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INFECÇÕES SEXUALMENTE 
TRANSMISSÍVEIS (IST) E 
AIDS
Módulo de Acolhimento e Avaliação
Projeto Mais Médicos para o Brasil
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Discutir a prevenção de ISTs e a atenção integral no SUS
• Apresentar e discutir a abordagem sindrômica no Corrimento Vaginal
• Apresentar e discutir a abordagem sindrômica no Corrimento Uretral
• Apresentar e discutir a abordagem sindrômica nas Úlceras Genitais
• Apresentar e discutir o diagnóstico, tratamento e seguimento específico da Sífilis,
Verrugas Anogenitais, Doença Inflamatória Pélvica (DIP), HIV/AIDS e Hepatites Virais
• Discutir a Profilaxia Pós-Exposição (PEP)
Estratégias de prevenção de ISTs na APS 
• Oferta e orientação quanto ao uso de preservativos
Disponibilizar em locais visíveis, para retirada livre e espontânea
• Rastreamentos – testes rápidos HIV, Sífilis, Hepatites B e C
• Vacinação para HPV, HAV e HBV 
• Oferta de diagnóstico e tratamento para IST
• Acompanhamento da adesão ao tratamento
• Tratamento de parcerias sexuais
Interrupção da cadeia de transmissão na comunidade
Outras medidas importantes e complementares:
• Orientar sobre o uso do gel lubrificante; 
• Testar regularmente conforme exposição de risco; 
• Conversar sobre status sorológico para HIV da(s) parceria(s) sexual(is); 
• Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia
oncótica); 
• Realizar profilaxia pré-exposição – PrEP, quando indicado; 
• Realizar profilaxia pós-exposição – PEP, quando indicado;
• Conhecer e ter acesso aos métodos de anticoncepção e planejamento 
reprodutivo.
3
Barreiras ao controle de IST:
perdas em diferentes níveis entre a infecção e a cura/controle
Prevenção 
combinada 
• Abordagem: 
• Confidencialidade
• Ausência de coerção
• Proteção contra a discriminação
• Comunicação de parcerias é um desafio em alguns casos. 
• Notificação para vigilância epidemiológica é fundamental quando 
indicada para o planejamento de ações de saúde locais e nacionais. 
Atenção Integral das IST, HIV e Hepatites Virais na APS
Manejo clínico de IST sintomáticas
CORRIMENTO VAGINAL
Situação problema 1
Clara, 15 anos, chega à unidade de saúde com queixa de corrimento vaginal
“diferente”. Vem acompanhada da mãe e, durante o seu atendimento
individual no consultório, relata que já iniciou atividade sexual e que não
tem mais contato com o seu único ex-namorado, que mudou de cidade.
Durante o exame físico, você observa saída de secreção amarelada pelo
orifício externo do colo e friabilidade ao toque.
Qual o diagnóstico sindrômico e qual a abordagem medicamentosa e não
medicamentosa deste caso?
Diagnósticos diferenciais de corrimento vaginal podem incluir Vaginose
bacteriana e Candidíase > apenas a Tricomoníase e Cervicite são ISTs.
Orientações gerais para todas as IST:
• Realizar orientação centrada na pessoa e suas práticas sexuais 
• Oferecer preservativos e contribuir para que a pessoa reconheça e minimize risco 
de nova infecção
• Oferecer testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C
• Oferecer vacinação para Hepatites e para HPV, quando indicado (checar cartão)
• Notificar o caso, quando indicado
• Tratar, acompanhar e orientar a pessoa e suas parcerias sexuais
No caso da Clara: tratar cervicite, abordar comunicação dos parceiros e 
agendar retorno para sua reavaliação clínica. 
Fluxograma para o manejo de corrimento vaginal 
Fluxograma para o manejo de cervicite
Tratamento corrimento vaginal 
Tratamento Cervicite (sintomática ou não)
CORRIMENTO URETRAL
Situação problema 2
Pablo, 24 anos, vem à consulta por saída de secreção purulenta pelo
meato uretral percebida há 2 dias, acompanhada de disúria. Última
relação sexual há 3 dias.
Exame físico: Drenagem de secreção mucopurulenta em média
quantidade pelo meato uretral com leve hiperemia balanoprepucial, sem
sinais de acometimento escrotal. Exame da região anorretal normal.
Qual o diagnóstico sindrômico e qual a abordagem medicamentosa e não
medicamentosa deste caso?
Fluxograma para o manejo de corrimento uretral 
Tratamento Corrimento Uretral e outras infecções por gonococo 
ÚLCERA GENITAL
Situação problema 3 – Úlcera genital
Tim, sexo masculino, 21 anos, estudante universitário, vem à consulta por
surgimento de lesão peniana percebida há 1 semana. Última relação sexual
há cerca de 1 mês com parceira casual. Percebe apenas desconforto leve
em região inguinal. Nega comorbidades conhecidas, mas está preocupado
pois tem ficado doente com frequência e perdeu cerca de 2kg nos últimos
dois meses, involuntariamente.
Exame físico: Úlcera única em face lateral do pênis, cerca de 1cm de
diâmetro, com base escura e fundo limpo. Linfonodomegalias dolorosas
inguinal e cervical. P: 58kg – E 174cm
Qual o diagnóstico sindrômico e qual a abordagem medicamentosa e não
medicamentosa deste caso?
Diagnósticos Diferenciais:
• Sífilis;
• Cancróide/Cancro Mole;
• Herpes genital;
• Linfogranuloma Venéreo;
• Donovanose;
• ELEVADO RISCO DE TRANSMISSÃO E AQUISIÇÃO DO HIV – principal
causa para a difusão do vírus;
• Baixo valor preditivo positivo com base na impressão clínica.
Situação problema 3 – Úlcera genital
32
Sífilis primária
32
Fluxograma para o manejo sindrômico de úlcera genital
Tratamento sindrômico úlcera genital: sífilis e cancróide
Tratamento úlcera genital – LGV e donovanose
Tratamento de herpes genital
36
Sífilis – Epidemiologia
Taxa de detecção de sífilis adquirida (por 100.000 habitantes), taxa de detecção de sífilis em gestantes e taxa de incidência de sífilis 
congênita (por 1.000 nascidos vivos), segundo ano de diagnóstico. Brasil, 2011 a 2021.
A sífilis é dividida em estágios que orientam o seu tratamento e 
monitoramento:
• Sífilis adquirida recente: < 1 ano de evolução
(primária, secundária e latente recente)
• Sífilis adquirida tardia: >1 ano de evolução
(latente tardia e terciária)
36
Sífilis – Classificação
Caracterização dos estágios
Sífilis secundária
Diagnóstico da sífilis
• Exige correlação entre dados clínicos, resultados de testes laboratoriais, 
histórico de infecções e exposição recente.
• Não estará confirmado apenas com teste rápido quando houver 
presença de cicatriz sorológica, ou seja, tratamento anterior para sífilis 
com documentação da queda da titulação em pelo menos duas diluições 
(ex.: uma titulação de 1:16 antes do tratamento que se torna menor ou 
igual a 1:4 após o tratamento). Nesse caso, confirmar com teste não 
treponêmico (VDRL, RPR). 
Diagnóstico da sífilis
Recomenda-se tratamento imediato com benzilpenicilina benzatina após 
apenas 1 (um) teste reagente para sífilis (teste treponêmico ou teste não 
treponêmico) nas seguintes situações (independentemente da presença 
de sinais e sintomas):
• Pessoas com sinais/sintomas de sífilis primária ou secundária;
• Pessoas sem diagnóstico prévio de sífilis;
• Gestantes;
• Pessoas com chance de perda de seguimento (que não retornarão ao 
serviço);
• Vítimas de violência sexual.
42
Tratamento - Sífilis
Monitoramento pós-tratamento sífilis
- Em não gestantes: VDRL a cada 3 meses até o 12º mês (3, 6, 9, 12 meses)
- Gestantes: mensalmente até o parto
Critérios de retratamento: reativação ou reinfecção
› Ausência de redução da titulação em duas diluições no intervalo de 6
meses (sífilis recente) ou 12 meses (sífilis tardia) após o tratamento
adequado, OU
› Aumento da titulação em duas diluições ou mais, OU
› Persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos.
Sífilis na gestação
• Anamnese, história de diagnóstico e tratamentos prévios (cicatriz 
sorológica) e exame físico;
• Parceria(s) sexual(is): se houve exposição à pessoa com sífilis (até 
90 dias), recomenda-se oferta de tratamento presuntivo 
(independentemente do estágio clínico ou sinais e sintomas), com 
dose única de benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões, UI, IM (1,2 
milhão de UI em cada glúteo). 
• Todas as parcerias devem ser testadas e tratadas conforme teste. 
VERRUGAS ANOGENITAISSituação problema 4
Rita, sexo feminino, 32 anos, vem à consulta por lesão verrucosa
percebida ontem no banho, localizada em grandes lábios, sem dor ou
coceira. Em relacionamento estável com parceira fixa há cerca de 4
anos, parceiros do sexo masculino prévios. Último citopatológico há
cerca de 5 anos. Sem comorbidades.
Exame físico: Percebe-se lesão maior com cerca de 0,8cm de diâmetro,
e outras lesões menores nas proximidades. Sem linfonodomegalia
inguinal.
Qual o diagnóstico e qual a abordagem medicamentosa e não
medicamentosa deste caso?
Verrugas anogenitais
• Papiloma vírus humano (HPV)
• Risco de exposição 15-20% a cada nova parceria.
• Subtipos de baixo e alto risco oncogênico:
• Maioria das lesões com resolução espontânea em 2 anos;
• Tempo infecção HPV alto risco e câncer cervical: 20 anos; 
• Causa de 85% casos câncer anal, 35% orofaringe.
• Tempo de latência viral e fatores associados desconhecidos.
Vacina HPV no SUS: meninas e meninos de 9 a 14 anos, 2 doses, 
0-6 meses
Manejo clínico de verrugas anogenitais
Manejo clínico de verrugas anogenitais
Verrugas anogenitais
DOENÇA INFLAMATÓRIA 
PÉLVICA (DIP)
Doença inflamatória pélvica (DIP)
• Ascensão de microorganismos com comprometimento de endométrio / 
trompas/anexos/estruturas contíguas;
• Complicação importante (1 DIP para cada 8 a 10 cervicites), problema 
saúde pública, repercussões a longo prazo (ex.: infertilidade);
• O exame clínico deve incluir: 
› Sinais vitais;
› Exame abdominal;
› Exame especular vaginal, incluindo inspeção do colo de útero para 
friabilidade (sangramento fácil) e corrimento mucopurulento cervical;
› Exame bimanual, com mobilização do colo e palpação dos anexos. 
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
Quando uma pessoa com útero 
sexualmente ativa se apresenta com dor 
abdominal baixa e/ou dor pélvica, deverá 
investigar DIP, independente da história 
de atividade sexual recente.
Diagnóstico DIP
3 critérios maiores + 1 critério menor OU 1 critério elaborado
Fluxograma para o manejo clínico de DIP 
Tratamento - DIP
HIV/AIDS
Infecção pelo HIV
• As IST são fatores de risco para aquisição e transmissão do HIV.
- Estudos demonstram que pessoas com IST e infecções não
ulcerativas do trato reprodutivo têm um risco aumentado de 3
a 10 vezes de se infectar pelo HIV, o qual sobe para 18 vezes
se a doença cursa com úlceras genitais.
• A primeira fase da infecção (infecção aguda) é o tempo para o
surgimento de sinais e sintomas inespecíficos da doença, que
ocorrem entre a primeira e terceira semana após a infecção.
57
• O aparecimento de infecções 
oportunistas e neoplasias é definidor 
da aids. Exemplos: pneumocistose, 
neurotoxoplasmose, tuberculose 
pulmonar atípica ou disseminada, 
meningite criptocócica e retinite por 
citomegalovírus, sarcoma de Kaposi
(SK), linfoma não Hodgkin e câncer de 
colo uterino, em mulheres jovens. 
• Nessas situações, a contagem LT-
CD4+ situa-se abaixo de 200 
céls/mm³, na maioria das vezes.
57
SÍNDROME NA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS)
57
Infecção pelo HIV
• Desde 2013, o Ministério da Saúde recomenda início imediato de 
TARV para todas as pessoas que vivem com HIV (PVHIV), 
independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico
• A APS é a porta de entrada preferencial, sendo responsável por 
acolher as PVHIV e promover a vinculação e corresponsabilização 
pela atenção às suas necessidades de saúde, para além da 
infecção pelo HIV.
Indetectável = Intransmissível
PVHA em Tratamento Antirretroviral (TARV) e 
carga viral indetectável há pelo menos 6 meses 
não transmite o vírus por via sexual.
PARTNER, Study: ZERO - no linked HIV transmissions in PARTNER study after couples had sex 58,000 times without condoms. Ago/2016. Disponível em http://i-base.info/htb/30108
http://i-base.info/htb/30108
Triagem de HIV na gestação
• HIV: na primeira consulta do pré-natal, idealmente no primeiro e no
terceiro trimestre da gestação;
• Para gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico
pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por
meio do TR para HIV;
58
Teste rápido de HIV
1) A amostra com resultado não reagente no teste rápido 1 (TR1) será definida
como: “Amostra Não Reagente para HIV”. Em caso de suspeita de infecção pelo HIV,
uma nova amostra deverá ser coletada 30 dias após a data da coleta desta amostra.
2) A amostra com resultado reagente no TR1 deverá ser submetida ao teste rápido
2 (TR2).
3) A amostra com resultados reagentes no TR1 e no TR2 terá seu resultado definido
como: “Amostra Reagente para HIV”.
4) A amostra com resultados discordantes entre TR1 e TR2 não terá seu resultado
definido. Nesse caso, devem-se repetir o fluxograma de diagnóstico; persistindo a
discordância dos resultados, uma amostra deverá ser coletada por punção venosa e
encaminhada.
59
• A realização do exame do HIV deve ser acompanhada de uma comunicação
adequada com o paciente, que precisa autorizar verbalmente sua realização.
• O conteúdo dessa comunicação depende do perfil do paciente e do motivo da
realização do teste.
• Quando o teste do HIV é realizado como parte da rotina de um
acompanhamento de outra doença ou do pré-natal, as necessidades de
comunicação são bem mais simples do que quando, por exemplo, um
adolescente com múltiplas parcerias sexuais procura a unidade com o objetivo
específico de realizar o teste, por estar com medo de ter se infectado.
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Aconselhamento pré e pós-teste 
60
Conteúdo que pode ser incluído no aconselhamento pré-teste 
Guia Rápido – Infecção pelo HIV e AIDS, 2022
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Aconselhamento pós-teste 
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• O sigilo a respeito do diagnóstico do HIV é um direito do paciente,
assegurado por lei (Lei n.º 14.289, de 3 janeiro de 2022). Nos casos em que
o paciente será acompanhado pela equipe de atenção primária, deve-se
definir com o paciente quais profissionais da equipe terão acesso ao
diagnóstico e registrar essa informação de forma clara no prontuário,
devendo-se registrar, também, como serão feitos os contatos com o
paciente a respeito do cuidado com sua doença.
60
Confidencialidade dentro da equipe
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV
• Determinados grupos de indivíduos estão sob maior risco, sendo alvo prioritário para PrEP.
• Contextos específicos associados a um maior risco de infecção:
• Repetição de práticas sexuais com penetração sem o uso de preservativo;
• Quantidade e diversidade de parcerias sexuais e eventuais;
• Histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis;
• Busca repetida por Profilaxia Pós-Exposição;
• Contextos envolvendo situações de troca de sexo por dinheiro, objetos de valor, drogas e 
moradia.
• Candidatos à PrEP deverão iniciar a profilaxia mediante testagem negativa para HIV.
Uso de antirretrovirais para reduzir o risco de infecção pelo HIV antes da 
exposição ao vírus.
PrEP
• A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que
bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo.
• Existem duas modalidades de PrEP indicadas:
1. PrEP diária 
2. PrEP sob demanda. 
1. PrEP diária: consiste na tomada diária dos comprimidos, de forma contínua, indicada para
qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV.
2. PrEP sob demanda: consiste na tomada da PrEP somente quando a pessoa tiver uma possível
exposição de risco ao HIV.
• Deve ser utilizada com a tomada de 2 comprimidos de 2 a 24 horas antes da relação sexual, + 1
comprimido 24 horas após a dose inicial de dois comprimidos + 1 comprimido 24 horas após a
segunda dose.
• A PrEP sob demanda é indicada para pessoas que tenham habitualmente relação sexual com
frequência menor do que duas vezes por semana e que consigam planejar quando a relação sexual
irá ocorrer.
• Além disso, as evidências científicas garantem a segurança e eficácia da PrEP sob demanda
somente para algumas populações. São elas: homens cisgênerosheterossexuais, bissexuais, gays e
outros homens cisgêneros que fazem sexo com homens (HSH), pessoas não binárias designadas
como do sexo masculino ao nascer, e travestis e mulheres transexuais - que não estejam em uso
de hormônios à base de estradiol.
ATENÇÃO
• A PrEP só tem efeito protetor se você tomar o medicamento conforme a 
orientação de um profissional de saúde. 
• Caso contrário, pode não haver concentração suficiente das substâncias ativas 
em sua corrente sanguínea para bloquear o vírus e você não estará protegido.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_profilaxia_prep.pdf
HEPATITES VIRAIS
Hepatites virais
• Virus da hepatite A, B, C, D ou Delta e E - diferentes agentes 
etiológicos;
• Tropismo primário pelo tecido hepático ;
• 1,4 milhão de óbitos anualmente no mundo: formas agudas graves, 
complicações das formas descompensadas crônicas e 
hepatocarcinoma;
• Número comparável ao das mortes causadas pela tuberculose e 
superior ao de óbitos por HIV.
63
• Quadro assintomático: desafio para saúde pública;
• A maioria das pessoas infectadas desconhece seu diagnóstico: 
manutenção da cadeia de transmissão;
• Importância do rastreamento oportuno e vacinação.
63
Hepatites virais crônicas B e C
Papel fundamental da APS!
• Vacinação universal: indicada para toda a população brasileira de qualquer faixa 
etária 
Atenção! Recomenda-se vacinar para hepatite B toda pessoa suscetível: sem 
registro de esquema vacinal completo, que apresenta HBsAg não reagente (teste 
rápido ou imunoensaio laboratorial). 
• Calendário nacional vacinação infantil: DTP+Hib+HB (Penta) aos 0, 2, 4 e 6 meses
• Demais idades: 3 doses com intervalos ideais de 0-1-6 meses (iniciar ou 
completar o esquema de acordo com situação vacinal)
• Esquema completo é altamente eficaz: protege >95% em crianças e >90 % 
adultos!
63
Hepatites virais - vacinação
Hepatite A
• Transmitida por contato fecal-oral, ingestão de água e/ou alimentos (pode 
ocorrer por via sexual);
• Clínica: sintomas inicias como fadiga, mal-estar, febre, dores musculares que 
podem ser seguidos de sintomas GI como enjoo, vômitos, dor abdominal, 
Icterícia, colúria. 
• Maioria das vezes autolimitada, tratamento de suporte e acompanhar evolução. 
• Diagnóstico quadro agudo: IgM é detectável após o 2º dia dos sintomas.
63
63
Hepatite B
Hepatite C
63
• Hepatite C tem cura e 
o tratamento é gratuito 
pelo SUS!
• Anti-HCV + HCV-RNA 
reagentes = tratamento 
Hepatite C – principais meios de transmissão
63
• Contato com sangue contaminado, pelo compartilhamento de agulhas, 
seringas e outros objetos para uso de drogas;
• Procedimentos invasivos (ex.: hemodiálise, cirurgias, transfusão) em os 
devidos cuidados de biossegurança;
• Reutilização ou falha de esterilização de equipamentos 
médicos/odontológicos;
• Falha de esterilização de equipamentos de manicure;
• Reutilização de material para realização de tatuagem;
• Uso de sangue e seus derivados contaminados.
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/hepatites-virais/definicao-hepatites/
Hepatite D
63
• O vírus da hepatite Delta – HDV tem expressivo impacto clínico e
epidemiológico na região norte do Brasil;
• Acomete apenas pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B;
• Sua transmissão pode ocorrer concomitantemente à infecção pelo
HBV (coinfecção) ou posteriormente à infecção pelo HBV
(superinfecção);
• Diagnóstico=anti-HDV.
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO 
(PEP)
• Acidente ocupacional material biológico (ex.: profissionais de 
saúde, limpeza)
• Exposição sexual de risco consentida
• Violência sexual
Podem variar de acordo com:
• Conhecimento ou não do status sorológico do caso-fonte
• Estado vacinal da vítima 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP)
• Duração: 28 dias
• Indicação da PEP HIV:
1) O tipo de material biológico é de risco para transmissão do HIV?
2) O tipo de exposição é de risco para transmissão do HIV?
3) O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento é menor que 72 horas?
4) A pessoa exposta é não reagente para o HIV no momento do atendimento?
• Se todas as respostas forem SIM, a PEP para HIV está indicada.
Prescrição de TARV (terapia antirretroviral) em até 72 horas após 
o contato potencial com o vírus
PEP HIV
PEP VIOLÊNCIA SEXUAL
+ TARV (terapia antirretroviral HIV) em até 72 horas + Testagem Hepatites
https://www.gov.br/aids/pt-br
• Manejo do HIV na Atenção Básica – Manual para médicos
• Cuidado Integral às Pessoas que Vivem com HIV pela Atenção Básica – Manual 
para a equipe multiprofissional
• Cinco Passos para a Implementação do Manejo da Infecção pelo HIV na 
Atenção Básica – Manual para gestores
• Caderno de Boas Práticas em HIV/Aids na Atenção Básica
57
Materiais de apoio adicionais sobre manejo do HIV na 
Atenção Primária a Saúde:
https://www.gov.br/aids/pt-br
Referências
Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções
Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções
Sexualmente Transmissíveis – IST. Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 211 p.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf
Fluxograma para manejo clínico das Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. Coleção
institucional do Ministério da Saúde. Pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde:
bvsms.saude.gov.br. Documento elaborado conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas
com Infecções Sexualmente Transmissíveis – PCDT-IST (DCCI/SVS/MS, 2020), disponível em: https://www.aids.gov.br/pcdt.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia
de Vigilância em Saúde. Brasília : Ministério da Saúde, 2021. 1.126 p. : il. Modo de acesso: World Wide Web:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed.pdf
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária a Saúde. Linha de Cuidado de Hepatites Virais B e C do Adulto. Acessado
em setembro de 2023: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/hepatites-virais/unidade-de-atencao-primaria/
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle as Infecções
Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e
Coinfecções. Brasília : Ministério da Saúde, 2019. 68 p. : il. http://antigo.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/protocolo-clinico-e-diretrizes-
terapeuticas-para-hepatite-c-e-coinfeccoes
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf
https://www.aids.gov.br/pcdt
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed.pdf
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/hepatites-virais/unidade-de-atencao-primaria/
http://antigo.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-c-e-coinfeccoes
http://antigo.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-c-e-coinfeccoes
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções. Ministério da Saúde, 2017. 120 p. : il. https://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/publicacoes/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-b/view
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais. – Brasília :
Ministério da Saúde, 2021. 102p. : il.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia,Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Secretaria De Vigilância
em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV. Brasília :
Ministério da Saúde, 2022.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Secretaria de Vigilância
em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais
[recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumo estratégicos em Saúde, Secretaria
de Vigilância em Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 224 p. : il.
Rio de Janeiro. Prefeitura. Secretaria Municipal de Saúde. Guia rápido: infecção pelo HIV e AIDS. Versão Profissional. Coordenação
Emanuelle Pereira de Oliveira Corrêa; [elaboração Gustavo Magalhães, Michael Schmidt Duncan]. Rio de Janeiro: Secretaria
Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, 2022.
OBRIGADO(A)!
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3: Estratégias de prevenção de ISTs na APS 
	Slide 4: Outras medidas importantes e complementares:
	Slide 5: Barreiras ao controle de IST: perdas em diferentes níveis entre a infecção e a cura/controle
	Slide 6: Prevenção combinada 
	Slide 7: Atenção Integral das IST, HIV e Hepatites Virais na APS
	Slide 8: Manejo clínico de IST sintomáticas
	Slide 9: CORRIMENTO VAGINAL
	Slide 10: Situação problema 1
	Slide 11
	Slide 12: Fluxograma para o manejo de corrimento vaginal 
	Slide 13: Fluxograma para o manejo de cervicite
	Slide 14: Tratamento corrimento vaginal 
	Slide 15: Tratamento Cervicite (sintomática ou não)
	Slide 16: CORRIMENTO URETRAL
	Slide 17: Situação problema 2
	Slide 18
	Slide 19: Tratamento Corrimento Uretral e outras infecções por gonococo 
	Slide 20: ÚLCERA GENITAL
	Slide 21: Situação problema 3 – Úlcera genital
	Slide 22: Situação problema 3 – Úlcera genital
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Fluxograma para o manejo sindrômico de úlcera genital
	Slide 26: Tratamento sindrômico úlcera genital: sífilis e cancróide
	Slide 27: Tratamento úlcera genital – LGV e donovanose 
	Slide 28: Tratamento de herpes genital
	Slide 29: Sífilis – Epidemiologia 
	Slide 30: Sífilis – Classificação
	Slide 31: Caracterização dos estágios
	Slide 32
	Slide 33: Diagnóstico da sífilis
	Slide 34: Diagnóstico da sífilis
	Slide 35: Tratamento - Sífilis
	Slide 36
	Slide 37: Sífilis na gestação
	Slide 38: VERRUGAS ANOGENITAIS
	Slide 39: Situação problema 4
	Slide 40: Verrugas anogenitais
	Slide 41: Manejo clínico de verrugas anogenitais
	Slide 42: Manejo clínico de verrugas anogenitais
	Slide 43: Verrugas anogenitais
	Slide 44: DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP)
	Slide 45: Doença inflamatória pélvica (DIP)
	Slide 46: Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
	Slide 47: Diagnóstico DIP 3 critérios maiores + 1 critério menor OU 1 critério elaborado 
	Slide 48: Fluxograma para o manejo clínico de DIP 
	Slide 49: Tratamento - DIP
	Slide 50: HIV/AIDS
	Slide 51: Infecção pelo HIV
	Slide 52: SÍNDROME NA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS)
	Slide 53: Infecção pelo HIV
	Slide 54
	Slide 55: Triagem de HIV na gestação
	Slide 56: Teste rápido de HIV
	Slide 57: Aconselhamento pré e pós-teste 
	Slide 58: Conteúdo que pode ser incluído no aconselhamento pré-teste 
	Slide 59: Aconselhamento pós-teste 
	Slide 60: Confidencialidade dentro da equipe
	Slide 61: Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV
	Slide 62: PrEP
	Slide 63
	Slide 64: ATENÇÃO 
	Slide 65
	Slide 66: HEPATITES VIRAIS
	Slide 67: Hepatites virais
	Slide 68: Hepatites virais crônicas B e C
	Slide 69: Hepatites virais - vacinação
	Slide 70: Hepatite A
	Slide 71: Hepatite B
	Slide 72: Hepatite C
	Slide 73: Hepatite C – principais meios de transmissão
	Slide 74: Hepatite D
	Slide 75: PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP)
	Slide 76
	Slide 77: PEP HIV
	Slide 78: PEP VIOLÊNCIA SEXUAL
	Slide 79: Materiais de apoio adicionais sobre manejo do HIV na Atenção Primária a Saúde:
	Slide 80: Referências
	Slide 81: Referências
	Slide 82: OBRIGADO(A)!
	Slide 83

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