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Prévia do material em texto

Dra. Dora Teixeira Diamantino 
Psicóloga (CRP-03/5140) 
TRANSGERACIONALIDADE E QUEBRA 
DE CICLOS DE VIOLÊNCIA 
A CONSTRUÇÃO SOCIO-HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA 
 
 
 
 
 
Patriarcado 
• Organização social cujo poder é centralizado no 
homem 
• Papeis de gênero 
Sexismo 
• Estrutural 
• Institucional 
• Interpessoal 
A CONSTRUÇÃO SOCIO-HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA 
 
 
 
 
 
Gênero como construção social do feminino e 
do masculino 
• Envolve distribuição desigual de poder e privilégios 
Violência de gênero 
• Objetificação 
• Naturalização 
A CONSTRUÇÃO SOCIO-HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA 
 
 
 
 
 Masculinidade X feminilidade 
• Estudos sobre masculinidades surgem nos anos 70 
Masculinidade construída a partir da misoginia 
• Provas e avaliações entre homens 
• Cumplicidade masculina (mesmo quando discordam do ato) 
Tecnologias de gênero 
• Produtos culturais que retratam representações, ideias e valores 
de gênero em uma dada cultura 
• Possui caráter performativo 
• Ex. Mídia 
A CONSTRUÇÃO SOCIO-HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA 
 
 
 
 
 
Interseccionalidade para pensar 
como a opressão não age de forma 
independente, mas interrelacionada 
• Avenidas identitárias 
Interseccionalidade como a forma 
em que os marcadores da 
desigualdade interagem 
MARCOS REGULÁTÓRIOS 
Lei nº 11.340/06 (Lei Maria Da Penha) 
• Violência doméstica e familiar 
Lei nº 13.104/15 
• Prevê o feminicídio como qualificadora para o crime de homicídio (rol de 
crimes hediondos) 
• É caracterizado como feminicídio quando envolve: 
• A violência doméstica de familiar contra a mulher 
• Menosprezo ou discriminação contra a mulher 
Lei nº 13.718/18 
• Crime de importunação sexual e divulgação de cena de estupro 
VIOLÊNCIA CONJUGAL E TRANSGERACIONALIDADE 
Violência conjugal como uma forma de violência intrafamiliar 
• Contexto da família como lugar de proteção e cuidado 
Problema de saúde pública 
• Pode gerar consequências diretas no sistema familiar 
• Especialmente mulheres e crianças 
Tema vem se tornando preocupação entre profissionais de saúde 
VIOLÊNCIA CONJUGAL E TRANSGERACIONALIDADE 
Estudos evidenciaram a importância de compreender o indivíduo a partir das 
gerações anteriores 
• Conjunto de “heranças” contribuirá para a formação da identidade do sujeito 
Importante considerar outras esferas de inserção da família: social, econômica 
e cultural 
Modelo de relacionamento dos pais pode ser seguido ou evitado 
• Violência é aprendida através da transmissão geracional 
• Uso da violência como forma de resolução de conflitos 
VIOLÊNCIA CONJUGAL E TRANSGERACIONALIDADE 
Fatores de risco 
• Exposição à violência durante a infância 
• Entre os pais ou como vítima direta 
• Fatores culturais 
• Poder e força ligados à figura masculina 
DADOS ESTATÍSTICOS 
Organização Pan-Americana de Saúde e 
Organização Mundial de Saúde: 
• 1 em cada 3 mulheres já sofreu violência física ou sexual 
praticada pelo parceiro ou terceiro 
• 38% dos assassinatos de mulheres no mundo são 
cometidos por parceiro masculino 
• Brasil ocupa 5ª posição de feminicídio 
TIPOS DE VIOLÊNCIA 
A Lei 11340/06 (Lei Maria 
da Penha) tipificou 5 
tipos de violência: 
CICLOS DA 
VIOLÊNCIA 
Violência de difícil 
ruptura: 
• Vínculo de afeto 
Necessário auxílio 
externo 
• Rede de proteção 
social e institucional 
CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA 
Afeta a mulher de várias maneiras: 
• Sentimento duradouro de incapacidade e perda de valorização de si 
• Doenças crônicas: dores de cabeça, aumento da pressão arterial, danos ao 
organismo, traumatismos e deficiências físicas, desenvolvimento cognitivo, social, 
emocional e afetivo 
• Sentimento de insegurança e impotência, fragilização das relações sociais decorrente 
do isolamento, tristeza, ansiedade e medo. 
• Depressão, transtorno do pânico, estresse pós-traumático, comportamentos e 
ideação suicida 
• Risco de IST´s e gravidez 
Atinge toda a família, especialmente os filhos. 
CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA 
Demanda atuação multiprofissional qualificada 
Necessidade de fortalecer as políticas públicas intersetoriais 
• Implementação das redes de assistência 
Profissionais precisam conhecer de forma profunda as conjecturas 
e tecido social que se prolifera a violência 
• Conhecer a legislação e rede de atendimento para possíveis encaminhamentos 
REDE DE PROTEÇÃO 
Ligue 180 e 
Disque 100 
DEAM TJ, MP, DP 
Centros e 
núcleos de 
Referência 
• CREAS e CRAS 
Casa abrigo 
Serviços de 
saúde e hospital 
geral 
ONG´s Universidades 
REFERÊNCIAS 
Conselho Federal de Psicologia [CFP] (2013). Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas 
Públicas. Documento de Referência para Atuação de Psicólogas(os) em Serviços de Atenção à 
Mulher em Situação de Violência,. Brasília, CFP. 
Mosena, L. & Bossi, T. (2022). Exposição à violência conjugal na infância e perpetuação transgeracional da 
violência: revisão sistemática. Psico Porto Alegre, 53(1), p. 1-12. 
Razera, J., Cenci, C. & Falcke, D. (2014). Violência doméstica e transgeracionalidade: um estudo de caso. 
Revista de Psicologia da IMED, 6(1), p. 47-51. 
Scott, Joan Wallach. (1990) “Gênero: Uma Categoria Útil para a Análise Histórica.” Educação e Realidade, 
Porto Alegre, v. 16, n. 2, jul-dez., p. 5-22. 
Zanello, Valeska (2020). Masculinidades, cumplicidade e misoginia na “casa dos homens”: um estudo sobre 
os grupos de whatsapp masculinos no Brasil. In Larissa ferreira (ORG), Gênero em perspectiva, p. 79-102. 
 
NÚCLEO TELESSAUDE BAHIA 
Secretaria da Saúde, 4ª Avenida, 400, Centro 
Administrativo da Bahia/CAB, 1º andar - 
Salvador/BA. Tel.: 3115-9650

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