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CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - MANEJO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS, CÂNCER DE TIREOIDE E TIREOIDECTOMIA P R O F . D I Ó G E N E S P A I V A Estratégia MED 2Prof. Diógenes Paiva | Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e TireoidectomiaCIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO PROF. DIÓGENES PAIVA APRESENTAÇÃO: Vamos agora iniciar este resumo correspondente ao livro 1 de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Assuntos referentes a essa área foram abordados tanto em provas de cirurgia geral (a maior parte) quanto nas de clínica médica (com destaque para os nódulos tireoidianos) e pediatria (doenças congênitas cervicofaciais). Abaixo apresento o gráfico da distribuição desses assuntos nos últimos 10 anos. 71% 15% 7% 7% Doenças Congênitas Cervico-faciais Tireoide ( Nódulo, Câncer, Cirurgia) Neoplasias Malignas de CCP Traqueostomia CIRURGIA DA CABEÇA E DO PESCOÇO Estratégia MED 3Prof. Diógenes Paiva | Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e TireoidectomiaCIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Veja que, de longe, o tema mais cobrado foi patologias tireoidianas, incluindo o manejo dos nódulos tireoidianos, câncer de tireoide, bem como detalhes e peculiaridades da tireoidectomia. Neste resumo, abordarei justamente esses assuntos, por isso você deve ficar atento a cada detalhe. A distribuição dos temas relacionados à tireoide nas provas foi: Veja que câncer de tireoide correspondeu a metade das questões dos temas abordados neste resumo, merecendo ainda mais ênfase que os demais. Porém, além do câncer, estudaremos os principais tópicos abordados dentro de cada conteúdo, sempre baseados na estatística da engenharia reversa. Pontos menos prevalentes sobre esses temas, mas que também foram abordados em questões anteriores, foram excluídos deste resumo, mas estão disponíveis na versão completa deste livro. @estrategiamed /estrategiamedEstratégia MED t.me/estrategiamed 71% 15% 7%7% Tireoidectomia Câncer de tireoide Manejo de nódulos tireoidianos TIREOIDE-NÓDULOS, CÂNCER E TIREOIDECTOMIA 14% 51% 17% 32% 71% 15% 7%7% Tireoidectomia Câncer de tireoide Manejo de nódulos tireoidianos TIREOIDE-NÓDULOS, CÂNCER E TIREOIDECTOMIA 14% 51% 17% 32% @dr.diogenespaiva https://www.instagram.com/estrategiamed/?hl=pt https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://t.me/estrategiamed https://www.instagram.com/dr.diogenespaiva/ Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 4 SUMÁRIO 1.0 MANEJO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS 6 1.1 APRESENTAÇÃO CLÍNICA E AVALIAÇÃO 6 1.2 CARACTERÍSTICAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS NÓDULOS 8 1.3 INDICAÇÕES DE PAAF 9 1.4 CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA 12 1.5 CONDUTAS 12 1.5.1 BETHESDA I 13 1.5.2 BETHESDA II 13 1.5.3 BETHESDA III 13 1.5.4 BETHESDA IV 14 1.5.5 BETHESDA V 14 1.5.6 BETHESDA VI 14 1.5.7 TRATAMENTO 15 2.0 CÂNCER DE TIREOIDE 17 2.1 CARCINOMA PAPILÍFERO 19 2.2 CARCINOMA FOLICULAR 22 2.3 CARCINOMA MEDULAR 23 2.4 CARCINOMA ANAPLÁSICO 24 3.0 TIREOIDECTOMIA 26 3.1 ANATOMIA CIRÚRGICA 26 3.2 INDICAÇÕES NÃO ONCOLÓGICAS DE TIREOIDECTOMIA 30 3.3 COMPLICAÇÕES 30 4.0 MAPA MENTAL 33 5.0 LISTA DE QUESTÕES 34 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 35 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 36 Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 5 1.0 MANEJO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS Conceitos de avaliação inicial foram tema de questões, baseadas em identificar os dois exames que devem ser solicitados, bem como quando indicar cintilografia. As indicações de punção, por sua vez, exigem um pouco mais de atenção, visto que metodologias diferentes de indicação desse exame já foram cobradas. Este foi o segundo tópico mais cobrado em relação à avaliação dos nódulos, e a própria definição de nódulo tireoidiano já foi abordada em enunciados. “Nódulos tireoidianos têm por definição aumento do Foram várias as questões sobre nódulos abordadas em provas anteriores, sendo a apresentação inicial e a indicação de PAAF os assuntos mais cobrados. 1.1 APRESENTAÇÃO CLÍNICA E AVALIAÇÃO CAPÍTULO volume tireoidiano, com crescimento excessivo e transformação estrutural e/ou funcional de uma ou mais áreas do parênquima tireoidiano, sendo a maioria de natureza benigna”. Tratamento Classificação de Bethesda Indicações de PAAF Características Avaliações inicial e apresentação 0 5 10 15 20 25 30 NÓDULOS TIREOIDIANOS ÚLTIMOS 10 ANOS Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 6 TS USG de Tireoide Cintilografia+ =TS Esses nódulos têm uma grande prevalência na população em geral, mas com maior incidência no sexo feminino, apresentando-se em aproximadamente 30% das mulheres. fonte:Shutterstock A maioria dos pacientes portadores de nódulos tireoidianos é assintomática, podendo apresentar disfunções associadas, como hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Quantidade de nódulos e sua consistência não influenciam a probabilidade de malignidade. Agora, preste atenção, pois o fluxograma apresentado abaixo é a principal peça para acertar todas as questões que caíram sobre este tópico. Conforme mostrado acima, temos como exames iniciais a solicitação da dosagem do TSH e a ultrassonografia da tireoide. Apenas quando TSH se encontra suprimido, temos indicação de realização de cintilografia. Essa é a única indicação de realização de cintilografia na avaliação de nódulo tireoidiano! Esse exame identificará se estamos diante de um nódulo “quente” (hipercaptante) ou “frio” (hipocaptante). Mas, como o adenoma de Plummer é uma doença benigna, já podemos considerar que um nódulo “quente” na cintilografia apresenta um baixo risco de malignidade. Não existe indicação e dosagem de tireoglobulina nem de calcitonina rotineiras nesse primeiro momento. fonte:Shutterstock Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 7 Conforme já citado anteriormente, o ultrassom é o exame de escolha para avaliação inicial dos nódulos tireoidianos. Após a realização desse exame, podemos ter importantes informações que nos auxiliarão a diferenciar a natureza do nódulo, bem como guiarão a indicação da PAAF. A tabela abaixo descreve as principais características utilizadas para essa diferenciação e suas correlações mais prováveis. Características ultrassonográficas dos nódulos tireoidianos Característica Benignidade Malignidade Margem/Contorno Regular/Bem definido Irregular/Mal definido Ecogenicidade Iso ou Hiperecogênico Hipoecogênico Ecogenicidade Misto ou Cístico Sólido Aspecto Presente/Completo Ausente/Incompleto Halo Hipoecogênico Grosseira ou Ausente Microcalcificações Vascularização (Doppler) Periférica > Central Central > Periférica Tamanho < 1,0 cm > 1,0 cm Todas essas características ultrassonográficas já foram cobradas em provas anteriores! Nessas circunstâncias, o examinador solicitou avaliação sobre o aspecto de malignidade ou benignidade, baseado nas caracterizações ultrassonográficas dos nódulos. Por isso, fique atento às informações apresentadas na tabela acima. O padrão de vascularização dos nódulos é outra avaliação realizada pela ultrassonografia que pode ser descrita através da classificação de Chammas. Essa classificação fez uma categorização numérica entre os possíveis padrões de vascularização que podem ser encontrados nos referidos nódulos. Apresenta um aumento de probabilidade de malignidade de acordo com o aumento do número na classificação, sendo baixo risco de malignidade os classificados como I, II e III, e alto risco os classificadoscomo IV e V. 1.2 CARACTERÍSTICAS ULTRASSONOGRÁFICAS DOS NÓDULOS Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 8 1.3 INDICAÇÕES DE PAAF I = ausência de vascularização. II = vascularização periférica. III = vascularização periférica ≥ central. IV = vascularização periférica ≤ central. V = vascularização central. A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) é o método mais preciso, e o procedimento de escolha, para a avaliação da natureza dos nódulos tireoidianos, diferenciando com boa precisão os nódulos benignos dos malignos. Esse foi o principal tema de questões relacionado ao manejo dos nódulos tireoidianos, merecendo uma atenção especial. Mesmo sabendo que a ultrassonografia e/ou a ultrassonografia com Doppler auxiliam na estratificação do risco de malignidade do nódulo tireoidiano, elas não substituem a punção aspirativa. Apesar dessa grande vantagem diagnóstica, nem todos os nódulos tireoidianos devem ser puncionados. A indicação de punção foi um dos temais mais cobrados nas provas anteriores, entre os assuntos relacionados ao manejo dos nódulos tireoidianos. Abaixo, apresentarei o fluxograma de indicação de PAAF retirado do último guideline da American Thyroid Association (ATA), 2015, sendo esse instrumento uma importante referência utilizada pelos examinadores na elaboração das questões. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 9 Existe outro sistema de classificação de nódulos tireoidianos para indicação de punção, chamado de TIRADS. Ele foi elaborado pelo American College of Radiology e teve um desempenho melhor do que o fluxograma apresentado acima, da ATA, para identificar suspeita de malignidade e, consequentemente, auxiliar nas indicações de PAAF. A ideia era criar uma padronização, baseada em números ou graduações, para estratificação do risco de câncer de tireoide, semelhante ao que ocorre com a classificação radiológica BIRADS para o câncer de mama. Qualquer tamanho Extensão extratireoidiana Forte histórico familiar de câncer de tireoide Margens irregulares Isoecoico Cistos puros Espongiformes (agregados de multiplos componentes microcísticos em 50% do volume)Hiperecoico Formato mais largo que o alto Sindromes associadas ao câncer de tireoides Radiação Prévia em cabeça e pescoço Microcalcificações Idade muito jovem Associado a linfanodomegalia cervical atípica a usg Nunca< 1,0 cm > 1,5 cm > 2,0 cm> 1,0 cm e hipoecogênico Indicações de PAAF em nódulos tireoidianos pela ATA 2015 Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 10 Classificação TI-RADS 0 pontos TI-RADS I TI-RADS II TI-RADS III TI-RADS IV TI-RADS V Benigno/ sem indicação de punção Não suspeito/ sem indicação de punção levemente suspeito/ PAAF se >2,5 cm seguimento se >1,5cm moderadamente suspeito/ PAAF se > 1,5 cm seguimento se >1,0cm Altamente suspeito/ PAAF se > 1,0 cm seguimento se >0,5 cm 2 pontos 3 pontos 4 a 6 pontos 7 pontos ou mais COMPOSIÇÃO: Nódulo cístico ou quase completamente cístico - 0 pontos/ Espongiforme - 0 pontos/ Mistos (50% cisticos e 50% sólido) - 1 ponto/ Sólido ou misto com a maior porção sólida - 2 pontos ECOGENICIDADE: Anecóico- 0 pontos/ Hiperecoico ou isoecóico - 1 ponto/ Hipoecóico - 2 pontos/ Muito Hipoecóico - 3 pontos FORMATO: Mais largo do que alto - 0 pontos/ Mais alto do que largo - 3 pontos MARGENS: Regulares - 0 pontos/ Bem definidas - 0 pontos/ Lobuladas ou irregulares - 2 pontos/ Extensão extra- tireoidiana - 3 pontos FOCOS ECOGÊNICOS: Nenhum ou artefatos em cauda de cometa - 0 pontos/ Macrocalcificação - 1 ponto/ Calcificações periféricas - 2 pontos/ Microcalcificações (puntiformes)- 3 pontos Existem diferenças pontuais entre as indicações de punção de acordo com as duas classificações. Na ATA qualquer nódulo maior que 2,0 cm, mesmo sem nenhuma característica sugestiva de malignidade merece uma punção. Já na TI-RADS se apresentar classificação I ou II não apresenta indicação independente do tamanho. Na sua prova deve ser utilizada o TI-RADS, mas em questões mais antigas ou examinadores que não usam esse sistema podem ser considerados os critérios da ATA. Na maior parte dos casos eles "concordam" nestas indicações, porém como já falei, justamente as diferenças podem ser avaliadas. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 11 1.4 CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA O manejo adequado dos pacientes com nódulos tireoidianos, confirmados pela ultrassonografia, continua com a verificação, ou não, da necessidade de punção. Caso essa tenha sido indicada, as demais condutas serão guiadas pelo resultado obtido nesse exame. Os nódulos que têm indicação de PAAF apresentam no laudo Categorias de diagnóstico do sistema Bethesda para descrever a citopatologia da tireoide Classificação Bethesda Categoria do Diagnóstico Risco de Câncer I Não diagnóstico (insatisfatório) 5% a 10% II Benigno 0 a 3% III Atipia de significado indeterminado (AUS) ou lesão folicular de significado indeterminado (FLUS) 10% a 30% IV Neoplasia folicular (ou suspeita de neoplasia folicular) 25% a 40% V Suspeito de malignidade 50% a 75% VI Maligno 97% a 99% A categoria I, ou não diagnóstica, refere-se aos resultados que não apresentaram células foliculares suficientes para realização de um diagnóstico preciso. 1.5 CONDUTAS Apesar de menos cobrado, esse tema é fundamental, pois tudo que fizemos até agora foi para chegar ao resultado dessa citologia. Esse exame “decidirá o futuro do paciente”, se será seguimento clínico, repetir punção ou tratamento cirúrgico. a descrição de características das células do aspirado. Essas características são agrupadas de acordo com a probabilidade de malignidade e organizadas através da famosa classificação de Bethesda, apresentada na tabela abaixo: Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 12 1.5.1 BETHESDA I Essa categoria descreve uma punção citologicamente inadequada. É fundamental que a ausência de células malignas não seja interpretada como uma punção negativa para malignidade nas situações em que não foram obtidas poucas células foliculares no aspirado. A conduta deve ser repetir a PAAF em aproximadamente quatro a seis semanas, usando o USG para guiar a punção, caso esse exame de imagem não tenha sido utilizado para a primeira PAAF. Fonte: Shutterstock A possibilidade de resultados de aspirados não diagnósticos (Bethesda I) é maior em nódulos muito pequenos. 1.5.2 BETHESDA II Essa categoria descreve os nódulos benignos, resultado esperado por todos os cirurgiões e pacientes. Esses casos geralmente são seguidos sem cirurgia. Existem detalhes sobre a frequência do seguimento que estão dispostos no livro completo. Alguns casos podem ter indicação cirúrgica, e as cirurgias serão abordadas no capítulo de tireoidectomia. 1.5.3 BETHESDA III As classificações III e IV são descritas como indeterminadas, por apresentarem características citológicas que podem ser vistas em neoplasias malignas e benignas. São mais abordadas nas provas do que a I e II. Fique atento e vamos prosseguindo em nossa caminhada rumo à aprovação. O Bethesda III descreve a lesão folicular ou atipia folicular de significado indeterminado (AUS/FLUS). Conforme mostrado na tabela acima, a chance de malignidade desses nódulos variade 10% a 30%. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 13 A conduta inicial na obtenção desse resultado é a repetição da PAAF, após um intervalo de 6 a 12 semanas, principalmente nos casos em que a ultrassonografia apresente características preditoras de malignidade. 1.5.4 BETHESDA IV Essa categoria agrega o achado citológico de neoplasia folicular ou citologia suspeita de neoplasia folicular. Apresenta um risco de 25% a 40% de malignidade e, em semelhança ao Bethesda III, apresenta uma maior probabilidade de tratar-se de um nódulo benigno do que de um nódulo maligno. Juntamente com o Bethesda III, essa classificação faz parte dos nódulos indeterminados. Contudo, apresenta risco maior Tireoidectomia parcial (lobectomia + istmectomia): pode ser considerada em pacientes com nódulos únicos, < 4,0 cm, sem fatores de risco, história familiar ou características ultrassonográficas de malignidade. Tireoidectomia total: nódulo > 4,0 cm, presença de nódulos bilaterais, características ultrassonográficas suspeitas, história familiar, exposição à radiação prévia. de malignidade do que aqueles classificados como Bethesda III, fazendo com que esses casos sempre apresentem indicação cirúrgica. A tireoidectomia pode ser parcial ou total e os critérios para essa decisão, tanto nos nódulos com citologias classificadas Bethesda III quanto nos IV, estão expostos no quadro abaixo: Se a nova PAAF ainda mostrar o resultado Bethesda III, teremos indicação de tireoidectomia, seguindo os mesmos critérios do resultado Bethesda IV, sobre o qual falarei agora. 1.5.5 BETHESDA V Essa categoria inclui os nódulos denominados suspeitos para malignidade. Contudo, a malignidade ainda não está totalmente confirmada (embora seja muito provável), apresentando normalmente um risco de 50% a 75% na identificação de carcinoma no anatomopatológico. Os pacientes com essa classificação, assim como nos casos de Bethesda IV, devem sempre ser submetidos à cirurgia (nas provas de R1). A extensão da cirurgia também pode ser influenciada por alguns fatores como: predisposições clínicas a câncer de tireoide, antecedentes pessoais de exposição a fatores de risco, história familiar de câncer de tireoide e características ultrassonográficas do nódulo. 1.5.6 BETHESDA VI Esse grupo compreende os pacientes com diagnóstico citológico de malignidade. Apresentam uma probabilidade de 97% a 99% de malignidade, praticamente confirmando esse diagnóstico. A classificação pode incluir diversos subtipos de carcinomas, que estudaremos mais adiante. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 14 1.5.7 TRATAMENTO A base do tratamento para o câncer da tireoide é a cirurgia! Esses pacientes não devem ser tratados de forma não cirúrgica com radioiodoterapia (que poderá atuar complementando a cirurgia), radioterapia ou quimioterapia. Fonte: Shutterstock Tipo de cirurgia nos carcinomas diferenciados de tireoides Tireoidectomia total ou subtotal Nódulos > 4,0 cm OU Extensão extratireoidiana grosseira (T4), OU Sem evidência clínica de metástase linfonodais (cNO) NEM DE extensão extratireoidiana Nódulo único e sem extensão extratireoidiana Sem história familiar de câncer de tireoide Ausência de exposição prévia a radiação Sem metástases linfonodais clinicamente detectáveis A TIREOIDECTOMIA TOTAL pode ser decidida pela equipe para permitir a complementação com a radioioterapia, ou de acordo com preferências do paciente Metástase à distância Nódulos > 1,0 e > 4,0 cm E Nódulos < 1,0 cm (considerados microcarcinomas) Tireoidectomia parcial (ou total) Lobectomia (Tireoidectomia parcial) Conforme descrito anteriormente, a extensão da cirurgia também pode variar de acordo com características do tumor e do paciente e está disposta no fluxograma abaixo, também baseado no último guideline da ATA (2015): Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 15 Se o paciente, independentemente da classificação de Bethesda, teve uma indicação prévia à tireoidectomia parcial e, após o resultado do anatomopatológico, enquadrou-se como candidato à tireoidectomia total, deve ser procedido à complementação cirúrgica com a “totalização” Para pacientes que já apresentavam tireoides disfuncionantes, como os portadores de hipotireoidismo ou que apresentem tireoidite, a indicação é a realização da tireoidectomia total. Caso o resultado se enquadre nas condições clínicas que indiquem tireoidectomia parcial, apresentadas no fluxograma anterior, o paciente já será considerado tratado. Fonte: Shutterstock Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 16 2.0 CÂNCER DE TIREOIDE Agora que já estudamos o manejo dos nódulos tireoidianos, desde os exames para avaliação inicial do nódulo aos critérios para indicação de punção e cirurgia, vou ao assunto mais cobrado em relação à tireoide dentro de CCP: as neoplasias malignas. O carcinoma papilífero foi o tópico mais cobrado sobre esse tema, seguido de detalhes da etiologia e epidemiologia. Portanto, mantenha foco! Vamos continuar nossa caminhada e, como diria um colega gaúcho, “segue o baile”. a) Etiologia e Epidemiologia Em relação à etiologia dos carcinomas de tireoide, já CAPÍTULO Carcinoma papilífero Etiologia e ep idemiologia 0 10 20 30 40 Carcinoma folicular Carcinoma medular Carcinoma anaplásico Sintomas e características CÂNCER DE TIREOIDE - 10 ANOS Carcinoma papilífero Etiologia e ep idemiologia 0 10 20 30 40 Carcinoma folicular Carcinoma medular Carcinoma anaplásico Sintomas e características CÂNCER DE TIREOIDE - 10 ANOS iniciarei falando do assunto mais cobrado nas provas de Residência: a prevalência de cada tipo histológico. Fique atento, pois são questões fáceis e repetem-se em várias bancas. Você, como estrategista, acertará de forma tranquila, desde que aprenda a distribuição apresentada no quadro abaixo: Carcinoma papilífero: 83% Carcinoma folicular: 12% Carcinoma medular: 1% a 2% Carcinoma anaplásico (ou indiferenciado): < 1% Linfoma de tireoide: < 1% Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 17 Podemos ainda classificar esses tumores pelo grau de diferenciação: • Carcinomas bem diferenciados: papilífero e folicular. • Carcinoma moderadamente diferenciado: medular. • Carcinomas pouco diferenciados: anaplásico e linfoma. Nos últimos anos, foi detectado um grande aumento na incidência desses tumores. Contudo, essa mudança não foi correlacionada com um aumento concomitante nos índices de mortalidade. O sexo feminino apresenta uma incidência maior tanto de nódulos de tireoide quanto de carcinomas, sendo os carcinomas três vezes mais frequentes nesse sexo do que no masculino. Aproximadamente 30% das mulheres apresentam nódulos tireoidianos. Mas, apenas 3% a 5% desses nódulos são malignos. Fonte: Shutterstock Pacientes < 45 anos a o diagnóstico Estadiamento T N M I Qualquer T Qualquer N M0 II Qualquer T Qualquer N M1 Pacientes > 45 anos ao diagnóstico Estadiamento T N M I T1a, T1b N0 M0 II T2 N0 M0 III T3 N0 M0 T1 a T3 N0 M0 IV T4 N0 ou N1a M0 Qualquer T N1b M0 Qualquer T Qualquer N M1 Os nódulos tireoidianos têm uma menor incidência no sexo masculino, porém uma probabilidade maior de apresentarmalignidade nele do que no sexo feminino. A idade atua como um importante fator prognóstico nos carcinomas bem diferenciados. Ela, inclusive, é detalhada até no estadiamento, o que não ocorre na maioria dos outros tumores. Em pacientes menores que 45 anos, caso não apresentem metástases à distância (sejam M0), os nódulos podem apresentar qualquer tamanho (T), ou até múltiplos linfonodos cervicais metastáticos (M) e ainda serão considerados como estádio clínico I. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 18 a) Sintomas e características gerais Clinicamente, os pacientes com carcinomas de tireoide podem apresentar ao exame físico um nódulo: Fonte: Shutterstock Conforme já descrito anteriormente, a tireoglobulina só é produzida no corpo pelas células foliculares da tireoide. Em pacientes já submetidos à tireoidectomia, torna-se um excelente marcador para a detecção de persistência de doença, metástases funcionantes ou monitorização de recidivas. É utilizada principalmente no acompanhamento dos carcinomas bem diferenciados papilífero e folicular. Como existem algumas doenças autoimunes que podem produzir anticorpos antitireoglobulina, devemos fazer a dosagem desse anticorpo em associação à dosagem da tireoglobulina, para evitar que uma persistência ou recidiva tumoral não seja detectada por inativação da referida molécula por esse anticorpo. A tireoide possui uma grande drenagem linfática e a disseminação metastática obedece a padrões de drenagem para cadeias linfonodais preferenciais, didaticamente divididas em níveis cervicais. As metástases acometem inicialmente os linfonodos do nível VI, que são os linfonodos localizados na região pré-traqueal e os “recorrenciais” (por cima dos nervos laríngeos recorrentes). Posteriormente, acometem os linfonodos cervicais dos níveis II a V, sempre poupando o nível I. 2.1 CARCINOMA PAPILÍFERO Esse foi o principal assunto em relação às questões de câncer de tireoide, sendo boa parte delas composta de questões "fáceis" sobre epidemiologia. Não dê bobeira! Irregular e duro à palpação Fixo Sem mobilidade à deglutição Associado a rouquidão (disfonia) e linfonodomegalia Essas foram as características gerais associadas a carcinomas de tireoide em enunciados de questões anteriores. Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 19 a) Epidemiologia A característica epidemiológica mais cobrada em relação a esse subtipo é que ele representa o carcinoma mais comum da tireoide, correspondendo a aproximadamente 82% dos casos. Além de ser o tipo mais comum de maneira geral, também é o mais frequente na infância e o mais relacionado à exposição à radiação. Esse tipo apresenta um prognóstico excelente, principalmente quando diagnosticado em mulheres abaixo dos 45 anos. Mas, paradoxalmente, pode evoluir para o tipo de tumor maligno mais agressivo da tireoide e um dos mais agressivos de todo o corpo: o carcinoma anaplásico (ou indiferenciado). b) Patologia Pode parecer detalhe, mas, pelo fato de a citologia do carcinoma papilífero revelar achados característicos que permitem seu diagnóstico com grande precisão através da punção, diferente dos outros subtipos, os examinadores já cobraram em provas anteriores. A celularidade característica dessa neoplasia apresenta: núcleos grandes (em relação ao citoplasma); nucléolos proeminentes; citoplasma com aspecto “de vidro fosco”; fendas, sulcos e orifícios nucleares, que levam à formação de inclusões citoplasmáticas intranucleares. Fonte: Shutterstock Esta relação ocorre, pois as microcalcificações são a representação ultrassonográfica de um achado anatomopatológico característico do carcinoma papilífero: os famosos corpos psamomatosos. Na extremidade dessas papilas, geralmente ocorrem calcificações de trombos intratumorais (e não extratumorais) OU infarto nessas extremidades. Essas condições são as responsáveis pela formação dos corpos psamomatosos, permitindo a suspeita desse tipo de carcinoma durante a ultrassonografia quando são identificadas microcalcificações. Fonte: Shutterstock Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 20 Fonte: Shutterstock c) Tratamento O tratamento para o carcinoma papilífero é a cirurgia, seguindo os mesmos critérios citados anteriormente no capítulo de manejo dos nódulos, tanto na decisão da extensão da cirurgia (tireoidectomia total ou parcial) quanto na de incluir, ou não, o esvaziamento cervical de forma conjunta. A radioiodoterapia pode ser utilizada após a cirurgia de forma adjuvante. Detalhes sobre as indicações serão descritos no próximo tópico. Além disso, já foram questionadas peculiaridades sobre o tratamento de pacientes que fizeram tireoidectomia parcial, com indicação baseada na classificação de Bethesda e nas características do paciente. Porém, em algumas situações o anatomopatológico definitivo apresentou características que indicam a tireoidectomia total como tratamento. Nesses casos, a conduta é fazer a complementação da tireoidectomia ou “totalização”. Algumas bancas também tentaram “empurrar” outras opções não cirúrgicas para evitar a totalização, sendo qualquer outra opção considerada incorreta. d) Radioiodoterapia A radioiodoterapia é um tipo de tratamento que pode ser utilizado de forma adjuvante (após a cirurgia) nos pacientes com carcinomas de tireoide. Mas, não é utilizada em todos os casos, sendo reservada para os casos classificados como de risco intermediário ou alto, de persistência e/ou recidiva de doença. Detalhes sobre esse tratamento já foram abordados em provas anteriores, mas com menor frequência, ficando, assim, descritos em nosso livro completo. Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 21 2.2 CARCINOMA FOLICULAR O carcinoma folicular da tireoide é o outro tipo de tumor bem diferenciado, sendo o segundo tipo mais prevalente, possuindo umas características específicas que já foram cobradas nas provas anteriores. Ele é o carcinoma mais comum em áreas com deficiência de iodo e tende a ocorrer em uma idade mais avançada do que o carcinoma papilífero. Uma importante característica, que também o diferencia do papilífero (e já cobrada em prova), é sua via de disseminação metastática preferencial. Como vimos anteriormente, a tireoide é rica em vasos linfáticos, o que permite uma importante disseminação para os linfonodos cervicais do carcinoma papilífero, sendo a via preferencial de disseminação desse subtipo. Já nos carcinomas foliculares, a disseminação é preferencialmente hematogênica, levando à maior possibilidade de ocorrência de metástases à distância, mesmo antes do acometimento dos linfonodos cervicais regionais (que também podem ocorrer). Essa característica favorece a uma maior identificação de estádios III e IV ao diagnóstico. Fonte: Shutterstock Outra característica, já comentada anteriormente e muito avaliada em provas anteriores, é a impossibilidade do diagnóstico desse carcinoma através da citologia. Os carcinomas foliculares podem apresentar, na citologia, células foliculares organizadas em macro ou microfolículos, bem como células de Hürthle. Mas, esses achados podem ser verificados tanto no adenoma (benigno) quanto nos carcinomas (malignos). Apenas a avaliação anatomopatológica consegue fazer essa diferenciação. Os carcinomas foliculares são não encapsulados, cominfiltração da cápsula ou a vascularização. Apenas com essas informações podemos afirmar que estamos diante de um carcinoma folicular, diferindo dos adenomas foliculares que não apresentam essas características, embora a citologia seja semelhante. O carcinoma de células de Hürthle é um dos tipos de carcinoma folicular, sendo por isso classificado entre os carcinomas diferenciados. Esse tipo apresenta predomínio das células com o referido nome, também não sendo diagnosticado apenas com a citologia. Contudo, apesar de ser um subtipo do carcinoma folicular, o carcinoma de células de Hürthle apresenta uma maior tendência de disseminação linfonodal do que hematogênica. Além disso, a presença de linfonodos acometidos (positivos) é um fator de pior prognóstico em relação a outros fatores verificados nos carcinomas foliculares, como invasão capsular, vascular e tamanho > 1,0 cm. Por fim, para o tratamento, classificação de risco e seguimento são utilizados os mesmos critérios do carcinoma papilífero. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 22 2.3 CARCINOMA MEDULAR Vamos agora estudar o único carcinoma classificado como moderadamente diferenciado da tireoide: o famoso carcinoma medular (CMT). A primeira diferença importante entre ele e os demais carcinomas de tireoide é sua origem celular. Ele é originado nas células C, ou parafoliculares (as mais escuras na figura ao lado, na periferia dos folículos), diferente dos demais tipos, que se originam das células foliculares. Essas células apresentam origem embriológica diferente das células foliculares, sendo derivadas de células migradas da crista neural, também diferenciando-se em relação aos marcadores tumorais. Fonte: Shutterstock Diferentemente dos tumores bem diferenciados, que são produtores de tireoglobulina, o principal marcador relacionado a esse carcinoma é a calcitonina, sendo esse o conhecimento mais cobrado sobre ele nas provas anteriores. Essa alta incidência nas provas é justificada, pois níveis séricos elevados desse hormônio auxiliam na confirmação do diagnóstico, guiam o tratamento e auxiliam no seguimento pós-tratamento, monitorando persistência ou recidiva da doença. Outro marcador que também é identificado nessas neoplasias é o antígeno carcinoembrionário (CEA), também não encontrado nos tumores bem diferenciados. Essa neoplasia pode se apresentar clinicamente de duas formas: 1. Esporádica: a forma mais comum de apresentação clínica do carcinoma medular, ocorrendo em 75% a 95% dos pacientes com essa patologia. 2. Familiar: ocorre através de mutações no protoncogene RET. Esse gene se apresenta de maneira autossômica e dominante, com alta penetrância e, quando mutado, propicia o desenvolvimento do carcinoma medular, fazendo com que sua verificação deva ser realizada em todos os pacientes portadores desse carcinoma. No passado, essa classificação era considerada uma entidade separada, mas, hoje, está agrupada dentro dos pacientes com as neoplasias endócrinas múltiplas. • Neoplasia endócrina múltipla tipo IIa (NEM2A): leva à associação de CMT com feocromocitoma e hiperplasia de paratireoide gerando hiperparatireoidismo. • Neoplasia endócrina múltipla tipo IIb (NEM2B): apresenta-se também com CMT associado à feocromocitoma, mas sem o hiperparatireoidismo. Contudo, apresenta de forma complementar: neuromas das mucosas, ganglioneuromatose intestinal e um “hábito marfanoide” (mas sem critérios para diagnóstico de síndrome de Marfan). Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 23 Esse conhecimento foi cobrado tanto em prova de clínica médica, associado à endocrinologia, quanto de cirurgia geral, pertinente à CCP. Maiores detalhes epidemiológicos, bem como outras sintomatologias associadas que já foram abordadas, estão no livro completo. O tratamento do CMT é sempre cirúrgico. Mas, apresenta algumas diferenças em relação aos carcinomas bem diferenciados. Primeiro: não existe possibilidade de tireoidectomia parcial, sendo sempre tratado com tireoidectomia total. Segundo: a tireoidectomia obrigatoriamente virá acompanhada de um esvaziamento cervical. Fonte: Shutterstock Se o paciente não apresentar metástases clinicamente detectáveis e o nível de calcitonina estiver menor que 200, o esvaziamento será apenas no nível VI. Casos essas duas condições não sejam satisfeitas, também serão incluídos os níveis laterais de II a V. Outra diferença em relação aos tumores bem diferenciados é que o CMT não apresenta benefício de tratamento adjuvante com a utilização da radioiodoterapia nem supressão com TSH. 2.4 CARCINOMA ANAPLÁSICO Fechando os subtipos de carcinomas de tireoide, vamos a esse outro tipo pouco diferenciado, que é de uma agressividade gigante: o carcinoma anaplásico ou indiferenciado de tireoide. Felizmente, representa menos de 1% dos carcinomas dessa glândula. Ele é a neoplasia mais agressiva da tireoide, a mais agressiva entre todas as glândulas e uma das mais agressivas de todo o corpo. Mas, paradoxalmente, pode ser originado a partir do carcinoma papilífero, que é o tumor maligno mais indolente da tireoide e um dos que apresentam melhor prognóstico em todo o corpo. A prova disso é que, no carcinoma anaplásico, a sobrevida média é de seis meses, mesmo nos pouquíssimos casos em que se consegue realizar a cirurgia. Epidemiologicamente, acomete mais idosos, sendo essa uma importante informação para a elaboração da hipótese diagnóstica. Clinicamente, apresenta-se como uma massa cervical indolor de crescimento rápido, que desencadeia disfonia e dispneia de forma precoce. Esses sintomas se justificam pelo acometimento do nervo laríngeo recorrente e acometimento direto da traqueia. Fonte: Shutterstock Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 24 Disfagia também pode ocorrer, mas, geralmente, posterior aos sintomas respiratórios. O tratamento varia bastante em relação aos outros tipos, pois, devido a sua agressividade, o tratamento cirúrgico com ressecção parcial ou total não consegue resolver a maioria dos casos. O manejo, infelizmente, resume-se à realização de traqueostomia para “adiar” a inevitável dispneia causada pela compressão e infiltração traqueal. A realização da traqueostomia não apresenta risco de agravar o carcinoma anaplásico. Dentre os indiferenciados, temos ainda o linfoma de tireoide, pouco prevalente nas provas, mas que também já foi abordado. Detalhes no livro completo. Fonte: Shutterstock Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 25 3.0 TIREOIDECTOMIA Vamos fechar este resumo com um tema também importante, embora menos prevalente que os anteriores: a tireoidectomia. Fonte: Shutterstock 3.1 ANATOMIA CIRÚRGICA Detalhes anatômicos são importantes, pois justificarão as possíveis complicações relacionadas a esse procedimento. Além disso, também já caíram questões diretas somente sobre essa anatomia. Quanto à vascularização, temos que o suprimento arterial é realizado por dois grupos arteriais localizados em cada lado: as artérias tireoidianas superiores e as inferiores. Um dos tópicos mais cobrados em relação a essas artérias é quanto às suas origens, sendo a artéria tireoidiana superior ramo da carótida externa (o 1º ramo) e a artéria tireoidiana inferior ramo do tronco tireocervical, sendo esse ramo da artéria subclávica CAPÍTULO A artéria tireoidiana ima é um ramo da artéria inominada, outro nome para o tronco braquiocefálico,localizada na parte inferior da tireoide, sendo motivo de atenção durante a realização das traqueostomias. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 26 Em relação à drenagem venosa, ocorre uma diferença quantitativa em relação ao suprimento arterial, pois essa drenagem é frequentemente realizada por três pares de veias, as tireoidianas superiores, médias e inferiores. Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 27 Vascularização arterial: - Artéria tireoidiana superior (ramo da carótida externa). - Artéria tireoidiana inferior (ramo do tronco tireocervical-ramo do tronco braquiocefálico-ramo da artéria subclávia). Suprimento venoso: - Veias tireoidianas superiores, médias e inferiores. Drenagem linfática: - Preferencialmente para os linfonodos pré-traqueais e paratraqueais (nível VI). Principais nervos envolvidos na tireoidectomia - Ramo externo do nervo laríngeo superior e nervo laríngeo recorrente. Outra importante relação anatômica da tireoide é com as glândulas paratireoides. Essas últimas estão presentes em número de quatro, sendo duas de cada lado, próximas aos "pedículos" superiores e inferiores. Fonte: Shutterstock Além de terem importância como referências na identificação do nervo laríngeo recorrente, essas glândulas podem ser lesadas ou desvascularizadas durante a tireoidectomia, levando ao desenvolvimento de hipocalcemia por hipoparatireoidismo. Por fim, o tema mais cobrado sobre anatomia cirúrgica da tireoide é sua relação com a inervação da laringe. Essa glândula apresenta uma íntima relação com os nervos laríngeos superiores e os nervos laríngeos recorrentes. Ambos são ramos do nervo vago (X par) e apresentarão diferentes funções em diferentes lugares da laringe. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 28 O nervo laríngeo superior divide-se em dois ramos, sendo o primeiro ramo o interno, que é sensitivo, responsável pela sensibilidade da laringe. Já o ramo externo do laríngeo superior é motor e inerva apenas um músculo, o cricotireóideo, responsável pela tensão das pregas vocais. Para facilitar, lembre-se de que ele "vai querer recorrer depois que tomar a benção do arco aórtico". Mas, como não existe arco aórtico do lado direito, "conforma-se" e retorna após à subclávia. Após a recorrência, ascenderá pelo sulco traqueoesofágico e entrará na laringe através da membrana cricotireóidea. O nervo laríngeo recorrente também apresenta uma relação peculiar com as paratireoides, localizando-se lateralmente à paratireoide inferior e medialmente à paratireoide superior. Durante a ligadura do polo (pedículo) superior de cada lobo, pode ocorrer lesão iatrogênica do nervo laríngeo superior, acarretando as sequelas funcionais que serão discutidas mais adiante. O nervo laríngeo inferior possui uma porção distal, chamada de nervo laríngeo recorrente, pois essa porção retorna à laringe após "um passeio" na cavidade torácica. No lado direito, recorrerá a artéria subclávia direita e, à esquerda, diretamente no arco aórtico. Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 29 Após atravessar a membrana cricotireóidea, inervará toda a musculatura intrínseca (e não a extrínseca) da laringe, com exceção do músculo cricotireóideo, que, como descrito anteriormente, será inervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior. 3.2 INDICAÇÕES NÃO ONCOLÓGICAS DE TIREOIDECTOMIA No capítulo de câncer de tireoide, vimos que a tireoidectomia (com ou sem esvaziamento cervical) é a base do tratamento dessas patologias. Mas, esse procedimento também pode ser utilizado em algumas situações benignas. As indicações não oncológicas já foram solicitadas em provas anteriores. Ela pode ser indicação absoluta em casos benignos quando: gera sintomas compressivos como dispneia ou disfagia, em alguns casos de hipertireoidismo e nos bócios muito volumosos. O hipertireoidismo pode apresentar tratamento cirúrgico e não cirúrgico. Essas indicações estarão descritas no material da endocrinologia sobre esse tema. A tireoidectomia pode ter indicação relativa em: bócios pequenos com alteração estética importante, ou por desejo do paciente. 3.3 COMPLICAÇÕES As principais complicações decorrentes da tireoidectomia, abordadas nas provas anteriores, são: as lesões nervosas, vasculares e das paratireoides. Nas complicações pós-operatórias relacionadas às paratireoides, ocorre o desenvolvimento de hipocalcemia sintomática, com o surgimento de vários sinais ou sintomas que serão descritos no material da endocrinologia, escrito brilhantemente pelas professoras Camila e Maria Tereza. a) Nervosas O principal nervo lesado na tireoidectomia é o nervo laríngeo recorrente (apresentado pela pinça na figura ao lado), sendo também o mais lembrado em questões de prova. Ele faz a inervação de quase toda a musculatura intrínseca da laringe ipsilateral e, nos casos em que houve lesão cirúrgica iatrogênica, o paciente pode apresentar disfonia e/ou dispneia nas lesões unilaterais, causadas por uma paresia ou paralisia da prega vocal ipsilateral. Fonte: Shutterstock Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 30 Em casos de lesão bilaterais, pode ocorrer uma paralisia mediana de ambas as pregas vocais, não permitindo a passagem do ar para a traqueia, levando ao desenvolvimento de dispneia intensa, cornagem e estridor após a remoção do tubo ao término da cirurgia. Nesses casos, é imperativa a reintubação (se possível), além da realização de traqueostomia. A voz pode apresentar-se soprosa e curta nos casos de lesão unilateral do nervo laríngeo recorrente. O exame de escolha para a confirmação dessa suspeita é a laringoscopia. A lesão pode ocorrer no momento da ligadura do pedículo superior, que contém a artéria e veia tireoidiana superior, apresentando íntimo contato com o referido nervo. O músculo cricotireóideo, ao contrair, "avança" na cartilagem tireoide em direção à cricoide, comprimindo a membrana cricotireóidea e "esticando" as pregas vocais. Essa "esticada" leva a um aumento da tensão nas pregas vocais, permitindo a emissão dos sons agudos. Fonte: Shutterstock O outro nervo susceptível à lesão nas tireoidectomias, e cobrado nas provas mais recentes, é o nervo laríngeo superior. Conforme mencionado anteriormente, ele emite um ramo interno sensitivo e um ramo externo motor, que inerva o músculo cricotireóideo. Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 31 Nos pacientes em que ocorreu lesão do ramo externo do nervo laríngeo superior, verifica-se uma dificuldade na emissão de sons agudos, podendo manifestar-se nos enunciados como "dificuldade ou falha na voz" ao cantar. A lesão do ramo interno do nervo laríngeo superior não provoca alterações na fala, apresentando apenas alterações sensitivas na laringe. b) Vasculares Devido ao grande suprimento arterial e drenagem venosa da tireoide, são realizadas muitas ligaduras vasculares durante a cirurgia para a remoção dessa glândula e podemos ter complicações caso essas ligaduras não sejam realizadas de forma adequada. Clinicamente, nas questões sobre hematoma pós-tireoidectomia o paciente apresentou-se com aumento do volume cervical, associado a cornageme agitação. A depender do tempo de evolução, cianose central e rebaixamento do nível de consciência também foram descritos. Em caso de suspeita de hematoma cervical após uma tireoidectomia, deve-se realizar a abertura da ferida operatória imediatamente à beira do leito, sem aguardar: exame complementar de imagem, traqueostomia, intubação ou remoção ao centro cirúrgico. Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 32 4.0 MAPA MENTAL CAPÍTULO Manejo dos Nódulos Tireoidianos Conduta inicial Solicitar TSH e Ultrassonografia TSH SuprimidoSolicitar cintilografia (possibilidade de nódulo autônomo hiperfuncionante) TSH Normal ou Aumentado Avaliar as características da ultrassonografia Nódulos benignos (macofoliculares ou adenomatoides, adenomas colóides, bócio nodular, tireoidite de hashimoto Repetir o USG e uma nova PAFF em 12 meses Repetir novo USG entre 12 a 24 meses. Repetir PAAF se o nódulo crescer ou alterar as características Repetir USG em 24 meses Lesão folicular ou atipia folicular de significado indeterminado (AUS/FLUS)/Atipia nuclear leve, lesões ou macrofoliculares istas, células de Hürthle (alteração oncocitica extensa) Repetir PAAF entre 6 a 12 meses Mantendo o mesmo resultado Suspeita de neoplasia folicular/Células de Hürthle também podem estar presente Semelhante ao Bethesda III não consegue fazer distinção, apenas pela citologia, entre malignidade e benigadade Suspeito para malignidade (50 a 75% de probabilidade) Diagnóstico citológico de malignidade (97 a 99% de probabilidade) Se o anatomo patológico mostrar carcinoma diferenciado, se este teria indicação de tireoidectomia parcial (já estaria tratado) ou tireoidectomia total (necessidade de totalização) Nódulo único, < 4,0 cm, sem fatores de risco e/ou história familiar e/ou características ultrassonográficas suspeitas de malignidade Nódulo > 4,0 cm, presença de nódulos bilaterais, características ultrassonográficas suspeitas, história familiar e exposição à radiação prévia Tipo de Cirurgia nos carcinomas diferenciados de tireoide Nódulos < 1,0 cm (considerados microcarcinomas)/ nódulo único e sem extensão extratireoidiana/ Sem história familiar de câncer de tireoide/ Ausência de exposição prévia a radiação/Sem metástases linfonodais clinicamente detectáveis Nódulo > 1,0 cm e < 4,0 cm/Sem evidência clínica de metástase linfonodal (N0) NEM DE extensão extratireoideana/ Tireoidectomia total pode ser decidida pela equipe para permitir a complementação com a radioiodoterapia ou de acordo com preferências do paciente Nódulo > 4,0 cm OU extensão extratireoidiana grosseira (T4) OU metástase à distância IN D ICA ÇÕ ES D E PA A F Cirurgia Cirurgia CLASSIFICAÇÃO DA CITOLOGIA Be th es da V I Be th es da IV Be th es da II I Be th es da II Be th es da I Be th es da V Repetir a PAAF Citologia inadequada/ Ausência de células foliculares significativas para a análise Baixo risco ao USG Risco intermediário ao USG Alto risco ao USG Tireoidectomia parcial (lobectomia) Tireoidectomia total Lobectomia (Tireoidectomia total) Tireoidectomia parcial ou total Tireoidectomia total ou subtotal Classificação TI-RADS0 pontos TI-RADS I TI-RADS II TI-RADS III TI-RADS IV TI-RADS V Benigno/ sem indicação de punção Não suspeito/ sem indicação de punção levemente suspeito/ PAAF se >2,5 cm seguimento se >1,5cm moderadamente suspeito/ PAAF se > 1,5 cm seguimento se >1,0cm Altamente suspeito/ PAAF se > 1,0 cm seguimento se >0,5 cm 2 pontos 3 pontos 4 a 6 pontos 7 pontos ou mais COMPOSIÇÃO: Nódulo cístico ou quase completamente cístico - 0 pontos/ Espongiforme - 0 pontos/ Mistos (50% cisticos e 50% sólido) - 1 ponto/ Sólido ou misto com a maior porção sólida - 2 pontos ECOGENICIDADE: Anecóico- 0 pontos/ Hiperecoico ou isoecóico - 1 ponto/ Hipoecóico - 2 pontos/ Muito Hipoecóico - 3 pontos FORMATO: Mais largo do que alto - 0 pontos/ Mais alto do que largo - 3 pontos MARGENS: Regulares - 0 pontos/ Bem definidas - 0 pontos/ Lobuladas ou irregulares - 2 pontos/ Extensão extra- tireoidiana - 3 pontos FOCOS ECOGÊNICOS: Nenhum ou artefatos em cauda de cometa - 0 pontos/ Macrocalcificação - 1 ponto/ Calcificações periféricas - 2 pontos/ Microcalcificações (puntiformes)- 3 pontos Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 33 Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://bit.ly/3pi9YfQ https://bit.ly/3pi9YfQ Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 34 CAPÍTULO 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 3. Haugen BR, Alexander EK, Bible KC, et al. 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer: The American Thyroid Association Guidelines Task Force on Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid. 2016;26(1):1-133. doi: 10.1089/thy.2015.0020. 4. Tracy S Wang, MD, MPH, Melanie L Lyden, MD, MHPEJulie Ann Sosa, MD, MA, FACS. Thyroidectomy. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: Uptodate Inc. https://www.uptodate.com (Acessed on May 02, 2020). 5. Douglas S Ross, MD. Evaluation and management of thyroid nodules with indeterminate cytology. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: Uptodate Inc. https://www.uptodate.com (Acessed on May 02, 2020). 6. Manfred Blum, MD, FACP. Overview of the clinical utility of ultrasonography in thyroid disease. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: Uptodate Inc. https://www.uptodate.com (Acessed on May 02, 2020). 7. Douglas S Ross, MD. Thyroid hormone suppressive therapy for thyroid nodules and benign goiter. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: Uptodate Inc. https://www.uptodate.com (Acessed on May 02, 2020). 8. R Michael Tuttle, MD. Differentiated thyroid cancer: Overview of management. Post TW, ed. UpToDate. 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Waltham, MA: Uptodate Inc. https:// www.uptodate.com (Acessed on May 02, 2020). Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 Estratégia MED CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia35 CAPÍTULO 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Mais um resumo finalizado sobre esses que foram os principais temas dentro de uma das minhas especialidades preferidas. Espero que tenha gostado, mas não deixe de conferir a versão completa deste livro, bem como responder a lista de questões que preparei sobre o assunto. Até mais e fico à disposição, (@dr.diogenespaiva) Estratégia MED Prof. Diógenes Paiva | Resumo Estratégico | 2024 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Manejo dos Nódulos de Tireoide, Câncer de Tireoide e Tireoidectomia 36 1.0 MANEJO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS 1.1 Apresentação Clínica e Avaliação 1.2 Características Ultrassonográficas dos Nódulos 1.3 Indicações de PAAF 1.4 Classificação de Bethesda 1.5 Condutas 1.5.1 Bethesda I 1.5.2 Bethesda II 1.5.3 Bethesda III 1.5.4 Bethesda IV 1.5.5 BETHESDA V 1.5.6 BETHESDA VI 1.5.7 TRATAMENTO 2.0 CÂNCER DE TIREOIDE 2.1 Carcinoma Papilífero 2.2 Carcinoma Folicular 2.3 Carcinoma Medular 2.4 Carcinoma Anaplásico 3.0 TIREOIDECTOMIA 3.1 Anatomia Cirúrgica 3.2 Indicações não oncológicas de Tireoidectomia 3.3 Complicações 4.0 MAPA MENTAL 5.0 LISTA DE QUESTÕES 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS