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Estradas I Prof. Felipe Pires Nogueira 1 2. Projetos Geométricos Introdução Referência adicional 2 Departamento Nacional de Estradas de Rodagem Manuais Vigentes — Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (www.gov.br) https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-manuais https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-manuais 2.1 Elementos para o projeto geométrico 3 2.1 Elementos para o projeto geométrico O projeto geométrico é a parte do projeto de estradas que estuda as diversas características do traçado em função: ▪ das leis do movimento ▪ do comportamento dos motoristas ▪ das características de operação dos veículos ▪ do tráfego 4 2.1 Elementos para o projeto geométrico Para garantir uma estrada segura, confortável e eficiente. Menor custo possível 5 2.1 Elementos para o projeto geométrico 6 PROJETO GEOMÉTRICO - Leis do movimento - Comportamento do motorista - Características do veículo - Tráfego - Segurança - Conforto - Eficiência 2.1 Elementos para o projeto geométrico A escolha de boas características geométricas nem sempre acarreta grandes acréscimos no custo do empreendimento. Porém, alterações na via depois de executada, como alargamento da plataforma ou redução de rampas, implicam a perda de vários outros serviços, gerando custos altos que devem ser evitados. 7 2.1 Elementos para o projeto geométrico Um bom projeto geométrico deve evitar: 8 Características geométricas inadequadas problemas como: causam diversos • Acidentes • Baixa eficiência • Obsolescência da estrada 2.1 Elementos para o projeto geométrico 9 Os elementos do projeto geométrico devem ser escolhidos de forma a gerar uma estrada que atenda aos objetivos para os quais foi projetada, dando condições de escoamento de tráfego que justifiquem o investimento. 2.1 Elementos para o projeto geométrico 10 Regras básicas - Curvas com o maior raio possível. - Rampa máxima somente em casos particulares e com a menor extensão possível. -Visibilidade assegurada em todo o traçado de cruzamentos e curvas horizontais e verticais. - Minimizar ou evitar cortes em rochas. - Cortes e aterros compensados. - Minimizar as distâncias médias de transporte (DMT). - Em regiões planas, o greide deve ser preferencialmente elevado. 2.1 Elementos para o projeto geométrico 11 CLASSIFICAÇÃO DE RODOVIAS Tráfego Velocidade de projeto Tipo de relevo 12 VELOCIDADE DE PROJETO (Vp) 13 TIPOS DE RELEVO 14 a) Plano: topografia suave, permitindo pequenos movimentos de terra. b)Ondulado: terreno com ondulações não muito acentuadas, necessitando movimentos de terra de média proporção. c)Montanhoso: topografia com mudanças significativas nas elevações do terreno, necessitando grandes movimentos de terra. Para diferenciarmos os tipos de relevo precisamos avaliar a declividade média do terreno (im). D 15 h = 1 2 3 n = D h + h + h + ... + h i n m i = n i =1 Terrenos planos i < 11% Ondulado 11% < i < 33% Montanhoso i > 33% DECLIVIDADE DO TERRENO 16 VELOCIDADES 17 -O tempo de viagem é um fator importante na escolha de um determinado meio de transporte por um usuário. -Desta maneira, é importante que a estrada dê condições para que os usuários possam desenvolver velocidades compatíveis com suas expectativas, de maneira segura. -A velocidade desenvolvida por um veículo em determinado trecho depende de três fatores: motorista, veículo e estrada. a) Motorista: capacidade ou habilidade, estado psicológico, etc. b)Veículo: tipo, peso, potência do motor, estado de conservação, etc. c) Estrada: características geométricas (rampas, raio das curvas, visibilidade, superelevação, etc.), estado da superfície de rolamento, volume de tráfego, etc. 18 Em uma estrada os veículos trafegam com velocidades diferentes, assim, é necessário que sejam definidos valores de velocidades para o estudo das características geométricas. 19 ➢ Velocidade de projeto (Vp) ➢ Velocidade média de percurso (Vm) Velocidade de projeto (velocidade diretriz) -Segundo a AASHTO (American Association of State Highway and Transportation Officials): é a máxima velocidade que um veículo padrão pode manter, em condições normais, com segurança. -A escolha da velocidade de projeto é fator decisivo na definição do projeto geométrico da estrada. Todas as características geométricas são definidas de maneira que a velocidade de projeto seja respeitada. 20 Velocidade de projeto (velocidade diretriz) 21 - Quanto maior a velocidade de projeto, melhor o padrão da estrada. -Deve-se sempre adotar uma velocidade de projeto única para toda a estrada. É justificável valores diferentes em regiões de grande variação topográfica. 22 Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): 23 Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): 24 Segurança Velocidade diretriz elevada Conforto Velocidade Média Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): 25 Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): 26 Segurança Velocidade diretriz elevada Conforto Velocidade Média Custos de construção Velocidade média de percurso (Vm) A velocidade média de percurso (Vm) representa a média das velocidades de todo o tráfego ou parte dele, obtida dividindo a somatória das distâncias percorridas pela somatória dos tempos de percurso. Ou seja: 27 i = n n i = n n t S i =1 i =1 m V = Velocidade média de percurso (Vm) 28 DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE 29 As distâncias de visibilidade traduzem os padrões de visibilidade a serem proporcionados ao motorista, de modo que ele possa sempre tomar a tempo as decisões necessárias à sua segurança. DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE ➢ Características da rodovia ➢ Condições da superfície de rolamento ➢ Condições do tempo (chuva ou sol) ➢ Comportamento do motorista médio ➢ Características dos veículos (freio, suspensão, pneus e etc) 30 DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE 31 ➢ A segurança de uma estrada está intimamente ligada à visibilidade que ela oferece. ➢ O projetista sempre deverá procurar soluções que gerem espaços com boa visibilidade. ➢ Alguns valores mínimos devem ser respeitados: ▪ Distância de visibilidade de frenagem (Df) ▪ Distância de visibilidade de ultrapassagem (Du) Distância de visibilidade de frenagem (Df) Distância mínima necessária para que um veículo que percorre a estrada, na velocidade de projeto, possa parar, com segurança, antes de atingir um obstáculo que possa surgir em sua trajetória. 32 Distância de visibilidade de frenagem (Df) 33 Df é calculado como a soma de duas distâncias: ▪ a distância percorrida por um veículo durante o tempo de reação (d1) ▪ a distância percorrida pelo veículo durante a frenagem (d2) Tempo de reação (tr): intervalo de tempo em que o motorista avista um obstáculo e o início de frenagem. Inclui o tempo de percepção. a) Cálculo de d1: 34 A AASHTO considera o tempo de 2,5s pra uso no projeto e recomenda tal valor para o cálculo de d1, então: Transformando tr = 2,5s em hora e substituindo na equação acima: d 1 = 0,7 . V V = velocidade do veículo (km/h) d1 = distância percorrida durante o tempo tr (m) 1 t V = S d = V . t b) Cálculo de d2: A energia cinética do veículo será toda convertida em trabalho da força de atrito para que o carro pare. Ou seja: Sabemos que e que - Entrando com V em m/s, obtemos d2 em m: 2 . F , então: = m . V ² d = m . V ² F a t 2 22 = E cin Fa t . d = N . fFa t N = m . g 2 . g . f V ² 2 . m . g . f m . V ² 2d = = f 2d = 0 , 0 0 3 9 . V ² 37 Cálculo final de Df : 36 - O cálculo final de Df é dado pela soma de d1 e d2: - V = velocidade (km/h) - f = coeficiente de atrito longitudinal - Df = distância de frenagem (m) f 2d = 0 , 0 0 3 9 . V ² 1d = 0,7 . V f D = d + d = (0,7 . V )+ 0,0 0 3 9 . V² f 1 2 Coeficiente de atrito (f): - O de f a ser adotado não é constante para todas as velocidades. - O coeficiente de atrito decresce com o aumento de velocidade. - Diversos fatores influem no valor do coeficiente: material, condições da superfície do terreno, presença de água, sulcos do pneu, tipo de pavimento, etc. - O coeficiente de atrito para o pavimento seco é bem maior que o coeficiente para o pavimento molhado. 37 - O coeficiente de atrito para o pavimento seco é bem maior que o coeficiente para o pavimento molhado. 38 39 Efeito das rampas sobre a distância de frenagem Nos trechos em rampa, a componente do peso dos veículos na direção da rampa ajuda o veículo a parar nas subidas e dificulta nas descidas. 40 ➢ i é a inclinação da rampa, ou seja, a tangente do ângulo formado entre a rampa e a horizontal. ➢ i > 0 : rampa ascendente. ➢ i < 0 : rampa descendente. D = d + d = (0,7 . V )+ 0 , 0 0 3 9 . V ² f 1 2 f + i V ² D f = d 1 + d 2 = (0,7 . V )+ 0 , 0 0 3 9 . f + i 41 V ² D f = d 1 + d 2 = (0,7 . V )+ 0 , 0 0 3 9 . f + i 42 V ² D f = d 1 + d 2 = (0,7 . V )+ 0 , 0 0 3 9 . f + i 43 Distâncias de visibilidade de frenagem mínimas (m) 44 Distâncias de visibilidade de frenagem desejadas (m) 45 Distâncias de visibilidade de frenagem desejadas (m) Distâncias de visibilidade de frenagem mínimas (m) 46 ANTAS, P.M. et al. Estradas: projeto geométrico e de terraplenagem. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. 47 Exercício 48 Calcule a diferença das distâncias de visibilidade de frenagem recomendada e mínima, dados: - Velocidade diretriz = 100 km/h - Velocidade média = 86 km/h - f (mínimo) = 0,30 - f (recomendado) = 0,28 𝐷𝑓 = 0,7 . 𝑉 + 0,0039 . 𝑉² 𝑓 + 𝑖 Exercício - Resolução 49 MÍNIMA Velocidade média = 86 km/h f (mínimo) = 0,30 RECOMENDADA Velocidade diretriz = 100 km/h f (recomendado) = 0,28 𝐷𝑓 = 0,7 . 𝑉 𝑉² + 0,0039 . 𝑓 + 𝑖 𝐷𝑓 = 0,7 . 𝑉𝑚𝑒𝑑 + 0,0039 . 𝑉𝑚𝑒𝑑² 𝑓 + 𝑖 𝑓𝐷 = 0,7 . 𝑉𝑑𝑖𝑟 + 0,0039 . 𝑉𝑑𝑖𝑟² 𝑓 + 𝑖 Exercício - Resolução 50 MÍNIMA Velocidade média = 86 km/h f (mínimo) = 0,30 RECOMENDADA Velocidade diretriz = 100 km/h f (recomendado) = 0,28 𝐷𝑓 = 0,7 . 𝑉 𝑉² + 0,0039 . 𝑓 + 𝑖 𝐷𝑓 = 0,7 . 86 86² + 0,0039 . 0,30 𝑓𝐷 = 0,7 . 100 + 0,0039 . 100² 0,28 Exercício - Resolução 51 MÍNIMA Velocidade média = 86 km/h f (mínimo) = 0,30 RECOMENDADA Velocidade diretriz = 100 km/h f (recomendado) = 0,28 𝐷𝑓 = 0,7 . 𝑉 𝑉² + 0,0039 . 𝑓 + 𝑖 𝐷𝑓 ≅ 156 𝑚 𝐷𝑓 ≅ 210 𝑚 Exercício - Resolução 52 Diferença entre a RECOMENDADA e a MÍNIMA é de: ∆ = 210 − 156 = 54 𝑚 Nas estradas de pista única, com dois sentidos de tráfego,é 53 necessário que existam trechos com visibilidade suficiente para que seja possível efetuar ultrapassagens de maneira segura. Distância de visibilidade de ultrapassagem (Du) Distância de visibilidade de ultrapassagem (Du) Distância mínima necessária para que um veículo, trafegando atrás de outro mais lento, possa efetuar uma manobra de ultrapassagem, pela faixa de tráfego oposta, com segurança e conforto. 54 A definição de um valor mínimo para Du tem por objetivo estabelecer uma condição mínima de visibilidade a ser respeitada. 55 56 57 58 Exercício: Um veículo a ser ultrapassado em um rodovia de faixa simples apresenta velocidade média de 85 km/h, calcule a Distância de visibilidade de ultrapassagem (Du), sabendo-se que o veículo mais rápido demora 3s para reação e aceleração inicial (de 10 km/h/s). Considerar 5s como tempo na faixa oposta da rodovia e 50m a distância de segurança entre os veículos na ultrapassagem. 59 Exercício: Um veículo a ser ultrapassado em um rodovia de faixa simples apresenta velocidade média de 85 km/h, calcule a Distância de visibilidade de ultrapassagem (Du), sabendo-se que o veículo mais rápido demora 3s para reação e aceleração inicial (de 10 km/h/s). Considerar 5s como tempo na faixa oposta da rodovia e 50m a distância de segurança entre os veículos na ultrapassagem. Du = d1 + d2 + d3 + d4 60 62 - Para valores de velocidade acima de 100 km/h, faz-se necessária a duplicação da pista. - É recomendado que se tenha trechos com visibilidade de ultrapassagem pelos menos a cada 2 km. Existem muitas situações em que é prudente oferecer maiores distâncias de visibilidade. Nessas circunstâncias, a Distância de Visibilidade para Tomada de Decisão fornece o comprimento adequado às necessidades do motoristas Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) 64 Distância necessária para que um motorista tome consciência de uma situação potencialmente perigosa, inesperada ou difícil de perceber, avalie o problema encontrado, selecione o caminho a seguir e a velocidade a empregar e execute a manobra necessária com eficiência e segurança. Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) 65 Para o caso de rodovias rurais, há dois tipos de manobras a serem consideradas: • Decisão final de parar na rodovia • Decisão final de desviar do obstáculo Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) 66 As distâncias para a decisão de desvios são substancialmente maiores pois incluem margem adicional de erro e acrescentam comprimentos suficientes para permitir manobras dos veículos com velocidades iguais ou reduzidas. Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) 67 ➢ Tais distâncias não são obrigatórias, mas recomenda-se que se tente atendê-las quando possível. ➢ Em locais potencialmente perigosos poderão contribuir para reduzir o número de acidentes. Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) 68 Raio mínimo 69 - Menor raio que pode ser percorrido na Vp e à uma superelevação máxima admissível, com segurança e conforto. -Trajetória circular: veículo é forçado para fora da curva pela força centrífuga. Essa força é compensada pela componente do peso do veículo, função da superelevação da curva e do atrito lateral pneu/pavimento . Equilíbrio em x: Fc . c o s = P . s e n + Fa at R m . V ² . c o s = (m . g ). sen + (N . f ) Equilíbrio em y: N = P . c o s + Fc . sen R = m . V ² Fc Fa = N . f a t P = m . g Hipóteses: c o s 1 e s e n tg atc R m . V ² = (m . g ) . tg + (P . c o s + F . sen ) . f 72 at RR m . V ² = (m . g ) . tg + m . g . 1 + m . V ² . tg . f atc R m . V ² = (m . g ). tg + (P . c o s + F . sen ). f atat R +m . V ² . tg . f R m . V ² = m . g . tg + m . g . f at 71 V ² = R . g . tg + R . g . f at + V ² . tg . f at V ² − V ² . tg . f a t = R . g . (tg + f a t ) V ² . (1 − tg . f a t ) = tg + f R . g 𝑒 = 𝑡𝑔 𝛼 ⇒ 𝑆𝑢𝑝𝑒𝑟𝑒𝑙𝑒𝑣𝑎çã𝑜 Hipóteses: e e f a t . tg 0fa t V ² g . (e + f a t )e + f at R = V ² R . g = Para V em km/h e g = 9,8 m/s²: V p ² 1 2 7 . (e + f a t )9,8 . (e + f a t ) R = (V / 3,6 )² R = at 72 V ² . (1 − tg . f a t ) = tg + f R . g Para emáx e fat,máx Rmín 73 m áx Rm í n at ,m áx V p ² + f ) = 1 2 7 . (e 74 75 8 0 k m / h V p p→ p a r a Vm á xf = 0 ,1 8 8− 76 1 .6 6 7 f pm á x 8 0 0 = 0 ,2 4 − V p → p a ra V 8 0 k m / h VEÍCULO DE PROJETO (VEÍCULO TIPO) - Veículo teórico de uma certa categoria que vai circular na via. -Características físicas e operacionais equivalentes à maioria dos veículos existentes. - Função da composição do tráfego previsto. -Condiciona diversos aspectos do dimensionamento geométrico e estrutural de uma via. Exemplos (DNER, 1999): 77 As características físicas dos veículos e a proporção entre os veículos de vários tipos constituem-se em parâmetros que condicionam diversos aspectos do dimensionamento geométrico e estrutural de uma via, por exemplo: − A largura do veículo influencia a largura da pista de rolamento, do acostamento e dos ramos. − A distânciaentre eixos influi no cálculo da superlargura das pistas principais e na determinação da largura e dos raios mínimos internos das pistas dos ramos. 80 − O comprimento do veículo influencia a largura dos canteiros, a extensão de faixas de armazenagem, a capacidade da rodovia e as dimensões de estacionamentos. 79 − A relação peso bruto total/potência relaciona-se com o valor da rampa máxima admissível e participa na determinação da necessidade de faixa adicional de subida (terceira faixa). − O peso bruto admissível dos veículos, conjugado com a configuração dos eixos e a posição do centro de gravidade, influi no dimensionamento e configuração do pavimento, de separadores rígidos e defensas. − A altura admissível para os veículos condiciona o gabarito vertical sob redes aéreas e viadutos, túneis, sinalização vertical e semáforos. 80 Portanto, para fins de projeto é necessário examinar todos os tipos de veículos, selecionando-os em classes e estabelecendo a representatividade dos tamanhos dos veículos dentro de cada classe. A estes veículos é dada a designação de veículos de projeto, os quais são definidos como veículos cujo peso, dimensões e características de operação servirão de base para estabelecer os controles do projeto de rodovias e suas interseções. 81 Composição de tráfego e tendências 82 Composição de tráfego e tendências 83 84 Escolha do veículo de projeto - Veículo teórico de uma certa categoria que vai circular na via. 85 VP: Veículo de Passageiros ➢ Veículos leves, semelhantes em termos geométricos e operacionais ao automóvel. ➢ Exemplos: vans, pick-up, utilitário. 86 CO: Veículo Comercial Rígido ➢ Composto por unidade tratora simples (veículo não articulado). ➢ Exemplos: caminhões e ônibus convencionais, normalmente com 2 eixos. 87 O: Ônibus de Longo Percurso ➢ Veículos comerciais rígidos de maiores dimensões. ➢ Exemplos: ônibus de turismo longo, geralmente com 3 eixos. 88 SR: Semirreboque ➢ Veículos comerciais articulados, com comprimento próximo ao limite para veículos desta tipologia. ➢ Exemplos: caminhões com unidade tratora e semirreboque. 89 90 91 92 93 94 Escolha do veículo de projeto 95 Escolha do veículo de projeto 96 Escolha do veículo de projeto 97 Ao mesmo tempo, a escolha do veículo de projeto para uma determinada interseção não deve ser baseada apenas nos tipos de veículos a utilizá-la, mas também na natureza do elemento de projeto considerado. Exemplos: ➢ o gabarito vertical é estabelecido em função dos veículos de maior altura. ➢ os raios dos ramos de interseções podem ser projetados para a operação normal por caminhões convencionais, quando o número de semirreboques que deverá utilizar o ramo for relativamente pequeno. ➢ as distâncias de visibilidade são estabelecidas a partir da altura dos olhos dos motoristas de automóveis pequenos, etc. Escolha do veículo de projeto 98 Escolha do veículo de projeto 99 Escolha do veículo de projeto 100 101 Referências • NOTAS DE AULA DO PROF. RAPHAEL SANTOS • ANTAS, P.M. et al. Estradas: projeto geométrico e de terraplenagem. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. • DNER. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Manual de Projetos Geométrico de Rodovias Rurais. Rio de • Janeiro, 1999. • PESSOA JÚNIOR, E. Manual de obras rodoviárias e pavimentação urbana: execução e fiscalização. São Paulo: PINI, 2014. • PIMENTA, C.R.T et al. Projeto geométrico de rodovias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. • DAIBERT, J. et al. Rodovias: planejamento, execução e manutenção. Série Eixos. São Paulo: Érica, 2015. 127 Slide 1 Slide 2: Referência adicional Slide 3: 2.1 Elementos para o projeto geométrico Slide 4 Slide 5 Slide 6: 2.1 Elementos para o projeto geométrico Slide 7 Slide 8 Slide 9: 2.1 Elementos para o projeto geométrico Slide 10: 2.1 Elementos para o projeto geométrico Slide 11: 2.1 Elementos para o projeto geométrico Slide 12 Slide 13 Slide 14: TIPOS DE RELEVO Slide 15 Slide 16: DECLIVIDADE DO TERRENO Slide 17: VELOCIDADES Slide 18 Slide 19: Em uma estrada os veículos trafegam com velocidades diferentes, assim, é necessário que sejam definidos valores de velocidades para o estudo das características geométricas. Slide 20 Slide 21: Velocidade de projeto (velocidade diretriz) Slide 22 Slide 23: Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): Slide 24: Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): Slide 25: Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): Slide 26: Conforme o Manual de Projeto Geométrico de Rodovias (DNER, 1999): Slide 27: A velocidade média de percurso (Vm) representa a média das velocidades de todo o tráfego ou parte dele, obtida dividindo a somatória das distâncias percorridas pela somatória dos tempos de percurso. Ou seja: Slide 28: Velocidade média de percurso (Vm) Slide 29: DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE Slide 30 Slide 31: DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE Slide 32 Slide 33: Distância de visibilidade de frenagem (Df) Slide 34: a) Cálculo de d1: Slide 35: b) Cálculo de d2: Slide 36: Cálculo final de Df : Slide 37 Slide 38: - O coeficiente de atrito para o pavimento seco é bem maior que o coeficiente para o pavimento molhado. Slide 39 Slide 40: Nos trechos em rampa, a componente do peso dos veículos na direção da rampa ajuda o veículo a parar nas subidas e dificulta nas descidas. Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47: ANTAS, P.M. et al. Estradas: projeto geométrico e de terraplenagem. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. Slide 48: Exercício Slide 49: Exercício - Resolução Slide 50: Exercício - Resolução Slide 51: Exercício - Resolução Slide 52 Slide 53: Nas estradas de pista única, com dois sentidos de tráfego, é Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 62 Slide 63 Slide 64: Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) Slide 65: Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) Slide 66: Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) Slide 67: Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) Slide 68: Distância de visibilidade para tomada de decisão (Dt) Slide 69: Raio mínimo Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73: Rmín Slide 74 Slide 75 Slide 76: f 0,188 Slide 77 Slide 78: As características físicas dos veículos e a proporção entre os veículos de vários tipos constituem-se em parâmetros que condicionam diversos aspectos do dimensionamento geométrico e estrutural de uma via, por exemplo: Slide 79: − O comprimento do veículo influencia a largura dos canteiros, a extensão de faixas de armazenagem, a capacidade da rodovia e as dimensões de estacionamentos. Slide 80 Slide 81 Slide 82: Composição de tráfego e tendências Slide 83: Composição de tráfego e tendências Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95: Escolha do veículo de projeto Slide 96: Escolha do veículo de projeto Slide 97: Escolha do veículo de projeto Slide 98: Escolha do veículo de projeto Slide 99: Escolha do veículo de projeto Slide 100: Escolha do veículo de projeto Slide 101 Slide 127: Referências