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Distúrbios do Sódio • Hiponatremia: Na < 135 • Osmolalidade plasmática: 2 x Na + Glicose/18 + Ureia/6 • Hipertônica: Hiperglicemia • Isotônica: Pseudo-hiponatremia (Hipertrigliceridemia / Hiperproteinemia) • Hipotônica: Hiponatremia real - Hipervolêmica - insuficiência cardíaca, cirrose / Hipovolêmica - Desidratação, uso de diuréticos / Normovolêmica - SIADH / Polidipsia primária 1.1 Considerações gerais: • É o regente da osmolaridade! • O sódio é o principal determinante da osmolaridade plasmática. • Por consequência, os distúrbios do sódio podem ser distúrbios da água. • Osmolaridade plasmática = 2 x Sódio + (Glicose/18) + (Ureia/6); • Interpretação: Valores normais → 280 – 320 mOsm/L. ATENÇÃO! O cálculo da osmolaridade efetiva pode ser dito como: 2x Sódio + (Glicose/18). 2.1 Considerações gerais: • Caracteriza-se por: Na+ < 135 mEq/L; • O primeiro passo nesse quadro é determinar a osmolaridade plasmática; • Osmolaridade plasmática = 2 x Sódio + (Glicose/18) + (Ureia/6). • Tipos principais: • Hiponatremia hipertônica; • Hiponatremia hipotônica; • Hiponatremia isotônica. 2.2 Hiponatremia hipertônica: • Dá-se geralmente por: níveis reduzidos de sódio (hiponatremia) associado com níveis elevados de glicose (hipertônica); • Pelo caráter de distribuição livre nos espaços da ureia, é dada maior importância para a glicose; • De tal modo, o quadro é, geralmente, secundário a hiperglicemia exacerbada; principalmente 1.2 Regulação do sódio: • Inicialmente, no cérebro, há feedback com o túbulo renal; em níveis de osmolaridade elevados, a tendência é para que ocorra uma diluição sanguínea → retenção de água; • Produção de ADH: No túbulo coletor, demonstra ação no receptor V2 → inserção de aquaporina e reabsorção de água livre. ATENÇÃO: A retenção de água livre dilui o sódio plasmático! • Hipernatremia: Na > 145 Diagnóstico: • - Osmolaridade urinária > 600: Desidratação - Aumento do aporte de sódio • - Osmolaridade urinária < 600: Diabetes insipidus (Responde ao DDAVP: Central / Não responde: Nefrogênico) 1. O SÓDIO NO ORGANISMO 2. HIPONATREMIA DISTÚRBIOS DO SÓDIO em estados hiperosmolares; nesses casos, é imperativo corrigir o valor de sódio de acordo com a glicemia!! • Correção do sódio, pela glicemia; • A cada aumento de 100 mg/dL na glicemia → o sódio reduz em 1,6 – 2,2 mEq/L. 2.3 Hiponatremia isotônica: • Nesses casos, a osmolaridade dosada é normal! • Como? Tal quadro é chamado de pseudo- hiponatremia! • A concentração de sódio será falseada pela elevada quantidade de triglicerídeos ou paraproteínas (especialmente em mielomas múltiplos). • Sendo assim, o importante em tais quadros é a resolução da causa-base. RAÍ DA ROSA VIANA - raidarosav@gmail.com - 03381885090 DISTÚRBIOS DO SÓDIO 2 2.4 Hiponatremia hipotônica: • Chama-se de hiponatremia verdadeira; • Dá-se quando há um volume de água maior que o de sódio. • Subtipos: • Hipovolêmico; • Normovolêmico; • Hipervolêmico. 2.5 Hiponatremia hipotônica hipovolêmica: • Em geral, decorre de uma depleção de volume e sódio; principais etiologias: perdas gastrointestinais; suor excessivo; natriurese → por uso de diuréticos tiazídicos ou síndrome cerebral perdedora de sal. • Na dosagem do sódio urinário → Na urinário < 20 mEq/L; por outro lado, pela tentativa de manter a urina concentrada → Osmolalidade urinária > 300 mOsm/kg. • Conduta: reposição de volume – restabelecimento do status volêmico! 2.6 Hiponatremia hipotônica hipervolêmica: • Em geral, decorre de uma retenção hídrica; • Principais etiologias: Cirrose hepática; insuficiência cardíaca. OBS.: Apesar do elevado volume corporal, o volume efetivo é pequeno! Logo, considera-se como uma hipovolemia relativa! Assim, o paciente pode se apresentar com hipotensão e hipoperfusão renal. De tal modo, o sistema renina-angiotensina- aldosterona encontra-se hiperativado na tentativa de reter a maior quantidade de sódio possível. • Na dosagem do sódio urinário → Na urinário < 20 mEq/L; por outro lado, pela tentativa de manter a urina concentrada → Osmolalidade urinária > 300 mOsm/kg. • Conduta: correção da hipervolemia! 2.7 Hiponatremia hipotônica normovolêmica: O principal fator é mediado pela elevada ingestão hídrica ou pelo aumento do ADH; considerar a osmolalidade urinária; • OsmU < 100 mOsm/kg → urina muito diluída, polidipsia primária; • OsmU > 100 mOsm/kg → urina muito concentrada, antidiurético. Principais etiologias: SIADH. • SIADH – Síndrome da antidiurese inapropriada: Decorre do aumento inapropriado do ADH ou pela aumento da sua ação no rim; Principais etiologias: Drogas → tiazídicos, ISRS, haldol, carbamazepina, valproato de sódio, antidepressivos tricíclicos. Neoplasias → pulmão, cabeça e pescoço; Insuficiência adrenal → mixedema. 2.8 Manifestações clínicas: • Sintomas neurológicos → Dependem da velocidade de instalação da hiponatremia; • Quais os sintomas? • Cefaleia; • Convulsões; • Sonolência; • Coma. 2.9 Tratamento: • Lembre-se: a velocidade de instalação é importante! Logo, a velocidade de correção também é! Paciente com hiponatremia aguda sintomática: Bolus de NaCl 3%, 100 mL → 513 mEq/L. Como preparar? NaCl 0,9%, 890 mL (154 mEq/L) + NaCl 20%, 110 mL (3420 mEq/L) → a solução formada tem aproximadamente 513 mEq/L. • Como regra geral → evitar variações > 10 mEq/L em 24 horas; ainda, é interessante evitar variações > 6 mEq/L nas primeiras 6 horas; tal princípio é fundamental para evitar a desmielinização das células do sistema nervoso central → mielinólise pontina; Em geral, este quadro ocorre cerca de 2 – 6 dias após a administração. • Sódio desejado: Fórmula de Adrogue; Fórmula de Adrogue= Sódio da solução-Sódio do paciente Água corporal total+ 1 (litro) • Soluções utilizadas → hipertônicas! Água corporal total: Homens = peso x 0,6; Mulheres = peso x 0,5; Homens idosos = peso x 0,5; Mulheres idosas = peso x 0,4. 3. HIPERNATREMIA 3.1 Considerações gerais: • Caracteriza-se por: Na+ > 145 mEq/L; normalmente, o quadro é decorrente da perda de fluido hipotônico; em primeira instância, a sede e a ingesta de água podem ser suficientes para a correção do sódio. 3.2 Diagnóstico diferencial: Osmolaridade urinária > 600 mOsm; • Os rins estão funcionando adequadamente, contudo ainda não é suficiente; • Logo, deve haver algum mecanismo de perda de líquido extra-renal: perdas gastrointestinais; perdas insensíveis. RAÍ DA ROSA VIANA - raidarosav@gmail.com - 03381885090 NEFROLOGIA3 3.4 Manifestações e Tratamento: • Sintomas neurológicos: • Dependem da velocidade de instalação da hipernatremia; • Quais os sintomas? Cefaleia; convulsões; sonolência; coma. • Tratamento: • Lembre-se: a velocidade de instalação é importante! Logo, a velocidade de correção também é! • É possível manejar a hipernatremia em casos assintomáticos com aumento do aporte de água enteral. • Sódio desejado: fórmula de Adrogue; Fórmula de Adrogue= Sódio da solução-Sódio do paciente Água corporal total+1 (litro) • Soluções utilizadas → hipotônicas!! SG 5% - 0 mEq/L ou SF 0,45% - 77 mEq/L. • Água corporal total: Homens = peso x 0,6; Mulheres = peso x 0,5; Homens idosos = peso x 0,5; Mulheres idosas = peso x 0,4. • Por consequência, existe: • Aporte de sódio está aumentado → administração excessivas de soluções salinas ou bicarbonato de sódio; Falta de acesso à água → desidratação. Osmolaridade urinária < 300 mOsm; • Os rins não estão funcionando adequadamente; Deve ser considerada a possibilidade de diabetes insipidus; • Poliúria; • Polidipsia; • Resistência ao ADH → diabetes insipidus nefrogênico → pode ser tentado tiazídico (aumentar concentração urinária); • Lítio • Hipercalcemia • Diminuição do ADH → diabetes insipidus central → administrar ADH recombinante (DDAVP ou vasopressina). RAÍ DA ROSA VIANA - raidarosav@gmail.com- 03381885090