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Prévia do material em texto

Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
& Amigos
O CANDEEIRO 
Devocionais para iluminar a mente 
e aquecer o coração
O CANDEEIRO
Categoria: Devocional / Teologia / Vida cristã
Copyright © 2024, Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Todos os direitos reservados
Primeira edição: Abril de 2024
Coordenação editorial: Alexandre Almeida
Revisão: Alexandra Resende
Capa: Editora Kaleo
Projeto gráfico e diagramação: Neriel Lopez
PUBLICADO NO BRASIL COM AUTORIZAÇÃO 
E COM TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
EDITORA KALEO
Blumenau-SC
contato@editorakaleo.com.br
 (47) 98883-3650 | (47) 98901-4960
www.editorakaleo.com.br
24-202697 CDD-242
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Santos, Zípora Morgana Quinteiro dos
 O candeeiro : devocionais para iluminar a mente e
aquecer o coração / Zípora Morgana Quinteiro dos
Santos. -- Blumenau, SC : Editora Kaleo, 2024.
 Vários colaboradores.
 ISBN 978-65-89348-44-3
 1. Cristianismo 2. Literatura devocional 
I. Título.
Índices para catálogo sistemático:
1. Literatura devocional : Cristianismo 242
Eliane de Freitas Leite - Bibliotecária - CRB 8/8415
SUMÁRIO
PREFÁCIO ............................................................................................................... 7
A PAZ DE CRISTO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 9
VOCÊ ADORA QUANDO LÊ AS ESCRITURAS?
............................................................................. Ricardo Teixeira Murtada 11
ESCOLHA A MELHOR PARTE
.....................................................................Márcia Vieira Silva de Almeida 13
A SINGULARIDADE ENCARNADA
...................................................................................................Paulo Medeiro 15
CRISTO, O REI
.......................................................................... Marco Antônio Chiodi Junior 17
O SENHOR, A NOSSA ESPERANÇA ETERNA
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 19
O PRAZER E A SATISFAÇÃO ATRAVÉS DA ORAÇÃO
............................................................................Victor Samuel Steffens Maas 21
AJUDA-ME A TE AMAR, SENHOR
...................................................................Nilzete de Souza Ferreira Campos 23
FELIZ É AQUELE QUE CONFIA NO SENHOR
....................................................................................... Fábio Müller dos Reis 25
DE ONDE VEM A NOSSA FORÇA
........................................................... Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos 27
NÃO FIQUEM PREOCUPADOS
.............................................................................. Vinícius de Souza Munhoz 29
UM REINO PARA UM PECADOR
................................................................................. Danilo Zanon dos Santos 31
UMA CONSCIÊNCIA PURA NÃO OFENDE
.....................................................................Vitor Germano da Silva Oliveira 33
REFLEXÕES SOBRE O PERDÃO: UMA CHAMADA 
À CONTRACULTURA CRISTÃ
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 35
TUDO VEM DAS MÃOS DE DEUS
.........................................................................Keire do Carmo Morais Cedro 37
NAS PROFUNDEZAS DO PECADO PODEMOS ENCONTRAR 
ESPERANÇA NA MISERICÓRDIA E GRAÇA DE UM DEUS 
COMPASSIVO E REDENTOR
........................................................Davi Wesler Stefani Pedrozo de Quadros 39
4 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
DESILUSÃO
...................................................................................................Paulo Medeiro 41
TRANSFORMANDO A VERGONHA EM TESTEMUNHO
..................................................................................................... Alcino Junior 43
A ORAÇÃO DE JABEZ
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 45
GATILHO DA RECIPROCIDADE
...............................................................................................George Harryson 47
A ORAÇÃO É UMA SEMENTE
......................................................................... Adérica Ynis Ferreira Campos 49
RELACIONAMENTO É MELHOR QUE CONHECIMENTO
................................................................................. Danilo Zanon dos Santos 51
DEUS QUER QUE NOS TORNEMOS MAIS FORTES
...................................................................................................Paulo Medeiro 53
A FAMÍLIA DA ALIANÇA
......................................................................................Lucas Oliveira Vianna 55
TOME O ARCO E AS FLECHAS, ABRA A JANELA E ATIRE
.................................................................................... Jonatas Manoel Gaspar 57
ESPERANÇA DE JUSTIÇA PARA OS CORAÇÕES DESPEDAÇADOS
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 59
O DEUS DAS SEGUNDAS CHANCES
.................................................................................. Thiago dos Santos Souza 61
NÃO TEMOS TODO O TEMPO DO MUNDO
...................................................................................................Paulo Medeiro 63
QUAL É A MÚSICA QUE AGRADA A DEUS?
........................................................................Denílson Nogueira de Almeida 65
DORMINDO TARDE E ACORDANDO MUITO CEDO
.........................................................................Keire do Carmo Morais Cedro 67
NEEMIAS: EXEMPLO DE ORAÇÃO E AÇÃO 
NA OBRA MISSIONÁRIA
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 69
ENCONTRANDO O SENHOR NO SECRETO
........................................................................... Lilian Kelly Ferreira Martins 71
A VIRTUDE E A MORALIDADE
.....................................................................Vitor Germano da Silva Oliveira 73
O PODER DA PALAVRA E DO PERDÃO NA VIDA CRISTÃ
.............................................................................................. Vinicius Almeida 75
QUEM É O NOSSO PORQUÊ
........................................................... Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos 77
EXCELÊNCIA DO PAI
.......................................................................Márcia Vieira Silva de Almeida 79
DOCE MORADA DO SENHOR
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 81
5O CANDEEIRO 
RESSIGNIFICANDO A DOR
.................................................................................Danilo Zanon dos Santos 83
O DEUS CONHECIDO
.......................................................................Paulo Matheus Souza de Souza 85
O PECADO DE NÃO ORAR
...................................................................................................Paulo Medeiro 87
PREPARANDO-SE PARA TESTEMUNHAR: 
SANTIFICAÇÃO NA MISSÃO DE DEUS
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 89
EM QUEM TEMOS CRIDO
.............................................................................. Murilo César Bezerra Neto 91
O CONTENTAMENTO NO SENHOR
.......................................................................................Angela Fernanda Joia 93
O QUE DE FATO IMPORTA
................................................................................. Danilo Zanon dos Santos 95
PERSEVERAI NA ORAÇÃO
...................................................................................................Paulo Medeiro 97
O PROPÓSITO DE JESUS CRISTO É O PERDÃO
.....................................................................................Adilson Inhance Junior 99
QUANDO CORAÇÕES QUEIMAM
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 101
OLHOS NO ALVO 
.................................................................................................... Tais Rostirola103
COMO SER UM SEGUIDOR DE JESUS CRISTO 
NESTA GERAÇÃO
....................................................................................................Lenito Beltrão 105
EU FALEI DO QUE NÃO ENTENDIA
.........................................................................Keire do Carmo Morais Cedro 107
O SERVIÇO E A PREGAÇÃO DO EVANGELHO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 109
NO VALE OU NA MONTANHA, ELE ESTÁ
....................................................................................................Jônatas Abreu 111
VIVENDO DE PROPÓSITO
................................................................................. Danilo Zanon dos Santos 113
FELIZ O HOMEM QUE NÃO SE CONDENA 
NAQUILO QUE APROVA
.........................................................................Keire do Carmo Morais Cedro 115
ONDE ESTAVAS TU?
.............................................................................. Murilo César Bezerra Neto 117
O PECADO QUE NOS LEMBRA DE NOSSO SALVADOR
................................................................................Ricardo Teixeira Murtada 119
RICO PARA COM DEUS
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 121
MEU CONSOLO É SER ENTENDIDO PELO SENHOR
.........................................................................Keire do Carmo Morais Cedro 123
MISERICÓRDIA E CONHECIMENTO DE DEUS
.....................................................................Vitor Germano da Silva Oliveira 125
O CONHECER A DEUS
................................................................................Marcelo de Souza Rosário 127
TRABALHANDO PARA A GLÓRIA DE DEUS
................................................................................. Danilo Zanon dos Santos 129
A ESPERANÇA EM TEMPOS TURBULENTOS
...................................................................................................Paulo Medeiro 131
EIS QUE FAÇO NOVAS TODAS AS COISAS
.......................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 133
ESPERANÇA NO DESESPERO
.............................................................................Francisco Haroldo de Sousa 135
ROMPENDO EM FÉ
....................................................................... Miquéias Amorim Santos Silva 137
TU ÉS O DEUS QUE ME VÊ
....................................................................................................Jônatas Abreu 139
O DEUS QUE RESTAURA
.............................................................................. Vinícius de Souza Munhoz 142
ESPECIAL: CALENDÁRIO LITÚRGICO
EMANUEL, DEUS CONOSCO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 145
O BEBÊ QUE ABALOU O MUNDO
........................................................... Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos 147
NASCEU O EVANGELHO, A NOTÍCIA SUPREMA
................................................................................ Rodrigo Anselmo da Silva 149
TEMPO COMUM: ENCONTRANDO DESCANSO EM CRISTO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 151
PÁSCOA, ÊXODO E REDENÇÃO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 153
REFLEXÃO PASCAL
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 155
TEMPO COMUM: JÚBILO, BENEVOLÊNCIA 
E SERENIDADE EM CRISTO
............................................................Zípora Morgana Quinteiro dos Santos 157
EPÍLOGO ............................................................................................................. 159
6 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
PREFÁCIO
Caro leitor,
Apresentamos a você “O Candeeiro – devocionais para ilumi-
nar a mente e aquecer o coração”. Cada página deste livro reflete 
a colaboração de membros de diferentes comunidades cristãs e 
regiões geográficas que se uniram para escrever reflexões devo-
cionais abordando temas diversos, desde a renovação interior até 
a coragem para testemunhar do Evangelho. São corações piedosos 
que buscaram beleza, autenticidade e inspiração nas verdades 
bíblicas para oferecer, por meio da escrita, valores fundamentais, 
como misericórdia, piedade, fé, oração, arrependimento, perdão, 
salvação, restauração e esperança diária em Deus.
Cada título, habilmente elaborado por autores comprometidos, é 
mais do que uma simples leitura; é uma oportunidade para esvaziar-
-se do peso diário, abrir o coração ao arrependimento e permitir 
que a luz da Palavra de Deus ilumine a mente e aqueça o coração.
Ao folhear estas páginas, você descobrirá devocionais que ex-
ploram o gatilho da reciprocidade, a transformação da vergonha 
em testemunho, a necessidade de nos tornarmos mais fortes no 
Senhor e a importância de valorizar o relacionamento com Deus 
acima do simples conhecimento.
8 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Recomendamos que você reserve um momento tranquilo 
e de refúgio, longe da correria do cotidiano. Não tenha pressa; 
permita-se examinar lentamente as páginas deste livro em busca 
de esperança e alegria renovadas em Cristo. Cada autor, por meio 
de sua escrita sincera e inspirada, convida você a encontrar Cristo 
no ordinário, na rotina diária, nas lutas e nas alegrias.
Que a leitura destes devocionais seja uma fonte de inspiração, 
encorajamento e crescimento espiritual. Que a jornada espiritual 
que se inicia aqui seja repleta de bênçãos e que, ao final de cada 
devocional, a presença do Senhor seja sentida de maneira verda-
deira, profunda e significativa. Que O Candeeiro ilumine sua mente 
e aqueça seu coração enquanto você se entrega a este momento 
de devoção e reflexão.
Em Cristo, 
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos.
9O CANDEEIRO 
A PAZ DE CRISTO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. (João 14:27a)
Ao longo da história da humanidade inúmeros líderes e sábios 
pronunciaram eloquentes discursos buscando transmitir mensa-
gens de esperança e paz. Contudo, dentre essas vozes, ressoa uma 
singular e incomparável. Cristo proferiu: “Deixo-vos a paz; a minha 
paz vos dou”. Ele usou essa expressão em um momento crucial, pre-
parando seus discípulos para Sua partida iminente. Ao se despedir 
de seus discípulos, Cristo não ofereceu apenas encorajamento, con-
selhos ou palavras reconfortantes ante aos desafios que surgiriam; 
Ele deu algo divinamente único – Sua própria paz; uma dádiva 
celestial que emana da sua própria natureza. Por que Cristo usou 
essa expressão específica? A resposta reside na singularidade de 
Sua autoridade. Ele, sendo o Filho de Deus, traz consigo uma paz 
que vai além das capacidades humanas. A afirmação “Deixo-vos 
a paz; a minha paz vos dou” reflete a mensagem central de Cristo 
sobre a importância da fé, confiança e da paz espiritual que Ele pro-
porciona; ela destaca a natureza da paz que Ele oferece. É uma paz 
que provém do Seu domínio sobre as tempestades da vida, da Sua 
vitória sobre o pecado e da Sua reconciliação com o Pai Celestial. 
É uma paz que transcende as circunstâncias internas e externas e 
não é comparável à paz que o mundo pode proporcionar. Nenhum 
guia, filósofo ou mestre espiritual pode conceder a paz que Cristo 
10 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
oferece, e nenhuma outra pessoa, por mais sábia ou compassiva 
que seja, pode conceder a paz que Ele prometeu. Ao refletirmos 
sobre esta verdade, somos chamados a ser portadores da paz de 
Cristo em um mundo tumultuado. Mas podemos compartilhar a 
paz de Cristo somente se a experimentarmos primeiro, isso implica 
vivermos de maneira a refletir a paz de Cristo em nosso próprio 
ser, nas palavras que falamos e nas ações que empreendemos. Que 
nossa paz seja um testemunho do poder transformador de Deus 
em nossas vidas. Afinal, a expectativa depaz não está enraizada 
em circunstâncias perfeitas, mas na confiança inabalável de Sua 
promessa. Diante das incertezas do mundo, mantenhamos nossos 
olhos fixos na promessa de Cristo. Sua paz é a âncora da nossa 
esperança. Que possamos viver cada dia confiando na paz que só 
Ele pode dar.
Amado Pai Celestial, o mundo procura paz em realizações 
temporais, mas nós reconhecemos que somente Cristo possui 
o poder de acalmar nossas tormentas internas, de trans-
cender as instabilidades da vida, de nos oferecer perdão e 
restauração. Dá-nos a força para confiar em Tua promessa, 
mesmo em meio às adversidades. Concede-nos a graça de 
sermos fiéis portadores dessa paz em nosso viver diário, 
compartilhando-a com todos ao nosso redor. Em nome de 
Jesus, amém.
11O CANDEEIRO 
VOCÊ ADORA QUANDO LÊ 
AS ESCRITURAS?
Ricardo Teixeira Murtada
 Membro da Igreja Batista da Palavra, São Paulo, SP, Brasil.
[...] Esdras abriu o livro, e todo o povo conseguia vê-lo. 
Assim que abriu o livro, todo povo se pôs em pé. Então 
Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus: e todo o povo 
levantou as mãos e respondeu: Amém! Amém! E eles se 
inclinaram e adoraram o Senhor, com rosto em terra. 
(Neemias 8:5-6)
Os livros de Esdras e Neemias marcam o período no qual após 
o exílio babilônico o povo de Israel retorna a Jerusalém. Muitos 
temas são tratados nesses livros, como a reconstrução do templo 
e dos muros da cidade, e o mais importante de todos, eles buscam 
trazer as Escrituras para o centro da vida de Israel. No sétimo mês 
todo o povo se reuniu para comemorar a festa dos tabernáculos 
e, seguindo aquilo que Deus proclamou em Levítico (23:33-44), 
houve a reunião e a proclamação da Lei de Moisés. Agora, algo que 
deve chamar a nossa atenção nesse texto, principalmente porque 
essa mesma atitude é repetida diversas vezes em toda a Bíblia, é que 
a leitura do livro da Lei levou o povo diretamente para a adoração. 
E essa não era uma leitura qualquer, eles estavam estudando cada 
verso do texto das Escrituras e os levitas ensinavam o sentido de 
tudo o que estava escrito para que o povo entendesse. E entendendo 
o texto bíblico a atitude de todo o povo era a adoração. Ao serem 
12 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
expostos às Escrituras o povo reconheceu seu pecado, chorou em 
lamento, compreendeu a necessidade da salvação que vem de Deus 
e se alegraram por agora entenderem as palavras da Lei. No Novo 
Testamento vemos a mesma atitude em Paulo quando, depois de 
expor cada característica doutrinária do evangelho de Jesus, ele é 
imediatamente levado à adoração – “Ó profundidade da riqueza, 
da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são 
seus juízos, e quão inescrutáveis são seus caminhos!” (Rm 11:33). 
O estudo da Bíblia e a compreensão das doutrinas bíblicas devem 
nos levar à adoração. Que essa reflexão seja um encorajamento 
para que ao nos debruçarmos no texto bíblico nosso coração possa 
arder como ocorreu com o povo de Israel e nossa ação seja adorar 
nosso grande e eterno Deus.
Grandioso e eterno Deus, que nossos corações possam arder 
em adoração ao Senhor ao nos debruçarmos em sua santa 
palavra. Que a tua palavra seja luz para os nossos caminhos 
e teu Santo Espírito nos ilumine para entendermos a tua 
Escritura. Em nome de Jesus, amém.
13O CANDEEIRO 
ESCOLHA A MELHOR PARTE
Márcia Vieira Silva de Almeida
Membro da Comunidade Alcance Goiânia, Goiânia, GO, Brasil.
E o Senhor lhe respondeu: Marta, Marta, estás ansiosa 
e preocupada com muitas coisas; mas uma só é neces-
sária; e Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será 
tirada. (Lucas 10:38-42)
Na passagem que lemos acima, temos o Senhor Jesus chegan-
do à casa de Marta, Maria e Lázaro na cidade de Betânia. Marta 
assumiu a responsabilidade de cuidar dos afazeres da estadia do 
Senhor e seus discípulos, porém sua irmã Maria sentou-se aos pés 
de Jesus e ficou a ouvi-lo, mesmo em meio ao barulho das panelas 
na cozinha, do arrastar das sandálias de sua irmã indo e vindo 
saber se todos estavam acomodados, se havia lugar à mesa para 
todos, se a comida não iria faltar, se havia bastante água e vinho. 
Sentindo-se sobrecarregada, Marta se incomodou com a atitude 
de sua irmã e foi se queixar ao Senhor para que Ele ordenasse a 
Maria que trabalhasse, mas neste momento o Senhor gentilmente 
lhe explica que sua irmã havia escolhido a melhor parte e isso 
não lhe seria tirado. Atualmente vivemos dias muito parecidos 
com o acontecido na cidade de Betânia. Somos direcionados a 
manter nossas mentes e mãos ocupadas em todo tempo, seja na 
vida secular, seja na vida ministerial. Estamos cheios de projetos e 
planos e muitos deles para a obra do Senhor, mas não percebemos 
que assumimos o papel de Marta, ou seja, queremos agradar, ser 
14 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
hospitaleiros, aceitos, reconhecidos... nos deixamos ser tomados 
pela ansiedade dos dias maus e com isso perdemos a melhor parte, 
a presença, o mover do Espírito Santo, o falar aos nossos corações 
e a paz que excede todo o nosso entendimento encontrada somente 
Nele, Cristo Jesus. Existe uma máxima na arquitetura que “menos 
é mais”, o conceito do minimalismo toma conta das casas, mas 
não das vidas, precisamos de menos atividades que tomem toda 
a nossa atenção e esforço físico e mental, menos ansiedade pelo 
que está por vir, menos desejo de crescer porque ao assumirmos 
uma vida ministerial minimalista estaremos diminuindo o nosso 
“eu” e deixando que Ele cresça em nós de tal modo que teremos 
mais tempo para contemplar a beleza do ensino e do silêncio de 
estar na presença de Jesus. Que possamos aprender a desacelerar 
em busca de cumprir o que diz o apóstolo Pedro em sua primeira 
carta “lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem 
cuidado de vós!” (1 Pe 5:7).
Pai, queremos desfrutar do melhor de Ti, para isso te pedimos 
que afaste do nosso coração e mente todo ruído que nos 
impede de ouvir a Sua doce e suave voz, capacitando-nos a 
descansar em Ti e deixando de lado toda a ansiedade. Em 
nome de Jesus, amém.
15O CANDEEIRO 
A SINGULARIDADE 
ENCARNADA
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, 
Brasília, DF, Brasil.
No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com 
Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio. To-
das as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, 
nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, 
e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e 
as trevas não a derrotaram. (João 1:1-5)
No Evangelho de João 1, somos convidados a contemplar a 
singularidade de Jesus, a Palavra que se fez carne e habitou entre 
nós. No universo da eternidade, Ele se destaca como o Verbo, a 
expressão divina de amor e graça, personificando a essência de 
Deus em forma humana. Neste relato fascinante, João nos apre-
senta Jesus como a luz que brilha nas trevas, trazendo clareza aos 
corações obscurecidos. Em um mundo muitas vezes marcado pela 
confusão, Ele é a clareza que buscamos, o farol que nos guia em 
meio à incerteza. A singularidade de Jesus não reside apenas em 
Sua natureza divina, mas na maneira como Ele se aproxima de nós, 
tocando nossas vidas com compaixão e verdade. Sua singularidade 
é a encarnação do amor que transcende barreiras e quebranta co-
rações. Ao mergulharmos na narrativa de João 1, somos desafiados 
a reconhecer a singularidade de Jesus não apenas como um evento 
16 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
histórico, mas como uma realidade transformadora em nosso pre-
sente. Ele não é apenas uma figura do passado, mas o Pão da Vida 
que nutre nossa jornada diária. Que possamos, ao contemplar a 
singularidade de Jesus, ser inspirados a viver de maneira que reflita 
Sua luz e Seu amor. Em um mundo ansioso por autenticidade, Ele 
é a resposta definitiva, a encarnação da verdade que nos liberta.
Pai celestial, dirigimos a Ti nossas palavras em adoração e 
gratidão pelo privilégio de conhecer a Tua Palavra revelada. 
No princípioera o Verbo, e o Verbo estava contigo, era con-
tigo desde o início. Nele, encontramos a essência da vida e 
a luz que brilha nas trevas. Hoje, SENHOR, abrimos nossos 
corações para receber a luz que é Jesus Cristo. Agradecemos 
pelo Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de 
graça e verdade. Ele, que estava no princípio contigo, é a 
fonte da vida eterna, a luz que não pode ser apagada pelas 
trevas do mundo. Concede-nos, SENHOR, a graça de rece-
bermos a Cristo em nossas vidas, para que, assim como a 
luz dispersa as trevas, Ele possa iluminar nossos caminhos. 
Que, ao conhecermos a Tua Palavra, encontremos vida em 
abundância e esperança para cada amanhecer. Que o Verbo 
que trouxe a luz ao mundo também brilhe em nossas vidas, 
dissipando as sombras da dúvida e do desespero. Que, ao 
seguirmos os passos de Jesus, possamos ser portadores 
dessa luz para um mundo que precisa desesperadamente 
dela. Agradecemos, Pai, pela revelação de Ti mesmo em 
Jesus Cristo, o Verbo encarnado. Que a nossa adoração e 
compromisso sejam uma resposta ao amor manifesto em 
Cristo, a luz que resplandece nas trevas. Em nome de Jesus, 
oramos. Amém.
17O CANDEEIRO 
CRISTO, O REI
Marco Antônio Chiodi Junior
Membro da Igreja Metodista Central de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil.
Quando o filho do homem vier em sua glória, continuou 
Jesus, e todos os anjos com ele, então ele tomará assento 
em seu trono glorioso. (Mateus 25:31)
Esta passagem bíblica é, provavelmente, uma das mais presen-
tes na imaginação do cristão evangélico: a de Cristo Jesus, com 
toda a sua majestade, vindo dos céus para julgar o mal e trazer a 
justiça para o mundo. Historicamente, a Igreja tem guardado um 
dia no calendário litúrgico para lembrar que Jesus é de fato o Rei. 
No entanto, o que isso quer dizer? Desde a volta do exílio, Israel 
não viveu uma autonomia plena, havendo sempre um sentimento 
de que o exílio ainda persistia. Após o domínio persa vieram os 
macedônios, os selêucidas e, por fim, os romanos. No imaginário 
daquele povo, o Messias viria para trazer justiça a Israel e inverter 
a lógica do mundo corrompido. Em alguns apocalipses judaicos é 
mostrado que Deus mesmo julgaria as nações por conta da forma 
como trataram o Seu povo. A imagem que o texto de Mateus evoca 
é similar. Ao utilizar o termo “irmão” para se referir a quem padecia 
necessidades, muitos comentaristas dizem que Jesus estaria dizen-
do que Ele mesmo julgará o mundo pela forma como este tratou 
a Igreja, o novo Israel; e isso ocorrerá quando Ele estiver sentado 
em Seu trono. E quando será isto? A resposta já foi dada, Cristo 
já está reinando. Imagine o quanto esta mensagem foi acolhedora 
18 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
para os primeiros cristãos que tinham como inimigo o Império 
Romano. Hoje, o chamado da Igreja é duplo. Em primeiro lugar, 
deve proclamar ao mundo que o Rei está no trono. No entanto, 
ela mesma deve ser lembrada desta verdade, que um dia todo mal 
e injustiça será finalmente julgado e toda dor e angústia sofridas 
até aqui terão seu propósito cumprido, pois os maus “irão para o 
castigo eterno, mas os justos irão para a vida eterna” (Mt 25:46). 
Senhor Jesus, Filho de Deus, peço humildemente que cuide 
de Seu povo espalhado nesta Terra, enquanto o Reino ainda 
não é manifesto. Da mesma forma, peço sabedoria do Teu 
Espírito para mostrar o Seu reinado para o mundo. Amém.
19O CANDEEIRO 
O SENHOR, A NOSSA 
ESPERANÇA ETERNA
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão 
todos os dias da minha vida, e habitarei na Casa do 
Senhor por longos dias. (Salmos 23:6)
O Salmo 23:6 é uma expressão vívida da esperança que aguarda 
aqueles que confiam no Senhor. Davi proclama com confiança que 
a bondade e a misericórdia do Senhor seguirão cada passo daque-
les que escolhem andar nos caminhos do Senhor. Essas virtudes 
não são meras acompanhantes temporárias, mas guias perpétuos, 
testemunhando da fidelidade do Deus que as concede, apontando 
para uma esperança que se estende por toda a eternidade. A vida 
do cristão é permeada pela graça incessante do Senhor. A bondade 
e a misericórdia são como companheiros fiéis, nos envolvendo em 
todos os momentos. Mesmo diante dos desafios e das tribulações, 
podemos confiar na presença constante dessas virtudes divinas. 
Davi não fala apenas sobre a jornada terrena, mas projeta seu 
olhar para o futuro. A afirmação “habitarei na Casa do Senhor por 
longos dias” revela a esperança da comunhão eterna com Deus. É a 
promessa de desfrutar da presença íntima do Salvador hoje e para 
sempre. A Casa do Senhor simboliza a presença plena e íntima com 
o Pai Celestial onde há comunhão, segurança e plenitude. Para o 
cristão, a esperança eterna não é meramente um destino distante; 
20 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
é a promessa de viver eternamente na presença do Senhor. Cada 
dia vivido com Ele aqui na terra é um antegozo do banquete celes-
tial que está por vir. Ao refletir sobre a recompensa da fidelidade 
divina, somos chamados a renovar nossa confiança no Senhor. 
A recompensa não é baseada em méritos próprios, mas na graça 
e fidelidade de Deus. Ele é o Pastor que nos conduz com amor e 
nos presenteia com a promessa da eternidade ao Seu lado. Assim, 
regozijemo-nos na certeza da bondade e misericórdia divina. Que 
essa convicção nos fortaleça diariamente, alimentando nossa fé e 
esperança. E, olhando para o futuro, ansiemos pelo dia em que 
habitaremos na Casa do Senhor por toda a eternidade.
Santo Deus, agradecemos por Sua bondade e misericórdia 
que nos cercam diariamente. Confiamos em Sua promessa 
inabalável e aguardamos com esperança o dia em que ha-
bitaremos em Sua presença para sempre. Conduza-nos nas 
veredas da justiça, e que possamos sempre reconhecer Sua 
soberania. Em nome de Jesus, amém.
21O CANDEEIRO 
O PRAZER E A SATISFAÇÃO 
ATRAVÉS DA ORAÇÃO
Victor Samuel Steffens Maas
Evangelista da Igreja Presbiteriana do Brasil, Pato Branco, PR, Brasil.
De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quan-
do terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, 
ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus 
discípulos. (Lucas 11:1)
Sempre que buscamos aprender a respeito de determinada área, 
buscamos aprender com o melhor possível. Durante os três anos 
que andaram com Jesus, em nenhum momento os discípulos pe-
dem para que ele os ensinasse a realizar milagres, apesar de terem 
visto a tempestade se acalmar ao som da sua voz, doentes serem 
curados, demônios sendo expulsos ou até mortos ressuscitarem. 
Entretanto, depois de vê-lo orar, um dos discípulos pede para que 
ele ensine-os a orar daquela forma. E como ele orava! Quanta 
intimidade! Várias vezes a Bíblia relata que o Senhor se retirava 
para orar ao seu Pai. Quando estamos cansados demais, nós nos 
retiramos para espairecer com alguma atividade que nos agrade, 
como mídia sociais, jogos, televisão, música ou livros. Mas quando 
foi a última vez que nos retiramos para orar, deixando o trabalho, 
pessoas e outros prazeres de lado para estar na presença do nosso 
Pai que está nos céus? Jesus tinha prazer de estar na presença do 
Deus Pai. Não havia nada melhor para Ele do que oferecer os seus 
louvores, súplicas e anseios, com todo seu coração, com toda sua 
22 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
alma e com toda a sua força. Através do sacrifício de Cristo temos 
paz com Deus. Portanto, não somos mais inimigos rebeldes como 
outrora, mas somos feitos filhos dEle, a saber os que creram e o 
receberam. Temos o maior privilégio de estar na Santa Presença do 
Altíssimo. É muito triste que deixamos o contentamento nEle para 
gastar em excesso com outras coisas que não podem satisfazer o 
nosso coração. É necessário voltar e lembrar que encontrar alegria 
na presença de Deus é o nosso propósito e o nosso deleite. É nEle 
e somente nEle que a nossa alma se satisfaz. Não sabemosorar, 
mas o seu Santo Espírito nos conduz, orando até aprender a orar. 
Ó Deus eterno, soberano Senhor. Fomos criados para ti e per-
tencemos ao Senhor. Não há nada neste mundo que possa 
satisfazer a nossa alma. Ensina-nos a orar como convém, de 
modo que a nossa alma encontre contentamento apenas no 
Senhor. Tu és a nossa alegria, nossa força. Ao Senhor toda 
honra, glória e poder. Em nome de Jesus, amém.
23O CANDEEIRO 
AJUDA-ME A TE AMAR, 
SENHOR
Nilzete de Souza Ferreira Campos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Petrolina, PE, Brasil.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a 
sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de 
graça e de verdade. (João 1:14)
Por maior que seja a capacidade humana, ainda assim não con-
seguiremos entender em sua totalidade, a profundidade do amor 
do Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Por isso, devemos 
pedir ao Pai forças para amá-lo como Ele é digno de ser amado, 
mas a nossa humanidade caberia, suportaria, esse tão grande 
amor? O coração humano poderia não suportar, mas podemos e 
devemos adorá-lo em espírito e em verdade como Jesus falou para 
a mulher samaritana. Certa vez li, não me recordo onde, que nós 
não suportaríamos, pela fragilidade do coração humano, conhecer 
em sua totalidade tudo o que Jesus conquistou no Calvário por 
nós e para nós, seria uma tão grande alegria que o coração não 
suportaria. Ora, vejamos, Deus fez o universo para se expressar e 
de fato se comunica conosco através da criação. Mas Deus também 
se revelou para nós de maneira especial, através dos profetas e 
através do seu Filho, Jesus Cristo, que encarnou na Terra para nos 
dizer suas palavras de vida. Deus sabia de nossas limitações para 
compreendê-lo e enviou seu Filho para assumir a forma humana 
e revelar aos homens a vontade de Deus. Não há nada mais ma-
24 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
ravilhoso no universo do que esse evento em que Deus assume a 
forma de homem para guiar os homens na Terra. Por isso ressalta 
o texto da primeira epístola de 1 João que diz que nós o amamos 
porque ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Como diz John Piper, 
ao contemplarmos o amor de Deus encarnado na forma humana 
para expiar nossos pecados, para se sacrificar por nós, somos 
atraídos para nos deleitarmos neste Deus por quem Ele é em si 
mesmo. Assim é que pedimos ao Pai que encha nosso coração de 
amor por Ele, que dizemos tu és bem-vindo nesta casa, entra e faz 
morada, transfigura tudo que está quebrado em novidade de vida. 
Oh! Amado Salvador, ajuda-me a amá-lo como és digno de 
ser amado, prepara-me para abrigar o mais puro amor e 
gratidão por Ti, pois Tu és a minha total suficiência. Amém.
 
25O CANDEEIRO 
FELIZ É AQUELE QUE 
CONFIA NO SENHOR
Fábio Müller dos Reis
Pastor na Primeira Igreja Batista, Antônio Prado de Minas, MG, Brasil.
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele 
tudo fará. (Salmos 37:5)
O Salmo 37, um compêndio de sabedoria divina, desvela a 
fragilidade da felicidade centrada nos padrões terrenos. Diante 
disso, o salmista nos convoca a confiar na providência divina, 
desviando-nos da espera ansiosa nas contingências mundanas. O 
cerne desse convite encontra sua expressão máxima no versículo 
5, uma síntese elucidativa que permeia todo o Salmo. A primeira 
ordem emanada desse convite é a entrega integral ao Senhor. 
“Entrega o teu caminho ao Senhor” exorta-nos a relegar a Deus 
o cuidado das nossas vidas e decisões, renunciando à ilusão de 
sermos senhores de nós mesmos. Essa entrega não é mera for-
malidade; é um ato de rendição que reconhece a soberania divina 
sobre nossos destinos. No entanto, a entrega não é um ponto final, 
mas um início. A segunda ordem ressoa em consonância com a 
primeira, revelando que a entrega não é completa sem a confiança. 
Não é suficiente entregar o caminho ao Senhor; é imperativo con-
fiar. Esse passo adicional implica reconhecer que Deus mantém o 
controle absoluto, mesmo quando nossa visão se perde na névoa 
da incerteza. Assim, ao cumprirmos ambas as ordens – entrega e 
confiança – nos encontramos diante da promessa sublime contida 
26 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
no versículo: “e o mais Ele fará!”. Nessa afirmação, repousa a certeza 
da intervenção divina. Deus, sendo soberano, opera em nossa vida 
de maneira singular, ultrapassando nossas limitadas compreensões. 
A promessa não é apenas de realização, mas de uma obra que 
transcende nossa compreensão, dirigida por Sua sabedoria infinita. 
A mensagem subjacente é clara: precisamos ceder as rédeas das 
nossas vidas nas mãos divinas e confiar que Ele, em Sua benevo-
lência, realizará sempre o melhor para Seus filhos. Nesse ato de 
entrega e confiança, descobrimos não apenas a realização de nossos 
anseios, mas a inabalável esperança que permeia toda a jornada 
daqueles que depositam sua fé na fidelidade de Deus. Portanto, 
ao trilharmos esse caminho de entrega e confiança, aguardamos 
com expectativa as maravilhas que Ele realizará, pois a promessa 
divina é o farol que guia nossa jornada espiritual. 
Pai celeste, Santo é o Teu nome. Neste momento te rogamos, 
nos ajude a manter nossa confiança em suas promessas. Não 
permita que caiamos na tentação de ter nossos corações 
seduzidos pelas coisas desta vida, livrai-nos de todo mal, 
por Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém.
27O CANDEEIRO 
DE ONDE VEM 
A NOSSA FORÇA
Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Tracunhaém, PE, Brasil.
A alegria do Senhor é a vossa força. (Neemias 8:10)
Ler o jornal diário ou assistir o noticiário da noite pode nos 
gerar vários medos e incertezas quanto à atualidade e quanto ao 
futuro, tanto o nosso quanto o da humanidade. Muito se fala de 
‘guerra cultural’ ou se esta ou uma outra política vai ou não resol-
ver a situação do dia. As redes sociais geraram um feed imenso de 
informações e novos problemas que não para nunca. Mas, apesar 
das provações do mundo, nada disso deve ser motivo de desânimo 
ou tristeza, pois a alegria de quem serve a Cristo não está nestas 
coisas, não está na volatilidade do dia ou nos trending topics do 
Twitter, mas nEle, que tudo pode fazer. A fé da Bíblia pode ser 
desprezada pela mídia, por alguns ambientes universitários e por 
representantes da classe política, mas as Escrituras continuam 
sendo verdadeiras e continuam sendo o alimento eterno para a 
alma, de geração em geração. E o que estamos acompanhando 
são apenas sinais passageiros que apontam para o fim da história, 
quando o nosso querido Senhor estará conosco para nos levar para 
a eternidade. Se desastres culturais acontecerem, lembre-se do 
que está escrito em Neemias 8:10: “A alegria do Senhor é a vossa 
força”. Se o noticiário quiser falar mais alto, lembre-se do que está 
escrito em Neemias 8:10: “A alegria do Senhor é a vossa força”. 
28 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Se vos perseguirem por causa do nome de Cristo, lembre-se do 
que está escrito em Neemias 8:10: “A alegria do Senhor é a vossa 
força”. A nossa força não vem de nossos próprios pensamentos ou 
esquemas, mas vem dEle, e só dEle. Cristo é nossa única salvação. 
Santo Deus, que sejas nossa fonte de alegria diária e que 
possamos repousar na certeza de que nossa alegria foi con-
quistada por Ti na cruz. Que possamos olhar para as aflições 
do presente com fé e esperança em Tuas promessas. Pois és 
a salvação, minha e de minha casa.
29O CANDEEIRO 
NÃO FIQUEM PREOCUPADOS
Vinícius de Souza Munhoz
Seminarista da Igreja Presbiteriana de Mirassol, Mirassol, SP, Brasil.
Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em 
tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de 
vocês, pela oração e pela súplica, com ações de gra-
ças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, 
guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. 
(Filipenses 4:6-7)
Preocupação, ansiedade, medo, desespero e noites mal dormi-
das é o que mais vemos e ouvimos nas ruas, transporte coletivo 
e ambientes sociais.Nós vivemos preocupados! A ansiedade por 
exemplo, é descrita como um mal do século em decorrência da 
proporção de pessoas assoladas por tal problema. Paulo, ao escrever 
aos Filipenses traz a orientação de não nos preocuparmos com 
coisa alguma, absolutamente nada, mas, em tudo, em todas as situ-
ações, circunstâncias, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos 
de vocês. Em outras palavras, devemos levar nossas demandas, 
dores, aflições a Deus em oração, descansando no Senhor, pois é 
Ele, o Senhor, que nos ouve e pode nos livrar, orientar e sustentar 
em toda e qualquer situação. E, por fim, Paulo acrescenta: “E a paz 
de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a 
mente de vocês em Cristo Jesus”. Portanto, somos guardados no 
Senhor Jesus, que conhece nossas dores e intercede por nós junto 
ao Pai. Diante disso, convido você a apresentar ao Senhor tudo 
30 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
o que está consumindo suas esperanças e fazendo você cativo do 
medo, das preocupações, da ansiedade a descansar na certeza de 
que o Senhor trará consolo, direção e repouso. Você não está só e 
o Senhor não está alheio às suas dores. Busque ao Senhor!
Bondoso Deus, pedimos ao Senhor que nos dê paz em meio 
as adversidades, nos guardando das preocupações da vida 
e nos levando a confiar e depender de Ti. Não conseguire-
mos prosseguir sozinhos, precisamos da sua forte mão. O 
Senhor é a nossa esperança e nosso sustento. Em nome de 
Jesus, amém.
31O CANDEEIRO 
UM REINO PARA 
UM PECADOR
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, 
Santo André, SP, Brasil.
Então ele disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entra-
res no teu Reino”. Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: 
Hoje você estará comigo no paraíso”. (Lucas 23:42-43)
O cenário aqui é: uma cruz e três condenados na cruz. Temos 
Jesus Cristo ao centro e dois criminosos, um à sua esquerda e 
outro à sua direita. Os três no mesmo dia e horário, com a mesma 
sentença. Jesus havia passado por momentos de humilhação. Os 
soldados bateram nEle até ficar completamente desfigurado. Co-
locaram então coroa de espinhos, zombaram e o trataram como 
nada: “Você não é o Cristo? Então salve-se a si mesmo!” diziam. 
Não havia qualquer indicação de Jesus sendo um rei. Não havia 
pompa. Não havia tratamento melhor a Ele. Muito pelo contrário. 
O tratamento dado a ele foi muito pior e mais humilhando do 
que para os outros criminosos Ninguém podia zombar de um 
rei, seja ele quem fosse. Lembrando: Jesus não havia ressuscitado 
ainda. Nem os discípulos estavam juntos dEle nesse momento, 
afinal estavam fugindo e se escondendo (e, ok, havia motivos 
humanos para isso...). Mas no meio dessa humilhação toda, en-
quanto um criminoso zombava junto com os soldados (os mesmos 
que iam lhe matar em seguida) o outro reconhece seu reinado. 
32 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Lembrando: só um rei tem um reinado. Talvez ele tenha ouvido 
falar do Salvador ao cometer seus crimes. Não sabemos ao certo. 
Mas esse criminoso, contra todas as aparências e evidências, viu 
ali o Salvador de sua vida, e como disse Jesus: “Hoje você estará 
comigo no paraíso”. O que ele fez para merecer? Nada! Apenas 
o reconhecimento que necessitava de um Salvador! Como pode? 
Para muitos a escória da sociedade, um bandido da pior espécie 
inaugurou o “aceitar a Jesus”. Sei que tudo pode estar parecendo 
um caos na sua vida, mas não importa quem você é ou o que 
você faz! Seu cargo na igreja ou no trabalho, se tem um carro ou 
não, ou mesmo se tem dinheiro. Se é famoso ou um criminoso. 
Reconheça que Ele é o Salvador! Que você necessita dEle. Que 
sem Ele não há salvação ou justificação. Ele é o caminho! Se 
renda ao Rei e herde um reinado eterno com Ele.
Amado Deus e Pai, agradeço por tua graça e Salvação. 
Dê-me um coração puro e inclinado apenas à tua vontade. 
Que eu entenda que nada do que eu faça ou tenha pode me 
salvar ou justificar. Só tu tens palavras de vida eterna! O 
quão dependente sou de Ti! Ajuda-me, quebra meu coração 
orgulhoso! Necessito de Ti, Pai, e apenas de Ti! Amém. 
33O CANDEEIRO 
UMA CONSCIÊNCIA PURA 
NÃO OFENDE
Vitor Germano da Silva Oliveira
Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sapucaia do Sul, RS, Brasil.
E por isso procuro sempre ter uma consciência sem 
ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. 
(Atos 24:16)
Como reagimos diante de uma ofensa e como lidamos com 
conflitos são questões desafiadoras. No âmbito do relacionamento 
humano, e especialmente na comunidade da igreja, é inevitável que 
surjam divergências, debates e atritos, mesmo entre irmãos. O ver-
dadeiro desafio reside não em evitar o conflito, mas em abordá-lo 
de maneira equilibrada e justa. É natural que defendamos nossas 
posições e perspectivas, fazendo parte do convívio cotidiano. No 
entanto, é crucial questionar até que ponto devemos ir. Onde está o 
limite sensato que distingue a discordância saudável da contenda, 
os questionamentos construtivos das acusações prejudiciais? Um 
parâmetro fundamental para orientar nossa conduta é identificar 
o surgimento das ofensas. Em conflitos onde ambas as partes ca-
recem de sobriedade e equilíbrio, é comum que sejam proferidas 
palavras ofensivas, impactando não apenas a comunhão entre ir-
mãos, mas também nosso relacionamento com Deus. Paulo, ciente 
das diferenças entre ele e seus ouvintes, almejava evitar disputas 
desordenadas que, invariavelmente, resultariam em ofensas, pre-
judicando sua própria consciência. É imperativo mantermos uma 
34 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
postura de cordialidade e fraternidade, mesmo diante de ideias 
que consideramos absurdas. Isso não implica concordar com 
tudo, mas discordar com discernimento e equilíbrio, preservando 
a paz na consciência e evitando ofensas a Deus e aos outros. Se, 
porventura, a pessoa com quem dialogamos permanece inflexível, 
lançar-se em ofensas não contribuirá em nada; nesse caso, é mais 
prudente encerrar a discussão. Jamais devemos recorrer a ofensas, 
pois a pureza de nossa consciência é mais valiosa do que qualquer 
controvérsia.
Senhor Jesus, obrigado por nos fazer compreender a impor-
tância de manter a consciência pura e livre de maledicência. 
Nos ajude a manter esta pureza. Em nome de Jesus, amém.
35O CANDEEIRO 
REFLEXÕES SOBRE O 
PERDÃO: UMA CHAMADA À 
CONTRACULTURA CRISTÃ
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, 
perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou 
vocês em Cristo. (Efésios 4:32)
A carta aos Efésios, direcionada aos cristãos em Éfeso, res-
plandece uma orientação vital sobre a postura cristã nas relações 
interpessoais. A essência dessa orientação reside na exemplificação 
da bondade, compaixão e perdão, moldando nosso comportamento 
à luz do perdão concedido por meio de Jesus Cristo. Num contexto 
cultural permeado por valores competitivos e egocêntricos, o apelo 
à benevolência destaca-se como uma chamada à contracultura, 
um convite a uma conduta que reflete a graça divina em meio a 
desafios identitários e hostilidades. A cidade de Éfeso, situada na 
Ásia Menor, era um polo comercial e cultural sob a influência das 
tradições grega e romana, marcada pelo poder, competição e exi-
bição pessoal. Nesse cenário, a carta ressoa como uma mensagem 
atemporal, instando os cristãos a adotarem uma postura positiva 
e benevolente, destacando que a prática do perdão é fundamen-
tal para a vida cristã. No contexto bíblico, o chamado ao perdão 
não é apenas uma exigência moral, mas uma conexão direta com 
36 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
a narrativa cristã. Os cristãos são desafiados a perdoar, mesmo 
diante de ofensas, seguindo o exemplo do perdão divino revelado 
em Cristo. É a recordação graciosa do perdão em Jesus que não 
apenas impulsiona a capacidade de perdoar, mas também serve 
como um eco do amor divino que deve impregnartodas as áreas 
de suas vidas. Na prática, os cristãos em Éfeso eram encorajados 
a transcender a cultura ao seu redor, demonstrando bondade, 
compaixão e perdão uns aos outros. Esses princípios não apenas 
fortaleceriam a comunidade local, mas também testemunhariam 
aos não cristãos sobre os valores transformadores do evangelho. 
Este apelo transcende o contexto histórico e ressoa na contempo-
raneidade, desafiando-nos a viver em harmonia, manifestando o 
perdão recebido em Cristo e impactando positivamente o mundo 
ao nosso redor. Assim, ao considerar a importância de agir com 
benignidade e misericórdia, somos lembrados de que a experiên-
cia do perdão divino nos capacita a perdoar o próximo. Que este 
chamado à prática do perdão seja a luz que guia nossas interações 
diárias, refletindo a graça que recebemos em Cristo e transforman-
do nosso entorno pela influência positiva do evangelho.
Amado Deus, que a compreensão do perdão que recebemos 
em Cristo seja uma fonte constante de disposição para per-
doarmos uns aos outros. Capacita-nos a viver de maneira 
contrária à cultura ao nosso redor, manifestando a Tua bon-
dade, compaixão, misericórdia, graça e perdão. Que nossas 
vidas sirvam como testemunho do amor transformador do 
evangelho, influenciando positivamente o mundo à nossa 
volta. Em nome de Jesus, amém.
37O CANDEEIRO 
TUDO VEM DAS MÃOS 
DE DEUS
Keire do Carmo Morais Cedro
Membro da Primeira Igreja Batista, Feira de Santana, BA, Brasil.
Não há nada melhor para o ser humano do que comer, 
beber e fazer com que sua alma desfrute o que conse-
guiu com seu trabalho. No entanto, vi que também isto 
vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode 
comer ou quem pode alegrar-se? (Eclesiastes 2:24-25)
Sabemos que a Bíblia é um conjunto de livros inspirados pelo 
Espírito Santo. Este conjunto, pelo decorrer da história, foi dividido 
em estilos literários, dentre os quais destacamos o estilo Poético. 
Eclesiastes é um desses livros poéticos – os outros livros do estilo 
são Jó, Salmos, Provérbios e Cantares de Salomão – cuja intenção 
é orientar o leitor à sabedoria, analisando diversos temas sobre a 
vida humana e nossa relação com Deus. No livro de Eclesiastes, o 
Mestre, como Salomão se refere a si mesmo na introdução, escre-
ve sobre sua investigação em torno da sabedoria, da loucura e da 
insensatez. Neste trecho, Salomão analisa se o trabalho debaixo 
do sol faz sentido, isto é, se existe razão para trabalharmos tanto, 
quando a vida – nossa realidade – é um absurdo por estar fora da 
sabedoria de Deus. O termo “debaixo do sol” é uma metáfora para 
uma vida de sabedoria mundana. A intenção do autor é justamente 
criar uma imagem de intenso esforço e sofrimento, já que passar 
horas trabalhando sob o sol sem a devida proteção é extrema-
38 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
mente doloroso. Da mesma maneira, trabalhar sem gratidão a 
Deus, de onde tudo vem, inclusive o nosso próprio fôlego de vida, 
consequentemente das nossas forças e dos nossos recursos, para 
Salomão, é como um trabalho árduo debaixo do sol, é um absurdo. 
Contudo, o Mestre finaliza este trecho perguntando a si mesmo – e 
levando o leitor a fazer o mesmo questionamento – quem pode se 
alegrar com o fruto do seu trabalho vivendo separado de Deus? A 
resposta é “ninguém, pois tudo vem de Deus”. A benção de Deus 
sobre nossa vida flui para nós, mas também através de nós, através 
das nossas realizações. Diferente de um trabalho debaixo do sol, 
um trabalho debaixo do Céu é aquele onde somos guiados pela 
sabedoria divina. Que o Senhor nos ajude nisso.
Pai amoroso, por muitas vezes esquecemos que nosso tra-
balho e nosso salário vêm de Ti tanto quanto nosso próprio 
fôlego de vida. Livra-nos da tentação de sermos ingratos. 
Livra-nos de pensar que tudo o que fazemos é resultado 
apenas das nossas próprias forças. Que nossas conquistas 
sejam louvores a Ti. Em nome de Jesus, amém.
39O CANDEEIRO 
NAS PROFUNDEZAS DO PECADO 
PODEMOS ENCONTRAR 
ESPERANÇA NA MISERICÓRDIA 
E GRAÇA DE UM DEUS 
COMPASSIVO E REDENTOR
Davi Wesler Stefani Pedrozo de Quadros
Presbítero na Igreja Assembleia de Deus em Francisco 
Beltrão, PR, Brasil.
Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua be-
nignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a 
multidão das tuas misericórdias. (Salmos 51:1)
Coberto de vestes reais, coroa na cabeça e cetro na mão, sua 
residência: o palácio, cercado por ministros de províncias, essa era 
a imagem oficial do rei de Israel. Mas Natã caminha lentamente 
para uma audiência e carrega a responsabilidade, dada por Deus, 
de revelar a condição verdadeira que se encontrava o rei Davi. 
Após dissertar uma intrigante história, o profeta Natã conclui 
que Davi é o homem rico explorador do mais fraco e pobre. A 
sua verdadeira condição diante de Deus está exposta: adúltero, 
assassino e ingrato pecador. Recebe de Deus a dura sentença de 
estar longe de sua Santa Presença e a indagação retórica: Por que 
desprezou a palavra do Senhor e fez o que era mau aos seus olhos? 
(2 Sm 12:9). Ao cair em si de sua incontestável condição diante de 
Deus, Davi reconhece que pecou (2 Sm 12:13a). Esse diagnóstico 
40 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
acompanha grande comoção e confirmação da realidade em que 
sua alma se encontrava. Agora só resta uma opção: clamar por per-
dão e derramamento de misericórdia divina (Sl 51:1). Nossa ação 
deve ser como a do rei Davi, pois, embora estejamos bem trajados, 
em boa posição e em boa moradia, o Profeta já expôs a condição 
pecadora de toda humanidade. Cabe agora suplicarmos para que 
a misericórdia de Deus nos lave completamente, pois conhecemos 
nossa transgressão contra o céu. Oramos, crentes do livramento 
dado por Jesus Cristo, e certos de que não seremos lançados fora da 
presença de Deus nem tampouco abandonados pelo Santo Espírito, 
isso se verdadeiramente frutificarmos o arrependimento do cora-
ção quebrantado e contrito, e não somente notabilizar-se palavras 
e sacrifícios vãos. Oportuna é a recordação de que somos apenas 
pó e cinza carentes das multidões de misericórdias divinas para 
apagar nossas transgressões que sempre estão diante de nós, pois 
fazemos coisas más aos olhos de Deus por herdarmos o pecado. 
Acima de tudo é favorável recordar que, embora sejamos achados 
entre as cinzas, o sopro do Espírito Santo nos conduz até o Cristo, 
que das cinzas mortas faz brotar vida – simul justus et peccator.
Deus Todo-Poderoso e eterno, sabemos do seu amor por tudo 
que criaste e do seu perdão aos penitente, faz brotar em nós 
corações novos e contritos, para que reconheçamos nossa 
real condição diante de sua Santa Presença. Deus de toda 
misericórdia faz-nos lembrar que só alcançamos perdão e 
perfeita remissão através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso 
SENHOR, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, 
um só Deus agora e sempre. Amém.
41O CANDEEIRO 
DESILUSÃO
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, 
Brasília, DF, Brasil.
Maldito o homem que confia no outro homem, que faz 
da humanidade mortal a sua força. (Jeremias 17:5)
Você já se decepcionou com alguém? É claro que sim, não é? 
Talvez hoje mesmo estejamos vivenciando uma grande decepção. 
O sentimento de desilusão é universal, afetando até mesmo os 
menos propensos a expressar emoções. A ironia reside no fato de 
que a decepção muitas vezes surge da esperança. A decepção brota 
quando esperamos que algo de bom aconteça, ou que alguém que 
admiramos continue fazendo o que nutriu a nossa admiração e esta 
pessoa não age de acordo com as nossas expectativas, ou quando o 
que sonhamos não se concretiza. A intensidade da decepção está 
diretamente ligada à quantidade de amor ou confiança investidos. 
Quando pessoas ou ideias em que acreditamos traem essas expec-
tativas, a dor se torna mais profunda. Vivemos em um mundo de 
pessoas e ideologias falíveis, por isso é sábio não “apostar todas as 
fichas” em ninguém. Para minimizar nossas decepções é prudentever cada ser humano, não importando a posição que ocupa na so-
ciedade, como ele é: um pecador. Em todo o universo somente um 
merece nossa total e irrestrita confiança: Deus. Por isso o “maldito” 
contrasta com o “bendito” (Jr 17:7-8): “Mas, bendito é o homem 
cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será 
42 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas 
raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque 
as suas folhas estão sempre verdes, não ficará ansiosa no ano da seca 
nem deixará de dar fruto”. Sendo assim, só vejo um caminho para 
superar nossas decepções: renovando, a cada dia, nossa confiança 
no SENHOR. Esta confiança nEle é que nos ajudará a sobreviver 
em um ambiente adverso. Não fiquemos paralisados pela decepção. 
Que nosso compromisso com uma fé sadia seja maior do que o 
nosso compromisso com qualquer ideologia. Creiamos naquele 
que promete e cumpre, que é quem diz ser e que permanece fiel 
no compromisso de amor por nós.
Pai Celestial, diante de Ti nos humilhamos e reconhecemos 
a tua soberania. Ao refletirmos sobre as palavras do profeta 
Jeremias, acerca da maldição daqueles que confiam na força 
humana e se afastam de Ti, buscamos a Tua misericórdia e 
orientação. SENHOR, que nossos corações não se inclinem 
para a confiança na carne, mas que depositemos nossa fé e 
confiança unicamente em Ti. Que não busquemos soluções 
meramente humanas, mas que estejamos ancorados na Tua 
Palavra e na Tua vontade. Quebranta-nos, ó Deus, para que 
reconheçamos a nossa dependência total de Ti. Concede-nos a 
graça de sermos como árvores plantadas junto às águas, cujas 
raízes se estendem profundamente na terra da Tua verdade. 
Que em cada estação, possamos dar frutos para a Tua glória, 
confiando na Tua fidelidade. Perdoa-nos, SENHOR, por vezes 
confiarmos em nossa própria compreensão e força. Que a Tua 
Palavra esteja gravada em nossos corações, guiando-nos em 
todos os caminhos. Em meio às adversidades, que confiemos 
em Ti, a fonte inesgotável de vida e esperança. Que a nossa 
confiança esteja firmemente ancorada em Ti, ó Deus, pois 
reconhecemos que em Ti encontramos segurança e bênção. 
Em nome de Jesus, oramos. Amém.
43O CANDEEIRO 
TRANSFORMANDO A VERGONHA 
EM TESTEMUNHO
Alcino Junior
Diácono da Igreja Missionária Evangélica Maranata, 
Duque de Caxias, RJ, Brasil.
Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que 
tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; 
e temeram. Os que haviam presenciado os fatos conta-
ram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca 
dos porcos. E entraram a rogar-lhe que se retirasse da 
terra deles. Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o 
que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 
Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai 
para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o 
Senhor te fez e como teve compaixão de ti. Então, ele foi 
e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus 
lhe fizera; e todos se admiravam. (Marcos 5:15-20)
Dentre as muitas lições que podem ser extraídas da famosa 
história do endemoninhado gadareno, uma das mais preciosas 
diz respeito às direções que Cristo nos dá. Ao ler o capítulo cinco 
de Marcos, percebemos que a situação daquele homem era tão 
grave que causava terror aos habitantes de sua cidade. No entanto, 
Jesus vai até a região e o livra dos demônios que o oprimiam. Para 
muitos, a história termina nesse ponto, mas ainda havia um grande 
desafio a ser vencido pelo famoso gadareno: para onde ir depois 
44 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
de tanto tempo vivendo uma vida tão miserável? Aquele homem 
pede a Jesus que o leve embora em seu barco. Ele sabia que a ver-
gonha e a humilhação de permanecer naquele lugar seriam quase 
insuportáveis. Como as pessoas o tratariam? Como olhariam para 
ele? Talvez as dúvidas habitassem seu coração. Jesus, no entanto, 
ordena que ele volte pra casa e anuncie o que o Senhor fez em sua 
vida. O texto encerra dizendo que, ao ouvir aquele homem, todos 
se admiravam. Esse é um texto que renova as nossas esperanças! 
Quantas vezes nos sentimos envergonhados por tantas coisas: 
nosso passado, alguma atitude que tivemos ou até mesmo algo 
que fizeram conosco. Mas em momentos assim, devemos lembrar 
que Cristo está conosco e nos deu uma responsabilidade. Não 
podemos deixar a vergonha embaçar nossa visão a ponto de não 
enxergarmos quantas coisas o Senhor já fez em nossas vidas. Nós 
servimos a um Deus que transforma vergonha em testemunho.
Senhor, somos gratos a ti por Sua Palavra e pela honra que 
nos concede de poder proclamá-la. Ajuda-nos a discernir 
diariamente os locais para os quais o Senhor quer nos con-
duzir e não permita que nossa vergonha fale mais alto que 
nosso testemunho. Em nome de Jesus. Amém.
45O CANDEEIRO 
A ORAÇÃO DE JABEZ
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Jabez orou ao Deus de Israel [...] (1 Crônicas 4:10a)
A Oração de Jabez, registrada em 1 Crônicas 4:9-10, é um 
farol de esperança que ilumina o caminho dos cristãos em meio 
às adversidades. Jabez, cujo nome significava “aquele que causa 
dor”, não se resignou ao destino que seu nome sugeria, mas bus-
cou uma transformação por meio da oração fervorosa. A vida 
de Jabez, permeada pelo sofrimento desde o nascimento, reflete 
muitas das situações desafiadoras que enfrentamos hoje. No en-
tanto, ao invés de se render passivamente às circunstâncias, Jabez 
escolheu a rota da oração. Sua fé em Deus não apenas mudou 
seu destino, mas também revelou um coração que reconhecia a 
soberania divina sobre todas as áreas da vida. A oração de Jabez 
foi simples, mas profunda, ele não hesitou em pedir bênçãos, 
crescimento, a presença divina e proteção contra males. Sua ati-
tude nos convida a expressar nossos anseios a Deus de maneira 
direta, confiando na receptividade do Pai celestial. Assim como 
Jabez confiou na providência divina, somos encorajados a confiar 
que Deus é capaz de guiar, abençoar e transformar nossas vidas. 
O versículo subsequente destaca a resposta positiva de Deus à 
oração de Jabez. Deus não apenas ouviu, mas atendeu ao pedido 
dele. Isso ressalta a disposição de Deus em responder às orações 
sinceras e a confiança que podemos depositar nEle. A eficácia da 
46 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
abordagem simples e sincera de Jabez em sua comunicação com 
Deus destaca a importância de mantermos uma fé perseverante em 
nossas orações. Jabez buscou uma mudança de destino por meio 
da oração, e Deus respondeu favoravelmente. Isso nos encoraja 
a não nos resignarmos passivamente às circunstâncias adversas, 
mas a buscarmos a intervenção divina em todas as áreas de nossa 
vida. Em um mundo marcado pela queda, a esperança em Deus 
se torna alicerçada na promessa de que Ele é capaz de transformar 
nossas vidas e moldar nosso futuro de acordo com Sua vontade so-
berana. Que a oração de Jabez sirva como um lembrete inspirador 
de que, em Deus, encontramos não apenas consolo para nossas 
dores, mas também esperança para o amanhã. Em nossa jornada 
de fé, confiemos naquele que alarga as fronteiras, mudando nossas 
sentenças e circunstâncias, conduzindo-nos a um futuro certo sob 
Sua graça transformadora.
Querido Deus, confiamos em Ti, o nosso farol de esperança 
nas adversidades. Assim como Jabez não se resignou ao 
destino que seu nome sugeria, também buscamos uma trans-
formação em nossas vidas por meio da oração fervorosa. 
Assim, expressamos nossos anseios a Ti com simplicidade 
e sinceridade, mantendo uma fé perseverante e confiando 
em Sua providência. Senhor, Tu és aquele que alarga as fron-
teiras, muda sentenças e circunstâncias, conduz-nos assim 
a um futuro certo sob Tua graça transformadora. Amém.
47O CANDEEIRO 
GATILHO DA 
RECIPROCIDADE
George Harryson
Membro da Igreja Assembleia de Deus Templo Central, Pacatuba, CE, Brasil.
 [...] que é a vossa vida?(Tiago 4:14)
Desde que se tem conhecimento que está vivo, o ser humano 
se faz várias perguntas essenciais ou básicas, onde todas elas não 
ficam sem serem respondidas de uma forma ou outra, apesar de 
muitos acharem as respostas insuficientes. Tiago, o apóstolo “joelho 
de camelo” é outro que nos traz algumas metáforas sobre o que é 
a vida. A vida “é um vapor que aparece por um pouco, e depois se 
desvanece”. Sendo assim, como estamos vivendo as nossas vidas 
efêmeras à luz do que Cristo fez por nós? Lembro de uma cena de 
um filme O Conde de Monte Cristo, quando a personagem principal 
salva um homem da morte e este homem lhe jura fidelidade até o 
fim dos seus dias. Cristo fez isso por nós! Pense um pouco: de todas 
as criações de Deus, apenas duas falham em servir e adorar a Deus 
como deve ser feito: os anjos caídos e os seres humanos. Aqueles, por 
separação eterna e indissolúvel da comunhão com o Criador. Estes, 
muitas vezes por estarem ocupados demais construindo suas vidas 
sem a presença de Deus. Que é a vossa vida? Um outro exemplo de 
nossos dias, com a crescente massa de pessoas falando qualquer coisa 
ou muita coisa na internet, há o que eles chamam de “gatilho da re-
ciprocidade”, uma técnica que acredito que funcione. Exemplo: você 
dá algum produto ou serviço para alguém gratuitamente e a pessoa 
48 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
que obtém esse benefício sente-se obrigada a retribuir adquirindo 
um outro produto ou serviço mais caro. Como está sua reciprocidade 
a respeito do Reino de Deus? O que recebemos gratuitamente não 
foi suficiente para que devotássemos toda a nossa vida a serviço não 
do Conde de Monte Cristo, mas ao próprio Cristo, Rei e Senhor? 
Pai eterno e amado Senhor, ajuda-nos a viver nossa curta 
vida nessa terra de maneira que o Senhor se agrade de nós.
49O CANDEEIRO 
A ORAÇÃO É UMA SEMENTE
Adérica Ynis Ferreira Campos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Petrolina, PE, Brasil.
Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é 
semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando 
nele, semeou no seu campo; o qual é, realmente, a menor 
de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das 
plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves 
do céu, e se aninham nos seus ramos. (Mateus 13:31-32)
Muitas vezes tentamos fazer as coisas acontecerem do nosso 
jeito e ficamos frustrados, então quando chegamos ao nosso limite, 
incapazes de atravessar o deserto sozinhos, oramos pedindo ajuda 
a Deus. Mas se nossas orações não são respondidas imediatamente, 
nós desistimos. Hoje quero encorajá-lo a orar com persistência e a 
esperar em Deus. Lettie Cowman em seu devocional Mananciais 
no Deserto destaca que se ouve muito falar em esperar em Deus, 
mas há outro lado nessa questão: quando esperamos em Deus, 
ele está esperando que estejamos preparados. Segundo Cowman 
muitos dizem, e muitos mais creem, que quando preenchemos as 
condições necessárias à resposta de uma oração, Deus a responde. 
Dizem estes que Deus vive em um eterno agora; para Ele não há 
passado nem futuro, e se pudermos cumprir tudo o que Ele requer 
no caminho da obediência à sua vontade, nossas necessidades serão 
supridas imediatamente, nossos desejos cumpridos e respondidas 
as nossas orações. A autora continua suas reflexões afirmando que 
50 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
há muita verdade nessa crença, contudo ela expressa apenas um 
lado da verdade. Embora Deus viva num eterno agora, Ele opera 
os seus propósitos no tempo. Uma petição apresentada diante de 
Deus é como uma semente lançada no solo. Forças que estão aci-
ma e além do nosso controle trabalham sobre ela, até que é dada 
a plena frutificação da resposta. Na Bíblia Círculo de Oração em 
Mateus 13:31-35 há a sugestão de um exercício para ilustrar que 
o reino de Deus é algo crescente. Passe algum tempo ao ar livre, 
contemplando o tamanho das árvores e as pequenas sementes das 
quais elas crescem. Louve a Deus porque o seu reino é o mesmo, 
sempre crescente, desde o menor princípio até uma entidade enor-
me e de longo alcance. Portanto, se você está orando, mas ainda 
não obteve resposta para suas orações, não desanime, persista, 
Deus está trabalhando, a oração é uma semente que frutificará no 
tempo certo, ela está crescendo sempre.
Pai, eu te louvo porque teu reino é sempre crescente e nós 
podemos confiar que nossas orações serão atendidas no 
tempo certo, nossas petições lançadas diante de Ti cresce-
rão e frutificarão como a pequena semente no solo escuro. 
Pai, nos ajude a aguardar pelo tempo da realização de tuas 
promessas! É o que te peço, em nome de Jesus, amém.
51O CANDEEIRO 
RELACIONAMENTO É MELHOR 
QUE CONHECIMENTO
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, 
Santo André, SP, Brasil.
Então, do meio de um redemoinho, o Senhor respondeu 
a Jó e disse: “Quem é este que obscurece os meus planos 
com palavras sem conhecimento?” (Jó 38:1-2)
O livro de Jó é um retrato de uma série de acontecimentos ter-
ríveis que acontece a um homem fiel e íntegro a Deus (Jó 1:1) que 
perde seus bens, rebanhos, filhos e saúde. Rapidamente sua vida 
desmorona diante de seus olhos. Aí os ‘amigos’ que vão consolá-lo 
nesse momento (Jó 2:11), na verdade vão julgá-lo acusando inde-
vidamente que o que ele estava passando era derivado de algum 
pecado grave escondido e que ele deveria se arrepender para que a 
situação mudasse. No meio das acusações desses pretensos amigos, 
Jó tenta se explicar, justificar e falar sobre Deus, até que no meio de 
um redemoinho, o Senhor Deus aparece e começa a responder Jó 
e seus questionamentos. E não só ele, mas seus amigos também. E 
Ele começa falando sobre Jó: “Quem é este que obscurece os meus 
planos com palavras sem conhecimento?” Mas olha o que Deus 
fala um pouco mais adiante quando ele se dirige aos amigos no 
final de seu discurso: “A minha ira se acendeu contra você e contra 
os seus dois amigos, porque vocês não falaram a meu respeito o 
que é reto, como o meu servo Jó falou” (Jó 42:7b). Ué, parece um 
52 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
contrassenso. O Jó que falava sem conhecimento é o mesmo que 
falou o que era reto a respeito de Deus. Veja, em uma época que 
tentamos explicar e saber de tudo, onde todos necessitam ter uma 
resposta e uma explicação sobretudo, Deus nos convida não a 
entender tudo sobre Ele, mas a termos relacionamento com Ele. 
Jó era fiel e íntegro a Ele, pois conhecia o Deus Todo-Poderoso, 
mesmo sem saber em detalhes tudo o que Ele fez. Entenda que o 
conhecimento é muito importante, sim, mas de nada vale conhecer 
as Escrituras se não tivermos relacionamento com Ele. Precisamos 
conhecer Deus não só na teoria, mas também na prática. Ele é o 
Deus Todo-Poderoso que criou tudo do nada, mas que também é 
um Deus pessoal que ouve nossas angústias e medos. Se entregue 
a Ele em oração e em estilo de vida. Ele está aqui!
Amado Deus e Pai, agradecemos por tudo o que Tu és. Muitas 
vezes ficamos aflitos, temerosos, confusos, achando que o 
fim chegou assim como seu servo Jó. Mas a verdade é que 
não sabemos todos os mistérios a seu respeito. Queremos 
te conhecer intimamente. Queremos fazer a Tua vontade 
em nossas vidas. Fortaleça-nos e nos ampare em nossas 
lutas. Amém. 
53O CANDEEIRO 
DEUS QUER QUE NOS TORNEMOS 
MAIS FORTES
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, Brasília, DF, Brasil.
Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força 
do seu poder. (Efésios 6:10)
Ao longo do texto o apóstolo Paulo nos ensina que devemos 
buscar ser fortalecidos por Deus “e na força do seu poder” para não 
cairmos nas ciladas do diabo (v. 11), resistirmos com fé quando o 
dia mau chegar (v. 13) e termos ousadia na proclamação do evan-
gelho de Cristo (v. 18-20). O texto nos revela três fontes de enfra-
quecimento, que minam a fé e a confiança em Deus. Inicialmente 
Paulo cita as armadilhas pensadas e promovidas pelo inimigo (v. 
11), realizadas paraatacar, não a sua saúde, carreira ou família, 
mas a sua fé em Deus. Sem fé, tudo se perde. Portanto, o inimigo 
prepara “ciladas” para que nelas possamos cair. A segunda fonte é o 
dia mau, aquele quando o indesejado e inesperado acontece, seja a 
enfermidade, o luto, a angústia, o desemprego ou os problemas da 
vida que parecem intransponíveis. Quem já não recebeu notícias 
ruins? Todos nós! Em 1 Samuel 7:12, diz: “Até aqui nos ajudou o 
SENHOR”. Certa vez fui convidado a levar uma palavra de consolo 
e oração a uma família que estava passando por dificuldades. Eu 
mesmo não estava passando por bons momentos e logo pensei: 
precisando eu de consolo, como posso consolar alguém? Eu me 
coloquei em oração e, ao final, preparei uma mensagem, com base 
54 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
no texto de Atos 16:25, intitulado “quando o dia mau chegar”. Foi 
um dia muito especial, pois vi que Deus havia me guiado para 
que eu falasse exatamente o que todos naquela casa, incluindo 
eu, precisavam ouvir. Portanto, no dia mau, encha o seu coração 
de confiança em Cristo, contentamento de alma e gratidão, pois 
nenhuma tragédia, jamais, será maior do que a graça do Senhor 
em nós. A terceira fonte é o temor dos homens. Curiosamente, 
Paulo termina a carta pedindo que orem para que ele tenha ousadia 
para falar do evangelho de Jesus. Paulo, o apóstolo mais ousado, 
pede ousadia, e isso ele faz por um motivo simples: coragem para 
testemunhar de Cristo não é algo que temos naturalmente. Se do 
Alto não recebermos, não a teremos. Portanto, ore e peça a Deus 
que encha a sua vida de coragem para testemunhar do Nome 
acima de todo nome: Jesus! E lembre-se: Deus deseja que você 
seja fortalecido!
Amado Pai celestial, a Ti elevamos nossa oração com grati-
dão por tua Palavra que nos instrui e orienta. Reconhecemos 
as armadilhas do inimigo, que sutilmente tenta minar nossa 
fé, mas, com a Tua graça, resistimos firmes, confiando em 
Tua proteção. SENHOR, sabemos que em dias maus, quando 
o indesejado e inesperado acontece, podemos confiar em Ti. 
Assim como proclamado, confiamos que Tua mão está sobre 
nós, mesmo nos momentos mais difíceis. Pedimos a Tua gra-
ça para encher nossos corações de confiança em Cristo, con-
tentamento de alma e gratidão, superando assim qualquer 
adversidade. Em meio ao temor dos homens, entendemos 
a importância da ousadia para proclamar o Evangelho de 
Jesus. Enche-nos, ó Deus, com a coragem necessária para 
testemunhar do Nome acima de todo nome: Jesus!
55O CANDEEIRO 
A FAMÍLIA DA ALIANÇA
Lucas Oliveira Vianna
Membro e aspirante da Igreja Presbiteriana de Santo Ângelo, RS, Brasil.
Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua 
descendência no decurso das suas gerações, aliança 
perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. 
(Gênesis 17:7)
As alianças de Deus se estendem por toda a Bíblia. No sistema 
pactual da antiguidade, o representante trazia as bênçãos (e maldi-
ções) da aliança para todos os seus representados e o caminho de 
comunicação da aliança era sempre familiar. Adão trouxe a maldi-
ção da morte para toda a sua descendência. Noé trouxe a bênção 
de não haver um novo dilúvio. Na aliança feita com Abraão, Deus 
se interpôs como juramento (Hb 6:17). Também temos alianças 
feitas com as famílias de Jacó, Isaque e Davi. No Antigo Testa-
mento, aliança e família são chaves hermenêuticas mutuamente 
imbricadas: a aliança se comunica primariamente pelas famílias e 
as famílias constituem-se elas próprias por uma aliança de graça 
(ninguém escolhe ser filho ou merece ser amamentado). No Novo 
Testamento permanece a transmissão da fé no âmbito familiar (2 
Tm 1:5) e a comunicação da promessa aos filhos (At 2:39). Mas 
o conceito de filiação na Bíblia não é meramente genético, como 
entendiam os fariseus. Pela fé, somos herdeiros da aliança feita 
com Abraão (Gl 3:7), e a linguagem familiar da aliança não é 
abandonada, mas redirecionada às realidades espirituais: somos 
56 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
filhos de Deus (Jo 1:12), herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo 
(Rm 8:17-18), nosso irmão primogênito (Rm 8:29). A linguagem 
familiar é usada até para descrever os deveres dos pastores, que 
exortam como a um pai, uma mãe ou irmã (1 Tm 5:1-2). Natural-
mente, o meio original de transmissão da aliança era a criação de 
filhos que temem ao Senhor. Não houvesse o pecado, a expansão 
da aliança se daria simplesmente pelos pais ensinando os filhos a 
invocarem o nome do Senhor (Sl 78:2-4), como a linhagem de Sete 
o fez (Gn 4:26). Esse caminho nunca foi revogado. Mas também 
evangelizamos pessoas que não são de nosso sangue, como um 
meio de trazer filhos pródigos à Igreja, que é “a família de Deus” 
(Ef 2:19). Essa é uma verdade maravilhosa para todos. Para ca-
sados e pais, confere um significado espiritual e um peso eterno 
para coisas aparentemente insignificantes – como beijos conjugais 
e trocas de fraldas –, colocando-as nos lugares mais centrais da 
grande narrativa cósmica da história e propósito do universo. E 
para solteiros, viúvos e celibatários confere a segurança e glória 
de pertencer à família eterna para a qual todas as outras apontam, 
tendo o próprio Deus como Pai: a família dos santos.
Pai amado, damos-te graças por nossas famílias, no sangue 
e no Espírito, rogando que nos capacite a cuidá-las e amá-
-las como o Senhor faz conosco. Que haja uma verdadeira 
aliança familiar em nossas igrejas, para a glória de Cristo, 
em nome de quem oramos. Amém.
57O CANDEEIRO 
TOME O ARCO E AS FLECHAS, 
ABRA A JANELA E ATIRE
Jonatas Manoel Gaspar
Pastor, presidente da Igreja Assembleia de Deus, 
São Pedro de Alcântara, SC, Brasil.
E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, 
e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu 
rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus 
cavaleiros! E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. 
E tomou um arco e flechas. (2 Reis 13:14-15)
A vida é feita de altos e baixos, por vezes nos sentimos frágeis 
e impotentes diante das adversidades, quem nunca sentiu medo? 
Quem nunca se sentiu sem saída e pensou ser o fim? Assim se 
encontrava o rei Jeoás, após receber uma ameaça dos Siros, um 
inimigo poderoso. Considerando sua pequena força diante de seu 
oponente ele se desespera, porém, mesmo sendo rei e possuindo 
muitos conselheiros e estrategistas de batalhas, ele busca o profeta 
Eliseu. Ao encontrar o profeta, esse que, por sua vez, estava no 
leito de enfermidade, vivendo seus últimos dias, mas inspirado por 
Deus liberou palavras que mudariam por completo aquela situação. 
A primeira determinação do profeta foi que o rei pegasse o arco 
e as flechas. A sua visão se torna embaçada em meio às lágrimas 
do desespero, te faz perder de vista as armas que você possui para 
vencer a peleja. A palavra do profeta fez com que o rei se lembrasse 
que ele não estava desarmado. A segunda determinação do profeta 
58 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
foi que a janela fosse aberta. Por vezes as situações difíceis te de-
sencorajam a tomar uma atitude, ou até mesmo te faz pensar em 
fugir como a melhor solução. Abrir a janela é encarar o problema 
de frente, é permitir a entrada da luz em meio à escuridão que o 
medo te impõe, abrir a janela é não desistir. Por último, a ordem 
que o profeta dá ao rei é que ele atirasse as flechas. Atirar sem 
avistar um alvo é um ato de fé, e tudo o que você precisa fazer é 
crer que mesmo que não vendo o alvo, o Senhor direcionará as 
tuas flechas e lhe dará a vitória desejada.
Senhor dos Exércitos, nos desafios da vida reconhecemos 
o quanto somos limitados e dependentes da sua ajuda, 
não permita que as afrontas do inimigo roubem de nós a 
fé e a esperança, mas que possamos, mesmo em meios às 
lágrimas, agir de acordo com suas orientações e alcançar as 
vitórias que o Senhor tem para nos dar. Amém.
59O CANDEEIRO 
ESPERANÇA DE JUSTIÇA PARA OS 
CORAÇÕES DESPEDAÇADOS
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membroda Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia conti-
nuamente a ele, suplicando-lhe: “Faze-me justiça contra 
o meu adversário”. Por algum tempo ele se recusou. Mas 
finalmente disse a si mesmo: “Embora eu não tema a 
Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está 
me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não 
venha me importunar”. (Lucas 18:3-5)
Aos que enfrentam a solidão, o desprezo, a humilhação e 
carregam o peso das amarguras no coração, a parábola de Lucas 
18:1-8 oferece um raio de esperança e consolo. Imagine-se na pele 
dessa viúva que, em sua aflição, recorre a um juiz aparentemente 
indiferente. Ela representa aqueles que se sentem abandonados, 
desamparados e sem voz. Nessa parábola há um juiz que não te-
mia a Deus nem se importava com as pessoas. Ao mesmo tempo 
havia uma viúva que buscava justiça contra um adversário. O juiz, 
inicialmente, ignora suas súplicas, mas sua persistência em pleitear 
a causa torna impossível continuar a ignorá-la. Jesus contou essa 
parábola com o propósito de ensinar sobre a importância da oração 
perseverante, constante e confiante e sobre a prontidão de Deus em 
atender às súplicas de seus filhos. Em meio ao sofrimento, quando 
parece que as lágrimas são silenciadas e as palavras ignoradas, a 
60 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
parábola nos assegura que o nosso clamor chega aos ouvidos de 
Deus. Jesus destaca que se um juiz injusto, por insistência, atende a 
uma petição, quanto mais Deus, que é justo, amoroso e se importa 
profundamente conosco. A viúva não recebeu justiça imediata-
mente, mas sua perseverança foi recompensada. Ela persistiu, 
mesmo quando a resposta parecia distante. Assim, para aqueles 
que carregam fardos pesados, a mensagem é: persistam na oração. 
Ainda que a solidão pareça uma sombra constante e as amarguras 
se acumulem, Deus nos convida a perseverar. Ele vê as lágrimas que 
caem em segredo, ouve os suspiros que escapam quando ninguém 
mais escuta, e conhece as profundezas das dores silenciosas. Então, 
em meio à tristeza e ao desânimo, ergamos nossos corações em 
oração persistente. Que a esperança dessa parábola acenda uma 
luz nos corações entristecidos. Que a certeza de que Deus ouve, se 
importa e está pronto para agir traga consolo às almas cansadas. 
Em meio às sombras da desesperança, que a persistência na oração 
seja a fonte de renovada confiança e consolação. Que Deus, aquele 
que faz tudo novo, traga restauração aos corações quebrantados. 
Jesus conclui com uma pergunta provocativa: “quando vier o 
Filho do Homem, achará fé na terra?”; a fé perseverante é crucial 
até mesmo diante das aparentes demoras nas respostas de Deus.
Pai Celestial, agradecemos por sermos encorajados a persis-
tir na oração, sabendo que o Senhor, em Sua justiça e amor, 
nos responderá. Em momentos de tristeza e desamparo, 
conceda-nos a perseverança dessa viúva. Confiando em Ti, 
depositamos nossa esperança e regozijamo-nos na certeza 
de que a justiça virá. Em nome de Jesus, amém.
61O CANDEEIRO 
O DEUS DAS SEGUNDAS 
CHANCES
Thiago dos Santos Souza
Membro da Primeira Igreja Batista, Itabaiana, SE, Brasil.
Quando a minha vida já desfalecia, eu me lembrei do 
SENHOR, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo 
templo. (Jonas 2:7)
O livro de Jonas faz parte da sessão bíblica do Antigo Testamen-
to chamada de Profetas Menores e por vezes é lembrado apenas 
em razão do livramento dado a esse mensageiro do Senhor quando 
clamou do ventre do grande peixe que vagava pelas profundezas 
do mundo. Chegue um pouco mais perto, porém, e uma-se aos 
que ao observá-lo mais detalhadamente já o chamaram de “O 
Evangelho da Segunda Chance”. De fato, este é um livro sobre a 
grande compaixão de Deus, onde absolutamente todos recebem 
uma nova oportunidade: os marinheiros que serviram a outros 
deuses por toda a vida recebem o presente de poder adorar “o 
Senhor que fez o mar e a terra seca”, o profeta que havia fugi-
do recebe uma nova chance de fazer a coisa certa e anunciar a 
mensagem divina, os ninivitas tão conhecidos por sua crueldade 
têm a oportunidade de mudar os seus caminhos e o fazem. Até 
mesmo os leitores desse texto sagrado, tanto os de antes como os 
de agora, são constrangidos a abandonar o exclusivismo e o indi-
vidualismo e ao mesmo tempo confiar na bondade daquele que, 
no controle de toda a História, está pronto para ouvir o clamor de 
62 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
quem precisa, desesperadamente, de uma nova oportunidade, de 
um recomeço. Se esse é o seu caso, não perca mais tempo, clame 
agora! O Senhor que fez cessar o mar de sua fúria, que perdoou 
os ninivitas, e que insistiu com o seu insatisfeito mensageiro é o 
mesmo que nos estende, pela graça do Evangelho, em Jesus, uma 
nova ocasião de fazermos as pazes com Ele e os seus maravilhosos 
propósitos! Se não é o seu caso, observe tudo o que desenrolou 
ali e se pergunte: devo ser como Deus, misericordioso, ou como 
Jonas? Que nos alegremos no Deus das Segundas Chances! Ele é 
o mesmo! Não muda e não mudará! Nas palavras do antigo hino 
“não desampara nunca, nem me abandonará”! A grande compaixão 
de Deus se renova todos os dias, nos alcança e convida mais uma 
vez! Que respondamos como o Apóstolo Paulo: “pelo que não fui 
desobediente à visão celestial”.
Grandioso e misericordioso Deus, oramos e agradecemos 
pelas novas e maravilhosas oportunidades de obedecermos a 
Ti e nos submetermos aos seus Propósitos. Sabemos que teus 
planos são melhores e que teus pensamentos não podem ser 
impedidos. Reina sobre nossas vidas hoje e sempre, e nos 
ajude a fazer toda a tua vontade. Em nome de Jesus, amém.
63O CANDEEIRO 
NÃO TEMOS TODO O 
TEMPO DO MUNDO
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, Brasília, DF, Brasil.
Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras 
jamais passarão. (Mateus 24:35)
Quem ouviu e cantou as canções do Legião Urbana? Muitos de 
nós! Porém hoje, após algumas décadas, permita-me discordar do 
Renato Russo, pois não temos todo o tempo do mundo. Para isso, 
se olhe no espelho, olhe para teus pais, amigos de infância ou o 
mundo ao teu redor. Deus, como o mestre do tempo, governa o 
universo por meio de leis inabaláveis. Todo ser vivo está submetido 
às rédeas do tempo cronológico, medido pelo relógio (kronos), mas 
também ao tempo oportuno, marcado por momentos significati-
vos (kairós). Deus transcende a temporalidade; o curso do tempo 
não o afeta. Nossa jornada na Terra é fugaz, um breve suspiro na 
eternidade. A redenção se apresenta generosamente no presente, 
enquanto o relógio da existência ainda está em movimento. Essa 
escolha não admite adiamento, pois a extensão de nosso tempo é 
desconhecida. As Escrituras nos aconselham a utilizar sabiamente 
o tempo, evitando distrações e buscando incessantemente a von-
tade divina. Na maturidade é vital discernir entre o essencial e o 
secundário. O tempo é um presente divino, cada momento uma 
oportunidade de crescimento. Abandonemos as preocupações 
superficiais, concentremo-nos no desenvolvimento pessoal, em 
64 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
relacionamentos significativos e na conexão espiritual. Sejamos 
seletivos ao investir tempo e atenção, despertando para o propósito 
divino que guia nossos passos. Que nossa jornada seja marcada 
pela sabedoria de priorizar o que é eterno. Libertemo-nos das 
distrações, abracemos uma vida centrada em valores, nutrindo a 
alma e impactando positivamente o mundo. Não desperdicemos 
um único momento em trivialidades; cada dia é uma dádiva a ser 
vivida com propósito e alegria.
SENHOR, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em 
geração. Antes de nascerem os montes e de criares a terra 
e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus. Fazes os 
homens voltarem ao pó, dizendo: “Retornem ao pó, seres 
humanos!” De fato, mil anos para ti são como o dia de ontem 
que passou, como as horas da noite. Como uma correnteza,tu arrastas os homens; são breves como o sono; são como 
a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela ma-
nhã, mas, à tarde, murcha e seca. Abençoe-nos! Em nome 
de Jesus. Amém.
65O CANDEEIRO 
QUAL É A MÚSICA QUE 
AGRADA A DEUS?
Denílson Nogueira de Almeida
Maestro e Presbítero da Igreja Presbiteriana Betel de Guarulhos, 
Guarulhos, SP, Brasil.
As margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e 
chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos Salgueiros que 
lá havia, pendurávamos as nossas harpas. Pois aqueles 
que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos 
opressores, que fossemos alegres, dizendo: “Entoai-nos 
algum dos cânticos de Sião”. (Salmos 137:1-3)
Música, Donum Divinum et Excellentissimum – Assim disse o 
reformador Martinho Lutero. Uma fagulha do divino, dado ex-
clusivamente aos homens, acreditava Lutero. A música propiciou 
aos fiéis na reforma “cantar a reforma protestante, antes mesmo de 
que entendessem a reforma protestante”. Libertou o povo quando 
permitiu aos crentes em Cristo, cantar e entoar louvores a Deus 
no culto, algo antes permitido apenas ao clero. Em toda a Palavra 
de Deus, vemos a música como parte do cotidiano da vida do 
crente, seja na transmissão cultural do povo judeu, transmitindo 
as memórias e histórias do povo e os louvores ao Deus Altíssi-
mo, exemplificado no versículo do enunciado, ou seja, no culto 
comunitário, a música solidifica a mensagem de Deus, louva-o, 
traz contrição e arrependimento, chama ao trabalho e transmite o 
evangelho. Muito se discute em nossos dias se a música em nossas 
66 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
igrejas é apropriada ou não. Lutero, como um grande apreciador da 
boa música, capacitado e habilitado academicamente em música, 
entendia que a música que agrada a Deus segue obrigatoriamente 
alguns parâmetros, como a representação através das notas mu-
sicais do texto, a métrica, a ordem poética etc. Lutero dizia ainda 
que: “a música obrigatoriamente deveria representar tão bem o 
texto que uma pessoa que ouvisse a música sem sequer entender 
o idioma, deveria obrigatoriamente entender o texto através dos 
sons e da melodia musical e que, portanto, deveria ser considera-
da em sua mais alta qualidade”. A música sacra inspirou grandes 
compositores, como Bach, Handel e Walther, estes consideravam 
de forma plena o entendimento musical de Lutero, constantemente 
assinando em suas obras (quando as consideravam aprovadas) 
com SDG – Soli Deo Glória, não apenas uma menção de Glória 
ao Deus Criador, mas um verdadeiro carimbo de que aquela obra 
representava fielmente os anseios de Deus e suas diretrizes para 
a música que o agradava. A música deve representar fielmente a 
Palavra e falar ao indivíduo, transmitir a mensagem do texto mes-
mo que este não entenda o que ali está sendo dito, mas os sons, 
a melodia e harmonia em sua alta qualidade musical, métrica e 
ordem acessando seu consciente para a pregação em sons, esta é 
a Música que então agrada a Deus.
Pai celestial, a Ti dirigimos nossos corações em gratidão 
pelo dom precioso da música. Que, ao entoarmos louvores 
a Ti, sejamos levados em dedicação a representar fielmente 
a Tua Palavra por meio dos sons e das melodias, que nossa 
música seja verdadeiramente um reflexo da glória exclusiva 
a Ti. Que nossa música, Senhor, alcance os corações e as 
mentes daqueles que a ouvem, transmitindo a mensagem do 
Evangelho mesmo àqueles que talvez não compreendam as 
palavras, mas são tocados pela harmonia e melodia. Amém.
67O CANDEEIRO 
DORMINDO TARDE E 
ACORDANDO MUITO CEDO
Keire do Carmo Morais Cedro
Membro da Primeira Igreja Batista, Feira de Santana, BA, Brasil.
É ainda de noite, e ela já se levanta, e dá mantimento 
à sua casa e tarefa às suas servas. Ela examina uma 
propriedade e adquire-a; planta uma vinha com a renda 
do seu trabalho. (Provérbios 31:15-16)
Imagine que estamos numa programação de Dia das Mães na 
igreja. Os professores de Escola Bíblica Dominical organizaram 
uma apresentação das crianças e cada uma deve dizer uma carac-
terística que considera mais marcante em sua mãe. Então uma 
delas, um menino com mais ou menos seis anos de idade, diz o 
seguinte sobre sua mãe: “Ela é muito esforçada e eu amo quando 
ela faz sanduíche para mim no café da manhã”. Pois bem. Este 
capítulo de Provérbios é como uma grande homenagem à mulher. 
O autor descreve um registro de conselhos com detalhes de todo 
o trabalho feito por uma mulher sábia, elogiando-a pelo esforço 
empenhado. Muitas pessoas entendem esse capítulo como se fosse 
um tipo de checklist para as mulheres, mas estão equivocadas. O 
ponto do texto não é o quanto a mulher faz, mas seu capricho, seu 
empenho, ou, melhor dizendo, sua sabedoria em fazer tudo isso. 
Ele não ignora a dificuldade, ao contrário, ressalta que em meio a 
toda necessidade, a sabedoria no trabalho glorifica a Deus. Para 
todas as irmãs em Cristo que trabalham, seja dentro de casa ou no 
68 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
mercado de trabalho, isso deve ser um consolo e um ponto essen-
cial de perspectiva. Ainda que você precise trabalhar muito, tenha 
sempre em mente que Deus observa o seu trabalho e, por isso, 
abençoa-lhe com forças e com frutos. Contudo, antes de qualquer 
patrão, que seja para Deus que você trabalha. Por isso, se estiver 
em casa, glorifique a Deus por cozinhar e abençoar sua família 
com uma comida gostosa; se conta com uma secretária, glorifique 
a Deus por ter recursos e poder abençoar o trabalho de outrem; 
se precisa fazer dupla jornada, glorifique a Deus por renovar suas 
forças diariamente. Mas Cristo a chamou para a liberdade, então 
não se deixe escravizar por nada nem ninguém.
Senhor, que em todo meu trabalho eu possa glorificá-lo. 
Perdoa-me, pois frequentemente me deixo levar pelas 
preocupações da vida e perco de vista que Tu estás comigo. 
Louvado seja o seu nome por tudo que posso fazer com 
minhas mãos. Em nome de Jesus, amém.
69O CANDEEIRO 
NEEMIAS: EXEMPLO DE ORAÇÃO 
E AÇÃO NA OBRA MISSIONÁRIA
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
“O que você deseja que eu faça?”, perguntou o rei. Depois 
de orar ao Deus dos céus, respondi: [...] (Neemias 2:4,5a)
Neemias, um judeu durante o desterro babilônico, se destacou 
como líder na reconstrução dos muros de Jerusalém, mostrando-
-se sensível às necessidades do seu povo. Ao receber as notícias 
dolorosas sobre a condição de Jerusalém, Neemias não se permitiu 
permanecer na inércia. Ao contrário, seu coração foi comovido a 
ponto de chorar diante de Deus em oração, como registrado em 
Neemias 1.1-11. Ao reconhecer a conexão entre os pecados do 
povo e sua condição, Neemias demonstrou humildade ao assumir a 
culpa coletiva e implorar pelo perdão divino. Esse reconhecimento 
da culpa e a busca pela reconciliação com Deus são fundamentais 
para qualquer empreendimento missionário verdadeiramente 
eficaz. A coragem de Neemias se manifestou na sua decisão de 
agir. Não contente em apenas lamentar, ele apresentou-se diante 
do rei, solicitando permissão para reconstruir os muros de Jeru-
salém. Sua fé na providência divina foi recompensada quando o 
rei não apenas concedeu-lhe permissão, mas também providen-
ciou recursos para a empreitada. Entretanto, Neemias não se viu 
como um empreendedor solitário, reconheceu a necessidade de 
uma colaboração mútua para alcançar o objetivo. Cada indivíduo 
70 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
que se juntou a ele na reconstrução dos muros desempenhou um 
papel vital, refletindo a beleza da comunidade engajada na obra 
do Senhor. Assim como Neemias liderou a reconstrução física 
dos muros de Jerusalém, os discípulos de Cristo são chamados a 
participar da obra missionária de restauração espiritual ao redor 
do mundo. Como ele, devemos ser movidos pela consternação 
diante da necessidade, impulsionados pela oração fervorosa, for-
talecidos pela coragem divinamente concedida, e comprometidoscom a colaboração mútua para alcançar o objetivo supremo: a 
glória de Deus entre todas as nações. Em Mateus 9:37-38, Jesus 
nos lembra da grandeza da seara e da escassez de trabalhadores. 
Que possamos, como Neemias, responder ao chamado do Senhor 
com fervor e determinação, confiando na promessa de que Ele é 
capaz de realizar além do que imaginamos.
Ó Deus do céu, inspira-nos com o exemplo de Neemias, para 
que, como ele, possamos ser sensíveis às necessidades do 
teu povo e comprometidos com a obra missionária de pro-
clamar teu Reino. Capacita-nos a orar com fervor, agir com 
coragem e colaborar uns com os outros para a glória do teu 
nome. Que em nossa fraqueza encontremos tua força e em 
nossas limitações, tua plenitude. Em nome de Jesus Cristo, 
nosso Senhor e Salvador. Amém.
71O CANDEEIRO 
ENCONTRANDO O SENHOR 
NO SECRETO
Lilian Kelly Ferreira Martins
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Tabaí, RS, Brasil.
[...] ora a teu Pai que está em oculto, e teu Pai, que vê 
secretamente, te recompensará. (Mateus 6:6b)
Mateus 6 é a continuação do sermão da montanha, onde, dentre 
tantos ensinamentos, Jesus ensina como orar, jejuar, dar esmolas 
e não agir como os hipócritas. Na verdade, esse tipo de conduta, 
a hipocrisia, parece ser tão repugnante aos olhos de Cristo, que 
somente no livro de Mateus, encontramos mais de 20 versículos 
condenando essa prática. Quando Jesus fala: “ora a teu Pai que está 
em oculto” estamos sendo convidados a ir para um nível de oração 
secreta, e convenhamos que essas orações no “secreto” tendem a 
ser as melhores/piores. Por quê? O lugar secreto é o lugar onde 
Deus nos espera para um encontro a sós. Sem espectadores, sem 
bajuladores, sem críticos, sem apoiadores. Somente você e Deus. 
Reflita por um momento, sobre a diferença da sua oração quando 
você está na igreja, rodeado por irmãos, e quando você está sozi-
nho, no secreto com Deus. O nosso verdadeiro eu só vem à tona se 
estivermos no oculto. Neste lugar de privacidade podemos abrir o 
nosso coração sem nos preocuparmos com nada. É um privilégio 
celeste ter encontros com Deus no secreto. Isso não significa que 
não devemos orar na igreja ou em outros lugares públicos, mas 
sim, que a oração no secreto precisa acontecer disciplinarmente, 
72 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
para a saúde da nossa alma e fortalecimento do nosso espírito. Da 
mesma forma a leitura bíblica, o jejum, a devoção e a caridade. Por 
mais que seja uma ordenança de Jesus, infelizmente, o lugar secreto 
possui uma grande tentação: somos tentados a deixá-lo de lado. 
Não é fácil ser sincero. Certamente é mais fácil e confortável ser 
hipócrita. Quão difícil é chegar no secreto e ter que admitir diante 
do Todo-Poderoso que mais uma vez falhamos no mesmo erro, que 
mais uma vez não nos esforçamos para acertar, que mais uma vez 
sentimos inveja do nosso irmão, que mais uma vez pagamos o mal 
com o mal, que mais uma vez a nossa fé foi pequena. Por ser tão 
difícil muitos cristãos têm preferido não ir até o Pai. Devemos nos 
lembrar que na terra não temos ninguém para impressionar, mas 
no céu temos um Deus a agradar. Esse devocional é um convite: 
vamos ao lugar secreto?
Senhor Jesus, agradecemos pela oportunidade que nos con-
cedes de te encontrarmos no lugar secreto. Que o teu Espírito 
Santo sempre nos conduza com temor e total sinceridade. Nos 
ensine a viver da maneira que te agrada e afaste todo resquício 
de hipocrisia do nosso coração. Em nome de Jesus, amém.
73O CANDEEIRO 
A VIRTUDE E 
A MORALIDADE
Vitor Germano da Silva Oliveira
Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sapucaia do Sul, RS, Brasil.
Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e 
paz em crença, para que abundeis em esperança pela 
virtude do Espírito Santo. (Romanos 1:13)
Virtude e moralidade não são a mesma coisa. A virtude supera 
a moralidade, vai além dela. Ambos são dois pilares fundamentais 
que, embora frequentemente confundidos, desempenham papéis 
distintos e complementares em nossa busca por uma vida signi-
ficativa. A moralidade, em sua essência, serve como um guia que 
nos orienta na diferenciação entre o certo e o errado. Ela repousa 
sobre princípios e normas que se acredita serem universalmente 
aplicáveis. Este alicerce moral oferece uma base sólida para nossas 
decisões e ações, proporcionando uma bússola moral em um mun-
do cada vez mais complexo. Por outro lado, a virtude transcende a 
mera conformidade com normas éticas. Ela se refere às qualidades 
intrínsecas do caráter humano que elevam a vida para além do 
simples cumprimento de deveres morais. Inspirada na busca da 
excelência, a virtude não é apenas sobre fazer o que é certo, mas 
sobre viver uma vida marcada pela nobreza e integridade. Na 
busca por uma vida que honre a Deus e beneficie os outros, os 
cristãos são chamados a cultivar as virtudes, indo além da simples 
moralidade. Ao fazê-lo, não apenas solidificamos nosso alicerce 
74 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
moral, mas também nos esforçamos para viver uma vida que re-
flita a excelência do caráter divino. Assim, a moralidade fornece 
o alicerce, enquanto a virtude nos impulsiona a viver uma vida 
verdadeiramente excelente aos olhos de Deus e da humanidade.
Senhor Deus, obrigado por tua imensa graça, teu perdão. 
Capacite-nos a alcançar a excelência da virtude cristã para 
nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.
75O CANDEEIRO 
O PODER DA PALAVRA E DO 
PERDÃO NA VIDA CRISTÃ
Vinicius Almeida
Presbítero, Igreja Assembleia de Deus, Sapiranga RS, Brasil.
A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que 
a ama comerá do seu fruto. (Provérbios 18:21)
Ao descobrir que alguém falou mal de si, é natural sentir 
revolta e ira. Entretanto, esta reflexão propõe uma abordagem 
baseada na necessidade de controlar a língua e praticar o perdão, 
de acordo com os ensinamentos bíblicos. O Salmo 141:3 clama: 
“Senhor, coloca um guarda em minha boca e vigia a porta dos 
meus lábios!”, ressaltando a importância de controlar as palavras. 
Provérbios 18:21 destaca que a língua tem poder sobre a vida e a 
morte; a prudência na utilização dela resulta em frutos positivos. 
Uma palavra mal proferida pode romper relacionamentos, quebrar 
confianças, esfriar amores e destruir pessoas. Devemos lembrar 
como nos sentimos ao saber que alguém falou mal de nós, pois 
o próximo também se sentirá da mesma forma. Jesus, como o 
Verbo, exemplifica o poder da Palavra para abençoar e gerar vida, 
no evangelho de Mateus 7:12 Ele nos orienta a honrar o próximo: 
“tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também 
a eles”, essa é a Lei de Ouro da Bíblia. Provérbios 12:18 destaca 
que palavras sábias trazem cura, enquanto palavras mal proferidas 
podem destruir. Mesmo ao sentir-se injustiçado perdoe, abençoe, 
gere vida e flua. Sua boca pode ser uma fonte de bênçãos para curar 
76 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
corações e espalhar esperança na vida de outras pessoas. Não dê 
espaço para mágoa, não se aprisione no cárcere do ressentimento. 
Observe o exemplo de Estevão que, cheio do Espírito Santo, em 
Atos 7, é citado como inspiração para manter a integridade diante 
dos adversários. A capacidade de perdoar plenamente é um sinal 
de estar cheio do Espírito Santo. O chamado não é apenas para ser 
um grande pregador ou cantor, mas para revelar o homem de dores 
através do perdão, Jesus. Ao perdoar revelamos nossa verdadeira 
natureza e mostramos o que ocupa nosso coração. Concluindo, a 
mensagem é clara: não permita que palavras contrárias mudem sua 
essência, mas mostre graça, bondade e, acima de tudo, revele Deus 
através do perdão. Ao fazer isso, cumpriremos nosso chamado de 
revelar o amor de Cristo e mostrar a assinatura do Autor por trás 
da poeira das ofensas. Que esta reflexão inspire um encontro com 
Deus, confrontação e consolo, guiando-nos para uma vida pautada 
no perdão e na sabedoria da Palavra.
Amado Pai, que nossa língua seja uma fonte de bênçãos, 
construindopontes onde há divisão. Concede-nos a graça 
de perdoar como fomos perdoados por Ti. Que, em meio às 
adversidades, possamos refletir a verdadeira natureza de 
Cristo, cheios do Espírito Santo. Em nome de Jesus, amém.
77O CANDEEIRO 
QUEM É O NOSSO PORQUÊ
Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Tracunhaém, PE, Brasil.
O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; Ele 
nunca o deixará nem o abandonará. Não tenha medo! 
Não desanime! (Deuteronômio 31:8)
As circunstâncias da vida podem se apresentar como uma chuva 
repentina, para a qual não se está preparado. Pode chegar uma 
demissão no trabalho, uma palavra dura vinda de quem se confia 
ou uma notícia trágica sobre um ente querido. E isso pode levar 
o cristão a se perguntar o porquê de tudo. Nestas horas difíceis, é 
útil lembrar que o quem responde o porquê dos acontecimentos. 
Em vez de perguntar ‘por que hoje?’, pergunte-se ‘quem está co-
migo em todo o tempo?’ Em vez de ‘por que comigo?’, pergunte-se 
‘quem nunca me abandonou?’ E se ainda não O conheces, vasculhe 
as Escrituras e verás quem é o Eu sou. Ele diz: Eu sou aquele que 
trouxe livramento a Israel quando os israelitas foram escravos no 
Egito. Eu sou aquele que derrotou o gigante filisteu usando uma 
pedrinha nas mãos do jovem Davi. Eu sou aquele que venceu a 
morte e a humilhação, para dar vida e vida em abundância. Eu sou 
o Eu Sou. E não mudo de acordo com as circunstâncias, mas sigo 
fiel em todo o tempo. Por esse motivo, os israelitas o chamavam 
de Jeová Jirê, que quer dizer “Deus proverá”, pois sabiam quem 
estava com eles no momento mais difícil, quando os ventos mais 
fortes sopravam sobre suas casas. O Eu Sou estava com eles e era 
78 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
sua rocha. E da mesma maneira o Eu Sou está com todo aquele 
que confessa o seu nome de todo o seu coração. Clame pelo Eu 
Sou e Ele te responderá. 
Santo Deus, agradecemos pois és Aquele quem responde 
nossas orações. És o Quem, que nunca nos deixou. E és 
quem vai à frente em nosso caminhar. Que sejas também 
o nosso motivo de seguir caminhando cada dia. Em nome 
de Jesus, amém.
79O CANDEEIRO 
EXCELÊNCIA DO PAI
Márcia Vieira Silva de Almeida
Membro da Comunidade Alcance Goiânia, Goiânia, GO, Brasil.
Tudo que fizerem, façam de todo coração, como para 
o Senhor, não para os homens, sabendo que receberão 
do Senhor a recompensa da herança, pois é a Cristo, o 
Senhor, a quem vocês servem. (Colossenses 3:23)
Em uma sociedade onde somos bombardeados por novas 
informações a cada minuto e somos convidados a sermos 
conhecedores de tudo um pouco, se tornar multitarefa tem 
sido o objetivo de muitos; os famosos executores de tudo, 
especialistas de nada. Mas o nosso Deus nos chama para ir na 
contramão do mundo. O Deus da maestria é Senhor da exce-
lência e você e eu fomos criados à sua imagem e semelhança, 
isso significa que a excelência está em nosso DNA. Talvez a 
rotina do dia a dia turve nossos olhos sobre a importância e 
relevância que o trabalho de nossas mãos tem para o Reino 
de Deus. Hoje é dia de olhar com os olhos de Deus para o seu 
trabalho, essa foi a forma que Ele encontrou de tornar-nos 
cativantes para o mundo, criando a devida oportunidade de 
apresentar o evangelho a todos que nos cercam, independen-
temente do tipo de trabalho que você exerça, seja ele do lar, 
colaborativo, empresarial, ministerial, proponha-se a ser a 
personificação da excelência de Deus nele!
80 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Pai, abra os olhos do meu coração para que eu aproveite 
todas as oportunidades que me são dadas ao exercer com 
excelência meu trabalho, e que assim eu possa testemunhar 
e glorificar sobre a TUA maestria. Amém.
81O CANDEEIRO 
DOCE MORADA DO SENHOR
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos 
Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece pelos 
átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam 
de alegria ao Deus vivo. (Salmos 84:1-2)
O coração do salmista, um filho de Corá, transborda em versos 
poéticos no Salmo 84 revelando um profundo anseio por habitar 
na doce morada do Senhor. Neste cântico inspirado, somos guia-
dos a uma reflexão devocional sobre a beleza inigualável de estar 
na presença de Deus. A poesia do Salmo 84 nos transporta para 
a época dos levitas, cuja vocação era servir no Templo. Imagine 
o privilégio de adorar o Altíssimo em um lugar tão sagrado! As 
referências ao “vale de Baca” sinalizam para nós, peregrinos na 
jornada da vida, que podemos encontrar o Senhor mesmo nos 
períodos áridos e desafiadores. Os tabernáculos e átrios menciona-
dos ressaltam a relevância do Templo como o centro da adoração. 
No silêncio dos átrios, nos deparamos com o verso 10, que ecoa 
como um hino celestial: um único dia na casa do Senhor supera 
mil dias em outros lugares. Este versículo, tão profundamente 
cristocêntrico, destaca a supremacia do culto e da adoração. Que 
privilégio é trocar nossos fardos por momentos nos átrios do 
Altíssimo! As palavras contidas neste poema nos instigam a re-
fletir sobre o valor da comunhão com Deus. Em nossas próprias 
82 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
jornadas somos convidados a reconhecer que, mesmo nos dias 
mais sombrios, encontramos refúgio na presença do Deus vivo. 
Deus não apenas renova nossas forças, mas também nos oferece 
consolo e paz em meio às adversidades da vida. Cada palavra deste 
Salmo é um chamado ressoante à nossa alma, convidando-nos a 
buscar incessantemente a presença divina. Através da oração e 
adoração somos guiados a uma comunhão íntima com o Senhor e 
lembrados de que a jornada espiritual é enriquecida pela constante 
busca pelo coração de Deus. Assim como o salmista encontrou 
consolo e renovação nos átrios do Senhor, nós também podemos 
experimentar a plenitude da Sua presença. Que, em cada passo de 
nossa jornada, possamos ansiar pelas doces moradas do Senhor, 
reconhecendo que, em Sua presença, encontramos a verdadeira 
alegria e satisfação. Que este Salmo inspire nossas almas a uma 
adoração fervorosa, pois, verdadeiramente, um dia na presença 
de Deus supera mil dias em qualquer outro lugar.
Senhor, nosso coração anseia pela doce presença que per-
meia os átrios do Teu santuário. Assim como o salmista, 
sentimos a beleza e a paz que fluem da Tua habitação. Nos 
momentos áridos do ‘vale de Baca’, que nossa fé permaneça 
inabalável, confiante em que, ao buscar-Te com fervor, en-
contraremos refrigério. Que nosso viver seja marcada pela 
constante busca pela Tua face, pois melhor é um dia nos Teus 
átrios do que mil em outro lugar. Amém.
83O CANDEEIRO 
RESSIGNIFICANDO A DOR
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, Santo André, SP, Brasil.
Quando desembarcaram, viram ali uma fogueira, peixe 
sobre brasas, e um pouco de pão. (João 21:9)
O cenário aqui: Cristo morreu. Os discípulos estão perdidos em 
sua vida. Aquele com a qual Pedro e os outros passaram pouco mais 
de 3 anos juntos morreu. O reinado esperado por eles não veio. 
A pergunta que fica é: o que vem agora? Quem nunca passou por 
isso? A vida fica confusa e o medo brota no coração. Normalmente 
encontramos descanso naquilo que sabemos fazer. E é isso que 
Pedro e os amigos vão fazer: pescar. Mas mesmo sendo pescadores 
experientes, tudo dá errado. Não conseguem pescar nada. E quem 
está na beira da praia? Jesus com uma fogueira, peixe e pão. De 
início eles não reconhecem Jesus, mas o milagre vem e eles cor-
rem em direção ao mestre ressurreto. A esperança reacende, mas 
ainda falta o tratamento. Pedro aqui fica cara a cara com o Jesus 
e na frente de uma fogueira, o mesmo cenário de quando, dias 
atrás ou capítulos anteriores ele o tinha negado (João 18:15-27). 
Hoje em dia falaríamos que isso dispararia um ‘gatilho’ trazendo 
a má recordação. Hoje, regra geral, quando nos tornamos cristãos, 
temos asensação de que viveremos uma vida protegidos por um 
Pai que não nos fará passar por certas situações. Se aquilo me traz 
dor, Ele irá me fazer passar por outro caminho. Mais leve. Mas a 
realidade não é essa e não é o que Ele quer para nós. Deus quer 
84 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
ressignificar seu passado. Ele vai te fazer passar muitas vezes pelo 
mesmo cenário que você passou e que te feriu, para te mostrar 
que agora a realidade é outra. Que ela foi ressignificada pela vida 
dada por Jesus Cristo. Ele quer curar suas dores e te trazer para o 
propósito dEle! A sequência do texto (João 21:15 em diante) traz 
a redenção de Pedro. “Pedro tu me amas?” Ele responde “sim” 
três vezes em alusão às três negativas. Pedro não é mais o mesmo, 
agora ele é pescador de homens! Então, confie no processo! Pode 
doer, mas Deus quer ressignificar sua dor. Continue e se torne um 
pescador de homens para a glória dEle! 
Amado Deus e Pai, obrigado por esse infinito amor, que nos 
traz cura, amparo e crescimento. Muitas vezes em nossa 
vida queremos atalhos, mas o Senhor sabe o melhor para 
nós. Nos dê um coração paciente, que espera em Ti mesmo 
quando tudo parece confuso e sem sentido. Te louvo por sua 
infinita bondade e sabedoria! Amém.
85O CANDEEIRO 
O DEUS CONHECIDO
Paulo Matheus Souza de Souza
Membro da Igreja Assembleia de Deus Jardim Botânico, Porto Alegre, RS, Brasil.
Agora eu proclamo para vocês aquilo que vocês adoram 
em sua ignorância. O Deus que fez o mundo e todas 
as coisas nele, sendo Ele o Senhor do céu e da terra, 
não habita em santuários feitos por mãos humanas. 
(Atos 17:23-24)
Quando Paulo proferiu essas palavras no meio da multidão 
ateniense, iniciou algo que transformaria profundamente a com-
preensão de Deus na história da Igreja. O judaísmo, limitado pela 
promessa, teve dificuldade em aceitar essa mensagem, pois o “Deus 
Desconhecido”, adorado pelos filósofos epicuristas e estoicos, era 
de uma essência em grande parte desconhecida até mesmo para 
o povo hebreu. Os falsos deuses do Antigo Testamento exigiam 
adoração mediante sacrifícios e submissão imoral, mas o Deus 
verdadeiro, o Logos, revelava-se também por meio do conheci-
mento. Assim, o Deus que os filósofos adoravam compartilhava 
semelhanças ao Deus verdadeiro, com a diferença crucial de que 
Ele próprio havia vivido entre nós, realizando milagres e profe-
rindo palavras eternas. Essas ações não apenas atraíam multidões, 
mas também convenciam as pessoas de sua condição natural 
caída. Paulo não estava defendendo a adoração daquela estátua 
representativa; ao contrário, ele proclamava a mensagem da cruz, 
na qual o próprio Criador sofreu, mas ressuscitou para Sua glória 
86 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
e honra. Mesmo diante da zombaria daqueles que consideram a 
vitória sobre a morte uma loucura, houve também aqueles que 
responderam positivamente ao discurso. Portanto, conscientes de 
que Deus cuida de Seu povo não por Sua ira, que mereceríamos 
de qualquer maneira, mas por Sua graça, busquemos diariamente 
conhecê-Lo mais profundamente. Isso nos preservará da perdição 
pela falta de sabedoria e nos permitirá confiar n’Ele diante das 
adversidades. Lembremo-nos de que Ele não reside apenas em 
nossos resultados, mas, pelo Seu Santo Espírito, habita em cada 
coração sedento pelo Deus que se revela por Sua palavra.
Bondoso Deus, que nos cuida e nos guia através do Seu 
Santo Espírito, que o Senhor se revele cada vez mais através 
da Tua Palavra, pelo exemplo de Cristo, iluminando nosso 
caminho. Que, em meio às adversidades, possamos confiar 
em Ti, sabendo que Tu cuidas de nós não por ira, mas por 
amor. Que o Espírito Santo habite em nós, guiando-nos e 
satisfazendo nossa sede por Ti. Amém.
87O CANDEEIRO 
O PECADO DE NÃO ORAR
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, Brasília, DF, Brasil.
E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o 
Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei 
o caminho bom e direito. (1 Samuel 12:23)
É fato que a falta de oração é um estado de inimizade contra 
Deus. Você tem dúvida? Todos os fracassos que nos sobrevêm são 
por não orarmos, orarmos sem fé ou orarmos para nossa própria 
honra e glória, produzindo uma vida sem alegria, esperança, sa-
bedoria e direção; e repleta de aflições e indecisões; ou seja, sem 
prosperidade. Nossas orações, em geral, buscam resolver nossos 
problemas pessoais e estão centradas em nós mesmos. Sendo assim, 
é pecado quando oramos e pedimos para consumir em nossa luxú-
ria ou orgulho aquilo que Deus nos deu. A oração é fundamental, 
pois revela claramente o coração. De fato, enquanto o adultério, 
o assassinato e a blasfêmia podem apanhar desprevenida uma 
pessoa obcecada pela mente carnal, não orar é o próprio coração 
dessa mente. Os discípulos rogaram a Jesus: Senhor, ensina-nos 
a orar (Lc 11:1). Não disseram: Senhor, ensina-nos como orar. 
Sendo assim, oremos!
Nosso Deus e Pai, agradecemos a Ti por mais esse dia e pela 
vida que nos concedeu. Santo Espírito venha estar conosco, 
88 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
nos ajudando e nos transformando, para que por meio de 
cada atitude possamos expressar a Glória de Deus. Que ao 
falarmos, ao nos relacionarmos, ao trabalharmos, e em 
tudo o que fizermos, possamos transmitir os valores do Teu 
Reino de amor, integridade, retidão, misericórdia e justiça. 
Que nenhuma carne se glorie, que nenhum “eu” chame 
mais atenção do que o SENHOR através das nossas vidas, 
que possamos reconhecer sempre o Teu agir, o Teu querer, 
a Tua bondade, o Teu governo e a Tua Soberania. SENHOR 
seja sempre o Primeiro em tudo o que fizermos e nos ajude 
neste dia e em todos os outros de nossas vidas. Em nome 
de Jesus, amém.
89O CANDEEIRO 
PREPARANDO-SE PARA 
TESTEMUNHAR: SANTIFICAÇÃO 
NA MISSÃO DE DEUS
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Preparai-vos, santificai-vos; porque amanhã fará o 
Senhor maravilhas no meio de vós. (Josué 3:5)
O contexto bíblico de Josué 3:5 ocorre durante a preparação 
do povo de Israel para atravessar o rio Jordão e entrar na Terra 
Prometida. Este versículo é parte do discurso de Josué ao povo, 
enquanto eles se preparam para a grande travessia. Deus havia 
prometido a Josué que Ele estaria com ele assim como esteve 
com Moisés (Js 1:5), e agora chegou o momento de cumprir essa 
promessa. Antes de atravessarem o rio, Josué instrui o povo a se 
santificar, a se purificar, pois no dia seguinte Deus faria maravilhas 
no meio deles. Essa santificação incluía não apenas uma purificação 
cerimonial, mas também um preparo espiritual e moral. O povo 
deveria se afastar do pecado e se dedicar ao Senhor, mostrando 
sua prontidão para obedecer e confiar em Deus. Para nós, o ver-
sículo de Josué 3:5 ecoa como um chamado divino à santificação, 
preparando-nos para presenciar as maravilhas de Deus. Não é 
meramente um ato de purificação pessoal, mas um preparo es-
sencial para a missão que Deus confia a cada um de nós. Ao nos 
engajarmos na obra missionária, seja como indivíduos, comuni-
90 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
dades ou missionários dedicados, somos chamados a nos separar 
do mundo e nos consagrar ao Senhor. A santificação não é apenas 
uma formalidade externa, mas uma transformação interna que nos 
torna mais semelhantes a Cristo, capacitando-nos para a missão 
que Ele nos confia. Assim como Israel se preparou para cruzar o 
Jordão e conquistar a Terra Prometida, nós nos preparamos para 
enfrentar os desafios missionais com fé e confiança. A vida mis-
sionária é uma jornada de fé, onde confiamos em Deus para nos 
guiar, capacitar e realizar grandes feitos através de nós. Cada passo 
na missão deve ser impulsionado pela santificação e guiado pelo 
Espírito Santo, para a glória do nome do Senhor. É essencial que 
nos consagremos, separando-nos do pecado e dedicando nossas 
vidas ao serviço do Reino. Respondendo aochamado de Deus para 
nos santificar, refletimos o amor, a graça e o poder transformador 
de Deus em nossas vidas. 
Amado Deus, à luz da Tua Palavra, reconhecemos a impor-
tância da santificação na obra missionária. Capacita-nos a 
nos consagrar mais e mais a Ti, refletindo o caráter de Cristo 
em todas as nossas ações. Usa-nos como instrumentos em 
Tuas mãos para levar o Evangelho com poder e autoridade 
aos confins da terra. Que possamos refletir o caráter de 
Cristo, sendo luz no meio das trevas, testemunhando do 
Teu amor e graça a todos que encontrarmos. Em nome de 
Jesus, oramos. Amém.
91O CANDEEIRO 
EM QUEM TEMOS CRIDO
Murilo César Bezerra Neto
Membro da Igreja Ação Evangélica, Patos, PB, Brasil.
Levando-o para fora da tenda, disse-lhe: “Olhe para o céu 
e conte as estrelas, se é que pode contá-las”. (Gênesis 15:5a)
Infindáveis vales separam aquilo que o Senhor nos diz e aquilo 
que vemos. O Senhor nos manda ir por haver uma terra que nos 
espera, mas enxergamos apenas o deserto em redor. O Senhor diz 
para olhar o céu e contemplar a Sua Maravilhosa Promessa, mas 
há noites em que as estrelas parecem ser apenas estrelas. Como 
ter fé, então? Olho no espelho e vejo apenas terra seca e arrasa-
da. Os passos ficam mais pesados e as dúvidas inundam a mente 
como dilúvio devastador. As dores no peito jogam-nos ao chão 
e continuar parece impossível. Mas, ainda assim, continuamos. 
Mesmo cansados e duvidosos, permanecemos. Só pode então ser 
tua Graça, Senhor. Nossa fé persiste. Nossa pequena e duvidosa fé 
continua aqui. Ela é a certeza da Promessa e prova do que ainda 
não contemplamos. Mesmo surrada e sofrida, a fé ainda é fé, pois 
não somos salvos pela intensidade com que cremos, mas pelo 
Poder Daquele em Quem temos crido.
Todo-poderoso Deus, criador do universo e de tudo que nele 
há, ajuda-nos em nossa incredulidade. Fortalece a nossa 
crença sempre que esta for abalada pelas inflamadas setas 
92 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
do Maligno. Faz-nos olhar fixamente para Jesus, autor e 
consumador da nossa fé. Concede-nos graça para permane-
cemos firmes em Ti, mesmo diante dos desertos dessa vida. 
Assim nós clamamos, mediante Cristo, nosso Senhor. Amém. 
93O CANDEEIRO 
O CONTENTAMENTO 
NO SENHOR
Angela Fernanda Joia
Membro da Igreja Presbiteriana Central de Pato Branco, PR, Brasil.
Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e 
alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos 
se atormentaram com muitas dores. (1 Timóteo 6:10)
Você já parou para pensar em como nossa cultura está minada 
no que diz respeito ao dinheiro? Quando observamos a mídia, 
encontramos grande ênfase no comércio ou de nos pressionar a 
ganhar mais e mais; sendo isso por meio de cursos imperdíveis, 
ofertas irrecusáveis e negócios que você não pode deixar passar. 
Essa cultura nos traz ansiedade e, muitas vezes, tira a nossa paz. 
Enfatizo que o foco não é falar do dinheiro como algo que não seja 
algo importante ou necessário, precisamos dele para sobreviver e é 
digno trabalhar para conquistá-lo. A própria Bíblia aconselha sobre 
isso. Dinheiro é uma benção de Deus para o sustento de sua obra 
e de seus filhos. Entretanto, por vezes, o amor ao dinheiro está aos 
poucos tomando conta de nós e sequer percebemos, infiltrando-se 
em nossos pensamentos e nos enchendo de preocupação quanto ao 
futuro. Isso pode nos levar a confiar menos na providência divina 
que nos permite entregar nosso fardo e descansar. E quando nos 
deparamos, estamos inquietos com o que havemos de comer e ves-
tir, como iremos pagar as contas ou fissurados em uma renda extra 
para ontem. Isso pode estar nos impedindo de nos deleitarmos 
94 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
no Senhor e confiar inteiramente em seu cuidado. Ele se importa 
conosco, a Sua palavra nos assegura isso. Não ficaremos “para trás” 
ou “obsoletos” ao não entrar de cabeça em todas as novidades do 
mercado ou produtos novos para consumo. O contentamento na 
vida do cristão é fundamental para gastarmos nossa vida no que 
realmente importa e não dar lugar a vãs preocupações. Espero que, 
ao ler as Escrituras, orar e nos afastar um pouco dessa enxurrada 
de informações questionáveis por toda parte, possamos ver a 
dádiva que é viver contente com aquilo que Deus tem provido, 
podendo confiar sem pestanejar em um Pai amoroso e cuidadoso. 
E, acima de tudo, lembrando que nossa esperança não está no 
que o dinheiro pode comprar, mas no grande preço que Cristo já 
pagou na cruz por nós.
Senhor, peço para que molde nossos corações cansados e 
sobrecarregados segundo ao seu. Que possamos viver uma 
vida intencional, onde o dinheiro não seja nosso ídolo, mas 
uma ferramenta com propósito para a sua obra em nossas 
vidas. Amém.
95O CANDEEIRO 
O QUE DE FATO IMPORTA
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, Santo André, SP, Brasil.
Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios 
desta vida, porque o seu objetivo é agradar aquele que 
o recrutou. Igualmente, o atleta não é coroado se não 
competir segundo as regras. (2 Timóteo 2:4-5)
O tema aqui é propósito. Paulo está fazendo uma analogia de 
atletas, pois era um tema de conhecimento do povo e fácil de trans-
mitir a mensagem. Uma das maiores dificuldades em nossa vida 
hoje é manter o foco. Principalmente em Deus. Afinal, já é difícil 
na vida. São tantas coisas a fazer, não é mesmo? Casa, trabalho, 
parentes, cônjuge, filhos e um monte de coisas que insistimos em 
colocar para nos sentirmos bem e importantes. Mas, afinal, o que 
é importante de verdade? Nosso cargo e conquistas? Não. Nossos 
bens? Menos. Nada isso basta se perdemos a salvação, pois nossa 
vida é muito curta, independentemente do tempo, comparada à 
vida eterna. Se o nosso alvo é Cristo, como nos comportamos? 
Estamos focados no alvo? Por exemplo, o atleta, para chegar à 
linha de chegada, precisa fazer renúncias. Ele deve ter tempo para 
se dedicar ao treino, ter alimentação controlada, se abster de festas 
e coisas que não envolvam seu objetivo final. Ele tem claro o seu 
objetivo e se quiser atingir esse objetivo deverá colocar seu plano 
em prática. Como Jesus, que em sua vida ministerial poderia curar 
milhares de outras pessoas, mas Ele tinha claro seu objetivo e 
96 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
propósito, sua vida estava alinhada ao Pai. Ele não veio (apenas) 
para curar enfermidades físicas. Ele não estava preocupado com 
as coisas desse mundo, pois Seu propósito era maior. Como diz 
uma música cristã: “Passarinhos, belas flores, querem me encantar, 
são vãos terrestres esplendores, mas contemplo meu lar! Virá o 
rei Jesus, meu coração deseja vê-lo! Em sua presença para sempre 
estar, aguardo o dia em que Ele vem nos buscar”. Que o nosso 
coração esteja inclinado à presença do Pai e que isso dite o rumo 
de nossas vidas. Não nosso trabalho, cargo ou conquistas. Nosso 
foco deve ser a linha de chegada, e se for necessário sacrifícios, 
assim será feito, sempre olhando para o que realmente importa: 
A vida Eterna com Deus!
Amado Deus e Pai, louvo o Teu santo nome. Obrigado por 
falar conosco através de sua palavra. Continue diariamen-
te a nos conduzir para o centro da sua vontade, e que isso 
não seja meras palavras genéricas, mas que eu entenda e 
manifeste Seu reino em todas as áreas da minha vida! Te 
agradecemos pela tua graça e paz constantes em nossa 
vida! Amém. 
97O CANDEEIRO 
PERSEVERAI NA ORAÇÃO
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, Brasília, DF, Brasil.
Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agrade-
cidos. (Colossenses 4:2)
É interessante observar como é grande a parte das Escrituras 
Sagradas que fala da oração, seja fornecendo exemplos, reforçando 
preceitos ou anunciando promessas. Mal abrimos a Bíblia, lemos: 
“daí se começou a invocar o nome do SENHOR” (Gn 4:26), e quando 
estamos prestes a fechar o livro, o “amém” de uma fervorosa súplica 
chega aos nossos ouvidos (Ap 22:21). Oscasos são abundantes. 
Aqui encontramos um Jacó em conflito (Gn 27:35), ali um Daniel 
que orava três vezes ao dia (Dn 6:10), e um Davi que, do fundo do 
seu coração, clamava por seu Deus. Na montanha vemos Elias (1 
Re 19:8); na masmorra, Paulo e Silas (At 16:25-26). Temos uma 
multidão de mandamentos e uma infinidade de promessas. O que 
isso nos ensina além da sagrada importância e necessidade da ora-
ção? Podemos ter certeza de que tudo o que Deus destacou em Sua 
Palavra, Ele pretende que seja visível em nossa vida. Se o Senhor 
falou tanto sobre a oração é porque sabe o quanto precisamos dela. 
Nossa necessidade é tão profunda que, até chegarmos ao céu, não 
devemos parar de orar. Você não quer nada? Uma alma sem oração 
é uma alma sem Cristo. A oração é a respiração, a palavra de ordem, 
o conforto, a força e a honra do cristão. Se você é um filho de Deus, 
irá procurar a face do Pai para viver em Seu amor. Ore para que 
98 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
você seja santo, humilde, zeloso e paciente; tenha uma comunhão 
íntima e direta com Cristo e que participe com mais frequência do 
Seu amor. Ore para ser exemplo e bênção aos outros, e para que 
possa viver mais para a glória de nosso mestre Jesus.
Amado Pai celestial, nos aproximamos de Ti em oração, 
inspirados pelas palavras do apóstolo Paulo. Ele nos exorta 
a perseverar na oração, a estar vigilantes e agradecidos. 
Assim, SENHOR, queremos seguir esse conselho, buscando 
uma vida de comunhão contigo. SENHOR, ensina-nos a ser 
persistentes na oração, a manter uma conexão constante 
contigo, reconhecendo que é através da oração que nos 
achegamos mais perto de Ti. Ajuda-nos a superar as distra-
ções e as pressões do dia a dia, para que possamos dedicar 
tempo para falar contigo em oração. Que a nossa vigilância 
seja constante, ó Deus, para que possamos discernir a Tua 
vontade em todas as circunstâncias. Dá-nos sabedoria para 
compreender os sinais que nos envias e a coragem para agir 
conforme a Tua direção. Que estejamos atentos aos propósi-
tos que tens para nossas vidas. Expressamos nossa gratidão, 
SENHOR, por tudo o que és e por tudo o que fazes. Que a 
nossa oração não seja apenas uma lista de pedidos, mas 
também uma expressão de gratidão pelo Teu amor, graça 
e fidelidade. Enche nossos corações de gratidão, mesmo 
diante dos desafios, sabendo que em todas as coisas Tu 
estás no controle. Que a perseverança na oração, a vigilân-
cia espiritual e a gratidão constante sejam características 
evidentes em nossa jornada de fé. Confiando que, em Cristo, 
encontramos acesso ao Teu trono de graça, elevamos esta 
oração em Seu nome. Amém.
99O CANDEEIRO 
O PROPÓSITO DE JESUS 
 CRISTO É O PERDÃO
Adilson Inhance Junior
Diácono na Igreja Assembleia de Deus de Marmeleiro, PR, Brasil.
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, 
porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. 
(Mateus 6:15-15)
O Senhor Jesus Cristo transformou vidas por onde esteve e onde 
tocava (Mt 14:32) e mesmo após sua morte de cruz os crentes são 
convictos da sua ressureição, pois são testemunhas vivas do seu 
amor e do seu poder. O perdão que Jesus apresentou no Sermão 
da Montanha é uma profunda verdade; retrata também a visão 
Dele para chamar seus seguidores de filhos de Deus e para que 
vivam o evangelho não conforme sua crença ou os seus próprios 
desejos pessoais, mas vivam de acordo com a Sua vontade. O Su-
premo Pastor apresentou a vontade do seu perdão para aqueles 
ouvintes e para toda humanidade, sua Palavra não alterou com o 
passar do tempo, Ele permanece fiel (1 Jo 1:9). É fato a resistência 
em praticar o perdão; difícil é para o ser humano restaurar sua 
ofensa, bem como liberar a restauração para alguém que o tenha 
ofendido. A negligência alimenta sentimentos terríveis ao passar 
das primaveras, como tristeza e rancor, as profundas raízes de 
amargura no coração o que indica estar distante a possibilidade 
100 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
de seguir o Mestre. Se esquecem e passam a acreditar nos pró-
prios pensamentos de que não é mais necessário, que o tempo se 
encarregou de resolver a situação, mas na sua consciência o Espí-
rito Santo age, ainda que por um momento, recordando o cristão 
da necessidade de pôr algo no lugar, algo que ele procura e não 
encontra. No coração haverá recordações dolorosas do passado 
que não foram bem resolvidas, e eles pensam: o que isso tem a 
ver, querem esquecer e não sentir essa dor que ficou no passado. 
Porém, Jesus nos confronta aqui, pois é enganoso o coração, e 
somente o poderoso Deus nos ama e nos conhece mais que nós 
mesmos (Jr 17:9). A verdade é que os salvos foram resgatados do 
pecado e chamados para serem libertos, vivendo de forma plena 
com Jesus, não há amarras do inimigo. Diante do amor do Pai e 
pelo agir Dele em suas vidas os filhos encontram coragem de viver 
o sobrenatural e por isso aceitam o Seu agir nos sentimentos mais 
profundos para curar. Os filhos de Deus não foram resgatados para 
agora terem sentimentos de menosprezo por alguém ou mágoas 
intermináveis, mas sim chamados para perdoar e liberar perdão 
a quem quer que seja, para acreditar no poder de Cristo e viver as 
promessas e os propósitos divinos exercendo os dons que a graça 
Dele concedeu. Creia no propósito de Jesus Cristo para sua vida!
Pai, somos gratos pela vida, pelo seu perdão e pelo amor 
que tens por nós todos os dias. Oro para que o Senhor nos 
conceda força e coragem para viver o chamado, para em Seu 
Nome praticarmos o perdão, sermos totalmente libertos e 
vivermos o Teu melhor que ainda está por vir! Em nome de 
Jesus, nos guie para águas tranquilas. Amém.
101O CANDEEIRO 
QUANDO CORAÇÕES 
QUEIMAM
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Perguntaram-se um ao outro: “Não queimava o nosso 
coração quando Ele falava conosco no caminho e nos 
explicava as Escrituras?” (Lucas 24:32)
Neste relato de Lucas 24 somos transportados para a estrada 
de Emaús onde dois discípulos desanimados encontram Jesus 
após Sua ressurreição. Inicialmente cegos para Sua presença, eles 
caminham tristes, não reconhecendo que era o Mestre ao lado 
deles. Jesus começa a explicar as Escrituras, revelando como cada 
evento se alinhava às profecias antigas. Ao chegarem em Emaús, 
convidam-no a ficar, e, ao partir do pão, finalmente O reconhecem. 
É neste momento que expressam o que sentiram durante a jornada, 
reconhecendo a singularidade da experiência enquanto Jesus lhes 
explicava as Escrituras. Jesus, o Mestre divino, caminhou ao lado 
deles, revelando os mistérios das Escrituras. Embora inicialmente 
não O reconhecessem, os discípulos sentiram a presença palpável 
do Salvador. Essa presença não apenas aqueceu seus corações e 
a compreensão das profecias messiânicas não apenas iluminou 
suas mentes, quando a verdade das Escrituras se torna pessoal, 
quando vemos a Palavra viva em nossas vidas, experimentamos 
uma experiência impactante e transformadora. Ele é o Verbo vivo, 
desvendando os mistérios divinos, iluminando mentes obscure-
102 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
cidas e restaurando nosso ser caído. À medida que Jesus revela a 
verdade, o Espírito Santo age, tornando claro o caminho espiritual 
diante de nós. Quando os discípulos caminhavam com Ele, suas 
palavras eram como fogo, aquecendo e iluminando. Essa ilumina-
ção não é apenas intelectual, mas também espiritual e emocional, 
gerando uma resposta profunda à revelação divina, inflamando 
nossos corações e manifestando o plano redentor de Deus. Ao 
perceberem que seus corações ardiam na presença de Cristo, os 
discípulos reconheceram que estavam diante do Messias prome-
tido, e essa consciência os impeliu a uma ação imediata; movidos 
pelo reconhecimento, retornaram imediatamente a Jerusalém 
para compartilhar a notícia com os outrosdiscípulos. O coração 
ardente não é egoísta, é uma chama que busca inflamar outros 
corações. A alegria da revelação deve ser compartilhada para que 
outros também se aproximem de Cristo. Que possamos buscar 
essa experiência transformadora, reconhecendo a importância 
do entendimento espiritual e da presença constante de Cristo em 
nossa jornada diária. Que, ao reconhecermos esse fervor, não 
guardemos para nós mesmos, mas compartilhemos a boa nova 
com aqueles que estão ao nosso redor. Que a chama do coração 
ardente se espalhe, iluminando vidas e conduzindo outros a Cristo. 
Senhor, que Tu abras nossos olhos para compreendermos 
as Escrituras à luz de Cristo. Que nossos corações ardam na 
Tua presença, e que essa chama nos mova a compartilhar 
a verdade transformadora do Evangelho com aqueles que 
nos rodeiam. Em nome de Jesus. Amém.
103O CANDEEIRO 
OLHOS NO ALVO 
Tais Rostirola
Obreira intercessora da Igreja Cristã Siloé, Socorro, SP, Brasil.
Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana voca-
ção de Deus, em Cristo Jesus. (Filipenses 3:14)
Todo ser humano desempenha diversos papéis enquanto vive 
neste mundo. Homem, filho, esposo, pai, empregado, patrão, aluno. 
Todos eles são vocações, ou seja, convites para executar funções. 
E cada função, quando executada, traz suas recompensas. O texto 
em destaque nos mostra que além dessas funções, há um chama-
do mais elevado, é o que a Bíblia chama de soberana vocação. 
O desempenho fiel da soberana vocação trará uma recompensa 
eterna, que ladrões não poderão roubar e nem traça e ferrugem 
poderão comer. O apóstolo Paulo compreendeu que é desse tipo 
de prêmio que não se pode tirar os olhos, pois, se eu perder de 
vista a motivação pela qual corro a carreira da fé, essas funções 
podem ocupar o lugar de Deus, e ao invés de papéis, se tornarem 
objetos de adoração e as recompensas perecíveis serem o motivo 
da minha existência. Como prosseguir sem tirar os olhos do alvo? 
Ajustando nosso olhar ao de Cristo. Assim como precisamos de 
óculos ao ser diagnosticada alguma patologia na visão, o mesmo 
se dá na cosmovisão, que é a maneira que vemos todas as coisas. 
Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo todo, então se 
eles não enxergam bem, para onde podem nos levar? Jesus é o 
cabeça da igreja e os olhos estão na cabeça, por isso Ele nos deu 
104 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
meios pelos quais Ele continua sendo nossa cabeça, pensando, 
vendo e falando para que nós, o corpo, possamos executar seus 
comandos. Esses meios são a Bíblia, a oração, a liderança da igreja, 
o testemunho interior que o Espírito Santo nos dá. Seguindo essas 
luzes de navegação, nossos olhos estarão aptos para que, em meio 
a tantos papéis, o prêmio da soberana vocação continue sendo o 
alvo que traz sentido a qualquer outra função que Ele nos atribui.
Pai, precisamos de olhos bons! Capacita-nos através dos 
meios que Seu Filho nos deixou, para que nenhuma recom-
pensa momentânea desvie nosso olhar do alvo, que é o 
prêmio de estar para sempre na Sua presença, onde nada 
nos falta!
105O CANDEEIRO 
COMO SER UM SEGUIDOR DE 
JESUS CRISTO NESTA GERAÇÃO
Lenito Beltrão
Pastor na Igreja Assembleia De Deus Missão Integral, Colombo, PR, Brasil.
E não sede conformados com este mundo, mas sede 
transformados pela renovação do vosso entendimento, 
para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e 
perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)
Como seguidor de Jesus Cristo percebo que o que está aconte-
cendo no mundo e em nosso país no que diz respeito aos enfren-
tamentos pessoais, sociais, espirituais, relacionais e educacionais 
nestes dias extremamente marcados pelo relativismo espiritual, 
pela falta de senso de reflexão e pela explosão tecnológica tem 
sido um verdadeiro “Tsunami” em cima de todos. O texto de 
Romanos 12:2 “E não sede conformados com este mundo, mas 
sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para 
que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade 
de Deus” é muito atual, urgente e relevante. Ele mostra claramente 
que devemos viver e fazer as coisas do jeito de Deus aqui nesta terra 
marcada pelas obras das trevas; ele ainda adverte que não temos 
a obrigação de nos amoldar a tudo o que este sistema mundano 
oferece. É uma renúncia diária. É um desafio constante. Em ou-
tras palavras, eu preciso ser transformado; eu preciso vencer pelo 
Poder do Espírito Santo e pelo Poder da obediência à Palavra de 
Deus tudo aquilo que me escraviza e que escraviza esta geração. 
106 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Então, precisamos trazer de volta tudo o que é agradável a Deus 
para a nossa existência e que nos faz viver uma vida com sentido e 
significado, algo que, infelizmente, se perdeu no tempo e no espa-
ço. Seguir a Jesus Cristo significa entender o que Ele nos alertou: 
“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua 
alma” (Mc 8:36). É como dizia a poetisa Cora Coralina: “... e isto 
não é coisa de outro mundo, não! É o que dá sentido à vida e faz 
com que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja 
intensa, verdadeira e pura enquanto durar”. 
Pai celestial, nos dirigimos a Ti humildemente em oração, 
reconhecendo a importância de sermos seguidores fiéis de 
Jesus Cristo nesta geração desafiadora. Em meio aos con-
frontos pessoais, sociais, espirituais, relacionais e educa-
cionais que enfrentamos, compreendemos que vivemos em 
um mundo marcado pelo relativismo espiritual, pela falta 
de reflexão e pela explosão tecnológica. Neste momento, 
clamamos pela Tua orientação e sabedoria, conceda-nos, 
Senhor, a graça de experimentar a Tua boa, agradável e 
perfeita vontade em meio aos desafios que enfrentamos. 
Capacita-nos, pelo Poder do Espírito Santo e pela obediên-
cia à Tua Palavra, a viver uma vida que reflete a Tua luz em 
meio à escuridão deste mundo. Em nome de Jesus, amém.
107O CANDEEIRO 
EU FALEI DO QUE 
NÃO ENTENDIA
Keire do Carmo Morais Cedro
Membro da Primeira Igreja Batista, Feira de Santana, BA, Brasil.
Tu perguntaste: “Quem é este que, sem conhecimento, 
encobre os meus planos?” Na verdade, falei do que eu 
não entendia, coisas que são maravilhosas demais para 
mim, coisas que eu não conhecia. (Jó 42:3)
Talvez, se Jó soubesse o que nós, leitores do último século, sabe-
mos quanto ao final da sua história de vida, ele tivesse dito coisas 
diferentes sobre Deus a seus amigos. Mas, Jó não sabia o futuro. 
Da mesma formas não sabemos o nosso futuro. Não sabemos por 
que ou para que muitas coisas acontecem do jeito como aconte-
cem. E, justamente por não sabermos, somos chamados por Deus 
a confiar na vontade Dele muito mais do que procurar respostas. 
Jó fez muitas perguntas a Deus e como ele nós também podemos 
fazer. Dentre todos os detalhes lindos que este livro nos mostra, 
podemos destacar o fato de que Deus não responde a Jó com ira 
e nem o castiga por seus questionamentos em meio à extrema 
dor e sofrimento. Isso significa que nem todo questionamento é 
pecaminoso. Pecamos quando duvidamos da natureza divina, ou 
quando, à semelhança do povo de Israel no Êxodo, ofendemos a 
santidade de Deus reclamando das suas ações. Jó não fez nenhuma 
dessas coisas e, por isso, ainda que a resposta de Deus tenha sido 
terrivelmente maravilhosa, deixou nítido que Ele é o Criador e Jó 
108 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
(como nós) é apenas uma criatura. Isso é lindo e consolador, por-
que frequentemente nos esquecemos que Deus é amor e entende 
a nossa humanidade. A prova disso é que Cristo encarnou e viveu 
entre nós como um de nós. Ele entende que somos humanos e saber 
de tudo isso é maravilhoso demais para nós. A grandiosidade sem 
medida de Deus fez Jó reconhecer que ele estava falando de coisas 
que não conhecia. Apenas uma amostra simbólica da sua glória já 
foi suficiente para que Jó reconhecesse que “... agora meus olhos 
te veem”. Quanto mais podemos dizer nós que, além de sabermos 
o que houve com Jó, ainda podemos ver aDeus através de Cristo. 
Mais do que respostas, Deus nos deu a si mesmo. Glória a Deus 
por Jesus Cristo!
Senhor, abra os meus olhos para que eu te conheça cada 
vez mais e possa amar-te realmente. Ainda que o Senhor 
não responda todas as minhas questões, que o seu amor em 
Cristo, por si só, seja a minha melhor resposta. Em nome de 
Jesus, amém.
109O CANDEEIRO 
O SERVIÇO E A PREGAÇÃO 
DO EVANGELHO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava 
a Cristo. (Atos 8:5)
No coração da missão de Filipe, encontramos um profundo 
compromisso com a missio Dei, a missão de Deus de redenção e 
restauração da humanidade. Sua jornada, registrada no livro de 
Atos, é um testemunho vívido de como ele respondeu às neces-
sidades variadas das pessoas ao seu redor, mostrando-nos um 
modelo abrangente de serviço e evangelismo. Ao encontrar as 
viúvas desamparadas em Jerusalém, Filipe prontamente se colocou 
à disposição, revelando-nos a importância de responder às necessi-
dades imediatas daqueles que nos cercam (At 6:1-4). Em Samaria, 
seu fervor pelo evangelho o levou a proclamar a mensagem de 
salvação com poder e autoridade, dissipando as trevas espirituais 
com a luz do amor de Cristo (At 8:5-6). E no encontro providen-
cial com o eunuco etíope, alto funcionário da corte de Candace, 
a rainha da Etiópia, testemunhamos não apenas um momento de 
instrução, mas uma verdadeira revelação espiritual, onde Filipe, 
guiado pelo Espírito Santo, conduziu o eunuco, à compreensão das 
Escrituras e ao encontro pessoal com Jesus (At 8:35). A história de 
Filipe, nos relatos dos Atos dos Apóstolos, nos convida a refletir 
sobre o chamado de Deus para a missão e nossa resposta a Ele. 
110 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Assim como Filipe, somos chamados a ser parceiros na missio Dei, 
discernindo, por meio do Espírito Santo, para onde, para quem e 
para o que Deus nos convoca, a fim de responder às necessidades 
das pessoas ao nosso redor com amor, compromisso e compaixão. 
Em meio aos desafios da missão, confiamos na promessa de Cristo 
de que Ele estará conosco todos os dias, capacitando-nos pelo 
Seu Espírito para cumprir a grande comissão com determinação, 
responsabilidade e fidelidade (Mt 28:19-20). Assim, devemos 
buscar do Senhor sabedoria, poder e autoridade para discernir as 
oportunidades divinamente orquestradas para sermos instrumen-
tos do amor de Cristo. Tomemos hoje uma posição, e o Senhor 
nos fortalecerá e habilitará para sermos testemunhas fiéis do Seu 
amor e da Sua graça, levando a palavra da verdade a um mundo 
perdido e necessitado.
Amado Deus, guia-nos em nossa jornada de serviço e ousa-
dia, assim como conduziste Filipe. Capacita-nos a discernir 
a Tua vontade e a responder ao Teu chamado com amor e 
compaixão. Que possamos ser testemunhas vivas do Teu 
amor redentor, levando tua palavra todos os que nos cercam. 
Em nome de Jesus, oramos. Amém.
111O CANDEEIRO 
NO VALE OU NA MONTANHA, 
ELE ESTÁ
Jônatas Abreu
Membro da Igreja Presbiteriana do Jardim, Campina Grande, PB. Brasil.
[...] o meu socorro vem do Senhor, que fez os Céus e a 
terra. (Salmos 121:1b)
Não é sempre fácil ou será olhar para cima. As vicissitudes da 
vida, muitas vezes, forçarão nossos olhos para baixo e tentarão 
curvar nossa “espinha”. As escrituras nos mostram exemplos de 
homens e mulheres que experimentaram glória e fracasso, nasci-
mentos e luto, alegria e depressão, para nos mostrar que angústias e 
gozo não são privilégios ou maldições exclusivas. Todos nós, filhos 
de Adão, estamos expostos tanto às intempéries da vida quanto às 
suas venturas. Nos momentos de caminhada em direção ao tem-
plo de Jerusalém, o povo de Israel, ao ver o monte Sião, cantava 
“elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” 
Certamente, subir uma estrada íngreme na esperança de estar 
entre aqueles que iriam cultuar a Deus em Seu santo templo era 
um excelente combustível. Mas ainda assim, o que fazer quando 
precisamos escalar certos montes diante de nós e nos achegarmos a 
Deus em oração e súplica? A linha seguinte do salmo nos responde 
de maneira simples e direta: “meu socorro vem do Senhor, que 
fez os céus e a terra”. O próprio criador manifesta sua graça e Seu 
poder nos dando forças para subir os montes e adorá-lo. Não so-
mente isso, Ele promete nos guardar e proteger mesmo do mal que 
112 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
possa nos afligir por parte dos astros celestes. Naturalmente não 
precisamos fazer longas viagens para sacrificar ao Senhor; Seu filho 
foi entregue por nós e precisamos única e exclusivamente adorá-lo 
em Espírito e em verdade. Por Sua vez, Ele continua guardando a 
Sua promessa. Não cochila enquanto nos protege e sempre estará 
conosco através do Espírito Santo. Portanto, nosso privilégio não 
se encontra em poder desfrutar da mais confortável vida possível, 
mesmo que isso seja maravilhoso. Também não se encontra sentido 
para a existência no sofrimento autoengendrado. A resposta das 
Escrituras não está nos opostos diametrais, mas no alto. Como 
nos diz o Salmista, temos a vista de Deus por nossa sombra: “O 
Senhor olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de 
sua morada, observa todos os moradores da terra, ele, que forma 
o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras” (Sl 
33:13-15). É nesse único e verdadeiro Deus que podemos colocar 
toda a nossa confiança e anseios. Ele não cochila, não dorme, está 
sempre atento às nossas orações, mesmo que Ele mesmo responda 
negativamente aos nossos desejos. Ele enviou Seu filho único para 
viver e morrer em nosso lugar. Cristo conhece cada uma de nossas 
fraquezas, mesmo não tendo pecado. O nosso Sumo Sacerdote 
diante de Deus-Pai nos garante aproximação e proteção no Trono 
da Graça. Podemos confiar plenamente nele, “a fim de recebermos 
misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da 
necessidade” (Hb 4:15). E Ele mesmo promete que estará conosco 
todos os dias, até o fim dos Tempos (Mt 28:20).
Amado Pai, muitas vezes é difícil confiar na Tua graça e 
na tua misericórdia. Me ajuda na minha incredulidade e, 
acolhendo meu coração e minhas dúvidas, encha-me de fé 
para caminhar em direção à Ti.
113O CANDEEIRO 
VIVENDO DE PROPÓSITO
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, Santo André, SP, Brasil.
E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo: – Quero, 
sim. Fique limpo! E, no mesmo instante, a lepra daquele 
homem desapareceu. Jesus ordenou-lhe que não contas-
se isso a ninguém. E acrescentou: – Mas vá, apresente-se 
ao sacerdote e ofereça pela purificação o sacrifício que 
Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo. 
(Lucas 5:13-14)
Jesus é nosso exemplo. Sei que é difícil a comparação, mas 
vemos Cristo em várias passagens curando enfermos e doentes e 
pedindo: “não conte isso a ninguém”. Como humanos, limitados e 
pecadores que somos, ficamos maravilhados com demonstrações 
visíveis da glória de Deus como a cura. Fazemos e vemos propagan-
da disso, seja em testemunhos ou pregações. Até mesmo eventos 
disso vemos aos montes em igrejas e congressos. Mas a atitude de 
Jesus é diferente. Ele sabia que o que estava fazendo estava mara-
vilhando a muitos e aumentando sua popularidade. Mas por que 
ele pedia para não contar? Simples: isso não era o propósito que 
movia seu ministério e seu coração. Ele não veio para (apenas) 
curar enfermos. O propósito que o movia era uma cura muito 
maior para a humanidade. Havia algo muito mais importante para 
fazer. Não apenas cura física, mas da alma. Havia uma cruz em 
seu caminho e nada ‘pequeno assim’ poderia pará-lo. E o que isso 
114 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
nos ensina? Qual é o nosso propósito? Somos chamados a que? 
Veja: se Cristo focasse apenas nas curas, seria algo maravilhoso, 
não? Mais pessoas ainda sendo curadas. Imagina que glória seria! 
Milharesou milhões. E se Ele houvesse seguido esse caminho, onde 
ficaria a cruz? Onde estaria a salvação de nossas almas? Olhando 
para Cristo como exemplo e aplicando essa verdade a nossa vida, 
por vezes, será que não estamos atendendo nosso coração e não o 
caminho que Ele nos chamou? Queremos aparecer com os milagres 
visíveis de cura ou financeiros, com nossas orações fervorosas, com 
nossas pregações ‘poderosas’ ou até com nossa inteligência e sabe-
doria, mas não queremos a vida de sacrifício que leva para a cruz, 
que Deus nos chamou. Podemos nos encher de coisas boas, mas 
que são terrenas e irrelevantes para o reino ou para a vida Eterna. 
Somos movidos por nosso ego e por milagres visíveis, buscando 
popularidade, ou estamos vivendo o reino e o propósito que Ele 
nos chamou, mesmo que esse caminho nos leve à cruz?
Querido Deus e Pai, louvamos Teu santo e poderoso nome. 
Obrigado pela salvação e graça concedida pelo sacrifício de 
Jesus na cruz! Dê a nós um coração cada vez mais inclinado 
a seguir teus caminhos e propósitos. Que a sua glória seja 
manifestada através de nós e apesar de nós! Cremos e con-
fiamos em Teus caminhos. Amém.
115O CANDEEIRO 
FELIZ O HOMEM QUE NÃO SE 
CONDENA NAQUILO QUE APROVA
Keire do Carmo Morais Cedro
Membro da Primeira Igreja Batista, Feira de Santana, BA, Brasil.
Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito des-
sas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz 
é o homem que não se condena naquilo que aprova. 
(Romanos 14:22)
A discussão sobre seguir ou não determinados elementos da 
cultura judaica é antiga. Contudo, até hoje cristãos se deparam 
com dúvidas em respeito de dias especiais ou certos tipos de 
alimentos. Quanto ao segundo, creio que já há mais consenso; 
agora, quanto ao primeiro, há tradições doutrinárias inteiras que 
carregam esse dilema e fomentam a discussão sobre o que seria 
mais correto até hoje. Apesar disso, o ensino do apóstolo Paulo é 
simples e direto: devemos manter a nossa convicção sobre essas 
coisas entre nós e Deus. A nenhum cristão é dado o direito de 
incomodar outros por não guardar aquele ou este dia. E isso para 
que nossa prioridade seja agir com amor e não com soberba ou 
pretensão. Essa é aplicação direta do texto, mas podemos ainda 
pensar em outros dilemas sob seu princípio. Por exemplo, pode-
mos pensar situações de conflito, em que fazer o bem aos irmãos 
em Cristo envolve dizer algo que mais ninguém está dizendo. Os 
coríntios pensavam que era sábio incomodar uns aos outros por 
causa dos costumes judaicos e ninguém enxergava seu erro nisso, 
116 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
até que Paulo chamou a atenção deles. Paulo usou sua autoridade 
de apóstolo para dizer o que mais ninguém estava dizendo; mas 
nós hoje, somos ensinados a usar nosso amor uns pelos outros 
como argumento para nos exortarmos mutuamente. Se dizemos 
algo que é correto que mais ninguém disse – à semelhança do que o 
apóstolo fez – não devemos nos condenar, afinal, não aprovamos o 
bem uns dos outros? Logo, não podemos nos condenar por agirmos 
pelo bem uns dos outros. Que o Espírito Santo nos encha cada vez 
mais dessa sabedoria e que Deus nos ajude a sermos sábios para 
continuar aprovando o bem e edificar e edificarmos a fé uns dos 
outros em nome de Cristo.
Senhor, dá-me sabedoria para querer o bem e aprová-lo, 
independentemente das situações, como um verdadeiro 
cristão sábio. Em nome de Jesus, amém.
117O CANDEEIRO 
ONDE ESTAVAS TU?
Murilo César Bezerra Neto
Membro da Igreja Ação Evangélica, Patos, PB, Brasil.
Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? (Jó 38:4a)
Relatos de um coração aflito perante a Cruz: Diante do meu 
sofrimento, eu gritei de dor. Confesso que de raiva também. 
Quando as minhas feridas sangraram com mais força, eu per-
guntei amargamente “Por quê?” e questionei com angústia “Ainda 
estais aqui, Senhor?” Mas, após um silêncio que parecia eterno, 
O Eterno respondeu-me. Deus questionou: – Onde estavas tu? 
Onde estavas tu, quando dei forma ao Universo? Qual tua idade, 
quando dei começo ao Tempo? Quem eras tu, quando dei senti-
do ao existir? – Silêncio. Apenas chorei em silêncio. Diante das 
minhas dores, a resposta do Senhor não foi um motivo. Não sei 
por que sofro, apenas sei que Ele sabe. Isso é suficiente. Mas o 
diálogo continua. O sofrimento é meu companheiro, mas não o 
único. Quando minhas feridas estão abertas debaixo do sol, Deus 
lembra-me que as de Cristo também estavam. Eu não sofro só e 
nunca sofrerei. Sua morte foi Solidão para que a minha não fosse. 
Quando Deus pergunta “onde estava você?”, ele também responde 
“Eu estava na Cruz”.
Soberano e Bondoso Deus, rico em misericórdia, perdoa-nos 
por todas as vezes que duvidamos de teu amor. Restaura 
118 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
nossos corações cansados, Pai. Molda-nos em teus cami-
nhos, conforme tua sempre perfeita e agradável vontade. 
Que a Cruz de Cristo seja constante consolo e bálsamo para 
nossas feridas nesta terra. Assim nós oramos, no poderoso 
nome de Jesus. Amém.
119O CANDEEIRO 
O PECADO QUE NOS LEMBRA 
DE NOSSO SALVADOR
Ricardo Teixeira Murtada
Membro da Igreja Batista da Palavra, São Paulo, SP, Brasil.
Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de 
Deus. (Romanos 3:23)
Quando cristãos param em seu momento devocional buscam 
muitas vezes esperança, conforto ou a intervenção de Deus em 
problemas que assolam suas vidas. Mas parece que poucas vezes 
se reflete sobre a corrupção de nossa natureza ou sobre o pecado 
que habita em cada ser humano em cada lugar desse mundo. O 
Apóstolo Paulo, quando escreve a carta direcionada às igrejas de 
Roma, começa a apresentar o evangelho demonstrando que tanto 
judeus como gentios pecaram, estavam na mesma condição de 
uma natureza corrompida e em inimizade com Deus. É necessário 
que essa condição seja confrontada na prática de reflexão cristã e 
encarando de forma séria a natureza humana corrompida à luz das 
Escrituras, pois é o pecado que habita em todo ser humano que 
leva à necessidade de um Salvador. É através do reconhecimento 
da natureza corrompida que se percebe que a obra de Jesus é pura 
Graça derramada em nós. E, sim, graça com “G” maiúsculo, porque 
só Deus na obra de Jesus pode concedê-la. Refletir sobre a natu-
reza pecaminosa é reconhecer a impossibilidade do ser humano 
de salvar a si mesmo. É o reconhecimento de que não se encontra 
em nenhum lugar deste mundo, nem em nenhuma jornada de 
120 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
autoconhecimento algo que poderia remover ou modificar tal 
natureza. E é justamente isso que ensina o Apóstolo Paulo, a justiça 
de Deus é agora manifestada em Cristo que concede àquele que 
tem fé em Jesus gratuitamente sua graça justificando e redimindo 
dos pecados. Que possamos refletir sobre o pecado, mas não em 
um desespero sem nenhuma esperança, mas antes reconhecendo 
como é abundante essa Graça de Deus que salvou pecadores que 
não mereciam seu tamanho amor, misericórdia e perdão. Que 
refletir sobre o pecado nos faça encarar de forma séria esse amor 
divino que tanto nos cerca. 
Senhor Deus louvado seja o seu nome e engrandecido seja 
o Senhor pela obra de Jesus Cristo em mim. Que teu Santo 
Espírito me mantenha firme em sua graça livrando-me do 
pecado e que eu possa reconhecer sua abundante graça 
diariamente. Em nome de Jesus. Amém.
121O CANDEEIRO 
RICO PARA COM DEUS
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a 
tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 
(Lucas 12:20)
Na atmosfera carregada de expectativa, um homem se aproxi-
ma de Jesus, ansioso para que Ele intervenha em uma disputa de 
herança. Contudo, o Mestre, em sua sabedoria divina, transforma 
esse episódio aparentemente mundano em uma profunda lição 
espiritual sobre as prioridades da vida. Jesus, ao abordar a busca 
desenfreada por riquezas materiais, desvela uma verdadetrans-
cendental. A vida, adverte Ele, não é medida pelo acúmulo de 
posses, mas por algo infinitamente mais valioso. A parábola que 
se desdobra revela um homem que, enredado na teia da avareza, 
direciona seu foco exclusivamente para o aumento de sua riqueza 
e o desfrute de uma existência confortável. É notável que Jesus não 
se rebaixa a resolver disputas financeiras. Sua missão transcende 
as preocupações terrenas, guiando-nos em direção à verdadeira 
fonte de significado e segurança. O homem da parábola, obcecado 
com seus próprios planos e prazeres, é chamado de “insensato”. 
Num átimo, sua vida é requerida, e ele percebe tarde demais a 
efemeridade de suas conquistas terrenas. Num mundo que muitas 
vezes nos seduz com a promessa de riquezas e conforto, somos 
convocados a ser vigilantes contra a ganância que ameaça desviar-
122 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
-nos dos desígnios divinos. A lição essencial é clara: priorizar 
Deus acima de todas as coisas e resistir à ânsia desenfreada por 
riquezas materiais. No reino de Deus, a abordagem à riqueza e à 
pobreza é revolucionária. Não se trata apenas de posses materiais, 
mas da riqueza espiritual que transcende as limitações terrenas. A 
conclusão da parábola destaca a verdadeira riqueza, que não está 
nas posses materiais, mas em ser “rico para com Deus”. Isso im-
plica em investir nas coisas do Reino, em amar e servir aos outros, 
em cultivar um relacionamento íntimo com Deus. Essa riqueza 
espiritual é duradoura e eterna. Que essa passagem nos inspire a 
buscar um equilíbrio saudável entre as responsabilidades materiais 
e a verdadeira riqueza espiritual, reconhecendo que nossa vida 
encontra significado e plenitude em uma relação viva com Deus 
e no serviço ao próximo.
Senhor, reconhecemos a urgência de direcionar nossos cora-
ções para as prioridades eternas. Conceda-nos a sabedoria 
para discernir a verdadeira fonte de significado e seguran-
ça, afastando-nos da avareza e da busca desenfreada por 
riquezas materiais. Ajude-nos a colocar-te em primeiro lugar 
em nossas vidas, reconhecendo que a verdadeira riqueza 
reside em amar e servir o próximo. Guarda nossos corações 
contra a ganância que nos afasta de Teus propósitos. Que a 
promessa de um futuro eterno contigo seja a nossa âncora 
de esperança, capacitando-nos a enfrentar os desafios com 
fé e confiança. Amém.
123O CANDEEIRO 
MEU CONSOLO É SER 
ENTENDIDO PELO SENHOR
Keire do Carmo Morais Cedro
Membro da Primeira Igreja Batista, Feira de Santana, BA, Brasil.
A palavra ainda nem chegou à minha língua, e Tu, 
Senhor, já a conheces toda. (Salmos 139:4)
Existe numa das linhas da psicoterapia um conceito de que 
depois dos quarenta começamos a viver a melhor fase da nossa 
vida porque conhecemos mais a nós mesmos. Trata-se da fase de 
colheita. Aos vinte começamos a plantar, mas cometemos muitos 
erros; aos trinta, seguimos plantando, mas agora corrigindo os 
erros cometidos anteriormente; então chegam os quarenta e tudo 
o que plantamos em experiências e autoconhecimento começa a 
dar frutos. Mesmo não podendo precisar a idade de Davi ao es-
crever esse salmo, uma coisa é muito precisa: seu relacionamento 
maduro com Deus parte do fundamento de que o Senhor é quem 
o conhece e não ele mesmo. Por isso, o tom do salmo é levemente 
melancólico, e especialmente nos momentos de tristeza, quando 
nossa razão está bastante ofuscada pela dor, é essencial ao cristão 
lembrar que Deus não muda, nem se surpreende, nem se decep-
ciona. É essencial respondermos nossos próprios questionamentos 
internos com essa verdade. Ele conhece as necessidades do nosso 
coração para além das emoções. Deus observa tudo o que fazemos, 
tudo que vivemos e faz isso no auge de sua natureza divinamente 
virtuosa. Ele sabe se estamos necessitando de mais fé ou de mais 
124 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
força, mesmo que não tenhamos autoconhecimento o suficiente 
para admitir isso. Nós podemos nos equivocar em pensamentos, 
mas Deus nunca se equivoca. Ele conhece as palavras do nosso 
coração antes mesmo que nossa mente as formule. Tudo isso é o 
argumento do salmista para ressaltar que em seu relacionamento 
com Deus, ele [Davi] não é o protagonista. Que esse seja o nosso 
consolo. Graças a Deus por Jesus Cristo, com quem nos relacio-
namos com base na sua perfeição, apesar da nossa imperfeição.
Senhor, louvado seja o seu Nome, porque Tu és imutável. 
Louvado seja, porque nosso relacionamento independe da 
minha perfeição, já que ainda peco contra Ti. Mas, por causa 
de Cristo, eu não sou consumido e sim consolado. Em nome 
de Jesus, amém.
125O CANDEEIRO 
MISERICÓRDIA E 
CONHECIMENTO DE DEUS
Vitor Germano da Silva Oliveira
Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sapucaia do Sul, RS, Brasil.
Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e 
o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. 
(Oseias 6:6)
Muitas pessoas acreditam que podem quitar suas dívidas e 
ofensas para com Deus por meio de sacrifícios pessoais. Esse 
comportamento remonta aos tempos do profeta Oseias, quan-
do o povo estava habituado a entregar o dízimo, fazer ofertas e 
oferecer animais em sacrifício como forma de expiação por seus 
pecados. Acreditavam que ao realizar tais rituais tudo estava re-
solvido, permitindo-lhes retornar às suas práticas pecaminosas 
sem preocupações. Infelizmente, não compreendiam a verdadeira 
exigência de Deus: a misericórdia. O povo negligenciava o exercício 
da misericórdia, preferindo a prática de sacrifícios. Hoje, muitos 
cristãos também seguem essa abordagem, sacrificando em jejum, 
ofertas, orações e penitências na esperança de apaziguar a ira di-
vina por seus pecados. Entretanto, sabemos que nossos pecados 
foram redimidos por Cristo na Cruz do Calvário, não necessitando 
de mais sacrifícios. O Senhor agora nos pede que pratiquemos o 
amor, ou seja, exercitemos a misericórdia. Ele deseja que tenhamos 
compaixão pelos perdidos e que sejamos solidários, dedicando 
nosso tempo para ajudar e socorrer os aflitos. O que Deus busca 
126 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
é um espírito de misericórdia, uma religião vivida na prática. O 
apóstolo Tiago descreve isso ao afirmar: “A religião pura e ima-
culada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas 
em suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 
1:27). Deus utilizou sacrifícios e holocaustos como símbolos de 
Sua graça e misericórdia até que o sacrifício perfeito, nosso Senhor 
Jesus Cristo, viesse. Por meio de Cristo temos acesso à misericór-
dia divina, encontramos a graça de Deus e podemos conhecer ao 
Senhor. O conhecimento de Deus por meio da revelação em Cristo 
capacita-nos a exercer a misericórdia, o amor e a justiça que Deus 
requer de Seus servos.
Santo Deus, te engrandecemos por tua graça, teu perdão e 
o sacrifício puro e imaculado de Cristo Jesus que nos redimiu. 
Capacita-nos a exercer a misericórdia, o amor e a justiça que 
o Senhor requer de Seus servos. Em nome de Jesus, amém.
127O CANDEEIRO 
O CONHECER A DEUS
Marcelo de Souza Rosário
Presbítero na Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de tu pai e 
serve-o com um coração perfeito e com uma alma volun-
tária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações e 
entende todas as todas as imaginações dos pensamentos; 
se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, 
rejeitar-te-á para sempre. Olha, pois, agora, porque 
o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o 
santuário; esforça-te e faze a obra. (1 Crônicas 28:9-10)
A vida do renomado rei e compositor de salmos, Davi, aproxi-
ma-se do seu fim. Este homem de fé, líder, guerreiro e profeta (At 
2:30) reúne os príncipes de Israel para uma exortação de caráter 
transcendental. Seu discurso culmina ao se dirigir a seu filho Sa-
lomão de forma solene e direta, com palavras que transcendem o 
tempo e ecoam em nosso coração. Davi, consciente da essencial 
ligação com o divino,inicia sua exortação com uma instrução 
crucial: “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus do teu pai...” 
Este “conhecer” vai além da compreensão superficial; é um convite 
para explorar, entender, perceber e relacionar-se intimamente com 
o Criador. A sequência do conselho divinamente inspirado pros-
segue, enfatizando a ligação intrínseca entre o conhecimento e o 
serviço a Deus. Davi, ao orientar Salomão, destaca que o Senhor 
o escolheu para edificar o santuário. Portanto, o serviço a Deus 
128 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
é uma resposta ao chamado divino, uma moldagem de nossas 
vidas para adequar-se ao propósito superior. A distinção entre 
os chamados e os escolhidos reside na resposta afirmativa destes 
últimos à convocação divina. Cada indivíduo convocado por Deus 
deve empreender o esforço consciente para conhecê-Lo, servi-lo e 
compreender que foi escolhido para uma obra específica. O esforço 
aqui envolve dedicação, moldagem e ajuste à vontade divina. Este 
chamado à devoção não é apenas um ato de servir mecanicamen-
te, mas um convite para conhecer a Deus de maneira contínua, 
alimentando uma relação que transcende a superficialidade. Ao 
empregar nosso esforço em direção a essa busca, encontramos uma 
promessa divina: “se o buscares, será achado de ti” (1 Cr 28:9). 
Em nossa jornada diária, o Senhor aguarda ansiosamente que nos 
empenhemos em conhecê-Lo melhor. Ao priorizarmos essa busca, 
experimentamos a revelação divina em nossa vida, afinal, quando 
nos dispomos a conhecê-lo, Ele se dispõe para se revelar a nós. 
Assim, alinhar nosso coração ao d’Ele não apenas torna nossos 
dias mais leves, mas confere-nos um propósito mais profundo, 
pois nascemos para Ele e conhecê-lo nos levará de volta a Ele. 
Que esta reflexão nos inspire a prosseguir na jornada da devoção, 
conhecendo a Deus, servindo-o com dedicação e compreendendo 
a honra de ser escolhido por Ele. Que cada esforço empregado seja 
um testemunho vivo de nossa resposta afirmativa ao chamado 
divino. Em esperança, aguardamos o cumprimento da obra que 
Ele começou em nós.
Ó Deus, que possamos, com corações sinceros, responder 
ao Teu chamado, buscando conhecer-Te e servir-Te com de-
dicação. Que nossa vida seja um testemunho da Tua graça, 
revelando Tua vontade sobre nós. Amém.
129O CANDEEIRO 
TRABALHANDO PARA 
A GLÓRIA DE DEUS
Danilo Zanon dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, Santo André, SP, Brasil.
Ela (Rute) se foi, chegou ao campo e apanhava espigas 
atrás dos ceifeiros. Por casualidade entrou na parte 
do campo que pertencia a Boaz, que era da família de 
Elimeleque. (Rute 2:3)
Uma das coisas que às vezes aprendemos (e errado) é separar 
nossa vida em ‘caixinhas’. Então no final de semana ou em cultos 
específicos, enquanto estamos na igreja, estamos ‘fazendo a obra’. 
Essa é a ‘caixinha’ cristã. Aí temos as ‘caixinhas’ casa, trabalho, 
descanso etc. Afinal, quantas vezes ouvimos testemunhos de 
pessoas que falam: ‘fulano de tal é tão bom na igreja, mas no 
trabalho...’ Aprendemos a viver assim. Mas na verdade Cristo 
nos chama a viver uma nova vida, independente da área, dia da 
semana e condição que estamos vivendo. Nesse texto, Rute (uma 
estrangeira), que acompanha sua sogra Noemi quando ela retorna 
para sua terra depois de muita fome e dificuldades (elas são viú-
vas agora), está em um campo caçando espigas e chega às terras 
de um fazendeiro poderoso e rico chamado Boaz. Pode parecer 
algo simples ela apanhar espigas que ficaram no chão, mas veja o 
detalhe: o capítulo 1 do livro fala de um grande período de fome e 
pobreza. No capítulo 2, a situação está melhor, sim, mas um grande 
empresário ou fazendeiro, em circunstâncias normais e aceitáveis, 
130 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
não deixaria as espigas que caem para os que não tem condições. 
Ele visaria o lucro... E até não tem nada de errado com isso, mas 
o detalhe é que isso era um mandamento expressado em Levítico 
19:9-10. O que Boaz está fazendo aqui é cumprir o mandamen-
to. O cumprimento da vontade do Senhor é maior em sua vida, 
mesmo que ele precisasse e fosse aceitável ele maximizar lucros 
depois de uma época de eventuais prejuízos. Ele usa seu trabalho 
e diminui sua margem de lucro para cumprir a vontade de Deus 
e ajudar quem necessitava. E o que ele ganha: não só abençoa a 
vida de Rute, mas ele torna-se bisavô de Davi, e consequentemente 
faz parte da genealogia do nosso Salvador Jesus Cristo. Que o seu 
trabalho, independentemente das circunstâncias expresse a von-
tade e os preceitos do Pai! Não somos chamados a ser diferentes 
apenas na igreja ou nos cultos, mas sim a viver uma vida em total 
obediência a Ele.
Obrigado Senhor por sua palavra e seu ensino. Obrigado por 
tua graça e amor que nos sustenta e nos guia. Queremos ser 
movidos pela tua vontade. Que sejamos chamados cristãos 
não porque vamos à igreja, mas porque seguimos sua von-
tade em cada esfera de nossas vidas! Constantemente nos 
ensine e nos molde a viver como Tu queres. Obrigado, Pai. 
131O CANDEEIRO 
A ESPERANÇA EM TEMPOS 
TURBULENTOS
Paulo Medeiro
Membro da Igreja Assembleia de Deus de Águas Claras, Brasília, DF, Brasil.
Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e 
o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado 
Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, 
Príncipe da Paz. (Isaías 9:6)
Nessas palavras encontramos um raio de esperança que trans-
cende as adversidades do mundo. Em um cenário onde as guerras 
assolam nações e a violência ceifa a inocência, a promessa do 
“Príncipe da Paz” ressoa mais do que nunca. A dor causada pela 
violência é uma ferida aberta na alma da humanidade. No entanto, 
Isaías, o profeta que escreveu o texto acima, oferece um vislumbre 
de esperança ao nos apresentar o título de Jesus como o VERDA-
DEIRO “Príncipe da Paz”. Este título não é apenas uma promessa, 
mas uma indicação de uma liderança divina que traz consigo a 
capacidade de transformar o caos em ordem e a escuridão em luz. 
Os discípulos de Jesus, durante o Seu ministério, perguntaram: 
“Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” 
(Mt 8:23-27), se os discípulos de Jesus tinham dúvidas sobre quem 
era aquele homem, imagine nós! Você realmente sabe quem é 
Jesus? Reconhecer o Príncipe da Paz implica em passar por uma 
profunda transformação, interna e externa. Em um mundo onde o 
ódio muitas vezes prevalece, a luz da paz que Jesus oferece é uma 
132 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
bússola moral, apontando para um caminho de perdão, compaixão 
e amor. O desafio para a humanidade é internalizar essa mensagem 
e refleti-la em suas ações diárias, e o nosso desafio é levá-la a este 
mundo secularizado. Celebremos o “aniversário” do verdadeiro 
homem que trouxe a Paz e Amor para o mundo caótico. Se você 
não sabe quem é Jesus, busque conhecê-lo.
Amado Pai Celestial, diante de Tua majestade, nos ache-
gamos com gratidão e reverência. SENHOR, em meio às 
sombras deste mundo, reconhecemos Jesus como o Príncipe 
da Paz, o Conselheiro, o Deus Poderoso e o Pai Eterno. Agra-
decemos a luz que Ele trouxe ao mundo, dissipando as trevas 
e nos conduzindo ao caminho da redenção. Que a verdade 
do Seu governo e da Sua paz esteja enraizada em nossos 
corações, e que, a cada desafio, possamos nos lembrar da 
Sua autoridade soberana sobre todas as coisas. Que a Sua 
sabedoria nos guie, Sua força nos sustente e Sua paz nos 
console. SENHOR, em um mundo muitas vezes atribulado, 
clamamos por Sua paz que transcende todo entendimento. 
Que a presença de Jesus em nossas vidas seja a fonte de 
alegria, esperança e reconciliação, e que Sua luz brilhe in-
tensamente em meio às circunstâncias sombrias, revelando 
o Seu amor redentor. Agradecemos a promessa cumprida 
em Jesus, o Emanuel, Deus conosco. Que em nossa jornada 
diária, possamos compartilhar esse presente maravilhoso 
com o mundo, proclamando a grandeza do Seu amor e a 
chegada do Reino que jamais terá fim.Em nome de Jesus, o 
Príncipe da Paz, oramos. Amém.
133O CANDEEIRO 
EIS QUE FAÇO NOVAS 
TODAS AS COISAS 
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que 
faço novas todas as coisas. (Apocalipse 21:5a)
Apocalipse 21:5 é parte da visão que o apóstolo João teve acerca 
do novo céu e da nova terra, conforme descrito no livro do Apo-
calipse. Nesse contexto, João presencia o Eterno, Aquele que está 
assentado sobre o trono, declarando: “Eis que faço novas todas 
as coisas”. Essa declaração é uma expressão divina de soberania 
sobre a criação e a História. Deus, como o criador e sustentador 
de todas as coisas, revela Seu poder e autoridade ao afirmar que 
Ele está prestes a realizar uma renovação completa e transforma-
dora em todo o cosmos. À medida que nos aproximamos do novo 
ano, reflexões sobre o encerramento de um ciclo e a expectativa 
de um novo começo ocupam nossa mente. Nessa contemplação, 
o versículo de Apocalipse 21:5 retine como um címbalo, ecoando 
em nosso íntimo que Deus é o Autor Supremo, conduzindo com 
propósito divino cada capítulo de nossas vidas. É na perspectiva 
do ano vindouro que a promessa divina se destaca de maneira 
resplandecente: Deus faz novas todas as coisas. Cristo emerge 
como o protagonista dessa promessa, o redentor que restaura e 
o renovador que transforma. Sua obra na cruz não apenas nos 
assegura um novo ano, mas diariamente oferece-nos uma nova 
134 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
oportunidade de nos aproximarmos Dele. Ao refletirmos sobre 
esse versículo, somos instigados a olhar com gratidão pelo ano 
que passou e esperança pelo ano que se inicia. Que neste novo 
ano, percebamos que Deus não apenas renova o calendário, mas 
efetua uma profunda transformação em nossas vidas, a qual não 
está ancorada em nossos méritos, mas na graça abundante que 
emana de Cristo. Ele é o artífice divino, o arquiteto perfeito, que 
molda nossos destinos com sabedoria e amor. Assim, a esperança 
cristã enraíza-se na certeza de que, em Suas mãos, podemos con-
fiar plenamente para encarar o próximo ano com fé e confiança. 
Prossigamos, com expectativa, que em meio às incertezas e desafios 
da vida diária, possamos experimentar a contínua renovação de 
Deus. Que Sua graça nos guie, Sua presença nos fortaleça e Sua 
paz nos sustente.
Deus, agradecemos por todas as bênçãos e desafios do ano 
que passou. À medida que nos aproximamos do novo ano, 
confiamos em Sua promessa de fazer tudo novo. Conceda-
-nos sabedoria, coragem e fé para prosseguir em Sua graça. 
Que possamos experimentar a plenitude de Sua renovação 
em cada área de nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.
135O CANDEEIRO 
ESPERANÇA NO DESESPERO
Francisco Haroldo de Sousa
Evangelista da Igreja Assembleia de Deus Ministério Canaã, Fortaleza, CE, Brasil.
Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. 
(Lamentações 3:21)
 
O profeta Jeremias encontrava-se diante da maior assolação que 
sua vida pôde experimentar. Mas ele não focou nas circunstâncias 
e decidiu que colocaria seus pensamentos no que lhe pudesse 
produzir esperança. Nos dias difíceis da vida somos tentados a 
“descansar” e nos acomodarmos com a enorme circunstância 
que foge ao nosso controle momentâneo e aceitarmos a derrota. 
Isso porque nos baseamos no fracasso de outros em circunstân-
cias semelhantes, ou simplesmente não temos motivação para o 
enfrentamento e desanimamos, desesperamos mesmo. Porém, 
a receita de Deus para tais momentos é: “Seja firme e corajoso, 
foque no que lhe possa suscitar forças, ainda que seja um tênue 
raio de esperança, pois prometi estar sempre contigo. Eu sou a 
tua esperança e posso fazer até das trevas um dia radiante”. Tam-
bém, Tiago, o irmão do Senhor, nos anima em meio às provações: 
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por 
várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez 
confirmada, produz perseverança (Tg 1:2-3). Em meio à sequidão 
e ao caos Deus sempre tem algo lindo para nos suscitar forças e 
esperança. Também a mensagem do céu e a sua graça em Cristo 
estão com você agora, neste momento, a fim de lhe possibilitar 
136 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
levantar-se, soltar as amarras dessas circunstâncias e seguir para 
a vitória certa em Deus que, ao seu tempo, sempre socorre a quem 
nele espera. Despreze o que lhe pode manter para baixo. Foque 
nos lindos valores divinos, como a misericórdia, justiça, retidão 
e santidade, e, então, sua força renascerá. Cultive, e muito, o que 
lhe traz esperança e Jesus iluminará seus passos e irá adiante de ti 
para garantir o rumo certo. Fé, Esperança e Amor nunca falham!
Pai Eterno, Senhor de todas as batalhas, eis-nos perante 
ti com uma firme esperança de jamais desfaleceremos nas 
lutas e provações. Ao contrário, Senhor, sempre seremos 
mais que vencedores porque a tua graça nos alcançou e, 
nela, somos fortalecidos. Obrigado por estar sempre conosco 
e por toda a tua fidelidade. Amém.
137O CANDEEIRO 
ROMPENDO EM FÉ
Miquéias Amorim Santos Silva
Membro da Igreja Batista Vida e Paz, Itabuna, Ba, Brasil.
E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a 
tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta 
vez faça a prova com o velo; rogo-te que só o velo fique 
seco, e em toda a terra haja o orvalho. (Juízes 6:39)
Deus demonstra constantemente a Sua imensa fidelidade para 
conosco. A Bíblia testemunha inúmeras vezes sobre este aspecto 
de Seu caráter. Em Salmos 36:5, está escrito que “O teu amor, 
Senhor, chega até os céus; a tua fidelidade até as nuvens”. Aqui, 
afirma-se que o amor e a fidelidade de Deus alcançam os céus. 
Em Salmos 89:8, é dito: “Ó Senhor, Deus dos Exércitos, quem é 
semelhante a ti? És poderoso, Senhor, envolto em tua fidelida-
de”. Esta passagem destaca que a fidelidade é uma característica 
constante de Deus, essencial à Sua natureza. A imutabilidade de 
Deus, um de Seus atributos incomunicáveis, é o motivo pelo qual 
podemos confiar em Suas promessas e nos demais aspectos de Seu 
caráter. Deuteronômio 7:9 reitera a fidelidade de Deus e assegura 
Sua aliança e misericórdia eternas para com aqueles que O amam. 
Mesmo cientes da fidelidade do Senhor, muitas vezes exigimos 
sinais de que Ele cumprirá o prometido, como ilustra a história 
de Gideão em Juízes 6:36-40 e de muitos outros (Gn 15:8; 2 Rs 
20:8-11). Essas narrativas evidenciam a nossa incredulidade em 
relação ao poder e à fidelidade de Deus. Em vez de confiarmos 
138 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
na palavra que Deus proferiu sobre nós, frequentemente O testa-
mos. A misericórdia do Senhor é tão vasta que Ele, confrontando 
nossa incredulidade, convida-nos a testá-Lo, como em Malaquias 
3:10. Esse convite pode ser uma maneira de, pouco a pouco, for-
talecermos nossa fé até que alcancemos uma compreensão mais 
profunda de quem Ele é, baseando-nos em Suas palavras e não 
em resultados visíveis. “Sendo assim, fixamos nossos olhos, não 
naquilo que se pode enxergar, mas nos elementos que não são 
vistos; pois os visíveis são temporais, ao passo que os que não se 
veem são eternos” (2 Co 4:18).
Senhor, que a partir de hoje possamos fixar nossos olhos, não 
naquilo que vemos, mas, naquilo que cremos por meio da Sua 
palavra. Queremos alcançar a plenitude da fé e da confiança 
em ti, ajuda-nos com nossa incredulidade. Obrigado por tua 
fidelidade e paciência. Em nome de Jesus, amém.
139O CANDEEIRO 
TU ÉS O DEUS QUE ME VÊ
Jônatas Abreu
Membro da Igreja Presbiteriana do Jardim, Campina Grande, PB. Brasil.
Levante se, erga o menino e tome o pela mão, porque 
dele farei uma grande nação. Então, Deus lhe abriu os 
olhos, e ela viu um poço de água. Foi até lá, encheu de 
água a vasilha e deu de beber ao menino. Deus estava 
com o menino. (Gênesis 21:18-20)
Quando você se encontra envolvido em uma situação de peri-
go ou desgaste, seja por sua própria ação ou pela ação de outraspessoas, como você reage? Ao revelar os caminhos e labirintos da 
alma humana na história de salvação, o livro de Gênesis relata a 
história de Hagar, a escrava egípcia de Sara, que, envolvida em 
uma trama para adiantar os planos de Deus, acabou em uma 
situação delicada junto ao seu filho, Ismael, também filho de 
Abraão. No processo de espera pela promessa, não é impossível 
que dúvidas tenham assaltado os corações de Sara e Abraão. Com 
um pouco de atenção às histórias, percebemos que as escrituras 
não nos autorizam a pensar que eles nunca pecaram pela falta 
de fé e pelos temores naturais. Pelo contrário, com graça sobre 
graça, Deus respondia e tratava com o Seu amigo e sua família. E 
nisso podemos observar que o trato de Deus para com os Seus é 
de um pai amoroso e gracioso. Contudo, houve um momento em 
que, aparentemente, Sara e Abraão, por suas próprias ações, quase 
arruinaram tudo e trariam sobre si a vergonha do abandono para 
140 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
sua própria casa. Isaque já havia nascido; embora fosse filho da 
promessa, era o segundo de Abraão. As tensões entre os membros 
dessa “família disfuncional” haviam crescido a ponto de Sara dese-
jar profundamente que Hagar e seu filho fossem expulsos de casa 
pelo marido, que se recusou até o momento em que Deus mesmo 
tratou com ele. Deve ter sido extremamente desconfortável para 
essa família sofrer as consequências do pecado de Sara e Abraão, 
não apenas do ponto de vista do arranjo familiar, mas também em 
relação ao direito à bênção da primogenitura. Sem mencionar o 
desconforto causado pelo “enviesamento” da promessa tratado nas 
disputas entre irmãos e mães. Entretanto, Deus não promete sem 
poder cumprir. A promessa da descendência estava mantida, e por 
Sua graça, Ele mesmo, na adversidade do “banimento” de Ismael, 
providenciou salvação e reparação para ele e sua mãe, uma vez 
vítimas, mas também algozes, na história da Salvação. Em um dos 
episódios mais dramáticos da Bíblia, no meio do deserto de Ber-
seba, para onde haviam sido expulsos, a água e a comida acabam 
para ambos, Hagar e Ismael. Sem ter muito a fazer além de esperar 
a morte, ela põe seu filho debaixo de uma árvore e, chorando ao 
observá-lo de longe, diz: “Que eu não o veja morrer”. Não apenas 
a morte, mas um fim indigno e sem sentido de desterrado, bas-
tardo que aparentemente nunca pediu para ocupar essa ou outra 
posição. E se esse era o desfecho mais provável, Deus subverteu 
mais uma vez a lógica do pecado com graça e misericórdia. Deus 
não apenas os salvou da morte ao ouvir seu choro e providenciar 
um pouco de água, mas estava com eles. Deus os viu, os acolheu 
e estava com eles. A promessa de fazer de Ismael uma grande 
nação não foi apenas cumprida posteriormente, mas o próprio 
Deus viu a aflição dos Seus amados. Ele os resgatou da morte 
com água e os fez viver novamente, com honra e dignidade. As 
escrituras declaram que Ele os viu. E em Cristo, Ele nos viu e vê, 
e assim como a Hagar e Ismael, não nos abandona à própria sorte; 
providencia salvação a partir de Si mesmo. Ele providencia meios 
141O CANDEEIRO 
para a redenção dos Seus. A graça e a misericórdia prometidas a 
Abraão foram estendidas a Hagar; a promessa de ser uma grande 
nação também a Ismael. E a nós, herdarmos em Cristo a bênção da 
salvação e habitar com Ele eternamente. Ele é o Deus que nos vê!
Te agradeço, Senhor, porque mesmo nos maiores desafios e 
decepções da vida, o Senhor não nos esquece, nos vê e nos 
providencia Salvação. Tu és o Deus que nos vê!
142 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
O DEUS QUE RESTAURA
Vinícius de Souza Munhoz
Seminarista da Igreja Presbiteriana de Mirassol, Mirassol, SP, Brasil.
Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi 
como um sonho. Então a nossa boca encheu-se de riso, 
e a nossa língua de cantos de alegria. Até nas outras 
nações se dizia: “O Senhor fez coisas grandiosas por este 
povo”. Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por 
isso estamos alegres. (Salmos 126:1-3)
Você já viveu como se estivesse só neste mundo? Parece que 
tudo está no automático e estamos à deriva em um oceano sem 
um porto seguro. A nossa volta existe inúmeras situações adversas 
e nos sentimos sem força e esperança. Esse é o retrato de muitos 
crentes. Vivem como se Deus não estivesse intervindo na história, 
sustentando e restaurando a sorte dos seus. O salmo 126 apresenta 
um Deus que realizou grandes feitos na história do seu povo (v. 
1-3), que faz grandes coisas (v. 4) e que fará grandes coisas (v. 5,6). 
O salmo usa a figura do agricultor que semeia em uma terra árida 
e sem vida, terra que exala morte, mas se lembra que aquele que 
traz vida ao Neguebe, a terra mais árida de Israel é o Deus que 
restaura a sorte do seu povo. O agricultor lança as sementes que 
são alimento para sua família em uma terra seca, seu rosto está 
cheio de lagrimas, pois está tirando o pão da boca de seus filhos, 
mas a esperança repousa na certeza de que o Deus restaurador o 
está sustentando em uma terra árida, assim como Deus fez com 
143O CANDEEIRO 
Isaque em Gênesis 26.12, fazendo com que ele colhesse com grande 
fartura em uma terra repleta de adversários e em um solo repleto 
de aridez e morte. Deus restaura a sorte dos seus, fazendo com 
que desertos sejam férteis, cativos sejam libertos e os feitos do 
Senhor sejam lembrados e exaltados pelos séculos. O salmo 126 
é um convite a confiarmos e esperarmos no Deus que restaura. 
Deus não está alheio à sua história. Confiemos em sua obra em 
meio às adversidades da vida. 
Senhor, somos lembrados por este salmo que não estamos 
só. O Senhor é o Deus que nos sustenta e restaura a nossa 
sorte. Pai querido, conduza-nos e continue nos sustentando 
em meio a um mundo tão adverso, em meio a uma peregri-
nação tão árdua, nos lembrando que o nosso Redentor vive. 
Abençoa seus filhos que carecem de restauração. Em Nome 
de Jesus. Amém.
ESPECIAL: 
CALENDÁRIO 
LITÚRGICO
145O CANDEEIRO 
EMANUEL, DEUS CONOSCO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a 
sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de 
graça e de verdade. (João 1:14)
Jesus veio ao mundo de maneira humilde, sem ostentação ou 
luxo. Renunciou Sua glória junto ao Pai para compartilhar a nossa 
humanidade. No dia de Seu nascimento não houve uma recepção 
grandiosa, e nenhuma autoridade civil, política ou religiosa este-
ve presente para cumprimentá-lo. Se não fosse pelos pastores de 
ovelhas, Sua chegada teria passado despercebida. E se não fosse 
por um grupo de observadores de estrelas, não haveria presentes. 
O nascimento de Jesus é mais do que um evento histórico, é a 
encarnação do próprio Deus. Emanuel, que significa “Deus co-
nosco”, personifica o amor divino manifestado na forma humana. 
O Verbo, que existia desde o princípio, escolheu habitar entre a 
humanidade, envolvendo-se nas fragilidades da vida terrena para 
ser o Emanuel, o Deus conosco. A vinda de Jesus representa o 
início da história da redenção divina, a promessa cumprida de 
que Deus está conosco em todos os momentos. Ao contemplar-
mos o Natal somos convidados a mergulhar na profundidade do 
amor de Jesus; Ele não apenas se aproximou de nós, mas viveu 
entre nós; Ele não apenas olhou para nós do alto, mas veio para 
estar ao nosso lado. Sua presença terrena é o emblema do amor 
146 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
redentor que busca restaurar a comunhão perdida; seu propósito 
transcende o berço em Belém, Ele nasceu para estar conosco 
em cada passo, em cada alegria e desafio. Para nós, cristãos, o 
Natal nos faz lembrar que Jesus nasceu, Ele não encontrou lugar 
nas pousadas de Belém, mas deseja encontrar lugar em nossos 
corações. O Natal é a celebração da chegada do Salvador que, 
sendo totalmente divino, escolheu tornar-se totalmente humano 
para reconciliar a humanidade consigo mesma.É a revelação da 
glória divina envolta em humildade, graça e verdade, oferecendo 
a todos nós a oportunidade de experimentar a redenção e a vida 
abundante que só Ele pode proporcionar. Que a realidade do amor 
encarnado nos inspire a viver com gratidão, sabendo que, assim 
como Ele veio, Ele está presente em nossas vidas hoje e continua 
a nos oferecer amor, graça e salvação.
Amado Deus, fixamos nossa esperança na promessa contida 
em Emanuel. Nossa alegria suprema reside na presença do 
Verbo entre nós. Que a realidade do amor de Jesus encha 
nossos corações de esperança, nos guie para um futuro an-
corado no amor e na graça divina e nos lembre da constância 
de Sua presença hoje e sempre. Amém.
147O CANDEEIRO 
O BEBÊ QUE ABALOU O MUNDO
Rilson Joás Guedes Bezerra dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Tracunhaém, PE, Brasil.
E o anjo lhes disse: “Não temais, porque eis aqui vos 
trago novas de grande alegria, que será para todo o 
povo”. (Lucas 2:10)
Em 1914, o mundo enfrentava o maior confronto de sua história 
até aquele momento, posteriormente conhecido como a Primeira 
Guerra Mundial. Entretanto, chegando o dia do Natal, algo ines-
perado aconteceu. Os soldados da Tríplice Entente, formada por 
ingleses, russos e franceses, escutaram um som vindo do outro lado 
da chamada ‘terra de ninguém’ que imediatamente reconheceram. 
Eles ouviram um soldado alemão que havia começado a cantar 
“Noite de paz, Noite de amor” em sua língua natal. E em resposta, 
seus inimigos de guerra (mas irmãos por Criação) passaram a 
acompanhar a melodia, cada um em seu idioma. E logo a batalha 
simplesmente deixou de ser a única opção. Esse foi o início do 
episódio que ficou conhecido como ‘A trégua de Natal’. Os dois 
lados do conflito trocaram presentes, medicamentos, comidas e 
canções durante todo o feriado, que terminou sendo o último 
suspiro de esperança no conflito. Infelizmente, o alto comando de 
guerra, quando soube do ocorrido, reiniciou os esforços bélicos no 
dia 26. Mas o episódio ficou marcado na memória dos soldados 
e na história das guerras. Os combatentes, apesar de adversários, 
baixaram as armas sob um canto que anunciava Aquele veio ao 
148 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
mundo para trazer reconciliação. Seus corações não cantavam 
os reis ou imperadores da época, mas o Rei dos reis que nasceu 
humildemente numa manjedoura na Galileia. Aquele que dividiu 
a história entre antes e depois de seu nascimento. Aquele que rei-
na para todo o sempre. Aquele a quem Charles Grant se referiu, 
quando disse que “Deus abalou o mundo com um bebê, e não 
com uma bomba”.
Santo Deus, vieste para o mundo de forma humilde, e por 
meio do sacrifício próprio conquistaste para o mundo o maior 
dos presentes, a Tua presença renovadora e transformadora. 
Que esta presença seja nosso renovo todos os dias até a 
eternidade. Amém.
149O CANDEEIRO 
NASCEU O EVANGELHO, 
A NOTÍCIA SUPREMA
Rodrigo Anselmo da Silva
Membro da Igreja Batista Plenitude, São Luís, MA, Brasil.
Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e 
o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado 
Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, 
Príncipe da Paz. (Isaías 9:6)
No turbilhão cultural que nos envolve, o verdadeiro significado 
do Natal muitas vezes se perde, obscurecido por práticas merca-
dológicas e ênfases festivas. Enquanto discutimos entre nós sobre 
a pertinência do dia 25, a legitimidade do uso de árvores ou a 
adequação de decorações alusivas ao velhinho de barba branca, a 
essência da celebração muitas vezes é negligenciada. No entanto, 
como cristãos, devemos centrar nossa atenção naquele que é a 
razão de tudo, aquele que define todas as coisas: Jesus Cristo. Ao 
mergulharmos em Isaías 9:6, encontramos uma profecia que res-
plandece com a verdadeira essência do Natal: “Afinal, um menino 
nos nasceu, um filho nos foi concedido, e o governo está sobre os 
seus ombros. Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus 
Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”. Este versículo é um farol 
que ilumina o propósito supremo da temporada festiva: Jesus, o 
Messias prometido, a encarnação do amor divino. Devemos nos 
afastar das polêmicas periféricas e nos entregar ao essencial. Em 
meio à agitação cultural, nossa ênfase deve ser em Cristo, pois é 
150 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
“nEle [que] habita toda a plenitude”. O Natal é a celebração do 
nascimento daquele que veio para nos resgatar. Elevemos nossos 
corações em louvor ao Santo Nome de Deus, agradecendo por 
enviar Cristo ao mundo como a resposta redentora para a huma-
nidade. Ao compreendermos que o Natal é, acima de tudo, a reve-
lação de Cristo, somos capacitados a transmitir a notícia suprema 
a um mundo sedento de esperança. Jesus Cristo, o Cordeiro de 
Deus que tira o pecado do mundo, é a mensagem que transcende 
todas as questões periféricas e temporais. É a notícia das notícias, 
onde tudo mais se torna secundário diante da magnitude da graça 
divina. Que ao refletirmos sobre Isaías 9:6 possamos focar em 
Cristo, proclamando a mensagem redentora que ressoa desde os 
primórdios da humanidade até os dias atuais, e que nossa missão 
seja clara e inabalável: apresentar Jesus como a solução suprema 
para todos os males e a fonte de vida em abundância. Em meio às 
festividades, que nossa alegria seja completa ao compartilharmos 
a notícia de que o Natal é Cristo. 
Oh, Deus bondoso, louvamos-te por enviar teu Filho, Jesus 
Cristo, ao mundo como a resposta redentora para a humani-
dade. Que possamos nos concentrar na verdadeira essência 
do Natal e proclamar a notícia suprema de que o Natal é 
Cristo. Em nome de Jesus. Amém.
151O CANDEEIRO 
TEMPO COMUM: ENCONTRANDO 
DESCANSO EM CRISTO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e 
eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei 
de mim, que sou manso e humilde de coração; e encon-
trareis descanso para as vossas almas. Porque o meu 
jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11:28-30)
Em meio ao tumulto das demandas diárias, quando as cargas 
da existência parecem esmagadoras, há um chamado suave eco-
ando dos lábios de Jesus. Seu convite ressoa com um amoroso 
apelo a todos que, sob o peso da vida, anseiam por alívio e paz. 
O convite está registrado em Mateus 11:28-30, um refúgio de 
conforto e esperança que transcende a busca meramente física 
por descanso. A passagem destaca a necessidade de aprender com 
Jesus, cujo coração é manso e humilde. Ele não apenas oferece um 
descanso para o corpo exaurido, mas propõe uma pausa para a 
alma sobrecarregada. Este convite não é um simples respiro, é um 
chamado profundo para encontrar repouso espiritual nos braços 
do Redentor. Imerso no contexto do ministério de Jesus, onde Suas 
palavras transformadoras e milagres surpreendentes ecoavam, o 
convite surge após uma repreensão às cidades impenitentes que 
testemunharam Seus feitos extraordinários. Expressando gratidão 
ao Pai por revelar Seu plano aos humildes, Jesus, então, estende 
152 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
uma mão calorosa e universal para todos que carregam fardos. A 
metáfora do jugo e do fardo não é apenas um simbolismo, mas 
uma chamada à submissão graciosa ao Mestre. “Venham a mim, 
todos os que estão cansados e sobrecarregados”: um convite que 
transcende as dimensões físicas, alcançando as profundezas da fa-
diga emocional e espiritual. Aqui, Jesus não apenas promete alívio 
momentâneo; Ele oferece um descanso que permeia a alma. Ao 
aceitar o jugo de Jesus, não nos submetemos a uma carga pesada 
e opressora, mas a uma autoridade suave e benevolente. Ele, que 
é manso e humilde, guia com ternura, ensinando-nos a encontrar 
aprendizado e crescimento em cada passo da jornada. A promes-
sa ecoa: “E vocês encontrarão descanso para as suas almas”, não 
apenas uma pausa superficial, mas um repouso duradouroque 
emerge do relacionamento íntimo com Cristo. A conclusão deste 
convite divino retumba com esperança; Jesus enfatiza a leveza de 
Seu chamado, contrapondo-se a fardos pesados. Seguir a Ele não 
é uma jornada exaustiva, mas uma trajetória de transformação 
espiritual. Ao aceitar o convite de Jesus, o abatido encontra des-
canso, a alma sobrecarregada encontra paz, e a jornada se torna 
uma peregrinação de crescimento, guiada pelas mãos amorosas 
do Salvador. Que este convite ressoe em cada coração cansado, 
guiando-os para os braços acolhedores de Jesus. 
Pai celestial, que Sua promessa de descanso permeie as 
profundezas de nossa alma, nutrindo uma esperança que 
transcende os desafios diários e acalma nossas tempes-
tades interiores. Confiando em Ti, reconhecemos que Tua 
promessa vai além do alívio momentâneo, mas é uma fonte 
inesgotável de descanso eterno. Dá-nos consciência diária 
de Sua presença, conforto e esperança de um futuro de paz. 
Em nome de Jesus. Amém.
153O CANDEEIRO 
PÁSCOA, ÊXODO E REDENÇÃO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
O sangue será um sinal para indicar as casas em que vo-
cês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. 
A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir 
o Egito. (Êxodo 12:13)
No âmago da história da redenção, encontra-se a celebração 
pascal. No cerne deste divino enredo está a impactante promessa 
registrada em Êxodo 12:13. Este versículo revela um episódio 
único: o sangue do cordeiro imaculado prefigurou o supremo 
sacrifício de Cristo na cruz. O sangue do cordeiro pascal, pintado 
nos umbrais das portas, representava a proteção espiritual, uma 
sombra do que estava por vir. O cordeiro pascal apontava para o 
cordeiro imaculado que viria para redimir a humanidade. Na noite 
da décima praga, a Páscoa no Êxodo não foi apenas a liberação 
física da escravidão egípcia, mas também uma sombra antecipa-
tória da obra redentora de Cristo. O apóstolo Paulo, ao escrever 
aos Coríntios, declara que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi 
sacrificado” (1 Co 5:7). A narrativa pascal no Êxodo revela-nos a 
urgência da redenção, a necessidade de um resgate. Assim como 
o sangue do cordeiro no Êxodo protegeu o povo da ira de Deus, o 
sangue de Cristo nos resgata do poder do pecado e da morte. Em 
sua crucificação, Jesus tornou-se o sacrifício perfeito, abrindo o 
caminho para a reconciliação e libertação espiritual. Na manhã da 
154 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
Páscoa, o túmulo vazio proclama vitória sobre a morte, confirman-
do a promessa de vida eterna para todos que creem. O sepulcro 
vazio não é apenas o desfecho da história, mas o início de uma 
nova era de esperança e redenção. Seu triunfo sobre a sepultura 
é a promessa da ressurreição que ressoa em nossos corações. O 
apóstolo João proclama “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifi-
ca de todo pecado” (1 Jo 1:7). Assim como o sangue do cordeiro 
afastou a morte nas casas dos israelitas, o sangue de Cristo nos 
liberta da penalidade do pecado. O túmulo vazio proclama que 
a morte não tem a última palavra, e a vida eterna se torna uma 
promessa viva e pulsante para todos que creem. Assim como o 
povo no Êxodo foi protegido pelo sangue, confiemos na proteção 
eterna do precioso sangue de Jesus.
Querido Deus, ao refletirmos sobre a profunda mensagem da 
Páscoa e a redenção através do sangue de Jesus, agradece-
mos por Seu amor incondicional. Damos graças pelo Êxodo, 
que não foi apenas a liberação física da escravidão, mas uma 
antecipação da obra redentora de Cristo. Ao nos aproximar-
mos da Páscoa, Senhor, e refletirmos sobre a crucificação 
e a vitória na manhã da ressurreição, reconhecemos que o 
sepulcro vazio não é apenas o desfecho da história, mas o 
início de uma nova era de esperança e redenção. Seu triun-
fo sobre a sepultura é a promessa viva da ressurreição que 
ressoa em nossos corações. Confiamos na proteção eterna 
do precioso sangue de Jesus. Em nome de Jesus, oramos e 
agradecemos. Amém.
155O CANDEEIRO 
REFLEXÃO PASCAL
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados 
sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, 
pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas 
fostes sarados. (1 Pedro 2:24)
A Páscoa emerge como um momento singular, convidando-nos 
a contemplar a profunda significância da ressurreição de Cristo e 
a esperança que essa realidade confere aos cristãos. No epicentro 
dessa reflexão repousa a verdade proclamada por Pedro em 1 Pedro 
2:24: “Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre 
o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver 
para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”. Este versículo 
resplandece com a luminosa verdade da redenção, revelando o 
sacrifício incomparável de Cristo na cruz. Nele, Jesus assume nos-
sos pecados em Seu próprio corpo, transformando o madeiro de 
sofrimento e humilhação no instrumento divino da reconciliação 
entre Deus e a humanidade. A cruz se torna, assim, a ponte que nos 
conduz à restauração espiritual. A morte de Cristo não é apenas 
um evento histórico, mas um convite para morrermos para o poder 
do pecado em nossas vidas. Este não é um ato isolado, mas um 
processo contínuo de renúncia ao domínio do pecado à medida que 
nos tornamos participantes da justiça divina. As feridas de Cristo, 
conforme nos lembra o versículo, transcendem o mero sofrimento; 
156 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
são o meio pelo qual encontramos cura espiritual. A celebração da 
Páscoa, assim, se converte em uma oportunidade para imergirmos 
na realidade transformadora da ressurreição. A reflexão transcende 
o mero reconhecimento do que Cristo realizou; trata-se, antes, de 
como vivemos em resposta a esse supremo sacrifício. Ao contem-
plarmos a ressurreição de Cristo, somos instigados a considerar a 
Esperança futura fundamentada na promessa de Sua volta, con-
forme proclamado em Atos 1:11. Vivemos, assim, na esperança da 
parousia, a segunda vinda de Cristo. Esta esperança infunde nosso 
presente com propósito e significado, assegurando-nos que, assim 
como Ele ressuscitou, seremos transformados e O encontraremos 
nas nuvens. Esta esperança não é um mero consolo teológico, mas 
uma realidade vivida, influenciando como enfrentamos desafios, 
lidamos com o sofrimento e abraçamos a vida cotidiana. À me-
dida que entregamos nosso caminho ao Senhor, confiamos Nele 
e vivemos na expectativa da ressurreição e de Sua volta, somos 
transformados diariamente pela gloriosa verdade do Evangelho. 
Amado Pai celestial, nos aproximamos com corações cheios 
de reverência e gratidão pela singularidade da Páscoa, que 
nos convida a contemplar a profunda significância da res-
surreição de Teu amado Filho, Jesus Cristo. Reconhecemos, 
com humildade, a esperança imensurável que essa realidade 
confere aos que creem em Seu sacrifício redentor. Ao con-
templamos Tuas feridas, Senhor Jesus, percebemos que elas 
são o meio pelo qual encontramos cura espiritual, refúgio, 
perdão e restauração. À medida que entregamos nosso ca-
minho a Ti, Senhor, confiamos em Tua fidelidade e vivemos 
na expectativa da ressurreição e de Sua volta. Que sejamos 
transformados diariamente por essa gloriosa verdade do 
Evangelho. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
157O CANDEEIRO 
TEMPO COMUM: JÚBILO, 
BENEVOLÊNCIA E SERENIDADE 
EM CRISTO
Zípora Morgana Quinteiro dos Santos
Membro da Igreja Assembleia de Deus, Santo Ângelo, RS, Brasil.
Regozijem-se sempre no Senhor. Novamente direi: 
regozijem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida 
por todos. O Senhor está próximo. Não andem ansiosos 
por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, 
e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. 
E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guar-
dará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. 
(Filipenses 4:4-7)
Neste períododo calendário litúrgico, durante o tempo comum, 
somos conduzidos por um trecho que ressoa com a mensagem 
eterna de júbilo, benevolência e serenidade em Cristo. Filipenses 
4:4-7 emerge como uma bússola espiritual, orientando nossos 
corações à fonte suprema de contentamento, instigando-nos a 
irradiar benevolência aos outros e recordando-nos da iminên-
cia do Senhor. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Filipenses, 
convoca-nos a regozijar incessantemente no Senhor. Este é um 
chamado à alegria enraizada não em adversidades exteriores, mas 
na presença constante do Senhor em nossas vidas. Em tempos 
ordinários, encontramos razões para alegria ao reconhecermos 
158 ZÍPORA MORGANA QUINTEIRO DOS SANTOS & AMIGOS
a lealdade e bondade de Deus. Paulo ressalta a importância da 
benevolência, que deve ser manifesta em nossas vidas; essa be-
nevolência não é uma postura superficial, mas uma expressão do 
caráter transformado pelo Espírito Santo. Num mundo carente de 
compaixão somos instados a ser embaixadores da benevolência 
de Cristo, para que todos possam testemunhar a diferença que 
Ele faz em nós. A promessa da iminência do Senhor é um anco-
radouro para nossas almas; mesmo nos dias ordinários, podemos 
confiar na presença constante de Deus. Essa verdade nos capacita 
a enfrentar desafios com coragem e a viver com a certeza de que 
não estamos desamparados. O apóstolo oferece um antídoto con-
tra a ansiedade: a oração. Ao invés de nos inquietarmos, somos 
encorajados a apresentar nossas petições a Deus com gratidão. A 
oração transforma-se em um diálogo constante com o Pai celestial, 
fortalecendo nossa fé e confiança em Sua soberania. A promessa 
final é a paz de Deus, uma paz que transcende toda compreensão 
humana. Esta paz é a presença serena de Deus em nossas vidas, 
guardando nossos corações e mentes em Cristo Jesus. Em meio às 
incertezas do tempo ordinário, esta paz nos sustenta e nos guia. 
Neste período do tempo comum somos convocados a viver uma 
vida de júbilo no Senhor, manifestando benevolência, confiando 
na proximidade divina, substituindo a ansiedade pela oração e 
experimentando a paz que somente Deus pode proporcionar. Que 
Filipenses 4:4-7 seja um guia perpétuo em nossas jornadas diárias, 
recordando-nos de que, em Cristo, encontramos a verdadeira fonte 
de júbilo, contentamento e serenidade.
Querido Deus, agradecemos por termos em Ti a fonte de 
júbilo, benevolência para com os outros e confiança na 
oração como uma fonte de paz em meio às inquietações da 
vida. Filipenses 4:4-7 é uma mensagem edificante para os 
dias comuns, lembrando-nos de buscar o júbilo no Senhor e 
confiar em Ti em todas as circunstâncias. Ajuda-nos. Amém.
159O CANDEEIRO 
EPÍLOGO
Encontramos nestas páginas reflexões sobre a paz, a esperança, 
a transformação, a perseverança e a graça redentora de um Deus 
que nos ama incondicionalmente. Cada autor, guiado pelo Espí-
rito Santo, contribui com uma perspectiva única e enriquecedora, 
resultando em uma obra que busca inspirar e edificar os corações 
sedentos de Deus. 
Este devocional, como um candeeiro, iluminará o caminho 
daqueles que buscam a Deus com sinceridade, guiando-os na 
jornada da fé e da comunhão com o Salvador. Que esta leitura seja 
uma experiência transformadora, e que em cada frase o leitor seja 
lembrado do amor inabalável de Deus e da esperança que encon-
tramos em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

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