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Pincel Atômico - 03/03/2024 17:59:29 1/5 BIANCA PERINA MASSARO Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (19064) Atividade finalizada em 01/03/2024 21:05:14 (1767558 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTORIOGRAFIA [1036749] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 1] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A020224 [114140] Aluno(a): 91568168 - BIANCA PERINA MASSARO - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 2,50 pontos como nota [358652_1221 43] Questão 001 (CUITÉ 2019) No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO afirmar: A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história. X A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício. A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história. A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos. Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível. [358652_1221 51] Questão 002 (Pref. Ribe5. (Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 – VUNESP) O documento foi definido tradicionalmente como um texto escrito à disposição do historiador. Fustel de Coulanges afirmava que “a habilidade do historiador consiste em retirar dos documentos o que contém e nada acrescentar... A leitura dos documentos de nada serviria se fosse feita com ideias preconcebidas”. A partir deste pressuposto, dois procedimentos básicos deveriam ser adotados, denominados, convencionalmente, de crítica externa e crítica interna. FUNARI, Pedro Paulo. A Antiguidade Clássica, p. 15. Adaptado Acerca dos dois procedimentos básicos a que se refere o autor, é correto afirmar que a crítica externa analisa o contexto socioeconômico de produção do documento, enquanto a crítica interna procura observar quais são os conflitos sociais que o documento apresenta. a materialidade do documento, a sua composição física, enquanto a crítica interna procura observar se as informações do documento são verossímeis. o contexto histórico a que o documento se refere e o seu significado para o período, enquanto a crítica interna procura identificar os sujeitos sociais envolvidos. o sítio arqueológico ou o arquivo em que foi encontrado o documento, enquanto a crítica interna procura situar o documento no tempo e no espaço. X a autoria do documento e, se possível, a biografia do autor, enquanto a crítica interna procura observar a coerência e a coesão do texto do documento. Pincel Atômico - 03/03/2024 17:59:29 2/5 [358652_1221 54] Questão 003 (IFPI-2014) Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos, é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela história de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado. o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social. o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação. a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem. X o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram. [358652_1221 58] Questão 004 (ENADE 2017) A história se faz com documentos. Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer pensamento ou ato que não tenha deixado traços visíveis tenham desaparecido, está perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a história de enormes períodos de passado da humanidade ficará para sempre desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946 (adaptado). O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os documentos são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao Estado, o que assegura sua autenticidade. recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens que viveram em épocas pretéritas são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e os atos pretéritos.. podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período. X fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais a escrita da história é impossível. Pincel Atômico - 03/03/2024 17:59:29 3/5 [358652_1221 49] Questão 005 (IFRN 2012) A análise criteriosa do discurso historiográfico é uma das habilidades exigidas do professor de História. Considerando essa habilidade, analise os dois documentos a seguir: I. “Em seus escritos, os pensadores iluministas insistiam: somente a partir do uso da razão os homens atingiriam o progresso, em todos os sentidos. A razão permitiria instaurar no mundo uma nova ordem, caracterizada pela felicidade ao alcance de todos”. MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 2002, p. 250. II. “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, se lembrou de dizer: Isto é meu; e encontrou pessoas, suficientemente simples, que acreditaram nele. Quantos crimes, guerras, homicídios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado aos seus semelhantes: não deveis escutar este impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos pertencem a todos e que a terra não é de ninguém”. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1977, p. 86. (Grifo do autor) A partir desses documentos e do conhecimento sobre o pensamento iluminista, pode- se afirmar corretamente que as reflexões de Rousseau se diferenciam das ideias de outros autores iluministas na medida em que Aponta a Monarquia Esclarecida como única alternativa para conter a propriedade privada, consideradapor ele o principal entrave para a felicidade humana. Relativiza a importância da razão como elemento decisivo para o progresso e sugere outros aspectos que precisam ser considerados para a conquista da felicidade dos homens. Questiona a bondade natural dos homens com base na idéia de que a razão individualista dificulta a construção de projetos sociais coletivos. X Defende a construção de uma nova ordem gerida por um Contrato Social, segundo a qual o progresso humano viria com a superação do estado natural. Aproxima razão e posse de terras. A ideia de razão e de propriedade são dependentes. [358652_1147 65] Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em I e III. I apenas. I e II. II e III. X I, II e III. Pincel Atômico - 03/03/2024 17:59:29 4/5 [358652_1221 47] Questão 007 (IFPE 2012) “Seria uma desgraça para nós, agora que os amplos espaços do mundo material, as terras e os mares foram atingidos e explorados, se os limites do mundo intelectual fossem dados pelas descobertas dos antigos.” Francis Bacon, apud BURKE, Peter. “Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot.” Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 105. A crença na superioridade da razão é a base do pensamento Iluminista, tão bem expresso por Francis Bacon. Nesse sentido, os itens abaixo versam sobre o processo histórico Iluminista. I. A afirmativa de Francis Bacon apresenta uma das ideias fundamentais do pensamento científico: a crítica. Para o europeu do século XVI em diante, apesar da herança clássica, havia sido ele, e não os gregos, que tinha realizado as grandes navegações e a ciência experimental. II. A invenção da imprensa conseguiu expandir o conhecimento por meio da difusão dos diversos tipos de conhecimento, indo dos relatos aos dicionários e às enciclopédias. Apesar disso, o intenso analfabetismo europeu acabou impedindo o acesso ao conteúdo das obras e ao desenvolvimento intelectual advindo desse fato. III. A fé na razão e no entendimento se opunha, para os iluministas, à ignorância do pensamento embasado nos mitos da Bíblia e nos dogmas da Igreja. A partir do Iluminismo, o homem é livre para construir uma nova religião, e em seu altar, colocar a razão. IV. A Enciclopédia publicada por Diderot propunha-se a difundir todo o conhecimento humano, pronto para ser compartilhado por todos, afinal a palavra enciclopédia significa a inter-relação das ciências, nas palavras do próprio Diderot. V. Se para o filósofo iluminista a razão era libertadora, para a maior parte das monarquias europeias ela era reformista. Assim, buscando estimular o acesso às obras iluministas, os reis absolutistas providenciaram a distribuição da Enciclopédia em todo o seu reino, por isso foram chamados de Déspotas Esclarecidos. Estão corretos, apenas I, III e V. II, IV e V. X I, III e IV. III, IV e V. I, II e III. [358654_1147 66] Questão 008 A relação entre objetividade e subjetividade do conhecimento produzido é um dilema para a Historiografia. Sobre esse debate, assinale a alternativa correta. O debate tem pouco ou nenhum valor para a Historiografia, visto que o conhecimento produzido é sempre uma interpretação subjetiva do passado, realizada por um indivíduo, o historiador. X A objetividade e a subjetividade coexistem em um trabalho de História. A objetividade, porém, tem um valor maior perante a subjetividade, pois é função do historiador descrever o passado e trazer resoluções para a sociedade. A objetividade é sempre danosa ao trabalho historiográfico. Através dela, anulam-se outras visões sobre o passado, trazendo uma única versão para o fato. Tanto a objetividade quanto a objetividade fazem parte do trabalho do historiador. A subjetividade permite diferentes pontos de vista sobre um fato histórico, mas não pode ser determinante a ponto de negar realidades ocorridas. Nesse ponto, a objetividade é importante, pois é capaz de definir para a sociedade quais interpretações do passado excedem a realidade dos ocorridos. Pincel Atômico - 03/03/2024 17:59:29 5/5 A objetividade deve ser premissa essencial para aqueles que pretendem estudar e compreender o passado. Dessa maneira, deve-se buscar a verdade e a perfeita descrição dos fatos, não deixando dúvidas ou debates pendentes na produção do conhecimento histórico.