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www.jorgeflorencio.com.br - Prof. Jorge Florêncio Concursos Carreiras Policiais – Atualizado em 27/02/20 
 Violação de Direitos Autorais é crime (art. 184 do CP) Material Exclusivo do Aluno 1 
DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL 
PROFESSOR: JORGE FLORÊNCIO 
 
TÍTULO V - DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS - 
CAPÍTULO II - DAS FORÇAS ARMADAS (142 a 143) 
 
1. NOÇÕES GERAIS: 
 
Art. 142. As FORÇAS ARMADAS, constituídas pela MARINHA, PELO EXÉRCITO E PELA 
AERONÁUTICA, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na 
HIERARQUIA E NA DISCIPLINA, sob a AUTORIDADE SUPREMA DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa 
de qualquer destes, da lei e da ordem. 
 
2. PREVISÃO CONSTITUCIONAL: 
 
2.1. LEI COMPLEMENTAR ESTABELECERÁ AS NORMAS GERAIS: 
 
§ 1º LEI COMPLEMENTAR estabelecerá as NORMAS GERAIS a serem adotadas na organização, 
no preparo e no emprego das Forças Armadas. 
 
2.2. NÃO CABIMENTO DO HC: 
 
§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. 
 
JURISPRUDÊNCIA: Esta vedação constitucional não é absoluta, estando restrita às hipóteses em que 
se pretenda discutir o MÉRITO DA PUNIÇÃO. Em outras palavras, o que esse art. 142, § 2º afirma é 
que não cabe habeas corpus para debater a procedência ou não do mérito da punição disciplinar 
militar. O Poder Judiciário poderá, no entanto, avaliar os aspectos relacionados com os pressupostos 
de legalidade. Logo, nada impede a impetração quando presentes vícios formais que tornem a punição 
ilegal. (HC 108268) 
 
2.3. PATENTES, COM PRERROGATIVAS, DIREITOS E DEVERES: 
 
§ 3º Os membros das FORÇAS ARMADAS são denominados MILITARES, aplicando-se-
lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: 
I - as Patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou 
reformados, sendo-lhes privativos os títulos e POSTOS MILITARES e, juntamente com os demais 
membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; 
 II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil 
PERMANENTE, RESSALVADA a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c" (exceção: dois 
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas), será 
TRANSFERIDO PARA A RESERVA, nos termos da lei; 
III - o MILITAR DA ATIVA que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função 
pública civil TEMPORÁRIA, NÃO ELETIVA, ainda que da administração indireta, ressalvada a 
hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará AGREGADO ao respectivo quadro e somente 
poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por ANTIGUIDADE, contando-se-lhe o 
tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo DEPOIS DE 
DOIS (2) ANOS DE AFASTAMENTO, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; 
 
ATENÇÃO ESPECIAL: MILITAR EM ATIVIDADE QUE TOMAR POSSE EM CARGO OU EMPREGO 
PÚBLICO 
 
 
 
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 Violação de Direitos Autorais é crime (art. 184 do CP) Material Exclusivo do Aluno 2 
 CARÁTER PERMANENTE: TRANSFERIDO PARA A RESERVA 
 CARÁTER TEMPORÁRIO OU NÃO ELETIVO: AGREGADO (somente pode ser promovido 
por ANTIGUIDADE, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e 
transferência para a reserva, sendo DEPOIS DE 2 ANOS DE AFASTAMENTO, contínuos ou 
não, transferido para a reserva, nos termos da lei); 
 
2.4. PROIBIÇÃO A SINDICALIZAÇÃO E A GREVE: 
 
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; 
V - o militar, enquanto em serviço ativo, NÃO PODE ESTAR FILIADO A PARTIDOS POLÍTICOS; 
 
2.5. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL MILITAR PERMANENTE OU TRIBUNAL ESPECIAL: 
 
VI - o OFICIAL só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com 
ele incompatível, por decisão de TRIBUNAL MILITAR DE CARÁTER PERMANENTE, EM TEMPO 
DE PAZ, ou de TRIBUNAL ESPECIAL, EM TEMPO DE GUERRA; 
VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE 
superior a DOIS (2) ANOS, por SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO, será submetido ao 
julgamento previsto no inciso anterior; 
 
SÚMULA 694 STF: Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de 
perda de patente ou de função pública. OBS: O STF entende que nesses casos não há risco ou ameaça 
à liberdade de locomoção. 
 
2.6. DIREITOS ESTENDIDOS AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS: 
 
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, 
e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da 
atividade militar, no art. 37, inciso XVI, alínea "c"; 
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e 
pré-escolas; 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, 
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra 
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra 
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio 
mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito 
do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte 
e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no 
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos 
Defensores Públicos; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração 
de pessoal do serviço público; 
 
 
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XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins 
de concessão de acréscimos ulteriores; 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o 
disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
Art. 37, (...) XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos,exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (...) c) a de dois 
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
 
SÚMULA VINCULANTE Nº 6 DO STF: "não viola a Constituição o estabelecimento de 
remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar 
inicial". A Suprema Corte definiu que o regime a que se sujeitam os militares não se confunde com 
aquele válido para os servidores civis, possuidores de direitos, garantias e prerrogativas próprias. 
Como os cidadãos que prestam o serviço militar obrigatório estão numa função pública de defesa da 
soberania e da pátria, a única obrigação do Estado para com eles é a de lhes fornecer as condições 
materiais que viabilizem a adequada prestação do serviço, sendo certo que a Carta constitucional não 
estendeu a eles a garantia da remuneração não inferior ao salário mínimo, como o fez para outras 
categorias de trabalhadores; 
 
X - a LEI DISPORÁ sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e 
outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, 
as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas 
atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de 
guerra. 
 
2.7. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO: 
 
Em tempos de paz, a escusa de consciência (prevista no art. 5°, VIII, CF/88) poderá ser invocada, no 
intuito de eximir o alistado das atividades de natureza militar em razão de sua crença religiosa, 
convicção filosófica ou política. 
 
Entretanto, por se tratar o serviço militar de obrigação imposta a todos, os que invocarem tal escusa 
deverão cumprir prestação alternativa, devidamente fixada em lei. Caso o indivíduo descumpra tanto a 
obrigação legal quanto à prestação alternativa, sujeitar-se-á à privação dos seus direitos políticos. 
 
Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. 
§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir SERVIÇO ALTERNATIVO aos que, em 
tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o 
decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de 
caráter essencialmente militar. 
§ 2º - As MULHERES e os ECLESIÁSTICOS ficam ISENTOS do serviço militar obrigatório em 
tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. 
 
LEGISLAÇÃO 
 
CAPÍTULO II 
DAS FORÇAS ARMADAS 
 
Art. 142. As FORÇAS ARMADAS, constituídas pela MARINHA, PELO EXÉRCITO E PELA 
AERONÁUTICA, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na 
HIERARQUIA E NA DISCIPLINA, sob a AUTORIDADE SUPREMA DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa 
de qualquer destes, da lei e da ordem. 
 
 
 
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§ 1º LEI COMPLEMENTAR estabelecerá as NORMAS GERAIS a serem adotadas na organização, 
no preparo e no emprego das Forças Armadas. 
 
§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. 
 
§ 3º Os membros das FORÇAS ARMADAS são denominados MILITARES, aplicando-se-
lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: 
I - as Patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou 
reformados, sendo-lhes privativos os títulos e POSTOS MILITARES e, juntamente com os demais 
membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; 
 II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil 
PERMANENTE, RESSALVADA a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c" (exceção: dois 
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas), será 
TRANSFERIDO PARA A RESERVA, nos termos da lei; 
III - o MILITAR DA ATIVA que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função 
pública civil TEMPORÁRIA, NÃO ELETIVA, ainda que da administração indireta, ressalvada a 
hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará AGREGADO ao respectivo quadro e somente 
poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por ANTIGUIDADE, contando-se-lhe o 
tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo DEPOIS DE 
DOIS (2) ANOS DE AFASTAMENTO, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; 
 
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; 
V - o militar, enquanto em serviço ativo, NÃO PODE ESTAR FILIADO A PARTIDOS POLÍTICOS; 
 
VI - o OFICIAL só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com 
ele incompatível, por decisão de TRIBUNAL MILITAR DE CARÁTER PERMANENTE, EM TEMPO 
DE PAZ, ou de TRIBUNAL ESPECIAL, EM TEMPO DE GUERRA; 
VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE 
superior a DOIS (2) ANOS, por SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO, será submetido ao 
julgamento previsto no inciso anterior; 
 
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no 
art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, 
no art. 37, inciso XVI, alínea "c"; 
 
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras 
condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as 
prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas 
atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de 
guerra. 
 
Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. 
§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo 
de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de 
crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter 
essencialmente militar. 
§ 2º - As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, 
sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. 
 
SÚMULAS 
 
SÚMULA VINCULANTE Nº 6: Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao 
salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. 
 
 
 
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SÚMULA 694 STF: Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de 
perda de patente ou de função pública. OBS: O STF entende que nesses casos não há risco ou ameaça 
à liberdade de locomoção. 
 
JURISPRUDÊNCIA 
 
Não há que se falar em violação ao art. 142, § 2º, da CF, se a concessão de habeas corpus, impetrado 
contra punição disciplinar militar, volta-se tão-somente para os pressupostos de sua legalidade, 
excluindo a apreciação de questões referentes ao mérito. Concessão de ordem que se pautou pela 
apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo seu mérito. A punição disciplinar 
militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a hierarquia, o poder disciplinar, o ato 
ligado à função e a pena susceptível de ser aplicada disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a 
apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e provido.(STF. RE 338840, Min. Ellen Gracie, 
Segunda Turma, julgado em 19/08/2003). Nessa mesma linha, mais recentemente, o STF voltou a 
sustentar que não cabe habeas corpus nas hipóteses de punições disciplinares militares (art. 142 § 2º, 
CF), salvo para apreciação dos pressupostos da legalidade de sua inflição (STF. HC 108268, Relator 
Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 20/09/2011). Exemplos de pressupostos formais que 
podem ser examinados pelo Poder Judiciário no caso de punições disciplinares militares: 
• Incompetência da autoridade; 
• Falta de previsão legal para a punição; 
• Inobservância das formalidades legais; 
• Excesso de prazo de duração da medida restritiva de liberdade. 
 
Os policiais militares podem fazer greve? 
NÃO. A CF/88 proíbe expressamente que os Policiais Militares, Bombeiros Militares e militares das 
Forças Armadas façam greve (art. 142, 3º, IV c/c art. 42, § 1º). 
 
O art. 142, § 3º, IV, da CF/88 não menciona os policiais civis. Em verdade, não existe 
nenhum dispositivo na Constituição que proíba expressamente os policiais civis de fazerem 
greve. Diante disso, indaga-se: os policiais civis possuem direito de greve? 
NÃO. Apesar de não haver uma proibição expressa na CF/88, o STF decidiu que os policiais civis não 
podem fazer greve. Aliás, o Supremo foi além e afirmou que nenhum servidor público que trabalhe 
diretamente na área da segurança pública pode fazer greve. 
Veja a tese que foi fixada pelo STF: 
 
O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais 
civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 
STF. Plenário. ARE 654432/GO, Rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 5/4/2017 (repercussão geral) (Info 860). 
 
QUESTÕES 
 
1) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos servidores públicos, julgue 
o item seguinte. Os servidores públicos, sejam eles civis ou militares, possuem direito a greve. 
 
2) Julgue (C ou E) o item seguinte, acerca das relações entre direito internacional e direito interno. Por 
expressa disposição constitucional, lei sobre o ingresso nas Forças Armadas deve considerar as 
peculiaridades de suas atividades, inclusive das atividades cumpridas em decorrência de compromissos 
internacionais. 
 
Gabarito: 1E – 2C 
 
 
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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
 
LENZA, Pedro. Direito Constitucional. Editora Saraiva, 2020. 
MASSON, Nathalia. Manual de Direito Constitucional. Editorajuspodivm. 2020. 
ANDRÉ, Márcio. Vade Mecum de Jurisprudência Dizer o Direito. Editorajuspodivm. 2020. 
ANDRÉ, Márcio. Súmulas do STF e do STJ. Editorajuspodivm. 2020. 
 
 
MENSAGEM PARA REFLEXÃO 
 
Você não precisa saber de tudo para começar a prestar concurso ou ser aprovado! É normal não sentir totalmente 
preparado, mesmo após muita dedicação. Por isso, não deixe de fazer prova, inclusive, pode ser o seu momento que 
você somente saberá se tentar. 
 
Grande Abraço. 
Prof. Jorge Florêncio 
ANOTAÇÕES PESSOAIS:

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