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Prévia do material em texto

ANDRÉ CESAR FURLANETO SAMPAIO 
MARIE ELIZA ZAMBERLAN DA SILVA
PAULO PARDO
ORGANIZADOR
GUISELA KRAETZ
GESTÃO 
DE PROJETOS 
AMBIENTAIS
ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
Coordenador(a) de Conteúdo 
Maquiel Vidal
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Alan da Silva Francisco
Design Educacional
Gisele Porto
Revisão Textual
Joice Nardelli Busarello e 
Salen Nascimento
Ilustração
Andre Luis Azevedo da Silva e 
Geison Ferreira da Silva
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. SAMPAIO, André Cesar Furlaneto; 
SILVA, Marie Eliza Zamberlan da; PARDO, Paulo.
Gestão de Projetos Ambientais / André Cesar Furlaneto Sampaio, 
Marie Eliza Zamberlan da Silva, Paulo Pardo; organizador: Guisela Kraetz. - 
Florianópolis, SC: Arqué, 2024.
240 p.
ISBN papel 978-65-6137-698-3
ISBN digital 978-65-6137-696-9
1. Gestão 2. Ambientais 3. EaD. I. Título. 
CDD - 711.42 
EXPEDIENTE
FICHA CATALOGRÁFICA
N964
03506893
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/20897
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você terá 
indicações de livros que 
agregarão muito na sua 
vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um con-
teúdo externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
153 U N I D A D E 3
PROJETOS AMBIENTAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .154
OUTRAS TIPOLOGIAS DE PROJETOS AMBIENTAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .178
ASPECTOS LEGAIS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .208
7 U N I D A D E 1
GESTÃO E CONCEITOS DE PROJETOS AMBIENTAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
ÁREAS DE CONHECIMENTO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS . . . . . . . . . . . . .32
CICLO PDCA E CICLO DE VIDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .62
79 U N I D A D E 2
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .80
VALOR ECONÔMICO DO MEIO AMBIENTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .104
IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS AMBIENTAIS . . . . . . . . . . . . . . . . .130
5
SUMÁRIO
UNIDADE 1
MINHAS METAS
GESTÃO E CONCEITOS DE 
PROJETOS AMBIENTAIS
Conhecer os conceitos de projeto e gestão de projetos.
Compreender as habilidades essenciais de um gerente de projetos.
Entender as especificidades dos projetos ambientais.
Saber do processos de gerenciamento de projetos.
Identificar e diferenciar as duas categorias de projetos ambientais
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
8
INICIE SUA JORNADA
Um projeto surge a partir de um problema, de uma 
necessidade, como uma resposta a ele. Quando elabo-
ramos um projeto, estamos buscando a solução desse 
problema, obtendo um resultado único, na forma de 
um produto, de uma ação ou serviço. Deste modo, 
imagine que estamos lidando com o tema da preser-
vação ambiental e a situação-problema é a seguinte:
Em uma determinada região, a população aumentou significativamente nos últimos 
anos, o que gerou o aumento da urbanização e, consequentemente, a degradação 
do meio ambiente. Os recursos naturais, como florestas e rios, estão ameaçados 
por essa expansão urbana descontrolada. Como podemos minimizar essa situação 
preocupante e preservar o meio ambiente para as futuras gerações?
Quando elaboramos 
um projeto, estamos 
buscando a solução 
desse problema
A resolução desse problema é de extrema importância, pois tem impactos pro-
fundos na qualidade de vida da população, na biodiversidade e no equilíbrio 
ecológico da região. Se nenhuma atitude for tomada, as consequências em lon-
go prazo podem ser devastadoras, incluindo a escassez dos recursos naturais, 
aumento da poluição e a perda de habitats naturais.
Neste contexto, poderíamos nos envolver em campanhas de conscientização 
sobre a importância da preservação ambiental, elaborar projetos para plantio de 
árvores em áreas urbanas, para a criação de parques e de áreas de lazer, para limpeza 
de rios e a importância de mantê-los limpos e, ainda, projetos de educação ambien-
tal nas escolas e comunidades para promover a mudança de comportamento.
É fundamental que façamos uma reflexão sobre as ações tomadas para 
resolver o problema. Então, devemos considerar questões como: qual o impac-
to das ações de preservação ambiental na qualidade de vida da comunidade? 
Como as mudanças de comportamento individual podem contribuir para a 
solução do problema? Como a conscientização pode ser mantida em longo 
prazo? Quais os desafios e obstáculos enfrentados na resolução desse problema 
e como podemos superá-los?
UNIASSELVI
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
ASPECTOS E CONCEITOS
Embora a elaboração de um projeto e seu gerenciamento tenham sido reconheci-
dos como uma ciência apenas nos últimos anos, os projetos existem desde o início 
das sociedades. Uma prova disso são as grandes construções que a civilização 
construiu ao longo do tempo, como as pirâmides do Egito, Muralha da China 
e outros. No Brasil, a construção da Hidrelétrica de Itaipu e o Projeto Genoma 
são bons exemplos. Atualmente, existem projetos importantes em nível mundial, 
como a estação espacial internacional e a ferrovia de alta velocidade na Inglaterra 
(High Speed 2), avaliada em bilhões. No Brasil, existe a transposição do Rio São 
Francisco e o projeto do trem-bala ligando o Rio de Janeiro a São Paulo.
Você se preocupa com o futuro do planeta? Quer descobrir como o Marketing 
Verde pode contribuir para o sucesso de projetos ambientais? Então não perca 
nosso podcast no qual exploramos a importância do Marketing Verde e como ele 
pode impulsionar as iniciativas que visam à preservação do meio ambiente. Ouça 
agora para se apropriar mais sobre esse conteúdo! Recursos de mídia disponíveis 
no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
Mas o que você entende por projeto? Reflita sobre seu conhecimento prévio sobre 
esse assunto.
PENSANDO JUNTOS
Sabe-se que cada projeto é único, mas objetiva-se, de maneira geral, fornecer 
conhecimentos que podem ser aplicados e adaptados a vários projetos. Para isso, 
vamos conceituar os principais termos que utilizaremos neste estudo.
1
1
PROJETO
Segundo o PMBOK (2022), um projeto é um esforço temporárioempreendido 
para criar um produto, serviço ou resultado único.
De acordo com a norma ISO 10.006 (2003), o projeto é um processo único, 
que consiste de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas 
para início e término, empreendido para alcance de um objetivo conforme re-
quisitos específicos, incluindo as limitações de tempo, custo e recursos.
Conforme Maximiano (2002), a definição consiste em um empreendimento tem-
porário de atividades com início, meio e fim programados, cujo objetivo é for-
necer um produto singular e dentro das restrições orçamentárias. É importante 
que você saiba que o projeto difere da rotina, das tarefas repetitivas, pois estas 
não têm um fim determinado, por serem trabalhos continuados.
Segundo Prochonwm e Schaffer (1999, p. 2 apud ONU, 1984): 
 “ Projeto é um empreendimento planejado que consiste num con-
junto de atividades inter-relacionadas e coordenadas, com o fim de 
alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento 
e de um período de tempo dados.
Para o projeto, teremos um resultado único, devido a atividades programadas 
com período de início e término que demandam recursos, estes podem ser huma-
nos ou materiais. Portanto, o projeto possui basicamente três fatores limitantes: 
qualidade, tempo e custo. Esse resultado único a ser alcançado pode ser material, 
como também ser uma ação ou um serviço.
UNIASSELVI
1
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Segundo Keeling (2002), os projetos apresentam variados tamanhos e formas. 
Alguns possuem curta duração, em torno de um mês a um ano. Podem ser em-
preendimentos baratos que duram alguns dias e precisam de recursos mínimos.
Após essa leitura, o que você entende por projeto? E o que podemos observar em 
comum nessas definições?
PENSANDO JUNTOS
GESTÃO DE PROJETOS
Após a revolução industrial e a implantação do capitalismo e de novas relações 
de produção, tornou-se fundamental a organização das diferentes atividades das 
organizações, surgindo a necessidade de um gestor de projetos.
De acordo com o PMBOK (2022), o gerenciamento de projetos é a aplicação 
dos conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades relaciona-
das a um projeto, com a finalidade de atender a seus objetivos.
Como já vimos, um projeto tem objetivos definidos com parâmetros de qua-
lidade, cronograma e orçamentos prévios. Portanto, gerenciar um projeto é tra-
balhar dentro dos objetivos propostos, alcançando os parâmetros de qualidade, 
seguindo os prazos e custos predeterminados. Gerir os três fatores limitantes, 
qualidade, tempo e custo, é que vai submeter o projeto ao sucesso. 
Existem também projetos de médio ou longo prazo que representam empreen-
dimentos ambiciosos com grandes recursos financeiros e materiais, estruturas 
complexas de gestão. Os projetos de médio prazo duram até dois anos e os de 
longo prazo possuem sua duração superior a dois anos.
1
1
Figura 1 – Fatores limitantes à elaboração do projeto: tempo, recursos (financeiros, materiais e humanos) 
e qualidade / Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 19).
Descrição da Imagem: a imagem retrata os fatores limitantes que influenciam a elaboração do projeto. Há três 
setas na cor azul claro dispostas em uma sequência circular da esquerda para a direita. Entre a seta superior e a 
seta da direita, há uma ampulheta na cor azul escura com a palavra “tempo” inscrita sobre ela, destacando o pri-
meiro fator limitante, que é o tempo. Entre a seta da direita e a seta da esquerda, são exibidas três representações 
visuais que simbolizam o fator limitante “recursos”. O recurso material é ilustrado por uma tela de computador 
azul escuro com borda larga na cor branca e uma linha azul escura que a contorna. Na sequência, três bonecos 
azuis escuros representam os recursos humanos. Logo em seguida, uma imagem de um saco azul-escuro amar-
rado na borda e com o símbolo do cifrão na cor branca no centro simboliza os recursos financeiros. Abaixo dessas 
representações visuais, está inserida a palavra “recursos”. Entre a seta da esquerda e a seta superior, encontra-se 
uma medalha azul-escuro com o centro branco e o número “um” na cor azul-escuro representando o fator limitante 
“qualidade”. A palavra “qualidade” está posicionada sobre a medalha. Essa imagem visual comunica os fatores 
limitantes “tempo, recursos e qualidade” no projeto. Fim da descrição.
UNIASSELVI
1
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Em síntese, um projeto que obedece ao prazo den-
tro do que foi preestabelecido, acordado e con-
tratado com orçamento correto é um projeto de 
sucesso. Quaisquer alterações em algum desses 
fatores prejudica a seguinte.
Você pode estar se perguntando: qual a diferença entre gerenciamento de 
projetos e gerenciamento? Souza (2021, p. 7) informa que “um fator-chave 
que distingue gerenciamento de projetos do gerenciamento apenas é que ele 
tem essa entrega final e um prazo finito, ao contrário do gerenciamento, que 
é um processo contínuo”.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Nesse sentido, o que é um projeto bem-sucedido para você?
“Um fator-chave que distingue gerenciamento de projetos do gerenciamento 
apenas é que ele tem essa entrega final e um prazo finito, ao contrário do geren-
ciamento, que é um processo contínuo” (SOUZA, 2021, p. 7 - grifo nosso).
ZOOM NO CONHECIMENTO
Outro ponto importante versa sobre as atividades do gestor de projetos, que tem 
por função avaliar constantemente a evolução do projeto e fazer os ajustes que são 
necessários para manter os objetivos iniciais. É essencial antecipar os problemas 
que podem surgir, aplicando ações que precedam a consolidação deles. Além disso, 
o gerenciamento de pessoas, ou seja, da equipe, é de fundamental importância.
Atualmente, temos cada vez mais complexidade nos projetos, exigindo ge-
rentes competentes e capazes de conduzir não apenas um, mas vários projetos 
em conjunto.
Um projeto que 
obedece ao prazo 
dentro do que foi 
preestabelecido
1
4
Características essenciais ao gerente de projetos
O gerente de projetos é o responsável pela realização dos objetivos do projeto. É 
ele que identifica as necessidades, estabelece os objetivos, balanceia as demandas 
conflitantes de qualidade, escopo, tempo e custo. Além disso, adapta as especi-
ficações, os planos e a abordagem às diferentes preocupações e expectativas das 
diversas partes interessadas (PMBOK, 2022).
Maximiano (2002) define seis competências do gerente de projeto:
PLANEJADOR
o gerente de projeto desempenha um papel fundamental como planejador estratégi-
co. Ele deve criar um plano abrangente que não apenas otimize o alcance dos obje-
tivos, mas também leve em consideração a definição clara dos objetivos, a alocação 
eficiente de recursos, a programação precisa das tarefas, a identificação e mitigação 
de riscos e a gestão de custos. Além disso, o plano deve ser flexível o suficiente para 
acomodar mudanças e desafios imprevistos, garantindo que o projeto prossiga de 
maneira eficaz e eficiente.
ORGANIZADOR
supervisionar um projeto requer do gerente de projetos a gestão simultânea de 
diversas variáveis como a alocação adequada de recursos, o acompanhamento e o 
desenvolvimento do escopo do projeto, a administração de custos, o agendamento de 
tarefas futuras, o alcance de metas intermediárias a fim de alcançar o êxito do projeto.
ADMINISTRADOR DE PESSOAS
o gerente de projetos emprega suas habilidades de liderança e competências na 
gestão de pessoas para colaborar com todas as partes interessadas, que incluem a 
equipe do projeto, a equipe diretiva e os patrocinadores do projeto.
ADMINISTRADOR DE INTERFACES
o gestor de projeto toma medidas preventivas para administrar as interações do proje-
to de forma a prevenir incidentes decorrentes do uso inadequado de informações ou 
de mal-entendidos causados pela falta de comunicação eficaz.
UNIASSELVI
1
5
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
ADMINISTRADOR DE TECNOLOGIA
o gerente de projetos precisa estar atualizado com as últimas tendências tecnológicas 
ecompreender como essas tecnologias podem ser aplicadas para melhorar a eficiên-
cia e eficácia do projeto. Ele deve ser capaz de selecionar e implementar as ferramen-
tas apropriadas para atender as necessidades do projeto, considerando fatores como 
custo, usabilidade, integração com sistemas existentes.
IMPLEMENTADOR
a habilidade de implementar estrategicamente é fundamental para um gerente de 
projetos, pois é essencial para maximizar o valor do negócio do projeto. Isso envolve a 
capacidade de traduzir visões e objetivos em ações concretas e resultados mensuráveis. 
O gerente de projetos não apenas planeja, mas também executa de forma eficaz, asse-
gurando que todas as partes envolvidas estejam alinhadas com a estratégia do projeto.
FORMULADOR DE MÉTODOS
para o gerente de projetos essa competência envolve a definição de processos, fluxos 
de trabalho e procedimento que guiarão a equipe de projeto. Sendo assim, ele exerce 
um papel crucial na elaboração de estruturas e diretrizes que maximizam a eficiência e a 
eficácia do projeto, contribuindo assim para o alcance bem-sucedido de seus objetivos.
É importante que o gerente de projeto conheça tecnicamente o projeto que está 
gerindo, que tenha uma visão geral de tudo que é tratado. Isso vai facilitar a 
discussão com a equipe e a obtenção de resultados eficientes, sempre buscando 
a resolução de problemas.
Como já mencionado, o gestor deve ser um bom administrador de pessoas, 
ou seja, deve manter sua equipe motivada, além disso, deve gerir os conflitos que 
podem surgir. Duas habilidades essenciais são a liderança e a disciplina. Também 
é importante sua habilidade em escolher a equipe que 
irá desenvolver o projeto, dividindo responsabilidades 
e explorando os conhecimentos de cada um. Uma das 
habilidades essenciais do gerente de projeto é saber se 
comunicar bem com todos, tornando-se o foco das 
informações, o ponto de convergência onde haverá o 
processamento das mesmas para a tomada de decisão.
Uma das habilidades 
essenciais do 
gerente de projeto é 
saber se comunicar 
bem com todos
1
1
Além dessas habilidades já citadas, o gestor deve ser empreendedor e pos-
suir um conhecimento em práticas gerenciais, sempre as atualizando. Não se 
pode esquecer que há várias partes interessadas (equipe, cliente, órgão público), 
geralmente com diferentes expectativas, sendo que a ética é o norteador desse 
conflito. É importante promover relações harmoniosas entre as partes.
E, finalmente, devemos entender que cabe ao gestor de um projeto a to-
mada de decisões e, portanto, é ele quem assume as responsabilidades por 
suas ações e da equipe.
E você, possui as habilidades de um gerente de projetos?
PENSANDO JUNTOS
Escritório de projetos
Um escritório de projetos é interessante para orientar e dar suporte aos ge-
rentes, permitindo o desenvolvimento de forma mais eficiente do projeto. Esse 
local é importante para fornecer um suporte administrativo, com manutenção 
de cronogramas, relatórios e histórico do projeto, presença de uma sala para 
reuniões (com a equipe, fornecedores e cliente) e treinamentos, e arquivamento 
de documentos pertinentes ao projeto (DINSMORE; CAVALIERI, 2005).
Para que esse modelo de escritório de projetos seja implementado, o primei-
ro passo é definir quais serão os serviços prestados pelo escritório. O segundo 
passo é definir as competências e funções de cada 
componente do escritório, que serão o apoio dele. 
Conforme o escritório for se desenvolvendo, de-
vem-se refinar as habilidades e papéis, de forma a 
entregar sempre os melhores produtos aos clientes 
(CLELAND; IRELAND, 2002).
O primeiro passo 
é definir quais 
serão os serviços 
prestados pelo 
escritório
UNIASSELVI
1
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
PROJETOS AMBIENTAIS
Conforme citado anteriormente, “um projeto é um esforço temporário empreen-
dido para criar um produto, serviço ou resultado único” (PMBOK, 2022).
As práticas contidas no Guia PMBOK, bem como sua eficiência, são apli-
cadas em diversas áreas. Portanto, é necessário efetuar algumas adaptações 
específicas para ambiente de trabalho e tipo de projeto que será executado. 
Neste sentido, podemos citar como exemplo os projetos ambientais.
Ao considerar os projetos ambientais, pode-se afirmar que eles são de-
senvolvidos para mitigar problemas ambientais. É importante evidenciar que 
eles podem abranger uma ampla gama de áreas, desde conservação da bio-
diversidade e a gestão de resíduos até a promoção de fontes de energia limpa 
e a conscientização pública para a conservação do meio ambiente. Portanto, 
elaborar projetos ambientais significa estabelecer novas formas de se rela-
cionar com o meio ambiente para atingir o desenvolvimento sustentável. Ao 
desenvolver um projeto ambiental assertivo acerca de um desafio ambiental 
utiliza-se do conhecimento técnico aliado a tecnologias de produção mais 
limpa. Para isso, deve-se estar atento a alguns fatores e um deles é a análise 
do sistema ambiental.
Segundo a FEEMA - Fundação Estadual de Engenharia do Meio 
Ambiente (1992), a análise ambiental é um exame detalhado do sistema 
ambiental. Os sistemas ambientais são caracterizados por sua complexidade 
e dinâmica e a análise ambiental é fundamental para sua compreensão e 
para a gestão e a preservação do meio ambiente. Ao estudar um sistema 
ambiental, os cientistas e os profissionais do meio ambiente examinam os 
componentes, as interações e os processos que ocorrem dentro desse sistema 
para compreender melhor como ele funciona e como as mudanças podem 
afetar a qualidade ambiental (FEEMA, 1992).
É importante buscar a racionalização do uso do solo, da água e do ar. Além disso, 
é essencial proteger, recuperar e conservar os diversos ecossistemas, incluindo a 
fauna e a flora. Para atingir esse objetivo, é fundamental implementar controle e 
zoneamento para atividades potencialmente ou efetivamente poluidoras.
1
8
Além das práticas padrão de gerenciamento de projetos, é importante destacar que os 
projetos ambientais, devido à sua natureza voltada para a mitigação de problemas am-
bientais, também podem se beneficiar da aplicação de estratégias de marketing verde.
No contexto de projetos ambientais, a integração do marketing verde pode 
ser uma ferramenta poderosa para comunicar os benefícios e o propósito desses 
projetos tanto para as partes interessadas internas quanto ao público em geral.
Nesse sentido, percebe-se a importância dos projetos ambientais e seus pro-
cessos de gerenciamento.
PROCESSOS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Segundo PMBOK (2022), o processo é um conjunto de ações empreendidas 
para alcançar um objetivo.
Segundo PMBOK (2022), o processo é um conjunto de ações empreendidas 
para alcançar um objetivo e divide-se em duas classificações:
 ■ Processos orientados a produtos.
 ■ Processos de gerenciamento de projetos.
A primeira classificação envolve as atividades voltadas à concepção e desenvolvi-
mento dos produtos e isso difere de acordo com os diversos setores e tipos de organi-
zações. Por este motivo, no guia PMBOK são detalhados exclusivamente os processos 
de gerenciamento de projetos que serão o foco da discussão a partir daqui.
O guia PMBOK foi desenvolvido pelo Project Management Institute (PMI), em 
1969, com o objetivo de desenvolver e disseminar boas práticas de gerenciamento de 
projetos, independente da área. Sendo assim, se torna a principal associação de ge-
renciamento de projetos do mundo atualmente. Possui sua sede nos EUA, e também 
está presente em mais de 185 países por meio de seus escritórios regionais.
Outra função muito importante do PMI é certificar os profissionais que apre-
sentam conhecimento suficiente para gerenciar projetos. A certificação PMI é 
muito bem-vista no mercado, gerando vantagens para os profissionais certificados.
Deste modo, utiliza-se o Guia PMBOK como norteador das melhores prá-
ticas de processos de gestão de projetos.
UNIASSELVI
1
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Os processos de gerenciamento deprojetos são aqueles responsáveis 
por manter o fluxo de trabalho ao longo do desenvolvimento das tarefas. Isso 
significa que eles são o conjunto de ferramentas e técnicas que possibilitam a 
gestão das áreas de conhecimento do projeto. Podem ser de cinco tipos: Con-
cepção (iniciação), Planejamento, Execução, Monitoramento e Controle, e En-
cerramento. A seguir, apresenta-se a função de cada um deles.
Concepção (Iniciação)
É onde se tem a autorização para o início do projeto, ou para uma de suas fases 
(VALLE, 2010). É o primeiro processo do projeto, e nesse grupo define-se o ge-
rente. É necessária a identificação da necessidade do cliente final, desenvolvendo 
estudos e análises de viabilidade técnica e econômica (GASNIER, 2000).
Assim, seleciona-se a melhor alternativa. Em um estudo de viabilidade 
técnica, é necessário descrever quais os objetivos do projeto e do escopo, a 
duração do mesmo, as datas de início e fim e, ainda, uma previsão de custos. 
Nesse grupo de processos, realiza-se a documentação e o registro de todas as 
informações. É importante que seja criado o documento termo de abertura 
do projeto, sendo esta a autorização para o mesmo. É importante que seja 
firmado com o cliente um contrato bem detalhado de prestação de serviços, 
descrevendo o escopo do serviço contratado. 
Na área ambiental, há muitos problemas de comunicação devido a clientes 
que contratam um serviço individualizado, por exemplo, um único projeto, e 
depois exigem que se faça todo o licenciamento, que engloba vários projetos di-
ferentes e uma parte administrativa. Portanto, o contrato é uma segurança para 
ambos. E como já citado, é importante decidir também nesse grupo de processos 
o escopo do projeto.
Planejamento
Depois da aprovação do projeto, inicia-se outro tipo 
de processo, o planejamento. O planejamento é fun-
damental para evitar o retrabalho, ou seja, planejar é 
uma ação de organização prévia para ações futuras. 
O planejamento é 
fundamental para 
evitar o retrabalho
1
1
É nesse grupo de processos que se planeja tudo que deve ser feito. Há uma definição 
final do escopo, pois no grupo de iniciação o escopo pode ser preliminar.
Define-se também a equipe que deve ser utilizada no planejamento do projeto, 
pois possui habilidades e conhecimentos que podem ser aproveitados (PMBOK, 
2022), ou seja, todas as partes interessadas podem contribuir. O cliente final pode 
participar desse planejamento, pois ele pode oferecer alguns recursos que seriam 
necessários ao desenvolvimento do projeto. 
Um exemplo seria uma situação em que é preciso um veículo 4x4 para a equipe 
chegar à área, o cliente possui o veículo com essas características e o disponibiliza para 
a equipe, sendo assim, não é necessário ter esse gasto, como um aluguel de um veículo 
4x4. Os recursos necessários são apurados com exatidão e ocorre o agendamento 
detalhado de todas as atividades. Elabora-se um cronograma com as atividades, o 
responsável por cada uma delas e o período para a execução de cada tarefa.
Tudo para que seja alcançado o objetivo proposto para o referido projeto. É 
importante que todos os envolvidos tenham uma ideia clara sobre os objetivos 
do projeto para que sejam obtidos os resultados almejados (ALBADÓ, 2001).
O cronograma deve ser elaborado com as atividades em sequência de aconteci-
mentos, pois determinada atividade pode ser uma antecessora obrigatória de outra, 
ou seja, a atividade posterior só ocorre se a anterior foi finalizada. Não podemos escre-
ver o relatório de trabalho de campo sem antes fazermos o levantamento de campo.
As atividades devem sempre estar vinculadas aos recursos materiais ou hu-
manos necessários para a sua realização, por exemplo, um GPS, material de coleta 
e captura, carro para deslocamento, material de proteção individual etc.
Devem ser levadas em conta também as restrições que a atividade pode conter, 
por exemplo, ser necessário um ajudante para abrir o mato, ou ser necessário um 
documento do cliente para dar continuidade aos estudos, e qual a duração de cada 
uma delas. Além do custo para a sua realização, ou seja, devemos planejar qual o 
custo desse ajudante, dos materiais de trabalho, do deslocamento até o local de estudo.
Portanto, esse grupo de processos é fundamental, pois imagine chegar até o tra-
balho de campo e descobrir que se precisa de um ajudante? Seria necessário retornar 
novamente, não é? Ou ainda, ter o ajudante, mas não providenciar um facão para 
que ele faça seu trabalho? É importante pensar no desperdício de tempo e dinheiro.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Execução
Após um planejamento bem feito, está na hora de implantá-lo. É nesse grupo 
de processos que se aplica o trabalho com o objetivo de se atender aos requi-
sitos do projeto. O gerente se ocupa de efetuar a coordenação das pessoas 
e dos recursos, além da integração e da realização de todas as atividades 
preestabelecidas. Suas habilidades de liderança, coordenação, motivação e 
comunicação são colocadas à prova.
No momento da implementação das atividades, alguns itens podem exigir 
algum replanejamento. Devem-se submeter essas adaptações à aprovação de 
todos os envolvidos.
Segundo o PMBOK (2022), esse grupo inclui os seguintes processos:
 ■ orientar e gerenciar a execução do projeto;
 ■ realizar a garantia da qualidade, ou seja, atender aos requisitos estabele-
cidos e aos objetivos do projeto;
 ■ contratar ou mobilizar a equipe do projeto, portanto, lidar com os recursos 
humanos;
 ■ desenvolver a equipe do projeto, integrar toda a equipe, envolver todos 
no objetivo comum;
 ■ distribuição das informações, comunicação objetiva e nos momentos certos;
 ■ solicitar respostas de fornecedores, este é o processo necessário para obter 
informações, cotações, licitações, ofertas ou propostas;
 ■ selecionar fornecedores.
Nos projetos ambientais, normalmente trabalha-se com muitos terceirizados. 
Cabe ao gerente do projeto e à equipe a escolha de fornecedores que sejam parcei-
ros, que estejam envolvidos com os objetivos do projeto. São muito importantes 
as habilidades de comunicação, negociação e acompanhamento dos mesmos.
Outro ponto importante a se considerar na escolha desses fornecedores é a 
qualidade do serviço prestado por eles. Ao se contratar um laboratório de aná-
lises, por exemplo, é necessário verificar seu credenciamento e validação junto 
aos órgãos certificadores, para que seus laudos tenham valor. Imagine contratar 
uma empresa para realizar as sondagens no solo, onde seus equipamentos são 
antigos e não são calibrados? Não é possível confiar nesses resultados, pois podem 
comprometer toda a conclusão do estudo.
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Monitoramento e Controle
Como está o andamento do projeto? Como fornecer um feedback do status do 
projeto? Isso é resolvido devido ao monitoramento e controle do projeto.
O grupo de processos de monitoramento e controle é formado pelos pro-
cessos realizados para observar a execução do projeto, de forma que possíveis 
problemas possam ser identificados no momento adequado e que possam ser 
tomadas ações corretivas, quando necessárias, para controlar a execução do pro-
jeto de acordo com o planejado (VALLE, 2010).
A importância desse grupo é que o comportamento do projeto é acompa-
nhado de perto, ou seja, continuamente. É devido a esse grupo que podem ser 
propostas ações preventivas aos problemas.
Monitorar e controlar o trabalho do projeto, realizar o controle de mudanças se 
necessário, verificar e controlar o escopo, cronograma e custos (qualidade do pro-
jeto), informar sobre o desempenho do projeto, monitorar e controlar os riscos são 
características dos processos. Uma ferramenta essencial a esse grupo de processos 
é o relatório, este deve ser breve e precisa conter o status atual do projeto baseado 
no cronograma de atividades, além das projeções e as ações corretivas, se houver. 
Inclusão de elementos gráficos, fotos e figuras para amenizar os itens técnicos.
Encerramento
Enfim, terminamos o projeto! É o momentode entregar ao cliente ou protocolar 
no órgão ambiental.
O grupo de processos de encerramento é o último processo do ciclo de vida 
do projeto. Nele, temos os processos necessários para finalizar formalmente todas 
as atividades do projeto e entregar o produto contratado.
Fazemos o fechamento do projeto e a sua avaliação. Todas as pendências 
devem ser sanadas para o projeto ser concluído, isto inclui fornecedores, equipe, 
pendências financeiras etc. O gerente conclui o projeto reconhecendo e parabe-
nizando toda a equipe envolvida, motivando-a para outros projetos. A entrega 
de um projeto com qualidade ao cliente é uma oportunidade para a venda de 
outro projeto. Na área ambiental, geralmente há outras etapas ambientais a serem 
cumpridas pelo empreendedor ou a implantação do projeto, ou seja, do programa 
vinculado ao projeto. São formas de continuar vinculado ao cliente.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Segundo o PMBOK (2022), o grupo de processos de encerramento inclui os 
seguintes processos:
 ■ Encerrar o projeto: este é o processo responsável por finalizar todas as 
atividades em todos os grupos de processos, além de encerrar formal-
mente o projeto.
 ■ Encerramento do contrato: este é o processo necessário para terminar 
e liquidar cada contrato utilizado no projeto.
É importante elaborar um relatório final, com a análise dos objetivos do projeto 
e seu alcance. Esse relatório servirá de parâmetro e roteiro para próximos projetos 
semelhantes, principalmente para que as falhas e problemas não voltem a ocorrer.
O órgão ambiental pode solicitar a qualquer momento a complementação 
de dados do estudo apresentado, sendo assim, é de fundamental importância o 
arquivamento correto de todos os dados pertinentes àquele projeto, para que as 
informações necessárias possam ser resgatadas com segurança e agilidade.
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema, vamos lá?! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar a situação-problema inserida no início de nossos estudos:
“Em uma determinada região, a população aumentou significativamente nos 
últimos anos, o que gerou o aumento da urbanização e, consequentemente, a 
degradação do meio ambiente. Os recursos naturais, como florestas e rios, estão 
ameaçados por essa expansão urbana descontrolada. Como podemos minimizar 
essa situação preocupante e preservar o meio ambiente para as futuras gerações?”
A resolução desse problema é de extrema importância, pois tem impactos 
profundos na qualidade de vida da população, na biodiversidade e no equilíbrio 
ecológico da região. Se nenhuma atitude for tomada, as consequências em longo 
prazo podem ser devastadoras, incluindo a escassez dos recursos naturais, au-
mento da poluição e a perda de habitats naturais.
Neste contexto, poderíamos nos envolver em campanhas de conscienti-
zação sobre a importância da preservação ambiental, elaborar projetos para 
plantio de árvores em áreas urbanas, para a criação de parques e de áreas 
de lazer, para limpeza de rios e a importância de mantê-los limpos e, ainda, 
projetos de educação ambiental nas escolas e comunidades para promover a 
mudança de comportamento.
É fundamental que façamos uma reflexão sobre as ações tomadas para resol-
ver o problema. Então devemos considerar questões como:
 ■ Qual o impacto das ações de preservação ambiental na qualidade de vida 
da comunidade?
As ações de preservação ambiental têm um impacto significativo na qua-
lidade de vida da comunidade, especialmente em uma situação em que a 
urbanização descontrolada está ameaçando os recursos naturais e o meio 
ambiente. Alguns impactos positivos são: melhoria na qualidade do ar e da 
água, conservação de recursos naturais, melhoria na qualidade de vida, se-
gurança alimentar e de recursos, sustentabilidade a longo prazo, promoção 
de atividades ao ar livre, entre outros. 
 ■ Como as mudanças de comportamento individual podem contribuir para 
a solução do problema?
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Algumas maneiras pelas quais as mudanças de comportamento podem ser be-
néficas para a solução do problema da degradação do meio ambiente devido à 
urbanização descontrolada: consumo sustentável, mobilidade sustentável, eco-
nomia de energia, redução de desperdício de água, estilo de vida sustentável, 
promoção da reciclagem, educação e conscientização, entre outras.
 ■ Como a conscientização pode ser mantida em longo prazo?
Algumas estratégias que podem ajudar a manter a conscientização ambiental a 
longo prazo são: educação ambiental continuada, campanhas de conscientiza-
ção, envolvimento da comunidade em ações práticas ambientais, comunicação 
contínua, premiação e reconhecimento pelas práticas ambientais tanto da co-
munidade quanto de empresas, incorporação de políticas públicas voltadas ao 
meio ambiente, entre outras.
 ■ Quais os desafios e obstáculos enfrentados na resolução desse problema 
e como podemos superá-los?
Alguns dos principais desafios e maneiras de superá-los são:
Aumento da população: promoção do controle populacional responsável e 
o planejamento urbano eficaz para acomodar o crescimento de forma sustentável.
Interesses econômicos conflitantes: buscar o equilíbrio entre o cresci-
mento econômico e sustentabilidade ambiental identificando oportunidades 
de negócios verdes.
Falta de recursos financeiros: buscar parcerias público-privadas, subsídios 
e financiamento para iniciativas ambientais podem ajudar a superar esse desafio.
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1. Os procedimentos de gestão de projetos desempenham um papel crucial na manutenção 
do progresso das atividades durante o processo de desenvolvimento. Eles constituem 
um conjunto de recursos e métodos que permitem a administração das diferentes áreas 
de conhecimento relacionadas ao projeto. Esses processos podem ser categorizados em 
cinco tipos: Iniciação (Concepção), Planejamento, Execução, Acompanhamento e Con-
trole, e Encerramento. Em cada categoria são inseridos os elementos essenciais para o 
gerenciamento do projeto como, por exemplo, as partes interessadas, custos, plano de 
comunicação e outros elementos igualmente importantes.
Fonte: PMBOK, GUIA. Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos. 7. ed. 
Newtown Square, PA.EUA: Project Management Institute, Four Campus Boulevard, 2021. (Adaptado).
Nesse sentido, qual dos seguintes tipos de processos de gerenciamento de projetos é 
responsável por definir o escopo do projeto, identificar as partes interessadas e estabelecer 
os objetivos iniciais?
a) Planejamento.
b) Execução.
c) Monitoramento e Controle.
d) Concepção (Iniciação).
e) Encerramento.
AUTOATIVIDADE
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2. A gestão de projetos ambientais para as empresas é fundamental para atender às crescen-
tes preocupações ambientais, garantir conformidade regulatória, promover a sustentabi-
lidade e fornecer soluções inovadoras para as necessidades do presente e do futuro. Ela 
desempenha um papel essencial na geração de um ambiente que seja compatível com o 
bem-estar das pessoas e a preservação do meio ambiente.
Fonte: SANTOS, C. Guia completo de gestão de projetos ambientais: dicas e melhores práticas. 
Awari. 2023. Disponível em: a-completo-de-gestao-de-projetos-ambientais-dicas-e-melhores-prati-
cas/?utm_source=blog&utm_campaign=projeto+blog&utm_medium=Guia%20completo%20de%20ges-
tão%20de%20projetos%20ambientais:%20dicas%20e%20melhores%20práticas. Acesso em: 1 nov. 2023.
Acerca da gestão de projetos ambientais, analise as afirmativas a seguir:
I - A gestão de projetos ambientais é irrelevante para a responsabilidade socioambiental 
corporativa.
II - Para os projetos ambientais empresariais são desconsideradas as legislações ambientais.
III - Um projeto ambiental pode ser definido como sendo um esforço temporário empreendi-
do para criar um produto, serviço ou resultado único para a melhoria e sustentabilidadedo meio ambiente
IV - A um conjunto de projetos ambientais devidamente planejados e estruturados dá-se o 
nome de programa ambiental.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
AUTOATIVIDADE
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3. O Projeto nasce a partir de um problema que busca uma solução. Projetos, por definição, 
não podem ser uma atividade repetitiva e contínua, portanto uma rotina. Mesmo projetos 
que guardem grande semelhança estrutural com outros anteriores têm algum elemento 
único como, por exemplo, as pessoas que vão executá-los, um cliente diferente, as cir-
cunstâncias econômicas, organizacionais etc. 
Fonte: CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos . São Paulo: Grupo 
GEN, 2016. (adaptado). 
Considerando o texto, qual alternativa apresenta o conceito de gestão de projetos?
a) Projetos não estão relacionados a problemas ou necessidades específicas; eles são 
simplesmente uma maneira de realizar tarefas rotineiras.
b) Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou 
resultado único.
c) Um projeto não busca uma solução única, mas envolve a realização de várias ações 
simultaneamente.
d) Projetos visam principalmente criar produtos físicos, não solucionar problemas.
e) Um projeto produz resultados diversos e é uma abordagem aberta para a realização 
de atividades.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ALBADÓ, R. Gerenciamento de projetos: procedimento básico e etapas essenciais. 1. ed. São 
Paulo: Artliber Editora, 2001.
CLELAND, D.; IRELAND, L. Gerência de projetos. 1. ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso 
Editores, 2002.
DINSMORE, P. C.; CAVALIERI, A. Como se tornar um profissional em gerenciamento de proje-
tos: livro-base de preparação para certificação PMP – Project Management Professional. 2. ed. 
Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.
FEEMA. Vocabulário Básico de Meio Ambiente. 4. ed. Rio de Janeiro: FEEMA/Petrobrás, 1992, 
p. 248.
GASNIER, D. G Guia prático para gerenciamento de projetos: manual de sobrevivência para os 
profissionais de projetos. 1. ed. São Paulo: IMAM, 2000.
ISO 10006:2003. Gerenciamento da Qualidade: diretrizes para a qualidade em gerenciamento 
de projetos. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.
KEELING, R Gestão de Projetos: Uma abordagem global. Tradução Cid Knipel Moreira, revisão 
técnica Orlando Cattini Jr. São Paulo: Saraiva, 2002.
MAXIMIANO, A. C. A Administração de Projetos: Como Transformar. Ideias em Resultados. 2. ed. 
São Paulo: Atlas, 2002.
PMBOK, GUIA. Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos . 7. ed. 
Newtown Square, PA.EUA: Project Management Institute, Four Campus Boulevard, 2022.
PROCHNOW, M.; SCHAFFER, W.B Pequeno manual para elaboração de projetos. Rio do Sul: 
Ed. UFRS, 1999.
SAMPAIO, A. C. F; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P Gestão de Projetos Ambientais. Maringá-Pr.: Uni-
Cesumar, 2017. Reimpresso em 2023. 170 p.
SOUZA, J. V. R. de. Projetos e produção sustentável . São Paulo: Platos Soluções Educacionais, 
2021.
VALLE, A. B. do et al. Fundamentos do gerenciamento de projetos . 2. ed. Rio de Janeiro: Editora 
FGV, p.172, 2010.
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1. Opção D.
Alternativa A (incorreta): no planejamento é elaborado o plano de ação para ser realizado na 
fase de Execução do projeto.
Alternativa B (incorreta): a fase da Execução refere-se a colocar em prática o projeto planejado.
Alternativa C (incorreta): o Monitoramento e Controle é o momento de verificar se as ações 
planejadas e executadas estão trazendo ou não o resultado esperado.
Alternativa D (correta): é nessa fase que se define o escopo do projeto, identificam-se as 
partes interessadas e se estabelecem os objetivos iniciais.
Alternativa E (incorreta): o Encerramento diz respeito à finalização do projeto.
2. Opção C.
Alternativa I (incorreta): a gestão de projetos ambientais é importante para a melhoria da 
imagem da empresa para o mercado e evidencia o seu comprometimento com a respon-
sabilidade socioambiental.
Alternativa II (incorreta): a legislação sempre será considerada em projetos ambientais em-
presariais.
Alternativa III (correta): um projeto ambiental pode ser definido como sendo um esforço 
temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único para a melhoria 
e sustentabilidade do meio ambiente.
Alternativa IV (correta): conjunto de projetos ambientais é denominado programa ambiental. 
3. Opção B.
Alternativa A (incorreta): os projetos nascem a partir da busca pela resposta de um problema 
ou necessidade específica.
Alternativa B (correta): um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um 
produto, serviço ou resultado único.
Alternativa C (incorreta): um projeto apresenta um resultado único e envolve ações simultâneas.
Alternativa D (incorreta): um projeto é destinado para criar produto, serviço ou resultado único.
Alternativa E (incorreta): um projeto produz um resultado único e com atividades planejadas.
GABARITO
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MINHAS METAS
ÁREAS DE CONHECIMENTO EM 
GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Conhecer as duas categorias de projetos ambientais: projetos voltados à pesquisa con-
servacionista e projetos destinados à prestação de serviços.
Aprender a respeito dos processos de gerenciamento de projetos, como iniciação, plane-
jamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento.
Compreender as características básicas das dez áreas do conhecimento em gerencia-
mento de projetos.
Saber sobre a existência de algumas ferramentas para gerenciamento de projetos.
Conhecer as ferramentas de reuniões, brainstorming, cronograma, softwares e EAP (estru-
tura analítica do projeto).
Conhecer os principais diagramas utilizados em gerenciamento de projetos, como o 
diagrama de Gantt, diagrama de rede, diagrama de causa e efeito, diagrama de Pareto e 
diagrama da árvore.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
Uma organização focada em questões ambientais está planejando implementar um 
projeto de gestão de água em uma comunidade que enfrenta sérios problemas de 
escassez do recurso. O projeto é de extrema importância para a sustentabilidade da 
comunidade e para a preservação dos recursos hídricos locais. No entanto, o projeto 
enfrenta um prazo apertado devido a fatores sazonais, como a iminente estação seca, 
que pode agravar ainda mais a crise da água. Nesse contexto, a equipe do projeto se 
confronta com obstáculos relacionados ao gerenciamento do tempo, recursos limi-
tados e a necessidade de atingir resultados importantes em um período de tempo 
curto. Quais estratégias poderão ser adotadas para melhor atender a essas áreas do 
conhecimento (tempo e recursos limitados) de gerenciamento de projetos?
É essencial enfatizar a importância de gerenciar 
o projeto de forma eficaz, pois isso assegura o acesso 
contínuo à água potável na comunidade e a proteção 
dos ecossistemas hídricos locais. Deve ser destaca-
do que qualquer atraso no projeto de gestão de água 
pode agravar a escassez de água e aumentar os impactos negativos na comuni-
dade e no meio ambiente.
O plano de ação deve ser elaborado para o cumprimento do prazo apertado 
do projeto de gestão de água, considerando as etapas necessárias, alocação de 
recursos e definição de prioridades e a identificação de possíveis barreiras, que 
possam surgir durante o projeto. Além disso, outras estratégias para lidar com o 
prazo apertado devem ser apresentadas.
É importante, também, refletir sobre as implicações do gerenciamento de 
projetos ambientais sob pressão de prazos apertados e sobre como essas deci-
sões afetam tanto a comunidade quanto o meio ambiente. Discutir a eficiência 
na gestão de projetos ambientais é fundamental para o sucesso de iniciativas de 
sustentabilidade e preservação.
É essencial enfatizar 
a importância de 
gerenciar o projeto 
de forma eficaz
Você quer aprender mais sobre as diferentes metodologias utilizadas no gerencia-mento de projetos? Então não perca nosso podcast sobre a importância do conhe-
cimento das diferentes metodologias para o gerenciamento de projetos. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
SOLICITAÇÃO DE PROJETOS AMBIENTAIS
Os projetos vão variar sua forma, sua organização e principalmente seu conteú-
do de acordo com as exigências impostas pelos setores solicitantes. No mercado 
ambiental, os projetos ambientais se dividem em duas categorias gerais, de acordo 
com seus solicitantes: projetos voltados à pesquisa conservacionista, requisitados 
por editais públicos e privados específicos, além de projetos destinados à prestação 
de serviços com fins de autorizações e licenciamentos ambientais, normalmente 
encaminhados aos órgãos públicos (ambientais, municipais, estaduais e federais).
Existem duas categorias distintas, entretanto, unidas pelo fato de que ambas tra-
tam de pesquisas diferenciadas pelas exigências dos solicitantes, mas semelhantes 
por terem a necessidade do teor científico e acadêmico nos projetos. A diferença 
desses tipos de projetos está nas exigências dos solicitantes.
Os projetos de pesquisa conservacionistas buscam alcançar novos conhe-
cimentos e principalmente se preocupam com as unidades de conservação e as 
espécies (animais e vegetais) específicas de um ambiente. Já os projetos destinados 
à prestação de serviços, com base em autorizações e licenciamentos ambientais, 
são desenvolvidos em áreas variadas, em diferentes locais em que se pretende 
instalar e operar empreendimentos e atividades.
Com isso, é possível afirmar que, no mercado ambiental, existe cada vez mais a 
interação entre o mundo acadêmico (pesquisa científica universitária) e o mundo 
mercadológico (econômico). Os profissionais da área ambiental precisam estar 
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atualizados, ou seja, inteirados acerca do funciona-
mento e metodologias empregadas em pesquisas de 
cunho ambiental. Nesse sentido, os projetos voltados 
aos órgãos públicos (por exemplo: laudos geológicos, 
EIA/RIMA, PCA, PRAD), e os projetos destinados à 
pesquisa conservacionista requeridos em editais cada vez mais frequentes finan-
ciam pesquisas ou a produção de produtos de cunho ambiental.
Por exemplo, dentro de um EIA/RIMA e outros documentos voltados ao 
licenciamento ambiental, tem-se a necessidade de diagnósticos ambientais, os 
quais são sempre realizados por meio do uso de metodologias científicas baseadas 
em projetos frequentemente idealizados e formatados em universidades.
Além dos diagnósticos e os vários projetos necessários para a realização desses 
projetos, teremos ainda as iniciativas voltadas à mitigação de impactos que também 
estão sempre voltadas a sistemas e metodologias empregadas em pesquisas científicas.
Em projetos voltados a editais públicos e privados de cunho conservacionista, 
a mesma lógica está presente, pois os métodos de pesquisa estão sempre presentes 
e são eles que moldam o desenvolvimento de cada projeto a ser proposto.
Projetos de pesquisa conservacionista (editais públicos e 
privados)
No mercado ambiental, devido à alta demanda de projetos ambientais, formada a 
partir das pressões ambientalistas vindas de diferentes grupos e épocas (movimentos 
ambientalistas), verificou-se a necessidade da formação de organizações que colabo-
rassem com um desenvolvimento econômico com maior responsabilidade ambiental.
Fundaram-se, assim, várias organizações não governamentais (ONGs) de 
cunho ambiental. De acordo com Coutinho (2004), as ONGs eram entidades 
voltadas a projetos humanitários e, muitas vezes, ligadas a igrejas. Com o passar 
do tempo, principalmente na década de 1970, foram associadas aos movimentos 
sociais, mas a partir dos anos 1990, as ONGs deixaram de ser vistas dessa forma, 
passando a ganhar mais notoriedade pelos trabalhos em parceria com o Estado e/
ou empresas, exaltando o fato de atuarem sem fins lucrativos. Desenvolveram um 
perfil de filantropia empresarial, mantendo relações estreitas com o Banco Mun-
dial e com variados tipos de agências financiadoras ligadas ao grande e pequeno 
capital. Além das ONGs, tivemos a criação de fundações, associações e outras 
Os profissionais 
da área ambiental 
precisam estar 
atualizados
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
entidades com intuitos semelhantes. Muitas dessas organizações atualmente são 
voltadas à causa ambiental, muitas delas buscando ou repassando recursos para 
o desenvolvimento de projetos ambientais. Com isso, temos variados tipos de 
projetos ambientais atrelados a editais formalizados pelas ONGs.
No Brasil, temos várias dessas instituições conseguindo bons recursos para 
aplicações em projetos ambientais. Recursos vindos por meio de empresas inte-
ressadas em marketing ambiental, com o intuito de melhorar sua imagem diante 
de uma sociedade que vem se mostrando interessada nos problemas ambientais 
e na responsabilidade das grandes empresas sobre esse tema.
As grandes ONGs ou instituições para as causas ambientais vêm ampliando e me-
lhorando a disponibilidade desses recursos a partir de editais para seleção de projetos 
de pesquisa ambiental. Os editais são cada vez mais rígidos e os projetos vêm sendo 
analisados por equipes técnicas bastante criteriosas, com conhecimento acadêmico 
abrangente. Com isso, cresce a cada dia o desenvolvimento voltado a esse tipo de 
edital e esse tipo de recurso. Seguindo o mesmo ideal, o governo, por meio de seus 
ministérios, vem abrindo editais para projetos de intuitos conservacionistas, seja no 
setor artístico, educacional, social ou especificamente no setor ambiental.
Grandes empresas também vêm abrindo disponibilidade de recursos, dentro 
de seus setores ambientais, por meio de editais e concursos, como é o caso da Pe-
trobras, que abre a possibilidade de entrada para empresas privadas que queiram 
investir em projetos ambientais.
A diversidade dos projetos é imensa e cada edital elabora exigências que 
acabam por moldar os projetos dentro da filosofia que rege cada uma dessas 
instituições. Um dos melhores exemplos de instituições voltadas a esse tipo de 
projeto (pesquisa conservacionista) é a Fundação Grupo Boticário. Trata-se de 
uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações 
de conservação da natureza. Foi criada em 1990, sendo a principal expressão da 
política de investimento social privado da empresa Boticário de cosméticos. Suas 
ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras organiza-
ções e sensibilização da sociedade para a causa conservacionista. Disponibiliza 
anualmente recursos em editais, selecionando projetos a serem desenvolvidos 
no Brasil inteiro (FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO, 2023).
Um exemplo de um projeto que responde às especificações de pesquisa con-
servacionista foi criado pela ONG Sociedade Chauá e teve apoio e financia-
mento da Fundação Grupo Boticário. O projeto foi denominado Perpetuação de 
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Populações de Espécies Ameaçadas: produção de mudas voltada ao aumento da 
variabilidade genética de espécies ameaçadas de extinção da Floresta com Arau-
cária. Teve início em 2020 e término em 2022 (SOCIEDADE CHAUÁ, 2023).
Projetos para prestação de serviços
Outra categoria de projetos se refere aos desenvolvidos para prestação de ser-
viços a pessoas físicas, empresas e empreendimentos que precisam requerer 
autorizações e licenciamentos ambientais aos órgãos públicos. Os projetos são 
moldados pelas exigências dos órgãos públicos, muitas vezes, expostas em Ter-
mos de Referências, que ficam embasados em metodologias de cunho cientí-
fico. Os principais projetos específicos normalmente requeridos pelos órgãos 
públicos são: EIA/RIMA; Plano Básico Ambiental (PBA); Plano Ambiental de 
Conservação (PAC); Plano de Controle Ambiental (PCA); Relatório Ambiental 
Simplificado (RAS); Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS); Plano 
de Contingênciae Emergência Ambiental (PCEA); Programa de Gerenciamento 
de Riscos (PGR); Plano de Controle de Poluição Ambiental (PCPA) (IAT, 2023).
Além desses projetos específicos, normalmente requeridos em licenciamen-
tos ambientais, também existem aqueles necessários para a realização de diag-
nósticos ambientais. São projetos específicos e que podem variar, segundo as 
exigências de amostragem e precisão, por exemplo, projetos para o diagnóstico 
de fauna e flora, que terão metodologias próprias, visando à identificação e cate-
gorização dentro de uma determinada área de estudo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Existem também projetos que deverão constituir planos ambientais nor-
malmente requeridos para o monitoramento, mitigação, e, em alguns casos, 
compensação de impactos ambientais. São projetos variados e diferenciados, de 
acordo com os impactos e a área de estudo. Alguns exemplos de programas em 
estudos de impacto ambiental, que normalmente vão necessitar de variados tipos 
de projetos ambientais com intuito de monitoramento, mitigação e compensação 
são: Programa de Gestão Ambiental do Empreendimento, Programa de Contro-
le Ambiental para Implantação das Obras, Programa de Controle de Ruídos e 
Vibrações, Programa de Controle de Tráfego, Programa de Monitoramento de 
Qualidade do Ar (Poluição), Programa de Monitoramento dos Recursos Hídri-
cos, Programa de Monitoramento de Qualidade do Solo, Programa de Geren-
ciamento de Resíduos Sólidos, Programa de Educação Ambiental, entre outros.
Cada programa específico demandará projetos próprios e específicos.
PROCESSOS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Os processos de gerenciamento de projetos são aqueles responsáveis por manter 
o fluxo de trabalho ao longo do desenvolvimento das tarefas. Isso significa que 
eles são o conjunto de ferramentas e técnicas que possibilitam a gestão das áreas 
de conhecimento do projeto. Podem ser de cinco tipos: concepção (iniciação), 
planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento.
Em um projeto, os processos de iniciação marcam o seu começo ou a inclusão 
de novas etapas. Eles têm como objetivo definir escopo, alinhar as expectativas 
dos envolvidos e garantir a alocação dos recursos financeiros iniciais. A parti-
cipação dos gestores da empresa e das partes interessadas é fundamental, pois 
todas as iniciativas precisam ser autorizadas e implementadas.
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PROCESSO DE INICIAÇÃO
Em um projeto, os processos de iniciação marcam o seu começo ou a inclusão de 
novas etapas. Eles têm como objetivo definir escopo, alinhar as expectativas dos 
envolvidos e garantir a alocação dos recursos financeiros iniciais. A participação dos 
gestores da empresa e das partes interessadas é fundamental, pois todas as iniciativas 
precisam ser autorizadas e implementadas.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
Trata-se do detalhamento do escopo do projeto e da elaboração de estratégias e táticas 
de ação. Isso implica em refinar objetivos, estabelecer linhas de base para prazos, escopo 
e custos, bem como planejar as atividades e planos necessários para concluir o projeto.
PROCESSO DE EXECUÇÃO
Nessa fase, o projeto é colocado em prática com base no plano de gerenciamento. As 
atividades realizadas têm como meta a entrega do projeto, o que envolve coordenar 
pessoas e recursos, gerenciar as expectativas das partes interessadas, aplicar o plano 
de gerenciamento, rever os riscos e integrar as atividades. Essa é a fase que mais de-
manda recursos, com grande parte do orçamento do projeto sendo alocada aqui.
PROCESSO DE MONITORAMENTO
Responsável por controlar e avaliar o desempenho do projeto. Isso inclui acompanhar 
o progresso, identificar possíveis mudanças no planejamento, sugerir ações corretivas 
e manter um olhar atento sobre as atividades e o desempenho conforme definido na 
linha base. Essa base abrange várias etapas do ciclo de vida do projeto.
PROCESSO DE ENCERRAMENTO
O objetivo desse processo é formalizar a conclusão do projeto ou de suas fases. 
Isso envolve a avaliação dos sucessos e fracasso, a verificação da completude dos 
processos definidos, a revisão dos processos realizados, a documentação das lições 
aprendidas e o registro de documentos relevantes para fins históricos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Os processos de gestão de projetos apontam as estratégias mais eficazes para 
alcançar resultados favoráveis. No entanto, na prática, a eficácia do gerenciamen-
to de projetos requer outros elementos para ser eficiente, como metodologias, 
habilidades e ferramentas.
Portanto, apesar dos processos de gerenciamento serem imprescindíveis, é 
essencial que estejam alinhados a todos os outros fatores da organização. Assim, 
é fundamental que sejam considerados: áreas do conhecimento em gerenciamen-
tos de projetos, principais ferramentas, estrutura analítica do projeto, diagramas 
e ciclo de vida do projeto.
ÁREAS DO CONHECIMENTO EM GERENCIAMENTO DE 
PROJETOS
Uma área de conhecimento é delimitada por suas exigências de conhecimentos e 
determinada pelos processos que a compõem. O Guia PMBOK (2021) divide o 
gerenciamento de projetos em dez áreas do conhecimento, que serão abordadas 
a seguir. Serão apresentados os processos de gerenciamento de projetos como 
componentes distintos, mas que, na prática, sobrepõem-se e interagem entre si.
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Integração
O gerenciamento de integração do projeto inclui os processos necessários para 
identificar, definir, combinar, unificar e coordenar as várias atividades dos grupos 
de processos de gerenciamento. Portanto, consiste em escolher em que pontos 
concentrar recursos e esforços, em qual dia específico, antecipando possíveis 
problemas, tratando-os antes de se tornarem críticos, coordenando o trabalho e 
visando ao bem geral do projeto (IPM, 2021).
Os processos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Desenvolvimento do termo de abertura do projeto (autoriza formalmente 
um projeto ou fase).
 ■ Desenvolvimento da declaração do escopo preliminar do projeto (fornece 
uma descrição do escopo).
 ■ Desenvolvimento do plano de gerenciamento de projeto (documentação 
de todas as ações necessárias dos planos do projeto).
 ■ Orientação.
 ■ Gerenciamento da execução do projeto.
 ■ Monitoramento e controle do trabalho do projeto.
 ■ Realização do controle integrado de mudanças.
 ■ Encerramento do projeto.
Escopo
O gerenciamento do escopo do projeto define os processos para que se realize 
todo o trabalho necessário para que o projeto seja concluído com êxito. Os pro-
cessos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Planejamento do escopo (desenvolvimento do plano de gerenciamento 
do escopo).
 ■ Definição do escopo.
 ■ Criação da estrutura analítica do projeto (divisão dos resultados em partes 
menores).
 ■ Verificação e controle do escopo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Tempo
O gerenciamento do tempo do projeto descreve os processos para que o projeto 
seja concluído no prazo determinado. Tempo gasto é tempo perdido, não sendo 
possível recuperá-lo, portanto, o gerenciamento do tempo assume importância 
vital na implantação de empreendimentos (DINSMORE; CAVALIERI, 2005). 
Os processos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Definição das atividades (identificação das atividades descritas no 
cronograma.
 ■ Sequenciamento das atividades.
 ■ Estimativa de recursos e duração necessários para execução das atividades.
 ■ Desenvolvimento e controle do cronograma.
Custos
O gerenciamento dos custos do projeto inclui os processos necessários para 
garantir que o projeto ou fase do projeto sejam concluídos dentro do orçamento 
determinado. Os processos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Estimativa de custos (com recursos humanos, equipamentos e materiais) 
necessários para a conclusão das atividades.
 ■ Determinação do orçamento.
 ■ Controle de custos do projeto (controle das mudanças do orçamento).
Qualidade
O gerenciamento da qualidade do projeto determina os processos com o ob-
jetivo de garantir aconclusão do projeto dentro da qualidade necessária (escopo, 
tempo e custo), garantindo, portanto, a satisfação do cliente. Os processos reque-
ridos nessa área são os seguintes:
 ■ Planejamento da qualidade (identificar os padrões de qualidade exigidos 
para o projeto.
 ■ Realização da garantia da qualidade (aplicar atividades que garantam que 
o projeto contemplará todos os requisitos.
 ■ Realização do controle da qualidade (monitorar os resultados com o ob-
jetivo de cumprir com a qualidade do projeto).
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Recursos
Dentro das áreas de conhecimento do PMBOK, o gerenciamento de recursos 
é considerado de suma importância. Ele desempenha um papel fundamental na 
integração de uma variedade de profissionais desde as fases iniciais do projeto. A 
ausência desse gerenciamento pode prejudicar os processos internos, levando a 
atrasos, queda na qualidade e desajustes orçamentários. Além de supervisionar os 
recursos físicos, como materiais, suprimentos, instalações e equipamentos, essa 
área lida com um conjunto de atividades que organizam, dirigem e orientam a 
equipe do projeto. Portanto, esse domínio de conhecimento é responsável por 
fortalecer o compromisso da equipe e abordar aspectos essenciais relacionados 
aos recursos humanos, permitindo a identificação e utilização das melhores ha-
bilidades de cada membro. Os processos requeridos nessa área são os seguintes: 
planejar o gerenciamento dos recursos, estimar os recursos das atividades, ad-
quirir recursos, desenvolver a equipe, gerenciar a equipe e controlar os recursos.
Comunicações
O gerenciamento da comunicação do projeto aponta os processos relacionados 
com a geração, coleta, distribuição, armazenamento e destinação final das infor-
mações do projeto de forma oportuna e apropriada (IPM, 2021). Os processos 
requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Planejamento das comunicações das partes interessadas no projeto.
 ■ Gerenciamento das expectativas das partes interessadas no projeto.
 ■ Distribuição das informações (permitir que as informações necessárias 
estejam disponíveis para as partes no momento oportuno).
 ■ Relatar o desempenho – inclui os relatórios de andamento do projeto.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Riscos
O gerenciamento de riscos do projeto são os processos relacionados com a 
identificação, análise e controle dos riscos do projeto. Os objetivos do gerencia-
mento dos riscos são aumentar a probabilidade e o impacto dos eventos positivos 
e reduzir a probabilidade e o impacto dos eventos negativos no projeto (IPM, 
2021). Os processos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Planejamento do gerenciamento de riscos do projeto.
 ■ Identificação dos riscos (levantamento dos riscos e características que 
podem afetar o projeto).
 ■ Realização de análise qualitativa e quantitativa dos riscos do projeto.
 ■ Planejamento de respostas aos riscos do projeto.
 ■ Monitoramento e controle dos riscos do projeto.
Gerenciamento da Comunicação em Projetos
Gerenciamento da Comunicação em Projetos (2014) é uma referên-
cia de cunho didático para pessoas que necessitam aplicar, de for-
ma eficaz, o processo de comunicação nas suas atividades em pro-
jetos. Aqui, Lúcio Edi Chaves, Fernando Henrique da Silveira Neto, 
Gerson Pech e Margareth Fabíola dos Santos Carneiro discutem os 
aspectos gerais da comunicação em projetos, como o processo de 
interação e troca de informação. A apresentação do gerenciamen-
to da comunicação é iniciada pela fase de planejamento, quando 
são apresentadas as ferramentas mais utilizadas para a geração do 
plano de comunicação. São abordados, ainda, os aspectos ligados 
à execução do referido plano e ao monitoramento e controle dos 
projetos por meio de relatórios de desempenho.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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Aquisições
O gerenciamento de aquisições do projeto envolve os processos relacionados 
com compra ou aquisições de produtos, serviços ou resultados para o projeto. 
Os processos requeridos nessa área são os seguintes:
 ■ Planejamento de compras e aquisições (determinar o que comprar ou 
adquirir).
 ■ Planejamento de contratações (determinar os serviços, produtos e forne-
cedores externos ao projeto).
 ■ Solicitação de respostas dos fornecedores (obter cotações e orçamentos).
 ■ Seleção e administração de fornecedores (escolher e administrar o con-
trato com esses prestadores de serviços).
 ■ Encerramento das aquisições (terminar o contrato com os serviços 
externos ao projeto).
Partes interessadas
Embora esta seja uma das mais novas áreas de conhecimento do PMBOK, ela 
não deve ser vista como menos importante do que as outras. Os processos dessa 
área ajudam a identificar, planejar, engajar e gerenciar as partes interessadas, ou 
seja, todos os que podem ser impactados pelas atividades e resultados do projeto. 
Sendo assim, sua função é conhecer a opinião das partes interessadas em relação 
à empresa e fortalecer o comprometimento delas por meio de estratégias usadas 
para mapear e gerenciar suas expectativas e necessidades. Os processos requeri-
dos nessa área são os seguintes:
 ■ Identificar as partes interessadas.
 ■ Planejar o engajamento das partes interessadas.
 ■ Gerenciar o engajamento das partes interessadas.
 ■ Monitorar o engajamento das partes interessadas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
INTEGRAÇÃO – APLICANDO O CONHECIMENTO
Durante uma reunião de status do Plano de Gerenciamento de Resíduos junto ao 
cliente, ele solicita ao gerente de projetos uma alteração no escopo do trabalho. O 
que o gerente de projetos deve fazer? O gerente de projetos deve avaliar a mudança 
proposta pelo cliente, analisando: o tipo de alteração, a justificativa para a mudança e 
os impactos previstos no prazo, no custo e na qualidade do projeto.
ESCOPO – APLICANDO O CONHECIMENTO
Um gerente de projetos descobre, durante o planejamento, que parte do escopo de 
um PCA (Plano de Controle Ambiental) está indefinida pelo órgão ambiental. O que 
ele deve fazer? O gerente de projetos deve definir o escopo do Plano de Controle 
Ambiental junto ao órgão ambiental e à equipe envolvida no projeto, para depois dar 
continuidade ao projeto.
TEMPO – APLICANDO O CONHECIMENTO
Você é o gerente de projetos de um EIA/RIMA. Um dos integrantes da equipe adoe-
ceu e ficará afastado por quinze dias. O que você, como gestor, deve fazer? Você deve 
fazer uma análise das sequências das atividades, suas durações e seus recursos para 
tentar realocar atividades que não são dependentes.
CUSTOS – APLICANDO O CONHECIMENTO
Você é o gerente do projeto de tratamento da água de uma indústria. Uma nova tec-
nologia surge e irá melhorar a qualidade da água ao final do processo do tratamento, 
com diminuição de uma fase do processo tradicional. Entretanto, apresenta um custo 
mais alto do que o previsto no projeto. Diante desse quadro, o que você deve fazer? 
O gerente de projetos deve levantar os valores gastos até o momento e fazer uma 
estimativa dos custos para o trabalho remanescente, averiguando as possibilidades de 
alteração no orçamento determinado, devido à diminuição de uma fase do processo 
com a nova tecnologia.
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QUALIDADE – APLICANDO O CONHECIMENTO
Um cliente procura um gestor ambiental, sugerindo a elaboração de um laudo 
ambiental que omita algumas informações da área de estudo, pois tais informações 
inviabilizariam a aprovação da área junto ao órgão ambiental para a atividade requeri-
da pelo cliente. Como o gestor ambiental deve proceder nessa situação? O gestor am-
biental deve explicar ao cliente que seus laudos seguem um padrão de qualidade, ou 
seja, obedecem ao escopo determinado pelo órgão ambiental, e são realizados dentro 
de um custo e prazo coerentes com a necessidade do cliente. Além disso, a omissão 
de informações afeta o escopo do trabalho, não sendo possível atender a esse pedido. 
Sendo assim, o gestor ambiental pode sugerir ao cliente estudar outras maneiras, a fim 
de que o projeto seja viabilizado.
RECURSOS – APLICANDOO CONHECIMENTO
No início de um projeto de levantamento de flora, o gerente descobre um problema 
em um equipamento necessário para a coleta de amostras. Descobre também que 
um membro da equipe sabia do problema, mas não alertou ninguém. Diante do ex-
posto, qual seria a melhor atitude do gerente em relação à equipe do projeto? Nesse 
caso, é necessário reunir a equipe, no sentido de obter maior nível de comprometi-
mento individual e coletivo. Isso pode acontecer no início do projeto, quando a equipe 
ainda não possui um grande entrosamento e possui o receio de se comunicar.
COMUNICAÇÕES – APLICANDO O CONHECIMENTO
Uma das funções do gerente é redigir e-mails para as várias partes interessadas no proje-
to, clientes e equipe. Qual é o aspecto mais importante da comunicação? O aspecto mais 
importante da comunicação é a clareza e objetividade, permitindo que as informações ne-
cessárias estejam disponíveis para as partes interessadas somente no momento oportuno.
RISCOS – APLICANDO O CONHECIMENTO
O projeto de remediação de uma área contaminada com combustível está atrasado, 
a previsão do tempo é de chuva para os próximos cinco dias na região de estudo e 
a equipe precisa fazer o levantamento de campo. Baseado nesse quadro, como o 
gerente do projeto deve agir? Deve fazer um levantamento dos riscos associados à 
chuva, como equipamento de proteção individual para chuva, veículo que trafegue em 
solo encharcado, condições de trabalho da equipe nesse clima, associando ao tempo 
de entrega do projeto e aos custos que essa decisão vai demandar.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
AQUISIÇÕES – APLICANDO O CONHECIMENTO
Em um projeto de tratamento de efluentes de uma suinocultura, contrata-se um laborató-
rio externo para a realização das análises físico-químicas do efluente. Durante a execução 
desse contrato, acontecem alguns desentendimentos com esse fornecedor, causando 
divergências nas relações entre contratante e contratado. Nesse momento, é solicitado o 
envio dos resultados por meio da internet para agilização da análise, em vez de esperar 
os boletins impressos. No entanto, o fornecedor solicita um pagamento à parte, baseado 
no argumento de que tal serviço não consta no contrato de prestação de serviços. O que 
fazer? A primeira atitude é tentar negociar o serviço e o valor, mas caso o laboratório se 
mostre irredutível, a melhor solução é aceitar o valor estipulado, visto a agilidade que esse 
serviço irá proporcionar e o tempo atrelado ao projeto. Mas o laboratório deve ser infor-
mado formalmente que seu procedimento ficará registrado no histórico do projeto, o que 
servirá de base para sua contratação ou não em futuros trabalhos.
PRINCIPAIS FERRAMENTAS
Segundo o Guia PMBOK (2021), ferramenta é algo tangível, como um modelo 
ou um programa de software usado na realização de uma atividade para produ-
zir um produto ou resultado. Vamos considerar os mecanismos utilizados para 
administrar, gerenciar, monitorar e lançar as informações de um projeto como 
ferramentas ou técnicas de gerenciamento.
Deve-se sempre levar em conta o tamanho do projeto, pois projetos pequenos 
realmente são mais fáceis de administrar mesmo sem a utilização de nenhuma 
ferramenta ou técnica de gerenciamento. Contudo, grandes projetos são prati-
camente inviáveis de serem gerenciados sem nenhum processo formal ou sem a 
utilização de ferramentas de gerenciamento.
Segundo Valle et al. (2010), as ações de gerenciamento demandaram a criação 
e o aperfeiçoamento de ferramentas de planejamento, monitoramento e controle, 
aumentando, assim, a eficiência e também a eficácia dos processos de coleta, 
entrada, tratamento, visualização e análise dos dados, auxiliando, portanto, na 
tomada de decisão.
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O processo de informatização dessas ferramentas culminou com uma evolução 
importante para o setor de gerenciamento de projetos. Entretanto, as ferramen-
tas para administrar ou gerenciar um projeto não precisam ser necessariamente 
um software, podem ser uma metodologia ou uma técnica em específico. Alguns 
exemplos de técnicas e ferramentas de gerenciamento são apresentados a seguir.
Reuniões
É um agrupamento de pessoas que se juntam, fisicamente ou virtualmente, para 
resolver um determinado problema ou para discutir atividades futuras. A reu-
nião deve ser coordenada pelo gerente e deve ser o mais breve e eficiente possível. 
Dinsmore e Silveira Neto (2012) dividem as reuniões em três tipos principais:
 ■ reunião de partida;
 ■ reunião de acompanhamento;
 ■ reunião de encerramento ou acompanhamento de projeto.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
REUNIÃO DE PARTIDA
Ocorre somente uma vez e dá início ao projeto. Ela força a realização do planejamento 
no início do projeto, ajuda na formação de um consenso, estimula e integra a equipe, 
quebrando a inércia do começo do projeto. Dependendo do tamanho do projeto deve 
durar de duas a quatro horas, com um intervalo no meio. Nela, divulga-se o cronogra-
ma das atividades, as responsabilidades, os principais aspectos metodológicos que 
serão utilizados e os principais riscos do projeto para que todos se sintam compromis-
sados com os resultados pretendidos.
REUNIÃO DE ACOMPANHAMENTO
É a reunião mais usada em projetos, com o objetivo de acompanhar e verificar seu an-
damento. Devem ocorrer periodicamente com frequência determinada, acontecendo 
também reuniões de emergência, quando necessário. Essa reunião deve ser rápida 
o suficiente para cumprir sua finalidade, com duração recomendada de uma a duas 
horas. Nessas reuniões, identificam-se problemas e definem-se as ações corretivas, 
avalia-se o progresso do projeto, verificam-se os principais riscos, principais tendên-
cias e planejamento dos próximos passos.
REUNIÃO DE ENCERRAMENTO OU DE ENTREGA DO PROJETO
Formaliza o fim do projeto e do envolvimento do gerente e da equipe, a partir da reu-
nião, o projeto está encerrado. Deve ser uma reunião formal, com a presença do clien-
te e de todos os demais envolvidos. Assim como a reunião de partida, ocorre somente 
uma vez, com a mesma duração recomendada.
As reuniões devem ser obrigatoriamente documentadas. A documentação deve 
ser objetiva e registrar as principais decisões tomadas e as ações pendentes, com 
os respectivos responsáveis e prazos.
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Brainstorming
É uma técnica conhecida como chuva de ideias, em que cada participante dá a 
sua opinião, mesmo sem ter certeza do que está dizendo sobre um determinado 
problema. É considerada uma técnica de criatividade em grupo e coleta de in-
formações sobre um problema. Portanto, tem-se como foco a geração de muitas 
ideias que serão analisadas pelo gerente.
Cronograma
É uma ferramenta básica utilizada para demonstrar e acompanhar prazos e os 
responsáveis por cada tarefa. Elaborar o cronograma é um processo de defi-
nição de sequências das atividades, suas durações e os recursos necessários. O 
cronograma pode ser representado em forma de tabela, mas normalmente é 
usado algum aplicativo informatizado que efetue automaticamente vários cál-
culos e apresente a lista de tarefas acompanhada do gráfico de Gantt, que facilita 
o trabalho do gerente.
Softwares para gestão de projetos
Essa abordagem se baseia na utilização de recursos computacionais que oferecem 
suporte significativo às atividades de gerência. Atualmente, existem inúmeros 
softwares projetados para auxiliar os gerentes de projetos. Por meio dessas fer-
ramentas, é possível efetuar o controle do cronograma, gerenciar tarefas, acom-
panhar as dependências entre as atividades, monitorar os custos, entre outros 
aspectos essenciais. Recomenda-se realizar pesquisa abrangente dos softwares 
disponíveis, mais amplamente reconhecidos e utilizados no âmbito comercial, 
com o intuito de avaliar qual deles atende de forma mais eficiente e eficaz às 
necessidades específicas da gestão de projetos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO (EAP)
A estrutura analíticado projeto (EAP) é uma ferramenta que auxilia no de-
talhamento do escopo do projeto. Trata-se de uma estrutura hierárquica que 
demonstra todos os trabalhos a serem realizados. De acordo com Bräscher Neto 
(2004), a criação de uma EAP em um projeto traz como vantagens:
 ■ Fornecimento de uma lista detalhada do escopo do projeto.
 ■ Minimização de esquecimento das atividades.
 ■ Monitoramento do progresso do projeto.
 ■ Criação de estimativas precisas de custos e cronograma.
 ■ Montagem de equipes de projeto.
 ■ De acordo com o IPM (2021), a construção da EAP envolve cinco passos:
 ■ Identificar as principais etapas, sejam elas intermediárias ou finais, e iden-
tificar os insumos necessários para realizá-las.
 ■ Organizar o trabalho e identificar a estrutura da EAP.
 ■ Realizar a decomposição dos níveis em componentes inferiores.
 ■ Identificar por código ou número cada elemento da EAP.
 ■ Realizar a verificação e avaliação da decomposição.
DIAGRAMAS
Há vários modelos de diagramas que podem ser utilizados no gerenciamento de 
projetos. A seguir, são apresentados os diagramas mais conhecidos.
Diagrama de Gantt
É um diagrama de barras que planeja as tarefas com seus responsáveis, aloca 
recursos, estabelece um cronograma de custos, planeja e cria caminhos críticos 
para as tarefas. Segundo Valle et al. (2010), proporciona as seguintes vantagens: 
possibilita uma visão global das tarefas ao longo do tempo, é fácil e rápido, e 
auxilia os processos de alocação e nivelamento de recursos. Sua principal des-
vantagem está na dificuldade de se poder visualizar as interfaces das atividades.
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Diagrama de rede
É um diagrama que consiste na representação gráfica das atividades interligadas. 
Segundo Valle et al. (2010), proporciona as seguintes vantagens: mostra com 
clareza as relações de dependência entre as atividades, as fases do projeto e o 
projeto como um todo, bem como a coerência técnica; identifica as relações de 
precedência e sequências de atividades críticas; e possibilita a determinação da 
duração do projeto, facilitando a organização e atribuição de trabalho. Apresenta 
a desvantagem de gerar relatórios extensos e de não representar graficamente 
de forma clara a duração das atividades.
Figura 1 – Exemplo de diagrama de rede: diagrama em blocos / Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 69).
Descrição da Imagem: representação gráfica de um diagrama de rede com blocos retangulares brancos contorna-
dos pela cor azul e interligados entre si por linhas alaranjadas, formando uma pirâmide invertida. Sua disposição na 
imagem está representada da seguinte forma: seis linhas dispostas na horizontal com determinada quantidade de 
blocos em cada uma delas. Na primeira linha horizontal, de cima para baixo, há seis blocos que se conectam com 
cinco blocos na linha inferior. Os cinco blocos se conectam com os seis blocos da linha superior e quatro blocos 
da linha inferior. Os quatros blocos se conectam com os cinco blocos da linha superior e com três blocos da linha 
inferior. Os três blocos se conectam com os quatro blocos da linha superior e dois blocos da linha inferior. Os dois 
blocos se conectam com os três blocos da linha superior e um bloco na linha inferior. O bloco único contém o 
desenho de um boneco na cor branca que representa uma pessoa. O boneco está com a mão na cabeça e a mão 
direita para baixo e olha para os seis blocos na parte superior do diagrama. Fim da descrição.
Diagrama de causa e efeito
É uma representação gráfica que identifica os fatores que contribuem para um resultado 
ou as causas para um determinado problema. As relações são descritas por meio de um 
diagrama, que toma a forma de uma espinha de peixe (VALLE et al., 2010).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Diagrama de Pareto
É representado graficamente 
por colunas ou barras, que 
ordenam as frequências das 
ocorrências, da maior para 
a menor, permitindo a prio-
rização dos problemas. Sua 
maior utilidade é a de per-
mitir uma fácil visualização 
e identificação das causas ou 
problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre 
essas questões. Baseia-se no Princípio de Pareto, que diz que 20% dos fatores 
respondem por 80% dos resultados.
40+8 Ferramentas e Técnicas de Gerenciamento
O livro aborda de forma clara e objetiva ferramentas e técnicas 
de aplicabilidade comprovadas para o apoio e a melhoria do 
gerenciamento. Merhi Daychouw apresenta uma visão geral e 
mostra os passos básicos de algumas dessas metodologias, 
tentando facilitar o entendimento das técnicas desenvolvidas, 
evidenciando a sua funcionalidade e estimulando a sua apli-
cação prática. A obra aborda temas como: fluxogramas, matriz 
PQCE, plano de gerenciamento de crises, curva “S” de escopo, 
cronograma físico, curva “S” de custos, WBS – Work Breakdown 
Structure e aplicação prática, dentre outros.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Diagrama de árvore
Apresenta desdobramentos de um problema com 
o objetivo de encontrar sua causa-raiz. É usado 
para desdobrar uma ideia em seus componentes 
mais básicos.
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NOVOS DESAFIOS
Vamos retornar à situação-problema do início de nossos estudos. Situação-
-problema: uma organização focada em questões ambientais está planejando 
implementar um projeto de gestão de água em uma comunidade, que enfrenta 
sérios problemas de escassez de água. O projeto é de extrema importância para 
a sustentabilidade da comunidade e para a preservação dos recursos hídricos 
locais. No entanto, o projeto enfrenta um prazo apertado devido a fatores sazo-
nais, como a iminente estação seca, que pode agravar ainda mais a crise da água.
Nesse contexto, a equipe do projeto se confronta com obstáculos relacionados 
ao gerenciamento do tempo, recursos limitados e a necessidade de atingir resul-
tados importantes em um período de tempo curto. Quais estratégias poderão ser 
adotadas para melhor atender a essas áreas do conhecimento (tempo e recursos 
limitados) de gerenciamento de projetos?
Algumas estratégias para lidar com o prazo apertado são:
Priorização de tarefas: identificar e priorizar as tarefas mais críticas e essenciais para 
o sucesso do projeto. Concentrar recursos e esforços que têm maior impacto na 
gestão da água.
Alocação eficiente de recursos: certificar-se de que recursos, como mão de obra, 
equipamentos e financiamento sejam alocados de maneira eficiente e eficaz para 
maximizar a produtividade e minimizar o desperdício.
Uso de tecnologia e ferramentas: utilizar tecnologias e softwares de gerenciamento 
de projetos para agilizar processos.
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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1. O Guia PMBOK (2021) contém diretrizes e as melhores práticas no campo da administração 
de projetos. Foi estruturado e é mantido pelo Project Management Institute (PMI), sendo 
reconhecido e amplamente utilizado por muitos profissionais da área. O PMBOK abrange 
dez áreas do conhecimento que auxiliam a gerência a fazer uma melhor alocação de re-
cursos e também um melhor trabalho de planejamento, implementação e encerramento 
de um projeto.
IPM – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia de conhecimento sobre gerencia-
mento de projetos. 7. ed. Newtown Square, PA: Project Management Institute, 2021.
Sabemos que as dez áreas do conhecimento são essenciais para o sucesso da gestão de 
projetos, portanto, é necessário que o gestor insira as informações e os recursos correta-
mente em cada uma das áreas. Considerando o texto e as dez áreas do conhecimento do 
PMBOK, analise as afirmações a seguir:
I - A área de custo tem como objetivo assegurar que o projeto seja cumprido com o orça-
mento previsto.
II - A área de qualidade objetiva entregar o produto conforme a solicitação e especificações 
do cliente.
III - Um projeto de software, que conta com um gerente de projetos,três desenvolvedores 
e um analista de suporte, implica cinco canais de comunicação.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
AUTOATIVIDADE
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2. Cavalcanti e Silveira (2016) afirmam que o risco do projeto se origina da incerteza presente 
em todos os projetos. Esse risco pode ser classificado, de forma geral, em conhecido e 
desconhecido. Os riscos conhecidos são aqueles que foram identificados e analisados e, 
assim, podem ser gerenciados explicitamente. Os riscos desconhecidos não podem ser ge-
renciados de forma proativa, embora haja maneiras de nos prepararmos também para eles.
CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos. São Paulo: Grupo GEN, 2016.
Imagine que você está gerenciando um projeto de construção sustentável e, durante a 
análise de riscos, identificou um risco desconhecido. Qual das seguintes afirmações melhor 
descreve como os riscos desconhecidos podem ser abordados em um projeto?
a) Os riscos desconhecidos não precisam ser considerados, pois não podem ser geren-
ciados de forma proativa.
b) Os riscos desconhecidos devem ser ignorados, pois a análise de riscos se concentra 
apenas em riscos conhecidos.
c) É possível preparar planos de contingência e estratégias de resposta para riscos desco-
nhecidos, embora não possam ser gerenciados de forma proativa.
d) Riscos desconhecidos não são relevantes em projetos e não requerem atenção.
e) Os riscos desconhecidos são automaticamente eliminados no início do projeto, tornan-
do-se riscos conhecidos.
AUTOATIVIDADE
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3. As pessoas que formam a equipe de um projeto são, sem dúvida, os seus mais importantes 
recursos. Projetos são, em essência, empreendimentos humanos e o “fator RH” é crítico para 
o sucesso de qualquer projeto. Um plano de gerenciamento de pessoas em projetos pode 
e deve ser elaborado antes de alocar ou contratar pessoas específicas para a equipe. Esse 
plano deve tornar claros alguns aspectos quanto à gestão das pessoas, como perfil neces-
sário, titulação, conhecimento técnico, cargo e salário, treinamento e desenvolvimento de 
habilidades específicas, entre outros (CAVALCANTI, SILVEIRA, 2016).
CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos. São Paulo: Grupo GEN, 2016.
Suponha que você seja o gerente de um projeto de construção civil sustentável e deseja 
desenvolver um plano de gerenciamento de pessoas para sua equipe. Considerando o texto 
e o enunciado, analise as afirmações a seguir:
I - Elaboração da descrição de cargos, considerando habilidades e competências voltadas 
para conhecimento de sustentabilidade ambiental.
II - Estratégias de motivação da equipe e recompensas.
III - Plano de desenvolvimento de habilidades e treinamentos voltados para conhecimento 
de sustentabilidade ambiental.
IV - Elaboração de um cronograma detalhado das atividades do projeto.
Quais das afirmativas representam ações que devem ser tomadas para o desenvolvimento 
desse plano:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BRÄSCHER NETO, J. Estrutura de desmembramento de trabalho como técnica de gerencia-
mento na elaboração de avaliação de custos de empreendimentos em redes de distribuição 
de gás natural . 2004. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Programa de Pós-Graduação 
em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.
COUTINHO, J. ONGs e Políticas Neoliberais no Brasil. 2004. Tese (Doutorado em Ciências So-
ciais) – Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Ca-
tólica de São Paulo, São Paulo, 2004.
DINSMORE, P. C.; CAVALIERI, A. Como se tornar um profissional em gerenciamento de proje-
tos: livro-base de preparação para certificação PMP – Project Management Professional. 2. ed. 
Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.
DINSMORE, P. C.; SILVEIRA NETO, F. H. da. Gerenciamento de projetos e o fator humano: con-
quistando resultados através de pessoas. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2012.
FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO. Fundação Grupo Boticário: conhecer e manter áreas naturais 
e suas espécies em equilíbrio é o meio mais efetivo para conservar a biodiversidade. c2023. 
Quem somos. Disponível em: https://www.fundacaogrupoboticario.org.br/pt/quem-somos/
Paginas/Inicial.aspx. Acesso em: 30 nov. 2023.
IAT – INSTITUTO ÁGUA E TERRA. IAT: Instituto Água e Terra. c2023. Estudos ambientais. Disponí-
vel em: https://www.iat.pr.gov.br/Pagina/Estudos-Ambientais. Acesso em: 30 nov. 2023.
IPM – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia de conhecimento sobre ge-
renciamento de projetos. 7. ed. Newtown Square, PA: Project Management Institute, 2021.
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unice-
sumar, 2017.
SOCIEDADE CHAUÁ. Sociedade Chauá: conhecer mais para conservar sempre. c2023. Projetos 
Chauá financiados por editais. Disponível em: https://www.sociedadechaua.org/c%C3%B3pia-
-projetos. Acesso em: 30 nov. 2023.
VALLE, A. B. do et al. Fundamentos do gerenciamento de projetos. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora 
FGV, 2010.
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1. Opção C. 
A afirmativa I está correta, pois a área de custo no PMBOK se concentra na gestão de recur-
sos financeiros de projeto para garantir que o projeto seja executado dentro do orçamento 
planejado. A afirmativa II está correta, pois a área de qualidade no PMBOK se concentra em 
garantir que o produto ou resultado do projeto atenda às expectativas e especificações 
do cliente, bem como em garantir a melhoria contínua ao longo do projeto. A afirmativa III 
está incorreta, pois os profissionais elencados no devem ser alocados na área de recursos 
humanos e não na área de comunicação.
2. Opção C. 
A alternativa A está incorreta, pois os riscos desconhecidos precisam ser considerados mesmo 
que não seja possível gerenciá-los proativamente, uma vez que um plano de contingência 
pode ser elaborado em resposta ao risco desconhecido. A alternativa B está incorreta, pois 
tanto os riscos desconhecidos como os riscos conhecidos devem ser considerados no ge-
renciamento de riscos de um projeto. A alternativa C está correta, pois é possível preparar 
planos de contingência e estratégias de resposta para riscos desconhecidos, embora não 
possam ser gerenciados de forma proativa. A alternativa D está incorreta, pois os riscos 
desconhecidos sempre devem ser considerados no projeto, uma vez que podem afetar de 
forma importante a entrega de um projeto ou até mesmo torná-lo inviável. A alternativa E 
está incorreta, pois os riscos desconhecidos não são identificados no início do projeto.
3. Opção D. 
A alternativa I está correta, pois é necessário prever a contratação de pessoas com conhe-
cimento técnico em sustentabilidade ambiental devido ao projeto se destinar à construção 
civil sustentável. A alternativa II está correta, pois é necessário ter estratégias motivacionais e 
recompensas para que a equipe possa se manter a mesma até o final do projeto. A alternativa 
III está correta, pois é necessário elaborar um plano de desenvolvimento de habilidades e 
treinamentos, uma vez que, caso não tenha profissional da área de sustentabilidade ambiental 
em construção civil, será necessário treinar alguém para atender ao cronograma do projeto. 
A alternativa IV está incorreta, pois a elaboração do cronograma de atividades do projeto é 
realizada no gerenciamento do escopo.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
CICLO PDCA E CICLO DE VIDA
Conhecer o ciclo de vida de um projeto.
Entender as fases do ciclo de vida de um projeto.
Compreender o ciclo PDCA.
Saber a respeitos dos elementos que compõem o ciclo PDCA.
Entender como se aplica a ferramenta matriz de responsabilidade no gerenciamento de 
projetos.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
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INICIE SUA JORNADA
Em uma cidade, a gestão de resíduos enfrenta desafios significativos, incluindo 
coleta ineficiente, falta de reciclagem eficaz e aterro sanitário sobrecarregado. A 
administração da cidade reconheceu a necessidade de melhorar a gestão de resí-
duos. Como podemos ajudar a administração da prefeitura a melhorar a gestão 
de resíduos locais da cidade?
A resolução desse problema é de extrema importância, uma vez que afeta 
diretamente a qualidade de vida dos moradores, os custos associados à gestão de 
resíduos e o impacto ambiental. A implementação bem-sucedida do projeto pode 
resultar em uma redução significativa nos resíduos destinados ao aterro sanitário, 
maior reciclagem e uma comunidade mais consciente do meio ambiente.
A prática ocorrerá a partir da aplicação dos processos de gestão de projetos, 
envolvendo o ciclo PDCA no projeto de gestão de resíduos.
Como a aplicação do ciclo PDCA e da gestão de projetos é fundamental para 
melhorar a gestão de resíduos na cidade? Qual a importância de soluções susten-
táveis, participação ativa da comunidade e a necessidade de adaptação contínua 
para abordar desafios locais complexos? Como explorar a conexão entre a gestão 
de projetos e a melhoria contínua na resolução de problemas locais?
Quer descobrir como a gestão de conflitos é importante para o gerenciamento 
de projetos e como pode contribuir para o sucesso de projetos ambientais? Então 
ouça nosso podcast! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do am-
biente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CICLO DE VIDA DO PROJETO
Um projeto tem início e fim, portanto, ele possui um ciclo de vida. O ciclo de 
vida do projeto são grupos de desenvolvimento, que envolvem desde sua concep-
ção até seu término, estabelecendo o que precisa ser feito para a sua realização.
Assim como os projetos, os ciclos de vida não são 
iguais. Os ciclos podem apresentar fases semelhantes 
e diferença na quantidade de fases, alguns podem 
ter uma ou cinco fases, mas há aqueles que podem 
ter nove. Isso vai depender da característica de cada 
projeto. Cada fase tem suas características e, segundo Keeling (2002), à medida 
que o projeto progride nessas fases, o montante cumulativo de recursos e tempo 
despendidos aumentará, enquanto o prazo e os recursos restantes diminuirão.
Assim como os 
projetos, os ciclos de 
vida não são iguais
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Figura 1 – Os níveis de custos e de pessoal são baixos no início, atingem o valor máximo durante as fases 
intermediárias e caem rapidamente conforme o projeto é finalizado
Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 27).
Descrição da Imagem: gráfico genérico “x, y” dos níveis de custo e de pessoal no início, meio e fim de um gerencia-
mento de projeto (ciclo de vida). A linha “y” na vertical representa “custos e pessoal” enquanto a linha “x” na horizontal 
representa a passagem do “tempo” da esquerda para a direita. No gráfico, são apresentadas seis colunas na vertical, 
com espaço entre elas, e interligadas com a linha “x” (passagem do tempo). Elas representam as fases de um projeto 
que são: fase inicial, fases intermediárias e fase final. A fase inicial está representada entre a linha vertical y (custos 
e pessoal) e a primeira coluna vertical. As fases intermediárias estão representadas entre a primeira coluna e a quinta 
coluna na vertical. A fase final está representada entre a quinta e a sexta coluna. A interseção entre a linha “y” (custos 
e pessoal) com a linha “x” (tempo) representa o ponto zero (início). Do ponto zero sai uma linha pontilhada no sentido 
crescente em uma trajetória curvilínea da esquerda para a direita. Essa linha pontilhada cruza metade da primeira coluna 
da fase inicial, continua em sentido crescente atravessando a segunda e a terceira coluna das fases intermediárias 
e atinge seu ápice na quarta coluna da fase intermediária. A partir desse ponto, entra em declínio, atravessando a 
quinta coluna da fase intermediária e continua em declínio até atingir o ponto de interseção entre a sexta coluna e 
a linha “y” tempo. Dessa forma, compreende-se que os níveis de custos e de pessoal são baixos no início, atingem o 
valor máximo durante as fases intermediárias e caem rapidamente conforme o projeto é finalizado. Fim da descrição.
Na fase inicial do projeto, temos um maior nível de incertezas, sendo assim, o 
risco de não se alcançar os objetivos propostos é maior. Um gráfico interessante 
apresentado pelo Guia PMBOK (2021), a seguir (Figura 2), demonstra que a 
capacidade das partes interessadas de influenciarem as características finais do 
produto do projeto e o custo final do projeto é mais alta no início, tornando-se 
cada vez menor conforme o projeto continua.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Figura 2 – Relação das partes interessadas e custo de mudanças durante o andamento do projeto
Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 28).
Descrição da Imagem: gráfico “x, y” que representa a relação das partes interessadas e o custo de mudanças 
durante o andamento do projeto. O gráfico “x, y” apresenta a linha “y” na vertical com a palavra “baixo(a)” na 
base e a palavra “alto(a)” no topo. A linha “x”, na horizontal, representa a passagem do tempo da esquerda para a 
direita. Da linha ”y” vertical saem duas linhas curvilíneas. Uma linha curvilínea, denominada “custos de mudança” 
sai da base da linha “y”, em que está a palavra “baixo(a)”, fazendo o percurso no sentido crescente. A outra linha 
curvilínea, denominada “influência das partes interessadas, sai do topo da linha “y”, em que está a palavra “al-
to(a)”, fazendo o percurso no sentido decrescente. Com a passagem do tempo na linha “y”, as linhas curvilíneas 
se encontram em determinado ponto, sendo que a linha curvilínea denominada “custo de mudanças” continua em 
sentido crescente e a linha curvilínea denominada “influência das partes interessadas” continua seu percurso no 
sentido decrescente até encostar na linha “y” (passagem do tempo). O gráfico demonstra que a capacidade das 
partes interessadas de influenciarem as características finais do produto do projeto e o custo final do projeto é 
mais alta no início e se torna cada vez menor conforme o projeto continua. Fim da descrição.
O ciclo de vida de um projeto contém os cinco grupos de processos comuns 
do gerenciamento de projetos, ou seja, concepção (iniciação), planejamento, 
execução, controle e monitoramento, e encerramento.
Esse grupo de processo pode ser repetido muitas vezes ao longo de um pro-
jeto e de acordo com suas fases também.
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Ciclo PDCA
O Ciclo PDCA é uma ferramenta de qualidade e administração que facilita a 
tomada de decisões para que as metas estabelecidas sejam atingidas. É uma fer-
ramenta muito eficaz para um planejamento e uma gestão de projetos eficiente.
Figura 3 – O ciclo PDCA é ligado por resultados, sendo que o resultado de uma parte do ciclo se torna a 
entrada para outra parte / Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 47).
Descrição da Imagem: na figura, uma pessoa desfocada serve como plano de fundo, vestindo uma camisa verde-
-claro. Ela ergue ambos os braços para frente, com as palmas das mãos voltadas também para frente, alinhadas 
com seus ombros, como se estivesse segurando o diagrama do ciclo PDCA. O ciclo PDCA é representado por quatro 
setas coloridas interligadas, criando um círculo. O ciclo começa com uma seta alaranjada no canto superior esquer-
do, que exibe a palavra Plan em inglês (planejamento, em português). Na sequência, segue uma seta verde-claro 
com a palavra Do em inglês (fazer ou executar, em português). Logo depois, encontramos a seta na cor vermelha 
com a palavra Check (checar ou verificar, em português), e, por fim, uma seta azul com a palavra Act (agir, em 
português). Dessa maneira, o ciclo se encerra e se inicia novamente com a seta alaranjada. Essa imagem ilustra 
o processo cíclico de planejamento, execução, verificaçãoe ação do ciclo PDCA e indica que o resultado de uma 
seta do ciclo fornece entrada para a outra seta. Fim da descrição.
A sigla PDCA é formada pelas iniciais:
 ■ P (Plan): relativo a planejar. Estabelecem-se os objetivos, definem-se as 
metas. É o momento de estabelecer a maneira para se alcançar as metas.
 ■ D (Do): relativo a fazer/executar. Implementam-se e se executam as ações 
necessárias (seguindo o planejamento).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
 ■ C (Check): relativo a checar/verificar. Monitorar e medir os resultados das 
atividades. Comparar os resultados alcançados com os da meta planejada.
 ■ A (Act): relativo a agir. Executar ações para corrigir e melhorar os pro-
blemas, portanto, impedir que eles voltem a aparecer.
Os grupos de processos são um pouco mais complexos que o ciclo do PDCA. Entretan-
to, esse ciclo básico pode ser aprimorado dentro dos grupos de processos e entre eles.
O grupo de processos de planejamento corresponde ao componente “pla-
nejar” do ciclo PDCA. Já o grupo de processos de execução corresponde ao 
componente “fazer” e o grupo de processos de monitoramento e controle cor-
responde ao componente “agir”.
Além disso, como o gerenciamento de um projeto é um esforço finito, o 
grupo de processos de concepção é o responsável por iniciar esses ciclos e o grupo 
de processos de encerramento os finaliza (IPM, 2021).
Matriz de Responsabilidades
Segundo Valle et al. (2010), a Matriz de Responsabilidades é uma das ferramentas 
gerenciais que auxilia o processo de determinação e visualização das responsabilida-
des de cada participante da equipe de um projeto. Essa ferramenta pode ser aplicada 
em diversas situações, incluindo o enfrentamento de problemas ambientais.
Considere, por exemplo, a situação em que uma comunidade está lidando com 
a contaminação de sua fonte de água potável devido ao despejo de resíduos tóxicos. 
Nesse cenário, as etapas críticas envolvem a identificação das fontes de poluição, a 
mitigação dos danos ambientais, o estabelecimento de regulamentações mais rigo-
rosas e o monitoramento constante da qualidade da água. Essas fases devem fun-
cionar em conjunto de forma eficiente, uma vez que cada uma é interdependente.
Uma maneira de garantir esse processo adequado é utilizar a matriz de res-
ponsabilidade. Esse instrumento garante que todos os envolvidos compreendam 
claramente suas funções e responsabilidades, pois facilita a identificação de quem 
está encarregado de resolver cada aspecto do problema ambiental, quem deve 
aprovar cada ação e a quem recorrer em caso de dúvidas ou emergências.
De acordo com Douglas da Silva (2022), a matriz de responsabilidade tam-
bém pode ser denominada de Matriz RACI, em que:
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 ■ R (Responsible): relativo a responsável. A pessoa designada como respon-
sável é o profissional encarregado de executar a tarefa de forma efetiva. 
Isso significa que ele é o principal responsável por levar a atividade até o 
final e garantir a conclusão bem-sucedida. Em determinados projetos, é 
comum que algumas tarefas exijam a colaboração de várias pessoas. Nes-
ses casos, é aconselhável que, na matriz de responsabilidade, seja listado 
apenas um nome, com a finalidade de direcionar os outros membros 
sobre a quem devem procurar ou a quem fazer perguntas, se necessário.
 ■ A (Accountable): relativo a aprovador. Desempenha um papel semelhante 
ao de um gerente ou líder de projeto. É sua responsabilidade determinar 
se uma tarefa deve ser aprovada ou rejeitada. Somente o accountable tem 
a autoridade para dar o aval final ou recusar o que foi entregue pelo res-
ponsável. É importante destacar que, mesmo que o accountable delegue a 
responsabilidade de comunicar essa decisão à outra pessoa, somente ele 
tem o poder de conceder ou negar a aprovação em relação aos aspectos 
do projeto em execução.
 ■ C (Consulted): relativo a consultado. Qualquer indivíduo que possa for-
necer informações significativas para o projeto e/ou esclarecer as dúvidas 
do responsável desempenha o papel de consultor ou consultado. Não é 
estritamente necessário que o consultado seja um membro da equipe 
da empresa. Pode, por exemplo, ser um especialista externo com amplo 
conhecimento técnico ou até mesmo o cliente em si.
 ■ I (Informed): relativo a informado. Abrange todas as pessoas que devem 
receber informações sobre o progresso das tarefas. A premissa é que o 
responsável notifique o informado sempre que algo for iniciado ou con-
cluído, especialmente quando essas ações têm impacto significativo no 
projeto ou nas partes envolvidas.
Depois de compreender as siglas utilizadas em uma matriz de responsabilidade, é 
hora de saber como criar essa ferramenta na prática. A montagem de uma matriz 
RACI é considerada simples e pode ser realizada com a planilha de Excel. As 
etapas para a construção da matriz são: identificação das atividades ou tarefas, 
identificação das pessoas ou funções, criação da tabela, preenchimento da matriz, 
revisão e validação, comunicação e manutenção.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
IDENTIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES OU TAREFAS
Listar todas as atividades ou tarefas que fazem parte do projeto ou processo que 
será gerenciado. Deve conter uma lista completa de todas as ações que precisam ser 
realizadas.
IDENTIFICAÇÃO DAS PESSOAS OU FUNÇÕES
Listar as pessoas ou funções envolvidas no projeto. Isso inclui qualquer pessoa que 
tenha um papel a desempenhar na execução ou supervisão das atividades.
CRIAÇÃO DA TABELA
No Excel ou em qualquer outra ferramenta, crie uma tabela com as atividades na colu-
na esquerda e as pessoas ou funções nas linhas superiores. A tabela deve se parecer 
com uma matriz, por isso, o nome da matriz de RACI.
PREENCHIMENTO DA MATRIZ
Para cada atividade, insira as letras R, A, C e I na interseção da atividade e da pessoa/
função correspondente, com base em seus papéis: R (responsável) – quem é res-
ponsável por executar a atividade; A (aprovador) – quem deve aprovar ou rejeitar o 
resultado da atividade; C (consultado) – quem precisa ser consultado para fornecer 
informações ou insights; e I (informado) – quem deve ser mantido informado sobre o 
progresso da atividade.
REVISÃO E VALIDAÇÃO
Certifique-se de que a matriz reflete corretamente as responsabilidades de cada 
pessoa ou função em relação a cada atividade. Revise e valide as informações com as 
partes envolvidas para garantir precisão.
COMUNICAÇÃO
Compartilhe a matriz RACI com a equipe e outras partes interessadas para garantir 
que todos entendam suas funções e responsabilidades.
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A criação de uma matriz RACI é uma prática importante para melhorar a co-
municação, a clareza de papéis e as responsabilidades em projetos ou processos 
complexos. Ela auxilia a evitar mal-entendidos e assegura que todos saibam o 
que se espera em cada fase do trabalho (SILVA, 2022).
MANUTENÇÃO
À medida que o projeto avança, mantenha a matriz RACI atualizada para refletir as 
mudanças nas responsabilidades ou na equipe.
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar a situação-problema inserida no início de nossos estudos. 
Em uma cidade, a gestão de resíduos enfrenta desafios significativos, incluindo 
coleta ineficiente, falta de reciclagem eficaz e aterro sanitário sobrecarregado. A 
administração da cidade reconheceu a necessidade de melhorar a gestão de resí-
duos. Como podemos ajudar a administração da prefeitura a melhorar a gestão 
de resíduos locais da cidade?
A resolução desse problema é de extrema importância, uma vez que afeta 
diretamente a qualidade de vida dos moradores, os custos associados à gestão de 
resíduos e o impacto ambiental. A implementação bem-sucedida do projeto pode 
resultar em uma redução significativa nos resíduos destinados ao aterro sanitário, 
maior reciclagem e uma comunidade mais conscientedo meio ambiente.
Para tanto, o profissional de gestão de projetos pode aplicar os processos 
de gerenciamento de projetos, envolvendo o ciclo PDCA no projeto de gestão 
de resíduos da seguinte maneira:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
1. Planejar (Plan): pode colaborar na definição dos objetivos do projeto, iden-
tificar os recursos necessários e estabelecer um cronograma de implementação.
2. Fazer, executar (Do): pode se envolver ativamente na implementação do 
projeto, que pode incluir a introdução de programas de coleta seletiva, melhoria 
na eficiência da coleta de resíduos, instalação de pontos de reciclagem e campa-
nhas de conscientização.
3. Checar, verificar (Check): pode monitorar o desempenho do projeto, 
coletando dados sobre a quantidade de resíduos reciclados, a eficácia das cam-
panhas de conscientização e a satisfação da comunidade.
4. Agir (Act): com base na análise dos resultados, pode propor ajustes e 
melhorias no projeto. Isso pode incluir expansão de programas bem-sucedidos, 
otimização de rotas de coleta, ajustes no orçamento e revisão de estratégias de 
conscientização.
Como a aplicação do ciclo PDCA e da gestão de projetos é fundamental para 
melhorar a gestão de resíduos na cidade? Qual a importância de soluções susten-
táveis, participação ativa da comunidade e a necessidade de adaptação contínua 
para abordar desafios locais complexos?
Refletir sobre a aplicação do ciclo PDCA e de gestão de projetos como ferra-
mentas fundamentais para melhorar a gestão de resíduos na cidade inclui:
1. Compreensão do problema: antes de qualquer intervenção, é fundamen-
tal compreender a situação da gestão de resíduos na cidade. Pode ser utilizada a 
etapa “P” do ciclo PDCA para planejar a coleta de dados, conduzir pesquisas e 
análises para entender a extensão do problema, identificar os principais desafios 
e determinar metas realistas de melhoria.
2. Desenvolvimento de soluções sustentáveis: a etapa “D” do ciclo PDCA 
envolve a implementação das soluções identificadas. Desse modo, pode haver a 
discussão sobre a importância do desenvolvimento de soluções sustentáveis, como 
a implementação de programas de reciclagem, redução de resíduos de embalagens, 
promoção de práticas de consumo sustentável e a redução de desperdício.
3. Participação ativa da comunidade: reconhecer a necessidade de envol-
vimento da comunidade na gestão de resíduos. Isso pode incluir campanhas de 
conscientização e educação ambiental.
4. Necessidade de adaptação contínua: a gestão de resíduos é um problema 
complexo e em constante evolução. Pode-se destacar a etapa C do ciclo PDCA, 
que envolve a verificação e a revisão dos resultados continuamente.
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1. Ana é a gerente de um projeto de construção de um novo edifício de escritórios para uma 
grande empresa. Ela está iniciando o processo de atribuir tarefas e responsabilidades aos 
membros da equipe de construção. No entanto, Ana enfrenta desafios na definição clara 
das responsabilidades devido à complexidade do projeto e à natureza multifacetada da 
construção. Com base no cenário apresentado, qual ferramenta é eficaz para auxiliar Ana 
a atribuir tarefas aos membros da equipe?
a) Matriz de Causa e Efeito.
b) Diagrama de Pareto.
c) 5W 2H.
d) Gráfico de Grantt.
e) Matriz de Responsabilidades.
2. Coelho (2009) afirma que a noção do ciclo de vida de um projeto é originária da ideia de 
que é semelhante ao ciclo pelo qual passam os organismos vivos. Segundo o autor, essa 
relação tem se mostrado bastante útil na concepção de projetos.
COELHO, A. da. S. Gestão de Projetos. Curitiba: Aymará, 2009.
Ao considerar e analisar a citação do autor, qual a alternativa apresenta a principal seme-
lhança entre o ciclo de vida de um projeto e o ciclo de vida de um organismo vivo?
a) A de que os projetos permaneçam inalterados ao longo do tempo.
b) A de que os projetos estão em crescimento contínuo.
c) A de que os projetos tenham fases de concepção, crescimento, declínio e finalização.
d) A de que os projetos e serviços permaneçam no estágio de declínio.
e) A de que o ciclo de vida de um projeto é imprevisível e sem sequência lógica.
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3. Segundo Molinari (2010), um gerente de projetos é no fundo um agente de mudanças. 
Mesmo que execute tudo corretamente, tal como prazo, custos e qualidade planejada, 
ainda enfrentará eventuais resistências pelos usuários se o resultado do projeto for algo 
que mude sua rotina. Como exemplo, podemos citar o projeto de implementação de um 
novo sistema de gerenciamento de recursos em uma empresa em que os funcionários 
estão resistentes ao uso da nova ferramenta.
MOLINARI, L. da M. R. Gestão de Projetos: teoria, técnicas e práticas. São Paulo: Saraiva, 2010.
Sabemos que, no contexto da gestão de projetos, o gerente atua como agente de mudança 
organizacional e, portanto, em situações de conflitos ou resistências, ele terá que selecionar 
e aplicar ações adequadas. Diante do contexto apresentado, analise as afirmações a seguir:
I - Como agente de mudanças, o gerente de projetos deve ignorar a resistência dos fun-
cionários e implementar a mudança de qualquer maneira.
II - Como agente de mudanças, o gerente de projetos deve forçar os funcionários a adotar 
a mudança sem consulta ou envolvimento deles.
III - Como agente de mudanças, o gerente deve realizar treinamentos e sessões de cons-
cientização para explicar os benefícios da nova ferramenta.
IV - Como agente de mudanças, o gerente de projetos deve comunicar a mudança nos níveis 
de liderança e envolver os funcionários no processo.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
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REFERÊNCIAS
IPM – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia de conhecimento sobre ge-
renciamento de projetos. 7. ed. Newtown Square, PA: Project Management Institute, 2021.
KEELING, R. Gestão de projetos: uma abordagem global. Tradução de Cid Knipel Moreira. São 
Paulo: Saraiva, 2002.
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unice-
sumar, 2017.
SILVA, D. Matriz de responsabilidade: o que é e por que usar em seus projetos? Zendesk, São 
Paulo, 22 jul. 2022. Disponível em: https://www.zendesk.com.br/blog/matriz-de-responsabili-
dade. Acesso em: 30 nov. 2023.
VALLE, A. B. do et al. Fundamentos do gerenciamento de projetos. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora 
FGV, 2010.
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1. Opção E. 
A alternativa A está incorreta, pois a matriz de causa e efeito, ou diagrama de causa e efeito, é 
utilizada para descobrir as causas que geram um problema a fim de eliminá-lo. A alternativa 
B está incorreta, pois o diagrama de Pareto ordena as frequências das ocorrências, da maior 
para a menor, permitindo a priorização dos problemas. A alternativa C está incorreta, pois a 
ferramenta 5W2H é um conjunto de questões utilizado para compor planos de ação de ma-
neira rápida e eficiente. A alternativa D está incorreta, pois o gráfico de Grantt permite que o 
gerente de projeto visualize o cronograma do projeto, identifique dependências entre as tarefas, 
monitore o progresso do projeto e atribua recursos. A alternativa E está correta, pois a matriz 
de responsabilidades é a ferramenta utilizada distribuir as tarefas aos membros da equipe.
2. Opção C. 
A alternativa C está correta, pois reflete a principal semelhança entre o ciclo de vida de um 
projeto e um organismo vivo que são as fases de concepção, crescimento, declínio e desa-
parecimento. As demais alternativas estão incorretas, pois não apresentam essa semelhança.
3. Opção C. 
A afirmativa I está incorreta, pois atitudes negativas, como ignorar a resistência e implementar 
a mudança de qualquer maneira, atrapalham e atrasam o processo de mudança, gerando 
improdutividade e ambiente de trabalho desmotivador. A afirmativa II está incorreta, pois 
atitudes negativas, como forçar e implementar a mudançade qualquer maneira, sem o 
envolvimento dos funcionários e lideranças, atrapalham e atrasam o processo de mudança, 
gerando insatisfação, improdutividade e ambiente de trabalho desmotivador. A afirmativa III 
está correta, pois, nesse cenário, é importante combinar a conscientização e treinamento, uma 
vez que quanto mais os funcionários souberem sobre a importância do uso da ferramenta 
para desenvolver o trabalho, sobre a melhoria no fluxo de trabalho e como aplicar e utilizar 
a nova ferramenta e os benefícios que ela trará, a tendência é que a resistência diminua ou 
pare de existir. A afirmativa IV está correta, pois a comunicação clara sobre a necessidade 
de adotar uma nova ferramenta de trabalho, explicar a melhoria no fluxo de trabalho e 
envolver a liderança no processo são eficazes para superar a resistência dos funcionários à 
mudança, uma vez que os líderes exercem influência diretamente sobre os liderados. Se o 
líder estiver compreendendo claramente o seu papel no processo de mudança, ele ajuda a 
reduzir a resistência dos funcionários. Da mesma forma, ocorre com os funcionários, pois a 
comunicação clara e envolvimento no processo de mudança são fundamentais para obter 
a aceitação e a colaboração deles.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
Conhecer o conceito de diagnóstico ambiental.
Compreender a importância do diagnóstico ambiental dentro dos projetos ambientais.
Diferenciar programas e projetos ambientais.
Identificar os meios de influência no diagnóstico de uma área natural.
Saber dos diferentes grupos que compõem a Unidade de Conservação.
Compreender que o diagnóstico ambiental pode ser realizado tanto em uma área natural, 
quanto no funcionamento da empresa nos seus setores internos e suas ações.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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INICIE SUA JORNADA
Imagine uma cidade em rápido crescimento, onde a expansão urbana desordenada 
está impactando significativamente a qualidade ambiental de uma área específica. 
Nesse contexto, os moradores locais estão experimentando problemas relacionados 
à degradação do solo, perda de áreas verdes, escassez de recursos hídricos e aumento 
da poluição atmosférica, do solo e da água. A situação atual coloca em risco a quali-
dade de vida da comunidade, bem como a sustentabilidade ambiental a longo prazo.
A resolução dessa problemática é de grande importância, uma vez que a qua-
lidade do ambiente urbano afeta diretamente a saúde e o bem-estar dos residen-
tes. Além disso, a degradação ambiental pode comprometer a biodiversidade 
local e criar impactos negativos em termos de resiliência às mudanças climáticas. 
A implementação de medidas corretivas não apenas melhora as condições pre-
sentes, mas também assegura um ambiente saudável para as gerações futuras.
A partir da apresentação deste caso, caro estudante, você poderá se envolver 
na resolução desse problema através de atividades práticas, como realizar um 
levantamento detalhado da área afetada, identificar fontes de poluição, analisar 
padrões de crescimento urbano e avaliar a disponibilidade de recursos naturais. 
Também pode explorar soluções sustentáveis, como o planejamento urbano ade-
quado, a criação de áreas verdes, a gestão eficiente de resíduos e a promoção de 
práticas de conservação da água.
À medida que você trabalha no diagnóstico ambiental, é fundamental que 
reflita sobre as interconexões entre as ações humanas e os impactos ambientais. 
Questões éticas, sociais e econômicas relacionadas ao desenvolvimento urbano 
sustentável também devem ser consideradas. A reflexão permitirá uma com-
preensão mais profunda das complexidades envolvidas e motivará a busca por 
soluções inovadoras e equilibradas.
No gerenciamento de projetos ambientais, existem termos que são muito utiliza-
dos pelos profissionais da área, como por exemplo, Programa Ambiental, Projeto 
Ambiental e Portfólio. Você sabe qual a diferença entre eles? Não? Então ouça 
nosso podcast! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
Pode-se dizer que para a grande maioria dos projetos ambientais exigidos atual-
mente no Brasil, o diagnóstico ambiental é a base de fundamentação e criação 
destes projetos. Sem uma área de estudo e um diagnóstico ambiental, não existe 
como saber quais ações são necessárias, quais projetos e programas ambientais 
(conjunto de projetos) deverão ser executados para alcançar os objetivos de con-
servação ou mitigação de impactos ambientais.
Stamm (2003) define o diagnóstico ambiental como um relatório sobre a ins-
talação de um empreendimento, que deve ser composto pela completa descrição 
e análise dos recursos ambientais e suas interações, da forma como existem, de 
modo a caracterizar a situação ambiental da área antes da implantação do em-
preendimento, considerando: o meio físico, o meio biológico e os ecossistemas 
naturais, e o meio socioeconômico. Complementando a visão de Stamm (2003), 
é importante citar que um diagnóstico, dentro da variedade de projetos ambien-
tais, não é aplicado somente no caso de empreendimentos impactantes ao meio 
ambiente, pois mesmo a criação de Unidades de Conservação (UCs) ou outras 
áreas destinadas à conservação necessitarão de um diagnóstico ambiental que 
colabore na formação dos projetos, programas, medidas e ações necessárias aos 
objetivos destas áreas.
 “ A Resolução CONAMA nº 01/86 define de forma mais ampla o diag-
nóstico ambiental, da seguinte maneira: “[...] uma completa descrição 
e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, 
de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implan-
tação do projeto” (RESOLUÇÃO CONAMA 01/86, p. 3).
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Seguindo as determinações da Resolução Conama nº 01/86, o diagnóstico deve 
abranger o estudo dos seguintes meios presentes nas áreas de influência:
Figura 1 – Coleta de água em bica d’água para análise de contaminação
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Testes_De_%C3%81gua_E_Solo_Na_Regi%C3%A3o_Do_
Oleoduto.jpg?uselang=pt. Acesso em: 28 nov. 2023.
Descrição da Imagem: a imagem contém uma bica d’água que se destaca em meio à natureza. Ela está situada 
em uma estrutura de concreto na encosta de um morro, onde a vegetação alterna entre seca e verde. A estrutura 
apresenta um cano de policloreto de vinil (PVC) de onde a água flui, originária de uma nascente. No canto superior 
direito da estrutura de concreto, destaca-se o número trinta e sete em algarismos arábicos, pintado em preto sobre 
um fundo amarelo. Complementando a cena, uma mulher jovem de camiseta de mangas curtas branca coleta água 
da bica para análise de contaminação. Seu cabelo castanho claro está preso em um coque, e ela utiliza luvas de 
látex brancas. Fim da descrição.
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https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Testes_De_%C3%81gua_E_Solo_Na_Regi%C3%A3o_Do_Oleoduto.jpg?uselang=pt
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Testes_De_%C3%81gua_E_Solo_Na_Regi%C3%A3o_Do_Oleoduto.jpg?uselang=pt
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
A Figura 2 representa um monumento arqueológico. Foi fotografada no Parque 
Nacional da Serra da Capivara, unidade de conservação brasileira de proteção 
integral à natureza, que ocupa parte dos municípios de São Raimundo Nonato, 
João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias no sul do estado do Piauí. Esta 
área tem a maior e mais antiga concentração de sítios arqueológicos pré-histó-
ricos da América.
O MEIO FÍSICO
que compreende o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, 
a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as 
correntes marinhas e as correntes atmosféricas.
O MEIO BIOLÓGICO E OS ECOSSISTEMAS NATURAIS (BIÓTICO)
que englobam a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade 
ambiental, de valor científicoe econômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas 
de preservação permanente.
O MEIO SOCIOECONÔMICO (ANTRÓPICO)
que considera o uso e ocupação do solo, os usos da água e a socioeconomia, desta-
cando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as 
relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a poten-
cial utilização futura desses recursos.
Figura 2 – Imagem rupestre do sítio 
arqueológico do Parque Nacional da 
Serra da Capivara - Piauí - Brasil
Fonte: https://commons.wikimedia.org/
wiki/File:S%C3%ADtio_Arqueol%C3%B-
3gico_Serra_da_Capivara_XIV.jpg?use-
lang=pt. Acesso em: 28 nov. 2023.
Descrição da Imagem: a imagem 
contém uma figura rupestre que 
representa animal pré-histórico, de 
quatro patas, com chifres em forma-
to de galhada, possui cor marrom 
escuro, desenhada em uma pedra. 
Fim da descrição.
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https://commons.wikimedia.org/wiki/File:S%C3%ADtio_Arqueol%C3%B3gico_Serra_da_Capivara_XIV.jpg?uselang=pt
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:S%C3%ADtio_Arqueol%C3%B3gico_Serra_da_Capivara_XIV.jpg?uselang=pt
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:S%C3%ADtio_Arqueol%C3%B3gico_Serra_da_Capivara_XIV.jpg?uselang=pt
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:S%C3%ADtio_Arqueol%C3%B3gico_Serra_da_Capivara_XIV.jpg?uselang=pt
É importante citar que a Resolução Conama 01/86 fundamenta as necessidades 
dos Estudos Prévios de Impacto Ambiental (EPIA) e o Relatório de Impac-
to Ambiental (RIMA), porém, nestes estudos, temos inúmeros outros projetos 
ambientais que formam o estudo completo. Nem sempre os projetos ambientais 
requeridos pelos órgãos licenciadores exigirão estudos aprofundados dos três meios 
citados anteriormente, mas sempre existirá a necessidade da determinação de uma 
área de estudo e de um diagnóstico. A profundidade dos estudos desse diagnóstico 
e os locais e meios onde eles deverão ser realizados, normalmente, ficam determi-
nados nos Termos de Referência (TR) redigidos pelos órgãos ambientais.
Para que se realize o diagnóstico dos meios exigidos (social, físico e biológico) 
nos Termos de Referência, a primeira pergunta que vem à mente é:
VOCÊ SABE RESPONDER?
Qual a área exata a ser estudada? E para responder isso, o mais importante é 
responder a outras quatro perguntas: O que é o empreendimento pretendido? Como 
se pretende instalar? Quando se pretende instalar? Por que se pretende instalar?
Ou seja, temos que dimensionar o problema a ser estudado e estes devem ser os pri-
meiros aspectos a serem analisados por uma empresa de consultoria ambiental, inclu-
sive para ser possível executar um bom orçamento dos projetos que serão necessários.
É muito comum o empreendedor chegar para a empresa ambiental com 
um projeto de empreendimento inteiramente pensado e planejado, ignorando 
vários aspectos de teor ambiental. Isso acontece porque, na maioria das vezes, 
o licenciamento ambiental é menosprezado. Em grande parte dos casos, temos 
empreendedores totalmente leigos sobre o setor ambiental e suas exigências. 
Sobra então esse ônus para as empresas ambientais, pois é necessário explicar 
ao cliente de forma clara todas as exigências e cuidados que o planejamento 
do empreendimento deve ter para que ocorra um licenciamento sem maiores 
problemas e para que os projetos sejam executados da melhor forma possível.
O ideal é que o empreendedor venha se comunicar com a empresa ambiental 
antes de planejar seu projeto de empreendimento, pois com isso se constrói uma 
linha de planejamento consistente e que engloba vários aspectos essenciais para 
um empreendimento que respeita o meio ambiente.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Para solucionar esse problema, os profissionais do ramo ambiental e suas em-
presas terão normalmente de fazer uma análise criteriosa de tudo que foi proposto 
para a execução do empreendimento, e em conjunto com a equipe do empreende-
dor, moldar o projeto do empreendimento, principalmente na questão locacional.
O art. 5º, I, da Resolução CONAMA 01/86, página 3, ressalta a necessida-
de de alternativas locacionais com os seguintes dizeres: “contemplar todas as 
alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-as com a 
hipótese de não execução do projeto”.
A locação do empreendimento, na maioria dos casos, deverá ter diversas alter-
nativas elencadas e essa alteração de locação acaba por alterar várias outras caracte-
rísticas do empreendimento. Dependendo da variedade de alternativas locacionais, 
as áreas a serem diagnosticadas serão modificadas em tamanho e posicionamento.
Para uma boa análise do projeto, acaba sendo necessária uma análise do 
uso e ocupação do solo, atual e planejado, da área de implantação, para assim, 
identificar fatores condicionantes à implantação do empreendimento, como: a 
legislação federal, estadual e municipal vigentes, a situação fundiária, políticas 
públicas, planos diretores, planos setoriais, zoneamentos, unidades de conser-
vação, disponibilidade de água e de infraestrutura, entre outros (IBAMA, 1995).
Deve existir muito bom senso e diálogo com toda a equipe (empreendedor e 
empresa) para que se consiga um detalhamento do projeto que descreva as prin-
cipais atividades a serem realizadas em cada etapa (planejamento, obra, instalação 
e operação). Algumas atividades acabarão por englobar várias outras, pois será 
impossível um grau de detalhamento completo de todo o empreendimento, o 
importante é que se consiga uma descrição do empreendimento que demonstre 
uma compreensão de como, onde e por que ocorrerão impactos ambientais.
No caso de implantação de Unidades 
de Conservação (UC), também teremos 
um procedimento parecido, pois é neces-
sário verificar com o proprietário de uma 
futura Reserva Particular do Patrimônio 
Natural (RPPN), ou com a prefeitura de 
um município que formará um parque ou 
outra UC, ou até mesmo com o governo 
estadual ou federal quais são os objetivos principais para a unidade em ques-
tão e a melhor maneira de se alcançar esses objetivos.
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Mas, afinal, qual a diferença entre conservação e preservação? Na legislação 
brasileira, a conservação é interpretada como a defesa dos recursos naturais, 
buscando sua gestão racional para assegurar a sustentabilidade e preservar sua 
existência para as gerações futuras. Em contraste, a preservação está centrada 
na integridade e perenidade, representando uma abordagem de proteção total, 
muitas vezes referida como “intocabilidade”. A necessidade de preservação surge 
quando há ameaça à perda de biodiversidade, seja de uma espécie específica, de 
um ecossistema ou de um bioma como um todo (BRASIL, 2000; PÁDUA, 2006).
ZOOM NO CONHECIMENTO
A Lei nº 9985 de 18 de julho de 2000 instituiu o Sistema Nacional de Unidades 
de Conservação da Natureza (SNUC) (BRASIL, 2000).
O SNUC conceitua Unidade de Conservação (UC) como:
 “ [...] espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas 
jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente 
instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e li-
mites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se 
aplicam garantias adequadas de proteção (BRASIL, 2000).
As unidades de conservação estão organizadas em dois grupos, as Unidades de 
Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável:
As Unidades de Proteção Integral tem a finalidade de preservar a natureza, 
sendo admitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, e por isso as regras e 
normas são restritivas. Pertencem a esse grupo as categorias: Estação Ecológica, Re-
serva Biológica, Parque Nacional, Refúgio de Vida Silvestre e Monumento Natural.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
ESTAÇÃO ECOLÓGICA
tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. 
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus 
limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. É proibida a visitação 
pública, exceto quando comobjetivo educacional, de acordo com o que dispuser o 
Plano de Manejo da unidade ou regulamento específico. A pesquisa científica depen-
de de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está 
sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas 
em regulamento (BRASIL, 2000).
RESERVA BIOLÓGICA
tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existen-
tes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, ex-
cetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações 
de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade 
biológica e os processos ecológicos naturais. É de posse e domínio públicos, sendo 
que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo 
com o que dispõe a lei. É proibida a visitação pública, exceto aquela com objetivo 
educacional, de acordo com regulamento específico. A pesquisa científica depende 
de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está 
sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas 
em regulamento (BRASIL, 2000).
PARQUE NACIONAL
tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevân-
cia ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o 
desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação 
em contato com a natureza e de turismo ecológico. É de posse e domínio públicos, 
sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de 
acordo com o que dispõe a lei. A visitação pública está sujeita às normas e restrições 
estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas estabelecidas pelo órgão 
responsável por sua administração, e àquelas previstas em regulamento. A pesquisa 
científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da 
unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como 
àquelas previstas em regulamento. As unidades dessa categoria, quando criadas pelo 
Estado ou Município, serão denominadas, respectivamente, Parque Estadual e Parque 
Natural Municipal (BRASIL, 2000).
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MONUMENTO NATURAL
tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande 
beleza cênica. Pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível 
compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos natu-
rais do local pelos proprietários. Havendo incompatibilidade entre os objetivos da área 
e as atividades privadas ou não havendo aquiescência do proprietário às condições 
propostas pelo órgão responsável pela administração da unidade para a coexistência 
do Monumento Natural com o uso da propriedade, a área deve ser desapropriada, 
de acordo com o que dispõe a lei. A visitação pública está sujeita às condições e 
restrições estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas estabelecidas 
pelo órgão responsável por sua administração e àquelas previstas em regulamento 
(BRASIL, 2000).
REFÚGIO DA VIDA SILVESTRE
tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para 
a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna 
residente ou migratória. Pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja 
possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recur-
sos naturais do local pelos proprietários. Havendo incompatibilidade entre os objetivos 
da área e as atividades privadas, ou não havendo aquiescência do proprietário às 
condições propostas pelo órgão responsável pela administração da unidade para 
a coexistência do Refúgio de Vida Silvestre com o uso da propriedade, a área deve 
ser desapropriada, de acordo com o que dispõe a lei. A visitação pública está sujeita 
às normas e restrições estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas 
estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração, e àquelas previstas em 
regulamento. A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão respon-
sável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este 
estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento (BRASIL, 2000).
Já as Unidades de Uso Sustentável conciliam a conservação da natureza com 
o uso sustentável de recursos naturais. Esse grupo é constituído pelas categorias: 
Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta 
Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento 
Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
é constituída por terras públicas ou privadas. Respeitados os limites constitucionais, podem 
ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada loca-
lizada em uma Área de Proteção Ambiental. As condições para a realização de pesquisa 
científica e visitação pública nas áreas sob domínio público serão estabelecidas pelo órgão 
gestor da unidade. Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer 
as condições para pesquisa e visitação pelo público, desde que observadas as exigências 
e restrições legais. A Área de Proteção Ambiental disporá de um Conselho presidido pelo 
órgão responsável por sua administração e constituído por representantes dos órgãos 
públicos, de organizações da sociedade civil e da população residente (BRASIL, 2000).
ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO
é uma área em geral de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação hu-
mana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da 
biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância 
regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo 
com os objetivos de conservação da natureza. É constituída por terras públicas ou 
privadas. Respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e 
restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma Área de 
Relevante Interesse Ecológico (BRASIL, 2000).
FLORESTA NACIONAL
é uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem 
como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa 
científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas. É 
de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites 
devem ser desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. Nela é admitida a perma-
nência de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação, em confor-
midade com o disposto em regulamento e no Plano de Manejo da unidade. A visitação 
pública é permitida, condicionada às normas estabelecidas para o manejo da unidade 
pelo órgão responsável por sua administração. A pesquisa é permitida e incentivada, 
sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável pela administração da unidade, 
às condições e restrições por este estabelecidas e àquelas previstas em regulamento. A 
Floresta Nacional disporá de um Conselho Consultivo, presidido pelo órgão responsável 
por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organi-
zações da sociedade civil e, quando for o caso, das populações tradicionais residentes. 
A unidade desta categoria, quando criada pelo Estado ou Município, será denominada, 
respectivamente, Floresta Estadual e Floresta Municipal (BRASIL, 2000).
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RESERVA EXTRATIVISTA
é uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-
-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação 
de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida 
e a cultura dessas populações, e asseguraro uso sustentável dos recursos naturais da 
unidade. É de domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicio-
nais conforme o disposto no Artigo 23 da Lei nº 9.985 e em regulamentação específica, 
sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas, 
de acordo com o que dispõe a Lei. A Reserva Extrativista será gerida por um Conselho 
Deliberativo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por 
representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e das popula-
ções tradicionais residentes na área, conforme se dispuser em regulamento e no ato de 
criação da unidade. A visitação pública é permitida, desde que compatível com os inte-
resses locais e de acordo com o disposto no Plano de Manejo da área. A pesquisa cien-
tífica é permitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável 
pela administração da unidade, às condições e restrições por este estabelecidas e às 
normas previstas em regulamento. O Plano de Manejo da unidade será aprovado pelo 
seu Conselho Deliberativo. São proibidas a exploração de recursos minerais e a caça 
amadorística ou profissional. A exploração comercial de recursos madeireiros só será 
admitida em bases sustentáveis e em situações especiais e complementares às demais 
atividades desenvolvidas na Reserva Extrativista, conforme o disposto em regulamento 
e no Plano de Manejo da unidade (BRASIL, 2000).
RESERVA DE FAUNA
é uma área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquá-
ticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobre o 
manejo econômico sustentável de recursos faunísticos. É de posse e domínio públi-
cos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropria-
das de acordo com o que dispõe a Lei nº 9.985. A visitação pública pode ser permitida, 
desde que compatível com o manejo da unidade e de acordo com as normas 
estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração. É proibido o exercício 
da caça amadorística ou profissional. A comercialização dos produtos e subprodutos 
resultantes das pesquisas obedecerá ao disposto nas leis sobre fauna e regulamentos 
(BRASIL, 2000).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
área natural que abriga populações tradicionais, sustentadas por sistemas de explo-
ração de recursos naturais adaptados às condições locais. Sua função primordial é 
preservar a natureza, garantindo a reprodução e melhoria da qualidade de vida das 
comunidades tradicionais. A gestão é pública, podendo envolver desapropriações. 
Um Conselho Deliberativo, liderado pelo órgão de administração, gerencia a reserva, 
incluindo representantes públicos, da sociedade civil e das comunidades locais. Ativi-
dades seguem condições específicas, incluindo visitação pública, pesquisa científica 
autorizada e manejo sustentável. O Plano de Manejo, aprovado pelo Conselho, define 
zonas de proteção integral, uso sustentável e corredores ecológicos (BRASIL, 2000).
RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL
é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversi-
dade biológica. O gravame de que trata este artigo constará de termo de compromis-
so assinado perante o órgão ambiental, que verificará a existência de interesse públi-
co, e será averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis. Só poderá 
ser permitida, na Reserva Particular do Patrimônio Natural, conforme se dispuser em 
regulamento: a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos, recreativos e 
educacionais.
Os órgãos integrantes do Sistema Nacional das Unidades de Conservação, sempre 
que possível e oportuno, prestarão orientação técnica e científica ao proprietário de 
Reserva Particular do Patrimônio Natural para a elaboração de um Plano de Manejo ou 
de Proteção e de Gestão da unidade (BRASIL, 2000).
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Assim se formam várias perguntas que serão a base para o diagnóstico ambien-
tal e os projetos ambientais necessários:
 ■ Qual a área a ser transformada em UC?
 ■ O que pode ser permitido nesta UC? 
 ■ Existe o interesse de visitação pública?
 ■ Quais os problemas ambientais existentes atualmente (incêndio, caça, 
invasões etc.)?
Em projetos de pesquisa ambiental acontecerá o mesmo, uma hipótese será for-
malizada e normalmente uma área ou componentes desta deverão ser estudados 
para a verificação da hipótese.
Conseguindo determinar um projeto do empreendimento, seja ele impac-
tante, conservacionista, ou até mesmo científico, contendo os detalhes políticos, 
legislativos, técnicos e com várias alternativas locacionais (melhor local para o 
empreendimento, melhor local para uma UC, melhor local para uma pesquisa), 
finalmente teremos uma base para fundamentar as áreas a serem estudadas e 
como proceder para realizar um diagnóstico ambiental funcional.
Ao identificar a delimitação da área de estudo e os meios dessa paisagem a serem 
analisados, pode se compor a equipe e diagnosticar a situação ambiental do local.
O diagnóstico trará várias respostas e muitos questionamentos para o desenvol-
vimento de outros projetos ambientais. Por exemplo: um diagnóstico ambiental 
pode verificar a existência de muitas espécies raras ou ameaçadas de extinção na 
área de estudo, e isso implica em várias decisões e determinações de novos projetos.
Se o empreendimento em questão for uma Pequena Central Hidrelétrica 
(PCH), é certo que programas de resgate dessas espécies e de conservação 
de seu germoplasma serão necessários, mas se o empreendimento em questão 
for uma área destinada à conservação ou mesmo uma UC, essas espécies e seus 
locais de ocorrência valorizarão a área e ajudarão a determinar um zoneamento 
da unidade em questão, com finalidade de proteger essas espécies.
Mesmo se pensarmos em projetos de ordem mais prática, como um projeto 
de agrofloresta, o diagnóstico do local continuaria a ser imprescindível, o que 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
mudaria seria o que diagnosticar que, nesse caso, seria a qualidade do solo, nu-
trientes disponíveis, declive, estradas de acesso, entre outros detalhes.
Existem projetos elaborados para o gerenciamento ambiental interno de uma 
empresa, como Projetos de Gestão de Resíduos Sólidos (PGRS), ou Projetos 
de Tratamento de Efluentes, ou até mesmo projetos para certificações ISO. Nesses 
projetos, não existe o diagnóstico de uma área natural, porém, existe o diagnósti-
co do funcionamento da empresa, seus setores internos e suas ações. Leva-se em 
conta o maquinário utilizado, número de funcionários, regras internas, distância 
entre setores, entre outros fatores. Ou seja, também tem sua fundamentação em 
um diagnóstico, no entanto, diferenciado e voltado para o setor administrativo.
O segmento metalomecânico, por exemplo, compreende uma ampla gama 
de atividades vinculadas à manipulação de metais, configurando-se como um 
conjunto diversificado de setores. Sua característica fundamental reside no fato 
de que os principais componentes dos bens e serviços fabricados incorporam 
tecnologias fundamentadas em conhecimentos e técnicas relacionados à pro-
dução, processamento e aplicação de metais, com ênfase especial em materiais 
como ferro, alumínio, aço e outras ligas metálicas.
De acordo com a Lei nº 6 .938, da Política Nacional do Meio Ambiente, Anexo 
VIII, a indústria metalúrgica engloba a produção de aço, produtos siderúrgicos, 
fundidos de ferro e aço, forjados, arames, relaminados, incluindo tratamentos 
de superfície como galvanoplastia. Além disso, abrange a metalurgia de metais 
não ferrosos, produção de laminados, ligas, artefatos, soldas, ânodos, metais 
preciosos, metalurgia do pó, fabricação de estruturas metálicas, artefatos de 
ferro, aço e metais não ferrosos, com tratamentos de superfície como galva-
noplastia, têmpera, cementação de aço, recozimento de arames e tratamentossuperficiais. Deste modo, é considerada atividade potencialmente poluidora e 
utilizadora de recursos ambientais e, portanto, necessita de diagnóstico volta-
do para o gerenciamento de resíduos sólidos e projeto ambiental voltado ao 
Licenciamento Ambiental (BRASIL, 1981).
APROFUNDANDO
Sendo assim, o profissional de gerenciamento de projetos terá como desafio rea-
lizar o levantamento, identificação e classificação dos resíduos gerados durante 
os processos metalúrgicos, a necessidade de adotar tecnologias inovadoras para 
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tratamento e disposição adequada desses resíduos, e a garantia de conformidade 
estrita com as regulamentações ambientais em constante evolução.
Os benefícios obtidos pelo projeto ambiental de gerenciamento de resíduos só-
lidos e que podem ser apresentados para os gestores de uma indústria metalúrgica 
podem ser exemplificados pela redução mensurável do impacto ambiental, alcançada 
por meio da reciclagem eficiente de resíduos, a potencial economia de recursos atra-
vés do reaproveitamento de materiais e a otimização de processos, e o fortalecimento 
da imagem corporativa ao adotar práticas sustentáveis, o que pode resultar em maior 
aceitação pela comunidade local e um diferencial competitivo no mercado.
Comentário: o livro tem o objetivo de orientar o leitor sobre o pro-
blema dos impactos ambientais gerados pelos resíduos sólidos. 
Aborda as consequências das atividades industriais e agrossilvo-
pastoris, além dos rejeitos urbanos e de infraestrutura (estradas, 
portos, aeroportos, turismo). Traz um breve histórico da questão 
ambiental no Brasil e esclarece os principais programas de trata-
mento e gerenciamento de resíduos, como o licenciamento am-
biental e a coleta seletiva. Explica como classificar os resíduos de 
acordo com a ABNT e ensina conceitos como o desenvolvimen-
to sustentável e a ecoeficiência. Trata ainda dos aspectos legais, 
destacando a Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Elaborar o diagnóstico de funcionamento de uma empresa, como por exemplo, o 
seu gerenciamento de resíduos sólidos, nem sempre é fácil. É preciso estar atento 
às legislações, orientações dos órgãos ambientais competentes, identificar quais 
tipos de resíduos a atividade produtiva da empresa gera, como se classificam esses 
resíduos e quais impactos socioambientais produzem. Ao conhecer exemplos, 
perceberá a quantidade de detalhes que deverá ser considerada. 
Convidamos você a realizar a leitura do artigo “Diagnóstico Ambiental de Indústrias 
de Fabricação de Estruturas Metálicas e Esquadrias de Metal de Pequeno e Médio 
Porte”. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual 
de aprendizagem .
EU INDICO
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https://www.scielo.br/j/gp/a/ZcNvHxz8NQtR9LDgxHWr78D/?lang=pt#
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar a situação-problema inserida no início de nossos estudos: 
Imagine uma cidade em rápido crescimento, onde a expansão urbana desorde-
nada está impactando significativamente a qualidade ambiental de uma área 
específica. Nesse contexto, os moradores locais estão experimentando problemas 
relacionados à degradação do solo, perda de áreas verdes, escassez de recursos 
hídricos e aumento da poluição atmosférica, solo e água. 
A situação atual coloca em risco a qualidade de vida da comunidade, bem 
como a sustentabilidade ambiental a longo prazo. Você é o profissional envol-
vido com o projeto para melhorar a qualidade de vida da comunidade e está 
responsável pelo levantamento de fontes de poluição. Como poderá realizar esse 
levantamento? Veja algumas etapas que você poderá seguir:
1. Identificação dos problemas ambientais: liste os problemas ambientais 
observados, como degradação do solo, perda de áreas verdes, escassez de 
recursos hídricos e aumento da poluição atmosférica.
2. Mapeamento da área: utilize mapas da região para visualizar a expansão 
urbana e identificar áreas afetadas.
3. Consulta a dados oficiais: consulte dados oficiais de órgãos ambientais e 
urbanísticos para obter informações sobre regulamentações, emissões in-
dustriais, zonas de proteção ambiental e outras fontes potenciais de poluição.
4. Entrevistas e consultas locais: conduza entrevistas com moradores lo-
cais, líderes comunitários e autoridades municipais para obter informa-
ções sobre atividades industriais, práticas agrícolas, tráfego de veículos e 
outras fontes de poluição.
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema, vamos lá?! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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5. Monitoramento de qualidade do ar e água: realize monitoramento da 
qualidade do ar e da água em diferentes pontos da área afetada para iden-
tificar níveis de poluentes.
6. Análise de dados históricos: analise dados históricos disponíveis para 
entender as mudanças ao longo do tempo, identificando possíveis corre-
lações entre o crescimento urbano e os problemas ambientais.
7. Avaliação de atividades industriais: avalie as atividades industriais pre-
sentes na área, considerando emissões atmosféricas, resíduos sólidos e 
líquidos, e seus impactos na qualidade ambiental.
8. Verificação de infraestrutura urbana: verifique a infraestrutura urbana, 
incluindo sistemas de tratamento de água e esgoto, gestão de resíduos, e a 
capacidade de absorção da expansão urbana pela infraestrutura existente.
9. Avaliação do uso do solo: analise o uso do solo, identificando áreas in-
dustriais, zonas residenciais, áreas verdes e outros elementos que possam 
contribuir para a degradação ambiental.
10. Relatório e recomendações: compile os resultados em um relatório que 
destaque as principais fontes de poluição identificadas e forneça reco-
mendações para mitigação e controle.
Lembre-se de que, em casos complexos, a colaboração com especialistas em 
meio ambiente, urbanismo e engenharia é fundamental para uma avaliação 
abrangente e precisa.
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1. Leia o texto a seguir: 
[...] Um espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com 
características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos 
de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam 
garantias adequadas de proteção (BRASIL, 2000). 
Fonte: BRASIL. Lei nº 9985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da 
Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras 
providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm. Acesso em: 15 nov. 2023.  
O texto apresentado refere-se à: 
a) Unidade Urbana.
b) Unidade Industrial.
c) Unidade Territorial.
d) Unidade de Conservação.
e) Unidade Comum.
2. Considere uma empresa do setor de energia renovável que decide fortalecer suas práti-
cas ambientais, buscando aprimorar sua sustentabilidade operacional. Com esse propó-
sito, a empresa opta por estabelecer três linhas de investigação distintas, cada uma com 
metas específicas, prazos definidos, orçamentos delineados e equipes dedicadas. Essas 
linhas incluem esforços para aumentar a eficiência energética de seus equipamentos, a 
implementação de iniciativas de gestão de resíduos e a realização de estudos de impacto 
ambiental em suas operações.  
Fonte: SABBAG, P SABBAG projetos, programas, portfólios. Rio de Janeiro/RJ: Editora Alta Books, 2018. 
(Adaptado). 
Ao considerar o contexto apresentado, a ação de fortalecer as práticas ambientais pode ser 
categorizada como:  
a) Projeto.
b) Programa.
c) Governança.
d) Portfólio.
e) Operações.
AUTOATIVIDADE
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3. Considere a seguinte situação hipotética: uma equipe está planejando a construção de 
uma usina de energia solar. Eles precisam elaborar um diagnóstico e tomar decisões sobre 
vários aspectos, considerando fatores como uso do solo, impactos ambientais, topografialocal e legislação (LIMA, 2021).  
Fonte: LIMA, C. H. de. Proteção do meio ambiente. São Paulo: Editora Saraiva, 2021. p. 52  E-book. ISBN 
9786553560246. (Adaptado). 
Com base no contexto apresentado, analise as afirmativas a seguir: 
I - A utilização de substâncias químicas nocivas na limpeza das placas fotovoltaicas é irre-
levante para a sustentabilidade ambiental do projeto. 
II - Se a área de construção não for bem planejada, pode resultar em impactos adversos 
na fauna e flora local. 
III - A análise da topografia local é crucial para determinar como o aumento do tráfego de 
veículos afetará a região. 
IV - A legislação federal, estadual e municipal pode influenciar significativamente a viabili-
dade do projeto. 
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 6938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Am-
biente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938compilada.htm. Acesso em: 16 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 9985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII 
da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza 
e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm. 
Acesso em: 15 nov. 2023.
CONAMA. Resolução nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes 
gerais para a avaliação de impacto ambiental. Resoluções CONAMA 1986 a 1991. Brasília: IBA-
MA, 1992.
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Avaliação 
de impacto ambiental: agentes sociais, procedimentos e ferramentas. Coordenação e adapta-
ção de Miriam Laila Absy, Francisca Neta A. Assunção, Sueli Correia de Faria, versão de Paula 
Yone Stroh et al. Brasília, 1995, p.136.
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 2002. Ma-
nual de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal. Disponível em: http://www.
bibliotecaflorestal.ufv.br/bitstream/handle/123456789/15177/Manual_Guia-de-procedimen-
tos-do-licenciamento-ambiental-federal_IBAMA.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 
abr. 2013.
PÁDUA, S. Afinal, qual a diferença entre conservação e preservação? 2 de fevereiro de 
2006. O Eco. Disponível em: https://oeco.org.br/colunas/18246-oeco-15564/#:~:text=Conser-
va%C3%A7%C3%A3o%2C%20nas%20leis%20brasileiras%2C%20significa,integral%2C%20a%20
%E2%80%9Cintocabilidade%E2%80%9D. Acesso em: 16 nov. 2023.
STAMM, H. R. Método para Avaliação de Impacto Ambiental em Projetos de Grande Porte: Es-
tudo de Caso de uma Usina Termoelétrica. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em 
Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. p. 284.
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1. Opção D. 
a) Unidade Urbana: Incorreta, pois o texto menciona “espaço territorial e seus recursos am-
bientais” associados à conservação, o que não caracteriza uma área urbana.
b) Unidade Industrial: Incorreta, pois o texto destaca a conservação de recursos ambientais, 
o que não se alinha com uma área industrial.
c) Unidade Territorial: Incorreta, pois a utilização do termo “Territorial” não enfatiza a dimensão 
da proteção ambiental. Essa terminologia genérica não transmite a intenção principal do 
texto de proteger e conservar os recursos naturais presentes na área.
d) Unidade de Conservação: Correta, pois reflete precisamente o conceito apresentado no 
texto. O texto destaca um espaço territorial legalmente instituído pelo Poder Público, com 
o objetivo de conservação, limites definidos, e sob regime especial de administração. Essas 
características apontam diretamente para a definição de uma “Unidade de Conservação”, que 
é uma área destinada à preservação e conservação dos recursos naturais, estabelecendo 
garantias adequadas de proteção ambiental. Portanto, essa terminologia é a mais apropriada 
e específica para descrever o contexto apresentado no texto.
e) Unidade Comum: Incorreta, pois o texto destaca a legalidade, regime especial de admi-
nistração e garantias adequadas de proteção, indicando que não se trata de uma unidade 
comum, mas sim de uma unidade especial voltada para a conservação ambiental.
2. Opção D. 
a) Projeto (incorreta), pois um projeto geralmente é uma iniciativa única com um objetivo 
específico. No contexto fornecido, há três linhas de investigação distintas, indicando múl-
tiplas iniciativas.
b) Programa (incorreta), pois um programa é um conjunto de projetos relacionados. No en-
tanto, no enunciado, não há indicação de que essas três linhas de investigação formam um 
conjunto integrado; são abordagens separadas.
c) Governança (incorreta), pois a governança geralmente se refere à estrutura de controle e 
supervisão organizacional. No entanto, no contexto fornecido, estamos falando de iniciati-
vas específicas para melhorar as práticas ambientais, não da supervisão geral da empresa. 
d) Portfólio (correta), pois um portfólio é um conjunto de programas, projetos ou iniciativas 
agrupadas para atingir objetivos estratégicos. No caso, as três linhas de investigação for-
mam um conjunto de iniciativas relacionadas ao aprimoramento das práticas ambientais, 
caracterizando um portfólio.
e) Operações (incorreta), pois essa categoria refere-se às atividades diárias e contínuas 
realizadas dentro da rotina operacional da empresa, que podem não estar vinculadas a 
projetos ou programas específicos, mas são essenciais para manter as operações regulares 
da organização.
GABARITO
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3. Opção E. 
I. Incorreta, pois o uso de substâncias químicas nocivas pode ter impactos significativos na 
sustentabilidade do projeto, afetando a “saúde” do meio ambiente.
II. Correta, pois estabelece uma relação de causa e efeito entre o planejamento inadequa-
do da área de construção e impactos adversos na fauna e flora. Se o planejamento não for 
eficiente, é lógico que pode resultar em impactos negativos.
III. Correta, pois reconhece a importância da análise da topografia para entender como o 
aumento do tráfego pode impactar a região. A topografia influencia diretamente na acessi-
bilidade e na segurança do tráfego.
IV. Correta, pois estabelece as regras, diretrizes e restrições relacionadas à proteção do meio 
ambiente, entre outros aspectos, que devem ser seguidos para garantir a conformidade legal 
e a sustentabilidade do projeto.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
VALOR ECONÔMICO DO MEIO 
AMBIENTE
Conhecer o conceito de valor econômico do meio ambiente.
Compreender a importância da valoração do meio ambiente para os projetos ambientais.
Ter noção das maneiras de valorar e dos valores econômicos das áreas naturais.
Identificar os tipos de serviços ambientais.
Conhecer as categorias das funções ecossistêmicas para valorar os serviços ambientais.
Identificar os métodos de valoração de serviços ambientais.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA
Uma empresa utiliza a água de um rio em seu processo produtivo de metalurgia, sen-
do esse rio vital para abastecer uma cidade e sustentar diversas atividades na região, 
como esportes, lazer e ecoturismo. Além disso, atende às necessidades de hospitais e 
atividades comerciais locais. Ao buscar criar um projeto ambiental para a conservação 
desse rio, a empresa se depara com a necessidade de realizar a valoração econômica 
do recurso para apresentar aos agentes financiadores. A questão central é: como a 
empresa pode realizar essa valoração econômica de forma abrangente e justa?
A resolução dessa problemática é fundamental, pois destaca a importância 
de reconhecer e quantificar o valor econômico de um recurso hídrico que vai 
além do contexto industrial da empresa. A valoraçãonão apenas evidenciará 
o papel vital do rio no processo produtivo, mas também nos aspectos sociais, 
ambientais e comerciais da região.
Para abordar essa situação, os estudantes podem considerar as seguintes 
situações práticas:
 ■ Custo de reposição: avaliar os custos associados à reposição da água 
utilizada no processo produtivo, considerando alternativas para garantir 
a disponibilidade hídrica.
 ■ Impactos sociais: analisar os benefícios sociais do rio, como o abaste-
cimento da cidade, atividades de lazer e turismo, e estabelecer um valor 
econômico para esses aspectos.
 ■ Acidente ambiental que contamine o rio: considerar eventuais impactos 
negativos gerados pela empresa no curso de água e na comunidade local, 
e calcular os custos associados à mitigação desses impactos.
Ao refletir sobre o processo de valoração econômica do rio, os estudantes 
podem explorar:
 ■ Responsabilidade ambiental: como a empresa pode equilibrar suas ope-
rações com a preservação ambiental, reconhecendo a importância do rio 
para a comunidade.
 ■ Integração de valores: a necessidade de considerar não apenas o valor as-
sociado à produção industrial, mas também os valores sociais e ambientais.
 ■ Sustentabilidade: como a valoração econômica contribui para práticas 
sustentáveis, promovendo o equilíbrio entre desenvolvimento econômico 
e conservação ambiental.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Essa situação problema oferece aos estudantes a oportunidade de explorar as com-
plexidades envolvidas na valoração econômica de um recurso hídrico, incentivando 
a reflexão crítica sobre as interações entre indústria, sociedade e meio ambiente.
Você sabe o que é o consumo consciente? Sabe porque as pessoas têm visto 
essa questão com mais prioridade? Qual a importância do consumo consciente 
para o Valor Econômico do Meio Ambiente? Como consumir conscientemente? 
Quer saber de tudo isso? Ouça nosso podcast! Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
VALOR ECONÔMICO DO MEIO AMBIENTE
Para trabalhar com projetos ambientais, tanto na execução quanto na análise, é 
importante ter noção do valor econômico e ecológico das áreas de estudos.
Normalmente, os diagnósticos ambientais fornecem bons subsídios para 
entendermos o valor ecológico dessas áreas, dos ecossistemas ali existentes, po-
rém, o valor econômico é mais complexo de se entender. Nas últimas décadas, 
iniciou-se um processo de tentar sistematizar métodos que indiquem valores 
econômicos para uma determinada região e seus serviços ambientais, porém, 
raramente são inseridos em projetos ambientais. É provável que em um futuro 
próximo esse tipo de valoração comece a ser requerido pelos órgãos licenciado-
res, ou até mesmo por agentes financiadores de projetos. De qualquer forma, é 
importante ter noção das maneiras de se valorar e dos valores econômicos que 
ficam escondidos nas áreas naturais.
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SERVIÇOS AMBIENTAIS
Alguns exemplos de serviços ambientais ou serviços ecossistêmicos são 
(DAILY, 1997):
 ■ decomposição e limpeza de dejetos;
 ■ purificação da água e do ar;
 ■ produção e renovação de solo fértil;
 ■ controle das enchentes e das secas;
 ■ polinização da vegetação;
 ■ controle de pestes comuns à agricultura;
 ■ dispersão de sementes e transferência de nutrientes;
 ■ manutenção da biodiversidade, que fornece elementos essenciais para 
agricultura, medicamentos e indústria em geral;
 ■ proteção dos raios ultravioletas do sol;
 ■ estabilidade, mesmo que parcial, do clima;
 ■ moderação de temperaturas e das forças do vento e das marés;
 ■ sustentação da diversidade cultural humana e a formação na humanidade 
de um senso estético de beleza, estímulo intelectual, e inspiração artística.
Os autores concluem que esses serviços dependem de uma infinidade de espécies 
e de um mínimo equilíbrio ambiental. O trabalho dessas espécies é natural e 
não traz ônus financeiro para a humanidade. Com a ruptura de processos natu-
rais, ocorre desestabilização da função dessas espécies e o custo para torná-los 
O financiamento é um importante instrumento de proteção ao meio ambiente, po-
dendo as instituições financeiras, públicas e privadas, contribuirem de forma signi-
ficativa para o desenvolvimento sustentável do país, por meio da inclusão da variá-
vel ambiental em suas políticas de concessão de crédito, assim compatibilizando 
o crescimento econômico com o meio ambiente. Para saber mais sobre o assunto, 
leia o artigo “As instituições financeiras e a proteção ao meio ambiente”, da autora 
Paula Bagrichevsky de Souza. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital 
do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
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https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/16501/1/PRArt160310_As%20instituicoes%20financeiras_compl_P_BD.pdf
TEMA DE APRENDIZAGEM 5
novamente efetivos é provavelmente incalculável. A citação, a seguir, resume a 
situação dessa nova disciplina (economia dos ecossistemas) no meio ambiental:
 “ [...] é uma disciplina (ainda em desenvolvimento) que busca com-
preender a dinâmica das mudanças nos ecossistemas, as alterações 
nos fluxos dos serviços por eles prestados e os impactos últimos 
sobre o bem-estar humano. Parte-se do princípio de que a atividade 
econômica, a qualidade de vida e a coesão das sociedades humanas 
são profundamente e irremediavelmente dependentes dos serviços 
gerados pelos ecossistemas, sendo premente o estudo da dinâmica 
de geração dos serviços ecossistêmicos e suas interações com as va-
riáveis humanas. Mais importante é conhecer de que forma fenôme-
nos antrópicos, como o crescimento econômico e o crescimento po-
pulacional, afetam a capacidade dos ecossistemas de gerar serviços 
essenciais à vida no planeta (ANDRADE; ROMEIRO, 2009, p. 1).
Mas, afinal, o que seria ecossistema? Nesse caso, cabe o conceito de estrutura 
ecossistêmica, que engloba indivíduos e comunidades da flora e da fauna, 
o que comumente chamamos de recursos bióticos, assim como sua idade 
e distribuição espacial com os recursos abióticos: combustíveis fósseis, mi-
nerais, terra e energia solar. Todos esses quesitos junto a uma determinada 
área fornecem as fundações sobre as quais os processos ecológicos ocorrem 
(TURNER; DAILY, 2008; DALY; FARLEY, 2004).
Finanças e meio ambiente estão intimamente conectados, pois a econo-
mia é dependente dos recursos naturais. Quanto mais desequilibrado fica 
o ecossistema, maior o custo para manter um padrão de qualidade de vida 
para a humanidade.
De acordo com Gilding (2011), para sustentar o atual consumismo e crescimento 
econômico, até 2030, precisaríamos de dois planetas Terra, e três ou quatro em 
2050. Conclui-se que a humanidade está destruindo a infraestrutura sobre a qual 
a economia foi construída. Sabendo de toda essa dependência da humanidade 
por recursos naturais, é bastante evidente que manter o funcionamento de toda a 
estrutura ecossistêmica tem um valor econômico alto.
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Uma pergunta aflige a humanidade há centenas de anos.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Nossos recursos ambientais aguentarão o crescimento populacional e econômico 
até quando?
Até hoje, não existe resposta clara e objetiva para essa pergunta. A busca por valorizar 
em termos econômicos os serviços ambientais ou ecossistêmicos, em teoria, ajudará 
a ter noção do quanto de perda econômica existe na degradação do meio ambiente.
Sabendo do prejuízo em números, há uma chan-
ce maior de diminuí-lo. O estabelecimento do siste-
ma capitalista, no qual vivemos e que funciona por 
meio da degradação ambiental, fez-se em cima de 
teorias neoclássicas, que procuraram legitimar cien-
tificamente a convicção de que o crescimento econômico e tecnológico é capaz de 
solucionar problemas de degradação ambiental com o passar do tempo (GROS-
SMAN; GRUEGER, 1994; FRIEDMAN, 2005).
A teoria econômica que melhor embasa esse pensamento é a chamada Curva 
Ambiental de Kuznets (CAK). Kuznets(1955) estabeleceu uma relação entre 
a distribuição individual de renda e a degradação ambiental.
Por meio de dados de crescimento e distribuição de renda dos Estados Uni-
dos, Inglaterra e Alemanha, o autor formulou uma curva em “U invertido”, que 
teoricamente indica que a distribuição individual da renda tende a ser pior nos 
primeiros estágios do crescimento econômico, mas fatores como o aumento do 
nível educacional e de consciência ambiental; mudanças na composição da pro-
dução e consumo; bem como sistemas políticos mais abertos, em teoria, tendem 
a melhorar com o tempo a renda per capita, distribuindo a renda e gerando um 
consumo mais consciente dos recursos naturais.
Sabendo do prejuízo 
em números, há 
uma chance maior 
de diminuí-lo
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
De acordo com Andrade e Romeiro (2009), não existe um consenso sobre a 
sustentação empírica das relações sugeridas pela Curva Ambiental de Kuznets. 
Existe uma infinidade de trabalhos que analisam as relações entre o crescimento 
econômico e a degradação ambiental ou a qualidade dos ecossistemas, o que 
demonstra uma enorme lacuna a ser preenchida no que diz respeito à compreen-
são dos impactos de fatores econômicos sobre os ecossistemas. Os inúmeros 
trabalhos científicos acerca do tema apontam para uma unanimidade científica 
a respeito da necessidade de maior harmonia entre o crescimento econômico 
e os ecossistemas, ou seja, a natureza, o meio ambiente (THE FOLLY..., 2008).
Para valorar os serviços ecossistêmicos, é importante separar em categorias as 
funções dos ecossistemas e também os serviços ao bem-estar da humanidade que 
essas funções ficam atreladas. De Groot, Wilson e Boumans (2002) separaram as 
funções dos ecossistemas em quatro categorias: funções de regulação, funções de 
habitat, funções de produção e funções de informação.
FUNÇÕES DE REGULAÇÃO
São funções relacionadas à capacidade dos ecossistemas de regularem processos 
ecológicos essenciais de suporte à vida. Todos esses processos são mediados pelos 
fatores abióticos e bióticos de um ecossistema. Tais funções são responsáveis por 
manter a saúde dos ecossistemas e têm impactos diretos e indiretos sobre as popu-
lações humanas. Exemplos: regulação de gás, de oferta de água, climática, nutrientes 
do solo e formação do solo e controle biológico.
FUNÇÕES DE HABITAT
São essenciais para a conservação biológica e genética, e para a preservação de 
processos evolucionários. Podem ser nominadas como função e refúgio, ou seja, 
espaços naturais em que há vida vegetal e animal, que possa abrigar função de ber-
çário, espaços naturais ideais para a reprodução de determinadas espécies, muitas 
vezes endêmicas de uma região ou migratórias, que possuem certas exigências para 
sua reprodução.
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FUNÇÕES DE PRODUÇÃO
São funções ligadas à capacidade dos ecossistemas de fornecerem alimentos e uma 
série de produtos para o consumo humano, a partir da produção de uma variedade 
de hidrocarbonetos, obtidos por meio de sistemas seminaturais, como as terras cul-
tivadas. Exemplos: produção de frutos, madeira, produtos farmacêuticos, cera, tinta, 
borracha, ornamentação, entre outros.
FUNÇÕES DE INFORMAÇÃO
São funções relacionadas à capacidade dos ecossistemas naturais de contribuírem para a 
manutenção da saúde humana, fornecendo reflexão, inspiração artística, enriquecimento 
espiritual, desenvolvimento cognitivo, recreação e experiência estética. Nessa categoria, 
incluem-se: conhecimento estético, recreação e turismo/ecoturismo, inspiração cultural e 
artística, informação histórica e cultural, além de informações culturais e científicas.
Existem diversas classificações de categorias de funções, determinadas segundo 
vários autores. Na categorização exposta aqui, entretanto, De Groot, Wilson e 
Boumans (2002) demonstram as categorias de forma didática e funcional.
Segundo a Avaliação do Milênio dos Ecossistemas (2003), os serviços 
ecossistêmicos:
 “ [...] são os benefícios que as pessoas adquirem dos ecossistemas, 
os quais são descritos pela MA como serviços de produção, de 
regulação, de suporte, e culturais. Os serviços de ecossistemas 
incluem produtos como alimento, combustível e fibra; serviços 
de regulação como regulação do clima e controle de doenças; e 
benefícios não materiais como benefícios espirituais ou estéticos. 
Mudanças nesses serviços afetam o bem-estar humano de várias 
formas (MA, 2003, p. 12, tradução nossa).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Antes de entender a importância dos serviços ecossistêmicos para o bem-estar 
humano, é necessário compreender o que é esse conceito. O bem-estar humano 
representa múltiplos constituintes que incluem o básico para uma boa qualidade 
de vida, como: saúde (força, sensação de bem-estar, acesso a ar e água limpos), 
segurança (segurança pessoal, acesso a recursos, proteção contra desastres), 
bom relacionamento social (respeito mútuo e capacidade de ajudar o próximo), 
condições materiais mínimas para viver bem (habitação adequada, nutrição ali-
mentar suficiente, proteção) e liberdade de escolha (oportunidade de alcançar o 
que o indivíduo valoriza fazer e ser).
APROFUNDANDO
Os serviços ecossistêmicos podem ser categorizados de forma semelhante às 
funções e, evidentemente, interligados às funções e serviços.
As categorias dos serviços ecossistêmicos são:
SERVIÇOS DE REGULAÇÃO
São ligados às funções de regulação. Exemplos: manutenção da qualidade do ar, 
regulação climática, controle de erosão, purificação de água, tratamento de resíduos, 
regulação de doenças humanas, regulação biológica, polinização e proteção de 
desastres, entre outros. Sua avaliação não se dá pelo seu nível de produção, mas sim 
pela análise da capacidade dos ecossistemas de regularem determinados serviços.
SERVIÇOS DE SUPORTE
Também ligados às funções de regulação, incluem as funções de habitat. Como 
exemplos, podemos citar: a produção primária (matéria orgânica fixada pelos seres 
autótrofos), produção de oxigênio atmosférico, formação e retenção de solo, cicla-
gem de nutrientes, ciclagem da água e provisão de habitat.
SERVIÇOS DE PROVISÃO
Ligados às funções de produção, referem-se aos produtos obtidos dos ecossiste-
mas, tais como: alimentos e fibras, madeira para combustível e outros materiais, que 
servem como fonte de energia, recursos genéticos, produtos bioquímicos, medici-
nais e farmacêuticos, recursos ornamentais e água.
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SERVIÇOS CULTURAIS
Ligados às funções de informação, incluem também a diversidade cultural, uma vez 
que a diversidade dos ecossistemas influencia a multiplicidade de culturas huma-
nas, valores religiosos e espirituais, geração de conhecimento (científico e cultural), 
valores educacionais e estéticos, entre outros.
MÉTODOS DE VALORAÇÃO DE SERVIÇOS AMBIENTAIS
Existe uma necessidade permanente para a valoração dos serviços ambien-
tais, pois a ausência de preço desses serviços contribui em muito para o 
uso excessivo dos recursos naturais. Colocar preço nessa mercadoria, po-
rém, é bastante complexo e exige muito estudo e metodologias diversas 
(NOGUEIRA; MEDEIROS; ARRUDA, 2000).
De acordo com Andrade e Romeiro (2009, p. 20), “o exercício de valorar os 
ecossistemas significa captar o valor dos serviços por ele gerados”.
As expectativas de um método (ou vários) que seja completamente eficaz para 
esse tipo de valoração devem ser moderadas, pois antes do valor econômico, é 
necessário entender e medir os efeitos físicos, químicos e biológicos das ativida-
des de um ecossistema, que já tem uma complexidade imensa.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
A segunda razão é que existe muita imperfeição ao imputar valores monetá-
rios a bens e serviços não transacionados em mercados com métodos empíricos e 
conceitos disponíveis. É importante salientar que sempre existirão aspectos sobre 
a qualidade ambiental e os sistemas naturais (ecossistemas) que são importantes 
para a sociedade, mas que não podemser prontamente valorados em termos 
econômicos (HUFSCHMIDT et al., 1983).
Valoração Econômica do Meio Ambiente
O livro traz métodos de valoração econômica do meio ambien-
te. De acordo com os autores, os métodos apresentados de-
pendem diretamente das escolhas dos indivíduos (Método de 
Valoração Contingente – MVC) ou indiretamente, por meio dos 
bens e serviços complementares (Método Custos de Viagem – 
MCV e Método Preços Hedônicos – MPH).
INDICAÇÃO DE LIVRO
Abordagem econômica
Existem várias abordagens para a valoração dos serviços ambientais. A mais 
utilizada seria a econômica, porém, é considerada reducionista, pois verifica 
apenas o aspecto econômico, desconsiderando outras fontes de valores não 
associadas à utilidade para a humanidade.
De uma maneira geral, os métodos de valoração econômica ambiental são 
utilizados para estimar os valores que as pessoas atribuem aos recursos ambien-
tais, com base em suas preferências individuais A literatura econômica conven-
cional sugere que o valor de um bem ou serviço ambiental pode ser mensurado 
por meio da preferência individual pela preservação, conservação ou utilização 
desse bem ou serviço (NOGUEIRA; MEDEIROS; ARRUDA, 2000).
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Um conjunto de gostos e preferências por indivíduo é o que comumente será 
usado na valoração de todo e qualquer bem ou serviço, incluindo os ambientais. 
Para os serviços ambientais, é feita uma distinção entre o valor de uso e o valor 
de não uso (PEARCE; TURNER, 1990).
 ■ O valor de uso: refere-se ao uso efetivo ou potencial que o recurso pode 
prover.
 ■ O valor de não uso: ou valor intrínseco, ou valor de existência, reflete 
um valor que reside nos recursos ambientais, independentemente de uma 
relação com os seres humanos, de uso efetivo no presente ou de possibi-
lidades de uso futuro. (MOTTA, 1997). Como exemplo, podemos citar 
a preservação de uma área florestal, pois ela possui uma importância 
enraizada, um valor que desperta o interesse por garantir a sua existência, 
mesmo que esteja longe e não seja usufruída de forma direta.
A partir dessa distinção inicial, novos detalhamentos são paulatinamente incor-
porados. Desse modo, o valor de uso é subdividido em valor de uso propriamente 
dito, valor de opção e valor de quase opção.
Figura 1 – Serviço ambiental de fornecimento de água – uso de recurso natural
Descrição da Imagem: fotografia de uma torneira de metal na cor prata; dela escorre água limpa. O fundo da 
imagem está desfocado e as cores aparentes na imagem são preta e branca. Fim da descrição.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
O valor de opção se refere ao valor da disponibilidade do recurso ambiental 
para uso futuro, e demonstra economicamente como a preservação do recurso 
ambiental impacta positivamente o coletivo. Por exemplo: preservar as árvores 
garante sombra, abrigo, alimento e regulação de chuvas.
Já o valor de quase opção representa o valor de reter as opções de uso futuro 
do recurso, dada uma hipótese de crescente conhecimento científico, técnico, 
econômico ou social sobre as possibilidades futuras do recurso ambiental sob 
investigação.
Considerando os tipos de valores apresentados, pode-se distinguir os seguintes 
componentes do Valor Econômico Total (VET) de um bem ou serviço ambiental, 
VET = valor de uso + valor de opção + valor de quase opção + valor de existência 
(NOGUEIRA; MEDEIROS; ARRUDA, 2000).
São várias as metodologias de abordagem econômica que utilizam essa visão 
metodológica básica, porém, o valor econômico total do meio ambiente não fica 
integralmente revelado, pois muitos de seus componentes não são comerciali-
zados no mercado e os preços dos bens econômicos não refletem o verdadeiro 
valor da totalidade dos recursos usados na sua produção, ou seja, fica faltando 
outras abordagens para um cálculo mais fidedigno.
Acesse o material Quanto Vale o Verde: a importância econômica das unidades de 
conservação brasileiras. A publicação traz resultados do estudo sobre a contribui-
ção que a proteção das áreas verdes pode trazer para a economia nacional, a partir 
dos benefícios dos bens e serviços oferecidos, de maneira efetiva ou potencial pe-
las unidades de conservação brasileiras, considerando todas as regiões e biomas 
no período de 2006 a 2016. Entre eles, estão os produtos florestais, o uso público 
das áreas protegidas, o estoque de carbono, a produção de água, a proteção dos 
solos e a geração de receita tributária para municípios. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
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https://www.funbio.org.br/wp-content/uploads/2018/08/Quanto-vale-o-verde.pdf
Abordagem ecológica
Outra abordagem é a ecológica, que é reconhecida pelo fato de não utilizar as 
preferências humanas. Com isso, os serviços ecossistêmicos ficam sendo produ-
tos físicos e não físicos produzidos pela natureza independentemente do seu rela-
cionamento com a espécie humana. Formam preços análogos aos de mercado. A 
diferença está no fato de que os preços ecológicos medem valores em termos de 
interdependências biofísicas dos ecossistemas, enquanto os preços de mercado 
são baseados nas preferências dos consumidores e em outros fatores determi-
nantes para o valor de troca de uma mercadoria nos mercados convencionais.
Figura 2 – Turbina eólica – uso do vento para produção de energia elétrica – uso de recurso natural
Descrição da Imagem: fotografia de uma paisagem com um campo verde, algumas árvores e montanhas ao fundo. 
No campo verde, há uma turbina eólica. O céu está azulado, parcialmente encoberto por nuvens acinzentadas. 
Fim da descrição.
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Abordagem sociocultural
A abordagem sociocultural considera valores dos ecossistemas vinculados à 
categoria dos serviços culturais, podendo ser apenas parcialmente capturados 
pelas técnicas da valoração econômica. Todavia, devido a dimensões de valores 
intrínsecos atribuídos aos ecossistemas por algumas sociedades, é impossível 
capturar a totalidade desses valores, sendo necessária a aplicação de outros mé-
todos, como a avaliação participatória (participatory assessment) ou a valoração 
grupal (group valuation).
Abordagem dinâmico-integrada
Para chegar a uma valoração mais real, o ideal seria a junção das abordagens, que 
é comumente chamada de abordagem dinâmico-integrada.
Segundo Costanza (2001), a integração das várias abordagens significa um 
novo paradigma transdisciplinar de valoração, no qual sejam considerados os ob-
jetivos de sustentabilidade ecológica, justiça distributiva e eficiência econômica. 
Existem muitas similaridades e discordâncias entre os pensamentos ecológicos e 
econômicos que dificultam em muito a consolidação de uma metodologia, con-
siderando uma abordagem dinâmica e integrada. Atualmente, existe um modelo 
econômico-ecológico que se aproxima desse tipo de abordagem. O chamado Glo-
bal Unified Metalmodel of the Biosphere (Gumbo), formulado por Boumans et 
al. (2002). A ferramenta desenvolvida tem por objetivo modelar as complexas e 
dinâmicas ligações entre os sistemas social, econômico e biofísico em escala global, 
focando nos serviços ecossistêmicos e sua contribuição para o bem-estar humano.
Economia Ambiental
O livro possui uma linguagem mais técnica, mas os leitores en-
contrarão um farto material para quem gosta ou quer aprender 
sobre o assunto. O autor analisa as seguintes situações, todas 
brasileiras: o custo do desmatamento na Amazônia; políticas de 
redução do lixo e reaproveitamento de sucatas; a valorização 
econômica da água; e o valor do Parque Estadual do Morro do 
Diabo, no interior de São Paulo.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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Fica claro que chegar a um valor de um ecossistema é algo complexo, não exis-
tindo ainda um método unânime que forneça valores que simbolizem de modo 
integral o valor de tantos recursos e serviços fornecidos pelas áreas naturais. O 
assunto é complexo e exige disciplina especial para tratamento, mas expõealgu-
mas noções básicas do assunto e o andamento da evolução dessa nova disciplina.
A valoração de um recurso ambiental não implica a possibilidade 
de adquiri-lo como uma mercadoria, mediante pagamento de um preço 
estabelecido. Em vez disso, essa abordagem busca fornecer suporte para a 
implementação de políticas de conservação ambiental. Do ponto de vista 
econômico, essa metodologia viabiliza a comparação de custo-benefício entre 
diferentes alternativas em relação ao uso desse recurso ambiental.
Para compreender mais sobre essa comparação (custo-benefício), convidamos 
para a leitura de um estudo conduzido pelo Fundo Monetário Internacional e pela 
Universidade de Duke, em colaboração com o Projeto Baleia Jubarte e a Great 
Whale Conservancy (GWC), que buscou estimar o valor econômico das baleias vi-
vas. Acesse o artigo “Baleias vivas geram bilhões de dólares ao país em serviços 
ecossistêmicos”, de Daniele Bragança, e boa leitura. Recursos de mídia disponí-
veis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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https://oeco.org.br/reportagens/baleias-vivas-geram-bilhoes-de-dolares-ao-pais-em-servicos-ecossistemicos/
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NOVOS DESAFIOS
Neste momento, queremos criar conexões de todo o conhecimento construído 
até agora e atrelá-los ao futuro ambiente profissional de nossos estudantes. Des-
se modo, você, organizador, adaptará o texto de forma que a teoria e a prática se 
conectem, focando principalmente no mercado de trabalho e suas perspectivas.
Sabemos que existe uma necessidade permanente para a valoração dos servi-
ços ambientais, pois a ausência de preço desses serviços contribui em muito para 
o uso excessivo e sem cuidado dos recursos naturais. No entanto, colocar preço 
em um recurso natural é bastante complexo, exige muito estudo, metodologias 
diversas e uma equipe multidisciplinar que conheça o recurso natural com mais 
profundidade, sua importância para o ecossistema e para as pessoas.
O ideal é conhecer bem as diversas metodologias existentes, verificar qual delas 
tem sido mais utilizada em casos semelhantes e verificar se, realmente, trata-se da 
melhor opção a ser aplicada ao contexto em questão, bem como formar uma equipe 
multidisciplinar que seja composta por profissionais especialistas nos aspectos a 
serem avaliados.
Baseado em nossos estudos, para resolver a situação-problema apresentada an-
teriormente, você poderia utilizar:
 ■ Categorias de funções dos ecossistemas (regulação, habitat, produção 
e/ou informação) para serviços ambientais ou serviços ecossistêmicos.
 ■ Categorias de serviços ecossistêmicos (regulação, suporte, provisão e 
culturais) para serviços ambientais.
Pode, ainda, utilizar as metodologias de valoração dos serviços ambientais:
 ■ Abordagem econômica (VET = valor de uso + valor de opção + valor de 
quase opção + valor de existência): é uma das metodologias mais utiliza-
das embora não resulte em um valor monetário específico. No entanto, 
com o auxílio de uma equipe multidisciplinar, pode se aproximar de um 
valor monetariamente quantificável.
 ■ Abordagem ecológica;
 ■ Abordagem sociocultural;
 ■ Abordagem dinâmico-integrada.
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Após os estudos desses métodos de valoração, você poderia aplicar um ou 
mais deles para depois inseri-los como parte do projeto.
Vamos supor que você se indague a respeito das seguintes considerações 
pertinentes ao caso da empresa:
 ■ Como avaliar os custos associados à reposição da água utilizada 
no processo produtivo, considerando alternativas para garantir a 
disponibilidade hídrica?
 ■ Como estabelecer um valor econômico para os benefícios sociais do 
rio, como o abastecimento da cidade, atividades de lazer e turismo?
 ■ Como calcular os custos associados à mitigação de eventuais impac-
tos negativos gerados pela empresa no rio e na comunidade local?
Ao analisar os métodos de valoração, decida aplicar o método de abordagem 
econômica por ser um dos métodos mais utilizados e que tem produzido 
os melhores resultados para os contextos semelhantes e responda aos seus 
questionamentos. Uma possível estruturação seria a seguinte:
Avaliação dos custos de reposição hídrica:
1. Identificação das fontes alternativas de água disponíveis para a reposição.
2. Avaliação dos custos de captação, tratamento e transporte da água 
alternativa.
3. Comparação dos custos associados à reposição com os custos atuais 
de utilização do rio.
4. Consideração de medidas de eficiência no uso da água para reduzir 
os custos.
Estabelecimento do valor econômico para os benefícios sociais:
1. Identificação dos benefícios sociais proporcionados pelo rio (abaste-
cimento da cidade, lazer, turismo).
2. Pesquisa de estudos econômicos ou levantamento de dados que as-
sociem esses benefícios a valores monetários.
3. Entrevistas ou pesquisas de opinião para compreender a percepção 
da comunidade sobre esses benefícios.
4. Agregação dos valores encontrados para estabelecer o valor econômico 
total.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Cálculo dos custos de mitigação de impactos negativos:
1. Identificação dos impactos negativos gerados pela empresa no rio e na 
comunidade.
2. Consulta a estudos e especialistas para entender as melhores práticas de 
mitigação.
3. Estimativa dos custos associados à implementação dessas medidas de 
mitigação.
4. Comparação dos custos de mitigação com os custos potenciais de não 
tomar medidas.
Esses passos fornecem uma estrutura para analisar, quantificar e comparar os 
diferentes aspectos econômicos relacionados ao uso do rio pela empresa, consi-
derando tanto os custos quanto os benefícios associados.
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1. Para valorar os serviços ecossistêmicos, é importante separar em categorias as funções 
dos ecossistemas e também os serviços ao bem-estar da humanidade que essas funções 
ficam atreladas. As funções dos ecossistemas são separadas em quatro categorias para 
facilitar a compreensão da valoração dos serviços ecossistêmicos. Uma das funções está 
ligada à capacidade dos ecossistemas de fornecer alimentos e uma série de produtos para 
o consumo humano (DE GROOT; WILSON; BOUMANS, 2002).
Diante do exposto, identifique o nome da função do ecossistema descrita no texto:
a) Funções de sobrevivência.
b) Funções de informação.
c) Funções de produção.
d) Funções de regulação.
e) Funções de habitat.
2. Considere a situação de ser proprietário de uma árvore adulta de pau-brasil, cultivada em 
seu próprio jardim. Suponha que você receba uma oferta de compra para essa árvore, no 
montante de R$ 1.520. Você a venderia? Esse valor seria suficiente. Agora, adicione um 
contexto histórico à equação: essa árvore foi plantada no dia do seu nascimento pelo seu 
avô, que já faleceu. Diante desse cenário, o valor oferecido seria realmente adequado 
para compensar o significado sentimental e histórico que a árvore possui para você? Essa 
reflexão não se restringe apenas ao âmbito pessoal. Imagine a mesma árvore, mas agora lo-
calizada em uma reserva de mata atlântica. Se, hipoteticamente, ela fosse alvo de extração 
ilegal por madeireiros, qual deveria ser o valor da multa a ser aplicada? (LUCARELLI, 2020).
O contexto apresentado no texto-base se refere ao estudo de:
a) Valor econômico do meio ambiente.
b) Métodos de valoração do meio ambiente.
c) Como valorar os recursos ambientais.
d) Diagnóstico ambiental.
e) Funções de serviços ecossistêmicos.
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3. De acordo com a Lei 9.985/2000, uma reserva biológica tem como objetivo a preserva-
ção integral da biota (conjunto de seres vivos que ocupam a reserva) e demais atributos 
naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações am-
bientais. Segundo o que diz a legislação: “[...] É proibida a visitaçãopública, exceto aquela 
com objetivo educacional, de acordo com regulamento específico” (BRASIL, 2000, art. 10º, 
§2º). Atendendo à lei, a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, localizada no litoral de 
Santa Catarina, foi criada para proteger a flora, fauna, os recursos hídricos e o manejo de 
recursos naturais. Além disso, contribui para o desenvolvimento de pesquisas científicas, 
manutenção do equilíbrio climático e ecológico, e preservação de recursos genéticos. 
Esse patrimônio representa um importante instrumento para a sobrevivência de muitas 
espécies, inclusive a humana (ICMBIO, 2024).
Diante do contexto apresentado, analise as afirmativas a seguir:
I - A reserva apresenta as funções de produção para valoração de serviços ecossistêmicos, 
pois seus objetivos estão ligados à capacidade dos ecossistemas de fornecer alimentos 
e uma série de produtos para o consumo humano obtidos por meio de sistemas semi-
naturais, como as terras cultivadas.
II - A reserva apresenta as funções de informação para valoração de serviços ecossistêmi-
cos, pois seus objetivos estão relacionados ao desenvolvimento cognitivo, recreação e 
ecoturismo).
III - A reserva apresenta as funções de regulação para valoração de serviços ecossistêmicos, 
pois seus objetivos estão relacionados à capacidade dos ecossistemas de regularem 
processos ecológicos essenciais de suporte à vida como regulação da oferta de água, 
climática, entre outros.
IV - A reserva apresenta as funções de habitat para valoração de serviços ecossistêmicos, 
pois seus objetivos estão relacionados à conservação biológica e genética, e à preser-
vação de processos evolucionários.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ANDRADE, D. C.; ROMEIRO, A. R. Serviços ecossistêmicos e sua importância para o sistema eco-
nômico e o bem-estar humano. Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp, 
Campinas, n. 155, p. 1-44, fev. 2009. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/deta-
lhe/1211804. Acesso em: 15 fev. 2024.
BOUMANS, R. et al. Modeling the dynamics of the integrated earth system and the value of 
global ecosystem services using the GUMBO model. Ecological Economics, [s. l.], v. 41, n. 3, p. 
529-560, 2002.
COSTANZA, R. Visions, values, valuation, and the need for an ecological economics. BioScience, 
[s. l.], v. 51, n. 6, p. 459-468, 2001.
DAILY, G. C. Introduction: what are ecosystem services. In: DAILY, G. C. (ed.). Nature’s services: 
societal dependence on natural ecosystems. Washington: Island Press, 1997, p. 1-10.
DALY, H. E.; FARLEY, J. Ecological economics: principles and applications. Washington: Island 
Press, 2004.
DE GROOT, R. S.; WILSON, M. A.; BOUMANS, R. M. J. A typology for the classification, description 
and valuation of ecosystem functions, goods and services. Ecological Economics, [s. l.], v. 41, n. 
3, p. 393-408, 2002.
FRIEDMAN, B. The moral consequences of economic growth. New York: Random House, 2005.
GILDING, P. The Great Disruption: why the climate crisis will bring on the end of shopping and 
the birth of a new world. New York: Bloomsbury Press, 2011.
GROSSMAN, G. M.; KRUEGER, A. B. Economic growth and the environment. The Quarterly Jour-
nal of Economics, [s. l.], v. 110, n. 2, p. 353-377, 1995.
HUFSCHMIDT, M. M. et al. Environment, natural systems, and development: an economic 
valuation guide. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1983.
KUZNETS, S. Economic growth and income inequality. The American Economic Review, [s. l.], 
v. 45, n. 1, p. 1-28, 1955.
MA – MILLENNIUM ECOSYSTEM ASSESSMENT. Ecosystem and Human Well-Being: a frame-
work for assessment. Washington, DC: Island Press, 2003.
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5
REFERÊNCIAS
MOTTA, R. S. da. Manual para valoração econômica de recursos ambientais. Rio de Janeiro: 
Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: MMA – Ministério do Meio Ambiente e Mudan-
ça do Clima: PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento: CNPq – Conselho 
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, 1997.
NOGUEIRA, J. M.; MEDEIROS, M. A. A.; ARRUDA, F. S. T. Valoração econômica do meio ambiente: 
ciência ou empiricismo? Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, DF, v. 17, n. 2, p. 81-115, 
2000.
PEARCE, D.; TURNER, R. Economics of natural resources and the environment . Baltimore: The 
Johns Hopkins University, 1990.
THE FOLLY of growth: how to stop the economy killing the planet. New Scientist, London, n. 
2678, 18 oct. 2008. Special Issue.
TURNER, R. K.; DAILY, G. C. The ecosystem services framework and natural capital conservation. 
Environmental and Resources Economics, [s. l.], v. 39, n. 1, p. 25-35, 2008.
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1. Opção C. 
A alternativa A – funções de sobrevivência – está incorreta, pois não faz parte das quatro 
categorias das funções para valoração dos serviços ecossistêmicos proposta pelos au-
tores. A alternativa B – funções de informação – está incorreta, pois essas funções estão 
relacionadas à capacidade dos ecossistemas naturais de contribuírem para a manutenção 
da saúde humana, fornecendo reflexão, inspiração artística, enriquecimento espiritual, 
desenvolvimento cognitivo, recreação e experiência estética. A alternativa C – funções de 
produção – está correta, pois estão ligadas à capacidade dos ecossistemas de fornecer 
alimentos e uma série de produtos para o consumo humano, a partir da produção de uma 
variedade de hidrocarbonetos, obtidos por meio de sistemas seminaturais, como as terras 
cultivadas. A alternativa D – unidade de regulação – está incorreta, pois essas funções estão 
relacionadas à capacidade dos ecossistemas de regularem processos ecológicos essenciais 
de suporte à vida. A alternativa E – funções do habitat – está incorreta, pois essas funções 
são aquelas essenciais para a conservação biológica e genética, e para a preservação de 
processos evolucionários.
2. Opção A. 
A alternativa A – valor econômico do meio ambiente – está correta, uma vez que a questão 
aborda diretamente o dilema do valor econômico atribuído a um recurso ambiental, no caso, 
uma árvore de pau-brasil, e questiona se o valor oferecido seria suficiente, considerando 
aspectos pessoais e históricos. A alternativa B – métodos de valoração do meio – está in-
correta, pois embora esteja relacionada ao valor econômico do meio ambiente, a questão 
não aborda diretamente métodos específicos de valoração, mas sim a reflexão sobre o valor 
em si. A alternativa C – como valorar os recursos ambientais – está incorreta, uma vez que a 
questão não explora métodos ou técnicas específicas para valorar recursos ambientais, mas 
sim a reflexão sobre o valor de um recurso específico em um contexto pessoal e histórico. A 
alternativa D – diagnóstico ambiental – está incorreta, pois o texto não trata de um diagnós-
tico ambiental, que geralmente envolve a análise de condições e impactos ambientais, mas 
sim da avaliação subjetiva do valor de um recurso. A alternativa E – funções dos serviços 
ecossistêmicos – está incorreta, pois embora envolva um recurso natural (uma árvore) e seu 
valor, a questão não aborda diretamente as funções dos serviços ecossistêmicos, que se 
referem aos benefícios que os ecossistemas proporcionam.
GABARITO
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3. Opção C. 
A afirmativa I está incorreta, pois a descrição da reserva não menciona explicitamente as 
funções de produção, como fornecimento de alimentos e produtos para consumo humano. 
A afirmativa II está incorreta, pois pela legislação apresentada, a reserva biológica não pode 
ser aberta à visitação pública, exceto para fins educacionais, sendo assim, atividades como 
recreação e turismo não são aceitas. A afirmativa III está correta, pois a descrição destaca a 
contribuição da reserva para o desenvolvimento de pesquisas científicas, manutenção do 
equilíbrio climático e ecológico, e preservaçãode recursos genéticos, que são funções de 
regulação. A afirmativa IV está correta, pois a reserva foi criada para proteger a flora, fauna, 
os recursos hídricos e o manejo de recursos naturais, contribuindo para a conservação 
biológica e genética, o que se relaciona com as funções de habitat.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE 
PROJETOS AMBIENTAIS 
Identificar os elementos básicos que compõem a estrutura escrita de um projeto ambiental.
Conhecer e compreender os passos básicos para implementação e avaliação de projetos 
ambientais.
Entender a importância da avaliação para o sucesso de projetos ambientais.
Identificar os componentes de uma equipe elaboradora de EIA/RIMA exigidos por lei.
Compreender a importância de se trabalhar com uma equipe multidisciplinar na execução 
de projetos ambientais.
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INICIE SUA JORNADA
Imagine que você é um profissional recém-formado em engenharia ambiental, e 
está prestes a ingressar em uma empresa renomada na área de projetos ambien-
tais. Ao analisar a complexidade dos projetos com os quais a empresa trabalha, no 
entanto, você percebe a vasta diversidade de normas, licenciamentos e exigências 
burocráticas envolvidas. Como lidar com essa complexidade e garantir o sucesso 
na execução dos projetos ambientais, considerando a variedade de requisitos e a 
necessidade de aprovação por órgãos públicos ou financiadores?
A resolução dessa situação-problema é fundamental para o sucesso profis-
sional e para o êxito dos projetos ambientais. A experiência profissional e um 
gerenciamento eficaz se tornam elementos-chave para enfrentar a burocracia 
e atender às normas exigidas. A falta de cumprimento desses requisitos pode 
não apenas comprometer a viabilidade dos projetos, mas também resultar em 
impactos negativos no meio ambiente e na reputação da empresa.
Vamos considerar situações práticas em que os futuros profissionais da área 
ambiental poderiam se deparar. Por exemplo, vamos pensar em um projeto de 
implantação de uma unidade de conservação: quais normas específicas seriam 
relevantes? Como seria o processo de licenciamento ambiental? Quais desafios 
poderiam surgir ao lidar com órgãos públicos ou financiadores? Quais possíveis 
caminhos para solucionar esses desafios, considerando a importância da expe-
riência profissional e do gerenciamento eficiente?
Vamos refletir sobre a situação apresentada e as possíveis experiências práti-
cas. É importante considerar a importância do aprendizado contínuo e da atuali-
zação constante diante das mudanças nas normas e regulamentações ambientais. 
Além disso, é necessário analisar como a eficácia na gestão de projetos pode 
contribuir não apenas para o sucesso profissional, mas também para a promoção 
da sustentabilidade e conservação ambiental.
Como futuro profissional, de que maneira você planeja enfrentar esses desafios 
e contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio de projetos ambientais?
Você sabe qual é a importância da equipe multidisciplinar para a implantação e ava-
liação dos projetos ambientais? Se a resposta não está clara para você, não se preo-
cupe! Ouça nosso podcast para aprender um pouco mais sobre o assunto! Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS AMBIENTAIS
Existe uma variedade muito grande de projetos ambientais, sejam eles voltados 
ao licenciamento ambiental, às exigências ISO, à conservação (como de unidades 
de conservação), às pesquisas científicas, entre outros. Como a variedade de tipos 
de projetos é enorme, atualmente é muito valorizada a experiência profissional, 
pois facilita o encaminhamento dos projetos e sua execução. Um fato importante 
de se mencionar é que os projetos ambientais quase sempre estão vinculados à 
aprovação de órgãos públicos ou órgãos financiadores.
Com isso, existem muitas normas a serem seguidas e uma burocracia 
enorme para a implantação ou execução de projetos ambientais. Dessa ma-
neira, torna-se crucial uma equipe de qualidade profissional e um excelente 
gerenciamento desses projetos.
Os projetos ambientais normalmente vão seguir 
termos de referência ou mesmo normas preestabele-
cidas por financiadores, universidades, ONGs, entre 
outros órgãos. Sendo assim, não existe uma receita 
de bolo. Cada projeto terá suas características pró-
prias, forma de coordenação, implantação, objetivos, 
justificativas, equipe e metodologia. Os projetos, em sua definição básica, são 
documentos que descrevem metodologias, técnicas e as ações a serem feitas para 
se chegar a um determinado objetivo, porém, no mercado ambiental, chama-se 
de projeto ambiental não apenas essa proposta inicial, o termo acaba por englo-
bar relatórios finais, relatórios de diagnóstico, entre vários outros documentos.
Normalmente em trabalhos ambientais como um EIA/RIMA, chamamos projeto 
final, ou relatório final, a união de vários projetos, que ficam consolidados para atingirem 
um objetivo em comum. Em praticamente todos os diagnósticos ambientais de proje-
tos, acontece o mesmo. Vários projetos, várias metodologias são unidas com o objetivo 
comum de caracterizar uma ampla área, uma região de estudo e definir seu zoneamento 
legal, seus passivos ambientais, os prováveis impactos e outros aspectos. A estruturação 
e redação desses vários projetos, que no final acabam unidos, seguem os padrões básicos 
de projetos científicos com algumas pequenas modificações em casos específicos.
Os projetos 
ambientais 
normalmente vão 
seguir termos de 
referência
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Os elementos básicos que compõem a estruturação e redação dos projetos nor-
malmente são: identificação do projeto; identificação da equipe responsável pela ela-
boração do projeto; caracterização do problema e justificativa; objetivo geral; objetivos 
específicos; metodologia; resultados; orçamento e conclusões; referências e anexos.
IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
Deve conter o título do projeto, o local em que será implementado e a data da elaboração.
IDENTIFICAÇÃO DA EQUIPE RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PROJETO
Além dos nomes, deve incluir as anotações de responsabilidade técnica.
CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA
A elaboração de um projeto se dá pela introdução do que pretendemos resolver ou 
transformar. Esse problema deve ser delimitado e caracterizado para conhecermos 
suas dimensões, origens, histórico, implicações e outras informações. Para essa 
caracterização, é usual a realização de uma revisão bibliográfica de trabalhos se-
melhantes e de caracterização de áreas similares. Essa prática acaba por dar maior 
intimidade com o tema. A justificativa deve responder: por que executar o projeto? 
Por que ele deve ser implementado?
OBJETIVO GERAL
É a meta final, normalmente de longo alcance. Em geral, o primeiro e maior objetivo 
do pesquisador é o de obter uma resposta satisfatória ao seu problema de pesquisa.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
São objetivos orientados pelo objetivo geral, ou seja, metas específicas dentro do 
trabalho, que somadas conduzirão ao desfecho do objetivo geral.
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METODOLOGIA
Trata-se dos métodos que serão utilizados para atingir os objetivos, que devem ser 
explicitados de forma minuciosa para garantir transparência na realização do projeto.
RESULTADOS
Normalmente, os resultados são expostos no relatório final. Nos projetos, geral-
mente, temos apenas os resultados esperados, pois a ideia de projeto é a proposta 
para se chegar aos resultados. Porém, no mercado ambiental, muitas vezes, vários 
projetos compõem um projeto maior, sendo assim, resultados de projetos internos 
são necessários.
ORÇAMENTO E CONCLUSÕES
Se o projeto compõe uma proposta de execução, entram os orçamentos, mas se a 
iniciativa se tratar de um projeto complementar dentro de ummaior, é importante 
constar as conclusões.
REFERÊNCIAS
Trata-se da lista de bibliografias utilizadas para elaboração do projeto.
ANEXOS
São os documentos a serem incluídos no projeto.
Normalmente, chamamos de projeto ambiental a união de vários projetos e 
sua execução com uma finalidade em comum, como o licenciamento de um 
empreendimento.
Alguns passos devem ser seguidos para a implantação desses amplos pro-
jetos ambientais: a análise de necessidades, a organização da coleta dos dados, 
a organização dos relatórios, a formação da equipe de trabalho e a avaliação de 
projetos ambientais.
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Análise das necessidades
Quando um projeto ambiental é solicitado ou existe a intenção de se elaborar um, 
a primeira questão a ser verificada é se existem outras iniciativas semelhantes já 
executadas que facilitem a elaboração. Assim, é possível ter noção das necessi-
dades básicas. Se for um projeto para licenciamento ambiental, é importante ve-
rificar as exigências do termo de referência e analisar o tipo de empreendimento 
e suas características, bem como fazer uma análise das exigências legais.
Outro aspecto importante é analisar as possíveis áreas de estudo e tentar respon-
der às seguintes perguntas: qual o tamanho da área a ser estudada (diagnosticada)? 
As questões de logística e acesso à área são complexas? Qual o uso do solo nessa área 
(existem florestas, rios, lagos, áreas antropizadas e plantios agrícolas)? Para responder 
essas questões, atualmente, ferramentas como o Google Earth ajudam em muito, 
porém, uma visita em campo antes de fazer o orçamento é sempre funcional.
Resumindo, as seguintes questões devem ser respondidas em relação ao projeto:
 ■ Existem projetos semelhantes já executados?
 ■ Quais as exigências do termo de referência ou normas de execução?
 ■ Qual o empreendimento pretendido?
 ■ Qual a atividade a ser desenvolvida?
 ■ Quais são as exigências legais?
 ■ Quais são as áreas de estudo?
 ■ Qual é o uso do solo na/nas área/áreas de estudo?
 ■ Qual o zoneamento dessa área de estudo?
 ■ Como será a logística e o acesso?
Com as respostas dessas perguntas, será possível definir a equipe, um orçamento 
geral preliminar para o projeto e um cronograma prévio de execução. Obviamente, 
para chegar a esses resultados, serão necessárias reuniões de planejamento de méto-
dos de estudos, tempo de coleta de dados, bem como ajustes logísticos, entre outros.
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Organização da coleta de dados
Normalmente, em um projeto ambiental, são necessárias várias expedições de 
campo, variados meios a serem estudados (meio social-econômico, meio abiótico 
e meio biótico) e várias equipes de campo diferentes. É comum acontecer de a 
equipe ir em datas diferentes à campo, pois alguns dados a serem levantados 
podem ser facilitados em épocas de seca, chuva ou mesmo por questões logísticas.
Durante as expedições de campo, dois meios são normalmente estudados. O 
meio biótico e o meio abiótico. De acordo com o portal Ambiente Brasil (2021b), 
o meio biótico se refere à fauna e à flora de uma região consideradas como um 
todo. É um conjunto dos componentes vivos (todas as espécies de plantas e ani-
mais de uma determinada área/ecossistema). Já o meio abiótico, segundo o site, 
é representado pelas condições físico-químicas do meio ambiente, como a luz, a 
temperatura, a água, o pH, a salinidade, as rochas, os minerais, entre outros com-
ponentes (AMBIENTE BRASIL, 2021a).
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Para facilitar a junção dos trabalhos das várias equipes, é crucial que exista um 
planejamento do trabalho que determine as várias metodologias e a forma de 
trabalho em campo. O gerente do projeto deve revisar as metodologias e cola-
borar para que as coletas de campo sejam funcionais e estatisticamente corretas 
com as exigências do termo de referência.
As equipes de campo devem ser constituídas de profissionais capacitados que 
tenham organização e métodos de pesquisas bem fundamentados, pois todos os 
dados do diagnóstico ambiental é que irão fundamentar a valoração ambiental 
da área em termos ecológicos, além de colaborar na classificação de impactos e 
zoneamentos no caso de unidades de conservação.
Organização dos relatórios
Os relatórios de campo e seus resultados irão com-
por o diagnóstico das áreas de estudo; a consolidação 
dos dados, normalmente, fica a cargo do gerente ou 
coordenador, que deve ter um entendimento geral 
dos estudos, pois unir as informações e formatar os 
relatórios em apenas um diagnóstico geral exige mui-
ta fundamentação técnica e científica.
É importante garantir a organização, principalmente no que se refere à pre-
paração dos textos e figuras, pois se os relatórios de campo estiverem com for-
matações diferentes, mais trabalho para deixar todo o conteúdo com a mesma 
diagramação será necessário. É usual a empresa ou a equipe definir uma forma-
ção básica, segundo regras bem colocadas para a redução desse trabalho.
Normalmente, as normas da ABNT são seguidas nesses trabalhos, com ape-
nas pequenas alterações. É recomendável atender às seguintes orientações:
 ■ Material: usar papel reciclável, de tamanho A4 (210 x 297 mm) e 
fazer a impressão nos dois lados (quando for solicitada via física pelo 
órgão ambiental).
 ■ Parágrafo: com espaço entrelinhas = 1,5 ou 24 pontos: para texto, títulos 
e subtítulos; com espaço entrelinhas = simples ou 14 pontos: para nota de 
rodapé, citações diretas, resumo, título de tabelas, indicações de fontes 
de tabelas e referências.
 ■ Recuo = 2,0 cm.
Os relatórios 
de campo e 
seus resultados 
irão compor o 
diagnóstico
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 ■ Fonte: tipo Arial, tamanho 12 para texto e subtítulos, e tamanho 10 para 
digitação de citações longas, notas de rodapé, tabelas, quadros e ilustrações.
 ■ Títulos de capítulos: são escritos em CAIXA ALTA; subtítulos de subse-
ções levam maiúsculas apenas nas letras iniciais das principais palavras 
e são escritos em negrito.
 ■ Margens: esquerda: 3,0 cm, direita: 2,0 cm, superior: 3,0 cm e inferior: 
2,5 cm.
 ■ Numeração de páginas: as páginas devem ser contadas sequencialmente 
a partir da folha de rosto (os elementos pré-textuais – sumário, resumo 
e listas, bem como a dedicatória, agradecimentos e epígrafe – não levam 
a numeração na folha, apesar de serem contadas); a numeração deve ser 
impressa em algarismos arábicos (1, 2, 3) e colocada no canto superior 
direito; a partir da Introdução, os números arábicos aparecem na página, 
ou seja, se esse item iniciar na página 13, o número 13 é que deve aparecer 
na página, e a introdução sempre iniciará em uma página ímpar; como 
a impressão será realizada nos dois lados do papel, deve-se ficar atento 
à seguinte orientação: números ímpares devem ser impressos na frente 
da página e os números pares deverão ser impressos no verso da página.
 ■ Fotografias: devem ser apresentadas em original, com suas respectivas 
legendas, ou digitalizadas com a data.
 ■ Mapas, tabelas e figuras: cópias devem ser legíveis, com escalas adequa-
das, informando as fontes, datas e outros detalhes que sejam necessários.
 ■ Material cartográfico/bases topográficas: devem ter as seguintes infor-
mações: hidrografia, rede viária, área urbana, edificações, curvas de nível 
e/ou cotas topográficas e coordenadas geográficas (ABNT, 2011).
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Recomenda-se verificar junto ao órgão ambiental ou legislações pertinentes 
como o projeto deverá ser encaminhado, ou seja, se órgão requer envio físico do 
projeto e quantas cópias, e/ou se o encaminhamento deve ocorrer por meio di-
gital com os arquivos de texto em formato DOC ou PDF e os mapas e fotografias 
em formato PDF ou JPG ou JPEG.
Para saber mais sobre a estrutura e documentos solicitados para os projetos am-
bientais referentes às atividades que exigem licenciamento ambiental para funcio-
namento, eu indico a leitura das Resoluções do Conama (2012), disponível em PDF 
no próprio site do órgão. A publicação contémas decisões publicadas entre os anos 
de 1984 e 2012, e apresenta, nos anexos, a estrutura e documentos necessários para 
os projetos ambientais de cada atividade potencialmente poluidora. Recursos de 
mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
Equipe
A equipe para elaboração de projetos ambientais é a base estrutural que irá de-
terminar a qualidade do projeto. Na maioria dos projetos ambientais, a equipe 
deve ser multidisciplinar, ou seja, composta por técnicos de variadas formações 
acadêmicas (biólogos, engenheiros, arquitetos, arqueólogos, químicos, econo-
mistas, sociólogos, geógrafos, advogados, dentre outras), profissões relacionadas 
ao estudo do meio ambiente e dos recursos naturais.
De acordo com Silva (1999), a descrição da composição de uma equipe ela-
boradora de EIA/RIMA, que acaba por demonstrar uma equipe completa dentro 
do que é um dos grandes projetos ambientais exigidos por lei é:
 ■ Coordenador de meio ambiente: profissional que responde tecnicamen-
te e administrativamente por todos os trabalhos desenvolvidos na área 
de meio ambiente do empreendimento proposto. Geralmente, trata-se de 
profissional fixo da empresa ambiental elaboradora do estudo e deseja-se 
que tenha vasta experiência no desenvolvimento desse tipo de estudo.
 ■ Coordenadores de meio: profissionais responsáveis tecnicamente e ad-
ministrativamente pelos trabalhos desenvolvidos em um determinado 
meio: físico, biótico e antrópico. Normalmente, também é um funcionário 
fixo da empresa ambiental responsável.
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https://conama.mma.gov.br/images/conteudo/LivroConama.pdf
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 ■ Responsáveis por temas: profissionais especializados que ficam respon-
sáveis por temas específicos, como vegetação, geomorfologia, masto-
fauna, avifauna, ictiofauna, educação ambiental, saúde pública, dentre 
outros. Podem ser funcionários fixos da empresa, mas normalmente são 
consultores contratados temporariamente como prestadores de serviço, 
visto que é difícil uma empresa manter uma equipe completa, conside-
rando os custos de salários altos.
 ■ Técnicos e estagiários: profissionais que auxiliam os responsáveis por 
temas, sendo subordinados a eles, normalmente são colaboradores espe-
cíficos que ajudam em muitos aspectos da fase de campo e de escritório. 
Na maioria dos casos, são contratados pelos próprios responsáveis pelos 
temas, podendo ser funcionários das empresas responsáveis pelo estudo.
 ■ Colaboradores gerais: incluem secretárias, mateiros, guias, motoristas, 
entre outros.
Evidentemente, cada tipo de projeto ambiental terá equipes diferenciadas, e 
dependendo do tamanho e complexidade da área de estudo, serão menores 
ou maiores.
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AVALIAÇÃO DE PROJETOS AMBIENTAIS
Os profissionais que irão avaliar projetos ambientais devem ser muito bem ca-
pacitados e experientes, pois a variedade de tipos de projetos é muito ampla, 
apresentando uma infinidade de aspectos. Deveria ser usual que os projetos am-
bientais fossem avaliados por equipes multidisciplinares, pois isso, em teoria, ga-
rantiria uma melhor avaliação devido ao conteúdo multidisciplinar dos projetos, 
mas nem sempre esse tipo de avaliação é possível, principalmente por falta de 
funcionários em órgãos públicos ambientais.
A avaliação deve ser focada nas exigências dos 
termos de referência ou normas preestabelecidas. 
É necessário verificar se a metodologia utilizada 
foi funcional, e se os resultados alcançados fazem 
jus ao que foi solicitado. Parece simples, mas são 
muitos os detalhes a serem verificados, e existe uma dependência grande de 
experiência, principalmente de participações em trabalhos semelhantes, pois 
facilmente podem ser detectadas falhas dos executores e/ou erros quando há 
a oportunidade de trabalhar tanto na execução como na avaliação. Natural-
mente, espera-se que quem está avaliando tenha um conhecimento amplo, 
pois é um cargo que pressupõe isso.
A avaliação deve 
ser focada nas 
exigências dos 
termos de referência
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar a situação-problema inserida no início de nossos estudos. 
Imagine que você é um profissional recém-formado em engenharia ambiental e 
está prestes a ingressar em uma empresa renomada na área de projetos ambien-
tais. No entanto, ao analisar a complexidade dos projetos com os quais a empresa 
trabalha, percebe a vasta diversidade de normas, licenciamentos e exigências 
burocráticas envolvidas. Como lidar com essa complexidade e garantir o sucesso 
na execução de projetos ambientais, considerando a variedade de requisitos e a 
necessidade de aprovação por órgãos públicos ou financiadores?
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
EM FOCO
O profissional poderá recorrer às questões-base relacionadas à análise do projeto:
 ■ Existem projetos semelhantes já executados?
 ■ Quais as exigências do termo de referência ou normas de execução?
 ■ Qual o empreendimento pretendido?
 ■ Qual a atividade a ser desenvolvida?
 ■ Quais são as exigências legais?
 ■ Quais são as áreas de estudo?
 ■ Qual é o uso do solo na/nas área/áreas de estudo?
 ■ Qual o zoneamento dessa área de estudo?
 ■ Como será a logística e o acesso?
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Considerando o projeto de implantação de uma unidade de conservação, as 
questões que também podem ser realizadas são:
Quais normas específicas seriam relevantes?
Como seria o processo de licenciamento ambiental?
Quais desafios poderiam surgir ao lidar com órgãos públicos ou financiadores?
Quais possíveis caminhos para solucionar esses desafios, considerando a 
importância da experiência profissional e do gerenciamento eficiente?
Como responder esses questionamentos?
1. Sobre as normas específicas: os futuros profissionais da área ambiental 
precisam identificar as normas específicas relacionadas à implantação 
de uma unidade de conservação. Isso incluiria leis ambientais, regula-
mentações específicas para a criação de áreas protegidas, e normativas 
relacionadas à fauna e flora presentes na região.
2. Sobre o processo de licenciamento ambiental: os futuros profissionais 
devem procurar compreender as etapas necessárias, desde a elaboração 
do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) até a obtenção das licenças am-
bientais pertinentes. Isso envolveria interações com órgãos ambientais 
competentes e a apresentação de documentação técnica robusta.
3. Sobre os desafios ao lidar com órgãos públicos ou financiadores: ao 
lidar com órgãos públicos, os futuros profissionais podem enfrentar de-
safios como burocracia excessiva, exigências documentais específicas e a 
necessidade de alinhamento com políticas públicas. Já com financiadores, 
os desafios podem incluir a concorrência por recursos, a necessidade de 
demonstrar viabilidade financeira do projeto e a garantia de conformi-
dade com requisitos específicos dos financiadores.
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4. Sobre os caminhos para solucionar desafios:
 ■ Experiência profissional: buscar estágios, participar de projetos prá-
ticos durante a formação acadêmica e colaborar com profissionais ex-
perientes para adquirir conhecimento prático.
 ■ Networking e parcerias: estabelecer conexões com profissionais da 
área, órgãos ambientais e financiadores para facilitar o processo de 
aprovação e execução do projeto.
 ■ Capacitação contínua: manter-se atualizado sobre mudanças nas nor-
mas e regulamentações ambientais por meio de cursos e treinamentos.
 ■ Gerenciamento eficiente de projetos: desenvolver habilidades de ge-
renciamento de projetos para lidar de forma eficaz com prazos, orça-
mentos e recursos.
Ao responder a esses questionamentos, podemos articular uma abordagem holística, 
demonstrando não apenas conhecimento teórico, mas também a capacidade de apli-
car esse conhecimento em situações práticas complexas, valorizandoa importância 
da experiência profissional e do gerenciamento eficiente.
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1. Normalmente em trabalhos ambientais, o termo “projeto final” ou “relatório final” se refere 
à consolidação de diversos projetos para atingir um objetivo comum. Em diagnósticos 
ambientais, vários projetos e metodologias são unidos para caracterizar uma extensa área, 
definir o zoneamento legal, identificar passivos ambientais, antecipar impactos e outros as-
pectos. A estruturação desses projetos segue padrões científicos, com ajustes específicos. 
Os elementos-base incluem identificação do projeto, equipe responsável, caracterização 
do problema, justificativa, objetivo geral, objetivos específicos, metodologia, resultados, 
orçamento, conclusões, referências e anexos (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017). 
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais . Maringá: Unicesumar, 2017.
Sobre o elemento-base “justificativa”, assinale a alternativa que apresenta a resposta correta:
a) A justificativa apresenta o título do projeto, o local em que será implementado e a data 
da elaboração.
b) A justificativa apresenta a identificação da equipe responsável, suas funções e respon-
sabilidades no projeto, com a identificação do gestor do projeto.
c) A justificativa apresenta a revisão bibliográfica de trabalhos semelhantes e de ca-
racterização de áreas similares, o motivo para elaborar o projeto e porquê deve ser 
implementado.
d) A justificativa apresenta o orçamento que será necessário para a execução do projeto.
e) A justificativa apresenta metas específicas e que somadas conduzirão a finalização do projeto.
2. Os especialistas encarregados de avaliar projetos ambientais precisam possuir habilidades 
e experiência substanciais, dada a vasta gama de tipos de projetos que abrangem uma 
variedade incontável de aspectos. Embora a avaliação por equipes multidisciplinares seja 
teoricamente desejável para assegurar uma análise mais abrangente devido à natureza 
multidisciplinar dos projetos ambientais, essa abordagem nem sempre é viável, principal-
mente devido à escassez de pessoal nos órgãos públicos voltados para questões ambien-
tais (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unicesumar, 2017.
Considerando o contexto apresentado e a complexidade e diversidade de aspectos nos 
projetos ambientais, por que a avaliação por equipes multidisciplinares nem sempre é viável?
a) Falta de comprometimento dos profissionais envolvidos.
b) Dificuldade na integração de conhecimentos de diferentes disciplinas.
c) Resistência à mudança nas práticas de avaliação.
d) Falta de apoio financeiro para a formação de equipes multidisciplinares.
e) Escassez de pessoal nos órgãos ambientais.
AUTOATIVIDADE
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3. A seleção da equipe para elaboração de projetos ambientais é um fator crítico para de-
terminar a qualidade do projeto. Na maioria dos projetos ambientais, a equipe deve ser 
multidisciplinar, envolvendo profissionais de diversas áreas relacionadas ao meio ambiente 
e recursos naturais. Configura-se, portanto, como uma disciplina no âmbito do gerencia-
mento de projetos, exigindo que o gestor possua habilidades para eficaz administração de 
recursos humanos (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais . Maringá: Unicesumar, 2017.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções, a seguir, e a relação proposta 
entre elas:
I - A escolha da equipe é um elemento crucial na determinação da qualidade de projetos 
ambientais.
PORQUE
II - A necessidade de uma equipe multidisciplinar em projetos ambientais justifica a impor-
tância da seleção criteriosa.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e docu-
mentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. 3. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
AMBIENTE BRASIL. Glossário Ambiental A: abiótico. c2021a. Educação. Disponível em: https://
ambientes.ambientebrasil.com.br/educacao/glossario_ambiental/glossario_ambiental_-_a.
html. Acesso em: 19 fev. 2024.
AMBIENTE BRASIL. Glossário Ambiental B: biótico. c2021b. Educação. Disponível em: https://
ambientes.ambientebrasil.com.br/educacao/glossario_ambiental/glossario_ambiental_-_b.
html. Acesso em: 19 fev. 2024.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resoluções do Conama: resoluções vigentes publicadas entre setembro de 1984 e janeiro de 
2012. Brasília, DF: MMA, 2012.
SILVA, E. Técnicas de avaliação de impactos ambientais. Viçosa: CPT – Centro de Produções 
Técnicas, 1999.
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1. Opção C. 
A alternativa A está incorreta, pois o elemento que apresenta o título do projeto, o local em 
que será implementado e a data da elaboração é a identificação do projeto. A alternativa B 
está incorreta, pois o elemento que apresenta a identificação da equipe responsável pelo 
projeto e suas funções é a identificação da equipe responsável pela elaboração do projeto. 
A justificativa apresenta o motivo para elaborar o projeto e porque deve ser implementado. 
Sendo assim, a alternativa C está correta, uma vez que na justificativa é feita uma revisão 
bibliográfica de trabalhos semelhantes e de caracterização de áreas similares. A alternativa 
D está incorreta, pois o elemento que apresenta os valores necessários para a execução 
do projeto é o orçamento. A alternativa E está incorreta, pois o elemento que apresenta as 
metas específicas, as quais somadas conduzem à finalização do projeto, são os objetivos 
específicos do projeto.
2. Opção E. 
A alternativa A está incorreta, pois o enunciado não sugere falta de comprometimento como 
razão para a inviabilidade da avaliação por equipes multidisciplinares. Pelo contrário, destaca 
a necessidade de especialistas capacitados. A alternativa B está incorreta, pois embora seja 
uma característica comum em equipes multidisciplinares, o enunciado não indica que essa 
dificuldade seja a principal razão para a inviabilidade da abordagem. A alternativa C está 
incorreta, pois não há indicação de resistência à mudança nas práticas de avaliação como 
principal obstáculo, conforme mencionado no enunciado. A alternativa D está incorreta, pois 
o enunciado menciona escassez de pessoal, não falta de apoio financeiro, como o principal 
desafio para equipes multidisciplinares. A alternativa E está correta, pois o enunciado des-
taca explicitamente que a escassez de pessoal nos órgãos ambientais é a razão pela qual 
a abordagem multidisciplinar nem sempre é viável.
GABARITO
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3. Opção A. 
A alternativa A está correta, pois ambas as asserções são verdadeiras. A asserção I desta-
ca a importância da escolha da equipe na qualidade de projetos ambientais, enquanto a 
asserção II fornece uma justificativa sólida ao indicar que a necessidade de uma equipe 
multidisciplinar justifica a importância da seleção criteriosa. A alternativa B está incorreta, 
pois ambas as asserções são verdadeiras. No entanto, a asserção II não apenas é verdadeira, 
mas também fornece uma explicação ou justificativa para a afirmação da asserção I, já que 
destaca a importância da multidisciplinaridade na equipe para projetos ambientais. A alterna-
tiva C está incorreta, pois a asserção I é verdadeira, mas a asserção II também é verdadeira, 
pois a necessidade de uma equipe multidisciplinar em projetos ambientais é amplamente 
reconhecida, sendo a opção, portanto, incorreta. Aalternativa D, pois ambas as asserções 
são verdadeiras. A asserção I destaca a importância da escolha da equipe na qualidade de 
projetos ambientais, e a asserção II complementa essa ideia ao ressaltar a necessidade de 
uma equipe multidisciplinar. A alternativa E está incorreta, pois ambas as asserções são 
verdadeiras, pois a escolha da equipe é de fato crucial para projetos ambientais, e a neces-
sidade de uma equipe multidisciplinar é amplamente reconhecida nesse contexto, sendo 
a opção, portanto, incorreta.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
PROJETOS AMBIENTAIS
Saber quais são os principais projetos ambientais requeridos para os empreendimentos 
que causam impactos ambientais.
Entender os objetivos dos principais projetos ambientais.
Conhecer a discriminação básica dos principais projetos ambientais requeridos em vários 
estados.
Conhecer o termo de referência básico dos principais projetos ambientais.
Diferenciar Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e 
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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INICIE SUA JORNADA
Imagine que uma empresa deseja iniciar uma nova atividade que envolve in-
tervenção ambiental em um determinado estado. Ao solicitar a licença prévia, 
ela se depara com a complexidade das exigências de projetos estabelecidas pelo 
órgão ambiental, que varia significativamente de estado para estado, devido às 
resoluções dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente (Consema). Como o 
profissional de gestão de projetos ambientais poderá auxiliar a empresa a lidar 
com essa diversidade de requisitos e projetos, considerando que precisa atender 
aos termos de referência (TR) fornecidos pelo órgão ambiental?
A resolução dessa questão é fundamental para a empresa obter as licenças 
necessárias (prévia, instalação e operação) para sua atividade. A compreensão 
da diversidade de projetos exigidos e a elaboração adequada dos TR não apenas 
impactam diretamente a aprovação do empreendimento, mas também têm im-
plicações profundas na sustentabilidade ambiental e na conformidade legal.
Em sua jornada de aprendizado, você, estudante, poderá enfrentar situações 
práticas simuladas, que representam diferentes estados, cada um com suas 
resoluções específicas do Consema. Poderá, também, identificar e analisar as 
diferenças nos requisitos de projetos para a obtenção das licenças ambientais, 
bem como ser desafiado a elaborar propostas de projetos que atendam aos TR 
de diferentes estados, considerando a variabilidade de exigências. Convido-lhe 
a testar seus conhecimentos e praticar!
Após a experimentação, reflita sobre as dificuldades encontradas ao lidar com 
a diversidade de projetos e requisitos em diferentes estados. Isso pode incluir 
discussões sobre a importância da padronização ou harmonização de critérios 
ambientais em nível nacional e os possíveis impactos positivos ou negativos dessa 
abordagem. Além disso, você poderá refletir sobre como a legislação ambiental 
pode influenciar as práticas empresariais e o desenvolvimento sustentável.
Você conhece o licenciamento ambiental e sabe qual é a importância desse ins-
trumento para regulamentar as atividades potencialmente poluidoras? Não? En-
tão, ouça nosso podcast! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
PRINCIPAIS PROJETOS AMBIENTAIS REQUERIDOS
Dentro do licenciamento ambiental ou da regularização ambiental de empreen-
dimentos que têm algum caráter lesivo ao meio ambiente, existem muitos tipos 
de projetos que são solicitados, vários exigidos por leis e outros fundamentados 
pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (OEMA) e órgãos municipais.
Dentre os projetos existentes, o mais relevante e requerido para os empreen-
dimentos que causam impactos mais graves é o EPIA/RIMA (Estudo Prévio de 
Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental), ou também chamado 
de EIA/RIMA, que tem suas determinações definidas por algumas resoluções do 
Conama – a mais importante e extensa é a Resolução Conama nº 1/1986, que 
sofreu alterações com as resoluções nº 11/1986, nº 5/1987 e nº 237/1997. O EIA/
RIMA é solicitado para empreendimentos especificados na Resolução Conama 
nº 1/1986, ou quando o OEMA determinar a necessidade.
Diferença entre EIA e RIMA
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é um relatório técnico que define “as me-
didas mitigadoras dos impactos negativos, entre elas, os equipamentos de con-
trole e os sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada 
uma delas” (SEIFFERT, 2011, p. 163).
Já o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) se destaca por refletir as conclu-
sões do estudo do EIA de maneira objetiva e compreensível para toda a popula-
ção, “com os principais dados e conclusões do EIA e em linguagem mais simples” 
(SEIFFERT, 2011, p. 167).
ZOOM NO CONHECIMENTO
Os projetos exigidos para a liberação da licença ambiental podem ser: AIA, 
EIA e RIMA.
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Avaliação de impacto ambiental
É um componente adicional no gerenciamento ambiental que complementa o 
processo de licenciamento ambiental. Funciona como uma medida preventiva, 
visando identificar, quantificar e mitigar as consequências negativas para o meio 
ambiente antes do início das operações do empreendimento. Essa abordagem 
permite a implementação de ações que previnem ou reduzem os impactos am-
bientais a níveis aceitáveis, respeitando os limites predefinidos de assimilação, 
dispersão e regeneração dos ecossistemas, bem como considerando seu impacto 
na sociedade (SEIFFERT, 2011).
Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
É o principal documento de avaliação de impactos de empreendimentos sujeitos 
ao licenciamento. A Resolução Conama n⁰ 1/1986, artigo 6⁰, parágrafo III, in-
forma que O EIA deve fazer a “definição das medidas mitigadoras dos impactos 
negativos, entre elas, os equipamentos de controle e os sistemas de tratamento 
de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas” (SEIFFERT, 2011, p. 163).
O EIA requer que as informações sejam apresentadas em uma linguagem 
acessível, apoiada por recursos visuais como mapas, cartas, quadros e gráficos, a 
fim de facilitar a compreensão das vantagens, desvantagens e todas as implicações 
ambientais do projeto (SEIFFERT, 2011).
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Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
Desempenha o papel de tornar transparente o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), 
sendo um documento público. Ele condensa as informações do EIA de forma di-
dática, clara e objetiva, proporcionando acesso a qualquer interessado que deseje 
compreender o impacto ambiental associado às atividades de uma empresa. A obri-
gatoriedade do Relatório de Impacto Ambiental está estabelecida pela Lei Federal 
n° 6.938/1981, que trata da Política Nacional do Meio Ambiente (SEIFFERT, 2011).
Essa exigência foi formalizada pelos órgãos ambientais brasileiros por meio 
da Resolução Conama n° 1/1986. Assim, o RIMA se destaca por refletir as con-
clusões do estudo do EIA de maneira objetiva e compreensível para toda a po-
pulação, “com os principais dados e conclusões do EIA e em linguagem mais 
simples” (SEIFFERT, 2011, p.167).
Determinação dos projetos ambientais
De forma geral, dentre os vários projetos ambientais existentes, a maioria é li-
gada ao licenciamento ambiental, sendo os outros voltados à área de pesquisa 
científica, conservação ambiental (unidades de conservação) ou regularização 
ambiental. Segundo a Resolução Conama nº 237/1997, os projetos para licen-
ciamento ambiental serão requeridos somente para determinados tipos de em-
preendimento, conforme segue:
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 ■ extração e tratamento de minerais;
 ■ indústria de produtos minerais não metálicos;
 ■ indústria metalúrgica;
 ■ indústria mecânica;
 ■ indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações;
 ■ indústriade material de transporte;
 ■ indústria de madeira;
 ■ indústria de papel e celulose;
 ■ indústria de borracha;
 ■ indústria de couros e peles;
 ■ indústria química;
 ■ indústria de produtos de matéria plástica;
 ■ indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos;
 ■ indústria de produtos alimentares e bebidas;
 ■ indústria de fumo;
 ■ indústrias diversas;
 ■ obras civis;
 ■ serviços de utilidade;
 ■ transporte, terminais e depósitos;
 ■ turismo;
 ■ atividades diversas;
 ■ atividades agropecuárias;
 ■ uso de recursos naturais.
Na maioria dos casos, no pedido de licença prévia, o órgão ambiental responsável 
irá analisar a atividade em questão e determinar os projetos que serão exigidos 
para a liberação das licenças (prévia, instalação e operação) e fornecer os termos 
de referência (TR) para sua elaboração. Muitas especificações e diferenciação en-
tre projetos são feitas de estado para estado por meio de resoluções dos Conselhos 
Estaduais de Meio Ambiente (Consema). Por isso, em determinados estados, 
existe mais variedade de projetos que em outros.
A seguir, apresenta-se a discriminação básica dos principais projetos re-
queridos em vários estados, lembrando que os termos de referência (TR) cos-
tumam variar suas exigências de estado para estado, em alguns casos, até de 
município para município.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR (RAP) E ESTUDO 
AMBIENTAL SIMPLIFICADO (EAS)
Ambos os casos se tratam de um estudo técnico solicitado para aquisição da 
licença prévia, normalmente em situações em que o órgão ambiental respon-
sável tem dúvidas sobre se deve ou não pedir um EIA/RIMA.
Objetivo
Trata-se de documento que deve possibilitar a avaliação dos impactos resultantes 
da implantação do empreendimento ou atividade, e a definição das medidas mi-
tigadoras, de controle ambiental e compensatórias. Normalmente, aborda a inte-
ração entre elementos dos meios físico, biológico e socioeconômico, buscando a 
elaboração de um diagnóstico integrado da área de influência do empreendimento.
Termo de referência
O termo de referência (TR), nesse caso, normalmente é muito similar ao TR 
de um EIA/RIMA, porém, fica mais ameno em exigências, muitas vezes, porque 
o próprio empreendimento não envolve muitos impactos.
Dependendo do estado, cada termo terá algumas pequenas diferenças. Por 
exemplo, em Santa Catarina, o RAP, diferentemente do EAS, pode ser realizado 
por apenas um profissional, o que normalmente proporciona uma aprovação 
menos burocrática e mais rápida em comparação com o EIA/RIMA.
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RELATÓRIO AMBIENTAL SIMPLIFICADO (RAS)
O governo enxergou a necessidade de estabelecer procedimentos simplificados 
para o licenciamento ambiental de empreendimentos para a oferta de energia 
elétrica com impactos ambientais de pequeno porte, necessários ao incremento 
e em atendimento à Medida Provisória nº 2.152, de 1 de junho de 2001.
Sendo assim, a Resolução Conama nº 279/2001 estabelece o Relatório Am-
biental Simplificado (RAS) para: usinas hidrelétricas e sistemas associados, usinas 
termelétricas e sistemas associados, sistemas de transmissão de energia elétrica 
(linhas de transmissão e subestações) e para usinas eólicas e com outras fontes 
alternativas de energia. Tal orientação se aplica somente ao empreendimento com 
impacto ambiental de pequeno porte mediante definição do órgão ambiental 
competente, fundamentada em parecer técnico.
Figura 1 – Coleta de água de rio para 
Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, 
p. 109).
Descrição da Imagem: retrato de 
um homem branco de cabelos gri-
salhos, vestindo calça jeans azul, 
camiseta branca, casaco cinza e 
botas pretas. Ele está coletando 
água, em uma garrafa plástica 
branca com a mão direita em um 
rio com pedras. Sua mão esquer-
da o apoia sobre uma pedra. Em 
seu lado esquerdo, há uma bolsa 
tiracolo sobre uma pedra e um 
notebook aberto sobre a bolsa. O 
fundo da imagem contém vege-
tação e um bonito lago em tons 
esverdeados. Fim da descrição.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Objetivo
Segundo o Guia de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal 
(2002), o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) é composto pelos estudos re-
lativos aos aspectos ambientais concernentes à localização, instalação, operação 
e ampliação de uma atividade ou empreendimento apresentado como subsídios 
para a concessão da licença prévia, contendo as informações relativas ao diag-
nóstico ambiental da região de inserção do empreendimento, sua caracterização, 
a identificação dos impactos ambientais e das medidas de controle pertinentes.
Figura 2 – Usina eólica e a necessidade do Relatório Ambiental Simplificado (RAS)
Descrição da Imagem: fotografia de um campo plano, de solo quase nu em primeiro plano, com dezessete moinhos 
de vento para geração de energia, de cor branca, nos quais seis deles estão enfileirados em primeiro plano na 
imagem e 11, em segundo plano. No fundo da imagem, há vegetação mais alta e mais ao fundo, uma cadeia de 
montanhas. O céu é azul com nuvens brancas. Fim da descrição.
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Termo de referência
Assim como o RAP e o EAS, o TR normalmente é muito similar ao TR de um 
EIA/ RIMA, porém, fica mais ameno em exigências, muitas vezes, porque o pró-
prio empreendimento não envolve muitos impactos.
RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL (RCA)
Esse tipo de documento ou projeto ambiental começou a existir devido ao caso 
específico de empreendimentos de extração mineral classe II, em função da na-
tureza, localização, porte e demais peculiaridades do empreendimento.
O órgão ambiental competente podia substituir a exigência de EIA/RIMA por 
esse relatório, que era elaborado de acordo com suas diretrizes, conforme a Re-
solução Conama nº 10/1990, porém, essa resolução perdeu o objeto em razão 
da publicação da Lei nº 9.314/1996, que alterou alguns pormenores de licencia-
mento de mineração. Porém, os órgãos ambientais começaram a exigir o RCA 
em outros casos, pois facilitava o processo de licenciamento.
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Objetivo
Segundo o Guia de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal 
(2002), o Relatório de Controle Ambiental (RCA) é composto por estudos relativos 
aos aspectos ambientais concernentes à localização, instalação, operação e amplia-
ção de uma atividade ou um empreendimento que não gera impactos ambientais 
significativos, e que contém informações relativas: à caracterização do ambiente 
em que se pretende instalar; à sua localização frente ao Plano Diretor Municipal; a 
alvarás e documentos similares; e ao plano de controle ambiental que identifique 
as fontes de poluição, degradação, além das medidas de controle pertinentes.
Termo de referência
O conteúdo do TR será estabelecido caso a caso, mas vamos apresentar um es-
copo básico:
1. Descrição geral do empreendimento;
2. Caracterização do empreendimento;
3. Diagnóstico ambiental: o diagnóstico ambiental deverá abranger a área de 
influência afetada diretamente e indiretamente (local do empreendimen-
to), incluindo a descrição e análise dos fatores ambientais e das interações, 
visando caracterizar a situação ambiental;
4. Impactos ambientais;
5. Prognóstico (proposição de medidas);
6. Conclusão;
7. Referência bibliográfica.
No portal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais, você tem 
acesso a todas as informações necessárias para elaborar um termo de referência 
para o RCA. Acesse e confira! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital 
do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
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http://www.feam.br/images/stories/arquivos/tr/rca_geral001.pdf
PLANO OU PROJETO BÁSICO AMBIENTAL (PBA) E PLANO DE 
CONTROLE AMBIENTAL (PCA)
Ambos são documentos muito semelhantes, porém, existem diferenças conforme 
o estado e legislação específica.
Objetivo
Segundo o Guia de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal 
(2002), o Projeto Básico Ambiental (PBA) é o documentoque apresenta, deta-
lhadamente, todas as medidas de controle e os programas ambientais propostos em 
um EIA/RIMA. Ele deve ser apresentado para a obtenção da licença de instalação.
O Plano de Controle Ambiental (PCA) originalmente era exigido pela Re-
solução Conama nº 9/1990 para a concessão da licença de instalação de atividade 
de extração mineral de todas as classes previstas no Decreto-Lei nº 227/1967, 
porém, tem sido estendido para o licenciamento de diversos tipos de atividades 
produtivas potencialmente poluidoras.
Geralmente, fica incluso no Relatório de Controle Ambiental (RCA), em 
trâmites de licenciamentos ambientais mais simplificados do que aqueles com 
exigência de EIA/RIMA. Quando incluso no RCA é exposto já no pedido de 
licença prévia, mas em alguns casos pode ser solicitado no pedido de licença de 
instalação. Segue o mesmo conceito do PBA que deve conter os projetos execu-
tivos de minimização dos impactos ambientais avaliados por meio de um EIA/
RIMA ou outros projetos ambientais que substituem o EIA.
Todas as medidas mitigadoras e compensatórias e dos programas ambientais 
indicados no pedido de licença prévia devem estar detalhadas por meio de um 
EIA ou outro documento em ambos os casos.
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Termo de referência
De acordo com o Instituto Água e Terra (IAT, 2015), os itens são:
1 . CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO/ATIVIDADE
A caracterização do empreendimento/atividade deve ser apresentada de forma a possibi-
litar a compreensão, a compatibilidade com as normas legais.
2 . CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA E INDIRETA DO 
EMPREENDIMENTO/ATIVIDADE
É necessário fazer a delimitação, justificativa e mapeamento das áreas de influência 
direta e indireta do empreendimento/atividade para as fases de implantação e ope-
ração, nos meios físico, biológico e antrópico. Deve ser utilizada a escala compatível 
com a área mapeada.
3 . CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
O empreendimento deve ser localizado, considerando os municípios atingidos, bacia 
hidrográfica, e enquadrando os corpos d’água e coordenadas geográficas. Essas 
informações deverão ser plotadas em carta topográfica.
4 . AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS – DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO
É necessário identificar e descrever os principais impactos ambientais e socioeco-
nômicos, positivos e negativos, que poderão ocorrer em função das diversas ações 
previstas nas fases de planejamento, implantação, operação e desativação do em-
preendimento/atividade.
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5 . MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS
Com base na avaliação dos impactos ambientais significativos, para aqueles de cará-
ter negativo, deverão ser recomendadas medidas que venham a minimizá-los ou eli-
miná-los, justificando inclusive os impactos que não podem ser evitados ou mitiga-
dos. Devem ser indicadas, nesses casos, as medidas destinadas à sua compensação. 
Em casos de impactos positivos, maximizá-los. Além disso, é importante apresentar 
os programas detalhados de acompanhamento da evolução dos impactos ambien-
tais, positivos e negativos, causados pelo empreendimento, considerando-se as 
fases de implantação, operação e desativação; as medidas mitigadoras e/ou com-
pensatórias para cada impacto ambiental previsto; e o quadro-síntese, relacionando 
os impactos com as medidas propostas, cronograma e responsável pela execução.
6 . CONCLUSÃO
É necessário apresentar as conclusões do Plano de Controle Ambiental (PCA), com 
base nos resultados obtidos na avaliação dos impactos ambientais.
7 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A bibliografia utilizada deve ser apresentada conforme as normas técnicas vigentes.
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar à situação-problema inserida no início de nossos estudos. 
Uma empresa deseja iniciar uma nova atividade que envolve intervenção ambien-
tal em um determinado estado. Ao solicitar a licença prévia, ela se depara com a 
complexidade das exigências de projetos estabelecidas pelo órgão ambiental, que 
varia significativamente de estado para estado, devido às resoluções dos Conse-
lhos Estaduais de Meio Ambiente (Consema). Como o profissional de gestão de 
projetos ambientais poderá auxiliar a empresa a lidar com essa diversidade de 
requisitos e projetos, considerando que precisa atender aos termos de referência 
(TR) fornecidos pelo órgão ambiental?
Seguem alguns exemplos de situações práticas simuladas que os profissionais de 
gestão de projetos ambientais podem enfrentar, representando diferentes estados 
com resoluções específicas do Consema:
1. Estado A – reserva ecológica: o Estado A é conhecido por sua vasta 
biodiversidade e possui diversas reservas ecológicas. O Consema desse 
estado exige que projetos industriais considerem medidas específicas para 
a preservação de áreas sensíveis, como a implementação de corredores 
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ecológicos e a utilização de tecnologias de baixo impacto ambiental. Os 
profissionais de gestão de projetos ambientais devem analisar como in-
tegrar essas exigências em um projeto industrial.
2. Estado B – recursos hídricos críticos: o Estado B enfrenta desafios sig-
nificativos em relação aos recursos hídricos, com áreas críticas de escas-
sez. O Consema desse estado estabelece diretrizes rigorosas para a ges-
tão eficiente da água em projetos. Os profissionais de gestão de projetos 
ambientais precisam elaborar estratégias para minimizar o consumo de 
água e implementar práticas de reuso em seus projetos.
3. Estado C – vulnerabilidade sísmica: o Estado C está localizado em uma 
região com histórico de atividade sísmica. O Consema desse estado re-
quer que projetos considerem medidas de segurança adicionais para mi-
nimizar riscos em caso de eventos sísmicos. Os profissionais de gestão de 
projetos ambientais devem identificar e integrar essas medidas, levando 
em conta as peculiaridades geotécnicas da região.
4. Estado D – agricultura sustentável: o Estado D é conhecido por sua forte de-
pendência da agricultura. O Consema desse estado foca em práticas agrícolas 
sustentáveis e na preservação do solo. Os profissionais de gestão de projetos 
ambientais são desafiados a desenvolver projetos industriais que coexistam 
harmoniosamente com as atividades agrícolas locais, considerando a prote-
ção do solo e a minimização de impactos nos recursos naturais.
5. Estado E – zonas costeiras e manguezais: o Estado E possui extensas 
zonas costeiras e manguezais, ecossistemas fundamentais para a biodi-
versidade marinha. O Consema desse estado exige medidas específicas 
para a proteção dessas áreas sensíveis. Os profissionais de gestão de pro-
jetos ambientais devem incorporar estratégias de preservação costeira e 
restauração de manguezais em seus projetos.
Essas situações práticas simuladas proporcionam aos profissionais de gestão de 
projetos ambientais uma variedade de desafios, representando a diversidade de 
requisitos que podem ser encontrados em diferentes estados, de acordo com as 
resoluções do Consema. Isso permite que identifiquem e analisem as diferenças 
nos requisitos de projetos e desenvolvam habilidades na elaboração de propostas 
que atendam às exigências específicas de cada contexto.
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1. O Conama, em resposta à Medida Provisória nº 2.152/2001, estabeleceu o Relatório Am-
biental Simplificado (RAS) para o licenciamento ambiental de empreendimentos de energia 
elétrica com impactos ambientais de pequeno porte. A Resolução Conama nº 279/2001 
regulamenta o RAS para usinas hidrelétricas, termelétricas, sistemas de transmissão de 
energia elétrica e usinas eólicas, abrangendo empreendimentos específicos. O RAS tem 
como objetivo principal subsidiar a concessão da licença prévia, fornecendo informações 
abrangentes sobre diagnóstico ambiental,caracterização, impactos ambientais e medi-
das de controle. A aplicação do RAS está condicionada à definição do órgão ambiental 
competente, fundamentada em parecer técnico, e visa simplificar procedimentos para 
empreendimentos de pequeno porte (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais . Maringá: Unicesumar, 2017.
Diante do exposto, qual é o objetivo principal do Relatório Ambiental Simplificado (RAS) de 
acordo com a Resolução Conama nº 279/2001, no contexto do licenciamento ambiental 
para empreendimentos de energia elétrica?
a) Detalhar todos os aspectos operacionais do empreendimento de forma abrangente.
b) Subsidiar a concessão da licença prévia, fornecendo informações sobre diagnóstico 
ambiental, caracterização, impactos ambientais e medidas de controle.
c) Estabelecer restrições específicas à oferta de energia elétrica.
d) Prescrever procedimentos complexos para o licenciamento ambiental.
e) Eliminar a necessidade de parecer técnico para empreendimentos com impacto 
ambiental significativo.
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2. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um documento que detalha medidas de controle e 
programas ambientais propostos em um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de 
Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Ele é apresentado para a obtenção da licença de ins-
talação. Por outro lado, o Plano de Controle Ambiental (PCA) foi originalmente exigido 
para atividades de extração mineral pela Resolução Conama 9/1990, mas sua aplicação 
tem sido ampliada para diversas atividades produtivas potencialmente poluidoras. Ge-
ralmente, o PCA é incluído no Relatório de Controle Ambiental (RCA) em processos de 
licenciamento mais simplificados. Ambos, PBA e PCA, compartilham o conceito de conter 
projetos executivos para minimizar impactos ambientais avaliados por meio de EIA/RIMA 
ou outros documentos substitutos. Detalham medidas mitigadoras e compensatórias, 
sendo apresentados no pedido de licença prévia e, em alguns casos, no pedido de licença 
de instalação (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unicesumar, 2017.
Considerando as informações fornecidas sobre o Projeto Básico Ambiental (PBA) e o Plano 
de Controle Ambiental (PCA), marque a alternativa correta sobre a relação entre esses do-
cumentos e o processo de licenciamento ambiental:
a) O PBA é exigido para atividades produtivas potencialmente poluidoras, enquanto o PCA 
é exclusivamente necessário para atividades de extração mineral.
b) O PCA é sempre incluído no Relatório de Controle Ambiental (RCA) em processos mais 
simplificados, enquanto o PBA é apresentado apenas em casos que demandam EIA/
RIMA.
c) O PBA e o PCA têm o mesmo conceito e conteúdo, mas diferem apenas no momento 
de apresentação durante o processo de licenciamento.
d) O PCA era originalmente exigido apenas para atividades de extração mineral, mas sua 
aplicação tem sido estendida para diversas atividades produtivas, enquanto o PBA é 
específico para empreendimentos com EIA/RIMA.
e) O PBA e o PCA são termos intercambiáveis e podem ser utilizados de forma sinônima 
em todos os processos de licenciamento ambiental.
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3. O processo de licenciamento ambiental é essencial para equilibrar o desenvolvimento 
econômico com a preservação ambiental, visando à sustentabilidade. O propósito é pre-
venir impactos negativos, controlar o uso de recursos naturais, proteger a saúde pública 
e garantir a transparência. Ferramentas, como a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e 
o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), antecipam e avaliam possíveis efeitos ambientais, 
auxiliando no processo de decisão. A regulamentação de atividades poluidoras contribui 
para a conservação da biodiversidade, enquanto a prevenção de contaminação de recursos 
hídricos impacta positivamente a qualidade de vida das comunidades. A questão aborda 
esses temas, exigindo compreensão sobre os objetivos do licenciamento ambiental e suas 
implicações (GRANZIERA; REI, 2022).
GRANZIERA, M. L. M.; REI, F. (coord.). Licenciamento ambiental . São Paulo: Foco, 2022.
Com base no contexto apresentado, avalie as afirmações a seguir:
I - O processo de licenciamento ambiental visa, principalmente, autorizar empreendimen-
tos, conciliando desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente para 
garantir a sustentabilidade das práticas humanas.
II - A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) são 
ferramentas usadas para prever e avaliar possíveis efeitos ambientais de uma atividade 
antes do início, não para corrigir impactos após o início da atividade.
III - O licenciamento ambiental busca conciliar desenvolvimento econômico com a preser-
vação do meio ambiente, garantindo a sustentabilidade das práticas humanas.
IV - A regulamentação de atividades poluidoras, por meio do licenciamento ambiental, con-
tribui diretamente para a conservação da biodiversidade.
É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
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REFERÊNCIAS
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e 
dos Recursos Naturais Renováveis. Guia de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental 
Federal: documento de referência. Brasília, DF: Ibama, 2002. Disponível em: http://www.biblio-
tecaflorestal.ufv.br/bitstream/handle/123456789/15177/Manual_Guia-de-procedimentos-do-
-licenciamento-ambiental-federal_IBAMA.pdf. Acesso em: 19 fev. 2024.
PARANÁ. IAT – Instituto Água e Terra. Termo de referência para elaboração do Plano de Con-
trole Ambiental (PCA). Curitiba: IAT, 2015. (Anexo 3, Resolução Sema nº 46/2015). Disponível 
em: https://www.iat.pr.gov.br/sites/agua-terra/arquivos_restritos/files/documento/2020-09/
anexo143772_35366.pdf. Acesso em: 19 fev. 2024.
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais . Maringá: Unice-
sumar, 2017.
SEIFFERT, M. E. B. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. 2. 
ed. São Paulo: Atlas, 2011.
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1. Opção B.
 A alternativa A está incorreta, pois o texto não sugere que o RAS deve detalhar todos os 
aspectos operacionais do empreendimento. Pelo contrário, seu foco está em fornecer infor-
mações essenciais para a concessão da licença prévia, abordando diagnóstico ambiental, 
caracterização, impactos ambientais e medidas de controle. A alternativa B está correta, 
pois, conforme destacado no resumo, o objetivo principal do RAS é subsidiar a concessão 
da licença prévia, fornecendo informações abrangentes sobre diversos aspectos, incluindo 
diagnóstico ambiental, caracterização, impactos ambientais e medidas de controle. A alter-
nativa C está incorreta, pois o RAS não tem como objetivo estabelecer restrições específicas 
à oferta de energia elétrica. Sua finalidade está mais centrada em fornecer dados para a 
análise ambiental durante o licenciamento. A alternativa D está incorreta, pois o RAS não visa 
prescrever procedimentos complexos, mas sim simplificar o processo de licenciamento am-
biental para empreendimentos de pequeno porte. A alternativa E está incorreta, pois o texto 
não sugere que o RAS elimina a necessidade de parecer técnico para empreendimentos com 
impacto ambiental significativo. Pelo contrário, destaca a necessidade de fundamentação 
em parecer técnico para aplicação do RAS.
2. Opção D. 
A alternativa A está incorreta, pois o texto não indica que o PBA é exclusivo para atividades 
produtivas potencialmente poluidoras. Ambos, PBA e PCA, podem ser aplicáveis a diferentes 
tipos de atividades produtivas. A alternativa B está incorreta, pois o PCA não é apresentado 
apenas em processos mais simplificados. Ele pode ser solicitado no pedido de licença 
prévia e, em alguns casos, no pedido de licença deinstalação. Além disso, o PBA não é 
apresentado apenas em casos que demandam EIA/RIMA. A alternativa C está incorreta, 
pois o PBA e o PCA têm diferenças significativas em termos de escopo e aplicação. O PBA é 
específico para empreendimentos com EIA/RIMA, enquanto o PCA era originalmente exigido 
para atividades de extração mineral, com sua aplicação estendida para diversas atividades 
produtivas. A alternativa D está correta, pois o texto destaca que o PCA era originalmente 
exigido para atividades de extração mineral, mas sua aplicação tem sido estendida para 
diversas atividades produtivas, enquanto o PBA é específico para empreendimentos com 
EIA/RIMA. A alternativa E está incorreta, pois PBA e PCA não são termos intercambiáveis; 
cada um tem um propósito específico e características distintas.
GABARITO
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3. Opção C. 
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas. A afirmativa I está incorreta, pois o objetivo 
principal do licenciamento ambiental, conforme destacado no resumo, é conciliar desen-
volvimento econômico com a preservação do meio ambiente para garantir a sustentabili-
dade das práticas humanas. A alternativa I afirma erroneamente que o objetivo é autorizar 
empreendimentos que causem impactos ambientais significativos, o que vai contra a ideia 
de equilíbrio e sustentabilidade. A afirmativa II está incorreta, pois o resumo menciona que a 
Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) são ferramentas 
usadas para antecipar e avaliar possíveis efeitos ambientais antes do início de uma ativida-
de, não para corrigir impactos após o início da atividade. A alternativa II sugere que essas 
ferramentas são usadas para corrigir impactos, o que não está alinhado com o propósito 
declarado no resumo. A alternativa III está correta, pois conforme destacado no resumo, o 
licenciamento ambiental busca conciliar desenvolvimento econômico com a preservação 
do meio ambiente, visando garantir a sustentabilidade das práticas humanas. Essa afirma-
tiva está alinhada com o propósito principal do licenciamento ambiental descrito no texto. 
A alternativa IV está correta, pois o resumo destaca que a regulamentação de atividades 
potencialmente poluidoras, por meio do licenciamento ambiental, contribui diretamente 
para a conservação da biodiversidade. A preservação da biodiversidade é mencionada como 
uma das metas essenciais do licenciamento ambiental.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
OUTRAS TIPOLOGIAS DE PROJETOS 
AMBIENTAIS
Conhecer outras tipologias de projetos ambientais.
Saber os componentes do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).
Diferenciar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde e Plano de Gerencia-
mento de Resíduos Sólidos.
Aprender sobre os diversos termos de referências solicitados nos projetos ambientais.
Conhecer o tema de referência das outras tipologias de projetos ambientais.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
Imagine uma cidade que vem enfrentando sérios problemas de qualidade do 
ar devido às emissões atmosféricas geradas por diversas atividades industriais 
presentes na região. A falta de controle adequado tem levado a um aumento 
significativo na concentração de poluentes atmosféricos, afetando a saúde da 
população e o meio ambiente local. Diante desse cenário, as autoridades locais 
reconhecem a necessidade urgente de implementar Planos de Controle de Po-
luição do Ar para regular as emissões industriais. Como o profissional de gestão 
de projetos ambientais poderia auxiliar as autoridades locais?
A resolução desse problema é essencial para a saúde pública, a qualidade de vida 
da comunidade e a preservação do meio ambiente. O Plano de Controle de Poluição 
do Ar visa estabelecer medidas específicas para atender aos padrões de emissão e de 
condicionamento, bem como aos padrões de qualidade do ar. A implementação eficaz 
desses planos não apenas contribuirá para a redução das emissões atmosféricas, mas 
também garantirá um ambiente mais saudável e sustentável para as gerações futuras.
Desafio-lhe, desse modo, a simular a elaboração de um Plano de Controle de Po-
luição do Ar para uma indústria fictícia de sua cidade. Ele deve considerar a descrição 
e dimensionamento do sistema de controle de emissões, os tratamentos adotados, as 
características das emissões atmosféricas após o tratamento e as garantias de eficiência 
do equipamento instalado. Além disso, você deve abordar como será feito o moni-
toramento contínuo do sistema para garantir a conformidade ao longo do tempo.
Após a simulação da elaboração do Plano de Controle de Poluição do Ar, você 
será capaz de refletir sobre a importância dessas medidas para a qualidade do ar e 
para a saúde da comunidade. Discuta os desafios práticos e éticos enfrentados ao 
equilibrar as necessidades industriais com a preservação ambiental. Além disso, 
considere como a implementação desses planos pode influenciar positivamente 
a imagem e a responsabilidade social das indústrias na comunidade.
Você já ouviu falar sobre a importância de separar os resíduos corretamente? Não? 
Então, ouça nosso podcast e conheça mais sobre o assunto. Recursos de mídia 
disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD)
Esse plano era utilizado, inicialmente, apenas para a recomposição de áreas de-
gradadas por atividades de mineração, sendo elaborado de acordo com as dire-
trizes fixadas pela ABNT NBR 13030 e outras normas pertinentes.
Pode ser solicitado na regularização de obras não licenciadas ou agregadas ao 
RCA e PCA para emissão da licença de instalação ou licença de operação. Não há 
diretrizes para outros tipos de atividades, entretanto, tem sido usual sua inclusão 
entre outras medidas de controle ambiental definidas no âmbito do EPIA, no caso 
de empreendimento cujas obras demandam materiais de empréstimo e necessi-
tem de bota-fora para destino de rejeitos e excedentes de materiais de construção.
Objetivo
O objetivo de tal plano é recuperar áreas degradadas. As ações de recuperação 
determinadas vão variar de acordo com o grau de degradação da área, normal-
mente são usados métodos de revegetação. A recuperação em questão é definida 
da seguinte forma pelo Decreto Federal nº 97.632/1989: “retorno do sítio degra-
dado a uma forma de utilização, de acordo com um plano preestabelecido para o 
uso do solo, visando à obtenção de uma estabilidade do meio ambiente” (BRASIL, 
1989). Técnicas de hidrossemeadura, nucleação, plantios diretos, plantios basea-
dos na sucessão ecológica, entre outras, são muito utilizadas.
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Termo de referência
O termo de referência do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) 
deverá conter:
1. Informações gerais: deve conter a caracterização da área em estudo, 
identificação do proprietário e identificação do responsável técnico pela 
elaboração do PRAD.
2. Origem da degradação: identificação da área degradada ou alterada, com 
a causa da degradação ou alteração, descrição da atividade causadora do 
impacto e os efeitos causados ao ambiente.
3. Caracterização regional e local: com caracterização do clima, bioma, 
fitofisionomia e bacia hidrográfica.
4. Caracterização da área a ser recuperada: situação original imediata-
mente antes da degradação ou alteração; ecossistema de referência e si-
tuação atual, após a degradação, contemplando relevo, solo e subsolo, 
hidrografia e cobertura vegetal.
5. Implantação: objetiva a recuperação da área degradada ou alterada como 
um todo, devendo conter a descrição das medidas de contenção de ero-
são, de preparo e recuperação do solo da área inteira e não apenas cova de 
plantio, de revegetação da área degradada ou alterada, incluindo espécies 
rasteiras, arbustivas e arbóreas e medidas de manutenção e monitoramen-to. Deve informar o prazo para implantação do projeto.
6. Manutenção (tratos culturais e demais intervenções): deve apresen-
tar as medidas de manutenção da área, objeto da recuperação, deta-
lhando todos os tratos culturais e as intervenções necessárias durante 
o processo de recuperação.
7. Monitoramento da recuperação: deve detalhar os métodos que serão 
utilizados no monitoramento para a avaliação do processo de recu-
peração, os quais devem ser capazes de detectar os sucessos ou insu-
cessos das estratégias utilizadas, bem como os fatos que conduziram 
aos resultados obtidos.
8. Cronograma físico e cronograma financeiro.
9. Conclusão.
10. Referência Bibliográfica.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
PROJETO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO AMBIENTAL (PCPA)
O Projeto de Controle de Poluição Ambiental (PCPA) é um projeto exigido para a 
emissão da licença de instalação para vários tipos de empreendimentos ou ativida-
des. Deve ser apresentado para análise e aprovação do órgão ambiental competente.
Objetivo
O PCPA é um projeto técnico de instalações, equipamentos e obras destinadas ao 
controle de poluição ambiental, geradas por poluentes líquidos, sólidos, gasosos e 
ruídos, em atividades consideradas potencialmente ou efetivamente poluidoras, 
que oferecem elementos para a análise da viabilidade de atendimento aos limites 
e padrões ambientais estabelecidos pelo órgão ambiental, quando da operação 
da atividade e/ou empreendimento (PARANÁ, 2009).
Para saber mais sobre os procedimentos para elaboração do Projeto de Recupera-
ção de Área Degradada, acesse a Instrução Normativa nº 4, de 13 de abril de 2011. 
Essa instrução estabelece procedimentos para elaboração de Projeto de Recupe-
ração de Área Degradada (PRAD) ou área alterada. Recursos de mídia disponíveis 
no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
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https://www.ibama.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&legislacao=118064
Termo de referência
1. Caracterização do empreendimento/atividade: a caracterização do em-
preendimento/atividade deve ser apresentada de forma a possibilitar a sua 
compreensão e a sua adequação ambiental. Deve conter as informações 
do empreendedor, a descrição da área do empreendimento, a natureza 
da atividade, o número de funcionários, o período de funcionamento, as 
diversificações e ampliações e sua situação atual.
2. Informações sobre o processamento industrial: dados sobre as maté-
rias-primas e produtos auxiliares, produtos fabricados e fluxograma com 
descrição detalhada dos processos e operações industriais.
3. Informações sobre a água utilizada: fontes de abastecimento e seus usos, 
bem como os processos de tratamento.
4. Informações sobre águas pluviais: descrição do sistema de captação, 
transporte e disposição das águas pluviais.
5. Informações sobre os esgotos sanitários: sistema de coleta e tratamento, bem 
como dados de vazão e disposição final adotada para os esgotos sanitários 
(infiltração, lançamento em rede e/ou lançamento em corpos hídricos etc.).
6. Informações sobre os efluentes líquidos industriais: balanço hídrico e 
informações quantitativas e qualitativas, bem como informações sobre a 
disposição final dos efluentes líquidos.
7. Informações sobre as emissões gasosas: fontes de poluição do ar e produção 
típica dos processos, indicando o tempo de operação dos processos. Deve 
conter a caracterização das chaminés e outros tipos de combustíveis utilizados 
no processo industrial, e apresentar o enquadramento dos padrões de emis-
são e de condicionamento a serem atendidos, com as respectivas justificativas.
8. Informações sobre os resíduos sólidos industriais: relação completa 
dos resíduos sólidos industriais, indicando sua origem, produção diária 
(peso e volume), características (estado físico, composição química, peso 
específico), processamento (tipo de acondicionamento e de remoção) e 
destinação final (incineração, aterros, etc.).
9. Memorial técnico: memorial técnico de esgoto sanitário com dimensio-
namento do sistema de tratamento; efluentes líquidos industriais com 
descrição dos sistemas de tratamento, sua justificativa e respectivo dimen-
sionamento; descrição de como será feito o monitoramento do sistema e 
as características prováveis para os efluentes finais.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
EMISSÕES ATMOSFÉRICAS
O Plano de Controle de Poluição do Ar deverá ser apresentado, especificando as medidas 
a serem tomadas para atender aos padrões de emissão e de condicionamento e aos 
padrões de qualidade do ar no entorno. O plano deve conter: a descrição e dimensiona-
mento dos sistemas, tratamentos adotados, características prováveis das emissões at-
mosféricas emitidas após tratamento e a garantia da eficiência do equipamento instalado, 
bem como mencionar como será feito o monitoramento do sistema.
RESÍDUOS SÓLIDOS
O plano deve apontar o tratamento adotado e o memorial de cálculo.
DISPOSIÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E RESÍDUOS SÓLIDOS NO SOLO
Para uso agrícola, o plano deve conter a descrição geral do local, a caracterização do 
solo, a descrição técnica da metodologia de disposição de efluentes no solo e sua jus-
tificativa. Para uso em infiltração, deve conter a descrição geral da área e a operação.
10. Cronograma e estimativa de custos: especificação de equipamentos, esti-
mativa de custos e cronograma de implantação do sistema de tratamento.
11. Plantas: deverão ser anexados os seguintes desenhos, das informações 
cadastrais, das informações sobre efluentes líquidos da indústria, do pro-
jeto do sistema de tratamento de efluentes líquidos industriais, do projeto 
do sistema de tratamento e controle de emissões atmosféricas, do projeto 
do sistema de tratamento dos resíduos sólidos.
12. Conclusão.
13. Referência Bibliográfica.
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PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS (PGR)
O Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) é um projeto exigido de em-
preendimentos ou atividades que envolvam substâncias tóxicas e/ou inflamáveis. 
São elas: indústrias químicas e farmacêuticas, indústria do petróleo e petroquí-
micas, indústria do gás, unidades de refrigeração de indústrias alimentícias, de 
bebidas, frigoríficos, unidades de produção de água tratada, dutos de transporte 
de óleo, álcool e de gás, usinas termelétricas a gás. O projeto é exigido por deter-
minação de órgãos estaduais.
Objetivo
O objetivo principal do PGR é prevenir a ocorrência de acidentes que possam 
causar danos ao público e ao meio ambiente, e reduzir sua severidade quando 
um evento dessa natureza ocorrer. O PGR poderá se tornar, também, uma im-
portante ferramenta para reduzir custos destinados à reparação de danos, para-
lisação de produção, indenizações por afastamento parcial/total de funcionários 
e contratação de apólices de seguros (PARANÁ, 2009).
Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o PGR pode também de-
terminar a estruturação de dois outros tipos de planos para aplicação em caso 
de emergência (PARANÁ, 2009):
 ■ Plano de contingência: detalha a ação conjunta dos órgãos públicos e 
empresas privadas em caso de emergência de grande porte.
 ■ Plano de ação para emergência: é exigido das atividades cujo nível de 
risco, definido pela análise de risco, seja igual a três ou quatro, e detalha 
a ação interna de uma empresa em caso de emergência.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Termo de referência
No termo de referência do Plano de Gerenciamento de Riscos deve constar:
1. Identificação do empreendimento: são citados, nesse item, dados gerais 
do empreendimento, razão social, nome fantasia, CNPJ/MF, endereço 
completo, caracterização geral do empreendimento ou atividade com o 
máximo de detalhamento possível, justificativa e objetivos do empreen-
dimento ou atividade, e um diagnóstico da situação atual, considerando 
todos os aspectos associados aos riscos ambientais.
2. Plano de gerenciamento de riscos: identificação e prevenção de riscos, 
demonstrando quais são os riscos do negócio em análise emedidas pre-
ventivas para eliminação ou controle dos riscos identificados. É impor-
tante frisar que os perigos devem ser identificados por meio de técnicas 
adequadas de análise de riscos em equipe, sendo elas compostas por pro-
fissionais envolvidos nas atividades em análise e com poder de decisão 
dentro do empreendimento.
3. Plano de ação: deve descrever as ações a serem feitas, responsáveis e 
prazo. As análises de risco devem ser refeitas sempre que alterações signi-
ficativas ocorrerem na atividade enfocada ou no máximo a cada dois anos.
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4. Normas e procedimentos operacionais: as atividades do empreendi-
mento, identificadas na análise de risco e que podem levar a acidentes, 
devem ser descritas em procedimentos operacionais ou normalizadas.
5. Treinamento: os empreendimentos devem implantar e manter um programa 
anual de treinamento, que deve ser formal (lista de presença e registros) e siste-
mático (programado nas atividades da empresa). O programa de treinamento 
deve ter por base as análises de risco e as normas e procedimentos de ações.
6. Manutenção de equipamentos críticos: os instrumentos mencionados 
nas análises de risco e que fazem parte de ações de eliminação ou controle 
de risco devem fazer parte de um programa de manutenção passar por 
inspeções/manutenções/calibrações periódicas.
7. Investigação de acidentes/incidentes: o empreendimento deve esta-
belecer implantar e manter uma sistemática para registro (relatórios) e 
investigação de acidentes/incidentes.
8. Informações sobre os produtos químicos manuseados: o empreendi-
mento deve ter disponíveis informações sobre os perigos e cuidados refe-
rentes aos produtos químicos estocados e manuseados em suas instalações.
9. Gerenciamento de modificações: o empreendimento deve estabelecer de 
maneira formal e sistemática um procedimento que lhe permita gerenciar 
as suas modificações de projeto e/ou de processo.
10. Gerenciamento de emergência: o empreendimento deve implantar e 
manter uma organização de emergência, com o objetivo de dominar e 
minimizar as possíveis emergências oriundas de sua atividade.
11. Planos de contingência: as análises de risco devem indicar quais são 
as possíveis emergências para a atividade para as quais devem ser ela-
borados planos de contingência, com as ações a serem tomadas como 
consequência da emergência, inclusive com o envolvimento da população 
do entorno do empreendimento, se aplicável. O PGR deve ser auditado 
periodicamente, com o objetivo de verificar se o programa está efetiva-
mente sendo adotado na prática.
12. Organização e auditorias: o empreendimento deve estabelecer dentro 
da sua organização uma área ou um responsável pela implantação e ma-
nutenção do Programa de Gerenciamento de Risco.
13. Conclusão.
14. Referência bibliográfica.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
PLANO DE EMERGÊNCIA INDIVIDUAL (PEI)
O Plano de Emergência Individual (PEI) é um projeto exigido para atender à Re-
solução Conama nº 398/2008 e deve ser apresentado para análise e aprovação do 
órgão ambiental competente por ocasião do licenciamento ambiental (concessão 
da licença ou da sua renovação).
Objetivo
O objetivo principal do PEI é descrever os procedimentos de resposta da ins-
talação a um incidente de poluição por óleo, em águas sob jurisdição nacional, 
decorrente de suas atividades (BRASIL, 2008).
Esse projeto se aplica nos empreendimentos ou atividades: portos organiza-
dos, instalações portuárias, terminais, dutos, plataformas e respectivas instala-
ções de apoio, sondas terrestres, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e 
instalações similares.
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Termo de referência
A Resolução Conama nº 398/2008 detalha minuciosamente o termo de referência 
desse projeto. Entre os itens principais estão:
 ■ identificação da instalação;
 ■ cenários acidentais;
 ■ informações e procedimentos para resposta.
Deve conter os seguintes itens: sistemas de alerta de derramamento de óleo, 
comunicação do incidente, estrutura organizacional de resposta, equipamentos e 
materiais de resposta, bem como os seus procedimentos operacionais de resposta, 
entre os quais incluem-se: procedimentos para interrupção da descarga de óleo, 
procedimentos para contenção do derramamento de óleo, procedimentos para 
proteção de áreas vulneráveis, procedimentos para monitoramento da mancha de 
óleo derramado, procedimentos para recolhimento do óleo derramado, procedi-
mentos para dispersão mecânica e química do óleo derramado, procedimentos 
para limpeza das áreas atingidas, procedimentos para coleta e disposição dos 
resíduos gerados, procedimentos para deslocamento dos recursos, procedimen-
tos para obtenção e atualização de informações relevantes, procedimentos para 
registro das ações de resposta, procedimentos para proteção das populações e 
procedimentos para proteção da fauna.
Também deve incluir os itens:
 ■ Encerramento das operações;
 ■ Mapas, cartas náuticas, plantas, desenhos e fotografias;
 ■ Conclusão;
 ■ Referências bibliográfica.
A Resolução Conama nº 398/2008 dispõe sobre o conteúdo mínimo do Plano de 
Emergência Individual (PEI) para incidentes de poluição por óleo originados em 
portos organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres, pla-
taformas e suas instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuti-
cos e instalações similares, e orienta a sua elaboração. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
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https://www.ibama.gov.br/component/content/article?id=750
TEMA DE APRENDIZAGEM 8
ESTUDO DE IMPACTO E VIZINHANÇA E RELATÓRIO DE 
IMPACTO DE VIZINHANÇA (EIV/RIV)
O Estudo de Impacto e Vizinhança e o Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV/
RIV) é um projeto que cumpre as exigências do artigo 2º da Resolução Conama 
nº 1/1986. Também é exigido nos Planos Diretores Municipais e na Lei Federal 
n°. 10.257/2001 (Estatuto da Cidade). Deve ser requerido nas fases de concepção 
do empreendimento ou atividade (BRASIL, 1986).
Objetivo
O objetivo do EIV/RIV é a aprovação de empreendimentos que causam grande 
impacto urbanístico e ambiental. O EIV/RIV deve contemplar os efeitos posi-
tivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida 
da população residente no entorno da área em estudo e em suas proximidades, 
bem como a especificação das medidas necessárias para minimizar, mitigar ou 
compensar seus efeitos adversos.
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Termo de referência
O termo de referência do EIV/RIV deve constar as informações:
1. Informações do empreendimento: dados gerais que identificam o em-
preendimento, o contato do responsável pelo empreendimento e que 
identifiquem, também, a equipe responsável pelo RIV e sua conta. Faz 
parte desse item o histórico do empreendimento e sua localização geo-
gráfica, bem como os empreendimentos similares em outras localidades. 
É importante incluir mapas das vias de acesso ao empreendimento e da 
bacia hidrográfica a que pertence.
2. Caracterização do empreendimento: detalhamento do empreendimen-
to (área, porte, número de funcionários, horários de funcionamento, pú-
blico-alvo etc.), tipos de atividades a serem desenvolvidas, incluindo as 
principais e as secundárias, apresentando os objetivos do empreendimen-
to, sua justificativa e previsão das etapas de implantação do empreendi-
mento. É importante incluir também o material gráfico (projetos) em 
escala legível, demonstrando a localização, os acessos, a área permeável, 
as áreas construídas/edificadas, o estacionamento e, se for o caso, as fu-
turas ampliações.
3. Área de influência: detalhamento (zoneamento, características) da área 
de influência direta em um raio de 300 metros e indireta em um raio de 
1000 metros. Deve apresentar relatório fotográfico dos vizinhos imedia-
tos, bem como incluir mapas com a delimitação das áreas de influência 
direta e indireta.
4. Impactos do empreendimento sobre a área de vizinhança e proposi-
ção de medidas: osimpactos devem ser analisados e informar a área de 
abrangência adotada para o estudo (área de influência direta ou indireta), 
caracterizando o ambiente natural e construído, antes e depois do em-
preendimento ou atividade instalada. É nesse item que se identificam os 
impactos positivos e negativos, as medidas minimizadoras, mitigadoras e/
ou compensatórias, bem como o prazo e o responsável pela sua aplicação. 
Sendo os tipos de impacto:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
IMPACTOS NO MEIO FÍSICO
Topografia, relevo e declividade, qualidade do ar, nível de ruído, ventilação, iluminação e 
recursos hídricos.
IMPACTOS NO MEIO BIOLÓGICO
Ecossistemas terrestres e aquáticos nas áreas de preservação permanente, unidades 
de conservação e áreas protegidas por legislação ambiental existentes na área de in-
fluência. O termo deve descrever a vegetação no lote do empreendimento (identificar, 
quantificar e mapear a existência de espécies nativas/exóticas), identificar/descrever a 
fauna existente no lote (identificar a existência de espécies ameaçadas de extinção).
IMPACTOS NO MEIO ANTRÓPICO
Dinâmica populacional do empreendimento com enfoque no adensamento tem-
porário ou permanente; análise do nível de vida relacionado ao empreendimento; 
apresentação de dados sobre a estrutura produtiva e de serviços; valorização ou 
desvalorização imobiliária.
IMPACTOS NA ESTRUTURA URBANA INSTALADA
Relação e mapeamento dos equipamentos comunitários da área de influência, 
pavimentação, geração, coleta e destinação dos resíduos sólidos, drenagem natural, 
rede de águas pluviais e iluminação pública.
IMPACTOS NA MORFOLOGIA URBANA
Paisagem urbana, volumetria do empreendimento em relação ao entorno imediato 
natural e construído, arborização urbana, marcos de referência local.
IMPACTOS SOBRE O SISTEMA VIÁRIO
Geração, intensificação de polos geradores de tráfego e capacidade das vias, sina-
lização viária, condições de deslocamento, acessibilidade, oferta e demanda por 
sistema viário e transportes coletivos, demanda de estacionamento (necessidade de 
vagas referente à carga e descarga, embarque e desembarque, ambulância, estacio-
namento para visitantes, serviços de abastecimento em geral, gás, autofossa).
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5. Quadro-resumo das medidas.
6. Conclusão.
7. Referências bibliográficas.
PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE 
SAÚDE (PGRSS)
O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) é 
um projeto que cumpre as exigências da Resolução Conama nº 358/2005 e RDC 
ANVISA nº 306/2004. Também é exigido nos Planos Diretores municipais, por 
meio das autoridades sanitárias e/ou ambientais.
IMPACTOS DURANTE A FASE DE OBRA DO EMPREENDIMENTO
Proteção das áreas ambientais lindeiras ao empreendimento; destino final do entu-
lho da obra; transporte e destino final resultante do movimento de terra; produção 
e nível de ruídos; movimentação de veículos de carga e descarga de material para 
obras; solução do esgotamento sanitário para pessoal da obra do empreendimento.
Objetivo
É exigida a elaboração e implantação aos prestadores de serviços de saúde pú-
blicos ou privados, que são quaisquer estabelecimentos prestadores de serviços 
de assistência à saúde humana e animal.
O PGRSS se baseia nos princípios da não geração e da minimização de re-
síduos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicio-
namento, coleta, armazenamento, reciclagem e disposição final, bem como à 
proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Termo de referência
O termo de referência do PGRSS deve constar as informações:
1. Caracterização do estabelecimento: compreende a identificação e descri-
ção física da unidade de saúde e de outros empreendimentos, cujas ativida-
des resultem em geração dos resíduos de serviços de saúde. Compreende 
a identificação do estabelecimento com dados gerais, identificação do res-
ponsável legal pelo estabelecimento e do responsável técnico pelo PGRSS. 
O item também inclui o alvará, ou licença e autorização de funcionamento 
(municipal, estadual ou federal), bem como a classificação do porte (grande, 
médio ou pequeno) e complexidade (alto risco, médio risco e pequeno ris-
co) do estabelecimento de saúde. No item, faz-se uma caracterização física, 
com apontamento dos elementos físicos que possam interferir na geração, 
no gerenciamento e na operação dos resíduos. Inclui a planta de localização 
Figura 1 – Descarte correto de ampola de 
medicamento
Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 126).
Descrição da Imagem: a figura apresenta 
a mão esquerda de uma pessoa fazendo o 
descarte correto de uma ampola de medi-
camento, em um balde plástico amarelo e 
com tampa vermelha. A pessoa veste uma 
luva de látex na cor azul. Fim da descrição.
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e de situação do estabelecimento, contemplando: área total, área construída, 
área livre do terreno, número de leitos – total e por especialidade médica; 
número de leitos ativos; número de internações/dia (adotar média semanal); 
número de atendimentos diários: ambulatorial, consultório, serviço de diag-
nóstico e de terapia (adotar média semanal); população fixa (funcionários da 
área administrativa e médica, prestadores de serviços) e flutuante (passivo, 
acompanhantes, visitantes, prestadores de serviços eventuais). Para finalizar, 
pode conter informações complementares, como identificação da especia-
lização, descrição e análise das atividades desenvolvidas no estabelecimento 
relevantes à geração de resíduos.
2. Informações sanitárias e ambientais: documentos comprobatórios de 
autorização para funcionamento e regularização ambiental.
3. Diagnóstico da situação atual: levantamento e análise dos elementos de 
informações referente aos resíduos, com o objetivo de avaliar as demandas 
e condições de ordens gerenciais e operacionais nas unidades de saúde.
4. Inventário de resíduos de serviços de saúde (RSS): levantamento quali-
tativo e quantitativo dos resíduos gerados por setor, classificados de acor-
do com a legislação sanitária e ambiental; amostragens para caracterizar 
e quantificar (peso e volume) os resíduos em cada fonte de geração; clas-
sificação e quantificação (peso e volume) dos resíduos por grupo (A, B, 
C, D e E), sempre descrevendo a metodologia utilizada.
5. Ações para o gerenciamento: descrição dos atuais procedimentos de geren-
ciamento desses resíduos; características dos equipamentos de acondiciona-
mento e transporte, com especificação do meio de transporte e a frequência 
de coleta; descrição das áreas de armazenamento intermediário; caso neces-
sário, avaliação das condições de ventilação, capacidade de armazenamento 
compatível com a geração, frequência de coleta e sistema de higienização; 
descrição dos métodos de tratamento e disposição final de resíduos de acordo 
com cada tipo (classificação) dentro da área e fora da área de geração; indica-
ção de como os resíduos devem ser tratados na coleta, transporte, tratamento 
e disposição final; se necessário, descrição do controle de vetores, adesão aos 
programas de coleta seletiva e de reciclagem. É imprescindível a apresentação 
do cronograma para implantação e implementação do PGRSS.
6. Conclusão.
7. Referência Bibliográfica.
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Acesse o manual Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, da Anvi-
sa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para saber mais sobre o PGRSS. 
Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem .
EU INDICO
Vidro Papel Plástico
Lixo
eletrônico OrgânicoMetal
Figura 2 – Coleta seletiva de resíduos
Descrição da Imagem: a figura apresenta uma fileira de seis lixeiras plásticas nas cores – da esquerda para a 
direita – verde, azul, laranja, vermelho, amarelo e cinza, com as respectivas descrições: vidros, papel, plástico, lixo 
eletrônico, metal e, por último, resíduo orgânico. A Resolução Conama nº 275/2001 estabelece o código de corespara os diferentes tipos de resíduos, que deve ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem 
como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. As lixeiras possuem o símbolo de reciclagem representa-
do por um conjunto de três setas brancas que se organizam de forma circular, apontando da direita para a esquerda. 
Esse símbolo é conhecido como Ciclo de Mobius e faz parte dele os três R: reciclagem, reutilização e redução. 
Abaixo de cada ciclo de Mobius, há a identificação do tipo de resíduo a ser colocado na lixeira. Fim da descrição.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PGRS)
O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) é um projeto que 
cumpre exigências estaduais e municipais. Deve ser submetido à análise do órgão 
ambiental, geralmente secretarias de meio ambiente municipais.
Objetivo
É exigida a elaboração e implantação do PGRS aos empreendimentos que gerem 
resíduos. É baseado nos princípios da não geração e da minimização da geração 
de resíduos, que aponta e descreve as ações relativas ao seu manejo, contemplan-
do os aspectos referentes à minimização na geração, segregação, acondiciona-
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https://bibliotecadigital.anvisa.gov.br/jspui/handle/anvisa/1581
mento, identificação, coleta e transporte interno, armazenamento temporário, 
tratamento interno, armazenamento externo, coleta e transporte externo, trata-
mento externo e disposição final.
Busca minimizar, portanto, a geração de resíduos na fonte, bem como ade-
quar a segregação na origem, controlar e reduzir riscos ao meio ambiente, e as-
segurar o correto manuseio e disposição final.
Termo de referência
É um instrumento muito importante para aeroportos, portos, fronteiras e 
recintos alfandegários, além de ser aplicado em empresas, indústrias, escolas e 
demais empreendimentos.
1. Caracterização do estabelecimento: deve conter a informação e locali-
zação do estabelecimento, a identificação do empreendedor e do técnico 
responsável pela elaboração do projeto, bem como as informações gerais 
da empresa e a tipologia do estabelecimento. Nesse item, é indicada, ain-
da, a estrutura organizacional da empresa, com a descrição das atividades 
desenvolvidas e capacidade produtiva. É interessante, também, incluir um 
fluxograma das atividades da empresa.
2. Levantamento e diagnóstico da situação atual dos resíduos: deve conter o 
levantamento de onde ocorre a geração dos resíduos, como é realizada a se-
gregação, acondicionamento, armazenamento e destinação final, bem como 
a indicação de quais os resíduos – líquidos, gasosos e tecnológicos – gerados.
3. Plano de gerenciamento dos resíduos sólidos: nesse item, é apontada 
a forma correta de gerenciamento dos resíduos em todas as seguintes 
fases: segregação, acondicionamento, coleta interna e armazenamento 
temporário, coleta externa e transporte, destinação final.
4. Implantação e operação: aponta a estrutura necessária e a responsabili-
dade, bem como os programas de educação ambiental a serem implan-
tados e como ocorrerá a capacitação e treinamento dos colaboradores.
5. Plano de monitoramento e documentação (registros): aponta como 
será feito o monitoramento do processo e quais os registros necessários 
para o correto gerenciamento do projeto.
6. Conclusão.
7. Referências bibliográficas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Acesse a Resolução RDC Anvisa nº 342/2002, que institui e aprova o Termo de 
Referência para elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos a 
serem apresentados à agência e dá outras providências. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EU INDICO
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
De autoria de Patrícia Caroline Guedes Gomes, o livro apre-
senta as principais etapas que envolvem a elaboração de um 
plano de gestão integrada de resíduos sólidos de uma forma 
descomplicada e didática. Ao buscar uma solução sustentável 
para o expressivo volume de lixo gerado em instituições, a obra 
faz uma abordagem teórica sobre o tema de gerenciamento de 
resíduos sólidos por meio da aplicação prática de estratégias 
e implementação da coleta seletiva no campus da Pontifícia 
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
INDICAÇÃO DE LIVRO
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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https://antigo.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/RDC_342_2002.pdf
NOVOS DESAFIOS
Vamos retomar a situação-problema inserida no início de nossos estudos. Ima-
gine uma cidade que vem enfrentando sérios problemas de qualidade do ar devi-
do às emissões atmosféricas geradas por diversas atividades industriais presentes 
na região. A falta de controle adequado tem levado a um aumento significativo 
na concentração de poluentes atmosféricos, afetando a saúde da população e o 
meio ambiente local. Diante desse cenário, as autoridades locais reconhecem a 
necessidade urgente de implementar Planos de Controle de Poluição do Ar 
para regular as emissões industriais. Como o profissional da gestão de projetos 
ambientais poderia auxiliar as autoridades locais?
O profissional de gestão de projetos ambientais poderá auxiliar as autoridades 
locais ao elaborar um Plano de Controle de Poluição do Ar para as indústrias loca-
lizadas na cidade afetada pelas emissões atmosféricas. Ele tem a responsabilidade 
de abordar aspectos específicos do plano, promovendo uma abordagem holística e 
colaborativa para enfrentar o problema. Sendo assim, o profissional deverá realizar:
1. A descrição e dimensionamento do sistema de controle de emissões: 
começando pela identificação das fontes de emissões atmosféricas na 
indústria fictícia, destacando as principais substâncias poluentes envol-
vidas. Em seguida, propor um sistema de controle de emissões adequado, 
considerando tecnologias disponíveis e viabilidade econômica. O dimen-
sionamento do sistema deve ser calculado de forma a atender aos padrões 
de emissão exigidos. Será necessário consultar especialistas na área.
2. Tratamentos a serem adotados: deve apresentar uma análise detalha-
da dos tratamentos adotados para reduzir as emissões. Isso pode incluir 
tecnologias de filtragem, processos de purificação do ar, ou até mesmo 
mudanças nos processos produtivos para minimizar a geração de po-
luentes. O profissional de gestão de projetos ambientais deve justificar 
suas escolhas, considerando eficácia, custos e impactos ambientais. Será 
necessário consultar especialistas na área.
3. Características das emissões atmosféricas após o tratamento: é neces-
sário descrever as características das emissões atmosféricas resultantes 
do tratamento. Isso envolve a composição química, concentrações de 
poluentes e qualquer resíduo gerado durante o processo. O profissional 
de gestão de projetos ambientais deve garantir que as emissões atendam 
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aos padrões regulatórios estabelecidos e não causem impactos adversos 
significativos. Será necessário consultar especialistas na área.
4. Garantias de eficiência do equipamento instalado: é necessário apre-
sentar garantias de eficiência para o equipamento instalado no sistema 
de controle de emissões. Isso pode incluir certificações, testes de desem-
penho, e dados de manutenção preventiva. O profissional de gestão de 
projetos ambientais deve considerar como a eficiência será monitorada 
ao longo do tempo para assegurar a continuidade da conformidade.
5. Monitoramento contínuo do sistema: o gestor de projetos ambientais 
deve elaborar um plano abrangente para o monitoramento contínuo do 
sistema. Isso envolve a seleção de instrumentos de medição, frequência de 
monitoramento, procedimentos de relatórios e ações corretivas em caso 
de desvios dos padrões. É necessário pensar em estratégias para garantir 
a transparência e responsabilidade na gestão das emissões ao longo do 
tempo.É importante ter auxílio de especialistas na área.
Essa abordagem detalhada da experimentação permitirá que o profissional de 
gestão de projetos mergulhe profundamente nos aspectos práticos e técnicos 
da elaboração de um Plano de Controle de Poluição do Ar, promovendo uma 
compreensão mais sólida e aplicada dos conceitos envolvidos.
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1. O Plano de Emergência Individual (PEI) é essencial para descrever os procedimentos de 
resposta da instalação a um incidente de poluição por óleo em águas sob jurisdição na-
cional. Esse plano é aplicável a uma variedade de empreendimentos e atividades. Sendo 
assim, entre as opções a seguir, qual a categoria abrangida pelo PEI?
a) Refinarias.
b) Sondas espaciais.
c) Universidades.
d) Aeroportos.
e) Centrais de abastecimento.
2. No contexto da obtenção da licença de instalação para diversos empreendimentos, o 
Projeto de Controle da Poluição Ambiental (PCPA) desempenha um papel fundamental. 
Esse projeto técnico abrange instalações, equipamentos e obras voltados ao controle de 
poluição ambiental, considerando poluentes líquidos, sólidos, gasosos e ruídos. Ele fornece 
elementos essenciais para avaliação da viabilidade de atendimento aos limites e padrões 
ambientais. Diante do exposto, o principal objetivo do PCPA é:
a) Elaborar estratégias de marketing ambiental.
b) Proporcionar um diagnóstico da situação econômica do empreendimento.
c) Avaliar a viabilidade de atendimento aos padrões ambientais.
d) Determinar a localização geográfica do empreendimento.
e) Estabelecer metas de produção sustentável.
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3. O Estudo de Impacto e Vizinhança e Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV/RIV) é um 
projeto que atende às exigências do artigo 2º da Resolução Conama nº 1/1986, sendo tam-
bém requisitado nos Planos Diretores Municipais e na Lei Federal n°. 10.257/2001 (Estatuto 
da Cidade). Sua aplicação é necessária nas fases de concepção do empreendimento ou 
atividade. O objetivo do EIV/RIV é obter aprovação para empreendimentos que causam 
grande impacto urbanístico e ambiental. Deve abranger os efeitos positivos e negativos 
do empreendimento quanto à qualidade de vida da população circunvizinha, incluindo a 
especificação de medidas para minimizar, mitigar ou compensar seus efeitos adversos 
(SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unicesumar, 2017.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções, a seguir, e a relação proposta 
entre elas:
I - O EIV/RIV é um projeto fundamental para a aprovação de empreendimentos de grande 
impacto urbanístico e ambiental, atendendo a requisitos legais específicos.
PORQUE
II - A aplicação do EIV/RIV é obrigatória desde as fases iniciais do empreendimento, contri-
buindo para avaliar os impactos e propor medidas de mitigação, minimização ou com-
pensação, conforme preconizado pela legislação ambiental.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13030: elaboração e apresenta-
ção de projeto de reabilitação de áreas degradadas pela mineração. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
BRASIL. Decreto nº 97 .632, de 10 de abril de 1989. Dispõe sobre a regulamentação do artigo 
2º, inciso VIII, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e dá outras providências. Brasília, DF: 
Presidência da República, 1989. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decre-
to/1980-1989/d97632.htm. Acesso em: 20 jan. 2024.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambien-
te. Resolução nº 398, de 11 de junho de 2008. Dispõe sobre o conteúdo mínimo do Plano de 
Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional, 
originados em portos organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres, 
plataformas e suas instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e insta-
lações similares, e orienta a sua elaboração. Diário Oficial da União: seção 1: Ministério do Meio 
Ambiente, Brasília, DF, ano 145, n. 111, p. 101-104, 12 jun. 2008.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a 
avaliação de impacto ambiental. Diário Oficial da União: seção 1: Ministério do Meio Ambiente, 
Brasília, DF, ano 124, n. 31, p. 2548-2549, 17 fev. 1986.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos 
resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1: Minis-
tério do Meio Ambiente, Brasília, DF, ano 142, n. 84, p. 63-65, 4 maio 2005.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos 
de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas cam-
panhas informativas para a coleta seletiva. Diário Oficial da União: seção 1: Ministério do Meio 
Ambiente, Brasília, DF, ano 137, n. 117, p. 80, 19 jun. 2001.
BRASIL. MS – Ministério da Saúde. Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
RDC nº 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerencia-
mento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União: seção 1: Ministério da Saúde, 
Brasília, DF, ano 141, n. 237, p. 49-56, 10 dez. 2004.
PARANÁ. IAP – Instituto Ambiental do Paraná. Licenciamento ambiental: projeto de controle 
de poluição ambiental (PCPA): termo de referência padrão. Curitiba: IAP, 2009. Disponível em: 
http://creaweb.crea-pr.org.br/IAP/arquivos/PCPA_PROJETO_CONTROLE_POLUICAO_AM-
BIENTAL_PADRAO.pdf. Acesso em: 20 fev. 2024.
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1. Opção A. 
O PEI é essencial para descrever os procedimentos de resposta a incidentes de poluição 
por óleo em águas sob jurisdição nacional. Refinarias, que lidam com o processamento de 
petróleo, estão diretamente envolvidas nessas atividades e, portanto, são abrangidas pelo 
PEI. Sondas espaciais não estão relacionadas ao derramamento de óleo em águas sob juris-
dição nacional, que é o foco do PEI conforme o texto fornecido. Portanto, as sondas espaciais 
não se enquadram na categoria abrangida pelo PEI. O PEI se destina a empreendimentos 
e atividades que podem causar incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição 
nacional. Universidades, em geral, não se enquadram nesse contexto específico de ativida-
des potencialmente poluentes. Embora os aeroportos possam ter planos de emergência, 
o PEI mencionado no texto é específico para incidentes de poluição por óleo em águas 
sob jurisdição nacional. Aeronaves e aeroportos podem ter outros planos de contingência, 
mas não são abrangidos pelo PEI mencionado. As centrais de abastecimento, geralmente 
relacionadas ao fornecimento de produtos como alimentos, não estão diretamente asso-
ciadas a incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional. Portanto, não 
são abrangidas pelo PEI mencionado no texto.
2. Opção C. 
A alternativa A está incorreta, pois o PCPA não tem como objetivo principal elaborar estraté-
gias de marketing ambiental. Sua função está centrada na avaliação e controle da poluição 
ambiental. A alternativa B está incorreta, pois o PCPA não se destina a avaliar a situação 
econômica do empreendimento, mas sim aanalisar e controlar os impactos ambientais 
gerados por suas atividades. A alternativa C está correta, pois o PCPA é um conjunto de di-
retrizes técnicas que visa controlar os impactos ambientais gerados por empreendimentos. 
Ele inclui instalações, equipamentos e obras destinadas ao controle de poluentes líquidos, 
sólidos, gasosos e ruídos. Portanto, o principal objetivo do PCPA é fornecer elementos 
que permitam avaliar a viabilidade do empreendimento em atender aos limites e padrões 
ambientais estabelecidos pelos órgãos ambientais. O próprio texto fornecido informa em 
seu final que o PCPA fornece elementos essenciais para avaliação da viabilidade de atendi-
mento aos limites e padrões ambientais. A alternativa D está incorreta, pois a determinação 
da localização geográfica do empreendimento geralmente ocorre em fases anteriores do 
processo, como no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Controle Ambiental 
(RCA), não no PCPA. A alternativa E está incorreta, pois embora a produção sustentável seja 
um objetivo desejável para muitos empreendimentos, o PCPA é mais específico na avaliação 
e controle dos impactos ambientais, não na definição de metas de produção sustentável.
GABARITO
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3. Opção A. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. A asserção 
I é verdadeira, pois destaca a importância do EIV/RIV na aprovação de empreendimentos 
de grande impacto urbanístico e ambiental, atendendo a requisitos legais específicos. A 
asserção II também é verdadeira, pois ressalta que a aplicação do EIV/RIV é obrigatória 
desde as fases iniciais do empreendimento, contribuindo para avaliar os impactos e propor 
medidas de mitigação, minimização ou compensação, conforme preconizado pela legislação 
ambiental. A asserção II é justificativa correta da I, pois a relação lógica entre as asserções é 
que a obrigação de aplicar o EIV/RIV desde as fases iniciais do empreendimento, conforme 
mencionado na asserção II, é um fator que justifica a importância destacada na asserção I. 
Em outras palavras, a necessidade de avaliar os impactos desde o início é um requisito legal 
específico para a aprovação de empreendimentos de grande impacto urbanístico e ambiental.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
ASPECTOS LEGAIS DO 
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Compreender a necessidade de licenciamento ambiental para empreendimentos 
potencialmente poluidores.
Conhecer as atividades sujeitas ao licenciamento ambiental.
Saber das competências do licenciamento ambiental.
Aprender sobre os tipos de licença ambientais exigidas pelos órgãos ambientais.
Compreender os prazos de validade dos tipos de licença ambiental.
 Saber como obter o licenciamento ambiental.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
Vamos imaginar que uma nova indústria de papel e celulose está planejando 
se estabelecer em uma região próxima a uma reserva ambiental e a uma comu-
nidade local. Os gestores da indústria estão enfrentando desafios no processo 
de obtenção do licenciamento ambiental necessário para iniciar as operações. 
A comunidade está dividida entre aqueles que veem a indústria como uma 
oportunidade econômica e os que estão preocupados com os potenciais im-
pactos ambientais. Como o gestor de projetos ambientais pode contribuir 
para a resolução desse problema?
O licenciamento ambiental é fundamental para garantir que a indústria opere 
de maneira sustentável, minimizando impactos negativos na área circundante. 
A resolução adequada do processo de licenciamento garantirá a conformidade 
legal e a integração responsável da indústria na região. Isso não apenas protegerá 
o ambiente, mas também contribuirá para o desenvolvimento econômico local, 
criando empregos e oportunidades.
Neste momento, estudante, lhe convido a experimentar as situações a seguir.
Situações práticas:
1. Processo de licenciamento ambiental:
 ■ Identificar as etapas do processo de licenciamento ambiental, desde a 
solicitação até a obtenção final.
 ■ Compreender as diferentes fases, como a Avaliação de Impacto Am-
biental (AIA) e a emissão de licenças específicas.
2. Legislação ambiental aplicável:
 ■ Pesquisar e compreender as leis e regulamentos ambientais relevantes 
para o setor de papel e celulose.
 ■ Analisar as normativas específicas que regem o licenciamento ambien-
tal para indústrias desse tipo.
3. Envolvimento da comunidade:
 ■ Investigar como a participação da comunidade é incorporada no pro-
cesso de licenciamento.
 ■ Explorar exemplos de casos em que a colaboração com a comunidade 
teve um impacto significativo na obtenção ou não do licenciamento.
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4. Medidas mitigadoras e compromissos ambientais:
 ■ Pesquisar exemplos de medidas mitigadoras implementadas por outras 
indústrias de papel e celulose.
 ■ Explorar compromissos ambientais que as empresas podem assumir 
para minimizar seu impacto.
5. Estudos de caso:
 ■ Analisar estudos de caso de indústrias semelhantes que passaram pelo 
processo de licenciamento ambiental.
 ■ Identificar casos de sucesso e desafios enfrentados por essas indústrias.
Ao realizar essa pesquisa, você compreenderá de forma mais profunda o processo 
prático de obtenção de licenciamento ambiental, bem como adquirirá insights so-
bre as complexidades e considerações envolvidas. Isso pode ser um componente 
valioso para enriquecer a aprendizagem sobre questões ambientais e regulatórias.
Ao longo do processo, você pode refletir sobre as complexidades envol-
vidas na busca por um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e pre-
servação ambiental. Pode explorar questões éticas, legais e sociais associadas 
ao licenciamento ambiental, promovendo uma compreensão mais profunda 
dos desafios enfrentados pelas indústrias e comunidades na busca por sus-
tentabilidade. Esse cenário permite que os estudantes explorem o tema de 
licenciamento ambiental de uma maneira prática, engajando-se em atividades 
que simulam situações do mundo real.
Você sabe o que é o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e os órgãos 
que o compõem? Não? Então, ouça nosso podcast sobre o Sisnama, o Conselho 
Nacional do Meio Ambiente (Conama) e seu papel na Fiscalização de Atividades 
Poluidoras . Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente vir-
tual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
ATIVIDADES SUJEITAS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
A legislação ambiental brasileira é relativamente recente, porém, os legisladores 
procuraram abranger aspectos essenciais para compatibilizar a atividade econô-
mica e os empreendimentos necessários ao desenvolvimento do país aos requi-
sitos de preservação ambiental.
Já ficou estabelecido que o meio ambiente não é um 
bem privado, sob a exclusiva responsabilidade de um 
proprietário, mas sim um bem público, comum a todos 
os cidadãos, que, por força dessa condição, têm também 
o direito e o dever, em última instância, de zelar pela 
sua preservação. Assim, seria de esperar que os mecanismos legais previssem condi-
ções para que a sociedade como um todo exercesse o papel fiscalizador que lhe cabe.
É importante salientar que a legislação está sujeita a constantes revisões por 
conta até do dinamismo próprio das atividades econômicas, que altera suas con-
figurações com o avanço da tecnologia.
Posto isso, é necessário entender em quais condições as atividades econô-
micas devem receber um tratamento formal por parte dos órgãos ambientais.
A legislação que rege as atividades econômicas sob a perspectiva ambien-
tal no Brasil prevê níveis diferenciados de providências para o empreendedor 
dependendo do segmento econômico, do porte do projeto e dos impactos am-
bientais potenciais desse empreendimento. Algumas empresas obrigatoriamente 
precisam ter um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), também referido no artigo 
225, §1º, inciso IV como EstudoPrévio de Impacto Ambiental e um Relatório 
de Impacto Ambiental (RIMA), consagrados pela Resolução Conama nº 1/1986.
Já ficou 
estabelecido que o 
meio ambiente não 
é um bem privado
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Nem todos os empreendimentos necessariamente demandam esses instrumentos 
públicos de gestão ambiental. No entanto, a legislação prevê o instrumento de 
licenciamento ambiental em algumas situações específicas, independentemente 
do porte do empreendimento.
 “ Art. 10. A construção, instalação, ampliação e funcionamento de 
estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, 
efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer for-
ma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio licen-
ciamento ambiental (BRASIL, 1981, on-line).
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você sabe o que são recursos ambientais sob o ponto de vista da Lei 6.938/1981?
A Lei 6.938/1981, em seu artigo 3º, inciso V, explica essa questão, pois define 
que recursos ambientais são: “[...] a atmosfera, as águas interiores, superficiais 
e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da 
biosfera, a fauna e a flora” (BRASIL, 1981, on-line).
Dessa maneira, o rol de atividades que se enquadram nesses requisitos legais 
amplia-se enormemente. Precisamos entender exatamente o que se quer dizer com 
licenciamento ambiental. Para isso, vamos recorrer ao artigo 1º, inciso I, da Resolução 
Conama nº 237/1997, que define claramente o conceito de licenciamento ambiental:
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 “ [...] procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental com-
petente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de 
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras; ou aquelas que, 
sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, conside-
rando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas 
aplicáveis ao caso (BRASIL, 1997, p. 30841).
Ao definir essa regra, portanto, o órgão normalizador 
estabelece que o conceito de licenciamento ambien-
tal é um procedimento, ou seja, algo que se estende 
no tempo e requer diversas providências numa se-
quência encadeada, que tem por finalidade abranger 
todas as variáveis que poderiam impactar negativamente nos recursos ambien-
tais e como produto final a licença ambiental, isto é, a autorização legal para o 
funcionamento de uma atividade econômica sob um atestado de cumprimento 
da legislação competente. Existe uma diferença entre licenciamento ambiental 
e licença ambiental, como você já deve ter notado. Enquanto o licenciamento 
ambiental é um procedimento, uma sequência de atos de diversos responsáveis, 
o produto final, que é a licença ambiental, é definido pelo artigo 1º, inciso II, da 
Resolução Conama nº 237/1997, como:
 “ [...] ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente es-
tabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental 
que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou 
jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos 
ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efe-
tiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer for-
ma, possam causar degradação ambiental (BRASIL, 1997, p. 30841).
O cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a obtenção da licen-
ça ambiental não pode ser tratada como um assunto de importância secundária 
por parte do empreendedor, pois o não cumprimento dessa exigência legal aciona 
outro dispositivo legal que define os crimes ambientais. Sobre isso, veja a redação 
da Lei 9.605/1998, em seu artigo 60:
O conceito de 
licenciamento 
ambiental é um 
procedimento
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 “ Art. 60. Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, 
em qualquer parte do território nacional, estabelecimentos, obras 
ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização 
dos órgãos ambientais competentes, ou contrariando as normas 
legais e regulamentares pertinentes:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas 
cumulativamente (BRASIL, 1998, on-line).
Sob o ponto de vista legal, social e ético, é um péssimo negócio desrespeitar a 
legislação.
EXTRAÇÃO E TRATAMENTO DE MINERAIS
• Pesquisa mineral com guia de utilização.
• Lavra a céu aberto, inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento.
• Lavra subterrânea com ou sem beneficiamento.
• Lavra garimpeira, perfuração de poços e produção de petróleo e gás natural.
Visto isso, pode-se elencar as atividades econômicas que, por determinação legal 
– Anexo I da Resolução Conama nº 237/1997 – estão sujeitas à obtenção da li-
cença ambiental. Algumas delas são: extração e tratamento de minerais; indústria 
de produtos minerais não metálicos; indústria metalúrgica; indústria mecânica, 
indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações; indústria de material 
de transporte; indústria de papel e celulose; indústria de borracha; indústria de 
couro e peles; indústria química:
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INDÚSTRIA DE PRODUTOS MINERAIS NÃO METÁLICOS
• Associados à extração.
• Fabricação e elaboração de produtos minerais não metálicos, tais como: produção de 
material cerâmico, cimento, gesso, amianto e vidro, entre outros.
INDÚSTRIA METALÚRGICA
• Fabricação de aço e de produtos siderúrgicos.
• Produção de fundidos de ferro e aço/forjados arames/relaminados com ou sem trata-
mento de superfície, inclusive galvanoplastia.
• Metalurgia dos metais não ferrosos, em formas primárias e secundárias, inclusive ouro.
• Produção de laminados/ligas/artefatos de metais não ferrosos com ou sem tratamen-
to de superfície, inclusive galvanoplastia.
• Relaminação de metais não ferrosos, inclusive ligas.
• Produção de soldas e anodos.
• Metalurgia de metais preciosos.
• Metalurgia do pó, inclusive peças moldadas.
• Fabricação de estruturas metálicas com ou sem tratamento de superfície, inclusive 
galvanoplastia.
• Fabricação de artefatos de ferro/aço e de metais não ferrosos com ou sem tratamento 
de superfície, inclusive galvanoplastia.
• Têmpera e cementação de aço, recozimento de arames, tratamento de superfície.
INDÚSTRIA MECÂNICA
• Fabricação de máquinas, aparelhos, peças, utensílios e acessórios com e sem trata-
mento térmico e/ou de superfície.
INDÚSTRIA DE MATERIAL ELÉTRICO, ELETRÔNICO E COMUNICAÇÕES
• Fabricação de pilhas, baterias e outros acumuladores.
• Fabricação de material elétrico, eletrônico e equipamentos para telecomunicação e 
informática.
• Fabricação de aparelhos elétricos e eletrodomésticos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
INDÚSTRIA DE MATERIAL DE TRANSPORTE
• Fabricação e montagem de veículos rodoviários e ferroviários, peças e acessórios.
• Fabricação e montagem de aeronaves.
• Fabricação e reparo de embarcações e estruturas flutuantes.
• Indústria de madeira.
• Serraria e desdobramento de madeira.
• Preservação de madeira.
• Fabricação de chapas, placas de madeira aglomerada, prensada e compensada.
• Fabricação de estruturas de madeira e de móveis.
INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE
• Fabricação de celulose e pasta mecânica.
• Fabricação de papel e papelão.
• Fabricação de artefatos de papel, papelão, cartolina, cartão e fibra prensada.
INDÚSTRIA DE BORRACHA
• Beneficiamento de borracha natural.
• Fabricação de câmara de ar e fabricação e recondicionamento de pneumáticos.
• Fabricação de laminados e fios de borracha.
• Fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de borracha, inclusive 
látex.
INDÚSTRIA DE COURO E PELES
• Secagem e salga de couros e peles.
• Curtimento e outras preparações de couros e peles.
• Fabricação de artefatos diversos de couros e peles.
• Fabricação de cola animal.
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INDÚSTRIA QUÍMICA
• Produção de substâncias e fabricação de produtos químicos.
• Fabricação de produtos derivados do processamento de petróleo, de rochas betumi-
nosas e da madeira.
• Fabricação de combustíveis nãoderivados de petróleo.
• Produção de óleos/gorduras/ceras vegetais/animais/óleos essenciais vegetais e 
outros produtos da destilação da madeira.
• Fabricação de resinas e de fibras e fios artificiais e sintéticos e de borracha e látex 
sintéticos.
• Fabricação de pólvora/explosivos/detonantes/munição para caça desporto, fósforo 
de segurança e artigos pirotécnicos.
• Recuperação e refino de solventes, óleos minerais, vegetais e animais.
• Fabricação de concentrados aromáticos naturais, artificiais e sintéticos.
• Fabricação de preparados para limpeza e polimento, desinfetantes, inseticidas, germi-
cidas e fungicidas.
• Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes e 
secantes.
• Fabricação de fertilizantes e agroquímicos.
• Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários.
• Fabricação de sabões, detergentes e velas.
• Fabricação de perfumarias e cosméticos.
• Produção de álcool etílico, metanol e similares.
• Indústria de produtos de matéria plástica.
• Fabricação de laminados plásticos.
• Fabricação de artefatos de material plástico.
Outras atividades que estão são sujeitas à obtenção da licença ambiental são: in-
dústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos; indústria de produtos 
alimentares e bebidas; indústria do fumo; indústrias diversas; obras civis; servi-
ços de utilidade; transporte, terminais e depósitos; turismo; atividades diversas; 
atividades agropecuárias.
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INDÚSTRIA TÊXTIL, DE VESTUÁRIO, CALÇADOS E ARTEFATOS DE TECIDOS
• Beneficiamento de fibras têxteis, vegetais, de origem animal e sintéticos.
• Fabricação e acabamento de fios e tecidos.
• Tingimento, estamparia e outros acabamentos em peças do vestuário e artigos diver-
sos de tecidos.
• Fabricação de calçados e componentes para calçados.
• Beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos alimentares.
• Matadouros, abatedouros, frigoríficos, charqueadas e derivados de origem animal.
• Fabricação de conservas.
• Preparação de pescados e fabricação de conservas de pescados.
• Preparação, beneficiamento e industrialização de leite e derivados.
• Fabricação e refinação de açúcar.
• Refino/preparação de óleo e gorduras vegetais.
• Produção de manteiga, cacau, gorduras de origem animal para alimentação.
• Fabricação de fermentos e leveduras.
INDÚSTRIA DE PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS
• Fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais.
• Fabricação de vinhos e vinagre.
• Fabricação de cervejas, chopes e maltes.
• Fabricação de bebidas não alcoólicas, bem como engarrafamento e gaseificação de 
águas minerais.
• Fabricação de bebidas alcoólicas.
INDÚSTRIA DE FUMO
• Fabricação de cigarros/charutos/cigarrilhas e outras atividades de beneficiamento do 
fumo.
INDÚSTRIAS DIVERSAS
• Usinas de produção de concreto.
• Usinas de asfalto.
• Serviços de galvanoplastia.
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OBRAS CIVIS
• Rodovias, ferrovias, hidrovias, metropolitanos.
• Barragens e diques.
• Canais para drenagem.
• Retificação de curso de água.
• Abertura de barras, embocaduras e canais.
• Transposição de bacias hidrográficas.
• Outras obras de arte.
SERVIÇOS DE UTILIDADE
• Rodovias, ferrovias, hidrovias, metropolitanos.
• Barragens e diques.
• Canais para drenagem.
• Retificação de curso de água.
• Abertura de barras, embocaduras e canais.
• Transposição de bacias hidrográficas.
• Outras obras de arte.
TRANSPORTE, TERMINAIS E DEPÓSITOS
• Transporte de cargas perigosas.
• Transporte por dutos.
• Marinas, portos e aeroportos.
• Terminais de minério, petróleo e derivados e produtos químicos.
• Depósitos de produtos químicos e produtos perigosos.
TURISMO
• Complexos turísticos e de lazer, inclusive parques temáticos e autódromos.
ATIVIDADES DIVERSAS
• Parcelamento do solo.
• Distrito e polo industrial.
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ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS
• Projeto agrícola.
• Criação de animais.
• Projetos de assentamentos e de colonização.
USO DE RECURSOS NATURAIS
• Silvicultura.
• Exploração econômica da madeira ou lenha e subprodutos florestais.
• Atividade de manejo de fauna exótica e criadouro de fauna silvestre.
• Utilização do patrimônio genético natural.
• Manejo de recursos aquáticos vivos.
• Introdução de espécies exóticas e/ou geneticamente modificadas.
• Uso da diversidade biológica pela biotecnologia.
Se o segmento escolhido não consta em nenhuma das modalidades que exigem 
licença ambiental, não significa dizer necessariamente que está dispensado de 
obter a licença ambiental. O rol não é exaustivo, ou seja, apenas explicita ativi-
dades que claramente necessitam do licenciamento ambiental.
No entanto, é necessário compreender que outras atividades também po-
derão requerer o licenciamento, sendo norteadora a questão de se utilizar de 
recursos ambientais e a atividade ser classificada como efetiva ou potencialmente 
poluidora, ou ainda que seja capaz de causar degradação ambiental.
Mesmo que, em princípio, o empreendimento não requeira a licença ambien-
tal, nada impede, embora sejam raros os casos, que o Ministério Público ou a 
própria sociedade requeiram uma audiência pública para explanação, por parte 
do empreendedor junto com o órgão ambiental, dos detalhes da atividade a ser 
desenvolvida. Por exemplo, um abaixo-assinado por cinquenta cidadãos pode 
ensejar a necessidade de uma audiência pública. É sempre importante, também, 
consultar o órgão ambiental.
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COMPETÊNCIA DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Algo que realmente pode causar certo receio ao empreendedor é lidar com a do-
cumentação necessária para a licença ambiental. A concessão da licença ambien-
tal é envolta em opiniões diversas sobre o grau de burocracia exigido, até mesmo 
sobre a que órgão o empreendedor deve se reportar ao solicitar tal documento.
A legislação que trata do assunto, especialmente a partir da Constituição 
Federal de 1988, estabelece as competências para o tratamento das questões am-
bientais (e da preservação do patrimônio público em geral, constituído, é claro, do 
meio ambiente). Por exemplo, a própria Constituição, em seu artigo 23, incisos 
III, VI e VII, estabelece que:
 “ Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios:
[...] III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor 
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais 
notáveis e os sítios arqueológicos;
[...] VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qual-
quer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora [...] (BRASIL, 1988, on-line).
A Constituição Federal estabelece que todos os entes federados (União, Es-
tados, Distrito Federal e Municípios) são responsáveis pela preservação do 
meio ambiente.
Gestão Ambiental
A obra da autora Denise Curi apresenta aspectos teóricos e prá-
ticos da gestão ambiental, como desenvolvimento sustentável, 
certificações ambientais, gestão mais verde e estudos de casos, 
situações reais a partir das quais o estudante pode traçar um para-
lelo entre a teoria e a prática. Incentiva os estudantes a realizarem 
atividades diversas, a fim de aprofundarem seu conhecimento.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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Essa definição, apesar de ser muito importante, não é suficiente para quem neces-
sita protocolar um processo de licenciamento ambiental, pois não estabelece esse 
fluxo de forma clara. É necessário, dessa maneira, recorrer a leis complementares 
e normativas para melhores esclarecimentos.
A esse respeito, a Resolução Conama nº 237/1997 estabelece algumas linhas 
demarcatórias sobre a competência do órgão ambiental mais conhecido no país, o 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Por essa 
resolução, compete ao Ibama a concessão de licenças ambientais de projetos com 
impacto ambiental em nível nacional ou regional. O texto da Resolução Conama 
nº 237/1997, nesse quesito,reza:
 “ Art. 4º. Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis – Ibama, órgão executor do Sisna-
ma, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 
6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades 
com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regio-
nal, a saber:
I - localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país 
limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona 
econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de con-
servação do domínio da União;
II - localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados;
III - cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites ter-
ritoriais do País ou de um ou mais Estados;
IV - destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, 
armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que 
utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, me-
diante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN;
V - bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada 
a legislação específica [...] (BRASIL, 1997, p. 30841).
Perceba que ao Ibama é outorgada a prerrogativa de análise e licenciamento dos 
casos alistados acima, porém, nada impede que esse órgão consulte o parecer téc-
nico de órgãos ambientais dos Estados e até mesmo dos municípios que serão afe-
tados pelo empreendimento. Essa participação conjunta entre órgãos de esferas go-
vernamentais diferentes é sempre bem-vinda e benéfica para todos (CURI, 2011).
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Além das atividades listadas na Resolução Conama nº 237/1997, a atuação do 
Ibama foi ampliada pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei nº 11.284/2006), 
na qual especifica-se que compete ao Ibama o licenciamento de empreendimen-
tos de exploração de florestas e formações sucessoras quando se tratar de:
 “ Art. 83. O art. 19 da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, passa 
a vigorar com a seguinte redação:
[...] §1º. Compete ao Ibama a aprovação de que trata o caput deste 
artigo:
I - nas florestas públicas de domínio da União;
II - nas unidades de conservação criadas pela União;
III - nos empreendimentos potencialmente causadores de impacto 
ambiental nacional ou regional, definidos em resolução do Conselho 
Nacional do Meio Ambiente – Conama (BRASIL, 2006, on-line).
Gestão Socioambiental no Brasil
O livro de Rodrigo Berté retrata as questões socioambientais 
que cada vez mais desafiam o futuro dos brasileiros, compro-
vando que muitos dos problemas que enfrentamos na atualida-
de estão presentes desde a colonização do país. Ao apresentar 
uma reflexão inteligente e questionadora sobre a proteção da 
diversidade de nossa fauna e flora, o autor demonstra que sim-
ples soluções podem ser alternativas eficientes para o controle 
de nossos problemas sociais e ambientais mais alarmantes.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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Como afirmamos anteriormente, os Estados, Distrito Federal e Municípios tam-
bém são responsáveis, no ordenamento jurídico, a licenciar empreendimentos 
dentro de suas respectivas áreas de domínio. A Resolução Conama nº 237/1997 
especifica que:
 “ Art. 5º. Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal 
o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades:
I - localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em 
unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Fe-
deral;
II - localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de 
vegetação natural de preservação permanente relacionadas no ar-
tigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as 
que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou 
municipais;
III - cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites ter-
ritoriais de um ou mais Municípios;
IV - delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por 
instrumento legal ou convênio.
Parágrafo único. O órgão ambiental estadual ou do Distrito Fede-
ral fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o 
exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios 
em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, 
quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no 
procedimento de licenciamento (BRASIL, 1997, p. 30841).
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ATRIBUIÇÃO DE CONCESSÃO ABRANGÊNCIA DO PROJETO
UNIÃO
ESTADOS
MUNICÍPIOS
Nacional ou regional
Mais de um município
ou áreas de conservação
estadual
Local ou por repasse
dos Estados
Figura 1 – Competências para emissão de licenças ambientais / Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 150).
Descrição da Imagem: a figura contém uma breve descrição das competências para emissão de licenças am-
bientais para facilitar a memorização. Apresentam-se duas colunas verticais e três linhas horizontais. A primeira 
coluna contém três retângulos azuis-claros e refere-se à atribuição da concessão. A segunda coluna também 
contém três retângulos azuis-claros e refere-se à abrangência do projeto. Na primeira linha, da esquerda para a 
direita, temos a atribuição da concessão da licença ambiental para a União e que está ligada por meio de uma seta 
azul-escuro à abrangência do projeto que é de nível nacional ou regional. Na segunda linha, da esquerda para a 
direita, temos a atribuição da concessão de licença ambiental aos Estados que está ligada por meio de uma seta 
azul-escuro à abrangência do projeto que é destinada a mais de um município ou áreas de conservação estadual. 
Por fim, na terceira linha, da esquerda para a direita, temos a atribuição da concessão de licença ambiental aos 
municípios que está ligada por meio de uma seta azul-escuro à abrangência do projeto que é de nível local ou 
por repasse dos estados. Fim da descrição.
O artigo 6º da Resolução Conama nº 237/1997 estabelece que, aos municípios, cabe 
o licenciamento de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e 
daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.
Para uma rápida memorização das competências para emissão de licenças 
ambientais, conforme mostra a Figura 1, a seguir, poderíamos dizer que:
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O licenciamento de um projeto, entretanto, não se dá em uma única etapa. Na 
verdade, para as atividades passíveis de licenciamento ambiental, o trâmite do 
licenciamento ambiental segue três etapas claramente definidas, conforme a 
Figura 2 a seguir:
Licença
Prévia (LP)
Licença de
Instalação
Licença de
Operação
Figura 2 – Etapas de concessão da licença ambiental / Fonte: Sampaio, Silva e Pardo (2017, p. 150).
Descrição da Imagem: a figura apresenta as etapas de concessão da licença ambiental. É composta por três 
formas elípticas azul-claro que estão ligadas entre si por duas setas azul-claro da esquerda para a direita. A pri-
meira etapa de concessão da licença ambiental é a licença prévia (LP), que está escrita na primeira forma elíptica. 
A primeira seta azul aponta para a segunda etapa de concessão da licença prévia que é a licença de instalação, 
descrita na segunda forma elíptica e, por fim, a segunda seta azul aponta para a terceira etapa de concessão da 
licença prévia que é a licença de operação, descrita na última forma elíptica. Fim da descrição.
A legislação estabeleceu essas etapas com o objetivo de conhecer em profun-
didade todos os aspectos do empreendimento que poderiam gerar impactos 
negativos ao meio ambiente. Sendo assim, é de se esperar que a tramitação da 
documentação para obtenção das licenças demande um tempo proporcional à 
complexidade do projeto.
Nesse ponto é que as maiores críticas ao modelo de licenciamento são ex-
pressas, principalmente por empreendedores que anseiam o início rápido de suas 
atividades, até porque precisam gerar receita para investimentos realizados ou a 
realizar, ou mesmo para sua própria manutenção pessoal.
Contudo, você deve ter a maturidade de reconhecer quenão podemos ava-
liar um empreendimento tão somente pelo aspecto econômico, mesmo que 
esse empreendimento vá gerar emprego e renda para um número expressivo 
de trabalhadores. Essa seria uma visão rasa, míope. O fato é que existem gran-
des empreendimentos que geram emprego e renda, e que agridem de forma 
intensa o meio ambiente, o que faz com que o benefício econômico e social 
gerado no curto prazo se perca com os danos muitas vezes irreversíveis no 
longo prazo. A visão ambiental é múltipla, atemporal e isenta de imediatismos. 
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É fato que muitos órgãos responsáveis pela emissão de licenças demoram em 
analisar os projetos protocolados, muitas vezes por desaparelhamento pessoal 
ou instrumental para fazê-lo. Porém, mesmo com essas dificuldades, em uma 
avaliação mais séria, é melhor que a licença venha tardiamente e seja emitida do 
que isentar de avaliação e licenciamento um empreendimento potencialmente 
perigoso ao meio ambiente.
Neste momento, precisamos entender o que abrange cada uma das licenças 
mencionadas na figura anterior.
Licença prévia (LP)
O empreendedor procurará o órgão competente para análise do empreendimen-
to, conforme estudamos anteriormente, o qual definirá a documentação, projetos 
e estudos necessários.
Além disso, o empreendedor deverá publicar em jornal oficial e outro de 
grande circulação o pedido de licença prévia, protocolado junto ao órgão com-
petente. Em sua Cartilha de Licenciamento Ambiental (2007), o TCU (Tribunal 
de Contas da União) esclarece que:
 “ No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obriga-
toriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local 
e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade 
com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e, quando for 
o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o 
uso da água, emitidas pelos órgãos competentes (TCU, 2007, p. 24).
Quando o órgão ambiental receber a documentação exigida, fará as análises per-
tinentes ao pedido e poderá solicitar documentação complementar e esclareci-
mentos adicionais, podendo, ao final, deferir ou indeferir a solicitação.
Recomenda-se que o empreendedor, na fase em que o processo estiver 
tramitando na etapa da licença prévia, não invista em projetos de engenharia, 
pois tal investimento pode ser perdido se o projeto não estiver de acordo com as 
recomendações do órgão ambiental.
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Na prática, vemos que os empreendedores contratam empresas que já possuem 
grande experiência em projetos, incluindo a tramitação da documentação de 
licenciamento ambiental, formando um pacote em que o executor do projeto se 
responsabiliza pelas licenças.
Após a obtenção de licença prévia (LP), no mesmo órgão emissor desse do-
cumento, o empreendedor dará entrada no pedido de licença de instalação (LI).
Licença de instalação (LI)
O empreendedor, para requerer a licença de instalação, deverá cumprir os se-
guintes requisitos, de acordo com a publicação do TCU (2007):
• Comprovar o cumprimento das condicionantes estabelecidas na 
licença prévia.
• Apresentar os planos, programas e projetos ambientais detalhados 
e respectivos cronogramas de implementação.
• Apresentar o detalhamento das partes dos projetos de engenharia 
que tenham relação com questões ambientais (TCU, 2007, p. 26-27).
Da mesma forma que ocorreu na fase de LP, o pedido de licença de instalação 
será analisado pelo órgão ambiental quanto à adequação do projeto às exigências 
anteriormente solicitadas, e a solicitação, do mesmo modo, poderá ser deferida 
ou indeferida. Qualquer condicionante apontado no estudo do órgão ambiental 
na fase de licença de instalação deverá ser cumprido antes da solicitação da última 
licença de operação. Seguindo a mesma lógica da fase anterior, há a necessidade 
de publicação do pedido de LI em um jornal oficial e outro de grande circulação.
Licença de operação (LO)
Após comprovar a obtenção de licença prévia e licença de instalação, o empreen-
dedor poderá requerer a licença de operação (LO), atentando-se para comprovar:
• A implantação de todos os programas ambientais que deveriam ter 
sido executados durante a vigência da licença de instalação.
• A execução do cronograma físico-financeiro do projeto de com-
pensação ambiental.
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• O cumprimento de todas as condicionantes estabelecidas quando 
da concessão da licença de instalação. Caso esteja pendente alguma 
condicionante da licença prévia, sua implementação também deve-
rá ser comprovada nessa oportunidade (TCU, 2007, p. 27).
Enquanto o processo de concessão da licença de operação (LO) estiver trami-
tando, o empreendedor poderá, mediante autorização do órgão ambiental com-
petente, realizar testes pré-operacionais de produção.
Mesmo na fase de licença de operação (LO), poderá haver condicionantes apontadas 
pelo órgão ambiental que necessitarão de providências por parte do empreendedor, 
visando mitigar possíveis impactos ambientais ou atuar contingencialmente no caso 
da ocorrência de evento impactante ambientalmente.
É sabido que muitos empreendimentos iniciam suas atividades sem a obtenção 
das licenças devidas. Nesse caso, o órgão ambiental, ao constatar essa ocorrên-
cia, poderá utilizar seu poder de polícia e autuar o empreendimento em cri-
me ambiental, previsto na Lei nº 9.605/1998, artigo 60. Contudo, dependendo 
das condições in loco, é possível estabelecer com o empreendedor um termo de 
compromisso, em que são estabelecidas condições para a regularização do em-
preendimento que, uma vez cumpridas, poderão trazer alguns benefícios para o 
empreendedor, como aponta a publicação do TCU (2007, p. 29):
 “ Ao celebrar o termo, o empreendedor beneficia-se da suspensão da 
multa porventura aplicada em decorrência da ausência de licencia-
mento. Ficam também suspensas as sanções administrativas impos-
tas ao empreendedor que tiverem como causas fatos contemplados 
no acordo firmado.
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A Resolução Conama nº 237/1997, em seu artigo 18, estabelece que:
 “ Art. 18. O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de 
validade de cada tipo de licença, especificando-os no respectivo 
documento, levando em consideração os seguintes aspectos:
I - O prazo de validade da licença prévia (LP) deverá ser, no mí-
nimo, o estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, 
programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade, 
não podendo ser superior a 5 (cinco) anos.
II - O prazo de validade da licença de instalação (LI) deverá ser, no 
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do empreen-
dimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos.
III - O prazo de validade da licença de operação (LO) deverá consi-
derar os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 4 (qua-
tro) anos e, no máximo, 10 (dez) anos (BRASIL, 1997, p. 30841).
Desse modo, é sempre importante consultar a legislação municipal, estadual e fe-
deral para ter certeza dos prazos de validade aplicados em cada âmbito de atuação.
No Quadro 1, a seguir, apresentam-se os prazos de validade (mínimos e má-
ximos) das licenças ambientais conforme a Resolução Conama nº 237/1997.
TIPO DE LICENÇA PRAZO MÍNIMO PRAZO MÁXIMO
Licença Prévia (LP)
Tempo necessário para a 
realização do planejamento
5 anos
Licença de Instalação (LI)
Igual ao estabelecido pelo 
cronograma de instalação do 
empreendimento
6 anos
Licença de Operação (LO) 4 anos 10 anos
Quadro 1 – Prazos de validação das licenças ambientais / Fonte: adaptado de Sampaio, Silva e Pardo (2017).
Esses prazos reforçam a ideia de avaliação contínua do empreendimento, 
o que obriga o empreendedor a estabelecer o monitoramento constante de 
suas atividades.
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OBTENÇÃO DA LICENÇA AMBIENTAL
Mantendo o foco na obtenção das licenças ambientais, é interessante frisar que 
a renovação da licença de operação (LO) deverá ser requerida 120 dias antes 
da expiração da licença em vigência, coma devida publicação em jornal oficial 
e outro de grande circulação. A não manifestação do órgão ambiental após esse 
prazo implicará a automática renovação da licença anterior até a análise do pe-
dido de renovação protocolado.
Com esta última condição, observa-se claramente que não existe o caráter 
definitivo de uma licença ambiental, pelo contrário. As renovações inclusive po-
dem ter seu prazo reduzido caso o empreendimento tenha apresentado algum 
incidente que trouxe malefício ao meio ambiente durante o período de vigência 
da licença de operação, podendo inclusive ensejar o cancelamento do licencia-
mento, inviabilizando a continuidade da operação.
É importante relembrar e frisar que os estados e municípios têm prerrogativa 
legal de legislar sobre empreendimentos em seus respectivos âmbitos de atuação. 
Assim, é bastante comum que esses entes federados tenham exigências próprias ou 
mesmo que estabeleçam uma legislação complementar com a definição de licenças 
adicionais para empreendimentos. Por exemplo, no estado do Rio de Janeiro, de 
forma pioneira, foi estabelecido um sistema de licenciamento, conhecido por sua 
sigla SLAM (Sistema de Licenciamento do Estado do Rio de Janeiro), por meio do 
Decreto Estadual nº 42.159, que passou a vigorar a partir de 1 de fevereiro de 2010.
Por meio da regulamentação estadual, no Rio de Janeiro, outras licenças são 
previstas, de acordo com as características do empreendimento, com a finalidade 
de adequar os prazos e recursos disponíveis no órgão ambiental com as demandas 
dos empreendimentos estaduais. Só para você ter uma ideia do que isso implica, 
no estado existem as seguintes licenças em vigor:
 ■ Licença Prévia (LP);
 ■ Licença de Instalação (LI);
 ■ Licença de Operação (LO);
 ■ Licença Ambiental Simplificada (LAS);
 ■ Licença Prévia e de Instalação (LPI);
 ■ Licença de Instalação e de Operação (LIO);
 ■ Licença Ambiental de Recuperação (LAR);
 ■ Licença de Operação e Recuperação (LOR);
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Estados e municípios com mais tradição no acompanhamento e monitoramento 
ambiental, geralmente possuem sistemas e legislações mais robustas para 
gerenciar os empreendimentos em seus territórios.
Por vezes, acontecem ingerências em algumas situações, devido aos interesses 
econômicos detrás de algumas obras e empreendimentos, e pode-se acompa-
nhar pelos noticiários e reportagens as intermináveis disputas relacionadas à 
instalação de usinas hidrelétricas na Região Amazônica ou à instalação de polos 
petroquímicos em alguns estados brasileiros.
O fato é que os interesses econômicos e ambientais quase sempre são confli-
tantes e o resultado nem sempre é favorável ao meio ambiente.
Gestão Ambiental Empresarial
A obra de José Carlos Barbieri evidencia como as empresas po-
dem agir para enfrentar e evitar os problemas ambientais gera-
dos por suas atividades. O autor defende a necessidade de mu-
danças na gestão empresarial para incorporar a preocupação 
com o meio ambiente em todas as decisões. O livro apresenta 
ampla discussão sobre os problemas ambientais. Cada instru-
mento é apresentado segundo diferentes propostas em termos 
de concepções e procedimentos, além de uma discussão so-
bre os contextos em que eles se aplicam.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-
to deste tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Considerando, estudante, que você pode estar em qualquer município deste país 
de dimensões continentais, seria muita pretensão prescrever uma ferramenta 
de orientação que se aplique a todas as situações que encontrará. No entanto, 
imaginemos que você é um empreendedor e deseje obter a licença ambiental de 
seu empreendimento.
O que você deverá fazer?
Um possível roteiro seria:
Verificar se seu segmento consta na lista de atividades passíveis de exigência 
de licença ambiental.
 ■ Verificar qual o órgão ambiental responsável pela emissão de licença am-
biental no seu caso (se no nível federal, estadual ou municipal).
 ■ Buscar no portal do órgão ambiental responsável a documentação neces-
sária para protocolar o pedido de licença prévia (LP).
 ■ Publicar em jornal oficial e outro de grande circulação o pedido de licença 
prévia (LP) para seu empreendimento.
 ■ Protocolar a documentação necessária no órgão ambiental e verificar 
possíveis correções/complementações/esclarecimentos necessários.
 ■ Ao obter a licença prévia, verificar possíveis condicionantes apontados, 
providenciar o projeto e demais documentos exigidos, levando-se em 
conta as condicionantes.
 ■ Seguir os mesmos passos para a obtenção de licença de instalação (LI) e 
de operação (LO).
No estado do Paraná, por exemplo, o órgão ambiental responsável pela emissão de 
licenças em âmbito estadual é o Instituto Água e Terra (IAT) – antigo Instituto 
Ambiental do Paraná (IAP) – que está vinculado à Secretaria do Desenvolvimento 
Sustentável. No site do IAT, é possível consultar, na área de Licenciamento (Perguntas 
Frequentes), quais são os procedimentos para requerer o licenciamento ambiental.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
É necessário lembrar que cada ente federativo tem uma autonomia prescrita pela 
legislação, portanto, pode haver formulários listados nesse portal que não sejam 
utilizados nem necessários em seu estado.
É importante destacar que, muitas vezes, a demora atribuída aos órgãos 
ambientais tem um componente de ineficiência na formulação dos projetos ou 
na composição da documentação necessária. Isso causa atrasos provocados não 
pela licença em si, mas por responsabilidade do próprio empreendedor. A pró-
pria legislação busca facilitar de certa forma a obtenção da licença, oferecendo 
alguns modelos. Por exemplo, a Resolução Conama nº 6/1986 fornece, além de 
outras orientações, os diversos modelos que serão utilizados para publicação dos 
requerimentos e concessões de licenças, conforme a relação seguir:
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE REQUERIMENTO DE LICENÇA EM PERIÓDICO
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que requereu a (nome do órgão onde requereu a licença) a 
(tipo da licença), para (atividade e local).
Foi determinado estudo de impacto ambiental e/ou não foi determinado 
estudo de impacto ambiental.
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE REQUERIMENTO DE LICENÇA EM DIÁRIO OFICIAL
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que requereu a (nome do órgão onde requereu a licença) a 
(tipo de licença), para (atividade e local).
Foi determinado estudo de impacto ambiental e/ou não foi determinado 
estudo de impacto ambiental.
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE CONCESSÃO DE LICENÇA EM PERIÓDICO
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que recebeu de (nome do órgão que concedeu a licença), para 
(finalidade de licença), com validade de (prazo de validade) para (atividade e local).
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MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE CONCESSÃO DE LICENÇA EM DIÁRIO OFICIAL
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que recebeu de (nome do órgão que concedeu a licença), a 
(tipo da licença), com validade de (prazo de validade) para (atividade e local).
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE REQUERIMENTO PARA RENOVAÇÃO DE LICENÇA 
EM PERIÓDICO
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que requereu a (nome do órgão que concedeu a licença) a 
renovação de sua (tipo de licença) até a data x, para (atividade e local).
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE REQUERIMENTO PARA RENOVAÇÃO DE LICENÇA 
EM DIÁRIO OFICIAL
(Nome da empresa – sigla)
Torna pública que requereu a (nome do órgão onde requereu a licença) a 
renovação de sua (tipo de licença) pelo prazo de validade, para (atividade e local).
MODELO PARA PUBLICAÇÃO DE CONCESSÃO DE RENOVAÇÃO DE LICENÇA EM 
PERIÓDICO
(Nome da empresa – sigla)
Torna público que recebeu de (nome do órgão que concedeu) a renovação 
da (tipo de licença) até a data x, para (atividade e local).
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1. É compreendido como o procedimento administrativo peloqual o órgão ambiental com-
petente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos 
e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetivamente ou poten-
cialmente poluidoras; ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação 
ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas 
aplicáveis ao caso (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unicesumar, 2017.
O texto-base evidencia o conceito de:
a) Licenciamento de instalação.
b) Licenciamento prévio.
c) Licenciamento operacional.
d) Licenciamento ambiental.
e) Licenciamento de construção ambiental.
2. Ao considerar o processo de licenciamento ambiental, é fundamental compreender que 
o rol de atividades que exigem licença não é exaustivo. A obtenção da licença ambiental 
não está restrita apenas às atividades explicitadas, mas também pode abranger outras 
que, mesmo não estando no rol, utilizam recursos ambientais e têm potencial de causar 
degradação. Sendo assim, é correto afirmar que:
a) Se uma atividade não está no rol, ela automaticamente está dispensada de obter licença 
ambiental.
b) Atividades potencialmente poluidoras nunca precisam de licenciamento ambiental.
c) O rol de atividades que exigem licença é abrangente e inclui todas as possíveis fontes 
de impacto ambiental.
d) A dispensa de licença ambiental é automática se a atividade não causar degradação 
ambiental.
e) Atividades não mencionadas no rol podem necessitar de licença se envolverem recursos 
ambientais e tiverem potencial poluidor.
AUTOATIVIDADE
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3. O cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a obtenção da licença 
ambiental são de extrema importância para empreendimentos. Não atender a essas 
obrigações legais pode acionar dispositivos legais que tratam dos crimes ambientais, 
conforme estabelecido no artigo 60 da Lei 9.605/1998, o qual prevê penalidades para 
quem construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar estabelecimentos, obras 
ou serviços potencialmente poluidores sem a devida licença ou autorização dos órgãos 
ambientais competentes, ou em desacordo com as normas legais e regulamentares 
pertinentes (SAMPAIO; SILVA; PARDO, 2017).
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais . Maringá: Unicesumar, 2017.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções, a seguir, e a relação proposta 
entre elas:
I - O cumprimento das exigências do licenciamento ambiental é uma obrigação legal para 
empreendimentos e sua não observância pode acarretar penalidades.
PORQUE
II - O artigo 60 da Lei 9.605/1998 estabelece penalidades, incluindo detenção e multa, para 
quem realiza atividades potencialmente poluidoras sem a devida licença ou autorização.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasí-
lia, DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 21 fev. 2024.
BRASIL. Lei nº 6 .938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Am-
biente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, 
DF: Presidência da República, 1981. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6938compilada.htm. Acesso em: 21 fev. 2024.
BRASIL. Lei nº 9 .605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e adminis-
trativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 21 fev. 2024.
BRASIL. Lei nº 11 .284, de 2 de março de 2006. Dispõe sobre a gestão de florestas públicas 
para a produção sustentável; institui, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço 
Florestal Brasileiro – SFB; cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF; altera 
as Leis nº 10.683, de 28 de maio de 2003, 5.868, de 12 de dezembro de 1972, 9.605, de 12 de 
fevereiro de 1998, 4.771, de 15 de setembro de 1965, 6.938, de 31 de agosto de 1981, e 6.015, de 
31 de dezembro de 1973; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2006. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11284.htm. 
Acesso em: 21 fev. 2024.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para 
a avaliação de impacto ambiental. Diário Oficial da União: seção 1: Ministério do Meio Ambiente, 
Brasília, DF, ano 124, n. 31, p. 2548-2549, 17 fev. 1986.
BRASIL. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente. 
Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe sobre a revisão e complementação dos 
procedimentos e critérios utilizados para o licenciamento ambiental. Diário Oficial da União: 
seção 1: Ministério do Meio Ambiente, Brasília, DF, ano 130, n. 247, p. 30841-30843, 22 dez. 1997.
CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
SAMPAIO, A. C. F.; SILVA, M. E. Z. da; PARDO, P. Gestão de projetos ambientais. Maringá: Unice-
sumar, 2017.
TCU – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Cartilha de licenciamento ambiental. 2. ed. Brasília, 
DF: TCU, 2007.
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1. Opção D. 
A alternativa A está incorreta, pois o licenciamento de instalação autoriza o início da cons-
trução do empreendimento e a instalação dos equipamentos. É uma fase do licenciamento 
ambiental. A alternativa B está incorreta, pois o licenciamento prévio é a primeira etapa do 
licenciamento ambiental. Nesse estágio, o órgão responsável pelo licenciamento vai atestar 
a viabilidade ambiental do empreendimento e serão determinados os requisitos básicos 
de segurança para avançar ao próximo passo. É uma fase do licenciamento ambiental. A 
alternativa C está incorreta, pois o licenciamento operacional é uma licença que autoriza 
formalmente o funcionamento do empreendimento. É uma fase do licenciamento ambiental. 
A alternativa D está correta, pois o licenciamento ambiental é um documento atribuído ao 
empreendimento após ter obtido os três tipos de licenciamento (prévio, instalação e ope-
ração). O texto é o conceito de licenciamento ambiental instituído pela Resolução Conama 
nº 237/1997. A opção E está incorreta, pois a expressão “licenciamento de construção 
ambiental” não é utilizada no texto, e a abrangência do licenciamento vai além da fase de 
construção. Trata-se de um conceito que não existe.
2. Opção E. 
A alternativa A está incorreta, pois o enunciado destaca que a ausência de uma atividade no 
rol não implica automaticamente dispensa de licença. Outras atividades não listadas podem 
requerer licenciamento se utilizarem recursos ambientais ou tiverem potencial poluidor. A 
alternativa B está incorreta, pois o enunciado não exclui atividades potencialmente polui-
doras do licenciamento. Pelo contrário, destaca que mesmo não estando no rol, atividades 
com potencial de causar degradação ambiental podem exigir licença. A alternativa C está 
incorreta, pois o enunciado menciona explicitamente que o rol não é exaustivo, ou seja, não 
inclui todas as possíveis fontes de impacto ambiental. Outras atividades não listadas podem 
demandar licenciamento. A alternativa D está incorreta, pois a dispensade licença não é 
automática. O enunciado destaca que mesmo atividades não explicitadas no rol podem 
requerer licenciamento se envolverem recursos ambientais ou tiverem potencial poluidor. A 
alternativa E está correta, pois está de acordo com o enunciado, que ressalta que a neces-
sidade de licenciamento não está limitada ao rol e pode abranger outras atividades, desde 
que envolvam recursos ambientais e tenham potencial poluidor.
GABARITO
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3. Opção A. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. A asserção 
I é verdadeira, pois destaca a importância do cumprimento das exigências do licenciamento 
ambiental como uma obrigação legal para empreendimentos. A asserção II é verdadeira, pois 
o artigo 60 da Lei 9.605/1998 estabelece penalidades, incluindo detenção e multa, para quem 
realiza atividades potencialmente poluidoras sem a devida licença ou autorização. A relação 
lógica está na consequência direta do não cumprimento das exigências do licenciamento 
ambiental, que aciona as penalidades estabelecidas na legislação. Portanto, a asserção II 
justifica a importância destacada na asserção I, reforçando que não cumprir as exigências 
do licenciamento ambiental pode resultar em penalidades legais.
GABARITO
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	unidade 1
	Gestão e Conceitos de Projetos ambientais
	ÁREAS DE CONHECIMENTO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS
	CICLO PDCA E CICLO DE VIDA
	unidade 2
	DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
	VALOR ECONÔMICO DO MEIO AMBIENTE
	IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS AMBIENTAIS 
	unidade 3
	PROJETOS AMBIENTAIS
	OUTRAS TIPOLOGIAS DE PROJETOS AMBIENTAIS
	ASPECTOS LEGAIS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
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