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1
CARIOLOGIA
Cárie dentária: conceitos
• Onipresente – todas as populações
• Tão antiga quanto a humanidade
- 2.5 bilhões de indivíduos 
necessitando de tratamento de lesão 
cariosa e 1 em cada 3 adultos: lesão 
cavitada em dentina
Prevenção e tratamento das lesões e 
de suas sequelas = maior parte da 
prática odontológica levando maior 
custo financeiro
- Pode ocorrer a perda dos elementos, 
dor e obsessões 
Histórico:
- Era sinônimo de uma cavidade no 
dente
- Tratamento = perfurar e restaurar
PERCEPÇÃO:
- Necessidade de controle da doença
- Para o controle é necessário escova 
de dente e uma boa escovação com 
flúor; dieta controlada e tratamento 
bem-sucedido individualizado e ao 
longo prazo
- Para os procedimentos darem certos 
como próteses, implantes, 
restaurações, aparelhos ortodônticos e 
outros, é necessário prevenção e 
higienização. O cirurgião dentista deve 
orientar e ensinar o paciente como 
cuidar dos seus dentes ensina-o a 
escovar.
DIAGRAMA DE KEYES (TRÍADE)- 
1960
• Perceberam microrganismos 
específicos direcionados a lesões 
cariosas
• Precisava de um dente suscetível ao 
acúmulo de microrganismos
• Fatores de dieta do paciente
- Os 3 fatores unidos e sicronzados = 
lesão cariosa
DIAGRAMA DE KEYS 
(MODIFICADOS POR NEWBRUM) – 
1978
- Newbum adicionou o tempo em que 
os microrganismos ficam acumulados
- Percebeu que era necessário o uso 
de flúor
- Percebe que açúcar era um agente 
causador
- Microbiota: “doença infecciosa e 
transmissível”, identificação dos 
patógenos, considerações sobre a 
PLACA BACTERIANA
- O conceito de placa bacteriana está 
incorreto, hoje em dia é biofilme
FATORES DETERMINANTES e 
MODIFICADORES do processo da 
doença cárie
2
- Cárie dentária é o termo usado para 
descrever os resultados (sinais e 
sintomas) de uma dissolução química 
da superfície dentária causada por 
eventos metabólicos que ocorrem no 
biofilme que recobre a área afetada.
Acúmulos de biofilme, principalmente 
em regiões cervicais, alterações da 
gengiva
- Biofilme dental é um consórcio de 
microrganismos que se adere a uma 
superfície dentária.
- Placa dental é o termo clínico 
comumente usados quando se refere 
ao biofilme dental.
- A cárie dentária ocorre por um 
desequilíbrio ecológico (disbiose) no 
ambiente biofilme dental, impulsionada 
por acesso frequente de carboidratos 
fermentáveis levando a uma alteração 
da população de microrganismos de 
baixa cariogenicidade para uma 
população de alta cariogenicidade 
(+acidúrica e acidogênica que produz 
ácido). O aumento da produção de 
ácidos orgânicos constante na 
superfície mineral do dente promove a 
perda mineral e leva a 
desmineralização.
TEMPO:
- Biofilme se desenvolve em 
superfícies onde possa permanecer e 
amadurecer por longos períodos
ÁREAS “PROTEGIDAS”
- áreas onde o biofilme fica 
acumulado, onde é mais difícil do 
paciente acessar
-áreas como região interproximais, 
oclusais e região cervical
PROCESSO DES-RE (fisiológico)
Desmineralização:
- Bactérias + sacarose -> produção de 
ácido -> pH baixo -> remoção de Ca e 
PO4
3− = Perda mineral
Remineralização
- Saliva eleva o pH
- Deposição de Ca e PO4
3−
= Reposição
FATORES QUE CAUSAM A CÁRIE: 
- Disbiose biofilme-açúcar dependente
- Alterações ecológicas do biofilme
- Alterações frequentes de Ph
- Perda de minerais na estrutura 
dentária (cárie)
- A lesão de cárie se forma somente 
quando o resultado cumulativo de 
processos DES-RE (queda de pH) 
acarreta perda mineral.
3
Conceito de cárie em 2020
- É uma doença mediada por biofilme, 
modulada pela dieta, multifatorial, não 
transmissível e de natureza dinâmica 
que provoca perda mineral dos tecidos 
dentais duros.
- Dieta: Entre os produtos da dieta: 
açúcar é a causa única de cárie!
- Multifatorial: Apenas dois fatores 
etiológicos: acúmulo de biofilmes 
(necessário, mas não suficiente) e sua 
exposição frequente a açúcares da 
dieta. (determinante, sem ela a doença 
não se manifesta)
Terminologia das lesões 
cariosas
- Houver uma lesão cariosa em 
superfície hígida (esmalte, dentina e 
cemento) há cárie primária que 
quando o dente nunca foi restaurado 
(superfície hígida)
- Se houver uma cárie adjacente a 
regiões onde já foi retirado é chamado 
de cárie secundária ou recorrente d
Lesões de cárie em esmalte
• Mancha branca
*Diagnóstico diferencial
- Lesão inicial
- Superfície rugosa e opaca 
(necessário secar os elementos)
- Clinicamente visível
-Geralmente em regiões cervicais, 
interproximais
- Lesão não cavitada: ativa e rugosa
Formação de cavidades:
- Se o processo de desmineralização 
persistir (na mancha branca) a lesão 
progride. Formando cavidades
- Perda de tecido
- Necessário de restauração e 
prevenção
Lesões de cárie em Dentina
- Se o processo de desmineralização 
persistir a lesão progride chegando na 
dentina
- Necessário analisar a textura com 
instrumental, olhando se está 
amolecida
- Geralmente amarelada
- Necessário de restauração e 
prevenção
Lesões de cárie em radicular
- Quando exposta ao ambiente bucal
Ex.: Recessão gengival
- Processo ocorre agora na interface 
entre o biofilme e o cemento/dentina 
radicular
- Necessário analisar textura
CARATERÍSTICAS DE INATIVIDADE
- Adequado controle de biofilme e 
modificação de hábitos alimentares...
- A progressão das lesões de cárie é 
paralisada e suas características 
clínicas são modificadas.
Esmalte
- Controlamento de hábitos e 
tratamento com flúor
- Superfície fica lisa e brilhante 
- Coloração escura ou branca
4
Dentina
- Aspecto endurecido (analisado pelo 
teste clínico)
- Frequentemente escurecido
- Necessário restauração devido a 
cavidade formada 
Raiz
- Coloração mais escurecida
- Textura: Superfície coriácea (em 
processo de paralisação)
CÁRIE RAMPANTE
- Múltiplas lesões de cárie ativa ao 
mesmo tempo
- Adultos: cárie de confeiteiro, de 
radiação, induzidas por medicamentos
CÁRIE DE ESTABELECIMENTO 
PRECOCE
- Cárie rampante em crianças
- Cárie de mamadeira
CÁRIE RESIDUAL
- Tecido desmineralizado (um pouco 
mais próxima da polpa) deixado no 
fundo da cavidade antes da 
restauração ser realizada.
- Remoção seletiva da cárie
- Coloca-se medicamentos específicos 
para tentar ajudar a polpa a 
remineralizar para evitar uma 
exposição da polpa e um tratamento 
de canal
- Portanto faz-se a remoção somente 
do que é necessário e deixa uma lesão 
a fim de que a polpa se repare
CÁRIE OCULTA
- Lesões na dentina não detectadas 
pelo exame
visual, mas grandes e suficientemente 
desmineralizadas para serem 
detectadas por radiografias
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES 
CARIOSAS
INTERAÇÕES QUÍMICAS ENTRE 
OS DENTES E OS FLUÍDOS 
BUCAIS
Como a estrutura mineral dos dentes 
se mantém íntegra na cavidade bucal?
Fluidos: saliva e biofilme
-Sempre haverá interação entre o 
biofilme e a estrutura dentária e entre 
a saliva e a estrutura dentária. Tudo 
isso, causa alterações nos minerais do 
dente
Por que o dente não é dissolvido?
- Saliva: possui mineral e íons. A 
tendência do equilibro entre os meios
- Biofilme: interação do fluido do 
biofilme com a estrutura dentária
Fluoreto: interação com fluoretos (em 
água, pasta de dente)
-Comportamento:/ Hábitos/ Dieta
- Flutuação de pH
- DesRe
TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS
5
- Estão relacionadas com a 
composição química dos tecidos 
mineralizados
- O mineral mais abundante é a 
hidroxiapatita (conteúdo inorgânico) 
- A hidroxiapatita vai ser responsável 
pela perda, ganho e equilíbrio mineral 
- Tendo a possibilidade de trocas 
iônicas com fluidos bucais 
produtos contendo altas 
concentrações de fluoreto 
(profissional) haverá trocas iônicas 
muito importantes
HIDROXIAPATITA 
Pura:
Ca10(PO4)6(OH)2
Biológica:
Ca10(PO4)6(OH)(CO3)(F)(Na)(Cl)(Mg)(K)
-Biológica porque foi formado dentro 
de uma estrutura tecidual, ou seja, 
quando o dente está sendo formado 
há a inclusão de alguns íons 
substituintes da hidroxiapatita 
-Semelhante a pura, mas com 
inclusões de contaminantes oriundos 
do período de mineralização. 
Imperfeições = maior solubilidade 
(ruim)Substituintes com mais efeitos clínicos:
• Carbonato (Co3
2-): 
- Se ligará no fosfato ou na hidroxila.
-Ocorre uma maior desestabilização 
da hidroxiapatita
- Porque o íon do carbonado é maior 
que a hidroxila
- Gera uma maior solubilidade 
- Portanto, um dente que tem mais 
carbonato ligado a hidroxiapatita, gera 
uma consequência clínica
- O carbonato está mais em dentes 
decíduos(esmalte); raiz/cemento
• Fluoreto (F-): 
- Entrará no lugar da hidroxila: 
Ca10(PO4)6F2
- Formará a fluorapatita
- O íon é menor que a hidroxila
- Gera uma menor solubilidade, mais 
resistente a dissoluções
FLUIDOS BUCAIS
• Saliva
- Sempre produzida em uma correta 
concentração e íons e um pH sempre 
equilibrado
- Sempre supersaturada em relação 
aos minerais dentais, sendo 
compatível com a sua integridade. 
- Função protetora: Tende a repor 
minerais perdidos ou manter o 
equilíbrio com a estrutura dental
- Ela possui proteínas ligadora (no Ca 
e P) que estabilizam o processo e 
conseguem perceber a hora de parar 
de repor, devido ao equilibro 
• Fluido do biofilme dental
- Representa a porção líquida que 
permeia as células e a matriz do 
biofilme
- Responsável pelas trocas iônicas 
com o mineral dental
- Biofilme em jejum (supersaturado): 
tende a repor minerais perdidos
ou manter o equilíbrio com a estrutura 
dental. Muitas vezes quem é o 
responsável é a saliva
6
- Biofilme pós exposição a açúcar 
(subsaturado): recebe minerais 
dissolvidos do dente 
(desmineralização)
Composição química da estrutura 
dental 
• Esmalte
- Primeiro tecido a interagir após a 
erupção
- Tecido + mineralizado do corpo 
humano
- Composição: ≈ 95% minerais, 
restante:
matriz proteica e água
Cristais de hidroxiapatita biológica: 
- Responde prontamente às alterações 
dos fluidos bucais que aumentam ou 
diminuem a solubilidade dos minerais
-Haverá aumento ou diminuição da 
solubilidade
- As oscilações de pH são mais 
responsáveis pelas trocas iônicas
- No dente há muitos íons que tem 
afinidade com íon hidrogênio, que 
resulta em trocas iônicas e uma 
dissolução(desmineralização)
• Dentina
- Mais orgânica
- Cristais de hidroxiapatita 
entremeados por uma rede de fibras 
de COLÁGENO (tipo I)
- Cristais de hidroxiapatita menores e 
com
estrutura menos perfeita
- Maior conteúdo de carbonato, 
resultando em uma maior solubilidade
- Túbulos dentinário contendo 
prolongamentos
citoplasmáticos dos odontoblastos, 
com fluidos/líquido intratubular
- É mais permeável
Dentina exposta: 
- O pouco mineral é dissolvido, expõe 
as fibras colágenas e elas são 
degradas por enzimas colagenases 
que estão presentes no biofilme e na 
dentina chamadas de 
metaloproteinases (que são ativadas 
na queda de pH)
Formação da cárie na dentina 
dissolução mineral e degradação 
proteica 
CURVA DE STHEPHAN
- Queda do pH do biofilme 
imediatamente após exposição a 
açúcar fermentável e sua relação com 
a dissolução do esmalte e dentina
- Existe um pH crítico para dissolução 
do esmalte e da dentina: 
Esmalte ≈ 5,5
Dentina ≈ 6,2 a 6,3
- Após a diminuição do pH (após 
comer) e saliva atua e em 16 min ela 
eleva o pH pro nível mais crítico de 
dissolução do esmalte ( 5,5 saindo do 
risco) e 30 min para elevar e(em 6,3) e 
proteger a dentina
7
- Uma menor queda de pH já é capaz 
de solubilizar o mineral da dentina
- Diferença de pH crítico = tempo muito 
maior de desmineralização da dentina, 
a cada queda de pH, em relação ao 
esmalte
DIETA
- Influencia na dissolução
- Pode ter lesões de cárie, pela 
fermentação ácida de açúcares dos 
microrganismos do biofilme
- Necessita de tempo para o biofilme 
maturar 
- Frequência de ingestão de bebidas e 
alimentos ácidos, causa a dissolução 
do dente e uma biocorrosão “ácida”
 
LESÕES INICIAIS DE CÁRIE 
 Em Esmalte
• Lesão Subsuperficiais 
- No esmalte, lesão não cavitada e 
com mancha branca porosa e opaca
- Se inicia pela superfície, mas a 
porção subsuperficiais é muito mais 
desmineralizada do que a superfície 
quando um meio que não teve total 
perda de íon
- Não vai ter perda mineral porque o 
meio está subsaturado, mas como ele 
não está totalmente subsaturado (pH 
caiu um pouco), a velocidade de íon 
de saída do dente é pouca e o íon 
retorna e há uma mineralização na 
superfície 
- A superfície fica mais mineralizada 
do que a subsuperfície, por isso há 
lesão de mancha branca sem perda de 
tecido
- É como se tivesse uma 
remineralização superficial acima da 
lesão 
• Lesão superfície
- Por biocorrosão
- Não há biofilme
- Perda mineral é muito rápida
- Sem possibilidade de manutenção da 
camada superficial
 Na dentina
• Padrão subsuperficial
- Maior dissolução da subsuperfície 
- Os cristais de hidroxiapatita são 
dissolvidos 
- Sem formação de lesão branca
- Há um amolecimento superficial 
(colágeno)
REMINERALIZAÇÃO
• Esmalte 
Essas lesões podem sofrer 
remineralização parcial através de 
produtos fluoretados. Como saliva + 
terapias de fluoreto e procedimento de 
brasão com escova (p/ dar brilho na 
macha branca) 
- Na remineralização o reparo não vai 
ser total, ou seja, a mancha branca 
não vai sumir, ela vai remineralizar 
parcialmente, mas os tecidos que 
foram perdidos na área subsuperficial 
não há reparo total e sim uma 
diminuição do tamanho de aspecto de 
mancha branca em vez do sumiço
- Há uma “cicatrização”, ficando inativa
- A sequela clínica é apenas a estética
• Dentina
8
- Endurecimento da lesão ativa 
acompanhado de pigmentação vindo 
da dieta
- Reparo parcial
- A sequela clínica é apenas a estética
FLUOR
- Ao aplicar de alta concentração no 
dente, pode ter/ajuda na formação de 
fluorapatita, fluoreto no lugar da 
hidroxila, chamado de “Fluoreto In”
- Ao aplicar o produto com alta 
concentração de flúor, ele reagirá com 
cálcio e formará o fluoreto de cálcio na 
superfície do esmalte. Está fracamente 
ligado ao cálcio, chamado de “Fluoreto 
On” que é liberado por meses quando 
há queda de pH como um reservatório 
de fluoreto 
Aspectos clínicos e 
histopatológicos da cárie 
dentária
- Desde que começa a 
desmineralização do esmalte, já 
começa uma resposta inflamatória do 
organismo da lesão que está sofrendo 
podendo já ter modificações na 
dentina sendo encontradas para que o 
dente tente resistir a agressão que 
está realizada. Como por exemplo 
uma hipermineralização da dentina e 
uma retração dos prolongamentos do 
odontoblastos
- Através dos espaços intercristalinos 
que ocorrerá a difusão dos ácidos do 
biofilme para dentro da estrutura do 
esmalte. Por tanto os espaços 
intercristalinos são um meio de 
comunicação do meio externo e a 
parte interna do dente. Através desses 
espaços que o ácido vai atuar 
promovendo uma desmineralização 
- A estrutura prismática permite que 
este tecido resista à grandes forças 
mastigatórias e contínuas agressões 
por ácidos dos alimentos e das 
bactérias 
- Quando o dente rompe, acontece as 
trocas iônicas entre o esmalte e o 
ambiente da cavidade oral (saliva, 
flúor, ácidos do biofilme) que vai se dar 
através da área intercristalinos e 
interprismática que vai acontecer a 
maturação do esmalte e pode passar 
pela modificação da hidroxiapatita 
(fluoro apatita). Portanto durante toda 
vida, o esmalte está sempre em 
modificação de acordo com o que ele 
está sendo exposto 
- A lesão de cárie se forma onde o 
biofilme não é perturbado
- Os microrganismos se acumulam ao 
longo da margem gengival, nos nichos 
interproximais e nas fossas e sulcos 
oclusais. 
- Essas áreas são chamadas de áreas 
de estagnação ou locais de retenção 
-A Perda de minerais ocorre ao redor e 
no
interior dos prismas, não sendo 
observada clinicamente imediata
- Microscopicamente e 
ultraestruturalmente, os cristais de 
hidroxiapatita diminuem de tamanho, 
há um aumento do espaço 
intercristalinos entre eles que é 
preenchido por água, proteínas e 
fluidos
- O tempo necessário para que o 
esmalte coberto por biofilme 
9
apresente, clinicamente, alguma 
alteração é:
• Após 1 semana de exposição ao 
biofilme= sem alteração macroscópica•Após 14 dias com biofilme inalterado 
as modificações estruturais 
aumentadas = alterações 
macroscopicamente visíveis (mancha 
branca e opaca) 
• Após um período de 3 a 4 semanas 
com biofilme inalterado = espaços 
intercristalinos mais alargados, 
determinando um aumento na 
porosidade, dissolução externa mais 
pronunciada e lesão observada sem a 
necessidade de secar 
- É possível observar erosão em 
diferentes estágios, porosa e 
fragilidade da estrutura
- Após 4 semanas de exposição um 
biofilme inalterado há um 
desenvolvimento de lesão ativa em 
esmalte 
- Aspecto de giz ocorre devido ao 
aumento da porosidade interna do 
esmalte causada pela 
desmineralização, levando à perda da 
translucidez, tornando o esmalte 
opaco
ZONA SUPERFICIAL do esmalte
Zonas histológicas da lesão de cárie 
no esmalte
- Zona superficial (40-80nm) - pouca 
porosidade / zona relacionada ao 
processo de remineralização
- Zona corpo da lesão (10-30nm) – 
porosidade / zona relacionada ao 
processo de desmineralização 
- Zona escura (50-100nm) - 
porosidade diminuída / zona 
relacionada ao processo de 
remineralização
- Zona translúcida (25-30nm) - pouca 
porosidade / zona relacionada ao 
processo de desmineralização
- Zona de esmalte hígido (30-40nm) - 
pouquíssima porosidade / zona 
relacionada ao processo de 
desmineralização
- O processo de DesRe se baseia no 
tamanho dos cristais de hidroxiapatita 
encontrado nessas áreas
- Alguns pacientes, pode-se que a 
mancha branca suma completamente, 
pois a lesão foi controlada. Esse 
processo se dar por durante a 
escovação do dente a superfície é 
abrasionada e ela é desgastando, 
expondo uma subsuperfície hígida 
- Portanto, clinicamente, a superfície 
da lesão controlada ela vai se 
transformar em dura e brilhante, que é 
resultado da abrasão ou polimento da 
superfície inerte
- Portanto a remineralização é o termo 
incorreto, pois até há um ganho de 
mineral, pois a superfície foi 
desgastada
Lesão de mancha branca proximal
10
- O formato da lesão de mancha 
branca proximal é determinado pela 
distribuição dos depósitos microbianos 
entre a faceta de contato e a margem 
gengival
- Relacionada ao biofilme estagnado 
Cárie Oclusal
- Superfície oclusa l= local mais 
vulnerável para a ocorrência da cárie 
dental
- Fóssulas e fissuras
- Lesão em esmalte na fossa – forma 
de cone com base na junção 
amelodentinária
- Progressão da lesão no sulco é 
lateral
- Em forma de “balão” 
- A forma “fechada” da cavidade 
favorece o crescimento inalterado das 
bactérias, acelerando a destruição 
tecidual
Zonas histológicas da lesão de cárie 
na dentina: 
- Quando a lesão de cárie chega em 
dentina, há uma zona de invasão e 
destruição bacteriana, zona 
desmineralização e uma zona 
esclerótica/transparente
1 - Reação esclerótica (transparente)
2 - Zona de Desmineralização
3 – Zona de Invasão Bacteriana e 
Destruição
Reação da Dentina ao Processo 
Carioso
- Reação dentinária – túbulos 
dentinários aparecem translúcidos, 
pois os minerais nos
túbulos tornam o tecido mais 
homogêneo, reduzindo a dispersão de 
luz. A dentina
esclerótica é referida como dentina 
translúcida (transparente) ou zona 
translúcida – Esclerose tubular
- Dentina exposta às bactérias será 
decomposta devido à ação dos ácidos 
e das enzimas
proteolíticas (Zona de Destruição)
- Dentina afeta: desorganizada, 
amolecida
- Dentina afetada: coriácea, passível 
de remineralização, 30-40% da dureza 
da dentina normal. 
Diagnóstico da Cárie Dentária
- O diagnóstico de cárie visa encontrar 
quaisquer lesões que estejam 
11
presentes e avaliar sua gravidade, 
atividade e risco de progressão a fim 
de nortear a tomada de decisão no 
tratamento da doença.
Tipos de lesão:
• LC0 Lesões Subclínicas 
(Histopatológicas)
• LC1 Lesões sem cavidade: 
Superfície do esmalte porosa, porém 
sem descontinuidade (MBA)
• LC2 Lesões com cavidade limitadas 
ao esmalte
• LC3 cavidade em dentina
• LC4 cavidade em dentina e polpa
- Irreversível: 
- Reversível: passível de controle e de 
“remineralização”
- Independente do estágio da lesão é 
necessário promover um reequilíbrio 
DES-RE para fazer um controle da 
doença cárie e não da cavidade
Diagnóstico Clínico
- é a correta decisão do tratamento, 
preventivo ou restaurador + preventivo
Métodos diagnóstico
• Clínico: visual / visual e tátil (sondas)
• Radiográfico
• Separação dentária
• FOTI - Transluminação
• Laser (DIAGNOdent)
• ECM – Monitor Elétrico de Cárie
- Independente do tipo diagnóstico é 
necessário que a superfície esteja 
limpa:
-> Polimento coronário
-> Secagem
-> iluminação adequada
Exame clínico Visual e tátil:
- Arrasta-se a sonda pelos sulcos e se 
ela prende é porque há cavidades
- O problema é quando a sonda 
prende e vem uma sujeira e que se 
passa em outro dente. 
- Outro problema é que quando o 
esmalte está desmineralizado ele é 
passível de ser riscado e pode 
provocar cavidades que não fossem 
acontecer no futuro
- Uma pressão exagerada sobre 
lesões iniciais pode levar à defeitos 
irreversíveis em um esmalte 
potencialmente remineralizável.
Quando usar a sonda exploradora?
- Remoção de debris, na decisão para 
ver se há cavidade ou não, lesão 
recorrentes, ver a consistência e 
textura da lesão, usar a sonda de 
12
ponta a ponta para evitara fratura do 
esmalte
Considerações diagnósticas 
diferenciais
 - Nem tudo que é mancha branca é 
lesão de mancha branca ativa 
• Lesões cariosas X :
Lesões fluoróticas
Opacidades de esmalte
Hipoplasias
Selamento biológico
- A Fluorose geralmente está 
relacionada a dentes homólogos e 
áreas em que a formação do dente 
acontecendo do momento em que 
houve exposição ao flúor em excesso. 
Ela possui formatos diferentes e cores 
diferentes
- A Hipoplasia de esmalte ocorre 
geralmente em locais não comuns a 
cárie, ocorre geralmente em traumas 
- O Selamento biológico ocorre 
pigmentos escurecidos nos sulcos, 
devido a minerais e corantes que são 
incorporados à estrutura do dente. É 
necessário realizar radiografia para 
ajudar na decisão do diagnóstico da 
cárie 
Exame radiográfico
Indicações:
-Avaliar extensão da lesão oclusal
-Auxiliar na detecção de lesão de cárie 
Inter proximal
-Lesões de cárie ocultas
-Os métodos radiográficos 
(convencional e digital) apresentam 
baixo desempenho na verificação de 
lesões em esmalte, apresentando 
resultados satisfatórios na detecção de 
lesões em dentina, sendo 
considerados excelentes métodos 
auxiliares na decisão do tratamento
Microbiologia aplicada a 
cariologia
Aquisição da Microbiota Bucal
- Crescimento fetal: ausência de 
microrgansimos (asséptico) 
- Contaminação: durante a passagem 
pelo canal do parto (trato genital da 
mãe), contatos no hospital e 
atmosfera. Oito horas após o 
nascimento: S. salivarius e S. mitior – 
98% são Streptococcus.
 - 3 meses: Streptococcus, 
Staphilococcus, Pneumococcus, 
Lactobacillus, Neisseria. 
- 6 meses: Na erupção dental -> 
introdução de novos habitats, como 
superfícies não descamáveis 
(superfícies lisas, fóssulas e fissuras), 
sulco gengival – S. sanguinis e S. 
mutans.
- Com o desenvolvimento de nichos 
anaeróbios, haverá uma gradual 
mudança na microbiota, de aeróbia 
para anaeróbia facultativa.
Gênero Streptococcus
- Cocos Gram+ em forma de cadeia;
- Predominância na cavidade bucal e 
no trato respiratório superior de 
humanos e animais;
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- Responsável pelo início de formação 
do
biofilme dental – participa da 
comunidade
pioneira;
- Estão relacionados à doença cárie, 
principalmente na fase inicial
São divididos em 6 grupos. Sendo 4 a 
cavidade bucal. Sendo o principal o 
streptococcus do grupo mutans na 
doença
• Grupo Mutans
- 2 subespécies estão presentes na 
boca e associados a doença cárie: 
Streptococcus mutans e Streptococcus 
sobrinus
Streptococcus salivarius
Inicia o processo de formação do 
biofilme;
Adquire logo após o nascimento;
Não precisa de superfície que não 
sofra escamação, se aderindo bem a 
língua e mucosa; 
Sobrevivem bem em pH neutro; 
- Cocos Gram+ emforma de cadeia.
- Catalase negativo – anaerobiose.
- Nicho preferencial – língua.
- Apresentam fímbrias alongadas 
responsáveis pela aderência. Porém, 
não se aderem bem à hidroxiapatita.
Streptococcus sanguinis
Inicia o processo de formação do 
biofilme;
- Isolamento a partir de hemocultura 
de pacientes com endocardite 
infecciosa subaguda: bacteremia após 
procedimento odontológico.
- Frequentemente isolados do biofilme 
dental.
- Cocos Gram+ em forma de cadeia.
- Catalase negativo – anaerobiose.
- Fermentam manitol e sorbitol.
- Produzem amônia e dióxido de 
carbono a partir da hidrólise da 
arginina:
- # CO2 – fornece energia para o 
crescimento bacteriano na ausência de 
carboidratos fermentáveis;
- # amônia – neutraliza os ácidos 
provenientes da fermentação de 
bactérias, elevando pH – ambiente 
mais adequado para o crescimento 
bacteriano – menor potencial 
cariogênico que o S. mutans. 
- Produzem dextranas (polímeros de 
glicose) que servem como “cola” para 
os próprios S. sanguinis e para os S. 
mutans (menor capacidade de 
aderência quando comparado ao S. 
mutans) à superfície dentária.
- Armazenam glicogênio 
(polissacarídeos intracelulares) – 
utilizados como fonte de energia 
durante os períodos de falta de 
açúcares externos (dieta).
Streptococcus mutans
Inicia o processo de formação do 
biofilme;
- Cocos Gram+ em forma de cadeia.
- Catalase negativo – anaerobiose.
- Fermentam diversos açúcares: 
manitol e
sorbitol.
- Produzem dextranos extremamente 
menos
solúveis e com propriedades tão 
distintas que
são chamadas de mutano (ligações 
alfa 1,6; com
14
ramificações). Os mutanos deixam as 
bactérias
mais “pegajosas”, de tal forma que não
conseguem se separar facilmente -> 
BIOFILME
FIRMEMENTE ADERIDO!
Grupo S. mutans
- Maior produção de ácido, gerando 
maior queda de pH -> microrganismo 
mais cariogênico
- Possuem a Invertase: enzima que 
hidrolisa a sacarose em glicose e 
frutose.
-Meio de cultivo específico para o 
isolamento -> MSB (meio sacarose 
bacitracina).
- Grupo S. mutans -> S. mutans, S. 
sobrinus, S.
rattus, S. cricetus, S. ferus, S. 
macacae, S. downei. - Habitat natural: 
BOCA.
-Não móveis (flagelos)
- Capacidade de manter o 
metabolismo em condições ambientais 
extremas, como o pH ácido
- Bombas eliminam prótons de dentro 
da célula
- Enzimas atuam melhor em pH ácido
- Produção de 3 tipos de 
Glicosiltransferase enzimas 
responsáveis pela produção de 
polissacarídeos extra (GLUCANO) e 
intracelular a
partir da sacarose -> ADESÃO -> 
BIOFILME CARIOGÊNICO
FORMAÇÃO DO BIOFILME
Definição:
- Trata-se de uma comunidade 
microbiana bem estruturada e 
organizada, aglutinada por uma matriz 
extracelular e firmemente aderida a 
uma superfície sólida úmida;
- 95% das bactérias presentes na 
natureza estas associadas a biofilmes;
- São estruturas altamente dinâmicas -
> formadas por microrganismos viáveis 
-> maior atividade metabólica
- Didaticamente, a formação do 
biofilme dental é dividida em 6 etapas:
1-Formação da película adquirida
-Microrganismos não colonizam 
diretamente a superfície mineralizada 
do dente. Se aderem a uma estrutura 
de glicoproteínas salivares (película 
adquirida)
- Dente -> cobertos por uma camada 
proteica acelular denominada película 
adquirida., formada logo após a 
escovação ou profilaxia 
- Película Adquirida -> glicoproteínas 
salivares, fosfoproteínas, lipídeos e, 
em menor extensão, componentes do 
fluido gengival (imunoglobulinas). 
IMPORTÂNCIA -> papel modificador 
na cárie e erosão dentárias devido à 
sua permeabilidade seletiva que 
restringe o transporte de íons para 
dentro e para fora dos tecidos.
- Nessa película adquirida existe 
enzima (anidrase carbônica) formando 
essa camada que ajuda a elevar o pH, 
a mesma anidrase que está na saliva.
2-Colonização microbiana
- Adesão das células bactérias simples 
(0-4hrs)
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-Colonização microbiana <--> 
aderência bacteriana as superfícies 
dos dentes
- Pode ser dar por duas maneiras: Via 
interação eletrostática é uma ligação 
muito fraco, sendo o fluxo salivar é 
capaz de remover (reversível); Via 
interação com a lecitina através do 
reconhecimento do receptor com a 
proteína que está formando a película 
adquirida é uma interação mais forte 
(irreversível)
Colonização microbiana inicial:
- Se dar pela colonização intensa e 
irreservível: via lecitina 
- Altamente seletiva 
independentemente da superfície 
dentária (esmalte ou dentina radicular). 
Principais microrganismos da 
microbiota inicial: S. sanguinis, S. 
oralis, S. mitior, Actinomyces sp., 
Haemophilus sp., Neisseria sp.
- Seleção microbiana as bactérias 
apresentam um sistema de 
reconhecimento nas suas superfícies, 
que habilita componentes específicos
da superfície bacteriana (ADESINAS) 
a se aderirem as moléculas 
complementares (RECEPTORES) na 
película.
3- Multiplicação microbiana
-Crescimento de bactérias aderidas, 
levando à formação de microcolônias 
distintas (4-24hrs)
- Ocorre a multiplicação das bactérias 
colonizadas
- Responsável por ocupar a superfície 
do dente e formar várias camadas de 
células microbianos
- Ocorre outros receptores, 
favorecendo bactérias que não 
conseguiriam chegar e se aderir na 
película adquirida. Os S. mutans são 
muito menos eficientes que os S. 
sanguinis em se aderir à superfície 
dentária.
- Portanto, na fase inicial o S mutans 
não participa por não se aderir a 
película
- No entanto, com muita sacarose 
disponível no meio e falta de remoção 
do biofilme fino, faz com que a 
produção de dextrana do Mutans 
aumenta e se adere a qualquer coisa e 
com muita sacarose produz muito 
ácido
4- Sucessão microbiana
- Sucessão e co-agregação microbiana 
que levam a uma alta diversidade de 
espécies, concomitantemente com o 
crescimento continuado de 
microcolônias (1-14 dias)
- As bactérias “boas” acabam 
morrendo, dando lugar as patogênicas, 
tendo uma modificação do biofilme
- Essa modificação ocorre porque a 
condição do ambiente se modificou, 
como o pH, concentração de oxigênio, 
novas áreas de adesão para outras 
bactérias
5- Maturação do Biofilme
- Comunidade clímax/biofilme maduro 
(2 semanas ou mais) 
- Há o desenvolvimento da doença, 
biofilme produzindo uma quantidade 
suficiente para desmineralizar a 
superfície dentária
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As propriedades de comunidade 
microbiana são
maiores que a soma das propriedades 
das
espécies constituintes. Em um biofilme 
complexo
como o dentário, populações de 
bactérias estão
próximas umas das outras e, em 
consequência
disso, interagem. Essas interações 
podem ser
benéficas para uma ou mais das 
espécies que
interagem, enquanto para outras 
podem ser
antagonistas.
Interações microbianas no biofilme:
“Quorum-sensing” -> Sinalização 
celular
- As bactérias superficiais estão 
morrendo devido ao tratamento de 
penicilina
- Algumas bactérias presentes na 
região (bactérias autoindutoras) vão 
lanças moléculas sinalizadoras para 
dentro do biofilme, sinalizando a 
paralização a multiplicação de célula 
para o biofilme não ser destruído
6 Dispersão (parcial ou total)
- Métodos de controle do biofilme 
dental para destruição 
- Parcial: naturalmente ocorre como 
fluxo de saliva, movimento da língua e 
lábios rompendo a camada mais 
superficial do biofilme, mas é 
rapidamente refeito
- Total: método físico que é limpeza 
mecânica dos dentes e baixo consumo 
de sacarose (dieta)

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