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Doenças Oftalmológicas Prof Amanda Aguiar Estruturas anatômicas e implicações clínico-cirúrgicas As afecções que envolvem o bulbo do olho e seus anexos são várias e distintas. As variações nos formatos dos crânios tem efeito na formação da órbita e podem ser fatores pré-disponentes para certas afecções como a proptose do bulbo do olho em cães braquicefálicos, como os Pequineses. Entrópio Esta afecção ocorre quando as pálpebras, superior ou inferior, apresentam introversão (viradas para dentro), como mostra a Figura. É comum em cães e provavelmente hereditária em algumas raças . O início do aparecimento difere entre as raças. O s Shar -Peis podem desenvolver entrópio logo após a abertura d as pálpebras e esta condição p ode ser revertida com eversão temporária “suturas de alinhavamento”. Congênito (primário ou anatômico): quando a origem é hereditária. Sabe-se que existem raças mais predispostas a entropia congênita, comum em gatos Persas e cães d as raças Shar-Pei, Chow-chow, Labrador, São Bernardo, e Dobermann; Espástico: relacionados a processos dolorosos (úlceras de córnea). O excesso de movimento palpebral (blefarospasmo) causa espasmo do músculo orbicular. Este tipo de entrópio pode ser diagnosticado com reversão, através do uso de colírio anestésico; - Adquirido (cicatricial): sequela de enoftalmo, cicatrizes de conjuntiva ou pálpebras. Os sinais clínicos a parecem em decorrência do contato dos pelos palpebrais e cílios com a córnea, causando dor, desconforto, lacrimejamento, blefarospasmo e até ceratite. No exame físico são encontrados sinais clínicos que sugerem a doença, como epífora, blefarospasmo, fotofobia, secreção e alterações corneais. O diagnóstico é clínico e baseia-se nos achados da anamnese e exame oftálmico. É importante avaliar o olho sem e c om anestesia tópica. O diagnóstico é clínico e baseia-se nos achados da anamnese e exame oftálmico. É importante avaliar o olho sem e c om anestesia tópica. Muitas vezes o entrópio espástico pode ser um componente parcial da inversão palpebral, nas situações onde o entrópio congênito ou adquirido cause dor. Após a administração do anestésico, restará apenas o componente anatômico (primário). Para entrópio espástico, basta tratar a causa. Para o congênito e adquirido, o mais indicado é a ressecção músculo cutânea (Hotz-Celsus), não esquecendo alguns passos importantes que devem ser seguidos, como: incisão inicial a 3 mm do tarso palpebral, promover leve hipoc orreção (d urante a cicatrização ocorre contração da pálpebra), secção da pele e músculo orbicular do olho e para finalizar a sutura deve ser iniciada no centro da ferida. Em cães jovens, sobretudo os Shar Peis, deve-se evitar a ressecçã o cutânea inicialmente. Recomendam-se “suturas de alinhavamento ”, que, em algumas vezes podem solucionar o problema. Pode ocorrer em determinadas raças o entrópio da prega nasal, sendo mais comum o aparecimento da afecção em Pequinês, Pug, Bull dog e demais braquicefálicas. Ectrópio refere-se à e versão das margens palpebrais e acontece principalmente na pálpebra inferior. É comum nas raças São Bernardo, Cocker, Buldogue, Basset Hound, entre outras. Em geral é congênito, mas pode ocorrer em resposta a formação de tecido cicatricial. Ectrópio Os sinais clínicos encontrados no exame oftálmico são epífora, conjuntivite, secreção e alterações corneais. A técnica d e Kuhnt-Hembolt (V-plastia) é simples e opção eficiente para tratamento de ectrópio. Consiste em remoção de um triângulo de pele later al ou medial a área afetada em espessura total. A base do triângulo ficará volt ada para o tarso palpebral. Sutura-se a conjuntiva com poligalactina 910 5-0 e p ara pele recomenda-se fio seda ou monáilon 4-0. Blefarites referem-se às várias condições inflamatórias das pálpebras. As causas variam de acordo com o agente patogênico, estando geralmente relacionados a doenças infecciosas, parasitárias, seborreicas, alérgicas e imunomediadas. Blefarites Sinais clínicos: Estas afecções são clinicamente caracterizadas por prurido, secreção ocular, desconforto, hiperemia e muitas vezes com aparecimento de edema. O diagnóstico consiste na identificação do fator gênico que está promovendo o aparecimento da afecção. O tratamento varia de acordo o agente causador, basicamente as blefarites são tratadas com o uso de pomadas oftálmicas (neomicina, bacitracina e polimixina B, cloranfenicol). Xampus neutros infantis diluídos (5 a 10 vezes em NaCl 0,9%), antibióticos e antiinflamatórios sistêmicos e caso necessário antiinflamatório tópico. Calázio Esta afecção é resultado da inflamação das glândulas tarsais. Acontece principalmente em animais jovens. A infecção é contida profundamente na placa tarsal, e o aumento de volume é visto distendendo à conjuntiva palpebral. O termo calázio denota a formação granulomatosa como resultado de secreções tarsais retidas nas glândulas. As condições traumáticas e neoplásicas exigem porcedimentos reconstrutivos. O conhecimento da anatomia e fisiologia palpebral é fundamental para preservar a funcionalidade destes anexos. Doenças traumáticas e neoplasias das pálpebras Laceração palpebral As afecções traumáticas são relativamente comuns, principalmente em cães. Ocorrem por diferentes causas, frequentemente é devido a brigas, mordidas, arranhões ou em acidentes automobilísticos. list at least five examples of things that emit light Fio de poliglactina 910 diâmetro 4.0 a 6.0 são os mais recomendados para suturar a conjuntiva. Para pele o mononáilon 4.0 é apropriado No tratamento é recomendada a limpeza abundante com solução de cloreto de sódio 0,9%, depilação da área afetada deixando no mínimo uma margem de três centímetros. Neoplasias palpebrais A pálpebra é local comum de formação neoplásica em cães idosos não havendo uma típica predisposição racial. A maioria das neoplasias palpebrais na espécie canina é benigna, sendo o adenoma sebáceo, a neoplasia mais comum. Já na espécie felina as neoplasias em geral costumam ser malignas. A Quadro 01 fornece a classificação histogênica das principais neoplasias oculares que acometem cães e gatos (BEDFORD, 2000). A protrusão ocorre geralmente por hiperplasia/hipertrofia da glândula, apresenta uma aparência não atrativa e pode causar irritações e inflamações oculares. Esta afecção pode ser unilateral ou bilateral e ocorre com maior frequência em cães com até dois anos 2 anos de idade (entre três e seis meses é mais comum). O Cocker Spaniel, Bulldog Inglês, Shar Pei e Mastiff são raças predispostas. Em gatos a doença é rara. PROTRUSÃO DA GLÂNDULA DA TERCEIRA PÁLPEBRA (CHERRY EYE) A remoção da glândula, procedimento muitas vezes executado, pode causar a ceratoconjuntivite seca (CCS) em indivíduos predispostos. Como esta glândula contribui com cerca de 30 a 40% do filme lacrimal, contra- indica-se sua remoção. O tratamento pode ser médico ou cirúrgico. O tratamento médico é feito à base de antibiótico e antiinflamatório, onde normalmente a glândula reduz bastante, mas dificilmente fica imperceptível. O tratamento cirúrgico consiste na reposição da glândula através de várias técnicas. PROTRUSÃO DA GLÂNDULA DA TERCEIRA PÁLPEBRA (CHERRY EYE) O tratamento cirúrgico consiste na reposição da glândula através de várias técnicas. Reposicionamento da glândula em um “bolso” criado pela conjuntiva da 3ª pálpebra descrita por MORGAN (1993). Quando não há úlcera de córnea, recomenda-se corticoterapia com prednisona colírio (uma gota a cada 8h) cinco dias antes do procedimento cirúrgico, continuando por sete diasno pós-operatório. Ducto nasolacrimal Das alterações do ducto nasolacrimal produzem freqüentemente epífora (fluxo exagerado de lágrima) por deficiência de drenagem. Isso pode ser decorrente de dacriocistite, tortuosidades ou não-perfuração do ponto lacrimal. A conjuntiva é a membrana mucosa móvel que recobre as superfícies internas das pálpebras, superfícies interna e externa da terceira pálpebra e a porção anterior do globo ocular, adjacente ao limbo. A principal afecção da conjuntiva é a conjuntivite. Conjuntiva Conjutivite O termo conjuntivite descreve a inflamação inespecífica da conjuntiva bulbar e ou palpebral e pode ser desencadeada por vários agentes. Em cães, as conjuntivites são normalmente secundárias. Geralmente não há uma doença primária de conjuntiva que determine o processo. Os principais sinais observados em conjuntivites agudas são hiperemia conjuntival, quemose, lacrimejamento e presença de exsudato. Substâncias químicas irritantes, reações de hipersensibilidade do tipo I, II, III e IV, rritação mecânica, bacterianas e virais. Resource Page Use these motion elements and illustrations in your Canva Presentation. To find more science elements related to this lesson, use these collection codes canvalightandsoundwaves and canvaeducationlightandsound. Just copy and paste the codes to the elements search bar. Happy designing! Don't forget to delete this page before presenting. Conjuntivite em gatos Diferente do que ocorre em cães a conjuntivite em gatos geralmente é desencadeada por causas primárias (vírus ou bactérias), sendo assim, o uso de glicocorticóides geralmente é contra indicado.