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Sumário 
 
LOGÍSTICA - Contexto Histórico .................................................................................... 3 
LOGÍSTICA - Evolução e Integração ............................................................................... 4 
Gestão Logística de Centros de Armazenamento......................................................... 5 
Gestão de Custos Logísticos .......................................................................................... 8 
Produção - Gestão Estratégica Logística ..................................................................... 12 
Gestão de Estoques e Logística Enxuta....................................................................... 17 
Indicadores de Performance da Cadeia Logística ....................................................... 24 
Modais de Transporte Cargas ..................................................................................... 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LOGÍSTICA - Contexto Histórico 
Por conceito, logística é a parte organizacional de uma empresa em que 
se faz o planejamento relacionado a materiais, produtos, finanças, funcionários 
e informações. É a área que busca otimizar todos os processos, para que sejam 
realizadas com o menor gasto possível e posteriormente capaz de entregar 
melhores resultados. 
Existem duas origens mais conhecidas para o termo e o significado de 
logística da forma como conhecemos hoje. Ambas estão intimamente 
relacionadas às guerras e à preparação necessária para dar conta desses 
momentos. 
A Grécia Antiga é a primeira suposição do local de origem da logística. 
Nesta região foi onde surgiu o termo “logistikas”, que significa cálculo e 
raciocínio, no sentido matemático. Em derivação desse termo, os militares 
responsáveis pelos assuntos financeiros e pela distribuição de suprimentos em 
meio às batalhas, eram chamados de “logistikos”. Nos Impérios Romano e 
Bizantino também era usual essa nomenclatura. 
A segunda suposição vem do verbo francês “loger”, que significa alojar ou 
acolher, e deu origem à palavra “logistique”. O termo passou a ser utilizado nos 
estudos do teórico Barão Antoine Henri Jomini, militar que estudou a guerra, 
dividindo-a em 5 grandes partes: estratégia, grandes táticas, logística, 
engenharia e táticas menores. Com essa divisão, ficou definido logística como 
“a arte de movimentar exércitos”. 
Ao acompanhar Napoleão Bonaparte na organização das guerras, 
execução de planejamentos estratégicos de transporte de tropas, armamentos e 
de distribuição de suprimentos, Jomini detectou a necessidade da logística e 
descreveu-a em sua obra “Sumário da Arte da Guerra”. 
Assim nascia a ideia de logística. 
A partir desse momento, alguns acontecimentos industriais foram 
marcantes na história da logística, como: a invenção das máquinas a vapor por 
James Watt, no século XVIII, que permitiu a produção em massa de artefatos 
que antes eram produzidos manualmente, de forma não escalável. 
Da mesma forma, a Segunda Revolução Industrial foi um avanço na 
história, porque trouxe grandes inovações para o que era considerado como a 
maior dificuldade após a criação da produção em alto volume: a distribuição em 
massa. Em razão dessa demanda, foram criados meios de transporte e 
comunicação, como trens, navios e o telégrafo. 
Depois, vieram os conceitos de Taylorismo (divisão do trabalho) e 
Fordismo (linha de produção), para introduzir de vez a automatização de 
processos de produção para torná-los efetivamente escaláveis e eficientes. 
 
LOGÍSTICA - Evolução e Integração 
Conforme o tempo passa e os estudos e demandas sobre logística são 
atualizados, as empresas percebem cada vez mais necessidades diferentes. Um 
exemplo é a mudança de hábitos dos próprios consumidores que estão cada vez 
mais críticos e exigentes na hora de escolher um produto, em razão da 
Sociedade de Informação. Além disso, consideram também mais do que nunca 
o prazo do recebimento e a praticidade na entrega. 
Para as empresas se manterem competitivas no mercado, é necessário 
utilizar estratégias de logística para organizar e melhorar a gestão, de forma que 
atenda a esses consumidores mais informados e conscientes, como também 
superar expectativas daqueles clientes que não ainda enxergam essa velocidade 
do mercado. 
Com essa visão, fica nítido que o papel da logística é muito maior do que 
apenas uma estratégia de distribuição eficaz. Vai desde a compra de matérias-
primas, passando pela gestão de estoques e produção, controle de operações, 
gestão e previsão da demanda e até o planejamento de longo prazo. Por isso, a 
logística precisa evoluir a cada dia para manter um processo muito mais 
complexo de compra alinhado, do início ao fim, para agregar valor ao produto ou 
serviço vendido e manter as contas da empresa. 
Nesse contexto, muitas empresas conseguem identificar que precisam de 
auxílio para desenvolver toda ou parte dessa estratégia. Em alguns casos, 
contrata-se consultores de logística para que façam um diagnóstico da empresa 
e da situação atual, metrificando possibilidades e objetivos de futuro traçado em 
um planejamento adequado. 
Gestão Logística de Centros de Armazenamento 
O centro de distribuição (CD) é fundamental para a organização e o 
andamento dos processos logísticos de uma empresa. O local é capaz de 
armazenar materiais e produtos, funcionando como uma base que facilita o 
trabalho no cotidiano. 
A partir dos centros de distribuição, as cargas estocadas seguem por 
diferentes caminhos. Ou seja: os itens podem ser destinados aos revendedores, 
clientes finais e até mesmo outras sedes ou filiais da empresa. 
O centro de distribuição é um lugar — não necessariamente próximo ou 
na sede da empresa — que tem como principal finalidade receber, armazenar e 
distribuir produtos ou materiais. A proposta de manter uma instalação só para 
isso está totalmente relacionada a questões logísticas. 
Geralmente, a localização dos centros de distribuição é estratégica. É 
comum encontrá-los próximos a rodovias importantes, que facilitem a chegada 
e a saída de mercadorias. A maioria também conta com uma estrutura ampla, 
que permite o armazenamento das cargas e o estacionamento dos caminhões. 
Em mercados nos quais a agilidade conta muito, ter um centro de 
distribuição de qualidade se torna um diferencial em meio a tanta 
competitividade. 
Principais vantagens de um centro de distribuição 
Esse tipo de instalação não é pensado apenas como um local adequado 
para armazenar volumes. Sua busca é um movimento estratégico de empresas 
que sabem o quanto ele pode agregar aos negócios. Confira algumas das 
vantagens a seguir. 
Estoques concentrados em um só local 
Com a centralização do estoque, fica muito mais prático trabalhar na 
distribuição e no recebimento, por questões simples de logística. A vantagem se 
configura tanto para a empresa dona do CD quanto para quem trabalha 
vendendo ou comprando dela. 
Além disso, o armazenamento é facilitado. Quando todas as atividades 
logísticas acontecem em um mesmo local, o controle passa a ser único e 
possivelmente estabelecido no próprio centro de distribuição. 
Localização bem planejada 
É imprescindível pensar na localização antes de buscar por um centro de 
distribuição. Uma visão estratégica nessa etapa faz toda a diferença e facilita os 
trabalhos da empresa. 
É importante pensar em questões como o tráfego e a proximidade de 
fornecedores ou rodovias que levem a lugares necessários, entre outras. Todos 
esses detalhes agilizam os processos logísticos — um dos principais objetivos 
dos gestores visionários da área. 
Observar pontos estruturais e de infraestrutura também é importante na 
hora de escolher um local. Então, antes de optar pelo CD ideal, verifique os 
gastos com o aluguel e a manutenção do espaço. 
Economia de custos 
Um CD proporciona economia de custos em diversos momentos. Sualocalização estratégica reduz o consumo de combustível, ao passo que o aluguel 
de um galpão à parte minimiza a necessidade de obras para manutenção na 
sede da empresa, além de baratear os fretes (que serão sempre feitos para o 
mesmo lugar). 
A organização também é um ponto-chave. Com um CD espaçoso e 
equipes trabalhando exclusivamente no local, torna-se viável manter o controle 
dos volumes e evitar compras desnecessárias. 
Eficiência na movimentação de mercadorias 
A agilidade na movimentação de produtos em um centro de distribuição 
merece toda a atenção do gestor de logística. O sucesso dessa etapa depende 
muito do layout e do espaço projetado para o desenvolvimento de suas 
atividades. 
Por isso, um centro de distribuição adequado às operações de 
recebimento, carregamento e estocagem de mercadorias é o que garante a 
eficiência do processo. 
Ganho de tempo 
Localização estratégica, eficiência na movimentação de materiais e 
centralização do estoque são alguns dos fatores que, em conjunto, proporcionam 
agilidade às operações logísticas. Em um CD, o endereçamento de produtos é 
mais preciso, pois em geral há mais espaço disponível. 
Dessa forma, nenhuma mercadoria corre o risco de ser perdida no 
estoque: como são facilmente localizados, os operadores economizam tempo na 
separação dos pedidos. Um centro de distribuição bem organizado, atrelado a 
métodos tecnológicos avançados de supply chain, faz com que as mercadorias 
cheguem até o consumidor final com maior rapidez. 
Além de manter seu cliente sempre satisfeito, o que o torna fiel, a empresa 
economiza tempo em todos os seus processos. Isso é traduzido como um 
aumento expressivo em sua margem de lucro. 
Controle da janela de vendas 
As empresas acabam fechando um maior volume de vendas em 
determinadas épocas do ano. Nas datas comemorativas, como Dia das Mães, 
Natal e Páscoa, o mercado deve estar preparado para suprir a alta procura e 
garantir a entrega dos produtos aos consumidores no prazo correto. 
O centro de distribuição tem a função de armazenar melhor essa 
quantidade de itens e disponibilizar adequadamente os materiais a serem 
manuseados. Com uma boa estruturação, um CD tem a capacidade de operar 
até 24 horas por dia, com trocas de turnos e turmas de trabalhos. 
Garantia de qualidade nos serviços prestados 
Escolher o centro de distribuição como estratégia de negócio é uma 
excelente alternativa para garantir o alto padrão de qualidade no atendimento ao 
cliente. Uma das grandes reclamações dos consumidores é a busca por um tipo 
de mercadoria possível de ser encontrada em seu estabelecimento, mas que 
não é disponibilizada quando precisam. 
Ou seja: eles se deparam com o produto indisponível no momento. Tal 
cenário causa uma grande frustração pessoa — que pode não retornar à 
empresa para realizar novas compras. Além de perder a venda, deixa-se escapar 
um potencial cliente. 
Mas isso dificilmente vai acontecer entre os estabelecimentos que 
trabalham com um centro de distribuição, pois haverá espaço suficiente para 
operar com o transporte adequado, além da quantidade e da variedade de 
produtos que são necessárias para o atendimento satisfatório do seu cliente. 
Vale lembrar que a entrega no tempo certo, com a quantidade correta e a 
qualidade garantida, é um ponto crucial para garantir o melhor atendimento ao 
público. Portanto, o centro de distribuição pode ser um grande diferencial dentro 
do mercado: como vimos, os CDs são relevantes e capazes de trazer vantagens 
para a atuação estratégica de uma empresa. 
 
Gestão de Custos Logísticos 
Garantir uma boa gestão de custos logísticos é fundamental para manter 
os processos eficientes, além de garantir bons resultados — como uma 
lucratividade satisfatória que permita manter a empresa competitiva no mercado. 
Essa realidade é ainda mais visível no setor de e-commerce, que depende 
de uma operação logística eficiente para viabilizar o seu sucesso. Para isso, é 
preciso conhecer as categorias de custos que existem na operação. Esse 
aspecto possibilita organizá-los e monitorá-los constantemente, evitando que 
ultrapassem o limite do ideal. 
Afinal, o que são os custos logísticos? 
Em geral, as empresas que atuam com o comércio eletrônico tendem a 
terceirizar a atividade de distribuição de mercadorias para operadores logísticos 
especializados. Essa prática busca ampliar o alcance das entregas e torna esse 
processo mais eficaz. 
Antes, porém, é preciso conhecer como essa operação impacta o 
desempenho financeiro. Sob o ponto de vista de transportes, os custos logísticos 
são todos os gastos relacionados às atividades de movimentação de matérias-
primas e mercadorias de um negócio. 
Entre eles, podemos destacar: 
• a manutenção da frota; 
• a armazenagem dos produtos; 
• os gastos para viabilizar o transporte; e 
• a folha de pagamento referente à contratação de motoristas. 
Muitas empresas optam por repassar parte dos custos de entrega para os 
clientes e cobram uma taxa de frete que é acrescentada ao valor final das 
compras. Contudo, essa é uma decisão que tem grande influência sobre o 
volume de vendas e deve ser estudada com cuidado. 
Por que a gestão de custos logísticos é tão importante? 
A apuração dos custos é uma parte fundamental da gestão de qualquer 
negócio, seja uma startup, seja uma grande corporação. O que muda de acordo 
com o ramo de atuação é a distribuição dos custos dependendo do tipo de 
produto. 
Nas empresas que atuam no setor de e-commerce, um dos gastos 
principais é representado pela logística. Portanto, fazer a gestão de custos 
logísticos é importante para que os gestores tenham conhecimento sobre os 
custos envolvidos nas operações. 
Aumento da lucratividade 
Quando uma empresa deseja aumentar os seus lucros, existem duas 
posições que podem ser adotadas: aumentar a entrada de receitas ou minimizar 
os custos. Contudo, somente a segunda opção depende de fatores internos. 
Eliminar gastos excessivos e encontrar formas de economizar na 
operação logística representa a garantia do crescimento da lucratividade. Além 
disso, permite a revisão dos preços para torná-los mais competitivos em relação 
ao mercado. 
Redução de riscos 
A desordem financeira é um dos principais riscos para o estabelecimento 
de um negócio. Quando não há visibilidade sobre a entrada e saída de recursos, 
é impossível criar um planejamento financeiro e manter a estabilidade do 
funcionamento da empresa. 
Esse aspecto é ainda mais visível na operação de transportes, que 
depende de um controle preciso para evitar desperdícios. 
Melhoria da produtividade 
A redução de custos é um projeto que envolve a reformulação de 
processos de trabalho com o intuito de simplificar as atividades e reduzir gastos. 
Com essa análise aprofundada, é possível identificar oportunidades de melhoria 
significativas. 
A partir do momento em que se tem essa noção, a tomada de decisão de 
melhorias se torna mais direcionada, além de haver a possibilidade de reduzir 
os gastos sem influenciar na qualidade dos serviços prestados. 
Assim, consegue-se aumentar a eficiência dos processos, ampliar o 
atendimento dos clientes e tornar a empresa cada vez mais competitiva no 
mercado. 
Como colocar a gestão de custos logísticos em prática? 
Devido à sua importância para o desempenho financeiro, é fundamental 
estudar formas de conhecer os gastos em cada aspecto do negócio. É aí que 
surge a necessidade de planejar e controlar por meio de uma gestão eficaz. 
Estude a estrutura de custos 
É a separação dos custos e a identificação da participação de cada um 
deles nos gastos totais da empresa em determinado período. Por meio dela, 
consegue-se acompanhar a evolução deles nas atividades. Ela pode ser dividida 
da seguinte forma: 
• suprimentos: custo de aquisição; 
• gestão de estoque: armazenagem (operacional), estoques (imobilizado), 
ruptura (perda) e embalagens;• transporte: entregas (operacional) e gestão de documentos; 
• gestão da frota: aquisição de veículos e manutenção; 
• custos administrativos: mão de obra e material auxiliar; 
• custos financeiros: investimentos em melhorias operacionais. 
Utilize a classificação ABC 
A metodologia de classificação ABC é uma das ferramentas de gestão de 
custos mais utilizadas tanto no setor industrial como no varejo e pode ser 
adaptada para as lojas virtuais. 
A sua principal funcionalidade é a capacidade de separar os custos 
logísticos por produto, fornecedor e cliente. Desse modo, é possível medir a 
participação de cada venda no lucro final e identificar oportunidades de 
reduções. 
Também é possível identificar se há excedente de estoque que resulte em 
gastos elevados. Essa medida contribui para uma gestão enxuta que visa a 
reduzir atividades que não agregam valor ao produto final. 
Busque conhecer as metodologias de custeio 
Metodologia de custeio é a forma como uma empresa define o preço de 
venda dos serviços. A ideia é separar os custos fixos das variáveis e definir a 
participação deles na precificação final. Basicamente, existem 3 métodos: 
• custeio por absorção: trata-se da apropriação de todos os custos (fixos e 
variáveis, diretos e indiretos) gerados com o uso dos recursos voltados para a 
prestação dos serviços. Esses gastos são distribuídos entre as demandas 
atendidas; 
• custeio variável: o custo final do serviço é a soma dos custos variáveis, 
dividido pela produção (demandas atendidas), enquanto os custos fixos são 
considerados diretamente no resultado do exercício; 
• custeio padrão: baseia-se em um custo definido previamente. Ele indica o 
“custo ideal”, que deve servir de base para controle, conhecimento das variações 
e análise da eficiência da produção. 
Alugue galpões para a distribuição 
A utilização de centros de distribuição na operação logística não é 
novidade. Afinal, a proposta desse imóvel é possibilitar a entrega dos pedidos de 
forma ágil. Desse modo, o gestor pode aproveitar a sua localização privilegiada 
para facilitar o acesso aos clientes. 
Essa é uma alternativa para descentralizar o gerenciamento das entregas 
em diversas unidades nas quais os produtos são armazenados e, 
posteriormente, despachados para o destinatário. 
Como podemos ver, a gestão de custos logísticos é fundamental para uma 
empresa tornar as atividades mais enxutas e, ao mesmo tempo, rentáveis. Isso 
influencia diretamente na precificação dos serviços, o que ajuda a atrair mais 
clientes para o negócio. Sendo assim, podemos dizer que uma boa 
administração dos gastos ajuda a garantir não só a perenidade do negócio, mas 
também o seu sucesso no mercado. 
 
Produção - Gestão Estratégica Logística 
Toda empresa está envolvida em uma cadeia de suprimentos, que é 
composta por diversas etapas. Essa cadeia é como um ciclo, que abrange desde 
a matéria-prima e a produção do produto até o atendimento ao cliente, passando 
por expedição, distribuição e planejamento dos materiais. 
Quando a cadeia de suprimentos não é cumprida de forma adequada, 
aparecem os problemas relacionados à logística, que podem ocasionar prejuízos 
à organização, como uma reputação negativa por parte dos clientes. 
Então, o que é o planejamento da logística nesse contexto? Basicamente, 
é o suporte necessário para que a cadeia de suprimentos seja efetivada, fazendo 
com que a sua empresa satisfaça o consumidor final. Afinal de contas, assim 
que adquire um produto, o cliente quer recebê-lo em pouco tempo. 
Entregas com atraso 
Problemas na logística impactam diretamente no prazo de entrega das 
mercadorias. Isso significa que o cliente pode receber o produto após o prazo 
acordado com a empresa, o que faz com que sejam geradas reclamações no 
Procon, nas redes sociais e em sites especializados, como o Reclame Aqui. 
Produtos com avarias 
Um processo logístico com funcionamento inadequado pode ocasionar 
avarias nos produtos. Como as mercadorias passam por diferentes locais e 
pessoas e são transportadas por mais tempo, o resultado é a possibilidade de 
haver danos. Isso também motiva a reclamação por parte do consumidor. 
Pedidos errados 
Quando funciona de maneira inadequada, o processo logístico pode 
apresentar falhas. Uma delas são os erros nos pedidos. Ou seja, um cliente 
adquiriu determinado produto, mas recebeu outro em sua residência. 
Campanhas de marketing destruídas 
Mesmo uma grande empresa pode ver sua campanha de marketing ser 
destruída por causa de uma logística mal realizada. Mesmo que a campanha 
seja incrível, uma grande quantidade de clientes reclamando pode arruiná-la, 
especialmente se as reclamações forem inseridas em redes sociais, tomando 
grandes proporções. 
Clientes optando pela concorrência 
Quando uma empresa apresenta problemas logísticos, os clientes se 
sentem insatisfeitos e, por isso, acabam optando pela concorrência, comprando 
produtos similares, com qualidade parecida e atendimento melhor. 
Produtos com validade vencida 
Sem um bom gerenciamento logístico, não se tem uma gestão do estoque 
eficiente. Assim, há mais possibilidade de os produtos terem a validade vencida, 
tendo que ser descartados e gerando prejuízos à organização. 
Quais os objetivos do planejamento logístico 
Para fazer um bom planejamento para a logística, é preciso primeiramente 
entender que esse setor tem competências que abrangem a empresa como um 
todo. Assim, esse departamento é responsável pela coordenação de áreas 
funcionais, avaliação de abertura de novas filiais e organização do sistema de 
armazenagem e transporte. 
Portanto, a logística tem um papel bastante amplo e o planejamento deve 
considerar essa característica. Nesse sentido, os softwares utilizados para 
controle de estoque, a frota de veículos para transporte e as estruturas físicas 
para armazenagem devem ser elementos analisados, identificando se estão 
adequados para o atendimento da demanda existente. 
 
Além disso, o planejamento deve ter 3 objetivos principais: 
• Diminuição de custos — a busca é pela diminuição dos gastos variáveis 
com transporte e armazenagem; 
• Redução de investimentos — o objetivo é investir o valor mínimo possível 
para a frota e para a armazenagem. Isso pode aumentar os custos 
variáveis, sendo uma desvantagem, mas também elevar o retorno sobre 
o montante investido, o que é positivo. O cuidado que se deve ter é com 
os quesitos operacionais, já que a empresa pode não conseguir contratar 
terceiros para atender à demanda existente; 
• Melhoria do serviço — o intuito é aumentar a receita pela melhoria do 
serviço. Em questões de marketing, pode ser uma estratégia complicada, 
porque pode exigir que a empresa mude de nicho de mercado. Porém, 
quando a empresa mantém o valor do produto, a organização conquista 
vantagem competitiva. 
 
A partir de então, você deve identificar parâmetros do mercado e da 
organização para que o planejamento seja condizente com a realidade futura. 
Alguns elementos que devem ser analisados são demanda, nível do serviço de 
atendimento ao cliente, características que compõem o produto, estabilidade 
política e econômica e as opções de transporte. 
 
A demanda apresenta uma previsão das necessidades futuras dos 
clientes. O nível de serviço de atendimento ao cliente ajuda a delimitar a 
demanda e tem relação com o nicho de mercado em que a empresa está 
inserida. 
As características que compõem o produto são importantes para as 
decisões de armazenagem e transporte. Por sua vez, as opções de transporte 
são fundamentais para a redução de custos, sendo que podem ser consideradas 
diversas alternativas. 
Por fim, a estabilidade política e econômica é fundamental, pois define as 
variações de demanda e os riscos dos investimentos. 
 
Como executar o planejamento logístico 
Depois de considerar todos os elementos citados, chega a hora de definir 
o tipo de planejamentoque será adotado. Existem 3 possibilidades: 
 
• Estratégico — tem longo prazo, sempre maior que cinco anos; 
• Tático — tem duração de um ano, porque geralmente acompanha o 
orçamento do ano; 
• Operacional – é relacionado ao dia a dia, tendo duração máxima de duas 
semanas. 
Além disso, há cinco processos principais que devem ser focados no 
planejamento. Veja quais são: 
 
Localização das instalações 
A entrega e a distribuição das mercadorias são afetadas pela localização. 
Um bom local permite implantar ferramentas logísticas, diminuindo a 
necessidade de estoque e de espaço para armazenamento, além de também 
reduzir os custos. 
 
Sistemas de informação 
 
Antes de adquirir um software para a gestão logística, deve-se conhecer 
os processos internos. Assim, é possível verificar aquele que é mais adequado 
e customizar, se necessário. 
Suprimentos 
Relacionados à cadeia logística, os suprimentos permitem delimitar o que 
deve ser estocado e em qual quantidade. O planejamento permitirá reduzir 
custos, garantir o recebimento de produtos de qualidade superior, diminuir o 
estoque necessário, planejar o que é necessário, realizar compras etc. 
 
Armazenagem 
Esse aspecto ajuda a trabalhar as variações que ocorrem. No entanto, é 
possível adotar atitudes que otimizam a armazenagem, como o recebimento de 
produtos, o processamento de pedidos, as embalagens, o treinamento dos 
colaboradores, entre outros elementos. 
 
Transporte 
Escolher o modal de transporte mais adequado é essencial para que as 
necessidades da empresa sejam atendidas. Entre os elementos que devem ser 
analisados estão a velocidade, o custo e a confiabilidade. Além disso, também 
pode ser considerado um transporte terceirizado ou próprio. É necessário 
considerar o que é mais interessante para a organização. 
Assim, percebe-se que a logística está relacionada a diversos setores e 
atividades da empresa, sendo importante para a redução de custos, reputação 
da marca e eficiência no atendimento ao cliente. 
 
Gestão de Estoques e Logística Enxuta 
O termo enxuto, como tradução de “lean”, surgiu na literatura de negócios 
para adjetivar o Sistema Toyota de fabricação. Tal sistema era lean por uma 
série de razões: requeria menos esforço humano para projetar e produzir os 
veículos, necessitava menos investimento por unidade de capacidade de 
produção, trabalhava com menos fornecedores, operava com menos peças em 
estoque em cada etapa do processo produtivo, registrava um menor número de 
defeitos, o número de acidentes de trabalho era menor e demonstrava 
significativas reduções de tempo entre o conceito de produto e seu lançamento 
em escala comercial, entre o pedido feito pelo cliente e a entrega e entre a 
identificação de problemas e a resolução dos mesmos. 
A fabricação enxuta passou a ser conhecida como fabricação “just-in-
time” e sua adoção, por inúmeras empresas em todo o mundo, obedecia a uma 
série de requisitos, dentre os quais podem ser mencionados a mudança de 
produção empurrada para a produção puxada, o desenvolvimento de 
fornecedores, a eliminação de atividades que não agregam valor, a delegação 
de poder aos empregados para que propusessem idéias que conduzissem a 
melhorias nos produtos e nos processos e o envolvimento dos clientes no 
desenvolvimento de produtos. 
Como a repercussão econômica mais visível da adoção do conceito lean 
sempre foi a redução de estoques, através de entregas mais freqüentes e 
diminuição dos lotes de compra e/ou de fabricação, surgiu no âmbito da logística 
a premissa do “ressuprimento enxuto”, expressão que erradamente muitos 
passaram a substituir por “logística enxuta”. Enquanto o ressuprimento enxuto é 
um conceito limitado, por considerar apenas as operações de abastecimento, 
que pode ser inadequado por não avaliar corretamente todos os trade-offs 
envolvidos em sua adoção (aumento dos custos de transportes ou ineficiências 
provocadas nos sistemas de fornecedores e clientes), o conceito de logística 
enxuta é mais amplo e envolve iniciativas que visam a criação de valor para os 
clientes mediante um serviço logístico realizado com o menor custo total para os 
integrantes da cadeia de suprimentos. 
Em diversas publicações sobre as dificuldades da adoção do conceito de 
Supply Chain é possível encontrar referências a conflitos entre potenciais 
parceiros devido a fatores como atrasos nas entregas, erros na documentação, 
embalagens inadequadas, etc. Todos estes fatores ocasionam perdas de tempo, 
aborrecimentos, retrabalhos e desconfianças, entre outros problemas, 
comprometendo seriamente a constituição de uma cadeia. O pensamento 
enxuto, quando aplicado, procura fazer com que as partes envolvidas trabalhem 
juntas para eliminar essas fontes de desperdícios. 
PRINCÍPIOS DO CONSUMO ENXUTO 
• Solucionar totalmente o problema do cliente, assegurando que todos os 
produtos e serviços funcionem e que funcionem juntos 
• Não desperdiçar o tempo do cliente 
• Oferecer exatamente aquilo que o cliente quer 
• Oferecer o que o cliente quer exatamente onde ele quer 
• Oferecer o que o cliente quer, onde ele quer e exatamente quando ele 
quer 
• Agregar continuamente soluções para reduzir tempo e aborrecimentos do 
cliente 
• Solucionar totalmente o problema do cliente 
A Martin-Brower McDonald’s é a divisão da MB Brasil responsável 
exclusivamente pela ligação e operação logística entre fornecedores da rede 
McDonald’s e os mais de 500 estabelecimentos espalhados em todo o Brasil. A 
empresa procurou entender desde o início os critérios competitivos de seu 
cliente: consistência (os produtos vendidos nas lojas são sempre iguais), rapidez 
(a empresa atua no setor de fast food) e preço (os produtos McDonald’s não são 
os mais baratos do mercado, mas há uma preocupação em reduzir custos para 
que os preços não se distanciem dos praticados pelos concorrentes). 
Para que seu cliente tenha sucesso junto a seus clientes, a MB 
desenvolveu um projeto de serviços logísticos que cotidianamente persegue 
aqueles critérios competitivos: 
– Junto com os principais fornecedores (carnes e pães), criou em São 
Paulo o condomínio Food Town, que reúne as instalações fabris daqueles 
fornecedores e o principal centro de distribuição da MB, onde são processados 
os pedidos vindos das lojas e dos outros centros de distribuição da empresa. 
Todos os produtos necessários para abastecer as lojas (à exceção dos 
refrigerantes) convergem para o Food Town. O objetivo do projeto foi garantir a 
sincronia necessária para atender rapidamente aos pedidos recebidos. Cada loja 
fixa suas “janelas de serviço” e a periodicidade dessas entregas (duas a três por 
semana, dependendo da loja) é um dos importantes indicadores utilizados pelo 
McDonald’s para medir o desempenho da MB. 
– Também com o objetivo de sincronização (atendendo ao princípio de 
Womack e Jones de que “os produtos precisam funcionar e funcionar juntos”), a 
grande maioria dos caminhões da MB possui três compartimentos em 
temperaturas distintas para acomodar diferentes tipos de necessidades das 
lojas, com o objetivo de minimizar o número de entregas e diminuir, também, a 
probabilidade de que alguns produtos cheguem e outros não. 
– Com o objetivo de evitar erros tanto na emissão como no recebimento 
de pedidos, a MB desenvolveu o formulário eletrônico para envio e recepção dos 
pedidos via internet. Esta medida reduziu drasticamente os retrabalhos, entregas 
urgentes e falta de mercadoria nas lojas. 
– A MB instalou um sistema ERP com módulos de previsão de vendas, 
recebimento de pedidos, controle de estoques próprios e dos fornecedores, 
relatório de vendas por loja e acompanhamento diário dos indicadores de 
desempenho. 
– Para otimizar o número de caixas de produtos a serem transportadas 
por caminhão e por rota, a empresa adquiriu um programa roteirizador que 
determina, em função dos pedidos a serem entregues,a melhor rota para o 
veículo. 
– A MB mantém um Customer Service 24 horas, sete dias na semana, 
para atender a emergências das lojas e dos motoristas no caso de haver algum 
problema em rota. 
O McDonald’s paga os custos operacionais declarados pela MB e controla 
a parceria mediante um conjunto de indicadores que persegue a eficiência 
operacional do parceiro. Através de medidas como o giro do estoque, o número 
de funcionários MB por restaurante atendido, o percentual de pedidos sem erro 
sobre o total de pedidos, o número de caixas entregues por rota, dentre outros, 
o McDonald’s garante que, através de uma logística enxuta, a MB possa 
solucionar totalmente o seu problema. 
Por atuar num mercado maduro, com intensa concorrência, o McDonald’s 
está sempre pensando em promoções, novos produtos, etc. A MB não é apenas 
um operador que abastece as lojas; é um operador logístico integrado que 
administra a inteligência logística da cadeia, desenvolvendo soluções que dêem 
respostas aos desafios enfrentados pelo cliente, perseguindo o custo total 
mínimo para todos os integrantes da cadeia. 
Embora o exemplo acima tenha procurado ilustrar o primeiro princípio do 
consumo enxuto, podemos observar que o serviço logístico proporcionado pela 
MB McDonald’s está alinhado com vários outros princípios. 
Não desperdiçar o tempo do cliente (e de fornecedores, prestadores de 
serviços…) 
A noção antiga de desperdício estava muito relacionada com materiais 
que se perdem, que não podem ser reaproveitados, algo muito tangível e que a 
contabilidade precisava registrar como perdas dos processos industriais. Mas e 
o tempo mal utilizado? Tempo pago aos empregados, mas não consumido de 
forma útil porque faltou material, ou porque a etapa anterior não terminou sua 
parte, ou porque o supervisor está resolvendo um problema no outro prédio e os 
empregados esperam ordens, ou, ainda, porque a máquina quebrou e é preciso 
esperar o pessoal da manutenção, etc.? A fabricação enxuta procurou reduzir 
todos esses desperdícios, projetando processos que procuram otimizar o uso da 
mão-de-obra, estabelecendo sincronismos, empregando o conceito de mão-de-
obra multifuncional, fazendo com que um empregado possa trabalhar em outras 
tarefas quando a demanda pela sua atividade diminui ou temporariamente não 
existe. 
Estas mesmas ações podem ser levadas aos serviços, mas sua adoção 
tem sido muito lenta. Quanto tempo o cliente perde na conexão entre dois vôos 
porque não existe sincronia entre os processos? Quanto tempo o motorista e seu 
veículo ficam parados porque a operação de recepção é mal projetada ou porque 
quem precisa assinar o recibo não está presente? Quanto tempo se perde para 
desembarcar a mercadoria no porto? Os sistemas logísticos estão cheios de 
exemplos relacionados com a não obediência desse princípio. 
Como eliminar o desperdício de tempo? A palavra-chave é processo. É 
preciso mapear todas as atividades que precisam ser realizadas para que aquela 
operação ocorra no menor tempo possível. O que pode ser feito em paralelo? 
Quais são as atividades críticas, aquelas que podem causar o atraso? Vejamos 
um exemplo bem conhecido nos dias de hoje. No projeto do serviço de qualquer 
uma dessas companhias aéreas low cost/ low fare, que atualmente existem em 
quase todos os países, há uma orientação importantíssima: reduzir o tempo de 
permanência do avião em solo. Quem já voou pela GOL pode ter observado 
alguns procedimentos que procuram eliminar o desperdício de tempo: 
– A preocupação em limpar o avião antes do pouso, pedindo, inclusive, a 
ajuda dos passageiros. Essa limpeza fica facilitada pela natureza dos produtos 
servidos a bordo e pela não distribuição de jornais. A tarefa de limpeza é uma 
das que podem comprometer o tempo de permanência do avião no solo; 
– A preocupação em avisar o passageiro que o avião que vai efetuar seu 
vôo já está no solo. Isto evita que os passageiros se distanciem e, no momento 
do embarque, todos estão por perto, agilizando a operação; 
– O pedido para que embarquem antes os passageiros cujos assentos 
estão na parte de trás da cabine. A acomodação dos passageiros e de sua 
bagagem de mão é uma atividade crítica. Em alguns aeroportos, o controle da 
bagagem de mão é rigoroso; bagagens de determinado peso e/ou volume não 
são permitidas porque podem levar tempo para serem acomodadas; 
– Os empregados são multifuncionais; quem trabalha no check in pode 
ser deslocado para agilizar as operações de embarque, tornando-as mais 
rápidas; 
– Os aviões são abastecidos apenas em determinados aeroportos, 
aproveitando o preço mais baixo do combustível. Esta medida também contribui 
para diminuir o tempo no solo. 
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma síndrome que causa a 
interrupção do fluxo sangüíneo no cérebro. O AVC é isquêmico quando um 
coágulo provoca o bloqueio do vaso sangüíneo. É a maior causa de 
incapacidades físicas e cognitivas em nosso meio. A terapia trombolítica (injeção 
da enzima rt-PA para dissolver o coágulo) eleva significativamente a chance de 
uma recuperação completa de um AVCI. A terapia, entretanto, apresenta um pré-
requisito crítico: para que os efeitos do AVCI possam ser minimizados, o 
tratamento precisa ocorrer em no máximo três horas após a ocorrência da 
interrupção do fluxo sangüíneo. Assim, o grande desafio é a agilidade e 
sincronização dos procedimentos, incluindo o reconhecimento pelo paciente 
e/ou seus familiares de que há sintomas de AVC, a remoção do paciente para o 
hospital, sua internação, etc. 
Nos hospitais Mãe de Deus e São Lucas, ambos em Porto Alegre, foram 
implantadas diversas iniciativas para a redução de tempos nos casos de suspeita 
de ocorrência de AVCI: 
– Estabelecimento de Protocolos de AVC; 
– Formação de equipes de AVC; 
– Capacitação da Emergência para identificar qualquer sinal de alerta para AVC; 
– Capacidade de realizar rapidamente a tomografia do crânio; 
– Capacidade de realizar rapidamente um eletrocardiograma e coleta de sangue; 
– Estabelecimento de indicadores de qualidade; 
– Unidade de AVC (um médico e uma equipe responsável do começo ao fim do 
tratamento, eliminando ambigüidades e linha de responsabilidade). 
Os resultados obtidos nos dois primeiros anos da adoção dos 
procedimentos revelaram que o tempo entre a chegada ao hospital e o início do 
tratamento caiu de 1h 40min para 49 min. Dados publicados sobre o mesmo tipo 
de cuidados em hospitais do Canadá e Suécia, dois centros de referência 
mundial, mostram tempos entre 48 e 106 minutos. 
Oferecer o que o cliente quer, exatamente onde ele quer 
A Tesco é na atualidade a maior rede de supermercados da Inglaterra, 
com mais de 31% de participação de mercado. Em termos mundiais é a quinta 
maior rede, com um crescimento anual de 10% em suas vendas no último ano. 
Através de um sistema logístico que continuamente ressupre suas lojas, 
garantindo um nível de serviço de 96% em termos de disponibilidade, a Tesco, 
com seus cinco formatos de lojas, vai além de oferecer o que o cliente quer; ela 
está onde o cliente quer. 
– Tesco Extra: é o formato hipermercado, localizado fora das cidades; 
– Tesco Superstore: supermercados de tamanho padrão, localizados em bairros 
de classe média; 
– Tesco Metro: lojas de médio porte no centro das cidades e nas proximidades 
das principais estações de Metrô ou movimentados pontos de transporte público; 
– Tesco Express: pequenas lojas espalhadas por toda a cidade; 
– Tesco.com: vendas por internet. 
Os centros de distribuição integram os pedidos recebidos de todos os 
tipos de loja, mas, para cada formato, há um esquema próprio de distribuição, 
considerando, por exemplo, que as lojas Express trabalham com pequenos 
volumes, não possuem área de armazenagem e, por essa razão, precisam ser 
continuamente abastecidas. 
O programa de fidelidade da empresa é um importante aliado no objetivo 
de manteruma logística enxuta. As informações sobre as compras de mais de 
12 milhões de clientes cadastrados permitem à Tesco oferecer os produtos 
adequados para cada estabelecimento e realizar promoções adequadas para os 
clientes adequados. 
Agregar continuamente soluções para reduzir tempo e aborrecimento do 
cliente 
Este último princípio evoca a premissa de melhoria contínua. No contexto 
deste artigo a melhoria contínua seria a implacável perseguição aos 
desperdícios na cadeia de suprimentos. A logística enxuta tem muitos desafios, 
mas conta também com uma série de aliados e ações a serem praticadas para 
lograr seu objetivo: agilidade, sincronização, análise de processos com o objetivo 
de identificar onde se perde tempo e onde se acumulam estoques, colaboração 
com fornecedores e clientes para o planejamento da demanda, investimentos 
em tecnologia de informação para monitorar veículos, controlar estoques e 
dispor de indicadores on line para medir desempenhos e poder antecipar ações 
corretivas no rumo. 
Tanto a Martin-Brower Brasil como a Tesco, certamente os exemplos 
citados mais complexos em termos de atividades logísticas, são empresas em 
constante desafio na busca contínua de soluções que tornem mais eficiente as 
cadeias de suprimentos das quais fazem parte. 
 
Indicadores de Performance da Cadeia Logística 
 
Os indicadores de desempenho logístico são métricas quantitativas que 
possuem o objetivo de mensurar e avaliar determinados processos empresariais, 
ajudando a apontar pontos fortes e pontos a serem melhorados dentro do 
negócio. 
A partir dos indicadores de logística é que se pode agir diretamente na 
raiz do problema e corrigi-lo antes que traga prejuízos à empresa. 
Nas operações logísticas, os indicadores acompanhados seguem uma 
lógica estratégica, levando em consideração as metas da sua empresa e sua 
atual situação e posição no mercado. 
É necessário ter em mente quais pontos devem ser superados para se 
destacar. Quais indicadores deverão ser acompanhados com mais detalhes e 
merecem maior atenção? Qualidade? Quantidade? Receita? 
Dessa forma é preciso ter equilíbrio na gestão de indicadores e no 
desenvolvimento dos planos de ação, com incursões que possam aumentar a 
produtividade sem afetar o padrão apresentado pela organização, que refletem 
em diversas KPIs. 
Por que utilizar indicadores de desempenho logístico? 
Na logística empresarial, os indicadores são informações que permitem 
ao gestor saber quais setores da empresa merecem maior atenção, renovação 
e investimento. Monitorar KPIs a partir de dados confiáveis e precisos permite 
ao administrador: 
• Apontar falhas e causas da queda de qualidade; 
• Aumentar a produtividade de setores; 
• Tomar decisões mais assertivas; 
• Promover uma maior segurança dos dados; 
• Proporcionar um melhor nível de satisfação do cliente, 
• Fidelizar mais consumidores, com um padrão de qualidade no 
processo de atendimento. 
Principais indicadores de desempenho logístico 
Agora que você já entendeu por que os indicadores de desempenho 
logístico são importantes, deve estar se perguntando quais são as principais 
KPIs para ficar de olho. Visando a otimização de processos, listamos a seguir os 
principais a serem monitorados. 
Prazos de entrega 
Identifica eventuais problemas no processo de atendimento de pedidos, e 
diz respeito à relação entre quantidade de tarefas solicitadas e as demandas 
finalizadas corretamente dentro do prazo estipulado. 
Um indicador baixo nesse quesito mostra que medidas precisam ser 
adotadas, como a atualização do planejamento, a implementação de um sistema 
de ordem de serviços ou o treinamento da equipe, por exemplo. 
On-Time e In-Full 
O OTIF logística, conhecido como on-time e in-full, é um dos indicadores 
de maior relevância, capaz de mensurar a entrega da organização, baseando-
se em alguns pontos, como entregas feitas dentro do prazo e eficiência do 
atendimento, ou seja, no horário e locais corretos, sem danos ao produto. 
O cálculo do OTIF pede que que se faça a divisão do número de entregas 
que atendem critérios estabelecidos pelo número total de entregas feitas no 
período. Ao multiplicar por 100, obtém-se o percentual. Ou seja: OTIF% = nº de 
entregas OTIF ÷ nº total de entregas x 100. 
Custos de transporte a armazenagem 
Na logística 4.0, é essencial reduzir custos ao máximo possível sem 
perder qualidade. Do momento do pedido até sua entrega, o indicador de custos 
de transporte ajuda no cálculo das despesas inerentes a um atendimento. 
Os custos de transporte, portanto, podem ser divididos em etapas, como 
processamento de pedidos, setor administrativo, estoque e custos finais de 
transporte. Após o cálculo, é possível avaliar a porcentagem de cada fase do 
processo e mensurar os gastos. 
Os custos de armazenagem, por sua vez, referem-se aos investimentos 
necessários para alocar produtos ou movê-los para estoques fora de seu 
armazém próprio. Tais custos englobam equipamentos, veículos, energia 
elétrica e mão de obra, por exemplo. O armazém, como um dos protagonistas 
dos processos logísticos, merece constante atenção e estratégias para sua 
otimização. 
Perfect order rate 
O perfect order rate é um dos indicadores de desempenho logístico que 
mede a eficiência da cadeia de suprimentos, com a quantidade de pedidos 
recebidos, processados, despachados e entregues sem nenhum imprevisto ou 
incidente no trajeto. 
Uma maior eficiência da cadeia de suprimentos leva seus serviços de 
entrega a outro nível e, consequentemente, a clientes satisfeitos. Tudo isso 
reflete em menos devoluções e trocas de produtos, ou seja, mais lucro para sua 
empresa. 
Monitorar seus indicadores de desempenho logístico é essencial 
Para que os indicadores possam ser ferramentas produtivas de fato, é 
importante que todas as KPIs estejam alinhadas com os objetivos da 
organização. Além disso, deve-se definir um time de colaboradores responsáveis 
por analisar e acompanhar os dados junto a um sistema de gestão. 
Os indicadores também devem ser acionáveis e de simples entendimento 
e interpretação, onde cada informação complemente e dê suporte à outra. Todas 
as KPIs também devem contar com um nível mínimo de desempenho aceitável 
para manter um padrão funcionando. 
 
Modais de Transporte Cargas 
 
Com o crescimento mundial do setor industrial e varejista nos últimos 
anos, foi necessário repensar os tipos de modais de transporte de carga. 
Inclusive, para reduzir custos com logística e distribuir produtos e insumos de 
modo mais ágil, eficiente, seguro e que trouxesse confiabilidade aos clientes e 
valorização das empresas e marcas. 
Seja modal ferroviário, modal rodoviário, aéreo, aquaviário ou dutoviário, 
os custos logísticos em transporte representam a maior parcela das despesas 
gerais de uma organização. Estima-se que cerca de 60% desses custos sejam 
da área de transporte. 
O que pode, portanto, significar até três vezes o lucro de uma empresa, 
como visto no setor de distribuição de combustíveis. 
Mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de 
informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para se 
atingir o objetivo logístico. Isto é, o produto certo, na quantidade certa, na hora 
certa, no lugar certo e ao menor custo possível. 
Sabendo quando e qual o melhor modal de transporte utilizar para o seu 
tipo produto, ainda em estágio de matéria-prima ou já industrializado. Portanto, 
a empresa pode aumentar sua margem de lucros diminuindo os custos de 
distribuição, os gastos com produtos avariados e logística reversa. 
Isso sem falar que ela ainda pode reduzir os custos com campanhas de 
marketing para o reconhecimento da marca. Uma vez que será bem-vista por 
seus clientes em razão da boa reputação com a qualidade e tempo das entregas 
realizadas. 
1. Modal Rodoviário 
O transporte rodoviário é o mais conhecido e é o modal de transportemais 
utilizado no brasil em toda a extensão do território nacional. Aliás, desde a 
década de 50, com a implantação da indústria automobilística no Brasil, há um 
crescimento na distribuição por meio de caminhões e carretas nas rodovias 
brasileiras. 
Esse modal de transporte permite criar rotas mais flexíveis, viabilizando 
diversos tipos de cargas. Ele é aconselhável para o transporte a curta distância 
de produtos acabados ou semiacabados, com alto valor agregado, como 
eletrônicos, e também perecíveis, como grãos, laticínios e carnes. 
Principais vantagens e desvantagens do modal rodoviário 
As principais vantagens do modal rodoviário são: 
• acessibilidade, pois a malha rodoviária abrange quase todos os 
lugares do território brasileiro; 
• facilidade para contratar ou organizar o transporte; 
• flexibilidade em organizar a rota; 
• pouca burocracia quanto à documentação necessária para o 
transporte; 
• maior investimento do governo na infraestrutura das rodovias, se 
comparada aos outros modais. 
Já as principais desvantagens do modal de transporte rodoviário são: 
• alto custo de carregamento, por causa do impacto direto que pedágios 
e alto valor do combustível geram; 
• baixa capacidade de carga; 
• menor distância alcançada com relação ao tempo utilizado para o 
transporte; 
• maiores chances de a carga ser extraviada, por causa de roubos e 
acidentes. 
• a malha rodoviária pode ser muito afetada pelas condições de tráfego. 
Visto que uma das suas principais desvantagens são seus altos custos. 
Principalmente em se tratando de combustíveis, o mercado já está em busca de 
novas tecnologias para tornar esse transporte mais econômico e eficiente. 
O futuro do transporte rodoviário 
Entre elas, caminhões movidos a energia elétrica podem ser uma nova 
tendência no mercado. Essa inovação permite a redução da emissão de gases 
nocivos na natureza, já que uma das questões mais preocupantes é a sua 
relação com o meio ambiente. 
O transporte rodoviário elétrico ainda está bem distante de se tornar algo 
comum em nossas rodovias, pois apresenta algumas desvantagens como alto 
custo, tempo de recarga de bateria extenso e baixa durabilidade de suas cargas. 
Atualmente, esse tipo de transporte seria ideal apenas para curtas e médias 
distâncias. 
Outra tecnologia que tem sido bem discutida e já testada nos Estados 
Unidos com sucesso é o uso de caminhões autônomos, ou seja, sem motorista 
— uma inovação e tanto, não é mesmo? 
Desse modo, essa tecnologia permite o aumento da produtividade, uma vez que 
eles podem rodar 24 horas e 7 dias sem intervalos, resultando até mesmo em 
uma drástica redução de acidentes nas estradas. 
2. Modal Aéreo 
O modal de transporte aéreo tem como principal característica a agilidade 
e a facilidade em percorrer longas distâncias no território nacional e 
internacional. O transporte aéreo é uma ótima opção quando os fatores tempo 
de entrega e segurança são um requisito para a sua empresa. 
Apesar de ter limitações no volume de carga, tamanho, peso e quantidade 
a ser transportada, é ideal para produtos eletrônicos, produtos frágeis ou com 
curto prazo de validade ou de consumo. 
Principais vantagens e desvantagens do modal de transporte aéreo 
As principais vantagens do modal de transporte aéreo são: 
• percorre longas distâncias independentemente dos acidentes 
geográficos que a rota possa ter; 
• trânsito livre e exclusivo; 
• aeroportos próximos ou em centros urbanos; 
• modal com o menor tempo de entrega da carga; 
• menor custo com embalagens, pois a carga é menos manuseada 
durante seu trânsito. 
As principais desvantagens do modal de transporte aéreo são: 
• limitação na quantidade de carga transportada; 
• custo mais elevado que os demais modais de transporte citados; 
• necessita de terminais de acesso; 
• pode depender de outro modal. 
As empresas aéreas têm se reinventado na logística, contando, por 
exemplo, com a ajuda de aplicativos e robôs para aumentar a oferta de 
transporte de cargas por avião no país. 
De acordo com a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), 
em 2017, foi registrado acréscimo de 1,8% na movimentação de cargas no 
mercado doméstico e de 23,4% no internacional. Devido ao alto valor agregado, 
a carga movimentada representa 12% da corrente de comércio brasileira, mas 
apenas 0,1% em peso. 
Uma das propostas do setor é o comprometimento com seu cliente em 
entregar seus produtos de forma mais rápida e pelo menor custo. 
Assim, as demandas que dependem da sazonalidade também são uma 
ótima oportunidade de negócio. Visto que necessitam de mais rapidez na sua 
entrega devido às suas características, como é o caso de alimentos que 
precisam de refrigeração. 
Recentemente, surgiu uma nova preocupação nos aeroportos: o roubo de 
cargas. Em abril de 2018, um carregamento de celulares foi roubado de um 
terminal de cargas do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. 
A ação dos bandidos foi filmada pelo circuito interno de câmeras. Estima-
se um prejuízo de US$1 milhão, aproximadamente R$3,4 milhões. 
3. Modal Ferroviário 
O transporte ferroviário é uma opção de modal bastante adequada para 
cargas de grandes volumes. Percorrendo longas distâncias em linhas férreas e 
com um destino fixo, esse modal não tem a mesma flexibilidade de rota que o 
rodoviário desfruta. 
Como resultado, de qualquer forma, apresenta baixo custo se comparado 
com outros modais de transporte e conta com alta capacidade para transportar 
produtos em grande escala e cargas pesadas. 
É, inclusive, o modal ideal para transportar commodities em alta 
quantidade, como minério de ferro, produtos siderúrgicos, derivados do petróleo, 
fertilizantes, mercadorias agrícolas, entre outros. 
Principais vantagens e desvantagens do modal de transporte ferroviário 
As principais vantagens do modal de transporte ferroviário são: 
• baixo custo, porque tem baixa incidência de taxas e utiliza 
combustíveis mais baratos; 
• grande capacidade de carga; 
• menor risco de acidentes e maior segurança no transporte da carga. 
Por outro lado, as principais desvantagens do modal de transporte ferroviário 
são: 
• rotas fixas e inflexíveis; 
• pode depender de outros modais de transporte para fazer com que as 
cargas cheguem efetivamente aos seus destinos; 
• falta de investimento governamental em ferrovias; 
• necessita de maiores transbordos. 
O futuro do transporte ferroviário 
Pensando em melhorar cada vez mais o uso desse transporte, especialistas 
tentam desenvolver tecnologias que: 
• reduzam o uso de energia; 
• aumentem a velocidade dos trens; 
• diminuam a poluição; 
• evitem acidentes. 
Uma alternativa desenvolvida pelos indianos é o trem que utiliza a energia 
solar como combustível, buscando promover a economia em combustíveis e a 
diminuição da poluição. 
Outra alternativa encontrada pela Alstom, grupo industrial francês, é o 
trem movido a hidrogênio, que tem como principal objetivo eliminar em 100% a 
emissão de CO2 na atmosfera, demostrando também uma preocupação com o 
meio ambiente. 
Ainda assim, para o Brasil, de nada ou pouco adiantará ter tecnologias 
para aumentar a eficiência no transporte de cargas por meio de ferrovias. Pois, 
é necessário que haja mais investimentos no aumento da sua malha ferroviária. 
4. Modal Aquaviário (ou Modal Hidroviário) 
Capaz de transportar em bastante quantidade, como o ferroviário, indica-
se o modal aquaviário (ou modal de transporte hidroviário) para produtos com 
baixo valor agregado. Inclusive, através do transporte fluvial, é capaz de 
movimentar produtos de diversas espécies e em todos os estados (líquido, sólido 
e gasoso), desde que estejam bem armazenados e em contêineres adaptados. 
Assim como o modal aéreo, pode transportar por longas distâncias, ainda 
que rapidez e agilidade não sejam um diferencial. Por ser um modal que utiliza 
vias aquáticas, não disputa espaço com outros modaisde transporte. 
Modal aquaviário: vantagens e desvantagens 
As principais vantagens do modal de transporte aquaviário são: 
• capacidade de transportar grandes quantidades; 
• percorre longas distâncias; 
• baixo risco de avarias nas mercadorias; 
• baixo custo de carregamento. 
As principais desvantagens do modal de transporte aquaviário são: 
• tempo de trânsito longo; 
• burocracia na documentação de desembaraço da mercadoria; 
• necessita de terminais especializados para embarque e desembarque; 
• alto custo no seguro de cargas; 
• baixo investimento do governo em portos e fiscalização para liberação 
das mercadorias. 
Para aumentar a produtividade nesse setor, o Brasil tem buscado investir 
na formação de profissionais. Principalmente, para que as empresas passem a 
explorar esse transporte, aumentando assim sua eficiência e qualidade. 
5. Modal Dutoviário 
O modal de transporte dutoviário depende da implantação de dutos e 
tubos subterrâneos, submarinos e aparentes. Ou seja, esse transporte é possível 
basicamente pelo controle de pressão inserida nesses dutos. Então, é um modal 
que permite o transporte a longas distâncias e em grandes quantidades. 
Apesar de ter uma alta despesa de implantação e um percurso inflexível, 
tem um baixo custo operacional. Esse tipo de modal é recomendado para fluidos 
líquidos, gases e sólidos granulares. 
Principais vantagens e desvantagens do modal de transporte dutoviário 
As principais vantagens do modal dutoviário são: 
• percorre longas distâncias com baixos custos operacionais; 
• transporta grande volume de carga de forma constante; 
• alta segurança e confiabilidade do transporte. 
As principais desvantagens do modal dutoviário são: 
• alto custo de investimento inicial e fixo; 
• possibilidade de acidentes ambientais em grande escala; 
• necessidade de licença para atuação; 
• trajeto fixo com baixa flexibilidade dos pontos de bombeamento. 
Principalmente quando comparado com os modais de transporte de carga 
rodoviário e ferroviário, o modal dutoviário tornou-se uma das alternativas mais 
econômicas para grandes volumes de produto. Em especial, de petróleo (e 
derivados), gás natural e álcool (etanol). 
Tipo de produtos transportados no modal dutoviário 
Como apresentam características como alto nível de segurança, 
transportabilidade constante e baixo custo operacional, as dutovias viabilizam o 
transporte dos seguintes produtos: 
• petróleo e seus derivados: tipo de carga que pode ser transportado por 
oleodutos ou gasodutos; 
• não derivados de petróleo (polidutos ou alcooldutos): algumas cargas 
como álcool, CO2 (dióxido de carbono) e CO3 (trióxido de carbono), 
também podem ser transportadas por oleodutos; 
• gás natural (gasoduto): é transportado por gasodutos que são bastante 
semelhantes aos oleodutos, embora tenham suas particularidades, 
principalmente, no sistema de propulsão da carga — compressores; 
• minério, cimento e cereais (minerodutos ou polidutos): o transporte é 
feito por tubulações que têm bombas especiais, que impulsionam 
cargas sólidas ou em pó. Também se dá por meio de um fluido 
portador, como a água para o transporte do minério (média e longa 
distância), ou o ar, para o cimento e cereais (curta distância); 
• carvão e resíduos sólidos (minerodutos): para esse tipo, utiliza-se uma 
cápsula para transportar a carga, por meio da tubulação, impulsionada 
por um fluido portador, água ou ar; 
• águas servidas — esgoto (dutos sanitários): substâncias produzidas 
pelo homem podem ser conduzidos por canalizações próprias até um 
destino adequado; 
• água potável: uma vez coletada em mananciais ou fontes, é conduzida 
por meio de tubulações até estações para tratamento e distribuição. 
As tubulações envolvidas na coleta e distribuição são denominadas 
adutoras. 
Formas de transporte 
A forma de transporte também é um fator importante para uma melhor 
gestão de transportes. Pois, trata de qual será a melhor forma de entrega, qual 
será a mais econômica e a mais ágil. 
Assim, ela demostra quantos tipos de modais serão necessários para o 
transporte. Ou seja, essa questão é tratada pela modalidade e multimodalidade. 
• modal ou unimodal: envolve apenas uma modalidade de transporte; 
• intermodal: envolve mais de um tipo de transporte e, para cada trecho, 
é realizado um contrato; 
• multimodal: envolve mais de um tipo de modal, porém, acompanha 
apenas um único contrato. 
Depois de conhecer as vantagens e desvantagens de cada modal, é hora 
de escolher o mais adequado para sua carga. Portanto, os principais pontos a 
serem avaliados no processo decisório são: 
• urgência com que o cliente necessita do produto; 
• custos que cada um dos modais de transporte apresenta. 
Igualmente, aspectos como a preservação do produto e a natureza da 
mercadoria também são pontos de muitas exigências advindas dos seus 
clientes. Em outras palavras, manter a integridade também é primordial. 
As tendências dos modais de transporte no Brasil 
Ainda que faça uso dos cinco modais, o Brasil concentra a sua logística 
de cargas no modal rodoviário, seguido do aéreo e do ferroviário. 
Primeiramente, essa realidade mostra uma necessidade de 
desenvolvimento do transporte no país. Em segundo lugar, para se adaptar as 
tendências do mercado, é importante analisar o panorama logístico como um 
todo, avaliando o cenário prático do país. 
Assim, as empresas conseguem identificar os pontos certos para o 
investimento dos seus recursos. 
O que está mudando nos meios de transporte no Brasil? 
Ainda que não seja em um ritmo acelerado, o transporte no Brasil passa 
por melhorias a cada ano. Por exemplo, segundo pesquisa da Confederação 
Nacional do Transporte (CNT), no modal Rodoviário, por exemplo, houve um 
crescimento significativo no tamanho das estradas do país, cerca de 3 mil novos 
quilômetros. 
Hoje, o Brasil já conta com 213.452,8 quilômetros de estradas 
pavimentadas. Mas, mesmo que esteja longe do ideal, já é uma realidade mais 
positiva. Por outro lado, no modal ferroviário, segundo a ANTT, há uma previsão 
de mais de 91 bilhões em investimentos na reforma e construção de ferrovias 
em todo país. 
O modal aéreo é aquele que a passar por mais mudanças em relação ao 
transporte no Brasil. Desde que o governo privatizou ou negociados com 
contratos de longos períodos, vários aeroportos, as infraestruturas dos locais 
sofrem inúmeras modificações. 
Isso se intensificou graças aos grandes eventos que o Brasil sediou 
recentemente, como Pan-americano, Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol. 
O que esperar para o futuro dos meios de transporte no Brasil? 
Se o momento atual do transporte no Brasil é de estudo, muita burocracia 
e prática moderada, o futuro parece ser muito mais promissor. Conheça algumas 
tendências. 
Consolidação da terceirização logística 
Embora a terceirização seja uma estratégia que muitas empresas já 
utilizam, num curto período, a tendência é que muito mais empreendedores 
busquem por essa alternativa. 
Assim sendo, com o crescimento da demanda, muito graças ao e-
commerce e uma maior exigência por parte dos clientes, os empresários tendem 
a abrir mão de manter frotas próprias, bem como extensos quadros de 
funcionários. Por este motivo, a tendência é que a terceirização faça cada vez 
mais parte da rotina logística das empresas. 
Automatização de processos 
Com o crescimento tecnológico, mais ferramentas surgirão para facilitar o 
dia a dia do setor de transporte no país. Certamente, hoje, já é possível contar 
com softwares e plataformas online para controlar o fluxo de produtos, assim 
como facilitar a criação de estratégias e planejamentos. 
A logística 4.0 é, sobretudo, um ótimo exemplo de como a automatização 
é uma tendência certa em um futuro próximo. O grande desafio das empresas 
está em se adaptar em pouco tempo para esse novo cenário.

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