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1. Estudar os fundamentos da linguística para a Fonoaudiologia; Linguística (estudo do codigo) é a ciência que se ocupa em estudar as características da linguagem humana. linguística é a ciência que estuda a língua, sua estrutura, seus sons, sua forma e seu uso. Ela estuda, portanto, todos os aspectos da língua, desde a sua estrutura interna até os diversos usos que podem ser feitos dela O linguista é responsável por analisar e investigar toda a evolução e desdobramentos dos diferentes idiomas, bem como a estrutura das palavras, expressões idiomáticas e aspectos fonéticos de cada língua. O “pai” da linguística moderna foi o suíço Ferdinand de Saussure, que contribuiu imensamente para esta ciência graças ao seu estudo sobre a língua e a fala. De acordo com os estudos de Saussure, a linguagem humana é composta por vários fatores, sendo a língua algo que foi imposto ao indivíduo, pois pertence ao coletivo. Já a fala é algo individual, um ato particular de cada pessoa. Para a linguística, todas as palavras que possuem um sentido são consideradas signos linguísticos. Os signos linguísticos são formados pela união de dois conceitos desenvolvidos por Saussure: significado e significante. O significado é o próprio conceito do signo, ou seja, a ideia que se tem de determinada palavra. Exemplo: “casa”, como uma moradia ou “cachorro”, como um animal mamífero que late. Já a significante é a forma gráfica e fonética do signo que forma a palavra que é atribuída para determinado significado. A linguística ainda pode ser dividida em sincrônica (o estudo da língua a partir de dado momento) ou diacrônica (estudo da língua ao longo da história). A ciência da linguística ainda é dividida em diferentes áreas de estudo, como: ● Fonética (sons da fala); ● Fonologia (fonemas); ● Morfologia (formação, classificação, estrutura e flexões das palavras); ● Sintaxe (relação das palavras com outras orações); ● Semântica (significação das palavras); ● Estilística (recursos para tornar a escrita mais elegante ou expressivo, constituído principalmente pelas Figuras de Linguagem e os Vícios de Linguagem). ● Lexicologia (conjunto de palavras de um idioma); ● Pragmática (fala usada na comunicação cotidiana); ● Filologia (língua estudada através de documentos e escritos antigos). 2. Conhecer e analisar criticamente as teorias da linguística: de Saussure, Jakobson e Chomsky. Saussure: importância pro código No século XX, a elaboração dos estudos sincrônicos, inaugurados por Saussure, representa uma das etapas do desenvolvimento dos estudos linguísticos desde a Grécia antiga. Saussure (2006), considerado o pai da Linguística Moderna, ao eleger como objeto de estudo a língua enquanto sistema, estabeleceu uma das dicotomias que demarcam a linguística em: Língua X Fala Fala- natureza individual, assistemática, heterogênea e varia de pessoa para pessoa, e está sujeita a fatores externos Língua- é social, homogênea, e considerada uma realidade mental. Sincronia X Diacronia Sincronia- estudo descritivo da língua em determinado tempo. Diacronia: estudo da evolução da língua durante o tempo. Sintagma X Paradigma Sintagma: é a combinação de formas mínimas numa unidade linguística superior, ou seja, a sequência de fonemas se desenvolve numa cadeia, em que um sucede ao outro, e dois fonemas não podem ocupar o mesmo lugar nessa cadeia. Paradigma- constitui de um conjunto de elementos similares, os quais se associam na memória, formando conjuntos relacionados ao significado (campo semântico). Significante X Significado Para a linguística, todas as palavras que possuem um sentido são consideradas signos linguísticos. Os signos linguísticos são formados pela união de dois conceitos desenvolvidos por Saussure: significado e significante. o signo linguístico se compõe de duas faces básicas: a do significado – relativo ao conceito significante –imagem acústica - representando o som Chomsky:importancia da mente humana Os estudos linguísticos publicados por Chomsky em Syntatic structures (1957) revolucionaram a ciência da linguagem, pois encontravam-se associados à mente em termos psicológicos. Para o linguista, a mente funciona como um sistema computacional. Em outras palavras, ele dá ênfase à criatividade do sujeito e demonstra que a linguagem desencadeia o processo de criação do conhecimento. A capacidade inata que ele defende em 1957 atesta que mesmo uma criança desfavorecida socialmente aprende bem a linguagem, segundo padrões universais. Desse modo, ele enfatiza a importância do sujeito e da mente no processo de aquisição da língua. Chomsky (1965) afirma que a linguagem independe de estímulo, a criatividade é peculiarmente humana e é regida por regras, pois os enunciados que produzimos têm uma estrutura. Isso leva ao mentalismo. Na visão de Chomsky (1965), a criança já nasce geneticamente imbuída de uma gramática onde podem ser encontradas todas as regras possíveis de todas as línguas, isto é, em sua visão inatista, o bebê já nasce possuindo uma Gramática Universal em sua mente. Chomsky define como competência o conhecimento que o falante-ouvinte possui da estrutura da língua e desempenho como o uso concreto que ele faz da língua, mas o considera uma realização imperfeita oriunda de fatores físicos e psicológicos. Sua definição demonstra que Chomsky (1965) reconhece a competência pragmática do falante-ouvinte, entretanto, opta por desenvolver, em sua teoria, sistemas de regras destinados a explicar as possibilidades estruturais da língua. O princípio dessa gramática internalizada foi adotado e desenvolvido por várias áreas que pesquisam a linguagem. Para ele cada frase compõem-se de uma estrutura profunda e superficial estrutura profunda: estrutura subjacente abstrata, comum a todas as línguas humanas e que determina o significado básico da língua. Em estrutura superficial: manifestação aparente da língua humana, varia de uma língua para outra. Gramática gerativo-transformacional: procura explicar como a língua gerada na mente das pessoas, parte de um número finito regras e princípios para gerar parte infinito de frases. Gramática universal: ele cita que a língua é um conjunto de estruturas que está presente em todas as línguas humanas, no qual os princípios linguísticos são inatos. Aquisição da língua: os seres humanos possuem um dispositivo de aquisição da língua o LAD, no qual é uma estrutura mental que habilita as pessoas adquirir uma língua nova de modo rápido. A teoria dos princípios e parâmetros: princípios: compõe as regras que são compartilhadas por todas as línguas humanas e se constitui o dispositivo de aquisição da língua humana, recurso inato. Parâmetros: elementos da gramática que podem variar de uma língua para outra. Jacobson: como o código é transmitido. Jakobson, no âmbito do Círculo Linguístico de Praga, dedicou-se ao estudo de temáticas variadas, dentre elas, as funções das unidades linguísticas ou, como são mais conhecidas, as funções da linguagem. O linguista buscava compreender a finalidade com que a língua é utilizada, ou seja, a sua função na comunicação estabelecida entre o remetente (falante/codificador) e o destinatário (ouvinte/decodificador). Seu principal objetivo era definir o lugar da função poética em relação às demais funções da linguagem Para estabelecer as funções da linguagem, Jakobson tomou por referência três funções básicas da língua propostas por Karl Buhler - função expressiva; função conativa; função de representação -, e também os fatores constitutivos do ato de comunicação verbal. Como fatores constitutivos, o linguista apresenta: 1) emissor (codificador); 2) mensagem( informação transmitida) 3) receptor (decodificador); 4) contexto (ao qual se faz referência durante a comunicação e deve ser de possível compreensão ao destinatário); 5) código conjunto de sinais e regras organizadas 6) contato (canal físico a partir do qual se estabelece a comunicação; envolve também uma conexão psicológica entre remetente e destinatário). Conformeexplica Jakobson, “cada um desses seis fatores determina uma diferente função da linguagem Descrevemos, abaixo, as funções da linguagem, conforme propostas por Jakobson, de acordo com o fator constitutivo do ato de comunicação verbal priorizado em cada uma delas. A função emotiva ou expressiva tem por objetivo central expressar emoções, sentimentos, estados de espírito, visando uma expressão direta de quem fala em relação àquilo que está falando. Essa função centra-se na primeira pessoa do discurso, ou seja, no próprio remetente. A função conativa da linguagem traz ao centro da comunicação o destinatário. Este é eleito o principal foco do processo e a mensagem se destina a agir sobre ele. Essa função é cotidianamente utilizada quando agimos sobre outrem, dando conselhos, fazendo perguntas, pedidos e ordens. Em usos mais técnicos da linguagem, é na linguagem da publicidade que se destaca o uso da função conativa, já que suas técnicas procuram convencer e persuadir o destinatário, produzindo nele comportamentos desejados. No que se refere à função denotativa, ela é empregada quando o remetente tem por finalidade traduzir a realidade para o destinatário. Quanto à função poética, Jakobson menciona que, nesta função, a ênfase recai sobre o processo de elaboração da própria mensagem ou, nas suas palavras Quanto à função fática, Jakobson a considera como aquela cujo foco é o contato/canal e seu único propósito é prolongar a comunicação. Na função metalinguística, o foco está no próprio código. Essa função desempenha papel importante na nossa linguagem cotidiana, quando o remetente e/ou destinatário têm necessidade de verificar se estão usando o mesmo código A metalinguística é encontrada, quase sempre, na conversa cotidiana, em que nos deparamos com dúvidas sobre o uso ou significação de certa estrutura linguística, ou ainda nos glossários e dicionários aplicados aos usos mais técnicos da linguagem. Jacobson destaca que as funções da linguagem dificilmente operam sozinhas em uma comunicação, porém existe uma hierarquia no qual uma função se destaca das outras 3. Conhecer e analisar criticamente as teorias do desenvolvimento infantil: Skinner, Piaget e Vigotsky. https://www.psicanaliseclinica.com/skinner/ https://www.psymeetsocial.com/blog/artigos/o-que-e-condicionamento-operante Skinner: Skinner e Behaviorismo Radical O Behaviorismo Radical é um segmento da teoria comportamental cujas bases se referem a um tipo de reforço (positivo ou negativo) https://www.psicanaliseclinica.com/skinner/ https://www.psymeetsocial.com/blog/artigos/o-que-e-condicionamento-operante https://www.psymeetsocial.com/blog/artigos/o-que-e-condicionamento-operante capaz de moldar o comportamento. Conforme Faidman (1986), seu principal representante é Burrhus Frederic Skinner que em seus experimentos utilizou uma caixa metálica com ratos de laboratório conhecida como caixa de Skinner a fim de mostrar em que o comportamento dos animais eram modelados através de reforçamento positivo e negativo comprovando sua teoria. Destaca-se que os termos positivo e negativo não tem um valor moral mas um significado matemático ou seja aumenta (adicionar) ou diminui (subtrair) comportamentos. Sobre o reforço negativo afirma o autor que este se refere a qualquer evento que aumenta a probabilidade de eliminação futura ou enfraquecimento da resposta." O reforço negativo é seguido de um estímulo aversivo, por exemplo: você não gosta de pegar uma determinada linha de ônibus porque seu trajeto é muito longo e assim prefere andar mais uma quadra para utilizar outra linha. Skinner e a aprendizagem Sobre a aprendizagem, diz Skinner a que os reforçadores sociais são (pais, irmãos, escolas e entre outras instituições e situações sociais que vivemos etc.) ou seja: é o meio que influencia a construção de repertórios de comportamentos estipulados. Skinner defende que para aprendizagem o reforço positivo é mais eficaz na modelagem comportamental, isso porque ele considera que com a punição estamos simplesmente provocando fuga ou esquiva e não ensinando um comportamento melhor adaptado, por exemplo. Estas ideias também são utilizadas no meio escolar e sobre isso propõem Piletti e Rossato (2015) que o docente conheça seus alunos, como faz o reforçamento com eles já que alguns comportamentos não perduram ou são aversivos. Concepções de aprendizagem: Skinner e a teoria comportamentalista Essa teoria, também chamada de teoria do condicionamento, foi proposta por Burrhs Frederic Skinner. Seu objetivo inicial foi trabalhar as consequências do comportamento como definidoras do aprendizado da pessoa humana. Enfatiza, com isso, a influência do ambiente em que ao indivíduo está inserido, no processo de aprendizagem. Segundo o teórico, a aprendizagem está na capacidade de estimular ou reprimir um comportamento desejável ou não. Skinner aborda o condicionamento operante, que não é hereditário e acontece através de: ● reforços positivos (elogios e recompensas) ou ● negativos (retirada de algo ou deixar de dar reforço) e de ● punições positivas (acréscimo de estímulos) ou negativas (retirada de estímulos). Nessa linha de pensamento, o desenvolvimento e aprendizagem são resultantes do comportamento modificado pelas respostas das experiências, reforçadas por estímulos negativos ou positivos presentes no ambiente. A teoria enfatiza a importância da imitação e da repetição. Para alguns a teoria explica o processo de aquisição, ignorando o processo de aprendizagem, além disso, não considera o potencial da criança. Em contrapartida, a teoria behaviorista trouxe, e ainda traz, contribuições, principalmente no que se refere aos programas de estimulação e reabilitação dos distúrbios da comunicação. O esquema 'fornecimento de modelos + solicitação de imitaçao + repetição/treino" embasa diversas propostas de tratamento para os transtornos da linguagem' Piaget: construtivista Jean Piaget biólogo, nasceu na Suíça, embora não fosse pedagogo, muito influenciou a pedagogia do século XX. Suas primeiras obras aparecem na década de 1920 e logo provoca viva repercussão, sobretudo a psicologia genética, que investiga o desenvolvimento cognitivo da criança desde o nascimento até a adolescência. https://www.canalresolvendo.com.br/2022/06/11/dicas-sobre-sistemas-operacionais-pastas-e-offices/ Ao estudar o desenvolvimento da criança, Piaget demonstra como a própria é agente de seu desenvolvimento. Parte da construção e compreensão do próprio desenvolvimento a partir de quatro determinantes básicos: a maturação do sistema nervoso central, a estimulação do ambiente físico, a aprendizagem e a tendência do equilíbrio. Entretanto, o desenvolvimento cognitivo começa com o nascimento da criança e evolui acompanhando o crescimento e a maturidade chegando à fase adulta com conhecimentos possíveis a ela. As pesquisas de Piaget buscam principalmente compreender como o aprendiz passa de um estado de menor para maior conhecimento, o que está intimamente relacionado com o desenvolvimento pessoal do indivíduo. Segundo Piaget (1973, p. 76), “o desenvolvimento da criança implica numa série de estruturas construídas progressivamente através de contínua”. O sujeito é um ser ativo que estabelece relações de troca com o conhecimento, num sistema de relações vivenciadas e significativas, uma vez que este é resultado de aços do indivíduo sobre o meio físico e social em que vive adquirindo significações ao ser humano quando o conhecimento é inserido em uma estrutura – isto é a assimilação. A aprendizagem do sujeito ativo exige sempre uma atividade organizadora na interação estabelecida entre ele e o conteúdo a ser aprendido, além de estar vinculada a sua aprendizagem de desenvolvimento alcançado ao processo ensino – aprendizagem. Piaget defende a idéia que, antes da aprendizagem, é necessário o desenvolvimento das funções psicológicas. Ou seja, ao preparar determinado conteúdo específico, o professor deve estar consciente sobre o estágio de desenvolvimentoque o aluno se encontra. Ao longo de seus estudos, Jean Piaget buscou entender como se desenvolve a inteligência da criança. Para o biólogo, ela se modifica junto ao crescimento do indivíduo, partindo de uma inteligência prática, que ajuda o ser humano a se adaptar ao meio, para chegar à inteligência propriamente dita. É neste último estágio que a criança já consegue elaborar hipóteses, solucionar situações problemas e praticar um raciocínio lógico. Assim, o desenvolvimento cognitivo se dá pela combinação de hábitos, reflexos inatos e experiências adquiridas a partir do contato com o meio. A ação do sujeito é determinante para a construção de conhecimentos, sempre envolvendo dois movimentos, chamados de funções invariantes. Eles são chamados assim pois não se alteram com o crescimento da criança. As funções invariantes do desenvolvimento cognitivo são: Esquemas: são as estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os indivíduos intelectualmente organizam o meio, onde se modificam com o desenvolvimento mental e que tornam-se cada vez mais refinadas à medida em que a criança torna-se mais apta a generalizar os estímulos. Assimilação: ajuste do objeto à estrutura de um organismo durante o processo adaptativo. A criança tenta associar a experiência de novas situações a conhecimentos anteriores; Acomodação: ajuste do organismo às exigências do objeto durante o processo adaptativo. A criança se modifica na tentativa de compreender a situação encontrada. Equilibração: É o processo da passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não acontece. Estes esquemas, embora contínuos, são caracterizados por diversas fases, que segundo esse teórico passa por quatro estágios distintos: sensório-motor, pré-operatório, operatório-concreto e operatório-formal. 1. Estágio sensório-motor (dos 0 aos 2 anos) O próprio nome já indica que nessa fase as sensações e a coordenação motora da criança são desenvolvidas. Ainda que a capacidade de cognição seja limitada, nesse momento, ela começa a perceber o mundo ao seu redor dando início ao reconhecimento de objetos. 2. Estágio pré-operacional (dos 2 aos 7 anos) Com o desenvolvimento da fala, a criança começa a nomear os objetos que a rodeiam ao mesmo tempo em que passa a ter uma capacidade mental de lembrar deles (representação mental). O raciocínio começa também a ser desenvolvido, embora esteja em sua fase inicial. 3. Estágio das operações concretas (dos 7 aos 11 anos) Essa fase está relacionada com a capacidade cognitiva de resolução concreta de alguns problemas. Nela, a criança começa a ter uma capacidade maior de interpretação e, portanto, já consegue resolver alguns problemas básicos. Alguns conceitos são interiorizados, por exemplo, dos números e das operações matemáticas. 4. Estágio das operações formais (dos 11 anos aos 14 anos) Já na adolescência, o raciocínio lógico se desenvolve e o indivíduo já começa a pensar por si só, ao mesmo tempo em que tem a capacidade de criar teorias e refletir sobre as possibilidades do mundo. Trata-se, portanto, de uma fase de autonomia. O desenvolvimento da criança na visão de Piaget implica mudanças dos esquemas de interpretação da realidade conhecida. Essas mudanças não é fruto de uma simples leitura da realidade e nem pura cópia da experiência. À medida que os seres humanos estabelecem intercâmbio com o meio no qual vive existe uma tendência ao equilíbrio. Esta equilibração não ocorre simplesmente para recuperar o equilíbrio perdido, mas, sobretudo, numa tendência para recuperar o equilíbrio num nível superior ao que era permitido pela organização de esquemas O conhecimento é de fora para dentro. Vygotsky: Vygotsky (2007) defende que o aprendizado do indivíduo não pode ser dissociado do contexto histórico, social e cultural em que está inserido. Para aprender, elaborar conhecimentos e para se autoconstruir, o ser humano precisa interagir com outros membros de sua espécie, com o meio e também com a cultura. As ideias de Lev Vygostky possuem quatro conceitos elementares: interação, mediação, internalização e Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). O teórico defendia que, para melhorar o nível da aprendizagem, mais do que o indivíduo agir sobre o meio, ele precisava interagir com o meio https://www.scielo.br/j/pusp/a/rn7G9MgGqBsMsMZd3h9xWjJ/ Para o autor, as relações sociais podem se tornar aprendizado via mediação, a qual é definida pela ação que se interpõe entre sujeito e objeto de aprendizagem. Para que haja interação, é necessário utilizar-se de instrumentos criados pelas sociedades ao longo do curso da história da humanidade e que mudam a forma social e o nível de seu desenvolvimento cultural, e de signos, definidos pela linguagem, a escrita e o sistema numérico. Para o teórico, todo sujeito adquire seus conhecimentos a partir de relações interpessoais, de troca com o meio e, por isso, usa-se o termo ‘interativo’ a internalização, que compreende o momento em que o aprendizado se completa, quando, ao refletir sobre o nome e o significado do objeto, ao internalizá-los, consegue abstrair o conceito e torná-lo universal, via mediação da linguagem, na troca com os outros. Assim se apreende conhecimentos, papéis sociais e valores. ● Zona de desenvolvimento real: é o conhecimento que a criança já tem. Com ele, ela se sente preparada para realizar alguma tarefa sem a ajuda de um adulto. Por exemplo: se a criança já sabe ler, ela pode escolher um livro e ler sozinha. ● Zona de desenvolvimento potencial: aqui, a criança tem a capacidade de encarar uma tarefa sendo ajudada por adultos ou colegas que já dominaram o assunto. Por exemplo: tirar dúvidas sobre exercícios de matemática de um novo conteúdo. ● Zona de desenvolvimento proximal: é a distância entre as zonas anteriores, ou seja, é aquilo que a criança ainda não aprendeu, mas está quase lá!