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► CAPÍTULO 140 Infecções sexualmente transmissíveis Carolina Fajardo Luiza Cromack Aspectos-chave ► A Organização Mundial de Saúde (OMS)1 estima que 500 milhões de casos novos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis (gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase) acontecem por ano na população mundial. As estimativas sobre as ISTs de origem viral também são muito preocupantes, pois se estimam que 530 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas com o vírus do herpes genital e que mais de 290 milhões de mulheres estejam infectadas pelo papilomavírus humano (HPV). ► O Ministério da Saúde (MS)2 recomenda a abordagem integral das ISTs, combinando, quando disponível, o rastreamento e o tratamento das ISTs assintomáticas e o uso de fluxogramas nas ISTs sintomáticas, utilizando laboratório complementar. Deve ser realizado o acolhimento e o atendimento imediatos da pessoa, a fim de quebrar o ciclo de transmissão, pois um agendamento para outro momento facilitaria o desperdício da oportunidade de tratamento e vínculo. Uma das consequências do tratamento inadequado das ISTs é que a infecção pode tornar-se subclínica e o portador permanecer transmitindo a doença. ► Entre os homens, as ISTs podem causar também infertilidade, carcinoma de pênis e de ânus, entre outras complicações. ► As ISTs são geralmente assintomáticas, e inclusive as pessoas que apresentam sintomas muitas vezes não reconhecem que a causa seja provavelmente uma IST, o que perpetua a cadeia de transmissão. Caso clínico Vanessa, 17 anos, é estudante do 9o ano. Há 7 dias, notou surgimento de secreção vaginal espessa, amarelada, com odor desagradável. Refere eventualmente notar sangramento pós-coito e nega outros sinais ou sintomas, bem como quadros semelhantes anteriormente. Ela usou, por orientação do balconista da farmácia, um creme vaginal do qual não sabe o nome, sem melhora do quadro. Refere ter ciclos menstruais regulares. Menarca aos 12 anos. Coitarca aos 15 anos. Não usa preservativo nas relações sexuais, pois namora o mesmo rapaz (Pedro, 18 anos, soldado do exército), há 1 ano. G1POA1. Ela diz que nunca fez exame de rastreamento do câncer de colo uterino. Também nega etilismo ou tabagismo. Teste seu conhecimento 1. Qual é a principal hipótese diagnóstica quanto à secreção vaginal? a. Candidíase vaginal b. Secreção vaginal fisiológica c. Cervicite d. Vaginose 2. Com base na história de Vanessa, qual é o dado mais importante quanto ao possível diagnóstico de IST? a. Sexarca precoce b. Multiplicidade de parceiros c. Não utilização de preservativo d. Não realização de exame de Papanicolau 3. Com base nesta história, que conduta você deve tomar em relação ao parceiro? a. Não há necessidade de nenhuma abordagem b. Encaminhar uma prescrição por Vanessa c. Solicitar atendimento para ele d. Mandar orientações por Vanessa 4. Qual dos exames complementares não precisa ser solicitado? a. Sorologia para sífilis b. Sorologia anti-HIV c. Sorologia para hepatite d. Teste imunológico de gravidez 5. Qual exame fará o diagnóstico diferencial entre vaginose e cervicite? a. Palpação do abdome b. Punho-percussão lombar c. Toque bimanual d. Exame especular Respostas: 1C, 2C, 3C, 4D, 5D Do que se trata As ISTs são um importante problema de saúde pública, com magnitude reconhecida em todo o mundo, embora o registro de seus números nem sempre sejam precisos. Apesar das inconsistências em relação aos números de casos das ISTs, a incidência tem aumentado tanto na população geral como entre os adolescentes, causando até 17% das perdas econômicas por doenças nos países em desenvolvimento.1 Fatores como vergonha, medo e dificuldade de acesso aos serviços de saúde ampliam o risco de complicações e dificultam sua prevenção. Cabe destacar que medidas de educação em saúde, pronto acesso ao diagnóstico e tratamento e ampliação ao acesso aos preservativos são de eficácia comprovada em todo o mundo para a prevenção das ISTs. A denominação doença sexualmente transmissível (DST) foi substituída no Brasil por infecção sexualmente transmissível (IST) pelo Decreto no 8.901/2016, que modifica o nome do departamento responsável, para explicitar que nem sempre se tem sinais e sintomas. Quando pensar A relação das ISTs com doença inflamatória pélvica (DIP), prenhez ectópica, cânceres e infecções congênitas é bem documentada. Sua transmissão vertical, principalmente em se tratando da sífilis, além de abortamento e morte intrauterina, pode levar à cegueira, à surdez, à deficiência mental e a malformações do feto. No Brasil, em 2015, observaram-se, a partir de dados de vigilância epidemiológica, 33.365 casos de sífilis em gestantes, uma taxa de detecção de 11,2 casos de sífilis em gestantes por mil nascidos-vivos, 19 mil casos de sífilis congênita em neonatos e uma incidência de 6,5 casos de sífilis congênita por mil nascidos-vivos.3 Sobre os agentes etiológicos das ISTs, em pesquisa publicada pelo MS (2008) com homens e mulheres que procuraram atendimento com suspeita de IST, houve 14,4% de prevalência de ISTs bacterianas e 41,9% de virais.4 Provável IST: quando pessoas que têm relações sexuais sem uso de preservativo se apresentam nos serviços de saúde com algum dos seguintes sinais e sintomas: lesões genitais, corrimentos vaginal e/ou uretral, vesículas e/ou verrugas genitais, edema e/ou dor escrotal. O que fazer Atualmente, o principal a fazer é a abordagem integral das ISTs, combinando, quando disponível, o rastreamento e o tratamento das assintomáticas e o uso de fluxogramas nas sintomáticas, utilizando laboratório complementar. A disponibilidade de novas tecnologias, como os testes rápidos para sífilis e HIV, facilitou o diagnóstico e o tratamento das ISTs assintomáticas: a abordagem das pessoas com sintomas se tornou mais resolutiva e pode ser muito bem conduzida no âmbito da atenção primária à saúde (APS). É estratégia do MS a implantação dos testes rápidos para diagnóstico de HIV e triagem de sífilis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) como forma de ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados. Com essa estratégia, evita-se que uma pessoa com IST deixe de fazer o tratamento adequado caso tenha de agendar consulta para outro horário. A abordagem integral das ISTs associada à abordagem centrada na pessoa são estratégias importantes ao lidar com a pessoa com IST, uma vez que ambas colaboram para aumentar a adesão ao tratamento proposto em cada situação e facilitam a adoção de medidas de prevenção. Abordagem centrada na pessoa com suspeita de infecção sexualmente transmissível O método clínico centrado na pessoa (MCCP)5 faz parte das competências essenciais do médico de família e comunidade.6 Sua aplicação na abordagem frente à suspeita de IST é exemplificada a seguir. ● Primeiro componente – Explorando a saúde, a doença e a experiência da doença: Doença. Reconhecer os sintomas de IST, o tempo de evolução, história prévia de outras infecções, fatores de vulnerabilidade às ISTs (gênero, uso de drogas psicoativas, práticas sexuais inseguras), realizar de maneira criteriosa o exame físico e o exame ginecológico, para identificar desde manifestações sistêmicas das ISTs até alterações no aparelho genital, como corrimentos, verrugas e úlceras. Experiência da doença. As pessoas com IST têm vários sentimentos em relação a esse diagnóstico, sendo fundamental que o médico avalie esses sentimentos de maneira cuidadosa. ● Segundo componente – Entendendo a pessoa como um todo (o indivíduo, a família e o contexto): Indivíduo. É parte importante do aconselhamento pré-teste avaliar a percepção de risco do indivíduo. Muitas vezes, a pessoa tem relações sexuais sem preservativo por achar que não está em risco, pois “conhece seu parceiro/a”, algo comum em relacionamentos mais longos. Família. A abordagem da pessoa com suspeita de IST traz questões familiares importantes, como a fidelidade conjugal, o uso de preservativo e a possibilidade de negociação, a submissão de gênero das mulheres (muitas vezesvítimas de violência), além da possibilidade da transmissão vertical no caso de gestantes. Isso exige muito cuidado e atenção por parte do médico de família e comunidade. Contexto. É importante lembrar-se de que alguns grupos podem ter vulnerabilidade acrescida às ISTs, tais como, adolescentes e jovens, mulheres, questões de gênero, parceiras de usuários de drogas, profissionais do sexo, caminhoneiros, entre outros. ● Terceiro componente – Elaborando um plano conjunto para o manejo dos problemas: O esclarecimento de que se trata de uma infecção transmitida pela relação sexual é fundamental para facilitar a adesão ao tratamento, a adoção de medidas de prevenção e a captação da parceria. O profissional deve colocar-se à disposição para o atendimento e acordar a melhor forma de abordagem para minimizar possíveis conflitos, evitando culpabilizações. Ele deve também garantir o sigilo e a confidencialidade do atendimento. O mesmo esquema terapêutico deve ser utilizado na abordagem da parceria. ● Quarto componente – Intensificando o relacionamento entre pessoa e médico: É importante que o profissional ouça mais do que fale. As ISTs trazem muitas dúvidas e angústias. A questão da prevenção também deve ser colocada de forma não impositiva, para que a pessoa possa refletir sobre sua adoção com sua parceria, entendendo que é o método mais eficaz para prevenção das ISTs. É fundamental que a pessoa se sinta à vontade para, ao retornar, falar sobre as reais dificuldades que teve na adoção de medidas de prevenção, bem como trazer sua parceria se quiser. Com adolescentes, também é importante reforçar seu direito ao sigilo e confidencialidade no atendimento. Lembrar-se de que os jovens consideram estáveis relacionamentos de semanas; perguntar sobre o consumo de álcool e outras drogas. ● Componente Prevenção e Promoção* O aconselhamento pré-teste deve fazer parte de todo atendimento à pessoa com suspeita de IST, pois há indicação para o teste rápido para HIV, tendo em vista que a existência de uma IST pode aumentar em até 18 vezes a possibilidade de contaminação pelo vírus. Lembrar-se de que este teste só pode ser realizado mediante consentimento da pessoa. Fazem parte do aconselhamento importantes ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, como ouvir as preocupações da pessoa, propor questões que facilitem a reflexão sobre elas, prover informação quanto aos possíveis resultados, dar apoio emocional e auxiliar na tomada de decisão para adotar medidas que possam levar a uma melhor qualidade de vida. Para tanto, é necessário que a pessoa reconheça suas vulnerabilidades e possa avaliar seus riscos em relação às ISTs. A troca de informação sobre o tema e o esclarecimento de dúvidas são fundamentais, bem como a demonstração do uso correto dos preservativos e sua oferta. É importante reforçar que o preservativo deve ser usado em todas as relações sexuais, antes de qualquer penetração. Nunca esquecer-se de que tais questões serão revisadas no aconselhamento pós-teste, no momento da entrega dos resultados de exames: essa etapa é importante, independentemente do resultado positivo ou negativo, sendo um momento oportuno para realizar a prevenção. ● Componente: Sendo realista[NA] Considerar a necessidade de cada pessoa individualmente, ou seja, se for preciso mais tempo para abordar as questões relacionadas ao diagnóstico de uma IST, deve-se providenciá-lo. As ISTs devem ser consideradas um problema prioritário, que precisa de acolhimento sempre que as pessoas procuram os serviços de saúde, com objetivo de não perder a oportunidade do tratamento adequado. Conduta proposta A conduta proposta será a prevenção combinada das ISTs, que contempla tanto ações de prevenção quanto de assistência, distribuídas em três áreas estratégicas com os seguintes componentes: prevenção individual e coletiva, oferta de diagnóstico e tratamento para ISTs assintomáticas (com laboratório) e manejo de IST sintomáticas com uso de fluxogramas (com e sem laboratório).2 A oferta de diagnóstico e tratamento para ISTs assintomáticas é a estratégia para o rastreamento e o tratamento de sífilis latente recente e tardia, infecções por N. gonorrhoeae e C. trachomatis em mulheres, HIV e hepatites virais B e C. Serão apresentados a seguir fluxogramas para o manejo de IST, abrangendo a detecção e o tratamento das que se apresentam sob a forma de úlceras genitais, corrimento uretral, DIP e verrugas anogenitais. A abordagem do corrimento vaginal está especificamente detalhada no Cap. 135, Corrimento vaginal. Úlcera genital A úlcera genital representa um achado dos mais prováveis relacionados à IST e tem diferentes formas de apresentação e agentes etiológicos. Dessa forma, o fluxograma da Figura 140.1 auxilia na diferenciação causal e no manejo diagnóstico e terapêutico. Herpes genital A herpes genital é causada pelo vírus herpes simples (HSV) tipos 1 e 2. O HSV1 predomina como causador das lesões genitais, e o HSV2, das lesões periorais. A maioria das infecções é subclínica (63-87%).2 Sua evolução é caracterizada por surtos recorrentes com sinais e sintomas menos intensos do que da infecção primária. Além da maior intensidade dos sintomas do primeiro episódio, esse costuma ser mais longo (2-6 semanas) do que as recorrências (que podem durar poucos dias). Nas pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA), as manifestações são mais dolorosas, atípicas e com maior duração. Caracteriza-se por pequenas lesões ulcerativas na região anogenital, que foram precedidas por lesões vesiculosas isoladas ou agrupadas em “cacho”, sobre base eritematosa, cujo aparecimento, por sua vez, foi precedido de ardor ou prurido, associado ou não à presença de células gigantes com inclusões intranucleares (de Tzank) (identificados por exame microscópico direto do líquido vesiculoso ou sorologia positiva para HSV 1 ou 2). Pode haver corrimento vaginal e/ou uretral. Pode ser identificado período prodrômico com ardor, sensibilidade local, dor, prurido e hiperemia. A primoinfecção tem quadro mais exuberante e acompanhado de sintomas gerais, tais como febre, mal-estar, adinamia e disúria. Em gestantes, aumenta o risco de complicações obstétricas, e a presença de lesões ativas pode indicar a via alta de parto, a fim de evitar a transmissão no canal do parto. O tratamento é ineficaz em relação à cura, tendo por objetivo diminuir a intensidade e a duração dos surtos. Além disso, tem muita relação com aspectos emocionais do paciente, que podem ser avaliados de maneira adequada seguindo os princípios da medicina centrada na pessoa.5 O tratamento para as úlceras genitais de origem herpética está apresentado na Tabela 140.1 Na Tabela 140.2, são apresentadas a primeira e a segunda opção de tratamento para cancroide, linfogranuloma venéreo e donovanose. É importante destacar as particularidades de tratamento para PVHA, gestantes, lactantes e crianças. Corrimento uretral O corrimento uretral é uma manifestação das uretrites e pode também estar acompanhado de disúria, dor, eritema e prurido uretral. O fluxograma de abordagem frente à queixa de corrimento uretral e o tratamento proposto são apresentados na Figura 140.2 e na Tabela 140.3, respectivamente. Gonorreia e clamídia em mulheres: cervicites Cervicite mucopurulenta (ou endocervicite) é uma IST caracterizada pela inflamação da mucosa endocervical. Os agentes etiológicos mais frequentes são C. trachomatis e N. gonorrhoeae. Os principais fatores de risco associados são os mesmos relacionados ao corrimento uretral: vida sexual ativa com idade inferior a 25 anos, novas ou múltiplas parcerias sexuais, parcerias com IST, história prévia ou presença de outra IST e uso irregular de preservativo.2 ▲ Figura 140.1 Fluxograma de abordagem à úlcera genital. Fonte: Brasil.2 Tabela 140.1 | Tratamento do herpes genital Medicação Posologia Primeiro episódio (Tratamento por 7 dias) Aciclovir 200 mg, 1 comprimido, VO, 4/4 h (pular dose da madrugada) OU 200 mg, 2 comprimidos, VO, 8/8 h Valaciclovir 1 g, 1 comprimido, VO, 12/12 h Fanciclovir250 mg, 1 comprimido, VO, 8/8 h Recidiva (Tratamento por 5 dias) Aciclovir 200 mg, 1 comprimido, VO, 4/4 h (pular dose da madrugada) OU 200 mg, 2 comprimidos, VO, 8/8 h Valaciclovir 500 mg, 1 comprimido, VO, 12/12 h ou 1 g, dose única diária Fanciclovir 125 mg, 1 comprimido, VO, 12/12 h Supressão (≥ 6 episódios ao ano) Aciclovir 200 mg, 2 comprimidos, VO, 12/12 h, por até 6 meses, podendo o tratamento ser prolongado por até 2 anos É fundamental manter boa higiene das lesões com solução fisiológica ou degermante em solução aquosa. Na infecção primária, devido ao quadro álgico, pode ser usada xilocaína 5% tópica, várias vezes ao dia. Gestantes devem ser tratadas segundo o esquema para primoinfecção. O tratamento para imunossuprimidos deve ser venoso. Da mesma forma que outras IST, o estigma, o medo e as dúvidas em relação à transmissão, à relação com câncer (não há) e à gravidez devem ser conversados. Fonte: Brasil2 e Wolff e colaboradores.7 Tabela 140.2 | Tratamento recomendado para demais causas de úlceras genitais IST Primeira opção Segunda opção Comentários Cancroide, ou cancro mole (Haemophilus ducreyi) Azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única, OU ceftriaxona 500 mg, IM, dose única Ciprofloxacina, 500 mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por 3 dias O tratamento sistêmico deve ser acompanhado de medidas locais de higiene. O tratamento das parcerias sexuais é recomendado, mesmo quando assintomáticas. Linfogranuloma venéreo Doxiciclina, 100 mg, VO, 1 comprimido, 2x/dia, por 21 dias Azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, 1x/semana, por 3 semanas (preferencial nas gestantes) Se a parceria for sintomática, usam-se os mesmos medicamentos. Se a parceria for assintomática, recomenda-se: azitromicina, 500 mg, 2 cps, VO, dose única, OU doxiciclina, 100 mg, 1 cp, VO, 2x/dia, por 7 dias. A terapia pode ser prolongada até a resolução, porém não tem efeito expressivo na linfadenopatia, mas em geral os sintomas agudos são erradicados com rapidez. Donovanose (tratamento por pelo menos 21 dias ou até o desaparecimento das lesões) Doxiciclina, 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia Azitromicina, 1g, VO, 1x/semana OU Ciprofloxacina 500 mg, 1 e ½ comprimido, VO, 2x/dia OU sulfametoxazol/trimetoprima (400/80 mg) 2 comprimidos, VO, 2x/dia Não havendo resposta à ciprofloxacina, recomenda-se adicionar gentamicina, 1 mg/kg/dia, IV, 3x/dia. O critério de cura é o desaparecimento da lesão, não tendo sido relatada infecção congênita. Devido à baixa infectividade, não é necessário fazer o tratamento das parcerias sexuais. A ciprofloxacina está contraindicada para gestantes, lactantes e crianças. A doxiciclina está contraindicada para gestantes e lactantes. PVHA com cancroide e LGV devem ser monitoradas, pois podem necessitar de maior tempo de tratamento ou associação de gentamicina IV, uma vez que a cura pode ser retardada e a falha terapêutica pode ocorrer. LGV, linfogranuloma venéreo; IM, intramuscular; IV, intravenoso; VO, via oral. Fonte: Brasil.2 As mulheres com infecções por clamídia ou por gonorreia são assintomáticas em sua grande maioria (70-80%),2 sendo geralmente diagnosticadas quando apresentam complicações (dor pélvica, DIP, gravidez ectópica, infertilidade) ou a partir do diagnóstico de uretrite do parceiro. Quando sintomáticas, podem ocorrer: corrimento vaginal, alteração menstrual, dispareunia e disúria. O exame ginecológico pode identificar dor à mobilização do colo e secreção mucopurulenta por orifício externo do colo. (Ver Tabela 140.3 sobre os esquemas terapêuticos para o tratamento das infecções por gonorreia e clamídia.) Tabela 140.3 | Tratamento de escolha para o corrimento uretral e as cervicites Infecção gonocócica Ciprofloxacina, 500 mg, 1 comprimido, VO, dose única + azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única, OU Ceftriaxona, 500 mg, IM dose única + azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única Infecção por clamídia Azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única, OU Doxiciclina, 100 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias, OU Amoxicilina, 500 mg, VO, 3x/dia, por 7 dias Uretrite por Mycoplasma genitalium Azitromicina, 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única Em menores de 18 anos e gestantes, a ciprofloxacina é contraindicada, sendo recomendado o uso de ceftriaxona. A ciprofloxacina não é recomendada nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo devido a gonococos com resistência antimicrobiana ≥ 5% (limite internacional para uso de um antibiótico). Sugere-se utilizar a ceftriaxona (disponível na RENAME 2017). Na indisponibilidade, pode ser usada outra cefalosporina de 3a geração, como a cefotaxima, 1g, IM, em dose única. Importante: toda parceria sexual deve ser tratada para gonorreia e infecção por clamídia, submetida a exame genital e testada para sífilis, HIV e hepatites virais. Fonte: Brasil.2 Estudos americanos mostram a redução da prevalência de clamídia e gonorreia em regiões em que se adotou o rastreamento. No Brasil, não há dados de prevalência suficiente nem exames com boa sensibilidade viáveis financeiramente para que se possa indicar a realização desses rastreamentos até o momento. Doença inflamatória pélvica O diagnóstico clínico de DIP se baseia em critérios maiores, menores e elaborados: ela é confirmada clinicamente pela presença de 3 critérios maiores + 1 critério menor ou por apenas 1 critério elaborado (Figura 140.3). ▲ Figura 140.3 Fluxograma de dor pélvica. Fonte: Brasil.2 A DIP é considerada leve quando não há sinais de peritonite ou febre. Nessa situação, o tratamento pode ser ambulatorial8 (Tabela 140.4). No entanto, a presença das seguintes situações indica o tratamento hospitalar: Tabela 140.4 | Tratamento de escolha para a doença inflamatória pélvica Tratamento Primeira opção Segunda opção Terceira opção Ambulatorial Ceftriaxona, 500 mg, IM, dose única + Doxiciclina, 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias + Metronidazol, 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 14 dias Cefotaxima, 500 mg, IM, dose única + Doxiciclina, 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias + Metronidazol, 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 14 dias Avaliar tratamento hospitalar Hospitalar Cefoxitina, 2g, IV, 4x/dia, por 14 dias + Doxiciclina, 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias Clindamicina, 900 mg, IV, 3x/dia, por 14 dias + Gentamicina IV/IM: ataque de 2 mg/kg e manutenção com dose de 3-5 mg/kg/dia, por 14 dias Ampicillina/sulbactam, 3g, IV, 4x/dia, 14 dias + Doxiciclina, 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias Fonte: Brasil.2 ● Abscesso tubo-ovariano. ● Gravidez. ● Ausência de resposta clínica após 72 horas do início do tratamento com antibioticoterapia oral. ● Intolerância a antibióticos orais ou dificuldade para seguimento ambulatorial. ● Estado geral grave, com náuseas, vômitos e febre. ● Dificuldade em exclusão de emergência cirúrgica (p. ex., apendicite, gravidez ectópica). Nas usuárias de dispositivo intrauterino (DIU), caso exista indicação de remoção, esta deve ser realizada apenas após as duas primeiras doses do esquema terapêutico. Essas mulheres devem ser orientadas a utilizar outros métodos contraceptivos além do uso de preservativo masculino ou feminino. As parcerias sexuais, sintomáticas ou não, dos últimos 2 meses, devem ser tratadas empiricamente para N. gonohrroeae e C. trachomatis. Sífilis Causada pelo Treponema pallidum, que pode ser adquirida (na maioria das vezes por contato sexual) ou congênita (transmissão da mãe para o filho). A sífilis congênita pode ser prevenida durante o pré-natal, quando se deve realizar o teste rápido para rastreá-la em todas as gestantes, na primeira consulta e na 28a semana de gestação.7 Se necessário, deve ser realizado o tratamento da gestante e convocar seu(s) parceiro(s) para avaliação e tratamento. É obrigatória a notificação de todos os casos de sífilis (adquirida, gestacional, congênita), em todas as unidades de saúde no Brasil.9 ▲ Figura 140.2 Fluxograma para corrimento uretral. Fonte: Brasil.2 Quanto ao tempo de evolução, a sífilisé classificada em recente (menos de 1 ano de duração) e tardia (mais de um ano de duração): a sífilis recente se divide em primária, secundária ou latente recente (Quadro 140.1); a sífilis tardia se divide em latente tardia ou terciária (Quadro 140.2). Quadro 140.1 | Classificação e manifestações da sífilis recente Manifestações clínicas Sífilis recente Sífilis primária: cancro duro e micropoliadenopatia Sífilis secundária: sifílides papulosas disseminadas (principalmente palmoplantares) e/ou condiloma plano, acompanhadas ou não por poliadenomegalia Sífilis latente recente: assintomática, diagnóstico é feito pelos exames sorológicos Quadro 140.2 | Classificação e manifestações da sífilis tardia Manifestações clínicas Sífilis latente tardia (≥ 1 ano ou duração ignorada) Assintomática, diagnóstico é feito pelos exames sorológicos Sífilis terciária Manifestações cutâneas (gomas), ósseas, cardiovasculares, neurológicas O diagnóstico laboratorial da sífilis é realizado por meio dos seguintes métodos:10 ● Teste rápido para sífilis: prático e de fácil execução, tem grande valor principalmente em gestantes e puéperas. ● Pesquisa de Treponema pallidum na lesão (exames diretos): indicada apenas na presença do cancro ou de lesões dermatológicas da sífilis secundária. É considerada prova definitiva, pois não há interferência de mecanismos cruzados. Existem três métodos de provas diretas: exame em campo escuro, pesquisa direta com material corado e imunofluorescência direta, este último altamente específico e com sensibilidade maior do que 90%. ● Testes sorológicos: identificam anticorpos desenvolvidos pela presença do Treponema pallidum no organismo. Podem ser treponêmicos (detectam anticorpos específicos), como o teste com anticorpo treponêmico fluorescente (FTA-Abs), o TPHA ou o MHA-TP (testes de hemoaglutinação); ou não treponêmicos (anticorpos não específicos) como o Venereal disease research laboratory (VDRL) e o RPR teste de reagina plasmática rápida (RPR). O FTA-Abs é mais específico e sensível do que os testes não treponêmicos. Em geral, é feito primeiro um teste não treponêmico e depois um treponêmico. Quanto ao VDRL, ele positiva entre 5 e 6 semanas após a infecção e entre 2 a 3 após o cancro duro (úlcera genital típica de sífilis primária). Dessa forma, pode ser negativo na sífilis primária, mas não na secundária. O VDRL pode ser falso-positivo de forma transitória na malária, na gravidez, na mononucleose infecciosa, nas viroses, na tuberculose, etc. Nessas situações, em geral ele negativa em 6 meses; no entanto, pode persistir por mais de 6 meses nos casos de hanseníase virchowiana e doenças autoimunes, como lúpus.11 Sífilis primária O cancro duro é uma lesão ulcerada, única, indolor, com bordas duras em rampa e fundo limpo. Altamente contagiosa, os locais mais acometidos nas mulheres são colo uterino e vulva, e, nos homens, o sulco balanoprepucial ou a glande (podem ocorrer também lesões extragenitais). O cancro não deixa cicatriz e desaparece espontaneamente entre 2 a 6 semanas. Sífilis secundária Ocorre de 6 semanas a 6 meses após o cancro duro, com erupção generalizada, simétrica, com aspecto variável de acordo com cronologia. O acometimento da palma da mão e da planta dos pés é bastante sugestivo. Sífilis tardia Estudos mostram que, se o paciente com sífilis não for tratado, aproximadamente 30% desenvolverão sífilis terciária, que se caracteriza pela presença de sinais e sintomas em geral após 2 a 40 anos de infecção, ou mais.2 Tratamento da sífilis As fases iniciais da sífilis são mais infecciosas, mas respondem melhor ao tratamento (Tabela 140.5). Tabela 140.5 | Tratamento recomendado da sífilis Sífilis primária, secundária ou latente recente (tratada a 10 cm/semana. Não deve ser usada na gravidez. Ácido tricloroacético 80-90% É um agente cáustico. Aplicar pequena quantidade com cuidado sobre o condiloma e deixar secar (a lesão fica branca). Usar 1x/semana, de 8 a 10 semanas. Pode ser usado na gravidez se a lesão não for extensa. Crioterapia Ocasiona destruição térmica. Indicada quando há poucas lesões ou lesões muito queratinizadas. Pode ser necessária mais de uma sessão semanal ou a cada duas semanas. Raramente há necessidade de anestesia. Eletrocoagulação É necessário eletrocautério e anestesia para realizar esse procedimento. Não deve ser realizado nas lesões vaginais, cervicais e anais, devido ao risco de complicações. Exérese cirúrgica Indicada quando é necessário realizar o exame histopatológico e para pacientes que tenham grande número de lesões ou extensa área acometida, ou em casos de resistência a outras abordagens terapêuticas. Fonte: Brasil.2 Prevenção A principal forma de prevenção é utilizar preservativo masculino ou feminino, ou seja, essa discussão deve sempre estar presente em abordagens individuais ou de grupo. Vacina contra o papilomavírus humano Desde 2014, o calendário nacional de vacinação inclui a vacina quadrivalente contra HPV. As lesões genitais e anais pré-cancerosas são relacionadas aos subtipos 16 e 18, e as verrugas genitais, aos tipos 6 e 11. Inicialmente com três doses (0,2 e 6 meses), em 2015 foi alterado para duas doses (0 e 6 meses). As adolescentes de 9 a 14 anos de idade devem ser vacinadas, assim como os meninos de 12 e 13 anos (essa faixa etária será gradativamente ampliada até 2020). Para PVHA, a vacina é recomendada ainda em três doses, na faixa etária de 9 a 26 anos para as mulheres e entre 14 a 26 anos para os homens.13 Alguns pontos importantes em relação à vacinação contra o HPV devem ser destacados: ● A adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame citológico do colo uterino para rastreamento do câncer (Papanicolau). ● Pesquisas mostram que as principais beneficiadas são as meninas que ainda não tiveram relações sexuais. ● O uso de preservativo continua sendo fundamental, uma vez que não há proteção contra as outras ISTs e HIV. Erros mais frequentemente cometidos ► Não garantir sigilo e confidencialidade aos adolescentes.14 É nessa fase da vida que muitos deles iniciam sua vida sexual e na maioria das vezes sem o uso adequado do preservativo. Dessa forma, não garantir um momento, durante a anamnese, sem estar na presença do responsável pode impedir que ele forneça subsídios importantes à consulta. Cabe destacar que lhes é garantido atendimento de saúde individualizado, com sigilo e confidencialidade. Não é possível uma abordagem franca e tranquila de questões da vida sexual e reprodutiva do/a adolescente na presença de seu responsável.15 ► Não realizar seguimento de todos os passos da abordagem ao paciente com suspeita de IST: acolhimento e atendimento imediatos, com realização de anamnese e exame físico, solicitação dos exames complementares mediante aconselhamento pré e pós-teste (que inclui a oferta de preservativos), tratamento, agendamento de retorno e notificação quando pertinente. ► Não deixar claro para a pessoa que se trata de uma infecção transmitida por relações sexuais e que a melhor forma de atuar é com a prevenção e o uso adequado do preservativo, que deve ser demonstrado para correção de possíveis erros em seu uso. ► Não convocar as parcerias para aconselhamento e tratamento objetivando quebrar a cadeia de transmissão. ► Não notificar o caso: lembrar-se de que hepatites virais, sífilis (adquirida, gestacional, congênita), gestantes e crianças expostas ao HIV, HIV/Aids fazem parte da lista de agravos de notificação compulsória do MS, segundo a Portaria 204, de 17 de fevereiro de 2016.9 ► Não ofertar os preservativos de forma desburocratizada, como preconizado pelo MS, inclusive para adolescentes. Prognóstico e complicações possíveis ● As ISTs, com exceção das causadas por vírus, são curáveis, desde que seguido o tratamento adequado. As medidas de prevenção devem ser adotadas para evitar-se a recontaminação. ● A sífilis não tratada depois da fase de latência pode levar a lesões cutaneomucosas, cardiovasculares e neurológicas. Nas gestantes, pode levar ao abortamento, à morte intrauterina e à sífilis congênita. ● A infecção herpética primária no final da gestação oferece maior risco de infecção neonatal. ● Na donovanose a destruição tecidual e a obstrução linfática podem necessitar de intervenção cirúrgica. ● As cervicites na gestação podem levar a parto prematuro, à rotura prematura de membranas e à infecção fetal. ● A DIP é importante causa de infertilidade em mulheres, quando não tratada adequadamente. ● Entre os homens, as ISTs podem causar também infertilidade, carcinoma de pênis e de ânus, entre outras complicações. Atividades preventivas e de educação Alguns componentes do aconselhamento pré-teste podem ser abordados em atividades lúdicas, na sala de espera ou em grupos na comunidade, na escola, principalmente a troca de informações sobre o tema, bem como, se possível, a exibição de vídeos ilustrativos, seguida de discussão. Pode-se propor uma roda de conversa, em que se utilizem situações do cotidiano que possam estar relacionadas – por exemplo, situações de violência contra a mulher, hierarquia de gênero influenciando na adoção de práticas de sexo mais seguro. Podem-se confeccionar cartazes e folhetos sobre o tema, sobre saúde do homem e do adolescente. A demonstração do uso correto do preservativo também pode ser feita usando-se modelos de pelve e pênis. É essencial também garantir o acesso desburocratizado aos preservativos. Além disso, outra etapa importante para controle das ISTs é a identificação dos portadores assintomáticos (que representam grande parte dos infectados), evitando a transmissão para outras pessoas. Nas orientações propostas pelo MS na abordagem das ISTs, são apresentadas as estratégias de prevenção focadas na importância de práticas sexuais seguras e de abordagem sindrômica das pessoas sintomáticas. A única orientação para realização de rastreamento de IST em pessoas assintomáticas é em relação às gestantes, na qual é indicada a realização de exames para detectar HIV e sífilis. Não há uma estratégia definida de ações para abordagem dos portadores assintomáticos em outras situações, embora existam métodos de rastreamento das ISTs em indivíduos em risco. Papel da equipe multiprofissional Enre as atividades a serem desempenhadas pela equipe multiprofissional relativas ao manejo operacional das ISTs em uma Unidade Básica de Saúde, destacamos: ● Garantir o acolhimento e realizar atividades de informação/educação em saúde. As atividades educativas podem ser realizadas em salas de espera, em grupos de mulheres, homens, adolescentes, e portadores de doenças crônicas. ● Realizar consulta imediata no caso de úlceras genitais, corrimentos genitais masculinos e femininos e de verrugas anogenitais. ● Realizar coleta de material cervicovaginal para exames laboratoriais. ● Realizar testagem rápida e/ou coleta de sangue e/ou solicitar exames para sífilis, HIV e hepatites B e C, nos casos de IST. ● Realizar tratamento das pessoas com IST e suas parcerias sexuais. ● Seguir o protocolo do MS para prevenção vertical do HIV, sífilis e hepatites virais. ● Notificar as ISTs, conforme a portaria vigente.9 ● Comunicar as parcerias sexuais do caso-índice para tratamento, conforme o protocolo. ● Referir os casos suspeitos de ISTs com manifestações cutâneas extragenitais para unidades que disponham de dermatologista, caso necessário. ● Referir os casos de IST complicadas e/ou não resolvidas para unidades que disponham de especialistas e mais recursos laboratoriais. ● Referir os casos de dor pélvica com sangramento vaginal, casos com indicação de avaliação cirúrgica ou quadros mais graves para unidades com ginecologista e/ou que disponham de atendimento cirúrgico. REFERÊNCIAS 1. World Health Organization.Sexually Transmitted Infections (STIs), The importance of a renewed commitment to STI prevention and control in achieving global sexual and reproductive health [Internet]. Geneva: WHO; 2013 [capturado em 13 fev. 2018]. Disponível em: http://www.who.int/reproductivehe alth/publications/rtis/rhr13_02/en/ 2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis. Brasília: MS; 2016. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim epidemiológico: sífilis. Brasília: MS; 2016. 4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Prevalências e frequências relativas de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em populações selecionadas de seis capitais brasileiras, 2005. Brasília: MS; 2008. 5. Stewart M, Brown JB, Weston WW, McWhinney IR, McWilliam CL, Freeman TR. Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico. 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. 6. Valladão Jr. JBR, Gusso G, Olmos RD. Manual do Médico residente de medicina de família e comunidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Rio de Janeiro: Atheneu; 2017. 7. Wolff T, Shelton E, Sessions C, Miller T. Screening for syphilis infection in pregnant women: evidence for the U.S. Preventive Services Task Force reaffirmation recommendation statement. Ann Intern Med. 2009;150(10):710-716. 8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. HIV/Aids, hepatites e outras DST. Brasília: MS; 2006. 9. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria no 204, de 17 de fevereiro de 2016. Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Brasília: MS; 2016. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudel egis/gm/2016/prt0204_17_02_2016.html 10. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/Aids. Diagnóstico laboratorial do diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o vírus da imunodeficiência humana. Brasília: MS; 2015. 11. Avelleira JCR, Bottino G. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. An Bras Dermatol. 2006;81(2):111-126. 12. van der Graaf Y, Molijn A, Doornewaard H, Quint W, van Doorn LJ, van den Tweel J. Human papillomavirus and the long-term risk of cervical neoplasia. Am J Epidemiol. 2002;156(2):158-164.