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A nutrição da criança de 0-1 ano de vida; Alunas: Ana Carla Raylle Tauanny 1. A importância da nutrição no primeiro ano de vida. ➤ Impacto na promoção à saúde e no crescimento e desenvolvimento adequados. ➤ Papel relevante na prevenção de doenças crônicas na vida adulta, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. 2. Aleitamento Materno; ➤ LEITE MATERNO: - Nutricionalmente completo; - Condições ideais de absorção de nutrientes; - Passa do seio à boca em tempo e temperatura adequada; - Isento de germes, mesmo em precárias condições de higiene; 2. Aleitamento Materno; ➤ COLOSTRO - Primeiros dias pós parto: 2 -20 mL por mamada; - Características laxantes, favorecendo a eliminação de mecônio; - Imunoglobulinas atapetam a mucosa intestinal, impedindo aderência ou invasão de germes patogênicos. - Evolução para leite maduro em 3 - 14 dias após o nascimento (apojadura). - Alta densidade e pequeno volume; menos lactose, gordura e vitaminas hidrossolúveis; mais proteínas, vitaminas lipossolúveis e minerais como zinco e sódio. 3. Leite materno: Proteinas; ➤ Concentração protéica: 0,8 a 0,9 g/100 ml ➤ Contém todos os aminoácidos essenciais em concentrações balanceadas. ➤ Alfa-lactoalbumina ➤ LV. Alta concentração de caseína, com formação de coágulo firme (difícil digestibilidade, esvaziamento gástrico mais lento) e com alta afinidade pelo cálcio, dificultando a absorção deste. 4. LM: Fatores Protetores; ➤ LACTOFERRINA ➤ LISOZIMA ➤ IMUNOGLOBULINAS 5. LM: Gorduras; ➤ Componente mais variável do leite humano ➤ Alta concentração no leite final ➤ Secretada em glóbulos microscópicos ➤ Os triglicérides correspondem a 98% dos lipídios dos glóbulos. 6. LM: Hidratos de carbono; ➤ Lactose é o principal carboidrato do leite humano, onde é encontrado em maior quantidade. ➤ A lactose parece ser um nutriente específico da infância, pois a lactase só é encontrada em filhotes de mamíferos. ➤ 40% das necessidades energéticas, metabolizada em glicose e galactose. ➤ Facilita a absorção de cálcio e ferro. ➤ Promove a colonização intestinal com Lactobacillus bifidus, bactérias fermentativas que promovem um meio ácido, inibindo o crescimento de bactérias patogênicas, fungos e parasitas. 7. LM: Vitaminas e sais minerais; ➤ Concentração variável com a dieta materna, quase sempre adequada às necessidades dos bebês. ➤ Ingestão de vitaminas lipossolúveis oscila marcadamente dada a variabilidade da concentração de gorduras no leite humano e sua relação com a dieta materna. ➤ A concentração de vitamina A é maior no leite humano do que no de vaca, exceto em populações deficientes. ➤ Sua quantidade no colostro é o dobro da do leite maduro. ➤ A deficiência de vitamina A no segundo ano de vida é mais comum entre infantes desmamados precocemente do que entre os que ainda mamam. 7. LM: Vitaminas e sais minerais; ➤No puerpério imediato a concentração de vitamina K é maior no colostro e leite inicial do que no final, mas após duas semanas a flora intestinal que fornece vitamina K está instalada nos bebês amamentados. ➤ A melhor via de ingestão de vitamina D não é o trato gastrointestinal, por permitir absorção de quantidades tóxicas. A pele, na presença de luz solar é adequada tanto para fabricar potencialmente grandes quantidades de vitamina D quanto para impedir a absorção de quantidades maiores do que a capacidade de uso e armazenagem do organismo. 8. RECOMENDAÇÕES DA OMS; ➔ O aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida. ➔ A partir de 6 meses de vida indicado iniciar a IA complementar; ➔ Deve-se atentar aos sinais de má aceitação e alterações na criança; ➔ Fazer uma avaliação geral nutricional: crescimento deficitário com LME nos primeiros meses, avaliar a amamentação. ➔ Com os resultados desse estudo, foi criada uma nova curva de crescimento para crianças, recomendada pela OMS em substituição ao padrão de referência do NCHS (final de 2007). ➔ Introduzir os alimentos complementares tardiamente também é desfavorável, porque o crescimento da criança para ou se lentifica, e o risco de desnutrição e de deficiência de micronutrientes aumenta. 9. Leite Materno. ➔ Proteção efetiva a curto e longo prazo; ➔ Efeito protetor do AM exclusivo na proteção contra otite média, assim como nas pneumonias e na doença diarréica; ➔ Em relação às doenças crônicas: doença de Chron, linfoma, diabetes mellitus tipo 1 e algumas formas de alergia. 10. Alimentação complementar para lactentes LME. ➔ Se o aleitamento materno não é possível deve-se usar, preferencialmente, uma fórmula infantil de seguimento. ➔ Deve ser pesquisada história familiar de alergia, antes da introdução de novos alimentos. ➔ Frutas devem ser oferecidas nesta idade, preferencialmente, sob a forma de papas e sucos, sempre em colheradas. ➔ Nenhuma fruta é contra-indicada. ➔ Sucos naturais devem ser usados, preferencialmente, após as refeições principais e não em substituição destas, em quantidade máxima de 240 ml/dia. 11- NÃO OFERECER (Departamento de Gastroenterologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria do DF); ➔ Água; ➔ Chá; ➔ Açucares; ➔ Trigo; ➔ Leite de vaca e deriados; 12. Alimentação complementar para lactentes não amamentados; ➔ Leite modificado adequado à idade. ➔ Sete a oito refeições ao dia, com intervalos de 3 horas, no primeiro mês. ➔ Aumentar progressivamente os intervalos entre as mamadas, com retirada das dietas noturnas por volta do quarto ou quinto mês. ➔ Introduzir comida caseira a partir do quarto mês. ➔ Sexto mês: duas refeições lácteas, duas frutas e duas papinhas de sal. OS DEZ PASSOS PARA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (MS/OPAS E SBP) Passo 1. Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos; Passo 2. A partir dos seis meses introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais; Passo 3. Após os seis meses dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada; Passo 4. A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança; Passo 5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa (papas/ purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família; Passo 6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida; Passo 7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições; Passo 8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação; Passo 9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados; Passo 10. Estimular a criança doente e convalescente a alimentar-se, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos e respeitando sua aceitação REFERÊNCIAS: Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Nutrologia. Manual de orientação: alimentação do lactente, alimentação do pré-escolar, alimentação do escolar, alimentação do adolescente, alimentação na escola/ Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. - São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 2006, 64 p. Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, Departamento de Gastroenterologia Pediátrica. Manual de Gastroenterologia Pediátrica. Brasília, 2002. Brasil/Ministério da Saúde/OPS. Guia alimentar para crianças menores de 2 anos. Serie A. Normas e manuais técnicos no 107. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2002. Obrigada!