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EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu 1 ANOTADO COM LEGISLAÇÃO CORRELATA ESTATUTO DO MILITAR ESTADUAL DA BAHIA POR CAPITÃO TADEU ATUALIZADO ATÉ FEVEREIRO DE 2023 LEI 7.990, DE 27 DE DEZEMBRO, DE 2001 8ª EDIÇÃO EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu SUMÁRIO MENSAGEM AOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES 5 BUSCA FÁCIL POR ASSUNTO 6 CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA BAHIA 14 LEI Nº 7.990 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001 15 TÍTULO I - GENERALIDADES ..........................................................................................................16 CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 16 CAPÍTULO II - DO INGRESSO NA POLÍCIA MILITAR 18 SEÇÃO I - DOS REQUISITOS E CONDIÇÕES PARA O INGRESSO .....................................................18 SEÇÃO II - DO COMPROMISSO POLICIAL MILITAR ...............................................................................21 CAPÍTULO III - DA HIERARQUIA POLICIAL MILITAR 22 SEÇÃO I - DA ESCALA HIERÁRQUICA ......................................................................................................22 SEÇÃO II - DA PRECEDÊNCIA ......................................................................................................................23 TÍTULO II ............................................................................................................................................29 CAPÍTULO I - DAS FORMAS DE PROVIMENTO 29 CAPÍTULO II - DAS SITUAÇÕES INSTITUCIONAIS DA POLÍCIA MILITAR 33 CAPÍTULO III - DA ESTABILIDADE 45 TÍTULO III - DA DEONTOLOGIA POLICIAL MILITAR ....................................................................46 CAPÍTULO I - DAS OBRIGAÇÕES POLICIAIS MILITARES 46 SEÇÃO I - DOS VALORES POLICIAIS MILITARES ...................................................................................46 SEÇÃO II - DA ÉTICA POLICIAL MILITAR ...................................................................................................47 TÍTULO IV - DO REGIME DISCIPLINAR .........................................................................................49 CAPÍTULO I - DOS DEVERES POLICIAIS MILITARES 49 SEÇÃO I - CONCEITUAÇÃO .........................................................................................................................49 SEÇÃO II - DO COMANDO E DA SUBORDINAÇÃO ...............................................................................49 CAPÍTULO II - DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES POLICIAIS MILITARES 55 SEÇÃO I - DA ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADES. .......................................................................55 SEÇÃO II - DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES .............................................................................56 SEÇÃO III - DAS PENALIDADES ...................................................................................................................57 CAPÍTULO III - DA APURAÇÃO DISCIPLINAR 63 SEÇÃO I - DA SINDICÂNCIA .........................................................................................................................64 SEÇÃO II - DO PROCESSO DISCIPLINAR .................................................................................................65 SEÇÃO III - DOS ATOS E TERMOS PROCESSUAIS ................................................................................67 SEÇÃO IV - DA INSTRUÇÃO .........................................................................................................................68 SEÇÃO V - DO JULGAMENTO .....................................................................................................................69 SEÇÃO VI - REVISÃO DO PROCESSO .......................................................................................................70 TÍTULO V - DOS DIREITOS E PRERROGATIVAS DOS POLICIAIS MILITARES .........................70 CAPÍTULO I - DOS DIREITOS 70 2 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu SEÇÃO I - ENUMERAÇÃO .............................................................................................................................70 SEÇÃO III - DO DIREITO DE PETIÇÃO .......................................................................................................83 SEÇÃO IV - DOS DIREITOS POLÍTICOS ....................................................................................................84 SEÇÃO V - DA REMUNERAÇÃO ..................................................................................................................86 SEÇÃO VI - DA PROMOÇÃO .......................................................................................................................107 Subseção I - GENERALIDADES 108 Subseção II - DOS CRITÉRIOS DE PROMOÇÕES 109 Subseção III - DAS LISTAS DE ACESSO 111 Subseção IV - DAS CONDIÇÕES BÁSICAS PARA A PROMOÇÃO 114 Subseção V - DO PROCESSAMENTO DAS PROMOÇÕES 116 SEÇÃO VII - DAS FÉRIAS E DOS AFASTAMENTOS TEMPORÁRIOS DO SERVIÇO ......................119 SEÇÃO VIII - DAS LICENÇAS ......................................................................................................................122 Subseção I - GENERALIDADES 122 Subseção II - DAS ESPÉCIES DE LICENÇA 122 CAPÍTULO II - DAS PRERROGATIVAS 132 SEÇÃO I - CONSTITUIÇÃO E ENUMERAÇÃO ........................................................................................132 Subseção Única - DO USO DOS UNIFORMES 133 TÍTULO VI - DO SERVIÇO POLICIAL MILITAR ..............................................................................133 CAPÍTULO I - DO SERVIÇO E DA CARREIRA POLICIAL MILITAR 133 CAPÍTULO II - DO CARGO E FUNÇÃO POLICIAIS MILITARES 138 SEÇÃO I - DO CARGO POLICIAL MILITAR ..............................................................................................138 SEÇÃO II - DA FUNÇÃO POLICIAL MILITAR ...........................................................................................140 CAPÍTULO III - DO DESLIGAMENTO DO SERVIÇO ATIVO 140 SEÇÃO II - DA PASSAGEM PARA A RESERVA REMUNERADA ...........................................................141 SEÇÃO III - DA REFORMA ............................................................................................................................149 SEÇÃO IV - DA EXONERAÇÃO ...................................................................................................................153 SEÇÃO V - DA PERDA DO POSTO, DA PATENTE E DA GRADUAÇÃO ...........................................155 SEÇÃO VI - DA DEMISSÃO ..........................................................................................................................155 SEÇÃO VII - DA DESERÇÃO ........................................................................................................................156 SEÇÃO VIII - DO FALECIMENTO E DO EXTRAVIO ...............................................................................158 CAPÍTULO IV - DO TEMPO DE SERVIÇO 161 CAPÍTULO V - DAS RECOMPENSAS E DAS DISPENSAS DO SERVIÇO ATIVO 163 TÍTULO VII - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E REGRAS DE TRANSIÇÃO .......................164 CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS 164 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 183 3 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu 4 FALE COM O Whatsapp: 071 992000141 SE INSCREVA NO CANAL CAPITÃO TADEU DO YOUTUBE CLIQUE AQUI E CURTA NO INSTAGRAM: @CAP_TADEU CURTA NO FACEBOOK: CAPITAOPMTADEU CAPITÃO TADEU SE INSCREVA NO CANAL CAPITÃO TADEU DO YOUTUBE. 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Nota 2: § 4º Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. § 5º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio 31 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 5º - Declarado inconstitucional Pelo TJ BA § 5º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos Policiais Militares que tenham exercido ou que se encontrem no exercício de mandato eletivo estadual no momento da edição desta Lei, vedado o pagamento, em caráter retroativo, de diferenças remuneratórias de qualquer natureza em decorrência da aplicação do disposto neste parágrafo. Nota 1: § 5º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio. Nota 2: § 5º Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. § 6º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio § 6º - Declarado inconstitucional Pelo TJ BA § 6º - Para fins de reversão, prevista no inciso II deste artigo, é obrigatório que o Policial Militar não tenha atingido a idade limite de 60 (sessenta) anos. Nota 1: § 6º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio. Nota 2: § 6º Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. Nota 3: Redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 4: Redação original: "Art. 14 - A reversão é o ato pelo qual o policial militar agregado retorna à escala hierárquica, tão logo cesse o motivo que determinou a sua agregação, ocupando lugar que lhe competir na respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer. Parágrafo único - A competência para a reversão é da mesma autoridade que efetuou a agregação, nos termos do art. 26 desta Lei." Nota geral ao art. 14: TRIBUBAL DE JUSTIÇA DA BAHIA- TRIBUNAL PLENO. EMBARGO DE DECLARAÇÃO n° 0017099-46.2015.8.05.0000/50000, ACORDAM os Desembargadores do Pleno do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à unanimidade, (...) Acórdão ora embargado, no sentido de declarar a inconstitucionalidade do Art. 14, inciso II, da Lei Estadual n° 7.990/01 Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia, por violar diretamente o art 48, § 1°, incisos I e II, da Constituição do Estado da Bahia, e , por arrastamento, declarar a inconstitucionalidade dos §1°, 3°, 4°, 5° e 6° do art. 14 da Lei Estadual n° 7.990/01, com efeito ex- nunc, mantendo- se no quadro dos policiais militares do Estado da Bahia os servidores que a ele retornaram após o mandato eletivo, os que ainda se encontram em exercício de mandato eletivo ou que não lograram eleição ao tempo da vigência dos dispositivos legais acima referidos, e assim o fazem pelas razões que integram o voto do eminente Desembargador Relator. 28 de março de 2018. Presidente DESEMBARGADOR BALTAZAR MIRANDA SARAIVA - RELATOR Reintegração ao Serviço Ativo Art. 15 - A reintegração é o retorno do policial militar demitido ao cargo anteriormente ocupado ou o resultante de sua transformação, quando invalidado o ato de afastamento pela via judicial, por sentença transitada em julgado, ou pela via administrativa, nos termos do art. 91 desta Lei. 32 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu CAPÍTULO II - DAS SITUAÇÕES INSTITUCIONAIS DA POLÍCIA MILITAR Situações Institucionais Art. 16 - O policiais militares encontram-se organizados em carreira, em uma das seguintes situações institucionais: I - na ativa: a) os de carreira; b) os convocados; Nota: o Estatuto PM/BM, Art. 18, § 1º, alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18, estabelece que " o policial militar convocado nos termos deste artigo permanece na condição de inativo, (…). Fica aqui um choque: o Art. 16, I, b) estabelece que o militar estadual convocado está na situação institucional ativa. Já o Art.18, § 1°, estabelece que o militar estadual convocado permanece na situação de inatividade. Como lei posterior revoga lei anterior, e o Art 18, § 1°, foi alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18, portanto, posterior ao Art. 16, I, b), há de se entender que prevalece o Art 18, § 1°: o militar estadualconvocado permanece na condição de Inatividade. O que altera a questão da regra da precedência com os da ativa. Ou seja: o militar estadual da ativa tem Precedência sobre o convocado no mesmo posto ou graduação. Art. 11. § 4º - Em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade. c) os praças especiais. d) os agregados; e) os excedentes; f) os ausentes e desertores; g) os desaparecidos e extraviados. II - na inatividade: a) os da reserva remunerada; b) os reformados. III - os da reserva não remunerada. Nota: Militar Estadual Temporário DECRETO LEI 667/1969 Art. 24-I. Lei específica do ente federativo pode estabelecer: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) (...) II - requisitos para o ingresso de militares temporários, mediante processo seletivo, cujo prazo máximo de permanência no serviço ativo será de 8 (oito) anos, observado percentual máximo de 50% (cinquenta por cento) do efetivo do respectivo posto ou graduação. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 1º O militar temporário de que trata o inciso II do caput deste artigo contribuirá de acordo com o disposto no art. 24-C deste Decreto-Lei e fará jus aos benefícios de inatividade por invalidez e pensão militar durante a permanência no serviço ativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) 33 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º Cessada a vinculação do militar temporário à respectiva corporação, o tempo de serviço militar será objeto de contagem recíproca para fins de aposentadoria no Regime Geral de Previdência Social ou em regime próprio de previdência social, sendo devida a compensação financeira entre os regimes. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Vide na Nota do Art 6, decisão do STF sobre Militar Estadual Temporário. Militar Estadual de Carreira Art. 17 - O policial militar de carreira é aquele que se encontra no desempenho do serviço policial militar a partir da conclusão com aproveitamento, do respectivo curso de formação. Convocação de Militar Estadual da Reserva Remunerada Art. 18 - O policial militar da reserva remunerada, por conveniência da Administração, em caráter transitório e mediante aceitação voluntária, poderá ser convocado, por ato do Governador do Estado para o exercício das funções a serem estabelecidas em regulamento. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 1º - O policial militar convocado nos termos deste artigo permanece na condição de inativo, fazendo jus a uma indenização a ser fixada em regulamento, enquanto perdurar a convocação. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 2º - Sobre a indenização de que trata o § 1º deste artigo, não incidirá contribuição previdenciária. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 3º - Fica vedado o recebimento, por parte dos convocados, de qualquer acréscimo remuneratório durante o período da convocação. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 4º - A indenização de que trata o § 1º deste artigo tem caráter transitório, devida apenas durante o período de convocação, não constitui base de cálculo para qualquer vantagem, inclusive as decorrentes de tempo de serviço e não é passível de incorporação aos proventos. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 5º - A convocação de que trata este artigo possui caráter excepcional e terá a duração de até24 (vinte e quatro) meses, admitida 01 (uma) única prorrogação por igual período, vedado o exercício de cargo ou função de comando, direção e chefia. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 6º - Não implicará em convocação, a nomeação para cargo em comissão. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 7º - O policial militar convocado deverá atender aos seguintes requisitos: (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) I - ter sido transferido para a reserva remunerada nos termos da lei; II - ter aptidão física e mental para o exercício da atividade, comprovada por inspeção de saúde, renovada anualmente; III - não se encontrar em exercício de cargo, de função ou de emprego público no âmbito do Estado da Bahia, da União, de outros Estados e de Municípios; IV - não estar respondendo a inquérito policial, processo disciplinar ou processo criminal. § 8º - Sempre que a demanda exceder a oferta de vagas para a convocação, o policial militar será selecionado atendendo aos seguintes critérios, por ordem de preferência: (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) 34 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu I - menor tempo de inatividade; II - menor idade; III - residência na área territorial de responsabilidade do órgão ou da entidade onde exercerá suas atividades; IV - melhor comportamento quando da passagem para a inatividade. § 9º - A dispensa antes do término do prazo fixado para a convocação poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) I - por requerimento do policial militar convocado; II - pelo não atendimento dos requisitos previstos no § 7º deste artigo; III - por ato do Governador, mediante solicitação fundamentada do Comandante Geral, para garantia da hierarquia e disciplina; IV - pelo alcance da idade limite prevista para a reforma ex officio; V - quando cessada a necessidade do serviço. § 10 - O policial militar convocado, além da indenização prevista no § 1º deste artigo, também fará jus: (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) I - ao uso do uniforme e equipamentos; II - a diárias de viagem e transporte, nos termos da legislação vigente; III - ao auxílio transporte e auxílio alimentação, nos termos da legislação vigente; IV - a 30 (trinta) dias de descanso após 12 (doze) meses de exercício, não sendo devido o pagamento da indenização a que se refere o § 1º deste artigo no período. § 11 - Durante o período da convocação, ficam os policiais militares sujeitos às normas administrativas e de serviço em vigor nos órgãos em que atuarem, e às normas de hierarquia e disciplina da Corporação. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 12 - O número de convocados nos termos deste artigo não poderá ultrapassar o equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do efetivo da Corporação. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) § 13 - O policial militar convocado poderá ser designado para atuar nos Poderes Judiciário e Legislativo, no Ministério Público, na Defensoria Pública do Estado, no Tribunal de Contas do Estado e no Tribunal de Contas dos Municípios, bem como nos Órgãos Federais e de outros Estados e Municípios, mediante celebração de convênio do qual não resulte ônus para o Poder Executivo. (Alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/18) Nota 1: Art. Alterado pela LEI Nº 14.039 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018, que alterou as Leis nº 8.261, de 29 de maio de 2002, nº 8.352, de 02 de setembro de 2002, nº 10.963, de 16 de abril de 2008, nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001 Nota 2: DECRETO Nº 19.552 DE 20 DE MARÇO DE 2020 Regulamenta o art. 18 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, que dispõe sobre a convocação de militares estaduais da reserva remunerada. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso V do art. 105 da Constituição Estadual, e tendo em vista o disposto no art. 18 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, D E C R E T A 35 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 1º - A convocação do militar estadual da reserva remunerada se dará por ato do Governador do Estado, em caráter transitório e por conveniência da Administração, e está condicionada à aceitação do convocado, conforme o disposto neste Decreto. Art. 2º - A nomeação de militar estadual da reserva remunerada para cargo em comissão não implica em convocação. Art. 3º - O militar estadual da reserva remunerada convocado nos termos deste Decreto permanece na condição de inativo e terá direito à indenização nos valores seguintes: I - de R$3.600,00 (três mil e seiscentos reais), a ser paga mensalmente durante o período da convocação, para Coordenação Administrativa; II - de R$2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), a ser paga mensalmente durante o período da convocação, para as demais funções a serem exercidas. § 1º - A indenização de que trata o caput deste artigo tem caráter transitório, devida apenas durante o período de convocação, não constitui base de cálculo para qualquer vantagem, inclusive as decorrentes de tempo de serviço, e não é passível de recolhimento de contribuição previdenciária e de incorporação aos proventos da reserva remunerada. § 2º - É vedado o pagamento de qualquer acréscimo remuneratório em razão da convocação. § 3º - Os valores estabelecidos nos incisos deste artigo serão reajustados no mesmo percentual do reajuste dado ao soldo do militar estadual. Art. 4º - O militar estadual convocado, além da indenização prevista no art. 3º deste Decreto, também fará jus: I - ao uso do uniforme e equipamentos; II - as diárias de viagem e transporte, nos termos da legislação vigente; III - ao auxílio transporte e ao auxílio alimentação, nos termos da legislação vigente; IV - a 30 (trinta) dias de descanso após 12 (doze) meses de exercício, período em que não será devida a indenização a que se refere o art. 3º deste Decreto. Art. 5º - Ato do Comandante-Geral das respectivas Corporações Militares Estaduais estabelecerá as funções a serem exercidas pelos convocados, as unidades em que serão alocados e as regras quanto ao uso do uniforme e de equipamentos. § 1º - É vedado o exercício de cargo ou função de comando, direção e chefia pelos convocados. § 2º - Durante o período da convocação, ficam os convocados sujeitos às normas administrativas e de serviço em vigor nos órgãos em que atuarem, e às normas de hierarquia e disciplina da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. Art. 6º - Os casos omissos serão resolvidos pelos Comandantes-Gerais da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. Art. 7º - Fica revogado o Decreto nº 18.903, de 08 de fevereiro de 2019. Art. 8º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 20 de março de 2020. RUI COSTA - Governador Nota 3: PORTARIA n.º 010-CG/19 ”Disciplina a convocação dos Policiais Militares da reserva remunerada para prestação de serviços específicos e dá outras providências." O COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA, no uso de suas atribuições legais previstas nos termos do art. 57, inciso I, alínea “j” da Lei n.º13.201 de 09 de dezembro de 2014. R E S O L V E 36 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 1º- Os Policiais Militares da reserva remunerada convocados nos termos do art. 18 da Lei n.º 7.990, de 27 de dezembro de 2001 e do Decreto n.º 18.903, de 08 de fevereiro de 2019, serão regidos por esta portaria e demais dispositivos normativos próprios do serviço policial militar. Art. 2º- A convocação do Policial Militar da reserva remunerada dar-se-á por ato do Governador do Estado, em caráter transitório e por conveniência da Administração e está condicionada à aceitação do convocado, para as seguintes atividades: I- Motorista Administrativo; II- Auxiliar Administrativo; III- Auxiliar de Apoio Logístico e Almoxarifado; IV- Auxiliar de Informática; V- Auxiliar de Coordenação de Serviços Gerais e de Saúde; VI- Recepção e Secretaria; VII- Monitor Escolar; VIII- Músico/Instrumentista;IX- Coordenador Administrativo; X- Suporte Técnico de Aeronaves; XI- Guarda de Quartéis da Polícia Militar e de Prédios Públicos; XII- Operador de Central de Rádio e Telefonia; XIII- Operador/Monitor de Câmera e Circuito Fechado de TV; §1º- As atividades previstas nos incisos I a X serão desenvolvidas exclusivamente no âmbito da Polícia Militar; § 2º- As atividades previstas nos incisos XII e XIII serão desenvolvidas no âmbito da Polícia Militar ou no âmbito da Secretaria de Segurança Pública; § 3º- O Policial Militar convocado será empregado conforme escala de serviço da unidade e expediente próprio da atividade a ser desempenhada. §4º- O Policial Militar convocado que estiver na reserva remunerada há mais de um ano será submetido a treinamento de atualização profissional na unidade onde servirá e só após a sua conclusão poderá concorrer à escala de serviço. § 5º- Além das hipóteses previstas no caput, poderá o Policial Militar da reserva ser designado para atuar em atividades vinculadas às assistências militares. Art. 3º- O Policial Militar convocado será lotado em unidade administrativa da Polícia Militar. §1º A lotação do Policial Militar convocado será publicada em Boletim Geral Ostensivo (BGO) e seu emprego será publicado em Boletim Interno Ostensivo (BIO) da OPM à qual estiver vinculado. § 2º O Policial Militar convocado terá seus registros funcionais na unidade onde estiver servindo. §3º. O policial militar convocado que servir em órgão Federal, Municipal ou de outros Estados, terá seus registros funcionais e demais expedientes administrativos vinculados ao Departamento de Pessoal. Art.4º- Durante o período de vigência, ficam os convocados sujeitos às normas administrativas e de serviço em vigor nos órgãos em que atuarem, e às normas de hierarquia e disciplina da Corporação. Art. 5º- O Comandante Geral da PMBA publicará em BGO o número de vagas existentes conforme necessidade do serviço, informando o período de inscrição e os documentos necessários a serem juntados pelos voluntários. 37 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 6º- Para a composição da lista dos voluntários a serem selecionados para a convocação, o Comandante-Geral constituirá Comissão de Avaliação que verificará se cada um dos candidatos preenche os seguintes requisitos: I - ter sido transferido para a reserva remunerada nos termos da lei; II - ter aptidão física e mental para o exercício da atividade, comprovada por inspeção de saúde, realizada pelo Departamento de Saúde da PMBA; III- não se encontrar em exercício de cargo, de função ou de emprego público no âmbito do Estado da Bahia, da União, de outros Estados e de Municípios; IV- não estar respondendo a inquérito policial, processo disciplinar ou processo criminal. §1º. Em caso de oferta de vagas inferior ao número de voluntários, a Comissão de Avaliação deverá realizar a seleção atendendo os seguintes critérios por ordem de preferência: I - menor tempo de inatividade; II- menor idade; III- residência na área territorial de responsabilidade do órgão ou entidade onde exercerá suas atividades; IV- melhor comportamento quando da passagem para a inatividade. §2º- Na hipótese de empate entre voluntários, a decisão ficará a cargo do Comandante-Geral. §3º- Após a aferição dos requisitos previstos no caput e aplicação dos critérios previstos no §1º deste artigo, a Comissão de Avaliação encaminhará lista classificatória contendo os nomes dos Policiais Militares da reserva aptos a serem convocados ao Comandante-Geral que adotará as providências pertinentes para a convocação. Art.7º- Os Policiais Militares, durante o período da convocação e para o desenvolvimento de suas atividades específicas, farão uso do uniforme e de armamento em conformidade com legislação específica da Polícia Militar. Art. 8º- Situações não previstas neste dispositivo serão deliberadas pelo Comandante-Geral da Corporação. Art. 9º- Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. PORTARIA n.º 010-CG/19 BGO 032, de 14 Fev 19 Nota 4: quanto à precedência entre os da ativa e os convocados, estabelece o Art 11, § 5º do Estatuto PM/BM, que em "igualdade de posto ou graduação, a precedência entre os policiais militares de carreira na ativa e os convocados é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação destes.". Não se trata de data mais antiga de promoção, mas sim de quanto tempo de efetivo serviço cada um tem no posto ou graduação. O que, enquanto na ativa, teve ou tiver mais tempo, terá precedência. O tempo na reserva não é computado para essa aferição. Nota 4: Militar Estadual RR. Prestação de Serviço Público Civil DECRETO-LEI 667/1969 Art. 24-I. Lei específica do ente federativo pode estabelecer: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - regras para permitir que o militar transferido para a reserva exerça atividades civis em qualquer órgão do ente federativo mediante o pagamento de adicional, o qual não será incorporado ou contabilizado para revisão do benefício na inatividade, não servirá de base de cálculo para outros 38 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu benefícios ou vantagens e não integrará a base de contribuição do militar; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Praças Especiais Art. 19 - Os Praças Especiais são os Aspirantes a Oficial, Alunos dos diversos cursos de formação. Art. 20 - Integram a categoria dos Praças Especiais: I - os Aspirantes a Oficial; II - os Alunos do Curso de Formação de Oficiais do Quadro de Oficiais Policiais Militares; III - os Alunos do Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar; IV - os Alunos do Curso de Formação Oficiais Auxiliares; V - os Alunos do Curso de Formação de Sargentos; VI - os Alunos do Curso de Formação de Soldados. § 1º - Equiparam-se aos Alunos do Curso de Formação de Oficiais do Quadro de Oficiais Policiais Militares, os Alunos do Curso de Formação de Oficiais do Quadro de Oficiais Bombeiros Militares realizados na Polícia Militar da Bahia ou em outras Instituições militares. § 2º Lei de autoria do Deputado Estadual Capitão Tadeu § 2º - Durante o período de realização do curso profissionalizante, os alunos oficiais receberão, a título de bolsa de estudo, o equivalente a 30% (trinta por cento) os do 1º ano, 35% (trinta e cinco por cento) os do 2º ano e 40% (quarenta por cento) os do 3º ano, da remuneração do posto de 1º Tenente. Nota 1: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: alteração aprovada por Emenda do Deputado Capitão Tadeu, por sugestão do então AL OF PM Tiago. Nota 3: redação original: "§ 2º - Durante o período de realização do curso profissionalizante, o Aluno Oficial receberá, a título de bolsa de estudo, o equivalente a 30% (trinta por cento) da remuneração do posto de Tenente e o Aluno a Soldado o equivalente a um salário mínimo." Nota 4: Decreto Federal nº 88.777/1983, art. 2º, 29): “PRAÇAS ESPECIAIS – Denominação atribuída aos policiais – militares, não enquadrados na escala hierárquica como oficiais ou praças.”. Remuneração de Aluno Oriundo da Tropa § 3º - Na hipótese de ser policial militar de carreira, o Aluno poderá optar pela percepção da bolsa de estudo de que trata o parágrafo anterior ou pela remuneração do seu posto ou graduação, acrescida das vantagens pessoais. Agregação de Militar Estadual Art. 21 - A agregação é a situação na qual o policial militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica de seu Quadro, nela permanecendo sem número. Art. 22 - O policial militar será agregado e considerado, para todos os efeitos legais, como em serviço ativo, quando: I - nomeado para cargo policial militar ou considerado de natureza policial militar, estabelecido em Lei, não previsto no Quadro de Organização da Polícia Militar; 39 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu II - estiver aguardando sua transferência, a pedido ou "ex officio", para a reservaremunerada, por ter sido enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivarem. § 1º - A agregação do policial militar, no caso do inciso I, é contada a partir da data de posse no novo cargo até o regresso à Polícia Militar ou à transferência "ex officio" para a reserva remunerada. § 2º - A agregação do policial militar, no caso do inciso II deste artigo, é contada a partir da data indicada no ato que a torna pública. Art. 23 - O policial militar será agregado quando for afastado, temporariamente, do serviço ativo por motivo de: I - ter sido julgado incapacitado, temporariamente, para o serviço policial militar e submetido a gozo de licença para tratamento de saúde própria, a pedido ou ex officio, ou por motivo de acidente; II - ter ultrapassado doze meses em licença para tratamento de saúde própria; III - ter entrado em gozo de licença para tratar de interesse particular ou para acompanhar cônjuge ou companheiro; IV - ter ultrapassado seis meses contínuos em gozo de licença para tratar de saúde de pessoa da família; V - ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de reforma; VI - ter sido considerado oficialmente extraviado; VII - ter-se esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção previsto no Código Penal Militar, se oficial ou praça com estabilidade assegurada; VIII - ter, como desertor, se apresentado voluntariamente, ou ter sido capturado e reincluído a fim de se ver processar; IX - se ver processar administrativamente ou através de processo judicial, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça; X - ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a seis meses, por sentença transitada em julgado, enquanto durar a execução, incluído o período de sua suspensão condicional, se concedida esta, ou até ser declarado indigno de pertencer à Polícia Militar ou com ela incompatível; XI - ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função prevista no Código Penal Militar ou em outros diplomas legais, penais ou extra-penais; XII - ter passado à disposição de órgão ou entidade da União, de outros Estados, do Estado ou do Município, para exercer cargo ou função de natureza civil; XIII - ter sido nomeado para qualquer cargo, emprego ou função público civil temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta; XIV - ter se candidatado a cargo eletivo, desde que conte dez ou mais anos de serviço; XV - permanecer desaparecido por mais de trinta dias, na forma do art. 30 desta Lei. Parágrafo único - A agregação do policial militar é contada da seguinte forma: a) nos casos dos incisos I, II e IV, a partir do primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto durar o evento; 40 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu b) nos casos dos incisos III, V, VI VII, VIII, IX, X, XI e XV, a partir da data indicada no ato que tornar público o respectivo evento; c) nos casos dos incisos XII e XIII, a partir da data da posse no cargo até o regresso à Polícia Militar ou transferência "ex officio" para a reserva; d) no caso do inciso XIV, a partir da data do registro como candidato até sua diplomação ou seu regresso à Polícia Militar, se não houver sido eleito. Obrigações Disciplinares do Militar Estadual Agregado Art. 24 - O policial militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às suas relações com outros policiais militares e autoridades civis, salvo quando titular de cargo que lhe dê precedência funcional sobre outros policiais militares ou militares mais graduados ou antigos. Militar Estadual Adido Art. 25 - O policial militar agregado ficará adido, para efeito de alterações e remuneração, ao órgão de pessoal da Instituição, continuando a figurar no respectivo registro, sem número, no lugar que até então ocupava. Promoção de Militar Estadual Agregado Parágrafo único - O policial militar agregado, quando no desempenho de cargo policial militar, ou considerado de natureza policial militar, concorrerá à promoção, por qualquer dos critérios, sem prejuízo do número de concorrentes regularmente estipulado. Art. 26 - A agregação se faz: I - por ato do Governador do Estado ou da autoridade por ele delegada, quanto aos Oficiais; II - por ato do Comandante Geral ou da autoridade por ele delegada, quanto aos praças. Militar Estadual Excedente Art. 27 - Excedente é a situação transitória a que, automaticamente, passa o policial militar que: I - tendo cessado o motivo que determinou sua agregação, seja revertido ao respectivo Quadro, estando o mesmo com seu efetivo completo; II - seja promovido por bravura, sem haver vaga; III - sendo o mais moderno da respectiva escala hierárquica, ultrapasse o efetivo de seu Quadro, em virtude da promoção de outro policial militar em ressarcimento de preterição; IV - tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade, retorne ao respectivo Quadro, estando este com seu efetivo completo. § 1º - O policial militar, cuja situação é de excedente, ocupará a mesma posição relativa, em antigüidade, que lhe cabe na escala hierárquica e receberá o número que lhe competir, em conseqüência da primeira vaga que se verificar. § 2º - O policial militar, na situação de excedente, é considerado para todos os efeitos como em efetivo serviço e a ele se aplicam, respeitados os requisitos legais, em igualdade de condições e sem nenhuma restrição, as normas para indicação para cargo policial militar, curso ou promoção. Militar Estadual Excedente por Promoção por Bravura § 3º - O policial militar, excedente por haver sido promovido por bravura sem haver vaga, ocupará a primeira vaga aberta, deslocando o critério de promoção a ser seguido para a vaga seguinte. 41 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Militar Estadual Ausente Art. 28 - É considerado ausente o policial militar que, por mais de vinte e quatro horas consecutivas: I - deixar de comparecer à sua organização policial militar sem comunicar motivo de impedimento; II - ausentar-se, sem licença, da organização policial militar onde serve ou do local onde deva permanecer; III - deixar de se apresentar no lugar designado, findo o prazo de trânsito ou férias; IV - deixar de se apresentar à autoridade competente após a cassação ou término de licença ou agregação ou ainda no momento em que é efetivada mobilização, declarado o estado de defesa, de sítio ou de guerra; V - deixar de se apresentar a autoridade competente, após o término de cumprimento de pena. § 1º - É também considerado ausente o policial militar que deixar de se apresentar no momento da partida de comboio que deva integrar, por ocasião de deslocamento da unidade em que serve. § 2º - Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão adotadas as providências cabíveis para a averiguação da ausência, observando-se os procedimentos disciplinares previstos neste Estatuto e/ou criminais. Militar Estadual Desertor Art. 29 - O policial militar é considerado desertor nos casos previstos na legislação penal militar. Nota: Deserção Código Penal Militar Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois anos; se oficial, a pena é agravada. Casos assimilados Art. 188. Na mesma pena incorre o militar que: I - não se apresenta no lugar designado, dentro de oito dias, findo o prazo de trânsito ou férias; II - deixa de se apresentar a autoridade competente, dentro do prazo de oito dias, contados daquele em que termina ou é cassada a licença ou agregação ou em que é declarado o estado de sítio ou de guerra; III - tendo cumprido a pena, deixa de se apresentar, dentro do prazo de oito dias; IV - consegue exclusão do serviço ativo ou situação de inatividade, criando ou simulando incapacidade. Art. 189. Nos crimes dos arts. 187 e 188, ns. I, II e III: Atenuante especial I - se o agente se apresenta voluntariamente dentro em oito dias após a consumação do crime, a penaé diminuída de metade; e de um têrço, se de mais de oito dias e até sessenta; Agravante especial II - se a deserção ocorre em unidade estacionada em fronteira ou país estrangeiro, a pena é agravada de um têrço. Deserção especial 42 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 190. Deixar o militar de apresentar-se no momento da partida do navio ou aeronave, de que é tripulante, ou do deslocamento da unidade ou força em que serve: (Redação dada pela Lei nº 9.764, de 18.12.1998) Pena - detenção, até três meses, se após a partida ou deslocamento se apresentar, dentro de vinte e quatro horas, à autoridade militar do lugar, ou, na falta desta, à autoridade policial, para ser comunicada a apresentação ao comando militar competente. (Redação dada pela Lei nº 9.764, de 18.12.1998) § 1º Se a apresentação se der dentro de prazo superior a vinte e quatro horas e não excedente a cinco dias: Pena - detenção, de dois a oito meses. § 2o Se superior a cinco dias e não excedente a oito dias: (Redação dada pela Lei nº 9.764, de 18.12.1998) Pena - detenção, de três meses a um ano. § 2o-A. Se superior a oito dias: (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.764, de 18.12.1998) Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Aumento de pena § 3o A pena é aumentada de um terço, se se tratar de sargento, subtenente ou suboficial, e de metade, se oficial. (Redação dada pela Lei nº 9.764, de 18.12.1998) Concêrto para deserção Art. 191. Concertarem-se militares para a prática da deserção: I - se a deserção não chega a consumar-se: Pena - detenção, de três meses a um ano. Modalidade complexa II - se consumada a deserção: Pena - reclusão, de dois a quatro anos. Deserção por evasão ou fuga Art. 192. Evadir-se o militar do poder da escolta, ou de recinto de detenção ou de prisão, ou fugir em seguida à prática de crime para evitar prisão, permanecendo ausente por mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Favorecimento a desertor Art. 193. Dar asilo a desertor, ou tomá-lo a seu serviço, ou proporcionar-lhe ou facilitar-lhe transporte ou meio de ocultação, sabendo ou tendo razão para saber que cometeu qualquer dos crimes previstos neste capítulo: Pena - detenção, de quatro meses a um ano. Isenção de pena Parágrafo único. Se o favorecedor é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. Omissão de oficial Art. 194. Deixar o oficial de proceder contra desertor, sabendo, ou devendo saber encontrar-se entre os seus comandados: Pena - detenção, de seis meses a um ano. Militar Estadual Desaparecido 43 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 30 - É considerado desaparecido o policial militar na ativa, assim declarado por ato do Comandante Geral, quando no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em operação policial militar ou em caso de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de oito dias. Parágrafo único - A situação de desaparecimento só será considerada quando não houver indício de deserção. Militar Estadual Extraviado Art. 31 - O policial militar que, na forma do artigo anterior, permanecer desaparecido por mais de trinta dias, será oficialmente considerado extraviado e agregado na forma do art. 23, inciso XV. Militar Estadual da Reserva Remunerada Art. 32 - O policial militar da reserva remunerada é aquele afastado do serviço que, nessa situação, perceba remuneração do Estado, ficando sujeito à ação disciplinar da Instituição e à prestação de serviços na ativa, nos termos do art. 18 deste Estatuto. Nota 1: o militar estadual da reserva remunerada pode ser convocado para o serviço ativo. E está sujeito ao Regulamento Disciplinar. Nota 2: vide Art 18 deste Estatuto, que trata das condições da convocação de Inativos da RR para o serviço ativo. Nota 3: o militar estadual da RR poderá prestar serviço público em órgão público civil. Vide nota no Art. 18. Militar Estadual Reformado Art. 33 - O policial militar reformado é o que está dispensado definitivamente da prestação do serviço ativo, percebendo remuneração pelo Estado e permanecendo sujeito ao controle disciplinar da Instituição. Nota 1: o militar estadual reformado não poderá ser convocado para o serviço ativo, entretanto, mesmo na reforma estará sujeito ao Regulamento Disciplinar. Do ponto de vista da remuneração, nada altera. Nenhuma diferença existe entre a reserva remunerada e a reforma, do ponto de vista da remuneração. Os descontos, como Imposto de Renda, SPSM (EX-FUNPREV), etc., continuam sendo efetuados na reforma Nota 2: o artigo 178, deste Estatuto, estabelece as idades para mudar a condição de reserva remunerada para reforma. Não se trata de tempo de reserva para ser reformado, mas sim a idade. Veja o teor do artigo: EPM - Art. 178 - A reforma dar-se-á "ex officio" e será aplicada ao policial militar que: I - atingir as seguintes idades-limite para permanência na reserva remunerada: a) se oficial superior, 64 anos; b) se oficial intermediário ou subalterno, 60 anos; c) se praça, 60 anos. (Alterado pela Lei 14.171, de 4 de Novembro de 2019.) Anteriormente eram 56 anos para os praças RR reformarem. Nota 3: diferença entre RR e reforma: na RR pode ser convocado. Na reforma não pode. No mais, não existe diferença entre RR e Ref. Os impostos e descontos são os mesmos. Reserva Não Remunerada Art. 34 - O oficial militar da reserva não remunerada é aquele ex-integrante do serviço ativo exonerado na forma do art. 186. 44 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - O oficial da reserva não remunerada não está sujeito à ação disciplinar da Instituição nem a convocação. Nota 1: não faz sentido é a referência ao " Oficial militar da reserva não remunerada ". O praça que solicita a exoneração, também, faz parte da reserva não remunerada. Veja que o Art. 186, 3°, se refere a policial militar exonerado como integrante da reserva não remunerada. Nota 2: EPM. Art. 186 - A exoneração, a pedido, será concedida mediante requerimento do interessado. § 1º - A exoneração, a pedido não implicará indenização aos cofres públicos pela preparação e formação profissionais, quando contar o policial militar com mais de cinco anos de carreira, ressalvada a hipótese de realização de curso ou estágio com ônus para a Instituição; § 2º - Quando o policial militar tiver realizado qualquer curso ou estágio, no País ou Exterior, não será concedida a exoneração a pedido antes de decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento das despesas correspondentes. § 3º - O policial militar exonerado, a pedido, passa a integrar o contingente da reserva não remunerada, sem direito a qualquer remuneração, sendo a sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar. § 4º - O direito à exoneração, a pedido, poderá ser suspenso na vigência do estado de defesa, estado de sítio ou em caso de mobilização, calamidade pública ou grave perturbação da ordem pública. Nota 3. Outros esclarecimentos sobre a Reserva Não Remunerada: 1. Não tem direito a remuneração. 2. Não tem direito a porte de arma. 3. Não pode ser convocado para a ativa. 4. Não deve satisfação regulamentar aos antigos superiores. 5. Não está sujeito aos rigores da disciplina. 6. Não pode exigir direitos dos antigos subordinados. 7. Não pode usar os serviços de saúde da PM/BM. 8. Se usar o título de reserva, deve registrar que é não remunerada: PM RNR, BM RNR. Assim como a reserva remunerada é obrigada a registrar: PM RR, BM RR. 9. Não tem nenhuma prerrogativa de Militar Estadual: nem obrigação e nem deveres. 10. Em caso de convocação do Exército, é chamado como reservista. 11. O título de Reserva Não Remunerada da PM/BM é para manter o vínculo com o serviço militar do Exército, em caso de convocação. Igual ao Sd EB reservista e ao Oficial R-2. Que não fazem parte dos Quadros das FFAA, mas são convocados em caso de necessidade. 12. Tanto quanto os reservistas das Forças Armadas, na PM/BM, o reservista não remuneradoé civil. Não é militar. 13. É um título simbólico na PM/BM. Nenhum efeito legal produz. CAPÍTULO III - DA ESTABILIDADE Estabilidade de Militar Estadual Art. 35 - O policial militar, habilitado em concurso público e nomeado para cargo de sua carreira, adquirirá estabilidade ao completar três anos de efetivo exercício, desde que seja aprovado no estágio probatório, por ato homologado pela autoridade competente. 45 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Estágio Probatório de Militar Estadual Art. 36 - O estágio probatório compreende um período de trinta e seis meses, durante o qual serão observadas a aptidão e capacidade para o desempenho do cargo, observados, entre outros, os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - observância das normas hierárquicas e ética militar; IV - responsabilidade; V - capacidade de adequação para cumprimento dos deveres militares; VI - eficiência. § 1º - A autoridade competente terá o prazo improrrogável de trinta dias para a homologação do resultado do estágio probatório. § 2º - O período em que o praça especial encontrar-se no curso de formação será computado para o estágio probatório de que trata este artigo. Nota: o estágio probatório começa a contar com o início do Curso de Formação. TÍTULO III - DA DEONTOLOGIA POLICIAL MILITAR CAPÍTULO I - DAS OBRIGAÇÕES POLICIAIS MILITARES SEÇÃO I - DOS VALORES POLICIAIS MILITARES Valores Institucionais Art. 37 - São valores institucionais: I - da organização: a) a dignidade do homem; b) a disciplina; c) a hierarquia; d) a credibilidade; e) a ética; f) a efetividade; g) a solidariedade; h) a capacitação profissional; i) a doutrina; j) a tradição. II - do profissional: a) a eficiência e a eficácia; b) o espírito profissional; c) a aparência pessoal; d) a auto-estima; 46 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu e) o profissionalismo; f) a bravura; g) a solidariedade; h) a dedicação. Manifestações Essenciais dos Valores Art. 38 - São manifestações essenciais dos valores policiais militares: I - o sentimento de servir à sociedade, traduzido pela vontade de cumprir o dever policial militar e pelo integral devotamento à preservação da ordem pública e à garantia dos direitos fundamentais da pessoa humana; II - o civismo e o respeito às tradições históricas; III - a fé na elevada missão da Polícia Militar; IV - o orgulho do policial militar pela Instituição; V - o amor à profissão policial militar e o entusiasmo com que é exercida; VI - o aprimoramento técnico-profissional. SEÇÃO II - DA ÉTICA POLICIAL MILITAR Ética Art. 39 - O sentimento do dever, a dignidade policial militar e o decoro da classe impõem a cada um dos integrantes da Polícia Militar conduta moral e profissional irrepreensíveis, tanto durante o serviço quanto fora dele, com observância dos seguintes preceitos da ética policial militar: I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal; II - exercer com autoridade, eficiência, eficácia, efetividade e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo; III - respeitar a dignidade da pessoa humana; IV - cumprir e fazer cumprir as Leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das autoridades competentes, à exceção das manifestamente ilegais; V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados; VI - zelar pelo preparo moral, intelectual e físico próprio e dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum; VII - praticar a solidariedade e desenvolver permanentemente o espírito de cooperação; VIII - ser discreto em suas atitudes e maneiras e polido em sua linguagem falada e escrita; IX - abster-se de tratar de matéria sigilosa, de qualquer natureza, fora do âmbito apropriado; X - cumprir seus deveres de cidadão; XI - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; XII - comportar-se educadamente em todas as situações; XIII - conduzir-se de modo que não sejam prejudicados os princípios da disciplina, do respeito e do decoro policial militar; 47 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu XIV - abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros; XV - abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas quando: a) em atividade político-partidária; b) em atividade comercial ou industrial; c) para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos ou policiais militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, se devidamente autorizado; d) no exercício de funções de natureza não policiais militares, mesmo oficiais. XVI - zelar pelo bom conceito da Polícia Militar; XVII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. Participação de Militar Estadual em Empresa Art. 40 - Ao policial militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Parágrafo único - No intuito de aperfeiçoar a prática profissional é permitido aos oficiais do Quadro Complementar de Oficiais Policiais Militares o exercício de sua atividade técnico- profissional no meio civil, desde que compatível com as atribuições do seu cargo e com o horário de trabalho, respeitadas as limitações constitucionais. Nota 1: Proibições enquanto no serviço ativo: 1. Comerciar. Ser comerciante. 2. Fazer parte da Administração ou da Gerência de Sociedade. 3. Ser sócio ou participar de Sociedade. Nota 2: Permissões enquanto no Serviço Ativo: 1. Acionista em Sociedade Anônima. 2. Quotista em Sociedade de Responsabilidade Limitada. Nota 3: a proibição se refere à Sociedade, que significa mais de uma pessoa. Assim, o Microempreendedor individual e Empresário Individual, por não serem "sociedade", não estão enquadrados nessa proibição. É a nossa posição. Há de ser ver, entretanto, se o militar estadual microempreendedor, não estaria contrariando dispositivos que o tornaria incompatível com a profissão PM/BM. Nota 4: essas proibições não se aplicam aos militares estaduais inativos. Nota 5: comércio é troca voluntária de produtos, incluindo aí a troca de um produto por dinheiro. Comerciar, é, portanto, praticar o comércio: trocar mercadorias por outras, ou por dinheiro. Nota 6: Sociedade anônima é um modelo de companhia com fins lucrativos, caracterizada por ter o seu capital financeiro dividido por ações. Os donos das ações são chamados de acionistas e, neste caso, a empresa deve ter sempre dois ou mais acionistas. Nota 7: a sociedade de responsabilidade limitada, LTDA. ou Ltda, é um tipo específico de empresa em que os sócios não podem ser responsabilizados pelos prejuízos advindos da atividade da sociedade para além das suas participações nas quotas, salvo em casos especiais, previstos em lei, como no abuso da personalidade jurídica e relativamente aos tributos devidos, após a liquidação da sociedade. 48 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 8: Empresário Individual. Como o nome já diz, trata-se de uma Empresa de um só proprietário. O Empresário Individual tem uma variedade muito maior de atividades em relação ao MEI. O Empresário Individual não tem limite de colaboradores. Pode contratar vários empregados. Nota 9: MEI é o Microempreendedor Individual. O MEI é formado por um profissional que trabalha por conta própria, sem sócios, e que quer ter a formalização do seu negócio. Em 2019, o faturamento permitido para o MEI: R$ 81.000,00, ao ano. Acima desse valor deixa de ser MEI e passa a ser Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte, a depender do faturamento anual. O MEI é mais voltado a atividades tidas como operacionais. O MEI pode contratar apenas um funcionário, recebendo o teto da categoria. TÍTULO IV - DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I - DOS DEVERES POLICIAIS MILITARES SEÇÃO I - CONCEITUAÇÃO Deveres dos MilitaresEstaduais Art. 41 - Os deveres policiais militares emanam de um conjunto de vínculos morais e racionais, que ligam o policial militar à pátria, à Instituição e à segurança da sociedade e do ser humano, e compreendem, essencialmente: I - a dedicação integral ao serviço policial militar e a fidelidade à Instituição a que pertence; II - o respeito aos Símbolos Nacionais; III - a submissão aos princípios da legalidade, da probidade, da moralidade e da lealdade em todas as circunstâncias; IV - a disciplina e o respeito à hierarquia; V - o cumprimento das obrigações e ordens recebidas, salvo as manifestamente ilegais; VI - o trato condigno e com urbanidade a todos; VII - o compromisso de atender com presteza ao público em geral, prestando com solicitude as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo; VIII - a assiduidade e pontualidade ao serviço, inclusive quando convocado para cumprimento de atividades em horário extraordinário. SEÇÃO II - DO COMANDO E DA SUBORDINAÇÃO COMANDO Art. 42 - Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidades de que o policial militar é investido legalmente, quando conduz seres humanos ou dirige uma organização policial militar, sendo vinculado ao grau hierárquico e constitui uma prerrogativa impessoal, em cujo exercício o policial militar se define e se caracteriza como chefe. 49 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - Aplica-se aos Comandantes de Operações Policiais Militares e de Bombeiros Militares, Comandantes de Policiamento Regional e Comandante de Policiamento Especializado, à Direção, à Coordenação, à Chefia de Organização Policial Militar, no que couber o estabelecido para o comando. Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "Parágrafo único - Aplica-se à direção, à coordenação e à chefia de organização policial militar, no que couber, o estabelecido para o comando." Subordinação entre Militares Estaduais Art. 43 - A subordinação é o respeito ao princípio da hierarquia, em face do qual as ordens dos superiores, salvo as manifestamente ilegais, devem ser plena e prontamente acatadas. Parágrafo único - A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do policial militar e decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada da Polícia Militar. Funções de Comando, Chefia, Coordenação e Direção Art. 44 - As funções de comando, de chefia, de coordenação e de direção de organização policial militar são privativas dos integrantes do Quadro de Oficiais Policiais Militares. Nota: veja que as funções de Sub Chefia, Sub Coordenação e Sub Direção de OPM/OBM não são privativas de QOPM/BM. Competência dos Oficiais Auxiliares § 1º - Compete aos Oficiais Auxiliares do Quadro de Oficiais Auxiliares da Polícia Militar - QOAPM e do Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares - QOABM o exercício de atividades operacionais e administrativas, excetuando-se o comando de Unidades e Subunidades e o subcomando de Unidades. Nota 1: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: redação original: "§ 1º - Os integrantes do Quadro de Oficiais Auxiliares da Polícia Militar exercerão funções auxiliares e complementares de Comando, de Chefia, de Coordenação e de direção de organização policial militar." Nota 3: este parágrafo veda ao Oficial QOA o Cmd° de Unidade, o Sub Cmd° de Unidade e o Cmd° de Sub Unidade. Nota 4: resumindo: pela lei, observando o contraposto, o lado inverso desse artigo, pode o oficial QOA: No exercício de atividades operacionais: • Sub Cmd° de Sub Unidade. • Cmd°de Pelotão. OBS 1: o Art 44, 1°, veda ao Oficial QOA: • O Cmd° de Unidade. • O Sub Cmd de Unidade. • O Cmd°de Sub Unidade. É vedado ao oficial QOA o Cmd° de Subunidade. Historicamente, Unidade Policial Militar/ Bombeiro Militar é Batalhão ou Grupamento BM. E Subunidade, uma Companhia orgânica, ou Sub Grupamento, subordinado ao Batalhão PM ou Grupamento BM. Abaixo do Sub Grupamento ou da 50 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Companhia, temos o Pelotão. Pelotão não é Subunidade. Portanto, pode ser comandado por oficial QOA. Obs 2: aqui fica mais uma incongruência: Se existir um maj QOA em uma Unidade, por lei, este não pode assumir o Sub Cmd° ou mesmo o Cmd°da Unidade. E se o próximo na hierárquica for um cap QO, este assumirá o Cmd° da Unidade. O maj QOA receberá ordens de um cap QO? O cap QO no Cmd° da unidade poderia punir o maj QOA? Isso não quebraria o Princípio da Hierarquia e Disciplina? A nossa legislação deixa margem a muitos questionamentos, além de criar situações embaraçosas. No exercício de atividades administrativas, por lei, pode o oficial QOA assumir, se tiver na OPM/ OBM: • Sub Chefia. • Sub Coordenação. • Sub Direção. O caput do art 44 diz que é privativo de oficial QOPM/QOBM as funções de Cmd°, Chefia, Coordenação e Direção de OPM. As funções de Sub Chefia, Sub Coordenação e Sub Direção de OPM/OBM, portanto, se existirem na OPM, não são privativas de QOPM ou QOBM. Podendo ser exercidas por QOA. Obs 3: outro detalhe: funções de Chefia, Coordenação e Direção, se existirem dentro da estrutura de uma OPM/OBM, podem ser assumidas por oficial QOA. O caput do art 44 estabelece que é privativo de Oficial QOPM/BM Cmd°, Chefia, Coordenação e Direção de OPM/OBM. Chefias, Coordenações e Direções de estruturas internas, subordinadas à OPM/OBM, podem ser assumidas por oficial QOA. Competência dos Oficiais do Quadro Complementar § 2º - Aos integrantes do Quadro Complementar de Oficiais Policiais Militares cabe, ao longo da carreira, o exercício das funções técnicas de suas respectivas especialidades. Artigo 44-A Revogado Tacitamente Quadro de Oficiais Auxiliares PM/BM Art. 44-A - O Quadro de Oficiais Auxiliares da Polícia Militar - QOAPM e o Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares - QOABM serão integrados por policiais militares oriundos do círculo de praças, cujo acesso ocorrerá por promoção, preenchidos os requisitos previstos neste Estatuto e em regulamento de conclusão e aprovação no respectivo Curso de Formação previsto em regulamento. § 1º - O maior grau hierárquico do Quadro de Oficiais Auxiliares da Polícia Militar - QOAPM e do Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares - QOABM é o Posto de Major. § 2º - Somente poderão concorrer à promoção ao posto de Major do QOAPM e do QOABM os Capitães que possuam graduação em curso de nível superior reconhecido pelo Ministério da Educação, preenchidos os demais requisitos legais, inclusive conclusão com aproveitamento do Curso de Especialização no Serviço Público - CESP promovido pela Polícia Militar. Nota 1: Art. 44-A acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: revogação Tácita do Art. 44-A. 51 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu O art. 44-A foi revogado, tacitamente, pelo art. 51 da Lei 13.201/2014 (que foi alterado pelo art. 2° da Lei 13.588/2016). Posteriormente, o art. 2º da Lei 14.186, de 15/01/20, alterou, novamente, o art. 51 referido. Nota 3: QUADRO DE OFICIAIS AUXILIARES POLICIAIS MILITARES - QOAPM LEI N° 13.201/2014 (Já atualizado pela Lei 14.186, de 15/1/2020) "Art. 51 - O Quadro de Oficiais Auxiliares Policiais Militares - QOAPM é integrado pelos Oficiais existentes no seu Quadro e destina-se aos policiais militares oriundos da carreira de Praças, unicamente ocupantes da graduação de Subtenente PM, competindo-lhes o exercício de atividades operacionais e administrativas da Corporação. (Alterado pela Lei 14.186, de 15/01/20.) § 1º O ingresso no QOAPM se dará após a conclusão, com aproveitamento, do Curso de Formação de Oficiais específico, atendidos os requisitos estabelecidos na Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, e na regulamentação relativa ao ingresso no referido Quadro. § 2º - Os ocupantes da graduação de Subtenente PM poderão participar do processo seletivo para ingresso no QOAPM, respeitada a proporçãode 50% (cinquenta por cento) das vagas pelo critério de antiguidade e 50% (cinquenta por cento) mediante a realização de provas de desempenho profissional e intelectual. (Alterado pela Lei 14.186, de 15/01/20.) § 3º O maior grau hierárquico do Quadro de Oficiais Auxiliares Policiais Militares é o Posto de Tenente Coronel. § 4º Somente poderão concorrer à promoção ao posto de Major e ao subsequente de Tenente Coronel do QOAPM, os Capitães portadores de diploma de nível superior em cursos devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação - MEC, preenchidos os demais requisitos legais, inclusive conclusão com aproveitamento do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais ou equivalente promovido pela Polícia Militar da Bahia ou pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. § 5º É vedada a inscrição e a matrícula dos integrantes do Quadro de Oficiais Auxiliares Policiais Militares no Curso Superior de Polícia ou equivalente. § 6º As funções a serem exercidas pelos Oficiais Superiores do QOAPM serão preferencialmente desempenhadas em unidades administrativas da estrutura organizacional da Polícia Militar, nas áreas profissionais demandadas a serem definidas por ato do Comandante-Geral." A LEI 13.588/2016 não revogou explicitamente o Art 44-A do Estatuto PM /BM. Entretanto, o conteúdo da Lei 13.588/2016, alterado pela Lei 14.186, de 15/01/20, mudou o conteúdo do Art. 44-A do EPM. Isso é revogação tácita, implícita. Nota 4: QUADRO DE OFICIAIS AUXILIARES BOMBEIROS MILITARES - QOABM LEI 13.202, 09/12/14, alterada pelo art. 4º da lei 14.186, de 15/01/20 Art. 36 - O Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares - QOABM é integrado pelos Oficiais existentes no seu Quadro e destina-se aos bombeiros militares oriundos da carreira de Praças, da graduação de Subtenente, competindo-lhes o exercício de atividades operacionais e administrativas da Corporação.( Alterado pelo Art. 4° da Lei 14.186, de 15/01/20). § 1º - O ingresso no QOABM se dará após a conclusão, com aproveitamento, do Curso de Formação de Oficiais específico, atendidos os requisitos estabelecidos na Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, e na regulamentação relativa ao ingresso no referido Quadro. § 2º - Os ocupantes da graduação de Subtenente poderão participar do processo seletivo para ingresso no QOABM, respeitada a proporção de 50% (cinquenta por cento) das vagas pelo critério de antiguidade e 50% (cinquenta por cento) mediante a realização de provas de desempenho profissional e intelectual. (alterado pelo art. 4º da lei 14.186, de 15/01/20) 52 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - O maior grau hierárquico do Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares é o Posto de Tenente Coronel. § 4º - Somente poderão concorrer à promoção ao posto de Major e ao subsequente de Tenente Coronel do QOABM, os Capitães portadores de diploma de nível superior em cursos devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação - MEC, preenchidos os demais requisitos legais, inclusive a conclusão com aproveitamento do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais ou equivalente promovido pela Polícia Militar da Bahia ou pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. § 5º - É vedada a inscrição e a matrícula dos integrantes do Quadro de Oficiais Auxiliares Bombeiros Militares no Curso Superior de Bombeiro ou equivalente. § 6º - As funções a serem exercidas pelos Oficiais Superiores do QOABM serão preferencialmente desempenhadas em unidades administrativas da estrutura organizacional do Corpo de Bombeiros Militar, nas áreas profissionais demandadas a serem definidas por ato do Comandante-Geral. Nota 5: QUADRO ESPECIAL DE TENENTES AUXILIARES - QETAPM A Lei 14.186, de 15/01/20, acrescentando à lei 13.201 de 09/12/14, criou o QETAPM, Quadro Especial de Tenentes Auxiliares Policiais Militares. Art. 51-A - O Quadro Especial de Tenentes Auxiliares Policiais Militares - QETAPM é integrado pelos 1º Tenentes que ingressarem no Quadro e destina-se aos policiais militares oriundos da carreira de Praças, unicamente dos ocupantes da graduação de Subtenente PM, competindo-lhes preferencialmente o exercício de atividades operacionais da Corporação. § 1º - O ingresso no QETAPM se dará após a conclusão, com aproveitamento, do Curso de Formação de Oficiais específico e do estágio supervisionado, atendidos os requisitos estabelecidos na Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, e na regulamentação relativa ao ingresso no referido Quadro. § 2º - Para participar do Curso de Formação de Oficiais específico para ingresso no QETAPM, o Subtenente PM deverá contar, no mínimo, com 27 (vinte e sete) anos de efetivo serviço na data de publicação do edital de abertura do processo seletivo e ser aprovado nos exames de saúde física e mental e teste de aptidão física. § 3º - Havendo igualdade de tempo de efetivo serviço entre os candidatos ao ingresso no QETAPM, terá preferência de acesso o Subtenente PM de maior antiguidade. § 4º - O único grau hierárquico do QETAPM é o posto de 1º Tenente QETAPM. § 5º - O ingresso no QETAPM ocorrerá voluntariamente, em caráter irretratável e irrevogável, e estará sujeito à formalização de declaração escrita, atestando a opção. Art. 51-B - É vedada a migração de militares estaduais entre quaisquer dos Quadros que compõem a estrutura da Polícia Militar, e entre os Quadros da Polícia Militar da Bahia e do Nota 6: QUADRO ESPECIAL DE TENENTES AUXILIARES BOMBEIROS MILITARES - QETABM A Lei 14.186, de 15/01/20, acrescentando à lei 13.202 de 09/12/14, criou o QETABM, Quadro Especial de Tenentes Auxiliares Bombeiros Militares. (...) Art. 36-A - O Quadro Especial de Tenentes Auxiliares Bombeiros Militares - QETABM é composto por todos os 1º Tenentes que ingressarem no Quadro e destina-se aos bombeiros militares oriundos da carreira de Praças, unicamente da graduação de Subtenente BM, competindo-lhes preferencialmente o exercício de atividades operacionais da Corporação. 53 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - O ingresso no QETABM se dará após a conclusão, com aproveitamento, do Curso de Formação de Oficiais específico e do estágio supervisionado, atendidos os requisitos estabelecidos na Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, e na regulamentação relativa ao ingresso no referido Quadro. § 2º - Para participar do Curso de Formação de Oficiais específico para ingresso no QETABM, o Subtenente BM deverá contar, no mínimo, com 27 (vinte e sete) anos de efetivo serviço na data de publicação do edital de abertura do processo seletivo e ser aprovado nos exames de saúde física e mental e teste de aptidão física. § 3º - Havendo igualdade de tempo de efetivo serviço entre os candidatos ao ingresso no QETABM, terá preferência de acesso o Subtenente BM de maior antiguidade. § 4º - O único grau hierárquico do QETABM é o posto de 1º Tenente QETABM. § 5º - O ingresso no QETABM ocorrerá voluntariamente, em caráter irretratável e irrevogável, e estará sujeito à formalização de declaração escrita, atestando a opção. Art. 36-B - É vedada a migração de militares estaduais entre quaisquer dos Quadros que compõem a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, e entre os Quadros do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e da Polícia Militar da Bahia. Funções e Emprego dos Graduados Art. 45 - Os graduados auxiliam e complementam as atividades dos Oficiais no emprego de meios, na instrução e na administração da Unidade, devendo ser empregados na supervisão da execução das atividades inerentes à missão institucional da Polícia Militar. Parágrafo único - No exercício das suas atividades profissionais e no comando de subordinados, os Subtenentes, 1º Sargentos e Cabos deverão impor-se pela capacidade técnico- profissional, pelo exemplo e pela lealdade, incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras de serviço e das normas operativas, pelos Praças que lhes estiverem diretamente subordinados, bem como a manutenção da coesãoe do moral da tropa, em todas as circunstâncias. Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "Parágrafo único - No exercício das suas atividades profissionais e no comando de subordinados, os Sargentos deverão impor-se pela capacidade técnico-profissional, pelo exemplo e pela lealdade, incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras de serviço e das normas operativas, pelos praças que lhes estiverem diretamente subordinadas, bem como a manutenção da coesão e do moral da tropa, em todas as circunstâncias." Nota 3: Atribuições dos Graduados. O papel dos graduados é o de auxiliar e complementar as atividades dos oficiais na supervisão da execução das atividades da PM/BM e no emprego dos meios, na instrução e na administração da unidade PM/BM. É papel, ainda, dos graduados, a supervisão e comando de subordinados na execução das atividades próprias da PM/BM. Sendo assim, os graduados podem ser empregados na execução do Policiamento Ostensivo a pé, se for na supervisão e comando de subordinados, ainda que seja em um determinado espaço territorial sob seu comando ou supervisão. 54 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Não pode o graduado ser empregado em dupla de PO a Pé, mas pode comandar fração de tropa no PO a Pé, ou na supervisão de duplas de PO a Pé. Durante essa supervisão ou comando, os graduados têm obrigação de executar qualquer ação que vise a manutenção da ordem pública, assim como, também, os oficiais. SD em Cmd ° de Fração de Tropa Art. 46 - Os soldados poderão, excepcional e temporariamente, exercer o comando de fração de tropa em locais e situações que assim o exijam. Emprego de Praça Especial Art. 47 - Aos praças especiais, em curso de formação, cabe a rigorosa observância das prescrições dos regulamentos que lhes são pertinentes, exigindo-se-lhes inteira dedicação ao estudo e ao aprendizado técnico-profissional, ficando vedado o emprego em atividade operacional ou administrativa, salvo em caráter de instrução. Nota: na condição de instruendo, a título de aprendizado prático nos cursos, o praça especial pode ser empregado em atividades operacionais ou administrativas. CAPÍTULO II - DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES POLICIAIS MILITARES SEÇÃO I - DA ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADES. Responsabilidade da Função de Cmd° Art. 48 - O policial militar em função de comando responde integralmente pelas decisões que tomar, pelas ordens que emitir, pelos atos que praticar, bem como pelas conseqüências que deles advierem. § 1º - Cabe ao policial militar subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos necessários ao seu total entendimento e compreensão. § 2º - Cabe ao executante que exorbitar no cumprimento de ordem recebida, a responsabilidade pessoal e integral pelos excessos e abusos que cometer. Violação das Obrigações e Deveres Art. 49 - A violação das obrigações ou dos deveres policiais militares poderá constituir crime ou transgressão disciplinar, segundo disposto na legislação específica. Responsabilidade Cível, Penal e Administrativa do Militar Estadual Art. 50 - O policial militar responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. § 1º - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo do erário ou de terceiros, na seguinte forma: a) a indenização de prejuízos causados ao erário será feita por intermédio de imposição legal ou mandado judicial, sendo descontada em parcelas mensais não excedentes à terça parte da remun`eração ou dos proventos do policial militar; b) tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o policial militar perante a Fazenda Pública, em ação regressiva, de iniciativa da Procuradoria Geral do Estado. § 2º - A responsabilidade penal abrange os crimes militares, bem como os crimes de competência da Justiça comum e as contravenções imputados ao policial militar nessa qualidade. 55 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo, praticado no desempenho de cargo ou função capaz de configurar, à luz da legislação própria, transgressão disciplinar. § 4º - As responsabilidades civil, penal e administrativa poderão cumular-se, sendo independentes entre si. § 5º - A responsabilidade administrativa do policial militar policial militar sujeita-se aos efeitos da elisão e da prescrição na seguinte forma: a) será elidida no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou de sua autoria; b) prescreverá: 1. em cinco anos, quanto às infrações puníveis com demissão; 2. em três anos, quanto às infrações puníveis com sanções de detenção; 3. em cento e oitenta dias, quanto às demais infrações. c) o prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido; d) sendo a falta tipificada penalmente, prescreverá juntamente com o crime; e) a abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição até a decisão final por autoridade competente. SEÇÃO II - DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES Transgressões Disciplinares Art. 51 - São transgressões do policial militar: I - não levar ao conhecimento da autoridade competente, no mais curto prazo, falta ou irregularidade que presenciar ou de que tiver ciência e couber reprimir; II - deixar de punir o transgressor da disciplina; III - retardar a execução de qualquer ordem, sem justificativa; IV - não cumprir ordem legal recebida; Nota: o dispositivo é bem claro: ordem ilegal não se cumpre. V – simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer dever, serviço ou instrução; Nota: apresentar atestado médico forjado pode ser enquadrado aqui. VI - deixar, imotivadamente, de participar a tempo à autoridade imediatamente superior, impossibilidade de comparecer ä OPM ou a qualquer ato de serviço; VII - faltar ou chegar atrasado injustificadamente qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou assistir; VIII - permutar serviço sem permissão da autoridade competente; IX - abandonar serviço para o qual tenha sido designado; X - afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição legal ou ordem; XI - deixar de apresentar-se à OPM para a qual tenha sido transferido ou classificado e às autoridades competentes nos casos de comissão ou serviços extraordinários para os quais tenha sido designado; 56 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu XII - não se apresentar, findo qualquer afastamento do serviço ou ainda, logo que souber que o mesmo foi interrompido; XIII - deixar de providenciar a tempo, na esfera de suas atribuições, por negligência ou incúria, medidas contra qualquer irregularidade de que venha a tomar conhecimento; XIV - portar arma sem registro; XV - sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar, bem como, indevidamente, distintivo ou condecoração; XVI - sair ou tentar sair da OPM com tropa ou fração de tropa, sem ordem expressa da autoridade competente; XVII - abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora das horas de expediente, desde que não seja o respectivo chefe ou sem sua ordem escrita com a expressa declaração de motivo, salvo em situações de emergência; XVIII - deixar de portar o seu documento de identidade ou de exibi-lo quando solicitado. XIX - deixar deliberadamente de corresponder a cumprimento de subordinado ou deixar o subordinado, quer uniformizado, quer em traje civil, de cumprimentar superior, uniformizado ou não, neste caso desde que o conheça ou prestar-lhe as homenagens e sinais regulamentares de consideração e respeito; XX - dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexeqüível, que possa acarretar ao subordinado responsabilidade ainda que não chegue a ser cumprida; XXI - prestar informação a superior hierárquico induzindo-o a erro, deliberadamente. SEÇÃO III - DAS PENALIDADES Penalidades Disciplinares Nota: SUPREMOTRIBUNAL FEDERAL: SÚMULA VINCULANTE 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Art. 52 - São sanções disciplinares a que estão sujeitos os policiais militares: I - advertência; Inciso II Revogado pela Lei 13.967 de 26/12/19 II - detenção; Nota: a penalidade de detenção foi extinta pela Lei 13.967 de 26/12/19. Vide nota no art. 55 III - demissão; IV- cassação de proventos de inatividade. (vide Art. 57, parágrafo único) Nota: Inciso IV acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Parágrafo único - Decorrerão da aplicação das sanções disciplinares, a que forem submetidos os policiais militares, submissão a programa de reeducação, suspensão de férias ou licenças em gozo ou desligamento de curso, conforme decisão da autoridade competente, constante do ato de julgamento. Dosimetria da Penalidade 57 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 53 - Na aplicação das penalidades, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os antecedentes funcionais, os danos que dela provierem para o serviço público e as circunstâncias agravantes e atenuantes. Advertência Art. 54 - A advertência será aplicada, por escrito, nos casos de violação de proibição e de inobservância de dever funcional previstos em Lei, regulamento ou norma interna, que não justifiquem imposição de penalidade mais grave. Detenção Art. 55 - A detenção será aplicada em caso de reincidência em faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a demissão, não podendo exceder de trinta dias, devendo ser cumprida em área livre do quartel. Nota 1: a Lei Federal n° 13.967, de 26 de dezembro de 2019, alterou o Art 18 do Decreto-Lei 667/69, e proibiu medida privativa e restritiva de liberdade. Nota 2: DECRETO-LEI 667/1969. (...) Art. 18. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares serão regidos por Código de Ética e Disciplina, aprovado por lei estadual ou federal para o Distrito Federal, específica, que tem por finalidade definir, especificar e classificar as transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a sanções disciplinares, conceitos, recursos, recompensas, bem como regulamentar o processo administrativo disciplinar e o funcionamento do Conselho de Ética e Disciplina Militares, observados, dentre outros, os seguintes princípios: I - dignidade da pessoa humana; II - legalidade; III - presunção de inocência; IV - devido processo legal; V - contraditório e ampla defesa; VI - razoabilidade e proporcionalidade; VII - vedação de medida privativa e restritiva de liberdade. (Alterado pela Lei 13.967, de 26/12/219) Nota 3: esta lei proibiu a Detenção, a prisão, disciplinar ou qualquer punição restritiva ou proibitiva de liberdade de militares estaduais no Brasil. Nota 4: LEI 13.967, 26 de Dezembro de 2019. (...) Art. 3º Os Estados e o Distrito Federal têm o prazo de doze meses para regulamentar e implementar esta Lei. Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 26 de dezembro de 2019; Nota 4: STF declara inconstitucional lei que proíbe prisão administrativa de policiais e bombeiros militares. Publicado no Site do Ministério Público Federal em 25 DE MAIO DE 2022 ÀS 13H50. Em julgamento por meio do Plenário Virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade da Lei federal 13.967/2019, objeto de ação de controle de constitucionalidade, proposta pelo governo do Rio de Janeiro (ADI 6.595). A norma extinguiu a 58 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu pena de prisão disciplinar para policiais militares e bombeiros dos estados e do Distrito Federal. O entendimento da Corte foi no mesmo sentido da manifestação do Ministério Público Federal (MPF): pela procedência da ação. Na ADI, o estado autor defendia que a norma questionada violava o princípio da hierarquia e da disciplina que ordena as funções militares, comprometendo o pleno e efetivo exercício do poder disciplinar das corporações. Para o STF, a criação da norma a partir de um projeto de lei de autoria parlamentar, usurpou a iniciativa legislativa dos governadores, conferida pela Constituição. Apesar de serem forças auxiliares e reserva do Exército brasileiro, as polícias militares e os corpos de bombeiros são subordinados aos governos estaduais e do DF. Esse posicionamento também foi defendido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em parecer encaminhado à Corte em outubro de 2021. “Disciplina e hierarquia são vetores constitucionais estruturantes das instituições militares e pilares que as distinguem das demais organizações civis ou sociais, sendo conformadores de regime jurídico especialíssimo que diferencia, em termos de exercício de direitos individuais, os militares dos servidores públicos civis e dos demais cidadãos”, observou. No voto, o ministro relator, Ricardo Lewandowski, ressaltou que a jurisprudência do Supremo consagra que o chefe do Executivo local tem a reserva de iniciativa legislativa quanto ao regime jurídico dos militares estaduais e distritais. Com base nos precedentes do Tribunal, ainda que se tratasse de normas gerais sobre as corporações, a legislação também estaria invadindo competência privativa do presidente da República para propor leis sobre as Forças Armadas. Cancelamento de Registro de Advertência e Detenção Art. 56 - A penalidade de advertência e a de detenção terão seus registros cancelados, após o decurso de dois anos, quanto à primeira, e quatro anos, quanto a segunda, de efetivo exercício, se o policial militar não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar. Parágrafo único - O cancelamento da penalidade não produzirá efeitos retroativos. Demissão Art. 57 - A pena de demissão, observada as disposições do art. 53 desta Lei, será aplicada nos seguintes casos: I - a prática de violência física ou moral, tortura ou coação contra os cidadãos, pelos policiais militares, ainda que cometida fora do serviço; II - a consumação ou tentativa como autor, co-autor ou partícipe em crimes que o incompatibilizem com o serviço policial militar, especialmente os tipificados como: a) de homicídio (art. 121 do Código Penal Brasileiro); 1. quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente; 2. qualificado (art. 121, § 2º, I, II, III, IV e V do Código Penal Brasileiro). b) de latrocínio (art. 157, § 3º do Código Penal Brasileiro, in fine); c) de extorsão: 1. qualificado pela morte (art. 158, § 2º do Código Penal Brasileiro); 59 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu 2. mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput e §§ 1º, 2º e 3º do Código Penal Brasileiro). d) de estupro (art. 213 e sua combinação com o art. 223, caput e parágrafo único, ambos do Código Penal Brasileiro); e) de atentado violento ao pudor (art. 214 e sua combinação com art. 223, caput e parágrafo único do Código Penal Brasileiro); f) de epidemia com resultado morte (art. 267, § 1º do Código Penal Brasileiro); g) contra a fé pública, puníveis com pena de reclusão; h) contra a administração pública; i) de deserção. III - tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins; IV - prática de terrorismo; V - integração ou formação de quadrilha; VI - revelação de segredo apropriado em razão do cargo ou função; VII - a insubordinação ou desrespeito grave contra superior hierárquico (art. 163 a 166 do CPM); VIII - improbidade administrativa; IX - deixar de punir o transgressor da disciplina nos casos previstos neste artigo; X - utilizar pessoal ou recurso material da repartição ou sob a guarda desta em serviço ou em atividades particulares; XI - fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros; XII - participar o policial militar da ativa de firma comercial, de emprego industrial de qualquer natureza, ou nelas exercer funçãoAOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES Com este trabalho, entrego aos nobres colegas PM/BM, o nosso Estatuto, a nossa Lei específica, que rege os nossos direitos e deveres, com algumas NOTAS ESCLARECEDORAS e LEIS FEDERAIS E ESTADUAIS correlatas com o Estatuto. Tive a honra de contribuir, como Deputado Estadual em 2001, com esta importante Lei. Tive a honra, também, de aperfeiçoá-la, como Deputado, com muitas Emendas aprovadas. Em 2014, tive a imensa alegria de compor um seleto Grupo de Trabalho, GT, para elaborar, por cerca de 8 meses, um novo Estatuto do PM/BM. Muitos avanços conseguimos colocar no Anteprojeto do Novo Estatuto. Que contou com, além da nossa participação, das seguintes associações: Força Invicta, APPM, ABSSO, ASPRA, Dois de Julho, AOAPM. Além da valiosa contribuição de todas as Associações da capital e do interior e Observatório da Cidadania - OBCI, que não fizeram parte do GT, mas que tiveram participação ativa. Tiveram participação importante, também, na elaboração do anteprojeto, o Secretário de Segurança Pública, dr. Maurício Barbosa e sua equipe, do CMT Geral Cel Castro e equipe, do Cel PM Telles, hoje, CMT Geral do Corpo de Bombeiros, da Drª Maria do Carmo, Procuradora do Estado e do Deputado Deraldo Damasceno. Infelizmente, depois de 8 meses de um trabalho intenso e próspero, o Governo do Estado “engavetou” a proposta. A luta, agora, é para resgatar e atualizar as propostas previstas, até porque, com a recente legislação federal, será necessário atualizar este Estatuto PM/BM. Salvador/Bahia, 1º de setembro de 2020 CAPITÃO TADEU 5 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu BUSCA FÁCIL POR ASSUNTO CONSTITUIÇÃO ESTADUAL ‣Competência do Governador para iniciativa legislativa sobre a PM/BM. Art 48 Constituição Estadual. CONSTITUIÇÃO FEDERAL ‣ Fundamento Constitucional do Estatuto PM/BM. Nota no Art. 1°. LEMA DA PMBA ‣ Art. 1° - A. INGRESSO NA PM/BM CRITÉRIOS PARA INGRESSO ‣ Ingresso na PM/BM. Art. 5°. ‣ Ingresso por Concurso Público. Art. 6°. MILITAR ESTADUAL TEMPORÁRIO ‣ Ingresso de Militar Estadual Temporário. Nota no Art. 6°. COMPROMISSO PROFISSIONAL ‣ Juramento. Art. 7°. ‣ Até onde vai esse dever de "arriscar a própria vida" para proteger a sociedade? Nota no Art. 8°. HIERARQUIA ‣ Escala Hierárquica. Art. 9 °. ‣ Precedência e Antiguidade. Art. 11. FORMAS DE PROVIMENTO. SITUAÇÃO DO MILITAR ESTADUAL ELEITO SITUAÇÃO DO MILITAR ELEITO. LEI DOS DEPUTADOS CAPITÃO TADEU E CAPITÃO FÁBIO NA PARTE DE REVERSÃO APÓS MANDATO ELETIVO. ‣Reversão ao Serviço Ativo. Art. 14. Vide art. 101 RESERVA REMUNERADA CONVOCAÇÃO DE RR ‣Convocação de Reserva Remunerada Para a Ativa. Art. 18. TRABALHO EM SERVIÇO PÚBLICO. ‣Reserva Remunerada: Prestação de Serviço Público em Órgãos Civis. Nota no Art. 28. SITUAÇÕES INSTITUCIONAIS. PRAÇAS ESPECIAIS ‣ Praças Especiais. Art 19. ‣Remuneração de Aluno Oriundo da Tropa. Art. 20. LEI DO DEPUTADO CAP TADEU ‣Remuneração de Aluno Oficial. Art. 20. ‣ SITUAÇÕES INSTITUCIONAIS. AGREGAÇÃO ‣ Agregação. Art. 21. INATIVIDADES ‣Reserva Remunerada. Art. 32. Vide art. 176. 6 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu ‣Reforma. Art. 33. Vide arts. 178 a 184. ‣ Ex PM/BM. Reserva Não Remunerada. Art. 34. Vide art. 186, §3º. ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO ‣ Estabilidade. Art. 35. ‣ Estágio Probatório. Art. 36. VALORES INSTITUCIONAIS E ÉTICA. ‣ Valores Institucionais. Art . 37. ‣ Ética. Art. 39. PARTICIPAÇÃO DE MILITAR ESTADUAL EM EMPRESA ‣ Participação de PM/BM em Empresas. Art. 40. REGIME DISCIPLINAR. ‣Deveres. Art. 41. COMANDO E SUBORDINAÇÃO ‣Comando. Art. 42. FUNÇÕES DOS OFICIAIS POR QUADRO ‣ Funções do Oficial QOPM, QOBM, QOAPM e QOABM. Art. 44. Vide art. 44-A. QOA E QETA. ‣QOAPM. QETAPM. QOABM. QETABM. ART. 44-A. Legislação Complementar. Vide art. 44. FUNÇÕES DE GRADUADOS ‣ Funções e Emprego de Graduados. Art. 45. ‣ Sd em Função de Cmd°. Art. 46. EMPREGO DE ALUNO ‣ Emprego Operacional e Administrativo de Aluno. Art. 47. RESPONSABILIDADES ‣Responsabilidade da Função de CMD°. Art. 48. ‣Responsabilidade Civil, Penal e Administrativa do PM/BM. Art. 50. TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES ‣ Transgressões Disciplinares. Art. 51. ‣ Atestado Médico Forjado. Vide nota no Art 51. PENALIDADES DISCIPLINARES. LEI FEDERAL SOBRE DETENÇÃO ‣ Penalidades Administrativas. Art. 52. DETENÇÃO. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE ‣ Penalidade de Detenção. Ilegalidade. Revogado. Art. 55. Vide art. 195. Inconstitucionalidade da revogação. ‣Cancelamento de Registro de Advertência e Detenção. Art. 56. ‣Demissão. Art. 57. CASSAÇÃO DE PROVENTOS DE INATIVIDADE ‣Cassação de Proventos de Inatividade. Art. 57. Parágrafo Único. Decisões do STF sobre Cassação de Proventos de Inativos. 7 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu APURAÇÃO DISCIPLINAR ‣ Apuração Disciplinar. Art. 58. Lei 13.967/2019, Obriga Edição de Código de Ética e Disciplina. Estabelece Princípios para o Processo Administrativo Disciplinar. ‣Medida Cautelar. Art. 59. ‣ Sindicância. Art. 60. ‣ Processo Disciplinar Sumário-PDS. Art. 61. ‣ Processo Administrativo Disciplinar-PAD. Art. 62. ‣Reserva Remunerada e Reformado: Submissão a Processo Disciplinar. Art. 65 ‣ Indignidade no Oficialato. Art. 66. ‣ Independência e Imparcialidade dos Membros da Comissão. Art. 67. ‣ Audiências Públicas. Art. 67. Parágrafo Único. ‣ Atos e Termos Processuais dos Processos Administrativos. Art. 68. ‣Da Instrução dos Processos Administrativos. Art. 71. ‣Do Julgamento dos Processos Administrativos. Art. 86. ‣Da Revisão de Processo Disciplinar. Art. 91. DIREITOS DOS MILITARES ESTADUAIS ‣Direitos dos Militares Estaduais. Art. 92. REMUNERAÇÃO DO "POSTO IMEDIATO”. LEI DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU. Remuneração do "Posto Imediato". Art. 92, III. "SALTO" DE 1° SGT PARA 1° TEN. LEI DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU. "Salto" de 1° Sgt para 1° Ten na Remuneração do "Posto Imediato". Nota no Art. 92, III. REMUNERAÇÃO NA RR NO ÚLTIMO POSTO DO QUADRO. LEI DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU MANTEVE. 20% na Inatividade no Último Posto dos Quadros de Oficiais. Art. 92, IV. AUXÍLIO TRANSPORTE. SMART CARD. CONQUISTA DO VEREADOR CAPITÃO TADEU ‣ Auxílio Transporte. Regulamentação. Nota no Art. 92, V, h). ESTABILIDADE ECONÔMICA. LEI DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU E CAPITÃO FÁBIO, QUANDO EM MANDATO ELETIVO. ‣ Estabilidade Econômica. Revogada. Nota no Redação, V, u). AUXÍLIO ACIDENTE ‣ Auxílio Acidente. Art. 92, VI. ACÚMULO DE CARGOS PÚBLICOS MILITAR ESTADUAL PODE ACUMULAR CARGOS PÚBLICOS ‣ Acúmulo de Cargos Públicos. Nota ao Art. 92, Inciso VII. ‣ Profissões da Área de Saúde que podem Acumular. Nota no Art. 92, VII. ABONO PERMANÊNCIA ‣ Abono Permanência. Art. 92, VII. Nota no Art. 92, Inciso VII. DEPENDENTES ‣Dos Dependentes. Art. 93. DIREITO DE PETIÇÃO ‣ Pedido de Reconsideração de Ato. Art. 95. ‣Recurso. Art. 96. 8 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu ‣ Prescrição do Direito de Requerer. Art. 97. ‣ Suspensão da Prescrição. Art. 98. ‣Revisão dos Atos Ilegais da Administração. Art. 100. DIREITOS POLÍTICOS ‣Direitos Políticos dos Militares Estaduais. Art. 101. Vide art. 14. Lei dos Deputados Capitão Tadeu e Capitão Fábio. REMUNERAÇÃO ‣ Subsídio. Vide nota Art. 102. ‣Da Remuneração. Art. 102. SOLDO X SALÁRIO MÍNIMO ‣ Soldo abaixo do salário mínimo. Nota no Art. 102. ‣Cargo de Provimento. Art. 103. SUBSTITUIÇÃO DE FUNÇÃO ‣ Substituição de Função. Art. 103. Parágrafo Único. ESTABILIDADE ECONÔMICA ‣ Estabilidade Econômica. Art. 104. Revogado. ‣Regras de Transição da Estabilidade Econômica. Nota no Art.104. CONTAGEM DO TEMPO DE MANDATO ELETIVO LEI DOS DEPUTADOS CAP TADEU E CAP FÁBIO ‣Contagem do Tempo de Mandato eletivo Eletivo. Art. 104-A. ‣ 13° Salário. Art. 103. ‣ Adicional por Tempo de Serviço. Art. 106. INSALUBRIDADE ‣ Adicional de Insalubridade. Art. 107. LICENÇA MATERNIDADE LEI DO DEPUTADO CAP TADEU ‣ Licença Maternidade 6 Meses. Art. 107. ‣ Serviço Extraordinário. Art. 108. ‣ Serviço Noturno. Art. 109. GAP ‣GAP - Gratificação de Atividadeou emprego remunerado, exceto como acionista ou quotista em sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada; XIII - dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexeqüível, que possa acarretar ao subordinado responsabilidade, ainda que não chegue a ser cumprida; XIV - permanecer no mau comportamento por período superior a dezoito meses, caracterizado este pela reincidência de atitudes que importem nas transgressões previstas nos incisos I a XX, do art. 51, desta Lei. Cassação de Proventos de Inatividade (vide nota no Art. 52, IV) Parágrafo único - Aos policiais militares da reserva remunerada e reformados incursos em infrações disciplinares para qual esteja prevista a pena de demissão nos termos deste artigo e do artigo 53 será aplicada a penalidade de cassação de proventos de inatividade, respeitado, no caso dos Oficiais, o disposto no art. 189 deste Estatuto. Nota 1: Parágrafo único acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: o Deputado Capitão Tadeu tentou retirar o parágrafo único do Projeto de Lei que o inseriu no Estatuto do Policial Militar, através de uma Emenda Supressiva, porém o governo não acatou. Nossa Justificativa : o PM/BM RR, por ter contribuído por 30 anos para a Previdência, ADQUIRE O DIREITO AOS PROVENTOS DA INATIVIDADE. 60 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Isso é Direito Adquirido! Foi um ato jurídico perfeito porque concluiu todas as etapas previstas em lei, inclusive reconhecimento e publicação, da reserva remunerada. E a Constituição Federal é clara: "ART. 5°. (...) XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada ". Evidente que o dispositivo do EPM, que estabeleceu a CASSAÇÃO DE PROVENTOS, é inconstitucional, porque prejudica o direito adquirido e o ato jurídico perfeito. Concluindo: na nossa visão, o EPM/BM pode excluir o inativo dos quadros da PM/BM, Mas não pode cassar os proventos, visto que contribuiu para a Previdência por 30 anos. Reconheço, entretanto, que existem decisões do STF no sentido de reconhecer a constitucionalidade da Cassação dos Proventos dos Inativos. Vide nota a seguir. Nota 3: Submissão de Militares Inativos ao Regulamento Disciplinar. Súmulas do STF. • Súmula 55 - Supremo Tribunal Federal Enunciado Militar da reserva está sujeito à pena disciplinar. Data de Aprovação Sessão Plenária de 13/12/1963 • Súmula 56 do Supremo Tribunal Federal Enunciado Militar reformado não está sujeito à pena disciplinar. Data de Aprovação: Sessão Plenária de 13/12/1963 Nota 4: por julgar didaticamente bem colocado e dentro do contexto, transcrevo o seguinte PARECER, obtido no Site Conteúdo Jurídico, postado em 17/Julho/2015, às 04:15: " POR: DOUGLAS PEREIRA DA SILVA RESUMO: O presente artigo analisa a situação jurídica do militar da reserva remunerada e reforma quanto à possibilidade deles se sujeitarem ao regulamento disciplinar, inclusive com a perda da condição de inativo e as reflexões dessa decisão no âmbito previdenciário. HISTÓRICO DAS SÚMULAS N. 55 E 56 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Quanto aos militares reformados o Supremo Tribunal Federal editou a súmula n. 56 que estabelece que o “militar reformado não está sujeito à pena disciplinar” (Sessão plenária de 13-12-1963, publicação: Imprensa Nacional, 1964, p. 52). A decisão teve como precedente o Habeas Corpus n. 38.410, interposto por um Almirante reformado a fim de evitar a prisão disciplinar, em virtude de atividades, a princípio, contrárias à disciplina militar. Quanto aos militares da Reserva, o Supremo Tribunal Federal editou a súmula n. 55 que estabelece que “militar da reserva está sujeito à pena disciplinar” (Sessão plenária de 13-12-1963, publicação: Imprensa Nacional, 1964, p. 51). 2.1 Atual entendimento jurisprudencial Na atualidade não prevalece o enunciado da súmula 56 do Supremo Tribunal Federal (militar reformado não está sujeito à pena disciplinar). Hoje o entendimento é de que havendo legislação específica, pode ocorrer a punição do militar reformado, inclusive sujeito à pena de demissão, exclusão ou licenciamento. O próprio Supremo Tribunal federal já decidiu que não cabe Reclamação àquela Corte no caso de descumprimento da Súmula 56/STF: “Reclamação. Processo administrativo disciplinar instaurado contra militar reformado. Alegado descumprimento da súmula 56 do Supremo Tribunal Federal. 61 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Ausência de efeito vinculante da súmula. reclamação à qual se nega seguimento” (Reclamação n. 11117/ SP relatora: Min. Cármen Lúcia, Julgamento: 25-01-2011, publicação DJe-023, divulgação 03-02-2011, publicação 04-02-2011). O Superior Tribunal de Justiça também vem sistematicamente decidindo que: [....] 1. O Superior Tribunal de Justiça firmou a orientação de que estando prevista na legislação regente a possibilidade de imposição de sanção disciplinar ao militar inativo, não há como ser invocada a Súmula nº 56/STF, segundo a qual ‘militar reformado não está sujeito à pena disciplinar. (AgRg no RMS 27.306/PE, Rel. Ministro Walter De Almeida Guilherme, Desembargador convocado do TJ/SP, quinta turma, julgado em 23/10/2014, DJe 05/11/2014, g. n.). (...) Por fim, relevante destacar que hoje a súmula 56/STF encontra-se superada e a submissão do militar da reserva remunerada e do reformado ao regulamento disciplinar é uma questão praticamente incontroversa, quer no âmbito federal, quer no âmbito das unidades federadas. Nota 5: algumas decisões do STF: "Mantida pena de cassação de aposentadoria imposta a servidor público. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) ao Recurso Ordinário em Mandado de Segurança (RMS) 33778, mantendo a pena de cassação de aposentadoria imposta a um servidor público federal. Segundo o relator, os fatos que ensejaram a cassação da aposentadoria se deram no exercício do cargo e, o fato de o servidor ter atendido aos requisitos para a inatividade, não impede a instauração de processo administrativo para apuração de falta funcional. No recurso interposto contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o servidor alegou que a aposentadoria é um ato administrativo perfeito e teria direito adquirido ao recebimento de seu provento ou à restituição das contribuições pagas a União. Afirma que não foi citado para responder ao processo administrativo disciplinar, o que acarretaria sua nulidade absoluta. Sustentou ainda que não foi comprovada a autoria dos fatos imputados, tendo como consequência a sua absolvição no âmbito judicial. Pediu assim o provimento do recurso para declarar a nulidade do processo administrativo e da Portaria 411/2008, do Ministério da Justiça, que cassou sua aposentadoria. Relator O ministro Edson Fachin afirmou que o Plenário do Supremo já assentou a validade da pena administrativa de cassação de aposentadoria, apesar do caráter contributivo do benefício previdenciário, e citou precedente (MS 21948) no qual se assentou a aplicabilidade da pena a servidor já inativo em decorrência de apuração de falta disciplinar grave ocorrida quando em atividade. A respeito da alegação de nulidade pela falta de intimação pessoal, o ministro afirma que o servidor foi citado via edital e representado por defensor dativo antes de constituir advogado. O ministro lembrou que constam nos autos documentos que comprovam as diversas tentativas infrutíferas de intimação pessoal do servidor, situação que justifica a expedição de edital de notificação publicado no Diário Oficial da União. “Assim, não tendo sido demonstrado prejuízo à sua defesa, não se reconhece a nulidade do ato, nos termos da jurisprudência desta Corte”, afirmou. Apesar de as imputações terem sido afastadas no âmbito penal, explicou o relator, as consequências das ações do servidor repercutiram negativamente na instituição em que atuava. 62 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Fachin explicouque a jurisprudência do Supremo é no sentido de somente haver comunicabilidade das esferas administrativa e penal quando esta reconhecer a inexistência do fato ou a negativa de autoria. Não é o caso dos autos, segundo o ministro, já que não houve na esfera criminal juízo negativo sobre a existência do fato, mas tão somente relativo à insuficiência das provas. SP/CR” Nota 6: Militar reformado submetido a pena disciplinar e súmulas 279 e 280 do STF Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado (eDOC7, p. 1)APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. POLICIAL MILITAR REFORMADO SUBMETIDO A PROCEDIMENTO DISCIPLINAR E EXCLUÍDO DAS FILEIRAS DA CORPORAÇÃO. POSTERIOR SUSPENSÃO DA REMUNERAÇÃO. PEDIDO DE RESTABELECIMENTO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. MANUTENÇÃO DO JULGADO.(...). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, "a", do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI; 7º, XXIV; 37, caput; 71, III; 142, § 3º e inciso X; 194; e 201, § 9º, da Constituição Federal, bem como à Súmula Vinculante 3 e à Súmula 56 do STF. (...). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifica-se que o Tribunal de origem assim asseverou (eDOC7, p. 3): o Apelante é Cabo da Polícia Militar Reformado, portanto, pertencente aos Quadros da Corporação e sujeita-se às sanções disciplinares previstas na legislação aplicável – Estatuto dos Policiais Militares e Decreto Estadual 6.579/83. (...). Com efeito, constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação local aplicável à espécie (Decreto Estadual 6.579/83 - Estatuto dos Policiais Militares), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, nos termos da vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. [ARE 920.105, rel. min. Edson Fachin, dec. monocrática, j.15-01-2016, DJE 19 de 2-2-2016.] Nota 7: Controle Concentrado de Constitucionalidade. “NOVO: A aplicação da penalidade de cassação de aposentadoria ou disponibilidade é compatível com o caráter contributivo e solidário do regime próprio de previdência dos servidores públicos. (...) A impossibilidade de aplicação de sanção administrativa a servidor aposentado, a quem a penalidade de cassação de aposentadoria se mostra como única sanção à disposição da Administração, resultaria em tratamento diverso entre servidores ativos e inativos, para o sancionamento dos mesmos ilícitos, em prejuízo do princípio isonômico e da moralidade administrativa, e representaria indevida restrição ao poder disciplinar da Administração em relação a servidores aposentados que cometeram faltas graves enquanto em atividade, favorecendo a impunidade.” [ADPF 418, rel. min. Alexandre de Moraes, j. 15-4-2020, P, DJE de 30-4-2020. CAPÍTULO III - DA APURAÇÃO DISCIPLINAR Nota 1: CONSTITUIÇÃO FEDERAL - Art. 5°. (...) Direito à Ampla Defesa e ao Contraditório "LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;" Nota 2: DECRETO-LEI 667/1969. (...) 63 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 18. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares serão regidos por Código de Ética e Disciplina, aprovado por lei estadual ou federal para o Distrito Federal, específica, que tem por finalidade definir, especificar e classificar as transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a sanções disciplinares, conceitos, recursos, recompensas, bem como regulamentar o processo administrativo disciplinar e o funcionamento do Conselho de Ética e Disciplina Militares, observados, dentre outros, os seguintes princípios: I - dignidade da pessoa humana; II - legalidade; III - presunção de inocência; IV - devido processo legal; V - contraditório e ampla defesa; VI - razoabilidade e proporcionalidade; VII - vedação de medida privativa e restritiva de liberdade. (Alterado pela Lei 13.967, de 26/12/2019) Art. 58 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço é obrigada a promover a sua imediata apuração mediante sindicância ou processo disciplinar. Parágrafo único - Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada por falta de objeto. Medida Cautelar Art. 59 - Como medida cautelar, e a fim de que o policial militar acusado do cometimento de falta disciplinar não interfira na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá, fundamentadamente, de ofício ou por provocação de encarregado de feito investigatório, requerer ao escalão competente o seu afastamento do exercício do cargo ou da função, pelo prazo de trinta dias, sem prejuízo da remuneração, devendo permanecer à disposição da Instituição para efeito da instrução da apuração da falta. Parágrafo único - O afastamento deverá determinar a proibição temporária do uso de uniforme e arma e ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo de apuração regular da falta. SEÇÃO I - DA SINDICÂNCIA Sindicância Art. 60 - A sindicância será instaurada para apurar irregularidades ocorridas no serviço público, identificando a autoria e materialidade da transgressão, dela podendo resultar: I - arquivamento do procedimento; II - instauração de processo disciplinar sumario; III - instauração de processo administrativo disciplinar; IV - instauração de inquérito policial militar; V - encaminhamento ao Ministério Público, quando resultar provado o cometimento de ilícito penal de competência da Justiça Comum. § 1º - A sindicância poderá ser conduzida por um ou mais policiais militares, que poderão ser dispensados de suas atribuições normais, até a apresentação do relatório final. 64 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - O prazo para conclusão da sindicância não excederá trinta dias, podendo ser prorrogado por metade deste período, a critério da autoridade competente. § 3º - O processo disciplinar sumario destina-se a apuração de falta que, em tese, seja aplicada a pena de advertência e detenção. § 4º - O processo administrativo disciplinar será instaurado quando, em tese, sobre a falta se aplique a pena de demissão, mediante a nomeação pela autoridade competente da Comissão do Processo Administrativo Disciplinar. SEÇÃO II - DO PROCESSO DISCIPLINAR Processo Disciplinar Sumário-PDS Art. 61 - O processo disciplinar sumário desenvolver-se-á com as seguintes fases: I - publicação da portaria, com descrição do fato objeto da apuração e indicação do dispositivo legal supostamente violado, além da nomeação de um ou mais policiais militares que conduzirão o processo, bem como o presidente dos trabalhos na hipótese de mais de um policial militar na comissão apuradora; II - citação, defesa inicial, instrução, defesa final e o relatório; III - julgamento. § 1º - O policial militar ou a Comissão escolherá livremente o secretário para os trabalhos, observada a hierarquia. § 2º - O prazo para a conclusão do processo disciplinar será de trinta dias, prorrogável pela metade do período mediante ato da autoridade competente. § 3º - Para garantir a celeridade da instrução no curso do processo disciplinar sumario, o policial militar ou a comissão apuradora poderá ficar dispensados dos demais trabalhos regulares. § 4º - O policial militar ou a comissão apuradora deverá iniciar seus trabalhos, no prazo máximo de trinta dias, contados da sua instauração, só podendo ultrapassar o período de trinta dias, na hipótese de pedido motivado e despacho fundamentado da autoridade competente, desde que comprovada a existência de circunstância excepcional. § 5º - O processo disciplinar sumario não poderá ser conduzido por cônjuge, companheiro ou parente do acusado,consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. § 6º - Aplicam-se, no que couber, ao presente processo as regras previstas nas Seções III, IV, V e VI deste Capítulo. Processo Administrativo Disciplinar-PAD Art. 62 - O processo administrativo disciplinar destina-se a apurar responsabilidade do policial militar por infração praticada no exercício de suas funções ou relacionada com as atribuições do seu cargo, inclusive conduta irregular do mesmo, verificada em sua vida privada, que tenha repercussão nas atribuições do cargo ou no serviço público. § 1º - Para a apuração prevista no caput deste artigo, a autoridade competente nomeará a Comissão Processante que observará as normas previstas neste Capítulo. 65 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - O processo administrativo disciplinar somente será precedido de sindicância quando não houver elementos suficientes para a constatação da materialidade do fato ou identificação da autoria. Fases do Processo Administrativo Disciplinar Art. 63 - O processo administrativo disciplinar desenvolver-se-á com as seguintes fases: I - instauração, com a publicação da portaria do ato que constituir Comissão Processante responsável pelo feito; II - lavratura do termo de acusação; III - citação, defesa inicial, instrução, defesa final e relatório; IV - julgamento. § 1º - A autoridade competente, mediante portaria, designará a Comissão, composta por três policiais militares de hierarquia igual ou superior à do acusado, determinará que esta lavre o termo de acusação, descrevendo detalhadamente os fatos imputados ao policial militar além indicar o dispositivo legal supostamente violado e as penalidades a que o acusado estará sujeito. § 2º - A cópia do termo mencionado no parágrafo anterior integrará o ato de citação, sendo peça indispensável, sob pena de nulidade da citação. § 3º - Na portaria será indicado também o membro que será o presidente da Comissão, permitindo livremente a escolha por este do secretário dos trabalhos. § 4º - O prazo para a conclusão do processo disciplinar será de sessenta dias, prorrogável por igual período pela autoridade competente. § 5º - Sempre que necessário, e mediante requerimento fundamentado à autoridade que instaurou o feito, os membros da Comissão dedicarão tempo integral aos seus trabalhos, ficando dispensados de suas funções, até a entrega do relatório final. § 6º - A Comissão deverá iniciar seus trabalhos, no prazo de cinco dias, contados da data de sua instauração, só podendo ultrapassar o período previsto nesta Lei para sua conclusão na hipótese de pedido motivado pelo seu Presidente e despacho fundamentado da autoridade competente, desde que comprovada a existência de circunstância excepcional. §7º - A Comissão, ao emitir o seu relatório final, indicará se a falta praticada torna o Praça ou o Oficial indigno para permanecer na Polícia Militar ou com a Instituição incompatível. Proibições de Participação nas Comissões Art. 64 - Não poderá participar de comissão cônjuge, companheiro ou parente do indiciando, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. Submissão de Reserva Remunerada e Reformado a Processo Disciplinar Art. 65 - O policial militar da reserva remunerada e o reformado poderão ser também submetidos a Processo Disciplinar, podendo ser apenados com sanções compatíveis com sua situação institucional. Indignidade no Oficialato Art. 66 - O processo administrativo disciplinar de que possa resultar a indignidade ou incompatibilidade do Oficial para permanência na Polícia Militar será julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia para decisão quanto a perda do posto e da patente. 66 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Independência e Imparcialidade dos Membros da Comissão Art. 67 - Os membros da Comissão exercerão suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou quando exigido pelo interesse publico, sob pena da responsabilidade. Audiências Serão Públicas Parágrafo único - As reuniões e as audiências da Comissão terão caráter público, excetuando- se as sessões de julgamento e os casos em que o interesse da disciplina assim não o recomende. SEÇÃO III - DOS ATOS E TERMOS PROCESSUAIS Art. 68 - O presidente da Comissão, após nomear o secretário, determinará a autuação da portaria e das demais peças existentes e instalará os trabalhos, designando dia, hora e local para as reuniões e ordenará a citação do acusado para apresentar defesa inicial e indicar provas, inclusive rol de testemunhas com no máximo de cinco nomes. Art. 69 - Os termos serão lavrados pelo secretário da Comissão e terão forma processual. § 1º - A juntada de qualquer documento aos autos será feita por ordem cronológica de apresentação, devendo o presidente rubricar todas as folhas. § 2º - Constará dos autos do processo a folha de antecedentes funcionais do acusado. § 3º - As reuniões da Comissão serão registradas em atas circunstanciadas. § 4º - Todos os atos, documentos e termos do processo serão extraídos em duas vias ou reproduzidas em cópias autenticadas, formando autos suplementares. Art. 70 - A citação do acusado será feita pessoalmente ou por edital e deverá conter: I - a descrição dos fatos e os fundamentos da imputação; II - data, hora e local do comparecimento do acusado, para apresentação da defesa e interrogatório; III - a obrigatoriedade do acusado fazer-se representar por advogado; IV - a informação quanto à continuidade do processo independentemente do não comparecimento do acusado. § 1º - A citação pessoal será feita, preferencialmente, pelo secretário da Comissão, apresentando ao destinatário o instrumento correspondente em duas vias, devidamente assinadas pelo Presidente e acompanhadas do termo de acusação. § 2º - O comparecimento voluntário do acusado perante a Comissão supre a citação. § 3º - Quando o acusado se encontrar em lugar incerto ou não sabido ou quando houver fundada suspeita de ocultação para frustrar a diligência, a citação será feita por edital. § 4º - O edital será publicado, por uma vez, no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação da localidade do último domicílio conhecido, se houver, e fará remissão expressa ao termo de acusação. § 5º - Recusando-se o acusado a receber a citação, deverá o fato ser certificado à vista de duas testemunhas. 67 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 6º - A designação da data para apresentação da defesa inicial e o interrogatório do acusado respeitará o interstício mínimo de cinco dias contados da data da citação. SEÇÃO IV - DA INSTRUÇÃO Art. 71 - A instrução respeitará o princípio do contraditório, assegurando-se ao acusado ampla defesa, com meios e recursos a ela inerentes. Art. 72 - Os autos da sindicância, se realizada, integrarão o processo disciplinar como peça informativa. Art. 73 - A Comissão promoverá o interrogatório do acusado, a tomada de depoimentos, acareações e a produção de outras provas, inclusive a pericial, se necessária. § 1º - No caso de mais de um acusado, cada um será ouvido separadamente podendo ser promovida a acareação, sempre que divergirem em suas declarações. § 2º - A designação dos peritos recairá, preferencialmente, em policiais militares com capacidade técnica especializada, e na falta deles, em pessoas estranhas ao serviço público estadual, com a mesma capacidade técnica específica para a investigação a ser procedida, assegurado ao acusado a faculdade de formular quesitos. § 3º - O presidente da Comissão poderá indeferir pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Art. 74 - A defesa do acusado será promovida por advogado por ele constituído ou por defensor público ou dativo. § 1º - Caso o acusado, regularmente intimado, não compareça sem motivo justificado, o presidente da Comissão designará defensor público ou dativo. § 2º - Nenhum ato da instrução poderá serpraticado sem a prévia intimação do acusado e do seu defensor. Art. 75 - Em qualquer fase do processo poderá ser juntado documento aos autos, antes do relatório. Art. 76 - As testemunhas serão intimadas através de ato expedido pelo presidente da Comissão, devendo a segunda via, com o ciente delas, ser anexada aos autos. § 1º - Se a testemunha for policial militar, a intimação poderá ser feita mediante requisição ao chefe da repartição onde serve, com indicação do dia, hora e local marcados para a audiência. § 2º - Se as testemunhas arroladas pela defesa não forem encontradas e o acusado, intimado para tanto, não fizer a substituição dentro do prazo de três dias úteis, prosseguir-se-á nos demais termos do processo. Art. 77 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. § 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente. § 2º - Antes de depor, a testemunha será qualificada, não sendo compromissada em caso de amizade íntima ou inimizade capital ou parentesco com o acusado ou denunciante, em linha reta ou colateral até o terceiro grau. 68 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 78 - Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a Comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por Junta Médica oficial, da qual participe, pelo menos, um médico psiquiatra, que emitirá o respectivo laudo, facultada ao acusado a indicação de assistente técnico. Parágrafo único - O incidente de insanidade mental será processado em autos apartados e apensos ao processo principal, ficando este sobrestado até a apresentação do laudo, sem prejuízo da realização de diligências imprescindíveis. Art. 79 - O acusado que mudar de residência fica obrigado a comunicar a Comissão o local onde será encontrado. Art. 80 - Compete à Comissão tomar conhecimento de novas imputações que surgirem, durante o curso do processo, contra o acusado, caso em que este poderá produzir novas provas objetivando a defesa. Art. 81 - Ultimada a instrução, intimar-se-á o acusado, através de seu defensor, a apresentar defesa no prazo de dez dias, assegurando-lhe vista do processo. Parágrafo único - Havendo dois ou mais acusados, o prazo será comum de vinte dias, correndo na repartição. Art. 82 - A ausência do policial militar acusado, regularmente citado, não importará no reconhecimento da verdade dos fatos. Art. 83 - Apresentada a defesa final, a Comissão elaborará relatório minucioso, no qual resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se basear para formar a sua convicção e será conclusivo quanto à inocência ou responsabilidade do policial militar, indicando o dispositivo legal transgredido, bem como a natureza e a gravidade da infração cometida, os antecedentes funcionais, os danos que dela provierem para o serviço público e, em especial, para o serviço policial militar propriamente dito, além das circunstâncias agravantes e atenuantes. § 1º - A Comissão apreciará separadamente as irregularidades que forem imputadas a cada acusado. § 2º - A Comissão poderá sugerir providências para evitar reiteração de fatos semelhantes aos que originaram o processo e quaisquer outras que lhe pareçam de interesse público. Art. 84 - A Comissão terá o prazo de vinte dias, prorrogável por mais dez, para entregar o relatório final à autoridade competente que a instituiu, a contar do término do prazo de apresentação da defesa final. Art. 85 - O processo disciplinar, com o relatório da Comissão, será remetido para julgamento pela autoridade que determinou a instauração. SEÇÃO V - DO JULGAMENTO Art. 86 - No prazo de trinta dias, contados do recebimento do processo, a autoridade que o instaurou, investida no papel de julgadora, proferirá a sua decisão. § 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo. § 2º - Havendo acusados pertencentes a unidades diversas e pluralidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. 69 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - Se a penalidade prevista for a demissão, a sanção, no tocante aos Oficiais, caberá ao Governador do Estado. § 4º - Reconhecida pela Comissão a inocência do policial militar, a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. Art. 87 - O julgamento acatará, ordinariamente, o relatório da Comissão, salvo quando contrário às provas dos autos. § 1º - Quando o relatório contrariar as evidências dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, discordar das conclusões do colegiado, e, fundamentadamente, com base nas provas intra-autos, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o policial militar de responsabilidade. § 2º - Se constatado que a Comissão laborou propositadamente em erro, de modo a conduzir as conclusões no sentido da absolvição ou da condenação, será imposta a seus membros penalidade disciplinar correspondente à transgressão e na medida de sua culpa, mediante procedimento disciplinar próprio, com as garantias constitucionais a este inerente, em especial o contraditório e a ampla defesa. § 3º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo, ressalvada a hipótese de procrastinação intencional. Art. 88 - A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 50, § 5º será responsabilizada na forma do Capítulo II, do Título IV, deste Estatuto. Art. 89 - Quando a transgressão disciplinar também estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal, ficando os autos suplementares arquivados na repartição. Art. 90 - O policial militar submetido a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido ou passar, voluntariamente, para a reserva, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. SEÇÃO VI - REVISÃO DO PROCESSO Revisão da Decisão no Processo Disciplinar Art. 91 - O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. Parágrafo único - Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. TÍTULO V - DOS DIREITOS E PRERROGATIVAS DOS POLICIAIS MILITARES CAPÍTULO I - DOS DIREITOS SEÇÃO I - ENUMERAÇÃO Nota: FUNPREV X BAPREV : TETO DO INSS. VALOR DOS PROVENTOS 80%. Lei nº 11.357 de 06 de janeiro de 2009 70 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu "Art. 20 - É garantida a passagem do policial militar segurado à situação de inatividade, mediante transferência para a reserva remunerada ou reforma, devendo ser observadas as regras previstas no Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. Parágrafo único - Os direitos, vantagens e garantias assegurados ao policial militar do Estado da Bahia serão aqueles previstos em sua legislação específica quando da passagem para a inatividade." A Lei 11.357/2009, trata das Regras Gerais da Previdência dos Servidores Do Estado Da Bahia, onde incluía os militares estaduais nessas regras gerais. Algumas das regras dessa lei, são: a proibição do “Posto Imediato”, da contagem em Dobro da Licença Especial para a Reserva, aposentadoria aos 35 anos de Serviço compulsória aos 70 anos de idade e proibição de contagem do tempo de curso de formação para efeito de reserva remunerada. O Parágrafo Único, Art 20, da lei 11.357/2009, de Autoria do então deputado Capitão Tadeu, em 2009, garantiu aos PMs e BMs da Bahia, que os Direitos, Vantagens e Garantias para a inatividade são os assegurados pelo Estatuto PM/BM. Com isso, o que passou a valer para os militares estaduais, como regras para a reserva remunerada, foram as regras do Estatuto! Já o Estatuto PM/BM, por sua vez, continuou assegurando o direito à remuneração do “Posto Imediato”,com vencimentos integrais, para todos os militares estaduais, contagem em dobro da Licença Especial, Compulsória aos 60 anos e contagem do tempo do curso de formação para a reserva. Em razão dessa Emenda aprovada pelo então Deputado Cap Tadeu, as regras do Baprev, referentes ao teto do INSS e valor de 80% para os proventos de Inatividade, NÃO FORAM APLICADAS AOS PMs e BMs! Entretanto, com a reforma da previdência federal em Dezembro de 2019, Lei 13.954/2019, tudo mudou. Na sequência explicitaremos essas mudanças. Direitos dos Militares Estaduais Art. 92 - São direitos dos Policiais Militares: I - a garantia da patente e da graduação, em toda a sua plenitude, com as vantagens, prerrogativas e deveres a ela inerentes; Remuneração Integral Por RR Decorrente de Quota Compulsória II - os proventos calculados com base na remuneração integral do seu posto ou graduação quando, não contando com trinta anos de serviço, for transferido para a reserva remunerada ex officio por ter atingido a idade limite de permanência em atividade no posto ou na graduação; Nota 1: DECRETO-LEI 667/ 1969. (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) (...) IV - a transferência para a reserva remunerada, de ofício, por atingimento da idade-limite do posto ou graduação, se prevista, deve ser disciplinada por lei específica do ente federativo, observada como parâmetro mínimo a idade-limite estabelecida para os militares das Forças Armadas do correspondente posto ou graduação. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) 71 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único. A transferência para a reserva remunerada, de ofício, por inclusão em quota compulsória, se prevista, deve ser disciplinada por lei do ente federativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 2: resumindo: caso a compulsória por idade atinja um militar estadual antes de fechar o tempo necessário para requerer a inativação, a remuneração será integral. Remuneração do “Posto Imediato”. Lei do Deputado Cap Tadeu. Inciso III Revogado pela Lei 14.186/15/01/20 III - os proventos calculados com base na remuneração integral do posto ou graduação imediatamente superior quando, contando com trinta anos ou mais de serviço, for transferido para a reserva remunerada; Nota 1: em 2009, o governo da Bahia tentou acabar com a remuneração do " Posto Imediato", alterando a lei Previdenciária. Emenda aprovada do Deputado Capitão Tadeu manteve o “Posto Imediato” na Lei 11.357/1/2009, que Organiza o Regime Próprio de Previdenciária dos Servidores Públicos do Estado da Bahia. A Lei de Previdência do Estado da Bahia, Lei 11.357/2009, proíbe que na inatividade se receba mais do que se recebia na ativa. Consta, ainda, nessa Lei, que a PM/BM está inserida nas disposições dessa lei. Emenda do Deputado Capitão Tadeu acrescentou o parágrafo único ao art 20 dessa Lei Previdenciária, remetendo ao Estatuto PM/BM os Direitos na hora de ir para a reserva remunerada. Com essa Emenda do Deputado Cap Tadeu, foi garantido ao PM/BM a remuneração do “Posto Imediato”, os 30 anos de serviço e a contagem em dobro das Licenças Especiais não usufruídas. Nota 2: “Salto" de 1° Sgt para 1° Ten na Remuneração do Posto Imediato. Outra Emenda do então Deputado estadual Cap Tadeu, na Lei 11.356/1/2009, Art. 8º, garantiu a remuneração do “Posto Imediato”, com o “salto” de 1º sgt para 1º ten PM, para quem ingressou na corporação até 1º de janeiro de 2009, visto que até esta data não existia a graduação de sub tenente. “Art. 8º - Aos Praças ingressos na Corporação até a data de início de vigência desta Lei, que vierem a alcançar a graduação de 1º Sargento e na data da inatividade possuírem 30 (trinta) anos ou mais de serviço, fica assegurado o direito de cálculo dos proventos com base na remuneração integral do posto de 1º Tenente, independentemente de promoção à graduação de Subtenente.” Esta lei é de autoria do então deputado CAP TADEU e entrou em vigor em 1°/1/2009. Obs.: lembrando que, de acordo com a reforma da previdência dos militares estaduais, de Janeiro de 2020, só terá direito à remuneração do “posto imediato” quem fechar as condições de requerer a inatividade até 31/12/21. Nota 3: Conjunto da legislação federal e estadual que acabou com a remuneração do "Posto Imediato": ๏DECRETO-LEI 667/ 1969. (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) 72 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu I - a remuneração na inatividade, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que o militar possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada, a pedido, pode ser: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) a) integral, desde que cumprido o tempo mínimo de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, dos quais no mínimo 30 (trinta) anos de exercício de atividade de natureza militar; ou (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) b) proporcional, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se transferido para a inatividade sem atingir o referido tempo mínimo; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Obs: fica claro que a remuneração ao ser transferido para a RR com tempo integral cumprido na ativa, não poderá ser superior ao da ativa. Significa o fim da remuneração do "Posto Imediato" na legislação federal. DECRETO-LEI 667/1969. Direito Adquirido Art. 24-F. É assegurado o direito adquirido na concessão de inatividade remunerada aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, e de pensão militar aos seus beneficiários, a qualquer tempo, desde que tenham sido cumpridos, até 31 de dezembro de 2019, os requisitos exigidos pela lei vigente do ente federativo para obtenção desses benefícios, observados os critérios de concessão e de cálculo em vigor na data de atendimento dos requisitos. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Art 26 da Lei 13.954, de 16/12/2919, autorizou aos Governadores dos Estados, se quisessem, a prorrogação até 31/12/2021 o Direito Adquirido: ๏LEI 13.954, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2019 (...) Art. 26. Ato do Poder Executivo do ente federativo, a ser editado no prazo de 30 (trinta) dias e cujos efeitos retroagirão à data de publicação desta Lei, poderá autorizar, em relação aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios em atividade na data de publicação desta Lei, que a data prevista no art. 24-F e no caput do art. 24-G do Decreto-Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, incluídos por esta Lei, seja transferida para até 31 de dezembro de 2021. ๏LEI ESTADUAL N° 14.186, DE 15 DE JANEIRO DE 2020 prorrogou o Direito Adquirido até 31/12/2021: (...) Art. 7º - Fica assegurada aos militares estaduais em atividade, em 17 de dezembro de 2019, a aplicação da legislação até então vigente para a inativação remunerada e para a pensão de seus beneficiários, desde que preenchidos os requisitos legais até 31 de dezembro de 2021, consoante o quanto previsto no art. 26 da Lei Federal nº 13.954, de 16 de dezembro de 2019. Obs: Chamo a atenção para o seguinte detalhe : o Art. 7° da LEI 14.186, de 15/1/2019 estabelece : "(...) assegurada aos militares estaduais em atividade, em 17 de dezembro de 2019, a aplicação da legislação até então vigente para a inativação remunerada e para a pensão de seus beneficiários, desde que preenchidos os requisitos legais até 31 de dezembro de 2021,(...). Dessa forma, compreendo que a legislação vigente em 17/12/2019 é a que se aplica a quem fechar o tempo em 31/12/2021. Art.7°. (...) 73 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - Exclusivamentepara aplicação do caput deste artigo, considera-se vigente, até 31 de dezembro de 2021, o disposto nos incisos III e IV do art. 92, na alínea "g” do § 1º do art. 102 e no art. 116, todos da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001. Art. 8º - Aplicam-se as regras previstas no art. 24-G do Decreto-Lei Federal nº 667, de 02 de julho de 1969, aos militares estaduais em atividade em 17 de dezembro de 2019 que não tenham preenchido os requisitos de que trata o art. 7º desta Lei até 31 de dezembro de 2021. Obs: o Inciso III do Art. 92, deste Estatuto, foi revogado pela Lei 14.186, de 15/1/2020. Entretanto, o parágrafo único do Art 7°, dessa mesma Lei, considera em vigor até 31/12/2021, exclusivamente para garantir o Direito Adquirido de quem fechar o tampo até 31/12/2021). ๏DECRETO N° 19.405, DE 15 DE JANEIRO de 2020 Dispõe sobre as normas de transição de que trata o art. 26 da Lei Federal nº 13.954, de 16 de dezembro de 2019 e os arts. 7º e 8º da Lei nº 14.186, de 15 de janeiro de 2020. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições e à vista do disposto no inciso V do art. 105 da Constituição Estadual, D E C R E T A Art. 1º - Ficam estendidos para 31 de dezembro de 2021 os prazos previstos no art. 24-F e no caput do art. 24-G do Decreto-Lei Federal nº 667, de 02 de julho de 1969, em relação aos militares estaduais em atividade na data de 17 de dezembro de 2019, conforme o disposto no art. 26 da Lei Federal nº 13.954, de 16 de dezembro de 2019 e nos arts. 7º e 8º da Lei nº 14.186, de 15 de janeiro de 2020. Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos ao dia 17 de dezembro de 2019. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 15 de janeiro de 2020. RUI COSTA Governador “Posto Imediato” no Último Posto do Quadro. Emenda do Deputado Cap Tadeu. Inciso IV Revogado pela Lei 14.186/15/01/20 IV - os proventos calculados com base na remuneração integral do seu próprio posto ou graduação acrescida de 20% (vinte por cento) quando, contando com trinta e cinco anos ou mais de serviço, for ocupante do último posto da estrutura hierárquica da Corporação no seu quadro e, nessa condição, seja transferido para a reserva remunerada; Nota 1: a remuneração do posto imediato para quem estiver no último posto do seu quadro, será de 20% sobre a sua remuneração, desde que possua 35 anos ou mais de serviço. Neste caso, pode se somar ao efetivo tempo de serviço, a licença prêmio contada em dobro e o tempo de serviço fora da corporação e averbado. Nota 2: último posto em cada Quadro: QO e QOS: Último posto é Coronel. QOA: Último Posto é Ten Cel. QETA: último posto é 1° Ten. 74 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nesses Quadros, a remuneração do último posto, para quem fechar as condições de requerer a RR até 31/12/2021, e possuir 35 anos de serviço, será com um acréscimo de 20% sobre a remuneração. Nota 3: Inciso IV revogado pela Lei 14.186, de 15/1/2020. Entretanto, o parágrafo único do Art 7°, dessa mesma Lei, considera em vigor até 31/12/2021, exclusivamente para garantir o Direito Adquirido de quem fechar o tempo até 31/12/2021. Vide nota no inciso anterior. V- nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação peculiares: a) o uso das designações hierárquicas; b) a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação, satisfeitas as exigências de qualificação e competência para o seu exercício; c) a percepção de remuneração; d) a alimentação, assim entendida as refeições ou subsídios com esse objetivo, fornecido aos policiais militares durante o serviço; Nota: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: SÚMULA VINCULANTE 55 O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos e) o fardamento, constituindo-se no conjunto de uniformes necessários ao desempenho de suas atividades, incluindo-se as roupas indispensáveis no alojamento; f) indenização de transporte; g) indenização de diárias; h) auxílio transporte, devido ao policial militar nos deslocamentos da residência para o trabalho e vice-versa, na forma e condições estabelecidas em regulamento; Nota 1: em 1997 o vereador Capitão Tadeu conseguiu garantir a gratuidade no transporte público de Salvador, sem farda, através do sistema “smart card" a toda a tropa, inclusive os inativos e funcionários civis. Na época, foi uma grande vitória. Nota 2: em 02/01/19, o Governo do Estado regulamentou e inseriu no contracheque o auxilio transporte para todos os militares estaduais da ativa. DECRETO Nº 18.825 DE 02 DE JANEIRO DE 2019 Regulamenta a alínea "h” do inciso V do art. 92 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, que dispõe sobre o auxílio-transporte para policiais militares e bombeiros militares do Estado. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições e à vista do disposto no inciso V do art. 105 da Constituição Estadual, D E C R E T A Art. 1º - O auxílio-transporte instituído pela alínea "h” do inciso V do art. 92 da Lei 7.990, de 27 de dezembro de 2001, tem como objetivo indenizar os policiais militares e os bombeiros militares em atividade no tocante as despesas efetuadas com transporte, inclusive coletivo municipal, intermunicipal e interestadual, nos deslocamentos de suas residências para os locais de trabalho e vice-versa. Art. 2º - São beneficiários do auxílio-transporte de que trata este Decreto, os praças, os oficiais e os praças especiais dos quadros da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. Parágrafo único - Não farão jus ao auxílio-transporte os militares estaduais que: 75 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu I - por qualquer motivo, inclusive férias e licenças, se afastarem do exercício efetivo, enquanto durar o afastamento; II - façam uso exclusivo de veículo de representação funcional. Art. 3º - O auxílio-transporte será pago mensalmente e em valor fixo, independentemente do posto ou graduação ocupado, no valor de R$162,80 (cento e sessenta e dois reais e oitenta centavos), reajustável na mesma data e percentual aplicado à tarifa oficial do transporte coletivo regular de passageiros do Município de Salvador, sendo creditado com a remuneração mensal do militar estadual. Art. 4º - O auxílio-transporte não tem natureza remuneratória, não se incorporando aos proventos da reserva remunerada ou da reforma, qualquer que seja o tempo de sua percepção, nem se constituindo em base de cálculo para: I - fixação do valor de qualquer vantagem, inclusive, gratificação natalina e acréscimo à remuneração de férias; II - incidência de contribuições devidas à Previdência Estadual ou outros descontos de qualquer natureza. Art. 5º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 02 de janeiro de 2019. RUI COSTA - GOVERNADOR i) honorário de ensino, observado o disposto em regulamento; j) a promoção; Nota: através da luta pela LOB de 2015, o Capitão Tadeu, junto com quase todas as Associações e demais lideranças, foi possível aumentar as vagas para promoções de oficiais e praças. Em 2015 foram 5.000 PMs/BMs promovidos. Em 2016, 4.000, em 2017 foram cerca de 3.000 promoções. Em 2018 também cerca de 3.000. Em 2019 foram cerca de 3.000 promoções. Totalizando cerca de 18.000 promoções em 5 anos. A proposta da LOB foi do CMDo Geral, que contou com o apoio da maioria das associações e lideranças. Sem essa LOB hoje as promoções estariam muito mais estagnadas. k) a transferência, a pedido, para a reserva remunerada; l) as férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças; m) a exoneração a pedido; n) adicional de férias correspondente a um terço da remuneração percebida; o) redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; p) adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na mesma forma e condições dos funcionários públicos civis; q) adicional noturno; r) adicional por serviço extraordinário; s)o auxílio-natalidade, licença-maternidade e paternidade, garantindo-se à gestante a mudança de função, nos casos em que houver recomendação médica, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens do cargo, posto ou graduação; t) seguro contra acidentes do trabalho; 76 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Estabilidade Econômica u) - Revogada pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. u) estabilidade econômica pelo exercício de cargo comissionado. Nota: esta alínea tratava da estabilidade econômica pelo exercício de cargo comissionado. Esta estabilidade foi extinta, pala Lei 13.471/2015, Art. 15, para quem ingressou ou ingressar na PMBA e BM/BA a partir de 31/12/16. Para quem entrou nessas duas corporações militares até 30/12/15, foi garantido o direito à estabilidade econômica. Vide art. 104 deste Estatuto, onde comentamos as regras de transição para quem já estava na corporação até 30/12/15. Auxílio Acidente VI - o policial militar acidentado em serviço, que necessite de tratamento especializado, recomendado por Junta Médica Oficial, terá garantido os recursos médico-hospitalares, medicamentos e próteses necessários à sua recuperação conforme dispuser o regulamento; VII - outros direitos previstos em Lei. Nota 1: Acúmulo de Cargos Públicos por Militar Estadual Conjunto da Legislação: CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ART. 37. (...) XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001) Constituição Federal (...) Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (...) § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019) CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA BAHIA (...) DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES (...) Art. 46 - São servidores militares estaduais os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, cuja disciplina será estabelecida em estatuto próprio. (...) 77 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - O servidor militar estadual em atividade que tomar posse em cargo público civil permanente será transferido para a reserva, na forma da lei, salvo quando se tratar de um cargo de professor ou privativo de profissional de saúde com profissão regulamentada, sendo assegurada a acumulação desde que haja compatibilidade de horários e não ultrapasse 20 (vinte) horas semanais. (Alterado pela Emenda à Constituição Estadual nº 23, de 16 de agosto de 2016.) MINISTÉRIO DA SAÚDE. RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE N° 218 de 6 de Março de 1997 TRATA SOBRE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE: Ministério da Saúde Conselho Nacional de Saúde RESOLUÇÃO Nº 218, DE 06 DE MARÇO DE 1997 O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em Sexagésima Terceira Reunião Ordinária, realizada no dia 05 e 06 de março de 1997, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei n.º 8.142, de 28 de dezembro de 1990; Considerando que a 8ª Conferência Nacional de Saúde concebeu a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e ampliou a compreensão da relação saúde/doença como decorrência de vida e trabalho, bem como do acesso igualitário de todos aos serviços de promoção e recuperação da saúde, colando como uma das questões fundamentais a integralidade da atenção à saúde e a participação social; Considerando que a 10ª CNS reafirmou a necessidade de consolidar o Sistema Único de Saúde, com todos os seus princípios e objetivos; Considerando que a importância da ação interdisciplinar no âmbito da saúde; e Considerando que o reconhecimento da imprescindibilidade das ações realizadas pelos diferentes profissionais de nível superior constitui um avanço no que tange á concepção de saúde e a à integralidade da atenção, resolve: I – Reconhecer como profissionais de saúde de nível superior as seguintes categorias: 1. Assistentes Sociais 2. Biólogos; 3. Profissionais de Educação Física; 4. Enfermeiros; 5. Farmacêuticos; 6. Fisioterapeutas; 7. Fonoaudiólogos; 8. Médicos; 9. Médicos Veterinários; 10. Nutricionistas; 11. Odontólogos; 12. Psicólogos; e 13. Terapeutas Ocupacionais. II – Com referência aos itens 1, 2 e 9 a caracterização como profissional de saúde dever ater-se a dispositivos legais do Ministério da Educação e do Desporto, Ministério do Trabalho e aos Conselhos dessas categorias. CARLOS CÉSAR S. DE ALBUQUERQUE 78 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Presidente do Conselho Nacional de Saúde Homologo a Resolução nº 218, de 06 de março de 1997, nos termos de Decreto de Delegação de Competência de 12 de novembro de 1991. CARLOS CÉSAR S. DE ALBUQUERQUE Ministro de Estado da Saúde Nota 2: LEI Nº 14.262 DE 13 DE MAIO DE 2020 LEI DO ABONO DE PERMANÊNCIA Disciplina o abono de permanência dos militares estaduais e servidores públicos civis do Estado da Bahia. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: ASSEGURA O ABONO PERMANÊNCIA Art. 1º - Fica assegurado, o abono de permanência, no valor equivalente ao da contribuição previdenciária ou para o respectivo sistema de proteção social, aos servidores públicos civis e aos militares que já o percebam ou que tenham preenchido os requisitos para a sua percepção até a data de entrada em vigor desta Lei. Obs: quem já recebe o Abono Permanência e quem preencheu os requisitos para inativar até 13/5/2020, fica assegurado o direito ao Abono Permanência. Observe que a lei garante o Abono Permanência para quem conseguiu fechar o tempo até 13/5/2020. Não exigiu, a lei, que tenha feito a solicitação até 13/5/2020. Quem fechou o tempo até 13/5/2020 e ainda não requereu, pode requerer que tem direto. É o que está na lei. Quem não fechou o tempo até 13/5/2020, perdeu o direito ao Abono Permanência. Infelizmente. MILITARES ESTADUAIS. COMPULSÓRIA. § 1º - Os militares estaduais farão jus ao abono de que trata o caput deste artigo até o implemento dos requisitos para a transferência para a reserva remunerada ex officio. Obs: quando a compulsória atingir o militar estadual, obrigando-o a ir para a RR, cessará o direito Abono Permanência. Significa, também, que militares inativos não possuem o direito ao Abono Permanência. SERVIDORES CIVIS. COMPULSÓRIA § 2º - Os servidores públicos civis farão jus ao abono de que trata o caput deste artigo até o implemento dos requisitos para aposentadoria compulsória. Obs: os servidores públicos estaduais civis, perderão o direito ao Abono Permanência quando atingirem a idade ou tempo de serviço limite para permanecer na ativa. Significa, também, que os servidores públicos estaduais civis não possuem o direito ao Abono Permanência na aposentadoria. PROIBIÇÃO DE NOVAS CONCESSÕES DE ABONO PERMANÊNCIA Art. 2º - Ressalvado o direito previsto no art. 1º desta Lei, ficam vedadas novas concessões de abono de permanência até 31 de dezembro de 2021. Obs: essa proibição de concessão de novos Abonos Permanência, até 31/12/21, não se aplica a quem fechou o tempo de serviço até 13/5/2020, ou que já percebe na atualidade o referido Abono. Em outras palavras: quem fechou o tempoaté 13/5/2020 e não requereu ou se requereu e ainda não recebeu o Abono Permanência, tem direito de receber. Quem não fechou o tempo até 13/5/2020, não poderá receber até 31/12/2021. Nesse caso, poderá receber a partir de 1°/1/2022, dentro de novas regras. As regras a seguir. 79 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu "POSSIBILIDADE" DE NOVAS CONCESSÕES DE ABONO Art. 3º- A partir de 1º de janeiro de 2022, poderá ser concedido abono de permanência, no valor equivalente ao da contribuição previdenciária ou para o respectivo sistema de proteção social, aos servidores públicos civis e aos militares que tenham preenchido os requisitos para a aposentadoria e reserva remunerada voluntárias, desde que observado o disposto neste artigo. Obs: a partir de 1°/1/2022, o governo estadual PODERÁ conceder novos Abonos, para quem fechar o tempo de serviço a partir de 14/5/2020. PODERÁ significa vontade, interesse do governo. Não será obrigatória a concessão. E ainda assim, existirão regras novas para essa nova concessão. LIMITE DE 10% § 1º - As concessões do abono de permanência, no âmbito de cada Poder e do Ministério Público, não poderão ultrapassar, em nenhuma hipótese, o limite de 10% (dez por cento) em relação ao número de servidores efetivos em atividade, sob pena de apuração de responsabilidade. Obs: esses 10% do quantitativo de servidores em atividade, será calculado por Poder e Ministério público. Esse percentual não é interligado entre os Poderes. Cada qual tem o seu quantitativo. Aqui serei enfático na crítica : o governo e os deputados estaduais levaram em consideração o quantitativo, quando deveriam levar em consideração a qualidade dos serviços a serem prestados. Explico: sem demérito para as profissões, mas no serviço público existem os chamados serviços essenciais, como Saúde, Educação, Segurança Pública, Fisco, e outras. Da forma que foi aprovada a lei, médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros e professores, auditores fiscais, etc, poderão perder a vaga para permanecer na ativa, para servidores que não prestam serviços essenciais. Imagine nessa PANDEMIA DO COVUD-19 atual, médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais, tendo que ir para a inatividade porque servidores de serviços não essenciais, estão ocupando a cota de 10%?...... como sempre: Serviço Público se preocupa com quantidade, quando deveria se preocupar com qualidade. Errou o governo e a Assembleia legislativa da Bahia em não ter previsto essa essencialidade no serviço público. CÔMPUTO DOS 10% POR PODER § 2º - Para efeito do limite de que trata o § 1º deste artigo, serão computados: PODER EXECUTIVO I - no Poder Executivo, os membros e servidores efetivos em atividade da Defensoria Pública; Obs: a Defensoria Pública entra na cota do Poder Executivo. PODER LEGISLATIVO II - no Poder Legislativo, os membros e servidores efetivos em atividade do Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal de Contas dos Municípios. Obs: Os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios entram na cota da Assembleia legislativa. PRAZO DE CONTAGEM DA COTA DE 10% § 3º- O limite de que trata o § 1º deste artigo será apurado no mês subsequente ao término de cada quadrimestre, e o início do pagamento ocorrerá no mês seguinte ao da apuração, vedada a concessão de qualquer efeito retroativo. 80 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Obs: para a concessão de novos abonos, haverá períodos para aferir a disponibilidade de vagas. A cada 4 meses. Havendo vaga e o governo querendo, será concedido no mês seguinte à apuração da disponibilidade de vagas. Não será pago valores retroativos. Mais una perda. ORDEM DE PRIORIDADE DE CONCESSÃO § 4 - Na concessão do abono de permanência de que trata este artigo será observada a seguinte ordem sucessiva de preferência: ANTIGUIDADE NO FECHAMENTO DO TEMPO DE SERVIÇO I - data do implemento dos requisitos para a aposentadoria ou reserva remunerada voluntárias; Obs: quem fechou o tempo de inatividade primeiro, tem prioridade em caso de insuficiência de vagas. PRIORIDADE POR IDADE II - idade mais avançada. Obs: havendo empate na data de aquisição do direito, e insuficiência de vagas para concessão do Abono, os mais velhos de idade levam a vaga. LIMITE DE PERCEPÇÃO DO ABONO DOS MILITARES ESTADUAIS § 5º- Os militares estaduais farão jus ao abono de que trata o caput deste artigo até o implemento dos requisitos para a transferência para a reserva remunerada ex officio. Obs: os militares estaduais perderão o direito ao Abono Permanência quando forem atingidos pela compulsória, seja na idade para inativar ou no tempo de permanência no posto. LIMITE DE PERCEPÇÃO DO ABONO DOS SERVIDORES CIVIS § 6º - Os servidores públicos civis farão jus ao abono de que trata o caput deste artigo até o implemento dos requisitos para aposentadoria compulsória. Obs: os servidores públicos civis perderão o direito ao Abono Permanência quando forem atingidos pela compulsória da aposentadoria. REVOGAÇÃO Art. 4º - Ficam revogados o art. 1º da Lei nº 10.957, de 02 de janeiro de 2008, e o art. 64 da Lei nº 11.357, de 06 de janeiro de 2009. ENTRADA EM VIGOR Art. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 13 de maio de 2020 . RUI COSTA - Governador Dependentes Art. 93 - Consideram-se dependentes econômicos do policial militar: I - para efeito de previdência social: a) cônjuge ou o(a) companheiro(a); b) os filhos solteiros, desde que civilmente menores; c) os filhos solteiros inválidos de qualquer idade; d) os pais inválidos de qualquer idade. II - para efeito de fruição dos serviços de assistência à saúde: a) cônjuge, ou o(a) companheiro(a); b) os filhos solteiros, menores de 18 anos; 81 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu c) os filhos solteiros inválidos com dependência econômica. § 1º - A dependência econômica das pessoas indicadas nas alíneas "a" e "b", dos incisos I e II, é presumida e a das demais deve ser comprovada. § 2º - Equiparam-se aos filhos, nas condições dos incisos I e II deste artigo, os dependentes nos termos da legislação previdenciária estadual. § 3º - É considerado companheiro(a), nos termos do inciso I deste artigo, a pessoa que, sem ser casado(a), mantém união estável com o policial militar solteiro(a), viúvo(a), separado(a) judicialmente ou divorciado(a), ainda que este(a) preste alimentos ao ex-cônjuge, e desde que resulte comprovada vida em comum. § 4º - Considera-se dependente econômico, para os fins desta Lei, a pessoa que não tenha renda, não disponha de bens e tenha suas necessidades básicas integralmente atendidas pelo policial militar. § 5º - Perdurará até vinte e quatro anos de idade, para efeitos previdenciários a condição de dependente para o filho solteiro, desde que não percebam qualquer rendimento, na forma do parágrafo anterior, e sejam comprovadas, semestralmente, suas matrículas e freqüência regular em curso de nível superior ou a sujeição a ensino especial, nas hipóteses previstas no art. 9º, da Lei Federal nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. § 6º - Dos dependentes inválidos exigir-se-á prova de não serem beneficiários, como segurados ou dependentes, de outros segurados de qualquer sistema previdenciário oficial, ressalvada a hipótese do parágrafo seguinte. § 7º - No caso de filho maior, solteiro, inválido e economicamente dependente, admitir-se-á a duplicidade de vinculação previdenciária como dependente, unicamente em relação aos genitores, segurados de qualquer regime previdenciário. § 8º - A condição de invalidez será apurada por Junta Médica Oficial do Estado ou por instituição credenciada pelo Poder Público, devendo ser verificada no prazo nunca superior a seis meses nos casos de invalidez temporária. § 9º - A perda da qualidade de dependente ocorrerá: a) para o cônjuge, pela separação judicial ou pelo divórcio, desde que não lhe tenha sido assegurada a percepção de alimentos, ou pela anulação do casamento; b) para o companheiro(a),quando revogada a sua indicação pelo policial militar ou desaparecidas as condições inerentes a essa qualidade; c) para o filho e os referidos no § 2º, deste artigo, ao alcançarem a maioridade civil, ressalvado o disposto no § 5º, do mesmo artigo, ou na hipótese de emancipação; d) para o maior inválido, pela cessação da invalidez; e) para o solteiro, viúvo ou divorciado, pelo casamento ou concubinato; f) para o separado judicialmente com percepção de alimentos, pelo concubinato; g) para os beneficiários economicamente dependentes, quando cessar esta situação; h) para o dependente em geral, pela perda o posto ou graduação aquele de quem depende. § 10 - A qualidade de dependente é intransmissível. Nota: pensões: 82 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu DECRETO-LEI 667/1969. (...) Art. 24-B. Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à pensão militar: (Incluído pela, Lei nº 13.954, de 2019) I - o benefício da pensão militar é igual ao valor da remuneração do militar da ativa ou em inatividade; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) II - o benefício da pensão militar é irredutível e deve ser revisto automaticamente, na mesma data da revisão das remunerações dos militares da ativa, para preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do posto ou graduação que lhe deu origem; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) III - a relação de beneficiários dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, para fins de recebimento da pensão militar, é a mesma estabelecida para os militares das Forças Armadas. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) SEÇÃO III - DO DIREITO DE PETIÇÃO Direito de Petição Art. 94 - É assegurado ao policial militar o direito de requerer, representar, pedir reconsideração e recorrer, dirigindo o seu pedido, por escrito, à autoridade competente. § 1º - Para o exercício do direito de que trata este artigo, é assegurada vista do processo ou documento na repartição, e cópia, esta última mediante o ressarcimento das respectivas despesas, ressalvado o disposto na Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994. § 2º - Se não houver pronunciamento da autoridade competente no prazo de trinta dias, considerar-se-á indeferido o pedido. § 3º - Preclui, em trinta dias, a contar da publicação, ou da ciência, pelo policial militar interessado, do ato, decisão ou omissão, para apresentar pedido de reconsideração ou interpor recurso. Pedido de Reconsideração de Ato Reconsideração de Ato Art. 95 - Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado, devendo ser apresentado em quinze dias corridos, a contar do recebimento da comunicação oficial ou do efetivo conhecimento pelo interessado, quanto a ato relacionado com a lista de composição para acesso. Parágrafo único - Em caso de deferimento do requerimento ou provimento do pedido de reconsideração, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. Recurso Art. 96 - Caberá recurso, nas hipóteses de indeferimento ou não apreciação do pedido de reconsideração, sendo competente para apreciar o recurso a autoridade hierarquicamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. § 1º - Entende-se indeferido, para todos os efeitos, o recurso que não for examinado pela autoridade competente, no prazo de trinta dias do seu encaminhamento pelo policial militar interessado. 83 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - Acolhido o recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. § 3º - O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente, em despacho fundamentado. Prescrição do Direito de Requerer Art. 97 - O direito de requerer prescreve em cinco anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de inatividade ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes da relação funcional e nos demais casos em cento e vinte dias. Parágrafo único - O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da ciência, pelo policial militar, quando não for publicado. Suspensão da Prescrição Art. 98 - O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, suspendem a prescrição administrativa, recomeçando a correr, pelo restante, no dia em que cessar a causa da suspensão. Art. 99 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo quando o policial militar provar evento imprevisto, alheio à sua vontade, que o impediu de exercer o direito de petição. Revisão dos Atos Ilegais da Administração Art. 100 - A administração deverá rever seus atos a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade. SEÇÃO IV - DOS DIREITOS POLÍTICOS Nota: Constituição Federal. DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. Direitos Políticos Art. 101 - Os policiais militares são alistáveis como eleitores e elegíveis segundo as regras seguintes: I - se contar com menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; Nota: esse afastamento é exoneração do serviço público, em caráter definitivo, já no momento da homologação da candidatura. II - se contar mais de dez anos de serviço será, ao se candidatar a cargo eletivo, três meses antes da data limite para realização das convenções dos partidos políticos, agregado ex officio e considerado em gozo de licença para tratar de interesse particular; se eleito, passará, automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade, fazendo jus a remuneração proporcional ao seu tempo de serviço. 84 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota: através de uma Emenda dos Deputados Capitão Tadeu e Capitão Fábio, os militares estaduais poderiam retornar ao serviço ativo, após o mandato eletivo. Entretanto, decisão do Tribunal de Justiça da Bahia considerou inconstitucional esta lei. Hoje, o militar estadual que se eleger, tendo mais de 10 anos de serviço, irá para a reserva remunerada, proporcional ao tempo de serviço e não mais retornará à ativa. Vide comentários no art. 14, deste Estatuto. Proibição de Filiação a Partido Político Parágrafo único - Enquanto em atividade, os policiais militares não podem filiar-se a partidos políticos. Nota 1: Constituição Federal. Art. 142. (...). V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) Nota 2: como os policiais militares são alistáveis como eleitores e elegíveis, mas não podem se filiar a partido político, condição esta obrigatória para um eleitor poder ser elegível, o Tribunal Superior Eleitoral editou uma Resolução estabelecendo que o PM/BM pode se candidatar a cargo eletivo sem precisar se filiar. Para tanto, o PM/BM se inscreve no partido político durante a convenção partidária. RESOLUÇÃO Nº 21.787, DE 1º DE JUNHO DE 2004. CONSULTA. MILITAR DA ATIVA. CONCORRÊNCIA. CARGO ELETIVO. FILIAÇÃO PARTIDÁRIA. INEXIGIBILIDADE. RESOLUÇÃO-TSE Nº 21.608/2004, ART. 14, § 1º. 1. A filiação partidária contida no art. 14, § 3º, V, Constituição Federal não é exigível ao militar da ativa que pretenda concorrer a cargo eletivo, bastando o pedido de registro de candidatura após prévia escolha em convenção partidária (Res.-TSE nº 21.608/2004, art. 14, § 1º). Nota 3: Desincompatibilização de Militar Estadual para Participar de Eleição. Militar Sem Função de Cmd°. O militar estadual deve ser afastado no momento em que o partido requerer o Registro da sua Candidatura na Justiça Eleitoral.Fundamentação: “Consulta realizada por deputado federal. Elegibilidade dos militares. Questionamento a respeito de qual momento o militar que não exerce cargo de comando deve se afastar de suas atividades para concorrer a cargo eletivo. Resposta. Afastamento a ser verificado no momento em que requerido o registro de candidatura. 1. In casu, questiona-se qual o momento em que o militar elegível que não exerce função de comando deverá estar afastado de suas atividades para concorrer a cargo eletivo. 2. O prazo fixado pelo Estatuto dos Militares para a agregação do militar em geral há de ser compreendido como o momento em que é requerido o Registro de Candidatura, tendo em vista que, com a reforma da Lei Eleitoral em 2009, a condição de candidato é obtida com a formalização do pedido de registro, e não após o seu deferimento pela Justiça Eleitoral, o que garantirá ao candidato militar a realização de todos os atos de campanha, mesmo que seu registro esteja ainda em discussão. 3. Consulta respondida na linha de que o militar elegível que não ocupe função de comando deverá estar afastado do serviço ativo no momento em que for requerido o seu Registro de Candidatura.” 85 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu (Ac. de 20.2.2018 na CTA 60106664, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho.) Nota 4: Inelegibilidade. São Inelegíveis: LEI COMPLEMENTAR 135, DE 4 DE JUNHO DE 2010 Art.°. (...) I- (...) e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes: (...) 5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; 7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; (...) f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8 (oito) anos; (...) o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário; SEÇÃO V - DA REMUNERAÇÃO Nota: DECRETO-LEI 667/1969. (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - a remuneração na inatividade, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que o militar possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada, a pedido, pode ser: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) a) integral, desde que cumprido o tempo mínimo de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, dos quais no mínimo 30 (trinta) anos de exercício de atividade de natureza militar; ou (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) b) proporcional, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se transferido para a inatividade sem atingir o referido tempo mínimo; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) II - a remuneração do militar reformado por invalidez decorrente do exercício da função ou em razão dela é integral, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) III - a remuneração na inatividade é irredutível e deve ser revista automaticamente na mesma data da revisão da remuneração dos militares da ativa, para preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do correspondente posto ou graduação; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) 86 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu IV - a transferência para a reserva remunerada, de ofício, por atingimento da idade-limite do posto ou graduação, se prevista, deve ser disciplinada por lei específica do ente federativo, observada como parâmetro mínimo a idade-limite estabelecida para os militares das Forças Armadas do correspondente posto ou graduação. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Parágrafo único. A transferência para a reserva remunerada, de ofício, por inclusão em quota compulsória, se prevista, deve ser disciplinada por lei do ente federativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Remuneração do Militar Estadual Art. 102 - A remuneração dos policiais militares é devida em bases estabelecidas em legislação peculiar, compreendendo: I - na ativa: 1. vencimentos constituído de: a) soldo; b) gratificações. Nota 1: SUBSÍDIO CONSTITUIÇÃO FEDERAL (…) ART. 39. (...) § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (...) Segurança Pública Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) (...) Guarda Municipal § 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. Subsídio § 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 87 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 2: CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. SOLDO IGUAL AO SALÁRIO MÍNIMO. Constituição Estadual. (...) Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares. § 1º - O soldo nunca será inferior ao salário mínimo fixado em lei. Nota 3: CONSTITUIÇÃO FEDERAL: PROIBIÇÃO DE EQUIPARAR SOLDO A SALÁRIO MÍNIMO CONSTITUIÇÃO FEDERAL, Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, (...): IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; (os grifos são nossos). Nota 4: JURISPRUDÊNCIA DO STF: Soldo Abaixo do Salário Mínimo. JURISPRUDÊNCIA. • Súmula Vinculante 16 - "Os arts. 7º , IV , e 39 , § 3º (redação da EC 19 /98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público". “Estado do Rio Grande do Sul. Constituição Estadual. Art. 29, I, que assegura aos servidores militares vencimento básico nunca inferior ao salário mínimo fixado pela união. Inconstitucionalidade formal. (...), havendo de entender-se, entretanto, como referida à remuneração global do servidor, visto destinar-se a assegurar o atendimento das necessidades vitais básicas deste, sendo vedada, ademais, sua vinculação para qualquer fim. Inconstitucionalidade que se declara, no art. 47 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, da referência feita ao inciso I do art. 29 da mesma Carta. (RE 198.982, Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 5-8-1998, Plenário, DJ de 19-4-2002.). • “Servidor público. Piso de vencimento. VinculaçãoPolicial. Art 110. ‣Níveis de GAP. Art. 110, 1°. JORNADA DE TRABALHO E ESCALA DE SERVIÇO CARGA HORÁRIA DE TRABALHO PARTICIPAÇÃO DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU. ‣Carga Horária de Trabalho. 40 horas por Semana. Art. 110. Vide art. 162, § 2º. Compensação e Complementação ‣Regras de Compensação e Complementação de Carga Horária. Nota no Art. 110. Portaria 01/ CG/13. ‣ Princípios Jurídicos para Escala de Serviço. Nota no Art. 110. CÔMPUTO DAS 40H SEMANAIS ‣Cômputo das 40h semanais. Portaria 067-CG/11. Princípios Jurídicos Aplicáveis. Nota no Art. 110. DIREITO À FOLGA DO SERVIÇO ‣Direito à Folga do Serviço. Portaria 067-CG/11. Nota no Art. 110. 9 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu GAP - GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POLICIAL LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣Recebimento da GAP quando Preso. Art. 110. ‣Casos de Perda do Direito à GAP. Art. 110. ‣ Paridade de Reajuste entre a GAP e o Soldo. Art. 110, 3°. Revogado. ‣ Incorporação da GAP na Inatividade. Art. 110, 4°. LEI DO DEPUTADO CAP TADEU ‣ Incapacidade Definitiva. GAP Integral. Independente do Tempo de Percepção. Art. 110, 8°. ‣RTI. Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva. Art. 110-A. CET - CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO. CET PARA PRAÇAS: PARTICIPAÇÃO DO DEPUTADO CAPITÃO TADEU ‣CET - Condições Especiais de Trabalho. Art. 110-B. CET para praças. ‣CET na Remuneração do "Posto Imediato" do Sub Ten e do Sgt. Nota no Art. 110-B. ‣ Incidência da CET e da RTI sobre o Soldo. Art. 110-C ‣ Incorporação da CET e RTI na RR. Média dos Últimos 12 Meses. Art. 110-D. LEI DO DEPUTADO CAP TADEU ‣ Incorporação Integral da CET em Casos de Incapacidade Definitiva. Independente do Tempo de Percepção. Art. 110-D, 2°. AJUDA DE CUSTO ‣ Ajuda de Custo. Art. 111. ‣Devolução da ajuda de Custo. Art. 112. DIÁRIAS PARA HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO ‣Diárias para Alimentação e Hospedagem. Art. 113. ‣Devolução das Diárias. Art. 113, 3°. TRANSPORTE ‣ Indenização de Transporte. Art. 114. AUXILIO INVALIDEZ. ‣ Auxílio Invalidez. Art. 115. ‣ Valor do Auxílio Invalidez. Art. 115, 6°. ADICIONAL DE INATIVIDADE ‣ Adicional de Inatividade. Cálculo. Art. 116. Revogado. REMUNERAÇÃO. ‣ Impenhorabilidade de Remuneração. Art. 117. PARIDADE ENTRE SOLDOS ‣ Paridade de Valor entre o Soldo de Ativos e Inativos no Mesmo Grau Hierárquico. Art. 118. RESERVA REMUNERADA PROPORCIONAL ‣Quotas de Soldo na Inatividade. Art. 119. ‣ Proibição de Acúmulo de Proventos. Art. 120. PARIDADE REMUNERATÓRIA 10 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu ‣ Paridade entre Ativos e Inativos. Art. 121. Decreto Lei 667, Art, 24-A, III. ‣Decreto Lei 667, Art, 24-B,I, II, III. ‣ Paridade entre Ativos e Pensionistas. Nota no Art. 121. ISENÇÃO DE TAXA DO DETRAN LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣ Isenção de Pagamento de Taxas no Detran. Art. 121-A. PROMOÇÕES. ‣ Acesso na Hierarquia. Art. 122. ‣ Finalidade da Promoção. Art. 123. ‣Declaração de Aspirante a Oficial. Art. 124. ‣ Promoção após Conclusão de Curso de Formação de Praças. Art. 125. ‣Critérios de Promoção. Art. 126. ‣ Promoção por Antiguidade. Art. 126, 1°. ‣ Promoção por Merecimento. Art. 125, 2°. ‣ Promoção por Bravura. Art. 126, 3°. ‣ Promoção "Post Morrem". Art. 126, 4°. ‣ Promoção por Ressarcimento de Preterição. Art. 126, 5°.118. ‣ Alternância de Promoções: Antiguidade e Merecimento. Art 127. ‣ Lista de Acesso para Promoção. Art. 128. ‣Critérios para Acesso à Lista de Pré-Qualificação. Art. 130. ‣ Inconstitucionalidade. Critérios que Proíbem Promoção. Nota no Art. 130 ‣Condições Básicas para Promoção. Art. 134. INTERSTÍCIO PARA PROMOÇÃO ‣ Interstício para Promoção. Art. 134, 2°. DISPENSA DE INTERSTÍCIO DE CB PARA 1° SGT. LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣Dispensa de Interstício de Cb para 1° Sgt. Art. 134, 2°, g). ‣Redução se Interstício e de Prazo de Arregimentação. Art. 134, 5°. ‣ Promoção por Antiguidade. Art. 135. ‣Recurso para promoção. Art. 136. ‣ Processamento das Promoções. Art. 137. ‣Comissões de Promoção. Art. 139. AFASTAMENTOS TEMPORÁRIOS: FÉRIAS E LICENÇAS ‣ Férias. Art. 140 ‣ Licença Prêmio. Art. 143. Revogado. ‣ Licença para Tratar de Interesse Particular. Art. 147. ‣ Licença para Tratamento de Saúde de Familiar. Art. 148. ‣ Licença para Tratamento da Própria Saúde. Art. 149. ‣ Licença por Motivo de Acidente. Art. 150. ‣ Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge. Art. 151. LICENÇA PARA MILITAR ESTADUAL ATLETA ‣ Licença para Militar Estadual Atleta. Art. 152. 11 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu LICENÇA GESTANTE 6 MESES - LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣ Licença Gestante 6 Meses. Art. 153. Licença Paternidade. Art. 154. ‣ Licença Adoção. Art. 154, 1°. PRERROGATIVAS ‣ Prerrogativas. Art. 155. ‣ Porte de Arma. Prerrogativa. Art. 156, e). ‣ Prisão de Militar Estadual. Prerrogativa. Art. 156. ‣Dispensa do Serviço do Júri. Art. 157. CÉDULA DE IDENTIDADE. PORTE DE ARMA. LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣Cédula de Identidade. Porte de Arma. Art. 158, 4°. ‣Uso de Uniformes. Art. 159. SERVIÇO PM/BM ‣ Jornada de Trabalho. Art. 162, 2°. Vide art. 110. CARREIRA PM/BM ‣Carreira do Oficial. Art. 164. ‣Carreira do Praça. Art. 165. ACESSO A 1° SGT PM/BM EXCLUSIVO DE PRAÇA - PARTICIPAÇÃO NA LEI DO DEPUTADO CAP TADEU. ‣Carreira do Praça. Art. 165. 1°. Acesso a 1° SGT PM/BM EXCLUSIVO DE PRAÇA. Antigamente Civil podia concorrer. - O Deputado Estadual Cap Tadeu teve participação na lei que vetou civis ingressarem como SGT. Seleção Interna para o CFSgt. ‣ Seleção Interna para o CFSgt. Art. 165, 2°. ‣ Curso Especial de Sgt. Antiguidade dentre os Cb's. Art. 165, 4°. ‣ Competência para Nomear Cargo de DAS 1 a DAI 4. Art. 166, 3°. ‣ Vacância de Cargo. Art. 168. ‣ Sequências de Substituições. Art. 169. ‣ Função PM/BM. Art. 171 RESERVA REMUNERADA ‣ Tempo de Serviço. Art. 176. Vide art. 32. ‣ Tempo de Serviço de Natureza Militar. Decreto Lei 667, art 24-A, a). ‣ Averbação de Tempo de Serviço Civil. Decreto Lei 667, art 24-A, I, a). PEDÁGIO PARA INATIVAR ‣ Pedágio para Inativar. Nota no Art. 176. Decreto Lei 667/1969, Art. 24-G. RESERVA REMUNERADA PROPORCIONAL ‣Reserva Remunerada Proporcional. Nota no Art. 176, II. ‣ Indenização à Fazenda Pública ao Inativar Após Curso/ Estágio. Art. 176, §1°. ‣Consequência da Não Indenização ao Inativar Após Curso. Art. 176, §2°. ‣ Proibições de Inativar. Art. 176, §2°. ‣ Inconstitucionalidade na Proibição de Inativar. Nota no Art. 176, §3°. 12 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu ‣ Transferência Ex Ofício para a RR. Art. 177. ‣Compulsória por Idade. Art. 177, I. Decreto Lei 667, Art. 24-A, IV. Estatuto do Militar Federal. ‣Compulsória por Tempo no Posto. Art. 177, II. Decreto Lei 667, Art. 24-A, IV, Parágrafo Único. ‣Diplomação em Cargo Eletivo. Art. 177, III. ‣Outras causas de RR Ex Officio. Art. 277, IV, V, VI e VII. ‣Cargos que Blindam a RR Ex Officio. Art. 177, 1°. ‣Quota Compulsória para a RR por Quadro. Art. 177-A. REFORMA ‣Reforma por Idade. Art. 178, I. Vide art. 33. ‣Reforma por Incapacidade Definitiva (Saúde). Art. 178, II. ‣Outras Causas de Reforma. Art. 178, III e IV. ‣ Possibilidades se Retorno à Ativa Após Reforma. Art. 178, Parágrafo Único. ‣Causas se Incapacidade Definitiva. Art.179. ‣ Incapacidade Definitiva. Art. 180. ‣Reforma por Incapacidade Definitiva. Art. 181. Decreto Lei 667, Art. 24-A, I, II b). ‣Reforma com Remuneração Integral. Nota no Art. 181. Decreto Lei 667/1969, Art. 24-A, II. ‣Reforma com Remuneração Proporcional. Art. 182. ‣Retorno à Ativa Após Reforma por Incapacidade Definitiva. Art. 183. ‣Reforma por Alienação Mental. Art. 184. EXONERAÇÃO DE PM/ BM ‣ Exoneração de PM/BM. Art. 185. ‣ Pedido de Exoneração Após Conclusão de Curso/ Estágio. Art. 186. RESERVA NÃO REMUNERADA ‣Reserva Não Remunerada. Art. 186, 3°. Vide art. 34. EXONERAÇÃO "EX OFFICIO" ‣Casos de Exoneração Ex Officio. Art. 187. INDIGNIDADE NO OFICIALATO ‣ Perda do Posto e da Patente. Art. 189. ‣Oficial Indigno ao Oficialato. Art. 189, Parágrafo Único. ‣Demissão deao salário mínimo. O art. 7º, IV, da Constituição Federal, refere-se à remuneração, e não somente ao salário-base. Jurisprudência assentada.” (RE 522.661-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 6-11-2007, Segunda Turma, DJE de1º-2-2008.) •“O Supremo assentou o entendimento de que não é possível a vinculação do piso-base ao salário-mínimo, nos termos do disposto na parte final do inciso IV do art. 7º da Constituição do Brasil.” (AI 763.641-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 17-11-2009, Segunda Turma, DJE de 4-12-2009.) 2. Indenizações. II. na inatividade, proventos constituídos das seguintes parcelas: a) soldo ou quotas de soldo b) gratificações incorporáveis. § 1º - São gratificações a que faz jus o policial militar no serviço ativo: a) pelo exercício de cargo de provimento temporário; b) natalina; c) adicional por tempo de serviço, sob a forma de anuênio; d) adicional por exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas; 88 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu e) adicional por prestação de serviço extraordinário; f) adicional noturno; Alínea “g” Revogada pelo art 6º da lei 14.186, de 15/01/20 g) adicional de inatividade; Nota: a alínea g), do Art. 102, 1°, foi revogada pelo Art. 6° da Lei 14.186, de 15/1/2020. Entretanto, o parágrafo único do Art 7°, dessa mesma Lei, considera em vigor até 31/12/2021, exclusivamente para garantir o Direito Adquirido de quem fechar o tempo até 31/12/2021. Vide nota no Art. 116. h) gratificação de atividade policial militar; i) honorários de ensino. CET para Praças – Conquistado com Participação do Capitão j) Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET; Nota: Alínea "j" acrescida pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. k) Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva RTI.". Nota 1: Alínea "k" acrescida pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: a inclusão do CET e do RTI na composição dos vencimentos dos PMs foi uma vitória da luta de todos nós PMs/BMs, que começou em maio de 2008, com a participação do Deputado Capitão Tadeu, dos voluntários do Observatório da Cidadania e de todas as Associações de Oficiais e Praças, da capital e interior, que exigíamos melhores vencimentos. § 2º - São indenizações devidas ao policial militar no serviço ativo: a) ajuda de custo; b) diária; c) transporte; d) transporte de bagagem; e) auxílio acidente; f) auxílio moradia; g) auxílio invalidez; h) auxílio fardamento. § 3º - O policial militar fará jus, ainda, a seguro de vida ou invalidez permanente em face de riscos profissionais custeado integralmente pelo Estado. Cargo de Provimento Art. 103 - O policial militar terá direito a perceber, pelo exercício do cargo de provimento temporário, gratificação equivalente a 30% (trinta por cento) do valor correspondente ao símbolo respectivo ou optar pelo valor integral do símbolo, que neste caso, será pago como vencimento básico enquanto perdurar a investidura ou ainda pela diferença entre este e o soldo respectivo. 89 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Substituição de Função Parágrafo único - O policial militar substituto perceberá, a partir do décimo dia consecutivo, a remuneração do cargo do substituído, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, sendo- lhe facultado exercer qualquer das opções previstas neste artigo. Nota: o Estatuto PM/BM prevê o pagamento da remuneração do posto ou graduação do qual o subordinado for designado para exercer a função. A lei não estabelece nenhuma restrição. Sendo assim, se houver a designação para um subordinado exercer uma função de posto superior, terá direito a receber a remuneração superior. Sem restrição alguma de tempo de serviço, graduação, posto ou quadro. Quanto ao aspecto financeiro, a lei estabelece que o policial militar substituto perceberá a remuneração do cargo do substituído. Claro está que perceberá, também, a gratificação inerente ao cargo substituído. Substituição de Função Parágrafo único - O policial militar substituto perceberá, a partir do décimo dia consecutivo, a remuneração do cargo do substituído, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, sendo- lhe facultado exercer qualquer das opções previstas neste artigo. Nota: o Estatuto PM/BM prevê o pagamento da remuneração do posto ou graduação do qual o subordinado for designado para exercer a função. A lei não estabelece nenhuma restrição. Sendo assim, se houver a designação para um subordinado exercer uma função de posto superior, terá direito a receber a remuneração superior. Sem restrição alguma de tempo de serviço, graduação, posto ou quadro. Quanto ao aspecto financeiro, a lei estabelece que o policial militar substituto perceberá a remuneração do cargo do substituído. Claro está que perceberá, também, a gratificação inerente ao cargo substituído. Art. 104 Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. Estabilidade Econômica Art. 104 - Ao policial militar que tiver exercido, por dez anos contínuos ou não, cargo de provimento temporário, é assegurada estabilidade econômica, consistente no direito de continuar a perceber, no caso de exoneração ou dispensa, como vantagem pessoal, retribuição equivalente a 30% (trinta por cento) do valor do símbolo correspondente ao cargo de maior hierarquia que tenha exercido por mais de dois anos ou a diferença entre o maior valor e o vencimento do cargo de provimento permanente. § 1º - O direito à estabilidade econômica constitui-se com a exoneração ou dispensa do cargo de provimento temporário, sendo o valor correspondente fixado neste momento. § 2º - A vantagem pessoal por estabilidade econômica será reajustada sempre que houver modificação no valor do símbolo em que foi fixada, observando-se as correlações e transformações estabelecidas em Lei. § 3º - O policial militar beneficiado pela estabilidade econômica que vier a ocupar outro cargo de provimento temporário deverá optar, enquanto perdurar esta situação entre a vantagem pessoal já adquirida e o valor da gratificação pertinente ao exercício do novo cargo. 90 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 4º - O policial militar beneficiado pela estabilidade econômica que vier a ocupar, por mais de dois anos, outro cargo de provimento temporário, poderá obter a modificação do valor da vantagem pessoal, passando esta a ser calculada com base no valor do símbolo correspondente ao novo cargo. § 5º - o valor da estabilidade econômica não servirá de base para cálculo de qualquer outra parcela remuneratória. Nota: este artigo tratava da estabilidade econômica para quem tivesse exercido, por dez anos contínuos ou não, cargo de provimento temporário. A Lei 13.471 de 30/12/15, extinguiu esse direito para o militar estadual que ingressar na corporação, a partir de 01/01/16. Para os militares estaduais que ingressaram nas corporações até 31/12/15, foi mantida a estabilidade econômica, nos termos a seguir: EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 2, DE 28/12/15 – Publicado no DOE 31/12/15 Art. 3º- Ao servidor ocupante de cargo público efetivo e ao empregado público que tenha ingressado no serviço público estadual até a data de publicação desta Emenda Constitucional, e que exercer cargos em comissão, funções de confiança ou mandato eletivo estadual, fica assegurado o direito de continuar a perceber, no caso de exoneração, dispensa ou término do mandato eletivo, vantagem pessoal a ser calculada na forma da lei, observados os critérios da tabela a seguir: Parágrafo único – Para efeito de integralização do tempo necessário à fixação da vantagem pessoal de que trata o caput deste artigo, é permitida aos militares estaduais a soma de 02 (dois) períodos de exercício em cargos sucessivos, fixando-se, nesta hipótese, a vantagem pelo menor valor. Art. 4º - Ao servidor ocupante de cargo público efetivo estadual e ao empregado público que, até a data de publicação desta Emenda Constitucional, tenha cumprido o requisitotemporal de exercício, por 10 (dez) anos, contínuos ou não, de cargos em comissão, funções de confiança ou mandato eletivo estadual, é assegurado, independente de exoneração, dispensa ou término do mandato, o direito de continuar a perceber, como vantagem pessoal, o valor do vencimento ou subsídio correspondente ao mandato ou cargo de maior hierarquia que, até aquela data, já tenha exercido por mais de 02 (dois) anos contínuos, obedecido para cálculo o dispositivo na Lei até então vigente. Lei 13.471 de 30/12/15, publicado no DOE em 31/12/15 Art. 9º- Ao militar estadual que tenha ingressado na Corporação até a data da publicação desta Lei e que exercer cargos de provimento temporário é assegurada estabilidade econômica, consistente no direito de continuar a perceber, no caso de exoneração ou dispensa, como vantagem pessoal, retribuição equivalente a 30% (trinta por cento) do valor do símbolo, ou a diferença entre o maior valor e o vencimento do cargo de provimento permanente, observados os critérios da tabela a seguir: 91 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - Para efeito de integralização do tempo necessário à fixação da vantagem pessoal de que trata o caput deste artigo, é permitida aos militares estaduais a soma de 02 (dois) períodos de exercício em cargos sucessivos, fixando-se, nesta hipótese, a vantagem pelo menor valor. § 2º - O direito à estabilidade econômica constitui-se com a exoneração ou dispensa do cargo de provimento temporário, sendo o valor correspondente fixado neste momento. § 3º - A vantagem pessoal por estabilidade econômica será reajustada sempre que houver modificação no valor do símbolo em que foi fixada, observando-se as correlações e transformações estabelecidas em Lei. § 4º - O militar estadual beneficiado pela estabilidade econômica, que vier a ocupar outro cargo de provimento temporário, deverá optar, enquanto perdurar essa situação, entre a vantagem pessoal já adquirida e o valor da gratificação pertinente ao exercício do novo cargo. § 5º - O militar estadual beneficiado pela estabilidade econômica que vier a ocupar outro cargo de provimento temporário poderá obter a modificação do valor da vantagem pessoal, passando esta a ser calculada com base no valor do símbolo correspondente ao novo cargo exercido, observados os critérios da tabela a seguir: § 6º - O valor da estabilidade econômica não servirá de base para cálculo de qualquer outra parcela remuneratória. Período de exercício, contínuo ou não, de cargos em comissão, funções de confiança ou mandato eletivo estadual completado até a data de publicação desta Emenda Constitucional (em anos) Período exigido de exercício contínuo de cargo ou mandato eletivo estadual no qual se dará a fixação da vantagem pessoal (em anos) Período total de exercício de cargos em comissão, funções de confiança ou mandato eletivo estadual necessário para a concessão de vantagem pessoal (em anos) acima de 09 2,5 10,5 de 08 a 09 3 11 de 07 a 08 3,5 11,5 de 06 a 07 4 12 de 05 a 06 4,5 12,5 de 04 a 05 5 13 de 03 a 04 5,5 13,5 de 0 a 03 6 14 Período de exercício contínuo de novo cargo de provimento temporário, após a aquisição da estabilidade, completado até a data de publicação desta Lei (em meses). Período total de exercício contínuo de novo cargo de provimento temporário exigido para a modificação da estabilidade econômica (em anos). acima de 18 2,5 de 12 a 18 3,0 de 06 a 12 3,5 de 0 a 06 4,0 92 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 7º - O militar estadual beneficiado pela estabilidade econômica, na forma do caput deste artigo, terá o adicional por tempo de serviço a que faça jus, calculado sobre o valor do símbolo do cargo em que tenha se estabilizado, quando for este superior ao soldo do posto ou graduação que ocupe. (...) Art. 13 - É assegurado o direito à vantagem pessoal de estabilidade econômica, bem como à sua modificação, aos servidores públicos civis e aos militares estaduais que, até a data de publicação desta Lei, tenham cumprido todos os requisitos para a obtenção desses direitos com base nos critérios da legislação então vigente. Parágrafo único - Para a aplicação da regra prevista no caput deste artigo, considera-se adquirido o direito à estabilidade econômica ou à sua modificação com o cumprimento do requisito temporal exigido, independente de dispensa, exoneração do cargo ou término do mandato. Tempo de Serviço no Parlamento – Lei dos Deputados Capitão Tadeu e Capitão Fábio Art. 104-A - No caso de policiais militares transferidos, compulsoriamente, para a reserva remunerada em razão de diplomação para cargo eletivo, previsto no art. 14, § 8º, II da Constituição Federal, o tempo de exercício do cargo eletivo será computado, ao final do exercício e a partir de então, para revisão dos respectivos proventos de reservistas, inclusive quanto ao adicional por tempo de contribuição. § 1º - O tempo de serviço prestado no cargo eletivo estadual será contado para todos os efeitos legais. Nota 1: redação de acordo com o art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. Nota 2: redação original: "§ 1º - O tempo de serviço prestado no cargo eletivo será contado para todos os efeitos legais, inclusive para integralização do decênio aquisitivo do direito à vantagem prevista no art. 104 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, cuja fixação do valor será feita, no caso de permanência neste cargo por mais de 02 (dois) anos, no símbolo correspondente ao cargo de provimento temporário da Polícia Militar que mais se aproxime do valor percebido no cargo eletivo e o período decenal." Nota 3: CF - Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; § 2º - A eficácia das disposições deste artigo e seus parágrafos é garantida àqueles que estiverem em exercício de mandato eletivo a partir da publicação desta Lei e fica condicionada ao recolhimento, pelo interessado, durante o exercício do cargo eletivo, de contribuição mensal para o FUNPREV, sobre a diferença entre o valor dos proventos de reservista percebidos e aquele dos vencimentos de que trata este artigo. Nota: Artigo 104-A, caput e § 2º foram acrescidos pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. 13° Salário Art. 105 - A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o policial militar ativo fizer jus, no mês de exercício, no respectivo ano, considerando a fração igual ou superior a quinze dias como mês integral, não servindo de base para cálculo de qualquer parcela remuneratória. 93 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - A gratificação será paga no mês de dezembro de cada ano, ficando assegurado o seu adiantamento no mês do aniversário do servidor policial militar, em valor não excedente à metade da remuneração mensal percebida, salvo opção expressa do beneficiário manifestada com a antecedência mínima de trinta dias da data do seu aniversário para percepção da vantagem no ensejo das suas férias ou época em que o funcionalismo público em geral a perceba. Nota 1: redação do § 1º do art. 105 de acordo com o art. 1º da Lei nº 8.639, de 15 de julho de 2003. Nota 2: redação original: "§ 1º - A gratificação será paga até o dia vinte do mês de dezembro de cada ano ou no ensejo das férias do policial militar, sempre que este requerer até trinta dias antes do período de gozo, não podendo exceder à metade da remuneração por este percebida no mês." 13° Salário para Inativos § 2º - Ao policial militar inativo, com exceção da reserva não remunerada, será devida a gratificação natalina em valor equivalente aos respectivos proventos. § 3º - Ao policial militar exonerado ou demitido será devida a gratificação na proporcionalidadedos meses de efetivo exercício, calculada sobre a remuneração do mês do afastamento do serviço. § 4º - Na hipótese de ter havido adiantamento do valor superior ao devido no mês da exoneração ou demissão, o excesso será devolvido, no prazo de trinta dias, findo o qual, sem devolução, será o débito inscrito na dívida ativa. Adicional por Tempo de Serviço Art. 106 - O policial militar com mais de cinco anos de efetivo exercício no serviço público terá direito por anuênio, contínuo ou não, à percepção de adicional calculado à razão de 1% (um por cento) sobre o valor do soldo do cargo que é ocupante, a contar do mês em que o policial militar completar o anuênio. § 1º - Para efeito desta gratificação, considera-se de efetivo exercício o tempo de serviço prestado, sob qualquer regime de trabalho, na administração pública estadual, suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. § 2º - Para o cálculo do adicional não serão computadas quaisquer parcelas pecuniárias, ainda que incorporadas ao vencimento para outros efeitos legais. § 3º - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de Dezembro de 2015. § 3º - O policial militar beneficiado pela estabilidade econômica na forma do art. 104 desta Lei, terá o adicional por tempo de serviço a que faça jus calculado sobre o valor do símbolo do cargo em que tenha se estabilizado, quando for este superior ao soldo do posto ou graduação que ocupe. Adicional de Insalubridade Art. 107 - Os policiais militares que trabalharem com habitualidade em condições insalubres, perigosas ou penosas farão jus ao adicional correspondente, conforme definido em regulamento. § 1º - O direito aos adicionais de que trata este artigo cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa à concessão. 94 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - Haverá permanente controle da atividade do policial militar em operações ou locais considerados insalubres, perigosos ou penosos. Licença Gestante de 6 Meses – Lei do Deputado Capitão Tadeu § 3º - A policial militar gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e lactação, das operações, condições e locais previstos neste artigo, para exercer suas atividades em locais compatíveis com o seu bem-estar, sendo-lhe assegurada a licença-maternidade de 180 (cento e oitenta) dias. Nota 1: este § 3º foi aprovado, através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu ao Projeto de Lei n 18.627/2010, que virou a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010, para garantir às PM's/BM's femininas dois meses a mais de licença maternidade, passando de 4 para 6 meses. Nota 2: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 3: redação original: "§ 3º - A policial militar gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações, condições e locais previstos neste artigo, para exercer suas atividades em outros locais." Serviço Extraordinário Art. 108 - O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre o soldo e a gratificação de atividade policial ou outra que a substitua, na forma disciplinada em regulamento. Parágrafo único - Somente será permitida a realização de serviço extraordinário para atender situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de duas horas diárias, podendo ser elevado este limite nas atividades que não comportem interrupção. Serviço Noturno Art. 109 - O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia e cinco do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de cinqüenta por cento sobre o soldo na forma da regulamentação correspondente. Parágrafo único - Tratando-se de serviço extraordinário, o acréscimo a que se refere este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no artigo anterior. GAP e Carga Horária Semanal de Serviço. Art. 110 - A gratificação de atividade policial militar será concedida ao policial militar a fim de compensá-lo pelo exercício de suas atividades e os riscos dele decorrentes, considerando, conjuntamente, a natureza do exercício funcional, o grau de risco inerente às atribuições normais do posto ou graduação e o conceito e nível de desempenho do policial militar. Nota: Constituição Estadual. (...) Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares. (...) § 2º- O limite mínimo de gratificação devida aos praças pelo exercício da atividade policial-militar nunca será inferior a sessenta e cinco por cento do máximo fixado em lei. Níveis de GAP 95 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - A gratificação será escalonada em referências de I a V, com fixação de valor para cada uma delas sendo concedida ou alterada para as referências III, IV ou V em razão, também, da remuneração do regime de trabalho de quarenta horas semanais a que o policial militar ficará sujeito. Nota 1: quem recebe GAP III, IV e V deve trabalhar 40 horas por semana. A lei diz 40 h por semana. Note que não diz por mês. Assim, não conte as horas trabalhadas por mês. Cada mês tem uma quantidade diferente de semanas. Se contar por mês dará errada a conta. Não existe na lei 160h ou 180h por mês, mas sim 40h por semana. Esse detalhe é importante! Conte de segunda feira, a partir de 8h, até a segunda feira seguinte, até 8h. Deve somar 40h na semana. Recomece a contar na segunda até a segunda feira seguinte e assim sucessivamente. A média deve ser 40 horas por semana. Nota 2: REGRAS PARA COMPENSAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO DE CARGA HORÁRIA INSTRUÇÃO NORMATIVA PROCEDIMENTAL N.º 01-CG/13, O COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA, (..) Art. 3º - A complementação da carga horária semanal, quando necessária para o atendimento das 40h previstas, deverá ocorrer, preferencialmente, no próximo 2º dia de folga (nos casos de regime de escala), ou ser computada em banco de horas, sendo que a referida complementação deverá ocorrer no período máximo de 12 semanas; Art. 4º - A compensação, nos casos de extrapolação da carga horária por necessidade do serviço, deverá ocorrer na primeira oportunidade do período (semana) seguinte; (...) Alfredo Braga de Castro Cel PM - Comandante Geral Nota 3: Princípios Jurídicos da Razoabilidade e da Proporcionalidade, que podem e devem ser Aplicáveis na complementação de horas: 1- ao escalar na complementação, é recomendável que se notifique o militar estadual com antecedência, para não atrapalhar a vida familiar do escalado; 2- respeitar um dia de folga na semana, pelo menos; 3- Não escalar em todos os finais de semana; 4- Na complementação de horas, os serviços noturnos, feriados e finais de semana, devem ter uma carga horária menor, em relação ao que se deve complementar; 5- Por acordo, vale o que for acordado e aceito por ambas as parte. 6. No serviço de complementação, o PM/BM tem direito ao auxílio transporte e auxílio Alimentação. O cálculo atual feito para o Auxílio Alimentação, não prevê o serviço de complementação. Sobre os Princípios Jurídicos, o grande Jurista Bandeira de Mello assim esclareceu: "Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade, conforme o escalão do princípio atingido, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra." Nota 4: CÔMPUTO DAS 40 HS SEMANAIS DE SERVIÇO 96 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Portaria N° 067-CG/11, do Comando Geral da PMBA Art. 10 – O tempo previsto para a duração dos serviços constantes nestaPortaria refere-se ao tempo de permanência no serviço, excluído o necessário à locomoção do policial ou bombeiro militar e sua apresentação para pronto emprego. Nota 5: Princípios Jurídicos Universais e Naturais do Trabalho Considera-se hora trabalhada, de acordo com o art 10 da Portaria N° 067- CG/11, o " (...) tempo de permanência no serviço (...)", excluído o tempo de locomoção até apresentação. O tempo de locomoção entre a casa e o trabalho, e vice-versa, não conta como hora trabalhada, mas conta como acidente de trabalho. Assim, deve ser enquadrado nas 40h/semanais o seguinte: 1) Horário estabelecido em qualquer escala de serviço para início e término do serviço; 2) Horário em que o subordinado for chamado para se apresentar no local de trabalho ou para cumprir alguma missão, desse a apresentação até a liberação; 3) Horário que extrapolar o previsto na escala lavrando flagrante ou em diligência continuada que ultrapasse o horário estabelecido; 4) Horário de reuniões, paradas e instrução; 5) Tempo entre o horário determinado para apresentação para deslocamento para missão, até a liberação; 6) Tempo destinado a apresentação na Justiça, Delegacia de Polícia ou Ministério Público; 7) Tempo em que é ouvido em Sindicância, PDS, PAD, IP ou IPM. Aplica-se, também, aos Encarregados das apurações. 8) Tempo que ficar de prontidão, de sobre aviso, em casa, a disposição do Superior. Por fim, registro que o Art 2º da mesma Portaria estabelece que "A jornada diária de trabalho do militar estadual será contemplada com turnos de serviço com duração prevista para 06, 08, ou 12 horas consecutivas, conforme o caso, não podendo exceder ao limite legal de 40 horas semanais, de acordo com a necessidade do serviço, considerando-se o mês de trinta dias. Nota 6: DIREITO À FOLGA DO SERVIÇO Portaria N° 067-CG/11, do Comando Geral da PMBA (...) "Art. 3º– Entende-se por folga o período de descanso compreendido entre o término do turno trabalhado e o início do próximo turno de trabalho contemplados em uma Escala de Serviço. § 1º – Só fará jus à respectiva folga o militar estadual que efetivamente prestar o serviço que lhe confere o benefício. § 2º – O militar estadual que deixar de comparecer ao serviço não terá o direito ao benefício da folga, devendo ser empregado nos dias em que estiver fora de Escala, e em turnos compatíveis e necessários à complementação da carga horária semanal de 40 horas." Esse assunto tem despertado muita controvérsia. Diz o dispositivo que a folga só será concedida a quem efetivamente prestar serviço. E se não prestar, deve trabalhar em outro dia para compensar o (s) dia(s) ausente(s). Aí surge uma questão: e a falta ao serviço por licença médica? 97 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Alguns cmts consideram como dias não trabalhados e exigem a complementação em dia que seria a folga. Essa complementação é exigida, quando exigida, para poucos dias de licença médica. Quando se trata de semanas ou meses de dispensa médica, não se faz a exigência de complementação na folga. O que por si só já demonstra que o assunto não é pacífico. Por que não se exige a complementação quando a dispensa é de muitos dias, e se exige para poucos dias? Na verdade, é preciso uma regulamentação mais adequada acerca do atestado médico para evitar que se dê interpretações diversas sobre se a dispensa médica deve ser compensada, ou não. Eu entendo que o PM/BM não deve ter que compensar na folga com serviço os dias de licença médica, salvo se a licença for para não exercer atividade operacional e permitir que se exerça atividade administrativa. Todos são honestos até que se prove o contrário. Havendo suspeita fundada de atestado médico falso, forjado, que se abra uma investigação, mas não deve tratar a todos com desconfiança. § 2º, Lei do Deputado Capitão Tadeu. GAP para Preso. Casos de Perda da GAP § 2º - O Policial Militar perderá o direito a gratificação quando afastado do exercício das funções inerentes ao seu posto ou graduação, salvo nas hipóteses de férias, núpcias, luto, instalação, trânsito, licença gestante, licença paternidade, licença para tratamento de saúde, cumprimento de sentença penal condenatória não transitada em julgado e licença prêmio por assiduidade, esta última se a gratificação vier sendo percebida há mais de 06 (seis) meses. Nota 1: Lei do Deputado Capitão Tadeu. Aprovou o pagamento da GAP a militar estadual enquanto estiver cumprindo pena privativa de liberdade e não for julgado em definitivo. Argumento utilizado: PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA. Nota 2: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 3: redação original: "§ 2º - O policial militar perderá o direito a gratificação quando afastado do exercício das funções inerentes ao seu posto ou graduação, salvo nas hipóteses de férias, núpcias, luto, instalação, trânsito, licença gestante, licença paternidade, licença para tratamento de saúde e licença prêmio por assiduidade, esta última se a gratificação vier sendo percebida há mais de seis meses." § 3º revogado pelo art. 6º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Paridade entre Reajustes do Soldo e da GAP. Revogado § 3º - Os valores da gratificação de atividade policial militar serão revistos na mesma época e no mesmo percentual de reajuste do soldo. Nota 1: § 3º revogado pelo art. 6º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Isso significa que o governo poderá reajustar o soldo e não reajustar a GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POLICIAL – GAP. Nota 2: o deputado Cap Tadeu apresentou Emenda para manter a Paridade, em termos de reajuste, entre o Soldo e a GAP. Infelizmente, os demais deputados não acataram. Incorporação da GAP na Inatividade 98 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 4º - A Gratificação de Atividade Policial Militar incorpora-se aos proventos de inatividade quando percebida por 05 (cinco) anos consecutivos ou 10 (dez) interpolados, sendo fixada na Referência de maior valor percebida por, pelo menos, 12 (doze) meses contínuos, ou a média destes, sendo assegurada a melhor opção de maior vantagem que se apresente ao Policial Militar. Nota 1: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: redação original: "§ 4º - A gratificação de atividade policial militar incorpora-se aos proventos de inatividade quando percebida por cinco anos consecutivas ou dez interpolados, calculados pela média percentual dos últimos doze meses imediatamente anteriores ao mês civil em que for protocolado o pedido de inativação ou àquele em que for adquirido o direito à inatividade." § 5º - Fica assegurada aos atuais policiais militares a incorporação, aos proventos de inatividade, da gratificação de atividade policial militar, qualquer que seja o seu tempo de percepção. § 6º - Na hipótese de nomeação para exercício de cargo de provimento temporário, o pagamento da gratificação somente será mantido se o cargo em que esta se efetivar for estabelecido em Lei, como sendo policial militar ou de natureza policial militar e na hipótese de substituição de cargo de provimento temporário o policial militar perceberá, durante tal período, a gratificação do substituído. § 7º - O cálculo previsto no § 4º deste artigo será efetuado observando-se o quanto fixado no art. 92, incisos III e IV, deste diploma legal. Nota: § 7º acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. GAP Integral. Incapacidade Definitiva. Lei Deputado Capitão Tadeu § 8º - Na reforma por incapacidade definitiva decorrente da hipótese prevista no inciso I do art. 179 desta Lei, a gratificação de atividade policial militar será incorporada aos proventos de inatividade, independentemente do tempo de percepção, na referência de maior valor percebida. Nota 1: § 8º acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: este §8º foi aprovado, através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu ao Projeto deLei n 18.627/2010, que virou a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010 para garantir a GAP integral aos PMs com menos de cinco anos de serviço reformados por incapacidade definitiva. Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI Art. 110-A - A Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI poderá ser concedida aos policiais militares com o objetivo de remunerar o aumento da produtividade de unidades operacionais e administrativas ou de seus setores ou a realização de trabalhos especializados. § 1º - A gratificação de que trata este artigo poderá ser concedida nos percentuais mínimo de 50% (cinqüenta por cento) e máximo de 150% (cento e cinqüenta por cento), na forma fixada em regulamento. § 2º - O Conselho de Políticas de Recursos Humanos - COPE expedirá resolução fixando os percentuais da Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI. 99 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota: Artigo 110-A acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. CET - Condições Especiais de Trabalho Art. 110-B - A Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET somente poderá ser concedida no limite máximo de 125% (cento e vinte e cinco por cento) na forma que for fixada em regulamento, com vistas a: I - compensar o trabalho extraordinário, não eventual, prestado antes ou depois do horário normal; II - remunerar o exercício de atribuições que exijam habilitação específica ou demorados estudos e criteriosos trabalhos técnicos; III - fixar o servidor em determinadas regiões. Parágrafo único - O Conselho de Políticas de Recursos Humanos - COPE expedirá resolução fixando os percentuais da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET. Nota 1: Artigo 110-B acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: O Art 110 - B, estabelece que a CET terá um limite máximo de 125%. A SAEB/COPE) regulamentou os percentuais. (Art. 110-B. Parágrafo único). • Oficial 125%. • Praça motorista 60%. • Praça operacional 45%. • Praça administrativo 25%. As Assistências Militares estabelecem percentuais maiores para os Praças, variando entre 100% e 125%. Na verdade, é um desrespeito, uma desvalorização da atividade fim da PM/BM: POR QUE NAS ASSISTÊNCIAS MILITARES A CET É BEM MAIOR DO QUE QUEM ARRISCA A VIDA NAS RUAS?.. 3. Só incorpora na RR se perceber por 5 anos consecutivos ou 10 interpolados. 4.Calcula-se para a RR pela média percentual dos últimos 12 meses anteriores ao pedido de reserva. 5. No cálculo do SGT e do Sub Ten para os PROVENTOS da RR, o Governo considera o Soldo de Ten, mas o percentual de Praça que recebia, 60%, 45% e 25%. Aí é que está a questão: O Art 92, III, do EPM estabelece os Proventos da RR com a REMUNERAÇÃO INTEGRAL DO POSTO IMEDIATO. Remuneração integral de Ten é com a CET DE 125%. Detalhe: se o governo cumprisse a C F, teria que pagar em Subsídio e este seria, para o Ten, no mínimo, pelo somatório de tudo, inclusive com a CET DE 125%. Nesse caso, o Sgt e o Sub ten da RR receberiam o "Posto Imediato" com o Subsídio integral de Ten, com o CET DE 125% de Ten no bojo. É meu entendimento que cabe ação na Justiça para equiparar todos os percentuais em 125%, principalmente porque fere: • o PRINCÍPIO DA EQUIDADE, pela variação de percentuais sem justificativa razoável. • Os PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE e da PROPORCIONALIDADE, pois paga um percentual maior a quem está em Gabinete e um percentual menor a quem realmente está em CET - Condições Especiais de Trabalho, arriscando a vida na operacionalidade. Incidência da CET e RTI Sobre o Soldo 100 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 110-C - A Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET e a Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI incidirão sobre o soldo recebido pelo beneficiário e não servirão de base para cálculo de qualquer outra vantagem, salvo as relativas à remuneração de férias, abono pecuniário e gratificação natalina. Manutenção deste direito, previsto no Parágrafo Único, por interferência do Deputado Capitão Tadeu Parágrafo único - Quando se tratar de ocupante de cargo ou função de provimento temporário, a base de cálculo será o valor do vencimento do cargo ou função, salvo se o militar optar expressamente pelo soldo do posto ou graduação. Nota 1: através do Projeto de Lei no 17.774, de 28 de janeiro de 2009, o governo tentou revogar o parágrafo único acima. Por interferência do Capitão Tadeu e do Cel Mascarenhas, Comandante Geral, e por alerta do Capitão Fernando da Associação dos Oficiais/Força Invicta, o Governo decidiu manter este parágrafo. Nota 2: Artigo 110-C acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Incorporação da CET e RTI na RR. Média dos Últimos 12 Meses Art. 110-D - Incluem-se na fixação dos proventos integrais ou proporcionais as Gratificações por Condições Especiais de Trabalho - CET e pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI percebidas por 5 (cinco) anos consecutivos ou 10 (dez) interpolados, calculados pela média percentual dos últimos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao mês civil em que for protocolado o pedido de inativação ou àquele em que for adquirido o direito à inatividade. § 1º - Na incorporação aos proventos de inatividade dos policiais militares somam-se indistintamente os períodos de percepção da Gratificação pelo Exercício Funcional em Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva - RTI e a Gratificação por Condições Especiais de Trabalho - CET. Lei do Deputado Cap Tadeu. CET integral na Reforma por Incapacidade Definitiva § 2º - Na reforma por incapacidade definitiva, as gratificações incorporáveis integrarão os proventos de inatividade independentemente do tempo de percepção. § 3º - Fica assegurada aos policiais militares a contagem de tempo de percepção das vantagens recebidas a título de gratificações por Condições Especiais de Trabalho e pelo Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva, no período anterior a 1º de janeiro de 2009. Nota: Artigo 110-D acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Ajuda de Custo Art. 111 - A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do policial militar que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio, ou que se deslocar a serviço ou por motivo de curso, no país ou para o exterior. § 1º - Correm por conta da administração as despesas de transporte do policial militar e sua família. § 2º - É assegurada aos dependentes do policial militar que falecer na nova sede, a ajuda de custo e transporte para a localidade de origem dentro do prazo de cento e oitenta dias, contados do óbito. 101 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - A ajuda de custo não poderá exceder a importância correspondente a quinze vezes o valor do menor soldo pago, excetuando da regra a hipótese de curso no exterior, competindo a sua fixação ao Governador do Estado. § 4º - Não será concedida ajuda de custo: a) ao policial militar que for afastado para servir em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, de outros Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; b) ao policial militar que for removido a pedido; c) a um dos cônjuges, sendo ambos servidores estaduais, quando o outro tiver direito à ajuda de custo pela mesma mudança. Devolução da Ajuda de Custo Art. 112 - O policial militar ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de trinta dias. Parágrafo único - Não haverá obrigação de restituir a ajuda de custo nos casos de exoneração de ofício ou de retorno por motivo de doença comprovada. Diárias para Alimentação e Hospedagem Art. 113 - Ao policial militar que se deslocar da sede em caráter eventual ou transitório, no interessedo serviço, serão concedidas, além de transporte, diárias para atender às despesas de alimentação e hospedagem, desde que o deslocamento não implique desligamento da sede. § 1º - O total de diárias atribuídas ao policial militar não poderá exceder a cento e oitenta dias por ano, salvo em casos especiais expressamente autorizados pelo Chefe do Poder Executivo. § 2º - O policial militar que receber diárias e não se afastar da sede, sem justificativa, fica obrigado a restituí-la integralmente e de uma só vez, no prazo de cinco dias. Devolução das Diárias § 3º - Na hipótese do policial militar retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo de cinco dias do seu retorno. § 4º - Os valores das diárias de alimentação e hospedagem serão fixadas em tabela própria, considerando os diversos postos e graduações que deverão ser agrupados segundo critérios estabelecidos em regulamento. Nota: as diárias são pagas para atender as despesas com alimentação e hospedagem. Se o PM/BM receber alimentação e hospedagem, legalmente, não fará jus às diárias. As diárias, quando devidas, devem ser pagas e recebidas antes da viagem para custear as despesas com alimentação e hospedagem, sem esse recebimento, nenhum PM/BM pode ser obrigado a custear, com recursos próprios, a hospedagem e alimentação. Indenização de Transporte Art. 114 - Conceder-se-á indenização de transporte ao policial militar que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para execução de serviços externos, na sede ou fora dela, no interesse da administração, na forma e condições estabelecidas em regulamento. 102 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Auxílio Invalidez Art. 115 - O policial militar da ativa que venha a ser reformado por incapacidade definitiva e considerado inválido, impossibilitado total e permanentemente para qualquer trabalho, não podendo prover os meios de sua subsistência, fará jus a um auxílio-invalidez no valor de 25% (vinte e cinco por cento) do soldo com a gratificação de tempo de serviço, desde que satisfaça a uma das condições abaixo especificada, devidamente declaradas por junta oficial de saúde: I - necessitar de internamento em instituição apropriada, policial militar ou não; II - necessitar de assistência ou de cuidados permanentes de enfermagem. § 1º - Quando, por deficiência hospitalar ou prescrição médica comprovada por Junta Policial Militar de Saúde, o policial militar em uma das condições previstas neste artigo, receber tratamento na própria residência, também fará jus ao auxílio-invalidez. § 2º - Para continuidade do direito ao recebimento do auxílio-invalidez o policial militar ficará obrigado a apresentar, anualmente, declaração de que não exerce qualquer atividade remunerada pública ou privada e, a critério da administração, submeter-se periodicamente, a inspeção de saúde de controle. § 3º - No caso de oficial ou praça mentalmente enfermo, a declaração de que trata este artigo deverá ser firmada por 2 (dois) oficiais da ativa da Polícia Militar. § 4º - O auxílio-invalidez será suspenso automaticamente pela autoridade competente, se for verificado que o policial militar nas condições deste artigo, exerça ou tenha exercido, após o recebimento do auxílio, qualquer atividade remunerada, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, bem como for julgado apto em inspeção de saúde a que se refere o parágrafo anterior. § 5º - O policial militar de que trata este capítulo terá direito ao transporte dentro do Estado, quando for obrigado a se afastar de seu domicílio para ser submetido à inspeção de saúde, prevista no § 2º deste artigo. Valor do Auxílio Invalidez § 6º - O auxílio-invalidez não poderá ser inferior ao valor do soldo do posto de Sargento PM. Adicional de Inatividade. Revogado Art 116 Revogado pelo art 6º da lei 14.186, de 15/01/20 Art. 116 - O adicional de inatividade será calculado e pago mensalmente ao policial militar na inatividade, incidindo sobre o soldo do posto ou graduação e em função da soma do tempo de efetivo serviço, com os acréscimos assegurados na legislação em vigor para esse fim, nas seguintes condições: I - de 30% (trinta por cento), quando o tempo for de 35 (trinta e cinco) anos; II - de 25% (vinte e cinco por cento), quando o tempo computado for de 30 (trinta) anos; III - de 5% (cinco por cento), quando o tempo computado for inferior a 30 (trinta) anos. Parágrafo único - O adicional de inatividade de que trata este artigo será devido exclusivamente aos policiais militares que tenham ingressado na Instituição até a data da vigência desta Lei. Nota 1: só tem Direito ao Adicional de Inatividade quem ingressou na PM até 28/12/2001. E, de acordo com a lei Estadual 14.186, de 15/01/20, quem fechar as condições de requerer a reserva remunerada em 31/12/21 103 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu O tempo calculado para receber esse Adicional de Inatividade é o de "Efetivo Serviço,". Não conta o tempo fora da PM/BM. As licenças não gozadas são contadas para efeito de Gratificação de Inatividade. Incide só sobre o Soldo. Por isso a importância que havia registrado sobre ser melhor um bom aumento no Soldo do que um pequeno aumento no Soldo e na GAP. OBS 1: quem pede RR com menos de 30 anos de “Efetivo Serviço", leva de Adicional de Inatividade de apenas 5% do Soldo. OBS 2: quem pede reserva com 30 anos de “Efetivo Serviço”, leva 25% sobre o Soldo na Inatividade. OBS 3: quem pede reserva com 35 anos, ou mais, de "Efetivo Serviço", leva 30% de Inatividade. OBS 4: cabe a cada um avaliar na hora de pedir a RR se vale a pena aguardar mais um pouco e ganhar 20% ou 25% a mais sobre o Soldo para o resto da vida. Resumindo: quem usa o tempo averbado para fechar os 30 anos de serviço, perde entre 20 e 25% sobre o soldo, a título de gratificação de inatividade. Nota 2: TEMPO DE EFETIVO SERVIÇO EPM . Art. 201 - Na apuração do tempo de serviço do policial militar será feita a distinção entre tempo de efetivo serviço e anos de serviço. § 1º - Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia a dia entre a data do ingresso e a data limite estabelecida para sua contagem ou a data do desligamento do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado, devendo ser observadas as seguintes peculiaridades: a) será também computado como tempo de efetivo serviço o tempo passado dia-a-dia pelo policial militar da reserva remunerada que for convocado para o exercício de funções policiais militares. b) o tempo de serviço em campanha é computado pelo dobro, como tempo de efetivo serviço, para todos os efeitos. c) não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço os períodos em que o policial militar estiver afastado do exercício de suas funções em gozo de licença prêmio à assiduidade nem nos afastamentos previstos nos arts. 141, incisos I a VI, 145 incisos IV, V, VIII e IX desta Lei. d) ao tempo de efetivo serviço de que trata este artigo, apurado e totalizado em dias, será aplicado o divisor trezentos e sessenta e cinco, para a correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço, até uma casa decimal arredondável para mais;" Nota 3: EPM. Art. 204 - Entende-se por tempo de serviço em campanha o período em que o policial militar estiver em operações de guerra. Parágrafo único - O tempo de serviço passado pelo policial militar no exercício de atividades decorrentes ou dependentes de operações de guerra, será regulado em legislação específica. Nota 4: o Art 116 foi revogado pelo Art. 6° da Lei 14.186, de 15/1/2020. Entretanto, o parágrafo único do Art 7°, dessa mesma Lei, considera em vigor até 31/12/2021, exclusivamente para garantir o Direito Adquirido de quem fechar o tampo até 31/12/2021) Impenhorabilidade da Remuneração e dos Proventos Art. 117 - A remuneração e proventos não estão sujeitos a penhora, seqüestro ou arresto, exceto em casos previstos em Lei. Igualdade de Soldo entre Ativos e Inativos104 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 118 - O valor do soldo de um mesmo grau hierárquico é igual para o policial militar da ativa e da inatividade, ressalvado o disposto no inciso II, do art. 92, desta Lei. Quotas de Soldo na Inatividade Art. 119 - Por ocasião de sua passagem para a inatividade, o policial militar terá direito a tantas quotas de soldo quantos forem os anos de serviço, computáveis para a inatividade até o máximo de trinta anos, ressalvado o disposto do inciso II, do art. 92, desta Lei. Parágrafo único - Para efeito de contagem dessas quotas, a fração de tempo igual ou superior a cento e oitenta dias será considerada um ano. Nota: quotas é a forma de se calcular o valor da remuneração no momento da inativação. É a proporcionalidade da remuneração de acordo com o tempo de serviço. Ex: divide-se a remuneração total por 30 (correspondente aos anos necessários para fechar o tempo de serviço para a inativação). Em seguida multiplica-se pelos anos de serviço. Encontra-se aí a remuneração da inatividade. Cada ano de serviço corresponde a uma quota 15 anos, 15 quotas. Metade da remuneração. 30 anos, 30 quotas. Remuneração Integral. Obs 1: para o militar estadual que tiver que cumprir 35 anos, de acordo com a nova Lei, esse cálculo levará em conta 35 anos, 35 quotas. Obs 2: é equivocada a ideia que alguns têm de que essa quota é uma indenização no momento da inativação. Não é indenização. É cálculo da remuneração na Inatividade. Proibição de Acúmulo de Proventos Art. 120 - A proibição de acumular proventos de inatividade não se aplica aos policiais militares da reserva remunerada e aos reformados quanto ao exercício de mandato eletivo, observado o que dispõe a Constituição Federal. Nota: Militar Estadual RR. Prestação de Serviço Público Civil DECRETO-LEI 667/1969 Art. 24-I. Lei específica do ente federativo pode estabelecer: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - regras para permitir que o militar transferido para a reserva exerça atividades civis em qualquer órgão do ente federativo mediante o pagamento de adicional, o qual não será incorporado ou contabilizado para revisão do benefício na inatividade, não servirá de base de cálculo para outros benefícios ou vantagens e não integrará a base de contribuição do militar; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Paridade Ativos e Inativos Art. 121 - A remuneração na inatividade é irredutível e deve ser revista automaticamente, na mesma data da revisão da remuneração dos militares da ativa, para preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do correspondente posto ou graduação. Parágrafo único - Os proventos da inatividade não poderão exceder à remuneração percebida pelo militar estadual da ativa no posto ou graduação correspondente aos seus proventos. (Alterado pela LEI Nº 14.186, de 15 de JANEIRO de 2020) 105 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 1: redação anterior: Art. 121 - Os proventos da inatividade serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos policiais militares em atividade, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos policiais militares em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da Lei. Nota 2: em 19/8/1997, a Lei da GAP, n° 7.145, extinguiu Sd 2° CL; Cb; 3° e ° Sgt; Sub Ten; Asp a Of e 2° Ten. Na sequência, o Cmt GERAL reclassificou, os Sd 2° CL a Sd 1° CL. Os Cb foram reclassificados a 1°Sgt e os 3° e 2° Sgt foram a 1° Sgt. Os Sub Ten foram reclassificados como 1° Ten e os 2° Ten foram a 1 ° Ten. Como o Art 121 do EPM garante aos inativos as reclassificações que forem dadas à ativa, cabia ao pessoal da reserva ingressar na Justiça pleiteando a mesma reclassificação. Quem estava na reserva na época e seguiu nossa orientação, entrando na Justiça pleiteando a reclassificação, agora está colhendo os frutos: promoção a 1° Ten e posto imediato de Cap. Igualmente os Cb da RR na época com Direito a reclassificação a 1° Sgt. Por isso que vários Sub Ten que estavam na reserva em 19/8/1997, agora estão sendo promovidos a 1° Ten e recebendo como Cap. Esse Direito era para quem estava na RR em Ago/97. Nota 3: DECRETO-LEI 667/1969. (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) (...) III - a remuneração na inatividade é irredutível e deve ser revista automaticamente na mesma data da revisão da remuneração dos militares da ativa, para preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do correspondente posto ou graduação; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019). Nota 4: DECRETO-LEI 667/1969. Pensão e paridade entre ativos e pensionistas. (...) Art. 24-B. Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à pensão militar: (Incluído pela, Lei nº 13.954, de 2019) I - o benefício da pensão militar é igual ao valor da remuneração do militar da ativa ou em inatividade; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) II - o benefício da pensão militar é irredutível e deve ser revisto automaticamente, na mesma data da revisão das remunerações dos militares da ativa, para preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do posto ou graduação que lhe deu origem; e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) III - a relação de beneficiários dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, para fins de recebimento da pensão militar, é a mesma estabelecida para os militares das Forças Armadas. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 5: tanto o Decreto-lei 667/1969, Art.24-A, III e Art.24-B, I, II e III, quanto o Art 121, ora esclarecido, deixam claro que sempre que houver revisão da remuneração da ativa, deve ocorrer a 106 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu revisão, automaticamente, na mesma data, de modo a "preservar o valor equivalente à remuneração do militar da ativa do correspondente posto ou graduação " , em relação aos inativos e pensionistas. Ora, se é irredutível a remuneração dos Inativos e Pensionistas e se é para preservar o valor da remuneração destes, em relação aos da ativa, óbvio que os inativos e pensionistas devem ganhar remuneração equivalente aos mesmos postos e graduações da ativa. Claro que parcelas como Horas Extras, Salário Noturno, Alimentação, Transporte, Honorários de Ensino, Diárias, Ajuda de custo e outras verbas não incorporáveis na Inatividade, por serem temporárias e específicas do serviço ativo, não entram nesses cálculos. Isenção de Pagamento de Taxas – DETRAN. Lei do Deputado Capitão Tadeu Art. 121-A - Aos policiais militares que exerçam atribuição de motorista e motociclista de viatura fica concedida isenção de pagamento das taxas devidas ao Departamento Estadual de Trânsito para renovação e mudança na categoria da Carteira Nacional de Habilitação. (Acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010) Nota: este art. 121-A foi aprovado, através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu ao Projeto de Lei n 18.627/2010, que virou a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010, para garantir a todo PM/BM, praças e oficiais, motoristas e motociclistas de viaturas oficiais, a gratuidade nas taxas do DETRAN para renovar e/ou mudar de categoria de CNH. SEÇÃO VI - DA PROMOÇÃO Nota 1: Decreto-Lei 667, de 2 de Julho, de 1969. "Art 12. O acesso na escala hierárquica tanto de oficiais como de praça será gradual e sucessivo, por promoção, de acôrdo com legislação peculiar a cada Unidade da Federarão, exigidos os seguintes requisitos básicos: (...)." A Constituição Federal no seu art 22, XXI, estabelece a competência privativa da União para legislar sobre"Normas Gerais" das Polícias Militares. Em outras palavras: a União não pode legislar sobre normas detalhadas das Polícias Militares. Normas federais sobre as Policias Militares que não sejam gerais, que adentrem em detalhes, são inconstitucionais. Veja que o art 12, aqui anotado, não entra em detalhe sobre promoções na PM/ BM, já que seria inconstitucional fugir da competência de norma geral. Por outro lado, diz este artigo aqui focado, que "o acesso na escala hierárquica tanto de oficiais como de praças será gradual e sucessivo, por promoção de acordo com a legislação peculiar a cada unidade da federação, (...)". Assim, o Decreto Lei 667 delega a competência à legislação peculiar a cada Estado, as regras para a promoção. Decreto Federal, portanto, não pode legislar sobre promoção, muito menos, criar critérios. Promoção gradual é aquela que segue de grau em grau, sem pular grau na escala hierárquica. Assim, cabe apenas à Legislação peculiar a cada Estado, o Estatuto PM/BM, Lei 7990 /2001, estabelecer os detalhes, os critérios e condições de promoção. O Decreto-Lei 667 é a "Norma Geral" que trata das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. O Decreto Federal 88.777/1983 regulamenta o Decreto-Lei 667/1969, mas não pode extrapolar sua competência regulamentadora. Não pode criar novas regras de promoção. Decreto Federal 88.777/1983, que Regulamenta o Decreto-Lei 667/1969. 107 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 14 - O acesso na escala hierárquica, tanto de oficiais como de praças, será gradual e sucessivo, por promoção, de acordo com a legislação peculiar de cada Unidade da Federação, exigidos dentre outros, os seguintes requisitos básicos: 1) para todos os postos e graduações, exceto 3º Sgt e Cabo PM: - Tempo de serviço arregimentado, tempo mínimo de permanência no posto ou graduação, condições de merecimento e antigüidade, conforme dispuser a legislação peculiar; 2) para promoção a Cabo: Curso de Formação de Cabo PM; 3) para promoção a 3º Sargento PM: Curso de Formação de Sargento PM; 4) para promoção a 1º Sargento PM: Curso de Aperfeiçoamento de Sargento PM; Nota 2: este dispositivo exige o Curso de Aperfeiçoamento de Sargento para promoção a 1º Sgt. Como na PM/BM Bahia não existe 2º e 3º Sgt, ficaria uma situação esdrúxula se exigir o CAS dos Cbs, já que são estes que são promovidos a 1º Sgt. Assim, diante dessa peculiaridade na Bahia, só o Estatuto PMBA pode criar critérios de promoção de 1º Sgt a Sub Ten. 5) para promoção ao posto de Major PM: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais PM; 6) para promoção ao posto de Coronel PM: Curso Superior de Polícia, desde que haja o Curso na Corporação. Art . 15 - Para ingresso nos quadros de Oficiais de Administração ou de Oficiais Especialistas, concorrerão os Sub tenentes e 1º Sargentos, atendidos os seguintes requisitos básicos: 1) possuir o Ensino de 2º Grau completo ou equivalente; 2) possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos. Parágrafo único - É vedada aos integrantes dos quadros de Oficiais de Administração e de Oficiais Especialistas, a matrícula no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. SUBSEÇÃO I - GENERALIDADES Acesso na Hierarquia Art. 122 - O acesso na hierarquia policial militar, fundamentado principalmente no desempenho profissional e valor moral, é seletivo, gradual e sucessivo e será feito mediante promoções, de conformidade com a legislação e regulamentação de promoções de modo a obter-se um fluxo ascensional regular e equilibrado de carreira. Parágrafo único - O planejamento da carreira dos policiais militares é atribuição do Comando Geral da Polícia Militar. Nota: o caput deste artigo, estabelece que a promoção será gradual, o que significa, que será de graduação em graduação ou de posto em posto, sem salto na escala hierárquica prevista. Finalidade da Promoção Art. 123 - A promoção tem como finalidade básica o preenchimento de vagas pertinentes ao grau hierárquico superior, com base nos efetivos fixados em Lei para os diferentes quadros. Parágrafo único - A forma gradual e sucessiva da promoção resultará de um planejamento organizado de acordo com as suas peculiaridades e dependerá, além do atendimento aos requisitos estabelecidos neste Estatuto e em regulamento, do desempenho satisfatório de cargo ou função e de aprovação em curso programado para os diversos postos e graduações. Nota: por este artigo, fica evidente que a promoção deverá ocorrer ao “grau hierárquico superior” e não ao grau superior ao superior. 108 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Declaração de Aspirante a Oficial Art. 124 - Os Alunos Oficiais que concluírem o Curso de Formação de Oficiais serão declarados Aspirantes a Oficial pelo Comandante Geral da Policia Militar. Promoção por Conclusão de Curso de Formação de Praças Art. 125 - Os alunos dos diversos cursos de formação de Praças que concluírem os respectivos Cursos serão promovidos pelo Comandante Geral às respectivas graduações. SUBSEÇÃO II - DOS CRITÉRIOS DE PROMOÇÕES Critérios de Promoção Art. 126 - As promoções serão efetuadas pelos critérios de: I - antigüidade; II - merecimento; III - bravura; IV - "post mortem"; V - ressarcimento de preterição. Antiguidade § 1º - Promoção por antigüidade é a que se baseia na precedência hierárquica de um oficial PM sobre os demais de igual posto, dentro de um mesmo Quadro, decorrente do tempo de serviço. Merecimento § 2º - Promoção por merecimento é a que se baseia no conjunto de atributos e qualidades que distinguem e realçam o valor do policial militar entre seus pares, avaliados no decurso da carreira e no desempenho de cargos e comissões exercidos, em particular no posto que ocupa. Bravura § 3º - A promoção por bravura é a que corresponde ao reconhecimento, pela Instituição, da prática, pelo policial militar, de ato ou atos não comuns de coragem e audácia, em razão do serviço que, ultrapassando os limites normais do cumprimento do dever, representem feitos indispensáveis ou úteis às operações policiais militares, pelos resultados alcançados ou pelo exemplo positivo deles emanados, observando-se o seguinte: a) ato de bravura, considerado altamente meritório, é apurado em sindicância procedida por um Conselho Especial para este fim designado pelo Comandante Geral; b) na promoção por bravura não se aplicam as exigências estipuladas para promoção por outro critério previsto nesta Lei; c) será concedida ao oficial promovido por bravura, quando for o caso, a oportunidade de satisfazer as condições de acesso ao posto ou graduação a que foi promovido, de acordo com o regulamento desta Lei. Post Mortem § 4º - A promoção post mortem é a que visa expressar o reconhecimento do Estado ao policial militar falecido no cumprimento do dever, ou em conseqüência deste, em situação em que haja ação para a preservação da ordem pública, ou em conseqüência de ferimento, quando no 109 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu exercício da sua atividade ou em razão de acidente em serviço, doença, moléstia ou enfermidades contraídas no cumprimento do dever ou que neste tenham tido sua origem. a) os casos de morte por ferimento, doença, moléstia ou enfermidades referidos neste artigo, serão comprovados por atestado de origem ou inquérito sanitário de origem, quando não houver outro procedimento apuratório, sendo utilizados como meios subsidiários para esclarecer a situação os termos relativos ao acidente, à baixa ao hospital, bem como as papeletas de tratamento nas enfermarias e hospitais e os respectivos registros de baixa; b) no caso de falecimento do policial militar, a promoção por bravura exclui a promoção post mortem que resulte das conseqüências do ato de bravura. Ressarcimento de Preterição § 5º - Em casos extraordinários, poderá haver promoção em ressarcimento de preterição, outorgada após ser reconhecido, administrativa ou judicialmente, o direito ao policial militar preterido à promoção que lhe caberia, observado o seguinte: a) caracteriza-seessa hipótese e o seu direito à promoção quando o policial militar. 1. tiver solução favorável a recurso interposto; 2. tiver cessada sua situação de desaparecido ou extraviado; 3. for absolvido ou impronunciado no processo a que estiver respondendo, quando a sentença transitar em julgado; 4. for considerado não culpado em processo administrativo disciplinar. b) a promoção em ressarcimento de preterição será considerada efetuada segundo os critérios de antigüidade, recebendo o policial militar promovido o número que lhe competia na escala hierárquica, como se houvesse sido promovido na época devida. Alternância de Promoções. Antiguidade e Merecimento Art. 127 - As promoções são efetuadas: I - para as vagas de Coronel PM, somente pelo critério de merecimento; II - para as vagas de Tenente Coronel PM, Major PM, Capitão PM, 1º Tenente PM, e 1º Sargento PM, pelos critérios de antigüidade e merecimento, de acordo com a seguinte proporcionalidade em relação ao número de vagas; III - para o posto de Tenente Coronel - uma por antigüidade e quatro por merecimento; IV - para o posto de Major PM - uma por antigüidade e duas por merecimento; V - para o posto de Capitão PM - uma por antigüidade e uma por merecimento; VI - para o posto de 1º Tenente PM - somente pelo critério de antigüidade; VII - para a graduação de Subtenente PM - uma por antiguidade e uma por merecimento; (Alterado pela Lei nº 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) Nota 1: redação de acordo com a Lei nº 14.186, de 15 de Janeiro de 2020. Nota 2: redação original: "VII - para a graduação de Subtenente PM - uma por antiguidade e três por merecimento." VIII - para a graduação de 1º Sargento PM - somente pelo critério de antiguidade; (Alterado pela Lei nº 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) Nota 1: redação de acordo com a Lei nº 14.186, de 15 de Janeiro de 2020. 110 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 2: redação original: "VII - para a graduação de 1º Sargento PM - uma por antiguidade e duas por merecimento." IX - para a graduação de Cabo PM - somente pelo critério de antiguidade. Nota 1: redação de acordo com o art. 3º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. Nota 2: redação anterior de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009, que acrescentou este inciso ao art. 127: "IX - para a graduação de Cabo PM: uma por antiguidade e uma por merecimento;" X - para a graduação de Soldado 1ª Cl PM - somente pelo critério de antiguidade. Nota: Inciso X acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. § 1º - Quando o policial militar concorrer à promoção por ambos os critérios, o preenchimento da vaga de antiguidade poderá ser feito pelo critério de merecimento, sem prejuízo do cômputo das futuras quotas de merecimento. Nota: § 1º acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. § 2º - Para o posto de 1º Tenente do QOAPM e QOABM, a proporcionalidade de preenchimento das vagas é de uma por antiguidade e duas por merecimento. Nota: § 2º revogado pelo art. 6º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. § 2º acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Art. 127-A - Para ser promovido à graduação de Cabo é indispensável que o Soldado de 1ª Classe esteja incluído na Lista de Acesso por Antiguidade, tenha bom comportamento e que sejam observados os demais requisitos legais. Nota: Art. 127-A acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. SUBSEÇÃO III - DAS LISTAS DE ACESSO Listas de Acesso para Promoção Art. 128 - Listas de Acesso à promoção são relações de Oficiais e Praças dos diferentes Quadros, organizadas por postos e graduações, objetivando o enquadramento dos concorrentes sob os pontos de vista da Pré-qualificação para a Promoção(Lista de Pré-qualificação - LPQ), do critério de Antigüidade (Lista de Acesso por Antigüidade - LAA) , do critério de Merecimento (Lista de Acesso por Merecimento - LAM) e dos concorrentes finais à elevação (Lista de Acesso Preferencial - LAP). § 1º - A Lista de Pré-qualificação (LPQ) é a relação dos Oficiais e Praças concorrentes que satisfazem às condições de acesso e estão compreendidos nos limites quantitativos de antigüidade, fixados no Regulamento de Promoções. § 2º - A Lista de Acesso por Antigüidade (LAA) é a relação dos Oficiais e Praças pré- qualificados, concorrentes ao acesso por esse critério, dispostos em ordem decrescente de antigüidade. § 3º - A Lista de Acesso por Merecimento (LAM) é a relação dos Oficiais e Praças pré- qualificados e habilitados ao acesso, por pontuação igual ou superior à média do total de pontos dos concorrentes em face da apreciação do seu desempenho profissional, mérito e qualidades exigidas para a promoção. 111 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 4º - A Lista de Acesso Preferencial (LAP) é o elenco de Oficiais e Praças pré-qualificados e habilitados segundo o número e espécie de vagas existentes sob cada critério. Art. 129 - As Listas de Acesso serão organizadas na data e na forma da regulamentação da presente Lei. § 1º - Os parâmetros para a avaliação do desempenho utilizados para a composição das Listas devem considerar, além dos requisitos compatíveis com as características profissiográficas do posto e graduação visados: a) a eficiência revelada no desempenho de cargos e comissões; b) a potencialidade para o desempenho de cargos mais elevados; c) a capacidade de liderança, iniciativa e presteza nas decisões; d) os resultados obtidos em cursos de interesse da Instituição; e) realce do oficial entre seus pares; f) a conduta moral e social; g) satisfatório condicionamento físico, apurado em teste de aptidão física. § 2º - O mérito e as qualidades consideradas para fins de pontuação são aferidos a partir dos itens constantes de fichas de informações, elaboradas e tabuladas pelas Subcomissões de Avaliação de Desempenho. Critérios Para Acesso à Lista de Pré-qualificação Art. 130 - O Oficial e o Praça não poderá constar da Lista de Pré-qualificação, quando: I - não satisfizer aos requisitos de: a) interstício; b) aptidão física; ou c) as peculiaridades inerentes a cada posto ou graduação dos diferentes quadros. II - for considerado não habilitado para o acesso, em caráter provisório, a juízo da Subcomissão de Avaliação de Desempenho (SAD), por incapacidade de atendimento aos requisitos de: a) desempenho profissional; b) conceito moral. III - encontrar-se preso por motivação processual penal ou penal; IV - for denunciado ou pronunciado em processo crime, enquanto a sentença final não transitar em julgado; V - estiver submetido a processo administrativo disciplinar; VI - estiver preso preventivamente, em virtude de inquérito policial militar ou instrução penal de quaisquer jurisdições; VII - encontrar-se no cumprimento de sentença penal transitada em julgado por crime de jurisdição penal militar ou comum, enquanto durar o cumprimento da pena, devendo, no caso de suspensão condicional, ser computado o tempo acrescido à pena original; VIII - estiver licenciado para tratar de interesse particular; 112 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu IX - for condenado à pena de suspensão do exercício do posto ou graduação, cargo ou função prevista no Código Penal Militar ou em legislação penal ou extra-penal extravagante, durante o prazo de suspensão; X - for considerado desaparecido; XI - for considerado extraviado; XII - for considerado desertor; XIII - estiver em débito para com a Fazenda Estadual, por alcance; XIV - estiver cumprindo pena acessória de interdição para o exercício de função pelo dobro do prazo da pena aplicada por condenação por crime de tortura; XV - estiver cumprindo sanção administrativa de suspensão do cargo, função ou posto ou graduação, ou pena de impedimento de exercício de funções no município da culpa, por condenação em processo por abuso de autoridade. § 1º - Na hipótese do inciso II deste artigo o Oficial ou Praça será submetido a Processo Administrativo Disciplinar. § 2º - Recebido o relatório da Comissão,instaurado na forma do parágrafo anterior, o Governador do Estado ou o Comandante Geral decidirá sobre a inabilitação para o acesso. § 3º - Além das hipóteses previstas neste artigo, será excluído de qualquer Lista de Acesso o Oficial ou Praça que: a) nela houver sido incluído indevidamente; b) houver sido promovido; c) houver falecido; d) houver passado para a inatividade. Nota 1: CONSTITUIÇÃO FEDERAL PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA ART.5°(...) LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Nota 2: pelo Princípio da Inocência Presumida, todos são inocentes, até que termine todos os prazos para recursos e a última instância conclua o processo. Significa, também, que enquanto não transitar em julgado a sentença penal condenatória, ninguém poderá ser proibido de exercer direitos só por estar respondendo processo penal. Ex 1: nenhuma lei pode impedir que quem responde processo penal seja promovido. Ex 2: com o argumento do Princípio da Presunção de inocência, o então deputado Cap Tadeu conseguiu aprovar Emenda para mudar o Estatuto para garantir a todo PM/BM o recebimento da GAP enquanto estiver preso. Hoje se respeita esse direito por conta dessa mudança no Estatuto. JURISPRUDÊNCIA DO STF "Recurso Extraordinário RE 782649-MS do STF. Decisão POLÍCIA MILITAR DE MATO GROSSO DO SUL. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR INDEFERIDA, PELO FATO DE EXISTIR, CONTRA ELE, PROCEDIMENTO PENAL EM FASE DE TRAMITAÇÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. TRANSGRESSÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. 113 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu - A recusa administrativa de promover policial militar, motivada, unicamente, pelo fato de haver sido instaurado, contra ele, procedimento penal, inexistindo, contudo, condenação criminal transitada em julgado, transgride, de modo direto, a presunção constitucional de inocência, consagrada no art. 5º, inciso LVII, da Lei Fundamental da República. Precedentes. - O postulado constitucional da presunção de inocência impede que o Poder Público trate, como se culpado fosse, aquele que ainda não sofreu condenação penal irrecorrível." RESUMINDO: O STF já decidiu que é inconstitucional lei que proíbe que processado criminalmente seja promovido. Art. 131 - Será excluído da Lista de Acesso por Merecimento (LAM) já organizada, ou dela não poderá constar, o Oficial ou Praça que estiver ou vier a estar agregado: I - por motivo de gozo de licença para tratamento de saúde de pessoa da família, por prazo superior a seis meses contínuos; II - em virtude de exercício de cargo, emprego ou função pública de provimento temporário, inclusive da administração indireta; III - por ter passado à disposição de órgão do Governo Federal, do Governo do Estado ou de outro Estado ou do Distrito Federal, para exercer função de natureza civil. Parágrafo único - Para ser incluído ou reincluído na Lista de Acesso por Merecimento (LAM), o Oficial ou Praça a que se refere este artigo deve reverter ao serviço ativo da Instituição, pelo menos noventa dias antes da data de reunião da Comissão de Promoções para avaliação dos concorrentes à promoção para o período ao qual se referir. Art. 132 - O Oficial ou Praça que deixar no posto ou graduação, de figurar por três vezes consecutivas ou não, em Lista de Acesso por Merecimento (LAM) por insuficiência de desempenho, se cada uma delas foi integrada por oficial com menos tempo de serviço no posto, é considerado inabilitado para a promoção ao posto imediato pelo critério de merecimento. Art. 133 - A inabilitação do Oficial ou Praça para o acesso, em caráter definitivo, somente resultará de ato do Governador do Estado, para o primeiro e, do Comandante Geral da PMBA, em decorrência de processo administrativo disciplinar. SUBSEÇÃO IV - DAS CONDIÇÕES BÁSICAS PARA A PROMOÇÃO Condições Básicas para Promoção Art. 134 - Para ser promovido pelo critério de antigüidade ou de merecimento, é indispensável que o policial militar esteja incluído na Lista de Pré-qualificação. § 1º - Para ingressar na Lista de Pré-qualificação, é necessário que o Oficial ou Praça PM satisfaça os seguintes requisitos essenciais, estabelecidos para cada posto ou graduação: a) condições de acesso; b) interstício; c) aptidão física; d) as peculiaridades dos diferentes quadros, reconhecidas através da aprovação em Curso preparatório para o novo posto ou graduação. e) conceito profissional; f) conceito moral. 114 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Interstício § 2º - Interstício, para fins de ingresso em Lista de Pré-qualificação, é o tempo mínimo de permanência em cada posto ou graduação: a) no posto de Tenente-Coronel PM - trinta meses; b) no posto de Major PM - trinta e seis meses; c) no posto de Capitão PM - quarenta e oito meses; d) no posto de 1º Tenente PM - quarenta e oito meses; e) na graduação de Aspirante-a-Oficial PM - doze meses; f) na graduação de Aspirante-a-Oficial QOAPM - três meses; (Alterado pela Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) g) na graduação de Aspirante-a-Oficial QETAPM e na graduação de Aspirante-a-Oficial QETABM - três meses; (Alterado pela Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) h) na graduação de 1º Sargento PM - trinta e seis meses; (Alterado pela Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) Nota: redação anterior: "na graduação de 1° Sargento PM - oitenta e quatro meses;” Interstício de Cabo para Sargento Dispensado. Lei do Deputado Capitão Tadeu i) na graduação de Cabo PM - sessenta meses; (Alterado pela Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) Nota 1: redação anterior: "g) na graduação de Cabo PM - noventa e seis meses;" Nota 2: Dispensa de Interstício de Cb para Sgt: (Originalmente, Lei do Deputado Cap Tadeu. Vide Nota 3) Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020. (...) Art. 6º - Os ocupantes da graduação de Cabo PM e Cabo BM em atividade na data de vigência desta Lei ficam dispensados do cumprimento do interstício previsto na alínea "i” do § 2º do art. 134 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, para o ingresso no Curso Especial de Formação de Sargentos, pelo critério de antiguidade, desde que, observados os demais requisitos legais, existam vagas disponíveis para preenchimento. Nota 3: através da Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010, que alterou o art. 9° da lei 11.356/2009, houve extinção do interstício para a promoção de Cabo para 1° Sargento. “Art. 9º, § 3º - Fica assegurado aos Cabos PM, pelo critério de antiguidade, o ingresso direto no Curso Especial de Sargento, ficando dispensado do cumprimento do interstício previsto no art. 134, §2º, alíneas “g”, da Lei no 7.990, de 27 de dezembro de 2001, desde que observados os demais requisitos legais.” (Emenda do Deputado Capitão Tadeu) O §3º da Lei 11.356/09 foi alterado e aprovado através do Deputado Capitão Tadeu e incorporado a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010. Com essa iniciativa, o Cb não precisa esperar 8 anos para ir ao curso de Sgt. Esses 8 anos poderiam ser normais se a promoção do Sd a Cb ocorresse no interstício correto. j) na graduação de Soldado 1ª Classe PM - cento e vinte meses. (Alterado pela Lei n° 14.186, de 15 de Janeiro de 2020) Nota: redação anterior: h) na graduação de Soldado 1ª Cl PM - cento e vinte meses. 115 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - É, ainda, condição essencial ao ingresso na Lista de Pré-qualificação para promoção ao posto de coronel do QOPM o exercício de função arregimentada, como oficial superior, por vinte e quatro meses, consecutivos ou não, sendo pelo menos doze meses, na chefia, comando, direção ou coordenação ou no exercício de cargo de direção e assessoramento superior, exercido na atividade policial militar ou de natureza policial militar no âmbito da administração pública estadual. § 4º - O regulamento de promoções definirá e discriminará as condições de acesso, de arregimentação, as unidades com autonomia administrativaOficial. Art. 190. ‣Casos de Indignidade para o Oficialato. Art.191. PERDA DA GRADUAÇÃO ‣ Perda da Graduação. Art. 192. DEMISSÃO: COMPETÊNCIA ‣Demissão. Art. 193. ‣ Ato do Governador Demissão de Oficial. Art. 194. ‣ Ato do Comandante Geral Demissão de Praça. Art. 194, Parágrafo Único. DEMISSÃO E INDENIZAÇÃO 13 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu ‣Demissão Pode Gerar Obrigação de Indenização por Parte do Demitido. Art. 195. Vide art. 55. ‣Demissão não Gera Direito à Remuneração ou Indenização por Parte do Estado. Art.195, Parágrafo Único. ‣ Lei da Ficha Limpa. Inelegibilidade por Demissão. Nota no Parágrafo único do Art. 75. DESERÇÃO ‣Deserção. Art. 196. ‣Crimes Correlatos à Deserção no CPM. Nota no Art. 196. FALECIMENTO, EXTRAVIO E REAPARECIMENTO ‣ Falecimento de Militar Estadual. Art. 197. PENSÃO MILITAR E PENSÃO ESPECIAL ‣ Pensão Militar e pensão Especial. Vitaliciedade, Nota ao Art. 197. ‣ Extravio de Militar Estadual. Art. 198. ‣Militar Estadual Desaparecido. Art. 199. TEMPO DE SERVIÇO ‣Contagem do Tempo de Serviço. Art. 200. ‣Distinção entre Tempo de Efetivo Serviço e Anos de Serviço. Art. 201. ‣Contagem de Tempo de Serviço de militar Estadual RR Convocado. Art. 201, 1°, a). ‣Casos de Afastamento do Serviço que Contam como Efetivo Tempo de Serviço. Art. 201,1°, c). TEMPO DE SERVIÇO EM MANDATO ELETIVO - LEI DOS DEPUTADOS CAP TADEU E CAP FÁBIO. ‣Cômputo do Tempo de Serviço em Mandato Eletivo. Art. 201, 1°, e). Anos de Serviço. Art. 201, 2°. ‣Casos em que não Serão Computados como Tempo de Serviço. Art. 203. ‣ Tempo de Serviço em Campanha. Art. 204. ‣Cômputo do Tempo de Serviço de Militar Estadual Anistiado. Art. 205. TEMPOS DE SERVIÇO SIMULTÂNEOS ‣ Proibição de Contagem de Tempos de Serviços Simultâneos, Superpostos. Art. 207. RECOMPENSAS ‣ Tipos de Recompensas. Art. 208, 1°. ‣Dispensa do Serviço. Art. 209. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS ‣ Assistência Religiosa. Art. 210. ‣Readaptação para o Serviço Administrativo. Art. 212. ‣ Programa de Readaptação. Art. 215 CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA BAHIA 14 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 48 - Os direitos, deveres, garantias, subsídios e vantagens dos policiais militares, bem como as normas sobre admissão, acesso na carreira, estabilidade, jornada de trabalho, remuneração de trabalho noturno e extraordinário, readmissão, limites de idade e condições de transferência para a inatividade serão estabelecidos em estatuto próprio, de iniciativa do Governador do Estado,(...) NOTA: Veja que só o governador pode apresentar Projeto sobre os PMs/BMs. Deputado Estadual pode apresentar Indicação, uma espécie de sugestão, ao governador, que não é obrigado a aceitar. Dessa forma, qualquer conquista para os PMs/BMs, deve passar, obrigatoriamente, pela articulação e diálogo com o governador. É a Constituição Estadual que assim determina. “Oba oba", xingamentos, ofensas, bravatas nas Redes Sociais, até “lava a alma” das pessoas, mas nada resolve. Ter projetos e poder de articulação é o caminho. LEI Nº 7.990 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001 15 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Dispõe sobre o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I - GENERALIDADES CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Este Estatuto regula o ingresso, as situações institucionais, as obrigações, os deveres, direitos, garantias e prerrogativas dos integrantes da Polícia Militar do Estado da Bahia. Nota 1: este Estatuto se aplica, também, aos Bombeiros Militares da Bahia. Nota 2: respaldo Constitucional do Estatuto PM/BM. A CF, no Art 22, XXI, estabelece que a União só pode legislar, com NORMAS GERAIS, sobre as Policias Militares e Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, nos seguintes temas: ▪ organização, ▪ efetivos, ▪ material bélico, ▪ garantias, ▪ convocação, ▪ mobilização, ▪ inatividades, ▪ pensões. Note que, a União não pode legislar para as PMs e BMs sobre gratificações, salários , salvo se cobrir os custos. A Própria CF estabelece que BM, PM e PC devem receber Subsídio, mas não estipula valores. Nota 3: Constituição Federal. “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobilização, inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares;” Por outro lado, o art 142, § 3º, X, combinado com o art. 42, § 1º, ambos da CF, estabelece que, somente o Estado pode legislar para os militares estaduais sobre: ▪Ingresso na PM/BM; ▪limites de idade; ▪Estabilidade; ▪Condições de transferência para a inatividade; ▪ Direitos e deveres; ▪ Remuneração; ▪ Prerrogativas; ▪ e outras situações específicas, consideradas as peculiaridades das atividades PM/BM. Nota 4: Constituição Federal 16 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu "Art. 42 - Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios." (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 3º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos Governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) § 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019) (...) Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. (...) § 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. (...) § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (...) X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) Nota 5: Decreto-Lei 667, de 2/7/69 é a Lei Geral das Polícias Militares do Brasil, mas que, de acordo com o art. 22, XXI, da CF, só pode dispor sobre “normas gerais”. Normas específicas, detalhadas sobre as PMs/BMs, cabe aos Estados legislar, de acordo com o art. 142, 3°, X da CF. O Decreto Federal 88.777/83, regulamenta o Decreto-Lei 667, mas não pode extrapolar as “normas gerais”, previstas no Decreto-Lei 667. Decreto-Lei era uma norma jurídica no passado. Foi substituída pela Medida Provisória. Isso mostra como a Lei Geral das PMs/BMs está defasada. Lema Oficial da Policia Militar da Bahia Art. 1° - A - Fica criado o lema oficial da Polícia Militar: "PMBA, uma força a serviço do cidadão!”. (Acrescido pela Lei 14.486, dee os procedimentos para a avaliação dos conceitos profissional e moral. Redução de Interstícios e Prazos de Arregimentação § 5º - Os períodos de interstício e de serviço arregimentado previstos nesta Lei, só poderão ser reduzidos pelo Governador do Estado quando justificada a modificação em face da necessidade excepcional do serviço policial militar. Antiguidade Art. 135 - A promoção pelo critério de antigüidade competirá ao policial militar que, estando na Lista de Acesso, for o mais antigo da escala numérica em que se achar. Parágrafo único - A antigüidade para a promoção é contada no posto ou graduação, deduzido o tempo relativo: a) ausência não justificada; b) prisão disciplinar com prejuízo do serviço; c) cumprimento de pena judicial privativa da liberdade; d) suspensão das funções, por determinação judicial ou administrativa; e) licença para tratar de assunto particular; f) agregação, como excedente, por ter sido promovido indevidamente; g) afastamento para realização de curso ou estágio, custeado pelo Estado, em que não tenha logrado aprovação. Recurso Art. 136 - O policial militar que se julgar prejudicado em seu direito à promoção em conseqüência de composição de Lista de Acesso poderá impetrar recurso ao Comandante Geral da Instituição, como primeira instância na esfera administrativa, conforme previsto no art. 96 desta Lei. Parágrafo único - Os recursos referentes à composição de Lista de Acesso e à promoção deverão ser solucionados no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data de seu recebimento. SUBSEÇÃO V - DO PROCESSAMENTO DAS PROMOÇÕES Processamento das Promoções Art. 137 - O ato de promoção dos Oficiais é consubstanciado por decreto do Governador do Estado, sendo o das Praças efetivado por ato administrativo do Comandante Geral. § 1º - O ato de nomeação para o posto inicial de carreira, bem como o de promoção ao primeiro posto de oficial superior, acarreta expedição de Carta Patente, pelo Governador do Estado. 116 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - A promoção aos demais postos é apostilada à última Carta Patente expedida. Art. 138 - Nos diferentes Quadros, as vagas que se devem considerar para a promoção serão provenientes de: I - promoção ao posto ou graduação superior; II - agregação; III - passagem à situação de inatividade; IV - demissão; V - falecimento; VI - aumento de efetivo. § 1º - As vagas são consideradas abertas: a) na data da assinatura do ato que promover, passar para a inatividade, demitir ou agregar o policial militar; b) na data do óbito do policial militar; c) como dispuser a Lei, no caso de aumento de efetivo. § 2º - Cada vaga aberta em determinado posto ou graduação acarretará vaga nos postos ou graduações inferiores, sendo esta seqüência interrompida no posto ou graduação em que houver preenchimento por excedente. § 3º - Serão também consideradas as vagas que resultarem das transferências "ex officio" para a reserva remunerada já previstas, até a data da promoção, inclusive por implemento de idade. § 4º - Não preenche vaga o policial militar que, estando agregado, venha a ser promovido e continue na mesma situação. Comissões de Promoção Art. 139 - As promoções serão coordenadas e processadas pela Comissão de Promoções de Oficiais, com base no exame de mérito procedido pelas Subcomissões de Avaliação de Desempenho. § 1º - Integram a Comissão de Promoções de Oficiais as seguintes Subcomissões de Avaliação de Desempenho: a) Subcomissão "A" - para avaliação de desempenho de Tenentes constituída por dois Majores e dois Tenentes Coronéis, e presidida por um Coronel, designados pelo Comandante Geral; b) Subcomissão "B" - para avaliação de desempenho de Capitães constituída por quatro Tenentes Coronéis e presidida por um Coronel designados pelo Comandante Geral; c) Subcomissão "C" - para avaliação de desempenho de Majores e Tenentes Coronéis, constituída por quatro Coronéis designados pelo Comandante Geral e presidida pelo Diretor de Administração. d) Subcomissão "D" - para avaliação de desempenho de Subtenentes, 1ºs Sargentos e Cabos, constituída por cinco Tenentes Coronéis ou Majores Comandantes de Unidades Operacionais, o Coordenador de Operações e o Diretor do Departamento de Pessoal, que a presidirá; Nota1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. 117 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 2: redação original: "d) Subcomissão "D" - para avaliação de desempenho de Sargentos constituída por cinco Tenentes Coronéis ou Majores Comandantes de Unidades Operacionais, o Coordenador de Operações e o Diretor de Administração, que a presidirá;" Nota 3: o Deputado Capitão Tadeu tentou incluir, em janeiro de 2009, os praças mais antigos de cada graduação na Comissão de Promoção de Praças para dar mais transparência às promoções de praças. O governo não aprovou. e) Subcomissão "E" - para avaliação de desempenho de Soldados constituída por seis Tenentes Coronéis ou Majores Comandantes de Unidades Operacionais, o Comandante de Policiamento da Capital, o Comandante de Policiamento do Interior e o Diretor de Administração, que a presidirá. § 2º - A Comissão de Promoções de Oficiais, de caráter permanente, presidida pelo Comandante Geral da Instituição é constituída de membros natos e efetivos sob as seguintes condições: a) são membros natos da Comissão de Promoções de Oficiais o Comandante Geral, o Subcomandante Geral e o Diretor do Departamento de Pessoal; Redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Redação original: "a) são membros natos da Comissão de Promoções de Oficiais o Comandante Geral, o Subcomandante Geral e o Diretor do Departamento de Administração; " b) os membros efetivos da Comissão são 04 (quatro) Coronéis do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM), designados pelo Governador do Estado, pelo prazo de 01 (um) ano, que estejam em exercício de cargo da Polícia Militar previsto em QO, podendo haver recondução para igual período. Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "b) os membros efetivos da Comissão são quatro Coronéis do Quadro de Oficiais Policiais militares (QOPM), designados pelo Comandante Geral da Instituição, pelo prazo de um ano, que estejam em exercício de cargo da Polícia Militar previsto em QO, há mais de seis meses, podendo haver recondução para igual período." § 3º - A Comissão de Promoções de Praças, de caráter permanente, presidida pelo Subcomandante Geral da Instituição é constituída de membros natos e efetivos sob as seguintes condições: a) são membros natos da Comissão de Promoções de Praças o Subcomandante Geral, o Diretor do Departamento de Administração, o Coordenador de Operações, e o Diretor do Instituto de Ensino e o Chefe de Gabinete da Casa Militar; b) os membros efetivos 03 (três) Oficiais Superiores, Comandantes de Unidade Operacional da Capital e 03 (três) Oficiais Superiores, Comandantes de Unidade Operacional do Interior, designados pelo Comandante Geral da Instituição, pelo prazo de um ano, que estejam, há mais de seis meses, podendo haver recondução para igual período. § 4º - As Subcomissões de Avaliação têm como finalidade subsidiar o processo promocional através da indicação dos policiais militares aptos à elevação por excelência de desempenho, sendo constituídas sob as seguintes condições: 118 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu a) os membros serão designados pelo Comandante Geral da Instituição, dentre os Oficiais que estejam no exercício de cargo em Unidade Administrativa ou Operacional da Polícia Militar prevista no QO há mais de seis meses; b) o mandato é de um ano sem direito à recondução no posto. § 5º - A critério do Comandante Geral poderão ser criadas, em cada Unidade Administrativa ou Operacional, órgãos colegiados, de composição compatível como o seu efetivo, denominados Subcomissões Setoriais de Avaliação de Desempenho, destinados a subsidiar o processo de avaliação.§ 6º - As subcomissões de que trata o parágrafo anterior serão integradas pelo Comandante, Chefe ou Diretor, Subcomandante, Subchefe, e Subdiretor, Chefe da UPO, Chefe da UAAF e um representante eleito pela unidade, do posto ou graduação avaliado. § 7º - O regulamento de Promoções definirá as atribuições e o funcionamento das Comissões de Promoções de Oficiais e de Praças e, das Subcomissões de Avaliação de Desempenho. SEÇÃO VII - DAS FÉRIAS E DOS AFASTAMENTOS TEMPORÁRIOS DO SERVIÇO Férias Art. 140 - O policial militar fará jus, anualmente, a trinta dias consecutivos de férias, que, no caso de necessidade do serviço, podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, sob as condições dos parágrafos seguintes: § 1º - Para o primeiro período aquisitivo serão exigidos doze meses de exercício; para os demais, o direito será reconhecido após cada período de doze meses de efetivo serviço, podendo ser gozadas dentro do exercício a que se refere, segundo previsão constante de Plano de Férias, de responsabilidade da Unidade em que serve. § 2º - Serão responsabilizados os Comandantes, Diretores, Coordenadores e Chefes que prejudicarem, injustificadamente, a concessão regular das férias. § 3º - A concessão de férias não será prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de saúde, licença prêmio por assiduidade, nem por punição anterior, decorrente de transgressão disciplinar, pelo estado de guerra, de emergência ou de sítio ou para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças. § 4º - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 4º - Somente em casos de interesse da segurança nacional, de grave perturbação da ordem, de calamidade pública, comoção interna, transferência para a inatividade ou como medida administrativa de cunho disciplinar, seja por afastamento preventivo ou para cumprimento de punição decorrente de transgressão disciplinar de natureza grave e em caso de internamento hospitalar, terá o policial militar interrompido ou deixará de gozar na época prevista o período de férias a que tiver direito, registrando-se o fato nos seus assentamentos. § 5º - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 5º - Na impossibilidade de gozo de férias no momento oportuno pelos motivos previstos no parágrafo anterior, ressalvados os casos de cumprimento de punição decorrente de transgressão disciplinar de natureza grave, o período de férias não usufruído será indenizado pelo Estado. 119 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 6º - Independentemente de solicitação será pago ao policial militar, por ocasião das férias, um acréscimo de 1/3 (um terço) da remuneração correspondente ao período de gozo. § 7º - As férias serão gozadas de acordo com escala organizada pela unidade administrativa ou operacional competente. § 8º - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 8º - É facultado ao policial militar converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, desde que o requeira com antecedência mínima de sessenta dias. § 9º - O pagamento do acréscimo previsto no § 6º deste artigo será efetuado no mês anterior ao início das férias. Nota 1: redação de acordo com o art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. Nota 2: redação original: "§ 9º - No cálculo do abono pecuniário será considerado o valor do acréscimo de férias previsto no § 6º deste artigo, sendo o pagamento dos benefícios efetuado no mês anterior ao do início das férias." § 10 - A não observância ao prazo máximo de fruição previsto no caput deste artigo somente será admitida por motivo de interesse de segurança nacional, de grave perturbação da ordem, de calamidade pública, comoção interna e, ainda, em razão de imperiosa necessidade do serviço. Nota: § 10 acrescido ao art. 140 pelo art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 11 - Na hipótese prevista no § 10 deste artigo, o Comandante Geral solicitará, motivadamente, ao Chefe do Poder Executivo, autorização para a suspensão das férias do policial militar. Nota: § 11 acrescido ao art. 140 pelo art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 12 - As férias somente serão interrompidas por motivo de interesse de segurança nacional, de grave perturbação da ordem, de calamidade pública, comoção interna, transferência para a inatividade ou como medida administrativa de cunho disciplinar, seja por afastamento preventivo ou para cumprimento de punição decorrente de transgressão disciplinar de natureza grave, registrando-se o fato nos assentamentos do policial militar. Nota: § 12 acrescido ao art. 140 pelo art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 13 - O policial militar, cujo período de férias tenha sido interrompido na forma deste artigo, terá assegurado, no que couber, o direito a fruir os dias restantes, logo que seja dispensado da correspondente obrigação. Nota: § 13 acrescido ao art. 140 pelo art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. § 14 - Os agentes públicos que injustificadamente impeçam a concessão regular das férias, bem como deixem de observar as regras dispostas nos §§ 1º a 13 deste artigo, estarão sujeitos a apuração de responsabilidade funcional, inclusive quanto a eventual ressarcimento ao erário. Nota: § 14 acrescido ao art. 140 pelo art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. Art. 141 - Obedecidas as disposições legais e regulamentares, o policial militar tem direito, ainda, aos seguintes períodos de afastamento total do serviço sem qualquer prejuízo, por motivo de: I - núpcias: oito dias; II - luto: oito dias; III - instalação: até dez dias; 120 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu IV - trânsito: até trinta dias; V - amamentação; VI - doação de sangue: um dia, por semestre. § 1º - O afastamento por luto é relativo ao falecimento de cônjuge, companheiro(a), pais, padrasto ou madrasta, filhos, enteados, menor sob guarda e tutela e irmãos, desde que comprovados mediante documento hábil. § 2º - O afastamento para amamentação do próprio filho ou adotado, é devido até que este complete seis meses e consistirá em dois descansos na jornada de trabalho, de meia hora cada um, quando o exigir a saúde do lactente, este período poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente, em despacho fundamentado Nota 1: Licença Gestante de 6 Meses – Lei do Deputado Capitão Tadeu Lei 7.990/2001 Art. 107 (...) § 3º - A policial militar gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e lactação, das operações, condições e locais previstos neste artigo, para exercer suas atividades em locais compatíveis com o seu bem-estar, sendo-lhe assegurada a licença-maternidade de 180 (cento e oitenta) dias. Nota 2: este § 3º foi aprovado, através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu ao Projeto de Lei n° 18.627/2010, que virou a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010, para garantir às PM/ BM dois meses a mais de licença maternidade, passando de 4 para 6 meses. Escala de Serviço Com Horário Especial de PM/BM Estudante 3º - Preservado o interesse do serviço e carga horária a que está obrigado o policial militar, poderá ser concedido horário especial ao policial militar estudante, quando comprovada a incompatibilidade do horário escolar com o da Unidade, sem prejuízo do exercício do cargo e respeitada a duração semanal do trabalho, condicionada à compensação de horários. Nota: o horário especial na escala de serviço para o militar estadual que estude, pela lei, ficará sujeito à preservação do "interesse do serviço". Essa condição, embora subjetiva, deve ser fundamentada pelo Cmt. Não é simplesmente negar uma escala que permita ao PM/BM estudar. Deve demonstrar que a mudança prejudicaria a escala ou o interesse público. A regra primeira é que é um direto. A exceção que impedirá o exercício desse direito, é se prejudicar o interesse público. Por outro lado, se o militar estadual estudantedemonstrar que não prejudicará ou apresentar uma alternativa viável que não prejudique o serviço, ao CMT não restará outra alternativa a não ser conceder uma escala diferenciada. De qualquer forma, o militar estadual terá que cumprir 40h por semana e demonstrar, com documentação escolar, que os horários das aulas coincidem com os horários dos serviços. Por fim, destaco que não existe nenhuma restrição na lei quanto ao tipo de estudo. Art. 142 - As férias e outros afastamentos mencionados nos arts. 140 e 141 são concedidos com a remuneração do respectivo posto ou graduação, cargo e vantagens deste decorrentes e computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais. 121 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu SEÇÃO VIII - DAS LICENÇAS SUBSEÇÃO I - GENERALIDADES Licenças Art. 143 - Licenças são autorizações para afastamento total do serviço, em caráter temporário, concedidas ao policial militar em consonância com as disposições legais e regulamentares que lhes são pertinentes. Art. 144 - As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas condições estabelecidas neste artigo. Parágrafo único - A interrupção da licença para tratar de interesse particular poderá ocorrer: Nota: redação de acordo com o art. 8º da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. Redação original: "Parágrafo único - A interrupção da licença prêmio por assiduidade e da licença para tratar de interesse particular poderá ocorrer:" a) em caso de mobilização e estado de guerra; b) em caso de decretação de estado de defesa ou estado de sítio; c) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade individual; d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulado pelo Comando Geral; e) em caso de denúncia ou de pronúncia em processo criminal ou indiciamento em inquérito policial militar, a juízo da autoridade que efetivou a denúncia ou a indiciação. SUBSEÇÃO II - DAS ESPÉCIES DE LICENÇA Art. 145 - São licenças do serviço policial militar: I - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de dezembro de 2015. I - prêmio por assiduidade; II - para tratar de interesse particular; III - para tratamento de saúde de pessoa da família; IV - para tratamento da própria saúde; V - por motivo de acidente; VI - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; VII - para o policial militar atleta participar de competição oficial; VIII - à gestante; IX - paternidade e à (o) adotante. Licença Prêmio Art. 146 - Revogado pelo art. 15 da Lei nº 13.471, de 30 de Dezembro de 2015. Licença Prêmio Por Assiduidade Art. 146 - Licença prêmio por assiduidade é a autorização para o afastamento total do serviço, concedida a título de reconhecimento da Administração pela constância de freqüência ao expediente ou às atividades da missão policial militar, relativa a cada qüinqüênio de tempo de efetivo serviço prestado, sem qualquer restrição para a sua carreira ou redução em sua remuneração. 122 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - A licença prêmio por assiduidade tem a duração de três meses, a ser gozada de uma só vez quando solicitada pelo interessado e julgado conveniente pela autoridade competente, poderá ser parcelada em períodos não inferiores a trinta dias. § 2º - O período de licença prêmio por assiduidade não interrompe a contagem de tempo de efetivo serviço. Licença Prêmio não Gozada Contada em Dobro - Lei do Capitão Tadeu, MAteve esse direito em 2010 § 3º - Os períodos de licença prêmio por assiduidade não gozados pelo policial militar são computados em dobro para fins exclusivos de contagem de tempo para a passagem à inatividade e, nesta situação, para todos os efeitos legais. § 4º - A licença prêmio por assiduidade não é prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de saúde própria e para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças. § 5º - O direito de requerer licença prêmio por assiduidade não prescreve nem está sujeito a caducidade. § 6º - Uma vez concedida a licença prêmio por assiduidade, o policial militar, dispensado do exercício das funções que exercer, ficará à disposição do órgão de pessoal da Polícia Militar. § 7º - Não se concederá licença prêmio por assiduidade a policial militar que no período aquisitivo: a) sofrer sanção disciplinar de detenção; b) afastar-se do cargo em virtude de: 1.licença para tratamento de saúde de pessoa da família; 2.licença para tratar de interesse particular; 3.condenação a pena privativa de liberdade, por sentença definitiva; 4.autorização para acompanhar cônjuge ou companheiro. Nota: este artigo tratava da licença prêmio por assiduidade. Em Janeiro de 2009, o governo tentou revogar este dispositivo, que concede a contagem em dobro de licença prêmio não gozada para efeito de reserva remunerada. Através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu e da pressão da tropa, dos voluntários do Observatório da Cidadania e de todas as Associações de Oficiais e Praças da capital e do interior, esse benefício foi mantido. Julgo importante esclarecer, de início, o seguinte: a licença prêmio, é um “prêmio”, pela assiduidade. Assim, se não houver assiduidade, não haverá o “prêmio”, que é a licença de três meses a cada período de cinco anos de serviço com assiduidade. De acordo com o § 7º anterior, perde a licença prêmio, por falta de assiduidade, o PM que: • for punido com detenção; • gozar de licença para tratamento de saúde da pessoa da família; • gozar licença para tratar de interesse particular; • for condenado a pena privativa de liberdade por sentença definitiva; • obtiver autorização para acompanhar esposa(o) ou companheiro(a). 123 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Já em 31/12/15, o Governo do Estado publicou a Lei 13.471 e a Emenda Constitucional no 22, extinguindo, definitivamente a licença prêmio para quem ingressar na corporação a partir de 01/01/16. Para quem ingressou na corporação até 31/12/15, está mantida a licença prêmio por assiduidade, nos seguintes termos: EMENDA CONSTITUCIONAL No 22, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015 Publicado no DOE/BA 31/12/15 (…) Art. 5°- Ao servidor que tenha sido investido em cargo público efetivo estadual até a data de publicação desta Emenda Constitucional fica assegurado, na forma da Lei, o direito a licença prêmio de 03 (três) meses por quinquênio de serviços prestados à Administração Pública Estadual direta, autárquica e fundacional, mantido o recebimento integral das gratificações percebidas, ininterruptamente, há mais de 06 (seis) meses, salvo as relativas ao exercício de cargo em comissão ou função de confiança. LEI Nº 13.471 DE 30 DE DEZEMBRO DE 2015 (…) Art. 10 - Ao militar estadual que tenha ingressado na Corporação até a data da publicação desta Lei fica assegurado o direito a licença prêmio por assiduidade, consistente na autorização para o afastamento total do serviço, concedida a título de reconhecimento da Administração pela constância de frequência ao expediente ou às atividades da missão militar, relativa a cada quinquênio de tempo de efetivo serviço prestado, sem qualquer restrição para a sua carreira ou redução em sua remuneração. § 1º - A licença prêmio por assiduidade tem a duração de 03(três) meses e, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, deve ser fruída, obrigatoriamente, dentro dos 05 (cinco) anos subsequentes àquele em que foi completado o período aquisitivo de referência. § 2º - A licença prêmio por assiduidade será concedida no prazo previsto no § 1º deste artigo, observada a necessidade do serviço. § 3º - A não observância ao prazo máximo de fruição previsto no § 1º deste artigo somente será admitida por motivo de interesse de segurança nacional, de grave perturbação da ordem, de calamidade pública, comoção interna, medida administrativa de cunho disciplinar, seja por afastamento preventivo ou para cumprimento de punição decorrente de transgressão disciplinar de natureza grave e, ainda, em razão de imperiosa necessidade do serviço. § 4º - Na hipóteseprevista no § 3º deste artigo, o titular do órgão solicitará, motivadamente, ao Chefe do Poder Executivo, autorização para a suspensão da fruição da licença prêmio por assiduidade do militar estadual. § 5º - O militar estadual cujo período de fruição tenha sido suspenso na forma do § 3º deste artigo, o terá assegurado, logo que seja dispensado da correspondente obrigação, observado o período máximo de 24 (vinte e quatro) meses. § 6º - A licença prêmio por assiduidade será fruída em um único período ou, quando solicitada pelo interessado e julgado conveniente pela autoridade competente, parceladamente em períodos não inferiores a 30 (trinta) dias. § 7º - O período de licença prêmio por assiduidade não interrompe a contagem de tempo de efetivo serviço. 124 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 8º - Os períodos de licença prêmio por assiduidade não gozados pelo militar estadual poderão ser computados em dobro, para fins exclusivos de contagem de tempo para a passagem à inatividade e, nesta situação, para todos os efeitos legais. § 9º - A licença prêmio por assiduidade não é prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de saúde própria e para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças. § 10 - Uma vez concedida a licença prêmio por assiduidade, o militar estadual, dispensado do exercício das funções que exercer, ficará à disposição do órgão de pessoal da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. § 11 - Não se concederá licença prêmio por assiduidade a militar estadual que, no período aquisitivo: I - sofrer sanção disciplinar de detenção; II - afastar-se do cargo em virtude de: a) licença para tratamento de saúde de pessoa da família; b) licença para tratar de interesse particular; c) condenação a pena privativa de liberdade, por sentença definitiva; d) autorização para acompanhar cônjuge ou companheiro. § 12 - Ressalvada a superveniência de reforma por incapacidade temporária ou definitiva, a ausência de requerimento da licença prêmio por assiduidade, no prazo estabelecido no § 1º deste artigo, implica renúncia à sua fruição. § 13 - Ressalvado o exercício da opção prevista no § 8º deste artigo, o requerimento de inativação voluntária ou de exoneração implica renúncia ao saldo de licenças prêmio por assiduidade existente na data da publicação dos respectivos atos de inativação e exoneração. § 14 - Ressalvado o disposto no art. 144 da Lei no 7.990, de 27 de dezembro de 2001, a fruição de licença prêmio por assiduidade somente poderá ser interrompida por motivo de interesse de segurança nacional, de grave perturbação da ordem, de calamidade pública, comoção interna, transferência para a inatividade ou como medida administrativa de cunho disciplinar, seja por afastamento preventivo ou para cumprimento de punição decorrente de transgressão disciplinar de natureza grave e, ainda, em razão de imperiosa necessidade do serviço, registrando-se o fato nos assentamentos do militar estadual. § 15 - O militar estadual, cujo período de licença tenha sido interrompido na forma do § 14 deste artigo, terá assegurado o direito a fruir os dias restantes, logo que seja dispensado da correspondente obrigação. § 16 - À chefia imediata incumbe verificar a regularidade da programação de licenças prêmio por assiduidade do militar estadual. § 17 - Os agentes públicos que injustificadamente impeçam a concessão regular da fruição de licença prêmio por assiduidade, bem como deixem de observar as regras dispostas nos §§ 1º a 16 deste artigo, estarão sujeitos a apuração de responsabilidade funcional, inclusive quanto a eventual ressarcimento ao erário. Art. 11 - Os períodos de licença prêmio por assiduidade adquiridos até a data de vigência desta Lei deverão ser fruídos pelo militar estadual até a data de sua inativação, observado o disposto nos §§ 5º a 11 e 13 a 17 do art. 10 desta Lei. 125 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Licença para Tratar de Interesse Particular Art. 147 - Licença para tratar de interesse particular é a autorização para o afastamento total do serviço, concedida ao policial militar com mais de dez anos de efetivo serviço que a requerer com aquela finalidade, pelo prazo de até três anos, sem remuneração e com prejuízo do cômputo do tempo de efetivo serviço. §1º - O policial militar deverá aguardar a concessão da licença em serviço. §2º - A licença para tratar de interesse particular poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do policial militar ou por motivo de interesse público, mediante ato fundamentado da autoridade que a concedeu. §3º - Não será concedida nova licença para tratar de interesse particular antes de decorridos dois anos do término da anterior, salvo para completar o período de que trata este artigo. §4º - A licença para tratar de interesse particular fica condicionada à indicação, pelo beneficiário, do local onde poderá ser encontrado, para fins de mobilização ou interrupção, respondendo omissão, falsidade ou mudança não comunicada de domicilio à Administração. Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família Art. 148 - Licença para tratamento de saúde de pessoa da família é o afastamento total do serviço que poderá ser concedido ao policial militar, mediante prévia comprovação do estado de saúde do familiar adoentado por meio de junta médica oficial. § 1º - A interrupção de licença para tratamento de saúde de pessoa da família para cumprimento de pena disciplinar que importe em restrição da liberdade individual, será regulada pelo Comando Geral. § 2º - A licença para tratamento de saúde de pessoa da família será sempre concedida com prejuízo da contagem de tempo de efetivo serviço e a remuneração durante seu gozo obedecerá aos termos do parágrafo 6º deste artigo. § 3º - Pessoas da família para efeito da concessão de que trata o caput deste artigo são: a) o cônjuge ou companheiro(a); b) os pais, o padastro ou madrasta; c) os filhos, enteados, d) menor sob guarda ou tutela; e) os avós; f) os irmãos menores ou incapazes. § 4º - A licença somente será deferida se a assistência direta do policial militar for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado através de sindicância social. § 5º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença, constituindo a constatação de burla motivo para a sua cassação e apuração de responsabilidade administrativa. § 6º - A remuneração da licença para tratamento de saúde de pessoa da família será concedida: a) com remuneração integral - até três meses; b) com 2/3 (dois terços) da remuneração - quando exceder a três e não ultrapassar seis meses; 126 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu c) com 1/3 (um terço) da remuneração - quando exceder a seis e não ultrapassar doze meses. § 7º - O policial militar não poderá permanecer de licença para tratamento de saúde de pessoa de família, por mais de vinte e quatro meses, consecutivos ou interpolados. Licença para Tratamento da Própria Saúde Art. 149 - Licença para tratamento da própria saúde é o afastamento total do serviço, concedido ao policial militar até o período máximo de dois anos, a pedido ou compulsoriamente, de oficio, com base em perícia realizada por junta médica oficial, sem prejuízo do cômputo do tempo de serviço e da remuneração a que fizer jus: § 1º - Para licença até quinze dias, a inspeção poderá ser feita por médico de setor de assistência médica da Polícia Militar, Médico Oficial ou credenciado sob as seguintes condições: a) sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do policial militar ou no estabelecimento hospitalar onde ele se encontrar internado; b) inexistindo médico da Instituição ou vinculado a sistema oficial de saúde no local onde se encontrar o policial militar, será aceito atestado fornecido por médico particular, com validade condicionada a homologação pelo setor de assistência de saúde da Instituição.Nota: LICENÇA MÉDICA O atestado médico de profissional particular, depende de homologação na corporação. O que pode implicar em investigação caso haja suspeita de fraude. ▪ Ex: Carnaval, Páscoa, São João, Natal, Ano Novo e outro feriados, são épocas em que aumentam muito os atestados médicos. Isso pode levantar suspeitas e gerar uma rigorosa investigação. Além do que, quem apresenta atestado médico forjado, está colocando em risco a vida do colega escalado no mesmo serviço, visto que deixará o efetivo desfalcado. Essa atitude além de ilegal, enfraquece a força reativa da tropa e coloca em risco a vida dos colegas. § 2º - Durante os primeiros doze meses, o policial militar será considerado temporariamente incapacitado para o serviço; decorrido esse prazo, será agregado na forma do inciso I do art. 23 desta Lei. Definitivamente Incapaz para o Serviço § 3º - Decorrido um ano de agregação, na forma do parágrafo anterior, o policial militar será submetido a nova inspeção médica e, se for considerado física ou mentalmente inapto para o exercício das funções do seu cargo, será julgado definitivamente incapaz para o serviço e reformado na forma do inciso II, do art. 177, desta Lei. Nota: DECRETO-LEI 667/1969. (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - a remuneração na inatividade, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que o militar possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada, a pedido, pode ser: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) (...) 127 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu b) proporcional, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se transferido para a inatividade sem atingir o referido tempo mínimo; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) II - a remuneração do militar reformado por invalidez decorrente do exercício da função ou em razão dela é integral, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 4º - Se for considerado apto, na inspeção médica a que se refere o parágrafo anterior, para o exercício de funções burocráticas, o policial militar deverá ser a elas adaptado. § 5º - Contar-se-á como de prorrogação o período compreendido entre o dia do término da licença e o do conhecimento, pelo interessado, do resultado de nova avaliação a que for submetido se julgado apto para reassumir o exercício de suas funções; § 6º - Verificada a cura clínica, o policial militar voltará à atividade, ainda quando, a juízo de médico oficial deva continuar o tratamento, desde que as funções sejam compatíveis com suas condições orgânicas. § 7º - Para efeito da concessão de licença de ofício, o policial militar é obrigado a submeter-se à inspeção médica determinada pela autoridade competente para licenciar. No caso de recusa injustificada, sujeitar-se-á às medidas disciplinares previstas nesta Lei. § 8º - O policial militar poderá desistir da licença a pedido desde que, a juízo de inspeção médica, seja julgado apto para o exercício. § 9º - A licença para tratamento de saúde será concedida sem prejuízo da remuneração, sendo vedado ao policial militar o exercício de qualquer atividade remunerada, sob pena de cassação da licença, sem prejuízo da apuração da sua responsabilidade funcional. § 10 - A modalidade de licença compulsória para tratamento de saúde será aplicada quando restar verificado que o policial militar é portador de uma das moléstias graves enumeradas nos diversos incisos deste parágrafo cujo estado, a juízo clínico, se tornou incompatível com o exercício das funções do cargo ou arriscado para as pessoas que o cercam: a) tuberculose ativa; b) hanseníase; c) alienação mental; d) neoplasia maligna; e) cegueira posterior ao ingresso no serviço público; f) paralisia irreversível e incapacitante; g) cardiopatia grave; h) doença de Parkinson; i) espondiloartrose anquilosante; j) nefropatia grave; k) estado avançado da doença de Paget (osteite deformante); l) síndrome da deficiência imunológica adquirida (AIDS); m) esclerose múltipla; n) contaminação por radiação; 128 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu o) outras que a Lei indicar, com base na medicina especializada. Licença por Motivo de Acidente Art. 150 - Licença por motivo de acidente é o afastamento com remuneração integral e sem prejuízo do cômputo do tempo de serviço a que faz jus o policial militar acidentado em serviço ou em decorrência deste que for vitimado em ocorrência policial militar de que participou ou em que foi envolvido, estando ou não escalado, oficialmente, de serviço. Acidente em Serviço § 1º - Equipara-se a acidente em serviço, para efeitos desta Lei: a) o fato ligado ao serviço, dele decorrente ou em cuja etiologia, de qualquer modo se identifique relação com o cargo, a função ou a missão do serviço policial militar, que, mesmo não tendo sido a causa exclusiva do acidente, haja contribuído diretamente para a provocação de lesão corporal, redução ou perda da sua capacidade para o serviço ou produzido quadro clínico que exija repouso e atenção médica na sua recuperação; b) o dano sofrido pelo policial militar no local e no horário do serviço, dele decorrente ou em cuja etiologia, de qualquer modo, exista relação de causa e efeito com o serviço, em conseqüência de: 1. ato de agressão ou sabotagem praticado por terceiro; 2. ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o serviço e não constitua falta disciplinar do policial militar beneficiário; 3. ato de imprudência, negligência ou imperícia de terceiro; 4. desabamentos, inundações, incêndios e outros sinistros; 5. casos fortuitos ou decorrentes de força maior. c) a doença proveniente de contaminação acidental do policial militar no exercício de sua atividade por substância tóxica e/ou ionizante ou radioativa; d) o dano sofrido em deslocamento ou viagem para o serviço ou a serviço da polícia militar, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do policial militar. § 2º - Não é considerada agravação ou complicação de acidente em serviço a lesão superveniente absolutamente independente, resultante de acidente de outra origem que se associe ou se superponha as conseqüências do anterior. Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art. 151 - Licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro (a) é o afastamento do serviço, com prejuízo da remuneração e do cômputo do tempo de serviço, de possível concessão ao policial militar que necessitar acompanhar companheiro ou cônjuge, policial militar público estadual, que for deslocado para outro ponto do Estado, do País ou do exterior, para realização de curso, treinamento ou missão ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. Parágrafo único - Ocorrendo o deslocamento no território estadual o policial militar poderá ser lotado provisoriamente em Unidade Administrativa ou Operacional, desde que para exercício de atividade compatível com posto ou graduação. Licença para Militar Estadual Atleta 129 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 152 - Licença para o policial militar atleta participar de competição oficial é o afastamento do serviço concedível ao praticante de desporto amador oficialmente reconhecido, durante o período da competição oficial. Parágrafo único - A licença para participação de competição desportiva será concedida sem prejuízo da remuneração e do cômputo do tempo de serviço. Licença Gestante. 6 Meses. Lei do Deputado Cap Tadeu Art. 153 - Licença à gestante é o afastamento total do serviço, sem prejuízo da remuneração e do cômputo do tempo de serviço, concedido à policialmilitar no período de 120 dias consecutivos depois do parto. § 1º - Para os fins previstos neste artigo, o início do afastamento da policial militar será determinado por atestado médico emitido por órgão oficial, observado o seguinte: a) a licença poderá, a depender das condições clínicas, ter início no nono mês de gestação, ou antes, por prescrição médica; b) no caso de nascimento prematuro, a licença terá início na data do parto; c) no caso de natimorto, a licença terá início na data do parto; Licença Gestante de 6 Meses – Lei do Deputado Capitão Tadeu - Lei 7.990/2001 § 2º - Em casos excepcionais, os períodos de repouso antes e depois do parto poderão ser aumentados de mais duas semanas cada um, mediante justificativa constante de atestado médico, observado o seguinte: a) no caso de natimorto, a policial militar será submetida, trinta dias após o evento, a exame médico para verificação de suas condições para reassunção das funções; Aborto não Criminoso b) em se tratando de aborto não criminoso, devidamente atestado por médico oficial, a policial militar terá direito a trinta dias de repouso; c) em caso de parto antecipado, a mulher conservará o direito a 120 dias consecutivos previstos neste artigo. Nota 1: Licença Gestante de 6 Meses – Lei do Deputado Capitão Tadeu Lei 7.990/2001 Art. 107 (...) § 3º - A policial militar gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e lactação, das operações, condições e locais previstos neste artigo, para exercer suas atividades em locais compatíveis com o seu bem-estar, sendo-lhe assegurada a licença-maternidade de 180 (cento e oitenta) dias. Nota 2: este § 3º foi aprovado, através de uma Emenda do Deputado Capitão Tadeu ao Projeto de Lei n° 18.627/2010, que virou a Lei no 11.920, de 29 de junho de 2010, para garantir às PM/ BM dois meses a mais de licença maternidade, passando de 4 para 6 meses. Licença Paternidade Art. 154 - Licença à paternidade é o afastamento total do serviço pelo prazo de cinco dias consecutivos, e imediatos ao nascimento do filho ou acolhimento do adotado, destinado ao apoio 130 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu do policial militar à sua família por ocasião do nascimento ou adoção de filho, sem prejuízo da remuneração e do cômputo do tempo de serviço. Nota: os Direitos, Vantagens e Garantias dos militares estaduais são garantidos por legislação específica dos Estados. (CF, Art 142, 3°, X). No caso, o ESTATUTO BM/PM. Assim, a Lei Federal que estendeu a licença paternidade para 20 dias, não se aplica aos militares estaduais. No caso da Licença Paternidade já está legislado no Estatuto PM/BM: são "5 dias consecutivos”! Detalhe: só o governador pode apresentar PL para aumentar de 5 para 20 dias essa licença. Os Deputados Estaduais podem sugerir ao Governador através de INDICAÇÃO. A lei diz, ainda,"(...) e imediatos ao nascimento do filho ou acolhimento do adotado,(...). Em razão dessa disposição legal, é bom requerer com antecedência, para evitar que interpretem que não pode gozar essa licença, se não pedir de " imediato ao nascimento ou adoção ". Quem requerer dias após o nascimento, ou adoção, corre esse risco de ter negada a licença. É só um risco! Licença Adoção § 1º - Ao policial militar que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até um ano de idade serão concedidos cento e vinte dias de licença, para ajustamento da criança, a contar do dia em que este chegar ao novo lar. § 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, em se tratando de criança com mais de um ano de idade, o prazo será de sessenta dias. Nota 1: • LICENÇA PATERNIDADE: 5 Dias. • LICENÇA ADOÇÃO CRIANCA ATÉ 1 ANO: 120 Dias. • LICENÇA ADOÇÃO CRIANÇA MAIS DE 1 ANO: 60 Dias. • LICENÇA MATERNIDADE: 180 Dias. (Art. 107, 3°, EPM. Eram 120 dias a Licença Maternidade. Foi aprovada Emenda do Deputado Cap Tadeu que elevou para 180 dias a Licença Maternidade das militares estaduais ). • Entendo que para as militares estaduais que adotarem, se aplica as mesmas regras da Licença Maternidade. As razões sociais e familiares da Adoção são as mesmas da Maternidade. Porém, é a minha interpretação. Tem quem interprete que a Adoção tem regra própria e abrange homens e mulheres igualmente. Nota 2: existe uma incoerência para os PMs e BMs (masculino): licença Paternidade 5 Dias. Licença Adoção, criança com menos de 1 ano, 120 dias. Criança com mais de 1 ano, 60 dias. Os fundamentos sociais e familiares para a Licença Paternidade Natural e para a Licença por Adoção são os mesmos. Porque essa diferença? Claro que precisa aumentar a Licença Paternidade! É uma Cultura Machista, também: 180 dias para as mulheres e 5 dias para os homens. É como se só as mulheres devessem ficar em casa para cuidar do bebê e os homens, não. Hoje, os homens devem compartilhar os cuidados com o bebê, junto com a mãe. Daí não justificar mais só os 5 dias de Licença Paternidade para os homens. 131 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu CAPÍTULO II - DAS PRERROGATIVAS SEÇÃO I - CONSTITUIÇÃO E ENUMERAÇÃO Prerrogativas Art. 155 - As prerrogativas do policial militar são constituídas pelas honras, dignidades e distinções devidas aos graus hierárquicos e aos cargos. Parágrafo único - São prerrogativas do policial militar: a) uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas da Polícia Militar do Estado, correspondentes ao posto ou à graduação; b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam assegurados em Leis e regulamentos; c) cumprimento das penas disciplinares de prisão ou detenção somente em organização policial militar cujo Comandante, Coordenador, Chefe ou Diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso ou detido; d) julgamento em foro especial, nos crimes militares; Porte de Arma. Prerrogativa e) o porte de arma, na conformidade da legislação federal pertinente. Prisão de Militar Estadual. Prerrogativa Art. 156 - Somente em caso de flagrante delito ou em cumprimento de mandado judicial, o policial militar poderá ser preso por autoridade policial civil, ficando esta obrigada a entregá-lo imediatamente à autoridade policial militar mais próxima, só podendo retê-lo em dependência policial civil durante o tempo necessário à lavratura do flagrante. § 1º - Cabe ao Comandante Geral da Polícia Militar a iniciativa de responsabilizar a autoridade policial que não cumprir o disposto neste artigo e que maltratar ou consentir que seja maltratado preso policial militar, ou não lhe der o tratamento devido. § 2º - O Comandante Geral da Polícia Militar providenciará junto às autoridades competentes os meios de segurança do policial militar submetido a processo criminal na Justiça comum ou militar, em razão de ato praticado em serviço. Dispensa do Serviço do Juri Art. 157 - O policial militar da ativa no exercício de funções policiais militares é dispensado do serviço do júri na Justiça Comum e do serviço na Justiça Eleitoral, na forma da legislação competente. Porte de Arma Art. 158 - O porte de arma é inerente ao policial militar, sendo impostas restrições ao seu uso apenas aos que revelarem conduta contra-indicada ou inaptidão psicológica para essa prerrogativa. § 1º - Os policiais militares somente poderão portar arma de fogo, desde que legalmente registrada no seu nome ou pertencente à Instituição, nos limites do Território Federal , na forma da legislação específica. § 2º - As aquisições e transferências de arma de fogo deverão ser obrigatoriamente comunicadas ao órgão próprio da Instituição, para registro junto ao órgão competente. 132 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 3º - Somente em relação aos policiais militares de bom comportamento presume-se a aptidão para adquirir armas, nas condições e prazos fixados pela legislação federal. Porte de Arma. Cédula de Identidade. Lei do Deputado Cap Tadeu § 4º - A cédula de Identidade Funcional da Polícia Militar é, para todos os efeitos legais, documento comprobatório do porte de arma. Nota: § 4º acrescidopelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010, de autoria do Dep Cap Tadeu. § 5º - Havendo contra-indicação para o porte de arma, em conformidade com o caput deste artigo, o comando da corporação adotará medidas para substituir a cédula de identidade funcional por outra em que conste a restrição. Nota: § 5º acrescido pelo art. 4º da Lei nº 11.920, de 29 de junho de 2010. SUBSEÇÃO ÚNICA - DO USO DOS UNIFORMES Uso dos Uniformes Art. 159 - Os uniformes da Polícia Militar, com seus distintivos, insígnias, emblemas, são privativos dos policiais militares e simbolizam as prerrogativas que lhes são inerentes. Art. 160 - O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os modelos, descrição, composição, peças acessórias e outras disposições são estabelecidos na regulamentação peculiar. Parágrafo único - É proibido ao policial militar o uso de uniformes: a) em manifestação de caráter político-partidária, desde que não esteja de serviço; b) em evento não policial militar no exterior, salvo quando expressamente determinado ou autorizado; c) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades policiais militares e a cerimônias cívicas comemorativas de datas nacionais ou a atos sociais solenes de caráter particular, desde que autorizado pelo Diretor de Administração. Art. 161 - É vedado a pessoas ou organizações civis de qualquer natureza usar uniformes, mesmo que semelhantes, ou ostentar distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Polícia Militar. Parágrafo único - São responsáveis civil, penal e administrativamente pela infração das disposições deste artigo, além dos comitentes, os proprietários, gerentes, diretores ou chefes de repartições das referidas organizações. TÍTULO VI - DO SERVIÇO POLICIAL MILITAR CAPÍTULO I - DO SERVIÇO E DA CARREIRA POLICIAL MILITAR Serviço PM/BM Art. 162 - O serviço policial militar consiste no desempenho das funções inerentes ao cargo policial militar e no exercício das atividades inerentes à missão institucional da Polícia Militar, 133 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu compreendendo todos os encargos previstos na legislação peculiar e específica relacionados com a preservação da ordem pública no Estado. Jornada de Trabalho. Lei com Participação do Cap Tadeu § 1º - O regime de trabalho dos militares estaduais é de 40 (quarenta) horas semanais, sendo vedada a sua redução. (Alterado pela Lei 14.394, de 15/12/202) Nota 1: a carga horária, desde a Lei 7.145, de 19/8/1997, Lei da GAP, para as GAP's III, IV e V, sempre foi de 40 Hs semanais. A única alteração neste novo dispositivo, é que agora não pode mais reduzir de 40 para 30 hs semanais. Anteriormente, era possível reduzir a carga horária de 40 para 30hs semanais, desde que se reduzisse, também, da GAP V, IV ou III para a GAP II. Agora não pode mais reduzir. Nota 2: redação original, revogada § 1º - A jornada de trabalho do policial militar será de 30 (trinta) horas semanais ou de 40 (quarenta) horas semanais, de acordo com a necessidade do serviço. Nota 3: Lei 14.394, de 15/12/2021. "Art. 4º - O militar estadual que tenha ingressado na Polícia Militar da Bahia ou no Corpo de Bombeiros Militar da Bahia até a data da entrada em vigor desta Lei e que esteja submetido ao regime de trabalho de 30 (trinta) horas semanais poderá ter a sua carga horária ampliada para acesso ao regime de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais, desde que atendida a necessidade do serviço e observada a existência de disponibilidade orçamentária e financeira." Em outras palavras: aquele militar estadual que em 16 de Dezembro de 2021 estava submetido à carga horária de 30hs semanais, poderá, a critério da necessidade do serviço e observada a existência de disponibilidade orçamentária e financeira, ter a carga horária ampliada para 40 Hs semanais. Diz, ainda, o Parágrafo único do Art. 4° acima: - "A alteração do regime de trabalho de que trata o caput deste artigo será realizada em caráter definitivo, sendo vedada a sua redução para o regime anterior". § 2º - São equivalentes as expressões na ativa, da ativa, em serviço ativo, em serviço na ativa, em serviço, em atividade, em efetivo serviço, atividade policial militar ou em atividade de natureza policial militar, quando referentes aos policiais militares no desempenho de encargo, incumbência, missão ou tarefa, serviço ou atividade policial militar, nas organizações policiais militares, bem como em outros órgãos do Estado, desde que previstos em Lei ou Regulamento. Nota 1: registro que a APPM teve, também, uma participação intensa nessa luta referida acima. Carreira PM BM Nota: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: SÚMULA VINCULANTE 43 É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. Art. 163 - A carreira policial militar é caracterizada pela atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades da Instituição denominada atividade policial militar e pela possibilidade de ascensão hierárquica, na conformidade do merecimento e antigüidade do policial militar. 134 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - A carreira policial militar inicia-se com o ingresso e obedece à seqüência de graus hierárquicos, sendo privativa do pessoal da ativa. Carreira do Oficial PM/BM Art. 164 - O ingresso na carreira de oficial PM é feito no posto de Tenente PM, satisfeitas as exigências legais, mediante curso de formação realizado na própria Instituição. Nota: vide nota ao Art 165 a seguir. § - A posição hierárquica do oficial PM no posto inicial resulta da sua classificação no curso de formação. Nota: a média final no Curso de Formação de Oficial irá determinar a antiguidade no posto de 1° Ten PM/BM, aí envolvendo todos os Quadros de Oficial. As notas nos Cursos de Aperfeiçoamento de Oficial e Superior de Polícia não alteram a antiguidade existente antes dos Cursos. Sobre Precedência e Antiguidade, vide Art 11 do EPM. § 2º - A ascensão aos demais postos dependerá de aprovação em curso programado para habilitar o Oficial à assunção das responsabilidades do novo grau, cujo acesso dar-se-á mediante teste seletivo de provas ou de provas e títulos, respeitada a antigüidade. § 3º - A reprovação em dois cursos, consecutivos ou não, implicará em presunção de inaptidão para a continuidade na carreira policial militar, sujeitando o Oficial PM à apuração da sua aptidão para permanência na carreira, assegurados o contraditório e ampla defesa. § 4º - O ingresso na carreira de Oficial PM no Quadro Auxiliar de Segurança é privativo de policial militar, dar-se-á, mediante curso de formação realizado na própria Instituição, na forma estabelecida neste artigo. § 5º - O processo de seleção para o ingresso na carreira de Oficial observará o disposto em regulamento. Carreira do Praça PM/BM Art. 165 - O ingresso na carreira de Praça da Polícia Militar ocorrerá na graduação de soldado PM 1ª classe, mediante curso de formação realizado na própria Instituição, observadas as exigências previstas nesta Lei e no respectivo edital convocatório do concurso. Nota: Carreira de Oficial PM/BM e Carreira de Praça PM/BM Por lei, as carreiras de Oficial e de Praça são distintas. Sobre a possibilidade de mudança de carreira, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, editou a seguinte Súmula vinculante n°43: "É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. "STF. Plenário. Aprovada em 08/04/2015 . § 1º - O acesso à graduação de 1º Sargento, privativo de militar estadual de carreira, se dará mediante Curso de Formação de Sargentos e Curso Especial de Formação de Sargentos. (Alterado pela Lei 14.394, de 15/12/2021)§ 2º - O Curso de Formação de Sargentos é destinado aos ocupantes das graduações de Cabo e de Soldado 1ª Classe, independentemente do tempo de serviço e interstício, e seu acesso se dará através de processo seletivo interno, realizado conforme conveniência e oportunidade da 135 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Administração Pública, para promoção à graduação de 1º Sargento, prevalecendo, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso. (Alterado pela Lei 14.394, de 15/12/2021) § 3º - O processo seletivo interno de que trata o § 2º deste artigo observará o disposto em regulamento. (Alterado pela Lei 14.394, de 15/12/2021) Nota: DECRETO Nº 21.477 DE 29 DE JUNHO DE 2022 Regulamenta o Processo Seletivo Interno para acesso ao Curso de Formação de Sargentos, previsto no § 2º do art. 165 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, na forma que indica. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso V do art. 105 da Constituição Estadual, D E C R E T A Art. 1º - Este Decreto regulamenta o Processo Seletivo Interno para acesso ao Curso de Formação de Sargentos, requisito para promoção à graduação de 1º Sargento, destinado aos ocupantes das graduações de Cabo e de Soldado 1ª Classe, na forma prevista no art. 165 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001. Art. 2º - A Polícia Militar da Bahia e o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia realizarão, no âmbito de suas competências, o Processo Seletivo Interno e o Curso de Formação de Sargentos, destinados exclusivamente aos ocupantes das graduações de Cabo e Soldado 1ªClasse de seus respectivos Quadros. Art. 3º - Serão considerados para efeitos de inscrição no Processo Seletivo Interno para acesso ao Curso de Formação de Sargento a condição de Cabo e de Soldado 1ª Classe. Art. 4º - São documentos necessários à validação do ato de inscrição e consequente deferimento: I - Formulário de Inscrição; II - original e cópia da carteira de identidade funcional; III - cópia do Boletim Geral Ostensivo - BGO constando a Portaria de promoção; II - original e cópia da carteira de identidade funcional; III - cópia do Boletim Geral Ostensivo - BGO constando a Portaria de promoção à graduação de Soldado 1ª Classe ou de Cabo; IV - original e cópia de certificado de conclusão do ensino médio emitido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação - MEC ou diploma emitido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC que o substitua para fins de comprovação de grau de escolaridade. Parágrafo único - É vedado ao militar estadual a inscrição no processo seletivo sem o preenchimento dos requisitos necessários. Art. 5º - Será assegurado o direito à inscrição aos policiais militares e bombeiros militares revertidos ao serviço ativo da Corporação, até a data da publicação do Edital, com base no caput e § 1º do art. 183 e no art. 212, ambos da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001, desde que preencham os demais requisitos legais e editalícios. 136 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 6º - Ficará sujeito às normas disciplinares vigentes o candidato que, deliberadamente, deixar de informar ou informar erroneamente dados necessários à aferição dos requisitos do Processo Seletivo Interno, sem prejuízo do indeferimento de sua inscrição. Art. 7º - O Processo Seletivo Interno será composto das seguintes etapas: I - Prova de Conhecimentos - PC; II - Avaliação Médica - AV; III - Teste de Aptidão Física - TAF. § 1º - A PC consistirá na aplicação de prova, composta por questões de múltipla escolha e questão discursiva, de caráter eliminatório e classificatório. § 2º - A AV e o TAF obedecerão às normas vigentes nas respectivas Corporações e terão caráter eliminatório. Art. 8º - Na PC, os candidatos serão classificados de acordo com os valores decrescentes da soma da pontuação final na prova objetiva com a pontuação final na prova discursiva. Parágrafo único - Em caso de igualdade de pontuação na PC, serão adotados como critérios de desempate, sucessivamente: I - a maior pontuação obtida em disciplinas específicas ou na questão discursiva, na forma prevista no Edital de Seleção; II - o maior grau hierárquico do candidato; III - a maior antiguidade na respectiva graduação. Art. 9º - Serão matriculados no Curso de Formação de Sargentos os candidatos aprovados nas 03 (três) etapas do Processo Seletivo Interno e classificados dentro do número de vagas, atendidas ainda as seguintes exigências: I - ser Cabo ou Soldado 1ªClasse; II - possuir certificado de conclusão do ensino médio emitido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC ou possuir diploma emitido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC que o substitua para fins de comprovação de grau de escolaridade; III - não estar dispensado pela Junta Militar Estadual de Saúde - JMES por mais de 30 (trinta) dias; IV - estar no efetivo exercício das suas funções; V - não se encontrar afastado pela JMES das atividades profissionais, total ou parcialmente, no ato da matrícula; VI - estar classificado, no mínimo, no bom comportamento; VII - não estar licenciado para tratar de assuntos particulares; VIII - não ter sido julgado incapaz temporariamente ou definitivamente por motivo de saúde; IX - não estar na condição de desertor; X - não estar com sua liberdade cerceada por prisão provisória ou por sentença transitada em julgado, bem como afastado do exercício das suas funções por estar respondendo à Processo Administrativo Disciplinar - PAD; XI - não estar agregado para fins de reserva ou reforma. Art. 10 - O cadastro reserva será aproveitado atendendo aos interesses da conveniência e oportunidade da Administração Pública, na forma definida no Edital do Processo Seletivo Interno. 137 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 11 - Os demais atos para efetivação do Processo Seletivo Interno constarão em edital ou em portaria do Comandante Geral. Art. 12 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 29 de junho de 2022. RUI COSTA Governador Carlos Mello Secretário da Casa Civil em exercício Ricardo César Mandarino Barretto Secretário da Segurança Pública § 4º - O Curso Especial de Formação de Sargentos é privativo dos ocupantes da graduação de Cabo e seu acesso se dará pelo critério de antiguidade, atendidos os demais requisitos normativos, realizado conforme conveniência e oportunidade da Administração Pública, para promoção à graduação de 1º Sargento, prevalecendo, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso. (Alterado pela Lei 14.394, de 15/12/2021) Nota 1: o ingresso no Curso Especial de Sgt - CESgt será, como sempre foi, por antiguidade, dentre o Cbs. Nota 2: o ingresso no Curso de Formação de Sargento - CFSgt se dará por processo seletivo interno, dentre os Cbs e Sds. Nota 3: não se exigirá interstício e nem tempo de serviço mínimo para os Cbs e Sds. Nota 4: a antiguidade ao final do CFSgt e do CESgt, dentre os novos Sgts, será pela nota, média, obtida por todos ao término do curso. É o que deixa claro esta nova lei. Nota 5: não existe diferenciação legal na antiguidade entre os Cursos De Formação de Sargento e o Curso Especial de Sargento. Quem for ou foi promovido primeiro, é o mais antigo. Nota 6: Parágrafos revogados. Os parágrafos a seguir, foram aprovados com a participação do Deputado Cap Tadeu. Antigamente, civis podiam fazer concurso externo para ingresso no CFSgt. Hoje, os dois parágrafos abaixo, estão revogados. § 1º - O acesso à graduação de 1º Sargento, privativo de policial militar de carreira, dar-lhe mediante curso de formação realizado na própria Instituição e será precedido de avaliação de desempenho dos candidatos à matrícula no referido curso, sob responsabilidade de Comissão especialmente designada pelo Comandante Geral, com mandato de dois anos, permitida a recondução. § 2º - O processo de seleção de que tratao parágrafo anterior observará o disposto em regulamento. CAPÍTULO II - DO CARGO E FUNÇÃO POLICIAIS MILITARES SEÇÃO I - DO CARGO POLICIAL MILITAR Cargo PM/BM 138 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 166 - Cargo policial militar é o conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades cometidos a um policial militar em serviço ativo, com as características essenciais de criação por Lei, denominação própria, número certo e pagamento pelos cofres públicos, em caráter permanente ou temporário. § 1º - O cargo policial militar a que se refere este artigo é o que se encontra especificado no Quadro de Organização e legislação específica. § 2º - As obrigações inerentes ao cargo policial militar devem ser compatíveis com o correspondente grau hierárquico e definidas em legislação peculiar. Nomeação de Cargos de DAS 1 a DAI 4 § 3º - A competência para a nomeação dos ocupantes dos cargos de provimento temporário da estrutura da Polícia Militar, símbolo DAS-1 a DAI-4, é do Governador do Estado, competindo ao Comandante Geral prover os demais. Provimento de Cargo PM/BM Art. 167 - Os cargos policiais militares são providos com pessoal que satisfaça os requisitos de grau hierárquico e de qualificação exigidos para o seu desempenho. § 1º - O desempenho a que se refere o caput deste artigo será avaliado por uma Comissão Especial, cuja composição, competência, organização e atribuições serão regulamentadas. § 2º - O objetivo da avaliação de desempenho em razão do cargo é verificar a efetividade do cumprimento das metas do planejamento estratégico da Instituição, bem como da adequação do avaliado aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e aos parâmetros de eficiência e economicidade no trato com a coisa pública. § 3º - A constatação, pela Comissão, de rendimento insatisfatório no exercício do cargo ensejará, sem prejuízo das medidas administrativas cabíveis, o afastamento do seu titular, assegurados o contraditório e a ampla defesa. Vacância do Cargo Art. 168 - A vacância do cargo policial militar decorrerá de: I - exoneração; II - demissão; III - inatividade; IV - falecimento; V - extravio; VI - deserção. § 1º - Ocorrendo vaga, considerar-se-ão abertas, na mesma data, as vagas decorrentes de seu preenchimento. § 2º - A exoneração de policial militar ocupante de cargo de provimento temporário, dar-se-á a seu pedido ou por iniciativa da autoridade competente para a nomeação. § 3º - A demissão de policiais militares será aplicada exclusivamente como sanção disciplinar. § 4º - A data de abertura de vaga por extravio é a que for oficialmente considerada para os efeitos dessa ocorrência. 139 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 5º - A data de abertura de vaga por deserção é aquela assim considerada pela legislação penal militar. Sequência de Substituições Art. 169 - Dentro de uma mesma organização policial militar a seqüência de substituições bem como as normas, atribuições e responsabilidades a elas relativas, são as estabelecidas na legislação peculiar, respeitadas as qualificações exigidas para o cargo ou para o exercício da função. Art. 170 - O policial militar ocupante de cargo provido em caráter efetivo permanente ou temporário gozará dos direitos correspondentes ao cargo, conforme previsto em dispositivo legal. SEÇÃO II - DA FUNÇÃO POLICIAL MILITAR Função PM/BM Art. 171 - Função policial militar é o exercício das atribuições inerentes ao cargo policial militar. Art. 172 - As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza não são catalogadas como posições tituladas em Quadro de Organização ou dispositivo legal, são cumpridas como encargo, incumbência, serviço, comissão ou atividade policial militar ou de natureza policial militar. Parágrafo único - Aplica-se, no que couber, ao encargo, incumbência, serviço, comissão ou atividade policial militar ou de natureza policial militar, o disposto neste Capítulo para o cargo policial militar. CAPÍTULO III - DO DESLIGAMENTO DO SERVIÇO ATIVO Desligamento do Serviço Ativo Art. 173 - A exclusão do serviço ativo e o conseqüente desligamento da organização a que estiver vinculado o policial militar, decorrem dos seguintes motivos: I - transferência para a reserva remunerada; II - reforma; III - demissão; IV - perda do posto, da patente e da graduação; V - exoneração; VI - deserção; VII - falecimento; VIII - extravio. Desligamento Definitivo Do Militar Estadual Art. 174 - O policial militar da ativa, enquadrado em um dos incisos I, II e V do artigo anterior, ou tendo requerido exoneração a pedido, continuará no exercício de suas funções até ser desligado da organização policial militar em que serve. 140 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 1º - O desligamento do policial militar da organização em que serve deverá ser feito após a publicação em Diário Oficial, ou boletim de sua organização policial militar, do ato oficial correspondente e não poderá exceder a 45 (quarenta e cinco) dias da data desse ato. § 2º - Ultrapassado o prazo a que se refere o parágrafo anterior, o policial militar será considerado desligado da organização a que estiver vinculado, deixando de contar tempo de serviço, para fins de transferência para a inatividade. Nota 1: o prazo de 45 dias referido neste dispositivo, para efeito de desligamento do serviço ativo, conta após a publicação no Diário Oficial ou do BGO da OPM. Caso não desligue nesses 45 dias, o desligamento é automático. Nota 2: tem sido um abuso irreparável por parte do Estado, o tempo em que leva entre o pedido de Reserva Remunerada e a publicação no BGO da efetivação da RR. O Governo abusa ao obrigar, por meio de inaceitável burocracia, o militar estadual a continuar por longos meses a trabalhar além do que tem obrigação. Nota 3: este artigo estabelece o prazo de 45 dias para desligar o militar estadual do serviço ativo, após a publicação da RR em BGO. Entretanto, a lei não estabelece um prazo para desligamento a partir do pedido de RR. E é aí que ocorre o abuso, respaldado na burocracia. SEÇÃO II - DA PASSAGEM PARA A RESERVA REMUNERADA Nota 1: Incidência Percentual do SPSM - Sistema de Proteção Social do Militar. DECRETO-LEI 667/ 1969 (…) Art. 24-C. Incide contribuição sobre a totalidade da remuneração dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, ativos ou inativos, e de seus pensionistas, com alíquota igual à aplicável às Forças Armadas, cuja receita é destinada ao custeio das pensões militares e da inatividade dos militares. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 1º Compete ao ente federativo a cobertura de eventuais insuficiências financeiras decorrentes do pagamento das pensões militares e da remuneração da inatividade, que não tem natureza contributiva. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 2º Somente a partir de 1º de janeiro de 2025 os entes federativos poderão alterar, por lei ordinária, as alíquotas da contribuição de que trata este artigo, nos termos e limites definidos em lei federal. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 2: percentual do SPSM aplicável às Forças Armadas e às Polícias Militares e Bombeiros Militares, sobre remuneração bruta: ▪︎ 9.5% a partir de 1° de Janeiro de 2020. ▪︎ 10.5% a partir de 1° se Janeiro de 2021. Nota 3: legislação das Forças Armadas sobre alíquota do SPSM, aplicável, também, aos militares estaduais: Lei 13.954/2019: (...) Art. 4º A Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, passa a vigorar com as seguintes alterações: “CAPÍTULO I DOS CONTRIBUINTES, DAS CONTRIBUIÇÕES E DOS DESCONTOS” 141 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu “Art. 1º São contribuintes obrigatórios da pensão militar, mediante desconto mensal em folha de pagamento, os militares das Forças Armadas e os seus pensionistas. Parágrafo único. O desconto mensal da pensão militar de que trata o caput deste artigo será aplicado, a partir de 1º de janeiro de 2020, para: “Art. 3º-A. A contribuição para a pensão militar incidirásobre as parcelas que compõem os proventos na inatividade e sobre o valor integral da quota-parte percebida a título de pensão militar. § 1º ( ...) § 2º A alíquota referida no § 1º deste artigo será: I - de 9,5% (nove e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 2020; II - de 10,5% (dez e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 2021. Art. 175 - A passagem do policial militar à situação de inatividade, mediante transferência para a reserva remunerada, se efetua: I - a pedido; II - "ex officio”. Nota: DECRETO LEI 667/1969 (...) Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - a remuneração na inatividade, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que o militar possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada, a pedido, pode ser: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) a) integral, desde que cumprido o tempo mínimo de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, dos quais no mínimo 30 (trinta) anos de exercício de atividade de natureza militar; ou (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) b) proporcional, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se transferido para a inatividade sem atingir o referido tempo mínimo; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Suspensão da transferência da RR Parágrafo único - A transferência para a reserva remunerada pode ser suspensa na vigência do estado de sítio, estado de defesa ou em caso de mobilização, calamidade pública ou perturbação da ordem pública. Reserva Remunerada a Pedido.Tempo de Serviço - Pedágio Art. 176 - A transferência para a reserva remunerada, a pedido, será concedida mediante requerimento escrito, ao policial militar, nas seguintes hipóteses: I - com remuneração integral na inatividade, se contar 35 (trinta e cinco) anos de serviço, dos quais pelo menos 30 (trinta) anos de exercício de atividade militar; II - com remuneração proporcional na inatividade, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se não atingir o tempo mínimo previsto no inciso I do caput deste artigo. (Redação alterada pela Lei Estadual 14.186/1/2020) 142 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 1: redação anterior: Art. 176 - A transferência para a reserva remunerada, a pedido, será concedida mediante requerimento escrito, ao policial militar que contar, no mínimo, trinta anos de serviço. Nota 2: 35 Anos de Serviço. Decreto-Lei 667/1969. Art. 24-A. Observado o disposto nos arts. 24-F e 24-G deste Decreto-Lei, aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as seguintes normas gerais relativas à inatividade: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - a remuneração na inatividade, calculada com base na remuneração do posto ou da graduação que o militar possuir por ocasião da transferência para a inatividade remunerada, a pedido, pode ser: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) a) integral, desde que cumprido o tempo mínimo de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, dos quais no mínimo 30 (trinta) anos de exercício de atividade de natureza militar; ou (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) b) proporcional, com base em tantas quotas de remuneração do posto ou da graduação quantos forem os anos de serviço, se transferido para a inatividade sem atingir o referido tempo mínimo; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Como Calcular a Remuneração Proporcional: Soldo: Soldo atual ÷ 35 anos = Soldo Proporcionalizado. GAP: GAP atual ÷ 35 anos = GAP Proporcionalizada. CET: Veja o seu percentual de CET e calcule sobre o valor do Soldo Proporcionalizado. Adicional de Tempo de Serviço: Veja o seu tempo de serviço total, somando tempo duro, tempo averbado e licença não gozada e calcule sobre o Soldo proporcionalizado. Se tiver Gratificação de Inatividade: 5% ou 25% sobre o Soldo proporcionalizado, a depender do tempo de serviço. Dentro das regras da Gratificação de Inatividade. Observações: 1. O governo está calculando a remuneração proporcional considerando 35 anos de serviço. Não leva em consideração os 30 anos com 17% de Pedágio, que seria melhor e correto. 2. O Tempo Averbado e a Licença Prêmio não gozada, (em dobro), contam para efeito de cálculo. 3. Os Direitos são os mesmos da RR integral. Só altera a remuneração, que é proporcional. 4. Continua o Direito ao PLANSERV. Altera para menos o valor a pagar: o PLANSERV cobra por faixa salarial. Se reduzir a remuneração, reduz, também, o valor do PLANSERV, de acordo com a tabela. 5. Continua pagando o SPSM. 10,5% sobre o bruto proporcionalizado. 6. Continua pagando Imposto de renda, se não estiver isento. 7. Entra no cálculo da remuneração proporcional: Soldo, Gap, Cet, Tempo de Serviço e Gratificação de Inatividade, para quem possuir esse direito, e os ganhos da Justiça, se os possuir. 8. Não entra no cálculo da remuneração proporcional: Alimentação, Transporte, Fardamento, Horas Extras, Salário Noturno, Diárias. 143 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu 9. A RR proporcional tem os mesmos direitos e deveres da RR Integral. 10. Depois de publicada a RR Proporcional, não existe possibilidade de retorno para a ativa. 11. O RR proporcional pode exercer outras atividades profissionais na vida privada, sem nenhum problema. 12. Acúmulo da RR Proporcional com outros Cargos Públicos. Sobre novo concurso e acúmulo : a regra geral é que não pode acumular. Neste caso de não poder acumular, fica só com a remuneração do novo cargo e leva os anos de militar estadual para averbar no novo cargo público. Mas existem exceções Constitucionais que permitem acumular as remunerações. Vide nota ao Art. 13. Nota 3: Pedágio para Fechar o Tempo de Serviço. Decreto-Lei 667/1969 Art. 24-G. Os militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios que não houverem completado, até 31 de dezembro de 2019, o tempo mínimo exigido pela legislação do ente federativo para fins de inatividade com remuneração integral do correspondente posto ou graduação devem: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) I - se o tempo mínimo atualmente exigido pela legislação for de 30 (trinta) anos ou menos, cumprir o tempo de serviço faltante para atingir o exigido na legislação do ente federativo, acrescido de 17% (dezessete por cento); e (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) II - se o tempo mínimo atualmente exigido pela legislação for de 35 (trinta e cinco) anos, cumprir o tempo de serviço exigido na legislação do ente federativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Parágrafo único. Além do disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, o militar deve contar no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de exercício de atividade de natureza militar, acrescidos de 4 (quatro) meses a cada ano faltante para atingir o tempo mínimo exigido pela legislação do ente federativo, a partir de 1º de janeiro de 2022, limitado a 5 (cinco) anos de acréscimo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 4: esses Pedágios, em função da prorrogação do Direito Adquirido até 31/12/2021, só contarão sobre o tempo faltante para fechar 30 anos, a partir de 1°/1/2022. Indenização por Despesas de Curso/Estágio Realizado Fora do Estado § 1º - No caso de o policial militar haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a seis meses, por conta do Estado, em outra Unidade da Federação ou no exterior, sem que hajam decorridos três anos de seu término, deverá informar no seu pedido tal fato, para que seja calculada a indenização de todas as despesas correspondentes à realização do referido curso ou estágio. Nota: 1. O curso ou estágio deve ter sido realizado fora do Estado da Bahia, em outro Estado da Federação ou no exterior. Dentro da Bahia não existe necessidade de indenização. 2. O16 de Novembro de 2022) 17 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - o lema oficial previsto no caput deste artigo poderá ser utilizado de forma concomitante com outros símbolos ou marcas da Corporação, por meio de impressos oficiais, nas viaturas e equipamentos, na divulgação pela impressa e demais meios de comunicação, em recursos audiovisuais, nas sedes dos aquartelamentos e nos uniformes. (Acrescido pela Lei 14.486, de 16 de Novembro de 2022) Categoria Especial de Servidores Públicos Art. 2º - Os integrantes da Polícia Militar do Estado da Bahia constituem a categoria especial de servidores públicos militares estaduais denominados policiais militares, cuja carreira é integrada por cargos técnicos estruturados hierarquicamente. Hierarquia e Disciplina Art. 3º - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. Hierarquia § 1º - A hierarquia policial militar é a organização em carreira da autoridade em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, consubstanciada no espírito de acatamento à seqüência de autoridade. Disciplina § 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo. § 3º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser observados e mantidos em todas as circunstâncias da vida, entre os policiais militares. Situação Jurídica Art. 4º - A situação jurídica dos policiais militares é definida pelos dispositivos constitucionais que lhe forem aplicáveis, por este Estatuto e por legislação específica e peculiar que lhes outorguem direitos e prerrogativas e lhes imponham deveres e obrigações. CAPÍTULO II - DO INGRESSO NA POLÍCIA MILITAR SEÇÃO I - DOS REQUISITOS E CONDIÇÕES PARA O INGRESSO Ingresso na Polícia Militar e Corpo de Bombeiro Militar Art. 5º - São requisitos e condições para o ingresso na Polícia Militar: I - ser brasileiro nato ou naturalizado; II - ter o mínimo de dezoito e o máximo de trinta anos de idade; Nota 1: esses requisitos e condições para ingresso na PM/BM devem ser exigíveis no ingresso, que é no ato de matrícula ao curso de formação. Nota 2: para a PROCURADORIA GERAL DO ESTADO - PGR, a idade limite para ingresso na PM/ BM é de 30 anos, 11 meses e 29 dias. 1 dia antes de completar 31 anos de idade. O caput deste artigo estabelece condições para ingresso na PM. O praça ingressa na PM/BM até os 30 anos, por isso não deve ter limitação de idade para ingresso no CFO, pois ele não estará ingressando na PM/BM, mas sim no CFO. 18 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Com este argumento, o Deputado Estadual Capitão Tadeu apresentou proposta ao Cmd° da PM para liberar a idade para o praça ingressar no CFO, o que foi acatado à época. Em seguida, anos depois, a PGE deu Parecer contrário, dificultando o acesso do praça com mais de 30 anos ao oficialato via CFO. III - estar em dia com o Serviço Militar Obrigatório; IV - ser eleitor e achar-se em gozo dos seus direitos políticos; V - possuir idoneidade moral, comprovada por meio de folha corrida policial militar e judicial, na forma prevista em edital; VI - aptidão física e mental, comprovada mediante exames médicos, testes físicos e exames psicológicos, na forma prevista em edital; Nota: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: SÚMULA VINCULANTE 44 Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. VII - possuir estatura mínima de 1,60 m para candidatos do sexo masculino e 1,55m para as candidatas do sexo feminino; VIII - possuir a escolaridade ou formação profissional exigida ao acompanhamento do curso de formação a que se candidata, na forma prevista em edital. IX - possuir Carteira Nacional de Habilitação válida, categoria B. Nota: Inciso IX acrescido pelo art. 6º da Lei nº 11.356, de 06 de janeiro de 2009. Ingresso por Concurso Público Art. 6º - O ingresso na Polícia Militar é assegurado aos aprovados em concurso público de provas ou de provas e títulos, mediante matrícula em curso profissionalizante, observadas as condições prescritas nesta Lei, nos Regulamentos e nos respectivos editais de concurso da Instituição. Nota 1: Militar Estadual Temporário DECRETO LEI 667/1969 Art. 24-I. Lei específica do ente federativo pode estabelecer: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) (...) II - requisitos para o ingresso de militares temporários, mediante processo seletivo, cujo prazo máximo de permanência no serviço ativo será de 8 (oito) anos, observado percentual máximo de 50% (cinquenta por cento) do efetivo do respectivo posto ou graduação. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 1º O militar temporário de que trata o inciso II do caput deste artigo contribuirá de acordo com o disposto no art. 24-C deste Decreto-Lei e fará jus aos benefícios de inatividade por invalidez e pensão militar durante a permanência no serviço ativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) § 2º Cessada a vinculação do militar temporário à respectiva corporação, o tempo de serviço militar será objeto de contagem recíproca para fins de aposentadoria no Regime Geral de Previdência Social ou em regime próprio de previdência social, sendo devida a compensação financeira entre os regimes. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 2: Decisão do STF sobre Contratação de Militar Estadual Temporário. OBS: "Segundo a relatora, ministra Cármen Lúcia, as normas federais sobre a matéria não preveem a possibilidade de contratação temporária de PMs." Essa foi a fundamentação da Min 19 javascript:%20openDoc( EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Carmem Lúcia para declarar inconstitucional a Lei Estadual do Rio Grande do Sul que permite a contratação temporária de militar estadual. A questão: em Dezembro de 2019, A Lei Federal 13.954 acrescentou o Art. 24-I, II, 1° e 2°, ao Decreto-lei 667/1969, criando a possibilidade de militar estadual temporário . Vide a decisão do STF: Publicado no site do STF: 24/08/2020 15h55 - "Lei do RS que criou figura de policial militar temporário é inconstitucional Segundo a relatora, ministra Cármen Lúcia, as normas federais sobre a matéria não preveem a possibilidade de contratação temporária de PMs. Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade da Lei estadual 11.991/2003 do Rio Grande do Sul, que criou a figura do policial militar temporário. A decisão se deu na sessão virtual encerrada em 17/8, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3222, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A norma previa que o soldado PM temporário seria contratado por processo seletivo simplificado e se submeteria ao Regime Geral de Previdência Social, remuneração de um salário mínimo regional durante o curso de formação e, posteriormente, de 75% a 80% do vencimento bruto inicial do soldado de carreira. Na ação, a PGR argumentava que a figura do policial militar temporário não está prevista na legislação nacional, e que a atividade a ser prestada é privativa do policial militar de carreira. De acordo com a relatora, ministra Cármen Lúcia, a lei estadual viola a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares (artigo 22, inciso XXI, da Constituição Federal). Ela apontou ainda que as normas gerais federais sobre a matéria (Decreto-Lei 667/1969, Decreto 88.777/1983 e Lei 10.029/2000) não preveem a possibilidade de contratação temporária de PM. A ministra observou que, embora a Constituição reconheça a possibilidade de contratação por tempo determinado, no caso está evidenciado que o problema da falta de contingente policial no Rio Grande do Sul, que estaria agravandocurso ou estágio tem que ser superior a seis meses. Até seis meses não há necessidade de indenização. 3. Ultrapassado três anos de realização do curso ou estágio, não há mais impedimento para requerer a RR sem ter que indenizar. Não Pagamento da Indenização De Despesas Por Curso/Estágio 144 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu § 2º - A falta de pagamento da indenização das despesas referidas no parágrafo anterior determinará a inscrição na dívida ativa do débito. Nota: a falta de indenização por ter realizado curso ou estágio fora do Estado antes de completar três anos da realização dos estudos, não impedirá a efetivação da RR. Nesse caso de não pagamento da indenização, caberá ao Estado cobrar administravam ou judicialmente. Além da inscrição na Dívida Ativa do Estado. § 3º - Não será concedida transferência para a reserva remunerada, a pedido, ao policial militar que: a) estiver respondendo a processo criminal, processo civil por abuso de autoridade ou processo administrativo; b) estiver cumprindo pena de qualquer natureza. Nota: pelo Princípio da inocência Presumida, (art. 5o, LVII, CF) “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.”. Compreendo que, fere este Princípio, impedir que um PM/BM possa requerer a reserva remunerada se estiver respondendo processo criminal ou administrativo. Transferência “Ex Officio” para a RR - Compulsórias Art. 177 - A transferência para a reserva remunerada, "ex officio", verificar-se-á sempre que o policial militar incidir em um dos seguintes casos: Compulsória por Idade no Posto ou Graduação I - atingir as seguintes idades-limite: (Alterado pela lei Estadual 14.186, de 15/1/2020). a) 67 (sessenta e sete) anos, no posto de Coronel; b) 64 (sessenta e quatro) anos, no posto de Tenente-Coronel; c) 65 (sessenta e cinco) anos, no posto de Tenente-Coronel do QOSPM/Médico e QOSBM/ Médico, do QOSPM/Odontólogo e QOSBM/Odontólogo, do QOAPM e do QOABM; d) 61 (sessenta e um) anos, no posto de Major; e) 64 (sessenta e quatro) anos, no posto de Major do QOSPM/Médico e QOSBM/Médico, do QOSPM/Odontólogo e QOSBM/Odontólogo, do QOAPM e do QOABM; f) 60 (sessenta) anos, no posto de Capitão; g) 63 (sessenta e três) anos, no posto de Capitão do QOSPM/Médico e QOSBM/Médico, do QOSPM/Odontólogo e QOSBM/Odontólogo, do QOAPM e do QOABM; h) 60 (sessenta) anos, no posto de 1º Tenente; i) 63 (sessenta e três) anos no posto de 1º Tenente do QOSPM/Médico e QOSBM/Médico, do QOSPM/Odontólogo e QOSBM/Odontólogo, do QOAPM, do QOABM, do QETAPM e do QETABM; j) 63 (sessenta e três) anos, na graduação de Subtenente; k) 60 (sessenta) anos, na graduação de 1º Sargento; l) 60 (sessenta) anos, na graduação de Cabo; m) 60 (sessenta) anos, na graduação de Soldado 1ª Classe; (Redação alterada pela lei Estadual 14.186, de 15/1/2020). Nota 1: redação anterior: "I- atingir a idade-limite de 60 anos para oficiais e praças;" 145 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Nota 2: o Inciso I, alterado em 15/1/2020, pela Lei 14.186, estabelece compulsórias por idade próprias da PM/BM da Bahia, seguindo o preconizado pelo no Art. 24-A, IV, do Decreto-lei 667/1969: que os Estados podem estabelecer compulsórias próprias, desde que sejam iguais ou superiores às compulsórias por idade das Forças Armadas. Nota 3: a RR compulsória por idade, deve ser estabelecida em lei estadual, mas não pode ser inferior à estabelecida para as Forças Armadas (vide idades abaixo) Decreto-Lei 667/1969 (...) ART. 24-A. (...) IV - a transferência para a reserva remunerada, de ofício, por atingimento da idade-limite do posto ou graduação, se prevista, deve ser disciplinada por lei específica do ente federativo, observada como parâmetro mínimo a idade-limite estabelecida para os militares das Forças Armadas do correspondente posto ou graduação. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019) Nota 4: no caso de Cel BM/PM e Ten Cel BM/PM, que tiveram as compulsórias por idade aumentadas, em relação às idades anteriores, ainda assim ficam mantidas as compulsórias por tempo no posto, estabelecidas no Inciso II desde Artigo. Nota 5: Compulsória por Idade nas Forças Armadas: limite Mínimo para os Militares Estaduais Os Estados podem estabelecer idades maiores para a Compulsória por Idade. Segue a Compulsória por Idade nas Forças Armadas, que são parâmetros mínimos, onde lei estadual pode estabelecer idades maiores: Lei 6.880, de 9 de Dezembro de 1980. (Alterado pela Lei 13.9513.954/2019)- ESTATUTO DOS MILITARES. (...) Art. 98. A transferência de ofício para a reserva remunerada ocorrerá sempre que o militar se enquadrar em uma das seguintes hipóteses: I - atingir as seguintes idades-limites: a) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para todos os oficiais-generais e para os oficiais dos Corpos, Quadros, Armas e Serviços não incluídos na alínea "b" deste inciso: 1. 70 (setenta) anos, nos postos de Almirante de Esquadra, General de Exército e Tenente- Brigadeiro; 2. 69 (sessenta e nove) anos, nos postos de Vice-Almirante, General de Divisão e Major- Brigadeiro; 3. 68 (sessenta e oito) anos, nos postos de Contra-Almirante, General de Brigada e Brigadeiro; 4. 67 (sessenta e sete) anos, nos postos de Capitão de Mar e Guerra e Coronel; 5. 64 (sessenta e quatro) anos, nos postos de Capitão de Fragata e Tenente-Coronel; 6. 61 (sessenta e um) anos, nos postos de Capitão de Corveta e Major; 7. 55 (cinquenta e cinco) anos, nos postos de Capitão-Tenente, Capitão e oficiais subalternos; b) na Marinha, para os oficiais do Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CD) e do Quadro de Apoio à Saúde (S), integrantes do Corpo de Saúde da Marinha, e do Quadro Técnico (T), do Quadro Auxiliar da Armada (AA) e do Quadro Auxiliar de Fuzileiros Navais (AFN), integrantes do Corpo Auxiliar da Marinha; no Exército, para os oficiais do Quadro Complementar de Oficiais (QCO), do Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO), do Quadro de Oficiais Médicos (QOM), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos (QOF) e do Quadro de Oficiais Dentistas (QOD); na Aeronáutica, para os oficiais do 146 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Quadro de Oficiais Médicos (QOMed), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos (QOFarm), do Quadro de Oficiais Dentistas (QODent), dos Quadros de Oficiais Especialistas em Aviões (QOEAv), em Comunicações (QOECom), em Armamento (QOEArm), em Fotografia (QOEFot), em Meteorologia (QOEMet), em Controle de Tráfego Aéreo (QOECTA), e em Suprimento Técnico (QOESup), do Quadro de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (QOEA) e do Quadro de Oficiais de Apoio (QOAp): 1. 67 (sessenta e sete) anos, nos postos de Capitão de Mar e Guerra e Coronel; 2. 65 (sessenta e cinco) anos, nos postos de Capitão de Fragata e Tenente-Coronel; 3. 64 (sessenta e quatro) anos, nos postos de Capitão de Corveta e Major; 4. 63 (sessenta e três) anos, nos postos de Capitão-Tenente, Capitão e oficiais subalternos; c) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para praças: 1. 63 (sessenta e três) anos, nas graduações de Suboficial e Subtenente; 2. 57 (cinquenta e sete) anos, nas graduações de Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor; 3. 56 (cinquenta e seis) anos, nas graduações de Segundo-Sargento e Taifeiro de Primeira Classe; 4. 55 (cinquenta e cinco) anos, na graduação de Terceiro-Sargento; 5. 54 (cinquenta e quatro) anos, nas graduações de Cabo e Taifeiro de Segunda Classe; 6. 50 (cinquenta) anos, nas graduações de Marinheiro, Soldado e Soldado de Primeira Classe; Compulsória por Tempo no Posto - Lei do Deputado Capitão Tadeu II - terem os oficiais ultrapassado 06 (seis) anos de permanência no último posto ou 09 (nove) anos de permanência no penúltimo posto, previstos na hierarquia do seu Quadro, desde que, também, contem 30 (trinta) ou mais anos de serviço; Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "II - terem ultrapassado, os oficiais, oito anos de permanência no último posto previsto na hierarquia do seu Quadro,a violência no estado, não tem natureza temporária. Segundo ela, a simples determinação de prazo de duração do contrato não elimina o vício de inconstitucionalidade da lei gaúcha, porque normas posteriores foram aprovadas e autorizaram a prorrogação dessas contratações. Soluções provisórias Para a ministra Cármen Lúcia, tanto o problema da violência, agravado pela falta de contingente policial, principal razão para a aprovação da lei gaúcha, quanto o do desemprego são demandas sociais conhecidas que exigem soluções abrangentes, efetivas e duradouras. “Privilegiar soluções provisórias para problemas permanentes acaba por agravar as dificuldades já enfrentadas pela sociedade gaúcha, que se tem servido de prestações públicas afeitas à segurança que não atendem ao princípio da eficiência, executadas por policiais que não passaram pelo crivo de processos seletivos realizados segundo princípios de mérito e impessoalidade”, salientou. A relatora ressaltou ainda que a norma viola o princípio constitucional da igualdade, pois os policiais temporários vinculam-se, obrigatoriamente, ao Regime Geral da Previdência Social, enquanto os policiais de carreira regem-se pelo regime jurídico previsto na Lei Complementar estadual 10.990/1997. RP/AS//CF" 20 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu SEÇÃO II - DO COMPROMISSO POLICIAL MILITAR Juramento Comum a Todo Militar Estadual Art. 7º - Todo cidadão, após ingressar na Polícia Militar, prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres policiais militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los. Art. 8º - O compromisso a que se refere o artigo anterior terá caráter solene e será prestado pelo policial militar na presença da tropa, no ato de sua investidura, conforme os seguintes dizeres: "Ao ingressar na Polícia Militar do Estado da Bahia, prometo regular a minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens legais das autoridades a que estiver subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço policial militar, à manutenção da ordem pública e à segurança da sociedade mesmo com o risco da própria vida". Nota: Juramento Comum a Todo Militar Estadual: ” (...) dedicar-me inteiramente ao serviço policial militar, à manutenção da ordem pública e à segurança da sociedade mesmo com o risco da própria vida". Todos que ingressarem na PM/BM, independentemente da forma de ingresso ou do curso, tem que prestar esse juramento. Mas até onde vai esse dever de "arriscar a própria vida" para proteger a sociedade? Vejamos: Código Penal. Art. 13 - (...) Relevância da omissão " § 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; " O policial militar, por lei, tem o dever de proteger o cidadão, mesmo com o risco da própria vida. O Bombeiro Militar tem o dever de salvar vidas, mesmo com o risco da própria vida. Portanto, PM e BM não podem se omitir alegando o risco da própria vida. Todavia, há de se observar se o policial, em determinada situação, podia agir, como garante o Código Penal. Poder agir é ter condição técnica, tática, estratégica e logística para agir, dentro de um risco razoável, inerente, normal, previsível à profissão. Não se pode exigir que o policial ou bombeiro corra um risco que beire o suicídio. Ex: - não se pode exigir que um policial combata, enfrente, sozinho 10 assaltantes fortemente armados. - Não se pode exigir que um Bombeiro Militar socorra uma pessoa, em um grande incêndio, em prédio, sem os equipamentos de proteção adequados. - Não se pode exigir que um Salva Vidas, socorra um banhista, com o mar repleto de tubarões, ou no rio repleto de Jacarés. Só poderá socorrer se possuir os equipamentos que garantam segurança ao socorrista. Deixar de cumprir um dever diante de um risco acima do normal, do razoável para a profissão, não caracteriza omissão para efeito do Código Penal. Juramento Comum a Todo Oficial Militar Estadual 21 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Parágrafo único - Ao ser promovido ou nomeado ao primeiro posto, o Oficial prestará compromisso, em solenidade especial, nos seguintes termos: "Perante as Bandeiras do Brasil e da Bahia, pela minha honra, prometo cumprir os deveres de Oficial da Polícia Militar do Estado da Bahia e dedicar-me inteiramente ao seu serviço". Nota: no caso do Oficial PM/BM serão dois compromissos: no ingresso no CFO e ao ser promovido ao primeiro posto. O praça só presta um compromisso: ao ser investido no cargo, no ingresso na PM/BM. CAPÍTULO III - DA HIERARQUIA POLICIAL MILITAR SEÇÃO I - DA ESCALA HIERÁRQUICA Escala Hierárquica Art. 9º - Os postos e graduações da escala hierárquica são os seguintes: I - Oficiais: a) Coronel PM; b) Tenente Coronel PM; c) Major PM; d) Capitão PM; e) 1º Tenente PM. II - Praças Especiais: a) Aspirante-a-Oficial PM; b) Aluno-a-Oficial PM; c) Aluno do Curso de Formação de Sargentos PM; d) Aluno do Curso de Formação de Cabos PM; e) Aluno do Curso de Formação de Soldados PM. Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "II - Praças Especiais: a) Aspirante a Oficial PM; b) Aluno a Oficial PM; c) Aluno do Curso de Formação de Sargentos PM; d) Aluno do Curso de Formação de Soldados PM. Nota 3: Decreto Federal nº 88.777/1983, art. 2º, 29): “PRAÇAS ESPECIAIS – Denominação atribuída aos policiais – militares, não enquadrados na escala hierárquica como oficiais ou praças.”. Nota 4: no Estatuto PM/BM não existe o Instituto do Rebaixamento. Salvo em caso de nulidade dos atos que fizeram os mesmos ingressarem nos Cursos, ou por decisão judicial, não poderá haver rebaixamento entre os praças especiais. Havendo desligamento de curso por insuficiência de notas, por faltas, desistência ou indisciplina, entendo que não haverá possibilidade de retorno à graduação anterior. Salvo, como dito, por nulidade ou decisão judicial. III - Praças: a) Subtenente PM; b) 1º Sargento PM; c) Cabo PM; 22 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu d) Soldado 1ª Classe PM. Nota 1: redação de acordo com o art. 6º da Lei nº 11.356, de janeiro de 2009. Nota 2: redação original: "III - Praças: a) Sargento PM; b) Soldado PM 1ª Classe." Nota 3: o Decreto-Lei 667, 2/7/1969, art. 8º, § 2º, b), permite a supressão de um ou mais postos ou graduações. Assim fez a PMBA ao suprimir Sd 2° Cl; Cb; 3º; 2º sgt; Sub ten; Asp Of e 2º Ten, através da chamada Lei da GAP, Lei ° 7.145, de 19 de Agosto de 1997. Posteriormente, retornou Cb, Sub Ten e Asp Of, através da Lei nº 11.356/2009 Posto e Graduação Art. 10 - Posto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Estado e registrado em Carta Patente; Graduação é o grau hierárquico do Praça conferido pelo Comandante Geral da Polícia Militar. § 1º - A todos os postos e graduações de que trata este artigo será acrescida a designação "PM". § 2º - Quando se tratar de policial militar dos Quadros Complementar e Auxiliar, o posto será seguido da designação policial militar e da abreviatura da especialidade. § 3º - Sempre que o policial militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso do posto ou graduação, deverá fazê-lo com as abreviaturas indicadoras de sua situação. SEÇÃO II - DA PRECEDÊNCIA Precedência pela Antiguidade, pelo Quadro e Precedência Funcional Art. 11 - A precedência entre policiais militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada pela antigüidade no posto ou graduação e pelo Quadro, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em Lei. Nota: precedência pela antiguidade, pelo Quadro e pela precedência funcional. A precedência indica uma preferência, uma prioridade de um militar sobre outro de igual posto ou graduação. O Decreto Federal 88.777/1983, que aprovou o Regulamento das Polícias Militares (R-200), estabelece no Art.2º: Para efeito do Decreto-lei nº 667, (...) 30) Precedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito. Significado de Primazia: que tem prioridade. Entretanto, esse conceito não atende a todas as necessidades do dia a dia do vida profissional dos militares estaduais, como escalas de serviço, etc. PRECEDÊNCIA PELA ANTIGUIDADE A regra geral é que a precedência deriva da antiguidade entre militares: o mais antigo tem precedência. No caso da precedência, a legislação envolve, textualmente, a antiguidade, os Quadros e a função. Já na antiguidade, a lei só se refere à data de promoção. Portanto, não há que se falar em antiguidade em razão do Quadro. Ademais, antiguidade vem de antigo. O mais antigo é o que chegou primeiro, no posto ou graduação, independente das prerrogativas dadas ao menos antigo pela legislação na precedência. 23 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Existem exceções à regra, onde a função pode estabelecer a precedência. O menos antigo pode ter a precedência. Essa precedência funcional deve ser estabelecida em lei. PRECEDÊNCIA FUNCIONAL A função pode estabelecer a precedência em detrimento da antiguidade. O menos antigo pode ter precedência sobre o mais antigo. Esta deve ser estabelecida em lei. Exemplos: • Do Cmt Geral, que tem precedência sobre todos os coronéis, pela função. • Do Sub Cmt Geral, que tem precedência sobre todos os demais coronéis. • Do Cmt de Operações, que tem precedência sobre os Cmts Regionais. • Do Coordenador de Área sobre os demais companheiros de igual hierarquia. A rigor, a antiguidade gera uma "SUPERIORIDADE HIERÁRQUICA HORIZONTAL”, uma espécie de "superioridade entre iguais", visto que o mais antigo assume a primazia, o controle, o cmd° em todas as situações que envolvam menos antigos. Até mesmo a responsabilidade maior por crime militar, só por ser o mais antigo. Se por lei a precedência retira do mais antigo certas prerrogativas, conferindo-as aos menos antigos, claro que a precedência, também, gera essa "Superioridade Horizontal". O problema é que o Decreto Federal 88.777/1983 limitou os efeitos da precedência aos casos de Continência e Sinais de Respeito. Aí ficou uma situação esdrúxula, sem nexo, porque a lei, nesse caso, confundiu mais ainda: não regula todas as situações na caserna. Independente do mérito e das razões dos Quadros, a legislação atual só ajuda a estabelecer conflitos desnecessários entre companheiros. Existe a precedência pelo Quadro, que veremos nos parágrafos seguintes. Antiguidade Pela Data de Promoção § 1º - A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção ou nomeação, salvo quando for fixada outra data. Nota 1: antiguidade pela data de promoção. A regra para se estabelecer a antiguidade é a data de promoção. Quem foi promovido primeiro, no mesmo posto ou graduação, em data anterior, é mais antigo, independente do Quadro. Veja que no quesito antiguidade, a lei não distingue Quadro, para efeito de antiguidade. A precedência, sim, tem relação com o Quadro. Veja no Art. 11, 6°. Nota 2: a antiguidade é estabelecida apenas em razão do mesmo posto ou graduação. Posto ou graduação acima, não é antiguidade, é superioridade. Nota 3: quando da transferência dos Cabos BM para a Polícia Militar, em razão da independência do Corpo de Bombeiros, gerou uma série de questionamentos no que se refere a antiguidade em que um cabo BM retornou para a PM. LEI 13.202 DE 9 DE DEZEMBRO DE 2014 Art. 64 (...) "§ 4º Ao ser efetivada a transferência, o bombeiro militar passará ao Posto ou Graduação do Quadro de destino, figurando como o menos antigo dentre os policiais militares com a mesma data de ingresso, bem como daqueles com data de ingresso anterior à sua." 1. A legislação estabelece que o BM que migrou para a PM deve ocupar a vaga como o "menos antigo" dentre os PM’s "com a mesma data de ingresso ou com data de ingresso anterior à sua.". 24 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu 2. A legislação foi imprecisa ao falar de "menos antigo" e "data de ingresso". 3. Quando se refere a "menos antigo", remete obrigatoriamente ao mesmo posto ou graduação. E quando se refere a "data de ingresso" deixa transparecer que se refere a data de matrícula na PM, como AL SD. 4. Como a dúvida ocorreu na graduação de Cb, não poderia usar a data de ingresso na PM. O argumento da Corporação é que se usasse a data de ingresso na PM, os Cbs que vieram do BM ficariam menos antigos do que os Sds. O que não é permitido por lei: um Cb não pode ser menos antigo do que um Sd: é superior 5. Considerando essa questão, a PM interpretou que o Cb BM ao retornar, ficou como "menos antigo", dentre os Cbs PM promovidos na mesma data que os Cbs BM. Justificando que o Cb BM não poderia ficar menos antigo do que Sd ou do que Cb promovido depois dele, mesmo que da mesma turma de Sd. 6. Esse problema ocorreu porque como eram Quadros diferentes, PM e BM, no Quadro BM os Sds foram promovidos mais rápido a Cb do que os Sds colegas da PM. Isso gerou essa mudança de antiguidade, visto, que, por lei, o Cb mais antigo é o que foi promovido primeiro. Critérios de Desempate de Antiguidade § 2º - No caso do parágrafo anterior, havendo igualdade, a antigüidade será estabelecida: Antiguidade Pela Escala Numérica a) entre policiais militares do mesmo Quadro, pela posição, nas respectivas escalas numéricas ou registros existentes na Instituição; Nota: precedência no mesmo Quadro em razão da posição na escala numérica. A escala numérica é elaborada com base na antiguidade, excluindo aqueles em que a lei estabelecer o afastamento da escala numérica. Ordem de Desempate de Antiguidade b) nos demais casos, pela antiguidade no posto ou graduação anterior se, ainda assim, subsistir a igualdade, recorrer-se-á, sucessivamente, aos graus hierárquicos anteriores, à data de praça e à data de nascimento para definir a precedência, sendo considerados mais antigos, respectivamente, os de data de praça mais antiga e de maior idade; Nota: critérios de desempate para efeito de antiguidade. Havendo igualdade na escala numérica, o que é muito improvável, segue-se a seguinte ordem para estabelecer a antiguidade: • Quem era mais antigo no posto ou graduação anterior. • Quem era superior anteriormente. • Data de praça. Quem entrou primeiro na PM/BM é mais antigo. • Data de Nascimento. O mais velho é mais antigo, como critério de desempate. Essas situações são reservas da lei para evitar a inexistência de critérios de desempate. Mas é muito improvável que exista igualdade de antiguidade entre militares. Antiguidade Durante Curso c) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de policiais militares, de acordo com o regulamento do respectivo órgão, se não estiverem especificamente enquadrados nas alíneas “a” e “b” deste parágrafo. Nota: antiguidade durante curso. 25 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Durante a realização dos Cursos na Corporação, a ordem de antiguidade entre os Alunos será: • A antiguidade anterior à matrícula no curso. • Não existindo antiguidade anterior, como nos Cursos de Formação de Oficial e de Formação de Soldado, a antiguidade será estabelecida pelo Regulamento da Respectiva Escola de Formação. Normalmente é pela classificação no concurso. Antiguidade Após Conclusão de Curso § 3º - Nos casos de nomeação coletiva por conclusão de curso e promoção ao primeiro posto ou graduação, prevalecerá, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso. Nota: antiguidade após conclusão de curso, com nomeação coletiva e promoção ao primeiro posto ou graduação. Nomeação coletiva por conclusão de curso e promoção ao primeiro posto ou graduação, são referências à conclusão dos Cursos de Formação de Oficial (primeiro posto) e Curso de Formação de Soldado (primeira graduação). A antiguidade, após conclusão de curso, só levará em consideração a classificação por nota nos Cursosde Formação de Soldado e de Formação de Oficial. Nos demais cursos, como de CFCb, CAS, CAO e CSP, após o curso, deverá, de acordo com este dispositivo, permanecer a antiguidade anterior, pois nesses cursos não existe nomeação coletiva ou promoção ao primeiro posto ou graduação. Antigamente, existia Concurso Público EXTERNO para SGT. Assim, o civil era promovido à "primeira graduação ": Sgt. Assim, a nota final do curso, a classificação pela média era o critério da lei para estabelecer a antiguidade, visto que os civis no CFSgt, não possuíam antiguidade anterior. Como acabou o concurso externo para Sgt, com a participação do Deputado Estadual Cap Tadeu, o acesso passou a ser interno, onde existe a antiguidade anterior. E não é “promoção à primeira graduação". O Estatuto PM/ BM é claro: Art. 11. (...) " § 3º - (...) conclusão de curso e promoção ao primeiro posto ou graduação, prevalecerá, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso. “ Entretanto, com o advento da Lei 14.394, de 15/12/2021, § 2º e § 4º, a antiguidade, após a conclusão do Curso de Formação de Sgt e do Curso Especial de Sgt, será a da nota, a da classificação final no CFSgt e CESgt. "Lei 14.394, de 15/12/2021. § 2º - O Curso de Formação de Sargentos é destinado aos ocupantes das graduações de Cabo e de Soldado 1ª Classe, independentemente do tempo de serviço e interstício, e seu acesso se dará através de processo seletivo interno, realizado conforme conveniência e oportunidade da Administração Pública, para promoção à graduação de 1º Sargento, prevalecendo, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso. § 4º - O Curso Especial de Formação de Sargentos é privativo dos ocupantes da graduação de Cabo e seu acesso se dará pelo critério de antiguidade, atendidos os demais requisitos normativos, realizado conforme conveniência e oportunidade da Administração Pública, para promoção à graduação de 1º Sargento, prevalecendo, para efeito de antiguidade, a ordem de classificação obtida no curso." 26 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Em se tratando de formatura em curso de formação de oficial PM/BM, a antiguidade, no primeiro posto, independente de quadro, será determinada pela classificação no curso. Vide Art. 164, §1º. Precedência entre Militares Estaduais Ativos e Inativos. § 4º - Em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade. Nota: essa precedência entre ativos e inativos prevalece, em favor dos da ativa, ainda que o inativo tenha sido superior ao da ativa, quando ambos estavam em atividade. O § 5º foi revogado, implicitamente, pela Lei Estadual nº 14.039, de 2/12/18. Precedência Entre Militares da Ativa e os da Reserva Remunerada Convocados. § 5º - Em igualdade de posto ou graduação, a precedência entre os policiais militares de carreira na ativa e os convocados é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação destes. Nota: aqui se refere à militares estaduais da ativa e os RR convocados, em igualdade de posto ou graduação, onde a precedência será aferida pelo tempo em que ambos permaneceram no posto ou graduação, enquanto na ativa. O tempo a ser aferido é o tempo em que o convocado estava na ativa. O tempo na reserva remunerada não entra na conta. ▪ Ex: um Sgt RR convocado, quando estava na ativa, ficou 4 anos na graduação e outro Sgt da ativa, com 3 anos na graduação: o Sgt RR convocado, que ficou 4 anos na ativa, na graduação de Sgt, terá precedência sobre o Sgt da ativa com 3 anos na graduação, porque o Sgt PM RR Convocado, teve mais tempo na ativa na graduação do que o Sgt PM da Ativa. Este § 5º foi revogado, implicitamente, pela Lei nº 14.039, de 2/12/18, que alterou o ART. 18, § 1º, estabelecendo que "o policial militar convocado nos termos deste artigo permanece na condição de inativo, (...). Fica aqui um choque: o Art. 16 estabelece que o militar estadual convocado está na situação institucional ativa. Já o Art.18, estabelece que o militar estadual convocado permanece na situação de inatividade. Como lei posterior revoga lei anterior e o Art 18 foi alterado pela Lei nº 14.039, de 2/12/2018, portanto, posterior ao Art. 16, há de se entender que prevalece o Art 18, 1°: o militar estadual convocado permanece na condição de Inatividade. O que altera a questão da regra da precedência com os da ativa. Ou seja: o militar estadual da ativa tem Precedência sobre o convocado no mesmo posto ou graduação. Art. 11. § 4º - Em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade. Precedência Entre Quadro de Oficiais § 6º - Em igualdade de posto, os Oficiais do Quadro de Segurança terão precedência sobre os Oficiais do Quadro de Oficiais Auxiliares da Polícia Militar e estes terão precedência sobre os Oficiais do Quadro Complementar de Oficiais Policiais Militares. Nota 1: o Decreto Federal 88. 777/1983, que aprovou o Regulamento das Polícias Militares (R-200), estabelece o significado de Precedência: Art. 2º: (...) 30) Precedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito. Primazia é prioridade. 27 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu A legislação federal, da qual estamos subordinados, limitou a abrangência dos efeitos da precedência à prioridade de continência e sinais de respeito. Isso criou um entrave para interpretar a legislação estadual, visto que não abrange todas as nossas situações hierárquicas. Na verdade, a legislação estadual busca uma direção, mas esbarra na sua própria imprecisão e no conceito legal da legislação federal sobre precedência. Criou assim uma situação esdrúxula, principalmente, entre o QO e o QOA, que embora sejam Quadros distintos, exercem algumas atividades em conjunto. E, nesse caso, onde e como aplicar essa precedência? Só nos sinais de respeito e continência? Não tem sentido. Não abrange todas as situações de atividades comuns aos dois Quadros. A realidade vai muito mais além do que Sinais de Respeito e Continência. O caso do Cel menos antigo que assume como Cmt Geral, ele tem precedência funcional, que vai além dos sinais de respeito e continência. Ele passa a ser superior a todos. Mas na questão dos Quadros, falta uma definição legal mais clara sobre os efeitos práticos da antiguidade e dos efeitos da precedência. Na ausência dessa objetividade legal, busca-se interpretações extensivas, usa-se a analogia, de todos os lados, que, embora convincentes todas as interpretações, só em buscar uma interpretação extensiva, uma analogia, já fica claro que a situação não é de fácil solução. Exatamente por isso, a questão da legislação sobre antiguidade e precedência entre os Quadros, dá margem a várias interpretações, sendo que nenhuma delas é suficiente para esclarecer as nossas questões e regulamentar as situações práticas na Corporação. E isso nos remete à necessidade de alterar a legislação, visto que os conceitos não respondem a todas as necessidades reais. Essa questão precisa de uma definição legal mais clara porque na prática, tanto a antiguidade quanto a precedência, geram uma "superioridade" entre iguais. E superioridade vai além do conceito estabelecido de Precedência. Falta clareza na legislação sobre os limites da precedência entre quadros. Nota 2: CFSGT X CESGT 1. Não existe antiguidade ou precedência entre os Sgts dos Cursos de Formação de Sargento e Curso Especial de Sargento. Quem foi promovido primeiro é mais antigo e tem precedência. 2. Sargento de Curso Especial pode fazer o CAS. Não existe proibição. Resumindo: do ponto de vista jurídico, da ANTIGUIDADE e da PRECEDÊNCIA, não existe diferença entre o CFSGT e o CESGT. Superioridade Hierárquica entre Praças Especiais § 7º - A precedência entre os Praças Especiais e aos demais é assim regulada: a) o Aspirante Oficial é hierarquicamente superior aos praças; b) o Aluno Oficial é hierarquicamente superior aos Subtenentes;c) o Aluno do Curso de Formação de Sargentos é hierarquicamente superior ao Cabo. Nota: mas uma vez a legislação dificulta a interpretação dos conceitos de precedência, antiguidade e superioridade: no §7°, o texto se refere a precedência. Já nas alíneas subsequentes, do mesmo parágrafo, os textos se referem a superioridade. O que nos leva a interpretar que quem tem precedência, tem superioridade. 28 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu De qualquer forma, insisto que é necessária uma legislação mais clara sobre esses conceitos. TÍTULO II CAPÍTULO I - DAS FORMAS DE PROVIMENTO Formas de Provimento do Cargo Público de Militar Estadual Art. 12 - São formas de provimento do cargo de policial militar: I - nomeação; II - reversão; III - reintegração. Nomeação Art. 13 - A nomeação far-se-á em caráter permanente, quando se tratar de provimento em cargo da carreira ou em caráter temporário, para cargos de livre nomeação e exoneração. Posse no Cargo de Militar Estadual § 1º - A investidura nos cargos dar-se-á com a posse e o efetivo exercício com o desempenho das atribuições inerentes aos cargos. § 2º - São competentes para dar posse o Governador do Estado e o Comandante Geral da Polícia Militar. Nota: Acúmulo de Cargos Públicos por Militares Estaduais, Ativos, RR Integral ou Proporcional. Sobre Militar Estadual acumular cargo público, a regra geral é que não pode acumular. Neste caso de não poder acumular, caso militar estadual seja aprovado em novo concurso público, fica só com a remuneração do novo cargo e leva os anos de militar estadual para averbar no novo cargo público civil. Mas existem exceções Constitucionais que permitem acumular os cargos e as remunerações. Cargos Públicos de Professor, Técnico, Científico e da Área de Saúde. Na ativa ou RR, integral ou proporcional, o militar estadual pode acumular com um Cargo de Professor ou um cargo na área de saúde, limitado a 20 hs por semana e desde que haja compatibilidade de horários. (ART 46, 3° da Constituição Estadual.) A Constituição Federal garante o acúmulo e não limita a jornada de trabalho a 20 hs semanais. O acúmulo com cargo de professor e com profissional de saúde, não resta nenhuma dúvida. Vamos analisar agora o acúmulo do cargo de militar estadual com o cargo técnico ou científico, à luz da Constituição Federal. A Constituição Federal, no ART 37, XVI - proíbe a acumulação remunerada de cargos públicos. Entretanto, esse mesmo Art. da CF abre exceção, quando houver compatibilidade de horários, (sem limitar carga horária), para o acúmulo de: a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; Nesse bojo, surgiu a Emenda Constitucional 101, de 2019, que criou o § 3º no Art 42 da Constituição Federal, com o seguinte teor: 29 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (...) § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. ( Acrescido pela EC 101/2019) Veja que a Emenda Constitucional 101 determinou que se aplicasse aos militares estaduais as mesmas exceções previstas no ART 37, XVI, da CF, que permitem o acúmulo de cargos, sem estabelecer limite de carga horária, quais sejam: - Dois de professor, - um de professor com um técnico ou científico e - dois cargos privativos da área de saúde. Pela EC 101, os militares estaduais podem ter esses mesmos acúmulos de cargos. Entretanto, a redação da EC 101 não foi precisa. Não se enquadrou, exatamente, na literalidade do texto Constitucional: - Dois de professor; - um de professor com um técnico ou científico, e - dois cargos privativos da área de saúde. Na literalidade, não se encaixa aí o militar estadual: dois de professor?... Um de professor com um técnico ou científico?... Dois da área de saúde?... Como se nota, a redação foi mal feita e isso tem gerado interpretações diversas. Essa falta de literalidade na EC 101, nos obriga a interpretar de acordo com a intenção do legislador, a interpretação intencionalista ou originalista. Não resta dúvida alguma que a intenção do legislador, claramente expressa no Parecer do Relator, é permitir que o militar estadual acumule com o de Professor, Técnico ou Científico e com o de profissional de saúde. Veja a intenção do legislador, expressa no Parecer da EC 101: O Senador Acir Gurgacz constou no Parecer da Comissão de Constituição e Justiça, quando da apresentação do Relatório da PEC: “Assim, o que se objetiva, na prática, é a possibilidade de os membros das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares poderem acumular seus cargos de militares dos Estados com: i) um cargo de professor; ii) um cargo técnico ou científico; ou iii) um cargo ou emprego privativo de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. Esse é o verdadeiro espírito da alteração legislativa pretendida." Claro ficou que militar estadual, da ativa ou da reserva remunerada, integral ou proporcional, pode acumular cargos e remunerações com o de professor, técnico ou científico ou da área de saúde. Reversão ao Serviço Ativo Art. 14 - A reversão é o ato pelo qual o Policial Militar retorna ao serviço ativo e ocorrerá nas seguintes hipóteses: 30 EPM/BM Anotado pelo Capitão Tadeu I - quando cessar o motivo que determinou a sua agregação, devendo retornar à escala hierárquica, ocupando o lugar que lhe competir na respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer; Inciso II de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio Inciso II - Declarado inconstitucional Pelo TJ BA II - quando cessar o período de exercício de mandato eletivo, devendo retornar ao mesmo grau hierárquico ocupado e mesmo lugar que lhe competir na escala numérica no momento de sua transferência para a reserva remunerada. Nota 1: Inciso II de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio. Nota 2: Inciso II Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. § 1º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio § 1º - Declarado inconstitucional Pelo TJ BA § 1º - O Policial Militar revertido nos termos do inciso II, deste artigo, que for promovido, passará a ocupar o mesmo lugar na escala numérica, observado o novo grau hierárquico, sendo tal previsão aplicada, tão somente, à primeira promoção ocorrida após a reversão. Nota 1: § 1º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio. Nota 2: § 1º Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. Autoridade Competente para a Reversão ao Serviço Ativo § 2º - A competência para a reversão será: I - da mesma autoridade que efetuou a agregação, nos termos do art. 26, desta Lei; II - da autoridade competente para efetuar a transferência do Policial Militar para a reserva remunerada, nos termos da legislação vigente. § 3º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio § 3º - Declarado inconstitucional Pelo TJ BA § 3º - Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o retorno ao serviço ativo deverá ocorrer no primeiro dia útil imediatamente subseqüente ao término do mandato eletivo. Nota 1: § 3º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão Tadeu e Major Fábio. Nota 2: § 3º Declarado Inconstitucional pelo TJBA, na ADIN 0017099-46.2015.8.05.0000, com efeito “EX NUNC”, desta data em diante, em 28/03/18. Vide nota no final do artigo. § 4º de autoria dos Deputados Estaduais Capitão