pois, uma espécie de prova da falta do devedor perante o credor e passa (ou pode passar) a caracterizar aquele que tem títulos protesta- dos como inadimplente”. Às vezes no momento da concessão do crédito, o proponente já apre- senta a regularização de algum restritivo. Esta regularização deve verificada com atenção sobre os seguintes pontos: Existem muitos tipos de restrições cadastrais e serão aqui descritos: Pefin: O Pefin é uma solução utilizada para informar ao cliente inadim- plente a existência de pendências financeiras. As informações obtidas por meio do Pefin constituem um banco de dados com anotações de dívidas vencidas e não pagas de consumidores e empresas. Os dados armazenados no Pefin ficam disponíveis para consulta pelos clientes da Serasa Experian para apoio às suas decisões de crédito ou negócios. Cheque sem Fundos: O Cadastro de Emitentes de Cheques sem fun- dos (CCF) abrange todas as praças do país e é operacionalizado pelo Banco do Central. Qualquer pessoa pode saber se está incluída no CCF - basta compare- cer a uma Central de Atendimento do Banco Central portando um documento de identidade e informando o número de seu CPF. Com a consulta, o cliente, caso esteja incluído, saberá o número-código da instituição e da agência que comandou a inclusão; ano, mês e quinzena da última ocorrência e a quantidade de ocorrências, por instituição e agência. Exclusão do CCF: A exclusão do CCF deverá ser pedida diretamente à agência que efetuou a inclusão. Quando esta agência pertence a um banco em regime de liquidação extrajudicial, a exclusão deve ser solicitada à agência do Banco do Brasil mais próxima àquela. No caso de a agência ter sido fechada, mas o banco ainda operar em outro local, deve-se procurar a sede deste banco. 21 Para que as ocorrências sejam excluídas do CCF, o cliente deverá com- provar, junto à agência que originou a inclusão, o pagamento do cheque que deu origem à ocorrência e, nos casos de prática espúria, regularizar o débito. CAPACIDADE Entre os profissionais de crédito, ela pode ser definida como a capaci- dade de pagamento de uma empresa de honrar suas dívidas e obrigações. Pode ser definida também como a habilidade e/ou a competência de se administrar à empresa. Para analisar a capacidade da empresa, é importante analisar: - Seus administradores: a formação profissional destes, se possível à formação acadêmica também, sua exposição ao ramo de atuação na qual a em- presa que ele dirige está inserida. - A empresa: suas instalações, seus métodos de trabalho. Quanto maior o porte da empresa, mais profundamente pode-se "mergulhar" nela, até pelo fato que devido ao grande porte da empresa, a possibilidade das quantias envolvidas em operações de crédito e risco serem "astronômicas". Silva (1997) comple- menta que, “o conhecimento da estrutura básica da empresa e entrevista com os respectivos dire- tores titulares das áreas de finanças, produção, marketing e administração geral consolidará o conceito do analista a respeito da empresa.” CONDIÇÕES Gitman (1978) descreve: “as condições econômicas e empresariais vi- gentes, bem como as circunstâncias particulares que possam afetar qualquer das partes envolvidas na negociação. Por exemplo, caso a empresa tenha esto- ques excessivos de um item que o solicitante deseje comprar a crédito, a em- presa poderá propor vendas em condições mais favoráveis ou vender para cli- entes com menos condições de obter crédito. 22 Enfim, a análise das condições econômicas e empresariais, assim como as circunstâncias especiais que possam afetar tanto o cliente como a empresa vendedora, fazem parte da avaliação das condições”. A partir desta reflexão pode-se dizer que se levam em consideração todos os fatores internos das em- presas e suas particularidades, pois para cada ramo de atividade existem Políti- cas de crédito diferentes. Silva (1998) ressalva que: “as condições na análise de crédito são os fatores externos e macroeconômicos. Estes fatores externos, muitas vezes imprevisíveis, não são controláveis pela empresa. Mudanças na política econômica do governo podem afetar positivamente ou negativamente uma empresa. Toda empresa está envolvida em um sistema onde diversas forças e fatores exercem influência sobre ela. Exemplos disto são, as conjunturas nacionais e internacionais, o governo, o meio ambiente, a concorrência etc. O ramo de atividade também é um fator que influi na existência da empresa. Alguns ramos de atividade funcionam em uma cadeia e só atendem a um outro ramo, se este ramo entra em crise, com certeza a crise irá lhe afetar”. A sazonalidade é outro elemento de estudo, existem empresas que pro- duzem para comercializar somente durante determinada época do ano, Exemplo são as fábricas de ovos de Páscoa. Existem também os produtores agrícolas que cultivam culturas que não se desenvolvem durante o ano todo. Como pôde observar condições refere-se a uma grande gama de levan- tamentos sobre a empresa para poder ter realmente parâmetros para concessão de crédito, ou seja, precisa-se conhecer a empresa, seguindo este pensamento Schrickel (1997) exemplifica que, “as condições do empréstimo em si devem ser bem entabuladas. Se o ciclo operacional de uma empresa é de 180 dias, pouco provavelmente ele terá condições de saldar compromissos em 45 dias”. CAPITAL Capital em uma análise de crédito de uma empresa não é entendido simplesmente como a conta de capital que usamos na contabilidade. 23 Para Silva (1997) “em resumo, o C de Capital compreende a situação econômica financeira e patrimonial”. Gitman (1978) reforça capital como: “A solidez financeira do solicitante, conforme indicada pelo patrimônio líquido da em- presa. O total de exigíveis (a curto e longo prazos) em relação ao patrimônio líquido, bem como os índices de lucratividade são frequentemente usados para avaliar o capitaldo demandante de crédito”. Schrickel (1997) destaca que: “no caso das empresas, o conceito de Capital é mais perceptível, eis que até intuitiva- mente nos vem à mente a figura do Capital Social constante em seu balanço patrimonial. Con- tudo, a ideia de Capital não deve restringir-se à mera rubrica Patrimonial Líquido do balanço, mas transcendê-la, alcançando toda estrutura econômico-financeira da empresa. O que é impor- tante ter em mente é que o aspecto Capital nas empresas tomadoras de empréstimos implica uma análise global, as chamadas Análises de Balanço a Análise Econômico-financeira.” COLATERAL Colateral refere-se às Garantias colocadas para dar mais credibilidade no cliente (empresa), ou seja, para tentar assegurar que ele honre com seus compromissos, Gitman (1978) contribui afirmando que colateral se refere “ao montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para garantir o crédito. Naturalmente, quanto maior esse montante, maior será a probabilidade de se recuperar o valor creditado, no caso de inadimplência. O exame do balanço patrimonial e avaliação de ativos em conjunto com o levantamento de pendências judiciais podem ser usados para estimar os colate- rais”. Silva (1998) complementa conceituando que “colateral refere-se à capa- cidade do cliente em oferecer garantias complementares.” A garantia é uma espécie de segurança adicional, e em alguns casos a concessão de crédito poderá dela depender. 24 GARANTIAS Define-se garantia, em seu aspecto de risco, como a vinculação de um bem ou de uma responsabilidade conversível em numerário que assegure a li- quidação do empréstimo. (SANTOS, 2000) As garantias têm como objetivo dar reforço à segurança nas operações de crédito. Durante uma operação de crédito as garantias deverão ser examina- das em conjunto com as informações cadastrais, a finalidade da operação, sua forma e as fontes de pagamento. A finalidade da garantia é evitar que fatores imprevisíveis, ocorridos após a concessão do crédito, impossibilitem a liquidação do empréstimo. Esses fatores são de natureza sistemática ou externa à atividade da pes- soa física ou da empresa, podendo ser resultantes de medidas governamentais (política fiscal, monetária, creditícia, cambial, etc.) concorrenciais, climáticas ou acidentais (exemplo: incêndio, inundações, morte do cliente ou do principal diri- gente da empresa, etc.). (SANTOS, 2000). GARANTIAS PESSOAIS As garantias pessoais ocorrem quando se exige do devedor apenas a promessa de contraprestação, contentando-se o credor com a garantia comum que lhe possa dar o patrimônio presente e futuro do devedor, ou seu avalista, ou mesmo fiador. (SILVA, 1.993) As garantias pessoais são garantias nas quais pessoas físicas ou jurídi- cas assumem, como avalistas ou fiadores, a obrigação de honrar os compromis- sos referentes à operação de crédito, caso o cliente não o faça. Os avalistas e 25 fiadores devem passar pela mesma análise creditícia que o proponente, pois caso o cliente não honre seus compromissos o avalista ou fiador terá que fazê- lo, portanto é necessário que ele tenha condições econômicas e financeiras para isto. Para Santos (2000) “são as garantias que, em vez de serem constituídas sobre coisas específicas, re- pousa, sobre (físicas ou jurídicas). Essa modalidade de garantia não vincula nenhum bem espe- cífico do cliente ou do garantidos, mas recai sobre a totalidade dos bens que ambos possuírem, no momento da liquidação do empréstimo.” AVAL O aval é uma garantia pessoal e deve ser aceita desde que se possa constatar sua capacidade econômica e financeira e sua idoneidade moral, além de capacidade jurídica (se é maior de idade ou se não está interditado). O aval não pode ser limitado nem condicionado. O avalista responde pelo título como um todo. Para Santos (2000), “aval é uma garantia pessoal do pagamento de um título de crédito, dada por pessoa (física ou jurídica) ... O aval é normalmente atrelado a todas as operações de crédito, por ser a forma de garantia mais comum. ... é importante que o avalista tenha patrimônio livre de ônus suficiente para cobrir o débito com os respectivos encargos. O avalista é responsável pela amor- tização do empréstimo, da mesma maneira que o devedor principal, não havendo, portanto, be- nefícios de ordem. O aval concretiza-se pela simples assinatura do avalista ou de seu procurador com poderes específicos, feita no anverso (frente) do título.” FIANÇA 26 Fiança e uma garantia cujo fiador, seja pessoa física ou pessoa jurídica se constitui como principal responsável pelo pagamento das obrigações assumi- das pelo afiançado, pessoa física ou pessoa jurídica, caso esta não cumpra as obrigações contratadas. Schrickel (1997) define “fiança é sempre estabelecida em relação a um contrato. A fiança também é uma ga- rantia de caráter pessoal e fidejussória, que torna o garantidor (fiador) solidário ao devedor (afi- ançado) ou seu coobrigado, para o total cumprimento das obrigações assumidas por aquele”. GARANTIAS REAIS Garantias reais como o próprio nome já diz são garantias onde são co- locados à disposição, bens tangíveis, ou seja, garantias físicas, palpáveis. Se- guindo esta linha de pensamento Silva (1998) conceitua “as garantias reais ocorrem quando, além da promessa de contraprestação, isto é, de pagamento, o devedor confere ao credor o direito especial de garantia sobre uma coisa ou uma universalidade de coisas móveis ou imóveis.” Garantias reais são bens ou direitos de recebimentos dados em garantia de obrigações relativas a operações de crédito. A escolha do tipo de garantia real pode ser feita de acordo com as ca- racterísticas da operação de crédito, como: tipo de operação, prazo, valor etc. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA É uma garantia real constituída sobre veículos, máquinas e equipamen- tos. Consiste na transferência, para o credor, do domínio do bem, embora o de- vedor permaneça com posse. Nessa situação, o devedor assume a figura de “fiel depositário”, não podendo vendê-lo, aliená-lo sem a prévia concordância do cre- dor, sob pena de prisão administrativa. (SANTOS, 2.000) 27 Seguem alguns cuidados a serem observados na Alienação Fiduciária: a. Certificar-se de que os bens alienados pertencem realmente a quem os está alienado. Isso poderá ser feito por meio da apresentação da respectiva nota fiscal, onde o banco poderá apor um carimbo ou escrever a menção: alie- nado fiduciariamente ao banco; b. Verificar se os bens alienados se apresentam registrados; c. Receber e arquivar uma cópia da apólice de seguro dos bens aliena- dos, com cláusula de benefício em favor do banco; d. Ter e arquivar um laudo de avaliação dos bens alienados, ou, pelo menos, um documento confiável que ateste o valor deles; e. Verificar os estatutos ou contrato social e procuração do garantidor, para saber se há restrições. É o contrato no qual o devedor transfere ao credor a propriedade de bens móveis para garantir pagamento de dívida com a condição de tornar a ter a pro- priedade do bem, quando liquidar a dívida. A principal característica desse tipo de garantia, é que a instituição finan- ceira passa a ter o domínio e a posse indireta do bem alienado fiduciariamente, enquanto o cliente mantém a posse direta, porém não podendo se desfazer dos bens. Outra característica importante é o fato de possibilitar a execução "rápida", através de ação de busca e apreensão. ANTICRESE A anticrese é um tipo específico de garantia real em que a posse do bem é transferida ao credor, o qual fica com os rendimentos decorrentes da coisa em garantia, até que a dívida seja paga. (SILVA, 1993) Em www.imovelweb.com.br, acesso em 07/09/2006 as17: 50: 28 “É um contrato pelo qual o devedor entrega ao credor um imóvel,dando-lhe o direito de receber os frutos e rendimentos como compensação da dívida. É uma consignação de rendi- mentos. Esse contrato deve ser lavrado por escritura pública e transcrito no Registro Geral de Imóveis”. CONGLOMERADO O termo Conglomerado em análise de crédito significa analisar não ape- nas a empresa que está solicitando crédito, mas todo o conglomerado de em- presas na qual a empresa está inserida. A ideia é que se faça a análise da empresa controladora ou das contro- ladoras (se for o caso), das controladas e das coligadas. Desta maneira poderá ter uma ideia do conjunto de empresas que formam um grupo. Isto é para evitar que alguém utilize uma coligada ou controlada que está em melhor condição financeira para obter recursos que na verdade serão utilizados em outra empresa que não está em boa situação. A ideia de conglomerado não é usada somente nos termos da lei, mas sim quando qualquer empresa possui participação nas tomadas de decisão de outra empresa. Silva (1997) diz que “para fins de crédito, é necessário que tenhamos uma medida de avaliação das em- presas que compõem um conglomerado. Então, o primeiro passo é saber quais as empresas que compõem o grupo ou conglomerado. É preciso, também, que saibamos que detém o controle acionário das empresas, bem como é fundamental que saibamos quais as empresas que serão analisadas.” 29 POLÍTICA DE CRÉDITO Políticas, em administração de empresas, são instrumentos que deter- minam padrões de decisão para resolução de situações de problemas seme- lhantes. Determinado problema que surgir ocasionalmente pode exigir uma to- mada de decisão singular, segundo suas peculiaridades, não sendo possível se estabelecer políticas. Quando, entretanto, tratar-se de fatos repetitivos, reco- menda-se a adoção de uma política de resolução. (SOUZA, 1988). Segundo Jucius e Schlender (1979), “... as políticas proporcionam orien- tação uniforme e consistente nos casos de problemas, questões ou situações que se repetem frequentemente”. 30 A política de crédito é também chamada por alguns autores de “padrão de crédito”, sendo seu objetivo básico a orientação das decisões de crédito, em face dos objetivos desejados e estabelecidos. Podemos dizer que a política de crédito é: a. Um guia para a decisão de crédito, porém não é a decisão; b. Rege a concessão de crédito, porém não concede o crédito; c. Orienta a concessão de crédito para o objetivo desejado, mas não é o objetivo em si. O estabelecimento de qualquer política de crédito passa, necessaria- mente, pelo estudo dos quatro elementos mais importantes que a integram, a saber: a. A análise dos padrões de crédito: Compreende os requisitos de segu- rança mínimos que devem ser atendidos pelos clientes para que se conceda o crédito, além de determinar qual o montante a ser concedido. b. Definição de prazos e condições de pagamento: O prazo de conces- são de crédito refere-se ao tempo que os clientes da empresa terão para reem- bolsá-la pelo fornecimento de bens e serviços. c. Descontos financeiros por pagamentos antecipados: O desconto fi- nanceiro também se constitui num dos elementos da política de crédito de uma empresa podendo afetar todas as variáveis nela envolvidas (vendas, investi- mento médio de duplicatas a receber, devedores duvidosos, período médio de recebimento e margens de lucro). As instituições que operam com crédito têm que definir claramente, atra- vés da política geral de crédito, o nível de risco que está disposta a assumir e traduzir esta orientação em normativos internos, os quais deverão ser rigorosa- mente seguidos pelos detentores de alçada para concessão de crédito. Desta 31 forma, fica claro que quem assume riscos é a instituição e não os funcionários que tomam as decisões. A responsabilidade, nesse caso, deverá ser atribuída àqueles funcioná- rios que não seguirem os normativos da empresa. LIMITE DE CRÉDITO O limite de crédito é fixado para determinado período, que normalmente varia de seis meses a um ano. Dentro do período da validade do limite, operar- se de forma rotativa, isto é, pode ser feita nova operação à medida que uma operação vence e é liquidada, desde que esteja enquadrada dentro do limite fixado para operação e obedeçam às demais condições gerais preestabelecidas, como, por exemplo, garantias e prazos. 32 Ao estabelecer um limite de crédito, é necessário conhecer o destino que será dado à importância solicitada. Pode tratar-se de atendimento a necessidade de capital de giro de caráter sazonal, em que, terminado aquele período, a em- presa liquidará a operação, assim como trata-se de necessidade de caráter per- manente, que decorre de deficiência na estrutura de capital da empresa, ou ainda da estratégia de captação de recurso a curto prazo, visando obter ganhos a partir da alavancagem financeira. LIMITE DE CRÉDITO PESSOAL: O QUE É E COMO FUNCIONA Escrito por: Priscila Gomes em 5 de fevereiro de 2019 O limite de crédito pessoal é um tipo de empréstimo que bancos e insti- tuições financeiras disponibilizam a seus clientes. Ele pode ser adquirido por meio de análise da conta, como a renda do usuário. Para entender melhor o que é e como funciona, confira as próximas di- cas e sugestões. O QUE É LIMITE DE CRÉDITO PESSOAL O limite de crédito pessoal é uma linha de crédito pré-definida pelo banco ou instituição financeira. Diferente do empréstimo mais comum, neste tipo de transação o cliente só começa a pagar os juros quando utilizar o dinheiro. Os bancos não costumam negar o limite de crédito pessoal, mas é válido lembrar que a empresa não é obrigada a fornecer o valor a seus correntistas. É possível que um cliente tenha aprovação de R$6 mil e o outro tenha a solicitação negada. Esta não aprovação pode ser por diversos fatores, sendo os mais co- muns o score, a falta de comprovação de renda ou capacidade de arcar com dí- vidas, informações não atualizadas, idade, ocupação e outros motivos. https://www.linkedin.com/in/priscila-gomes-416a67a5 https://financeone.com.br/como-fintechs-emprestimo-barato/ https://financeone.com.br/pegar-emprestimo-sem-se-afundar-ainda-mais/ https://financeone.com.br/serasa-score-o-que-e-aumentar-pontuacao/ https://financeone.com.br/6-dicas-para-negociar-as-dividas-com-o-banco/ https://financeone.com.br/6-dicas-para-negociar-as-dividas-com-o-banco/ 33 A avaliação do limite de crédito pessoal é feita pela instituição. Por ser um empréstimo, o cliente pode utilizar o valor como bem entender, seja para dar de entrada em um financiamento de imóvel ou a compra de roupas, por exemplo. Não há nenhum tipo de regulamentação de uso. COMO USAR A LINHA DE CRÉDITO PESSOAL O valor disponível pode ser utilizado através de cheques, retirada no caixa eletrônico ou transferência entre contas. Antes de solicitar, é preciso que o cliente esteja ciente de que deverá devolver este dinheiro ao banco com juros. Por isso, apesar de ser simples a aquisição, a falta de organização fi- nanceira pode transformar o processo em muita dor de cabeça. Programe-se para que as finanças fiquem em ordem após a utilização do serviço. Os juros sobre as linhas de crédito geralmente têm uma taxa mais alta que a dos empréstimos comuns. Por exemplo, caso você tenha a conta negati- vada, o banco pode oferecer o crédito pessoal, mas com taxas maiores de juros. DICAS PARA SOLICITAR O CRÉDITO PESSOAL SEM SE AFUNDAR É necessário alertar o usuário dos riscos de assumir uma dívida. Inicial- mente, analise suas finanças e veja se o valor é mesmo necessário. Após isso, verifique o valor das parcelas e se é compatível com sua renda. Pergunte-se: conseguirei arcar com os pagamentos sem deixar de lado minhas prioridades? O dinheiro irá resolver meu problema ou me trará mais pro- blemas? Ao solicitar o créditopessoal, fique atento às seguintes dicas: – Faça apenas quando não houver outras alternativas mais baratas e simples, como pedir dinheiro emprestado aos pais ou a um amigo próximo. https://financeone.com.br/entenda-as-novas-regras-para-financiamento-de-imoveis/ https://financeone.com.br/compensa-fazer-emprestimo-para-quitar-dividas/ 34 – Não utilize o dinheiro para comprar um bem que pode ser parcelado. Os juros do crédito pessoal certamente serão maiores do que o parcelado do bem. – Use o crédito pessoal para quitar dívidas que possuem juros mais altos como, por exemplo, o cheque especial. – Cuidado com as taxas de juros. Pesquise nos bancos e instituições financeiras e contrate a menor do mercado. – Se couber em seu orçamento, opte pelo pagamento em menor tempo possível. Evitar dívidas longas irá ajudar o planejamento financeiro. – Entenda o que está contratando para que não se arrependa depois. Leia todo o contrato, veja seus direitos e deveres com o banco. – Cuidado com a internet. É comum que sites e aplicativos prometam taxas menores que as dos bancos tradicionais e diversas facilidades. O que pa- rece ser muita vantagem, pode se tornar em pesadelo como os golpes de em- préstimo online. Atente-se à credibilidade da instituição financeira e veja as ava- liações da empresa na Internet antes de fechar qualquer negócio. – Compare o Custo Efetivo Total (CET), que são todos os encargos que deverá pagar ao banco para conseguir o dinheiro. São os impostos, seguros e demais taxas cobradas pela financeira. https://financeone.com.br/6-dicas-liquidar-a-divida-do-emprestimo/ https://financeone.com.br/como-acabar-com-a-divida-do-cheque-especial/ https://financeone.com.br/dicas-nao-cair-no-golpe-do-emprestimo/ https://financeone.com.br/dicas-nao-cair-no-golpe-do-emprestimo/ https://financeone.com.br/o-que-e-e-como-calcular-o-custo-efetivo-total/ 35 REFERÊNCIAS IUDÍCIBUS, Sérgio de e outros. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. SCHRICKEL, Wolfgang Kurt. Análise de Crédito. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1997. SILVA, José Pereira. Análise e decisão de crédito. São Paulo: Atlas, 1998. SILVA, José Pereira., Gestão e Análise de Risco de Crédito. São Paulo: Atlas, 1997. BECKMAN, T. D., OTTESON, S. F. Cases in credits and collections. New York: McGraw-Hill, 1949. SANTOS, José Odálio., Análise de Crédito: Empresas e Pessoas Físicas. São Paulo: Atlas, 2000. PEREIRA, Airton Gil Paz., Tudo sobre cadastro, crédito e cobrança. São Paulo: Nobel, 1991. BLATT, Adriano., Créditos problemáticos & inadimplência: um enfoque que estratégico da cobrança, negociações e recuperação de créditos. São Paulo: Editora STS, 1998. VENDRAMINI, Bráz Ismael., Análise de Crédito. Apostila: ACIM (Centro de Capacitação). Maringá, 2004. JUCIUS, Michel J. & SCHLENDER, William E. Introdução à administra- ção. São Paulo: Atlas, 1979. Marcus Vinícius Moura de Oliveira, Texto inserido no Jus Navigandi nº 533 (22.12.2004). Elaborado em 08.2004. Navigandi, Tere- sina, ano 9, n. 533, 22 dez. 2004. Disponível em: . Acesso em: 24 jul. 2006, 24/07/2006 AS 21:36) 36