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Diagnóstico Psicopedagógico

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CADERNO DE TRABALHO 
DA SALA DE RECURSOS 
PROFESSORA NORA NEY QUEIROZ 
2014 
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
O que é o Diagnóstico Psicopedagógico? 
 
 
O diagnóstico psicopedagógico é, sem dúvida o ponto de partida para uma 
tentativa de compreensão das dificuldades de aprendizagem. 
A tarefa diagnóstica, tanto em nível institucional quanto clínico, é, 
indispensável ao psicopedagogo, pois o auxiliará na tomada de decisões. 
Constitui, na verdade, um processo, um contínuo sempre revisável, pois a 
investigação das causas das dificuldades prossegue durante todo o trabalho 
de intervenção. 
A realização do diagnóstico varia entre os profissionais, dependendo da 
postura teórica da cada um. 
Para a realização do diagnóstico psicopedagógico o profissional, de um modo 
geral, desenvolve as seguintes atividades: 
- anamnese( reconstrução da história de vida da criança); 
- análise do material escolar desde a pré- escola; 
- contato com a escola( direto ou através de questionário); 
- observação do desempenho em situação de aprendizagem; 
- aplicação de testes psicopedagógicos específicos; 
- solicitação de exames complementares( psicológicos, neurológicos, 
oftalmológico, audiométrico, etc.) dependendo do caso. 
O conhecimento da etiologia é fundamental, não somente para determinação 
de prioridades de tratamento e para a escolha de metodologias específicas, 
mas, especialmente, para o planejamento de soluções preventivas e/ou de 
caráter social mais amplo.( Kiguel,1990). By Lully. 
fonte:http://aprendizagemafetiva.blogspot.com.br/2012/10/o-diagnostico-
psicopedagogico.html 
Diagnóstico Psicopedagógico Clínico 
 
 
O diagnóstico psicopedagógico busca identificar as causas do sintoma da 
não-aprendizagem e seu significado; reconstruir a história pessoal do sujeito, 
identificando possíveis fraturas do desenvolvimento; identifica a modalidade 
de aprendizagem do sujeito nos níveis epistêmico e do desejo; realiza o 
diagnóstico operatório e representações conceituais através do jogo e da 
representação simbólica. 
O diagnóstico contempla as seguintes fases: motivo da consulta 
(enquadre com a família); enquadre com o paciente e sessão lúdica; hora do 
jogo; história vital; visita à escola para entrevista com a professora; provas 
projetivas de Jorge Visca, provas operatórias de Jean Piaget, avaliação 
corporal, jogo; avaliação da lecto-escrita e avaliação matemática 
(intercalando as sessões e fazendo uso de diferentes instrumentos); 
devolução para o paciente; devolução para a família; devolução para a escola. 
http://www.grupopsicopedagogiando.com.br/p/blog-page_8104.html
Lembro que não existe uma sequência fixa para os passos do diagnóstico, 
tudo vai depender do vínculo e das necessidades do paciente. Entretanto, é 
importante lembrar que deve-se analisar os dados coletados e considerá-los 
sempre contextualizados, nunca de maneira isolada. 
Após a conclusão do diagnóstico psicopedagógico, é criado o plano de 
intervenção, que é a organização da ação e de um espaço que favoreça a 
reconstrução dos aspectos cognitivos do sujeito e de seu vínculo com a 
aprendizagem, através da brincadeira, do jogo, do desenho e da busca 
prazerosa pelo aprender. 
 
 
PRIMEIRA SESSÃO DIAGNÓSTICA 
 
O primeiro encontro sempre gera ansiedade em ambas as partes, terapeuta e 
paciente (família). A definição da forma da primeira entrevista vai depender do 
primeiro contato com a queixa que geralmente é feita por telefone. 
A primeira entrevista deves ser feita com os pais caso o paciente: 
« Já teve ou tem tratamento com outros profissionais como psicólogo, 
neurologista, fonoaudiólogo, psiquiatra, etc. 
« Quando há duvida sobre diagnóstico anterior; 
« Quando há discordância entre pais e escolas; 
« Quando pais separados estão em atrito; 
« Desvio muito grande entre idade cronológica e idade escolar; 
Entrevista Familiar Exploratória Situacional – EFES é uma entrevista realizada 
com a criança e a família pode ser realizada primeiramente objetivando 
compreender: 
« A queixa nas dimensões familiares; 
« As relações e expectativas familiares com relação à aprendizagem e 
terapeuta; 
« A aceitação e engajamento da família no diagnóstico; 
« Realização do contrato; 
« Esclarecer o que é um diagnóstico psicopedagógico; 
« Criação de um clima de segurança. 
É muito importante o registro fiel dessa entrevista, pois ao longo do processo 
diagnóstico fatos omitidos ou esquecidos podem ser acrescentados 
posteriormente o que modificara também a construção de hipóteses que 
http://psicopedagogiaeducacao.blogspot.com.br/2009/09/primeira-sessao-diagnostica.html
variam ao longo do processo diagnóstico. Os dados colhidos na EFES devem 
ser comparados com os materiais colhidos durante o diagnóstico. 
A presença doa pais na primeira entrevista juntamente com a criança somado 
a um ambiente atrativo (lúdico) facilitará o retorno da criança ao terapeuta 
contribuindo para que ela fique a sós com o mesmo. 
É importante que a primeira entrevista com adolescente eja junto com os pais 
pois isso permitirá que o mesmo exponha sua dificuldade em nível de 
igualdade com os pais e terapeuta. A presença do terapeuta possibilita 
autonomia ao adolescente. Em alguns casos não se torna necessário dar 
continuidade ao diagnóstico, pois nessa entrevista pais e adolescente entram 
em consenso para a solução da queixa. 
A EFES e desnecessária em alguns casos quando o paciente que procura o 
atendimento é um adolescente ou adulto. Com adolescentes, após a conversa 
inicial o terapeuta deve lançar desafios se ele não se dispuser a conversar 
espontaneamente, mas se o paciente é colaborador deixa em aberto algumas 
atividades com a utilização de jogos, sem forçar a sua participação. Nunca se 
deve propor problemas matemáticos o tarefas escolares, pois o que levou o 
paciente procurar a terapia foi uma dificuldade escolar e ele não vai querer 
deixar evidente o seu “ponto fraco”. 
 
Outro tipo de entrevista que pode ser utilizada na primeira sessão diagnóstica 
é a Entrevista Centrada na Aprendizagem – EOCA. As propostas da EOCA 
variam de acordo com a idade e escolaridade do paciente. Os materiais 
utilizados para criança são: folhas de papel tipo oficio, papel paltado, folhas 
coloridas, lápis preto novo sem ponta, apontador, borracha, régua, caneta 
esferográfica, tesoura, cola, pedaços de papel lustroso, livros, revistas. 
Deve-se deixar a criança produzir livremente durante essa sessão. É 
necessário observar três aspectos: a temática, a dinâmica e o produto feito 
pelo paciente, e partindo dessas observações constrói-se o primeiro sistema 
de hipóteses para continuar o diagnostico. 
Para o adolescente a cessão é semelhante a da situação anterior, basta 
somente adequar às atividades ao nível de desenvolvimento cognitivo formal. 
Além da EFES e EOCA existem outras opções para a realização da primeira 
sessão diagnóstica podemos citar: 
« Entrevistas de motivo de consulta 
« Entrevista de anamnese 
« Entrevista Familiar DIFAJ (Alicia Fernandez) 
 
O importante é obter informações que auxiliem na compreensão do paciente 
cógnita, afetivo-social, e pedagogicamente. Para a construção de hipóteses 
que nortearão a seqüência diagnostica e as instrumentos a serem usados. 
 
 
 
 HORA DO JOGO DIAGNÓSTICA 
 
A hora do jogo diagnóstica é um instrumento utilizado no processo 
psicodiagnóstico que objetiva conhecer a realidade do paciente quando este é 
uma criança. Pois a atividade lúdica é para a criança um meio de 
comunicação semelhante à expressão verbal nos adultos. 
Existe uma diferença entre a hora do jogo diagnóstica e a hora do jogo 
terapêutica. A diagnóstica tem começo, desenvolvimento e fim em si mesmo, 
objetivando conhecer o problema e suas possíveis causas. A terapêutica é 
contínua e existem modificações estruturais advindas da intervenção do 
terapeuta. 
A hora do jogo diagnóstica é precedida das entrevistas realizadas com os pais 
e no primeiroseus objetivos, entre outras possíveis ações. 
 
No que se refere especificamente à turma, percebe-se que a competição 
existente acirra as divergências, dificulta as relações e compromete o sucesso 
do aprender. A falta do enquadramento e a dificuldade de comunicação 
interferem no planejamento, na organização e na integração do grupo como 
um todo e do grupo com a escola. 
 
A instituição, no entanto, apresenta uma condição importante de abertura para 
a mudança, percebida nas várias instancias entrevistadas. Este desejo de 
mudança e de crescimento pode favorecer a criação e a execução de projetos 
que possam contribuir para tal, o que indica um prognóstico favorável. 
 
Com objetivo de minimizar e ou superar os fatores responsáveis pelo 
aparecimento do sintoma, faz-se necessárias uma intervenção 
psicopedagógica em dois níveis: 
 
-um primeiro que envolva a instituição como um todo, visando a discussão 
dos princípios que regem a ação pedagógica e uma possível atualização dos 
mesmos para que não sejam sentidos como obstáculos na ação de 
ensinar/aprender. Este item deve ser realizado a longo e médio prazo e deve 
envolver todas as instâncias da instituição (órgão mantenedor, direção, corpo 
técnico, corpo docente, pais e corpo discente); 
 
- um segundo que ofereça um apoio imediato à turma X, objetivando criar um 
espaço para a informação, reflexão e mudança da atitude frente às questões 
ligadas à sexualidade e às interferências no processo de 
ensino/aprendizagem. Esta ação deve envolver os alunos da referida turma, 
seus pais e professores. Para tal, estamos encaminhando o Projeto de 
Intervenção Psicopedagógica, para a referida análise e aprovação. (RIGOLIN 
et al, 1999, p.55-57). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE DEVOLUTIVA FINAL COM 
ENCAMINHAMENTOS DEVOLUTIVA FINAL COM 
ENCAMINHAMENTOS 
 
O aprendente em estudo, XXXXXXXXX, (10 anos – cursando o 3º EF) traz um 
histórico de vida marcado por: 
 
- Debilidade do vínculo paterno e familiar bem como carências quanto ao 
suprimento de suas necessidades básicas no que diz respeito ao orgânico e 
psicoafetivo; 
 
- Um meio familiar e social que não possibilitou construções enriquecedoras 
quanto ao seu conhecimento de mundo; 
 
- Construção de baixa autoestima produzida pelo fracasso escolar; 
 
- Inadequação pedagógica favorecida por um modelo de aprendizagem 
limitado ao princípio de acomodação cognitiva, descontextualizado e pautado 
no estímulo à dependência e nos recursos básicos da memorização. 
 
Em suma a hipótese diagnóstica evidencia obstáculos que diz respeito à falta 
de conhecimento de determinados conteúdos que permita ao sujeito novas 
elaborações do saber. E revela obstáculos relacionados à vinculação afetiva 
que se estabelece com as situações de aprendizagem, podendo se 
apresentar de diferentes formas e múltiplas motivações. A criança apresenta 
uma modalidade de aprendizagem em desequilíbrio quanto aos movimentos 
de assimilação e acomodação; sintomatizada na hiperacomodação. 
 
Portanto, quanto às recomendações necessárias ao desenvolvimento desta 
criança considera-se: 
- Intervenção psicopedagógica com inclusão de jogos terapêuticos, técnicas 
projetivas psicopedagógicas que viabilizem a ressignificação das primeiras 
modalidades de aprendizagem; 
- Atividades contextualizadas de escrita e leitura com a utilização de variados 
portadores de textos para que a construção das hipóteses linguísticas possa 
ser elaborada com segurança; 
- Trabalho pedagógico que considere a singularidade do sujeito dentro do 
grupo e valorize seu conhecimento de mundo, realizado a partir de um 
planejamento flexível, com objetivos claros e estratégia metodológica criativa 
e desafiadora que combine os diferentes estilos de aprendizagem: 
Sinestésico, Visual, Auditivo; 
 
Diante dos resultados apresentados se faz necessárias intervenções por um 
profissional de psicopedagogia, acompanhamento psicológico especializado, 
mudanças na rotina diária no ambiente familiar e escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE SESSÃO PSICOPEDAGOGICA 
 
ROTEIRO DA SESSÃO PSICOPEDAGÓGICA 1ª e 2ª sessões 
 
 1- ACOLHIDA: CONVERSA (APRESENTAÇÃO) – Nome, profissão, horário e 
material. 
 2- CAIXA LÚDICA/AEOCA – Avaliar a leitura e raciocínio quando indagar 
sobre o jogo, quando ler a capa, os nomes... 
 3- TRABALHO PSICOMOTOR CORPORAL: EQUILÍBRIO: jogo de 
amarelinha, andar sobre a linha de olhos fechados. 
 4- PROPOSTA DE MESA: - PROPOSTA (atividade) do abc; - Padrão gráfico 
1 e 2 5- ENCERRAMENTO: Fazer uma retrospectiva da sessão Após 
apresentação formal entre aprendente e psicopedagogoa foi mostrada para o 
aprendente a caixa lúdica onde ele ficou a pensar o que seria aquela caixa. 
Solicitei que o mesmo pegasse algo que ele gostasse de dentro da caixa ao 
abrir a caixa lúdica ele olhou o que tinha dentro da caixa e questionou o que 
era aquele material que continha dentro da caixa. 
 No segundo momento, depois de ter observado bem os componentes que 
tinha dentro da caixa lúdica o aprendente pegou um boneco e falou que ele 
tinha um boneco igual o que ele pegou. O aprendente também ficou a todo 
instante curioso ao ver a pasta AEOCA e indagou o que iríamos fazer com 
tanta coisa que estava dentro da caixa lúdica e dentro da pasta AEOCA. 
 No terceiro momento, nós desenvolvemos um trabalho psicomotor muito bom 
através de jogo de amarelinha e andar sobre a linha de olhos fechados foi 
aonde eu pude perceber que o aprendente tem um excelente equilíbrio 
corporal. 
 No quarto momento eu procurei trabalhar a proposta de mesa mais como o 
aprendente tinha apenas cinco anos de idade e faltando poucos dias para 
completar seis anos de idade e matriculado nas primeiras serias iniciais 
(alfabetização), observei que ele sentiu uma grande dificuldade em 
desenvolver estas atividades tanto como o teste do ABC como o Padrão 
Gráfico 01 e 02. Então eu procurei enfatizar mais na atividade do equilíbrio 
corporal e no reconhecimento de algumas figuras diversas tendo como um 
bom resultado positivo. 
 
ROTEIRO DA SESSÃO PSICOPEDAGÓGICA 3ª e 4ª sessões 
1- ACOLHIDA: Conversa 
2- CAIXA LÚDICA/AEOCA – Avaliar a leitura, matemática e raciocínio lógico, 
quando indagar sobre o jogo, quando ler a capa, os nome... 
3- TRABALHO PSICOMOTOR CORPORAL: 
 LATERALIDADE – direita, esquerda, em cima, em baixa, em frente, atrás... 
(jogo); ESQUEMA CORPORAL – montar as partes do rosto, ou dizer as 
partes do corpo e ele a pontar. 
 4- PROPOSTA DE MESA: - PROPOSTA (atividade): 
 Teste do ABC: 3 a 4 provas; 
- PLANO B: Provas operativas de PIAGET – 1 a 2 provas 
5- ENCERRAMENTO. Ao chegar para esta sessão conversamos a respeito 
do que ele tinha feito na escola e fizemos uma recapitulação da sessão 
anterior. No segundo momento procurei ler para ele algumas historinhas de 
uma coleção de livros do personagem vida marinha (descobrindo o mar) para 
poder observar o seu poder de percepção e interesse no que escuta, 
contamos de 01 a 10, fizemos alguns jogos de raciocínio lógico. No terceiro 
momento passei a trabalhar a lateralidade do aprendente a partir de 
brincadeiras como: frente a frente, jogos de reconhecimento esquerda-direita, 
jogos para o membro inferiores, percepção do seu lado dominante etc. No 
tocante do esquema corporal o aprendente montou as partes do rosto através 
de recorte de uma figura tendo como objetivo principal o conhecimento das 
partes do rosto. No quarto momento foi usada a proposta de mesa com a 
realização de uma Prova Operatória de Piaget com massa de modelar. No 
tocante o aprendente se saiu muito bem durantes esta sessão 
psicopedagógica, pude perceber que o mesmo já se encontrava mais solto e 
bastante aberto para o diálogo deixando de lado um pouco a sua timidez. 
 
 
SESSÃO PSICOPEDAGÓGICA 5ª e 6ª sessões 
1- ACOLHIDA: Conversa sobre o final de semana. 
 2- CAIXA LÚDICA/AEOCA – Avaliar a leitura e raciocínio quando indagar 
sobre o jogo, quando, ler a capa,os nomes... 
3- TRABALHO PSICOMOTOR CORPORAL: COORDENAÇÃO MOTORA 
FINA E AMPLA – jogar bola com as mãos, chutar a bola... 
4- PROPOSTA DE MESA: Provas operatórias de Piaget: - Seriação; - 
Conservação quantidade. 
5- ENCERRAMENTO: Falar sobre o encerramento destas sessões e a 
guardar o próximo encontro. O aprendente ao chegar para esta última sessão 
da primeira etapa de intervenção psicopedagógica conversamos a respeito do 
que ele tinha feito no final de semana. O mesmo falou que sentiu saudades 
das nossas brincadeiras e que estava ansioso para começar com as nossas 
sessões psicopedagógicas e que hoje ele estava com vontade de fazer tudo 
que fosse solicitado. 
 No segundo momento, procuramos explorar bastante a Caixa Lúdica e a 
Pasta AEOCA avaliando o aprendente da melhor maneira possível aonde 
foram realizadas brincadeiras com jogos da memória, pintura a mão e com 
pincel, leitura de revista em quadrinho do BEN 10 no qual o aprendente gosta 
muito. 
No terceiro momento, procurei trabalhar o psicomotor corporal do aprendente 
na observação da sua coordenação motora fina e ampla nesta atividade o 
aprendente desenvolveu da seguinte forma: O aprendente diante das 
brincadeiras ficou mais solto e mais expressivo, juntos fizemos algumas 
atividades como: recortar, jogar bola com as mãos e chutar bola. 
No quarto momento, foi sugerido para o aprendente a proposta de mesa 
sendo usadas as Provas Operatórias de Piaget como a de seriação e 
conservação da quantidade. Quanto à parte da seriação eu procurei usar o 
jogo dos palitos, 10 palitos com aproximadamente 1 cm de largura com uma 
diferença de 0,6 mm de altura entre um e outro, sendo que o primeiro tem 
aproximadamente 11,5 cm. E quanto à parte da Conservação e Quantidade 
usamos o jogo da conservação da quantidade da matéria com 02 massas de 
modelar de cores diferentes com aproximadamente com 4 cm de diâmetro, 
inicialmente começamos o jogo fazendo duas bolas iguais de cores diferentes, 
no segundo momento fizemos modificações da forma fazemos uma bola e a 
outra em forma de uma salsicha, no terceiro momento fizemos uma bola e a 
outra um achatamento e no quarto momento do jogo fizemos bolinhas 
novamente de uma cor fizemos apenas uma bola e da outra cor fizemos cinco 
bolinhas pequenas do mesmo tamanho. Apesar de pouca idade o aprendente 
desenvolveu muito bem estas atividades. 
 
 Ao término desta primeira etapa destas seis sessões psicopedagógicas 
conversarmos sobre uma pausa durante alguns dias mais que em breve 
voltaríamos a nos encontramos para mais uma nova sessão psicopedagógica. 
No começo o aprendente não entendeu mais aos poucos ele foi criando certo 
entendimento a respeito do que conversamos da pausa das sessões. 
 
Durantes estas sessões psicopedagógicas que foram realizadas com o 
aprendente eu pude perceber que na organização das estratégias de jogo o 
aprendente utilizou adequadamente seus recursos cognitivos. O interesse 
demonstrado pelo aprendente, à alegria ao ganhar e o vínculo positivo 
estabelecido durante as sessões lúdicas foram percebidos claramente. 
 
A partir desta sessão o aprendente passou a tomar iniciativa para escolher o 
jogo, para ler as regras, demonstrou curiosidade para entender o objetivo do 
jogo, começou a se sentir mais feliz, mais confiante e aceitando melhor as 
regras e lidando melhor com as perdas. As vitórias conseguidas em relação 
aos processos cognitivos, motores, físicos e sociais, foram gratificantes ao 
final desta primeira etapa de intervenção psicopedagógica, embora seja 
indispensável à continuidade do atendimento, com a colaboração primordial 
da família, escola e demais profissionais encaminhados. 
 
 Embora os resultados obtidos ainda não sejam muito visíveis aos olhos da 
família e escola, através de inúmeras observações, os resultados foram de 
grande valia. Nas sessões com o aprendnete percebia-se a alegria 
demonstrada pelo o mesmo ao jogar e o quanto isso proporcionou um vínculo 
forte com esta estagiária em Psicopedagogia Clínica, o que facilitou para que 
a criança aprendesse a lidar melhor com seus medos e inseguranças, a lidar 
melhor com a aceitação de limites e demonstrando mais interesse por aquilo 
que estava sendo jogado durante as sessões psicopedagogicas. 
 
Do ponto de vista psicopedagógico, o processo de aprendizagem envolve não 
somente a fala do sujeito que aprende, mas também a fala de quem ensina. 
Muitos educadores desvalorizam a brincadeira acreditando que o mais 
importante na escola é aprender a ler e escrever esquecendo que a 
brincadeira e o jogo constituem-se em uma necessidade humana e foi através 
deste contexto que partiu a fase da devolutiva. 
 
DEVOLUTIVA/ENCAMINHAMENTO 
 
Na devolutiva, recomendamos aos pais um investimento maior e mais real no 
processo de dissociação do filho, dando-lhe oportunidade de criticar, 
discordar, para que possa construir-se como sujeito, o que não os impediria 
de exercer o interdito, para que a criança, mesmo desenvolvendo seu senso 
crítico, tendo seu próprio pensamento, se submeta às regras de convivência 
interpessoal. Sugerimos que, o acompanhamento com o aprendente deve 
continuar com um psicólogo. Pois, o aprendente não apresenta nenhuma 
dificuldade de aprendizagem apenas apresenta problemas emocionais por 
conta do desajuste familiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE SUMÁRIO PARA RELATÓRIO CLINICO 
SUMÁRIO 
1-APRESENTAÇÃO 
2-INTRODUÇÃO 
3- OBJETIVOS 
3.1 Objetivo geral 
3.2 Objetivo específico 
4- IDENTIFICAÇÃO DA ISTITUIÇÃO 
5-DEMANDA DO APRENDENTE 
6-CRONOGRAMA (PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO) 
7-PLANO DE DIAGNÓSTICO 
7.1 Anamnse 
7.2 Entrevista com a professora 
7.3 Hipóteses diagnósticas/sessões de avaliação 
7.4 Devolutiva/encaminhamento 
8-PLANO DE INTERVENÇÃO 
8.1 Atividades realizadas 
9-AVALIAÇÃO DA PRÁTICA 
9.1 Auto avaliação 
9.2 Supervisão da prática 
10-BIBLIOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PSICOPEDAGOGICO 
 
FASES DO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO: 
a) Observação participante: 
A observação é altamente usada em Psicopedagogia porque ela está atrelada 
ao “ouvir” e ao “olhar” que o Psicopedagogo dirige a todos aqueles que 
procuram o seu apoio. A observação é participativa porque parte do princípio 
da “empatia”, da “interação” do “estar contingente” com a situação vivenciada 
sem impor opiniões e pontos de vista, e sendo afetado por ela. Ao 
Psicopedagogo não basta ouvir o que o outro tem a dizer, ele tem de 
participar, auxiliar o outro a articular, a se “resignar” - conformar-se, conciliar-
se, harmonizar-se diante de sua história de vida para poder ressignificar-se, 
ou seja, dar um novo significado à sua história e ações. 
b) Entrevistas: 
As entrevistas realizadas com os pais (Anamnese), com os professores, 
coordenadores e com outros profissionais têm por finalidade aprofundar as 
questões apresentadas, esclarecer o que foi observado, entender a 
modalidade de ensino-aprendizagem de cada envolvido, entender os 
significados ocultos em seus discursos, trocar informações, entender quais 
são os mitos e as crenças a respeito da aprendizagem. 
Para que as entrevistas tenham eficiência é necessário que se crie, antes de 
tudo, um vínculo de confiança entre as partes envolvidas baseado na ética, na 
moral e no respeito mútuo na medida em que somente um encontro baseado 
nesse vínculo permitirá a aprendizagem de todos os envolvidos. 
c) Análise de documentos: 
Os documentos produzidos durante as entrevistas, os dados coletados de 
outros profissionais e os trabalhos realizados pela criança são usados no 
sentido de contextualizar o que foi observado, para explicitar as vinculações 
conscientes e inconscientes, e para identificar a modalidade de ensino-
aprendizagem dos envolvidos e, conseqüentemente, para dar continuidade ao 
atendimento. 
d) Orientação aos pais: 
A orientação aos pais e responsáveis deve esclarecer dúvidas, preparando e 
organizando procedimentos de maneira sistemática afimde que a dinâmica 
familiar possa ser ressignificada gradativamente com apoio, fundamentação 
teórica e supervisão constante, para melhor conduzir as crianças na 
construção das modalidades de aprendizagem. 
e) Orientação escolar: 
A orientação escolar visa auxiliar professores, técnicos e profissionais da área 
diante das complexidades apresentadas no cotidiano, bem como, na busca da 
aplicabilidade de novas técnicas e conhecimentos com a intenção de eliminar 
as fraturas de aprendizagem. É importante analisar a situação do aluno com 
dificuldades dentro dos limites da escola e da sala de aula, a fim de 
proporcionar orientações e instrumentos de trabalho aos professores, para 
que sejam capazes de modificar o conflito estabelecido; avaliar o espaço 
físico e psíquico da aprendizagem quanto aos seus processos didáticos-
metodológicos e a dinâmica institucional utilizada; observar: o material 
didático e sua utilização, as aulas, os professores, os alunos e as relações 
estabelecidas professor, aluno e escola; e diagnosticar as rupturas e 
apresentar soluções contextualizadas à escola e seus objetivos. 
f) Acompanhamento Individual: 
O acompanhamento individual visa compreender o sujeito de maneira global, 
percebendo qual é a dimensão da suas relações: família, escola e sociedade 
e como o sujeito aprende, qual a dificuldade de aprendizagem e qual a 
hipótese da fratura do aprender. 
Esse movimento se dá diretamente com o sujeito num atendimento 
individualizado, buscando investigar, intervir e significar o que não vai bem 
com o sujeito seja no âmbito da aprendizagem ou no âmbito social sempre 
numa perspectiva de ressignificação dos conceitos. 
g) Produções do atendido 
Os trabalhos elaborados pela criança servem de apoio e guia para uma boa 
análise do processo. É normal que a criança queira levá-los para casa, 
principalmente se for um desenho, uma pintura, modelagem em argila etc. 
Explique antes de iniciar os encontros que tudo o que for produzido deverá 
permanecer no “espaço psicopedagógico” até que o processo termine. Caso o 
Psicopedagogo queira manter os trabalhos além do tempo estipulado, sugiro 
que faça cópia, tire fotos, escaneie, porque assim poderá dispor da produção 
da criança em uma supervisão, trabalho acadêmico e registros pessoais, 
desde que autorizados pelos pais e pela criança. 
Durante essa etapa, deixe que a criança manifeste o desejo de guardar ou 
não suas produções, colocar no mural, emprestar etc. 
h) Atendimento psicopedagógico 
O Atendimento Psicopedagógico divide-se em duas etapas – Diagnóstico e 
Acompanhamento. Isto é importante para o psicopedagogo porque satisfaz a 
questão da Escola e dos pais que necessitam em um primeiro momento de 
saber o que acontece com o desenvolvimento escolar da criança ou jovem; e 
para instrumentalizar o Psicopedagogo de bases que fundamentem a sua 
intervenção na medida em que não há como intervir sem saber de antemão 
como o outro é em sua essência e em seu modo de agir. 
 
O Diagnóstico procura conhecer a criança ou jovem na sua especificidade e 
singularidade para identificar como ela faz para aprender aquilo que aprende. 
 
O Acompanhamento procura dar seqüência aos trabalhos iniciados no 
diagnóstico, com um projeto de intervenção baseado nos dados colhidos e 
observados. Aqui os pais decidem ou não dar seqüência ao atendimento, 
podendo fazê-lo com o mesmo profissional ou com outro de seu 
conhecimento e interesse. 
Durante todo o Atendimento Psicopedagógico a criança estará em processo 
avaliativo, pois a cada momento sempre é apresentado um sujeito agindo e 
aprendendo. O Psicopedagogo é o mediador nessa relação, abrindo espaço 
para que a criança possa ocupar um outro lugar, para que ela possa 
reencontrar o prazer de aprender sobre si mesma e sobre o mundo. 
 
O objetivo geral do Atendimento Psicopedagógico deve ser direcionado e 
está estritamente vinculado ao próprio objetivo da Psicopedagogia que é o de 
favorecer a “autoria de pensamento”. 
 
Para sua consecução, o Psicopedagogo procura respeitar o próprio ritmo da 
criança porque pressupõe que o conhecimento, o saber deverá ser construído 
unicamente por ela a partir daquilo que ela mesma consegue processar e 
simbolizar durante o atendimento psicopedagógico. Desta forma abre-se a 
possibilidade para que a criança possa aprender no nível mais alto que suas 
condições orgânicas, constitucionais e pessoais lhe permitam. 
 
O Diagnóstico é o que dá subsídios ao Psicopedagogo para intervir. Apesar 
de a escola e dos pais pedirem uma avaliação psicopedagógica para atender 
principalmente a uma demanda deles, essa avaliação, antes de tudo, é um 
valioso instrumento para o profissional já que oferece alguns parâmetros para 
a construção de um projeto de intervenção que será desenvolvido com a 
criança ou jovem, objetivando o seu desenvolvimento. 
Por isso, uma boa avaliação inicial é o ponto de partida para a compreensão 
do significado do problema de aprendizagem. É importante ter uma „dupla 
escuta‟ que possibilite verificar como o „sintoma‟ se apresenta, isto é, 
identificar a origem do problema, compreender o seu significado e quais as 
operações mentais que o constituem. Entender o que significa não conseguir 
somar, dividir, multiplicar, não conseguir ler, escrever, falar, contar, relatar. 
 
Na avaliação inicial procura-se saber como a criança faz para aprender 
aquilo que ela aprende na medida em que se acredita que mesmo 
apresentando “sintoma de não-aprender”, a criança sempre aprende algo. Por 
isso, o Psicopedagogo tem como objetivo, nessa etapa, identificar como a 
criança pensa, quais são as suas lógicas, os seus argumentos e seus 
posicionamentos. Identificar como ela se relaciona com o objeto do 
conhecimento, com ela mesma, com os pais, familiares, amigos, professores 
nos diversos contextos em que ela atua e vive. 
 
A observação contínua e a realização de atividades adequadas contribuem 
de maneira ímpar para um bom desenvolvimento do diagnóstico e para se 
identificar a modalidade ensino-aprendizagem da criança, da família e dos 
professores. As atividades propostas nessa etapa estão vinculadas 
necessariamente à identificação do nível de domínio da linguagem oral e 
escrita, do desenvolvimento psicomotor, do nível cognitivo de pensamento e 
das manifestações afetivas (posturas) diante de si mesma, do outro e do 
objeto do conhecimento. 
 
 
RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO: 
Esse valioso instrumento é elaborado a partir de todas as anotações dos 
encontros, de relatórios feitos pelo Psicopedagogo após cada encontro, de 
observações próprias, questionamentos e análises de todo o processo. Todos 
esses dados coletados servirão de base para o Relatório Psicopedagógico. 
No Relatório deverão constar as seguintes informações: Identificação da 
criança, motivo do encaminhamento, período em que foi realizado, a postura 
da criança durante o processo, avaliações cognitiva, pedagógica, motora, e a 
dinâmica que estabelece em relação à aprendizagem, orientação aos pais, 
aos professores e conclusão. 
MODELOS DE RELATÓRIOS 
 
Modelo 1: 
 
Espaço Psicopedagógico ....................... 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO 
I – IDENTIFICAÇÃO: 
 
Nome: F( ) M ( ) 
Escola: Nasc.: 
Professora: Idade: 
Pai: Série: 
Mãe: Tel.: 
Encaminhamento: Cel.: 
 
II – MOTIVO DO ENCAMINHAMENTO: 
 
 
III – DESENVOLVIMENTO: 
 
PERÍODO DO DIAGNÓSTICO: POSTURA DURANTE O 
PROCESSO: ASPECTO COGNITIVO: ASPECTO PEDAGÓGICO: ASPECTO 
PSICOMOTOR: DINÂMICA QUE ESTABELECE EM RELAÇÃO À 
APRENDIZAGEM: 
 
 
 
 
IV – ORIENTAÇÃO À ESCOLA: 
 
 
V – ORIENTAÇÃO AOS PAIS: 
 
 
VI – DIAGNÓSTICO: 
 
 
VII – PSICOPEDAGOGO RESPONSÁVEL: 
 
Espaço Psicopedagógico ............... 
Endereço completo do Espaço 
Cep – Cidade – Estado 
Tel.: 
e-mail: 
 
 
 
 
MODELO 2: 
 
Espaço Psicopedagógico..... 
 
Nome: 
Nascimento: 
Idade: 
Escola: 
Série: 
Encaminhamento: 
 
 Relatório PsicopedagógicoMotivo da Avaliação e Encaminhamento: 
 
Período da Avaliação: 
 
Avaliação Pedagógica: 
 
Avaliação Cognitiva: 
 
Avaliação Motora: 
 
Relação que estabelece com o outro: 
 
Relação que estabelece com o objeto do conhecimento: 
 
Recomendações aos pais: 
 
Recomendações à escola: 
 
Conclusão: 
 
Espaço Psicopedagógico ............... 
Endereço completo do Espaço 
Cep – Cidade – Estado 
Tel.: 
e-mail: 
 
RECURSOS 
Materiais utilizados nas Entrevistas Operatória Centrada na Aprendizagem, 
E.O.C.A.; nas Provas Piagetianas; Provas Projetivas Psicopedagógicas; 
Sessões Lúdicas; Testagens diversas etc. 
Entrevistas: escolar, família e profissionais, análise e produção do sujeito 
extraconsultório. 
Jogos específicos e material lúdico em geral. 
Material técnico ao desenvolvimento específico do trabalho. 
Material geral: papel, cartolina, pincel, tintas, lápis de cor, giz de cera, tesoura, 
cola, etc... 
Material de apoio: fitas, gravador, aparelho de som, TV, vídeo, etc. 
 
OBSERVAÇÕES: 
Com a formação de Psicopedagoga clínica, pode-se alugar uma sala, abrir o 
consultório e atuar como Psicopedagoga. O que não se pode fazer é aplicar 
provas exclusivas de Psicólogas, pois estaria se invadindo uma área que não 
é própria da psicopedagogia, mesmo que alguém ensine como aplicá-las, o 
psicopedagogo não poderá fazê-lo. 
Não existe um tempo para começar a clinicar com segurança, até mesmo 
porque esta segurança virá com a prática. 
 
Esquema de Atendimento 
 
1ª semana – primeiro momento - primeiros contatos: 
1º contato: por telefone, para ouvir a demanda da família (mãe, pai ou outro 
ensinante) seja em relação ao próprio problema quanto em questões acerca 
de tempo e custos. É importante se marcar um horário para um primeiro 
encontro de reconhecimentos mútuos. 
1º encontro com os pais: para os envolvidos se conhecerem, conhecer o 
espaço, o “motivo” do atendimento. Receber “contrato” e explicações básicas 
sobre todo o processo. 
 
1º encontro com a criança: conhecer a criança – Hora do Jogo 
Psicopedagógico ou atividade livre. 
2ª semana – desenvolvimento: 
 
2º encontro com os pais: conhecer sobre a história de vida da criança e da 
família (Anamnese). Receber o „contrato‟ assinado e tirar dúvidas. 
 
2ª encontro com a criança: avaliação psicomotora 
3ª semana: 
3ª encontro com a criança: avaliação cognitiva 
 
1ª encontro com a professora: ouvir o que ela tem a dizer 
4ª semana: 
4ª encontro com a criança: avaliação pedagógica 
 
1º encontro com outro profissional ou por telefone. 
5ª semana: 
5ª encontro com a criança: avaliação projetiva 
6ª semana: 
6ª encontro com a criança: complementar alguns dados das fases anteriores – 
atividades livres. 
 
7ª semana - terceiro momento - relatórios: 
 
3ª encontro com os pais: entregar aos pais relatório final sobre o que foi 
observado na criança, e a necessidade ou não da continuidade no 
atendimento. 
 
4º encontro com os pais: para tirar dúvidas do Relatório Psicopedagógico e 
assinatura do contrato de Acompanhamento Psicopedagógico. 
 
7ª encontro com a criança: fazer uma retrospectiva com a criança do seu 
percurso para que ela mesma proceda a uma auto-valoração informando-a da 
continuidade ou não no atendimento. 
 
8ª semana - relatórios: 
 
2ª encontro com a professora: entregar relatório final e orientações. 
 
2º encontro com outros profissionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESQUEMA DE ATENDIMENTO SEMANAL PARA A CRIANÇA: 
Semana Especificação do Encontro Quem Tempo Valor Valor 
1ª Telefônico pais 10 min - - 
1ª Motivo do Atendimento pais 30 min - 20,00 
1ª Conhecer com atividade livre criança 30 min - 20,00 
2ª Anamnese pais 2 h 50,00 40,00 
2ª Avaliação Motora criança 50 min 50,00 40,00 
3ª Avaliação Cognitiva criança 50 min 50,00 40,00 
3ª Visita à Escola professora 30 min 25,00 20,00 
4ª Avaliação Pedagógica criança 50 min 50,00 40,00 
4ª Visita a outros 
profissionais/telefonema 
profissional 30 min - 20,00 
5ª Avaliação Projetiva criança 50 min 50,00 40,00 
6ª Avaliação com atividade livre criança 50 min 50,00 40,00 
7ª Entrega do Relatório pais 50 min 50,00 40,00 
7ª Revisão do Relatório pais 30 min 25,00 20,00 
7ª Relatório e retrospectiva criança 30 min 25,00 20,00 
8ª Relatório para a escola professora 30 min 25,00 20,00 
8ª Relaltório para outros 
profissionais 
profissional 30 min - 20,00 
2 meses 450,00 440,00 
 
 
 
 
ESPAÇO PSICOPEDAGÓGICO - MONTAGEM 
- Tamanho: no mínimo de 30 metros quadrados. 
- Divisão: Recepção, sala de atendimento, banheiro. 
 
ESPECIFICAÇÕES DE CADA AMBIENTE: 
Recepção: com no mínimo 1.50 x 2,00m. Esse espaço deverá possuir uma 
vedação acústica. O ideal é se fazer duas paredes em alvenaria ou gesso 
cartonado com um espaço entre elas de 10 cm, usando bloco de isopor 
grosso entre elas. As divisórias comuns não isolam o ambiente. Essa vedação 
é importante para se dar privacidade principalmente à criança. 
Banheiro: de 1,50 x 1,50m. Dependendo do espaço pretendido, o banheiro 
pode ser na recepção ou na sala de atendimento. O ideal seriam dois 
banheiros. Um na recepção e outro de uso exclusivo do profissional e da 
criança. 
 
Área de atendimento: Esse espaço deve possuir pelo menos uma janela 
para a circulação de ar. O espaço utilizado será o restante que sobrar após a 
demarcação da parede que isolará a recepção. Essa é uma parte 
importantíssima de seu espaço. Ele poderá ser dividido por três ambientes 
específicos sem necessidade de se colocar paredes. Quanto mais amplo, 
melhor. O primeiro ambiente é a área de trabalho que você pode optar por 
apenas uma mesa que facilite as três atividades que normalmente se faz: 
atender os pais, preparar relatórios e para as atividades da criança. O 
segundo é o de leitura e para atividades no chão. Esse ambiente pode ser 
feito apenas com um tapete, almofadões e uma pequena estante com livros. 
O terceiro é uma área de livre circulação para atividades que exijam uma 
maior mobilidade da criança. Atente bem para as suas escolhas, porque elas 
mostram claramente que tipo de pessoa que você é e o que pretende. 
OUTRAS SUGESTÕES: 
Dependendo do espaço disponível, há a possibilidade de se fazer algumas 
adaptações que certamente facilitarão o desenvolvimento de seu trabalho. 
 
Não execute nenhuma divisão na sala antes de medir bem o espaço total e 
fazer um pequeno esboço (planta baixa) com todas as medidas que deseja 
para cada ambiente. Proceda assim também com os móveis. Idealize em um 
pequeno desenho todas as possibilidades de colocação dos móveis e 
verifique a metragem ideal para eles antes de realizar a compra 
 
 
 
 
 
 
 
 
O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
 
 
O psicopedagogo usa o diagnóstico psicopedagógico para detectar os 
problemas de aprendizagem. 
RUBINSTEIN (1996) compara diagnóstico psicopedagógico a um processo de 
investigação, onde o psicopedagogo assemelha-se um a detetive a procura 
de pistas, selecionando-as e centrando-se na investigação de todo processo 
de aprendizagem, levando-se em conta a totalidade dos fatores envolvidos 
neste processo. 
 
Afirma ela que o diagnóstico psicopedagógico é em si mesmo uma 
intervenção, pois o psicopedagogo tem que interagir com o cliente, a família, e 
a escola, partes envolvidas na dinâmica do problema de aprendizagem. 
A autora (1996,p128) ilustra que " durante e após o processo diagnóstico 
serão construídos um conhecimento e uma compreensão a respeito do 
processo de aprendizagem". Isto permite que o psicopedagogo tenha maior 
clareza a respeito dos objetivos a serem alcançados no atendimento 
psicopedagógico. 
O diagnóstico psicopedagógico clínico, segundo a estudiosa (1996, p.134) 
deve concentrar sua ação no sentido de "... levantar hipóteses, verificar o 
potencial de aprendizagem, mobilizar o aprendiz e o seu entorno (família e 
escola) no sentido da construção de um olhar sobre o não aprender 
RUBINSTEIN. 
 
Quais recursos o psicopedagogo usa para realizar o diagnóstico e a 
intervenção psicopedagógica? 
 
O Código de Ética da Psicopedagogia, em seu (Capítulo I - Dos Princípios - 
Artigo 1º) afirma que o psicopedagogo pode utilizar procedimentos próprios da 
Psicopedagogia. Neste sentido, realizando o diagnóstico psicopedagógico, o 
psicopedagogo está utilizando procedimentos próprio de sua área de atuação. 
No artigo 2º , enfatiza-se o caráter interdisciplinar da Psicopedagogia, destaca 
o uso de recursos das várias áreas do conhecimento humano para a 
compreensão do ato de aprender, também, menciona o uso de métodos e 
técnicas próprias. 
 
RUBINSTEIN (1996) destaca que o psicopedagogo pode usar como recursos 
a entrevista com a família; investigar o motivo da consulta; realizar procurar a 
história de vida da criança realizando Anamnese; entrevistar o cliente; fazer 
contato com a escola e outros profissionais que atendam a criança; manter os 
pais informados do estado da criança e da intervenção que está sendo 
realizada; realizar encaminhamento para outros profissionais, quando 
necessário. 
Os recursos apontados por RUBINSTEIN (1996) constituem-se em 
instrumentos para a realização do diagnóstico e intervenção psicopedagógica. 
 
Porém, BOSSA (1994), destaca outros recursos para o diagnóstico 
psicopedagógico, referindo-se a: 
Provas de Inteligência (Wisc); 
Testes Projetivos; 
Avaliação perceptomotora (Teste Bender); 
Teste de Apercepção Infantil (CAT.); 
Teste de Apercepção Temática(TAT.); 
também, refere-se a Provas de nível de pensamento (Piaget); 
Avaliação do nível pedagógico ( nível de escolaridade); 
Desenho da família;Desenho da figura Humana; 
H.T.P - Casa, Arvore e Pessoa (House, Tree, Person); 
Testes psicomotores: Lateralidade; 
Estruturas rítmicas .. 
 
 
A autora, assim como FERNÁNDEZ (1991) e PAÍN (1985) sugere, ainda, o 
uso de jogos considerando que o sujeito através deles pode manifestar, sem 
mecanismos de defesa, os desejos contidos em seu inconsciente. Além do 
mais, no enfoque psicopedagógico os jogos representam situações-problemas 
a serem resolvidas, pois envolvem regras, apresentam desafios e possibilita 
observar como o sujeito age frente a eles, qual sua estrutura de pensamento, 
como reage diante de dificuldades. 
 
Levando-se em conta que o sujeito possui poucos recursos (vocabulário, por 
exemplo) para se comunicar, expressar o que sente, o que deseja, pode fazer 
uso de jogos, desenhos e brincadeiras para manifestar o que sente. Sendo 
assim, cabe ao psicopedagogo estar atento para fazer a leitura e análise das 
mensagens que o sujeito está lhe enviando. 
 
Quanto ao uso de testes, BOSSA (1994), não apresenta restrições quanto ao 
uso quanto ao uso dos instrumentos a que ela se refere para o diagnóstico 
psicopedagógico. Alguns são testes são de uso exclusivo de psicólogos, 
como as Provas de Inteligência (Wisc),Testes Projetivos, Avaliação 
perceptomotora (Teste Bender), Teste de Apercepção Infantil (CAT.), Teste 
de Apercepção Temática(TAT.). Porém, a autora chama atenção para as 
recomendações dos autores dos testes, como no CAT Infantil, no manual, 
afirma-se que o mesmo poderá ser aproveitado por por psiquiatras, 
psicanalistas, psicólogos, assistentes sociais e professores. 
 
 
Considerando que há um grande receio por parte dos psicólogos e Conselho 
Federal de Psicologia ( CFP), que profissionais não formados em psicologia 
façam uso de testes ditos específicos da psicologia, principalmente, os que 
medem o nível de inteligência e testes projetivos, a leitura atenta às 
indicações dos autores quanto ao uso dos mesmos pode evitar posturas anti-
éticas no que se refere a relações com outros profissionais, em especial com 
os da área da Psicologia. 
 
Ainda, salienta BOSSA(1994, p.51), que a legislação que regulamenta a 
profissão de psicólogo a Lei nº 4119, de 27 de agosto de 1962 não especifica 
quais são os testes quais são os testes específico de uso dos psicólogos. 
Para evitar tal fato, o psicopedagogo pode ser criativo e desenvolver 
atividades que possibilitem observar os aspectos da inteligência e da projeção 
e, se o profissional achar que os testes psicológicos são importantíssimos 
para concluir um diagnóstico, pode encaminhar o cliente para uma avaliação 
psicológica, efetivando um trabalho mulitidisciplinar . 
Considerando que a Psicopedagogia é uma área multidisciplinar, deve o 
psicopedagogo desenvolver trabalhos integrado com outros profissionais, 
respeitando o seu cliente e resguardando, para os psicólogos, a exclusividade 
do uso dos testes psicológicos, pois a Psicopedagogia conta com uma série 
de recursos que permite ao psicopedagogo desenvolver seu trabalho em 
harmonia com outras áreas do conhecimento humano, trabalhando nos 
estritos limites das atividades que lhes são concedidas, conforme aponta o 
Capítulo III do Código de Ética. . 
 
 
 
Recursos para o diagnóstico e intervenção psicopedagógico 
 
O diagnóstico psicopedagógico, segundo RUBINSTEIN (1996), possui uma 
dinâmica muito particular, fazendo com que o psicopedagogo participe 
ativamente do processo psicopedagógico, contrariando os padrões onde o 
terapeuta adota uma atitude estática diante da dinâmica do caso. 
A conduta dinâmica proposta por RUBINSTEIN no diagnóstico 
psicopedagógico é a Avaliação Assistida. 
LINHARES (1995,p.23), refere-se à avaliação assistida como sendo a 
"combinação entre avaliar e intervir ensinando diretamente o examinando 
durante o processo de avaliação" . 
 
A avaliação assistida ou avaliação dinâmica, está fundamentada na teoria 
sócio-construtivista proposta por VYGOTSKY, a qual aborda a "aprendizagem 
mediada e a zona de desenvolvimento proximal". 
Na aprendizagem mediada, LINHARES (1995) enfatiza que os eventos são 
selecionados, ordenados, filtrados e dotados de significado específico por 
agentes mediadores, com o objetivo de modificar o repertório das crianças e 
estimular a manifestação de níveis mais elevados de funcionamento, com o 
objetivo da criança revelar seu potencial para a aprendizagem. 
Este conceito de aprendizagem mediada influenciou a avaliação do 
desempenho intelectual, e vários estudiosos propuseram maior ênfase no 
potencial de aprendizagem do que no desempenho real. Este novo enfoque 
está fundamentado na Teoria de VYGOTSKY, precisamente em seu conceito 
de "zona de desenvolvimento proximal". Neste sentido, o "examinador" 
verifica a convergência entre desenvolvimento e aprendizagem. 
A diferença entre avaliação assistida e a avaliação padronizada, segundo 
LINHARES, está no fato de que a primeira se caracteriza pelo fator dinâmico, 
já a segunda se caracteriza como estática. 
 
O quadro abaixo mostras as características entre ambas avaliações. 
 
Avaliação Assistida Avaliação Padronizada 
Dinâmica Estática 
É flexível Possui instruções padronizadas. 
Valoriza o conhecimento adquirido e resolução de problemas. O "avaliador" 
possui comportamento pautado pelo manual do teste. 
Dá ênfase em como o conhecimento é adquirido. Valoriza produtos de 
aprendizagem 
Resultados Resultados 
Indicadores do processo de aprendizagem Comparar indivíduos baseando-se 
em seus escores com grupos de referência. 
 
TABELA 1: Comparação entre Avaliação Assistida e Padronizada. 
Para LINHARES (1995) deve-se levar em conta quatro dimensões para 
caracterizar a avaliação assistida, as quais são compostas pela Interação 
(onde as ações são compartilhadas entre os sujeitos envolvidos); Método 
(pode ser estruturado de acordo com o grau de interação entre o sujeito e o 
examinador, ainda na maneira de incorporar as intervenções de ajuda no 
processo da avaliação, podendo ser clínico ou estruturado); conteúdo que se 
deseja ensinar; Foco (é o desempenho potencial revelado através da 
condição de assistente). 
Com relação ao método, LINHARES(1995) destaca que como as intervenções 
de ajuda no método clínico são menos sistematizadas, assim como as 
intervenções se processam de modo flexível ao longo da avaliação, então fica 
difícil separar o desempenho inicial de base (que ocorre sem ajuda) do 
desempenho potencial (que pode ocorrer através da mediação). Deste modo,o método clínico permite a avaliação qualitativa mais geral do desempenho do 
examinado, enquanto que o método estruturado, envolve a intervenção de 
ajuda mais sistematizada. Nele pode-se estabelecer uma estruturação no 
processo de avaliação. 
 
Separa-o em fases que se diferenciam pelo fato de serem sem assistência ao 
educando e com assistência. 
Na fase de ajuda, no método estruturado é prevista a direção que se pode 
tomar. Mas, pode variar a forma e a quantidade de ajuda oferecida. 
 
Em relação ao conteúdo, LINHARES (1995) destaca que com a avaliação 
assistida pode-se avaliar as habilidades de domínio geral cognitivo: operações 
cognitivas e raciocínio; as habilidades de domínio específico como a 
compreensão da leitura, consciência fonológica e habilidades aritméticas. 
 
Como o Foco é o desempenho do potencial da criança revelado através da 
condição de assistência que se dá ao educando. Através do foco, pode-se 
identificar a região de sensibilidade à instrução do examinado; a velocidade 
de aprendizagem e a amplitude de transferência; crianças com alto escores 
que apresentam bom desempenho na fase de investigação, independente da 
assistência; estimular a localização do desenvolvimento potencial na zona de 
desenvolvimento proximal. 
 
Levando em conta as características da avaliação assistida, LINHARES 
(1995, p.29), considera que " a avaliação assistida parece ser uma 
modalidade de avaliação promissora, especialmente para crianças 
classificadas como deficientes mentais ou referidas como apresentando 
dificuldades de aprendizagem". 
 
Outra recurso para o diagnóstico psicopedagógico é a LPAD (Learning 
Potencial Assessment Device). 
 
Tanto RUBINSTEIN (1996) quanto LINHARES (1995), referem-se a LPAD 
(Learning Potencial Assessment Device) proposto por FEUERSTEIN (1996), 
como sendo um método dinâmico de caráter diagnóstico para avaliar o 
potencial cognitivo dos sujeitos com problemas de aprendizagem. 
 
RUBINSTEIN (1996), destaca que FEUERSTEIN considera os métodos 
tradicionais de avaliação insuficientes para avaliar a capacidade de 
aprendizagem dos indivíduos, enquanto que LINHARES aponta o LPAD como 
sendo o instrumento dinâmico para avaliar o potencial cognitivo, incluindo o 
mapeamento das funções cognitivas deficientes. Ela, ainda enfatiza um 
segundo material desenvolvido por FEUERSTEIN o PEI (Instrumental 
Enrichment), o qual visa a modificabilidade cognitiva estrutural, combatendo e 
corrigindo funções cognitivas abrangentes que instalam, reforçam os 
princípios cognitivos fundamentais ao nível operacional abstrato. 
 
O LPAD (The Learning Potencial Assesment Device) 
 
O LPAD (The Learning Potencial Assesment Device) criado por Feuerstein em 
1972, é considerado um teste dinâmico, cujas variáveis mais relevantes são 
os mecanismos pessoais que o sujeito articula, na sua interação com o meio, 
o que determina o seu potencial cognitivo. 
Segundo Feuerstein, esse procedimento de avaliação, o LPAD, apresenta 
quatro diferenças básicas dos testes psicométricos tradicionais: 
 
1.Modifica para o examinador a situação de neutralidade na aplicação do 
teste: o examinador torna-se um "mediador", que poderá estimar o potencial 
de aprendizagem de seu aluno, observando o que este consegue fazer 
sozinho e depois com sua ajuda, à medida que as dificuldades emergem nas 
tarefas propostas. 
Ao estimular o aluno a vencer as dificuldades observadas, o professor-
mediador neutraliza as situações de fracasso, demonstrando para o aluno que 
a situação de aprendizagem poderá ser agradável e proveitosa. 
 
2.Apresenta mudanças na estrutura do teste: a estrutura do teste deve 
favorecer a apresentação gradual e bem seqüenciada das propostas de 
aprendizagem. Dessa forma, o professor-mediador criará uma situação de 
aprendizagem com experimentadas dificuldades, mas sob um clima de apoio 
o encorajamento. 
Assim, o material de avaliação bem organizado, com etapas de dificuldades 
estudadas, possibilita ao professor acompanhar os recursos utilizados e as 
transformações que ocorrem no pensamento desses alunos diante da 
situação problema trabalhada. 
Segundo Gunzburg(1973) e Case(1972) , uma avaliação bem planejada será 
aquela que proporcionará ao aluno o encorajamento para superar as 
dificuldades apresentadas no decorrer de seu processo. Assim, as diferentes 
estratégias utilizadas como recursos pelo aluno para realizar atividades 
propostas serão extremamente importantes na identificação e estimulação do 
seu potencial cognitivo. 
 
3. Transforma o produto esperado do teste em um processo de orientação. 
Assim, os objetivos da avaliação passam a focar mudanças ocorridas no 
processo de aprendizagem. Essa abordagem dinâmica para a avaliação 
auxilia o professor-mediador a construir processos de remediação para a 
aprendizagem a partir de sua interação direta com o aluno. 
Segundo Feuerstein, toda interpretação do desenvolvimento humano deverá 
priorizar a interpretação da forma como o indivíduo utiliza seu potencial 
cognitivo e soluciona os seus problemas do cotidiano. 
 
4. A exigência de uma mudança na interpretação dos dados recolhidos na 
avaliação. Haverá um ênfase maior nos sucessos do aluno durante o 
processo. As técnicas tradicionais de avaliação acabam enfatizando e 
medindo a dificuldade e a performance medíocre do aluno. Assim, as 
respostas positivas e os sucessos obtidos pelo aluno, durante o processo de 
avaliação, funcionariam como indicadores de seu potencial de aprendizagem 
e indicariam uma pista para o contato com as funções psicológicas superiores 
desse aluno. 
Portanto, essas quatro características apresentadas por Feuerstein na 
estruturação do LPAD exigiram um procedimento de avaliação diferenciado, 
sendo necessário que se sejam apresentadas as tarefas à crianças e que seja 
feita observação a respeito da forma como ele se comporta diante da tarefa e 
a soluciona, sem contar inicialmente com o auxílio do avaliador. Durante a 
aplicação da atividade deverá ser realizada a mediação da tarefa à criança 
objetivando auxiliar o indivíduo na identificação da proposta da tarefa e na sua 
execução organizada. 
Quanto a este fato, Feuerstein afirma ser possível definir as habilidades 
cognitivas desse sujeito examinado e descobrir as suas formas de ação para 
solucionar problemas. Assim, poderão definir rotas alternativas de trabalho 
que poderão enriquecer e até modificar a sua "inteligência global". 
 
 
Neste aspecto Feuerstein ressalta, no entanto, a importância de se criar um 
clima amistoso de confiabilidade entre o avaliador e o aluno, para que se 
evitem tensões, desistências e, por conseqüência, a desmotivação diante das 
dificuldades apresentadas. 
 
Os déficits encontrados nessa análise dizem respeito à impulsividade do 
indivíduo diante de problemas propostos em decorrência da sua 
desorganização exploratória e das suas dificuldades nas habilidades 
comparativas, que envolveriam seu campo perceptual e interativo com o meio. 
 
Ao analisar as dificuldades do aluno durante o processo de aprendizagem, 
Feuerstein afirma que muitos indivíduos considerados rebaixados 
cognitivamente, deveriam ser considerados "operadores retardados", e suas 
habilidades cognitivas poderão ser melhoradas qualitativamente, mesmo na 
fase mais tardia da adolescência ou na fase adulta. Isto seria possível graças 
a uma ativa e adequada mediação nos processos de aprendizagem. 
 
Depois de apresentar a atividade à criança, observar como ela a realiza e 
realizar a mediação da atividade, Feuerstein propõe novamente a realização 
da tarefa para saber se o indivíduo avaliado poderá obter sucesso na 
proposta apresentada, demonstrando que ocorreu a aprendizagem, mas não 
como um processo acumulativo de informações e conceitos, e sim como um 
processo de reconstrução de seus esquemas cognitivos. 
Para Feuerstein, os indivíduos que apresentam suas capacidades cognitivas 
retardadas demonstram, no decorrer do processo de avaliação, dificuldades 
na elaboração e resposta das tarefas (input-output).Isso implicaria em 
trabalhar com a aprendizagem mediada (parceiro experiente X parceiro 
inexperiente) e com um conceito global a respeito da inteligência, que deverá 
ser interpretada qualitativamente, ou seja, valorizando a qualidade das tarefas 
realizadas e não a quantidade das mesmas. 
 
Sob esse ponto de vista, Feuerstein argumenta que nenhum instrumento de 
avaliação da inteligência pode deixar de considerar os processos individuais 
do pensamento, com base nos processos de "input" do sujeito, ou seja, na 
forma como indivíduo organiza e entra em contato com as informações; a 
forma como o indivíduo opera seu pensamento baseando-se nas informações 
disponíveis, ou seja, seus processos de elaboração; como o indivíduo 
comunica o resultado dos seus processos mentais, ou seja, a maneira como 
ele faz uso de suas informações (output), através de seus comportamentos e 
habilidades. 
 
Afirma RUSSO (1994) que o modelo de processo de pensamento considerado 
por Feuerstein, input-elaboração-output, além de proporcionar a identificação 
das dificuldades potenciais dos processos mentais do indivíduo, poderá, 
também, proporcionar através do procedimento de avaliação, pré-teste-
aprendizagem mediada-teste, o desenvolvimento e o exercício das 
capacidades cognitivas afetadas no sujeito. 
 
Enfatiza a referido autora que Feuerstein acredita na importância da 
motivação e das características afetivas do sujeito, como componente 
fundamental para as realizações desses procedimentos de avaliação. Tais 
idéias foram materializadas em seu instrumento de avaliação, denominado 
"Learning Potencial Assessment Device - LPAD". 
 
Após a aplicação do LPAD, nas suas diversas modalidades, Feuerstein 
sugere como estratégia pedagógica de trabalho o uso do instrumento PEI 
(Program Instumental Enrchiment) ou PEI (Programa de Enriquecimento 
Cognitivo), objetivando proporcionar aos indivíduos considerados "operadores 
retardados" um enriquecimento de seu potencial cognitivo. 
 
PEI (Program Instumental Enrchiment) ou Programa de Enriquecimento 
Instrumental 
O PEI se fundamenta na concepção de que é a inteligência que enfatiza sua 
condição de ser receptiva a trocas e modificações 
FEUERSTEIN, (apud GARCIA, 1991, p.18), afirma que a inteligência é um 
processo dinâmico auto-regulador altamente sensível aos efeitos do meio 
ambiente. Deste modo, contesta as posições da psicologia que concebem a 
inteligência como organismo determinado geneticamente e que permanece 
constante e invariável ao longo de toda vida. 
 
O criador do PEI estabeleceu como objetivo deste instrumento, aumentar a 
capacidade do organismo humano de ser modificado através da exposição 
direta dos estímulos e experiências obtidas através do enfrentamentos de 
eventos da vida, com oportunidades formal e informal de aprendizagem. 
 
Este objetivo geral implica objetivos específicos como corrigir as funções 
mentais deficientes; possibilitar a formação de conceitos básicos para a 
realização dos exercícios do programa; desenvolver um sistema de hábitos a 
partir das experiências obtidas nos exercícios realizados; proporcionar ao 
indivíduos pensamentos reflexivo e insight; contribuir para mudanças de 
atitudes. 
 
O PEI é composto por, aproximadamente, 600 páginas de exercícios, 
distribuídos em quatorze instrumentos denominados Organização de Pontos; 
Orientação Espacial; 
Comparações; 
Percepção Analítica; 
Orientação Espacial II; 
Ilustrações; Classificação; 
Relações Temporais; 
Progressões Numéricas; 
Relações Parentesco Familiar; 
Relações Transitivas; 
Silogismo; 
Desenho de Padrões e Instruções. 
 
Estes exercícios são apresentados ao estudante página por página, para 
serem desenvolvidos. 
 
GARCIA (1991) menciona que a realização dos exercícios requer uma série 
de processos de elaboração e transformação onde o estudante contribui 
ativamente para a organização, re-estruturação, descobrimento e re-aplicação 
das relações produzidas. 
 
Outras Alternativas 
 
Muitas alternativas para uso do psicopedagogo estão sendo colocadas no 
mercado. Os recursos apresentados por autores de materiais publicados pela 
Editora Vetor, que além de fornecer material, também promove cursos para 
orientar a utilização dos mesmos, vem beneficiando a avaliação e intervenção 
psicopedagógica. Eles estão aqui resumidos, pois, a análise de cada um 
demanda outra dissertação. 
1. Lendo e Escrevendo (1 e 2) 
Este material pode ser aplicado para detectar se o estudante possui os 
requisitos básicos para o processo de Alfabetização. 
Pode ser usado em alunos da Pré- escola e séries iniciais. 
Autora: Geraldini P. Wintter e Melany S. Copit 
 
 
 
2. Teste de Prontidão Horizontes 
 
Pode ser usado para detectar Maturidade/ Prontidão para Alfabetização na 
pré-escola e séries iniciais do Ensino Fundamental. 
Autora: Neda Lian Branco Martins 
 
 
 
3. Metropolitano de Prontidão - fator R 
 
Pode ser usado para detectar prontidão alfabetização na pré-escola e séries 
iniciais do Ensino Fundamental. 
Autor: G.H. Heldreth, Ph.D. Griffiths 
Adaptação e Padronização: Ana Maria Poppovic 
 
 
 
4. Becasse R-l (F e M) 
 
Este teste pode auxiliar no diagnóstico da maturidade escola. Ele traz 
atividades envolvendo: Estruturação de estórias;Títulos; conteúdos; Redação 
Omissão ou recusa; Dinâmica da Aplicação; Escolha da Lâmina. 
Autora: Bettina Katzenstein Schoenfeldt. 
 
 
 
5. Papel de Carta 
 
Este material pode ser utilizado para auxiliar na Avaliação das Dificuldades de 
Aprendizagem. Apresenta como conteúdo atividades envolvendo 
comunicação e vinculação. 
A Editora Vetor recomenda que este teste seja usado somente por psicólogos. 
Autora: Leila Sara José Chamat 
 
 
 
6. Prontidão para Alfabetização 
 
Trata-se de um Programa para o Desenvolvimento de Funções Específicas 
destinadas a alfabetização. Apresenta conteúdo teórico e prático. 
Autoras: Ana Maria Poppovic e Genny Golubi de Moraes 
Além dos recursos apresentados pela editora Vetor, as provas piagetianas e 
os níveis de alfabetização são igualmente importantes podendo ser 
confeccionados pelo próprio profissional. 
 
7. As Provas Piagetianas 
Podem ser usadas para detectar o estágio do raciocínio lógico matemático da 
criança. O Conteúdo pode ser montado com o número de provas que se 
achar necessário. Ernesto Rosa Neto apresenta uma seqüência compostas 
por tarefas que envolvem a Classificação, Seriação, Classe- Inclusão; 
Conservação de Quantidades Contínuas e Quantidades Descontínuas. 
 
8. Os Níveis de Escrita 
 
Os Níveis de Escrita estudados por Emília Ferreiro, também são recursos 
excelentes. Eles podem ser utilizados para identificar o nível de escrita em 
que a criança se encontra no processo de alfabetização, podendo ser: icônico 
(a criança representa seu mundo através de desenhos); não icônico (a criança 
consegue usar letras para escrever e desenhar representando sua forma de 
escrita, porém o uso das letras não está sistematizado, muitas vezes coloca 
as letras e faz o desenho, usando ambos para escrever uma mesma palavra); 
realismo nominal (faz o uso das letras conforme o tamanho do objeto e não de 
acordo com a palavra, para ela o objeto grande deve ter muitas letras e o 
objeto pequeno poucas letras); nível pré-silábico (a criança já sabe que 
precisa de letras para escrever, embora não faça distinção entre letra e 
número, também já sabe que precisamos usar muitas letras diferentes para 
escrever). 
Deste modo, a criança usa as letras do próprio nome variando a posição e a 
ordem em que elas aparecem no seu nome, para escrever novas palavras); 
nível pré-silábico em conflito (nesta fase a criança pode enfrentar um conflito 
já que conta as letras para escrever, mas no momento de escrever acha que 
é necessário muitas letras para escrever, acreditando que com poucas letras 
não é possível a escrita, ainda, ao pedir a ela que faça a relação de letras 
com sílabas, ela risca as letras que parecem sobrar. Isso pode acontecer com 
palavras monossílabas; ao vencer este conflito a criança entraráno nível pré-
silábico); nível pré-silábico (a criança passa a atribuir valor sonoro a cada uma 
das letras que compõe a escrita e descobre que a escrita representa a fala). 
Deste modo, formula a sílaba - sem valor sonoro -, cada letra representa um 
valor som; nível pré-silábico "elaborado" (a criança percebe o valor silábico, 
portanto, usa uma letra para significar uma sílaba, assim usa uma letra para 
escrever a palavra monossílabo, mas como acredita que uma letras só não dá 
para ler, coloca outras só para que possa ler); nível silábico "alfabético" 
(começa a usar algumas sílabas, embora algumas outras usa só uma letra e 
se contenta com isso vai descobrindo a sílaba e começa a usá-la); nível 
alfabético (a criança já usa praticamente todas as sílabas simples, embora 
com alguns erros, sendo necessário trabalhar a ortografia). 
 
O Uso da Informática. 
 
Os recursos da informática, também, não podem ser ignorados pela 
Psicopedagogia. 
É verdade que o computador não possui flexibilidade para compreender 
outras linguagens, decifrar códigos desconhecidos ou criticar o que lhe é 
apresentado. Ele é mais um recurso que pode ser explorado de inúmeras 
maneiras. 
Considerando que a Psicopedagogia trabalha com a aprendizagem humana, 
os recursos da informática poderão possibilitar a criação, a comunicação, a 
interação, enfim novas descobertas promovendo a aprendizagem humana. 
Foram mencionados aqui, alguns instrumentos que podem ser usados para o 
diagnóstico e intervenção psicopedagógica, enfatizando que se o 
psicopedagogo não utilizar recursos exclusivos de outras áreas, não estará 
ferindo a ética profissional, ainda estará zelando pelo bom relacionamento 
com especialistas de outras áreas, conforme menciona o Código de Ética da 
Psicopedagogia, (Capítulo II, Das Responsabilidades dos Psicopedagogos, 
Artigo 6º, letra b), também, estará garantindo o bem estar das pessoas em 
atendimento profissional, conseqüentemente, mantendo a ética profissional. 
No que tange ao levantamento realizado nesta pesquisa sobre alguns 
recursos para diagnóstico e intervenção psicopedagógica, destaca-se que não 
se trata de apresentar um quite de materiais para serem utilizados com todas 
as crianças e em todas situações, pois tal atitude colocaria o psicopedagogo 
na posição de um simples aplicador de testes, não é isto que se quer para 
este profissional, também, não é pretensão da pesquisadora fornecer roteiro 
ou receita para diagnóstico e intervenção. O propósito aqui foi refletir sobre os 
recursos que estão no mercados. Portanto, cabe ao profissional analisar cada 
situação e decidir por aplicar o recurso que lhe for conveniente tendo em vista 
a qualidade de seu trabalho e o compromisso com o cliente. 
 
 
 
 
Conclusão 
 
Pode-se concluir que o mercado editorial dispõe de muitos recursos para 
diagnóstico e intervenção psicopedagógica possibilitando ao psicopedagogo 
desenvolver seu trabalho de maneira eficiente e eficaz, contribuindo assim 
para melhorar a qualidade do ensino, quer sua atuação seja na clínica ou na 
institucional escolar, quer seu enfoque de trabalho seja preventivo ou curativo, 
no sentido de intervir no problema de aprendizagem já apresentado pela 
criança ou no sentido de prevenir a instalação de problemas nos educandos. 
Deste modo, não há razão para que o psicopedagogo faça uso de recursos 
específicos da Psicologia uma vez que possui recursos diversificados. Se 
houver necessidade de uma avaliação do nível emocional ou inteligência deve 
encaminhar a criança para um psicólogo, pois ele poderá realizar a avaliação 
e, se necessário uma intervenção nesses níveis os dois profissionais, 
psicopedagogo e psicólogo, poderão atuar juntos, até mesmo porque a 
Psicopedagogia é uma área de atuação multidisciplinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DE DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
 
 
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Entenda os diferentes transtornos de 
aprendizagem 
 
O aprendizado é um processo complexo, dinâmico, que resulta em 
modificações estruturais e funcionais permanentes no SNC (Sistema Nervoso 
Central). As modificações ocorrem a partir de um ato motor e perceptivo, que, 
elaborado no córtex cerebral, dá origem à cognição. 
 
O transtorno de aprendizagem pode ser classificado levando em conta as 
funções cognitivas afetadas. A importância dada aos problemas relacionados 
à aprendizagem tem aumentado significativamente na atualidade e isso se 
deve em grande parte ao fato de que o sucesso do indivíduo está ligado ao 
bom desempenho escolar. 
 
Para Adams (1973), as dificuldades específicas para a aprendizagem se 
referem àquela situação que ocorre com crianças que não conseguem um 
grau de adiantamento escolar compatível com sua capacidade cognitiva e que 
não apresentam problemas auditivos, visuais, sensoriais ou psicológicos 
importantes que possam explicar tais dificuldades. O transtorno de 
aprendizagem se traduz por um conjunto de sinais sintomatológicos que 
provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no 
processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma 
acentuada. 
 
É importante estabelecer uma diferenciação entre o que é uma dificuldade de 
aprendizagem e o que é um quadro de transtorno de aprendizagem. Muitas 
crianças em fase escolar apresentam certas dificuldades em realizar uma 
tarefa, que podem surgir por diversos motivos, como problemas na proposta 
pedagógica, capacitação do professor, problemas familiares ou déficits 
cognitivos, entre outros. 
 
O que são os transtornos de aprendizagem? 
 
Compreendem uma inabilidade específica, como de leitura, escrita ou 
matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente 
abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade e 
capacidade intelectual. 
 
A real etiologia dos transtornos de aprendizagem ainda não foi esclarecida 
pelos cientistas, embora existam algumas hipóteses sobre suas causas. 
Sabe-se que sua etiologia é multifatorial, porém ainda são necessárias 
pesquisas para melhor identificar e elucidar essa questão. 
 
Nos transtornos de aprendizagem, os padrões normais de aquisição de 
habilidades estão perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento, 
ou seja, não são adquiridos, decorrentes de falta de estimulação adequada ou 
qualquer forma de traumatismo ou doença cerebral. Os transtornos 
específicos do desenvolvimento das habilidades escolares compreendem 
grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e 
significativos no aprendizado de habilidades escolares. Esse 
comprometimento no aprendizado não é resultado direto de outros 
transtornos, ainda que eles possam ocorrer simultaneamente. 
 
Para identificar os transtornos de aprendizagem é preciso que o paciente seja 
submetido a uma avaliação multidisciplinar (neurologista, fonoaudiólogo, 
psicólogo, psicopedagogo e outros). 
 
Quais são os transtornos de aprendizagem? 
 
Tanto o CID – 10 como o DSM-IV apresentam basicamente três tipos de 
transtornos específicos: o transtorno da leitura, matemática e expressão da 
escrita. A caracterização geral desses transtornos de aprendizagem não 
difere muito entre os dois manuais; 
 
Transtorno da leitura: é caracterizado por uma dificuldade específicacontato com a criança e preciso dar instruções da sessão de 
forma clara. 
Cada hora do jogo diagnóstica é uma experiência nova que deve ser realizado 
em um ambiente espaçoso, que possibilite uma boa movimentação, deve ter 
pouca mobília e de preferência com piso e paredes laváveis. Deve ser 
permitida a brincadeira com água e materiais diversos. Esses materias podem 
estar em cima de uma mesa e parte dentro de uma caixa aberta, não devem 
estar organizados em agrupamentos de classes. Os brinquedos não devem 
ser escolhidos aleatoriamente, mas em função das respostas específicas que 
provocam. Outro ponto importante é a quantidade que não deve ser 
exagerada. 
Os materiais devem ser de qualidade para evitar estragos. Deve se evitar 
também os que possam colocar em risco a integridade física do psicólogo e 
paciente. 
Quando a criança entra no consultório deve ser instruída de forma clara a 
respeito dos papeis, do tempo, do material que pode ser usado e sobre os 
objetivos esperados. 
O psicólogo deve desempenhar um papel passivo. Caso a criança solicite a 
sua participação ele deve desempenhar um papel complementar. É 
importante o estabelecimento de limites caso o paciente fuja as instruções 
dadas ou se coloque em perigo. 
O psicopedagogo deve proporcionar condições para que a criança brinque da 
forma mais espontânea possível. O objetivo é observar, compreendendo e 
cooperando com a criança. 
Para a análise da hora do jogo diagnóstica não existe uma padronização, mas 
pautas oferecidas com critérios sistematizados e coerentes que orientam a 
análise. Devem-se considerar os indicadores mais importantes para o 
diagnóstico e prognóstico, por exemplo: 
 
1. Escolha de brinquedos e de brincadeiras: O tipo de brinquedo escolhido, 
o tipo de jogo, se tem começo, meio e fim, se é organizado e coerente e se 
corresponde ao estágio de desenvolvimento cognitivo em que a criança se 
encontra. 
2. Modalidade das brincadeiras: cada sujeito organiza a sua maneira de 
brincar de acordo com a modalidade que o seu ego escolhe para essa 
manifestação simbólica. Destaca-se entre as modalidades de brincadeiras 
a plasticidade, rigidez e estereotipia e perseverança. 
3. Personificação: é a capacidade que a criança tem de assumir e atribuir 
papeis de forma dramática. Essa capacidade deve ser analisada levando 
em consideração a forma de personificação própria a cada estágio de 
desenvolvimento cognitivo, lembrando que a passagem de um período para 
o outro não se realiza de forma linear nem brusca, mas com sucessivas 
progressões e regressões. 
4. Motricidade: observa-se a adequação motora da criança na etapa de 
evolução que atravessa focando nos indicadores de deslocamento 
geográfico, possibilidade de encaixe, preensão e manejo, alternância de 
membros, lateralidade, movimentos voluntários e involuntários, movimentos 
bizarros, ritmo de movimento, hipersinesia, hipocinesia e ductibilidade. 
5. Criatividade: Observar a capacidade de unir ou relacionar elementos em 
um novo e diferente. 
6. Tolerância à frustração. Como a criança reage em tolerar ou se frustrar 
em determinados momentos. 
7. Capacidade simbólica: podemos avaliar a riqueza expressiva, a 
capacidade intelectual e a qualidade do conflito. 
8. Adequação a realidade: devemos observar como a criança age em ter 
que se desprender da mãe. Se age de acordo com sua idade, como 
compreende e aceita as instruções. Deve-se observar a aceitação ou não 
do enquadramento espaço-temporal e a possibilidade de se colocar em seu 
papel e aceitar o papel do outro. 
O brincar da criança psicótica A criança necessita de adequação a 
realidade por falta de discernimento da realidade como se apresenta. Escolhe 
os brinquedos e brincadeiras com base em sua estrutura psicótica. No 
psicótico, significante e significado são a mesma coisa, sua brincadeiras são 
estereotipadas ou rígidas. Possui movimentos bizarros e desrelacionadas ao 
contexto. Não existe capacidade de imaginação, mas fantasias. Os seus 
personagens são cruéis e com grande carga de onipotência e sua tolerância à 
frustração é mínima. 
 
O brincar da criança neurótica A criança neurótica tem uma adequação 
parcial à realidade e escolhe seus brinquedos e brincadeiras pela sua área de 
conflito. A capacidade de criatividade é diminuída dependendo do seu grau de 
síntese egoítica, brinca com personagens mais próximos a realidade, mas 
com rigidez na atribuição de papeis sua modalidade de brincadeira se alterna 
em função das defesas do ego predominantes. Sua motricidade é variável. 
 
O brincar da criança normal A criança normal tem uma boa capacidade de 
se adaptar a realidade e escolhe suas brincadeiras de acordo com as funções 
e interesses de sua idade, expressa suas fantasias através de uma atividade 
simbólica com maior riqueza. Possui uma motricidade adequada ao seu 
desenvolvimento cognitivo. A criança dá livre curso à fantasia, atribuindo e 
assumindo diferentes papeis na situação de vínculo com o psicólogo 
aumentando assim a capacidade de comunicação. 
 
 
 
ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
 
1) Entrevista inicial ( Sara Paim- Motivo da Consulta – slides) – SAMPAIO – 
CHAMAT) - Slides 
2) Hora do jogo – Sara Paim (slides), CHAMAT – Alícia Fernandes 
3) Sessão EOCA com o sujeito ( Entrevista Centrada na Aprendizagem) – 
modalidade diferenciada da hora do jogo – slides SAMPAIO - CHAMAT 
4) Provas Projetivas ( ver slides e ver nos livros JORGE VISCA, SAMPAIO E 
CHAMAT) 
4.1 Pareja Educativa 
4.2 Par Educativo Familiar 
4.3 Desenho da família 
4.4 Desenho da figura humana 
4.5 Desenho Livre 
4.6 O “Eu ideal e real” 
4.7 Situação agradável e desagradável 
5) Provas Operatórias ( Piaget) - SAMPAIO 
5.1Pequenos conjuntos discretos de elementos 
5.2 Superfície 
5.3 Líquido 
5.4 Matéria 
5.5 Peso 
5.6 Volume 
5.7 Comprimento 
5.8 Seleção e classificação 
6) História Vital ( Sara Paim, SAMPAIO, CHAMAT) 
7) Provas pedagógicas – outros testes – SAMPAIO 
7.1 Caderno 
7.2 Leitura silenciosa e oral 
7.3 Escrita – atividades com pequenos textos 
7.4 Cálculo 
7.5 Sequência lógica 
7.6 Consciência fonológica ( Sônia Moojen) 
8) OBSERVAÇÃO NA ESCOLA – Eulália BASSEDAS 
9) CORPO – SAMPAIO e todo material da outra disciplina que tiveram sobre o 
corpo. 
8.1 Coordenação motora fina; viso-motora; lateralidade 
8.2 Esquema corporal 
8.3 Orientação temporal 
8.4 Orientação espacial 
9) JOGOS- LINO DE MACEDO ( slides) e TÂNA MARA GRASSI ( oficinas 
psicopedagógicas) 
10) DSM-IV para avaliar TDAH – SAMPAIO – Luís Augusto Rohde Atenção 
Hiperatividade. O que é? Como ajudar? Artmed 
11) Devolução oral e escrita – ver em SAMPAIO 
 
SUGESTÕES PARA O DIGANÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
Segundo Simaia Sampaio organizado Por Jossandra Barbosa 
1ª SESSÃO · Entrevista contratual 
· Pais ou responsáveis 
· A história da queixa 
· 50 minutos cada sessão 
· Assinatura do contrato 
2ª SESSÃO SUGESTÃO TB DE 
JORGE VISCA 
· EOCA COM O SUEJTO 
3ª SESSÃOSUGESTÃO DA 
CHAMAT/WIES 
· HORA DO JOGO 
4ª SESSÃO APLICAÇÃO DAS PROVAS 
OPERATORIAS 
PROVAS DE CONSERVAÇÃO DE: 
· Conjuntos de elementos discretos 
· Superfície 
· Líquido 
· Matéria 
· Peso 
· Volume 
· Comprimento 
 
5ª SESSÃO APLICAÇÃO DAS PROVAS 
OPERATORIAS 
PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO 
· Mudança de critério 
· Qualificação de inclusão de 
classes 
· Intercessão de classes 
· Provas de seriação 
· Seriação de palitos 
· Provas de pensamento formal 
· Combinação de fichas permutação 
de fichas 
· predição 
6ª SESSÃO APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS 
PROJETIVAS 
Técnica da pareja educativa 
Técnica do rabisco 
Técnica do desenho da pessoa 
humana 
7ª SESSÃO APLICAÇÃO DAS TÉNCIAS 
PROJETIVA 
· Técnica do desenho da família 
· Técnica do eu 
·em 
compreender palavras escritas. Dessa forma, pode-se afirmar que se trata de 
um transtorno específico das habilidades de leitura, em que foram eliminadas 
todas as outras causas. 
 
O DSM-IV classifica como critérios diagnósticos para o Transtorno da Leitura: 
 
• Rendimento da capacidade de leitura, como correção, velocidade ou 
compreensão da leitura, significativamente inferior à média para a idade 
cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo. 
 
•A dificuldade de leitura apresentada pelo indivíduo interfere de modo 
significativo nas atividades cotidianas que requeiram habilidades de leitura. 
 
• Sob a presença de algum déficit sensorial, as dificuldades de leitura 
excedem aquelas habitualmente a este associadas. 
 
• A leitura oral se caracteriza por distorções, substituições ou omissões, e 
junto com a leitura silenciosa vem acompanhada por lentidão e erros na 
compreensão do texto. 
 
Transtorno da matemática: também conhecido como discalculia, não é 
relacionado à ausência de habilidades matemáticas básicas, como contagem, 
e sim à forma com que a criança associa essas habilidades com o mundo que 
o cerca. A aquisição de conceitos matemáticos, bem como de outras 
atividades que exigem raciocínio, é afetada nesse transtorno, cuja baixa 
capacidade para manejar números e conceitos matemáticos não é originada 
por lesão ou outra causa orgânica. Falha na aquisição da capacidade e na 
habilidade de lidar com conceitos e símbolos matemáticos. Basicamente, a 
dificuldade está no reconhecimento do número e do raciocínio matemático. 
 
O Transtorno da Matemática, segundo o DSM-IV, é caracterizado por: 
 
• A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, 
cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à 
média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de 
escolaridade do indivíduo. 
 
• As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo 
trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal 
habilidade. 
 
• Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades 
matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas. 
 
• Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse transtorno, como as 
habilidades linguísticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou 
conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos 
matemáticos), perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou 
aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de atenção (copiar 
números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas (dar 
sequência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de 
multiplicação). 
 
Transtorno da expressão escrita: refere-se apenas à ortografia ou 
caligrafia, na ausência de outras dificuldades da expressão escrita. Nesse 
transtorno, geralmente existe uma combinação de dificuldades na capacidade 
de compor textos escritos, evidenciada por erros de gramática e pontuação 
dentro das frases, má organização dos parágrafos, múltiplos erros 
ortográficos, na ausência de outros prejuízos na expressão escrita. Falha na 
aquisição da escrita; implica uma inabilidade ou diminuição no 
desenvolvimento da escrita. 
 
O Transtorno da Expressão Escrita, de acordo com os critérios diagnósticos 
do DSM-IV, são: 
 
• A capacidade das habilidades de expressão escrita encontram-se 
significativamente inferior à média para a idade cronológica, capacidade 
intelectual e nível de escolaridade do indivíduo. 
 
• A dificuldade na expressão escrita apresentada pelo indivíduo interfere de 
modo significativo nas atividades cotidianas que requeiram habilidades de 
escrita, como escrever frases gramaticamente corretas e parágrafos 
organizados. 
 
• Na presença de algum déficit sensorial, as dificuldades de escrita excedem 
aquelas habitualmente a este associadas. 
 
• O problema se caracteriza por dificuldades na composição de textos, erros 
de gramática e pontuação, má organização dos parágrafos, erros frequentes 
de ortografia e caligrafia precária. 
 
O tratamento para os transtornos de aprendizagem é sempre multidisciplinar, 
focado nas áreas de maior dificuldade de seus portadores. É preciso que o 
paciente seja submetido a uma avaliação detalhada e, assim, será possível 
ajudá-lo a potencializar e criar estratégias para que obtenha um sucesso na 
área acadêmica. 
Marina E. Alves Guimarães – Fonoaudióloga – CRFª7480/MG 
Departamento de Distúrbios de Aprendizagem relacionados à visão 
Hospital de Olhos - Dr. Ricardo Guimarães 
 
PLANO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO (AEE) 
1. OBJETIVOS 
 ·Perceber-se como ser capaz de aprender acreditando em si mesmo e em suas 
possibilidades; 
 ·Produzir história em quadrinho com coerência e coesão com o auxilio das 
tecnologias assistivas. 
 ·Fazer-se entender em situações comunicativas; 
 ·Produção de palavras, frases e textos no Word, seguindo ou não ilustração. 
· Debater as ideias expressas no texto respeitando as demais opiniões; 
· Audição de leitura com e sem imagem - notícias, propagandas, histórias, cartas, 
bilhetes etc. 
· Narrar histórias conhecidas e relatos de acontecimentos, mantendo o 
encadeamento dos fatos e sua sequência cronológica, ainda que com ajuda; 
· Exercícios de atenção e percepção para estimular a concentração. 
· Resumir oralmente histórias ouvidas ou lidas; 
 ·Leitura para apreensão das ideias com fluência, ritmo e entonação nos diversos 
tipos de textos; 
· Identificar tema e ideia central de um texto lido; 
· Inferir informação explícita e implícita nos gêneros textuais trabalhados; 
· Escrever e revisar texto considerando as características do gênero proposto, 
empregando corretamente a língua padrão; 
· Argumentar por escrito a favor ou contra uma ideia ou fato; 
· Expressar claramente uma ideia dentro do tema proposto com coerência e 
coesão; 
· Distinguir na comparação de textos de diferentes gêneros, as características 
gráficas e a organização de ideias apresentadas em cada um deles; 
· Descrever personagens quanto as suas características físicas e psicológicas, de 
acordo com o texto; 
 ·Empregar corretamente na escrita de textos a concordância verbal e nominal; 
 ·Argumentar por escrito a favor ou contra uma ideia ou fato baseado em 
informação de gráfico ou tabela; 
· Revisar o próprio texto; 
· Substituir nomes por pronomes nas produções verbais; 
 ·Resumir textos ouvidos ou lidos, preservando as ideias principais do autor. 
· Produção de autobiografia. 
· Atividades com expressões idiomáticas. 
· Produção de texto seguindo ilustração. 
· Expressar sua opinião ou conhecimento acerca de um tema; 
· Narrar acontecimentos ou histórias com começo, meio e fim; 
 ·Comunicar-se com clareza, fazendo-se entender; 
 ·Ler pequenos textos, atendendo a pontuação; 
· Inferir informação explícita e implícita em textos; 
· Reconhecer a divisão textual em frases e parágrafos; 
· Escrever frases e pequenos. 
· Escrever texto a partir de gravura ou tema, atribuindo-lhe título; 
 ·Ordenar partes de um texto considerando a temporalidade; 
· Escrever histórias contadas por outrem; 
 ·Escrever pequenos textos em diálogos, usando o travessão, e a pontuação 
necessária. 
 ·Elaborar lista temática; 
· Recontar histórias lidas; 
· Atribuir título ao seu texto escrito; 
· Completar histórias iniciadas; 
· Ampliar frases, acrescentando outros elementos; 
· Escrever bilhete simples; 
· Atender solicitações de mensagens orais. 
· Realizar leitura de livros digitais 
· Intervir em situações diversas relacionadas à vida cotidiana, aplicando noções 
matemáticas; 
· Reconhecer e saber utilizar os números naturais básicos e necessários às 
diferentes circunstâncias do dia-a-dia; 
· Utilizar jogos de raciocínio lógico para melhor compreenderos conteúdos básicos 
matemáticos; 
· Aplicar corretamente as quatro operações simples; 
 ·Interpretar e desenvolver histórias matemáticas simples; 
· Reconhecer e valorizar a linguagem de seu grupo social; 
· Desenvolver a autoconfiança, a concentração e a atenção através de atividades 
artísticas, de arte-terapia. 
· Atividades Práticas no mercado escolar como compra, venda, troco, cheque, 
recibo, nota. 
· Atividades praticas com material Dourado, escala Cuseinaire trabalhando 
as operações matemáticas. 
 ·Desenvolver conhecimentos sobre o reconhecimento e uso do sistema monetário 
nacional;fazer cálculos envolvendo valores de cédulas e moedas; 
· Estabelecer relações e compreender os princípios decimais e posicionais do 
sistema de numeração; 
· Realizar atividades práticas para a compreensão da tabuada. 
· Utilizar convenientemente as quatro operações seja em situações cotidianas e ou 
resoluções de exercícios e expressões numéricas envolvendo ou não problemas; 
· Reconhecer que uma mesma operação está relacionada a problemas diferentes e 
um mesmo problema pode ser resolvido pelo uso de diferentes operações; 
· Utilizar divisores e múltiplos, compreender as representações fracionárias, 
explorar atividades que envolvam números primos; 
· Utilizar com compreensão os conceitos de frações em comparações e operações 
fracionárias, bem como operações com números decimais; 
· Utilizar medidas de tempo, superfície, massa e comprimento padronizadas e não 
padronizadas; 
· Explorar e definir figuras geométricas no espaço e tempo, coordenando ações e 
atividades; 
· Despertar a curiosidade para questionar, explorar e interpretar os diferentes usos 
dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana; 
· Coletar, apresentar e analisar dados, construindo e interpretando tabelas e 
gráficos; 
· Calcular e interpretar a média aritmética em casos significativos para a 
compreensão da informação; 
· Identificar e utilizar corretamente o sistema monetário brasileiro; 
· Compreender que a multiplicação é soma de parcelas iguais; 
· Identificar os números primos; 
· Resolver situações-problema que envolva a ideia de dobro, triplo, quádruplo dúzia 
e meia dúzia; 
· Identificar os principais sólidos geométricos; 
· Diferenciar o cálculo de área, perímetro e volume de figuras e sólidos 
geométricos. 
· Retomar os conteúdos das demais disciplinas do Currículo através de resumos, 
slides, PPS no Power Point. 
· Uso dos recursos tecnológicos para auxiliar seu processo de aprendizagem. 
· Jogos para atenção, concentração, raciocínio e memória. 
· Sentir-se integrado ao ambiente em que vive, valorizando-se como ser humano, 
ciente de que o seu bem-estar depende das ações que pratica no dia-a-dia; 
· Situar-se no meio em que vive (casa, escola, quarteirão...); 
· Identificar as estações do ano e vestir-se adequadamente a cada estação; 
 ·Conhecer e observar valores básicos indispensáveis à convivência; 
· Compreender e valorizar o outro criando laços de amizade, respeito e afeto; 
· Saber usar das boas regras de convivência. 
· Desenvolver a auto-estima; 
 
 
 
 
 
 
2- ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO 
Atendimento: 
 Coletivo ( X ) 1 x semana ( x) 2 horas 
Individual ( ) ( ) 1 h e 30 m 
segunda-
feira 
Terça 
feira 
Quarta 
feira 
Quinta 
feira 
Sexta feira 
 x x 
Ações necessárias para atender as necessidades 
educacionais do aluno: 
Âmbitos Ações 
necessária
s 
Ações 
existent
es 
Ações que 
precisam 
ser 
desenvolvid
as 
Responsáv
eis 
Pedagógi
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a 
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Atividade
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 Prof AEE 
Psicológic
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Desenvolver 
a atenção e 
auto-estima 
 Consult
a 
psicólog
a 
Atendimento 
psicológico 
Psicólogo 
 
 
 
 
 
 
3- ATIVIDADES PEDAGÓGICAS A SEREM DESENVOLVIDAS NO 
ATENDIMENTO AO ESTUDANTE 
· Incentivar-se-á a aluna através da valorização de suas ações nos atendimentos, 
partindo de suas experiências, utilizando jogos, histórias, PPS, conversas e 
acima de tudo evitando criticá-la por não ter conseguido alcançar o objetivo 
proposto, ajudando-a superar suas dificuldades, permitindo-lhe com naturalidade 
compreender que aprendemos fazendo, refazendo, praticando, sendo 
persistentes e que o importante é não desistir, e sim continuar tentando; 
 ·Possibilitar diálogos enfocando a importância da participação e interação na sala 
de aula, fazendo a aluna perceber que vivemos numa sociedade onde temos 
que interagir, dialogar, colocar nossas ideias, defender nossos direitos e crescer 
como pessoa, tanto no desenvolvimento cognitivo, intelectual como social. 
 ·Elaborar histórias orais diversas através de técnicas diferenciadas: figuras, 
fantoches, caixa surpresa, etc. Logo após, estimular a escrita da história, nomes 
dos personagens... 
 ·Utilização de diversos tipos de jogos para que se efetive a alfabetização como: 
bingo de letras,sílabas e palavras, alfabeto silábico, dominó de palavras, jogo da 
memória (desenho X palavras, letras, palavras de encaixe). 
 ·Atividades que estimulem a escrita e a leitura: a) cruzadinha, autoditado, caça-
palavras; b) leitura, escrita e ilustração de poesias, parlendas, trava línguas e 
quadrinhas; c) expressar suas experiências por escrito, como também escrever 
bilhetes, convites e recados para as pessoas que desejar; 
 ·Atividades em que o aluno exercite a sua compreensão matemática: historinhas 
nesta área e simulação de compra e venda utilizando o sistema monetário com 
notas e moedas de brinquedo; 
 ·Uso de jogos de raciocínio, tomada de decisão, percepção, atenção e 
concentração, como: tangram, dominó de quantidades, adição, subtração, 
correspondência, jogo de varetas, memória, jogos com o material dourado; 
 ·Realização de atividades no computador: a)jogos de alfabetização, raciocínio 
lógico-matemático, atenção, concentração; b) leitura de histórias em PPS, livros 
e jogos virtuais on-line. 
 
4. SELEÇÃO DE MATERIAIS A SEREM PRODUZIDOS PARA A ALUNA 
· Quebra-cabeças de desenhos, palavras e numerais (alfabetização e raciocínio 
lógico); 
· Jogo da memória de palavras x figura, 
 ·Bingo de letras, palavras, sílabas; 
· Cruzadinhas de material xerocado com autoditado, cartas enigmáticas e textos 
diversos sobre o assunto que estivermos trabalhando e outros; 
 ·Dominar irregularidades ortográficas: nh, lh, ch, ge, gi, gue, gui, que, qui, qua, rr, 
ss, sc, u, l, d, t, m, n, am, ão. 
· 
· Confecção de fichas de leitura que serão construídas com a aluna com assuntos 
que preferir; textos fatiados, cartas enigmáticas. 
· Seleção de jogos matemáticos que trabalham o raciocínio lógico como: dominós, 
tangrans e jogos que auxiliam na alfabetização: alfabeto móvel, alfabeto 
ilustrado, sílabas móveis, sequencia de frases e outros. 
 
5. ADEQUAÇÃO DE MATERIAIS 
· Neste momento adequar-se a apenas textos e atividades escritas de acordo com 
o interesse e as possibilidades da aluna. 
 
6. SELEÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS QUE NECESSITAM SER 
ADQUIRIDOS 
· Folhas de ofício, cola, tesoura, lápis comum, lápis de cera, lápis de cor, canetas, 
borracha; 
· Cartolina; 
 ·Figuras ou desenhos variados; 
· Softwares que contenham atividades educativas; 
· Cartão ou papelão para confeccionar quebra-cabeças, fichas de leitura e outros 
jogos. 
 
 
7. OUTROS PROFISSIONAIS E/OU INSTITUIÇÕES QUE DEVERÃO SER 
ENVOLVIDOS 
 ·Professores da sala de aula regular; 
 ·Equipe diretiva e pedagógica da escola. 
· Família 
· Psicólogo 
 
8. TIPOS DE PARCERIAS NECESSÁRIAS PARA APRIMORAMENTO DO 
ATENDIMENTO E DA PRODUÇÃO DE MATERIAIS 
A família, os professores, a equipe diretiva e pedagógica escolar são 
parceiros naturais e já fazem parte do processo. Se for necessário faremos 
parcerias com profissionais da área da saúde. 
 
9. RESULTADOSESPERADOS 
Os resultados obtidos serão cuidadosamente analisados para que se 
prossiga ou se retome as ações praticadas. Serão observados se estão de 
acordo com os objetivos propostos. Os resultados obtidos serão repassados 
para as pessoas que trabalham e convivem com a aluna e servirão como 
instrumento para a continuação ou não das ações que estão sendo 
desenvolvidas. 
 
 
 
 
 
 
10. ORIENTAÇÕES SOBRE OS SERVIÇOS E RECURSOS OFERECIDOS AO 
ESTUDANTE NA COMUNIDADE ESCOLAR 
( X ) Professor da sala de aula 
( ) Professor da Educação Física 
( ) Funcionários da Escola 
 ( X ) Família 
 ( ) Colegas da Turma 
( ) Outros. Quais? 
 
11. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS 
“A prática avaliativa deve ser capaz de ir além de avaliar a aprendizagem, 
mas entender o valor individual de cada aluno, propiciando o seu crescimento 
como indivíduo e como integrante de uma sociedade. E que acima de tudo, seja 
uma avaliação envolvida com uma prática pedagógica real, inovadora, não 
excludente e muito amorosa”. (LUCKESI, 1996). 
Desta forma, a avaliação terá como finalidade entender a individualidade 
da aluna, seu crescimento e desenvolvimento pessoal, sua interação no mundo 
em que vive, como também, se avaliará todo o processo, recursos e estratégias 
utilizadas no atendimento à aluna. 
Pois, afinal é preciso ter sempre presente que a avaliação é uma atitude 
amorosa de nutrir, sustentar, confrontar, é uma relação de parceria entre aluno e 
professor, que visa melhorar a qualidade de vida do educando. 
 
12. REESTRUTURAÇÃO DO PLANO 
 (x) O Plano de AEE será reestruturado no momento que for necessário, ficando 
registrado a data e o motivo pelo qual houve modificações. 
 
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 
O que é dificuldade de aprendizagem? • “a dificuldade de aprendizagem é 
uma situação momentânea na vida do aluno, que não consegue caminhar em 
seus processos escolares, dentro do currículo esperado pela escola, 
acarretando comprometimento em termos de aproveitamento e/ou 
avaliação”(Hashimoto, 1977,105) 
Qual a área que mais estuda as dificuldades de aprendizagem? • 
PsicoPedagogia • SCOZ(1992,p.2) define a psicopedagogia: “como a área 
que estuda e lida com o processo e suas dificuldades e que, numa ação 
profissional deve englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e 
sintetizando-os”. • Constitui-se, portanto, num campo conceitual 
interdisciplinar, pois utiliza-se de vários campos como a psicologia, a 
pedagogia, a neurologia, a lingüística, entre outros. Essa construção 
interdisciplinar busca as interrelações entre os campos do conhecimento 
como forma de entender e intervir nos processos de aprendizagem dos 
sujeitos. 
Ainda a psicopedagogia... • BOSSA (1994,p.8): • “a psicopedagogia vem 
construindo seu campo teórico na articulação da psicanálise e psicologia 
genética. Articulação que fica evidente quando se trata de observar os 
problemas de aprendizagem, pilar da teoria psicopedagogica. Assim como 
Freud parte da patologia, o estudo da histeria, e constrói a teoria psicanalítica, 
os psicopeagogos tem construído sua teoria a partir do estudo dos problemas 
da aprendizagem. E a clínica tem se constituído em eficiente laboratório da 
teoria.” 
DEFINIÇÃO – DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM – SEGUNDO NJCLD 
(National Joint Committe on Learning Disabilities – 1988) EUA (oito 
organizações que discutem nos EUA ) • GARCIA (1995) in FICHTNER (1997, 
p.356): “Dificuldades de aprendizagem é um termo geral que se refere a um 
grupo heterogêneo de transtornos que se manifestam por dificuldades 
significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou 
habilidades matemáticas. Tais transtornos são íntrinsecos ao indivíduo, 
supondo-se devido à disfunção do sistema nervoso central e podem ocorrer 
ao longo do ciclo vital (...)” 
Para entender o processo de aprender a psicopedagia investiga: • O sujeito 
incluído num contexto biopsicossocial; • Então desta forma: a dificuldade de 
aprendizagem não está necessariamente no sujeito, mas no sujeito, mas na 
dinâmica das relações entre esse, que dispõe de “corpo, organismo, 
inteligência e desejo”(Fernandez, 1991,p.47) e o meio em que está inserido 
(família, escola e/ou contexto social”. 
Sujeito aprendente 
Aprendente Ensinante • A aprendizagem ocorre na interação entre o 
aprendente e o ensinante e estes influenciados pelo contexto social. 
limites corpo orgãnico pedagógico Dificuldades de aprendizagem emocional s 
Cognitivo 
TRÊS FORMAS NA MANIFESTAÇÃO INDIVIDUAL DO PROBLEMA DE 
APRENDIZAGEM: • sintoma: expressa a dificuldade do aprender através dos 
desejos inconscientes.É um sinal com significação simbólica. Tem haver com 
o deslocamento, transformação, condensação. • inibição cognitiva: tem haver 
com o evitar o pensamento. É mais difícil de abordar do que o sintoma. 
Também associado a aspectos inconscientes. Aparecem em menor escala 
nas crianças. • formação reativa: problemas causados pela instituição 
sócioeducativa. 
• Problemas de formação reativa; questões ligadas à metodologia do ensino, à 
avaliação, à dosagem de informações, à estruturação de turmas, à 
organização geral, etc. que interferem no processo ensino-aprendizagem. 
Ficam dimuinidas as condições externas de acesso do aluno ao conhecimento 
via escola. 
QUADRO COMPARATIVO:dificuldade escolar, problema e distúrbio 
Profissional Competência Atuação Medidas Médico Distúrbio/transtorno/ 
deficiência (doença) Consultório Exames Clínicos Medicação Especialista 
(fonoaudiólogo, psicólogo ou psicopedagogo) Problema/transtorno /deficiência 
(diagnóstico específico) Consultório Terapias específicas Professor e 
orientador educacional Dificuldade de aprendizagem Escola Metodologias, 
estratégicas, recuperação do aluno SIR – Salas de integração e recursos 
Apoio ao aluno e escola na parte pedagógica da aprendizagem Professor 
capacitado Deficiência – perfil de pedagogo com educação especial 
Transtornos • Os transtornos da aprendizagem compreendem uma inabilidade 
específica, como da leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que 
apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível 
de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual. 
Três tipos de transtornos conforme CID10 e DSM-IV • Transtorno da leitura: é 
caracterizado por uma dificuldade específica em compreender palavras 
escritas. • Transtorno da matemática: dificuldade da criança associar as 
habilidades matemáticas básicas com o mundo que a cerca. • Transtorno da 
expressão escrita: refere-se à ortografia ou caligrafia bem como outras 
atividades relacionadas a escrita.- 
OUTROS TRANSTORNOS • • • • • Dislalia ( dificuldades de fala) Disgrafia 
(dificuldade na escrita) Dislexia (dificuldades na leitura) Discalculia 
(dificuldades na matemática) Atenção e/ou hiperatividade (TDAH) 
Papel do orientador/supervisor/coordenador pedagógico • Orientadores e 
supervisores, com a autoridade que sua competência técnica lhes deve 
outorgar, terão função básica, mobilizar os professores para a reflexão 
coletiva sobre grandes questões da educação e para as específicas da 
escola, de sua prática pedagógica. É da reflexão coletiva sobre a prática 
pedagógica que surgirão alternativas de solução para os problemas da 
escola. É da discussão política da prática pedagógica que se definirão as 
metodologias mais adequadas, as técnicas mais pertinentes, os materiais 
mais significativos, os conteúdos indispensáveis.”(GARCIA, 1984, p.55) 
Estratégias de Ação • Pesquisar as dificuldades de aprendizagens dos alunos, 
com o próprio aluno, professores e pais; • Traçar planos de intervenção com o 
aluno, pais e professores atuando como mediador; • Orientar e assessorar o 
professor e pais na intervenção pedagógica deste aluno; • Proporcionar 
projetos aos alunos valorizando seus potenciais; • Respeitar o ritmo e as 
potencialidades dos alunos; 
Estratégias de Ação • Proporcionarprojetos educativos de apoio para as 
crianças com problemas de aprendizagem; • Organizar espaços de formação 
continuada para os professores discutirem e estudarem sobre a construção do 
conhecimento e problemas de aprendizagem; • Encaminhar alunos para 
especialistas quando escola não tiver mais respaldo para lidar com problemas 
como: fala, audição,visuais, emocionais, neurológicos, psiquiátricos etc. 
 
Dislalia 
A dislalia é um distúrbio que acomete a fala, caracterizado pela dificuldade em 
articular as palavras. A pessoa portadora de dislalia, troca as palavras por 
outras similares na pronuncia, fala erroneamente as palavras, omitindo ou 
trocando as letras. Resumidamente, as manifestações clínicas da dislalia 
consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas. 
Pode-se dizer que a palavra do dislálico é fluída, ainda que possa ser 
incompreensível, sendo que o desenvolvimento da linguagem pode ser 
normal ou atrasado. Não há intervenção na musculatura responsável pela 
emissão das palavras. 
Crianças que chupam chupeta e mamam mamadeira por um tempo 
prolongado, bem como as que chupam o dedo ou mesmo mamam pouco 
tempo no seio, podem apresentar um quadro de dislalia. Apesar de não existir 
relação direta, é indiscutível que essas crianças passam a apresentar flacidez 
muscular e postura indevida da língua, o que pode resultar nesse distúrbio. 
Outras causas são: línguas hipotônicas (flácidas), podendo ainda apresentar 
alterações na arcada dentária, ou então, falhas na pronúncia de determinados 
fonemas em conseqüência da postura e respiração dificultada. 
A dislalia pode ser subdividida em quatro tipos: 
 Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida 
gradativamente durante o seu desenvolvimento. 
 Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a 
fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o 
som. 
 Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos 
e que não conseguem imitar os sons. 
 Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, 
impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na 
boca. 
Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados 
normais. Todavia, após essa fase, a criança pode vir a ter problemas caso 
continue falando errado, podendo afetar até a escrita. O caso clássico desse 
distúrbio é o Cebolinha, personagem da Turma da Mônica. 
O tratamento da dislalia é feita com o auxilia de um fonoaudiólogo e varia de 
acordo com a necessidade de cada criança. 
 
 
Disgrafia 
Alteração da escrita que a afeta na forma ou no significado, sendo do tipo 
funcional. Perturbação na componente motora do ato de escrever, 
provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são 
responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, 
mal elaboradas e mal proporcionadas. 
De forma geral, a criança com disgrafia apresenta uma série de sinais ou 
manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no 
desenho das letras, e que por sua vez a determinam. Entre estes sinais 
encontram-se uma postura incorreta, forma incorreta de segurar o lápis ou a 
http://www.infoescola.com/profissoes/fonoaudiologo-fonoaudiologia/
caneta, demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel, ritmo da escrita 
muito lento ou excessivamente rápido. 
Sinais indicadores: 
 Postura gráfica incorreta. 
 Forma incorreta de segurar o instrumento com que se escreve. 
 Deficiência da preensão e pressão. 
 Ritmo de escrita muito lento ou excessivamente rápido. 
 Letra excessivamente grande. 
 Inclinação. 
 Letras desligadas ou sobrepostas e ilegíveis. 
 Traços exageradamente grossos ou demasiadamente suaves. 
 Ligação entre as letras distorcida. 
Problemas associados: 
 Biológicos. 
 Perturbação da lateralidade, do esquema corporal e das funções 
perceptivo-motoras. 
 Perturbação de eficiência psicomotora (motricidade débil; perturbações 
ligeiras do equilíbrio e da organização cinético-tónica; instabilidade). 
 Pedagógicas 
o Orientação deficiente e inflexível, 
o Orientação inadequada da mudança de letra de imprensa para 
letra manuscrita, 
o Ênfase excessiva na qualidade ou na rapidez da escrita, 
o Prática da escrita como atividade isolada das exigências gráficas 
e das restantes atividades discentes. 
 Pessoais 
o Imaturidade física, 
o Motora, 
o Inaptidão para a aprendizagem das destrezas motoras, 
o Pouca habilidade para pegar no lápis, 
o Adopção de posturas incorretas, 
o Défices em aspectos do esquema corporal e da lateralidade. 
 
 
O que pode fazer: 
 Encorajar a expressão através de diferentes materiais (plasticina, 
pinturas e lápis). Todas as tarefas que impliquem o uso das mãos e dos 
dedos são positivas. 
 Incitar a criança a recortar desenhos e figuras, a fazer colagens e 
picotar. 
 Promover situações em que a criança utilize a escrita (ex.: escrever 
pequenos recados, fazer convites e postais). 
 Fazer atividades como contornar figuras, pintar dentro de limites, ligar 
pontos, seguir um tracejado, etc. 
 Deixar a criança expressar-se livremente no papel, sem corrigir nem 
julgar os resultados. 
 
DISLEXIA 
 
Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem 
neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo 
escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender 
a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em 
diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem 
estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras. 
De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 
0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com 
inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta. 
A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica 
a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que 
a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona 
pela mãe durante a gestação da criança. 
Sintomas 
Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do 
distúrbio e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os 
mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades: 1) para ler, escrever e 
soletrar; 2) de entendimento do texto escrito; 3) para de identificar fonemas, 
associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; 4) para decorar a 
tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia); 5) 
ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e 
sílabas (disgrafia); 6) de organização temporal e espacial e coordenação 
motora. 
Diagnóstico 
O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar 
(médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de 
afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de 
deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, 
problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir 
na aprendizagem. 
É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que 
sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com 
reflexos negativos sobre sua auto-estima e projeto de vida. 
Tratamento 
Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a 
participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, 
psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do 
possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita 
ou da matemática. 
Recomendações 
* Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a 
alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão 
prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldadespersistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais 
capacitados; 
* O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; 
significa apenas que é portadora de um distúrbio que pode ser corrigido ou 
atenuado; 
* O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda 
persistência; 
* Portadores de dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para 
atender suas necessidades específicas; 
* Saber que a pessoa é portadora de dislexia e as características do distúrbio 
é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e 
os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima. 
 
 
 
Discalculia 
 
A discalculia é um problema causado por má formação neurológica que se 
manifesta como uma dificuldade no aprendizado dos números. Essa 
dificuldade de aprendizagem não é causada por deficiência mental, má 
escolarização, déficits visuais ou auditivos, e não tem nenhuma ligação com 
níveis de QI e inteligência. 
Crianças portadoras de discalculia são incapazes de identificar sinais 
matemáticos, montar operações, classificar números, entender princípios de 
medida, seguir sequências, compreender conceitos matemáticos, relacionar o 
valor de moedas entre outros. 
Ladislav Kosc descreveu seis tipos de discalculia: a discalculia léxica, 
discalculia verbal, discalculia gráfica, discalculia operacional, discalculia 
practognóstica e discalculia ideognóstica. 
 Discalculia léxica: dificuldade na leitura de símbolos matemáticos; 
 Discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, 
números, termos e símbolos; 
 Discalculia gráfica: dificuldade na escrita de símbolos matemáticos; 
 Discalculia operacional: dificuldade na execução de operações e 
cálculos numéricos; 
 Discalculia practognóstica: dificuldade na enumeração, manipulação e 
comparação de objetos reais ou em imagens; 
 Discalculia ideognóstica: dificuldades nas operações mentais e no 
entendimento de conceitos matemáticos. 
Para que o professor consiga detectar a discalculia em seu aluno é 
imprescindível que ele esteja atento à trajetória da aprendizagem desse 
aluno, principalmente quando ele apresentar símbolos matemáticos 
malformados, demonstrar incapacidade de operar com quantidades 
numéricas, não reconhecer os sinais das operações, apresentar dificuldades 
na leitura de números e não conseguir localizar espacialmente a multiplicação 
e a divisão. Caso o transtorno não seja reconhecido a tempo, pode 
comprometer o desenvolvimento escolar da criança, que com medo de 
enfrentar novas experiências de aprendizagem adota comportamentos 
inadequados, tornando-se agressiva, apática ou desinteressada. 
O psicopedagogo é o profissional indicado no tratamento da discalculia, que é 
feito em parceria com a escola onde a criança estuda. Geralmente os 
professores desenvolvem atividades específicas com esse aluno, sem isolá-lo 
do restante da turma. 
TDAH 
O que é o TDAH? 
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um 
transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e 
freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se 
caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é 
chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, 
também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. 
Existe mesmo o TDAH? 
Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores 
de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado 
na escola. 
Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH? 
Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos 
mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. 
Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre 
pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um 
mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas 
idéias sobre todos os aspectos de um transtorno. 
Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe? 
Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até 
mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma 
“invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o 
tratamento. 
No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca 
publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam 
categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando 
questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que 
somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas 
especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca 
apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas 
científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem. 
Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de 
tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que 
somente eles podem tratar de modo correto. 
Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH 
com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura 
científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em 
qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal 
característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de 
cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que 
dizem. 
O TDAH é comum? 
Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados 
para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias 
regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade 
dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os 
sintomas de inquietude sejam mais brandos. 
Quais são os sintomas de TDAH? 
O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: 
1) Desatenção 
2) Hiperatividade-impulsividade 
O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no 
relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são 
tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" 
e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas 
por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e 
impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e 
adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de 
comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. 
Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do 
trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos 
(parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e 
também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm 
dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os 
demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm 
uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de 
drogas e álcool, ansiedade e depressão. 
Quais são as causas do TDAH? 
Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - 
demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes 
regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as 
práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os 
filhos ou resultado de conflitos psicológicos. 
Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na 
região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal 
orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com 
outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto 
é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidadede 
prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. 
O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um 
sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores 
(principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as 
células nervosas (neurônios). 
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos 
neurotransmissores da região frontal e suas conexões. 
A) Hereditariedade: 
Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma 
predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, 
a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a 
presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que 
nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença 
entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que 
na população em geral (isto é chamado de recorrência familial). 
Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência 
dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança 
aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" 
simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que 
excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência 
familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao 
ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter 
certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. 
Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de 
crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os 
dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais 
TDAH que os pais adotivos. 
Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos 
(bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, 
gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de 
semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança 
genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que 
os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos 
(os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais 
parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas 
características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os 
estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais 
parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a 
ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de 
genes na origem do TDAH. 
A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do 
TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante 
salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, 
em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas 
sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes 
transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um 
único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, 
também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único 
"gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, 
alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que 
em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências 
ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar 
(antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e 
drogas nos familiares de portadores de TDAH. 
B) Substâncias ingeridas na gravidez: 
Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a 
gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, 
incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães 
alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade 
e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos 
mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação 
de causa e efeito. 
C) Sofrimento fetal: 
Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que 
acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com 
TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais 
descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na 
gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que 
passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no 
parto. 
D) Exposição a chumbo: 
Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar 
sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma 
necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo 
numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado 
pela história clínica. 
E) Problemas Familiares: 
Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia 
conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, 
funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais 
baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm 
refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência 
do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais). 
Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo. 
F) Outras Causas 
Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como 
causa de TDAH: 
1. corante amarelo 
2. aspartame 
3. luz artificial 
4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide) 
5. deficiências vitamínicas na dieta. 
 
Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e foram 
desacreditadas. 
 
 
 
 
 
Roteiro de Sessões Diagnósticas 
 
 
Nº DA 
SESSÃO 
 
DATA 
 
ATIVIDADES 
1º ANAMNESE 
2º EOCA (entrevista operativa centrada na aprendizagem) 
3º Técnicas Projetivas 
4º Técnicas Projetivas 
5º Provas Operatórias 
6º Provas Operatórias 
7º Provas Pedagógicas 
8º Provas Pedagógicas 
9º Devolução 
10º Esta sessão será feita se houver necessidade. 
 
 
 
 
 
 
HORÁRIOS DE ATENDIMENTO 
 
 
MANHÃ 
8:10 9:00 
9:00 9:50 
9:50 10:40 
10:40 11:20 
 
 
TARDE 
13:10 14:00 
14:00 14:50 
14:50 15:40 
15:40 16:20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades para Intervenção Psicopedagógica 
 
COMO TRABALHAR COM BLOCOS 
LÓGICOS 
 
 
I. Descrição do Material: 
 
Material criado por Dienes. 
Constitui-se de 48 peças, que combinam quatro atributos em cada uma 
sendo: 
· Tamanho (grande e pequeno) 
· Cor (amarelo, azul e vermelho) 
· Forma (círculo, quadrado, triângulo e retângulo) 
· Espessura (grosso e fino) 
 
II. Objetivos Gerais do Material: 
 
Os Blocos Lógicos são de grande utilidade para crianças, auxiliando-a na 
elaboração do raciocínio, passando gradativamente do concreto para ao 
abstrato. Com o auxílio dos “Blocos Lógicos”, a criança organiza o 
pensamento, assimilando conceitos básicos de cor, forma e tamanho, além de 
realizar atividades mentais de seleção, comparação, classificação e 
ordenação. 
 
III. Sugestões Gerais: 
 
Para crianças de Maternal e Jardim I 
· Separar os blocos por cor; 
· Imitar 1 seqüência montada pela professora, utilizando 1 só 
atributo; 
· Solicitar da criança, qual o “segredo da seqüência “ (cor, 
tamanho, etc. 
· Ordenar as peças utilizando critério próprio, determinado pela 
criança. 
A partir do Jardim II, poderemos utilizar 2 atributos na realização das mesmas 
atividades. Além destas, iniciamos com atividades para identificação deconjuntos de elementos mediante os seus atributos comuns. 
De 1ª a 4ª série, podemos utilizar os 4 atributos ao mesmo tempo, exigindo 
maior abstração e raciocínio lógico no desenvolver das atividades. 
 
IV. Atividades 
A partir daqui, seguem as atividades de n.º 1 a 15. 
 
1. DE SURPRESAS 
 
Material: Um saco de papel ou pano, algumas peças do Bloco 
Lógico. 
Desenvolvimento: Colocar todas as peças dentro do saco. Pedir 
que os alunos se sentem em círculo e vão passando o saco de pano de um 
para o outro sem pular ninguém. A professora em determinado momento diz 
“Já o aluno que estiver neste momento segurando o saco, deve pegar uma 
das peças e falar para os colegas os atributos da peça que pegou. Se ele 
esquecer algum atributo, a professora pode lembrá-lo de perguntas. 
Variação: Ao invés de dizer “já” pode-se usar uma radiola ou 
simular cuja interrupção da música marcará a hora de parar. Ou ainda, usar 
cartões coloridos com significados pré-estabelecidos. Ex.: Cartão Vermelho 
parar e pegar uma das peças, sentido de rotação. 
Faixa Etária: Jardim II, Jardim III, 1ª Série. 
 
2. SALTA POÇAS 
 
Material: Algumas peças de Blocos Lógicos. 
Desenvolvimento: Inventar uma estória sobre um personagem 
que para alcançar seu objetivo tenha que saltar sobre umas poças mágicas. 
Mas que ele descobriu uma maneira de conseguir pular todas sem 
escorregar. Para isto ele deveria falar tudo o que soubesse sobre a poça. Em 
seguida a professora espalha algumas peças pelo chão e diz que serão as 
poças. Um aluno por vez deve tentar percorrer o caminho. Para saltar a poça, 
ele primeiro deve dizer os atributos que ela tem. Quem conseguir saltar todas 
as peças recebe o “Troféu salta-poças”. 
Variação: Pode-se de acordo com o que foi trabalhado, pedir que 
digam apenas dois ou três atributos. Ex.: forma e cor, ou forma, cor e 
tamanho. 
Faixa Etária: Jardim II, Jardim III, 1ª Série. 
 
3. CADA QUAL EM SUA CASA 
 
Material: Cartolina ou chão riscado com o diagrama A ou B. 
Desenvolvimento: Entregar uma peça para cada criança. Contar a estória de 
um menino que foi trabalhar de treinador de cachorros. Só que na hora de 
levar os cachorros de volta as suas casas, fez a maior confusão porque não 
respeitou as placas que indicavam quem morava naquela casa. Dizer que 
cada peça é um cachorro e que eles devem tentar colocar cada cachorro em 
sua casa. 
Faixa Etária: Jardim I, II, III. 
 
4. TREINAMENTO PARA MOTORISTAS 
 
Material: Um jogo de 11 cartões para cada criança. Os cartões com os 
símbolos podem ser feitos em estêncil e passados no mimeógrafo. Após 
serem recortados devem ser colados em palito de sorvete para facilitar o 
manuseio. 
Desenvolvimento: Dizer que eles são motoristas e que estão 
aprendendo a conhecer os tipos de carro. Assim cada vez que a professora 
mostrar uma peça, eles devem levantar os cartões correspondentes. Na 
primeira vez a professora pode trabalhar com apenas um atributo, depois com 
dois, e assim gradativamente até abranger os quatro atributos. 
Faixa Etária: Maternal (01 Atributo); Jardim I, II (02 Atributos); 
Jardim III (03 Atributos), 1ª e 2ª Séries (04 Atributos). 
 
5. PEDIDO MUDO 
 
Material: Os mesmos cartões do exercício anterior. 1 a 2 jogos de 
Blocos Lógicos de acordo com o número de crianças. 
Desenvolvimento: Separar a classe em duas filas, sentando uma 
defronte à outra. No espaço entre as duas filas, espalhar os Bloco Lógicos. 
Distribuir os 11 cartões, para as crianças. Uma criança levanta os cartões 
pedindo uma peça par ao companheiro da frente. Se este pegar a certa e 
entregá-la a quem pediu, marcar um ponto para fila correspondente. 
Faixa Etária: Jardim II a 2ª Série. 
 
6. EU FALO, ELE ANOTA 
 
Material: Um saco de papel ou pano, quadro de giz previamente 
preparado como o modelo, algumas peças de “Blocos Lógicos”. 
Desenvolvimento: Os alunos devem se subdividirem em duplas. 
Metade das duplas devem pertencer a um grupo de a outra metade a outro 
grupo. Uma das duplas inicia o jogo. Um dos alunos pega uma das peças de 
dentro do saco, e vai descrevendo-a para seu colega da dupla que 
simultaneamente deve ir anotando no quadro de giz. Se os dois acertaram 
marca um ponto para o grupo no qual pertencem. 
Faixa Etária: Jardim III a 2ª Série. 
 
7. SEU MESTRE CHAMOU 
 
Material: Uma peça de “Blocos Lógicos” para cada participante. 
Desenvolvimento: As crianças devem sentar-se em círculo. A 
professora distribui uma peça para cada criança e fica no centro da roda. Este 
exercício pode ser graduado: Vêm para o centro os que tiverem quadrado. 
“Vem para o centro os que tiverem quadrado amarelos”. Vêm para o centro os 
que 
 
 
tiverem quadrados amarelos grossos. “Os que errarem podem esperar 
sentados no centro, até o começo de uma nova rodada”. 
Variação: A professora pode fazer o chamado através de cartões 
como os do exercício 4, só que em tamanho maior. 
Faixa Etária: Variando o número de atributos, conforme atividade 
descrita. 
 
8. QUEM É O DIFERENTE? 
 
Material: Um jogo de Blocos Lógicos 
Desenvolvimento: A professora escolhe peças que tenham 
atributos em comum e entre elas coloca uma que seja diferente. Ex.: uma 
peça azul pequena entre outras azuis e grandes. A professora fala ou canta 
uma destas peças, não é igual a outra. É diferente, para perceber basta olhar. 
Quero ver agora, quem percebe a diferença. Antes que eu acabe de cantar. 
As crianças devem apontar a peça diferente. 
Faixa Etária: Jardim II, III e 1ª Série 
 
9. UM DE NÓS FOI-SE EMBORA 
 
Material: Um barbante com as pontas amarradas – um jogo de Blocos 
Lógicos. 
Desenvolvimento: A professora estende o barbante no chão, como se 
traçasse com ele um diagrama. Dentro deste espaço formar um conjunto com 
peças que tenham um, dois ou três atributos em comum. Deixar que as 
crianças observem o conjunto por alguns minutos. Em seguida, pedir a um 
dos alunos que saia ou feche os olhos. Retirar uma das peças, para que, 
quando o aluno volte ou abra os olhos, aponte ou descreva a peça que falta. 
A professora pode cantar, utilizando o ritmo da cantiga “Terezinha de Jesus 
um de nós foi-se embora. Qual é, o qual será? Se souber qual é a peça, basta 
apenas apontar”. 
Faixa Etária: Jardim II ou 2ª Série. 
 
 
10. COBRA COLORIDA 
 
Material: Um jogo de Blocos Lógicos. 
Desenvolvimento: Falar para os alunos que vai montar uma 
cobra. Escolher uma peça, dizendo que vai ser a cabeça. Montar uma 
seqüência com três peças, dizendo: O corpo vai ser assim. Um aluno por vez 
deve colocar a peça seguinte, respeitando a seqüência. Exemplo de 
seqüências: grosso, fino, grosso ... Grande fino, pequeno, grande grosso ... 
Faixa Etária: Variando o número de atributos, utiliza conforme 
atividade n.º 04. 
 
11. NESTA RUA 
 
Material: Um jogo de Blocos Lógicos, Cartolina ou chão com o esquema. 
Desenvolvimento: A professora coloca o esquema no chão e 
entrega uma peça para cada criança. Diz que cada uma das peças mora 
numa rua. Cada aluno em sua vez, deve colocar a sua peça no lugar certo. 
 
12. DIFERENÇA 
 
Material: Um jogo de Blocos Lógicos 
Desenvolvimento: A professora coloca uma das peças e diz: 
Vamos continuar esta seqüência, colocando uma peça que seja igual a esta, 
em tido menos em uma coisa, para melhor compreensão observe o desenho. 
 
13. DETETIVE 
 
Material: Uma peça para cada criança. Cartões igual ao exercício n.º 04. 
Desenvolvimento: Uma das crianças é escolhida para ser o 
detetive e descobrir onde está a peça procurada. Cada criança recebe uma 
peça e deve guardá-la fora do alcance da vista do detetive. Este utilizando os 
cartões, deve pedir que levantem os que tiverem o atributo que mostrou. 
Neste trabalho de dedução, deve descobrir quem está com a peça procurada 
cujas especificações devem estar num cartão à parte. 
 
 
 
14. DITADO DE PEÇAS 
 
Material: Algumas peças de Blocos Lógicos 
Desenvolvimento: Cada criança recebe uma folha mimeografadacom quatro ou seis tabelas. A professora mostra uma das peças e as crianças 
anotam na tabela os atributos que esta peça tenha. As anotações são feitas 
do X no local correspondente. 
 
 
Variação: Ao invés da professora apenas mostrar a peça, ele 
pode distribuir as peças para que as crianças façam as anotações. 
Faixa Etária: Jardim I a 4ª Série. 
 
15. VISPORA 
 
Material: Uma cartela para cada criança, um jogo de Blocos Lógicos e 
um saco de papel ou pano. 
Desenvolvimento: Cada criança recebe uma cartela. A professora 
coloca todas as peças no saco, e vai tirando uma a uma e mostrando para as 
 
 
crianças que vão anotando ou marcando se tiverem esta peça na sua cartela. 
Ganha quem preencher primeiro toda a cartela. De acordo com o que foi 
estudado, pode-se graduar a cartela utilizada. 
 
16. CRIAÇÃO LIVRE 
O primeiro passo é promover o reconhecimento do material. Com cartolina ou 
outro material semelhante, prepare pranchas com desenhos feitos nas formas 
dos blocos lógicos uma casinha formada de um retângulo e um triângulo, por 
exemplo. Em seguida, os alunos reproduzem a figura utilizando as peças. 
Para isso, vão observar e comparar as cores, os tamanhos e as formas que 
se encaixam. O trabalho em grupo enriquece a atividade, pois as crianças 
certamente vão discordar entre si. O diálogo contribuirá para o conhecimento 
físico de cada bloco. Depois de completar alguns desenhos, os próprios 
alunos criam novas figuras. Outra opção é apresentar um quadro às crianças 
para que classifiquem os blocos. O quadro deve ser preenchido conforme os 
atributos indicados pelo professor ao lado de cada conjunto. 
O quadro pode ser colocado no chão ou ser pendurado na parede. Nesse 
caso, as peças são presas com velcro. 
17. HISTÓRIA DO PIRATA 
Conte a seguinte história: 
"Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia no porão de seu navio 
um baú carregado de pedras preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. 
Somente o pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco. Numa das 
viagens, uma tempestade virou seu barco e obrigou todos os marinheiros a se 
refugiarem numa ilha. Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado 
para resgatar o tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o 
baú havia sumido. 'Um de vocês pegou', esbravejou o pirata desconfiado." 
Nesse ponto, começa o jogo com as crianças. Peça que cada uma escolha 
um bloco lógico. Ao observar as peças sorteadas, escolha uma delas sem 
comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para descobrir o "marujo" que 
está com o tesouro. Apresente então um quadro com três colunas. Supondo 
que a peça escolhida seja um triângulo pequeno, azul e grosso, você 
diz:"Quem pegou o tesouro tem a peça azul". Pedindo a ajuda das crianças, 
preencha os atributos no quadro.Em seguida, dê outra dica: "Quem pegou o 
tesouro tem a forma triangular". Siga até chegar ao marinheiro que esconde o 
tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual. Também 
exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela criança, e a 
peça que a criança tem na mão. 
 
 
18. QUAL É A PEÇA? 
Para descobrir, as crianças entram numa competição. A professora deve 
dividir a turma em grupos e distribuir um conjunto de atributos para cada um 
contendo as características de uma peça (por exemplo: amarelo, triângulo, 
grande e fino). Em seguida, o grupo tem que selecionar a peça 
correspondente e apresentá-la às outras equipes. A competição pode girar em 
torno de qual grupo encontra a peça correta em menos tempo ou de qual 
grupo encontra mais peças corretas. À medida que acertam, recebem uma 
pontuação.Outra opção é cada equipe desafiar os outros grupos da classe 
distribuindo eles mesmos os atributos. Nesse jogo, as propriedades dos 
blocos são apresentadas de forma separada. O raciocínio lógico estará 
voltado para a composição e a decomposição das características de cada 
peça. Antes de escolher a peça correta, a criança terá de imaginá-la com 
todas as suas características. Esse é o mesmo processo pelo qual as 
crianças passarão quando estiverem formando o conceito de número. 
Conforme evoluírem, saberão que o número 4, por exemplo, é par, maior que 
3 e menor que 5, sem precisar usar materiais concretos para isso. Nessa 
fase, entendem também que é importante saber os nomes corretos de cada 
característica. Não pode haver dúvida entre o que é amarelo e o que é 
vermelho, por exemplo. Mais adiante, também não poderão vacilar entre o 
que seja um quadrado e um pentágono, um número inteiro e um fracionário. A 
partir dos atributos as crianças selecionam as peças: raciocínio rápido na 
escolha correta dos blocos lógicos 
19. O JOGO DAS DIFERENÇAS 
Nesta atividade, as crianças trabalham sobre um quadro contendo três peças. 
O desafio consiste em escolher a quarta peça observando que, entre ela e 
sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as 
outras duas peças do quadro. As peças devem ser colocadas pelo professor 
de forma que, em primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas, 
três e, por fim, quatro diferenças entre as peças. A intenção é que as crianças 
façam comparações cada vez mais simultâneas quando estiverem pensando 
na peça que se encaixe em todas as condições. Esse raciocínio lhes será útil 
em várias situações do cotidiano, como dirigir um carro ou operar um 
computador, bem como em temas futuros da Matemática. Afinal, quase 
sempre há mais de uma resolução para um problema ou um sistema de 
equações. A criança terá que ponderá-las para chegar à forma mais 
conveniente. Uma diferença: os retângulos na linha superior diferem apenas 
na cor. O quadrado e o retângulo escolhido pela criança têm apenas formas 
distintas Duas diferenças: entre o círculo e o retângulo, há diferentes formas e 
cores. Mesma coisa entre o triângulo e o quadrado, escolhido pela criança. 
 
 
20. SIGA OS COMANDOS 
As crianças vão transformar uma peça em outra seguindo uma seqüência de 
comandos estabelecida pelo professor. Esses comandos são indicados numa 
linha por setas combinadas com atributos. Por exemplo: uma seqüência 
iniciada com os atributos círculo, azul e grosso as crianças então podem 
escolher a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor 
vermelha. As crianças selecionam um círculo grosso e vermelho. Em seguida, 
devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino é 
selecionado. Assim por diante, o professor pode continuar acrescentando 
comandos ou pode apresentar uma seqüência pronta. Depois é feito o 
processo inverso. As crianças são então apresentadas a uma nova seqüência 
de comandos, já com a última peça. Elas deverão reverter os comandos para 
chegar à peça de partida. As atividades lúdicas significativas são essenciais 
para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a soma como 
inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão. Desenvolvem 
o raciocínio lógico matemático e, também, contribui para que as crianças 
resolvam problemas e entendam demonstrações, atividades que exigem uma 
forma de raciocínio em etapas seqüenciais. 
 
 
Em cada atividade abaixo o mais importante é, para nós, o registro 
da mesma. Portanto não esqueça de fazê-lo. 
 
1) Separe os blocos em dois grupos. É possível realizar esta tarefa pensando 
em coisas diferentes? 
 
2) Separe os blocos em três grupos. É possível realizar esta tarefa pensando 
em coisas diferentes? 
 
3) Separe os blocos em quatro grupos. Há pelo menos uma outra maneira de 
fazê-lo. Tente um pouco antes de seguir. 
 
4) É possível separar os blocos lógicos em cinco grupos? Por quê? 
 
5) Separe os blocos em seis grupos diferentes. Compare esta tarefa com a 
tarefa número três. Você continua com o registro anterior? 
 
6) Separe os blocos em 7, 8, 9,....,48 grupos. Quais os números que foi 
possível e quais não foram? Tente justificar? 
 
7) Pensando apenas na cor é possível separar os blocos em dois grupos. 
Descreva estegrupos. 
 
8) Descreva todos os grupos obtidos nas atividades acima. 
 
9) Quais os grupos que, para caracterizá-los, você usou apenas uma 
palavra? Cada uma destas palavras é o valor de um atributo dos blocos 
lógicos. Exemplo: grande ou pequeno são os valores do atributo tamanho. 
 
10) Quais são os atributos e seus valores nos blocos lógicos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BLOCOS LÓGICOS 
 
A Geometria exige uma maneira específica de raciocinar, explorar e descobrir, 
fatores que desempenham importante papel na concepção de espaço pela 
criança. 
As figuras geométricas mais conhecidas pelos alunos são o quadrado, o 
retângulo, o triângulo e o círculo que são trabalhadas desde a Educação 
Infantil até o Ensino Médio. 
Nas classes de educação infantil, os blocos lógicos, pequenas peças 
geométricas, criadas na década de 50 pelo matemático húngaro Zoltan Paul 
Dienes, são bastante eficientes para que os alunos exercitem a lógica e 
evoluam no raciocínio abstrato. Foram utilizados de modo sistemático com 
crianças pelo psicólogo russo Vygotsky (1890-1934), quando ele estudava a 
formação dos conceitos infantis. 
Eles facilitarão a vida dos alunos nos futuros encontros com números, 
operações, equações e outros conceitos da disciplina. 
Sua função é dar aos alunos idéias das primeiras operações lógicas, como 
correspondência e classificação. Essa importância atribuída aos materiais 
concretos tem raiz nas pesquisas do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-
1980). 
Segundo Piaget, a aprendizagem da Matemática envolve o conhecimento 
físico e o lógico-matemático. No caso dos blocos, o conhecimento físico 
ocorre quando o aluno manuseia, observa e identifica os atributos de cada 
peça. 
O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material 
em mãos (raciocínio abstrato). 
Material : um jogo de blocos lógicos contém 48 peças divididas em três cores 
(amarelo, azul e vermelho), quatro formas (círculo, quadrado, triângulo e 
retângulo), dois tamanhos (grande e pequeno) e duas espessuras (fino e 
grosso). 
 
 
Alunos: a turma estará dividida em pequenos grupos para a realização das 
atividades. 
 
1 - JOGO LIVRE 
Primeiramente, os alunos reconhecerão o material. Formarão desenhos com 
as formas dos blocos lógicos, observando e comparando as cores, os 
tamanhos e as formas. Esse trabalho poderá ser feito em grupo, pois os 
alunos, através de diálogos, enriquecerão o conhecimento das características 
físicas de cada bloco. 
 
Trenzinho feito com círculos, quadrados e retângulos: formas livres no 
primeiro contato das crianças com as peças dos blocos lógicos. 
2 - EMPILHANDO PEÇAS 
Peças do material espalhadas pela mesa (ou pelo chão). Cada aluno deverá 
pegar uma peça e colocar no centro do grupo, de modo que as peças serão 
empilhadas uma a uma. O aluno deverá fazer de tudo para a “torre” não cair. 
Para isso os alunos terão que pensar nas peças mais adequadas para a base, 
meio ou topo da torre deixando as “piores” para o companheiro seguinte. 
Nesta atividade os alunos desenvolverão a capacidade de discernimento, 
raciocínio lógico e motricidade. 
 
Informe Psicopedagógico 
 
Considerações sobre a elaboração de um informe psicopedagógico 
 
 Para a elaboração de um informe psicopedagógico, é preciso, 
inicialmente, ter clareza de seu objetivo, uso e função dentro de um processo 
diagnóstico, seja ele clínico ou institucional. 
 A busca desta clareza pode ser iniciada a partir da conceituação da 
palavra informe e laudo. Laudo, aqui incluída, enquanto palavra e idéia por ser 
também um termo empregado entre educadores, psicólogos e outros 
profissionais da área da saúde e educação. 
 Vejamos, então: segundo o dicionário Aurélio, 
INFORME significa: informação, documento, fotografia, mapa, relatório ou 
observação referente ao inimigo ou a uma conjuntura complexa, e que pode 
contribuir para esclarecer a situação dele ou dela. 
 
LAUDO significa: parecer do louvado ou árbitro, louvação, louvamento. Peça 
escrita, fundamentada, na qual os peritos expõem as observações e estudos 
que fizeram e registram as conclusões da perícia. 
 
 Tanto um termo, como o outro, podem servir para nomear o 
documento que produzimos ao final de um diagnóstico, no entanto, o termo 
informe parece ser mais completo, pois se refere a fotografia de um 
conjuntura complexa que, no caso da Psicopedagogia, é o que se pretende ao 
final de um diagnóstico: uma fotografia do sujeito pesquisado. Fotografia, no 
sentido de “um jeito de ver, de observar a realidade”, pois as conclusões ao 
final de um diagnóstico são o resultado da maneira de olhar a realidade, 
fundamentado em referenciais teóricos, filosóficos, ideológicos... Dependendo 
da câmera que se utiliza para fotografar, a foto terá uma qualidade e cabe ao 
fotógrafo escolher o ângulo para captar a melhor imagem. Parece que o termo 
informe dá uma idéia melhor de movimento, ao mesmo tempo que registra um 
tempo, uma forma de desvendar uma realidade. 
 Feitas essas considerações, devemos esclarecer que o informe 
psicopedagógico, além de ser a síntese de um processo diagnóstico, é 
também, a forma escrita daquilo que denominamos entrevista devolutiva. 
 Devolutiva é um termo que só aparece no dicionário enquanto adjetivo 
e significa: 
DEVOLUTIVO: “que devolve. Que determina devolução; devolutório. 
O significado de devolver nos auxilia na compreensão da intenção desta 
entrevista, ou seja: 
DEVOLVER: “mandar ou dar de volta. restituir. Dizer em resposta, replicar, 
retrucar... refletir, retratar... recambiar. 
 A intenção é, de fato, em uma sessão de entrevista devolutiva levar o 
sujeito a refletir sobre uma determinada situação, e se conseguirmos levá-lo a 
recambiar (dar uma volta inteira com o corpo), quer dizer, olhar para todos os 
ângulos, estaremos conseguindo cumprir nosso objetivo de provocar uma 
mudança, ou pelo menos, um movimento de reflexão. 
 Para realizarmos, tanto a entrevista devolutiva, quanto produzirmos 
um informe psicopedagógico, precisamos seguir alguns passos técnicos, ou 
seja, temos que aprender a comunicar ao outro as conclusões, sem agredir, 
sem gerar culpas, tentando esclarecer, no decorrer da entrevista, aquilo que, 
segundo o nosso ponto de vista, percebemos como sintomas, obstáculos e 
possíveis causas. Além desses aspectos, temos que apontar para um 
prognóstico e fazer indicações. 
 Quanto ao aspecto técnico da produção de um informe, deve-se levar 
em consideração os seguintes aspectos: 
1. a quem se destina: definir para quem escreveremos é o primeiro 
passo, pois quando se trata de um informe destinado a um colega, o 
conteúdo pode ser mais técnico; quando se trata, no entanto, de um 
documento para ser entregue a um pai, a uma companhia de seguro 
saúde, a uma escola, uma empresa, temos que ter o cuidado de não 
expor o sujeito pesquisado usando termos que possam rotulá-lo, até 
mesmo prejudicá-lo, pois não há como garantir o uso que as pessoas 
podem fazer do documento que produzimos. Não se pode perder de 
vista que, neste documento, estaremos descrevendo como o 
sujeito ESTÁ no momento, segundo o nosso ponto de vista. Um sujeito 
não É, ele ESTÁ! 
2. Forma de apresentação: já que se trata de um documento por 
escrito, permanecerá existindo de forma diferente daquilo que é 
verbalizado na entrevista devolutiva. É um documento assinado por seu 
autor, um profissional que trata de dificuldades de aprendizagem, 
portanto, deve haver um compromisso com a qualidade da forma e do 
conteúdo. Este documento deve ser produzido levando-se em conta, o 
tipo de papel, a formatação, questões gramaticais, ortográficas, entre 
outras. 
3. Conteúdo: mais importante do que a forma, pode-se estabelecer 
um roteiro, com uma introdução,citação dos instrumentos utilizados 
para a realização da pesquisa, análise dos resultados, prognóstico e 
indicações. Na introdução caracteriza-se o sujeito pesquisado, por 
exemplo: 
Diagnóstico Psicopedagógico no âmbito institucional: 
Conforme contrato estabelecido com esta instituição de Ensino Fundamental, 
pretendemos por meio deste documento, informar sobre o trabalho 
desenvolvido com a 3ª série A... 
ou, 
Diagnóstico Psicopedagógico no âmbito clínico: 
João da Silva, nascido em 10.nov.2004, filho do Sr. Fulano e da Srª Fulana, 
aluno da 1ª série do Ensino Fundamental, na escola Aprendendo, foi 
submetido a uma avaliação psicopedagógica, solicitada por... em função da 
seguinte queixa:... 
 Citação dos instrumentos utilizados na pesquisa: não há necessidade 
de detalhar a aplicação dos mesmos, mas é importante citá-los indicando as 
dimensões pesquisadas, sem perder de vista a quem se destina o documento. 
 Análise dos resultados: este é o recheio do texto. É o momento de 
relatarmos o que concluímos, articulando a queixa, os sintomas, os 
obstáculos e as possíveis causas. O cuidado tem que ser dobrado, pois uma 
frase mal construída pode gerar dupla interpretação. É claro que um texto, um 
artigo, é sempre entendido segundo a perspectiva do leitor, porém, nossa 
tarefa é produzir um documento que sintetize o que observamos, pensamos, 
sem contudo, agredirmos o sujeito que descrevemos. O mesmo ocorre na 
entrevista devolutiva, onde a utilização de analogias podem ser mais úteis do 
que termos técnicos. 
 Em minha experiência clínica, ao atender famílias vinculadas a um 
convênio com uma indústria de peças de meios de transporte pesado, eu 
utilizava, para situações de obstáculo epistemofílico, a analogia como 
combustível utilizado em caminhões. Em geral, as famílias reagiam bem, pois 
eu utilizava o repertório deles para explicar o que poderia estar ocorrendo 
com o sujeito pesquisado. 
 Prognóstico e indicações: Visca[3] faz uma diferenciação entre um 
prognóstico científico uma profecia popular. Para o prognóstico, deve-se levar 
em consideração três níveis: qual será a evolução futura do sujeito 
pesquisado no caso de? 
1. não ser submetido a um processo de intervenção; 
2. de ser submetido a um processo ideal de intervenção; 
3. de ser submetido a um processo de intervenção possível. 
A diferença entre a profecia e o prognóstico científico, está na fundamentação 
utilizada para pensarmos no futuro deste sujeito. Jamais poderemos conduzir 
um prognóstico fechado, afirmando que o sujeito não conseguirá, ou 
conseguirá algo, pois o ser humano surpreende com sua reações. Retomo 
aqui a idéia: o sujeito não É, ESTÁ. 
 Juntamente com o prognóstico estão as indicações, que nada mais 
são, do que a forma que toma o prognóstico. Por exemplo: processo de 
intervenção ideal: como é, a que se refere, qual a metodologia indicada, qual 
o tempo de duração (curto, médio, longo prazo), freqüência, entre outros 
aspectos que julgamos pertinentes, como sugestões, orientações aos pais 
e/ou escola. 
 Está encerrado o informe, é só assinar, envelopar e entregar ao 
destinatário, preferencialmente em mãos para possibilitar a reflexão conjunta, 
minimizando a possibilidade de interpretações confusas ou inadequadas. 
 
 
 
 
 
file:///D:/Erica/PSICOPEDAGOGIA/como%20elaborar%20devoluitvas.doc%23_ftn3
INFORMATIVO PSICOPEDAGÓGICO 
INFORMATIVO PSICOPEDAGÓGICO 
PSICOPEDAGOGIA 
A psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, 
tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve 
atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, 
esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que 
possam compreender e entender suas características evitando assim 
cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. 
Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir 
através das etapas de diagnóstico e tratamento. 
 O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO 
O diagnóstico tem como objetivo identificar as causas dos bloqueios que se 
apresentam nos sujeitos com dificuldades de aprendizagem. Estes bloqueios 
apresentam-se por meio de sintomas que podem se manifestar de diferentes 
maneiras: baixo rendimento escolar, agressividade, falta de 
concentração, agitação e etc. O diagnóstico poderá confirmar ou não as 
suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de 
aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas 
poderá também identificar outros problemas onde poderá ser feito 
encaminhamentos a outros profissionais como, um psicólogo, um 
fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso. 
O diagnóstico e composto de 06 a 08 sessões, sendo duas sessões por 
semana, com duração de 60 minutos cada. 
 
O TRATAMENTO PSICOPEDAGÓGICO 
O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o 
diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo. 
Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de 
identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este 
bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, 
brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras situações 
que forem oportunas. É através dos jogos que a criança ou adolescente 
adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder, 
desenvolver o raciocínio, a concentração e atenção. 
O psicopedagogo irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar o seu estilo 
de aprender e a sua melhor forma de estudar para que ocorra assim, êxito em 
suas aprendizagens. 
 
SEQÜÊNCIA DAS AVALIAÇÕES PARA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
Crianças e adolescentes 
 Aluno: _________________________________________________________ 
 Data de Nascimento: ___/___/___ Idade: ________________ Série: ___________ 
 
1º. Sessão Entrevista com a criança desenho livre com tinta. 
2º. Sessão Anamnese 
3º. Sessão Desenho da família 
Eu com meus companheiros 
4º. Sessão Avaliação da leitura e matemática 
5º. Sessão Par Educativo 
Provas de Piaget 
6º. Sessão Coleção de Papel de Carta - 
7º. Sessão Avaliação motora 
8º. Sessão Jogos 
9º. Sessão Devolutiva aos pais. 
 
Observações:__________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
MODALIDADE DE APRENDIZAGEM 
 
MODALIDADE DE APRENDIZAGEM 
 
Marque com um X a modalidade apresentada pelo paciente. 
 
( ) Hipoassimilativa – A criança é bastante tímida, quase não fala, não 
explora os objetos na mesa, costuma querer ficar em uma mesma atividade. 
 
( ) Hiperassimilativa – A criança traz vários assuntos enquanto realiza 
a atividade, conversa, pergunta, questiona, mas não costuma ouvir por que já 
está formulando outra pergunta. Prende-se aos detalhes e não observa o 
todo. 
 
( ) Hipoacomodativa – Apresenta dificuldade de estabelecer vínculos 
emocionais e cognitivos. Pode ser confundido com um ser preguiçoso. 
Também não explora muitos os objetos como se eles fossem machucá-lo. 
Normalmente permanece em uma mesma atividade. 
 
( ) Hiperacomodativa – Tem dificuldade de criar, prefere copiar, repete 
o que aprende sem questionar, é muito obediente aceita tudo, é submisso. 
 
 
 
EOCA 
 
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM 
EOCA 
 
Nome: 
Data de 
nascimento:Coleção de bonecas 
· Desenho livre 
Ainda podem ser usadas de acordo 
com Nadia Bossa: 
· Técnicas de Gravuras e 
Fotografias 
8ª SESSÃO APLICAÇÃO DAS PROVAS 
PEDAGÓGICA 
· Analise do material escolar 
· Produções escritas abrangendo 
língua portuguesa e conhecimentos 
matemáticos, lógica e noções 
Também podem ser feitos Testes 
psicomotores caso os ujeito 
apresente sinais de distúrbios 
psicomotores ou encaminhado para 
um psicmotricista. 
9ª SESSÃO ANAMNESE 
10ª SESSÃO DEVOLUÇÃO COM O SUJEITO, pais 
e escola 
(sempre nesta ordem) 
 
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM – EOCA 
A Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) é um instrumento 
inspirado na psicologia social de Pichon-Rivière, nos postulados da 
psicanálise e no método clínico da escola de Genebra foi idealizado por Jorge 
Visca e é um instrumento de uso simples que avalia em uma entrevista a 
aprendizagem. (BOSSA, 2007.p.46) 
Uma forma de primeira sessão diagnóstica é proposta por Jorge Visca (1987, 
p. 72) através da Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem – EOCA, 
ao dizer: 
 
“Em todo momento, a intenção é permitir ao sujeito construir a entrevista de 
maneira espontânea, porém dirigida de forma experimental. Interessa 
observar seus conhecimentos, atitudes, destrezas, mecanismos de defesas, 
ansiedades, áreas expressão da conduta, níveis de operatividade, mobilidade 
horizontal e vertical etc”. (Weiss apud Visca, 2007, p. 57). 
 
http://psicopedagogiaeducacao.blogspot.com.br/2009/09/entrevista-operativa-centrada-na.html
As propostas a serem feitas na E.O.C.A, assim como o material a ser usado, 
vão variar de acordo com a idade e a escolaridade do paciente. O material 
comumente usado para criança é composto numa caixa a onde o paciente 
encontrará vários objetos, sendo alguns deles relacionados à aprendizagem, 
tais como, cola, tesoura, papel sulfite branco e colorido, papel crepom e seda, 
coleção, cola colorida, livros de leituras, revistas para recorte e colagem e 
diversos outros materiais. 
O objetivo da caixa é dar ao paciente a oportunidade de explorá-la enquanto o 
psicopedagogo o observa, nesse momento serão observados alguns aspectos 
da criança como: a sua reação, organização, apropriação, imaginação, 
criatividade, preparação, regras utilizadas, etc. 
De um modo geral, usam-se propostas do tipo: “Gostaria que você me 
mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram e o que você aprendeu”, 
“Esse material é para que você o use como quiser”, “Você já me mostrou 
como lê e desenha, agora eu gostaria que você me mostrasse outra coisa”. 
Durante a realização da sessão, é necessário observar três aspectos: 
 A temática, que envolverá o significado do conteúdo das atividades em seu 
aspecto manifesto e late 
 A dinâmica, que é expressa através da postura corporal, gestos, tom de 
voz, modo de sentar, e manipular os objetos etc.; 
 O produto feito pelo paciente, que será a escrita, o desenho, as contas, a 
leitura etc., permitindo assim uma primeira avaliação do nível pedagógico. 
A partir da análise desses três aspectos, o autor propõe que se trace o 
primeiro sistema de hipóteses para continuação do diagnóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
Aplicando a EOCA 
por Jossandra Barbosa. 
 
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM-EOCA 
 
 
#Consigna(O que dizer ao sujeito) – Gostaria que vc me mostrasse o que 
sabe fazer , o que lhe ensinaram e o que vc aprendeu.. Este material é para 
vc usar, para me mostrar o que lhe falei . 
#Objetivos: 
1. Detectar sintomas e formular hipótese sobre as prováveis causas das 
dificuldades de aprendizagem, sem julgamento prévio, ou contaminação do 
agente corretor. 
2. Levantar possíveis obstáculos que emergem na relação do sujeito com o 
conhecimento; 
3. Obter dados a respeito do paciente nos aspectos afetivos e cognitivos, afim 
de formular as hipóteses e de linear a investigação: 
 
#Material: 
• Folhas lisas de papel oficio 
• Folhas pautadas 
• Lápis novo sem ponta 
• Apontador 
• Caneta 
• Borracha 
• Tesoura 
• Papeis coloridos 
• Régua 
• Revistas e livros(p/ recortes) 
• Pinceis 
• Cola 
 
#Ficha de Anotações e roteiro observações do EOCA logo abaixo. 
 
#observações 
http://www.facebook.com/hashtag/consigna
http://www.facebook.com/hashtag/objetivos
http://www.facebook.com/hashtag/material
http://www.facebook.com/hashtag/ficha
http://www.facebook.com/hashtag/observa%C3%A7%C3%B5es
-durante as perguntas da EOCA cuidado para não influenciar as resposta do 
individuo; 
-quando o aprendente perguntar "Está bom ? Você gostou? " responda com 
outra pergunta "o que você achou? você acha que está bom? 
-lembre-se que o sujeito a ser investigando nem sempre quer mostrar a 
realidade do que acontece, não influencie nas resposta, não elogie o desenho 
ou qualquer arte que ele faça; 
-não se mostre surpresa se ao perguntar alo ele responder algo 
completamente diferente, ou algo sobre os conflitos familiares, ouça, não 
comente e depois volte para sua pergunta; 
- mostre segurança nas perguntas, as repita se for possível para verificar as 
respostas; 
- Tenha cuidado com os vínculos com o aprendente, lembre-se sempre você 
deve deixá-lo preparado para seguir a caminhada da aprendizagem sozinho; 
- Esclareça aos pais que este trabalho não é um reforço escolar; 
- Esclareça também o sujeito a ser investigado sobre o que é o processo 
psicopedagógico e o que você poderá fazer para ajudar a superar suas 
dificuldades; 
 
As três fases da EOCA.... 
 
1ª - A #TEMÁTICA 
A temática é TUDO que o sujeito DIZ. DURANTE a sessão de EOCA o 
psicopedagogo(a) deve observar atentamente tudo que é dito pelo sujeito 
investigado, nada deve ser menosprezado. Em casos de crianças, jovens e 
adultos muito tímidos e que não querem falar durante a sessão o 
psicopedagogo deve procurar fazer as perguntas com muita criatividade, 
podendo repetir de várias formas a mesma pergunta. Há sujeitos que vão logo 
contando tudo em uma unica pergunta o que fazem, como são na escola, em 
casa, no shopping, o que gostam e o que não gostam e há aqueles que muito 
pouco revelam com a fala, mas que podem expressar profundamente seus 
sentimentos em poucas palavras. 
 
dica: Use um gravador, tablete ou até mesmo um celular em sessões com 
indivíduos que são muito espontâneos ao falar, pois ficará difícil de lembrar de 
http://www.facebook.com/hashtag/tem%C3%A1tica
tudo .Lembre-se de pedir permissão antes. 
 
2ª #DINÂMICA 
A Dinâmica condiz em COMO o sujeito FAZ. 
Como ele senta na cadeira, como segura o lápis ou coleção, como recorta o 
papel, como cola, como anda pela sala, como olha pra você, como rir, como 
chorar, como grita, como bate ou até mesmo como se nega a fazer as coisas. 
 
 
3ª #PRODUTO 
É o que o sujeito FEZ , seus desenhos, artes, rabiscos, recortes,colagens 
tudo que ele produziu durante a sessão ou que tentou produzir. 
 
Modelo de Avaliação das Etapas da EOCA. 
Aspectos ..... Ação do Sujeito ....... Possíveis causas 
Temática 
Dinâmica 
Produto 
Obstáculos que 
emergem na relação 
com o conhecimento 
Hipótese 
Delineamento de investigação: 
Como interpretar os dados da EOCA? e depois o que fazer? 
 
Depois da EOCA vem as Hipóteses.... 
Para chegar as Hipóteses o psicopedagogo deve interpretar bem todas as 
três etapas da EOCA ( temática, dinâmica e o produto). 
Durante a Eoca pode-se chegar as seguintes conclusões sobre o individuo: 
1- Relação dele com o conhecimento é boa, ruim, satisfatória, deficiente ou 
condicionada? 
2-O sujeito cria algo novo? ou só repete o conhecimento? 
3- Tem inciativa? Espera sugestão? Consegue superar os obstáculos (como 
exemplo encontrar um lápis sem ponta e fazê-la?)? 
4-Consegue expressar seus sentimentos desenhando ou falando? 
http://www.facebook.com/hashtag/din%C3%A2mica
http://www.facebook.com/hashtag/produto
5-utiliza esquemas de pensamento empobrecidosIdade: 
Colégio: 
Série: 
Turno: 
Data da Entrevista: 
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = 
Alguma repetência? 
______________________________________________________________
______________________________________________________________ 
Disciplina favorita? 
_____________________________Porque?__________________ 
Desde quando?_____________________________________________ 
Disciplina de que não gosta? ____________________ 
Porquê?___________________ 
Desde quando?_________________________________________________ 
Disciplina(s) indiferente(s)______________________________________ 
Sempre foram essas? 
Porquê?__________________________________ 
 
 
O que deseja fazer quando crescer?______________________________ 
Por quê?__________________________________________________ 
Como foi sua entrada na escola atual?____________________________ 
Teve outras? Como foi? 
Você sabe por que está aqui comigo hoje? 
O que achou da idéia? 
Você quer estar aqui ou veio porque sua mãe, o colégio ou o seu professor o 
obrigou? 
Eles têm razão? 
Se pudesse e tivesse que fazer algo para um aluno que se parecesse com 
você em sala de aula, o que aconselharia, a fazerem: 
Aos pais: 
Aos professores: 
 
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = 
 
 
 
 
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO PARA O PSICOPEDAGOGO 
 
Marque as questões observadas 
Em relação à temática: 
( ) fala muito durante todo o tempo da sessão 
( ) fala pouco durante todo o tempo da sessão 
( ) verbaliza bem as palavras 
( ) expressa com facilidade 
( ) apresenta dificuldades para se expressar verbalmente 
( ) fala de suas idéias, vontades e desejos 
( ) mostra-se retraído para se expor 
( ) sua fala tem lógica e sequência de fatos 
( ) parece viver num mundo de fantasias 
( ) tem consciência do que é real e do que é imaginário 
( ) conversa com o terapeuta sem constrangimento 
Observações: 
 
=========================================================== 
Em relação à dinâmica(consiste em tudo que o cliente faz) 
( ) o tom de voz é baixo 
( ) o tom de voz é alto 
( ) sabe usar o tom de voz adequadamente 
( ) gesticula muito para falar 
( ) não consegue ficar assentado 
( ) tem atenção e concentração 
( ) anda o tempo todo 
( ) muda de lugar e troca de materiais constantemente 
( ) pensa antes de criar ou montar algo 
( ) apresenta baixa tolerância à frustração 
( ) diante de dificuldades desiste fácil 
( ) tem persistência e paciência 
( ) realiza as atividades com capricho 
( ) mostra-se desorganizado e descuidado 
( ) possui hábitos de higiene e zelo com os materiais 
( ) sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um 
( ) ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los 
( ) não guarda o material que usou 
( ) apresenta iniciativa 
( ) ocupa todo o espaço disponível 
( ) possui boa postura corporal 
( ) deixa cair objetos que pega 
( ) faz brincadeiras simbólicas 
( ) expressa sentimentos nas brincadeiras 
( ) leitura adequada à escolaridade 
( ) interpretação de texto adequada à escolaridade faz cálculos 
( ) escrita adequada à escolar 
Observações:___________________________________________________ 
=========================================================== 
Em relação ao produto(é o que o sujeito deixa registrado no papel) 
( ) desenha e depois escreve 
( ) escreve primeiro e depois desenha 
( ) apresenta os seus desenhos com forma e compreensão 
( ) não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos e escrita 
( ) se nega a descrever sua produção para o terapeuta 
( ) sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar 
( ) demonstra insatisfação com os seus feitos 
( ) sente-se capaz para executar o que foi proposto 
( ) sente-se incapaz para executar o que foi proposto 
( ) os desenhos estão no nível da idade do entrevistado 
( ) prefere matérias que lhe possibilite construir, montar criar‟ 
( ) fica preso no papel e lápis 
( ) executa a atividade com tranqüilidade 
( ) demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas 
criações ou no comportamento 
( ) é criativo(a) 
Observação:____________________________________________________ 
Aspectos a serem observados: 
TEMÁTICA: É tudo aquilo que o 
sujeito diz, tendo sempre um 
aspecto manifesto e outro latente. 
 
 
 
 
 
 
DINÂMICA: É tudo aquilo que o 
sujeito faz, ou seja, gestos, tons de 
voz, postura corporal etc. 
 
 
 
 
PRODUTO: É tudo aquilo que o 
sujeito deixa no papel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Traços de Personalidade 
Questionário 
 
Psicopedagoga:___________________________________ 
Nome da criança: 
Sexo: Idade: 
Escola: 
Série: 
Quem respondeu a este questionário: 
I- Assinale a observação que mais se adequar a esta criança: 
Traços de Personalidade 
 
ESPECIFICAÇÕES SIM NÃO ÀS VEZES 
Muda de humor 
constantemente? 
É capaz de defender-se 
sozinho? 
Procura chamar atenção sobre 
si? 
É obediente à família? 
 
Vacila em responder as 
perguntas diante da família? 
Apodera-se, indevidamente, de 
objetos alheios? 
Costuma mentir 
excessivamente ou 
propositadamente? 
Gosta de comandar 
brincadeiras?. 
Aceita e retribui carinho? 
 
Chora com facilidade? 
 
Irrita-se facilmente? 
 
Coopera nas atividades 
domésticas? 
É perseverante em suas 
atitudes? 
É cooperador, prestando ajuda 
aos outros? 
É agressivo com colegas e 
professores? 
É ciumento? 
 
É agitado, inquieto em sala de 
aula? 
É criativo? 
 
É independente? 
 
É alegre? 
 
É indeciso, hesita nas suas 
iniciativas? 
É lento na execução das 
atividades? 
É autoritário para com os 
outros? 
É pesquisador, informando-se 
sobre coisas que o cercam? 
É constantemente ansioso? 
 
Apresenta identificação sexual 
adequada? 
 
 
Observações que queira acrescentar: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________ 
Assinatura de quem respondeu ao questionário: 
____________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questionário para TDH 
Questionário 
Psicopedagoga: 
Nome da criança: 
Sexo: Idade: 
Escola: 
Série: 
Quem respondeu a este questionário: 
I- Assinale a observação que mais se adequar a esta criança: 
( ) É agitada. 
( ) Apresenta dificuldades de atenção/ concentração. 
( ) Apresenta dificuldades para aprender. 
( ) Apresenta todas as queixas anteriores. 
( ) Não apresenta nenhuma das anteriores. 
Instruções: 
II-Leia cada item cuidadosamente e assinale, com um X, a opção que mais se 
adequar à sua opinião: 
 
 
Nem 
um 
pouco 
Só 
um 
pouco 
Bastante Demais 
1. Não consegue prestar muita 
atenção a detalhes ou comete erros 
por descuido nos trabalhos da escola 
ou tarefas. 
 
2. Tem dificuldade de manter a 
atenção em tarefas ou atividades de 
lazer. 
3. Parece não estar ouvindo quando 
se fala diretamente com ele. 
4. Não segue instruções até o fim e 
não termina deveres de escola, 
tarefas ou obrigações. 
5. Tem dificuldade para organizar 
tarefas e atividades. 
6. Evita, não gosta ou se envolve 
contra a vontade em tarefas queexigem esforço mental prolongado. 
7. Perde coisas necessárias para 
atividades (p. ex: brinquedos, deveres 
da escola, lápis ou livros). 
8. Distrai-se com estímulos externos. 
 
9. É esquecido em atividades do dia-
a-dia. 
10. Mexe com as mãos ou os pés ou 
se remexe na cadeira. 
11. Sai do lugar na sala de aula ou em 
outras situações em que se espera 
que fique sentado. 
12. Corre de um lado para outro ou 
sobe demais nas coisas em situações 
em que isto é inapropriado. 
13. Tem dificuldade em brincar ou 
envolver-se em atividades de lazer de 
forma calma. 
14. Não pára ou freqüentemente está 
a “mil por hora”. 
15. Fala em excesso. 
 
16. Responde as perguntas de forma 
precipitada antes delas terem sido 
terminadas. 
17. Tem dificuldade de esperar sua 
vez. 
18. Interrompe os outros ou se 
intromete (p.ex. mete-se nas 
conversas / jogos). 
 
 
Assinatura de quem respondeu ao questionário: 
____________________________________________________________________________ 
 __________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roteiro de Sessões Diagnósticas 
Roteiro de Sessões Diagnósticas 
 
 
Nº DA 
SESSÃO 
 
DATA 
 
ATIVIDADES 
1º ANAMNESE 
2º EOCA (entrevista operativa centrada na 
aprendizagem) 
3º Técnicas Projetivas 
4º Técnicas Projetivas 
5º Provas Operatórias 
6º Provas Operatórias 
7º Provas Pedagógicas 
8º Provas Pedagógicas 
9º Devolução 
10º Esta sessão será feita se houver necessidade. 
 
 Obs: Procuramos realizar o diagnóstico em até oito sessões, mas caso necessário será utilizado 
até dez sessões. 
 
 
 
Ficha de controle de frequência 
 FICHA DE FREQUÊNCIA 
Psicopedagoga: 
Nome: 
Data de nascimento: Idade: 
Colégio: 
Série: Turno: 
Mãe e pai: 
Dia e horário de atendimento: 
Procedimento: ( )Diagnóstico ( ) Tratamento 
 
DATA Nº DA 
SESSÃO 
Observações 
 1º 
 2º 
 3º 
 4º 
 5º 
 6º 
 7º 
 8º 
 9º 
 10º 
 
 
 
Questionários para Diagnóstico 
psicopedagógico 
AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA 
GUIA DE OBSERVAÇÃO PARA PROFESSORES 
 
 Importante: 
 
Prezado observador ao responder o guia abaixo, relate de forma clara e com 
riqueza de detalhes todas as informações prestadas. Assim poderemos ter uma 
visão mais abrangente da situação do aluno. Por gentileza, no item “observador” 
registre seu nome e a sua relação com o aluno (se é professor, coordenador, 
diretor, etc) 
 
Como é o desenvolvimento do aluno na sala de aula? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Como é o comportamento do aluno na sala de aula? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Quais as principais dificuldades apresentadas pelo aluno? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Quais as suas características quanto à aprendizagem e assimilação de conteúdos? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
 
Como você descreveria a leitura e escrita do aluno? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Como você descreveria o raciocínio lógico matemático do aluno? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Faz as atividades escolares? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Faz as atividades para casa? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Como reage quando é contrariado? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
O aluno é inconveniente? Em que circunstâncias demonstra inconveniência? E 
como se manifesta? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Tem dificuldade de trabalhar em grupo? Como se manifesta esta dificuldade? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Tem dificuldade em organizar suas tarefas e atividades pessoais? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Os colegas da turma o evitam? 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________ 
Em qual ou quais dessas características o aluno se encaixa? 
( ) agressivo ( ) passivo ( ) dependente ( ) medroso ( ) retraído ( ) melancólico 
( ) calmo ( ) desligado ( ) sem limites ( ) agitado ( ) depressivo ( ) ressentido 
Observações:______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________ 
Comparado aos outros integrantes da turma o aluno é: 
( ) mais infantil ( ) na média ( ) mais amadurecido 
Observações:_____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________ 
Relate qualquer informação que não tenha sido abordada ou que julgue importante. 
____________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
 
 
______________________________________________________ _________________________ ___/____/____ 
 Observador Disciplina/cargo Data 
 
 
 
 
O trabalho Psicopedagógico na Educação Infantil 
 
 
A Psicopedagogia pode cooperar com o trabalho realizado na Educação 
Infantil, principalmente na prevenção de futuros problemas de 
aprendizagem, oferecendo meios para que seja melhor trabalhado o 
desenvolvimento infantil, podendo assim: 
ü Apontar direções para o planejamento de atividades a serem realizadas com as 
crianças; 
ü Sinalizar eventuais dificuldades que as crianças dessa faixa etária possam 
apresentar; 
ü Realizar um trabalho quepossibilite ao aluno desenvolver as funções 
cognitivas necessárias para que assim melhore em seu desempenho na 
escola. 
ü Trabalhar em conjunto com o professor, de modo a oferecer e a orientar 
estratégias a esse profissional, com a finalidade de manter uma melhor 
qualidade pedagógica. 
ü Desenvolver juntamente com o professor instrumentos que possibilitem tanto 
uma adequada avaliação dos alunos na educação infantil, assim como 
instrumentos que permitam ao professor ter a resposta pedagogicamente 
mais adequada na sala de aulas; 
O psicopedagogo utilizará para essa faixa etária tanto no diagnóstico como 
na intervenção psicopedagógica as brincadeiras. É importante salientar que 
a brincadeira é a atividade privilegiada da infância. Ela contribuirá tanto na 
constituição psíquica como no seu processo de desenvolvimento, de 
aprendizagem e de socialização. Os educadores que se dedicam aoensino 
infantil devem ter isso em mente e privilegiar também essa atividade na 
proposta de tarefas. O brincar é o primeiro experimentar do mundo que a 
criança tem, pois através do brincar desenvolvem-se capacidades importantes 
como a memória, a atenção, a imitação a imaginação, ou seja, o brincar não é 
uma perda de tempo, nem mesmo um desperdício, pois muito pelo 
contrário, o BRINCAR vai muito mais além, pois envolve um conjunto de 
fatores que ajudam no desenvolvimento da linguagem, moral, emocional, 
afetivo e físico. Ao brincar, a criança passa a ter condições de explorar e 
refletir sobre a realidade e a cultura na qual está inserida, podendo assim 
interiorizar, e assim começar a se questionar sobre as regras e papéis sociais. 
O brincar proporciona o desenvolvimento, a criança aprende a conhecer, 
fazer, conviver e, sobretudo aprende a ser. 
 
 
 
De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de 
sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas 
derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo 
constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais 
apto ao equilíbrio. 
Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget 
de ESTÁGIOS que seguem idades mais ou menos determinadas. Todavia, o 
importante é a ordem dos estágios e não a idade de aparição destes. 
 
 
A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir 
esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é 
prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato 
com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento. 
Exemplos: 
O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; 
"vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver 
um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca. 
 
Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, 
principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no 
estágio anterior (sensório-motor). 
A criança deste estágio: 
 É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, 
abstratamente, no lugar do outro. 
 Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos 
"por quês"). 
 Já pode agir por simulação, "como se". 
 Possui percepção global sem discriminar detalhes. 
 Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos. 
Exemplos: 
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma 
delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa 
continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações. 
 
A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, 
casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair 
dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda 
depende do mundo concreto para chegar à abstração. 
desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma 
anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade). 
Exemplos: 
despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que 
a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa 
uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação. 
 
A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais 
a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, 
mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente 
buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da 
realidade. 
Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível 
mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio 
lógico a todoas as classes de problemas. 
Exemplos: 
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha 
enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com 
a imagem de uma galinha comendo grãos. 
Observação: a maioria dos exemplos foram retirados da reportagem "Jean 
Piaget", escrita pela jornalista Josiane Lopes, da revista Nova Escola, ano XI, 
nº 95, de agosto de 1996. 
 
JOGO, BRINQUEDO E BRINCADEIRA - UMA REVISÃO 
CONCEITUAL 
É através do brincar que a criança se encontra com o mundo de corpo e alma. 
Percebe como ele é e dele recebe elementos importantes para a sua vida, 
desde os mais insignificantes hábitos, até fatores determinantes da cultura de 
seu tempo. 
A pergunta feita pelo professor: "- Vamos brincar? " ou ainda: "- Vamos 
jogar?" pode surtir o mesmo efeito em seus alunos por se tratar, afinal, de 
duas palavras com o mesmo significado, ou ele está propondo duas 
atividades, que por serem distintas, podem dividir o grupo entre os que 
responderão: "eu prefiro brincar" e os que dirão "eu prefiro jogar"? 
Certamente encontraremos professores que utilizam as palavras jogo, 
brinquedo e brincadeira como sinônimos. Outros, no entanto, marcam uma 
diferença entre elas que remonta à sua própria história de vida. 
Podemos pensar, portanto, que há pelo menos dois aspectos implicados 
nessa questão. O primeiro diz respeito às palavras poderem assumir 
diferentes significados desde a nossa infância, bem como ao longo da fase 
adulta. Ou seja, antes mesmo da formação profissional e com ela possíveis 
reflexões desde o ponto-de-vista de Piaget, Winnicott e outros, tais conceitos 
já estavam marcados pelas vivências de cada um, desde o lugar de crianças 
que nomeavam o seu brincar. 
O segundo aspecto refere-se aos diferentes significados que uma mesma 
palavra pode assumir ao longo dos tempos. Se pegarmos um dicionário de 50 
anos atrás certamente a acepção das palavras jogo, brinquedo e brincadeira 
estarão impregnadas de uma visão da época. Nos dias de hoje, observamos 
que há uma clara diferença entre jogo e brinquedo e entre brincadeira e 
brinquedo. No entanto, tanto jogo e brincadeira, podem ser sinônimos de 
divertimento. Vejamos como esses termos são definidos no dicionário 
Larousse: 
"Jogo = Ação de jogar; folguedo, brinco, divertimento". Seguem-se alguns 
exemplos: "jogo de futebol; Jogos Olímpicos; jogo de damas; jogos de azar; 
jogo de palavras; jogo de empurra". 
"Brinquedo = objeto destinado a divertir uma criança". 
"Brincadeira = ação de brincar, divertimento. / Gracejo, zombaria. / Festinha 
entre amigos ou parentes. / Qualquer coisa que se faz por imprudência ou 
leviandade e que custa mais do que se esperava: aquela brincadeira custou-
me caro". 
A ambigüidade entre os termos se consolida com o uso que as pessoas 
fazem dela. A primeira e talvez mais forte imagem que vem à mente a quase 
todos, quando se fala em jogo, consiste em duas pessoas sentadas jogando 
(xadrez, cartas, damas, etc.). Ou seja, dentro dessa idéia não há movimento. 
No entanto, o jogo por si só, se constitui em ação e, assim, associado ao 
movimento. 
É claro, porém que, além das diferenças, esses conceitos também possuem 
pontos em comum. Um deles é o de que tanto o jogo quanto a brincadeira são 
culturais. É difícil encontrarmosexemplos de um jogo ou uma brincadeira que 
sendo originário de uma cultura, tenha sido assimilado por outra. Não fosse 
assim, de tanto assistirmos filmes norte-americanos e convivermos com 
pessoas que viajam constantemente aos Estados Unidos trazendo 
"novidades" de lá, nós já estaríamos hoje jogando beisebol, e nossas crianças 
estariam brincando de "doces ou travessuras" na noite de Halloween. 
Revisão Conceitual 
Frente a estes distintos paradigmas nos propomos a contribuir com algumas 
reflexões sobre o assunto e, paralelamente, realizar uma revisão conceitual 
quanto ao jogo, a brincadeira e o brinquedo, na visão de Benjamin, Didonet, 
Froebel, Piaget, Vygotsky e Winnicott. 
Benjamin 
 
Benjamin fez algumas reflexões importantes sobre o lúdico, considerando o 
seu aspecto cultural. Brinquedo e brincar, para ele, estão associados, e 
documentam como o adulto se coloca em relação ao mundo da criança. 
Os estudos de Benjamin mostraram como, desde as origens, o brinquedo 
sempre foi um objeto criado pelo adulto para a criança. 
Segundo Benjamin, acreditava-se erroneamente que o conteúdo imaginário 
do brinquedo é que determinava as brincadeiras infantis, quando na verdade 
quem faz isso é a criança. Por esta razão, quanto mais atraentes forem os 
brinquedos, mais distantes estarão do seu valor como instrumentos do 
brincar. 
É através do brincar que a criança se encontra com o mundo de corpo e alma. 
Percebe como ele é e dele recebe elementos importantes para a sua vida, 
desde os mais insignificantes hábitos, até fatores determinantes da cultura de 
seu tempo. 
Também é através do brincar que a criança vê e constrói o mundo, expressa 
aquilo que tem dificuldade de colocar em palavras. Sua escolha é motivada 
por processos e desejos íntimos, pelos seus problemas e ansiedades. É 
brincando que a criança aprende que, quando se perde no jogo, o mundo não 
se acaba. 
Didonet 
Didonet afirma que todas as culturas, desde as mais remotas eras, 
produziram e utilizaram brinquedos. A boneca e a bola são dos mais antigos 
que se tem notícia e mais difundidos em todas as culturas. Em túmulos 
egípcios de 4 a 5 mil anos atrás foram encontradas bonecas. Nas civilizações 
andinas, as crianças eram enterradas com elas. 
O interesse pelo estudo do brinquedo também é muito antigo. E isso talvez 
decorra do fato de que o brinquedo e o jogo façam parte tão intrínseca da vida 
infantil e juvenil. Entender seu significado é um caminho muito útil, senão 
mesmo necessário, para conhecer a própria criança e seu processo de 
desenvolvimento. O brinquedo foi objeto de consideração de filósofos, 
psicólogos, psicanalistas, teólogos, antropólogos, médicos, terapeutas, 
educadores e pais, portanto, nos mais diversos campos das ciências e das 
práticas sociais. 
O brincar é algo tão espontâneo, tão natural, tão próprio da criança, que não 
haveria como entender sua vida sem brinquedo. É preciso ressaltar, no 
entanto, que não é apenas uma atividade natural. É, sobretudo, uma atividade 
social e cultural. Desde o começo, o brinquedo é uma forma de relacionar-se, 
de estar com, de encontrar o mundo físico e social. Para Vital Didonet: 
"É uma verdade que o brinquedo é apenas o suporte do jogo, do brincar, e 
que é possível brincar com a imaginação. Mas é verdade, também, que sem 
brinquedo é muito mais difícil realizar a atividade lúdica, porque é ele que 
permite simular situações (...) Se criança gosta de brincar, gosta também de 
brinquedo. Porque as duas coisas estão intrinsecamente ligadas". 
Didonet salienta que é necessário passar as informações e conhecimentos 
sobre a importância do brinquedo para a criança e o significado para o seu 
desenvolvimento afetivo, social, cognitivo e físico. 
Froebel, [in Kishimoto, 98] 
Entendendo que Froebel é uma figura significativa no contexto educativo, 
porque traz uma importante contribuição quanto ao papel do jogo, 
acreditamos que suas idéias sejam fundamentais no sentido de controntá-las 
com as demais. No entanto, em virtude da dificuldade de encontrar material a 
seu respeito, consideramos adequado o referencial de Kishimoto, já que a 
mesma faz uma relevante abordagem sobre Froebel. 
"Embora não tenha sido o primeiro a analisar o valor educativo do jogo, 
Froebel foi o primeiro a colocá-lo como parte essencial do trabalho 
pedagógico, ao criar o jardim de infância com uso dos jogos e brinquedos. 
A partir de sua filosofia educacional baseada no uso dos jogos infantis, 
Froebel delineia a metodologia dos dons e ocupações, dos brinquedos e 
jogos, proponto:1 dons, materiais como bola, cubo, varetas, anéis etc., que 
permitem a realização de atividades denominadas ocupações, sob a 
orientação da jardineira, e 2 brinquedos e jogos, atividades simbólicas, livres, 
acompanhadas de músicas e movimentos corporais, destinadas a liberar a 
criança para a expressão das relações que estabelece sobre objetos e 
situações do seu cotidiano. Os brinquedos são atividades imitativas livres, e 
os jogos, atividades livres com o emprego dos dons". 
"Brincar é a fase mais importante da infância - do desenvolvimento humano 
neste período - por ser a auto-ativa representação do interno - a 
representação de necessidades e impulsos internos. (Froebel, 1912c, pp. 54-
55) 
... A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, 
ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo - da vida natural 
interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, 
contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo... A criança 
que brinca sempre, com determinação auto-ativa, perseverando, esquecendo 
sua fadiga física, pode certamente tornar-se um homem determinado, capaz 
de auto-sacrifício para a promoção do seu bem e de outros... Como sempre 
indicamos, o brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de 
profunda significação. (Froebel, 1912c, p. 55) 
Embora justificando-a por uma teoria metafísica e valendo-se do pressuposto 
romântico que a concebe como atividade inata da criança, Froebel postula a 
brincadeira como ação metafórica, livre e espontânea da criança. Aponta, no 
brincar, características como atividade representativa, prazer, 
autodeterminação, valorização do processo de brincar, seriedade do brincar, 
expressão de necessidades e tendências internas aproximando-se de autores 
conhecidos como Henriot (1893, 1989), Brougère (1995), Vygotsky (1987, 
1988, 1982), Piaget (1977, 1978) e tantos outros. Para Froebel, a brincadeira 
é importante para o desenvolvimento da criança, especialmente nos primeiros 
anos". 
Piaget 
Piaget estrutura o jogo em três categorias: o jogo de exercício - onde o 
objetivo é exercitar a função em si -, o jogo simbólico - onde o indivíduo se 
coloca independente das características do objeto, funcionando em esquema 
de assimilação, e o jogo de regra, no qual está implícita uma relação inter 
individual que exige a resignação por parte do sujeito. Piaget cita ainda uma 
quarta modalidade, que é o jogo de construção, em que a criança cria algo. 
Esta última situa-se a meio caminho entre o jogo e o trabalho, pelo 
compromisso com as características do objeto. Tais modalidades não se 
sucedem simplesmente acompanhando as etapas das estruturas cognitivas, 
pois, tanto o bebê pode fazer um jogo de exercício, como também uma 
criança poderá fazer sucessivas perguntas só pelo prazer de perguntar. 
Para ele, a origem do jogo está na imitação que surge da preparação reflexa. 
Imitar consiste em reproduzir um objeto na presença do mesmo. É um 
processo de assimilação funcional, quando o exercício ocorre pelo simples 
prazer. A essa modalidade especial de jogo, Piaget denominou de jogo de 
exercício. Em suas pesquisas ele mostra que a imitação passa por várias 
etapas até que, com o passar do tempo, a criança é capaz de representar um 
objeto na ausência do mesmo. Quando isso acontece, significa que há uma 
evocação simbólica de realidades ausentes. É uma ligação entre a imagem 
(significante)e o conceito (significado), capaz de originar o jogo simbólico, 
também chamado de faz-de-conta. 
Para Piaget, o símbolo nada mais é do que um meio de agregar o real aos 
desejos e interesses da criança. 
Paulatinamente, o jogo simbólico vai cedendo lugar ao jogo de regras, porque 
a criança passa do exercício simples às combinações sem finalidade e depois 
com finalidade. Esse exercício vai se tornando coletivo, tendendo a evoluir 
para o aparecimento de regras que constituem a base do contrato moral. 
As regras pressupõem relações sociais ou interpessoais. Elas substituem o 
símbolo, enquadrando o exercício nas relações sociais. As regras são, para 
Piaget, a prova concreta do desenvolvimento da criança. 
Vygotsky 
O brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal (capacidade que a 
criança possui), pois na brincadeira a criança comporta-se num nível que 
ultrapassa o que está habituada a fazer, funcionando como se fosse maior do 
que é. 
O jogo traz oportunidade para o preenchimento de necessidades irrealizáveis 
e também a possibilidade para exercitar-se no domínio do simbolismo. 
Quando a criança é pequena, o jogo é o objeto que determina sua ação. 
Na medida em que cresce, a criança impõe ao objeto um significado. O 
exercício do simbolismo ocorre justamente quando o significado fica em 
primeiro plano. 
Do ponto de desenvolvimento da criança, a brincadeira traz vantagens 
sociais, cognitivas e afetivas. 
Ainda, segundo esse autor, a brincadeira possui três características: a 
imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de 
brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, como 
ainda nas que exigem regras. Podem aparecer também no desenho, como 
atividade lúdica. 
Do ponto de vista psicológico, Vygotsky atribui ao brinquedo um papel 
importante, aquele de preencher uma atividade básica da criança, ou seja, ele 
é um motivo para a ação. 
Segundo o autor, a criança pequena, por exemplo, tem uma necessidade 
muito grande de satisfazer os seus desejos imediatamente. Quanto mais 
jovem é a criança, menor será o espaço entre o desejo e sua satisfação. No 
pré-escolar há uma grande quantidade de tendências e desejos não possíveis 
de ser realizados imediatamente, e é nesse momento que os brinquedos são 
inventados, justamente para que a criança possa experimentar tendências 
irrealizáveis. 
A impossibilidade de realização imediata dos desejos cria tensão, e a criança 
se envolve com o ilusório e o imaginário, onde seus desejos podem ser 
realizados. É o mundo dos brinquedos. 
Segundo Vygotsky, a imaginação é um processo novo para a criança, pois 
constitui uma característica típica da atividade humana consciente. É certo, 
porém, que a imaginação surge da ação, e é a primeira manifestação da 
emancipação da criança em relação às restrições situacionais. Isso não 
significa necessariamente que todos os desejos não satisfeitos dão origem 
aos brinquedos. 
Winnicott 
Para Winnicott, a brincadeira é universal e própria da saúde: o brincar facilita 
o crescimento e, portanto, a saúde. O brincar conduz aos relacionamentos 
grupais, podendo ser uma forma de comunicação na psicoterapia. Portanto, a 
brincadeira traz a oportunidade para o exercício da simbolização e é também 
uma característica humana. 
Conforme Outeiral (1998)[7], o trabalho de Winnicott: "Por que brincam as 
crianças?" (1942), apresenta algumas motivações da atividade lúdica: para 
buscar prazer, para expressar agressão, para controlar a ansiedade, para 
estabelecer contatos sociais, para realizar a integração da personalidade e, 
por fim, para comunicar-se com as pessoas. 
Sua contribuição mais original ao tema, entretanto, é o desenvolvimento dos 
aspectos dos objetos transicionais e fenômenos transicionais (1951, 1971), 
para descrever a experiência de viver em uma área de transição da 
experiência, isto é, transição com respeito à realidade interna e externa. 
Na obra "A Criança e seu Mundo" (1976), Winnicott faz colocações 
fundamentais sobre a brincadeira. Dentre elas podemos citar: 
"As crianças têm prazer em todas as experiências de brincadeira física e 
emocional (...)"; 
"(...) Deve-se aceitar a presença da agressividade, na brincadeira da criança 
(...)"; 
"A angústia é sempre um fator na brincadeira infantil e, freqüentemente, um 
fator dominante"; 
"(...) A brincadeira é a prova evidente e constante da capacidade criadora, que 
quer dizer vivência". 
"(...) As brincadeiras servem de elo entre, por um lado, a relação do indivíduo 
com a realidade interior, e por outro lado, a relação do indivíduo com a 
realidade externa ou compartilhada"; 
"Os adultos contribuem; neste ponto, pelo reconhecimento do grande lugar 
que cabe à brincadeira e pelo ensino de brincadeiras tradicionais, mas sem 
obstruir nem adulterar a iniciativa própria da criança". 
Considerando a Pergunta Inicial 
As discussões feitas pelos pesquisadores que procuram entender o ato de 
brincar da criança pequena, a partir das teorias aqui presentes, vêm em 
auxílio dos profissionais que, atualmente, buscam revisar seus conceitos 
acerca do que é brincar, para a criança, e como manter esse jogo no cotidiano 
infantil. 
Baseado em tais teorias, verificamos que, ao brincar, a criança constrói 
conhecimento. E para isto uma das qualidades mais importantes do jogo é a 
confiança que a criança tem, quanto à própria capacidade de encontrar 
soluções. Confiante, pode chegar às suas próprias conclusões de forma 
autônoma. 
Assim, afirmamos que tanto o jogo quanto a brincadeira como o brinquedo 
podem ser englobados em um universo maior, chamado de ato de brincar. 
Não somos favoráveis a uma rigidez dos termos, pois se por um lado a 
discussão sobre os mesmos pode ampliar a perspectiva lúdica de nossa 
prática pedagógica, por outro pode seccioná-la em hora do jogo ou hora da 
brincadeira. 
Podemos observar que brincar não significa simplesmente recrear-se, isto 
porque é a forma mais completa que a criança tem de comunicar-se consigo 
mesma e com o mundo. 
Nesse brincar está a verbalização, o pensamento, o movimento, gerando 
canais de comunicação. 
A presente idéia vem ao encontro de acreditarmos que a linguagem cultural 
própria da criança é o lúdico. A criança comunica-se através dele e por meio 
dele irá ser agente transformador, sendo o brincar um aspecto fundamental 
para se chegar ao desenvolvimento integral da criança. 
Portanto, o ato de brincar é importante, é terapêutico, é prazeroso, e o prazer 
é ponto fundamental da essência do equilíbrio humano. Logo, podemos dizer 
que a ludicidade é uma necessidade interior, tanto da criança quanto do 
adulto. Por conseguinte a necessidade de brincar é inerente ao 
desenvolvimento. 
No brincar, quanto mais papéis a criança representar, mais amplia sua 
expressividade, entendida como uma totalidade. A partir do brincar ela 
constrói os conhecimentos através dos papéis que representa, amplia ao 
mesmo tempo dois vocabulários - o lingüístico e o psicomotor - além do 
ajustamento afetivo emocional que atinge na representação desses papéis. 
A criança brinca porque tem um papel, um lugar específico na sociedade, e 
não apenas porque o faz-de-conta - como o brincar de cavalo, em que a 
criança se utiliza do cabo de vassoura - parte da natureza de tal criança. O 
jogo é a forma que as crianças encontram para representar o contexto em que 
estão inseridas. 
Além disso, o ato de brincar pode incorporar valores morais e culturais em 
que as atividades lúdicas devem visar a auto-imagem, a auto-estima, o auto 
conhecimento, a cooperação, porque estes conduzem à imaginação, à 
fantasia, à criatividade, à criticidade e a uma porção de vantagens que ajudam 
a moldar suas vidas, como crianças e como adultos. E sem eles a criança não 
irá desenvolver suficientemente o processo de suas habilidades. 
O modo como ela brinca revela o mundo interior da mesma, proporcionando o 
aprender fazendo, entendido aqui por aquelas ações concretas da criança.O 
brincar de médico, por exemplo. Implica apropriar-se de algumas 
características do ato da realidade. É a reprodução do meio em que a criança 
está inserida. 
Através do lúdico, a criança realiza aprendizagem significativa. Assim, 
podemos afirmar que o jogo propõe à criança um mundo do tamanho de sua 
compreensão, no qual ela experimenta várias situações, entre elas o fazer 
comidinha, o limpar a casa, o cuidar dos filhos, etc. 
O ato de brincar proporciona às crianças relacionarem as coisas umas com as 
outras, e ao relacioná-las é que elas constróem o conhecimento. Esse 
conhecimento é adquirido pela criação de relações e não por exposição a 
fatos e conceitos isolados, e é justamente através da atividade lúdica que a 
criança o faz. 
O brincar é o meio de expressão e crescimento da criança. 
A criança sempre brinca, mas esse ato depende do contexto em que está 
inserida, independente de época, classe social e outros fatores. 
Podemos considerar que, desde os primeiros anos da infância, encontram-se 
processos criativos que se refletem sobretudo nos jogos. É através deles que 
as crianças reelaboram, criativamente, combinando fatos entre si e 
construindo novas realidades de acordo com seus gestos e necessidades. 
Também nestes jogos aparece toda a experiência acumulada da criança. 
Neles as lideranças são desenvolvidas, e aí ela aprende a obedecer e 
respeitar regras e normas. 
No brincar, ocorre um processo de troca, partilha, confronto e negociação, 
gerando momentos de desequilíbrio e equilíbrio, e propiciando novas 
conquistas individuais e coletivas. Constatamos, então, que a ação de brincar 
é fonte de prazer e ao mesmo tempo, de conhecimento. 
Acreditamos, assim, que a criança vai construindo seu conhecimento do 
mundo de modo lúdico, transformando o real com os recursos da fantasia e 
da imaginação. Tem a chance de dar vazão a uma afetividade que, 
freqüentemente, é tolhida na difícil luta pela sobrevivência enfrentada dia-a-
dia por seus pais. 
A criança que brinca, precisa ser respeitada, pois seu mundo é mutante, e 
está em permanente oscilação entre fantasia e realidade. Precisa tanto de 
brinquedos como de espaço, o suficiente para que se sinta à vontade e dona 
do mesmo. 
É através da atividade lúdica que a criança prepara-se para a vida, 
assimilando a cultura do meio em que vive, a ele se integrando, adaptando-se 
às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir, cooperar 
com seus semelhantes, e conviver como um ser social. 
Em síntese, além de proporcionar prazer e diversão, o jogo pode representar 
um desafio e provocar o pensamento reflexivo da criança. 
A finalidade deste trabalho consistiu em propor uma mudança conceitual para 
as práticas cotidianas de jogo com crianças em idade infantil. 
Com base nas idéias de Benjamin, Didonet, Froebel, Piaget, Vygotsky e 
Winnicott, buscamos levantar algumas questões que provoquem reflexões 
nos profissionais que atuam nesta área, de forma a repensar a sua práxis. 
Complete Com os Números Impares de 1 a 199. 
 
 
 
http://www.sol.eti.br/a/matematica/complete_com_numeros_impares_001_a_199.gif
Complete Com os Números Impares de 201 a 399. 
 
 
 
Atividade Pedagógica de Matemática.
 
 
 
 
 Complete Com os Números de 1 a 100. 
 
 
Complete Com os Números de 101 a 200. 
 
 
 
 
Complete Com os Números Pares de 2 a 200. 
 
 
 
 
Complete Com os Números Pares de 202 a 400. 
 
 
Tradicional Jogo da Velhaou bem organizados? 
6-Planeja suas ações ou as faz aleatoriamente? 
7-Gosta da escola? Da professora? De alguma disciplina? 
8-Não gosta da escola , da professora ou de alguma disciplina? 
9-Se envolve com a aprendizagem? Consegue produzir com o que lhe foi 
oferecido? 
10-Tem algum obstáculo epistemofilico(segundo Jorge Visca)? 
obs: obstáculo epistemofílico é dificuldade de criar vínculos afetivos com os 
objetos e situações de aprendizagem. 
11- Tem algum obstáculo epistemológico? 
obs: obstáculos epistemológico segundo a CHAMAT são obstáculos de fora 
do sujeito, ou seja algo ou alguém que possa estar impendido o sujeito de 
aprender. 
 
Agora é só responder todas estas perguntas em forma de relatório.E levantar 
suas Hipóteses. 
 
Sugestão de leitura: Manual de diagnóstico psicopedagógico da Simaia 
Sampaio e o Manual de diagnostico psicopedagógico da Chamat 
 
Erros comuns do Psicopedagogo durante a EOCA. 
 
1.Errado: Colocar na caixa ou recipiente lápis com a ponta feita. 
Certo: O lápis deve estar com a ponta para ser feita, coloque dentro da caixa 
ou recipiente o lápis sem ponta e o apontador. 
Por que? Uma dos objetivos da EOCA é observar a relação 
simiotica(interpretação de sinais) do sujeito e tudo que é referente a 
aprendizagem, ou seja com os materiais didáticos , com a escola, com a 
professora e com ele mesmo. 
O sujeito deve ter atitude de fazer a ponta do lápis, ter inciativa própria de 
conduzir o processo de sua aprendizagem, de criar meios pra que ele 
aconteça, se ele precisa de um lápis com ponto ela deve fazê-la e usar. 
Caso ele não tenha esta inciativa não pergunte se ele quer usar, apenas 
anote em seu relatório de sessão. 
 
2.Errado: Deixar o recipiente aberto ou material na mesa. 
Certo.Coloque o a caixa ou recipiente na mesa e diga apenas para o sujeito 
usar e mostrar o que sabe fazer, não faça por ele. Não dê o papel, não 
escolha a coleção, não faça nada, só observe. 
Por que? Muitas crianças ou mesmo adultos tem seu processo de 
aprendizagem sempre tolhido por pessoas dizendo o que ele deve fazer, quer 
roupa usar, como andar, o que comer, com quem sair, e tudo isto o deixa sem 
inciativa própria. Torna-se uma pessoa indecisa e sem controle de suas 
ações. 
A criança(sujeito) deve abrir sozinha todo o material , explorar( observar ) a 
caixa, escolher o que vai usar. Em nenhum momento o psicopedagogo pode 
influenciar nesta escolha. 
Dica:Responda pergunta sempre com outra pergunta. 
Ex:Tia eu uso esta coleção? 
Psicop: O que você acha? gostou dela? Você quer usá-la? 
Deixe-a decidir. 
 
A Polêmica do uso de Recipientes Plásticos 
 
A orientação para a construção da caixa lúdica, caixa para provas operatórias 
e EOCA é que sejam confeccionadas de Papel ou Papelão. Eu 
particularmente uso tudo com recipientes plásticos. Por que? 
Bem a orientação para as caixas serem de papel é que cada psicopedagogo 
faz a sua, confeccione e personalize do seu jeito mas vamos parar para 
pensar um pouco: 
Veja o que a psicopedagoga Creusa Alves diz a respeito disto: 
 
"A questão de se usar depósitos transparente na hora da avaliação a criança 
irá ver o que já 
 
tem na "caixa". O correto é criança abri a caixa sem saber o que tem dentro 
da caixa e 
 
escolher o brinquedo de sua preferencia sem nenhuma intervenção do 
psicopedagogo." 
 
 Entretanto o uso da caixa feita de papel traz alguns inconveniente tais 
como: 
-A caixa de papel amassa com o tempo, os enfeites não podem ser trocados 
porque geralmente são colados no papel que cobrirá a caixa; 
-Para quem usa como transporte ônibus , metrô, ou moto, faz atendimento a 
domicilio ou tem que levar o material para a faculdade fica quase inviável de 
transportar porque ela pode amassar ou até mesmo rasgar; 
-Vivemos numa sociedade onde tempo é dinheiro nem sempre dispomos de 
tempo para fazer uma caixa nova toda vez que a outra rasgar; 
-As caixas de papel estão mais propicias a ácaro, fungos ou serem roídas por 
traças, ratos ,baratas ou outro insetos, o que pode causar a perda de muitas 
matérias que estão dentro da caixa e até mesmo da própria caixa; 
-As pessoas com riniti e sinusite terão dificuldade de manusear a caixa porque 
são sensíveis a ácaro,mofo ou fungos e poderão ter uma crise no inicio de 
uma sessão; 
 Por tanto continuo adeptas dos recipientes plásticos, muitos são 
decorados, não são transparente ou você pode decorar de várias formas e 
estar sempre mudando dependendo da necessidade. 
 Quanto a surpresa do suejito ao encontrar a caixa é sempre a mesma não 
importa do que ela seja feita, ele sempre ficará ansioso para abrir e brincar o 
que tem nela, explorá-la por mais receoso ou tímido que seja.O mais 
importante é deixá-lo abrir, explorar e fazer suas próprias escolhas sem fazer 
nenhuma interferência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO 
EOCA - ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM 
Nome:_________________________________________________________ 
Idade__________________________________________________________ 
Gostaria que você mostrasse o que sabe fazer, o que te ensinaram e o que 
aprendeu... 
Escolaridade do aluno: 
______________________________________________________ 
Alguma repetência? ( ) sim ( ) não 
Qual?__________________________________ 
Disciplina favorita? 
_________________________________________________________ 
Por quê 
?_____________________________________________________________
______________________________________________________________ 
Desde 
quando?_______________________________________________________ 
Disciplina de que não 
gosta?_________________________________________________ 
Por 
quê?__________________________________________________________ 
Desde 
quando?_______________________________________________________ 
Disciplina(s) 
indiferente(s)____________________________________________________ 
Sempre foram essas? ( ) sim ( ) não 
Por 
quê?__________________________________________________________ 
O que deseja fazer quando 
crescer?___________________________________________ 
Por 
quê?__________________________________________________________
___________________________________________________________ 
Como foi sua entrada na escola 
atual?__________________________________________ 
______________________________________________________________ 
Teve outras? ( ) sim ( ) não Como 
foi?_____________________________________ 
______________________________________________________________
___________ 
Você sabe por que está aqui comigo hoje? ( ) sim ( ) não 
O que achou da 
idéia?______________________________________________________ 
Você quer estar aqui ou veio porque sua mãe, o colégio ou o seu professor o 
obrigou? 
______________________________________________________________
___________ 
Eles têm razão? ( ) sim ( ) não 
Se pudesse e tivesse que fazer algo para um aluno que se parecesse com 
você em sala 
de aula, o que aconselharia, a fazerem: 
Aos 
pais:__________________________________________________________
_______ 
______________________________________________________________
___________ 
Aos 
professores:____________________________________________________
_______ 
______________________________________________________________
___________ 
Você gosta de: 
Use este material, se precisar para mostrar-me o que você sabe a respeito do 
que sabe 
fazer, do que lhe ensinaram e o que aprendeu. Desenhe, escreva, faça 
alguma coisa que 
lhe venha à cabeça. 
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO 
Marque as questões observadas 
Em relação à temática: 
( ) fala muito durante todo o tempo da sessão 
( ) fala pouco durante todo o tempo da sessão 
( ) verbaliza bem as palavras 
( ) expressa com facilidade 
( ) apresenta dificuldades para se expressar verbalmente 
( ) fala de suas idéias, vontades e desejos 
( ) mostra-se retraído para se expor 
( ) sua fala tem lógica e sequência de fatos 
( ) parece viver num mundo de fantasias 
( ) tem consciência do que é real e do queé imaginário 
( ) conversa com o terapeuta sem constrangimento 
 
Observação: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________ 
 
Em relação à dinâmica (consiste em tudo que o cliente faz) 
( ) o tom de voz é baixo 
( ) o tom de voz é alto 
( ) sabe usar o tom de voz adequadamente 
( ) gesticula muito para falar 
( ) não consegue ficar assentado 
( ) tem atenção e concentração 
( ) anda o tempo todo 
( ) muda de lugar e troca de materiais constantemente 
( ) pensa antes de criar ou montar algo 
( ) apresenta baixa tolerância à frustração 
( ) diante de dificuldades desiste fácil 
( ) tem persistência e paciência 
( ) realiza as atividades com capricho 
( ) possui hábitos de higiene e zelo com os materiais 
( ) sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um 
( ) ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los 
( ) não guarda o material que usou 
( ) apresenta iniciativa 
( ) ocupa todo o espaço disponível 
( ) possui boa postura corporal 
( ) deixa cair objetos que pega 
( ) faz brincadeiras simbólicas 
( ) expressa sentimentos nas brincadeiras 
( ) leitura adequada à escolaridade 
( ) interpretação de texto adequada à escolaridade faz cálculos 
( ) escrita adequada à escolar 
Observação: 
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______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________ 
Em relação ao produto (é o que o sujeito deixa registrado no papel) 
( ) desenha e depois escreve 
( ) escreve primeiro e depois desenha 
( ) apresenta os seus desenhos com forma e compreensão 
( ) não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos e escrita 
( ) se nega a descrever sua produção para o terapeuta 
( ) sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar 
( ) demonstra insatisfação com os seus feitos 
( ) sente-se capaz para executar o que foi proposto 
( ) sente-se incapaz para executar o que foi proposto 
( ) os desenhos estão no nível da idade do entrevistado 
( ) prefere matérias que lhe possibilite construir, montar criar‟ 
( ) fica preso no papel e lápis 
( ) executa a atividade com tranqüilidade 
( ) demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas 
criações 
ou no comportamento 
( ) é criativo(a) 
Observação: 
______________________________________________________________
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EOCA - ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM 
Conclusão: 
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DATA 
ASSINATURA DO PSICOPEDAGOGO 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO Nº 02 
 
EOCA ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO 
 
NOME:__________________________________________________ 
DATA:__________ 
Marque as questões observadas em relação à temática: 
( ) fala muito durante todo o tempo da sessão 
( ) fala pouco durante todo o tempo da sessão 
( ) verbaliza bem as palavras 
( ) expressa com facilidade 
( ) apresenta dificuldades para se expressar verbalmente 
( ) fala de suas idéias, vontades e desejos 
( ) mostra-se retraído para se expor 
( ) sua fala tem lógica e sequência de fatos 
( ) parece viver num mundo de fantasias 
( ) tem consciência do que é real e do que é imaginário 
( ) conversa com o terapeuta sem constrangimento 
Observação: 
Em relação à dinâmica(consiste em tudo que o cliente faz) 
( ) o tom de voz é baixo 
( ) o tom de voz é alto 
( ) sabe usar o tom de voz adequadamente 
( ) gesticula muito para falar 
( ) não consegue ficar assentado 
( ) tem atenção e concentração 
( ) anda o tempo todo 
( ) muda de lugar e troca de materiais constantemente 
( ) pensa antes de criar ou montar algo 
( ) apresenta baixa tolerância à frustração 
( ) diante de dificuldades desiste fácil 
( ) tem persistência e paciência 
( ) realiza as atividades com capricho 
( ) mostra-se desorganizado e descuidado 
( ) possui hábitos de higiene e zelo com os materiais 
( ) sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um 
( ) ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los 
( ) não guarda o material que usou 
( ) apresenta iniciativa 
( ) ocupa todo o espaço disponível 
( ) possui boa postura corporal 
( ) deixa cair objetos que pega 
( ) faz brincadeiras simbólicas 
( ) expressa sentimentos nas brincadeiras 
( ) leitura adequada à escolaridade 
( ) interpretação de texto adequada à escolaridade faz cálculos 
( ) escrita adequada à escolar 
Observação: 
Em relação ao produto(é o que o sujeito deixa registrado no papel) 
( ) desenha e depois escreve 
( ) escreve primeiro e depois desenha 
( ) apresenta os seus desenhos com forma e compreensão 
( ) não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos e escrita 
( ) se nega a descrever sua produção para o terapeuta 
( ) sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar 
( ) demonstra insatisfação com os seus feitos 
( ) sente-se capaz para executar o que foi proposto 
( ) sente-se incapaz para executar o que foi proposto 
( ) os desenhos estão no nível da idade do entrevistado 
( ) prefere matérias que lhe possibilite construir, montar criar‟ 
( ) fica preso no papel e lápis 
( ) executa a atividade com tranqüilidade 
( ) demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas 
criações 
ou no comportamento 
( ) é criativo(a) 
Observação:____________________________________________________
______________________________________________________________
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_______________________ 
Conclusão:_____________________________________________________
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____________________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________
________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Provas Projetivas 
 
Os testes projetivos são instrumentos utilizados com a finalidade de 
proporcionar um meio concreto para que as crianças projetem conteúdos que 
estão presentes em seu inconsciente. Com objetivo de identificar a 
modalidade de aprendizagem do paciente e é isso que difere os testes 
projetivos utilizados pelos psicopedagogos dos usados por psicólogos e 
psiquiatras, pois esses objetivam investigar a personalidade do paciente. 
 
A utilização dos testes projetivos não dá conta de identificar a modalidade de 
aprendizagem ou os problemas que impedem que essa aconteça, mas ajuda 
no levantamento de hipóteses que unidas aos outros conjuntos de hipóteses 
formados ao longo do processo avaliativo poderão esclarecer as dificuldades 
apresentadas pelo paciente. “Nos testes projetivos estarão sendo analisado 
não o produto final, mas também o processo, a maneira como aconteceu esta 
produção”. (ANDRADE, 1998, p.77) 
 
Apesar do interesse do teste projetivo ser a identificação da dificuldade de 
aprendizagem, o mesmo, se utiliza de diversos temas (Família, escola, figura 
humana, etc.), pois são vários os fatores que podem interferir na 
aprendizagem e temos o dever de analisar esse fator, que pode ser de cunho 
emocional, sócio-cultural, financeiro, metodológico, cognitivo, psicomotor ou 
neurológico. Nesse trabalho utilizamos dois testes projetivos: O Par Educativo 
e o da Família Prospectiva. 
 
O teste do Par Educativo tem o objetivo de obter informações a respeito do 
vínculo estabelecido em relação à aprendizagem, como foi internalizado por 
ele o processo de aprender e como percebe aquele que ensina e o que 
aprende. Os dados obtidos darão condições para elaboração de hipóteses a 
respeito da visão do paciente de si, dos professores, de seus companheiros 
de classe e até mesmo da instituição educativa. Quanto ao aspecto 
estritamente pedagógico podemos avaliar o nível de redação, ortografia, 
criatividade literária, etc. Esse teste consiste em instruir o paciente para que 
desenhe duas pessoas: “uma que ensina e outra que aprende”. Também 
solicitamos ao paciente que conte ou escreva uma história relacionada ao 
desenho. 
 
O teste da Família tem o objetivo de avaliar como se dá o relacionamento da 
família como um todo e também em suas diferentes partes. É necessário 
deixar claro que antes de se realizar esse teste é preciso investigar qual a 
visão que o paciente tem de família e como se encontra sua família, pois 
sabemos que nos dias atuais são muitas as variações sofridas pelas famílias 
que outrora eram formadas por Pai, mãe e filhos, hoje sabemos que podem 
ser formadas por avós, mãe e filhos; ou por Mãe e filhos; por filhos de pais 
separados que casaram com um novo cônjuge e assim por diante. Todas 
essas relações devem ser conhecidas e esclarecidas para evitar distorções na 
análise do teste. O procedimento do teste é o seguinte: É solicitado ao 
paciente que desenhe uma família e não a sua família, dessa forma liberamos 
o paciente tanto no nível inconsciente quanto no nível crítico para falar de sua 
família que pode ser representada como é na realidade ou como o paciente a 
idealiza. Posteriormente pedimos que de nomes a cada um dos indivíduos 
representados no desenho e que conte uma história sobre essa família. 
Essa entrevista deve servir como norte de questionamentos. Não prescisa ser 
fechada somente a esses questionamentos, de acordo com o andamento da 
entrevista deve se acrescentar novas perguntas para esclarecer algum ponto 
que ficou obscuro, duvidoso ou implícito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENTREVISTA COM O SUJEITO 
APRESENTAÇÃO 
Nome: 
Idade: 
Escola: 
Série: 
1. O que mais gosta de fazer na escola? 
2. O que não gosta? 
3. Você gosta de estudar? Acha que os estudos são importantes? Por quê? 
4. Você gosta de seus professores? 
5. Quando você não entende uma explicação o que você faz? 
6. Onde você senta na classe? Onde gostaria de sentar? 
7. Com quem brinca na escola? 
8. Você faz as atividades de casa? Onde você faz?Quem ajuda a realizá-la? 
9. Quais atividades escolares você acha mais difícil? 
10. Quais atividades que você mais gosta de fazer? 
11. Como é o comportamento dos alunos da sua sala? 
12. O que você faz quando não está na escola? 
13. O que você acha da sua escola? 
14. Você se considera um bom aluno? 
15. Você acha que tem alguma dificuldade em aprender? 
16. Como é a sua família?Onde mora?Com quem mora? 
17. Como você é tratado por seus pais?Pela mãe? Pelo pai? Pelos 
irmãos? 
18. Você tem contato com seus avós, tios, primos? 
19. Você gosta de ler? 
20. O que você quer ser quando crescer? 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE SUMÁRIO PARA RELATÓRIO CLINICO 
SUMÁRIO 
1-APRESENTAÇÃO 
2-INTRODUÇÃO 
3- OBJETIVOS 
3.1 Objetivo geral 
3.2 Objetivo específico 
4- IDENTIFICAÇÃO DA ISTITUIÇÃO 
5-DEMANDA DO APRENDENTE 
6-CRONOGRAMA (PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO) 
7-PLANO DE DIAGNÓSTICO 
7.1 Anamnse 
7.2 Entrevista com a professora 
7.3 Hipóteses diagnósticas/sessões de avaliação 
7.4 Devolutiva/encaminhamento 
8-PLANO DE INTERVENÇÃO 
8.1 Atividades realizadas 
9-AVALIAÇÃO DA PRÁTICA 
9.1 Auto avaliação 
9.2 Supervisão da prática 
10-BIBLIOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
PROVAS OPERATÓRIAS 
1. PROVAS DE CONSERVAÇÃO: 
 
1.1. Conservação da quantidade de matéria 
1.2. Conservação de quantidade de líquidos 
1.3. Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos 
1.4. Conservação de superfície 
1.5. Conservação de volume 
1.6. Conservação de peso 
1.7 Conservação de comprimento 
 
2. PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO: 
2.1. Mudança de critério - Dicotomia 
2.2. Quantificação de Inclusão de classes 
2.3. Intersecção de classes 
 
3. SERIAÇÃO3.1. Seriação de palitos 
 
4. PROVAS OPERATÓRIAS PARA O PENSAMENTO FORMAL4.1. 
Combinação de fichas 
4.2. Permutação de fichas 
4.3. Predição 
 
 
 
O informe psicopedagógico 
O laudo ou informe tem como finalidade resumir as conclusões a que se 
chegou na busca de resposta às perguntas iniciais que motivaram o 
diagnóstico. Esse documento deve ser entregue apenas a instituição(escola, 
Hospital...) que solicitou o diagnótico, não sendo necessário a entrega para os 
pais, a estes devemos apenas realizar a entrevista devolutiva de forma verbal. 
 
 
MODELO 
 
I- Dados pessoais:Nome 
Data de nascimento 
Idade (na avaliação) 
Escola 
Série 
 
II- Motivo da avaliação – encaminhamento:Queixa na visão da escola e da 
família, caracterizar o encaminhamento. 
 
III- Período de avaliação e números de sessões:Delimitar a época do ano 
letivo, extensão da avaliação, interrupções ocorridas e causas. 
 
IV- Instrumentos utilizados:Relatar os diferentes tipos de sessões utilizadas 
(lúdica, anamnese, EOCA), testes e seus objetivos. 
 
V- Análise dos resultados nas diferentes áreas:Pedagógica (leitura, 
escrita, cálculo), cognitiva, afetivo-social, corporal. 
 
VI- Síntese dos resultados – hipótese diagnóstica:Faz-se uma síntese do 
que foi analisado no item V, estabelecendo-se a relação entre as diferentes 
áreas em função do motivo da avaliação. Visão global do paciente ante a 
questão da aprendizagem. 
 
VII- Prognóstico: 
Hipótese final sobre o estado futuro do paciente em relação ao momento do 
diagnóstico. 
 
VIII- Recomendações e indicações: 
Síntese das orientações dadas aos pais e à escola. 
 
 
 
 
 
MODELO DE LAUDO PSICOPEDAGÓGICO 
CRIADO POR :Raquel Romano 
Se você está gostando de nosso blog continue navegando por todo este site. 
Muitos estudantes perguntam e colegas debatem sobre o laudo 
Psicopedagógico. Em minha experiência aprendi que alguns aspectos são 
importantes, outros são específicos do caso. Veja um laudo escrito por mim 
em 2010. 
Costumo me referir ao laudo comouma "fotografia" do momento pelo qual o 
sujeito aprendente está passando. 
Informe Psicopedagógico 
 
 
I) Dados de identificação 
 
Nome:V. 
Idade: 12 anos e 6 meses 
Sexo: Feminino 
Escolaridade: 4ª série do Ensino Fundamental de 8 anos 
Data da avaliação: ----/11/2009 a ----/01/2010 
 
II) Motivo da Procura 
A mãe da adolescente V. procurou a AvaliaçãoPsicopedagógica devido a 
percepção de algumas dificuldades encontradas pela mesma durante sua 
escolaridade, pricipalmente no que diz respeito a falta de atenção e interesse 
pelos estudos. V. demonstra ainda, de acordo com a mãe, uma lentidão para 
aprender. 
 
Técnicas e estratégias utilizadas: 
 
· Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem, 
· Provas Pedagógicas, 
· Provas Piagetianas, 
· Provas Projetivas Psicopedagógicas, 
· Atividades lúdicas, 
· Análise do Material Escolar, 
· Anamnese. 
 
III) Imagem do sujeito 
 
A dificuldade de V. foi percebida no início de sua alfabetização. No seu 
primeiro ano escolar formal já foi pontuado à família a suposta dificuldade e 
desde então vem sendo investigada pela mesma em diferentes 
especialistas. Num primeiro momento, essa dificuldade era mais pontual no 
processo de aprendizagem da leitura e da escrita e poderá estar associado a 
essa dificuldade inicial o fato da cliente começar a falar aos 3 anos e meio e 
somente após entrar na escola de Educação Infantil. Atualmente a dificuldade 
relatada pela mãe é mais global, atingindo diferentes áreas do conhecimento. 
V. fez outras diferentes avaliações entre 2006 e 2008. Incluindo: 
neuropsicológica, neuropediatrica, oftalmológica, psicológica e 
psicopedagógica, nesta ordem. Iniciou intervenção com o método PEI em 
meados de 2007. 
Neste processo de avaliação chegou ao consultório muito solicita e colaborou, 
fazendo prontamente o que lhe era pedido. Apesar de muitas vezes precisar 
de um estímulo para começar e/ou terminar as atividades propostas, 
perdendo facilmente a atenção, não depositando assim toda a energia 
necessária para produzir adequadamente. 
Na maioria das propostas demorou para começar, tendo como 
consequência uma demora maior do que a esperada para terminar. 
Dispersou-se com facilidade e sua atenção concentrada não foi o suficiente 
para uma produção de qualidade. Muitas vezes precisou de intervenção e 
respondeu muito bem diante de estímulos positivos. 
Afetivamente mostra um bom vínculo com a aprendizagem assistemática, 
interessa-se por aprender coisas diferentes, utiliza da criatividade e de 
iniciativa para resolver problemas cotidianos. Sente prazer em produzir e 
orgulha-se de suas produções. Mas esses sentimentos positivos são 
observados em situações onde os objetos de conhecimento não estão 
organizados de uma forma acadêmica. 
Os vínculos demonstrados com a aprendizagem sistemática (escolar) são 
negativos, deposita no outro (professor) o conhecimento e a capacidade de 
aprender, afastando de si o saber. Sente-se inferiorizada, inapta para produzir 
de acordo com aquilo que lhe é requerido na escola. 
As provas piagetianas tem como objetivo indicar o grau de aquisição de 
algumas noções importantes para o desenvolvimento cognitivo, determinando 
o nível de pensamento alcançado e ainda o nível de estrutura com que opera. 
Vitória deveria estar no último nível de desenvolvimento cognitivo, ou seja, no 
pensamento formal hipotético-dedudivo. Essa última etapa inicia-se na 
adolescência e é um alçar vôo ao pensamento, onde deveria ser capaz de 
resolver problemas através de diferentes situações, levantando hipóteses e 
formulando um pensamento na qual se expõe o que se pretende provar, 
estabelecer além de discutir com precisão, objetividade, sistematização, 
organização e flexibilidade de pensamento. Mas Vitória se encontra na fase 
anterior, a operatória concreta com resquícios da fase pré-operatória. 
A fase operatória concreta tem como característica a capacidade de 
solucionar um problema proposto através da ação mental e a fase pré-
operatória a resolução de problemas se dá através da ação física. V., em 
alguns momento, utiliza a operação mental e em outros precisa do material 
concreto para resolver os vários problemas propostos. 
Diferentes provas foram aplicadas em V., começando com as 
apropriadas para a faixa etária cronológica, as quais não se saiu bem. 
Retomando cada uma das dimensões cognitivas (conservação, classificação 
e seriação) pode-se notar que em diferentes situações ela consegue ter 
sucesso quando incentivada através de estímulos positivos e mediações 
como a repetição da pergunta e indicativos de caminhos mentais para operar. 
Os conteúdos escolares investigados foram lógica, cálculo mental, 
sistema de numeração decimal, algoritmo das operações, resolução de 
problemas, produção escrita e leitura e interpretação. Um indicativo que se 
repete em todos os conteúdos é o tempo utilizado pela Vitória para começar a 
tarefa e terminá-la além da necessidade de constante intervenção para que 
consiga executar as atividades propostas. 
Em diferentes situações ela se mostrou desmotivada, dispersava-se 
com facilidade e precisava de orientação diretiva do que e como fazer. 
Em lógica teve a necessidade de repetir várias vezes o mesmo 
movimento do jogo para compreender e ao perder desistiu de tentar. Lê e 
escreve corretamente números com cinco algarismos sendo as três primeiras 
casas (dezena de milhar, unidade de milhar e centena) ocupadas por 
números maiores que 0, já em números com as casas das dezenas e 
centenas ocupadas por zero não acertou. Possui poucos esquemas para 
calcular mentalmente, o que dificulta na execução dos algoritmos 
matemáticos básicos (adição, subtração, multiplicação e divisão), disse não 
saber resolver divisões com dois algarismos no divisor. Quando questionada 
como resolveu cada uma das propostas descreveu suas ações, após 
questionada sobre cada movimento, antes disso relatou não saber explicar o 
que fez. 
Em linguagem, leu um texto que trouxe sobre um filme e um jogo de 
computador. Mesmo tendo lido mais de uma vez, ao questionada equivocou-
se com os dados do texto (que era informativo). Já com o texto narrativo 
conseguiu estabelecer relações, compreender o sentido global do mesmo, 
entender a seqüência temporal linear, separar fatos principais e secundários 
porém não estabeleceu relação de casualidade entre os fatos. Todas as 
questões foram colocadas para ela de forma oral. 
Sua leitura oral é pontuada corretamente, com entonação adequada, 
com algumas omissões de pontuação o que acarreta junção de frases. Sem 
deslocamento de letras, sílabas, palavras ou frases. 
Quando solicitada para produzir um texto escrito, demora 
consideravelmente para iniciá-lo, apaga-o e ao final produz somente um 
parágrafo, com erros ortográficos, gramaticais e de coerência anteriores a sua 
escolaridade. Ao ser comparado com suas produções da escola pode-se 
notar que as da última são melhor elaboradas. 
V. apresenta características de déficit de atenção interdependente de 
questões afetivas e cognitivas. Ninguém pode aprender mais do que sua 
estrutura cognoscente permite, tampouco consegue avançar em suas 
aprendizagens com os vínculos afetivos inadequados. 
 
IV) Indicações: 
- Atendimento Psicológico familiar, 
- Atendimento Psicopedagógico, 
- Avaliação neurológica. 
 
V) Prognóstico: 
Sabemos que entre as indicações ideais e as possibilidades reais há uma 
diferença. Diferença esta que deve ser levada em conta em respeito a família 
envolvida. Todas as indicações são importantes porém a família deverá ter 
persistência a partir da escolha feita, poupando V. de mais avaliações 
desnecessárias e oferecendo a ela o melhor suporte possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
TESTES - PSICOPEDAGOGICOS 
 
Estilo de aprendizagem 
Perfil apresentado pelo aluno 
Aluno(a)_____________________________________________________ 
Idade:_________ Data de Nascimento_____/_____/______ 
Série: _________ Escola: _____________________Nome do professor:_______________função: _______________________ 
 
Os fatores que influenciaram o processo de ensino e aprendizagem 
 
1. As condições físicas e ambientais em que trabalhar é mais 
confortavelmente. 
(Localização do aluno em sala de aula) 
 
( ) somente isolado. 
( ) do lado dos colegas / companheiros. 
 
2. Preferencia a determinados grupos: 
( )ndividua 
( ) em pequenos grupo 
( ) em grandes grupos movimentados 
 
Áreas, conteúdos, atividades, que está mais interessado, se sente mais 
confortável e tem mais segurança: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________ 
 
Nota: Como é sua atenção... está distraído 
* Incentivos para dispersar a sua atenção: 
* Momentos específicos do dia, que é mais atento: 
( ) inicio das aulas (primeiras horas de aula) 
( ) mais para o final das aulas (últimas horas) 
( ) Depois do recreio / lanche 
 
Quanto tempo pode se concentrar em uma única atividade? 
_____________________________ 
De maneira podemos captar melhor sua 
atenção?_____________________________________ 
Como, geralmente, você melhora a sua atenção 
?____________________________________ 
 
5. As estratégias utilizadas para resolver tarefas: 
( ) constante 
( ) inconstante 
 
http://turmadapsicopedagogia.blogspot.com.br/p/testes-estilo-de-aprendizagem.html
http://turmadapsicopedagogia.blogspot.com.br/p/testes-estilo-de-aprendizagem.html
( ) Trata de compreender 
( ) Trata de memorizar 
( ) Tente entender e memorizar. 
 
( ) É competitivo e cooperativo 
( ) É competitivo e não coopera 
 
( ) Ritmo adequado de trabalho 
( ) Mantém um ritmo lento 
 
 
Atitudes durante a execução do trabalho 
( ) faz contribuições pessoais e interpretações textuais 
( ) tem facilidade de implementação sem apresentar muitas dificuldades 
 
( ) tem hábitos básicos de leitura 
( ) falta de hábitos básicos para a leitura 
 
( ) aborda os conteúdos passo a passo 
( ) abordo conteúdos de forma global 
 
( ) nem mesmo começar o trabalho 
 
( ) se concentra em trechos concretos 
( ) se centra em aspectos gerias 
( ) foca fatos isolados . 
( ) foca sobre os aspectos gerais 
 
( ) termina as tarefas sozinho 
( ) termina com ajuda 
( ) termina com um certo tipo de ajuda, tais como: 
_____________________________________ 
______________________________________________________________
_______________ 
 
( ) Organiza suas tarefas 
( ) Necessita de ajuda para estruturar 
 
( ) termina me tempo hábil 
( ) se atrasa com freqüência 
 
 
 
 
RECURSOS UTILIZADOS: 
Pede ajuda para colegas e/ou professores 
http://turmadapsicopedagogia.blogspot.com.br/p/testes-estilo-de-aprendizagem.html
( ) colegas ( ) professores ( ) nunca pede 
 
Materiais que mais gosta de usar 
( ) livros ( ) computadores (notebook) ( ) gravadores ( ) cadernos para 
anotação 
 
ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS 
Usa com mais freqüência 
 
( ) Por ensaio e erro até concluir 
( ) Dividindo as tarefas (pelas mais fáceis ou mais difíceis) 
 
 
TIPO DE TRABALHO PREFERIDO 
( ) Aqueles que se deve fazer sozinho ou realizar uma única tarefa para 
concluir (um único comando). 
( ) As que precisam observar e anotar 
( ) As que precisam pensar, imaginar e representar as coisas 
 
 
Método preferido de resposta 
Quando demonstrar que sabe 
( ) Oral (prefere dizer, expor, explicar, responder o que sabe.) 
( ) Escrita (prefero escrever, anotar,fazer relatórios). 
( ) Manipulador (prefiro escrever para desenhar, construir, fabricar, 
manipular). 
( ) Outros. Especifique quais: 
_____________________________________________________ 
______________________________________________________________
_______________ 
 
Atitudes diante das dificuldades ou tarefas difíceis. 
( ) realiza com prazer 
( ) Desanima e abandona 
( ) Rejeita 
( ) Bloqueia e não faz nada 
( ) Se mostra agressivo 
 
Os tipos mais comuns de dificuldades 
( ) Não compreende e assimila conceitos 
 
Estratégicas 
( ) Não consegue prever o tempo que vai gastar 
( ) Consegue planejar o tempo e passo a passo o seu tempo 
( ) Não segue os passos planejados. 
( ) Não revisa o resultado alcançado 
( ) Nenhum em particular. 
 
7. Motivação: 
- Pessoal 
( ) Aprovação dos familiares e reconhecimento da escola 
- Social 
( ) Precisa do reconhecimento explícito dos outros 
- Materiais 
( ) Prêmios, brindes, atividades de interesse, etc. 
Outros: 
______________________________________________________________
_________ 
______________________________________________________________
_______________ 
Sucesso e fracasso na escola 
- Internas: 
( ) atribuída à sua capacidade e esforço próprio 
- Externas: 
( ) O atribui se a tarefa é fácil ou difícil, ao professor que é "bom" / "ruim")... 
 
DIANTE DAS DIFICULDADES: 
( ) acha que pode mudar a situação sozinho 
( ) sente que precisa pedir ajuda. 
( ) Nunca pede ajuda. 
 
Faz o trabalho para: 
( ) satisfazer o professor ou pai. 
( ) para os outros o reconhecer como capaz 
( ) para aprender 
 
Auto-conceito 
Valoriza a si mesmo 
( ) Pouco ( ) regular ( ) Bastante ( ) Muito 
Com relação à família 
( ) Pouco ( ) regular ( ) Bastante ( ) Muito 
 
Interesses do aluno 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
__________________________________________________________ 
 
Relações em sala de aula (interação observada) 
( ) Relaciona-se com um grupo pequeno. 
( ) Oferecer ajuda aos outros. 
( ) O grupo tem uma tendência a protegê-lo. 
( ) Respeitar contribuições dos outros. 
( ) gosta de contar suas experiências. 
( ) Mostra-se reservado 
( ) É dependente do professor 
( ) Não interrompe o trabalho do professor. 
( )Que gosto de chamar a atenção do professor. 
( ) É aceito pelos seus pares. 
( ) É rejeitado pela classe. 
( ) Manter interações positivas com os pares. 
( ) Tende a permanecer isolados na sala de aula. 
( ) Comportamento problemático em sala de aula. 
 
Outras condições: 
O contexto familiar: 
- De que forma incentivam: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
____________________________________________________________ 
- Quais aspectos difíceis de lidar: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
____________________________________________________________ 
O contexto escolar: 
- De que forma incentivam: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
____________________________________________________________ 
- Quais aspectos difíceis de lidar: 
 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
__________________________________________________________ 
 
 
 
Conclusão 
 
Perfil apresentadopelo aluno: 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
_____________________________________________ 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
_____________________________________________ 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
_____________________________________________ 
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
_____________________________________________ 
 
 
 
Data: ___ / ____ / _____ 
 
Assinatura: ____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INVESTIGAÇÃO DA LATERALIDADE 
 
Atividades observatórias com a Mão DIREITA ESQUERDA 
1. Enrolar e desenrolar um carretel 
2. Escrever números 
3. Cortar com a tesoura 
4. Jogar uma bola com a mão 
5. Jogo de pesca 
6. Dar corda num relógio 
7. Desenhar um círculo 
8. Desenhar um triângulo 
9. Escrever o pré nome 
10. Escovar os dentes 
11. Apagar com a borracha o papel 
12. Beber água num copo 
13. Folhear o livro 
14. Martelar pinos 
15. Apontar um lápis 
16. Apontar com um dedo alguma coisa 
17. Fazer traços curtos e longos numa folha em 
branco 
 
18. Girar um pião 
19. Acenar adeus 
20. Apertar uma bola de espuma 
21. Tirar uma carta do baralho 
22. Fazer bolinhas de papel 
23. Colorir / pintar 
24. Quicar uma bola 
25. Perfurar um papel 
26. Pedir que cruze os braços. Qual a mão que 
ficou em cima? 
 
27. Levante um braço 
28. A mão que escora a cabeça quando relaxada 
ou distraída 
 
29. Passar batom e/ou pentear os cabelos 
30. Enfiar a mão num saco surpresa 
 
Conclusão: mão dominante __________________________ 
 
Atividades observatórias com o olho DIREITA ESQUERDA 
1. Colocar um cone ou um tubo num dos olhos 
2. Colocar um cone num dos olhos e procurar um 
inseto ou formiga 
 
3. Colocar uma placa com um orifício no meio e 
segurar com os braços esticados. Aproximar o 
orifício de um olho. 
 
4. Atividade co pontaria, fechando um olho depois 
o outro 
 
5. Observar num buraco da fechadura 
6. Pedir que feche um olho. Qual ficou aberto? 
 
Conclusão: olho dominante _______________________ 
Atividades observatórias com o pé DIREITA ESQUERDA 
1. Pedir que chute uma bola grande 
2. Pedir que chute uma bola pequena 
3. Pedir que pule de um pé só 
4. Pedir que pare com pé só 
5. Jogar um pé para frente 
6. Pular para frente com um pé só 
7. Pular para trás com um pé só 
8. Equilibrar-se num pé em cima de um obstáculo 
9. Pedir que sente e estique uma pé à frente 
 
Conclusão: pé dominante _______________________ 
 
 
Atividades observatórias com o polegar DIREITA ESQUERDA 
1. Fazer pressão na mesa com um polegar 
2. Bater palmas entrelaçando os dedos (polegar 
dominante é o que ficar por cima) 
 
3. Flexionar e relaxar o polegar (um de cada vez) 
Qual foi mai fácil? 
 
 
Conclusão: pé dominante _______________________ 
 
 
Atividades observatórias com o ouvido/orelha DIREITA ESQUERDA 
1. Atender o telefone diversas vezes, observando o 
ouvido preferido 
 
2. colocar algo com ruído dentro de uma caixa e 
pedir que encoste um dos ouvidos e ouça (alunos 
com DPAC) 
 
3. Pedir que coloque o fone de ouvido apenas um 
ouvido 
 
Conclusão: orelha/ouvido dominante _______________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO PARA A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DURANTE AS 
SESSÕES PSICOPEDAGÓGICAS 
 
Aproximação Bom – logo teve iniciativa 
Dubitativa ( pegar e largar o 
material sem planejamento) 
Não houve – a criança se concentrou 
em um único material 
Organização Boa 
Material e Nível de 
desenvolvimento 
Não montou estratégia 
Plasticidade Normal 
Rigidez Não 
Estereotipia Não 
MOTRICIDADE 
Adequação Boa 
Deslocamento geográfico A criança permaneceu sentada 
Preensão e manejo Segurou os objetos normalmente 
Coordenação das mãos Realiza atividades normais com as 
duas mãos. 
Lateralidade Normal 
Movimentos Involuntários 
 
 
Ás vezes, com a cabeça baixa. 
Movimentos bizarros (Gentil) Não percebido 
Ritmo do movimento Lento para recorte e ao folhear a 
revista, rápido para escrever e 
desenhar. 
Hipercinesia Não houve 
Hipocinesia Foi percebido no momento do recorte 
Ductibilidade Normal 
Criatividade Pouca 
Tolerância à frustração Pouca 
Seu mundo ( ) Externo (x) Interno 
Reação Às vezes demonstrava cansaço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE ANOTAÇÕES DE SESSÕES 
 
Cliente:________________________ Tel:___________ 
 
Sessão ___ | Data: ___/___/___ Período: ___:___ às ___:___ 
 
Natureza/objetivo(s): 
 
Recursos/procedimentos aplicados: 
 
 
Observações/resultados: 
 
 
 
Proposta: 
 
 
Rubrica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO DE Informe Psicopedagógico Institucional 
 
A partir da exposição de motivos realizada por esta instituição, sobre a 
indisciplina e o baixo rendimento escolar da turma X, foi desenvolvido um 
diagnóstico psicopedagógico institucional com a intenção de identificar os 
fenômenos que provocam o aparecimento dos referidos sintomas. 
O encaminhamento do processo diagnóstico, envolvendo outras instâncias da 
instituição, deve-se ao fato de se considerar a escola como um lugar no qual 
existe uma gama de inter-relações que não permite considerar os sintomas 
ocorridos em uma turma com um fato isolado. 
 
A consecução do diagnóstico contou com os seguintes recursos avaliativos: 
-Entrevista Operativa Centrada no Modelo Ensino-Aprendizagem (EOCMEA); 
-Observações de várias aulas (realizadas na série que porta o sintoma e na 
classe de mesma série que não apresenta o sintoma); 
- Observação do recreio; 
-Pesquisa histórica com direção da escola. 
 
Após a análise dos dados obtidos durante o período de investigação, foi 
possível identificar que o comportamento dos alunos em questão está 
relacionado a fatores ligados à faixa etária e ao distanciamento que tomam 
dos valores adotados pela instituição, tais como princípios da prática 
pedagógica e a forma de condução do trabalho na sala de aula. 
No que se refere às questões relacionada à idade, observou-se que esta 
turma apresenta um nível elevado de curiosidade a respeito de aspectos 
ligados a sexualidade, assim como busca atividades prazerosas e inovadoras. 
Estas características, esperadas pela faixa etária em que se encontram, 
associadas a uma aparente condição cognitiva e à comunicação existente 
entre todos os envolvidos na ação educativa, parecem contribuir para o 
comportamento inadequado, irônico e de pouca cooperação durante as 
situações de ensino-aprendizagem, adotado por esta turma. 
 
Com relação às questões que dizem respeito à dinâmica institucional, 
percebe-se, como fator primordial, uma dificuldade ligada ao que Pichon-
Riviére chamou de enquadramento. Enquadramento visto com a existência de 
constantes que permanecem de forma sistêmica, que sustentam os 
combinados e deixam espaço para o movimento do aprender. Algumas 
instâncias da instituição apresentam falhas no enquadramento, ampliadas 
pelo clima competitivo que muitas vezes se instala entre alunos, entre alunos 
e professores e entre o corpo docente e o técnico e diretivo. 
Esta dificuldade identificada na turma X pode ser o sinal de necessidade da 
instituição rever seu enquadramento como um todo, revisando seus 
programas curriculares, revendo a possibilidade de execução do discurso, 
rediscutindo

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