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1. Farmacodinâmica Paul Ehrlich - devemos manifestar nossa gra dão a Paul Ehrlich, por haver insis do na ideia de que a ação dos fármacos deve ser explicada em termos de interações químicas convencionais entre fármacos e tecidos, e por ter refutado a ideia de que a potência e a especificidade de ação notáveis apresentadas por alguns fármacos os colocavam, de certo modo, fora do alcance da química e da sica, requerendo a intervenção de “forças vitais” mágicas. Como agem os fármacos? Absorção – distribuição – alvo -> mudanças bioquímicas e fisiológicas. Interações químicas que ocorrem (ligação de H, interações hidrofóbicas, interações eletrostá cas como a ligação iônica e, por fim, ligação covalente). Um fármaco não agirá a menos que ele esteja ligado! – Paul Ehrlich. Conceito de bala mágica – alvo específico. Para que o medicamento encontre seu alvo é necessário afinidade – tendência de interação, ou seja, fármaco deve ter mais afinidade pelo alvo do que pela p.p. para haver o deslocamento e liberação da molécula para exercer seu efeito. Obs. Fármacos inespecífico (coeficiente de par ção, pKa, ionização) exercem seu efeito sem um alvo específico. Alvos: proteína/ matriz óssea/ ácidos nucleicos. Os alvos mais importantes são as proteínas – receptores (farmacológicos – para diferenciá-lo dos receptores imunológicos que geralmente se ligam de maneira célula-célula e mediam reações de migração, a vação etc), enzimas, moléculas carreadoras, canais iônicos. Ocupação dos receptores não precisa ser de 100% para exercer efeito máximo – receptores de reserva (capacidade funcional de reserva – atrasa diagnós cos) Exemplo da ace lcolina na placa motora. Conceito de eficácia – capacidade de gerar um efeito após interação! É capaz de gerar uma mudança conformacional no alvo (receptor) que deflagra a transdução do sinal intracelular. Agonistas plenos e parciais – parciais são importantes para tratar dependência – vareniclina/ buprenorfina. Agonistas inverso – a vidade cons tu va do receptor. Modelo dos dois estados teoriza o fenômeno sico e de certa forma abstrato de a vidade cons tu va. Modelo dos múl plos estados – agonista tendencioso. Antagonista – não tem eficácia. Pode ser compe vo reversível (superável) ou compe vo irreversível (não superável – quando a dissociação é muito lenta ou a ligação é covalente). No antagonismo compe vo reversível, diz-se que a ligação ao receptor é superável. Enquanto que no antagonismo irreversível (na qual a ligação entre fármaco-receptor é estável, por vezes covalente, e a dissociação lenta) a superação não ocorre. Mudanças nas curva dose-efeito – mostrar no gráfico. Moduladores alostéricos: Ação ortostérica ou alostérica. Definições: Sí o ortostérico: o sí o de ligação, no receptor, que é reconhecido pelo agonista endógeno deste receptor. Sí o alostérico: um sí o de ligação, no receptor, que não tem sobreposição, é espacialmente dis nta, mas conformacionalmente ligado ao sí o ortostérico. Moduladores alostéricos podem ser posi vos, ou seja, aumentam a afinidade do ligante endógeno, e por outro lado, podem ser classificados como nega vos, e neste caso, diminuem a afinidade do ligante. Moduladores alostéricos podem também alterar a eficácia do ligante endógeno ou ainda produzir efeito per se. Taquifilaxia é um po dessensibilização ou refratariedade que se referem à diminuição rápida da resposta de um fármaco. Quando diminui-se a eficácia o termo refratariedade é mais comumente u lizado. O termo tolerância refere-se a uma perda mais gradual (dias ou semanas) de a vidade de um ligante quando este for administrado na mesma dose, contudo, as diferenças entre os termos ainda não são bem delineadas. No caso dos an bió cos denomina-se resistência. Ocorre a dessensibilização após repe das interações ou uso con nuo de uma substância. É um po de adaptação. Efeito esperado não ocorre com a mesma dose usual. Após o desuso o receptor volta a ser expresso. GPCR – 7TM: receptores metabotrópicos Receptores enzimá cos ou associados à a vidade enzimá ca Descrever sua estrutura – um domínio extracelular conectado ao domínio intracelular por um domínio transmembranar. Geralmente se dimerizam para deflagrar seus efeitos. São representados pelos receptores rosina quinase, receptores serina-treonina quinase, receptores guanilil-ciclase, receptores associados à a vidade rosina quinase e, por úl mo, receptores rosina fosfatase. Os receptores enzimá cos ou receptores ligados a enzimas são o segundo po principal de receptores de membrana celular com domínios intracelulares que estão associados a uma enzima. Em alguns casos, o domínio intracelular do próprio receptor é uma enzima. Os receptores enzimá cos desempenham um papel na apoptose, diferenciação celular, divisão celular, crescimento celular, resposta imune, inflamação e reparo de tecidos. Receptores nucleares São receptores intracelulares que se encontram no citoplasma e possuem a vidade de regulação gênica, podendo suprimir ou a var determinados genes e gerar uma resposta na escala de horas a dias. Sua estrutura pode ser descrita em 4 domínios principais. Domínio N terminal (NTD) – altamente variável e se liga a proteínas correguladoras. É alvo de modificações pós-traducionais. Domínio de ligação ao DNA (DBD) – é altamente conservado em dois subdomínios com 4 resíduos de cisteína cada que coordenam um zinco para criar o dedo de zinco responsável pela ligação com o DNA. O primeiro subdomínio contém o elemento de resposta ao hormônio (HRE), cuja afinidade depende do sub po de receptor e da homo ou heterodimerização. Assim o receptor se liga especificamente em regiões promotoras do elemento de resposta aos androgênios (ARE), dos estrógenos (ERE), dos glicocor coides (GRE). O segundo subdomínio faz contatos não específicos e é responsável pela dimerização do receptor. Domínio de ligação ao ligante (LBD) – porção C-terminal, interage diretamente com o ligante e proteínas correguladores como as remodeladoras de croma na, proteínas envolvidas nos processos transcricionais etc. Contém uma bolsa hidrofóbica para interação com o ligante que geralmente é bastante lipossolúvel. Receptores ionotrópicos Canais iônicos operados por ligantes. Tri (P2XR) tetra (mGLUR) ou pentaméricos (GABA-A, nAchR), excitatórios ou inibitórios. Alvo de muitos moduladores alostéricos e cofatores. Canais iônicos dependentes de voltagem. Canais de sódio (NaV), potássio (KV), cálcio (CaV) e prótons (HV) dependentes de voltagem contém um domínio sensível à voltagem (VSD). Quatro subunidades alpha formadas por 6 seguimentos transmembrana, sendo S1-4 as regiões do VSD, e S5-6 o poro do canal que contem comportas externas e internas. O S4 é posi vo e detecta mudanças no potencial da membrana. São alvos de fármacos an arrítmicos, an convulsivantes, vasodilatadores e anestésicos locais. Outros receptores Enzimas (PDE, NOS); transportadores; discu r brevemente.