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157 
Revista de Ciências Exatas 
e Tecnologia 
Vol. III, Nº. 3, Ano 2008 
Juliana Martins de Bessa Ferreira 
Faculdade Anhanguera de Anápolis 
juliana.ferreira@unianhanguera.edu.br 
Antônio Claudio Ferreira 
Faculdade Anhanguera de Anápolis 
acf_adm@yahoo.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E O 
DESAFIO DA SUCATA ELETRÔNICA 
RESUMO 
A utilização da tecnologia em prol da agilidade nas atividades e 
processos proporciona melhoria de vida ao homem; no entanto, a 
aquisição e o descarte inconsciente e/ou incorretos destes 
aparelhos eletroeletrônicos causam sérios danos ao meio 
ambiente. Sendo a informática subsídio às demais áreas na 
aquisição do conhecimento, é necessária uma conscientização 
acerca da fabricação, aquisição e melhores formas de descarte de 
aparelhos eletroeletrônicos, buscando evitar a poluição 
denominada eletrônica, ou ainda, sucata eletrônica. No artigo são 
apresentadas as principais formas de poluição eletrônica, os 
componentes utilizados na fabricação destes aparelhos e, as 
respectivas formas de poluição ao meio ambiente, fazendo uma 
correlação entre a chamada “Sociedade da informação” com sua 
base no uso da tecnologia e a degradação gerada a partir desta 
busca tecnológica. 
Palavras-Chave: Sucata eletrônica, poluição eletrônica, e-lixo, meio 
ambiente. 
ABSTRACT 
The use of technology in support of agility in the activities and 
processes provides improvement of the human life, however, the 
acquisition and disposal unconscious and/or incorrect these 
consumer electronics devices cause serious damage to the 
environment. As the information technology allowance to other 
areas in the acquisition of knowledge, there is a need for 
awareness about the manufacture, acquisition and better ways of 
disposing of consumer electronics devices, seeking to avoid 
pollution known as electronics, or, scrap electronics. In the article 
are presented the main forms of electronic pollution, the 
components used in the manufacture of these devices, and their 
forms of pollution to the environment, making a correlation 
between the so-called "information society" with its base in the use 
of technology and degradation generated from this search 
technology. 
Keywords: Junk electronics, electronic pollution, e-waste, the environ-
ment.
Anhanguera Educacional S.A. 
Correspondência/Contato 
Alameda Maria Tereza, 2000 
Valinhos, São Paulo 
CEP. 13.278-181 
rc.ipade@unianhanguera.edu.br 
Coordenação 
Instituto de Pesquisas Aplicadas e 
Desenvolvimento Educacional - IPADE 
Informe Técnico 
Recebido em: 14/7/2008 
Avaliado em: 30/10/2008 
Publicação: 8 de dezembro de 2008 
A sociedade da informação e o desafio da sucata eletrônica 
Revista de Ciências Exatas e Tecnologia • Vol. IIIIII, Nº. 3, Ano 2008 • p. 157-170 
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1. INTRODUÇÃO 
Vivemos na era da modernidade, em um tempo onde a tecnologia facilita atividades 
rotineiras e propicia melhores condições de vida, nos tornando societários da 
informação. A evolução dos computadores, a integralização das pessoas em rede 
diminuindo o espaço físico, a constituição de sistemas inteligentes, telecomunicações 
por satélite, dentre outras especializações da área de TI (Tecnologia da Informação) 
proporcionam maior flexibilidade na atuação pessoal e profissional dos indivíduos. A 
informática oferece subsídio às demais áreas na aquisição do conhecimento, 
proporcionando maior agilidade na execução de tarefas necessárias à vivência do 
homem A utilização inconsciente e/ou incorreta da tecnologia pode gerar várias 
conseqüências, sendo uma delas, a poluição eletrônica que, com seus componentes 
químicos causa poluição no meio ambiente e danos à saúde. 
Este artigo apresenta-se como informe técnico, objetivando a correlação entre 
as tendências do ambiente globalizado e a poluição, considerando principalmente a 
poluição denominada eletrônica e/ou sucata eletrônica, fazendo uma associação à 
poluição causada por equipamentos da área de TI, os poluentes utilizados na sua 
fabricação e suas formas de descarte. 
A crescente urbanização mundial, com seus primórdios na Revolução 
Industrial, vem acarretando um acúmulo de lixo, gerado a partir do consumo 
inconsciente por parte do ser humano, ocasionando sérios problemas ao meio 
ambiente. Os resíduos ou lixos eletrônicos são considerados como aqueles 
aparelhos/materiais que são dados por inúteis, supérfluos e/ou sem valor, gerado pela 
atividade humana. O lixo eletroeletrônico teve origem pela fixação do homem pelos 
avanços tecnológicos, pela lei da oferta e da procura, pela competitividade capitalista, 
pelo consumo elevado e o ritmo rápido da inovação tecnológica dos equipamentos 
eletrônicos, os quais se transformam em sucatas numa velocidade assustadora. 
De Masi (2000), afirma que, desde a Revolução Industrial, os homens 
passaram a produzir uma fonte de maior sustento, tendo o desenvolvimento das forças 
produtivas estabelecido, o que hoje se pode chamar de livre concorrência tecnológica 
ou até mesmo de “a era do consumismo”, onde o avanço tecnológico do micro chip, 
por exemplo, torna-o cada vez menor, mais rápido e mais barato, havendo a evolução 
expansiva dos setores eletrônicos, gerando assim uma explosão assustadora no 
mercado eletroeletrônico. 
Juliana Martins de Bessa Ferreira, Antônio Claudio Ferreira 
Revista de Ciências Exatas e Tecnologia • Vol. IIIIII, Nº. 3, Ano 2008 • p. 157-170 
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Os danos causados ao meio ambiente, inclusive ao homem, como parte inte-
grante do mesmo, em muitas vezes mostra-se irreversível, sejam criando lixões com 
centenas de milhões de computadores, televisores, telefones celulares, e outros 
aparelhos eletrônicos descartados com uma velocidade cada vez maior, ou na forma de 
doenças causadas pelo manejo com as substâncias tóxicas presentes nestes 
equipamentos. O sistema de reciclagem de um eletroeletrônico, de acordo com Bizzo (2007), 
pode ser considerado uma oportunidade, desde que, haja uma visão holística do 
processo. Todas as etapas e equipamentos devem ser coletados, testados e, 
posteriormente desmontados, para a partir daí haver uma distribuição e separação dos 
materiais passíveis de reciclagem e/ou reuso, podendo este processo se demonstrado 
pela Figura 1: 
 
Fonte: http://www.tec.abinee.org.br/arquivos/s702.pdf 
Figura 1. Sistema de reciclagem de um eletroeletrônico – Desafio ou oportunidade? 
Independente da visão do ser humano sobre a forma de reciclagem, ou seja, 
visando uma perspectiva de desafio ou oportunidade de lucro, é necessário que haja 
uma conscientização e posterior mudança de hábitos relacionados a toda a cadeia de 
fabricação, aquisição e descarte de aparelhos eletroeletrônicos, conforme veremos no 
decorrer deste artigo. 
2. CONCEITUAÇÃO E CATEGORIZAÇÃO DE POLUIÇÃO ELETRÔNICA 
A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina, 2008) define lixo como sendo todo 
resíduo sólido proveniente de atividades humanas ou mesmo de processos naturais 
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(poeira, folhas e ramos mortos, cadáveres de animais). O lixo urbano é um dos maiores 
problemas ambientais da atualidade, pois os moldes de consumo adotados pela maio-
ria das sociedades modernas provocam o aumento contínuo e exagerado na quantida-
de de lixo produzido. 
Ainda de acordo com os dados da UFSC, menos de 5% do lixo urbano é 
reciclado. Calcula-se que 30% do lixo brasileiro fique espalhado pelas ruas nas grandes 
cidades, estando a poluição ligada à liberação de resíduos e/ou lixo, podendo estes 
serem categorizados por elementos, radiações, vibrações, ruídos e substâncias ou 
agentes contaminantes em um ambiente, prejudicando os ecossistemas biológicos ou os 
seres humanos. 
Vários são os tipos de poluição; podendo ser citadas, a poluição atmosférica, 
hídrica, luminosa, do solo, dentre outras. Uma dasformas de poluição muito 
discutidas atualmente, talvez pela corrida tecnológica e conseqüente consumismo do 
ser humano, é o que se denomina poluição eletrônica, sucata eletrônica ou ainda, e-lixo. 
A fumaça invisível1, que são os campos de energia produzidos pela moderna 
tecnologia é uma classificação de poluição eletrônica que vem aumentando sua 
proporção pela popularização dos aparelhos eletroeletrônicos e sua utilização 
desmedida. Outra forma de poluição eletrônica é a causada pela fabricação dos 
aparelhos eletroeletrônicos; este tipo de poluição é originado principalmente pelos 
poluentes utilizados na sua fabricação e suas formas de descarte. 
Com a velocidade que as várias tecnologias estão se desenvolvendo e se 
aprimorando, no intuito de oferecer às nações maximização das suas atividades, estas, 
no uso de tais tecnologias, estão ficando cada vez mais dinâmicas em seu crescimento 
e, conseqüentemente na degradação do meio ambiente, podendo a poluição eletrônica 
ser considerada um dos tipos de lixo que mais vem crescendo no mundo, tendo como 
principais subsídios para este crescimento desenfreado a evolução das atividades 
rotineiras das nações, a rápida obsolescência dos equipamentos eletroeletrônicos, além 
da facilidade de crédito oferecida pelas empresas revendedoras na aquisição destes 
aparelhos. 
 
1 A fumaça invisível, também denominada poluição eletrônica são os campos de energia eletromagnética produzidos 
pelos aparelhos eletroeletrônicos. 
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3. UTILIZAÇÃO E DESCARTE INCONSCIENTES DE APARELHOS 
ELETROELETRÔNICOS E SUAS PRINCIPAIS CONSEQÜÊNCIAS 
O ser humano acostumou-se a viver de forma livre e desregrada. O que demorou bi-
lhões de anos para ser construído está sendo destruído em poucas décadas ou sim-
plesmente anos. 
Não resta dúvida de que a Revolução Industrial trouxe enormes benefícios 
para a humanidade; hoje em dia é impossível imaginar a vida sem os recursos que a 
tecnologia aporta à sociedade: os produtos industrializados estão presentes no dia-a-
dia em praticamente tudo de que se necessita para viver, desde alimentação até abrigo 
e vestimenta, medicamentos, transporte, ensino, lazer, etc. (VALE; LAGE, 2003, p. 15) 
O uso inconsciente de produtos industrializados e suas formas de descarte 
causam sérios impactos ao meio ambiente; um problema a ser elencado sobre a 
produção e descarte dos produtos industrializados, é o tempo necessário para sua 
decomposição. A Tabela 1 apresenta o tempo necessário de decomposição de alguns 
produtos no meio ambiente. Dentre os produtos apresentados, as pilhas merecem 
maior destaque, por estarem diretamente ligados à poluição eletrônica. 
Tabela 1: Tempo de decomposição dos produtos industrializados no meio ambiente 
Tempo de Decomposição 
Jornais Duas a seis semanas 
Embalagens de Papel 1 a 4 meses 
Guardanapos de papel 3 meses 
Pontas de cigarro 2 anos 
Goma de mascar 5 anos 
Náilon 30 a 40 anos 
Sacos e copos plásticos 200 a 450 anos 
Latas de alumínio 100 a 500 anos 
Tampas de garrafas 100 a 500 anos 
Pilhas 100 a 500 anos 
Garrafas e frascos (de vidro ou 
plástico) Indeterminado 
Pneus Indeterminado 
Fonte: http://www.ca.ufsc.br/qmc/aulas1anos/lixo/lixo.htm 
A omissão da legislação vigente que ainda não definiu o destino final de equi-
pamentos sucateados contribui para o crescimento da degradação do meio ambiente. 
Na legislação brasileira, a Lei nº. 6.938/81 resolução de 257/99, do Conselho Nacional 
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do Meio Ambiente (CONAMA), especifica que apenas as baterias e pilhas recebem tra-
tamento diferenciado, podendo ser devolvidas para o revendedor no ato de sua substi-
tuição e encaminhadas para os fabricantes. A nova resolução sobre pilhas e baterias do 
CONAMA, que entrará em vigor a partir de 1ª de julho de 2009, em seu Artigo 6º, defi-
ne que, as pilhas e baterias do tipo portátil, botão e miniatura que sejam comercializa-
das, fabricadas em território nacional ou importadas, deverão atender a teores máxi-
mos dos metais de interesse em sua fabricação, visando um menor teor de substâncias 
químicas e, conseqüentemente menos componentes pesados em contato com o solo em 
caso de descartes realizados de forma inadequada. 
As ações inconscientes do homem equiparam-se à busca de superação em 
termos tecnológicos, sejam desenvolvendo novas tecnologias, novos softwares que 
facilitam suas atividades rotineiras, ou mesmo efetuando a melhoria de processos 
relacionados à sua execução. 
Segundo Philipp, (2005, p. 170): 
O desenvolvimento acelerado de programas de computador, equipamentos 
eletrônicos e meios de comunicação voltados à informação tem proporcionado 
oportunidades de aumento da produtividade empresarial, tanto operacional 
como administrativa, bem como melhoria de qualidade na prestação de serviços, 
por meio da digitalização, automação, teletrabalho, inteligência artificial e 
realidade virtual. 
A popularização e até mesmo o consumismo de produtos tecnológicos cria um 
problema que tende a se agravar ainda mais nos próximos anos. O avanço tecnológico 
e as políticas econômicas vêm se expandindo cada vez mais, incentivando 
demasiadamente o consumo das sociedades, seja com uma melhora no designer de um 
produto já comercializado, ou no lançamento de uma nova versão, ou ainda pelas 
facilidades das linhas de crédito espontâneas da empresas. Torres (2008) menciona que, 
essa busca de melhorias no conhecimento, nas competições e nas criatividades, torna-
se assim, um agravante cada vez maior para o meio ambiente e consequentemente, 
para a vida humana, devendo ser mencionado ainda, o lado perigoso do avanço da 
tecnologia e seu considerável impacto ambiental, sendo que, a indústria de 
computadores e seus periféricos é uma das que proporcionalmente ao peso dos seus 
produtos, mais consome recursos naturais, tanto na forma de matéria-prima, como em 
termos de água e energia. De acordo com Fonseca (2008), existem 50 milhões de toneladas de detritos2 
no mundo inteiro, sendo que, em 1997 a vida útil de um computador pessoal era de 
 
2 Entulhos de computadores velhos abandonados ao ar livre. 
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seis anos, passando a ser de apenas dois anos em 2005, fato este que aumenta conside-
ravelmente esta realidade. 
Os descartes dos equipamentos eletroeletrônicos considerados inadequados 
ao uso ou sucateados, na maioria das vezes não recebem o tratamento adequado, 
sendo que alguns, dependendo do estado de conservação, poderiam ser reaproveitados 
através de um processo de reciclagem, devendo as empresas fabricantes estar 
propensas a recepcionarem esse “lixo” para reaproveitarem partes em outros 
equipamentos novos ou efetuarem campanhas de recuperação destas máquinas para 
posterior doação. Os resíduos dos lixos eletrônicos, ao serem encaminhados para os grandes 
lixões a céu aberto, podem causar danos à saúde, tanto à espécie animal quanto 
humana. Conforme Moreira (2007), as contaminações destes resíduos podem ser por 
contato direto na manipulação das placas eletrônicas e seus componentes, como pode 
também ocorrer de forma acidental com aparelhos que vão para o aterro sanitário, 
existindo assim, uma grande possibilidade de que os componentes tóxicos contaminem 
o solo chegando aos lençóis freáticos e consequentemente, afetando a água. 
Ribeiro (2008) afirma que, no caso de computadores, a única parte que não 
atrai o interesse das recicladoras é a telado monitor. As outras peças podem ser 
totalmente aproveitadas, muitas vezes compondo uma nova máquina. Menciona ainda 
que, hoje, 90% do lixo tecnológico podem ser reaproveitados, e algumas empresas já o 
fazem com margem razoável de lucro. 
Segundo dados do Greenpeace (2007), rios e águas subterrâneas de países da 
Ásia e no México estão sofrendo com o despejo de substâncias químicas tóxicas por 
parte de fabricantes de componentes eletroeletrônicos, onde, países considerados 
paraísos da indústria eletrônica estão a meio caminho do inferno da contaminação por 
substâncias químicas perigosas. Áreas industriais na China, México, Filipinas e 
Tailândia, responsáveis pela fabricação de componentes de aparelhos da IBM, HP, 
Sony e Sanyo, estão causando sérios problemas em rios e águas subterrâneas. 
O Greenpeace, de acordo com as práticas de fabricação e descarte das 
empresas, cria a denominação “eletrônicos verdes” efetuando um ranking obedecendo 
a regras de melhores práticas. De acordo com o guia dos eletrônicos verdes de 2006, 
entre as 14 empresas listadas abaixo, a Apple ficou em último lugar por não oferecer 
políticas e práticas adequadas de reciclagem e eliminação de substâncias tóxicas de 
seus produtos e, no topo do ranking aparece a Nokia. 
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Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/toxicos/noticias/apple-e-a-pior-colocada-na-nov 
Figura 2. Ranking das empresas mais verdes do setor eletrônico. 
Segundo Valle e Lage (2003, p. 9), 
A conscientização da sociedade para as questões ambientais tem sido despertada 
pela ocorrência de alguns desastres ecológicos que deixaram marcas, muitas 
vezes ainda visíveis e até permanentes, em sistemas em todo o mundo. 
Várias catástrofes ocorreram nos últimos dez anos influenciadas por 
modificações climáticas, abalos sísmicos, enchentes, invasão de aves e insetos nas 
cidades, entre outras, deixando evidente a participação do ser humano, mesmo que de 
forma inconsciente neste processo de ação-reação do meio ambiente. 
4. COMPONENTES UTILIZADOS NA FABRICAÇÃO DE APARELHOS 
ELETROELETRÔNICOS E SUAS RESPECTIVAS FORMAS DE POLUIÇÃO NO 
MEIO AMBIENTE 
De acordo com estudo divulgado pela Universidade das Nações Unidas3, para a 
montagem de um desktop de 17 polegadas são usados cerca de 1.800 quilos de 
componentes. Somente de combustíveis fósseis (petróleo, gás, etc.) são gastos 240 
quilos, 22 quilos de produtos químicos e 1.500 quilos de água potável. 
Com a democratização do computador e dos aparelhos eletroeletrônicos, 
sendo levada em consideração a constante evolução da tecnologia e a queda dos 
preços, as vendas aumentaram, gerando conseqüentemente grande quantidade de 
peças e ou equipamentos não passíveis de uso. 
Ao serem inutilizados, estes equipamentos são descartados na maioria das ve-
zes de forma inapropriada e, por possuírem produtos como o mercúrio, arsênio e 
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chumbo em sua fabricação, quando em contato com seres humanos, podem causar di-
versos danos à saúde. 
A Tabela 2 especifica as principais substâncias utilizadas na fabricação dos 
aparelhos eletroeletrônicos, sendo correlacionados aos principais malefícios à saúde. 
Tabela 2. Os vilões dos eletrônicos. 
Os vilões dos eletroeletrônicos 
Mercúrio Computador, monitor e TV de tela 
plana Danos no cérebro e fígado 
Cádmio Computador, monitores de tubo e 
baterias de laptops 
Envenenamento, problemas nos ossos, 
rins e pulmões 
Arsênio Celulares Pode causar câncer no pulmão, doenças 
de pele e prejudicar o sistema nervoso 
Berílio Computadores e celulares Causa câncer no pulmão 
Retardantes de 
Chamas (BRT) 
Usado para prevenir incêndios em 
diversos eletrônicos 
Problemas hormonais, no sistema nervoso 
e reprodutivo. 
Chumbo Computador, celular e televisão Causa danos ao sistema nervoso e 
sanguíneo 
Bário Lâmpadas fluorescentes e tubos Edema cerebral, fraqueza muscular, 
danos ao coração, fígado e baço 
PVC Usado em fios para isolar corrente Se inalado, pode causar problemas 
respiratórios. 
Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/26/ult4213u358.jhtm 
Fonseca (id.) cita que, em termos técnicos, a degradação de uma placa 
eletrônica pode gerar 22 mg/litro de Cd (cádmio) e 133 mg/litro de Pb (chumbo), 
enquanto que o homem suporta, respectivamente, 0,5 mg/litro e 5 mg/litro desses 
elementos. O lixo eletrônico acumulado cresce três vezes mais rápido que o urbano 
convencional, e que um monitor de computador leva 300 anos para se degradar. 
A produção de lixo eletrônico cresce 5% ao ano, onde, cerca de três quilos de 
lixo eletrônico são gerados a partir da fabricação de cada quilo de computador. Além 
da grande quantidade de aparelhos descartados, deve ser considerada também a 
poluição gerada para a fabricação das peças que compõe cada um destes produtos, isto 
de acordo com dados do Jornal da Mídia de 20084. 
Boa parte do material utilizado em produtos eletrônicos, além de poluente, é 
tóxico. Isso significa que não é somente a sujeira e o acúmulo de lixo que preocupa, 
mas as conseqüências que o contato com esse material tóxico pode trazer ao meio am-
 
3 Dado disponível em http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/26/ult4213u358.jhtm 
4 Disponível em: 
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/04/11/Bahia_Nacional/Producao_de_lixo_eletronico_cresc.shtml 
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biente e a nós mesmos: doenças de pele e problemas respiratórios são os mais comuns, 
mas certos materiais podem causar doenças muito mais sérias, como o câncer. 
Affonso (2008) qualifica o e-lixo como uma bomba-relógio, cujos efeitos vão 
recair da maneira mais inesperada possível sobre a sociedade e, segundo ele um dos fa-
tores que contribui para o aumento crescente do e-lixo é a velocidade da troca de ver-
sões dos computadores (incluindo celulares) e dos programas. O Brasil conta com 30 
milhões de computadores ficando atrás dos EUA (180 milhões), Pacífico (150 milhões) e 
China (180 milhões) e, estima-se que, em 2010, o mundo terá 1 bilhão de computadores 
obsoletos. 
Ainda segundo Affonso (id.), há diferentes maneiras de se ver um computa-
dor. Ele pode ser descrito como um conjunto de plástico (40%), metais (37%), eletrôni-
cos (5%), borracha (1%) e de outros materiais (17%). Em termos amplos, 94% do que 
consiste um computador são potencialmente recicláveis. Na prática, cerca de 42% po-
dem ser reciclados, sendo necessário que sejam produzidos aparelhos cada vez mais 
“recicláveis”. 
A Tabela 3 demonstra os principais materiais utilizados na fabricação de um 
computador, seu percentual em relação ao seu peso total e além de seu percentual reci-
clável, sendo representados os principais pontos de localização destes materiais nos 
computadores e periféricos. 
Tabela 3. Composição Física de um computador e índice de materiais recicláveis. 
Material % em relação 
ao Peso Total % Reciclável Localização 
Alumínio 14,172 80 Circuito integrado, solda, bateria 
Chumbo 6,298 5 Semicondutor
Ferro 20,471 80 Estrutura, encaixes
Estanho 1,007 70 Circuito integrado
Cobre 6,928 90 Condutivo
Bário 0,031 0 Válvula eletrônica
Níquel 0,850 80 Estrutura, encaixes
Zinco 2,204 60 Bateria
Berílio 0,015 0 Condutivo térmico, conectores 
Ouro 0,016 98 Conexão, condutivo
Manganês 0,031 0 Estrutura, encaixes
Prata 0,018 98 Condutivo
Cromo 0,006 0 Decoração, proteção contra corrosão 
Cádmio 0,009 0 Bateria, chip, semicondutor, estabilizadores
Mercúrio 0,002 0 Baterias, ligamentos, termostatos, sensores
Silica 24,880 0 Vidro
Fonte:Microelectronics and Computer Technology Corporation, 2000. 
Disponível em: http://www.tec.abinee.org.br/arquivos/s702.pdf. 
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Além da composição física do computador e índice de materiais recicláveis, é 
importante demonstrar a associação dos principias elementos das placas de circuito 
impresso descartadas, apresentando uma associação com o ciclo evolutivo das gerações 
de computadores e suas respectivas evoluções, os quais são apresentados na Tabela 4: 
Tabela 4: Análise clínica de placas de circuito impresso descartadas. 
Elemento XT (mg/kg) 486 (mg/kg) Pentium (mg/kg) Amostra total (mg/kg) 
Ag 642 283 340 317 
Au 218 633 366 142 
Cd 2.375 2.283 1.033 1.183 
Cu 37.817 37.017 24.000 42.283 
Fé 568 19.500 34.433 30.783 
K 233 680 90 180 
Mn 337 3.543 4.377 81 
Na 317 413 1.350 4.833 
Ni 12.717 16.608 21.230 4.142 
Zn 2.558 1.992 2.167 1.825 
Pb 51.083 22.750 42.000 25.000 
*Si 22 47 60 - 
As 37 46 20 11 
Ca 7.730 1.264 1.197 1.696 
Sb 301 142 315 505 
Se 7 20 9 21 
Sn 11.915 68.274 64.313 47.863 
Fonte: Andrade, R. Caracterização e classificação de placas de circuito impresso de computadores como resíduo sólido, 
Dissertação (Mestrado) - Unicamp, 2002.3 
Apesar de existirem empresas especializadas em reciclagem de aparelhos 
eletroeletrônicos, o número ainda é insignificante, se comparado ao aumento das 
vendas. Segundo relatório produzido pelo IBGE em 2007, as vendas de eletrônicos e 
produtos de informática no varejo brasileiro cresceram 29,4%, tendenciando a 
aumentar gradativamente. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
É de fundamental importância que haja a conscientização do ser humano em relação a 
não degradação do meio ambiente, envolvendo tanto os donos de indústrias e os usuá-
rios de tecnologia, devendo ser levada em consideração a necessidade de inclusão digi-
tal, com a diminuição do lixo eletrônico e, consequentemente menor degradação do 
meio ambiente. Não há como se incluir digitalmente sem buscar por tecnologia, no en-
tanto, é necessário que busquemos por fabricantes mais conscientes e preocupados com 
o meio ambiente. 
A sociedade da informação e o desafio da sucata eletrônica 
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Por esse e outros motivos, a tecnologia não pode ser visualizada apenas por 
seu lado benéfico; é importante que haja consciência no desenvolvimento de uma tec-
nologia que agrida menos o meio ambiente, seja no momento da sua fabricação, seja no 
seu descarte. 
Uma alternativa seria a adoção por parte das empresas de estratégias de reci-
clagem de seus equipamentos inutilizados pelos consumidores, o que resultaria na di-
minuição da sucata tecnológica, reduzindo o impacto ao meio ambiente. 
Outra, seria o consumo consciente das nações, evitando o consumismo desen-
freado de produtos eletroeletrônicos e, baseando-se neste contexto, os hábitos dos seres 
humanos devem ser repensados. Para tanto, se faz necessária a identificação da forma 
de perceber o ambiente em que vivem, demonstrando as principais características so-
bre sua identificação e postura acerca do meio ambiente. 
A natureza, enfim, o meio ambiente, está em desvantagem nessa corrida tec-
nológica iniciada a partir da Revolução Industrial. Devemos associar a produção e a-
quisição do conhecimento às melhores práticas de fabricação, utilização e descarte de 
aparelhos eletroeletrônicos, lembrando que, somos parte integrante do meio ambiente 
e, nossa saúde e bem-estar estão diretamente relacionados com a qualidade do ambien-
te que construímos com o auxilio da tecnologia. 
No contexto atual, o homem não pode preocupar-se apenas com o desenvol-
vimento tecnológico para o auxílio das suas tarefas; suas atividades e posteriores des-
cartes devem ser realizados de forma consciente, preservando o ambiente para as pró-
ximas gerações. 
É notório que as vantagens do uso crescente de computadores são grandes. 
Teoricamente, a utilização do computador e da internet reduz o uso do papel, de 
produtos químicos, gasto de combustível utilizado para deslocamente físico, enfim, nos 
tornamos mais rápidos e múltiplos com a utilização da tecnologia. No entanto, 
precisamos evoluir degradando o ambiente o mínimo possível, delegando 
responsabilidades e assumindo consequências criadas por nossos atos. 
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Juliana Martins de Bessa Ferreira 
Coordenadora do curso de Ciência da Compu-
tação da Faculdade Anhanguera de Anápolis – 
Anápolis, GO. 
Antônio Claudio Ferreira 
Docente da disciplina Responsabilidade Social 
e Meio Ambiente do curso de Ciência da Com-
putação e outras disciplinas nos cursos de Ad-
ministração, Ciências Contábeis, Nutrição, Bi-
omedicina e Farmácia da Faculdade Anhangue-
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