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A Umbanda é uma religião brasileira que nasceu do encontro de várias culturas: africana, indígena e cristã. Ela surge no começo do século XX, quando pessoas sentiram a necessidade de uma espiritualidade que acolhesse todos, sem exclusão por cor, classe social ou passado. Na Umbanda acredita-se em um Deus único, chamado Olorum ou Zambi, que é a força maior da criação. Abaixo dele estão os orixás, que representam forças da natureza e aspectos da vida humana, como justiça, amor, cura, fé e sabedoria. Eles não são espíritos de pessoas que viveram na Terra, mas energias divinas que organizam o mundo espiritual e material. Além dos orixás, a Umbanda trabalha com entidades espirituais, que são espíritos evoluídos que já viveram na Terra e hoje ajudam as pessoas através da caridade. Entre eles estão os pretos-velhos, caboclos, crianças (erês), baianos, boiadeiros, marinheiros e outros. Cada linha espiritual ensina de uma forma diferente, sempre com humildade, respeito e amor. Os pretos-velhos representam a sabedoria, a paciência e o perdão. Os caboclos simbolizam a força, a coragem e a ligação com a natureza. As crianças trazem alegria, leveza e sinceridade. Todos trabalham para orientar, limpar energias negativas e fortalecer espiritualmente quem procura ajuda. As giras de Umbanda são momentos de oração, canto, palmas, defumação e orientação espiritual. Tudo é feito com respeito e organização. Na Umbanda tradicional não há sacrifício de animais, e ninguém é obrigado a participar de algo contra sua vontade. A Umbanda ensina que ninguém evolui fazendo o mal. O princípio da religião é a caridade, seja ela espiritual, emocional ou moral. Toda ação gera consequência, e o crescimento espiritual vem do bem, do respeito e da responsabilidade. O preconceito contra a Umbanda existe principalmente por causa do racismo religioso e da falta de conhecimento. Por misturar elementos africanos e indígenas, a religião foi injustamente associada ao mal, mesmo pregando valores como amor ao próximo, humildade e fé. No fundo, a Umbanda ensina que todos erram, aprendem e podem recomeçar. Ela não promete perfeição, mas caminho, acolhimento e evolução espiritual.