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Prévia do material em texto

365 DIAS COM DEUS: DEVOCIONAIS PARA A CAMINHADA DIÁRIA COM DEUS – VOLUME 2 Copyright © 2022, Joversi
Xavier Ferreira Júnior
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Todos os direitos em língua portuguesa reservados para
Editora Peregrino
Rua Maestro Vila Lobos, 179 CEP: 61.760-000
– Eusébio, CE
www.editoraperegrino.com.br | contato@editoraperegrino.com.br
As referências bíblicas são da Nova Versão Internacional (NVI), Nova Versão Transformadora (NVT) ou Nova Almeida
Atualizada (NAA), salvo indicação específica.
As convicções doutrinárias e teológicas desta obra são de responsabilidade de seu autor e colaboradores diretos,
não refletindo necessariamente a
posição da Editora Peregrino ou de sua equipe de colaboradores.
Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo em citações breves, com indicação
da fonte.
1ª Edição: 2022
SUPERVISÃO | Humberto Duarte de Medeiros
COORDENAÇÃO GERAL | Joversi Xavier Ferreira Junior
REVISÃO | Antônia de Fátima Fuini & Giselle L G de Azevedo
CAPA | Suzana Paz
DIAGRAMAÇÃO | Renan Rodrigues
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Elaborada por Janaína Ramos – CRB-8/9166
F 383 Ferreira Junior, Joversi Xavier
365 dias com Deus: devocionais para a caminhada diária com Deus Volume
2/Joversi Xavier Ferreira Júnior - Eusébio, CE: Peregrino, 2022
384 p. 16 x 23 cm
ISBN: 978-65-89546-47-4
1. Bíblia – Leituras devocionais diárias 2. Bíblia - Antigo e Novo Testamento I. Ferreira Junior,
Joversi Xavier. II. Título.
CDD: 220
Índice para catálogo sistemático
I. Bíblia
O
APRESENTAÇÃO
lá, Graça e Paz! Bem-vindo ao 365 Dias com Deus: Devocionais para a
caminhada diária com Deus! Volume 2!!! Que bênção tê-lo conosco nesta
jornada por mais um ano, caso tenha caminhado conosco no volume 1. Se não,
será uma experiência nova e transformadora.
Quero começar dando-lhe os parabéns pela sua decisão. Refiro-me à
decisão de investir em sua vida espiritual, passo que tem um grande potencial
para influenciar toda a sua vida e a de outros e produzir mudança. E foi
exatamente esse testemunho de mudança que ouvimos daqueles que têm
mantido o hábito devocional, dentre eles muitos que usaram já o nosso
Volume 1. Uma pequena decisão com um grande efeito.
Aliás, decisões têm tudo a ver com esta obra, pois um tempo diário com
a Palavra de Deus não é um hábito religioso, nem mecânico. Antes, é um
encontro de tomada de decisões. Tal como quando vamos ouvir as condições
para fechar um negócio ou para escolher entre esta ou aquela opção. De
maneira similar, a cada dia, quando estamos diante de Deus e Sua Palavra,
somos confrontados com verdades que estarão em algum nível relacionadas
com nossas vidas. Elas podem ser o oposto do que estamos vivendo, ou pelo
menos, elas podem tocar em áreas onde pequenos ajustes precisam ser feitos.
Sendo que o objetivo final é nosso crescimento por meio da mudança, visando
a formação da imagem de Cristo em cada um de nós.
Além de um encontro de tomada de decisões, este tempo com a Palavra é
parte do seu treinamento. É por isso que chamamos esse processo de
disciplina espiritual, pois tal como um treinamento físico, seremos testados,
desafiados e fortalecidos para o nosso crescimento. Muitos cristãos têm
negligenciado essa realidade e estão “fora de forma”, espiritualmente
sedentários e, muitas vezes, doentes pela falta de nutrição e exercício.
Claro que o tempo com a Palavra não é a única disciplina espiritual de
que precisamos. Um tempo diário de oração que compreenda intercessão,
comunhão com Deus e ação de graça precisa fazer parte da nossa “dieta”. Por
isso, o nosso “Diário de Oração”.
Junto a tudo isso, o hábito de manter alvos evangelísticos, servir ao nosso
próximo, além de servir em nossa igreja local vão somando e criando em nós
“músculos espirituais”, saúde e maturidade imprescindíveis para uma vida
vitoriosa de verdade. “De verdade”, pois muitos têm sido enganados com
métodos e “atalhos” que prometem vitória espiritual, mas têm produzido uma
geração frustrada e desconhecedora das verdades da Palavra de Deus.
Contudo, é no tempo com Deus em Sua Palavra que embasamos nossa
vida de oração, evangelismo, serviço e etc... tudo começa na Palavra. Ela é a
“rocha” para ficarmos firmes (Mt 7.24-27).
Portanto, mais uma vez, parabéns e que este ano seja transformador para a
sua vida! Vamos lá?
SOBRE ESTE MATERIAL E COMO USÁ-LO:
Bem, sempre precisamos de tutoriais em coisas novas, então, vamos lá!
1) Para facilitar o entendimento, serão utilizadas nesta obra as versões NVI (Nova
Versão Internacional), NVT (Nova Versão Transformadora) e NAA (Nova
Almeida Atualizada), a não ser que alguma exceção seja mencionada.
2) Antes dos devocionais, você encontrará um Diário De oração. Oração planejada
sempre é mais bem-sucedida em acontecer, mesmo com a nossa correria.
Preencha os dias da semana com pedidos, agradecimentos e tudo o mais que
precisar. Discipline-se a passar por essas páginas a cada dia.
Não deixe de incluir nos pedidos alvos evangelísticos, missionários, familiares,
projetos pessoais, projetos da sua igreja, além de agradecimentos (ação de graças).
Ou seja, não falta assunto para conversarmos com Deus. Mas, também não deixe de
simplesmente “desfrutar” do Senhor. Nosso tempo de oração não deve ser somente
um recitar infindável de uma “lista de compras”, mas, principalmente, um tempo de
refrigério, sentado no “jardim do Senhor”, na nossa “viração do dia”.
3) A cada dia, você encontrará um devocional com os seguintes elementos:
a. Um texto bíblico no alto como base daquele dia.
b. Uma exposição e explicação desse texto.
c. Em negrito, aplicações, desafios e direções para suas decisões.
d. Um espaço para as suas aplicações pessoais.
e. Outro texto para a sua Leitura Bíblica Anual. (Optamos pela ordem
cronológica.)
4) Apesar de todas as partes do devocional serem importantes, as linhas para
aplicação são um pouco mais. Mas, o que é uma “aplicação” exatamente?
Primeiro, ela é mensurável, ou seja, algo que eu posso dizer se fiz ou não. Por
isso, “Eu preciso ser um cristão melhor” não é uma boa aplicação. Enquanto,
“Eu preciso pedir perdão ao João” ou “Eu preciso abandonar o pecado da ira
quando contrariado” são ótimas aplicações. Segundo, no mesmo sentido, ela
pode ser cobrada, ou seja, eu posso prestar contas sobre ela a mim, a um irmão
na fé ou a Deus, dizendo se eu fiz ou não aquilo que estou me propondo diante
da Palavra de Deus. E, terceiro, ela é bíblica, ou seja, é uma resposta ao texto
bíblico, única maneira de mudança que interessa ao cristão.
Diário de Oração – Domingo.
"A oração é o elo que nos conecta com Deus."
A. B. Simpson (pregador, teólogo e fundador da Aliança Cristã e Missionária, 1843-1919)
Motivos de oração:
Respostas:
"A oração deve ser a chave do dia e a fechadura da noite."
George Herbert (poeta, orador e ministro galês da Igreja da Inglaterra, 1593-1633)
Diário de Oração – Segunda-feira.
"A oração é o mais próximo que podemos estar de Deus e o maior deleite nEle
de que somos capazes nesta vida."
William Law (pastor e escritor inglês, autor de
“Um chamado sério para uma vida devota e santa”, 1686-1761)
Motivos de oração:
Respostas:
"A oração honra a Deus, reconhece seu ser, exalta seu poder, adora sua providência,
assegura sua ajuda."
E. M. Bounds (pastor metodista, 1835-1913)
Diário de Oração – Terça-feira.
"Na oração é melhor ter um coração sem
palavras do que palavras sem coração." John Bunyan (pastor
batista, autor de “O Peregrino”, 1628-1688)
Motivos de oração:
Respostas:
"Todos os problemas da vida vêm sobre nós porque nos recusamos a
ficar sentados em silêncio por um tempo todos os dias em nossos
aposentos."
Blaise Pascal (matemático, escritor, físico, inventor, filósofo e teólogo francês, 1623-1662)
Diário de Oração – Quarta-feira.
"Deus molda o mundo pela oração. As orações são imortais. Os lábios
que as proferiram podem estarfechados até a morte, o coração que as sentiu pode
ter parado de bater, mas as orações vivem diante de Deus, e o coração de Deus
está posto nelas e as elas sobrevivem à vida daqueles que as proferiram; elas
sobrevivem a uma geração, sobrevivem a uma era, sobrevivem a um mundo." E. M.
Bounds (pastor metodista, 1835-1913)
Motivos de oração:
Respostas:
"A maior tragédia da vida não é a oração sem
resposta, mas a oração não realizada."
F. B. Meyer (pastor batista, 1847-1929)
Diário de Oração – Quinta-feira.
"Ore como se tudo dependesse de
Deus, trabalhe como se tudo dependesse de
você." Atribuído a Inácio de Loyola (teólogo, 1491-1556)
Motivos de oração:
Respostas:
"Não ore por tarefas que se igualem às suas capacidades.
Ore por capacitação igual às suas tarefas."
Phillips Brooks (pastor episcopal, 1835-1893)
Diário de Oração – Sexta-feira.
"Na oração, podemos nos aproximar de Deus com total certeza de
Sua capacidade de nos responder. Não há limite para o que
podemos pedir, se for de acordo com a Sua
vontade."
John F. Walvoord (pastor, teólogo, escritor e presidente do Seminário
Teológico de Dallas, 1910-2002)
Motivos de oração:
Respostas:
"Se Deus não quer algo para mim, eu também não deveria querer.
Passar tempo em oração meditativa, conhecendo a Deus, ajuda a
alinhar meus desejos com os de Deus."
Phillip Yancey (escritor, 1949- )
Diário de Oração – Sábado.
"A persistência na oração por alguém de quem não gostamos, por mais que
vá contra a corrente, provoca uma notável mudança de atitude [em
nós]."
F. F. Bruce (escritor e apologeta, autor de “Merece confiança o
Novo Testamento?”, 1910-1990)
Motivos de oração:
Respostas:
"Ser cristão sem orar é tão possível quanto do que estar vivo sem respirar."
Martinho Lutero (reformador, 1483-1546)
“Abre os meus olhos para que eu veja as
maravilhas da tua lei.”
Salmos 119.18 NVI
C
Semana 1 | Dia 01 | Domingo | Salmo 119.41-42 (Vav)
omeçamos a nossa caminhada na Palavra de Deus retomando o Salmo 119 de onde paramos
no Volume 1 do 365 Dias com Deus. Esse é um Salmo inteiramente sobre a Palavra de
Deus, mencionada em cada verso com os seguintes termos: lei do Senhor, estatutos,
caminhos, preceitos, decretos, mandamentos, ordenanças, testemunhos, promessa, veredas, e,
claro, palavra. Em cada seção de oito versos cada um começa com a mesma letra do alfabeto
hebraico. Que arte maravilhosa! Vamos começar, então.
Uma das coisas que o homem mais deseja é ser amado. Infelizmente, tal desejo parte de uma
necessidade egocêntrica e ensimesmada; mas, quando experimentamos o amor de Deus, começa
nossa libertação disso. O amor dEle nos acalenta e nos preenche, isso é verdade; mas é centrado
nEle, é para a glória dEle, e está assegurado pelas Suas promessas (v.41). Ou seja, o Seu amor é
“ofensivo”, isto é, denuncia nossa necessidade de salvação, pois, obviamente, estamos perdidos
sem Ele. Por isso que o amor de Deus nos liberta de nós mesmos. É um amor tão grande que nós
não merecemos, por isso somos impulsionados e motivados a nos parecermos com Ele, Aquele
que nos ama e assim, fazermos o mesmo para com outros.
O resultado desse amor é uma postura inabalável diante dos desafios da vida (v.42), quer
venham de pessoas ou circunstâncias. Nada realmente importa tanto: somos amados com um
Amor não só incomparável, mas também incondicional e eterno! As ofensas e desafios a
amarmos as pessoas se tornam pequenos. Estamos supridos. Estamos alicerçados nas verdades
eternas reveladas na imutável Palavra de Deus.
Precisamos escolher se vamos ser canais ou represas. Seremos canais quando “fluirmos” o amor que
recebemos de Deus às pessoas na nossa vida, mesmo quando não merecerem aos nossos olhos. E, pela
lógica, seremos represas quando retivermos egoisticamente esse amor, parando-o em nós mesmos.
Tentar “responder” aos que nos afrontam sem esta moldura do amor de Deus ao nosso redor é
terminar reagindo na carne e motivado pelos ditos “nossos direitos”. A quem você pode hoje mostrar o
amor incondicional e imerecido que você tem recebido? Como você fará isso de forma prática?
C
Semana 1 | Dia 02 | Segunda | Salmo 119.43-46 (Vav)
ontinuando na mesma seção iniciada ontem, toda essa segurança e estabilidade diante de
oposições passam exatamente pela presença da Palavra de Deus em nossos lábios, em nossa
comunicação (v.43). Se confiamos nela, no sentido de seus princípios, ela precisa estar
presente, influenciando a forma como nos portamos neste mundo, e a comunicação é uma parte
enorme disso. Nossas palavras devem ser temperadas com o Espírito Santo e devem edificar os
que as ouvem (Ef 4.29).
Diante de tais resultados, eis nossa resolução (v.44): obediência constante e para sempre.
Claro que se trata de um enorme desafio, mas que, ainda assim, precisa ser encarado. É a busca
em cumprir esse desafio que alimenta, fortalece e mantém a esperança dos justos. É a firmeza de
uma coluna central no edifício da minha vida. Só essa resolução nos trará “verdadeira liberdade”
de andar piedosamente em obediência e submissão ao que o Senhor nos mostra em seus
preceitos (v.45). A sociedade vem, século após século, trocando a verdade pela mentira e
dificultando cada vez mais o reconhecimento da verdade, mesmo que esta seja tão clara e esteja
evidente. Sim... é mais fácil o torpor da mentira; seus muitos tons sempre se adaptam à “minha”
noção de liberdade; falsa liberdade da “verdade líquida”.
Agora, tal maravilha, tal verdade e tal liberdade não devem, nem podem ficar guardadas
em nós ou para nós apenas. Tudo isso precisa ser compartilhada (v.46). Como uma hipérbole, o
salmista coloca o falar diante da autoridade máxima do mundo: os reis! Mesmo diante deles
seremos arautos, proclamadores das verdades que trazem legítima liberdade! Quanto mais
diante dos plebeus, dos vassalos, dos iguais a nós? Eles ouvirão!
Como avaliaremos nossas vidas hoje? (1) O meu falar tem sido temperado e cheio da Palavra de Deus
para que eu possa agir corretamente neste mundo? (2) Tenho buscado e lutado diariamente para
obedecer aos princípios? E (3) tenho abençoado ao meu próximo com o tesouro valioso do que tenho
aprendido nas Escrituras? Nas suas aplicações, tome decisões práticas!
Leitura Diária: Gênesis 1-2
Semana 1 | Dia 03 | Terça | Salmo 119.47-48 (Vav)
erminando na mesma seção de ontem, falávamos sobre não deixar que as
maravilhas encontradas na Palavra parem em nós, mas sejam compartilhadas com
as pessoas. Aliás, essa é uma característica do cristianismo verdadeiro. Ele é tão tremendo e
glorioso que deveria ser impossível não contar aos outros. Quer você seja a mulher samaritana
ou o endemoninhado gadareno (ou geraseno), logo as pessoas precisam ouvir “quanto o Senhor
fez por você e como teve misericórdia de você” (Mc 5.19). E isso vale para todos nós, filhos de
Deus.
Tal disposição, porém, nunca será cumprida como deve ser se for apenas por mera
obrigação ou falta de alternativa; pelo contrário, a força motivadora deve ser o amor pela
verdade de Deus! Há um hedonismo (prazer) santo nos mandamentos de Deus que nos impede
de ficarmos calados (v.47), antes proclamarmos às pessoas algo tão maravilhoso. Ao ver as
pessoas vivendo aquém daquilo que Deus tem para elas, nosso coração move nossos lábios;
nosso amor por Deus e Sua verdade nos leva a compartilhar.
Prazer e amor se unem em noções extremamente puras. Mais dois conceitos distorcidos
pelo mundo são aqui colocados como Deus os vê: prazer na Palavra que contém os
mandamentos que eu amo. É interessante que, geralmente, as pessoas não gostam de
“mandamentos”; eles são “estraga-prazeres”. Mas, quem conhece a Deus sabe que apenas nEle
o conceito de prazer, amor e liberdade é encontrado plenamente. Assim, à semelhança com que
a luz das verdades eternas levava o apóstolo Paulo a irromper em adoração como no final de
Romanos 11. Depois de tudo o que encontramos desde o capítulo 1, nós também, junto com o
salmista, levantamos nossas mãos (v.48) em adoração ao Senhor ao meditar nessa realidade e,
dia após dia, ver nossas vidase de outros transformadas!!!
Dizem que contemplar o nascimento de um bebê é algo de tirar as palavras da nossa boca. E eu
acredito. Mas, que triste que tantos cristãos nunca viram um bebê espiritual nascer, isto é, alguém se
encontrar com Cristo. Especialmente, quando jamais compartilha sobre o Deus que o salvou!
Se você quer evitar esse quadro em sua vida, aprenda e viva intensamente as verdades de Deus em Sua
Palavra. Conheça-as, obedeça a elas, transmita-as! E você verá que adoração brotará constantemente
no seu coração.
Leitura Diária: João 1.1-3; Salmos 8; 104
E
Semana 1 | Dia 04 | Quarta | Salmo 119.49-50 (Zain)
m uma siderúrgica, cadinho é a forma de derreter metais. Há momentos em que passamos
pelo “cadinho de Deus”. Quer sejam lutas, doenças, indefinições, perseguições... elas vêm
para nos testar e nos moldar ao caráter de Cristo. Nessas horas, a Palavra de Deus é nossa
arma da esperança (v.49), nas promessas de um Deus que não muda e não pode mentir; são nos
conselhos de Deus que achamos a paz para passar pelo sofrimento, pela tormenta (v.50). Apesar
de o salmista pedir que o Senhor se lembre, é óbvio que Deus não esquece de nada. Quando
oramos assim, não estamos fazendo uma cobrança. Na verdade, estamos dizendo, “Senhor, eu
não esqueci do que me disseste e eu ainda creio!” Repetimos para instigar fé em nós mesmos! E
como precisamos disso!
O estado em que nos encontramos enquanto esperamos por uma resposta, por uma solução,
pelo fim da indefinição é como um estado de morte. Mas, podemos antever a “vida” enchendo
nossas mentes e corações das promessas de Deus, as verdades eternas que nos dão firmeza em
meio a tudo isso. E isso não é privilégio de alguns; antes, é para todo cristão! Recitar a Palavra
de Deus para nós mesmos, lembrar das verdades teológicas que aprendemos e, acima de tudo,
lembrar do plano de redenção e do nosso bendito e amado Redentor são exercícios de
fortalecimento da nossa alma em meio aos reveses que podem nos atingir.
“Está escrito” (Mt 4.1-11) foi a “Criptonita” usada por Jesus contra Satanás no deserto. As mentiras
dele não podiam prevalecer diante da Verdade da eterna Palavra de Deus! Então, quer seja o próprio
Maligno ou a nossa carne, o “remédio” continua sendo o mesmo. Quais são algumas mentiras que as
lutas têm trazido para atacar o seu coração e sua mente? Quais são as verdades que podem libertar
você de tais ataques? Escolha hoje o caminho da esperança mencionada no verso 49 e do consolo e vida
mencionados no verso 50. Vale a pena!
Leitura Diária: Gênesis 3-5
A
Semana 1 | Dia 05 | Quinta | Salmo 119.51-52 (Zain)
esperança, o consolo e a vida diante das promessas da Palavra de Deus que vimos nos
versos anteriores é a parte boa. A parte ruim é que em meio às lutas, pessoas se levantarão
para tentar piorar nosso ânimo durante a luta. Não há como não lembrar de Senaqueribe,
com suas ameaças, diante dos muros de Jerusalém tentando destruir o ânimo dos judeus (cf. 2Re
18 e 19; 2Cr 32; Is 36 e 37). Ele usa de intimidações, mentiras e fakenews para minar a
resistência e a confiança do povo de Deus. Em situações como essas, o seu e o meu desafio é
nos manter firmados e resolutos naquilo que a Palavra nos coloca (v.51). Diante de tamanha
oposição, seremos tentados a lutar com as nossas forças, pior, com as armas da carne e do
mundo. Mas, devemos nos manter na lei do Senhor sem nos desviar. Jesus podia convocar
legiões de anjos em sua defesa; era seu direito. Ainda assim, Ele sofreu o dano da traição, do
julgamento injusto e da cruz. Essas eram as promessas de Seu Pai antes da glorificação. Ele
sabia que as promessas incluíam o fato de que a cruz viria antes da coroa, e não “fez do seu
jeito”.
O que fazer enquanto a tempestade não passa? O que fazer enquanto os zombadores estão
nos portões? Muitos optam pela autocomiseração, outros pela vitimização, outros por culpar
alguém. Outros olham para o passado lamentando a própria história. Mas diante de todas essas
más decisões, eis a melhor que podemos achar: lembrar-nos do que já sabemos e conhecemos
sobre o agir de Deus (v.52). É olhar para o passado, mas enxergar a graça dEle e não apenas
nossa miséria. Portanto...
Olhe para a sua história e veja Deus lá. O passado foi feito para ser uma biblioteca de sabedoria; quer
seja nos nossos erros, quer seja nos nossos acertos. Mas principalmente, para lembrar-nos e
vislumbrarmos como Deus agiu. E orarmos, “Senhor, lembra o que fizeste e age novamente em nosso
favor!” Os zombadores arrogantes podem fazer o seu show, mas nós não precisamos aplaudir a
performance deles já que temos um número superior apresentado pelo nosso Deus. Hoje, em quem você
vai confiar?
Leitura Diária: Gênesis 6-7
A
Semana 1 | Dia 06 | Sexta | Salmo 119.53-56 (Zain)
confiança em Deus não significa passividade. Eventualmente, podemos ser tomados de zelo
pelas coisas de Deus (v.53). Ou seja, mesmo em meio às lutas, nossa postura não é no chão,
antes, estamos em pé, lutando pelo Senhor e com ele. Indignação é traço de santidade
também. Neste verso, o salmista desfaz a imagem de uma pessoa enrolada em posição fetal
diante das lutas, e a substitui pela de um guerreiro que atravessa a batalha todo ferido, mas
lutando. A verdade não é paralisada apenas porque estou sendo atacado. Aliás, manter-nos
ativos e em progresso é um grande auxílio para não cairmos em desânimo e até apelarmos para
um autodiagnóstico de depressão.
Nesta peregrinação, o alimento do guerreiro é a Palavra de Deus (v.54). Neles (os
decretos), o salmista louva a Deus; com eles, ele compõe a sua letra de adoração. E, após ter
caminhado o dia inteiro e também de noite, o Senhor ainda está em sua lembrança através
daquilo que ele o ensina em sua lei (v.55). O ciclo foi concluído: desde cedo da manhã até tarde
da noite.
Como é reconfortante encontrar o equilíbrio da vida nas Palavras da Vida e saber que
nosso agir está trilhando o caminho destas Palavras (v.56)! Perceba que nesta seção do Salmo
119, o salmista não saiu do “deserto”, esse nunca foi seu foco. O deserto é relativo em sua
duração, em sua percepção, em seus objetivos e efeitos. Até mesmo nossa reação a ele é relativa,
variável. O equilíbrio está na estabilidade da Palavra de Deus que nos dá vida e esperança.
“PRÁTICA”! Que palavra preciosa para nossa aplicação hoje. Tudo o que lemos na seção Zain do
Salmo 119 depende dessa resolução do salmista estar em nossas vidas: a prática de obedecer. Inclusive,
em ter uma postura aguerrida pela Verdade de Deus, ainda que mantendo a mansidão e amabilidade
cristãs. Como você pode viver isso hoje? Em quais situações você precisa se posicionar pela Verdade?
Como você pode desenvolver uma prática que marque cada dia de sua vida?
Leitura Diária: Gênesis 8-9; Salmos 12
Semana 1 | Dia 07 | Sábado | Salmo 119.57-58 (Hêt)
ocê já soube de histórias reais ou fictícias em que alguém recebeu uma herança?
A simples menção da palavra já coloca pensamentos de prosperidade na mente
da pessoa e cifrões aparecem nos olhos. Sem dúvida, uma herança polpuda pode
mudar a vida de alguém de um dia para o outro.
Muitas vezes, detalhes das palavras em textos nos escapam. O verso 57 começa colocando
Deus na posição de “herança” (ou “porção” em outras versões). Certamente, uma herança bem
diferente daquela sobre a qual começamos falando. Perceba: o salmista não fala das bênçãos do
Senhor, nem dos Seus livramentos ou respostas de oração; não. Ele mesmo é nossa herança e
traz riqueza à nossa vida, e a única resposta plausível a esse presente é simplesmente
obediência, pois como andaríamos de forma contrária a um presente tão maravilhoso e que nos
dá sentido à vida? Assim como uma herança pode definir o novo rumo do herdeiro, o Senhor
Deus, como nossa herança, deve definir o rumo de nossa vida em obediência.
Diante disso (v.58), o salmista reconhece sua limitação em viver à altura desta herança
divina e clama por graça e por misericórdia conforme fora prometido por Deus. Ele nos
acompanha em nossas lutas. Participar da herança divina realmente exigeque andemos em
santidade, novidade de vida, arrependimento, e tantas outras coisas e nós devemos pedir graça e
misericórdia assim como o salmista o fez.
Realmente, não há nada que se compare à fé cristã. Religiões criadas pelos homens exigem mudança
morais e éticas, mas não uma mudança de coração. Nem uma mudança que tenha Deus como padrão.
Somos exortados a ser santos como o nosso Deus é santo (1Pe 1.15-16). Contudo, nossa santidade vem
da própria pessoa de Cristo vivendo em nós e não de uma mera reforma ético-moral. Ele é nossa
herança porque herdamos Suas riquezas espirituais. Você tem buscado viver à altura desse padrão?
Tem confessado as suas limitações para que Ele derrame a Sua graça e lhe capacite? Se não, faça isso
hoje.
Leitura Diária: Gênesis 10-11
P
Semana 2 | Dia 08 | Domingo | Salmo 119.59-61 (Hêt)
ensar na vida pode ser algo bem produtivo e não apenas ficar olhando “pra ontem”, ou “pro
nada”. Então, (v.59) o salmista reflete nas decisões, erros e acertos da sua vida e reconhece
que apenas nos “testemunhos” e andando na Palavra de Deus, sua vida pode estar no caminho
certo. Esse é o sentido de arrependimento genuíno. Uma mudança de direção, uma mudança de
180°. Não mais permanecendo onde eu estava, mas agora, indo aonde eu deveria estar. Andar
errado é algo que não podemos fazer por muito tempo, antes devemos correr (v.60) rumo à
obediência total e incondicional, dos mandamentos de Deus. A ideia de fuga não é exagero. É a
ideia real de alguém que vislumbra os perigos da desobediência e escapa. E ninguém escapa
caminhando, não é mesmo? A gente “vaza”, tal como se diz no popular. Nós corremos em
direção à segurança; neste caso, dos mandamentos de Deus. Para alguns, colocar-se sob
mandamentos é uma prisão; para o filho de Deus é a verdadeira liberdade (Tg 1.25) que nos traz
proteção.
A razão é simples: as lutas chegam de surpresa. No verso 61, o salmista destaca
exatamente essa expectativa de oposição. No entanto, ele continua resoluto em lembrar-se dos
princípios da “Lei” do Senhor. Essa é a estratégia na luta: tire os olhos do inimigo e volte os
olhos para o Senhor, seguindo as determinações da Sua Palavra. É possível, inclusive, que a
ofensiva do inimigo tenha sido favorecida pelo meu caminhar em desobediência. Ou seja, mais
um motivo para consertar meus caminhos.
Avalie as suas mais recentes decisões e até outras mais antigas. Há algo para consertar? Há
relacionamentos a restaurar? Apresse-se e decida hoje fazer isso. Remova o “poder” de tais
circunstâncias mudando as atitudes que lhe causaram esses problemas. Seja livre de verdade!
365 Dias com Deus
Q
Semana 2 | Dia 09 | Segunda | Salmo 119.62-64 (Hêt)
uando consertamos nossos caminhos (como vimos nos versos anteriores), à semelhança do
Salmo 40.3 (“Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus...”),
somos levados à adoração (v.62), pois só adora aquele que confia e descansa no Deus que
conhece. Em uma época em que meia-noite já seria considerada alta hora de sono (pois as
pessoas dormiam e acordavam bem mais cedo), o salmista interrompe seu descanso para adorar
e agradecer ao Senhor.
Repare que a adoração está intimamente ligada à revelação escrita de Deus (final do verso
62), pois apenas através dela podemos conhecer a Deus como Ele determinou se revelar a nós!
Cantar é maravilhoso, porém, como servos de Deus, nós O adoramos segundo Ele mesmo se
revela em Sua Palavra, e não com meros pensamentos e figuras humanas. A Palavra e as
verdades nela contidas são a base da nossa adoração.
Outro fator nas lutas, quando andamos com Deus, é que não estamos sozinhos. Sempre
teremos, mesmo que seja um remanescente, pessoas que também temem ao Senhor (v.63). Esses
não são reconhecidos por grandes feitos ou “grandes” ministérios, mas pela obediência à
Palavra. Santidade é obediência, o resto é apenas aparência e discurso vazio.
E essas parcerias vão se estendendo até ao ponto de percebermos que “A terra está cheia
do teu amor”! Até notarmos que em toda Terra Deus está realizando Sua obra. Mesmo nos
lugares de perseguição, “a Palavra de Deus não está presa” (2Tm 2.9). Uma grande nação está
sendo levantada pelo Espírito de Deus, um povo que deseja ser ensinado nos decretos de Deus,
assim como o salmista. Eu e você somos encarregados da expansão desse povo e de tornar
verdade cada vez mais que a terra esteja cheia do amor e da glória de Deus até que Ele venha
reinar absoluto sobre ela e termine essa expansão.
Você só adora quando confia e conhece. Como está sua confiança no Senhor? Você O tem conhecido
através da Sua Palavra? Isso tem aproximado você de outros filhos de Deus e formado essa massa
transformada e transformadora? Nossas famílias devem andar com outras famílias que temem ao
Senhor e juntas alcançarem aquelas que ainda estão perdidas.
Leitura Diária: Gênesis 12-13
C
Semana 2 | Dia 10 | Terça | Salmo 119.65-68 (Tét)
omo vemos nessa parte, o salmista começa clamando a Deus para que Ele demonstre
Sua bondade assim como havia prometido (v.65). Muitas vezes nas Escrituras e em
nossas próprias orações, parece que estamos lembrando Deus de algo. Na verdade, tal
lembrança é muito mais para fortalecer a nós mesmos do que para cobrar algo de Deus. Ou pelo
menos assim deve ser para quem verdadeiramente é um servo e sabe que Ele é o Senhor
absoluto. Então, ao lembrarmos, suplicamos também.
Em seguida, ele clama por ferramentas (bom senso e conhecimento) para sua vida (v.66),
sem tais coisas, muitas promessas de Deus são atrasadas e demoram a chegar às nossas vidas
devido às nossas más decisões (a nação de Israel que o diga!). Muitas vezes o agir de Deus
passa despercebido quando Ele faz algo diferente do que esperávamos. Deus é soberano e usa
decisões boas ou más, mas fica claro que cooperamos com Sua vontade quando andamos de
maneira coerente com a Sua Palavra. A responsabilidade humana é gerenciada pela soberania de
Deus.
A necessidade de sermos guiados pela Palavra fica clara quando o salmista chega a
reconhecer que sem a disciplina do Senhor, ele “andava desviado” (v.67). A Palavra ensina,
mas também repreende e corrige (2Tm 3.16,17). No contato com ela, podemos reconhecer que
mesmo os atos de disciplina de Deus são bons (v.68) são um reflexo da própria bondade dEle
para conosco e uma oportunidade “em cores” e “ao vivo” em nossas vidas de aprendermos os
decretos do nosso Deus.
A disciplina é necessária. Nosso Deus jamais nos “mimaria” acobertando nossos erros. Ele nos ama e
por isso nos repreende para que sejamos transformados e retornemos à Sua vontade. Como você tem
encarado os momentos de disciplina de Deus? Você tem aprendido e amadurecido ou tem adquirido
um coração amargurado?
Leitura Diária: Gênesis 14-16
C
Semana 2 | Dia 11 | Quarta | Salmo 119.69-72 (Tét)
ontinuando o texto de ontem, quando nos posicionamos ao lado do Senhor, os opositores da
verdade usarão de armas carnais (v.69); mas, não nós! Nossas armas são espirituais e a
obediência aos preceitos do Senhor é uma delas. Mesmo que pareça sem sentido naquele
momento, siga obedecendo! Porque o que se desvia da Palavra ganha em troca um coração
insensível (v.70), pois este não é trabalhado pelo Espírito de Deus através da Palavra. Isso é
algo que leva a decisões mais e mais distantes da vontade de Deus. O contrário, é um coração
que trabalhado pela submissão, vê sua cerviz quebrada pelo amor soberano de Deus.
Irmão, diga como o salmista no verso 71 e prefira a dor à desobediência, prefira o castigo
se for o necessário para voltar para o Senhor; o autor de Hebreus ensina que nem nossa própria
vida é mais importante do que honrar a Deus com nossa obediência! (Hb 12.4).
Não despreze a repetição desse conceito. Os versos 67 e 71 são paráfrases um do outro.
Formulações diferentes da mesma ideia. Isto é, a disciplina é bênção diante da possibilidade ou
mesmo da realidade do desviar do caminho da justiça, do caminho de Deus.
Finalmente (v.72), creia também que o seu Deus é mais precioso do que riquezas. Quantos
têm trocado a sua santidadepor um punhado de moedas! Quantos tem trocado a obediência a
Deus por bens passageiros! Que o Senhor nos ajude pela Sua graça e misericórdia a não
negociarmos nossa vida com Ele!
Eu não posso pensar em algo pior do que um coração (consciência; cf 1Tm 4.2) cauterizado, isto é,
insensível, envolto em “sua” própria mente e ideias, inacessível aos conselhos da sabedoria, resoluto no
erro. Essas são algumas características. Por isso que a disciplina é tão valiosa para nos tirar desse
estado. Examine sua vida de novo. Quais são áreas que ameaçam ficar insensíveis se recusar a vontade
de Deus? Confesse e clame por bom senso e conhecimento para poder confiar nos mandamentos de
Deus.
Leitura Diária: Gênesis 17-19
N
Semana 2 | Dia 12 | Quinta | Salmo 119.73-75 (Iode)
ossa seção de hoje começa com uma declaração para colocar evolucionistas e naturalistas de
cabelo em pé: Deus nos formou! (v.73) Somos feitura dele, como diria o Salmo 139. Assim,
quem mais poderia conhecer os detalhes e os fatos mais intrínsecos do ser humano do que o
seu criador? Portanto, precisamos ir a Ele para obter respostas para nossa vida, através das Suas
Escrituras. O criador explica a criatura; simples assim. E Ele o faz por meio da Sua Palavra que
requer dedicação e estudo, oração e meditação. Que coisa boa que você decidiu dedicar este ano
à vida devocional, não?!
Nossa dependência e obediência das Escrituras servem de motivação para outros que
desejam viver da mesma maneira (v.74). Que maneira maravilhosa de motivar o povo de Deus,
isto é, sendo modelo de vivência das Escrituras! Claro que Cristo é nosso exemplo e modelo
absolutos, mas somos incentivados a nos espelhar uns nos outros (1Co 4.16; 11.1) algo que
Paulo elogiava nos tessalonicenses (1Ts 1.6-7). A dependência da Palavra percebida na vida do
meu irmão deve me alegrar e me motivar, e vice-versa. Que dinâmica maravilhosa nosso Deus
arquitetou!
Mas, ser disciplinado é também parte da experiência do salmista ao andar com Deus
(v.75); na qual ele reconhece a justiça de Deus em castigá-lo. Nisso também há uma troca de
exemplo entre os filhos de Deus. As quedas e restaurações nossas e de outros devem ser
testemunhos de como não compensa a desobediência e de como nosso Deus nunca nos
disciplina por sadismo ou outro motivo torpe. Seu objetivo é sempre nos educar na prática da
justiça e nos fazer mais semelhantes a Seu Filho (Hb 12.4-13).
Somos “artesanato” de Deus (Ef 2.10). Apesar de estarmos “prontos” posicionalmente em Cristo,
ainda estamos também “em formação” dia após dia. Você tem aprendido com exemplos positivos e até
mesmo negativos no Corpo de Cristo? Você tem buscado ser um exemplo positivo, portanto, imitável
para aqueles que querem também viver a Palavra?
Leitura Diária: Gênesis 20-23
E
Semana 2 | Dia 13 | Sexta | Salmo 119.76-78 (Iode)
em meio à disciplina que vimos ontem, a qual também pode servir de exemplo
(alerta) para os outros, a certeza de que se trata de um ato de amor da parte de Deus deve nos
consolar (v.76). Ele prometeu, e assim Ele agirá. Dói, mas é a disciplina amorosa de um Pai
que se importa com Seus filhos. Ai de nós se estivéssemos largados à nossa própria sorte e às
consequências das nossas más decisões! Ai de nós se o Deus Imanente (isto é, presente em
nossas vidas) não interviesse!
Já que Ele nos ouve, a humildade de clamar pela misericórdia de Deus (não receber o que
merecemos) precisa ser um produto da disciplina (v.77). Arrogância e insubmissão apenas
retratam que não aprendemos nada quando disciplinados por Deus. A desobediência traz morte;
o contrário, obviamente é vida. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e venha sempre nos
resgatar da morte da desobediência. Ela mata o nosso vigor espiritual e nos tira todo
discernimento. Sejamos humildes, portanto, quando clamamos.
E essa humildade nos coloca em contraste com arrogantes (v.78) que podem, inclusive, ter
sido instrumentos de Deus na nossa disciplina. Tal como os babilônios foram usados na
disciplina de Deus contra o povo de Judá. Assim, mesmo errados e mal intencionados, muitas
vezes os planos dos maus são usados por Deus. Por exemplo, os irmãos de José o prejudicaram
de forma arrogante e sem motivo (justificável), mas Deus soberanamente usou isso para realizar
Seus propósitos eternos.
Jamais alguém viu uma chinelada dos seus pais como um ato de amor. Não no momento. O mesmo
acontece conosco em relação a Deus: “Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento,
mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram
exercitados” (Hb 12.11). Ainda assim, que ela nos leve a um clamor humilde. Que sejamos também
preservados de nos amargurar contra aqueles que nos causaram algum mal e entender que o Senhor é
que irá lidar com eles. A nós basta que fiquemos com os preceitos do Senhor.
Leitura Diária: Gênesis 24-26
E
Semana 2 | Dia 14 | Sábado | Salmo 119.79-80 (Iode)
m meio a tudo isso, não estamos sozinhos: aqueles que temem também ao Senhor estão ao
nosso lado (v.79). Um irmão em disciplina (durante e depois) não deve ser abandonado.
Tendo eles temor gerado no entendimento das Escrituras, eles devem estender a mão e ser
mais uma demonstração da misericórdia de Deus enquanto estamos na disciplina. Leia Gálatas
6.1-5 e veja como Paulo ensina sobre nossas atitudes para com o irmão em pecado.
Confrontação que busca restauração. Levar os fardos pesados para que o outro vença a
disciplina. Devemos examinar a nós mesmos para levar as próprias cargas antes que elas nos
derrubem.
Finalmente, a maneira de prevenirmos a necessidade de encontrarmos Deus na disciplina é
manter um coração íntegro diante da Bíblia. Prevenção em lugar de correção; eis a receita da
vida feliz e vitoriosa. Isso não significa que não podemos ser provados por Deus. Ele ainda pode
precisar nos purificar pelo fogo da tribulação. Mas, pelo menos, não entraremos nele por um
motivo de desonra (desobediência) a um Deus tão maravilhosos como o que servimos.
A vida cristã é uma caminhada longa e difícil, tal como vemos exemplificada no clássico de John
Bunyan, “O Peregrino”. O caminho estreito também é acidentado e cheio de desafios. Nesses três dias
aprendemos que (1) Deus é nosso criador, (2) nossa vida pode ser exemplo e motivo de alegria para os
outros (além de um alerta), (3) a disciplina de Deus não é injustificada, (4) o consolo dEle nos ajuda
em meio à disciplina, (5) a humildade em buscar a Sua misericórdia contrasta com a arrogância dos
que nos prejudicam, (6) podemos contar com nossos irmãos em meio à disciplina e (7) um coração
íntegro é a melhor prevenção para não cairmos.
Escreva sobre como sua vida se encaixa nesta seção do Salmo 119. Abra seu coração diante do Senhor!
Leitura Diária: Gênesis 27-29
D
Semana 3 | Dia 15 | Domingo | Gênesis 12.1-9
urante os próximos dias, caminharemos com Abraão numa jornada de fé. O autor de
Hebreus nos ajuda a entender que a história de Abraão apresenta um padrão de fé de
peregrinação espiritual em direção à cidade celestial (Hb 11.8-10). Com isso em mente, leia
Gênesis 12.1-9. A passagem conhecida como o “Chamado de Abrão” lança os fundamentos de
uma jornada de fé: (1) andar pela fé começa como resposta a ouvir a Palavra de Deus (12.1); (2)
andar pela fé implica deixar um lugar/estado para ir a outro de acordo com a vontade de Deus
(12.1); (3)andar pela fé nos coloca num lugar de bênção que está ligado aos propósitos de Deus
em abençoar (12.2, 3); (4) andar pela fé será visto através de uma obediência simples e direta
aos mandamentos divinos (12.4) e (5) andar pela fé nos conduz a reconhecer o único e
verdadeiro Deus numa adoração sincera (12.8).
Sua fé é edificada pelo ouvir a Palavra de Deus. Como você hoje está submetido ao ministério da
Palavra de Deus? Quando Jesus o encontrou, de onde Ele o tirou e para onde Ele está conduzindo você?
Existe muita confusão sobre “bênção” hoje em dia. Mas a Palavra de Deus nos mostra que ser
abençoado envolve ser equipado para cumprir os propósitos de Deus.Para que obra o Senhor o
abençoou em Jesus? Encerre o tempo hoje louvando a Deus em oração por quem Ele é pelo que fez por
você.
E
Semana 3 | Dia 16 | Segunda | Gênesis 12.10-13.4
m seus primeiros passos após seu chamado, Abrão tem que encarar a provação intensa da
fome (12.10). Motivado pelo “MEDO”, Abrão sai de Betel e desce para o Egito. O que
Abrão temia? Talvez que a fome comprometesse a promessa feita por Deus de que ele
receberia uma terra próspera? Ou de não conseguir prover para os muitos filhos que teria? Não
sabemos ao certo o que Abrão temeu, mas sabemos que o medo nos leva a fazer coisas que
normalmente não faríamos ou nos tenta a não fazer coisas que normalmente faríamos. O
caminho do medo trilhado por Abrão até o Egito, levou-o a agir fora da promessa de Deus e a
confiar em sua própria sabedoria (12.10-13). Devemos lembrar que se agimos com base no
medo, logo não estamos agindo com base na fé. E tudo que não provém da fé é pecado (Rm
14.23). Ainda que o primeiro passo de Abrão tenha sido decepcionante, o Senhor mostra que é
misericordioso e abençoa Abrão (12.16, 20). A bênção dada por Deus é mais que prosperidade
aqui na terra, é um estado que nos permite viver de acordo com os propósitos de Deus: para que
o nome do Senhor seja conhecido. Abrão volta para onde tudo começou (13.1-4) e ali adora ao
Senhor.
Para onde o seu medo comumente o leva? Provérbios 3.5-6 nos chama a confiar no Senhor e reconhecê-
lO em todos os nossos caminhos. Quais são alguns passos práticos que você pode dar para deixar o
caminho do medo, mantendo-se no caminho que o Senhor tem para você? Você PRECISA conhecer as
promessas de Deus, pois o Senhor age por meio delas.
Leitura Diária: Gênesis 30-33
A
Semana 3 | Dia 17 | Terça | Gênesis 13.5-18
Bíblia apresenta Ló como um homem justo (2Pe 2.7). Difícil conciliar a descrição que Novo
Testamento faz de Ló com o texto de hoje. Entretanto, precisamos reconhecer que apesar de
a fé ser forjada e lapidada nas circunstâncias, ela não é um resultado automático das
circunstâncias. Desde Gênesis 12.4, Ló esteve com Abrão e testemunhou muitos eventos como:
a resposta de Abrão ao chamado de Deus, a adoração de Abrão e o livramento divino no Egito.
Entretanto, testemunhar e vivenciar muitas coisas não é garantia de verdadeiro aprendizado e
crescimento. Da mesma forma, estar em uma comunidade de fé não é garantia de
amadurecimento espiritual genuíno. Abrão, ao permitir que Ló escolhesse em qual lado ele
gostaria de estar, exerceu humildade e generosidade. Entretanto, a escolha feita por Ló foi
errada. Ele foi guiado pelo que viu (Gn 13.10) e considerou a prosperidade terrena para a sua
decisão. Ló armou suas tendas até Sodoma e o texto deixa claro que os moradores de Sodoma
eram “maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13). Ló colheria posteriormente o
fruto dessa decisão imprudente que certamente não foi tomada com passos de fé.
Em que áreas de sua vida você consegue perceber que o simples conhecimento de informações sobre
Deus não lhe traz garantia de amadurecimento espiritual? O relato da história de Ló mostra que,
posteriormente, Deus foi misericordioso com ele, livrando-o de Sodoma e Gomorra. Você consegue se
lembrar de situações nas quais Deus demonstrou misericórdia em sua vida, mesmo após você ter
tomado decisões em desobediência à vontade dEle? Como o conhecimento que temos sobre Deus pode
ser convertido em verdadeiro crescimento e amadurecimento espiritual?
Leitura Diária: Gênesis 34-37
A
Semana 3 | Dia 18 | Quarta | Gênesis 15.1-21
pós os acontecimentos de Sodoma e Gomorra, o Senhor fala mais uma vez com
Abrão, confortando-o para não temer, pois o próprio Senhor seria seu escudo e daria
grande recompensa (15.1). Porém, parece que Abrão ainda abrigava dúvidas em seu coração
sobre a possibilidade de ter (ou não) um herdeiro. Suas dúvidas são expressas em sua solução
proposta: tudo o que ele possuía seria passado para um de seus servos (15.3). Mas o Senhor
reafirma o que lhe foi prometido com um pouco mais de detalhes: grandes nações viriam de sua
descendência, e que esta seria gerada a partir de Abrão, não de um servo. Abrão creu e isso lhe
foi imputado por justiça (15.6). O Senhor também reafirma Sua promessa de uma terra. Abrão
pergunta como poderia ter certeza de que esta terra seria sua. Misericordiosamente, Deus
estabelece uma aliança suficiente que garantiria o cumprimento das promessas feitas a Abrão. A
garantia era a Palavra do Senhor, cumprida nas próximas gerações, atestando a veracidade da
Palavra de Deus e que ela é digna de confiança (15.8-21), ainda que as circunstâncias não
deixem isso evidente nem o tempo de cumprimento seja igual aos nossos anseios e desejos.
Frequentemente, questionamos os métodos do Senhor, pois achamos que sabemos mais sobre o que é
melhor para nós. Porém, assim como o Senhor fez com Abrão, ele faz conosco, independente das nossas
dúvidas e vontades, a vontade de Deus é soberana, e Seu tempo é perfeito. Isso nos mostra que devemos
ter total confiança nEle, pois Deus sabe mais e também o que é melhor. Não é errado que busquemos
apoio nEle, que oremos por sabedoria, isso só fortalece nossa fé e esperança de que Ele provê para
nossas necessidades. Deus é soberano para escolher quando e como Ele irá cumprir suas promessas. No
entanto, Ele não nos deixa sem direção, mas estabelece em Sua Palavra a garantia suficiente para
andarmos com fé informada pelo Seu santo caráter e boa vontade. Qual é o seu próximo passo de fé?
Leitura Diária: Gênesis 38-40
D
Semana 3 | Dia 19 | Quinta | Gênesis 16.1-16
eus havia prometido uma descendência a Abrão e Sarai, mas já haviam-se passado dez anos.
Pouca coisa coloca mais dúvida sobre as promessas do Senhor que a longa “espera” para o
seu cumprimento. Infelizmente, Abrão e Sarai cederam à pressão da espera. Sarai planeja e
executa uma solução para a “falta de herdeiro” (16.2). O plano atingiu seu objetivo, mas o
sucesso do “jeitinho executado” mostrou o tropeço da fé. Consequências desastrosas caíram
sobre Sarai e sua família. Ainda assim, vemos a ação misericordiosa de Deus em meio à falta de
sabedoria humana, cumprindo Seu plano divino apesar de nossa fé vacilante. Somos
encorajados com o fato de que os planos frustrados são lembretes da graça de Deus. A
verdadeira fé é expressa na confiança nos meios de Deus para cumprir Suas promessas. Erramos
ao esperar a realização de sonhos pessoais não prometidos por Deus. Precisamos conhecer as
promessas do Senhor e os seus padrões divinos de cumprimento. Erramos ao tentar manipular
resultados para conquistarmos o que Deus nos prometeu. Os feitos da carne nos colocam
debaixo de escravidão voluntária, mas na obra do Espírito somos libertos para olhar nossas
atitudes, tirar lições, obter consolo do Senhor e coragem para mais um passo.
Identifique quais objetivos e desejos têm tentado você a ser incrédulo quanto ao tempo divino perfeito e
à vontade soberana de Deus. Você tem respondido com fé confiante ou com ansiedade? Como você pode
conhecer as promessas de Deus? Tenha planos práticos e mensuráveis para que essas verdades estejam
sempre em seu coração.
Leitura Diária: Gênesis 41-43
C
Semana 3 | Dia 20 | Sexta | Gênesis 18.1-33
ontinuamos caminhando com Abraão. Aprendendo mais sobre uma jornada de fé, não
podemos deixar de examinar o contraste entre FÉ e INCREDULIDADE. Abraão demonstra
uma fé que o leva à adoração humilde ao Senhor, expressa em um serviço de hospitalidade
(18.1-8). Por outro lado, temos Sara que ainda expressa incredulidade. Quando o Senhor fala a
Abraão sobre como se daria o início do cumprimento de Sua promessa, Sara se põe a rir, pois
sua incredulidade só permitia que ela enxergasse as possibilidades conhecidas (v.11), rindo das
promessas de Deus. A incredulidade é uma resposta ruim a mesma promessa. E o que difere as
respostas de Abraão das de Sara? A diferença se encontra no coração. Tanto Abraão como Sara
receberam as mesmas informações sobre a promessa, porém o que cada um guardava em seu
coraçãofoi o que determinou a reação de ambos. Lembre-se, a fé confia no tempo de Deus e
enxerga o que Ele pode fazer.
É importante sabermos que incredulidade é diferente de ignorância. Como tem sido as suas respostas
em relação às promessas de Deus? Você tem enxergado apenas as possibilidades conhecidas? Ou tem
esperado com fé pelo tempo de Deus? Não se deixe enganar, a sua incredulidade é uma resposta do seu
coração. Peça para Deus sondar o seu coração e mostrar-lhe o que tem impedido você de viver uma fé
que responde ao Senhor com adoração.Leitura Diária: Gênesis 44-46
A
Semana 3 | Dia 21 | Sábado | Gênesis 22.1-19
maturidade da fé é expressa numa confiança irrestrita nas promessas de Deus, apesar do que
as circunstâncias parecem nos tentar a enxergar. Essas e tantas outras lições se solidificam
no emocionante episódio de Gênesis 22.1-19. Nesse ponto, Abraão já sabe que Isaque era o
filho da promessa, de quem viria muitas nações. Isaque era o filho amado por Abraão, mas por
que um pedido tão radical como teste? As histórias envolvendo Abraão apontam para uma
história maior: Jesus Cristo (Lc 24.44-48). Assim, o Senhor fez um pedido a Abraão para que
sacrificasse o próprio filho. Um pedido difícil, uma prova dolorosa. E a fé de Abraão nas
promessas do Senhor se consolidam diante das circunstâncias impossíveis. O autor de Hebreus
nos ajuda e entender que Abraão creu na ressurreição (Hb 11.17-19). Se Isaque era o filho da
promessa e Deus ordenou que ele fosse sacrificado, então Deus haveria de ressuscitá-lo para
manter Sua promessa. Abraão creu. Ao mesmo tempo, Deus provou que Ele não irá nos chamar
para nenhum lugar ou prova que Ele mesmo não esteja disposto a enfrentar por amor a nós.
Abraão não poupou o seu próprio filho, mas o Senhor poupou Isaque (Gn 22.11-18). O Senhor
enviou o Seu próprio Filho e não o poupou por amor a nós, para que você e eu saibamos que
nada irá nos separar dEle (Rm 8.31-39).
Como as circunstâncias difíceis que você enfrenta podem tentá-lo ao desânimo ou incredulidade com
respeito à bondade de Deus? Agradeça ao Senhor por ter enfrentado a morte em seu lugar para que
hoje você tivesse a certeza de que não tem nada que você precisará enfrentar que o separe do amor de
Jesus!
Leitura Diária: Gênesis 47-50
A
Semana 4 | Dia 22 | Domingo | Mateus 7.24-27
A PARÁBOLA DOS DOIS ALICERCES
parábola compara dois homens. Um sábio e o outro tolo. Ambos construíram uma casa,
porém em terrenos diferentes. Ao terminar o Sermão do Monte, Jesus
quer deixar claro que aqueles que ouviram a mensagem, creram nela e se dispuseram a
obedecer, serão aqueles que resistirão ao juízo de Deus.
Devemos depositar toda nossa confiança em Jesus ao ouvirmos a mensagem do Evangelho.
Porém, seremos muito tolos senão obedecermos a Ele. Este é o primeiro ensino desta parábola:
A verdadeira fé se expressa em obediência. A fé não pode ser confundida com uma mera
compreensão intelectual da mensagem ou mesmo ser expressa em atitudes religiosas e externas.
Não é a beleza da casa que conta, é onde ela está edificada! Uma fé fingida, interesseira nos
confortos que Jesus pode oferecer, ou simplesmente ritualística são expressões da tolice
daqueles que ouviram e não se converteram dos seus maus caminhos. O outro grande ensino de
Jesus nesta parábola é a respeito dos ventos, chuvas e inundações que vêm sobre as construções.
Esses acontecimentos vêm sobre os tolos que não praticaram a Palavra de Jesus e os sábios que
ouviram e praticaram o Evangelho. Algumas interpretações dessa parábola sugerem a ausência
de problemas na vida, uma vez que há obediência. Isto é falso! Jesus está se referindo ao dia do
Juízo! É um alerta aos que não andam no caminho apertado e não entram pela porta estreita (Mt
7.13,14); aos que não produzem bons frutos (Mt 7.15-20); e aos que professam uma fé baseada
em palavras e atos exteriores (Mt 7.21-23).
Um dia, todos nós compareceremos diante do Julgamento de Deus. Aqueles que tiveram uma fé
verdadeira em Jesus terão construído sua casa sobre a rocha, demonstrada pela prática da obediência.
Porém, aqueles que apenas ouviram as palavras de Jesus, quando a tempestade chegar, as estruturas
deles não enganarão a ninguém, muito menos a Deus (Ez 13.10-16).
365 Dias com Deus
C
Semana 4 | Dia 23 | Segunda | Mateus 13.44
A PARÁBOLA DO TESOURO ESCONDIDO
omo não havia banco naqueles dias, algumas pessoas escondiam seus tesouros enterrados
nos campos. Ao contar essa parábola, Jesus estava propondo a única reação possível diante
desse tesouro escondido. Jesus esperava que Seus seguidores reagissem com alegria e
autossacrifício diante do tesouro que os esperava. Os discípulos não podem ter dúvidas em
renunciar tudo quanto têm para seguir Jesus.
Mas, o que é esse tesouro tão valioso que demanda que renunciemos com alegria tudo
quanto temos para adquiri-lo? Este Tesouro É o Reino dos Céus. Ele é valioso porque: Nos
concede um Reino: Esta é a Esperança Futura de estarmos com Deus para sempre, onde não
haverá dor e sofrimento. Onde a paz, a alegria e a Justiça reinarão para sempre. Esse Reino já
pode ser experimentado agora pela influência do Espírito de Deus que habita com aqueles que
receberam o Reino pela fé. Porque nos torna súditos: Ser súdito deste Reino significa ter o
privilégio de representa-lo. Além disto, os súditos deste reino se tornam filhos do Rei, o que os
concede acesso direto à sua presença. Porque tem o Rei Jesus: É comum em outros reinos os
súditos serem explorados e chamados a se sacrificarem em favor do Rei. Porém, neste Reino, o
Rei se sacrificou em favor dos seus súditos. Ele morreu para que rebeldes se tornassem súditos
mediante a fé. E ao ressuscitar garantiu que sua vitória sobre a morte seria concedida a cada um
dos seus seguidores.
Só há uma forma de vivermos: Buscando o Reino em primeiro lugar. O grande alvo do nosso coração
não pode ser a fama, um relacionamento amoroso, o dinheiro, o conhecimento ou qualquer coisa
aparentemente valiosa para este mundo caído. O ÚNICO alvo do nosso coração deve ser glorificar ao
Rei, anunciar o Reino e demonstrar amor aos outros súditos através do nosso emprego, dos nossos
estudos, dos nossos relacionamentos. LEMBRE-SE: TODO AUTOSSACRIFÍCIO É JUSTIFICADO
PELO REINO QUE RECEBEMOS.
Leitura Diária: Jó 1-5
J
Semana 4 | Dia 24 | Terça | Mateus 13.1-9, 18-23
A PARÁBOLA DO SEMEADOR OU DOS SOLOS
esus convidou a muitos para seu Reino. No livro de Mateus, esses convites foram registrados
em diversos discursos feitos por Jesus. Porém, à altura do capítulo 13,
os fariseus haviam dado sua resposta. Indiferença, incredulidade e hostilidade. Então, Jesus
ensina sobre as reações à sua mensagem na parábola do semeador, onde cada tipo de solo é um
exemplo de resposta.
O primeiro solo é “à beira do caminho”: Esse é o coração fechado para entender a
mensagem do Reino. Ele é facilmente enganado pelo Maligno e não resiste às dúvidas, pois é
incrédulo por natureza.
O segundo é o “solo pedregoso”: Esse é o coração que até se contagiou pelas alegrias do
Reino, até entendeu o Evangelho e ficou emocionado com a obra de Cristo. Porém, esse coração
não considerou o custo do discipulado. Ele não esperava pelas perseguições e tribulações e que
precisaria perseverar em meio às dificuldades que sobreviriam. Esse coração não criou raízes
resistentes e profundas.
O terceiro solo é aquele “entre os espinhos”: Esse coração ouve a palavra e reconhece os
custos, porém, os encantos desse mundo a sufocam. Esse coração está muito ocupado com as
preocupações mundanas ou mesmo seduzido com as riquezas, que não se satisfaz com a presença
de Jesus.
O quarto solo é a “boa terra”: esse coração é o que passa pelo processo do discipulado
completo: ele ouve o Evangelho, o entende e responde a ele com frutos de obediência. Esse
coração experimenta as riquezas do Reino. Esse é um coração receptivo à mensagem do Reino.
Ele estabeleceu raízes em Jesus, se alimentando de Cristo profundamente.
A mensagem de Jesus é surpreendente: Ele é o grande Rei que veio retomar seu reino.Ou somos
opositores ao Seu Reino, ou nos tornamos súditos do Rei Jesus. O único coração que se torna súdito do
Rei e frutifica em obediência a Ele é aquele que se arrependeu e creu em Jesus, o Rei. Qual será sua
resposta?
Leitura Diária: Jó 6-9
A
Semana 4 | Dia 25 | Quarta | Mateus 13.24-30, 36-43
A PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO
parábola do Joio e do Trigo, trata sobre como o Reino pode estar presente no mundo e ao
mesmo tempo existir o mal. Essa parábola responde à pergunta: Será possível que a obra de
Jesus e dos seus seguidores seja realmente o Reino, enquanto existe tanta coisa errada?
Jesus nos explica que Ele tem semeado sua Boa Palavra, o Evangelho, no mundo, por meio
dos seus seguidores. Porém, a obra do maligno continua ativa. Ele continua a espalhar o mal no
mundo. Foi assim desde o princípio. Deus fez um mundo bom, mas o inimigo seduziu os
homens a fazerem o que é mal. Mas, existe um alerta que soa como esperança para os que creem
na mensagem do Evangelho. No final do Mundo, Jesus irá julgar o mal e extirpá-lo para que
desfrutemos de uma criação totalmente renovada e perfeita. Essa é nossa esperança! O Mal não
triunfará no final! E o que era apenas um feixe de luz no mundo, será sol resplandecente ao
meio dia.
Devemos examinar o nosso coração e verificar se já fomos purificados dos nossos pecados pela Palavra
do Evangelho. Para que sejamos o trigo, os filhos do Reino, devemos ser purificados pelo poder
Transformador do Evangelho. Devemos crer na obra de Cristo em nosso favor. O alerta de Jesus
também nos chama a atenção a não colocarmos grandes expectativas neste mundo, nem em seus
governos, nem numa promissora tentativa de paz mundial. O mal estará presente até o final dos
tempos. Não sejamos enganados! Porém, não devemos nos desanimar ou mesmo nos assustar. Pois o
mal será julgado e reinaremos em verdadeira paz para sempre com o Senhor. Por esta razão, nossa
tarefa neste mundo é sermos sal e luz, mesmo que o mal pareça não ter fim. Devemos fazer o bem a
todos, amparar os necessitados, defender os oprimidos e nos colocar ao lado da justiça, devemos lutar
pela pureza da igreja nos exortando uns aos outros, e especialmente pregando as boas novas do
Evangelho.
Leitura Diária: Jó 10-13
A
Semana 4 | Dia 26 | Quinta | Mateus 13.31-33
A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA E DO FERMENTO
s duas parábolas são muito próximas em seu significado. O Reino de Deus embora seja
humilde em seu começo (pequeno grão de mostarda e um pouco de fermento) se tornará tão
extenso que será capaz de abençoar todo o mundo (a grande árvore que abriga pássaros) e
influenciar positivamente ao ponto de causar profundas transformações (farinha levedada pelo
pouco de fermento).
Essas parábolas eram muito importantes para encorajar os discípulos de Jesus diante de
tantas oposições sofridas no mundo. A história do cristianismo deixa claro de onde vem o poder
do Reino: Jesus escolheu doze homens que seriam considerados fracassados segundo os padrões
deste mundo, quando houve uma reviravolta na história: Jesus ressuscitou dentre os mortos pelo
poder do Espírito Santo. E os doze discípulos e mais alguns seguidores receberam o esse poder.
Em pouco tempo foram conhecidos como “aqueles que agitaram o mundo” (At 17.6).
Conhecemos onde a história está! E fazemos parte dela. Nenhum grupo na história foi tão
expressivo em seu crescimento e tão intenso nas transformações que causou quanto o
Cristianismo. O Segredo está aqui: O Evangelho é o poder de Deus para salvação!
Nos pequenos começos, mesmo nas nossas falhas, em tudo isto Deus está fazendo Seu Reino crescer. E
embora sejamos tentados a avaliar nosso empreendimento conforme o mundo dos negócios, devemos
manter nosso foco no poder do Espírito que dá o crescimento. Não devemos desistir, pois o Reino de
Deus triunfará. A proposta do Reino de Deus nos torna participantes do maior evento da história
mundial. Algumas pessoas pensam que são muito incapazes de fazer parte disto. É verdade! Todos nós
somos incapazes. Porém, quando somos alcançados pelo Poder do Evangelho, somos transformados e
habilitados para influenciar este mundo com o amor de Cristo. Creia que Deus está fazendo seu Reino
prosperar apesar da oposição de Satanás.
Leitura Diária: Jó 14-17
N
Semana 4 | Dia 27 | Sexta | Mateus 13.47-51
PARÁBOLA DA REDE DE PESCA
essa Parábola, Jesus quer mostrar que o Reino de Deus é como uma rede lançada que avança
sobre o mundo através da história. Toda humanidade está conectada ao propósito de Deus
em revelar o Reino de Seu Filho no final dos tempos. As pessoas que creem nisto vivem à
luz dessa realidade. No entanto, aqueles que ignoram a presença do Reino dos Céus, quando a
rede for puxada, responderão ao juízo de Deus e serão lançados na “fornalha ardente, onde
haverá choro e ranger de dentes”.
O Juízo de Deus acontecerá na Vinda Gloriosa do Senhor Jesus. A questão nessa parábola
é sobre a indiferença que alguns podem ter quanto a esse juízo. Assim como peixes não podem
perceber que estão sendo arrastados para a beira da praia, alguns homens não percebem que
estão sendo arrastados para o dia do Juízo de Deus. Eles não creem na terrível realidade do
inferno! Eles rejeitam os alertas graciosos e amorosos de Deus sobre como escapar desse dia
terrível. O inferno é um lugar de tormento constante, onde corpo e a alma serão castigados
eternamente de acordo com sua desobediência ao Evangelho. A Esperança, porém, consiste em
que, no final dos tempos, Deus colocará todas as coisas no seu devido lugar. Se os injustos
receberão o castigo, os justos entrarão no Reino dos Céus.
Às vezes, a presença do mal nos incomoda e tendemos a reagir com vingança, rancor no coração e
autojustiça. Porém, devemos manter nossa pública confissão de fé, aguardar a nossa recompensa eterna
e a devida punição do mal na volta de Cristo. Enquanto isso, devemos nos preocupar mais em
compartilhar o Evangelho da Graça de Cristo a todas as pessoas que nos cercam, para que mais pessoas
possam se tornar conscientes da realidade da grande separação que Deus fará no final dos tempos.
Leitura Diária: Jó 18-21
H
Semana 4 | Dia 28 | Sábado | Mateus 13.51,52
A PARÁBOLA DO MESTRE DA LEI
á dois pontos centrais para interpretação dessa parábola: O tesouro recebido e o uso deste
tesouro.
O Primeiro ponto diz respeito à intenção de Jesus ao ensinar. Jesus fez seus discípulos
conhecerem as verdades acerca do Reino. Ele habilitou os discípulos a serem como escribas,
mestres da Lei, ou seja, conhecedores habilidosos das VELHAS verdades presentes na mente de
Deus, ocultas desde a fundação do mundo, mas agora NOVAS, pois foram reveladas diante da
manifestação do Cristo prometido (Ef 3.5).
A segunda ênfase dessa parábola diz respeito ao uso do Tesouro. Os discípulos de Jesus
aprenderam a usar as verdades acerca do Reino em favor de si mesmos e em favor dos outros.
Por meio destas verdades encontramos direção para a vida; esperança para as aflições;
motivação suficiente para negarmos a nós mesmos e seguirmos a Jesus.
É uma grande alegria receber esse tesouro, mas é nosso dever aplicá-lo à nossa vida. Devemos examinar
a fundo a mensagem do Evangelho e responder com sinceridade ao discipulado: Ouvir, crer e obedecer
aos mandamentos de Jesus. Além disto, devemos nos comprometer com esta verdade como um todo.
Não podemos reduzir o Evangelho às nossas preferências ou ao que nos deixa mais confortáveis. Se o
Evangelho fala sobre Jesus como único caminho de salvação, ou sobre o inferno como destino das
pessoas que rejeitam a Cristo, ou sobre a necessidade de renunciar a própria vida para seguirmos a
Jesus, nós falaremos estas verdades! O nosso tesouro é inegociável! É, também, desse tesouro que
tiramos os suprimentos para nossa vida. Ou seja, é por meio dele que sabemos viver como súditos do
Rei Jesus neste mundo.
Leitura Diária: Jó 22-24
E
Semana 5 | Dia 29 | Domingo | Gênesis 37-50
m lugar do texto acima que leremos nos demais dias, leia as referências mencionadas aqui.
Segundo Moisés, o último trecho do livro deGênesis é sobre “a história da família de Jacó”
(Gn 37.2). Em especial, existe um destaque dado ao décimo primeiro filho do patriarca; seu
nome é José. Por causa do Novo Testamento, nós sabemos que, em última análise, todo o
Antigo Testamento foi escrito para revelar Jesus, o Messias (Jo 1,45; 5.39; Lc 24.27,44). Ao
mesmo tempo, nós reconhecemos, por intermédio do apóstolo Paulo, que o Antigo Testamento
foi escrito “para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo
procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Rm 15.4). Para Timóteo, Paulo
escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para
a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente
preparado para toda boa obra” (2Tm 3.16,17). José, ainda que seja a personagem enfatizada
nesse trecho de Gênesis, ele não é o alvo e nem objetivo final do autor. Ele, como veremos nos
próximos devocionais, foi um instrumento de bênçãos nas mãos do Senhor para os propósitos de
Deus.
Ao encarar o décimo e último trecho de Gênesis – e sabemos disso pelo marcador literário formado
pela palavra hebraica toledot – não se esqueça de que o foco da Bíblia não está baseado numa filosofia
moral, mas no Deus real e pessoal. Você tem sido um instrumento de Deus para que mais pessoas
creiam na principal personagem dessa história?
D
Semana 5 | Dia 30 | Segunda | Gênesis 37
os doze filhos de Jacó, José era de quem ele mais gostava. “Por isso mandou fazer para ele
uma túnica longa” (v.3). Tal manifestação tola e pública de favoritismo
influenciou os irmãos de José a odiá-lo e a não conversar com ele (v.4). Nesse cenário, José
tem dois sonhos e tanto os seus irmãos quanto Jacó os interpretam equivocadamente. Mais
provavelmente, em vez de entendê-los como José governando sobre a família, os sonhos
representavam a dependência dos irmãos para com José na obtenção de comida e o momento
quando tudo isso aconteceria. Agora, além de ódio, o texto bíblico diz que os irmãos passaram a
sentir ciúme de José. Essas duas reações foram os ingredientes para eles considerarem matar
José, num dia que Jacó pediu para o seu favorito vistoriar seus irmãos que apascentavam os
rebanhos. Entretanto, em vez disso, resolveram vendê-lo aos mercadores ismaelitas que
passavam ali em direção ao Egito. Quanto ao pai, manipularam as evidências, fazendo com que
ele pensasse que José havia sido devorado por um animal selvagem: “ele chorou muitos dias
por seu filho” (v.34).
Não creio que você tenha sido vendido como escravo pelos seus familiares, mas tenho certeza de que
pessoas que você ama já pecaram contra você. Os sonhos de José, provavelmente, funcionam como
base da sua esperança em manter o foco na soberania de Deus. Tenha você consciência disso ou não,
Deus está no controle da história. Qual é a sua base para perseverar?
Leitura Diária: Jó 25-28
P
Semana 5 | Dia 31 | Terça | Gênesis 38
ara onde foi a sequência da narrativa que terminou no cap. 37? Não podemos perder de vista
que os últimos capítulos de Gênesis relatam sobre a família de Jacó (Gn 37.2), além de
servir, como todo o Antigo Testamento, para direcionar nossos olhos e esperança no
Messias. Judá, além de ser o quarto filho de Jacó, é também ascendente de Jesus. Judá, ao
contrário de seu bisavô, avô e pai – os patriarcas – não zelou por quem tomou como cônjuge,
uma cananeia, com quem teve três filhos. O primeiro se casou com Tamar, escolhida pelo pai,
mas ele morreu porque foi desaprovado por Deus. O segundo filho cumpriu com a sua
obrigação de cunhado (v.8), mas também foi morto pelo Senhor. Sendo o terceiro muito novo
para também cumprir com sua responsabilidade de cunhado, Judá prometeu que o daria quando
fosse mais velho, porém não o fez. Tamar, à espera da promessa, passou-se por uma secreta
meretriz e enganou seu sogro, engravidando dele. Quando Judá soube disso, mandou queimá-la,
mas ela possuía evidências de que Judá era culpado. Ao final, Judá reconheceu seu erro: “ela é
mais justa do que eu” (v.26).
Nem sempre colhemos bons frutos, porque nem sempre plantamos boas sementes. Judá reconheceu
seu pecado e, nas mãos de Deus, tornou-se um novo homem. Nosso soberano e poderoso Deus usa os
santos e os ímpios para Seu propósito. Como você quer ser usado por Ele? Eu prefiro ser usado como
pecador perdoado a pecador culpado, e você? (Ver 1Jo 1.9).
Leitura Diária: Jó 29-32
D
Semana 5 | Dia 32 | Quarta | Gênesis 39
as mãos dos ismaelitas, José foi vendido como escravo no Egito. Mais especificamente, ali
José servia Potifar, o capitão da guarda egípcia (v.1), o que percebeu ser abençoado pelo
Senhor em razão da presença de seu mais novo servo hebreu em sua casa. Por isso deixou
tudo sob o cuidado dele, exceto sua própria comida (v.2-6a). José, que era um belo jovem,
chamou a atenção da mulher de Potifar, que começou a cobiçá-lo e a tentá-lo para se deitarem
juntos. Todavia, José, que dia após dia sabiamente evitava ficar perto dela, reconhecia ser
aquela uma atitude perversa e pecaminosa contra Deus e Potifar (v.6b-10). Ainda assim, houve
um dia quando ela agarrou o manto de José e insistiu que ele se deitasse com ela. Num ato de
coragem, baseado em sua piedosa convicção, José foge, mas seu manto se torna uma evidência
manipulada para uma falsa acusação de tentativa de estupro (v.11-18). Potifar ouviu o lado de
sua esposa e curiosamente, em vez de puni-lo com a morte, “lançou-o na prisão em que eram
postos os prisioneiros do rei” (v.20). Lá, José também era reconhecidamente abençoado pelo
Senhor, conquistando a simpatia do carcereiro e êxito em tudo o que realizava (v.21-23).
Ser íntegro e ser instrumento de bênção para Deus tem o seu preço, mas seguramente ele não é maior
do que aquele que o nosso Salvador, Jesus, pagou na cruz pelos nossos pecados. Ser fiel a Deus não é
sinônimo de segurança e isenção de problemas (Jo 16.33). A garantia é que os valores de Deus se
chocarão com os valores do mundo e, para perseverarmos, precisamos nos lembrar e focar que Jesus
venceu o mundo e nEle, somos mais que vencedores (Rm 8.38,39).
Leitura Diária: Jó 33-36
N
Semana 5 | Dia 33 | Quinta | Gênesis 40
a prisão onde José estava encarcerado, também foram aprisionados o chefe dos padeiros e o
chefe dos copeiros do faraó. De forma especial, “o capitão da guarda os deixou aos
cuidados de José”, que já servia como encarregado do carcereiro (v.1-4). Depois de certo
tempo, esses novos prisioneiros ficaram perturbados com os sonhos que tiveram, visto que
desconheciam o seu significado. Ciente disso, José se posiciona como conhecedor de Deus e
lhes pergunta: “Não são de Deus as interpretações?” (v.5-8.) Depois de ouvir sobre os sonhos
de cada um, José concluiu que o chefe dos copeiros seria restaurado a sua posição e por isso lhe
pediu um favor: “Lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me
desta prisão, pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser
jogado neste calabouço” (v.14,15). O chefe dos padeiros seria decapitado. Tudo aconteceu
conforme José lhes havia dito, porém, o chefe dos copeiros se esqueceu de José (v.23).
As dificuldades pelas quais José passou foram profundos testes de fé, mas elas não abalaram a
segurança que José tinha no Deus da história que ele conhecia e em quem confiava. Qual a sua
expectativa ao se dispor em ser usado pelo Senhor? Quando reconhecemos que a vida é cheia de
tribulações e sofrimento, servir como instrumento de Deus é um desafio diário cuja superação se dá na
convicção e esperança de sabermos quem Deus é e o que ele fará. Busque conhecê-lo!
Leitura Diária: Jó 37-40.5; Salmo 19
A
Semana 5 | Dia 34 | Sexta | Gênesis 41
inda que o chefe dos copeiros tenha se esquecido de José, Deus não se esqueceu.
No tempo certo, faraó também sonhou, ficou perturbado e não encontrou quem pudesse
interpretar seu sonho (v.1-8). Depois que o chefe dos copeiros comentou sobre José, o faraó
ordenou trazê-lo a sua presença e lhe disse ter ouvido sobresua habilidade de interpretar sonhos
(v.9-15). José respondeu confiantemente: “Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó
uma resposta favorável” (v.16). Ele ouviu sobre os dois sonhos do faraó e falou que eles eram a
revelação de Deus sobre o que já estava determinado para acontecer (v.17-36). Após ter contado
o significado, José aproveitou a oportunidade para sabiamente aconselhar o faraó sobre como
ele deveria proceder. Sem encontrar alguém mais capaz, José foi apontado como comandante de
toda a terra do Egito. Lá ele se casou e teve dois filhos, cujos nomes representavam a graça e a
bondade de Deus a José (v.37-52). A interpretação de José estava correta e por ser ele um
instrumento divino de bênção, o Egito prosperava sob Sua orientação e supervisão (v.53-57).
Ainda que o faraó tivesse mudado o nome de José, Deus não foi esquecido por ele. Pelo contrário, José
era exemplo do que centenas de anos depois foi anunciado pelo profeta Jeremias: “Orgulhe-se somente
em conhecer e entender o Senhor” (Jr 9.24). Quando entendemos quem Deus verdadeiramente é,
melhor sabemos quem nós somos e mais servimos ao Senhor. Avalie-se: o seu conhecimento de Deus o
motiva a dedicar seu trabalho em prol de abençoar outras pessoas? Você intencionalmente busca isso?
Leitura Diária: Jó 40.6-42.17; Salmo 29
P
Semana 5 | Dia 35 | Sábado | Gênesis 42
ara que o povo hebreu não passasse fome, Jacó, pai de José, pediu que seus filhos, exceto
Benjamim, o caçula, buscassem comida no Egito (v.1-5). Na terra do faraó,
logo reconheceram a figura que governava aquela terra, mas não perceberam ser José. Ao
contrário, José os reconheceu, mas agiu como se não soubesse quem eram eles. Assim, começou
um teste de caráter com seus irmãos em razão dos seus antigos sonhos: eles deveriam provar
suas palavras, levando o irmão caçula ao Egito. Isso gerou profunda reflexão entre os irmãos,
que relembraram a maldade que fizeram a José, considerando a culpa que ainda carregavam.
Para testá-los, José reteve um dos irmãos no Egito, de modo que retornaram para Canaã sem um
dos irmãos, que ficou como penhor pela futura vinda de Benjamim (v.6-26). Grande pavor
tomou seus corações quando descobriram que todo o pagamento foi devolvido secretamente e
ficaram ainda mais preocupados quando contaram tudo o que aconteceu a Jacó, ouvindo que o
irmão mais novo não seria enviado a única terra que prosperava e providenciava, naquele
momento, salvação ao mundo (v.27-38).
Os irmãos de José começaram o divino processo do arrependimento. Se quisermos ser instrumentos de
bênção nas mãos de Deus, nós precisamos avaliar nossas vidas, identificar nossos pecados e nos
arrepender. Cuidado ao se prender aos seus erros como se fossem parte de quem você é. Ainda que
nessa vida o pecado seja uma infeliz realidade, sua identidade está, pela fé, exclusivamente em Jesus
Cristo.
Leitura Diária: Êxodo 1-4
Semana 6 | Dia 36 | Domingo | Gênesis 43
Uma segunda viagem ao Egito para buscar alimentos era necessária e a condição de ter de
levar o irmão caçula continuava (v.1-7). O escritor de Gênesis destaca o papel de Judá para
evidenciar ao leitor a aprovação de caráter dos irmãos de José, alguém que notoriamente se
arrependeu dos feitos acontecidos em Gênesis 37 e 38. Ele, que inclusive é da linhagem
messiânica, exerce uma função que nos lembra da perfeita providência de Jesus,
responsabilizando-se com sua própria vida pela segurança de Benjamim (v.8-14). No Egito,
ouviram do administrador da casa de José, alguém que não era hebreu, o que todo aquele que
conhece o Senhor deveria saber e anunciar: “fiquem tranquilos, pois Deus é quem está no
controle”. Quando José viu seus irmãos, em especial Benjamim, ele se emocionou
profundamente (v.15-30). Juntos, mas ainda sem reconhecerem José como irmão, o capítulo
termina com uma “pulga atrás da orelha” dos irmãos, que foram intencionalmente colocados à
mesa para comer por ordem de idade (v.31-34).
Admiravelmente, o capítulo 43 apresenta José como uma dobradiça. De um lado, ele é instrumento de
bênção para que seus irmãos, considerando Deus, arrependam-se do que lhe fizeram. Por outro lado,
José é o veículo para que egípcios considerem a verdade de existir um Deus soberano e bondoso,
exemplificado no administrador da casa de José. Pergunte-se: tenho sido útil para que pessoas se
arrependam de seus pecados e conheçam Deus tal como Ele verdadeiramente é?
O
Semana 6 | Dia 37 | Segunda | Gênesis 44
último teste de caráter aplicado por José a seus irmãos foi um sucesso, tanto na sua
execução, quanto no seu resultado: eles foram aprovados (Gn 42.15). Na pessoa de Judá,
destaque nesse capítulo, os irmãos responderam piedosa e corajosamente ao embaraçoso
quebra-cabeça criado pelo governador do Egito, quem eles ainda não sabiam ser seu irmão.
Judá, antes demonstrado como irado, amargurado, mentiroso, impiedoso, tolo e imoral, no
capítulo 43 é apresentado como arrependido e no capítulo 44 é retratado como temente a Deus,
zeloso pelo seu pai, fiel a sua palavra e até mesmo sacrificador em se oferecer como escravo no
lugar de Benjamim, frutos de um genuíno arrependimento e qualidades que vemos de forma
perfeita no seu descendente: Jesus Cristo.
Judá era uma pessoa diferente. Antes, um camarada cujas reações refletiam a tolice e o pecado; agora,
um homem piedoso e justo. O que aconteceu? O texto indiretamente nos mostra que arrependimento foi
essencial no seu processo de transformação, desde o reconhecimento de Tamar como mais justa (Gn
38.26), como o da injustiça cometida contra José. Que tal separar um tempo de qualidade para
investigar sua vida e pedir perdão a Deus por possíveis pecados?
Leitura Diária: Êxodo 5-9
E
Semana 6 | Dia 38 | Terça | Gênesis 45
sse é um dos capítulos com mais emoção da Bíblia: José se revela a seus irmãos e chora a
ponto de todo Egito ouvir (v.2). Porém, ainda mais preciosa que a emoção de José e
posteriormente de seus irmãos e dos egípcios, foi sua declaração aos surpresos irmãos: “Não
se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que
Deus me enviou adiante de vocês” (v.5). José estava convicto de que o agente principal de sua
presença no Egito não era seus irmãos, mas o próprio Deus. Não é por menos que José, mesmo
na condição de escravo no Egito, piedosamente perseverava. Os arranjos para a mudança da
família de José de Canaã para o Egito tinham começado: o próprio faraó, motivado pelo
exemplo de José, também se alegrou e incentivou a reunião da família (v.16-20). Ao final do
capítulo, o coração de um pai há muito tempo angustiado, despertou com alegria e uma nova
esperança, afinal de contas, seu filho amado ainda estava vivo.
Quando verdadeiramente conhecemos a Deus e identificamos que nossa vida é dEle e para Ele,
redirecionamos nossos alvos e enfrentamos obstáculos para diligentemente cumprir com o nosso real
propósito de existir: adorar o Senhor. José conhecia o único Deus soberano e viveu confiante nEle.
Quanto você conhece de Deus? Ao contrário de José, nós temos as Escrituras, apegue-se firmemente a
elas (2Pe 1.19).
Leitura Diária: Êxodo 10-13
A
Semana 6 | Dia 39 | Quarta | Gênesis 46
nimado para reencontrar seu filho José, Jacó partiu para o Egito com tudo o que ele possuía:
seus rebanhos, seus bens e toda a sua família (v.1). Com algum temor pela mudança, ele foi
tranquilizado por Deus que lhe prometeu Sua presença e Sua bênção: Israel tornar-se-ia uma
grande nação no Egito (v.3). Ao chegar à terra que prosperava, Jacó foi calorosamente recebido
pelo governador, o seu próprio filho que outrora fora tido como morto. Em vez de fome e
miséria, agora todo o povo de Israel gozaria do melhor que o Egito tinha para oferecer, inclusive
a nobre região onde habitariam. O conhecimento acerca de Deus foi indispensável para José, no
cap. 45, conceder perdão aos seus irmãos. Enquanto isso, no cap. 46, o conhecimento sobre
Deus foi primordial para Jacó desenvolver sua esperança de viver e conduzir toda a sua
descendência.
Paulo ensina que toda Escrituraé inspirada por Deus e útil para o ensino, repreensão, correção e
instrução para que o crente em Cristo faça a obra de Deus (2Tm 3.16). Baseando-se nisso, como esse
capítulo equipa o crente? Creio que nos ensina a confiar em Deus, repreende-nos contra o pecado da
incredulidade, corrige-nos para mantermos o foco em Deus e Suas promessas e nos instrui a seguirmos
fiéis e sem medo. Você concorda com isso?
Leitura Diária: Êxodo 14-18
C
Semana 6 | Dia 40 | Quinta | Gênesis 47
om a exceção do Egito, toda região sofria com a fome (v.4). EAgora, toda a família de Jacó
estava na terra onde havia prosperidade. De uma perspectiva horizontal, debaixo do cuidado
de José e da autoridade do faraó; de uma perspectiva vertical, todos estavam sob o cuidado e
autoridade de Deus. A generosidade do faraó para com a família de José, recém-chegada de
Canaã, possivelmente tinha origem na competência da supervisão e liderança de José, inclusive
ilustrada na sábia gerência das vendas dos alimentos estocados durante os anos de fartura, cujo
resultado agradou os trabalhadores egípcios e tornou faraó o proprietário de toda terra. Enquanto
os israelitas prosperavam no Egito, o palco para a indesejada e vindoura escravidão do povo
hebreu se desdobrava (Êx 1).
Talvez porque um dos valores da filosofia de vida da nossa atual sociedade seja o individualismo, em
oposição ao coletivismo, estamos menos atentos aos efeitos comunitários da nossa fidelidade a Deus.
Que tal orarmos pelo despertamento da nossa consciência para, na busca pela santidade, percebermos
que nossas boas e sábias decisões podem favorecer diversas pessoas além de nós mesmos e motivar o
interesse outros para conhecerem a igreja de Cristo?
Leitura Diária: Êxodo 19-21
J
Semana 6 | Dia 41 | Sexta | Gênesis 48-49
acó estava doente e a sua morte era esperada (v.1,21). Por isso José foi, com seus filhos
Manassés e Efraim, visitá-lo. Ambos receberam bênçãos do avô, porém, com a inusitada
declaração de que o mais novo seria maior; uma surpresa para José, mas não para o leitor de
Gênesis que recorda do nascimento de Esaú e Jacó (Gn 48). Depois, o patriarca chamou seus
filhos para abençoá-los, tendo Judá como destaque positivo, de quem o cetro não se apartaria:
uma referência ao Messias Jesus (v.10). É interessante que, junto às bênçãos proferidas por
Jacó, o tema da terra prometida é trazido à luz, assunto que permeia todo o Antigo Testamento e
estrutura a história debaixo do desejo e da soberania de Deus: Canaã havia sido prometida a
Jacó e a sua descendência (48.4), mas agora eles estavam no Egito e, futuramente, voltariam
para lá (48.21). Jacó falece logo após formalizar as doze tribos e dar orientações sobre seu
sepultamento (49.33).
Bênção é o destaque da ação divina em prol do povo de Israel nesses dois capítulos, assim como também
foi quando o ressurreto Filho foi enviado primeiramente aos judeus (At 3.26), e assim como também é a
todos os que invocam o nome do Senhor (Rm 10.12,13). A bênção de Deus está disponível a todos, mas
são aqueles que têm pés formosos que a anunciam (Rm 10.14,15). Quão formosos são os seus pés?
Leitura Diária: Êxodo 22-24
J
Semana 6 | Dia 42 | Sábado | Gênesis 50
osé e todo o Egito lamentaram a morte de Jacó. Passados os dias de luto, José pediu e teve a
permissão do faraó para sepultar seu pai em Canaã, conforme o desejo do patriarca (v.1-6). A
comitiva que partiu do Egito era enorme, a ponto de os cananeus identificarem o evento como
uma cerimônia de luto solene (v.11). Depois disso, de volta ao Egito e sem Jacó, os irmãos de
José imaginaram que seu irmão, outrora vendido como escravo, pudesse retribuir o mal que lhe
fora causado. Entretanto, o piedoso governador egípcio era maduro e, em resposta, cita uma das
frases que capta a essência de toda a história do final do livro de Gênesis: “vocês planejaram o
mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos”
(v.20). José faleceu aos 120 anos com a certeza de que Deus dirigiria a história e manteria fiel a
Sua palavra (v.22-24).
Aos que aguardam com fé em Deus, o fim está infinitamente além de um sarcófago no Egito. Está num
novo céu e numa nova terra, prometidos pelo próprio Senhor a todos que nEle creem. Não se enganem,
Ele nunca escreveu “certo por linhas tortas”: Seu plano nunca saiu do esquadro. É sábio confiar
nAquele que prenunciou Sua morte e ressurreição: Jesus, o fundamento do evangelho.
Leitura Diária: Êxodo 25-28
C
Semana 7 | Dia 43 | Domingo | Marcos 1.1-15
omo você reagiria diante de uma autoridade ou de uma pessoa famosa? Eu sou daqueles que
fica nervoso. Já fiquei paralisado e tive reações estranhas quando me deparei com famosos.
Uma reação incontrolável para mim é ficar vermelho! Ridículo, não é? Mas qual deve ser a
nossa reação diante da maior autoridade nos céus e na terra? João Marcos escreve o evangelho
de Marcos para a igreja perseguida em Roma. A pergunta natural da igreja seria: vale a pena
morrer por Jesus? Esse evangelho é escrito para responder a essa pergunta. Na primeira
passagem do livro, vemos a afirmação de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (v.1). Ele é o
Cristo, o Messias Salvador do povo de Deus, de acordo com as profecias cumpridas nas
pregações de João Batista (v. 2-8). Ele é o Filho de Deus de acordo com a afirmação do próprio
Deus no batismo de Jesus e pela Sua aprovação ao ser tentado por Satanás (v. 9-13). Isso posto,
qual deve ser a reação diante de Jesus Cristo, o Filho de Deus? Ele mesmo nos diz:
“arrependam-se e creiam” (v. 14-15)! Na presença de Jesus, o Cristo Filho de Deus, devemos
nos arrepender e crer!
A igreja perseguida de Roma perseveraria se realmente cresse quem era Jesus. E você? Crê? Já se
arrependeu do seu pecado (Rm 3.23-24)? Você tem vivido de forma coerente com o tratamento devido a
Jesus Cristo, o Filho de Deus? Como você tem demonstrado isso no seu relacionamento com Ele? Com
sua família? Com seus colegas de estudo e trabalho? E na sua luta contra o pecado? Ore a Deus sobre
isso!
Semana 7 | Dia 44 | Segunda | Marcos 1.16-39
ivemos uma crise de autoridade. Não apenas falta dela, mas também de
rejeição a qualquer autoridade! As pessoas acham errado ter que se submeter a
alguém superior a elas. Quando fui escrever meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre
princípios bíblicos ensinados por meio do esporte, ao concluir a faculdade de Educação Física,
minha orientadora pediu que eu tirasse o princípio da submissão, pois não a considerava uma
virtude! Isso afeta a maneira como as pessoas veem Jesus. Não O consideram como Senhor, mas
apenas como um bom mestre do passado que deve ser respeitado, mas não necessariamente
obedecido. Na passagem de hoje vemos a reação dos primeiros discípulos a serem chamados, e
que deixaram seu trabalho e família para seguir Jesus (v. 16-20). Vimos a autoridade de Jesus no
ensino (v. 21-22) e sobre o mundo espiritual (v. 23-28). Jesus tem autoridade até mesmo sobre a
doença (v. 29-34). Na última parte da passagem, vemos que a autoridade de Jesus vem do
próprio Deus, que direciona o ministério do Filho (v. 35-39). A autoridade de Jesus vem de
Deus! Por isso, aquele que crê em Jesus Cristo, o Filho de Deus, submete-se a Ele.
A igreja perseguida de Roma, a quem o evangelho de Marcos foi escrito, deveria perseverar sob a
autoridade de Jesus, como um soldado submisso à autoridade do seu comandante no calor da batalha!
Pois a autoridade de Jesus vem do próprio Deus! E você? Reconhece a autoridade de Jesus? Ele tem
autoridade sobre todas as áreas da sua vida? Em quais áreas você ainda não se submeteu a ele?
Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Êxodo 29-32
O
Semana 7 | Dia 45 | Terça | Marcos 1.40-2.17
que eu mais gosto nos evangelhos é a maneira como os autores juntam histórias,
aparentemente sem conexão uma com a outra, para nos ensinar uma lição sobre Jesus. Na
passagem de hoje vimos a história de três homens, três milagres e uma lição. Na primeira
história vemos o clamor de um leproso para que seja purificado (v.40-45).A lepra era
considerada uma impureza que afastaria o leproso do restante da comunidade (cf. Lv 13.43-46).
A cura deveria ser acompanhada de sacrifícios pelo pecado (v. 44; cf. Lv 14.1-32). Na segunda
história nos surpreendemos com Jesus que primeiro perdoa os pecados do paralítico em vez de
curá-lo! Na verdade, Ele cura o paralítico para mostrar aos mestres da lei que Ele tinha
autoridade para perdoar os pecados (v.1-12). E na última história, vemos Jesus chamando um
cobrador de impostos, considerado um traidor entre os judeus por tirar dinheiro do povo para
entregar ao inimigo. Quando questionado sobre essa ação, Jesus diz que veio justamente chamar
os pecadores, que precisam de perdão e restauração, e não os que se acham justos (v.13-17).
Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio para perdoar os pecadores!
Nós temos uma tendência de não reconhecer nossas falhas e pecados! Queremos parecer justos e
perfeitos. O problema desse tipo de atitude é que dessa forma diminuímos nossa percepção de como
precisamos de Jesus! Ele veio justamente para este fim: perdoar nossos pecados e nos levar de volta ao
Pai! Vimos hoje a história de três homens que reconheceram sua necessidade de Jesus. E você? Já
reconheceu que também precisa de Jesus para perdoar seus pecados? Você também tem reconhecido
que Ele é a única solução não apenas para o seu pecado, mas também o pecado das pessoas que o
cercam, independente do que tenham feito? Você tem mostrado isso a elas? Ore a Deus sobre isso! 
Leitura Diária: Êxodo 33-36
N
Semana 7 | Dia 46 | Quarta | Marcos 2.23-3.6
a minha infância fui a uma festa de aniversário em um shopping, naquela parte dos jogos
eletrônicos. Como estávamos fazendo parte do aniversário, podíamos jogar
fliperama de graça! Foi uma das festas mais legais que já fui na vida! A única questão é que
até hoje eu não tenho a mínima ideia de quem era o aniversariante. Eu fui porque ele era um
conhecido dos meus primos. Muitas vezes somos pessoas religiosas que mais valorizam os
rituais do que seu verdadeiro significado. É como valorizar mais a festa do que o aniversariante.
Na passagem de hoje vemos Jesus ensinando que Ele é maior do que os rituais religiosos. Na
primeira parte vemos como o jejum, uma atitude de humilhação, não faz sentido quando se está
na presença do noivo (motivo de festa e alegria). Jesus é o noivo! Quando Ele fosse morto seria
o momento certo para jejuar (v.18-20). Depois Jesus ensina que Ele veio trazer algo novo (a
Nova Aliança), que não poderia ser encaixado no velho (Antiga Aliança); afinal, Ele é o
cumprimento dos rituais religiosos da antiga aliança (v.21-22; cf Cl 2.16-17). Na passagem
seguinte, vemos dois acontecimentos relacionados ao sábado, quando Jesus ensina que a vida
humana é mais importante do que rituais religiosos, sendo Ele mesmo o Senhor do sábado (v
2.23-3.6). Jesus Cristo, o Filho de Deus, é superior aos rituais religiosos.
Você é daqueles que despreza pessoas por causa de rituais religiosos? Que despreza quem não é tão
religioso quanto você? Ou que faz tudo certinho, porém, sem amor a Jesus? Ou é daqueles que despreza
os rituais religiosos porque não enxerga como eles apontam para Cristo? Devemos olhar para os rituais
(culto, ceia, batismos, etc) como memoriais que apontam para obra de Jesus para a salvação dos
pecadores que creem. Por isso devemos cumpri-los em amor a Deus e ao próximo. Converse com Deus
sobre isso!
Leitura Diária: Êxodo 37-40
Q
Semana 7 | Dia 47 | Quinta | Marcos 3.7-19
uantos seguidores você tem nas suas mídias sociais? Hoje o número de curtidas, seguidores
e compartilhamentos valem fortunas! Determina quem são os influen-
ciadores dessa geração. Quanto mais curtidas, melhor. Na passagem de hoje vemos como a
lógica divina é diferente da lógica humana. Jesus começou a atrair multidões. De acordo com o
texto, pessoas de todos os lugares vinham atrás dEle (v.7-8). As multidões O procuravam por
causa dos milagres, as curas e libertações (v.9-11). Jesus não permitia que falassem quem Ele
era. Ele já havia ordenado o mesmo para outros nas passagens anteriores (1.34, 44). Isso para
que, como veremos mais adiante em Marcos, não O procurassem pelos motivos errados. Mas
quando o número de “seguidores” de Jesus começou a subir, Ele faz uma mudança de foco no
Seu ministério: Ele escolhe poucos para priorizar Seu investimento. Apenas doze homens que
serão preparados para fazer o que Ele faz: pregar o evangelho e trazer libertação. Ele os chama
para andarem com Ele. Para aprenderem com a convivência. Hoje nós sabemos que por meio de
onze desses doze, o mundo foi alcançado pelo evangelho.
O discipulado é um relacionamento intencional com algumas pessoas a fim de ajudá-las a crescer em
maturidade cristã, para que também discipulem outras pessoas com a mesma intenção. Jesus investiu
nesse tipo de relacionamento e deixou uma ordem para que façamos o mesmo (Mt 28.19). A Bíblia diz
que discipulado é nosso ministério (2Tm 2.2). Você está sendo discipulado por alguém? Tem andado
intencionalmente com alguém para aprender? Você tem discipulado alguém? Tem andado
intencionalmente com alguém para ensinar? Ore a Deus sobre o discipulado em sua vida.
Leitura Diária: Levítico 1-4
N
Semana 7 | Dia 48 | Sexta | Marcos 3.20-35
a passagem de hoje vimos duas histórias que nos ensinam uma lição. Na primeira, vimos a
família de Jesus sair para buscá-lo à força, pois achavam que Ele estava louco (v.20-21).
Essa história é interrompida e Marcos nos conta outra história. Os mestres da lei começaram
a atribuir o poder de Jesus a Belzebu, uma referência ao diabo. O Senhor responde mostrando a
incoerência do pensamento deles, e revela o que realmente está acontecendo. O que mais chama
atenção nessa história é a gravidade de atribuir o poder de Cristo, pelo Espírito Santo, ao diabo.
É um pecado sem perdão! Pois assim, a vitória de Cristo na cruz (cf Cl 2.13-15) seria atribuída
ao inimigo! E só há salvação por meio da fé na obra divina por meio de Jesus. Nesse ponto,
Marcos retorna à primeira história, quando a mãe e os irmãos de Jesus chegam até ele.
Aproveitando a oportunidade, Jesus ensina que Sua verdadeira família está entre aqueles que
creem em Deus e fazem a vontade dEle, e não entre aqueles que o consideram louco! Somente
aqueles que creem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, pertencem à Sua família.
Os cristãos romanos precisavam crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Só assim perseverariam,
mesmo diante da morte. Somente assim pertenceriam à família de Deus. Qual é a sua visão sobre
Jesus? Realmente crê que Ele é o Salvador envidado por Deus? Você faz parte da Sua família (cf. Jo
1.12)? Ore a Deus sobre isso!
Leitura Diária: Levítico 5-7
J
Semana 7 | Dia 49 | Sábado | Marcos 4.1-34
esus gostava de ensinar por meio de parábolas. Para saber que lição extrair da parábola
precisamos olhar o que estava acontecendo quando ela foi contada. Na passagem de hoje, o
assunto era a incredulidade da família de Jesus e dos mestres da lei. Na primeira parábola
Jesus mostra que, apesar de a mesma semente da Palavra ser plantada, os resultados vão
depender do tipo de coração onde ela será fincada (v.1-20). Na parábola seguinte, o Senhor
ensina que a luz revela o que está escondido, da mesma forma como o evangelho revela o que
está escondido no coração (v.21-23). Então Jesus ensina que, quanto mais buscamos o Reino de
Deus, mais recebemos, mas e se o desprezamos, até o pouco que temos nos será tirado (v.24-
25). O Reino de Deus cresce e se expande pelo poder dele, independente do homem (v.26-29).
Por último, Jesus mostra que, apesar de parecer pequeno e humilde, o Reino de Deus se tornará
maior que tudo (v.30-34). Ou seja, não devemos medir o sucesso do Reino de Deus pela
aceitação das pessoas. Ele crescerá em solos férteis, trará à luz o que está escondido,
recompensará os que o buscam, crescerá independente da fidelidade humana e se tornará grande
e eterno! Que mensagem de esperança e perseverança! O Reino de Deus cresce por meio de
Jesus Cristo, o Filho de Deus!Os primeiros leitores do evangelho de Marcos, os cristãos romanos perseguidos, não deveriam
desanimar com a forte oposição! Jesus foi rejeitado e os seus seguidores também o serão. Mas o Reino
de Deus continuará progredindo em meio a corações férteis! Como é o seu coração? O que a mensagem
do reino tem produzido em sua vida? Como você tem perseverado na proclamação do evangelho apesar
da incredulidade e oposição de outros? Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Levítico 8-10
N
Semana 8 | Dia 50 | Domingo | Marcos 4.35-5.20
os dias em que estou escrevendo esta devocional, nossa igreja está passando por um
momento muito difícil. Alguns membros faleceram nos últimos meses, e muitos perderam
familiares próximos. Em dias assim, vejo-me questionando a bondade de Deus. Passagens como
a que lemos hoje nos trazem esperança. Os discípulos de Jesus enfrentam uma forte tempestade.
Enquanto isso Jesus dormia! Então, os discípulos o acordam com a pergunta: “Mestre, não Te
importa que morramos?” Essa é a mesma pergunta feita pelos cristãos romanos perseguidos
quando o evangelho de Marcos foi escrito. É a mesma pergunta que nós fazemos quando
enfrentamos dias difíceis. Mas Jesus com apenas uma ordem acalma a tempestade. Os
discípulos ficam perplexos (v.35-41). Ao descerem em terra firme se deparam com outra
“tempestade”: um homem possesso por diversos demônios. Ninguém conseguia ajudá-lo. Mas,
mais uma vez, Jesus com uma ordem traz libertação àquele homem (v.1-20)! Os discípulos
estão incrédulos, os gerasenos expulsam Jesus, o homem liberto começa a pregar sobre Jesus
Cristo, o Filho de Deus, que é capaz de nos livrar de todo mal!
Podemos enfrentar dias extremamente difíceis em nossas vidas, como estamos vivendo em nossa igreja.
Porém, Jesus já nos livrou do maior mal que poderíamos enfrentar, que é a separação eterna de Deus
por causa dos nossos pecados (cf. Rm 6.23)! Você tem essa confiança? Você ainda tem medo de algo?
Ainda acha que Jesus está dormindo indiferentemente ao seu sofrimento? Converse com Deus sobre
isso.
365 Dias com Deus
C
Semana 8 | Dia 51 | Segunda | Marcos 5.21-43
omo compartilhei ontem, temos vivido dias difíceis em nossa igreja. Hoje mesmo participei
de um velório de uma menina de 10 anos! A cena da menina no caixão jamais sairá da
minha mente. Mais uma vez lutei com questionamentos sobre a bondade de Deus. E mais
uma vez o texto que estamos estudando me ajudou em minha incredulidade. Até aqui vimos o
poder de Jesus sobre a doença, sobre a natureza e sobre os demônios. Mas até onde vai o poder
de Jesus? Marcos, mais uma vez, com seu estilo nos conta duas histórias para enfatizar uma
lição. A primeira é de um pai desesperado pela cura de sua filha (v.21-24). Essa história é
interrompida pela história da mulher que sofria de hemorragia por doze anos. Nenhum médico
conseguia resolver seu problema. Crendo no poder de Jesus, ela apenas toca na sua roupa e é
curada! Jesus no meio da confusão da multidão mostra como a fé daquela mulher lhe trouxe
cura (v.25-34). Então voltamos à primeira história com a notícia de que a menina havia morrido.
Parece que é tarde demais! Mas Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, que tem poder sobre a morte!
A menina, que tinha doze anos de idade (o tempo que a mulher sofria de hemorragia), ressuscita
(v.35-43)!
Não há nada impossível para Deus! Mesmo o problema do nosso pecado foi resolvido por Cristo na
cruz! A morte foi vencida na ressurreição do Senhor (cf. 1Co 15.55-58)! Por isso podemos perseverar
em confiança, mesmo diante de notícias difíceis! Isso é uma verdade em sua vida? Como essa confiança
se manifesta no seu dia a dia? Algo ou alguma circunstância tem desafiado a sua fé? Converse com
Deus sobre isso!
Leitura Diária: Levítico 11-14
A
Semana 8 | Dia 52 | Terça | Marcos 6.1-30
igreja sempre foi perseguida desde o seu nascimento. Uma prova disso é que grande parte
do Novo Testamento foi escrito para a igreja perseguida. Geralmente não temos acesso a
essa informação, mas em grande parte do mundo a igreja é perseguida (visite o site da
missão Portas Abertas). De vez em quando, a perseguição em nosso país se torna um pouco
mais clara. Individualmente, qualquer um que decida viver fielmente ao Senhor sofrerá
perseguição (2Tm 3.12). E no texto de hoje vemos que isso ocorre desde Cristo. Ele mesmo foi
rejeitado em Sua própria terra (v.1-6). Mas é interessante ver a reação de Jesus diante da
incredulidade: Ele persevera no ensino e no discipulado (v.7-12). O impacto da ação dos
discípulos é tão grande que chega aos ouvidos do rei Herodes (v.14-16). Então ficamos sabendo
o que aconteceu a João Batista, que morreu de forma “banal”, por pregar a Palavra de Deus com
fidelidade (v.13-29). Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, que será rejeitado por muitos. Mas,
mesmo diante da incredulidade, devemos perseverar na pregação e no discipulado.
Você já sofreu perseguição por causa da fé em Cristo? Como você reagiu? Você tem sido perseverante
na pregação do evangelho e no discipulado? Está disposto a pagar o preço que for para isso? Aquele
que crê que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, persevera custe o que custar! Converse com Deus sobre
isso!
Leitura Diária: Levítico 15-18
Semana 8 | Dia 53 | Quarta | Marcos 6.31-56
ocê já passou fome? Eu tive poucas experiências de fome, mas nunca passei
fome extrema. Certa uma vez assisti a uma cena de filme de um campo de
concentração alemão sendo descoberto. A cena dos judeus esqueléticos era chocante. O
desespero por comida era assustador. Da mesma forma o mundo está com fome. Não apenas de
comida, mas de propósito e realização. Pessoas buscam satisfazer sua fome em alimentos
errados: dinheiro, status, sexo, mudança de gênero etc. Por isso estão espiritualmente
esqueléticas e morrendo! No texto de hoje vimos a famosa passagem da multiplicação dos pães.
Os discípulos chegam de sua missão e contam a Jesus tudo o que experimentaram. Jesus queria
levá-los a um lugar de descanso, mas a multidão os seguia, famintos pelos ensinos do Senhor.
Jesus vê a multidão “faminta”, pois não havia quem os alimentasse. Então o Senhor os alimenta
espiritualmente pela Palavra, e depois, milagrosamente, também alimenta milhares de pessoas
com cinco pães e dois peixes (v.31-45). O alimento físico ilustra o alimento espiritual. Logo
depois vemos mais uma cena da incredulidade dos discípulos, que ainda não haviam entendido
quem Jesus era. Eles se assustam ao verem o Mestre chegar até eles andando sobre as águas, e
acalmando o vento (v.45-56). Enquanto não entenderem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus,
permanecerão com fome (cf v.52).
Você está satisfeito em Cristo? Ou está colocando sua esperança nas coisas do mundo como estudo,
trabalho, família, sexo, status etc? Perceba que nem tudo é errado em si, porém, determinadas coisas
não podem satisfazê-lo como Jesus o faz! A verdadeira satisfação está em viver para Jesus Cristo, o
Filho de Deus! Vamos continuar descobrindo o que isso significa em nossa leitura do evangelho de
Marcos. Converse com Deus sobre o que leu hoje.
Leitura Diária: Levítico 19-22
E
Semana 8 | Dia 54 | Quinta | Marcos 7.1-30
u nasci em uma família que já acreditava no evangelho. Isso é um grande privilégio, porém,
traz alguns perigos. Por muitas vezes em minha vida, eu me senti superior a outras pessoas
por ser religioso e não praticar os pecados que elas praticavam. Arrogante, não é? Na
passagem de hoje vemos Jesus ensinando sobre a verdadeira religião. Na primeira história,
temos os fariseus e os mestres da lei questionando Jesus e os discípulos por não valorizarem as
tradições judaicas (v.1-5). Jesus responde, mostrando que toda religiosidade deles era só
aparência. No coração, eles não honravam a Deus (v.6-7). Chegavam no absurdo de valorizar
mais as tradições judaicas do que a própria lei de Deus (v.8-13). Por fim, o Mestre ensina que o
problema não é o que entra no homem (no caso, alimentos “contaminados”), mas o que sai
(palavras e atitudes); pois estas sim evidenciam o que está no coração, de ondevem a verdadeira
adoração (v.14-23). Na história seguinte, vemos a religião que Deus realmente valoriza: um
coração humilde que reconhece sua verdadeira necessidade de Jesus, por Ele ser o Cristo, o
Filho de Deus. Uma mulher que, mesmo não sendo judia, clama ao Senhor por migalhas da Sua
graça para receber a libertação da sua filha. Por causa da sua fé, muito superior à dos líderes
judeus, ela experimenta a libertação em Cristo (v.24-30).
O que caracteriza você: alguém que confia na sua própria justiça, por não fazer tanta coisa errada e por
pertencer a uma igreja; ou alguém que se reconhece desesperadamente necessitado da graça de Deus?
Pense em suas atitudes durante essa semana, e o que elas mostram sobre o que estudamos hoje.
Converse com Deus sobre isso.
Leitura Diária: Levítico 23-25
D
Semana 8 | Dia 55 | Sexta | Marcos 7.31-8.26
esde criança eu conheço a Palavra de Deus. Hoje eu sirvo como pastor em uma igreja.
Estudar e ensinar a Bíblia é o meu trabalho. Porém, constantemente me acho um ignorante
sobre quem Jesus é. Não intelectualmente falando, mas na vida prática. Vejo evidências de
falta de fé por meio da ansiedade, ira e falta de esperança. Então percebo que, até para realmente
entender quem Jesus é, eu preciso da ajuda dEle! A passagem de hoje mostra isso. Lembre-se de
que, no evangelho, as histórias estão ligadas. Veja como a passagem termina com milagres
(7.31-37 e 8.22-26). Os dois milagres contêm características semelhantes: Jesus os leva para
longe da multidão e usa saliva para operar o milagre. O versículo 18 do capítulo 8 mostra a
ligação dos dois milagres: as deficiências físicas tratadas por Jesus ilustram a deficiência
espiritual que somente Ele pode tratar, a incredulidade. Veja as histórias que estão entre os dois
milagres. Os discípulos mais uma vez falham em confiar em Jesus para multiplicar os pães,
apesar da experiência que já tiveram (v.1-10). Logo em seguida à multiplicação dos pães, os
fariseus pedem um sinal (v.11-13)! Na cena seguinte vemos os discípulos preocupados porque
haviam esquecido de comprar pão (v.14-16)! Então Jesus mostra o como eles têm dificuldade de
compreender quem Ele é (v.17-21). Assim como Jesus foi capaz de curar a surdez e a cegueira
daqueles que clamaram, Ele também é capaz de curar a surdez e a cegueira espiritual de quem
clamar!
E você? Tem compreendido que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus? Como você tem demonstrado isso em
sua vida? Você tem dificuldades e tem mostrado incredulidade na sua forma de viver, assim como os
discípulos e os fariseus? Tem lutado com ansiedade, pânico, depressão, ira e desânimo? Clame a Deus
para que Ele cure sua cegueira, para que você enxergue claramente quem Jesus é!
Leitura Diária: Levítico 26-27; Números 1-2
M
Semana 8 | Dia 56 | Sábado | Marcos 8.22-37
uitas pessoas pensam que conhecem Jesus, mas estão enganadas. Já encontrei traficantes de
drogas que se achavam seguidores de Jesus. Eles tinham uma visão bem errada sobre quem
Ele é. Começamos a passagem com um milagre que estudamos ontem. É um milagre
intrigante, pois parece que Jesus não consegue curar o cego na primeira tentativa! O cego passa
a enxergar vultos, e não claramente. Então Jesus o cura completamente na segunda tentativa
(v.22-26). Por que isso acontece? Lembre-se de que, nos evangelhos, os milagres são ilustrações
do ensino de Jesus. Vimos ontem que Jesus estava tratando a cegueira dos discípulos (cf v.17-
18). Ele lhes pergunta quem o povo achava que Ele era. A resposta é que o povo achava que Ele
era mais um grande mestre ou a ressurreição de um profeta (v.27-28). Eles estavam cegos!
Quando Jesus faz a pergunta diretamente aos discípulos, eles respondem corretamente,
reconhecendo que Ele é o Cristo (Messias, o Ungido, Salvador) (v.29-30)! Parece que eles
enxergam corretamente! Mas quando o Mestre começa a ensinar sobre o que Ele veio fazer:
sofrer até a morte na mão dos inimigos e ressuscitar; Pedro o repreende (v.31-32)! Parece que
ele não enxerga tão bem assim, como o cego na primeira etapa da cura. Pedro achava que o
Cristo traria vida fácil ao Seu povo, e não a vida eterna por meio da Sua morte e ressurreição.
Então Jesus repreende Pedro e passa a ensinar que segui-lO implica pagar um alto preço,
negando sua própria vontade. Apesar disso, vale a pena, pois a vida eterna só se acha nEle
(v.33-37). Enxergar corretamente Jesus como Cristo, o Filho de Deus, implica autorrenúncia.
De acordo com o texto de hoje, você enxerga claramente quem é Jesus? Você vive para satisfazer as
suas vontades ou as vontades de Cristo? Peça a Ele que abra seus olhos!
Leitura Diária: Números 3-5
O
Semana 9 | Dia 57 | Domingo | Deuteronômio 1.1-8
nome deste livro na Bíblia hebraica é “Estas são as palavras” (ēlleh haddeḇārîm).
“Deuteronômio” tem esse nome tirado da versão latina, a Vulgata (Deuteronomium), a qual
o tomou da Septuaginta (Deuteronomion), e significa “segunda lei”, evocando o que vemos
nesse texto. Não uma outra lei, mas a segunda vez em que ela é ensinada, a razão por trás disso
está no verso 3. Esse era o ano 40 de peregrinação no deserto e toda a geração que havia saído
do Egito já havia morrido, menos Josué e Calebe. Mesmo Moisés e Arão logo morreriam e não
entrariam na terra prometida. Assim, em pouco tempo, uma geração “jovem” tomaria posse da
promessa e precisaria ser relembrada da lei que condicionava a permanência deles na terra, caso
fosse obedecida.
Ao longo da história de Israel, facilmente descobrimos que a falha em se preocupar com o
ensino continuado da Lei do Senhor para as próximas gerações teve um altíssimo preço.
Infelizmente, o mesmo se observa na história da igreja cristã.
Líderes, pastores, discipuladores e, principalmente, os pais devem ter essa constante
preocupação. Isto é, de repetir, repetir e repetir os ensinamentos do Senhor, desde a mais tenra
idade até a mais avançada. Spurgeon disse certa vez, “Comece a ensinar cedo, pois as crianças
começam a pecar cedo.” Creio que ele está ecoando o ensino do qual o Senhor disse sobre o
homem: “o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância” (Gn 8.21).
Quais tem sido as medidas práticas que você tem tomado para com crianças, adolescentes, novos cristãos
que estão debaixo da sua influência? Você os vê como uma responsabilidade? Você já ensina pelo
exemplo? O que você poderia melhorar na forma de lidar com esta tarefa a qual é, de fato, um grande
privilégio?
H
Semana 9 | Dia 58 | Segunda | Deuteronômio 1.26-46
á um ditado popular famoso que diz: “Quem avisa, amigo é.” Nesse pensamento, que grande
amigo o Senhor e Seu servo Moisés foram para o povo de Israel. Explico. No texto base,
Moisés está lembrando como o povo preferiu ouvir o relatório negativo de dez dos doze
espiões que haviam sido enviados para examinar a terra prometida e que como se recusaram a
seguir em frente e tomar posse da herança do Senhor, murmurando contra ele (v.26-28.)!
Moisés, nos versículos 29-31, os havia advertido e exortado a não temerem e lembrarem dos
feitos do Senhor em favor deles, mas “Apesar disso” ... que tristeza quando o povo de Deus
prefere as mentiras dos homens à verdade de Deus, prefere as possibilidades às certezas, e
desprezam o “currículo” dos feitos do Senhor. O resultado é que “não confiaram no SENHOR, o
seu Deus” (v.32-33) e, logo, experimentaram a ira do Senhor (v.34-40).
Talvez eles pensassem que o Senhor iria apenas aceitar e criar um plano ou que eles iriam
voltar para o Egito, mas o que aconteceu foi que toda aquela geração não pisou na terra
prometida, a não ser Josué e Calebe. Além deles, os que tomariam posse da herança da terra
eram os mais novos, sobre os quais os rebeldes disseram que se tornariam despojo dos
canaanitas. Como estavam cegos, e comprovaram isso experimentando a disciplina do Senhor!
Porém, o que estava ruim fica ainda pior. Depois de reprovados e ordenados que voltassem
para o deserto, resolveram partir para conquistar o que não era mais deles. Assim, sofreram
enormes perdas, mas, acima de tudo, revelaram ainda maisa rebeldia do seu coração. E nada
disso foi por falta de aviso.
Pela Sua Palavra e por meio de seus servos, nossos irmãos em Cristo, o Senhor constantemente avisa-
nos, adverte-nos e nos aconselha. A nossa escolha é ouvir o “ruído” do mundo com seus mensageiros da
incredulidade ou a voz do Salvador por meios quaisquer que Ele escolher.
Quais são as diretrizes que hoje estão em conflito diante de você? Qual a dificuldade que você tem
enfrentado para obedecer à voz do Senhor? Você tem levado em conta o currículo do Senhor para
ajudá-lo a confiar e crer?
Leitura Diária: Números 6-9
O
Semana 9 | Dia 59 | Terça | Deuteronômio 2.1-37; 3.1-11
nosso texto de hoje traz um contraste entre vários povos. A diferença fundamental entre eles
era o que aconteceria quando se encontrassem com o povo escolhido, Israel. Primeiro, havia
os descendentes de Esaú, que habitavam há mais de cinco séculos nos montes de Seir, eles
são chamados de “seus irmãos”, visto serem também descentes de Abraão, por meio de Jacó.
Em seguida, havia os moabitas e os amonitas, ambos descendestes de Ló, os quais, mesmo
sendo fruto de relações proibidas (Gn 19.30-38), contavam com a bênção do Senhor, novamente
por causa de Abraão. A menção desses povos que estavam usufruindo benefícios por estarem
ligados ao povo da aliança, faz surgir o povo de Seom, rei de Hesbom. Quando procurada com a
mesma proposta feita aos descendentes de Esaú (i.e., que pagariam qualquer coisa que
consumissem), ele lhes respondeu de forma hostil. A mesma atitude beligerante e agressiva teve
Ogue, rei de Basã. Enquanto aqueles primeiros foram preservados e nada aconteceu com eles,
estes dois últimos tiveram o mesmo péssimo destino. Foram vencidos pelos israelitas e suas
terras ao leste do Jordão, que nem faziam parte da promessa original, foram incluídas no
território de Israel.
Mais do que apenas uma lembrança da história de 38 anos antes, Moisés está deixando
para a nova geração uma lição sutil: aprendam como o Senhor é justo e ama a justiça. Enquanto
ele honra as Suas promessas feitas tanto tempo antes, Ele também age de forma firme com
aqueles que se levantam contra os Seus e contra a Sua vontade.
Em dias de “modernismo”, onde tudo é flexível e autoridade é algo ruim, as características do caráter
do nosso Deus não são muito populares. E quem quiser agir e viver da mesma forma, sofrerá as mesmas
resistências. Sendo assim, você tem respondido ao Senhor segundo o caráter dEle justo e que ama a
justiça? Você tem pautado a sua vida sabendo que o Senhor é assim? Que pressões você tem percebido
ou até recebido das pessoas para ser “menos santarrão”?
Leitura Diária: Números 10-13; Salmo 90
A
Semana 9 | Dia 60 | Quarta | Deuteronômio 4.1-14
lguns pais começam a antecipar o que seus filhos irão fazer e logo que eles dão seus
passinhos na traquinagem, ouvem uma voz dizendo, “Pode voltar, menino! Nem pensar,
mocinha!”.
O Senhor (muito mais do que pais humanos) conhece o coração dos homens. Por causa
disso, em diversos lugares Ele se antecipa aos erros e pecados e avisa sobre a necessidade de
obedecer a Ele e de se lidar com o pecado. Ele fez isso com Caim bem perto do começo de tudo
(cf. Gn 4.6-7). No nosso texto, o Senhor começa alertando que obediência e bênçãos estavam
interligadas (v.1). A permanência na terra prometida estava condicionada à obediência a Aliança
com Deus. Obediência não é “criativa” (v.2), Deus não está interessado na nossa opinião ou
alternativas, Ele nos ama, mas o que Ele ordena é o que vale. E os israelitas já tinham
comprovado isso (v.3-4; cf. Nm 25), e era necessário aprender com o passado.
Ademais, a obediência traria glória ao nome do Senhor, pois os outros povos seriam
“evangelizados” ao se admirarem do povo de Israel e do Deus deste povo (v.5-6). Um povo que
experimentava a imanência de Deus; isto é, o atributo que fala de sua proximidade e
relacionamento com Suas criaturas, particularmente, com os que são Seu povo. Além disso, a
justiça de Deus podia ser reconhecida na Lei que Ele dera por meio de Moisés (v.7-8)!
Seguindo os avisos, Deus recomenda que não deixem de ensinar aos filhos (v.9-10) sobre
Ele e Seus mandamentos que já lhes havia dado de maneira tão tremenda e solene (v.11-14).
Paulo nos diz que o tudo o que foi escrito tem o objetivo de nos avisar, tal como um enorme alerta de 66
livros (cf. Rm 15.4). Então, por que desprezamos os avisos e alertas que o Senhor nos deixou nas
Escrituras? Por que testamos o Senhor como o povo de Israel agindo em desobediência. Mesmo que a
bênção da vida eterna nos esteja garantida em Cristo, ainda podemos ser grandemente abençoados
quando obedecemos. Avalie sua vida neste sentido. Você tem sido submisso à vontade do Senhor?
Leitura Diária: Números 14-16; Salmo 95
M
Semana 9 | Dia 61 | Quinta | Deuteronômio 4.15-31
ais uma vez o Senhor alerta ao Seu povo sobre o perigo da idolatria. Ela estava no passado
deles (Egito) e os aguardava no futuro (em Canaã). Era surpreendente como algo
totalmente ausente da história dos descendentes de Abraão tenha se tornado um perigo tão
real. Por isso, o Senhor nos versos 15 a 19, lembra que eles testemunharam o verdadeiro padrão
da Divindade, isto é, nenhuma forma necessária. Deus se manifestara de maneiras muito mais
maravilhosas: por meio das Suas palavras e com Suas obras. Especialmente, o livramento do
Egito (v.20), algo mencionado em Deuteronômio cerca de 20 vezes, enfatizando também a
separação daquela cultura e religiosidade. O que eram estátuas diante de tudo isso?
Em seguida, nos versos 21 a 24, Moisés menciona como Deus ficou contrariado com ele e
como ele fora disciplinado com a proibição de entrar na terra prometida. E aqui aprendemos a
razão de tamanha severidade: para que o povo aprendesse que “o SENHOR, o Seu Deus, é Deus
zeloso; é fogo consumidor”; portanto, brincar com a idolatria seria uma péssima “aposta”.
Finalmente (v.25-31), Moisés os adverte que esse caminho também levaria a eles e aos
seus descendentes a serem disciplinados até que se arrependessem e, só então, experimentariam
a misericórdia de Deus, “Pois o SENHOR, o seu Deus, é Deus misericordioso; ele não os
abandonará, nem os destruirá, nem se esquecerá da aliança que com juramento fez com os seus
antepassados”.
Uma placa de “PARE” não é uma dica ou sugestão; é uma ordem. Se não for obedecida, gera uma
multa. As advertências da Palavra de Deus funcionam da mesma forma. A diferença é que são muito
mais graves e importantes do que uma regra de trânsito.
Em particular, a questão da idolatria é crítica na vida dos servos de Deus. Mesmo que não corramos o
risco de erigir uma estátua de Baal no nosso quintal, há ídolos mais furtivos que disputam a nossa
dedicação, obediência e submissão ao Senhor. Quais seriam alguns potenciais ídolos na sua vida hoje?
Como esse texto interage com esta realidade na sua vida?
Leitura Diária: Números 17-20
C
Semana 9 | Dia 62 | Sexta | Deuteronômio 4.32-40
omo seres humanos, frequentemente, não valorizamos o que temos. Muitos só pensam no
valor dos pais quando não os têm mais por perto. Lembro-me de ser “esmagado” por essa
percepção enquanto via meus pais indo embora depois de me deixarem no seminário. Estava
feliz, fazendo o que sonhava, mas, de repente... percebi o que havia deixado de ter.
Em nosso texto (v.31-34), Israel é desafiado a comparar o que eles tinham com o que as
demais nações tinham. Ou seja, o Deus que se revelara a eles de maneira tremenda e fantástica,
que os livrara do maior império da época e prometera há mais de 700 anos que lhes daria uma
terra prometida (algo ausente no texto, mas subentendido)!
A bondade de Deus fica ainda mais clara. Deus havia feito isso para que Israel O
conhecesse e fosse ensinado a temer o Senhor (“para discipliná-los”). Ou seja, dando ao Seu
povo condições de não cair na desobediência, uma vez que tinha um Deus tão maravilhoso
assim. E não é só isso. YAHWEH, o Senhor, é o Deus que ama o Seu povo e habita no meio
dele para libertá-lo e guiá-lo contra nações maiores e mais poderosas dando-lhevitória (v.37-
38)!
Diante disso (v.39-40), o povo é exortado a ponderar sobre a singularidade de Deus:
não há outro Deus! E também a obedecer-lhe e colher as bênçãos prometidas.
Hoje, na Nova Aliança em Cristo, nossa situação não é a mesma. Não há para nós prosperidade, terra
ou nada do que foi prometido a Israel. Contudo, esse é ainda o nosso incomparável Deus, “Ele nos ama
e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue” (Ap 1.5b). Convido você a pensar na sua
história antes de ser alcançado por Cristo e depois disso. Veja as digitais do Senhor nela e como a Sua
bondade se estendeu a você. Louve-O! Reconsagre a sua vida! Viva para o Deus incomparável que
habitou em nosso meio para nos resgatar!
E se hoje essa ainda não é uma realidade na sua vida, o que você está esperando? Nenhuma vida de
conquistas humanas vale a pena sem a certeza da eternidade com Deus. Quaisquer dores terrenas são
nada perto da alegria eterna prometida por Ele! Entregue a sua vida a Cristo e ande com Ele a cada
dia!
Diária: Números 21-24
O
Semana 9 | Dia 63 | Sábado | Deuteronômio 5.1-5
nosso texto de hoje é um perfeito exemplo de como Deuteronômio repete o que já havia sido
dado anteriormente à geração que saíra do Egito. Porém, todos eles pereceram no deserto
por causa da sua desobediência e incredulidade na promessa de Deus em dar-lhes a terra
prometida. Moisés, então, repete os Dez Mandamentos já vistos em Êxodo 20, aos filhos
daquela primeira geração.
Iniciando com o modelo de formalidade “Ouça, Israel” (v.1), Moisés dá o tom de
seriedade ao que vai dizer. Ele lhes anunciava esses decretos e ordenanças “hoje”. Mesmo se
tratando de uma repetição, a Palavra de Deus é viva e permanece. Outras leis cerimoniais e/ou
civis, trazem princípios para o nosso “hoje”. Nós, servos do Messias (Jesus) que cumpriu a Lei
devemos atentar para a sua sabedoria e lições para a vida, mesmo que não se cumpram mais
seus rituais. A Palavra sempre é atual.
Nosso Deus é um Deus de alianças (v.2). Uma boa parte das pessoas que ouviam a Moisés
não havia nascido quando o Senhor fizera a aliança no Horebe, mas ainda assim todos estavam
incluídos. Hoje, todo crente convertido, neste exato momento, tem a Nova Aliança no sangue de
Cristo. Aquilo que eles ouviriam não era para os mortos (v.3), mas para eles que ali estavam
vivos (e claro, para os seus descendentes). Hoje, Ele fala com cada um “face a face” (v.4) pela
Palavra que revela Cristo. Nesta aliança, Moisés foi o mediador (v.5) e, de fato, foi com ele que
o Senhor falou dessa forma. Ainda assim ele transfere para todo o povo! Nosso mediador
perfeito é Jesus e Ele é a própria face de Deus, a imagem do Deus invisível (Cl 1.15)!
Tudo o que o Senhor nos fala deveria ser recebido HOJE com um solene “Ouça!”. Não deixe que o
Senhor precise repetir vez após vez antes que você atenda. Nossa vida e felicidade dependem das
Palavras de Deus.
Avalie a sua vida por meio da nova vida que há na Nova Aliança em Cristo. (Você já a tem?). Veja que
privilégio é ter a Cristo como único mediador (1Tm 2.5) e ser visto por Deus como Cristo é.
Leitura Diária: Números 25-28
Semana 10 | Dia 64 | Domingo | Deuteronômio 5.6
alvez Jesus resumiu tudo em dois mandamentos: “Ame o Senhor, o seu Deus de
todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” e “Ame o
seu próximo como a si mesmo” (cf. Mt 22.37-40). Na verdade, ele está apenas citando a Torah
em Deuteronômio 6.5 e Levítico 19.18. Os Dez Mandamentos aqui repetidos (v.6-21) seguem a
mesma lógica: mandamentos verticais para que possamos amar a Deus (1º ao 4º) e horizontais
para que possamos amar ao próximo (5º ao 10º). O verso 6 é fundamental para entender o que
vem depois. Os mandamentos são recebidos do único Deus, que era “o teu Deus”! Isso para que
não ficasse nenhuma dúvida, tendo em visto que eles tinham presenciado e vivido uma cultura
politeísta no Egito, mesmo que “protegidos” (será?) na terra de Gósen. E, por decisão desse
único Deus, os mandamentos são para um povo já redimido, já resgatado por esse mesmo Deus.
Nem esses, nem qualquer mandamento ou preceito foram dados para a redenção ou para a
justificação dos homens que sempre foi mediante a fé, por meio da graça (Gn 15.6; Rm 4.3; Gl
3.6; Tg 2.23). A obediência é, por assim dizer, uma resposta à Hesed, o amor leal, o amor
pactual de YAHWEH; é a evidência de que fomos alcançados, redimidos (Ef 2.10).
O paralelo com aqueles que foram alcançados pela Nova Aliança é algo importante.
Fomos escolhidos (eleitos) e predestinados (Ef 1.4-5) pela graça soberana de Deus desde antes
da fundação do mundo. Ele nos buscou; era uma missão de resgate. Ele nos tirou do “Egito”;
uma figura para a nossa velha vida. Nos tirou da escravidão do pecado para a “escravidão da
liberdade” de Jesus, o nosso amoroso Mestre.
Diante de tamanha graça, de tão grande misericórdia, você tem buscado os princípios, os preceitos e os
ensinamentos da Palavra de Deus, para obedecê-los a eles, como sendo a sua declaração de amor ao
Senhor? Tendo sido justificado em Cristo, você anseia por dar testemunho e ser este “poema”
(“criação” em Ef 2.10) de exaltação ao seu Senhor e Deus? O que você poderia dizer com sinceridade
diante dessas perguntas?
O
Semana 10 | Dia 65 | Segunda | Deuteronômio 5.7-15
Decálogo, isto é, os Dez Mandamentos são um ótimo resumo de princípios, mesmo que não
seja tudo o que podemos fazer para expressar nosso amor e obediência ao Senhor, bem
como nosso amor ao próximo. Como dissemos no devocional anterior, a primeira parte trata
do amor vertical. Se não amamos a Deus, não podemos amar Suas criaturas.
O primeiro mandamento trata da singularidade do nosso Deus. Sendo Ele o único Deus
verdadeiro, nossa adoração e amor não pode ser dividido com deuses imaginários e/ou criados
por nós mesmos, isso inclui coisas e pessoas que nós “divinizamos” ao pensar que não podemos
viver sem elas. O segundo mandamento vem reforçar o primeiro e nos ajudar a cumpri-lo ao nos
proibir qualquer representação física da divindade; seja ela qual for. Isso seria copiar as falsas
religiões e sua idolatria, além de diminuir o Senhor soberano a uma representação tão pequena.
O terceiro mandamento continua preservando a solenidade e a reverência que o nosso Deus
merece. Não tomar o Seu nome em vão é muito mais do que um simples “Ai, meu Deus!”. É
usar o nome do Senhor para tentar dar valor a coisas que não possuímos. Por exemplo, quando
vivemos abaixo do padrão da Palavra e usamos uma espiritualidade externa para autenticar a
nossa vida. Finalmente, o quarto mandamento fala do “Sábado”, isto é, do “descanso”. Esse
preceito diz que é preciso guardar um dia na semana para o descanso e para o culto a Deus. Para
os judeus, o dia de inatividade semanal é o Shabbat. Em geral, o cristianismo considera o
domingo como o Dia do Senhor, por ser o dia da ressurreição de Cristo. Para os cristãos, o
mandamento tem a ver mais com a importância do descanso e tempo de serviço ao Senhor do
que em qual dia da semana isso é feito.
Calvino disse a famosa frase, “O coração do homem é uma fábrica de ídolos”. Voltando ao que falamos
no começo, temos realmente amado a Deus ou O temos substituído por coisas e por pessoas? Até mesmo
nosso próprio “eu” pode virar um ídolo ao escolhermos nossa vontade e caminhos em detrimento da
vontade do Senhor. Isso se refletirá em muitas áreas, inclusive na reverência com o nome do Senhor e
em no uso santificado do tempo. 
Leitura Diária: Números 29-32
C
Semana 10 | Dia 66 | Terça | Deuteronômio 5.16-17
omo dissemos ontem, o Decálogo é um ótimo resumo de princípios para expressar nosso
amor e obediência ao Senhor, bem como nosso amor ao próximo, agora vem a segunda
parte. Quanto mais amarmos ao Senhor e compreendermos o Seu amor por nós, isso deve se
manifestar em benefício do nosso próximo. Vejamos os dois primeiros mandamentos desta
segunda parte direcionada aos outros seres humanos em nossas vidas.
O quinto mandamento começa onde nós começamos: com nossos pais. Sendo Deus o
nosso Pai Celeste,nossos pais são a primeiras autoridades terrena que temos. E como devemos
obedecer ao que o Senhor nos ordena, devemos honrar e obedecer a nossos pais com a mesma
prontidão. Minha esposa ensinou aos nossos filhos uma frase muito conhecida, “Obediência
tardia é o mesmo que desobediência”. Mesmo quando nos tornamos adultos, a honra e o respeito
devem continuar. Paulo nos alertou que haveria uma corrupção desse mandamento ao dizer que
“nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis... Os homens serão... desobedientes aos pais”
(2Tm 3.1-2). O filho de Deus, ainda hoje, deve andar na contramão dessa prática e observar o
quinto mandamento. Um detalhe: esse mandamento não promete longevidade, mas continuidade
na Terra Prometida. A obediência, geração após geração, garantiria a Israel essa posse. E foi
exatamente o abandono da fé de seus pais que causou o exílio babilônico.
A seguir, o sexto mandamento trata do valor da vida. Uma tradução mais correta seria
“Não assassinarás”, isto é, tirar uma vida por motivo banal, egoísta e maligno. Isso excetua, por
exemplo, o caso de um acidente ou a legítima defesa da própria vida ou de outros. Ainda assim,
o cristão deve primar pela preservação e defesa da vida, mesmo daqueles que não a valorizam, e
ser ativamente contrário ao aborto.
O Decálogo é um daqueles textos que a gente sabe “meio que de cor”, mas dificilmente se aprofunda.
Agora é hora de avaliação pessoal e aprofundamento. Reveja os três mandamentos acima e compare
com as atitudes presentes no seu modo de viver. Você pode se considerar um observador desses
mandamentos?
Leitura Diária: Números 33-36
C
Semana 10 | Dia 67 | Quarta | Deuteronômio 5.18-21
ontinuando a expressar nosso amor por Deus ao amarmos o nosso próximo, vejamos os
quatro mandamentos finais desta segunda parte direcionada aos outros seres
humanos em nossas vidas.
O sétimo mandamento cuida da santidade do casamento, algo também refletido no Novo
Testamento (Hb 13.4). A promiscuidade não foi inventada nos tempos modernos, mas ela
certamente tem chegado ao seu “doutorado”. Nossos casamentos devem refletir Cristo e a Igreja
(Ef 5.22-33) em sua pureza e mútua exclusividade.
O oitavo mandamento fala sobre a santidade da propriedade privada. Isto é, algo que não é
meu, deve ser respeitado dentro dos limites daquele que possui tal coisa. Você deve estar
pensando, “Mas, o texto não é sobre proibir algum crime?” – Bem, sim, mas não apenas. Eu não
preciso de uma máscara e uma arma, nem preciso invadir a casa de alguém para transgredir esse
mandamento. Em resumo: o que não é meu, não é meu; é sagradamente de outro.
Chegando ao nono mandamento, Deus toca na questão da mentira, do falso testemunho.
Esse pode parecer algo legal, isto é, ligado à lei, a um tribunal, a um julgamento. Mas, no nosso
dia a dia a maledicência, o exagero, a manipulação dos fatos e qualquer outra variação da
verdade ou desvio dela podem ser incluídos aqui. Geralmente, tais “recursos” são usados em
benefício próprio e prejuízo dos outros.
Finalmente, o décimo mandamento trata do inimigo do contentamento: a cobiça. Aquilo
que começa com um desejo carnal interior, pode evoluir para mentira, maledicência e até furto;
isto é, transgredindo outros mandamentos. A cobiça nos seduz com a mentira de que não temos
o que merecemos com o disfarce de ser o que precisamos. No fundo, é uma rebeldia contra o
que o Senhor tem colocado em nossas vidas; é a negação do contentamento em Cristo. “Duas
filhas tem a sanguessuga. ‘Dê! Dê!’, gritam elas” (Pv 30.15).
Amamos o nosso próximo obedecendo a tais princípios básicos da humanidade. Reveja a lista acima.
Sua justiça tem sobrevivido a esses testes? A esses padrões? Em uma sociedade adúltera, ladra,
maledicente e invejosa, você tem andado na contracultura do Reino de Deus (Fp 2.15)?
Leitura Diária: Deuteronômio 1-3
N
Semana 10 | Dia 68 | Quinta | Deuteronômio 5.22-33
o restante do capítulo 5, Moisés relembra como o povo ficou surpreso por Deus lhes ter
falado e, ainda assim, eles ainda estarem vivos. Mas, mesmo com essa percepção, a visão era
assombrosa demais, então pediram que Moisés fosse o mediador entre eles e Deus.
As palavras de Deus, tanto nos Dez Mandamentos, quanto em todo o restante da Escritura
possuem origem divina (v.22). O espetáculo no alto do monte serviu para deixar isso bem claro.
Não eram palavras de Moisés, mas de Deus. E diante de toda essa percepção da grandiosidade
de YAHWEH, os líderes de Israel percebem a sua pequenez e pecaminosidade (v.23-27). Tal
como Isaías diante daquele que estava no “alto e sublime trono”. Eles podiam olhar (perceber)
sua limitação naquele momento, mas o Senhor a vê (conhece) em todo e qualquer tempo. Ele
sabia que esse “temor” passaria e seria tristemente substituído por rebeldia (v.28-29). Ainda
assim, por meio de Moisés como eles haviam pedido, o Senhor continuaria a instruí-los. E
termina os exortando a não abandonarem tal instrução, pois disso dependeria a permanência na
terra que eles estavam para herdar.
Quer sejam os Dez Mandamentos, quer seja a Grande Comissão (Mt 28.18-20), ou qualquer outro
imperativo bíblico, enquanto eu, você, qualquer um não compreender que são mandamentos e não
sugestões, estaremos em um ciclo de desobediência. Se não lermos a Palavra de Deus como uma “bula
de remédio”, fatalmente “a conta vai chegar”. O Senhor nos ama, mas não “passa pano” para nosso
pecado.
Então, quais são algumas decisões que você precisa tomar hoje para romper com algum ciclo de
desobediência em sua vida e amar a Deus por meio da submissão??
Leitura Diária: Deuteronômio 4-7
Semana 10 | Dia 69 | Sexta | Deuteronômio 6.1-3
ogo depois do capítulo onde Moisés relembra o Decálogo recebido no Monte
Horebe, ele começa uma recomendação após a outra cujo tema central
poderia ser colocado como “o temor ao Senhor demonstrado através da
obediência”. São alertas e recomendações para que Israel pudesse ser abençoado. Nos versos 1
a 9, temos a introdução a esses alertas que se estenderão até o capítulo 11. E no centro dela está
o verso 5: “Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas
as suas forças.” Mas, vejamos a evolução, partindo do início. 
No verso 1, fica claro que não são sugestões e não são questões negociáveis. Esses são “os
decretos e as ordenanças, ... o SENHOR, o seu Deus, ordenou”. Tipo, “Meu povo, minhas
regras”, se referindo ao Senhor, claro. Ou, “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Parece óbvio, mas nem sendo Ele chamado de “Senhor” é o bastante para a maioria dos seres
humanos O tratarem como deveriam. Então, Moisés prefere deixar claro que a terra prometida
vinha com normas, regras, princípios e etc. Em seguida, no verso 2, Moisés liga a obediência ao
temor, claro que “medo” nada tem a ver com o que está sendo dito aqui. Trata-se de reverência,
respeito, veneração e admiração; pois, “que grande nação tem decretos e preceitos tão justos
como esta lei que estou apresentando a vocês hoje?” (Dt 4.7). E como incentivo à obediência,
ao temor e ao amor a Deus fica prometido que “tudo irá bem”. Seja sincero. Não é tudo o que
queremos? Que tudo vá bem? O problema é quando o “nosso bem” não é o mesmo que o de
Deus. “Bem”, aqui, era a colheita das promessas de Deus na terra prometida: uma descendência
numerosa em uma terra fértil para os filhos de Abraão.
Amanhã veremos que o Senhor vai dar a “receita” de como manter isso acontecendo. Mas, hoje... como
está o seu nível de temor a Deus? Não podemos admirar ou venerar a quem não conhecemos. O contato
diário com as Escrituras e estudos profundos devem nos humilhar diante da grandiosidade do nosso
Deus e devem gerar profunda adoração em nós. Escreva conversando com Deus sobre isso.
Leitura Diária: Deuteronômio 8-11
O
Semana 10 | Dia 70 | Sábado | Deuteronômio 6.4-9
bediência liga-se ao temor que se liga ao amor. Tal como Jesus disse em João 14.21,
“Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me
ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelareia ele”. Obediência não
é inerente a nós. Muito pelo contrário: somos por natureza rebeldes e desobedientes, inclusive
os nossos filhos. No nosso texto de hoje, o Senhor dá a receita de como corrigir isso e começa
em nós!
Este é o famoso texto da “Shema, Israel”, ou “Ouça, ó Israel”. Ele começa estabelecendo
novamente a unicidade e a singularidade de Elohim, nome pelo qual o Senhor Deus é
identificado aqui, nome que, apesar de usar o plural hebraico, refere-se a “Deus” e não “deuses”.
Em seguida, ele ordena o que fica no centro de todo este contexto: amar a Deus acima de todas
as coisas. Nada funciona sem isso e nada tem real valor e sentido sem isso. É através do nosso
amor por Deus e pela convicção do amor dEle por nós que a própria realidade é compreendida.
E isso começa em mim: “Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu
coração”. Nunca influenciarei, ensinarei ou edificarei outros se não começar em mim tal
mudança. Aí, sim, vem o passar adiante e isso é algo tão sério que o que vem depois busca
preservar o conhecimento de Deus pelos anos futuros.
Ele fala: “Ensine-as com persistência a seus filhos” ou “tu as inculcarás a teus filhos”
(ARA). Se isso não nos transmite o senso de urgência e importância, não sei mais o que
conseguirá. Mas, quando devemos fazer isso? A resposta é: em todo o tempo; em todas as
circunstâncias. Em momentos formais ou informais, o Senhor precisa estar na própria “cultura”
de nossos lares.
O Senhor tinha razão nessa advertência. Porque menos de um século depois... “Depois que
toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não
conhecia o SENHOR e o que Ele havia feito por Israel” (Jz 2.10) (leia todo o contexto em Jz
2.6-23).
Nós e nossos filhos estamos sendo “doutrinados” o tempo todo pelo mundo que jaz no Maligno. A
cultura dele está em todos os lugares contaminando o quanto pode as mentes e corações. Só o lavar
diário da Palavra de Deus pode nos limpar dessa sujeira. Avalie sua vida e a sua família e diga ao
Senhor quais resoluções você irá tomar para mudar o que for necessário.
Diária: Deuteronômio 12-15
E
Semana 11 | Dia 71 | Domingo | Marcos 9.1-29
u amo retiros de igreja. É fantástico poder passar um feriadão com pessoas que amam a
Deus, estudando a Bíblia, divertindo-me com brincadeiras sadias, sem o
constrangimento da pressão de um ambiente pecaminoso. Porém, há coisa mais angustiante
do que voltar à rotina no mundo depois de um retiro? Parece que vamos do céu ao inferno.
Clamamos a Deus que nos dê a fé e a empolgação do retiro enquanto vivemos no mundo caído.
A passagem de hoje retrata exatamente isso. Jesus revela Sua natureza divina e gloriosa a Pedro,
Tiago e João. Eles veem Jesus conversando com Moisés e Elias. O ambiente é tão bom que
Pedro propõe ficarem por ali mesmo. Nesse momento eles ouvem a voz de Deus reafirmando
quem é Jesus e diz: “Ouçam-no!” (1-8) Jesus, mais uma vez, ordena que não contem nada do
que viram a ninguém, até que Ele ressuscite. Isso porque as pessoas ainda não haviam entendido
o que o Cristo viera fazer. Eles têm a visão de Pedro na passagem anterior; achando que Jesus
viera trazer uma vida sem sofrimento (8.33). Os discípulos ainda não haviam compreendido a
obra de Jesus (v.9-13). Então nos deparamos com o mundo como ele é com o pecado. Um pai
desesperado, uma criança oprimida, os líderes religiosos discutindo, a multidão curiosa e os
discípulos incapazes de fazer algo. O ponto alto da passagem é quando Jesus pergunta àquele
pai se ele crê. A resposta é uma lição para nós: “creio, ajuda-me na minha incredulidade!”
Assim Jesus liberta aquela criança da opressão para sempre (v.14-29).
“Creio, ajuda-me na minha incredulidade!” Você se sente assim também? Crê no evangelho, mas muitas
vezes é tomado de incredulidade? Hoje aprendemos que não importa o tamanho da nossa fé, mas sim
em quem a nós a depositamos. Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, que nos ajuda em nossa incredulidade
na batalha contra o mal! Converse com Deus sobre isso.
| 89 |
Semana 11 | Dia 72 | Segunda | Marcos 9.30-41
m dos homens mais piedosos que eu conheço diz: “quem não serve, não serve”.
Como pecadores egoístas, desejamos ser servidos e odiamos servir. Isso
porque no mundo, ser servido significa que você é mais importante, e servir o
coloca abaixo de outra pessoa. Egoístas orgulhosos não gostam disso. E é exatamente sobre isso
que lemos hoje. A cena começa com Jesus ensinando sobre o que Ele veio fazer: morrer e
ressuscitar. Os discípulos ainda não compreendem (v.30-32). Enquanto Jesus ensina sobre a
obra mais importante da criação, o que eles estão discutindo? Sobre quem entre eles é o mais
importante (v.33-34)! Então Jesus passa a ensinar sobre a hierarquia do Reino de Deus. Quem
quiser ser o mais importante, deve ser escravo (servir) de todos (v.35). Quem servir uma pessoa
que não tem como retribuir, como uma criança que não pode dar nada em troca, estará servindo
a Jesus e ao próprio Deus (v.36-37)! E qualquer um que servir outro em nome de Jesus,
representando o próprio Senhor, pelo mínimo que faça, receberá recompensa disso (v.38-41).
Reconhecer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, implica servir em nome de Jesus.
Você é conhecido como uma pessoa que serve ou que exige ser servido? Pergunte às pessoas que
moram com você. Pergunte aos irmãos da igreja. A melhor forma de encontrarmos motivação em
servir é meditarmos em como Jesus nos serviu dando a Sua própria vida (cf. 10.45). Converse com
Deus sobre isso!
Leitura Diária: Deuteronômio 16-19
A
Semana 11 | Dia 73 | Terça | Marcos 9.42-10.12
s pessoas têm falado de relacionamentos fluidos ou líquidos nos dias de hoje.
Isso significa que os relacionamentos são passageiros. É impossível segurá-los, assim
como é impossível segurar um líquido com as mãos. Por que isso acontece? Por que as
pessoas fogem de relacionamentos profundos? Porque relacionamento implica duas pessoas
lidarem com os seus próprios pecados e com os pecados umas das outras. É difícil perdoar e é
difícil pedir perdão. Porém, é exatamente nos relacionamentos que manifestamos o evangelho:
perdão e amor sacrificial. Na passagem de hoje Jesus ensina sobre relacionamentos. Primeiro,
mostrando a gravidade de fazer outra pessoa pecar (v.42). Logo em seguida, entendendo o
contexto que fala sobre relacionamentos, Jesus ensina que devemos estar dispostos a grandes
sacrifícios (Ele usa o exemplo de mutilação) para evitar o pecado e a condenação eterna (v.43-
48). Mesmo que relacionamentos impliquem sofrimento (amor sacrificial), ele nos ajudará a
crescermos em maturidade (sal). É só analisarmos a imaturidade de pessoas que vivem isoladas.
Elas têm menos paciência, amor e capacidade de perdoar. Não tem nada a ver com o evangelho
(v.49). Mas quem demonstra amor sacrificial nos relacionamentos, tendo paz uns com os outros,
possui mais o “sal do evangelho” (v.50, cf Mt 5.13-16). Para ilustrar essa ideia, Jesus discute
com os fariseus sobre o relacionamento mais intenso que há na terra: o casamento. Jesus aplica
ao casamento aquilo que acabou de ensinar, demonstrando que o divórcio (falta de perdão) e
recasamento são incompatíveis com a vontade de Deus (10.1-12). Crer em Jesus como o Cristo,
o Filho de Deus, implica manifestar seu caráter nos relacionamentos.
O que seus relacionamentos demonstram sobre Deus? Você tem mostrado o evangelho (amor
sacrificial, perdão, paciência) nas suas amizades e relacionamentos familiares? No seu casamento, você
tem demonstrado amor e fidelidade como de Cristo? Caso não seja casado, tem se preparado para o
casamento com os padrões de Deus? Ore e converse com Deus sobre isso.
Leitura Diária: Deuteronômio 20-23
J
Semana 11 | Dia 74 | Quarta | Marcos 10.13-31
á percebeu como em quase todas as religiões o homem precisa fazer algo para merecer a
salvação? Isso porque o ser humano tem o orgulho ferido quando recebe algo de graça. O
evangelho, porém, é justamente a humilhação do homem que, incapaz de fazer algo para sua
própria salvação, precisa recebê-lade graça por meio de Cristo. Vimos isso na passagem de
hoje. Na primeira cena, vemos Jesus ensinando que quem recebe o Reino de Deus como uma
criança, poderá entrar nele (v.13-16). O que isso significa? Uma criança recebe sem se
preocupar em pagar de volta. Um filho não recusa o alimento dado pelo pai porque não tem
como pagá-lo. Da mesma forma, quem recebe o Reino de Deus, de graça o receberá. Isso se
confirma na próxima história. Um homem pergunta o que deve fazer para receber a vida eterna.
Primeiro Jesus mostra que existe apenas um que é bom: Deus (v.17-18). Depois pergunta se o
homem conhece os mandamentos. Ele responde que conhece e os obedece desde a adolescência
(v.19-20). Aparentemente esse homem é bom e merece a vida eterna. Jesus, amando-o, disse-lhe
a única coisa que lhe faltava: vender tudo, dar aos pobres e segui-lo. Mas o homem sai abatido,
pois era muito rico (v.21-22). Alguém que parecia perfeito para merecer a eternidade, na
verdade não amava mais a Deus do que a suas riquezas, e não amava o próximo ao ponto de lhe
dar o que tinha. Jesus conclui que é impossível os ricos entrarem no Reino de Deus.
Obviamente Jesus não estava falando dos ricos de dinheiro, mas ricos de justiça própria!
Aqueles que se acham bons suficiente para serem salvos, não podem receber salvação. Mas
aqueles que reconhecem sua pobreza e dependem de Cristo como um filho depende do pai;
então esses serão salvos (v.23-31). Afinal, para o homem é impossível se salvar, mas para Deus,
todas as coisas são possíveis (v.27).
Você tem procurado viver uma vida com Deus pelos méritos próprios ou totalmente dependente da
graça em Cristo Jesus? Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Deuteronômio 24-27
N
Semana 11 | Dia 75 | Quinta | Marcos 10.32-52
osso coração orgulhoso ou humilde se revela nos relacionamentos. Seja nos relacionamentos
com outras pessoas, como vimos na passagem de Marcos 9.42-10.12; seja no
relacionamento com Deus em Marcos 10.13-31. Por isso antes e depois dessas passagens
João Marcos nos conta o que Jesus ensinou sobre servir. O serviço demonstra a humildade de
quem realmente entendeu quem é Jesus. Mais uma vez Jesus ensina sobre Sua morte e
ressurreição, que estavam cada vez mais iminentes (v.32-34). Nisso, Tiago e João fazem um
pedido a Jesus: um lugar de honra na glória de Cristo (v.35-36). Novamente eles querem ser os
mais importantes entre os discípulos. Jesus pergunta se eles estão dispostos a pagar pelo preço
disso. Sem saber do que se tratava, eles responderam que sim. Pela história, sabemos que eles
pagaram. Os dois sofreram por causa do evangelho. Mas o lugar de honra seria determinado por
Deus (v.38-40). Por fim, Jesus ensina mais uma vez que os valores do reino são opostos aos
valores do mundo. Quem quiser ser o primeiro, deverá ser o último. Ou seja, o nível de
importância é proporcional à atitude de servir. O próprio Jesus é um exemplo de alguém que
veio para servir, e não para ser servido (v.41-45). Para terminar, mais um milagre que ilustra a
cegueira espiritual dos discípulos. Bartimeu responde à mesma pergunta que Jesus fez a Tiago e
João (cf. 36,51), porém de forma diferente. Ele quer ver! (v.46-52). Jesus Cristo, o Filho de
Deus, é capaz de curar a cegueira espiritual. E aquele que enxerga corretamente quem é Jesus,
serve, como Ele nos serviu dando sua vida para nos resgatar.
Como é seu coração: orgulhoso ou humilde? Você tem se preocupado em ser servido ou em servir?
Lembre-se: a melhor motivação no serviço vem da reflexão do evangelho: o Filho do Homem que veio
para servir, dando Sua vida em resgate por muitos.
Leitura Diária: Deuteronômio 28-30
D
Semana 11 | Dia 76 | Sexta | Marcos 11.1-26
esde que a igreja de Jesus nasceu, existem muitas pessoas que ainda preferem viver a
religião do Antigo Testamento. Elas constroem templos como de Salomão,
fazem relíquias da arca da aliança, usam óleos aromáticos etc. Porém, como já vimos, esse
sistema religioso judaico se tornou inútil, desde a morte e ressurreição de Jesus (cf Cl 2.16-17;
Hb 8). O próprio templo físico perdeu importância diante da obra de Jesus. Na passagem de
hoje vimos a chamada “entrada triunfal”. Os romanos estavam acostumados com entradas
triunfais dos seus generais e reis. Quando eles voltavam vitoriosos de uma batalha, entravam
pela cidade montados em cavalos, iam até o templo agradecer aos deuses pagãos e depois eram
recebidos no palácio. Mas vemos que com Jesus, apesar das profecias O apontarem como
Messias (cf. Gn 49.9-11; Zc 9.9-10), a entrada não foi tão triunfal. Entrando Ele no templo, os
líderes religiosos ou as autoridades romanas não estão ali para recebê-lo. Jesus observa e vai
embora (v.1-11). Nesse ponto, entramos na comparação entre uma figueira e o templo. Jesus vai
procurar frutos em uma figueira e não encontra nada. Depois vai ao templo, também à procura
de frutos espirituais, e só encontra ganância e desprezo. Jesus amaldiçoa a figueira, para que
nunca mais dê frutos e ela seca. Jesus anula a necessidade do templo. Ele se torna desnecessário,
assim como uma figueira que não produz frutos. Não é mais necessário ir até o templo para orar.
Basta orar com fé que Deus ouvirá. Não é mais necessário sacrificar no templo para receber o
perdão dos pecados. Basta perdoar como Deus nos perdoa em Cristo para recebermos o perdão
(v.12-26). O templo se torna inútil pois a obra de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o torna inútil!
Hoje falamos com Deus por meio de Jesus, e em Jesus recebemos o perdão dos nossos pecados!
Você tem confiado mais em símbolos religiosos do que na obra de Jesus na cruz? Você tem aquela
sensação de que sua oração é mais eficaz se for feita em uma igreja, por um pastor, com a mão na
Bíblia ou algo parecido? Igreja, pastor e Bíblia têm seu valor. Mas o único capaz de perdoar seus
pecados e conduzi-lo à presença de Deus é Jesus Cristo, por Sua morte e ressurreição (cf. 1Tm 2.5-6).
Louve a Deus por isso!
Leitura Diária: Deuteronômio 31-34
Semana 11 | Dia 77 | Sábado | Marcos 11.27-12.12
ocê já se perguntou por que alguém responde ao evangelho, dizendo que
ainda não é a hora certa para se entregar ao Senhor? Na verdade, essas pessoas
não querem é reconhecer a autoridade de Jesus e se submeter a Ele. Desejam continuar como
senhores de suas próprias vidas. No texto de hoje, vemos os líderes religiosos questionando a
autoridade de Jesus. Quando Jesus lhes responde com uma pergunta, eles se calam porque
temiam como o povo reagiria à resposta (v. 27-33). Fica claro no evangelho que o interesse
desses líderes não era servir ao Senhor, mas a si mesmos. Não estavam interessados na verdade,
mas em satisfazer seu desejo por poder. Na passagem seguinte, Jesus expõe a motivação deles
por meio de uma parábola. Deus é representado por um dono de uma vinha. Os lavradores
representam Israel e seus líderes que espancam, humilham e matam os servos do dono da vinha,
que vêm receber a parte da produção. Esses servos são os profetas do Antigo Testamento. Por
fim, o dono da vinha envia seu próprio filho, que representa Jesus. A esse, os lavradores matam,
na esperança de herdar a vinha em seu lugar. Jesus termina a parábola com uma pergunta
retórica, cuja resposta traz a expectativa do juízo de Deus contra os líderes religiosos. Eles
entendem a parábola, tanto que planejam prendê-lo. Mas mais uma vez, motivados pela
popularidade, deixaram-no e foram embora (v.1-12).
Quem não crê que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, rebela-se contra a Sua autoridade!
Como você lida com a autoridade de Jesus? Você se submete pela fé ou procura meios de anular a
autoridade dEle? (Falta de oração, de leitura bíblica, de envolvimento com a igreja, ataque à igreja, à
liderança ou a irmãos)? Em quais áreas da sua vida você poderia crescer em submissão a Cristo?
Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Josué 1-2; Salmo 105
Semana 12 | Dia 78 | Domingo | Marcos 12.13-44
ocê já questionou a Deus? Já questionou a igreja ou sua liderança? Já percebeu
que, muitas vezes, fazemos isso, não porque estamos realmenteinteressados nas
respostas, mas em achar alguma falha em Deus, na igreja ou em sua liderança que justifique
nossa insubmissão? Nesse trecho de Marcos vimos diversos ensinos de Jesus. O que eles têm em
comum é a resposta à atitude dos líderes religiosos ao tentar surpreender o Mestre em alguma
falha, e assim condená-lO. No primeiro trecho, talvez procurando surpreender Jesus ainda no
tema de autoridade, os fariseus e herodianos (judeus que apoiavam o governo de Herodes)
tentam fazer Jesus se condenar ou negar a autoridade de Deus ou de César. O Senhor, porém,
responde sabiamente, mostrando que a autoridade de Deus não é ameaçada ao nos submetermos
às autoridades humanas (v.13-17). Na próxima passagem, Jesus expõe a ignorância dos
saduceus que não creem e não conhecem a realidade da ressurreição (v.18-27). Então ensina
sobre o resumo da lei, mostrando que amar a Deus é o mais importante, seguido por amar ao
próximo. Esses dois mandamentos são a essência de todos os mandamentos de Deus (v.28-33).
Por fim, uma vez que os líderes religiosos desistem de tentar pegar Jesus em alguma falha de
ensino, Ele continua expondo a ignorância desses líderes por meio do ensino da superioridade
do Cristo sobre Davi (v.34-37). Em seguida, expõe a atitude pecaminosa dos mestres da lei, que
exploravam as viúvas e disfarçavam essa atitude com longas orações (v.38-40); ao expor a
atitude piedosa de uma viúva ao ofertar tudo o que possuía (v.41-44)! Apesar de serem líderes
responsáveis pela adoração diante do povo, a verdadeira devoção deles era a si mesmos; por isso
viam Jesus Cristo, o Filho de Deus como uma ameaça. Seus questionamentos não eram por
interesse em aprender, mas em acabar com a autoridade de Jesus para não terem de se submeter
a Ele e aos Seus ensinos.
Você tem sido um crítico da igreja? Você tem criado suas próprias teorias sobre Deus mesmo que elas
sejam opostas aos ensinos bíblicos? Você tem se submetido a Jesus ou questionado Sua autoridade?
Questionamento para crescimento é saudável; questionamento para justificar insubmissão é destrutivo.
Converse com Deus sobre isso!
365 Dias com Deus
Q
Semana 12 | Dia 79 | Segunda | Marcos 13.1-37
uando meu irmão e eu erámos crianças, algumas vezes, nossos pais nos deixavam sozinhos
em casa. Como dois meninos arteiros, aproveitávamos a oportunidade
para “aprontar”. Não foram poucas as vezes em que fomos pegos em flagrante por nossos
pais, e sofremos as consequências das nossas travessuras. No texto de hoje, aprendemos que
devemos viver uma vida de santidade, atentos e vigilantes, pois Cristo pode voltar a qualquer
momento. Os discípulos questionam Jesus sobre o tempo e os sinais da destruição do templo
(v.1-4). Jesus responde, ao que tudo indica, sobre o fim dos tempos, muito além da destruição
do templo físico. Os primeiros sinais serão o surgimento de falsos Messias, rumores de guerras
e desastres naturais (v.5-8). Depois virá a forte perseguição por causa de Cristo (v.9-13). Em
seguida, virá a Grande Tribulação, como nunca houve na terra. Uma tribulação que, se não fosse
abreviada, ninguém sobreviveria (v.14-23). Por fim, virão os desastres cataclísmicos (v.24-25).
Então Jesus retorna para reunir os eleitos (v.26-27). Os sinais servem para alertar os discípulos
sobre o dia da volta de Cristo (v.28-29). Aparentemente, Jesus retorna à questão da destruição
do templo, alertando que aquilo acontecerá naquela geração, como de fato aconteceu no ano 70
d.C. (v.30-31). Por fim, Jesus alerta os discípulos para que fiquem atentos e vigilantes, pois
ninguém sabe o dia e a hora da volta de Cristo. Eles devem vigiar como um porteiro que cuida
da casa do seu senhor (v.32-37). Quem crê em Jesus Cristo, o Filho de Deus, aguarda
atentamente a sua volta!
Você pode dizer que vive constantemente vigilante e alerta, esperando a volta de Cristo? O que mudaria
em sua vida se você vivesse atento, como Jesus ordenou (v.37)? O que você pode fazer para viver mais
alerta nesse sentido? Se Jesus voltar hoje, como Ele o encontrará? Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Josué 3-6
A
Semana 12 | Dia 80 | Terça | Marcos 14.1-31
s histórias dessa passagem estão ligadas por um tema em comum: a morte de Jesus como
cumprimento do plano soberano de Deus. A primeira história começa e termina com planos
para prender e matar Jesus. Para os líderes religiosos Jesus era um problema a ser resolvido.
Para Judas, uma oportunidade de ganhar dinheiro. Na história principal da passagem, uma
mulher reconhece Jesus como o Cristo, o Filho de Deus. Ela manifesta isso ungindo-o com um
perfume que custava o salário de um ano. Enquanto isso, os demais presentes consideram isso
um desperdício. Para eles ação social é mais importante que a adoração. Seu conceito sobre
Jesus determina que tipo de adoração você irá prestar (v.1-11). Na próxima história vemos a
soberania de Deus naquilo que iria acontecer. Jesus sabia exatamente onde iriam celebrar a
Páscoa, e os discípulos experimentam exatamente o que o Mestre os havia falado (v.12-15).
Depois de lhes mostrar Seu controle sobre a história, Jesus revela que será traído por um deles
(v.16-21). O Mestre estabelece a ceia como um lembrete do Seu sacrifício e, mais uma vez
revela Seu controle sobre a situação, anunciando que só tomaria o vinho novamente quando o
Reino de Deus estivesse estabelecido (v.22-26). Pedro, ainda não compreendendo
completamente que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e por isso tem o controle total da situação,
recusa-se a aceitar que Ele abandonaria o Mestre (v.27-31). Mesmo nos momentos mais difíceis,
Deus tem o controle da história.
Como você manifesta adoração a Jesus? O quanto você tem se sacrificado em devoção a Ele (Rm 12.1-
2)? Ou o quanto você tem sacrificado Jesus em devoção a si mesmo? Você tem confiado e descansado no
controle soberano de Deus sobre a história? Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Josué 7-10
N
Semana 12 | Dia 81 | Quarta | Marcos 14.32-15.39
o momento em que escrevo esse devocional o Talibã está cometendo atrocidades no
Afeganistão. Assim nos perguntamos: “onde está Deus? Por que o mal prevalece?” A
passagem de hoje traz a resposta. A primeira cena revela um Jesus angustiado pelo que
estava prestes a acontecer. O sofrimento pelo pecado da humanidade era algo real, e Jesus sentia
isso. Por isso buscou o Pai, enquanto Seus discípulos, ignorando a tensão do momento, não
conseguiam ficar acordados (v.32-42). Em seguida lemos o relato da prisão de Jesus. Os que
estavam com Ele O abandonaram, inclusive um preferindo fugir nu a apoiar o mestre (v.43-52)!
Depois vemos diversos julgamentos injustos contra Jesus, começando com os próprios líderes
religiosos, que primeiro prenderam para depois achar uma acusação. Nenhuma acusação tem
fundamento até que o próprio Jesus se identifica com o Pai. Assim, eles O condenam à morte
por blasfêmia (v.53-65). Então vemos a famosa história da negação de Pedro. O mesmo que
havia jurado pagar o preço com Jesus O nega perante uma serva, cumprindo assim a profecia do
Senhor (v.66-72). O próximo julgamento é de Roma. Mesmo averiguando a inocência de Jesus,
Pilatos, mais preocupado com a popularidade do que com a justiça, condena Jesus à crucificação
(v.15.1-15). Então começam as torturas e os soldados zombando de Jesus. Eles sarcasticamente
chamam Jesus de “rei dos judeus”; ignoram que essa é a verdade (v.16-20).
Os últimos relatos da crucificação são breves e com poucos detalhes, afinal, os romanos, a
quem esse evangelho foi escrito, conheciam bem o processo de crucificação. Um homem
chamado Simão é obrigado a ajudar Jesus a carregar a cruz (v.21). Jesus se recusa a tomar
anestésicos para Sua dor (v.22-23). É crucificado nu (v.24). É crucificado entre bandidos, como
se fosse um deles (v.25-28). Sofre insultos do povo, dos líderes religiosos e até dos ladrões! Os
insultos que revelam os motivos dEle estar pendurado na cruz: Ele é o rei salvador dos judeus
(v.26), que estava prestes a destruir o “templo” e reconstruí-lo na ressurreição no terceiro dia
(v.29-30);que estava morrendo para salvar os outros (v.31); sendo sacrificado porque Ele foi
ungido (Cristo) para isso (v.32). Então as trevas e o grito de Jesus revelam que o Pai o
abandonou na cruz, por causa dos nossos pecados (v.33-34). Ainda assim as pessoas estão
incrédulas e preferem crer em uma tradição na qual Elias é o salvador (v.35-36). Jesus morre
(v.37). Nesse exato momento o acesso à presença de Deus é aberto (v.38), e um romano crê que
Jesus é o Filho de Deus (v.39). Esse sempre foi o propósito: a vitória sobre o poder do pecado.
Apesar da aparente vitória do mal, Deus está conduzindo para a vitória do bem em Cristo Jesus,
o Filho de Deus!
Como a história do sofrimento e injustiça contra Jesus, que permitiram o acesso a Deus e a salvação do
centurião romano, te motivam hoje? Converse com Deus sobre isso.
Leitura Diária: Josué 11-14
A
Semana 12 | Dia 82 | Quinta | Marcos 15.40-16.14
incredulidade nos impede de perceber o agir de Deus na história! Como pastor de jovens,
consigo perceber dois grupos de crentes. Aqueles que verdadeiramente creem no evangelho,
envolvem-se com a igreja e por isso experimentam o agir de Deus na história, salvando e
transformando vidas através dos discipulados, evangelismo pessoal, viagens missionárias ou
retiros espirituais. Mas existem aqueles que estão alheios a tudo isso. São crentes nominais. Até
dizem que creem no evangelho, mas suas vidas estão focadas no trabalho, estudo e
entretenimento. Não veem e não se alegram na salvação e transformação de vidas. Na passagem
de hoje vemos José de Arimateia que, apesar de fazer parte da liderança judaica, que odiava e
matou Jesus, aguardava o Reino de Deus e tomou uma medida corajosa para honrar o corpo do
Senhor sepultando-O (15.42-46). Também vemos as mulheres que, corajosamente,
acompanharam Jesus até o fim (15.4041; 47). Querendo honrá-lO, foram cuidar do corpo de
Jesus no domingo e tiveram o privilégio de serem as primeiras a receber a notícia da
ressurreição do Senhor (16.1-8). De forma irônica, ao longo desse evangelho, vimos como todos
foram alertados a não falarem sobre Jesus a ninguém, e todos desobedeciam. As mulheres são
enviadas a falarem da ressurreição de Jesus, mas por temor, ficam caladas. Por último, vemos o
exemplo negativo dos discípulos que, apesar de receberem o testemunho da ressurreição de
Jesus, que já os havia avisado sobre isso, não creram. Por isso, no primeiro encontro com Jesus,
foram duramente repreendidos por causa da incredulidade (16.9-14).
Os leitores romanos desse evangelho tinham a opção de crer na ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de
Deus, e participar do plano de Deus na história; ou então não crerem, salvarem suas vidas diante de
César, mas perderem essa oportunidade. Qual tem sido a sua escolha? Você tem agido corajosamente
diante do mundo por crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus, e participado do que Ele está fazendo no
mundo hoje, por meio da sua igreja? Converse com Deus sobre isso!
Leitura Diária: Josué 15-18
C
Semana 12 | Dia 83 | Sexta | Marcos 16.15-20
reio que o maior obstáculo para um crente evangelizar é a ignorância quanto ao poder de
Deus para realizar essa tarefa. Na última passagem do evangelho de Marcos, vemos a
missão que Jesus dá aos Seus discípulos: pregar o evangelho a todas as pessoas (v.15). E
todo aquele que crer e professar publicamente sua fé será salvo, mas os que não crerem serão
condenados (v.16). A comprovação de que a mensagem deles é verdadeira serão os sinais
sobrenaturais, o que de fato vemos acontecendo no livro de Atos dos apóstolos (v.17-18).
Muitas pessoas creem que esses sinais deveriam nos acompanhar nos dias de hoje também.
Porém, eles parecem ser bem específicos para aquela época (confira em Atos). Hoje, esse poder
pode se manifestar de diferentes formas, de acordo com a necessidade específica de cada local.
Em um lugar secularizado como a Europa, pode ser simplesmente as pessoas crendo na “loucura
da pregação de Cristo”. Em um ambiente mais pesado, como o vudu no Haiti, talvez as
manifestações sejam mais visíveis. O fato é que o poder de Deus acompanha aqueles que
pregam o evangelho para o cumprimento da Sua vontade. E o próprio evangelho testemunha
que, após a volta de Cristo ao Pai, os discípulos pregaram corajosamente por toda parte (v.19-
20). Aqueles que creem em Jesus Cristo, o Filho de Deus, pregam o evangelho na dependência
do poder de Deus!
Os cristãos perseguidos de Roma precisavam de muita coragem para pregar o evangelho diante de
tanta perseguição. Mas, porque confiavam no poder de Deus, eles não tinham nada a temer. De fato, foi
o que aconteceu. Temos o testemunho de que, pela coragem dos nossos irmãos romanos que, mesmo
pagando com a própria vida, pregaram o evangelho e muitos foram salvos porque creram. Quais são os
obstáculos que você encontra hoje para pregar o evangelho? Como a certeza do poder de Deus
acompanhando você, pode dar-lhe coragem para pregar, apesar desses obstáculos? Ore sobre isso!
Leitura Diária: Josué 19-22
N
Semana 12 | Dia 84 | Sábado | CONCLUSÃO
ossa visão sobre quem é Jesus e o que ele veio fazer vai determinar como vivemos nossa
vida cristã. Os cristãos romanos somente perseverariam na fé, mesmo diante da
possibilidade da morte, se realmente cressem que Jesus era o divino Salvador e que não
havia vida fora dEle. Da mesma forma, nossa fidelidade e perseverança revelam o que cremos
acerca de Jesus (8.34-38). Dar a vida para que outras pessoas conheçam a salvação em Cristo é
inerente ao evangelho (10.45). Quando reconhecemos nossa situação de condenados por toda
eternidade por causa do nosso pecado e que não poderíamos nos salvar (10.26-27), e cremos que
apenas a obra de Jesus pode nos reconduzir a Deus (15.37-38) e que um dia Ele vem nos buscar
(13.26-27); não há como continuarmos vivendo de forma medíocre e passiva. Vamos nos
empenhar para aproveitarmos cada relacionamento para mostrar a glória do evangelho a cada
pessoa (16.15). Nossa vida revela sobre o que cremos acerca de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O que sua vida revela sobre o que você crê sobre Jesus? Seria interessante perguntar às pessoas
próximas a você. Investir no conhecimento sobre Jesus e o evangelho é a melhor forma de crescer nisso.
Você pode fazer isso estudando mais da Bíblia, como tem feito nesse devocional; mas também
conversando com pessoas mais maduras, ou ensinando o que você aprendeu a pessoas mais novas na fé,
bem como se envolvendo-se com uma igreja local. Que Deus o abençoe a conhecer verdadeiramente
Seu Filho Jesus, e que isso se reflita em sua vida para a glória dEle! Ore sobre isso!
Leitura Diária: Josué 23-24; Juízes 1
O
Semana 13 | Dia 85 | Domingo | Juízes 4.1-3
período dos Juízes foi marcado por profunda degradação espiritual e suas decorrências
socioculturais e geopolíticas. O ciclo histórico do registro (cf. Jz 2.10-15) disparava com o
pecado voluntário do povo de Deus: “mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor
reprova” é um motif que se repete como um sino, anunciando a falência nacional. A
contrapartida divina era a disciplina conforme prevista na aliança deuteronômica (Dt 28.15-25).
Quando os israelitas sentiam o peso da mão de YAHWEH por meio da opressão dos ímpios,
clamavam por misericórdia e, Deus em resposta às estipulações do pacto (cf. Dt 30.1-10),
enviava a desejada libertação. Então, havia paz na terra prometida.
Para conduzir a missão de libertação, Deus levantava líderes regionais: os juízes (cf. Jz 2.16).
Houve doze juízes em Israel, cuja jurisdição era localizada, pois naquele tempo, as tribos ainda
não haviam se reunido sob uma liderança centralizada e monárquica. Os juízes recebiam um
revestimento especial para cumprirem o seu papel: o próprio Deus estava com eles, garantindo o
sucesso de seu empreendimento (cf. Jz 2.18). A presença do Senhor, atuando por meio dos
juízes era a expressão do Seu amor leal para com o povo desobediente, porém quebrantado, pois
os juízes eram os representantes autorizados do Supremo Juiz e Libertador de Israel (Jz 11.27;cf. 8.23).
O modo como você vive diz muito sobre o seu relacionamento com Deus. Suas escolhas refletem
obediência leal ao Senhor ou você, como Israel, segue seu próprio entendimento (cf. Pv 3.5,6)? Com que
frequência você se sujeita à disciplina divina? Jesus é o Libertador enviado por Deus, o Justo Juiz. Ele
morreu para livrá-lo do pecado e de suas influências (Tt 2.13-14). Volte-se para Jesus em
arrependimento e fé e Ele o libertará da sua obstinação pecaminosa.
D
Semana 13 | Dia 86 | Segunda | Juízes 4.1-4
os doze juízes de Israel, onze eram homens; apenas Débora é apresentada como profetisa e
juíza (ou líder – cf. NVI; Jz 4.4). Especula-se por que Deus escolheria uma mulher para o
exercício do poder máximo tribal em uma região tão importante como Efraim: o motivo
seria uma crise de liderança?
A questão envolvia a conquista do planalto central da Terra Prometida. Jabim e seu
exército cananeu pretendiam anexar o coração de Israel aos seus domínios, dividindo o mapa de
Israel ao meio. As tribos do norte e do sul, que já não eram unidas por natureza, ainda perderiam
a liberdade de trafegar. A terra e a alma da nação de YAHWEH se viam ameaçadas por um
poderoso exército ímpio sob o comando de Sísera e seus novecentos carros de guerra.
Em uma crise dessa dimensão, era de se esperar que Deus levantasse um grande e
experiente general. Mas é Débora quem conduz o processo de animar os líderes e a população
em geral. Como profetisa (4.4), ela era a “boca de Deus” e Israel demonstrava confiança em
suas previsões e conselhos, procurando a “mãe de Israel” (Jz 5.7) para que “decidisse as suas
questões” (Jz 4.5). Ser profetisa em Israel tinha implicações solenes, isso podia custar-lhe a
vida, caso o Senhor não confirmasse suas palavras (Dt 18.17-22). Mas Débora, tinha a
aprovação divina e desenvolveu tal relacionamento com a nação que se tornou um referencial
estável tornando-se inestimável na hora da crise, e, aprouve ao Senhor usá-la para conduzir o
Seu povo em meio à potencial catástrofe política.
Como você lida com aquilo que ameaça a sua estabilidade e segurança nas diversas áreas da vida? A
quem você recorre para pedir conselhos? A Palavra orienta a busca de bons conselheiros para se obter
sabedoria e vitórias (Pv 11.14; 20.18). Não se isole quando estiver em crise: procure ajuda de Deus e dos
Seus servos fiéis.
Leitura Diária: Juízes 2-5
A
Semana 13 | Dia 87 | Terça | Juízes 4.4-5
s Escrituras nos ensinam que Deus opera de forma extraordinária em contextos ordinários. A
ação efetiva de Débora em Israel se deveu muito mais a um chamado especial de Deus do
que a ela própria. Descrita como “esposa de Lapidote” (cf. Jz 4.4) aquela simples dona de
casa e mãe de família se revelou uma mulher de muita sabedoria prática e estratégica. Suas
escolhas demonstraram um coração humilde e devotado ao bem do seu povo, mais do que às
honrarias que o cargo lhe conferia.
Como juíza, Débora teria o direito de se sentar à porta da cidade, pois esse era o lugar
tradicional de reunião dos líderes para solucionarem as questões legais e civis (cf. Rt 4.1-2), mas
Débora escolheu legislar em um local neutro, sem nenhum glamour. A “palmeira de Débora”
ficava estrategicamente localizada entre as duas cidades importantes de Efraim: Ramá e Betel
(Jz 4.4-5). Ali, homens e mulheres a procuravam com suas dúvidas e situações que precisavam
de intervenção ou mediação e, ela como líder, a todos atendia (cf. Jz 4.5).
O coração de Débora não se deixou seduzir pelo poder, ela era uma mulher que dependia
de Deus. O povo a considerava como “mãe de Israel” (cf. Jz 5.7) e havia se estabelecido uma
confiança tal que, quando ela, em nome do Senhor, conclamou o povo para a guerra, tanto os
grandes como os pequenos lhe atenderam (Jz 5.11 e 14). Sua humildade e fidelidade no
cotidiano lhe renderam o respeito e as credenciais necessárias no tempo da crise.
Em Romanos 12.3, Paulo exorta a mantermos uma visão equilibrada de nós mesmos e em Provérbios
15.33, encontramos: “A humildade precede a honra”. Como você lida com as questões de imagem e
poder? Seu coração se deixa seduzir por posições de influência? Jesus definiu o modelo divino de
liderança: uma atitude consciente de servo (Mc 10.32-45), sem reivindicar autoridade ou direitos.
Leitura Diária: Juízes 6-9
A
Semana 13 | Dia 88 | Quarta | Juízes 4.6-10
lguém disse que “tempos excepcionais exigem medidas extraordinárias.” Débora viveu em
um tempo excepcional quando os homens de guerra de Israel estavam com medo de
enfrentar o exército de Jabim. O motivo? Era muito bem equipado, com tecnologia bélica de
ponta: novecentos carros de ferro pareciam invencíveis para quem lutava com espadas de
madeira! Além disso, havia desarmonia entre as tribos. Em seu cântico a YAHWEH, Débora e
Baraque alistam as tribos do leste do Jordão como não participantes da coalizão (Jz 5.16-17).
Mas a falta de determinação dos exércitos tinha em Baraque o seu modelo. Convocado por
Deus por meio de Débora (cf. Jz 4.6), o general de Naftali “amarelou” a princípio. Essa postura
exemplifica o tipo de baixa moral e espiritual que predominava no tempo dos Juízes. A palavra
profética de Débora deixou clara a intenção de YAHWEH: Ele incitaria Sísera e o entregaria nas
mãos de Baraque (Jz 4.7). Deus estabelece a estratégia e anuncia a vitória de Naftali e Zebulom
às margens do rio Quisom.
Baraque reage ao chamado do Senhor como uma criança medrosa, ele apela para Débora:
“Se você for comigo, irei; se não for, não irei” (v. 8). Que ironia tremenda esta cena lamentável
denuncia: a falta de fé de um general que se “agarra à saia” de uma mulher. Ao mesmo tempo,
isso representa o reconhecimento da presença de Deus na vida daquela juíza. A bênção é que
esta mulher é Débora. A profetisa conhece bem o Deus a quem representa como juíza, ela sabe
que Ele é o Senhor dos Exércitos, o comandante vitorioso das hostes celestiais, da natureza e da
história e, em seu cântico, celebra essas características (cf. Jz 5.3-5). Mas, como mãe que
entende o temor do filho, Débora acompanha Baraque, não sem antes profetizar a desonra que
sua covardia proveniente da desconfiança lhe traria: Deus daria a uma mulher a honra de
subjugar o general inimigo (4.9).
Como você reage quando recebe um desafio para o qual julga não estar preparado? Deus tem nos
convocado a enfrentarmos esse mundo tenebroso (cf. Ef 6.10-14). Ele nos oferece armas poderosas para
essa batalha (2Co 10.3-4). Como você lida com a batalha espiritual? Jesus é o vencedor (Ap 19.11-16) e
você é chamado a lutar pelo Senhor fiel e corajosamente até o fim (Ap 2.10).
Leitura Diária: Juízes 10-13
A
Semana 13 | Dia 89 | Quinta | Juízes 4.14-16
coalizão de Naftali e Zebulom reuniu dez mil guerreiros, mas tal proeza não foi mérito
exclusivo de Baraque. Débora o acompanhou até Quedes e, certamente, foi sua presença
estratégica que convenceu não somente as tribos do Norte a lutarem, mas também as do sul:
Efraim, Benjamim e Issacar se ajuntaram ao esforço de proteger aquela parte vital da terra dos
ataques dos cananeus para a consolidação de Israel como futuro estado monárquico unificado
(cf. Jz 5.14-15).
O cântico de vitória conta que a moral dos poderosos e dos simples estava baixa quando os
inimigos se aproximaram para invadir (Jz 5.7-8), mas que o “coração” de Débora estava com os
comandantes e com os voluntários dentre o povo (5.9). Eles confiavam na “mãe de Israel” (5.7)
e todos, nobres e plebeus, foram procurar a juíza, clamando por sua presença ativa no campo de
batalha (v. 12), apoiando-a e a Baraque (5.13). A autoridade divina comprovada como profetisa
e a sabedoria e estabilidade nos relacionamentos que, como líder, Débora cultivara ao longo do
exercício do seu governo, lhe renderam dividendos preciosos na hora da crise. Débora sabia que
Deus não haveria de falhar em Sua promessa de vitória (cf. Jz 4.7). O resultado dessa confiança
foi a resposta positiva das tribos convocadas, sob as quais Débora nem mesmo tinha jurisdição.
É insuperável o poder de convencimento e articulaçãode uma pessoa que confia e se entrega
completamente nas mãos de Deus.
Como você lida com os projetos do Senhor para a sua vida? E com as promessas? Seu coração confia
totalmente nEle ou você duvida e se esquiva de cumprir o Seu chamado por medo do que terá de
enfrentar? Leia 2Crônicas 16.9 e avalie a sua atitude perante o Deus que promete fortalecer quem
depende totalmente dEle para tudo na vida.
Leitura Diária: Juízes 14-18
Semana 13 | Dia 90 | Sexta | Juízes 4.14-16
im, são os mesmos versos de ontem! Há riqueza de percepções aqui quanto a
sabedoria estratégica dessa mulher diferenciada.
Débora acompanha Baraque ao vale do Quisom, aos pés do Tabor (Jz 4.14). Aqui, a nobreza e a
sensatez da juíza mais uma vez são comprovadas em sua atitude inteligente e discreta. Débora
dá um passo atrás e Baraque, o general, assume o protagonismo da batalha. É ele quem desce o
Tabor; ela permanece no cume da montanha. É ele quem lidera os exércitos do Senhor contra as
hordas de Jabim (4.14b). Débora estimula Baraque a assumir seu posto na guerra, garantindo-
lhe que Deus é quem vai à frente e entrega Sísera em suas mãos (4.14). Em seu papel de
profetisa, ela transmite a mensagem do Senhor ao Seu servo e o envia à sua missão.
Agindo dessa forma, ela se mostrou prudente em sua estratégia. Consciente da sua
feminilidade, não usurpa o papel de líder militar ao qual, psicologicamente para as tropas, seria
fundamental o protagonismo masculino. Débora dá suporte à liderança de Baraque, como uma
sábia auxiliadora e ele se sente seguro para desempenhar a sua missão como comandante-chefe
das tropas israelitas. Baraque tanto cresceu em honra e fé que o autor de Hebreus o menciona
em sua lista “VIP” entre os juízes/libertadores de Israel (cf. Hb 11.32).
Sob o comando de Baraque e tendo Débora como a representante do Senhor, as tribos se
uniram sob o mesmo ideal e, pela fé, enfrentaram o inimigo muito superior em poderio militar. 
Deus agiu miraculosamente, enviando uma tempestade fortíssima que atolou os novecentos
carros de guerra no vale do Quisom (cf. Jz 5.4-5), permitindo que Baraque atacasse os cananeus
em campo aberto. Débora era uma líder sensível e Deus a honrou, cumprindo cabalmente a sua
profecia: todos os cananeus foram mortos (4.16). Ela e Baraque glorificaram ao Senhor,
compondo uma canção de vitória profundamente teológica, louvando o verdadeiro campeão dos
israelitas: “o Deus do Sinai, o Deus de Israel” (cf. Jz 5.5).
Vivemos em uma realidade cristã que “adora” um holofote. No reino do Senhor, saber entrar e sair de
cena no momento exato é uma arte que exige extrema sensibilidade. É preciso obedecer ao Senhor e
fazer o que Ele pede, sem exacerbar os limites da nossa ação. Como você discerne o momento de
“aparecer” e o de dar espaço para outras pessoas exercitarem sua fé e atuarem em nome do Senhor?
Leitura Diária: Juízes 19-21
D
Semana 13 | Dia 91 | Sábado | Juízes 4.17-23
ébora teve sua palavra profética completamente comprovada pelo Senhor. A primeira reação
de Baraque à conclamação divina não foi positiva. Débora predisse
que Jael, uma gentia do clã dos queneus, receberia a honra de matar o general Sísera (4.9).
O marido de Jael, Heber, era um aliado de Jabim (4.17) que, convenientemente, morava
em Quedes (4.11). Ao ser derrotado, Sísera fugiu a pé para salvar a sua vida (4.17) e foi
procurar abrigo entre os queneus. Aparentemente, Jael não concordava com a política
colaboracionista do marido. Ela entendia que trair Débora e Baraque era se voltar contra o Deus
de Israel. Jael significa “YAHWEH é Deus”. Ela age de forma coerente com essa profissão de
fé. Com astúcia feminina, ela engana Sísera, que aceita sua hospitalidade ao entrar na tenda
(4.18-20). Exausto, ele dorme e ela, com a força de uma camponesa acostumada ao trabalho
pesado, crava uma estaca de tenda na têmpora do general, matando-o (4.21). Baraque, que
caçava Sísera, fica sabendo desse feito pela própria Jael. Deus concedeu vitória plena aos
israelitas que subjugaram completamente os cananeus e o rei Jabim (4.22-23).
A postura corajosa de Jael reflete um espírito pleno de confiança em Deus. Sua menção no
cântico de Débora atesta a aprovação divina ao seu ato (5.6; 14-27). Ela foi abençoada por sua
coragem, em contraste com a covardia de seu marido. Sua “desobediência civil” é um fato digno
de destaque nos tempos e na cultura do Antigo Testamento. Jael e Débora foram luminares de fé
e integridade em uma época de fragilidade espiritual e frouxidão moral. Em Juízes, o
testemunho da bênção de Deus sobre essas mulheres é poderoso na compreensão do valor que
Ele atribui à fidelidade em se cumprir o chamado ainda que em condições extraordinárias. Deus
foi glorificado na liderança de Débora.
Como você reage quando percebe que pessoas próximas não estão obedecendo ao Senhor? Permanece
calado, ignora a situação, é conivente para não destoar do grupo ou tem coragem de se levantar em
nome do Senhor e fazer o que as Escrituras indicam ser o eticamente correto na circunstância?
Coragem é um dos atributos dos servos leais a Jesus! Timidez ou covardia envergonham o Evangelho e
invalidam o seu testemunho. Decida obedecer incondicionalmente e confiar no Senhor para os
resultados das suas ações.
Leitura Diária: Rute 1-4
Q
Semana 14 | Dia 92 | Domingo | Lucas 1.1-4
uem nunca ficou em dúvida diante desta pergunta: “Você tem certeza disso”?
Muitas vezes ficamos inseguros quando questionados sobre a afirmação de determinado
fato que não conhecemos muito bem. Porém, diante de um fato inquestionável e bem conhecido,
podemos afirmar: Sim! Tenho plena certeza!
O evangelho de Lucas inicia demonstrando seu propósito. Lucas (o autor) deseja que Teófilo (o
destinatário) tenha plena certeza das verdades em que este foi instruído (v.4). E para atingir tal
propósito o evangelista realiza uma investigação cuidadosa (v.3) dos fatos sobre a vida e obra de
Jesus Cristo. Ou seja, Lucas não queria deixar nenhuma dúvida sobre quem era Jesus e sobre a
obra que ele realizou. Da mesma forma, nós cristãos dos dias atuais, devemos buscar tal
convicção sobre os feitos do Mestre. Devemos estar prontos para responder com convicção:
Sim, tenho certeza! Jesus é o Messias prometido, o Deus encarnado que morreu na cruz para
pagar pelos meus pecados; Aquele que ressuscitou dos mortos e um dia voltará.
Assim como Lucas escreveu seu evangelho para promover tal convicção, o Senhor
inspirou não apenas esse evangelho, mas toda a Sua Palavra para que possamos conhecer Sua
pessoa e Seu plano, solidificando a convicção de Sua vontade para nossas vidas.
Precisamos conhecer bem a Palavra de Deus. Ler, estudar, memorizar a Bíblia e meditar nela é
fundamental para que nossa mente seja renovada pela sua verdade e nossa vida seja direcionada pela
certeza do evangelho de Cristo Jesus.
N
Semana 14 | Dia 93 | Segunda | Lucas 1.5-25
a passagem de Lucas 1.5-25, o anjo Gabriel narra o anúncio do nascimento de João
Batista a seus pais já idosos, Zacarias e Isabel. Lucas destaca algumas características
positivas sobre o casal: “eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos
os preceitos e mandamentos do Senhor” (v.6). Além disso, Zacarias era um sacerdote que servia
no templo e orava ao Senhor por causa da esterilidade de sua esposa (v.13).
Diante de tal descrição, poderíamos imaginar que Zacarias seria um homem pronto para
receber uma ação miraculosa da parte de Deus. Ele era fiel, experiente e um homem de oração.
Certamente, conhecia a história dos patriarcas, como Abraão, que teve um filho na sua velhice,
mesmo diante da esterilidade de sua esposa Sara.
Entretanto, diante do anúncio do anjo, sua reação foi de incredulidade. Zacarias respondeu
ao anjo: “Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias” (v.18). Ele
olhou para as circunstâncias, para a idade avançada, para a esterilidade da sua esposa e, por isso,
não acreditou nas palavras do anjo.
Mesmo sendo fiel quando orava pela solução da infertilidade da esposa, e diante de um
anjo que lhefalava diretamente, Zacarias cedeu à incredulidade porque foi tomado pelas
circunstâncias adversas. O resultado: ficou mudo até o cumprimento da profecia anunciada pelo
anjo Gabriel.
Tal história traz muitas lições para nós. Devemos confiar completamente na Palavra de Deus. Não
importam as circunstâncias difíceis, ou humanamente impossíveis. Se o Senhor nos faz uma promessa,
certamente, Ele irá cumpri-la. Precisamos aprender a confiar no poder e no caráter de Deus,
especialmente diante das circunstâncias improváveis e adversas.
Leitura Diária: 1Samuel 1-3
 
Semana 14 | Dia 94 | Terça | Lucas 1.26-38
É entendida referindo-se a um questionamento sobre o relacionamento de uma muito
comum ouvirmos esta pergunta: quem é Jesus para você? Que pode ser
pessoa com Jesus. Entretanto, tal pergunta também pode ser mal compreendida, levando pessoas
a interpretar Jesus de acordo com suas visões e preferências e não de acordo com o que a
Palavra de Deus nos revela.
Dessa forma, para muitos, Jesus é: 1) um grande psicólogo, 2) um grande líder, 3) um
revolucionário, 4) um promotor de determinada ideologia política e social, 5) um grande mestre,
etc. Nesse sentido, as pessoas perdem o foco sobre a verdadeira natureza de Jesus de acordo com
as Escrituras.
Ao anunciar a Maria a respeito do nascimento de Jesus, o anjo Gabriel deixou claro quem
Jesus é: o grande Filho do Altíssimo, o herdeiro do trono de Davi, cujo reinado não terá fim
(v.32-33). Assim, Gabriel revela a Maria que Jesus é o Filho de Deus, o Deus encarnado, o
Messias prometido a Israel, aquele que viria para salvar o Seu povo dos pecados deles e que
estabeleceria Seu reino eterno no tempo devido.
Portanto, creio que a melhor abordagem não seria perguntar: “quem é Jesus para você”? Mas quem é
Jesus de acordo com a revelação divina em Sua Palavra? Que possamos buscar compreender cada vez
mais profundamente quem é Jesus, pois, tal compreensão nos conduzirá a uma vida de submissão e
adoração ao nosso Senhor e Salvador.
Leitura Diária: 1Samuel 4-8
J
Semana 14 | Dia 95 | Quarta | Lucas 1.39-45
esus Cristo é o Senhor! Essa frase é muito conhecida e utilizada no meio cristão. Entretanto,
creio que também seja entendida de maneira extremamente superficial. No texto de hoje,
podemos notar que Isabel, ao estar cheia do Espírito Santo, reconheceu que o bebê que estava
no ventre de Maria era o seu Senhor (v.43). Mas o que isso significa?
Chamar Cristo de Senhor não é apenas uma questão de respeito, como quando falamos
com alguém mais velho. Na época de Cristo, a sociedade continha senhores e servos (ou
escravos). Os servos eram tratados como propriedades de seus senhores, compondo a parte mais
baixa da pirâmide social. Assim, declarar que Jesus é Senhor implica rendição total. Significa
dizer que Ele é o meu dono, que não vivo mais para os meus desejos, mas para servi-lO. Logo,
ser um servo de Jesus significa viver para fazer a vontade dAquele que é Senhor.
Além disso, não podemos cair no erro de fazer a divisão que muitos fazem: “Jesus é o meu
Salvador, mas não o meu Senhor”. Não! O verdadeiro cristão, regenerado pelo Espírito Santo de
Deus, reconhece (assim como Isabel) que Jesus não é apenas o seu único e suficiente Salvador,
mas também é o Senhor de todo o seu ser.
Que possamos viver a cada dia sob o senhorio de Jesus Cristo, demonstrando, por meio de nossos
pensamentos, palavras e ações que Ele é o Senhor de nossas vidas!
Leitura Diária: 1Samuel 9-12
Semana 14 | Dia 96 | Quinta | Lucas 1.46-56
ivemos em uma sociedade materialista e consumista, na qual somos
incentivados a desejar bens, na expectativa de que eles preencham nossa vida,
dando-nos alegria neste mundo. Assim, para muitos a felicidade está condicionada àquilo que se
tem. Tal perspectiva é extremamente perigosa para o cristão, pois promove uma mentalidade de
insatisfação com a vida, desenvolvendo um espírito ingrato e descontente. Nesta perspectiva,
quem Deus é e o que Ele me dá em Cristo já não é suficiente, eu preciso de mais.
Na passagem de hoje, conhecida como “o cântico de Maria” (o Magnificat), aprendemos
uma grande lição sobre gratidão e contentamento em Deus e em Sua obra. O louvor de Maria
destaca: a alegria no Senhor (v.46-48), os atos poderosos de um Deus Santo (v.49), a eterna
misericórdia de Deus sobre os que o temem com humildade (v.50-53) e Sua fidelidade em
cumprir as promessas feitas para o povo de Israel (v.54-55).
A alegria no Senhor e o reconhecimento de quem Ele é e o que Ele faz nos conduz a uma
vida de gratidão e contentamento, mesmo diante de dificuldades materiais, de doença ou de
qualquer outro tipo de provação nesta vida. Alegria e gratidão não dependem das circunstâncias,
mas de uma mentalidade correta, de um espírito disposto a louvar a Deus por quem Ele é e por
Seus atos poderosos realizados em nosso favor através do sacrifício de Cristo para nos salvar.
Que possamos encontrar verdadeira satisfação no Senhor! Que a marca da nossa vida seja a gratidão!
Que reconheçamos o quanto nosso Deus é grandioso e generoso para conosco!
Leitura Diária: 1Samuel 13-16
A
Semana 14 | Dia 97 | Sexta | Lucas 1.57-66
passagem de hoje em nosso devocional narra o nascimento de João Batista. Como
mencionado na passagem de Lucas 1.5-25, o anjo Gabriel já havia anunciado o nascimento
do menino a seus pais, que eram idosos e sofriam com o problema da esterilidade de sua
mãe.
Na ocasião, vimos que Zacarias, o pai de João Batista, havia ficado mudo por haver
duvidado da promessa feita pelo anjo Gabriel. Agora, podemos notar o quanto a disciplina da
parte do Senhor foi recebida de maneira humilde e adequada por Zacarias.
Em primeiro lugar, ele recusa o conselho dos vizinhos e parentes que queriam colocar o
nome do pai no menino. Mesmo sem poder falar, Zacarias foi obediente ao que o anjo havia
indicado, escrevendo em uma tabuleta o nome do menino: João (v.63).
Após tal ato, Zacarias recupera sua fala, e a primeira reação que ele tem é abrir a sua boca
para louvar a Deus (v.64). Zacarias não estava irado, amargurado, abatido, pelo contrário, estava
grato, alegre, pronto para louvar ao Senhor por Sua misericórdia e bondade.
Tal como o autor da carta aos Hebreus nos ensina, a disciplina de Deus é para o nosso
aproveitamento, tendo o intuito de produzir fruto pacífico em nosso coração (Hb 12.10-11).
Portanto, meu irmão, devemos aceitar humildemente a disciplina do Senhor sobre nós por causa dos
nossos pecados. Em vez de ficarmos ansiosos, desesperados, amargurados e insatisfeitos, devemos
sondar o nosso coração, arrepender-nos e nos voltarmos para o Senhor com gratidão, alegria e louvor!
Leitura Diária: 1Samuel 17-20; Salmo 59
Semana 14 | Dia 98 | Sábado | Lucas 1.67-80
ocê foi salvo para que finalidade? Muitos respondem a essa pergunta da
seguinte maneira: para ser livre da condenação do inferno ou para ter meus
pecados perdoados. Essas realidades são verdadeiras porque ao sermos salvos temos nossa
dívida perdoada e por isso não somos mais condenados. Entretanto, a salvação em Cristo Jesus
não proporciona apenas isso, mas também nos habilita para uma vida radicalmente diferente.
Zacarias expressa tal realidade em seu cântico de louvor a Deus. O texto do nosso
devocional de hoje é o conteúdo deste louvor. Nesse cântico, Zacarias fala sobre a ação
misericordiosa de Deus sobre Israel, salvando Seu povo dos seus inimigos, para que O
adorassem sem temor, em santidade e justiça (v.74-75).
Note que a ação misericordiosa de Deus sobre Seu povo não apenas o livra de seus
inimigos, mas o habilita para uma vida de adoração, justiça e santidade. Por isso, ao nos salvar
por meio do sacrifício de Cristo Jesus, Deus nos chama para uma nova vida, que reflete o caráter
de Deus e que não mais é escravizada pelo poder do pecado e de Satanás.
Portanto, devemos avaliar nossa vida diante de tão grande salvação que recebemos pela graça do nosso
Senhor. Ele nos tirou do império das trevas, cancelou a nossa dívida, livrou-nos de toda condenação, e
nos capacitou para sermos novascriaturas. Temos vivido de maneira digna de tão grande chamado e
salvação? Que o Senhor nos ajude a viver diariamente um estilo de vida de adoração, santidade e
justiça!
Leitura Diária: 1Samuel 21-24; Salmo 91
F
Semana 15 | Dia 99 | Domingo | Lucas 2.1-7
ama, reconhecimento, honra, glória, riqueza... esses são alguns ídolos presentes na nossa
sociedade. Muitas pessoas vivem para eles, querendo assumir posições de destaque, vivendo
para obter reconhecimento e aprovação de outras pessoas, acumulando bens e posses nesta terra,
acreditando que estas coisas trazem sentido para a vida. As Escrituras demonstram que há um
grande perigo na busca por esses bens, pois eles tiram o foco do verdadeiro propósito do nosso
viver: adoração ao Senhor. Precisamos constantemente nos lembrar de que não precisamos de
fama, glória ou riquezas, pois temos tudo o que necessitamos em Cristo.
A narrativa do nascimento do próprio Senhor Jesus Cristo ilustra essa verdade de maneira
brilhante. O texto nos diz que Jesus foi deitado em uma manjedoura, porque não havia lugar
para eles na hospedaria (v.7). O próprio Deus, o Criador de todas as coisas, o Soberano Rei, o
Dono de tudo o que existe, submete-se à encarnação, tornando-se como uma de Suas criaturas e
nasce em um contexto de grande pobreza, mesmo sendo o Dono do ouro e da prata.
Aquele que merece toda honra e toda glória abre mão de tais coisas para cumprir Sua missão e trazer
salvação ao homem. O Senhor Jesus Cristo é o maior exemplo de humildade para nós, criaturas
limitadas e enganadas, que buscam possuir muitos bens materiais e nos deixamos levar por nosso desejo
de consumo. Na verdade, o que precisamos, de fato, é viver de maneira que aponte a glória para quem
de fato a merece. Devemos nortear nossa vida para a glória dEle!
| 117 |
Semana 15 | Dia 100 | Segunda | Lucas 2.8-20
ocê já deve ter reparado que o começo do evangelho de Lucas é repleto de louvor.
Já vimos em nossos devocionais dois cânticos: o de Maria e o de Zacarias. Na
passagem que refletiremos hoje é a vez dos seres angelicais louvarem ao Senhor,
na ocasião do anúncio do nascimento de Jesus aos pastores de rebanho daquela região. Um anjo
do Senhor traz uma boa nova de grande alegria aos pastores: o nascimento do Salvador Jesus
Cristo. A palavra traduzida como "boas novas" é o termo grego de onde se origina a palavra
“evangelho”. Ela era utilizada para trazer uma notícia de júbilo ao povo, geralmente usada em
contexto de vitórias militares ou grandes feitos de determinado governador ou imperador.
Porém, nesse caso, a boa nova é a mais excelente das notícias, pois Aquele que veio salvar
Seu povo dos seus pecados havia nascido! O cântico da multidão de anjos, que aparece aos
pastores, reflete bem a grande alegria do momento: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na
terra entre os homens” (v.14).
A notícia do nascimento de Cristo conduz os anjos a louvar a Deus, a dar glórias ao Seu
nome por Seu plano de trazer paz aos homens por meio da salvação em Cristo, paz essa que é
experimentada na reconciliação com Deus por meio do sacrifício de Jesus e nas relações
pacíficas que devem caracterizar a vida daquele que foi alcançado pela obra de Cristo.
Portanto, meus irmãos, da mesma forma que os anjos louvam ao Senhor, nós também devemos louvá-
lo, com um coração grato e cheio de alegria pela grandeza da pessoa e obra do nosso Salvador Jesus
Cristo!
Leitura Diária: Salmos 7; 27; 31; 34
Semana 15 | Dia 101 | Terça | Lucas 2.21-24
Submissão! Essa palavra pode produzir arrepios em algumas pessoas. Muitos a interpretam
como um problema a ser combatido com todas as forças, um sinônimo de
opressão ditatorial que certos grupos indefesos sofrem da parte de grupos mais poderosos.
Entretanto, não podemos negar que as Escrituras, por diversas, vezes nos chamam a uma
vida de submissão, tanto no relacionamento com Deus quanto em nossas diversas relações
humanas, seja no lar, na igreja ou na sociedade.
O problema é que o coração humano não deseja se submeter, pelo contrário, deseja impor
suas próprias vontades e desejos. Essa realidade pode ser notada desde Gênesis 3, quando Adão e
Eva decidiram não se submeter à ordem que o Senhor tinha dado a eles no Jardim do Éden.
O texto de hoje nos mostra como Jesus foi submetido, na ocasião do Seu nascimento, a
diversas ordenanças presentes na Lei de Moisés: circuncisão (v.21), consagração (v.22-23) e
oferecimento de sacrifício (v.24). Talvez Seus pais tenham pensado: “mas Ele é o Salvador, o
Messias, o Filho de Deus, Ele não precisa se submeter a nada!”
E é justamente aí que está o grande exemplo que é deixado para nós. O próprio Deus se
humilha e se submete para resgatar o Seu povo, vive de maneira obediente à própria Lei divina,
cumpre-a como homem perfeito para nos dar vida. O contraste com a arrogância humana é
evidente. Mesmo sendo limitados, pecadores, dependentes, muitas vezes, não desejamos nos
submeter.
Que o Senhor nos dê um coração submisso e obediente, fazendo-nos lembrar do grande exemplo que o
nosso Senhor e Salvador nos deixou.
Leitura Diária: Salmos 56; 120; 140-142
Q
Semana 15 | Dia 102 | Quarta | Lucas 2.25-35
ual o seu maior sonho? Qual a sua grande expectativa na vida?
O texto de hoje nos apresenta um homem justo e piedoso, chamado Simeão. Lucas
afirma que este homem esperava a consolação de Israel e que havia recebido uma revelação do
Espírito Santo: não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor (v.25-26).
Então, Simeão, movido pelo Espírito Santo, vai até ao templo, onde encontra o menino
Jesus. Diante dele, Simeão se rende em louvor e profere as seguintes palavras a Deus: “Agora,
Senhor, podes despedir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra; porque os meus olhos já
viram a Tua salvação” (v.29-30).
A grande expectativa de Simeão era ver o Salvador, o Messias prometido, e quando isso
acontece, ele se dá por satisfeito. Seu grande anseio foi atendido, sua expectativa foi alcançada,
sua esperança foi cumprida. Simeão já podia partir para se encontrar com seu Deus, já teve a
promessa realizada e pode ir em paz.
E quanto a nós? Qual tem sido nosso anseio, nossa expectativa, nosso sonho na vida? Será
que está relacionado ao Senhor, à Sua obra ou a questões materiais e egoístas? O Salvador já
veio, e se você já tem um relacionamento com Ele, se você já depositou sua fé na Pessoa e
sacrifício de Cristo, isso significa que você já tem tudo!
Não temos falta de nada, meus irmãos, temos tudo em Cristo e na salvação que Ele nos concedeu. Que
possamos viver contentes e satisfeitos, colocando nossa expectativa no dia em que estaremos com Ele
por toda a eternidade.
Leitura Diária: 1Samuel 25-27; Salmos 17, 73
A
Semana 15 | Dia 103 | Quinta | Lucas 2.36-38
boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45). Essa afirmação feita pelo
Senhor Jesus apresenta uma realidade: aquilo que amamos e valorizamos será
expresso em nossas palavras. É fácil notarmos isso em nossas rodas de conversa, nas
quais falamos sobre o tipo de diversão de que gostamos, o time de futebol para o qual torcemos,
os filmes e séries que acompanhamos e os desejos e sonhos que temos em nossas vidas.
O texto de Lucas 2.36-38 apresenta uma mulher que ilustra positivamente essa verdade.
Ana, uma profetisa viúva, é descrita como alguém que não deixava o templo, mas adorava noite
e dia em jejuns e orações (v.37). Ou seja, Ana amava a Deus, dedicando sua vida ao serviço e
relacionamento com Ele.
Assim, como o coração de Ana estava cheio do Senhor, suas palavras transbordaram de
dentro do seu coração por meio da gratidão a Deus e do testemunho: “dava graças a Deus e
falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (v.38).
Ao testemunhar o nascimento de Jesus, Ana expressou a gratidão presente em seu coração
e passou a falar do nascimento do Messias prometido a todos que esperavam pelo cumprimento
dessa promessa.
Portanto, meus irmãos, precisamos avaliar o que está saindo de nossa boca, pois isso revela o que tem
capturado o nosso coração.Se meu coração estiver cheio do Senhor, minhas palavras refletirão isso por
meio da gratidão e do compartilhamento do evangelho aos que estão ao meu redor. Que nosso coração
esteja cheio do Senhor e isso seja evidente em nossas palavras!
Leitura Diária: Salmos 35; 54; 63; 18
É
Semana 15 | Dia 104 | Sexta | Lucas 2.39-40
 Quando crianças, nosso crescimento é acelerado, mas no período da adolescência/ fácil
notarmos, que em determinado momento de nossa vida, paramos de crescer.
juventude nossa altura se estabiliza, e o crescimento físico não é mais observado.
Entretanto, em diversos outros aspectos de nossa vida, o crescimento deve acontecer. É
importante que cresçamos intelectualmente, emocionalmente, socialmente, e principalmente,
espiritualmente, pois, as Escrituras nos exortam a continuar crescendo na graça e no
conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo. O desenvolvimento humano do menino Jesus serve
de modelo para nós quanto a isso. O texto de Lucas afirma que “crescia o menino e Se
fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele” (v.40).
Posteriormente, Lucas destaca que o crescimento de Jesus era em sabedoria, estatura e graça,
diante de Deus e dos homens (v.52).
Ou seja, mesmo sendo Deus, Jesus Cristo passou pelo processo de crescimento que todo
ser humano precisa passar. Isso significa que nós, criaturas limitadas, precisamos buscar
ativamente o processo de crescimento em nossas vidas, não nos conformando com nossa
maturidade atual, mas, perseguindo um crescimento na vida com o nosso Deus e com as pessoas
ao nosso redor.
Que o nosso crescimento seja uma preocupação real em nossas vidas, que possamos testemunhar do
Senhor por meio do nosso crescimento, desenvolvendo uma vida de conhecimento e sabedoria
(intelectualmente), lidando biblicamente com os nossos sentimentos (emocionalmente), relacionando-se
de maneira respeitosa e amorosa com as pessoas (socialmente) e vivendo em adoração e obediência ao
nosso grandioso Deus (espiritualmente).
Leitura Diária: 1Samuel 28-31; 1 Crônicas 10
Semana 15 | Dia 105 | Sábado | Lucas 2.41-52
e você tivesse tempo e recursos para estar onde você quisesse neste
momento, em que lugar você estaria? Talvez a maioria de nós pensaria em
fazer aquela viagem dos sonhos, conhecer um local de grande beleza, ou visitar alguém amado
em um local distante. É claro que há tempo para essas coisas e não há nada de errado em viajar,
conhecer lugares e visitar pessoas. Entretanto, onde desejamos estar também pode revelar os
valores presentes em nosso coração e as prioridades que traçamos em nossas vidas.
A passagem de Lucas 2.41-52 narra que Jesus, sendo um adolescente de doze anos, viajou
com Seus pais para Jerusalém, na ocasião da Festa da Páscoa. Ao regressarem da viagem, Seus
pais perceberam que Jesus não estava junto com a caravana que estava voltando de Jerusalém.
Onde estaria o adolescente Jesus? Brincando com os colegas de Sua idade? Entretendo-se com
as novidades vistas na capital Jerusalém? Visitando os pontos turísticos do local? Nada disso, o
adolescente Jesus estava no templo, ouvindo e questionando os doutores, os conhecedores da
Lei de Deus.
Por isso, quando questionado por Sua mãe, ele disse: “Por que vocês estavam me
procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?” (v.49). Jesus expressa Seu
desejo e necessidade de estar na casa de Deus, refletindo sobre Ele e Sua Palavra.
E quanto a nós? Temos essa mesma vontade de estar constantemente diante do Senhor e da Sua
Palavra? Temos o profundo desejo de cultuar ao Senhor junto com o Seu povo semanalmente? Que o
desejo e prioridade do nosso coração sejam conhecer e adorar o nosso grandioso Deus!
Leitura Diária: Salmos 121; 123-125; 128-130
Q
Semana 16 | Dia 106 | Domingo | Juízes 1.1
uando temos que lidar com mudanças é bem comum que os questionamentos surjam e
receios e incertezas tomem conta. O livro de Juízes narra uma série de mudanças pelas quais
toda a nação de Israel estava passando e uma delas foi exatamente após a morte do seu grande
líder Josué, aquele que instruía, conduzia o povo e que foi o grande servo do Senhor. Diante de
tais situações é comum recorrermos a algum tipo de ajuda ou orientação. Observe que os
israelitas não recorreram a uma fonte qualquer, o texto nos diz que “...os israelitas perguntaram
ao Senhor...”, como o seu líder fazia. Aparentemente havia um desejo de continuar vivendo
debaixo da orientação do Deus Todo-poderoso. Infelizmente, ao lermos toda a história
descobriremos que a nação resolveu trilhar “seus próprios caminhos” e fez exatamente o que
Salomão, anos adiante, nos trouxe como alerta: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não
se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele
endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o
mal” (Pv 3.5-7). A nação colheu os bons frutos enquanto caminhou sob a orientação e
dependência de Deus, da mesma forma, colheu os frutos amargos ao optar por uma vida alheia à
vontade do Senhor e de Seus propósitos.
Há situações em nossas vidas que realmente os conselhos e orientações se fazem necessários, a questão
é: qual é a nossa fonte de consulta? Em quem a nossa confiança tem sido depositada? Recorremos a
Deus e à Sua Palavra a fim de conhecer e entender Seus propósitos? Temos buscado caminhar de
modo que agrade e honre ao Senhor?
365 Dias com Deus
A
Semana 16 | Dia 107 | Segunda | Juízes 1.19-36
Deus havia dado orientações muito claras para a nação de Israel com relação às conquistas
das terras e os cuidados que deveriam ter, para que de fato desfrutassem
das bênçãos e promessas de Deus (Js 23.5-13).
À luz do que é narrado nos versículos 19 a 36 do capítulo 1 de Juízes é possível perceber
que o Senhor estava cumprindo Sua parte, estando presente e capacitando os israelitas em suas
lutas, porém várias concessões foram feitas pela grande maioria das tribos de Israel, pois
homens e mulheres foram poupados de vários povos, alguns foram submetidos a trabalhos
forçados e com isso, sua cultura, sua idolatria também foram preservadas juntamente com suas
vidas. As orientações do Senhor para proteger e cuidar do Seu povo foram ignoradas.
A obediência ao Senhor precisa ser completa em todo o tempo, mesmo que não seja
possível entender totalmente as razões. A nossa visão sobre o que está adiante é totalmente
limitada e é necessário exercitar a confiança para que a obediência seja completa. Observe o
recado de Deus, levado por Samuel ao rei Saul, em virtude de obediência parcial ao que lhe
havia sido falado: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em
que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é
melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15.22).
Você tem facilidade para obedecer aos princípios e ordens do Senhor? Quais são as áreas na vida em
que tem sido mais difícil manter a confiança e obediência integral? Identifique suas posturas e ações
que são sinal de um coração insubmisso e desejo de fazer a própria vontade em detrimento da
obediência total ao Senhor e coloque-as diante do Senhor.
Leitura Diária: 2Samuel 1-4
Semana 16 | Dia 108 | Terça | Juízes 2.1-5
númeras vezes ouvimos claramente orientações, alertas sobre alguns
riscos e suas possíveis consequências e temos a oportunidade de fazer
escolhas acertadas, porém, por um excesso de autoconfiança, imprudência ou mesmo rebeldia,
optamos por ignorar esses sinais.
Observe o que o Senhor disse para a nação de Israel, tempos depois de tomarem posse da
terra prometida: “...vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os altares
deles. Por que vocês não me obedeceram?” (v.2). Claramente rejeitaram as orientações, talvez
imaginando que não seria tão ruim assim, mas o próprio Senhor deixa claro para o povo que
“eles serão seus adversários, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês” (v.3). Uma
grande cilada com consequências terríveis para eles e para todauma nova geração. Estamos
todos sujeitos a fazer escolhas erradas, muitas delas de maneira inconsequente, sem pensar em
todas as implicações não só para nós mesmos, mas também para aqueles que estão ao nosso
redor ou mesmo para gerações futuras. É necessário levar muito a sério cada alerta que nos é
dado pelo Senhor, seja por meio da Sua Palavra, ou mesmo de outros instrumentos que Ele
mesmo queira usar, como por exemplos nossos líderes. Ignorar tais sinais podem nos conduzir
diretamente para armadilhas, que certamente não serão para o nosso bem.
Quais são os sinais de alerta que Deus tem enviado para você? Que restrições você está sendo tentado
a ignorar pensando que não há problema algum? Considere as armadilhas nas quais você pode estar
pisando e esteja bem consciente das consequências que virão, não somente para você mesmo, mas para
outros e, só então, faça suas escolhas.
Leitura Diária: Salmos 6; 9; 10; 14; 16; 21
É
Semana 16 | Dia 109 | Quarta | Juízes 2.6-13
 te liberal, distante de Deus e até mesmo resistente a tudo o que está relacionado ao triste
olhar para o estado espiritual em que se encontra a atual Europa, extremamen-
cristianismo. Quando lembramos da história da Igreja e a maneira como Deus usou toda uma
geração para influenciar de maneira tão preciosa esse continente, sendo instrumentos para
espalhar o evangelho para tantas outras regiões do mundo afora, sentimos o coração pesar.
No período dos Juízes, logo após a morte de Josué e toda a geração que o sucedera e que
presenciara os grandes feitos do Senhor, o autor do livro narra que “...surgiu uma nova geração
que não conhecia o Senhor e o que Ele havia feito por Israel...” (v.10). Consequentemente,
abandonaram o Senhor e fizeram as coisas que Ele reprovava. Pura rebeldia? Negligência dos
pais? Más influências? Pode ter sido um pouco de cada coisa, mas nada isenta cada um da
responsabilidade pessoal diante do Senhor.
Todos nós temos a oportunidade de viver de uma maneira intensa na presença de Deus,
cultivando amor, fidelidade, compromisso. Temos também a oportunidade de compartilhar dos
feitos do Senhor para que outras gerações também conheçam quem Ele é, como age e o que Ele
pode fazer, bem como Seu plano redentor.
Ao olhar para a sua geração, quais são as marcas que estão sendo deixadas para as próximas gerações
no que diz respeito ao conhecimento de Deus? De que maneira sua vida tem influenciado seus amigos e
familiares nos mais diversos ambientes? Há algo a ser mudado?
Leitura Diária: 1Crônicas 1-2; Salmos 43-44
E
Semana 16 | Dia 110 | Quinta | Juízes 2.14-23
rros e acertos fazem parte da nossa caminhada e do processo de aprendizado, porém quando
os erros são repetitivos e poucas mudanças são percebidas, é sinal
de que quase nada se tem aprendido.
O livro de Juízes retrata um ciclo de falhas que se repete em várias gerações, revelando
que, apesar das muitas oportunidades, os israelitas não estavam aprendendo importantes lições
sobre quem era Deus, Seu poder e o que Ele esperava do Seu povo. Esse ciclo consistia
basicamente em: pecado cometido pelo povo, disciplina de Deus sendo aplicada,
arrependimento com súplicas por livramento, a provisão de Deus enviando um juiz e um
período de paz sendo desfrutado. O grande problema é que logo o povo se esquecia novamente
do Senhor repetindo todo o ciclo. De certa maneira Deus estava trabalhando na vida do povo,
colocando-os à prova (Jz 3.1) e verificando o quanto estavam dispostos a guardar e andar nos
caminhos do Senhor (v.22).
Apesar das falhas constantes, Deus esteve sempre presente, mantendo-se fiel às Suas
promessas, cumprindo Sua Palavra, seja abençoando ou aplicando a disciplina.
Como é bom lembrar que Deus se mantém fiel, mesmo quando somos infiéis (2 Tm 2.13). Há pecados
que têm sido recorrentes em sua vida? Confesse cada um deles! Busque no Senhor os recursos para
desfrutar de vitórias constantes e esteja atento para que não seja envolvido em um ciclo de falhas
constante.
Leitura Diária: Salmos 49; 84; 85; 87
O
Semana 16 | Dia 111 | Sexta | Juízes 3.7-11
toniel foi o primeiro juiz que Deus levantou para libertar os israelitas, que estavam vivendo
sob a opressão do rei da Mesopotâmia, em consequência de terem abandonado ao Senhor e
terem feito o que Ele reprovava. É importante observar que não foi simplesmente a força de
Otoniel, sua capacidade ou habilidade em guerrear que conduziu o povo à libertação, mas sim a
capacitação vinda do Espírito de Deus (v.10), que deu a ele condições de liderar o povo e
desfrutar da vitória.
Há momentos em que somos tentados a confiar em nossa própria força ou recursos para
correr atrás dos nossos sonhos, para realizarmos a obra do Senhor ou ainda para superar crises.
Cabe, então, lembrar o que o salmista nos diz: “Alguns confiam em carros e outros em cavalos,
mas nós confiamos no nome do Senhor nosso Deus” (Sl 20.7). Temos um Deus em quem
podemos e devemos confiar em todo o tempo, um Deus que graciosamente coloca pessoas ao
nosso lado para nos ajudar em nossa caminhada, para nos exortar diante das nossas falhas e para
nos erguer quando estamos caídos (Tg 5.16) e mais ainda, nos dá o Seu Santo Espírito que
habita e age em nós (2Co 1.22).
Quem são as pessoas que Deus tem colocado ao seu lado como instrumentos para lapidar sua vida? De
que maneira Deus pode usar sua vida, como Otoniel foi usado, como canal de bênção na vida de
outros? Coloque-se diante do Senhor disposto a ser trabalhado por Ele e usado como e onde Ele
quiser.
Leitura Diária: 1Crônicas 3-5
D
Semana 16 | Dia 112 | Sábado | Juízes 3.12-30
e curioso morreu o gato”. Esse é um ditado popular que serve para
alertar alguém sobre algum risco que se corre por causa da
curiosidade. Na história de Eúde, parte da estratégia usada para
surpreender a Eglom, rei de Moabe, foi despertar nele a curiosidade
para ouvir a mensagem secreta destinada a ele (v.19). O rei curioso
dispensa todos os seus auxiliares e fica sozinho com Eúde em uma
sala de seu palácio (v.20), sem saber que ali estava sendo selado o seu
fim.
Além de todo o seu plano estratégico para surpreender o rei
Eglom, as Escrituras narram que Eúde era canhoto (v.15) e isso, para
muitos, seria um motivo de desprezo pois era alguém tido como
desajeitado e sem habilidade, porém isso não foi motivo para que ele
se entregasse a qualquer sentimento de inferioridade. Vemos aqui um homem corajoso,
estrategista, determinado e que sabia bem aproveitar as oportunidades que Deus estava
colocando diante dele.
Deus é surpreendente em Seu modo de agir, podendo instigar a curiosidade no coração de
um rei, levantar homens e mulheres com histórias e habilidades distintas, subjugar um homem
ou toda uma nação. É esse Deus Todo-poderoso, soberano, criativo, Senhor dos senhores que
vemos ao longo da história.
Ao olhar para a sua história de vida, como você vê Deus agindo? O que de Deus você tem conhecido?
Ao olhar para a história de Eúde, quais atributos de Deus você pode perceber? Expresse ao Senhor
gratidão por quem Ele é e pelo que Ele tem feito em sua vida.
Leitura Diária: 1Crônicas 6; Salmos 36; 39; 77-78
H
Semana 17 | Dia 113 | Domingo | Juízes 6.1-6
avia um comercial de analgésico que criou o famoso slogan: “Tomou Doril a dor sumiu”.
Esse slogan retrata exatamente o desejo da grande maioria das pessoas que enfrenta algum
tipo de dor, fazer com que tal sofrimento desapareça. Houve um momento na história dos juízes
que os israelitas foram dominados pelos midianitas, que aparentemente, tinham prazer em gerar
sofrimento no povo, destruindo suas plantações, matando seus gados e ovelhas, invadindo e
devastando suas terras (v.3-5). Como resultado, os israelitas tentavam aliviar seu sofrimento
escondendo-se em montanhas, cavernas e fortalezas (v.2). Não aguentando mais, clamaram ao
Senhor por socorro, aquele que de fato poderia aliviar todo e qualquer sofrimento (v.6).
Quando somos afligidos por algum tipo de dor, angústia, perseguição ou perdas, tendemos
a nos lamentar, buscar alívio imediato para os sinais do sofrimento.Queremos logo “tomar um
Doril”. É bem provável que essa seja uma reação natural, porém o apressar-se por ver-se livre
dos incômodos pode nos privar de excelentes oportunidades de aprendizados. Olhando para a
história de Jó, observe que ao lidar com perdas e sofrimentos profundos, ele disse: “Aceitaremos
o bem dado por Deus, e não o mal?” (Jó 2.10). Foi em meio a situações nada confortáveis que
Jó pôde conhecer ainda mais de Deus, do Seu amor, da Sua providência e sabedoria.
O que o tem afligido nos últimos dias? Seu coração está disposto a aprender mesmo através dessas
situações? Você já perguntou ao Senhor quais lições Ele tem para você? Saiba que o aprendizado não é
instantâneo, enquanto isso exercite a dependência e confiança no Senhor!
| 131 |
P
Semana 17 | Dia 114 | Segunda | Juízes 6.11-16
or causa da opressão dos midianitas, os israelitas clamaram ao Senhor por livramento e Deus
então convocou um homem chamado Gideão. O anjo aparece para ele e diz: “O Senhor está
com você, poderoso guerreiro” (v.12). Sua reação não foi das melhores, ele levantou uma
série de questionamentos quanto à presença e atuação de Deus. Argumentou sobre sua
inadequação para tal função uma vez que seu clã era o mais pobre, além de ser o menor de sua
família (v.15).
Vemos aqui alguém cujo olhar estava focado em si mesmo, em suas limitações, aparentes
inadequações, em vez de manter o olhar no Deus que o estava convocando e que seguramente
agiria por meio dele, pois o próprio Senhor havia dito que estaria com ele (v.12, 16) e reforçou
que Ele é quem o estava enviando (v.14).
Certamente é importante que não tenhamos um conceito tão elevado acerca de nós
mesmos, permitindo que o nosso coração se encha de orgulho, soberba ou o sentimento de que
nos bastamos a nós mesmos, mas o que Deus queria que Gideão entendesse é que não era sobre
ele, mas sim sobre o próprio Deus, da mesma forma, Ele quer que entendamos que não é sobre
nós, mas sobre Ele.
O homem que foi chamado de poderoso guerreiro agiu como um grande covarde, cheio de
medo (Jz 7.10) enquanto manteve o seu olhar em si mesmo, mas ao olhar para o Senhor e lutar
na força e coragem vinda dEle, lutou como o poderoso guerreiro que o Senhor convocou (Jz
7.19-25).
Quando você recebe uma responsabilidade, sua tendência é olhar para suas limitações ou para o Deus a
quem você serve e como Ele poderá capacitá-lo? Quais são as “desculpas” que você geralmente
apresenta a fim de não assumir alguns desafios?
Leitura Diária: Salmos 81; 88; 92; 93
O
Semana 17 | Dia 115 | Terça | Juízes 6.17-40
brasileiro é um povo conhecido por ter muita fé. Uma pergunta importante que precisa ser
feita é fé em quê, em quem? Não basta ter fé, é essencial saber qual é
o objeto desta fé.
Podemos dizer que o pai de Gideão também era um homem de fé, uma vez que possuía um
altar feito para Baal e um poste sagrado de Aserá (v.25-26). Infelizmente uma fé cega
depositada em falsos deuses.
Gideão recebeu uma ordem direta do Senhor para que destruísse o altar e o poste sagrado.
Como uma atitude de obediência ao Senhor, mesmo com medo, ele executou a ordem de
madrugada (v.27). Já podemos imaginar os desdobramentos; o povo ficou extremamente
revoltado e queria matar Gideão (v.30). Surpreendentemente o próprio pai, Joás, partiu em
defesa do filho e disse: “Vocês vão defender a causa de Baal? Estão tentando salvá-lo? Quem
lutar por ele será morto pela manhã! Se Baal fosse realmente um deus, poderia defender-se
quando derrubaram o seu altar” (v.31).
Sempre há tempo de ter os olhos abertos e depositar a fé na pessoa correta. O texto não dá
mais detalhes sobre o pai de Gideão e o exercício da sua fé, mas certamente ele considerou em
quem estava confiando e quão falso era o seu deus e frágil a sua fé.
Você se considera uma pessoa de fé? Por quê? O que leva você a crer que sua fé não está sendo
depositada em um falso deus? Você tem dado ouvidos à voz do seu Deus? Quais são algumas ações que
têm tomado para manter sua fé fortalecida?
Leitura Diária: 1Crônicas 7-9
E
Semana 17 | Dia 116 | Quarta | Juízes 7.1-15
m uma batalha é bem comum considerar que a vitória será daquele que possui o maior
número de soldados, os melhores armamentos, o maior poder bélico. Essa é a lógica do
pensamento, porém no relato sobre o confronto de Gideão e seu exército contra os
midianitas, vemos Deus trabalhando de maneira diferente. Aparentemente, em vez de munir
Gideão com mais homens e mais armas, o Senhor estava retirando parte do que ele possuía.
Veja o que encontramos no registro desta história: “Você tem gente demais, para eu entregar
Midiã nas suas mãos... anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo
poderá ir embora do monte Gileade” (v.2,3). Deus foi direcionando para que mais homens
fossem dispensados até que ficaram somente trezentos para enfrentar todo o exército midianita
(v.7). 
Deus tinha um propósito muito bem definido, que era esvaziar Gideão e seu exército de
qualquer possibilidade de vanglória, de pensar que uma vitória seria resultado de seus próprios
esforços (v.2), mas que pudesse ter a plena convicção de que a vitória seria fruto de uma ação
divina e que toda a honra e glória deveria ser dada a Deus. Por vezes, Deus vai retirando de nós
aquilo em que temos depositado nossa confiança, que nos faz sentir seguros e estáveis para que
possamos voltar nosso olhar para Ele.
O que em sua vida tem lhe dado a sensação de segurança, estabilidade? Seu emprego? Sua casa? Seus
amigos? O sucesso e vitórias em sua vida têm sido resultados de quê? Onde está Deus e qual o Seu papel
nessa história?
Leitura Diária: 2Samuel 5:1-10; 1Crônicas 11-12; Salmo 133
N
Semana 17 | Dia 117 | Quinta | Juízes 8.22-27
em sempre as palavras ditas refletem o que realmente está no coração do homem.
Após a grande vitória que o Senhor concedeu aos israelitas por meio de Gideão, ele e sua
família foram convidados a reinar sobre a nação, ao que prontamente Gideão respondeu:
“Não reinarei sobre vocês”, respondeu-lhes Gideão, “nem meu filho reinará sobre vocês. O
Senhor reinará sobre vocês” (v.23). Uma resposta que parece fluir de um coração simples e
humilde de alguém que não quer reconhecimento algum, porém, as ações que sucederam a essa
fala revelaram uma atitude bem diferente. Gideão pediu que ofertassem para ele e sua família
parte daquilo que foi tomado dos inimigos, e o povo prontamente levou brincos de ouro,
enfeites, roupas (v.25-26). Com o ouro Gideão fez um manto sacerdotal e colocou na cidade, o
que se tornou um objeto de adoração (v.27).
Outro fato curioso é que Gideão teve um filho com sua concubina, a quem chamou
Abimeleque (Jz 8.29), cujo nome significa “meu pai é rei”. O que fazemos revela nosso coração
muito mais do que o que falamos! Suas ações revelaram uma enorme contradição com o que ele
havia falado.
O que de fato estava no coração de Gideão? Temos algumas pistas, mas o que de fato
podemos afirmar é que somente o Senhor é capaz de sondar e conhecer o mais íntimo do nosso
ser.
Você já se pegou afirmando algo somente para agradar a alguém, mas no fundo do seu coração queria
algo totalmente diferente? Considere situações em que você é tentado a agir com uma falsa humildade e
coloque-as diante do Senhor.
Leitura Diária: 2Samuel 5:11-6:23; 1Crônicas 13-16
É
Semana 17 | Dia 118 | Sexta | Juízes 9
 aquilo que plantamos”. Uma afirmação repleta de verdade que encontra fundaprovável que
você já tenha ouvido ou mesmo afirmado várias vezes que “colhemos
mento nas Escrituras que dizem: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o
homem semear, isso também colherá” (Gl 6.7).
Abimeleque usurpou o trono de Israel às custas de traição e assassinato dos próprios
irmãos. A história bíblica mostra um reinado trágico que durou pouco tempo (Jz 9) revelando os
frutos colhidos que redundaram em sua morte de maneira trágica (v.5-54).
O princípio que não podemos evitar é conhecido como a “Lei da semeadura e da colheita”,
ou seja, aquilo que nós semeamos, em algum momento colheremos.Esse princípio tem impacto
sobre todas as áreas da nossa vida, seja ela familiar (Sl 128.1-4; Pv 22.6), profissional (Pv
22.29), financeira (2Co 9.6-11) ou espiritual (Sl 1.2-3).
Muitos cristãos têm levado uma vida sem compromisso com Deus, sem dar valor algum às
Escrituras, sem buscar o convívio no Corpo de Cristo e vivem numa expectativa de colher
intimidade com Deus e desfrutar de todas as bênçãos que Ele pode derramar sobre suas vidas,
esquecendo-se de que “de Deus não se zomba”.
O que você tem semeado diariamente no que diz respeito ao seu relacionamento pessoal com Deus? E
no que diz respeito aos seus relacionamentos com outros irmãos? E dentro de sua própria casa? Há
alguma atitude a ser abandonada? Há alguma atitude a ser tomada?
Leitura Diária: Salmos 15; 23; 24-25; 47
C
Semana 17 | Dia 119 | Sábado | Juízes 9.56
onsidere algumas situações pelas quais você passou em que se sentiu injustiçado, ou que
tenha sido maltratado, humilhado, trapaceado. Essas e outras situações semelhantes tendem
a mexer com nosso coração e fazer brotar aquele desejo de ver o mal acontecendo com o
outro, isso quando não começamos a arquitetar, de imediato um plano de vingança. Então vem à
mente o ditado popular reforçando que “a vingança é um prato que se come frio”. Nós nos
permitimos cair na ilusão de que podemos e devemos nos vingar, pois o outro merece.
O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos um alerta a esse padrão de conduta. Disse ele:
“amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a
vingança; eu retribuirei’”, diz o Senhor (Rm 12.19). Ao final da trágica história de Abimeleque,
no livro de Juízes, encontramos o registro de que Deus retribuiu a maldade que ele havia
praticado contra seu pai e seus irmãos (v.56) mostrando de maneira prática que o Senhor está
atento a toda história e retribui ao Seu tempo e modo, fazendo justiça e não deixando impune o
pecado.
Paulo nos apresenta um desafio ainda maior. Observe que ele diz: “Pelo contrário, se o seu
inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber... não se deixem vencer pelo
mal, mas vençam o mal com o bem” (Rm 12.20-21). Que desafio!!!
Você tem nutrido desejo de vingança contra alguém? Quem? Você tem desejado o mal para alguém por
algo que aconteceu a você ou a alguém próximo? É hora de colocar nas mãos do Senhor e começar a
agir conforme a orientação de Paulo.
Leitura Diária: Salmos 89; 96; 100; 101; 107
A
Semana 18 | Dia 120 | Domingo | Romanos 6.1-2
Palavra de Deus diz: “Ninguém é justo, nem um sequer” (Rm 3.10, cf. Sl 14.1-3;
53.1-3). Diz também: “Pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus…”
(Rm 3.23). Essa é a conclusão a que Paulo chega após argumentar que os gentios (1.18-32),
os moralistas (2.1-16) e os judeus (2.7-3.8) pecaram e são indesculpáveis diante de Deus e
merecem a morte (cf. Rm 6.23, cf. Gn 2.17; 5.5,8,11,ss). Afinal, o que é o pecado? Pecado é
rebelião contra Deus e Seus mandamentos. O homem em seu estado natural é escravo do pecado
e ama a sua independência no prazer, no intelecto e na glória. Assim, o pecado permeia cada
parte de nossa constituição física, mental e emocional, de modo que nada de nossa subsistência
permaneça intocado por ele. O pecado afetou a vida humana por completo: a razão, a vontade,
os afetos e seus feitos. O pecado maculou a educação, a política, a economia, a ciência, a
tecnologia, a família, o estado, a religião, etc. O pecado é a expressão exata do duplo fracasso
humano, a sua depravação e incapacidade total. O homem caído não é capaz de se reconciliar
com Deus, ele não deseja e nem busca essa bênção. Ele ama a sua independência no prazer, no
intelecto e na glória.
Leia Romanos 6.1-2, reflita e responda: Contra quais pecados você tem lutado? Quais perspectivas
humanas são recorrentes em seu pensar e o distanciam da prática da Palavra de Deus? Que
sentimentos corrosivos você tem nutrido em seu interior? Que atitudes pecaminosas você tem tomado
e que são claramente uma rejeição aos mandamentos de Deus? O que é preciso fazer para dar frutos
dignos de arrependimento para cada pecado que listei?
A
Semana 18 | Dia 121 | Segunda | Romanos 6.3-10
lguma vez você já se sentiu derrotado na sua luta contra o pecado? Não é incomum
encontrarmos discípulos de Jesus que já desistiram e não acreditam mais que possam vencer
a sua luta contra o pecado. Uma das causas para o sentimento de fracasso e derrota na luta
contra o pecado se dá por causa da deficiência do conhecimento bíblico acerca da vitória que
Jesus alcançou e concedeu ao Seu povo. Vencemos essa luta quando cremos no triunfo de
Cristo na cruz. Você sabia que a morte de Cristo na cruz não foi solitária, mas, sim, solidária?
(cf. Is 53.1-12). Assim como estávamos em Adão quando pecou, também estávamos em Cristo
quando Ele expiou o pecado de Seu povo (cf. Rm 5.12-21). Em Cristo, fomos libertos do
domínio e do poder do pecado. Essa libertação se dá pelo fato da nossa velha natureza adâmica
ter sido crucificada e sepultada com Cristo. O nosso velho homem foi crucificado e sepultado
com Cristo. Assim, o escrito de dívida foi cravado na cruz e está plenamente pago (cf. Cl 2.14).
Com Cristo, já não somos escravos do pecado, ressuscitamos e somos novas criaturas (cf. 2Co
5.17). Triunfamos sobre o pecado e a morte mediante o triunfo de Cristo na cruz.
Leia e pondere o texto de Romanos 6.3-10. Se você crê na obra de Cristo na cruz, e o fato de que foi
crucificado com Ele. Ore agora exaltando, louvando e bendizendo a Deus por Sua gloriosa obra na
cruz. A vitória de Cristo é a nossa vitória. Ele venceu! NEle vencemos a nossa luta diária contra os
pensamentos, sentimentos e atitudes pecaminosas que tenazmente nos assedia. Você crê nisso?
Leitura Diária: 2Samuel 7; 1Crônicas 17; Salmos 1-2; 33; 127; 132
Semana 18 | Dia 122 | Terça | Romanos 6.11-14
e está em Cristo, você está morto para o pecado que já não tem domínio sobre você, nem exerce
o que exercia antes da obra regeneradora, promovida pelo Espírito
Santo de Deus, mediante a pregação fiel da palavra da cruz (cf. 1Co 2.2). Se
cremos em Cristo, é porque cumpriu-se em nós o que Ele disse: “E, quando eu
for levantado da terra, atrairei todos a mim.” (Jo 12:32). É impossível resistir ao chamado de
Deus! Sempre que um pecador perdido é atraído a Cristo, ele cairá de joelhos perante a face de
Deus, agradecendo por Sua graça irresistível, por Seu perdão incomensurável e Sua
misericórdia abundante. Quem foi regenerado não encontrará mais prazer no pecado, quem
nasceu de novo terá nojo dos seus pecados. Como bem disse o profeta Ezequiel 36.31: “Então
se lembrarão dos pecados que cometeram no passado e terão aversão de si mesmos por todas
as coisas detestáveis que fizeram”. Morto para o pecado, entrega-se inteiramente a Deus,
vivendo em novidade de vida.
Leia Romanos 6.11-14, reflita e responda: Você tem certeza de que está em Cristo? Como a graça de
Deus o capacita a ser um pecador redimido que faz progresso diário em sua vida cotidiana? Como
Deus está agindo por meio das suas circunstâncias para que você venha depender da suficiência de
Cristo e a obra dEle na cruz? Quais provisões Deus o dá hoje para vencer a luta contra os seus
pensamentos, sentimentos e atitudes pecaminosas?
Leitura Diária: 2Samuel 8-9; 1Crônicas 18
Semana 18 | Dia 123 | Quarta | Romanos 6.15
em Cristo Jesus, é impossível não pecar. O homem não regenerado não tem
como evitar o pecado e seus efeitos em sua vida. No entanto, aquele que foi
atraído a Cristo é regenerado, nasceu de novo, pode escolher não pecar. Reflita nessa verdade
bíblica e verá que é impossível refutá-la. Aquele que vive uma vida piedosa evita muitos
pecados e amarguras para si mesmo e para os outros ao seu redor. O fato é que Cristo nos
libertou do domínio e do poder do pecado, portanto, não devemos nos submeter novamente a
um jugo de escravidão (cf. Gl 5:1). A suficiência de Cristo e Sua obra nos convoca a assumir a
responsabilidade por nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.Somos moralmente
responsáveis diante de Deus, e, de tudo daremos conta. Por isso, no uso de nossa liberdade,
precisamos viver em novidade de vida, conforme disse Paulo aos Coríntios: “Portanto, quer
vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam para a glória de Deus”
(1Co 10.31).
Leia Romanos 5:1, reflita e responda: Em que momentos tenho distorcido a compreensão da graça de
Deus e como resultado disso tenho cometido pecados em minha vida? Como a graça de Deus me ajuda
a reconhecer o valor da lei de Deus para a minha vida? Qual é o meu plano para evitar cair em
tentação?
Leitura Diária: 2Samuel 10; 1Crônicas 19; Salmos 20; 53; 60; 75
E
Semana 18 | Dia 124 | Quinta | Romanos 6.16-18
m apenas 3 versículos, o termo “doulos” aparece 5 vezes. Esse é o termo grego para escravo,
e Paulo o aplica tanto à escravidão ao pecado, quanto à escravidão a Deus. O escravo não
pertence a si mesmo, mas a outra pessoa. O escravo não tem autonomia, não dirige a sua
própria vida e não vive conforme a sua própria vontade. O escravo deve obediência exclusiva e
absoluta ao seu senhor. Um escravo nunca serve a dois senhores (cf. Mt 6.24). Quando éramos
escravos do pecado, devotávamos a ele todo o nosso amor. Empregávamos o nosso tempo, o
nosso corpo, as nossas competências e recursos para realizar os desejos pecaminosos de nosso
coração. Agora, em Cristo, Deus Pai nos resgatou do poder das trevas e nos trouxe para o reino
de seu Filho amado, que comprou nossa liberdade e perdoou nossos pecados (cf. Cl 1.13,14).
Agora, estamos sob nova direção. Jesus é nosso novo dono. Devemos amá-lO (cf. Jo 14.21; Mc
12.30). Devemos renunciar a nossa própria vida para agradá-lO e que nossa vida seja para o
louvor de Sua glória (cf. Lc 14.25-35).
Leia Romanos 6.16-18, reflita e responda: A minha obediência ao Senhor Jesus é de coração? Como
tenho demonstrado o meu amor a Deus? Como o meu antigo dono tem tentado me seduzir a voltar ao
seu domínio? O que preciso fazer hoje para obedecer ao Senhor Jesus?
Leitura Diária: Salmos 65-67; 69; 70
E
Semana 18 | Dia 125 | Sexta | Romanos 6.19-23
ntão a morte e o mundo dos mortos foram lançados no lago de fogo.
Esse lago de fogo é a segunda morte. E quem não tinha o nome
registrado no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo” (Ap
20.14,15). Essa é a justa consequência da eterna da escravidão ao
pecado (cf. Gn 2.17). O Senhor Jesus diz que no inferno haverá choro
e ranger de dentes (cf. Mt 13.42; 25.41). Esse é o fim de quem ama o
pecado. Esse é o fim daquele que dedicou a sua vida para satisfazer os
seus pensamentos e desejos pecaminosos. É o fim eterno. No entanto,
o fim daqueles que amaram a Deus (cf. Mc 12.30) e fizeram a Sua
vontade (cf. Jo 14.21), dedicando o seu tempo, o seu corpo, o seu
trabalho, os seus bens e os seus dons, talentos e habilidades será:
“Venham, vocês que são abençoados por meu Pai. Recebam como
herança o reino que ele lhes preparou desde a criação do mundo” (Mt 25.34).
O escravo do pecado sempre se entregará por completo para ter o prazer, a realização e a
glória que a serpente prometeu ao primeiro Adão. No entanto, o escravo de Deus é da linhagem
do último Adão, é liberto do poder e do domínio do pecado, e agora vive para a glória do seu
Senhor e Redentor.
Leia Romanos 6.19-23, pondere e responda: o que precisa ser aperfeiçoado em seu caráter como
discípulo de Cristo? Quais áreas de sua vida e dedicação à obra de Deus estão deficientes e necessitam
ser aperfeiçoadas? O que você precisa fazer para crescer em santificação?
Leitura Diária: 2Samuel 11-12; 1Crônicas 20; Salmos 51
E
Semana 18 | Dia 126 | Sábado | Romanos 7.1-6
m Cristo Jesus, morremos para a Lei. O apóstolo Paulo ilustra a nossa morte, usando o
exemplo do matrimônio e da viuvez. Diante de Deus, o matrimônio existe enquanto o
cônjuge estiver vivo, no entanto, uma vez morto, aquele que ficou viúvo está liberado da
aliança matrimonial, e agora pode contrair novas núpcias (cf. 7.1-3). Morremos para a Lei
quando fomos unidos a Cristo. O velho homem foi crucificado e sepultado com Cristo (cf. 6.5-
11). Assim, ao morrermos nEle, fomos libertos da escravidão e do poder do pecado, fomos
libertos da condenação da Lei. A nossa morte em Cristo representa livramento. Agora somos
libertos da Lei e estamos unidos a Cristo para vivermos uma nova vida. Podemos ter uma vida
de obediência a Deus, estamos unidos a Ele e confiamos inteiramente em Sua obra redentora. O
genuíno evangelho de Cristo nos liberta das garras da religião e da meritocracia religiosa, de
uma espiritualidade humana que exalta o labor humano e sua pseudocapacidade redentora.
Leia Romanos 7.1-6 e ore louvando a Deus pela maravilhosa obra de Cristo! Se você crê na mensagem
da cruz, se tem certeza do novo nascimento, ore louvando a Deus por ter sido atraído à cruz de Cristo. 
Somente por causa dos méritos de Cristo, você agora é filho de Deus. Não está mais debaixo da
maldição que provém da rebelião contra a Lei de Deus. Todavia, se você ainda não crê na mensagem
da Cruz, suplique misericórdia a Deus e confesse Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.
Leitura Diária: Salmos 32; 86; 102; 103; 122
A
Semana 19 | Dia 127 | Domingo | Romanos 7.7-13
 lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e
dá sabedoria aos simples” (Sl 19.1) Esse belíssimo salmo traz uma pequena amostra do
quanto a Lei de Deus é viva, santa e estabelece os caminhos de santidade, justiça e bondade
que Deus determinou para os Seus filhos. Todavia, por causa da queda em Adão, tornamo-nos
incapazes de cumprir a perfeita Lei de Deus. A natureza adâmica com a qual todos nós
nascemos (cf. Sl 51.5) nos conduz à morte (cf. Rm 3.23). Somos tão incapazes de perceber
esse fato, que jamais reconheceríamos o nosso estado de morte espiritual e condenação eterna
sem a Lei de Deus, sem a pregação da genuína mensagem da cruz (cf. Rm 10.9-17). A Lei de
Deus é viva, é santa, e justa, por isso, quem a infringiu merece a condenação, o castigo e a
justa ira do Deus Todo-Poderoso (que é santo, justo e juiz) sendo copiosamente derramados
por toda a eternidade. A única forma de não sermos condenados pela Lei de Deus, é
morrendo para ela. Essa morte ocorreu na cruz de Cristo. Aos que creem na mensagem da
cruz, foram atraídos a Cristo, e tiveram o seu velho homem crucificado e sepultado com
Cristo. Crês nisto?
Leia Romanos 7.7-13 e medite nessa verdade. Louve a Deus, exaltando a maravilhosa justiça de Deus
revelada na cruz! Louve ao Senhor por Sua Lei! Louve ao Senhor por Sua obra redentora! Louve ao
Senhor pela vida daquele que foi um instrumento vivo nas mãos dEle para que hoje você pudesse crer!
E agora, consagre a sua vida a Deus e obedeça à ordem que lhe foi dada de fazer discípulos de Cristo.
Lembre-se do que você já leu acima: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como
crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14-18). Liste
o nome de seus familiares, amigos e colegas que ainda não foram atraídos a Cristo e decida ser um
instrumento de Deus para pregar-lhes a mensagem da cruz.
O
Semana 19 | Dia 128 | Segunda | Romanos 7.14-17
apóstolo Paulo segue argumentando e mostra que o problema não é a Lei de Deus, mas a
criatura humana. Sem Cristo, não há esperança alguma na luta contra o pecado que habita
em nós. Com Cristo, recebemos a Sua vitória. Jesus Cristo derrotou o pecado e nEle, o seu
domínio e poder foi exterminado da nossa vida, quando o nosso velho homem foi com Ele
crucificado e sepultado. Por isso, não somos mais escravos do pecado, e este já não domina a
vida daquele que ressuscitou com Cristo. Agora temos um novo Senhor, Jesus, o Cristo. Diante
deste fato, o que precisamos compreender é que, embora não sejamos mais escravos do pecado,
ainda temos uma batalha interior a enfrentar. Somos pecadores redimidos que lutam contra os
desejos da carne que militam em nosso interior (cf. Gl 5.1-26). Somos pecadores redimidos que
precisam aprender a praticar Marcos 12.30. Não podemossubestimar os desejos da carne que
operam em nós. Não podemos deixar de vigiar e orar. Não podemos negligenciar os
sentimentos, pensamentos e atitudes pecaminosas que tantas vezes e de forma sorrateira nos
engodam.
Leia Romanos 7.14-17 e reflita em sua vida. Quais são os pensamentos pecaminosos recorrentes em
seu dia a dia? Que sentimentos pecaminosos estão corroendo a sua alma como uma ferrugem? Em
quais situações pecaminosas você caído e age como se elas não existissem? Investigue a sua vida,
arrependa-se dos seus pecados e dê frutos dignos de arrependimento.
Leitura Diária: 2Samuel 13-15
A
Semana 19 | Dia 129 | Terça | Romanos 7.18-25
nossa carne ainda não foi redimida. A nossa carne ama o pecado, deseja-o e está
determinada em deleitar-se em seus prazeres. A questão é tão séria que Paulo estabelece um
contraste entre a Lei de Deus e a lei do pecado. Enquanto a Lei de Deus é boa e restaura a
alma, a do pecado é maligna e desgraça a nossa vida. Essa lei do pecado ainda opera em nós e
está dentro de nós manifestando-se nos desejos da carne (cf. Gl 5.16-26). Agora você entende
que só podemos vencer essa guerra porque Jesus a venceu. Só podemos vencer essa guerra
porque não somos mais escravos da lei do pecado. Só podemos vencer essa guerra porque o que
nos tornava escravo da lei do pecado, o nosso velho homem, foi atraído ao corpo de Cristo e foi
com Ele morto na Cruz. Jesus Cristo derrotou o domínio e o poder do pecado em nossa vida.
Não brinque com o pecado. Pecado é pecado. Ele está presente e sua finalidade permanece
inalterada. Ele opera nos salvos e não salvos. Os não salvos não podem reconhecê-lo porque
estão espiritualmente mortos. Nós, que somos nascidos de Deus, reconhecemos essa lei
operando em nós, mas já não somos controlados por ela. Portanto, precisamos reconhecer que a
nossa vitória na luta contra o pecado está em Cristo! Ele nos libertou do seu domínio e agora
podemos obedecer a Deus e fazer a Sua vontade. Precisamos nos lembrar do que Paulo disse aos
Gálatas 2.19-20; 5.16-26, é assim que venceremos nossa luta diariamente.
Leia Romanos 7.18-25 e reflita em sua vida. O que você deve fazer para ter uma vida vitoriosa na luta
contra o pecado? Que tentações você tem sofrido em seu dia a dia? Como anda o seu plano para não
cair em tentação? 
Leitura Diária: Salmos 3; 4; 13; 28; 55
A
Semana 19 | Dia 130 | Quarta | Romanos 8.1-11
nossa vitória sobre o pecado provém da nossa posição em Cristo e a vida de submissão ao
Espírito Santo de Deus. É impressionante observar o quanto Paulo irrompe de forma
entusiástica, e conclui o seu argumento, que não há condenação alguma para os que estão
em Cristo Jesus. Isso é maravilhoso! A nova vida em Cristo é caracterizada pela inabalável
convicção de que a vitória de Cristo é a nossa vitória. Em Cristo, não há condenação. Em Cristo,
fomos libertos da lei e ela não pode nos condenar, não pode nos controlar. Em Cristo, somos
novas criaturas capazes de viver uma vida de submissão ao Espírito Santo. Agora sob a égide do
Espírito Santo não vivemos mais para satisfazer os desejos da carne, isto é, agora podemos
agradar a Deus. Não estamos mais debaixo do domínio do pecado e nem da carne. Estamos
debaixo do domínio do Espírito de Deus que habita em nós. Isso é tão preciso! Revela-nos que é
o próprio Espírito Santo de Deus que habita em nós que nos dá a vitória sobre a nossa luta
contra a carne (cf. Gl 5.16-26).
Leia Romanos 8.1-11 e louve ao Deus trino por sua gloriosa obra redentora e sua presença real e
concreta em seu dia a dia! Prostre-se na presença de Deus e o exalte reconhecendo quem ele é, o que
ele fez e faz para que você viva uma vida inteira para o louvor da sua glória! Determine ser um
discípulo de Jesus que vive cada segundo da vida para glorificar e bendizer a Deus!
Leitura Diária: 2Samuel 16-18
N
Semana 19 | Dia 131 | Quinta | Romanos 8.12-17
ão somos mais filhos da ira, agora somos filhos de Deus! Os filhos de Deus estão mortos
para o pecado. Agora, somos livres para obedecer e para isso precisamos
mortificar a nossa carne. Precisamos necrosar os maus pensamentos, sentimentos e as
antigas atitudes que nos caracterizam como filhos da ira (cf. Cl 3.1-17). Como é bom
desfrutarmos diariamente da presença do Espírito Santo em nossas vidas e sabermos que Ele
nos regenerou, selou-nos e nos conduz para uma vida de triunfo em Cristo; que Ele é o
consolador e nos guia a toda a verdade (cf. Jo 14.15-30). O contraste da nossa velha condição e
a nossa nova condição em Cristo jamais deve apartar-se de nossa mente. Somos herdeiros de
Deus e coerdeiros de Cristo! Devemos viver em novidade de vida e, em todas as situações, fazer
a vontade de Deus.
Leia Romanos 8.12-17 e medite: Eu tenho certeza de que nasci de novo? Em que áreas da minha vida
preciso crescer em obediência aos mandamentos de Deus? Como posso desfrutar hoje da minha
filiação a Deus? Quais passos preciso dar diariamente para que a minha sensibilidade à voz do
Espírito Santo seja desenvolvida?
Leitura Diária: Salmos 26; 40-41; 58; 61; 62; 64
A
Semana 19 | Dia 132 | Sexta | Romanos 8.18-30
vida de um discípulo de Jesus é marcada por muitos sofrimentos (cf. Sl 34.19;
Jo 16.33). Quanto mais desejo ter uma vida piedosa, mais estarei suscetível aos sofrimentos.
Esse foi o alerta dado a Timóteo (2Tm 3.12). O apóstolo Paulo experimentou essa verdade
em sua própria vida, ele sabia o que era sofrer por causa de Cristo e Seu evangelho (cf. Gl 6.17).
Diante das aflições, sofrimentos e tribulações da vida precisamos firmar a nossa fé nas
promessas de Deus. Como suportar o sofrimento? Como não esmorecer diante das tribulações?
A resposta da Palavra de Deus é: persevere com esperança. A nossa esperança está firmada na
promessa que Deus tem reservado para os Seus filhos, uma glória que o mundo não pode dar. E,
enquanto aguardamos pela manifestação da graça futura, desfrutamos, aqui e agora, da
intercessão em nosso favor para que nossas orações, decisões e ações estejam sempre alinhadas
à vontade de Deus. Além disso, em nossa curta peregrinação jamais podemos nos esquecer de
que a obra é de Deus e os méritos são somente dEle. Precisamos nos lembrar que Deus age em
todas as coisas para que a Sua vontade se cumpra. Precisamos nos lembrar da ordem da
salvação. Do início ao fim, a obra é exclusivamente de Deus. Ele nos conheceu, predestinou,
chamou, nos justificou e glorificou, tudo isso antes da fundação do mundo.
Leia Romanos 8.18-30 e reflita: Tenho considerado que os sofrimentos do presente não se podem
comparar com a glória que será revelada em nós? O que eu preciso fazer hoje para me derramar na
presença de Deus e apresentar-lhe as minhas necessidades e angústias? Como a certeza de que Deus
faz com que todas as coisas concorram para o meu bem, pode me ajudar a enfrentar os problemas da
vida?
Leitura Diária: 2Samuel 19-21; Salmos 5; 38; 42
Semana 19 | Dia 133 | Sábado | Romanos 8.31-39
e Deus não fosse por nós, permaneceríamos em nosso estado de escravidão
ao pecado e entregues às consequências eternas de nossos pecados. Paulo
encerra o capítulo 8 declarando que absolutamente nada poderá nos separar do amor de Deus,
que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Isso nos ajuda a pensar e reconhecer a segurança
daquele que foi unido a Cristo. A nossa segurança provém de Deus Pai que entregou o Seu
próprio Filho para justificar os Seus escolhidos (8.31-33), provém da obra redentora e
intercessora do Filho (8.34), do amor de Cristo e do Pai que foi provado na Cruz (8.35-39). Que
declaração maravilhosa: Deus é por nós! Sendo Deus por nós, podemos hoje vencer a nossa luta
contra o pecado e viver uma vida piedosa. Podemos hoje fazer a vontade de Deus. Louvado seja
Deus por Sua obra na Cruz. Louvado seja Deus por Sua justiça e a suficiência de Jesus Cristo,
nosso Salvador e Senhor.
Leia Romanos 8.31-39 e reflita: Eu realmente tenho segurança da minha salvação eterna? Realmente
creio na obra de Jesus Cristo na Cruz? A minha alma tem desfrutado do descanso que somente no
evangelho de Cristopode ser encontrado? Como a declaração: “Deus é por nós!” o ajuda hoje a
enfrentar as aflições da sua vida?
Leitura Diária: 2Samuel 22-23; Salmos 57
E
Semana 20 | Dia 134 | Domingo | 2Samuel 1.1-10
m 2 Samuel 1.1-27 temos um contraste de lealdades. Um personagem aparece buscando por
meio de um artifício desonesto benefícios temporais, o outro, aparece
honrando seus compromissos relacionais e expressando sua lealdade em meio ao luto.
Quero focar no primeiro, que julga ser alguém muito inteligente e esperto, que logo se
depara com uma situação inesperada e imagina que pode capitalizar com ela. Porém, para obter
os benefícios temporais, ele precisa fazer uso da mentira e há uma percepção acerca da mentira
a ser considerada nesse texto: o que mente, empenha-se em apresentar argumentos
ardilosamente arranjados para que pareçam sustentáveis e críveis.
O rei Saul, seu escudeiro e seus três filhos foram mortos em combate (1Sm 31.1-6). Em
Ziclague, Davi recebe um personagem que lhe traz uma notícia estarrecedora (2Sm 1.2-10), este
com aparência humilde, se curva diante de Davi e se apresenta como um fugitivo, um
amalequita que estava no lugar onde os filisteus batalhavam com o rei Saul (v.2,3). Então, por
conhecer a estreita ligação que havia entre Davi e Jônatas e os compromissos de lealdade, ele dá
a notícia da morte do rei Saul e de Jônatas (v.4). O amalequita elaborando o seu argumento (v.6-
10), diz que foi por acaso até o local da batalha e que o rei olhou para ele e o chamou (v.6-8).
Ele forjou uma situação em que o rei clama por ser fatalmente golpeado (v.9) O rapaz
argumentou que, agindo por misericórdia, arremessou-se contra o rei e o matou (v.10) levando
consigo a coroa e o bracelete reais, como evidência. Ele trabalhou com um plano bem elaborado
para tentar algum benefício temporal e esperava uma retribuição de Davi pela sua expressão de
misericórdia. Tudo parecia perfeito e todas as peças aparentemente se encaixavam. “Agora”,
pensou ele, “é esperar a dor passar e receber os dividendos”. Há um ambiente de expectativa no
texto.
Aquele que mente tem um de dois propósitos sempre (ou ambos): livrar-se de uma situação ou obter
algum benefício. A mentira, porém, tem um pai (Jo 8.44), mentir, em qualquer situação, é sempre uma
mentira contra o Espírito Santo, isto é, contra o próprio Deus (At 5.3,4). O Senhor odeia os lábios
mentirosos (Pv 12.22). A mentira é um traço distintivo do idólatra (Rm 1.25) que não desfrutará da
eternidade com Deus (Ap 22.15). Quando você se sentir inclinado a mentir, considere os textos acima e
clame a Deus por graça para que sua integridade seja preservada e o Senhor glorificado por sua decisão
de falar a verdade sempre, a despeito das consequências.
O
Semana 20 | Dia 135 | Segunda | 2Samuel 1.11-16
personagem anônimo que é descrito neste capítulo é alguém buscando benefícios temporais
por meio de um artifício desonesto. O outro personagem aparece honrando seus
compromissos relacionais e expressando sua lealdade à Palavra de Deus em meio ao luto.
Há um contraste de lealdades.
O primeiro é alguém que se considera muito capaz, astuto, sagaz. Tudo parecia perfeito
para ele, estava feliz e já antecipava os resultados do seu plano. Havia, porém, um ponto fraco
em seu bem elaborado e sórdido esquema. É aqui que podemos ter mais uma percepção acerca
da mentira: o que mente, de modo geral, não considera todas as possibilidades que envolvem a
mentira, nem as amplas implicações, nem suas variáveis (convicções e reações das pessoas, bem
como a atuação do próprio Deus, por exemplo) e nem possíveis consequências dela. O que
mente subestima todos esses aspectos. Isso porque, o mentiroso tende a se concentrar nos
benefícios provenientes da mentira.
Aqui são descritas duas variáveis não consideradas por esse personagem sinistro: 1) A
reação de Davi à notícia (v.11,12) não foi de alívio e contentamento por ter o seu perseguidor
morto, ele expressou grande lamento. Rasgou as suas vestes, chorou e se absteve de alimento
por um dia inteiro (v.12a); 2) A lealdade de Davi a Deus e à lei (v.13-16). Depois de repassar os
argumentos daquele personagem, Davi revela temer a Deus e Sua palavra (v.13,14). Ele sabia
que não poderia blasfemar ou amaldiçoar o ungido do Senhor (Êx 22.28; 1Sm 24.6,10). O rapaz
recebeu a recompensa por declarar que havia ferido o ungido do Senhor. Aquele moço não
avaliou corretamente a lealdade de Davi ao rei Saul e a Deus (v.15,16). O dia que começou para
este rapaz com a expectativa de recompensa, termina com sua morte. Aquele que mente, de
modo geral, não considera todas as possibilidades que envolvem a mentira.
A frase que precisamos ter em mente é esta: você é livre para escolher fazer o que desejar, mas não é
livre para escolher as consequências. O mentiroso precisa saber que a mentira traz danos para a
comunhão com Deus (Sl 101.7), o falso terá o Senhor contra ele (Sl 5.6; Pv 6.16-19). As consequências
são inevitáveis (Pv 20.17), a mentira trará ao seu possuidor dias infelizes e dolorosos (1Pe 3.10,11),
podendo custar-lhe a vida (At 5.3-11) e terá, inevitavelmente, um alto custo para a reputação e para o
testemunho da fé em Cristo.
Lembre-se sempre que a mentira será seguida de más consequências. Falar a verdade é uma das marcas
distintivas do verdadeiro discípulo de Cristo.
Leitura Diária: Salmos 97-99
D
Semana 20 | Dia 136 | Terça | 2Samuel 6.1-5
epois de um começo cheio de ação, o segundo livro de Samuel vai ganhando um contorno
de estabilidade, o rei Davi começa a estabelecer os fundamentos para o seu reinado.
Primeiro, ele decide tornar Jerusalém a capital do reino e o centro político, onde as decisões
nacionais seriam tomadas. Assim, o seu poder político foi crescendo a cada dia, ele também
decidiu tornar Jerusalém o centro religioso da nação, implicando que todos reconhecessem que
Deus é santo e Sua santidade não pode ser violada, tal medida foi acompanhada de evidentes
indicadores da santidade de Deus.
Um bom desejo e uma boa intenção não substituem o caminhar em obediência ao que é
estabelecido por Deus. Levar a arca para a cidade era crucial para o estabelecimento de
Jerusalém como o centro religioso de Israel (v.2). Havia no povo disposição para servir (v.1.2),
eles escolheram um carro novo para colocar a arca (v. 3) e começaram a caminhada de volta
para Jerusalém em grande festa (v.4,5). O rei Davi foi quem ordenou e organizou o retorno da
arca de Deus e tudo estava acontecendo debaixo de seus olhos, parecia estar tudo perfeito,
porém, aos olhos de Deus não estava.
Pense no que o texto está nos comunicando: havia disposição no povo, alegria, serviço,
muita música, pessoas cantando e músicos com seus instrumentos acompanhavam o carro novo.
Poderíamos pensar que esses elementos eram indicadores de que Deus estava se alegrando com
o que estava sendo feito. Todos, inclusive o rei, estavam felizes com o que estava acontecendo,
mas eles também, estavam desprezando a santidade de Deus. O rei Davi consentiu em levar a
arca, mas não como Deus havia estabelecido em Sua Palavra (Êx 25.14,15; Nm 4.15,20; 7.9). A
maneira como fizeram, não estava de acordo com o que o Deus santo estabelecera.
Lembre-se: boas intenções e bons desejos para com Deus e Seu povo são bons começos, mas não são
substitutos para a obediência à Palavra de Deus. É por meio da obediência ao que é revelado em nas
Escrituras, que o povo demonstra sua santidade para com Deus, uma vez que Seu povo é chamado a
agir não em conformidade com o senso comum – um carro novo – mas em conformidade com as
Escrituras, isto é, a arca carregada por meio de varas nos ombros de pessoas designadas para esse fim.
Genuína alegria acompanha aquele que vive em conformidade com a Palavra de Deus (Sl 119.111).
Leitura Diária: 2Samuel 24; 1 Crônicas 21-22; Salmos 30
C
Semana 20 | Dia 137 | Quarta | 2Samuel 6.6-11
omo estamos estudando, aparentemente todos os cuidados foram tomados para o transporte
da arca (v.3,4) que deveria ser colocada em um carro de bois e cuidada por duas pessoas.
Todosestavam alegres e cantavam adorando a Deus (v. 5), a viagem, porém, que começou
cheia de alegria sofreria uma dramática mudança (v.6-8). Os bois tropeçaram e, para evitar a
queda da arca, um dos homens que a acompanhavam, em um gesto humanamente justificável,
estendeu suas mãos ao alcance da arca (v.6).
O texto afirma que Uzá, que agiu com a melhor das intenções, foi ferido de morte no mesmo
instante em que tocou na arca, Deus o reputou por ser irreverente e não por ser cuidadoso (v.7).
Boas intenções e bons desejos são, como vimos, bons começos, mas não substitutos para a
obediência à Palavra de Deus. De acordo com as Escrituras, foi a ira do Senhor que se
manifestou ali, porque Uzá fora irreverente para com Deus.
O que aconteceu aqui precisa ser entendido dentro do contexto das instruções de Deus para
que o povo O adorasse. Para transportar a arca era preciso colocar duas varas nas argolas de
ouro nos quatro cantos da arca e conduzi-la sobre os ombros (Êx 25.13-15). As pessoas
autorizadas a transportá-la eram os coatitas, isto é, os levitas (Nm 4.15), eles deveriam
transportar a arca pelos varais sem tocar nela e sem olhar dentro dela (Nm 4.15,20). Por isso ela
estaria coberta (Nm 4.15).
O Deus santo deve ser temido. Davi e seus homens desprezaram as instruções divinas: eis
o resultado quando se viola as instruções de Deus (v.7). Aquele lugar foi chamado por Davi de
Perez-Uzá, isto é, irromper contra Uzá ou destruição de Uzá (v.8). Compreende-se a dura
resposta de Deus à luz de Sua santidade, a reação de Davi comunica seu entendimento do erro
que cometeu (v.8,9), embora desgastado, o rei Davi aprendeu a lição (v.9).
A santidade de Deus deveria produzir temor. Violar a santidade tem as suas consequências, às vezes,
fatais. Você sabe quais são as pessoas mais humildes e mais quebrantáveis? Aquelas que, olhando para
a santidade de Deus, enxergam o tamanho de sua pecaminosidade. Esses temem a Deus de maneira
muito especial, não subestimam a Sua santidade, nem a desprezam. Sabem que más consequências
acompanham aqueles que desprezam as instruções santas de Deus. Por mais razoável que possa ter
parecido a ação de Uzá, ele desprezou a santidade de Deus e morreu. A decisão de violar as instruções
de Deus nas Escrituras terá más consequências ainda que esteja baseada em argumentos
aparentemente sustentáveis.
Leitura Diária: Salmos 108-109
A
Semana 20 | Dia 138 | Quinta | 2Samuel 6.12-19
dor trazida pela desobediência quanto ao transporte da arca – que custou a vida de uma
pessoa – foi tamanha e impactou o rei Davi de tal forma, que ele adiou o transporte dela por
um período de três meses (6.11). Foi um tempo necessário para revisão de sua fé. Faltou
temor ao Senhor e sobrou confiança em si mesmo.
O texto que estamos lendo começa com extrema alegria, à semelhança do anterior, porém,
agora, esse contentamento resulta da obediência, do temor e reverência ao Deus Santo. Como
estamos vendo, nem toda adoração é agradável a Deus. Podemos nos alegrar com um tipo
estranho de adoração a Deus que surge a partir da desobediência. A experiência imediata do rei
Davi indica isso (6.4,5). Ananias e Safira entenderam que poderiam adorar a Deus com uma
mentira (At 5.1,2). O rei Saul fez a sua tentativa de justificar a sua desobediência com o
argumento de favorecer o culto a Deus, mas à sua maneira, obviamente (1Sm 15.19-23). O que
ele ouviu do profeta foi uma simples, mas significativa advertência (1Sm 15.22,23).
A adoração agradável a Deus é aquela que é fruto da obediência à Sua Palavra (v.12-19).
Aqui, há adoração e alegria que resultam da obediência aos regulamentos santos de Deus. As
expressões de contentamento e adoração são evidentes e abundantes. Que dia! Que tremendo dia
foi aquele! Jerusalém estava sendo estabelecida como a capital religiosa da nação.
O que estamos estudando deveria nos assustar. O Senhor não aprovará a nossa alegria e
celebração se brotarem em meio à desobediência à Sua Palavra. Podemos nos alegrar e celebrar
como que ao Senhor, mas estamos enganando a nós mesmos. Nosso coração enganoso e
desesperadamente corrupto (Jr 17.9) pode se alegrar com aquilo que o Senhor rejeita e
desaprova e um exemplo disso foi escrito pelo profeta Isaías acerca do culto que o reino de Judá
prestava ao Senhor (Is 1.10-15). Em Sua graça, porém, o Senhor sempre oferece ao Seu povo a
oportunidade de reavaliar os caminhos, oferecendo a possibilidade de arrependimento e o
desfrute de uma vida modelada por Sua Palavra. O resultado será uma genuína adoração a Ele
que produzirá, então, uma genuína alegria (Is 1.18-20) e esta é um fruto do Espírito (Gl 5.22)
que impele o servo de Deus na direção de agradá-lO (2Co 5.9) e não agradar a si mesmo.
Leia o que o Senhor Jesus disse certa vez acerca de Seu desejo enquanto viveu entre nós: Aquele que me
enviou está comigo; Ele não me deixou sozinho, pois sempre faço o que Lhe agrada (Jo 8.29). Que esse
seja também o nosso desejo.
Leitura Diária: 1Crônicas 23-26
A
Semana 20 | Dia 139 | Sexta | 2Samuel 6.16,20-23
decisão de adorar a Deus e fazer o que Lhe é agradável pode ser desprezada pelos da própria
casa (v.16). Há detalhes no texto que são claras indicações sobre o que o autor quer
comunicar acerca da atitude dos envolvidos neste episódio. Ele comunica que a reação mais
reprovável veio de Mical, a esposa do rei Davi. Ela desprezava o seu marido no seu coração e
suas palavras comunicaram esse desprezo (v.16,20). Suas ações e palavras apenas evidenciaram
o que já estava acontecendo em seu coração (Lc 6.45). Mical não participava da adoração
nacional e da contagiante alegria que dela resultava. Seu desprezo pelas ações do marido revela
onde seu coração estava e como estava distante da genuína adoração a Deus.
O rei Davi, ao chegar em casa, respondeu às colocações da esposa (v.21-23). Ele a
lembrou que foi o Senhor quem o escolheu para o lugar do pai dela, e que Deus o havia
escolhido para reinar sobre Israel (v.21). Destacou que sua alegria diante do Senhor era
compartilhada pelo povo, e reafirmou sua disposição de humilhar-se perante o Senhor e diante
do povo (v.22). Terminou dizendo que preferia essa condição, isto é, de ser honrado pelas
mulheres simples da nação ainda que fosse desprezado por sua própria esposa.
Levar a arca para Jerusalém trouxe luz sobre a condição de muitos corações. Revelou a
falta de temor do rei Davi e dos demais ao transportar a arca em carro de bois. Revelou a falta
de temor de Uzá que não obedeceu ao que as Escrituras instruíram a respeito de tocar na arca.
Revelou a atitude e a disposição humilde do rei e dos homens da nação de se alinharem ao que
Deus deixara escrito sobre como transportar a arca. Revelou o coração de uma esposa amarga e
distante da adoração a Deus e de compreender o real significado da palavra adoração. O Senhor
deve ser adorado a despeito do que os mais próximos possam pensar e de como possam reagir.
Já pensou em identificar-se com a sua fé em Cristo no seu trabalho? Já pensou em identificar-se com o
Senhor num restaurante com amigos, onde você se curva para agradecer a Deus o alimento? Já pensou
em sustentar sua fé em um ambiente onde as pessoas não são simpáticas ao evangelho? Já pensou em
sustentar a verdade em família mesmo que isso signifique alguns rompimentos ou estremecimentos (Mt
10.34-39)?
A pergunta é: a quem eu quero agradar? Lembre-se do que o apóstolo Paulo escreveu a respeito disso
(1Ts 2.3-6; Gl 1.10).
Leitura Diária: Salmos 131; 138-139; 143-145
O
Semana 20 | Dia 140 | Sábado | 2Samuel 7.1-11
ambiente aqui é de paz entre Israel e as nações ao redor (v.1) e nenhum grande desafio
estava no horizonte próximo. O rei Davi revela por onde seus pensamentos andavam. E o
texto nos mostra que por mais nobres que sejam as intenções humanas, elas podem não estar
alinhadas aos planos e propósitos de Deus.
O rei, após levar a arca para Jerusalém, pensava sobre Deus e como poderia aperfeiçoar a
adoração nacional (v.1-2). Seu coração olhava para Deus e para a sua condição pessoal, fazia
comparações eestabelecia contrastes entre a sua condição e as de onde a arca estava (v.2). Ele
teve um desejo nobre em seu coração e sua ideia era simples: construir um templo que refletia as
suas condições como rei porque não achava justo ter tanta riqueza e ver a carência da tenda onde
a arca estava. Davi era um homem segundo o coração de Deus, ele pensou no melhor para a
adoração nacional. Intencionou algo dentro do que ele imaginava ser o melhor para o reino e
para a adoração, entretanto, apesar de toda a boa intenção do rei, Deus comunica ao Seu servo
que tem outros planos. Os planos de Deus eram diferentes das boas intenções do rei. Algumas
vezes Deus poderá nos fazer saber que Seus planos e propósitos são diferentes dos nossos ainda
que os nossos sejam nobres. Não é porque nossos planos são nobres e bem-intencionados que
serão implementados, nem que Deus tem o dever de concordar com eles. O apóstolo Paulo
experimentou essa mudança de planos quando, em sua segunda viagem missionária, o Senhor
muda o destino que eles haviam estabelecido (At 16.6-10). Nossas melhores intenções precisam
estar subordinadas aos propósitos divinos. Em lugar de frustrar-se por Deus não acolher nossas
melhores intenções, deveríamos nos amoldar aos Seus planos soberanos.
Nosso contentamento não deveria estar apenas no que desejamos, planejamos e, de fato,
implementamos. O salmista Asafe aprendeu a encontrar sua suficiência e seu contentamento no
Senhor (Sl 73.25,26). O apóstolo Paulo também aprendeu a contentar-se com os planos e
propósitos de Deus (Fp 4.11).
O rei Davi está descobrindo algo sobre a pessoa de Deus e algo sobre seus planos humanamente
elevados. As intenções humanas, por mais nobres que sejam, podem não estar alinhadas aos planos e
propósitos de Deus. Quando isso acontece, nossa atitude deve ser de servos humildes, submissos ao
soberano Senhor que tudo faz como Lhe apraz, aprendendo a encontrar contentamento em Sua
provisão e expressando gratidão por mudar os nossos planos e implementar os dEle.
Leitura Diária: 1Crônicas 27-29; Salmos 68
N
Semana 21 | Dia 141 | Domingo | 2Samuel 11.1-3
o capítulo 7 o rei Davi pretendia construir uma casa para Deus e foi surpreendido pelo
próprio Deus quando Ele lhe deu um reino, uma dinastia, um herdeiro que construiria o
templo e o colocou na linhagem direta do nosso Senhor Jesus Cristo (2Sm 7.12-17). A
resposta do rei Davi foi de adoração humilde perante o Senhor (2Sm 7.18-29). Ele entendeu o
tamanho do favor de Deus e respondeu com gratidão e adoração.
Os relatos nos capítulos seguintes dão conta do quanto Deus favoreceu a Davi para a
ampliação e a consolidação do reino. Foi também um tempo de fidelidade do rei ao Senhor
(2Sm 8.15), nesses dias, o homem segundo o coração de Deus julgava segundo a Sua Palavra e
Lhe obedecia humilde e piedosamente. No auge do seu sucesso e na plenitude do
aproveitamento do favor de Deus, acontece algo com o coração do rei: a vida dele sofreria uma
mudança irreversível com consequências desastrosas.
Saiba que o sucesso passado não é garantia de fidelidade e piedade no presente. Perceba que a
primeira etapa na dinâmica do pecado se cumpriu na vida do rei Davi – a cobiça. Ela é uma
expressão de descontentamento com a provisão de Deus. Tiago nos ensina a compreender a
dinâmica do pecado (Tg 1.13-15). Tudo começa com a cobiça. A cobiça é um olhar
descomprometido e irresponsável que passa a ser um anseio, um desejo íntimo e, por fim, algo
que se quer muito e que passa a ser perseguido, apesar de negado ou mesmo proibido por Deus.
O rei Davi cobiçou Bate Seba, uma mulher casada. Ele violou a lei (Mt 5.27,28). A cobiça
revela os ídolos do coração que precisam ser abandonados e substituídos pela adoração a Deus e
pelo contentamento com a provisão dEle.
O que você olha? No que seus olhos se detêm? O que você deseja muito e não tem? O
grande rei Davi, a quem Deus tanto abençoou, cobiçou uma mulher que Deus não lhe deu. A
cobiça é violação do mandamento (Êx 20.17), é uma porta de entrada para outros pecados.
Planeje fugir da cobiça. Concentre seus pensamentos no que tem louvor e virtude. Foque seu
olhar no que agrada a Deus. Ore a Deus confessando suas inclinações e tendências. Saia, quando
possível, do ambiente que o tenta. Seja grato pela condição que o Senhor lhe deu e regozije-se
com ela.
Se a cobiça já está presente no coração, o caminho de volta exige arrependimento, confissão, abandono
do pecado, expressões de gratidão a Deus pelo que Ele dá e o desenvolvimento de um profundo
contentamento com Deus e com o que Ele provê. Lembre-se: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí
também estará o seu coração” (Mt 6.21).
| 159 |
D
Semana 21 | Dia 142 | Segunda | 2Samuel 11.4,5
eleitar-se na cobiça é apressar-se em pecar. O rei Davi foi da cobiça para o adultério muito
rapidamente. A cobiça favorece o ato. A pessoa treina a mente para pecar e, o ato
propriamente dito, é só uma questão de tempo e oportunidade (v.4,5). O rei Davi
contemplou com generosidade a transgressão. Embora soubesse que era pecado, o rei Davi não
temeu ao Senhor e consumou o que cobiçou (v.4). O argumento de que alguém cobiça alguma
coisa porque não tem ou não teve, não faz qualquer sentido. O rei Davi teve tudo o que
precisava e ainda mais, mas cobiçou em seu coração. A cobiça não tem a ver com o que nos é
retido, mas com o que queremos muito. O rei Davi queria muito aquela mulher e a teve.
Ele ganhou também um filho como fruto de sua aventura. A segunda etapa na dinâmica do
pecado se cumpriu na vida do rei – a consumação do ato seguiu a cobiça. Ele recebeu a
recompensa por ter satisfeito seu desejo, na verdade, recebeu muito mais do que isso (v.5).
A cobiça dará ao pecador o que ele deseja e, também, o que não deseja e nem espera. O
texto nos revela que agora o rei será pai (v.5). Um bônus indesejado por ele. A cobiça é uma
ilusão, um engano, uma sedução que promete o que não vai entregar. O cobiçoso está
pavimentando o terreno para andar rapidamente na direção de mais pecados. Salomão, o filho
do rei Davi, adverte acerca das implicações da consumação da cobiça (Pv 6.20-35). É como
alguém fora de si (Pv 6.32). Ele afirma que o cobiçoso que adultera é uma pessoa sem
entendimento (Pv 7.6-8).
Se alguém deseja preservar-se do adultério, preserve-se da cobiça. Os dois andam lado a
lado. A cobiça está treinando sua mente para dar vazão a outros pecados. O contentamento com
a condição dada por Deus e a satisfação em Deus são o antídoto para a cobiça (Sl 73.25,26).
Louve a Deus pela provisão dEle para você. Seja grato e satisfeito com Deus.
Contente-se com o que você tem.
Leitura Diária: Salmos 111-118
A
Semana 21 | Dia 143 | Terça | 2Samuel 11.6-17
última etapa nessa dinâmica tenebrosa é a tentativa de acobertamento do pecado.
O homem que gozava de uma reputação inquestionável está diante do seu pecado e tem a
oportunidade de revelar humildade, disposição em assumir a responsabilidade pela sua
transgressão, confessar ao Senhor e ao marido e sofrer os danos, mas ele não o faz. O que ele
faz é tentar preservar a sua reputação ao invés de assumir as más consequências que viriam,
seguindo assim, o pior dos caminhos. Foi assim com Adão e Eva. Foi assim com Acã (Jz
7.20,21). Foi assim com Ananias e Safira (At 5.1,2). Davi despreza o que Deus pensa sobre o
pecado dele, e valoriza muito o que as pessoas pensariam.
A fim de ocultar o seu pecado e preservar a sua reputação ele usou de métodos
pecaminosos diplomáticos e aparentemente generosos (v.6-13). Tentou conquistar a Urias com
um presente na expectativa de que ele atendesse aos seus desejos sórdidos (v.8) e até mesmo
embebedou-o (v.13). Como nada funcionou o rei decidiu partir para um plano mais agressivo a
fim de preservar a sua reputação (v.14-17). Aquele soldado leal pagou um alto preço pela
deslealdade do seu rei (v.17). O ciclo fechou. A dinâmica do pecado está completa – cobiça,
consumação e acobertamento do pecado. De sua perspectiva humana, o rei pensou que seu
plano havia dado certo.
O adultério sempre trará consigomás consequências. Alguns minutos de prazer serão seguidos de
dias, meses ou mesmo anos de consequências indesejadas. O adultério não ficará impune. As
Escrituras relatam que a experiência do rei Davi é uma dinâmica presente também hoje – cobiça, ato e
tentativa de ocultamento.
Para o adúltero, preservar a reputação é mais importante do que a santificação aos olhos de Deus. Ao
tentar acobertar o pecado, a opinião das pessoas se torna mais importante que a avaliação de Deus.
Para o adúltero, as pessoas passam a ser um ídolo funcional. É a elas que ele quer agradar mais do
que agradar a Deus. A pergunta aqui é: a quem você quer agradar?
Leitura Diária: 1Reis 1-2; Salmos 37; 71; 94
O
Semana 21 | Dia 144 | Quarta | 2Samuel 12.1-15
rei Davi andou pelas três etapas da dinâmica do pecado — cobiçar, consumar e a tentativa
de ocultar. Do ponto de vista humano, as providências que tomou
para ocultar o seu pecado foram suficientes, entretanto, aos olhos de Deus, elas foram
perversas; um processo perverso e idólatra em sua essência. Quando tudo parecia resolvido e o
desfrute da normalidade da nova situação parecia ser o próximo passo, o rei Davi se depara com
um fato que não esperava — a ação do próprio Deus em resposta ao seu pecado (2Sm 11.27c).
Ao escolher adulterar, o rei Davi não levou em conta a soberania e a santidade de Deus que não
fica indiferente diante do pecado do homem. O profeta Naum é oportuno nesta situação na qual
o rei Davi está envolvido (Na 1.3). O pecado precisava ser confrontado.
O cenário aqui é de alegria e, a despeito do sórdido processo, a família real estava alegre e
desfrutava despreocupadamente daquela situação (2Sm 11.27b). Por não ficar indiferente ao
pecado, o Senhor envia servos fiéis para essa tarefa (v.1). Após uma abordagem habilidosa e ao
mesmo tempo confrontadora (v.1-8), Natã faz o rei conhecer o que o espera. Em sua
abordagem, o profeta salienta o desprezo do rei aos benefícios do Senhor (v.7-9a) Desse
momento em diante, houve a derrocada da família real e da nação. Que cenário de horror! Que
mudança drástica e tenebrosa! Dias maus aguardavam o rei (v.10-15).
O pecado sempre trará consigo más consequências. O adultério do rei não ficaria impune.
É preciso que aquele que cobiça e consome sua cobiça entenda que não há boas consequências
lhes aguardando. O rei Davi foi confrontado por desprezar a Palavra de Deus, por seu adultério
com Bate Seba e seu crime contra o marido dela (v.9), sua família foi dolorosamente afetada
(v.10,11), seu pecado foi conhecido por todos (v.12) e seu filho morreria (v.14).
Em vez de cobiçar e adulterar o servo de Deus pode e deve alimentar seu coração com aquilo que é
puro, cheio de virtude e louvor (Fp 4.8). Aquele que é prudente vê o caminho perigoso pela frente e se
desvia dele (Pv 22.3; 27.12). É o que a sabedoria faz; livra o homem de pecar. O adultério é um
banquete no túmulo (Pv 9.13-18). Somos chamados a perseguir a santificação e não a atender aos
desejos secretos e desordenados do coração. A quem queremos agradar?
Leitura Diária: almos 119.1-88
A
Semana 21 | Dia 145 | Quinta | 2Samuel 12.15b-18
pós o rei Davi ser confrontado por seu pecado e ter clamado pelo perdão de
Deus ele é perdoado, mas não absolvido (2Sm 12.13). Devemos discernir entre perdoar e
absolver, pois são conceitos diferentes. Muitos poderão pensar que, uma vez que o perdão foi
outorgado, tudo está terminado e nada mais deve ser exigido. Ocorre que o perdão de Deus lida
com a ofensa à Sua santidade, lida com o pecado propriamente. Já a absolvição, lida com as
consequências do pecado. O Senhor poderá perdoar o pecado e, ainda assim, não absolver o
pecador das más consequências de suas escolhas pecaminosas.
A primeira das más consequências foi a perda do filho (v.18). Ele mesmo declara o
sentimento que o acompanhou após o seu adultério (Sl 38.18). Como parte das consequências de
seu pecado, o rei experimentou a dor de ver em sua família um incesto (v.13.1-19). Depois,
Absalão matou a Amnon (v.13.28). Inclusive, Absalão perseguiu o próprio pai e quis matá-lo
(v.15.13,14). Enfim, o pecador contrito e arrependido sempre encontrará o perdão de Deus, mas
nem sempre se verá livre das más consequências do seu pecado. Foi assim também com Moisés
(Dt 32.48-52). Ele foi perdoado por Deus, mas não absolvido. Não entrou em Canaã.
Lembre-se disso sempre que estiver inclinado a cobiçar e/ou consumar a cobiça. As
misericórdias do Senhor são, sem dúvida alguma, a causa de não sermos consumidos (Lm
3.22,23). As misericórdias do Senhor se elevam para além das nuvens (Sl 103.11; 108.4). Como
é bom ler essa verdade e trazê-la em nosso coração. O Senhor perdoa os nossos pecados, por
isso mesmo deve ser temido (Sl 130.3,4). Que bom saber que se confessarmos o nosso pecado,
Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1Jo 1.9).
Entretanto, percorra as páginas de sua Bíblia e você verá as más consequências que acompanharam a
muitos. Nunca perca de vista o fato de que Deus sempre perdoará os pecados de Seus filhos quando
eles buscarem o Seu perdão e se arrependerem, mas nem sempre os livrará de sofrer as más
consequências de suas escolhas ímpias e idólatras.
Leitura Diária: 1Reis 3-4; 2Crônicas 1; Salmos 72
A
Semana 21 | Dia 146 | Sexta | 2Samuel 16.5-14
s Escrituras deixam claro a índole de Absalão, filho do rei Davi (15.1-6). Ele tinha um
coração perverso e queria trazer vergonha e embaraço para seu pai (v.16.20-22), seu alvo
era humilhá-lo e empenhou-se numa impiedosa perseguição ao seu pai com o desejo
expresso de matá-lo. Ele consegue formar um grupo de apoiadores furtando o coração deles.
Esses o seguem e invadem Jerusalém e o rei tem que fugir da fúria do filho. Isso é parte das más
consequências de seu pecado: “Por isso, a espada nunca se afastará de sua família, pois você
me desprezou...” (12.9).
Ao fugir da Jerusalém, sai ao seu encontro um homem carregado de amargura e ódio em
seu coração, seu nome era Simei. O que ele faz é grave e poderia lhe trazer consequências muito
sérias. Ele vai ao encontro do rei e seus homens enquanto fugiam e ofende o rei com palavras
cruéis, agride-o com pedras e terra (v.5-8,13), a perseguição durou todo um dia e foi exaustiva
(v.13,14). O rei Davi revela, então, a sua compreensão daquele momento e comunica aos seus
homens como enxergava aqueles atos agressivos e palavras ofensivas de Simei (v.10,11). Ele
enxergou aquele ofensor como um instrumento de Deus em sua vida, mesmo em meio àquela
grande injustiça, seu entendimento estava lúcido para enxergar aquele ofensor como um meio
que Deus estava usando para aperfeiçoar sua vida.
Pense um pouco sobre esse episódio e tente relacioná-lo à sua própria vida. Como você
enxerga os seus ofensores? Sua leitura das situações que envolvem atos agressivos e palavras
ofensivas se assemelha de alguma maneira a do rei Davi?
Deus pode usar ofensores para trabalhar o nosso coração e nos ensinar acerca do perdão e de como
interpretar uma situação de tensão. Quando compreendemos que nada acontece sem a permissão de
Deus, mesmo quando somos ofendidos e agredidos, podemos descansar na certeza de que Deus está
operando Seu plano perfeito em nossa vida. Compreender que um ofensor cumpre de alguma forma
os propósitos de Deus é libertador, livra-nos da amargura e faz-nos crescer em confiança nos planos e
propósitos eternos de Deus para os Seus filhos. Deus está com Seus olhos postos sobre nós (Sl 33.18)
cuidando para que cada situação cumpra dois propósitos – a glória dEle e o nosso maior bem. Louve
ao Senhor quando tais circunstâncias chegarem e lembre-se de interpretá-las à semelhança do que fez
o rei Davi.
Leitura Diária: Salmos 119.89-176
D
Semana 21 | Dia 147 | Sábado | 2Samuel 19.16-30
epois de experimentar mais uma de suas enormes tristezas, sair da cidade que governava
porque seu filho o queria matar, o rei Davi sofre com a perda de seu filho Absalão que foi
morto pelos soldados que foram leais ao rei (v.18.31-33; 19.4). O trono agora está vazio e o
rei está acaminho de volta para reassumir a nação.
No retorno, entretanto, vem ao seu encontro Simei, aquele que com palavras duras e
injustas o ofendera, agredira e o desprezara quando fugia de Absalão que o perseguia para
matar. O reencontro foi bem diferente do anterior. Simei agora vem ao encontro do rei com uma
comitiva (v.16,17). Ele se apresenta com uma atitude humilde e submissa ao rei (v.18-20). Um
dos que estava ao lado dele, cujo nome era Abisai, talvez representando todos os demais
soldados leais ao rei, enfatizou a necessidade de uma ação enérgica do rei (v.21). Ele já tinha
desejado o mesmo anteriormente (v.16.9). A resposta do rei a Abisai refletia sua interpretação
daquele momento e seu entendimento do que seria mais apropriado para ele e para a nação. O
rei assume um compromisso de não imputar aquela culpa àquele homem que, naquele momento,
pelo que dizia, comunicava quebrantamento e arrependimento. É o rei Davi modelando aqueles
que estavam mais próximos dele.
Nem preciso perguntar, certamente você já foi ofendido. Você consegue recriar qual foi –
ou seria – sua reação diante de uma ofensa? Como você reage diante de um tratamento injusto?
Qual a sua resposta emocional, verbal ou não verbal? Como você definiria perdão? Mesmo
quando estamos diante de um tratamento injusto, perdoar não é opcional; é imperativo (Mt
18.21.22). O nosso modelo de perdão nos foi dado por Deus por meio de Cristo (Ef 4.31,32).
Perdão completo.
Jesus nos convoca a expressarmos um amor aperfeiçoado, mesmo para com aqueles que nos tratam
com injustiça, desprezo ou ofensa (Mt 5.43-48). O apóstolo Paulo sustenta o mesmo padrão de amor
em sua carta aos crentes em Roma (Rm 12.17-21). O perdão é a decisão de nunca mais trazer de volta
o assunto, ou seja, nunca mais falar sobre a ofensa, o desprezo ou a injustiça, com o propósito de
vingança, de obter alguma vantagem ou mesmo com o propósito de manter o erro do outro em
evidência. A decisão de não perdoar pode significar ter que experimentar dor e sofrimento (Mt 18.32-
35). O perdão oferecido por Deus nos assegura que Ele nunca mais lançará os nossos pecados em
nossa face. Eles foram pagos na cruz. Da mesma maneira devemos perdoar aqueles que nos ofendem.
Leitura Diária: Cant. de Salomão 1.1-5.1
A
O
Semana 22 | Dia 149 | Domingo | Efésios 1.1-21
obra da redenção tem uma clara participação do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai
predestinou, ou seja, escolheu para a salvação todos aqueles que Ele quis. O Filho veio entre
nós, se tornou homem, viveu uma vida perfeita e morreu na terrível cruz, derramando o Seu
precioso sangue para perdoar os nossos pecados. O Espírito Santo, quando os pecadores ouvem
e creem no evangelho, coloca o selo que indica a quem os convertidos pertencem. O apóstolo
Paulo, após falar da obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo, salienta que tudo foi feito “para o
louvor da glória de Deus” (v.6, 12 e 14).
Na história da redenção lemos sobre o pecado e tudo o que tragicamente veio como
consequência. Porém Deus, tinha um plano que resolveu o problema do pecado por meio da
cruz de Cristo. Toda essa obra é para o louvor da glória de Deus.
Você já parou e louvou a Deus hoje por Sua maravilhosa obra de salvação? Você já se deu conta de
que a pecaminosidade humana é tão grande a ponto de o homem não poder prover nenhuma salvação
para si? Por um momento, já lhe passou pela mente que se a obra do Deus trino não fosse realizada
como foi, você passaria toda a eternidade no inferno? Nesse momento, louve a Deus por Sua
maravilhosa obra da redenção.
365 Dias com Deus
Semana 22 | Dia 149 | Segunda | Efésios 2.1-10
pecado trouxe consequências devastadoras. Por causa do pecado ficamos completamente
alienados da vida de Deus. Tudo em nós foi afetado – pensamentos, sentimentos,
consciência, motivação, ação, etc. Por ser isso verdade, Paulo disse que estávamos “mortos
em nossas transgressões e pecados”. Antes da conversão, todos os cristãos se esbaldavam em
seus desejos pecaminosos. A salvação foi dada aos cristãos pela graça de Deus, não há uma gota
de mérito humano nessa obra. O pecado atingiu o homem tão profundamente que depois da
ruptura causada pelo pecado, o ser humano não consegue viver sem pecar. Por causa disso, a
obra da salvação tinha de ser somente da parte de Deus. Paulo diz: “Pois vocês são salvos pela
graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que
ninguém se glorie” (v.8-9). A nossa salvação, além de ser para a glória de Deus também é “para
fazermos boas obras” (v.10). Os que estavam mortos, mas foram salvos pela graça devem
aplicar-se às boas obras.
Certamente todos nós enfrentamos muitas tribulações. Mas, o cristão deveria sempre lembrar que
caminhava a passos largos e firmes para o inferno. Ao lembrar disso, deveria lembrar também que a
salvação é uma dádiva divina! Por causa disso, o maior dos problemas não deveria minimizar a nossa
exultação em Cristo por tamanha salvação! Já louvou a Deus hoje por Ele ter lhe proporcionado essa
tão grande salvação?
Leitura Diária: Cant. de Salomão 5.2-8:14; Salmos 45
A
Semana 22 | Dia 150 | Terça | Efésios 2.11-22
morte de Cristo trouxe para o povo de Deus vários benefícios e um deles é a unidade. O
mundo antigo estava fragmentado em diversas divisões: judeu e grego, escravo e livre,
homem e mulher. Essas divisões estavam profundamente cravadas nas sociedades do
mundo antigo. Havia inclusive uma horrível oração que era feita pelos judeus: “graças a Deus
que não nasci nem gentio, nem escravo e nem mulher”. A cruz de Cristo pôs um fim a essas
divisões, pois Ele “destruiu a barreira, o muro de inimizade” (v.14). As divisões que eram
inflamadas pelos fatores da nacionalidade, posição social e gênero foram vencidas na cruz.
Todas essas divisões causavam problemas relacionais gigantescos. Cristo, por Sua cruz,
promoveu a paz e reconciliou os homens em um corpo. Certamente os propósitos do Deus trino
estão envolvidos nessa obra, pois Cristo morreu na cruz para termos “acesso ao Pai, por um só
Espírito”.
Em Cristo, posicionalmente, todos somos um! Porém, em nossos relacionamentos, precisamos buscar a
unidade; é como a santidade – já somos posicionalmente santos, mas precisamos crescer em santidade
a cada dia. Precisamos lembrar que várias das nossas ações contribuem para que vivamos em maior
harmonia, em maior unidade. Porém, outras ações promovem divisões injustificadas. Louvemos a
Deus pela bênção da unidade que temos em Cristo e cultivemos as ações que promovem a unidade
cristã em nosso dia a dia.
Leitura Diária: Provérbios 1-4
Semana 22 | Dia 151 | Quarta | Efésios 3.1-13
e alguém vai realizar uma festa e se ela é cheia de mistérios, os participantes
se sentem mais atraídos para saber o que vai acontecer. Se um crime é
classificado como misterioso ou não se sabe quem cometeu ou não se sabe por quais razões ele
foi cometido ou não se sabe as duas coisas. Mas, quando o mistério está relacionado com a
religião isso normalmente quer dizer que coisas imprevisíveis estão por acontecer. O apóstolo
Paulo, várias vezes, usou a palavra “mistério”. Mas, ao usar essa palavra, ele não tinha em
mente nenhum desses conceitos com os quais estamos tão acostumados em nossos dias. Ao falar
de mistério, Paulo não quis se referir a algo não conhecido, mas que o mistério lhe “foi dado a
conhecer por revelação”. Nas palavras do apóstolo, o significado do mistério é o seguinte: “os
gentios são coerdeiros com Israel, membros do mesmo corpo” (v.6). A maioria dos judeus nos
dias de Paulo achava que isso era um completo absurdo. Porém, conforme disse o apóstolo,
todos, judeus e gentios, são “coparticipantes da promessa em Cristo Jesus”
Jesus não é o Messias apenas dos judeus, Ele é o Messias também dos gentios. Já imaginou se os judeus
contemporâneos de Paulo estivessem certos? Louvemos a Deus porque a promessa de redenção
registrada nas Escrituras do Antigo Testamento contemplava tanto a nós que somos gentios quanto
aqueles que são judeus! Louvado seja Deus por seu maravilhosoplano!
Leitura Diária: Provérbios 5-8
O
Semana 22 | Dia 152 | Quinta | Efésios 3.14-21
rar é uma das coisas mais importantes que um cristão pode fazer. Nas Escrituras, somos
desafiados a orar pelas exortações dos autores bíblicos, mas também pelo
exemplo. Aqui em Efésios e nas demais cartas do apóstolo Paulo encontramos esse apóstolo
orando recorrentemente. Certamente Paulo não fez isso se exibindo, pois o próprio Espírito
Santo conduziu o apóstolo a registrar essas orações. Essa oração do apóstolo aqui em Efésios e
as demais nos deixam ver que Paulo orava de forma ministerial. Sim, ele tinha assuntos pessoais
e pedia aos crentes que orassem por ele, mas em suas orações normalmente ele orava para que
os crentes fossem fortalecidos, crescessem em amor e em compreensão, e que tudo isso
redundasse em uma vida cristã de ações mais robustas. Além disso, Paulo começava ou
terminava suas orações com palavras de louvor a Deus. Ao deixar essas orações registradas nas
Escrituras, o Espírito Santo tenciona que sejamos influenciados por tais orações.
Será que reconhecemos o quanto a oração é importante? Talvez sua resposta seja sim, reconheço que a
oração é muito importante. Então, responda: quanto tempo você dedica à oração? Esse tipo de exame
faz com que não enganemos a nós mesmos. Se oramos pouco é porque reconhecemos a importância da
oração apenas em termos conceituais. Mas, se deixamos coisas importantes de lado por causa da
oração, então, à semelhança do apóstolo, reconhecemos, de fato, que a oração é importante.
Leitura Diária: Provérbios 9-12
Semana 22 | Dia 153 | Sexta | Efésios 4.1-6
Um visitante em um famoso hospício ficou apreensivo ao perceber que havia muitos loucos,
na verdade, mais do que funcionários. Ele correu para falar com o diretor do
hospital dizendo: o senhor não teme algum tipo de revolta? O diretor por um momento riu e
respondeu: calma, os loucos nunca se unem.
Os primeiros versículos de Efésios 4 juntamente com João 17 são os textos mais amplos
sobre unidade no Novo Testamento. Paulo inicia exortando seus leitores a viver à altura (“de
maneira digna”) da vocação em Cristo; a seguir, enumera algumas virtudes fundamentais aos
bons relacionamentos e logo após fala da necessidade de grande esforço para que a unidade do
Espírito pelo vínculo da paz seja conservada. Todos os que estão em Cristo estão, por natureza,
unidos em um mesmo corpo. Mas, a expressividade dessa unidade requer esforço. O
fundamento da unidade cristã se encontra no fato de haver um só corpo e um só Espírito, uma só
esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo e um só Deus e Pai.
Estas são as bases sobre as quais as ações que promovem, fortalecem e solidificam a
unidade deve ser feitas. As bases são dadas pelo Senhor; as ações são nossa responsabilidade.
Todos os cristãos precisam estar conscientes que certas ações promovem a unidade
enquanto outras a enfraquecem. Os loucos não se unem, mas a igreja deve ser bem unida. A
unidade do corpo de Cristo não é algo natural em nossa caminhada. Na verdade, o cristão
precisa se esforçar bastante – precisa abrir mão de seus gostos pessoais, precisa deixar de lado
as escolhas triviais e egoístas e precisa focar nas ações que mais beneficiarão o corpo de Cristo.
Só assim haverá verdadeira unidade.
Sendo assim, as suas atitudes promovem ou enfraquecem a unidade no Corpo de Cristo e, mais
particularmente, na sua igreja local? Você inclui todos ou exclui aqueles que não deseja “na sua
turma”? Você está disposto a fazer o que não gosta sabendo que o bem de muitos sobrepõe-se ao bem
do indivíduo? A propósito, foi exatamente isso que Jesus fez pela Igreja.
Leitura Diária: Provérbios 13-16
E
Semana 22 | Dia 154 | Sábado | Efésios 4.7-16
m uma grande orquestra um flautim, por se achar insignificante, parou de realizar a sua parte.
Não precisou muito tempo para que o maestro sentisse falta do som produzido pelo flautim.
Ao ser questionado sobre a não execução de sua função, o flautim respondeu que se achou
insignificante. A isso, o maestro respondeu: alguns terão mais notoriedade e outros menos, mas
com certeza, todos são importantes, continue a fazer a sua parte.
Em Efésios 4, Paulo, além de se preocupar com a unidade, preocupa-se também o
crescimento e a edificação. Deus deu dons aos homens. O apóstolo diz que homens como dons
foram concedidos por Deus para que a igreja tivesse crescimento e fosse edificada. Evangelistas,
pregadores e mestres são um presente de Deus para a Sua igreja. As finalidades são múltiplas:
alcançar a unidade da fé e do conhecimento de Deus e chegar à maturidade em Cristo; não ser
levado facilmente como uma criança para longe da verdade.
Dentre outras coisas, Efésios 4 certamente é uma demonstração do grande amor de Deus
por Seu povo – tudo o que é preciso para uma vida plena em Cristo foi concedido por Deus.
A igreja deve estar engajada em servir – e todos devem servir, os mais e os menos
notáveis. Em tempos de tanto egocentrismo, a igreja precisa estar mais consciente e mais ativa
na busca da edificação dos seus membros. Na igreja de Cristo todos recebem dons e todos
precisam servir – é assim que o corpo é edificado e cresce.
Olhe para a sua “retrospectiva espiritual”! Certamente, os primeiros dias de “bebê na fé” foram dias de
receber mais do que dar. Algo normal. Mas, com o passar dos anos, você tem passado adiante todo o
cuidado que recebeu e que, provavelmente, ainda recebe? Os líderes apontados no texto preparam a
igreja, isto é, “os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado”. E você está
dentre esses “santos” que estão sendo preparados. Como tem sido a sua obra do ministério cristão?
Leitura Diária: Provérbios 17-20
N
Semana 23 | Dia 155 | Domingo | Salmo 27.1
ão é novidade que todos nós temos temores, mas você já pensou sobre os seus?
Quais temores costumam controlar sua vida? Quando você passa por momentos
angustiosos, quais temores surgem? O que o seu coração aconselha? Sentir medo é inerente
ao ser humano, porque todos os homens são mortais. Somente Deus não sente medo, pois está
acima de tudo e de todos. Sentimos medo, porque somos homens finitos, mas se cremos em
Deus, devemos nos lembrar de que nada é maior do que Ele. O Salmo 27
é uma reflexão sobre o temor de todo homem que propõe um testemunho de confiança em
Deus em meio aos temores da vida, que nos dá a certeza de que quando o homem teme ao
Senhor sobre todas as coisas, não há espaço para temer coisa alguma.
A primeira lição a ser observada neste poema é a existência de dois tipos de medo – o
estrutural e o ocasional – que devem ser negados pela fé em Deus. O medo estrutural é aquele
que todo homem tem por ser mortal, portanto, atinge a todos. Na primeira parte do versículo 1, a
pergunta: “de quem terei medo?” refere-se a algo interno e esperado por todo homem. É uma
busca pela razão que pode ser compreendida como: “há razão para ter medo?”. A ideia é de algo
esperado por todos os homens, mas anulado por uma força superior.
O segundo é o medo ocasional, que não é natural a todos, pois está relacionado a uma ocasião
eventual, a qual se revela diferente para todo homem. A pergunta: “a quem temerei?” diz
respeito a uma ação ou uma pessoa externa, ou seja, uma pessoa má ou uma circunstância
adversa. A lógica está na contraposição dos elementos, que não podem existir juntos. Os
temores – estrutural e ocasional – são anulados pela crença de quem o Senhor é para o salmista.
Se o Senhor é a minha luz e salvação, como é possível sentir medo que não seja dEle? Se o
Senhor é a minha fortaleza, como é possível temer qualquer circunstância?
É certo que você e eu, vivendo num mundo caído e perverso, passaremos por circunstâncias que nos
causarão temores, todavia, também é certo que, se cremos em Deus, que é maior do que tudo e todos,
não há razão para temermos mais nada. Se Deus é grande o suficiente para fazer tudo do nada, o que
haveria para temer estando com Ele?
N
Semana 23 | Dia 156 | Segunda | Salmo 27.2-3
os versículos 2e 3 temos quatro versos do poema. Seguindo a lógica dos primeiros,
Davi fala da ideia de que o medo estrutural e o medo ocasional perdem a força diante da
fé no Senhor, agora o autor exemplifica esses dois temores imaginando suas realidades.
Para nossa meditação, podemos imaginar com algum esforço dentro de nossa realidade, as
possibilidades de males que podem nos sobrevir e causar temores, sendo essas causas
particulares. Da mesma forma, podemos refletir sobre o mal estrutural, averiguando até onde
nosso coração suportaria uma ameaça ou situação temerosa sem perder a fé. Essas questões
compõem o espírito desses quatro versos em questão.
A primeira situação imaginada por Davi refere-se ao medo ocasional. O poeta inspirado
pensa no ataque de pessoas más, que são descritas como “malfeitores”, “opressores” e
“inimigos”. A situação pensada é uma cena em que ele seria atacado com fúria por pessoas que
desejavam destruí-lo. Em uma ocasião dessa natureza, como você reagiria? A resposta de fé vem
pela afirmação “eles é que tropeçam e caem”.
A segunda situação imaginada é um exemplo do medo estrutural. O salmista descreve uma
situação que causaria temor em qualquer homem. De forma a exagerar esse sentimento, ele
descreve um grande exército, mais forte do que ele, que o cerca e o ameaça com guerra. Essa
situação que provocaria temor em qualquer homem é contraposta pelas expressões: “não se
atemorizará o meu coração” e “ainda assim, terei confiança”.
O que está presente nos versos é a confiança em Deus, que seria sempre maior, comparada às
circunstâncias de temores. Quando realizamos esse exercício de pensar nos temores possíveis em nossa
realidade, como nosso coração se comporta? Creio que seja possível imaginar, comparando a nossa
confiança em Deus, se seríamos ou não, aprovados. Se a minha confiança em Deus estiver sadia, não
haverá situação grande o suficiente para me fazer temer, pois não há homem ou circunstância maiores
do que Ele. Quando tememos muito as coisas desse mundo, é sinal de que tememos pouco a Deus. Ainda
que todos os habitantes do planeta estejam contra mim, se Deus estiver comigo, certamente estarei em
vantagem.
Leitura Diária: Provérbios 21-24
A
Semana 23 | Dia 157 | Terça | Salmo 27.4-5
pós refletir sobre o temor de todo homem e exemplificar circunstâncias temerosas para
exaltar sua fé em Deus, Davi compõe alguns versos que descrevem um desejo que surge em
meio a essa confiança. Assim, podemos nortear nossa meditação de hoje pensando: que
desejos surgem em nosso coração quando pensamos nas circunstâncias temerosas? No dia da
angústia, qual o desejo do nosso coração?
O versículo 4 começa com uma declaração: “uma coisa peço ao Senhor”. Nesse sentido há
um desejo maior, um pedido que suplanta todos os outros desejos, mas é importante frisar que é
um só. Mais do que pedir, ele se esforçará para alcançar seu objetivo. À luz do contexto
anterior, isso significa que ele lutará com a sua alma para não buscar outra coisa nos momentos
de temor, a não ser uma única – a pessoa do Senhor. Quando se vive uma circunstância
temerosa, o sentimento esperado é sempre a fuga – correr para um lugar seguro, de abrigo e
proteção – porém Davi declara que em seu coração haverá apenas uma direção a ser buscada, a
mais desejada em dias de angústias e perseguições – um objeto de fé e desejo constantes – como
quem deseja voltar para casa, estando em terras distantes. Os versos poéticos a seguir (v.5)
justificam o grande desejo e completam a crença de que, na presença do Senhor ou na “casa do
Senhor” haverá segurança, acolhimento e proteção. Esse sentimento de fé serve de consolo
enquanto se vive em terra estranha e onde se corre perigo. Para um peregrino que corre risco em
território alheio, voltar para a casa é um sentimento reconfortante, assim é, para Davi, pensar na
“casa do Senhor”. 
A convicção de Davi era de que o seu grande desejo ao passar por dias angustiosos não seria alterado
pela circunstância. Em outras palavras, ele continuaria desejando a Deus acima de qualquer coisa,
mesmo nos momentos em que o seu coração estivesse sob a pressão de buscar outras coisas. Sobre essa
convicção, pense comigo: o mal não vence quando sobressai nas minhas forças, mas quando consegue
mudar as minhas virtudes. O mal não vence quando se mostra mais forte do que eu, mas quando muda
os meus desejos e me faz substituir Deus por outro bem. Quem desejar a Deus em todo o tempo, e O
desejar ainda mais no dia mau, terá vencido todos os seus temores.
Leitura Diária: 2Crônicas 2-3; 1Reis 5-6
O
Semana 23 | Dia 158 | Quarta | Salmo 27.6
versículo 6 fecha a primeira parte do salmo. Após refletir nos dois tipos de temores,
demonstrar confiança nas formas imaginadas e ressaltar que o seu coração continuaria
buscando a Deus como seu desejo maior, Davi compõe dois versos poéticos para dar um
testemunho de fé. Em nossa meditação diária, podemos pensar e refletir sobre as pessoas que
estão a nossa volta e convivem conosco. Que mensagem passamos sobre nossa fé, quando
sofremos circunstâncias temerosas? Essas pessoas podem ser os santos, irmãos que observam a
nossa fé e nos copiam na busca por Deus, ou podem ser pessoas que, desconhecendo a Deus,
buscam fazer o mal a nós e observam a nossa reação quando somos perseguidos.
Se nos versos anteriores, Davi escreveu que o desejo de seu coração continuaria intacto na
busca pelo Senhor, podemos afirmar que ele venceu o mal. A certeza dessa vitória é uma
declaração que ele estaria acima dos inimigos, pois teria alcançado a Deus. A frase: “será
exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam”. É como dizer que as
perseguições dos inimigos o levaram para mais perto do Senhor, portanto, ele foi exaltado por
Deus diante da perseguição. Isso se torna ainda mais notório quando ele diz: “no Seu
tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao Senhor”; é como dizer
que os inimigos fizeram com que ele buscasse a Deus.
Essa forma de pensar nos leva a ter outra visão sobre o mundo, onde as perseguições e tribulações que
sofremos nos levam para mais perto do Senhor. Os medos se tornam maiores do que Deus, quando
perdemos a fé, e por isso nos controlam. Quando o medo de qualquer coisa nos controla, pequenas
coisas se tornam gigantes. Quando tememos ao Deus verdadeiro, tornamo-nos sábios, somos libertos do
poder daquilo que tememos, assim vemos o mundo de outra perspectiva, mesmo nas angústias. A
vitória, para um santo, não é o espólio de guerra, mas voltar para casa – e havendo lutado – ser bem
recebido por Deus. O importante não é o quanto você leva da guerra, mas como você é recebido na
volta. Essa é uma boa definição de sucesso na fé, creio eu.
Leitura Diária: 1Reis 7-8; Salmos 11
A
Semana 23 | Dia 159 | Quinta | Salmo 27.7-10
segunda parte do Salmo 27 é um conjunto de estrofes com versos que descrevem os desejos
do autor. Essas petições não significam que Davi está imaginando um mundo sem
perseguições ou situações angustiantes; tampouco está propondo que ele havia alcançado
um nível de espiritualidade que o deixasse imune aos temores dos mortais. Ao contrário, os
pedidos demonstram a necessidade de buscar a Deus e não confiar em si mesmo. Essa é uma
grande lição para nós: para sobreviver a este mundo perverso e vencer os temores, precisamos
admitir que necessitamos de Deus.
Nos versículos 7 e 8, Davi pede que o Senhor ouça a sua oração. Observe alguns detalhes
importantes nessa petição. Note a repetição dos sinônimos que acentuam a profundidade do
desejo: “minha voz”, “eu clamo”, “compadece-te” e “responda-me”. Esse recurso, na construção
poética, demonstra um ritmo que vai decrescendo; como alguém que ao dizer as palavras
pausadamente, vê-se decaindo o semblante com a intenção de comover-se. Esse sentimento é
seguido de uma explicação que seria uma obediência a uma voz interna. Ao escrever: “ao meu
coração me ocorre”, ele quer dizer que há uma voz que surge de seu coração lhe dando um
conselho, que seria o de buscar a presença de Deus. Davi interpretaque essa voz como sendo o
próprio Senhor, e então obedece.
O anseio de sua alma fez seu coração falar em direção ao Senhor, como um chamado que
ele estava disposto a obedecer e, consequentemente, como quem quer ser aceito, Davi implora
para ser recebido (v.9-10). Esse é um gesto humilde de quem reconhece que não merece ser
aceito, mas tenta convencer a Deus de que seu desejo é genuíno. O pedido é realizado no
versículo 9, e simplificado no versículo 10 numa comparação qualitativa. Ao dizer: “se meu pai
e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá”, ele demonstra a grande importância de
ser aceito por Deus uma vez que o mundo o abandona, inclusive os próprios pais. Essa atitude
do Senhor faz toda diferença.
Quando pensamos nas possibilidades de temores que temos a nossa volta, o que o nosso coração nos diz?
O que ele aconselha? O anseio faz o coração falar e o coração fala daquilo que está cheio.
Leitura Diária: 2Crônicas 4-7; Salmos 134; 136
Semana 23 | Dia 160 | Sexta | Salmo 27.11-12
ma das maneiras de termos certeza do estado espiritual de nosso coração é
prestar atenção no que ele deseja, principalmente quando passamos por situações
que nos causam temores. Seguindo a leitura do Salmo 27, onde a segunda parte forma um
conjunto de estrofes com versos que descrevem os desejos de Davi e depois de meditar sobre os
temores e a confiança em Deus, o verso onze traz mais uma petição que nos ajuda a pensar
sobre a fé e o temor do ser humano.
Esse terceiro pedido de Davi complementa os anteriores acrescentando uma dose de
humildade. Ele se apresenta como um aprendiz desejoso por sabedoria. Ao lidar com o temor,
reconhecendo que ele faz o coração falar em anseios, a pessoa menos confiável nessas
circunstâncias é o próprio coração. A pessoa é levada a acreditar que sabe como agir e para onde
ir, mas acaba mal por confiar em si mesma. Nos pedidos anteriores, o autor demonstrou que seu
grande desejo era encontrar a Deus, e agora admite que somente Ele pode conduzi-lo. As
expressões: “o Teu caminho” e “por vereda plana” demonstram figuras de alguém que precisa
de um guia para apontar a direção, mas também de um protetor para conduzir o caminho – na
figura de um pastor guiando as ovelhas.
Ao completar o verso com: “por causa dos meus adversários”, constitui uma ponte para a
quarta petição. O desejo é que o Senhor não o abandone, pois isso representaria para ele a
perdição, uma vez que ficaria à mercê dos adversários e de pessoas maldosas. A figura
complementar, seria de uma ovelha abandonada no caminho, por isso, assim como clama para
que o Senhor seja o seu guia, ele reconhece uma total dependência, e não apenas a necessidade
de uma pequena ajuda.
Dos temores apresentados no salmo, Davi tinha medo de errar o caminho de Deus e, para que isso não
ocorresse, admitia sua incompetência clamando para que o Senhor fosse seu guia. Da mesma forma, ao
pedir humildemente que o Senhor não o abandonasse no caminho, prova que ele temia ser desviado
pelos inimigos. Essa é uma boa maneira de pensar sobre a vida: não tenha medo dos inimigos que possa
encontrar no caminho, nem do mal que possam fazer contra você – tema que eles desviem o seu coração
da direção de Deus.
Leitura Diária: Salmos 146-150
P
Semana 23 | Dia 161 | Sábado | Salmo 27.13-14
ensar no temor de todos os homens nos ajuda a relembrar que somos mortais, e essa
concepção nos leva a buscar mais a Deus. Independentemente do quanto você já viveu ou da
intensidade como viveu, certamente experimentou situações em que o temor foi latente. O
que aprendeu? Como seu coração reagiu? Esse aprendizado o aproximou ou o afastou de Deus?
Quando passamos por experiências em que somos derrotados pelo medo, fracassamos na
fé e necessitamos de arrependimento e conserto. Mas quando vencemos o medo, passamos pela
angústia confiando no Senhor, somos enaltecidos no espírito, amadurecemos e nos tornamos
testemunhas para outros que também padecem em situações similares – assim é a conclusão do
poema escrito por Davi. Os últimos versos do salmo fazem referência à experiência vivida e
agora o autor se põe como um homem amadurecido pela experiência e pode declarar: “pereceria
sem dúvida” (ARC)! Com isso, reconheceu que se não tivesse crido na bondade do Senhor na
terra dos viventes, não poderia ter chegado àquela maturidade. O reconhecimento é do ponto de
vista de quem concluiu com sucesso e agora considera que foi vitorioso na fé, pois amadureceu.
Nesse sentido, o Salmo 27, embora escrito por Davi que evidentemente ainda estava vivo,
não faz referência literal ao terminar a vida como alguém que não passará mais por tribulações
ou angústias, mas é uma alusão ao que se pode alcançar. A essa altura, ele havia aprendido
lições de amadurecimento suficientes para comprovar que, se não tivesse crido e buscado a
Deus, não teria alcançado o que alcançou, e que isso se refletiria nas decisões futuras, assim
como se concretizaria num grande conselho de fé para quem tem que passar por situações
similares, como descrito no versículo 14: “Espere no Senhor.
Anime-se, e fortifique-se o seu coração.”
O que torna a fé de Davi admirável não é que ele tenha sido impecável, pois sabemos que ele não foi.
Não é pelo fato de ter sido um autor bíblico, embora saibamos que foi. Uma fé exemplar não é a fé de
um impecável, mas uma fé admirável sobre quem nem mesmo o pecado desviou o coração da direção de
Deus. Como pecadores, pecaremos; como mortais, temeremos; como habitantes deste mundo, seremos
perseguidos e sofreremos; o que não pode ocorrer conosco é desviar-nos de Deus e temermos qualquer
coisa além dEle.
Leitura Diária: 1Reis 9; 2Crônicas 8; Provérbios 25-26
N
Semana 24 | Dia 162 | Domingo | Salmo 28.1
o Salmo 28 o rei Davi descreve os valores de fé de um homem que conheceu profundamente
a Deus. Por meio deste cântico podemos compreender os efeitos que este conhecimento
trouxe a sua vida, em função disso, o tema central do poema são os efeitos resultantes de
conhecer a Deus.
O poema inicia com uma importante declaração sobre os valores de Davi, que por sinal, é o
primeiro efeito resultante de conhecer a Deus – um desejo profundo por Ele. Embora o verso
tenha sido escrito em forma de oração, em consonância com o restante do poema, podemos
observar que o objetivo de Davi não é o de publicar sua prece, mas de descrever seus valores ao
se aproximar de Deus. A maioria das traduções dizem “a Ti clamo, ó Senhor; rocha minha”,
porém devemos acrescentar à leitura um pequeno detalhe, que seria: “clamo continuamente” –
presente no sentido original, mas ausente na maioria das traduções para a língua portuguesa.
Isso indica que Davi não falava de um clamor por algo específico em alguma circunstância, mas
de algo com valor atemporal, ou seja, ele necessitava de Deus o tempo todo. Ao referir-se ao
Altíssimo como “rocha minha”, para Davi, Deus é o lugar de segurança que deve ser buscado
como uma referência.
A afirmação de Davi é reiterada pelo que é dito na sequência: “não sejas surdo para
comigo”. Esse pedido demonstra uma preocupação com a possibilidade de ser ignorado ou
rejeitado em Sua presença. Davi sabe que o Senhor trata o ímpio diferentemente do justo – o
que será mencionado no decorrer do salmo – por isso, a preocupação a fim de que o Senhor não
o ignore ou o confunda com um ímpio. Os valores demonstrados são esclarecidos ainda mais
com a hipótese colocada no final do verso: “se te calares quanto a mim, serei semelhante aos
que descem à cova”, se isso ocorresse – sua vida perderia o sentido – seria comparado a alguém
que desce à cova ou alguém que está adoecendo para a morte.
Um dos efeitos de quem realmente compreendeu o Senhor é um desejo profundo pela Sua pessoa. Se
você é um salvo, quais efeitos em sua vida são resultados de conhecer a Deus verdadeiramente? Ao
observar que Deus se aproxima do justo, mas rejeita o ímpio, como isso altera as suas orações?
Q
Semana 24 | Dia 163 | Segunda | Salmo 28.2
uando conhecemos a Deus profundamente, nossas orações são alteradas – somostomados
por um desejo genuíno de sermos aceitos por Ele. Esse desejo é o primeiro efeito resultante
de conhecer a Deus. Quando esse sentimento se torna verdadeiro, o segundo efeito é desejar
ser visto por Ele.
O versículo 2 complementa o que foi dito no verso 1, demonstrando o desejo de chamar a
atenção de Deus. Ao dizer “ouve a voz das minhas súplicas”, o clamor é ampliado, como
alguém que aumenta o tom quando fala e acentua a súplica que se completa com a expressão
“quando a Ti clamar”, que pode ser entendida como “todas as vezes que clamar”. Essa era a
forma de expressar o desejo de que Deus o tratasse como alguém familiar, diferente dos ímpios
que não teriam Sua atenção. Apesar de expressar seu desejo nesse verso, essa era uma realidade
alcançada, pois após descrever o ímpio, ele afirma no verso 6 que o Senhor ouviu suas súplicas.
O desejo de chamar a atenção de Deus para ser tratado como alguém que lhe pertence
prossegue ao dizer “quando erguer as mãos para o Teu santuário”. A figura é de alguém que
acena com as mãos elevando-as em sinal de desejo e humilhação, o desejo é de ser notado; a
humilhação é para demonstrar que o clamor é pela pessoa de Deus, em razão disso que ele
acredita que será aceito.
Não devemos confundir o teor do clamor de Davi com aquilo pelo que os evangélicos mais
clamam. Davi queria ser notado no lugar sagrado, onde Deus “habita”, com a intenção de ser
visto por Ele de forma diferente dos ímpios – buscava um relacionamento próximo com o
Senhor, como alguém que lhe fosse familiar. Na cultura evangélica vigente, os crentes querem
ser notados por Deus para receberem as bênçãos que Ele pode dar – o desejo é pelo que Deus
pode fazer por eles e não pelo relacionamento com o Altíssimo.
Quem conhece a Deus profundamente terá como efeito, certamente, um amor pela pessoa de Deus e
não pelas Suas benesses ou pelo que Ele pode fazer. Não é o fato de clamar que torna uma oração
virtuosa; a virtude não é sobre a quem clamar, mas pelo que clamar. Até mesmo um incrédulo pode
rogar a Deus em aflição, mas somente quem compreendeu a natureza divina desejará a Deus em
qualquer circunstância. Não deveríamos ter medo de perder as bênçãos de Deus, mas de nos afastar
dEle.
Leitura Diária: Provérbios 27-29
C
Semana 24 | Dia 164 | Terça | Salmo 28.3
onhecer a Deus verdadeiramente produzirá na vida do crente alguns efeitos. No
Salmo 28, há uma uniformidade que vai se completando à medida que vamos
compreendendo os efeitos na vida do próprio autor. O desejo profundo pela pessoa de Deus
é ampliado pela busca de ser notado por Ele como alguém de dentro, que pode se achegar ao
santuário. Davi sabia que Deus aceita aqueles que Lhe pertencem e rejeita o ímpio na Sua
presença. Se Davi desejava tanto ser tratado como um de dentro, o esperado é que ele não queria
ser confundido com os de fora – e esse é o terceiro efeito de quem conhece a Deus – clamar para
não ser confundido com o ímpio.
O versículo 3 inicia com mais um pedido de Davi: “Não me arrastes com os ímpios, com
os que praticam a iniquidade”; outra forma de dizer isso seria: “não me dês aquilo que darás aos
ímpios”, ou seja, não me confunda com eles. Quando pensamos no castigo dos ímpios, é fácil
confundir o sentido escatológico como sendo aqueles que não encontram a salvação em Jesus
Cristo e serão condenados, mas nesse verso, devemos evitar essa leitura que é um pouco
diferente do versículo seguinte. Davi está falando de sua fé, portanto, a referência é o tipo de
impiedade que pode afetar até mesmo alguém que crê em Deus, mas está inclinado a praticar o
mal. Os ímpios, no verso, são aqueles que praticam a maldade e vivem como hipócritas; eles
falam de paz, mas em seus corações há maldade e engano. Se o contexto é o desejo de ser aceito
por Deus no lugar santo e de não ser confundido, evidentemente que ele fala de uma situação de
impiedade que pode acometer também os santos. O clamor de não ser confundido com os
ímpios mostra que Davi tinha medo de que seu coração fosse corrompido pela impiedade.
Quando conhecemos a Deus profundamente e percebemos que Ele abomina o ímpio e o rejeita em Sua
presença, somos tomados pelo medo de que nosso coração seja corrompido e não sejamos aceitos por
Deus. Não estamos falando da salvação que vem pela graça por meio do sacrifício vicário de Cristo,
mas de sermos rejeitado no relacionamento de adoração com Deus por inclinar nosso coração ao mal.
Esse temor nos leva a orar: “Senhor, não me confundas com aqueles que inclinam o seu coração para
a maldade” – esse pedido acentua o desejo que temos por andar na Sua presença.
Leitura Diária: Eclesiastes 1-6
Q
Semana 24 | Dia 165 | Quarta | Salmo 28.4
uando você pensa que Deus é justo e retribui conforme as suas obras, como se sente?
amedrontado – porque sabe que sendo pecador e falho merece o castigo de Deus? Está
correto. Quando esse medo vem à tona, o que ele produz? Se ele produz gratidão, então
você está no caminho certo. Quando sabemos que merecemos o castigo de Deus, mas por Sua
graça Ele age com misericórdia conosco, somos inundados por uma imensa gratidão. Se pensar
sobre a graça dá a você liberdade para pecar, então não a compreendeu; mas se a gratidão o leva
a querer viver distante da impiedade por adoração a fim de agradar aquele que o perdoou –
então está experimentando um dos efeitos de conhecer a Deus profundamente: a gratidão de ser
perdoado e fazer parte do povo de Deus.
No verso 3, Davi orava para não ser tratado como ímpio. O verso 4 complementa esse
pedido demonstrando o que viria a ser o castigo do ímpio; mas se alguém isola esse verso, pode
encontrar nas palavras de Davi uma validação para desejar o mal aos ímpios – como se Davi
estivesse expressando com violência um desejo de ver o ímpio sofrer nas mãos de Deus – mas
essa leitura seria contrária às virtudes cristãs. O fato é que ao dizer: “paga-lhes segundo as suas
obras”, Davi reconhece que isso é o caminho natural; assim, completa a estrofe dizendo:
“retribui-lhes o que merecem”, isso significa que quem faz o mal merece receber o castigo da
parte de Deus – essa é a ordem natural das coisas. Longe de ser uma oração temperada com ira
por parte de Davi, é antes de tudo, uma forma de acentuar o desejo do verso 3 que requeria de
Deus a diferenciação dos ímpios. Se Davi não queria ser contado entre os ímpios, faz sentido
que ele reconheça que o ímpio mereça ser castigado, portanto, devemos destacar mais um efeito
na vida daquele que conhece a Deus: ser grato pela graça de ser perdoado.
Quando temos certeza de que o ímpio merece o castigo de Deus e reconhecemos isso, podemos orar
com essa consciência: “Senhor, concedas ao ímpio o que ele merece, isso é justo, mas por favor não me
arrastes com eles; não me confundas com eles”. Se orarmos assim, não desejaremos o mal aos ímpios,
mas acentuaremos nossa gratidão e desejo por sermos perdoados.
Leitura Diária: Eclesiastes 7-12
Q
Semana 24 | Dia 166 | Quinta | Salmo 28.5
uando você observa a vida dos ímpios que não amam a Deus, que não O buscam e vivem
inclinados aos desejos de seus próprios corações, que mensagem você infere para sua
própria edificação? Quando nota que os ímpios vivem melhor por não seguir a justiça e que
ser maledicente, desonesto e corrupto lhes dá prosperidade neste mundo, o que você sente?
Essas perguntas nos ajudam a verificar se estamos conhecendo a Deus profundamente, pois o
quinto efeito apresentado no Salmo 28 é um desejo de fugir do caminho do ímpio.
No verso 3, o desejo de não ser confundido com os ímpios destacou o interesse espiritual
de Davi. No verso 4, esse desejo é ampliado ao reconhecer que o ímpio merece castigo. E agora,
no versículo 5, o objeto da estrofe se completa com o reconhecimento do fim dos ímpios.
A mensagem é que o caminho dos ímpios não vale a pena, a prosperidade deles não
compensa. Diferentemente do teor do verso 4, agora Davi acrescenta um valor escatológico –
onde o fim dos ímpios inclui sua ruína ao findar da vida. Davi diz que os ímpios não
compreendem os feitos do Senhore não atentam para as suas obras, vivem sem se importarem
com as ações de Deus, não O reconhecem e, portanto, desprezam-nO. Por viverem suas vidas
alheios a Deus, o Senhor “os derrubará e não os reedificará”. Essa expressão refere-se ao fim
dos maus. Pensar no fim escatológico deles ajuda a destacar a razão do desejo de permanecer
longe dos seus caminhos. Davi reconhece que observar a prosperidade do ímpio poderia render
inveja em seu coração, mas ao considerar o fim deles, teria a certeza de que representa uma vida
que não valeria a pena, pois estaria vivendo alheio à vontade de Deus, como escreve no Salmo
37 e como Asafe no 73.
A grande lição desse verso é que um dos efeitos de se conhecer a Deus profundamente consiste no
desejo de fugir do caminho dos ímpios. A prosperidade material dos ímpios pode enganar o nosso
coração e nos afastar de Deus. Este é o teor da oração de Davi: ser aceito por Deus e não ser
confundido com os ímpios. Quer facilitar as coisas para o Diabo? Então comece a dar atenção à
prosperidade que este mundo oferece e dedique toda sua energia para ser bem-sucedido nele – mas
lembre-se, o sucesso de toda vida não compensará o fracasso com Deus.
Leitura Diária: 1Reis 10-11; 2Crônicas 9; Provérbios 30-31
C
Semana 24 | Dia 167 | Sexta | Salmo 28.6-7
onhecer a Deus profundamente modifica toda a nossa forma de ver o mundo.
Somos tomados por um desejo por Ele, queremos ser notados e aceitos em Seu santuário,
tratados como alguém de dentro e não como um ímpio. Estamos cheios de gratidão por
termos sido perdoados e motivados a deixar o caminho da impiedade que não leva a Deus. Na
primeira metade do Salmo 28, Davi ora para demonstrar esses sentimentos, mas a partir do
verso 6, o autor se coloca como alguém realizado, que fez a escolha certa – está confiante
porque foi aceito por Deus. Assim, nessa meditação, podemos concluir que o sexto efeito na
vida de quem conhece a Deus profundamente é uma forte alegria de ter feito a escolha certa de
andar com o Senhor.
O versículo 6 inaugura a segunda parte com uma declaração de louvor sobre a realização
dos desejos anteriormente descritos. Quando Davi declama: “ouviu a voz das minhas súplicas”,
ele bendiz a Deus, fazendo referência ao que foi concluído e se remete ao fato para testemunhar
algo que realizou e está contente.
A sequência do louvor segue no versículo 7 com uma declaração de fé sobre o Senhor para
reforçar o testemunho de que valeu a pena ter buscado a Deus e negado o caminho da
impiedade. Notem a descrição no sentido pessoal “minha força”, “meu coração confia”, “fui
socorrido”, “meu coração exulta”, “com meu cântico” são demonstrações de que essa alegria é
fruto de sua experiência pessoal. Por “força e escudo” ele quer dizer que o Senhor é a grande
segurança que precisa nesta vida, por “confia” quer dizer que é uma fé que vale a pena, por “fui
socorrido” quer dizer que atendeu ao clamor do coração, por “exulta” quer dizer que está
repleto de alegria e, por essas razões, finaliza que louvará com cânticos.
Quando conhecemos o Senhor profundamente, somos tomados pelo medo de nos distanciarmos dEle, e
ao mesmo tempo, repletos de alegria quando por Ele somos aceitos. Essa mistura de lamento e alegria
nos força a testemunhar para que todos saibam da razão de estarmos alegres. Quando a distância do
Senhor for a razão do lamento e a alegria da salvação for a expressão do seu cântico, os cristãos
convencerão mais facilmente o mundo, uma vez que a tristeza comove, mas a alegria contagia.
Leitura Diária: 1Reis 12; 2Crônicas 10
C
Semana 24 | Dia 168 | Sábado | Salmo 28.8-9
onhecer a Deus e colecionar os efeitos desse conhecimento – obtendo a experiência de Davi
– é algo particular, que independe das ações comunitárias. Entretanto, quando
experimentamos esse conhecimento de Deus e sofremos seus efeitos, o caminho natural é
desejar que essa experiência seja transmitida. Para a conclusão das meditações desta semana,
observe o último efeito apresentado no Salmo 28: o desejo de que outros conheçam a Deus,
assim como O conhecemos. Ao observar suas conversas informais ou até mesmo oportunidades
formais de falar em público, o desejo de que outros saibam e conheçam sobre Deus fica
evidente?
Na conclusão do Salmo 28, Davi compõe mais uma declaração de fé, porém,
diferentemente das afirmações pessoais no versículo 7, pois no verso 8 ele descreve todo o povo
de Deus – o povo escolhido. Observe que os versos transpassam a esfera pessoal com os dizeres
“do Seu povo”, e na sequência “do Seu ungido”, em outras palavras, Davi está dizendo que,
apesar da experiência pessoal de conhecer o Senhor, Deus não é particular, Ele tem um povo
escolhido e ele faz parte desse povo. Tão importante quanto conhecer e buscar o Senhor no
âmbito particular, é a consciência de que Deus não é meu Senhor exclusivo – Ele tem um povo e
Davi era parte desse povo. A fé em Deus não pode ser uma experiência a ser guardada, ela deve
ser testemunhada e precisa edificar outros na mesma fé. “O Senhor é a força do Seu povo” é
uma forma de dizer que “feliz é o povo a quem Deus escolheu”; “refúgio salvador do Seu
ungido” é uma forma de dizer “feliz é o povo a quem Deus salva”.
Essa alegria de pertencer ao povo escolhido influencia a oração que completa o poema no versículo 9, ao
rogar: “salva o Teu povo e abençoa a Tua herança”, Davi externaliza Seu desejo de que outros, além
dele, tenham a mesma experiência. Ao pedir “apascenta-o”, ele utiliza a figura rural que ajuda a
parafrasear o verso da seguinte maneira: “seja o pastor do Teu povo, cuide da Tua herança, pastoreie o
povo que há de vir para sempre.” Hoje, você e eu podemos nos alegrar com a oração de Davi, pois o
Senhor continua sendo o pastor do Seu povo, do qual podemos fazer parte e nos alegrar em conhecê-lO
profundamente, assim como o autor do Salmo 28 O conheceu.
Leitura Diária: 1Reis 13-14; 2Crônicas 11-12
A
Semana 25 | Dia 169 | Domingo | Salmo 29
exuberante grandeza de Deus e as ilusões deste mundo – esse é um bom tema para resumir o
Salmo 29. Esse poema é um cântico escrito pelo rei Davi, com a
intenção de exaltar a Deus, promovendo um contraste com as grandezas deste mundo.
Que existem grandezas admiráveis e atraentes neste mundo, não temos dúvida. O
problema surge quando elas atraem nossa atenção, e na tentativa de conquistá-las, nos tornamos
soberbos e nos esquecemos de Deus. Meditar nesse salmo nos ajudará a encontrar a devoção
necessária para percebermos que as grandezas que existem neste mundo são ilusões, quando
comparadas à grandeza de Deus.
O salmo está dividido harmonicamente em 5 estrofes bem ajustadas. Antes de observarmos cada
estrofe, faça uma leitura completa do poema, observando a sequência. Na primeira estrofe (v.1-
2), há uma exortação aos poderosos da terra que são convocados a se rebaixarem diante de Deus
e Lhe oferecerem tributo. Em seguida, da segunda até a quarta estrofe (v. 3-9), há uma
sequência de exaltações sobre a voz do Senhor. Na segunda estrofe (v.3-4), a voz do Senhor está
acima das muitas águas; na terceira estrofe (v.5-6), a voz do Senhor está acima do Cedro do
Líbano; e na quarta estrofe (v.7-9), a voz do Senhor está acima da natureza. A quinta estrofe
completa o cântico afirmando que o Senhor é Rei para sempre.
Não é preciso muita atenção para compreender que o salmo é um poema de exaltação a Deus, mas é
preciso observar que o autor tem o desejo de que esse louvor produza alguns sentimentos em seus
leitores. Ele faz uma convocação para contemplar a exuberante grandeza do Criador e sustentador de
todas as coisas com a intenção de provocar as ilusões que temos sobre as grandezas deste mundo.
Quando nos convencemos de que tudo vem de Deus, recebemos um chamado à humildade e uma
exortação para nos debruçarmos com as cabeças curvadas perante Ele. Quando reconhecemos que
Deus está acima de tudo, recebemos um chamado a temê-lO mais do que as forças naturais deste
mundo. Quando percebemos que Deus é Senhor soberano e que reinará para todo sempre, somos
tomados de gratidão porpertencermos a Ele.
E
Semana 25 | Dia 170 | Segunda | Salmo 29.1-2
nquanto eu participava da vida militar, ouvi muitas vezes uma frase que dizia:
“quer conhecer genuinamente uma pessoa, dê poder a ela”. Por que é tão fácil nos
corrompermos com as grandezas deste mundo? Por que somos iludidos facilmente quando
recebemos qualquer poder nesta terra, e na ilusão de nossa grandeza, esquecemo-nos de Deus?
Deus fez o homem para dominar. Entretanto, por causa do pecado, o homem passou a
buscar esse domínio por soberba e quando alcança qualquer forma de grandeza neste mundo,
acha que não precisa mais de Deus. Talvez isso não aconteça com você em grande escala, mas
essa meditação deve fazê-lo sondar os porões mais obscuros da alma, pois Deus abomina a
soberba. A soberba cega o homem e o impede de reconhecer a grandeza de Deus. 
A primeira estrofe (v.1-2) é uma convocação para que os poderosos da terra se rebaixem
diante de Deus e Lhe tributem. Embora algumas versões mencionem “seres celestiais”, a leitura
natural refere-se aos homens que detêm poderes neste mundo. “Glória”, refere-se aos méritos e
conquistas; e “força”, refere-se ao fato de se tornarem superiores a outros em governança e
controle. A convocação contraria o orgulho humano, requerendo um tributo em adoração a
Deus. Os tributos que o salmista requer dos poderosos não são bens materiais ou impostos
financeiros, mas que ofereçam a Ele a glória e a força como um reconhecimento de que todos os
méritos que conquistaram dependem do Senhor, e por isso, deveriam colocar todo o seu poder
em rendição a Ele; em outras palavras, eles devem se curvar e se sujeitar humildemente à
grandeza de Deus.
Quando subimos uma montanha nos sentimos grandes, mas não nos iludimos, pois sabemos que
continuamos pequenos – cientes de que a glória da altura está na montanha abaixo dos nossos pés.
Quando uma pessoa se sente grande e poderosa pelas riquezas que possui ou pelas funções que ocupa,
está iludida, não percebe que vale menos que o dinheiro que acumulou. Mesmo que alguém adquira
todos os bens do mundo e com eles consiga sujeitar as nações sob seus pés, não deve esquecer de sua vil
natureza, uma vez que todos os mortais comparecerão diante do eterno – razão suficientemente grande
para vergar os ombros do maior imperador da Terra.
Leitura Diária: 1Reis 15.1-24; 2Crônicas 13-16
E
Semana 25 | Dia 171 | Terça | Salmo 29.3-4
m nossos dias, quando pensamos sobre a Palavra de Deus, prontamente compreendemos que
se trata da Bíblia. É verdade que ela é a Palavra de Deus, mas quando nos acostumamos com
as expressões, passamos a dar pouca atenção ao seu significado completo. Embora
confessemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, não podemos nos esquecer de que a autoridade
que ela tem não é por ser uma biblioteca ou palavra escrita, mas porque provém de Deus.
As próximas três estrofes do salmo são dedicadas a exaltar a voz do Senhor por meio de
comparações e figuras. Elogiar a voz do Senhor é uma forma de exaltá-lO, pois é um recurso de
linguagem que o compositor utiliza para representar o todo, ou seja, ao dizer no versículo 4 que
“a voz do Senhor é poderosa” e “cheia de majestade”, ele quer dizer que o Senhor é poderoso e
majestoso. A figura comparativa é a sonoridade produzida pelas águas. No versículo 3, ele diz
que ela “ressoa sobre muitas águas” comparada ao som de uma grande queda d’água que anula
todo e qualquer outro som a sua volta. A figura é tão assertiva que, mesmo em nossos dias, com
as produções sonoras criadas pelas tecnologias, o som de muitas águas ainda continua
insuperável – assim podemos imaginar quão grandioso seria nos dias de Davi. A figura que
pretende complementar a primeira é o som do trovão, quando escreve: “O Deus da glória
troveja poderosamente”, e logo a seguir: “o Senhor troveja sobre as muitas águas”, assim como
a primeira figura, Davi escolhe outra comparação que ainda continua a fazer sentido em nossos
dias – é impossível não perceber o poder que o eco de um trovão transmite em meio a uma
tempestade.
As figuras comparativas tornam bela a poesia e o que elas comunicam, centralizam a pessoa de Deus.
Todo o foco do poema está empregado para destacar a exuberante grandeza de Deus para que ao findar
o poema, todo homem o adore como um Rei poderoso e eterno, sob total dependência dele. Observe no
versículo 3 que o “Deus da glória” é quem troveja, na sequência, note que o “Senhor troveja” – a voz de
Deus trouxe todas as coisas à existência – ela é poderosa, mas porque Ele é poderoso. Quando vemos
alguma coisa grande, cometemos o erro de conferir (comparar) a Deus – Ele não é apenas grande, Ele é
simplesmente incomensurável.
Leitura Diária: 1Reis 15.25-16.34; 2Crônicas 17
C
Semana 25 | Dia 172 | Quarta | Salmo 29.5-6
oisas grandes ganham admiração por natureza e tendemos a admirar tudo que é maior e mais
importante do que nós. Quando algo em nossos dias se torna uma matéria prima importante,
isso passa a ser destacado e a ter valor contabilizado, principalmente quando ela pode
garantir segurança e proteção. Da mesma forma, um lugar alto que possa produzir proteção e
sustento, também recebe destaque. Aprendemos naturalmente a admirar coisas dessa natureza,
mas por que as admiramos? O que essa admiração revela sobre nós? Será que somos capazes de
observar as grandezas da terra e notar com detalhes as belezas deste mundo, sem percebermos a
Deus?
Ao refletir sobre as perguntas acima, compreenderemos melhor a próxima estrofe do
salmo. Nos versículos 5 e 6, a voz do Senhor é relacionada ao Cedro do Líbano, ao próprio
Líbano e ao seu principal monte. Os Cedros do Líbano são árvores grandes e fortes, que
geralmente crescem em altitudes elevadas, de beleza e utilidade admiráveis. Tornou-se a
principal matéria prima a ser valorizada em muitos setores da comercialização do mundo antigo;
assim como os carvalhos de Basã, o Cedro do Líbano é citado em muitos textos bíblicos. Para
exaltar o Senhor, o salmista afirma que “A Voz do Senhor quebra os Cedros; o Senhor
despedaça os Cedros do Líbano” – essa comunicação faz pensar que diante do poder da voz de
Deus, uma árvore tão poderosa seria reduzida em pedaços.
Os Cedros mencionados ficam no Líbano, sendo o monte Hermon seu principal monte,
mencionado no salmo pelo nome fenício, Siriom. Esse monte gigantesco é fabuloso – possui
2.814 metros de altitude e fica localizado na fronteira Líbano-Síria – todo seu topo fica coberto
pela neve, enquanto tudo ao seu redor queima no sol quente do verão. A comparação realizada é
que, diante da voz de Deus, eles saltariam como pequenos animais sem rigidez. Essa referência
faz lembrar o poder do dilúvio que será mencionado logo a frente.
A voz de Deus move todas as coisas, ela é poderosa porque Ele é poderoso. Quando vemos alguma coisa
grande, cometemos o erro de conferir (comparar) a Deus – Ele não é apenas incomensurável, Ele é
simplesmente o Senhor de todas as coisas. A voz dEle tem comandado a sua vida? O poder dela tem
impactado suas decisões?
Leitura Diária: 1Reis 17-19
A
Semana 25 | Dia 173 | Quinta | Salmo 29.7-9a
o observar os poderes desta terra, você costuma pensar em Deus? Ao notar as grandezas
naturais ao seu redor, você se recorda de Deus? Davi chama os poderosos da terra a
tributarem ao Senhor e ao realizar comparações entre a voz do Senhor e as grandezas deste
mundo, ele sensibiliza a temer a Deus acima de tudo.
Em continuidade ao tema sobre a voz do Senhor, o autor utiliza figuras temerosas – os
fenômenos geodinâmicos e desastres naturais (v.7-9) que causam espanto e temor – mas Deus é
maior do que todos eles. As figuras continuam fazendo sentido para nossa realidade, pois
embora o homem moderno tenha feito grande esforço na tentativa de controlar os desastres
naturais, os fenômenos geodinâmicos ainda permanecem acima da força humana. Ele diz: “a voz
do Senhor divide as chamas de fogo” (v.7) – algumas versões traduziram por “raios” ou
“relâmpagos” – entretanto, o sentido não muda, pois o relâmpago é poderoso e destruidor, tanto
quantoum incêndio na mata. Com toda a tecnologia e treinamento que o mundo urbano possui
para controlar o fogo, um incêndio continua sendo maior do que nós.
Ao dizer: “faz tremer o deserto de Cades” (v.8), a intenção da estrofe é trazer a figura do
deserto que, de forma geral, é um território assustador mesmo em nossos dias. O deserto de
Cades fica na região nordeste do Sinai, perto da fronteira com Edom, território antes habitado
pelos amalequitas, descendentes de Amaleque (neto de Esaú), que conflitaram com Israel em
direção à Terra prometida sob o comando de Moisés.
Para completar as alusões, Davi versa que a voz do Senhor “faz parir as corsas despindo
florestas” (v.9) – embora algumas versões digam “retorce os carvalhos” – a referência é sobre o
animal que, diante de uma grande tempestade onde as árvores são arrancadas pelo vento, as
corsas prenhas que saíam em fuga davam à luz, produzindo uma cena horrível e assustadora.
Fenômenos naturais são maiores do que nós, assustam e produzem temor – muitas coisas são maiores
do que nós, mas nenhuma delas é maior do que Deus. Eis uma confissão: não temo a Deus simplesmente
porque Ele é maior do que eu, pois muitas coisas são maiores do que eu. Temo a Deus porque Ele é
maior do que todas as coisas que são maiores do que eu – O temo acima de tudo porque não há nada
acima dEle.
Leitura Diária: 1Reis 20-21
N
Semana 25 | Dia 174 | Sexta | Salmo 29.9b
a meditação de hoje, dando sequência ao Salmo 29, observaremos a conclusão da série de
três estrofes sobre a voz do Senhor – o último verso poético que se encontra
na segunda parte do versículo 9 de nossa Bíblia.
Ao chamar os poderosos da terra a tributarem ao Senhor, Davi reconhece que o homem
pode alcançar grandezas neste mundo. Quando observamos a criação, compreendemos que Deus
fez um mundo complexo e que o homem se aplicou para dominar a ciência, o conhecimento e a
desenvolver tecnologia o suficiente para dominar a criação de Deus. Embora possa obter algum
sucesso – o homem continua a ser efêmero – diante de toda a complexidade da criação de Deus,
pois mesmo que venha a conquistar bens nesta terra, possuir poderes para subjugar reinos ou ter
domínio sobre a ciência e o conhecimento, ainda continua mortal. Deus fez coisas grandes para
lembrar o homem de que ele é pequeno, frágil e mortal, entretanto, quando compreende isso, ele
passa a viver assustado com as possibilidades de morrer diante de coisas maiores do que ele – e
teme. Esse salmo é, portanto, um chamado à humildade.
As três estrofes têm o propósito de promover o temor a Deus, demonstrando que há
fenômenos na natureza maiores do que os homens, mas incontestavelmente menores do que
Deus. O poder das águas, os Cedros, o Líbano, o Monte Sirion, o poder do fogo que devasta, o
deserto de Cades, a tempestade que desnuda florestas – tudo isso é maior do que o homem, mas
menor do que Deus. 
Por que Davi, no decorrer do poema faria menção da pequenez do homem diante de suas
conquistas e diante da natureza, se não fosse para que ele temesse o Senhor de todas as coisas?
Essa é a conclusão das estrofes, ao dizer “e no Seu templo todos dizem: glória!” (v.9), de forma
similar ao Salmo 19, “todos” incluem mais do que apenas os homens lembrados de sua puerícia,
pois até mesmo a natureza se transforma num discurso de louvor e exaltação ao criador. 
Quando você é lembrado de sua mortalidade, compreende a necessidade de se sujeitar a Deus? As
grandezas deste mundo o fazem pensar na mortalidade e o motivam a humilhar-se diante do Senhor?
Quando vemos alguma coisa grande, cometemos o erro de conferir a Deus – Ele não é apenas
incomparável, Ele é simplesmente a causa e o fim de tudo que existe.
Leitura Diária: 1Reis 22; 2Crônicas 18-20
A
Semana 25 | Dia 175 | Sábado | Salmo 29.10-11
o chegar ao final da meditação no Salmo 29, você está convencido de que
Deus está acima de tudo? Esse reconhecimento deve se tornar um chamado a humildade.
Você está convencido de que é mortal e que a natureza é maior do que você? Esse
reconhecimento deve se tornar um chamado a temer mais a Deus do que as forças naturais deste
mundo.
A conclusão do salmo não poderia ser diferente: se Deus está acima de todos os poderosos
e poderes da terra, Ele deve ser tratado como Rei soberano.
O versículo 10 possui dois versos poéticos que descrevem o Senhor como um Rei, ao
dizer: “se assenta sobre o dilúvio”, e na sequência no verso paralelo: “se assenta como Rei para
sempre”. O dilúvio é o evento narrado em Gênesis que devastou a humanidade, reorganizando o
mundo com a família de Noé. Ninguém tem dúvida do poder do dilúvio, nenhuma catástrofe
natural descrita nos versos anteriores pode ser comparada a este cataclisma global. Num gesto
poético, Davi reduz a maior demonstração de força sobre a humanidade como sendo o lugar
onde Deus se assenta, ou seja, Ele é Senhor sobre o dilúvio – aquilo que controla toda a
humanidade de uma vez, é controlado por Ele. A expressão “Rei para sempre” é um dito
descomunal, pois O coloca como incomparável, eterno como somente Ele é – além da criação e
adiante do controle do tempo.
O Salmo 29 é um belo cântico de exaltação a Deus, mas não pode ser lido como uma
canção vazia de exigências aos seus leitores – somos chamados a humildade, convocados a
temê-lo e a nos sujeitarmos a Ele como um Rei – a conclusão completa o sentimento esperado
pelo poeta: a gratidão.
Se o salmo convence de que Deus é poderoso, grande e majestoso, o autor termina com uma mensagem
belíssima – esse Deus majestoso se inclina em misericórdia ao Seu povo. Ao escrever: “O Senhor dará a
força ao Seu povo; o Senhor abençoará Seu povo com a paz”, Davi descreve que o Senhor, que é mais
forte do que tudo, dará força aos que Lhe pertencem; que o Senhor que é Rei sobre todas as coisas,
governará o Seu povo lhe dando a paz. Essa mensagem nos leva a um senso de gratidão que faz
destacar a confissão: se o Senhor sabendo que é tão grande se inclina para abençoar pessoas que são
pequenas, pessoas que sabem que são pequenas – responderão a Ele com grande gratidão.
Leitura Diária: 2Reis 1-4
Semana 26 | Dia 176 | Domingo | Filipenses 1
Vivemos em um mundo entristecido, caracterizado pela insatisfação, desespero, depressão e
tristeza. Um mundo que define felicidade pelo sucesso alcançado ou
pelo bem adquirido, ou seja, felicidade relacionada aos acontecimentos da vida, alguns
acontecimentos, de modo ocasional, ganham a sua importância. A alegria, na perspectiva
bíblica, é parte integrante e essencial na vida de todo cristão. Somente os cristãos podem
desfrutar da verdadeira e duradoura alegria porque ela vem de Deus, é um presente divino,
“Mais alegria me puseste no coração...” (Sl 4.7, ARA). A alegria é marca da presença do
Espírito Santo na vida do crente, é produto da ação do Espírito Santo na vida daquele que confia
a sua vida ao Senhor Jesus, de modo que a cada provação e dificuldades que aparecem durante a
vida somos sempre lembrados pela Palavra de Deus de que estamos firmados em algo maior do
que as circunstâncias. Esses momentos de tribulação e tristeza nos lembram que somos
imitadores de Jesus Cristo (2Co 6.2). Sabendo disso, passamos pelos períodos de tristeza e
grandes aflições sempre nos alegrando. Pedro reforça a mesma ideia em 1 Pedro 1.6 quando diz:
“Nisso vocês exultam, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejam contristados
por várias provações.”
Nem sempre há motivos para nos mantermos alegres. Algumas vezes sentimos que tudo ao nosso redor
está desmoronando, outras vezes pode ser que enxerguemos as ocasiões e as circunstâncias ao nosso
redor como eventos que nos direcionam para longe de um viver alegre. Mas saiba que a fonte da nossa
verdadeira alegria é o Senhor. NEle, podemos experimentar a plena satisfação e o descanso em saber
que nossa alegria vem de uma fonte inesgotável. Nossa alegria é o Senhor!
D
Semana 26 | Dia 177 | Segunda | Filipenses 1.3-5
esfrutar de uma vida alegre é um privilégio que somente os salvos podem experimentar.
Uma vida na qual, mesmodiante dos problemas, das circunstâncias e de todas as
dificuldades, o cristão tem a força necessária dada pelo Espírito Santo para produzir um
sentimento de paz, tranquilidade, contentamento, satisfação e deleite. Paulo nos mostra
elementos que nos fazem desfrutar com mais qualidade a nossa alegria. No nosso texto de hoje,
ele nos lembra o que Deus já fez por nós. É preciso resgatar momentos nos quais Deus, de
maneira graciosa, nos concedeu livramento e paz.
Lembre-se com doce memória dos dias que Deus o livrou das noites mais escuras, das
angústias mais insuportáveis, dos momentos de necessidade em que ele, de maneira milagrosa, o
socorreu. Lembre-se das pessoas, mesmo que cheias de falhas, que Deus usou para lhe dar a paz
almejada, a alegria inesperada. Outro elemento dessa alegria é a oportunidade e o prazer em orar
pelos outros, a alegria em pedir para que Deus derrame Suas bênçãos sobre a vida de outras
pessoas, longe de qualquer sentimento egoísta ou egocêntrico, aquela oração que produz um
deleite pelo bem-estar do próximo. A comunhão é outra característica de uma pessoa alegre.
Estar com essas pessoas torna mais fácil a vida difícil; compartilhar as lutas e dificuldades
produz a oportunidade de outras pessoas participarem das lutas uma das outras. Essa realidade
deve estar presente não só na necessidade, mas também nos dias de bonança. Outras pessoas
estão orando por você. Permita-se ser alvo das orações de pessoas que compartilham da mesma
fé em Cristo Jesus!
Deus nos dá a oportunidade de sermos alegres. Precisamos entender o papel do Espírito Santo em
nossas vidas, que produz em nós alegria. Lembre-se do que Deus fez por você e seja grato! Tenha
prazer em orar pelos outros e alegre-se na oportunidade de estar em comunhão com os irmãos! De fato,
a beleza da comunhão só pode ser desfrutada porque Deus em Cristo, por meio da Sua graça, nos
tornou um.
Leitura Diária: 2Reis 5.1-8.15
H
Semana 26 | Dia 178 | Terça | Filipenses 1.9-11
á muita expectativa no nascimento de um bebê. Trata-se do início de uma longa jornada de
responsabilidade e dedicação. Meus pais contam que certa vez me levaram ao médico,
preocupados com o meu tamanho. A resposta do médico foi que eles olhassem para o
tamanho deles, pois ambos eram de estatura baixa. Não havia muito o que fazer. Na vida cristã
também precisamos ter a preocupação com o nosso desenvolvimento, ou seja, devemos estar
sempre crescendo. Há fundamentos que servem de base para o nosso crescimento e um deles é o
amor. Somos amados pelo Senhor nosso Deus e Seu amor nos conduz à excelência e à difícil
realidade da vida cristã. O amor não é impulsivo e desregulado, muito menos uma emoção
desvinculada de sentido; o amor que nos impulsiona para o crescimento na vida cristã é
criterioso e, algumas vezes, sacrificial, abnegado e altruísta, humilde e gracioso.
Outro aspecto fundamental no crescimento da vida cristã é a excelência. O apóstolo Paulo
nos recomenda experimentar coisas excelentes. Tal decisão é produto de uma sincera reflexão
sobre a vida e permite ao cristão realizar discernimentos e buscar coisas excelentes. Além disso,
podemos distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, o que nos permite fazer
escolhas excelentes, pensar e enxergar os privilégios da vida cristã, sem a necessidade de viver
de emoções. Amor e excelência nos levam à integridade e à sinceridade, bem como a uma vida
que busca o crescimento no Senhor de maneira clara como a luz do sol, sem a obscuridade que
pode expor as falhas de caráter. As pontas soltas de um tecido, se puxadas, destroem os fios.
Nossa vida cristã deve ser clara e sem pontas para que possa resplandecer mais e mais como a
luz da aurora.
Devemos batalhar pelo nosso crescimento, olhando para Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé,
definindo bases para isso. Reconhecer o amor de Deus, viver com discernimento, com excelência e
transparência, sem nada a esconder.
Leitura Diária: 2Reis 8.16-29; 2Crônicas 21.1-22.9
Semana 26 | Dia 179 | Quarta | Filipenses 1.12-24
alvez você nunca tenha parado para medir o nível de sua espiritualidade, talvez
nunca tenha se perguntado: “Quão espiritual eu sou?” As provações e aflições são
um bom método para tal questionamento. O que é preciso acontecer para roubar a sua alegria no
Senhor e sua satisfação nele? Uma vida controlada pelo Espírito Santo deve sempre produzir
regozijo. Devemos nos alegrar em toda e qualquer circunstância, mesmo que as coisas não
aconteçam do nosso jeito ou como queríamos. Normalmente, uma mudança repentina nas
circunstâncias em nossas vidas, grandes dificuldades — confusão, provações, tempos difíceis,
ataques, desacordos, ambições não realizadas, desejos não atendidos, conflitos, relacionamentos
tensos, expectativas irrealistas não atendidas — todas essas coisas podem nos desequilibrar.
Quando isso acontece, a alegria é perdida e a amargura toma seu lugar. Jesus disse: “Neste
mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33) A chave
para superarmos momentos como esses é entender que a fonte da nossa alegria é o Senhor Jesus.
Não somos dominados pelas dificuldades. Jesus é o nosso Senhor. Alegre-se no Senhor! Alegre-
se sempre no Senhor! Não se preocupe! Jesus é a fonte da nossa alegria. O apóstolo Paulo
recomenda que prossigamos, apesar dos obstáculos, que sigamos em frente. Devemos imitar os
primeiros cristãos que, apesar das dificuldades e provações, mantiveram seus pensamentos no
Senhor, de modo que desenvolveram sua fé, não por conta das circunstâncias, mas por causa de
Cristo e das suas promessas.
O que costuma roubar a sua alegria? O que o faz perder o ânimo? Ainda estamos nesse mundo sujeitos
a todas as dificuldades que o envolvem. Mas precisamos compreender que nossa alegria está
fundamentada no Senhor; em Cristo não somos frustrados, nem desanimados. Nele descansamos e
encontramos a real e genuína felicidade. Nossa alegria deve estar no Senhor.
Leitura Diária: 2Reis 9-11; 2Crônicas 22.10-23.21
D
Semana 13 | Dia 180 | Quinta | Filipenses 1.27-30
ize-me com quem andas, e eu te direi quem és” é um ditado popular que
expressa a realidade dos laços de integração que podem ser desenvolvidos
em diversos grupos existentes na nossa sociedade. Mas há uma forma que
define e descreve o modo como o cristão deve andar? A Bíblia diz que
sim. Em nosso texto, o apóstolo Paulo afirma que devemos andar de modo
digno do evangelho de Cristo. Isso reforça que todo cristão que anda de
acordo com o evangelho o faz na credibilidade de Cristo. O nosso
comportamento deve ser padronizado no nível das exigências da nossa
nova cidadania, observadas na Palavra de Deus. Somos cidadãos do reino
dos céus. A pessoas que não pertencem ao Reino de Deus devem olhar
para a igreja de Deus e ver o diferencial na vida dos cristãos: a vida de
Cristo refletida nos membros do Corpo de Cristo. O destaque que deve ser feito nos versos
lidos é que: todo cristão deve levar uma vida digna do evangelho. Paulo lista quatro
características de uma igreja digna: 1. Estar em pé: significa proceder de acordo com a
lealdade que o Senhor merece. Tem a ver com santidade, piedade, obediência, pureza. 2.
Compartilhar: o desejo de Paulo era que houvesse mutualidade, união e apoio. 3. Esforço:
temos um objetivo, lutamos juntos pela fé no evangelho. Nosso objetivo é preservar a Palavra
contra a hostilidade. 4. Sofrimento: se uma igreja fizer o que deve fazer, ela sofrerá, porque
nos foi concedida a graça de sofrermos com Cristo. Sofremos quando somos hostilizados,
perseguidos, rejeitados pela fé que temos no Senhor Jesus Cristo.
Temos o privilégio de ser considerados cidadãos de outra pátria, aguardado a entrada no porvir. Mas
enquanto estamos aqui, devemos ter plena consciência das características da igreja de Cristo. Devemos
permanecer firmes, comportando-nos de maneira digna do evangelho de Cristo.
Leitura Diária: 2Reis 12-13; 2Crônicas 24
A
Semana 26 | Dia 181 | Sexta | Filipenses 2.1,2
lgumas vezes, quando eu e meu irmão brigávamos, meupai, como um bom pastor, passava
um sermão em nós. Suas palavras ecoavam na intenção de entendermos que deveríamos ser
unidos porque, no futuro, seríamos somente nós dois. Na prática, nosso pai nos punha
abraçados por 10 minutos para que nos acostumássemos um com o outro. Esse procedimento
marcou a minha vida, exemplificando o que deveria ser a união. A igreja do Senhor também
deve ser unida. Mais do que externada por abraços, a nossa união tem origem no Senhor. Nossa
união é interna, não externa. Ainda haverá a possibilidade de discórdia, mas mesmo vivendo em
perspectivas diversas, somos chamados à vida em união. Não somos unidos por interesses ou
desejos particulares, mas de coração, mente, alma e atraídos pelo mesmo poder, o do Senhor
Jesus Cristo. Como disse, a discórdia é uma possibilidade, uma tragédia que debilita a igreja.
Cristo nos encoraja a sermos unidos, a recebermos consolação de amor e a experimentarmos a
compaixão do Espírito Santo. Não existe benefício e nem beleza na desunião. Diante de tudo o
que recebemos do nosso bondoso Deus, devemos retribuir com amor expresso na união do povo
de Deus.
O que causa desunião e desânimo na igreja do Senhor? Talvez um afeto não correspondido por alguém?
Talvez uma expectativa criada e frustrada por não estar no nível desejado? Talvez uma resposta dura
ou indelicada feita por alguém querido? Muitas razões podem surgir para justificar a desunião. Mas os
motivos para a união são eternamente superiores. Devemos ser unidos porque a fonte da nossa união é o
Senhor Jesus Cristo. Que o nosso bondoso Deus nos faça enxergar o nosso pecado, atos violentos e
ingratos! Que Deus nos ajude a enxergarmos nosso estado e nos proteja da discórdia! Que diante de
todas as bênçãos que recebemos do Senhor, possamos manter o vínculo da paz!
Leitura Diária: 2Reis 14-15; 2Crônicas 25-27
C
Semana 26 | Dia 182 | Sábado | Filipenses 2.3-5
omo e quais são os meios para que possamos desenvolver uma boa unidade espiritual? O
texto de Filipenses 2.3-5 nos incentiva a buscarmos um padrão diferente de conduta, visando
à união. Sem egoísmo é a orientação dada para desenvolvermos uma união exemplar.
Significa que não devemos nutrir espírito partidário, facções, rivalidades. Outra atitude que deve
ser evitada para construirmos um espírito unido é a busca pela vanglória. Evite o orgulho, a
autopromoção! Busque a humildade! Jesus veio salvar os humildes de espírito, os mansos. Ele
ouviu as orações dos abatidos. Outro meio que nos faz unidos é o cuidado com os outros, a
oportunidade de nos envolvermos com outros irmãos. A ideia é que enquanto nos ocupamos
com nossos próprios interesses e nossas preocupações devemos também nos importar com as
outras pessoas. Cristo deve ser o nosso modelo: Ele foi humilhado, cuspido, maltratado e morto.
Cristo não olhou para as suas próprias necessidades, mas para os outros como superiores a ele!
Devemos buscar um padrão elevado de união espiritual, que só pode vir por meio de dedicação; nosso
modelo é o Senhor Jesus Cristo. Mesmo sendo maltratado, humilhou-se até a cruz para que pudéssemos
ter a salvação eterna. Elimine o que atrapalha você nessa busca para pelo padrão elevado de união.
Leitura Diária: Jonas 1-4
J
O
Semana 27 | Dia 183 | Domingo | Filipenses 2.5-8
esus é o modelo de unidade espiritual. A preocupação é que a igreja de Cristo seja uma
evidência espiritual desde os primeiros versos do capítulo 2 de Filipenses. Chegamos aos
versículos 5-8 e a pergunta que surge é: quer saber como é ser uma igreja unida na prática? O
apóstolo Paulo demonstra isso por meio do exemplo de Jesus Cristo. Cristo é o modelo de
humildade. Parafraseando, ele mesmo disse isso quando afirmou: “Aprendei de mim, porque
sou manso e humilde de espírito. É dessa maneira que quero que vocês amem, de maneira
sacrificial.” Jesus, o Deus do universo, veio a esta terra e se limitou assumindo a forma de um
homem, embora estivesse em outro patamar. O Deus eterno não contou como algo que devesse
se agarrar e assumiu a forma de um homem, mortal, limitado. Todos os que foram alcançados
com a graça de Deus vivem como cidadãos de outro reino. Não devemos nos apegar a isso, mas
devemos viver de maneira humilde. A humildade de Jesus nos ensina como alcançar a união.
Cristo é o nosso modelo de união, devemos ser parecidos com Cristo inclusive na forma como ele
procedeu no processo da redenção. Jesus nos deu o exemplo a ser seguido. Ele nos convidou para
sermos mansos e humildes, vivendo de modo a não nos apegarmos às coisas que temos, mas viver de
modo que possamos refletir Cristo por meio de nossas vidas.
| 201 |
Semana 27 | Dia 184 | Segunda | Filipenses 2.5-8
mesmo texto de ontem? Sim! A razão disso é porque aqui temos o maior milagre que Deus
realizou. Jesus se tornou homem para que pudesse morrer por nós. Ele não é só o nosso
modelo perfeito. Embora Jesus tivesse todo o direito de reivindicar sua soberania e se
agarrar a ela, Ele resolveu não se apegar a isso e renunciou ao Seu direito, suas vantagens e
privilégios como Deus. Isso não significa que ele tenha deixado de ser Deus. Se assim o fosse,
ele ainda estaria pendurado na cruz. Mas Cristo deixou a glória imediata de Deus pela presença
dos homens, trocou o louvor dos anjos pelas cusparadas dos homens, o lar celestial pela prisão
que antecedeu sua morte. Esvaziou-se da glória imediata. Esvaziou-se de autoridade
independente, deixou de lado o exercício voluntário de sua própria vontade. Esvaziou-se do
direito de ser igual a Deus em gloriosa majestade e poder. Deixou de lado o direito ao uso das
suas características como Deus. Deixou de ser onisciente? Não. Onipotente? Não. Deixou de ser
Deus? Não. Simplesmente não usou os Seus atributos. Também abriu mão da sua riqueza,
tornando-se aqui na terra terrivelmente pobre.
Tudo isso é teologicamente incrível; sem dúvida. Mas hoje o mais importante é a razão
pela qual Paulo dá essa aula de cristologia, a saber, “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo
Jesus”.
A morte de Cristo na cruz é o maior milagre que aconteceu na história da humanidade, mas para isso
acontecer algo extremo foi necessário. Cristo se esvaziou e isso foi algo extremamente custoso para
Ele: foi sacrificial. Jesus nos salvou, mas para isso ele teve que abrir mão de toda a Sua glória para nos
redimir. E isso nos dá uma lição: viva para Cristo, de modo que Seu exemplo de humildade seja uma
marca na sua vida como seguidor de Cristo.
Leitura Diária: Amós 1-5
A
Semana 27 | Dia 185 | Terça | Filipenses 2.9-11
humildade nem sempre é uma ideia aceita pela sociedade, mas é o princípio bíblico para
aqueles que buscam a união da igreja de Cristo Jesus, do mesmo modo como foi para Jesus,
o resultado da vida de humildade é a exaltação. Esse é um princípio não ensinado apenas
por Paulo, mas pelo próprio Senhor Jesus, quando afirmou: “Pois todo aquele que a si mesmo se
exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23.12).
Esse é um princípio que, na administração de Deus, anda na contramão da sociedade. Vez por
outra nos deparamos com afirmações de que quem se humilha será exaltado, é servindo que
seremos servidos, quem quer ganhar a vida deve perdê-la. Deus exaltará os humildes e
demonstra esse fato quando exaltou o Senhor Jesus Cristo que foi ressuscitado, colocado em
posição de majestade. A Jesus foi dado um nome com honra quando foi chamado de Senhor. No
futuro, todo joelho se dobrará diante do Senhor. Quem crê no Senhor Jesus como Salvador
precisa entender que a busca e o percurso para a construção de uma união saudável levam a
exercer a humildade e, no fim das contas a humildade será recompensada, assim como foi com
o Senhor Jesus Cristo.
Somos salvos para sofrer junto com Cristo, reconhecemos a dificuldade que é ser cristão nessa terra,
mas somos chamados à humildade. A vida cristã, bem como as dificuldades e desafios que a
acompanham serão recompensadas por Deus quando o Senhor nos exaltar. Tal exaltação só é possível
por conta da redenção realizadana cruz pelo Senhor Jesus Cristo.
Leitura Diária: Amós 6-9
D
Semana 27 | Dia 186 | Quarta | Filipenses 2.12
e quem é a responsabilidade pelo seu desenvolvimento espiritual? Algumas pessoas
acreditam que tal tarefa pertence integralmente a Deus, outras pensam ser isso uma
responsabilidade integral da pessoa. A instrução dada por Paulo é: “...desenvolvam a sua
salvação...”. O ponto chave no verso está em destaque: trabalhe na sua salvação. Essa afirmação
não tem relação com a obra salvífica de Jesus Cristo, mas com o resultado que vem quando
alguém é salvo. Em outras palavras, pode ser entendido como: já que você é salvo, desenvolva a
sua salvação para alcançar a plenitude, viva em uma busca diligente para descobrir e viver os
resultados da salvação ofertada pelo Senhor Jesus Cristo. A ideia é comparável à extração de
pedras preciosas de uma mina. A riqueza e os valores estão lá enterrados, mas a tarefa de extrair
as riquezas é do minerador. Todo crente precisa externar todas as preciosas pedras de caráter
que Deus implantou com a salvação. Devo explorar o que já é meu, vivendo todos os dias de
modo santo. É o processo de colocar para fora tudo o que Deus concedeu com a salvação.
Fomos salvos em três aspectos basicamente: (1) fomos posicionalmente salvos com o ato de
Cristo na cruz. Nesse sentido, passamos de filhos das trevas para filhos da luz; (2) estamos
sendo salvos hoje do poder do pecado; e (3) somos salvos da condenação do pecado. Enquanto
estamos em processo aqui na terra, precisamos externar as riquezas da salvação ofertada por
Deus.
Trabalhe na sua salvação hoje! Estamos aguardando a glorificação. Até lá, precisamos viver a
perseverança dos santos. A salvação é um trabalho exclusivo de Deus. Mas o processo de salvação
demanda expor todas as riquezas que foram implantadas por Deus. Em 1Timóteo 4.15 Paulo diz:
“Medite estas coisas e dedique-se a elas, para que o seu progresso seja visto por todos.” Trabalhe a sua
salvação!
Escreva algumas mudanças ou melhorias que você pode implementar hoje em sua vida para que isso
aconteça!
Leitura Diária: Oseias 1-5
É
Semana 27 | Dia 187 | Quinta | Filipenses 2.13
 soais, dotados de exclusividade e detendo o sentimento de medo. O nosso Deus, comum
percebermos que as divindades criadas pela humanidade são seres impes-
o Deus da Bíblia, é pessoal e está envolvido com Seus filhos. O Deus da Bíblia tomou a
iniciativa de Se comunicar com o ser humano. Ele busca um relacionamento íntimo e profundo
quando vem morar no crente. Ele faz isso não porque dependa do ser humano para existir, mas
por sua própria satisfação e alegria em realizar a sua própria vontade. Nós cristãos, salvos pela
graça de Deus, temos o privilégio não só de servir ao Deus do universo, mas de manter um
relacionamento verdadeiro com ele. Nós conversamos com Deus e O ouvimos falar,
experimentamos o Seu conforto, sentimos o Seu consolo e a Sua paz. Temos a oportunidade de
cumprir sua vontade que só pode ser cumprida com ajuda divina; algo que torna a ação de Deus
mais impressionante. Deus nos ajuda a cumprir as suas próprias exigências. Ele trabalha em nós
para realizar Seu próprio prazer, para efetuar o que Ele exige. Na prática seria assim: Deus nos
chama para sermos santos, e trabalha em nós para efetuar a santidade exigida. Essa é a vida
cristã, Deus habitando em nós. Esse é o progresso da santificação, é a movimentação do crente
para ser parecido com Cristo. Por isso Deus exige tudo o que nós somos, mas também exige
tudo o que Deus é em nós e tem investido em nós; essa é a singularidade da vida do crente.
Deus está trabalhando em você. O mesmo Deus que o justificou, vai trazer a santificação. Deus,
imutável, glorioso, soberano, majestoso, justo, santo, gracioso, misericordioso, aquele que governa
todas as coisas e sempre cumpre a sua vontade, está trabalhando em e por você. Ele nunca se frustra;
sempre faz o que deseja.
Leitura Diária: Oseias 6-9
N
Semana 27 | Dia 188 | Sexta | Filipenses 2.14-16
ormalmente, reclamamos quando estamos insatisfeitos. É comum demonstrarmos
insatisfação quando estamos desconfortáveis. Não é de admirar se você perceber que há
várias pessoas dentro das igrejas que têm o hábito de reclamar. As reclamações poder ter
diversas razões: descontentamento, orgulho, egoísmo. Enfim, percebe-se que há pouca ou
nenhuma gratidão, lealdade, contentamento. Em Filipenses 2.14, o verbo usado na língua
original do Novo Testamento para designar tal comportamento reprovável é “rejeitar,
resmungar, murmurar, pronunciar palavrões e ofensas”. Ou seja, algo bem forte e que evidencia
imaturidade espiritual.
Por outro lado, não reclamar é uma atitude básica de quem está crescendo e desenvolvendo
a salvação. Deus não aprova a atitude de reclamação, murmuração ou disputa. Três razões
explicam por que devemos parar de reclamar: (1) Somos filhos de Deus, feitos para sermos
irrepreensíveis, (2) Quando murmuramos e reclamamos, confrontamos e afrontamos a Deus, (3)
Representamos Deus nesta terra, de modo que o mundo nos observa e rende graças ao Senhor,
ou não. É a vida de Deus em nós.
Devemos parar de reclamar dos líderes espirituais, do pastor e outros que cuidam de nós.
Seu pastor, por exemplo, é instrumento de Deus em sua vida; é responsável, em parte, pelo seu
crescimento espiritual. Ele o acompanha, ora por você e, no futuro, você fará parte da glória que
lhe está reservada pelo investimento feito.
O trabalho de Deus na sua vida não para. E você tem parte nesse processo. Murmuração e reclamação
claramente atrapalham esse progresso. Isso porque concentra as atenções em um padrão próprio, em
um critério egoísta. Deus nos chama para o contentamento. Somos Seus filhos e devemos ser luz no
mundo. Somos parte da glória destinada aos nossos líderes espirituais.
Como você tem lidado com as frustrações na vida? Com ação de graças ou murmuração? Você tem se
diferenciado da “geração” atual? Como tem lidado com aqueles que cuidam de você?
Leitura Diária: Oseias 10-14
E
Semana 27 | Dia 189 | Sábado | Filipenses 2.17-18
xiste alegria em servir. Quando uma pessoa está sinceramente comprometida com
Cristo, quando é verdadeiramente piedosa, verdadeiramente espiritual, crescendo
espiritualmente na intimidade com Cristo e com a sua Palavra, sempre haverá alegria em
servir. Nos versos 17 e 18 Paulo dá um testemunho da sua própria vida e de como ele se sente
junto com o Senhor. Em outras palavras, declara que está oferecendo a sua vida de bom grado,
está contente e alegre em servir. É um processo individual, uma imagem construída de um
simbolismo do Antigo Testamento em que o animal era oferecido em lugar de uma pessoa.
Assim, Paulo oferece a sua vida como libação, como oferta, uma vida de serviço oferecida no
ministério. Talvez o momento que Paulo vivia não fosse o que ele esperava. Preso, acorrentado
todo o tempo com um soldado romano, mas sem reclamar, sem murmurar, totalmente dedicado
a servir outras pessoas; ele confirma o seu compromisso com o Senhor nessa tarefa. Uma vida
toda sendo gasta no serviço do Senhor. Tal atitude é reflexo de um coração humilde. O sacrifício
não era feito por orgulho, mas sim com humildade para o Senhor, pregando, ensinando, vivendo
para Cristo, proclamando o evangelho.
Temos a oportunidade de servir a Cristo por meio de nossas vidas, mas só estaremos prontos para fazer
isso se reconhecermos que somos aperfeiçoados dia após dia para crescer em santificação. Sabendo
disso, reconhecemos que o poder de Deus em nossas vidas nos habilita para oferecermos nossas vidas
em serviço ao Senhor com grande alegria. Há alegria suprema em servir ao Senhor.
Leitura Diária: Isaías 1-4
P
Semana 28 | Dia 190 | Domingo | Filipenses 2.19-24
or que os exemplos são importantes? Por que algumas vezes é mais fácil ensinar mostrando o
exemplo do que simplesmente falando ou comunicando, formulando regras ou padrões? A
resposta para essas perguntas está no fato de que a oportunidade de exercitar o que se diz é a
capacidade de viver na prática o que se espera de umcristão, por meio do exemplo. Dessa
forma, saímos da esfera e do campo teórico e passamos para o exercício do que já foi
assimilado. Paulo, Timóteo e Epafrodito, embora cada um tenha a sua particularidade, todos
ilustram um mesmo princípio de serviço altruísta, humilde e espiritual. Paulo exemplifica a sua
vida de serviço sem reclamação, murmuração ou queixas. Tudo o que fazia desenrolava na sua
intenção de servir de maneira sacrificial e alegre ao Senhor. Timóteo exerceu na prática a
oportunidade de realizar e fazer com que a união do povo fosse presente em todos os lugares.
Tal união era necessária para encorajar o povo que enfrentava perseguições e falsas doutrinas.
Ele teve a oportunidade de reencontrar Paulo e alegrar o seu coração quando trouxe notícias do
povo de Deus. Timóteo viveu na prática uma vida de serviço ao Senhor.
Ser exemplo é a oportunidade de viver o que se prega e dizer para todos que construir uma vida
autêntica é possível. Algumas pessoas, muitas vezes, inundadas pela prática do pecado, vivem uma vida
de aparências, mas quando decidem viver no serviço do Senhor elas têm a oportunidade de mostrar
uma vida piedosa. Devemos servir ao Senhor, e esse serviço precisa ser inundado pelo amor a Deus,
exercido de modo altruísta, humilde e espiritual. Quem está seguindo seu exemplo hoje? Como você tem
impactado vidas com o estilo de vida cristã que você vive?
Q
Semana 28 | Dia 191 | Segunda | Filipenses 2.25-30
uando servimos ao Senhor, não devemos esperar qualquer tipo de reconhecimento.
Epafrodito é um exemplo de servo e de como podemos servir como Jesus serviu. Ele
exemplifica o que Jesus fez aqui na terra, sem desejar elogios, sem nada ganhar, sem ser
reconhecido como apóstolo ou grande pregador. Não havia nada de extraordinário na vida de
Epafrodito, nada proeminente. Ele era apenas mais um entre todos. Digno de ser evidenciado,
pois é um exemplo de como muitos de nós servimos nos bastidores. Não é dito muita coisa
sobre ele, não sabemos quem são seus pais, de onde veio e muito pouco sobre sua história.
Epafrodito é exemplo de piedade. Recebeu a confiança de estar próximo ao apóstolo Paulo.
Nada indica que Epafrodito tenha sido reconhecido como mestre ou professor, mas isso não
significa que ele não soube servir nessas áreas. Paulo não teria ao seu lado alguém que não fosse
servo. Ele é chamado por Paulo de meu irmão, meu colaborador, meu companheiro soldado.
Viver a vida cristã é colocar em prática todo o conjunto de saberes que aprendemos e assimilamos
através da Palavra de Deus. De nada serve encher-se de conteúdo e não ter a oportunidade e nem o
interesse de colocá-lo em prática. A Bíblia não é um livro de regras, mas um livro que transforma vidas
que agradam e servem ao Senhor. Devemos servir ao Senhor e ser exemplos práticos de vida cristã.
Dentre esses exemplos, a busca intencional de preencher necessidades ao nosso redor e servir às pessoas
que encontramos é o ápice da vida cristã. Escreva (sinceramente) como você tem sido quanto a isso.
Leitura Diária: Isaías 5-8
O
Semana 28 | Dia 192 | Terça | Filipenses 3.1-3
que diferencia e destaca o verdadeiro cristão daqueles que não pertencem a Cristo?
Nesse texto, Paulo quer destacar que realmente existe diferença. No texto é dito que existem
dois grupos. O primeiro fala de pessoas semelhantes a cães, maus obreiros e falsos
circuncisos. O segundo é composto por aqueles que adoram a Deus e glorificam a Jesus Cristo e
não confiam na carne. Em suma, o texto faz distinção entre os que são religiosos, mas que ainda
vivem sob o poder do pecado e da carne e os que vivem sob o poder do Espírito Santo e não
confiam em si mesmos para a salvação. Esse tema é recorrente no Novo Testamento, e vez por
outra somos confrontados pela Palavra para analisarmos se realmente permanecemos na fé no
Senhor Jesus Cristo (cf. 2Co 13.5). Talvez a melhor pergunta para ser feita é: onde eu me
encaixo? Analise se você realmente é um cristão! Verifique se você recebeu a salvação em Jesus
Cristo por meio de Sua morte e ressurreição como um presente de Deus. Se você a recebeu
confessando seu pecado e voltando-se para Cristo. Efésios 2.8,9 diz: “Porque pela graça vocês
são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que
ninguém se glorie”. Se esta tem sido a sua experiência, você é a verdadeira circuncisão. Por
outro lado, se você está fazendo qualquer coisa para ganhar a salvação de Deus, isso significa
que você é falsa circuncisão, isto é, apenas um religioso.
A salvação que Deus oferece não é evidenciada pela nossa religiosidade, que é enganosa e prejudicial.
Deus quer verdadeiros crentes, salvos pela graça de Deus, e que realmente estejam comprometidos com
Deus e Sua Palavra. Cuidado com os falsos mestres e falsos crentes cuja intenção é fazer discípulos
iguais a eles ou piores que eles. A vida dos verdadeiros cristãos é evidenciada por um relacionamento
íntimo e profundo com Deus, não um ritual. Nesse relacionamento há justiça, não religião. 
Leitura Diária: Isaías 9-12
A
Semana 28 | Dia 193 | Quarta | Filipenses 3.4-8
Viver para Jesus Cristo, ser salvo pela Graça de Deus, é reconhecer que a justiça de
Deus se fez real na sua vida de tal forma que a transformou de um processo religioso centrado
em si mesmo e sem sentido para uma vida de adoração, serviço e submissão a Jesus Cristo. Em
outras palavras, uma vida que glorifique a Deus, sem enganos, sem processos que mudam a
mensagem de Cristo ou Sua Palavra. Não confiar na carne é a instrução de Paulo. Mesmo ele
tendo todo o reconhecimento dos judeus por conta de sua história e preparo, e mesmo tendo
todas as credenciais para ser um religioso orgulhoso, Paulo abandona tudo e, com seu exemplo,
nos mostra que nada disto importa para a obra de Cristo: suas antigas credenciais, sua antiga
tradição e sua antiga prática ritualística. Cristo nos presenteou com Sua graça, e não há orgulho
nisso, mas há fidelidade a Deus. A salvação não é produto de um ritual, nem por linhagem ou
raça ou por posição ou status. A salvação não é por tradição nem produto da religião, nem por
sinceridade ou justiça da lei.
A salvação oferecida por Jesus Cristo é produto da graça de Deus. Muitas pessoas podem se confundir
pensando estar no caminho certo, talvez porque estejam imitando alguém ou por um comando ou por
obrigação, mas a salvação dada por Jesus Cristo é resultado da obra que Cristo fez na cruz, pagando o
preço da ira que estava sobre Ele e que pertencia a nós, os pecadores. 
Leitura Diária: Miqueias 1-4
Semana 28 | Dia 194 | Quinta | Filipenses 3.8-11
lgumas pessoas podem ter uma leitura sobre elas mesmas de modo grandioso, talvez pelos
recursos financeiros ou por conta do histórico familiar e sua relevância
na sociedade, valores que o mundo busca. O apóstolo Paulo, ao considerar todas essas
coisas, definiu-as como sendo lixo. Vale a pena trocar por Jesus Cristo todos os bens materiais
ou a opinião sobre si mesmo. Essa é uma troca de todas as suas riquezas e obras por tudo o que
Jesus Cristo infinitamente é e fez. Eu troco tudo o que sou por Jesus Cristo. Uma pessoa que
está disposta a viver para Cristo está disposta a pagar o preço por segui-lo. Qualquer que seja o
custo, ela está disposta a abandonar tudo por Cristo. E se alguém perguntasse a Paulo: o que
você daria em troca por Jesus Cristo? Ele responderia: darei tudo em troca da minha alma
porque é valiosa, estou disposto a entregar tudo por Cristo. Esta é a mensagem: Cristo nos salva.
Outra coisa além disso é idolatria.
Sua relevância e importância na sociedade não garantem a salvação em Jesus Cristo; só Jesus Cristo
salva. Todo aquele que realmente quer seguir a Cristo deve estar disposto a entregar tudo a Cristo.
Paulo considerou que tudo o que podemos achar importante sobre nós mesmos é considerado sem
valor, sem sentido, sem razão, ou seja, como lixo quando se trata de alcançar a salvação. Entregue-se a
Cristo como oferta para sua salvação. Tenha certeza de que isso já é uma realidade, glorifique a Deuse
viva de maneira digna da salvação que lhe alcançou.
Leitura Diária: Miqueias 5-7
Semana 28 | Dia 195 | Sexta | Filipenses 3.12-16
ma das analogias que o apóstolo Paulo usa para descrever a vida cristã é a
figura de um atleta, pois todo o maratonista faz o percurso para alcançar um
objetivo. Todo o cristão, assim como um atleta, também faz um percurso, mas a maratona cristã
é percorrida com o objetivo: alcançar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo.
Devemos viver do mesmo padrão que recebemos de Jesus, porque ainda não alcançamos a
perfeição. Precisamos continuar correndo a maratona da vida cristã. Existem algumas razões
para isso e uma delas é que nossa corrida cristã não só glorifica a Deus, mas também evidencia
que fomos regenerados, fomos alvos da graça de Deus. Isso se torna visível para todos que
somos diferentes, estamos em processo de mudança para o modo de viver de Cristo. Nossa
corrida cristã também torna a verdade de Deus clara e pode ser apreciada por todos. Nossa
corrida cristã garante segurança. Conseguimos realmente entender que pertencemos a Deus e
estamos seguros nele.
Continue correndo, motivado não por interesse pessoal ou egoísta, mas com a clara percepção de que,
quando corremos, glorificamos a Deus. Nossa atitude revela claramente que reconhecemos a Deus como
o Senhor de nossas vidas. Enquanto corremos, evidenciamos na prática que fomos regenerados e que
vivemos de modo diferente, sabendo que outras pessoas olham para nós. Quando isso acontece,
podemos direcionar para Deus nosso modo de proceder. 
Leitura Diária: 2Reis 16-17; 2Crônicas 28
O
Semana 28 | Dia 196 | Sábado | Filipenses 3.17-21
objetivo da vida cristã é sermos semelhantes a Jesus Cristo. Para buscar e alcançar esse
objetivo, devemos estar diretamente comprometidos com a vida de santidade. Muitas vezes,
durante a caminhada cristã, podemos perder de vista o nosso objetivo. Podemos perder o
foco quando buscamos respostas para nossas dúvidas. Algumas pessoas buscam a Deus e ao Seu
povo para suprir uma solidão, outras para responder as suas curiosidades, outras para se
sentirem importantes, mas nada disso reflete nosso objetivo. Se houver desvio de propósito,
você já perdeu o foco. Todo aquele que buscar ser semelhante a Cristo, tem a Palavra de Deus
como base para sua vida. Um crente cheio do Espírito Santo e que deixa a Palavra de Deus
habitar em sua vida progride fielmente em direção ao objetivo. Algumas recomendações para
alcançarmos o objetivo: 1. Seguir exemplos; algumas pessoas podem nos ensinar na prática
como devemos proceder; 2. Fugir dos inimigos; 3. Focar nas expectativas.
Algumas igrejas estão fracas e desestimuladas porque perderam o foco. A simplicidade da
vida cristã é ser como Cristo. Isso nos envolve de tal maneira que seremos plenamente supridos
em todas as áreas. Garante que nós viveremos para glorificar a Deus, também garante que todos
os nossos relacionamentos serão do agrado de Deus porque são corretos.
Além disso, mantenhamos os olhos na Eternidade. Lá onde está a maior parte da nossa
história. Que cada passo aqui seja vivido como quem tem a Eternidade gravada nos seus olhos,
tal como orou Jonathan Edwards.
Esses relacionamentos nos direcionam de modo correto no serviço, de modo que teremos presença
relevante no evangelismo e no discipulado. Muitas vezes, estamos tão preocupados em mostrar para
outras pessoas o que podemos fazer que acabamos perdendo de vista o que realmente importa, ou seja,
Cristo!
E muitas vezes estamos tão ocupados com “as coisas desta vida” que esquecemos onde é a nossa pátria.
Como tem sido a sua vida quanto a isso? 
Leitura Diária: Isaías 13-17
O
Semana 29 | Dia 197 | Domingo | Provérbios 6.1-5
OS RISCOS DE SER FIADOR
texto de hoje fala sobre o risco de aceitar ser fiador, ou seja, assumir uma dívida que não é
sua, caso a pessoa não pague. E pior, sem desfrutar de nenhum benefício do que o outro
adquiriu. No caso, se quisermos evitar correr o risco de arcar com uma dívida de outro
precisamos pensar bem antes de tomar decisões. Observe que o texto não é uma proibição para
tal prática, antes alerta para a seriedade do tema, pois muitas vezes pessoas assumem o papel de
fiador por constrangimento, a fim de não magoar um amigo ou parente que precisa de ajuda.
Porém, não podemos tomar decisões com base na pressão, pois uma atitude impensada não
muda o fato de que o servo de Deus deve honrar seus compromissos e votos (cf. Ec 5.5; Mt
5.37).
Não obstante a ter que arcar com a dívida do outro, a Bíblia ainda nos explica como
podemos lidar com tal situação, a saber, não por meio de brigas, ofensas, vingança e inimizade,
mas, pedindo, incomodando e insistindo com o próximo para que ele pague. É por isso que ser
fiador é arriscado e deve ser uma decisão tomada com muito cuidado e de preferência, ser
evitada ao máximo (v.5).
É preciso lembrar que Deus o chamou para a liberdade, portanto, tome cuidado para não se prender a
alguém que pode prejudicá-lo. Às vezes é melhor magoar uma pessoa do que prejudicar a si mesmo e
sua família. Em contrapartida, se um dia você precisar pedir a ajuda de alguém para ser seu fiador, não
se magoe caso as pessoas se neguem a fazê-lo, e sempre se esforce para pagar suas próprias dividas e
não prejudicar alguém que o ajudou.
| 215 |
Semana 29 | Dia 198 | Segunda | Provérbios 6.6-11
TCHAU, PREGUIÇA
e eu lhe perguntasse o que você prefere fazer num dia de chuva, creio que
me diria que prefere ficar em casa “maratonando” uma série embaixo do
cobertor a acordar cedo e ir estudar ou trabalhar não é mesmo? Isso porque todos nós, de um
modo ou de outro, somos tentados pela preguiça.
Salomão sabia bem disso e, portanto, encorajou seu filho a lidar com a preguiça com
sabedoria. Ele usa o exemplo da formiga (que mesmo sem chefes, pais ou professores,
trabalham para prover para si mesmas) para mostrar que o descanso em excesso é errado, pois
fomos feitos para o trabalho, para a ação.
Assim, por meio de várias perguntas o autor bíblico busca não uma resposta verbal, mas
uma resposta prática, uma ação. Ou seja, não deixe o dia passar sem ter produzido nada de bom.
Assim, vemos que o melhor remédio contra a morosidade é a produtividade. Não adianta
esperar a preguiça ir embora, pois ela é viciante. Quanto mais não faço nada, menos quero fazer.
A preguiça não vai embora sozinha, é necessário ao servo de Deus ação, do contrário passaremos por
dificuldades na vida e precisaremos com urgência correr atrás de estudo e trabalho. Devemos lembrar
que Deus nos criou para sermos úteis e produtivos e, por isso, cabe a cada um de nós abraçarmos a
responsabilidade e o trabalho. Existe algum projeto ou sonho que você está deixando para depois? O
conselho de Deus é que você comece a agir hoje. Afinal, o sábio não é preguiçoso, mas trabalhador.
Leitura Diária: Isaías 18-22
Semana 29 | Dia 199 | Terça | Provérbios 6.12-19
NÃO SEMEIE A DISCÓRDIA
Você já viu alguém que, por pura diversão, intencionalmente, solta palavras venenosas a fim de
magoar, prejudicar ou separar amigos e irmãos (v.14)? Ela age sorrateira-
mente enganando suas vítimas, muitas vezes com ironia, “piscando o olho”, por exemplo, diz
para uma pessoa que ela está bonita, mas pisca o olho para uma terceira pessoa mostrando que
na verdade pensa o contrário do que falou (v.13). E faz isso não apenas para magoar suas
vítimas, mas também para gerar discórdia entre irmãos.
E para piorar, quando ela é pega em suas mentiras ela apela para o senso se humor dizendo
que estava brincando. Porém, o que tal mentiroso esquece é que Deus vê o coração. Então, por
mais que alguém pareça sincero nas palavras ou nos gestos, Deus sabe a verdade que está dentro
de cada um. Assim, devemos sempre ser verdadeiros nas nossas palavras e ações.
Nos versos 16 a 19, o autor enfatiza algo que Deus abomina, criando uma lista cujo último
item é a grande ênfase. Assim, após falar sobre seis coisas associadas ao pecado destacado no
texto de hoje, ele aponta para uma sétima questão que é o foco do texto,“aquele que provoca
discórdia entre irmãos” (cf. v.14).
Lembre-se, Deus quer promover paz no mundo por meio de Seus filhos. Devemos unir as pessoas com
palavras verdadeiras, de respeito e amor. Você gosta de provocar a discórdia entre as pessoas ou a
união? Nosso chamado é para a reconciliação, ou seja, unir as pessoas umas com as outras, e todas com
Deus (2Co 5.18-21).
Leitura Diária: Isaías 23-26
Semana 29 | Dia 200 | Quarta | Provérbios 6.20-24
A MELHOR PROTEÇÃO CONTRA A
IMORALIDADE
eja nas músicas, revistas, filmes e séries, ou mesmo nas campanhas
publicitárias mais variadas, sempre somos atacados por ideias ou imagens
imorais. Para ajudar seu filho a se afastar da imoralidade, Salomão implora novamente para que
ele siga seus conselhos. Provavelmente, o rei Davi, o avô do filho de Salomão, tenha escrito
anos antes vários conselhos sobre como vencer a imoralidade, tais como: “Como pode o jovem
manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Tua palavra” (Sl 119.9), ou seja, é na
Palavra de Deus que estão os conselhos e diretrizes para uma vida santa e pura.
Obviamente, não basta conhecer esses conselhos. Antes, é necessário amá-los, afinal o
mesmo rei Davi acrescenta: “Eu Te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie
dos Teus mandamentos. Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Sl
119.10-11). É por isso que Salomão instrui seu filho a não apenas ouvir seus conselhos, mas a
amarrá-los ao coração, ou seja, amá-los e valorizá-los (cf. Pv 4.23), e a prendê-los ao redor do
pescoço, ou seja, a permitir que sua mente seja guiada por tais preceitos e verdades (v.21).
Se quisermos que nós e nossos filhos desfrutemos de famílias bem estruturadas e felizes, devemos o mais
cedo possível ensinar sobre a pureza e a santidade. Devemos guiá-los pelos conselhos de Deus sobre o
que é bom, belo e puro; sobre como o homem e a mulher de Deus devem se comportar em todas as
áreas da vida. E é na Bíblia que encontramos tais recursos. Você tem buscado uma vida pura? Qual
guia você tem usado para ensinar seus filhos a viverem longe da imoralidade? Lembre-se: “A Tua
palavra é a lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119.105).
Leitura Diária: 2Reis 18.1-8; 2Crônicas 29-31; Salmos 48
P
Semana 29 | Dia 201 | Quinta | Provérbios 6.25-35
OS DANOS CERTOS DO ADULTÉRIO
ara proteger seu filho da “mulher imoral e dos falsos elogios da mulher leviana” (v.24),
Salomão faz um alerta mostrando o alto preço da imoralidade, aplicando seu ensino a um
caso de adultério (v.26). No texto, ele apresenta quatro danos certos que o adultério causa na
vida de quem anda por seus caminhos escusos.
1. O adultério traz consigo um castigo severo (v.26): no Novo Testamento vemos que os
imorais participarão da ira de Deus (cf. 1Co 6.13-20; 1 Ts 4.1-8). Porém, o adultério consegue
ser pior que a imoralidade pois envolve a quebra do voto matrimonial (cf. Pv 2.17).
2. O adultério traz um castigo inevitável (v.27-29): as ilustrações com fogo (v.27-28)
apontam para a ligação inescapável entre ato e consequência na esfera moral (v.29), como diz a
máxima: “quem brinca com fogo acaba se queimando”.
3. O adultério traz um castigo interminável (v.30-33): quando contrasta o estigma social
temporário do ladrão (que erra para matar sua fome), com o do adúltero (que erra para satisfazer
seu apetite sexual). Segundo Salomão, o primeiro caso até possui benevolência por parte da
comunidade, porém, o segundo sempre será tratado com desprezo.
4. O adultério não é um erro que pode ser indenizado (v.34-35): pois o adúltero, por mais
que se arrependa, jamais poderá indenizar o marido (esposa) traído. Antes, é bem provável, que
o cônjuge traído buscará vingança plena e, assim, o adultério não vale a pena.
Por mais que em nossa sociedade os relacionamentos sejam transitórios e superficiais, e até mesmo o
adultério seja encarado como algo normal, essa prática ainda fere o casamento e a família tal como
planejados por Deus e por isso deve estar longe de nossas vidas, famílias e igrejas.
Leitura Diária: Isaías 27-30
N
Semana 29 | Dia 202 | Sexta | Provérbios 7.1-5
A SABEDORIA DIANTE DOS SEUS
OLHOS
ão contente com os conselhos dados sobre a busca pela sabedoria, Salomão, agora, reitera
que é tolice abraçar a imoralidade. Ele insiste e implora a seu filho que “obedeça” às suas
palavras e “no íntimo” guarde os seus mandamentos (v.1). Seu pedido é para que o jovem
“guarde” os seus ensinamentos como “a pupila dos seus olhos”, ou seja, ele deveria estar em
constante contato com os ensinos do genitor (que fluem dos ensinos de Deus), pois agindo
assim, tanto honraria seu pai quanto protegeria sua própria vida.
O apelo em favor da sabedoria leva Salomão a acrescentar outras figuras ilustrativas.
Primeiro ele sugere que seu ensino fosse amarrado aos “dedos”, uma clara figura indicando que
o ensino da sabedoria deveria ser considerado como um anel que permanece com seu dono por
onde ele vai; e também sugere que tal instrução deveria estar escrita “na tábua do seu coração”.
Isso implica em encará-la de modo íntimo e pessoal, bem como que deveria ser obedecida com
amor e alegria. Depois, ele acrescenta uma última figura de linguagem: “diga à sabedoria: você
é minha irmã e chame ao entendimento seu parente”, ou seja, o servo de Deus precisa encarar a
sua Palavra com apego e intimidade tal qual um parente próximo, pois, agindo assim,
certamente ele conseguirá evitar a imoralidade e seus danos terríveis.
A Palavra de Deus é repleta de conselhos sobre a vida e a santidade. Quem os ouve e pratica viverá com
sabedoria desfrutando da intimidade com o Deus criador. Porém, quem os rejeita e abraça o caminho
da imoralidade sofrerá sérios e severos danos não só nesta vida, mas na próxima. A sabedoria está
próxima a você?
Leitura Diária: Isaías 31-35
O
Semana 29 | Dia 203 | Sábado | Provérbios 7.6-27
A TRISTE NOVELA DA VIDA REAL
texto mostra uma história que ilustra como o tolo é facilmente enganado pela imoralidade. A
narrativa começa com a apresentação das personagens. Primeiro
a vítima (v.6-9), um jovem tolo, quer por inocência ou por vontade deliberada, não ouve a
voz da sabedoria (v.7). Depois a caçadora, a mulher imoral, que na ausência do marido, sai
pelas ruas em busca de sua presa e não para até encontrar alguém que seja suficientemente tolo
para segui-la (v.10-12).
Na história vemos as táticas usadas pela mulher para seduzir o homem. Ela inicia agindo
de modo agressivamente sensual ao começar uma conversa de duplo sentido com o rapaz, onde
chama o jovem para uma refeição (v.13), e faz questão de deixar claro que está sozinha em casa
(v.14). Depois, bajula a vítima (v.15) e faz com que ele visualize e imagine os prazeres que pode
obter ao segui-la (v.16-17). Por fim, ela descaradamente faz suas propostas (v.18) e termina
mentindo ao jovem, garantindo a ele a certeza do prazer e da paz para praticar o mal (v.19-20).
Na sequência vemos as consequências sofridas pelo jovem que aceitou a proposta imoral
(v.22). Usando duas metáforas para a morte, o autor nos lembra que o pecado leva à morte (cf.
Rm 6.23; Tg 1.15).
Por fim, no epílogo (v.24-27), temos três conselhos que servem para todos aqueles que desejam evitar a
imoralidade: 1. GUARDE O CORAÇÃO! (v.25a): não fique fantasiando como seria tal caso de
adultério ou prazer da imoralidade; 2. GUARDE SEU CORPO! (v.25b): não se aproxime ou fique
perto da tentação, antes, evite, fuja! e 3. GUARDE SEU FUTURO! (v.26-27): pense seriamente nas
consequências de ter um caso de adultério antes de se envolver com alguém.
Seja sincero diante de Deus e converse com Ele sobre como está essa área na sua vida. Você poderia
expô-la para as pessoas sem nenhuma vergonha?
Leitura Diária: Isaías 36-37; 2Reis 18.9-19.37; 2Crônicas 32.1-23; Salmos 76
C
Semana 30 | Dia 204 | Domingo | Provérbios 8.1-5
A INSISTÊNCIA DA SABEDORIA
reio que você também não goste de ver uma criança birrenta no supermercado, ou um
vendedor que não para de oferecerum produto, ou ainda um número telefônico não
identificado que não para de ligar, não é? Mas, diferente dessas pessoas insistentes que querem
tirar algo de nós, a sabedoria age de modo insistente para nos oferecer um presente.
No texto de hoje, a sabedoria, personificada numa pessoa, vai atrás dos que necessitam de
seu auxílio. Ela age como um ser que não se esconde de nós, antes, ela sai pelas ruas chamando
a atenção de seguidores que queriam viver de modo diferente, sábio. Assim, ela também
exemplifica o próprio Deus, que sai em busca de nós pecadores, pois, se Ele não nos buscar,
jamais iremos até Ele. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o
ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44).
A mensagem que a sabedoria grita pelas ruas é: “A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha
voz. Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso” (v.4-5). Tal
mensagem é incrível, pois além de generosa é também aberta aos mais “inexperientes” e “tolos”, ou
seja, pessoas que aos nossos olhos não têm esperança para mudar suas práticas de vida. Mas esse, de
fato, é o tamanho do poder e do amor de Deus, ilimitado e disponível a todos os homens, mesmo aos
mais vis pecadores, como nós. E você? Tem ouvido aos convites e chamados da sabedoria? Lembre-se,
aos olhos de Deus, todos podem ser sábios.
365 Dias com Deus
N
Semana 30 | Dia 205 | Segunda | Provérbios 8.6-9
O VALOR DA SABEDORIA
a era das redes sociais, muitas são as vozes tentando chamar nossa atenção. A questão é
saber em quem confiar. Hoje, vemos a sabedoria chamando a atenção de seus ouvintes (cf.
8.1-5) declarando possuir coisas importantes a dizer para quem quer seguir a Deus: “ouçam,
pois tenho coisas importantes para dizer” (v.6). E ainda explica a importância de ser ouvida
pois, seus “lábios falarão do que é certo” (v.6b) e sua boca “fala a verdade, pois a maldade
causa repulsa aos meus lábios” (v.7). 
Assim, os conselhos de Deus devem ser a palavra final na vida de Seus filhos, pois “todas
as minhas palavras são justas; nenhuma delas é distorcida ou perversa” (v.8). Não podemos
admitir outra voz nos guiando, além da voz de Deus. E isso fica nítido quando Salomão prova
como a sabedoria muda e molda a vida dos que seguem ao dizer que para os que tem
discernimento e conhecimento (dos que já provaram da sabedoria), tal palavra se prova “clara”
e “reta” (v.9).
Tal verdade é ecoada no Novo Testamento quando Paulo explica o papel da Bíblia na vida do cristão:
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a
instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2
Tm 3.16-17). Nesses termos o convite da sabedoria, ou melhor, de Deus, é para que, num mundo de
muitas vozes, possamos ouvi-lo acima de todas as outras. Qual voz você tem ouvido? Seja sábio, ouça
sempre a voz de Deus!
Leitura Diária: Isaías 38-39; 2Reis 20; 2Crônicas 32:24-33
M
Semana 30 | Dia 206 | Terça | Provérbios 8.10-13
SABEDORIA PARA TOMAR DECISÕES
ais que meras informações, a sabedoria bíblica tem um valor moral e prático para quem
dela se apropria. Hoje, vemos Salomão apresentando seu valor inestimável (“prefiram a
minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa
do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela” - v.10-11). E por meio de
vários exemplos práticos (v.12-21), o autor nos mostra as qualidades e motivos pelos quais ela
deve ser buscada acima dos tesouros do mundo.
A primeira qualidade destacada que ela oferece é o discernimento para tomar boas
decisões: “Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom
senso” (v.12). Ou seja, a sabedoria não age ou reage de modo impulsivo ou explosivo, nem com
base em ideias subjetivas ou emocionais, mas com base na prudência (cautela) e bom senso
(equilíbrio nos julgamentos e ideias).
Boas decisões não apenas nos beneficiam, mas provam nosso temor ao Senhor quando nos
desviamos do mal: “Temer ao Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau
comportamento e o falar perverso” (v.13). Ou seja, ao darmos ouvidos à voz de Deus, tornamo-
nos aptos a nos desviar do mal e a amar o que é bom, ou seja, próprio Deus.
O que você realmente prefere, sabedoria ou riquezas? Lembre-se de que aos olhos de Deus, a
sabedoria bíblica é maior e mais valiosa que as riquezas deste mundo, pois ela, diferente dos bens
materiais, não pode ser roubada ou tirada de nós.
Sua vida realmente reflete a sua resposta?
Leitura Diária: Isaías 40-42; Salmos 46
N
Semana 30 | Dia 207 | Quarta | Provérbios 8.14-21
SABEDORIA PARA ADMINISTRAR A
VIDA
o capítulo 8 de Provérbios vemos a sabedoria se apresentando aos ouvintes e mostrando seu
grande valor. Hoje, ela nos ensina que é poderosa para nos guiar, pois até os poderosos do
mundo se tornam governantes melhores quando ouvem seus conselhos: “por meu
intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; também por meu intermédio
governam os nobres, todos os juízes da terra” (v.15-16).
Assim, a senhora sabedoria novamente aponta para outra de suas qualidades, a saber, que
ela é capaz de tornar seus seguidores melhores administradores de suas próprias vidas e bens.
Ao dizer que “Comigo estão riquezas e honra, prosperidade e justiça duradouras. Meu fruto é
melhor do que o ouro, do que o ouro puro; o que ofereço é superior à prata escolhida” (v.18-
19), Salomão nos ensina que ela é melhor, ou superior às riquezas materiais pois, tanto o tolo
quanto o sábio são capazes de obter ouro, mas o que tem sabedoria consegue fazer com que seus
recursos rendam ainda mais, pois pelos conselhos de Deus, sabem administrar sua vida e seus
bens.
Quantas pessoas você conhece que são extremamente desajuizadas com o modo como administram
seus corpos, sentimentos, famílias e bens? Na Bíblia os filhos de Deus encontram princípios e lições
que os conduzem em todas as áreas da vida. Até mesmo, em como administrar seus próprios recursos.
Lembre-se, ao contrário do ouro e da prata, a sabedoria não é algo que possamos herdar, por isso deve
ser buscada com afinco.
Leitura Diária: Isaías 43-45; Salmos 80
N
Semana 30 | Dia 208 | Quinta | Provérbios 8.22-31
SABEDORIA QUE É ETERNA
os anos 80 surge a “pílula da felicidade”, o Prozac. O antidepressivo mais vendido da
história por ser considerado como a cura da depressão. Porém, com o tempo viu-se que ele
não era “mágico” e nem oferecia a felicidade absoluta, como concluído no passado. Hoje,
psiquiatras demonstram preocupação com seu uso indiscriminado e salientam o perigo de evitar
a tristeza a qualquer preço. Recentemente, começaram a questionar se o remédio altera de forma
permanente os neurônios. Esse é um exemplo de como as verdades científicas humanas não são
absolutas.
Diferente da sabedoria humana que está sempre mudando, há uma verdade eterna e
imutável. Ela não precisa evoluir e nem descobrir coisas novas. Já sabe de todos assuntos, de
todos os tempos e todas as esferas. E é justamente essa a qualidade que a sabedoria ressalta
sobre si no texto de hoje: ela é eterna.
Após mostrar o que pode fazer nas mãos dos homens (v.14-21) a sabedoria, agora, fala
sobre o que fez nas mãos de Deus (v.22-31). É obvio que a sabedoria aqui, não é uma pessoa,
mas uma figura de linguagem que aponta para como Deus sempre foi sábio e perfeito em tudo o
que fez.
Seja no funcionamento, na beleza, na harmonia ou na ordem de todas as coisas do universo, nas
microscópicas ou gigantescas, vemos a grande sabedoria de Deus. Assim, se há alguma sabedoria que
devemos admirar e buscar é a sabedoria potente e eterna de Deus. Afinal, ela está disponível a nós (cf.
Tg 1.5), e não a sabedoria falha e mutável dos homens.
Leitura Diária: Isaías 46-49; Salmos 135
A
Semana 30 | Dia 209 | Sexta | Provérbios 8.32-36
SABEDORIA QUE NOS APROXIMA DE
DEUS
sabedoria conclui seu discurso, citando que o resultado final que ela produz na vida de quem
a segue

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