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PROVOCAÇÕES
[...]
“Eu já nasci ouvindo música, desde a barriga da minha mãe. Eu peguei por hereditariedade. Meu 
avô era meio cigano, era escrivão, viajava pelas cidades pela companhia ferroviária e formava bandas. 
Isso aconteceu em várias cidades, como Catas Altas e Diamantina”, comenta o artista, fi lho de mãe 
bandolinista e pai violonista. 
[...]
“Meu músico de referência, quando eu estava crescendo, foi meu irmão, Paulinho (Horta), baixista, 
que já colocava jazz para eu ouvir”, relembra. Foi Paulinho quem deu ao irmão seu primeiro violão e lhe 
apresentou seu companheiro de trabalho, Chiquito Braga, que se transformou em uma referência para o 
violonista pelo resto da vida. “Quando comecei a tocar violão, parecia que meu caminho já estava escrito. 
Deus me deu esse talento, e o resto foi perseverança”, ressalta.
[...]
ROCHA, Gustavo. Toninho Horta: os cinquenta anos de carreira de um audaz. O Tempo, Contagem (MG), 30 ago. 2018. 
Disponível em: https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/toninho-horta-os-50-anos-de-carreira-de-um-audaz-1.2024171. 
Acesso em: 28 out. 2019.
O músico e compositor mineiro Toninho Horta (1948-) integrou o grupo que, liderado por 
Milton Nascimento, gravou o antológico Clube da esquina, um dos mais importantes álbuns 
da música brasileira. Tendo desenvolvido um estilo próprio de tocar e criando harmonias 
que arrebatam admiradores, como Pat Metheny e George Benson, foi incluído entre os 
guitarristas mais infl uentes do mundo do jazz no século XX ao participar da antologia 
Progressions – 100 years of jazz (Estados Unidos, Columbia/Legacy, 2005). 
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O documentário A música audaz de Toninho Horta, de Fernando de Assis 
Libânio, é uma homenagem ao trabalho do músico mineiro e conta com 
diversas participações dos que compartilham com ele a cena musical 
brasileira; entre eles, Milton Nascimento. Produção: Brasil, 2011. Duração: 
50 minutos. 
Reprodução/Acanga Filmes/Terra dos Pássaros
 7. Em seu depoimento, o músico mineiro Toninho Horta fala de talento. 
a) De acordo com ele, de onde vem o talento das pessoas? 
b) Essa é a sua ideia de talento? Explique.
c) A pesquisadora e professora de psicologia Brooke Macnamara investiga a questão: vale mais 
o talento ou o esforço? Digite o nome dela em um site de busca para pesquisar as conclusões 
a que ela chegou.
d) Depois de ler algumas das ideias da pesquisadora, a que conclusão você chegou? Você acre-
dita que o talento determina uma vida ou há outros fatores que infl uenciam nossas escolhas, 
nossos caminhos? Argumente.
e) Que fatores da sua realidade representam um apoio para o seu desenvolvimento?
Segundo o músico, o talento vem de Deus; é 
um dom, ou seja, um presente de Deus.
7. c) Algumas sugestões de informações sobre a pesquisa de Brooke Macnamara: https://exame.abril.com.br/revista-exame/suor-
ou-talento/, http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/muita_pratica_nem_sempre_leva_a_perfeicao.html.
7. b) Aceite as respostas dos estudantes. Convide a turma a pesquisar em dicionários as acepções das palavras talento e dom. Ajude os 
estudantes a perceber que o termo dom está mais ligado à noção de talento como dádiva divina, ao passo que o termo talento pode ou 
não estar carregado de sentido mais divino. O fundamental é compreenderem que não há um sentido único, as palavras estão carregadas 
de valores, ou seja, os valores que temos infl uenciam nossa percepção da vida e o modo como avaliamos as oportunidades. Assegure-se 
também de proporcionar um ambiente de acolhimento e de respeito a todas as concepções de valores.
 Texto 5
Estudos ligam uso inadequado de redes sociais a depress‹o entre adolescentes
SÃO PAULO E RIO – A barriga dói na expectativa da primeira curtida. E, se alguém com menos 
seguidores consegue “bombar” nas redes sociais, logo vem a sensação de fracasso como um aperto no 
peito. Parece fi cção científi ca, mas é de verdade: a vida digital descontrolada tem causado efeitos no bem-
-estar de adolescentes e jovens. Enquanto eles começam a descobrir as emoções a que são expostos na 
internet, cientistas de todo o mundo estão atrás de evidências para entender como e por que estar nas 
redes sociais pode alterar o equilíbrio mental de quem já cresceu conectado. 
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“O [rede social para publicação de fotogra� as] era vinculado diretamente a minha autoestima, imagem e 
valor. Se não recebia muitos likes, começava a questionar o que � z de errado”, diz a in� uenciadora digital 
Daniela Zogaib do Nascimento, de 25 anos. [...]
“Estamos todos nos comparando e nos sentindo mal porque tem sempre alguém acima que nos gera 
incômodo”, diz ela, que evitava até encontros presenciais com medo de frustrar quem a conhecia só 
pelas telas. Acuada, resolveu reagir: apareceu sem maquiagem ou � ltros e relatou em um vídeo a pressão 
virtual. “Quando você está nessa teia, não consegue pensar como pessoa normal.”
Para especialistas, a multiplicação de imagens que sugerem vidas perfeitas, como as que Daniela 
acessava, pode tirar o sossego de adolescentes e jovens. “Acreditamos que o tempo de tela em que há 
comparação social, como fotos de colegas exibindo corpos perfeitos, tem correlação com sintomas 
de depressão na adolescência”, disse ao Estado Elroy Boers, do Departamento de Psiquiatria da 
Universidade de Montreal, no Canadá. Boers é autor de estudo publicado neste mês no periódico Jama 
Pediatrics, que relacionou aumento de tempo nas redes sociais e na televisão a sintomas de depressão.
Durante quatro anos, 3,8 mil jovens de 12 a 16 anos preencheram questionários sobre o tempo em 
que permaneciam em frente a diferentes tipos de telas e sintomas de depressão. De acordo com Boers, 
além do fenômeno de comparação, outra hipótese é a de que algoritmos das redes (que permitem 
que conteúdos semelhantes aos já acessados sejam entregues aos usuários) podem reforçar quadros 
depressivos. Se o usuário pesquisa “magreza” ou “depressão”, mais conteúdos relacionados ao tema são 
oferecidos. [...]
[...]
Especia listas têm se preocupado com os dados, mas são cautelosos ao buscar relações de causa e 
efeito. Sabe-se que a depressão depende de muitos fatores e, portanto, atribuir o distúrbio apenas à rede 
social seria reduzi-lo.
“Há fatores predisponentes, como famílias desestruturadas, histórico, baixa autoestima. Mas, na 
medida em que jovens entram na rede social, isso puxaria o gatilho da predisposição. É um novo palco 
para manifestação dos problemas”, diz Cristiano Nabuco, do grupo de dependências tecnológicas do 
Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). “Hoje, com as redes sociais, temos 5 mil 
amigos; nosso cérebro entende que estamos sempre muito atrás de muitas outras pessoas”.
MARQUES , Júlia; JANSEN, Roberta. Estudos ligam uso inadequado de redes sociais a depressão entre adolescentes. 
O Estado de S. Paulo, São Paulo, 27 jul. 2019. Disponível em: https:/ /saude.estadao.com.br/noticias/
geral,estudos-ligam-uso-inadequado-de-redes-sociais-a-depressao-entre-adolescentes,70002942161. 
Acesso em: 17 out. 2019.
 8. A reportagem apresenta os resultados iniciais de uma pesquisa canadense cujo objetivo é 
investigar a relação entre tempo gasto nas redes sociais e depressão. 
a) Quais são as conclusões iniciais da pesquisa?
b) Qual é o alerta que os pesquisadores fazem com relação a esse resultado?
 9. Nessa reportagem, a infl uenciadora digital Daniela faz referência a um comportamento que 
afeta o equilíbrio, o bem-estar e a autoestima, em especial dos jovens: a busca por corres-
ponder a padrões.
a) A que padrões ela se refere?
b) Você se reconhece na difi culdade dela? Explique. 
c) Que outros padrões impostos pela sociedade você identifi ca? Considera importante segui-los? 
Por quê?
d) De q ue modo você lida com a pressãoimposta por alguns padrões?
É fundamental discutir a questão dos modelos estéticos, comportamentais, etc. Seria importante também 
discutir como as redes sociais estimulam comparações que provocam distorções no modo de ver a si mesmo, à própria realidade.
Os resultados parecem preocupantes, mas os cientistas consi-
deram que é melhor não relacionar tão diretamente, ao menos 
por enquanto, o tempo gasto nas redes sociais ao disparo da depressão.
Embora as redes sociais pareçam colaborar para a depressão, sendo ao menos um dos espaços em que ela se manifesta, há 
outros fatores que predispõem as pessoas a esse problema e eles não podem ser menosprezados.
Ela se refere a padrões estéticos, ligados à ideia de beleza sempre perfeita, à apa-
rência de bem-estar contínuo.
9. b) Aceite todas as respostas. Caso a explicação não esteja coerente com a resposta, se possível, por meio de uma nova questão, 
ajude o estudante a perceber essa incoerência e o convide a refl etir um pouco mais sobre o assunto.
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https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,estudos-ligam-uso-inadequado-de-redes-sociais-a-depressao-entre-adolescentes,70002942161
PROVOCAÇÕES
Costumamos chamar de padrão um modelo socialmente aceito, um comportamento en-
tendido por certo grupo, em determinada época, como ideal ou desejável. É possível falar em 
padrão estético, em ideal de beleza, que pode se referir ao corpo, às artes, à moda, etc. Também 
há padrões de comportamento entendidos como exemplares. 
Há ainda padrões que são percebidos como prejudiciais ao indivíduo, como os padrões re-
petitivos, estudados na psicologia: aqueles que a pessoa, sem ajuda, não consegue mudar mes-
mo quando deseja mudar; por exemplo, ela empenha-se em parar de comer doces, mas não 
consegue. 
Segundo a reportagem (texto 5), padrões de beleza e de vidas perfeitas disseminados pelas 
redes sociais, pela publicidade, etc. têm imposto sofrimento a quem busca contemplá-los e a 
quem foge deles.
Cabe indagar: O que seria beleza ou vida perfeita? Será que há um modelo único capaz de 
servir a muitas pessoas?
E para ampliar a discussão: Por que existem padrões de beleza e de comportamento? Quem 
os impõe? Por que tanta gente acha que precisa segui-los? Eles têm relação com felicidade?
MAS O QUE SIGNIFICA ?PADRÃO
 10. Releia e compare as ideias a seguir. Como elas se relacionam?
[...] um grande número de particularidades também nos constitui. Estas nos singularizam, nos 
discriminam. Elas também precisam ser consideradas na hora de pensar na vida. [Texto 2]
Estamos todos nos comparando e nos sentindo mal porque tem sempre alguém acima que nos gera 
incômodo. [Texto 5]
a) Você identifi ca singularidades no poema de Neruda (texto 1)? Quais? Explique.
b) Pense e argumente: A afi rmação da singularidade é compatível com a imposição e/ou adoção 
de padrões? Explique.
10. a) O essencial é os estudantes perceberem que, ao se descrever, o eu lírico apresenta algumas 
singularidades a seu respeito, ou seja, seleciona traços que o tornam único, ainda que em situações coti-
dianas, como em “inoxidável de coração”, “apaixonado pelas estrelas”. Chame a atenção da turma para 
o fato de que, em diversas construções do poema, o que é singular é o modo de usar a linguagem para 
se descrever, mais do que o que é descrito, como em “mínimo de olhos, escasso de cabelos na cabeça”.
10. b) Aceite as respostas cuja explicação seja coerente com a ideia apresentada. Ajude os estu-
dantes a perceberem que há uma tensão entre padrões, que se fundamentam em valores coleti-
vos, e singularidades, que costumam destacar o indivíduo dessa coletividade. 
 Texto 6
Como i guais
Eu procuro um lugar
Um lugar onde for
Eu procuro um lugar
No lugar onde estou
Eu procuro um lugar
Um lugar por aí
Um lugar onde entrar
Sem precisar pedir
Um lugar onde todos estão onde estão
Porque todos estão quando estão presentes
Um lugar onde todos são só o que são
Porque, sendo o que são, todos são simplesmente
Eu procuro um lugar
Numa rua qualquer
Eu procuro um lugar
Onde a gente estiver
Eu procuro um lugar
De onde eu possa me ver
Um lugar onde entrar
Sem precisar bater
Um lugar onde todos se veem como iguais
Porque só os iguais podem ser diferentes
Um lugar onde todos se veem nos demais
Porque é olhando os demais que enxergamos a gente
COMO iguais. Intérprete: Sérgio Britto. Compositor: Sérgio Britto. In: PURABOSSANOVA.
Intérprete: Sérgio Britto. [S. l.]: Som Livre, 2013. 1 CD, faixa 6.
O carioca Sérgio Britto (1959-), vocalista, músico e compositor, faz parte da banda Titãs e 
desenvolve carreira solo. Muitos dos sucessos da banda são composições suas, como “Marvin” 
(com Nando Reis), “Homem primata” (com Marcelo Fromer, Nando Reis e Ciro Pessoa), “Comida” 
(com Fromer e Arnaldo Antunes), “Miséria” (com Antunes e Paulo Miklos) e “Epitáfi o”.
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 11. O lugar a que se refere a canção “Como iguais” não é necessaria-
mente um lugar físico, geográfi co.
a) A que tipo de lugar pode estar se referindo o eu lírico?
b) Releia: “é olhando os demais que enxergamos a gente”. Você con-
corda com essa afi rmação? Por quê? Explique. 
 12. Há uma aparente contradição nos versos “Um lugar onde todos 
se veem como iguais / Porque só os iguais podem ser diferentes”. 
a) Qual é ela?
b) Trata-se de fato de uma contradição? Explique. 
c) Relate uma experiência sua que ilustre a ideia desses versos. Se 
não tiver experimentado algo assim, relate uma notícia que ilustre 
isso ou conte um trecho de fi lme ou de livro que dê essa ideia.
 13. Segundo essa canção, qual pode ser a fi nalidade de observar as 
outras pessoas? Em seu cotidiano, você já vivenciou essa possibi-
lidade? Explique.
A um lugar psíquico, social, cultural.
A ideia de que todos são iguais e diferentes ao mesmo tempo.
Entre os álbuns da carreira solo 
de Sérgio Britto, destaca-se Pu-
rabossanova, de 2013, por ter mú-
sicas leves, interpretadas em por-
tuguês e em espanhol. É dele que 
consta a canção “Como iguais”, 
transcrita na página anterior. 
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 Texto 7
Dia branco
Se você vier
Pro que der e vier comigo
Eu te prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Uma praça na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
DIA branco. Intérprete: Geraldo Azevedo. Comporsitor: Geraldo Azevedo e Renato Rocha. In: INCLINAÇÕES musicais. 
Intérprete: Geraldo Azevedo. [S. l.]: Ariola, 1981. 1 CD, faixa 2. Disponível em: https://geraldoazevedo.com.br/
musicas/inclinacoes-musicais/. Acesso em: 28 nov. 2019.
Na obra do músico e compositor pernambucano Geraldo Azevedo (1945-), destacam-se
ritmos nordestinos como frevo, forró, xote, baião, maracatu. Interessado na arte e na cultura 
brasileira, em 1965 fundou o grupo Raiz, dedicado a pesquisá-las. Com os músicos Naná 
Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin da Flauta, em 1967 formou o Quarteto Livre, grupo que 
acompanhou Geraldo Vandré em diversos shows. Suas canções integraram a trilha sonora de 
diversas telenovelas, como Gabriela e Saramandaia, ambas produzidas pela TV Globo. 
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 14. Em “Dia branco” o eu lírico parece esperar, mais que uma identidade total, uma fusão entre 
os amantes: “Se você vier / Pro que der e vier comigo”. A ideia de estar com o outro sempre, 
em qualquer circunstância, corresponde à de encontrar a “cara-metade”, o outro que me 
completa e anula minha solidão, pois o eu lírico passaa ser um par, e não um só indivíduo 
ou um indivíduo só.
Na sua opinião, é possível essa fusão? Como fi ca a identidade de cada um em uma relação 
desse tipo? Explique e justifi que.
F ilme
A fi cção estadunidense Brilho eterno de uma mente sem lembran•as, dirigida em 2004 por 
Michel Gondry, apresenta as consequências do difícil relacionamento amoroso de Joel e 
Clementine: já separados, para esquecer um ao outro, recorrem a uma clínica especializada 
em apagar certas lembranças da memória. Por meio das vivências do personagem Joel, o 
fi lme sinaliza que o amor e as lembranças geradas por ele se tornam parte da identidade de 
quem vive essa história e que apagá-las signifi ca eliminar também parte do que a pessoa é.
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Ha respostas e comentários em geral no Manual do Professor Parte Específi ca.
Não escreva
neste livro.
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https://geraldoazevedo.com.br/musicas/inclinacoes-musicais/
PROVOCAÇÕES
 Texto 8
O sal da terra
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melh or juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois
Deixa nascer, o amor
Deixa fl uir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
O SAL da terra. Intérprete:
Beto Guedes. Compositores: 
Beto Guedes e Ronaldo Bastos. 
In CONTOS da lua vaga. 
Intérprete: Beto Guedes. [S. l.]: 
Emi-Odeon, 1981. 1CD, faixa 1.
 15. Em “ O sal da terra”, o amor referido não se dá apenas entre duas pessoas; ele se estende ao 
planeta, à terra, a toda a humanidade.
a) Copie do texto trechos que confi rmem essa ideia.
b) Que relação é possível estabelecer entre identidade e esse amor amplo e plural? 
 16. O pensador francês Edgar Morin propôs sete saberes como essenciais para a formação das pes-
soas no século XXI. Entre eles está a necessidade de aprendermos a identidade terrena. Diz ele:
[...] temos todos uma identidade genética, cerebral, afetiva comum em nossas diversidades 
individuais, culturais e sociais. Somos produto do desenvolvimento da vida da qual a Terra foi matriz e 
nutriz. Enfi m, todos os humanos, desde o século XX vivem os mesmos problemas fundamentais de vida 
e de morte e estão unidos na mesma comunidade de destino planetário.
Por isso, é necessário aprender a “estar aqui” no planeta. Aprender a estar aqui signifi ca: aprender a 
viver, a dividir, a comunicar, a comungar; é o que se aprende somente nas — e por meio de — culturas 
singulares. Precisamos doravante aprender a ser, viver, dividir e comunicar como humanos do planeta 
Terra, não mais somente pertencer a uma cultura, mas também ser terrenos. [...]
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do futuro. Tradução de 
Catarina da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 2000. p. 76.
a) Que relação é possível estabelecer entre as palavras de Morin e a letra da canção de Beto Guedes? 
b) Como você acha possível desenvolver uma identidade terrestre?
 17. Estes versos do texto 8 destacam a necessidade de um mundo mais solidário. Releia: “Vamos 
precisar de todo mundo / Um mais um é sempre mais que dois / Pra melhor juntar as nossas 
forças / É só repartir melhor o pão”. Por que um mais um é sempre mais que dois? 
17. Porque a união fortalece para além da unidade: se individualmente temos determinada força, quando unidos a outro somamos a ela a força 
do outro e a força da união das pessoas, o que potencializa ainda mais a somatória simples. Trata-se, por isso, de uma força transformadora. 
A questã o favorece o trabalho com a competência socioemocional habilidade de relacionamento.
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 O mineiro Beto Guedes (1951-) integrou como compositor e cantor o grupo de músicos que 
participaram do álbum Clube da esquina, lançado em 1972, que projetou diversos compositores 
mineiros: Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta, etc. Autor de inúmeros sucessos das 
décadas de 1970 e 1980, como “Amor de índio” e “Sol de primavera” (ambas em parceria
com Ronaldo Bastos), é também exímio fabricante de instrumentos.
Ronaldo Bastos (1948-), poeta, letrista e produtor musical, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro. Iniciou 
sua carreira artística na década de 1960, compondo com Milton Nascimento. Em 1994, criou o selo 
Dubas Música, responsável pelo lançamento de discos de Toninho Horta, entre outros. A
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Há respostas e comentários em geral no Manual do Professor, Parte Específi ca.
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