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1 
 
 
BIZU ESTRATÉGICO DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 
EIXO TEMÁTICO 4 - REGULAÇÃO (CNU (PÓS-EDITAL)) 
Olá, prezado aluno. Tudo certo? 
Neste material, traremos uma seleção de bizus da disciplina de Conhecimentos 
Específicos - Eixo Temático 4 - Regulação para o concurso do CNU (Pós-Edital). 
O objetivo é proporcionar uma revisão rápida e de alta qualidade aos alunos por meio 
de tópicos que possuem as maiores chances de incidência em prova. 
Todos os bizus destinam-se a alunos que já estejam na fase bem final de revisão (que já 
estudaram bastante o conteúdo teórico da disciplina e, nos últimos dias, precisam revisar por 
algum material bem curto e objetivo). 
 Este bizu foi produzido com base no material da disciplina Conhecimentos Específicos 
- Eixo Temático 4 - Regulação dos Professores Herbert Almeida, Nick Simonek, Paulo Sousa e 
Rubens Mauricio Corrêa. 
 
 Diogo Matias Leonardo Mathias 
 @oprimoconcursado @profleomathias 
 
 
 
 
 
 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
Aula 04
CNU - Concurso Nacional Unificado (Bloco Temático 6 - Setores Econômicos e Regulação) Bizu Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
www.estrategiaconcursos.com.br
 
 
 
 2 
 
 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
 
Pessoal, segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos pela Banca 
Cesgranrio e similares, no âmbito da disciplina de Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 
4 - Regulação, em concursos. 
 
Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Regulação (Foram 
encontradas 77 questões) 
Assunto % de cobrança 
Proteção à saúde e segurança Responsabilidade pelo fato 
de produto e serviço Responsabilidade pelo vício de 
produto e serviço Decadência e prescrição Desconsideração 
da personalidade jurídica 
28,57% 
Defesa do consumidor em juízo Sistema Nacional de Defesa 
do Consumidor Convenção coletiva de consumo 
27,27% 
Práticas comerciais Proteção contratual 23,38% 
Sanções administrativas Infrações penais 11,69% 
 
* Análise realizada em provas aplicadas de 2020 a 2024. 
 
 
Com essa análise, podemos verificar quais são os temas mais exigidos pela banca Cesgranrio 
e, através disso, focaremos nos principais pontos em nossa revisão! 
 
A disciplina Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Regulação no Edital do concurso 
da CNU (Pós-Edital) abordou o seguinte conteúdo programático: 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
Aula 04
CNU - Concurso Nacional Unificado (Bloco Temático 6 - Setores Econômicos e Regulação) Bizu Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
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 3 
 
 
30 As agências reguladoras e o princípio da legalidade. 31 Órgãos reguladores no Brasil: 
histórico e característica das autarquias. 32 Abordagens: teoria econômica da regulação, 
teoria da captura, teoria do agente principal. 33 Formas de regulação: regulação de preço; 
regulação de entrada; regulação de qualidade. 34 O Estado regulador e a defesa da livre 
concorrência. 35 Defesa da concorrência: análise de mercado, práticas desleais, posição 
dominante, infrações à ordem econômica, cartel, monopólio, truste, práticas restritivas, 
oligopólio. 36 Conceitos de Boas práticas regulatórias: análise do impacto regulatório, do 
resultado regulatório, Decreto nº 10.411/2020 e alterações; Lei da Agências (Lei nº 
13.848/2019). 37 Regulação em Saúde no Brasil. 38 Regulação no Setor Aquaviário no Brasil. 
39 Regulação no Setor Elétrico no Brasil. 40 Regulação do Setor de Saúde Suplementar no 
Brasil. 41 Defesa da Concorrência: Lei nº 12.529/2011 e alterações. 42 Direito do 
Consumidor: Lei nº 8.078/1990 e alterações. 43 Avaliação dos benefícios sociais e 
econômicos, índice de viabilidade, diagnósticos, estudo e impacto/risco social, 
impacto/risco ambiental. 43.1 Análise de mercado. 43.2 Reequilíbrio Econômico e 
Financeiro. 44 A Previdência complementar no Brasil: Regramento constitucional, Leis 
Complementares nº 108 e 109, de 2001. 44.1 Planos de benefícios previdenciários de 
entidades fechadas: modalidades e patrocínio. 44.2 Organização do sistema de previdência 
complementar. Órgãos reguladores e supervisores. 44.3 A ação do Estado. As entidades 
fechadas de previdência complementar: classificação, composição, atribuições. 
 
MAPA DO BIZU 
Segue uma tabela contendo a numeração dos bizus referentes a cada tópico abordado e os 
respectivos cadernos de questões selecionados no nosso SQ. Como não havia muitas questões 
disponíveis, inserimos também questões de outras bancas e reunimos todas elas em um 
caderno. 
Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Regulação – CNU 
Assunto Bizus Caderno de Questões 
Proteção à saúde e segurança 
Responsabilidade pelo fato de produto e 
serviço Responsabilidade pelo vício de 
produto e serviço Decadência e prescrição 
Desconsideração da personalidade jurídica 
1 a 6 
 
 
http://questo.es/bqxfq1 
Defesa do consumidor em juízo Sistema 
Nacional de Defesa do Consumidor 7 a 11 http://questo.es/20flha 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
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 4 
 
 
Convenção coletiva de consumo 
Práticas comerciais Proteção contratual 12 a 17 http://questo.es/9ycsfw 
Sanções administrativas Infrações penais 18 a 19 http://questo.es/cp526o 
Apresentação 
É com imensa satisfação que terei o privilégio de acompanhar a sua jornada rumo à aprovação. 
Antes de mais nada, permita-me uma breve apresentação: 
 
Meu nome é Diogo Matias das Neves, tenho 29 anos, sou 
formado em Administração pela Universidade Católica de 
Pernambuco (2013) e sou natural de Recife/PE. 
 
Atualmente, moro em São Paulo em virtude do exercício do 
cargo de Auditor de Controle Externo no Tribunal de Contas 
do Estado de São Paulo (TCE-SP), tendo sido aprovado no 
último certame realizado em 2017. 
 
Também fui aprovado nas vagas no último concurso da Polícia 
Federal para o cargo de Agente de Polícia Federal, além das aprovações em 30º para Auditor 
do Estado do RS (CAGE-RS) e também 30º no de Auditor de Controle Externo do TCM-BA. 
 
Tentarei utilizar da minha experiência de mais de 5 anos estudando para concursos e 
conquistando aprovações em diversas áreas para auxiliá-lo(a) na preparação desse almejado 
concurso. 
Diogo Matias das Neves 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
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Proteção à saúde e segurança Responsabilidade pelo fato de 
produto e serviço Responsabilidade pelo vício de produto e 
serviço Decadência e prescrição Desconsideração da 
personalidade jurídica 
1) Proteção à saúde e à segurança 
o O art. 8°do CDC estabelece que os produtos e serviços colocados no mercado de 
consumo não podem acarretar riscos à saúde ou segurança dos consumidores. 
o Por isso,a norma prevê que são permitidos produtos e serviços cujos riscos sejam 
considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, 
obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias 
e adequadas a seu respeito. 
o A norma do §2º tenta evitar, por exemplo, a contaminação a celíacos, intolerantes à 
lactose, e alérgicos em geral. Se a máquina que produz macarrão é também utilizada 
para produzir algum produto com lactose, o intolerante já se contaminará e sofrerá 
efeitos adversos. Por isso, o consumidor deve ser informado a respeito. 
o No caso de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou 
segurança, o fornecedor deve informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito 
da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas 
cabíveis em cada caso concreto (art. 9º). 
o O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado 
de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deve comunicar o 
fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante 
anúncios publicitários (§1º). 
o Essa publicidade tem de ser tão clara que o §3° do art. 10 estabelece que sempre que 
tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança 
dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 
informá-los a respeito. 
o Esses problemas – vícios ou defeitos – todos podem ser intrínsecos ou extrínsecos. 
Intrínsecos são os problemas que afetam a própria essência ou composição dos 
produtos ou serviços. Já os problemas extrínsecos são aqueles que tratam da 
informação, nuclearmente, ou seja, se relacionam com a apresentação.Intrínseco é o 
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vício de uma lata de molho de tomate estragada. Extrínseco é a adulteração do prazo 
de validade dessa lata. 
o O que o legislador quer é que todos os partícipes do mercado ajam de modo a evitar 
produtos nocivos ou perigosos aos consumidores. Ao inverso, respondem aqueles que 
permitem que os consumidores sofram danos. É a aplicação da chamada Teoria do risco 
criado, que, de maneira bastante simples, rege as relações de consumo. 
 
2) O sistema de responsabilidade no CDC 
o A responsabilidade contratual, decorrente do inadimplemento das obrigações, consta 
dos arts. 389 a 420 do Código Civil. Já a responsabilidade civil extracontratual se pauta 
nos arts. 186 e 927 do Código Civil. O primeiro fixa as bases do ato ilícito (“aquele que, 
por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano 
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”), ao passo que o segundo 
prevê a regra de responsabilização (“aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar 
dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”). 
o Veja que o art. 186 do Código Civil exige quatro elementos: conduta (ação ou omissão), 
culpa em sentido amplo (voluntária, negligência ou imprudência), nexo de causalidade 
(violar direito e causar) e dano (dano a outrem, ainda que exclusivamente moral). Se um 
desses elementos não estiver presente, não se fala em responsabilização, já que o art. 
927 do Código Civil se remete diretamente ao art. 186. 
o A base disso é um velho ditado romano (que é um princípio geral do Direito): neminem 
laedere – não causar dano. Se alguém causa danos a outrem, e tem culpa, tem de 
responder. Assim, a regra da responsabilidade civil é a responsabilidade subjetiva, 
baseada na culpa. 
o Se no Código Civil a regra é a responsabilidade civil subjetiva, com comprovação de 
culpa (art. 927) e a exceção é a responsabilidade civil objetiva, sem necessidade de 
comprovação de culpa (parágrafo único do art. 927), o CDC inverte a lógica. 
o A regra, aqui, é a responsabilidade objetiva, ou seja, o fornecedor responde 
independentemente de comprovação de culpa (mas ainda é necessário comprovar os 
outros três elementos: conduta, nexo de causalidade e dano). Apenas 
excepcionalmente será necessário ao consumidor provar a culpa do fornecedor, como 
se verá adiante. 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
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o O Código Civil também não distingue muito o tipo de problema que a coisa comprada 
traz. O CDC não, ele distingue a responsabilidade civil em relação ao tipo de bem 
jurídico atingido, ou, em centavos de real, de dano causado. 
o Há uma diferença significativa entre um fone de ouvido que simplesmente não toca e 
um fone de ouvido que explode e causa queimaduras graves na sua face, não é? A 
distinção do CDC é simples: danos ao patrimônio (material ou moral) e danos à 
segurança e à saúde. 
o De um lado, há a responsabilidade civil por fato ou defeito do produto ou serviço, 
prevista nos arts. 12 e ss. do CDC, que se vinculam a um dano que atinge a segurança 
ou saúde do consumidor. De outro, há a responsabilidade civil por vício do produto ou 
serviço, prevista nos arts. 18 e ss. do CDC, que se vinculam a um dano que atinge o 
patrimônio do consumidor. 
o O elemento nuclear na responsabilidade objetiva é, dessa forma, o dano. A conduta e o 
nexo de causalidade são, em geral, mais simples de serem demonstrados. Mas o dano 
é a figura central do sistema reparatório fixado no CDC, de tal modo que o tipo de 
dano gera uma distinção de tratamento jurídico. 
 
3) Os danos indenizáveis 
o Patrimoniais, ou também chamados de materiais, são aqueles danos pecuniários, que 
podem ser vistos em cifrões. É o motorista desatento que bate no seu carro. Quanto 
custa pra consertar? É o celular que não funciona. Quanto custa um novo? 
o Extrapatrimoniais, ou também chamados de morais (em sentido amplo), são aqueles 
danos que extrapolam os valores monetários, que não se podem ver cifrões. É o banco 
que inscreve seu nome indevidamente no SERASA. Quanto custa pra limpar o nome? É 
o colega de trabalho mal amado e invejoso que mente para o chefe e espalha uma 
mentira a seu respeito, trazendo desconfiança quanto a sua competência funcional. 
Quanto custa para que a confiança volte? 
o É possível que uma mesma conduta cause danos materiais e morais? Sim, e de acordo 
com a Súmula 37 do STJ, são cumuláveis as indenizações por danos materiais e morais 
oriundos do mesmo fato. 
o O STJ (Súmula 387) ainda permite a cumulação das indenizações de dano estético e 
dano moral. Por isso, lá atrás, eu classifiquei o dano em patrimonial e extrapatrimonial; 
o dano extrapatrimonial se subdivide, por exemplo, em moral e estético. 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
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o não é tecnicamente correto chamar tudo que não é dano patrimonial simplesmente de 
dano moral. O mais correto seria dizer dano extrapatrimonial, pois esse ainda pode ser 
subdividido em dano moral em sentido estrito e dano estético. 
o E pode cumular danos estéticos com danos materiais? E danos materiais com morais e 
estéticos? Pode tudo. Por isso, euprefiro classificar assim (deixo entre parênteses os 
sinônimos nem tão bons): 
 
4) Responsabilidade por fato ou defeito 
o O art. 12 do CDC prevê que o fornecedor responde objetivamente pelo fato ou defeito 
do produto ou serviço que causa dano à saúde ou segurança do consumidor. 
o Assim, é possível se classificar os defeitos em: 
 Defeito de criação ou concepção (projeto) 
 Defeito de produção ou fabricação (fabricação, construção, montagem, fórmulas) 
 Defeito de informação (informações insuficientes ou inadequadas) ou 
comercialização (manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus 
produtos) 
o No art. 12 CDC, há três categorias de fornecedores: fornecedor real, presumido e o 
aparente. 
o A partir do art. 12, a doutrina classifica o fornecedor em três: 
 Fornecedor real: fabricante, produtor e construtor. Aqueles que realmente 
forneceram o produto. São os que efetivamente participam do processo de 
Dano
Extrapatrimonial (moral emsentido
amplo)Patrimonial (material)
Moral (moral em sentido estrito)
Estetico
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fabricação ou produção, de um dos seus componentes ou de sua matéria-prima 
(previsão: caput do art. 12). 
 Fornecedor presumido: importador. Apesar de não ter realmente fornecido o 
produto, ele fornece, indiretamente, ou seja, não participa da produção em si, 
mas atua como intermediário entre o fornecedor real e o consumidor (previsão: 
art. 13). 
 Fornecedor aparente: aquele que coloca seu nome ou marca no produto, ou 
seja, ele se apresenta como fornecedor pela colocação do seu nome, marca ou 
outro sinal de identificação no produto que foi fabricado por um fornecedor real 
(fabricante, produtor e construtor). É o caso do franqueador ou representante 
autorizado (previsão: art. 3º, por interpretação doutrinária). 
5) Responsabilidade por vício do produto e do serviço 
o Os fornecedores de produtos respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou 
quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam 
ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a 
indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem 
publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. 
o O §6° prevê que são impróprios ao uso e consumo os produtos: 
➢ Cujos prazos de validade estejam vencidos 
➢ Deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, 
fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em 
desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou 
apresentação 
➢ Que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam 
o E mais, você pode exigir a substituição das partes viciadas, se for possível. E pode exigir 
de todos os membros da cadeia de fornecimento, que respondem de maneira objetiva 
e solidariamente. 
o Se o vício não for sanado no prazo máximo de 30 dias, pode o consumidor exigir, 
alternativamente e à sua escolha (§1º): 
 A substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições 
de uso 
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 A restituição imediata do valor pago, atualizado, sem prejuízo das perdas e danos 
 O abatimento proporcional do preço 
o Em primeiro lugar, as três opções são alternativas ao consumidor, que pode escolher 
livremente quaisquer delas. O fornecedor não pode se negar a abater o preço, se o 
consumidor quiser ficar com a coisa viciada; também não pode se negar a substituir a 
coisa por outra, em perfeitas condições. 
o Em segundo lugar, a escolha compete ao consumidor. Não pode o fornecedor, 
simplesmente, enviar outro produto idêntico ao consumidor, sem que esse concorde 
com essa solução. Não pode também se negar a restituir o preço pago ou tentar, de 
algumodo, fazer descontos indevidos, como no caso de frete. 
o Quando o consumidor pode exigir a substituição do produto, a restituição do valor 
pago ou o abatimento do preço, IMEDIATAMENTE? Quando, em razão da extensão 
do vício: 
 A substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou 
características do produto 
 A substituição das partes viciadas diminuir o valor do produto 
 Se se tratar de produto essencial 
 
6) Decadência e prescrição 
o Um único macete do Código Civil eu acho válido usar aqui. Os prazos de prescrição do 
Código Civil são sempre mensurados em anos, ao passo que os prazos de decadência 
do Código Civil são mensurados em dias e meses (e, excepcionalmente, em anos). 
 
Decadência: 
o O art. 26 estabelece que o consumidor decai (decadência) do direito de reclamar pelos 
vícios aparentes ou de fácil constatação em: 30 dias Se o produto ou serviço forem não 
duráveis e 90 dias Se o produto ou serviço forem duráveis 
o Prevê o §1° que se inicia a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva 
do produto ou do término da execução dos serviços. 
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Prescrição 
o Se a decadência trata do vício dos produtos e serviços, a prescrição trata dos fatos ou 
defeitos de produtos e serviços. Ao contrário da decadência, a prescrição não tem 
regramento detalhado no CDC, felizmente. 
o Estabelece o art. 27 que prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos 
causados por fato do produto ou do serviço, iniciando-se a contagem do prazo a partir 
do conhecimento do dano e de sua autoria. Se compro uma geladeira e meses depois 
ela explode, constatando-se que a explosão se deu por defeito de fabricação, terei 5 
anos para reclamar indenização, prazo esse contado da data da explosão 
(conhecimento do dano e autoria). 
o As regras sobre a prescrição, previstas nos arts. 189 e seguintes do Código Civil se 
aplicam também à prescrição trazida no art. 27 do CDC. Por exemplo, o art. 196 do 
Código Civil prevê que a prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra 
o seu sucessor; assim, se na explosão a pessoa morre, o prazo de 5 anos para que seus 
filhos pleiteiem indenização continua correndo. 
 
Defesa do consumidor em juízo Sistema Nacional de Defesa 
do Consumidor Convenção coletiva de consumo 
7) Defesa do consumidor em juízo: 
Disposições gerais: 
o Há um microssistema de tutela coletiva de direitos, formado por várias leis: Lei 
4.717/1965, a Lei da Ação Popular, Lei 7.347/1985, a Lei da Ação Civil Pública, Lei 
12.016/2009, a Lei do Mandado de Segurança Individual e Coletivo, o próprio CDC e, 
em alguma medida, o Código de Processo Civil de 2015. 
o O art. 81 do CDC estabelece que a defesa dos interesses e direitos dos consumidores 
e das vítimas pode ser exercida em juízo individualmente ou a título coletivo. 
o A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: 
I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, 
os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoasindeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; 
Vinícius Peron Fineto, Aline Calado Fernandes, Diogo Matias das Neves, Fernanda Harumi Amaral Jo, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Guilherme Carvalho, Arthur Fontes da Silva Jr, Leo Mandarino, Paulo Júnior, Leonardo Mathias
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 12 
 
 
II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste 
código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, 
categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por 
uma relação jurídica base; 
III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os 
decorrentes de origem comum. 
o Há legitimação concorrente (qualquer destes tem legitimidade para a propositura da 
demanda, sem exclusão dos demais) dos seguintes sujeitos: 
 o Ministério Público; 
 a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; 
 as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que 
sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses 
e direitos protegidos por este código; 
 as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam 
entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por 
este código, dispensada a autorização assemblear. 
o Se a ação tiver por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz 
pode conceder a tutela específica da obrigação ou determinar providências que 
assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. 
o De modo a facilitar a defesa do consumidor em juízo, o art. 87 do CDC expõe que nessas 
ações coletivas (em sentido amplo) não haverá adiantamento de custas, emolumentos, 
honorários periciais e quaisquer outras despesas. 
o Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela 
propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao 
décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. 
o Na hipótese do art. 13, parágrafo único do CDC (“Aquele que efetivar o pagamento ao 
prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, 
segundo sua participação na causação do evento danoso”), a ação de regresso poderá 
ser ajuizada em processo autônomo, facultada a possibilidade de prosseguir-se nos 
mesmos autos, vedada a denunciação da lide. 
8) Ações coletivas para defesa de interesses individuais homogêneos: 
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o Os legitimados para propor ações coletivas (em sentido amplo) podem propor, em 
nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva de 
responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. 
o De toda forma, o Ministério Público, se não ajuizar a ação, atuará sempre como fiscal 
da lei. 
o De regra, a competência para o julgamento dessas ações é da justiça estadual, mas 
pode ser competente a justiça federal, nos casos previstos nos arts. 108 e 109 da 
Constituição Federal. 
o As ações de tutela de interesses individuais homogêneos são de competência da justiça 
local no foro: 
 no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, quando de âmbito local; 
 no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os danos de âmbito 
nacional ou regional. 
o Proposta a ação será publicado edital no órgão oficial, a fim de que os interessados 
possam intervir no processo como litisconsortes. 
o Em caso de procedência do pedido, a condenação será genérica, fixando a 
responsabilidade do réu pelos danos causados. 
o A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus 
sucessores, assim como pelos legitimados concorrentes de que trata o art. 82. 
o É competente para a execução o juízo: 
 da liquidação da sentença ou da ação condenatória, no caso de execução 
individual; 
 da ação condenatória, quando coletiva a execução. 
o Em caso de concurso de créditos decorrentes de indenização da ação civil pública e de 
indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso, estas 
terão preferência no pagamento. 
o Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível 
com a gravidade do dano, poderão os legitimados do art. 82 promover a liquidação e 
execução da indenização devida. 
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o O STJ entende que é da própria natureza do direito coletivo (em sentido amplo) a 
eficácia erga omnes, pelo que os efeitos da decisão em ação coletiva (em sentido 
amplo) não se restringe aos limites do órgão prolator. 
9) Ações de responsabilidade do fornecedor de produtos e serviços: 
o a ação pode ser proposta no domicílio do autor; 
o O réu com seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. 
 
10) Ä Coisa julgada: 
o Nas ações coletivas (em sentido amplo), a sentença fará coisa julgada: 
 Direitos difusos: erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por 
insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar 
outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova. 
 Direitos coletivos (em sentido estrito): ultra partes, mas limitadamente ao grupo, 
categoria ou classe, salvo improcedência por insuficiência de provas, nos 
mesmos termos anteriormente mencionados. 
 Direitos individuais homogêneos: erga omnes apenas no caso de procedência do 
pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. 
 Os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes citadas anteriormente (art. 
103) não beneficiarão os autores das ações individuais, se não for requerida sua 
suspensão no prazo de 30 dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da 
ação coletiva. 
 
11) SNDC e Convenção coletiva do consumo 
o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor: integram o SNDC, os órgãos federais, 
estaduais, do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do 
consumidor. 
o Convenção coletiva de consumo: as entidades civis de consumidores e as associações 
de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular, por convenção 
escrita, relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao 
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preço, à qualidade, à quantidade, à garantia e características de produtos e serviços, 
bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. 
 
Práticas comerciais Proteção contratual 
12) Práticas comerciais: 
o Para os fins do capítulo das práticas comerciais e da proteção contratual, equiparam-se 
aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele 
previstas. 
o Oferta: que toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por 
qualquerforma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos 
ou apresentados. 
o A oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar, e integra o contrato 
que vier a ser celebrado. 
o A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, 
qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, 
entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos 
consumidores; 
o As informações dos produtos e serviços podem ser classificadas em: Informação-
conteúdo, Informação-utilização, Informação-preço, e Informação-advertência. 
o Os fabricantes e importadores devem assegurar a oferta de componentes e peças de 
reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. Cessadas a 
produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo, 
na forma da lei. 
o Uma vez feita a oferta, o fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável 
pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos. 
o Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação 
ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: exigir o 
cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; 
aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; ou rescindir o contrato, com 
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direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, 
e a perdas e danos. 
 Publicidade: deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e 
imediatamente, a identifique como tal. 
 É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva: 
a) publicidade enganosa: qualquer modalidade de informação ou comunicação 
de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro 
modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito 
da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, 
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. 
b) publicidade abusiva: dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer 
natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite 
da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores 
ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma 
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. 
o O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária 
cabe a quem as patrocina. 
 
13) Práticas abusivas 
É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: 
o condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro 
produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos; 
o recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas 
disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; 
o enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço; 
o prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, 
saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços; 
o exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva; 
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o executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do 
consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes; 
o repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no 
exercício de seus direitos; 
o colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as 
normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não 
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade 
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade 
Industrial (Conmetro); 
o recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha 
a adquiri- los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação 
regulados em leis especiais; 
o elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços; 
o deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de 
seu termo inicial a seu exclusivo critério; 
o aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. 
o permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior 
de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo. 
 O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento 
prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a 
serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e 
término dos serviços. Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade 
pelo prazo de dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor. 
 Cobrança de dívidas: na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não 
será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento 
ou ameaça. 
 O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, 
por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção 
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. 
14) Bancos de dados e cadastros dos consumidores: 
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o O consumidor terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e 
dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas 
respectivas fontes. 
o Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em 
linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes 
a período superior a cinco anos. 
o O órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito deve notificar o devedor 
antes de proceder à inscrição, mas é dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta 
de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados 
e cadastros. 
o Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao 
crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. 
o A Lei 12.414/2011 disciplina a formação e consulta a bancos de dados com informações 
de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para formação de 
histórico de crédito. Para tanto, a lei estabelece uma série de conceitos, para prever que 
os bancos de dados podem conter informações de adimplemento do cadastrado, para 
a formação do histórico de crédito. 
o Os órgãos públicos de defesa do consumidor devem manter cadastros atualizados de 
reclamações fundamentadas contra fornecedores deprodutos e serviços, devendo 
divulgá-lo pública e anualmente. Essa divulgação deve indicar se a reclamação foi 
atendida ou não pelo fornecedor. 
 
15) Proteção contratual: 
o Disposições gerais: 
 Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os 
consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento 
prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de 
modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. 
 As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao 
consumidor. 
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 O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua 
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a 
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do 
estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
 A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo 
escrito. 
 
16) Cláusulas abusivas: 
o São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao 
fornecimento de produtos e serviços que: 
 impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por 
vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou 
disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o 
consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações 
justificáveis; 
 subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos 
previstos neste código; 
 transfiram responsabilidades a terceiros; 
 estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o 
consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-
fé ou a eqüidade; 
 estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; 
determinem a utilização compulsória de arbitragem; 
 imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo 
consumidor; deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, 
embora obrigando o consumidor; permitam ao fornecedor, direta ou 
indiretamente, variação do preço de maneira unilateral; autorizem o 
fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja 
conferido ao consumidor; 
 obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, 
sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor; 
 autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a 
qualidade do contrato, após sua celebração; 
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 infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais; estejam em 
desacordo com o sistema de proteção ao consumidor; 
 possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. 
o A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando 
de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer 
das partes. 
 
17) Regras de financiamento: 
o No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão 
de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-
lo prévia e adequadamente sobre: preço do produto ou serviço em moeda corrente 
nacional; montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros; acréscimos 
legalmente previstos; número e periodicidade das prestações; e soma total a pagar, 
com e sem financiamento. 
o As multas de mora pelo inadimplemento não podem ser superiores a 2% do valor da 
prestação. 
o A liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução 
proporcional dos juros e demais acréscimos é obrigatória. 
 Cláusula de perdimento: nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis 
mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em 
garantia, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a 
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do 
inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto 
alienado. 
 Contrato de adesão: é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela 
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de 
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar 
substancialmente seu conteúdo. 
o Os contratos devem ser escritos em termos claros e com caracteres ostensivos e 
legíveis. 
o Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, 
cabendo a escolha ao consumidor. 
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Sanções administrativas Infrações penais 
18) Sanções administrativas: 
o O art. 55 do CDC estabelece que a União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter 
concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas 
relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços. 
o A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a 
produção, industrialização, distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o 
mercado de consumo, no interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da 
informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem 
necessárias 
o As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às 
seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das 
definidas em normas específicas: 
 multa; 
 apreensão do produto; 
 inutilização do produto; 
 cassação do registro do produto junto ao órgão competente; 
 proibição de fabricação do produto; 
 suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; 
 suspensão temporária de atividade; 
 revogação de concessão ou permissão de uso; 
 cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; 
 interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; 
 intervenção administrativa; 
 imposição de contrapropaganda. 
 
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o As sanções serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo 
ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de 
procedimento administrativo. 
o A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e 
a condição econômica do fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo, 
revertendo para o Fundo de Direitos Difusos, os valores cabíveis à União, ou para os Fundos 
estaduaisou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos. 
o As penas de apreensão, de inutilização de produtos, de proibição de fabricação de produtos, de 
suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação 
da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração, mediante procedimento 
administrativo, assegurada ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de 
qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. 
o As penas de cassação de alvará de licença, de interdição e de suspensão temporária da atividade, bem 
como a de intervenção administrativa, serão aplicadas mediante procedimento administrativo, 
assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior 
gravidade previstas neste código e na legislação de consumo. 
 
19) Infrações penais: 
o O Título II do Código de Defesa do Consumidor dispõe sobre as infrações penais a que 
o fornecedor de produtos e serviços está sujeito quando praticar determinadas condutas 
nas relações de consumo. 
o Em geral, o sujeito ativo é o fabricante ou fornecedor de serviços e produtos, e o sujeito 
passivo é o consumidor. De maneira excepcional, os crimes contra o consumidor terão 
os sujeitos diferentes destes. 
o Como o CDC não apresentou uma parte geral, detalhando a aplicação da lei penal, 
do crime, ou das penas, aplicam-se as normas da parte geral do Código Penal. 
o O CDC tipificou os crimes dos art. 63 a 74. De modo geral, eles constituem "crimes de 
perigo''. 
o Constituem crimes contra as relações de consumo previstas no código, sem prejuízo do 
disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes: 
 omissão sobre a nocividade; 
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 deixar de comunicar a nocividade descoberta posteriormente à colocação no 
mercado; 
 execução de serviço contrariando determinação da autoridade competente; 
 afirmação falsa e omissão de informação relevante sobre produtos ou serviços; 
 promover publicidade enganosa ou abusiva; 
 promover publicidade capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma 
prejudicial; 
 deixar de organizar dados-base à publicidade; 
 empregar na reparação componentes usados sem autorização; 
 impedir acesso às informações sobre o consumidor; 
 deixar de corrigir informação inexata sobre o consumidor; 
 deixar de entregar termo de garantia adequadamente preenchido. 
o Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as 
penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, 
administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer 
modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito 
de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. 
o São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados no código: 
 serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; 
 ocasionarem grave dano individual ou coletivo; 
 dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; 
 quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-
social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou 
rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras 
de deficiência mental interditadas ou não; 
 serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou 
quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . 
o Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou 
alternadamente: 
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 a interdição temporária de direitos; 
 a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às 
expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; 
 a prestação de serviços à comunidade. 
o No processo penal atinente aos crimes previstos no código, bem como a outros crimes 
e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como 
assistentes do Ministério Público, entidades e órgãos da Administração Pública, direta 
ou indireta e as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que 
incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos pelo 
CDC, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não 
for oferecida no prazo legal. 
--- 
 
Vamos ficando por aqui. 
Esperamos que tenha gostado do nosso Bizu! 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 Diogo Matias Leonardo Mathias 
 @oprimoconcursado @profleomathias 
 
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