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AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
Processamento auditivo é à série de processos envolvidos na detecção de sons e na reação a eles (análise e interpretação). Se refere à série de processos que envolvem predominantemente as estruturas do sistema nervoso central (SNC): vias auditivas e córtex. O processamento de sons recebidos por meio da audição envolve diferentes comportamentos auditivos que podem ser elencados como detecção, discriminação (resolução temporal, resolução de frequência), localização ou lateralização, sequenciação ou ordenação temporal, identificação de sons de alta fidelidade no silêncio, identificação de sons de redundância reduzida (fechamento) e identificação de sons no ruído (figura-fundo). Esses comportamentos possibilitam uma das condições favoráveis para a aquisição e o desenvolvimento da linguagem, embora também sejam aprimorados, dependendo da acústica dos sinais da fala da língua materna do indivíduo.
A avaliação de PAC permite caracterizar os comportamentos do indivíduo diante de diferentes estímulos sonoros verbais e não verbais, em tarefas auditivas denominadas monótica, dicótica, de localização e de sequenciação. A desordem do processamento auditivo central (DPAC) é um distúrbio da audição em que há impedimento da habilidade de analisar e/ou interpretar padrões sonoros. Esse distúrbio é identificado quando um ou mais comportamentos auditivos são inadequados.
Monoaurais de baixa redundância: fala filtrada, fala no ruído, PSI (MCI) e SSI (MCI) – funções envolvidas: figura fundo auditiva, compreensão de fala acusticamente modificada e fechamento auditivo.
Interação binaural: MLD e localização sonora, funções envolvidas: localização e lateralização, detecção de sinais acústicos em ambientes ruidosos e fusão binaural. 
Escuta dicótica: dicótico de dígitos, dicótico consoante-vogal, SSW, PSI (MCC) e SSI (MCC), funções envolvidas: separação e integração binaural.
Processamento temporal: teste de padrões de frequência e teste de padrões de duração, funções envolvidas: análise, reprodução e nomeação de padrões temporais
Teste de fala com ruído branco: estímulos verbais, 25 monossílabos, que são mixados a um ruído branco, por meio de um audiômetro. O estímulo de fala distorcido é apresentado a uma orelha de cada vez – teste monótico. O nível de apresentação do estímulo de fala é de 40 dBNS, tendo-se como referência os limiares tonais médios obtidos, por meio da audiometria tonal liminar. Simultaneamente, apresenta-se um ruído branco cujo nível de pressão sonora é variado, de modo que seja dada uma relação fala/ruído de +5 dB, denominada condição boa de escuta, e de-5 dB, denominada condição regular de escuta. Espera-se que o desempenho, na condição boa de escuta, seja superior a 70% de identificações corretas e, na condição regular de escuta, seja superior a 50%. Deve-se verificar também se ocorreu melhora à segunda orelha testada na condição regular de escuta. Além disso, ao se comparar os índices percentuais de reconhecimento de fala (teste de discriminação vocal convencional) com os índices percentuais de fala com ruído na condição boa de escuta, deve-se observar se os valores da diferença entre eles não excedem 20%, que foi a faixa de variação observada em indivíduos normais. 
Teste de fala filtrada e de fusão binaural: estímulos verbais, 25 monossílabos que foram distorcidos em um estúdio de áudio. Apresentam-se ao indivíduo os estímulos verbais na condição passa-baixo a uma orelha e na condição passa-alto à outra orelha, simultaneamente, realiza-se o teste de fusão binaural, que prevê tarefa dicótica. O nível de apresentação do teste de fala filtrada é de 50 dBNS e do teste de fusão binaural é de 35dB NS, tendo-se como referência os limiares médios tonais. Esperam-se, como desempenho normal no teste de fala filtrada (tarefa monótica), identificações corretas de cerca de 52%, e ainda uma melhora à segunda orelha testada em relação à primeira. No teste de fala filtrada, o comportamento auditivo avaliado é o fechamento. No teste de fusão binaural (tarefa dicótica), esperam-se como desempenho normal identificações corretas superiores a 80%. No teste de fusão binaural, a orelha sob teste é aquela em que se apresenta a condição passa-baixo, e o comportamento auditivo avaliado é denominado síntese binaural.
Teste dicótico consoante-vogal: estímulos verbais, sílabas (pa ta ca ba da ga) combinadas entre si formando 12 pares de sílabas diferentes. Este teste é de tarefa dicótica, cada sílaba é dada em uma orelha diferente. A tarefa do sujeito sob teste é identificar uma das sílabas do par apresentado de forma dicótica. São realizadas três etapas: etapa de atenção livre, e duas de escuta direcionada, uma de atenção para a orelha esquerda e outra de atenção para a orelha direita. Em cada etapa, apresenta-se a lista de 12 pares duas vezes. O teste é apresentado a 50dBNS com referência aos limiares tonais médios, tendo-se o cuidado de manter o mesmo nível de apresentação em cada uma das orelhas.  Os índices de identificações corretas das sílabas apresentadas, independentemente de qual orelha foi estimulada, são superiores a 80% para cada uma das etapas do teste. Alterações quanto ao índice de reconhecimento sugerem alteração no processo gnósico auditivo denominada decodificação. Em destros, as alterações nesse teste quanto à escuta direcionada à orelha esquerda sugerem disfunção no nível do corpo caloso, e quanto à escuta direcionada à orelha direita, sugerem disfunção no centro de recepção auditiva do hemisfério esquerdo. Alterações em ambas as orelhas, na etapa de escuta direcionada, sugerem disfunção no hemisfério esquerdo.
Teste dicótico com sons não verbais competitivos (PSI): sons ambientais, barulho do trovão, sino da igreja e porta batendo, e sons onomatopeicos, gato miando, cachorro latindo e galo cacarejando. Os sons foram combinados entre si, formando 12 pares. As etapas são semelhantes ao dicótico consoante-vogal. O indivíduo deverá associar um dos sons ouvidos a uma representação pictórica desse som. Alterações quanto à escuta direcionada para sons não verbais apresentados à orelha direita sugerem disfunção nos centros de associação do hemisfério esquerdo, e apresentados à orelha esquerda sugerem disfunção no nível do hemisfério direito. A consequência do prejuízo nessa habilidade auditiva se refere à compreensão da prosódia de uma mensagem linguística, fornecida pela entonação, tonicidade e intensidade das palavras.
Teste de escuta monótica e dicótica com sentenças e teste de escuta monótica de baixa redundância por meio de identificação de figuras (PSI): estímulos verbais, 10 frases, que devem ser identificadas por meio de figuras na presença de mensagem competitiva ipsilateral (MCI) e contralateral (MCC). O estímulo verbal que serve de mensagem competitiva é uma história infantil. Teste deve ser realizada na faixa etária de 4 aos 7/8 anos. Este teste tem tarefa dicótica (PSI-MCC) e tarefa monótica (PSI MCI).
Teste de escuta monótica e dicótica com sentenças (SSI): estímulos verbais, 10 sentenças, com presença de mensagem competitiva (história). A mensagem competitiva é dada nas condições contralateral (MCC -  dicótico) e ipsilateral (MCI – monótico). 
Teste SSW: estímulos verbais, palavras dissílabas, 40 itens constituídos de 4 dissílabos cada um, totalizando 160 palavras-estímulos. Vinte itens (os de números ímpares) são apresentados iniciando-se pela orelha direita, e 20 itens (os pares) são apresentados iniciando-se pela orelha esquerda. A primeira palavra dos itens ímpares é apresentada isolada à orelha direita, e vai formar a condição direita não competitiva (coluna A); seguem duas palavras diferentes e apresentadas simultaneamente, uma à orelha direita e outra à orelha esquerda, que formarão as condições direita competitiva (coluna B) e esquerda competitiva (coluna C), e a última palavra é apresentada sozinha à orelha esquerda e constituirá a condição esquerda não competitiva (coluna D). Os itens pares terão a condição esquerda não competitiva (coluna E),primeira palavra do item apresentada isolada à orelha esquerda, seguindo-se as condições esquerda competitiva (coluna F) e direita competitiva (coluna G), segunda e terceira palavras dissilábicas apresentadas simultaneamente, uma à orelha esquerda e a outra à orelha direita, e, finalmente, a condição direita não competitiva (coluna H), última palavra do item apresentada isolada à orelha direita. A apresentação de cada item é precedida da frase introdutória “preste atenção”, que fornece a pista de em qual orelha se iniciará o teste. As respostas para cada uma das 160 palavras devem ser consideradas, individualmente, certas ou erradas. Consideram-se erros:  omissão, substituição e distorção da palavra. Também, deve-se marcar quando ocorrer inversão. São realizadas análises quantitativa e qualitativa. É um teste confiável que fornece muitas informações para o diagnóstico.
MLD (limiar diferencial de mascaramento): pode ser tom puro ou fala, apresentado mono e binauralmente, com presença de ruído binaural competitivo.
Dicótico de dígitos: estímulo verbal, pares de dígitos, apresentados simultaneamente, um par a cada ouvido. 
Teste de padrões de frequência: estímulo não verbal, tom puro com 2 frequências diferentes (880Hz e 1122Hz). Os tons são apresentados em grupos de três com seis sequências possíveis (AAB, ABA, ABB, BAA, BAB e BBA). Os estímulos são apresentados monoauralmente. O paciente pode imitar a sequência de tons ouvida (humming), verbalizar ou apontar a sequência em um formulário com múltipla escolha. São recomendados como referência em normais,
Teste de padrões de duração: estímulo não verbal, tom puro em frequência de KHz com duração diferente (500ms e 250ms). Os tons são apresentados em grupos de três com seis sequências possíveis (CCL, CLC, CLL, LCC, LCL e LLC). Os estímulos são apresentados monoauralmente. 
	TESTE
	CONDIÇÃO
	CARACTERÍSTICA
	HABILIDADE AVALIADA
	SENSÍVEL A LESÃO
	PSI (MCI)
SSI (MCI)
	MONOAURAL
VERBAL
	BAIXA REDUNDÂNCIA COM MENSAGEM COMPETITIVA
	FIGURA-FUNDO
	TRONCO ENCEFÁLICO
	MLD
	BINAURAL
NÃO VERBAL
	ESTÍMULO E RUÍDO EM FASE E FORA DE FASE
	INTERAÇÃO BINAURAL
	TRONCO ENCEFÁLICO
	FF
	MONOAURAL
VERBAL
	BAIXA REDUNDÂNCIA COM FILTRAGEM DE FREQUÊNCIAS ALTAS
	FECHAMENTO AUDITIVO
COMPREENSÃO DE FALA MOFIDICADA ACUSTICAMENTE
	TRONCO ENCEFÁLICO
CORTEX AUDITIVO PRIMARIO
	TPF
	BINAURAL
NÃO VERBAL
	SÉRIE DE 3 ESTÍMULOS COM VARIAÇÃO DE FREQUÊNCIA
	ANÁLISE DOS PADRÕES DE FREQUÊNCIA
ORDENAÇÃO TEMPORAL
NOMEAÇÃO
	HEMISFÉRIO DIREITO
HEMISFÉRIO ESQUERDO
CORPO CALOSO
	TPD
	BINAURAL
NÃO VERBAL
	SÉRIE DE 3 ESTÍMULOS COM VARIAÇÃO DE DURAÇÃO
	ANÁLISE DOS PADRÕES DE DURAÇÃO
ORDENAÇÃO TEMPORAL
NOMEAÇÃO
	HEMISFÉRIO DIREITO
HEMISFÉRIO ESQUERDO
CORPO CALOSO
	DD
	BINAURAL
VERBAL
	APRESENTAÇÃO DICÓTICA DE DÍGITOS
	INTEGRAÇÃO E SEPARAÇÃO BINAURAL
	TRONCO ENCEFÁLICO
HEMISFÉRIO DIREITO
HEMISFÉRIO ESQUERDO
CORPO CALOSO
	DCV
	BINAURAL
VERBAL
	APRESENTAÇÃO DICÓTICA DE SÍLABAS
	INTEGRAÇÃO E SEPARAÇÃO BINAURAL
	LOCALIZAÇÃO DE HEMISFERIO COM REPRESENTAÇÃO DE LGG / FUNÇÃO EXECUTIVA INIBITÓRIA
	SSW
	BINAURAL
VERBAL
	APRESENTAÇÃO SEQUENCIAL COM ESTÍMULOS MONÓTICOS E DICÓTICOS
	INTEGRAÇÃO BINAURAL
	TRONCO ENCEFÁLICO
HEMISFÉRIO DIREITO
HEMISFÉRIO ESQUERDO
CORPO CALOSO

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