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Pincel Atômico - 03/08/2024 08:38:11 1/5 NANDO RODRIGUES DE SOUSA Avaliação Online - Todos Capitulos/Referencias (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 17/07/2024 18:31:58 (2180783 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTORIOGRAFIA [1149419] - Avaliação com 10 questões, com o peso total de 30,00 pontos [capítulos - Todos] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A130624 [128226] Aluno(a): 91628227 - NANDO RODRIGUES DE SOUSA - Respondeu 10 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota [358652_1221 98] Questão 001 (CAMPOS NOVOS 2019) Leia com atenção o texto a seguir: Os _________ podem ser considerados sinais do passado, materiais da memória e documentos necessários para a narrativa histórica. Atualmente, eles assumem significado semelhante às criações musicais, rituais, gestos e línguas ágrafas, também denominados patrimônio. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.. Sambaquis. Aquedutos. X Monumentos Ladrilhos. Fósseis. [358652_1150 58] Questão 002 Complete a frase e marque a alternativa correta. Ao denotar o seu caráter literário, ______________ colocou em questão a cientificidade da história como campo do conhecimento. Desta forma, a partir da análise de obras clássicas do século XIX aproximou a história de um _______________ . Fernand Braudel – modelo estrutural. Eric Hobsbawm – relação de classes. Lucien Febvre – esquema mental. Lawrence Stone – debate. X Hayden White – gênero literário. Pincel Atômico - 03/08/2024 08:38:11 2/5 [358652_1221 61] Questão 003 (ENADE 2014) “Ao se problematizar a produção do conhecimento histórico, as representações do tempo, do passado e da ciência com que operamos, um novo conceito de temporalidade se tornou possível: não mais o de um tempo definido aprioristicamente, em que o historiador inscreveria os acontecimentos, como num filme linear; mas o tempo da experiência, do acontecimento em sua singularidade, o que torna possível perceber que há diferença na repetição e que trabalhamos com a multitemporalidade, ao invés de restringirmo-nos a uma temporalidade única.” ROSSI, V.L.S.; ZAMBONI, E. (org.) Quanto tempo o tempo tem! 2a ed. Campinas: Editora Alínea, 2005 (adaptado) O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma determinada temporalidade, a qual expressa sinais do pensamento, das ações e experiências humanas em uma determinada época. Sobre o conceito de tempo, a partir das perspectivas teóricas mais atuais, avalie as afirmações a seguir: I. Valoriza-se o tempo plural e em diferentes sintonias, em detrimento do tempo linear e progressivo, entendido como sentido único. II. A História se constrói com base na ideia de tempo cumulativo, na qual a curta duração forma a longa duração. III. Reconhecem-se múltiplas temporalidades, onde o tempo cronológico coexiste com o tempo das rupturas e das continuidades. IV. O tempo deve ser entendido em seu contexto histórico e, nesse sentido, a divisão cronológica da História é o principal instrumento para explicar as ações humanas. É correto apenas o que se afirma em: X I e III. I, III e IV. II e III. I, II e IV. II e IV. [358652_1147 79] Questão 004 Qual é a ideia que fundamenta o conceito de “materialismo histórico” na teoria de Karl Marx? A noção de que nossas vidas em sociedade pouco interferem no futuro a humanidade, e que apenas os fatores culturais determinam a realidade. Nossa percepção do mundo real está limitada por nossa capacidade física, que é incapaz de entender outras formas de existência. A noção de que nossos corpos são apenas receptáculos temporários de um espírito em constante evolução. A ideia de que somos todos seres mortais e que, por isso, devemos aproveitar a materialidade plenamente, durante a curta existência que temos. X O modo de produção e a vida material condicionam a sociedade, política e instituições em geral, submetidas à disputa entre quem detêm a materialidade e quem trabalha para estes. Pincel Atômico - 03/08/2024 08:38:11 3/5 [358652_1222 26] Questão 005 (SEDU-ES - 2016) Considere o texto: “Para Jörn Rüsen a consciência histórica pode ser definida como uma categoria que se relaciona a toda forma de pensamento histórico, através do qual os sujeitos possuem a experiência do passado e o interpretam como história. Em outras palavras ela é ‘[...] a suma das operações mentais com as quais os homens interpretam sua experiência da evolução temporal de seu mundo e de si mesmos, de forma tal que possam orientar, intencionalmente, sua vida prática no tempo’.” MARRERA, Fernando Milani & SOUZA, Uirys Alves de. “A tipologia da consciência histórica em Rüsen”. Revista Latino-Americana de História. v. 2, n. 6. Ago. 2013 – Edição Especial, p. 1070. Disponível em: http://projeto.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/viewFile/256/209. Acesso em: 07 de dezembro de 2015. Segundo o texto acima, a importância da consciência histórica reside em sua relação com todas as formas de pensamento sintetizando todo o conhecimento que é fruto das operações mentais dos sujeitos históricos. em sua vocação para orientar o sentido da vida, viabilizando o sujeito por em prática a percepção do tempo vigente em seu mundo e suas intenções individuais. X na possibilidade do homem interpretar-se a si mesmo e a seu mundo historicamente, compreendendo-os em termos de experiência e evolução temporal. na necessidade do sujeito em posicionar-se diante da vida por meios de suas interpretações do mundo, independentemente do pensamento histórico na capacidade de um sujeito julgar a qualidade do passado que viveu, sua evolução através dos tempos, evitando praticar os erros cometidos. [358653_1150 44] Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Assinale a alternativa que traz a CORRETA interligação entre as noções de modernidade e progresso. A Belle Époque e a busca da beleza que a caracterizou determinava um mundo de progresso em que a beleza sempre estaria acima da ordem e da disciplina. A noção de modernidade e de progresso são e relacionam na construção de sociedades humanas ricas de novidades, porém desordenadas. A modernidade e o progresso não podem ser relacionados, tendo em vista que a busca pela novo não precisa vir acompanhada do conceito relativo de progresso. X A modernidade, como um projeto civilizatório, se baseou na construção de uma sociedade disciplinar voltada para o progresso, e da chamada modernização, a partir deste originada. A ordem não pressupõe o progresso no mundo da modernidade. [358653_1147 85] Questão 007 (CAMPOS NOVOS – 2019) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre a obra historiográfica de Eric John Ernest Hobsbawn: ( ) Nasceu em Alexandria, mas é mundialmente conhecido como um historiador britânico e marxista. ( ) Sua obra histórica privilegiou o estudo da construção das tradições no contexto do Estado-nação. ( ) Nos escritos Nações e Nacionalismos e A Invenção da Tradição tratou também da história das ideologias políticas e sociais. ( ) Considerava que, muitas vezes, as tradições são inventadas por elites nacionais para justificar a existência e importância de suas respectivas nações. ( ) Nos seus livros A era das Revoluções e Riqueza das Nações tratou com destaque das classes dominantes como promotoras do crescimento econômico. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. Pincel Atômico - 03/08/2024 08:38:11 4/5 V • F • F • V • F. F • V • F • V • V. F • V • V • F • V. X V • V • V • V • F. V • F • V • V • F. [358653_1147 68] Questão 008 (IFRN 2012) A análise criteriosa do discurso historiográfico é uma das habilidades exigidas do professor de História. Considerando essa habilidade, analise os dois documentos a seguir: I – “Em seus escritos, os pensadores iluministas insistiam: somente a partirdo uso da razão os homens atingiriam o progresso, em todos os sentidos. A razão permitiria instaurar no mundo uma nova ordem, caracterizada pela felicidade ao alcance de todos”. (MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio.x São Paulo: Moderna, 2002, p. 250). II – “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, se lembrou de dizer: Isto é meu; e encontrou pessoas, suficientemente simples, que acreditaram nele. Quantos crimes, guerras, homicídios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado aos seus semelhantes: não deveis escutar este impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos pertencem a todos e que a terra não é de ninguém”. (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1977, p. 86) (Grifo do autor). A partir desses documentos e do conhecimento sobre o pensamento iluminista, pode- se afirmar corretamente que as reflexões de Rousseau se diferenciam das ideias de outros autores iluministas na medida em que questiona a bondade natural dos homens com base na ideia de que a razão individualista dificulta a construção de projetos sociais coletivos. aponta a Monarquia Esclarecida como única alternativa para conter a propriedade privada, considerada por ele o principal entrave para a felicidade humana. aproxima razão e posse de terras. A ideia de razão e de propriedade são dependentes. defende a construção de uma nova ordem gerida por um Contrato Social, segundo a qual o progresso humano viria com a superação do estado natural. X relativiza a importância da razão como elemento decisivo para o progresso e sugere outros aspectos que precisam ser considerados para a conquista da felicidade dos homens. [358654_1147 66] Questão 009 A relação entre objetividade e subjetividade do conhecimento produzido é um dilema para a Historiografia. Sobre esse debate, assinale a alternativa correta. A objetividade deve ser premissa essencial para aqueles que pretendem estudar e compreender o passado. Dessa maneira, deve-se buscar a verdade e a perfeita descrição dos fatos, não deixando dúvidas ou debates pendentes na produção do conhecimento histórico. O debate tem pouco ou nenhum valor para a Historiografia, visto que o conhecimento produzido é sempre uma interpretação subjetiva do passado, realizada por um indivíduo, o historiador. Pincel Atômico - 03/08/2024 08:38:11 5/5 X Tanto a objetividade quanto a objetividade fazem parte do trabalho do historiador. A subjetividade permite diferentes pontos de vista sobre um fato histórico, mas não pode ser determinante a ponto de negar realidades ocorridas. Nesse ponto, a objetividade é importante, pois é capaz de definir para a sociedade quais interpretações do passado excedem a realidade dos ocorridos. A objetividade e a subjetividade coexistem em um trabalho de História. A objetividade, porém, tem um valor maior perante a subjetividade, pois é função do historiador descrever o passado e trazer resoluções para a sociedade. A objetividade é sempre danosa ao trabalho historiográfico. Através dela, anulam-se outras visões sobre o passado, trazendo uma única versão para o fato. [358654_1147 76] Questão 010 (IFPR – 2014) A historiografia passou por consideráveis modificações metodológicas que permitiram maior conhecimento do cotidiano do passado, por meio da incorporação de novos tipos de fontes de pesquisa. Uma delas foi a criação da revista intitulada Annales d’Histoire Économique et Sociale, cujos fundadores foram Lucien Febvre e Marc Bloch, na primeira metade do século XX. Ao longo da década de 1930, essa revista se tornaria símbolo de uma nova corrente historiográfica. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o nome dado a esse movimento historiográfico e a proposta inicial do referido periódico. Pós-Estruturalismo. Pretendia um estudo do poder e as suas formas de distribuição pela sociedade, apresentando as relações de poder entre os corpos como objeto de estudo, ao invés das formações sociais e do homem em sociedade, preconizadas por marxistas. Materialismo Histórico. Pretendia evidenciar a luta de classes como o verdadeiro fundamento de uma História em movimento. O “acontecimento” e “as ações individuais” seriam consequências naturais do estágio do modo de produção em curso. Escola Positivista. Pretendia fortalecer a historiografia tradicional, apresentando todos os aspectos possíveis da vida humana ligada à análise das estruturas. X Escola dos Annales. Pretendia substituir as visões breves anteriores, pautadas no Positivismo, por análises de processos de longa duração. Além disso, preocupava-se em tirar a história de seu isolamento disciplinar, de forma que as formas de pensar em História estivessem abertas às problemáticas e a metodologias existentes em outras ciências sociais, no que se costuma denominar de interdisciplinaridade. Historicismo. Pretendia dedicar grande atenção à subjetividade e à interpretação, aproveitando-se muito do método positivo. Além disso, preocupava-se em tirar a história de seu isolamento disciplinar, de forma que as formas de pensar em História, estivessem abertas às problemáticas e a metodologias existentes em outras ciências sociais, no que se costuma denominar de interdisciplinaridade.