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Teste de Apercepção Infantil–
CAT-A e CAT-H 
Teste de Apercepção para Idosos
Quanto menores forem os 
recursos do ego para lidar com 
a situação proposta, maior será 
o grau de distorção aperceptiva
do estímulo.
Toda a produção projetiva, a 
história, é uma criação que 
expressa o modo pessoal do 
sujeito estabelecer contato com a 
realidade interna e externa.
CAT e SAT – inspirados no TAT de Henry Murray
 CAT = Teste de Apercepção Infantil, criado em 1949
por Leopold Bellak e Sonia S. Bellak.
 Método projetivo temático que objetiva revelar a
estrutura de personalidade da criança e sua maneira
de reagir e lidar com as questões do crescimento.
 Versão original = Figuras com animais, pois se
esperava que as crianças se identificassem mais
facilmente com esses do que com pessoas.
Histórico do CAT
• Os desenhos foram criados por Violet La Mont
(ilustradora profissional de livros infantis), sendo que
dos 18 criados, 10 foram considerados mais
significativos e posteriormente aplicados em crianças.
Histórico do CAT
• Objetivo:
• Verificar a dinâmica das relações interpessoais de
crianças;
• Identificar a natureza, força dos impulsos e
tendências de crianças;
• Elencar as principais defesas e como se
organizam.
• Posteriormente, 1965, foi criado o CAT-H.
Histórico do CAT
CAT-A 
• Instrumento projetivo usados na clínica com
crianças.
• CAT-A (versão animal) original= crianças de 3
a 10 anos.
• No Brasil a validação foi feita com crianças de
5 a 10 anos, aprovado pelo CFP em 2013.
CAT-H
• CAT-H versão com Humanos (pessoas)=
crianças de 7 a 12 anos – validado para
Brasil em 2016.
• Referencial teórico: psicanalítico
CAT-A / H
• As situações escolhidas para compor
cada prancha referem-se a aspectos
importantes do desenvolvimento da
criança:
✓fases oral, anal, fálica, complexo
edipiano, reações diante da cena
primária, relações objetais, etc.
• As figuras eliciam respostas a problemas de:
alimentação e orais; rivalidade fraterna; atitude e
percepção das figuras parentais; complexo edípico
e seu ápice na cena primária; fantasias de
agressividade (auto e hétero); aceitação pelo
mundo adulto; temor de ficar só à noite; possíveis
relações com masturbação, como se comportam no
banheiro e como os pais respondem à essas
situações;
CAT-A / H
Utilidade do CAT:
Contexto clínico: determinar quais fatores dinâmicos
podem estar relacionados ao comportamento da criança
em um grupo, na escola ou diante de eventos em casa.
Psicoterapia: como técnica lúdica, pode-se dramatizar as
respostas com a criança e proceder as interpretações
apropriadas.
Estudos longitudinais: investigação do desenvolvimento
infantil (intervalo de 6 meses).
Contexto que podem ser utilizados
Aplicação
• Individual.
• Adequar o vocabulário para a criança.
• Evitar a terminação “inho, inha” e os “por quê?”
• Deixar o teste longe do alcance da criança, bem como
canetas e lápis.
• Seguir a sequência numérica.
• Não interromper o discurso da criança.
• Se mostrar interessada em relação a história.
• Pedir para a criança colaborar conosco.
Aplicação
• Se a criança for pequena, repetir a cada lâmina as
instruções.
• Crianças pequenas tem a tendência a descrever as
lâminas. Repetir o rapport (quantas vezes for
necessário).
• Tempo de aplicação livre, podendo ser aplicado em
duas vezes, mas normalmente se usa uma sessão
de 45 minutos.
• Se for uma criança prolixa, pode precisar de mais
tempo.
Quebra do ritmo
• Tudo que for extra teste tem que ser negociado para o
final. Por exemplo, se a criança quiser ler o que está atrás
das lâminas; pedidos para ir ao banheiro (cuidar a
frequência)
• Não vale nota, não é para o colégio, não tem CERTO e nem
ERRADO.
• Só se interrompe se a gente não entender o que a criança
está falando.
Dicas
• Anotar durante a aplicação todo e qualquer 
comportamento da criança.
• Muitas vezes a criança pede que o examinador 
também conte uma história. Uma alternativa é 
combinar que no final da tarefa o examinador 
poderá contar-lhe uma história. 
Dicas
• Nas lâminas 5, 6 e 9 é comum a verbalização de que
os personagens estão dormindo.
O examinador pode perguntar “o que sonhou X?”.
Várias pesquisas encontraram que as respostas contém
mais material inconsciente do que o tema original,
baseado mais na fantasia.
■ Tema principal: abrange a ‘temática’ que consta na ficha de
sistematização da análise de conteúdo a fim de ter uma visão
geral da produção da criança, o que ajuda a orientar a
interpretação. Não é em si uma característica da
personalidade.
■ EX: Cartão 7: Menina, 9 anos.
■ “Tem um tigre que quer pegar o macaco. O macaco está
pensando: ‘será que esse tigre quer me comer?’, sentindo
medo. O tigre está nervoso, pensando em pegar o macaco. (O
que aconteceu antes?) o macaco estava pirraçando ele e o
tigre ficou nervoso e foi pra cima. (O que aconteceu depois?) O
leão, rei, deixou o tigre 1 mês sem sair de casa.”
Levantamento e Interpretação
(Bellak & Adams,1998)
• Nível descritivo (descreve a cena relatada na história):
macaco provoca o tigre que fica nervoso e quer comê-lo.
Leão deixa tigre preso em casa.
• Nível interpretativo (requer trabalho interpretativo do
psicólogo avaliador a fim de entender o que da história da
criança está sendo retratado na narrativa): se faço algo
errado, sofro consequências e, quando ameaçado, alguém
me ajuda.
• Nível diagnóstico (psicólogo deve integrar narrativa com
compreensão do caso): há indicativo de SE frágil e
dificuldade de controle dos impulsos, associadas à
expectativa de proteção por parte do ambiente,
possivelmente a figura paterna.
Levantamento e Interpretação
(Bellak & Adams,1998)
• Temática (psicólogo deve verificar se o tema está de
acordo com o esperado para o estímulo. Se não
estiver, deve tentar compreender se a criança se
afastou do tema comumente evocado em função
de ansiedade, uso de defesa ou problema de teste
de realidade): frequentemente evocada, o tigre
ameaça macaco.
• Percepção dos elementos do estímulo: Adequada.
Levantamento e Interpretação
(Bellak & Adams,1998)
CAT-A: 9 dimensões
1. Autoimagem
2. Relações Objetais
3. Concepção do 
Ambiente
4. Necessidades e 
Conflitos
5. Ansiedades
6. Mecanismos de Defesa
7. Superego
8. Integração do Ego
9. Análise de Conteúdo
SAT – Senior Apperception Technique
• Objetivo: investigar problemas específicos do
envelhecimento e as atitudes e preocupações das pessoas
idosas em relação ao envelhecimento.
• Criado por Leopold e Sonya Bellak em 1973
• As figuras do SAT foram criadas para investigar os
pensamentos, as atitudes e os sentimentos de pessoas
idosas.
SAT – Senior Apperception Technique
• Os estímulos sugerem explicitamente temas como
solidão, problemas de saúde, sentimentos de inutilidade
ou impotência, baixa auto-estima.
• Mas também, situações que se prestam à projeção de
sentimentos mais positivos, como a alegria da
convivência com os netos e os prazeres das interações
sociais em jogos ou festas.
SAT – Senior Apperception Technique
• Se evitou atmosferas excessivamente tristes, pois
poderiam desestimular a participação.
• Estímulos são suficientemente ambíguos para permitir
interpretações individuais diversas.
• E procuram apresentar situações de diferentes grupos
étnicos e socioeconômicos.
SAT – Senior Apperception Technique
• Possui 17 cartões com personagens de diferentes idades e
pelo menos 1 idoso.
• Recomenda-se a seleção de um conjunto básico de 8 a 10
cartões – quando o idoso se cansa facilmente ou que
apresente atenção limitada.
• Conjunto básico: 1,2,3,6,8,9,10 e 12.
SAT – Senior Apperception Technique
• Possui 17 cartões com personagens de diferentes idades e
pelo menos 1 idoso.
• Recomenda-se a seleção de um conjunto básico de 8 a 10
cartões – quando o idoso se cansa facilmente ou que
apresente atenção limitada.
• Conjunto básico: 1,2,3,6,8,9,10 e 12.
SAT
■ Bellak, L.,& Bellak, S. S. (1998). CAT-A: teste de apercepção
infantil com figuras de animais. Mestre Jou.
■ Tardivo, Leila de la Plata Cury. Pesquisas com métodos 
projetivos com crianças e idosos no contexto brasileiro hoje: 
contribuições do SAT, CAT e Teste do Desenho da Pessoa na 
Chuva. In: Métodos projetivos e suas demandas na Psicologia 
contemporânea. ASBRO, 2016.
Referências

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