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UNIVERSIDADE PAULISTA
 BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 POLO – CASTANHAL
 
 DISCENTE 
 Amanda Raires Freitas da Silva 
 
 DOCENTE
 Vitória Gomes Plácido De Souza 
 ESTUDO DE CASO
 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (IC) 
 
CASTANHAL-2024
 Amanda Raires Freitas da Silva 
 
 
 ESTUDO DE CASO:
 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (IC) 
Trabalho de estudo de caso para 
obtenção de nota para o estágio 
obrigatório de Graduação em 
Enfermagem apresentado à 
Universidade Paulista – UNIP. 
Docente: Vitória Gomes Plácido De 
Souza 
NOTA___________
CASTANHAL-2024
SUMÁRIO:
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4 
ESTUDO DE CASO .................................................................................................. 5 
1. Questão norteadora .............................................................................................. 5 
2. Identificação da pessoa em estudo ........................................................................ 5 
3. Resumo dos problemas ........................................................................................ 5 
4. Fundamentação teórica ......................................................................................... 6 
5. Alternativas ou Proposta ....................................................................................... 6 
6. Ações implementadas ou Recomendadas ............................................................ 7 
7. Discussão ............................................................................................................. 7 
CONCLUSÃO........................................................................................................…...8 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................……9
4
INTRODUÇÃO: 
 A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma situação complexa que atinge o indivíduo 
acometido, sua rede de apoio familiar e o sistema de saúde. Ela é definida como a 
incapacidade do músculo cardíaco em funcionar com destreza, atendendo as 
necessidades metabólicas ou quando as pressões de enchimento tem que se elevar para 
que as necessidades metabólicas sejam supridas (Diretriz Brasileira de Insuficiência 
Cardíaca Crônica e Aguda, 2018). Sabe-se que a IC não se origina de um único fato, 
desta forma, é necessário analisar os fatores sociais, econômicos e genéticos, a fim de se 
ter uma real noção sobre o processo de adoecimento global. 
 Segundo Savarese e Lund (2017), 26 milhões de pessoas no mundo convivem com 
esta situação e as projeções para os próximos anos sugerem um aumento na incidência, 
pensando nisto, os profissionais de enfermagem tem papel fundamental no cuidado ao 
paciente com Doenças Cardiovasculares (DCV), visto que, a enfermagem atua em todos 
os contextos de cuidado.
 Pensando nisso, o profissional de enfermagem inserido no processo de cuidados ao 
paciente portador de IC deve traçar estratégias para fornecer qualidade de vida, 
orientando-o sobre ações preventivas para o não agravamento de sua condição que pode 
culminar em uma internação. Dentro dos serviços de cuidados cardiovasculares 
intensivos, o profissional não preocupa-se apenas com o órgão alvo, suas ações também 
são direcionadas para a prevenção de infecções e lesões, assim como questões 
emocionais (NASCIMENTO, et al., 2019). Diante do exposto tem-se o seguinte 
questionamento: quais as intervenções de enfermagem ao paciente com insuficiência 
cardíaca. É o que se pretende demonstrar no estudo presente.
 
5
ESTUDO DE CASO 
1. QUESTÃO NORTEADORA: 
 Como o enfermeiro, dentro de suas atribuições, pode contribuir para promover a melhor 
assistência de enfermagem ao paciente com insuficiência cardíaca?
2. Identificação da pessoa em estudo: 
 Paciente, E.O.S., 76 anos, branco, do sexo masculino, viúvo, natural de Castanhal-PA, 
aposentado. Procurou a UBS por queixa-se de cansaço há 3 dias, acompanhado de 
dispneia, que piora com esforço, melhora ao repouso. Além disso, relata dispneia 
paroxística noturna. Ademais nega dor precordial, nega febre, nega tontura. Nega alergias 
medicamentosas é hipertenso e diabético e afirma que já teve um episódio de Acidente 
Vascular Encefálico(AVE). Nos hábitos de vida, nega etilismo, nega tabagismo e 
drogadição, mas foi tabagista e etilista por mais de 30 anos. Ademais, afirma ter bons 
hábitos de vida, faz uso regular de insulina, Hidralazina e Furosemida. Sinais vitais: 
Normotenso (PA 130x40mmHg), normocardio (FC: 63bpm), afebril (TC:35,4ºC) o paciente 
apresenta-se estado geral regular.
3. Resumo dos problemas:
 Paciente deu entrada na UBS no dia 19/06/2024, com diagnóstico de insuficiência 
cardíaca. Ao exame físico: Bom estado geral, lúcido, orientado, acianótico, anictérico, 
hidratado. ACV: BRNF, 2T sem sopro. AR: murmúrio vesicular presente bilateralmente, 
com presença de creptos discretos na base. Saturação O2: 97%. MMII: Edema de 
membros inferiores (2+/4+), Pulso pedioso filiforme, Dermatite ocre presente. O paciente 
foi orientado realizar o teste de NT-proBNP: apresentando valores de BNP maiores que 
500 e de NT-proBNP maiores que 900 confirmando a IC como causa da dispneia, foi 
realizado o eletrocardiograma (ECG) amplitude do segmento ST - ≥ 2,0 mm, confirmando 
o diagnostico.
6
4. FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS:
 A moléstia se trata da disfunção cardíaca que ocasiona inadequado suprimento 
sanguíneo necessário para atender as necessidades metabólicas tissulares. Apresenta 
como sinais e sintomas principais a tolerância diminuída à atividade, alteração do estado 
mental, taquicardia, nictúria, dispneia ao esforço, ortopneia, dispneia paroxística noturna e 
lipotímia, os quais geram limitações na vida dos indivíduos acometidos. (Smeltzer 
SC,2009).
 Assim, tendo-se vista que a IC é uma doença crônica e sem tratamentos que visem a 
cura – mas o alívio dos sintomas, a melhoria da qualidade de vida, do estado funcional e 
o aumento da sobrevida –, o cuidado sistematizado de enfermagem, por meio da 
aplicação do Processo de Enfermagem (PE), é crucial em tais indivíduos.(Frazão 
CMF,2013)
5. ALTERNATIVAS OU PROPOSTAS (Diagnóstico de Enfermagem):
Situação Diagnóstico de 
Enfermagem
 Intervenções Resultado 
 
Cansaço Fadiga – evidenciada pela 
redução da capacidade de 
bombeamento do coração
Orientar repouso, promoção do 
exercício, estabelecimento de 
metas mútuas e incremento do 
sono.
Melhorar a 
cansaço e 
evitar 
possíveis 
complicações 
Dispneia, 
ao esforço
Mobilidade Física 
Prejudicada evidenciada 
pela dispneia ao esforço, 
relacionado a intolerância 
à atividade 
Cuidados com o repouso; 
Controle de energia; Promoção 
do exercício: alongamento; 
Assistência no autocuidado; 
Controle do ambiente.
Melhorar a 
dispneia 
7
Dispneia 
paroxística 
noturna
Dificuldade de respirar 
durante o sono
Avaliar condições que possam 
exacerbar a sensação de falta 
de ar, por exemplo, ansiedade 
ou medo, orientar quanto 
desenvolvimento de um plano 
de atividades que conserve 
energia, por exemplo, 
momentos de repouso durante 
o dia e Administrar medicações 
prescritas.
Melhorar a 
qualidade do 
sono
6. AÇÕES IMPLANTADAS:
 O tratamento deu-se pelo manejo das medidas gerais, e pela terapia antibiótica e pelo 
uso de inibidores da enzimaconversora da angiotensina (iECA), bloqueadores dos 
receptores da angiotensina (BRA) e betabloqueadores. As intervenções implementadas 
pela equipe de enfermagem foram para melhorar a função sistólica ventricular, aliviar os 
sintomas, regular as alterações neuro-humorais da insuficiência cardíaca, reduzir o 
fenômeno de remodelamento ventricular, minimizar complicações como tromboembolismo 
e arritmias, além da orientação quanto a medicação, sobre a importância da adesão ao 
tratamento, cuidados pessoais, cuidados com a alimentação e repouso.
 
7. DISCUSSÃO:
 Este trabalho teve como foco o estudo sobre diagnóstico e manejo de um caso de 
insuficiência cardíaca, que foi contornado por meio de tratamento clínico e ambulatorial. 
Desse modo, a IC é síndrome clínica complexa, com importantes repercussões na vida do 
paciente, responsável por gerar problemas que afetam diretamente as atividades de vida 
diária do indivíduo, a vida financeira e social. Logo, essa entidade deve ser destacada nos 
estudos sobre o cuidar em enfermagem, no intuito de oferecer assistência diferenciada e 
embasada cientificamente.
8
CONCLUSÃO:
 O presente estudo possibilitou identificar as ações de enfermagem ao paciente com 
Insuficiência Cardíaca (IC). Nesse contexto, fica evidente a necessidade do 
desenvolvimento de um plano de cuidado eficaz para os pacientes com IC. Com isso, a 
metodologia da Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE), juntamente ao 
Processo de Enfermagem (PE), faz que o enfermeiro delimite a intencionalidade do plano 
de cuidado a ser assistido ao paciente cardiopata e, assim, a intervenção e o resultado 
são alcançados pelo paciente e pela família. 
 Portanto, o desenvolvimento de um conhecimento sobre a Insuficiência Cardíaca é de 
suma importância para o autocuidado do paciente e para as práticas de auxílios do 
cuidado que os familiares desenvolvem com o cardiopata. É válido ressaltar que, percebe-
se a importância da evolução do relacionamento entre o enfermeiro e a família do usuário 
clínico, gerando um progresso no resultado estimado e, consequentemente, auxilia na 
qualidade de vida do paciente cardiopata. 
9
REFERENCIAS: 
• Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020 
[recurso eletrônico] / [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez; 
revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto 
Alegre: Artmed, Editado como livro impresso em 2018. 
• Diretriz de Insuficiência Cardíaca. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca 
Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018; v. 111, n. 3, p. 436-539. 
• Frazão CMF, Araújo AD, Lira ALBC. Implementação do processo de enfermagem 
ao paciente submetido à hemodiálise. Rev enferm UFPE on line. 2013; 7(esp.):824-
30. 
• Nascimento MNR, Vieira NR, Aguiar CAS, et al. Aspectos da Assistência de 
Enfermagem para pessoas com Insuficiência Cardíaca. Rev Enferm Atenção 
Saúde: v. 8, n. 2, p. 123-134, 2019. 
• Savarese G, Lund LH. Global Public Health Burden of Heart Failure. Card Fail Rev: 
v. 3, n.1, p. 7-11, 2017. 
• Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH. Brunner & Suddarth: tratado de 
enfermagem médico-cirúrgica. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2009.

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