Prévia do material em texto
APOCALÍPSE Página 1 APOCALÍPSE Página 2 UMA PALAVRA DO REITOR O homem não age diretamente sobre as coisas. Sempre há um intermediário, um instrumento entre ele e seus atos. Isto também acontece quando faz ciência, quando investiga cientificamente. Ora, não é possível fazer um trabalho científico, sem conhecer os instrumentos. E estes se constituem de uma série de termos e conceitos que devem ser claramente distinguidos, de conhecimentos a respeito das atividades cognoscivas que nem sempre entram na constituição da ciência, de processos metodológicos que devem ser seguidos, a fim de chegar a resultados de cunho científico e, finalmente, é preciso imbuir-se de espírito científico. Pr. Marcos Cavalcante PASTOR MARCOS CAVALCANTE Breve Curriculum O Pr. Marcos é Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica IBETEL; Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico do Espírito Santo - SETES; Mestre em Teologia, com especialização em Antigo Testamento pela Faculdade Teológica IBETEL; Mestre em Teologia, com especialização em Ciências da Religião pelo Seminário Teológico Logos; Doutor em Teologia, com especialização em Ciências da Religião pelo Seminário Teológico Logos; Bacharel e Licenciado em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela Universidade de Guarulhos (UNG); Pós-graduado em Gestão Educacional pela Universidade de Maringá (UNICESUMAR); Bacharelando em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES); Licenciando em História pela Faculdade ACADEMUS; Especialista em Memorização e Leitura Dinâmica pelo Seminário Undsurf Memory; Formação em Grego-bíblico pela Igreja da Fé; Formação em Hebraico-bíblico pela Casa de Cultura de Israel. -O Pr. Marcos Lecionou em vários Seminários Teológicos e hoje é o Reitor da Faculdade Teológica FAETESP, onde também leciona em várias cadeiras teológicas, inclusive Língua Hebraica, Grega e língua portuguesa. -É Pastor na Assembleia de Deus há mais de 20 anos APOCALÍPSE Página 3 Licença de Uso Todos os Direitos são reservados. É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios ou sistemas, para distribuição, quer a título gratuito ou oneroso, sem a autorização prévia e por escrito. A violação dos direitos autorais está sujeita às penalidades Legais de ordem civil e Penal – Artigo 184 Código Penal. APOCALÍPSE Página 4 ÍNDICE Uma palavra, pg 05 Introdução ao Livro, pg 06 Pontos de Vista, pg 08 Visão Rápida, pg 10 O Comentário, pg 11 Bibliografia, pg 51 APOCALÍPSE Página 5 UMA PALAVRA INTRODUTÓRIA O Livro do Apocalipse é o último da Bíblia e, para a maioria dos cristãos, um dos lidos com menos frequência e um dos mais difíceis. Algumas poucas passagens do mesmo são bem conhecidas e amadas (exemplo Ap 7.9-17); mas quanto à sua generalidade os leitores modernos acham o livro ininteligível. Isso se deve mais ao fato que o livro abunda em simbolismo de um tipo que já não usamos e, para o qual já não possuímos mais a chave. No entanto, essa espécie de figura era imediata- mente compreensível para os homens da época em que foi escrito o livro. De fato, isso explica parcialmente nossas dificuldades. O autor pode supor que seus leitores perceberiam suas alusões e assim não sentiu necessidade de dar explicações. O livro conforme seu nome indica, pertence à classe de literatura conhecida como apocalíptica. É o único livro desse tipo no NT, ainda que existiam passagens apocalípticas noutros livros (exemplo, Mt 24), enquanto que as visões de Daniel pertencem à mesma espécie. -Uma das características apocalípticas é que Deus é Soberano, e que finalmente Ele intervirá de modo catastrófico para fazer realizar-se Sua boa e perfeita vontade. Há oposição contra Deus por parte de forças poderosas e variadas do mal, as quais são usualmente referidas de maneira simbólica, na forma de animais, chifres, etc. Há visões; anjos falam; há choques entre forças poderosas; e, por fim, os santos perseguidos são vindicados. Muito disso é convencional (motivo pelo qual os primeiros leitores do livro poderiam entendê-lo com bastante facilidade), ainda que nas mãos de muitos entusiastas, isso tenha levado a fantasias absurdas e grotescas. Para nosso propósito presente é importante notar que neste livro (apocalipse) o Espírito Santo lançou mão de uma forma literária reconhecida, mas que o mesmo livro não é simplesmente um apocalipse convencional. -Possui características próprias, e é profecia genuína, conforme o indicam os 3 primeiros versículos. BOM ESTUDO! APOCALÍPSE Página 6 INTRODUÇÃO AO LIVRO Contém o livro de Apocalipse a última mensagem de Jesus à Igreja, mensagem esta referente à Sua volta. Daí, dizer-se que nos Evangelhos somos levados a crer em Cristo; nas Epístolas somos levados a amá-lo; e no Apocalipse somos levados a esperá-lo. O AUTOR DO LIVRO É João, o Evangelista, um dos apóstolos de Cristo. Quanto a isto, está declarado em Apocalipse (1.1,4,9; 22.8). Seu pai, Zebedeu, era homem de posses, pois tinha empregados nas atividades pesqueiras que explorava (Mc 1.20). João foi um dos primeiros discípulos de Cristo (Mc 1.19; Mt 4.21). A ele e seu irmão Tiago, Jesus chamou de “Boanerges”, que quer dizer: “Filhos do Trovão” (Mc 3.17), talvez por causa do poder com que testemunhavam. É ele sem dúvida, o “discípulo amado” citado em Jo 13.23; 19.26; 21.20. Ele, por modéstia, escondeu-se atrás dessa frase. João assistiu o julgamento de Jesus e Sua crucificação, demonstrando assim, sua fidelidade, firmeza e amor. Ele integrava o grupo íntimo de discípulos de Jesus constituído de 3 deles. Irineu, nascido cerca de 130 d.C., discípulo de Policarpo (este tendo sido discípulo de João), afirma que após o retorno do banimento de João, em Patmos, ele permaneceu em Éfeso, até sua morte, no reinado de Trajano. DATA DA COMPOSIÇÃO Pastoreava João a igreja em Éfeso quando foi banido para a ilha de Patmos, por Domiciano, em 95 d.C., na sua perseguição contra os cristãos. Domiciano é chamado na História de “Segundo Nero”, de tão perverso que foi. João voltou a Éfeso no ano seguinte. Nesse meio tempo foi escrito o livro. -A data comumente aceita é 96 d.C. APOCALÍPSE Página 7 O Apocalipse revela claramente que foi escrito em uma ocasião de grande perseguição. A perseguição sob Nero foi mais ou menos limitada a Roma, mas sob Domiciano alcançou outras partes do império romano. Domiciano baniu homens a diversos locais de exílio, mas Nero não o fez. Mais ainda, as 7 igrejas da Ásia aqui demonstram um desenvolvimento maturo, que dificilmente existiria em data tão precoce como 65 A.D. Além disso, não temos evidência nenhuma de que o apóstolo exercesse qualquer autoridade sobre as igrejas da Ásia antes da destruição de Jerusalém. Com tal ponto de vista concordam grandes escritores e peritos no assunto. TÍTULO DO LIVRO A palavra revelação deriva do latim revelatio (de revelare, “revelar ou tirar o véu daquilo que estivera previamente escondido). Este era o título conferido ao livro na Vulgata Latina. O título grego é Apocalipse, extraído diretamente da primeira palavra do texto grego, apocalypsis. Nesta forma substantiva a palavra não se encontra em nenhuma outra obra da literatura grega, mas como verbo foi continuamente usada nos Evangelhos e nas Epístolas, de maneiras variadas, especialmente com referência a algumas formas da revelação divina ao homem (como o Filho do Homem, em Lc 17.30). Foi usada por Paulo referindo-se ao mesmo evento futuro (Rm 8.18; I Co 1.7; II Ts 1.7),e frequentemente em I Pe (1.7,13; 4.13; 5.1). No texto grego (septuaginta) de Daniel esta palavra encontra-se muitas vezes com referência à revelação de segredos, ou interpretação de sonhos, ou revelação de Deus (Dn 2.19, 22,28-30,47; 10.1; 11.35). TEMA DO LIVRO O Apocalipse é um livro profético. Na sua revelação do futuro, enfatiza particularmente as repetidas e crescentes tentativas violentas e mundiais de personalidades e pessoas terrenas, ativadas e dirigidas por poderes demoníacos e lideradas por Satanás, de se oporem e evitarem a execução da declarada intenção de cristo de estabelecer o Seu reino sobre a terra. Está claro que este conflito certamente acabará com a derrocada dessas forças do mal e o estabelecimento do reino eterno de CRISTO. Este conflito secular, envolvendo na guerra até os céus, compõe-se de uma série de ardis da parte dos inimigos de Cristo para derrotar o Rei dos reis. Cada tentativa resulta em fracasso, seguido por terrível juízo divino. E o longo conflito terminará no juízo diante do Grande Trono Branco, com o aparecimento da Nova Jerusalém, e o começo da eternidade. UM LIVRO DE VISÕES O livro do Apocalipse, acima de todos os outros livros da Bíblia, é um registro do que foi revelado em visões ao autor. Todos nós sabemos como às vezes se torna difícil registrar o que vimos, especialmente quando a visão é espetacular. Como poderia alguém descrever adequadamente um pôr-de-sol APOCALÍPSE Página 8 glorioso. Os muitos e diferentes verbos gregos significando “ver”, “observar”, ou “perceber”, aparecem 140 vezes neste livro, começando com “o que vês, escreve em livro”, (1.11). Imediatamente após João diz: “Voltei-me para ver quem falava comigo, e voltado, vi”, etc. (v.12). No começo do capítulo 4, ouve-se uma voz do céu dizendo a João, “sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (4.1). Deste ponto para frente, há inúmeros parágrafos, até o final do livro, que começam com “e vi”. PONTOS DE VISTA Como devemos compreender este livro maravilhoso? Quatro maneiras principais de considerar o livro têm emergido na Igreja de Cristo. -Observe atentamente esses pontos de vista. PRETERISTA Considera que o livro descreve acontecimentos passados. Vê as visões como algo que se elevou dentre as condições reinantes no Império Romano, no primeiro século d.C. O vidente ficou espantado ante as possibilidades para o mal, inerentes no império romano, e usou linguagem simbólica para protestar contra o mesmo, e para registrar sua convicção que Deus interviria para fazer acontecer aquilo que fosse de Seu agrado. Em geral, os eruditos liberais endossam esse ponto de vista. Isso os capacita a entender o livro sem encontrar muito lugar para a profecia preditiva, e ao mesmo tempo a verem no Apocalipse uma asseveração muito necessitada sobre a verdade do governo moral de Deus sobre o mundo. -Tal ponto de vista enraíza o livro nas circunstâncias dos próprios dias do escritor, o que certamente está correto. Mas despreza o fato que o livro chama a si mesmo de „profecia‟ (Ap 1.3), e que pelo menos algumas de suas predições se referem àquilo que ainda é futuro (exemplo, capítulos 21,22). HISTÓRICO Este reputa o livro como um escrito que descortina num grande golpe de vista panorâmico a história desde o primeiro século até a segunda vinda de Cristo. -O próprio tempo do escritor é mencionado, como também o tempo final, mas não há indicação de interrupção em qualquer ponto. Por conseguinte, os mentores de tais opiniões raciocinam, o livro deve oferecer uma história contínua sobre o período inteiro. Essas opiniões eram sustentadas pela maioria dos reformadores, os quais identificavam a Roma papal com a besta. Mas as dificuldades dessa posição parecem insuperáveis, e é significativo que, apesar de sustentarem inflexivelmente que toda a história acha-se ali concentrada, os historicistas APOCALÍPSE Página 9 não têm sido capazes de concordar entre si sobre os episódios exatos na história simbolizados pelas várias visões. FUTURISTA Este assegura que desde o capítulo 4 em diante o livro de Apocalipse trata de acontecimentos referentes ao fim dos tempos. O livro, assim sendo, não estaria preocupado com os próprios dias do profeta, nem com eventos históricos posteriores, mas tão só com aqueles acontecimentos que terão lugar em conexão com a segunda vinda do Senhor. -Esse ponto de vista considera com seriedade o elemento preditivo do livro (Ap 1.19; 4.1). E conta a seu favor com o fato que a revelação inegavelmente conduz até o estabelecimento final do governo de Deus, pelo que ao menos parte do livro deve referir-se aos últimos dias. A principal objeção é que esse ponto de vista tende a remover o livro inteiramente de seu pano de fundo histórico. Não é fácil entender que significação poderia ele ter para seus primeiros leitores, se assim é que tivesse de ser compreendido. IDEALISTA OU POÉTICO Este insiste que a preocupação principal do livro diz respeito à inspiração que os cristãos perseguidos e sofredores deverão suportar até o fim. A fim de chegar a esse alvo, o escritor empregou linguagem simbólica, não tencionando que a mesma fosse entendida senão como uma série de descrições imaginativas sobre o triunfo de Deus. -Tais opiniões podem ser ligadas com outras, e são frequentemente achadas em combinação como por exemplo, as ideias preteristas. A dificuldade é que o vidente afirma que profetiza acerca dos últimos dias. CONCLUSÃO Nenhum desses pontos de vista se tem demonstrado como completamente satisfatório, e é mais provável que o ponto de vista verdadeiro seja aquele que combine elementos de mais de um deles. O mérito mais saliente do ponto de vista preterista é que dá ao livro sentido para aquele a quem foi escrito, e o que quer que digamos sobre o livro além disso, esse discernimento deve ser retido; O ponto de vista histórico semelhantemente vê o livro como um farol que ilumina a Igreja através de toda a sua história, e isso não pode ser abandonado; O ponto de vista futurista aceita com a maior seriedade possível a linguagem do livro sobre o fim dos tempos. O livro acentua o triunfo final de Deus e os acontecimentos associados ao mesmo tempo; Também não pode ser rejeitado o ponto de vista idealista, pois o livro nos apresenta um impelidor desafio para que vivamos para Deus em dias de oposição feroz. Além disso, o crente sempre deve saudar com gratidão a certeza que o triunfo de Deus é certo. APOCALÍPSE Página 10 VISÃO RÁPIDA Daremos agora uma rápida visão deste livro maravilhoso, veja com bastante atenção, pois, é a partir daí que você (caro aluno) começará a entendê-lo. -Como já dissemos, não se trata de um livro comum, e sim, de um grande e majestoso livro, como também os demais do Livro Sagrado. CAPÍTULO I Trata-se de uma visão atual do Cristo Eterno; Jesus se apresenta ao apóstolo, mostrando a for- ma em que Ele se acha após Sua morte e ressurreição; Como Ele se acha agora na Glória Celestial. CAPÍTULOS II,III A história da Igreja é apresentada através do simbolismo das 7 cartas às 7 igrejas da Ásia; 7 é o número da perfeição de Deus, observe que Paulo escreveu também às 7 igrejas: Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica; Por exemplo: a Igreja de Éfeso, que é a Igreja do primeiro amor, representa a Igreja dos tempos primitivos, isto é, do primeiro século, e assim em diante. CAPÍTULO IV No início deste capítulo se dá o arrebatamento do apóstolo João; Aqui, representa o arrebatamento da Igreja, visto em seu arrebatamento; Note que depois destas coisas (o período da Igreja nesta terra) João foi arrebatado em espírito, e viu coisas grandiosas. CAPÍTULO V Neste capítulo, temos a evidência de 24 anciãos que adoravam aqueleque vive eternamente; Representam a Igreja do Velho e do Novo Testa- mento; O texto em foco mostra a Igreja, que se encontra no céu já glorificada. CAPÍTULOS VI – XVIII A abertura dos selos; o tocar das trombetas e o derramar das taças indica aqui, a Grande Tribulação; Será um período sem igual na história da humanidade, um acontecimento nunca visto e comparado; Veja o que predisse Jeremias (Jr 30.7); Veja o que Nosso Senhor profetizou (Mt 24.21). CAPÍTULO XIX Aqui, Jesus vem vitorioso e cheio de poder e glória; APOCALÍPSE Página 11 É a última fase da sua Volta, onde vence a besta e o falso profeta, o diabo, porém, será preso por mil anos; Nesse momento Jesus Julga as Nações. CAPÍTULO XX Aqui, Jesus inaugura uma época nunca vista na história dos homens – o Milênio de Glória; Vários acontecimentos se darão no Milênio, assunto que abordaremos mais adiante; Após, o Juízo Final se assentará, onde os ímpios, os desviados, os demônios, o inferno e a morte serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre – esta é a Segunda Morte. CAPÍTULOS XXI, XXII Aqui se dará o Perfeito Estado ETERNO; Ali os santos viverão eternamente em gozo sem igual; Não haverá morte, tristeza, lágrimas ou qualquer tipo de dor; Ali não entra o pecado – É só Glória; Aleluia! Como almejamos esse dia glorioso, em que o corruptível se revestirá de incorruptibilidade, o mortal de imortalidade – Amém! “ORA VEM, SENHOR JESUS!” COMENTÁRIO Muitos e diferentes esquemas têm sido apresentados para o arranjo ou classificação dos vinte e dois capítulos do Apocalipse, alguns inteira- mente fabulosos. -O Esquema aqui apresentado é aquele que, segundo estudiosos no assunto, mais claro é para o nosso entendimento. Capítulo 1 1.1.Revelação de Jesus Cristo. O livro de Apocalípse torna claro que não se ocupa do arrebatamento da igreja, e sim da aparição pessoal de Jesus em glória a este mundo. Isso terá lugar após o arrebatamento da Igreja; 1.3.Bem-aventurado... Três bem-aventuranças declaradas no livro: para os que leem, para os que ouvem, e para os que guardam; tudo em relação ao próprio livro. Há 7 bem-aventuranças em todo o livro: “Bem-aventurados os que leem... e guardam as coisas nela escritas...” (1.3); “...Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor...” (14.13); “...Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes...” (16.15); “...Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro...” (19.9); APOCALÍPSE Página 12 “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição...” (20.6); “...Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (22.7); “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras...” (22.14). 1.4...e da dos 7 espíritos que estão diante do seu trono. A mesma expressão encontra-se em Ap 3.1; 4.5 do livro. Significa o Espírito Santo na Sua plenitude de operações e ministérios, especialmente comunicando vida e santidade. Leia com atenção em Is 11.2 - Por ventura não se trata do mesmo Espírito Santo?; 1.7.Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá. A aparição do Senhor às nações da terra será precedida do seu sinal (Mt 24.30). Esse sinal deve ser uma manifestação sobrenatural e de infinita magnitude da Sua Glória abrangendo todo a terra (Lc 17.14). Esta vinda será após os 7 anos da Grande Tribulação, exatamente no final da Guerra do Armagedom, quando Ele virá para aniquilar o poder do Anticristo, prender Satanás, julgar as nações e estabelecer o Seu reino do Milênio aqui na terra; 1.10.Eu fui arrebatado em espírito. O contexto do livro todo deixa claro que João, pelo poder do Espírito Santo, foi arrebatado a outras regiões terrenas e extraterrenas, onde lhe foram reveladas profundas realidades espirituais, bem como eventos futuros. Assim, ele recebeu revelações divinas que não seria possível receber estando em circunstâncias comuns da vida diária; 1.12.Vi 7 castiçais de ouro. O versículo 20 explica que estes castiçais representam as 7 igrejas de que trata o capítulo 2. Castiçais são feitos para alumiar. Esta visão nos mostra que o mundo todo está em trevas. A igreja foi constituída para ser a luz do mundo. Os castiçais eram de ouro, o que indica sua origem e relacionamento com o céu; 1.13.Um semelhante ao filho do homem. Assim Jesus ascendeu ao céu, sendo visto deste modo por seus discípulos (Lc 24.39,40). Veja como Ele se apresentou: Suas vestes...; Um cinto de ouro pelos peitos; Cabeça e cabelos brancos...; Olhos como chama de fogo; Pés semelhantes a latão...; A voz de muitas águas; Estava segurando em sua mão direita 7 estrelas...; De sua boca saia uma aguda espada...; Seu rosto era como o sol. 1.18.Tenho as chaves da morte e do inferno. Que bom que somente Ele tem essas chaves! Mas a chave do reino dos céus Ele entregou aos Seus (Mt 16.19). Chaves representam domínio, controle, autoridade. O termo inferno neste versículo é a tradução do termo grego Hades, que é o APOCALÍPSE Página 13 inferno-prisão dos mortos ímpios, durante o seu estado intermediário, isto é, entre sua morte e ressurreição. O capítulo 1 contém uma revelação rica, quase ofuscante do próprio Jesus Cristo. Os versículos 4-8 apresentam 3 descrições básicas de Cristo. Parece que João descreve o Cristo que ele conhece, pois não há nenhuma indicação de que ele recebesse aqui alguma revelação especial. Este é o Cristo do passado, do presente e do futuro (Hb 13.8). No passado, Cristo foi a fiel testemunha e o primogênito dos mortos; No presente, Ele é aquele que nos ama e nos libertou dos nossos pecados (v.5); No futuro, vem com as nuvens e todo o olho o verá... e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele (v.7). Capítulos 2,3 Carta à Igreja de Éfeso (Ap 2.1-7) Éfeso era a maior cidade da Ásia. É a única destas 7 que ocupa um lugar triplo na literatura do NT: 1. Recebe bastante destaque em At 18.18-19.41; 2. A esta igreja Paulo escreveu uma de suas epístolas e a; 3. Ela, o Senhor que ascendeu ao céu enviou uma carta. Depois de elogiar a igreja pelo seu “trabalho, paciência e intolerância para com os pseudo-apóstolos, o Senhor refere-se a uma trágica deficiência – ela perdera o seu primeiro amor (v.4). “Éfeso” significa “desejável”. -É a Igreja do amor decadente. Representa a igreja do século I, isto é, a igreja da época dos apóstolos. APOCALÍPSE Página 14 FUNDO HISTÓRICO Éfeso era a antiga capital da Ásia Menor, com aproximadamente meio milhão de habitantes; uma orgulhosa metrópole e ao mesmo tempo um destacado centro mercantil e o centro do culto a Diana, como Atos nos mostra claramente. Havia ali numerosa comunidade judaica, que Paulo conheceu em sua segunda viagem missionária (At 18.19-21). Também Apolo pregou lá (At 18.24-28). Mais tarde Paulo morou por 3 anos em Éfeso (At 20.31). Através do seu trabalho o Senhor fundou a Sua Igreja dentre judeus e gentios. Foi dos anciãos dessa igreja que Paulo despediu-se de forma tão comovente em sua terceira viagem missionária (At 20.17-38). A essa igreja Paulo escreveu sua grandiosa carta, na qual nos é dado certamente o mais profundo entendimento sobre o mistério da igreja, do corpo de Jesus Cristo. -A tradição diz também que Éfeso foi o local de residência do apóstolo João, e que ele trabalhou e morreu ali. De lê, após a morte de Paulo, ele teria supervisionado as igrejas da Ásia Menor. Entre 630 e 640 d.C. Éfeso caiu nas mãos dos turcos. A cidade mesmo foi destruída em 1402 d.C., por Timur-Lenk. As ruínas restantes chamam-se hoje Adscha Soluk, surgido de Hagios Theologos, que quer dizer “santo teólogo”, lembrando o apóstolo João, “o teólogo”,que teria sido sepultado lá. Carta à Igreja de Esmirna (Ap 2.8-11) A palavra Esmirna relaciona-se com a palavra mirra, que por sua vez é símbolo de morte. A história de Esmirna tem sido uma sucessão de saques, incêndios, destruições. -Policarpo, um dos mais famosos mártires da antiguidade, foi Bispo de Esmirna. Esta cidade é a única das 7 que ainda está em condições de desenvolvimento. Esmirna é a Igreja Perseguida. -Representa o período dos anos 100 a 312 d.C. A partir daí o imperador Constantino aboliu as perseguições aos cristãos. Veja a deusa Diana dos Efésios APOCALÍPSE Página 15 FUNDO HISTÓRICO Esmirna era naquela época uma bonita e rica cidade comercial na Ásia Menor, que tinha sido fundada por Alexandre Magno. Nela vivia uma igreja de crentes no Senhor Jesus, era pobre e perseguida. -Significativamente Esmirna quer dizer “murteira” ou “mirra” ou também “amargura”. Os filhos de Deus experimentaram ali muitas coisas amargas e difíceis. No AT era justamente a mirra que tinha primeiro que ser triturada antes que pudesse ser oferecida como aroma agradável sobre o altar do incenso de ouro. Esse era o caminho da igreja de Esmirna, e também nós, como os crentes de Esmirna, somos triturados, esmigalhados e esmagados, para que nossa oração na essência seja nosso próprio ser, tornando-nos os mesmos um aroma agradável ao Senhor. Esmirna era uma cidade de mártires. Policarpo (como já dissemos), o pai da igreja, foi mais tarde queimado sobre o monte Pagus em Esmirna; no mesmo lugar o solo foi regado com o sangue de 1.500 testemunhas de Jesus, que foram executadas ao mesmo tempo, sendo feito o mesmo depois com mais 800. O Senhor voltou seus olhos para essa cidade, pois no tempo em que João se encontrava em Patmos, ali uma de suas igrejas encontrava-se em grande tribulação. Carta à Igreja de Pérgamo (Ap 2.12-17) Pérgamo parece significar Casamento. É a Igreja Mundana. Representa a igreja dos anos 313 a 600 d.C., quando se deu a união da Igreja com o Estado. -A Igreja caiu quando se uniu ao Estado; O Estado, a pesar de termos o dever de honrar, considerar e amar, pelo fato de sermos cidadãos na terra, precisamos considerar a realidade de que a Igreja nada tem a ver com Ele, no APOCALÍPSE Página 16 sentido espiritual, portanto, é muito perigoso a Igreja se envolver com a política a ponto de união absoluta. FUNDO HISTÓRICO A igreja em Pérgamo, era dentre as 7 igrejas a que estava localizada mais ao norte, 12 milhas ao norte de Esmirna. A cidade de Pérgamo aqui citada pertencia uma vez à Lídia sob o riquíssimo rei Creso, e após sua derrota passou a pertencer ao Império Persa. Mais tarde ela passou a pertencer à Macedônia em 264 a.C., tornou-se a muito conhecida e ricamente ornamentada capital do reino de Pérgamo. No ano de 133 a.C., pelo testamento do seu último rei, Átalo III, ela passou a pertencer ao Império Romano. Famosa ela era principalmente devido ao templo de Esculápio e pelo gigantesco altar de Zeus. A muito citada, biblioteca com 250.000 rolos de pergaminho (também a palavra pergaminho vem de Pérgamo), não se encontrava mais lá há muito tempo na época do apóstolo. -Mas a ciência e a arte ainda floresciam. Carta á Igreja de Tiatira (Ap 2.18-29) Veja: Zeus & Esculápio (lado direito) APOCALÍPSE Página 17 Em Tiatira, a menor destas 7 cidades, a igreja permitia que uma falsa profetiza a instruísse, levando seus membros à prática da imoralidade e idolatria. Por este motivo o Cristo que se lhe dirigia está descrito como Aquele que executa juízo. Aos vencedores desta cidade, Cristo promete privilégios semelhantes aos que Ele mesmo possuía (veja 12.5; 19.15; 22.16). Tiatira é nome de difícil tradução. Assim se expressam abalizados eruditos como o Dr. Ironside. São duas palavras parecendo significar quem sacrifica sempre. -É a Igreja Profana. Apesar de ser igreja caída espiritualmente, ela desfruta de progresso material. Sua decadência espiritual é patente nos versículos 20,22 e 24. Representa a Igreja dos anos 600 a 1517 d.C., quando eclodiu de vez a Reforma Protestante. FUNDO HISTÓRICO Tiatira era uma pequena cidade da Ásia Menor, na atual Turquia. O nome é freqüentemente traduzido por “oferta de incenso”, mas é também interpretado como “cheiro desagradável”, o que indica o paganismo ali dominante. A cidade era localizada numa região encantadora, em um vale. Mas Tiatira abrigava também uma guarnição da milícia romana, e era conhecida como cidade comercial, tal como as outras. Além disso essa cidade era famosa por causa dos seus excelentes artífices. Também Tiatira permaneceu até ao presente. Ela chama-se Akhisar. “a cidade branca”, devido às muitas pedreiras de mármore, que brilham das montanhas próximas. Na década de 30, Akhisar era mal-afamada por causa do seu comércio de ópio. Até ao século 20 havia ali uma pequena igreja cristã de boa fama. Em Tiatira deve ter surgido uma igreja bem viva e saudável, que ao final do primeiro século tinha importância na cidade. Já antes da formação da igreja de Jesus em Tiatira, havia ali uma mulher piedosa, a vendedora de púrpura Lídia. Quando na sua segunda viagem missionária Paulo chegou à cidade de filipos e pregou o evangelho, ela se encontrava ali. -O Senhor abriu seu coração e ela converteu-se (At 16.14). Ela e sua casa se tornaram crentes e foram batizados. Essa descrição causa um certo alívio em todos que pregam a Palavra de Deus ou tentam de outra maneira ganhar almas para o Senhor Jesus: não APOCALÍPSE Página 18 nós, podemos abrir os corações das pessoas, mas somente o Senhor! E em todos os lugares Ele tem pessoas às quais quer abrí-lo. Por isso precisamos transmitir-lhes a palavra da cruz. O Senhor quer, quando nós quere- mos! Carta à Igreja de Sardes (Ap 3.1-6) A quinta carta foi escrita à igreja de Sardes. “Sardes” significa “os que escapam” ou “remanescente”. -É a Igreja Morta. Representa a igreja do período 1517 a 1750 d.C. Em 1750 teve início a intensa fase contemporânea de evangelizações e missões. O final do período viu homens valorosos na fé como Adoniram Judson, Geoge Whitefield, John Wesley e outros. FUNDO HISTÓRICO O nome Sardes é derivado do hebraico “sarid” e significa “o que escapou” ou “remanescente” (como já dissemos). Historicamente, Sardes era a antiga sede real da Lídia, e tinha um passado cheio de glórias. No tempo dos romanos, entretanto, na época de João, portanto, apesar do seu bem-estar, Sardes era uma cidade provinciana destituída de brilho. Então ela ganhou na era cristã novamente uma certa fama, e isso através do bispo Melito de Sardes, falecido no ano de 170 d.C. Na nossa época não resta dessa notável cidade nada mais que um monte de ruínas espalhadas numa ampla área, e entre elas miseráveis casebres turcos, que juntos formam uma pequena vila com o nome Sarte. -Há muitas décadas Gotthilf Heinrich Schubert encontrou em suas viagens ainda dois cristãos nesses casebres. Tão completamente a igreja sucumbiu ao juízo de Deus. Mas, mesmo que uma manifestação visível do corpo de Jesus Cristo na igreja local desaparece, como aqui em Sardes – a própria Igreja de Jesus permanece. “As portas do inferno não prevalecerão contra ela!” (Mt 16.18). O Senhor dirige-se agora à Igreja de Jesus nessa cidade. É algo maravilhoso fazer parte da Igreja de Jesus e ser membro no Seu APOCALÍPSE Página 19 corpo! A Igreja de Jesus sobrevive ao tempo – ela existia há 2 milênios e existe hoje. E é o mesmo Senhor, o mesmo Salvador, que lhe falou e fala a ela HOJE. Carta à Igreja de Filadélfia (Ap 3.7-13) Somente a carta às igrejas de Esmirna e então Filadélfia não contêm nenhumapalavra de repreensão. Até os dias de hoje esta cidade asiática tem um grupo de cristãos. Embora tão digna, esta igreja (Filadélfia), não obstante, estava para conhecer um período de provação. -Observe atenciosamente que a palavra aqui é provação não tribulação. Mas na tentação os crentes seriam divinamente guardados (Jo 17.15). -É a Igreja Avivada e Missionária. Representa a igreja cristã, na sua fase avivada e missionária, a partir de 1750, especialmente os séculos XVIII, XIX e início do século XX. FUNDO HISTÓRICO Como se sabe, Filadélfia significa “amor fraternal”. Filadélfia existe ainda hoje sob o nome turco Alaseir. A comunidade Filadélfia localizava-se aproxi- madamente a 13 milhas a sudeste de Sardes, nas proximidades, portanto, da igreja de que o Senhor diz: “tens nome de que vives, e estás morto” (cap. 3.1). O perigo de contaminação para a igreja de Filadélfia não podia ser desprezado, pois nada é mais contagioso do que a sorrateira morte espiritual. Se somente 4 ou 5 numa igreja têm o nome de que vivem, mas estão espiritualmente mortos, então logo a morte espiritual se espalha. Isso já foi assim na Antiga Aliança. Em Josué cap 7 lemos como um homem, Acã, pecou, agindo dolosamente e assim arrastou todo o povo de Israel a uma derrota. Mas o belo e significativo nome Filadélfia não é de origem cristã, pois essa cidade já foi fundada no ano de 154 a.C. pelo rei de Pérgamo, Átalo II. Ele usava o cognome Filadelfo e chamou então essa cidade pelo seu nome. Apesar dela ter sido várias vezes destruída por terremotos, foi sempre novamente reconstruída e atingiu nova prosperidade. Carta à Igreja de Laodiceia Esta é a última carta, no qual não recebe nenhum elogio. As condições desfavoráveis desta igreja eram de mornidão: os membros não eram nem frios, nem quentes (v.15). A pessoa morna não se perturba muito quando ouve ensinamentos heréticos, e não é vigorosa na defesa da verdade. Este espírito de indiferença é a coisa mais trágica que pode acontecer a uma igreja. O final desta carta é diferente da conclusão das outras seis, pelo fato de fazer uma aplicação individual: “se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, etc. (v.20). -Esta Igreja representa a igreja dos dias finais desta dispensação. APOCALÍPSE Página 20 FUNDO HISTÓRICO Laodiceia estava localizada a sudeste de Filadélfia, nas proximidades de Colossos. Tratava-se de uma velha cidade frigia, que originalmente se chamava Dióspolis, e depois Rheos. Somente mais tarde ela recebeu o nome de Laodiceia, em honra a Laodice, a terrível esposa do rei sírio Antíoco II. Ao tempo dos apóstolos, Laodicéia era uma cidade extremamente próspera. Paulo faz referência a ela em (Cl 2.1; 4.13,15,16). O historiador romano Tácito conta-a às cidades mais destacadas da Ásia e louva sua grande riqueza. No ano 62 d.C. ela foi, juntamente com Hierápolis e Colossos, destruída por um terremoto. Por causa da sua grande riqueza, entretanto, ela pôde ser reconstruída tão rápida e completamente, que ao tempo em que João recebeu o Apocalipse em Patmos (aprox. 85 d.C.) essa terrível catástrofe já havia sido esquecida há muito. No ano 1402 d.C. também essa cidade, juntamente com Éfeso, foi totalmente destruída pelas hordas de Timur-Lenk. Hoje encontram-se no seu lugar somente muitas ruínas que chamam a atenção e têm o nome de Eski-Hissar, o que significa “castelo antigo”. -Elas são testemunhas melancólicas de glória terrena passada. Capítulo 4 Começa aqui a parte principal do Apocalipse. Até aqui o material apresentado constitui uma preparação para o que vem agora. João vai agora apresentar o “Drama da Redenção”. O caminho já foi preparada pela visão do Cristo redivivo e vitorioso no capítulo primeiro. O auditório, para cujo benefício se produziu este drama, foi já apresentado, com seus vícios e virtudes, nos capítulos dois e três. Agora chegou a hora de fazer subir o pano (véu) e mostrar o palco preparado para o desenrolar do drama. APOCALÍPSE Página 21 -Daqui em diante, em rápida sequência, surgirão cenas cujo objetivo é dar aos cristãos perseguidos a certeza de que a Causa de Cristo em nada é uma causa perdida. Impressionante e bem forte será o “espetáculo”. Mas quando descer o “pano”, no final da apresentação (22.21), estará demonstrada a perfeita segurança da vitória. O capítulo 4 prepara o ambiente e o caminho para tudo quanto vem a seguir. O capítulo 5 completa essa preparação, apresentando a soberania de Deus, reivindicada pela obra de Cristo. O capítulo 4 diz, na linguagem de João (Evangelho) 14 – “Crede em Deus”; o capítulo 5, com Cristo a comandar a cena, diz – “Crede também em Mim”. Então, do capítulo 6 ao 18 teremos apresentação da Ira de Deus contra os inimigos de sua causa. Do capítulo 19 ao 22, veremos a vitória de Deus, final e completa, e o destino eterno dos homens e demônios. Com tal apresentação é claro que esta visão (caps 4 e 5) prepara o caminho para a mensagem total. -Duas ideias se destacam nesta visão. 1.Depois destas coisas. depois da “história da Igreja” na terra. Após seu arrebatamento; 1...sobe aqui... A esta altura, o arrebatamento da Igreja está aqui representado pelo de João; 4.vinte e quatro anciãos. Não são anjos, pois cantavam o cântico da redenção, como participantes dela (Ap 5.8-10). Eram santos já coroados. Certamente são representantes dos santos do Antigo e Novo Testamentos; 6.Seres viventes. Criaturas estranhas, porque são desconhecidas dos homens. Faz-nos lembrar dos seres da visão de Ezequiel (Ez 1.1-14), que APOCALÍPSE Página 22 posteriormente ele veio saber que eram querubins (Ez 10.20). São seres criados por Deus que ainda não conhecemos, porque residem lá no céu. São como oficiais de Deus, pois ministram junto ao Seu trono; Mar de vidro. Indicando (possivelmente), ao que parece, de que tudo o que o mar antes representava – tempestades e ondas traiçoeiras, simbólicas da agitação entre os povos da terra – estava agora subjugado; NOTA: O Mar de vidro (4.6) diante do trono, impossibilita chegar-se perto dEle. Isto simboliza a transcendência de Deus. O mar estava separando João de suas Igrejas. O mar de vidro separava o Deus transcendente do povo. No Apocalipse 21.1, veremos que “o mar não mais existe”, e os homens gozarão da companhia de Deus. Agora os cristãos perseguidos estavam separados de Deus; mas não seria para sempre assim. Capítulo 5 No capítulo 4 a adoração é prestada a Deus como Criador de todas as coisas. Aqui no capítulo 5 a adoração é prestada a Cristo como Redentor (vs. 9,10). No capítulo 4 apenas os 24 anciãos e os 4 seres viventes adoram a Deus, mas no capítulo 5 a adoração é universal (5.13). -A Igreja estará neste culto universal cujo tema do cântico de adoração é a redenção efetuada por Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. 1.Livro selado com 7 selos. Selo fala de posse, garantia, proteção, segurança, certeza, autenticidade, inviolabilidade. Esse livro não é outro senão o livro do juízo das nações. Nada tem a ver com os 66 livros da Bíblia ou qualquer livro moderno; 5,6.A visão do Cordeiro. Jesus já venceu para sempre, e assim, nós como Ele somos mais do que vencedores, pela fé nEle – veja a forma em que Ele se apresenta; 8.As orações dos Santos. A oração dos santos, é na Bíblia, comparada a incenso (Sl 141.2). Enquanto nossas orações não são respondidas, são preservadas sob cuidados especiais. Não são esquecidas. Aleluia!; A primeira visão de João se fecha com esta eletrizante cena dos santos em triunfo e do universo todo adorando, cantando louvores e homenageando o APOCALÍPSE Página 23 Cristo triunfante. Calculava-se que esta cena traria novo alento, e coragem, e renovadaesperança ao coração dos que primeiro lessem este livro de João – os cristãos perseguidos da Ásia. Ela traz a mesma mensagem eletrizante e dinamizadora aos corações cristãos de qualquer época. Crendo no poder de Deus (capítulo 4) e no Seu amor redentor (capítulo 5), o cristão não deve temer nenhum inimigo, nenhum poder maligno. Pode entrar na luta e suportar todo o mal, sabendo que Deus permanece no seu trono, que não deixou o seu cetro, que não abandonou o seu trono para qualquer outro. Ele é mais poderoso que todos os exércitos que se reúnem para combater e perseguir o seu povo. -A fé nele propicia ao homem a apropriada avaliação da vida, de seus sucessos e do seu resultado final. SETE SELOS (Capítulos 6 – 8) O ato principal do livro do Apocalipse começa com esta visão. O restante do livro é, na realidade, uma explicação dos selos do pequeno livro do destino. Por detrás de toda a história está Deus em Cristo; neste livro vemos a mão de Cristo abrindo o selado livro dos feitos de Deus em relação ao homem. O selo era um sinal de propriedade. Só um representante oficial poderia abrir um selo. Aqui Cristo é o representante oficial de Deus, e por isso está devidamente qualificado para abrir os selos. O primeiro selo “vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem. Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco, e foi-lhe dada uma coroa: e ele saiu vencendo e para vencer” (Ap 6.1-2). Os primeiros 4 selos mostram-nos 4 cavaleiros, portanto, sempre um homem e um cavalo. Os cavaleiros e cavalos apocalípticos são uma representação de velocidade e força irresistível. Até ao dia de hoje fala-se de cavalos de potência, por exemplo em automóveis. -Leia em (Jó 39.19-25). APOCALÍPSE Página 24 Na referência (6.1) ouvimos agora como um dos 4 seres viventes chama: “Vem!” A quem é dirigido esse chamado? Não a João, mas a um cavaleiro. Esse “Vem” pode também ser traduzido por “vai”. Entre os 4 cavaleiros apocalípticos, o primeiro assume uma posição especial. Quem é ele? Dificilmente há um personagem do Apocalipse que seja interpretado de maneiras tão diferentes pelos comentadores. Desse modo, quis-se interpretá-lo muitas vezes como Cristo, apontando-se para o seu cavalo branco e também que está dito: ele saiu vencendo e para vencer”. Mas essa interpretação é refutada pelos seguintes fatos: O Senhor Jesus já revela-se aqui como “cordeiro como tinha sido morto”; como o Cordeiro que abriu um dos selos. Por isso ele não pode ao mesmo tempo revelar-se em outra figura; Somente o Senhor Jesus é digno de abrir os selos, e o selo que ele abre, e a ordem de Deus fazem avançar esse cavaleiro do cavalo branco; O cavaleiro do cavalo branco está claramente subordinado à jurisdição de Deus; ele age sob ordens: “Vem! Vai!” Mas o Pai confiou o julgamento completamente ao Filho (Jo 5.22); Além disso, esse primeiro cavaleiro com sua coroa e o cavalo branco nunca pode ser Cristo, porque ao Senhor nunca seguem guerra, fome e morte, como é o caso aqui: o segundo cavalo é vermelho e tem uma grande espada (v.4) – guerra; o terceiro cavalo é preto (v.5) – fome; o quarto cavalo é amarelo (v.8) – a morte, à qual segue o inferno. Em Apocalipse 19 vemos Jesus Cristo montado num cavalo, mas com um acompanhamento totalmente diferente. Fica claro, portanto, que no primeiro cavaleiro temos um vulto sinistro, sim, o personagem mais sinistro da História Mundial: o anticristo. Ele não é um príncipe por nascimento, pois está dito expressamente, que foi-lhe dada uma coroa. -Agora, quando o Cordeiro exerce sua vitória em toda a plenitude, em que a Igreja glorificada foi arrebatada pelo poder do Espírito Santo, o opositor de Cristo revela-se na terra. Que precioso, que aqui no Apocalipse podemos ver o que acontece no céu e o que acontece na terra, quando tivermos sido arrebatados! Mas que terrível para aqueles que ficarem para trás na retirada da Igreja de Jesus. O anticristo começará agora, impelido pelo trono de Deus, seu enganoso avanço vitorioso na terra, e ninguém pode guerrear com ele (Ap 13.14). Quão terrivelmente rápido tudo acontecerá então! Pois o próprio arrebatamento é algo incompreensível- mente repentino, e tão rapidamente vai revelar-se depois o super-homem, o homem do pecado. O anticristo é o primeiro juízo dos selos após o arrebatamento, e já o Cordeiro abre o segundo selo. Analisamos tão detidamente o primeiro juízo dos selos, porque ele é básico. Os três seguintes são somente consequências do primeiro. Os juízos dos selos são relatados na Escritura somente de modo breve e em linhas gerais. Nesses juízos cumpre-se a Palavra do Senhor através do profeta Isaías (Is 60.22), portanto, sem interrupção. APOCALÍPSE Página 25 O segundo selo “Quando (o Cordeiro) abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente, dizendo: Vem. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada” (Ap 6.3,4). Esse cavaleiro é caracterizado por três coisas: Primeiro. “foi-lhe dado tirar a paz da terra”. Crônica situação mundial de guerras!; Segundo. “que os homens se matassem uns aos outros”. Assassínios e homicídios em todos os lugares! Esse extermínio recíproco já torna-se cada vez mais realidade em nossos dias e num confronto nuclear das superpotências não haverá vencedores nem vencidos. Quando a União Soviética e seus satélites forem para Israel, o que temos que esperar a qualquer dia, conforme Ez 38.21 eles também se matarão reciprocamente; Terceiro. A esse cavaleiro sobre o cavalo vermelho será dada uma grande espada. Essa curta observação explica o louco armamento das superpotências em nossos dias. Bilhões e bilhões de dólares são gastos diariamente (um milhão de dólares por minuto!) Essa é a grande “espada”, que está sendo forjada agora. Leia (Is 59.8) Que tempo terrível aguarda ao mundo quando a Igreja estiver arrebatada. Estarás junto quando o arrebatamento acontecer? O terceiro selo “Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente, dizendo: Vem. E saiu outro cavalo, preto; e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.5,6). A balança na mão do cavaleiro sobre o cavalo preto indica o racionamento. Deve-se notar que o cavalo anterior já exigiu muitas vítimas. E então acrescenta-se a fome! Uma escassa medida de trigo por um denário. Isso significa para o tempo de João um encarecimento de oito a doze vezes. Conforme Mateus 20.2, um denário corresponde ao salário de um dia para um trabalhador. Isso significa fome para uma família – e que fome! Se 3 medidas de cevada são vendidas por um denário, então temos que lembrar que normalmente os cavalos e burros são alimentados com cevada, que se trata portanto de um alimento sem muito valor. O quarto selo “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem. E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro sendo este chamado Morte: e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (Ap 6.7,8). Se está dito que ele tem autoridade para matar “pela fome, com a mortandade”, então pode ser que, conforme uma nota de rodapé, com a APOCALÍPSE Página 26 palavra “mortandade” talvez se esteja fazendo referência a uma peste. Esse quarto cavaleiro quase não precisa ser explicado. Ele recolhe uma grande e terrível colheita. -O anticristo realmente é o coveiro do mundo. Jesus Cristo dá vidaem abundância, o anticristo trará ao mundo morte e destruição. A morte aqui, não é um ser pessoal, mas o salário do pecado. É o que diz a Bíblia (Rm 6.23). Aqui ela é representada como cavaleiro sobre um cavalo amarelo (ou descorado: a cor dos cadáveres). Ele arrasta atrás de si o inferno e todas as suas inúmeras vítimas. A última e mais terrível consequência da ação do primeiro cavaleiro, é, portanto, a espada, a fome e a peste. Pois já hoje conhecemos tais enfermidades destruidoras, como o câncer, do qual haveria em torno de 70 espécies, a aids, entre outras terríveis. Além disso, há as feras, que dilaceram os homens nas regiões despovoadas pela guerra. Todas essas coisas terríveis acontecerão com precisão divina após o arrebatamento da Santa Igreja de Jesus, o poderoso Salvador e amado Senhor. O quinto selo “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6.9-11). As almas debaixo do altar são um dos resultados do domínio de terror do anticristo, pois aqueles que durante a Grande Tribulação se converterem ao Senhor Jesus, serão executados (muitos) sem misericórdia. Trata-se de pessoas que poderiam e deveriam ter se convertido antes do arrebatamento, mas que deixaram passar indiferentes seu “prazo de graça”, e têm que pagar com a vida a sua confissão retardada do Senhor. Pois quando o anticristo assumir seu domínio mundial e todos forem obrigados a adorar sua imagem, quando tudo for registrado e eles tiverem que usar o número 666 para poderem comprar e vender, então milhões de pessoas “cristãs” reconhecerão esta GRANDE REALIDADE BÍBLICA. Muitos comentadores são de opinião que as almas debaixo do altar são os mártires dos séculos passados. Isso não pode ser, pois esses então já estarão coroados e glorificados com Cristo e pertencem à Igreja de Jesus. -Uma multidão incontável dos países cristianizados e do Terceiro Mundo vai converter-se depois do arrebata- mento. Por isso temos a tarefa de tornar conhecida a mensagem do Evangelho de Nosso Senhor ao maior número possível de pessoas na Europa, na América do Sul e em quaisquer outros lugares, e de anunciar que ele vai voltar em breve. Quando os crentes então tiverem sido arrebatados e o anticristo dominar sobre a terra, eles se recordarão e se converterão. Aleluia! -Por que as almas estão clamando? APOCALÍPSE Página 27 Apesar de estarem junto ao Senhor, as almas dos mártires ainda não estão com o Senhor. O que, como e a quem elas clamam? Elas clamam ao Senhor, e isso muito alto: “em grande voz”. Seu desejo é expresso como que de maneira explosiva. O que elas clamam? -À primeira vista isso parece estranho; tem cheiro de espírito de vingança. Mas não é assim. Esse clamor das almas mártires tem razões profundas e justificadas: Essa multidão inumerável vê como Deus já julga o mundo. Mas elas mesmas, continuam sem justificação, apesar de terem grande con- versão na terra, durante a Grande Tribulação; Elas gritam tão alto, para que a honra do no- me de Deus seja restabelecida pelo juízo sobre os seus assassinos, pois por ter sido a sua boca levada a calar, foi abafado seu testemunho que davam sobre a terra. Essas almas debaixo do altar ardem em impaciência, para que a honra e o louvor de Deus sejam restabelecidos. A exortação do Senhor, para que repousassem ainda por pouco tempo, “até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”, tem um significado muito profundo. -Eles alcançarão a glória completa dos vencedores somente quando for alcançado o número daqueles que ainda serão salvos durante a Grande Tribulação e passarão pelo martírio. Encontramos um paralelo para isso em relação aos heróis da fé do Antigo Testamento e nós. Pois deles está dito em Hebreus 11.39,40, que não obtiveram a concretização da promessa, por que nós ainda faltávamos. O sexto selo “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos dos seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.12- 17). Começa-se a tremer quando se pensa a respeito daquilo que ainda virá sobre este mundo, mas temos que ocupar-nos com isso. Os primeiros sete selos- visões apontam para futuras desgraças sobre o mundo das nações. Agora o campo visual estende-se além da Terra e da Humanidade, e através dos olhos de João recebemos uma impressionante visão do grande dia da ira do Cordeiro. Esses terríveis juízos são uma introdução para a segunda etapa da Sua volta em grande poder e glória, para o juízo sobre o mundo das nações anticristãs. -Aqui, entretanto, não se descreve a volta de Jesus, mas os juízos que precederão o dia de Jesus Cristo. Veja as 3 etapas de Sua Vinda: 1. Ele virá como noivo nas nuvens do céu para a Igreja, para buscar a noiva; APOCALÍPSE Página 28 2. Ele virá com a Igreja em grande poder e glória como Juiz para o mundo. Esse é o dia da ira do Cordeiro. Essa etapa da sua vinda é iniciada pelas catástrofes cósmicas aqui descritas; 3. E então ele virá como Sumo Sacerdote e Messias para Israel. Quando o Cordeiro abre o sexto selo, a terra é sacudida e abalada por um terremoto extraordinariamente forte. O número crescente de terremotos é simplesmente impressionante, vejamos segundo as estatísticas publicadas em Estrasburgo: Século 12 – 84 terremotos; Século 13 - 115 terremotos; Século 14 - 137 terremotos; Século 15 - 174 terremotos; Século 16 - 258 terremotos; Século 17 - 378 terremotos; Século 18 - 640 terremotos; Século 19 - 2 .119 terremotos. 144.000 SELADOS (Ap 7.4-8) Trata-se de um grupo de judeus, salvos e preservados na terra durante a Grande Tribulação para testemunharem de Cristo em lugar da Igreja. O grupo está na terra, a qual é mencionada nos versículos 1 e 3. Certamente é o cumprimento do que está predito em Is 66.19. Entre as 12 tribos arroladas nos versículos 5-8 não aparecem Dã e Efraim. Seus nomes são substituídos pelos de José e Levi. É só comparar a lista com outras como Gn 29; 30; 49; Dt 33, etc. Certamente Dã e Efraim são omitidos por causa de sua gritante e ostensiva idolatria imoralidade e roubalheira: Dã, por exemplo, foi a primeira tribo a cair fundo nesses pecados, levando multidões na sua esteira (Jz 18.14-20, 30.31 e I Rs 12.28-30). O caso de Juízes 18, é por demais sério; O procedimento de Efraim não foi melhor (Os 4.17; 7.8; 11.12; 13.1,12). Dã e Efraim, não sendo selados aqui passarão pela Grande Tribulação sem a proteção do selo de Deus. No entanto, na lista das tribos em evidência durante o Milênio de Cristo na terra, Dã vem em primeiro lugar, e logo mais também Efraim (Ez 48.2,6). -Possivelmente essas 2 tribos se converterão com a pregação dos 144.000. A GRANDE MULTIDÃO INUMERÁVEL (Ap 7.9-17)Essa grande multidão, encontra-se no céu, é constituída de todas as nações (v.9). Esse grupo é de gentios salvos durante a Grande Tribulação. Uma vez martirizados, como vemos na referência (6.9-11), aparecem agora perante o trono de Deus. Ressurgirão (isto é, seus corpos) antes do Milênio, como um dos grupos de ressuscitados da primeira ressurreição (Ap 20.4). APOCALÍPSE Página 29 “...com palmas nas mãos”. (v.9). Palmas são símbolo da vitória. Eles venceram. João os viu no céu (v. 5,9). Não tinham coroas; somente palmas. Coroas são galardões por algo feito para Deus, e estes não tiveram oportunidade para isso porque, uma vez professando sua fé em Cristo, foram mortos. O sétimo selo “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus o fumo do incenso, com as orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então os sete anjos que tinham as sete trombetas preparam-se para tocar” (Ap 8.1- 5). No início do capítulo 8, o Cordeiro abre o último selo (o sétimo) do livro selado, ato que foi interrompido na narrativa, pelo parêntese da visão dos dois grupos de redimidos (144.000 e a grande multidão inumerável) do capítulo 7. O livro fica totalmente aberto com a abertura do sétimo selo, o qual introduz as 7 trombetas de juízo que predominarão no capítulo 8. A última trombeta vai dar lugar às sete taças, as quais encerram os piores juízos sobre a terra. SETE TROMBETAS(Capítulos 8-11) Dessas sete trombetas, quatro são tocadas no capítulo 8, duas no capítulo 9 e a última no capítulo 11. O uso de trombetas aqui, deve ser estudado e compreendido à luz do seu emprego no Antigo Testamento, assim como são outros fatos bíblicos: Trombetas são usadas na Bíblia para convocar o povo, como Ex 19.16- 19; Nm 10.1-10; São também usadas para anunciar juízo, como no caso da tomada e destruição de Jericó (Js 6); Entre outros casos... APOCALÍPSE Página 30 A primeira trombeta (Ap 8.7) Desencadeou calamidades sobre a terra. Teve lugar, então, uma horrível tormenta de enxofre em chamas, misturado com saraiva e sangue, que descia do céu. Disso resultou que uma terça parte da terra foi arrasada e queimada pelo incêndio das florestas. A segunda trombeta (Ap 8.8) Ao toque da segunda trombeta, seguiu-se uma erupção vulcânica que atirou no mar uma enorme “montanha flamante”. Morreu a terça parte dos peixes, e perdeu-se a terça parte das naus. Nesse tempo os modernos navios de guerra não terão qualquer proteção para evitarem ser destruídos. Seus mísseis mais sofisticados serão totalmente inúteis. A Bíblia diz que o que foi atirado ao mar não foi uma grande montanha, mas “como que” uma grande montanha. Cuidado com o que a Bíblia diz, para não forjar o que ela não diz. A terceira trombeta (Ap 8.10) O soar da terceira trombeta fez cair do céu uma enorme estrela, que ardia como uma tocha. Caindo ela sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas, tornou as suas águas amargo veneno, e muitos, bebendo delas, morreram. A quarta trombeta (Ap 8.12) Ao som da quarta trombeta, a terça parte do sol, da lua e das estrelas se escureceu, deixando a terça parte do dia escura como a noite, e a terça parte da noite mais escura ainda. A quinta trombeta (Ap 9.1-12) Um incalculável enxame de gafanhotos gigantes e infernais invadem a terra e durante cinco meses atormentam os homens, exceto o grupo que recebeu o selo de Deus (Ap 9.4; 7.4; 14.1). APOCALÍPSE Página 31 “...uma estrela caída do céu na terra...” (v.1). Trata-se sem dúvida de Satanás. Os detalhes dessa descida dele à terra, de vez, estão no capítulo 12, onde no versículo 4, os anjos são chamados “estrelas”. Veja também Jz 5.20. Também pode ser que as palavras “...uma estrela caída na terra...” refiram-se a Satanás, quando pecou no princípio, conforme Is 14.12 e Lc 10.18; Gafanhotos gigantes e infernais (v.3). É um tipo de seres infernais. Um tipo de demônios, agentes de Satanás. São fatos literais os aqui descritos. Basta ler com atenção os versículos 4-10. Tudo acontece na terra e com os ho- mens. Quanto ao termo “escorpiões”, comparar com Lc 10.19. É claro que se trata de pode- res do mal. A sexta trombeta (Ap 9.13-21) Trata-se de uma cavalaria infernal. Seres demoníacos como os da quinta trombeta. Em consequência do seu ataque, morre mais um terço dos homens (v.15,18). O número de seres infernais era de 200 milhões, como diz literalmente o original. -Quatro anjos infernais liderarão esses demônios. Significa que cada anjo comandará 50 milhões deles. Eles matarão uma terça parte dos homens, não num período de tempo, mas numa hora certa (v.14-16). Será um caso parecido (em miniatura) com a morte dos primogênitos do Egito: num momento certo (v.14-16).Os gafanhotos infernais da quinta trombeta atacarão durante 5 meses, quando também a morte estará presa. Já aqui é diferente. O ataque dessa cavalaria infernal terá hora, dia, mês e ano para matar a terça parte dos homens. Talvez esses anjos infernais ficaram presos junto ao rio Eufrates (v.14) por terem tomado parte na tragédia da queda do homem, no jardim do Éden, por onde ocorria o rio Eufrates (Gn 2.14). O REINO DO ANTICRISTO (Ap 9.20,21) Nos versículos 20,21 temos uma parte da população da terra, que apesar dos horríveis cataclismos e castigos divinos, não se arrependeram da sua adoração a ídolos e do culto aos demônios, nem de seus assassinatos, nem de suas feitiçarias. Não temos dúvidas de que Satanás se utiliza agora de drogas de terrível poder e efeito a longo prazo, e de igual modo promove abertamente e por toda parte do espiritismo, para que de uma maneira mais profunda controle e influencie a formação daqueles que logo mais serão seus súditos. Em suma, o domínio do APOCALÍPSE Página 32 Anticristo será marcado pela feitiçaria, pela idolatria, pela toxicomania, pela sexomania e outras coisas satânicas. É de fato o reino das trevas. UM ANJO – UM LIVRINHO (Ap 10) Os 7 Trovões (Ap 10.4). “...Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas”. A única parte de Apocalipse que foi selada e ficou em segredo foi o que estes trovões falaram. Não se sabe, nem adianta especular a respeito da fala dos trovões; “...cumprir-se-á, então, o mistério de Deus...”. (Ap 10.7). O mistério porque Deus permitiu que Satanás causasse a queda do homem, trazendo ao mundo pecado, miséria e morte. O mistério da tolerância de Deus para com o mal. O mistério da retribuição: o ímpio persegue e prejudica o justo e aparentemente fica por isso mesmo. Um dia isso terá explicação. Quem não tiver paciência para esperar, peça porém a Deus; O livrinho (Ap 10.8).Esse livrinho deve ser o mesmo do capítulo 5. Amargo no estômago, devido aos sofrimentos contidos no livro. Doce na boca por causa das boas-novas do estabelecimento em breve do reino de Deus na terra dos viventes. A experiência de João (Ap 10.10,11), na sua visão, comendo o livrinho, faz-nos lembrar uma igual experiência do profeta Ezequiel noutra visão (Ez 2.8-10; 3.1-3). O propósito dessa experiência de João, foi sem dúvida a descrita no versículo 11. E isto foi-lhe dito depois que comeu o livro. Daniel teve também um preparo especial, conforme está descrito no capítulo 10 de seu livro, para receber a sua última e grande visão que se estende daí até ocapítulo 12, sobre o final dos tempos. AS DUAS TESTEMUNHAS DE DEUS (Ap 11.3-13) Duas testemunhas aparecem agora, enviadas por Deus a profetizar nesta cidade, embora não sejamos informados da natureza de sua mensagem. Elas são comparadas às duas oliveiras e castiçais (v.4) descritas em Zacarias 4. Recebem poder sobrenatural, tal como Elias e Moisés (I Rs 17.1), para matar seus inimigos, provocar seca, transformar água em sangue, e ferir a terra com pragas a seu bel-prazer (v.5,6). Quando elas terminarem a obra de que Deus as encarregou, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá e matará (v.7). Os corpos desses dois profetas são colocados na praça desta cidade, e homens de toda a terra virão olhá-los durante três dias e meio, e participarão de um regozijo quase que universal por causa da morte desses homens que os atormentaram e que agora, pensam eles, estão destruídos. Grande tem sido a contenda dos estudiosos para identificar estas duas testemunhas. Serão dois homens. O caso não é muito relevante para nós da Igreja do Senhor, pois, não mais estaremos aqui. Já estaremos com o Senhor na Glória Celestial. APOCALÍPSE Página 33 As duas testemunhas ministrarão na terra na primeira metade da Grande Tribulação. -A pergunta é: Quem são as 2 testemunhas? As respostas têm sido muitas. Acho, particular- mente, que serão indivíduos da atualidade. Muitos afirmam que são Moisés e Elias, outros que são Enoque e Elias. “É extremamente improvável que aqueles santos, depois de séculos de bem-aventurança no céu, sejam enviados para a terra para dar testemunho aos judeus e gentios. Francamente, acho que nada ganhamos em prolongarmos debates em relação à identidade delas. São duas testemunhas enviadas por Deus e revestidas por Ele de grande poder”. (Comentário Moody) A sétima trombeta (Ap 11.15-19) Esta trombeta ecoa no início da segunda metade da Grande Tribulação. Ela corresponde, em parte a Mt 24.15-31, no sermão profético do Monte das Oliveiras. São os últimos 3,5 anos chamados de “A Grande Tribulação” [propriamente dito]. Com a sétima trombeta aproximamo-nos do clímax da História Mundial, que acontecerá em breve. Esses juízos do Todo-poderoso são os mais amplos e terríveis. A sétima trombeta não será ouvida somente por um momento ou durante um dia, mas por todo um período (Ap 10.7). Nos dias da sétima trombeta, que será ouvida após o arrebatamento e durante a Grande Tribulação, será cumprido, portanto, o mistério de Deus. Não é dito por quanto tempo será ouvida essa trombeta, mas será durante vários dias, pois é utilizado o plural “nos dias”. É o terceiro ai, que virá então sobre a terra (Ap 11.14). O MISTÉRIO DE DEUS (Ap 10.7) O cumprimento do mistério de Deus acontece após o arrebatamento, mas não se dá sem as 7 taças da cólera de Deus, que ainda seguem. O Milênio; O Juízo Final diante do grande trono branco; O Novo céu e a Nova terra, -Tudo isso faz parte do mistério de Deus, que ainda tem que ser cumprido. Evidentemente o cumprimento do mistério de Deus inclui tudo que se encontra após a redenção completa e já começou com o reaparecimento de Israel. Esse é um mistério, um milagre, que no início da década de 40 (1948) praticamente ninguém esperava. Mas esse “mistério de Deus” começou a cumprir-se e será concluído – etapa após etapa! Disso faz parte tudo que Deus, o Senhor realizou desde 1948 e o que continuará realizando. O cumprimento como tal, entretanto, será inicia- do nos dias em que o sétimo anjo tocar a trombeta. Nessa sétima trombeta é desenrolado todo o Plano de Salvação. Trata-se do cumprimento da plenitude divina, razão do número 7. APOCALÍPSE Página 34 -As circunstâncias que acompanham o clangor da sétima trombeta, são de significado profundo e abrangente. Vemos no versículo 18 as nações amotinadas, o Milênio até o seu final, a ressurreição dos mortos ímpios e o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 11.17,18). A arca da Aliança (v.19). Há quem pense que a arca que foi colocada no Santo dos Santos do tabernáculo e do templo de Jerusalém, e que desempenhou papel religioso tão importante na história do povo escolhido, foi milagrosamente transportada para o céu e vista agora por João. Estão muito enganados os que pensam assim, porque as peças do tabernáculo eram tão somente uma espécie de cópia de seus originais existentes no céu (Hb 9.23). -Esta era a ARCA ORIGINAL. Capítulo 12 A Mulher e o Dragão (Ap 12.1-17) A mulher é símbolo de Israel. Miguel é o anjo que luta por Israel. O grande dragão vermelho é o Diabo. O conflito dos séculos (Ap 12.2-4). É a luta do Diabo, tudo fazendo para que o Messias não viesse ao mundo. Esse conflito vemo-nos de Gênesis aos Evangelhos. Ocasiões houve em que parecia que o inimigo tinha ganho a batalha. -Vejamos as 5 piores ocasiões na história de Israel, concernente a este fato: 1. A apostasia do bezerro de ouro, quando apenas uma tribo ficou leal a Deus (Levi); 2. O caso da corrupção moral de Israel, em Sitim, durante a peregrinação no deserto, por conselho de Balaão; 3. O caso do pecado de Davi, com o qual Deus fizera aliança quanto ao nascimento do futuro Messias; 4. O caso relatado no livro de Ester, quando houve um plano diabólico para exterminar todos os judeus; 5. O caso relacionado a Belém, quando o rei Herodes decretou a matança dos inocentes, para naquele meio Jesus ser morto. Em todos esses momentos críticos, o inimigo perdeu a batalha. Por fim, numa memorável noite os anjos anunciaram o nascimento do Filho de Deus, o Salvador do mundo (Lc 2.13,14). O DRAGÃO COM 7 CABEÇAS (O Diabo) (Ap 12.3) Sete cabeças, isso fala de sua plenitude de astúcias. Dez chifres = seu imenso poderio. 7 diademas = seu domínio. O dragão era vermelho. Vermelho é a cor do sangue e do fogo. Isso indica, como sabemos, que ele é o provocador de mortes, guerras, intrigas, contendas e de tensões individuais e coletivas, quentes como o fogo e que terminam explodindo (Gn 4.5,8) compare com (I Jo 3.12). Quem anda nesta prática é parente do dragão. APOCALÍPSE Página 35 Capítulo 13 As duas Bestas (Ap 13.1-18) Tanto o Anticristo como o seu profeta aparecem aqui no capítulo 13 sob a figura de duas bestas. O Anticristo é a Besta que sobe do mar (Ap 13.1). O Falso Profeta é a Besta que sobe da terra (Ap 13.11). O Anticristo é assim chamado por duas razões: Ele se opõe a Cristo no sentido de lhe resistir e hostilizar e Também porque procura imitar a Cristo no seu papel de falso salvador. Ele estará na terra já durante a primeira metade da 70ª semana profética de Dn 9.27, mas não se revelará como o Anticristo até a metade da mesma, quando ele cancelará sua aliança com Israel (Is 28.15,18). As duas testemunhas profetizarão durante a primeira metade da “semana”, quando ele as perseguirá e matará. Nesse tempo a Besta colocará sua imagem no templo já reconstruído em Jerusalém e exigirá adoração dela (II Ts 2.4). A segunda Besta ou Falso Profeta procura imitar o Espírito Santo. Será uma espécie de líder espiritual da primeira besta. A BESTA A palavra usada no original, indica animal selvagem. Isso evidencia o caráter bestial, animalesco, baixo e vil do Anticristo, quando ele se manifestar abertamente. “...dez chifres... e sobre os chifres, dez diademas..”. Isso indica a sua procedência satânica, pois o dragão aparece em 12.3 com 7 cabeças e 10 chifres. Mas há uma diferença entre os dois. Os diademas do dragão estavam nas cabeças (Ap 12.3; e os da Besta estavam nos chifres (Ap 13.1). Deste modo, os diademas do dragão eram 7, e os da Besta eram 10. O profeta Daniel viu esse animal sob outro ângulo, todavia, tinha 7 cabeças e 10 chifres (Dn 7.23,24). O domínio da Besta será de 3,5 anos (Ap 13.5). Ela terá inigualável habilidade de influenciar e manipular as massas à ação comseus discursos inflamados. Com os modernos meios de comunicação espacial ela alcançará o mundo todo com sua demagogia saturada de poder maligno. O FALSO PROFETA “...possuía dois chifres...” O chifre é símbolo de poder em qualquer sentido. Podem indicar seu poder político e religioso, pois no versículo 13 está dito que ele exerce a autoridade da primeira Besta e compele todos à sua adoração. “...parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. Esta segunda Besta descrita como cordeiro, indica o seu caráter religioso, o que é confirmado pelo seu título. APOCALÍPSE Página 36 QUANTO AO NÚMERO 666 Veja algumas particularidades sobre esse número 666: O homem foi criado no 6° dia; Ao homem foi determinado que trabalhasse 6 dias na semana; O escravo hebreu servia por 6 anos de cada vez; O homem cultivava a terra por 6 anos de cada vez. Capítulo 14 Os sete Eventos O capítulo 14 é todo parentético. São afirmações do triunfo final de Cristo e do julgamento dos ímpios. Dos sete eventos contidos neste capítulo, seis são visões. O evento restante consiste de uma mensagem celestial ouvida por João (Ap 14.13). A primeira visão é a de um grupo de remidos, felizes, sobre o monte Sião (Ap 14.1-5). As cinco visões restantes são de eventos executados por anjos. -Em todo o livro de Apocalipse é intensa a atividade dos anjos como mensageiros, interventores e executores das providências divinas. 1.OS REDIMIDOS TRIUNFANTES NO MONTE SIÃO (Ap 14.1-5) Sião, independente de sua conotação terrena, é um dos nomes simbólicos do céu (Hb 12.2,23). Quase sempre que Deus menciona Sião na Bíblia, Ele demonstra grande amor e afeição. Esses santos da visão, já estão livres da tribulação. Eles estão no céu (v.3). Trata-se, pois, do mesmo grupo de 144.000 judeus selados, visto na terra, no capítulo 7. Uma das evidências disso é que no capítulo 7 a história deles está incompleta, sendo aqui completada. 2.O EVANGELHO ETERNO – PROCLAMADO POR UM ANJO (Ap 14.6,7) Trata-se de um anjo, mensageiro da misericórdia de Deus, mesmo em meio aos juízos daqueles dias. -Deus chama pela última vez ao arrependimento os habitantes da terra que, naquela época, não serão tantos como se pensa, dizimados que foram pelos juízos anteriores. No remoto passado, antes do juízo do Dilúvio, o grande pregador Noé anunciou a salvação através da arca (I Pe 3.20; II Pe 2.5). Ninguém se voltou para Deus com a pregação de Noé. Talvez aqui em Ap 14.6,7 aconteça o mesmo, ainda que os anjos preguem. Aqui, na mensagem do anjo, note que não é a do Evangelho da graça de Deus que fora pregado pela Igreja. É a boa-nova milenar anunciada pelos patriarcas e profetas de que o mal teria um dia o seu fim, sob julgamento, e o APOCALÍPSE Página 37 reino literal de Deus seria estabelecido na terra. É o “evangelho do reino” anunciado por João Batista (Mt 3.2), e logo a seguir por Jesus (Mt 4.23; 24.14). 3.A QUEDA DE BABILÔNIA É ANUNCIADA ATRAVÉS DE UM ANJO (Ap 14.8) A referência aqui é à futura cidade de Babilônia (Ap 18.2,9). Sobre este assunto trataremos no capítulo 18. -O “vinho da fúria da sua prostituição” são os falsos ensinos religiosos partidos daí. 4.OS ADORADORES DA BESTA – O JULGAMENTO (Ap 14.9-12) Aqui, um anjo anuncia um juízo extremamente severo prestes a cair sobre todos os seguidores da Besta (v.10). Fogo e enxofre são símbolos de tormento inexprimível. O Senhor já fez isso uma vez sobre Sodoma e Gomorra e as demais cidades da campina do Jordão (Gn 19.24,25). 5.A BEM-AVENTURANÇA DOS MORTOS NO SENHOR (Ap 14.13) As verdades deste versículo mostram que diante das terríveis circunstâncias daqueles dias, inclusive as densas trevas espirituais, será melhor morrer do que viver. Os crentes que porventura escaparem com vida durante a Grande Tribulação, ingressarão no reino terrenal de Cristo. -Os que morrerem pela sua fé irão estar com o Senhor. Serão pois, bem- aventurados. 6.A CEIFA DOS GENTIOS (Ap 14.14-16) A esta altura dos acontecimentos, o agrupamento das nações rebeladas contra Deus, em Armagedom, está às portas (Ap 16.16; 19.19). Aqui temos uma antevisão daquela cena indescritível! O Ceifeiro é justo, pois é visto sentado numa nuvem branca, cor esta que indica pureza e justiça. O juízo ou julgamento é também justo porque o Juiz julga calmamente. Ele está sentado sobre a nuvem (v.14). Esta ceifa mostrada aqui a João, é a das nações gentílicas. -Veja as palavras de Jesus (Mt 13.40-42, 49). 7.A CEIFA DE ISRAEL (Ap 14.17-20) A ceifa anterior foi geral; das nações; mas esta aqui é a vindima (Ap 14.18 – ARC). Trata-se da ceifa só da videira, das uvas. No AT a nação de Israel é mencionada muitas vezes como a videira do Senhor (Os 10.1; Sl 80.8- 15; Jr 2.21; Jl 1.7). Nesta ocasião, esta videira, ou vinha, é o Israel apóstata na época destes juízos. O grande profeta Moisés, no último cântico teve a mesma revelação do futuro juízo de Israel (Dt 32.32-35). Aqui em Ap 14.18,19, o anjo que saiu do altar, chama essa videira não mais de videira de Deus, mas de videira da terra, APOCALÍPSE Página 38 duas vezes. Na parábola dos lavradores maus (Mt 21.33-40), Jesus alertou a nação de Israel sobre a sua decadente situação espiritual. SETE TAÇAS (Capítulos 15,16) Os capítulos 15 e 16 de Apocalipse descrevem os sete últimos juízos divinos sobre um mundo que durante os milênios da sua história sempre acumulou pecado sobre pecado até transbordar a medida da ira divina contra o mal. -Esses últimos juízos ou julgamentos são simbolizados por sete taças. Os juízos das trombetas, que precederam os da sete taças contendo as sete últimas pragas, foram até certo ponto, de alcance limitado. Deles está escrito que atingiram a terça parte da terra, o mar, das fontes, rios, sol, lua e estrelas. Mas estes juízos das sete taças atingem a terra inteira (Ap 16.1). 1.A PRIMEIRA TAÇA (Ap 16.2) Foi derramada sobre a terra. Ela não prejudicou a terra, como se deu ao soar da primeira trombeta. Caiu sobre os homens assinalados com o nome da besta e lhes acarretou chagas fundas e malignas. 2.A SEGUNDA TAÇA (Ap 16.3) Foi esvaziada sobre o mar, e as águas se tornaram em sangue; e todas as coisas em contato com o mar pereceram. 3.A TERCEIRA TAÇA (Ap 16.4-7) APOCALÍPSE Página 39 Foi derramada sobre os rios e as fontes das águas, que também se tornaram em sangue. Ouviu-se uma voz proclamando a justiça de Deus neste ato. Ele castiga de acordo com o pecado: Uma vez que o Império Romano tinha feito correr como água o sangue dos mártires, agora tudo que o “Império” encontrava para beber era apenas sangue – e merecia isso mesmo. -Os juízos de Deus são retos. 4.A QUARTA TAÇA (Ap 16.8,9) Foi despejada sobre o sol. Este passou a castigar com seus causticantes raios e com fogo os homens maus. Mostraram-se tais homens tão pervertidos que blasfemaram o nome de Deus, em meio aos castigos recebidos, e se negaram a abandonar suas perversões. Ao passo que as quatro primeiras pragas foram dirigidas contra a natureza, mas produziam seu efeito sobre os homens, as duas pragas que vêm a seguir são derramadas particularmente sobre os homens. 5.A QUINTA TAÇA (Ap 16.10,11) Foi esvaziada sobre o trono da besta. E o reino da besta se escureceu, se fez tenebroso; e grandes dores e males sobrevieram aos habitantes do reino, que chegaram a morder suas línguas em terrível angústia. Mas, na sua perversão, não decidiram abandonar o culto aos ídolos. 6.A SEXTA TAÇA (Ap 16.12) O rio Eufrates seca, deixando livre o avanço das tropas que irão do Oriente para Israel, para a Batalha do Armagedom que se avizinha. Deus uma vez já dividiu as águas do Mar Vermelho, de modo que Israel atravessou a pé enxuto. Mais tarde Ele fez secar totalmente o Jordão emépoca de enchente. Outra vez Ele dividiu as águas do mesmo rio, no tempo de Eliseu. -É significativo o Eufrates aparecer neste contexto: Uma vez que ele será um dos limites do futuro Israel durante o Milênio, conforme a promessa feita por Deus a Abraão, mas que ainda não teve cumprimento (Gn 15.18); Ele está ligado ao princípio da raça humana, sendo um dos rios que banhava o Éden e agora no desfecho final da mesma raça ele é também mencionado; Salomão quando rei de Israel chegou a dominar até o Eufrates (II Cr 9.26). 7.A SÉTIMA TAÇA (Ap 16.7-20.10) A sétima taça é agora esvaziada, e se afirma que todas as forças do mal não conseguem derrotar a causa da justiça. Quando o conteúdo da taça foi despejado no ar, ouviu-se uma voz vinda do trono no templo, a qual dizia: “está feito”. APOCALÍPSE Página 40 -Com esta prestação final da ira de Deus, houve manifestações dessa ira – trovões, relâmpagos, vozes e um terremoto; a imperial cidade (de Roma?) fendeu-se em três partes. Este número divino indica que a operação divina subverteu a cidade. BABILÔNIA RELIGIOSA (Capítulo 17) O nome “Babilônia” associado à mulher, indica que a religião predominante durante a Grande Tribulação será o espiritismo sob as mais variadas formas (ou outra que possua características idênticas – inclusive o liberalismo religioso). -Vejamos: Vers 1. “... da grande meretriz...”. Na Bíblia, religiões falsas são chamadas prostituição, porque são uma forma de infidelidade a Deus (Na 3.4; Is 23.17); Vers 2. “Como quem se prostituíram os reis da terra...”. Isso indica que esse falso movimento religioso se estenderá por todo o mundo; Vers 3. “...vi uma mulher...”. A mulher indica aqui, um falso sistema religioso. “... montada numa Besta...”. Um falso sistema político. Trata- se da confederação de nações sob o governo do Anticristo. Nesse tempo, a igreja falsa conduz a Besta, mas depois, esta se virará contra aquela e a destruirá (Ap 17.16); A mulher, como já mostramos, é a igreja falsa mundial, com sua religião liberal, atraente e sincretista que guindará o Anticristo ao poder sobre os dez países, nos primeiros três anos e meio. -Quando os dez países passarem para o domínio do Anticristo, formando seu reino no início dos últimos três anos e meio, eles, juntamente com a Besta, destruirão a igreja falsa para que a nova forma de culto tenha lugar – a da Besta. BABILÔNIA COMERCIAL (Capítulo 18) Este capítulo trata de uma cidade literal que será a capital do Anticristo antes dele ocupar Jerusalém. Trata-se de uma cidade literal, pois em Ap 16.19 ela é citada em conjunto com outras cidades literais. Talvez seja construída no sítio da antiga cidade de Babilônia, às margens do Eufrates. Não sei. Tudo indica que será uma cidade importantíssima, um notável centro político, comercial e religioso nos últimos dias. É o que revela este capítulo. AS DIFERENÇAS ENTRE AS DUAS BABILÔNIAS Há uma grande diferença entre esta Babilônia do capítulo 18 e a do capítulo 17. A do capítulo 17 é destruída por homens (Ap 17.16); Já a Babilônia do capítulo 18 é destruída por Deus, mediante terremoto e fogo (Ap 16.18,19; 18.8). APOCALÍPSE Página 41 A VOLTA GLORIOSA DO REI (Capítulo 19) O aparecimento do Rei comove o coração de todos os verdadeiros crentes. Pois eles são os que “amam a sua vinda” (II Tm 4.8). Quando Ele voltar, será revelado tudo aquilo em que creram os comprados pelo sangue. Antes de Jesus aparecer em glória e poder, é nos permitido ver a Igreja ao seu lado, na glória: Vers 1-9. Uma inumerável multidão regozija-se no céu, juntamente com os 24 anciãos e os seres viventes. É um coral gigantesco. Eles intercalam quatro grandes “Aleluias” no seu cântico; Vers 7 “...bodas do Cordeiro...”. Esse glorioso evento tem lugar no céu após o arrebatamento da Igreja. É o encontro que durará para sempre, da Igreja com seu Senhor, que a resgatou com o seu precioso sangue e a conduziu a salvo ao lar celestial, apesar das tempestades da vida. É o encontro que não terá jamais separação; Vers 9 “...ceia das bodas do Cordeiro...”. Esta ceia ocorrerá no céu, após as bodas do Cordeiro. Ela é diferente da “...grande ceia de Deus”, mencionada no versículo 17. A ceia das bodas do Cordeiro tem lugar no céu (Ap 19.1), ao passo que a outra tem lugar na terra, sendo dois fatos totalmente diferentes quanto à sua natureza (Ap 19.17,18). A DERROTA DO ANTICRISTO NO ARMAGEDOM (Ap 19.17-21) O ponto culminante da angústia de Jacó será por ocasião da batalha do Armagedom, quando o Anticristo comandará todos os exércitos do mundo contra Jerusalém (Zc 14.2). Quando tudo parecer perdido para Israel, este povo clamará ao Senhor com grande clamor, e então surgirá o Messias com seu exército, os quais alcançarão o Anticristo e suas tropas em Megido e em Moabe, e os destruirão (Ap 19.19-21; Is 63.1-6). Vivemos em um tempo que poderíamos intitular de “temor de confronto”: teme-se um confronto das superpotências, que inevitavelmente traria consigo a inimaginável catástrofe de uma Terceira Guerra Mundial. -Aqui, temos agora o confronto final entre o Cristo que está voltando com Seu exército e o anticristo com seus exércitos terrenos. Não é necessário averiguar se a referência é literalmente a “cavalos” ou não. Pois, força, poder, é um fato, que não pode ser avaliado com os olhos. Mas esse fato invisível tem que tomar uma forma, para se tornar visível. Esse é o caso aqui com o exército sobre cavalos brancos. O próprio Cristo está montado em um cavalo branco. Em Ap 6 encontramos cavalos simbólicos. Aqui em Ap 19, a situação é completamente diferente, pois aqui temos diante de nós a volta literal do Senhor com os seus, para a execução da Sua vitória e do Seu juízo. Os cavalos aqui citados são, portanto, uma representa- ção visível dos poderes sagrados, que conduzem o Rei dos reis e seus exércitos ao campo de batalha e à vitória sobre inimigos literais. Os poderes que elevaram Elias ao céu eram verdadeiros e não somente figurados, pois ele subiu literalmente ao céu! Assim, também esses poderes, através dos quais o Senhor dos APOCALÍPSE Página 42 senhores se dirige com seu exército celestial para o campo de batalha do grande dia do Senhor, são LITERAIS. Enquanto, portanto, a tri-unidade satânica (Ap 16.13) engana todos os reis da terra para pelejarem contra Israel - pois, Armagedom se encontra em Israel! – é no fundo o próprio Senhor que os conduz para lá. Aqui fica completamente claro para nós, o que ocorre então mundialmente: Não que os povos pretendem pelejar contra Deus e o Cordeiro, mas sim contra a nação de Israel. -Então, como já atualmente, as nações não verão que na verdade combatem contra Deus e o Cordeiro. Seja acentuado: Quem peleja contra Israel, peleja contra Deus e o Cordeiro. Apesar de atualmente cada vez mais povos se voltarem contra Israel, o Senhor ainda retarda a Sua vinda. Somente quando o Israel agora militarmente invencível estiver diante de um novo Holocausto, cercado por todos os exércitos do mundo, Ele aparecerá com os seus em Israel. Quem toca em Israel, toca na menina do Seu olho (Zc 2.12). O MILÊNIO E O JUÍZO FINAL (Capítulo 20) O Milênio é o esplendoroso reinado de Cristo aqui na terra por mil anos. É um período de preparação da terra para o estado perfeito e eterno que seguirá ao Milênio. O termo milênio vem do latim e significa literal- mente mil anos. A PRISÃO DE SATANÁS (Ap 20.1-3) Aqui temos diante de nós o repentino desmoronamento do poder de Satanás. Através de uma interferência do mundo superior. Satanás, a antiga serpente – também chamado dragão, enganador, homicida desde o princípio e pai da mentira – é preso por um anjo e mantido assim por mil anos. Devemos considerar, que o resultado das últimas grandes lutas, ou seja, dos juízos de Deus, queanalisamos nos capítulos anteriores, especialmente nos capítulos 17 e 18 (Queda de Babilônia) vai muito além daquilo que atingirá a besta, o falso profeta e os povos anticristãos. Pois, aqui no capítulo 20, o juízo de Deus se derrama sobre o verdadeiro dominador, o príncipe das trevas. Por sua influência, as potências mundiais e seus chefes de Estado tomaram anteriormente a funesta decisão de pelejar contra o Rei dos reis e seus exércitos. APOCALÍPSE Página 43 O MILÊNIO A palavra “milênio” (como já mencionamos), registrada seis vezes no capítulo 20 de Apocalipse, significa literalmente “mil anos” e corresponde ao tempo do reinado de Cristo aqui na Terra. Embora alguns procurem negar esse ensino bíblico, ele tem raízes profundas na Palavra de Deus. Teorias negadoras Várias teorias negadoras do Milênio podem ser refutadas com apenas este versículo: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6). Primeira teoria. A primeira teoria eliminada por este texto é a de que os mil anos serão para os anjos, e não para os redimidos. Onde provar, nas Escrituras, uma ressurreição de anjos? Mesmo que o termo aqui usado como ressurreição fosse entendido como “regeneração”, ele não poderia ser aplicado aos anjos, pois a Bíblia não faz nenhuma referência a regeneração de anjos. Portanto, os que reinarão com Cristo serão os crentes, os santos, os que forem ressuscitados na primeira ressurreição e os que forem transforma- dos por ocasião do arrebatamento da Igreja; Segunda teoria. A segunda teoria refutada é a que coloca o Milênio no passado, na idade Média, por exemplo, quando o Papado reinou com grande poderio. Ao afirmar que os santos reinarão com Cristo durante mil anos, a Bíblia ensina que tais santos possuirão corpos glorificados, pois é impossível, na presente dispensação, que alguém possa viver mil anos. E se o texto bíblico refere-se a pessoas com corpos glorificados, o tempo desse reinado só poderá ser depois da primeira ressurreição. Torna-se evidente, também, que o Milênio não terá lugar antes do retorno de Cristo. Veja o que o grande apóstolo Pedro disse (I Pe 5.4), portanto, ninguém recebe coroa depois de reinar, mas, sim, para reinar; Terceira teoria. A terceira teoria não apoiada pelas Escrituras é a que considera o Milênio como um fato presente, com Jesus assentado e reinando no seu trono de glória. APOCALÍPSE Página 44 A Bíblia ensina claramente que Jesus está hoje assentado á destra do Pai, aguardando o momento da sua volta. Ele se assentará no trono de Davi somente depois que seus inimigos forem colocados por escabelo de seus pés (Sl 110.1; Zc 8.3; Ap 20.7-14); Quarta teoria. Finalmente, a quarta teoria refutada pelo texto de Ap 20.6 ensina que o Milênio será no Céu e não na Terra. Veja o que diz a Bíblia: (Ap 5.10; 2.26). Na profecia dos reinos mundiais, a Pedra cortada sem mãos feriu a estátua nos pés, de sorte que esta foi esmiuçada, mas a Pedra “se fez um grande monte, e encheu toda a terra” (Dn 2.35). O Milênio terá fim, mas os novos céus e a nova terra jamais acabarão, e durarão por toda a eternidade. ALELUIA! ACONTECIMENTOS NO MILÊNIO A grande visão profética das Escrituras retrata de um futuro reino econômico, político, terreno, tendo Jerusalém como sua capital e o Senhor Jesus Cristo assentado no trono de Davi. Esse governo será tanto sobre a casa de Israel como sobre os reinos deste mundo, e se prolongará pelo espaço de mil anos (Lc 1.32,33; 22.29,30). Trata-se de um reino celestial no que concerne ao seu caráter; e trata-se de um reino terreno no que diz respeito à sua esfera. (S. H. Wilkinson). Já tivemos ocasião de observar que, no início do milênio, Satanás será aprisionado por mil anos (Ap 20.2,3), de forma que seus propósitos nefandos e sua péssima influência não interfira mais com as glórias associadas às bênçãos de Deus, durante esse período. No que diz respeito a outros acontecimentos, que inaugurarão, caracterizarão e encerrarão esse glorioso período, devemos considerar os seguintes: O Julgamento das Nações Vivas Esse julgamento “futuro” das nações, quando da manifestação de Jesus Cristo, se baseará no tratamento conferido por elas aos “irmãos” de Jesus (remanescente judaico) segundo a carne, durante o período da Tribulação. Esse julgamento terá lugar no princípio do milênio, sobre a Terra, no “vale de Josafá”, ao sopé do monte das Oliveiras. -Leia com atenção: (Mt 25.40,41; Jl 3.2). Cristo Reina sobre a Terra como Rei Supremo Cristo será manifestado como Rei. Rei da justiça (Is 32.1); Rei de Israel (Jo 12.13); Rei de toda a Terra (Zc 14.9; Fl 2.10); Rei dos reis (Ap 19.16); Cristo se manifestará como Filho de Davi, herdeiro do trono. (Dn 7.13; Is 9.7; Mt 1.1; Lc 1.32,33; Zc 6.12; Jr 23.5); Cristo se manifestará como Filho do homem, executando juízo. (Ez 43.7; Jo 5.27; Jr 23.5; Is 26.9; Sl 58.11); Cristo se manifestará como Deus que tem todo o poder e o Filho de Deus (Is 9.6; Sl 134.3; Hb 1.8, 10); Cristo se manifestará como Mestre supremo da Terra. (Is 2.3; Zc 8.22,23). Os Santos Governarão sobre a terra, com Cristo Não somente os 12 apóstolos se assentarão em tronos, a julgar às 12 tribos de Israel (Mt 19.28), e não somente os mártires de Jesus terão o direito eminente de governar (Ap 20.4), mas também a vasta multidão daqueles que tiverem dormido em Jesus, pertencentes a todas as eras, APOCALÍPSE Página 45 despertarão a fim de compartilhar da alegria, junto com aqueles que foram “transformados”, e assim entrarão no reino glorioso e viverão e reinarão com Cristo por mil anos. Pelo que entendemos, haverá posições de menor autoridade do que as posições outorgadas aos 12 após- tolos, as quais serão exercidas pelos santos, durante o período milenar. O trecho de Lucas 19.15-19, nos fornece um quadro sobre as recompensas milenares que se destinam àqueles que tiverem sido fiéis durante a ausência do Rei. -Esses governarão, alguns sobre 10 cidades, e outros sobre 5 cidades. Uma Era de Paz Universal A paz de alcance universal haverá de caracterizar esse período milenar, uma paz produzida pela presença do Príncipe da Paz em Seu trono. Será um tempo de “...paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14); “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10); Ver também (Is 9.6,7; 11.1-12; Sl 72.7,8). Uma Era de Bênçãos Temporais e Espirituais Desde a entrada do pecado, na raça humana, por intermédio de Adão, a terra, os animais e os homens têm ficado sujeitos a certa maldição lançada pelo próprio Senhor Deus. Essa maldição será suspensa durante o Milênio. Haverá completa harmonia, caracterizando o reinado de Cristo. Gn 3.17,18. Isso faz parte da maldição lançada por Deus contra a terra e a humanidade. A restauração que será levada à sua plenitude, durante o milênio, será de alcance tão vasto quanto a Sua antiga maldição. Frutificação e liberdade imperarão sobre a Terra; Is 11.6-9. Oh! que harmonia, que beleza!; Is 65.25; Is 55.12,13. A paz reinará em abundância; Is 35.1. A terra será transformada; Mq 4.3,4. As nações não mais guerrearão; Entre outros... Uma Era que dará Início às Eras Intermináveis da Eternidade A Era milenar é o último teste a que Deus submeterá os homens. O mundo inteiro ficará sob o domínio e o senhorio de Jesus, o Cristo de Deus. Mas é evidente que apesar disso, nem todo o mundo se converterá. Porque, no fim desse período, Satanás será solto de sua prisão (Ap 20.7). E ele sairá para enganar às nações. O coração humano, não-regenerado, uma vez mais mostrar-se-á o mesmo fracasso impossível e desesperador. Os homens se revoltarão contraDeus e o Seu Cristo. -Uma vez mais sobrevirá julgamento da parte do Deus dos Céus (Ap 20.9). E Satanás receberá sua condenação final, no Lago de Fogo (Ap 20.10). Amem! APOCALÍPSE Página 46 GOGUE E MAGOGUE Aqui, são os povos do Milênio rebelados contra Deus, lançando um furioso ataque contra os santos daquele tempo (final do Milênio). A expressão nada tem a ver com o Gogue e Magogue de Ezequiel 38 e 39. O JUÍZO FINAL (Ap 20.11-15) Mais um grande acontecimento universal deve ter lugar antes que haja paz e justiça eternas, a saber, o juízo dos mortos ímpios impenitentes. Isto está apresentado no último parágrafo deste capítulo (20) cronologicamente tão apinhado. Um dia de julgamento, por vezes chamado de “ O último Dia”, foi mais mencionado por nosso Senhor do que por todos os apóstolos e suas obras juntas: Mt 10.15; 11.22,24; 12.36; Jo 5.28, 29; 6.39-54; 11.24; Hb 9.27; 10.27. -Em todas as passagens, Cristo é identificado como o juiz (At 17.31; Jo 5.22-27; II Tm 4.1). Da justiça feita ao crime, exercida pelo Estado, milhares escapam todos os anos; na verdade, muitos crimes nem chegam a ser conhecidos pelas autoridades. Mas ninguém poderá escapar a este julgamento. Os mortos (ímpios) serão chamados de suas sepulturas, e do mar, e do próprio Hades (v.13); e aqueles cujos nomes não foram encontrados no Livro da Vida serão lançados no Lago de Fogo, que é a segunda morte (v.14). O registro de cada vida humana nesta imensa assembleia será então exibido. A própria morte, ao que parece, não será abolida até que o Grande Trono Branco seja estabelecido, e o destino humano seja resolvido. Se cremos e aceitamos com alegria as promessas da glória eterna que se encontram neste livro, temos também de crer com igual convicção que este destino terrível dos mortos não arrependidos é igualmente verdadeiro. O JULGAMENTO DOS ÍMPIOS É CHAMADO NA BÍBLIA DE JULGAMENTO DO TRONO BRANCO A Punição Eterna será a Visitação final de Deus contra os Ímpios Estes termos descrevem tal estado final: Fogo eterno (Mt 25.41; Trevas exteriores (Mt 8.12); Tormento (Ap 14.10,11); Castigo eterno (Mt 25.46; Ira de Deus (Rm 2.5; Jo 3.36); Segunda morte (Ap 21.8; 20.14); Eterna destruição, banidos da face do Senhor (II Ts 1.9); Pecado eterno (Mc 3.29); Inferno (Lc 16.23). Essa Punição Futura dos Ímpios será Eterna APOCALÍPSE Página 47 Em Mt 25.46, a mesma palavra é utilizada para descrever tanto o sofrimento dos ímpios como a bem-aventurança dos justos. Se o estado dos justos é de bem-aventurança eterna, em companhia do Senhor, então a desgraça dos perdidos será igualmente eterna. Se a alma jamais cessa em sua existência, por- quanto é eterna, então seu castigo também deve ser interminável. Canaã haveria de ser uma possessão perpétua (Gn 17.8); Deus estabeleceu um pacto eterno com Abraão (Gn 17.13); Salomão edificou uma casa para Deus, para sempre (II Cr 6.2); Deus prometeu a vida eterna aos crentes (Jo 3.16); O fogo eterno tem sido prometido aos ímpios (Mt 25.41). A Punição Eterna dos Ímpios não é Incoerente com a Justiça de Deus Não apenas a culpa eterna, mas também o peca- do eterno, requerem uma punição eterna. Enquanto os homens, na qualidade de criaturas morais, se mostrarem contrários a Deus, merecerão o castigo. Deus é reto e justo (Rm 3.26), e é por essa razão que Ele tem o direito e a obrigação de punir o pecado. “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mt 3.29); “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap 22.11). O Estado de Punição Eterna não Importa em Aniquilamento Aqueles que chegarem a comparecer ante o Grande Trono Branco, a fim de serem julgados, serão aqueles que tiverem sido classificados como os que “merecem” a chamada “segunda morte”. A comparação feita entre Ap 19.20 e Ap 20.10, mostrará que após a besta e o falso profeta terem sido lançados no lago de fogo, estando ali já pelo espaço de mil anos, ainda não foram DESTRUÍDOS. O Julgamento dos Ímpios será “Segundo as suas Obras” Em Ap 20.12,13, a palavra “obras” aparece como base do julgamento dos ímpios. Os seus nomes não foram escritos no “Livro da Vida” por causa de suas “obras”. Os ímpios são aqueles que se recusarem final- mente a obedecer ao Evangelho (I Pe 4.17,18; II Ts 1.8,9. As obras más serão a grande razão de sua condenação, de conformidade com os seguintes trechos bíblicos: (Ap 22.15; I Co 6.9,10; Jo 3.19; 5.29; Gl 5.19-21). As “obras” agradáveis a Deus são referidas em João 6.28,29. Essas obras consistem em confiar em Jesus Cristo e recebe-lo como Salvador pessoal. Haverá “Graus” de Punição no Caso dos Ímpios Pelo estudo feito acerca dos galardões que serão outorgados aos justos, sabemos que haverá diferentes recompensas pelo serviço que tiverem prestado ao Senhor (I Co 3.11-15). -Por semelhante modo, haverá diversos graus de punição no caso dos ímpios (Lc 12.46-48). APOCALÍPSE Página 48 OS SETE LIVROS ( ? ) Aqui, tratamos de um assunto muito polêmico. Entre os estudiosos há os que acreditam: São todos os livros da Bíblia; São os 5 livros de Moisés; São livros que registram os atos dos homens desde a sua criação até a morte de cada um deles. Não temos certeza. Darei agora um pensamento de outros eruditos famosos: -Sete livros 1. O Livro da Natureza (Sl 19.1,2; Rm 1.19,20); 2. O Livro das Palavras Torpes (Mt 12.36); 3. O Livro da Memória ou Consciência (Rm 2.12-15); 4. O Livro do Evangelho (Jo 12.48); 5. O Livro da Lei (o Pentatêuco ?); 6. O Livro das Obras (Ap 20.12); 7. O Livro da Vida (Ap 20.12,15). APOCALÍPSE Página 49 -É apenas um pensamento. Não podemos afirmar nada. FORAM JULGADOS UM POR UM, SEGUNDO AS SUAS OBRAS (Ap 20.13) Este julgamento não é coletivo, mas individual. Não haverá injustiça, primeiro porque o juiz é perfeito em justiça; segundo, porque o julgamento será conforme as obras de cada um. Assim sendo, o grau de castigo de cada um variará. ACREDITO... Acredito em um inferno interminável porque creio em um Deus santo; porque creio no livre arbítrio dos homens; porque uma vez que se cometa um pecado, jamais se pode desfazê-lo; porque a culpa é interminável; porque o pecado, abandonado a si mesmo, tão-somente aumenta; porque o pecado é um mal infinito e interminável, cometido contra um Deus infinito e interminável; porque há um limite final para o corpo (a enfermidade), e para o cérebro (a insanidade), e também deve haver tal limite para a alma, porquanto a Bíblia deixa os homens em lados opostos, no meio dos quais há um abismo intransponível; e porque Cristo cria nisso tudo e morreu para salvar os homens do pecado e do inferno. -Pois caso não existisse o inferno, também não teria havido o Calvário. O inferno é a penitenciária do Universo; O inferno é o hospital oficial para os incuráveis; O inferno é o cemitério universal dos espiritual- mente mortos. O ESTADO DA ETERNIDADE (Capítulos 21,22) Agora haverá um novo começo. Uma nova ordem universal. Com o estudo dos capítulos 21 e 22 chegamos ao fim do tempo e ao “começo” da eternidade. Isto para os homens, porque Deus é eterno quanto ao passado e futuro. Isto é também linguagem humana, porque para Deus só existe o eterno presente. -Ele é o eterno “Eu sou”, ou “Eu serei o de Sempre”. Capítulo 21- Analisaremos alguns versículos importantes: v.1.“novo céu e nova terra”. Não se trata aí do céu como a habitação de Deus, mas o espaço sideral entre o céu e a terra. Satanás operava nesse espaço e o conspurcou. O homem também tem poluído esse espaço com gases, química, resíduos de combustíveis, satélites e veículos espaciais. Cada vez mais o homem se lançará ao espaço, daqui para frente. v.1.“o primeiro céu e a primeira terra passaram”. “passaram”, é no original parechomai, e significa passar de um estado para outro. Não significa aniquilação. O mesmo termo original o Espírito Santo usa em II Pe 3.10-13, onde está explicado como se dará isso. A terra voltará ao estado de perfeição original, como era antes da entrada do pecado. APOCALÍPSE Página 50 v.9. “mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro”. A noiva aqui é a santa cidade Jerusalém (v.10). O sentido é que os salvos vão habitar na Nova Jerusalém. O versículo 2 diz da cidade, que estava ataviada como noiva adornada para seu esposo. v.10. “me mostrou a santa cidade”. Isto também está dito no versículo 2. A cidade não será o céu. O texto bíblico afirma que ela “descia do céu”. O céu, a habita- ção de Deus e dos anjos fica onde está. A cidade preparada é que desce para a terra, a nova terra. Ela será a capital de Deus aqui na terra, para sempre. A expressão “trono de Deus e do Cordeiro” é mencionada duas vezes em conexão com esta cidade (Ap 22.1,3). Trono fala de regência, governo. No Milênio, esta cidade pairará nas alturas, acima da Jerusalém terrestre, mas no perfeito estado eterno, ela descerá até a terra, a nova terra sem pecado. v. 22. “Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor”. Na Nova Jerusalém não haverá santuário, mas no céu, sim (Ap 11.19; 16.17). v. 24. “As nações”. Nações, aqui são os remanescentes na terra durante o Milênio. Capítulo 22 O capítulo 22 apresenta a descrição do eterno e perfeito estado da nova terra e dos salvos que nela habitarão. No lar dos remidos não haverá qualquer das mazelas que atormentam os atuais habitantes da terra. Lá não haverá tristeza, fome, sede, doença, dor, morte, choro, pecado, ignorância, guerras, problemas sociais, carestia, preocupação, medo, angústia, assaltos, roubo, maus vizinhos, maus colegas, falsidade, corrupção, perversidade, abusos de qualquer natureza, depravação, mundanismo, e coisas semelhantes. -Que glória não será! v.11. Haverá salvação após a morte? Não! É o que mostra este versículo. Não haverá mudança na condição da pessoa após a morte. O versículo mostra que a injustiça e a imundícia serão eternas no inferno. -A santidade também será eterna no céu. v.15. Esta lista, juntamente com a de Ap 21.8, é de pessoas que não entrarão na santa cidade de Deus. É evidente que não se trata de uma lista completa. Tanto aqui como em (Ap 21.8; 18.23; 9.21) há um tremendo aviso para feiticeiros, macumbeiros, enfim, espíritas de toda classe para que abandonem o espiritismo e venham para o Salvador. -A Palavra de Deus adverte: “ficarão de fora!” v.16. “Eu, Jesus...”. O livro de Apocalipse começa e termina com o nome humano e terreno do Redentor: Jesus. Esse maravilhoso nome está ligado à Sua encar- nação e união com a humanidade para operar a sua redenção e proporcionar-lhe a felicidade eterna nas mansões celestiais. APOCALÍPSE Página 51 UMA PALAVRA FINAL Quem é capaz de ler este livro, que faz sentir a atmosfera da fé vitoriosa e duma corajosa confiança em Deus, e que transpira a inabalável certeza do cumpri- mento do seu plano, a vitória de Cristo na cruz e o túmulo vazio, sem exclamar em coro com os remidos de que ele nos fala: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, e nos comprou para Deus com o seu sangue, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ação de graças, e domínio para todo o sempre. Amém”. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, Abraão de – Deus revela o futuro, CPAD, 1986; CHAVE BÍBLICA, SBB, „970; MALGO, Wim. Apocalipse de Jesus Cristo, Cham. da Meia Noite, Rs, 1987; SCHALY, Harald. Breve História da Escatologia Cristã, JUERP, RJ, 1986; SUMMERS, Ray. A Mensagem do Apocalipse, JUERP, RJ, 1978; HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody, IMP.BAT. REGULAR, SP, 1988; ALLISON, Harold B. A Doutrina das Últimas Coisas. IMP. BATISTA REGULAR, SP, 1971; GILBERTO, Antônio. Daniel e Apocalipse, EETAD, SP, 2003; BANCROF, Teologia Elementar, Editora Batista Regular. São Paulo 1996; BÍBLIA SAGRADA, ARC, Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1995; DAGG, John L. Manual de Teologia, São Paulo: Evangélica Literária, 1989; OLIVEIRA, Raimundo de – As grandes doutrinas da Bíblia, CPAD, 5ª Edição 2000; BÍBLIA SAGRADA, ARA, 1991. APOCALÍPSE Página 52 Declaração Doutrinária – Cremos... A Faculdade de Educação Teológica do Espírito Santo - FAETESP, professa sua Fé Pentecostal alicerçada fundamental- mente no que se segue: 1. Há um só Deus, poderoso, perfeito, santo e eternamente subsistente em três ( 3 ) pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; 2. As Escrituras Sagradas, compostas do Antigo e Novo Testamentos, são inteiramente inspiradas por Deus, infalíveis na sua composição original e completamente dignas de confiança em quaisquer áreas que venham a se expressar, sendo também a autoridade final e suprema de fé e conduta; 3. Jesus – o Cristo, nasceu do Espírito Santo e da Virgem Maria, é o verdadeiro Deus e a vida eterna; é o único mediador entre Deus (o Pai) e o homem; somente Ele foi perfeito em natureza, ensino e obediência; 4. Nosso Senhor ressuscitou fisicamente dentre os mortos; ascendeu aos céus, está assentado à direita do Pai e voltará; 5. O Espírito Santo é o regenerador e santificador dos redimidos; o doador dos dons e frutos espirituais; o Consolador permanente e Guia da Igreja; 6. Em Adão a humanidade foi criada à imagem e semelhança de Deus. Através da queda de Adão, a humanidade tornou-se radicalmente corrupta, distanciada de Deus e desintegrada de seu coração. A necessidade premente do homem é a restauração de sua comunhão com Deus, a qual o homem é incapaz de operar por si mesmo; 7. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do reino dos céus; 8. No Perdão dos pecados, na Salvação presente e perfeita e na eterna Justificação da alma recebidos gratuitamente pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor; 9. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Eterno, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do Poder de Jesus Cristo; 10. No Batismo bíblico, efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou Nosso Senhor; 11. No Batismo bíblico com o Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a Sua vontade; 12. Na atualidade dos Dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação conforme a sua soberana vontade; APOCALÍPSE Página 53 13. A tarefa da Igreja é ensinar a todas as nações, fazendo que o Evangelho produza frutos em cada aspecto da vida e do pensamento. A missão suprema da Igreja é a Salvação das almas. Deus transforma a natureza humana, tornando-se isto então o meio para a redenção da sociedade. 14. Na Segunda vinda pré-milenar de Cristo em duas fases distintas: a primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da grande tribulação; a segunda – visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil(1000) anos; 15. Que todos os cristãos comparecerão ante ao Tribunal de Cristo para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo, na terra; 16. No comparecimento de todos os ímpios desde Caim ao último infiel, mesmo no Milênio perante o Juízo Final, onde receberão a devida punição final do Todo-Poderoso; 17. Na punição eterna que sofrerá Satanás, seus demônios, a Besta, o falso profeta e todos aqueles que rejeitaram o Filho de Deus durante a sua existência na terra., onde serão enviados ao Lago de Fogo e enxofre e serão eternamente separados de Deus. 18. E na Vida Eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza para os infiéis. NISSO CREMOS...