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401) Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX Ordenação: Por Matéria e Assunto (data) www.tecconcursos.com.br/questoes/2472131 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Texto Cidadania e Justiça A cidadania, na lição do professor Dalmo de Abreu Dallari, expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo do seu povo. Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar para a sua manutenção é dever de todo cidadão responsável. É por meio da cidadania que conseguimos assegurar nossos direitos civis, políticos e sociais. Ser cidadão é pertencer a um país e exercer seus direitos e deveres. Cidadão é, pois, o natural de uma cidade, sujeito de direitos políticos e que, ao exercê-los, intervém no governo. O fato de ser cidadão propicia a cidadania, que é a condição jurídica que podem ostentar as pessoas físicas e que, por expressar o vínculo entre o Estado e seus membros, implica submissão à autoridade e ao exercício de direito. O cidadão é membro ativo de uma sociedade política independente. A cidadania se diferencia da nacionalidade porque esta supõe a qualidade de pertencer a uma nação, enquanto o conceito de cidadania pressupõe a condição de ser membro ativo do Estado. A nacionalidade é um fato natural e a cidadania obedece a um verdadeiro contrato. A cidadania é qualidade e um direito do cidadão. Na Roma Antiga, o cidadão constituía uma categoria superior do homem livre. (Ruy Martins Altenfelder da Silva. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 08.03.2023. Adaptado) Na passagem do 4o parágrafo – O fato de ser cidadão propicia a cidadania, que é a condição jurídica que podem ostentar as pessoas físicas e que, por expressar o vínculo entre o Estado e seus membros, implica submissão à autoridade e ao exercício de direito. –, os termos destacados significam, correta e respectivamente: a) coíbe; vangloriar-se; permite. b) estimula; provocar; inibe. c) admite; reformular; acarreta. d) permite; exibir; pressupõe. e) favorece; exigir; sugestiona. www.tecconcursos.com.br/questoes/2491254 VUNESP - Aux Ed (Pref SBC)/Pref SBC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472131 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2491254 402) 403) O local do enterro de uma criança que viveu 8 mil anos atrás foi descoberto no leste da Finlândia, fornecendo um raro vislumbre(a) de como os humanos da Idade da Pedra tratavam seus falecidos. A sepultura de Majoonsuo chamou a atenção de pesquisadores pela primeira vez em 1992 no município de Outokumpu, quando o ocre vermelho brilhante, uma argila(c) rica em ferro, foi visto na superfície de uma nova trilha de serviço na floresta. O ocre vermelho tem sido associado à arte rupestre,(b) bem como à ornamentação e aos enterros. A Agência Finlandesa do Patrimônio começou a escavar o local em 2018 devido a preocupações com a erosão e o tráfego motorizado. As sociedades finlandesas da Idade da Pedra enterravam seus mortos em covas no solo, o qual é tão ácido na Finlândia que pouco resta preservado após milhares de anos, o que significa que vestígios(d) de evidências arqueológicas são extremamente raros. Os dentes de uma criança foram encontrados no túmulo, além de outros objetos, como fragmentos(e) de penas de pássaros, fibras(e) de plantas e fios de cabelo canino, os quais só foram constatados após análise usando um protocolo(a) meticuloso para descobrir traços(d) microscópicos desses objetos. “Tudo isso nos dá uma visão muito valiosa(b) sobre os hábitos funerários na Idade da Pedra, indicando como as pessoas prepararam a criança para a jornada após a morte”,(c) disse a autora principal do estudo, Tuija Kirkinen. (Ashley Strickland. Túmulo de criança da Idade da Pedra na Finlândia revela surpresas. www.cnnbrasil.com.br, 03.11.2022. Adaptado) Dois vocábulos empregados no texto que possuem o mesmo sentido são: a) vislumbre – protocolo b) rupestre – valiosa c) argila – morte d) vestígios – traços e) fragmentos – fibras www.tecconcursos.com.br/questoes/2503944 VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Leia o texto, para responder à questão. Dentro de um abraço Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento? Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada repisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível. Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista. E então? Somando os prós e os contras, as boas e más ações, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2503944 404) Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tique-taque dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que se pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém -contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. O rosto contra o peito de quem o abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito. (Martha Medeiros, Feliz por nada. Adaptado) Nas passagens – ... estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. (penúltimo parágrafo) – e – O rosto contra o peito de quem o abraça... (último parágrafo) –, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, as noções de a) modo e lugar. b) modo e oposição. c) lugar e oposição. d) meio e lugar. e) lugar e modo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2548776 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Respeito ao outro e boas histórias A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade. Menos adjetivo e mais substantivo. A crise do jornalismo não pode ser explicada exclusivamente pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema, frequentemente, está no conteúdo. Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida. (Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado) Considere as passagens do texto: Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. ∙ ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2548776405) O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. Os termos destacados significam, correta e respectivamente: a) tarefa; existência; conduzir. b) trabalho; determinação; vislumbrar. c) obrigação; fonte; transformar. d) atividade; origem; deturpar. e) missão; proveniência; delimitar. www.tecconcursos.com.br/questoes/2554377 VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Holocausto animal Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração e como tratamos os animais que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é uma eterna Treblinka*”. A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano. Resgataram textos de outros sobreviventes e escritores de renome para ampliar o movimento. Edgar Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o homem tortura e mata animais, ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas. De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série para identificar as vítimas, o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”. Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos a campos de concentração, como aceitaríamos o ‘desumano’ transporte de animais a matadouros?”. Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue em gotas. Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente sem se sentir um abusador de animais. * Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás. (Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado) As palavras em destaque nas frases “… a designação arbitrária de quem vive e quem morre…” e “Uma solução é a eventual infusão de soro…” têm como sinônimos, respectivamente: a) opressiva e inesperada. b) aleatória e esporádica. ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554377 406) 407) c) autoritária e frequente. d) excessiva e seguida. e) imparcial e infalível. www.tecconcursos.com.br/questoes/2430785 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Leia o texto para responder a questão. São Paulo, 10 de janeiro de 1942. Fernando Sabino, Só nesta noite de sábado pude ler os seus contos e lhe escrevo imediatamente, enquanto a impressão é nítida. Saio do seu livro com a convicção de que você é um escritor, é um artista. Não que o livro seja bom, mas é uma estreia excelente, uma estreia promissora, denunciando fartas possibilidades. Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha. Neste caso, o livro fica medíocre, sem o menor interesse. É apenas um dos muitos. Mário de Andrade (Mario de Andrade. Cartas a um jovem escritor. Rio de Janeiro: Record, 1993. Adaptado) O vocábulo destacado no trecho – (...) lhe escrevo imediatamente, enquanto a impressão é nítida – tem como sinônimo, no contexto em que foi empregado: a) clara b) sublime c) opaca d) indecifrável e) complexa www.tecconcursos.com.br/questoes/2431037 VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Leia o texto, para responder a questão. Gargalos do ensino Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia. A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2430785 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2431037 408) Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010. Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo. No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas. Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos. Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares. Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais. Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público. (Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado) * Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo. No editorial, a frase “... os planos apresentados soam genéricos e superficiais.” (8º parágrafo) expressa a ideia de que os candidatos ao governo de São Paulo têm apresentado para a educação integral projetos a) caros, que destoam do orçamento público. b) vagos, sem aprofundamento no assunto. c) inviáveis, difíceis de serem executados. d) obsoletos, incompatíveis com a atualidade. e) consistentes, mas que podem ser melhorados. www.tecconcursos.com.br/questoes/2533840 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Texto Como o mundo funciona “How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em tradução livre), de Vaclav Smil, pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista dos desafios que temos pela frente. Mudança climática, poluiçãoe superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533840 409) quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido. O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta. Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço, cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos, então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia sustentável para substituí-los. E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte. (Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado) O termo destacado na frase “... E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes... expressa a ideia de que aqueles a quem Smil se opõe defendem, para o problema discutido, respostas a) incompletas. b) desprezíveis. c) elementares. d) emblemáticas. e) extravagantes. www.tecconcursos.com.br/questoes/2539707 VUNESP - Aux (PRODESAN)/PRODESAN/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Mentes não tão brilhantes Objeto de análise desde os primórdios da civilização, a inteligência humana é um mistério tão intrigante quanto a origem do universo. As dúvidas sobre o que faz os indivíduos serem mais ou menos inteligentes permanecem, mas, ao longo de milênios, o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos sobre os mecanismos que movem o intelecto até se chegar a uma forma de medição padronizada – o teste de Q.I. (quociente de inteligência) – amplamente reconhecida e aceita. Em boa parte do século XX, os países mais avançados, principalmente, puderam bater no peito e anunciar com orgulho que o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente – até a curva começar a cair e a inteligência engatar marcha a ré a partir dos anos 2000. Em levantamentos, descobriu- se algo constrangedor para a civilização: pela primeira vez, os filhos passaram a ter mentes menos afiadas do que a de seus pais. No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o renomado cientista francês Michel Desmurget, aponta as baterias de combate ao estado atual para o que afirma ser sua maior causa: o excesso de tempo passado diante da tela dos mais variados aparelhos digitais. “A tela, em si, não representa um mal, mas o número de horas despendidas na sua frente é assustador”, ressaltou Desmurget à VEJA. “O uso de computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2539707 410) Sobre o desenvolvimento de crianças pequenas, o especialista adverte que internet e aplicativos de redes sociais em demasia afetam negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares básicos do processo cognitivo em qualquer idade, mas de excepcional importância nos cinco primeiros anos da existência. “No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão ou desafios.”, alerta Claudio Serfaty, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal Fluminense. Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso. O foguete do progresso tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da inteligência. O ruim é o exagero. (Ernesto Neves e Caio Saad. Veja, no 39, 6 de outubro de 2021. Adaptado) Considere as passagens do texto: • ... o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos. (1º parágrafo) • ... a inteligência humana é um mistério tão intrigante quanto... (1º parágrafo) • ... o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente... (2º parágrafo) Os termos destacados significam, correta e respectivamente: a) desembaraçado; intrometido; firmemente. b) esclarecido; cansativo; compactamente. c) desvendado; árido; plausivelmente. d) solucionado; surpreendente; continuamente. e) exposto; intriguista; demasiadamente. www.tecconcursos.com.br/questoes/122453 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões Leia o texto, para responder à questão. Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o cliente paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”, “Chefê?!”, “Parceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre. Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender que o fato de estar pagando não garantirá a atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia? Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador. [...] Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20: levou gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, recebeu gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje fala de futebol com Roberto Carlos e ouve conselhos de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi, seu orgulho permanece intacto. Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122453 411) sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito - pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre. Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais organizada: “Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!”. Acalme-se, conterrâneo. Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é que foi ao restaurante para homenageá-lo. (Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha de S.Paulo, 06.02.2013) (*) Um tipo de coreografia, de dança. O sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão de mármore. Assinale a alternativa contendoas expressões com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das palavras ígneo e pétreo. a) De corda; de plástico. b) De fogo; de madeira. c) De madeira; de pedra. d) De fogo; de pedra. e) De plástico; de cinza. www.tecconcursos.com.br/questoes/2427317 VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Fiscalização/Sem Especialidade/2023 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Fiscais de barriga Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida urbana. É o fiscal de barriga. Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele abre um sorriso até as orelhas e tasca: – Engordou, hein?! Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente. Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria: – Balança de farmácia não presta!! E sai à procura de outra. O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos argutos2: – Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro. – Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427317 412) – Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito. Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um inquisidor, dá a estocada final: – Só falo porque sou seu amigo. Que ninguém acredite na expressão de solidariedade. Torturar o próximo, eis seu maior prazer. (Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado) 1 fel: amargura, azedume. 2 argutos: muito atentos. Assinale a alternativa em que as expressões destacadas foram empregadas pelo autor para indicar, respectivamente, circunstâncias de tempo e de modo. a) ... nos últimos tempos engordei. / ... um tipo que virou uma praga na vida urbana. b) Quem nunca observou uma pessoa volumosa... / ... sempre haverá um fiscal para comentar... c) Agora a expressão é de desconfiança... / ... mede o peso de cada um com olhos argutos... d) ... ele abre um sorriso até as orelhas... / ... depois de se comportar como um inquisidor... e) Suspira fundo e olha o marcador novamente. / Eu já estava gordinho... www.tecconcursos.com.br/questoes/2488669 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto para responder à questão. Choque elétrico A União Europeia (UE) engatou marcha acelerada para eletrificar sua frota de veículos: em 2035, deixará de fabricar carros movidos a combustíveis fósseis. A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050, as emissões de carbono. Com 27%, a fatia de vendas na China é mais que o dobro da média mundial de 13%. Lá, 6,2 milhões de veículos eletrificados chegaram às ruas em 2022 – entre os totalmente elétricos com baterias (BEV, na abreviação em inglês) e os híbridos que podem ser ligados na tomada (plug-ins, ou PHEV). As vendas chinesas no setor cresceram 82% em 2022, enquanto o mercado automotivo geral encolhia 5,3%. No mundo, o avanço verde foi de 55%, ante retração de 0,5% nas vendas totais de veículos, segundo a base de dados EVvolumes. Do ângulo da crise climática, pouco adiantará eletrificar a frota se a energia das baterias provier de fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. A matriz elétrica precisa ser toda renovável para fazer diferença contra o aquecimento global. Nesse quesito, o Brasil ocupa posição ímpar, com 82,9% da eletricidade oriunda de fontes renováveis (hidráulica, eólica, solar e biomassa), contra 28,6% na média do planeta. Some-se a isso a alta produção de etanol e tem-se um enorme potencial para BEVs e PHEVs. Os números são ínfimos, contudo. Circulam aqui apenas 135,3 mil elétricos e híbridos, menos de 0,1% da frota de veículos leves. As vendas têm aumentado, é fato, com 49,2 mil emplacamentos em 2022, incremento de 41% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488669 413) A maioria dos carros elétricos e híbridos disponíveis no mercado nacional é de modelos pouco acessíveis – e poderão ficar ainda mais caros, se o governo federal ouvir o pleito apresentado em fevereiro pela Anfavea de revogar a isenção do imposto de importação, com retorno da alíquota de 35%. Ou seja, as montadoras querem garantir uma reserva de mercado. Enquanto a Europa acelera, no Brasil ameaçam puxar o freio de mão. (Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2023. Adaptado) Nas passagens – A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050, as emissões de carbono. - e – ... se a energia das baterias provier de fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. –, os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de a) consequência e comparação. b) finalidade e exemplificação. c) finalidade e condição. d) consequência e causa. e) condição e exemplificação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2488901 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto para responder à questão. José Dias tratava-me com extremos de mãec e atenções de servo. A primeira cousa que conseguia, logo que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras letrasd. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentesb, mas que eu excedia a todos essese, sem contar que, para a minha idade, possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio. (Machado de Assis, Dom Casmurro) Assinale a alternativa em que o primeiro termo destacado exprime intensidade, e o segundo, indefinição. a) A primeira cousa que consegui... / Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata... b) ... dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentes... / ... possuía já certo número de qualidades morais sólidas. c) José Dias tratava-me com extremos de mãe... / ... que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade... d) Ajudava assim o mestre de primeiras letras. / ... dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentes... e) ... mas que eu excedia a todos esses... / ... posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio... https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488901 414) 415) www.tecconcursos.com.br/questoes/2548782 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Respeito ao outro e boas histórias A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade. Menos adjetivo e mais substantivo. A crisedo jornalismo não pode ser explicada exclusivamente pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema, frequentemente, está no conteúdo. Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida. (Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado) Nas orações “O problema, frequentemente, está no conteúdo.” e “A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras.”, as expressões destacadas expressam, correta e respectivamente, sentidos de: a) tempo e causa. b) meio e comparação. c) intensidade e modo. d) modo e consequência. e) tempo e comparação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2554369 VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Holocausto animal Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração e como tratamos os animais que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é uma eterna Treblinka*”. A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano. Resgataram textos de outros sobreviventes e escritores de renome para ampliar o movimento. Edgar Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o homem tortura e mata animais, ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas. De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos com os animais que criamos para comer:(a) a marcação ou tatuagem de números de série para identificar as vítimas, o uso de vagões(c) de gado para transportar as vítimas para a morte, o https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2548782 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554369 416) alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”. Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos a campos de concentração, como aceitaríamos o ‘desumano’ transporte de animais a matadouros?”. Vira e mexe,(b) meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue em gotas. Me receitaram alimentos de origem animal(d) (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente sem se sentir um abusador de animais. * Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás. (Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado) Assinale a alternativa que descreve corretamente o fato linguístico. a) Na frase “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos com os animais que criamos para comer…”, os verbos em destaque estão no tempo presente. b) A expressão “Vira e mexe”, no contexto em que se insere, pode ser substituída por “frequentemente”. c) A palavra “vagões” é o plural de “vagão”, assim como “cidadões” é o plural de “cidadão”. d) Na frase “Me receitaram alimentos de origem animal.”, a colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão. e) A frase reescrita – Todo ato de crueldade contra os animais, assemelha-se aos atos nazistas. – está correta, de acordo com a norma-padrão de pontuação. www.tecconcursos.com.br/questoes/603105 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto para responder à questão. Ai, Gramática. Ai, vida. O que a gente deve aos professores! Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática. Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar). Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603105 417) aprender não para a escola, mas para a vida. Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação. Infância: a permanente exclamação: Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama! Me dá! É meu! Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva! Olha como o vovô está quietinho, mamãe! Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe! Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este! Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver! (Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado) Nas frases “Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações.” (3º parágrafo), “Vou até mais longe: vida é pontuação.” (5º parágrafo) e “A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos.” (5º parágrafo), as expressões em destaque podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido ao texto, correta e respectivamente, por: a) inclusive; bem adiante; orientada. b) unicamente; bem afora; orientada. c) também; bem além; distinguida. d) somente; bem além; limitada. e) apenas; bem aquém; restrita. www.tecconcursos.com.br/questoes/491674 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias. Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe. Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo. Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491674418) Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização. Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados. Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos. Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores. (Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) O trecho destacado na passagem – Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.– tem sentido de: a) diante do próprio chefe. b) exceto o próprio chefe. c) portanto o próprio chefe. d) até mesmo o próprio chefe. e) apesar do próprio chefe. www.tecconcursos.com.br/questoes/491677 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto dos quadrinhos, para responder à questão. (Charles M. Schulz. Snoopy- Feliz dia dos namorados!) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491677 419) A relação de sentido que há entre as partes sinalizadas no período – (I) Se você não me ajudar com a lição de casa, (II) eu vou processar você – é: a) (I) expressa uma condição; (II) expressa uma possível ação consequente. b) (I) expressa uma comparação; (II) expressa seu efeito futuro. c) (I) expressa uma causa; (II) expressa o momento da ação. d) (I) expressa uma ação possível; (II) expressa uma ação precedente realizada. e) (I) expressa modo da ação já realizada; (II) expressa sua causa. www.tecconcursos.com.br/questoes/278626 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto, para responder à questão. Ser gentil é um ato de rebeldia. Você sai às ruas e insiste, briga, luta para se manter gentil. O motorista quase te mata de susto buzinando e te xingando porque você usou a faixa de pedestres quando o sinal estava fechado para ele. Você posta um pensamento gentil nas redes sociais apesar de ler dezenas de comentários xenofóbicos, homofóbicos, irônicos e maldosos sobre tudo e todos. Inclusive você. Afinal, você é obviamente um idiota gentil. Há teorias evolucionistas que defendem que as sociedades com maior número de pessoas altruístas sobreviveram por mais tempo por serem mais capazes de manter a coesão. Pesquisadores da atualidade dizem, baseados em estudos, que gestos de gentileza liberam substâncias que proporcionam prazer e felicidade. Mas gentileza virou fraqueza. É preciso ser macho pacas para ser gentil nos dias de hoje. Só consigo associar a aversão à gentileza à profunda necessidade de ser – ou parecer ser – invencível e bem- sucedido. Nossas fragilidades seriam uma vergonha social. Um empecilho à carreira, ao acúmulo de dinheiro. Não ter tempo para gentilezas é bonito. É justificável diante da eterna ambivalência humana: queremos ser bons, mas temos medo. Não dizer bom-dia significa que você é muito importante. Ou muito ocupado. Humilhar os que não concordam com suas ideias é coisa de gente forte. E que está do lado certo. Como se houvesse um lado errado. Porque, se nenhum de nós abrir a boca, ninguém vai reparar que no nosso modelo de felicidade tem alguém chorando ali no canto. Porque ser gentil abala sua autonomia. Enfim, ser gentil está fora de moda. Estou sempre fora de moda. Querendo falar de gentileza, imaginem vocês! Pura rebeldia. Sair por aí exibindo minhas vulnerabilidades e, em ato de pura desobediência civil, esperar alguma cumplicidade. Deve ser a idade. (Ana Paula Padrão, Gentileza virou fraqueza. Disponível em: <http://www.istoe.com.br>. Acesso em: 27 jan 2015. Adaptado) As palavras destacadas nas passagens – (I) … as sociedades com maior número de pessoas altruístas sobreviveram por mais tempo… e (II) É justificável diante da eterna ambivalência humana: queremos ser bons, mas temos medo… – têm sentido contextual de a) (I) dedicadas aos semelhantes e (II) ambiência. b) (I) praticantes da filantropia e (II) ambiguidade. c) (I) coerentes e (II) dualidade. d) (I) afáveis e (II) multiplicidade. e) (I) dotadas de autonomia e (II) duplicidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/241702 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/278626 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241702 420) 421) Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto para responder à questão. Um pé de milho Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. (Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001. Adaptado) Assinale a alternativa em que há relação de causa e consequência entre as informações. a) ... podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. (1o §) b) Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. (1o §) c) Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas... (1o §) d) Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. (2o §) e) Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. (2o §) www.tecconcursos.com.br/questoes/241704 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Semântica Leia o texto para responder à questão. Um pé de milho Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim.Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241704 422) Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. (Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001. Adaptado) Na passagem do terceiro parágrafo – ... veio enriquecer nosso canteirinho vulgar... –, o substantivo, empregado no diminutivo, contribui para expressar a ideia de a) soberba. b) abundância. c) desprezo. d) simplicidade. e) exatidão. www.tecconcursos.com.br/questoes/2833706 VUNESP - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2024 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Tenho lido matérias que defendem a ideia de que viajar não é tão fundamental e que os turistas deveriam parar com tanta andança sem sentido. Alguns italianos concordam. “Não venham mais!”, têm gritado das janelas os nativos que ainda moram em Veneza, cidade que recentemente foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) um patrimônio em risco. Não demorará para Veneza ser ocupada só por visitantes, e aí não será mais uma cidade, e sim uma Disney para adultos, uma cenografia. Ainda que eu concorde que alguns lugares precisam controlar a entrada de tanta gente, como faz Fernando de Noronha, jamais defenderei que viajar é uma banalidade dispensável. Sei que é possível ser muito feliz sem jamais colocar os pés em um aeroporto — não eu. Por que viajar precisa ser um estado de exceção? Passamos grande parte da vida morando no mesmo endereço, com alguns intervalos de fuga. Imagine o inverso: viajar constantemente, com alguns intervalos de permanência. Eu sei, o ser humano precisa manter vínculos emocionais e ter um emprego a fim de ganhar dinheiro para sobreviver; não é prudente se aventurar (palavrinha tentadora, aventura: injustamente associada a algo temporário). Não consigo chamar de aventureiro aquele que se dedica a conhecer o planeta em sua vasta representação, em vez de comprar uma geladeira, um fogão e formar família. Como eu fiz, e você, provavelmente, também. Não nos arrependemos, mas, no fundo, sabemos que estamos cumprindo ordens. A sociedade costuma ser intransigente com os nômades. Não fomos educados para as possibilidades de conexão com etnias variadas, para uma expansão geográfica que nos transforme de fato em cidadãos do mundo. A segurança nos atrai na mesma medida que a liberdade nos assusta. Compensamos nosso comodismo com livros que são mais baratos que passagens aéreas. E, quando dá, fazemos turismo. Cada viagem de 10 dias ou de um mês é um jeito de colocar a cabeça para fora da gaiola. Depois, voltamos para casa ainda mais comprometidos com nossas raízes: condicionados ou não, optamos pelo amor romântico, pela criação de filhos, pelos cuidados com os pais. De tempos em tempos, confirmar que existe muito mais do que isso é nosso ato de bravura. Mas aventura mesmo é ficar. (Martha Medeiros. Pouso e decolagem. https://oglobo.globo.com, 05.11.2023. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2833706 423) Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula ao trecho do texto mantém a correção gramatical. a) Tenho lido matérias que defendem a ideia de que viajar, não é tão fundamental… b) Ainda que eu concorde que, alguns lugares precisam controlar a entrada de tanta gente… c) Não fomos educados, para as possibilidades de conexão com etnias variadas… d) Compensamos nosso comodismo com livros, que são mais baratos que passagens aéreas. e) De tempos em tempos, confirmar que existe muito mais do que isso, é nosso ato de bravura. www.tecconcursos.com.br/questoes/2338062 VUNESP - Ag (Pref Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Mobilidade/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Texto Éramos quatro escritoras em volta de uma mesa, num restaurante. A conversa não podia estar mais divertida. Até que um sujeito passou por nós, nos reconheceu, cumprimentou e disse: “Posso imaginar o papo cabeça que está rolando aí”. E saiu de perto com uma cara de “Deus me livre”. O simpático cidadão ficaria corado se escutasse um pedacinho do nosso “papo cabeça”. Logo nos perguntamos: será mesmo que as pessoas pensam que a gente se reúne para falar sobre filósofos e que tentamos desvendar o significado de cada verso dos Lusíadas enquanto dividimos uma pizza marguerita? Não abro mão de conversas inteligentes, mas, para longas dissertações, existe hora e lugar. Eu mesma, podendo, corro para o outro lado quando alguém começa uma conferência didática-enciclopédica em mesa de bar. Numa sala de universidade, é estimulante. Em meio a uma palestra num auditório, empolga. Escutar um sábio falar durante um jantar, na casa de alguém, salva a noite. Mas num boteco barulhento, em meio a bolinhos de bacalhau, copos de chope e cercado por amigos da adolescência, quem vai querer escutar sobre a profundidade poética de um brilhante cineasta polonês? E se for um primeiro jantar a dois, romântico, aí o papo cabeça funciona mais ou menos como um ex que entrou no recinto para quebrar o clima. Dá aquela vontade súbita de pedir a conta. Em nosso último encontro, minhas amigas e eu conversamos sobre as vantagens triunfais da maturidade, sobre a diferença da nossa geração para a de nossos filhos, sobre a viagem que uma de nós fez aos Lençóis Maranhenses, sobre a Anitta, sobre uma fofoca que aconteceu na cidade, sobre uma exposição que ainda está em cartaz em São Paulo, sobre paixões infernais, sobre amores inventados e mais outras coisas porque os assuntos são sempre múltiplos e vêm acompanhados de muitas gargalhadas. Somos criaturas trágicas, mas isso a gente deixa para debater na consulta com o analista. Fora do horário do expediente, nosso papo cabeça desce a linha do pescoço, ronda o coração e onde mais a alma alcança — enquanto isso, o cérebro descansa. (Martha Medeiros. Papo cabeça. https://oglobo.globo.com, 24.09.2022. Adaptado) No trecho “… em meio a bolinhos de bacalhau, copos de chope e cercado por amigos da adolescência… (3o parágrafo), a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo que em: a) Numa sala de universidade, é estimulante. (3o parágrafo) b) Em nosso último encontro, minhas amigas e eu conversamos… (5o parágrafo) c) Somos criaturas trágicas, mas isso a gente deixa para debater na consulta com o analista. (5o parágrafo) d) … nosso papo cabeça desce a linha do pescoço, ronda o coração e onde mais a alma alcança… (5o parágrafo) e) … enquanto isso, o cérebro descansa. (5o parágrafo) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2338062 424) www.tecconcursos.com.br/questoes/2342858 VUNESP - Ass Adm (Jundiaí)/Pref Jundiaí/Área da Saúde/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. O golpe está aí Os celulares multiplicaram a chance de golpes. São de todo tipo: falsas pirâmides, oferecimento de serviços, falsossequestros de familiares e assim por diante. Nossos sentimentos são sempre os mesmos: quando analisamos o golpe em setores que nunca nos enganariam, ficamos desolados com a ingenuidade alheia; quando se trata de algo que já fizemos, somos compreensivos. Nossa empatia é narcísica*, em geral. Critiquei meu pai que quase caiu, lá por 2008, em um golpe de falso sequestro meu. “Como, pai, você, advogado, acostumado a analisar estelionatos, pode ter acreditado em uma história tão estapafúrdia?” Ele argumentou comigo que o risco a um filho cegava quaisquer prudências e acionava um modo automático de defesa. O suposto grito de um filho apagava o título de advogado, e o risco à minha integridade o fragilizava. O amor tem razões alheias à razão em si, advertia Pascal. Pensando nas muitas chances de golpe, acho importante que todos tenhamos presentes as zonas desprotegidas da mente. Risco aos filhos? Inquietudes financeiras? Sabendo onde estão nossos fios desencapados, fica mais fácil identificar risco de choque grave. Como posso agir então? Devo programar meu cérebro. A voz gritando da minha filha me desestabiliza? Vou treinar e insistir muitas vezes que, em caso de ter o alarme acionado por uma ligação repentina, tomarei duas atitudes: ligarei para ela e para uma terceira pessoa (de preferência sem o mesmo envolvimento emocional) e seguirei a crise com a orientação alheia. Devo repetir, treinar, repetir e formar meu cérebro a essa reação. Reitero comigo todos os dias: “Se minha filha estiver em risco, envolverei meu cunhado e ligarei para ela”. Treinar a reação não impede a cegueira das prudências, mas cria um botão emergencial. Ao vivo e em segredo, a família pode treinar uma palavra-passe de emergência. O nome da avó ou o nome de um animal de estimação conhecido de todos. A palavra- -passe não deve estar no celular, pois ele pode ser clonado. Todos possuímos fragilidades. O golpe está aí: cairemos todos. Os que se prepararem internamente possuirão maior esperança de evitar trambiqueiros. (Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 16 de nov. 2022. Adaptado) *narcísica: relacionada ao mito de Narciso, que significa amor excessivo à própria imagem, que é voltado para si mesmo. Leia o seguinte trecho do 1º parágrafo: São de todo tipo: falsas pirâmides, oferecimento de serviços, falsos sequestros de familiares e assim por diante. De acordo com a norma-padrão de pontuação, os dois- -pontos têm a função de a) explicar uma palavra anterior. b) cessar uma ideia apresentada. c) iniciar a fala de alguém. d) indicar uma pausa mais longa. e) apresentar palavras não usuais. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342858 425) 426) www.tecconcursos.com.br/questoes/2345497 VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Mudança bem notável produz no homem a passagem do estado natural ao civil, substituindo em seu proceder a justiça ao instinto, e dando às suas ações a moralidade de que antes careciam; é só então que a voz do dever sucede ao impulso físico, e o direito, ao apetite; o homem que, até ali, só pusera em si mesmo os olhos vê-se impelido a obrar segundo outros princípios, e a consultar a razão antes que os afetos. Embora se prive nesse estado de muitas vantagens, que a natureza lhe dera, outras obtém ainda maiores; suas faculdades se exercem e se desenvolvem; suas ideias se ampliam, seus sentimentos se enobrecem, sua alma toda inteira a tal ponto se eleva que, se os abusos desta nova condição não o degradassem muitas vezes a uma condição inferior à primeira, deveria abençoar continuamente o instante feliz que para sempre o arrancou do estado de natureza, e fez de um animal estúpido e limitado um ser inteligente, um homem. (Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social. Adaptado) Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas segue o princípio adotado na passagem – ... é só então que a voz do dever sucede ao impulso físico, e o direito, ao apetite. a) A realização de obras não foi aprovada e, consequentemente, houve protestos. b) O público buscou esclarecimentos sobre a nova taxa, e foi bem atendido, felizmente. c) Dispensaram a licitação e, mesmo contra a lei, contrataram a empresa. d) A União repassa os recursos ao Município, e este, aos projetos sociais selecionados. e) O servidor ignorou a norma e, agindo por conta própria, autorizou a despesa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345527 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Marília/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Texto Repetir histórias Se você convive com alguém há algum tempo, sabe que ouvirá, pelo menos algumas vezes, narrativas repetidas. Casar ou ter amigos de anos implica a consequência necessária da duplicidade. Aceite que dói menos. Ninguém leva uma vida sendo sempre original. Não existe humorista profissional que consiga, todas as noites no palco, contar coisas engraçadas 100% novas. Viajou, houve um perrengue que visto a distância ficou divertido? Perfeito: fará parte do seu repertório. Um conservador senhor de meia-idade que foi comigo ao Japão em um grupo contou-me que, ao abrir sua mala em busca de blazers escuros e calças tradicionais com meias pretas, encontrou farto sortimento de calcinhas de renda delicada. Ele abriu a mala (não deu detalhes de como isso ocorreu com uma que não lhe pertencia) e, estupefato, viu emergir aquele festival de intimidades de uma mulher (ou de outro homem) ... A mala trocada foi trazida no dia seguinte. O ocorrido foi contado ao grupo no café da manhã e a sisudez do nosso companheiro tradicionalista tornava tudo muito mais saboroso. Mais de uma alma zombeteira deve ter imaginado se ele teria tocado o conteúdo, quiçá inclusive experimentado algo... Bem, deixemos a picardia* de lado. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345497 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345527 427) Histórias de viagens são boas. Claro, não são novas sempre... Pode ser que, em alguma festa, o público seja novo e o fato cômico seja recebido com receptividade alegre. O provável, também, é que sua esposa olhe para cima resignada diante da sua tentativa de stand-up*. Sim, foi dito o sim ao amor “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” no altar; ninguém falou “na repetição incessante e tediosa de tudo”. Darei uma pista boa de psicanálise. Alguém que ouve um paciente nunca deve dizer: “Você já contou esta”. Se uma pessoa insiste na mesma narrativa, provavelmente, tem algum motivo para isso. Mais importante: a cada nova recitação um detalhe muda e se torna, em si, uma pista do que está ocorrendo naquele momento. Ouvir de novo deveria aguçar seu ouvido para sutilezas e fornecer novas inspirações para conhecer alguém. Lute, com esperança, pelo seu casamento. Amar também é ouvir. (Leandro Karnal. O Estado de S. Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado) picardia: ato próprio de quem faz caçoada, zombaria. stand-up: ficar de pé, tentativa de fazer graça, obter sucesso com o fato cômico contado. Leia o seguinte trecho do 5o parágrafo: Mais importante: a cada nova recitação um detalhe muda e se torna, em si, uma pista do que está ocorrendo naquele momento. De acordo com a norma-padrão de pontuação, os dois-pontos foram empregados para introduzir a) expressão com sentido diverso do usual. b) explicação de uma ideia anterior. c) interrupção da frase. d) a fala de alguém. e) pausa mais longa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2347375 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Democracia fraca afeta o PIB Uma pesquisa sobre o desenvolvimento de mais de 160 países com realidades políticas variadas, no período de 1960 a 2018, comparou o desempenho de regimes democráticos com aqueles nos quais a democracia é parcial, incompleta ou, em uma palavra, instável. A conclusão foi inequívoca:no longo prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. A democracia é fator de avanço econômico. Os autores do estudo são economistas vinculados a instituições europeias: Nauro Campos, da Universidade College London; Fabrizio Coricelli, da Paris School of Economics; e Marco Frigerio, da Universidade de Siena. Segundo eles, uma das consequências negativas da instabilidade democrática é a prevalência de visões de curto prazo. “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. Uma revisão bibliográfica apontou que essa visão curto-prazista típica de regimes instáveis acaba diminuindo investimentos no setor produtivo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347375 428) A democracia, segundo outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. Segundo o professor Nauro Campos, em entrevista ao jornal O Globo, democracias frágeis e debilitadas prejudicam a execução de políticas públicas. Um exemplo disso é a nomeação de pessoas despreparadas para órgãos técnicos que prestam serviços à população. Esse tipo de problema, afirmou Campos, faz cair a confiança nas instituições. O regime democrático prevê direitos civis, sociais, políticos e de propriedade. Capaz de solucionar pacificamente conflitos por meio da política, em vez da guerra, a democracia é chave também para o crescimento econômico. (Opinião. https:/Avww.estadao.com.br/opiniao, 26.01.2023.Adaptado) Considere os trechos: A conclusão foi inequívoca: no longo prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. (1º parágrafo) “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. (2º parágrafo) O emprego de dois-pontos no primeiro parágrafo e o emprego de aspas no segundo parágrafo têm a função de indicar, correta e respectivamente: a) retificação da informação anterior; fala. b) síntese da informação anterior; comentário. c) ratificação da informação anterior; ênfase. d) detalhamento da informação anterior; citação. e) exemplificação da informação anterior; correção. www.tecconcursos.com.br/questoes/2347524 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. “A Natureza da Mordida” é mistério que se lê com prazer de Carla Madeira A escritora Carla Madeira virou um fenômeno editorial em 2021. Seu Tudo é rio, publicado originalmente em 2014 e reeditado, foi do boca a boca às listas de mais vendidos no país, beirando os 150 mil exemplares. Foi a autora brasileira mais lida do ano. Véspera, seu romance mais recente, deu continuidade ao caminho bem-sucedido. E agora a expectativa está sobre A Natureza da mordida, seu livro do meio, que acaba de ser reeditado. Alguns elementos do conteúdo talvez ajudem a entender a acolhida do leitorado. O interesse pela subjetividade das personagens, a curiosidade para explorar a condição humana, a ambiguidade e a autonomia das mulheres retratadas, o direito entregue a essas personagens de errarem e de serem más. Na forma, as construções fluidas, o trabalho cuidadoso com a palavra, a prosa poética com frases altamente tatuáveis também ajudam. A Natureza da mordida repete um formato já conhecido na obra da autora — os fragmentos. Capítulos curtos, alguns brevíssimos, alternam a voz das duas protagonistas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347524 429) (Gabriela Mayer. https://ywfolha.uol.com.br/ilustrada/, 27.01.2023. Adaptado) Considere os trechos do texto: E agora a expectativa está sobre A Natureza da Mordida, seu livro do meio, que acaba de ser reeditado. (2º parágrafo) ... as construções fluidas, o trabalho cuidadoso com a palavra, a prosa poética com frases altamente tatuáveis também ajudam. (3º parágrafo) As vírgulas são empregadas, correta e respectivamente, no trecho do 1º e no do 2º parágrafo, para a) separar expressão explicativa e indicar enumeração. b) separar expressão exemplificativa e indicar lugar. c) separar expressão resumidora e indicar circunstâncias. d) separar expressão corretiva e indicar enumeração. e) separar expressão contrastiva e indicar tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2391786 VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal. Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente. Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil. Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos. Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje. (Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2391786 430) A alternativa em que o acréscimo de vírgulas ao enunciado está de acordo com a norma-padrão é: a) ... navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando, assim, os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. b) ... o dinheiro falso continuava, chegando ao Rio Grande do Sul e daí, se espalhando para o resto do Brasil. c) ... as autoridades rio-grandenses trataram de montar, um rigoroso, esquema de segurança. d) ... acondicionado em latas vedadas com resina, e bem, fixadas no fundo dos barris... www.tecconcursos.com.br/questoes/2393359 VUNESP - Ag (Piracicaba)/Pref Piracicaba/Zoonose/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Finalmente minhas férias estavam chegando e eu mal podia esperar: passagens compradas, hotel reservado e as malas prontas para fazer uma das coisas que mais amo na vida – viajar sozinha. Inicialmente, eu planejava fazer uma viagem com meu pai – com quem eu não viajava há décadas, desde a minha adolescência, salvo engano. Mas, as agendas não se encontraram, decidi ir sozinha mesmo e meu pai se planejou para fazer o mesmo em março do ano seguinte. Paciência, nossas férias juntos teriam que aguardar uma vez mais. Faltava apenas uma semana para a tão aguardadaviagem e a diretoria da instituição onde eu trabalhava me disse que um novo diretor iria chegar e queriam que eu postergasse minhas férias para dali a um ou dois meses, pois gostariam que eu o apoiasse em sua adaptação. Fiquei inconformada, mal-humorada. Afinal, eu nem me reportava à Diretoria Administrativa Financeira. Disseram-me que eu não era obrigada, mas seria muito importante se eu pudesse fazer isso. Eu fiquei bastante tentada a responder que não – minhas férias eram inegociáveis. O fato é que as cancelei, mas não sem antes negociar para que eu pudesse, então, gozar de meus dias de descanso imediatamente após o Carnaval. E assim aconteceu. Desfiz as malas, cancelei tudo e voltei a trabalhar. Quando finalmente fevereiro trouxe o Carnaval para me animar, o que aconteceu foi exatamente o contrário. Minha prima, médica, que estava acompanhando meu pai em consultas e exames, me chamou para um café e me contou (a contragosto dele) que o caso era grave e delicado e tudo indicava que se tratava de um tumor, tido como um dos mais agressivos. No meu primeiro dia de férias, eu prontamente o levei para seu último exame. A confirmação do diagnóstico veio rápido e, com ela, a corrida contra o tempo para agendar uma cirurgia e tentar retirar o tumor o mais rápido possível. Nos dez dias de espera que antecederam sua internação, pudemos lembrar o passado, ver fotos, conversar sobre assuntos sérios, polêmicos, engraçados e amenos. Fiz massagem nos seus pés, fizemos planos para as próximas férias e ficamos em silêncio apenas, aproveitando o prazer de simplesmente estarmos juntos. Nem que eu quisesse eu conseguiria ter planejado melhor essas férias – as últimas que pude passar junto ao meu pai, viajando para dentro do coração, do afeto e da gratidão. (Natalia Moriyama. Um adiamento de férias me permitiu passar os últimos dias do meu pai ao seu lado. www1.folha.uol.com.br, 02.10.2021. Adaptado) Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula ao trecho mantém a correção gramatical. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393359 431) 432) a) … passagens compradas, hotel reservado e as malas prontas, para fazer uma das coisas que mais amo na vida – viajar sozinha. b) … a diretoria da instituição onde eu trabalhava, me disse que um novo diretor iria chegar… c) Disseram-me que eu não era obrigada, mas seria muito importante se eu pudesse, fazer isso. d) Quando finalmente fevereiro trouxe, o Carnaval para me animar, o que aconteceu foi exatamente o contrário. e) … a corrida contra o tempo para agendar uma cirurgia e tentar, retirar o tumor o mais rápido possível. www.tecconcursos.com.br/questoes/2393371 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto. Exercícios Há senhores, graves senhores, que leem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram sozinhos filosofar, considerando as suas ideias que eles julgam próprias. Isto em geral os leva à redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada... Porque estou me lembrando agora é dos tempos em que havia cadeiras na calçada e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à conversa da gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha que acabava pondo um ovo luminoso: a lua. E esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas ideias, isto é, os de vossas nuvens interiores. (Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.) Assinale a alternativa em que a nova pontuação adotada para as passagens está de acordo com a norma-padrão. a) Há, senhores – graves senhores, que leem, graves estudos filosóficos. / E a galinha acabava pondo um ovo luminoso; a lua. b) Há senhores (graves senhores), que leem graves estudos filosóficos. / E a galinha, acabava pondo um ovo luminoso a lua! c) Há senhores (graves senhores) que leem graves estudos filosóficos. / E a galinha acabava pondo um ovo luminoso – a lua. d) Há senhores: graves senhores, que leem, graves estudos filosóficos. / E, a galinha, acabava pondo um ovo luminoso – a lua! e) Há, senhores – graves senhores – que leem, graves estudos filosóficos. / E a galinha acabava pondo um ovo luminoso, a lua. www.tecconcursos.com.br/questoes/2411624 VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Basta de desperdiçar comida https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393371 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411624 433) Quando se fala em insegurança alimentar no Brasil, frequentemente se aponta o paradoxo de um país que é considerado o “celeiro do mundo” onde milhões de pessoas passam fome. A rigor, não há contradição: se tantos brasileiros fustigados por um desempenho medíocre da economia nacional não têm emprego e renda para pagar pelos alimentos produzidos, então outras pessoas ao redor do mundo pagarão. Tão ou mais chocante é o contraste entre a quantidade de pessoas que passam fome e a quantidade de comida jogada no lixo. Não só no Brasil, mas no mundo. Segundo a ONU, até 828 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial, passam fome. Ao mesmo tempo, cerca de um terço de todo alimento produzido no mundo é perdido ou desperdiçado – o suficiente para alimentar 1 bilhão de pessoas. Reduzir as perdas e desperdícios implicaria ganhos como o aumento da produtividade e do crescimento econômico; mais segurança alimentar e nutrição; e mitigação de impactos ambientais, em particular a redução da pressão sobre o uso de recursos naturais (terras e águas) e dos gases de efeito estufa emitidos pela comida em decomposição. Calcula- se que o desperdício de alimentos seja responsável por 8% a 10% das emissões globais, pelo menos o dobro das emissões da aviação. De um modo geral, falta uma maior cooperação entre o poder público e a iniciativa privada, seja na formulação de dados e indicadores sobre a perda e desperdício, seja nas estratégias de redução, seja nas estratégias de resgate e reutilização, seja, por fim, na infraestrutura de compostagem e reciclagem (para os alimentos inaptos ao consumo humano). Se tantos brasileiros passam fome, não é por falta de comida. O Brasil produz abundantemente. O que falta é renda. Além disso, entre produtores, vendedores e consumidores há um imenso desperdício. Neste caso, estão faltando inteligência, vontade e cooperação. (https://opiniao.estadao.com.br/, 06.11.2022. Adaptado) A pontuação está em conformidade com a norma- -padrão em: a) Acontece que, perde-se ou desperdiça-se, um terço de todo alimento produzido. b) Os alimentos produzidos, serão pagos, então, por outras pessoas ao redor do mundo. c) No Brasil, considerado o “celeiro do mundo”, milhões de pessoas passam fome. d) Falta geralmente, uma maior cooperação entre o poder público e a iniciativa privada. e) Não é por falta de comida, que tantos milhões de brasileiros passam fome, por aqui. www.tecconcursos.com.br/questoes/2419632 VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. A intimidade artificial virou o mal do século Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real. As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, quesão do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419632 434) Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. (Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que a vírgula isola uma expressão com sentido de tempo. a) Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse... b) Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular... c) ... não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. d) Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. www.tecconcursos.com.br/questoes/2472146 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Texto Em noite de chuva, o Coldplay deu início à maratona de 11 shows que fará no Brasil com uma apresentação exuberante em São Paulo nesta sexta-feira. A banda preencheu o estádio do Morumbi não só de música, mas também com feixes de luz, cores, fogos de artifício e muita gritaria. A turnê “Music of the Spheres Tour”, que celebra o último disco da banda, resgata também seus maiores hits e músicas favoritas dos fãs. Após cerca de 15 minutos de atraso, os músicos subiram ao palco com “Higher Power” e a plateia assistiu sob uma chuva de fitas coloridas e bolas gigantes. É uma introdução apoteótica. A grande surpresa do show foi a presença de Seu Jorge no palco com o Coldplay. O brasileiro cantou sozinho o clássico do samba “Amiga da Minha Mulher” enquanto Chris Martin e os outros integrantes tocavam os instrumentos. (Folha de S. Paulo, 10.03.2023. Adaptado) Em conformidade com a norma-padrão de pontuação e com os aspectos de coesão, um título adequado ao texto é: a) Em show que abre maratona no Brasil debaixo de chuva, Coldplay recebe, Seu Jorge. b) Debaixo de chuva, Coldplay recebe Seu Jorge em show que abre maratona no Brasil. c) Coldplay, recebe Seu Jorge em show debaixo de chuva, que abre maratona no Brasil. d) No Brasil debaixo de chuva, Coldplay, que abre maratona recebe em show, Seu Jorge. e) Debaixo de chuva, Seu Jorge em show no Brasil, que abre maratona, recebe Coldplay. www.tecconcursos.com.br/questoes/2487234 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472146 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2487234 435) 436) Leia a tira para responder à questão. (Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 20.01.2023) O acréscimo de uma vírgula à fala do garoto no último quadro mantém a correção gramatical em: a) Sem falar, no problema de tirarem o seu material genético da calçada com uma pá. b) Sem falar no problema, de tirarem o seu material genético da calçada com uma pá. c) Sem falar no problema de tirarem, o seu material genético da calçada com uma pá. d) Sem falar no problema de tirarem o seu material genético, da calçada com uma pá. e) Sem falar no problema de tirarem o seu material genético da calçada, com uma pá. www.tecconcursos.com.br/questoes/2488647 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Por causa de falta de acompanhamento médico, as mortes maternas aumentaram ou estagnaram em quase todas as regiões do mundo: em média, uma mulher morre durante a gravidez ou no parto a cada 2 minutos, de acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Tendências na mortalidade materna”, divulgado em fevereiro. O total das mulheres grávidas que não fazem nem quatro dos oito exames recomendados durante a gravidez ou não recebem cuidados essenciais após o parto é de aproximadamente um terço delas, enquanto cerca de 270 milhões não têm acesso a métodos modernos de planejamento familiar. Em 2020, cerca de 70% de todas as mortes maternas ocorreram na África subsaariana, em razão de sangramento grave, pressão alta, infecções relacionadas à gravidez, complicações de aborto inseguro e doenças como HIV/Aids ou malária, que podem ser agravadas pela gravidez. No Chade, a taxa média de mortalidade é de 1 063 mulheres para cada 100 mil nascidos vivos. Na Alemanha, de 5 para cada 100 mil. (Pesquisa Fapesp. https://revistapesquisa.fapesp.br, Edição 326, abril de 2023. Adaptado) Na frase final do texto – Na Alemanha, de 5 para cada 100 mil. –, a vírgula serve para separar a expressão adverbial de lugar e para indicar que há a) informação implícita no enunciado. b) divergência entre os dados citados. c) separação de termos em enumeração. d) ambiguidade na exposição das ideias. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488647 437) 438) e) retificação de informação prévia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2491225 VUNESP - Aux Ed (Pref SBC)/Pref SBC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Está em conformidade com a norma-padrão de pontuação da língua portuguesa a frase: a) Ao nascerem, crianças precisam ter o cordão umbilical cortado adequadamente. b) A narrativa se inicia dois anos, depois do casamento de Jamain e Pakao. c) O desejo de Jamain era o de que, todos fossem embora, deixando-o em paz. d) Um dos traços que marcam a aparência de Jamain, é o seu maxilar saliente. e) Muitas culturas, estipulam que o destino conjugal da filha é decidido pelos pais. www.tecconcursos.com.br/questoes/2503946 VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto, para responder à questão. Dentro de um abraço Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento? Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada repisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível. Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista. E então? Somando os prós e os contras, as boas e más ações, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tique-taque dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que se pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado,para um recém-demitido, para um recém -contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. O rosto contra o peito de quem o abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito. (Martha Medeiros, Feliz por nada. Adaptado) Observe o emprego de dois-pontos nas passagens do terceiro e do quinto parágrafos: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2491225 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2503946 439) Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: um leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista. Meu palpite: dentro de um abraço. É correto concluir que eles introduzem, respectivamente, a) um detalhamento e um questionamento. b) uma sequência de informações e uma afirmação incoerente. c) um detalhamento e uma declaração contraditória. d) uma relação de consequências e uma síntese. e) uma enumeração explicativa e um esclarecimento. www.tecconcursos.com.br/questoes/2504085 VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Ser cronista Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto. Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos. E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco de em breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa: nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente. (Clarice Lispector, A descoberta do mundo) No trecho – Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo… –, o sinal de dois-pontos e as vírgulas são empregadas, correta e respectivamente, com a finalidade de a) acrescentar um comentário e separar expressão corretiva. b) esclarecer uma informação e separar expressão explicativa. c) detalhar uma informação e separar expressão exemplificativa. d) corrigir um comentário e separar expressão explicativa. e) inserir um argumento contrário e separar expressão corretiva. www.tecconcursos.com.br/questoes/2548778 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504085 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2548778 440) 441) Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Respeito ao outro e boas histórias A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade. Menos adjetivo e mais substantivo. A crise do jornalismo não pode ser explicada exclusivamente pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema, frequentemente, está no conteúdo. Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida. (Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado) Na passagem do parágrafo – Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. –, as vírgulas e o sinal de dois-pontos são empregados, correta e respectivamente, com a finalidade de indicar: a) exemplificação de uma informação e detalhamento de uma informação. b) retificação de uma informação e contestação de uma informação. c) ênfase de uma informação e esclarecimento de uma informação. d) confirmação de uma informação e exclusão de uma informação. e) oposição a uma informação e retificação de uma informação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2549132 VUNESP - AEsc (Araçatuba)/Pref Araçatuba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A comadre Beth Carvalho O jogador de futebol Alcir Portella deixou a quadra do Cacique de Ramos, achou um orelhão, que por sorte estava funcionando e ligou para Beth Carvalho: “Tudo bem, comadre? Queria que você desse um pulo aqui na rua Uranos para conhecer um negócio. Ninguém vai pedir para você cantar nada. Tem uma comida de que você vai gostar. Vamos jogar um buraco...”. Alcir queria que Beth conferisse uma reunião informal, sempre às quartas-feiras, uma pelada entre amigos, uma galinhada com cerveja e depois uma roda de samba intimista, com o pessoal tocando banjo, tantã e repique de mão, cantando e improvisando versos debaixo de uma enorme tamarineira. Ali nasceu, em meados dos anos 1970, o que mais tarde o mercado fonográfico batizaria de “pagode carioca”, tendo à frente o grupo Fundo de Quintal e os compositores e cantores Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Jovelina Pérola Negra. Mas era muito mais do que isso, verdadeira revolução no gênero. O historiador e sambista Nei Lopes afirma: “O movimento que surgiu no Cacique de Ramos tem o mesmo peso da revolução da bossa nova. E vai além, porque inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a inteligência do partido alto”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2549132 442) Beth não saiu mais do Cacique, a ponto de Bira, o presidente do clube e do bloco de embalo, sugerir a construção na quadra de um banheiro feminino, que se chamaria Beth Carvalho. A cantora, educadamente, recusou a homenagem. Mas levou aquela vitalidade sonora para seu disco de 1978, “De Pé no Chão”, cuja história acaba de ser contada em um livro recém-lançado do jornalista Leonardo Bruno. (Alvaro Costa e Silva, A comadre Beth Carvalho. https://www.folha.uol.com.br, 09.12.2022. Adaptado) Assinale a alternativa em que as vírgulas separam uma expressão explicativa no texto. a) O jogador de futebol Alcir Portella deixou a quadra do Cacique de Ramos, achou um orelhão, que por sorte estava funcionando... b) Alcir queria que Beth conferisse uma reunião informal, sempre às quartas-feiras, uma pelada entre amigos... c) Ali nasceu, em meados dos anos 1970, o que mais tarde o mercado fonográfico batizaria de “pagode carioca”... d) ... a ponto de Bira, o presidente do clube e do bloco de embalo, sugerir a construção na quadra de um banheiro feminino... e) A cantora, educadamente, recusou a homenagem. Mas levou aquela vitalidade sonora para seu disco de 1978... www.tecconcursos.com.br/questoes/2552468 VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. A ansiedade e a depressão presentesNum relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou diferente: já não dorme mais em seu quarto, tem medo de muitas coisas, reclama de dor de cabeça e de barriga, com frequência, come em demasia e tem um sono conturbado. O pediatra orientou a leva -la a um psiquiatra, e este deu o diagnóstico de ansiedade. Em um segundo relato, a mãe está aflita porque o filho de 11 anos está sempre quieto, o que a escola também observou; além disso, pouco se relaciona, quer ficar no quarto, chora escondido, às vezes, e sempre procura motivo para faltar à aula. Ela perguntou se pode pensar em depressão e se deve procurar um psicólogo. Sim: ansiedade e depressão estão presentes na infância e na adolescência também. Não é de hoje, mas foi principalmente após a pandemia que muitas famílias e escolas passaram a ter olhar mais atento à saúde mental dos mais novos. E a pandemia foi responsável por instalar ansiedade e depressão em muitos deles: segundo estudo de 2021 pela Faculdade de Medicina da USP, cerca de 36% de crianças e adolescentes apresentaram sintomas desses quadros nesse período. Nesse caso, foi um evento externo que funcionou como estopim para o aparecimento de tais sofrimentos. Rebeldia, desobediência, birra, agressividade, tristeza, por exemplo, muitas vezes servem de base para diagnósticos. O que pais e escola podem fazer? Não sei se é de seu conhecimento, leitor, mas assistência psicológica e social na escola básica já é garantida pela Lei nº 13.935/2019 que, no entanto, ainda não tem sido cumprida com responsabilidade pelo poder público. Psicólogos e assistentes sociais atuam, na instituição escolar, com o grupo de educadores de cada unidade para garantir bom processo de aprendizagem e promover a saúde mental. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2552468 443) Em casa, é interessante partir do conhecimento que pais têm – ou devem ter – de seu filho: sem esse fator, qualquer mudança pode ser creditada a algum transtorno mental. (Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que, nas frases modificadas, a pontuação está de acordo com a norma-padrão. a) O pai da menina, percebeu que ela estava diferente. b) O pai estava preocupado, e o pediatra orientou-o. c) Os mais novos, foram atingidos, pela ansiedade. d) Na infância, e na adolescência, estão presentes, sintomas de depressão. e) O processo de aprendizagem, está atrelado, à saúde mental. www.tecconcursos.com.br/questoes/2555771 VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. O carro do Beto tinha duas portas. A do passageiro não abria, então, a rota de entrada para todos era pelo lado do motorista. O banco do motorista não levantava para quem ia sentar atrás. Acomodar três pessoas exigia uma certa ginástica. Não era o veículo ideal para uma fuga de emergência, mas era o que tínhamos e, mais que isso, era o que garantia nossa liberdade e nossas infinitas possibilidades. Com ele, São Paulo era pequena para nós. Eu tinha 16 anos, o Beto e a Solange um pouco mais do que eu. Eu acabara de voltar de um ano de intercâmbio em uma cidade no interior dos Estados Unidos e estava achando tudo muito moderno naquela São Paulo dos anos 80. O que levei comigo e trouxe de volta foi a trilha sonora: a discografia completa da Rita Lee. O programa daquele fim de semana seria uma homenagem a ela. Pela lista telefônica, tinha descoberto o endereço do pai dela e decidi deixar uma frase pichada no muro da casa dele na Vila Mariana. Beto e Solange toparam na hora. Tudo aconteceria de madrugada. Eles ficariam dentro do carro com o motor ligado. Eu desceria com o spray, escreveria a frase na parede, me jogaria pela janela carro adentro, o Beto acelerava e a gente se mandava. Os medos eram muitos. E foi com o coração aos pulos de terror e emoção que escrevi no muro branco: “Rita, pra você, a agilidade do gato e o brilho da estrela”. Minha mensagem adolescente de amor por Rita Lee estava registrada para toda a cidade ver. Trinta e sete anos depois, fui com uns amigos ver uma exposição sobre a Rita Lee. Logo na entrada do museu, uma parede pintada de azul trazia a estampa da minha frase, letra por letra (acrescentaram as letras esses no “das estrelas”). Foi como se um raio tivesse me atingido na cabeça. A sensação me pareceu ter sido a mesma de quando escrevi no muro naquela madrugada: pernas bambas, coração acelerado, mãos tremendo. A minha frase na parede do museu! Uma das monitoras da exposição quis saber o que acontecia. Eu contei a história. Ela se espantou, já que a exposição não trazia nenhuma explicação sobre a origem daquela frase. Não me importava: ela era minha e estava lá. Deparei-me outras vezes com o meu grafite. O dia do museu, porém, foi o mais emocionante. Não era só uma menção, era uma reprodução. (Ana Ribeiro. Frase que pichei para Rita Lee reapareceu 37 anos depois em exposição. www1.folha.uol.com.br, 19.02.2022. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555771 444) 445) No trecho “Não me importava: ela era minha e estava lá” (6o parágrafo), os dois-pontos foram empregados para introduzir, em relação à informação que os antecede, a) uma síntese. b) uma explicação. c) uma ressalva. d) uma correção. e) uma citação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2586101 VUNESP - TTI (TJ RS)/TJ RS/Programador/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) (Willian Leite. Anésia # 526. www.willtirando.com.br. 03.10.2020. Adaptado) Assinale a alternativa em que o acréscimo de vírgula mantém a correção gramatical da frase. a) O neto da Gertrudes postou um textão, cheio de ódio no Facebook. b) Os jovens de hoje em dia, sentem ódio sem motivo nenhum. c) Mande pra ele, uma das suas mensagens brilhantes de bom dia. d) Pra ele, começar a sentir ódio com motivo. e) Pra ele começar a sentir, ódio com motivo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2624742 VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois da festa de igreja, era a maior festa na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um cortejo. Cavalheiros e damas, aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez. Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito. Murmurava-se que, à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de “coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra, em dois lanços, amplo frontispício1 abrindo em sacadas, sob a cimalha2 a estatueta de louça-da-china3 — espetáculo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2586101 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624742 446) E houve o casamento e houve o jantar comemorativo e houve o baile, com a quadrilha fazendo ressoar no soalho de tábuas a música dos tacões dos homens, dos saltos das mulheres. A noiva era uma risonha morena saudável, o noivo um passional tímido, amavam-se. E lá se foram para a fazenda longe, fim do mundo ou quase, onde as notícias demoravam uma, duas semanas para chegar. Que dia sai o cargueiro4? Que dia ele volta? Voltava com revistas, cartas, moldes de roupas, açúcar, fósforos, ar da cidade, vento do mundo.Começaram a nascer as meninas. Dava muita menina naquele casal. Como educá-las? A dona de casa virou professora, virou uma escola inteira, se preciso virava universidade. (Elenco de cronistas modernos. José Olympio Editora. Adaptado) 1. frontispício: fachada principal. 2. cimalha: parte mais alta das paredes. 3. louça-da-china: porcelana. 4. cargueiro: pessoa que conduz animais de carga. Considere as passagens do texto. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos dois não combinava… A casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra, em dois lanços… É correto afirmar que o travessão e os dois-pontos introduzem respectivamente nos enunciados: a) uma justificativa para o silêncio que havia na casa da primeira namorada; a enumeração de características que dão requinte à casa do noivo. b) a razão de o noivo sentir-se constrangido antes de passar pela casa da antiga namorada; a confirmação de que no sobrado moravam as pessoas mais ricas da cidade. c) uma explicação para o fim do relacionamento com a antiga namorada; uma sequência de atributos positivos que enaltecem a casa do juiz. d) a informação de que os ex-namorados haviam tido um longo compromisso; a descrição de uma edificação cujo estilo era único na cidade. e) a suposição dos moradores de que a ex-namorada faria um escândalo ao ver o rapaz; um conjunto de elementos decorativos depreciado pelo narrador. www.tecconcursos.com.br/questoes/2626034 VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia a tira pra responder à questão. ∙ ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626034 447) (Fernando Gonsales. Níquel Náusea. Correio Brasiliense, 2001) Em “Quando eu era jovem, eu ficava furioso quando ouvia críticas”, a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo que em: a) Por ter vivido experiências difíceis, o rato aprendeu a se manter calmo. b) Caso ouça alguma crítica, ele não irá se importar nem um pouco. c) O rato aprendeu a ser paciente, qualidade fundamental para viver bem. d) Segundo o amigo, ele teria se irritado assim que começaram as críticas. e) Enquanto ouvia as críticas, pensava se deveria respondê-las. www.tecconcursos.com.br/questoes/2771885 VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia a tira para responder à questão. (Caco Galhardo, Bicudinho. Folha de S. Paulo, 07.08.2023) No primeiro e no terceiro quadros, a vírgula tem empregos diferentes, pois separa, correta e respectivamente, a) o aposto e o vocativo. b) o vocativo e o predicado. c) o sujeito e o vocativo. d) o vocativo e o aposto. e) o sujeito e o predicado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2771972 VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771885 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771972 448) 449) Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. As pitangueiras d’antanho* Tem seus 23 anos, e eu a conheço desde os oito ou nove, sempre assim, meio gordinha, engraçada, de cabelos ruivos. Foi criada, a bem dizer, na areia do Arpoador; nasceu e viveu em uma daquelas ruas que vão de Copacabana a Ipanema, de praia a praia. A família mudou-se quando a casa foi comprada para construção de edifício. Certa vez me contou: – Em meu quarteirão não há uma só casa de meu tempo de menina. Se eu tivesse passado anos fora do Rio e voltasse agora, acho que não acertaria nem com a minha rua. Tudo acabou: as casas, os jardins, as árvores. É como se eu não tivesse tido infância... Falta-lhe uma base física para a saudade. Tudo o que parecia eterno sumiu. Outra senhora disse então que se lembrava muito de que, quando era menina, apanhava pitangas em Copacabana; depois, já moça, colhia pitangas na Barra da Tijuca; e hoje não há mais pitangas. Disse isso com uma certa animação, e depois ficou um instante com o ar meio triste – a melancolia de não ter mais pitangas, ou, quem sabe, a saudade daquela manhã em que foi com o namorado colher pitangas. Também em minha infância, há pitangueiras de praia. Não baixinhas, em moitas, como aquelas de Cabo Frio, que o vento não deixa crescer; mas altas; e suas copas se tocavam e faziam uma sombra varada por pequenos pontos de sol. (Rubem Fonseca, “As pitangueiras d’antanho”. 200 crônicas escolhidas, 2001. Fragmento) * d’antanho: de épocas passadas Na passagem do terceiro parágrafo – Tudo acabou: as casas, os jardins, as árvores. É como se eu não tivesse tido infância... – as vírgulas e as reticências indicam, correta e respectivamente: a) explicação; omissão de fato. b) omissão de verbo; esquecimento de fala. c) enumeração; sugestão de emoção. d) detalhamento; ambiguidade da informação. e) exemplificação; finalização de relato. www.tecconcursos.com.br/questoes/1912850 VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. O Assunto $561: Aula presencial. Hora de reverter a evasão A partir desta segunda-feira (18), os alunos das redes estaduais de São Paulo, Bahia e Mato Grosso voltam às aulas 100% in loco. Além deles, mais 11 Estados optaram pelo presencial. A urgência no retorno às escolas é necessária para garantir acesso a mais de 5 milhões de estudantes privados da educação durante a pandemia. Parte das unidades da rede ainda terá que seguir no modelo híbrido. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912850 450) (https://91 .globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2021/10/19/ o-assunto-561-aula-presencial-hora-de-reverter-a- evasao.ghtml. Acesso em 03 nov. 2021. Adaptado) Assinale a frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa quanto ao emprego da vírgula. a) Na entrada da escola, os alunos e funcionários, terão suas temperaturas aferidas. b) Muitos alunos perderam, seu contato com a escola, e as escolas com seus alunos. c) O ensino remoto, segundo a opinião de educadores, não substitui a sala de aula. d) Os impactos da troca do ambiente escolar pelo virtual, são maiores na rede pública. e) O ensino híbrido é, conforme especialistas um desafio mesmo para nativos digitais. www.tecconcursos.com.br/questoes/1937902 VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto, para responder à questão. A perda da privacidade Um dos problemas do nosso tempo, uma obsessão mais ou menos generalizada, é a privacidade. Para dizer de maneira muito, mas muito simples, significa que cada um tem o direito de tratar da própria vida sem que todos fiquem sabendo. Por isso, é preocupante que, através dos nossos cartões de crédito, alguém possa ficar sabendo o que compramos, em que hotel ficamos e onde jantamos. Parece, portanto, que a privacidade é um bem que todos querem defender a qualquer custo. Mas a pergunta é: as pessoas realmente se importam tanto com a privacidade? Antes, a ameaça à privacidade era a fofoca, e o que temíamos na fofoca era o atentado à nossa reputação pública. No entanto, talvez por causa da chamada sociedade líquida, na qual todos estão em crise de identidade e de valores e não sabem onde buscar os pontos de referência para definir-se, o único modo de adquirir reconhecimento social é “mostrar-se” – a qualquer custo. E assim, os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências participam de programas de gosto duvidoso para interpretar tanto o papel do adúltero quanto o do traído, para delírio do público. Foi publicado recentemente um artigo de Zygmunt Bauman revelando que as redes sociais, que representam um instrumento de vigilância de pensamentos e emoçõesalheios, são realmente usadas pelos vários poderes com funções de controle, graças também à contribuição entusiástica de seus usuários. Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social”. Em outras palavras, pela primeira vez na história da humanidade, os espionados colaboram com os espiões, facilitando o trabalho destes últimos, e esta rendição é para eles um motivo de satisfação porque afinal são vistos por alguém enquanto levam a vida – e não importa se às vezes vivam como criminosos ou como imbecis. A verdade também é que, já que todos podem saber tudo de todos, o excesso de informação não pode produzir nada além de confusão, rumor e silêncio. Mas, para os espionados, parece ótimo que eles mesmos e seus segredos mais íntimos sejam conhecidos pelo menos pelos amigos, vizinhos, e possivelmente até pelos inimigos, pois este é o único modo de sentirem-se vivos, parte ativa do corpo social. (Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida. Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1937902 451) 452) Na frase – Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social” –, as aspas são empregadas para a) fazer referência ao título de uma obra. b) distinguir uma citação do restante do texto. c) realçar ironicamente palavras e expressões. d) acentuar o valor significativo de palavras e expressões. e) fazer sobressair expressões estranhas à linguagem comum. www.tecconcursos.com.br/questoes/2039729 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Assinale a alternativa que dá correta sequência ao trecho, de acordo com a norma-padrão de pontuação: Lia as que me chegavam e, de vez em quando, se perdiam algumas entre papéis. a) Reencontrava, essas cartas (em certos casos). Em outros não! b) Em certos casos, reencontrava, essas cartas. Em outros não. c) Reencontrava, essas cartas, em certos casos em outros não. d) Em certos, casos, reencontrava essas cartas; em outros, não. e) Em certos casos, reencontrava essas cartas; em outros, não. www.tecconcursos.com.br/questoes/2124988 VUNESP - TPrev (PERUÍBEPREV)/PERUÍBEPREV/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Padeiros, manobristas, pedestres e um catador de papel olhavam para os noivos, agora marido e mulher, trajados a rigor, mas um rigor excessivo, para mim, até pomposo. O casal tinha saído de uma igreja do bairro e se deixava fotografar na calçada de um restaurante. Ele parecia um adolescente em fase de crescimento. E ela, miúda e serelepe, parecia uma criança que se recusava a crescer. Os dois, abraçados, formavam um par gracioso e insólito, que posava às gargalhadas para dezenas de celulares. Testemunhava essa felicidade nada clandestina, banhada por um chuvisco de pétalas no fim da tarde de um sábado paulistano. Aos poucos, a plateia plebeia se dispersou: os padeiros voltaram à labuta no balcão e na chapa de aço; os manobristas, aos carros enfileirados no meio da rua; o catador de papel, à carroça troncha; e os transeuntes, à noite que os esperava. Mas nem todos os sábados são festejados com pétalas celestiais, beijos e celulares. Há duas semanas, atraído por uma gravação famosa do Réquiem de Mozart, entrei em outra igreja do meu bairro e me emocionei. Nesse crepúsculo fúnebre, não apareceram padeiros, carroceiros nem manobristas, e os transeuntes não pararam para observar beijos discretos e compassivos num rosto masculino, devastado pelo pesar. Enquanto ouvia a composição milagrosa de Mozart, observava o rosto abatido do jovem viúvo diante de uma fotografia da finada. Isso me fez pensar na permanência, e não no fracasso do amor. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2039729 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2124988 453) Eu era apenas um intruso curioso para os que ali estavam nessa missa fúnebre. O intruso saiu da igreja e parou para ouvir a parte final do Réquiem; depois andou a esmo, com o estado de espírito tão diferente do passeante que se distraíra com pétalas e gargalhadas de um outro sábado. (Milton Hatoum. Um casamento e a missa. https://cultura.estadao.com.br, 24.04.2015. Adaptado) Assinale a alternativa em que a inclusão da vírgula não prejudica o sentido e a correção gramatical da frase. a) Padeiros, manobristas, pedestres e um catador de papel, olhavam para os noivos, agora marido e mulher, trajados a rigor… b) Ele, parecia um adolescente em fase de crescimento. E ela, miúda e serelepe, parecia uma criança que se recusava a crescer. c) Testemunhava essa felicidade nada clandestina, banhada por um chuvisco de pétalas, no fim da tarde de um sábado paulistano. d) Há duas semanas, atraído por uma gravação famosa do Réquiem de Mozart, entrei, em outra igreja do meu bairro e me emocionei. e) Isso me fez pensar, na permanência, e não no fracasso do amor. www.tecconcursos.com.br/questoes/2127611 VUNESP - AAE (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia a crônica de Ivan Angelo para responder à questão. Cão reencontrado Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes. Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro- me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema. Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886. Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças. Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono. Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito. Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127611 454) Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão. Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente. Aprendíamos dramaticamente os valores da vida. (Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleçãode Humberto Werneck. Adaptado) Considere os trechos do texto. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886. (3o parágrafo) Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) (4o parágrafo) Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) (9o parágrafo) Os dois-pontos introduzem a descrição do material enviado pelo amigo, e os parênteses contêm observações pessoais do cronista. Assinale a alternativa que se refere, correta e respectivamente, ao tipo de material enviado e ao intuito das observações do cronista. a) a reprodução da página do livro com informações sobre a obra publicada; cativar a atenção dos interlocutores. b) a edição rara do livro de Luiz Guimarães; incentivar a participação dos interlocutores. c) o texto integral do poema “Veludo”; conectar-se com os interlocutores que já leram o poema. d) a cópia da página do livro em que se comentam os poemas selecionados; pôr em xeque as convicções dos interlocutores. e) a página da obra que resume a biografia do famoso poeta; comover os seus interlocutores. www.tecconcursos.com.br/questoes/2127900 VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Todos os retratos que tenho de minha mãe não me dão nunca a verdadeira fisionomia que eu guardo dela – a doce fisionomia daquele rosto, daquela melancólica beleza do seu olhar. Ela passava o dia inteiro comigo. Era pequena e tinha os cabelos pretos. Junto dela eu não sentia necessidade dos meus brinquedos. Dona Clarisse, como lhe chamavam os criados, parecia mesmo uma figura de estampa. Falava para todos com um tom de voz de quem pedisse um favor, mansa e terna como uma menina de internato. À noite ela fazia-me dormir. Adormecer nos seus braços, ouvindo a surdina daquela voz, era o meu requinte de criança. Ela enchia-me de carícias. E quando o meu pai chegava, nas suas crises, exasperado como um pé-de- vento, eu via-a chorar e pronta a esquecer todas as intemperanças verbais do seu marido. Os criados amavam-na. Ela também os tratava com uma bondade que não conhecia mau humor. Horas inteiras eu fico a pintar o retrato dessa mãe angélica, com as cores que tiro da imaginação, e vejo- a assim, ainda tomando conta de mim, dando-me banhos e vestindo-me. A minha memória ainda guarda detalhes bem vivos que o tempo não conseguiu destruir. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127900 455) (José Lins do Rego. Menino de engenho. 94a ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. Excerto adaptado) Assinale a alternativa em que, com a inserção da vírgula, a frase do texto atende a norma-padrão de pontuação da língua portuguesa. a) Todos os retratos que tenho de minha mãe não me dão nunca, a verdadeira fisionomia... (1o parágrafo) b) Junto dela, eu não sentia necessidade dos meus brinquedos. (1o parágrafo) c) Falava para todos com um tom de voz de quem, pedisse um favor... (1o parágrafo) d) Ela também, os tratava com uma bondade que não conhecia mau humor. (2o parágrafo) e) A minha memória ainda guarda, detalhes bem vivos que o tempo não conseguiu destruir. (3o parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2130922 VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Camiseta com causa Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso, sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca. Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas 58 mil camisetas. A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas. Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos passando”, afirma Érica. O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1, mas é feito por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”. A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2, a Piticas tem destaque na Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendo a pose do Hulk. Elas se sentem representadas.” (Fernando Victorino e Nathalia Molina. https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado) 1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2130922 456) 2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet. Considerando que os dois-pontos empregados no parágrafo introduzam, respectivamente, conclusão e causa, os trechos podem ser reescritos da seguinte forma: a) Feminismo, negritude, super-heróis, literatura – em síntese há sempre uma camiseta... / ... o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios já que mais de 200 mil unidades... b) Feminismo, negritude, super-heróis, literatura – por certo há sempre uma camiseta... / ... o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios à medida que mais de 200 mil unidades... c) Feminismo, negritude, super-heróis, literatura – provavelmente há sempre uma camiseta... / ... o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios depois que mais de 200 mil unidades... d) Feminismo, negritude, super-heróis, literatura – acima de tudo há sempre uma camiseta... / ... o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios se mais de 200 mil unidades... e) Feminismo, negritude, super-heróis, literatura – aliás há sempre uma camiseta... / ... o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios de sorte que mais de 200 mil unidades... www.tecconcursos.com.br/questoes/2131025 VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) O rei da boca-livre – Preste atenção naquele homem. Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque. – Quem é a figura? – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome. – Ora, quem manda os convites deve saber. – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores? Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teriaobrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração. Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos. Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131025 457) 458) Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos. Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se: – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente. (Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado) * vernissage: inauguração de uma exposição de arte A frase reescrita com base no parágrafo está corretamente pontuada em: a) Ainda que nada comprasse o interesse artístico – não o impedia de – beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos. b) Ainda que nada comprasse, o interesse artístico não o impedia de beber uísque e (comer deliciosos) pasteizinhos. c) O interesse artístico, ainda que (nada comprasse), não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos. d) O interesse artístico; ainda que nada comprasse não o impedia de beber uísque, e comer deliciosos pasteizinhos. e) O interesse artístico, ainda que nada comprasse, não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2131160 VUNESP - ACA (Pref Campinas)/Pref Campinas/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Assinale a alternativa em que a vírgula foi corretamente empregada. a) Coleta seletiva avança, mas lixões estão longe de desaparecer. b) Os lixões, são os locais de maior poluição no mundo. c) Não existe local mais nocivo para o ambiente, que os lixões. d) É preciso cuidar do nosso consumo, de cada dia. e) Para autoridades, questões técnicas, justificam a existência de lixões. www.tecconcursos.com.br/questoes/2132441 VUNESP - ILib (Pref Campinas)/Pref Campinas/Língua Portuguesa/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de pontuação. a) Educadores enfrentam diariamente, dificuldades das mais diversas naturezas. b) Sem saber que podiam alcançar melhores resultados, os professores estagnaram. c) Espera-se que uma criança em alfabetização saiba, rimar e separar sílabas. d) Dar maior atenção àqueles em situação de vulnerabilidade, é fundamental. e) Faz-se necessário que, novas maneiras de construir o conhecimento sejam testadas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2142211 VUNESP - GCM (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2022 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131160 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2132441 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2142211 459) 460) Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu. Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo. Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado. Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado. Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China. (Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado) Considere as seguintes frases do texto: “... conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte.” “O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.” Os dois-pontos empregados nas frases têm, respectivamente, a função de introduzir a) uma correção e uma fala. b) uma fala e uma explicação. c) uma ordem e uma correção. d) uma enumeração e um resumo. e) uma retomada e uma ordem. www.tecconcursos.com.br/questoes/2173781 VUNESP - GCM (Pref GRU)/Pref GRU/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto, para responder à questão. A era da dispersão ∙ ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2173781 Leio que nós, brasileiros, gastamos três horas e 42 minutos todos os dias nas redes sociais. Pouco mais de dez horas na internet, sendo metade disso em um telefone celular. Há quem diga que não vê nenhum problema nisso. A sobrecarga de informação é um fato do nosso tempo e é natural que percamos um pouco do dia separando o joio do trigo. Há quem vá mais longe e diga que a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida. Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. Talvez eu ache isso porque sou professor. Percebo o efeito destruidor sobre a atenção dos alunos pela simples presença de um celular em sala de aula. Uma pesquisa mostra que levamos até 23 minutos para retomar a atenção quando somos interrompidos. Se fossem dez ou quinze minutos, isso não faria lá grande diferença. Esse não é o ponto central. O ponto é que andamos em meio a uma guerra. Quem faz o alerta é um ex-estrategista do Google, James Williams, que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. Era pago para criar estratégias de “captura” da atenção das pessoas. Em um dado momento, percebeu que ele mesmo havia perdido o controle. A partir daí, deu um tempo. Foi estudar em Oxford e tentar decifrar o problema. Ele diz que vivemos uma epidemia. Que há uma indústria inteira focada em capturar aquilo que cada um de nós tem de mais importante: nosso tempo e nossa atenção. Captura voluntária, feita com técnicas sofisticadas de inteligência artificial. O tempo de atenção de cada indivíduo passou a ser milimetricamente monitorado. Tornou-se, ele mesmo, o produto. Há um velhoconceito de “liberdade como autodomínio” em jogo aí, e é precisamente isso, a retomada do controle sobre nossa própria atenção, que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”. A informação foi, no passado, um bem escasso. No filme “Relatos do Mundo”, Tom Hanks faz o papel de um veterano que ganha a vida lendo notícias de jornal em teatros e igrejas nas pequenas cidades do Velho Oeste. A atenção, à época, era abundante, diante da informação rarefeita. A coisa hoje se inverteu. A informação se tornou abundante e a atenção, um recurso escasso. Acessamos muito mais informação do que precisamos. Ela vem de maneira caótica, em boa parte mesquinha, feita de qualquer besteira capaz de capturar nossa atenção. (Fernando Schüler. https://veja.abril.com.br/coluna/fernando-schuler/a-era-da-dispersao/. 22.01.22. Adaptado) Considere a passagem: Há quem vá mais longe e diga que a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida. Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. Assinale a alternativa em que a redação do 3o parágrafo permanece em conformidade com a norma- padrão de pontuação após o acréscimo de vírgulas ao texto original para isolar uma expressão. a) Sou dos que, desconfiam, que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. b) Sou dos que desconfiam, que há, um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. c) Sou dos que desconfiam que há, um problema, bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar para debaixo do tapete. d) Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que, em geral, costumamos empurrar para debaixo do tapete. 461) e) Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral, costumamos empurrar, para debaixo do tapete. www.tecconcursos.com.br/questoes/2174598 VUNESP - Ass Prev (IPSM SJC)/IPSM SJC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Vocês, queridas leitoras e estimados leitores, apresentam sangue quente, como este articulista. Quem registra ancestrais na Calábria ou Andaluzia costuma se orgulhar de ter o fluido vermelho alguns graus acima da média. Talvez seja apenas lenda. Nossos filhotes precisam ser amamentados. Em quantidades e locais distintos, temos pelos. Nosso coração é dividido em quatro cavidades. Se você se lembra do Ensino Fundamental, algumas dessas características nos classificam como mamíferos. Somos também capazes de elaborar narrativas com nossos cérebros desenvolvidos. A chamada Revolução Cognitiva foi fundamental para a ascensão da nossa espécie no planeta. Criamos códigos morais como o interdito do assassinato de outro ser humano. A identidade com os mamíferos é muito grande para você e para mim. Há mais gente criando cachorros e gatos do que cobras ou lagartos. O carinho escasseia ainda mais se tratamos de insetos. A Espanha aprovou lei que proíbe venda, em lojas, de animais de estimação. Você conhece alguma norma jurídica, ou condenação moral, contra empresas que eliminam ratos? Desratização é palavra consagrada e parece contar com certo apoio social. Um restaurante pode ser multado se não exterminar ratos. Ratos perto das mesas espantam clientes. Permitir cachorros entre os comensais é gesto simpático. Ratos, cachorros e felinos são mamíferos de sangue quente, inteligentes, amamentam filhotes e estão presentes em muitas casas. Em 2012, em Cambridge, um grupo de cientistas lançou um documento que expunha: “O peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuírem os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos também possuem esses substratos”. Temos evidências científicas de que muitos animais sofrem e possuem elevada consciência disso. O relatório de Cambridge é sólido. Os animais nunca deveriam sofrer. Vivemos dias em que temos de dizer isso de humanos também. Apenas indiquei nossas ambiguidades, não para diminuir a proteção e a sensibilidade em relação a alguns seres vivos, mas para ampliá-las. O casal se separa e pode levar a juízo a posse do cachorro. Os ratos da casa dos divorciados? Eles (os camundongos) que lutem. (Leandro Karnal. Disponível em https://cultura.estadao.com.br/ noticias/geral,a-dignidade-dos- mamiferos,70004084877. Acesso em 19.06.2022. Adaptado) Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas pela mesma razão que em − Em 2012, em Cambridge, um grupo de cientistas lançou um documento... (8º parágrafo). a) Vocês, queridas leitoras e estimados leitores, apresentam sangue quente, como este articulista. (1º parágrafo) b) Você conhece alguma norma jurídica, ou condenação moral, contra empresas que eliminam ratos? (5º parágrafo) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2174598 462) c) A Espanha aprovou lei que proíbe venda, em lojas, de animais de estimação. (5º parágrafo) d) Ratos, cachorros e felinos são mamíferos de sangue quente, inteligentes... (7º parágrafo) e) Apenas indiquei nossas ambiguidades, não para diminuir a proteção e a sensibilidade em relação a alguns seres vivos, mas para ampliá-las. (10º parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2182891 VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Velhas cartas “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez…”(a) Sinto um choque ao ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás.(b) Mas, como isso está longe!(c) Sinto-me um pouco humilhado pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a viagem pensei demais em você…” Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos planos de viajar juntos pela Itália;(d) os dias que tínhamos passado juntos eram “inesquecíveis”. Essa que se acusa e se desculpa de me haver maltratado, mas eu não me lembro de mágoa nenhuma, seu nome é apenas para mim uma doçura distante. Imagino que em algum lugar do mundo há alguém que neste momento remexe, por acaso, uma gaveta qualquer, encontra uma velha carta minha, passa os olhos por curiosidade no que escrevi, hesita um instante em rasgar, e depois a devolve à gaveta com um gesto de displicência, pensando, talvez: “é mesmo, esse sujeito onde andará? Eu nem me lembrava mais dele…”(e) ( E agradeço a esse alguém por não ter rasgado a minha carta: cada um de nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de desejo, de amizade, de vida – essa carta que não diz mais nada e apenas tem força ainda para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la. (Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Record, 1982) A respeito dos sinais de pontuação empregados no texto, pode-se afirmar que a) as aspas em “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez…” servem para indicar que o autor do texto está se dirigindo diretamente ao leitor. b) o ponto e vírgula em “Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás” apresenta uma oposição entre o que está antes do ponto e vírgula e o que está depois. c) o ponto de exclamação em “Mas, como isso está longe!”indica o espanto do autor ao constatar que os dois ou três anos anteriores parecem ter ficado em um passado mais distante. d) os dois-pontos em “E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos planos de viajar juntos pela Itália” introduz uma citação dos diálogos com o casal de amigos. e) as reticências em “Eu nem me lembrava mais dele…” reforçam a ideia de que a fala faz parte da imaginação do autor do texto e pode não ter ocorrido na realidade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2182891 463) www.tecconcursos.com.br/questoes/2182892 VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Velhas cartas “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez…” Sinto um choque ao ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás. Mas, como isso está longe! Sinto-me um pouco humilhado pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a viagem pensei demais em você…” Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos planos de viajar juntos pela Itália; os dias que tínhamos passado juntos eram “inesquecíveis”. Essa que se acusa e se desculpa de me haver maltratado, mas eu não me lembro de mágoa nenhuma, seu nome é apenas para mim uma doçura distante. Imagino que em algum lugar do mundo há alguém que neste momento remexe, por acaso, uma gaveta qualquer, encontra uma velha carta minha, passa os olhos por curiosidade no que escrevi, hesita um instante em rasgar, e depois a devolve à gaveta com um gesto de displicência, pensando, talvez: “é mesmo, esse sujeito onde andará? Eu nem me lembrava mais dele…” E agradeço a esse alguém por não ter rasgado a minha carta: cada um de nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de desejo, de amizade, de vida – essa carta que não diz mais nada e apenas tem força ainda para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la. (Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Record, 1982) Assinale a alternativa em que o trecho foi reescrito mantendo a concordância com a norma-padrão de emprego da vírgula. a) Sinto um choque ao ler, esta carta antiga, que encontro em um maço de outras. b) Sinto-me um pouco humilhado pensando como, certas pessoas, me eram necessárias. c) Essa, que se acusa e se desculpa, de me haver maltratado e eu não me lembro de mágoa nenhuma. d) Imagino que, em algum lugar do mundo, há alguém que neste momento remexe uma gaveta qualquer. e) Essa carta, que não diz mais nada e apenas tem força ainda, para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la. www.tecconcursos.com.br/questoes/2313773 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2182892 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313773 464) 465) Entrevista que não houve Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete, onde trabalhava, pedindo uma entrevista. Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito por unanimidade em 1963. Ainda não a assumira porque, médico e cardíaco, temia não sobreviver à cerimônia. Mas agora era a hora. Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. A revista estava cheia de repórteres experientes – dois deles os poetas Lêdo Ivo e Homero Homem, certamente amigos de Rosa. Eu tinha, se tanto, seis meses de profissão e acabara de chegar à Revista. Mas foi assim. Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que chamasse o homem de embaixador – o que Rosa também era. Naquele mesmo dia, telefonei. O próprio Rosa atendeu e, muito amável, desculpou-se, alegando que estava escrevendo seu discurso de posse e não podia parar para dar entrevistas, mesmo que fosse para Manchete. Eu insisti, “Mas, embaixador…”. E ele, firme – neca. Mas, talvez tocado pela evidente juventude do repórter, sugeriu que eu telefonasse no dia seguinte – quem sabe já teria terminado o discurso. Fiz isto, mas, não, ele não havia terminado. Como consolação, disse que, se eu fosse à cerimônia, me daria uma cópia do texto. Rosa tomou posse na quinta-feira, 16. Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão apertando mãos, como se levitasse a um metro do chão. Parecia encantado, não via ninguém – só a mim cumprimentou duas vezes, sem saber quem eu era. E o coração resistiu bem, não o traiu. Deixou para traí-lo três dias depois, na noite de domingo, 19, no seu apartamento, em Copacabana. E eu me esquecera de pedir-lhe o discurso. (Ruy Castro. A arte de querer bem – Crônicas. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado) Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, a regra que determina o emprego da vírgula na frase do primeiro parágrafo “Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete…” também rege o emprego dela em: a) Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras… (1o parágrafo) b) Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que chamasse o homem de embaixador… (2o parágrafo) c) Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão apertando mãos… (4o parágrafo) d) Parecia encantado, não via ninguém… (4o parágrafo) e) E o coração resistiu bem, não o traiu. (4o parágrafo) www.tecconcursos.com.br/questoes/2313923 VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) o mundo com a tragédia da cineasta ucraniana Halyna Hutchins, morta pelo disparo de uma arma que cenográfica, no dia 21 último, durante as filmagens de um western. Halyna tinha 42 anos. Ainda estava começando, mas já de seu domínio de diversas disciplinas do cinema: era diretora de fotografia, operadora de câmera e criadora de uma surpreendente luz pessoal. Atuava também como produtora, e seu destino, para todos brilhante, seria a direção. A morte cortou esse destino, e Halyna se juntou à galeria de artistas que não souberam o que o futuro . Não há uma data certa para morrer, claro. Mas alguns poderiam ter esperado mais um pouco. (Ruy Castro, “A morte cedo demais”. Folha de S.Paulo, 31.10.2021. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313923 466) Na passagem – … seu domínio de diversas disciplinas do cinema: era diretora de fotografia, operadora de câmera e criadora de uma surpreendente luz pessoal. –, o sinal de dois-pontos e a vírgula são empregados, correta e respectivamente, para indicar a) a explicitação de uma informação (as disciplinas) e separar termos de uma enumeração. b) a síntese de uma informação (seu domínio) e separar uma expressão adverbial de intensidade. c) a explicação de uma informação (do cinema) e separar as três expressões explicativas. d) a retificação de uma informação (as diversas disciplinas) e separar o sujeito do predicado da oração. e) a definição de uma informação (domínio) e separar a expressão que funciona como aposto na oração. www.tecconcursos.com.br/questoes/2327607VUNESP - ACom (C Limpo Pta)/CM Campo Limpo Pta/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Musk promete robô humanoide para breve Depois de dominar o mercado de veículos elétricos e de se lançar na multimilionária corrida espacial, Elon Musk, o dono da Tesla, anunciou o último marco que pretende alcançar: robôs humanoides. O empresário disse que terá um protótipo inicial do “Tesla Bot” em breve. Baseado na mesma tecnologia dos veículos semiautônomos da empresa, o robô seria capaz de realizar tarefas básicas repetitivas com o intuito de eliminar trabalhos perigosos ou “chatos” para as pessoas, comentou Musk, em um evento on-line sobre os avanços de sua empresa em inteligência artificial. “A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semissensíveis sobre rodas, portanto, faz algum sentido colocar isso na forma humanoide”, disse. Esse movimento chega no momento em que o sistema de direção autônoma dos carros da empresa está sob forte investigação, após uma série de acidentes. A controvérsia sobre o Autopilot não foi discutida na conferência on-line e nenhuma pergunta foi feita sobre esse tema por parte do público. No entanto, Musk garantiu que seu futuro robô seria benigno. Ele disse que o Tesla Bot, que terá mãos com cinco dedos e virá em preto e branco, será “amigável” e construído de forma que, em qualquer caso, “você poderá fugir dele ou desligá-lo”. “Espero que isso nunca aconteça, mas quem sabe”, brincou. (https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,elon-musk-anunciarobos- humanoides-para-substituir- pessoas-em-trabalhoschatos, 70003816499. Adaptado) Considere os trechos do texto. • ... Elon Musk, o dono da Tesla, anunciou o último marco que pretende alcançar: robôs humanoides. • ... disse que terá um protótipo inicial do “Tesla Bot” em breve. Assinale a alternativa correta acerca, respectivamente, do trecho introduzido pelos dois-pontos e do emprego das aspas. a) Insere noção de tempo; marcam expressão em língua estrangeira. b) Apresenta a atual meta de Musk; destacam o nome dado ao robô. c) Pondera sobre os projetos de Musk; evidenciam a criatividade do nome escolhido para o robô. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2327607 467) 468) d) Expõe enumeração explicativa; indicam citação feita por terceiros. e) Retoma a ideia de marco final; assinalam o sentido pejorativo da expressão. www.tecconcursos.com.br/questoes/2332420 VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Texto Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome, enquanto a seca durasse. Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha... Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouvia chorando, enxugando, na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas. Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes enriquecidos no Norte. A voz lenta e cansada vibrava, erguia-se, parecia outra, abarcando projetos e ambições. E a imaginação esperançosa aplanava as estradas difíceis, esquecia saudades, fome e angústias, penetrava na sombra verde do Amazonas, vencia a natureza bruta, dominava as feras e as visagens, fazia dele rico e vencedor. Cordulina ouvia, e abria o coração àquela esperança; mas correndo os olhos pelas paredes de taipa, pelo canto onde na redinha remendada o filho pequenino dormia, novamente sentiu um aperto de saudade, e lastimou-se: — Mas, Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha! Onde é que a gente vai viver, por esse mundão de meu Deus? (Rachel de Queiroz, O Quinze) Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma- padrão quanto à pontuação. a) Onde é que a gente vai viver Chico? – perguntou Cordulina ao marido. b) Chico Bento e Cordulina, estavam discutindo os planos de partida, à noite. c) Para Chico Bento, o Amazonas por causa da borracha, era muito promissor. d) Na confiança do seu sonho, Chico Bento procurou animar Cordulina. e) O filho pequenino que dormia na rede remendada, era a preocupação da mãe. www.tecconcursos.com.br/questoes/2333683 VUNESP - Sec Esc (Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Texto Cuidado com o que fala – e escreve https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332420 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2333683 Você já se ouviu falando em público? Ou numa reunião de trabalho? Como é o seu desempenho? Transmite segurança ou acelera as palavras, embola pensamentos e interrompe o raciocínio com digressões? Coach em liderança feminina, a americana Tara Mohr listou muletas linguísticas que costumam nos sabotar. E descobriu que mulheres podem ser mais afetadas por hábitos verbais que transmitem hesitação, insegurança ou autodesvalorização. Em geral ao tentarem, consciente ou inconscientemente, parecer “boazinhas”, flexíveis, conciliatórias e calmas. “Mulheres com mensagens importantes e ideias brilhantes se diminuem por meio de suas palavras – geralmente sem perceber”, resume a autora no livro Ouse Crescer: Encontre Sua Voz e Deixe Sua Marca no Mundo (Editora Sextante). Quer um exemplo? Frases que começam com desculpe. Muitas mulheres têm o hábito de, inconscientemente, desculpar- se por assumir posição, dizer algo ou fazer perguntas. Na verdade é outro clássico. Na verdade, acho que... Na verdade, discordo... Dá impressão ao interlocutor de que quem fala está surpresa por discordar. Quando não se sente à vontade para expressar ideias ou ênfase, há muletas como Talvez, quem sabe, Só. (Só fico pensando se..., Só preciso que...). Ressalvas também são comuns: Não sou especialista, mas... É só uma ideia, mas... Muitas mulheres terminam frases com Isso faz sentido? Ou algo similar. Para a autora, quem recorre a essa tentativa de se aproximar do público, verificar reações e confirmar se foi compreendida é vista como menos influente e com menos conhecimento do tema. Mas por que tantas muletas, desculpas e ressalvas na linguagem feminina? Tara explica que, em parte, por contágio. Ouvimos e reproduzimos. Mas há também o “duplo vínculo”, fenômeno que mulheres são vistas como competentes ou afáveis, mas não as duas coisas ao mesmo tempo. E qual a saída? Segundo a autora, não se trata de adotar um estilo de comunicação autoritário. Nem de deixar de ser gentil, sociável e humana nas relações, mas sim de descartar padrões autodepreciativos decorrentes do medo de conquistar espaço e assumir poder. Afeto sim, mas sem muletas na hora de se posicionar. Ah, esse alerta vale também para comunicação escrita. Que tal então revisar as mensagens que você vai mandar hoje? (Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 14 de abril de 2022. Adaptado) As aspas em “boazinhas” (3o parágrafo) foram empregadas para a) realçar uma gíria comumente empregada pelas pessoas. b) indicar sentido oposto, significando maldosas. c) destacar uma palavra com sentido afetivo. d) marcar palavra nova com sentido de zombaria. e) dar uma explicação de como devem ser suas atitudes. www.tecconcursos.com.br/questoes/2340971 VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2022 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2340971 469) 470) Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Para responder a questão, leia o trecho de um ensaio de Michel de Montaigne (1533-1592). Há alguma razão em fazer o julgamento de um homem pelos aspectos mais comuns de sua vida; mas, tendo em vista a natural instabilidade de nossos costumes e opiniões, muitas vezes me pareceu que mesmo os bons autores estão errados em se obstinarem em formar de nós uma ideiaconstante e sólida. Escolhem um caráter universal e, seguindo essa imagem, vão arrumando e interpretando todas as ações de um personagem, e, se não conseguem torcê-las o suficiente, atribuem-nas à dissimulação. Creio mais dificilmente na constância dos homens do que em qualquer outra coisa, e em nada mais facilmente do que na inconstância. Quem os julgasse nos pormenores e separadamente, peça por peça, teria mais ocasiões de dizer a verdade. Em toda a Antiguidade é difícil escolher uma dúzia de homens que tenham ordenado sua vida num projeto definido e seguro, que é o principal objetivo da sabedoria. Pois para resumi-la por inteiro numa só palavra e abranger em uma só todas as regras de nossa vida, “a sabedoria”, diz um antigo, “é sempre querer a mesma coisa, é sempre não querer a mesma coisa”, “eu não me dignaria”, diz ele, “a acrescentar ‘contanto que a tua vontade esteja certa’, pois se não está certa, é impossível que sempre seja uma só e a mesma.” Na verdade, aprendi outrora que o vício é apenas o desregramento e a falta de moderação; e, por conseguinte, é impossível o imaginarmos constante. É uma frase de Demóstenes, dizem, que “o começo de toda virtude são a reflexão e a deliberação, e seu fim e sua perfeição, a constância”. Se, guiados pela reflexão, pegássemos certa via, pegaríamos a mais bela, mas ninguém pensa antes de agir: “O que ele pediu, desdenha; exige o que acaba de abandonar; agita-se e sua vida não se dobra a nenhuma ordem.” (Michel de Montaigne. Os ensaios: uma seleção, 2010. Adaptado.) “o começo de toda virtude são a reflexão e a deliberação, e seu fim e sua perfeição, a constância” (2º parágrafo) Nesse trecho, a segunda vírgula é empregada com a finalidade de a) separar o vocativo. b) indicar a supressão de um verbo. c) separar dois objetos diretos. d) separar o sujeito de seu predicado. e) indicar a supressão do conectivo “e”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2342342 VUNESP - Ag (CM Olímpia)/CM Olímpia/Legislativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Nossa má educação cria um abismo entre os brasileiros e as profissões do futuro De tempos em tempos, vemos estudos e listas sobre as chamadas “profissões do futuro”. Elas nos enchem os olhos, com atividades incríveis e inspiradoras. Infelizmente a maior parte das pessoas jamais exercerá qualquer uma dessas carreiras, pois não tem elementos básicos em sua formação para desempenhar suas tarefas. Nosso sistema de ensino e nossa cultura não são organizados para oferecer a crianças, jovens e adultos as habilidades necessárias para isso. Para as profissões que debutam com grande pompa e muitas novidades, naturalmente não existe formação específica. A escola precisa de um tempo para a criação de cursos, e isso só acontece depois que um novo ofício está consolidado. Portanto, se se almeja qualquer um desses incríveis trabalhos, a https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342342 471) habilidade mais desejada é o amor pelo aprendizado. Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos cursos específicos, para combinar seus conteúdos e construir o arcabouço intelectual necessário. As “profissões do futuro” são tão incríveis porque elas saem do óbvio. Desafiam os indivíduos a pensar e a fazer diferentemente o que já existe ou criar algo completamente novo, que trará um grande benefício à sociedade. A digitalização já afetou todas as profissões e esse é um movimento que cresce exponencialmente. Não há como resistir à mudança. Pelo contrário, qualquer que seja a área do ofício, o domínio de habilidades normalmente associadas às Exatas, como raciocínio lógico, análise de dados, entendimento de sistemas ou estatística ficam mais e mais importantes. Da mesma forma, habilidade de Humanas, como comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e empatia também se tornam essenciais para trabalhadores de todas as áreas, e não apenas nas Humanidades. Portanto as profissões que nascem são mais analíticas e inovadoras, e as que morrem são as mais operacionais e repetitivas. É por isso que nossas escolas precisam formar profissionais para o primeiro grupo, e não para o segundo. A discussão do futuro do trabalho deve passar necessariamente pela do futuro da educação. (Paulo Silvestre. https://brasil.estadao.com.br/. 01.02.2021. Adaptado) Considere a passagem redigida a partir do parágrafo do texto: Tendo em vista que já afetou todas as profissões a digitalização é um movimento que cresce exponencialmente. Assinale a alternativa em que a inserção da vírgula na redação está em conformidade com norma-padrão de pontuação. a) Tendo em, vista que já afetou todas as profissões a digitalização é um movimento que cresce exponencialmente. b) Tendo em vista que já afetou, todas as profissões a digitalização é um movimento que cresce exponencialmente. c) Tendo em vista que já afetou todas as profissões, a digitalização é um movimento que cresce exponencialmente. d) Tendo em vista que já afetou todas as profissões a digitalização, é um movimento que cresce exponencialmente. e) Tendo em vista que já afetou todas as profissões a digitalização é um movimento que, cresce exponencialmente. www.tecconcursos.com.br/questoes/2343680 VUNESP - GCM (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Masculino e Feminino/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder às questões de números 02 a 06. Eu moro no quarto andar do meu prédio, e a Cidinha, minha amiga, no terceiro. Nossas janelas dão de frente para um prédio empresarial todo envidraçado, então nós conse guimos ver uma a janela da outra. Como moro sozinha, os filhos vivem longe, e ela também já é uma pessoa de mais idade, fizemos um combinado: todos os dias, até as dez ho ras, temos que abrir as nossas janelas, como um aviso de que estamos bem. Se passa desse horário e não vejo a ja nela da Cidinha aberta, vou tomar providências. É bom saber que tem alguém olhando pela gente. Ainda mais eu e ela, que somos muito amigas. Trocamos receitas, levamos comi das que preparamos uma para a outra. Durante o isolamento, usamos muito o interfone, e conversávamos por lá, já que não podíamos nos reunir. Meu prédio todo, na verdade, é como uma família, porque grande parte dos moradores são mais velhos e todos se dão bem. Tínhamos o hábito, inclusive, de nos encontrarmos uma vez por mês, antes da https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343680 472) pandemia. Cada encontro na casa de um, e ainda servíamos um lanche. O porteiro também se tor nou amigo. Se não podemos sair e precisamos de uma com pra, ele se oferece para ajudar, é uma pessoa muito gentil. Por isso, apesar de morar sozinha, sinto que tenho resguardo aqui, e amparo para qualquer coisa que precisar. Gosto muito de compartilhar a vida com os moradores. (Cloé Multari. https://gamarevista.uol.com.br/semana/voce-sabe-dividir/ quem-compartilha-a-vida- e-mais-feliz/. 19.06.2022. Adaptado) No trecho – ...fizemos um combinado: todos os dias, até as dez horas, temos que abrir as nossas janelas... –, os dois – pontos foram empregados para introduzir uma a) hipótese. b) dúvida. c) enumeração. d) explicação. e) síntese. www.tecconcursos.com.br/questoes/2347996 VUNESP - AHM (DAE Bauru)/DAE Bauru/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. A genial lista de tarefas de Leonardo Da Vinci Desenhar Milão ou pesquisar sobre o tamanho do Sol. Eis alguns itens que não aparecem na lista de tarefas de todo mundo. Mas, claro, você não espera pendências comuns de alguém como Leonardo Da Vinci. O renascentista era um curioso incorrigível e se aventurou na matemática, física, astronomia, arquitetura, botânica, anatomia, música… Um viciado em aprender e inventar – que também arranjava tempo livre para pintar alguma coisa. Como a Mona Lisa. O dono dessa mente sempre em atividade não podia deixar uma ideia passar embranco. Por isso, ele costumava carregar um pequeno caderno por onde fosse, para registrar sempre que algo chamasse sua atenção. Para Leonardo, era “útil constantemente observar, anotar e considerar”. Alguns desses papéis sobrevivem até hoje. Foram colados em álbuns pelos sucessores do inventor italiano, e um deles faz parte da coleção de arte da família real britânica (a Royal Collection) desde, pelo menos, 1690. Dentro dele, está uma página bastante curiosa, com a lista de tarefas de Leonardo. Ela foi escrita por volta de 1508 e 1510, e disputa espaço na folha com uma porção de outros rabiscos (como desenhos feitos em estudos de anatomia). As anotações de Leonardo da Vinci estão escritas no italiano do século 16, da direita para a esquerda, sem pontuação nenhuma e com símbolos enigmáticos. Graças ao historiador Toby Lester, podemos conferir alguns trechos do manuscrito: – [Descobrir] a medida do castelo [do duque de Milão]; – Pedir ao Frade Brera [no mosteiro beneditino de Milão] que mostre o De Ponderibus [um texto medieval sobre mecânica]; – Desenhar Milão; – Encontrar um mestre em hidráulica e fazer com que ele diga como consertar um moinho. – [Perguntar sobre] a medida do sol que me foi prometida pelo maestro Giovanni Francese. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347996 473) A lista é bastante representativa de como Leonardo da Vinci vivia de cabeça ocupada. Suas ideias se acumulavam de tal forma que ele tinha o costume de começar mais projetos do que podia dar conta. Incapaz de focar em uma coisa só ou de administrar bem seu tempo, ele era um grande procrastinador. (Luisa Costa. Revista Superinteressante. 10.05.22. Adaptado) A respeito dos sinais de pontuação empregados no texto, pode-se afirmar que a) as reticências em “O renascentista era um curioso incorrigível e se aventurou na matemática, física, astronomia, arquitetura, botânica, anatomia, música…” servem para destacar uma expressão do restante da frase. b) o travessão em “Um viciado em aprender e inventar – que também arranjava tempo livre para pintar alguma coisa” poderia ser corretamente substituído pela vírgula. c) os parênteses em “... disputa espaço na folha com uma porção de outros rabiscos (como desenhos feitos em estudos de anatomia)” introduzem uma oposição em relação ao trecho anterior. d) a vírgula em “Incapaz de focar em uma coisa só ou de administrar bem seu tempo, ele era um grande procrastinador” é usada para separar uma expressão de tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2353421 VUNESP - Bibl (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder a questão. Começou com Alice O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos. O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume. O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo. Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento. Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos. A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras. Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2353421 474) nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras. Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje. (Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado) Assinale a alternativa em que o uso da vírgula está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. a) Logo nos primeiros anos de sua infância o menino, aprendeu a ler e a escrever. b) O menino ficou imediatamente admirado com, o livro recebido de presente. c) A mãe teve papel, decisivo para que o menino aprendesse a ler e a escrever. d) Depois que aprendera, a ler o menino passou a usar a máquina de escrever. e) Decidido a viver das palavras, o menino recusava outras profissões em voga. www.tecconcursos.com.br/questoes/2356372 VUNESP - Almo (PRUDENCO)/PRUDENCO/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. Não me defendi, não mostrei as razões que me fervilhavam na cabeça, a mágoa que me inchava o coração. Inútil qualquer resistência. Trouxeram-me a roupa branca nova. Tentaram calçar-me os borzeguins* amarelos: os pés tinham crescido e não houve meio de reduzi-los. Machucaram-me, comprimiram- -me os ossos. E, com a roupa nova, o gorro de palha, folhas de almaço numa caixa, penas, lápis, uma brochura de capa amarela, saí de casa, tão perturbado que não vi para onde me levavam. Nem tinha a curiosidade de informar-me: estava certo que seria entregue a um professor barbado e severo. Mas só mais tarde notei que estava numa sala pequena. Avizinharam-me de uma senhora baixinha e de cabelos brancos. Fileiras de alunos se perdiam num aglomerado confuso. As minhas mãos frias não acertavam com os objetos guardados na caixa; a voz da mulher sussurrava docemente. Dias depois, vi chegar um rapazinho seguro por dois homens. Resistia, mordia, debatia-se, agarrava-se à porta, feroz. Entrou aos arrancos, e se conseguia soltar-se, tentava ganhar a rua. Foi difícil subjugar o bicho brabo, sentá-lo, imobilizá-lo. Examinei-o com espanto, desprezo e inveja. Não me seria possível espernear, berrar daquele jeito, exibir força, utilizar os dentes, espumante e selvagem. Na civilização e na fraqueza, ia para onde me impeliam, muito dócil, muito leve. * Borzeguim: espécie de bota ou botim fechado à frente por cadarço. (Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Editora Record, 1979. Excerto adaptado) Considere a seguinte passagem do texto: Nem tinha a curiosidade de informar-me: estava certo que seria entregue a um professor barbado e severo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2356372 475) Considerando-se que, no contexto, os dois-pontos (:) introduzem uma explicação, essa relação de sentido permanece preservada com a substituição deles pela conjunção destacada em: a) Nem tinha a curiosidade de informar-me, pois estava certo que seria entregue... b) Nem tinha a curiosidade de informar-me, se estava certo que seria entregue... c) Nem tinha a curiosidade de informar-me, quando estava certoque seria entregue... d) Nem tinha a curiosidade de informar-me, entretanto estava certo que seria entregue... e) Nem tinha a curiosidade de informar-me, enquanto estava certo que seria entregue... www.tecconcursos.com.br/questoes/2361021 VUNESP - ASa (Guaratinguetá)/Pref Guaratinguetá/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder a questão. Assim nasce uma canção Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos. Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família. Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou- se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção. Vê? Estão voltando as flores! Vê? Um novo céu se abrindo! Vê? Como é bonita a vida! Vê? Há esperança ainda! Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta. Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2361021 476) 477) (Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce- uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980) * Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965. Na frase do terceiro parágrafo – Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. –, os dois- -pontos introduzem: a) as incertezas a respeito da saúde frágil do comandante. b) a descrição das sensações experimentadas pelo comandante. c) a conduta médica para que o comandante se recuperasse. d) o sentimento de resignação do comandante perante suas limitações. e) os receios do comandante diante de tão novas sensações. www.tecconcursos.com.br/questoes/2430776 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia a tira para responder a questão. (Quino, Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2008) A alternativa em que a vírgula foi inserida no trecho da tira, sem prejuízo da correção gramatical, é a) Talvez eu também, devesse planejar a minha vida. b) ... na semana que vem, vou comprar duas revistinhas novas. c) Mas... será, que vou comprá-las. d) ... não devemos esquecer, que o destino tem seus caprichos. e) Como será que o destino faz, para adiantar seus caprichos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2431041 VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto, para responder a questão. Gargalos do ensino https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2430776 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2431041 478) Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia. A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática. Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010. Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo. No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas. Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos. Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares. Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais. Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público. (Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado) * Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo. Assinale a alternativa em que, na frase redigida a partir do texto, o uso da vírgula está em conformidade com a norma-padrão da língua. a) Os recentes problemas enfrentados pela educação paulista, são decorrentes da pandemia. b) A educação precisa fazer frente aos problemas oriundos, do fechamento das escolas. c) Espera-se que, o novo modelo de ensino possa ser adotado com sucesso em todas as escolas. d) O momento atual, é oportuno para os candidatos ao governo esclarecerem suas propostas. e) Para a melhoria da qualidade da aprendizagem, a adoção do ensino integral é indispensável. www.tecconcursos.com.br/questoes/2507337 VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A solidão do personagem Horácio, de Maurício de Sousa, comove em HQs como a publicada no final de 1968, quando se desilude ao tentar conversar com algo que considerava ser um possível amigo dentro de uma caverna. (https://www.uol.com.br/splash. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507337 479) Em conformidade com a norma-padrão, a sequência para o texto está adequadamente pontuada em: a) Em outra o tom é, mais otimista; depois de lamuriar pela suposta falta de atrativos; nota como seu aspecto ajuda – na camuflagem. b) Em outra o tom, é mais otimista depois de lamuriar, pela supostafalta de atrativos, nota como seu aspecto ajuda, na camuflagem. c) Em outra, o tom é mais otimista – depois de lamuriar pela suposta falta de atrativos nota, como seu aspecto, ajuda na camuflagem. d) Em outra, o tom é mais otimista: depois de lamuriar pela suposta falta de atrativos, nota como seu aspecto ajuda na camuflagem. www.tecconcursos.com.br/questoes/2507353 VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. A verdadeira história do Papai Noel O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho. O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas. Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade. (Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado) 1 sincretismo: combinação 2 naco: parte, pedaço Releia a passagem: ... seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas. Os travessões e a exclamação entre parênteses empregados no texto têm a função de sinalizar ao leitor, correta e respectivamente, a) correção e indignação. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507353 480) 481) b) explicação e surpresa. c) divagação e emoção. d) advertência e exaltação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2533819 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) (Bill Watterson. Existem tesouros em todo lugar – as aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2013) Assinale a alternativa em que, com a inserção da vírgula, a oração do terceiro quadrinho atende à norma-padrão de pontuação da língua portuguesa. a) Nessa época, você tinha a certeza de que a resposta para qualquer coisa ia demorar no mínimo uma semana. b) Nessa época você tinha, a certeza de que a resposta para qualquer coisa ia demorar no mínimo uma semana. c) Nessa época você tinha a certeza, de que a resposta para qualquer coisa ia demorar no mínimo uma semana. d) Nessa época você tinha a certeza de que a resposta para, qualquer coisa ia demorar no mínimo uma semana. e) Nessa época você tinha a certeza de que a resposta para qualquer coisa ia demorar no mínimo, uma semana. www.tecconcursos.com.br/questoes/2539715 VUNESP - Aux (PRODESAN)/PRODESAN/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Mentes não tão brilhantes Objeto de análise desde os primórdios da civilização, a inteligência humana é um mistério tão intrigante quanto a origem do universo. As dúvidas sobre o que faz os indivíduos serem mais ou menos inteligentes permanecem, mas, ao longo de milênios, o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos sobre os mecanismos que movem o intelecto até se chegar a uma forma de medição padronizada – o teste de Q.I. (quociente de inteligência) – amplamente reconhecida e aceita. Em boa parte do século XX, os países mais avançados, principalmente, puderam bater no peito e anunciar com orgulho que o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente – até a curva começar a cair e a inteligência engatar marcha a ré a partir dos anos 2000. Em levantamentos, descobriu- se algo constrangedor para a civilização: pela primeira vez, os filhos passaram a ter mentes menos afiadas do que a de seus pais. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533819 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2539715 482) No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o renomado cientista francês Michel Desmurget, aponta as baterias de combate ao estado atual para o que afirma ser sua maior causa: o excesso de tempo passado diante da tela dos mais variados aparelhos digitais. “A tela, em si, não representa um mal, mas o número de horas despendidas na sua frente é assustador”, ressaltou Desmurget à VEJA. “O uso de computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito”. Sobre o desenvolvimento de crianças pequenas, o especialista adverte que internet e aplicativos de redes sociais em demasia afetam negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares básicos do processo cognitivo em qualquer idade, mas de excepcional importância nos cinco primeiros anos da existência. “No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão ou desafios.”, alerta Claudio Serfaty, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal Fluminense. Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso. O foguete do progresso tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da inteligência. O ruim é o exagero. (Ernesto Neves e Caio Saad. Veja, no 39, 6 de outubro de 2021. Adaptado) O emprego da vírgula está correto em: a) A inteligência humana, é objeto de análise desde os primórdios da civilização. b) O teste de Q.I., forma de medição, padronizada é bastante validado. c) A linguagem é um dos três pilares básicos, do processo cognitivo. d) Estudos científicos destrincharam, o conceito de inteligência humana. e) Michel Desmurget, renomado cientista, escreveu o livro A Fábrica de Cretinos Digitais. www.tecconcursos.com.br/questoes/491813 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca. A brisa fina, antes tão boa,agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde jorrava a água. O https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491813 483) primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. (Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado) Redigida com base em passagem do texto, a frase que apresenta emprego da vírgula de acordo com a norma- -padrão é: a) Antes tão boa a brisa fina, tornara-se quente e árida ao sol do meio-dia. b) Do chafariz de pedra entre arbustos brotava num filete, a água sonhada. c) Ele conseguiu ser, o primeiro a chegar antes de todos ao chafariz de pedra. d) Sentia-se intrigado intuitivamente confuso, na sua inocência. e) No meio da balbúrdia dos amigos, a concentração no sentir era difícil. www.tecconcursos.com.br/questoes/279014 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto, para responder à questão. O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos. Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança. O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante, como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da ideia do direito. É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se https://www.tecconcursos.com.br/questoes/279014 484) tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem. (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito) Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi empregada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como ocorre na passagem – A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princípios jurídicos manipulados pelo Estado. b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca chegaria ao fim. c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o interesse pecuniário. d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do direito está na ação. e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das faces, aos demais, a outra. www.tecconcursos.com.br/questoes/241709 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Um pé de milho Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. (Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001. Adaptado) Assinale a alternativa correta quanto à pontuação, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. a) Um amigo, declarou que meu pé de milho era capim. Outro amigo que era cana. Já viu leitor, um pé de milho? b) Um amigo declarou: meu pé de milho era capim. Outro amigo: que era cana. Já viu leitor um pé de milho? c) Um amigo declarou que meu pé de milho era capim. Outro amigo, que era cana. Já viu, leitor, um pé de milho? d) Um amigo declarou: que meu pé de milho era capim. Outro amigo, que era cana. O leitor já viu um pé de milho? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241709 485) 486) e) Um amigo declarou, que meu pé de milho, era capim. Outro amigo que era cana. O leitor, já viu um pé de milho? www.tecconcursos.com.br/questoes/122486 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão seguinte: A disseminação do conceito de boas práticas corporativas, que ganhou força nos últimos anos, fez surgir uma estrada sem volta no cenário global e, consequentemente, no Brasil. Nesse contexto, governos e empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a fraude, valendo-se dos mais variados mecanismos: leis severas, normas de mercado e boas práticas de gestão de riscos. Isso porque se cristalizou a compreensão de que atos ilícitos vão além de comprometer relações comerciaise o próprio caixa das empresas. Eles representam dano efetivo à reputação empresarial frente ao mercado e aos investidores, que exigem cada vez mais transparência e, em casos extremos, acabam em investigações e litígios judiciais que podem levar executivos à cadeia. (Fernando Porfírio, Pela solidez nas organizações. Em Mundo corporativo n.º 28, abril-junho 2010) No trecho – Nesse contexto, governos e empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a fraude, valendo- se dos mais variados mecanismos: leis severas, normas de mercado e boas práticas de gestão de riscos. – o emprego de dois-pontos cumpre a função de a) enumerar dados novos, que desmentem uma afirmação precedente. b) expor um ponto de vista contrário àquele adotado pelo autor. c) apresentar ideias contrastantes, para instalar uma polêmica. d) deslocar a atenção do leitor para informações não pertinentes ao texto. e) introduzir informações que especificam uma afirmação anterior. www.tecconcursos.com.br/questoes/86351 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em si faça diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços- sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção. (CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado) Na passagem – … e (na maioria dos países pobres) a terra. – , o uso dos parênteses indica uma informação a) comum aos termos "carbono", "água" e "terra". Nesse contexto, eles poderiam ser substituídos por reticências. b) específica relacionada ao termo "terra". Nesse contexto, eles poderiam ser substituídos por travessões. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122486 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86351 487) 488) c) principalmente relativa ao termo "terra". Nesse contexto, eles poderiam ser eliminados. d) relativa aos termos "carbono", "água" e "terra". Nesse contexto, eles poderiam ser substituídos por vírgulas. e) excluída da referência ao termo "terra". Nesse contexto, eles poderiam ser substituídos por dois pontos ou ponto e vírgula. www.tecconcursos.com.br/questoes/86359 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Assinale a alternativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à pontuação. a) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em outros. b) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em outros. c) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em outros. d) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em outros. e) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em outros. www.tecconcursos.com.br/questoes/78769 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. WikiLeaks contra o Império A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a informações sigilosas. A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos. A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana. O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86359 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78769 489) papel era comunicar. O de Jobim era não contar. A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk. Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua homenagem, esse é o símbolo da Apple.) (Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado) Em – (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua homenagem, esse é o símbolo da Apple.) (6.º parágrafo) – o uso dos parênteses justifica-se porque a) menciona uma lenda. b) isola indicação acessória, explicativa. c) enfatiza o final de uma frase declarativa. d) indica a mudança de interlocutor. e) separa os elementos de uma enumeração. www.tecconcursos.com.br/questoes/78772 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. WikiLeaks contra o Império A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a informações sigilosas. A WikiLeaks não obteve documentos que circulamnas camadas mais secretas da máquina, mas produziu aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos. A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana. O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78772 490) papel era comunicar. O de Jobim era não contar. A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk. Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua homenagem, esse é o símbolo da Apple.) (Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado) Considere os enunciados. I. O embaixador Clifford Sobel, fez declarações sobre o presidente boliviano. II. Aquela declaração, foi dada ao jornal, por Catherine Caughey. III. Muammar Gaddafi, presidente da Líbia, possui arsenal nuclear sob seu controle. O emprego da vírgula está correto apenas em a) I. b) II. c) III. d) I e III. e) II e III. www.tecconcursos.com.br/questoes/78679 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana. Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78679 491) Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) A oração … isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço…, no contexto do primeiro parágrafo, a) indica redundância de ideias e torna o trecho ininteligível. b) apresenta pontuação inadequada, por estar entre vírgulas. c) contém estrutura sintática sem nexo lógico. d) deveria estar no final do período para garantir-lhe a coesão. e) poderia vir entre travessões, pois trata-se de oração intercalada. www.tecconcursos.com.br/questoes/78702 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Assinale a alternativa correta quanto à pontuação. a) Participe do 21.º Curso Estado de Jornalismo. Lá estarão presentes, alguns dos mais importantes profissionais da área do jornalismo, no Brasil e no mundo. É bom lembrar esse é o último curso no gênero reconhecido, como extensão universitária. Por isso, atenção focas o curso oferece 30 vagas gratuitas. b) Participe, do 21.º Curso Estado de Jornalismo. Lá estarão presentes alguns dos mais importantes profissionais da área do jornalismo no Brasil e, no mundo. É bom lembrar; esse é o último curso no gênero, reconhecido como extensão universitária. Por isso atenção focas, o curso oferece 30 vagas gratuitas. c) Participe do 21.º Curso Estado de Jornalismo. Lá, estarão presentes alguns dos mais importantes profissionais da área do jornalismo, no Brasil e no mundo. É bom lembrar esse é o último curso, no gênero reconhecido, como extensão universitária. Por isso atenção, focas o curso oferece 30 vagas gratuitas. d) Participe do 21.º Curso Estado de Jornalismo. Lá estarão presentes, alguns dos mais importantes profissionais da área do jornalismo no Brasil e no mundo. É bom lembrar: esse é o último curso no gênero reconhecido como extensão universitária. Por isso atenção, focas o curso oferece, 30 vagas gratuitas. e) Participe do 21.º Curso Estado de Jornalismo. Lá estarão presentes alguns dos mais importantes profissionais da área do jornalismo, no Brasil e no mundo. É bom lembrar: esse é o último curso no gênero reconhecido como extensão universitária. Por isso, atenção, focas, o curso oferece 30 vagas gratuitas. www.tecconcursos.com.br/questoes/78703 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78702 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78703 492) 493) Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de uma tenda do mercado em que estavam expostas diversas mercadorias. Depois de algum tempo, ele exclamou:"Vejam quantas coisas o ateniense precisa para viver." Naturalmente ele queria dizer com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo. Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes – um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a verdadeira felicidade não depende de fatores externos, como o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente porque a felicidade não estava nessas coisas, ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não podia mais ser perdida. (Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995) A frase de Sócrates, em nova versão, está correta, de acordo com a norma culta, em a) Vejam, atenienses, quantas coisas vocês precisam, para viver. b) Vejam atenienses quantas coisas vocês precisam para viver. c) Vejam, atenienses, de quantas coisas vocês precisam para viver. d) Vejam atenienses quantas coisas, vocês, precisam para viver. e) Vejam, atenienses, de quantas, coisas vocês, precisam para viver. www.tecconcursos.com.br/questoes/78848 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o texto para responder à questão. Diploma e monopólio Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional? Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78848 494) (Veja, 07.03.2007. Adaptado) Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência vem entre vírgulas para, no contexto, a) garantir a atenção do leitor. b) separar o sujeito do predicado. c) intercalar uma reflexão do autor. d) corrigir uma afirmação indevida. e) retificar a ordem dos termos. www.tecconcursos.com.br/questoes/78861 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Das manchetes jornalísticas foram retirados os sinais de pontuação. Assinale a alternativa com pontuação correta das frases. Sobremesa a R$ 0,84 Doceiras badaladas dão a receita A nova febre em São Paulo fumar narguilé Só é preciso uma coisa para viver bem saúde Para você profissional de RH (O Estado de S.Paulo, 07.04.2007) a) Sobremesa a R$ 0,84? Doceiras badaladas dão a receita A nova febre em São Paulo: fumar narguilé Só é preciso uma coisa: para viver bem saúde Para você profissional de RH: b) Sobremesa a R$ 0,84? Doceiras badaladas dão a receita A nova febre em São Paulo: fumar narguilé Só é preciso uma coisa para viver bem: saúde Para você, profissional de RH c) Sobremesa a R$ 0,84; Doceiras badaladas dão a receita A nova febre: em São Paulo fumar; narguilé Só é preciso uma coisa? para viver bem saúde Para você, profissional de RH d) Sobremesa a R$ 0,84? Doceiras badaladas dão a receita; A nova febre em São Paulo fumar: narguilé Só é preciso uma coisa para viver bem, saúde Para você; profissional de RH https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78861 495) 496) e) Sobremesa a R$ 0,84; Doceiras badaladas dão a receita A nova febre; em São Paulo fumar narguilé Só é preciso uma coisa para viver; bem saúde Para você profissional de RH? www.tecconcursos.com.br/questoes/78923 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Para responder à questão, leia o texto. O casamento infeliz da corrupção com cumplicidade e a resultante crise de autoridade na vida pública (com reflexos em toda sociedade, inclusive na família) trazem à tona a questão da moralidade. (Não estou usando, de propósito, a palavra ética: a pobre anda humilhada demais.) Não se confunda moralidade com moralismo, que é filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental. Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam. Moralidade é compostura. É exercer autoridade externa fundamentada em autoridade moral. É fiscalizar rigorosamente o cumprimento das leis sem ser policialesco. É respeitar as regras sem ser uma alma subalterna. Moralidade pode ser difícil num país onde o desregramento impera. Exige grande coragem dizer não quando a tentação (de roubar, de enganar, ou de compactuar com tudo isso) nos assedia de todos os lados, também de cima. Num governo, é o oposto de assistencialismo, que dá alguns trocados aos despossuídos, em lugar de emprego e educação, que lhes devolveriam a dignidade. É lutar pelo bem comum, perseguindo e escancarando a verdade mesmo que contrarie grandes e vários interesses. (Lya Luft, Veja, 20.09.2006) Assinale a alternativa em que a frase está correta quanto à pontuação. a) A crise de autoridade na vida pública, resulta do casamento da corrupção com cumplicidade. b) Fazem parte da decência humana fundamental, a ética e a moralidade. c) As leis, que são mal cumpridas no país têm em si, a moralidade. d) Quando a tentação nos assedia, é preciso coragem – e muita – para dizer não. e) A crise de autoridade, verificada na vida pública também se reflete, na família. www.tecconcursos.com.br/questoes/78931 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A tira é base para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78923 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78931 497) No último quadrinho, a vírgula empregada antes de pessoal se explica por separar, na oração, o a) vocativo. b) sujeito. c) aposto. d) complemento nominal. e) objeto direto. www.tecconcursos.com.br/questoes/79015 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar. Sobre a vírgula que separa o termo cavalheiro, é correto afirmar que a) está bem empregada, pois separa, na oração, o vocativo. b) está mal empregada, pois separa o sujeito da oração do verbo. c) está bem empregada, pois, nesse caso, seu uso é facultativo. d)está mal empregada, pois não se separa o aposto do termo a que se refere. e) está bem empregada, pois separa o objeto direto do verbo. www.tecconcursos.com.br/questoes/79021 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79015 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79021 498) 499) 500) Leia o trecho a seguir, para responder à questão. O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador. São Paulo, quarta maior metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia. Traumatizada. Acuada sob um toque de recolher informal. Debaixo das ordens do chamado Primeiro Comando da Capital, o PCC, que controla os presídios e estende seu poder sobre o tráfico de drogas, de armas e o contrabando, nada menos que 36 policiais foram assassinados nas ruas da cidade durante o final de semana. Trinta ônibus arderam em chamas. (Istoé Online, 24.05.2006) Observe os dois trechos a seguir para responder à questão. I. O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador. II. São Paulo, quarta maior metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia. Empregam-se vírgulas em I e II, respectivamente, para intercalar a) aposto e aposto. b) adjunto adverbial e aposto. c) adjunto adverbial e vocativo. d) adjunto adverbial e adjunto adverbial. e) aposto e adjunto adverbial. www.tecconcursos.com.br/questoes/79023 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Leia o trecho a seguir, para responder à questão. O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador. São Paulo, quarta maior metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia. Traumatizada. Acuada sob um toque de recolher informal. Debaixo das ordens do chamado Primeiro Comando da Capital, o PCC, que controla os presídios e estende seu poder sobre o tráfico de drogas, de armas e o contrabando, nada menos que 36 policiais foram assassinados nas ruas da cidade durante o final de semana. Trinta ônibus arderam em chamas. (Istoé Online, 24.05.2006) Assinale a frase correta quanto à pontuação. a) Trinta ônibus em São Paulo, arderam em chamas na segunda-feira. b) Trinta ônibus na segunda-feira, arderam em chamas em São Paulo. c) Na segunda-feira arderam em chamas, trinta ônibus em São Paulo. d) Em São Paulo, trinta ônibus, na segunda-feira, arderam em chamas. e) Arderam em chamas, trinta ônibus, na segunda-feira, em São Paulo. www.tecconcursos.com.br/questoes/79071 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) Para responder à questão, leia o texto. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79023 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79071 501) 502) Ronald Golias Paulista de São Carlos, filho de marceneiro, Ronald Golias fez de tudo para sobreviver: foi ajudante de alfaiate, funileiro e aqualouco, entre outros bicos. Mas nunca perdeu de vista a idéia de cumprir aquela que dizia ser sua missão: fazer humor. Sucesso primeiro no rádio e depois na televisão – em que imortalizou o espertalhão Bronco, de A Família Trapo –, Golias foi um dos mestres de uma comédia muito brasileira, mas que, com sua morte, fica ainda mais perto da extinção: um casamento de humor circense com non-sense, capaz de se adaptar igualmente bem à rapidez dos esquetes televisivos ou ao ritmo do cinema. (Veja, 28.12.2005) No texto, há uma série de expressões após sinal de dois pontos. Todas elas representam uma a) síntese das informações precedentes. b) correção das informações precedentes. c) oposição entre as informações novas e as precedentes. d) nova informação não ligada às informações precedentes. e) explicação ou ampliação das informações precedentes. www.tecconcursos.com.br/questoes/79086 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) O texto a seguir é base para a questão. Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários, e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados, que passam a fazer parte de nós. (Lya Luft. Veja, 30.11.2005) A questão baseia-se na frase: O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Assinale a frase corretamente pontuada. a) O termo, como água e pão devia ser comum entre nós. b) Entre nós, o termo como água e pão, devia ser comum. c) O termo, como água e pão, devia ser comum entre nós. d) O termo entre nós, como água e pão devia ser comum. e) Como água e pão, o termo entre nós, devia ser comum. www.tecconcursos.com.br/questoes/2841517 VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder a questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79086 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2841517 Sozinhos Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira. – Ronca. – Não ronco. – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa. Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos. – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos. – Humrfm – diz o velho. Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba. Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando. – Rarrá! – diz a velha, feliz. Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca! – Rarrá! – diz o velho, vingativo. E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado. “Estão prontos?” “Não, acho que ainda não…” “Então vamos voltar amanhã…” (Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado) A regência verbal atende à norma-padrão em: a) Os velhos criaram os filhos, seus netos estão grandes, só lhes resta envolverem-se na antiga discussão. b) Na discussão, a velha diz que o marido ronca quando dorme; ele enfaticamente discorda com ela. c) A velha comenta a negativa do marido quanto ao ronco, como se dirigisse em uma terceira pessoa. d) Os filhos raramente visitam o casal de velhos. Parece que os netos esqueceram deles, nunca os veem. e) A rotina da empregada é essa: vai na casa do casal de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. 503) 504) www.tecconcursos.com.br/questoes/2338064 VUNESP - Ag (Pref Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Mobilidade/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Assinale a alternativa que completa,correta e respectivamente, a frase: O plano das amigas se divertir foi frustrado, devido pessoas inconvenientes que também estariam no local e as fizeram reconsiderar programação. a) em … à … da b) a … às … na c) para … às … à d) à … a … para a e) de … a … a www.tecconcursos.com.br/questoes/2345532 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Marília/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Texto Repetir histórias Se você convive com alguém há algum tempo, sabe que ouvirá, pelo menos algumas vezes, narrativas repetidas. Casar ou ter amigos de anos implica a consequência necessária da duplicidade. Aceite que dói menos. Ninguém leva uma vida sendo sempre original. Não existe humorista profissional que consiga, todas as noites no palco, contar coisas engraçadas 100% novas. Viajou, houve um perrengue que visto a distância ficou divertido? Perfeito: fará parte do seu repertório. Um conservador senhor de meia-idade que foi comigo ao Japão em um grupo contou-me que, ao abrir sua mala em busca de blazers escuros e calças tradicionais com meias pretas, encontrou farto sortimento de calcinhas de renda delicada. Ele abriu a mala (não deu detalhes de como isso ocorreu com uma que não lhe pertencia) e, estupefato, viu emergir aquele festival de intimidades de uma mulher (ou de outro homem) ... A mala trocada foi trazida no dia seguinte. O ocorrido foi contado ao grupo no café da manhã e a sisudez do nosso companheiro tradicionalista tornava tudo muito mais saboroso. Mais de uma alma zombeteira deve ter imaginado se ele teria tocado o conteúdo, quiçá inclusive experimentado algo... Bem, deixemos a picardia* de lado. Histórias de viagens são boas. Claro, não são novas sempre... Pode ser que, em alguma festa, o público seja novo e o fato cômico seja recebido com receptividade alegre. O provável, também, é que sua esposa olhe para cima resignada diante da sua tentativa de stand-up*. Sim, foi dito o sim ao amor “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” no altar; ninguém falou “na repetição incessante e tediosa de tudo”. Darei uma pista boa de psicanálise. Alguém que ouve um paciente nunca deve dizer: “Você já contou esta”. Se uma pessoa insiste na mesma narrativa, provavelmente, tem algum motivo para isso. Mais importante: a cada nova recitação um detalhe muda e se torna, em si, uma pista do que está ocorrendo naquele momento. Ouvir de novo deveria aguçar seu ouvido para sutilezas e fornecer novas inspirações para conhecer alguém. Lute, com esperança, pelo seu casamento. Amar também é ouvir. (Leandro Karnal. O Estado de S. Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2338064 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345532 505) picardia: ato próprio de quem faz caçoada, zombaria. stand-up: ficar de pé, tentativa de fazer graça, obter sucesso com o fato cômico contado. A expressão em destaque no 1o parágrafo – Casar (...) implica a consequência necessária da duplicidade. – pode ser substituída, corretamente, obedecendo à norma-padrão de regência verbal, por: a) acarreta a... b) importa com a... c) causa em... d) incorre pela... e) incide por... www.tecconcursos.com.br/questoes/2347487 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Casas amáveis Vocês me dirão que as casas antigas têm ratos, goteiras, portas e janelas empenadas, trincos que não correm, encanamentos que não funcionam. Mas não acontece o mesmo com tantos apartamentos novinhos em folha? Agora, o que nenhum arranha-céu poderá ter, e as casas antigas tinham, é esse ser humano, esse modo comunicativo, essa expressão de gentileza que enchiam de mensagens amáveis as ruas de outrora. Havia o feitio da casa: os chalés, com aquelas rendas de madeira pelo telhado, pelas varandas, eram uma festa, uma alegria, um vestido de noiva, uma árvore de Natal. As casas de platibanda expunham todos os seus disparates felizes: jarros e compoteiras lá no alto, moças recostadas em brasões, pássaros de asas abertas, painéis com datas e monogramas em relevos de ouro. Tudo isso queria dizer alguma coisa: as fachadas esforçavam-se por falar. E ouvia- -se a sua linguagem com enternecimento. Mas, hoje, quem se detém a olhar para rosas esculpidas, acentos, estrelas, cupidos, esfinges, cariátides? Eram recordações mediterrâneas, orientais: mitologia, paganismo, saudade. Agora, os andaimes sobem, para os arranha-céus vitoriosos, frios e monótonos, tão seguros de sua utilidade que não podem suspeitar da sua ausência de gentileza. Qualquer dia, também desaparecerão essas últimas casas coloridas que exibem a todos os passantes suas ingênuas alegrias íntimas — flores de papel, abajures encarnados, colchas de franjas — e suas risonhas proprietárias têm sempre um Y no nome, Yara, Nancy, Jeny... Ah! não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no peitoril. Afinal, tudo serão arranha-céus. E eis que as ruas ficarão profundamente tristes, sem a graça, o encanto, a surpresa das casas, que vão sendo derrubadas. Casas suntuosas ou modestas, mas expressivas, comunicantes. Casas amáveis. (Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho. Adaptado) Vocabulário: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347487 506) Platibandas: espécies de mureta construída na parte mais alta das paredes externas de uma construção, para proteger e ornamentar a fachada. Compoteiras: elementos ornamentais parecidos com vasos. Monogramas: siglas formadas por uma ou várias letras, conjuntas ou entrelaçadas, significando um símbolo ou a inicial, ou iniciais, de um nome. Cariátides: suportes arquitetônicos, originários da Grécia antiga, que se apresentavam quase sempre com a forma de uma estátua feminina e cuja função era sustentar um entablamento A regência está em conformidade com a norma-padrão em: a) Muitas pessoas têm dúvidas que os arranha-céus sejam um tipo de construção que a maioria dos cidadãos gosta. b) Quem é sensível à importância das casas antigas anseia na sua sobrevivência ante a propagação de arranha-céus. c) Estariam as cidades aptas a receber tantos arranha- céus? Muitas pessoas discordam com essa perspectiva. d) A beleza das casas coloridas se impõe a todos, e o tamanho dos arranha-céus não é capaz de ofuscá-las. e) É preferível ter casas coloridas nas ruas do que arranha-céus, pois ninguém lembra das qualidades destes. www.tecconcursos.com.br/questoes/2348846 VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto, para responder à questão. Enganos Difícil quem nunca passou por algum engano nesta vida. Dos pequenos, bizarros, aos mais cruéis – ciladas; enganos da avaliação errada, distorcida, conduzida pela ingenuidade ou pela miopia, quando faltam sagacidade, apuração, conhecimento. E dá na tal história: “pensei que era joia rara, era bijuteria”. E vai da melancia que alguém disse ser doce, ao profissional que se consultou, passando por amizades, relacionamentos amorosos, negócios em sociedade e uma fieira infinita de eteceteras. Algum dia você é enganado! Melhor do que enganar, sabia? Por piores que sejam os danos, as perdas, os males, melhor, bem melhor será o resgate daquele que foi enganado do que o fim do usurpador. Mesmo com uma justiça tão injusta, humana e falha, mesmo assim, melhor é não estar no balcão dos malfeitores. Baltasar Gracián y Morales, importante prosador do séc. XVII, escreveu: “ninguém mais fácil de enganar que um homem honesto, muito confia quem nunca engana”. E é assim mesmo. Quem tem a honestidade como primícia enxerga o outro da mesma forma, com as lentes do seu bom coração, da ética, de valores corretos e verdades. O fato é que enganos são astúcias de um inimigo muito bem preparado. O sacerdote inglês Charles Caleb Colton deixou a seguintepérola: “há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser enganado por eles”. Encerro com o filósofo Ralph Waldo Emerson. Numa carta de 1854, para a filha Ellen, ele escreveu linda e bondosamente: “Termine cada dia e esteja contente com ele. Você fez o que pôde. Alguns enganos e tolices se infiltraram indubitavelmente; esqueça-os tão logo você consiga. Amanhã é um novo dia; comece-o bem e serenamente com um espírito elevado demais para ser incomodado pelas tolices do passado.” https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348846 507) 508) 509) Então, houve enganos? Perdoe-os e perdoe-se e siga em frente! (Elma E. Bassan Mendes, Diário da Região, 21.01.2023. Adaptado) Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado no segundo parágrafo, de acordo com a norma- padrão de regência verbal e emprego de pronomes. a) profissional o qual se acreditou b) profissional ao qual se procurou c) profissional em quem se confiou d) profissional aonde se consultou e) profissional onde se tratou www.tecconcursos.com.br/questoes/2392687 VUNESP - AFarm (SAME FM)/SAME FM/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto segundo a norma-padrão de regência e de emprego do artigo. Uma história pode ser contada alguém que não necessariamente a testemunhou, e o sucesso que alcançará dependerá quanto o autor conseguiu se envolver que lhe foi relatado. a) pelo … a … no b) por … do … com o c) a … em … de d) ao … a … o e) com … de … pelo www.tecconcursos.com.br/questoes/2394871 VUNESP - Cd Soc (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Doenças crônicas podem atingir seres vivos, que estão sujeitos contágio por vírus e bactérias, sobretudo em regiões que há menor disponibilidade de tratamento. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, segundo a norma-padrão de regência da língua portuguesa. a) aos … ao … de b) dos … a … com c) nos … o … de d) pelos … do … a e) os … a … em www.tecconcursos.com.br/questoes/2472167 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Texto Infeliz Aniversário https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2392687 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2394871 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472167 510) A Branca de Neve de Disney fez 80 anos, com direito a chamada na primeira página de um jornalão e farta matéria crítica lá dentro. Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si, cuja data natalícia não se comemora porque pode estar no começo do século XVII, quando escrita pelo italiano Gianbattista Basile, ou nas versões orais que se perdem na névoa do tempo. É um velho vício este de querer atualizar, podar, limpar, meter em moldes ideológicos as antigas narrativas que nos foram entregues pela tradição. A justificativa é sempre a mesma, proteger as inocentes criancinhas de verdades que poderiam traumatizá-las. A verdade é sempre outra, impingir às criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento. E no momento, a crítica mais frequente aos contos de fadas é a abundância de princesas suspirosas à espera do príncipe. Mas a que “contos de fadas” se refere? Nos 212 contos recolhidos pelos irmãos Grimm, há muito mais do que princesas suspirosas. Nos dois volumes de “The virago book on fairy tales”, em que a inglesa Angela Carter registrou contos do mundo inteiro, não se ouvem suspiros. Nem suspiram princesas entre as mulheres que correm com os lobos, de Pinkola Estés. As princesas belas e indefesas que agora estão sendo criticadas foram uma cuidadosa e progressiva escolha social. Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. Escolha doméstica, feita cada noite à beira da cama. Garimpo determinado selecionando, entre tantas narrativas, aquelas mais convenientes para firmar no imaginário infantil o modelo feminino que a sociedade queria impor. Não por acaso Disney escolheu Branca de Neve para seu primeiro longa-metragem de animação. O custo era altíssimo, não poderia haver erro. E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo. Os contos maravilhosos, ou contos de fadas, atravessaram séculos, superaram inúmeras modificações sociais, venceram incontáveis ataques. Venceram justamente pela densidade do seu conteúdo, pela riqueza simbólica com que retratam nossas vidas, nossas humanas inquietações. Querer, mais uma vez, sujeitá-los aos conceitos de ensino mais rasteiros, às interpretações mais primárias, é pura manipulação, descrença no poder do imaginário. (https://www.marinacolasanti.com/. Adaptado) Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência nominal e verbal. a) A imposição a um modelo feminino veio sendo construído ao longo do tempo, visando pela dominância de um comportamento. b) A crítica que se faz às princesas suspirosas provavelmente se respalda no anseio das pessoas pela oposição a um comportamento. c) Os contos de fadas que nos referimos continuamente vieram em nossas vidas pela tradição, que a origem foge de nosso conhecimento. d) Educadores, pais, autores de antologias e editores são responsáveis das escolhas das histórias que hoje se fazem críticas. e) As pessoas têm a pretensão que os contos sejam atualizados e colocados em moldes, pois aspiram por limpeza ideológica. www.tecconcursos.com.br/questoes/2488907 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488907 511) 512) autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade, possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio. (Machado de Assis, Dom Casmurro) José Dias, sentindo-se apto pajear o garoto, passou a zelar, inclusive, sua prosódia. À mãe do menino disse que este era possuidor certo número de qualidades morais. De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) para ... em ... em b) a ... com ... com c) a ... de ... de d) em ... sobre ... a e) de ... pela ... de www.tecconcursos.com.br/questoes/2548766 VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) (M. Schulz, Minduim Charles. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos, 22.12.2022) Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão de regência e emprego de verbos. a) Woodstock fica muito feliz, caso você coloque uma laranja na meia de Natal dele. Fico feliz por você consentir dessa ideia. b) Woodstock ficará muito feliz, caso você coloque uma laranja na meia de Natal dele. Fico feliz por você concordar com essa ideia. c) Woodstock ficará muito feliz, caso você coloca uma laranja na meiade Natal dele. Fico feliz por você aceitar dessa ideia. d) Woodstock ficaria muito feliz, caso você colocar uma laranja na meia de Natal dele. Fico feliz por você não discordar com essa ideia. e) Woodstock ficaria muito feliz, caso você coloca uma laranja na meia de Natal dele. Fico feliz por você permitir com essa ideia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2586103 VUNESP - TTI (TJ RS)/TJ RS/Programador/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de regência. a) A jovem senhora é afeita por envio de mensagens alegres nos grupos de que faz parte. b) O rapaz escrevia suas reflexões nas redes sociais intencionando a chamar atenção. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2548766 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2586103 513) 514) c) Ele não esperava em pegar o celular e encontrar uma mensagem da amiga de sua vó. d) O sentimento de ódio da sua mensagem contrastava ao seu comportamento pessoalmente. e) A aversão aos jovens e seus hábitos era tema recorrente quando elas se encontravam. www.tecconcursos.com.br/questoes/2648041 VUNESP - Ag (Pref Guararapes)/Pref Guararapes/Controle de Endemias/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Está redigida em conformidade com a norma-padrão da língua a frase: a) Aquarelista, Sawada dedicou-se à telas figurativas, paisagens coloridas em transformação, naturezas- -mortas e autorretratos. b) Para homenagear o pintor, está previsto, além da exposição de suas obras, ateliês e oficinas artísticas. c) Na mostra reúne-se, divididos em cinco núcleos, cerca de 180 obras – entre pinturas, desenhos e fotografias do artista. d) O trabalho de Sawada, imigrante japonês no Brasil, aspirava à educação das novas gerações por meio da arte. e) A exposição visa à dar visibilidade ao educador, artista, poeta e agricultor que foi Takeo Sawada. www.tecconcursos.com.br/questoes/2648635 VUNESP - Prof (Guararapes)/Pref Guararapes/Desenvolvimento Infantil/2023 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) As recentes mortes por febre maculosa, confirmadas nos últimos dias, levantaram um alerta entre todos aqueles que amam os esportes de natureza, em especial os que buscam montanhas, trilhas e cachoeiras por esse Brasilzão afora. Não porque a doença e seu transmissor, o carrapato, sejam algo inédito, mas porque o fato de três pessoas terem se infectado em um único lugar em um evento realizado na área rural de Campinas, a pouco mais de uma hora de São Paulo, obriga-nos a recordar que este é, sim, um problema dos mais sérios que temos para enfrentar, e ao qual em geral se dá pouca importância. Para alertar os incautos a respeito dos riscos da febre maculosa e dos cuidados que devem ser tomados pelos montanhistas, o Clube Alpino Brasileiro está fazendo uma campanha de esclarecimento em suas redes sociais. As precauções detalhadas serão apresentadas já nos cursos básicos de montanhismo. E foi para saber mais sobre o que é e como evitar a febre maculosa que o blog foi conversar com Tânia Chaves, médica infectologista. Ela ressaltou que, apesar de os três casos terem ocorrido em um mesmo lugar e período, não se pode falar em surto ou expansão atípica da infecção. “De acordo com os dados epidemiológicos do país relativos ao período entre 2007 e 2023, não observamos aumento alarmante das infecções, que somaram 574 óbitos nesses 16 anos”, conta ela, lembrando que, “por se tratar de doença grave e de notificação compulsória, exige que estejamos todos em alerta, principalmente os viajantes que praticam trilhas ecológicas neste período do ano”. Ela lembra que a doença tem maior incidência nas regiões Sudeste e Sul e que desde a década de 1980 os primeiros casos foram descritos no estado de São Paulo, principalmente nas regiões de Campinas e Piracicaba. E que “é mais comum entre os meses de maio a novembro, período mais seco, em que predominam as formas jovens do carrapato, conhecidas como micuins, que também transmitem a doença”. (Luiza Pastor. Em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ e-logo-ali/2023/06/carrapato-o-/vilao-da-temporada -de- inverno.shtml. Acesso: 19/06/2023. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2648041 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2648635 515) De acordo com a norma-padrão de regência verbal, a expressão destacada no trecho do − ... todos aqueles que amam os esportes de natureza... – pode ser substituída por a) apreciam os. b) almejam nos. c) visam os. d) anseiam dos. e) aspiram os. www.tecconcursos.com.br/questoes/1860528 VUNESP - Tec Leg (CMSJC)/CM SJC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto, para responder a questão. Uma geração de extraterrestres Penso que Michel Serres seja a mente filosófica mais aguda na França de hoje e, como todo bom filósofo, é capaz de dedicar-se também à reflexão sobre a atualidade. Uso despudoradamente (à exceção de alguns comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres publicado em março de 2010 que recorda coisas que, para os leitores mais jovens, dizem respeito aos filhos e, para nós, mais velhos, aos netos. Só para começar, estes filhos ou netos nunca viram um porco, uma vaca, uma galinha. Os novos seres humanos não estão mais habituados a viver na natureza, e só conhecem as cidades. Trata-se de uma das maiores revoluções antropológicas depois do neolítico' . Há mais de sessenta anos, os jovens europeus não conhecem guerras, beneficiam-se de uma medicina avançada e não sofrem como sofreram seus antepassados. Então, que obras literárias poderão apreciar, visto que não conheceram a vida rústica, as colheitas, os monumentos aos caídos, as bandeiras dilaceradas pelas balas inimigas, a urgência vital de uma moral? Foram formados por meios de comunicação concebidos por adultos que reduziram a sete segundos o tempo de permanência de uma imagem e a quinze segundos o tempo de resposta às perguntas. São educados pela publicidade que exagera nas abreviações e nas palavras estrangeiras e faz com que percam o senso da língua materna. A escola não é mais o local da aprendizagem e, habituados aos computadores, esses jovens vivem boa parte da sua vida no virtual. Nós vivíamos num espaço métrico perceptível, e eles vivem num espaço irreal onde vizinhanças e distâncias não fazem mais a menor diferença. Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências da educação. Em todo caso, sua panorâmica nos fala de um período semelhante, pela subversão total, ao da invenção da escrita e, séculos depois, da imprensa. Só que estas novas técnicas hodiernas mudam em grande velocidade. Por que não estávamos preparados para esta transformação? Serres conclui que talvez a culpa seja também dos filósofos, que, por profissão, deveriam prever as mudanças dos saberes e das práticas e não o fizeram de maneira suficiente porque, "empenhados na política de todo dia, não viram chegar a contemporaneidade". Não sei se Serres tem toda razão, mas alguma ele tem. ' Última divisão da Idade da Pedra, caracterizada pelo desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais. (Umberto Eco. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade liquida. 2 ed. - Rio de Janeiro: Record, 2017. Excerto adaptado) Considere a passagem do penúltimo parágrafo: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1860528 516) • Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências da educação. Assinale a alternativa em que, com a substituição dos verbos destacados, a redação atende à norma- padrão de regência verbal. a) Não vou me demorar das reflexões de Serres acerca das possibilidades de tratar às novas exigências da educação. b) Não vou me ocupar para as reflexões de Serres acerca das possibilidades de resolver das novas exigências da educação. c) Não vou me prender nas reflexões deSerres acerca das possibilidades de governar das novas exigências da educação. d) Não vou me dedicar das reflexões de Serres acerca das possibilidades de cuidar as novas exigências da educação. e) Não vou me ocupar com as reflexões de Serres acerca das possibilidades de conduzir as novas exigências da educação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2023960 VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece rachada e assusta japoneses A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local. Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu. Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda. Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão. (https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado) Na cidade de Nasu, os turistas são . Eles normalmente vão montanhas vulcânicas e “a pedra da morte”. No sábado, os visitantes que chegaram local encontraram essa famosa rocha partida em dois pedaços. Agora muitos receiam alguma “força maligna” tenha escapado de lá. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2023960 517) 518) De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com: a) bem vindos ... à ... vêem ... ao ... que b) bem vindos ... a ... veem ... no ... de que c) bem-vindos ... às ... vêem ... no ... de que d) bem-vindos ... as ... veem ... no ... que e) bem-vindos ... às ... veem ... ao ... que www.tecconcursos.com.br/questoes/2039672 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) (Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 08.08.2021) Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do primeiro quadrinho devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) de ... à b) em ... pra c) à ... na d) por ... a e) ante ... na www.tecconcursos.com.br/questoes/2174610 VUNESP - Ass Prev (IPSM SJC)/IPSM SJC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado, a quem Ciro perguntava quanto queria pelo cavalo com o qual acabara de ganhar uma corrida, e se o trocaria por um reino: “Seguramente não, senhor, e no entanto eu o daria de bom grado se com isso obtivesse a amizade de um homem que eu considerasse digno de ser meu amigo”. E estava certo ao dizer “se”, pois se encontramos facilmente homens aptos a travar conosco relações superficiais, o mesmo não acontece quando procuramos uma intimidade sem reservas. Nesse caso, é preciso que tudo seja límpido e ofereça completa segurança. (Montaigne, Da amizade. Adaptado) As expressões em destaque no trecho − se encontramos facilmente homens aptos a travar conosco relações superficiais, o mesmo não acontece quando procuramos uma intimidade sem reservas – podem ser substituídas, respectivamente, de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal, por: a) capazes de − visamos a https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2039672 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2174610 519) 520) b) apropriados em − aspiramos a c) com aptidão de − almejamos de d) habilitados com − buscamos e) com capacidade para – ansiamos em www.tecconcursos.com.br/questoes/2207493 VUNESP - AgSP (Pres Prudente)/Pref Pres Prudente/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Fobias As pessoas que defendem o pastoral e a volta ao primitivo nunca se lembram, nas suas defesas à vida rústica, dos insetos. Sempre que ouço alguém descrever, extasiado, as delícias de um acampamento – ah, dormir no chão, fazer fogo com gravetos e ir ao banheiro atrás do arbusto – me espanto um pouco mais com a variedade humana. Somos todos da mesma espécie, mas o que encanta uns horroriza outros. Sou dos horrorizados com a privação deliberada. Muitas gerações contribuíram com seu sacrifício e seu engenho para que eu não precisasse fazer mais nada atrás do arbusto. Me sentiria um ingrato fazendo. E a verdade é que, mesmo para quem não tem os meus preconceitos, as delícias do primitivo nunca são exatamente como as descrevem. Aquela legendária casa à beira de uma praia escondida onde a civilização ainda não chegou, ou chegou mas foi corrida pelo vento, e onde tudo é bom e puro, não existe. E, se existe, nunca é bem assim. – Um paraíso! Não há nem um armazém por perto. (Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se Ler na Escola. Adaptado) A regência está em conformidade com a norma-padrão em: a) As pessoas vão numa casa lendária de praia aonde não tem civilização. b) Não concordo das pessoas que falam as delícias de um acampamento. c) Muitas pessoas se incomodam dos acampamentos na vida rústica. d) As pessoas que defendem o pastoral sempre esquecem os insetos. e) Os horrorizados com a volta ao rústico não se veem aptos de vivê-lo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2313771 VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Entrevista que não houve Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete, onde trabalhava, pedindo uma entrevista. Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito por unanimidade em 1963. Ainda não a assumira porque, médico e cardíaco, temia não sobreviver à cerimônia. Mas agora era a hora. Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. A revista estava cheia de repórteres experientes – dois deles os poetas Lêdo Ivo e Homero Homem, certamente amigos de Rosa. Eu tinha, se tanto, seis meses de profissão e acabara de chegar à Revista. Mas foi assim. Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que chamasse o homem de embaixador – o que Rosa também era. Naquele mesmo dia, telefonei. O próprio Rosa atendeu e, muito amável, desculpou-se, alegando que estava escrevendo seu discurso de posse e não podia parar para dar entrevistas, mesmo que fosse para Manchete. Eu insisti, “Mas, embaixador…”. E ele, firme – neca. Mas, talvez tocado pela evidente https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2207493 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313771 521) juventude do repórter, sugeriu que eu telefonasse no dia seguinte – quem sabe já teria terminado o discurso. Fiz isto, mas, não, ele não havia terminado.Como consolação, disse que, se eu fosse à cerimônia, me daria uma cópia do texto. Rosa tomou posse na quinta-feira, 16. Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão apertando mãos, como se levitasse a um metro do chão. Parecia encantado, não via ninguém – só a mim cumprimentou duas vezes, sem saber quem eu era. E o coração resistiu bem, não o traiu. Deixou para traí-lo três dias depois, na noite de domingo, 19, no seu apartamento, em Copacabana. E eu me esquecera de pedir-lhe o discurso. (Ruy Castro. A arte de querer bem – Crônicas. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado) Considere a frase do segundo parágrafo: Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. Assinale a alternativa em que, com a substituição da forma verbal “incumbiu-me”, a frase permanece em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e preserva o sentido do texto original. a) Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, encarregou-me à tarefa. b) Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, confiou-me da tarefa. c) Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, atribuiu-me da tarefa. d) Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, delegou-me a tarefa. e) Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, encomendou-me com a tarefa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2327587 VUNESP - ACom (C Limpo Pta)/CM Campo Limpo Pta/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão. Gente que vai à feira A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura. Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação. Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir? Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo. Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2327587 522) 523) 524) Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária. (Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.) A expressão destacada está corretamente empregada na frase elaborada a partir do texto em: a) Para o autor, a feira de bairro, atividade com quem também vai para rever amigos, é a praia do paulistano. b) Os feirantes, dos quais a esposa do cronista atribui um juízo positivo, são simpáticos e camaradas. c) O cronista, de quem as feiras no passado causavam ojeriza, hoje reconhece que elas contêm poesia e encantos inesperados. d) As feiras livres, cujo ambiente é de descontração, expõem os desonestos que, geralmente, não escapam impunes. e) Durante sua infância, onde aos sábados devia ajudar a mãe com as compras, a feira assemelhava-se a um castigo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2333686 VUNESP - Sec Esc (Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) A frase está em conformidade com a norma-padrão de regência na alternativa: a) Aproveite as áreas verdes e desfrute dos espaços ao ar livre. b) Tinha total consciência que, se eu não entrasse agora, não ia entrar mais. c) [O espetáculo] apresenta de uma reflexão em influência da ciência no nosso dia a dia. d) ... um jovem de 19 anos, incapaz de se adequar com o mundo à sua volta. e) ... um pedaço de lixo espacial cai em um rio do bairro cuja menina Abeni mora. www.tecconcursos.com.br/questoes/2344624 VUNESP - Moto (Fernandópolis)/CM Fernandópolis/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. Pesquisadores finlandeses interessados problema da insônia a para determinar o quanto uma noite bem dormida é para manter a saúde mental. a) no … investigaram … necessária b) pelo … investigou … necessário c) do … investigou … necessário d) no … investigou … necessária e) pelo … investigaram … necessário www.tecconcursos.com.br/questoes/2356357 VUNESP - Almo (PRUDENCO)/PRUDENCO/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Aulas sem volta https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2333686 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344624 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2356357 525) O início do ano letivo oferece nova oportunidade para o Brasil enfim começar a reverter o desastre educacional produzido no último biênio de pandemia, período em que os estudantes perderam enorme parcela das aulas presenciais. Trata-se de tarefa urgente. Como se a educação não constasse das prioridades, o país figurou entre aqueles que mais tempo ficaram com as escolas fechadas no mundo, com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens. O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso. Segundo pesquisas, o fechamento prolongado das escolas afetou de modo grave a progressão dos estudantes, implicando até regressão no aprendizado, aumentou o risco de abandono escolar e elevou a desigualdade educacional entre alunos de estabelecimentos públicos e privados. Merece todo o apoio, portanto, a decisão das redes de ensino de 18 estados e do Distrito Federal de retornarem neste ano com aulas presenciais obrigatórias. Os desafios à frente, que já seriam grandes em condições normais, ganham proporções maiores. O primeiro e mais óbvio deles é o provimento de um ambiente seguro para professores e alunos. No plano educacional, deve-se dar atenção especial à questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como da necessidade de contribuir com a renda familiar. Estratégias para trazer esses alunos de volta às salas e garantir sua permanência, como uma busca ativa por parte das redes e auxílios pecuniários, deveriam ser consideradas para minorar o problema. É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas. Para tanto, é imperioso seguir reforçando a imunização de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas. (Editoria. Folha de S.Paulo. 26.01.2022. Adaptado) ... afetou de modo grave a progressão dos estudantes, implicando até regressão no aprendizado... Com a substituição do termo “implicando” destacadona passagem, a redação permanece com sentido compatível com o do texto original e atende à norma-padrão de regência em: a) ... resultando até em regressão no aprendizado... b) ... acarretando até com regressão no aprendizado... c) ... ocasionando até de regressão no aprendizado... d) ... originando até em regressão no aprendizado... e) ... motivando até de regressão no aprendizado... www.tecconcursos.com.br/questoes/2507365 VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Quem consulta o acervo da revista Superinteressante percebe um salto entre os meses de janeiro e março de 2001. A edição de fevereiro daquele ano não está mais acessível para consultas. A publicação da editora Abril trazia como assunto principal naquele mês questionamentos sobre a eficácia das vacinas. O atual diretor de redação da revista, Alexandre Versignassi, responde sobre os questionamentos a vacinas levantados na matéria de 2001: “Nada se provou”. Ou seja, as dúvidas levantadas naquela época não se comprovaram. Por esse motivo, numa conversa com a administração da Abril, o jornalista achou https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507365 526) prudente excluir provisoriamente a edição do acervo. “Num período de pandemia e de vacinação, poderia ser um desserviço”, diz. Versignassi ressalta uma questão importante: “Não é apagar a história. É uma questão de saúde pública”. (Mauricio Stycer. Em: https://noticias.uol.com.br. 02.11.2021. Adaptado) Com relação à resposta questionamentos sobre vacinas levantados na matéria de 2001, como não se chegou comprovação dúvidas levantadas, a exclusão provisória edição do acervo foi uma atitude prudente. De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) aos ... à ... das .... da b) dos ... a ... a ... na c) à ... na ... nas ... à d) pelos ... à ... com as ... para a www.tecconcursos.com.br/questoes/2539711 VUNESP - Aux (PRODESAN)/PRODESAN/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Mentes não tão brilhantes Objeto de análise desde os primórdios da civilização, a inteligência humana é um mistério tão intrigante quanto a origem do universo. As dúvidas sobre o que faz os indivíduos serem mais ou menos inteligentes permanecem, mas, ao longo de milênios, o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos sobre os mecanismos que movem o intelecto até se chegar a uma forma de medição padronizada – o teste de Q.I. (quociente de inteligência) – amplamente reconhecida e aceita. Em boa parte do século XX, os países mais avançados, principalmente, puderam bater no peito e anunciar com orgulho que o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente – até a curva começar a cair e a inteligência engatar marcha a ré a partir dos anos 2000. Em levantamentos, descobriu- se algo constrangedor para a civilização: pela primeira vez, os filhos passaram a ter mentes menos afiadas do que a de seus pais. No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o renomado cientista francês Michel Desmurget, aponta as baterias de combate ao estado atual para o que afirma ser sua maior causa: o excesso de tempo passado diante da tela dos mais variados aparelhos digitais. “A tela, em si, não representa um mal, mas o número de horas despendidas na sua frente é assustador”, ressaltou Desmurget à VEJA. “O uso de computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito”. Sobre o desenvolvimento de crianças pequenas, o especialista adverte que internet e aplicativos de redes sociais em demasia afetam negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares básicos do processo cognitivo em qualquer idade, mas de excepcional importância nos cinco primeiros anos da existência. “No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão ou desafios.”, alerta Claudio Serfaty, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal Fluminense. Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso. O foguete do progresso tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da inteligência. O ruim é o exagero. (Ernesto Neves e Caio Saad. Veja, no 39, 6 de outubro de 2021. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2539711 527) Assinale a alternativa que apresenta frase em que a concordância e a regência estão em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. a) Análises recente apontam de que hoje muitas crianças tem mentes menos afiadas que os pais. b) Pré-adolescentes preferem divertir-se com o celular a usá-lo para fazer trabalhos escolares. c) Existe adolescentes que passam muitas horas diante às telas e isso lhes causam prejuízos. d) Continua as dúvidas relativas do fato de algumas pessoas ser mais ou menos inteligente. e) Tem-se ciência que os anos iniciais da criança é importante para o processo cognitivo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1673169 VUNESP - OCA (Pref GRU)/Pref GRU/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Bairros autossuficientes Uma solução urbanística debatida há bastante tempo voltou a ganhar força com a pandemia da Covid- 19: a criação de bairros mais autossuficientes, em que as pessoas não teriam de se deslocar diariamente por grandes distâncias até os grandes centros para trabalhar, estudar, comprar ou ir ao médico. Centros esses que acabam reunindo aglomerações por concentrarem os serviços. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, passou a defender essa proposta e vem chamando a atenção de vários gestores. Dentro de sua plataforma, ela tem o plano de transformar a capital francesa em uma “Cidade de 15 minutos”, em que qualquer parisiense poderia fazer suas atividades essenciais do cotidiano em uma rápida caminhada a pé ou de bicicleta. Isso vale para escolas, locais de trabalho, opções de compra, esportes e lazer. Em São Paulo, uma pesquisa mostrou que, com a pandemia, 46% dos paulistanos passaram a dar mais valor para o comércio e os serviços disponíveis nos bairros onde moram e 30% agora prestam mais atenção aos serviços públicos locais. O estudo foi realizado pelo Ibope para o Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sesc, e ouviu pessoas das classes A, B e C. Para o professor da USP, Jeferson Tavares, “quantos bairros conhecemos que não passam de um aglomerado de casas sem nenhuma qualidade urbanística? Nesses lugares, o cidadão perdeu a identidade com a cidade. A origem da cidade é a aproximação e, por isso, não podemos abandonar essa defesa do uso do espaço público. Ruas, praças, parques e calçadões são lugares que concretizam a esfera pública do convívio social. Valorizá-los ajuda a manter a saúde física e mental dos cidadãos”. (Giovanna Wolf e Pablo Pereira. O Estado de S.Paulo, 14.06.2020. Adaptado) Leia os trechos do texto. ... passou a defender essa proposta e vem chamando a atenção de vários gestores. ... e 30% agora prestam mais atenção aos serviços públicos locais. Em conformidade com as ideias do texto e com a regência verbal e/ou nominal estabelecida pela norma- padrão, os trechos destacados podem ser substituídos por: a) e tem provocado descaso nos vários gestores; se ocupam atentamente dos serviços públicos locais. b) e tem recebido o acolhimento de vários gestores; vêm se inteirando aos serviços públicos locais. c) e vem despertando interesse entre vários gestores; têm levado em conta os serviços públicos locais. d) e tem merecido destaque entre vários gestores; negligenciam os serviços públicos locais. ∙ ∙ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1673169 528) 529) e) e vem influenciandodos vários gestores; avaliam detalhadamente os serviços públicos locais. www.tecconcursos.com.br/questoes/1725354 VUNESP - Elet (Pref F Vascon)/Pref F Vasconcelos/Predial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia a tira para responder à questão. (Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 27.03.2021) Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência verbal e está em conformidade com as informações do texto. a) As formiguinhas foram na reunião, ouviram o que a colega disse e criaram objeções ante o dito. b) A formiguinha que estava sobre a pedra disse algo, e suas colegas não discordaram com ela. c) Depois de ouvirem a formiguinha, nenhuma das demais se opôs no que ela havia falado. d) Todas as formiguinhas concordaram com o que disse a colega, que estava sobre a pedra. e) A formiguinha que estava sobre a pedra falou muito, e suas colegas mostraram-se dispersas. www.tecconcursos.com.br/questoes/1781664 VUNESP - Ag Adm (Pref RP)/Pref RP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia os versos da música “Asa Branca” para responder à questão. Quando olhei a terra ardendo Tal qual fogueira de São João Eu perguntei a Deus do céu, uai Por que tamanha judiação? Que braseiro, que fornaia Nenhum pé de plantação Por falta d’água, perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão Entonce eu disse, adeus, Rosinha Guarda contigo meu coração Hoje longe muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Pra mim voltar, ir pro meu sertão Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na plantação Eu te asseguro, não chore não, viu Que eu voltarei, viu, meu coração (GONZAGA, Luiz; TEIXEIRA, Humberto. Asa Branca. Intérprete: Luiz Gonzaga. Disponível em<https://www.letras.mus.br/luiz gonzaga/47081/> https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1725354 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1781664 530) 531) Acesso em: 20/08/2-21. Adaptado) Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência verbal da língua portuguesa e está em conformidade com as informações do texto. a) A falta de água e a perda do gado implicaram na partida do sertanejo. b) O sertanejo aspira o momento em que a chuva irá cair novamente e o verde se espalhará na plantação. c) Rosinha anseia com o momento de rever seu namorado. d) O sertanejo informou Rosinha de sua partida, deixando- lhe seu coração. e) O sertanejo não suportou assistir o desmatamento do sertão. www.tecconcursos.com.br/questoes/1788906 VUNESP - AFar (Pref RP)/Pref RP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Quando o destino levou Jose Alcino, o marido, ao seu encontro, Donana não teve dúvidas de que se abrigaria debaixo do chapéu que o protegeu do sol durante a longa travessia que havia feito. José migrou das cercanias do Recôncavo para a Chapada, atraído pela promessa de riqueza, vinda das notícias de exploração de diamante. Tão logo chegou à região, viu que a sanha pela pedra havia transformado a terra num horizonte de lutas e de bandos armados guiados por coronéis que enri queciam às custas do sangue e da loucura dos que se entrega vam à sorte do garimpo. O homem, então, deitou sua sacola com seus poucos objetos e duas mudas de roupa no chão onde Donana vivia. Decidiu fazer o que havia aprendido com seus pais, o que o havia sustentado até o momento da partida e du rante o caminho em que seguiu para chegar à Chapada. José Alcino pediu uma enxada e mostrou que sabia trabalhar a terra. Pediu morada na mesma fazenda onde minha avó vivia cativa, sem nunca ter tentado deixar seus tutores, trabalhando pelo que comia. Construiu uma casa de barro, cobriu com junco, fez amizade com o capataz que havia criado Donana. Com o tempo, disse que precisava de companhia, que queria família e não podia viver sozinho. Notou que a moça não parava de olhar para o seu chapéu, e mesmo evitando seus olhos, a levou para casa. (VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019) Assinale a alternativa que apresenta interpretação do texto adequada à norma-padrão da língua portuguesa quanto à regência nominal. a) Ao entender que o garimpo não seria sua vida, José Alcino decide provar para os demais sua capacidade de trabalhar a terra. b) Depois de acomodar seus pertences, José Alcino assume rapidamente a enxada, como símbolo sobre superação de obstáculos. c) Atraído pela exploração de diamante e decepcionado pela realidade que o recebe, José Alcino mostra-se resoluto por trabalhar naquela terra. d) Servil com seus tutores, Donana, a avó da narradora, vivia entre a pobreza e trabalhava por comida. e) Com o tempo, José Alcino decide assumir a responsa bilidade com o capataz e tomar Donana para esposa. www.tecconcursos.com.br/questoes/1788907 VUNESP - AFar (Pref RP)/Pref RP/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Quando o destino levou Jose Alcino, o marido, ao seu encontro, Donana não teve dúvidas de que se abrigaria debaixo do chapéu que o protegeu do sol durante a longa travessia que havia feito. José migrou das cercanias do Recôncavo para a Chapada, atraído pela promessa de riqueza, vinda das notícias de exploração de diamante. Tão logo chegou à região, viu que a sanha pela pedra havia transformado a terra num horizonte de lutas e de bandos armados guiados por coronéis que enri queciam às custas do sangue e da loucura dos que se entrega vam à sorte do garimpo. O https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1788906 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1788907 532) homem, então, deitou sua sacola com seus poucos objetos e duas mudas de roupa no chão onde Donana vivia. Decidiu fazer o que havia aprendido com seus pais, o que o havia sustentado até o momento da partida e du rante o caminho em que seguiu para chegar à Chapada. José Alcino pediu uma enxada e mostrou que sabia trabalhar a terra. Pediu morada na mesma fazenda onde minha avó vivia cativa, sem nunca ter tentado deixar seus tutores, trabalhando pelo que comia. Construiu uma casa de barro, cobriu com junco, fez amizade com o capataz que havia criado Donana. Com o tempo, disse que precisava de companhia, que queria família e não podia viver sozinho. Notou que a moça não parava de olhar para o seu chapéu, e mesmo evitando seus olhos, a levou para casa. (VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019) Assinale a alternativa que, mantendo o sentido original do texto, reescreve passagem com a regência verbal adequada à norma-padrão da língua portuguesa. a) Quando José Alcino morreu, Donana não hesitou em tomar para si o chapéu que abrigara ao marido durante a longa jornada que o conduzira a ela. b) José Alcino, então, deixou sua bagagem no chão onde Donana vivia. Dentro, seus poucos pertences se resumiam por alguns objetos e duas trocas de roupa. c) Decidiu fazer o que aprendera ao assistir aos pais, e que era o que garantira seu sustento até o dia da chegada à Chapada. d) Armou sua casa de barro e junco e, com o capataz que havia criado Donana, travou de amizade. e) José Alcino não queria mais viver sozinho, aspirava constituir família e isso implicava em retribuir os olhares de Donana. www.tecconcursos.com.br/questoes/2115911 VUNESP - ADI (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia a tira para responder a questão. (Bill Watterson. “O melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.02.2020) Assinale a alternativa em que o enunciado está em conformidade com a norma-padrão de regência. a) Não se tem certeza que tudo sairá bem com as crianças, por isso deve-se zelar a elas. b) Cabe os pais decidirem se os sonhos estão adequados ou não nos seus filhos. c) Não se pode esquecer que pais e educadores anseiam boas vivências para as crianças. d) As crianças se veem aptas em fazer tudo, mas algumas coisas podem prejudicar-lhes. e) Educadores discordam de pais,se estes têm de reprimir os sonhos de uma criança. www.tecconcursos.com.br/questoes/2577968 VUNESP - ASA (SAEG)/SAEG/2021 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2115911 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2577968 533) 534) 535) A frase que está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa de regência é: a) Os catadores desempenham de um papel social fundamental para a reciclagem. b) Objetos antigos podem transformar-se a novas peças com um pouco de criatividade. c) Muitos jovens conscientes hoje são adeptos em uma vida menos consumista. d) Via-se que o homem era entendido aos assuntos de relíquias antigas e valiosas. e) A sua filosofia de vida resultava de sua maturidade e era motivo de admiração. www.tecconcursos.com.br/questoes/1100822 VUNESP - SEsc (Pref S Roque)/Pref São Roque/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto, para responder a questão abaixo. Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei acalmar a senhora. Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se abanar. Ofereci- lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte. Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora. Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci- -me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado. Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião não ousava cair. (Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos brasileiros do século.) A alternativa que reescreve passagem do texto de acordo com a norma-padrão de regência verbal é: a) ...e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado, a ter a amiga. b) Tentei fazê-la crer de que não devia se abanar... c) Adentrei do avião com indiferença... d) ...esperei inutilmente que retraísse nas pernas e) ... acabou mencionando a que assim mesmo estava bem... www.tecconcursos.com.br/questoes/1239291 VUNESP - AGPP (CMBP)/CM BP/Gestão Administrativa/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) A distância Sempre defendi a tese de que foi a preguiça que trouxe a civilização. O que foi a invenção da roda senão https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1100822 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1239291 536) o prenúncio da charrete e um triunfo do comodismo? Fomos a primeira espécie a criar um jeito de não ir, mas ser levada. A razão do hominídeo para deflagar o processo que resultou no controle remoto foi prática, a de atingir uma presa sem arriscar a ser mordido, ou almoçar sem ser almoçado. O primeiro lance do longo processo que terminou com o implante no cérebro foi a pedra arremessada. Depois vieram a lança, o estilingue, o arco e a flecha, a catapulta, as armas de fogo, o foguete intercontinental, o drone – todos os engenhos para evitar chegar perto. A distância sempre foi um inimigo natural do Homem, ou pelo menos do Homem Preguiçoso. Vencê-la foi o nosso grande desafio intelectual, e agora se abre a possibilidade de subjugá-la só com o intelecto, desprezando os instrumentos que, da pedra à internet, nos ajudaram até aqui. Estamos simbolicamente de volta à savana primeva¹, pensando e como empurrar aquele mamute para dentro do fosso sem precisar ir lá, mas agora o pensamento basta. A vontade se realizará sozinha, sem as mãos, sem mais nada. A preguiça cumpriu sua missão histórica. (Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel Falcão], “A distância”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado) Assinale a alternativa em que a regência está em conformidade com a norma-padrão. a) O homem desde sempre ansiou em vencer a distância, e a história mostrou que ele foi capaz nisso. b) O homem desde sempre aspirou por vencer a distância, e a história mostrou que ele esteve apto disso. c) O homem desde sempre pretendeu de vencer a distância, e a história mostrou que ele esteve apto nisso. d) O homem desde sempre aspirou de vencer a distância, e a história mostrou que ele esteve apto para isso. e) O homem desde sempre ansiou por vencer a distância, e a história mostrou que ele foi capaz disso. www.tecconcursos.com.br/questoes/1253779 VUNESP - Tec Ges (FITO)/FITO/Almoxarifado/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder a questão. No começo do mês, estive em Nova York. Durante as semanas que antecederam a viagem, fui anotando dicas de amigos em folhas de caderno, guardanapos, o que tivesse à mão. Só de “o melhor hambúrguer do mundo”, consegui umas sete sugestões; de “o cheesecake original”, quatro; e, com os endereços para comer sanduíches, enchi frente e verso de um papel A4. Como amizade e comida boa são duas coisas que respeito muito, em dez dias nos Estados Unidos eu gabaritei as anotações: voltei dois quilos mais gordo e, ainda no avião, fiz a promessa de, nos próximos seis meses, não chegar a menos de dez metros de uma batata frita. O que de mais saboroso provei por lá, contudo, não foi fast-food nem era uma especialidade local. Trata- se de um vegetal. Ou, para ser mais exato, um fruto: uma dádiva dos deuses que, infelizmente, não a encontramos por aqui. Chama-se tomate. Assemelha-se bastante, por fora, àquele fruto ao qual, em nosso país, também damos o nome de tomate, mas uma vez que seus dentes penetram a carne macia, o suco abundante escorre pelo queixo e o doce naturalmente se mescla ao sal em sua língua, você entende que está diante de um alimento completamente diferente. Acontece que a qualidade do tomate está ligada, entre outros fatores, à quantidade de água nele contida. Quanto mais líquido, mais macio e saboroso. O problema é que a maior presença de suco https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1253779 537) aumenta o sabor na mesma medida em que reduz a durabilidade. Os agricultores, pensando mais na performance de seu produto dentro dos caminhões do que em cima dos pratos, passaram a priorizar os frutos mais “secos”, foram cruzando-os e manipulando suas características até que os transformaram nesse tímido vegetal que aguenta todos os trancos da estrada, dura séculos na geladeira e quase chega a ser crocante em nossos dentes. Dou-me conta de que há questões mais urgentes a serem tratadas em nosso país: levar água encanada para cinquenta milhões de pessoas, criar escolas que ensinem a ler e escrever de verdade, evitar que a gente morra de bala perdida ou picada de mosquito. Mas queria pedir às autoridades competentes, sejam elas públicas ou privadas, que, depois de resolvidos os pepinos e descascados os abacaxis, ajudem a plantar tomates de verdade no Brasil. A vida é curta, meus caros, e não podemos medir esforços para deixá-la mais doce, macia e suculenta. (Antonio Prata. Fruto proibido. www.estadao.com.br, 13.12.2010. Adaptado) Está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e nominala frase: a) Quem vai nos Estados Unidos não pode deixar de provar o cheesecake. b) Antes da viagem, Antonio estava ávido a provar as especialidades culinárias. c) Os legumes têm nutrientes a que o corpo não pode abrir mão. d) Amizade é uma das coisas por que mais prezo na vida. e) Antonio Prata implicou com os tomates brasileiros por serem inferiores. www.tecconcursos.com.br/questoes/1341988 VUNESP - Ag (Pref M Agudo)/Pref Morro Agudo/Comunitário de Saúde/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Doenças crônicas mentem Percepções inadequadas de enfermidades silenciosas podem trazer danos Julio Abramczyk A percepção inadequada pelos pacientes de uma doença crônica que atinge de 2% a 4% dos adultos nos Estados Unidos e no Reino Unido é o tema de editorial da revista The Lancet Rheumatology deste mês. O editorial aborda o desafio da doença denominada gota, inflamação nas articulações causada por depósitos de cristais de urato produzidos pelo organismo do paciente. As taxas de prescrição de remédios para manter níveis normais do ácido úrico no sangue são baixas, assim como a adesão dos pacientes ao remédio. A adesão à terapia, principalmente quando a doença parece inativa, diz o editorial, é influenciada pelo grau de confiança do doente em seu médico, que deve insistir na manutenção do tratamento mesmo na ausência de dor. A crise de gota, desencadeada por dor no local da inflamação, interfere na ação da articulação e diminui a qualidade de vida do paciente. No Brasil, V. Feijó Azevedo e colaboradores da Universidade Federal do Paraná abordam, na Revista Brasileira de Reumatologia, a importância da campanha “Sua gota mente”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1341988 538) Eles afirmam que, apesar do tratamento nas crises dolorosas com anti-inflamatórios acabar momentaneamente com a dor, os cristais de urato responsáveis pela dor continuam presentes. E, a longo prazo, podem provocar tofos e graves danos nas articulações. Também assinalam a importância de os médicos contribuírem para o conhecimento do paciente sobre a doença para bons resultados a longo prazo. (Julio Abramczyk, Doenças crônicas mentem, Folha de S.Paulo, 25.10.2019. Acesso em 04.11.2019) Assinale a alternativa que apresenta uma leitura livre do texto em pleno acordo com a norma-padrão da língua portuguesa quanto à regência. a) Os níveis de pacientes que assumem ao tratamento das chamadas doenças crônicas de modo integral são baixos. b) A crise de gota, provocada por inflamação local, prejudica à qualidade de vida do paciente. c) Em média, 3% dos adultos nos Estados Unidos e no Reino Unido são acometidos por alguma doença crônica. d) A campanha denominada por “Sua gota mente”, pretende conscientizar o brasileiro acerca das doenças crônicas. e) O desafio contra a gota foi publicado ao editorial da revista The Lancet Rheumatology deste mês. www.tecconcursos.com.br/questoes/1627261 VUNESP - Tec (Pref Ilhabela)/Pref Ilhabela/Ambiental/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) São Paulo revive mesmas enchentes há 91 anos Em uma de suas principais obras, Benedito Calixto retratou, em 1892, a inundação da área do atual Mercadão, no centro de São Paulo. A região foi atingida também em 1929, numa das primeiras grandes enchentes da capital e submergiu novamente, quase 130 anos depois do quadro histórico. Urbanistas afirmam que uma das principais explicações para as repetidas inundações foi a decisão de expandir a cidade para as áreas próximas às várzeas dos rios Tietê e Tamanduateí, a partir de meados de 1890. O quadro de Benedito Calixto capta o início dessa expansão da cidade. A cheia histórica de 1929 também foi registrada em uma série de fotografias que viraram sinônimo das inundações paulistanas, por ter deixado a cidade debaixo da água por sete dias. Há suspeita de que os efeitos da forte chuva que atingiu São Paulo naquele fevereiro de 1929 tenham sido potencializados por ações da então onipresente Light. O acordo com o poder público previa que a Light poderia desapropriar áreas atingidas por enchentes naquele ano. Pesquisa da professora da USP Odette Seabra indica que a Light abriu suas represas para aumentar a área inundada pelos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Essas áreas inundadas passaram para as mãos da Light, que depois as comercializou. Os fatos recentes mostram que a história se repete: 63% dos alagamentos neste ano de 2020 estão na mesma região atingida pela cheia de 1929, que corresponde à da subprefeitura da Sé. Mas desta vez, os locais inundados não se restringem à área do Mercadão. Áreas das subprefeituras da Lapa e de Pinheiros também foram atingidas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1627261 539) 540) As obras e intervenções para conter as cheias dos rios nessas áreas não foram suficientes. Um outro agravante é que o solo da cidade tem ficado cada vez mais impermeável, com aumento das áreas construídas e ocupadas. (Folha de S. Paulo.15.02.2020. Adaptado) O trecho em destaque da frase - Há suspeita de que os efeitos da chuva tenham sido potencializados por ações da Light. – está corretamente reescrito, de acordo com a norma-padrão da regência, em: a) Supõe-se que… b) Insinua-se de que… c) Investiga-se em que… d) Desconfia-se em que… e) Duvida-se em que… www.tecconcursos.com.br/questoes/1781114 VUNESP - AEdu (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Deve-se notar que estudos controlados sobre a relação positiva entre a quantidade de jogo e esse aspecto da inteli gência produziram resultados consistentes com os da BBC, diz Louise Nicholls, da Universidade Strathclyde. A expressão “consistentes com os”, em destaque no trecho, pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e à norma-padrão da língua, por a) relevantes para os. b) condizentes nos. c) divergentes dos. d) compatíveis com os. e) coniventes aos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1781170 VUNESP - AEdu (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2020 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) A expressão em destaque na frase ─ Isso se aplica a muitas coisas. ─ pode ser substituída, sem prejuízo de sentido e atendendo à norma-padrão de regência verbal, por: a) ajusta a. b) refere para. c) utiliza de. d) inter-relaciona de. e) associa por www.tecconcursos.com.br/questoes/1028240 VUNESP - GM (Campinas)/Pref Campinas/2019 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1781114 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1781170 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1028240 541) 542) Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder a questão. Puxa-puxa O que há de errado nas novelas de TV é que os amores, os ciúmes, os ódios, os sentimentos são muito compridos... esticados que nem puxa-puxa*... quando na vida real não há tempo para isso — mas é por isso mesmo que os espectadores as adoram. (Mario Quintana. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro, Objetiva, 2012, p. 235) * Doce ou bala com consistência grudenta, elástica. Considerando as regras de regência verbal segundo a norma-padrão da língua, a construção destacada em “... os espectadores as adoram” pode ser corretamente substituída por: a) as são favoráveis. b) lhes consideram interessantes. c) as conferem importância. d) lhes dão tanta atenção. e) lhes veem com frequência. www.tecconcursos.com.br/questoes/1031980 VUNESP - Desh (Campinas)/Pref Campinas/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder a questão. Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custofísico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés. Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo. Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1031980 543) Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços. Vybarr Cregan-Reid, da Universidade de Kent, acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”. Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar. (Como o sedentarismo mudou nossos pés, 21.05.2019. www.bbc.com. Adaptado) A frase em que a regência está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é: a) Andar descalço pode contribuir para a melhora da saúde dos nossos pés. b) Nossos antepassados tinham pés aos quais eram mais saudáveis que os nossos. c) Surpreende o fato sob que quase 80% dos corredores lesionam anualmente. d) Foi nos anos 70 que as pessoas passaram a interessar mais para a corrida. e) Ficar mais sentados certamente influiu ao enfraquecimento dos nossos pés. www.tecconcursos.com.br/questoes/1033172 VUNESP - Ag Admin (Campinas)/Pref Campinas/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder a questão. Mais cansaço e menos resultado Estamos trabalhando mais, por mais horas e com menos equilíbrio entre tempo de lazer e labuta. Mas isso não necessariamente significa que nos tornamos mais produtivos. Um estudo da RescueTime, empresa de software de gerenciamento de tempo, analisou 185 milhões de horas computadas por seus usuários e identificou que os trabalhadores têm, em média, somente duas horas e 48 minutos de tempo produtivo por dia, embora trabalhem pelo menos uma hora fora do escritório em quase metade dos fins de semana do ano. “Há 30 anos, uma jornada de trabalho típica tinha oito horas por dia, das 9h às 17h, e você estava livre antes e depois”, diz Larry Rosen, professor emérito do departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, que pesquisa os efeitos da tecnologia na produtividade. “Desde a introdução dos celulares, essa separação desapareceu e a tecnologia trouxe tarefas adicionais, como checar e-mail e redes sociais”. E não são poucas vezes: segundo a RescueTime, as pessoas verificam e-mails e apps de mensagem a cada seis minutos. E, a cada interrupção dessas, são necessários cerca de 20 minutos para recuperar o estado de foco inicial. “É por isso que vemos empresas com muitos workaholics, mas sem resultados”, diz Caio Camargo da Silva, professor de gestão de pessoas e empreendedorismo da PUC-PR. “As pessoas entram em um modo de fazer 80 mil coisas ao mesmo tempo sob pressão, e isso é a receita do desastre”. Entre os millenials, a situação é pior. Estudo da Adobe mostra que, ao contrário do estereótipo de que essa geração passa o tempo todo nas redes sociais ou mandando mensagens de texto, ela é a que mais usa e-mail fora do trabalho: é comum responder pelo smartphone inclusive na cama (70%), do banheiro (57%) e enquanto dirige (27%). (Marília Marasciulo, “Mais cansaço e menos resultado”. Galileu, junho de 2019) Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão de regência verbal e nominal. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1033172 544) a) Ansiosos por dar conta de todas as suas atribuições, os millenials dedicam-se a responder aos e- mails fora do trabalho, embora muitas pessoas discordem dessa situação. b) Ansiosos em dar conta de todas as suas atribuições, os millenials dedicam-se em responder aos e- mails fora do trabalho, embora muitas pessoas discordem com essa situação. c) Ansiosos para dar conta de todas as suas atribuições, os millenials dedicam-se por responder aos e-mails fora do trabalho, embora muitas pessoas discordem a essa situação. d) Ansiosos com dar conta de todas as suas atribuições, os millenials dedicam-se para responder aos e-mails fora do trabalho, embora muitas pessoas discordem nessa situação. e) Ansiosos a dar conta de todas as suas atribuições, os millenials dedicam-se em responder aos e- mails fora do trabalho, embora muitas pessoas discordem quanto essa situação. www.tecconcursos.com.br/questoes/1052260 VUNESP - Mec II (DAEM)/DAEM/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia a charge. (http://www.nanihumor.com) Assinale a alternativa em que o enunciado expressa informação coerente com as informações da charge e em conformidade com a norma-padrão. a) Os incêndios estão saindo de São Paulo e chegando em Curitiba devida a falta d’água que impossibilita apagá-los. b) O que se vê resultante da falta d’água em São Paulo é que existem incêndios chegando a Curitiba para serem apagados. c) Como existe muitos incêndios em São Paulos e também tanta falta de água, eles estão indo a Curitiba aonde podem ser apagados. d) Os incêndios e a falta d’água em São Paulo faz com que eles se dirijam em Curitiba onde possivelmente podem ser apagados. e) As pessoas anseiam às chuvas em São Paulo, mas elas não vem e o jeito é levar os incêndios em Curitiba para serem apagados. www.tecconcursos.com.br/questoes/1070910 VUNESP - Tec (Pref F Morato)/Pref F.co Morato/Segurança do Trabalho/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1052260 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1070910 545) 546) O bom combate Apesar dos extremismos discursivos e de retrocessos democráticos registrados em vários países nos últimos tempos, não dá para negar que a humanidade melhora a olhos vistos. Por qualquer medida objetiva que adotemos, o mundo evoluiu nos últimos 30 anos, e a proporção de terráqueos vivendo em pobreza extrema, que era de 35% em 1990, está agora abaixo dos 10%. A expectativa de vida ao nascer, que batia nos 65 anos em 1990, saltou para mais de 72. Também observamos melhoras importantes nos índices globais de escolarização e na disponibilidade de itens como água tratada e eletricidade. É difícil de acreditar, mas até a inteligência dos humanos tem avançado. O fenômeno, bem documentado, atende pelo nome de efeito Flynn. Se trocarmos a lente das décadas pela dos séculos e ampliarmos a noção de riqueza para incluir não só renda, mas acesso a serviços e bens de consumo, os progressos são ainda mais significativos. Nas contas da economista americana Deirdre McCloskey, nos últimos dois séculos, o habitante médio do planeta viu sua riqueza multiplicar-se por dez, chegando a 30 nos países desenvolvidos. O mundo ainda está muito longede ser um lugar bom para todos ou razoavelmente justo, mas é preciso estar cego para não ver que estamos melhorando. Os dois motores principais desses sucessos são o saber técnico, alimentado pela ciência, e a disseminação das democracias, cujo número mais do que dobrou de 1990 para cá. Democracia, aqui, deve ser compreendida em seu conceito mais amplo, que inclui a busca por benefícios expressa pela vontade popular, mas traz, também, uma defesa intransigente de direitos universais que abarcam as minorias, mas não se restringem a elas. São justamente o saber técnico e a democracia que estão sob ataque em vários países. Defendê-los é o dever das forças pró-civilização neste momento delicado. (Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 05.05.2019. Adaptado) Considere as frases elaboradas a partir do texto. • O aumento da escolarização e o acesso à água tratada e à eletricidade, itens que o texto faz referência, atestam importantes melhorias para a humanidade. • O efeito Flynn, qual existem estudos confiáveis, está associado aos avanços da inteligência humana. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por: a) em … sobre o b) de … ao c) de … sob o d) a … no e) a … sobre o www.tecconcursos.com.br/questoes/1091544 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto, para responder a questão. Todos os seres humanos necessitam de segurança. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1091544 547) Todos os seres humanos têm o direito de serem protegidos do medo, de todas as espécies de medo. O medo tem raízes profundas na alma dos seres. Radica-se no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, com destaque para a Psicanálise. Temos medo do abandono, de passar necessidade e privações, medo das agressões, da doença, da morte. Uma sociedade que se funde no “espírito de solidariedade” procurará construir modelos de convivência que afastem o medo do horizonte permanente de expectativas. Numa sociedade fraterna, o homem não será “lobo” do outro homem. Nossa Constituição determina que a Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Será exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, mas, antes de tudo, com absoluta prioridade, sem qualquer bem ou valor que se possa assemelhar a este, a Segurança Pública deve preservar a incolumidade das pessoas. O provimento da Segurança Pública inscreve-se dentro de um quadro de respeito à Cidadania. A Cidadania exige que se viva dentro de um ambiente de Segurança Pública. Não pode haver pleno usufruto da Cidadania, se trabalhamos e dormimos sob o signo do medo, do temor, da ameaça de dano ou lesão a nossa individualidade ou à incolumidade de nossa família. A busca da Segurança Pública e a busca da Cidadania Plena deverão constituir um projeto solidário do Poder Público e da Sociedade. (Disponível em: http://www.dhnet.org.br. Acesso em 13.09.2019. Adaptado) Assinale a alternativa contendo a expressão entre colchetes que substitui o trecho destacado, de acordo com a norma-padrão de regência verbal. a) modelos de convivência que afastem o medo [dissipem do medo]. b) deverão constituir um projeto solidário [consistir a um projeto]. c) Todos os seres humanos têm o direito de serem protegidos [gozam do direito]. d) bem ou valor que se possa assemelhar a este [ imitar a este]. e) a Segurança Pública deve preservar a incolumidade das pessoas [resguardar da incolumidade]. www.tecconcursos.com.br/questoes/1130256 VUNESP - Ass Leg (CM Mauá)/CM Mauá/Comissões/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) O que você deve entender antes de dizer que é perfeccionista no trabalho Você sente (ou conhece alguém) que nunca consegue trabalhar em equipe porque acredita ser a única pessoa que sabe fazer a tarefa direito? Está sempre tentando agradar aos outros, anulando as próprias vontades? E, de tão acostumado à autocrítica, acaba vendo “defeitos” em tudo e em todos? Essas características são comuns aos perfeccionistas, e, se antes esse termo era sinônimo de dedicação, agora se transformou em um sinal de alerta. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Reino Unido apontam para uma população que não está se tornando mais bem-sucedida apesar de buscar a perfeição, mas que, na verdade, está ficando cada vez mais doente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1130256 548) Segundo os estudos, existem dois tipos de perfeccionismo. O primeiro é o adaptativo, que é saudável. Nele a pessoa se sente motivada a novas conquistas, tem um padrão alto de metas e disciplina para alcançá-las. Porém, o outro tipo de perfeccionismo, o mal-adaptativo, é perigoso para a saúde. O tipo mal-adaptativo nunca está satisfeito com seu desempenho. Isso acontece porque suas metas não são apenas altas, mas irreais. Seus padrões de autocobrança passam do limite, afetando a forma como se comporta, além de estimular uma personalidade controladora, impactando negativamente suas relações interpessoais e levando ao esgotamento físico e mental. (Sofia Esteves. https://exame.abril.com.br, 10.10.2019. Adaptado) Quanto à regência, a expressão destacada em – … agora se transformou em um sinal de alerta… (1º parágrafo) – pode ser corretamente substituída, sem prejuízo do sentido e de acordo com a norma- padrão, por: a) se converteu a b) se converteu em c) se converteu de d) se converteu por e) se converteu com www.tecconcursos.com.br/questoes/1130263 VUNESP - Ass Leg (CM Mauá)/CM Mauá/Comissões/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Planejamento Ele chegou na hora certa. Aluno da Unicamp, me pedira uma entrevista. Eu não sabia o que ele queria saber de mim. Assentados, ele com prancheta e caneta na mão fez a grande pergunta: “Eu queria saber como foi que o senhor planejou a sua vida para chegar aonde chegou...”. Compreendi imediatamente. Ele gostava de mim. Me admirava. Queria ser como eu. E queria que eu lhe revelasse o segredo, o mapa... Fiquei triste por ter de desapontá-lo. Minha resposta, absolutamente verdadeira, foi: “Eu estou onde estou porque tudo que planejei deu errado...”. (Rubem Alves. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010) Observe as seguintes frases escritas a partir do texto: • O aluno dirigiu-se ao escritor. • O aluno fez uma pergunta ao escritor. • O escritor deu uma resposta inesperada à pergunta. Essas frases estão corretamente organizadas em uma única, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, da seguinte maneira: O aluno dirigiu-se ao escritor e a) o fez uma pergunta, que lhe deu uma resposta inesperada. b) o fez uma pergunta, sendo que esta obteve uma resposta inesperada. c) fez-lhe uma pergunta, à qual este deu uma resposta inesperada. d) fez uma pergunta a ele, o qual a deu uma resposta inesperada. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1130263 549) 550) e) fez uma pergunta a ele, que o deu uma resposta inesperada. www.tecconcursos.com.br/questoes/1145593 VUNESP - ACS (Dois Córregos)/Pref Dois Córregos/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Juventude, velhice A cultura brasileira é cruel no quesito idade. Dizer que uma pessoa é – ou parece – jovem é um elogio, e chamar de velho é uma maneira de insultar, geralmente usada quando não encontram outra coisa para falar daqueles de quem não gostam, com quem não concordam. A rigor, o assunto idade nem deveria existir – a não ser, é claro, quando se trata de ajudar os que não podem viver com independência, precisando de cuidados especiais porque infelizmente têm sérios problemas de saúde. Na minha última viagem, percebi que em Paris, por exemplo, ninguém é apontado como jovem ou velho, disso não se fala. As pessoas são como são, e ninguém perde tempo carimbandoninguém; simplesmente não tem importância. Mas aqui no Brasil, ai da mulher que é ou foi bonita, quando os anos vão chegando. Essas não são perdoadas, e a idade que têm é assunto de discussão. Por isso, ainda não cheguei aos 70, mas resolvi aumentar a minha idade, e se me perguntam, digo que acabei de completar 91 anos; assim, corro o risco de ouvir um “mas que incrível, não parece”, o que é sempre bom de ouvir. (Danuza Leão. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado) No primeiro parágrafo, o trecho destacado em – ... chamar de velho é uma maneira de insultar, geralmente usada quando não encontram outra coisa para falar daqueles de quem não gostam, com quem não concordam – está reescrito em conformidade com a regência verbal e nominal padrão na alternativa: a) para caracterizar aqueles a quem menosprezam, a quem discordam b) para fazer menção àqueles a quem não estimam, de quem divergem c) para dar rótulos àqueles de quem não toleram, a quem não combinam d) para tipificar aqueles de quem não suportam, a quem se opõem e) para descrever aqueles a quem não apreciam, de quem não pactuam www.tecconcursos.com.br/questoes/1255279 VUNESP - ATA (CM SM Arcanjo)/CM SM Arcanjo/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Quanto à regência, está correta, segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase: a) Os hábitos de consumo da nova geração têm influenciado sob toda a sociedade. b) O que se espera é que o excesso de conectividade cause estranheza pelos pais e professores. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1145593 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1255279 551) c) A Geração Z estimula pessoas com valores que sejam alinhados de seus princípios. d) O pragmatismo e a rapidez notória da nova geração lamentavelmente ocorrem em detrimento aos problemas de saúde. e) Eles preferem enviar mensagens de Whatsapp e de Snapchat a esperar respostas por e-mail. www.tecconcursos.com.br/questoes/1299548 VUNESP - Fisc PEU (Pref SJC)/Pref SJC/Nível Médio/2019 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia a crônica de Ivan Angelo para responder a questão. Um pouco de gentileza Pessoas bem educadas pedem “por favor”. A ideia prática por trás da polidez sempre foi esta: se você pede com bons modos, tem mais chance de conseguir o que quer. Funcionava. Em algum momento, que não consigo localizar no tempo exato da minha vivência, mas calculo que tenha sido pela metade dos anos 1960, o desrespeito, e logo a grosseria, e daí a pouco a arrogância, e já, já a truculência, contrabandeados para a vida civil e aprendidos em culturas de fora, instalaram-se nos modos do morador civilizado das nossas cidades, aquele que dava lugar no bonde às senhoras e aos mais velhos, dizia “bom dia” aos que passavam, pedia licença, não economizava o “por favor”, deixava entrar primeiro as damas, abria a porta do carro para a namorada, e tantas gentilezas extintas ou em extinção. Noto, circulando pela cidade, que há sinais de amabilidade por aí, uma cordialidade escrita. Pedidos e avisos delicados, dirigidos aos cidadãos passantes. Pode ser uma retomada, por que não? Uma placa bem no centro do muro do estacionamento de uma farmácia na Pompeia: “Este estabelecimento cuida da sua saúde, portanto o aspecto de limpeza é muito importante. Por favor, não piche. Contamos com a sua colaboração”. O muro tem estado limpo de rabiscos nestes dois anos em que venho andando por lá a caminho da hidroginástica. Há quem junte humor e ironia ao pedido, sem perder a delicadeza. Em uma aréola na Pompeia (Sabem o que é uma aréola? Pois aprendi que o pequeno ajardinado que circula o pé das árvores nas calçadas se chama aréola. Quem terá posto nome tão delicado quanto apropriado ao jardinzinho?), então, eu dizia, em uma aréola na Pompeia, encontro fincada uma plaquinha com os dizeres: “Senhor Cão, favor não fazer suas necessidades neste local”. Bem perto dali, em um ajardinado que contorna um poste, fincaram um repique* com nova dose de humor: “Senhor Cão, favor não deixar seu dono fazer xixi aqui”. Quem mora perto de boteco, sabe que não é fácil a convivência. Reclamações resultam inúteis. Quando a iniciativa de serenar os alegrados fregueses parte dos donos, e num tom amável, o resultado é melhor. Está dando certo em um boteco de Belo Horizonte, onde se lê: “Pedimos a colaboração dos frequentadores quanto às palmas, à cantoria etc. para não termos problemas com a vizinhança”. Em um posto de gasolina no Pari: “Senhor ladrão, favor passar outra hora. Seu colega já levou tudo”. Será que adianta? Até quem tem mais de 100 anos e boa memória se lembra do aviso nas casas do pequeno comércio de bairro: “Fiado, só amanhã”. Achávamos graça nessa habilidade com as palavras. Até nas estradas, lugar de bravatas e desafios, encontro pacíficos. Em um automóvel em Itaboraí, no Rio de Janeiro: “Calma... Eu sou 1000 e ando a gás...”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1299548 552) (http://vejasp.abril.com.br/materia/ivan-angelo-um-pouco-de-gentileza-cronica. Publicado em 12.02.2016. Adaptado) *repique: advertência, aviso Considere as frases elaboradas a partir do texto. • O muro, em defesa qual a farmácia pôs a placa, tem permanecido sem pichações. • A agitação e o barulho dos bares, os quais muitos moradores se indispõem, podem ser minimizados pelos frequentadores. • Os clientes quem os proprietários do boteco em Belo Horizonte solicitaram colaboração têm correspondido. De acordo com a regência verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por a) ao ... com ... a b) ao ... de ... para c) para o ... de ... em d) do ... contra ... a e) do ... com ... em www.tecconcursos.com.br/questoes/491689 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda, anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomarmos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando “Ipanema” como um símbolo, no entanto, como um exemplo de alívio, promessa de alegria em meio à vida dura da cidade, a frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São Paulo é que você anda, anda, anda e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes batidas e os Corcovados de concreto armado. O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta liberarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinadores, maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barraquinhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal. Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade porque, depois de cinco anos vivendo na Granja Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de patos e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou Minhocão e, durante a semana, venho testando diferentes percursos. Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encostas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer, descobri um insuspeito parque noturno com bastante gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de atividades: o estacionamento do estádio do Pacaembu. (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toalha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em: 13.04.2017. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/491689 553) Assinale a alternativa em que a substituição dos trechos destacados na passagem – O paulistano,contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros quadrados de chão. – está de acordo com a norma-padrão de crase, regência e conjugação verbal. a) prefere estendê-la a desistir – ponham à disposição. b) prefere estendê-la do que desistir – põem a disposição. c) prefere mais estendê-la do que desistir – põe à disposição. d) prefere estendê-la à desistir – ponham a disposição. e) prefere estendê-la a desistir – põe a disposição. www.tecconcursos.com.br/questoes/278648 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto, para responder à questão. Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união estável com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o erro. Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras estão numa situação pior, como calculista, que vive em constante ménage(*), sempre acompanhada de assassino, frio e e. Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen – quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato). Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do casamento entre pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite: grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa, esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato. Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras. Esbarrou com o abraço que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer ledos enganos em prol de encontros mais frondosos. (Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 02 fev 2015. Adaptado) (*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não. Na passagem – Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. –, as palavras destacadas são preposições. Assinale a alternativa em que elas estão empregadas de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal. a) Persiste de falar conosco, que somos os responsáveis por tudo. b) Ele insiste de negar tudo, mas é suspeito por ter recebido propina. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/278648 554) 555) c) Há um que hesita de fazer o negócio; os demais são favoráveis por comprar o terreno. d) Recusa-se de ajudar, ficando indiferente por nosso problema. e) Eles se admiram de que tenhamos preferência por funcionários mais experientes. www.tecconcursos.com.br/questoes/241712 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia os quadrinhos para responder à questão. (Folha de S.Paulo, 08.10.2014) A fala da personagem oculta, no segundo quadrinho, está formulada, em um enunciado completo, segundo a norma-padrão da língua portuguesa, em: a) É melhor seguir com os caminhos da verdade, distanciando-se à alienação. b) É melhor seguir os caminhos da verdade, distanciando-se sob a alienação. c) É melhor seguir aos caminhos da verdade, distanciando-se sobre a alienação. d) É melhor seguir nos caminhos da verdade, distanciando-se pela alienação. e) É melhor seguir pelos caminhos da verdade, distanciando-se da alienação. www.tecconcursos.com.br/questoes/241717 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Apesar das previsões os próximos meses deverão ter chuvas dentro da média em São Paulo, isso não garante o sistema Cantareira volte a ter níveis confortáveis de reserva de água até abril, segundo especialistas. Ainda que chova bem acima do esperado, a superfície seca e exposta do Cantareira terá maior dificuldade reter a água. (www.folha.uol.com.br.08.10.2014. Adaptado) De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) que ... de que ... para b) de que ... de que ... de c) que ... em que ... para d) de que ... que ... em e) em que ... de que ... a www.tecconcursos.com.br/questoes/122461 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241712 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241717 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122461 556) 557) Leia o texto, para responder à questão. Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de textualidade, na qual a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não linear. Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas previamente estabelecidas. Quando o cientista Vannevar Bush, na década de 40, concebeu a ideia de hipertexto, pensava, na verdade, na necessidade de substituir os métodos existentes de disponibilização e recuperação de informações ligadas especialmente à pesquisa acadêmica, que eram lineares, por sistemas de indexação e arquivamento que funcionassem por associação de ideias, seguindo o modelo de funcionamento da mente humana. O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como uma “máquina poética”, algo que funcionasse por analogia e associação, máquinas que capturassem o brilhantismo anárquico da imaginação humana. Parece não ser obra do acaso que a ideia inicial de Bush tenha sido conceituada como hipertexto 20 anos depois de seu artigo fundador, exatamente ligada à concepção de um grande sistema de textos que pudessem estar disponíveis em rede. Na década de 60, o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias, com a possibilidade de interconexão entre elas. Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do mundo, numa rede de publicação hipertextual universal e instantânea. Funcionando como um imenso sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual. (Disponível em: http://www.pucsp.br/~cimid/4lit/longhi/hipertexto.htm .Acesso em: 05 fev 2013. Adaptado) Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada, que substitui a original nos parágrafos indicados entre parênteses, apresenta regência de acordo com a norma-padrão. a) ... planejava também na criação de um sistema... (2.º) b) Isso ocasiona em uma textualidade que funciona por associação... (1.º) c) ... Vannevar Bush, na década de 40, idealizou pela ideia de hipertexto... (2.º) d) ... o cientista Theodor Nelson ansiava em um sistema... (3.º) e) ... o cientista Vannevar Bush [...] cogitava, na verdade, sobre a necessidade de substituir os métodos existentes...(2.º) www.tecconcursos.com.br/questoes/86336 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Examinea imagem. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86336 558) Na frase, há um erro de regência que se corrige com a seguinte redação: a) Será interessante correr na equipe a qual meu tio pilotou. b) Será interessante correr na equipe de que meu tio pilotou. c) Será interessante correr na equipe em cuja meu tio pilotou. d) Será interessante correr na equipe aonde meu tio pilotou. e) Será interessante correr na equipe em que meu tio pilotou. www.tecconcursos.com.br/questoes/78787 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta, hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado. Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros. A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação de cooperativas de catadores. A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até 2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço. Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade. (Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado) Leia o que segue. I. Muitos dos que assistiram o simpósio sobre reciclagem saíram desapontados. II. Muitos catadores antipatizam com os projetos da prefeitura. III. A comunidade visa uma política mais eficiente para a destinação do lixo. IV. Alguns moradores aspiram uma cidade mais limpa. De acordo com a norma padrão da língua, a regência verbal está correta em a) I. b) II. c) III. d) I e III. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78787 559) e) II e IV. www.tecconcursos.com.br/questoes/78682 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana. Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) A nova versão da frase – ... eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. – está correta, quanto à regência, de acordo com a norma culta, em a) O autor disse: recorro sempre sobre o futebol onde me ensina mais sobre o Brasil que muitos livros de história. b) O futebol franqueou-me mais conhecimentos sobre o Brasil que os livros de história. c) Ele referiu-se com o fato que aprendeu mais sobre o Brasil com o futebol que com os livros de história. d) Supõe-se de que o futebol ensine mais sobre o Brasil que os livros de história. e) Os livros de história não são propensos de ensinamentos sobre o Brasil quanto o futebol. www.tecconcursos.com.br/questoes/78687 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78682 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78687 560) 561) Leia o texto para responder à questão. Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana. Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover. Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...) Sobre o lado irracional, uma das coisasque o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas. (Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado) Assinale a alternativa que completa corretamente a frase dada. Uma final de Copa do Mundo é um evento a) de que um observador cultural não pode ficar indiferente. b) sob o qual um observador cultural não pode ficar indiferente. c) ao qual um observador cultural não pode ficar indiferente. d) ao que um observador cultural não pode ficar indiferente. e) do qual um observador cultural não pode ficar indiferente. www.tecconcursos.com.br/questoes/78846 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Diploma e monopólio Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78846 562) Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) (Veja, 07.03.2007. Adaptado) Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma culta. a) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão. b) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo de conhecimento. c) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB. d) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As corporações deviam almejar do interesse da sociedade. e) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de restringir à concorrência. www.tecconcursos.com.br/questoes/78934 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Para responder à questão, leia o texto. Prezado Senhor, Confirmamos o cadastro do seu currículo. O seu currículo já está disponível para ser analizado por nosso departamento de Recursos Humanos. É importante que você mantenha todos os seus dados sempre atualizados. Este é um dos critérios mais importantes para nossa avaliação. Para tanto, tenha sempre consigo os dados abaixo, para que sempre que necessário você possa atualizar seu currículo. Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de pronomes e à regência. a) Não esqueça os dados de seu currículo para que possa sempre manter-lhe em dia. b) Não se esqueça dos dados de seu currículo para que possa sempre mantê-lo em dia. c) Lembre-se sempre os dados de seu currículo para que possa manter-no em dia. d) Lembre dos dados de seu currículo para que possa manter- lhe em dia sempre. e) Lembre-se dos dados de seu currículo para que possa sempre manter-lhe em dia. www.tecconcursos.com.br/questoes/79008 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78934 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79008 563) 564) VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Leia o texto para responder à questão. Policiais paulistanos Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns... puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras. Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário. – Vou lançar um policial! – contou-me. Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os frequentadores do terreiro. (Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006) Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal. a) Não sabia que Reginaldo aspirava por uma carreira de escritor de policiais. b) Ansiava a ler logo o policial de Reginaldo. c) Pensei que Reginaldo preferisse mais temas acadêmicos do que histórias de detetive. d) Não residimos a lugares do exterior para que os policiais os tenham como ambiente. e) Assistia ao delegado Tiago Paixão o direito de investigar os frequentadores suspeitos do terreiro. www.tecconcursos.com.br/questoes/79012 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) A questão baseia-se na história em quadrinhos de Hagar. Considerando a regência do verbo e o emprego de pronomes, a frase Vou virar você pelo avesso! pode ser substituída por a) Vou lhe virar pelo avesso. b) Vou te virar pelo avesso. c) Vou virá-lo pelo avesso. d) Vou virar-no pelo avesso. e) Vou virar-lho pelo avesso. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79012 565) 566) 567) www.tecconcursos.com.br/questoes/79025 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Assinale a alternativa correta quanto à regência nominal. a) Os paulistanos sentiam medo por estarem sujeitos nos ataques ao PCC. b) Não foi nada agradável dos paulistanos viver os ataques do PCC. c) Os paulistanos estão conscientes de que é preciso mais segurança para todos. d) A vontade em sair daquele momento dehorror era grande aos paulistanos. e) A crença a que estamos sempre seguros foi quebrada com os ataques do PCC. www.tecconcursos.com.br/questoes/79081 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) O texto a seguir é uma das muitas piadas que circulam pela Internet. Leia-o para responder à questão. A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo, e indaga sem rodeios: — Papai, por que você não coloca meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer? E o pai responde de pronto: — Olhe, filha, converse com o pessoal da funerária! Por mim, tudo bem... Assinale a frase correta quanto à regência, de acordo com a norma culta escrita. a) A filha adentra no escritório do pai e lhe encontra sarcástico. b) O pai manda a filha perguntar o pessoal da funerária sobre sua dúvida. c) A filha aspira o marido o cargo do sócio falecido do pai. d) O marido chega com a esposa no escritório do sogro para conseguir uma vaga. e) A filha vai ao escritório do pai para pedir-lhe uma vaga para o marido. www.tecconcursos.com.br/questoes/79084 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006 Língua Portuguesa (Português) - Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) O texto a seguir é base para a questão. Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários, e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados, que passam a fazer parte de nós. (Lya Luft. Veja, 30.11.2005) Assinale a frase correta quanto à regência e à crase. a) A palavra ética referia-se à um conjunto de regras, em geral não escritas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79025 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79081 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79084 568) 569) b) A palavra ética aludia à regras, em geral não escritas. c) A palavra ética compreendia às regras, em geral não escritas. d) A palavra ética abrangia à muitas regras, em geral não escritas. e) A palavra ética dizia respeito às regras de comportamento. www.tecconcursos.com.br/questoes/2833714 VUNESP - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2024 Língua Portuguesa (Português) - Crase O acento indicativo de crase foi corretamente empregado em: a) Nos períodos de férias escolares, cidades litorâneas tendem à apresentar maior fluxo de carros. b) Tem havido um crescimento no número de visitantes em relação à mesma estação do ano. c) Fernando de Noronha é uma ilha pernambucana conhecida pela restrição imposta à turistas. d) Turistas que visitam a praia de Porto de Galinhas se dirigem à ela para ter passar momentos de lazer. e) Devem-se projetar às cidades para garantir mobilidade e comodidade aos seus habitantes. www.tecconcursos.com.br/questoes/2841520 VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto para responder a questão. Sozinhos Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira. – Ronca. – Não ronco. – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa. Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos. – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos. – Humrfm – diz o velho. Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba. Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando. – Rarrá! – diz a velha, feliz. Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca! https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2833714 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2841520 570) – Rarrá! – diz o velho, vingativo. E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado. “Estão prontos?” “Não, acho que ainda não…” “Então vamos voltar amanhã…” (Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado) Considere as frases elaboradas com informações do texto: • A velha diz que o velho ronca quando dorme, ele diz ela que é mentira. • A empregada chega casa do casal pela manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. • E em seguida, o casal começa ouvir um sussurro. É uma voz indefinida. De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) a … a … à b) à … a … à c) a … à … a d) à … à … a e) a … à … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2342863 VUNESP - Ass Adm (Jundiaí)/Pref Jundiaí/Área da Saúde/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Vai minha tristeza / e diz ela / Que sem ela não pode ser. (João Gilberto) Quando saio ruas Sinto o que é solidão Se paro sombra de uma velha árvore Fico pensar se ainda me resta alguma ilusão. (Marina Ferreira) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas de acordo com a norma- padrão do emprego do sinal indicativo de crase. a) à … às … à … a b) a … as … a … à c) a … às … à … a d) à … as … a … a e) à … às … a … à https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342863 571) 572) www.tecconcursos.com.br/questoes/2347512 VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto para responder à questão. “A Natureza da Mordida” é mistério que se lê com prazer de Carla Madeira A escritora Carla Madeira virou um fenômeno editorial em 2021. Seu Tudo é rio, publicado originalmente em 2014 e reeditado, foi do boca boca listas de mais vendidos no país, beirando os 150 mil exemplares. Foi a autora brasileira mais lida do ano. Véspera, seu romance mais recente, deu continuidade ao caminho bem-sucedido. E agora a expectativa está sobre A Natureza da mordida, seu livro do meio, que acaba de ser reeditado. Alguns elementos do conteúdo talvez ajudem entender a acolhida do leitorado. O interesse pela subjetividade das personagens, a curiosidade para explorar a condição humana, a ambiguidade e a autonomia das mulheres retratadas, o direito entregue essas personagens de errarem e de serem más. Na forma, as construções fluidas, o trabalho cuidadoso com a palavra, a prosa poética com frases altamente tatuáveis também ajudam. A Natureza da mordida repete um formato já conhecido na obra da autora — os fragmentos. Capítulos curtos, alguns brevíssimos, alternam a voz das duas protagonistas. (Gabriela Mayer. https://ywfolha.uol.com.br/ilustrada/, 27.01.2023. Adaptado) De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) a...a...à...à b) à...às...a...a c) a...às...a...a d) à...à...à...à e) a...as...a...à www.tecconcursos.com.br/questoes/2348873 VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023 Língua Portuguesa(Português) - Crase Leia o texto, para responder à questão. Performance aplicada Um mercado em ascensão. Assim é o marketing. Afinal, lidar com leads, prospectos e clientes, dando a atenção necessária para, finalmente, gerar crescimento do negócio, é uma tarefa árdua para o empreendedor. Por isso, cada vez mais empresas terceirizam o serviço, para catapultar os números e conquistar ainda mais espaço. Atualmente, segundo a NTT Data e MIT Technology Review, os gastos em marketing digital correspondem a 60% de todo o gasto em marketing de uma empresa. A expectativa é de que nos https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347512 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348873 573) 574) próximos cinco anos essa fatia deve aumentar 85%. Neste ano, o marketing digital continua em alta nos planos de investimentos de diferentes empresas. (Tatiana Pires, Diário da Região, 29.01.2023.) Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e de emprego do sinal indicativo de crase. Segundo a NTT Data, os gastos em marketing digital chegam atingir 60% de todos os recursos da empresa para o marketing; e faz referência expectativa de aumento dessa fatia de custos já expressivos. a) à ... destinada ... à ... bastantes b) à ... destinado ... a ... bastantes c) a ... destinados ... à ... bastante d) a ... destinada ... a ... bastante e) a ... destinados ... a ... bastante www.tecconcursos.com.br/questoes/2391802 VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do enunciado a seguir, de acordo com a norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase. Ordem judicial determinou que se desse atenção cargas e pessoas que desembarcavam; e atenção mais especial que traziam muita bagagem. a) às ... às ... às b) à... à ... as c) as ... à ... as d) às ... as ... às www.tecconcursos.com.br/questoes/2392701 VUNESP - AFarm (SAME FM)/SAME FM/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Quanto ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa em que a frase está redigida conforme a norma-padrão da língua portuguesa. a) A assistência técnica do produto pode ser obtida junto à empresas autorizadas para esse tipo de serviço. b) É preciso garantir que produtos eletrônicos durem o máximo possível de modo à não agredir o meio ambiente. c) Se formos trocar um equipamento à cada vez que algum problema aparece, teríamos que gastar uma fortuna. d) Consumidores que acreditam terem sido lesados devem recorrer à Justiça para obter reparação de seus prejuízos. e) Um órgão de defesa ao consumidor multou à empresa que alegou que o produto estava fora da garantia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2393381 VUNESP - Ag (Piracicaba)/Pref Piracicaba/Zoonose/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2391802 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2392701 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393381 575) 576) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto segundo a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase. O atendente respondeu solicitação do usuário, mas a solução sugerida exigia que o usuário conhecesse fundo o sistema que estava prestes ser substituído. a) a … a … à b) a … à … a c) à … a … a d) à … à … a e) à … à … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2393383 VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto. Sinais de quem sofre bullying Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, o bullying segue sendo um tema que merece a nossa atenção. Uma pesquisa realizada pela Microsoft, em 2020, em 32 países, incluindo o Brasil, aponta que 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet, conhecido como cyberbullying. Por sua vez, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com 188 mil estudantes com idades entre 13 e 17 anos, aponta que um em cada 10 adolescentes já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Além disso, 23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying em ambiente escolar. Os motivos? Aparência do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%). Além de seguir com as campanhas de conscientização e de abordar o assunto com as crianças e os adolescentes, entendo que é importante que pais e responsáveis estejam 100% atentos ao comportamento dos seus filhos. A forma como estes agem pode nos dizer muitas coisas, entre elas, demonstrar se eles estão sendo autores ou vítimas de bullying. Esse é um dos melhores meios para identificar se uma criança sofre com zombarias, ridicularizações, humilhações e outro tipo de violência emocional. O assunto precisa ser tratado com seriedade pelos pais e responsáveis. É interessante que encarem as situações juntos, sem pressionar os filhos a reagir ou minimizar a situação, fazendo com que eles se sintam pior. Nesse momento, é relevante pedir discrição para lidar com o assunto, pois expor o menor não irá ajudar. Ao contrário, apenas irá incentivar os colegas a aumentar a prática. Em paralelo, vale buscar a ajuda de um profissional experiente na área. (Sueli Bravi Conte, Revista Bem-Estar, 05.06.2022. Adaptado) O enunciado entre colchetes que reescreve o original de acordo com a norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase é: a) tema que merece a nossa atenção [tema à que devemos dar atenção] b) pode nos dizer muitas coisas [pode nos levar à concluir muitas coisas] c) é interessante que encarem as situações [é interessante que enfrentem à todas as situações] d) seguir com as campanhas [dar sequência às mesmas campanhas] e) irá incentivar os colegas [irá estimular à algumas colegas] https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393383 577) 578) 579) www.tecconcursos.com.br/questoes/2394860 VUNESP - Cd Soc (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Quanto ao emprego do acento indicativo de crase, está correta a frase: a) É preciso ser grato à cada pessoa que demonstra um gesto de bondade. b) As pessoas são mais felizes quando começam à se respeitar e se admirar. c) Ajudar o próximo faz bem à ambas as partes: benfeitor e beneficiado. d) Pais mais velhos geralmente não têm tanto jeito com às novas tecnologias. e) Pessoas despreocupadas não dão tanta atenção à previsão do tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2411628 VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase O Brasil aprovou em 2020 uma lei que permite produtores e fornecedores doação de excedentes não comercializados, desde que estejam dentro do prazo de validade, não tenham comprometidas sua integridade e sua segurança sanitária e tenham mantidas suas propriedades nutricionais. lei removeu uma barreira importante doações, ao determinar que os doadores só serão responsabilizados penalmente por possíveis danos se agirem com má-fé. (https://opiniao.estadao.com.br/, 06.11.2022. Adaptado) De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) a … à … A … a b) à … à … À … às c) a … a … A … às d) à … a … A … à e) a … à … À … as www.tecconcursos.com.br/questoes/2472140 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Texto Trabalho a preservar São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE. Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-seda melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16. Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2394860 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411628 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2472140 580) 581) Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos. Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado. (Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado) Assinale a alternativa em que o sinal indicativo da crase está empregado em conformidade com a norma- padrão. a) Devido à economia em crescimento no ano de 2022, chegou-se à uma melhora mais longa e aguda. b) Jovens saem de casa à procura de emprego, muitos não o encontram, o que é um ônus à Nação. c) Quando se referem à pandemia, é preciso lembrar que coube à ela a deterioração dos empregos. d) O desemprego, embora atinja à todos os segmentos sociais, agride mais às classes mais pobres. e) De ano à ano, calcula-se a taxa de desocupação e, em 2022, ela foi à 7,9% no quarto trimestre. www.tecconcursos.com.br/questoes/2487242 VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Vicente parece estar acostumado solidão, condição em que vive desde morte de seu último familiar, com quem ele podia se dedicar falar em sua língua nativa. Assinale a alternativa que, correta e respectivamente, completa as lacunas da frase, segundo a norma- padrão de emprego do acento indicativo de crase. a) a … a … a b) a … a … à c) a … à … à d) à … a … a e) à … a … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2488671 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto para responder à questão. Choque elétrico A União Europeia (UE) engatou marcha acelerada para eletrificar sua frota de veículos: em 2035, deixará de fabricar carros movidos a combustíveis fósseis. A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050, as emissões de carbono. Com 27%, a fatia de vendas na China é mais que o dobro da média mundial de 13%. Lá, 6,2 milhões de veículos eletrificados chegaram às ruas em 2022 – entre os totalmente elétricos com baterias (BEV, na abreviação em inglês) e os híbridos que podem ser ligados na tomada (plug-ins, ou PHEV). As vendas chinesas no setor cresceram 82% em 2022, enquanto o mercado automotivo geral encolhia 5,3%. No mundo, o avanço verde foi de 55%, ante retração de 0,5% nas vendas totais de veículos, segundo a base de dados EVvolumes. Do ângulo da crise climática, pouco adiantará eletrificar a frota se a energia das baterias provier de fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. A matriz elétrica precisa ser toda renovável para fazer diferença contra o aquecimento global. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2487242 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488671 582) Nesse quesito, o Brasil ocupa posição ímpar, com 82,9% da eletricidade oriunda de fontes renováveis (hidráulica, eólica, solar e biomassa), contra 28,6% na média do planeta. Some-se a isso a alta produção de etanol e tem-se um enorme potencial para BEVs e PHEVs. Os números são ínfimos, contudo. Circulam aqui apenas 135,3 mil elétricos e híbridos, menos de 0,1% da frota de veículos leves. As vendas têm aumentado, é fato, com 49,2 mil emplacamentos em 2022, incremento de 41% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. A maioria dos carros elétricos e híbridos disponíveis no mercado nacional é de modelos pouco acessíveis – e poderão ficar ainda mais caros, se o governo federal ouvir o pleito apresentado em fevereiro pela Anfavea de revogar a isenção do imposto de importação, com retorno da alíquota de 35%. Ou seja, as montadoras querem garantir uma reserva de mercado. Enquanto a Europa acelera, no Brasil ameaçam puxar o freio de mão. (Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2023. Adaptado) Na passagem do segundo parágrafo – Lá, 6,2 milhões de veículos eletrificados chegaram às ruas em 2022... –, o sinal indicativo da crase mantém-se, se a forma verbal destacada for substituída por a) foram. b) conquistaram. c) tomaram. d) circularam. e) espalharam-se. www.tecconcursos.com.br/questoes/2488687 VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto para responder à questão. José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo que comecei a andar forac, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigiab, meio sério para dar autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentesa, mas que eu excedia a todos essese, sem contar que, para a minha idade, possuía já certo número de qualidades morais sólidasd. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio. (Machado de Assis, Dom Casmurro) No texto, o sinal indicativo da crase poderia ser empregado no termo destacado em: a) ... dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentes... b) ... os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia... c) A primeira cousa que consegui logo que comecei a andar fora... d) ... para a minha idade, possuía já certo número de qualidades morais sólidas. e) ... mas que eu excedia a todos esses... https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488687 583) 584) 585) www.tecconcursos.com.br/questoes/2491269 VUNESP - Aux Ed (Pref SBC)/Pref SBC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Quanto à ocorrência do acento indicativo de crase, está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa a frase: a) Pesquisas arqueológicas desvendam às relíquias da Humanidade. b) Em algumas sociedades, rituais eram dedicados às cerimônias funerárias. c) A arte rupestre observada é atribuída à um xamã ou um caçador. d) A cremação é uma técnica funerária que visa à incinerar o cadáver. e) Alta quantidade de ferro no solo determina à coloração mais avermelhada. www.tecconcursos.com.br/questoes/2503951 VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto, para responder à questão. Golpes virtuais e fake news fazem vítimas em todo o mundo Com o avanço da tecnologia cresce também o número de cibercriminosos. São golpistas que se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas – com perfis e histórias falsas para pedir dinheiro, com fake news e deepfakes. A internet está na mira de estelionatários, que enviam links desconhecidos, invadem e clonam as redes sociais, ou roubam dados bancários, entre outros crimes. Proteger as informações ao navegar pela internet e saber reconhecer indícios de fraude contribuem para não cair em golpe. A melhor defesa é a conscientização.De acordo com o especialista em marketing digital e gerenciamento de redes sociais, Eduardo Thomaello, a principal recomendação para evitar golpes virtuais é implementar ações de prevenção e defensivas à rotina on-line. Entre as precauções, é fundamental ter cuidado com os dispositivos de acesso à internet, como celular e notebook, mantendo-os sempre atualizados e com um bom antivírus instalado, além de não entregá-los a pessoas ou profissionais que não são de confiança. (Luciana Vinha, Revista BE Bem-Estar, 13.01.2022. Adaptado) Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto, empregando o sinal indicativo de crase de acordo com a norma-padrão. a) É preciso proteger à todas as informações ao navegar pela internet. b) A melhor defesa ainda se atribui à conscientização. c) São golpistas que objetivam à atingir a vulnerabilidade da vítima. d) Estelionatários ameaçam à qualquer pessoa vulnerável. e) É bom ter cuidado com os dispositivos que permitem acessar à internet. www.tecconcursos.com.br/questoes/2504086 VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Duas pesquisas divulgadas recentemente apontam para um problema grave: a crescente desconfiança de parcelas da população brasileira em relação vacinas. Tal resistência elas, alimentada por desinformação, tem contribuído para a queda dos índices de cobertura vacinal no País. Nos últimos anos, as principais metas de imunização do calendário infantil não foram atingidas, um risco saúde de milhões de crianças − e um alerta para as autoridades. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2491269 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2503951 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504086 586) (Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 24.01.2023.Adaptado) Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) às … à … a b) à … a … a c) às … a … à d) a … à … a e) as … à … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2525177 VUNESP - Aux Adm (CIOESTE)/CIOESTE/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase SP define limites pera barulho de obras A Prefeitura de São Paulo estabeleceu limites para emissão de ruídos por obras de construção civil na cidade. Anteriormente, o que havia na capital eram apenas normas que estabeleciam limites para a emissão de ruído em determinadas partes da cidade, variando de acordo com o zoneamento e a hora. Agora, decreto assinado pelo prefeito trata especialmente dos ruídos de obras, com horários decibéis permitidos na construção civil Obras públicas estão excluídas das novas regras. Pela nova regra, será aceita a emissão de sons e ruídos que chegue até 85 decibéis (dB), entre 7h e 19; e de 59dB, 19h até as 7 h, durante dias úteis. Aos sábados, entre 8h e 14h,o limite é de B5dB, das 14h até as 8h, baixa para 59 dB, nível que deve ser respeitado também nos domingos a feriados. Há uma ressalva: caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco à saúde, à vida e à integridade física da população,não há limites de emissão de ruído, independentemente do local ou horário. Além das obras públicas, ficaram fora das novas regras impostas pelo decreto trabalhos relativos à fase de movimentação de terra, fundação, demolição e estrutura, realizadas entre The 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados; bem como as atividades de carga e descarga, desde que realizadas no per iodo compreendido entre 21 h e meia-noite, de segunda a sexta-feira, exceto nos fins de semana e feriados. A fiscalização da poluição sonora será feita pelos agentes do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Na primeira infração, a multa é de R$10 mil. Caso, no prazo de um ano. a mesma obra desrespeite o decreto, a multa dobra de valor. Na terceira vez. o infrator deve pagar R$ 30 mil e paralisar a construção. O som de duas obras embalou boa parte da quarentena da jornalista Rafaela Martuscelli. Ela reclama dos ruídos das furadeiras e da quebra dos pisos. Por causa do trabalho remoto, Rafaela passa grande parte do dia em reuniões. Mas com a barulheira, ela passou a ficar mais silenciosa. Costuma falar só o básico e responder ao que lhe perguntam. Agora. com as obras, optou por estudar apenas à noite. pois pode se concentrar melhor. (O Estado de S.Paulo, 29 de setembro de 2021. Adaptado). A frase do texto, alterada. obedece à norma padrão de acento indicativo de crase na alternativa: a) Aos sábados das 8h às 14h, o limite de emissão de ruídos é de 85 dB. b) Trabalhos relativos à fases de movimentação de terra ficaram fora das novas regras. c) A nova regra permite que ruídos cheguem à 85 dB em alguns horários específicos. d) Caso a obra desobedeça à decreto estabelecido, será multada e interrompida. e) A norma passará a vigorar à partir de 90 dias da publicação do decreto. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2525177 587) 588) www.tecconcursos.com.br/questoes/2549128 VUNESP - AEsc (Araçatuba)/Pref Araçatuba/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase A comadre Beth Carvalho O jogador de futebol Alcir Portella deixou a quadra do Cacique de Ramos, achou um orelhão, que por sorte estava funcionando e ligou para Beth Carvalho: “Tudo bem, comadre? Queria que você desse um pulo aqui na rua Uranos para conhecer um negócio. Ninguém vai pedir para você cantar nada. Tem uma comida de que você vai gostar. Vamos jogar um buraco...”. Alcir queria que Beth conferisse uma reunião informal, sempre às quartas-feiras, uma pelada entre amigos, uma galinhada com cerveja e depois uma roda de samba intimista, com o pessoal tocando banjo, tantã e repique de mão, cantando e improvisando versos debaixo de uma enorme tamarineira. Ali nasceu, em meados dos anos 1970, o que mais tarde o mercado fonográfico batizaria de “pagode carioca”, tendo à frente o grupo Fundo de Quintal e os compositores e cantores Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Jovelina Pérola Negra. Mas era muito mais do que isso, verdadeira revolução no gênero. O historiador e sambista Nei Lopes afirma: “O movimento que surgiu no Cacique de Ramos tem o mesmo peso da revolução da bossa nova. E vai além, porque inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a inteligência do partido alto”. Beth não saiu mais do Cacique, a ponto de Bira, o presidente do clube e do bloco de embalo, sugerir a construção na quadra de um banheiro feminino, que se chamaria Beth Carvalho. A cantora, educadamente, recusou a homenagem. Mas levou aquela vitalidade sonora para seu disco de 1978, “De Pé no Chão”, cuja história acaba de ser contada em um livro recém-lançado do jornalista Leonardo Bruno. (Alvaro Costa e Silva, A comadre Beth Carvalho. https://www.folha.uol.com.br, 09.12.2022. Adaptado) O sinal indicativo da crase está empregado em conformidade com a norma-padrão em: a) A história do pagode chega à todos no livro do jornalista Leonardo Bruno. b) À partir de meados de 1970, formou-se o que se chamaria de pagode carioca. c) Beth Carvalho opôs-se à construção de um banheiro que levasse o seu nome. d) Alcir Portella era amigo de Beth Carvalho e se referia à ela como comadre. e) Beth Carvalho levou a vitalidade sonora à suas músicas de “De Pé no Chão”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2552471 VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase A questão relaciona-se à obra O Monge e o Executivo, de James C. Hunter. Leia o seguinte trecho e responda à questão. William James, o grande filósofo e psicólogo americano, ensina que os seres humanos têm necessidade de serem apreciados. Você tem dado atenção seus filhos ultimamente? Ao cônjuge? Ao chefe? Aos funcionários que passam muitas horas por dia contribuindo com seus esforços? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2549128 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2552471 589) 590) Os líderes efetivos pressionam e estimulam os outros aumentarem seu nível deatuação. Seu papel é encorajar as pessoas para que partilhem conhecimentos e experiências de forma que funcionem como uma influência constante e positiva para quem está seu redor. Lembre-se você não precisa ser chefe para encorajar e influenciar os outros. Os líderes humildes levam muito sério as pessoas a eles confiadas. (O Monge e o Executivo, James C. Hunter. Adaptado) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto. a) à ... à ... a ... de que ... à b) a ... à ... à ... de que ... a c) a ... à ... a ... que ... a d) a ... a ... a ... de que ... a e) à ... a ... a ... que ... a www.tecconcursos.com.br/questoes/2554402 VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Leia o texto. Leis da liderança A responsabilidade de fazer uma equipe vencer pertence um líder e, segundo Sun Tzu, algumas características definem bons sistemas de comando. Descentralização: Cada pessoa tem autoridade para atingir objetivos, exceto o que é proibido. Um bom líder comanda sua própria unidade, que, por sua vez, sabe de onde as instruções. Liberdade: É importante que o líder saiba dar liberdade seus funcionários. O líder não pode deixar que seu poder suba cabeça. (Trecho da Publicação Clássicos em Revista, A Arte da Guerra, no 1, 2015) As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com: a) a … vêm … a … à b) à … vem … à … à c) a … vêm … a … a d) à … vem … a … a e) a … vêm … à … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2555792 VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase O acento indicativo de crase foi corretamente empregado na frase: a) Cartunistas são chamados à apresentarem seus trabalhos nos jornais. b) O jornal tinha uma seção em que pessoas contavam às suas histórias. c) Os jovens escolheram fazer tudo às escondidas, pois cometiam um ato ilegal. d) A frase sensibilizou à própria Rita Lee, que a incluiu em sua própria obra. e) A tirinha leva os leitores a refletirem sobre à triste realidade das redes sociais. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2554402 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555792 591) 592) 593) www.tecconcursos.com.br/questoes/2586117 VUNESP - TTI (TJ RS)/TJ RS/Programador/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Em seu site, o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciências e Tecnologia fornece informações sobre as instalações escolares fechadas em cada governo local, que avalia as propostas de interessados em usá-las. Os candidatos têm de se comprometer apoiar a comunidade local, promover a revitalização regional e gerar emprego. Em troca, terão disposição espaços separados disponíveis, como salas de aula, pátios, ginásio e até piscina. A forma como os espaços estão sendo retomados varia de região para região. A vila Nippaku, na província setentrional de Hokkaido, habitada por 5 mil pessoas, perdeu uma escola centenária em 2008 e ganhou um museu no lugar. Tudo começou quando o colecionador de obras de arte Isao Tanimoto levou as obras que tinha para o prédio pedido dos moradores que queriam revitalizar região. Quanto ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que, correta e respectivamente, completa as lacunas: a) a … a … a … à b) a … a … à … à c) a … à … a … a d) à … à … à … a e) à … a … à … à www.tecconcursos.com.br/questoes/2587019 VUNESP - GCM (Pref SBC)/Pref SBC/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância e emprego do acento indicativo de crase. a) Ambientalistas buscam as melhores formas de gerar energia sem agredir à natureza. b) Passeando pela Ceará, pudemos avistarmos à distância as turbinas eólicas de Icará. c) De nada adiantam construir parques eólicos em locais à que chegam pouco vento. d) Foram construídas fontes de energia limpa, graças à conscientização dos governantes. e) Muitos são os assuntos que líderes dos países têm à conversar quando se trata do clima. www.tecconcursos.com.br/questoes/2623681 VUNESP - Ag Admin (Campinas)/Pref Campinas/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Assinale a alternativa em que a frase está correta quanto ao emprego do acento indicativo de crase e à regência verbal. a) A tecnologia pode conferir à alfabetização rumos de que pedagogos ainda ignoram. b) Pais e educadores devem se dedicar à encontrar meios de tornar a escola atraente. c) Voluntariar-se é uma forma de ajudar àqueles que dependem a uma escola atuante. d) Recorrer à ciência para elaborar regras pode ser estratégia com resultados positivos. e) Impedir à entrada de alunos sem uniforme é realidade que reflete do rigor escolar. www.tecconcursos.com.br/questoes/2624715 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2586117 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2587019 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2623681 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624715 594) VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Contrato de Namoro Diferentemente do que muitos pensam, a Lei no 9.278, que regulamenta a união estável, não possui nenhuma regra que determine morar na mesma residência ou mesmo um prazo mínimo de convivência para enquadrar uma relação amorosa como união estável. Segundo o Código Civil, para que uma relação seja considerada união estável, é preciso que seja duradoura, pública, contínua e com objetivo de constituir família. Em razão da existência de casais que decidiram morar juntos, porém mantendo uma relação de namoro, é evidente que a Justiça enfrenta dificuldades em diferenciar namoro de união estável. Portanto, embora o namoro seja duradouro, público, dotado de intimidades, isso não resulta que as partes vivam como se casadas fossem, ainda que dividam o mesmo teto. Por mais sólido que seja um namoro, o casal pode não querer constituir família. Assim, visando estancar as obrigações jurídicas derivadas do término do relacionamento, muitos escolhem formular um Contrato de Namoro, que poderá ser feito no cartório, com duas testemunhas, e apresentar tanto cláusulas comuns como outras adicionadas pelo casal. Nas cláusulas comuns, os contratantes farão a declaração de que possuem um namoro, sem qualquer tipo de vínculo matrimonial; a declaração de independência econômica, ou seja, de que são autônomos financeiramente; e a declaração de que, em eventual dissolução do namoro, o outro não terá direito à pensão alimentícia nem direito de sucessão e herança. Por fim, os contratantes devem atestar que não têm interesse em ter filhos juntos e, em caso de gravidez, que não haverá conversão do namoro em união estável, todavia os direitos da criança serão resguardados. O respectivo contrato resulta das constantes mudanças nas relações da sociedade, e o Direito tem por finalidade regular essas relações, reformulando leis, pois é essencial trazer segurança jurídica para os indivíduos. (Samira de Mendonça Tanus Madeira. https://www.estadao.com.br/politica/ blog-do-fausto-macedo/ para-que-serve-um-contrato-de-namoro-e-quaissao- os-reflexos-juridicos/?utm_source=estadao: mail&utm_medium=link Texto publicado em 04.07.2023. Adaptado) As duas frases elaboradas a partir do texto apresentam o sinal indicativo de crase corretamente empregado em: a) A gravidez não levará o namoro à se converter em união estável. / Para pessoas que estão juntas há tempos, um contrato pode oferecer segurança legal à elas. b) A Lei no 9.278 não atribui à todas as relações amorosas o caráter de união estável. / Há namorados que se dedicam à viver juntos, mas sem laços matrimoniais. c) A gravidez não levará a união duradoura entre namorados à condição de união estável. / O Contrato de Namoro pode dar legalidade à uma relação amorosa. d) É possível adicionar novas cláusulas àquelas já estipuladas por lei. / As testemunhasdevem declarar que os contratantes levam o compromisso à sério. e) A Justiça não pode agir completamente à revelia dos interesses dos contratantes. / O casal pode impor exigências pessoais às cláusulas de um contrato. www.tecconcursos.com.br/questoes/2625312 VUNESP - Ag AS (Campinas)/Pref Campinas/Farmácia/2023 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2625312 595) 596) Língua Portuguesa (Português) - Crase Emoções negativas Nossas emoções, sem dúvida, influenciam nosso bem- -estar – mas pesquisas sugerem que a forma como julgamos e reagimos a essas emoções pode nos afetar ainda mais. Em estudo, publicado na revista Emotion, os pesquisadores observaram que pessoas que habitualmente julgam sentimentos – como tristeza, medo e raiva – como ruins ou inadequados têm mais sintomas de ansiedade e depressão e se sentem menos satisfeitas com a vida que pessoas que veem suas emoções negativas sob uma luz positiva ou neutra. Quando percebemos nossas emoções como ruins, acumulamos mais sentimentos ruins sobre os já existentes, o que nos deixa com uma sensação ainda pior, disse Emily Willroth, psicóloga da Universidade de Washington. Em vez de vivenciar um sentimento que passa naturalmente depois de alguns minutos, “você pode ficar horas ruminando isso”, disse ela. Evitar ou negar sentimentos também pode ser contraproducente. Em um ensaio clínico, os pesquisadores pediram às pessoas que colocassem uma das mãos em um local com água gelada e aceitassem seus sentimentos de dor ou os reprimissem. Aqueles que tentaram suprimir seus sentimentos relataram mais dor e não aguentaram a água gelada por tanto tempo quanto aqueles que aceitaram o desconforto. Segundo a Dra. Willroth, os sentimentos negativos podem servir a um propósito: “A ansiedade pode ajudá-lo a enfrentar uma ameaça em potencial, a raiva pode ajudá-lo a se defender, e a tristeza pode sinalizar para outras pessoas que você precisa do apoio social delas”. A experiência também facilita. O bem-estar emocional aumenta com a idade, e a pesquisa constatou que isso advém, em parte, do fato de as pessoas geralmente aceitarem melhor suas emoções à medida que envelhecem. É importante observar que aceitar as emoções é diferente de aceitar as situações que causam emoções desagradáveis. “Quando falamos sobre aceitar sentimentos, as pessoas costumam ouvir isso como se fosse: ‘Ah, você deveria ser complacente’”, disse Brett Ford, psicóloga da Universidade de Toronto. Mas essa não é a conclusão certa. A aceitação emocional pode facilitar a mudança, pois, se não estamos concentrando nosso tempo e energia em combater nossos sentimentos, temos mais tempo e energia para melhorar nossas vidas e mudar o mundo. (Melinda Wenner Moyer. The New York Times. Texto publicado em 12.05.2023 pelo O Estado de S. Paulo. Tradução de Lívia Bueloni Gonçalves. Adaptado) Assinale a alternativa em que a frase elaborada com base no texto traz o sinal indicativo de crase corretamente empregado. a) Tudo depende de como reagimos à emoções prazerosas ou aflitivas. b) É improdutivo se submeter à toda situação que causa emoções desagradáveis. c) A raiva pode servir à uma atitude combativa em face da difícil realidade. d) Você pode perder horas à pensar no que sente, desgastando-se inutilmente. e) Alguns não conseguiram permanecer insensíveis à dor provocada pela água fria. www.tecconcursos.com.br/questoes/2626110 VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo. Para atender demandas de novas formas de sepultamento, os cientistas se dedicaram pesquisar microrganismos necessários decomposição da matéria orgânica. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626110 597) a) à... a... à b) às... a... à c) as... à... a d) as... à... à e) a... a... a www.tecconcursos.com.br/questoes/2632510 VUNESP - AFS (Pref Mirassol)/Pref Mirassol/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase O selvagem Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe desca belados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço. – O que é, meu filho? – gemeu a mãe. – Tribal. O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos. A tia comentou: – Se ao menos ele tivesse uma boa namorada! Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrance lhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha. De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia. – O que vai ser desse rapaz? Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou: – Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua. – Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai. Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante. – Por que veio aqui? – Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem. – Quem sabe você possa me dizer por quê? – Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste. O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juven tude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2632510 598) 599) – O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde. Despediu-se do terapeuta com um abraço. – Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai. – O problema é nosso, que esquecemos como fomos. Quem disse que os jovens não têm mais sonhos? (Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado) O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na frase da alternativa: a) O rapaz costumava ir à baladas todas as noites, para desespero dos pais. b) O porteiro contou à eles que o jovem encontrava amigos em um apartamento vago. c) O filho aceitou a contragosto comparecer à uma sessão de terapia. d) O psicólogo notou que o estilo selvagem do jovem estava associado apenas à aparência. e) O rapaz iniciou atividades em uma ONG à qual dava apoio a meninos de rua. www.tecconcursos.com.br/questoes/2771953 VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023 Língua Portuguesa (Português) - Crase Em uma realidade cada vez mais complexa e desafiadora, é natural que os governos venham aderindo transformações digitais e tecnológicas na formulação e implementação de suas políticas e entregas aos cidadãos. Assim, atuam como catalisadores de inovações direcionadas geração de mais valor público. (Pedro Cavalcante, Nem tudo são flores no mundo da Inteligência Artificial. https://www.estadao.com.br/politica, 07.08.2013. Adaptado) De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) à ... à b) a ... à c) as ... a d) às ... a e) à ... a www.tecconcursos.com.br/questoes/2182916 VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Crase Velhas cartas “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez…” Sinto um choque ao ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás. Mas, como isso está longe! Sinto-me um pouco humilhado pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem existiriam mais na minha