Prévia do material em texto
A Psicologia como ciência do comportamento Conceitos de Psicologia A palavra Psicologia deriva da junção de duas palavras gregas “psiché” e “logos”, que significa estudo da mente ou da alma. Hoje, a Psicologia é geralmente definida como a ciência que se concentra no comportamento e nos processos mentais de todos os animais. A ciência precisa de algo para mensurar, e como a alma não pode ser medida, o objeto de estudo da Psicologia passou a ser o comportamento, pois este pode ser observado. Objeto de Estudo A Psicologia estuda o homem em toda a sua totalidade, em todas as suas expressões, as visíveis (comportamento) e as invisíveis (sentimentos), as singulares ( porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos assim) – é o homem corpo, homem pensamento, homem ação. Vamos refletir um pouco? “ O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.” (Guimarães Rosa) Breve Histórico da Evolução da Ciência Psicologia No caso da Psicologia, a história tem por volta de dois milênios. Esse tempo refere-se à Psicologia no Ocidente, que começa entre os gregos, no período à era cristã. A história do pensamento humano tem um momento áureo na Antiguidade, entre os gregos, particularmente no período de 700 a.C. até a dominação romana, às vésperas da era cristã. O berço da Psicologia moderna foi a Alemanha do final do século 19. Wundt, Weber e Fechner trabalharam juntos na universidade de Leipzig. Seu status de ciência é obtido a medida que se liberta da Filosofia, que marcou sua história até aqui. Os pesquisadores estudaram novos padrões de conhecimento e passaram a: Definir seu objeto de estudo ( o comportamento humano, a vida psíquica e a consciência); Delimitar seu campo de estudo, diferenciando de outras áreas de conhecimento, como a Filosofia e a Fisiologia; Formular métodos de estudo desse objeto; Formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área. Embora a Psicologia científica tenha nascido na Alemanha, é somente nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, resultado do grande avanço econômico que colocou os Estados Unidos na vanguarda do sistema capitalista. Surgem três abordagens: Funcionalismo (William James – 1842-1910) Estruturalismo ( Edward Titchner – 1867 – 1927) Associacionismo ( Edward Thorndike – 1847- 1949) 1 2 3 Considerado como a primeira sistematização genuinamente americana do conhecimento em Psicologia. William James procurava responder “o que fazem os homens” e “por que o fazem”. William James elege a consciência como o centro de suas preocupações e busca a compreensão de seu funcionamento, na medida em que o homem a usa para adaptar-se ao meio. O Funcionalismo O Estruturalismo Está preocupado com a compreensão do mesmo fenômeno que o Funcionalismo: a consciência Estuda em seus aspectos estruturais, nos estudos elementares da consciência como estrutura do sistema nervoso central. Foi inaugurada por Wundt, mas foi Edward Titchner quem usou o termo estruturalismo pela primeira vez. O método de observação é o instrospeccionismo, e os aspectos psicológicos produzidos são eminentemente experimentais, produzidos em laboratório. O Associacionismo O principal representante é Edward L. Thorndike. Formulou a primeira teoria da aprendizagem na Psicologia. Consiste na concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação de ideias – das mais simples para as mais complexas. Para aprender um conteúdo complexo, a pessoa precisaria primeiro aprender as ideias mais simples, que estariam associadas aquele conteúdo. Criou a Lei do Efeito, de grande utilidade para a Psicologia Comportamentalista. Todo comportamento de um organismo tende a se repetir, se nós recompensarmos (efeito) o organismo assim que este emitir o comportamento. Por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o organismo for castigado (efeito) após sua ocorrência. Principais Teorias da Psicologia As três mais importantes tendências teóricas da Psicologia são: o Behaviorismo, a Gestalt e a Psicanálise. O Behaviorismo, que nasce com Watson e tem um desenvolvimento grande nos Estados Unidos, em função de suas aplicações práticas. Também conhecida como Teoria S-R (stimuli- respondi), onde acredita-se que todo comportamento é resultante de um estimulo. Quando se estimula, tende a ter uma resposta, tanto para a repetição do comportamento, quanto para o término dele. A Gestalt, tem como berço a Europa, surge postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. O comportamento humano deve ser compreendido como resultado de muitas vivências e para que o ser humano modifique algo, ele tem que compreender esse comportamento e assim será modificado. Quando se encerra essa compreensão, diz-se que se fechou uma Gestalt, ou seja, fechou um ciclo para ser aberto outro. A Psicanálise, de Sigmund Freud, surge da prática médica e recupera para a Psicologia a importância da afetividade. Postula o inconsciente como o seu objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como ciência da consciência e da razão. Não podemos explicar o comportamento humano por meio de uma causa única, pois ele é resultado de fenômenos psicológicos e não-psicológicos, tais como: fatores biológicos, antropológicos, sociológicos, econômicos, psicológicos e políticos. Esses fatores interagem mantendo uma dinâmica responsável pela formação e desenvolvimento das características e processos psicológicos e, conseqüentemente, pela mudança de comportamento. Habilidades, Atitudes e Competências O que é Habilidade? Do latim habilitate, é o grau de competência de um sujeito frente a um determinado objetivo. Aquilo que uma pessoa executa com talento e destreza e o enredo disposto com engenho, artimanha e perícia. 01 A maioria das profissões podem ser realizadas graças as habilidades, que somam conhecimento e experiência. 03 A habilidade pode ser uma aptidão inata ou pode ser desenvolvida. 02 Habilidade mecânica (capacidade de colocar uma máquina para funcionar), habilidade verbal (capacidade de fazer uma apresentação discursiva), habilidade matemática, etc. O treino e experiência permitem que um sujeito consiga melhorar as suas habilidades. 01 03 04 Existem dez habilidades que são esperadas no ambiente de trabalho: Honestidade Proatividade Facilidade de se expressar Espírito de colaboração Trabalho em equipe Criatividad e Liderança Capacidade de adaptação a diversos cenários, situações e ambientes Trabalho voluntário Simpatia O que é Talento? Capacidades que nascem com cada um Conduzem a um desempenho satisfatório tanto no aprendizado quanto na execução das habilidades Talento para negociar, inventar, comunicar Uma pessoa com talento para uma determinada profissão é capaz de aprender e executar com muito mais facilidade suas atribuições O que é Competência? "Qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, aptidão, idoneidade" Um corredor de formula 1 é uma pessoa que soma a habilidade para dirigir automóveis com o talento natural para competir É a soma de talento com habilidade Essa associação conduz a resultados superiores aos obtidos por pessoas que possuem apenas talento ou habilidade separadamente A definição de competência está baseada no CHA: CHA Conhecimento Tem relação com a formação acadêmica, o conhecimento teórico. Habilidades Está ligada ao prático, a vivência e ao domínio do conhecimento. Atitudes Representa as emoções, os valores e sentimentos das pessoas, isto é, o comportamento humano. Competência, no sentido organizacional, seria um somatório de fatores pessoais, recomendados pela empresa e, por parte do funcionário, fatores estes direcionados para a melhoriade todo o funcionamento da organização. Gestão por Competências Propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias para alcançar seus objetivos. Compreender quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê-las junto ao quadro de funcionários internos. Alguns benefícios da Gestão por Competências 1. Melhora o desempenho dos colaboradores; 2. Identifica as necessidades de treinamentos; 3. Alinha os objetivos e metas da organização e da equipe; 4. Reduz a subjetividade na Seleção e Avaliação de pessoas; 5. Analisa o desenvolvimento dos colaboradores; 6. Enriquece o perfil dos colaboradores, potencializando seus resultados; 7. Melhora o relacionamento entre gestores e liderados; 8. Mantém a motivação e o compromisso; 9. Extrai o máximo de produtividade de cada colaborador. Inteligência Emocional Como surgiu a Inteligência Emocional Charles Darwin foi o primeiro a abordar sobre inteligência emocional, ainda no século XIX. Para ele, se expressar emocionalmente era necessário para a sobrevivência e adaptação das pessoas. Em 1990, ainda na fase inicial dos estudos sobre IE, o psicólogo e professor da Universidade de Yale, Peter Salovey, e o pós-doutorando na época, John D. Mayer, elaboraram o conceito de inteligência emocional como o “monitoramento dos sentimentos e emoções em si mesmo e nos outros, na discriminação entre ambos e na utilização dessa informação para guiar o pensamento e as ações”. Em 1990, ainda na fase inicial dos estudos sobre IE, o psicólogo e professor da Universidade de Yale, Peter Salovey, e o pós-doutorando na época, John D. Mayer, elaboraram o conceito de inteligência emocional como o “monitoramento dos sentimentos e emoções em si mesmo e nos outros, na discriminação entre ambos e na utilização dessa informação para guiar o pensamento e as ações”. Para tornar mais fácil a compreensão, os estudiosos dividiram a inteligência emocional em quatro níveis: 1. percepção, avaliação e expressão da emoção; 2. emoção como facilitadora do pensamento; 3. compreensão e análise das emoções e emprego do conhecimento emocional; 4. controle reflexivo das emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. Inteligência Emocional É um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. A inteligência emocional é a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. A partir desta definição, é possível entender porque as pessoas devem saber lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações em prol do êxito nas atividades. Esta competência, que cada vez mais tem o papel de diferenciar os profissionais, permite desenvolver um ambiente harmonioso e, ao mesmo tempo, ser produtivo em ideias e resultado. O ser humano, por sua natureza, tem predisposição a realizar ações em cima de suas emoções e a IE está ligada a ser uma pessoa prudente, intuitiva e racional. Ela faz parte de um equilíbrio e diante de ações, permite ser sensato e buscar a melhor solução. As prerrogativas de ter a inteligência emocional bem equilibrada é a sabedoria nas tomadas de decisão, ter a tranquilidade e discernimento para buscar as melhores estratégias. A inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. ● De acordo com Daniel Goleman, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades: 1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem; 2. Controle Emocional - lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida; 3. Auto-Motivação - dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal; 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas - reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e 5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais - interação com outros indivíduos utilizando competências sociais. Resiliência A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. A resiliência se apoia na capacidade de compreender o que sentimos. Pode parecer algo mais simples, entretanto, não é o que ocorre. Vivemos usualmente sem entrar em contato com nossas sensações subjetivas e isso pode nos confundir bastante. Estar atento aos nossos sentimentos é uma das maneiras mais simples de desenvolver nossa capacidade de enfrentamento emocional. Entenda que estar em contato com nossas emoções nos faz sermos mais ágeis na busca daquilo que efetivamente nos faz bem, como também na evitação das situações que nos fazem mal. É a chamada inteligência emocional. ● Fatores importantes da Resiliência: 1. Administração de emoções Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e com frequência desgastam, no âmbito emocional, aqueles com quem convivem em família ou no trabalho. 2. Controle dos impulsos Um segundo fator é o controle de impulsos, tal qual é feito por Mahatma Gandhi, famoso líder indiano, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. 3. Otimismo Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos. 4. Análise do ambiente Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco. 5. Empatia A empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos), (colocar-se no lugar do outro). 6. Autoeficácia Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. Ex: Um homem alcoólatra propõe a si mesmo colocar em prática um destino longe desta doença pela seguinte ação convicta: não dar o primeiro gole. 7. Alcance de pessoas O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso. Empregabilidad ade Empregabilidade Baseia-se numa recente nomenclatura dada à capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e dinâmica dos novos mercados de trabalho. O termo empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 90. Remete à capacidade de um profissional estar empregado, mas muito mais do que isso, à capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao Mercado de Trabalho. José Augusto Minarelli estabelece, o que ele chama de seis pilares da empregabilidade, que garantem a segurança profissional do indivíduo. Os Seis Pilaresda Empregabilidade 1. Adequação da profissão à vocação Uma vez que para tornar-se um bom profissional e um ser humano realizado, o indivíduo deve conciliar a sua função com a capacidade e paixão pelo que faz. 2. Competências Preparo técnico; Capacidade de liderar pessoas; Habilidade política; Habilidade de comunicação oral e escrita em pelo menos dois idiomas; Habilidade em marketing; Habilidade de vendas; Capacidade de utilização dos recursos tecnológicos 3. Idoneidade A idoneidade implica confiança de parte a parte e entre outros fatores, podem-se considerar: Ética; Conduta; Correção; Respeito. Responsabilidade 4. Saúde física e mental Cuidar do equilíbrio, do desgaste exagerado, cuidar do corpo, pessoas saudáveis tem bons relacionamentos e interage de maneira favorável, evitar vícios como fumo, álcool e drogas. Manter sua auto-estima e sua capacidade de realizar projetos. 5. Reserva financeira e fontes alternativas de aquisição de renda A perda do emprego significa a perda da entrada de receita. Você deve fazer uma reserva mês a mês; a reserva é uma defesa, uma garantia que o sustenta. O projeto profissional deve ocorrer paralelamente. Seu negócio próprio de qualquer dimensão, também pode ser uma fonte alternativa de renda. 6. Relacionamentos Quem conhece pessoas, adquire informações importantes e relevantes, uma pessoa cuidadosa registra seus relacionamentos. Guarda e cuida deles, retorna as ligações, que podem ser oportunidades de trabalho. Em termos profissionais é muito importante ter uma networking, uma forma de se manter conectado a sua rede de relacionamentos. Mantenha contato com essas pessoas. A empregabilidade é um termo aplicável a todos aqueles que buscam um bom trabalho e dele possam viver dignamente, porém não se deve esquecer que o único responsável pelo melhor conceito próprio é aquele que procura manter um nível de competitividade alto com relação a todos aqueles que buscam o mesmo propósito. Com a concorrência existente no mercado de trabalho, muitas vezes verificamos que existem mais vagas de trabalho do que pessoas para trabalhar. Outras vezes, verificamos o inverso: mais pessoas do que vagas de trabalho O que fazer para ser uma pessoa empregável? Capacitação técnica: ser bom naquilo que faz. Visão do todo: além de ser bom naquilo que faz, é importante compreender quais os impactos de sua parte sobre o todo. Ter uma visão global ajuda na comunicação em geral. Estar bem informado: quem é munido de informação sempre sai na frente. Facilidade com a tecnologia: saber usar a tecnologia de forma adequada, sem abuso. Internet e redes sociais: quem navega bem na internet e utiliza as redes sociais de maneira correta sabe como tudo isso pode ajudar para se informar, encontrar respostas e resolver problemas, e da mesma forma ganha pontos frente aos concorrentes Idiomas: ter conhecimento de outro idioma não é mais um diferencial e sim uma obrigação. Educação continuada: workshops, cursos de curta duração, palestras, pós- graduação, entre outros, sempre será algo valorizado pelas companhias. Trabalho voluntario: ter no currículo experiências como voluntario mostra que você é um profissional preocupado com valores importantes. Elegância e cordialidade: essas qualidades podem ser mostradas em diversos aspectos, como na maneira de se vestir, de falar, nas atitudes. Bons valores: as vezes são naturais e nascem com a pessoa, são do interior dela, outras vezes são aprendidos em casa, mas também podem ser cultivados através da percepção e da valorização correta dessas qualidades. Relações Humanas no Ambiente de Trabalho A expressão “Relações Humanas” significa, literalmente, o estabelecimento ou manutenção de contatos entre os seres humanos. Como tal, ocorre diária e frequentemente, na vida de todos nós. Acontecem em casa, no clube, no bar, no ônibus e, principalmente, no ambiente de trabalho, onde passamos a maior parte do nosso tempo útil com os nossos colegas. O sentido real da expressão “relações humanas” quer dizer que, são todos os contatos entre os seres humanos que se processam em todas as relações. Ao conjunto de interações que mantêm os indivíduos no seio de uma sociedade dá-se lhe o nome de relações humanas. Paralelamente ao significado literal, surge um novo conceito aplicado ao ambiente de trabalho. Entende-se por relações humanas, uma atitude que deve prevalecer no estabelecimento e na manutenção dos contatos entre as pessoas, onde esta atitude deve ser firmada no princípio do reconhecimento dos seres humanos como entes possuidores de personalidade própria que merece ser respeitada. Cada pessoa possui sua própria forma de agir diante de uma situação e possui necessidades materiais, sociais e psicológicas diferentes e dirige o seu comportamento de acordo com a sua necessidade do momento. Praticar relações humanas significa muito mais do que o estabelecimento e manutenção de contatos com outras pessoas. Significa compreender o outro, respeitando a sua personalidade, cuja estrutura é, sem dúvida, diferente da nossa. O Clima Psicológico e Organizacional nas Relações Humanas O clima organizacional está intimamente ligado à motivação no ambiente de trabalho. Quando a motivação para o trabalho está alta, o clima organizacional tende a ser elevado, os membros da equipe de trabalho fazem as suas atividades de forma prazerosa e produtiva. Então podemos dizer que, quando há baixa motivação, ocorre uma queda no clima organizacional, e as pessoas tendem a trabalhar com ressentimentos, mágoas, incompreensão, falta de cooperação, falta de colaboração tornando o relacionamento interpessoal nada proveitoso. Algumas vezes podem acontecer brigas, uma vez que quando não há entendimento com ou outro, a relação torna-se desgastada ou não anda. As organizações tendem a querer que as pessoas possuam comportamentos de acordo com a lógica delas, mas nem sempre isso acontece, pois os sentimentos, a sensibilidade e as emoções são qualidades inerentes aos seres humanos, das quais, elas não esquecem ao entrar no escritório, na fábrica, na agência, no hospital ou na loja. Colocando esses conceitos na prática, as relações humanas devem fluir, necessariamente, de um comportamento natural e sincero, que não implica em ser bonzinho paternal ou sorridente a todo instante. A organização tem seus objetivos à alcançar e, no cumprimento de suas funções, não tem por meta principal, fazer amigos, mas sim, providenciar a execução do trabalho. Claro está que, em se criando um clima de relações humanas, esse objetivo poderá ser alcançado com mais facilidade. Na empresa, as relações humanas agem como lubrificante, evitando os atritos e tornando o funcionamento mais suave. Nada mais. Mas assim como as máquinas não funcionam apenas com uma boa lubrificação, a empresa precisa de muitas coisas, além das relações humanas. Mas é claro que não seria só o tipo do ambiente que pode influir em nosso comportamento, também deve influenciar a forma em que o ambiente é moldado, decorado, o tipo de roupa permitido, a climatização, o visual, as cores das paredes, flores no ambiente, obras de arte, quadros, conforto em geral, entre tantos outros fatores. Portanto podemos dizer que o ambiente de trabalho também pode influir no comportamento das pessoas e, influenciar nas relações interpessoais e supostamente nos resultados das empresas em todos os sentidos. Motivação ou Não Causada pelo Ambiente de Trabalho É sabido que o ser humano é fruto do meio em que vive e que é gerido por necessidades básicas que os podem motivar ou não, são elas: necessidades fisiológicas como: alimentação, sono, atividades física, satisfação sexual etc; necessidades psicológicas: como segurança íntima, participação, autoconfiança e afeição; necessidades de auto-realização: como impulso para realizar o próprio potencial, estar em contínuo autodesenvolvimento. Estasnecessidades não satisfeitas também são motivadoras de comportamentos, podendo levar a: desorganização de comportamento; agressividade; reações emocionais; alienação e apatia. Não podemos exigir resultados de uma equipe se esta não tiver um mínimo de comodidade e de condições para realizar suas necessidades básicas. Mas acredita-se que quanto melhor e mais bem atendidas estas necessidades tanto melhor será o desempenho de uma equipe. O ambiente de trabalho é constituído de duas partes distintas: a física (instalações, móveis, decoração etc) e a social (as pessoas que o habitam). Relações Humanas não é um remédio para todos os males, mas sim, é uma forma de sensibilizar as pessoas da importância em se manter bons relacionamentos para que a produtividade de trabalho seja ainda mais eficaz, uma vez que quando se trabalha em grupo e de forma unida, todas as atividades desenvolvidas tornam-se mais seguras e produtivas. Comunicação Comunicação é entendida como o fornecimento ou troca de informações, idéias e sentimentos, através de palavras, escrita ou oral, ou de sinais, por isso a comunicação é vital em uma organização. Independente do ramo de atuação, toda empresa deverá possuir um sistema de comunicação eficiente. Dificilmente haverá um aspecto no trabalho que não envolva comunicações. Muitos enganos e distorções são cometidos porque as ordens são mal compreendidas. Comunicar significa tornar algo comum. Pode ser uma mensagem, uma notícia, uma informação, um significado qualquer. A comunicação é uma ponte que transporta esse algo de uma pessoa a outra ou de uma organização a outra. A comunicação é o processo pelo qual a informação é intercambiada, compreendida e compartilhada por duas ou mais pessoas, geralmente com a intenção de influenciar o comportamento. Falar nem sempre corresponde a ser ouvido. Escrever nem sempre corresponde a ser lido. A comunicação é uma estrada de duas mãos que inclui a ida – enviar a mensagem – e a volta - ouvir e obter retroação para chegar a um entendimento comum. Os problemas seriam menores se todos realmente prestassem atenção ao que está sendo falado e compreender o que está sendo transmitido, não se ressentindo em perguntar algo quando não se entende. Ninguém nasce sabendo. A comunicação aparenta ser um processo muito simples, porque as pessoas se comunicam sem fazer nenhum esforço ou sequer tomar consciência disso. Na realidade, a comunicação é um processo complexo, e as possibilidades de enviar ou receber mensagens de maneira errada ou distorcida são numerosos. Algumas vezes nos questionamos o que uma informação quer dizer, quando a comunicação não é eficiente. Os dois elementos básicos estão nas duas pontas do processo: a fonte e o destino. A fonte refere-se de onde sai a informação, ou seja, é a pessoa que inicia a informação. Na fonte, podem ser utilizados diversos recursos para que a informação seja repassada, tais como: celular, e-mails, comunicados, mural, etc. O destino refere-se o local ou a pessoa onde a informação tem que ser entregue. Esse destino pode ser uma pessoa ou várias pessoas. Entre a fonte e o destino, podem haver algumas situações que atrapalhem o fluxo normal da informação. São os chamados ruídos da informação, que podem ser um barulho, uma palavra escrita de forma incorreta, uma dificuldade na internet, etc. Algumas barreiras à comunicação: • Idéias preconcebidas de algo ou alguém; • Interpretações pessoais; • Preconceitos pessoais; • Inabilidade de comunicação; • Dificuldade com o idioma; • Pressa ou urgência; • Desatenção ou negligência; • Desinteresse; • Outros interesses prioritários; • Emoção ou conflito; • Superficialidade; • Motivação. Percepção seletiva A percepção é o processo pelo qual cada pessoa seleciona, organiza e dá um sentido ao mundo que a rodeia. Todas as informações que a pessoa recebe do exterior são percebidas, classificadas e organizadas de acordo com os seus padrões de referência. Na percepção seletiva cada pessoa escolhe e seleciona os vários objetos e estímulos que chamam a sua atenção. Alguns estímulos chamam a nossa atenção e outros não. A percepção seletiva acontece porque a percepção humana é muito limitada, nós não podemos apreender a totalidade da realidade em um determinado espaço de tempo. As necessidades, as emoções, influências sociais e culturais, atitudes e vontades de cada pessoa interagem para determinar aquilo que é importante para ser percebido. A forma mais comum de organização perceptiva é a estereotipagem. Um estereótipo ocorre quando alguém é identificado com um grupo ou categoria e seus atributos são supersimplificados para associá-lo a um grupo ou categoria familiar à pessoa. É uma generalização a respeito de um grupo de pessoas que têm atributos limitados a categorias como raça, sexo, ocupação, idade, profissão. É muito comum as pessoas jovens pensarem que os idosos são conservadores, inaptos para certas atividades de trabalho. Marketing pessoal Quando falamos de um produto, sabemos que existem esforços para que ele seja notado, apreciado e adquirido. Por exemplo: quando somos perguntados sobre determinados produtos, lembramos da marca e por que lembramos dela? São os esforços de marketing. Meios que visam potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da promoção, propaganda, embalagem etc. O marketing pessoal é a mesma coisa, porém em benefício de sua própria carreira. É fazer-se notado! Não simplesmente ser notado, mas ser notado por suas qualidades, habilidades e competências. Todo e qualquer profissional para ter sucesso precisa que o seu valor seja efetivamente percebido por seus superiores e no mercado em geral. “Falem mal, mas falem de mim” não é um bom lema, uma vez que falar mal significa comentar que você não é a pessoa ou o profissional ideal. Excelentes profissionais têm seu reconhecimento e sua demanda subestimados pelo mercado por deixarem de lado o seu marketing pessoal. Não devemos confundir humildade com anonimato. É perfeitamente possível ser reconhecido por seus valores humanos e profissionais sem com isso perder a humildade. Todos nós temos uma contribuição humana e profissional para oferecer ao mundo. Quanto maior o número de pessoas para as quais possamos oferecer nossas contribuições, melhor. Sua imagem é seu cartão de visitas Não que você tenha que ser um modelo, ou estar sempre com roupas caras. Mas manter uma imagem apresentável é fundamental! A impressão que uma pessoa mal vestida passa faz com que as pessoas não tenham confiança nela. Sempre leve isto em consideração! Alguns Conselhos Importantes • Lembre-se que seu marketing pessoal tem o poder de transformar seu talento em oportunidades. Um Gênio sem marketing pessoal é um gênio desconhecido. • Se você está começando uma carreira ou uma nova etapa, demonstre toda a sua disposição para aprender com todas as pessoas e situações. Deixe sempre bem claro o quanto é importante para você aprender com as pessoas e com a empresa. • Descubra o ponto mais marcante da sua personalidade, sua maneira de se comunicar, sua alegria, seu bom senso, etc. Foque a ”divulgação” deste seu ponto marcante, ele será pra você o que uma marca é para uma empresa. • ”Dress to impress” esta expressão do mercado corporativo americano possui o seguinte significado: ”vista- se para ser visto”. • Sem exageros, sem extravagância, com discrição, mas desenvolvendo um estilo pessoal facilmente reconhecível. • Como seres humanos somos muito atraídos pela beleza. Não há nada errado em ser bela desde que você não reduza apenas à beleza as suas potencialidades diante da vida. • Mostre o seu lado ”solucionador de problemas”. • Sempre que surgir uma dificuldade ou um problema dentro da equipe a que você pertence, pergunte-se: ”o que eu posso fazer por isso?”. • Sempre que você ajudar a resolver um problema você estaráinserindo sua marca pessoal na lembrança das pessoas. • Entregue sempre um resultado superior ao esperado. Dedique-se a superar as expectativas das pessoas. • Sempre que algo lhe for solicitado pergunte-se: ”Qual é a melhor maneira pela qual eu posso realizar o que me foi pedido?”, ”’Eu posso superar as expectativas com respeito ao meu desempenho e o cumprimento da tarefa?” • Onde a maioria das pessoas fica parada por falta de recursos, IMPROVISE. • Construa vários networks. Dedique- se a formar diferentes redes de relacionamentos dentro e fora da empresa. • Cultive sua ética e sua honestidade de forma inabalável. Você é a sua melhor marca! Você é um produto, por mais difícil que seja se imaginar como algo a ser utilizado por outros, os grandes profissionais nada mais são do que produtos que foram minuciosamente desenvolvidos para atender ao mercado. Liderança Liderança é uma habilidade de mobilizar outras pessoas e fazer com que essas caminhem ao encontro de determinado objetivo. Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva e negativa as mentalidades e comportamentos. As pessoas nascem líderes ou a liderança pode ser aprendida? A liderança é passível de ser adquirida e ser desenvolvida. Algumas pessoas nascem com características de personalidade que facilitam o exercício da liderança, e outras podem aprender essa habilidade em menor ou maior grau. ESTILOS BASICOS DE LIDERANÇA ✔ Liderança Autocrática: É um tipo de liderança autoritária, na qual o líder impõe as suas ideias e decisões ao grupo. O líder não ouve a opinião do grupo. • Reservado • Pouco comunicativo • Centralizador • Define ao invés de perguntar • Concede pouca autonomia de decisão • Não aceita crítica ✔ Liderança Democrática: O líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. É um tipo de liderança participativa, em que as decisões são tomadas após debate e em conjunto. • Mais aberto e comunicativo • Diálogo e troca de ideias • Valoriza e dá ênfase no trabalho em grupo • Delega tarefas e parte das decisões • Estimula a iniciativa e criatividade dos funcionários • Sabe tomar decisões sozinho =diálogo ✔ Liderança Liberal: Há liberdade e total confiança no grupo. As decisões são delegadas e a participação do líder é limitada • Grande liberdade de ação e autonomia • Delega tarefas, responsabilidades e autoridade • Ênfase sobre os objetivos e não em controles • Nem sempre comunicativo • Interessa-se mais pela pessoa individualmente que em grupo Fontes de Influência e Poder ● Descrevem a influência ou poder que uma pessoa tem sobre a outra e é baseada em cinco fatores que envolvem características individuais e o relacionamento entre líder e liderado. São elas: 1. O Poder da Experiência: baseia-se na perícia e na experiência que o líder tem; 2. O Poder da Referência: baseia-se na identificação que a pessoa tem pelo líder. Uma pessoa pode ser influenciada por outra que admire; 3. O Poder Legítimo: baseia-se no poder inerente ao cargo ou título; 4. O Poder da Recompensa: baseia-se na habilidade para recompensar com bônus, aumento de salário, garantia de amizades, etc.; 5. O Poder da Coerção: baseia-se na punição ao outro, com ações disciplinares, ameaças, etc. ● Todos os poderes podem ser eficazes se usados de maneira correta. Cabe ao líder, escolher a maneira adequada de tratar seus liderados e cabe aos liderados escolher também como gostariam de ser tratados. Atualmente as competências exigidas de um líder são: 1. Proatividade A proatividade é o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às situações impostas pelo meio Habilidades requeridas: saber ver sobre a ótica do outro. Capacidade de argumentar, ter visão sistêmica (continua, regular),saber dialogar. 2. Comunicação Saber valorizar o processo de expressão de idéias, utilizando técnicas adequadas para cada situação, garantindo o entendimento das mensagens. Habilidades requeridas: saber dialogar, saber escutar, saber perguntar e falar, apresentar-se em público e ter capacidade de expressão. 3. Liderança Influenciar e conduzir pessoas para alcançar objetivos profissionais e sociais. 4. Aprendizagem Pré-disposição para aprender, vontade de se manter continuamente atualizado. 5. Conhecimentos Específicos Domínio e aplicação efetiva de conhecimentos técnicos, procedimentos normativos e sistemas de gestão, visando o cumprimento de atividades, resolução de problemas ou desenvolvimento de projetos e ou produtos requeridos na sua área especifica de atuação. 6. Análise Saber identificar, relacionar, discriminar e examinar um problema, fornecendo as informações necessárias, válidas e precisas para a tomada de decisão. 7. Trabalho em Equipe Criar e trabalhar com grupos de pessoas que detenham habilidades e conhecimentos diversos e complementares. Obrigada! Cynthia Lima Montenegro Psicóloga Especialista em Recursos Humanos e em Saúde Mental Contato: (92) 98273.2372 cynthialimapsi@gmail.com cynthiamontenegroo_ Cynthia Lima Montenegro Slide 1 A Psicologia como ciência do comportamento Conceitos de Psicologia Objeto de Estudo Breve Histórico da Evolução da Ciência Psicologia Slide 6 Slide 7 Slide 8 O Estruturalismo O Associacionismo Principais Teorias da Psicologia Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Habilidades, Atitudes e Competências O que é Habilidade? 01 Existem dez habilidades que são esperadas no ambiente de trabal Slide 20 Slide 21 O que é Talento? O que é Competência? A definição de competência está baseada no CHA: Slide 25 Gestão por Competências Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Como surgiu a Inteligência Emocional Slide 32 Inteligência Emocional Slide 34 Slide 35 Resiliência Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Empregabilidadade Empregabilidade Os Seis Pilares da Empregabilidade Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Relações Humanas no Ambiente de Trabalho Slide 56 Slide 57 O Clima Psicológico e Organizacional nas Relações Humanas Slide 59 Slide 60 Motivação ou Não Causada pelo Ambiente de Trabalho Slide 62 Comunicação Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Algumas barreiras à comunicação: Percepção seletiva Slide 72 Marketing pessoal Slide 74 Sua imagem é seu cartão de visitas Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Você é a sua melhor marca! Slide 83 Slide 84 ESTILOS BASICOS DE LIDERANÇA Slide 86 Slide 87 Fontes de Influência e Poder Atualmente as competências exigidas de um líder são: Slide 90 Obrigada! Slide 92