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Avaliação II - Individual (Cod.:954601) Código da prova: 83709946 Disciplina: Direito Tributário e Empresarial (DIR98) Período para responder: 06/06/2024 - 21/06/2024 Peso: 2,00 1 - As obrigações são, por natureza, transitórias. Existem tão somente para viabilizar os intercâmbios de conteúdo econômico entre as pessoas. Assim sendo, não faria sentido algum a existência de um vinculum juris atando os polos ativo e passivo da obrigação sem a existência de um objeto, que, no caso da obrigação tributária, é uma prestação pecuniária, um dar dinheiro ao Estado. Esse dinheiro o CTN denomina crédito tributário. De maneira simples, o crédito tributário pode ser definido como o valor que o sujeito ativo tem direito de receber do sujeito passivo, diante do não pagamento ou pagamento parcial do tributo, sendo lançado o crédito por quem de direito, o Estado, calculando o montante a ser devidamente pago e notificando o contribuinte para que este possa efetuar a quitação devida. Fonte: adaptado de: ARAUJO, C. R. Crédito tributário. Jusbrasil, 2023. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/credito-tributario/1869359369. Acesso em: 25 jan. 2024. Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre crédito tributário: A ) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias, ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade, afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. B ) A isenção prevista em contrato será sempre decorrente de expressa manifestação de vontade, sendo que sua forma não necessita ser solene, ou seja, tem a forma livre. C ) O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. D ) A exclusão do crédito tributário dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído ou dela consequente. 2 - De acordo com a Teoria Pentapartite, a qual possui como fiéis defensores ilustríssimos doutrinadores como Ives Gandra Martins e Hugo de Brito Machado, com base nos preceitos normativos insculpidos na Constituição Federal, os tributos subdividem-se em 1) impostos, 2) taxas, 3) contribuições de melhoria), 4) Empréstimos Compulsórios; e 5) contribuições, conforme já suscitado no tópico anterior. Ainda, a teoria em análise classifica como autônomas as espécies tributárias previstas na Carta Magna de 1988 em razão de seu regime jurídico específico, as quais não podem, de acordo com suas peculiaridades, serem enquadradas como subespécies de tributos. Fonte: adaptado de: MEDEIROS, Frederico B. dos S. Conceito de Tributo e as Espécies Tributárias. Jusbrasil, 2020. Disponível em: https://encurtador.com.br/ceN27. Acesso em: 23 jan. 2024. Considerando o texto e os seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir sobre as espécies tributárias: I. A contribuição de melhoria é um tributo de competência exclusiva dos Estados federados. II. A contribuição de melhoria é um tributo vinculado, cobrado em razão de valorização imobiliária decorrente de obra pública. III. Os impostos são classificados como tributos não vinculados, uma vez que sua cobrança não está atrelada a uma atividade estatal específica em relação ao contribuinte. IV. Os empréstimos compulsórios são tributos instituídos apenas pela União, por meio de lei complementar, em duas circunstâncias distintas: para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência, e no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. É correto o que se afirma em: A ) I, II e III, apenas. B ) I e IV, apenas. C ) II e III, apenas. D ) II, III e IV, apenas. 3 - O artigo 156, inciso V, do Código Tributário Nacional dispõe que: “extinguem o crédito tributário a prescrição e a decadência”. A decadência prescrita no art. 156, V do CTN versa sobre a perda do direito de o Fisco constituir o crédito tributário por meio do lançamento, pois o decurso do prazo decadencial leva à perda de direito material. De tal sorte, a decadência é o instituto de direito material que demarca o fim do prazo para se constituir o crédito tributário. É o lapso entre o fato gerador e o lançamento. De tal modo, o não lançamento dentro do prazo decadencial extingue o crédito do mundo fático, ainda que não constituído no mundo jurídico. Fonte: adaptado de: BRASIL. Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, estados e municípios. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm. Acesso em: 25 jan. 2024. Fonte: adaptado de: Decadência no Direito Tributário: entenda aspectos elementares quanto à contagem do prazo. Jusbrasil, 2017. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/decadencia-no-direito- tributario-entenda-aspectos-elementares-quanto-a-contagem-do-prazo/474380235. Acesso em: 25 jan. 2024. Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. O direito de efetuar o lançamento é considerado extinto quando ocorre a decadência. PORQUE II. O prazo para que a Administração Tributária, por meio da autoridade competente, promova o lançamento é decadencial. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: A ) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. B ) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C ) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. D ) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 4 - O Código Tributário Nacional, em seu artigo 201, assim dispõe: “constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular”. Fonte: BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm. Acesso em: 22 de jan. 2024. Considerando Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre a dívida ativa: I. A presunção de certeza e liquidez da dívida ativa é absoluta. II. A dívida ativa regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez e tem o efeito de prova pré- constituída. III. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, deve conter obrigatoriamente: o nome do devedor; domicílio; quantia devida e o método do cálculo de juros de mora; origem e natureza do crédito com disposição legal; data da inscrição; número do processo administrativo se aplicável e indicação de livro e folha de inscrição. É correto o que se afirma em: A ) I e II, apenas. B ) II e III, apenas. C ) I, II e III. D ) III, apenas. 5 - A hipótese de incidência (HI) é uma situação abstrata descrita pela lei tributária quando o legislador recorta um fato da vida real como tributável, ou passível de incidência tributária. Segundo o princípio da legalidade tributária, todo tributo deve ser previsto em lei para que possa ser cobrado. A hipótese de incidência é essa descrição legal da situação em que o tributo deverá ser pago se tal fato previsto ocorrer. Um cidadão adquire um imóvel urbano em uma cidade e, ao concretizar a transação, verifica-se a hipótese de incidência. Fonte: adaptado de: MALESKI, J. L. Da hipótese de incidência até a obrigação tributária. Jusbrasil, 2020. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/da-hipotese-de-incidencia-ate-a-obrigacao- tributaria/1181813586. Acesso em: 24 jan. 2024. Considerando o princípio da legalidade tributáriae a conceituação de hipótese de incidência, assinale a alternativa correta em relação a um caso apresentado: A ) A hipótese de incidência é suficiente por si só para determinar a ocorrência do fato gerador do tributo. B ) A responsabilidade pelo pagamento do IPTU recai sobre o vendedor do imóvel urbano, conforme o princípio da legalidade tributária. C ) O IPTU será devido, pois a hipótese de incidência desse tributo está configurada na aquisição de imóvel urbano. D ) O IPVA será devido, pois a hipótese de incidência desse tributo está configurada na aquisição de qualquer tipo de veículo automotor. 6 - “Dispõe o art. 149 da Constituição Federal: ‘Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6.º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo’. Percebe-se que o legislador constituinte previu a possibilidade de a União instituir três espécies de contribuições, quais sejam: a) as contribuições sociais; b) as contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE); e c) as contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas (corporativas).” Fonte: ALEXANDRE, R. Direito tributário esquematizado. 10. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2016. Considerando o texto e os seus conhecimentos sobre as contribuições especiais, avalie as afirmativas a seguir: I. As contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas são instituídas pelos estados. II. A instituição das contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE) se presta para fins de intervenção na economia pela destinação da arrecadação a uma determinada atividade. III. A União é competente para instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. IV. A parafiscalidade está relacionada à cobrança de contribuições parafiscais, que são aquelas cuja arrecadação é destinada ao custeio de atividades em paralelo ao Estado, isto é, atividades exercidas por entidades privadas, mas voltadas a programas sociais e de interesse público. É correto o que se afirma em: A ) II e III, apenas. B ) I, II e III, apenas. C ) II, III e IV, apenas. D ) I e IV, apenas. 7 - A sujeição passiva é matéria adstrita ao polo passivo da relação jurídico-tributária. Refere-se, pois, ao lado devedor da relação intersubjetiva tributária, representado pelos entes destinatários da invasão patrimonial na retirada compulsória de valores, a título de tributos (e, ainda, multas). À luz do parágrafo único do art. 121 do CTN, destacam-se dois tipos de sujeitos passivos na relação jurídico-tributária: o contribuinte (inciso I) e o responsável (inciso II), ou seja, o sujeito passivo da obrigação tributária principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Fonte: adaptado de: SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 9. ed. São Paulo : Saraiva, 2017. Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre o sujeito passivo da obrigação tributária: I. O sujeito passivo pode ser caracterizado como contribuinte se tiver relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. II. A responsabilidade tributária é dividida em responsabilidade dos sucessores, de terceiros e por infrações, conforme categorização do Código Tributário Nacional. III. O sujeito passivo pode ser caracterizado como responsável, nas situações em que, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. IV. O Código Tributário Nacional não autoriza que a lei atribua de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação. É correto o que se afirma em: A ) I, II, III e IV. B ) III e IV, apenas. C ) II e IV, apenas. D ) I, II e III, apenas. 8 - Hugo de Brito Machado afirma que no Direito Tributário a palavra responsabilidade tem um sentido amplo e outro estrito. Em sentido amplo, é a submissão de determinada pessoa, contribuinte ou não, ao direito do Fisco de exigir a prestação da obrigação tributária. Em sentido estrito, é a submissão, em virtude de disposição legal expressa, de determinada pessoa que não é contribuinte, mas está vinculada ao fato gerador da obrigação tributária, ao direito do Fisco de exigir a prestação respectiva. Fonte: adaptado de: SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 9. ed. São Paulo : Saraiva, 2017. Segundo o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre responsabilidade por transferência e responsabilidade por substituição: I. A responsabilidade por transferência se subdivide em: por sucessão, por solidariedade e terceiros. II. A responsabilidade por substituição se subdivide em para frente, ou progressiva, e para trás, ou regressiva. III. A responsabilidade por substituição ocorre quando a figura do responsável somente surge após a ocorrência do fato gerador. IV. A responsabilidade por transferência ocorre quando o responsável passa a figurar como sujeito passivo no mesmo momento da ocorrência do fato gerador. É correto o que se afirma em: A ) II e IV, apenas. B ) III e IV, apenas. C ) I, II, III e IV. D ) I, II e III, apenas. 9 - Competência tributária é a aptidão para criar tributos. O poder de criar tributo é repartido entre os vários entes políticos, de modo que cada um tem competência para impor prestações tributárias, dentro da esfera que lhe é assinalada pela Constituição. A competência tributária é a habilidade privativa e constitucionalmente atribuída ao ente político para que este, com base na lei – e imprescritivelmente –, proceda à instituição da exação tributária. Fonte: adaptado de: SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. Considerando o texto e a doutrina majoritária sobre a competência tributária, assinale a alternativa correta: A ) Competência tributária é indelegável, imprescritível, irrenunciável e facultativa. B ) Competência tributária é delegável, imprescritível, irrenunciável e facultativa. C ) Competência tributária é indelegável, prescritível, irrenunciável e facultativa. D ) Competência tributária é indelegável, imprescritível, renunciável e facultativa. 10 - Ocorrido o fato gerador, é necessário definir, com precisão, o montante do tributo ou penalidade, o devedor e o prazo para pagamento, de forma a conferir exigibilidade à obrigação. Daí a exigência de um procedimento oficial consistente em declarar formalmente a ocorrência do fato gerador, definir os elementos materiais da obrigação surgida (alíquota e base de cálculo), calcular o montante devido, identificar o respectivo sujeito passivo, com o fito de possibilitar que contra este seja feita a cobrança do tributo ou da penalidade pecuniária. Todo esse procedimento é legalmente denominado lançamento, conforme se pode extrair do art. 142 do CTN. Fonte: adaptado de: ALEXANDRE, R. Direito tributário. 15. ed. rev. atual. e ampl. Salvador: JusPodivm, 2021. Considerando o texto mencionado e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre lançamento tributário: I. A constituição do crédito tributário pelo lançamento compete privativamente à autoridade administrativa. II. O pagamento antecipado pelo obrigado extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. III. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. IV. A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativano exercício do lançamento, somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. É correto o que se afirma em: A ) I, II, III e IV. B ) I, II e III, apenas. C ) III e IV, apenas. D ) II e IV, apenas.