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AULA 9: Variáveis Aleatórias Multidimensonais
Cap. 5 do livro-texto do curso
Prof. Thiago Rezende
Depto. Estatística - UFMG
Estatística e Probabilidade
http://www.est.ufmg.br/lst/
http://www.est.ufmg.br/lst/
Roteiro:
1. Vetores aleatórios;
2. Modelo probabilístico para um vetor aleatório;
3. Distribuições de probabilidade conjunta.
Termos e conceitos importantes:
Distribuição bivariada
Distribuição normal bivariada
Média condicional
Função de densidade de
probabilidade condicional
Função de densidade de
probabilidade condicional
Variância condicional
Gráficos de contorno
Correlação
Covariância
Funções gerais de variáveis
aleatórias
Independência
Função densidade de
probabilidade conjunta
Função de densidade de
probabilidade conjunta
Funções lineares de variáveis
aleatórias
Distribuição de probabilidade
marginal
Distribuição multinomial
Distribuição normal
Distribuição de uma amo0stra
aleatória simples com/sem
reposição
Objetivos:
Após um estudo cuidadoso deste aula, você poderá fazer o seguinte:
Use funções de densidade de probabilidade conjunta e funções de densidade de
probabilidade conjunta para calcular probabilidades.
Calcular distribuições de probabilidade marginal e condicional a partir de distribuições de
probabilidade conjunta.
Interpretar e calcular covariâncias e correlações entre variáveis aleatórias.
Usar a distribuição multinomial para determinar probabilidades.
Entenda as propriedades de uma distribuição normal bivariada e seja capaz de desenhar
gráficos de contorno para a função de densidade de probabilidade.
Calcular médias e variância para combinações lineares de variáveis aleatórias e calcular
probabilidades para combinações lineares de variáveis aleatórias distribuídas
normalmente.
4
Introdução:
Introdução:
Introdução:
Introdução:
Introdução:
Introdução:
Introdução:
Conceito de Probabilidade Conjunta
Algumas variáveis aleatórias não são independentes uma da outra, ou
seja, elas tendem a estar relacionadas.
O ozônio atmosférico urbano e o material particulado no ar tendem a
variar juntos.
As velocidades dos veículos urbanos e as taxas de consumo de combustível
tendem a variar inversamente.
O comprimento (𝑋) de uma peça moldada por injeção pode não ser
independente da largura (𝑌). As peças individuais variarão devido à
variação aleatória nos materiais e na pressão.
Uma distribuição de probabilidade conjunta descreverá o comportamento
de várias variáveis aleatórias, digamos, 𝑋 𝑒 𝑌. O gráfico da distribuição é
tridimensional: 𝑥, 𝑦 e 𝑓 (𝑥, 𝑦).
12
Eventos Probabilidade
MMM 1/8
FMM 1/8
MFM 1/8
MMF 1/8
MFF 1/8
FMF 1/8
FFM 1/8
FFF 1/8
x P(X = x)
0 1/8
1 3/8
2 3/8
3 1/8
Total 1
Considere as seguinte variáveis aleatórias:
X = número de meninos
Y = 1, se primeiro filho é homem, Y = 0 se o primeiro filho é mulher
Z = número de vezes em que houve variação do sexo entre dois nascimentos
consecutivos Qual a distribuição de probabilidade de X? e de
Y? E de Z?
y P(y = y) z P(Z = z)
0 1/2 0 1/4
1 1/2 1 1/2
Total 1 2 1/4
Total 1
Distribuição Conjunta de 2 ou mais variáveis
Eventos Probabilidade x y z
MMM 1/8 3 1 0
FMM 1/8 2 0 1
MFM 1/8 2 1 2
MMF 1/8 2 1 1
MFF 1/8 1 1 1
FMF 1/8 1 0 2
FFM 1/8 1 0 1
FFF 1/8 0 0 0
(x,y) P(x,y) = P(X = x ∩ Y = y)
(0,0) 1/8
(1,0) 2/8
(1,1) 1/8
(2,0) 1/8
(2,1) 2/8
(3,1) 1/8
Total 1
Distribuição Conjunta de X e Y
Eventos Probabilidade x y z
MMM 1/8 3 1 0
FMM 1/8 2 0 1
MFM 1/8 2 1 2
MMF 1/8 2 1 1
MFF 1/8 1 1 1
FMF 1/8 1 0 2
FFM 1/8 1 0 1
FFF 1/8 0 0 0
(x,y,z) P(x,y,z) = P(X = x ∩ Y = y ∩ Z = z)
(0,0,0) 1/8
(1,0,1) 1/8
(1,0,2) 1/8
(1,1,1) 1/8
(2,0,1) 1/8
(2,1,1) 1/8
(2,1,2) 1/8
(3,1,0) 1/8
Total 1
Distribuição Conjunta de X,Y e Z
Uma maneira mais simples de representar as distribuições bivariadas (distribuições
conjuntas de 2 variáveis) é através de tabelas de dupla entrada.
X
Y
0 1 2 3 Total
0 1/8 2/8 1/8 0 1/2
1 0 1/8 2/8 1/8 1/2
Total 1/8 3/8 3/8 1/8 1
Distribuição Conjunta de X e Y
Observe que na última coluna da tabela temos a distribuição de X e na última
linha a distribuição de 𝑌.
x 0 1/8 2/8 1/8 Total
P(X = x) 1/8 3/8 3/8 1/8 1
y 0 1 Total
P(Y = y) 1/2 1/2 1
Distribuições Marginais
Distribuição Conjunta de X e Y
X
Y
0 1 2 3 Total
0 1/8 2/8 1/8 0 1/2
1 0 1/8 2/8 1/8 1/2
Total 1/8 3/8 3/8 1/8 1
As distribuições de 𝑋 𝑒 𝑌 (margens da tabela) são chamadas distribuições marginais.
P(X = 0) = P(X = 0,Y = 0) + P(X = 0, Y = 1) = 1/8 + 0 = 1/8
P(X = 1) = P(X = 1,Y = 0) + P(X = 1, Y = 1) = 2/8 + 1/8 = 3/8
P(X = 2) = P(X = 2,Y = 0) + P(X = 2, Y = 1) = 1/8 + 2/8 = 3/8
P(X = 3) = P(X = 3,Y = 0) + P(X = 3, Y = 1) = 0 + 1/8 = 1/8
P( Y = 0) = P(Y = 0, X = 0) + P(Y = 0, X = 1) + P(Y = 0, X = 2) + P(Y = 0, X = 3) =1/2
P( Y = 1) = P(Y = 1, X = 0) + P(Y = 1, X = 1) + P(Y = 1, X = 2) + P(Y = 1, X = 3) =1/2
Sejam 𝑋 e 𝑌 duas variáveis aleatórias discretas assumindo os valores
𝑥1, 𝑥2, … e 𝑦1, 𝑦2, …. A função de probabilidade conjunta de 𝑋 e 𝑌 é definida,
para todos os possíveis pares de valores de 𝑋 e 𝑌 como:
𝑝(𝑥, 𝑦) = 𝑃({𝑋 = 𝑥} ∩ {𝑌 = 𝑦}) = 𝑃(𝑋 = 𝑥, 𝑌 = 𝑦)
Distribuições de Probabilidade marginais:
x
y
)yY,xX(P)yY(P)y(p
)yY,xX(P)xX(P)x(p
Função Distribuição Acumulada de 𝑿 𝑒 𝒀
xa yb
XY bYaXPyYxXPyxF ),(),(),(
X
Y
0 1 2 3 Total
0 1/8 2/8 1/8 0 1/2
1 0 1/8 2/8 1/8 1/2
Total 1/8 3/8 3/8 1/8 1
Sejam 𝑋 𝑒 𝑌 duas variáveis aleatórias discretas assumindo os
valores 𝑥1, 𝑥2, … 𝑒 𝑦1, 𝑦2, … A função de distribuição conjunta de 𝑋 e 𝑌 é
dada por
Distribuição Conjunta de 𝑿 e 𝒀
2
1
)1,1()0,1()1,0()0,0(
),()1,1()1,1(
1 1
YXPYXPYXPYXP
bYaXPYXPF
a b
XY
Definição da função de probabilidade: Caso discreto
A função de densidade de probabilidade conjunta de 2 variáveis
aleatórias discretas 𝑋 e 𝑌, denotada por 𝑓(𝑋, 𝑌) , satisfaz:
Barras:
Você usa seu telefone celular para verificar sua reserva de companhia aérea. O
sistema da companhia aérea exige que você fale o nome da sua cidade de
partida com o sistema de reconhecimento de voz.
Deixe 𝑌 indicar o número de vezes que você precisa indicar sua cidade de
partida.
Deixe 𝑋 denotar o número de barras de intensidade do sinal no seu telefone
celular.
Distribuição de probabilidade
conjunta de X e Y. As células da tabela
são as probabilidades. Observe que
mais barras estão relacionadas a
menos repetições.
Once
Twice
3 Times
4 Times
0.00
0.05
0.10
0.15
0.20
0.25
1
2
3
P
ro
b
ab
ili
ty
Cell Phone Bars
Gráfico de barras de
Número de repetições x
barras de telefone celular1 2 3
1 0.01 0.02 0.25
2 0.02 0.03 0.20
3 0.02 0.10 0.05
4 0.15 0.10 0.05
x = number of bars
of signal strength
y = number of
times city
name is stated
Média e variância do exemplo
1 2 3 f (y ) = y *f (y ) = y 2*f (y ) =
1 0.01 0.02 0.25 0.28 0.28 0.28
2 0.02 0.03 0.20 0.25 0.50 1.00
3 0.02 0.10 0.05 0.17 0.51 1.53
4 0.15 0.10 0.05 0.30 1.20 4.80
f (x ) = 0.20 0.25 0.55 1.00 2.49 7.61
x *f (x ) = 0.20 0.50 1.65 2.35
x 2*f (x ) = 0.20 1.00 4.95 6.15
x = number of bars
of signal strength
y = number of
times city
name is stated
𝐸 𝑋 = 2.35
𝑉(𝑋) = 6.15 – 2.352 = 6.15 – 5.52 = 0.63
𝐸 𝑌 = 2.49
𝑉(𝑌) = 7.61 – 2.492 = 7.61 – 6.20 = 1.41
Definida a função densidade de probabilidade conjunta
(fdp): Caso contínuo
Função densidade de
probabilidade conjunta para as
variáveis aleatórias 𝑋 e 𝑌. A
probabilidade de que (X, Y) esteja
na região R é determinada pelo
volume de 𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦) sobre a
região R.
A função densidade de probabilidade conjunta para as variáveis
aleatórias contínuas 𝑋 e 𝑌, denotada como 𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦), satisfaz as
seguintes propriedades:
Gráfico da Função densidade:
Função densidade de probabilidade conjunta para as
variáveis aleatórias contínuas 𝑋 𝑒 𝑌 de diferentes
dimensões de uma peça moldada por injeção.Observe a forma de cume estreita e assimétrica da fdp
- indicando que valores pequenos na dimensão 𝑋 são
mais prováveis de ocorrer quando pequenos valores
na dimensão 𝑌 ocorrem.
Exemplo: Tempo de Acesso ao Servidor-1
Deixe a variável aleatória 𝑋 indicar o tempo (ms) para que um
servidor de computador se conecte à sua máquina. Deixe 𝑌
indicar o tempo até que o servidor o autorize como um usuário
válido. 𝑋 𝑒 𝑌medem a espera a partir de um ponto inicial
comum (𝑥 < 𝑦). O intervalo de 𝑥 𝑒 𝑦 é mostrado aqui.
A função densidade de probabilidade
conjunta de 𝑋 𝑒 𝑌 é diferente de zero
na região sombreada onde 𝑥 < 𝑦.
Exemplo: Tempo de Acesso ao Servidor-2
• A função densidade de probabilidade conjunta é:
• Verificamos que ele se integra a 1 da seguinte
maneira:
0.001 0.002 0.002 0.001
0 0
0.002
0.001 0.003
0 0
,
0.003
0.002
1
0.003 1
0.003
x y y x
XY
x x
x
x x
f x y dxdy ke dy dx k e dy e dx
e
k e dx e dx
0.001 0.002 6, for 0 and 6 10x y
XYf x y ke x y k
Exemplo: Tempo de Acesso ao Servidor-2
Agora calcule uma probabilidade:
Região de integração para a
probabilidade de 𝑋 <
1000 𝑒 𝑌 < 2000 estar
sombreado.
1000 2000
1000 2000
0.002 0.001
0
1000 0.002 4
0.001
0
1000
0.003 4 0.001
0
3 1
4
1000, 2000 ,
0.002
0.003
1 1
0.003
0.003 0.001
XY
x
y x
x
x
x
x x
P X Y f x y dxdy
k e dy e dx
e e
k e dx
e e e dx
e e
e
0.003 316.738 11.578 0.915
Distribuições de probabilidade marginal (discreta)
Para uma fdp conjunta discreta, existem distribuições
marginais para cada variável aleatória, formadas pela
soma da fdc conjunta sobre a outra variável.
28
X
y
Y
x
f x f xy
f y f xy
1 2 3 f (y ) =
1 0.01 0.02 0.25 0.28
2 0.02 0.03 0.20 0.25
3 0.02 0.10 0.05 0.17
4 0.15 0.10 0.05 0.30
f (x ) = 0.20 0.25 0.55 1.00
x = number of bars
of signal strength
y = number of
times city
name is stated
A partir do exemplo anterior, a fdp
conjunta é mostrada em verde
enquanto as duas fdps marginais são
mostradas em azul.
Distribuições de probabilidade marginal (contínua)
• Em vez de somar uma fdp conjunta discreta, integramos
uma fdp conjunta contínua.
• As fdp’s marginais são usados para fazer declarações de
probabilidade sobre uma variável.
• Se a função densidade de probabilidade conjunta de
variáveis aleatórias 𝑋 𝑒 𝑌 é 𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦), as funções de
densidade de probabilidade marginal de 𝑋 𝑒 𝑌 são:
Exemplo: Tempo de Acesso ao Servidor-1
Para as variáveis aleatórias
vezes nos exemplos
anteriores, encontre a
probabilidade de que 𝑌
exceda 2000.
Integre a fdp conjunta
diretamente usando a figura
para determinar os limites.
2000
0 2000 2000
2000 , ,
Dark region left dark region right dark region
XY XY
x
P Y f x y dy dx f x y dy dx
Exemplo: Tempo de Acesso ao Servidor-1
Como alternativa, encontre a fdp marginal e integre-a
para encontrar a probabilidade desejada.
0.001 0.002
0
0.002 0.001
0
0.001
0.002
0
0.001
0.002
3 0.002 0.001
0.001
1
0.001
6 10 1 for 0
y
x y
Y
y
y x
y
x
y
y
y
y y
f y ke
ke e dx
e
ke
e
ke
e e y
2000
3 0.002 0.001
2000
0.002 0.003
3
2000 2000
4 6
3
2000
6 10 1
6 10
0.002 0.003
6 10 0.05
0.002 0.003
Y
y y
y y
P Y f y dy
e e dy
e e
e e
Média e variância de uma distribuição marginal
As médias 𝐸 (𝑋) e 𝐸(𝑌) são calculados a partir das
distribuições marginais discretas e contínuas.
Distribuição Condicional:
Distribuições de Probabilidade Condicional
Do Exemplo anterior
P(Y=1|X=3) = 0.25/0.55 = 0.455
P(Y=2|X=3) = 0.20/0.55 = 0.364
P(Y=3|X=3) = 0.05/0.55 = 0.091
P(Y=4|X=3) = 0.05/0.55 = 0.091
Soma = 1.00
1 2 3 f (y ) =
1 0.01 0.02 0.25 0.28
2 0.02 0.03 0.20 0.25
3 0.02 0.10 0.05 0.17
4 0.15 0.10 0.05 0.30
f (x ) = 0.20 0.25 0.55 1.00
x = number of bars
of signal strength
y = number of
times city
name is stated
Observe que há 12 probabilidades condicionais em 𝑋 e mais 12
probabilidades condicionais em 𝑌.
Lembre-se que:
Distribuições Condicionais
Qual a probabilidade de 2 filhos serem homens dado que dado que o
primeiro filho é do homem?
𝑃(𝑋 = 2| 𝑌 = 1) = 𝑃(𝑋 = 2 ∩ 𝑌 = 1) / 𝑃(𝑌 = 1) = (2/8) / (1/2)
= 1/2
Dado 𝑌 = 1, qual a probabilidade de observarmos os outros valores de 𝑋?
𝑃(𝑋 = 0| 𝑌 = 1) = 𝑃(𝑋 = 0 ∩ 𝑌 = 1) / 𝑃(𝑌 = 1) = 0 / (1/2) = 0
𝑃(𝑋 = 1| 𝑌 = 1) = 𝑃(𝑋 = 1 ∩ 𝑌 = 1) / 𝑃(𝑌 = 1) = (1/8) / (1/2) = 1/4
𝑃(𝑋 = 3| 𝑌 = 1) = 𝑃(𝑋 = 3 ∩ 𝑌 = 1) / 𝑃(𝑌 = 1) = (1/8) / (1/2) = 1/4
x 0 1 2 3 Total
P(X = x |Y = 1) 0 1/4 1/2 1/4 1
Distribuição Condicional de 𝑿 dado 𝒀 = 𝟏
x 0 1 2 3 Total
𝑃(𝑋 = 𝑥 |𝑌 = 0) 1/4 1/2 1/4 0 1
Distribuição Condicional de 𝑿 dado 𝒀 = 𝟎
Esperança e variâncias condicionais
Dado que o primeiro filho é mulher, qual o número esperado de filhos
homens?
𝐸(𝑋 | 𝑌 = 0) = (0 𝑥 ¼) + (1 𝑥 ½) + (2 𝑥 ¼) + ( 3 𝑥 0) = 1
E se o primeiro filho é homem?
𝐸(𝑋 | 𝑌 = 1) = (0 𝑥 0) + (1 𝑥 ¼) + (2 𝑥 ½) + ( 3 𝑥 1/4) = 2
Definição: A esperança condicional de 𝑋 dado 𝑌 = 𝑦 é definida por
)yY|xX(Px)yY|X(E
x 0 1 2 3 Total
P(X = x |Y = 0) 1/4 1/2 1/4 0 1
P(X = x |Y = 1) 0 1/4 1/2 1/4 1
Distribuições Condicionais de 𝑿 dado 𝒀 = 𝒚
Qual a Variância de 𝑿 dado 𝒀 = 𝟎?
4/1)X(DP
2
11
2
3)X(VAR
2
3)0x9()
4
1x 4()
2
1x 1()
4
1 x 0()0Y|X(E
0Y|X(E)0Y|X(E
)0Y|xX(P)0Y|X(Ex)0Y|X(VAR
2
22
2
Função densidade de probabilidade condicional
Dadas 2 variáveis aleatórias contínuas 𝑋 𝑒 𝑌 com função densidade
de probabilidade conjunta 𝑓𝑋,𝑌(𝑥, 𝑦) , a função densidade de
probabilidade condicional de 𝑌 dado 𝑋 = 𝑥 é
Que satisfaz as seguintes propriedades:
Exemplo: Probabilidade Condicional
No Exemplo anterior, determine a fdp condicional para 𝑌 dado 𝑋 = 𝑥.
0.001 0.002
0.002
0.001
0.002
0.001
0.003
0.001 0.002
0.003
0.002 0.002
0.002
0.002
0.003 for 0
,
0.003
0.002 for 0
x y
X
x
y
x
x
x
x
x y
XY
Y x x
X
x y
f x k e dy
e
ke
e
ke
e x
f x y ke
f y
ef x
e x y
Exemplo: Probabilidade Condicional
Agora encontre a probabilidade de 𝑌 exceder 2000, dado que 𝑋 = 1500:
1500
2000
0.002 1500 0.002
2000
0.002
3
2000
4
3 1
2000 1500
0.002
0.002
0.002
0.002 0.368
0.002
Y
y
y
P Y X
f y dy
e
e
e
e
e e
A fdp condicional não é zero na
linha sólida na região sombreada.
Exemplo: Fdp discretas condicionais
Fdps discretas condicionais podem ser mostrados como tabelas.
1 2 3 f (y ) = 1 2 3
1 0.01 0.02 0.25 0.28 0.036 0.071 0.893 1.000
2 0.02 0.03 0.20 0.25 0.080 0.120 0.800 1.000
3 0.02 0.10 0.05 0.17 0.118 0.588 0.294 1.000
4 0.15 0.10 0.05 0.30 0.500 0.333 0.167 1.000
f (x ) = 0.20 0.25 0.55
1 0.050 0.080 0.455
2 0.100 0.120 0.364
3 0.100 0.400 0.091
4 0.750 0.400 0.091
Sum of f(y|x) = 1.000 1.000 1.000
f(x|y) for y = Sum of
f(x|y) =
y = number of
times city
name is stated
x = number of bars
of signal strength
Média e variância de variáveis aleatórias condicionais
• A média condicional de 𝑌 dada 𝑋 = 𝑥, denotada como 𝐸(𝑌|𝑥) ou
𝜇𝑌|𝑥 é:
• A variação condicional de 𝑌 dada 𝑋 = 𝑥, denotada como 𝑉(𝑌|𝑥) ou
𝜎2𝑌|𝑥 é:
2
2 2
Y x Y x Y x Y x
y yV Y x y f y dy y f y
Esperança Condicional:
Exemplo: Média Condicional e Variância
Nos exemplos anteriores, qual é a média condicional para 𝑌,
dado que 𝑥 = 1500? Integrar por peças.
0.002 1500 0.002 3 0.002
1500 1500
0.002 0.002
3
15001500
0.002
3 3
1500
3
1500 0.002 0.002
0.002
0.002 0.002
1500
0.002
0.002 0.002 0.002
0.002
y y
y y
y
E Y X y e dy e y e dy
e e
e y dy
e
e e
e
3
3
3
3
1500
0.002 0.002 0.002
0.002 2000 2000
0.002
e
e
e
e
Se o tempo de conexão for de 1500 ms, o tempo esperado para ser autorizado é de
2000 ms.
Exemplo:
Para as variáveis aleatórias discretas no Exercício anterior,
qual é a média condicional de 𝑌 dada 𝑋 = 1?
1 2 3 f (y ) =
1 0.01 0.02 0.25 0.28
2 0.02 0.03 0.20 0.25
3 0.02 0.10 0.05 0.17
4 0.15 0.10 0.05 0.30
f (x ) = 0.20 0.25 0.55 y*f(y|x=1) y2*f(y|x=1)
1 0.050 0.080 0.455 0.05 0.05
2 0.100 0.120 0.364 0.20 0.40
3 0.100 0.400 0.091 0.30 0.90
4 0.750 0.400 0.091 3.00 12.00
Sum of f(y|x) = 1.000 1.000 1.000 3.55 13.35
12.6025
0.7475
y = number of
times city
name is stated
x = number of bars
of signal strength
O número médio de tentativas dadas uma barra é 3,55 com variação de
0,7475.
Funções de Variáveis Aleatórias:
Funções de Variáveis Aleatórias:
Funções de Variáveis Aleatórias:
Variáveis aleatórias independentes
Lembrando: Dois eventos A e B são Independentes se 𝑃(𝐴 | 𝐵) = 𝑃(𝐴)
ou de forma equivalente 𝑃(𝐵 | 𝐴) = 𝑃(𝐵)
Como consequência: 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐴) 𝑃(𝐵)
Definição: Duas variáveis aleatórias discretas X e Y assumindo os valores x1,x2,... e y1,y2,...
são independentes se
𝑃(𝑋 = 𝑥𝑖| 𝑌 = 𝑦𝑖) = 𝑃(𝑋 = 𝑥𝑖) para todo par de valores (𝑥𝑖, 𝑦𝑖)
ou similarmente se
𝑃(𝑌 = 𝑦𝑖 | 𝑋 = 𝑥𝑖) = 𝑃(𝑌 = 𝑦𝑖) para todo par de valores (𝑥𝑖, 𝑦𝑖)
O condição de independência acima por ser estendida para mais de 2 variáveis.
As variáveis aleatórias discretas 𝑋, 𝑌 e 𝑍 são independentes se, e somente se,
𝑃(𝑋 = 𝑥𝑖 , 𝑌 = 𝑦𝑗, 𝑍 = 𝑧𝑘) = 𝑃(𝑋 = 𝑥𝑖) 𝑃(𝑌 = 𝑦𝑗) 𝑃(𝑍 = 𝑧𝑘)
para todo par de valores (𝑥𝑖, 𝑦𝑖, 𝑧𝑘)
Condição alternativa de independência: Duas variáveis aleatórias discretas X e Y são
independentes se e somente se 𝑃(𝑌 = 𝑦𝑖 ∩ 𝑋 = 𝑥𝑖) = 𝑃(𝑋 = 𝑥𝑖) 𝑃(𝑌 = 𝑦𝑖)
para todos pares de valores (𝑥𝑖, 𝑦𝑖)
𝑋 = número de meninos
𝑌 = 1, se primeiro filho é homem, 𝑌 = 0 se o segundo filho é mulher
X
Y
0 1 2 3 Total
0 1/8 2/8 1/8 0 1/2
1 0 1/8 2/8 1/8 1/2
Total 1/8 3/8 3/8 1/8 1
𝑿 e 𝒀 são independentes?
𝑃(𝑋 = 0 , 𝑌 = 0) = 1/8 ≠ 𝑃(𝑋 = 0) 𝑃(𝑌 = 0) = (½ ) 𝑥 (1/8) = 1/16
Portanto 𝑋 e 𝑌 não são independentes.
Exemplo
𝑋 – salário do esposo
𝑌 – salário da esposa
𝑥
𝑦
100 200 300 Total
100 0,30 0,05 0,05 0,40
200 0,05 0,25 0,10 0,40
300 0,00 0,05 0,15 0,20
Total 0,35 0,35 0,30 1
𝑃(𝑋 = 100, 𝑌 = 300) = 0 ≠ 𝑃(𝑋 = 100) 𝑥 𝑃(𝑌 = 300) = 0,35 𝑥 0,2 = 0,07
Portanto, 𝑋 e 𝑌 são dependentes.
𝑋 – salário do esposo
𝑌 – salário da esposa
𝑥
𝑦
100 200 300 Total
100 0,14 0,14 0,12 0,40
200 0,14 0,14 0,12 0,40
300 0,07 0,07 0,06 0,20
Total 0,35 0,35 0,30 1
Observe que 𝑃(𝑋 = 𝑥, 𝑌 = 𝑦) = 𝑃(𝑋 = 𝑥) 𝑃(𝑌 = 𝑦) para todo par (𝑥, 𝑦)
Portanto, 𝑋 𝑒 𝑌 são independentes.
Exemplo
Distribuição de um função de 2 variáveis aleatórias
𝑋 – salário do esposo 𝑌 – salário da esposa
𝑥
𝑦
100 200 300 Total
100 0,30 0,05 0,05 0,40
200 0,05 0,25 0,10 0,40
300 0,00 0,05 0,15 0,20
Total 0,35 0,35 0,30 1
Qual a distribuição do salário do casal 𝑍 = 𝑋 + 𝑌?
Distribuição conjunta de X e Y
𝑧 200 300 400 500 600
P(Z = z)
p(100,100)
= 0,30
p(100,200) +
p(200,100) =
0,10
p(300,100) +
p(100,300) +
P(200,200) =
0,30
p(200,300) +
p(300,200) =
0,15
p(300,300) =
0,15
Distribuição do produto de 𝑿 e 𝒀
𝑊 = 𝑋𝑌
𝒘 𝑷(𝑾 = 𝒘)
10.000 p(100,100) = 0,30
20.000 p(100,200) + p(200,100) = 0,10
30.000 p(100,300) + p(300,100) = 0,05
40.000 p(200,200) = 0,25
60.000 p(200,300) + p(300,200) = 0,15
90.000 p(300,300) = 0,15
Qual o valor esperado de 𝒁 = 𝑿 + 𝒀?
𝒛 200 300 400 500 600
𝑷(𝒁 = 𝒛)
p(100,100)=
0,30
p(100,200) +
p(200,100) =
0,10
p(300,200)+
p(300,100)+
p(200,200) =
0,30
p(200,200) +
p(300,200) =
0,15
p(300,300)=
0,15
375)300,300(600
)200,300()300,200(500
)300,100()100,300()200,200(400
)100,200()200,100(300
)100,100(200
)600(600)500(500
)400(400)300(300)200(200)()(
YXP
YXPYXP
YXPYXPYXP
YXPYXP
YXP
ZPZP
ZPZPZPzZzPZE
z
yx
y xx y
x yx y
x y
YEXEyypxxp
yxpyyxpx
yxypyxxp
yxpyxYXE
)()()()(
),(),(
),(),(
),()()(
x y
yxpyxhYXhE ),(),()),((
Seja 𝑋 e 𝑌duas variáveis aleatórias discretas e
𝐻(𝑋, 𝑌) uma função de 𝑌
Então,
Considere 𝒏 variáveis aleatórias discretas 𝑿𝟏,𝑿𝟐, … , 𝑿𝒏
𝐸(𝑋1+ 𝑋2, …+ 𝑋𝑛) = 𝐸(𝑋1) + 𝐸(𝑋2)…+ 𝐸(𝑋𝑛)
Exemplo: 𝑋1,𝑋2, … , 𝑋𝑛 variáveis aleatórias independentes bernoulli com parâmetro 𝑝
𝐸 𝑋1 + 𝑋2, …+ 𝑋𝑛 = 𝑝 + 𝑝 + … .+ 𝑝 = 𝑛𝑝,
que é o valor esperado de uma distribuição 𝐵(𝑛, 𝑝).
Qual o valor esperado de W = XY?
w P(W = w)
10.000 p(100,100) = 0,30
20.000 p(100,200) + p(200,100) = 0,10
30.000 p(100,300) + p(300,100) = 0,05
40.000 p(200,200) = 0,25
60.000 p(200,300) + p(300,200) = 0,15
90.000 p(300,300) = 0,15
E(XY) = 10.000 x 0,30 +
20.000 x 0,10 +
30.000 x 0.05 +
40.000 x 0,25 +
60.000 x 0,15 +
90.000 x 0,15 =
39.000
Introdução:
Introdução:
Independência de Variáveis Aleatórias
Independência de variável aleatória significa que o conhecimento dos
valores de 𝑋 não altera nenhuma das probabilidades associadas aos
valores de 𝑌.
𝑋 𝑒 𝑌 variam independentemente.
A dependência implica que os valores de 𝑋 são influenciados pelos
valores de 𝑌.
Se 𝑿 e 𝒀 são variáveis independentes, 𝑬(𝑿𝒀) = 𝑬(𝑿) 𝑬(𝒀)
y x
x y
x y
YEXExxpyyp
ypxpxy
yxpxyXYE
)()()()(
)()(
),( )(
Entretanto, 𝑬(𝑿𝒀) = 𝑬(𝑿) 𝑬(𝒀) não implica em
independência de 𝑿 e 𝒀.
Variáveis Aleatórias Independentes
Em uma operação de moldagem
de plástico, cada peça é
classificada de acordo com as
especificações de cor e
comprimento.
1 if the part conforms to color specs
0 otherwise
1 if the part conforms to length specs
0 otherwise
X
Y
A Figura (a) mostra probabilidades
marginais e conjuntas, 𝑓𝑋𝑌 (𝑥, 𝑦) =
𝑓𝑋 (𝑥) ∗ 𝑓𝑌 (𝑦)
A Figura (b) mostra as
probabilidades condicionais, fY | x =
fY (y)
Propriedades da Independência
Para variáveis aleatórias 𝑋 e 𝑌, se alguma das seguintes
propriedades for verdadeira, as outras também serão
verdadeiras. Então, 𝑋 e 𝑌 são independentes.
Faixa retangular para (𝑿, 𝒀)
• Um intervalo retangular para 𝑋 𝑒 𝑌 é uma condição necessária, mas
não suficiente, para a independência das variáveis.
• Se o intervalo de 𝑋 𝑒 𝑌 não for retangular, o intervalo de uma variável
será limitado pelo valor da outra variável.
• Se o intervalo de 𝑋 𝑒 𝑌 for retangular, uma das propriedades
anteriores deve ser demonstrada para provar a independência.
Exemplo: Variáveis Aleatórias Independentes
Suponha que no exemplo anterior seja modificado para
que o PDF conjunto seja:
• X e Y são independentes? O produto dos fdps
marginais é igual ao fdp conjunta? Sim por inspeção.
• Encontre esta probabilidade:
6 0.001 0.002, 2 10 for 0 and 0.x y
XYf x y e x y
6 0.001 0.002
0
0.001
2 10
0.001 for 0
x y
X
x
f x e dy
e x
6 0.001 0.002
0
0.002
2 10
0.002 for y 0
x y
Y
y
f y e dx
e
1 2
1000, 1000 1000 1000
1 0.318
P X Y P X P Y
e e
Exemplo: Dimensões usinadas
Deixe as variáveis aleatórias
𝑋 𝑒 𝑌 denotarem os comprimentos
de 2 dimensões de uma peça
usinada. Suponha que 𝑋 𝑒 𝑌 sejam
independentes e normalmente
distribuídos. Encontre a
probabilidade desejada.
10.4 10.6, 3.15 3.25 10.4 10.6 3.15 3.25
10.4 10.5 10.6 10.5 3.15 3.2 3.25 3.2
0.05 0.05 0.06 0.06
2 2 0.833 0.833 0.568
P X Y P X P Y
P Z P Z
P Z P Z
X Y
Mean 10.5 3.2
Variance 0.0025 0.0036
Normal
Random Variables
Exemplo: Mais de duas variáveis aleatórias
• Muitas dimensões de uma peça usinada são medidas rotineiramente
durante a produção.
• Deixe as variáveis aleatórias 𝑋1, 𝑋2, 𝑋3𝑒 𝑋4 denotarem os
comprimentos das quatro dimensões de uma peça.
• O que aprendemos sobre fdps conjuntas, marginais e condicionais em
duas variáveis se estende a muitas (𝑝) variáveis aleatórias.
Função de densidade de probabilidade conjunta redefinida
A função densidade de probabilidade conjunta para variáveis
aleatórias contínuas X1, X2, X3, …Xp, denotada como
satisfaz as seguintes propriedades:
1 2 3 ... 1 2 3, , ,...,
px x x x pf x x x x
Exemplo: Vida útil do componente
Em uma montagem eletrônica, deixe 𝑋1, 𝑋2, 𝑋3 𝑒 𝑋4
denotar a vida útil de 4 componentes em horas. A fdp
conjunta é:
Qual é a probabilidade de o dispositivo operar mais de 1000
horas?
O fdp conjunto é um produto de fdps exponenciais.
𝑃(𝑋1 > 1000, 𝑋2 > 1000, 𝑋3 > 1000, 𝑋4 > 1000)
= e-1-2-1.5-3 = e-7.5 = 0.00055
1 2 3 4
1 2 3 4
0.001 0.002 0.0015 0.00312
1 2 3 4, , , 9 10 for x 0x x x x
X X X X if x x x x e
Exemplo: Probabilidade como uma proporção de
volumes
• Suponha que o fdp conjunto das variáveis aleatórias contínuas
𝑋 𝑒 𝑌 seja constante na região 𝑥2 + 𝑦2 = 4. O gráfico é um bolo
redondo com raio de 2 e altura de 1 / 4𝜋.
• Um círculo redondo de raio 1 é cortado do centro do bolo, a região
𝑥2 +𝑦2 = 1.
• Qual é a probabilidade de que um pedaço de bolo selecionado
aleatoriamente venha da ronda central?
• O volume do bolo é 1. O volume da rodada é 𝜋 × 1 / 4𝜋 = ¼.
• A probabilidade desejada é ¼.
Média e variância de uma fdp conjunta
A média e a variação do 𝑋𝑖 podem ser determinadas a
partir do fdp marginal ou da fdp conjunta da seguinte
maneira:
Exemplo:
• Existem 10 pontos
nesta fdp discreta
conjunta.
• Observe que
• 𝑥1+ 𝑥2+ 𝑥3 = 3
• Listar a fdp marginal
de 𝑋2
Distribuições de Probabilidade Condicional
• As distribuições de probabilidade condicional podem
ser desenvolvidas para várias variáveis aleatórias pela
extensão das idéias usadas para duas variáveis
aleatórias.
• Suponha 𝑝 = 5 e desejamos encontrar a distribuição
condicional em 𝑋4 𝑒 𝑋5.
Independência com múltiplas variáveis
O conceito de independência pode ser estendido a várias
variáveis.
Se as variáveis aleatórias são independentes se, e somente se,
Exemplo:
• mostramos que uma variável aleatória binomial negativa com
parâmetros 𝑝 e 𝑟 pode ser representada como uma soma de 𝑟
variáveis aleatórias geométricas 𝑋1, 𝑋2, … , 𝑋𝑟, cada uma com o
parâmetro 𝑝.
• Como os testes binomiais são independentes, 𝑋1, 𝑋2, … , 𝑋𝑟 são
variáveis aleatórias independentes.
Exemplo: Espessura da camada
Suponha que 𝑋1, 𝑋2, 𝑋3 representem a espessura em µ𝑚 de um
substrato, uma camada ativa e uma camada de revestimento
de um produto químico. Suponha que essas variáveis sejam
independentes e normalmente distribuídas com parâmetros e
limites especificados, conforme apresentado.
X1 X2 X3
Mean (μ) 10,000 1,000 80
Std dev (σ) 250 20 4
Lower limit 9,200 950 75
Upper limit 10,800 1,050 85
P(in limits) 0.99863 0.98758 0.78870
Note the index pattern P(all in limits) = 0.77783
Normal
Random Variables
Que proporção do produto
atende a todas as especificações?
Resposta: 0.7783, produto de 3
camadas.
Qual das três espessuras tem a
menor probabilidade de atender
às especificações?
Resposta: a camada 3 tem menos
prob.
Covariância:
Covariância:
Introdução:
Exemplo:
Exemplo:
Variância da soma de v.a.’s:
Coeficiente de correlação:
Coeficiente de correlação:
Exemplo:
Exemplo:
Exemplo:
Introdução:
Exemplo:
Covariância de 2 V.A.’s:
Covariância de 2 V.A.’s: (Exemplo)
Covariância de 2 V.A.’s: (Exemplo)
e
Covariância
• A covariância é uma medida da relação entre duas
variáveis aleatórias.
Primeiro, precisamos descrever o valor esperado de
uma função de duas variáveis aleatórias. Seja
ℎ(𝑋, 𝑌) a função de interesse.
Exemplo: (Função de 2 V.A.’s)
Figura 5-12 Distribuição articular
discreta de 𝑋 𝑒 𝑌.
Tarefa: Calcule 𝐸[(𝑋 − 𝜇𝑋)(𝑌 − 𝜇𝑌)] =
covariância
x y f(x, y) x-μX y-μY Prod
1 1 0.1 -1.4 -1.0 0.14
1 2 0.2 -1.4 0.0 0.00
3 1 0.2 0.6 -1.0 -0.12
3 2 0.2 0.6 0.0 0.00
3 3 0.3 0.6 1.0 0.18
1 0.3 0.20
3 0.7
1 0.3
2 0.4
3 0.3
μX = 2.4
μY = 2.0M
ea
n
covariance =
Jo
in
t
M
ar
gi
n
al
Covariância
Figura 5-13 Distribuições de probabilidade conjunta e o sinal de cov
(X, Y). Observe que a covariância é uma medida do relacionamento
linear. Variáveis com covariância diferente de zero são
correlacionadas.
Exemplo: Covariância intuitiva
A distribuição de probabilidade do Exemplo 5-1 é mostrada.
Por inspeção, observe que as probabilidades maiores
ocorrem quando 𝑋 𝑒 𝑌 se movem em direções opostas. Isso
indica uma covariância negativa.
1 2 3
1 0.01 0.02 0.25
2 0.02 0.03 0.20
3 0.02 0.10 0.05
4 0.15 0.10 0.05
x = number of bars
of signal strength
y = number of
times city
name is stated
Exemplo: Covariância e Correlação
Determine a
covariância e
correlação.
x y f(x, y) x-μX y-μY Prod
0 0 0.2 -1.8 -1.2 0.42
1 1 0.1 -0.8 -0.2 0.01
1 2 0.1 -0.8 0.8 -0.07
2 1 0.1 0.2 -0.2 0.00
2 2 0.1 0.2 0.8 0.02
3 3 0.4 1.2 1.8 0.88
0 0.2 1.260
1 0.2 0.926
2 0.2
3 0.4
0 0.2
1 0.2
2 0.2
3 0.4
μX = 1.8
μY = 1.8
σX = 1.1662
σY = 1.1662St
D
ev
correlation =
Jo
in
t
M
ar
gi
n
al
covariance =
M
ea
n
Note the strong
positive correlation.
Figura 5-14 Distribuição
articular discreta, f (x, y).
Exemplo:
Calcule a correlação.
x y f(x, y) x*y*f
1 7 0.2 1.4
2 9 0.6 10.8
3 11 0.2 6.6
1 0.2 18.8 = E(XY)
2 0.6 0.80 = cov(X ,Y )
3 0.2 1.00 = ρXY
7 0.2
9 0.6
11 0.2
μX = 2
μY = 9.0
σX = 0.6325
σY = 1.2649
Jo
in
t
M
ea
n
St
D
ev
M
ar
gi
n
al
s
Using Equations
5-14 & 5-15
Figura 5-15 Distribuição articular
discreta. A inclinação dos pontos
de conexão da linha é
irrelevante.
Independência implica ρ = 0
• Se 𝑋 𝑒 𝑌 são variáveis aleatórias independentes,
• 𝜎𝑋𝑌 = 𝜌𝑋𝑌 = 0
• ρXY = 0 é necessário, mas não uma condição suficiente para a
independência.
A Figura 5-13d (x, y traça como um círculo) fornece um exemplo.
A Figura 5-13b (x, y representa um quadrado) indica independência,
mas um padrão não retangular indica dependência.
Exemplo: Independência implica covariância zero
Figura. Uma
distribuição de junta
planar.
4 2
2 2
0 0
24 3
2
0 0
4
2
0
4
3
0
1
16
1
16 3
1 8
16 3
1 1 64 32
6 3 6 3 9
32 4 8
0
9 3 3
XY
E XY x y dx dy
x
y dy
y dy
y
E XY E X E Y
4 2
2
0 0
24 3
0 0
4
2
0
4 2
2
0 0
24 2
2
0 0
4
3
0
1
16
1
16 3
1 8 1 16 4
16 2 3 6 2 3
1
16
1
16 2
2 1 64 8
16 3 8 3 3
E X x ydx dy
x
y dy
y
E Y xy dx dy
x
y dy
y
Distribuições conjuntas comuns
• Existem duas distribuições conjuntas comuns:
- Distribuição de probabilidade multinomial (discreta), uma extensão
da distribuição binomial;
- Distribuição de probabilidade normal bivariada (contínua),uma
extensão de duas variáveis da distribuição normal. Embora existam,
não lidamos com mais de duas variáveis aleatórias.
• Existem muitas distribuições de probabilidade conjunta menos
conhecidas e personalizadas, como você já viu.
Distribuição de Probabilidade Multinomial
• Suponha que um experimento aleatório consista em uma série
de 𝑛 ensaios. Assuma isso:
• O resultado de cada tentativa pode ser classificado em uma
das 𝑘 classes.
• A probabilidade de um teste resultar em um dos 𝑘 resultados é
constante, denotada como 𝑝1, 𝑝2, … , 𝑝𝑘.
• Os ensaios são independentes.
• As variáveis aleatórias 𝑋1, 𝑋2, … , 𝑋𝑘 denotam o número de
resultados em cada classe e têm uma função multinomial de
distribuição e massa de probabilidade:
Exemplo: Canal Digital
Dos 20 bits recebidos em um canal digital, 14 são de
excelente qualidade, 3 são bons, 2 são justos, 1 é
ruim. A sequência recebida foi
EEEEEEEEEEEEEEGGGFFP.
A probabilidade dessa sequência é
0,6140,330.0820,021 = 2,708 * 10-9
No entanto, o número de maneiras diferentes de
receber esses bits é muito!
O resultado combinado é uma distribuição multinomial.
x P(x)
E 0.60
G 0.30
F 0.08
P 0.02
20!
2,325,600
14!3!2!1!
14 3 2 1
1 2 3 4
20!
14, 3, 2, 1 0.6 0.3 0.08 0.02 0.0063
14!3!2!1!
P x x x x
Exemplo: Canal Digital
Consulte novamente o Exemplo anterior.
Qual é a probabilidade de 12 bits serem E, 6 bits
serem G, 2 serem F e 0 serem P?
12 6 2 0
1 2 3 4
20!
12, 6, 2, 0 0.6 0.3 0.08 0.02 0.0358
12!6!2!0!
P x x x x
Médias e Variâncias Multinomial
As distribuições marginais do multinomial são binomiais.
Se 𝑋1, 𝑋2, … , 𝑋𝑘 têm uma distribuição multinomial, as distribuições de
probabilidade marginal de 𝑋𝑖 são binomiais com:
𝐸 𝑋𝑖 = 𝑛𝑝𝑖 𝑒 𝑉(𝑋𝑖) = 𝑛𝑝𝑖(1 − 𝑝𝑖)
Exemplo: Distribuições de Probabilidade Marginal
Consulte novamente o Exemplo anterior. As classes agora
são {G}, {F} e {E, P}. Agora, o multinomial muda para:
Exemplo: Distribuição Normal Bivariada
Anteriormente, discutimos as duas dimensões de uma peça moldada
por injeção como duas variáveis aleatórias (𝑋 𝑒 𝑌). Que cada
dimensão seja modelada como uma variável aleatória normal. Como
as dimensões são da mesma parte, elas normalmente não são
independentes e, portanto, correlacionadas.
Agora, temos cinco parâmetros para descrever a distribuição normal
bivariada:
𝜇𝑋, 𝜎𝑋, 𝜇𝑌, 𝜎𝑌, 𝜌𝑋𝑌
Distribuição normal bivariada: (definição)
2
2 2
2 22
1
, ; , , , ,
2 1
21
2 1
for and .
u
XY X X Y Y
X Y
X X Y Y
X X Y Y
f x y e
x x y y
u
x y
0, ,
Parameter limits: 1 1
0, ,
x x
y y
Papel da Correlação
Figura 5-17 Estas ilustrações mostram as formas e linhas de contorno de
duas distribuições normais bivariadas. A distribuição esquerda possui
variáveis aleatórias X, Y independentes (ρ = 0). A distribuição correta possui
variáveis aleatórias X, Y dependentes com correlação positiva (ρ> 0, na
verdade 0,9). O centro das elipses do contorno é o ponto (μX, μY).
Exemplo: Distribuição normal bivariada padrão
Figura 5-18 Este é um normal bivariado padrão porque suas médias
são zero, seus desvios padrão são um e sua correlação é zero, pois
X e Y são independentes. A função de densidade de probabilidade
conjunta é:
Distribuições marginais da normal bivariada
Se 𝑋 𝑒 𝑌 têm uma distribuição normal bivariada com
função de densidade de probabilidade conjunta
𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦; 𝜎𝑋, 𝜎𝑌, 𝜇𝑋, 𝜇𝑌, 𝜌), as distribuições de
probabilidade marginal de 𝑋 𝑒 𝑌 são normais com
médias 𝜇𝑋 𝑒𝜇𝑌; 𝜎𝑋𝑒𝜎𝑌, respectivamente.
Figura 5-19 As funções de densidade de probabilidade marginal de
uma distribuição normal bivariada são simplesmente projeções da
junta em cada um dos planos do eixo. Observe que a correlação (𝜌)
não tem efeito nas distribuições marginais.
Distribuições Condicionais da Articulação Normal
Se 𝑋 𝑒 𝑌 têm uma distribuição normal bivariada com
densidade de probabilidade
conjunta 𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦; 𝜎𝑋, 𝜎𝑌, 𝜇𝑋, 𝜇𝑌, 𝜌), a distribuição de
probabilidade condicional de 𝑌, dada 𝑋 = 𝑥, é
normal com média e variância da seguinte forma:
2 2 21
Y
Y XY x
X
YY x
x
Correlação de variáveis aleatórias normais bivariadas
Se 𝑋 𝑒 𝑌 têm uma distribuição normal bivariada com função de
densidade de probabilidade conjunta
𝑓𝑋𝑌(𝑥, 𝑦; 𝜎𝑋, 𝜎𝑌, 𝜇𝑋, 𝜇𝑌, 𝜌),
a correlação entre 𝑋 e 𝑌 é 𝜌.
Correlação e independência normais bivariadas
• Em geral, a correlação zero não implica independência.
Mas, no caso especial que 𝑋 𝑒 𝑌 têm uma distribuição normal
bivariada, se 𝜌 = 0, então 𝑋 𝑒 𝑌 são independentes.
Exemplo: Peça moldada por injeção
As dimensões das peças moldadas por injeção têm os parâmetros
apresentados e são representados graficamente como mostrado.
A probabilidade de 𝑋 𝑒 𝑌 estarem dentro dos limites é o volume no
PDF entre os valores-limite.
Este volume é determinado pela integração numérica - além do
escopo deste texto.
X Y
Mean 3 7.7
Std Dev 0.04 0.08
Correlation
Upper Limit 3.05 7.80
Lower Limit 2.95 7.60
Bivariate
0.8
Figura 5-3
Amostra Aleatória simples com/sem reposição:
Se dispomos de uma amostra aleatória simples com/sem reposição de tamanho 𝑛 (𝑋1, … ,
𝑋𝑛), então:
i) 𝑓(𝑥1, … , 𝑥𝑛) = 𝑖=1
𝑛 𝑓𝑋𝑖 𝑥𝑖 , (independência, i.)
ii) 𝑓𝑋𝑖 𝑥𝑖 =𝑓𝑋1 𝑥𝑖 ; ∀𝑋𝑖 , (identicamente distribuída, i.d.)
Isto é, uma amostra aleatória é independente e identicamente distribuída (i.i.d). Portanto,
a distribuição de probabilidade de uma amostra aleatória simples com/sem reposição de
tamanho 𝑛 (𝑋1, … , 𝑋𝑛) pode ser escrita como
𝑓(𝑥1, … , 𝑥𝑛) = 𝑖=1
𝑛 𝑓𝑋𝑖 𝑥𝑖 = 𝑖=1
𝑛 𝑓𝑋1 𝑥𝑖 .
Distribuição conjunta para variáveis i.i.d contínuas com
distribuição 𝑵(𝜽, 𝝈𝟐):
i.i.d.
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Distribuições Conjuntas:
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